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Ernesto Bono

O LADRÃO E SALTEADOR DA MENTE HUMANA

En este mundo traicionero, nada és verdad, nada és mentira, todo tiene el color del cristal con que se mira. Campoamor

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FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação – CIP

B712l

Bono, Ernesto O ladrão e salteador da mente humana / Ernesto Bono. – Porto Alegre, 2010. 193 p. 14,8cm x 21cm. 1. Gnosiologia. Critica do conhecimento. Epistemologia. 2. Gnosticismo. 3. Budismo. I. Título

CDU 165 273.1 294.3

TODOS DIREITOS RESERVADOS – é proibida a reprodução, salvo pequenos trechos, mencionando-se a fonte. A violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610/98) é crime (art.184 do Código Penal). Depósito legal no escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, sob o número de registro 516.931, livro 980, folha 326

Eventual Correspondência para o Autor: Ebono.ez@terra.com.br http://blogdoernestobono.blogspot.com/

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OBRAS DO AUTOR

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É A CIÊNCIA UMA NOVA RELIGIÃO? (Ou Os Perigos do Dogma Científico - 197l - Editora Civilização Brasileira S/A - RIO (esgotado) Reescrito para nova Edição NÓS A LOUCURA E A ANTIPSIQUIATRIA - Editora Pallas S/A – Rio – EDITORA AFRONTAMENTO, Porto, Portugal - 1975 e 1976, respectivamente, (esgotados) CRISTO, ESSE DESCONHECIDO - 3ª Edição - Editora Record S/A - 1979 - RIO (esgotado) – Reescrito e pronto para nova edição SENHOR DO YOGA E DA MENTE - Editora Record S/A - 1981 (esgotado) ECOLOGIA E POLÍTICA À LUZ DO TAO - Editora Record S/A 1982 - RIO - (esgotado) ANTIPSIQUIATRIA E SEXO - (A Grande Revelação) - Editora Record S/A - 1983 - RIO - (esgotado) OS MANIPULADORES DA FALSA FATALIDADE - Fundação Educacional e Editorial Universalista FEEU - 1994 - Cx. Postal 2931 - P. Alegre CEP 90.001-970 – Livros ainda disponíveis A GRANDE CONSPIRAÇÃO UNIVERSAL, - Bonopel Edições 1994 - Porto Alegre (edição restrita e esgotada) ZENDA EDITORA LTDA - 1995 - São Paulo (esgotado) – A ponto de sair uma terceira edição O APOCALIPSE DESMASCARADO (Nem Anjos nem Demônios, Apenas ETs) – Editora Renascença – 1997 (edição restrita de 500 volumes) – (esgotado) – Está sendo reeditada Segunda edição AIDS, UMA HISTÓRIA MAL CONTADA (Quem Nisso Perde e quem Nisso Ganha) – Editora Rigel 1999 Porto Alegre –. (Tradução) PERCEPÇÃO INTERPESSOAL - Dr. Ronald D. Laing, Phillipson, Cooper - Editora Eldorado - 1974 - RIO (Tradução) KUNDALINI, A ENERGIA EVOLUTIVA DO HOMEM - Gopi Krishna - 1980 - Editora Record S/A - RIO

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OBRAS PRONTAS E INÉDITAS
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PRISÃO DO TEMPO - pronto para ser editado PARAR ESTE FALSO MUNDO - desdobrado abaixo em quatro volumes (livros nº 1, 2, 3, 4 e 5) O LADRÃO E SALTEADOR DA MENTE HUMANA - primeira parte do inédito Parar Este Falso Mundo - (livro 1) TRANSMUTAR ESTE FALSO MUNDO - segunda parte do inédito Parar Este Falso Mundo - (livro 2) O FOGO FÍSICO E O FOGO DA PAIXÃO - terceira parte do inédito Parar Este Falso Mundo - (livro 3) A FARSA DOS MEIOS DO CONHECIMENTO - quarta parte do inédito Parar Este Falso Mundo - (livro 4) CIÊNCIA UMA NOVA RELIGIÃO - versão nova, ampliada e corrigida, desdobrada em quatro volumes, conforme abaixo A CIÊNCIA NOS ENGANA - (Ciência, a Nova Religião, Primeiro Tomo) – pronto CIÊNCIA, MAGIA LOGIFICADA – (Ciência, a Nova Religião, segundo tomo) – pronto UMA CRÍTICA CONTRA O MÉTODO OU A ANTIDIALÉTICA – (Ciência, a Nova Religião, Terceiro Tomo) – pronto AS BASES INCONSISTENTES DA MEDICINA CIENTÍFICA – (Ciência, a Nova Religião, Quarto Tomo) – pronto REVOLUÇÃO QUÂNTICA – MATÉRIA OU CONSCIÊNCIA? FILHOS E FILHAS, NÃO MORRAM! - A Tragédia dos Filhos da Terra UM INSTANTE DE TERNURA - Poesias TRÊS JÓIAS DO BUDISMO JESUS SEM CRUZ JESUS CRISTO, MESSIAS OU FILHO DO HOMEM ? OS HERDEIRO DO FILHO DO HOMEM BÍBLIA SEM VÉUS QUANDO O PERCEBER NOS ENGANA VIVENDO COM O ZENBUDISMO

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O TAOÍSMO E SUA FILOSOFIA O BUDISMO, SUA SABEDORIA E FILOSOFIA.

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SUMÁRIO
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Prefácio Introdução Quem Foi Nagarjuna? Alguns Alertas de Nagarjuna O Ego Esconde e Recria As Duas Fontes do Conhecimento As Oito Etapas da Ciência Chega de Velhas Teorias do Conhecimento Biologia, Medicina e o Conhecimento Indiretíssimo Mais Argumentos Sobre os Dois Tipos de Conhecimento Lei da Geração Condicionada A Aparência Falsifica o Real Criação do Universo, Origens da Vida, Falsa Evolução Dá-se Mesmo a Extinção Definitiva das Coisas e Seres? Os Começos, Meios e Fins Temporais são Enganadores Nem a Totalidade Corporal é Absolutamente Válida nem a Célula Particular Nem Origem, nem Permanência, nem Cessação, nem Instantaneidade Absoluta Nem Átomo nem Matéria Nem Átomos nem Moléculas O Átomo Objetivado é uma Extensão Intelectual, Ilegítima e Gratuita A Verdadeira Sabedoria Nega o Átomo (as Células e os Vírus) O que Houve atrás das Primeiras Explosões Atômicas Sem o Espaço e sem o Tempo Físicos não há Átomos nem Movimento O Fantasmagórico Átomo nem se Move nem Está Parado A Concepção Atomística Infesta Tudo Nem o Deus Acaso Nem “Ele”, o Deus Persona, Demiurgo, criaram coisa alguma O Deus Acaso e o “Ele”, Deus-Persona, sempre foram Simples Forjações Humanas 6

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • O Espírito Verdadeiro não é uma Alma-Ego O que é Verdadeiro. Conforme o Bhagavad Gita O Ato-Homem é Muito mais que Ciência A Eficácia de Algo não Está Naquilo do qual Parece Depender O Ato Intencional Fundamentando Conveniências O Broto não Provém nem Deixa de Provir da Semente Os Frutos da Ignorância-Pensamento são Sempre Irreais O Ato Puro é Meta em si Mesmo As Causas. os Efeitos e as Condições. o Ato ou o Agente? O que Nagarjuna Quis Dizer com os Termos Substancial e Insubstancial? Diga-se Não ao Ego-Agente Outra Apreciação dos Sutras de Nagarjuna O Lamento de Arjuna. as Condições e os Efeitos As Causas. nada disso se Estabelece O Eternismo não Serve para Nada Causas e Condições Eficazes e Ineficazes Nada Consegue Explicar o Ser e o Não-Ser O Absolutamente Real não Pode Ser Refeito nem Manipulado As Coisas não São Materiais e Sim Plausíveis Séries em Fluxo Determinismo Causal e Determinismo Casual só Confundem O Bom Criticismo Esvazia os Pareceres Vida Verdadeira é não-Sonhar O que Conseguem da Mente a Meditação e as Forças Genuínas O Homem e o Verdadeiro “EU” ou Ser 7 .

. eles não teriam chegado a conclusões tolas e enganadoras. nem que seja só um pouquinho. relacionadas ao que fizeram no laboratório. Porque antes de forjarem as equações e as explicações físicas e matemáticas pretensamente irretorquíveis. é claro) – precisam se conhecer a si mesmos para saberem se de fato estão provando ou estão montando situações que resultam em falsas provas. toda e qualquer ciência que se elaborar e se cultivar depois resultará sempre em falsidade e aparências!” E por que? 1) Porque certos cientistas. não posso deixar de concordar com ele quando alerta que: “Sem uma prévia e lúcida atenção. induzem causas e condições a favor deles mesmos. Porque se antes de terem elaborado a pressuposta prova matemática quantitativa e definitiva de tudo aquilo que aí deduziram e induziram. precisam se compreender a si mesmo. nem teriam alcançado provas pretensamente impecáveis. Porque antes de efetuarem a experiência laboratorial pretensamente impecável – onde por meio do pensamento errôneo (raciocínio) e por meio do péssimo atuar propositado. intencional. Ernesto Bono. mais um profundo autoconhecimento. Porque antes de deduzirem pretensas hipóteses a respeito do fato ou do pretenso fenômeno natural observado – pensando e mais pensando naquilo que estão vendo e viam – precisam se conhecer a si mesmos e surpreender neles mesmos quem é esse ego neles todos que tanto quer descobrir e provar. quando em verdade são 2) 3) 4) 5) 8 .PREFÁCIO Após a leitura de diversas obras polêmicas do Dr. (e até mesmo contra. esses mesmos cientistas tivessem surpreendido os ardis trapaceiros de suas próprias mentes ego-personificadas. antes de efetuarem suas pretensas observações despreconcebidas da natureza – observações essas que nunca são despreconcebidas como eles dizem – precisam se conhecer a si mesmos.

neste mesmo livro e em outros. Se antes de forjarem suas equações e leis físico-químico-matemáticas preconceituosas. como raciocínios etc. alega que as teorias científicas sim são válidas porque válido é o Método de Experimentação da Ciência. Malgrado todas essas trapaças. e por que não?. conforme alerta E. de um lado. concepções. sem saber quem esse que aprisiona e decifra. se incluem o meio ambiente sempre pensado e reconhecível e se inserem também os dados sensoriais que do pretenso contato (entre pessoa e objeto) saltam fora. . intelecto. se antes de extrojetarem aparências que resultam num campo científico de observação e de experimentação. segundo E. Bono. uma das grandes personalidades da Ciência Moderna. e válida é a interpretação do testemunho dos sentidos e da possibilidade de agir que o Método Científico propicia. E mais. Isso porque. Conforme o alerta de outros Mestres de todos os tempos.B. o Dr. antes de forjarem causas e condições.B. o ego-intelecto-mente ladino jurará estar constatando e interpretando os fatos corretamente quando em verdade engana ou mente. um profundo autoconhecimento 9 . ou engendramentos deles mesmos. digo eu. representações.. como imaginação lógico-racional. para ele é sempre o pensamento (ou o intelecto capcioso) o que engendra previamente causas e condições ou situações externas.. Stephen Hawking. tivessem parado um pouco. E a propósito. com as quais dizem ter aprisionado e decifrado um pretenso Universo externo. se incluem a pessoa pensante e seus sentidos. discursos. dados que o intelecto só e sempre remonta e reconhece. se certos cientistas. E nestas últimas. conhecendo o trabalho do Dr. Denuncia EB: Sim. e Prof. conveniente a eles mesmos. E mais. do outro. esses mecanismos se exteriorizam como pessoa ego-pensante.B.. e conforme também a denúncia de E. se esses mesmos cientistas buscassem compreender os mecanismos de sua própria mente – não cérebro – depois jamais perpetuariam tantas e tão desastradas sandices.sempre enjambrações humanas. e como mundo ou meio ambiente pensado. Mas. Ou senão se exteriorizam como modelos. nisso tudo reside exatamente o motivo do desastre! O pretenso testemunho que os sentidos aparentemente propiciam e que o intelecto-pensamento interpreta é sempre falso. para o banal e cotidiano “ficarcônscio” da pessoa observadora. que acabam virando prova.

durante e depois). Por conseguinte. O conhecimento dualista da ciência resultou numa frágil pirâmide construída de areia. Para E. a pretensa identidade ou essência própria. a velocidade. (Big-Bang). Graças às pretensões e colocações discursivas da lógica-razão. E isso é o que costuma denunciar E. parecendo ciência pura. da Vida nem da parte do deus acaso da ciência. a duração (antes. mas não cai. Isso. ou também num edifício de ilusões que balança. não fundamenta o que os cientistas astutos e sagazes dizem “ao descobrir”. portanto. o plasma. Tal conhecimento também é a pedra fundamental do aparente progresso humano. E sim. Em tal Manifestação nada começa. a matéria. quando não é. propiciado em verdade por uma magia que é mais negra do que branca.B. o separatismo absoluto entre sujeito e objeto é uma mentira. O Todo universal não é constituído de partes distinguíveis (átomos).B. nada se esconde. Bono. lá adiante. o tudo é fruto do acaso. em Ciência temos a criação casual. portanto. o tempo e o espaço etc.revela ao Homem que o sujeito e a coisa (ou o objeto observado) não são duas entidades reais em si. Não se encontram completamente separadas nem são diferentes em termos absolutos. em seu livro. Aqui e Agora há apenas uma Manifestação Primeva. sem nada ocultar e acumular. calcada nos enganadores atomismo e animismo. porquanto todo ego-pensamento e intelecção aí só significam atraso e defasagem perceptual. Externamente tudo é um vir-a-ser. O espaço e o tempo que os sentidos captam e o intelecto interpreta são ilusórios. Aqui e Agora há apenas uma Manifestação Vital em constante renovação. o separatismo. a extensão espacial. nem da parte de um deus pessoa.B. essa magia ficou totalmente disfarçada. a energia. que se renova de Momento a Momento. alerta que nunca houve uma criação do Universo. Tudo isso é exatamente a base da Ciência Moderna. como sempre pretenderam certos cientistas. nada dura. Tampouco poderia ser interpretada pelo intelecto temporal ou pelas demais funções mentais esdrúxulas e capengas. Essa Manifestação. E. espontânea e Intemporal. como diz E. autor deste trabalho. nem nada se anula definitivamente. quando em verdade eles apenas engendram e extrojetam. jamais poderia ser apreendida pelos sentidos e muito menos poderia ser aprisionada pelo Método Experimental da Ciência. nada evolui. Contrariando esses alertas. Estes 10 . Ademais. e sim tudo é apenas um fluxo intemporal ou até mesmo Instantâneo.

Transmutar Este Falso Mundo. não preconiza a destruição da ciência moderna. Kepler. Einstein. E com esses argumentos ou epítetos. Hawking etc. numa gritante contradição.. 11 . onisapiente.espaço e tempo nunca foram um receptáculo ou um recipiente a conter matéria. ou senão. o conseguireis. Este pretenso e famoso trio supostamente contido pelo recipiente espaço-temporal é apenas pensamento. Quereis ilusões. Ernesto Bono. buscai e encontrareis. e que poderia se resumir assim: Tudo aquilo que mentalmente desejardes. seja dentro do esquema das leis e equações científicas. não provam nada!? Quem ousaria alegar que a Vida não se desenrola de acordo com as leis e equações científicas que os bons cientistas descobriram e elaboraram?” Em sua profunda ignorância quanto à Verdadeira Natureza da Mente. essa é exatamente a grande denúncia de outro livro ou da segunda parte deste trabalho. geômetra perfeito. onde e como se aplicarão as leis e equações de Newton. onipresente. mas apenas quer que se torne absolutamente relativa como Einstein já havia tentado. pedi e dar-se-vos-á.B. (e tampouco sua Manifestação resulta num embuste tipo universo científico – certos filósofos e cientistas. energia e plasma com possibilidades de se organizar. quando. Galileu. eles não fazem outra coisa senão tentar transferir ao Absoluto a própria imbecilidade humana. é o que costuma acontecer de modo ininterrupto no nosso viver cotidiano… Batei e abrir-se-vos-á. Isso. trata-se de uma revolução cultural incomparável. alguns miríficos cientificistas poderiam se levantar. E se isso tudo é verdade. e reclamando. pensando intensamente e agindo pessoal e propositadamente. Em face dessas minhas refutações. diriam: “Mas e os frutos da ciência que aí estão. legislador puro. a maioria infelizmente desconhece a magnânima e amorosa Manifestação do Ser Cósmico no próprio homem. recomendou alguém. tipo: onipotente. conforme salienta e denuncia E. aplicam-lhe os mais descabidos epítetos. com elas vos deparareis! Buscai a Sabedoria e certamente a encontrareis! Anelais a Libertação? Praticai então o autoconhecimento e a meditação e tudo alcançareis. Portanto. aliás. Deus ex-machina. porquanto o Dr. contrariamente. No que diz respeito ao Ser Supremo (Deus) – e que não necessita de leis e equações para se Manifestar. seja fora dele. de evoluir e de se complicar. Deus-matemática.? E por incrível que pareça. negam-no e o transformam num acaso perfeito.

mesmo assim. ligados a uma falsa realidade externa. a um raciocínio enganador. o Professor e Dr. Tais frutos. que se harmoniza com o Atuar da Natureza. Se de algum benefício a humanidade goza atualmente. ou senão que é apenas um computador que deambula. não poucos homens se levantaram feitos paladinos da atual civilização hipócrita e.. no entanto.C. além de resultarem em fartura abundante e em alegria para quem se sintonizar com esse Sentir e Atuar. e que não possuiria qualquer vínculo com a Ciência Moderna. Ernesto Bono. começaram a manipular palavras. o homem poderia conseguir maravilhas. e a maneira como eles se exprimem tem poder tanto para 12 . fazendo dos homens seres fracos e impotentes. a um mentiroso conhecimento racional e a torto perceber que ofuscaram a toda poderosa Mente Primeva no próprio Homem. no plano em que vivemos os frutos da ciência não poucas vezes amiúde aumentam a angústia. lamentavelmente. evidentemente diferem dos atuais frutos da ciência. condicionou e robotizou a mente humana. graças à sua Sabedoria e Vivência próprias alerta que por meio de um anelo intenso e persistente. As idéias e a conduta deles. não sendo de modo algum um niilistamaterialista e tampouco um espiritualista verborrágico e superficial. são louvados e exaltados. denuncia que o intelectualismo científico. E isso aconteceu por causa de seus terríveis condicionamentos mentais. Em sua desmedida ambição. E estas se constituiriam num bem estar para todos. Tornou-a subserviente a uma lógica-razão exclusivamente quantitativa ou matemática. desconhecendo. Stephen Hawking afirma outra vez que o homem é uma espécie de robô. o poder alterador e plasmador que o pensamento deles possuía e possui quando intenciona algo. geometrias e matemáticas (Verbo). ele se deve a uma liberdade de agir reconquistada após o século XVIII d. E. verdadeiros caçadores de prêmios Nobel se transformaram. ou se deve também a uma inventiva e a uma tecnologia natural. mormente quando eles se deparam com as supostas calamidades que as descabidas e dogmáticas leis e condutas científicas criaram. o sofrimento. Só que ele se esqueceu de salientar que foi precisamente nisso que certos cientistas. tecnologia ou artesanato esse que atualmente está querendo ressurgir como nunca. ignorantemente. De sua parte. autor do presente trabalho. no entanto e de modo quase que absoluto. quando age propositadamente e quando opta por se exprimir com esses termos.O Dr. a poluição e a destruição. É por isso que EB. e que. acasalado com uma Ação Correta.

ele buscou contestar o Princípio das Probabilidades e o Princípio da Incerteza de Heisenberg. pergunto. tão caros a ele e à ciência ? Vaidade. que por meio das leis científicas supostamente dirige o Universo. afirmou que o Ser Supremo (Deus) não jogava dados. presunção e orgulho. Contrariando pergunto.construir quanto para destruir. sem qualquer determinismo. eis as características de alguns poucos que só cultuam a IGNORÂNCIA ABSOLUTA. tentando rechaçar um fruto que parecia filho do acaso (física quântica). É por isso que o autor do presente livro atesta que se deveria parar de uma vez por todas com toda essa confusão… Amigo anônimo 13 . por que não admitir ao Ser Supremo apenas Sabedoria. e totalmente livre de leis e de determinismos. Amor. Albert Einstein. princípios que dizem respeito à conduta das subpartículas do átomo e que Heisenberg sabia que agiam imprevisivelmente. luminar da Ciência. E isso é o que de fato vem acontecendo atualmente. Liberdade e Espontaneidade. por que Einstein não admitiu também que esse mesmo SER feito Cosmo só se Manifesta de modo espontâneo. O Prof. Ao invés de se preocupar com um Deus. e que talvez melhor O caracterizem? Essa espontaneidade e liberalidade nada teriam a ver com os enganadores frutos da casualidade. Desse modo. transformada em ciência enganadora. ou até mesmo do Deus Acaso do cientificismo vigente? Ao invés de Leis. a enjambrar e sustentar falsos mundos. então: Que sabemos nós se as leis científicas forjadas pelos homens mal pensantes podem de fato estar traduzindo a maneira de Ser e de Agir do Ser Supremo.

como sendo uma e muitas. quero alertar que este trabalho não é mais um tratado de orientalismo ou budismo. II d. VI a. e com elementos próprios de uma filosofia e psicologia modernas. e sequer se permite que algo dela mesma se assente como dona da verdade e muito menos como se fosse outra doutrina a mais. já que em seu tempo (V século a C. como se movendo ou como estando parada. o filósofo grego présocrático. Cuidado. ousou escrever e proferir argumentos praticamente irrefutáveis contra a idéia ou a noção de movimento dos corpos. porém. contra a mudança ou alteração dos mesmos e contra a noção de vazio absoluto. mas o que chamo de lógica extremada e autofágica é em verdade uma criação minha. como o próprio título diz.C. crítico e dialético do V século a.C. Entrementes. o texto 14 . ao nosso entendimento atual. o Buda histórico do VI século a.. Platão. mas é principalmente um livro que esboça um criticismo contundente e extremado contra todo e qualquer conhecimento enganador e despótico. A lógica extremada e autofágica. queres um exemplo do que digo? Então para tal reproduzirei uma passagem clássica de Buda.C. e se apóia principalmente na sabedoria de Buda. foi a Sidharta Gautama. Desculpem a pretensão.).C. livro calcado numa lógica extremada e autofágica e se baseia também na dialética de Nagarjuna. está baseada também nos enfoques de Zenão. adaptada. inegavelmente. o grande filósofo pós-socrático e quase contemporâneo de Sócrates.INTRODUÇÃO Antes de tudo. sábio do II século d. Paciencioso amigo que me lês.C. seja por meio do silêncio benevolente. Os eruditos consideram o filósofo Zenão como tendo sido o primeiro homem da história a descobrir a importância da dialética crítica. seja por meio de argumentos negativos ou dialética crítico-discursiva.. dizia que Zenão era tão mordaz que podia fazer com que uma mesma coisa se apresentasse aos seus ouvintes como igual a si mesma e ao mesmo tempo diferente. corresponde a uma atitude mental que vai até às últimas conseqüências críticas. que coube a honra da primazia de ter descoberto o valor da dialética. e de Nagarjuna. ironizando. a bem da verdade. mas que.

então. Aquele que está livre dos pensamentos enganadores. Desse modo. tal homem não declara que as coisas objetivadas inexistem em si ou nada significam [niilismo. produzidas pela ignorânciadesejo e pelos pensamentos estruturantes. porquanto ele percebe com clareza como elas são engendradas. eis aí um extremo! Outros. eis aí outro extremo! Todavia. dos juízos afirmativos e negativos. Amigos. a Via da Libertação do Homem. esse conhece ou percebe direta e corretamente as coisas e os seres tais como eles são. Tampouco diz que elas estão separadas do observador pensante. dogmas negativos e aparências relacionadas a um nada correspondente.clássico de Buda não ficou deturpado. dos raciocínios fúteis não afirma que as coisas inexistem nem afirma que existem de modo absoluto e contínuo. aponta e ensina O CAMINHO DO MEIO. o Nirvana…” 15 . os assim chamados objetos materiais em verdade são só pensados de maneira errônea. o Homem Lúcido e Desperto evita os dois extremos da especulação mental. do pensamento errôneo. dos juízos afirmativos e negativos. ou senão à impressão-convicção de inexistência. aquele que está livre dos pensamentos enganadores. forjando conceitos negativos. Sempre pensando. como elas são forjadas. pensamentos categóricos e aparências externas correspondentes. forjando para isso conceitos afirmativos. inclusive suas sombras reconstruídas e extrojetadas. Amigos. Por causa disso. apenas se enriqueceu e ficou extremamente oportuno: “As pessoas egocêntricas confundem discursos íntimos e imagens pensadas com o EXISTIR EM SI. apegam-se comumente à impressão-convicção de existência sempre reconhecível. da Paz de Espírito. eis o mal. como é o caso da pessoa que se diz materialista ou espiritualista. casualidade]. e como elas acabam se superpondo num perfeito faz-de-conta. Isto é. dizem uns: ‘Tudo existe!’. dos raciocínios fúteis. em termos de falsa realidade. Sem fazer o jogo do ego trapaceiro. O verdadeiro Sábio Sente-e-Sabe que as coisas objetivadas desaparecem mal surgem. da Bem-aventurança. sempre pensando erroneamente também dizem: ‘Nada existe!’. eis aí o mal. com o SER de fato.

quanto à Lógica Extremada e Autofágica. como alguns mais adiante poderão alegar. corpo que certamente morrerá. como adiante tentarei deixar evidente. quero salientar que ela não é um sadismo filosófico. mas “EU” [Consciência Superior e em Renovação] não sou isso!” Amigos. isto é o meu corpo que nasceu desta ou daquela maneira. é a impermanência. e que não é escravo dos preconceitos e prejuízos ou dogmas de terceiros. este é o meu espírito. Não há qualquer limite concebível para a aquisição do (nem sempre válido) conhecimento científico. aquele que não se aferra a sistemas teóricos. pode-se dizer que o conhecimento de que a Ciência se vale é fragmentário no caráter e é progressivamente cumulativo. no futuro!’ Mas sim o Sábio perfeito se diz: ‘Sempre que eu-ego pensar. esse nunca acaba pensando: ‘Esta é a minha alma. sempre rechaçando os conflitos e as contradições implícitas na própria razão. em suas conquistas e frutos. Apenas denuncia aquilo que alguns pretendem que seja (não sendo). duvido que Zenão em seu tempo falasse assim. não está preso à dúvida. um homem que percebe corretamente as coisas assim. à inquietação interior e não está preso a essa sombra-ego que tanto mal costuma provocar e lhe causar!…” Pois é. mormente quando se valem das argúcias e mentiras racionais. (Já veremos o que é isso). amigo. que não se compraz com as imposições de terceiros. depois o que sinto em carne própria é apenas dor e angústia! O que eu-ego constato aparecendo e desaparecendo e voltando a aparecer é apenas dor. Bem.“Aquele que se vale do Reto Entendimento ou até mesmo de um Conhecimento Direto e Válido. Não condena o próximo gratuitamente. Como exemplo de denúncia. A Ciência é inflacionária por natureza em suas pretensas “descobertas”. A Lógica Extremada talvez seja a única postura crítica que se apresenta completamente livre de qualquer traço de imposição e dogmatismo… A Lógica Extremada e Autofágica é uma atitude moral e uma consciência filosófica que se vigia a si mesma. a insatisfação. e que geralmente é só e sempre um conhecimento indireto e indiretíssimo. e poderá ser até mesmo falsa. E por que não? Portanto. a boa dialética ou criticismo é um movimento espiritual autoconsciente que tem o poder de avaliar-se a si 16 . sobrevivendo até o momento presente. com as teorias especulativas. este sou eu (ego). a meu entender.

então. Não vos deixeis subjugar pelas escrituras. o Budismo. e retiradas dos livros canônicos dessa mesma ciênciareligião-filosofia. sempre que. II. 191) 17 . nem pela lógica. [e inclusive por certas descrições e leis que dizem terem sido provadas e sacramentadas]. é também uma tentativa de resolver tal conflito. Ou também em suas especulações pretensamente físicas. simultaneamente. metafísicas e até mesmo hiper-físicas… Um bom dialético ou crítico está constantemente se apercebendo da oposição e da não conciliação das teses. ou porque eles provêm de um eremita piegas. Nunca vos deixeis enganar pelos mecanismos da inferência [ou por certas deduções e induções racionais]. não vos deixeis enganar pelo que diz tradição. tenhais considerado válidos certos arrazoados. 189. transcreverei abaixo algumas importantíssimas passagens a esse Mestre atribuídas. eu vos recomendo. e depois os tenhais aprovados. das antíteses. souberdes que essas coisas não são boas. só porque eles convêm ao porvir. ou pela relação [que tudo isso trava com vós]. Dialética de verdade é o dar-se conta deste total e interminável conflito da lógica-razão e. quando mal compreendidas e postas em prática levam a um aumento das dores e das perdas. que essas coisas são errôneas. que considerais vosso mestre. de um iogue. e que fortalecem o vosso caráter. em suas nem sempre válidas aplicações na vida cotidiana e na natureza. e muito menos se. Não visando forjar qualquer proselitismo a favor do Budismo em geral. guru etc. e inclusive tentando salientar que ao Buda histórico coube de fato a primazia de ter descoberto a importância da dialética crítica. como. então. aceita-as. e segui-as [se vos convier]. das sínteses e dos respectivos conflitos racionais. se buscará fazer com as exposições. Toda boa dialética é sempre uma crítica que se levanta contra a lógica-razão. amigos. aí. [raciocinando]. aliás. denunciando inclusive as trapaças e os logros que a lógica-razão costuma levantar quando lhe convém e quando é o caso. “…Amigos. (Anguttara Nikaya I. denúncias e críticas contidas neste trabalho.mesmo. rejeitaias!… Mas quando souberdes e sentirdes por vós mesmos que certas coisas são boas e favoráveis. Ao contrário. Como também tem a capacidade de criticar a própria Ciência e também a razão na qual a Ciência se baseia. pela memorização de certas compilações. que os indivíduos realmente sábios condenam tais coisas e que elas. por vós mesmos [e por vivência própria].

‘Eu serei’ [ego serei] é um pensamento vão. de acordo com a verdadeira Sabedoria. E este ‘EU’. Mas quando se superar todos os pensamentos vãos ou tolos. então. percebe como as coisas deste assim chamado mundo aparecem. que treme. ‘Eu não fui’ é um pensamento vão. não há qualquer ‘isto é’…” (Samyutta Nikaya. ou também a Lei da Interdependência que entrelaçam todas a coisas e seres. já não será mais um ego que diz deslocar-se. aquele que.. …’Eu Sou’ [ego sou] é um pensamento vão. malgrado tudo isso. [A Lei da Geração Condicionada tem como nome budista ‘Pratityasamutpada’]. Incompreensível será também a ruptura da continuidade [ou “ Santana”]. percebe como as coisas deste mundo se somem. 140) “…Ó irmãos. ‘Eu não sou’ é um pensamento vão. para esse [e num mundo assim] não há qualquer ‘isto não é’. de acordo com a verdadeira Sabedoria. e que não se ganha [ou não se alcança] pelo simples raciocínio e pelo empenho forçado. voltar-se-á a ser o ‘EU SILENCIOSO’. 26) 18 . irmãos.. que se sugira ou se pregue a Doutrina…” (Majjhima Nikaya. são úlceras. II. E aquele que. tão difícil de surpreender. único e silencioso. que deseja. a extinção da ignorância que é a Vivência do Nirvana… Mas. Verdade tranquilizadora e sublime.” (Majjhima Nikaya. já não será mais um ego que se levanta [e que se intromete na mente]. a superação de qualquer substrato [“manas” ou ego-mente]. o prevalecimento do desapego. Somente para o Sábio tal Verdade é a Visão Correta… E no entanto. 17) “…Ah. o mundo é dado ao prazer [condicionante]. ‘Eu fui’ é um pensamento vão. Para esses. pensando [erroneamente]. encanta-se com o falso prazer. para esse [e num mundo assim]. tão difícil de perceber e entender. convém. Em realidade tais seres dificilmente compreenderão o significado da Lei da Geração Condicionada ou Geração Dependente. eles compreenderão tal Verdade. Entrementes. ‘Eu não serei’ é um pensamento vão. compreendi aquela Verdade profunda. o mundo escravizou-se à dualidade pensada do ‘isto é’ e do ‘isto não é’. deleita-se com o prazer efêmero. suscitador de renascimentos. são um tormento. Pensamentos vãos são doenças. seres existem cujos olhos estão apenas cobertos por um pouco de poeira.“[Amigos]. Incompreensível para eles também será o fim de todas as (re)construções pensadas [ou “sanskharas”].

tal religião. O Budismo em geral enfatiza então que tudo é: a) impermanente (ou annica) b) insubstancial (ou annata) c) vazio-pleno (ou sunyata) Temos que liberar a mente dos conceitos. qualquer duração ou persistência. sendo tal experiência a expressão da Unidade… Amigos. atômica ou anímica. e muito menos criadas pelo deus acaso da ciência – quando rebatidas. evitando os dogmas e a teologia. Coréia. fez parte de tal doutrina libertadora ou corrente filosófico-espiritual. Albert Einstein escreveu: “A religião do futuro será cósmica e. mas não da vida. seu fundador. o grande Sábio e filósofo dialético e que este trabalho apresentará. essa (ciência)–religião basear-se-á num sentimento religioso que procede da vivência de todas as coisas naturais e espirituais. ciência e filosofia nasceu na Índia. e escondido nos confins do universo. é bom citar ainda alguma coisa a respeito do Budismo. o Budismo é uma filosofia crítica que resulta na mais alta Espiritualidade. deus-persona. Japão. Birmânia etc. 19 . graças ao empenho e abnegação de Sidharta Gautama. Tibete. o grande cientista e pensador moderno. d) tudo é dor (ou duhkha) Tudo o que se pensa e se reconhece isso é só dor. Nagarjuna. Os Mestres budistas das mais variadas escolas antigas sempre alertaram que todas as coisas manifestas e reconhecíveis – portanto nunca criadas por um Ele. expandindo-se posteriormente para a China. ponto por ponto. Ceilão. revelam não possuir qualquer extensão ou forma contínua. ao Budismo corresponde a essa descrição!” Para este começo de livro. Visto em profundidade.Em consonância com os ensinos desse ilustre Mestre antigo. e analisadas a fundo. qualquer essência própria. e revelam também não encerrar qualquer pasta ou matéria permanente. transcenderá o Deus personificado. E abrangendo tanto o terreno material como o espiritual. Como já ficou subentendido.. no século VI a C.

essa outra lógica não-formal não poucas vezes converteu-se de fato numa dialética que busca não mais aprofundar o conhecimento intelectual do homem. sem.). Aqui nasce o pensamento dialético de Nagarjuna que começa a opor-se à rigidez e ao dogmatismo do Abhidharma budista. pois. Meu caro amigo. Na Índia. Por isso. indo até às últimas consequências.). (reductio ad absurdum).C. Este período é caracterizado por uma filosofia pluralista. que só sabiam decorar a letra morta e defendê-la. quando isso sempre foi somente uma pretensão e uma ilusão.. (dogmatismo este não de Buda e sim de uma escola de monges). na China e no Japão. como Asanga e Vasubandhu. porém. a evolução do pensamento budista pode ser dividido academicamente em três etapas. Para Nagarjuna. tua mente para dar o grande salto em direção a um conhecimento intuitivo transcendental que possa te proporcionar uma Experiência Libertadora. a lógica. mas sim desenvolver argumentos racionais que.C. ao século I d. e para alcançar a Libertação humana. até aos dias de hoje. altamente racional. como já veremos. a lógica-razão sempre foi vista como um ORGANON impecável. b) Período do Madhyamika (do século II a III d. prepara. Nagarjuna teve alguns discípulos e seguidores.C. retomam as idéias do Abhidharma.Isso eles dizem. entre os quais o mais famoso foi Aryadeva. destruam ou eliminem absurdos implantados e dogmatizados. deixando assim evidente as limitações do conhecimento intelectual e lógico-racional. a lógica-razão formal só engana. é somente vista como um organon bom para rechaçar e desmanchar aparências. e se opôs também aos bonzos tradicionais.). e que não poucas vezes foi comparada à Escolástica Ocidental da Idade Média. c) Período do Vijñanavada ou Yogacara (do século III a VII d. Grosso modo.No mundo ocidental. Alguns pensadores desta escola. ou seja: a) período do Abhidharma (do século III a C. bom para adquirir conhecimento correto. desprezar as colocações 20 .

Nagarjuna nasceu. esses Mestres sugerem que as coisas externas e o mundo são apenas uma ideação construtiva (ou forjação) de nossa consciência personificada. numa família de brâmanes. transcreverei trechos da obra Mula Madhymika Karika. completamente sistematizada e assentada. graças aos trabalhos de Digñaga e Dharmakirti. contando com o beneplácito do autor. o renomado orientalista e Prof. O materialismo-niilista aqui é completamente suplantado e silenciado. em suas apostilas Introdução à Lógica Budista. escrita pelo próprio Nagarjuna..C. traduzido para o chinês por Kumarajiva. quinta aula. (século VII d. Num último período histórico. que tomarei a liberdade de reproduzir. E no caso temos o Alayavijñana ou a Consciência Depósito Espiritual. 21 .C.e a dialética de Nagarjuna. escreveu a seguinte passagem. do século II d. no sul da Índia. que decifra não só a verdadeira mente – e que nada tem a ver com as invencionices de um Freud ou da neurologia e fisiologia científica – mas explica a verdadeira estrutura do mundo externo. (Mais adiante. ou quase. Ricardo M. como se verá. os Vedas e demais textos bramânicos. Na juventude estudou os livros sagrados da Índia. psicologia e lógica budista. a partir da qual Jung forjou o seu Inconsciente Coletivo. Ou seja. pois. cerebral. A partir destes dois enfoques (abhidharma e madhyamika) constroem um notável sistema de psicologia. QUEM FOI NAGARJUNA? A propósito da vida de Nagarjuna. dá-se a sistematização definitiva da filosofia.). [casta de privilegiados]. tal e qual ele deveria se nos apresentar. passíveis de perceber ou conscientizar. passagens que o professor Ricardo também transcreveu e adaptou): “Da vida de Nagarjuna só conhecemos um texto biográfico cheio de tradições lendárias. Gonçalves. ambos seguidores da escola Vijñanavada. valendo-me das mesmas apostilas. Essa filosofia budista e psicologia epistemológica baseiam-se em grande parte nos ensinos e nas vivências do Yoga prático e até mesmo admitem um fundamento mental sutil ou inconsciente para os fenômenos externos.

Nagarjuna sistematizou a doutrina de tais textos “mahayânicos” numa série de tratados filosóficos. Em 90 dias estudou todas as doutrinas do Pequeno Veículo [Hinayana ou budismo antigo.. transformando-o numa tropa invencível. decidiu dedicar-se à Sabedoria Budista. Nagarjuna revelou-se então como sendo um grande Sábio. atingiu um profundo Entendimento e. Deste grande veículo posteriormente iriam fazer parte a doutrina Madhymika de Nagarjuna. idealizada por Dharmakirti e Dharmottara]. então. teria sido este um hiperbóreo?] levou-o ao fundo do mar. No caso estudou o Abhidharma e os Pitakas] e dirigiu-se em seguida para o Himalaia. Nagarjuna tomou consciência de que as paixões desenfreadas só geravam sofrimento e tragédias. corrente Mahayana essa criada praticamente no começo de nossa era. Planejando começar sua ação missionária pela conversão do Rei. com exceção de Nagarjuna. por conseguinte. Um iluminado [ou Bodhisattva] de nome Mahanaga [ou a grande serpente. Nagarjuna entrou a seu serviço como general e em pouco tempo reformou o exército. Por causa desse evento. tornando-se monge budista. [ou budismo Mahayana. o rei da Índia do Sul seguia uma doutrina diferente e desprezava o Budismo. recolhendo textos do Grande Veículo. ao palácio das Nagas [Serpentes Marinhas]. Querendo tentá-lo. a Vijñanavada ou Yogacara de Asanga e Vasubandhu. onde durante 90 dias. As pegadas na areia revelaram a posição dos intrusos. os quatro rapazes penetraram no harém do soberano local e por cem dias se divertiram à vontade com as mulheres do rei. Este. a Iluminação. e também uma mistura das duas doutrinas. O rei e os brâmanes da corte converteram-se ao budismo. Pergunto eu. Lá estudou com um velho asceta solitário.Era inteligente e bem dotado. Uma vez transformada essa arte em possibilidade mágica. o rei perguntou o que os deuses estavam fazendo. que foram massacrados. o qual havia se escondido junto ao rei. Depois disso. EB. Nagarjuna respondeu que estavam batalhando contra os demônios e mostrou a guerra ao rei através de artes mágicas. e 22 . Nessa época. ligouse por amizade a três rapazes inteligentes que juntos resolveram aprender a arte de se tornarem invisíveis. dirigiu-se para uma stupa [torre votiva] no alto de uma montanha e lá recebeu os preceitos. Escapando do palácio real. elaborou um plano para apanhar os libertinos invisíveis. Quando terminou o estudo.. Espalhou areia pelo palácio e colocou seus soldados de emboscada.

Nagarjuna influenciou sobremaneira o bramanismo oficial indiano. contrastando vivamente com a vida suave e sem incidentes do próprio Buda e dos adeptos do Budismo Hinayana [pequeno veículo]. o Mestre disfarçado perguntou a tal religioso se ele se entristeceria caso Nagarjuna viesse a viver longo tempo. O nome Nagarjuna vem do fato de sua mãe o ter dado à luz junto a uma árvore Arjuna e também do fato ter alcançado a sabedoria com o auxílio das serpentes [Nagas]. o mais importante dos quais foi Aryadeva. A biografia de Nagarjuna apresenta-o como homem de vida bastante dramática. utilizarei trechos soltos do Mula-Madhyamika-Karika]. como Kumarajiva. Mestre e 23 . O Mestre criou então com sua magia um elefante de seis presas que penetrou no lago. convertendo muita gente. Nagarjuna trancou-se então no seu quarto e não saiu mais. introdutor da doutrina de Nagarjuna. Um brâmane enciumado desafiou Nagarjuna para um duelo. Um adepto do Pequeno Veículo [Theravada ou budismo antigo] tinha uma imensa inveja de Nagarjuna. Outros pensadores ampliaram a escola Madhyamika. o mais importante é o Tratado da Grande Perfeição da Sabedoria. e foram erigidas stupas em seu louvor. Por artes mágicas fez surgir no jardim do palácio real um grande lago e permaneceu sentado sobre um Lótus de mil folhas no centro do lago.Nagarjuna difundiu tal Sabedoria pela região. na China.É interessante notar que a maior parte dos adeptos da corrente Madhyamika. criada por Nagarjuna. preservado em tradução chinesa. principalmente a Vedanta Advaitista do sábio. além dos Aforismos Médios. Supõe-se que esse Mestre tenha vivido no fim do primeiro século de nossa era ou início do segundo. . apanhou o brâmane com sua tromba e jogou-o longe. como Candrakirti. Passou então a ser venerado como a encarnação de Buda. Um dia. O adepto respondeu que sim. O brâmane rendeu-se e tornou-se discípulo de Nagarjuna. escarnecendo de Nagarjuna que se encontrava nas margens. Dias depois os discípulos arrombaram a porta do quarto e encontraram-no morto. tiveram vida bastante agitada. Nagarjuna deixou diversos discípulos que continuaram sua obra. Além desse relato lendário pouco se sabe sobre Nagarjuna. Atribui-se a Nagarjuna a autoria de um grande número de tratados. Buavaviveka etc. [Neste meu trabalho.

é bom que saibas que a lógica extremada ou a lógica dialética que Nagarjuna instituiu não é igual à lógica-razão formal dos filósofos. Mas no fundo. no século II d. A dialética de Nagarjuna não pode ser vista como mais uma filosofia particular. ALGUNS ALERTAS DE NAGARJUNA Como antes já deixei delineado. mágico e racional.C. ou – e se exagerarmos em nossos preconceitos. Sim. Tal movimento foi chamado Grande Veículo (ou Budismo Mahayana). prejuízos e condicionamentos mentais – como um simples amontoado de disparates. minha Lógica Extremada e Autofágica tem praticamente a mesma conduta que a de Nagarjuna. A dialética de Nagarjuna é uma crítica contra todos os dogmas das filosofias e religiões antigas. o que realmente não tem qualquer sentido é a nossa habitual burrice. Amigo leitor. as várias escolas da Terra Pura [budismo devocional] e o Budismo esotérico ou mágico [Vajrayana].. eu. de absurdos. caro amigo. Influenciou inclusive o Zenbudismo chinês e japonês. crítica que serve principalmente contra a nossa ciência atual. Ela é uma espécie de judô mental que destrói o que de negativo certas filosofias possuem.pensador Shankaracharya. 24 . E para tal usa os próprios argumentos dessas filosofias e religiões. os alertas e denúncias de Nagarjuna se nos apresentam como uma verdadeira anti-lógica. desenvolvendo tais argumentos até o absurdo. sempre te invento e sempre te faço presente porque um dia certamente aparecerás e lerás o que escrevo. digamos). no fundo. Pois bem. como logo a seguir você verá. só que é um pouco mais complacente. Desde o ponto de vista da lógica formal e acadêmica. reação que já vinha se esboçando antes dele. EB. própria respectivamente de um analfabeto ou até mesmo de um devorador e decorador de textos alheios. Nagarjuna conseguiu então sistematizar um movimento de reação contra o Abhidharma (budismo dogmático de certos monges e inclusive acadêmico. porque ela faz algumas concessões. sem o menor sentido. teólogos e cientistas ocidentais. (Vamos dizer).

malgrado toda a sua pretensão de avanço. um ego somente dialético e racional é um homicida. cruel e precária. o homem moderno acreditou ter conquistado a Natureza. principalmente no campo da sociologia. Esses dois enfoques estão constantemente dessacralizando ou negando a validade das opiniões. de um lado. este nosso herói ocidental não possui qualquer controle sobre si mesmo. do outro). as conseqüências dessa imoralidade são desastrosas. nestes últimos cinco séculos do advento científico moderno. pessoa pensante. dos raciocínios. Como já disse em outras obras. Contudo influenciou profundamente as filosofias e religiões da Índia e uma boa parte da cultura asiática (chinesa. e continua influenciando. O homem moderno perdeu principalmente seu próprio Espírito (ou o grande “EU” não cerebral). biologia e da medicina. Grosso modo. fizemos do mundo externo um campo de concentração. estabilidade e segurança. Foi o primeiro sistema a favor de um Absoluto indescritível que se formulou no Oriente ou em qualquer outro lugar. Sem qualquer dúvida. quando em verdade o ocultam. e coisa pensada. ou também um campo de exploração recíproca só nosso. ladrão e salteador. mas são profundamente positivas no resultado alcançado. Nagarjuna e uma Lógica Extremada e Autofágica são negativas em seu modo de atuar e avaliar. Aparentemente falando. durante séculos. à filosofia madhyamika também pertence o mérito de ter estabelecido a negação da validade do discurso lógico-racional ou bipolar. se filosofia pudéssemos chamá-la. Entrementes. 25 . Já voltaremos a ver por quê. Um ego verdadeiro jamais existiu. e longe está de ter-se aprimorado moral e espiritualmente. japonesa e tibetana). Esses dois enfoques (Nagarjuna e uma lógica extremada) não negam o próprio REAL em Si. Por causa dessa lógica-razão bipolar abusiva. ou julga estar muito perto de conquistá-la. Graças à sua dialética. Estes últimos dizem estar sempre se relacionando com o Real. (isto é. tampouco existe um ego que possa negar o Real ou que possa afirmá-Lo. nunca foi um sistema acadêmico bem comportado e complacente.A filosofia Madhyamika que Nagarjuna criou. progresso. dos pensamentos comuns. A vida que o ego-pensamento ou a falsa entidade psicológica em todos nós reconstruiu e organizou tornou-se sobremaneira sofrida. por causa dos envolvimentos e compromissos sociais.

Um criticismo dialético sadio. O Homem não é um ente ou um ser pensante. E tal Saber-Sentir-Intuir é exatamente a Verdadeira Sabedoria. O Real só pode ser vivenciado pela negação e superação das idéias especulativas. um expurgo das inutilidades intelectuais. pode até mesmo alcançar a Vivência Suprema que é a Realização da Verdade Superior… O “epísteme” platônico. nada tem a ver com falsas subjetividades cerebrais e tampouco com fisicalidades científico-objetivas – transcende naturalmente o pensamento ou dele escapa. modo de conhecer este que só alguns poucos seres humanos conseguem manifestar. lamento dizê-lo. é uma vivência que o intelecto não decifra. demasiado cósmico para que se lhe aplique qualquer distinção. quando a mania de forjar julgamentos conceituais. antes de tudo. É bom saber. É inegavelmente inexprimível. O REAL ou a Verdade Absoluta é o conteúdo do Saber-SentirIntuir. das concepções. é. para depois o REAL ou a VIDA se acomodar a tal julgamento. de sua parte. Por conseguinte. religiosos e científicos a esse REAL atribuem. não há nada que justifique a escolha inicial de uma idéia. nem teológico. demasiadamente profundo para o significado restritivo das palavras. portanto. Quando toda atividade conceitual for superada. caro amigo. e que não deve ser nem mórbido. O Saber-Sentir-Intuir. valendo-se da constante negação dos pareceres humanos e negação das leis esdrúxulas calcadas nesses mesmos pareceres. além dos discursos lógico-racionais ficarem abolidos por um criticismo sadio. descrição e fórmulas matemáticas. é só “doxa” ou é sempre opinião. surgirá então o Ápice da Sabedoria. que o que é absolutamente REAL ou Verdadeiro – e que. que também é o Real. a tal explicação. ou melhor dito. Pecando com as palavras. julgamentos inferenciais e silogismos. malgrado as colocações de Platão. absolutamente válido. nem marxista. imensurável e infinito. Disse alguém muito a propósito: A verdadeira Sabedoria não é uma avenida cheia de negócios onde se podem adquirir informações deste ou daquele tipo. nem nada há que justifique que um julgamento especulativo ou um pensamento qualquer forçosamente tem que vir na frente de tudo. dos julgamentos. poderia se sugerir sem nada 26 . necessariamente. de uma tese ou de uma antítese. dos raciocínios e das leis que os sistemas filosóficos.

Lamentavelmente a maior parte desses pensamentos ou noções sempre se coloca na frente de tudo.. o filósofo Descartes. a de suscitar primeiramente uma higiene mental. noções. torna-se SER de momento a momento.. que são nossas idéias. e também rechaçaria as colocações bem intencionadas de Descartes. que resultam em conscientização ou percepção distorcida. E Verbo faz-se SER. em atividade. ou o Cogito ergo sum cartesiano é muito pior que a minha sugestão. O materialismo científico.. E estaria totalmente certo. Percebe-se o REAL ou a VERDADE quando não se O encobre. Só depois de dar-se esse epifenômeno enigmático da massa melequenta cerebral posso suspeitar que eu sou um ente bioquímico falante!…O ser em mim é fruto do acaso. transformou esses dizeres em bobagem. em verdade. tipo: “Tenho um cérebro. é fruto de uma massa cinzenta chamada cérebro e é fruto de reações físico-químico-elétrico-cerebrais puramente casuais. A Verdadeira Sabedoria (e não a intelecção vulgar) é imediata e nos leva a Surpreender e Sentir que a Verdade ou o Real está encoberto pelo joio inútil do pensamento. e que a ciência tanto usa. e graças a reações físicoquímico-elétrico-cerebrais posso pensar. 27 .. Entrementes. e que equivaleria a uma comunhão existencial. mas com muito mais força refutaria os estúpidos dogmas da ciência moderna acadêmica. Depois a de fazer vingar uma atenção perfeita e livre de ego. E em terceiro lugar. discursos e pareceres. nada de transcendente” Nagarjuna certamente rechaçaria minhas sugestões descompromissadas. pois. Com seu cogito. ou senão quando se O Compreende graças a eliminação de nossos “dogmas de príncipe”. logo sou. o Penso. Nagarjuna. Tal prevalecimento é manobra sutil da ignorância-ego-desejo primeva. quis apenas provar a existência da alma. a personificar uma astúcia refinada. essa Ciência-Filosofia-Religião só deveria servir-se de um Entender e Perceber corretos. e não de raciocínios tolos e reconhecimentos fúteis.Não tenho nada de espiritual.impor que antes de tudo o Homem é Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar. com seu fisiologismo totalmente casual. contudo. A função de uma Ciência-Filosofia-Religião verdadeira deveria ser. Seríamos. pois Verbo Vivo. já me condenaria por causa dessa minha sugestão.

e isso é só pensamento. sua extensão. deu para ver estranhamente como um Buda denunciava que o cogitar tipo eu sou (ou ego sou uma entidade) era um pensamento vão. (Cuidado que tal pessoa. Todavia. E o grande Mestre ainda acrescentou que os pensamentos vãos eram doenças. Não importa se são pontos de vista científicos. úlceras. que parece estar separado de tal falso ente. sua duração e fim são apenas pensamento. esse “ficar cônscio de” não é o Indivíduo Cósmico ou o Caráter Primordial e Manifesto). e que também parece ter tido um começo. não é o EU verdadeiro. tem a impressão e convicção de que persiste ou dura. um deus 28 . O objeto pretensamente real que parece situar-se na frente de tal pessoa. Todavia nesta Unidade Primeva (ou nesta Inocência Mental sem defesa) levanta-se a ignorância-ego-pensamento. Eles jamais são uma maneira universal e desinteressada de compreender. conseqüentemente. Desse falso ente tal pessoa se convence porque não é lúcida e porque não se apercebe ou não conscientiza melhor. Deus persona. A pessoa que se considera um ente real à parte (ou um ego real). Tais pontos de vista são exclusivistas e todo o resto para eles é mentira.. durando agora e terminando depois. como um Existir. filosóficos. Possivelmente surgem como um Todo não-Dual. e que. a uma opinião especial. além disso. Vamos ver então o que isso significa. que Aqui e Agora sempre se renova. A origem causal – causa devida a um “Ele”. todos esses terminam sendo abandonados quando nos apercebemos de suas contradições e falsidades. na introdução deste trabalho. ou desejando conhecer um pretenso “Ele”. persona ou máscara. desejando conhecer o outro. tormentos. O meio ambiente e o corpo externo em verdade são iguais à água e ao peixe (Isto-Sentir). O EGO ESCONDE E RECRIA Amigo estimado. demiurgo – ou até mesmo a origem casual – Acaso – de seja lá o que for e. religiosos ou metafísicos. isso também é só pensamento.Os pontos de vista da lógica-razão sempre correspondem a um parecer particular.

de toda falsa causa aparentemente inicial. Além dessa ignorância-desejo ser o motivo básico de toda superposição. A seguir. Por causa “desse ficar cônscio” ou falsa consciência-ego saltam fora as seis esferas dos sentidos (ver e visto. Como então a farsa do conhecer humano errôneo começa? 29 . separado. num começo de tempo e buscando seu próprio proveito e reforço. ressonâncias ou caducidades mentais do Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar intemporais. Essa pretensão é um impulso misterioso que. criador. EU SOU. transmutando-se (e não se transmutando) na ignorância ou na mãe da mentira quer conhecer o que não pode e não deveria ser (re)conhecido. esta origina o pensamento vulgar e intrometido. porém.. principalmente centrado num falso eu (ego). etc.persona. de um lado. cheirar e cheirado. sobrepondo mentiras e mais mentiras. Nesse caso e a modo de dizer. com aparentemente uma pessoa pensante. sobras. que toda causa e efeito são mentiras. que Aqui e Agora nunca deixa de estar presente e sempre se Manifesta. A Inocência. Estas. Por causa dos pensamentos estruturantes passa a prevalecer uma falsa consciência bipolar. ela ainda acrescentará outras causas posteriores. ouvir e ouvido. A ignorância-desejo. outra vez e a modo de dizer. Nagarjuna. por causa da mentira superposta chamada tempo-espaço (ou memória-imaginação). e com a coisa ou mundo pensados. acabarão suplantando e ofuscando a Consciência-EU ou a Mente Pura. transformar-se-á em causa primeira e aparente de todo o resto. todo poderoso e escondido lá adiante. passa a se aproveitar de restos. Destes restos e caducidades saltam fora então forças estruturantes ou (Sanskhara) ou pensamentos. mente-pensante e dado pensado). do outro. mas que. A Inocência casta e pura não Sabe que já é “EU”(EU SOU). e que em verdade é uma artimanha da própria ignorância primordial. que já é Deus Vivo ou é Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar ou é o próprio Absoluto. e isso a modo de dizer. a Consciência-Eu Verdadeira ou a Mente Pura fica subjacente ou parece passar para um segundo plano. e que é só reconhecer. infelizmente transmuta (e não transmuta) a Inocência Mental em Ignorância Primordial. Estas reverberações deveriam simplesmente diluir-se. e com suas possibilidades estruturantes e discursivas. sumir como o vapor ou a fumaça. mais adiante deixará bem evidente de que toda origem. lamentavelmente fica subjacente. E este descabido desejo de conhecer.

Inocência e ignorância são iguais. Estes. depois que “comeu” do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Esta ignorância-desejo. do outro. o ouvido ouvindo e a coisa ouvida etc. por sua vez. tudo começou com a desobediência do mitológico ou alegórico Adão-Eva. tirando proveito de reflexos ineficazes. vão constituir o receptáculo ou recipiente universal que parecerá conter ou encerrar a enganadora matéria. grosso modo. só que a primeira é boa ou neutra. o universo feito a partir de filetes de energia ou cordas. e com este tudo o que vem depois. só e sempre pensantes-pensados. a energia científicas e o plasma. E a imaginação. temos a Inocência sem defesa que se transmuta (e não se transmuta) em ignorância-desejo. o futuro e é também o espaço puro que parece estender-se até o infinito. Introduzem aí uma segunda e falsa consciência. com todas as suas maquinações. transforma esses restos em sanskhara ou em pensamentos estruturantes. Cada esfera. pois a alegoria sugere “Que seus 30 . Este nome-forma superposto originará as seis esferas dos sentidos. Estes mesmos raciocínio. O raciocínio é o falso hoje de 24 horas pretensamente contínuo. aparentemente suplanta o Aqui e Agora em Manifestação ou a Mente Pura.. equivalerá a um sentido. de ressonâncias caducas. é o amanhã. se poderia sugerir que. passam a conspurcar (e a não conspurcar) a Consciência-Eu. memória e imaginação constituirão o próprio espaço e tempo. próprio de uma mente perdida.Repetindo. uma bipolaridade aparente. feita de nome-e-forma. principalmente a memória-raciocínio-imaginação. que a Manifestação Primeva Pulsátil ou o Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar libera. de um lado. e assim por diante. Esses sanskhara resultam num feixe de pensamentos básicos em cujo íntimo se assentará o ego ou o falso ente. e de um falso objeto pensado. tudo aí reconhecido. A memória é o ontem. forjações e trapaças. a um órgão sensorial e respectiva área de abrangência. a segunda é sempre má ou demoníaca. antes de tudo. A título de auxílio ou até mesmo de esclarecimento e recorrendo ao primeiro capítulo do Gênesis. Esse trio. Ou senão constituída de uma falsa pessoa-ego pensante. sempre graças ao mesmo pensamento. um pretenso "ficar cônscio de" ego-personificado. e é também a extensão (espaço) que parece nos envolver. como o olho vendo e a coisa vista. Sim. mas em verdade. os dois. Esses espaço e falso tempo pensados ou filhos do cogito. de sua parte. ditos físicos.

olhos se abrem e aí ele, Adão-Eva vê ou reconhece que está nu”, (não sem roupa, mas sim passa a conhecer erroneamente, crendo-se nu ou separado de todo um resto que o envolve, falsamente múltiplo). Em outras palavras o Homem Primordial é inocente como esse alegórico Adão-Eva. Mas algo – a ignorância-desejo-serpente – o impele a que coma da árvore do conhecimento. Ou seja, a que comece também a pensar (mal), e cesse de ficar mentalmente centralizado a um Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar. Adão-Eva, em vez de continuar gozando da Liberdade Existencial e das Maravilhas de Sentir Puro e de suas faculdades mentais ainda autênticas e não desvirtuadas, prefere fazer uso de ressonâncias, restos e caducidades, que são exatamente os pensamentos intrometidos, ladrões e salteadores que vem a seguir, (segundo momento em diante ou tempo). O pensamento aqui é homicida porque, a modo de dizer, mata o Adão-Eva original. O Adão separado da Eva é apenas o Adão primevo separado de seu meio ou natureza. É o Adão assassinado pelo pensamento-serpente... E então Adão-Eva passa a maquinar com a cabeça (ou mente), e começa a forjar a multiplicidade, dualidades superpostas. Seus olhos se abriram e ele viu que estava nu. Isto é, quando deixou de Sentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar plenamente e começou a pensar de modo errôneo, Adão reconheceu-se como um ente ou como uma falsa ego-pessoa à parte, isolada, rodeada por um mundo enganador ou meio pensado (trevas exteriores de Cristo ou Samsara de Buda). Depois (tempo), na sua frente, se colocou também a Eva-humanidade. Dito de outro modo, passando a prevalecer essa maldita maneira de pensar, deu-se uma bifurcação na falsa consciência-ego, incrustada na Grande Consciência-Eu Primeva. Dessa bifurcação, vamos dizer, saltaram fora o Adão-corpo-homem-pensante e a EvaNatureza-meio-mundo-pensado. Depois disso, Adão deixou de ser um Ser Não-Dual ou um Adão-Eva, ou o Adão-Natureza ou Sentir-Isto, Isto-Sentir. E no domínio temporal, no falso presente, o Homem Primevo transmuta-se no homem comum, agora mal inserido num pretenso real, ou numa suposta natureza, batizada como realidade externa, mas adversa e separada dele. O engano perceptual do homem reside exatamente nisto: Primeiramente penso-me ou me reconheço como um corpo denso e objetivado. Penso-me como uma pessoa-ego que estaria dotada de um corpo especial, totalmente separado do resto ou do mundo.

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Sim, pois costumo dizer para mim mesmo: ‘Eu sou Adão’ (ou eu sou João, Paulo, Pedro), e ‘este é o meu corpo’. ‘Ao meu redor existe a natureza ou o que é real’. Pois é, meu caro amigo, o homem comum e extraviado, e que também vira filho pródigo, com esses pensamentos básicos que se reforçam e se concretizam cada vez mais vira escravo, dependente, submisso. Curioso, a primeira sensação e impressão que se levanta no homem é exatamente a de EU SOU. Só que este EU SOU em seguida parece permutar-se em ‘ego sou Pedro com um corpo assim, assado, morando num mundo separado de mim’. Tal transfromação, contudo, é tão-somente um ardil posterior (tempo), calcado na percepção errônea ou pensante-pensada, no discurso enganador e em conclusões fúteis. Em suma, pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos efetuando seu trabalho de complicação e perdição. E por meio desse núcleo primário de pensamentos, o egoignorância começará a reforçar-se e a “nos” enganar (Homem Primevo). Isto é, fora do Instante e no tempo, o ego-pensamento começará “a pretender suplantar e a enganar” a Consciência-EU. Amigo, permita que volte a te sugerir: a causa primeira de todo engano é a ignorância-desejo-ego-pensamento, da qual a lógicarazão é a sacerdotisa suprema. Esta lógica-razão, utilizada de modo errôneo, nos engana muito mais do que quando prevalece o simples pensamento mágico do analfabeto inculto, com seus primarismos, radicalismos e superstições. A ignorância primeva, lógica ou mágica, tanto faz, é a que forja aparências superpostas, e forja discursos ao redor delas, e que geralmente costumam resultar em dogmas, intransigências, leis capengas e radicalismos. Esse forjar e discursar estão representados pelos pensamentos estruturantes (sanskhara) e pelos pensamentos discursivos lógico-racionais, ou senão ainda por um pensamento primário e/ou por uma confusão verbal própria de um iletrado. A ignorância-ego-pensamento esconde o Real ou a Autonatureza (ou também o Adão-Eva, Adão-Natureza, ou Isto-Sentir, Sentir-Isto) e, em seu lugar, coloca um faz-de-conta, uma aparência que se bifurca de modo enganador, aparência que é muito bem defendida e explicada pela lógica-razão ou senão pelos hábitos da tradição. Repito, a lógica-razão,muito mais que o pensamento mágico, primeiro esconde o Real ou Autonatureza, segundo distorce ou bifurca

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algo do Real (restos ou ressonâncias), para que em seu lugar salte fora uma falsa pessoa pensante e um falso mundo, objeto ou dado pensado, e em terceiro lugar tenta fundamentar toda essa trapaça com argumentos capciosos e com matemáticas pretensamente infalíveis. Desse logro todo, só um criticismo sadio se dá conta e, na medida do possível, põe em prática uma higienização mental e tenta desmanchar o engodo. As maquinações da ignorância-ego-pensamento (lógica ou mágica, tanto faz) são exatamente a Não-Vivência do Real. E isso é o habitual "tornar-se cônscio de" algo reconstruído, irreal e acrescentado. Intrínsecas a toda essa pantomima existem, pois, três funções epístemo-psicológicas safadas, e que só prevalecem numa mente distorcida, acomodada e sempre condicionada. Temos então: Um, como a ignorância-ego-pensamento jamais consegue comungar com o REAL ou jamais consegue vivenciar a Autonatureza – visto que tal ignorância é tempo, é caducidade, é atraso, e o REAL Aqui e Agora é sempre outro, é novidade, é pulsação sempre nova, – as trevas inerentes a tal ignorância acabam obscurecendo e encobrindo então a Verdadeira Natureza das coisas e seres. Dois, a partir de restos e ressonâncias, o ego-ignorância recria, reconstrói, forja aparências por sobre do REAL, aparências que a ciência chama de realidade física e a tradição objetividade do senso comum. E três, o ego-ignorância fica discorrendo a respeito de sua própria farsa, fundamentando-a com argumentos enganadores e com matemáticas sagazes. A ignorância-ego-pensamento, portanto, vela, esconde, recria, bifurca, discorre, tanto mágica como lógicoracionalmente. Nisso tudo, para aumentar a confusão e para a infelicidade do homem, também se intromete (e não se intromete) uma entidade espúria, maligna, interesseira, vampiresca e que certos Sábios e Mestres chamam de Mara, de Adversário (ou Satanás), de Príncipe deste Mundo, e eu chamo de Demiurgo. Como vês, amigo, as três funções enganadoras da mente personificada e condicionada se interrelacionam. E grosso modo falando, sem a recriação do ilusório, da aparência, do faz-de-conta, interno e externo, superposto, não se daria o aparente obscurecimento do REAL.

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E mesmo que tal superposição não aconteça em termos absolutos ou em termos definitivos, mesmo assim somos levados a crer que o falso ente egotista e egocêntrico em nós, e a ilusão objetivada ou a realidade mentirosa e externa diante de nós suplantam de fato o REAL ou simplesmente se superpõem a Ele (Deus Vivo) ou se sobrepõem a Ela, Autonatureza. No fundo, porém, são os pensamentos estruturantesdiscursivos e as respectivas percepções errôneas conseqüentes as que não nos permitem a apreensão da Verdadeira Natureza ou do REAL. Se estivéssemos centrados e mais atentos (ou livres de ego), e se nós mesmos fôssemos Sabedoria Verdadeira (ou Conhecimento Direto), a ilusão em nós e fora de nós não poderia sequer começar, não poderia continuar e muito menos prevalecer.

AS DUAS FONTES DO CONHECIMENTO
E a propósito da humana possibilidade de bem ou mal conhecer, é bom que saiba, caro amigo anônimo, que me lês e que me suportas, que só existem duas fontes de conhecimento. a) O Sentir Puro, (não degradado, não deturpado, não fisiológico, não dependente, e que também chamo SentirSaber-Intuir ou Conhecimento Direto. b) O pensamento ou a Intelecção Vulgar, a atividade pensante estruturante e discursiva (ou conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo), pressupostamente cerebral, fisiológico e dependente do cérebro e dos órgãos sensoriais aparentes. Levando em conta estes plausíveis conhecimento direto, conhecimento indireto e indiretíssimo (já veremos o que é este último), é bom salientar que se Alguém Sente de fato, não pensa. E se alguém só ego-pensa, se sente mal, ou simplesmente não Sente nem Sabe. Em conformidade com esta dupla fonte do conhecimento, a direta e a indireta (por enquanto vou deixar fora a fonte indiretíssima), o pretenso mundo externo também seria duplo.

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Teríamos, pois, um mundo particular, Sentido-Sabido-Intuído, e um mundo pretensamente comum a todos, um mundo universal (senso comum), só e sempre pensado, inferido ou pressuposto. Geral ou universal é aquele pretenso objeto ou fato a respeito do qual amiúde se pensa e se o reconhece, porque de modo muito sutil ou inconscientemente tal pretenso objeto é engendrado e extrojetado previamente pelo próprio observador pensante. E este pretenso dado geral ou universal se superpõe ao que é Real, tanto dentro como fora, graças às representações mentais, aos modelos, às idéias caducas, aos discursos íntimos ininterruptos, à memória-raciocínio-imaginação etc. (tudo isso constitui o fundo mental) e, principalmente, graças à infalível execução do Ato Intencional, Ato Proposital, que neste caso tem uma importância fantástica e é a chave mestra que fundamenta toda aparência. Aqui, a interdependência entre o objeto externamente refeito e a representação mental constitui o próprio e enganador “tornar-secônscio de”, tornar-se cônscio disto ou daquilo ou tornar-se cônscio do objeto. Neste falso conscientizar estão implícitas a pessoa pensante com seu perceber distorcido e o objeto pensado, os quais tomados isoladamente não são absolutamente nada. Pessoa sem objeto não é nada, e objeto sem pessoa também. A enganadora convergência dos dois parece resultar num teatrinho reconhecível e explicável, mas que também não é nada, e convence sobremaneira à pessoa-ego-pensante.,

AS OITO ETAPAS DA CIÊNCIA
A ciência pretensamente séria está toda ela calcada em oito etapas que, sinto muito denunciar, são totalmente enganadoras. Três são antigas e do tempo de Aristóteles, e cinco são modernas, do tempo de Galileu-Bacon-Descartes. Primeiro temos a lógica-razão que, além de conhecer de modo errôneo (indireta e indiretissimamente) , se restringe a elaborar discursos sob a forma de julgamentos conceituais, julgamentos inferenciais e silogismos. Estes três foram estabelecidos por Aristóteles como uma maneira supostamente perfeita de pensar e de traduzir corretamente aquilo que era externo e que, para Aristóteles, só podia corresponder à

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realidade mais imediato e perfeita, quando o Real em si, livre de ego, não é nada disso. O REAL mais puro em verdade nunca é aprisionado pelo perceber pensante-pensado e muito menos acaba sendo adequadamente traduzido com termos bem elaborados, bem colocados, como os de Aristóteles, ou senão com palavras confusas, como as dos iletrados, e muito menos e aprisionado com a matemática e geometria!… Sem impor nada e respeitando as colocações de Nagarjuna, mas indo um pouco além, sugira-se que o Homem é antes de tudo Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar ou Verbo! O pensamento com sua lógica-razão (e também com sua confusão mágico-verbal) é uma atividade defasada, atrasada e enganadora, que se intromete do segundo momento em diante, já fora do Agora. O pensamento, portanto, é tempo. A atividade pensante discursiva transforma-se em algo impecável ou nos três julgamentos estabelecidos por Aristóteles. Mas em verdade, o julgamento conceitual (Ex: “Esta é uma mesa”) rouba o Homem Primevo em seu Sentir e Entender. Já veremos o que é isso. O julgamento inferencial (Ex: “Fumaça, por conseguinte há fogo!”) rouba o Homem em seu Sentir, Entender e Atuar Primevos. (A seguir me explicarei melhor). O silogismo, de sua parte, que é apenas uma inferência para terceiros ou é uma comunicação, (Ex: “Todos os homens são mortais, Sócrates é um homem, por conseguinte Sócrates é mortal!”) rouba o Homem em seu Sentir, Saber, Entender Intuir (ou rouba o Homem em seu CONHECIMENTO DIRETO) e em seu Agir Livre ou em sua possibilidade de Atuar. A ciência moderna se baseia principalmente nas inferências e nos silogismos. Ela induz e deduz. O Homem com H maiúsculo, é aquele Ser ainda não enganado pelo mal pensar ou pelo ego-pensamento vulgar. Mente Pura ou Consciência Íntegra é exatamente esse Homem Primevo, Consciência Integra essa que, de certo modo também está oculta no próprio homem comum e extraviado. O que parece externo ao homem comum e ele sempre o reconhece como tal, em verdade é só aparência pensada, é só Maya ou é só um faz-de-conta, como dizem os orientais. De sua parte, a mente já personificada ou o pretenso cérebro lucubrador e mal pensante desse mesmo homem – e que tudo isso

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Primeiro. um embuste total. Nessa pretensa observação despreconcebida. acrescentou a observação despreconcebida do fenômeno externo.o homem só pode contar com o Avidya natural ou com sua Ignorância Primeva. Em outras palavras. Em verdade esta observação nunca é despreconcebida. e como se agigantam. Externamente falando e sem o Conhecimento Direto. mas em verdade um querer ficar famoso. É sempre efetuada por homens cheios de pendores e de condicionamentos mentais prévios. Esta hipótese. A Ciência Moderna pós-newtoniana adicionou a esses três julgamentos aristotélicos impecáveis ou lógico-racionais mais cinco fatores. ainda há um querer crescer como ente-ego. há um pretenso querer “ajudar”. acrescentou o método de experimentação laboratorial de Galileu-Bacon-Descartes. é só raciocínio ou pensamento puro. pois. A mente do cientista observador. ou até mesmo somente os olhos são verdadeiras garras querendo se apossar. as quais vão se concretizar na terceira etapa que é a fase experimental. no caso. “o eu e o meu” no cientista só e sempre se agigantam. deduzindo ou pressupondo isto ou aquilo. E esta origina todas as mentiras e todos os logros da mente personificada. o homem comum só se depara com Maya ou com a aparência enganadora. Ou seja. Esta maquinação mental vai se constituir em fantasmagorias semiobjetivadas. Nunca cessa de lucubrar e os sentidos dele. inaugurando a ciência moderna. onde o ato propositado se cumpre. ou senão por sentidos condicionados e por um pensamento enganador e mentiroso. contudo. minha gente! A Segunda etapa da experimentação científica se restringe a elaborar a hipótese. ganhar prêmios Nobel. A Lógica-Organon é. jamais pára de pensar. aqui já prevalece o discurso e a enjambração de uma extrojeção mental sutil. Todo sinal inferencial 37 . dando uma de lógico-racional ou até mesmo exteriorizando-se como um ignorante-analfabeto – é só Avidya ou ignorância primeva. Neste observador-ego ou falso ser.acredita enfocar. querendo rechaçar ou combater. como já se sugeriu. Epístemo-psicologicamente falando ou em seu perceber. As fantasmagorias da observação e as enjambrações e extrojeções da hipótese equivalem a um sinal inferencial dos mecanismos da inferência.

de faz-de-conta irrepreensível. do ato propositado ou indutor. na experimentação laboratorial ou na experimentação daquilo que se supôs na pretensa observação despreconcebida e na elaboração da hipótese entra em função a execução do ato intencional. te faço. o fruto da experimentação vai-se apresentar 38 . não se sobrepõe. na pretensa experimentação científica também entra a Lei da Interdependência: “Sou eu. me vejo. quando é a execução do ato propositado ou intencional em si a que concretiza. Seu enunciado é: “Isto sendo. e que consubstancia. Além da Lei da Geração Condicionada. surpreendida pelos Sábios da Luz. equaciona-se em termos matemáticos ou não o que se alcançou na experimentação. Isto não sendo pensado. e vendo-me. com sua conversa fútil. aquilo aparece. porque este assim mal chamado provar ou experimentar e só um pensar lorotas e é um atuar de modo proposital que concretiza tais lorotas ou faz-de-conta. não se concretiza. aquilo não aparece. porque além de não se pensar a respeito. e que é a única e verdadeira Lei Universal. se concretiza. Com esta pretensa matemática quantitativa. o ato proposital. e a conseqüente execução de atos propositados apenas objetivam aparências. Por conseguinte. também não se executa o ato propositado. e inclusive nos induz a agir intencionalmente para pretensamente provar. sempre poderiam contrariar e complicar. ego.. que te vejo. conforme o predomínio despótico de certas causas e condições em convergência. superpõe e consubstancia as fantasmagorias objetivadas da experimentação científica. ou engendrar mentalmente. devido a um perceber errado. se excluem “as comadres palradoras. se sobrepõe. E o reconhecimento aqui lhe dará um cunho de autenticidade. intrometidas e adversárias” que. se objetiva. por causa dos sentidos habituados e já condicionados para tal.” E é essa Lei a que forja.” Estas deduções e induções ou estes pensamentos.. Daqui em diante. ou não. e também por causa do pensamento. aquilo que se pressupôs. Foi o que Galileu fez em seu tempo. concretizam fantasmagorias.. certo ou errado. Na Quarta etapa. se para tal se executa o ato intencional. A experimentação laboratorial em sua Terceira Etapa nunca provou nem prova nada. Aqui a Lei da Geração Condicionada. e vendo-te. corroborar. em pensamento. materializa ou concretiza. entra completamente em funcionamento.nos leva a deduzir o que não se deve.

que nunca houve. Primeiro temos O CONHECIMENTO DIRETO ou a maneira DIRETA DE PERCEBER. os Iluminados. próprias de um homem comum confuso. Pois é. de modo intencional. onde ou em que ponto a ciência iria atuar e o que iria supostamente descobrir? Sim. As oito etapas da cognição científica serão vistas com maiores detalhes mais adiante. de conscientizar. e pródigo em lucubrar. (Este meu “Parar Este Falso Mundo” era um tomo único. e sem a falsa coisa pensada nada sobra para o campo de experimentação científica. com maiores detalhes vejamos agora as diferentes maneiras de conhecer ou de perceber. E finalmente. pois sem uma pretensa criação prévia. Paciencioso amigo. Tive que desdobrá-lo em quatro livros). não te parece? . acredito que já da para começar a desconfiar que nem tudo o que é científico é tão sagrado e irretorquível assim. neste mesmo primeiro tomo. Esta falsa prova científica apenas impõe e dogmatiza maneiras sui generis de pensar e de atuar. certos sensitivos especiais e alguns verdadeiramente simples de coração conseguem manifestar ou por em 39 .ou se repetir sempre da mesma maneira. muito grande. daquilo que o cientista quis demonstrar e resumir e que no fundo não prova coisa nenhuma. amigo. sem um observador ego-pensante separador e enganador. ou em três outros livros mais. extraviado. CHEGA DE VELHAS TEORIAS DO CONHECIMENTO Convém salientar que o pretenso separatismo absoluto entre homem pensante e realidade externa pensada – separatismo igual ao que parece prevalecer num sonho – foi imposto ardilosamente pelas religiões oficiais há muito tempo? A Ciência Moderna aceitou tal separação porque lhe convinha. a quinta etapa resulta na elaboração e na apresentação da (pretensa) prova definitiva. o que é um logro lamentável e enganador. Se assim não fosse. Isso é o que os Sábios Verdadeiros. certas crianças de mentes puras.

o vírus da AIDS. Não prevalece a bifurcação mental seguinte com suas dualidades.prática. aprisionadas.. entre ISTO-SENTIR ou SENTIR-ISTO. Homem-EU Primordial) não discorre por dentro. as células. ISTO ou Objeto Primevo é muito mais que um fenômeno dito científico. supostamente decifrável e decifrado. Isto é apenas um Todo no qual cabem “as dez mil coisas”. respectivamente. mágicas ou racionais. Nesse Conscientizar Autêntico não prevalece a aparência (Maya) ou o que aparece externamente e se reconhece. como sugere o Taoísmo. uma coisa descritível e que se situaria no espaço e no tempo ou em pretensos níveis e subníveis naturais. supostamente separada e pretensamente se estendendo. Não prevalecem as infinitas coisas científicas externas. sobre a coisa conhecida. O infinitamente pequeno seria um nível pretensamente invisível. e só sugerindo sem nada impor. No muito longe e muito perto (distância) o ISTO vira símbolo com suas dez mil coisas. equacionadas etc. – Para a Ciência estes níveis equivaleriam ao que é normoscópico ou visão cotidiana. próprio do senso comum. Mente Pura. lá fora ou diante de si. passíveis de serem supostamente captadas. Nesse Perceber Autêntico e Primordial que também é Existir Autêntico dá-se apenas uma comunhão do Sujeito (SENTIR) com o Objeto (ISTO). em tal autêntico Existir-Consciência-Perceber. Não vinga a pretensa desconexão ou o separatismo entre a pessoa-observadora-pensante e a coisa-observada-pensada. Não 40 . os germes. e cabe também o próprio Sujeito (ou Saber-Intuir-Atuar-Amar-Sentir-Isto). e que sempre implica uma pretensa pessoa pensante e a coisa pensada. Prevalece. E a Coisa ou até mesmo o ser-objetivado pretensamente diante do Perceptor não é um objeto comum. os átomos etc. Aí não se dá o enganador “tornar-se cônscio de”. quem sabe. onde se esconderiam. digamos. ou melhor. a NãoMultiplicidade. descritas. Aqui o Perceptor Autêntico (Consciência-SER. livre do mal pensar. Só que na visão macroscópica e microscópica não existem aquilo que a astronomia e a microbiologia alegam. discursivamente. multiplicidades. ao macroscópico ou visão astronômica e ao infinitamente pequeno ou visão microscópica. matematizadas. apenas uma perfeita comunhão entre o Sujeito Verdadeiro (SENTIR) e o Objeto Verdadeiro (ISTO). No muito perto e no muito longe ou distância só há miragens e símbolos. “provadas”. Nesta maneira de Sentir-Saber-Intuir ou Bem Conhecer não prevalece a separação entre o Sujeito Verdadeiro (Sentir) e o Objeto Primevo (Isto). Ou seja. apenas vinga a Não-Dualidade.

O segundo passo da lógica-razão. com toda a intensidade. ocorrendo AQUI e AGORA. E muito menos vinga a infinita multiplicidade reconhecível das coisas e seres do universo científico chamado de fenômeno. como já disse. Esse Conhecimento Direto é um Perceber ou é um Conscientizar eficaz. e dentre as milhares ou infinitas. temos os terríveis. E nesta separação ou bifurcação pensante-pensada salta fora a falsa pessoa-ego cogitadora e a falsa coisa cogitada. sem bifurcações e livre desse espaço-tempo falsamente físico. e passando a prevalecer o ego-pensamento comum. o qual em verdade é forjado pela ativação da Lei da Geração Condicionada. a lógica-razão começa a esconder. por causa de impressões e convicções 41 . O REAL fica escondido para dar lugar ao aparente. e temos também as pretensas células malignas da medicina. o escondem. o pensamento mágico do analfabeto também faz isso. não vingam imagens e discursos de uma mente extraviada. No segundo tipo de PERCEPÇÃO ou no CONHECIMENTO INDIRETO. é discorrer a respeito de suas reconstruções. bifurcam ou separam o que não devem. a Maya. nem as superposições ou remontagens. do qual também faz parte o notório senso comum.vinga o faz-de-conta. único. Não prevalece avidya (ou Ignorância Primeva) subjetiva a distorcer tudo. primeiro o pensamento mágico e também o pensamento lógico sobrepujam o REAL ou o obnubilam. A terceira manobra safada da lógicarazão é simplesmente a de reconstruir faz-de-conta superpostos. primevo. Segundo. é bifurcar o Monismo Primordial de tudo ou dividir a Não-Dualidade. em que a Vida se Manifesta tal e qual. Aqui. infelizmente. mas se sobressai apenas a mais perfeita Comunhão Não-Dual ou a Unidade. ocultar ou suplantar tal Comunhão Primordial ou Autonatureza. Do segundo momento em diante. Aí já não vingam mais o ISTO-SENTIR ou SENTIR-ISTO puros e primevos. mas em verdade enganadores vírus (AIDS) e todos os demais germes. mas que em verdade é só exageros e abusos do pensamento enganador. Em suma. E em terceiro lugar reconstruem fantasmagorias superpostas. puro. “o tornar-se cônscio de alguma coisa” (ou percepção do povo em geral). Senão a lógica-razão. A quarta.

que se estendem. mas que em verdade só reconhecem. paixões sensações 42 . são sempre a colheita de extrojeções mentais. sentimentos. em contrapartida. feitas fenômenos científicos. modelos etc. e parece haver objetos pensados e reconstruídos. nossa cultura. Tudo isso. os quais. supostamente e de por meio. Ou seja ainda. fazem parte de um Campo de Consciência comum a todos. um conscientizar que se efetua no espaço e no tempo. Estas representações. Esta objetividade ou este outro lado também se nos apresenta como um pressuposto recipiente espaço-temporal que parece durar e se estender. pois. ou será só uma colheita de extrojeções. moléculas. transforma-se em pessoa pensante. Este é um campo especial. feitas falsos eventos cotidianos. temos uma pessoa ego-pensante de um lado. cujo conteúdo. a modo de dizer. ao se extrojetar. os mundos da astronomia. Este campo de certo modo é fruto daquilo que se aprende de modo condicionado ao longo de uma vida. em coisa pensada externas e na enganadora possibilidade de (re)conhecer. o Campo de Consciência o Sensorial da Humanidade. está ligado a modelos. todas as nossas experiências cotidianas. constituem um fundo mental. tudo o que acreditamos captar sensorialmente e memorizamos. teríamos também a enigmática possibilidade humana de conhecer (geralmente mal). Mesmo assim. Aí os pretensos objetos – as coisas cotidianas. o qual. ou senão fazem parte do Campo de Consciência Sensorial da Ciência ou dos cientistas. os vírus germes. representações. O Campo de Consciência Sensorial é exatamente o nosso fundo mental. são só o famoso cógito. em verdade. Aqui. – que todos dizem perceber. Ou melhor dito. e vira mais condicionamentos. e parece encerrar em si mesmo tudo. com respectivo discurso justificador. ardilosamente busca englobar todos os demais campos do conhecimento. neste tipo de percepção desvirtuada e indireta. a imagens estratificadas e milenares que a mente humana encerra e que se habituou a extrojetar holograficamente. de reconstruções. Tudo o que aparentemente vem de fora. Em verdade esse conscientizar ou perceber enganador (mero pensar) reconstrói um falso tempo e um falso espaço. supõe-se que na captação do dado externo participem os cinco sentidos e mais a mente personificada. do outro. Esse é. quando nada pode conter. células. átomos etc. e que neste caso será sempre reconhecer.enganadoras.

etc. projetados adiante. homens pensantes. Todos os escravizados ao ego-desejo sempre querem se apropriar. Desde as escolas primárias e até as universidades só nos condicionam ou só nos ensinam “o quê pensar”. é um campo dinâmico que extrojetará seu conteúdo pensante-pensado. de nosso entendimento e possibilidade de atuar. ou por uma ciência. conforme o que nos é incutido ou pela tradição. Isso então fundamentará nosso meio interno e externo. constituindo exatamente aquilo que chamamos mundo externo. da filosofia. o “o quê pensar deles”. Ou seja. ou ainda por uma maneira de ser e de agir peculiar… E o curioso é que todos sempre nos incutem determinados pontos de vistas. juramos equivalerem a objetos materiais separados e externos. o quê pensar da ciência. o quê pensar das religiões. o mundo se nos apresentará sempre da mesma maneira. Depois disso. o que está fazendo. 43 . o que pretende. sempre do mesmo modo. da sociologia deles.. depois dificilmente será desaprendido. e por quê só insiste em pensar cada vez mais. ou nos incutem “o quê pensar”. ou por uma filosofia e religião. Nesse tipo de percepção enganadora ou conhecimento indireto cabem todas aquelas fantasmagorias “externas” que parecem estimular nossos cinco sentidos e que nós. ou ainda por que não pára tanto pensar. O que se aprende na escola ou na vida comum e se memoriza tal e qual. hábito. mundo cotidiano. A Ciência Moderna. mas quando esta apropriação causa mal estar ou dor. tudo isso fica registrado em nossa mente e constitui nosso fundo mental ou campo. o qual se colocará na nossa frente. inaugurou uma nova maneira de mal enxergar e perceber. isso se transforma em faz-de-conta objetivado ou em mundo externo.. mas que em verdade são os dados do nosso condicionamento mental milenar. da política deles. ao alcance de nosso ego-pensante (falso ente). com seus telescópios e microscópios. do esporte deles. O que se aprende e se torna rotina. Ninguém jamais porém nos traduz quem é o pensador aí. idéias. Este fundo. por sua vez. aí vem o rechaço. de sua parte. e aparelhos afins. Ninguém nos ensina como pensar e quando parar. quão honesto e autêntico ele é. o que ele no fundo quer. Tais pretensos objetos cujos estímulos os sentidos captam geralmente resultarão ou em apropriação ou em rechaço. O sonhos se extrojetam da mesma maneira.

o que se pressupõe. repetindo.E esse é o Terceiro Tipo de Percepção ou o CONHECIMENTO INDIRETÍSSIMO. se materializará na nossa frente quando se cumpre ou se executa o ato intencional. pois. Por meio deste julgamento inferencial. E para conhecer na segunda percepção eram utilizados os cinco sentidos. Meu caro amigo. então. em parte. convém não esquecer que na constatação da visão microscópica e telescópica só participam os olhos e o raciocínio. E a partir desse enxergar precário ou a partir do que um pretenso olho supostamente vê e a partir de um não menos pretenso “torna-se cônscio de” cerebral. A pressuposta possibilidade de poder enxergar por meio de lentes equivale à elaboração de um sinal inferencial que a mente extrojeta. Ou senão também ativar a Lei da Interdependência As cinco etapas experimentais da ciência são só inferências dedutivas e indutoras que resultam na execução do ato intencional ou na experimentação propositada – Todo sinal inferencial nos obriga a atuar para que supostamente venhamos a corroborar qualquer coisa ou a provar o que está atrás do sinal. a segunda percepção era indireta. deduz-se (por inferência) que no mundo microscópico ou no mundo astronômico as coisas são de fato assim. contudo é indiretíssima porquanto aqui só o enxergar ou só os olhos participam desse conscientizar enganador. Um sinal inferencial pode corresponder a uma miragem ou a um símbolo. o fogo lá adiante se materializa e aparece). A terceira falsa percepção. E isso corresponde exatamente a meter a Lei da Geração Condicionada em funcionamento total. porquanto parecia haver separatismo entre sujeito pensante e objeto pensado. A Ciência moderna deu passos de gigante nos pretensos mundos microscópico e astronômico porque suas hipotéticas e pretensas micro ou macro objetividades são só e sempre enxergadas. E depois se faz alguma coisa de modo proposital e se “prova”. façamos alguma coisa para ver se é verdade (indução)! E fazendo-se. (Exemplo: “Fumaça {sinal}. o que se deduz ou o fruto do que se pensou se consubstanciará. Esse enxergar através da lente ou sinal corresponderá. a um julgamento inferencial. por conseguinte há fogo (dedução). reconhecidas ou totalmente pensadas. 44 . mais a mente pretensamente ego-conhecedora (ou o assim dito cérebro). Como vimos.

repetindo. quando o ISTO objetivado ou o REAL em Si não é assim e. grosso modo. externas e duradouras. evidentemente são fortalecidas por outros recursos laboratoriais mais. aquiloutro. reconstrói a si mesmo feito uma pretensa entidade perceptora e reconhecedora (ego). se confundissem com as indescritíveis Realidades Momentâneas do ISTO-SENTIR. revestindo meras ressonâncias do Sentir Primevo – SENTIR dinâmico esse que escapa e não dura. ou fica inconsciente – fazem com que o ISTO Primordial se apresente ao intelecto reconhecedor como se eqüivalesse a coisas fixas. Esta é a percepção condicionada e contaminada da humanidade em geral. multiplicidades da ciência. tudo começa a se desdobrar como se meras imagens caducas e superpostas. ou o perceber supostamente isto. Bem. E então.Tais pretensas constatações visuais. da Percepção. muda de momento a momento. 45 . no homem comum. aliás. que só serviriam para estruturar. e reconstrói o mundo pensado e reconhecível à frente. mas não… Outrossim. Tudo isso se estenderia separado do sujeito pensante. separados. a coisas materiais. e deixando de lado a Visão Direta e Imediata ou Visão Intemporal do Sábio. De certo modo. A Verdade ou o Real Incondicionado é aí suplantado pelas mentiras e pelas superposições pensantes-pensadas. também é o falso conhecer-perceber de dualidades. simples modelos e representações estáticos da mente personificada (ou criações dos pensamentos estruturantes). a meu entender. Depois disso. a vírus HIV deletérios. ou são sobrepostos a um ISTO-SENTIR. e respectivos discursos. acho bem pior. que é o Verdadeiro Momento do Conscientizar. a entes biológicos. de sua parte. sempre nova. os pretensos objetos estáticos de uma mente personificada (ou meras formas-nomes íntimos) são extrojetados e superpostos a uma AUTONATUREZA Incondicionada. que eu. A ignorância-tempo ou o ego-pensamento (lógica-razão). nem interna nem externa. é só reconhecimento e despotismo. Este pretenso conhecer-perceber científico. aquilo. mas fora esses três tipos de percepção. Infelizmente o pensamento do homem ignorante não consegue manter-se centrado no AQUI e AGORA. sem isto nem aquilo. no homem do povo só prevalece “o tornar-se cônscio de”. SENTIR-ISTO Primordial. consubstanciar ainda mais e “provar” tudo aquilo que se jura estar vendo ao aparelho ótico. a germes mortais.

com seu egopensamento forjador de lorotas e. Este mundo é feito de Maya ou de aparências. Tudo isso constitui. aparece também o mundo reconstruído e pensado. No prevalecimento do senso comum ou do conhecimento indireto do povo em geral. como já disse. só os olhos participam. outros instrumentos e outras artimanhas mais. meu caro amigo e homem irmão. digamos um vírus HIV. germes. MEDICINA E O CONHECIMENTO INDIRETÍSSIMO Pois é. graças à Lei da Geração Condicionada. Os mesmos quatro passos acontecem na visão astronômica. vírus. o ego-pensamento utiliza os cinco sentidos mais a mente personificada (ego e não só cérebro) que perfazem os seis sentidos. a modo de dizer. microbiológicas tipo células. Mas na captação dos dados microscópicos e astronômicos. a partir de ressonâncias e caducidades do SentirIsto. e e da execução do ato intencional. para o ego acreditar que está constatando e comprovando pretensas verdades microbiológicas e microscópicas.Assim que. Por conseguinte. 46 . mata o grande EU ou o Homem Primordial. o conhecimento indiretíssimo. então. pois. bactérias. além de ser ladrão e salteador – BIOLOGIA. propositado. ele (ego) no cientista só pode se valer do a) b) c) d) enxergar ao microscópio. O ego em si é Homicida. da pretensa coleta sensorial dos dados defasados (tempo = atraso) e reconstruídos do senso comum participam todos os sentidos. Isto-Sentir. de raciocínios capciosos. (ou Autonatureza pulsátil e totalmente incondicionada) saltam fora o homem extraviado. que pululam quando da observação do pretenso fenômeno científico (ou palco remontado). saturado de mentiras atômicas. e outros mais similares. só que no lugar do microscópio temos o telescópio. do reconhecer.

nunca fala. e que são um enxergar enganador ou são pura elucubração de uma mente já condicionada. E mais. E com ela inclusive o pretenso mundo sobre o qual a montanha estaria assentada. que chamam catolicismo. não se revela. porém. espiritismo etc. o homem tem que ser previamente condicionado a enxergar ao microscópio e ao telescópio. nada diz a seu próprio respeito. pessoa pensante e objeto pensados não são absolutamente nada. E isso só é possível quando um homem. imporá a Verdades. passa a ter um Campo de Consciência Sensorial próprio da Ciência. A única diferença é que a pretensa pessoa pensante. real e irremovível. também. a nível microscópico. portanto. E tudo o que for (aparentemente) sentido pelos cinco sentidos e antes disso reconstruído pela mente faz parte do senso comum da humanidade. porém. que se julga inteligente e separada de tudo. terá a possibilidade de opinar e de impor suas opiniões a terceiros. Para poder enxergar. o germe. reconhecer o que está recolhendo ou enxergando.Daí porque para o senso comum. protestantismo. Os falsos religiosos têm seu campo próprio. Tanto o sujeito depende do objeto quanto o objeto depende do sujeito. não se exprime. Ele sequer poderia fazer-se presente. além de já ter um Campo de Consciência Sensorial humano. regidas pela Lei da Geração 47 . Tomados isoladamente. todas as constatações que se efetuam tanto em se valendo do conhecimento indireto quanto em se valendo do conhecimento indiretíssimo sempre corresponderão a uma interdependência entre o sujeito e o objeto. comum a todos. mais a mente condicionada. além de totalmente dependente. é interdependente ou claramente dependente. O objeto material. O mesmo. do testemunho comum ou do segundo tipo de percepção. nunca. De qualquer modo. Tudo aqui. nada declara. Do testemunho do chão em que pisamos ou do solo em que a montanha está assentada participam os cinco sentidos. não fossem certas artimanhas da mente ego-observadora ou convergências de causas e condições. E que também pode ser chamado (Conhecimento Indireto acessando o Campo de Consciência Sensorial da Humanidade). não acontece com a suposta constatação e percepção de seja qual for a pressuposta célula. num perfeito faz-de-conta pretensas realidades astronômicas e microscópicas. uma montanha vista por todos parece tão sólida. passa a ter algo mais em seu fundo mental. Ou seja. e ucubrando em cima.

Chega. E tu és igual a mim porque de mim dependes e eu de ti.Condicionada. 48 . então. se pode dizer que tanto o Ocidente como o Oriente admitem esse duplo modo de captar epistemologicamente o Real. Liberam. pois. vista como um começo de conversa. E por que não dizer de modo ardiloso? Chegou. Caro amigo. de PROVAS calhordas e enganadoras. mas também é enganador. em verdade eu me vejo. pretenso objeto. pois. e vendo-te. Se todos nós fôssemos Realizados ou Iluminados. ressoam ou reverberam. só que um é sensível e inteligente (Conhecimento Direto) e o outro (Indireto e Indiretíssimo) é pretensamente cerebral. te faço ou atuo intencionalmente.. de forma abstrata que és. Estas pulsações ou fulgurações. e não fosse o enfoque constante ou a pretensa observação da pessoa pensante. por cintilações intemporais. aqui eles estão sendo oferecidos! MAIS ARGUMENTOS SOBRE OS DOIS TIPOS DE CONHECIMENTO De certo modo. racional. invencionices pensadas! Não estão pedindo. Nessa brincadeira toda também entra a Lei da Interdependência: Sou eu. te concretizo. é claro. novos paradigmas para a humana possibilidade de conhecer? Pois é. desculpa-me esta abertura totalmente gnoseológica ou epistemológica. psicológico.. então. sempre acabaremos engolindo gatos por lebre. te faço. me vejo. ego que te vejo a ti. ou é aparentemente inteligível. o momento de Entender tudo de outra maneira e um pouco melhor. Chegou a hora de não mais executar o ato humano à toa para provar ou corroborar e assentar tolices. reconhecedor. por aí. ego. e vendo-me. E vendo-te. talvez a Vivência do Perfeito Conhecer se nos traduziria por fulgurações de Vida Plena. opiniões. E vendo-me agora feito um objeto chamativo. que te vejo. todos atuando de modo inconsciente. de modo objetivado. meu caro irmão em humanidade. como tudo o que é similar.. Mas se não se conhece a fundo o que vem a ser o tão louvado “provador de provas”. para te possuir ou rechaçar. e chega também de PROVADORES ENGANADOS E ENGANADORES. Ou sou eu..

Estes. subpartículas nucleônicas e assim por diante. conhecimento este que já é 49 . elétrons. os átomos. Ou senão ainda dizem ter essência própria representada por uma alma-ego-pensantepensada. reconstroem também aquela outra contra parte. de macromoléculas. – isso corresponde. pasta visível e que se estende). simples formas-nomes. as subpartículas atômicas etc. simultaneamente ocupariam espaços ou lugares que outras formas-nomes-corpos. sendo igual a uma esponja pode conter ou encerrar partes menores. mas sempre e só pensadas. os cristais. então. Os materialistas e os cientificistas desculpariam essa contradição dizendo que a parte maior. o mundo pensado. as macromoléculas. como já disse. próprias dos níveis cotidianos (normoscópicos) já estão ocupando. e também por hipotéticas partes microscópicas – nunca enxergadas a olho nu. como o micro cristal. de modo paradoxal ou contraditório. Ironicamente falando. Por isso dois pretensos corpos densos não ocupariam o mesmo lugar no espaço (que não existe). as moléculas. diriam que a forma-corpo-esponja pode conter uma essência própria constituída de células. a fumaça. as macromoléculas. a célula. esses últimos pretensos entes do mundo microscópico. além de reconstruírem a falsa pessoa-ego-pensante. partículas subatômicas. as células etc. esses restos viram (e não viram) pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos. ficam duros e se estendem. objetivo e pretensamente fatual. A visão comum ou normoscópica de qualquer corpo faz parte do conhecimento indireto do povo em geral. de moléculas. Este mundo pensado seria então constituído de coisas e seres sempre reconhecíveis e que supostamente duram. haveria então espaços dentro do espaço. a uma total contradição. Para eles. Ou inventando histórias.restos caducos que deveriam se diluir e desaparecer como o vapor. Entrementes. as moléculas. Tudo isso constituiria os corpúsculos atômicos. como já foi dito. De modo quase delirante. átomos. Essa concepção do pretenso real externo ser constituído por um pretenso todo normoscópico (corpo cotidiano palpável. elementos eletrônicos e intranucleares ou subatômicos. por descuido e desatenção (ou ignorância primeva). e não poucas dessas fantasmagorias concretas seriam até impenetráveis. chega-se até mesmo provar que essas coisas e seres externos têm essência própria representada por hipotéticos átomos. átomos.

Do Sentir aí só há um capcioso enxergar ou um ver totalmente contaminado. e sua hipotética existência no momento seguinte (ou futuro) também ficam excluídas. inventando história por conta própria. de modo Incondicionado – daquele outro dado condicionado ou pretensamente material. o qual é totalmente enganador. pretensamente contínuo). O Existente. digamos “ISTO” –(azul) é só Vivência ou é só Saber-Sentir-Intuir. E o aparecer ou objetivar-se (eu aqui. Amigo. e o aparecimento de algo mais ou o objetivar-se lamentavelmente chegam até a se confundir o que não é nada bom. mundo? Ora. O EXISTIR é só EXISTIR. AGORA. Cuidado. Ele é dependente e somente aparece. nesse Vivenciar não há um ente-ego vivenciando uma mancha lá. propriedades e essência própria. tipo casa. 50 . Isso constitui o mundo que a ignorância-ego-pensamento reconstrói e superpõe. ou a imaginação (futuro) e muito menos o raciocínio (ou o falso hoje de 24 horas. o REAL. ou senão é ego-tornando-se falsamente cônscio disto ou daquilo. sua pretensa existência no momento anterior (ou passado). Mas o pretenso enxergar e reconhecer de níveis invisíveis ou microscópicos desse mesmo corpo fazem parte do conhecimento indiretíssimo. pois. é também reconhecer. a nãoexistência ou a irrealidade disso fica excluída. certamente te perguntarás em que difere o REAL Sensível e Vivenciável – em suma. e é sempre e só reconhecível pelo senso comum.bem enganador. ou um objeto azul permanente. universal . meu amigo. reconhecível. ou é só Reto Perceber. Além disso. Aqui e Agora. e coisa lá) é só pensar ou deduzir. separado de tal ego. é Saber-Sentir-Intuir (Vivenciar). E mais. montanha. diz que a mancha azul (não necessariamente um objeto) pode perfeitamente constituir o tal dado universal da filosofia e da própria ciência. o EXISTIR em Si. com qualidades. E mais. Por conseguinte. quando a Existência de uma mancha “ISTO” –(azul) é só Sentir-Saber-Intuir. é atuar de modo intencional ou induzir e concretizar. o que Existe de por Si. É o pensamento que. tal “ISTO” –(azul) é só Vivência Pura ou Conhecimento Direto. Mas tu. é diferente sim porque este pretenso dado universal não existe em si. Nesta Vivência Pura e Incondicionada jamais se intrometem a memória (passado). porque é puro pensar e quase nada Sentir.

O que nessa fusão ou comunhão perceptual de IstoSentir depois (segundo momento em diante) se mete afirmar ou a negar alguma coisa é só e sempre o discurso pensado. aquém ou além do Momento da Comunhão Sensorial – em suma. São Sentir e não coisas separadas. quer queira quer não. Tal “duração” mental e duração de algo aparentemente 51 . E Este(s) não são nem dualidade aparente nem são multiplicidades. Isto-Sentir tampouco. ou é só aparência e não Existência. torna-se claro que todas as Coisas em Si. implantou uma nãodualidade aparente. ou senão que parece durar ou até mesmo fica duro. estão sempre confinados a um único Momento. prevalecer. mal pensando. a um Agora que também se renova. E este último não deve ser confundido com a sagacidade da intelecção ou com a lógica-razão vulgar. que só reforça o conhecimento indireto e o conhecimento indiretíssimo. são Reais e são Existências Momentâneas. Nem o Sentir em Si nem o Isto em Si resultam em dualidade ou em multiplicidade. impenetrável (matéria). O que parece estender-se (espaço). correspondentes aos “ISTOs” em renovação. a uma expansão da própria memória-raciocínioimaginação. sempre se reduzem a experiências sensoriais. A aparência prolongada do ente e do objeto. parece vingar. no caso. o homem. até o limite em que possam afetar um Ser Sensível. E se aparentemente a duração do objeto externo parece ocorrer. (Pensamentos discursivos). a pretensa duração e dureza dos dois – não pode ser garantida nem pelo Sentir nem pelo Saber-Intuir ou Entendimento Perfeito. Os sucessivos e novos Sentir. quando aparecem. Excluindo então as persistentes intromissões das imagens mentais caducas e do discurso interior – isto é. o que parece persistir. isso é só memória-raciocínio-imaginação (ou é o maquinar de uma mente ego-condicionada). as intromissões dos pensamentos estruturantes e dos pensamentos discursivos – e que resultam em conscientizações distorcidas ou deturpações perceptuais. (tempo).Todos os assim ditos objetos externos. tal “duração” equivalerá apenas a uma extensão. Só no Momento Presente dá-se ou ocorre a fusão perceptual do “SENTIR” –(indivíduo) – com o “ISTO" – (objeto).

suscitador de impedimentos. contudo. raciocínio e imaginação. e por um reconhecimento intelectual. mal pensado e mal sentido. é porque ele nunca foi constante ou persistente em tempo algum. Tal constância. O reconhecimento apenas serve para manter as reconstruções ego-mentais e para sustentar as prévias extrojeções objetivadas da ignorância-ego-pensamento. e que se concretizará. uma reconstrução. o prolongar-se do falso ego-perceptor e da pretensa coisa percebida já nada mais terá a ver com a mais Pura Sensação. Evidentemente. e que é uma mistura de memória. depois acaba sendo supostamente captado por uma sensação fisiológica ou cerebral viciada. propriedades e essência própria (atômica ou até mesmo anímica). . que se extrojetará quase que holograficamente. E se tal objeto pretensamente perdurável se desfaz. essa reconstrução psicofísica. conviria saber que tudo aquilo que não muda ou que parece permanecer aparentemente igual. isto sim. nos leva a crer que o objeto é duro. persistência. A possibilidade de reconhecer. Toda continuidade aparente traduzirá. e que é exatamente o REAL mais puro e Incondicionado. Ou seja. ladrão e salteador. ao persistir de modo enganador. Insistindo um pouco mais. se o que garante a extensão espacial da forma e também garante a duração temporal do nome ou de algo pretensamente externo é o cogitar. como a seguir veremos. deveríamos então estar mais atentos e não permitir a intromissão do pensamento. quando ele é só reconhecimento constante. um engendramento da memória-raciocínio-imaginação em nós. e não a Sensação Momentânea do Saber-Sentir. não prova a duração de coisa alguma. se densificará graças à execução do ato intencional. De mais a mais. tudo o 52 . impenetrável e que é fisicamente sempre o mesmo. de sua parte.externo nunca são iguais à Momentaneidade da Vivência da Sensação Primeva. se desfaz ao longo do tempo enganador. Tudo isso. devido a uma heresia que o próprio budismo antigo já difundia 2500 anos atrás. isso é ineficaz. com qualidades. se anula ao longo de um tempo aparente. E se alguém quiser se estremecer um pouco mais. Esse engodo egotista e egocêntrico sempre visa substituir o REAL e a Momentaneidade do Sentir Primevo por um reconhecer temporal contínuo.

ou só aparentam existir ou só aparecem para o enxergar maculado de uma pessoa mentalmente condicionada. mesmo que não apareça. E mais. um Saber-Sentir-Intuir (ou uma Sabedoria Perfeita) percebe estar sujeito à constante renovação. numa casa. tal acontece também por causa de artimanhas epistemológicas e ego-psicológicas. matéria. príncipe deste mundo. isso simplesmente não existe! Isso só aparecer feito uma armadilha ou alçapão. Mas este pretenso ego-pessoa também não existe e. Aliás. Infelizmente. ou constitui ainda o conhecimento indiretíssimo. energia e plasma – tudo o que o pensamento reconstrói e superpõe depois deve estar sujeito a uma inconstância ainda maior. e assim por diante. as coisas duras. casa) não se revelam evanescentes de modo imediato é porque seus revestimentos reconhecíveis foram reconstruídos de modo bem enganador para que pareçam durar. e até mesmo no pretenso deslocamento ou movimento reconhecível. a coisas por ele pensadas se apresentam na sua frente como se existissem em si e durassem. persistentes. duráveis. todos os homens foram condicionados para conscientizarem ou perceberem só faz-de-conta duráveis. E se tais reconstruções duram. fenômeno. espaço. no entanto. e sequer deveria aparecer. que se intrometem depois de que a mente já se encontra condicionada. E o testemunho de tal perceber ou conscientizar enganador constitui exatamente o conhecimento mágicoindireto do povo em geral. dos atomistas. dos astrônomos etc. ou indireto-racional dos eruditos.que dura. Um Sentir-Saber-Intuir ou uma Perfeita e Reta Compreensão denuncia que os objetos pretensamente permanentes – ou seja. elas não Existem. no mundo. e que tudo distorce. se esses dados aparentes antes citados (vaso. Essa é a vontade do Demiurgo. De tudo o que Existe de fato. num corpo. dos microbiologistas. impenetráveis e com outras qualidades e propriedades mais – em verdade possuem a natureza dos “cornos” da lebre ou a realidade existencial do ”filho da mulher 53 . ou senão por causa da ignorância-ego-pensamento primordial. Essa renovação constante das coisas não aparece a nível cotidiano (normoscopia) porque os ardis da ignorância-ego-desejo e da memóriaraciocínio-imaginação não deixam. filha do Demiurgo. tempo. E se o REAL Autêntico assim se comporta – e não essas mentiras científicas chamadas fisicalidades. totalmente lógico-racional de certos cientistas. E mais. essa mudança constante é o que deveria aparecer num vaso.

as causas e os efeitos mais próximos parecem ser materiais. dizem e impõem que. com explicações racionais e tudo o mais. E neste caso. Ou a coisa muda mal aparece. e que. tal coisa revela ter causas desconhecidas. as coisas foram produzidas pelo Acaso ou pelo nada. a ciência moderna e a psicologia adotaram e também impõem – são um absurdo e abusos de prepotentes. São Maya. de começo. A perfeita compreensão do que vêm a ser as teses e as antíteses nunca pode resultar numa síntese ou numa razão superior.. pretensamente objetivas. mas atua. Entrementes. apenas acrescentam distorções e futilidades e terminam escondendo a Verdade. Uma compreensão profunda e perfeita só resulta numa simplificação. ou ela não mudará nunca. a nível atômico. acabam ofuscando e substituindo o REAL. A coisa ou o fato evanescente representa sua própria natureza em constante mutação. uma Lógica Extremada e Autofágica dá-se conta ou se apercebe do que vem a ser de fato uma teoria rodeando um ser. rejeitando todas as demais teses existenciais alternativas. uma vez engendradas e extrojetadas. as religiões. Isto é.estéril”. Ela sabe que essa teoria ou tese sempre acaba construindo mentiras e aparências. meio e fim. paciencioso amigo. as quais recuam a um menos infinito e que eles interpretam como sendo frutos de um remoto agir casual. Ao contrário e isto sim. negar certos enfoques ou certas teses e antíteses não significa engendrar novas teorias. Em sua análise crítica. 54 . mas quando eles resolvem pesquisar isso mais a fundo. em silêncio e na paz mental. os céticos. como alegava Hegel. numa purificação íntima. Dizem eles: "Não se sabe como o acaso atua. ontologicamente falando. Por exemplo. Como podes ver. E essa é uma das piores teses que absoluta em si campeia mundo à fora. ou seja. não importa se subjetivo ou objetivo. síntese-razão essa que finalmente era apenas uma teoria a mais. não são realidades e sim persistências pensadas ou aparentes. de meia duração – e que a memóriaraciocínio-imaginação (pensamento) sustenta. os niilistas-materialistas. A impressão e a convicção de meio termo. ou que as filosofias. uma boa dialética nunca impõe qualquer coisa nova. revela o quanto as assim chamadas descobertas científicas. um bom criticismo nunca se permite forjar novas proposições. subatômico. Para todos esses. um fato ou uma coisa em si.

o bom criticismo permite que o Real volte a prevalecer. vimo-lo exclamar. estava se referindo a uma incrível Vivência que tinha tido ou estava tendo de modo renovado. Tao. quando o Mestre assim exclamou. Ou também. LEI DA GERAÇÃO CONDICIONADA Na introdução deste trabalho. Ou seja.Autonatureza etc. Reino de Deus. o grande Mestre oriental. [os homens comuns] dificilmente compreenderão o significado da Lei da Geração Dependente. ao se desdobrar. e livre também de engendramentos pensados. uma Existência Incondicionada ou Geração Livre de Causas e Condições. amorosa. de teorias eternistas. é esta Lei que. meu amigo. Satori. porém. Em suma. Lei da Geração Condicionada que entrelaça todas as coisas e seres condicionados!…” Pois é. tão difícil de surpreender. tão difícil de perceber e entender. estranhamente. como o do próprio Nagarjuna. de superposições e de revestimentos inferidos. niilistas. deterministas. e que não se ganha [ou não se alcança] pelo simples raciocínio e pelo empenho forçado. o Grande Mestre surpreendeu também o oposto ou a Lei da Geração Condicionada. e que é a autêntica Geração Espontânea. E é esta Lei a que rege a falsa vida. Éden. resulta numa geração condicionada. ou como o de uma Lógica Extremada e Autofágica. Verdade tranqüilizadora e sublime. E com essa Vivência Suprema. compreendi aquela Verdade profunda. 55 . falsamente espiritualistas. Nirvikalpasamadhi. dizendo: “Ah irmãos. Dharma único. harmônica. a grande Lei Única que rege “as trevas exteriores ou o Samsara”.Um criticismo severo e bem aplicado. havia finalmente surpreendido o REAL ou a Vida Verdadeira (Nirvana. pacífica. Somente para o Sábio tal Verdade é a Visão Correta!… …Em realidade. No lugar de dogmas e proposições. materialistas. dissolvem qualquer dogmatismo e inclusive suplantam toda e qualquer proposição definitiva ou enunciado científico-filosófico-religiosos. totalmente livre ou Incondicionado. ao reproduzir as palavras de Buda. despido. onde parece caber o mundo material.). Jardim de Alá.

lamentavelmente tormentosa. nem se concretiza ou materializa. os pretensos mundos microscópicos. e vendo-te. se concretiza.. nosso mundo cotidiano comum. traduzindo esses termos em conformidade com os mais perfeitos ensinos do próprio Buda. a Lei da Geração Condicionada passa a ter o seguinte significado e enunciado. A modo de dizer. astronômicos etc. já que ele é aquele ente que. Dito de outro modo. tudo isso é refeito. meio e fim. dos quais saltam fora. aquilo (coisa) aparece. a Lei da Geração Condicionada também pode ser chamada de Lei da Interdependência. a modo de dizer. . E que também é assim enunciada: “Sou eu. ao se extraviar. se superpõe. porque quando não se pensa. De acordo com a interpretação de Nagarjuna. dolorosa. (em perfeito acordo com a dedução e indução da inferência mental)… Isto não sendo pensado. não se sobrepõe. não se objetiva. começo. forjado e superposto pelo pensamento enganador de qualquer ser vivo.” 56 . aquilo não aparece. a Lei da Geração Condicionada assim foi enunciada: “Isto sendo. os frutos do mal pensar e do pior agir sempre resultam em geração condicionada que. e com enganadores sujeitos e objetos. as trevas exteriores. se objetiva. depois também não se atua de modo intencional. Mas em verdade o “pratitya” tem muito mais do que doze elos ou engates. abusa do pensamento errôneo e do ato intencional até as últimas consequências . Buda chamou a essa Lei Única e verdadeira de Pratityasamutpada ou Lei da Geração Condicionada. ego. finalmente.” Conforme Buda a teria ensinado a seus discípulos de modo sintético. os níveis astrais. aquilo é. me vejo. isto sempre que se tentar explicar tal Pratitya em seu aspecto primordial.geração superposta. e adaptando-os ao nosso entendimento e tempo moderno de ciência e psicologia. e que é sempre aquilo que Bunda ensinou:: “Isto sendo em pensamento (sinal). te faço. e vendo-me. pretensamente material. Isto não sendo aquilo não é!” Todavia. se materializa. os mundos post-mortem.. que te vejo. limitada. se poderia dizer que o Pratityasamutpada é constituído por doze elos (nidanas) ou engates. só para alcançar determinados fins esboçados pelo desejo. Lei da Geração Dependente. traduz com perfeição o Samsara. se para tal se executar o ato intencional. mas principalmente pelo homem-dor. Como se disse.

Serás então um puro de coração ou um pobre pelo espírito…” Esses dizeres de Jesus nunca tiveram nada a ver com as absurdas. verdadeiramente REAL! É preciso. aparece. que quer dizer o tentador. tudo se torna plausível e até mesmo possível. aquilo acontece. A partir do que é plausível e aparente. Buda batizou o Príncipe deste Mundo com a palavra Mara. Mas neste domínio superposto nada tem essência própria (anímica ou material). nem nada é absolutamente Real. E de tudo aquilo que na terra te desligar. ridículas e monstruosamente cruéis excomunhões de falsos religiosos de igrejinhas. purificando-te simplificando-te em teu próprio íntimo. não aparece. aquilo não acontece. nada dura. e a isso te identificares.Jesus Cristo. isto não sendo pensado. Jesus. 57 . se sobrepõe. nunca se deve forjar normas de pensamento e conduta ou Leis. chamou esse príncipe de Satanás (adversário) e de outro modo também e enunciou essa mesma Lei da Geração Condicionada. Dito de outro modo: “Tudo o que mal pensando ligares na terra. se possível. que todos. isso ficará desligado no céu ou em tua mente. dentre as quais surpreendeu também os segredos dessa Lei engendradora de superposições ou forjadora de trevas exteriores. como inclusive fez e faz a escola científica. se para tal for executado o ato intencional em busca de frutos. Como eu disse antes. Vivenciemos o Real. convém que saibas que graças à Lei da Geração Condicionada e Lei da Interdependência – (“Isto sendo em pensamento. ficará ligado no céu ou em tua mentecoração.. dizendo: “Tudo o que ligares na terra será ligado no céu (mente). te enlaçarás. pois. e por causa disso te aprisionarás. e tudo o que desligares na terra será desligado no céu (mente)”. válido e definitivo. como fizeram certas religiões e também a Justiça Humana. Amigo. não se sobrepõe”) – no mundo cotidiano e aparente em que acreditas viver. ou senão estejamos muito atentos com o que é só aparente e plausível. o Mestre e Santo da Galiléia. tal mundo faz-de-conta é reconstruído por sobre de uma Geração Incondicionada ou Autonatureza. séculos depois de Buda também teve suas profundas Vivências. nada persiste. não se objetiva. nada se estende. regidas pelo Príncipe deste Mundo (o verdadeiro Demiurgo e não um Satanás qualquer que nunca existiu.

são uma reconstrução subjetiva que o nosso modo indireto e indiretíssimo de conhecer consegue extrojetar e superpor. nessa superposição. sem saber disso e sem dar-se conta… Só o verdadeiramente REAL (Autonatureza. e em sua condição aparente irão depender uns dos outros. mesmo que o reconhecimento em nós nos leve a crer o contrário. “Isto-Sentir”) é eficaz e Existente. Na Vida não existem dharmas rígidos. inclusive. Se os dharmas. nessa total interdependência entre pessoa pensante e objeto pensado haveria tantas coisas. As supostas coisas encaradas pelo ego também mudam a todo o momento. “Isto-Sentir” é outro. E a propósito do acima sugerido. em todos os espaços e tempos. permanentes. e principalmente por não ser contínuo.sob pena de incrementar a morte. livre. harmônico. eles então se tornam relativos. pode-se sugerir que o Real talvez seja a Eterna Novidade. Mas esse pretenso ego com possibilidades de distinguir e de concluir em termos definitivos é sempre um pretenso ente mutável. A duração ou a permanência das coisas e seres e sua pretenso pasta. ele é só e sempre apontado pelo conhecimento indireto e indiretíssimo. a caro custo e abusando com as palavras. não podem ser concebidos como duráveis. E isso resulta em impressão e convicções renitentes. tantos dados reconhecíveis quanto fossem distinguíveis seus aspectos externos da parte de “algum ego”. Num Novo Momento. o desespero. E o que chamamos de dado universal. Poder-se-ia dizer. E o é exatamente por ser espontâneo. um dado pretensamente universal também é só aparência em constante modificação. como se surgissem sem causa. eles tampouco deverão ser vistos como entidades 58 . Finalmente. definitivamente material e anímico. Aqui e Agora é único. permanente. esse terá que tomá-los como incondicionados. acreditado modelo sempre igual e persistente. isso é exatamente o que está fazendo. Não serão mais simples dharmas isolados. seres) existem por si mesmos. a dor. O Real não é Eterno em si. e também por não estar preso a uma faksa Eternidade temporal. Cada “Isto-Sentir”. num mundo aparente. a Medicina Moderna. tal como preconiza a Lei da Geração Condicionada. que. Agora. Nagarjuna escreveu o que segue: “Se alguém disser que os dharmas (coisas. se os dharmas dependem uns dos outros. a angústia e a confusão até ao infinito… Aliás. materialismo.

como alegam os realistas ingênuos e os falsos religiosos. se as coisas reconhecíveis dependem uma das outras. tal como preconiza a Lei da Geração Condicionada – Isto Sendo. inalteráveis. Eles tampouco são produzidos pelo acaso…” 59 .” Dito de outro modo e numa linguagem mais moderna temos: [“Se alguém disser que os dados objetivados existem por si mesmos. permanentes. materiais. se sobrepõe. esse terá que tomá-los como incondicionados. que o materialismo científico adotou – nem de algo estranho ou diferente. como se surgissem sem causa ou surgissem por puro acaso. para esses. representada pelo Demiurgo. em pensamento.”] Grosso modo. Agora. a alma dominaria a matéria – um pretenso ENTE ou uma coisa surgem. Não serão mais simples dados ou elementos temporais. Eles tampouco são produzidos pelo acaso!…” Dito de outro modo. instantâneas e isoladas. no começo dos tempos) – nem da combinação de ambas as causas – combinação que constitui a tese dos espiritualistas confusos e dos religiosos dualistas. é que um ENTE ou uma coisa surgem. O REAL escapa inclusive à noção ou idéia de Instantaneidade. se para tal se executa o ato intencional –. Momentâneo é o convergir de causas e condições sobrepostas. nem de algo estranho ou diferente. criando o mundo e a alma. elas então se tornam relativas. Nagarjuna ainda acrescenta: “Não de si mesma. se objetiva. e em sua condição aparente irão depender uma das outras numa legítima interdependência. Contudo. materiais e isolados. aquilo aparece. não podem ser concebidas como duráveis. Os dharmas sempre interdependem e não tem qualquer qualidade em si mesmos. elas tampouco deverão ser vistas como entidades reais. e numa linguagem mais moderna. deus-persona à parte. As coisas objetivadas e reconhecíveis sempre interdependem e não tem qualquer realidade em si mesmas. nem da combinação de ambas as causas.instantâneas. – e que seria a Causa Efficiens. Causa Materialis. reais e isoladas. aquilo acontece. Se as coisas mundanas. não existem elementos rígidos. – ou não de uma causa. num mundo aparente. Numa Autonatureza. sim pois estes alegam que a alma-ego e a matéria se conjugam e evoluiriam. se materializa.(separado do homem. Sim. ou senão representada por um Ele. instantânea é a interdependência de tudo ou de toda aparência superposta: momentâneo é o convergir de causas e condições sobrepostas. temos: “Não de si mesma.

do Homem Primevo). como ensina Nagarjuna. inteligível ao conhecimento indireto e indiretíssimo. insistem em persistir. E a Lei do Carma rege a moral de um ato comprometido e intencional. Todo o “resto”. a Primeira Lei diz respeito às inter-relações de pessoas. ou do Saber-Intuir-Atuar-Amar-Sentir-Isto em Renovação. para ti mesmo o estarás fazendo. ou seja. Convém ter em mente que a Lei da Geração Condicionada ou também a Lei da Interdependência rege as inter-relações. (ética natural). Tal Existência fulguraria feito o Momento Vital. transformados em pretenso espaço que se estende e em tempo que continua. Tao). em continuar e em se estender. deus-persona. roubando para tal Vitalidade do Ser-Vida. para seja lá quem for. Enquanto se intrometerem o ego e o pensamento. Deus Vivo. O carma inter-relaciona os seres. e equacionável. E mesmo que as relações não existam em si. contrariando um pouco o criticismo puro de Nagarjuna. que a pessoa ego-pensante acredita executar. inevitavelmente. mas não o EU. objeto pensado. o Deus Vivo no Coração do Homem. causas e condições essas que se concatenam. Todas as aparências que constituem a pessoa pensante e seu mundo pensado. e a Segunda Lei diz respeito às conseqüências morais da execução do ato intencional por parte da pessoa pensante. grosso modo nega-se um ele. – Atenção. Ou seja: “Todo o bem e todo o mal que fizeres. o Ele. deus-persona. com certo cuidado e relativismo.Com esses alertas. por sobre ou ao redor do Aqui e Agora. e sem querer impor nenhum novo modelo de vida. valendo-se de um Agir ou Ação que não lhes pertence. haverá resposta cármica. pessoa pensante. em última instância. como “Eu Sou o que Sou”. seres vivos e coisas. uma Lógica Extremada e Autofágica ousa sugerir que o Real ou a Existência ou também a Manifestação Primeva partiria de um “Vazio-Pleno” (e que também pode ser sugerido como Autonatureza. diga-se que o homem condicionado é sempre fruto da convergência de causas e condições. E este “Ponto-Instante”. (isto é. pode-se admitir então que o homem condicionado e escravizado ao ego não é fruto nem do acaso científico nem da causa eficiente dos religiosos.” Mas. equivaleria a 60 . como nunca extrapola seu próprio Momento. são pensamentos semi-eficazes. Estes. Portanto. regida pela Lei da Geração Condicionada e pela Lei do Carma. O Carma depende da primeira Lei e do ego. seria a Única Realidade Eficaz.

a duração e o cessar (ou fim) de seja lá o que for são 61 . isto é. e não sobrevive idêntica para o momento seguinte. portanto. tampouco se diga que é Evanescente. eternamente. já que ambos enganam e se auto-enganam. Instável. cada coisa momentânea desaparece mal surge. ”Eu Sou o que Sou! disse EUELE ao Sábio no Monte!” A APARÊNCIA FALSIFICA O REAL Amigo. fogo fátuo. Desse modo. se exterioriza.que se intrometem e se interligam. a “reverberações” semi-eficazes desse Ponto-Instante. inatividade. sendo Vivo e Palpitante. Se algo do momento anterior sobrevivesse para o momento seguinte. estáticas. caro amigo. o mesmo acontecendo com “seus reflexos”. a Vida não é nada disso. isso equivaleria a eternizar tal coisa ou tal faz-de-conta. tanto Nagarjuna como seu discípulo Aryadeva.“ressonâncias caducas”. Esses esboços de denúncia voltarão a ser abordados mais adiante. simplesmente não durará. sobreviveria para sempre. Esse algo então sobreviveria inclusive no terceiro momento e em todos os momentos seguintes. Em suma. imutabilidade. Não se diga que Deus Vivo. totalmente inacessível. E como tu bem sabes. Esse resto também saltaria fora de uma má interpretação da parte do pensamento comum. aplicando um criticismo cortante contra os dados reconstruídos. cada coisa que se objetiva. nem mesmo quando desvirtuada à condição de “trevas exteriores” Todos esses paradoxos serão esmiuçados melhor em outras partes deste livro. Mas se o for. Cada Momento. será uma montanha eterna. é imutável. Seria sempre a mesma porcaria. objetividades e subjetividades mortas. inércia total. e inclusive da parte do raciocínio requintado. só que estes últimos. resultam em reconstruções psicofísicas. engendrados (ou samskrta) descobriram ou surpreenderam que a origem (ou o começo). Os Momentos Existenciais são naturalmente discretos. Eternidade mal interpretada ou mal conhecida apenas significa imobilidade. como já se viu. Dizem que Deus ou o Absoluto é Eterno ou Imutável.

e sim que tudo era relativo e dependente. isso não é nada em si mesmo. esses não se apercebem da Verdade Maior. tudo o que parece ter um começo e tudo o que ao se objetivar sempre depender de algo mais. objetiva). ou senão a negam. toda objetividade reconhecível está sob a influência de Maya”. for um Demiurgo ou for até mesmo o abominável deus acaso da ciência. cessam as reconstruções e as superposições pensadas. meio e fim são como um objeto de sonho ou como um castelo encantado. impensável. no caso] alertou claramente que nada material em si existia. Diziam Eles: “Sem qualquer dúvida. o Senhor Buda alertou claramente que não se deveria mergulhar na confusão dos pontos de vista antagônicos. Eles não se apercebem da Verdade Maior. Amigo. Se alguém isso fizer. que é exatamente a BENIGNA CESSAÇÃO DA IMPRESSÃO DE MUNDO!” [Ou também dito de outro modo e em linguagem moderna: “Aqueles que afirmam a existência das coisas ou senão as negam. jamais alcançará a Libertação da dor!” E Nagarjuna ainda acrescenta: “Ao declarar que isto dependia daquilo. as elucubrações a respeito do mundo. ‘Isto é e não é’. o Buda. sensível. cessam os pensamentos. deus-persona. (ou melhor dito. ao se objetivar depender de algo mais. mesmo se esse algo mais. está sob a influência da ignorância-avidya. Esses são os labirintos da ignorância e do Samsara [ou Trevas Exteriores]. na qual o mundo ainda pode caber… E mais]. com seus pretensos órgãos sensoriais. ‘Isto não é’. e que é exatamente a benigna cessação da impressão e convicção de mundo. O corpo denso ou físico do homem. ‘Isto nem é nem não é’. dizia Buda. se enquadra perfeitamente nisso. Tal começo. isso também não é nada em si 62 . mas são extremamente dogmáticos e opiniáticos. tipo: ‘Isto é’. for um Ele. o reverenciado Tathagata [ou aquele que veio. isso não será nada em si mesmo. Cessam as leis da ciência e os dogmas das religiões. esses tais são homens de pouca sabedoria e quase nenhum alcance. Aqui.totalmente inexplicáveis e principalmente descabidos. mas não cessa o REAL ou a VERDADE. amigos. Ou dito de outro modo. comungável. as falsas impressões e convicções. subjetiva. e da aparência-maya. pretensamente originador.” Tudo o que ao se originar. Nagarjuna ainda declara muito oportunamente: “Aqueles que afirmam a existência das coisas.

Dharmottara etc. egozinho E.mesmo. tipo cinema. ou senão como se fosse um ser permanente. e que acabou sendo coroada e complementada pelos demais Mestres Budistas posteriores. a duração e o fim das entidades pretensamente objetivas. queira – longe de mim – mas porque tudo é exatamente assim. Dharmakirti. Digñaga. E essa foi exatamente a grande revolução que o pensamento budista introduziu no mundo antigo oriental. a Lei da Geração Condicionada vinga ou prevalece de fato porque primordialmente falando tudo é insubstancial e impermanente. que não se dá. não porque “eu”. Amigo. convém não esquecer também que as reconstruções psicofísicas da mente humana sempre se apresentam como um fluxo ou como um rio em constante movimento. e inclusive seu aparente final. já voltarei a discorrer mais adiante. sua subsistência. uma coisa à parte. Vasubandhu. Deixa evidente a ausência de separatismo entre a pessoa pensante e o objeto pensado.B. Em face de tudo o que já se acabou de sugerir e dizer. a Lei da Geração Condicionada e a Lei da Interdependência não traduzem um começo com uma seqüência temporal e que fundamentaria a origem. E mais. como já veremos. todas as coisas pretensamente físicas e inclusive psíquicas são inapelavelmente regidas pela Lei da Geração Condicionada. Se assim é. e que essa mesma Lei determina. 63 . Salvo fatores contrários. A respeito desta heresia aparente. mas sim ela apenas ressalta a dependência mútua de tudo. Aryadeva. um objeto durável e duro. Tal falsa continuidade é um ardil da mente extraviada e confusa. E mais. além de permitir seu fluxo constante. e salienta a falta de realidade substancial (atômica ou anímica) das coisas e seres objetivados. ao se transformar em série contínua. Tal fluxo. tipo Nagarjuna. E quem percebe o Dharma percebe a VERDADE-BUDA [ou o REAL] corretamente. revolução que o próprio Buda desencadeou. Asanga. o reconhecimento e a memória-raciocínioimaginação no homem permutam isso e o apresentam como se fosse um dado. outros trechos do cânone budista acrescentam com clareza: “Aquele que percebe a Verdadeira Natureza do pratityasamutpada [ou da Lei da Geração Condicionada] percebe o dharma ou a Verdade. a Lei da Geração Condicionada permite o aparecimento das coisas e seres refeitos. quando nada aí é exatamente assim. meu amigo.

A dor. assim como absolutamente real era a matéria. Contudo.. Aliás. a massa. nem anímica nem atômica. escondido lá adiante. o tempo e os corpos orgânicos eram reais. o próprio Buda. matéria. A origem das coisas. Ou também. o espaço. não descreve. como já veremos. ou seja. tudo aí é “dukkha” ou tudo aí é dor e angústia). O mundo pretensamente denso e objetivado ou o dado empírico é sempre mutável. as religiões dualistas do mundo inteiro.. nem lógico-racionalmente. no caso. e a meu entender. objetividade palpável – é irreal ou é pecado. sem qualquer descanso e paz. E nessa natureza reconstruída mutável e superposta (ou seja nas Trevas Exteriores. (Cuidado. porque essas três características lógico-racionais encerram muitas contradições. REAL é só o impensável ou o que o pensamento não consegue abordar. sua duração e evolução e seu fim devem ser tomadas com muito cuidado e sempre em termos relativíssimos. no infinito. corpo. nada se estende de modo físico-científico. porque nenhuma dessas artimanhas mentais consegue apreender ou aprisionar a Verdade. vida. A ciência moderna colocou-se numa posição antagônica às religiões e até bem pouco tempo dizia que só a objetividade material.. o mundo denso. teria dito: “Três são as características de todo fenômeno reconstruído e aparente [ou ‘samskrta’]: para o engendrado ou construído só parece haver uma origem. ou senão o que não se equaciona nem matematica nem geometricamente. E não poucas vezes alegam que todo o resto – mundo. Todo o resto era só uma conseqüência casual. (Ou seja. no Samsara) nada dura. a energia. o plasma. só parece haver uma cessação e só parece haver [em verdade] uma constante alteração de estados ou mera impermanência!” E ainda a propósito da Verdade. elas só aceitam o “Ele”. REAL é só o Vivenciável ou é só o Saber-Intuir-Atuar-Amar-Sentir-Isto. não explica. nada dura e nada tem essência própria.Nos mundos das reconstruções superpostas. DeusPersona. como real e imutável. simplesmente não interessava e convinha ignorar. posto que tudo muda. nada persiste. o Incondicionado ou o Espírito não se confunde com isso). dizem. O que prevalece nas trevas exteriores são simples maneiras de agir e de ser (ego-pessoalmente). se implanta e cresce quando um ente-faz-deconta ou uma alma-ego passa a se identificar com todas essas coisas 64 .

Dor também é a pretensão de “ser alguém” (ego) à parte nesse Fluxo Vital em constante Renovação. e numa linguagem moderna. de duração. aí. assim como conversivamente as trevas exteriores. livre de nascimentos. é a realidade da aparência. Nosso paradoxo existencial é. o mundo cão cotidiano. Tao etc. um dilema epistemológico. nunca metafísico e ontológico. assim descrevem a posição média: “Um Mestre e Santo verdadeiro [ou Bodhisattva].!]. se livres estiverem do mal pensar. e com seu desgraçado ato intencional. duração. caro amigo. próprio de assassinos. melhor do que qualquer outro Mestre. sugira-se que a Verdade-Nirvana. conversivamente o Samsara é a falsidade do Nirvana… Samsara [ou Maya] é o que sempre (mal) vemos e mal sentimos. ou são Samsara se atrás deles estiver sempre o ego-pensamento com suas elucubrações. o Nirvikalpasamadhi. sem crescimento. o Nagual. portanto. é o próprio Samsara. tem que cultivar uma incessante atitude de alerta crítica em relação às coisas. E o que 65 . a fim de se apropriar delas. o Ratnakuta Sutra ou o Kasyapaparivarta. sem nascimento. o Jardim de Alá. E a propósito disso. Pois é. O RealNirvana é o próprio Samsara. sempre ensinou o verdadeiro Caminho do Meio. ou são Nirvana. o Satori. pretensamente material e separado do homem. Nagarjuna. enxergar e perceber (ou conscientizar). o Reino de Deus. de modo intencional. a ronda existencial ou Samsara. pela boca de Buda. o Éden. menos pensamento… Não foi à toa que Nagarjuna nos alertou. {todos eles sinônimos}. é a falsidade da Verdade-Nirvana ou do Reino de Deus. intenções e decisões.aparentes e mutáveis. assim como. E sempre acaba incrementando seu sofrimento e rechaço exatamente quando não acontece aquilo que o ego quer. de decadência e morte. O Real-Nirvana. dizendo: O Nirvana é a Realidade da aparência. anelando adotar uma disciplina espiritual. decadência e morte!” Dito de outro modo. de falsos crescimentos. O Ver e o Perceber. a Autonatureza. Dor é querer ego-pensar a todo custo Naquilo que é Tudo. a diferença entre Nirvana-Real e SamsaraAparência apenas se resume na nossa maneira errada de enfocar. E inclusive. tudo faz para que tais aparências pareçam durar. (Olha que eu-ego te mato!). a modo de dizer.

baseado no Saber-Sentir-Intuir e o conhecimento indireto e indiretíssimo. não se os toma como eternos.. se implante].” Por causa disso tudo. [Conhecimento Direto]”. não se tomam as volições [ou as intenções e decisões]. esse é outro dogma ou base. é outro dogma ou outra base. não se tomam as noções ou as idéias [‘samjña’]. Mas livre dessa base. o que vem a ser a natureza dessa Percepção Correta?… Ó Kasyapa. Que as coisas sejam só modos mentais ou mudanças. meu caro amigo.. ou que as coisas e seres têm matéria e tem atman [ou tem alma-ego relativa]. Kasyapa. esse é um dogma ou uma base. é quando não se dá a [enganadora] percepção que nos leva a crer que as coisas são substanciais. impensável. meio termo esse que é intangível. não se tomam as sensações fisiológicas reconhecíveis [‘vedana’]. ó Kasyapa!. ó Kasyapa. nem mesmo como simples mudanças. que tal realidade corresponda apenas a modos. onde a ignorância [ou ego-pensamento] sempre se assenta. baseados no pensamento errôneo e na intelecção forjadora de robôs universitários. e não se toma o falso ‘ficar cônscio de’ [ou ‘vijñana’] como absolutamente válidos. incomparável. a Visão do Real em sua verdadeira forma. não-aparente. E novamente. Que aquela realidade seja substancial.vem a ser esse alerta? É a Percepção Correta de todas as coisas em seu modo ou em sua condição REAL. sem qualquer posição fixa… Esse é verdadeiramente o Caminho do Meio. é um dogma ou uma base [para que ‘alguém-ego’ se assente. inabordável. insistirei na grande diferença entre o Conhecimento Direto. não se tomam os pensamentos estruturantes [‘samskaras’].. isso.. Percepção Correta é quando não se toma a forma [‘rupa’]. 66 . isso Kasyapa. Que as coisas sejam imutáveis. se encontra o meio termo entre os dois extremos do ser [permanente] e do não-ser [dos niilistasmaterialistas].

o universo originalmente era um ponto que continha toda a matéria e energia compactada. como fazem certos idealistas e filósofos O ele. tentando fazer prevalecer uma simplificação mental higienizadora. decaiu e se deturpou. poderia muito bem corresponder apenas a um Demiurgo. já que vou me concentrar no criticismo mais puro. por puro acaso.CRIAÇÃO DO UNIVERSO. o que é uma grotesca mentira! Todo o nosso conhecimento – em verdade reconhecimento – está calcado na irremovível certeza de que o Universo começou. Este pressuposto ente tanto pode ser criação do nosso pensamento quanto poderia existir por si mesmo. Por exemplo. não importa se religioso. enganador e mentiroso. Tampouco deve ser encarado como semi Real. e que infelizmente para ele. seria um pretenso ente divino. decaindo. Assim que todo e qualquer sistema celeste teria se originado graças a causas que um “Ele” preestabeleceu. naquilo que já não existe mais. de acordo com os cientistas defensores do acaso. e não o impondo. como criador. Ou ainda. deus-persona. ou senão teria como causa geradora o intragável deus acaso da ciência. denunciando e sugerindo. no caso e antes citado. a conter algo substâncial e durável. É muito mais canalha do que qualquer diabo teológico. num falso presente de 24 horas. O Demiurgo. e também deuses. quando quis utilizar o PODER. portanto. a reger tudo. depois teriam supostamente se transformado em leis mecânicas. O Demiurgo teria se originado de uma Manifestação Primeva. ou seja. E nesse caso. houve uma 67 . Ou senão também. científico ou filosófico. Ou senão a coisa subsistiria feita outro tempo. tendo como causa geradora ou o “Ele” Deus-persona das religiões. Depois. é comum ao raciocínio vigente. vou dar um giro de 180 graus em tudo o que estou expondo. o começo de tudo sempre se situa no passado. FALSA EVOLUÇÃO E agora. ORIGENS DA VIDA. alguns sugeririam uma causa-Ser remota. paciencioso leitor. o espaço subsistiria sempre o mesmo. as quais causas. falar da origem espaço-temporal das coisas e dos seres. a um semideus ou a um falso deus. nem mesmo como tempo passado. Todavia. Cuidado. estou sugerindo um Demiurgo.

uma Mente Pura. para que depois a mente-ego volte a especular a respeito. O ego mentiroso em todos nós. E tal arremedo de universo inventado continuaria subsistindo de modo ininterrupto até o momento presente. E como o pensamento mágico ou lógico (conhecimento indireto e indiretíssimo) que ao redor dessas aparências se levanta nunca aprisiona o Real. E daqui teriam começado a surgir as primitivas partículas intranucleares e eletrônicas dos átomos. sempre se acaba reforçando as enjambrações mentais. para fins de simplificação e pacificação mental. Além desta tese. pois não. as moléculas e. demiurgo ou o ele ego. os sistemas teriam começado a surgir e a se formar. finalmente. Depois tudo teria evoluído no espaço e no tempo até resultar no homo-sapíens-cientificus. Pois sim. não pé?. um Absoluto ou Real. Todavia. forçosamente 68 . um “Eu Sou”. Depois vieram os átomos mais complexos. as nebulosas as galáxias. Mas se fosse. nem os fundamenta.gigantesca explosão que chamaram Big-Bang. Esse plausível e inegável “EU SOU” não pode interessar ao ego-pensamento. Face ao prevalecimento das hipotéticas criações teológicas e face ao torpe acaso da ciência.. De certo modo estes filetes constituiriam as cordas a liberar uma espécie de música das cordas universais. teríamos o famoso universo das cordas constituído de infinitos filetes energéticos. entropia negativa ou buraco negro.. graças a um puro acaso. por exemplo.. Manifestando Vida de modo renovado. um Deus Vivo. sequer é levado em consideração. Aqui e Agora. tanto o teólogo como o cientista perderiam a sua importância. o Isto-Sentir. Alguns acham que este pretenso universo matemático das cordas em realidade é o próprio Deus Primevo que virou Universo. tudo se organizou e se complicou. Na superfície de certos planetas teria aparecido a vida sob a forma de célula ou protozoário primitivo. até aniquilar-se num eventual desgaste.. "ou o Ele". Bonito. o ego. convém alertar que quando se pensa sobre um Ele-causa e sobre um mundo-efeito. os astros. uma Consciência-EU livre. hoje. como continuará durando no futuro. o “Fato em Si”. Esse Fato-“EU” não reforça o falso deus. extrojetando-as feito aparências superpostas e “materializando-as” graças à execução do ato intencional. A partir daqui e por puro acaso. ainda acrescenta que nosso globo-mundo não somente persiste até os dias de hoje.

que em termos absolutos nunca nada começou nem nunca nada terminará. Depois (tempo). tudo é um engodo. e muitos menos explicar e provar. de um “Fato Global”. sempre se reforçará. conviria salientar. da persistência evolutiva. E é exatamente neste domínio que o juízo. no aparente tudo parece ser. no entanto. visam reforçá-lo e fundamentá-lo. E será sempre o ego-persona quem ficará falando da origem. poder-se-ia sugerir que na Intemporalidade Existencial a Vida simplesmente fulgura como os relâmpagos. inadvertidamente. o fenomenal ou o domínio das trevas exteriores. que é algo sempre superposto. E que aí. do crescimento. o falso hoje ou presente de 24 horas (raciocínio) e o futuro (imaginação) da pessoa pensante com seu mundo pensado. a respeito de um “Fato em Si”. tais reflexos caducos da Vida são revestidos com infinitos mantos de mentiras e faz-de-conta. e tem que objetivá-las. provando mentiras e mais mentiras. Aqui e Agora. então. da decadência e morte para Aquilo que está livre disso. feito um ego-pensante. da continuidade. Aqui e Agora. 69 . a representarem o passado (memória). esses juízos. de um lado. julgamentos só visam manter o próprio ego. Nem extravasa à toa. adaptados e manipulados” pela ignorânciaego-pensamento (tempo). já que ele é o grande farsante em todos nós. nada se pode pensar. caro amigo. são forjações pensadas e extrojetadas que ficam na dependência das Leis da Geração Condicionada e Lei da Interdependência. E. No REAL tudo é. Com essa manobra epístemo-psicológica sutil. o “Fato em Si” muito provavelmente é eficácia pura. passa a prevalecer o cotidiano. E se em termos de espaço e tempo pensados tudo é uma farsa. e que pretensamente existiriam no outro lado. e que não há nenhuma ida ou vinda de ninguém (ego-pensante) nem de coisa alguma (coisa pensada). ou o que vem depois e de acréscimo. os quais acabam sendo “desviados. E tal Fato não extrapola a Intemporalidade do Conhecimento Direto (Real). (já veremos por que).tem que reinventar situações e explicações ligadas às pretensas origens. Do segundo momento em diante. e tentando esmiuçar o engodo vigente. Não pretendendo acrescentar mais confusões e mentiras. Um Ser Humano Realizado só pode comungar com tal Fato. reflexos se levantam.

Aqui e Agora. sem que aí haja algo subjetivo ou objetivo. é delirante. Apenas sugerindo. (ou Conhecimento Direto). O REAL. E só pode ser Realizado por um Saber-Sentir-Intuir ou por um Entendimento perfeito e NãoDual. é sempre dependente e mal percebido (conscientizado) por parte de um ente fantasma (ego) que. 70 .O verdadeiramente REAL não é nem o UNO. Tanto transcende a lógica-razão do erudito como transcende o pensamento mágico do analfabeto. pode ser. é o que é. mal Compreendida. objetivo-subjetivo numa baboseira chamada matéria-energia-plasma. o REAL poderia ser admitido como Consciência-EU. como Mente Pura em Renovação. aqui (ou o “UNI” pensante). Tais condições apenas são meros faz-de-conta que os ignorantes letrados e iletrados gostam de alimentar. Ou também não é o Universo). sim. além de distorcer tudo. ladrão. pelos mal informados. E não custa acrescentar. Manifesto como Ente. Em certo sentido. a persistência. Entrementes. Portanto. Tampouco é algo que difere completamente do mundo cotidiano… Como Nagarjuna já sugeriu. a evolução e a decadência das coisas e seres são sempre imaginadas. Os elucubradores ignorantes transformaram o Real. o Absoluto ou o Espírito transcende a banal objetivação fenomênica da ciência. nem é os muitos lá (ou os “VERSUS” pensados. lamentavelmente mal Vista. O Real não é alma-persona nem é nãoalma. uma objetivação existente (ISTO). traiçoeiro e maldoso. o VazioPleno) não é mera teoria. e que é Intuição-VER (ou Conhecimento Direto). sem nada impor. e com eles se comprazem. nome-forma imaginado ou forjação conceitual.. não se diga que o REAL é exatamente a objetividade bem estudada e bem compreendida pela ciência e tampouco se diga que o REAL é um dado mental-abstrato dos idealistas. A Autonatureza Não-Dual ou a verdadeira Natureza. o crescimento. e num tolo e pressuposto “estar cônscio de” e inconsciente cerebral. O mundo dito externo é sempre algo pensado. pressupostas. sem que algum ego aí se torne cônscio disto ou daquilo. que esse mesmo Ver-Sentir-Intuir do Homem Íntegro é também o próprio Absoluto em Si. A origem. o que chamamos nossa natureza mundana é a própria Autonatureza. inferidas (razão) pelos não esclarecidos. mas não algo banal e distorcido. O Verdadeiramente REAL (ou o Vazio-Pleno) está totalmente livre desta ou daquela reconstrução mental. mal Sentida.

fundamentar e reforçar as aparências sobrepostas. através de controles. Deus pessoa ou dos deuses. Neste Cosmo Verdadeiro nada começou. provado. em outro sentido. quer dizer. doze casas além da vírgula. regem apenas o universo pensado dos cientistas. “Existem 20 números. chamada constante gravitacional. Moacir Costa de Araujo Lima.” Diante de uma lógica extremada e autofágica nunca houve nem há matéria. o Absoluto é igual ao imanente. Prof. Há experiências como simuladores em laboratórios. Porém. Tudo aquilo que o cientista diz ter descoberto. as quais mentiras constituem exatamente o universo pensado que eles mesmos extrojetam. nada dura. mudam o valor dessas constantes. em que os cientistas. espaço e tempo. um vazio-pleno em Manifestação e que resulta em Autonatureza. suporta tudo. Moacir. 20 constantes fundamentais da natureza. a constante dielétrica. Essas constantes têm valor rigoroso e são calculadas até mais de doze decimais. O que cai é o logro. energia. e que estes querem que todos os homens aceitem como tal. pecando com as palavras. (a constante de Avogrado. No lugar disso há. ou é idêntico ao empirismo. a mentira pensada pelo homem cientista. tipo matéria. pois a Realidade Total é a que. a constante da velocidade da luz) etc. O universo simplesmente desaparece. Também nunca houve um começo ou uma criação da Vida e do universo. – o Verdadeiro Universo não cai. sem. pacientemente. plasma. contudo. Caindo as pretensas constantes universais – porque elas estão baseadas em absurdos objetivados inadmissíveis. o engano. Assim a constante usada quando se calcula a força da gravidade. O Cosmo Verdadeiro não é obra do acaso nem do Ele. que dão ao universo suas características. depois efetuem pretensas descobertas científicas. O prof. Esse universo pensado da ciência sim é 71 . 2007) declara categoricamente.. Porto Alegre. Basta muda o valor de apenas uma delas para termos conseqüências dramáticas. quando muito. e nada tem a ver com o Cosmo Verdadeiro. em seu livro “Quântica. (Pois é. equacionado e ter transformado em Constantes Universais são simplesmente fruto do pensamento humano e da execução do ato intencional. Espiritualidade e Sucesso” (Editora Age.. energia etc.O REAL não é maculado pelo empirismo que o pensamento forja. nada terminará e tampouco nada ficou escondido para que determinados homens especiais. Tais pretensas constantes universais pensadas.).

eles são. e principalmente um Nagarjuna nos têm a dizer. a título de alerta: Como todos sabem. ainda não existem. (por sobre ou ao redor do Agora). A Mente Verdadeira ou tem atividades válidas e eficazes. atribuir origem ao que Agora já não existe ou ainda não existe é um absurdo total. De minha parte. Amigo. para aquilo que foi reconstruído pelo pensamento.que cai. Entender-Intuir e em seu Atuar. é que caberiam um pretenso começo. portanto só podem ter a origem que o pensamento ou a memória-raciocínio-imaginação lhes dá. Esses seres e coisas. defasadas e principalmente enganadoras. Os seres e coisas futuros. como o pensamento em sua intelectualização o é. em páginas precedentes já salientei que o julgamento inferencial elaborado pelo intelecto roubava o Homem em seu Sentir. os converteríeis em seres e coisas presentes. De mais a mais. falsas. aquilo que Agora de fato Existe também não se origina porque daquilo que Existe não podemos dizer que se origina. o que não é nada bom. como tantas vezes citei (Saber-Sentir-Intuir-AtuarAmar). E esta só pode pressupor ou inferir. sem cairmos em contradição. ou tem atividade caducas. Mas tais origem. Agora. Só para aquilo que aparece objetivamente (Maya). mas a Vida-Universo continua se renovando de modo inabalável. e é por isso mesmo reconhecível. não existem mais. e se são. No Aqui e Agora ou no Fato Intemporal. Senhores cientistas. aliás. a lembrança “se originou” e a imaginação “se originará” não prevalecem. Simplesmente complementando. filósofos e teólogos. Sendo presentes. graças a um Ele deus-persona ou graças ao deus acaso da ciência. um meio termo continuado e um fim espaço-temporal. os seres e coisas passados. meio e fim (ou também uma pressuposta evolução forjada das coisas e seres) seriam só ignorância- 72 . passados e futuros. Agora. vejamos o que uma Lógica Extremada e Autofágica. anulando inclusive o Amar ou o Amor natural. não podemos concluir que se originaram ou se originam. uma contradição clamorosa. já que o raciocínio vulgar e até mesmo o pensamento mágico insistem em afirmar e em assentar o começo ou a origem das coisas e dos seres. se vocês pudessem provar que os pretensos seres e coisas do futuro e do passado se originam.

atômica. se o que Existe Agora. eletrônica. e que ainda por cima dependem de causas e condições inventadas por certos especuladores prodigiosos! Se assim é. qual coisa ou o quê fez (construiu) as galáxias. Aquilo que ao mesmo tempo nem existe nem não-existe tampouco se origina pelo mesmo motivo. e se o que nem existe nem não-existe Agora não se originam. molecular etc. Ou também equivaleria à visão ou ao enfoque atômico das coisas. mais tarde. os sóis. como pode haver uma causa externa ou uma condição originadora – ou seja. o são Aquilo que Aqui e Agora Existe não pode se originar porque Existe! O que não existe (passado e futuro) não pode se originar. O que existe e o que não existe ao mesmo tempo tampouco se origina porque não há nada que exista e não exista num mesmo MOMENTO de EFICÁCIA. ou não tem mais como existir (passado). exatamente porque. suas energias primordiais. ou um deus acaso. um Ele. os sistemas solares. onde pretensos campos gravitacionais e eletromagnéticos se confundiriam e se interdifundiriam? 73 . permanente da vida cotidiana. hawkingnianas (desculpem) lhes atribuem? E que espaço falsamente físico é esse. essa contradição traduz exatamente a presença da pretensa coisa densa. ou não tem ainda como existir (futuro). ou a coisa material da ciência. quem ou que coisa originou então os pretensos sistemas celestes para que eles. Todavia.ego-pensamento ou seriam só memória-raciocínio-imaginação. como aliás. no qual os pretensos “entendidos” (atomistas) juram ter constatado haver mais espaços vazios. Conseqüentemente. tão torpes e burras quanto eles. futuros e inclusive reconhecidamente presentes? Mas quem. um Big-Bang da ciência – para coisas e seres passados. deus-persona criador. os planetas e respectivos satélites? Filetes energéticos e cordas universais? E que os inconformes com o que está se expondo não intrometam com seus Big-Bang. impenetrável. que pasta supostamente nuclear. manifestassem a capciosíssima conduta que a mecânica científico-newtoniana e até mesmo as invencionices einstenianas. ou supostas cargas e descargas elétricas. paradoxos etc.

Sem o pensamento capenga dos astrônomos e astrofísicos. Se esses religiosos de tais organizações vivenciassem de fato Deus Vivo. Por conveniência. imagens. a Mente Pura (ou Deus Vivo e Verdadeiro). em conseqüência. A filosofia também coloca o começo de tudo no início dos tempos. – nunca existiu nem existe.sacramentada pelos aparelhos científicos? Certas religiões do mundo inteiro também falam da origem temporal das coisas e seres. intencional . só alcançada por meio da Realização. nem como misturas confusas e sincrônicas. pergunto o que vem a ser isso que os técnicos dizem observar com seu enxergar viciado e aparelhos? Não será esse só um mal pensar e também um conhecimento indiretíssimo? E por que os frutos desse conhecimento indiretíssimo só e sempre se concretizam graças a uma atuação propositada. Aliás. nem como um aqui. quase todas essas religiões se esquecem dos alertas dos Santos-Mestres e da Verdade em Si. a Consciência em Si. estátuas. e depois se apropria do forjado. Finalmente reconhece todo seu trabalho. como vimos. fundamentando tudo. e impõem isso ao crente desavisado. com a execução do ato. o cientista busca. o acaso dos cientistas. E então. o tal receptáculo ou recipiente espaço-temporal – onde o Ele. nem como um começo. começo que. ou senão simplesmente rechaça tudo isso. as extrojeta e feito uma pessoa pensante diante de um fantasma ou objeto pensado. da Iluminação ou até mesmo graças à Fé Suprema. graças a uma intenção e decisão. para subjugálo e dominá-lo. ícones a título de adoração. Pouquíssimos membros dessas religiões têm conseguido Vivenciar ou conseguiram Vivenciar Eu Sou. cronométricos. depois nenhum ego neles poderia impor tal Consciência Primeva (Deus Vivo) a terceiros. não se dá. deus-persona das religiões. e inclusive dizem que tudo é oriundo da criação temporal de um Deus. da alta Espiritualidade. se lhe causa dor. geralmente um Ele. lá e acolá espaciais e geométricos. e o deus ideal ou pensado de certos filósofos criam a vida. em descoberta. um legítimo Demiurgo). meio e fim. materializa ou densifica o que projetou. do feito e o transforma em pretensa “prova”. “descobre” – em verdade enjambra mentalmente situações. pesquisa. símbolos. sem os preconceitos e prejuízos do tipo geométrico-matemático-físicoquímicos. Preferiram inventar deuses externos. Diante de tudo isso. O pretenso descobrir 74 . exatamente como o ego de todos os religiosos costuma fazer com seu falso deus persona. ente-pessoa esse separado do homem (ou seja. atua propositadamente.

do infinitamente pequeno. do conhecimento indireto e do conhecimento indiretíssimo. das macromoléculas. a Natureza não teria feito outra coisa senão esconder os seus segredos e mais segredos para que ele. Como se não bastasse tanta estultice.se dá porque o cientista está mentalmente convencido do receptáculo espaço-temporal. do universo. sagradíssima ou uma calamidade pública! As invencionices relacionadas ao pretenso macrocosmo não matam. O DNA ou o ácidodesoxiribonucleico do núcleo celular atual tornou-se uma verdadeira vaca sagrada. da vida. ou microbiologia. a ciência se meteu a falar da origem casual do átomo (acaso). pois não!… E ironias das ironias. acreditou “ter provado” o que disse. e que todos eles finalmente são tão-somente não-realidades. os germes. Daí porque o egopensamento é um desvirtuador e ladrão e salteador da mente. caro amigo. sempre escravizado ao ego e pelo ego. E como se não bastasse. Este último tipo de conhecimento. Ou senão. essa armadilha é tão-somente uma maneira ardilosa da ignorância-egopensamento interferir. E dizer que. como as pretensas células malignas. da inferência. Ser). da civilização e sua história etc. usando e abusando da matemática. por isso mesmo. 75 . Que digo. engenharia genética. Nenhum ramo do conhecimento científico escapou da “armadilha” espaço-temporal que o pensamento elaborou para fundamentar as pretensas origens das coisas e seres. E. e eliminando qualquer influência (supostamente) externa (Deus. do começo do mundo e da natureza científica. do mundo. atomística e o escambau. E se meteu a falar também da origem casual das moléculas. as moléculas e os átomos pestilentos. química. da humanidade. Depois. como se com tal prova tivesse descoberto mais um engate ou uma engrenagem do infinito. então. Alma. pois sim. os vírus. tal ciência usa e abusa da matemática. mas os faz-de-conta relacionados ao pequeno e infinitamente pequeno matam sim. está convencido do início temporal do universo. permitiu que se engendrassem todas as incríveis aparências e faz-de-conta da astronomia ou do infinitamente grande. o bichohomem-cientista depois “os descubra”. do pensamento e do ato intencional plasmador. bioquímica. divorciando-se da religião e da filosofia. citologia. desde o seu pretenso surgir. as supostas conquistas e vitórias da ciência estão quase todas elas baseadas no começo de tudo e na pretensa validez da matéria-energia. tornando aparentemente importante e impecável o homem. genética. do espaço e do tempo físicos.

se explica e se “prova”. isso é só Maya. são quimeras. lá fora. ou ainda em relação ao Fulgurar ou Surgir da Vida. poderiam os hipotéticos seres e coisas futuras se nos apresentar como se já existissem. A coisa objetivada. é tempo ou pensamento. porque pensar. a modo de dizer constantes em si mesmos e continuamente se movendo. porque esses tempos. passado e futuro. E se em algo superposto. E tampouco as mentiras futuras ou só imaginadas se intrometeriam em nosso Aqui e Agora. lá adiante. Dentro de nós e atrás de tudo isso há sim uma Verdade que nos escapa. explicar e muito menos se pode provar. Ou senão que as ditas coisas e seres futuros serão exatamente iguais. às coisas e seres presentes. fazendo com que aparências resultem em objetividades empíricas. o corpo com seus pretensos órgãos sensoriais (em verdade pensados). todos deveríamos nos perguntar quem é esse (ego) em nós que afirma e “prova” que as ditas coisas e seres atuais são exatamente iguais às que ontem existiram ou se nos apresentaram. algum começo pareceu acontecer. E se algo especial pudesse se apresentar a nós. como um algo especial e promissor. nada se pode pensar. não se origina. durando. explicar e provar é prolongação. Mas o que se reconhece. exatamente porque surge. são apenas superposições que sempre e só reconhecemos. tudo isso. Do que vai Surgindo Agora ou do que Existe no Momento.Não fossem a memória-raciocínio-imaginação e o reconhecimento em nós. o mundo pretensamente material com seus estímulos. os seres e as coisas passados e futuros não tiveram nem terão origem alguma. supostamente separados da pessoa pensante. o sistema solar heliocêntrico. E se o discurso interior em nós parasse de bancar o idiota sabe-tudo. isso apenas dependeu das artimanhas pensadas e da convergência de causas e condições. que a Lei da Geração Condicionada pôs em funcionamento. inclusive no momento presente? Em face de uma Verdade impensável. o que Existe ou Surge no Momento. tornando-se presentes (ou existindo?) inclusive no momento atual. aparências 76 . E este tempo-pensamento é sempre atraso em relação ao Instante. A Lei da Interdependência também trabalha da mesma maneira. ou em relação ao Aqui e Agora. os seres e as coisas passadas não nos pareceriam continuar. minha gente. De outro lado. ou aproximados.

que evoluem até o momento presente e persistem. Depois o julgamento (pensamento) em nós extrojetará todos esses fantasmas que o ato concretizará e. quando muito. o que vem a ser. imperativo. corpo que a ciência jurou ter esmiuçado. por sua vez. A ignorância-ego-desejo por meio dos pensamentos estruturantes forja causas e condições psicofísicas. Sol. só se aniquilarão amanhã ou no futuro. é igual ao Existir do Sei-Sinto-Intuo. isto sim. por sua vez. nem nada nesse ontem pode voltar a se originar. galáxias em si. sóis. buracos negros.convincentes. Amigo. Agora? 77 . permanente. Depois disso. estou negando. O pretenso “se originou”. Por outro lado. Terra. religiosa e filosófica das coisas e seres não é assim tão válida. mas sim. fruto da Lei da Geração Condicionada ou Dependente e fruto da Lei da Interdependência. com seus pretensos ninhos de galáxias. e que. e que parecerão caber num espaço-tempo. as forjações do julgamento afirmativo. dogmático e que resultaram no modelo de universo científico praticamente irremovível. sistemas solares etc. esse nosso pretenso corpo vivo. o ontem que originou os gametas já não existe mais. mais uma infinita confusão. Ora. contenha ou não contenha mundos. teríamos então que voltar a nos valer do Saber-Sentir-Intuir. conviria então que parássemos um pouco de lucubrar tanto e conviria também que começássemos a Entender melhor os ardis de nossa mente ego personificada. com toda certeza. o discurso (pensamentos discursivos) proclamará que tais fantasmas se originaram no passado. decifrado e entendido a fundo? Como pôde o começo ou a origem desse corpo ter dependido apenas do cruzamento de um espermatozóide e um óvulo? Ou senão dependido do somatório de 23 genes masculinos e 23 femininos (23 ou24?). mas Vivenciável.. denso. e inteirinha veio do ontem para o falso hoje de 24 horas e para continuar se originando de fato? Mas pôde o ontem ter originado algo em termos objetivos e materiais e que continua hoje? Esse “sim pôde e continua” não é só memória? Essa memória. é só memória. nebulosas. finalmente. E se a origem científica. ou contínuo. Mas que coisa orgânica é essa que supostamente se originou ontem (memória). de fato. se estendendo e se movendo. só estaria constituída de meras opiniões. com esta minha denúncia não estou negando a Vida impensável. indescritível. Lua. sistemas solares.

usando e abusando do conhecimento indiretíssimo. ou aí só há memória. de uma mentira? Um corpo vivo possui mesmo órgãos escondidos. graças à pretensa pesquisa ou execução do ato intencional não poderiam acabar se concretizando. dizendo que estou inventando estórias. (e se desdobrou?). ou o corpo é apenas o que é (isto é.Houve então tal origem? Mas se houve. a modo de dizer. com determinado peso enganador e ocupando sempre a mesma porção de espaço? Haverá mesmo e sempre uma mesma porção de espaço densificado. Nagarjuna me condenaria. Como puderam os fantasmagóricos espermatozóides e óvulo dos corpos passados ao se cruzarem num falso hoje resultarem num amontoado de células. ou o pretenso ovo fecundado ontem. 78 . e muito menos algo conseguem vislumbrar? E o que vem a ser a pretensa massa material newtoniana. do Instante Atual. não poderia forjar isto e aquilo? E estas aparências depois (tempo). a Verdade livre do tempo? Aqui e Agora. Por causa deles. ou num amontoado de células a gerarem órgãos. e com razão. mórula. gástrula. o que vem a ser de fato um corpo denso? É ele um amontoado de células que duram de fato. feitas pretensos órgãos pensados? E graças ao pensamento. psicofisicalidade ou ectoplasma em renovação)? Sequer eu deveria sugerir psicofisicalidade e ectoplasma em renovação. geralmente representada por um corpo dito material. ou apenas parece possuí-los por causa do pensamento humano e por causa da execução do ato? E este pensamento. se desdobrou mesmo em blástula. dito impenetrável. ou não? Mas tais fantasmas da memória-raciocínio-imaginação se cruzaram mesmo? O que já não existe. Agora não há mais. feito falsa coisa material. A que se reduziria a função intrínseca dos órgãos externos e internos do corpo (e que a ciência fisiológica diz conhecer) se a origem celular do corpo não passasse de um logro. que são absurdas e impossíveis em qualquer Aqui e Agora? Sim porque a microbiologia filha do conhecimento indiretíssimo é uma mentira. resultando em causas e condições. e assim por diante? Mas “o já não existente pôde mesmo se desdobrar”. permanente. esses não poderiam até mesmo aparecer e permanecer densos como a Fisiologia costuma ensinar? E onde fica a eficácia da Bioquímica e da Genética que. devidos à reprodução celular. os quais são só e sempre aparências reconhecíveis? Lamentavelmente. e não o Real. só consegue aprisionar pretensos dados pensados e mal vistos (ou “enxergar”). com falsa densidade. do Momento Presente essas disciplinas nada Sabem nem Sentem.

Quem em termos filosófico-científicos sempre acreditou estar vivendo num mundo concreto. mas ressonâncias só aparecem (“faz-de-conta”. falsa condutibilidade. onde tudo parece estar tendo um meio termo em evolução e aperfeiçoamento. nosso pródigo lucubrador nunca se apercebeu de estar sendo enganado por seu próprio discurso (pensamento mágico. energético e atômico é o maior dos absurdos. 79 . o que é o quê. onde o tempo parece prolongar-se para infinitos amanhãs. finalmente? E quem é esse (ego) em “nós” que diz tudo conhecer e tudo tenta explicar e acomodar? DÁ-SE MESMO A EXTINÇÃO DEFINITIVA DAS COISAS E SERES? Antes escrevi a respeito do não-começo. da não-origem das coisas e seres. mais refinada que a energia de Newton. falsa impenetrabilidade. tão precário e tão desconhecedor da Verdadeira Sabedoria. conseguiu diminuir ou eliminar todas as mentiras e contradições da Mecânica Celeste? E o tal universo das cordas vai conseguir mesmo unificar todos os campos da ciência com suas infinitas colocações absurdas e contraditórias? Aí amigo. definitiva e absoluta das coisas e seres. empirismo. a pretensa extinção definitiva das coisas e seres implantou-se como um fato inevitável e insuplantável. “absolutamente Real”. e o onde capcioso espaço se estenderia para um limite infinito. a extinção temporal. pensamento lógico). e por um falso perceber. se nada se origina e se tudo Surge (Real). Sim porque em tal constatação. Para qualquer ego-pensante. e com pretensas qualidades e propriedades físico-químicas sempre iguais? O que é exatamente essa fantasmagoria toda. além de um fim. esse se engana. totalmente saturado de contradições? Por que a Medicina encampou essas bobagens de Newton? Será que um Stephen Hawking. “ficar cônscio de” que é só e sempre reconhecer. com sua “energia primordial” pensada. onde tudo parece ter tido um começo. Agora veremos quão mentirosa também é o fim. ou ainda se nada se origina.falso peso. Maya) . se seu pretenso começo vibracional. (cordas universais).

é um fruto amargo e doloroso que só o ego com seu corpo densificado experimenta no espaço e no tempo. da automatização. Mas fora isso. desviamos de algum modo reflexos de nossa própria Luz Vital e a entregamos aos “molochs” temporais e objetivados (ego. posto que se nos apresentam de modo objetivado e persistente. a maior parte de nossos atos intencionais geralmente são desencadeados. de doenças insidiosas. “civilização”. e que o próprio pensamento extrojeta. e que outros espaços e tempos também passam a prevalecer. de aniquilação ou fim de tudo. os quais. e Demiurgo. começa então a falar em extinção e anulação absoluta das coisas e seres. da ganância inescrupulosa e indecente. tipo “progresso”. sempre raciocinando. tão bem “fundamentada” pela ciência acadêmica. e da destruição – dirigida por essa pequena minoria da anti-humana raça – não parem de progredir em direção a um glorioso nada! E já que a lógica-razão. mais o falso tempoespaço. O fim da falsa vida que o Demiurgo e o ego implantaram. do mercantilismo. sugira-se que após o desenlace. tacanhamente positiva. Sem nada impor. paradoxos dos paradoxos. “aprimoramento científico. com seu “habitual maquinar mental” (raciocínios) nos obriga a que atuemos de 80 . filosófico e religioso”. aparentemente inevitável. para nunca mais voltar. também é sinônimo de morte. o raciocínio enganador. Todavia descentralizando-nos do Eclodir Vital que também somos. fim que sempre suscita terror. porque o falso mundo futuro. E como se esse desvario já não bastasse. outros corpos menos ou mais densos aparecem. o demônio interior. amigo. a nossa prisão. Ai. o aparente demônio externo) . num hoje aparente e falsamente contínuo para que os “egos-molochs” do Estado. a falsa natureza superposta. como costuma dizer a tradição. como todos nós nos comprazemos em mal pensar e em mal concluir! Sim. forçosamente. mal pensando e delirando. convém salientar que Aqui e Agora já somos. da tecnocracia. de desespero. visando nos preservar desse pretenso futuro e desenlace pensado. e inclusive manda. “evolução”. de exaustão. ainda rebatizamos esses monstros avassaladores com palavras capciosas. da guerra. em consonância com outros modos de pensar e agir. poderão desaparecer de diante de nós. depois (tempo) acabam nos devorando impiedosamente.O mundo cotidiano reconstruído. Quantos terminam morrendo de fome. lá pelas tantas. Em face dessas circunstâncias quase irrefutáveis. Entretanto.

as quais ofuscam a Verdade dinâmica e sempre renovada do “Isto-Sentir”. é a memória-raciocínio-imaginação quem – (ou pensamentos estruturantes. Isso não passa de discursos e a imagens caducas muito bem sustentadas. no domínio do espaço-tempo. pensamentos discursivos) – superpõe tal fim. revelam-se totalmente ilusórios a uma compreensão e vivência mais profunda. E como já alertei. 81 . a duração e a morte das coisas e dos seres. pois.modo mesquinho e egoísta. vejamos o que um Nagarjuna e uma Lógica Extremada e Autofágica. velhice e morte só prevalece de modo insuperável ou fatal nas trevas exteriores ou no domínio da memória-raciocínio-imaginação. Os que realmente Compreendem a Verdade não se espantam quando surpreendem a falaciosidade do nascimento. Aqueles que [envolvidos por um sentimentalismo piegas e arrastados por conclusões fúteis] choram a morte definitiva das coisas e seres. É a partir da memória-raciocínio-imaginação que o pensamento consegue sobrepor e objetivar suas mentiras estáticas e persistentes. só fulgura. em realidade são como os que choram a morte do filho da mulher estéril. a vassoura do lixo mental. é claro! E quando algo então se aniquilará. nos oferecem a título de alerta. “Quando é que algo [“Isto-Sentir”] poderia se extinguir? Quando existe eficazmente? Não. da velhice e da morte… A trindade do nascimento. a origem. se não se extingue nem quando existe eficazmente nem quando não existe?” Amigo. mas não perdura nem se aniquila. Tudo isso possui a realidade do espelhismo. e que o conhecimento superficial. já que o que é sempre novo. meu caro amigo. para precavermo-nos de uma hipotética morte ou extinção iminente. Muito a propósito. da maturidade. tal extinção ao Autenticamente REAL. absoluta das coisas e seres não poderia ser apenas outra extraordinária mentira epístemo-psicológica? Sim. em verdade contemplam o começo da vida do filho da mulher estéril. mágico ou até mesmo lógico-racional tornou insuperáveis. sem começo nem fim. evidentemente! Quando não existe? Tampouco. o fim ou a pretensa extinção definitiva. Nagarjuna volta a alertar: Aqueles que [pensando] acreditam assistir ao nascimento das coisas e seres. ou senão equivaleria aos “cornos” de uma lebre.

irreversíveis. quem é que mente mais. porque o nascimento [a respeito do qual se pensa] de modo fatal e aparente só pode vir acompanhado pela velhice e pela morte. a uma morte insuplantável e permanente. E aí teríamos um nascimento sem velhice. ou ainda uma morte sem nascimento nem velhice…”[Cuidado com o próprio ego! Isso não é sofisma. o pensamento em todos nós esconde ou não as revela. Mas já que se cogita ou se raciocina à toa. raciocinando jura concluir]. E Nagarjuna acrescenta. pois. Se nascimento. a uma velhice permanente. o nascimento ou simplesmente a Vida tampouco se concebe com velhice e morte. amigos!]. deveríamos nos habituar a Entender algo mais. a ponto de nos condicionar de modo quase irreversível. porque não lhe convém. como estou fazendo. uma lógica-razão [capenga] não concebe um nascimento sem velhice nem morte. então. e sem morte. Deveríamos Saber que para uma Vida livre de reconstruções não há nascimento. e nesse caso. de verdade. ou teríamos uma velhice sem nascimento nem morte. desconfia? E de onde tal ego retirou critérios de autenticidade. duvidar? Sendo o ego o pai da mentira. tudo o que nasce tem de morrer. nem 82 . Sim. desconfiar. Essas alternativas plausíveis. enquanto que encaramos o julgamento ‘B’ como infundado. [Tese ‘B’]. levando-nos a reconhecer pretensas ocorrências objetivadas (o desenlace de alguém) sempre como insuperáveis. eles equivaleriam então a um nascimento permanente. de modo persistente e separado. E pensar por pensar. e que ego é esse em nós que duvida. que honestidade pode ter em seu crer e descrer? E visto que o raciocínio ‘A’ é todo poderoso. para acreditar. mesmo que bem ou mal se pense. como algo não digno de confiança? Que ego é esse em nós que acredita. o raciocínio ‘A’ ou o raciocínio ‘B’? Provavelmente ambos mentem… Mas por que o juízo ‘A’ (raciocínio) deveria ter tanta força em nossa mente. [quando o pensamento interfere]. velhice e morte ocorressem verdadeiramente. só porque alega que está descrevendo fatos reais e objetivados. o argumento contrário também deveria ter a mesma e pretensa validade do primeiro. [Tese ‘A’]”. “Todavia.E Nagarjuna diz mais: “O nascimento [pensado e reconhecível] não pode ocorrer sem a velhice e a morte [pensadas e reconhecíveis]. [como qualquer um.

não se pode dizer que nasce. e é o medo de nós morrermos também. seria nascimento eterno. ao contrário. Se o nascimento implica morte. o Fulgurar de Tudo.velhice nem morte. De outro lado. quem sabe. em suma. impensável e incomunicável. um fato plausível seria mais do que uma alegria. 83 . dito físico. porque se deixasse de implicar morte. se fosse algo verdadeiro. por que não desconfiarmos também que é ele mesmo quem forja esses pretensos fatos superpostos e depois os reconhece tão bem e com tanta loquacidade fingida! Para que tanta hipocrisia. sugira-se que] não há vida nem morte das coisas e seres. [porquanto se fosse algo eficaz. se a única realidade que finalmente vinga para a tese ‘A’ é a dor que sentimos. que envelhece e que morre. mas apenas. No entanto. E se o pensamento ‘A’ reconhece e descreve fatos pretensamente reais e objetivados. não é nascimento. Mas a lógica-razão não quer. um Surgir Vital. se a tese ‘B’ se tornasse um fato cotidiano. [Os Aqui e Agora da Vida. como alguém (ego) poderia afirmar que ele é nascimento ou o começo de uma vida? [Malgrado as mentiras habituais] tenham ou não tenham nascimento as coisas e seres. ou não poderia corresponder a uma dupla situação ‘A’{nascimento} e ‘B’ {morte}. [diante de uma Verdade Absoluta. algo absolutamente verdadeiro.. e se é algo eterno. com tanta facilidade. não poderia ser nascimento-e-morte]. diz que a morte é inexorável e que tal outra possibilidade de viver é coisa de seres delirantes! E Nagarjuna volta a alertar: “O nascimento [pensado] implica a morte e a morte [a respeito da qual se raciocina] implica nascimento ou renascimento… Todavia. é o angustiante vazio ou ausência do ser querido. equivaleria à imortalidade e à plenitude total. eficaz. e essa morte acaba resultando em (re)nascimento. ao mesmo tempo. que se renova constantemente. os Momentos Reais e descontínuos da Manifestação. se equivalesse ao eclodir de Algo Real ou a um Fato em Si que o pensamento não macula] não poderia resultar em morte. não poderia ser contraditório. não são nem vida condicionada nem morte pensada]. [sempre dentro das brincadeiras do todo poderoso raciocínio humano]. não é morte.. o nascimento [pensado] dificilmente deixaria de implicar morte. Daquilo que Existe ou que É. e que no viver cotidiano isso parece não prevalecer. o nascimento [dito corporal.

as cidades do mundo estão totalmente desertas como as necrópoles ou cemitérios…” Se o nascimento dito corporal. O Ser Eterno com um Corpo Novo ou Eu-nenê não começa nem termina.[E se pensando considerarmos as coisas e seres de modo estático. Em realidade. [E Nagarjuna conclui]: diante da Verdade indescritível e impensável. persistente. também é impossível viver se se nasce e se morre. o raciocínio só não nos sugere que sob o seu predomínio]. sobrevive num além pensantepensado e fica aguardando a possibilidade de se introduzir em um Corpo Novo Manifesto pela Vida. O Surgir da Vida ou o nosso Verdadeiro Nascimento não poderia ser contraditório. é o objeto querido dos país. E se o pensamento não conseguisse macular tal nascimento para que se nos apresente apenas como um começo e como uma presença objetivada para os pais. não haveria mudança nas coisas e seres. Por conseguinte. encerrando uma dupla situação pensada que é exatamente o nascimento e a morte. as enfermidades. Este depois se permuta no EU-nenê. O que nasce aí é o ele-nenê. e essa morte acaba resultando em (re)nascimento. contínuo. Se tal nascimento implica morte. imutável. portanto não é morte é renascimento. Esse ego reentrante não morre com o desencarne. [E quando se pensa]. se fosse eficaz. O EU-nenê seria Plenitude em Renovação. dito físico do nenê fosse algo absolutamente verdadeiro em si. ao eclodir de um Fato em Si. Aqui e Agora é um SER em Renovação. se equivalesse ao eclodir de Algo Absolutamente Real. [O discurso interior. o homem não nasce necessariamente quando sai do útero da mãe. a velhice e a morte são ilusórias como as flores do céu. a velhice e a morte. [Em todo caso. todavia. o ciclo das existências condicionadas [‘samsara’]. deslocamento [ou cinemática e inclusive]. [diante da Verdade silenciosa e impensável]. 84 . porque diz constatar. então] não poderá haver movimento. e ele-(EU) não ficaria inconsciente como costuma acontecer. um nascimento assim para o nenê seria igual a uma Vivência. não é nascimento. impossível será então viver sem nascer e morrer. quando em verdade só reconhece]. lamentavelmente acompanhado por um ego que se introduz em tal corpo. impossível é nascer e impossível é morrer. afirma o nascimento.

E aí o nenê pode nascer aleijado. mas ainda não está presente como sensciência. o Homem não nasce a partir do útero da mãe. a Testemunha Perfeita. editado. Todavia. No tópico seguinte se sugere o que vem a ser morte pensada e morte verdadeira ou renovação. de certo modo. o EU-SER também fica mais evidente. em meu livro Senhor do Yoga e da Mente. A falsa morte se infere a partir do próprio pai. Como Consciência-EU. [Ou seja. se infere a partir do próprio filho. o Homem Verdadeiro ou Deus Vivo no Homem. o que nasce aí é o elenenê ou o objeto querido pensados pelos pais. autêntica. Em suma. não seriam nem nascimentos nem morte reconhecíveis. MEIOS E FINS TEMPORAIS SÃO ENGANADORES E a propósito ainda do nascimento aparente e da morte mais aparente ainda. o homem parece nascer e morrer. se infere o que Agora se Vive e se Sente]. não se deixa afetar por nenhuma objetividade ou ser externo. Só na condição de objeto. a qual. vem ao encontro de tudo aquilo que Nagarjuna disse: “Aquilo que o homem chama de seu nascimento e morte corporal é só e sempre inferido. o nascimento corporal só pode ser pressuposto como um fato que já passou e a morte como algo que ainda não aconteceu. sensível. inteligente e atuante. que os seres quase sempre vêem desencarnar. O falso nascimento que supomos ter. transcrevi e adaptei a seguinte passagem. O EU sim está Manifesto no nenê. que parece nascer e morrer. Mas um feixe-ego de pensamentos pretensamente reencarnante também se introduz feito uma sombra d’Aquele. se pressupõe. OS COMEÇOS. porém. daí inferir-se que o Homem Comum também vai morrer assim. nunca porém pensante- 85 . e pode inclusive provocar deformações no corpo que não lhe pertence por causa de justas respostas cármicas. daí dizer-se que o Homem Comum também nasce desse modo. Se o nascimento e a morte do corpo Aqui e Agora fossem vivenciados. Há situações em que o feixe-ego-pensamentos se introduz antes. e por isso se diz que o ego ressurge ou reencarna.O que nasce ou começa é o ele-nenê ou é o ele-corpo que os pais tocam e abraçam. cujo corpo objetivado quase sempre se vê nascer assim. aliás. A seguir nesse ele-corpo. Seriam simples Vivências. Nunca.

a caro custo. meio e fim. superposta.pensada. Senão isso. transferidos à força para o além ou para outros planos. Deus Vivo. materialismo. mais esse hipotético inimigo se reforça. isso o intelecto traduzirá como aniquilamento. feita uma fatalidade inexorável. que o pensamento afirma e nega e que subsistirão graças ao nosso descuido. todos os nossos esforços somente se desdobrarão para evitar um inevitável desencarne futuro. com seu começo. tentaremos eliminar.” Nossa maneira de pensar. sem esquecer que ego em todos nós nos “rouba e desvirtua” o Ato Puro. livre do falso começo. e que desgastantes lutas encetamos para extinguir os supostos males (pensados) que pretensamente nos afetam! E. pretensamente definitivo. E por causa dos bloqueios demiúrgicos entre o além e o aquém. por quê? Porque todo fim. A canalhice de nosso próprio ego. Ou ainda. a modo de dizer. além de nos obrigar a aceitar a extinção definitiva das coisas e seres.’ Sunya’] não nasce nem morre. se via mediunidade tal contato e comunicação acontecem. o HOMEM [Ser. matar aquilo ou aquele que pressupormos ser uma causa de nosso aniquilamento iminente ou futuro. Santo Deus. toda extinção é uma falácia que. Se este Ato Puro. corpo material e que sempre o reconhecemos como tal. e se este Ato em Si pudesse se Manifestar tal e qual. é de uma pobreza tal que praticamente só ilude e quase nada aclara e consola. E daqui por diante. intrometeram-se as insuplantáveis e falsas certezas de continuidade. do falso fim ou falsa morte. Ou ainda. meio e fim. Mas por causa dessa impressão-convicção. é claro) é tamanha que bloqueiam qualquer possibilidade de o homem daqui conseguir se comunicar com seus entes queridos desencarnados. do Demiurgo e dos mentirosos “espíritos” do além (alguns. da falsa continuidade. a Vida acabaria se nos apresentando de uma maneira totalmente harmônica. só vinga como uma situação refeita. não virasse ato intencional. não pouparemos esforços para garantir maior permanência ou continuidade a isso que chamamos corpo denso. quanto mais se luta para eliminar o que julgamos mau e pernicioso (doença). Por fim. gastaremos boa parte de nossa Vitalidade ou energia para evitar uma anulação ou extinção que finalmente não se dá. pai de 86 . A vida orgânica e material ou a vida organizada por células e moléculas em verdade só encerra fantasmas e mais fantasmas. Mas e. graças ao nosso mal pensar. ainda faz prevalecer a impressão-convicção de começo. no entanto. separatismo.

quando é que um DNA defeituoso. nada se origina em termos REAIS. que DNA é esse?). aquilo não aparece. pergunto-te. E a propósito. toda extinção do mal ocorrem tão-somente num faz-de-conta e num nível pensante-pensado. todo final. portanto em si 87 . meu Deus. o reformula ou o transforma em algo mais. só o transfere. Daí a medicina científica. Tanto o pretenso começo enganador de algo. E a propósito desse enfoque médico enganador e prejudicial. em pensamento. Todas essas manobras constituem o famoso conhecimento indiretíssimo das coisas. nunca Existem em si. e também nada termina. sem começo nem fim. se anulam? Quando Existem? (Mas essas mentiras microbiológicas podem Existir ou só aparecem em dependência. do observador-cientista. mas em verdade sempre pensadas. as leucemias. germes estão sempre na dependência do pensamento do médico. a AIDS etc.? Nada começa. Isto sendo. haverá fantasmas piores do que os cânceres. se objetiva. acontece. tudo se Manifesta como Novidade. Isto não sendo pensado. Os pretensos genomas. um parasita. sejam quais forem. sempre pensado. se sobrepõe. paciencioso amigo que me lês. graças a um pensar capcioso tanto do doente mal pensante como do médico condicionado. não se sobrepõe.e de tal conhecimento enganador fazem parte. um ultra vírus HIV da AIDS se extinguem. aquilo aparece. E essa suposta extinção não faz desaparecer um pretenso fantasma. não se objetiva. ao lidar apenas com enganadoras objetividades supostamente materiais e orgânicas (ai. um DNA. e mesmo assim a caro custo?) Ou quem sabe se extinguem quando não existem? Mas um vírus. só parecerão se apresentar. Tal pretenso germe (ou DNA) se fará presente graças a um enxergar viciado do profissional. graças a atos intencionais executados sagazmente e graças ao reconhecimento. às vezes é uma calamidade sem par.todos esses fantasmas. Todas as manobras preventivas do homem equivalem a por a Lei da Geração Condicionada em funcionamento. se para tal se executa o ato intencional. um germe. quanto sua falsa extinção são regidos pela Lei da Geração Condicionada ou Lei da Interdependência. e subsistirão também e principalmente graças à execução do ato intencional. E este especialista é quem possui campo de influências ou Campo de Consciência Sensorial Científico que afetará o paciente. quantas e quantas fantasmagorias se superpõem! Portanto. mas ó Deus. nesse caso. um germe microscópico.

Sim. Tais germes. aparece. ou se se apresentam objetivamente no corpo do próximo (num pressuposto nível microscópico do corpo do doente). persistir. em pensamento. envenenar. se tal ultra vírus HIV da AIDS. então essas fantasmagorias sobrepostas (tumores. aquilo acontece. ou ainda se tal célula pretensamente destruída pelo HIV se fazem presentes ao nosso enxergar viciado. porque se objetivaram. lamento dizê-lo. Sempre parecem durar. atuar propositado. AIDS etc não poderiam ser apenas a tradução errônea de um mal sentir do paciente? Ou senão. leucemias. quando é que todas essas mentiras começaram a aparecer. se toda superposição é regida pela Lei da Geração Condicionada. Esses faz-de-conta pretensamente microscópicos (o DNA. e graças a quem elas apareceram e aparecem? E mais. Ou é algo eternamente paralisado. mentiras e mais mentiras. isso é simplesmente o próprio nada e não tem como prejudicar. são somente um mal pensar. ou ainda não é um algovírus em si. um atuar capcioso e um reconhecer ou conhecimento indiretíssimo. do meio. Tomados isoladamente não são absolutamente nada.”. digamos. um enxergar viciado do técnico. etc. quando para tal se cumpre o ato intencional etc. reconhecer. quando já se sabe que se algo dura ou persiste além de um instante. são uma legítima interdependência entre o cientista pensante e a coisa pensada. destruir e matar. Sem o médico. dos meios de comunicação e assim por diante? 88 . ou se tal célula cancerosa. do mundo. sem o cientista. se sobrepões. esses germes pensados não são nada. sem o microbiologista observador-pensante. se tal DNA. Portanto e repetindo. isto é.mesmo não são nada. são totalmente dependentes de quem os pensa. mas é um rosário infinito de algo(s) fantasmagóricos e pluralizados. nem o erudito cientista. Tais pretensos germes nunca foram Realidade em Si. “Isto sendo. pretensamente observador o é. Essas mentiras microscópicas nunca existem por si mesmas. de um péssimo raciocinar e concluir do paciente e do médico? De um intencionar e um decidir-se tempestivo do profissional em medicina? De um agir capcioso desse médico? De um (mal) enxergar e reconhecer desse mesmo profissional? E finalmente de uma confusão mental generalizada tanto do doente. os enxerga e os reconhece. quanto do médico-(medicina). meu caro amigo. se objetiva. principalmente) só se fazem presente ao nosso péssimo enxergarreconhecer.

mas não se pode ter. maligno ou não. e começa a descrever objetivamente aquilo que ele mesmo ego é. possuir. profissional. jura ficar harmoniosamente cônscio dessas objetividades pretensamente deletérias. Ele. ego. Comunico então ao médico o que sinto e o que acho que tenho. E todos ao meu redor. quando estas. a nível microscópico. ladrão e salteador subjetivo. por que o ego aí se atribui o papel de salvador da pretensa vítima. uma doença leve ou grave. que me auto-agredi e me prejudiquei. passo a ter o que nunca se poderia ter. prejudicando-me. Transforma meu pretenso mal em dedução e indução científica. parasita ou vírus faz-deconta deixe de se sobrepor objetivamente. para que pretenso germe.” Sim. passam a atuar de modo proposital. constituída por uma pessoa pensante e um objeto pensado? E se tais objetividades pretensamente deletérias são o outro pólo superposto do próprio ego-pensante. que só pensei bobagens. lamentavelmente. E eu. ficar contaminado etc. se Sente-Sabe-Intui. Por causa desse mal sentir. são apenas extrojeções suas. são contradição ou são o outro pólo superposto de toda essa intromissão. Daí a fantástica responsabilidade da medicina e de certos doutores. na verdade. amigo? É mais provável que sim! Ora. numa perfeita interdependência médico-paciente. sabe bem que toda pretensa doença começa deste modo: “Penso bobagens e depois atuo intencionalmente contra alguém ou contra mim mesmo. o papel de juiz. e se mantém persistindo. as fantasmagorias sobrepostas só passam a prevalecer. volto a mal pensar e concluo ter adquirido isto ou aquilo.Achas que não. Por causa disso começo a sentir-me mal. não seria melhor que esse “quem” (ego chorão e pretensamente vítima no paciente e ego sabe-tudo no médico) se sumissem primeiro? Que ego é esse que no profissional jura pensar corretamente. leve ou gravemente. Isto é. jura enxergar objetividades reais. jura agir de modo adequado. Manda efetuar diversos exames para ver o que é isso que eu supostamente tenho. pegar. pretendendo me ajudar. quando a Lei da Geração Condicionada ou Dependente é posta em funcionamento. Na “Vida apenas se É. aidéticas. recebe meu sinal inferencial e lhe aplica o método científico de experimentação. ele. cancerosas. E mais. é 89 . pretensa aquisição essa que me contaminou. por causa da ação intencional do médico que agiu por mim ou contra mim. Ou seja. jura reconhecê-las. ou outro pólo da pessoa observadora.

também a objetividade diante dele, ou é as pretensas células cancerosas, aidéticas, o DNA idiota, os germes bandidos, as doenças objetivas, superpostas, acrescentadas e tudo o mais? Se “esse ego” no homem, que mal pensando reconhece, descreve e afirma a célula doente, ou senão “descobre”, descreve e afirma os pretensos germes, não se ausenta primeiro – por meio do Aperceber-se ou graças ao Dar-se Conta, ao Autoconhecimento desse mesmo Homem – como é que o efeito faz-de-conta (DNAs, células doentes, germes, doenças) desaparecerá, se a causa aparente ou o observador-pensante permanece de modo contínuo, ou não se anula, mesmo que contra tal fantasma ele pretenda lutar e tente eliminar? De mais a mais ou de menos a menos, pergunta-se, por que as vísceras e os pretensos órgãos internos de um corpo estão escondidos? Digo “eu”, porque enquanto escondidos são o Desconhecido, ou também são ainda a Autonatureza que não quer ser intelectualmente traduzida, violentada ou trazida à tona, graças à execução do ato intencional e para satisfazer a morbidez do cogito vulgar e do reconhecimento. A Autonatureza virando natureza comum e reconhecível (científica ou Campo de Consciência Sensorial) é uma catástrofe inigualável. Antes que se rasgue, se corte, se dilacere, o interior de qualquer corpo vivo, ele é apenas um Vazio-Pleno (Autonatureza), saturado de fluídos, sangue e ectoplasma, que o espiritualismo científico conhece bem. Mas tal corpo não tem forçosa e necessariamente, um esôfago, um estômago, um fígado, um pâncreas, intestinos, cérebro etc. definitivos. Estes só aparecem após o corte – e isso que a hemorragia no corte cirúrgicos tenta mantê-los escondidos – mas não Existem em si, porque nada se pode ter de modo permanente, nada se pode possuir, pois nada dura ou persiste para se poder possuir. E um pretenso câncer, digamos escondido nos intestinos, nos rins, no pâncreas, fígado, cérebro etc. inicialmente é apenas em verdade um sinal-dor, um desvirtuamento, um enfraquecimento e um mal estar para o paciente. Entrementes, por meio da comunicação do paciente ou por meio de silogismos, o sinal dor, o enfraquecimento etc. do sujeito, para o médico se permutam em sinal inferencial… Em verdade tal hipotético e terrível câncer é fruto de um mal pensar, que resulta em mal sentir e em mal agir por parte do paciente (“Eu tenho”, “eu tenho que ter”)… Depois, o sinal inferencial que o médico pensante capta ou recebe, graças à execução de seu ato

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intencional ou “profissionalismo” (anamneses, exames corporais, toques, apalpações, raios x, tomografias, ressonâncias magnéticas, ecografias, cintilografias, biópsias, cirurgias etc.) transforma-se em presença. Isto é transforma-se em pretensos órgãos tipo fígado, intestino etc., exteriorizados, sem câncer ainda, uma alternativa lógica, ou com pretenso câncer objetivado, outra alternativa lógica e estupidamente fatal. Esta última alternativa fatal vem à tona mais facilmente e por pura indução... Explicando melhor, em verdade tal “coisa” objetivada (intestino, fígado cancerosos etc.) é apenas a densificação, a concretização, a materialização de um pensamento ou de um sinal inferencial dedutivo, sinal que induziu a que se trouxesse à tona o escondido, as pretensas vísceras, com ou sem câncer. Só que este câncer ou resultado alcançado agora é muito mais deletério e mortífero que a pretensa investigação querendo provar, ou que as biópsias, os Rx, as tomografias, ecografias, negativas, as pressupostas palpações tumorais, as auscultas nefastas etc. Finalmente a pretensa descoberta científica e negativa, é fruto de um conhecimento indireto e indiretíssimo do próprio médico e da escola da qual ele retirou essa péssima maneira de pensar, conhecer, atuar propositado e reconhecer. Mas se nisso tudo por enquanto só entrou o pensamento, com seu conhecimento indireto e indiretíssimo, aí teremos que ter muito cuidado para não executarmos o ato intencional, consubstanciador e materializador de terríveis fantasmas. Portanto muito cuidado com o pensamento e com o que se costuma fazer de modo proposital. E principalmente muito cuidado com a validez dos frutos alcançados por essas duas maneiras de ser, ou de pensar e agir. Pois é, amigo, é bastante estranha essa conversa toda, não te parece? Ainda mais quando há tantos bons médicos que honestamente só querem ajudar o próximo. Mas não é contra eles que eu, escrevo e falo. A benevolência e a honestidade desses já é um antídoto para que a Lei da Geração Condicionada não forje algo pior. Abençoados sejam, pois, esses médicos honestos e bem intencionados. Afinal eu também sou médico… De qualquer modo, meu caro amigo, os supostos efeitos deletérios, chamados parasitas, germes, vírus, ultra-vírus, células cancerosas, leucêmicas etc. poderiam ser suplantados e aparentemente anulados de outra maneira. Mas como a causa permanece, (homem

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criador de doenças, não importa se paciente ou médico), tais pretensos fatores deletérios permanecerão de outro modo. E se a falsa vítima (doente) e terapeuta desavisado (certos médicos) fazem força para subsistir só dentro desse enfoque materialista lamentável, esse círculo vicioso nunca se romperá e as fantasmagóricas doenças continuarão onde nada pode continuar, porque nada se origina, nada continua, evolui e nada termina

NEM A TOTALIDADE CORPORAL É ABSOLUTAMENTE VÁLIDA NEM A CÉLULA PARTICULAR
Como bem sabes, caro amigo, da observação e constatação do Todo Corporal participam os pretensos meios do conhecimento ou os cinco sentidos mais a mente ego-personificada. Tudo isso constitui o conhecimento indireto. Porém da constatação do pretenso tecido, da suposta célula (parte), dos não menos pretensos átomos e moléculas (partes) só os olhos, aparelhos sofisticados e o mal pensar é que participam de sua pressuposta observação, constatação e conscientização. E aqui as atividades mentais, ou a observação pensante-pensada e a pretensa percepção e reconhecimento, além de serem conhecimento indiretíssimo, já são praticamente iguais ao pretenso tecido, à célula, ao átomo, ditos externos. E se são iguais, o tecido, a célula, a molécula e o átomo, finalmente, são só pensamento. Nessa pantomima toda, há somente uma pessoa pensante, de um lado, e um micro objeto pensado, do outro. Ou ainda, há uma falsa realidade superposta e em interdependência. E então, a célula, a molécula e o átomo são muito mais pensados do que a assim mal chamada matéria bruta externa. Esta última, bem no começo da ciência moderna, era conhecida como a a pasta ou matéria newtoniana, ainda não explicada, emendada, e sequer já transformada num poço infinito saturado de micro fantasmagorias. Por outro lado, sempre se chega à ideação ou à representação mental da célula, da molécula, do átomo por uma extrapolação pensada ou por uma extensão mental. A mente mal pensante parte de um imediatismo empírico (ou parte do viver cotidiano), sempre mal sentido e mal sabido, e pula para

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os mecanismos inferenciais, com suas deduções e induções. Aqui, um raciocínio bem estruturado – reforçado pela execução do ato intencional, pela descrição matemática e pelas forjações ou pretensas provas – acaba, bem ou mal, resultando naquilo que se buscava, ou seja, na célula, na molécula, no átomo enganador, superpostos, aparentes, e que constituem pretensas realidades microscópicas. E já que se questionou a EXISTÊNCIA factual das células, dos germes, vírus, das substâncias bioquímicas deletérias e demais componentes do assim mal chamado mundo microscópico (ou pretensos níveis infinitesimais da vida orgânica), uma Lógica Extremada e Autofágica pergunta-se: Como é possível que num pretenso corpo inteiro de uma suposta entidade – ou num simples e pressuposto TODO – possa aparecer também um pretenso número quase infinito de partes menores vivas, de fatores particulares, supostamente constituintes? Isto é, conforme o enfoque cotidiano, como poder haver um todo, um corpo-continente aparentemente autônomo, durável e sempre vivo e, conforme outro enfoque (ou o enfoque médico-científico), haver também partes menores, pretensamente contidas por esse todo, como os órgãos, os tecidos, as células, ora nascendo, ora morrendo, ora mudando, ora permanecendo, ora afetando e influenciando seus vizinhos, ora não? E como podem esses pretensos elementos constituintes infinitos e infinitesimais do TODO ficar separados entre si por uma micro-micro-micro distância espacial inexistente, porque infinitesimal, além desses pretensos micro-micro-elementos estarem sujeitos a uma alteração temporal própria, assincrônica, e que é uma mutação diferente do todo corporal, a qual os “entendidos” dizem estar se desdobrando nesse mesmo “todo”? Se um corpo denso, pretensamente material e objetivado, e constituindo um Todo não tem essência própria – nem anímica, nem atômica, porque todo corpo é só um vazio-pleno, uma uma forma-nome aparente e convincente que se faz presente aos seis sentidos e não somente aos olhos, como fariam as pretensas células, germes, vírus etc. subsistirem nesse todo? Como é que a pretensa parcela celular, macromolecular, molecular teria tal essência própria para poder atuar como bem entende num Todo do qual depende, tal como a ciência alega que

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atua, depois de ter forjado todos esses engodos microscópicos, só para nos convencer? De acordo com essa visão torta, uma célula teria uma essência própria do tipo bioquímico, químico, genético, macromolecular, molecular, atômico, eletrônico, energético etc., e que a tornaria autônoma e a faria ter vida própria. Alguém disse que ela inclusive tem consciência. (Pois sim!). Mas a célula existe mesmo e possui de fato tal mentirosa consciência ou essência atômico-molecular, inventada por cabeças humanas tresloucadas? De qual cabeça, cérebro ou mente dependem todas as invencionices e mentiras inventadas a respeito da célula? Não existindo ou ausentando-se o cientista pensante, por acaso a célula pensada e todas as suas mentiras intrínsecas conseguiriam subsistir por si mesma? Célula e médico-biólogo são uma interdependência perfeita. Portanto, tomados em si mesmos a célula pensada e o observador pensante não têm essência própria e muito menos existem de por si, só aparecem por causa da convergência de causas e condições e de um modo sobreposto. Todavia, o lado biólogopensante é o que fala e é o que inventa infinitas histórias a respeito de sua outra contraparte, a célula pensada. Por conseguinte, amigo, como poderia esse pretenso Todo corporal permanecer íntegro e não ficar quase nada afetado pelas pretensas mudanças que aconteceriam com suas pressupostas partes menores (células, cromossomas, genes, etc), ou também, ser muito pouco afetado por elas? E desde quando a fantasmagórica matéria externa a nível microscópico (invisível) poderia manifestar tanta influência a ponto de até mesmo anular o todo corporal como muito amiúde acontece com pressupostos ataques viróticos, cânceres e leucemias mal explicados? Diz o refrão, “se os tijolos forem defeituosos ou se começarem a se desintegrar, a casa vem a baixo…” Besteira, digo eu, a comparação não vale. Na manipulação dos tijolos e na construção de uma casa, além do ato intencional, participam também os seis sentidos ou as seis esferas dos sentidos. Na pretensa constatação de uma célula, a nível microscópico, só aparelhos e o enxergar-viciado do cientista participam, além da execução do ato intencional. E tal enxergar, atuar, mais aparelhos são só e sempre pensamento se intrometendo e densificando aparências. Em suma, conhecimento indiretíssimo.

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Explicitando melhor, como poderia o assim chamado corpo humano, e que representaria um Todo, permanecer ou subsistir ele mesmo, se suas pretensas células particulares e constituintes estariam se modificando a todo o momento, desaparecendo e ressurgindo aqui e acolá, com o passar do tempo? E se isso parece acontecer, é porque, sem qualquer dúvida aí só vinga ou prevalece um mal pensar, que resulta em faz-de-conta, em falso perceber, em reconhecer, e isso constitui o conhecimento indiretíssimo dos cientistas. Amigo, como viste é perfeitamente possível questionar a célula ou a parte do Todo, pondo em dúvida de que ele exista no Todo, malgrado possa aparecer. Em assim sendo, agora questionemos também o Todo. Quando dizemos conhecer uma coisa, em verdade da própria nós reconhecemos apenas um enfoque particular e nunca a totalidade ou o todo da coisa. A totalidade de qualquer TODO sempre acaba sendo inferido a partir de enfoques particulares, num perfeito fazde-conta. Raramente tal TODO pode ser encarado e enxergado tal e qual e depois percebido. Alguns, na antigüidade clássica e no Oriente (os budistas), diziam que havia tantas entidades aparentes quanto fossem distinguíveis os aspectos externos dessa mesma objetividade total e aparente. Uma árvore, por exemplo, não seria um Todo. Seria uma porção de enfoques que constituem o pretenso TODO. O “todo-árvore” seria apenas um engendramento do pensamento ou o resultado dos mecanismos da inferência, (dedução, indução, execução do ato intencional). Isto é, o pretenso todo-árvore resulta de uma dedução (raciocínio) que, manda atuar para que saltem fora aparências “globais” induzidas e para por fim as reconhece. O raciocínio-inferência parte sempre de um aspecto-sinal, parte de um enfoque da árvore, e depois deduz ou pressupõe (tempo) o pretenso todo-árvore. A partir dessa pressuposição, o raciocínioinferência nos obriga a atuar intencionalmente para corroborar, para provar o que estaria atrás do sinal, e que seria o pretenso todo-árvore. O raciocínio aí apenas induz para que tudo assim seja. Cumprido o ato intencional, o sinal inferencial já deduzido, agora feito uma árvore indefinida e extrojetada, se concretiza, se materializa, se a reconhece e torna-se uma falsa prova ou o todo-árvore. O raciocínio-inferência, portanto, sempre põe em funcionamento a Lei da Geração Condicionada. A modo de dizer, de um

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enfoque particular ligado a um suposto grande todo. suas macromoléculas. só abarcam e reconhecem o que já foi programado. seus genes. é apenas um vazio-pleno. Só enxergamos uma parte da árvore. uma forma-nome. A célula e o átomo supostamente constituintes do TODO corporal também não têm essência própria. enquanto que as partes são apenas fruto de um péssimo ver ou enxergar. Por isso que o Universo científico. totalmente reconstruído. nem material nem anímica. moléculas. alcança-se esse mesmo e grande Todo. O resto. em termos de conhecimento indireto e indiretíssimo. enxergar e reconhecer são apenas dados particulares reconstruídos. é complementado por tudo o que o raciocínio-inferência implica. depois. que já é nome e forma. enganador. todas as folhas e todos os frutos. E nesse aparecer. o que há para inferir. Mas o TODO corporal não tem essência própria. partes do tronco. pode ser um grande engodo. são apenas enfoques mal definidos e geralmente pensados. porque. átomos elétrons etc. sem qualquer dúvida. suas células. galhos etc. tudo isso só se faz presente para um modo de pensar. O corpo e seus órgãos escondidos. O Todo e suas partes constituintes permanentes são uma mentira. pelo menos se faz presente aos cinco sentidos e à mente ego-personificada. É somente a essência própria ou a substância falsamente material. nem energética nem anímica. o capcioso enxergar ao telescópio. ou até mesmo falsamente anímica. a que desculpa e parece fundamentar um TODO. como as raízes. ou são um conhecer indiretíssimo. Aliás. isso a própria física quântico-ondulatória já corroborou. mesmo assim. só aparecem depois de serem pressupostos e depois de se fazer alguma coisa de modo intencional. mas o resto. egoalma relativa. (no qual cabem só a miragem e o símbolo). célula. constituído de hipotéticas partes. e que. nem material. São apenas nomes e formas acrescentados ao TODO corporal. Sem essência própria. podem ser uma falácia. ao invés de um grande Todo. mais autêntico é o do Todo corporal. reconhecer e atuar. isto que não estou levando em conta a distância ou o muito longe. tipo átomo. 96 . os aparelhos afins e o conhecimento indiretíssimo aí implícitos. Caro amigo.

jamais (re)conhecemos o Todo Corporal simultaneamente. Mas a execução do ato propositado não é que exteriorizará cérebro. Contudo. pâncreas. fígados. No primeiro enfoque (o da humanidade) prevalece o conhecimento indireto e no segundo. Este faz parte do campo de consciência da humanidade e não só da ciência. Mas o que aparece de modo mais clamoroso é sempre o todo corporal e não a célula. Estes sinais e sintomas (“órgãos” ou péssimo mal pensar. os materializará objetivamente. A presença objetivada e reconhecível do suposto cérebro objetivado. estômago. fígado. Portanto tal Todo é mais plausível e não real. E estas “pretensas presenças orgânicas” da tradição milenar são bem mais plausíveis que “certos órgãos” e as células descritas pela ciência moderna e pela medicina. pode-se denunciar e alertar que: Ou o pretenso todo corporal nega as partes. órgãos. não se pode negar que os assim ditos órgãos internos de um corpo morto também fazem parte da tradição milenar. depois de agir propositadamente. Aparecem ou estão presentes no fundo mental de qualquer um ou no Campo de Consciência Sensorial da Humanidade. Repetindo. Diante dessa colocação. Sim eles são um conjunto de elementos próprios da memória-raciocínio-imaginação. intestinos. do reconhecimento de sensações e emoções agradáveis e desagradáveis. estômagos. O primeiro enfoque mente um pouco menos que o segundo. Todavia. mal sentir e atuar perverso) são somente sinais inferenciais. das pretensas entranhas só ocorre se for executado o ato intencional. como o cérebro. ou. Apenas consubstanciará o vazio-pleno. só (re)conhecemos pretensos órgãos. os densificará. rins etc. o do enfoque científico prevalece o conhecimento indiretíssimo. supostas células isoladas. principalmente suas células – e também os órgãos do corpo (partes) – ou suas fantasmagóricas células negam o todo corporal. pulmões preexistentes e escondidos. no domínio da medicina geralmente só se fazem externamente presentes como SINAIS INFERENCIAIS e SINTOMAS. então. 97 . todos os supostos órgãos e aspectos invisíveis ou escondidos do corpo. o esôfago. as formas-nomes pensados. Ou reconhecemos uma coisa ou reconhecemos outra. forjador de lorotas. tecidos.. com suas hipotéticas partes e com suas pretensas células e átomos constituintes e isolados. duodeno. corações. intestinos. só podemos (re)conhecer ou partes fragmentadas do corpo.Com relação ao corpo vivo.

a suposta presença factual (e inegável) dos órgãos internos. sem ainda câncer ou com pretenso câncer objetivado. e isso se permuta num sinal inferencial para o médico.) se transforma em órgãos. Um pretenso câncer escondido no cérebro. fígado cancerosos) é apenas a densificação. apalpações. o que são esses órgãos internos e escondidos de um corpo doente e que só a medicina conhece e traz à tona. cintilografias. Geralmente seriam duas coisas completamente diferentes entre si. eles simplesmente não existem. nos intestinos. fígado. Em verdade tal hipotético e terrível câncer é fruto de um mal pensar. possibilidades. suas naturezas científicas e modos distintos de agir contradizem o próprio Todo corporal. e o que vem a ser o transplante de órgãos impingido à força? Ou se objetiva de modo superposto um pretenso Todo (que é só parte. Em verdade tal “coisa” objetivada (cérebro. amigo. e que induziu a que se trouxesse à 98 . no pâncreas. aparência). biópsias. E se o contradizem. graças à execução de seu ato intencional. ecografias. tomografias. E a propósito. é apenas um sinal-dor. fígado etc. suas pretensas funções. intestino. eu tenho que ter”)… Depois. Esse lugar-Todo e lugar-parte são duas coisas distintas. nos rins. Todo e Parte ao mesmo tempo não coexistem. o sinal inferencial que o médico pensante capta ou recebe. extrojeta e depois as reconhece como se fossem órgãos internos. propriedades e qualidades desses assim chamados órgãos escondidos e invisíveis do corpo também não estariam negando o Todo Corporal? Sim. intestino etc. um enfraquecimento do paciente e um mal estar forte ou fraco. aliás. Como. toques. raios x. cirurgias etc. “profissional” (anamneses. de fato não existem porque estão na total dependência do Todo e do próprio observador que se mete a analisar. ou se objetiva de maneira superposta apenas uma parte (que é um Todo aparente). Um mesmo e pretenso espaço-lugar ocupado pelo Todo (corpo) e pela parte (célula) é impossível.ligadas a “coisas” que o pensamento forja. a materialização de um pensamento ou de um sinal inferencial dedutor. exteriorizados. exames corporais. opinar. que resulta em mal sentir e em mal agir por parte do paciente (“Eu tenho. ressonâncias magnéticas. pois além de tais órgãos invisíveis serem contraditórios entre si. a esmiuçar esse Todo e se mete a falar. Por conseguinte.

como é o caso do enfoque microscópico e astronômico. qual deles que mente mais? E qual o mais perigoso? Naturalmente o conhecimento indiretíssimo. negativas. Por isso que as conclusões ou o conhecimento que aqui se alcança sequer é indireto. Tal enxergar 99 . mas há um enxergar que se faz através de artimanhas laboratoriais e por meio de microscópios. o hipotético aspecto cancerígeno desse mesmo tumor é sempre constatado por um conhecimento indiretíssimo. que é um ver ao microscópio. tanto mais falsa ou puramente pensada ela será. com ou sem câncer. Tanto o enxergar em pretensos níveis microscópicos quanto o enxergar em nível astronômico (um valendo-se do microscópio e o outro do telescópio) não são Ver-Sentir-Saber-Intuir (ou Conhecimento Direto). as tomografias. lentes e outras parafernálias mais. As assim chamadas células corporais não são constatadas pelos tradicionais cinco sentidos comuns. pois além do inegável aspecto de tumor visível. E como já disse. desta apreensão terão que participar os cinco sentidos. mais a mente ego-personificada.tona o escondido. ou que as biópsias. E finalmente a pretensa descoberta negativa ou câncer. ecografias. mais plausível e factível ela será. os Rx. é fruto de um conhecimento indireto e indiretíssimo do próprio médico e da escola da qual ele retirou essa péssima maneira de pensar. constatado por um conhecimento indireto. Quanto menos sentidos participarem da constatação de algo. imagina quantas falsas verdades ou mentiras tanto a microbiologia quanto a astronomia ultimamente vêm nos obsequiando! Sim. as pressupostas palpações tumorais. ela tem que estar ligada a uma apreensão sensorial íntegra ou completa. mas sim indiretíssimo. Portanto aqui sequer é o olho que vê diretamente. Só que isso nada tem a ver com o REAL. para uma sensação pensada e reconhecível ter alguma validade plausível. Amigo. conhecer. constatadas por um enxergar especialíssimo e capcioso. Só que este último resultado alcançado (câncer) é agora muito mais deletério e mortífero que a pretensa investigação-prova. mas são apenas ardis e abusos do pensamento. Somente são apreendidas. as auscultas nefastas etc. Quanto mais sentidos relativos do homem participarem na constatação e percepção de qualquer objetividade sempre reconstruída (porque superposta). atuar e reconhecer. E mais. Mas dentre os dois tipos de falsos conhecimentos.

tudo aí convergindo. pensante e sofredora. São estes mal pensar e mal atuar os que 100 . algodão etc. e que sempre rouba vitalidade do SentirVer. então. tanto objetivamente. a persona ego-psíquica. só depois de começar a sentir-se mal ou a sofrer. Mas este mal sentir geralmente é decorrente de um prévio mal pensar (pensamento angustiante e auto-agressivo). E desse modo. Ou seja. Com relação aos órgãos internos ou vísceras supostamente escondidas é preciso que se faça sempre alguma coisa de modo proposital para que elas venham à tona. com lençóis. que o levará a deparar-se objetivamente com aquilo que havia suspeitado e engendrado previamente. que as vísceras se objetivam e aparecem na medida em que se pensa nelas ou se infere algo a seu respeito. com sedativos. se “materializou” e ficou “provado”. lençóis etc. Só eliminando a presença do todo corporal. narcóticos. Mas tal ato apenas objetivará. Graças a essas artimanhas.microscópico e telescópico é tão somente um modo sutilíssimo de pensar. próprio da inferência. o qual conforme for. gazes. Seus auxiliares de cirurgia obviamente pensarão como ele e atuarão como ele quer. como subjetivamente. analgésicos). Desse Todo só sobra o pretenso “campo cirúrgico exposto”. ele conseguirá executar intencionalmente aquele ato especialíssimo. canceroso. aperceba-te desta curiosidade. desaparece. materializará algo que foi pressuposto e extrojetado abstratamente e depois se densificou. Num ato cirúrgico. o pretenso órgão interno. o Todo ou o Corpo-Persona-Objetivado tem que ser escondido. ulcerado. (diagnóstico positivo ou negativo) será corrigido ou senão extirpado. tal ato não trará à superfície pretensos órgãos e vísceras supostamente escondidos. órgão enfermo e escondido torna-se presente. densificará. panos. é que o cirurgião conseguirá praticar a sua magia. graças à sua própria maneira de pensar.. e inclusive de um péssimo agir posterior.) como em termos subjetivos (sedativos. é bom que saiba. anestésicos etc. Um doente torna-se cônscio de que tem um pretenso estômago doente. E se se faz intencionalmente alguma coisa. meu caro amigo. Amigo. tanto em termos objetivos (panos. como acontece com o ato cirúrgico e com a malfadada necropsia. do Intuir-Entender Humanos e principalmente rouba energia do Ato Puro feito Homem. Mas voltando à parte celular pretensamente inserida ou incluída no Todo.

sua memória-raciocínio-imaginação. Estes primeiros passos equivalerão à pretensa observação despreconcebida do fenômeno científico e à elaboração da hipótese. a partir dos quais deduzirá um diagnóstico presumível e um atuar corretivo ou até mesmo catastrófico. quando todas as distorções prévias do paciente (seu mal pensar. pretensamente materialista. O médico pensa para com seus botões: “Acredito que ele tem tal coisa. daí só poderão saltar fora cérebros idiotas e idiotizados. consequentemente vou fazer algo para ver se é ou não verdade. Daí o grande perigo que a maneira médico-científica de pensar e atuar tem. nem sempre bons. Nada na Vida tem aquele valor definitivo que a ciência diz ter. Este falso perceber ou sentir dolorido. quando nada nem ninguém pode “ter algo”. e que é a de sempre explicar o que o paciente tem. por um deus barbicha ou pelo deus acaso da Ciência. nada foi criado. NEM INSTANTANEIDADE ABSOLUTA Como se acabou de ver. nada permanece. NEM CESSAÇÃO. seu mal sentir ou dor) mais o raciocínio capcioso e atuar nem sempre feliz do médico convergirem. escondido. NEM ORIGEM. E a prova médica ou até mesmo científica às vezes é apenas uma questão de empurrar e impor suposições. materializados” Portanto. nem a duração ou permanência. mas o médico pensante traduzirá tudo isso como sinais inferenciais. A seguir entra a indução experimental. “provando o ele que diz”. deformado. o enfermo o traduzirá como sinais e sintomas. nada tem essência própria anímica e atômico-material. Aqui só há deduções nem sempre louváveis. pareceres. pois nada dura. nem a cessação ou o fim de algo são verdadeiros e intrínsecos ao dado reconstruído ou ao mundo em que pisas.” E ao atuar propositadamente todas as mentiras pensadas e imaginadas saltarão fora e se concretizarão. agora “concretizados. vísceras ulceradas.redundam num perceber distorcido ou num tornar-se cônscio disto ou daquilo (conhecimento indireto).. Em termos 101 . estômagos cancerosos. e todas as demais calamidades de uma medicina objetiva. NEM PERMANÊNCIA. nem a origem.

102 . Só que aqui o dado eternamente presente. meio e fim. já apareceu permanente.absolutamente válidos a origem. como parece acontecer com certos dados mundanos. são conflitantes ou se opõem entre si. se transformaria em algo que termina eternamente. os dados do conhecimento comum e do conhecimento científico estão impregnados de contradições. Entrementes. a duração e a cessação não definem coisa alguma. Cada uma dessas características (ou origem ou duração ou fim) tampouco poderia interferir ou manifestar-se de modo sucessivo. ser. uma mistura de algo presente se anulando. sem se anular. Para escapar desses paradoxos. E mais. no tempo de sua superposição. admitamos que só muito mais tarde tal objeto deixará de existir. são inerentes ao fenômeno físico dito científico. de repente e sem se saber como. Tal coisa teria então uma origem ou um começo que dura de modo inalterado. o pretenso começo e o meio se confundiriam. Esses pretensos começo. porque essas três maneiras. Impossível seria então passar para uma fase intermediária de duração também permanente. Se se admitissem tais características como inegavelmente válidas. isso é contradição pura. sincronismo) nem de modo sucessivo. numa mesma coisa ou num mesmo objeto. meio e fim ou essas três supostas maneiras de ser não podem interferir ao mesmo tempo numa mesma coisa ou ser. E se um ser ou uma coisa termina de fato. não que seja assim. alguns poderiam alegar que a origem. se uma coisa começa de fato. a duração e o fim são intrínsecos ao fato em si. essas três pretensas características não podem ser aplicadas a nada. Ou seja. Mas se tal acontecesse. mas só parece acontecer. nem de modo simultâneo (tudo acontecer ao mesmo tempo. Aliás. os quais em verdade não acontecem como tais. ele então simplesmente não teve qualquer começo nem duração intermediária. depois não poderá ter qualquer duração intermediária e tampouco um fim. em sua própria natureza. Não se desligaria nunca de seu começo eterno. pois tudo parece estar envolvido por um começo. porque isso equivaleria a admitir que a coisa ou o ser. ou senão à qualquer objetividade reconhecível. acabaríamos nos deparando com inúmeras anomalias e contradições. Por exemplo e repetindo.

ou seu antípoda. e que diz respeito à objetividade reconstruída (ou “samskrta”. numa duração eterna e numa anulação eterna. meu caro amigo. ou quem sabe elas se fazem presentes por si mesmas? Neste último caso. digamos? Que trapaça epístemopsicológica é essa que encobre o EXISTIR em Si para que num vir-a- 103 . concebe começo. só raciocinando. como geralmente acontece. por sua vez. segundo o budismo). o começo. supostamente situados por sobre do Aqui e Agora. meio e fim. Aqui e Agora.E como tudo é interdependência. mormente se numa coisa reconstruída ou num ser objetivado tal começo. é o caso de voltar a perguntar: Essa espécie de coisas e seres. meio e fim dependem da pessoa pensante e esta. meio e fim se apresentam um atrás dos outros ou de modo sucessivo?” Mas aqui. pois o começo. a falsa religiosidade dualista. ainda jura que elas são verdadeiras. E se as coisas são concebidas e engendradas pela mente. que ego é esse que assim as concebe? Por outro lado. o meio e o fim de uma coisa ou de um ser reconhecíveis foram adquirindo um forte cunho de veracidade ao longo do tempo. além de conceber tais lorotas. e este é só pensamento e não existe em si. “quem é esse (ego) em mim que. O que aparece numa interdependência só pode fazer-se presente num vir-a-ser. e depois aparecem ou vem-a-ser de repente. “prova” e impõe lorotas. num pretenso antes (ou num suposto “à priori”) elas são inexistentes. é exatamente o que se levanta quando um homem inteligente se pergunta: “Quem é esse (ego) em mim que.” Ou senão também. e depois são reconhecidas externamente. não Existiria já Algo mais válido também se renovando. Um dilema muito mais sério. em sua própria condição natural. se válido for. mas os frutos do materialismo nunca podem aparecer num começo eterno. quando algo visto em profundidade não tem essas características. porém. só que esta última fala. a interdependência entre pessoa pensante e objeto pensado. num vir-a-ser sem duração? E mais. tal interdependência deixa de prevalecer. são ou não são presenças? Ou quem sabe. depende deles. convenientemente inventadas? Sim. pensa. para vingue somente um materialismo absolutista. elas só vêm-a-ser porque por trás têm as idéias. as concepções mentais.

não dura nem termina” (sinônimos do Absoluto). parece refazer tudo? O trapaceiro psíquico (ego) acaba mesmo extrojetando todas essas fantasmagorias feitas seu objeto de reconhecimento. não existiria o “Não-Feito”. Amigo. Se essa é a verdade. mais a falsa consciência bipolar. “O que não começa. Se assim for. o “Não-Pensado”. ou até mesmo tal aparência prevaleça num mundo-palco permanente que parece se desdobrar?… Amigo. E se tais antes. e muito depois resultem também na memória-raciocínio-imaginação. um Deus Vivo em Manifestação. não Existem nem como Autonatureza nem aparecem superpostos numa natureza refeita e cotidiana. não existiria “O que não vem-a-ser“.ser prevaleça o aparente. pois. durante e depois (tempo-pensamento) tivessem algum valor. um antes e um depois. digamos que Aqui e Agora uma Coisa ou um Ser já Existem em sua forma e condição naturais (Autonatureza).. Em suma não Existiria um Isto-Sentir Primevo. só para ele plausivelmente apropriar-se delas ou senão para rechaçá-las? Mas que pantomima é essa? Grosso modo. se o Existir Natural absolutamente válido. o que é isso (ego-pensamento) – ou quem é esse ego – que. digamos que tal Isto-Sentir Primevo. de outro. e por quê? Por outro lado. Isto é. o antes. Pois. o durante e o depois se confundiriam 104 . sincrônicos. fossem simultâneos. são ineficácias completas e representam apenas a intromissão da memória-raciocínio-imaginação. o “Não-Forjado”. a partir de “ressonâncias” e “caducidades”. Pecando com as palavras e inventando histórias. seus reflexos ou ressonâncias ainda se girem provavelmente sobre si mesmos e acabem constituindo os ardilosos ego-desejo-Ignorância. eles seriam a própria vida inquestionável. além de já ser em si. pois. mais o ego-pensamento. voltar – não a Existir – mas simplesmente a aparecer. Dito de outra maneira. como essa Coisa ou esse Ser podem.. objetiva e separadamente para alguém mais (ego). digamos também que tais coisas e seres não Existem em absoluto. próprios do tempopensamento. de um lado. finalmente. Aqui e Agora não Existiria o Absoluto indescritível. Só que isso é contradição e é um absurdo. e o refazer da memória-raciocínio-imaginação. (Por causa dessa sugestão. A intromissão desses antes e depois não tem qualquer influência nem tem qualquer valor absoluto. parece reconstruir. Nagarjuna certamente me condenaria). Se o antes e o depois tivessem algum valor.

por causa dele. não poderia levantar-se (e não-levantar-se) do segundo momento em diante. E se em termos de pensamento discursivo nada se atribui ao ego. ele (ego) perderia seu valor. Mas grosso modo. (Cuidado. E esse atuar nefasto da Lei da Geração Condicionada sempre é posto em funcionamento pela Ignorância-ego-Desejo primordial (mãe do tempo). Isto é. e enganador objeto pensado. por sua vez ficará sujeita à Lei do Carma. Mas se tal “confusão” de fato vingasse sequer a própria Vida Aqui e Agora poderia prevalecer. retorna a ser ou “a aparecer”. todo fruto da Lei da Geração Condicionada sempre resulta em interdependências ou em bipolaridade sobreposta. sempre que se intrometer um falso ente ego-pensante. Primeiro porque a Lei da Geração Condicionada nunca é cega e casual. forçosamente. do segundo momento em diante (ou ignorância primeva). não há lei do Carma regendo e 105 . vejamos então por quê. meio e fim. intrometendo-se. nem desonestidade e capacidade de distorcer. sim. Ora. nem honestidade. mas de um modo completamente cego e casual – como a ciência tanto gosta – sem que por trás da atuação de tal Lei houvesse uma ignorânciaego-pensamento a acioná-la e a fundamentá-la. mas agora transformado num ego-pessoa e num objeto pensado. em falsa pessoa ego-pensante. Ficaria igual a zero e simplesmente deixaria de aparecer ou deixaria de intrometer-se. depois só passariam a prevalecer os mecanismos de uma Geração Condicionada. o ego-tempo parece prevalecer. tal Lei já estará agindo. (“Sou eu-ego que te vejo. “atraso”. que rege as pessoas. O mesmo acontece com a Lei da Interdependência. e alertar que. eficácia e autenticidade. enganador e salteador. Segundo. depois sequer se poderia denunciar o ego-pensamento. E na ausência da intromissão do ego. a modo dizer. “Isto-Sentir-Verdade” – já sendo – depois. superpostos e reconhecíveis. ladrão. Todavia.com o Aqui e Agora. te faço). do outro. Com tal “confusão” (temporalidade e Intemporalidade). e vendo-te me vejo. Tampouco pareceria vingar a enganadora defasagem temporal ou a vida cotidiana com seu vir-a-ser. Sequer se caracterizaria como engano. e com ele um falso objeto pensado (tempo). as coisas não são bem assim. aqui. de um lado. A falsa pessoa ego-pensante. só e aparentemente. Logicamente falando. o ego. ou ainda a vida cientificamente cotidiana com seu começo. “defasagem” ou simplesmente como tempo. e vendo-me.

Entrementes. é Algo que não dura (tempo) e é não-impermanente 106 . O Ponto-Instante. defendendo o absolutismo da Instantaneidade. são só instantâneas. conseqüências ou em resposta cármica. E a propósito Instantaneidade pensada – e que nada tem a ver com a Instantaneidade impensável do Aqui e Agora – os Vaibhasikas e os Sautrantikas. portanto. roubando vitalidade. Toda estruturação absolutamente Real e que fosse montada sobre a instantaneidade pensada também acabaria entrando em contradição e em colapso. E se um antes e um depois não prevalecessem nem num fazde-conta. em termos de aparências e acréscimos temporais. já que o ego. por sua vez. teve que ter um começo. estou fazendo. que as coisas e seres são temporais. aliás. pois. nem de modo discursivo. também é uma conseqüência da Lei da Geração Condicionada e Lei da Interdependência. mas cuidado não se diga também que. todo dado pensado e reconhecível tem um fim. Este Carma. Não se diga. a modo de dizer e sempre (mal) pensando. se assim a Condição Primordial pudesse ser chamada. de modo absoluto. nunca poderiam prevalecer um antes. E se tem um fim. pois. Esse tipo de instantaneidade absoluta. resulta em Carma.regulando as pessoas. Ou seja ainda. a instantaneidade por esse lado. em termos de higiene e simplificação mental. não teria por que decair. E mais. como. finalmente. contudo. não pode ser aceita porque equivaleria a algo unitário que. a duração e a decadência – ou as quatro condições e forças funcionais – operavam numa mesma coisa de modo instantâneo. um durante e um depois. como minha própria exposição em momentos parece sugerir. e isso resultará em efeitos. Encarando. (escolas budistas antigas da corrente Mahayana). de que maneira alguém (ego) depois. um meio termo e o resto também. sustentavam que a origem. poderia jurar que as coisas se originam. sempre raciocinando. (“Todo bem ou mal que aos outros fizeres. sempre tentará agir propositadamente. para ti mesmo os estarás fazendo”). o que há é ego-carma. percebe-se que nada é só e sempre realmente momentâneo. se tudo fosse só instantaneidade absoluta. decaem e morrem? Graças a esses mentirosos e enganadores “antes” e “depois” torna-se inclusive possível aplicar uma Lógica Extremada e Autofágica. a maneira proposital de atuar dessa falsa pessoa pensante. meu caro amigo. a alteração. que é uma Lei reguladora. duram.

E este sinal nunca consegue revestir um “Isto Real”. o qual. É o que é. A origem. todos nós fomos levados a crer que os objetos ditos externos – em verdade pensados – possuem uma essência própria tipo matéria. não pode possuir uma essência própria ou uma natureza atômica que os entendidos em ciência gostariam que possuísse. Não há coisas e seres reais que duram ou senão que são instantâneos. A cessação natural e espontânea também são a própria pessoa-ego-pensante e a coisa pensada. mas quem sabe só haja um aparecer ou um originar-se superposto.(suposta Instantaneidade). mas há apenas uma interdependência momentânea. a nada se pode dizer que começa. a cessação e a própria Instantaneidade não são características ou qualidades das coisas. portanto. objetivadas e reconhecíveis. NEM ÁTOMO NEM MATÉRIA Ai amigo. Se fossem. 107 . em verdade até mesmo não dura. que é sempre outro. Portanto. nada permanece para possuir ou não possuir uma natureza ultramicroscópica constituída de bolinhas atômicas. A coisa refeita e superposta já é impermanência em si! Não há coisas que cessam. senão dura quando e como quer. isso tudo se confundiria com a própria coisa. porquanto eles em seus aspectos últimos (núcleons e elétrons) constituiriam o reduto definitivo da matéria objetiva e reconhecível. de uma forjação sutil do discurso lógico interior e que se transforma em sinal inferencial próprio de uma extrojeção intelectual. em termos absolutos. ou senão possuem uma pasta material própria e inegável. não haveria uma coisa que se origina. daí porque. Os tijolos ou corpúsculos últimos dessa pasta ou matéria seriam muito importantes. Não há algo cuja característica é a impermanência. Nada dura. a duração. que dura e que termina. Só que essa pretensa entidade última da matéria ou o átomo – sempre dependente do observador pensante – em verdade não passa de uma mera representação mental.

a observação pensante-pensada e a pretensa percepção já são iguais ao próprio átomo dito externo. é só pensamento. as formas. nós. o átomo. E a parte estaria representada pelo átomo enganador. onde. A mente mal pensante parte de um imediatismo empírico (o viver cotidiano). eventualmente composta de partículas últimas e indivisíveis 108 . ou seja no átomo enganador. com suas deduções e induções. os odores. pela descrição matemática e pelas forjações ou pretensas provas – acaba. ou há uma falsa objetividade em interdependência com o observador. aparelhos sofisticados e o mal pensar é que participam de sua pressuposta observação e percepção. livre de explicações e emendas. De fato. a resistência. um raciocínio bem estruturado – reforçado pela execução do ato intencional. E se são iguais. Como já deves saber. algo mal pensado e pior sentido.Como já se salientou. os sons. e sequer já transformada num poço infinito de micro fantasmagorias. e pula para os mecanismos inferenciais. bem ou mal. por causa da suposta resistência e impenetrabilidade dos elementos concretos de nosso meio ambiente. as lisuras ou asperezas. resultando naquilo que se buscava. Mas logo depois desse sentir quase descompromissado. só e sempre inferido. E aqui. meu caro amigo. O átomo então é muito mais pensado do que a assim mal chamada matéria externa bruta. aparente. sempre se chega à ideação ou à representação mental do átomo por uma extrapolação pensada ou por uma extensão mental. com uma essência própria que tem de ser ou anímica (própria da alma) ou tem que ser atômica. começamos a abusar do discurso interior ou do pensamento e concluímos que tais coisas e seres só podem ser materiais. Nesta pantomima toda há apenas uma pessoa pensante e um micro objeto pensado. sentimos as cores. ou nossas submissões às coisas e seres externos. ou matéria newtoniana. um Todo exteriorizado estaria representado pela pretensa pasta material – que em verdade é só algo que nos suposta e nos resiste. inclusive somos levados a presumir pela existência da pasta material. sempre mal sentido sabido. Da observação e constatação do Todo participariam os cinco sentidos mais a mente ego-personificada. ou senão sofremos suas maneiras de ser e agressões nem sempre fundamentadas. sem muito pensar e até certo limite. Mas da constatação do pretenso átomo (parte) só os olhos. Sutilizando nossas especulações. finalmente. já mentalmente egopersonificados. superposto.

E por um passe de mágica ou por um abracadabra especial. até se alcançar um infinito de absurdos. Ou também vai densificar. e não só a algo que os próprios átomos encerrariam em seu 109 . ou parece ir além da comunhão ou do simples Conhecimento Direto. Os efeitos nocivos e até mesmo neutros ou positivos daquilo que chamamos átomo podem estar ligados às mais diferentes causas e condições.. moleculares e atômicos. convém salientar que tudo o que Aqui e Agora parece extrapolar o simples Isto-Sentir-Ser. materializar o fruto do meu pensamento. que eu (ego) quero que esteja diante ou fora de mim. é bom que comeces a suspeitar que a suposta causaátomo. de pressuposições e contradições. E assim. já que Isto-Sentir nada tem a ver com isso. a assim dita objetividade. como é o caso das provas e explicações moleculares e atômicas da suposta pasta material. próprias de um observar viciado e de hipóteses estapafúrdias. constitutivas das coisas materiais. num perfeito faz-de-conta de recuos encadeados e intermináveis. quando elas-eles não são nem partículas últimas nem primeiras de coisa alguma. no caso. e só pode ser induzido a que se superponha e apareça objetivamente graças à execução do ato proposital. nunca foi a causa última e primeira dos objetos densificados ou pretensamente materiais do teu meio ambiente. Amigo. Mas tal pretensa causa é apenas o resultado de um regredir intelectual. Por outro lado. Seriam também deduções esdrúxulas. isso só pode ser mentalmente forjado ou deduzido pelo mal pensar. o qual recua para outra causa e esta recua para outras causas e efeitos mais. decisões. O testemunho disso e as pretensas provas aí alcançadas são próprias do conhecimento indireto e do conhecimento indiretíssimo.(átomos). o qual vai transformar em objeto o que eu (ego) penso ou pensei. Depois inventamos que as propriedades da matéria são decorrentes da combinação destas pretensas partículas últimas ou de seus elétrons. A física quântica e ondulatória já sabe disso. Todos esses fatores epístemo-psicológicos desencadeiam o ato intencional. minhas fantasmagorias se objetivam. subníveis objetivos como os níveis celulares. ligada a um efeito aparente. as quais não significam grande coisa. Por causa desse recuo intelectual. intenções. ligados a essas imagens mentais caducas ou atrasadas. mal pensando. seriam somente imagens mentais implantadas. vai se regredindo cada vez mais. Seriam discursos do pensamento. além de serem induções.

Mas o que arquiteta todas essas futuras condutas é exatamente o pensamento humano. Vamos transformar isso em fato ou em prova. alguém. E mais. (E = mC²). E não é exatamente isso que a Lei de Einstein sugere ou prova?. e até mesmo criminosas. depois tem que se deduzir graças ao pensamento discursivo e tem que se induzir graças ao cumprimento do ato intencional. o caminho da bomba atômica criminosa e deletéria estava aberto. não é nada daquilo que Einstein equacionou e os homens pensantes corromperam e degradaram… A pretensa objetivação do átomo e suas qualidades e propriedades obedece aos mecanismos da Lei da Geração Condicionada. não havendo nada em contrário. disse Enrico Fermi. se executa o 110 . inabordável… A primordial Prana-Shakti-Isto ou a verdadeira vitalidade cósmica. se de fato assim tudo aconteceu. Pode-se imaginar como a ânsia de prestígio e fama. tem que segurar os arreios da ciência (ou cientistas) sob pena de ela conseguir terminar até mesmo com uma Autonatureza. luz etc. lucubrado.(energia bruta. e principalmente da voracidade do intelecto que sempre desencadeia o ato criminoso e desastrado. amigo. quando em verdade a caro custo ele aparece de maneira superposta. da corrupção do Entendimento (SaberSentir-Intuir). E dito feito. se objetiva.“íntimo mais recôndito” . “Isto sendo em pensamento (átomo e energia). gama. Os efeitos prejudiciais do átomo talvez sejam decorrentes da degradação do Sentir humano. pretensamente corroborando ou provando que o átomo tinha que existir. E foram exatamente essas inferências e deduções descabidas. raios alfa. como os seus efeitos nefastos. urgentemente. Um bilionésimo de grama da hipotética matéria vezes a velocidade da luz ao quadrado liberaria um bocado de energia. dentro da qual a energia atômica e científica degradada poderia caber. Tal microfantasma é sempre primeiramente pensado. Ora. e a ganância de certos cientistas devem ter-se incrementado quando Einstein forjou sua famosa lei de que a Energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. beta. se densifica se para tal. calor. o qual é sempre um salteador do Entendimento e Sentimentos. A lamentável execução intencional do ato “concretiza diabolicamente” tanto os falsos átomos. radioatividade. se materializa. além de ser um ladrão de Atos. remoído. as que exigiram que o ato personificado se cumprisse. aquilo se sobrepõe. aparece.) Tudo o que se infere a respeito do átomo.

atualmente a Ciência e a Atomística. criado pela acaso ou por um deus capenga. átomo com estas ou aquelas propriedades e possibilidades destrutivas. e de modo indireto os grandes objetos (ou Todo). porque para tal nada foi pensado nem nada foi feito. para não dizer maldosa e criminosa. caro amigo.ato intencional ou se faz alguma coisa a respeito.” Por outro lado. Isto não sendo pensado. ainda existiriam mais de 250 constituintes intranucleares que seriam subpartículas do átomo outrora compacto (átomo = indivisível) E isso apenas nos sugeriria o quanto a ignorância-ego-desejo humano é tremendamente insaciável. Finalmente. a execução do ato intencional induz a que o sinal se transforme em pretenso átomo real. O SER ou Deus Vivo nunca soube dessa merda chamada átomo. ironia das ironias. O mesmo ego-pensamento ou mente viciada depois extrojeta essa forjação sob o aspecto de sinal inferencial.. Quem em verdade enjambra os átomos são os pensamentos estruturantes do homem mal pensante. porque lhe convém. e tampouco com a impossibilidade de com o átomo comungar. os meios de comunicação nunca programaram e condicionaram tanto os seres humanos aos horrores da fissão ou fusão atômica como nas últimas décadas. passa-se a deduzir bobagens a partir desses mesmos sinais inferenciais previamente pensados. Todavia. contínuo. ainda não cansadas de brincar com micromicrofantasmagorias objetivadas. além de alegar que tais objetos estariam constituídos por um número quase infinito de pretensos átomos. graças aos pensamentos discursivos. quem engendra e reconstrói tanto a parte (átomo) quanto o pretenso Todo (reconhecível) é a própria ignorância-egopensamento em todos nós. 111 . Daqui por diante. – e ainda não cansadas de ludibriar os que querem ser ludibriados – até conseguiram “provar” que o limite último da matéria não é mais o átomo em si.. Diz-se que são os órgãos sensoriais os que conseguem captar os componentes últimos da pretensa matéria e diz-se também que é o cérebro quem se torna cônscio de tal mentira. quando nem órgãos nem cérebro têm a capacidade de conscientizar algo. Além dessa enganadora e falsa realidade “indivisível” (átomo). E. permanente. nada aparece. O ego-pensamento em todos nós não se conforma com a impossibilidade de Conhecer o ISTO-(átomo?) imediato. E é sempre o ego quem diz conhecer (de modo indiretíssimo) o pretenso átomo (ou parte).

ego. a vida. Convém não esquecer também que nada na Autonatureza e até mesmo na natureza refeita pelo pensamento humano dura mais de um momento para manter inalterada sua estrutura intrínseca. a coisa etc. te faço. ó porcaria de átomo. nem o deus-persona ou Ele das religiões. quando em verdade só reconhece remotos sinais. Nada nem ninguém criou esse dito átomo externo na natureza cotidiana ou até mesmo na natureza científica. Tudo o que dura. não mais como gente mas como uma montanha de átomo. diz a Lei da Interdependência: Sou eu. os cristais. nucleônica. aqui. o mundo e um infinito inflacionário de bobagens e complicações. Mas ainda a propósito dessa droga de átomo. Tais pretensos e fantasmagóricos átomos são sempre testemunhados por um conhecimento indiretíssimo. fica estático ou eternamente congelado nos pretensos espaços e tempos. pretensamente atômica. os germes. e vendo-te. molecular etc. E. sempre considerou a Vida em termos dualistas. meu caro amigo convém que se ressalte outra vez que ele sempre depende do observador pensante.. eletrônica. como o observador pensante também não é. porquanto o fantasmagórico átomo nada informa por si mesmo. Tudo o que se diz ou o que se pretende descobrir a respeito do átomo é só e sempre fruto do pensamento humano. Por outro lado. De modo aproximado. ó átomo de merda. não existem nem espaço nem tempo para que constituam um recipiente ou um receptáculo onde tal átomo se insira e depois se combine com outros átomos mais e forme moléculas. seus próprios engendramentos. formaria então as moléculas. por ser fruto da especulação pensante. o átomo não é absolutamente nada. Ou seja. portanto são pensamento puro. sequer por um conhecimento indireto do povo em geral. esses sistemas sempre quiseram alcançar e aprisionar a pretensa partícula última. O átomo está na total dependência de quem o encara e diz estar enxergando-o. apareceu então a partícula final da matéria. E esse hipotético “algo atômico”. Além disso. ao se combinar. me vejo feito uma montanha-corpo de átomos e vendo-me lá. que é exatamente o que eu chamo de “escambau” (ou que o diabo te carregue). macromoléculas. ou seu próprio plantio. porquanto. as células. . indivisível. 112 . e a coisa (pensada). nem o trapaceiro deus acaso dos cientistas. sujeito (pensante). lá. Portanto. – sendo que trapaceiros aí somente seriam certos cientistas mal pensantes. que te vejo.Todo sistema filosófico e científico. em si mesmo. Graças a essa ambição. incondicionada e supra-sensorial das coisas.

caro amigo. a não ser um peido mental!". enxergado e reconhecido por mim. celular. foi longe demais. penso e falo. e chegou até mesmo suplantar o aspecto sagrado do pretenso deus pessoa. molecular. Tal fusão ou “lugar diferente” não teria nada mais a ver com os pretensos átomos constituintes anteriores e tampouco equivaleria às assim chamadas moléculas da química moderna. pretenso átomo. NEM ÁTOMOS NEM MOLÉCULAS Sempre dentro da mesma temática. ao se unirem para pressupostamente formar a fantasmagórica molécula. ego. o pretenso átomo seria a parte pretensamente última e a matéria tangível e reconhecível do Todo objetivado. quero que tu sejas. eu. Tu. ego. virótica etc. Ademais. Dito de outro modo. forjado. estes livros desapareceram da circulação. dois pressupostos átomos diferentes ou até mesmo dois pressupostos espaços preenchidos por átomos diferentes passariam a ocupar “um único espaço ou terceiro lugar”. ou equivaleria a outro dado. se os hipotéticos átomos. tanto pelas coroas eletrônicas como inclusive por seus núcleos. só és pensado. além de ter-te feito. tal como eu. Desculpem a extremada irreverência. 113 . um dos quais se chamou “Transmutations Biologiques” Aliás.mesmo que tu dependas de mim e eu de ti. como informou e denunciou Louis Kevran em seus notáveis e diversos livros. então tais ultra micro objetividades ou átomos diferentes se misturariam e se fundiriam. Nesse caso. escrevo e consigo agir de modo proposital. ó átomo de merda. como se fosses uma grande verdade natural quando não és nada. por quê será?. tão falso quanto essa objetividade.. Como vimos. ter-te sobreposto a uma Autonatureza. conseguissem se abraçar e se fundir em sua totalidade. agora diferente dos dois espaços saturados anteriores. sou eu que te empurro na cabeça dos demais. implantado. façamos concessões e admitamos que os dados ultra hiper microscópicos da matéria tangível ou o nível atômico existam de fato. O prevalecimento desse outro “lugar diferente” resultaria em outra coisa.. agora. Mas a falsa objetividade atômica.

suas fusões e combinações totalmente impossíveis etc. graças a pretensos saltos eletrônicos. como costuma ensinar a Química. 114 . com outro mais pudesse formar de fato um composto ou uma molécula ou uma terceira entidade. a fim de originar a pressuposta molécula. aqui e agora. e teríamos outras partes da coroa eletrônica que não ficariam comprometidas. sua pretensa substancialidade ou essência própria. como de fato a própria Atomística acreditou provar. sua permanência. teríamos lados externos de dois ou mais átomos. a sua própria. – também denunciam sua própria inexistência primordial. portanto. As diversas contradições que o átomo encerra – já que tais contradições transformam o átomo em algo mais. seria um composto que naturalmente sempre dependerá dos reconhecimentos e das opiniões do observador pensante. Mais ou menos trapaças similares certas escolas budistas da antigüidade já denunciavam. O tal átomo indivisível e último. isóbaro etc. seu núcleo mais uma porção da coroa eletrônica externa que não foi afetada. tornar-se-ia contraditório ou passaria a ter duas naturezas. E se o pretenso átomo é um composto. também seria dual (duplo ou mais) por natureza e. covalência etc. nucleônica e inalterada. então ele é impermanente além de condicionado. supostamente original. Ou seja. e outra natureza eletrônica que se combinaria com as coroas eletrônicas de outros átomos mais para assim formar a fantasmagórica molécula química. o átomo não é absolutamente nada – tal átomo inexiste em si. o pretenso átomo. teríamos que admitir que em tal átomo (reunido a outro mais) existem partes eletrônicas afetadas e partes que não o são. Nesse caso.etc. Mesmo que não conhecessem o átomo científico. isótopo. cátion. E mais. alertavam quanto a enganadora continuidade das coisas. que se uniriam para constituir a molécula (covalência). seu engendramento posterior e sua total dependência à mente do cientista observador. tudo o que é condicionado – porquanto sem o químico e o cientista pensante. uma que se transfere para outro átomo. conforme ensina a química teórica. tipo ânion. o fantasmagórico átomo passaria a ter uma dupla natureza. além de encerrar qualidades e propriedades contraditórias.. e teríamos ainda uma segunda natureza desse mesmo átomo que subsistiria inalterada: ou seja. graças a supostas eletrovalência. E mais. além de pretensamente permanente e impermanente (contradição).E se um fantasmagórico átomo.

Por incrível que pareça.. ensina que dois átomos de hidrogênio podem se fundir e formar um átomo de hélio. Portanto. Essa seria a famosa fusão atômica. um átomo (fantasma) jamais funde seu núcleo com outro. isso também foi o que Pascal. ou até mesmo se funde e se perde completamente em qualquer outro núcleo. mas somente [algo com partes ocupadas e outras não]. [como alegam os partidários da teoria atômica. hipoteticamente representada pela bomba de hidrogênio. não seriam mais átomos indivisíveis. Para eles. e os dois juntos. a começar por Demócrito e depois Dalton]… O ÁTOMO OBJETIVADO É UMA EXTENSÃO INTELECTUAL. mesmo que no assim mal chamado plasma cósmico tenham sido encontrados núcleos anômalos e soltos. mas sim foram apenas engendrados e extrogetados pelo pensamento e ação dos especialistas em ciência. numa total dependência. portanto. eles não seriam um todo [átomo]. eles. eles só seriam uma única coisa. Mas será que 115 . Quanto a não-fusão dos núcleos.. portanto. se eles se apercebem claramente do que aconteceria se dois [elementos ou átomos] se tocassem? Se eles se tocassem por completo. E convém não esquecer que tais núcleos não existem em si e de por si. teriam partes e. os físicos e os químicos da escola científica. seriam um todo indivisível. mas só em algumas partes.. ILEGÍTIMA E GRATUITA Como deu para ver. isso é exatamente o que dizem e “provam” os atomistas. que os átomos se unam só em suas camadas eletrônicas externas. eles nunca foram “descobertos”. mas só aparecem ao observador pensante. a atomística moderna diz o contrário. Aliás. paciencioso amigo. Pelo menos. pois não há como. por isso mesmo. dizendo: “Eu gostaria de perguntar a esses que alimentam essa idéia. Ou seja. isso não é habitual. que nem núcleos atômicos poderiam ser chamados. e se não se tocassem por completo. o grande cientista e filósofo francês alertou a respeito da concepção atômica. o pretenso contato entre átomos (só e sempre pensados) faz-se apenas em certos pontos da pressuposta coroa eletrônica.

e depois pensado e extrojetado de outro modo mais. como. supostamente captadas por um enxergar previamente condicionado... como a atomística “provou que possuem”. Quando um corpo aparentemente se move. ou senão de subpartículas e demais condições. ele não é permanente nem subsiste sempre igual. Amigo. E se o átomo não tiver partes. o próprio ego-cientista também não existe em si mesmo. também pode perceber corretamente a Lua no céu. partes tornadas cônscias por um ego-intelecto vulgar. então esse pretenso dado natural nada mais terá a ver com algo indivisível. micro-micro-coisas. não pode ter partes. muito menos perceberá isso se se meter a pensar ou a pressupor. como a palavra indiviso ou átomo sugere. os 116 . Um conjunto de partes externas reconhecíveis. os citólogos. a inferir. a modo de dizer ele sempre abandona as posições anteriores graças à sua parte posterior. Esse átomo pensado é um dado condicionado. como todos os demais movimentos ou deslocamentos. e que de acordo com a Lei da Geração Condicionada tinha que resultar numa monstruosa e terrível explosão. mas são extrojeções do pensamento e que só um conhecimento indireto e indiretíssimo dizem captar. tenha engendrado para ele milhares de partes. o movimento ou o deslocamento físico do assim chamado átomo também é inconcebível. a deduzir. Isto será tratado adiante. como fazem os atomistas. quando em verdade os dois forjam aparências e enganam à respeito… Quem consegue perceber a Lua refletida no lago com correção aproximada. ou aí entrou a capciosa convergência de infinitas causas e condições pensantespensadas.tal bomba explode só porque dois fantasmagóricos átomos de hidrogênio se fundiriam para formar um átomo de hélio. já veremos em que se baseia essa minha denúncia e refutação. de acordo com a teoria estabelecida. Em outro livro. não são partes em si. não poderá mover-se ou jamais poderá ser um móvel. (que depende do cientista pensante) e inexiste em si mesmo. O átomo. (a respeito do qual só pode pensar. malgrado a atomística moderna. átomo esse previamente pensado de um modo. os histólogos. inferir). E se os elétrons e os núcleons do átomo possuem partes. o verdadeiro indivíduo (EU) no homem é outra história. a induzir. mais recentemente. Quem não perceber o que é natural de modo aproximadamente correto e de modo imediato. os cristaloquímicos. E se tal átomo encerra partes. aliás. para espantar e subjugar os idiotas dos seres humanos? De sua parte.

nem estando sempre e completamente sozinho. eletrovalentes. São meras noções que viram exemplos teóricos. cheio de intenções! E mais. E sendo impermanente. a falsa percepção e o reconhecimento de tudo isso não passam de manobras do pensamento. será impermanente. Se os reflexos e as caducidades do “Isto-Sentir” Primevo. O pressuposto contato entre átomos. mal sentidos ou sempre captados pelos pressupostos órgãos sensoriais – órgãos do conhecimento indireto e indiretíssimo – resultam numa falaciosidade perceptual. depois de observar sua ego-objetividade ou seus próprios reflexos pensados e objetivados. sem se modificar. Aplicar todas essas noções em cima de um pretenso átomo que supostamente se situaria bem além da já deturpada e pálida experiência cotidiana. duradouro. se meter a intencionar e a se decidir pela apropriação de suas próprias fantasmagorias. nem se combinando com outro igual ou diferente. E tampouco alcançará o Real escorregadio se. executando para tal o ato propositado. o pretenso movimento (ou deslocamento) dos mesmos. Nem ele nem a molécula resultante da união de átomos. a fusão de hipotéticos átomos de hidrogênio resultando em hélio. Por outro lado.bioquímicos. ele então não pode originar nada de novo. que dizer então daquilo que é só e puramente pensado (elementos inferenciais). e depois é reconhecido por causa da execução deste ou daquele ato. se tal pretenso átomo continuar a existir em si. tal átomo não terá qualquer existência Real em si. sempre que o efeito-molécula aparecer como tal. 117 . mais a pretensa fissão de um fantasmagórico núcleo de urânio etc. ele (átomo) não será então algo permanente. se um átomo-causa como tal cessar de existir como tal.. sem se renovar. ou são idéias postas em prática e que lamentavelmente viram falsas provas. o aparecimento ou a produção de novos elementos (moléculas) por meras combinações covalentes. químicos etc. ilegítima e gratuita… Mas os fazedores de ciência moderna nunca se lembraram desses pequenos dilemas. isso traduz uma extensão intelectual.

células. e dado pensado ou supostamente conhecido lá. As micro. Esses. A imaginação preventiva. fazem parte do conhecimento dualista enganador – pessoa pensante e pretensamente conhecedora. de sua parte. não são objetos reais. mas são fantasmas. senão apenas do que existiria ou apareceria “se”. intemporal e não-dual. Portanto. meu amigo. 118 . são reconstruções ladinas. moléculas. que lamentavelmente resultarão em opiniões.). ativado e sustentado pelos olhos. caro amigo. imaginação (tempo futuro) e raciocínio (falso presente ou hoje de 24 horas). micro objetividades (átomos. pensamento e ato intencional. se nos apresenta de modo constantemente contínuo e concreto. conviria saber que a memória não é um conhecimento do que Aqui e Agora Existe. projetados por sobre do “Isto” Atual. a forma-nome que é um elemento subjetivo-objetivo. extrojetadas e sustentadas. E quando sugiro tais Isto e Sentir. senão somente do que existiu ou apareceu. sacrificando o Saber-Sentir-Intuir Primordial desse mesmo Homem. num perfeito faz-de-conta são somente captadas pelo conhecimento indiretíssimo. lamentavelmente. também não é um conhecimento do que Existe. portanto. em termos epístemo-psicológicos diz-se que o homem consegue (re)conhecer porque exterioriza uma atividade mental caduca ou defasada chamada memória (tempo passado). os pretensos objetos subjetivos da memória e da imaginação preventiva. coisa que Nagarjuna alerta e condena com justiça. já estou pecando com as palavras. quando extrojetada. aqui.A VERDADEIRA SABEDORIA NEGA O ÁTOMO (AS CÉLULAS E OS VÍRUS) Pois é. Graças a esse “trio maravilhoso” da mente condicionada. Entrementes. Isso é o que o ego-pensamento no homem sempre utiliza. permeados pelo reconhecimento. Esse “trio maravilhoso” constitui então o conhecimento indireto e o conhecimento indiretíssimo. Real ou Realidade é somente “Isto” comungando com um “Saber-Sentir-Intuir”. Aqui e Agora. vírus etc. Mas no fundo é só a intelecção discursiva (raciocínio) em nós quem sustenta a forma-nome interna-externa desse modo.

e sim é uma visão e descrição em sua organização passada. algo que vem do ontem para o hoje e do hoje vai para o amanhã. sempre raciocinando. diriam que o dado passado (memória pura) persiste sim no palco mundo ou externamente. como. esses argumentos ligados a uma pretensa maneira de conhecer – em verdade sempre reconhecer – equivaleria ao que se chama “conhecer um objeto material e real. ele persiste. porque os argumentos do reconhecimento. sempre presente e só um pouco modificado. contudo. Pergunto eu. sem qualquer embasamento ou subterfúgio atômico. e desse modo conseguiria se desenrolar e continuar igual ou semelhante até o momento presente Tal pretensa continuidade nos permitiria conhecer então o que vem a ser um objeto externo real abrangendo os três tempos. E acrescentam: mesmo que o Sentir transcendental em Nós não registre tal presença. E se passamos a ter essa convicção de existência-permanência do objeto e da pessoa também. Aqui artimanhas discursivas da memória-raciocínio-imaginação inventam um objeto durável quando ele não é. Primeiro. nem mesmo em sua constatação comum e cotidiana. não provam nem a existênciapermanência do sujeito nem do objeto. ocupando sempre o mesmo espaço e abrangendo os três tempos aparentes.Alguns. Esses argumentos. E aqui também só se tem um conhecimento discursivo ligado a um objeto evocado-imaginado. mas que mundo palco é esse? Tal pressuposição de presença contínua. Para os falsos realistas ou realistas superficiais. ele se reorganizaria de modo aproximadamente idêntico em seu pretenso nível microscópico ou atômico. sim . e que aparentemente tanta força dão à fantasmagórica permanência da pessoa pensante e do objeto pensado (átomo). paciencioso amigo. esse pretenso dado objetivo. Isto que com relação a esse suposto objeto não estou levando em consideração todas as contradições que a concepção atômico-material implica. evidentemente. Segundo. Ou seja. é 119 . E então. é sustentada principalmente por aqueles que optam pela idéia ou pela concepção atômica das coisas. mesmo que não persista sempre igual. carecem de autenticidade e validez. porque o conhecimento que do objeto passado a memória fornece não é uma visão e uma descrição do pressuposto objeto passado em sua pretensa organização atômica presente. em parte. feito um algo objetivado. já vimos. mas que Aqui e Agora inexiste. e sim só o pensar-raciocínio fique pressupondo isto ou aquilo a respeito desse algo.

e isso não é bom! Se eu-ego desapareço. graças à Lei da Geração Condicionada e Lei da Interdependência. a reestruturação do pretenso DNA. Tais pretensos átomos e elétrons pensados. meu objeto desaparecerá também!”. foi sempre o pensamento humano quem falou por eles. tecidual etc. não durar mais ou menos como costumo pensar. a reestruturação do nível molecular. às vezes. e por que não? Diante desta possibilidade. E o homem poderia fazer tudo isso. Quando esta explosão acontece e aparece constitui-se na maior e na pior manifestação de ignorância. maldade e extremismo que a mente do homem intelectual pôde conceber. 120 . do nível celular. roubado e desvirtuado pelo ego interno e pelo demiurgo externo.porque algo (ego-mente) atrás dessa impressão-convicção tem interesse de que essa mentira vingue. há ou não há uma interdependência evidente e gritante? Terceiro porque os átomos e os elétrons da pretensa coisa material que se estende nunca disseram nada por si mesmo. modificar. E se a reorganização do nível atômico e molecular não se dão. mas sim o homem só estaria se confrontando com relatividades reconstruídas ou com interdependências pensantes-pensadas. a partir de uma essência mental desvirtuada (ignorância-ego-pensamento). na Autonatureza. e até mesmo de eliminar se forem perniciosas. e tampouco ocorre na objetividade reconstruída pela mente humana. o resto certamente desaparecerá comigo.) é sem qualquer dúvida uma trapaça. que feitos tijolos constituiriam a matéria externa absoluta ou o (pretenso) real. e que se estenderia até o momento presente. um homem pensante já não mais se situaria diante de átomos constantes. que é holografia da pior espécie. “Se eu. em última instância. forjando-os à priori. Tal reestruturação não é algo que de fato ocorre no “Isto” em Si. Mas num caso assim. (senão essa. a reestruturação da pretensa objetividade cotidiana e reconhecível agora poderia dar-se de outras maneiras. ego. atrás da qual só há fantasmagorias enganadoras. parecem resultar inclusive na objetivação de uma explosão atômica. porque nada disso existe. não tivesse sido enganado. a constante reestruturação ou reorganização pretensamente ininterrupta do nível atômico. passíveis de manobrar. uma descrição emanada da memória-raciocínio-imaginação. De mais a mais. do nível cristalino. engendrar e provocar.

as duas únicas bombas de fissão nuclear que tinha em seu arsenal? O Governo dos EUA mentiu quando disse que isto foi necessário para salvar as vidas de cerca de um milhão de soldados norte-americanos. o Japão não se encontrava em guerra contra a Rússia. Suspeita-se que Stalin sabia da bomba atômica e da horrorosa experiência que os americanos queriam efetuar]. o imperador Hiroito do Japão. O Governo Mundial. [E não somente isso. Por um tratado de não agressividade. naquele horripilante dia do verão de 1945. E a propósito de bomba atômica. engendrar e provocar”. quem sabe. escreve: “[Amigos]. para que intercedesse junto aos americanos. essas duas populações indefesas do Japão. via Vaticano estavam sendo sabotadas ou truncadas. ousei sugerir que “quando as explosões atômicas acontecem e aparecem. nos mesmos termos em que a paz foi aceita após o lançamento da bomba. em seu livro. vejamos o que Lyndon de Larouche. queria ver esse país totalmente derrotado e massacrado. no parágrafo anterior. e sim apenas contra os Estados Unidos e seus aliados. da União Soviética. por alguns poucos da anti-humana raça. Só que Stalin também não deu qualquer importância ao pedido de paz do Japão. Mas em 8/8/1945 a URSS. presidente dos Estados Unidos. em desespero de causa recorreu aos préstimos do ditador Joseph Stalin. como a seguir verás. a BOMBA. Antes que se lançasse o que rapidamente se começou a chamar. meu caro amigo. por intermédio do Vaticano já estava negociando (desesperadamente) a sua rendição ao Governo Truman. ao invadir a Manchuria. tocamos a história deste século em um de seus pontos de inflexão mais importantes. quando o Governo japonês viu que as negociações de paz. e não estou enganado. E principalmente queria reconquistar a Manchuria que o Japão havia arrancado da Rússia na guerra russo-japonesa de 1905.O QUE HOUVE ATRÁS DAS PRIMEIRAS EXPLOSÕES ATÔMICAS Pois é. maldades e extremismos infames que a mente do homem pôde conceber. digo eu. imaginemos o bombardeiro B-29 chamado ‘EnolaGay’ rumo ao seu destino infernal. Tal ditador. Uma vez que a suposta urgência militar de se lançar as bombas nucleares 121 . em tom de terror. traiu o tratado. Com essa breve reminiscência. Por que o Governo dos EUA lançou sobre Hiroshima e Nagasaki. elas equivaleriam à maior e pior explosão de ignorância.

. sabia o que ia fazer e ajudou outros oficiais a montar a bomba dentro do avião para depois atirá-la sobre Hiroshima. digo eu. [e cuja influência se fez sentir inclusive] na Conferência das Nações Unidades sobre a População. morreu o piloto chefe do Enola-Gay e deixou dito que nunca ficou com escrúpulos por causa do que fez nem se arrependeu. escreveu o livro “A Consciência Queimando” [Burning Conscience] e juntamente com Robert Lewis. para que fim serviu tal ação americana ou dos aliados contra o Japão? Um dos que tiveram os seus propósitos favorecidos naquele dia fatídico em Hiroshima foi Bertrand Russel [o grande hipócrita e pacifista de mentira ou também] moderno Mefistófeles. co-piloto do Enola Gay. os forjadores da bomba atômica já tinham deduzido que se ela explodisse iria matar mais de cem mil pessoas. Claude Eatherly. no Cairo. foguete) nem combustível para mandar a bomba para Nova York a 6. piloto do avião de reconhecimento que fez parte da missão do Enola Gay. diria mais tarde: Mesmo que viva cem anos. da Força Aérea do Exército dos EUA. e outra com prisioneiros russo. ou senão no fronte de batalha com uma legião de soldados russos. (Pé de página do mesmo livro de Lyndon de Larouche: Em 6 de agosto de 1945. [E mais.600 quilômetros de distância). em 1994. E mais. – Por outro lado. suspeita-se que as bombas atiradas em Hiroshina e Nagasaki eram germânicas ou hitleristas. aliás. “O explodir da bomba” obedeceu então à Lei da Geração Condicionada: “Isto 122 . respondeu: ‘Se vou matar cem mil pessoas. O nome Enola-Gay foi colocado em homenagem à mãe dele. [Em suma. Sibéria. nunca poderei apagar de minha mente aqueles minutos. em Hiroshima aconteceu. aliás. Em 1962. assumiu o comando das Forças Estratégicas do Pacífico e se informou da missão da bomba atômica e seu emprego.. ele também não tinha ainda um veículo adequado (avião especial.em Hiroshima e Nagasaki era falsa. não vou fazê-lo por ordens orais. com muito orgulho. Ao todo eram cinco bombas que Hitler não quis lançar sobre Londres e Nova York. e que os americanos delas se apossaram logo após o termino da WW2 em 8 de maio de 1945. cuja sombra sinistra se projeta sobre as gerações presentes e as que ainda não nasceram. Uma em Tungunska. Ao contrário. (Mas então) ... [Digo eu Há poucos dias (novembro 2007). nunca pôde se readaptar à vida civil. como. Quero essa ordem por escrito!”. quando o general Carl Spaatz. porque se horrorizou com duas experiências que havia efetuado.

123 . O resultado porém não poderia ter sido pior!. Mas um conjunto de causas e condições apenas convergiram feito um Enola-Gay bombardeando. “globalista”. A bomba não estourou por si mesma ou por causa do deletério poder que o núcleo dos átomos de urânio encerravam. por intermédio do Vaticano. fazia o então cardeal Montini (mais tarde. ou senão a: produzir e usar uma arma tão aterradora que as nações cederiam sua independência ao arbítrio da política global. montaram uma enorme operação para desacreditar o Vaticano. No artigo. as provas são suficientes para demonstrar que a intenção expressa por Bertrand Russell no artigo de 1946 é a mesma pela qual ele e seus cúmplices induziram o governo dos EUA a construir a bomba atômica. aquele horror se superpõe. OTAN]. se para tal se fizer alguma coisa”. [E Lyndon de Larouche acrescenta]: O recém falecido Max Corvo. aquilo aparece. sem qualquer dúvida atuaram propositadamente de alguma maneira. como explicitou Russel. a fim de neutralizar as provas de que o bombardeio de Hiroshima e Nagasaki foi baseado em uma fraude) [Voltando ao texto]: Para entender por que as redes de espionagem britânica dentro do Governo dos EUA manipularam o presidente dos Estados Unidos. Agentes britânicos e instrumentos de Londres. papa Paulo VI). como Allen Dulles e James Jesus Angleton. então chefe de campo da OSS na Itália. pela qual ele e os seus utópicos federalistas mundiais têm trabalhado ao longo de todo este século… …Para aqueles que conhecem o meio século de história anterior da fissão e da fusão nucleares. representou os EUA nas negociações que.. a fim de que lançasse desnecessariamente as bombas atômicas sobre civis japoneses. era transformar a recém-criada ONU no tipo de ditadura “unimundista”. Todos os homens envolvidos nesse antes e depois próprio do tempo.. Harry Truman. Churchill et altri continuariam usando a ameaça geopolítica das bombas nucleares: pretendiam chantagear Moscou para que esta se submetesse a um acordo cujo propósito.Sendo em pensamento. basta ler a explicação que Russel oferece sobre a política que compartilhava com Winston Churchill a respeito das armas nucleares. Bertrand Russel expõe os motivos pelos quais ele.. aquilo acontece. na edição de setembro de 1946 do The Bulletin of the Atomic Scientists: ‘A bomba atômica e a prevenção da guerra’. à Nova Ordem do ‘imperialismo definitivo’. à ditadura mundial da ONU [atualmente.

Os cabeças disso ou Illuminati que não aparecem são certos benditos da anti-humana raça. é a própria ONU. New York. co-fundador da Fundação de Energia de Fusão. Eugen Wigner e Edward Teller visitaram Albert Einstein. fazendo-os renunciar ao direito de defender a sua soberania por meios militares. Leo Szilard. persuadindo-o a que assinasse uma carta dirigida ao presidente Roosevelt para 124 . que era quase tão perverso quanto o seu mestre Russel. Ou seja. Federalista mundial e utópico fanático que era. p. no fundo sabiam que Hitler não iria patrocinar tal pesquisa. mas malinformados. participou da montagem da primeira pilha atômica experimental sob a direção do professor italiano Enrico Fermi. a Comissão Trilateral. os Bilderbourgher. os verdadeiros autores da famosa carta ao presidente Franklin Delano Roosevelt. seu propósito era aterrorizar os povos do mundo. Harvard to Hiroshima and the Making of the Nuclear Age. Diferentemente dos cientistas atômicos honrados. [James B. como o Dr. Leo Szilard. 1993. professor de física da Universidade de Chicago. eram pessoas dedicadas e capazes. de uma ditadura malthusiana mundial representada pela ONU. Estas (infelizmente) acreditaram de modo sincero na grande farsa montada e perpetrada por Russel em 1939. Russel e seus sequazes. Uma das cabeças desse Governo atualmente é a OTAN. Russel concebeu a fabricação e uso das armas nucleares como um recurso para aterrorizar todos os governos. bando esse que fez Albert Einstein assinar também a carta. Moon. para que Hitler não viesse a utilizá-la. outra. 137].Excetuando alguns poucos indivíduos. de um império mundial. [ditadura mundial essa que em realidade constitui exatamente o Governo Invisível. para que se submetessem aos ditames de um pressuposto árbitro mundial de conflitos. como o falecido professor Robert J. o Bertrand Russel de 1939 apoiou a construção da bomba atômica exatamente pelos mesmos motivos que iria formular em 1946. E sabiam também que os cientistas alemães relevantes.]. [Nota de pé de página]: Robert J. E mais. estavam decididos a não construir tal arma. isto é. Conforme expressou em seu artigo de 1946. reunidos ao redor do professor Werner Heisenberg. o clube de Roma etc. Moon. Conant. a maioria dos cientistas que trabalharam no Projeto Manhattan ou no Projeto da Bomba Atômica. a de que Hitler estava decidido a produzir uma arma de fissão nuclear e que os cientistas americanos tinham que tomar a dianteira. Alfred Knopf. 1911-1989. segundo James Hershberg. o CFR. co-fundador da Fundação para a Energia de Fusão.

foram os bombardeios das cidades alemãs de Hamburg. até certo ponto. que deveriam dar-se conta da verdade. A revisão dos traços marcantes da sua maldade multifacetada cria as condições para respondermos à pergunta: por que as pessoas supostamente cultas de hoje são tão cegamente crédulas? A resposta é o tema deste livro. Por exemplo. de Lindon de Larouche…” Ainda dentro da mesma temática. levou a carta-advertência ao presidente Roosevelt. nos altos níveis acadêmicos e nos serviços de inteligência (espionagem) do governo dos EUA? Valemo-nos aqui do exemplo de Russell para ilustrar o problema. [Daí porque os japoneses. só que a denúncia de Perseu é bem mais antiga: “Um dos piores crimes que foram cometidos na Segunda Guerra Mundial. o aproxima da denuncia de Lindon de Larouche. desvairados. ambiciosos. Eis o que ele escreve. o mito de que Bertrand Russel foi um humanitário utópico é talvez uma das mais difundidas mentiras que persistem entre os círculos educados.advertí-lo do terrível perigo de Hitler obter primeiro a bomba.000 pessoas. patrono de Szilard. Colônia e Dresden com bombas incendiárias {enxofre} onde nas três morreram mais de 500. de qualquer modo. trecho que. para não dizer o maior crime. — A Ordem foi posteriormente liberada e o Projeto Manhattan da construção da bomba entrou a funcionar a todo vapor)…{Digo eu. pseudônimo) em seu trabalho O Manifesto dos Eternos ao Planeta Terra. Conseguida a assinatura.. é de se crer que as duas bombas atiradas no Japão foram construídas pelos alemães e confiscadas logo após a rendição da Alemanha de Hitler]. O Governo Mundial. Como é possível que esta assombrosa credulidade se manifeste entre gente culta. foi o que se praticou contra o Japão e seu povo. máquinas que só sabem trabalhar e são até mesmo inconsequentes… Em verdade crime pior que os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. educada. …O século atual passará à história como uma época que se distingue pela interminável monotonia das mentiras engolidas pela maioria das pessoas. o financista Alexander Sachs. determinado escritor anônimo (ou Numa Perseu. em determinado trecho também denuncia o horror que os americanos com suas bombas atômicas praticaram contra os japoneses. sem falar de mais outras cidades alemãs que sofreram o mesmo destino. são tão neuróticos. Tudo isso foi 125 . em 11 de outubro. com as bombas atômicas. ou seja. hoje. para quem não sabe.

exonerando-se os Estados Unidos de qualquer culpa. nos mostrou efetivamente o poder destruidor destas armas. E isso foi habilmente combinado. Queriam verificar a capacidade destruidora das bombas no seres humanos. Milhares de pessoas foram assim eliminadas pela radiação atômica. deixou bem claro às demais nações do mundo que somente os EUA estão de posse desse poder (como queria Bertrand Russel). tudo pareceria indicar que os japoneses haviam-se rendido por causa do devastador efeito das bombas em Hiroshima e Nagasaki. e o seguinte comunicado era dado a conhecer. Os americanos e seus aliados censuram e impedem que toda informação ou comentário a respeito desse fato sejam liberados. 126 . e em terceiro lugar. em segundo lugar. tivemos a oportunidade de levantar provas concretas do poder destruidor da bomba A em seres humanos. e tudo faremos para prolongar a vida do imperador desse país!” Com essas palavras. isso que foi uma experiência em pessoas vivas. (em nome da ciência) exigiram que se experimentassem as bombas atômicas em núcleos residenciais humanos. e que estão gravadas nos registros da memória da natureza. uniram-se os americanos e seus aliados. juntamente com seu imperador. os líderes aliados concluíram a informação liberada sobre o maior crime jamais executado. em lugares desertos. Meses depois do acontecido. oferecendo todo o apoio necessário ao seu país para se reconstruir e para que se torne uma grande nação. o imperador do Japão. em termos oficiais: “Depois de muitas provas realizadas sob e sobre a superfície. Para tal fim precisavam de duas cidades. [registros Akashicos]. que trouxeram a desgraça para todo o Planeta. Os aliados encabeçados pelos Estados Unidos obrigaram os líderes japoneses. a firmar o mais horrível e criminoso tratado que jamais existiu em nossa era. Ou seja. o governo oficial japonês já havia se rendido. Duas cidades japonesas foram bombardeadas. em primeiro lugar. efeitos esses que ainda trarão mais. Outrossim. E os que sobraram. ficará oculta ao resto do mundo e ficará incluída entre os horrores da guerra. cumpriremos com o acordo secreto que fizemos previamente a Heroito. continuam sofrendo até hoje as alterações genéticas provocadas pelas explosões nucleares.ardilosamente escondido com o vergonhoso processo de Nuremberg]. Quando as bombas atômicas caíram sobre Hiroshima e Nagasaki. A experiência teve sucesso triplo. Depois. em segundos apenas. Uma causa que gerou efeitos terríveis. numa reunião secreta.

fundamentando um crime muitíssimo pior que qualquer holocausto forjado. Até aos dias atuais tentam impedir que certos japoneses falem desses crimes. pois seria. a VERDADE pura e inalterada tem que vir à tona e virá. e que quisesse relatar a verdade sobre tal acontecimento. Além disso. O Japão em agonia estava tentando se render a todo custo. no mundo físico. janeiro de 1945. de tão má memória. continua-se sofrendo as deformações e mutações genéticas. mentindo vergonhosamente para o mundo e para o seu próprio povo. a denúncia de Lyndon de la Rouche relacionada às primeiras explosões de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki traduz indubitavelmente uma infâmia inconcebível. de modo proposital. fazer filmes etc. Qualquer cidadão japonês conhecedor disso. Alemanha. Enquanto isso. muito justos e bonzinhos. por partes dos aliados. os aliados da Segunda Guerra Mundial fecharam seu ciclo horroroso de bombardeios inconcebíveis e deram começo à futura guerra fria. Com isso. bloquearam ou atrapalharam as negociações da rendição. impedem que se contem os horrores que sofreram as pessoas que na ocasião viviam em Hiroshima e Nagasaki. salvaram a 127 . Como já disse. via mediação do Vaticano e via Stalin nos termos em que os americanos queriam. certas figurinhas ligadas ao Governo Norte-Americano. não poderia. e algo tremendamente horrível. Mas os aliados. algo parecido ou até mesmo pior do que isso foi o bombardeio da cidade de Dresden. tiveram tempo de efetuar uma “medonha experiência científica” em cima de uma multidão indefesa.Inobstante. Ninguém conhece o terror e o espanto que ainda afligem os espíritos dos que até hoje se encontram em tratamento recuperador nas colônias ditas astrais do Planeta. ou escrever livros. no mínimo. um pouco antes do termino da Segunda Guerra. que finalmente era incondicionada tal como os “vencedores” queriam. impedido ou senão simplesmente assassinado!…” SEM O ESPAÇO E SEM O TEMPO FÍSICOS NÃO HÁ ÁTOMOS NEM MOVIMENTO Pois é. amigo. Vocês já imaginaram o que significa receber na cabeça uma chuva de enxofre que penetra na pele e não apaga nem com a água? Com essa manobra imunda.

mas voltando ao átomo. só pode equivaler ao que há de melhor no “Isto-Sentir-SaberIntuir-Atuar-Amar”. simplesmente foram pulverizados. paciencioso leitor. Mas as denúncias dos ETERNOS me parecem muito mais terríveis. absolutamente livre. que a presença dos átomos escondidos na assim suposta realidade objetivada (mundo) é totalmente descabida e contrária à uma Sabedoria Maior e à Autonatureza em Si. Agora não mais “em animais de experimentação” (essa infeliz e sofrida espécie). A Autonatureza. pecando com as palavras. dá-nos a entender que o atraso da rendição foi proposital e que os americanos obrigaram o governo japonês da época e respectivo imperador a suportar. Este segunda denúncia. (sustentáculo da falsa natureza humana reconstruída). Claro que não foi todo um povo que fez isso.cara com o vergonhoso processo de Nuremberg. Para coroar monstruosidades. o bombardeio de duas cidades japonesas. com sua guerra fria e tudo o mais se tornou um terrível embuste. inventaram o holocausto e seu número sagrado. Assim ouso declarar. que é o tema central destes últimos tópicos. quase duzentos mil seres ou mais. visto que o pretenso átomo redutível da ciência moderna – agora subdividindo-se até ao infinito. me deparei também com as denúncias e clamores dos assim autodenominados “ETERNOS’. eu pessoalmente. democratas e libertadores tenham se comportado assim com seus inimigos que só queriam se render. Como se não bastasse a denúncia de Lyndon de la Rouche. É quase impossível admitir que seres humanos tidos como justos. preciso informar-te. a título de “experiência científica”. aceito as denúncias de Lyndon de la Rouche. Só depois de efetuada tal sórdida experiência é que os americanos iriam ditar normas para a nova era do após guerra que por sinal. um recital de infâmias e hipocrisias. Os eruditos e intelectuais da época precisavam conhecer exatamente que estragos tais explosões iriam causar nos seres humanos. Esses cientistas e políticos com fezes demoníacas na cabeça. ou senão fissionando-se e explodindo feito um inferno vivo – não 128 . Bem. Amigo. período esse que ainda não terminou. onde milhares de inocentes. e dejetos cósmicos no coração precisavam efetuar tal “experiência científica”. em desespero de causa. mas sim em humanos ou “anima nobilis”.

como alegam certas religiões. com seu embuste ou fórmulas físico-químico-matemáticas. evidentemente. tampouco poderia dirigir as moléculas maiores. A espantosa potência energética que Einstein previu em sua fórmula. as células. super capaz e infinitamente poderoso. foram forjações mentais e ações abjetas que Einstein tornou previsíveis em sua fórmula. não poderia reger a orquestra atômica. molecular. ele não existe em si. se os átomos existissem de fato. genética. em termos pretensamente infinitesimais. E se um “Ele”. o átomo pensado só aparece. e sempre em dependência com seu forjador ego-pensante. Nem mesmo se no nível atômico presente estivesse um “Ele” deus-persona objetivado ultra previdente. virótica etc. SABE-SE que o espaço ou o “lugar” sempre se 129 . em termos de Física Quântica. todo esse Maya aparentemente atômico tinha que resultar nos efeitos medonhos das bombas atômicas e de hidrogênio – O ego safado em todos nós simplesmente esconde as inúmeras possibilidades de o homem se modificar e se salvar. nem nada. micro. nem ações. E muito menos haveria mundos astrais. celular. nem conseqüências cármicas. mas exagerada e ardilosamente montada com o número sagrado deles. nem amadurecimentos das ações. sobrevivência no além. nem a Libertação definitiva do Homem. como alegam muitos partidários da ciência. nem a supressão da dor e da limitação. E mais. para “Ele” poder manipular e dirigir tais pretensas estruturas atômicas. micro partículas da matéria se transformassem e energia era só pensamento. em paraísos e infernos. os cristais. super sábio. e que se fundamentaram num crime horrendo – ou na existência do átomo – ou até mesmo num holoconto ou numa matança inegável. nem a superação da vida condicionada. muito menos poderia ou conseguiria o acaso científico. os germes etc. E mais. só para nos impingir as visões. e não só aparecessem e se tudo dependesse somente dos átomos. demiurgico e deus-fantoche. os DNAs. Não haveria sequer um falso mundo material. E não foi a fissão ou a fusão atômica que resultou em explosão mortífera. “Ele”. por causa disso também.permitiria o aparecimento nem o desaparecimento de coisa nenhuma. isto se ultra micro. pretensamente presente no próprio homem. as manobras e os dogmas infames de egos niilistasmaterialistas. por causa disso. não poderia haver nem Vida. de tão complexo e confuso que ele é.

Os enfoques microscópicos. onde impossível seria admitir que a pretensa subpartícula atômica possa estar inserida. micro espaços e seus nano-segundos são totalmente inverídicos em si mesmos. com seus micro movimentos. Nessas falsas realidades espaços-temporais e ultramicroscópicas. Em tais situações pretensamente cada vez mais redutíveis. nada reverbera. e finalmente enfocadas e reconhecidas. como diz a ciência atomística. Nada aí também conseguiria resultar naqueles pretensos dados ultra dinâmicos apontados pela atomística moderna.. e até mesmo muito menos. com seus pretensos elementos cada vez menores (ou infinitesimais). Aí prevaleceria o paradoxo do imobilismo e da imutabilidade que Zenão. uma coisa torna-se outra quando suas pressupostas propriedades e qualidades mudam. Esses micro-micro valores espaciais seriam tão naturalmente falsos e enganadores quanto tudo o que estaria aquém ou além do nano-segundo e do micro-micro-espaço.confunde com o tempo dito físico. No caso. cada vez menores. depois transformadas em holografia.. é bom enfatizar que toda vez que determinada coisa dita objetiva e pretensamente permanente manifestar em si mesma qualidades opostas ou até mesmo propriedades contraditórias. nada aí se combina. Ou também. mas ainda mensuráveis. tal coisa simplesmente deixa de ser coisa A para virar coisa B ou coisa C. o nano-segundo confundirse-ia com o micro-micro lugar. pela química e pela microbiologia. seja ela um átomo. – e tudo isso graças à ardilosa matemática de um cientista mal pensante – nada fulgura. nível molecular. com movimento de átomos e subpartículas. E haverá maior contradição do que a aproximação e fusão de dois átomos diferentes? 130 . nada poderia mover-se ou se deslocar. nível eletrônico. o filósofo grego antigo. já havia previsto e salientado. ou muito mais. em seu lado ego-subjetivo fica brincando com pretensas micro-micropartículas primeiramente pensadas. nível atômico. atualmente redutíveis a um micromicromicro infinito inconcebível. seja esta coisa um objeto da visão cotidiana. Não passam de enjambrações do pensamento ou do intelectopensamento que. tipo nível microscópico. nada poderia mudar. nucleônico etc. Por outro lado e em consonância com a Lei da Contradição. Em tal fusão de pretensos micro espaços e nano-segundos não se pode admitir que prevaleçam pressupostas distâncias infinitesimais. ou senão que vingue um desdobramento de valores espaciais cada vez menores.

já estaria sempre e naturalmente mudando a todo o momento. a ignorância-ego-pensamento tem que reconstruir 131 .Ou maior contradição do que as pretensas naturezas e propriedades dos elétrons. porque a pretensa coisa não é algo que ocupa um lugar. como o “IstoSentir” escapa. mas sim a coisa forjada é tempo e é algo refeito pelo ego-pensamento que também é tempo. A coisa não muda por causa do tempo. como já foi dito tantas vezes! Outrossim. Tal coisa. O espaço que se estende e o tempo físico que supostamente dura só seriam uma distorção do Aqui e Agora. A ignorância-ego-pensamento. e depois se desloca para ocupar o lugar seguinte (B). A coisa também só seria um fulgurar momentâneo do “Agora”. dos nêutrons. um vazio espacial (A). E todo fantasma superposto forçosamente tem que mudar. dos prótons. mas sim a coisa momentânea é o próprio espaço que se densifica em coisa. A seguir. aliás. aliás. supostamente se unindo. Uma coisa mergulhada no espaço é uma ilusão total. O movimento ou deslocamento de A para B é um absurdo. dos mésons etc. que o pensamento constrói a impressão-convicção de matéria externa.. como será descrito quando tratarmos da dinâmica e cinemática. constituiriam o átomo? E quando um átomo com determinadas qualidades e propriedades se une com outro átomo diferente para formar a molécula. não haveria pasta material à parte das pretensas propriedades e qualidades que os nossos sentidos dizem captar e reconhecer. além de uma legítima acomodação intelectual. portanto. É a partir destas assim chamadas propriedades e qualidades. de espaço. sempre subjetivas e reconhecíveis. que. com suas mentirosas qualidades e propriedades intrínsecas e imutáveis? Uma coisa também se transforma em outra quando supostamente muda de posição. não passa de uma forte impressãoconvicção arraigada e sedimentada. dura e impenetrável. primeiro engendra tudo a partir de distorções do Sentir Primevo. feita outro instante vital. a qual. num segundo tomo deste trabalho. ou senão muda de “lugar”. não será esta molécula exatamente outra coisa que aparece e que elimina os pretensos átomos constituintes prévios. A coisa material e pretensamente científica seria só uma densificação particular e parcial do “Aqui” –(espaço).

substitutos ou arremedos equivalentes tipo átomos com falsos núcleos atômicos liberando enorme quantidade de energia também falsa. E insistindo em suas especulações. Bem. Qualidades e propriedades da matéria também são só pensamento. no seu lugar assenta o fantasma da pasta material como um dado objetivo e com pretensas propriedades e qualidades. A seguir. mas mortal. Em realidade o átomo é um verdadeiro saco sem fundo. Amigo. a mente já condicionada recolhe seus frutos. jamais se propôs arrancar uma pretensa matéria do “Isto”. em que um ego mal pensante superpõe sua matéria pensada. mesmo que de um lado apareçam a pretensa matéria objetivada e o seu não menos pretenso átomo constituinte – em verdade matéria-átomo pensada – e do outro a pessoa-ego-pensante. por meio de deduções tolas. Qualidades e propriedades talvez existam numa Autonatureza Não-Dual e indecifrável. Assim que não há matéria à parte do que Aqui e Agora se Sente e se Sabe. o pensamento ainda diz e “prova” que a base primeva de tal fantasma é o átomo. as duas últimas negações acima me permitem formular uma terceira. O Sentir Puro em si. por meio de induções acompanhadas pela execução do ato intencional. graças à execução do ato intencional altamente sofisticado do cientista – degeneração do ATO PURO ou do “wu-wei” 132 .. o qual. equaciona. e finalmente reconhece tudo isso ou reconhece suas torpes magias por meio de um intelecto viciado. mas fora essa convergência de causas e condições. Quem faz isso é o pensamento. “prova” e fundamenta as vestimentas (propriedades e qualidades) da falsa matéria. à parte daquilo que todo homem mal Sente. uma cartola mágica de onde. Amigo. Não há também qualidades da matéria nem pretensas propriedades físico-químicas em si. no tempo. tampouco o Sentir-Saber-Intuir explica. em verdade nada material. com sua sensorialidade viciada e condicionada. ou de um “Isto” fantasiado de matéria. tudo isso é apenas a convergência de um conjunto de causas e condições que resultam em falsa percepção e em falsa prova. não conseguindo abocanhar o “Isto” Primevo. ato este que materializa ou concretiza tudo. e que um ego-intelecto-mente não capta nem aprisiona. Esse sentir desvirtuado e temporal agora (tempo) é mais pensar e reconhecer do que Sentir. O Sentir em si só comunga com o “Isto”.

. se para tal se executa o ato intencional etc. porém. se objetiva. Em verdade. Oppenheimer et altri. 133 . aparências enganadoras. que te vejo. Tal objetivação de aparências. e que quando o ego as organize podem resultar em código genético ou DNA enganadores e empirismos terrivelmente dolorosos. se materializa. ou aquilo aparece. E a ação intencional desencadeada por atomistas tipo Enrico Fermi. E esta se objetivou holograficamente e se plasmou feitas terríveis explosões em cima de Hiroshima e Nagasaki. e vendo-me separado. ó cocô de átomo. No seio de um pretenso núcleo atômico sempre se achou que a Lei de Albert Einstein (E = mC²) funcionasse a contento. me vejo.. como a dos atomistas fabricantes de bombas do projeto Mannhatan e constituiu-se no “Isto sendo”.. ego. A lei de Einstein.” --“Sou eu. Heisenberg. ele forja e coloca seus átomos enganadores. mentiras safadas. como um chamariz. porque passo a atuar propositadamente para te possuir ou para te rechaçar. indecifrável. aparece. E depois jura e “prova” que eles existem.chinês – só saltaram fora contradições. e o monstro explodindo se fez presente. que eles são reais. porque tu és eu mesmo objetivado. em pensamento (átomo). atiçou uma incrível e fantástica ambição humana. no crime mais abjeto e infame que seres humanos mal pensantes poderiam ter praticado. absurdos infinitos. por causa da fantástica energia que pressupostamente seria liberada pela desintegração de um bilionésimo de massa ou “m” (inferência). Em outras palavras. mais que qualquer outra coisa refeita. sintetizada num átomo fantasmagórico. aquilo se sobrepõe. afetando o pensado e o extrojetado – ou pretensos átomos a se desintegrar – virou o “aquilo é”. quando enfocada pela ignorância-egopensamento permanece obscura. aquilo acontece. foi a ativação da Lei da Geração Condicionada que fez com que mórbidos fantasmas ou átomos pensados se fissionassem e resultassem numa absurda e impossível liberação de energia mortal. no lugar disso. Mas como o insólito inapreensível desagrada ao ego. te faço. está regida pela Lei da Geração Condicionada e pela Lei da Interdependência: “Isto sendo. e vendo-te.” Essa natureza primeva verdadeiramente pleno-vazia ou também cartola mágica.

objetivos. com um mesmo número de prótons e mesmo número de elétrons.Por conseguinte. mas declaram e “provam” que os núcleos 134 . malgrado. poluidora. em verdade esse alguém apenas projetou seus próprios pensamentos estruturantes e discursivos. apareçam para os que neles pensam e acreditam. contaminações sem fim e em doenças sem conta. em que pretensas subpartículas atômicas teriam uma conduta diferente quando atraídas para dentro da boca de um buraco negro cósmico. pois sim. a caro custo. desgraçadamente poderá resultar em outras explosões atômicas. nesse pretenso núcleo atômico fissionado ou até mesmo fundido dar-se-ia uma tremenda liberação de energia bruta ou senão a transformação dos núcleons atômicos em energia. Quando determinado alguém diz encarar (ou imaginar?) esse confronto de um triturador imensamente grande (buraco negro) com o imensamente pequeno (subpartículas atômicas). O FANTASMAGÓRICO ÁTOMO NEM SE MOVE NEM ESTÁ PARADO Como todos sabem. Ainda no que diz respeito à pretensa matéria. Sempre e apenas pensando. livre e primordial. a pretensa energia atômica. E dizem também que a maior parte dos cento e tantos elementos atômicos da tabela periódica se mantém sempre igual. contaminante. atualmente também vingaria a pretensa Lei do Campo Unificado de Stephen Hawking e outros mais. químicos e atomistas só admitem certas modificações nas pretensas coroas ou camadas eletrônicas dos átomos. por meio da execução do malfadado ato intencional. além das contribuições de Einstein. a Ciência Moderna sempre afirmou que os átomos são inquestionavelmente reais. com lamentáveis destruições. Ou também contrariamente. Assim que essa idéia pura ou ignorância-pensamento. se densificaria em outros corpúsculos intranucleares. transformada em fórmulas. os físicos. destruidora. mas só pensamentos inventando histórias e interferindo. já que nesse suposto encontro nunca houve massa atômica e energia se confrontando.

e este fantasma se objetiva. Amigo entende. graças à execução do ato intencional numa pretensa experimentação laboratorial. induz-se o aparecimento do átomo pensado. uma mentira. tudo o que dele se acredita conhecer. Este maquinar com a cabeça resulta em dedução. salvo no caso de transmutações dos pretensos elementos transurânicos. se a maneira de conhecer indiretamente já é uma droga. quando se executa o ato. isto se de fato ele existisse como os cientistas pensam. Assentada esta. imagina o que o conhecimento indiretíssimo aplicado à atomística pode nos obsequiar! No testemunho do fantasmagórico átomo sempre e só participa a elucubração fútil também chamada raciocínio. o núcleo atômico manter-se-ia estável. nega essa pretensa presença e realidade atômica. apelidado de “cientista descobridor” clamará aos quatro ventos: “consegui descobrir e provar o que eu (ego) queria!” Em suma. Mas afora esses eventos até certo ponto excepcionais. de deduções e induções intelectuais. e depois seu glorioso forjador. uma alteração nuclear só ocorreria numa fissão ou numa fusão nuclear. Tudo o que se diz e se “prova” a respeito do átomo científico. infelizmente é fruto de maquinações mentais. E como habitualmente e previamente nada existe contra essa manipulação. acabaria se dando um desequilíbrio no núcleo do átomo. A Verdade Última. um engano. Talvez em seu pretenso nível atômico-intranuclear ocorram transmutações de partículas nucleônicas em energia e vice-versa. isto se. em todo esse prodigioso “descobrimento” apenas participam um enxergar viciado. mésons. graças a um bombardeio externo de prótons. que no caso de uma explosão foi um ato criminoso. contudo. o núcleo atômico e respectivo átomo existem como a ciência diz. em pressuposição ou em inferência. No enfoque ou na pretensa constatação do átomo objetivado sempre e só intervém o conhecimento indiretíssimo ou o mal pensar (aparelhos) e o fazer propositado. o atomista conclui que. Para a maneira de pensar dos físico-atomistas. sempre mal pensando ou sempre se valendo do conhecimento indiretíssimo. suscitado pelas alterações e reações entre as subpartículas atômicas naturais e adventícias. a necessidade de agir de modo proposital para provar essas mesmas tolices pressupostas. a memória-raciocínio-imaginação ou também a inferência desencadeadora de babaquices. acrescentando-se aqui a inevitável execução do ato proposital. nêutrons. mais instrumentos laboratoriais que 135 .atômicos são estáveis. o fantasma se faz presente. repetindo. Aqui então.

explicarei melhor num tomo à parte que chamei: Transmutar Este Falso Mundo. Tive então que dividi-lo em quatro tomos separados. diz o cientista. Em suma. E isso graças apenas a um simples aproximar de átomos e a um salto eletrônico. um pretenso fenômeno físico-químico externo é só e sempre sinônimo de combinações e repulsões de elétrons. Eu disse plausivelmente real. mais plausivelmente real ela será. todas essas concatenações lógico-racionais. e que do ego mal pensante sempre dependem para reforçar e fundamentar o óbvio ou o reconhecimento de tudo. transferiu para o pretenso nível atômico e eletrônico movimentos físicos e acelerações de partículas simplesmente impossíveis. aliadas a um atuar propositado. Ou seja. entre outros fatores se combinariam. Ademais. Por exemplo. só há pensar. Aí. Os fantasmagóricos núcleos dos átomos não participam da pretensa constituição material do objeto reconhecível. E então um enxergar viciado participa daquilo que a instrumentação diz constatar e provar em laboratório. caro amigo. é uma forjação ou engendramento antigo que faz 136 . para explicar o inexplicável (Vida). de sua parte. ou seja. e depois endeusá-los. acabam sempre consubstanciando fantasmagorias convincentes… Todos os demais sentidos não participam da percepção do pretenso átomo objetivado. salvo os olhos. salvo na noção ou idéia de peso das coisas. Só a presença dos elétrons – com seus pressupostos movimentos e combinações impossíveis – traduziria o aspecto externo da pasta de nosso mundo material. para fundamentar toda essa aparência objetivada ou fantasmagoria chamada mundo material externo. O cientista. portanto. “Parar este falso mundo” era o livro original que ficou demasiado grande. não disse absolutamente real. enxergar viciado e um reconhecer. teve que inventar átomos e elétrons.não falam por si mesmos nem provam nada. como adiante explicarei melhor. graças à Lei da Geração Condicionada e Graças à Lei da Interdependência. originando o assim dito sal de cozinha. Para um cientista. o pretenso metal sódio e o suposto gás cloro. e muito menos a maioria dos sentidos. quando menos sentidos participam da constatação de qualquer objetividade reconstruída. menos plausível ou mais pensada e falsa ela será. E como antes já salientei. num capítulo dedicado ao Movimento ou deslocamento. E quanto mais sentidos participarem dessa mesma constatação. Um pretenso elétron saltaria de um átomo para outro ou de uma coroa eletrônica para outra (eletrovalência)… O sal de cozinha.

os fantasmagóricos núcleos atômicos quase nunca participam. O sal de cozinha é. pois. liberando fótons. A água por sua vez. Só que estes dois são enjambramentos bem mais recentes. adaptado há uns 300 anos atrás. além de dependerem principalmente dos núcleos atômicos. se traduziria como moléculas vibrando e elétrons pulando. só por causa da aproximação das camadas eletrônicas externas (covalência). faz parte do campo de consciência sensorial da humanidade. raios beta. com suas infinitas fórmulas mágicas. O magnetismo da física também seria só constituído por campos de força. ao se reunirem graças a uma faísca elétrica resultariam na presença da água. cientificamente falando. A eletricidade.parte do campo de consciência sensorial da humanidade. O átomo de sódio e o átomo de cloro sim que são quase que puro pensamento. tomados à parte e pretensamente constitutivos. algo plausivelmente mais real que o metal sódio e o gás cloro. a pretensa luz física de Einstein teria dupla natureza. por sua vez. Tais átomos são só e supostamente constatados por meio do conhecimento indiretíssimo. raios gama. Os Raios X. uma superposição e acomodação bem recentes. Só que aqui. pelos mesmos motivos antes esboçados. sem nada especial por trás. De sua constatação participam os cinco sentidos. que a Lei da Geração Condicionada ou Dependente direciona e faz depender. mas ainda constatados pelos cinco sentidos. se traduziria como sendo só hipotéticos campos de força e elétrons correndo. São. Todos os prodígios da química moderna. todas essas constatações impossíveis e incríveis manobras. supostamente constituintes. Nas assim chamadas reações químicas de laboratório. diz o cientista. portanto. em última instância só ocorreriam graças a permutações eletrônicas. pois fazem parte do campo de consciência sensorial da ciência ou do cientista. etc. são somente magias disfarçadas. O calor físico. Em verdade. magia essa agora batizada com o nome de química. A luz só seria um simples fluxo de elétrons fluindo. Portanto é algo bem mais plausivelmente real que o gás hidrogênio e o gás oxigênio. Na física clássica ocorre o mesmo. também teriam alguma coisa a ver com as camadas eletrônicas do átomo. sempre reconhecíveis. E estes dois. 137 . pois além de apresentar corpúsculos (fótons) também teria ondas e isso contradição. um dos cinco elementos da tradição milenar. são mais plausivelmente reais que os átomos de hidrogênio e oxigênio. O suposto gás hidrogênio e o não menos suposto gás oxigênio.

continuidade. meu caro amigo. E no entanto. num pressuposto átomo eletricamente neutro. mentindo e matando a VidaConsciência ou o “EU SOU” que já somos. os frutos de tais leis são prévia cogitação interesseira. o deus todo poderoso da ciência. subsistirá incólume. tal elétron corresponde apenas à intromissão da ignorância-ego-pensamento. nem existe. E enquanto diante de um ego persistir um fantasma pensado e objetivado. duração e fim. tantos elétrons de carga negativa seriam equivalentes a tantos outros prótons de carga positiva. com suas habituais superposições manobras e acomodações. sua união. E não esquecer que essa pretensa presença objetivada é apenas a contraparte do próprio ego. sua extensão no espaço. o pretenso ente. que às vezes superpõem terríveis fantasmagorias do tipo: prevalecendo este tipo de pensamento: massa vezes velocidade da luz ao quadrado aquilo aparece. ou seja. Esse chamariz einsteniano se nos traduziu como uma gigantesca liberação de energia destruidora do tipo bomba atômica e de hidrogênio. A não ser os cientistas e atomistas. tudo seria uma coisa só: o ELÉTRON. falsa imortalidade. nem existirá)… A noção de massa. a pretensa à energia. a Lei da Geração Condicionada ou Lei da Convergência de Causas e Condições ou Lei da Geração Dependente. fuga. mimetismo. seu nascimento. em última instância também se traduziria como um conceito elétrico. ninguém no mundo se preocupou de ver. a pretensa pasta material das coisas. não importa em que mentiroso nível ele se colocar e se esconder. roubando. todo poderoso. já que. Em outras palavras. a suposta permanência da pasta no tempo. pasta material. egointelecto-mente humano) concentrou todas a sua sagacidade. suas características. mais a Lei da Interdependência. sua separação. (que nunca existiu. propriedades e qualidades etc. E essa fantasma é regido pelas leis do acaso. Enfim. toda a vida cotidiana reconhecível se traduziria como meras brincadeiras decorrentes da hipotética presença do elétron. sua astúcia. suas artimanhas de reforço.Em suma. Foi no fantasmagórico e infinitamente pequeno (elétron) que a sombra velhaca de possibilidades infinitas (ou ego-pensamento. Amigo. poder etc. enganando. como já disse. naquilo que seria o pretenso nível atômico funcionaram e funcionam a contento. que resultaram em falsa permanência. de enfocar tal pretenso nível atômico e núcleo do 138 . subjetivo e falastrão ou a falsa persona.

o povo em geral. mésons. a Física EM escalar. exatamente por serem entendidos e condicionados. a clonagem etc. os magos. No lugar da energia atômica. Inclusive a tão exaltada energia atômica ou energia encerrada num núcleo atômico ninguém sabe exatamente o que é. sinceros e lúcidos. a física Quântico-Ondulatória. que a física atômica. hoje se sabe. juristas. Os filósofos. Talvez seja apenas um paradoxo completo ou um Vazio-Pleno Primordial que “se tornou maligno” por causa do pensamento de certos homens. E a propósito. 139 . de desmentir nada. os místicos. por causa do discurso interior ininterrupto. a nível atômico. Mas estes onde estão? E ainda com relação a todas essas aparências e paradoxos. como antes já vimos. construtores de bombas. e muito menos tentou manipular isso. o pior de todos os tipos de pensamento. Só que este outro modelo de universo é fruto do pensamento puramente matemático. Ora. nem ninguém tentou provar ou desmentir isso. nêutrons. caro amigo. vejam as mentiras que atualmente estão se levantando e vingando a nível microbiológico. os religiosos. impedir ou bloquear esses manipuladores biológicos da falsa fatalidade? Ninguém. Mapearam o DNA. a DNAs. salvo alguns cientistas honestos. portanto não tem capacidade de contrariar.átomo. que convém que não ocorra. Mas estes cientistas e atomistas. a manipulações biológicas. a engenharia genética. senão somente reforçam as terríveis aparências que daí saltam fora ou que eles engendram. os advogados. os artistas. hoje teríamos os filetes energéticos a constituírem as cordas de energia do novo universo ou Universo Cordas. salvo os entendidos em ciência e condicionados para tal. nem de desfazer coisa alguma. quem poderia contrariar. nada sabem de atomística ou mesmo de química e física e. Seu único e eterno teor quantitativo nos engana sempre e de modo completo. a fecundação in vitro. os contrários à ciência etc. os engendramentos em tais áreas científicas haverão de continuar ocorrendo e prevalecendo até a saturação ou até que aconteça o verdadeiro holocausto final. É por isso que ninguém pode contrariar ou bloquear coisa alguma daquilo que diz respeito a esse fantasmagórico nível atômico. os literatos. elétrons etc.) é pura ilusão. os bruxos. Quem faz isso são só certos cientistas. bem mais avançadas que todo o resto da ciência. absolutamente ninguém. concluíram que a pasta atômico-nuclear (prótons. RNAs. os padres. Desse modo então. relacionadas a pretensos vírus. deles mesmos. não refutam nada.

Dessa pretensa convergência saltaram foram todos os demais corpos vazios da objetividade cotidiana. Contudo. amigo. durável. duro. mas Vivenciável (a Autonatureza de certos alquimistas verdadeiramente bons). porque lhe convém. ente-ego que é também vazio como tudo. nitrogênio. ou sempre foram vazios. um núcleo vazio. mas que em verdade são vazios. um envelhecimento que resultam em dor. o ego-intelecto-mente só não se apercebe de que o paradoxo que diz enxergar adiante é uma contraparte dele mesmo. denso. Contudo. Cuidado que isto que se sugere não é niilismo. fruto puro do pensamento maligno. mais um elétron vazio. mas que o pensamento pretende sejam densos. Esta atividade pensante enganadora precisou então recriar um falso ente para si mesma e um pretenso micro objeto lá adiante. indescritível. O prevalecimento de enganadores fantasmas objetivados.. para superpô-lo a ALGO fugidio. Dois átomos vazios. objetivando-se. Os corpos objetivados em realidade podem ser apenas um vazio-pleno ou nome-e. que o ego – tal e qual seu criador e senhor. o Demiurgo – exerce o poder para beneficiar-se e para prejudicar o próximo? E só pode exercer tal poder em algo que aparentemente seja permanente. como acontece com o horroroso vírus HIV da AIDS. nem aniquilação e muito menos desespero. quem sempre pretendeu conhecer o átomo foi o egopensamento do assim chamado buscador ou cientista. ocasionando ou não estragos. pois não passam de simples formasnomes pensadas e revestidas de ficções. convergindo. originam uma molécula cheia. resulta em DNAs e RNAs absurdos ou senão resultaram em célula. pretensamente cheios. É bom que saibas.forma. daí toda a sua poderosa pantomima. dor e desespero. isto sim resulta em niilismo. em tal vazio e para o homem-ego o que efetivamente prevalece é somente um mal Sentir. em cristal.. Uma porção de moléculas vazias.Amigo. um mal Estar. mas em verdade também vazia. permanentes e pretensamente concretos. mas com prótons. mas em realidade também vazio. convergindo graças ao pensamento pareceram resultar num átomo cheio e perigoso. Assim que. decadência e morte. Todos esses vazios então convergem com um mentiroso enteego. porquanto sempre pensado. nêutrons. tipo átomo de hidrogênio. materiais. que se julga cheio e com essência própria. 140 . permanentes e impenetráveis. mésons vazios etc. convergindo.

É de se concluir. não são absolutamente nada. tanto se vista igual a um Todo. graças ao pensamento errôneo. que finalmente tudo continua indescritível. Tais Mestres denunciam também que a existência de um objeto sempre reconhecível é inadmissível e contraditória. o mundo cotidiano externo e aparente – ou também o mundo que a ciência reconstruiu – sem que no seu lugar não se Conscientize ou se Perceba a autêntica Realidade. este hipotético Todo corresponde ao pretenso dado universal da filosofia. genomas. "existência essa". genes. DNAs. contudo.). Essas pretensas micro-micro-entidades do nível microscópico para baixo – células. moléculas. quanto se vista como uma parte desse Todo. corresponda este pretenso conhecimento a um dado particular. . criam e matam a outros fantasmas”. célula etc. como já deu para desconfiar. inabordável ao mal pensar. vírus. A CONCEPÇÃO ATOMÍSTICA INFESTA TUDO Caro amigo. – infestam e corrompem todo e qualquer conhecimento relacionado à objetividade. Como já vimos. forjados e enganadores. “fantasmagóricas rainhas que. e o eterno jogo das palavras. Porquanto. os Mestres da Consciência Pura (ou os budistas da escola Vijñanavada). 141 .e tudo o que parece fazer parte dos níveis microscópicos (vírus. germes. Para os cientificistas. é uma calamidade sem par. O que nas trevas exteriores humanas ou no “samsara” oriental prevaleceu foi somente a ânsia pelo poder da parte do ego. essas. sempre que se rechaça um erro. Lamentável é dizê-lo. pretensamente constituída por um infinito número de átomos. mas a idéia ou a concepção do átomo . átomos etc. mas não se deve. mas nem por isso idealistas ou subjetivistas. ou corresponda a um pretenso Todo constituído de partes menores. e com justiça. que não se pode negar o mundo fenomênico. a uma parte. alegam. mas no nível da Autonatureza (Absoluto) tudo é sempre perfeitamente Vivenciável. tal Todo-parte se manteria e se auto-sustentaria graças aos átomos que. acaba se aceitando a Verdade por sobre a qual o erro havia-se assentado.

E estão certos no que dizem. Algo Verdadeiro em Si subsiste. coloco o “Isto” Primevo”. dependerão da energia física. E se tais qualidades. A existência do objeto totalmente separado e diferente da pessoa conhecedora é inconcebível. no lugar do falso objeto constituído de átomos. qualquer Percepção Autêntica ou qualquer Conhecimento Direto. De sua parte. o Bom Conscientizar ou a Consciência está presente em todos os homens. é Consciência em Manifestação. supostamente dependentes da presença da pasta e dos fantasmagóricos átomos. (Saber-Sentir-Intuir). Por outro lado. digamos que Espiritualizada – como a Vedanta Advaitista e o Yoga da Índia – alegam. no sono anestésico etc. aí sempre saltarão fora hipotéticas qualidades. é Mente Pura. os partidários da Objetividade Última. e sim apenas mal pensar. caro amigo. contudo. propriedade. no mundo cotidiano faz-de-conta. Mesmo que não claramente evidente. como inconcebível também é esta pretensa pessoa-ego ser diferente de seu próprio (re)conhecimento discursivo. . é Espírito. que a Coisa Dada (Objeto?) ou a Vida ou até 142 . porque se assim não fosse. propriedades. reconhecer determinado objeto é imprescindível. Totalmente desabrochado ou até mesmo sufocado.No caso de se admitir a assim dita existência da matéria. o qual se faz passar por senhor e superpõe seus frutos (engendramentos). atributos não dependerem do átomo. mesmo que em tal reconhecimento não prevaleça qualquer Conscientizar correto. mas não O torno Absoluto. Os Mestres da Consciência Pura ensinam que no sono profundo sem sonhos. Eu. afirmando-as ou negando-as por meio do discurso. em que o enganador objeto material desaparece.. pecando com as palavras. nem que seja um Isto-Sentir. é ela quem suporta o pensamento enganador. e depois só fica fundamentando suas próprias mentiras. ou senão da pretensa permutação da energia em átomo. e viceversa. apenas sugiro que Isto é e não é uma Manifestação do Absoluto. Este “Isto-Sentir”. Entrementes. em conseqüência "de tal parecer". os Mestres da Consciência Pura da Escola Budista Vigñanavada alertam que se diante do homem não existir de fato um objeto constituído de átomos. no seu lugar algo verdadeiro em si têm que forçosamente existir. no dia seguinte nenhum homem-ego acordaria do sono ou de uma anestesia profunda. atributos. no desmaio.

Por outro lado. se “Isto” (o Objeto Verdadeiro) comunga com “Sentir” (o Sujeito Verdadeiro).. Mas que diacho! Tanto essa falsa pessoa pensante quanto o seu objeto pensado não tem essência própria – nem anímica nem atômica – e tomados isoladamente não são absolutamente nada! Sujeito pensante e coisa pensada são apenas aparências que se fazem presentes quando reflexos. um quase deus pessoa lá. Todavia. como é fácil pressentir. como sendo o próprio objeto conhecido. (e que só o homem manifesta).mesmo o Espírito não pode ser negado porque Ele forçosamente está presente em todo ato de conhecer. isso não é um fato absoluto. então aí não há nenhum receptor nem há objeto dado ou receptado. E se. o que é que em verdade fundamenta o parecer desses defensores da Objetividade Última ou advaitistas? Pois é. a qual sempre acaba superpondo seus objetos pensados. é inexistência como também o é todo e qualquer objeto que dependa desse mesmo ego ou se encontre numa perfeita interdependência com ele. Mas finalmente. em verdade nada nos é dado ou nada é dado ao ego-persona. (Digo eu. no caso) anulam a denúncia básica de que no ato de conhecer lamentavelmente se intromete uma falsa pessoa ego-pensante. dizem que não é uma atitude correta tomar o Ato de Conhecer em Si. e tampouco dá algo para um ego-alguém). eles. em verdade o Absoluto não é nem subjetivo nem objetivo.. (corda e serpente) em verdade serão totalmente 143 . em última instância. porém. Ele-Brahmán lá). – Atenção as colocações dos defensores da Objetividade Última (advaitistas indianos e pensantes. objeto que nos foi dado por Ele – ou nos foi dado por um Deus lá. ressonâncias convergem. de explicar os faz-de-contas. E nesse caso. e sim uma maneira de sugerir. porque este pretenso ente cognoscedor. amigo. um Absoluto objetivado. um “Isto” –(corda) – pretenso objeto real – ou um “Isto” –(serpente) – objeto ilusório ou corda mal vista – forem declarados duráveis e com essência própria. como adiante veremos. nem estranho a esse mesmo bem ou mal conhecer. já que a função-natureza da cognição seria a de revelar o objeto que está presente. certos nada mais outros nada resultam em Maya ou resultam em aparência convincente. a possibilidade de bem conhecer não criaria um conteúdo igual ao próprio conhecer. Esses mesmos defensores da Objetividade Última Espiritualizada (ou do Ele-Absoluto. Para esses defensores da Objetividade Última.

aparentes, irreais, não acontecendo, o mesmo, porém, com o indecifrável e momentâneo “Isto” revestido (como corda ou como serpente), nem com o Sentir Primevo. Os partidários da Objetividade Última e Espiritualizada, com razão, dizem que tudo é Brahmán (Deus Verdadeiro), que tudo é o Absoluto, e que o mundo e as suas particularidades não existem. Só que fazem deste Absoluto algo objetivo, algo cognoscível e sempre Absoluto. E para tal dão o exemplo da corda (e dizem que ela pode corresponder a Brahmán) e o exemplo da serpente ou corda mal vista (que é a superposição aparente ou Maya). Assim que eles alegam que a Verdade-Corda ou Brahmán se for mal enfocado e mal conhecido apresentar-se-á ao buscador como se fosse não uma corda e sim uma serpente (Maya). E que, portanto, a obrigação de todo bom buscador é o de reconquistar seu reto conhecer para enfocar a corda-verdade adequadamente ou senão para comungar com Brahmán. O bom buscador tem que parar de confundir a cordaverdade com a mentira-serpente. Contrariando, digo eu, iguais a tal corda ou a tal serpente objetivada, muito mais irreal será o ego, a falsa entidade reconhecedora e pensante, que em casos especiais afirma tanto a corda (Brahmán) como a serpente (Maya), quando em verdade há apenas uma reciprocidade interdependente entre sujeito e objeto. E o ego ainda parece atribuir à corda e à serpente uma essência atômica e as faz durar, quando nenhum desses dois pretensos dados é verdadeiro. Amigo, um Absoluto objetivado tipo corda (Brahmán), apenas – da Vedanta Advaitista – ou senão um “Ele” separado e deus-persona lá adiante – próprio das religiões e filosofias do Ocidente – ou ainda um Absoluto igual à Consciência, mas como se fosse um subjetivismo inalterado – Budismo Vijñavada – isso tudo é só contradição. Do Absoluto-Verdade, do Real, do que é Autêntico, do Deus Vivo nada se pode dizer. A caro custo, algo se pode sugerir de Sua Manifestação, como “Isto-Sentir” ou Autonatureza em constante Renovação, e mesmo assim se estará sujeito a erros.. Os partidários do materialismo imediato e do atomismo (materialistas e niilistas), de sua parte, ainda insistem em alegar que se todo e qualquer objeto fosse inexistente por completo, até mesmo em seu pretenso nível atômico, então nosso cérebro não faria dele nenhuma representação no ato de conhecer. Esses materialistas niilistas confundem a verdadeira possibilidade de conhecer primeva com o

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cérebro pensado, posteriormente por eles. Esse argumento minaria um pouco, a plausível existência da Consciência Pura dos Budistas Vijñanavada. Entrementes, não é o cérebro quem forja as representações e sim a mente-ego, e esta ou o pensamento forjam até o cérebro. Certos lógicos orientais bem comportados também dizem que se previamente não houvesse um objeto fora de nós e no tempo, mas não necessariamente feito de átomos, depois sequer se poderiam captar seus “estímulos sensoriais”. Nossa mente nada captando de tal objeto externo não forjaria uma representação, um modelo, para que se tornasse um elemento equivalente ao dado material externo, e constante da consciência no ato de perceber. Em suma algo igual ou similar ao objeto externo. Esta refutação é idêntica à que Kant, o grande filósofo ocidental, apresentou contra os idealistas e empiristas – tudo é mente – de seu tempo. Santo Deus, para que tanta enrolação!… Sucede somente que a impressão, a sensação e a falsa percepção do psicologismo acadêmico não são o resultado de um estímulo externo, acasalando-se com uma pretensa representação mental correspondente. Mas são, isto sim, fruto de uma reconstrução ego-mental prévia, suscitada pela ignorância-desejo e pelos pensamentos estruturantes, reconstrução que resulta numa superposição ou numa geração condicionada, tanto subjetiva como externa ou objetiva. Nesta superposição parecem caber também as impressões do psicologismo acadêmico, parece caber a falsa sensação da fisiologia e a falsa percepção neurológica da ciência médica (neurologia e fisiologia). Diga-se sem nada impor que os pensamentos estruturantes, arquitetos da geração condicionada, provêm de “restos” do Isto (Objeto Verdadeiro) e de “ressonâncias” do Sentir (Sujeito Verdadeiro). Essa reconstrução, feita de restos e ressonâncias adaptados, é a que resulta na extrojeção sustentada do mundo ou do objeto refeito e reconhecível. Nessa extrojeção e sustentação discursada da falsa objetividade bipolar (pessoa pensante, de um lado, e objeto pensado, do outro) é que parecem caber a convergência da impressão externa com o pretenso modelo mental ou representação. Depois, eu (ego), discursando, batizo isso com frases pomposas do tipo: “eu, fulano de tal, fiquei cônscio da célula, da molécula, do átomo, das partículas subatômicas e do escambau (= complicação absurda e infinita)...”

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Mas nisso tudo, o “ficar cônscio de” é ainda um embuste. Não é preciso que o ego ou que a falsa pessoa fique pretensamente cônscio disto ou daquilo (falso objeto). O certo sim é que ele se suma ou se transmute em “EU SOU” e tudo volte a ser Consciência-Ser, Mente Pura, Consciência Verdadeira. Ou senão que aí volte a prevalecer a Consciência Real e sua Manifestação, “Sentir-Isto”, “Isto-Sentir”. O Conscientizar Perfeito, o Conhecimento Direto ou a Boa Percepção, livre de “restos” e “ressonâncias”, Sabe-e-Sente que por trás de toda experiência parcial ou mesmo total sempre prevalece a Coisa em Si, (“Isto”). Tal “Isto” Momentâneo é a base para que a superposição dos revestimentos externos reconhecíveis se assente; e o “Sentir” é a base para que a superposição interna das representações e das categorias do pensamento também se assentem. E desta última base saltarão fora as pretensas particularidades da matéria, sua permanência, sua impenetrabilidade, suas qualidades, propriedades, distinção, alteração temporal etc.. E são estas categorias enganadoras ou pensamentos discursivos os que parecerão dar permanência, continuidade à reconstrução externa e superposta, quando, mesmo assim, esta sempre acaba mudando. Os pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos em todos nós só ocultam o Real. A caro custo captam os reflexos ou as reverberações desse Real. Os pensamentos estruturantes geralmente só engendram aparências sobrepostas e os seus similares, os discursivos ou pensamentos falastrões, discorrem a respeito. A pretensa “prova científica” – arrancada de uma observação viciada e enganadora, que implicou na elaboração de uma hipótese ou numa dedução esdrúxula, e que induziu ou obrigou a que se agisse propositadamente, numa experimentação consubstanciadora de mentiras, e que inclusive levou a que se equacionasse matematicamente o resultado alcançado, para que finalmente toda essa pantomima resultasse em prova – pode corresponder apenas, digamos, a um pretenso objeto material do tipo corda –(Isto). De sua parte, as pretensões e “provas” de um idealismo mal elaborado e geralmente só raciocinado podem equivaler, e por que não?, à serpente –(Isto). Mas para os iludidos e superficialistas, verdadeira ou real nesse caso seria somente a corda científica e não a serpente ilusória dos idealistas.

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Todavia, em todo esse logro de corda ou serpente, o que vinga não é o Absoluto, o Real (ou até mesmo o “Isto”), e sim é sempre o ponto de vista mais forte e mais prepotente. Sim porque, conforme o enfoque, a corda aparente e reconhecível, e a serpente aparente e reconhecível, ou se distinguem, se separam, ou senão se confundem. E se determinado ponto de vista for muito forte, muito arraigado, muito antigo e saturado de prejuízos e temores, a serpente ilusória do idealista pode até morder e matar. Contrariamente, a corda pretensamente real do materialista quem sabe acabe não amarrando coisa alguma, mas possa até mesmo morder e envenenar. Sim, porquanto o Real aí não é nem a prova científica pretensamente representada por uma corda objetivada – em verdade extrojetada e assim reconhecida – nem é a serpente enxergada de modo enganador no lugar da corda. REAL aí é somente o “Isto” Primordial – e que pode ser até mesmo o Brahmán dos vedantinos ou pode ser a Consciência absoluta dos Vijñavadas, desde que ou Brahman ou a Consciência se transformem em Vivência Perfeita – constatável apenas por uma Vivência, ou por meio de uma comunhão perceptual, ou ainda por meio de um bom Sentir-Saber-Intuir e nunca por meio de uma observação cheia de garras, de deduções esdrúxulas ou hipóteses, de induções que resultam em atuar ou experimentações propositadas ou intencionais, de descrições matemáticas da ocorrência montada, e que coroam uma falsa prova científica. O mundo empírico das aparências não é nem totalmente objetivo nem é totalmente subjetivo. Ele é só o próprio Real distorcido. E tal distorção pode deixar de prevalecer e o Real vingar outra vez, mas só como Autonatureza, como Mente Pura, como Consciência-AtoEU ou também como o Absoluto em Manifestação, e nunca só como mundo empírico, pretensamente material e feito por alguém, e que são as trevas exteriores ou o samsara. O Conhecimento Direto percebe a Coisa como Ela é, (“Isto”), sem o mínimo traço de ilegitimidade ou sem a contaminação das reconstruções prévias, e que são também formas subjetivas extrojetadas, em seu papel de categorias, modelos e representações. O Conhecimento Direto não participa nem prevalece em nenhum "tornar-se cônscio do dado empírico”, da coisa pensada ou reconhecível.

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Somente quando “Isto-Sentir-Saber-Intuir” volta a prevalecer completamente é que o ato de conhecer fica totalmente despido de qualquer prisma subjetivo distorcedor, com o conseqüente engano perceptual de objetividades. Tal Conhecer Direto fica tão puro e transparente que nenhuma distinção poderá ser feita entre o que Sabe-e-Sente (Homem Verdadeiro) e o que supostamente se Sente e se Sabe (Autonatureza, Real, Absoluto), ou ainda entre o Sujeito Realizado, Iluminado e a Totalidade da Iluminação. Mas, malgrado o supra dito, paciencioso amigo, alguns partidários da Objetividade Última e Espiritualizada – ou os partidários do Brahmán Absoluto da Vedanta Advaitista indiana – poderão insistir em alertar que um Conhecimento Impessoal (livre de ego) não forja a coisa (objeto) ou o dado externo, mas é só Brahmán em Si o que torna tal Conhecimento possível, ou dinamiza tal Conhecimento. Brahmán no caso seria a objetividade mais perfeita. Esse Objeto Último e Espiritualizado, próprio do Conhecimento Impessoal e que em última instância tem como resultado o próprio Brahmán (ou Absoluto), não existe no ato vulgar de conhecer ou no conhecimento indireto e indiretíssimo. Nem esse Real bem Peculiar (Brahmán) se faz presente por meio do ato de se conhecer de modo vulgar. Esse Real bem Peculiar sequer trava relação com tal conhecimento indireto, mas tal Objeto Primevo ou a Objetividade Real existirá em si mesmo, sempre não-relacionado. (Só que nesse caso Brahmán não é nem objetivo nem subjetivo, e pelo jeito, é o que é). Pois é, amigo, para os que isso propõem, Aquilo (Absoluto) somente é Real em Si mesmo e não precisa de nada para ser o que é. Aquilo (Brahmán) seria aquela Corda Real que o Bom Conhecimento revela quando elimina a ilusão superposta da serpente externa, suplantando então o engano perceptual.. Entrementes, essa ilusão de serpente superposta a uma corda, a lógica-razão acadêmica e a metodologia científica, com seu conhecimento indireto e indiretíssimo, não conseguirão eliminar de modo algum. Ao contrário, a ciência laboratorial admitirá que tanto a corda como a serpente são reais. Cada qual em seu tempo e conforme o enfoque. Ignorando a corda subjacente, a ciência laboratorial poderá até mesmo alegar, de modo antecipado, que a serpente atual e que no momento se enxerga é real em si, que ela existe e que está separada da pessoa pensante e observadora. Depois, conforme recomendou

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Descartes, pegará tal ofídio (ilusório) e o esmiuçará até as últimas conseqüências para provar sua realidade. E com isso certos cientistas aumentarão ainda mais as mentiras superpostas, as quais irão ocultando cada vez mais a corda subjacente, (e que tampouco é o Absolutamente Real). Todavia, o falso objeto ou a serpente –(“Isto”), que sempre se relaciona com o ato indireto de conhecer ou até mesmo com o ato indiretíssimo de conhecer, é somente aparência, superposição ou não é nada em si mesmo. Quando bem enfocada, tal superposição se exaure ou se anula por completo dentro dessa mesma relação. Para o ponto de vista dos vedanta-advaitistas, o erro perceptual se deve ao ego enganador, ou também reside numa distorção psicoepistemológica. Para eles, a Verdade Última ou a Objetividade Espiritualizada (Brahmán, no caso) é sempre Real e Ontológica. Para Nagarjuna e para uma Lógica Extremada e Autofágica, o engano, contudo, é sempre epistemológico. É um engano passageiro e passível de ser eliminado. Ou seja, a modo de dizer, prevalece uma ignorância-pensamento (engano epistemológico) que resulta em falso ser-ego-pensamento, a mal pensar ou a mal perceber (ou engano psicológico e perceptual)… Em verdade o Absoluto não é nem subjetivismo distorcido (só serpente) nem é objetividade enganadora (só corda). Não é nem Consciência permanente, nem é o Ele, lá adiante ou um Espírito Absoluto que, conforme alguns pode virar até Verdade Última ou Objetividade Espiritualizada. Finalmente, o Absoluto é o que é. Pecando com as palavras, o Absoluto ou o Real está livre de conceitos e pensamentos, e quem sabe se preencha espontaneamente de Novidades e Belezas, nunca reconhecidamente subjetivas ou objetivas.

NEM O DEUS ACASO NEM “ELE”, O DEUS PERSONA, DEMIURGO, CRIARAM COISA
ALGUMA
Amigo, visto o homem pensante sempre se deparar com uma objetividade, pretensamente permanente diante dele, especulando em cima, ele vê-se obrigado a considerá-la como tendo sido criada ou por

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coisa supostamente criada essa que se estenderia o até o “Aqui” e se prolongaria até o “Agora”. Só que até aqui já deu para desconfiar que nem o tempo. como o materialismo científico quer. Deus-persona e o ele deus acaso sejam aposentados urgentemente Por outro lado. autênticos. nem da parte de um deus personificado (religiões). nem a alma personificada. malgrado apareçam em dependência. um Ser ou Deus que além de criador fosse inclusive Eterno. existem em si. escondido lá adiante. faz-se necessário que o “Ele. das filosofias e das religiões dualistas. Em suma. esse pretenso Ser permanente e imutável tanto teria que equivaler a um continente-receptáculo (ou espaço-tempo). nem a matéria ou átomo. 150 . também teria que ser Imutável. contudo. Sucede. patrono da ciência. ou só matéria e alma. Deus Persona. não mensuráveis) há sim uma Manifestação Viva e que resulta na Vida em Si. Esse Ser Eterno da Teologia estaria na dependência de quatro aparências ou inexistências. Nada nem ninguém criaram coisa alguma num lá longínquo e num ontem remotíssimo. todo poderoso. nem o espaço. que no Aqui e Agora (Espaço verdadeiro e Tempo verdadeiro. minha gente? E mais. como também e simultaneamente teria que corresponder ao conteúdo desse receptáculo ou criação. como querem certas religiões dualistas e correntes filosóficas. c) Átomo (ou a energia-matéria) d) Alma (essência própria ou substância anímica). Ao invés de criação espaço-temporal (falsa religiosidade e materialismo) se poderia sugerir.um “Ele”. fatores esses que são: a) Espaço. da ciência. e sê-lo-ia graças a quatro fatores tidos como permanentemente inalterados pelos especuladores da metafísica. sem nada impor. para seguir em frente e morrer em hipotéticos e remotos amanhãs. Como criadores da Vida. nem da parte do Absoluto e Deus Vivo (Alta Sabedoria) e muito menos da parte do deus acaso. ou senão forjada pelo deus acaso dos materialistas cientificistas e niilistas. que nunca houve uma criação propriamente dita. b) Tempo. tal conteúdo teria que ser ou só matéria-energia (átomo). Mas é isso possível.

Contrariando a pretensa imutabilidade última dos átomos e de suas supostas subpartículas. Já veremos por que. se alterariam e até mesmo se permutariam. ou senão se fala “Energia Primordial”. conforme o pensamento do observador científico desavisado. as coisas e seres pretensamente finitos. “buracos negros” esses obviamente inventados por cabeças ambiciosas e descuidadas de certos astrônomos.Em seu aspecto total ou continental. esses pretensos espaço e tempo em si. atômicas. como já vimos. convém desconfiar que nada ocorre desse modo. tornariam possíveis o movimento ou o deslocamento dos corpos e a alteração físico-química das coisas e seres. Mas será exatamente assim? Igualmente. sendo imutáveis em si mesmos. porque lhe convém. que os pretensos e enganadores Buracos Negros ou “trituradores cósmicos” liberariam. esse pressuposto “Ele” sagrado seria idêntico à interdifusão do espaço e do tempo. persistiriam. em vazio primordial como atualmente ensina a Física Quântico-Ondulatória e a Física Eletromagnética Escalar. moleculares e assim por diante. como em momentos a própria ciência admite. Atualmente sequer essas pretensas partículas últimas são mais levadas a sério já que em nível quântico aparecem e desaparecem. hoje se sabe que quase nenhuma partícula intra-âtomica e eletrônica se mantém sempre igual ou constante. igual à ignorânciaego-pensamento de alguns. Os cientistas avançados e bem informados já não mais as consideram como algo real. e depois de novo em energia. Tal Ser Eterno e Imutável também manteria sua permanência e imutabilidade nos constituintes últimos e primeiros da matéria ou pasta objetiva. Hoje se fala em Possibilidades Quânticas. Entrementes. As pretensas partículas últimas e irredutíveis da matéria se transformaram em fantasmagóricas ondas energéticas. abarcariam e conteriam todo o resto. ao invés de imutáveis. são interminavelmente redutíveis e mutáveis ao infinito. E como um Descartes gostava de dizer. Estas. materiais e anímicos aí existiriam. se estenderiam. E estes constituintes representariam então os tão exaltados e louvados átomos que. a seguir em partículas primordiais. os quais. em partículas subatômicas. formando uma base ou senão um receptáculo infinito. que alega estar observando essas coisas ou “átomos”. 151 .

que também nada termina ou nada se aniquila em termos absolutos. Ou melhor.Dizem eles que uma vez liberada tal “Energia Primordial”. nada origina nada. ela voltaria a condensar-se e a originar a matéria. E todo esse escambau finalmente poderia originar os corpos vivos com o respectivo embuste ou DNA. Mas a ciência diz e “prova” que a pretensa combinação de átomos resultará em moléculas. submissa às normas da lei físico-matemática de Einstein. pois. Mas amigo. os próprios átomos assim por diante. que tudo surge ou se Manifesta Aqui e Agora. Pois. porém. E = mC². pois sim! O que há de mais avançado em ciência astronômica hoje alega que filetes de energia constituem as cordas do universo e que estas originam a subpartículas dos átomos. sóis. Com a transmutação da energia em matéria. que “evoluiriam” até a condição de nebulosas. sistemas solares. a formar e formatar corpos vivos.. 152 . simplesmente desintegrando essa porção. juntamente com os fótons e elétrons soltos. isso é um faz-de-conta regido pela Lei da Geração Condicionada.. sem nada impor. E essas. tornado mutável) estaria criando a vida material e objetivada. descoberta por Stephen Hawking. galáxias e o escambau (confusões infinitas). Esta última tese matemática está querendo aposentar o Big-Bang inicial e os buracos negros. aniquilariam “uma porção do universo pretensamente físico”. ou também que não há um começo para que algo implicitamente fique originado? E se algo parece se originar. ou senão que tudo isso reverte e volta a ser corda universal. sem qualquer Criação prévia. e quase provar. que ele diz ter conseguido equacionar matematicamente. para daqui finalmente se originarem os assim chamados corpos densos. já que ela parece fundamentar todas as suas idéias (ou ambições?) ligadas ao “campo unificado”. Os pretensos buracos negros. voltariam a originar os pretensos e fantasmagóricos átomos. num começo de tempo que não é começo de coisa alguma. o pretenso SER imutável (agora. (em verdade inventada). . a originar as subpartículas intra-atômicas de que a Física Quântico-Ondulatória fala. isso é só pensamento. A caro custo se poderia sugerir. e estas em complicações maiores. porém. Daí se libertaria a tal “energia primordial”. de sua parte. materiais. não se acabou de ver que em termos absolutos e em última instância. energia que ele tanto gostaria que fosse absolutamente verdadeira. Não esqueçamos.

os plasmas. transformaria a sua própria Vontade Única em ridículos mecanicismos. a que se transforme em partículas primordiais etc. Descartes. ou “Ele” deus-persona objetivado. como se fosse realmente possível. e precisando 153 . e assim “ad aeternum”. sem saber-se como nem de que modo conseguiriam encerrar poder e inteligência. as nebulosas. da ciência. que Stephen Hawking “descobriu”. Tal Ser Eterno e Imutável. tipo Newton. tal “Vontade Divina” acabará degenerando e resultando em mais leis capengas.E se tal “criação” não cabe a um “Ele”. deus-persona. os quais acabariam sendo detectados pelo homem e decifrados pelo intelecto na condição de leis físico-químicomatemáticas. liberada ou não pelos buracos negros do universo. ou quem sabe apenas forjou? – Nada contra. meu caro amigo. complicando-se ao extremo e. separado dos seres vivos. Ou senão ainda. graças ao intelecto do homem. que obrigarão a que os átomos forjem as moléculas. a determinar que toda essa pantomima universal tenha um começo a partir de uma pretensa “Energia Primordial”. Pois é. a qual iria se transformando em matéria continua. toda essa “brincadeira” passará a ser conseqüência ou fruto do deus acaso. mesmo que tenha manipulado somente a Lei da Geração Condicionada. Uma ou mais lei como essa. tal “vontade” degenerada em “lei” científica obrigará a que se forjem as poeiras cósmicas. as células. transmutando-se de novo em outra ridícula lei físico-química-matemática. Kant. e estas. – Esses hipotéticos mecanicismos obrigariam então à pretensa energia primordial. afinal de conta o gênio desse homem ninguém tira. sem conhecê-la e sem precaver-se da mesma. antes pretensamente triturados por tal buraco… E de transformação em transformação. E estas. Descartes et altri. as macromoléculas (DNAs). por favor. e assim por diante. como se isso fosse possível. de catolicismo. a “Vontade do Ser Eterno e Imutável” foi-se permutando em fórmulas físico-químico-matemáticas pretensamente exatas. os seres vivos. finalmente voltar a se desintegrar. inclusive. determinará agora que essa energia cósmica descoberta volte a originar os átomos. E tal “Vontade Divina”. apercebendo-se de todos esses paradoxos ou similares. como fizeram os bem (ou mal?) intencionados Newton. Alguns cientistas ainda impregnados de escrúpulos religiosos. as galáxias e o escambau (ou diabo que os carregue). ou senão os cristais.

contudo. amigo. Já veremos por quê… Cuidado esse refutar da alma pensante-pensada é aparente. em especial no homem. Mas todas essas tolices que acabei de esboçar serão verazes e realmente possíveis? Amigo. Depois formaria a parte ativa e sensível do cérebro. Os teólogos. lamentavelmente revelou-se bem pouco eterno e bastante mutável. inventaram um Deus fora da máquina cósmica. e como Newton o consagrou. insisto em alertar que não. Sem este Espírito-Alma não haveria homem mal pensante. ao mesmo tempo em que agradam à ciência e reforçam sobremaneira as invencionices e delírios cósmicos de certos cientistas. portanto. o Ser Eterno e Imutável acima esboçado. é muita petulância a de certos cientistas alegarem que “Deus é apenas um conjunto de Leis Físicas em funcionamento!”… Foi também muita burrice ou ingenuidade achar que Ele criou seu universo por meio da matemática. tal alma também muda. pretensamente transformando-se nos ridículos e absurdos mecanicismos das leis físico-químico-matemáticas em verdade só resultou no Acaso e no Determinismo. a suposta e constante “degradação ou degeneração da vontade divina”. que traduziria e caracterizaria a experiência viva e humana… Isso. claro está. sempre em conformidade ao parecer de certos teólogos pensantes. que é a alma. Aí amigo. como pareceu sugerir Platão. algo desta alma – em verdade sempre mutável ou impermanente. 154 . Mas. Em princípio. tanto o acaso quanto o determinismo científicos apenas servem para esconder e disfarçar as próprias contradições da ciência moderna. malgrado eles obsequiarem imortalidade e imutabilidade à alma-ego. paciencioso leitor. Sim. ou um “Deus-ex-machina” E ironia das ironias. O homem é mais do que isso. diriam que Ele mantém sua eternidade no ser vivo. que prejudicam o homem. o Homem é Alma Verdadeira ou Espírito. ao emprestar-lhe uma essência absoluta e imutável. inexistente – constituiria o ego-persona. como se tivessem autoridade para tanto. como Galileo Galilei aceitou também.manter o Deus pessoa. Todavia. esse deus de pancadaria em verdade é apenas o ápice de nossa própria ignorância! Pois é.

que depois de uma ridícula explosão ou Big-Bang. SEMPRE FORAM SIMPLES FORJAÇÕES HUMANAS Amigo. não se pode conceber qualquer entidade objetivada que. Tampouco há um deus acaso científico. Amigo. substituição daquele. Portanto. não esteja sempre relacionada com outra entidade. frutos da verdadeira Lei da Causação ou da Lei da Geração Condicionada. ou senão conforme o triturar e o regenerar de buracos negros. o homem pensante. E se deuses capengas como esses existissem mesmo. feita uma causa primária. 155 . e até mesmo não sejam nada em si mesmas. e isso sempre que o pensamento estiver se intrometendo. inclusive outros falsos subjetivismos e objetividades mais. num tempo ou em outro. Seriam falsos seres que dependeriam de quem os gerou. o Ele. ou que com esse mesmo algo não tenha se relacionado. eles não passariam de meras aparências. todo poderoso e criador do céu e da terra. Em parte alguma pode aparecer ou pode objetivar-se algo que. nenhum “Ele”. E se assim é. embora sejam aparentes. em pensamento consegue adaptar fantasmagorias que resultam na reconstrução do meio ou do mundo. é bom que comeces a desconfiar que lá adiante não existe nenhuma entidade em si. deus pessoa. convergem com o falso ente pensante (ego).O DEUS ACASO E O “ELE”. Nessa reconstrução ficam incluídos o deus pessoa e o deus acaso da ciência. o qual. Todas as coisas ditas objetivas e reconhecíveis. teria começado a originar fórmulas físico-químico-matemáticas a dirigirem um universo absurdo e pensado por homens. com liberação de não sei o que. no caso. não podem existir por si mesmos e em parte alguma. Todo pretenso dado. DEUS-PERSONA. e depois transformada em efeito. não tenha sido dependente de algo mais. coisa ou ser que se coloque fora desta relação de interdependência simplesmente não aparece. deus-persona – e por que não o próprio Demiurgo – e o deus acaso da ciência também dependem do homem pensante. deus já alojado num hipotético receptáculo espaço-temporal. não sendo nada também. um Deus-Ele Eterno e Imutável (religiões) e um Demiurgo todo poderoso e persistente.

conviria saber que nunca é UNO ou UM aquilo que está imbuído de características contraditórias ou que encerra isso em seu íntimo. antes de tudo [ele próprio] tem que se modificar para que possa transformar-se em causa de algo mais. meu caro amigo. Se o efeito do primeiro instante for eficaz – isto é. e outra natureza ineficaz. utilizado por filósofos e teólogos obtusos amiúde se confunde com um ser pretensamente imutável. a transformou “num cadinho de preciosidades”. paciencioso amigo. células. e se depois disso. como acontece com os ridículos átomos. DNAs. e se confundirão com a imutabilidade da origem ou com o ser inicialmente imutável… Entrementes. macromoléculas. E se o ser imutável e eterno (ou permanente) não precipitar o fruto de suas ações no primeiro momento. porque simplesmente não se modifica nunca. Não ser eficaz neste caso significa apenas que esse Ele não suscitaria modificações nem em si mesmo nem diante de si. cristais etc. genes. o Ele. deus-pessoa ou o deus acaso da ciência]. Se o Ser Eterno e Imutável puder precipitar todos os seus efeitos no primeiro momento. genomas. ele encerrará. alterações. que caracterizará os momentos subseqüentes de inércia. nem ao seu redor. nada pode criar no presente. o Deus Vivo. Aqui e Agora. vírus. E não há pensamento ou raciocínio que o consiga captar. equacionar e impor. conseguir continuar a existir ou conseguir a aparecer inalterado. duas naturezas: uma eficaz. de inalterabilidade subjetiva e objetiva.Ah. Por outro lado. ou se for capaz de criar – os demais efeitos iguais e repetidos não o serão. moléculas. então. discípulo de Nagarjuna alerta: “O pretenso ser imutável e permanente [isto é. só se Manifesta. portanto o tempo é enganador. aquilo 156 . se suscitar modificações. decifrar. nem nada pôde ter criado no passado. ele. ao pegar a palavra “Absoluto”. além de simultaneamente não alterar coisa nenhuma no próprio Todocontinente. Aryadeva. O termo Absoluto. pois é imutável.. que no primeiro momento precipita todos os efeitos. pecando com as palavras. o pretenso ser imutável não pôde afetar absolutamente nada. Assim é não porque o pensamento. nem alterar coisa alguma num tempo contínuo e linear. E mais. O SER-EU Verdadeiro ou Deus Vivo é Absoluto. infalivelmente originará os mesmos efeitos nos momentos subseqüentes. um ser pretensamente absoluto e imutável não seria eficaz nem de modo simultâneo nem de modo sucessivo. explicar. e assim até o fim do tempo inexistente.

157 . SentidoSabido-Intuído. Malgrado Brahmán sugira um Ser. quando em verdade tal não acontece. uniforme e imutável por natureza. ao qual nada se lhe pode predicar ou atribuir. Os partidários da Vedanta-Advaitista dizem que a essênciasubstância (Ser ou Brahmán) muda só nas aparências. Sentida-e-Sabida. E sempre a propósito do Absoluto Verdadeiro. além de negar também a realidade material e cotidiana.que está sujeito a modificações. e muito menos filosófica e teologicamente imposto. Todavia. Espiritualizada. nunca é permanente [ou até mesmo imutável]. logicamente expressado. a filosofia Vedanta-Advaitista tem que negar forçosamente o materialismo semi permanente e objetivo da ciência acadêmica. Quando mal pensando atribuímos algo. Agora um Absoluto que se confunde com a própria Vida. mas nunca intelectualizado e verbalmente explicado. Isso posto. O Ser Imutável e Eterno da Vedanta (ou Brahmán). Ele é a Exteriorização Perfeita. a filosofia Vedanta-Advaitista. isso sim importa. nem com a Vida em Si (“Isto-Sentir”). não é a esse Absoluto (quase pensado) que nada se deve ou se pode predicar ou atribuir. como o ego costuma fazer. encara o REAL (Brahmán) como um SER puro. Simplesmente O recriamos feito mentiras. Digamos então que a corda-Brahmán por engano e ignorância acabe sendo vista pelo ego como uma serpente objetiva e real. Acredito que o Absoluto Brahmán de Shankaracharya é exatamente assim. da Índia. Primeira e Espiritualizada. mas nunca totalmente decifrada e repensada. tal Ser é uma Objetividade Última. quando ela não é. Um Absoluto totalmente pensado e nunca Sentido-e-Sabido interessa pouco. a Objetividade Última.” De sua parte. ou seja. só pode ser encarado como um Absoluto Abstrato. O enfoque dos vedantinos-advaitistas é tão único e original que não se relaciona sequer com o mundo aparente fenomênico ou Maya. criada por Shankaracharya. nem por meio do raciocínio vulgar nem por meio de um Saber-Sentir-Intuir mais elevado e plausível. comum a todos e que é o vir-a-ser diário. Para eles. como fazem alguns. encobrimos o Real e O deturpamos. Subjetivismo. e sim é à Vida ou ao Real.

esse sempre se enlaça com o desejo. se aí não vingam pensamentos a respeito disto. Eu vos digo. o Não-Feito. Esse trecho do meu livro (lamentavelmente ainda inédito. o que Não-Vem-a-Ser. o grande Iluminado ainda acrescenta: “… Existe. e o “ISTO” (ou a Coisa em Si. Tal Domínio. não se perceberia neste mundo [dolorosamente pensado] uma saída. moro no Brasil. o Objeto Real que nada tem a ver com um hipotético Brahmán-Corda. para o que acha que vem-a-ser [em pensamento]. Mas para aquele que Vê com correção. ó irmãos. (ou “EU SOU”). um escape para aquele homem que diz ter nascido. é EXISTIR!” E no livro Udhana. se não existisse o Não-Nascido. o Não-Nascido [ou “Eu Sou”]. ó irmãos. o Não-Composto. [nem se dão as noções] de infinitude da consciência. e existe mesmo. Buda. Esse domínio é o Nirvana]!’ E digo mais. e carece da atividade [discursiva]. E a propósito disso. Aquele Domínio em que não se dão nem [os pensamentos ou as noções de] infinitude do espaço. a respeito daquilo. amigo meu. país de editoras safadas) diz o seguinte: “[Diz Buda]:… ’Existe. é exatamente a Libertação do Homem. o fim do sofrimento [e a anulação da morte. o Não-Nascido. o Mestre Perfeito. ó irmãos. para o que é composto… E visto que existe. que aí não se permanece. certamente aí prevalecerá a comunhão entre o SENTIR-SABER-INTUIR-HOMEM. Dá-se. o Não-Composto… Irmãos. esse mesmo VER nele. A Verdade é só Reto Perceber. meus irmãos. ó irmãos. que existe O 158 . que nesse Domínio não se entra e não se sai. a comunhão direta do [‘Isto com o Sentir’] sem a mediação do mal pensar. noções essas que são verdadeiras máquinas trituradoras. o que Não-Vem-a-Ser. isto sim. Isso jamais fica fundamentado por meio do intelecto. visto que existe O que Não-Vem-a-Ser [ou O QUE nem começa nem termina].em meu livro Prisão do Tempo escrevi a seguinte passagem. o Não-Feito. distorcendo tudo. Gente. não pode ser objeto do pensamento. nem aí se dá [o reconhecimento do] Sol e da Lua. mas nunca é algum ego que percebe. que aí não se renasce nem nada decai. Tal Domínio. [porque se renova]. [e aqui nenhum fruto do reconhecimento prevalece]. nem se superpõe o prevalecimento conceitual do nada. naturalmente copiada e adaptada de uma obra budista antiquíssima chamada Udhana. para o feito [de modo proposital]. Buda ainda alertou: “… O Não-ego [ou o REAL] escapa à intelectualização vulgar. nem o prevalecimento conceitual do conhecimento e do não-conhecimento. Todo aquele que simplesmente conhece [e reconhece]. ó irmãos.

a alma é uma entidade divina e permanente. Num sentido mais amplo e generalizado. se igualaria aos estados superficiais e mutáveis do corpo carnal. Essa pretensa alma é um arremedo de identidade. de matéria psicofísica. e negam tudo o que possa corresponder a algo transcendente no Ser Humano. um ESCAPE para o [Homem. alma mais imutável que o corpo. doada ao homem pelo “Ele”. para o composto…” O ESPÍRITO VERDADEIRO NÃO É UMA ALMAEGO A pretensa imutabilidade ou eternidade da persona anímica caracterizaria o que viria a ser um suposto ente eternamente vivo. Para eles a 159 . a caro custo. Mas esse ente. de essência própria. em momentos e por forças das circunstâncias. para o Ser Vivo] que diz ter nascido. é simplesmente algo pensado ou é apenas uma recriação do ego-intelecto-mente. Entrementes. Essa alma afirmada pelos teólogos e negada pelos materialistas em verdade é o próprio egotismo humano que se reflete nos estados impermanentes do meio ambiente. diferente deles. tanto o ponto de vista anímico-substancial de certas religiões dualistas. para o feito [de modo intencional.Não-Feito. tal alma não poderia corresponder ao Não-Feito. Deus-persona. tal alma teológica seria constituída de substância. em ocasiões. para o que vem-a-ser [em pensamento]. independência e continuidade. Em outros termos. com sua respectiva “alma” separada e imutável. contudo. sendo. teológicas e metafísicas. Para certos sistemas religiosos. atman). como o ponto de vista modal (do budismo theravada ou clerical antigo) não fazem justiça ao Espírito Verdadeiro. só constituiria a pretensa pessoa psíquica da experiência cotidiana. em corpo e alma. alma que. Estes negavam a alma. proposital]. o Não-Composto. é a própria ignorância-ego-pensamento personificando-se e divinizando-se por meio de especulações filosóficas. e isso por causa das negações dos niilistasmaterialistas de seu tempo. o Mestre Buda pregava a existência da alma relativa (ou do attan. Amigo. mas sim. por esse mesmo motivo constata-se uma SAÍDA. Conforme informa Nagarjuna. ao que Não-vem-a-Ser ou ao Espírito impensável e indescritível.

agora ato intencional e com responsabilidade. salvar-se-á! Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro. Em outras ocasiões. ou é uma ação com consequência (carma). que é uma ação com reação. No que diz respeito ao ato ego-personificado Buda sabia do aparecimento do resultado. tome cada dia a sua cruz [ou tome seu corpo] e siga-me! Porque qualquer que quiser salvar sua alma. ou feito um falso ego-ente que retorna e que se introduz num corpo que a Vida Manifesta. negue-se a si mesmo [ou negue sua falsa personalidade. até resultarem no corpo anátomo-fisiológico dos animais e da espécie humana. perdê-la-á. Buda simplesmente negava a alma relativa. Jesus Cristo. as quais reapareciam feito um ego-carma ressuscitado. E em chegando neste ponto da falsa evolução. imortal. deixe sua alma relativa de lado]. quando o Ato Puro (ou “Wu-wei”) é contaminado pelo ego. Buda em seu tempo também alertou que não havia nem o ser permanente dos religiosos enganados e enganadores. ele se “degrada” para a condição de ato-carma. própria dos eternistas e falsos religiosos. sempre idêntica. dizendo: “Se alguém quer vir após mim [Eu Sou]. E a propósito do mesmo paradoxo. sempre resultava em conseqüências. terem hipoteticamente evoluído no espaço e no tempo. terem se complicado e terem se aperfeiçoado ao acaso. nem havia o nãoser dos niilistas-materialistas ou cientificistas modernos. Ou também sabia do ressurgimento do fruto ligado à antiga execução do ato intencional.transcendência máxima do ser humano se sintetiza no fato aparente de átomos e moléculas terem pretensamente se juntado de modo satisfatório. e isso é exatamente o que o ato proposital desencadeia. quando a alma relativa não é nada disso. já que estes consideravam tal “atman” ou a alma relativa igual a algo com uma essência própria. também ensinou algo similar. feito um ego-carma ou feito um carma-ego. Como já alertamos. Esse ato roubado e poluído pelo ego. terem originado essa balela mal vista e mal interpretada chamada cérebro. . perdendo sua [verdadeira] Alma [Espírito] e prejudicando-se a si mesmo? E o que daria o homem pelo resgate de sua [verdadeira] Alma [ou Espírito]?” 160 . em seu tempo. o Mestre sempre graduava seus ensinos de acordo com as necessidades e de acordo com a capacidade de cada um. mas qualquer que por amor de mim [Eu Sou] e da Boa Nova perder sua alma [aparente]. eterna. Igual a um médico hábil.

Entrementes. tampouco se deve considerar o ser como não-existente. Inúmeros são os meios e caminhos pelos quais o Absoluto acaba sendo alcançado. para realizar ou para vivenciar a Liberdade Total. amigo. rechaçar as pretensões e imposições da razão também equivale a esvaziar os dogmas de príncipe. para Buda e para todos os demais Mestres da Verdade. não há ser sem estados. A rejeição de todos os pontos de vista ou pareceres e categorias pensadas equivale a rechaçar a Razão. A Verdade ou o Real Primevo – e não a realidade científica. permite a livre escolha. livre de dogmas ou pareceres definitivos. A Indeterminação do Real (Absoluto) concede liberdade de aproximação ao Saber-Sentir-Intuir humano. com sua pressuposta competência para apreender e decifrar o REAL. porque toda doutrina organizada impõe seus próprios meios. para desfazer qualquer laço ou apego. ilusória e enganadora – é Não-Dual (ou Sunya. E a doutrina mais excelente é exatamente aquela que. não há uma escolha livre dos meios. Vazio-Pleno) e está livre das artimanhas do pensamento discursivo que costuma preconizar o “é”. o “é e o não é”. insiste-se a que nos desapeguemos de todos os pontos de vista ligados ao ser e ao não-ser. ou como se dependessem apenas da matéria-corpo-cérebro. em sua condição de Indeterminado (“Sunya” ou Vazio-Pleno) não é atingido nem é afetado pelo pensamento e pelas suas construções conceituais. Tal esvaziamento não se 161 . tampouco se deve considerar os estados mentais como independendo de algo mais. Amigo. Finalmente.” [Ou seja. O principal propósito da Boa Doutrina é nos afastar da imperfeição e da confusão. o “não é”. a existência do Ser – como significando a continuidade do Carma e seu resultado – é ensinada. Depois. o Real. E para que este fim prevaleça. A Verdade ou a Realidade mais pura transcende os mecanismos e as artimanhas do pensamento. Ser-corpo e estados psíquicos interdependem]… Pois é. a doutrina da não-alma substancial também é apregoada.Nagarjuna ainda declara: “O corpo-ser não é diferente dos estados psíquicos nem é idêntico a eles. e o “nem é nem não é”.

E aí o Mestre rogou-lhe que botasse fora esse seu ‘não poder dar’ ou ‘nada’ pensado. alertas e denúncias. uma Lógica Extremada e Autofágica bem aplicada evita envolver-se com teorias e pareceres.” O QUE É VERDADEIRO. Mea culpa. mas sim na higienização mental e na Verdadeira Sabedoria. Só sugere e aconselha que observemos a natureza das coisas. O ATO OU O AGENTE? Ai. Dar-se conta de que todos os pontos de vista. tudo o que foi dito até aqui ainda é muito pouco se comparado com o que vem a seguir. Dessacralizar e denunciar as vacas sagradas da ciência sempre foi um crime capital. ou senão que sou completamente louco. Alguns. 162 . para passar a Entender melhor a Vida. então. Bem ao contrário. pretensamente científicas e culturais. achava que já não tinha mais nada para dar. poderão inclusive estar pensando que sou ingênuo. Lembram aquele indivíduo que se lamentava porque. A verdadeira Ciência-Filosofia-Religião nem sempre se preocupa com decifrar o mundo.constitui em mais um dogma. É chegado o Momento de o Homem desprender-se de velharias e inutilidades caducas. De seu lado. mais coerente eu não poderia ser. pensando. graças a seus próprios raciocínios ou “razões”. a qual também é um Dar-se-Conta com reflexões. Sugere inclusive que o homem comungue com tal Autonatureza ou com Ela se identifique. com respectivas objetividades reconhecíveis. livre de garras. ou senão descrevê-lo com termos e matemáticas impecáveis. E mais. Ao contrário. graças a um enfoque (ou também graças a um não-enfoque) revolucionário e libertador. reforçarei ainda mais minhas “heresias”. primário e desconhecedor dos temas tratados. ela denuncia as mentiras e as aparências que habitualmente convergem para constituir a impressão e convicção de falso mundo. Com o que vem a seguir. amigo. são vazios é exatamente aquilo que todos os Iluminados-Realizados prescrevem como modo de Libertação! “… Incuráveis são de fato aqueles egos pensantes que fazem do Vazio-Pleno mais um ponto de vista. sem qualquer parecer ou ponto de vista prévio. ainda mais quando já é possível desconfiar de que o famoso pensamento humano nunca foi honesto e também não é lá grande coisa. que cada um pense o que quiser.

denuncia que aquilo que se apregoa e se prova como sendo AÇÃO personificada (portanto. Chega de ficar provando a realidade “dos cornos da lebre”! E a propósito de tudo o que está se desenrolando. O ato intencional. quais são as contradições que uma Lógica Extremada e Autofágica surpreende e salienta? E mais. cuja sombra varre o chão. ato propositado. imaginação] também não pode executar ou realizar uma ação que realmente não seja. E a propósito. o que vem a ser a “Ação e seu Fruto”? Graças tanto ao criticismo do Ápice da Sabedoria ou Prajñaparamita. “arejando nosso Espírito”. como também às minhas próprias críticas. nesse modo de agir propositado. não intelectualizável. para que não te ocorra um nó na cuca. em verdade. O ato personificado ou proposital lembra a palmeira balanceada pelo vento. um agente ou um ator (ego) que realmente É ou não é. em verdade é ineficácia completa ou é só faz-de-contas.” Devagar. As sombras parecem se mover de um lado para o outro e nenhum grão de pó é levantado. e nós nos confrontamos também com os ardis do ato condicionado e egopersonificado. “bem provadas” já se vê. fazer uma parada para uma reflexão sadia. ato intencional). tudo isso em verdade 163 . e a seguir uma boa higiene mental.Parece-me que continuar acumulando “o que pensar” ou as tolices e opiniões de terceiros. uma das obras máximas da filosofia mundial. e uma pretensa ação por ele cumprida ou não cumprida. livro de quase dois mil anos de idade. em consonância com o próprio Prajñaparamita. sim. alerta que: “Um agente que realmente É não pode cumprir ou executar uma ação eficaz que realmente seja. livro budista este um pouco anterior ao “nascimento” desse Sábio. o Sábio (Nagarjuna). incluindo-se aqui denúncias que lhe dizem respeito. só aclara e fundamenta com perfeição os engates escravizadores que a Lei da Geração Condicionada (ou Pratityasamutpada) suscita. pois. assim como um agente que não é [ou o filho da mulher estéril. Vamos. então. O Ápice da Sabedoria (Prajñaparamita). nós nos deparamos Agora com o enigma do Ato Puro. Caro amigo. como inclusive tal ato propositado fundamenta as retribuições da Lei do Carma. está saturando ao extremo. amigo.

superpõem tais “restos” e ao bifurcá-los os transformam em falsa pessoa pensante e em objeto pensado. num caso assim. pois. de sua parte. Mas o ego só pode pensar. o ego-pensamento do segundo momento em diante é só tempo-espaço-pensamento ou memória-raciocínio-imaginação. Repetindo-me. como certas religiões. explicá-las com seu eterno jogo de auto-reforço do tipo “isto é”. teríamos em separado ator e ação. não há como. além de caracterizá-las. “isto não é”. temos: primeiro a Ignorância-mãe e a seguir estes outros “deuses do bom conhecer” (lógica. Amigo. o Real. manipulam “reflexos e caducidades” da Manifestação desse mesmo REAL.não passa enrolação da ignorância-ego-desejo ou também da memóriaraciocínio-imaginação. feito um Demiurgo ou feito um ego mortal e precário – a dualidade ou a multiplicidade fictícia posterior. E este finalmente é o intelecto lógico-racional a nos enganar. O Ato Puro. “isto nem é nem não é”. que pode ser um Isto-Sentir Primordial. só pode propor-se em atuar intencionalmente. deus-persona pretensamente eterno. e bifurcam os reflexos desse mesmo Isto-Sentir. só pode decidir-se para tal. E ainda mais. tanto supostamente material como anímica. pois sendo tempo não consegue. Em terceiro lugar. é o próprio Aqui e Agora Indeterminado (grosso modo em Manifestação). Ele-ego (fantasma ou até mesmo Ele. Segundo. deus-pessoa) nunca pode atuar de modo completamente eficaz. ou ainda é um pretenso 164 . este falso agente em verdade só pensa em atuar. um ator ou um agente que realmente é não pode efetuar uma ação eficaz que realmente seja. tudo o que se denunciou quanto ao falso agente material também vale para um ator que não é. como não conseguem abocanhar a Realidade Primeva. como dizem os budistas theravada. os pensamentos discursivos se metem a qualificar as superposições de tal dicotomização aparente. amigo. Se um falso agente precedesse o Ato ou a possibilidade de Agir – feito um pretenso “Ele”. prevaleceria em termos absolutos… Porque tal boneco-agente atuaria para forjá-la. De fato. ou que é somente modos mentais. como de costume. razão). Ou também teríamos uma ação praticada por um pretenso agente ou ator (ego) que de fato nunca é alguém real para atuar verdadeiramente. correntes filosóficas e a ciência ensinam e impõem. “isto é e não é”. então. ofuscam seu Existir autêntico.

possam produzir ou originar uma vida reconhecidamente 165 . o pretenso homem-agente ou ator (ego-pensamento) tem a mesma realidade de um ator que inexiste – ou seja tem a realidade do Filho da Mulher Estéril. não vem-a-ser. aí apenas prevalece a Ação Pura em Renovação. identificou-se a tal mentirosa atividade e. Diante da Verdade Maior. onde iremos encontrar então um pretenso ator divino (“Ele”. ou também tem a realidade obsequiada pela memória-raciocínio-imaginação. isto é. que significado tem ficar falando de sua produção pelas ações propositadas? E se o fruto ainda não apareceu ou se não se fez presente. já que um agente [ego] que pretende ser não pode produzir ações que realmente sejam [ou o Ato Puro]. E mais. que é Milagre Puro e que também é “Isto-Sentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar”. sobreviverá como ego-carma ou como conseqüência dessa pretensa e falsa ação Amigo leitor. deus-acaso científico) capaz de executar atos que produzam efeitos (ou frutos) e que realmente sejam? Onde podem estar o Ele. deus-persona objetivado. Esta Ação Pura poderá até mesmo suportar a intromissão tardia de um reflexo caduco ou de uma ação aparentemente praticada em pensamento por um falso agente (ego). Deus Vivo). cheio de intenções e decisões. simples faz-de-conta ou até mesmo nada. como o filho da mulher estéril. ou “ele”.. enquanto ego-pensar. se a Autonatureza se Manifesta (Isto-Sentir). O ego aí só manipulou “restos decaídos” do Ato Original. o Ato Puro em Si (Deus Vivo) fica livre dessa pretensão. diante do Absoluto (“EU SOU”. deus persona e o deus acaso para que possam criar. pois não participa de tal falsa atividade atrasada e totalmente superposta. de que modo outras ações [erroneamente] personificadas vão produzir tal fruto. Mas. além do acima exposto. mal pensando. o “eu” em nós jure ter sido ele o agente de determinada ação executada. não é composto nem é dependente. Se aquilo que realmente É (“Isto-Sentir-Saber-Intuir-AtuarAmar”) não é produzido. por mais que. o Sábio então continua perguntando-se: “A conseqüência-fruto de uma [pretensa] ação já apareceu [e isto é passado] ou simplesmente ainda não apareceu [e isto é futuro]? Se a conseqüência já apareceu [e parece persistir no falso hoje de 24 horas]. puramente imaginário. não é feito.agente que simplesmente não aparece.

meio e fim. sofreu grandes transformações. além do Absoluto Brahmán. Deus Pessoa à parte. Ou seja. o grande Buda ou o Iluminado. Sábio e Filósofo budista do segundo século d. Quando uns quinhentos anos antes de Cristo. convém. amigo. finalmente. do Ele. a duração etc. prevaleciam também as doutrinas materialistas e filosófico-niilistas. ou senão para um jiva (alma-ego) mais relativo. a matéria. e mais o Ele.. para o bramanismo-hinduismo. o começo. possa ser Sabida. e propendia para a alma eterna ou para o atman. a alma. e como já salientei no começo deste trabalho. do Ele Deus Vishnu. Deus Brahma. graças à abnegada e fantástica pregação do histórico Sidharta Gautama. Naturalmente. do Ele. Por exemplo. os deuses secundários eram reais e inquestionáveis. havia milhares de outros deuses secundários mais. o Budismo se assentou na Índia. Para Buda nem um ponto de vista (ou extremo) nem o outro extremo serviam. e em escala menor. Nagarjuna foi um Mestre. que significado têm as palavras substancial e insubstancial que ele tanto usa. o separatismo. e temos que entender também porque em seus textos e livros esse Mestre e Sábio Budista se exprime de um modo um tanto e quanto enigmático e curioso.anímica e material. o espaço. na Índia vingavam as doutrinas bramanistas que apregoavam o “tudo é”. No tempo e época de Buda. Deus Shiva.C. Sentida e Intuída como Real em termos absolutos? O QUE NAGARJUNA QUIS DIZER COM OS TERMOS SUBSTANCIAL E INSUBSTANCIAL? Antes de continuar no assunto proposto. a criação. e que. do “nada é”. Deus Ishvara. a cultura e religiosidade indiana. com a doutrina de Buda. Para os niilistas-materialistas daquele tempo. o éter. Antes de tudo. O primeiro porque em sua pretensa religiosidade era tremendamente substancialista. a não ser um acidente externo inexplicável chamado matéria ou mundo 166 . nada especial ou nada de espiritual ou anímico existia na Vida. o tempo. idênticos aos de hoje. que se conheça bem a dialética extremada de Nagarjuna. do Ele.

amigo. equacioná-Lo. com muito desvirtuamento. o Nirvana. encontrou o país saturados de bonzos ou monges budistas da corrente ou doutrina Theravada ou Hinayana (pequeno veículo) que simplesmente não haviam entendido nada do Verdadeiro Budismo ensinado pelo grande Mestre. que o Nirvana ou REAL é o que é. ou era constituída por 72 dharmas ou 72 167 .C. em seu lugar. . Nagarjuna. Para os monges theravada do Budismo Hinayana a realidade externa era insubstancial. para o homem mal pensante. limitação. como diz a ciência moderna. no segundo século d. angústia.material. Buda descobriu também que estas mentiras pensadas e superpostas eram totalmente vazias ou insubstanciais. impô-Lo a terceiros. Ele surpreendeu o que era o REAL em Si. morte e na tormentosa agonia das vidas sucessivas ou Samsara. que eram impermanentes e que não possuíam qualquer essência própria. Depois de setecentos anos de pregações e prevalecimento do budismo na Índia. No Budismo é impossível inventar e impor dogmas a respeito do Nirvana e dos dharmas. Ou seja. Buda. Ou ainda. Cuidado. a fim de subjugar o próximo etc. a Autonatureza. E pasmem. intelectualizá-Lo. Ademais. o “Querido EU” ou o DEUS VIVO – nada a ver com Judaísmo – permaneceu incólume. nem anímica nem atômica e que. O Espiritismo louva e exalta as vidas sucessivas ou a reencarnação. haviam quase implantado uma espécie de niilismo ou “aniquilamento”. fez ressurgir o Verdadeiro e Querido “EU” (nunca o ego). impossível tentar explicá-Lo. Buda surpreendeu inclusive as mentiras que o pensamento humano costumava e costuma sobrepor. A segunda corrente ou o Budismo Mahayana também se encontrava em grande confusão. o REAL que é impossível tentar aprisionar com o pensamento. que Buda também liberou o REAL ou o que é VERDADEIRO das pestilentas noções ou pensamentos de essência atômica e de essência falsamente anímica. O Espírito do Homem Verdadeiro. o Budismo denuncia isso e clama para que o homem se liberte de tessa ronda interminável da dor.. Buda com suas extraordinárias Vivências encontrou ou vivenciou o maravilhoso Caminho do Meio e na medida do possível o transformou em ensinos e doutrina. livre de dogmas e de explicações. com seus ridículos epifenômenos tipo “eu”. tais concepções só resultavam em dor. E esses. se permitia sugerir que o “Querido EU”.

tudo era um quase nada. onde ele alcançaria a paz definitiva. vejamos agora o que o oitavo capítulo do livro “Mula-Madhyamika-Karika”. escrito por Nagarjuna. DIGA-SE NÃO AO EGO-AGENTE Repetindo em termos mais amplos o que acima sugeri. que também acabou fazendo parte corrente budista Mahayana…E quando Nagarjuna fala de substancial. e sempre dentro do dilema do ato e do agente. dos bramanistas-hinduistas e contra a insubstancialidade dos monges theravada. afora os monges budistas Theravada.elementos. refere-se ao pretenso corpo constituído de pasta ou átomos permanentes e alma contínua. morria e reencarnava etc. escapando assim de carmas sofríveis e do doloroso Samsara ou reencarnações inúteis. todo homem tinha que se empenhar para se anular como ego. para estes. Mas contra esses dois pontos de vista. tudo tinha sido criado pelos deuses. a respeito do qual não vou discorrer) e havia principalmente os Bramanistas-Hinduistas defensores do status quo e partidários da substancialidade ou essência própria. tudo era vazio. tem a dizer: 168 . – cuidado. e quando fala de não substancial. corpo vazio sem qualquer Isto Primevo ou Espírito por trás. iguais ao Nada. era como o Espiritualismo e o Espiritismo modernos e ocidentais ensinam. Para estes monges. Em suma tudo. meio e fim. se desloca. um posicionamento totalmente contrário ao Bramanismo – Nagarjuna se levantou e criou uma das mais sábias e profundas escolas do Budismo antigo. Isto é. mais ou menos. de insubstancial refere-se a um corpo total e absolutamente modal ou meramente pensado. e que eram o Espaço Externo e o Nirvana. e somente dois tinham algum significado maior. trecho “Do Agente e da Ação”. setenta dos quais elementos-dharmas (ou coisas) eram totalmente vazios. tudo durava. continuava. existiam também os monges e Mestres do Budismo Mahayana (ou grande veículo. tudo era material e espiritual. tudo era modos mentais. como mente ego-personificada e todo homem tinha que mergulhar logo no Nirvana. tudo tinha começo. se renovava. denominada escola Budista Madhyamika. o substancial. Para estes bramanistas. Na Índia do tempo Nagarjuna.

nem caminho para os planos celestes. Não havendo lei. pois isso resultaria no mesmo tipo de erro que apontamos antes. 3) Se um agente não substancial efetua uma ação não substancial. nem instrumento da ação. não há motivos que expliquem sua manifestação. não há caminho de libertação.1) Um agente substancial não pode efetuar uma ação substancial. 5) Não havendo ação etc. 9) Um agente com existência real não poderia produzir uma ação sem existência real. 13) Assim como foram refutados a ação e o agente. nem não-lei. Se nada disso há. Fora disso. Um agente sem existência real não poderia produzir uma ação com existência real. Através da relação entre ação e agente. 10) Um agente insubstancial não pode produzir ações substanciais. 6) Não havendo efeitos.. pois o existir e o não-existir são contraditórios. não há lei [ou “dharma”]. 2) Quando o agente é substancial. como poderiam estar juntos? 8) Um agente com existência real não poderia produzir uma ação sem existência real. 169 . e não há o agente produtor da ação. pois isso resultaria no mesmo tipo de erro que apontamos antes. pelo motivo já apontado. 12) O agente se manifesta tendo a ação por elemento condicionante e a ação se produz tendo o agente por elemento condicionado. também não há efeitos produzidos pelas mesmas. analisam-se também os “dharmas” restantes. e chega-se à conclusão errônea de que todas as ações são inúteis. 11) Um agente ao mesmo tempo substancial e insubstancial não pode produzir nem ações substanciais nem ações insubstanciais. a ação não pode ser vista como um atributo seu porque o produto de tal ação acabaria sendo concebido como não tendo um agente. não há nem ação. 4) Se não há causa. mas isso já foi explicado. devemos refutar a percepção. o resultado da ação não tem causa e o agente também terá se originado sem causa. não há o resultado da ação como conseqüência. nem há não-lei [ou “a-dharma”]. nem ações ao mesmo tempo substanciais e insubstanciais. Um agente sem existência real não poderia produzir uma ação com existência real. Um agente não substancial também não pode efetuar uma ação substancial. 7) Um agente ao mesmo tempo substancial e insubstancial não pode efetuar uma ação ao mesmo tempo substancial e insubstancial. nem agente.

seria eternamente inalterável ou ficaria eternamente estático. isso nem pode aparecer num faz-de-conta (Maya) nem no Autêntico Aqui e Agora de Fato Existe. É claro que as quatro palavras ou síntese de Nagarjuna. Ao fazer isso. o filho da mulher estéril] também não pode efetuar ou cumprir uma ação substancial [significativa]. Por isso a maioria dos intelectuais do Ocidente nunca entendeu essa Boa Sabedoria do Oriente por acharem-na excessivamente obscura. que é duro. Fica demasiadamente enigmática e sintética. como diz a ciência. Um agente não substancial também não pode efetuar uma ação substancial. Sim. se o pretenso ego-agente tivesse um corpo concreto e fosse orgânico. esse sempre foi o dilema da Sabedoria Oriental quando colocada na forma de “Sutras”. não pretendi complicar. com alma e tudo o mais] não pode efetuar ou cumprir uma ação substancial [ou seja. Um pretenso ego-agente com corpo e tudo o mais. isso dura para sempre. concreto. enigmática. material. ou como a Ciência jura nos provar – nos enganando sempre – este pretenso ego-agente material não mudaria nunca. Aliás. ele seria igual a uma rocha que aparentemente não pode executar qualquer ação. amigo. Tudo aquilo que dura mais de um instante. agora vou repetir todos os versículos acima ou “sutra” por “sutra”. quase delirante e não é. ou senão igual em todo o tempo. E um agente não substancial [ou um ente puramente imaginário. (Ou também em linguagem moderna): Um agente substancial [ou um ego-corpo pretensamente material. comentando-os. uma ação significativamente eficaz. como ele (ego). Tentei apenas tornar mais inteligíveis aqueles termos que eram sobremaneira enigmáticos. para ver no que vai dar. durável ou semidurável. 170 . As poucas palavras dos “sutras” de Nagarjuna lamentavelmente e a contragosto vão se transformar em milhares de outras palavras mais. pensando erroneamente acredita ser. Assim que: 1 [Diz Nagarjuna]: Um agente substancial não pode efetuar uma ação substancial. de fato. E sendo eterno. que pretende ser o mesmo ou ser igual em dois minutos apenas. aparentemente ininteligíveis. vão assumir uma importância e um significado que pouca gente suspeitava. e que dura. sem a beleza e o lirismo da poesia. Ou senão dura eternamente igual. mais de um átimo. uma ação modificadora]. inalterável. e ainda estendendo-se no espaço enganador.Boa gente.

O pensamento aí impõe a falsa similitude. deus-persona eterno. que se superpõem. qualquer possibilidade de ação. um agente não-substancial. Tudo isso parece se apresentar num hoje enganador e constitui o falso momento presente. ora são “assados” e depois “ossudos” jamais correspondem a seres contínuos e iguais. e depois muda. um modo mental ou ideação. No que é temporalmente eterno não há qualquer possibilidade de mudança. Esses pretensos seres que ora são assim. E se malgrado isso. E mais. é igual à imaginação pura. se densificam e se consubstanciam feitas um falso hoje de 24 horas. coloca em séries. E nessa condição nem pode haver uma pretensa entidade agindo. atômica ou anímica. ou é igual ao filho da mulher estéril. São apenas similitudes aproximadas. é igual aos puros modos mentais dos theravadas. um ego-persona. com seus prodígios pretensamente mecânicos e materiais. meu amigo não pode executar uma ação e não pode suscitar uma conseqüência ou um fruto significativamente real. Aquilo que dura um pouco só. de se locomover. concatena. tal fruto não passa também de uma reconstrução e adaptação pensadas e ladinas. são coisas diferentes ou pretensos seres que o pensamento forja.sem possibilidade de mudar e. não têm qualquer identidade nem igualdade entre si. E muito menos aí pode haver um deus acaso. são outras coisas que vão aparecendo. este fruto ou conseqüência parece se apresentar no tempo ou se faz presente para o falso agente (ego). E nunca se viu que ficções como essas pudessem cumprir ações eficazes ou 171 . ou automaticamente ou quando quer” – um ser assim. um ser pretensamente material ou anímico. paciencioso amigo. a falsa continuidade. feitas quadrinho de película de cinema. isto é. a falsa extensão. Mas essas coisas que se apresentam umas atrás da outra. a falsa identidade. de executar atos. que acredita ter uma essência própria. de movimento. De sua parte. isso para uma Sabedoria Superior é sempre contradição. portanto. nem pode haver um ego eternamente materialanímico. patrono da ciência. por causa da execução do ato intencional. isso não existe em Si.. sem possibilidades de agir. como o viver cotidiano nos leva a crer e concluir. tipo: “Ele”. e que em termos objetivos julga estar separado da natural possibilidade de agir – “tenho um corpo fisiológico que atua ou não atua e que graças ao cérebro e aos membros e músculos consegue executar atos. são pluralidades.

a sexta e falsa faculdade mental. ato propositado pretensamente substancial. Arrematando. O Homem em si é ATO PURO e que raramente se manifesta. Na Instantaneidade não haveria falso tempo contínuo no qual pudesse caber a execução do enganador ato substancial ou ato intencional. as quais afetassem uma pretensa presença material externa ou senão uma essência anímica supostamente transcendente. é feito de reflexos e ressonâncias caducas dos vibráteis e intemporais SABER-SENTIRINTUIR-ATUAR-AMAR. esse Ato Fulgurando é instantaneidade em si ou intemporalidade. Na sugestão da Instantaneidade ou Intemporalidade só cabe o Ato Fulgurando Aqui e Agora. o transforma numa alavanca poderosíssima. E não esqueçamos que o pensamento em si.significativas. um pretenso ego-agente não substancial. Ademais. porque o pensamento não deixa. que por pretender ser ego-substancial não constrói nem modifica nada. também é ato intencional. O ato intencional ou também o ato pensante-pensado é pobremente eficaz. não se age eficazmente nem se age abstratamente. e muito menos executaria um ato ineficaz. Por sua vez. a Consciência-SER pura. um pretenso ego-agente corporal e anímico que durasse um pouco e depois mudasse seria contradição pura. Pois é amigo. Esse ato intencional ou ego-substancial tem como essência reflexos ou caducidades do Ato Primevo Fulgurando ou do Ato Puro. ou dependente da matéria ou senão da almaego. daí a sua fantástica eficácia. E em tal contradição também não se age concretamente nem se age abstratamente. ladrão e salteador. atuando. Mas lamentavelmente. a Sabedoria Perfeita sugere e denuncia então que um pretenso ego-agente orgânico-material-corpóreo-concreto na 172 . digamos um pretenso ego-agente só anímico ou falsamente “espiritual”. com ou sem corpo. o qual fosse só instantâneo ou que durasse um pouco e depois mudasse. no pretenso espaço-tempo externo. ou não-substancial ou uma ação não-modificadora E por que? Porque meros modos mentais ou também uma alma-agente instantânea e não-material. Tampouco cabe a execução do ato insubstancial (abstrato ou não modificador). e não um pretenso agenteego. mas o ego-pensamento. Este quinteto sim faz parte da Mente Verdadeira. E cuidado. esse também não conseguiria executar qualquer ato eficaz ou modificador. por ser instantânea não poderia executar qualquer ação.

por meio da execução do ato intencional mata? Ou senão outro ego-corpo. Só um meio ambiente externo reconstruído e pensado. nenhum SER ou agente verdadeiro Aqui e Agora poderia matar concretamente. no Aqui e Agora. um aparente ego-agente no Aqui e Agora não pode existir para matar e para sofrer as conseqüências do ato intencional. sabendo eles ou pressentindo que esse modo de agir é o que sobrou do grande tesouro – Ato Puro – que o Homem Verdadeiro possui. daí a sua pobreza nos resultados alcançados – a exceção de quando se trata de um ato intencional original. além de. nem mesmo uma ação significativa que modifique tal Autonatureza. é que parecerá se modificar quando se executa o ato propositado. agindo propositadamente mata o primeiro? 173 . eu. porque no Aqui e Agora. A execução do ato intencional só se dará no tempo-espaço-pensamento. Mas cuidado. porque Ela é sempre Intemporalidade. de modo proposital. grosso modo. Entrementes. e nessa totalidade sempre e só pensada. a execução deste ato propositado será mais pensamento que algo da Ação Pura. o reflexo do Ato Puro transformado em ato intencional assassino não se cumpre. que esse mesmo Homem ainda É. Eu-ego vulgar só penso em atuar-construir e em atuar-destruir. Eu-ego não construo nada. mais destruo que construo. e nenhuma entidade verdadeira Aqui e Agora poderia ser morta. um falso ego-agente não disporia nem de falso tempo nem de falso espaço para levar a cabo seus crimes e suas patifarias. num doloroso fazde-conta. e resultará sempre em conseqüência ou Carma. em troca de salários miseráveis. nem a favor dele mesmo nem contra. o Aqui e Agora ser um Vazio-Pleno no qual é impossível de que alguém-ego lese ou venha a ser lesado.Autonatureza não pode executar uma ação significativa. ato intencional esse que é um arremedo ou reflexo do Ato Puro. nem uma ação a favor de terceiros ou contra. ou melhor. E nesse pálido reflexo do Ato Puro ou ato intencional. E ainda. Mas então que ego-agente é esse que fora do Aqui e Agora ou no falso espaço e falso tempo (palco-mundo). diferente – e daí também o incrível desgaste e cansaço que provoca no homem extraviado. E mais. como bandidos e egos-canalhas do mundo inteiro exploram e escravizam este ato do homem comum.

e graças a isso conseguem um poder cada vez maior e mais estável. bandidos & Cia. Ou ainda. O restante da culpa e que completaria o cem por cento do crime ou horror montado cabe aos manipuladores da falsa 174 . ligados à religião. só para eles. mas nem sempre. por causa deles. de uma parte. urgos-egos. faz convergir causas e condições. aí bandidos e criminosos não são somente os que pensando torpemente acham poder executar o ato de matar. Mas quem primeiramente enjambra todo esse horror são os manipuladores. que sempre mal pensando engendra tudo. À suposta vítima cabe outra parte ou porcentagem menor. sempre mal pensando inclusive parece haver pobres desgraçados que acham estar sendo vítimas indefesas de criminosos. Ao pretenso agente-criminoso cabe uma pequena parte da culpa do crime aparente. de agressões e violência. a conscientizar e a reconhecer tal horror. ou de uma maneira canalha de atuar cheia de propósitos. e que. e depois eles levam os demais a mal perceber. quando nada disso podia acontecer. as quais resultam num meio ou mundo pensado aparente. Num espaço-tempo completamente falsificado. que mata. bandidos e criminosos aí são os manipuladores do poder e da falsa fatalidade. lamentavelmente sempre doloroso. Em verdade. obrigam o próximo a persistir no mal pensar para que este também acabe mantendo. uma fatalidade cega e enganadora passará a se desenrolar. E ainda por cima. Via sentido comum ou via senso comum. onde parecerão caber assassinos pensantes e vítima(s) pensada(s) a ser(em) assassinada(s) e tudo o mais. quando não podiam. de outra. sim. de assassinatos irremediáveis. (ou políticos canalhas) sustentam-nas fortemente por meio de uma educação condicionadora. depois.Esse é apenas um ego-pensante ou falso ente. ligados à justiça e à ciência fazem convergir causas e condições que resultam numa sólida remontagem do trágico palco da vida.). sempre mal pensando e executando atos intencionais (rituais). esses manipuladores do poder e da falsa fatalidade induzem nos demais falsas similitudes (ou semelhanças) nas percepções cotidianas que sempre enganam. e o executam. sustentando todo esse horror cotidiano. Bandidos e criminosos aí são os que além de forjar falsos palcos ou reconstruir tais situações. feita falso criminoso. urgos do Demiurgo. que é morta. Aqui. e feita falsa vítima. (Demiurgo.

vamos dizer. dos frutos dessa ação. e em outro Aqui e Agora reverte para a condição de Ação Pura ou Verbo em Atividade. quando o ego-pensamento se identifica à pretensa execução do ato intencional (Carma). Um agente não substancial também não pode efetuar uma ação substancial. os sofrimentos lancinantes a agonia etc. um logro a enganar homens-fantasmas e mal pensantes. que há sim um Atuar. o REAL por trás do mal pensar é a palmeira balouçada pelo vento. e quer se apropriar das conseqüências. que continuamente executam ações criminosas. Deus Vivo é alternativamente Verbo-Ser. Este Sábio não admite pretensos reflexos e caducidades virando falsos agentes! Ele afinal só disse: Um agente substancial não pode efetuar uma ação substancial. Na Eterna Novidade. agentes substanciais ou agentes materiais. são alimentos altamente nutritivos para todos esses vampiros. Uma ação intencional pura e separada (do ente pensante). e com razão. além de ficar sujeito a uma colheita obrigatória. o desespero. Ser-Verbo. Ai de mim. 175 . os lamentos. Os gritos de dor. é uma mentira. com ou sem alma. absolutamente válida. que o fará durar e sofrer (Carma). sem nada impor. enjambra sua própria duração espaço-temporal aparente. Amigo. O ego-pensamento e suas reconstruções efetuadas a partir de “restos” e “caducidades” são exatamente a sombra da palmeira que varre o chão sem levantar um grão de pó. é só um agente pensante-pensado em pressuposta atividade intencional ou propositada. Todavia. sugira-se. os choros. e mesmo assim armam toda essa terrível tragédia dolorosa.fatalidade. estas minhas palavras fúteis a sugerir já cometerem terríveis pecados. Eu pergunto: quem é que entende isso. A caro custo. que há Ação Verdadeira. e pretensamente cumprida por um ego-agente-real (responsável ou substancial) é uma falácia. portanto. Claro que convém não esquecer as respostas cármicas que contribuem para adulterar o vazio-pleno. e inclusive manipuladores da falsa fatalidade. o qual Aqui e Agora vira Ente. feitos máquinas. ou graças a músculos e membros. diria um Nagarjuna. Esses conhecem tudo. que não leva a nada e a partir da qual roubam vitalidade das vítimas para se alimentarem vampirescamente e para se fortalecerem. Não há. que há o Ato Puro. vira Ser (EU SOU). O ego é só pensamento.

é uma falácia ainda maior. pois também é só imaginação. Ou ainda e dito de outro modo. do pensamento discursivo. ou até mesmo os pretensos efeitos físicos acabariam sendo vistos como não tendo tido qualquer 176 . meramente ego-imaginado. Amigo. a ação não pode ser encarada como um atributo desse agente. quando o agente é permanentemente material ou semi permanentemente material. antes que as conseqüências da ação aparecessem]. não pode torná-las eficazes. no caso. mas se o agente fosse momentâneo. movido por reações químico-fisiológicas. nem pode saltar fora qualquer atividade. incluindo aqui eventuais corpos etéricos. não confundas esse pensamento abstrato (memória-raciocínio-imaginação) com as incríveis possibilidades de superpor faz-de-conta dos primevos pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos (ou sankharas). e o ato não cabe. E se dessa contradição semi-permanente. Uma não-ação pretensamente eficaz. disso não pode surgir nenhuma modificação. significativas ou abstratas. E nessa contradição o ato também não pode caber. anímicos]. tanto faz. um agente não-orgânico-material-corpóreo-concreto também não pode executar uma ação concreta e abstrata. ou ainda se dessa objetividade só e sempre permanente saltassem fora algumas atividades. 2) [Diz Nagarjuna]: Quando o agente é substancial. algumas ações. executada por um suposto ser do pensamento abstrato. cuidado. (Ou também): Quando o agente é substancial [como o ego-pensamento pretende ser. ou aí tudo é mutável-e-imutável. ou ainda quando pretende ser anímico-e-material (contradição). porque o agente aí é só imaginação. Os produtos de uma ação assim. um agente material-anímico (átomoscélulas-alma) não pode efetuar uma ação significativa. Um agente abstrato. essas ações não poderiam ser vistas como um atributo ou como uma possibilidade liberada por um ego-agente tão paradoxal. a ação não pode ser vista como um atributo seu porque o produto de tal ação acabaria sendo concebido como não tendo um agente. já teria existido e também já teria desaparecido. com seu pretenso corpo orgânico-material. porque aí ou tudo permanece eternamente imutável. isto é modos mentais fantasiados de agente. [Ou o efeito de tal ação acabaria sendo concebida como sendo fruto do acaso.Encerrando e repetindo. E isso porque o efeito de tal ação [que é tempo. e que se desdobra no pretenso tempo] acabaria sendo concebido como não tendo tido um agente. E nesta alternativa prevalece o tempo.

que pareceu redundar num movimento faz-de-conta e numa conclusão enganadora. deus-persona. agentes esses que depois atuassem e interferissem. ou dessa contradição e impossibilidade toda. deus acaso. como. Demiurgo se escravizaria ao tempo. Se houvesse um agente prévio. de certas religiões. por um passe de mágica.agente. Aumentando um pouco mais. aí. deixaria de ser divino. pensando à toa. para que. para transformar-se apenas num coletor de efeitos dolorosos (carma). já se vê). acabaria sendo concebida como não tendo tido nunca um agente por trás. E isso. se julga orgânico-corpóreo-material-concreto. nem pode ter tido um agente real. se escravizaria aos frutos ou às conseqüências da ação contaminada (Carma). depois executassem uma ação criadora. Nesse pretenso constatar e concluir intelectual – (ou seja. a ação que aí ele supostamente libera não pode ser vista como algo que surgiu ou ficou manifesto a partir dele mesmo. e sempre mal pensando acha ainda possuir um corpo que se desloca. Deixaria de ser “Ele”. um “Ele”. deixaria ainda mais evidente as contradições e a burrice de seus forjadores. permanente. (pensante-pensado. é ignorância sacramentada. Deixaria de existir como ser eterno. se esse Ele é o acaso. E se esse “Ele” fosse o vulgar deus acaso. que enjambram falsas máquinas cósmicas ou Universos 177 . é um embuste total. quando o pretenso ego-agente. estará suscitando ações mecânicas inexpressiva. contudo. Depois aí teríamos que incluir também o meio e o fim supostamente temporais. ser divino. e com isso ao pretenso começo de tudo. Tomar o Ser e o Ato ou Ação separadamente. Ou senão. nunca pode ter tido ação. Com tal taumaturgia. quando “Ele” viesse a atuar. “Ele”. Insistindo um pouco mais. a Verdadeira Vida que Aqui e Agora simplesmente Surge e se renova. teria que dar prioridade ao “Ele”. de fato. ou senão o deus acaso da ciência. como fazem a ciência. com membros feitos alavancas. a Ação em Si. um ou outro. inalterado. Uma ação que saltasse fora de um pensar assim. se tal (falso) ser antecedesse o Ato. os materialistas e cientificistas mal pensantes. contínuo.. o deus-persona e separado do monoteísmo. corpo-ego”. mas isso é apenas falso perceber) – só se deu uma atividade pensante. E desse modo esse pretenso “Ele”. crer que “a ação se liberou a partir de mim mesmo. onissapiente e onipotente. ou a partir de um ego-agente assim. falso deus. ou ao “Ele”. as correntes filosóficas e certas religiões dualistas não têm valor algum. estático.

. Galileu. quotidianamente. E mais. pois o “homicídio” teria ocorrido sem que de fato tivesse havido um assassino (filho) e uma vítima (pai). o resultado de tal ação. por sua vez. simplesmente pensado] efetuasse ou cumprisse uma ação nãosubstancial. meu caro amigo. um pretenso ego-agente não substancial seria um agente meramente modal. parece fazer. digamos um ego com alma pensada. Descartes & Cia. Ou ainda. uma ação não-concreta. e as reações causais e físico-químico-matemáticas do materialismo científico moderno. Isto é. ou se faria presente sem estar vinculada a qualquer causa. sem agente. lembraria as enganadoras e ilusórias forças ou energias científicas. como preconizam os modelos mentais de Kepler. e agindo matasse seu rival. o hipotético pai desse mesmo filho da mulher estéril. sem uma motivação primordial ou sem uma causa que o tivesse originado primeiro e de modo aparente. uma ação que não dependesse do pretenso corpo-orgânico-material-concreto. apareceria sem qualquer vínculo. de modo objetivo. Transformar um “Ele”. Em outras palavras. o resultado de tal ação não teria causa e o pretenso agente também teria vindo-a-ser sem causa. em verdade enjambrada. 3) [Diz Nagarjuna]: Se um agente não substancial [ou meramete modal. pudesse agir. Tudo aí era só cineminha. como o ego-pensamento. Newton. essa ação decaída. apareceria sim. o ladrão e salteador em todos nós. tal agente ou o filho da mulher estéril. se o que é pura imaginação. E o pretenso ego-agente-pensante. também se assentaria e apareceria feito um filho real da mulher estéril fictícia. a modo de dizer. teria se originado a partir do nada. um agente faz-de-conta. Ou exprimindo-me de outra maneira: se um ego-agente abstrato ou não-material. nem material nem 178 . Copérnico. o resultado alcançado ou o fantasmagórico assassinato não teria uma causa. sem qualquer Deus fora disso ou “Deus-ex-machina”. Deus máquina foi o que a mentalidade científica fez da Primeva Manifestação (ou da Criação) de tudo. se meros modos mentais pudessem executar de fato uma ação imaginária. Essa máquina que esses cientistas dizem ter descoberto. e passaria a existis sem ter tido uma causa que o tivesse originado. Se tudo isso aparecesse ou viesse a se superpor. Deus Vivo não está nem dentro nem fora de tal invencionice científica. é tão-somente pensamento deles mesmos. se o filho da mulher estéril. ou também..Científicos. deus fantasma num “Ele”.

mas juro que não me enquadro nos dizeres de Lao-Tse. se do ato do filho da mulher estéril algum fruto ou resultado puder aparecer. . deus-pessoa. e mesmo que estes últimos pareçam se assentar como reais. sempre que os considerar diferentes de mim e separados de mim. cuidado. o Espírito aqui não tem nada a ver com essa enrolação toda. e que não seria uma ação substancial e sim imaginária. e isso tem algum fundamento? – ele como causa de sua presença objetiva só pode ter dois hipotéticos fatores: ou o deus acaso da ciência. se sobrepor. porque quem sabe não fala”. não são coisa nenhuma nem criaram nada. lá. e o filho da mulher estéril por sua vez apareceu ou se superpôs só imaginariamente. ou também só memória-raciocínioimaginação. 4) [Diz Nagarjuna}: Se não houver causa. por sua vez e amiúde. Aqui as quatro palavras de Nagarjuna viram um quase ensaio de duas páginas. De qualquer maneira. Só a minha imaginação poderia atribuir a tal filho da mulher estéril a possibilidade de agir. Sonho e sonhador são indivisíveis. Este filho da mulher estéril é igual aos homens ou aos seres do meu mundo pensado. Um pressuposto homem do mundo cotidiano. amigo. física ou espiritual. é uma forjação e imposição dessas mesmas religiões. objetivos. não haverá resultado ou não haverá o efeito da ação como conseqüência. sem qualquer causa. porque o agente não é real. como conseqüência não pode haver efeito. Pois é. já que estes dois pretensos recipientes-receptáculos (ou espaço e tempo) simplesmente 179 . nem em instrumentos ou em membros reconhecíveis da ação. um nada.espiritual. ou senão terá o “Ele”. Amigo. não aparecendo aí sequer o pretenso agente produtor da ação. de sua parte. isto é. Estas duas hipotéticas entidades. O filho da mulher estéril nem age intencionalmente nem não age. e separado de certas religiões. que declarou: “O que fala não sabe. já que a substância. então não podemos falar nem em ação nem em agente. tal fruto ou efeito não terá causa. Seria. onde o ego possa aí se apoiar não existe. – igual a um sonhador aqui e a um mundo sonhado. E se nada disso aparece ou vinga. o qual. um nada originando um Ser. portanto. Tal agente seria um legítimo filho da mulher estéril. eles apenas são filhos de minha ignorância. resultado e muito menos pode haver ou aparecer um pretenso ego-agente anímico ou um ego com corpo material que possa ser visto como produtor da ação. pretensamente separado dos demais e de todo o resto. não havendo ou não existindo causa. no espaço e no tempo.

Quem sabe seja um brutal engodo e um engano perceptual. Viver é só irradiar ao “meu” redor simpatia. Amigo. Este corpo externo ou este pretenso ente dentro de um suposto corpo exteriorizado. nem tenta. “eu” não sei exatamente o que é. em verdade não foi criada nem pelo acaso nem pelo deuspessoa nem por papai e mamãe. São apenas distorções do Aqui e Agora. Mas o quê ou quem sou eu? Nenhuma resposta válida pode ser dada. Papai e mamãe não explicam nem justificam a origem desta coisa exteriorizada chamada corpo ou o meu corpo. não façam isso ou nada atribuam! Todavia. o Grande Eu. tudo bem. Não sendo um corpo com alavancas. tenta apenas Saber-Senti-Intuir e nada mais. da ciência. papai e mamãe também são presença sem causa. aliás. Isto que eu chamo meu corpo perecível. empatia. e sim Sabe-Sente-Intui e Compreende. nem da parte de um Demiurgo salafrário qualquer. Uma criação no espaço e no tempo nunca houve. Por conseguinte. não tendo causa não pode ser um corpo com alavancas. E esse homicida. nem posso impor. Mas. pois qualquer justificativa aqui só reforçaria o grande farsante. Não pode se deslocar. propriamente dita. é o ego-pensamento em todos nós. ou graças a ninguém. e muito menos me justificar.. já que “assassina” o Homem Primevo. esta coisa externa que parece mover-se no próprio impossível. o ladrão e salteador. a essa mentira egocêntrica. Por outro lado. o homicida por natureza. pode-se atribuir a possibilidade de agir? Cuidado. nem da parte do “Ele”. porque neles também nada ficou justificado. por parte de uma enganadora entidade pensante-pensada ou ego-pensamento. Sim. Mas veio a ser mesmo? Ou isso só vem-a-ser. amor e bem-estar. mas não posso comunicar isso. Aqui e Agora. o deus acaso e o “Ele”. com membrosalavancas e tudo o mais. deus-persona. Em verdade. ambos os deuses. essa coisa aparentemente exteriorizada e permanente ou ego não tem uma causa significativa. 180 . veio-a-ser graças a algo sutil. deuspersona são filhos de minha especulação ou do pensamento discursivo em “Mim”. Sei e Sinto o quê sou ou quem sou. nem da parte do deus acaso.inexistem em si. em suma. fugaz e insolitamente? O corpo esterno não tem causa. dando uma de agente faz-de-conta. não pode executar ações.

por ser Vivo não mata nem salva. Por sua vez. supostamente. é um legítimo filho da mulher estéril. mal deduzido. real ou modificadora. O Ato Puro ou o Deus Vivo no Homem Real (ou feito Homem Real). Tampouco se transformaria no Universo das Cordas. dessa mente e corpo personificados não pode existir uma entidade verdadeira ou um ego psicológico real da psicologia. Os empenhos ou esforços desse agir externo pretensamente inicial teriam redundado na mentirosa evolução temporal das espécies. uma excrescência mental charlatã. O pensamento só adquire algum significado quando do segundo momento em diante ou no tempo. como em si mesmo não é absolutamente nada. não tendo uma causa propriamente dita. age ou leva a cabo tarefas. e ser até mesmo absolutamente nada. Por sua vez e em si mesmo. tenta se apoiar no Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar do Aqui e Agora. não teria motivo de transformar-se no falacioso e enganador Big-Bang cósmico. quando muito. o ego-pensante falastrão não pode nem matar nem salvar. chamo de corpo exteriorizado. lamentavelmente mal inferido. ineficácia total. ou defasagem. o enganador ACASO científico. mal arrematado e mal equacionado e “provado”. o ego acha que pode mover um fio pensado daquilo que chama cabelos pensados de sua cabeça pensada. mas mesmo assim será um significado pequeno e enganador. Só que o pensado e os pensantes aí são apenas pensamento. É só pensamento caduco que se densifica por sobre do Aqui e Agora em renovação. atraso. e no aparecimento da “prodigiosa massa encefálica” do cientificista 181 . da psicanálise e até mesmo da psiquiatria. teria se dado o começo de toda ação e de todo movimento externo. pois é simples fruto do raciocínio humano. pensando erroneamente. Desse pensamento densificado ou corpo tampouco poderá saltar fora uma ação significativa. mal “descoberto”. mal induzido. enganadora e mentirosa. Os pródigos lucubradores cientificistas. dizem que graças a uma mentirosa explosão cósmica inicial. matando e salvando. O enganador ACASO tampouco se transformaria nos buracos negros cósmico-científicos. chamada Big-Bang. Aqui e Agora que já EU SOU! E no íntimo desse pensamento densificado.Isto que eu. Tal pensamento densificado não é só e sempre um corpo-máquina-alavancas que. Entrementes num palco totalmente pensado. Haverá. porque tal pensamento densificado poderá ser tudo o que se quiser.

não há lei [ou “dharma”]. ciência. ação. efeito ou fruto da ação (criação divina ou também Big-Bang criando) etc. Imagina.. superposta e objetivada. são imagens e artimanhas do discurso interior. e inclusive acham que as estão “provando”.. meu caro amigo. depois que monta sua própria pantomima universal. se mete a distinguir. aguçando o pensamento ardiloso – sagacidade. quando tal vontade não existe. para proveito próprio e contra o próximo? Depois alguém pergunta por que o mundo organizado é tão injusto e cruel. não pode existir um ego-agente e muito menos instrumentos concretos ou alavancas que exteriorizem essa ação. que sociedade. que depois atuam intencionalmente. a separar. o acaso aí e o Big-Bang são só torpe raciocínio que tudo acomoda. a reconhecer.. tudo isso são apenas tentativas de reforço. minha gente. se apercebam que a pródiga elucubração dos cientistas (ou raciocínio) veio primeiro que o pretenso Big-Bang cósmico. o que não acontece ou que mundo. Todavia. As contradições e o mal estar conseqüentes desse mero aparecer ou dessas aparências objetivadas são frutos das explicações científico-dedutivas e das falsas provas induzidas (método de experimentação). a qualificar o que não deve. meu amigo. mas muito bem assentadas. também não há efeitos produzidos pelas mesmas. graças às quais o ego-pensamento em todos nós acredita estar se afirmando como um ser inteligente. conhecimento saltam fora quando um grupo de falsos entes ou egos enganadores se juntam e. nem não-lei. religião. meu amigo. apossando-se do que não deve. quando em verdade essa não é inteligência e sim sagacidade e astúcia. Acrescentando mais: causa. E mais. E mais. que justiça. Todavia. E isso é próprio de homens mal pensantes.moderno. o que aparece externamente é outra coisa. não pode haver ação. nem há não-lei [ou “a-dharma”. filosofia. quando em verdade apenas abusa intelectualmente e desvirtua emocionalmente. forjando lorotas. leis. astúcia e maldade – se metem a ditar normas. por meio da Lei da Geração Condicionada. Tal falso ser acredita inclusive que ele atuaria por vontade própria. e parece não ter solução! Por isso que se precisa urgentemente transmutar este falso mundo. isto daquilo. Este ego ou fruto da memória-raciocínio-imaginação. 5) [Diz Nagarjuna]: Não havendo ação etc. tudo isso. não-dharma]. (Ou 182 . não havendo ou não prevalecendo uma causa. Não havendo lei. Sim.

[por causa da falaciosidade do agente]. Adversário). impossível de ser exprimido. denso. A denúncia que acabei de fazer relacionada ao faz-de-conta ou ao aparente. ou uma Lei Universal liberada por um pretenso “ele”. também não podem prevalecer efeitos ou frutos produzidos por tais leis. ligadas a uma existência aparente e superposta. E se em termos de uma lógica extremada e higienizadora não subsiste algo hipoteticamente real. os frutos ou as conseqüências de um hipotético ser fantasmagórico. o dia a dia – não há ação. e que tentam se relacionar com o REAL. relacionados a uma existência aparente. nem instrumento (corpo ou máquina) da ação. saliente-se também que a Não-Lei ou o idolatrado acaso da ciência e dos materialistas-niilistas é pura conversa fiada. deus acaso da ciência]. digase que só há um monstro pensante-pensado (Demiurgo. com palavras últimas e verazes. tampouco podem subsistir os efeitos. não pode também prevalecer uma Lei Universal [emanada por um “Ele”. Todavia. E se em termos relativos. tampouco algo se pode dizer. evidentemente. material e falsamente real dos niilistas-materialistas e cientificistas. há egos-pensamento safados e outras larvas mais! Por outro lado. mais o próprio REAL em Si. diga-se que em toda essa aparência (cuidado não confundir com o Absoluto) – e que é exatamente o nosso ir-vivendo cotidiano. como o ego ou o filho da mulher estéril.também): Não prevalecendo uma ação. e muito menos pode prevalecer uma não-lei universal. . tudo é assim. parecem apontar para o nada ou para a aniquilação. Mas um fantasma aparentemente objetivo. concreta. ambos interferindo nesse faz-de-conta. nem agente. E se no que diz respeito à existência aparente tudo é assim. de explicar e de se aprisionar. iguais à enganadora objetividade. concreto e tomado como real pode aniquilar-se? 183 . Nesse viver aparente não há um autêntico deus-pessoa. Quais ações o filho da mulher estéril poderia liberar e que frutos ele poderá alcançar? Nada. Usando palavras relativíssimas. e tampouco há um Demiurgo real. há um enganador deus acaso aqui. separado da Consciência-EU. nem. aí tampouco há uma Lei Cósmica Primeira ou um “dharma” que teria originado todas essas aparências. o que se aniquila aí são só as trevas exteriores ou Maya. Pecando com as palavras e inventando estórias. lá. deus-persona. Se Não se justificam uma pretensa Lei Universal nem uma não-Lei.

nem a pretensa LEI. Para ele. a Lei da Interdependência e a Lei do Carma. todas as sugestões denunciatórias do Sábio e que acabaste de ver não negam nada do que diga respeito ao Real. sugerir um “Isto” e um “Sentir” já é o começo do extravio e da complicação. do Samsara – e isso é o mundo dito material e o mais além. pretensamente equacionando e decifrando mundos e universos. à Verdade. Na Autonatureza nenhuma dessas leis vinga também. boas apenas para reger e temperar as trevas exteriores. As leis do direito civil são um engodo maior. A questão toda. a caro custo prevalecem no domínio do faz-de-conta. De qualquer forma e a modo de dizer. diante do Absoluto mais perfeito. Ora. Ou seja.Um fantasma nem se afirma como presença nem se aniquila para resultar em ausência. conhecendo em profundidade a astúcia do pensamento e sua fantástica capacidade de distorcer e complicar. E na própria Autonatureza também não vingam ou não prevalecem a Lei da Geração Condicionada. nem a Não-Lei. o fantasma se some ou desaparece só quando nos damos conta de nosso próprio engano perceptual e compreendemos que ele é um fantasma. O velho e enganador perceber intelectual tem que se permutar em Saber-Sentir-Intuir e comungar com “Isto” ou com o Objeto Real. a Lei da Interdependência e a Lei do Carma. nem prevalecem a Lei da Geração Condicionada. Portanto. ou também subjugado pela confusão do analfabetismo – e não necessariamente afirmar ou negar o pressuposto fantasma externo. Apenas tentam eliminar ou neutralizar os fantasmagóricos frutos que o pensamento afirmativo e negativo superpõe. Tentam 184 . sequer se permite sugerir um “Isto” ou um “Sentir”. dito espiritual. Amigo. cuidado. se algum “Isto” houver. das Trevas Exteriores. As leis nunca podem prevalecer na mais perfeita Verdade Indeterminada e impensável. Um fantasma é só e sempre um fantasma ou uma maneira errônea de perceber. Sim porque Nagarjuna. tais leis surpreendidas pela inteligência humana ou até mesmo forjadas pela cabeça do homem só vingam num mundo faz-de-conta. é óbvio que o Absoluto não precisa dessas três leis. é de se alertar que não prevalecem nem as leis científicas. é só corrigir o Perceber em nós – subjugado pelo ego-intelecto-mente. como alerta Nagarjuna. com sua mentirosa lógica-razão bem comportada. caro amigo. Insistindo um pouco mais.

Em verdade. [pois neles. posto que esse silenciar já é um bom caminho para perfeita pacificação mental e para a higiênica simplificação perceptual. Se assim é. não há caminho de libertação. já viste comigo que não há uma causa (ou mais) absolutamente real. (Ou também): Não prevalecendo leis inventadas pela cabeça do homem. caminhos para os planos divinos. inúteis serão os atos intencionais ou pensados. e chega-se à conclusão errônea de que todas as ações são inúteis. esse terá se empenhado em vão. Viste que não há conseqüências absolutamente verazes. [naquilo que é Real] não há também prisões espaço-temporais reconstruídas ou uma existência condicionada. Mas aqui. ou até mesmo as ações intencionais seriam ou são inúteis. que não há um agente absolutamente real e separado de algo mais. não existindo efeitos dessas leis. Viste que há Ato Puro sim. deuspersona como também não há um deus-acaso. salvo no que diz respeito à falsa vida que o ego superpõe. serão os modos ou os métodos preconizados por certas religiões e falsos 185 . Espontâneas. Nesse caso. Nem um deus à parte nem o acaso produzem uma vida aparente. como inclusive não há um simples acaso. Viste que não há uma Lei Divina.denunciar e suplantar as ardilosas reconstruções e desmentir a elucubração positiva. sem temor de anulação ou de aniquilamento algum. como de costume e pensando erroneamente. com seus pretensos agentes-corpos e suas máquinas. então. não prevalecendo as retribuições cármicas ou resultados cármicos. pois não é bem assim. sugestões e conselhos dos grandes Mestres são inúteis para nos ajudar. meu amigo. 6) [Diz Nagarjuna]: Não havendo efeitos. livres do mal pensar. planos celestiais. Por causa da logificação do sutra supra. para nos Salvar. ou por caminhos que conduzam a planos celestiais. mas que não há uma Ação Pura que se relacione com isto ou com aquilo. Devagar. e repetindo. orientações. de que todas as Ações Puras. se chegaria à conclusão errada de que todos os empreendimentos religiosos de purificação e Libertação são inúteis. já se está]. Os alertas do Sábio só nos induzem a que nos silenciemos intimamente. os atos propositais pretensamente purificadores e salvadores. porém. Paciencioso leitor. E viste também que não há um “Ele”. todo e qualquer ego-agente que se empenhar para se Salvar ou para enveredar por um caminho da Salvação. tampouco seria necessário que houvesse caminhos para a Libertação. chegar-se-á à conclusão de que todos os Atos Puros. nem caminho para os planos celestes. atuando.

a modo de dizer.gurus. se de modo aparente e temporal. meu caro. o reforça. Lembrem-se da falsa bondade e falsa caridade cristã da Idade Média e Renascença do mundo Ocidental. falsa e cruel justiça humana que anda por aí. Amigo. ainda irá praticar. mas também que ninguém se proponha não-roubar ou não-matar. sem saber quem é e o que faz. identificando-se ao ato. Estes só servem para aumentar o extravio. E se atrás disso houver um pensamento-ego. ainda existem sete sutras para serem reproduzidos e comentados. O Ato Puro é Verdade e Liberdade. é total complicação e perdição crescente. Vou fazer uma pausa e abrir um grande parêntese para inserir o fantástico e extenso poema chamado O CRIME do imortal 186 . aí. Este ego trapaceiro. propositadas. todas as conseqüências aparentes que se fizerem presentes indubitavelmente serão sempre lamentáveis para esse falso ego-agente ou para esse ser delirante. Que ninguém se proponha matar e roubar. as não-atuações propositais serão muito mais ineficazes ainda. rechaçando ou querendo alcançar algo. O ato proposital ou o ato intencional supostamente executado por um falso agente é só egopensante-pensado. tem que ser transmutado em Reta Percepção (ou em EU-Ele. do que falsos heróis e justiceiros. Não há nada pior do que os mártires e vítimas. não precisaria enveredar por nenhum caminho da salvação porque em verdade o Homem nunca teria se perdido. como acontece com o não-agir intencional do ego. sofre e faz sofrer… E mais. O homem só tem que flagrar-se ou se aperceber do horror que está praticando ao matar e ao roubar. Corrigir o mal pensado com um falso bem pensado resultará num mal maior ou nessa torpe. as ações se tornam intencionais. Esse próprio flagrar-se sincero ou esse perceber perfeito bloquearão o ato maligno e proposital de roubar e matar. que em vez de bloquear o mal. é outra história. E num caso assim. provavelmente ficarão sempre semi-eficazes ou até mesmo serão atos quase inúteis. um ego pretendendo atingir metas distantes e reforços. e não há quem ou o quê salvar. Amigo. Herói verdadeiro é outro Ser. exatamente. que. ou em Saber-Sentir-Intuir) para que a Luz e a Liberdade voltem a prevalecer de por Si. a perdição ou a complicação da já bastante dolorosa condição humana. ou senão. aqui os atos propositais que a seguir surgirem. Se o Homem pudesse manter-se em sua Autenticidade Primordial e se Ele só se Manifestasse feito Ato Puro que já é e sempre É.

e precisa ser enfocado e entendido de outro modo. O suposto criminoso é outra história. Ademais. e com fundamento. Dando por um ceitil a podridão venal? Perdeu-se inteiramente o reino da moral? Que nos cumpre fazer? Depressa! Mandem pôr 187 . seu egotismo. É apenas um conjunto de normas. egocentrismo. já não há a enxovia Para enterrar no lodo um monstro. um bandoleiro? A imprensa quer a morte? El-rei D. com este poema e com o lirismo que vem a seguir. em verdade apenas incham em seus próprios egos. espero suavizar um pouco a aspereza não desejada – e que eu próprio detesto. monstrificados forjaram e as aplicam impiedosamente para que eles cresçam em seu próprio poder. que egos safados. Preciso inserir esse poema porque falei mal da Lei e da Justiça Humana. A Lei do homem não é absolutamente nada. Luis I Cuida que é necessária e justa a execução? O marquês de Bolama é dessa opinião? A sociedade está corrupta e libertina? A família é um deboche e a honra uma latrina? Acendem-se as paixões? Revolta-se o quartel? Vai passar a fronteira o salteador Miguel? A justiça morreu? Os lusitanos brios Dormem tranqüilamente ao pé dos cães vadios.poeta português Guerra Junqueiro e que aparece em seu livro. suponho eu. —Cansada barregã. mas não posso evitar – deste meu trabalho. Enquanto a pátria anda a rir pelas vielas. E então lá vai: O CRIME Matá-lo para quê? A deusa Segurança Manda-vos espetar na ponta de uma lança A cabeça de um tigre? A lei pediu metralha? A soldadesca infrene e a lívida canalha Agitam-se na treva assim como os vulcões? Recua o capital? Baixam as ações? A virtude agoniza? A dignidade foi-se? O dever pôs leilão e a Pátria abriu alcoice? O susto penetrou no ventre-burguesia? Já não serve a prisão. Os magistrados quando acham estar praticando a justiça. mais torpe que as cadelas. egolatria e mesquinhez. A Musa em Férias.

Acorrentai-lhe as mãos. a ordem ficou pura. feroz. colai-o contra um muro… Vem rompendo a manhã… Vamos! Formar em alas! Pronto. vai despertar o executor que dorme. E o criminoso? Olhai: mudo. deitada a um canto. Estreitou-se a união da coroa e dos vassalos. os ódios. ensangüentado e frio. Esse monstro cruel dorme numa enxovia. a vítima. floriu a agricultura. corre a pedir auxílio à guilhotina. A honra ficou branca. Nada de compaixão! O risco é grande. E lá dentro as paixões. espera. que fique bem seguro. O jumento Proudhome e o tigre Lacenaire. E a lei. Era um bravo rapaz na flor da juventude E é doloroso ver dentro de um ataúde Um corpo juvenil. Aquela alma hedionda é um negro labirinto. O ditoso burguês foi a aparar os calos “E abençoada seja a execução da lei”! II Não exploro a piedade. descarregar! Trinta ou quarenta balas Vararam-no e caiu por terra em convulsões… …………………………………………………… …………………………………………………… Subiram de repente as nossas ações. A indústria prosperou. A violência reclama a execução da fera. Salve-se a independência! Erga-se a disciplina! Ordem. bem sei. a Pátria assim o quer. as vinganças. inexorável. Hoje se riem dele as tímidas crianças. Abracem-se um ao outro. Medo. O coveiro que ponha a sua enxada ao ombro E o padre que apareça e traga o seu missal. Agora ide agarrar ao antro esse animal. vai chamar o teu irmão Assombro. Qual o nosso dever? Guilhotiná-lo? Não! 188 . fria. Violência. No fundo dessa noite há a caverna instinto. Como um velho mastim silencioso. Amordaçai-o bem. é enorme. sombrio… Causam menos horror os olhos de um chacal: O tigre é o seu irmão: o abutre é o seu igual.Dragonas de comando ao general Terror.

Mas não pode evitar-se este imortal clarão Da nossa consciência a lâmpada sagrada.III Liga-se à idéia crime a idéia expiação. horror! Naquela escuridão Ouviu-se a mesma voz. Não há uma suspeita única. matou. o vendaval gemia Com soluços brutais nas rochas. Ficará livre? Não: a consciência diz A este homem: —Eu sou ao mesmo tempo o juiz E a prova. os ais Foram morrendo… Pronto! A estrada era deserta: Testemunha. Ao sítio onde caiu por terra o viandante: E. ninguém. é verdade. Pois bem. Procuraste. apunhalar? Ninguém. não há prova alguma que o condene. mais nada… Coragem! Caminhaste em direção à estrada. absorto. nenhuma. Expiação é o remorso. evita-se a prisão. Pegai um criminoso. um ótimo lugar À beira de um caminho. Mas uma voz (assombro Horrível!) uma voz de timbre diamantino Chegou-se ao pé de ti e disse-te: “Assassino!” E tu ficaste a olhar. Ergueste-te do chão. depois de roubá-lo fugiste. Evitam-se as galés. Contudo. puseste a arma à cara E desfechaste! Ouviu-se um grito e nada mais… A vítima caiu banhada em sangue. a noite era sombria. Quem é que o viu roubar. O suborno. Impossível!… Talvez uma ilusão. no arvoredo… E tu disseste: “Bem. Magnífico! Puseste a tua arma ao ombro E começaste a andar. eu sou a lei e sou a acusação. mudo. há de guardar segredo a treva…” Nesse instante a vítima passara. transido. então Escusas de mentir e escusas de negar. é um bandoleiro infreme. e disse-te: “Ladrão!” 189 . impunidade certa. Dentro dela reside o júri universal. Testemunhas. Um facínora evita o código penal. Quem é que estava ali? Quem te falava? O morto. e nesse instante Ainda outra vez. é impossível. A consciência tem Castigo para o mal e prêmio para o bem. um salteador de estrada: Assassinou. acredita.

era o sapo em frente da doninha. Quiseste-me cansar: foste galgando muros. E eu peguei-te no braço e disse-te: “Caminha!” E começaste a andar involuntariamente Não dizias palavra. E se paravas tu. Então uma criança inerme Podia-te esmagar como se esmaga um verme.E olhando em torno a ti surgiu-te de repente Alguém que te fitou inexoravelmente Com um olhar cruel. Mas deixa-me. e viste-me ao teu lado. E eu entrava contigo às bocas das cavernas. Esse alguém era eu – a Consciência! Tudo Aquilo que pensaste e aquilo que fizeste Sem testemunha. Desataste a fugir correndo alucinado Pelo monte. Não tinhas salvação possível. Serei um tigre. um monstro. reto. dilaceraste as pernas. eu odeio a tua face austera 190 . Escondido na treva. uma pantera. vai-te e deixa-me ficar Em paz. Ensanguentaste as mãos. minha amiga. Eu ia como vai o cão atrás do dono E o corpo atrás da sombra. paraste. ali quase num ermo agreste. sereno. parava eu. o assassinato. e disseste: “Perdão! Consciência. Aniquilado então Caíste sobre a terra. o roubo. lugar. às vezes de repente Olhavas de soslaio e vias-me na treva. Penetraste a tremer nos antros mais escuros. Enfim. Continuavas a andar assim como quem leva Ou um lobo ou um crime atrás. agudo. Podia-te bater. podia-te insultar Sem resistência alguma: a luz do meu olhar Varava-te. Cortava os vendavais. Tu não podias ver o meu olhar tranquilo. oculto pelo mato. tudo eu vi perfeitamente bem! Tinhas dentro de ti um espião. noite. Trepava como tu às rochas mais esguias. ninguém Pode evitá-lo crê. covarde. tinhas medo Do impalpável. tudo. Para mim Não existe fadiga e não existe sono. Ficaste mudo e quedo. a perseguí-lo. —hora. Com a arma na mão. Oh. a luz do teu olhar Atormenta-me. corria se corrias.

Na cozinha em Janeiro a boa carne e o fogo. Não receies. hei-de-te dar tudo o que quiseres: Teremos vinho bom. Para ganhar o pão com o suor do rosto. O direito pertence ao mais rico e ao mais forte. Como um antro onde existe um crime silencioso… 191 . Cala-te Consciência!… Eu quero de hoje em diante. Mas a vítima enfim creio que está segura. Façamos por gozar todas as grandes coisas Da realidade. magníficas mulheres. pura. a enxada É triste. Sou rico. eu sei Que tu és virtuosa.Que me incomoda muito. E mesa sempre farta e bolsa sempre quente. ergue-se a gente ao ser de madrugada. Sou muito novo ainda e tenho a bolsa cheia. ao Sol de agosto. agora O que peço. e quero ainda abraçar-te Talvez quando estiver para morrer. E depois a taberna e na taberna o jogo. é que te vás embora E que sejas feliz por muito tempo… Adeus! “Não me tornes a olhar” A luz dos olhos teus Gela como o terror. É um sonho de criança. Não há vida melhor. incorruptível. minha amante. É melhor ser bandido e é melhor ser ladrão. Eu era um cavador. uma ilusão sem prova. E tu pelo teu lado Empregarás decerto o máximo cuidado Em nunca me tocar nesta sombria história… Encheremos com treva os fossos da memória. esfarrapado… Não. Pouco vale afirmar que ainda depois da morte Há um mundo melhor e uma existência nova. Vamos gozar! Consciência. O que te custa? Parte! És boa rapariga. as grades da cadeia. Antes de adormecer deitados sob as louças. corta como os punhais! Quando me deixas? Fala! E eu respondi: – Jamais – Ah não me deixas? Bem. Viver em boa paz contigo. É a vida de um rei. viverei Na tua companhia alegremente. é o mesmo. Comer sem trabalhar! Deitarmo-nos ao Sol de pança para o ar. em suma. a vida é uma batalha. ao frio. nem mais independente. portanto. O homem que menos ganha é o que mais trabalha. filha. E viver na indigência. —O paraíso. Andar ao vento. à chuva.

Na maior embriaguez. E soltando um rugido estúpido.A aurora desfraldara o pavilhão radioso No firmamento azul. na noite mais sombria Eu vejo claramente o sangue da inocência. Eu agarrei em ti preso pelos cabelos E levei-te de rasto. Bradavas. e ao sair do turbilhão insano Viste-me junto a ti como me vês agora. o esquecimento. E entrando na taberna à beira do caminho Engoliste dum trago um copo de aguardente Em vão! O meu olhar inexoravelmente Ardia como a luz por entre a névoa escura. Como um ébrio que sai à noite da espelunca. Embora Tu procures o vinho. ais – Morria na amplidão caliginosa e trágica A noite do remorso é uma lanterna mágica Cheia de aparições febris. ensangüentadas. O morto continua a rir às gargalhadas. Bebeste até cair na noite da loucura. É como o olhar de um tigre o olhar da consciência — IV É este o julgamento e é este o tribunal Reside dentro em nós toda a sanção penal. Trespassava-te a alma assim como um punhal. Havia um mar de sangue E um mar de escuridão. Tu foste pela estrada Cantando uma canção alegre e debochada. a causa com o efeito. exangue. a orgia. Caia sobre ti. Nunca mais te larguei desde esse tempo. dura como o granito. e a tua voz – gritos. brutal. Mesmo ao sítio do crime. É o crime e o remorso. Falavam em segredo Na treva os espiões. gemidos. 192 . Tentando um grande esforço hercúleo sobre-humano Despertaste. Ao ver-te aproximar O morto silencioso ergueu-se devagar E começou a rir. E a face escura da montanha Olhava para ti de uma maneira estranha… Contorcias-te em balde em convulsões mortais. Os braços do arvoredo Apontavam-te. A terrível mudez opaca do infinito. Nas surdas espirais dos mornos pesadelos. O meu olhar hostil não te largava nunca. alucinado. Exclamaste: “Pois bem! Hei de afogar-te em vinho!”.

matando o teu irmão.A sociedade tem um único direito: Exigir do assassino uma reparação. Existe para ti unicamente a aurora Da contrição. façam-no consciente. Consciência quer dizer responsabilidade. ajuda o fraco. Fizeste desandar a civilização Dois passos para trás. aí deves estar. Um assassino verga os ferros de uma grade. Pertences de hoje em diante ao sacrifício. à dor. é meter a escola na prisão. Em lugar de grilheta a carta do a b c. Onde a miséria esteja. Há alguém que agonize entre os clarões do incêndio? Não tenhas medo. A virtude contém a purificação Do assassino. O instinto é uma toupeira escura que não vê. E em lugar da enxovia imunda uma oficina. agora Precisas salvar dez. Mas não pode vergar a consciência austera. o diamante é feito do carvão. há uma epidemia? Quero-te ver a ti velando noite e dia Ao pé do moribundo. ampara a viúva. A coragem é leve. Do abismo rompe a flor. Há uma inundação. Vês um homem no chão a combater? Defende-o. isto é. Violaste as leis morais. das trevas a manhã: 193 . É como se castiga um homem que assassina: Tornando-o bom. Socorre o nu. Façam-no livre. Eduquem-no. e a abnegação tem asas. vai por entre o fumo e as brasas. Depois a sua Consciência Lhe dirá: “Derramando o sangue da inocência. Encheste de vergonha o nome de teus pais E cobriste de luto uma família inteira. Introduzi a luz no crânio dessa fera. Há um náufrago em risco? É atirar-te ao mar. Roubaste uma existência. Para salvar alguém. o salteador mata-se com o herói. Caminha ao vento e à chuva. A fera é menos vil e é menos carniceira. Transformem esse monstro em ser inteligente. Matando o teu igual. seja esse alguém que for. Vence tudo. Há guerra? O teu lugar está nas ambulâncias. é como se destrói O crime. suprime as horas e as distâncias.

ele o punhal ardente. O mais é tudo uma ilusão… É preciso encarar as coisas como são Na realidade. Depois de Caim.Num ladrão pode haver um santo — João Valjean. respondei. Justiça. Vós tendes a consciência inteira do assassínio. A justiça estará talvez do vosso lado. o criminoso. Ele é uma pantera e vós um raciocínio. Contudo entre vós dois há ainda esta diferença: Que ele é uma paixão e vós uma sentença. Vamos! Um grande crime exige um grande exemplo! Mas qual é. Vós matais sem rancor. Fernandes quer quebrar a vingadora espada. então nesse momento Não nos salva Proudhom. Há uma lei que castiga o crime: é aplicá-la: Fecha-se esta questão com este ponto – a bala. Mas para dominar as tropas num quartel. Quem lhe bate melhor é quem melhor governa. Acima do direito e acima da verdade Há um Deus que se chama o deus Necessidade. Mas quando chega a crise. o exemplo? Assassinar? Muito bem. É horroroso. inexoravelmente. A sociedade está desfeita e gangrenada. Prefiro à lei da morte o bandoleiro atroz: 194 . Mas primeiro que tudo a salvação do Estado. Banhaste-te no sangue? É afogar-se na luz. nesse caso o exemplo que ides dar Já ele o deu primeiro. Um atrito qualquer faz levantar a chama… Salvemos a moral. o capital reclama. então Ele é o original e vós. Necessita falar a boca da clavina De quando em quando. é cruel.” V E a isto respondeis: – Declamações. Para manter ilesa e rija a disciplina. a imitação. precisas ser Jesus. Também lemos Proudhom e lemos Victor Hugo. um soldado assassinou o alferes. o templo. é atroz. Nós também temos ódio às forcas e ao verdugo. salva-nos Joaquim Bento. é bárbaro. O povo é a criança eterna. O exército murmura. Tropos para excitar os nervos das mulheres! Eis o caso. a realeza. teorias! Coisas sentimentais para fazer poesias. Vós sois o punhal frio.

a velha lei do Estado. Um exemplo viril e bom que frutifique. fazei a glória. Acendem-se na rua à noite os candeeiros. Aboli dois grandes sorvedouros: Cadeias-tremedas e hospícios-matadouros. Se o crime causa medo. E apesar disso tudo há feras pela rua. Fazei o bem. Hediondo! Assassinar um homem que assassina! Colocar o direito ao pé da guilhotina. —Então olhai: é este o exemplo imaculado. a Lei Humana produz horror: É como que um juiz dentro de um salteador. às lepras que nos mordem. Resolver a questão do crime um cemitério! Sancionar Papavoine e decretar Tibério! Um carrasco de guarda à nossa segurança! O pelotão-juiz e o tribunal-vingança! E é uma coisa que indigna. À fome. A polícia fareja os becos e as vielas. Acendei uma luz em cada coração. E é cada vez mais a criminalidade. O vício não acaba. Dobram-se as precauções.É o menos cruel por ser o mais feroz. um fato que comove Que quase ao terminar do século dezenove Pensem como Marat. pensem como Caim As leis no velho mundo e o tigre em Bombaim! VI Se acaso pretendeis sinceramente dar Uma grande lição austera e salutar. à estupidez. Um exemplo que seja uma barreira. Uni o amor ao berço e uni o berço à escola. o roubo continua. Pois bem: iluminai por dentro a sociedade: Ponde o trabalho e a honra onde estiver a esmola. Revogai a ignorância. aos vícios. dobram-se as sentinelas. à desordem. a emigração É. Um esgoto da fome. Daí terra ao camponês que emigra. É a concentração diabólica do mal: A fera redigida em código penal. como em Portugal presentemente a vejo. 195 . um dique Ao cancro que nos mata. um cano de despejo Da miséria. fazei a paz. Forjai da redenção a esplêndida alvorada: Libertai a oficina e libertai a enxada. Coloca-se um gendarme à porta dos banqueiros.

Vigiando e guardando assim como um cérbero Desde o melhor palácio à ultima choupana: Esse polícia é Deus – a Consciência Humana! VII Terminemos. há para esse enorme criminoso. quase que um fratricida. Pois bem. CEGO COMO O TERROR. malvada e 196 . Entregar à lavoura os braços dos soldados. E caminhar na rua à noite. universal. FORTE COMO UM JUIZ. Vamos! Emancipai a escravatura branca. EU QUE PRESCREVO O ALGOZ. Hoje na maior parte do mundo civilizado a história mudou um pouco. À DOR. POIS BEM. Matou covardemente um homem desarmado. À traição. NÃO CONHECE REMORSO E NÃO CONHECE PENA. Nesses lugares se aplica a Lei Capital do talião e se pratica a mais brutal. HEDIONDO. QUE SE NUTRE DE LÁGRIMAS E SANGUE: É MAIS FEROZ QUE A HIENA. Mais do que um salteador. EXISTE NO ENTANTO UMA FERA. A escola é para isso a única alavanca. ÀS SÚPLICAS.Proclamai a instrução gratuita obrigatória. Ter direito à ignorância é ter direito ao mal. Deixando sem receio a vossa casa aberta: Um polícia estará continuamente alerta. austero. salvo em certos estados dos Estados Unidos. na Europa. desarmados. e um só castigo — a vida. Foi grande o crime do soldado. Um polícia gratuito. e até melhorou. Alevantai o povo ao nível da moral. UM ABUTRE. UM MONSTRO PAVOROSO. assombroso. Um só perdão — a morte. INSENSÍVEL À MÁGOA. Foi um crime horrível. EU QUE DEFENDO O MONSTRO QUE ASSASSINA CONTRA O BRAÇO DA FORCA E CONTRA A GUILHOTINA. E depois de ter dado enfim estas lições Podereis suprimir os vossos esquadrões. É INVIOLÁVEL: MATA E FICA SEM CASTIGO: AINDA HOJE O ESTADO É O SEU MELHOR AMIGO. EU EXIGI-LO-EI PARA ENFORCAR SOMENTE ESSE BANDIDO – A LEI! (OU A JUSTIÇA HUMANA)! A denúncia do notável Guerra Junqueiro prende-se à Lei ou Justiça que era praticada no fim do século XIX.

quatro palavras de merda que constituem a Lei bem redigida!. como também faz parte da espiritualidade capenga do espiritismo e do orientalismo. Aí o pretenso existir do corpo material e o não-existir da mente-alma-ego ou vice-versa (alma sim. ou um “Ele” deus-persona] e insubstancial [tipo modos mentais dos theravadas budistas. cada qual nega a seu modo. como poderiam estar juntos? (Ou também): Um agente ao mesmo tempo substancial [tipo um ego-persona material-fisiológico-teológico. Só que este não pode executar uma ação ao mesmo tempo só concreta-eficaz ou senão só abstrata-imaginária. Ou seja. não fosse esta tese muito mais ridícula e 197 . uma Lei idiota e pretensamente definitiva. voltemos ao tema central deste meu livro. vejamos agora o sétimo. Bem. jurados. 7) [Diz Nagarjuna]: Um agente ao mesmo tempo substancial e insubstancial não pode efetuar uma ação ao mesmo tempo substancial e insubstancial..hipócrita justiça do mundo. que o acaso do niilismo-materialista atualmente tem tanta força. a fim de matar sem dor… E o monstro aí não é a LEI em si. como poderiam subsistir juntos o corpo material e alma. que é mostrar a Sabedoria crítica de Nagarjuna e nosso próprio criticismo representado por uma Lógica Extremada e Autofágica. como poderiam ficar juntos e atuar? A tese que vem a seguir faz parte do entendimento da própria teologia cristã. católico-protestante. Se assim é. certos desembargadores. pois o existir e o não-existir são contraditórios. pois o [falso] ser e o não-ser aí se excluem reciprocamente ou são contraditórios. matéria não) seriam contradição. depois deste grande parêntese. meu amigo. porque os pretensos senhores do corpo ou os materialistas se conflitam com os falsos senhores da alma. E se as noções de corpo e alma são conflitantes. tal como ensinam e impõem as teses orgânico-material e anímica? É por isso. A primeira ação seria supostamente liberada pelo corpo físico e a outra pela volição do ego-alma mental. e governadores que aplicam uma Lei cega e estupidamente eterna. e que me pareceu necessário. e inclusive contraditórios (mais isto do que aquilo). de que haja um ego-agente ao mesmo tempo ego-anímico e ego-corpóreoorgânico-material. Parei no sexto sutra de Nagarjuna ou versículo. mas sim certos juízes. acasalada com um hediondo tecnicismo e com um cientificismo de merda. tipo imaginação pura ou o filho da mulher estéril] não pode efetuar uma ação ao mesmo tempo substancial (significativa) e insubstancial (faz-de-conta). promotores. Atualmente quem tem mais força são os materialistas ou os médicos-organicistas-materialistas.

porque este lucubrar sempre vai te trair. Todavia. e executa ações puramente mentais ou imaginárias. Por conseguinte. do tipo faz-de-conta. a caro custo. nem existe uma alma-ego separada do revestimento densificado. o que é finalmente? Para a Sabedoria Suprema não lucubrada. que o Homem Primevo é “çunya”. “sunya”. dos islâmicos e até mesmo de certo orientalistas. em nível astral. emotivo. científicas e filosóficas. Todavia. teológicas. Quando se sugere que “o Homem é o que é”. portanto. não existem necessariamente átomos-moléculas-células para esse mesmo corpo. inteligente e atuante no bom sentido (Ato Puro). profundamente significativo. Em cima dessas duas palavras. sem nada impor. Estando o corpo presente. sensível. E por sua vez. nunca. pequei. Só que para Nagarjuna. mal pensando e pior percebendo.absurda que a dos teólogos ocidentais. sei bem que já pequei com as palavras. Corpo material e ego-alma-espírito pensantes-pensados. o Homem é o que é. o homem que essas religiões apontam é uma total contradição que executa ao mesmo tempo ações significativamente modificadoras. Para estes últimos. o que é? 198 . espiritual. Diga-se por dizer. no caso insubstancial). essa dupla essência simplesmente não vinga. digamos. por meio do pensar nem afirmes nem negues nada. Ou senão diga-se: o Homem é Espírito Puro. amigo. o que vem a ser isso. só aparecem feitos uma superposição.. em termos absolutos. dos judeus. ou seja. por causa do pensamento bandido. permita-te sugerir. é um Vazio-Pleno. jamais teria se permitido sugerir que o Homem é Espírito Puro. dos espiritualistas. diz cumprir ou executar. Mais ainda. a caro custo.. “sunyata”. e até mesmo imaginário. o homem é ao mesmo tempo um ser substancial ou material (corpo) e é um ser anímico ou espiritual ou nãomaterial (corpo sutil. não existe. substancial significa essência própria orgânico-material (átomo) ou também significa essência própria anímico-espiritual. pergunta-se: mas o Homem em Si. no meio externo (ações materiais). finalmente? Ai. o pensamento safado inventam bilhões de lorotas. Assim sendo. Nagarjuna sabe o que o homem é e. Pronto. Digamos um ser nem substancial (matéria) nem insubstancial (alma ego-pensada). o tal ato que o homem comum.

tal falsa pessoa pensante depois (tempo) dirá ser material ou ser anímica. num falso meio pensado. Em todas essas condições. viram ação propositada. Portanto tudo é a mesma coisa. físico. não há um agente real. sempre mal pensando. Em verdade. mas só há um modo de pensar equivocado. que resulta numa falsa pessoa-pensante. ou até mesmo viram. condicionamentos e informações de terceiros. E principalmente prevalecem em função de um tipo de atuar ou em função da execução do ato proposital ou intencional. Por conseguinte. homem-corpo-alma. tornam-se homem-corpo-pessoa. Tanto uma condição ou faz-de-conta quanto a outra – mundo falsamente material ou mundo falsamente anímico – prevalecem e se apresentam em função de um prévio campo de consciência sensorial próprio. corpo que sempre se apresentará como uma pretensa objetividade externa. viram falso meio pensado. contudo. que pode ser espiritualista ou materialista. apenas um pouco mais ou um pouco menos densa. Um homem falsamente material pensa em agir com um corpo pensado. o pensamento opinador sempre prevalece e sempre está presente. e um homem falsamente anímico pensa em agir com uma alma pensada. . Tanto a objetividade cotidiana quanto a objetividade de sonho em verdade são só psicofísicas. este homem ou ego-boneco pensante-pensado acreditará inclusive estar dotado de alavancas ou membros motores movidos por um pretenso córtex cerebral quando isso são só e sempre preconceitos seus. ao se aglutinarem. material-e-anímico que atua concretamente ou senão que age abstratamente. nem pode agir de modo abstrato ou só imaginariamente. o que parece haver são pensamentos que. ou senão sempre depois (tempo) dirá que o meio que a envolve é concreto. 199 . Depois. nosso herói poderá até mesmo achar que seus membros também se movem num meio puramente mental (sono com sonhos). então.Um homem falsamente material e falsamente anímico não pode agir de modo significativo. ou também que é um ambiente de sonho. E todas essas pretensas naturezas já são agitação mental ou um movimento viciado. E prevalecem também em função de outra maneira de pensar enganadora. Contudo. material. um ambiente astralino. numa ação faz-de-conta e num conscientizar enganador. anímico. Isto posto ou isto montado (espaço-tempo).

“força” que. e provinda de algo mais. Todavia. capaz de executar atos! O ego-raciocínio ainda acha que uma pretensa força física. dirigiria a segunda ou a força física exteriorizada. Neste nosso pretenso mundo cotidiano e inclusive em seja qual for o mundo pensado. 200 . E o que ele diz? Isto: somos um egoagente ao mesmo tempo material e anímico. Em última instância o que aí se move é apenas uma mente ego-personificada. Ou um ego com corpo material e com corpo anímico (substancial). outros demônios mais se intrometem e reforçam a pretensa validade do nosso faz-de-conta ou palco psicofísico. porque nunca nasceu e onde as paixões atormentam até as últimas conseqüências”. para que esta. o contrário dessa denúncia é exatamente aquilo que nosso raciocínio inventa e impõe. “onde seu bichoego não morre. não cabem. toda essa agitação mental resulta num falso agente-ser pensante e num palco psicofísico ou mundo pensado. então: O fantasmagórico ego-agente. Esses transformam nosso meio num inferno insuplantável.Se essa dupla natureza mental ou psicofísica do homem já é movimento em si. Todavia. Todos os dois são somente memória-raciocínio-imaginação em atividade. aproximadamente. ou é agitação. feitas uma pretensa inteligência voluntariosa. então o deslocamento físico de seja lá quem for (ou o que for). E esta. teríamos um fantasma empurrando uma sombra. pode deslocar um corpo. por causa de pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos prévios se agita. ao mesmo tempo pretensamente substancial e também insubstancial não pode executar uma ação concretamente eficaz e significativa. Repetindo. em si mesmos não conseguem atuar de fato. nisso tudo e que o ego-intelecto toma como absolutamente normal. tal hipotético agente substancial e insubstancial jamais podem encerrar em si uma força prévia ou anterior a ele mesmo… Essa força (ou alma prévia) se igualaria às “virtudes” do filho da mulher estéril. como dizia e alertava Cristo. deus-persona (insubstancial). sim. mais a execução do ato corporal. criasse ou movesse um corpo. além de impor. por sua vez. externa ao próprio ego. e também um “Ele”. num Samsara atormentador ou simplesmente em Trevas Exteriores. onde o ato propositado ou uma tragédia parecem se cumprir. – Ou seja. E mais.

e o não-ser – ego. Não se pense. intemporal. deus-persona – são sempre pensamento mágico-lógico-racional. sem nada impor e até mesmo contrariando Nagarjuna. e Faz-se o que se faz. Fato em Si. ou memória-raciocínio-imaginação ou o filho da mulher estéril] não poderia suscitar uma ação significativa ou ação com existência real. O ser refeito e reconhecível. portanto. Vida. 8) [Diz Nagarjuna]: Um agente com existência real não poderia produzir uma ação sem existência real. são contradição em si.O falso ser ou o ego – fantasma – e sua inteligência voluntariosa – "sombra" ou a sagacidade do filho da mulher estéril – se excluem reciprocamente. pois. pois. nem material. um pretenso agente considerado real pelo discurso interior. De Instante a Instante Eu Sou o que Sou. (Ou também): Um suposto agente com [digamos] existência real [um “Ele”. Ou senão. Como. Um agente sem existência real não poderia produzir uma ação com existência real. 201 . conclui ter uma existência real. e. sem existência real. que o Ato Puro precede o SER nem que o SER precede o Ato. De outro lado. sem existência real. eficaz e impessoal. Uma condição assim produziria o mesmo tipo de erro que antes apontamos. deus-persona não poderiam agir significativamente. de modo totalmente espontâneo e livre. mas sem existência real. e este Eu Sou permuta-se na Ação Pura e vice-versa. poderiam subsistir juntos numa Mente atenta e impessoal. pois aí a ação imaginária de um agente falsamente concreto. também não poderia produzir e executar uma ação efetivamente concreta e eficaz. Faz-se “Eu Sou”. a Ação Pura (ou o Ato Puro) Faz-se SER. ou a ação pretensamente concreta de um hipotético ego-agente imaginário são contradição e são inexistência. não poderia “liberar” a eficácia de uma ação meramente imaginária. deus-persona ou um simples ego cerebral e fisiológico] não poderia suscitar uma ação significativa. E mais. pois isso resultaria no mesmo tipo de erro que apontamos antes. Um pretenso ego-agente com forma-nome ou até mesmo com um corpo-orgânico-material. nem anímica. de Momento a Momento. são contradições. ou senão “ele”. um ego-agente meramente imaginado. abstrata ou não modificadora. pois. ou senão um “Ele”. criando uma objetividade dependente. E um agente sem existência real [meros modos mentais. sugira-se que Aqui e Agora. a Ação Pura também é Espírito. ego que. como de fato irreais seriam o mundo e o universo. mal pensando a seu próprio respeito. Por outro lado.

falso ego. é porque isso corresponde a um engendramento. Deus Vivo. Nagarjuna detestaria estas minhas colocações. aliás. mentiroso acaso). E quão extraordinário é este Ato Puro e Primordial! Cuidado. como um Todo. Todavia. paciencioso amigo. pensante-pensado. não poderiam desencadear uma ação significativa que criasse ou que modificasse alguma coisa real. e com razão. Meu amigo. mas nunca temos Ação Pura. é tudo o que se reconhece e se descreve. que Atua. 202 . irreais. mas não posso evitá-las. Aqui e Agora. sendo ambos dependentes ao egopensamento. eu sugeri que Deus Vivo É Ato Puro. Quando a ignorância-ego-desejo interfere. A memória-raciocínio-imaginação ou até mesmo o pretenso cérebro orgânico-fisiológico-material. pretensamente materiais. por isso mesmo. como Vida livre. e tomados separadamente da pessoa pensante. como. se anularia e iria transferindo suas possibilidades em potencial para essa falsa objetividade científica. em falsas presenças subjetivas e objetivas e em espaço-tempo. feito uma transformação externa. nisso tudo. a modo de dizer.científicos. não disse que Deus Vivo é um Ente que Age. É por isso que a ação personificada de modo enganador cansa tanto. temos apenas um pensar em agir. ou senão. Portanto. e até mesmo temos atos precários e quase ineficazes. como um Cosmo Real. como um Fato Global. e os dois. Se tal “Ele” (deus personificado e/ou deus acaso) criasse um mundo e um universo assim. como antes já denunciei. temos atos intencionais que se cumprem “capengueando” no falso espaço-tempo. ou temos um falso ato. ou temos o Ato Puro eclodindo e fulgurando por si mesmo. em conseqüências contínuas. desgasta. envelhece e mata. parecendo depender do agente permanente (falso deus. a uma superposição enganadora. Apenas o Fato em Si (ou a Consciência-EU. E se algo similar parece acontecer feito um movimento físico reconhecível. Nem o ego nem a memória-raciocínio-imaginação (e esta última parece fundamentar o ego) podem cumprir ou executar atos absolutamente eficazes ou reais. Eu Sou) é ATO eficaz e significativo. prevalecem apenas reflexos da Ação Pura impessoal ou prevalecem outras caducidades mais que parecem resultar em efeitos. ato que não fulgura nem se cumpre.

a memória-raciocínio-imaginação. em conformidade ao que Ele manda. como se não se cumprisse. como se fosse o Sol agindo. esse Atuar em Si equivale a uma Não-Ação ou ao “Wu-Wei”. Mas os pensamentos estruturantes. ou nada pior do que esses outros materialistas bolschevistas-comunistas que matavam em nome de um partido. só acontece a convergências de causas e condições. de uma ideologia. que enfatizo tanto a primazia do Ato. “desvirtuam” e “manipulam” o Ato Primordial num perfeito faz-de-conta. sugira-se que Deus Vivo vira Ato e Este reverte à condição de Ser. a resultarem em Maya ou aparências e que tanto enriqueceram a Ciência Moderna com suas magias capciosas. mais os pensamentos estruturantes e discursivos. E é por isso. proposital).Por conseguinte. E em face de um agir desonesto (intencional. argumento safado esse que os inquisidores. o ego e a memória-raciocínio-imaginação só “roubam”. pois. mais importante que o ego-agente. à condição de Deus Vivo. mais seu elemento de reforço. Nunca se diga. dos taoístas. Em casos assim. pecando com as palavras. regidas pela Lei da Geração Condicionada. Ou também e simplesmente roubam “ressonâncias” do Ato Primevo e com elas suscitam aparências superpostas. mas que a palavra ciência disfarça. mas menos enganadora que as leis da ciência. mesmo quando o ato é executado de modo intencional. mata o SER em todos nós). roubam os “restos” e as “caducidades” das fulgurações do “Isto-SentirSaber-Intuir-Atuar. 203 . os torturadores e os perseguidores religiosos sempre utilizavam com tanta hipocrisia e maldade. Ele é só um ladrão e salteador. E não há nenhum ego para testemunhar tal AGIR ou para fazer parte dessa Ação (“wu-wei”). e assim numa permutação e renovação constante. caro amigo. que Deus atua e que o ego é apenas um reflexo que age. Nunca houve nada pior do que esses torturadores e fanáticos que matavam em nome de uma religião. lei relativa. safadamente centrada como um Estado! Uma Lógica Extremada e Autofágica alerta que o pretenso serego. É por isso que o ego nunca pode ser visto como o ator ou como o agente perfeito que manifesta ações puras em termos completos. de alguma maneira. Este “Wu-Wei” ou esta Ação se cumpre como se não acontecesse. E é por isso também que eu disse que o ato intencional tem o poder de consubstanciar ou de materializar fantasmas objetivados. discursivos. além de Homicida! (Grosso modo. sim. Depois suscitam superposições relativas.

pensando e mais pensando. algo de uma Vitalidade Primordial. rotuladas com a palavra “ciência moderna" – é que não sabiam disso! Ou melhor. nunca quiseram saber. E tendo-se instalado. (ou seus reflexos) começarão a ser roubados tanto pelo ego-pensamento adventício de tal pessoa. algo do Ato Puro. o Senhor será ardilosamente substituído pelo Estado (em verdade substituído por um conjunto safado de egos-pessoas altamente egóicas). Ou melhor. o patrão e o trabalhador. quando este é posto em prática! Lamentavelmente só os cientistas modernos. certos nativos eram somente Vida e Ato Puro. transformam seus reflexos em ato intencional ego-personificado. amigo. transformou-se em pretenso agente. já que essa norma alega que havendo um senhor tem que haver um subalterno. E aqui nem ego nem Demiurgo podiam desvirtuar e roubar. Tem importância principalmente no prevalecimento das falsas verdades das cinco etapas do método científico. com seu prodigioso método de experimentação – bom para suscitar magias. Graças a um vampirismo voraz. geralmente incutem o pensamento ou a noção de ego em qualquer humano desavisado. Deste modo. o qual acaba ou escravizando ou acabará escravo. a inserem. Depois disso saltarão fora também o explorador e o explorado. como pelo Demiurgo externo. tais invasores e canalhas semearam ou incutiram o pensamento ou a idéia de “eu” no próximo. E aí Karl Marx acabará escrevendo seus maçudos tratados que denominará “O Capital”. os nefastos de todos os tempos. E mais. para que esta noção ou pensamento crie e sustente a impressão-convicção de falso ego-agente em qualquer desavisado e inocente. Nesta última visão. este ego. os terríveis demiurgos egocêntricos. trabalhando de graça. então. escravizando e fazendo sofrer. Esse pretenso 204 . para enganar otários. para depois roubar este enteego adventício e a seguir mercantilizar seu ato. porque a Lei da Geração Condicionada e a Lei da Interdependência sempre existiram e sempre suscitaram infinitos encadeamentos de faz-de-conta. e por meio da implantação de leis hipócritas. obedecendo. e de uma pretensa norma social tudo se inverte. sabias que os canalhas e adversários (ou os demônios) da Vida. ou ego-senhor ou ego-escravo? Ao corromperem o Ato Puro em terceiros. Todavia. Este pretenso agente pensante-pensado vira ou ego-carrasco ou ego-vítima. Vamos dizer que antes de tudo isso começar a acontecer. tudo se corrompe.E quanta importância tem tal ato intencional nas maneiras de a Lei da Geração Condicionada se Manifestar.

Um agente sem existência real não poderia produzir uma ação com existência real. conforme mandavam as novas circunstâncias implantadas! Pois é. Percebe só. e que tem como intermediário o próprio ego. Também não pode ao mesmo tempo executar ações substanciais [significativas. salvo se ao imaginado dermos algum significado maior. caro amigo. amigo. da sombra da vassoura]. eficazes. E dizer que dessa gravíssima ocorrência e poluição existencial nunca ninguém jamais soube desconfiar alguma coisa! 9) [Diz Nagarjuna]: Um agente com existência real não poderia produzir uma ação sem existência real. seu Jeová-Molokron. para que esses tais acabassem trabalhando ou como senhores ou como escravos. nem pode liberar e executar ações ao mesmo tempo eficazes e modificadoras e ações abstratas ou meramente imaginadas. certos políticos. mesmo assim. um ego com uma pretensa essência atômico-material ou com uma essência anímica] não pode executar ações insubstanciais. O Demiurgo é o adversário supremo da coletividade humana. pois isso resultaria no mesmo tipo de erro que apontamos antes. com quanto empenho os assim chamados “conquistadores" – em verdade bandidos e carrascos – da América. pelo motivo já apontado. deus à parte. todos nós.Estado. de ATO PURO que somos viramos ou magos negros (certos cientistas. nesse desvirtuamento do Ato Puro. Ou sabiam-sentiam quais eram exatamente as intenções e as decisões calamitosas de seus senhores. continuará explorando o escravo proletário subalterno. e com a desculpa de que trabalhar era e preciso. [como varrer a calçada valendo-se. (Ou também): Um agente substancial [um falso “Ele”. Poucos dentre estes pobres nativos sabiam-sentiam que pensar em excesso não era bom. 205 . reside o poder dos da anti-humana raça. Passassem a se ego-personificar e a atuar de modo proposital. Um pretenso ego-agente com um pressuposto corpo-orgânicomaterial real não pode executar atos eficazes meramente imaginários. modificadoras] e insubstanciais [levantar “grãos de luz” graças apenas às sombras da palmeira que se move] pelo motivo já apontado. da África e da Oceania de séculos atrás e de hoje também – faziam questão de que os nativos. seus servos. e respectivos canalhas. certos falso senhores) ou viramos escravos (trabalhadores assalariados). Ou senão o que significava ter que executar o ato de modo forçado – e já não mais atuar liberalmente – em consonâncias com os propósitos e intenções cada vez mais ambiciosos dos poderosos. com seu Demiurgo. os índios se “cristianizassem” e passassem a pensar. Em suma.

se Intui e se Ama. Nesse falso trio temporal. é um incomparável embuste… Sem nada impor. ego-cérebro. nunca deve igualar-se à imposição de teses e dogmas. no hoje durável (raciocínio) e no futuro (imaginação) não se cumpre ou não se consegue executar qualquer ato eficaz.. O ego falsamente químico e o ego falsamente anímico. E. 206 . continuamente. No passado (memória).Pois é. ou é a impressão e convicção de duração temporal falsamente presente. sequer há movimento ou deslocamento como já veremos. finalmente. se Sabe. Como memória é o ontem ou tempo perfeito. o momento fatual. é o futuro. O Ato Puro não precisa de pretensos egos-agentes cerebrais. malgrado as fortíssimas aparências contrárias. em ladrões e em senhores e transformam os demais em escravos. “Ele”. aqui.. O ego-pensamento primordialmente é tempo e espaço. O Ato Puro é imediato. Ou ainda esses falsos egos-agentes ardilosamente se transformam em usurpadores. O ego-pensamento (falso agente no homem) nunca foi nem será Senhor do Ato. como imaginação é o amanhã. e esta nada tem a ver com falsas subjetividades cerebrais e falsas objetividades corporais ou científicas… Cuidado que sugerir. deus-acaso – separado e diferente da execução do ato é um engodo. e este falso ente tampouco se origina no fantasmagórico cérebro ou no muitíssimo mais fantasmagórico córtex motora do cérebro. é o tempo-espaço. Tampouco em tais tempos se Sente. o agente substancial – tipo alma relativa. nem mesmo precisa de almas-egos. é apenas o suposto espaço que se estenderia. cumprindo-se já. deus-persona. Veremos essa negação ou impossibilidade do movimento num segundo tomo que intitulamos “Transmutar este Falso Mundo”. num tempo contínuo falsamente presente. alegam mal pensando evidentemente que movem o corpo ou empurram a carroça. pretensamente inclui o ontem-hoje-amanhã. sugira-se que só a Ação-ConsciênciaEspírito é verdadeira. É memória-raciocínio-imaginação. Como raciocínio é o enganador hoje de 24 horas. ou senão e ainda. O ATO Puro é Senhor sem vassalos. e que. enganadores. meu caro amigo. ou no Presente verdadeiro. uma quimera. O Ato Puro só se Manifesta Aqui e Agora.

fazer-se Homem Real (ou fazer-se Deus Vivo. moveriam o corpo. No tempo ou no domínio do ego-pensamento. como alegam os niilistas e materialistas. num cérebro material. Aqui e Agora. deuspersona que teria criado um ego-alma substancial. que eclode eficazmente como um Todo e pode até mesmo Fazer-se “Ser”. nunca não houve nem há um falso “Ele”. o Demiurgo e asseclas canalhas transformam o homem desavisado e o próximo em escravos. com pretensão de realidade. não são algo à parte. apenas vale o Atuar ou Fazer Puro. por puro acaso. e num perfeito faz-de-conta. Aqui e Agora o “pensar em fazer” não vinga ou não prevalece. Aqui e Agora. se assim forem vistos e se assim os chamarmos. integral ou eficazmente. Tampouco há um falso ego-agente. manifestado pelas canalhíssimas e mentirosas reações físico-químico-elétricocerebrais que. Mente Pura)… Mas a sombra.). carroça etc.Corpo. nervos motores. um “resto” roubado pela intenção e pela decisão. de acordo com a ciência. ou do segundo momento em diante. Com toda certeza são apenas reconstruções ou sombras que se situam na periferia ou nas trevas exteriores. A Ação em Si ou O Ato Puro é a força mais poderosa do Cosmo Verdadeiro – mas não do universo científico. ou só se pensa naquilo que se fez ou se fará. sem nada impor. Ou também. não há qualquer agente com essência própria. ConsciênciaEU. Tudo isso (corpo. desembaraçado e ainda não ego-personificado. só se Pensa em Atuar. músculos etc. de continuidade e de materialismo. portanto. por meio de mentirosas descargas elétricas suscitasse movimentos ao corpo. sequer faz parte do Fato Global ou do Aqui e Agora mais autêntico. córtex motora. ou nele se infiltrou. A indevida personificação do Poder só irá acontecer quando o nefasto Demiurgo 207 . não estão isolados do Fato Global. É Poder totalmente livre. Fazer-se “EU Verdadeiro”. o qual foi inserido num corpo. Espírito. do qual o próprio ATO em Si faz parte. para que este cérebro. carroça. de concretismo. O ato geralmente propositado que o ego-persona só em termos aparentes executa no tempo é uma ressonância. mas nunca se faz nada de modo real. Manifesta-se apenas IstoSentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar.. E estas duas são só ignorância-ego-pensar.

isto é. alma preexistente. mesmo que decaído pode ter uma poderosa influência no mundo das aparências ou das trevas exteriores. de criar e de agir se originava num fantasma escondido na cabeça. da falsa religiosidade – sempre acreditou que a motricidade. no caso dos animais. “descobriu” que a nossa possibilidade de entender. nenhum cérebrocobaia falou de por si. paciencioso amigo. num falso Senhor e num manipulador das ressonâncias desse mesmo ATO ou Poder Primevo. segundo certas religiões. por meio da execução do ato intencional. motores. a vontade. o ato intencional do ser comum. chamado cérebro. a possibilidade de executar ações por meio do corpo vivo. intermediários etc. Isso. “descobriu-se” que os impulsos desencadeadores do ato humano e animal dependiam apenas de um conjunto de neurônios sensitivos. no caso do homem. se objetivar feitas um falso sentir (órgãos sensoriais) e um falso entender (pretenso cérebro pensante)… Nessa fantasmagoria materializada (cérebro) e consubstanciada pela intenção. seu reflexo. Amigo. formando um arco e associando-se entre si estimulariam as áreas laterais do cérebro ou a córtex motora e que daqui saltava fora o ATO… Só que nessas “pretensas descobertas”. aliás. ou a partir de uma córtex motora-cerebral. nossa ignorância primeva.. Ou seja. vivo – a intencionalidade nos animais está quase ausente – sendo um reflexo desse Ato Puro. não teriam alma… A ciência. o ato humano. e se o Ato Puro é a força mais poderosa do Universo Verdadeiro. depois. já que estes. E que tais faculdades. se originava ou a partir de uma “ela”. mas foi sempre o pensamento ou a opinião do cientista-pesquisador quem ficou falando sobre o que supunha estar 208 . e aí conseguiu “provar” que inclusive a ação do homem não precisava de uma alma voluntariosa preexistente. “evoluiu e complicouse”. sempre tinham que se exteriorizar.resolver se transformar num usurpador. E mais. a própria ciência moderna pós em manifesto quando impôs o seu método científico de experimentação em que só se deduz tolices e se induz a que estas mesmas forjações convenientes acabem se concretizando graças à forçada execução do ato intencional do experimentador científico. decisão (pensamento) e pela execução do ato intencional (método experimental da ciência). a intenção. os quais. das filosofias e teologias enganadoras. para desgraça nossa. a decisão. altamente sofisticada – e base da ciência capenga.

Aí amigo. Contudo. em violência. em compaixão e espiritualidade. em boas criações científicas. agora sempre dependerá da observação viciada e de conclusões erradas de alguns pensadores confusos. falsas áreas sensitivas. se transformados em presenças supostamente objetivas. falsos nervos. Caro amigo. de literatura. E este objeto de estudo enganador. Ou seja. também dependerá infalivelmente do que o cientista pensar a respeito. ficavam reduzidas em definitivo a simples fenômenos físicoquímico-cerebrais. e em outros se transformaria em amor e abnegação. de música. falsas conexões etc. roubos. nunca dependeu de nada. de momento vou deixar este assunto como está. em paciência. sobre o que fazia e sobre o que acreditava exteriorizar (cérebro. fizer propositadamente e depois reconhecer. só podem corresponder a enjambrações (mal) vistas e reconhecidas. e que acaba constituindo o falso cérebro do próximo. falsas áreas motoras.enxergando e reconhecendo. 209 . Desse falacioso e lamentável resumo científico surgiria então o portentoso ato humano. córtex.). em atos banais. superposto e que depois se podia manipular de modo inconseqüente. seus neurônios). E se algo depende de algo mais. em prepotência. que chamei “A Farsa dos Meios do Conhecimento”. por causa dessa observação científica viciada e torpe conclusão. esportividade. “Isto-Sentir”. ambos são aparentes ou os dois são irreais e inexistentes. e em não poucas pessoas. As incríveis possibilidades e criatividade do movimento humano. Bem amigo. ambos são filhos da mulher estéril. a impulsos elétricos-nervosos e a mentiras sem conta. matanças e crimes. porque estas denúncias e incríveis contradições serão aclaradas ainda mais em outros tópico importantíssimo deste meu trabalho. de sua parte. o observador-pensante (cientista) sempre está na dependência do seu objeto de estudo. esses “estudiosos” do funcionamento nervosocerebral lamentavelmente nunca levaram em consideração de que o cérebro e seus nervos.. seus nervos. sempre pensado. em outros mais. E tal falsa permanência reconhecível (o cérebro. com ou sem “cérebro”.. e que em alguns se permuta inclusive em magistrais obras de arte. em heroísmo. todas as enjambrações da neurologia transformam-se em algo refeito (pretenso cérebro). neurônio etc. por sua vez.

Amigo. e conforme a convergência de causas e condições. do Isto. do Intuir. E aí estão todas as possibilidades e realidade do falso ente pensante e seu mundo pensado. como a ciência moderna acreditou ter feito. O pensamento é muito bom para. numa legítima pantomima. não existindo nada contra. e que todos confundem com algo absolutamente Real. feita uma mãe estéril de um filho impossível. do Saber. a partir de “restos” e “caducidades” reconstruir um falso sujeito-ego-pensante e um não menos falso mundo-cão pensado. (Ou também): Um Agente insubstancial [ou seja. pelo motivo já apontado. Um hipotético ego-agente imaginado ou ligado a manias da mente abstrata não pode liberar e executar ações significativas para si mesmo. dupla liberação essa que só poderia ocorrer num faz-de-conta. nem ao mesmo tempo pode executar ações substanciais e insubstanciais. a ignorância-ego-pensamento nos leva a crer que toda pessoa pensante – pela ignorância forjada – atua de fato e modifica o meio. pelo motivo já apontado. E num perfeito faz de conta. pelo motivo já apontado.. suas falsas realidades subjetivas e objetivas. ou também eficazes e modificadoras do meio. manipulá-Lo. e sua semi-eficácia ou eficácia emprestada é roubada do Atuar. e ações nãosignificativas. nem ações ao mesmo tempo substanciais e insubstanciais. 210 . a falsa pessoa pensante. o pensamento que pelos ocidentais sempre foi tido em grande conta para interferir no pretenso Real. diante dela colocado. do Amar. não-modificadoras. a não ser para enjambrar seus faz-de-conta. o falso mundocão. para modificá-Lo. e tudo isso graças à elocubração e à execução do ato intencional. o pensamento em si mesmo é sempre ineficaz. mais o prevalecimento de algumas enjambrações regida pela Lei da Geração Condicionada. E de fato.10) [Diz Nagarjuna]: Um agente insubstancial não pode produzir ações substanciais. De qualquer modo. os quais Aqui e Agora vibram. mas sempre superpostas e estranhas ao Real primevo. do Sentir. igual à sombra da palmeira vai e “consegue varrer” a poeira da calçada de seu mundo pensado. a imaginação pura. meros modos mentais dos theravadas. nem pode ao mesmo tempo liberar e executar ações eficazes. o filho da mulher estéril] não pode produzir ações substanciais [ou executar atos eficazes]. não serve para nada. fulguram ou ressoam e liberam restos que o pensamento aglutina e depois aproveita para montar seu espetáculo. reais. não-eficazes.

já se vê… O filho da mulher estéril ou a imaginação pura. o falso agente. varre a calçada Se a sombra-ego. as quais se extrojetarão. E quando o ego-pensamento acredita executar ações significativas (ou acredita conseguir executar atos intencionais. por exemplo). 11) [Diz Nagarjuna]: Um agente ao mesmo tempo substancial e insubstancial não pode produzir nem ações substanciais nem ações insubstanciais. dando ares de impecabilidade e certeza absoluta no que diz. E isso já foi explicado antes. islamismo e por certas correntes do hinduísmo. eficazes e modificadoras (ou ações materiais) nem ações meramente imaginadas ou insubstanciais. mesmo que não passe de um reflexo. como a ciência médico-biológica ocidental o descreve. mas isso já foi explicado. reconstruções fantasmagóricas. nesta mente tem que enjambrar aparências psicofísicas. com todas as suas pressupostas “maravilhas e descobertas”. a modo de dizer. ou ainda no próprio mundo pensado. será milhões de vezes mais impotente que o ego-pensamento em si. pelo judaísmo ortodoxo. Por conseguinte. ou senão em objetividades concretas fúteis. e um ego-anímico-imaginário ou insubstancial não pode liberar e executar nem ações significativas. de sua parte. em verdade primeiro tem que forjar uma mente falsamente permanente – e que é uma excrescência da Mente Pura. Tal imaginação pura nem se confundirá com a palmeira que se move. Todavia este não pode e muito menos consegue executar ações absolutamente eficazes. trata-se de um corpo-orgânicofisiológico-material. Esse falso ente ao mesmo tempo substancial e insubstancial é exatamente o exemplo ou o modelo oferecido pelo cientificismo. pelo cristianismo teológico. é muito mais poderoso que a memória-raciocínio-imaginação pura ou que os pensamentos estruturantes e discursivos em seu começo. 211 . conquistadas à força. e muito menos com a sombra da palmeira que. subjetividades da memória-imaginação. Ou seja. como assassinar. o ato intencional ou o propositado. o pensamento ineficaz e temporal de alguma maneira fundamenta o ego.Mas em todas essas reconstruções e pantomima. Segundo. E graças ao raciocínio (dedução) e à execução do ato propositado (indução) transformar-se-ão em descobertas científicas. roubando vitalidade da Ação Pura. Um pretenso ego-agente ao mesmo tempo anímico e corporalorgânico-material ou substancial. a imaginação pura nem isso consegue fazer. erroneamente pensando acredita poder agir ou poder varrer o pó da calçada.

E com isso 212 . e a ação [egoísta. ou até mesmo um “Ele”. que aparece supostamente separada do ego-agente-pensante. com seus supostos corpos concretos e abstratos. O pretenso ego-agente-pensante (e qualquer outra coisa mais) ficará manifesto sempre que tiver atrás dele a execução do ato intencional pensado. da Vida em Si. como o ego-pensamento ou o falso agente em todos nós parece ser. sempre se apossarão do fruto do ato. pois. mesmo assim. Fora isso não há outros motivos mais que expliquem a manifestação de tal agir. e até mesmo tal falso deus (demiurgo). um pretenso agente ao mesmo tempo material e espiritual. terá como fator limitador e condicionante o próprio e pretenso ego-agente-pensante que. identificando-se a ele. frutos da imaginação pura. proposital. E uma ação ou uma modificação que se objetiva. Fora disso. se admitirmos um ego-agente à parte. da Autonatureza. como adiante já foi dito. além de virar em eventuais frutos pensados vira carma. totalmente separados do Fato Global. não há razões que fundamentem tal tipo de agir ou manifestação. Tampouco pode executar e concretizar ações abstratas. deuspersona. ou se executará num nível pensante-pensado se tiver o pretenso ego-agente-pensante como fator desencadeador e condicionante. (Ou também): O [pretenso] agente se manifesta tendo a ação como fator condicionante. tanto o ego. E o ato intencional. como se tudo isso fosse possível. como tal “demiurgo” manifestarão atos que limitarão a ambos. 12) [Diz Nagarjuna]: O agente se manifesta tendo a ação por elemento condicionante e a ação se produz tendo o agente por elemento condicionado. ou o aparecimento dessa ação manchada. Fora disso. ato esse que é o fator condicionante desse mesmo e pretenso ego. separado de “sua criatura”. atos esses que resultarão em carma ou em conseqüência. não pode manifestar por si mesmo nem ações significativas ou absolutamente eficazes. pretensamente espiritual. Deus-persona. ou dele tentará tirar proveito. não há motivos que expliquem sua manifestação. Dito de outro modo. intencional.Inserido ou acrescido a esse corpo. Tal falso agente. de sua parte só ficará imaginativamente cumprido. egotista] se produz tendo o [falso] agente como fator condicionante. ou senão o rechaçarão. ainda teríamos uma entidade anímica. sim. meu caro amigo. Por outro lado. previamente criada pelo “Ele”. . quererá valer-se dos frutos de tal ato.

OUTRA APRECIAÇÃO DOS SUTRAS DE NAGARJUNA 1) Um ego-agente com essência própria do tipo alma inteligente e voluntariosa ou do tipo corpo feito de átomos-moléculasDNAs-células não pode efetuar uma ação significativa. Negando-se as [pretensas] relações que o agente e a ação travariam entre si. não existe nenhum argumento que. [como. a retribuição ou a Lei do Carma. nem é por causa da ação em si. Através da relação entre ação e agente. o Ato Puro. vazio. à qual ficarão escravizados. habitante das aparências externas ou de um faz-deconta. uma pretensa ação boa para nada. sempre que os tomarmos isoladamente. [como adiante logo veremos]. devemos refutar a percepção. se concretiza. tomados separadamente. mas é por causa da convergência de dois fantasmas (falso ego-agente pensante e falsa ação pensada) que subjetividades enganadoras aparecem e se objetivam. outra vez. modificadora. isto é. fantasmagórico. que não pode executar nem um 213 . tomados separadamente. Fora dessa dupla interdependência (agente e ato ou ato e agente). também não pode executar uma ação imaginária. se objetiva. analisam-se também os “dharmas” restantes. pretensamente fisiológico-cerebral]. que algo fica engendrado. um separado do outro. em momentos. 13) [Diz Nagarjuna]: Assim como foram refutados a ação e o agente. tornar-seão um ego-carma. Ora bem. Um ego-agente sem essência própria. do mesmo modo se pode refutar o falso perceptor-ego e sua [capciosa] percepção [“tornar-se cônscio de”.. Não é por causa do agente em si. aparece. imaginário. o ego-pensamento em todos nós é exatamente um falso ego-agente sem essência própria. (Ou também): Assim como foram refutados a ação e o agente. o Fato em Si ou o IstoSentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar nem se apossa de algo (dualismo) nem rechaça nada. se modifica.estarão suscitando. ou tornar-se-ão essa mesma Lei. se poderia refutar também [todas as hipotéticas] relações das demais coisas e fatos restantes. já vimos em outras refutações efetuadas]. aliás. uma ação ineficaz. um deus-carma. daí porque a respeito do Ato Puro não se pode logificar nem nada se pode provar. Intuitivamente falando. explique a semi-eficácia do ato intencional e do (falso) agente.

ato significativo, modificador, num nível absolutamente Real ou na Autonatureza, nem pode executar um ato tipo sombra varrendo o pó da calçada, nas trevas exteriores ou nas superposições objetivadas. Mas e o corpo aparentemente objetivado, por meio do qual o ego acredita ou até mesmo consegue executar atos semi-eficazes, o que é isso em si, finalmente? Pergunta-se e contrargumenta-se: mas essa mentira chamada corpo externo pretensamente material ou até mesmo supostamente anímico, executa efetivamente um ato ou faz o que? E quando essa bosta material externa chamada corpo do homem – o corpo verdadeiro ou “Isto” é outra coisa – aparentemente mata outro corpo, ou mata outra bosta material externa, o que está acontecendo de fato? Antes que uma bosta externa se meta a matar alguém, no contexto superposto ou no viver cotidiano, há dois seres condicionados, ambos com corpos densos e aparentemente objetivados, cheios de sensibilidade, sentimentos e significado maior. De repente, sem que o ato possa se cumprir e sem que haja algo real ou alguém que possa lesar alguém mais, ou até mesmo sem que haja algo real ou alguém que possa ser lesado – porquanto nada dura para tal, nem nada é absolutamente organizado para ser lesado, alterado – uma dessas bostas dispara na outra ou a esfaqueia A pretensa vítima no caso se apaga, morre. Aquilo que era uma querida presença que se movia, que sentia, que se exprimia, vira presença corporal estática. Esta suposta vítima ou indivíduo transforma-se numa dolorosa ausência. A seguir tal ausência e coisa presente, começa a se decompor, a se adulterar, a mal cheirar e tal coisa-corpo precisa ser enterrada, sem perda de tempo. Todavia, a tal ausência real e persistente não prevalece ou não existe numa Autonatureza. Tampouco tal ausência poderia prevalecer ou acontecer nas trevas exteriores ou no mundo-cão faz-deconta. Ausência real é impossível, é igual ao nada, ao niilismo, ao aniquilamento absoluto de tudo. E se tal ausência prevalece, é porque aquilo que antes era corpo vivo, visível, reconhecível, significativo, com “algo especial” (Ser, Alma, Espírito) presente, em verdade tal corpo era nada, era aparência a enganar otários, ou já era ausência. Curioso, porém, o cadáver, o corpo morto que também só aparece é exatamente esse mesmo nada, mas sem máscara ou sem disfarce. Um corpo objetivado a caro custo poderia ser visto como um ISTO e nada mais. Mas não está dito que tal ISTO -Corpo) REAL se

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meta a executar atos do tipo matar o próximo. Agora que ISTO – (corpo) seja o Ato Puro em Si, fulgurando, isso sim é plausível. De qualquer modo, tal ISTO -(corpo) e o Ato Puro não matam nem podem ser reconhecidos e descritos. Em verdade são o que são. Logo o cadáver é outra estória. ISTO -(corpo) ou objetividade REAL não pode ter alavancas ou membros para executar atos, porque nem ISTO, nem corpo, nem membros duram para executar coisa nenhuma, nem tal corpo e membros podem matar alguém que também não dura. Aí não existe algo ou alguém, separados que durem para matar, ou inclusive para serem lesados ou mortos. No Isto ou Objetividade absolutamente REAL, nada pode ter nada. Aí É-se, Existe-se, e nada mais. A caro custo se pode sugerir que a Objetividade Real, Aqui e Agora, comunga com o Ato Puro ou comunga com o Atuar-Sentir-Saber-Intuir-Amar. ISTO -(corpo) permuta-se no Atuar-Sentir-Saber-Intuir-Amar e este se intercambia Naquele. Não se pode dizer que o Ato Puro mate nem se pode dizer que ISTO -(corpo) tenha possibilidades de matar, de ser morto ou assassinado. Ademais, em passagens precedentes ficou fortemente fundamentado que nada começa, nada dura, nada termina. O matar e morrer fazem parte do mundo relativo, da aparência dolorosa ou Maya, da agonia intrínseca ao faz-de-conta, fruto do pensamento. Mas o que é destruir, matar, fazer sofrer na falsa objetividade, no mundo cotidiano ou nas trevas exteriores em que vivemos? E quantas calamidades o tal destruir, matar e morrer suscita!? E por quê? Mas suscita mesmo? E como é abjeta e asquerosa aquela pessoa-ego (máscara) que te ameaça, dizendo: “Vou-te matar! E depois – tempo – mata .” E se tudo é um faz-de-conta, por que os verdadeiramente justos não podem, pelo menos, bloquear o ato intencional ou o braço do pretenso criminoso? E será que de fato não há JUSTOS que possam impedir a que o monstro-demiurgo e o monstro-ego, servo daquele, matem? Por que matar é tão cruelmente fácil enquanto que a possibilidade de impedir isso parece tão remota? 2) Se o ego-agente tivesse essência própria anímica ou até mesmo atômico-molecular, uma pretensa ação intencional significativa e modificadora, desencadeada por um pretenso ego-ser assim, não poderia ser vista como tendo sido liberada ou desencadeada por esse mesmo ego-ser faz-de-conta. Os pretensos efeitos ou as conseqüências

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de tal ato intencional – ação desencadeada por esse ser faz-de-conta – se aparecessem, acabariam sendo vistos ou entendidos como não tendo tido nunca um ego-agente desencadeador. Sim mas este é exatamente o caso do falso ego-agente que, não tendo essência própria, parece conseguir desencadear uma ação intencional, significativa, modificadora (substancial) e até mesmo assassina. Só que se o ego-agente ou o filho da mulher estéril conseguisse matar alguém ou matar seu próximo, tal ação intencional assassina não poderia ser atribuída a ele, já que ele-ego, em termos absolutos, em termos de Realidade, é um fantasma ou simplesmente não existe, malgrado apareça. feito uma superposição. Num caso assim não se poderia falar de culpado, criminoso, ladrão, salvo se fantasmas pretensamente justos se metam a acusar de criminosos a outros fantasmas. E mais, os frutos, os efeitos da execução de tal ação substancial, intencional, frutos esses que parecem corresponder ao assassinato de alguém – digamos o assassinato do hipotético pai do filho da mulher estéril – acabariam sendo vistos ou sendo entendidos como não tendo tido nunca um ego-agente desencadeador. Primeiro, porque o ego-corpo-agente-assassino inexiste em si. A caro custo aparece, se objetiva. Segundo, porque o ego-corpo-vítima-assassinada também não pode existir. Ele-ego ou tal vítima só aparece, só fica objetivado e faz parte de um mesmo contexto, de um mesmo teatrinho, ou de uma mesma platéia e mesmo palco-sonho. Terceiro, nem o assassino nem a pretensa vítima duram de fato para que o assassinato se torne real, irreversível e irremediável, e absolutamente terrível, doloroso e brutal. Só numa mesma platéia-sonho e num palco-sonho, é que eu, ego sonhador, expectador e sujeito único, acredito poder matar meu próximo, meu desafeto, meu objeto-ser sonhado. E é só nesse faz-deconta, nessa mentira montada e superposta que as minhas trágicas e horríveis palhaçadas se concretizam num legítimo e doloroso faz-deconta. Mas num caso assim, e para uma platéia sonhada, quem haverá de ser o criminoso abjeto? Quem haverá de ser esse hipócrita que depois irá acusar alguém de criminoso, de assassino? Como pode esse alguém da platéia sonhada por mim levantar-se feito um justo, feito um

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juiz ínclito e impecável e depois passar a me acusar? Um velhaco assim não será ele um simples manipulador da falsa fatalidade? Se no Existir Verdadeiro essas duas pretensas ego-entidades (criminoso e vítima) pudessem existir de fato, implícitos a esse Existir Verdadeiro também teria que se incluir o espaço, o tempo, o movimento ou deslocamento, a matéria, a energia, a essência própria, a alma, o átomo, a vontade, os músculos, o cérebro, os nervos, a intenção, a decisão etc.etc. para que o crime viesse a se cumprir, conforme o descrevem a polícia, a justiça hipócritas, a falsa religiosidade e o niilismo-materialista vigente. E, no entanto, amigo, já se viu que todos esses pretensos fatores (espaço, tempo etc.) são somente faz-de-conta, são impressionantes superposições e fantasmagorias. Portanto, o crime nem se dá no Existir Autêntico, e muito menos ele pode ser verdadeiro, absolutamente eficaz e destruidor num mundo sonhado, nas trevas exteriores ou num mundo-cão faz-de-conta, como amiúde parece ser. Este último palco-drama poderia então ser tranqüilamente modificado para impedir que pretensas tramas e tragédias desnecessárias de repente se fizessem presentes e nos chocassem, de modo passivo e hipócrita. Acho que além de ignorantes, somos também tremendamente complacentes, e compactuamos com o mal, com a dor e com os desgraçados manipuladores da falsa fatalidade! Platéia e palco são o mesmo teatrinho, são um único contexto superposto. Pelo jeito, algum canalha dessa platéia ou até mesmo do palco faz questão que o drama-palco se apresente sempre igual. E nas aparências, faz questão que um personagem de sonho do palco mate o outro personagem de sonho, quando no fundo, no fundo, ninguém nasce, ninguém dura, ninguém decai e ninguém aí pode morrer. 3) Se um pretenso ego-agente sem essência própria, sem absolutamente nada ou totalmente vazio, (contrariamente ao que a ciência costuma falar), efetuasse uma ação não modificadora, uma ação puramente faz-de-conta, do tipo: “a sombra da palmeira varre o pó da calçada”, o resultado dessa ação faz-de-conta não terá causa ou agente causador. E aí o pretenso ego-agente sem essência própria teria aparecido sem qualquer motivo. Ai amigo, todos os argumentos contidos neste “sutra” são contradição pura. Não sei por que Nagarjuna levantou argumentos desse tipo.

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O pretenso ego-agente é de fato um agente sem essência própria. Nem é Real nem é irreal. É um perfeito faz-de-conta do pensamento ou senão algo pensante-pensado. Mas esse falso ente, valendo-se sempre do pensamento, se atribui possibilidades de Existir e de Agir, quando em verdade só mal consegue “pensar em ser e pensar em agir, e nada mais”. Mas nesse “pensar em agir”, o inexistente ou o ego aparente sem essência própria diz que age concretamente, ou senão diz que age imaginariamente, quando nem um tipo de ação nem a outra poderiam acontecer ou se desdobrar. Mas por que Nagarjuna fala em resultado? Qual resultado pode se levantar de uma Ação Real Existente, e que apenas fulgura, Aqui e Agora. Bem, de um Atuar Puro e Real nada pode-se dizer. Mas do simples “pensar que se agiu concretamente” ou do meramente “pensar que se agiu imaginariamente” algum resultado parece se levantar. Mas o quê? Ora, o nosso teatro cotidiano. E esse pretenso resultado traduz exatamente aquilo que a ignorância-pensamento rouba, quando aglutina os reflexos caducos da Ação Real. Aqui e Agora essa Ação se cumpre com resultados indescritíveis ao intelecto, porque na Ação Pura não se dá qualquer personificação, nem aí há ego-pensamento se identificando ao ato proposital. Só que Aqui e Agora, na fulguração da Ação Pura, a ignorância-pensamento que parece aglutinar reflexos caducos de tal Ação, a partir do segundo momento em diante (tempo), em verdade a ignorância aí não é agente. Ela é só algo anômalo que interfere na retaguarda e que depois de forjados o espaço, o tempo e o movimento psicofísicos (tudo faz-de-conta), esse algo anômalo inclusive parece redundar em ego-agente. E mais, num teatrinho refeito, num palco-platéia, num faz-deconta, nessa reconstrução, nessa superposição espaço-temporal algum resultado faz-de-conta se apresenta. Mas este resultado não pode ser atribuído a um ego-agente causador, nem ao que é absolutamente Real e Intemporal (Deus Vivo), o Qual em Si, nunca é causa de coisa nenhuma. Mas então quem é o culpado verdadeiro da aparente execução de um ato nefasto com suas trágicas conseqüências? Os manipuladores da falsa fatalidade, os tutores das sombras, os ETs nefastos, certos

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estranhos personagens da minha platéia de sonho, e que eu chamo de Demiurgo & Cia.(Ver meu livro Os Manipuladores da Falsa Fatalidade). Mas, sem qualquer dúvida, num entrelaçado assim, o pretenso ego-agente sem essência própria acaba supostamente aparecendo, se intrometendo, sem qualquer causa intrínseca a ele mesmo, a não ser aquela que as engrenagens prévias da ignorância-pensamento conseguiram determinar. De um ego-falso-agente, sem essência própria, e de um ato imaginário ou faz-de-conta pensante-pensado, nenhum resultado objetivado poderia aparecer, e, no entanto, algo se objetiva, algo aparece. E não poucas vezes tal resultado incomoda. Mas por quê? Por causa da Lei da Interdependência, por causa da Lei da Geração Condicionada que faz convergir causas vazias com condições vazias. E também por causa da Lei do Carma que contribui para que um feixe de pensamentos caducos ou um ego-devedor reapareça de alguma maneira para colher seu próprio plantio. Conforme o funcionar dessas três Leis, para que resultados apareçam, é só uma questão de continuar mal pensando e de agir de modo proposital. Alguém pensando erroneamente se considera um ego-agente separado e acha que pode atuar. Este engodo converge com mais imaginação ou até mesmo com a execução de uma ação faz-de-conta. Depois (tempo), algum fantasma se superpõe, aparece, se objetiva e até mesmo mata, num legítimo drama teatral faz-de-conta, sem que em tal assassinato tenha existido um ego-homicida e até mesmo um efeito ou um falso ente-vítima. E se algum agente-assassino se apresentar nesse drama todo, este será puro faz-de-conta ou terá se originado sem qualquer causa. Essa origem não é devida ao acaso, mas sim porque tal fantasma nunca foi real e tampouco deve ser confundindo com algo ou alguém absolutamente Real. Mas será possível que crime a castigo se resuma somente nisso ou num perfeito faz-de-conta? Mas qual é a graça e qual é o horror? Acho que os culpados de tudo são os manipuladores da falsa fatalidade. Às nossas custas e à nossa revelia existe um enorme exército de fantasmas monstruosos que tiram proveito de todos estes nossos dolorosos faz-de-conta. Fantasmas então vampirizam o pretenso assassino e a pretensa vítima. O primeiro sustenta o teatrinho com sua

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nem agente. Ser. Aqui. sendo que as posteriores Leis científicas são mais enganadoras e mentirosas que a Lei da Geração Condicionada. finalmente não há nem ação. porquanto ambos foram criados pelo pensamento humano. Mas. A caro custo. Autonatureza). refeito. vitimismo. e o segundo também sustenta o teatrinho com seu medo. para que. No que é Absolutamente Real (Deus Vivo. causa e acaso são as duas calamidades opostas ou bipolares que a lógica-razão impõe para determinar a existência aparente de seu próprio mundo forjado. no caso. Deus Vivo. e tampouco aí Existe algum SER Eterno. angústia e morte. com seu pavor. Não havendo causa não há também resultados da ação. acomodações e artimanhas da lógica-razão. a pretensa causa e o acaso não fazem qualquer sentido. a Lei da Interdependência e a Lei do Carma só regem o mundo do faz-de-conta. que a Lei da Interdependência e Lei do Carma. ainda bem que o que é Absolutamente Real escapa das manobras. desespero. nem de qualquer outra Lei. pois as leis que os cientistas dizem ter encontrados em verdade dependeram dessas três leis. digamos. desses engodos causais e casuais da lógicarazão. esta Manifestação não depende de nenhuma Lei Científica. e inclusive para sustentá-lo ou senão para assim mantê-lo sempre que for necessário. egotismo exacerbado. das trevas reconstruídas e superpostas. resulte em Vida. com sua violência e estupidez. nem instrumento da ação. . no que é REAL tampouco existe um pretenso agente produtor da ação. com sua pretensa impotência. fica livre dessas baboseiras do pensamento discursivo. O deus-causa das religiões (não confundir isso com Espiritualidade autêntica. Absoluto são sinônimos. com o Deus Vivo) é tão mentiroso quanto o acaso científico. do Samsara. Se nada disso existe. Aí amigo. a Lei da Interdependência e a Lei do Carma. com sua dor. a Lei da Geração Condicionada. a Lei da Geração Condicionada. algum Agente Superior e Real. em Autonatureza.prepotência. Conseqüentemente. As Leis pretensamente científicas. 4) Para o que é Absolutamente Real não há causa. REAL. se sugira que no que é Absolutamente Real não vinga qualquer causa. 220 . Se no Absolutamente Real alguma Manifestação se dá. Existir. menos mal.

Isto é. também não há efeitos relativos produzidos pelas leis. aparências e mais aparências. aí tampouco vinga o resultado das ações. Sim. nem instrumento. Depois disso. chamada Trevas Exteriores ou “Samsara” ou “Maya”. não vingando a ação intencional. e também não há uma “não-Lei. Lei da Interdependência e Lei do Carma. O resto é silêncio. Ato Puro é a própria Vida e a Vida em si não é consequência do Ato Puro. A Ação Pura ou o AtoVida faz-se SER. não há também qualquer Lei [ou “dharma”]. portanto e abusando com as palavras. nem há instrumentos que esse pretenso e falso agente possa ostentar e utilizar. não há memória-imaginação. Nessa Vida em Manifestação ou nessa Autonatureza em definitivo não há qualquer agente permanente. no Real não há absolutamente nada.Se na Manifestação do que é Real não vinga qualquer causa. no Absolutamente Real não há qualquer pensamento. “não-dharma” ou o Acaso Científico]. não prevalecendo a necessidade das causas e dos efeitos. E não se diga que a Manifestação é uma consequência. Estas falsas leis científicas ou também as relativíssimas Lei da Geração Condicionada. sugira-se sim que há Vida.. ou “dessas fantasmagóricas rainhas que criam e matam a outros fantasmas!”. que se torna Ser e viceversa. e seus efeitos só se fazem presente numa situação anômala. que há SER. falso deuspersona-causa regendo ou inventando Leis. não havendo ação personificada etc. nem há ego-agente falsamente atuante. 5) No Absolutamente Real. não há qualquer engendramento ou reconstrução. e vice-versa. portanto. e este Ser permuta-se em Ato-Vida. e para nesse Absoluto chegar. Agora. e que. porquanto o Ato Puro é tão Real e autêntico quanto aquilo que fica Manifesto.” [ou um “a-dharma”. 6) No Absolutamente Real. mas como eu abusei das palavras. Só que este Ato Puro jamais resulta em consequência. Que Nagarjuna me desculpe. não há qualquer lógica-razão. que há Ação Pura. uma lógica-razão estúpida e capenga poderá até mesmo concluir por conta própria que no Absolutamente Real não há ação. de fato. não 221 . nem agente. Ou também: No Absolutamente Real não prevalecendo qualquer Lei ou Não-Lei. ou também chamada mundo cotidiano e que é só constituído de superposições pensante-pensadas. que há Isto-Sentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar. nem membros ou alavancas da ação. não há qualquer “Ele”.

222 . a fim de ver se se salva. não importa se Ações Válidas e Puras ou se atos intencionais…Quem por meio do intelecto ou da lógica-razão propõe-se se salvar. ou senão do tipo atômicomolecular. Mas quem. exatamente porque intencionou ou porque se propôs. pretensamente e ao mesmo tempo. mas sim só a alma é que a possui. a lógica-razão empafiada e geradora de confusões chegará à conclusão errônea de que todas as ações são inúteis. O existir e o não-existir aí equivaleriam a uma completa contradição e como poderiam as duas condições estarem juntas. possuiria e não possuiria essência própria. amigo. genomas etc. Mas um niilista-materialista. esse também continuará na escuridão.existe nenhum caminho de libertação. uma perdição reais de alguém nunca se deram.. o primeiro (essência anímica e atômico-material) é o legítimo filho da mulher estéril e o segundo (o acaso puro) é a própria mãe estéril gerando “um padre eterno”.. esse não se salva nunca. mas em seu aspecto atômico-molecular. Só o corpo denso. não é nada. modificadora. os dois enfoques antagônicos nos obsequiam um perfeito exemplo de um agente contraditório que. E nesse caso. Aliás. um religioso confuso diria que o pretenso corpo orgânico. (sic). Tampouco há caminhos secundários para os planos celestes ainda e sempre pensados. como também não depende de um falso agente meramente casual e sem qualquer essência própria. sem nada se propor. que o Existir em si não depende nem de um agente com essência própria. Sabe. criativa. alegaria que a alma não é absolutamente nada e tampouco é essência de qualquer coisa. 7) Um agente que ao mesmo tempo possuísse essência própria do tipo anímico ou atômico-molecular e não a possuísse não pode desencadear ou executar ao mesmo tempo uma ação significativa. em seu DNA. e que em si mesmo não possui essência própria. este logo percebe que nunca se perdeu e que não há nem como nem quando se salvar. ou ainda esta alma seria a própria essência. pretensamente material é que possuiria tal essência. conseguir centralizar-se e sintonizar-se com o Ato Puro ou com o Saber-SentirIntuir Perfeito. já que Aqui e Agora um extravio verdadeiro. em contrapartida. Portanto. denso ou material. ou senão uma ação totalmente imaginária. como elas poderiam ser e atuar?. Amigo. do tipo anímico. genes. Só que tudo isso foi inventado e é uma mentira velhaca. Quem se propõe parar de pensar. ineficaz e que é um total faz de conta.

Se algo tipo ego-agente real existisse. ao convergir.Como ambas as pretensas “criaturas” são uma total contradição. no mundo do faz-de-conta. por isto ou por aquilo. no que é absolutamente Real não há qualquer ego feito um agente pretensamente verdadeiro. Há um Sentir. são frutos de causas e condições passadas. ele não liberaria nem executaria ações ineficazes ou ações sem significado. algumas coisas absurdas. a Momento. por sua vez. então efetivamente esse legítimo fantasma não desencadeia qualquer ação em nenhum tempo e em nenhum espaço. são inexistência. que é um legítimo filho da mulher estéril. Pecando com as palavras e a caro custo sugira-se que há Ação impessoal ou Ação Pura sim. eficazes reais. podem até mesmo parecer que resultem na execução de um ato semi-eficaz. Agora. Ambas as posturas ou a contradição inerente a elas mesmas resultaria no mesmo tipo de erro que foi apontado antes. que no Existir Autêntico. ele certamente não liberaria ou não executaria uma ação irreal. nem consegue produzir e executar atos totalmente imaginários. principalmente se este momento foi contaminado por um ego-carma adventício. É por isso que no nosso mundo cotidiano. e que – independentemente se há ou não há um ego-agente – não se anulam. sem existência significativa. se efeitos remotos. que se renova de Momento. O ego-pensamento. porém. 223 . frutos de atos semi eficazes se fazem presentes. voltam a se intrometer no momento presente (hoje de 24 horas). paradoxais e extremamente dolorosas parecem acontecer. mas sim são efeitos. abstratos ou faz-de-conta. Mas não esqueçamos que este ego-agente real não existe em parte alguma. um agente verdadeiramente irreal. um legítimo filho da mulher estéril tipo ego-pensamento não pode ou não consegue liberar e executar um ato eficaz e totalmente significativo. onde as aparências são realmente nada. curioso. e que. na Autonatureza ou até mesmo nas trevas exteriores (mundo cotidiano). Portanto. Sentir-Saber-Intuir esse que comunga com Isto. Sucede. por conta própria não pode liberar e efetuar atos significativos. 8) Se pudesse existir um agente com existência real. E por sua vez. Objeto Verdadeiro. uma ação não modificadora. Sujeito Verdadeiro. criadora ou destrutiva. eles não são devidos àquilo que um pretenso egoagente fez. um nada tipo ego-agente mais uma ação totalmente absurda ou ineficaz.

porém. as filosofias. porém. sempre vai achar que é ele quem faz. que comete crimes e que em termos absolutos tem que ser responsabilizado pelo que fez e faz. e é levado também a querer se apropriar dos frutos desses pretensos atos. Quando esta abocanha “restos e caducidades” da Ação Pura – restos estes já fora do Aqui e Agora – ela. E esse também é o motivo do por que o homem comum ou faz-de-conta sofre tanto e faz sofrer muito mais. nem do Ato Puro. Uma estúpida marionete-ego. do ato intencional. A Justiça Humana deveria enfiar imediatamente uma carapuça. O ego-pensamento é apenas uma marionete que dança conforme determinam causas e condições prévias. mais os pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos remontam outras causas e condições e levam o pretenso egoagente pensante a se identificar com o que outros fizeram. contrariamente ao que as religiões. Que brutal complicação. em religiões distorcidas. quem sente. uma pessoa real. Verdadeiro fica incólume disso. em viver cotidiano. em política imunda são muito piores que os que um pretenso e mero ego-agente-criminoso poderia cometer. meu amigo? Mas com todas essas sutilezas ligadas à execução do ato intencional.O pensamento puro ou até mesmo o ego-pensamento. inicialmente engrenadas pela ignorância-desejo-pensamento. simplesmente inexiste. Mas mesmo assim. ou senão a rechaçá-los. as psicologias e a própria ciência dizem. o ego acha que foi ele quem fez. não é. que toda essa engrenagem epístemopsicológica se engata e se encadeia só num perfeito faz-de-conta bem montado. não são senhores de nenhum tipo de ato. quem se decide e quem colhe todos os frutos de seu próprio delírio. quem entende. é o que aparece em seu lugar. um ego real e pretenso agente que executa atos. já que Aqui e Agora o Homem Real. em código de leis. Esse arremedo de ego-entidade só se levanta e se intromete – ou só é levantada e introduzida – para ser sugado e vampirizado. pensando erroneamente. superpondo-se ao próprio SER. Os crimes cometidos por todos os tutores e vigilantes dessa torpe engrenagem que resultou em Sociedade. 224 . nem senhores da sombra ou reflexo desse Ato. carrasco e vítima do faz-de-conta. é certa. Aqui o ego. como evitar uma exposição complicada? Uma coisa. quem intui. quem intenciona. em ciência capenga. ou seja. Cuidado.

montam dolorosos espetáculos. aliás. por pretensamente tê-la. boas para nada. significativas. boas para nada. a fim de manipulá-lo como bem entendem. costuma fazer a ignorância-desejo-pensamento em todos nós. reconstruído. Tudo o que se acredita aprisionar e explicar. é ambicionar o Poder… E foi isto que o DemiurgoAdversário ambicionou. modificadoras. apontou para esse Amor Cósmico. num perfeito faz-de-conta mentiroso e enganador. forjado. e inclusive produzir ações absurdas ineficazes. Não existe qualquer ego-agente com essência própria do tipo anímico. de sua parte. como alegam algumas religiões ou do tipo atômico-molecular. fantasmagóricas. para que a culpa caia na cabeça de hipotéticos egos-agentes “criminosos”. deus persona se assenta e se afirma graças a uma hipotética essência própria. onde pretensas vítimas são mortas ou ausentadas. Nenhum ego e nenhum pretenso “Ele”. O pior dos crimes. O Absolutamente Real ou Deus Vivo (ou também “IstoSentir”) não conhece essa estúpida essência própria que fundamentaria a teologia e a ciência materialista. portanto. Cristo. levando a cabo ações impossíveis. quando homicidas seriam somente eles. como a própria ciência materialista diz e. ineficazes. refeito. ou ao “Çunya” ou ao Vazio-Pleno. 9) Um suposto ego-agente com essência própria. chega-se ao vazio. enganando e mentindo. o resto é paz e silêncio. superposto. O Demiurgo safado abdicou do Amor Cósmico para exercer o Poder sobre seus irmãos de planos existenciais inferiores. . em sua ansiedade de Poder e em sua pretensão de se manterem bem por cima no status quo. jura “provar. Deus Vivo é o que é. tudo existe. mas nada se pode aprisionar e explicar. absurdas. isso em verdade foi simplesmente pensado. fiscais do Demiurgo e do inferno. como. vigilantes. ou também não há um falso ego-agente que manifeste ações tão contraditórias assim. porque nenhum falso ego-agente pode agir assim. Quando o sujeito e o objeto são investigados até as últimas conseqüências. em que tudo é. não poderia liberar ou produzir ações vazias. ao mesmo tempo em que Ele próprio personificou esse mesmo Amor. fantasmagóricas.Esses tutores. como o Ato Puro faz. mas para tal ficou desligado do SaberSentir-Intuir-Atuar-Amar. criativas.. e para que depois eles ainda mandem executar esses pretensos culpados. 225 . Nem ao mesmo tempo poderia produzir ou liberar ações eficazes.

mas graças ao Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar em Si. e ações insubstanciais imaginárias. um filho da mulher estéril que pudesse atuar em nosso mundo. nosso ego-herói pensa em Atuar e alguma coisa alcança. seu mundo sonhado (palco e platéia). esse não poderia liberar. dominar seu meio. e por pensar erroneamente . 10) Se pudesse existir um pretenso ego-agente insubstancial. modificadora. porque não há um ego-agente que possa exteriorizar ações tão contraditórias. desde que certos tutores assentados na platéia – ou alguns membros dessa falsa humanidade pensada por ele – permitam e não manobrem para pior ou contra. meros faz-de-conta. e se ilude em achar que sabe e conhece. porque atrás disso está o Sentir Puro e impessoal. eficaz. criadoras.Tais ego-agente e deus-agente. e também porque atrás disso está o Ato Puro e impessoal. Pensa em Ser. ao mesmo tempo. executar ações eficazes. a Ação Pura não precisa de agentes nem os precisou nunca. boas para nada. deus-persona e o ele. Contudo alguma coisa conhece porque atrás de tudo está o Saber-Intuir impessoal. nem uma ação significativamente real. nosso ego-herói só não Sabe nem Sente que “Ele-Eu” já é Existir. O ele. e por isso mesmo faz estragos impressionantes e sem fim. o falso agente em todos nós não é nem um ente substancial – com pretensas essências 226 . porquanto esta traduz exatamente o Ato Puro em sua eclosão perfeita. modificadoras. Aqui e Agora. Nessa engrenagem toda. sem essência própria. pelo motivo já apontado. Pensa em Entender. ou filhos do pensamento. graças ao poder. Neste nosso mundo sonhado. criadora. deus acaso sequer conseguem executar atos totalmente abstratos. não por causa do pensar. Mas o que uma falsa pessoa ego-pensante exatamente faz ou pensa fazer em seu mundo totalmente pensado? Reforçar-se epístemopsicologicamente em seu sonho e. imaginados. o ego-pensamento. nas trevas exteriores boas para nada. prezado amigo. filhos da mulher estéril. ações substanciais significativas. bons para nada. nem poderia realizar ou executar. não podem executar nenhum tipo de ação. ações significativa. quando não passa de uma confusão mental e de um delírio. porque isso se dá na memória-imaginação (ou no ontemamanhã). Nosso ego-heroi pensa em Sentir e alguma coisa sente. neste Samsara doloroso. que nunca age em termos absolutamente reais. conclui que é um ser de fato. por não serem absolutamente nada. Que curioso. concretas.

mas aparece. de superpôlas. Por conseguinte. pretensas partículas. Algo que acredita atuar e não atua. Ai amigo. do pretenso psicologismo desse mesmo cérebro e nervos. ou filho da imaginação mais pura. Convém. mônada divina. Nunca foi e tampouco é fruto do acaso que. eles se confrontam e acabam virando dupla presença. por um passe de mágica do tipo científico-lógico-racional. ou é um faz-de-conta previamente concatenados por um pensar sagaz e ladino. e de acordo com a ciência.anímicas e atômicos-materiais. numa hipotética presença de moléculas e átomos científicos. e até mesmo de concretizá-las. de “materializá-las”. de objetivá-las. A falsa vítimaobjetivada não existe. a respeito do cérebro. de algum modo. e muito menos salvar ninguém. impossíveis – nem é um ente insubstancial. de explicá-las. Tudo isso é apenas alguma coisa pensante (ignorância-desejo-pensamento) que se insere no insólito ou num desconhecido do tipo Isto . O falso ego-agente em todos nós não é substancial porquanto nunca foi alma. Esse falso ego-agente não existe. a opinar tolices e mais tolices. lamento dizê-lo. 227 . com cérebro e tudo o mais. que independe de todo e qualquer cérebro. mas tudo o que a ciência moderna afirma a respeito do corpo humano. sempre “evoluindo e se aperfeiçoando por puro acaso” redundaram num corpo denso e material. nem é espírito. fagulha. É algo-alguém que intenciona e se decide. graças à convergência de causas e condições epístemo-psicológicas.(corpo). mas também aparece em função desse mesmo falso ente ou ego-agente. resultou. sem conseguir agir nem matar alguém. O ego agressor e o ego pretensamente vítima poderiam ser vistos como dois legítimos filhos da mulher estéril que. num espaço e tempo prévios. O pensamento é algo que parece ser e não é. E estes dois têm a capacidade de reconstruir fantasmagorias. não esquecer que este reflexo ou pensamento puro permuta-se em pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos. porém. feito de simples modos mentais. e inclusive acaba matando ou salvando. O falso ego ou pretenso agente em todos nós é só pensamento. numa evolução ridícula e numa inegável complicação intelectual. e a exercer o poder. um no papel de criminoso e outro no papel de pobre vítima. quando a intencionalidade e o ato roubado se intrometem e se cumprem. tudo isso é mentira pura. dos nervos. de fundamentá-las. centelha espiritual nem é coisa nenhuma.

se esse ser inexistente pudesse atuar significativamente e ao mesmo tempo atuasse só num faz-de-conta.Mas o Isto. só imaginariamente. modificadores e também atos totalmente ineficazes. muito mais enganador que o próprio ego. não persiste. bala) liberadas pelo ato intencional ou por um falso ego-agente que parece residir num corpo orgânico-material. é uma total contradição. não dura. essa sua dupla maneira de agir contraditória apenas reforçaria a sua contradição inerente e o tornaria ainda mais inexistente. não atua nem de modo totalmente puro nem de modo intencional. porém. Então quando Isto -(corpo) fica Manifesto. isso ou esse não poderia liberar. E mais. só por dizer que Isto -(corpo) não mata a si mesmo nem mata outro Isto -(corpo). que Isto -(corpo) é o próprio Atuar Puro em Manifestação? E o Atuar Puro vira Isto (corpo) e este se permuta ou volta a ser Atuar Puro. executar atos eficazes. reais. então. é pura inexistência. então. é que o pretenso ente. ou seja. isso já é Atuar-Existir. a ignorância-ego-pensamento. porquanto a Ação Pura feita Isto (corpo) não mata nem fere a Ação Pura. virar pasta. 228 . bons para nada. Digamos. Ora um ego-agente assim com e sem essência própria é pura ficção. pura contradição. nem se organiza anatômica e fisiologicamente. porquanto ficar Manifesto e Renovar-se. persistir. não fica duro. ficar duro. o Isto. organizar-se. aparentes. significativos. inúteis. Por que não dizer. (tempo). Tampouco há um Isto -(corpo) momentâneo que consegue ser atingido e lesado por fantasmagorias permanentes (faca.(corpo) pode durar. 11) Um pretenso ego-agente que pudesse ter essência própria (anímica ou atômica) e ao mesmo tempo não tivesse tal essência própria. que se esconderia em nosso íntimo. tornar-se vulnerável para que qualquer faca ou bala que não duram nem existem como tais penetrem nesse corpo e o destruam? É claro que Isto -(corpo) não age. ou seja. não vira pasta. O curioso. não tem qualquer ego-agente. Isto –(corpo) não atua. a partir da qual infinitas fantasmagorias se levantam e se objetivam. Em resumo tal ego é uma quimera legítima. ou outra pressuposta Ação Pura. é algo que em termos lógicos discursivos “nem tem essência própria nem não a tem”.(corpo) Primevo poderia executar algum ato destrutivo como matar o próximo? E mais. se essa contradição viva.

Não se diga que Deus Vivo é. 12) Um pretenso ego-agente se superpõe. Repetindo. Por conseguinte. logo sou. de preferência de modo proposital. ou penso. eles tomados juntos não são absolutamente nada em si mesmos. Sabe-e-Sente que EU SOU é Deus! Isto-Sentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar Faz-se SER. nem por isso é um nada pensante-pensado como o falso ente. converge com outro nada. tipo ego-pensamento. Todavia. todo suposto ato intencional. ato semi-eficaz que esse pretenso e falso ego-agente acreditou ter executado. Isto sim é a Eterna Novidade. salta fora o palco. e tampouco e só e exclusivamente memória-raciocínio-imaginação ou ausência de essência própria. nem se diga que Deus Vivo é e não é. logo existo!”. e tal agir ou representará um falso ato (pretensamente substancial) ou um ato faz-de-conta (insubstancial)… E mais. que é a execução do ato intencional. o Ser Primevo (Deus Vivo) em todos nós e que nos justifica. não sendo absolutamente nada. se intercambia. aparece tendo a execução do ato intencional como fator condicionante Este falso e mentiroso ego-agente pensante-pensado depende sempre do agir ou da execução do ato intencional e não apenas do puro e simples pensar. de sonho. ato faz-de-conta. Da convergência desses dois nada significativos (“nem é nem não é”). nem se diga que Deus Vivo nem é nem não é… Silêncio ego-mente. a platéia. uma mentira pensante-pensada. Esta execução está na dependência daquilo que o ego-nada-pensante pensou. Faz-se Deus Vivo. tomados isoladamente também não são absolutamente 229 . o criminoso e a pretensa vítima etc. É preciso sempre fazer alguma coisa. que nos fundamenta não tem qualquer essência própria adventícia e nem precisa dela. se objetiva. nem se diga que Deus Vivo não é. dependerá sempre desse mesmo e falso agente. se renova em Amor. se transfunde. visto que o ego-agente e ato intencional executado interdependem. Ai tudo se permuta. E mais. o crime. Não basta dizer estupidamente “Penso. Apenas a título de sugestão.Mas que artimanhas lógico-racionais ele-ego aparentemente utiliza para convencer o Entendimento de um Homem de que o corpo denso e exteriorizado desse mesmo homem ou tem uma essência anímica (falsas religiões) ou tem essência atômico-material (cientificismo niilista). mas não persiste como um Ser eternamente imutável.

Jamais “restos e caducidades” do Ato Puro e do Isto-SentirSaber-Intuir-Atuar-Amar são culpados em si de seja qual for o crime faz-de-conta. o Absoluto em Manifestação resultaria em crime e em dor. não podemos esquecer que o mentiroso ego-agente parece ter algum significado porque se apóia em “restos e caducidades” que o Isto-Sentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar libera. a modo de dizer. e consegue executar atos maus. é roubado ainda mais pelos falsos egos-agentes do palco e da platéia. a se desdobrarem e a não se desdobrarem feitos um recipiente. a execução do ato intencional que só ocorre no tempo (ontem-amanhã) passa a ter algum significado porque está apoiada na Fulguração Intemporal do Ato Puro. e muito menos Deus Vivo. 13) O falso ego-agente e a falsa ação pretensamente executada por tal ego. A Luz-Nirvana não sabe-sente o que as trevas (pensamentos) fazem. o teatrinho e o espetáculo de sonho sempre dentro dos mesmos moldes. O ato intencional salta fora graças a “restos e caducidades” do Ato Puro. decisão do pressuposto ego-assassino. daí porque a execução do ato é tão importante em nosso viver cotidiano. Todavia da convergência desses dois nada salta fora uma aparência.nada. consegue executar atos bons para nada. Paraíso (Ato Puro) e inferno (ato intencional) se fundamentam graças ao próprio Atuar em Si. e que são “certos outros” a nos avassalarem. e de sua respectiva impressão-convicção negativa inabalável. por causa da complacência dos egos-espectadores da platéia de sonho. ao fulgurar Aqui e Agora. Este ato já sendo um roubo. Tudo contribui e tudo acaba em roubo. por causa da complacência dos egos que participam do mesmo drama desenrolado no palco de sonho. mesmo que ambos interdependam (portanto 230 . O falso ego-agente. sendo que o nosso palco mundo ou inferno até se reforça por causa desse Atuar Primevo constantemente roubado. Por sua vez. “restos e caducidades” estes que resultam em espaço e tempo. Estes assassinatos impossíveis parecem virar possíveis por causa da intenção. um faz-de-conta objetivado. e principalmente por causa das manipulações dos tutores e vigilantes que mantém a casa. roubo este que vira ato intencional. reconstrução e superposição. Ademais. E também viram assassinatos possíveis por causa da pretensa passividade e complacência do ego-vítima. Estes não poucas vezes resultam em roubos e em assassinatos impossíveis.

e sim porque o ego-pensante-pensado. num diálogo travado entre o Senhor Krishna e Arjuna. Tomados isoladamente também são nada. nem nunca houve. em passagens soltas levanta o seguinte dilema. parente do grande Mestre e Avatar Krishna.iguais a nada). diante do dilema de ter que matar ou morrer lamenta-se proferindo as seguintes palavras]: Ó Krishna!. mas isso não é verdade. conforme vimos. Krishna foi um grande Sábio e Mestre indiano. eu não quero matá-los. nem para reinar neste 2) 231 . sendo a própria mulher estéril. conforme meu livro Senhor do Yoga e da Mente. Para quem não sabe. O texto em versículos tomados aqui e ali. eu não desejo a vitória nem o reino nem os prazeres. próprio da sabedoria indiana. ainda dentro do tema do pretenso ego-sujeitoagente assassino e pretenso ego-objeto-vítima assassinado. CONFORME O BHAGAVAD GITA Pois é amigo. o grande e pequeno livro Bhagavad Gita. mas não porque aí haja uma relação eficaz entre os dois. diz o que segue: 1) [Arjuna. porque aí não há qualquer espaço e qualquer tempo reais em que a relação possa se dar ou possa caber nem há qualquer possibilidade de relacionamento. ainda que eles me trucidem. não percebo que bem se pode alcançar. (Gita-I-31) Ó Madhusûdana [ó querido Mestre!]. diante da tragédia da guerra iminente. matando meus próprios parentes nesta guerra ou luta! Mestre. já publicado. consegue fazer com que “o filho dela” acabe tendo “outros filho mais” e que seriam os netos da mulher estéril… O LAMENTO DE ARJUNA. Algum significado aparente talvez eles assumam quando o nada agente e o nada ação convergem. um verdadeiro Avatar ou enviado que viveu na Índia entre 4 e 5 mil anos antes de Jesus. já que. Tanto o falso agente quanto a falsa ação parecem ser ocorrências isoladas. não se relacionam entre si. elementos interdependentes em princípio são iguais a nada.

Assim como “o jiva”. que nunca houve essa espécie de tempo [esse falso tempo físico. as noções ou os pensamentos que tens a respeito do quente e do frio. do prazer e da dor. Só que os verdadeiros Sábios não se lamentam nem pelos vivos nem pelos mortos [ou nem pelos homens confusos e mal pensantes nem pelos desencarnados ou meramente transferidos!] (Gita-II-11). são nossos parentes. fora do Momento] em que EU (SER) deixasse de existir. E então o Bendito Senhor respondeu a Arjuna: Amigo. Os Sábios nunca se confundem a propósito disso. que prazer teríamos em matar a esses parentes agressores? Seria um ato pecaminoso matar esses seres que se tornaram nossos inimigos! (Gita-I-36). juventude e velhice. assim também tal “jiva ou ser-ego” ressurge de modo limitado feito outro corpo. e é equânime tanto no prazer como na dor. o melhor dos homens. Ó doador de salvação e prosperidade. Ó Arjuna. o irreal jamais existe [ou seja. e nem mesmo se tivesse que alcançar a soberania dos três mundos! (Gita-I-35). a pessoa-egopensante e seu mundo pensado jamais existem. Ó Mâdhava (Krishna). Suporta isso com equanimidade. Nem tu. [Vivenciando-A]! (Gita-II-15). [ou o ser-ego-densificado no falso tempo] tem a sua infância. Arjuna. matando nossos próprios familiares? (Gita-I-37). afinal. [ou bom guerreiro indiano]! (Gita-II-14). mas em verdade são aparências transitórias. Por isso não devemos matar a esses filhos de Dhritarâshtra.3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) mundo. realiza a Imortalidade. nem esses reis [Aqui e Agora] jamais deixareis de existir! (Gita-II-12). estiveste lamentando-te por aqueles que não o merecem. Ó Arjuna. e isto não é mera reencarnação. Tudo isso tem origem e fim. que. (Gita-II-13). [são discursos que] nascem do [pretenso] contato dos sentidos [pensantes-pensados] com os objetos [só pensados]. ó Bhârata. Sabe. [feito outra vida. malgrado possam aparecer] e o REAL nunca é inexistente! Os Sábios 232 . Todavia pareces falar como um sábio. Ó tu. somente aquele que não se aflige por tais modificações. como poderíamos ser felizes. porque nada reencarna].

por conseguinte… [busca entender melhor as coisas]. compreende que Aquele que interpenetra tudo isto [ou interpenetra toda a Vida. O SER não tem origem… [é a Eterna Novidade. e muito menos aprisioná-Lo e equacioná-Lo]. Ó Arjuna. Aqui e Agora]. sempre Novo e sem nascimento? (Gita-II-21). os dois são ignorantes [porque pensam erroneamente e raciocinam no que não devem]! Em verdade o SER não mata nem morre! (Gita-II-19). mal pensando e pior agindo. ó tu de braços poderosos! SE PENSAS que este SER [na condição de ego] a todo o momento nasce e 233 . Amigo. acreditam] abater o corpo. nos quais habita o SER… imortal e incomensurável. o fogo não O queima. é … [Eternamente Novo]. Nem nada nem ninguém pode destruir esse Princípio… [ou Eterna Novidade]! (Gita-II-17). as armas não cortam o SER [autêntico]. o jiva-ego] o ser corporificado e humanizado abandona o velho corpo e faz-se outros novos. Ó Arjuna. (Gita-II-24) Alguns dizem que este SER é Não-Manifesto. (Gita-II-22). têm fim. e não morre quando [estúpidos. Se sabes e sentes que assim é. todo o Cosmo verdadeiro] é imortal. que Aqui e Agora já é um Isto-Corpo-em Renovação]. que é impensável. assim também [o falso ser. Assim como alguém costuma deixar suas roupas gastas e bota outras novas. e tampouco reencarna [feito um jiva-ego ou falsa alma]. como pode morrer ou causar a morte do próximo aquele que sabe vivenciadamente que o SER nele próprio é indestrutível. (Gita-II-20). primevo. não deves te lamentar. [por cima ou ao redor do SER em Manifestação. [ou que o intelecto não consegue decifrá-Lo. Aquele que pensa que este SER mata e aquele que pensa que este SER é morto.11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) percebem bem aquela mentira e esta última Verdade claramente! (Gita-II-16). (Gita-II-25) Todavia. imortal. ó descendente da Grande Índia! (Gita-II-18). imortal. Ó filho de Prithâ!. nem secar. é Primordial a tudo e a todos. o SER [em ti] não nasce nem morre. a água não O molha [nem O afoga] e o vento não O seca! (Gita-II-23) A este SER não se lhe pode cortar. onipresente. Estes corpos. nem molhar. nem queimar.

para superar essa terrível ilusão que o pensamento monta feita trevas exteriores. portanto. (Gita-II-26) Pois. mesmo assim não deverias afligir-te por isso [ou por esse faz-de-conta]. não te apegues à inação [propositada]. E se pensando achas que podes agir intencionalmente. para o que morre. Não te lamentes. que tua ação jamais seja motivada pelos frutos [ou pela intenção e decisão]. mas sem ter entendido a fundo os ensinos de Nagarjuna. alguns filósofos e estudiosos ocidentais alegam que o soberbo criticismo desse Mestre não se conflita com a atividade empírica do mundo 234 . nunca deverás te apegar aos frutos do que crês fazer! Por outro lado. para aquilo que nasce. somente tens direito à ação. Ilumina-te. por aquilo que o pensamento torna inevitável. neste trecho se igualam aos alertas e denúncias de Nagarjuna! Bem. Ó Arjuna!. superpõe.De outro lado. somente podes agir como Ação Pura que és. os ensinos de Krishna. nunca cultives ou te apegues à inação propositada]. Em quantos versículos. E para o que morre porque mal pensou. este SER que mora em todos os corpos é sempre [a Eterna Novidade] Indestrutível! Portanto. o renascimento é coisa certa. finalmente sempre acabam ensinando a mesma coisa. a morte pensada é certa e inevitável. [Dito de outro modo: Ó Arjuna. meu caro amigo e paciencioso leitor. pelo que é inevitável! (Gita-II-27) [Ou também. a morte é certa e inevitável.21) 22) 23) morre. Ó Filho da Índia. portanto. para aquele que mal pensando acha que nasceu. nunca aos frutos do que crês fazer! Portanto. Autorrealiza-te e mergulha em Mim. [como ser manifesto e pensante que necessariamente és]. O ATO-HOMEM É MUITO MAIS QUE CIÊNCIA Como acabas de ver. (Gita-II-47). reconhece e destrói]! (Gita-II-30). não deves afligir-te por nenhum ser relativo [que teu pensamento refaz. feito Samsara ou dolorosa ronda do vai e vem]. e. engendra. Ao contrário. Não te lamentes. os grandes Mestres. o renascimento em pensamento ou no Samsara é coisa certa.

(“isto” é sempre “isto” e não “aquilo”). também se enquadra no enfoque comum da humanidade em geral. – como é óbvio. a mentirosa casualidade científica. malgrado ter criado para si mesmo um enxergar-reconhecer todo especial. ambições que buscam apropriar-se das coisas ditas palpáveis e que aparentemente se apresentam aos nossos sentidos. com suas magias mais ou menos brancas. ou seja. perceberem e reconhecerem pretensamente a mesma coisa. sólido ou líquido. a pretensa identidade permanente. Portanto peca tanto quanto ou até mais que o (torto) perceber dos homens comuns. e que seriam a causalidade aparente. que chamei de Conhecimento Indiretíssimo. não se aplicam à Realidade Absoluta. devam ou possam suplantar o Absolutamente Real. transparente ou fosco etc. pragmaticamente utilizadas como norma de explanação da esfera empírica. por isso mesmo. certos cientistas deveriam ser proibidos de agir a torto e a direito. magias negras ou até mesmo atrocidades laboratoriais. a substancialidade (material e anímica). E. tem que ser proibido de atuar livremente ou de toda e qualquer maneira. As categorias do pensamento. inteligente ou ignorante etc. as diferentes qualidades – bom ou mau. mundo cotidiano etc. nem sempre bem humano e correto. Mesmo assim. o ato não existe apenas para “provar” mas principalmente para engendrar e sobrepor balelas e faz-de-conta. belo ou feio. Nagarjuna nega que todas essas relatividades. Afinal. diante do nosso corpo na esfera fenomenal. alto ou baixo. que é só reconhecer. de todas as pessoas enxergarem. e a um cientista. como viste. – as pretensas propriedades – quente ou frio. por que um cidadão comum. áspero ou liso. esses que assim concluíram a respeito do criticismo de Nagarjuna não entenderam a importância da execução do ato. Aqui nossas ambições se reforçam graças a um conhecer enganador.científico.. De qualquer modo. nem que estraçalhe infinitas vidas animais ou polua o meio ambiente em que vivemos? 235 . como eles costumam fazer. Dizem também que Nagarjuna não se opôs ao senso comum ou ao sentido comum. nem sempre justo. ou com a execução do ato intencional que é totalmente interesseira. não importa se Ato Puro ou ato intencional. pois são relativas. meu amigo. tudo é permitido em seu laboratório. O enfoque científico das coisas. por causa de um código de leis. Por outro lado.

a ciência nos apresenta e nos impinge (ou nos empurra) um mundo-universo tremendamente artificial. na sua expressão matemática do fenômeno e em suas pretensas provas!… Não se apercebem também que o academicismo científico é o pior inimigo da Autonatureza e da própria natureza comum. absurdo. então. mecânico-matemático. Bem. em sua maneira de pensar e agir. um acréscimo de bobagens e um grande extravio. mas deixemos isso de lado. Como se não bastasse. para o lado do faz-de-conta superposto se transferem as potencialidades do Ato Puro. desvirtuamentos e tudo o mais. 236 . e seu mapeamento e decifração dos genomas. e não sabem quão nefasta ela pode ser. áspero. esses tais meio avaliadores de Nagarjuna nunca conheceram a ciência moderna de modo completo. engendra. e que satisfaz à lógica-razão empafiada de certos cientificistas e cientistas. complexo. Outrossim. Das “ressonâncias e caducidades” deste. e cantarem alegremente loas de glória e poder. quando esse é apenas uma tremenda complicação. Ora bolas!. para depois a ciência moderna e a técnica se ufanarem dos efeitos (mágicos) alcançados. em momentos. ou senão liberá-la. A ciência é o pior inimigo da atividade mágica e semiespontânea do senso comum.Não se opor a qualquer atividade empírica é o mesmo que permitir toda e qualquer execução do ato. Este. extrojeta e consubstancia certos frutos. num perfeito e doloroso faz-de-conta. haverá mentira maior do que essas pressupostas micro-micro-objetividades chamadas DNAs que só vêm à tona a partir de um Campo de Consciência Sensorial da Ciência e graças a um modo de pensar e de agir científico? E quanta safadeza e desonestidade há atrás de toda essa pantomima e desse conhecer indiretíssimo! Ninguém vê que estão querendo implantar um despotismo genético. refeita milenarmente pelo pensamento do homem e pela tradição. a ignorância-egopensamento consegue montar um boneco que parece executar o ato intencional. Exemplo prático disso é a supervalorização do fantasmagórico código genético (DNA). com manipulações. por mais nefastos que tais atos sejam. depois todo mundo fica louvando essas magias negras e brancas e acha que de fato se alcançou um grande progresso. E não podemos esquecer que para o lado empírico. E por isso mesmo. mas não diz absolutamente nada ao Coração-Sentir do Homem e dos seres vivos. em seu método laboratorial de experimentação.

de modo verbalizado. é que essa visão lamentavelmente deturpada da Vida. Amigo. só pode igualar-se a um engendramento de ilusões. Por conseguinte.E o pior mesmo.. tal Reto Perceber transformar-se-á na própria Autonatureza ou no próprio Absolutamente Real. Sentir-Isto) já é o REAL. e. hipótese e experimentação científica. válida e inquestionável. à objetividade cotidiana. visto nunca corresponder a uma nova aquisição intelectual. não-existente! Agora. O sentido comum ou o senso comum da humanidade em geral também distorce a Autonatureza ou “Isto-Sentir”. porque esta finalmente interdepende do cientista pensante… E mais. nunca. o empirismo em si ou o faz-de-conta. atitudes mesquinhas e descrições capciosas que só reforçam o ego de certos pesquisadores. graças a uma atitude epístemopsicológica concentrada no Conhecimento Direto. O conhecimento a respeito do Real. não se precisaria do cientificismo e da experimentação laboratorial (execução do ato intencional dedutivo e consubstanciador) para bem entender e sentir a própria natureza empírica ou refeita. portanto. principalmente na área das ciências biológicas e medicina. o assim chamado mundo material ou fenomenal é sempre irreal. mas longe está das deturpações e das mentiras que o “avanço científico” acrescentou… Ninguém. ou ainda. matematizado e pensado. O Real ou a Existência não é para ser descoberta e pretensamente ser trazida de novo à superfície. O Perceber-Isto (Isto-Sentir. onde as aberrações alcançaram as raias da loucura. impedirá à ciência de fazer o que continua fazendo. alguns bem informados e avisados deveriam segurar as rédeas da ciência e fazer-lhe lembrar que ela não é nada. pensamentos bobos. já não mais “Isto-Sentir”. quando esse empirismo superposto e ilusório for percebido com naturalidade e perfeição. porém. 237 . E são exatamente tais pensamentos e atitudes mesquinhas as que pretendem trazer o REAL novamente à Existência – como se se pudesse ou como se coubesse – o que resulta em recriação distorcida. e não graças à pretensa observação. pois não tem como. portanto. nos é imposta como absolutamente verdadeira. que nunca foi nem será rainha ou a senhora absoluta da Vida. da Verdade e da Ação Humanizada.

acrescentando fumaça à já tão grande fumaça vigente e aparente. Verdadeira Ciência só será aquela que conseguir diluir a ilusão ou o empirismo em si. E se na azeitona (ou num todo) o azeite (ou a parte) não se encontra. amigo. da Coisa em Si. do Ato Puro.) da qual o azeite pareceu depender. permitindo que a Verdade. o azeite só dependesse da azeitona ou de qualquer outra semente. e não somente das azeitonas e das sementes oleaginosas. Assim que. vou dar agora outra direção à minha temática. do Conhecimento Direto. mas sem fugir do enfoque que está sendo exposto e desdobrado. não é aquela que descreve o fenômeno mundano ou o empirismo em si. o REAL Atual. o azeite (aspecto eficaz). digamos. por supostamente estar contido. E para tal. nossos conceitos. os quais. Dito de outro modo. não apenas irão desfazendo os acréscimos. seria bom saber que a eficácia de algo não se encontra naquilo do qual a própria eficácia parece depender. cálculos e discursos ao redor da Vida. portanto.Verdadeira Ciência. Sim. sempre e necessariamente naquela azeitona (semente etc. a respeito de certas maneiras de agir. depois desse longo trecho sobre o ato e o agente. não se encontra só. simplesmente É. Se de fato. essa Ciência terá que valer-se do Perfeito Sentir-Saber-Intuir. como também anularão os véus que cobrem o Real. E não teria por que liberar uma parte ou um 238 . para tornar-se significativamente presente ou objetivado. então ele poderia sair também das pedras. e que são exatamente nossos juízos. (suponhamos um “Isto” -{todoazeitona}). O que se quer salientar é apenas um pálido exemplo de distorção que o pensamento e a execução do ato intencional costumam introduzir. A EFICÁCIA DE ALGO NÃO ESTÁ NAQUILO DO QUAL PARECE DEPENDER Pois é. da mesma azeitona de que depende o azeite não poderá sair. o Absoluto voltem a prevalecer por si mesmos. por exemplo. pois o que de fato É. as fantasmagorias do mundo fenomenal cotidiano.

o que é aparente. Diante disso. basta que interfira outra convergência de causas e condições. ou a partir de série psicofísicas. separado. 239 . Nisso tudo. ou seja. no domínio empírico e reconstruído. nas trevas exteriores espaçotemporais não há qualquer azeitona ou azeite Reais ou Absolutos. tais círculos viciosos também poderiam resultar no impossível. Todavia. material só parecerá provir da azeitona separada. aí tudo é interesse. mas de outra maneira. ou só azeitona. estabelece. Nessa engrenagem toda. tudo separado. pretensamente materiais – como adiante voltaremos a ver – em verdade são simples círculos viciosos. tudo continuará faz-de-conta. é bom que se denuncie que todas as relações de causa e efeito. parte essa que levaria tal “Isto” a ser novamente. transformando o primeiro contexto {azeitona-azeite} no segundo. Essas assim ditas relações pretendem produzir o que já É (“Isto-azeitona-azeite. retirando-o da condição em que já está (“Isto”. mas tudo continuará relativo. ou só azeite. pois. dura para transformar-se só em azeite (parte). o azeite objetivado. no fundo. que tudo aí poderá até mesmo mudar. que o uso nem sempre adequado da Lei da Geração Condicionada. sustentadas pela aplicação de outro aspecto da Lei da Geração Condicionada. material. sucede que nem a azeitona (todo) persiste. {ou só azeitona ou só azeite}). mas nada aí é absolutamente Verdadeiro para dizer e provar que assim é e que assim sempre será. como. amigo. Só há uma convergência de causas e condições reconhecíveis. a partir de “restos e caducidades”.efeito-azeite. retirando-o da condição em que não se encontra. Ora. são apenas séries reconstruídas pela nossa mente personificada. no fundo. e extrojetamos tais séries feitas falsas objetividades. durando. Afora isso. Sim. convergência que se nos apresentará como azeitonas separadas. como prensas esmagando e como azeite. O primeiro “Isto” –todo-azeitona passaria a ser outro “Isto”. esmagada. sempre parece acontecer. O que se nos apresenta como azeitona e azeite. ou “séries cinematográficas” que sobrepomos ao “Isto” primevo e sempre novo. nem este último persiste para nos garantir que só proveio da azeitona. tudo é pragmatismo lógico-racional. e que é um contexto). durável. aliás. mas agora pretensamente transformado em azeite ou apresentado-se diferente. durável. objetiva. Ou pretender produzir o que não é.

o azeite comestível não precisaria ser só produzido pela azeitona ou pela semente oleaginosa. além de permitir a transformação disto naquilo. Isto não sendo pensado. nem há algo durável (azeitona. se para tal se executar o ato intencional. não se sobrepõe. se sobrepõe. (ou no espaço-tempo pensados.E ainda a respeito da pretensa validez absoluta das relações. aquilo aparece. já É ou já se encontra na azeitona. no faz-de-conta. “Isto sendo. mas inclusive num grão de areia. impossível é transformar tal azeitona ou semente em azeite.. como. E se Aqui e Agora. diga-se de passagem. poderíamos muito bem nos deparar com esta possibilidade disjuntiva. não há ego-agente real que possa fazer isso. se concretiza. depois. pragmaticamente manipulados e adaptados. Na Intemporalidade ou Autonatureza nada se produz de modo superposto porque Aqui e Agora tudo já É. como vimos. ou em qualquer outra semente. se o azeite. quando não se pensa. ou com esta alternativa plausivelmente existente. Na Intemporalidade. como a ciência moderna foi sempre fantasticamente prodigiosa nisso tudo. o azeite ainda não se encontra na azeitona. (“num perfeito faz-de-conta”. acomodado pela Lei da Geração Condicionada). semente) que possa ser assim manipulado e transformado. Qualquer coisa mais poderia produzi-lo também. Nesse caso. em pensamento. não vinga ou não funciona a Lei da Geração Condicionada. Ora. ou também tudo já é renovação. Ou seja. E. o pretenso azeite não só poderá ser encontrado na azeitona. não se atua intencionalmente…” Todavia o Ato Puro eclode até mesmo livre do mal pensar. 240 . aliás. Lei da Geração Dependente. Aqui e Agora. Mas depois. e que fundamentariam a origem material e condicionada de tudo. o ego-pensamento em todos nós costuma fazer. Aqui e Agora (Intemporalidade). lamentavelmente! Como já disse. ou do propor-se isto ou aquilo. se objetiva. e passando a prevalecer o tempo-pensamento) tudo poderá vir a ser produzido a partir do nada. ou a partir de “restos e caducidades”. aquilo não aparece.

Paciencioso amigo. tem que fazer parte também e previamente do Campo de Consciência Sensorial da Humanidade.O ATO INTENCIONAL FUNDAMENTANDO CONVENIÊNCIAS “Quão estúpido é insistir em todas essas futilidades acima expostas!”. ou interesseiros?). poderia muito bem comentar um superficialista ou até mesmo um lógico-racional qualquer. amigo. tudo isso para vingar e aparecer. a azeitona (pretensa causa real) de fato produz o azeite (ou o pressuposto efeito eficaz) que ela mesma encerra. E mais. ou “a azeitona alem de existir de fato produz azeite desde que seja manipulada por apetrechos adequados!”. ele é ineficaz. porque do grão de areia jamais poderá saltar fora o azeite comestível. O Campo de Consciência Sensorial da Humanidade é exatamente o fundo mental que uma pessoa pensante-pensada extrojeta. quem sabe. uma lógica superficial dirá e provará que o grão de areia pode ser uma causa real sim. e depois enxerga e reconhece. mas quanto a determinados efeitos. em determinado Campo de Consciência. Mas para o óleo aparecer. induzirão. sempre dentro do mesmo tema. 241 . se por uma decisão forem executados. Outro mais. consubstanciarão ou materializarão os resultados buscados. Em suma. é tudo aquilo que ela conhece e acredita poder levar a cabo ou fazer em seu meio pensado. verazes e temporais (“verazes” mesmo. a azeitona terá que ser submetida a processos mecânicos-físicos-químicos que a esmagarão. Epístemopsicologicamente. a farão desaparecer para o azeite poder aparecer!” Pois é. feito um clichê mental. tudo já estava presente. Traduzem também atos intencionais que. apenas sintetizam um conjunto de pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos que convergem feitos deduções ou imagens psicofísicas superpostas. mas todas essas colocações e explicações. que em determinada pessoa constituirá seu fundo mental especial. poderia até mesmo acrescentar: “Em termos logicamente imediatistas. E termos diversos campos de consciência um querendo englobar o outro.

Entrementes. além de alimentar dogmas de príncipe. ou ainda estar totalmente condicionado pelo pródigo mentiroso em todos nós. E mais. o ego-pensamento. “A” é diferente de “B” De mais a mais. ladrão e salteador. sem nada impor. alertar que tanto o grão de areia. ou meramente de um ego-pensante-pensado que decidiu que tudo tem que ser só “A”. Ambas as maneiras de agir. isso para um racionalista superficial se constitui num contra-senso… E mesmo que esse pense assim. ou também que “A” = ”B” ou que. E como deste contexto fazem parte arremedos de máquinas (prensa. isso apenas traduz a intransigência de alguém que se encontra totalmente imbuído pela pretensa infalibilidade da lógica-razão. sugira-se apenas que Aqui e Agora 242 . forçosamente sempre terá que resultar em azeite. isso só reforçou a maneira lógico-mecânica de pensar e agir dos homens antigos e atuais. aparentemente é tão lógicaracional como qualquer outra. a segunda conclusão negativa (ou seja. mantendo-os em seu aspecto prático. restrita ou a só afirmar ou a só negar.(“Isto”) quanto a azeitona. no lugar da “azeitona-fatores-adventíciosazeite”. nunca se desligaram de armadilhas epístemopsicológicos. que só permitiriam produzir azeite a partir da azeitona e nunca a partir do grão de areia. E estes modos errôneos de pensar e perceber finalmente só acabaram reforçando as aparências antigas e modernas estabelecidas pela execução do ato intencional. próprios de uma maneira antiga de agir. e tem seu valor plausível e relativo. e inclusive próprios de um modo mágico de pensar. tanto a dos antigos como a dos modernos. ou tudo tem que ser só “B”. graças ao funcionamento da Lei da Geração Condicionada. E rechaçar essa outra colocação como um escândalo.Essa afirmação dogmática e conclusão racional precipitada são próprias de um pragmático ou ladino qualquer. antigos ou modernos tanto faz.(“Isto”) não podem produzir azeite comestível. E mais. em realidade só representam velhos processos mágicos. Os homens modernos apenas reformularam tais processos e os reforçaram. contudo. a azeitona também não produz azeite). finalmente. filtros).. Todos esses fatores acabaram transformando-se num contexto tradicional. Uma azeitona submetida a processos mecânicos. os tais processos mecânicos-físicos-químicos. esse conjunto milenar enraizado e concatenado de causas e condições sempre acaba se extrojetando e se objetivando do mesmo modo.

e pela insistência nos modos propositados de agir.etc. representada por azeitonas. no lugar de coisas e seres separados. concatenada.Fulgurações Renovadas surgem. e finalmente pelo resultado ou efeito presumível ou azeite reconhecível. amigo. (incluindo-se aqui a falsa consciência ou o ego-mente semi personificado). se avisado fosse. resultando em “Isto-Sentir”. (ou fatores adventícios). conseqüentemente. filtros etc. a atuação intencional e o péssimo reconhecer nos fariam enxergar uma objetividade faz-de-conta pretensamente material. ao participar dessa engrenagem toda. inseridos num receptáculo espaço-temporal. só deveriam aparecer a série-azeitona (ou a pretensa causa eficiente). Entretanto. Este último. Ou quem sabe tornar-se um pouco mais lúcido para que. a série processos físico-químicos de purificação etc. a grande maioria é condicionada a crer na validade de um único processo pretensamente total e. Todo o resto passa despercebido ou o pensamento-entendimento simplesmente esconde. e nisso interferir para melhor. Malgrado as probabilidades supra expostas. Existe (ou “IstoSentir”) – condição momentânea que poderia ser vista como uma pretensa causa-eficiente tipo “Isto” -azeitona) –não pode existir azeite 243 . Depois disso. poderia encarar as coisas de outro modo. a série produtos químicos. similares ou diferentes. Os reflexos ou as ressonâncias caducas desse Fulgurar. ou também homólogas e heterólogas. Numa dessas séries em convergência parece existir uma pessoa-ego-pensante. convergindo com a série-persona-ego. acabe vendo as coisas de outra maneira. coadores. Estas séries psicofísicas e extrojetadas no nosso mundo cotidiano se nos apresentariam como se fossem coisas e seres. tornaria manifesto a série-azeite. “Sentir-Isto”. como já se disse. aí. só acaba enxergando alguns eventos parciais de todo o desenrolar ou de toda essa geração condicionada. o perceber viciado. pensando. nas outras séries. a série pasta gordurosa. as coisas pensadas. A maioria só enxerga a (pretensa causa) azeitona transformando-se no (pretenso efeito) azeite. seriam então adaptados pela ignorância-desejo-pensamento e resultarão em pensamentos estruturantes e pensamentos discursivos. quem sabe. os quais pensamentos convergiriam para formar séries psicofísicas superpostas. Em verdade. Tudo isto. reconhecida pelo falso ente condicionado. a série prensa mecânica. a série filtros. por prensas. quando muito. naquilo que Aqui e Agora É.

(“Sou eu-ego que te vejo. uma objetivação heteróloga. me vejo. e vendo-te. e por que não? No domínio da insubstancialidade total (“Sunya”). ou ainda. provinda de um conjunto de hipotéticas causas e condições homólogas. aparece objetivamente.’” De outro lado. aquilo acontece. exatamente porque “Isto” (ou o suposto todo-azeitona) nunca é idêntico. O efeito-azeite não é o efeito em si de que a ciência fala. tudo poderia se produzir a partir de “restos e caducidades” – coisa que a ciência moderna costuma fazer a contento – ou senão algo mais aparecer numa perfeita interdependência. o pretenso grão de areia provavelmente produziria ou liberaria sim o 244 . com muita facilidade. muito lógico seria também que um grão de areia produzisse azeite comestível. regidas pela Lei da Geração Condicionada ou Dependente: “Isto sendo em pensamento. se concretiza. e não algo momentâneo. do tipo azeite pensado. lá pelas tantas. como por exemplo um ‘Isto sendo anterior e mais forte.em potencial e reconhecível. “Isto”. como já se viu. mas sim é porque a mágica ou a lógica do sujeito pensante intencionou e assim se decidiu. e sim é apenas um aparecer diferente. de momento a momento. e inclusive tal ego-persona achou ter agido correta e propositadamente para tal. uma sobreposição distinta. do sempre novo e do nada persistir. no domínio do sempre outro.”) De mais a mais. e vendo-me. e desde que para tal não haja nada em contrário. Em verdade não que essa seja a única finalidade da azeitona. põe em funcionamento a Lei antes citada ou também a Lei da Interdependência. isso não é porque o tal azeite sempre esteve potencialmente encerrado no “Isto” – (azeitona. te faço. no domínio do faz-de-conta. se materializa. lógica por lógica (“A” ou “B”). semente). o qual. apenas é. se a convergência de “restos” do “Isto” e “caducidades” do “Sentir” no final resulta em reconstruções e adaptações. Era só o homem pensar mágica ou logicamente. que tornam objetivo ou aparentemente presente tudo o que foi determinado para tal. pensamento por pensamento. e sequer esconde algo em potencial e sempre igual (azeite). parece muito lógico-racional que a azeitona produza azeite. o resto é silêncio! Contrariamente. mas a isso ela ficou restrita de modo permanente. no domínio empírico-temporal. pois essa seria uma de suas finalidades principais. atuando em conseqüência que. desde que tenha sido executado o ato intencional. nunca é o mesmo. por causa do pensamento milenar e por causa das intenções e decisões pragmáticas do homem.

e por que não chamar isso de ciência!? Concluindo. eles só ressaltarão certos fatos que parecem muito evidentes. Ou também um fazer diferente fica aí truncado. E o que aparece como azeite reconhecível isso é outra história. separado e reconhecível – também não o produziria de fato. forte. montões de grãos de areia – pedras. durável ou permanente. de modo durável. O aparente efeito eficaz. produzem um pretenso petróleo.. azeitona 245 . transformado em sua própria contraparte o objeto. no mundo faz-de-conta (“Maya”). impedido pelo péssimo conhecer vigente. Todavia. (E isso a boa Alquimia ou ARS REGIA talvez fizesse). a série-azeite. não acontece. o ego-pensamento. então “Isto” ou a Azeitona em Si – se como tal pudesse aparecer objetivamente. ovo e galinha são refeitos a partir de causas e condições pensadas.azeite comestível. basalto. E que bom. Mas que magia é essa. quando convém a certos egos-pensamento. Para sentir-se seguro. Nisso tudo não há causa e efeito ou efeito e causa. paradoxos dos paradoxos. com seu “impossível pensado!”). Que magia!. o efeito-azeite não tem como causa eficiente a azeitona. camadas estratificadas etc. Só há ignorância-ego-pensamento que tanto pode vir antes como depois (tempo). digo eu. nem o ovo vem primeiro nem a galinha. face aos interesses. hulha. Nas “trevas exteriores” ou no mundo pensado. à segurança e ao pragmatismo de certos homens-egos condicionados. parecem resultar em azeite comestível e reconhecível. a série-grão-de-areia. Mas será que o produzem mesmo? Sim. minha gente!. carvões. Todavia. Entrementes. se o grão de areia não produz azeite. que não deixa de ser uma espécie de óleo ou azeite grosso. permanente. necessita algo durável ou que pareça ser definitivo. isso não convém. aquilo não aparece. é o que grosso modo se constata. O que se nos apresenta objetivamente é apenas a sérieazeitona. Paciencioso amigo. mágica ou logicamente. sempre é repetido que um grão de areia não pode produzir azeite (“Isto não sendo pensado. não se sobrepõe porque também nada se faz a respeito. da fantasmagórica terra-globo – aparentemente. sabe que por causa da memória coletiva ou graças a um Campo de Consciência Sensorial da Humanidade. mas sim um conjunto de “restos e ressonâncias caducas” (tempo) que. não é? Mas é quando uma célula fantasma resulta em câncer? E a propósito ainda. explícito (ou “A” azeitona ou “B” areia). reconstruídas e convergindo.

desdobramento e mentira. E essa pretensa "atividade intrínseca à semente" é exatamente a explicação que a biologia científica oferece como um perfeito aclaramento e solução do dilema quando não aclara nem resolve coisa alguma. já que ele é tempo. e que. que é um legítimo dilema. mas apenas para que os tolos usem e abusem dos raciocínios e das elucubrações fúteis. propiciariam a formação do broto e seu aparecimento acima do solo. diz a ciência. poderia ser ignorado muito bem se se admitisse que a causa (semente) produz uma atividade. Mas como nada dura nem existe algo contido num receptáculo chamado espaço tempo. como é que fica o desaparecimento da semente e o aparecimento do broto? As reações físico-químicas e genético-biológicas ou fatores intermediários apontados pela ciência. aparece. graças a ela. amigo. reações que se desdobrariam harmoniosamente ao longo do tempo. Tais modos de agir peculiares. O BROTO NÃO PROVÉM NEM DEIXA DE PROVIR DA SEMENTE Sempre a propósito da Ação em Si. Esse lapso. que se faz presente entre o desaparecimento da semente na terra – com sua hipotética alteração – e o pretenso aparecimento do efeitobroto. o ego disfarçará e esconderá como é o caso do “quem veio primeiro”. azeite (efeito). a um ovo 246 . Assim que quem veio primeiro é a ignorância-ego-pensamento e esta poderá alternar a pretensa primazia do ovo ou da galinha. Para a ciência biológica. E isso evidentemente resultará num reforço para o próprio ego-pensamento. só acrescentam arrazoados que podem até resultar em engendramentos. contudo. Pergunto-te. ou só servem para complicar ainda mais o dilema em si. o efeito (broto) vem à tona. no pretenso dilema da ovo-galinha.(causa). quando é que essa pretensa atividade adventícia ligada à semente (ou também ligada a uma célula. Outros fatos mais. ao invés de ajudar a aclarar nossas dúvidas. reações físico-químicas e genéticobiológicas ocorreriam no seio ou no íntimo da semente durável. dos egos e das coisas agindo – se é que eles agem – e a propósito ainda daquele lapso no atuar. Todos esses dilemas são montados propositadamente não para que sejam resolvidos.

gene. inalterados. pinto. O efeito (broto. nova célula) já teria aparecido. E nesse “ainda não apareceu” não há nada em potencial. se anula. porquanto como suposta atividade que é. nada dura e nada termina 247 . Um broto em potencial é pura imaginação. ou existirá amanhã. ela aparecia em dependência a um observador pensante e num hoje de 24 horas ou falso presente. a molécula. como a própria ciência alega. elétrons. ou ainda de novas combinações entre átomos. contudo. nova célula) ter aparecido. E como vimos em parágrafos anteriores. No resto. tal pressuposta semente fica não somente enterrada. ao ovo. se some e não aparece mais. e até mesmo feito célula – e que seria constatado por meio do conhecimento indiretíssimo – é um faz-de-conta ou uma gritante ilusão. grosso modo. pois esta última só parecerá subsistir como semente graças às lembranças de nossas constatações prévias (ou graças à nossa memória). não pode pertencer à semente dita permanente e já enterrada.qualquer) começa ou se manifesta? Claro que não depois do efeito (broto. a célula etc. é bom levar em conta que o átomo. o que aparece feito átomo.. à célula etc. ou seja. pinto. sequer existem. É um equívoco dizer que tal célula ontem ou um dia existiu. pinto. outra célula) “começa a aparecer” ou simplesmente aparece. porquanto este (broto. DNA. nada começa. ainda não se tornou objetivo. que pertencer a uma suposta entidade permanente. molécula. Essa pretensa ação adventícia. porquanto se isso acontecesse. Tal atividade adventícia também não poderia começar ou não poderia se manifestar antes do efeito aparecer. tal atividade adventícia revelar-se-ia completamente supérflua e inútil. de agir e mal perceber. “ela tem que estar incorporada à semente”. poderia subsistir quando a pretensa causa-semente (ovo célula) está se anulando e o suposto efeito-broto (pinto. nova célula) ainda não apareceu. Esta pressuposta atividade adventícia (ou reações físico-químicas e genético-biológicas) teria. no que é Real. mas. ligada a uma maneira capciosa de pensar. Grosso modo. à semente. e constituída de reações físico-químico-genéticas. Tampouco tal atividade adventícia pertenceria a um broto em potencial. Quando muito. ou de reações moleculares. E sequer essa atividade adventícia pretensamente contínua da semente. pois. núcleons etc. Ademais também vimos ou deixamos evidente que em termos absolutos.

intermediários e eficazes. O que aí se movia era a mente ou pensamento dele. atômicos etc. afora os momentos precedentes (semente. não vingariam quaisquer outros momentos temporais. meu caro amigo. que de acordo com a ciência durariam de modo constante no espaço e no tempo. Contrariando. ou acredita ver com os olhos. ou seja de que a Terra estava parada e no centro do Sistema. Tudo o que o pesquisador acha enxergar em tal fase. Mas mesmo assim exclamou em voz baixa: “eppur si muove”. a Terra também se move”. Ou seja. Nem a Igreja estava certa com o seu Geocentrismo nem Galileu com o seu Heliocentrismo. é só fruto de seu próprio pensar e atuar propositado sintetizados também como um conhecimento indiretíssimo. viu-se forçado depois em admitir o contrário da descoberta dele. Mas então quer dizer que o Sol não é o centro do sistema solar. “E no entanto.Assim sendo. ou senão por meio de apetrechos. ovo. que tal atividade adventícia entre a pretensa causa e o aparecimento final do efeito poderia equivaler a “modificações intermediárias acrescentadas pelo próprio cientista em pretensos níveis celulares. mais pretensos elementos. com o seu “eppur si muove”. Sucede. Para me refutarem. aí apenas foram introduzidos enjambramentos do falso tempo presente. Digo eu. Sim. Galileu. que com facilidade mandava matar quem o contrariasse. célula-filha). pinto. célula-filha) poderia ser vista não como um esforço produzido por um “agente real” ou por um corpo permanente – no caso. (Geocentrismo). se enquadrou nisso. eu pergunto: quem criou o sistema solar? O deus acaso da ciência ou o deus personificado 248 . alguns diriam que imagens intermediárias de tal transformação já foram constatadas e até filmadas pela ciência biológica. e não a Terra ou o Sol. Inclusive Galileu Galilei. diante de um tribunal da Inquisição. Tal pretensa atividade adventícia entre a causa-semente (ovo. no entanto se move”. porque para Galileu o Sol é que era central e a Terra se movia ao seu redor. porém. a semente e o broto. e que só disfarçam uma transformação que não se dá como se acredita. “e. e todo o resto girava ao redor dela. com supostas heresias.” (??!!). e sim a Terra? Nem uma coisa nem outra. O cientista monta causas e condições onde parecem caber todas as suas invencionices. célula-mãe) e os momentos posteriores (broto. ocorrências intermediárias forjadas pela Lei da Geração Condicionada. onde se daria a transformação da semente em broto. célula-mãe) e o efeito-broto (pinto.

O Geocentrismo e o Heliocentrismo são dois pareceres que nunca deixarão de ser pareceres? Dirá alguém. tipo célula. concomitantes. broto. um no centro e o outro a periferia. átomo. E teríamos que ignorar também a impermanência.. A ciência não encarou isso como tal porque lhe convinha. Ah sim. lamentavelmente. levando em conta os alertas de passagens anteriores. depois racharia e. Todavia. pretensos níveis cotidianos duráveis. Quem sabe não tenha sido o pensamento humano a criar todo esse engodo? E numa Autonatureza. Falando num relativismo total.da Bíblia? E estes dois teriam colocados os dois orbes. conforme pretendem ensinar os diversos ramos da ciência biológica. As duas situações pretensamente simultâneas são contradição total. finalmente. ovo. com eles teríamos que aceitar um micro-micro-nano espaço e micromicromicro tempo feitos receptáculos e totalmente contínuos. e desconsiderando a impermanência natural das coisas reconhecíveis. pinto etc.. antes dentro da própria semente e. existirá mesmo um sistema solar com uma terra ou senão com um sol central. DNA. Mas voltando àquilo que estávamos denunciando. e pressupostos níveis microscópicos mutáveis.. e que nunca é pasta material. “foi provado”. mas o Heliocentrismo não foi provado. transformada em agente atuante. por um pensamento casto. elétrons.. a assim chamada semente reconhecível. por fim. em 249 . a caducidade natural das enjambrações e extrojeções mentais. puro e autêntico. tipo semente. molécula. por mais que se acrescente subcomponentes materiais e fatores físico-químicos adventícios não se chegará a nada. se contradizem. ignorando-se também a insubstancialidade de todo e qualquer dado pretensamente objetivo. E se levássemos ainda em conta a pretensa validade dos níveis microscópicos. Aliás. núcleons etc. gene. ou vice-versa?. a ciência se desligou por completo de certos bons alertas da filosofia. não importa em que nível. Portanto. caberiam perfeitamente elementos materiais ativos – como se isso fosse possível – e fatores intermediários. extrojetaria uma fina haste. interpoladas manifestaram-se inúmeras atividades e etapas intermediárias. no qual pareceriam caber enganadoras causas materiais a se transformarem em efeitos. se poderia alegar que antes que a pretensa semente duradoura produza o broto razoavelmente persistente. Esses subcomponentes e fatores físico-químicos. acima e fora dela. conforme alega a ciência. primeiro incharia. Entre a semente e o broto.

núcleons em funcionamento. átomos. Por exemplo. podem ser considerados como dados intermediários. (Ver Transmutar Este Falso Mundo ou segundo tomo). entre a causa e o efeito. estes expedientes não nos conduzirão ao resultado desejado: à explicação satisfatória e absolutamente veraz da eflorescência da semente. Nessas observações e constatações cheias de logros há toda uma engrenagem mentirosa. Falhas e lacunas sempre subsistem entre um antes (passado). Todos os pretensos membros materiais e intercalados da série.verdade. o óvulo feminino-causa e o ovo-feto-efeito. DNAs ou genes em atividade. Mas entre uma e outra de quaisquer dessas pretensas intermediações sempre persistem lacunas ou falhas. com sua suposta objetivação correspondente e reconhecível. Inclusive se poderia repetir este processo. núcleos celulares. ardilosamente montada. acrescentada e extrojetada para enganar os desatentos e desavisados que só sabem fazer uso do conhecimento indireto ou senão do conhecimento indiretíssimo. Realmente nenhuma solução e esclarecimento podem prevalecer para a aparente relação da semente-causa e do broto-efeito – ou também entre a aparente relação do ovo-causa e do pinto-efeito. entre a aparente relação do espermatozóide masculino-causa. Por isso de nada adianta meter filmadoras e aparelhos especiais para acompanhar o pretenso desdobramento da fantasmagórica célulamãe em célula-filha. admitir mais níveis e subníveis ativos. e intermediários (CONTRADIÇÃO) do tipo organelas em atividade. a pretensa etapa intermediária em atividade (falso presente de 24 horas) e outras que supostamente viriam depois (futuro). moléculas. entre a célula-mãe e a célula-filha. recuando até o menos infinito. elétrons. ou senão da semente em broto. entre a célula sadia e a célula cancerosa… 250 . Por conseguinte. pretensas atividades essas que sempre acabam se enquadrando na pretensa relação espaço-temporal de causa e efeito. sem que conseguíssemos nos iluminar quanto à enganadora relação da causa e do efeito. e que formariam um conjunto de fatores contíguos. são fruto de pretensas constatações viciadas e explicações científicas capciosas. da célula-mãe e célula-filha – ainda se poderia recorrer a outros recursos mais para validar o expediente. O mesmo acontece com a explicação do movimento físico. do ovo em pinto. a posteriori. No caso da semente e do broto – ou também no caso do ovo e do pinto.

E numa constatação viciada e intermediária sempre vingarão brechas inexplicáveis e intraduzíveis. atuando. e ora surge como broto. na medida em que se insistir em raciocinar a respeito dela. o péssimo pensar e o estúpido observar vão escondendo cada vez mais “Isto-Sentir” ou a Autonatureza Não-Dual. semente que. isso tampouco provará que é só a semente em si (agente) a que produz o broto-efeito. 251 . Ou ainda. sempre agindo. então. a observação repetida e viciada de uma semente (pensada). amigo. Para escândalo de muitos. em algo mais. se transformasse em agente-broto (efeito). supostamente se modificaria com o surgimento do broto (pensado). E Esta. E se admitíssemos que fatores externos reconhecíveis não interferem. ninguém sabe quem é que aí (ego) está observando. E mais. regidas pela Lei da Geração Condicionada. agindo. e este. Nessas tais observações repetidas. cada vez pior. As observações repetidas e viciadas que certos pesquisadores desavisados fazem só servem para enfraquecer a pureza da Acuidade Sensorial em nós. pensando e reconhecendo. graças às quais a Vida-Ação ora surge como semente (e se renova ou se permuta). Ademais. Ou se há algo absolutamente separado para observar e perceber.A atividade do broto-efeito revela-se totalmente diferente da atividade semente-causa. No lugar de todo esse engodo. por parte de um ego-cientista (pensante). se torpes constatações e conscientizações viciadas diferem do modo de pensar errôneo. é bom saber. a caro custo se poderia colocar fulgurações completas. para diminuir nossa Inteligência e para deturpar o nosso natural Saber-Sentir-Intuir. Assim é porque nunca existiu o agente-semente (causa) que. atuando. O pretenso relacionamento direto entre a causa e o efeito em verdade aí não se dá. irá subsistindo feita um mistério sempre mais intraduzível. que este último se produz graças à interferência de fatores externos que influenciariam e transformariam a semente-causa. como já vimos. É só com o prevalecimento de atitudes epístemopsicológicas tão desastradas que o mistério do surgimento das coisas e dos seres haverá de prevalecer e se reforçar. não prova. que não há qualquer diferença entre uma aparição mágica e as “objetivações materiais” em interdependência com o sujeito pensante. E estas são aparentemente suscitadas por causas e condições convergentes.

252 .” OS FRUTOS DA IGNORÂNCIA-PENSAMENTO SÃO SEMPRE IRREAIS Para uma Lógica Extremada e Autofágica. a ignorânciapensamento também se traduz como uma inveterada tendência de autocomprazermo-nos com engendramentos e discursos (ou com meras reconstruções conceituais). o efeito nem sempre se explica satisfatoriamente. Antecipando-me. sua destruição correspondem à própria natureza de Maya [ignorância subjetiva e ilusão objetiva]. tomados isoladamente. religiosa e econômica. são simples sonhos ou castelos encantados. que nos obrigue a aceitar as imposições de quaisquer teorias. e muito menos ele explica de que maneira as conseqüências se produziram ou de que modo apareceram. política. são causas e condições que só assumem algum significado quando convergem. incluindo aqui tudo o que o homem fez e faz contra o próprio homem. Todas as ocorrências objetivadas e reconhecíveis são condicionadas. por mais benevolente ou neutro que pareça ser. que em verdade são só eternas inferências ou senão teorias tolas? É só constatar o que o homem já fez contra a Natureza comum ou contra aquilo que ele chama de mundo mineral. já se poderia denunciar então que todas as teorias ligadas às causas e aos efeitos são conceitos vazios que resultam em expedientes fátuos… As pretensas Leis Universais da Ciência são só e sempre engendramentos humanos… Não obstante. não são absolutamente nada. Face a isso. e estando condicionadas são dependentes. paciencioso amigo. Pessoa e objeto. quanto dano já se praticou!…Não há modo de atuar. mas sim são aparências reconstruídas. sua existência persistente. vegetal. Em termos de atuação mesquinhamente científica.Em ambos os casos. Ou seja. quanta ação estúpida e inconseqüente o homem mal pensante e a própria Ciência desencadearam em função da hipotética exatidão de suas leis. cultural. animal. Nagarjuna repete então: “A origem dos seres e das coisas. Elas não são coisas em si.

e que induz a enganadora experimentação. mas tudo isso são vícios subjetivos ou construções do pensamento. O REAL (Verdade) é totalmente indeterminado. é total ignorância. e as capta de maneira totalmente dualista (cientista aqui e coisa reconhecível lá) é uma brutal mentira. com um Vir-a-Ser absoluto (próprio do Budismo Theravada). depois ela mesma colabora em sua extrojeção e. a dedução ou a elaboração da hipótese. e finalmente a prova científica final. (“Ele”. não é nem permanente. e todas as tentativas de identificá-lo com um pretenso Ser à parte. só apreende o engendrado. nem instantânea. Qualquer ponto de vista e toda conceituação que pretenda relacionar-se com o Real é sempre ignorância mágica ou lógica. os reconhece e os recolhe. o evocado e imaginado.A VERDADE não é só uma. ou até mesmo vista como uma faculdade boa para conceituar de modo pretensamente impecável. nem é muitas. teologia e ciência desse mesmo mundo ocidental. isso é sempre relativo. O determinismo concatenado que a razão apresenta é uma calamidade ocidental própria das filosofias. Essa observação científica que só capta coisas dependentes em relação. para ela não existe um fator assinalável que a caracterize como sendo anterior ou posterior. finalmente. por isso mesmo. A razão vista como um “órgão de percepção correta”. nem objetiva. irreal. o reconstruído. Tudo o que aparece e se reconhece. A ignorância-ego-pensamento não tem começo. deuspersona). tudo isso é um terrível embuste. E se assim é. A pretensa observação científica despreconcebida. a descrição só quantitativa ou matemática daquilo que se fez e supostamente se alcançou (magicamente). nem subjetiva. O observador pretensamente honesto e bem intencionado (cientista) aí é uma pessoa totalmente condicionada e que só vai esmiuçar e tentar decifrar seu próprio conteúdo ou fundo mental extrojetado. A lógica-razão só capta a não-entidade. a execução do ato propositado e que resulta não só na teatralização da experimentação laboratorial corroboradora. com mentes ou com consciências personificadas. dependente (ou interdependente) e. o previamente feito. mas também resulta nas conseqüências dessa mesma maneira de agir. A própria lógica-razão também elabora todas as causas e os efeitos ou esses frutos. 253 .

(ou é expulso o Demiurgo. fenomenal e externo. Amigo. ou se Aqui e Agora a Verdade feita Perceptor Iluminado voltar a vingar (“Isto-Sentir”). nenhum a priori e a posteriori para o mundo aparente e fenomenal podem ser válidos. Quem veio primeiro ou antes? A resposta adequada é: a ignorância-ego-pensamento que além de perguntar também elabora ardilosa ou sagazmente respostas bobas e nem sempre válidas. sem começo) só conseguem se sobrepor e acabam aparecendo se se valem da ignorância-ego-pensamento e de seus satélites. do exemplo hindu-advaitista. A ignorância e as paixões que se concatenam e constituem o âmago da fenomenologia empírica ou das ilusões superpostas externamente podem ser reduzidas a cinzas ou podem se extinguir ao se alcançar o Perfeito Entendimento e a Iluminação. Bem ou mal. o Reto Entendimento volta a prevalecer. As trevas exteriores (“Samsara” ou o mundo dito material. ela. como possivelmente devem ser os mundos ou os dados dos níveis astronômicos e microscópicos. feito um Aqui e Agora vivo. só têm um fim ou término aparente… Por conseguinte e grosso modo. dá-se conta de fato do que vem a ser este nosso mundo de mentira. O antes e o depois especulativos nos levam a recuar para um todo de mentiras e ilusões. a semente se produz a partir da árvore e esta a partir da semente. Aqui e Agora. lembra que a serpente superposta à corda. Aliás. Não é por nada que o grande Mestre da Galiléia avisou: “AGORA é o juízo deste mundo. sem começo. pode ser destruída pelo fogo ou por outras causas. Sim. mesmo assim e grosso modo. amigo. Só no Agora. faz-de-conta. se a árvore não veio primeiro.Em termos absolutos. mas neste encadeamento nunca fica evidente nenhuma primazia. Um Homem Realizado. não tinha começo nem tinha fim (tempo). ou não 254 . dito material. O mesmo pode acontecer com relação à semente. mas tudo acontece sempre num perfeito faz-de-conta bem montado e bem regido. “só no Agora. se a Lucidez do Perceptor voltar a prevalecer.”). AGORA é expulso o príncipe deste mundo”. E é somente quando volta a prevalecer a Intemporalidade ou o AQUI e AGORA que tanto o ego quanto o enganador demiurgo externo são expulsos da Vida. Tais trevas exteriores. Ela só deixa de se sobrepor. são expulsos tanto o ego quanto o Demiurgo. de aparecer. Ou também. as paixões. no já. toda mentira perde qualquer apoio. no já.

mais conseguem se intrometer. como elas podem ser abandonadas por alguém? Para QUEM se abandonaria o irreal. É de se suspeitar.” 255 . e se elas fossem uma parte integral e real da natureza desse mesmo alguém. subjetiva e objetiva. que [que em termos Absolutos] as paixões. então em nosso íntimo não se levantariam tentativas para superar o processo mundano. E se fosse REAL. no além o Homem-Ser parece que se anula ou fica bloqueado. o falso ego-entidade pensante-pensado. o carma e seu resultado têm a essência dos castelos encantados. intelecção etc. as falsas memória. Ou seja. aparecer e reger a “comediota” chamada falsa vida e falsa morte. também descabida e muito mais dolorosa. lógicarazão. como aconteceu com o filho pródigo! Nagarjuna coloca o dilema existencial do homem nos seguintes termos: “Se as paixões pertencessem a algum (ego). tais frutos são a falsa consciência. como elas depois poderiam ser abandonadas? E se as paixões não pertencem a ninguém. Amigo. Somente possuem um ‘status’ enganador ou epístemo-psicológico ou ainda pensante-pensado. busca entender que se o irreal fosse o próprio REAL. Por qual motivo então se levantam dúvidas sadias em alguns buscadores sinceros? Porque indubitavelmente no homem extraviado há ALGO REAL que “clama” e que o “está chamando” de volta ao Lar. As Paixões e os pensamentos não equivalem a Vivências reais. Cuidado que o “Isto-Sentir-Saber-Intuir-AtuarAmar” nada tem a ver com a ignorância-ego-pensamento e com seus hipotéticos frutos. Todavia. para que e por quê? Que maldito manipuladores de merda são esses? A ignorância-ego-pensamento em si é irreal. o falso contato. inclusive com questionamentos válidos. a falsa pessoa pensante e mundo pensado. O processo distorcedor e interferente da ignorância-ego-pensamento sequer seria negado ou denunciado. contínua. e na falsa morte prevalece uma brutal ausência de alguém. Sua essência é a das miragens e a dos sonhos. seus frutos pensados também poderiam ser reais. as falsas seis esferas dos sentidos. então. o falso apego e rechaço. Resulta na ilusão psicológica. o não-existente? Não há ninguém (ego) que possa e consiga rejeitar o Real ou a Verdade. imaginação. raciocínio. descabida e não poucas vezes dolorida-dolorosa. Na falsa vida há uma presença persistente.

filha do pensamento discursivo e da ignorância-desejo. no caso.Pois é. o Real. amigo. A tragédia do homem ocorre por causa de pensamentos enganadores e errôneos. na condição de ego não podemos nem aumentar nem diminuir o REAL. e graças a ele. mas é sem origem e fica totalmente anulada graças ao Reto Entendimento e Reta Percepção. e pode até se agigantar e obrar contra “mim”. a ignorância-ego-desejo traduz-se como sendo o próprio “querer conhecer do filho da mulher estéril”. porque influencia. a Verdade. ego etc. imaginação. Por conseguinte. pensamento. E se a causalidade regendo aparências é magia disfarçada – branca ou negra. E a impossibilidade de defini-la nem como Real nem como irreal – ser ou não ser – a deixa bem evidente como tendo apenas uma condição ou um ‘status’ epístemo-psicológico. de certo modo corresponde ao “epísteme” platônico. EU SOU). A pretensa relação absoluta da causa-efeito – das filosofias. A relação causal e todas as demais relações. raciocínio. contra “nós” (ou contra o Homem Primevo. lógica. o Absoluto. A lógica-razão ocidental. Amigo. Toda opinião ou até mesmo toda Idéia Arquetípica só nos afastam da possibilidade de Vivenciar a Verdade. O irreal – ignorância. não convém alimentar Idéias nem apegar-se à Ideação! 256 . e que busca aprisionar “o que não pode e não deve ser conhecido intelectualmente”. nós. só aparecem no domínio das aparências. por causa do mal entender (ou raciocinar) e do mal perceber. E. uma falsa objetividade costuma aparecer. no entanto. da teologia e da ciência – é exatamente a marca do irreal. razão. Ou como Platão dizia: o epísteme alcança ou capta as Idéias Arquetípicas Divinas. inconsciente. memória. e muito menos manipulá-lo. regidas pela Lei da Geração Condicionada. o “epísteme” platônico é só outra farsa a mais. o qual nos aponta um reto entender que supostamente consegue apreender ou captar a Verdade. – grosso modo e conforme minha “complacência” só pode influenciar o irreal. tanto faz – a casualidade (ou o acaso) implantada pela ciência moderna é a hipocrisia suprema que faltava!… A ignorância-ego-desejo é uma entidade aparentemente positiva e ladra. O Epísteme ou a pura Lógica-Razão de Platão é só “doxa” ou opinião.

os assassinatos e os dolorosos desencarnes terem tanto poder. amigo. a intencionalidade). e com propensão para o vitimismo. uma Lógica Extremada e Autofágica também enfatiza que o irreal pode inclusive ser semi-eficaz. mas sim se fundamenta no próprio irreal e na falsidade superposta… Os frutos do pensamento ligados a pressupostas causas e efeitos são sempre irreais! O ATO PURO É META EM SI MESMO Voltando à Ação. malfadado reflexo daquele. Para praticar o bem só pode valer a naturalidade e a espontaneidade não pensadas. descentralizados. grosso modo. 257 . tão raras! Por fim. E se o Ato Puro é o Fim em Si. já que Ele é. que a anti-humana raça tão bem alimenta para fins de enriquecimentos e reforços. que se intrometem. redunda em engendramento e até mesmo em falsas metas. ao cumprir-se. somos principalmente passivos. transforma-se em fruto. O ato intencional. egocêntrico. daí a violência. e por isso mesmo. o ato intencional. sem caráter. em Carma ou compromisso. também é uma degradação do Ato Puro. sabias que o Ato Puro ou a Ação Espiritual nunca é um meio para alcançar fins ou metas? A Ação Espiritual (ou o “Wu-Wei”. os crimes. todas essas calamidades têm um poder aparente porque além de descuidados. pretensamente dirigido por um falso agente (ego) – e que. do fenomenal ou do aparente. digamos. uma Lógica Extremada e Autofágica também alerta que a assim tão louvada causalidade lógico-racional não é um critério que se fundamenta no Real ou na Verdade. mesquinho. Para executar crimes sempre estão aí a intenção e a decisão (ou o propor-se. se comparado à Ação Espiritual) – também encerra o poder de consubstanciar fantasmagorias no domínio do empírico. e a prática do bem tão pouca! Grosso modo. complacentes. conforme ensina o Taoísmo) é o Fim em Si….Por outro lado. mesmo que tal atuar represente um roubo. . o Verbo Divino em Manifestação. a brutalidade generalizada.

atributo etc. O Real ou o Absoluto não é constituído de coisas particulares. esse ato pode ajudar. ou o “Prajña” dos sábios orientais. tal ato intencional. E se o Ato Puro nunca é um meio para alcançar fins. “Não é trapo velho mal costurado ao pano novo”. O Real não é uma síntese de dados dispersos. fantasmagorias que a ciência tanto estuda. ou até mesmo higienizadora se for o ato intencional bem aplicado. a fim de que se torne uma verdade completa. contudo. a ciência e suas objetividades etc. ao cumprir-se redunda no próprio empirismo ou em fantasmagorias objetivadas e superpostas. Por outro lado. tal como seria formado o universo científico refeito. Somos atraídos pelas coisas (e que primordialmente são apenas “Isto”) porque com a nossa imaginação refazemo-las e revestimo-las com esta ou aquela qualidade. incompleta. 258 . de acordo com Nagarjuna. E carrega também sua semi-eficácia corruptora e distorcedora. não podem ser tomadas como um tipo de verdade inferior. nosso apego depende unicamente da imaginação construtiva (ou “vikalpa” ou também pensamentos estruturantes). Cuidado. é a total suspensão do “vikalpa” ou de certos pensamentos em seu aspecto estruturador. a pessoa pensante e a coisa pensada. O Saber-Sentir-Intuir de uma Lógica Extremada e Autofágica. parcial. Essa manobra epístemo-psicológica ou subjetiva. Liberdade. é o agente catalítico mais poderoso que existe para anular a ignorância-ego-pensamento. “materializa” e exalta. que estou dizendo!? Não que engendre fantasmagorias no domínio empírico e cotidiano. e que necessita que se lhe acrescentem outros elementos mais.Ora. propriedade. E mais. então só o ato semi-intencional é que me ajudará a que me liberte dos entulhos e dos impedimentos. portanto. isto se for Ação Espiritual. como antes sugeri. não é nenhuma soma de aspectos diferentes e remendos de pareceres. O Saber-Sentir-Intuir pode transformar o homem comum e de boa vontade num Indivíduo Superior ou no SER autêntico. O refeito ou o reconstruído será só e sempre aparências e barulho fútil. como Ser e não como ego. o fenômeno científico e os dogmas que o sustentam. mas nunca liberta. que me impedem vivenciar o Fim que já Sou e já Estou. nada tem a ver com o Real. Todo e qualquer ato carrega consigo o critério de sua integridade e eficácia.

mas sim apenas se Manifesta Aqui e Agora (Meu Pai trabalha até o Momento Presente)! Conseqüentemente nunca houve uma criação nem da parte do deus persona. epístemopsicológico e não só de raciocínio. é só em termos qualitativos que a multiplicidade refeita se opõe à Não-Dualidade Natural. A multiplicidade é mentira e a unidade pensada também. diferem apenas qualitativamente e não em termos quantitativos. E se nunca houve uma criação. o que em termos quantitativos parece uma multiplicidade real. porquanto. por causa da ciência e sua malfadada interpretação físico-químico-matemática do fenômeno ou da ocorrência externa… Platão e Galileu estavam totalmente equivocados em achar que Deus. a fecundação artificial e a pretensa geração de clones! Estas últimas possibilidades foram obsequiadas pelos ETs reptilianos e cinzentos a certos homens safados e metidos a cientistas do hemisfério Norte. Os erros matemáticos. biológicas e genéticas.O Absoluto e secundariamente o aspecto objetivo fenomenal (este engendrado e superposto). E mais. nem da parte do deus acaso. dizia Jesus: “Meu Pai trabalha até AGORA. Os dados forjados ou reconstruídos são totalmente falsos e nada deles se pode retirar de válido para formar a Autonatureza ou o Naturalmente Absoluto. e Eu trabalho também. nada ficou escondido. em verdade é uma Não-Dualidade. para que depois o cientista se metesse a descobrir o impossível. quantitativos ou puramente intelectuais foram acrescidos depois. químicas. da ciência. em suas obras. amigos. Deus nunca se exprimiu em termos algum. 259 . Por conseguinte. havia se exprimido em termos ou em dados geométrico-matemáticos. já dá para desconfiar quanta infâmia montada existe por aí. Se algo quantitativo no Absoluto existir. Isto sugere claramente que Deus não criou nada nem no espaço nem no tempo. não há ego que o possa medir. uma NãoMultiplicidade ou é o próprio Absoluto. Ai. O erro é sempre perceptual. ou senão a inventar histórias físicas. Aliás. em sua “criação”. nada se estruturou ao longo do espaço e do tempo. como a manipulação dos DNAs.

ao mesmo tempo. quem sabe se nem no fato. Mas para o que se faz presente diante do homem. no fato e fora do fato. 2) Será que fora do fato. já vistas. em passagens anteriores. o Sábio (Nagarjuna. “eu” só esbocei um criticismo parcial contra a duração. na coisa em si. tentarei aclarar melhor. fora da coisa? 3) Ou será que. Nagarjuna assenta postulados que repelirão quaisquer das quatro possibilidades antes citadas. mas esmiuçando melhor aquilo que antes ficou mal delineado. Esse Sábio alerta 260 . e indo agora até às últimas conseqüências. no caso) Sabe que o Real (ou “Sunya”. na coisa e fora da coisa? 4) Ou finalmente. cujas origens. todos conhecem o princípio pretensamente lógico que diz que a origem das coisas. um conhecimento sempre cede lugar a outro conhecimento. Essa constante acumulação e substituição. contra a validez absoluta da relação de causa e efeito. Como é notoriamente sabido. contra a casualidade etc. contudo. presentes e futuras.AS CAUSAS. o meio e fim das coisas e seres. corresponde ao tão louvado e exaltado conhecimento intelectual. AS CONDIÇÕES E OS EFEITOS Amigo leitor. contra o começo. Agora os ataques contra tudo isso serão muito mais contundentes e abrangentes. Um homem inteligente. 1) Será no próprio fato em si. que difere por completo do Saber-Sentir-Intuir ou do Conhecimento Direto. em que “Isto” apenas comunga com o “Sentir” e vice-versa… Bem. e a pretensa série chamada “conhecimentos” (ou erudição acumulada) consiste exatamente nessa constante substituição que não leva a lugar algum. infelizmente. Autonatureza) está totalmente livre de causas e condições. dos seres ou dos eventos externos sempre depende de Causas e Condições. “Çunya”. nem fora do fato ou fora da coisa? De sua parte. dos fatos. de modo objetivo e reconhecível. perguntar-se-á onde deverão ser buscadas essas causas e condições passadas.

se algo não é ou não existe. Nenhuma explicação válida pode vingar para “o que é” e para “o que não é”. que sentido faz falar das causas e condições que o determinam? Haverá. Mas ainda dentro da brincadeira do pensamento. tem que especular. pretensamente anímicas ou materiais. vejamos como.então que na aparência objetivada. b) Nada surge ou nasce graças a fatores distintos ou estranhos. Admitamos que algo não seja. para justificar sua própria e pretensa importância. as quais terão seu equivalente nas aparências superpostas do tipo “Isto é”. As coisas e seres só podem existir ou não existir. parecerá estar se afirmando graças a palavreados e matemáticas fúteis. O que é tampouco precisa de causas e condições. anuladora de complicações pensadas. acaso. forjando argumentos absurdos e artimanhas espaço-temporais. Esses postulados. Se algo é. o raciocínio. Nem o Ser nem o não-ser se explicam graças a causas e condições. causas determinantes para o “não-ser”? Entrementes. no mundo da causalidade reconhecível a) Nada surge ou nasce por si mesmo. mais uma vez? Não se diz que é? O que não é não precisa de causas e condições. c) Nada surge ou nasce por si mesmo nem devido a causas estranhas. 261 . sendo a própria ilusão personificada. isto se se recorrer a uma Lógica Extremada e Autofágica. e por não precisar. será dito exatamente que não é. contudo. d) Nada nasce por puro acaso ou nasce sem causa. admitamos agora que algo seja. “Isto não é”. podem ser encarados em termos mais gerais. por que ele necessitaria de causas e condições (pensadas) que o façam ser. Só assim o ego-pensamento em nós. que no mundo empírico.

NADA DISSO SE ESTABELECE Pois é amigo. como podem existir objetos? Quando os seres não se manifestam. Há quatro tipos de fatores que resultam em condicionamentos: existe a pretensa causa principal. seja qual for a existência. como se poderiam admitir causas geradoras para as coisas? Dizem que o Ser Real não tem objeto. não podem se extinguir. Ela sequer se produz a partir de outra existência. há a sucessão de fenômenos psíquicos e há as condições auxiliares. uma quinta espécie de condicionamentos. vejamos agora e outra vez o que o livro Mula Madhyamika Karika. quando não há coisas. E ainda. chamado A propósito dos Condicionamentos: 1) Nenhuma existência. Não há. a partir de si mesma e a partir de outra existência mais. OS EFEITOS E AS CONDIÇÕES. os efeitos se produzem. a não ser que surjam conseqüências. em nenhuma circunstância. A ação que produz conseqüências não possui nem deixa de possuir condicionamentos. No meio dos vários e pretensos fatores condicionantes não há realmente um caráter determinado que faça o já existente manifestar-se como existente. ela jamais se produzirá sem causa ou por mero acaso. Por isso. há os objetos do conhecimento. em seu Primeiro Capítulo. 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 262 .AS CAUSAS. Se o Ser não tem objeto. Estas coisas são as conseqüências destas condições!” Mas. Se assim é. se produz a partir de si mesma. não se pode e é irracional pensar numa extinção posterior. porém. e também nem como ser e não-ser ao mesmo tempo. As pessoas dizem: “Graças a estas coisas. a propósito ainda dos quatro postulados antes esboçados. também não há outros caracteres. simultaneamente. tem a acrescentar. porque. em que poderiam basear-se as condições? A existência não se manifesta nem como ser. nem como não-ser. Não havendo um caráter determinado. escrito por Nagarjuna. E muito menos se produz. nem quando não há coisas se estabelece a existência [ou validade] de condições. como poderão essas condições serem condições? Nem quando há.

se. de maneira invertida. Se elas não estão dentro das condições. Pois é. contínuo. 263 . ovo). como podemos dizer que essas conseqüências nasceram de condições? Por isso. quer na totalidade. como todos. c) Nem surge ou nasce a partir de si mesmo e a partir de outro ser mais. Uma vez que não há conseqüências. mesmo sem estarem de antemão dentro das mesmas. b) Nem surge ou nasce a partir de outro ser ou de uma existência prévia. Se as conseqüências nascem de condições que não se produzem por si mesmas. ocorressem de por si. raciocinando sempre acham que acontecem. Não se pode dizer porém que elas não nasçam de condições. há aquilo”. logo eles não têm existência própria. não se pode dizer “havendo isto. o conteúdo dos tópicos a). d) Nem nada nasce ou surge por puro acaso ou sem causa. como se pode dizer que elas nascem das condições? Se afirmarem que as conseqüências nascem das condições.10) 11) 12) 13) 14) Além disso. c). aliás. e comentando verseto por verseto ou cada “sutra” à parte. teríamos: • todo ser. como pode haver coisas que sejam ou não condições das mesmas? Repetindo. amigo. em nenhuma circunstância e em parte alguma se origina ou se produz a partir de si mesmo. que condições podem manifestar algo que já se extinguiu? Os seres não têm natureza própria. essas condições não se produzem por si mesmas. Quer em parte. Se eles não têm existência própria. reconhecível]. as conseqüências não podem estar dentro das condições. então. material ou anímico nasce de outro ser (célula. não se pode dizer que as conseqüências ou os efeitos nasçam de condições. b). eu pergunto: por que os efeitos não nascem também de algo que não sejam essas condições? Ainda que se possa dizer que as conseqüências nascem de condições. temos: 1) [Nagarjuna diz]: a) Nenhum ser [pretensamente persistente.

em nenhuma circunstância e em parte alguma se origina ou se produz a partir de si mesmo. Ou senão antes disso. essas últimas inversões implicariam infinitas contradições lógicas e enganos perceptuais. E se estas segundas colocações implicam ou suscitam contradições cognoscitivas. Amigo. declara. Este desnível partiria de um tipo mais alto e refinado de energia – mas mesmo assim uma energia bruta e burra – com um pretenso e menor comprimento de onda. ou senão essa mesma alma reencarna). alma que vai ter uma vida carnal única. conforme ensina a Entropia da Física. o universo estagnará e se aniquilará.• • todo ser nasce de outro ser (pais) como também nasce a partir de uma existência material prévia (gametos dos pais). com um maior comprimento de onda. por exemplo. ou seja. a gravidade etc. Diz tal entropia científica que quando toda a energia universal se nivelar a um tipo único. os pais biológicos) Amigo. a eletricidade. e que seria o da energia sonora. Mas pelo jeito esta torpe visão da entropia já foi superada. Deus pessoa. calorífica etc. e que a energia de todo o universo reconhecível seria quantitativamente constante ou igual. “jura provar” e impõe que tudo começa com as células. e iria até um nível mais baixo. hoje já superada. sua constatação sensorial enganadora e respectiva percepção devem ser questionadas e rejeitadas. atualmente já foram encontrados pretensos buracos negros no universo forjado pela ciência que modificaram as perspectivas pessimistas da entropia científica. este é um alerta milenar que denuncia e contraria o enfoque biológico do materialismo histórico e científico. Toda a atividade ou dinâmica do universo científico seria então devida a um desnível energético. a luz. Vejamos por quê: a) Nenhum ser [pretensamente persistente. qualitativo. todo ser pode nascer tanto a partir de si mesmo (partenogênese?) como pode nascer a partir de outro ser mais. o eletromagnetismo. como o da energia calorífica. 264 . Tal energia só mudaria em seu aspecto formativo. ou senão de uma existência anímica prévia – alma emprestada pelo "Ele". Num perfeito faz-de-conta. que tudo começou por puro acaso.. Este materialismo. como o magnetismo. contínuo e reconhecível].

saltariam fora os átomos materiais mais simples. a ciência moderna infelizmente também nos impõe dogmaticamente que a Vida é tão somente presença celular. primeiro e depois em corpos pluricelulares. por puro acaso. no tecido. 265 . teriam estado sempre presentes no espaço e no tempo. os DNAs. O pretenso desnível energético.. aparecessem micro-micro condensações objetivas. o hélio. nos genes ou na célula. e vice-versa. como antes se disse. engendrado). uma Energia Científica Primordial. Seus defensores dizem que filamentos energéticos primordiais se unem e constituem as cordas cósmicas as quais originariam as subpartículas dos átomos. sempre segundo as opiniões científicas. a qual redundaria em corpos monocelulares. DNAs. Da aproximação e combinação casuais destes supostos átomos mais simples surgiriam as moléculas. os próprios átomos. ainda mais refinada. os genes.A partir de tais “buracos”. Esta faria parte de um Campo Unificado. atualmente também teríamos o Universo das Cordas. conseguido por meio do alto cálculo matemático. A energia e a matéria atômica.. depois as macromoléculas. o qual fundamentaria tanto o aparecimento do átomo e seu ressurgimento. por puro acaso. ao longo de algo que não existe e que só nos engana – apenas teria se auto-estruturado.. dentre outras coisas. ao longo do tempo – ou seja. com o infinitamente pequeno ou as subpartículas do átomo. as células. o emérito físico e cientista Stephen Hawking. os cristais. os elétrons.. e RNAs – e bota mentiras e faz-de-conta nisso tudo! A ciência diz e jura que tudo isso está “provado”. pois não. Acho que a música das esferas não tem nada a ver com a outra e mais moderna. autoorganizado e complicado. casando o incrivelmente grande ou o próprio universo. como o do próprio universo.. permitiria que. Pois sim. Ou também que a Vida em última instância é apenas núcleos celulares com seus respectivos e fantasmagóricos genes. até os mais complexos como o urânio etc. até redundar na fantasmagórica matéria viva. depois as moléculas e assim por diante. invertendo e revertendo. no DNA. (contradição pura) jura ter descoberto. Simplificando ao extremo. os tecidos e o escambau. de onde. e sempre teriam se permutado uma na outra. Não sei até que ponto esta tese está imitando a música das esferas celestes de Pitágoras. (isto é. A matéria bruta. pois sim! Além dessa tese. como o hidrogênio. segundo esse enfoque (ou segundo essa mera opinião).

e tudo o que se diz sobre o meio ambiente. a ciência biológica alega e diz “provar” que toda célula viva sempre provém de outra célula. feito um ego-pensamento à parte. é preciso primeiro que se levante e predomine um assim mal chamado observador pensante. E se este observador. em experimentações estapafúrdias. repetindo. com características mecânicofísico-químico-matemáticas. parecer. enganadoramente constituídas de células. ou da blástula. também passará a ser o receptor daquelas impressões e dados mentirosos que ele próprio extrojetou e sobrepôs ao seu próprio meio. em verdade nada nasce de si mesmo. objetividade universal ou ainda sobre a Vida. um médico. Ao se sobrepor ao próprio meio. opinião. mérula – advém todas as demais formas vivas. ou também características pensadas – a Ciência jura que a fantasmagórica matéria bruta teria se combinado. meu caro amigo. isso como já viste. Contudo. nada informa nada. nesse caso só poderá conhecer ou de modo indireto ou de modo indiretíssimo. revestido. mundo… De fato. o qual. o nosso observador ou falso ente. foi o pensamento no homem quem o inventou. em inferências. informação. não passa de quimeras. Nada é exatamente como a ciência moderna diz e jura provar. Estas acabarão se sutilizando até se transformarem em arrazoados capciosos. graças a pretensos fatores puramente casuais – acaso esse. mundo. malgrado tudo assim se apresente ao hipnotizado e condicionado observador pensante científico. nem nada informa nada por si mesmo! Para que uma constatação. pretensa “prova” possam saltar fora. sempre. “por puro acaso”. ego-pensamento enganador. gástrula. conseguir se superpor a todo o resto ou a todos os demais.De modo dogmático. e inclusive pareçam verazes e eficazes. Já disse e repito: nas trevas exteriores ou mundo cotidiano enxergar é igual a mal pensar e reconhecer. geralmente mudo e neutro. em matemática e geometria ladinas e finalmente em falsas provas. porém. acabou 266 . Mas não obstante as evidências e as complicações científicas. Complementando então. e que desta – ou de um ovo fecundado. que acabam sendo impostas como um dogma de príncipe. E o pobre doente no hospital tem que aquentar as mentiras e os horrores da célula. ele próprio passará a ser a falsa fonte de informações que começará com opiniões infundadas. disse e o impingiu a terceiros. teria evoluído e se complicado até que.

maneira de ser e de agir que é completamente contraditória à Existência em Si ou à Autonatureza. histórias absurdas. se é que há alguma massa melequenta-cerebral que perceba algo. na pretensa constatação desses supostos níveis microscópicos e macroscópicos só participam os olhos – ou o “enxergar-vulgar”. inferir e reconhecer. “percebidos pelos eternos incautos e desavisados”. Todos eles são frutos de mecanismos inferenciais – dedução. supostamente retirando o alimento de que necessita do meio que a envolve. tal como parecer acontecer com as amebas (pensadas e reconhecíveis). Ou seja. Isto é. porém. portanto.resultando na vida celular. a partir dos quais a Ciência inventou e inventa. teria começado a se reproduzir a partir de si mesma. as redes cristalinas. paciencioso amigo. os fantasmagóricos átomos. Os pretensos níveis microscópicos e macroscópicos (ou astronômicos) não fazem parte do assim mal chamado senso comum ou também do Campo de Consciência Sensorial da Humanidade. Mas aí. As pretensas células do corpo humano também teriam se reproduzido do mesmo modo e por si mesmas. E mais. o cientista. Repetindo-me. 267 . sem parar. as células. E esta. O curioso. sempre acabam manifestando uma assim chamada conduta completamente lógico-científica. os tecidos. o qual é um modo direto de conhecer. moleculares. todos esses fantasmas microscópicos exteriorizam uma maneira de ser e de agir que só poderia caber no raciocínio (ou na cabeça) do observador pensante. sequer fazem parte do sentir comum ou da percepção vulgar do povo em geral. nada tem a ver com o Ver-Sentir Primevo. moléculas. tudo o que se enxerga com os tão louvados olhos e aparelhos. descentralizadas e desavisadas. Lamentavelmente o modo indiretíssimo do enxergar científico é só pensar. indução de fantasmagorias alcançadas pela execução do ato intencional – próprios de mentes desatentas. “captados e percebidos” de modo mais do que indireto. que é só pensar-e-reconhecer – auxiliados por artefatos e aparelhos que o pensamento inventou para se reforçar e para se justificar (magia branca e negra). cristalinos e celulares. “provandoas”. é que esses pretensos níveis existenciais atômicos. nenhum desses pretensos níveis microscópicos de vida são captados pelos assim ditos cinco órgãos sensoriais e muito menos são percebidos tais e quais pelo próprio cérebro. no caso.

ocupando geralmente o mesmo espaço. forçosamente. No estudo das subpartículas atômicas. frente à impermanência e à Renovação Vital de tudo. capta e reconhece e verbaliza seu próprio drama extrojetado é o pensador-cientista. Mas como são interdependências ou até mesmo são objetos pensados e dependentes. Amigo. Não reproduziriam apenas aquilo que o homem ou o cientistaobservador achou que fosse. não são receptáculos para coisa alguma e tampouco existem em si mesmos. como tampouco seriam e agiriam como ele quer. células. eles. presente e futuro. de fato e materialmente falando. moléculas. os DNAs. o de persistir nos três segmentos temporais. em passagens precedentes já não ficou bem ressaltado que nenhum coisa se iguala a um falso agente que não age nem pode executar ações? Se um agente vivo não pode atuar. Tal célula seria sempre a mesma em pretensos espaços e tempos ditos reais. próprio de um pensador desavisado. e tivessem essência própria ou se fossem coisas e seres primordiais em si. e como já vimos e voltaremos a ver. redes cristalinas etc. quem no caso raciocina. eles só podem reproduzir as supostas atividades que a cabeça pensante esboçou.Tais pretensas condutas de átomos. teriam que encerrar características e condutas próprias. como é que um átomo. uma célula. O espaço e o tempo. nada persiste sempre da mesma maneira. Se. nada dura. 268 . ou seja. não dependentes. mais ou menos. e não a coisa pensada e extrojetada. Malgrado o sujeito pensante e o objeto pensado sejam interdependências. existissem separados do homem. uma coisa bruta e burra conseguem agir? Só se for num delírio total. todos esses pretensos átomos. Outro poderoso indício da contradição científica é o que a pretensa célula manifesta. como a ciência gostaria. tecidos. com ou sem célula. DNAs. manias essa que se projetam em seu micro objeto pensado. Ora. de sua parte. um cristal. elétrons e átomos. passado. a Física Quântica Ondulatória surpreendeuse com essa incrível identidade entre sujeito observador e pretensa micro-objetividade. moléculas e células só fundamentam as manias e idiossincrasias do observador pensante humano. delírio que em verdade é pensante-pensado ou depende de algo mais (ignorância-desejo-pensamento). geralmente pertencente à escola científica.

imutável e permanente. pais). Por conseguinte. Não estou negado a Vida nem Deus-Verdade. deus-persona. Esses exemplos ou também esses fatos fortemente clamorosos devem ser vistos como uma mera convergências de causas e condições psicofísicas milenares. {a} Todo ser material ou anímico nasce de outro ser (célula. amigo. Tanto o “Ele”. deus persona. que nada nasça de si mesmo ou que nada fale por si mesmo não é uma aberração tão grande assim quanto isso pareça ser a pensadores totalmente condicionados. situado lá adiante. {c} todo ser pode nascer tanto a partir de si mesmo (partenogênese?) como pode nascer a partir de outro ser mais. nesse mesmo exemplo de negação dialética também ficaria excluído o “Ele”. nenhum pretenso ser superior ou mesmo o próprio acaso teriam criado uma célula e a teriam escondido para que depois o “homus-sapiens-cientificus” a viesse descobrir e decifrar com sua burrice discursiva e sua metodologia. ovo). Eu Sou) ou o Absoluto. deus-persona ou demiurgo. {b} todo ser nasce de outro ser (pais) como também nasce a partir de uma existência material prévia (espermatozóides. Manifestando-se ou não. e que resultaram em condicionamentos e num 269 . deveria voltar a prevalecer a Consciência-EU. Em seu lugar. Aqui e Agora. pois são criações do raciocínio humano. a Mente Pura (Deus Vivo. silencioso. que aqui estou apenas refutando a pretensa validade da origem causal e casual das coisas e seres. óvulos) ou senão anímica (alma).Ademais nada nem ninguém criou coisa alguma num espaço preexistente e no começo do tempo. surgindo ele próprio do nada e fazendo surgir de si mesmo suas supostas criações e criaturas. nem o enganador deus acaso da ciência. nos confins do universo. espalhadas no espaço e no tempo… Cuidado. como o deus acaso da ciência têm que ser rechaçados como totalmente contraditórios. feito Autonatureza. sugira-se sim que EU-ELE Manifesta-Se Aqui e Agora. nem o “Ele”. Em consonância com o que já foi dito. sem nada impor. livre e intemporal. Este suposto ente separado teria se tornado pretensa e eficazmente manifesto a partir do momento em que começou a criar. e muito menos ao enganador receptáculo universal espaço-temporal. dentro da qual se inclui esse obscuro deus-pessoa pensado pelo homem. – Cuidado. o Absoluto não fica aprisionado a causas e condições e tampouco a contradições. E se nada foi criado. Deus Vivo é outro enfoque.

A modo de dizer. em última instância. nenhuma coisa começa (e até mesmo continua e termina) a partir de outro ser ou a partir outra existência pretensamente externa. conforme antes já explicitei. supostamente situado no espaço e no tempo. transformando tal comunhão em Vivência arrebatadora. Deste lamentável cruzamento saltaram 270 . em seu próprio Coração. demiurgo. nenhum ser. deus-persona. b) Nenhum ser nasce ou surge a partir de outra existência ou ser. Sim. a partir de si mesmos. alguma coisa pudesse começar. A denúncia supra ou a proposição de Nagarjuna é contraria a certas teses religiosas e mesmo idealistas. caro amigo. que é exatamente aquele que comunga com o Espírito ou com a Verdade. nada poderia evoluir. esse mesmo começo provocaria o fim desses dois falsos entes. e o deus-acaso da ciência não criaram coisa nenhuma. c) Nenhum ser nasce ou surge a partir de si mesmo e a partir de outro ser. pois quando foi que o acaso pôde obsequiar alguma coisa ou senão perdê-la? Cuidado. Se dessas duas falsas causas. Portanto. Esta denúncia é contraria à fusão das teses materialistas com as teses pretensamente religiosas. Não deram nem podem dar. e que. mas não é contrária ao autêntico religioso. esses dois fantasmas (deus-persona e deus-acaso) transfeririam para a tal e suposta criatura sua própria eternidade. como diz a ciência. transmutando-se esta eternidade em objeto. que para o deus acaso. pretensamente eternas e imutáveis. deus-persona. daí por diante. demiurgo. nada poderia se transformar. são tão pluralistas quanto as teses do materialismo científico.desdobramento tradicional fortemente convincente. não originaram nem deram começo a coisa alguma. Ademais. o “Ele”. pois. a proposição supra pode parecer contrária a certas religiões. Conforme a denúncia do enunciado. depois eles perderiam o poder e todas as suas possibilidades “divinas”. nada mudaria. Desse modo. sempre que esses falsos seres (deus objetivado e deus acaso) fizessem seja lá o que for. Essas denúncias valem mais para o “Ele”. mas totalmente descabido quanto à Verdade ou Autonatureza.

que é uma espécie de mônada “leibnizniana”. e mais condições apropriadas resultem “sempre” em água. deus-persona ou demiurgo. agarra-se à de terceiros. senão propriamente para dirigir. 271 . no começo dos tempos. ao se cruzarem “sempre” origine o filho em potencial ou o ovo fecundado. E seriam elas as que obrigariam a que os fenômenos coisificados ocorram sempre de modo mais ou menos igual. esotéricas etc. essas pretensas reações físicoquímico-orgânicas. crescerem. com genes. as bases das doutrinas espíritas. tipo: dois pretensos átomos de hidrogênio. teosóficas. A denúncia representada pelo tópico “c” negaria. explicou. Afinal elas têm muitos méritos. continuarem. mais um não menos pretenso de oxigênio. quem não tem opinião própria. evoluírem de modo persistente. A tese espiritualista alega que a matéria viva se origina por si mesma e também se desenvolve desde que presente esteja a semente divina.fora. Para o espiritualismo em geral. ademais. pelo menos. a maneira pretensamente “normal” de o homem e os seres uni ou pluricelulares nascerem. tese que “espiritualistas” de araque aceitaram gratuitamente. seriam regidas por leis matemáticas ou pretensas leis universais. catalisadores e tudo o mais. DNAs. impôs. pretensa matéria evoluindo e alma eternamente imortal é uma tese totalmente contraditória. Este campo bioplasmático conseguiria manter certa vigilância na manutenção e no desdobramento harmônico e seqüencial do corpo ou das supostas reações físico-químico-orgânicas que a ciência “inventou”. Ou senão. gameto masculino mais gameto feminino. desavisadamente. espiritualistas. estabelecidas por “Ele. enzimas. como a evolução casual e científica. Tudo isso se transformou em teoria da evolução espiritualizada. portanto. não diz o tópico “c” que “nenhum ser nasceria ou surgiria a partir de si mesmo e a partir de outro ser mais? O corpo objetivado do homem não se tornaria presente a partir da matéria orgânica em perpétua evolução? E também a partir de uma alma preexistente. para. alma vista como permanente e imutável. Assim que presente tem que estar uma alma personificada. decaírem e morrerem. além de um suposto campo. e que só teria tido um começo divino a partir de determinado tempo? – Todavia. constituir um campo. Amigo. dois fantasmas. E esta nossa admoestação em nada condena tais correntes. co-fatores.

o tópico “c” de Nagarjuna também nega que da pretensa mistura ou combinação de duas substâncias químicas diferentes. E quantos babacas se orgulham de suas façanhas ou magia negra! Por outro lado. possa surgir uma terceira substância diferente a partir das duas primeiras. (“Todo ser surge a partir de si mesmo e a partir de outro ser”) e que está em moda há milênios. de biólogos e doutores. e o contrário da tese (c). demônios do além. A tal criação de clones a partir de células de seres vivos então nem se fala. Estes dois só aparecem graças à magia cientifica. ou não. E tal magia ficou ressaltada nas famosas fecundações artificiais. quando um pretenso e microscópico espermatozóide. quando praticava o sexo (magia). como antes se viu não há agentes ou atores verdadeiros. Este hábito. e transformada em hábito. sempre reconhecíveis. se comparada com o ato natural de fecundação. prezado amigo. Bem tomara que não.Mas. originando o ovo. fecunda um fantasmagórico óvulo feminino. A fecundação in vitro de certos médicos. Só o desenrolar do falso tempo é que nos mostrará as desastradas conseqüências disso tudo. Dizem que de modo muito louvável. surgiria então um novo ser no espaço e no tempo. conseguiu vencer ou suplantar o mágico e milenar ritual erótico do casal (ação). podia (e pode) até mesmo resultar em fecundação. Muitos casais estariam se beneficiando com isso. contra o qual nenhum animal pôde se defender. suscitando depois (ou tempo) o aparecimento de um filho. praticavam e praticam. é uma legítima magia negra. em que uma maneira de atuar torpemente propositada. É a pior das magias e que habitualmente só certos alienígenas ou ETs nefastos. equivalerá à Verdade em si. Agora essa torpe magia foi transferida para o nosso viver cotidiano ou plano existencial. previamente posta em prática nos pobres animais. branca e negra. o qual. por assim dizer. A partir daqui e por um desdobramento causal e celular. foi transformado em modo de ser e de agir do homo-sapiens-cientificus e foi transferido para o ser humano. como a que todos conhecem. Entrementes. não há nem “alma” separada que possa agir nem há espermatozóide e óvulos que ajam. É claro que aqui não se nega a 272 . sim ou não? A denúncia supra e que uma Lógica Extremada e Autofágica endossa completamente também nega que possa ocorrer qualquer reprodução puramente orgânico-científica.

responderia alguém. resultando numa terceira. ligadas ao senso comum. ou fazem parte de condicionamentos milenares. Do enfoque de tal fecundação só participam o enxergar viciado e os capciosos aparelhos de laboratório. como o cruzar da Píngala masculina com a Ida feminina. Os dados que esses fornecem são sempre conscientizados por um intruso que está por trás de tudo (egopensamento). ou dizem respeito a condicionamentos mentais recentes. d) Nenhuma coisa ou qualquer ser pode nascer por puro acaso ou pode tornar-se aparentemente presente. E estes. tudo se explica graças à Lei da Geração Condicionada ou Lei da Geração Dependente. só se faz presente em pretensos níveis microscópicos. a fecundação humana e até mesmo animal deve ser totalmente diferente daquilo que a biologia explica e impõe. E a propósito. A fecundação totalmente biológica. e depois reconhecidos. e que a ciência aponta como correspondendo à Realidade mais pura. nada testemunham de por si. Mas tal não acontece com os microscópicos gametos. nunca Sentidos e só pensados. graças à ativação dessas Leis. 273 . É sempre o pensamento no homem o que superpõe suas próprias fantasmagorias convenientes. portanto. A mistura ou a combinação de substâncias diferentes. que não são químicas nem atômicas e sim existenciais. ninguém jamais suspeitou dos cruzamentos de Vitalidades Superiores (Kundalini). fazendo parte do conhecimento indiretíssimo. em última análise. Estes últimos se nos apresentam como pretensas “descobertas” laboratoriais. Na fecundação humana. o qual nada tem a ver com o Saber-Sentir-Intuir ou Conhecimento Direto.totalidade do Fato. níveis esses nunca Sentidos-e-Sabidos de modo direto. A Kundalini se dividiria em duas correntes: Píngala (quente) e Ida (fria). só parece dar-se num nível de visão comum ou cotidiana. ou também graças à Lei da Interdependência. E todas essas modificações a nível cotidiano. sem nada impor. mas sempre inferidos ou pressupostos pelo raciocínio. apenas negam-se as explicações físico-químicas ligadas ao fato. Se todas as possibilidades que os três tópicos denunciatórios anteriores enfatizaram são negadas ou até mesmo anuladas. como se fundamentaria então a presença reconhecível das coisas e dos seres nesse falso hoje de 24 horas ou no mundo cotidiano? Ora. engendrados. sem causa.

ciência). de Momento a Momento ou Aqui e Agora. E estes últimos pareceres. gostariam de anular ou diminuir a influencia extremada da polaridade lógico-racional. amigo. Matéria reconhecível – falso eternismo científico. pretensamente “provados” também são contradição. ou supostas substâncias químicos-materiais. E mais. perceber e descrever. um Conhecimento Direto. por sua vez. e tudo é Dor. com suas afirmações e negações do tipo “é” e “não é”. nem pasta atômica – tudo é Impermanente. Pois é. aliás a ciência faz. Por exemplo. aprisionar. imortal. a religião é eternista no que diz respeito à alma (“é”) e é niilista no que diz respeito à matéria (“não é”). ou seja. Na Geração Dependente sobreposta tudo é Insubstancial – nem essência espiritual permanente. Manifestação que o pensamento não consegue captar. dar-se-ia uma Manifestação Primordial em Constante Renovação. e que só fundamentam a falsa religião e a falsa ciência. torná-la enganadoramente real. Essa Geração é exatamente o que o pensamento reconstrói com sagacidade e astúcia. Em tal “geração” ou vida condicionada não há nem substância anímica nem a pluralidade dos pretensos elementos atômicos. Reflexos ou reverberações caducas dessa Manifestação Primeva resultariam na Geração Condicionada que é sempre dependente. por causa de sua defasagem ou atraso existencial (segundo momento em diante). ou interdependente. ele tem que escondêla ou torná-la sutil. Tudo o que neste segundo nível se pensa . Na Autonatureza ou na Manifestação Primordial tudo seria Vazio-Pleno impensável e indecifrável. Um enfoque mais feliz e menos enganador é o que nos propiciaria a boa percepção do Caminho do Meio. ou por parte do acaso (niilismo. aparece e se reconhece. caro amigo. em verdade niilismo – e alma personificada são aparências superpostas. E como isso é desonestidade. como já venho repetindo.A Ciência Perfeita e a Boa Religião. como. e em última 274 . Tudo o que se enquadrar no eternismo e no niilismo nunca deixa de ser pensamento ou opinião. é eternista quanto à matéria (“é”) e é niilista quanto à alma (“não é” ou não ficou provada). ao invés de uma criação por parte de um “Ele”. Mas esse torpe dualismo racional é contradição… A ciência moderna. ou até mesmo um conhecimento indireto suficientemente tolerante e relativo. de sua parte. deus-persona (eternismo). extremismos esses totalmente pensados.

A mera forma-nome do falso mundo não podia morrer. ou que nesse mesmo fim figuram. “porque [dizia Buda] uns são os fatores [ou os componentes] que convergem e resultam no fim de uma vida. EU SOU. Os fatores que participam do fim de uma vida condicionada. E não aparecem quando esses ainda não se interromperam. mas morre porque é tempo. é só angústia. estamos apenas refutando “as permanências imortais ou as continuidades temporalmente eternas”. Sim. e outros são os fatores [ou os componentes aparentemente causais] que suscitam um novo nascimento condicionado!” Os fatores que suscitam o fim de uma vida condicionada não são os mesmos que provocam o aparecimento ou a superposição de uma suposta nova ego-vida. da Consciência. Os fatores (componentes) do fim de uma vida ficam interrompidos e no fim do mesmo instante aparecem ou se superpõem os fatores participantes de um novo nascimento aparente. próprias das boas religiões. É por isso que se diz que a eternidade perenemente contínua ou a eterna permanência de seja lá o que for é uma mentira ou é uma mera inferência. dor e morte. “nada nasce por puro acaso” e esse tópico “d” já foi explicitado por tudo o que se disse antes. e não as Novidades e Eternas Renovações da Mente Pura. ficam interrompidos. E como é que não se dá a aniquilação de tudo. O ETERNISMO NÃO SERVE PARA NADA De que modo o eternismo de certas religiões não seria válido? – Cuidado. ou por que não vinga o niilismo? É porque os fatores – ou os componentes aparentemente causais – participantes de um novo nascimento faz-de-conta só aparecem quando se dá a interrupção dos fatores de uma vida precedente.instância. amigo. E imediatamente aparecem os fatores participantes de uma nova vida condicionada. Conforme já se viu em trechos precedentes. E é por isso 275 .

sem rupturas violentas em suas continuidades aparentes. ou é imortal. só que os dois são superposições. seresem-série esses que não permitem que a aniquilação ou o niilismo vingue. tipo algo com começo. lembrando o fluxo de um rio ou o desenrolar de uma película cinematográfica. ou não se dá a aniquilação definitiva de coisa alguma. lamentavelmente. Sem permanência. Assim. geração que a ignorância-pensamento superpõe. como um todo. ou também algo que é mortal. inalterado. aí o efeito ou o fruto posterior nasce. tal como ocorre com as partes de uma balança que. permanente. Sem descontinuidade porque o efeito reconhecível ou o fruto posterior nasce. ConsciênciaEU no Homem é totalmente outro que não esse corpo aparente e essa alma relativa que. a modo de dizer. presa ao Samsara (Trevas Exteriores) parece ir e vir. dependente e superposta das coisas e seres – e que se deve a enganos mentais ou a manobras epístemopsicológicos – não se dá a destruição ou anulação total. sem descontinuidade. plausíveis. embora a tocha ardendo.que o niilismo não prevalece. como a alma. fundamentando o discurso a respeito da eternidade ou eternismo. Tal continuidade aparente ou mesmo descontinuidade lembram determinada tocha. 276 . Na Geração Condicionada. Mente Pura. No momento em que a causa anterior fica destruída. pareça subsistir igual. Eu Sou. mas a esconde ao Entendimento. Espírito. como o corpo denso. acesa ao anoitecer. Deus Vivo. Aí tampouco pretensos elementos materiais ou espirituais subsistem de modo contínuo. o outro desce. meio e fim. iriam se formando os seres em séries. esses são os princípios que rege a Geração Condicionada das coisas e seres. E dessa maneira. A vida condicionada e objetivada é uma reconstrução do pensamento que resulta num fluxo em série. fazendo-a parecer outra coisa. Sua chama nunca permanece a mesma. pretensas causas e efeitos aparentes e superpostos. Cada um dos momentos finais (caducos) constituintes cede para ser substituído imediatamente por outro. quando um prato sobe. sem permanência porque qualquer causa aparentemente anterior fica destruída. pois. simultaneamente. formariam uma série.

o falso presente ou hoje de 24 horas e o futuro. um fantasma assim nasceria. esse grande fantasma do pensamento. o Sábio apenas refuta a validez das pretensas causas e condições materiais que colaborariam para o aparecimento de seja lá o que for. O raciocínio em alguns de nós. [que fundamentaria] b) os objetos do conhecimento. Não há porém um quinto fator que ocasione condicionamentos. já estávamos tratando desse trecho da obra: 2) [Nagarjuna diz]: Há quatro tipos de fatores que resultam em condicionamentos: a) pretensa causa primordial ou principal. simplesmente refuta a própria Vida! Nada disso!. segundo verseto (ou sutra). Ele apenas tentou desmanchar as reconstruções que o pensamento teceu ao redor da Vida. [onde entrariam também] d) as condições auxiliares. 277 .A Lei da Geração Condicionada e a Lei do Carma (causaefeito) canalizam e ordenam de modo relativo tal fluxo aparente de eventos ou tal vir-a-ser. Amigo. com suas quatro proposições já vistas. A única Verdade Eficaz que nisso tudo prevalece é a Realidade Viva subjacente. apercebendo-se da futilidade e limitação do raciocínio. precipitado e desonesto. sempre pensando. de onde parecem saltar fora o passado. se o suposto “Ele”. acrescenta. E o livro Mula-Madhyamika-Karika de Nagarjuna. em seu primeiro capítulo intitulado A Propósito dos Condicionamentos. disse: “Só sei que nada sei!” Portanto. lugar que. cujo reflexo caduco resulta em tempo falsamente contínuo. demiurgo. aliás. evoluiria e morreria em determinado lugar preexistente. Assim que. digo eu. poderia concluir muito bem que Nagarjuna. nos levaria a admitir. ou se o deus acaso da ciência forem vistos como causas originadoras de tudo.. se não a existência de um mundo. [de cuja suposta constatação saltaria fora a pretensa] c) sucessão dos fenômenos psíquicos. E quão vaidosos e ambiciosos ficamos quando acreditamos ter conseguido explicar alguma coisa a partir do inexplicável!… E que sabedoria havia em Sócrates quando. deus-persona. pelo menos a existência prévia de um “espaço físico recipiente”. iniciaria.

de Momento a Momento.aquilo que graças à pretensa ação deles se fizer presente ao homem pensante. Mesmo assim. pretensamente separados do homem ou pessoa-pensante. o teria criado ou originado nos primórdios dos tempos. digamos. Mas afinal de conta. os arrazoados que fundamentariam as pretensas causas primordiais e originadoras – ou seja. ou os assim ditos 278 . num mar de confusão e complicação. sim há um Saber-IntuirAtuar-Amar-Sentir-Isto… Desse modo. Sem esse pretenso “ele”. Não existe nada separado de mim (ego). (mas houve uma criação?). por meio do contato. se disseres sim. Não se poderia assentar a dualidade ou a aparente e relativíssima multiplicidade da vida de relação. existe ou não existe uma objetividade ou um meio ambiente separado de mim (ego)? Amigo. Amigo. Existem raciocínios mentindo. isso será exatamente um dado condicionado. suscitariam as atividades mentais epístemopsicológicas da falsa constatação e percepção. costuma-se falar do suposto objeto pretensamente material ou mental. estarás mentindo e mal pensando e se disseres não. fora esse dilema forjado pelo raciocínio sagaz. ou um Ser que não durando dura. Entrementes. causa tipo tal “ente” e o acaso – se perderiam na noite dos tempos. ao ego-conhecedor. deus persona ou deus acaso. mas apenas sugere um tempo especial e primevo impossível de explicar racionalmente. enganador-enganado. esse de Momento a Momento não quer dizer Instantaneidade Pura. Pois é. em que. apenas estarás levantando alguns véus desse engodo chamado sujeito e objeto. não se poderia falar de pressupostos objetos materiais nem de pessoas separadas entre si. resultando em Autonatureza NãoDual. algo simplesmente dura não durando. lá. meu amigo. previamente existente à “criação do mundo”. que mal pensando e pior percebendo confunde tudo. Existe interdependência ou dependência psicofísicas. Entretanto. coisas de palavras. Existe apenas um Ser-Sentir-Isto. impossível de decifrar e de medir. o Absoluto-Consciência apenas se Manifesta como um “Isto” e “Sentir” ou até mesmo como um “Isto-Sentir” impessoal e em perfeita comunhão. Mas afora tudo isso. só porque um “ele” qualquer. os pressupostos objetos do conhecimento (meros pensamentos).

falam de por si. Nenhumas dessas complicações de um cérebro vazio. e que a ciência neurológica aponta como verdades naturais e externas. porque se conheceres a ti mesmo. o que em sua própria massa encefálica existia. ao se deparar com um enigma (“Isto”) ou com uma coisa que chamou cérebro alheio objetivado. assentar e “provar” conforme o seu próprio lucubrar ou raciocínio incessante. os nervos aferentes ou sensitivos da neurologia. enganando-se e enganando todo o mundo. dependentes e reconhecíveis. Essas barbaridades todas nunca tiveram nada a ver com o famoso alerta dos Sábios de todos os tempos: “Homem. ainda dependentes e reconhecíveis. do próximo. observador desavisado. caro amigo. e pela execução de seu ato intencional. aparentes que se superpõem. preferiu cavoucar a massa melequenta. deus persona. próprios da neurologia. 279 . tudo queria explicar. ou também pelo pensamento do médico neurologista que. Todas essas lorotas. entulhos e multiplicidades supostamente descobertas no cérebro alheio foram forjadas pela ideação do cientista. sempre dependentes e reconhecíveis. são mais forjações mudas. os fantasmagóricos neurônios de interligação e da sensibilidade. primeiro. E em vez de cavoucar seu próprio cérebro e descobrir com ambição desmedida. A Ciência Moderna.fenômenos psíquicos. e que por causa de “suas pródigas possibilidades” certos cientistas não param de mentir e de enganar o próximo. Desses pretensos fenômenos psíquicos fariam parte os assim chamados órgãos sensoriais fisiológicos. Elas dependem do pensar e do sentir distorcido do cientista. demiurgo. inventando para tal. histórias e mais histórias absurdas. dor insuportável e loucura insofreável. homem. Todos esses. conhece-te a ti mesmo. dependentes e reconhecíveis. quando em verdade só mentiu e enganou seus seguidores. aparências e mais aparências. também dependentes e reconhecíveis. sempre achou explicar a contento esses pretensos fenômenos psíquicos. em profundidade! Só depois disso é que poderás tentar conhecer o que chamas o teu objeto de estudo!… Conhece-te a ti mesmo. e isto resultaria em conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo. são apenas entulhos no meio do caminho. viva ou morta. ou pelo grandiloquente deus acaso da ciência. os fantasmagóricos corpúsculos sensitivos da ciência fisiológica. Nenhumas delas foram criadas por “Ele”. os hipotéticos centros cerebrais neurológicos.

depois. – mas sim é exatamente o único e verdadeiro fator inicial que fica falando de causa primordial. Ademais. teríamos os bons odores e os maus cheiros. não há um quinto fator que ocasione condicionamentos no homem. efetivamente. desnecessariamente. no “Isto-Sentir” Primordial (Autonatureza). carregariam e fundamentariam. também teríamos que aceitar os fatores auxiliares da pretensa objetividade e da suposta e falsa subjetividade que a ciência descreve. em termos científicos. que depois todas as coisas te serão acrescentadas!” Ai amigo. homem]. que hipotéticos corpúsculos químicos. que no ser humano se agiganta sutil e indefinidamente. mentindo e distorcendo. a continuidade das coisas etc. de objetos do conhecimento. as resistências. Sem ele. cérebro etc. porque os quatro que acabei de comentar e denunciar não são quatro e sim somente um. 3) [Nagarjuna diz]: No meio de vários condicionamentos. em seu tempo também nos alertou dizendo: “[Homem. as supostas temperaturas quentes e frias. não há qualquer objeto separado (massa melequenta cerebral). E tal ignorância também é pensar. Busca primeiro o Reino de Deus e sua Justiça [ou sua Reta Compreensão]. a aspereza. sobrepondo principalmente fantasias e fazde-conta. onde também cabe o Homem Primevo. O pensamento não é um fruto orgânico a posteriori ou um epifenômeno dos quatro fatores antes citados – matéria orgânica. nada se diria e nada se reconheceria. de sucessão dos fenômenos psíquicos ou mentais e das condições auxiliares. não há realmente um caráter determinado [o “Ele” ou o acaso] que faça o Existente [ou a 280 . os sons e o silêncio. Jesus. ao se admitir os fenômenos psíquicos. nervos. e passíveis de captar e descrever. Concluindo então. teríamos levar em conta também o lado concreto da pretensa matéria. certamente compreenderás o próprio Deus Vivo e Sua Manifestação (Autonatureza)!” E surpreenderás também o ego-pensamento canalha. ou seja: a Intromissão da Ignorância-ego-desejo. aéreos e líquidos. nada se inventaria. Dentre esses teríamos a luz e a sombra. fruto de condicionamentos milenares. os bons e maus sabores. nem fenômenos pretensamente fisiológicos e psíquicos reconhecíveis num cérebro. sua capciosa impenetrabilidade. corpúsculos sensitivos. Complicando ainda mais.

Neste nosso tempo e neste nosso pretenso mundo. Deus Vivo) manifestar-se subjetiva (ego-pensante) e objetivamente (coisa pensada) na função de dados concretos. consegue relacionar “Causas e Condições com a Eficácia”. A seguir veremos isso melhor. Este criticismo também se aplica ao dilema do deslocamento. a ciência e a teologia acrescentam e apresentam também são fantasias ou são aparências (pensamentos). as demais características que a filosofia. não há realmente uma característica especial que. são totalmente impossíveis e incompreensíveis. para Nagarjuna e para uma Lógica Extremada e Autofágica. Com isso pretendo aclarar melhor o que estou expondo. Aqui e Agora. Não havendo um caráter determinado. do movimento físico para ver se este é válido ou não. ou senão uma característica determinada e determinante da causalidade aparente e sobreposta. e acrescentar algo mais a respeito do dilema que. “Isto-Sentir” não é causa de nada. num segundo livro (Transmutar Este Falso Mundo) ou em outro tomo paralelo. efeitos etc. faça o Existir em Renovação (“Isto-Sentir”. se assim forem vistas. a pretensa relação causas e condições/eficácia. também não há outros caracteres. E se de “Isto-Sentir” não salta fora qualquer característica casual. De qualquer modo.Vida Não-Dual] voltar a manifestar-se como existente. 281 . Isto é. porque para alguns este mundo estaria impregnado (ou não) por uma essência material (átomo) ou senão anímica. Vida. CAUSAS E CONDIÇÕES EFICAZES E INEFICAZES Amigo. terão que ser consideradas eficazes para a produção de resultados. a modo de dizer. Se assim é. e que apareceriam de modo reconhecível. isso daqui a pouco já se esclarecerá. ou a relação causas e condições/ineficácia. pergunta-se: é essa eficácia inerente às próprias causas e condições ou não é inerente a elas? Se for ou não for. vou abrir um grande parêntese entre o terceiro verseto (sutra) que acabamos de ver e o quarto que viria a seguir. causas e condições. meu amigo. no meio dos vários e pretensos fatores condicionantes. que eles dizem ser permanente ou contínua.

baseado num reconhecimento ou até mesmo numa falsa percepção – conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo – diria: “A eficácia do copo é conter água!”. Ou seja. permanentes. para que. não se pode falar da eficiência de causas que não aparecem ou que são irreconhecíveis e que. já que para esses existiriam coisas. Eficiência e causa aí seriam termos e condições correlatas. supostamente. ainda que a eficácia não fosse inerente a nem todas as causas. pretensamente constituído de partículas materiais duráveis. sua convicção sustentada – "isto precisa conter aquilo” –e sua falsa percepção ou conhecimento indireto são as que fazem ou constroem essa falsa eficácia interesseira. Se a eficácia for concebida como não-inerente às causas. se a eficácia é inerente à causa – tal como a “aquosidade” ou a liquidez seria a eficácia da causa-água – o problema consistirá em demonstrar a existência de causas separadas do reconhecedor-observador. parece que não vinga a causa sem a eficácia. como o lado direito e o esquerdo. e a eficácia aparentemente. nem a eficácia sem a causa. Um discurso superficialmente lógico. só poderia ser entendida e afirmada em função da existência de uma ou mais causas. Isso faz parte daquela engrenagem falaciosa anteriormente denunciada. e nenhum deles pode ser afirmado sem o outro. Ora. a pretensa eficácia das mesmas. iremos ao encontro daquilo que alguns meramente especulando afirmam.Por conseguinte. aparentemente. por isso mesmo. deus persona. que resulta num pretenso copo permanente contendo água permanente… É a hipotética necessidade epístemo-psicológica. pois. os objetos 282 . o discurso íntimo do homem. De sua parte. nosso reconhecedor as consideraria inexistentes. eventos que nem sempre dependem de causas e condições. como explicar e afirmar as causas. De qualquer modo. uma causa só pode ser entendida e afirmada em função de sua eficácia. a que faz ou forja o copo e a água reconhecíveis. como absurdo também seria ficar falando da eficácia da “vaca do filho da mulher estéril”. sem apelar ou para uma ou para a outra. também parece precisar de uma causa. Entretanto. de que algolíquido tem que ser contido por algo-oco. um suposto efeito para ficar afirmado. E esses então acham que nem sempre se deveria falar da eficácia das causas. de que é preciso que haja uma causa primordial. fatos. deus acaso. mesmo assim seria impossível explicar o resto. ou como independendo das causas. No mundo das aparências ou no mundo objetivado. Mas então.

os DNAs. mas apenas transferido adiante – típica brincadeira do tempo-pensamento e da ciência – aí teríamos que recuar a um infinito de mentiras e logros objetivados. e dissermos simplesmente que causa é sempre aquilo do qual o efeito (ou algo mais) depende. graças a leis físico-químico-matemáticas. Ou seja. não é existência. nós nos depararemos com o fato de que as assim chamadas causas são aparentemente não-causas. e aí o problema não ficaria resolvido. os genomas. própria da falsa percepção. os vírus. nos permitiria chamá-las causas. os genes. Toda essa engrenagem. de cuja pretensa constatação saltaria fora a pressuposta sucessão dos fenômenos psíquicos etc. ela não poderá ser chamada causa. Dizer que depois que surge o efeito. se uma causa é chamada causa só porque já produziu eficazmente um efeito. Enquanto esse pretenso algo-efeito não aparecer. se desdobrariam no 283 . a impressão-convicção de causa das causas das causas e mais causas. e que somente depois de que a causa agir eficazmente é que esse algo mais ou efeito passa a existir. é igual a não dizer nada. recuando ao menos infinito. graças à Lei da Geração Dependente ou Condicionada. teria que se explicar as causas anteriores. o Sábio (Nagarjuna) questiona a validade absoluta das pretensas causas e condições reconhecíveis que.. Em suma. Se tal se fizesse. isso.do conhecimento se fundamentem. foi o engodo que a ciência pôs em funcionamento. em verdade. as moléculas. ultra. as células. que o próprio ego costuma forjar para subsistir sempre como opinador e poder intrometer-se. modernamente falando. ela se converte em causa. graças às quais o que não era causa converteu-se em causa. as macromoléculas. os germes etc. E todas as causas e efeitos que a ciência diz nos oferecer. Aliás. os cristais. logicamente falando. partindo do nível cotidiano e indo até um fantasmagórico e pretenso nível ultra. já que ainda não apareceu o efeito que. então antes de produzir tal efeito aparente. (conhecimento indireto e indiretíssimo). Nisto se enquadram os átomos. e sim só aparência objetivada e reconhecível. Se para evitar isso. Com a visão macroscópica ou astronômica acontece a mesma coisa. Não estamos enfocando um universo verdadeiro. delas dependendo. definirmos a causa de modo a que não se faça presente a eficácia. hiper microscópico é pura mentira e falaciosidade para enganar otários desavisados. Apenas caímos numa total inflação panorâmica. mesmo assim não ficaremos livres da dificuldade.

se estas realidades absolutas São ou Existem. pergunta-se: as coisas finalmente são ou não são? Se são. Como o mundo material inteiro é um engano. id. Sim. pensando erroneamente. células etc. superpõe fantasias e mentiras convenientes. conforme as teorias orientais – o que é quase igual. “dharmas”. superego etc. E mais. admitamos que algo não seja.pretenso espaço-tempo e num mundo material. inconsciente. que não possa ser reconhecido. “gunas”. numa Comunhão Não-Dual. astralino (Espiritual)!” Bem. nada nele pode desdobrar-se em termos concretos – átomos. evoluindo e aperfeiçoando-se no tempo – nem nada em tal mundo se desdobra feito causa e efeito que resultariam em realidade palpáveis. Se não for reconhecível. ou senão tudo é essencialmente anímico. pois ela costuma dizer: “Tudo é material. então. ou que determinam a 284 . isto é. elas não aparecem no viver cotidiano por causa do próprio homem que. Se assim é. admitamos então. cristais – nem em termos falsamente espirituais – alma imortal e ego-personificada. pode ser visto em termos mais gerais. supostas causas essas. “tattwas” etc. reconhecendo-as depois. se assim for. constituídas de psicofisicalidades – tipo “skandhas”. apenas – Conhecimento Direto? Repetindo. amigo. moléculas. SentidaSabida. moléculas. NADA CONSEGUE EXPLICAR O SER E O NÃOSER O problema das causas e sua eficácia. inquestionavelmente absolutas.. elas são porque a respeito delas se pensa – engendramentos – e depois se as reconhece – conhecimento indireto e indiretíssimo – ou elas São em Si. causas e condições lógicas que determinam a existência de um não-ser (imaginação pura). para que resulte em efeitos. que sentido faz ficar falando logicamente de suas causas e condições que o fariam aparecer? Haverá. células. certa validez para as duas posturas da humanidade e que geralmente pensa de modo errado e contra si. senão feitas de átomos.. por acaso. ou quando muito é uma reconstrução aparente.

“Isto-Sentir” é de fato. por que precisa de causa e condições eficazes para que volte a ser? Não se sugere que é!? E o que é. portanto. Não há explicações para o que É nem para o que não é. e se de Momento a Momento. com toda certeza também vingaria um Conhecimento Direto em todos nós e que nada teria a ver com o pensamento vulgar e com o reconhecer. O ABSOLUTAMENTE REAL NÃO PODE SER REFEITO NEM MANIPULADO Os lógicos superficiais chamam de fator causal à condição eficaz que produz a existência de algo. inexistente para o reconhecedor (ou ego-pensamento)? Admitamos agora.objetivação de algo não reconhecível. eficazes ou não. como se poderá falar de uma causa adventícia e suscitadora de suas aparições? E se algo acontece. de modo mais sutil). aparece. feito uma pessoa pensante e seu mundo pensado. por isso se Sente e se Sabe que é. algo esse que eles só podem atribuir características materiais e anímicas. a Verdade Silenciosa ou “Isto-Sentir” subsiste como um Todo Não-Dual e sempre novo. Excluídos o “é” e o “não é” do intelecto dualista. de fato. o é sem causas e condições. isso se se recorre a um Saber Intuitivo Superior. Mas se tanto aquilo que não é (imaginação pura) como o Fato que É (“Isto-Sentir”) não se sobrepõem. nem o falso ser nem o Ser Verdadeiro – com o perdão da palavra “SER” impensável – ficam explicados em função de causas e condições relativas. não fosse o nosso desvario psicoepistemológico. amigo. se superpõe. não se fazem presentes objetivamente e não se tornam reconhecíveis. (o primeiro por não existir e o segundo por sempre “ser”. se reconhece e se descreve. independentemente da humana possibilidade de mal pensar e reconhecer que “Isto-Sentir” (ou Autonatureza) seja. Em termos de Verdade Absoluta. portanto. Cuidado. não será essa aparição forçada uma mera enjambração ou uma fantasmagoria do pensamento estruturante? 285 .

mesmo que tudo pareça ser. possível será então refutar aparentemente tal alegação. ela consegue manipular. razão. num momento dado. uma terceira. A Ciência Moderna só tem trabalhado com aparências. refeitos. atribuindo-lhe. E se alguém alegar que causas e condições absolutamente reais e capazes de produzir são inegáveis. todos têm o direito de pensar e de agir como bem entendem. materializar. que pretensa razão é essa que se mete a justificar a invocação de tais causas? O que é não pode se superpor ou aparecer isolado porque é – se insiste nisso. não destruam. sobrepostos. Estas qualidades quem as possui são só certos cientistas abnegados e honestíssimos. fantasmagorias. de modo gratuito. Para sustentar que algo é a razão de ser para algo mais. Por que essa liberdade tem que caber somente à ciência moderna. e tudo se faça presente ao ego-observador pretensamente separado. precisaríamos primeiro tornar válido esse primeiro algo ou razão que ainda não é razão de coisa nenhuma. nada Real existe que possa ser reproduzido e manipulado. provar num perfeito faz-de-conta. que não devem ser confundidos com a possibilidade plasmadora dos pensamentos estruturantes) não pode se superpor ou aparecer simplesmente porque não é. objetivar. portanto. E o que em termos de ciência se tem praticado. não façam sofrer. graças à Lei da Geração Condicionada. veracidade e honestidade que não lhe cabem. consubstanciar. Desde que não matem. sexta. se um Fato ou um Evento que Aqui e Agora já É. (ou no tempo). etc. quinta. e que. imaginação pura). não justifica uma segunda. A ciência até como disciplina teórica caiu nas mãos dos mercantilistas há mais de 286 . uma quarta. O não-ser (meros modos mentais dos theravadas ou também a imaginação pura. não roubem. Qualquer lógico pensante admite que tudo o que for capaz de produzir algo. em termos absolutos podem ser reproduzidos. as quais. em verdade é quase sempre ou só magia negra ou só magia branca. As condições capazes de suscitar ego-superposições no lado Real da Vida (Absoluto) não prevalecem.Poder-se-ia falar de uma causa eficaz. exatidão. No lado empírico e pensante-pensado. voltasse a ser produzido para por fim aparecer de modo separado (sujeito aqui e coisa lá)? Mas se nem o que É “Isto-Sentir” e se nem o que não é (modos mentais. mesmo que Aqui e Agora nada produzam. produzirá esse algo exatamente em tal momento e não necessariamente depois. uma impecabilidade.

aquilo se objetiva. se densifica. a ciência moderna. aquilo não aparece” – todos têm razão e ninguém a tem. sempre que o fruto desse pensar e agir acrescente algum benefício e não só polua e destrua. e virou um horror a enriquecer os grandes laboratórios. discípulo de Nagarjuna). num mundo superposto. E nessas plausíveis séries reconstruídas e convergentes. pois para que um fato 287 . mas tem enormes possibilidades de criar. Prevalecendo a Lei da geração Condicionada. também alerta que essa seqüência ou fluxo só pode ser enfocado desde um ponto de vista mais profundo. ou também isto não sendo pensado. tal seqüência não se daria numa Autonatureza ou no centro perfeito da Vida Absoluta. ou também de ser cientista relativista. prevalecia uma seqüência de fatores intermediários ou um fluxo livre. de decifrar. a indústria e o comércio. . reconstruído. de ser artistacientista honesto. sempre que para tal se execute o ato intencional. o homem não tem qualquer possibilidade de descobrir. foi dito que. nas trevas exteriores. sugeriu-se séries psicofísicas que convergiam. Ou seja. aquilo aparece – aquilo se superpõe. em passagens precedentes. Amigo. de conhecer corretamente ou de fazer ciência exata.trezentos anos. se materializa. aparente. ao invés de rupturas bruscas. a técnica são ardilosas e enganadoras. contudo. cientistamágico. de fazer. sem tanta empáfia! Em função do “Isto sendo. no lugar de sujeitos e objetos materiais. e que esse fluir ainda não comunga com a Realidade. ou ainda no faz-de-conta pensante-pensado. AS COISAS NÃO SÃO MATERIAIS E SIM PLAUSÍVEIS SÉRIES EM FLUXO Amigo. de equacionar. Determinado Sábio antigo (ou Candrakirti. as quais se sobrepunham à Realidade em Si (Autonatureza). Por causa da Lei da Geração Condicionada. a justiça e as religiões dogmáticas. em pensamento. Sim. mas ocorreria apenas na periferia. as razões ou as pretensas verdades da ciência são tão válidas quanto a de qualquer outro indivíduo ou quanto qualquer outra corrente de pensamento.

quando se diz que um grão de arroz se desloca de A para D. “IstoSentir”) nunca se superpõe. mas o grão de arroz no momento t e o grão de arroz no momento t’ são apenas similares quanto à forma… “E mais. os dogmáticos partidários do Abhidharma ou do Budismo Antigo). sugeriu-se que o objeto material e o seu observador humano – mesmo que enfocados pela visão 288 . tampouco fica aparecendo e desaparecendo num pretenso espaço. em partes precedentes. Momentâneo e anterior? Ora!… Num fato Real.” Uma Lógica Extremada e Autofágica mal se permite alertar que o Fato em Si ou o que é Real ou o que Existe (Autonatureza. Ademais. de modo renovado. cujos supostos ‘grãos’ vão se substituindo um atrás do outro. Mas normalmente. mesmo que se admitisse que “ecos e ressonâncias” de Fatos Reais pudessem se objetivar para formar uma série-objetoreconstruída. bem Sentido-e-Sabido (Autonatureza). faz-se necessário que uma “coisa-série” anterior desapareça ou se suma. “O grão do momento t desaparece e aparece então o grão de arroz no momento t’. Pois é.aparente. “para que uma ‘coisa’ anterior desapareça é preciso que prevaleça certa igualdade entre a primeira ‘coisa-série’ e a segunda.tempo receptáculo. não cabem a impressão e a convicção temporais de um “antes e depois”. em assim sendo. e que em C aparece outro mais para desaparecer e assim sucessivamente. como costumavam dizer certos pensadores confusos de antigamente (ou seja. em verdade se quer dizer que o grão de arroz desaparece em A. e que em B aparece outro grão de arroz que também desaparece. para que uma coisa reconstruída pelo pensamento apareça na condição de “coisa-série”. o que aparece e desaparece são os faz-de-conta superpostos pelo ego-pensamento com seu ato intencional. Leitor amigo.” Acrescentavam os abhidharmas. “Um fato que não é” também pode aparecer e desaparecer (pois é imaginação pura). qual seria a condição absolutamente válida e determinante para a sua superposição? Um Fato Real em Si. por exemplo: “O grão de arroz no momento t é condição igual e imediata para que apareça o grão de arroz no momento t’. “Dizer ‘aqui tenho um grão de arroz!’ essa é apenas uma frase cômoda que designa uma série.

se precisaria explicar primeiro o que vem a ser a transmutação do “nãoser" – ou momento t já extinto. absolutas e irremovíveis quanto as causas e condições pretensamente físicas. pelo simples fato de. e tornaram estas pressupostas causas e condições quase tão concretas. amigo. Todavia. ignorantemente. E em todas essas séries reconstruídas e convergentes. 289 . como condição. Explicando de outro modo o que acima foi esboçado. antigas e equivocadas interpretações dessa Geração Condicionada. pode-se acrescentar então que na vida refeita ou sobreposta: Para que um grão de arroz surja FEITO momento t’ é preciso que um grão de arroz FEITO momento t desapareça. quando a hipotética segunda série feita coisatempo aparece. ou do grão de arroz feito momento t’? Como se poderia falar de uma condição temporal anterior – grão-momento – se ela já não é mais nada. a anterior já não existe mais. Sim. misturaram essa convergência de séries com causas e condições especiais. se o não-ser – que é memória-raciocínio-imaginação ou é uma causa inexistente – também for considerado uma condição possível. não mais existir? [Aí nem o tempo anterior nem o grão passado existem mais]. mas em verdade especulativo. respectivamente. [Aqui a sucessão dos momentos e os pretensos grãos de arroz são idênticos e não separados]). e que regeriam o suposto universo material da Ciência. Portanto. resultavam em dados superpostos. como é possível considerar o que não existe [ou momento t] condição causal do existente. faz algum sentido ficar falando de uma causa ou de uma condição anterior que simplesmente não existe mais? Apenas num caso pretensamente lógico. ao convergir. nem poderia voltar a ser. Mas se o grão de arroz feito momento t já não existe.materialista ou pelo enxergar falsamente espiritualista das coisas – podem ser perfeitamente substituídos por séries causais objetivas (objeto) e por séries subjetivas (sujeito). as quais. feito grão de arroz. Mas nesse dilema e nesse estranho modo de relação. pois é só devido ao desaparecimento de tal grão de arroz (ou tempo) que pode surgir o momento t’. Ou seja. feito grão – e que resultaria no pretenso ser – ou na série grão-de-arroz ou momento t’. pois seria somente graças à transformação da condição “não-ser” que apareceria o pretenso ser condicionado seguinte.

e. ligados entre si. suponhamos que se ouça cantar o ‘Starspangled banner’. algo que para ele equivaleria a mais perfeita verdade e que se relaciona com a visão científica das coisas. mas sim apenas por uma certa conexão causal… E esta sequer é uma idéia nova. como. Suponhamos que na escuridão da noite percebamos um raio luminoso de um farol que gira sobre a terra e sobre o mar. não importa se mágico ou lógico-científico-racional. não por causa de sua identidade substancial (ou material). idéias. que este meu trabalho tem como título “O Ladrão e Salteador da Mente Humana”. cadeiras. Em certos aspectos. pãezinhos e objetos similares estão constituídos da mesma maneira que o raio luminoso e a canção. Melhor dito. que também eles não passam de uma série de fenômenos vibráteis mais ou menos homogêneos. visão pretensamente físico-causal.E nesse caso. As séries convergentes e reconstruídas pelo ego enganador. portanto. e sim só e sempre inverídicas e intrometidas como o próprio pensamento o é. E isso se nos apresentará tanto mais verdadeiro quanto mais o falso agente acredite poder executar atos intencionais. “Quando digo que as ‘coisas’ não existem. Amigo. É por causa de tudo isso. parece ocorrer principalmente com as concepções. Ou seja. Em termos absolutos tais séries não são reais. não a denominaremos ‘coisa’. identificando-se a tal gesto e a seus frutos. em seu livro Física e Metafísica sugere algo remotamente parecido ao que acima se denunciou. de certo modo. Estas concepções resultam na falsa pessoa e resultam também em seu mundo aparente. o que quero dizer é que mesas. é de duração bem curta. Já os primitivos budistas da época do rei budista Asoka a anunciavam. não encerram nada de concreto e verdadeiro. com atuação desastrada dessa mesma ciência. ou senão originariam pretensos fantasmas concretizados. modelos e representações objetivadas e superpostas pelo ego-pensamento. e mesmo assim. por essência. mas sim que é apenas uma série de notas. cada uma das quais. aliás. ainda não expressei uma idéia definida. não-presenças originariam presenças. nós não o pensamos como se fosse uma ‘coisa’. todos esses são simples comprimento de ondas. Bertrand Russel. 290 . este raio conserva sua identidade. esta é uma canção. mas em verdade casual (acaso). portanto. Se eu agora digo que não há ‘coisas materiais’. Vou tentar aclarar o que penso. Ou ainda.

quando. Sentimentos e Ação Pura. que não é causa real de coisa alguma. Todo gênio autêntico. É só no caso de uma ação contaminada pelo ego 291 . um pretenso efeito tem como causa o ego. não obstante um arremedo de agente pensante possa aparecer. passará a prevalecer aparentemente uma ação e sensação contaminadas e personificadas. feito um ego ladrão. efeitos ou frutos sempre pensante-pensados que haverão de se superpor e que parecerão semi-eficazes devido à reverberação da Eficácia Total do Ato Puro e também devido à intromissão do ego. depois deste grande preâmbulo. e não de um mero ego que se chamava João ou Pedro. não existe. O Ato Puro é eficácia total. e vejamos o que mais o primeiro capítulo “A Propósito dos Condicionamentos” do livro Mula-Madhyamika-Karika de Nagarjuna tem a nos dizer: 4) [Nagarjuna diz]: A ação que produz conseqüências não possui nem deixa de possuir condicionamentos. sem que aí necessariamente precise haver um ego-ator. De sua parte. a um hipotético fruto também se apegar para possuí-lo. o falso ente. Eles apenas se farão presentes para quem (ego) acha bom abusar do pensamento. se à tal Ação Pura e se ao Sentir Primevo o pensamento se identificar. e se além de se identificar. Serão. E esta Vida é só Inteligência. Mas ao ladrão e salteador ou ego-pensamento em cada um de nós interessa muito o prevalecimento da impressão e convicção de agente atuando. totalmente responsável pelo que fez. voltemos agora ao quarto verseto (ou sutra) que tive que cortar ou interromper. Como já deu para desconfiar em passagens precedentes. Sensibilidade. “Isto-Sentir” ou o Fato em Si fulgura feito Vida. tomados isoladamente são ficções ou falsidades do pensamento humano. pois.Amigo. todo grande artista e cientista de verdade é assim. com conseqüências (ou ego-carma). Todavia. É uma Manifestação Explosiva do Deus Vivo (Ser). Muito amiúde. Vida do que egos. e esta não se distingue dos frutos. definitivo. se por merecimento chegaram a ser realmente grandes. Esses maus frutos resultarão num encadeamento temporal de condicionamentos pensantespensados ou num doloroso faz-de-conta. o ato e o agente. até no nível cotidiano. um ator absoluto. E não serão devido à execução do Ato em Si que as conseqüências ou os efeitos surgirão. as grandes personagens da humanidade. foi porque eram mais SER.

de uma multinacional. restrição e dor. o ego-pensante. de uma sociedade anônima.que parecerão se objetivar as conseqüências ou os efeitos de um ato. ato propositado e este ato dependerá da intensidade do desejo ego-pessoal ou da intenção. Uma ação assim e que aparentemente produz conseqüência. de uma organização. Porém. todo reflexo da Ação Pura passa a ter conseqüências para um falso “alguém”. tem o direito de matar ou mandar matar o suposto criminoso. paciencioso leitor. ela forçosamente suscitará condicionamentos e efeitos nem sempre agradáveis. é inútil esconder-te atrás de nomes e fachadas!… Além disso. nota a hipocrisia que o egopensamento adotou em todos os tempos. E tal ato que não possui nem deixa de possuir condicionamentos é exatamente o modo de ser e de interferir da Lei da Geração Condicionada e da Lei do Carma. um militar. um policial. o “Surgir da Vida” que também é Ação Pura em Manifestação (ou é Amor) não produz conseqüências. todo aquele que mata de modo proposital é sempre criminoso. porque “restos” de tal Agir virou ato ego-personificado. É por isso que se diz que o ato intencional ou contaminado que produz conseqüências não possui nem deixa de possuir condicionamentos. uma pessoa que mata outro alguém é tida como criminosa. ao contrário. nenhum ego safado. de um governo. Passou a esconder sua nefasta interferência e indevida apropriação do ato através do pretenso atuar de um grupo. assassina. Juizes e desembargadores também não têm por que então 292 . E. comandante etc. Por exemplo. do governo. e chega até mesmo ser louvado como um herói se eventualmente matou muitos inimigos. assassino! Ai Homem. as quais resultam em vida condicionada. bancando um imperador. volta a ser Ato Livre de condicionamentos. de um partido. Quanto mais pessoal e maquinado é um pretenso ato intencional. Todavia.. um carrasco que mata em nome da sociedade. da justiça. Quanto menos egopessoal. Repetindo. se de repente se desvincula do ladrão e salteador. porque é Ação Impessoal. Mas se o reflexo de tal ação persistir ainda maculada pelo ego. no entanto. Entrementes. tanto menor a conseqüência. de uma pretensa justiça organizada etc. tanto mais grave é a conseqüência. então. quando se intromete a ignorância-desejo e o falso ente ou ego-pensamento. mandatário. não é um criminoso. quanto mais instintivo ou impulsivo. mas mais nos tempos atuais. apenas cumpriu com seu dever. da pátria etc.

pois. um grupo de indivíduos ligados a uma multinacional. . E estas coisas são as condições desta conseqüência!”… Mas. o ato intencional faz-deconta não deixará de suscitar dolorosos efeitos. ou é graças aos supostos sujeito conhecedor e objetos do conhecimento. Todavia. E tais pessoas ainda acham que todos esses pretensos fatores engrenados são condições absolutamente eficazes que resultam em inúmeras conseqüências. por mais que esses disfarcem sua maneira de agir. livre e feliz 5) [Nagarjuna diz]:As pessoas dizem: “Graças a estas coisas. o fruto ou o retorno nefasto para eles será inevitável. à falência. achando que estão fazendo justiça? Essa não é justiça e sim abuso de autoridade. as pessoas ignorantes. ou é por causa da hipotética sucessão dos fenômenos psíquicos ou é também por causa das pretensas condições auxiliares que as conseqüências ou os efeitos se produzem. bancária. a não ser que surjam conseqüências. por causa de seus roubos. as conseqüências se produzem. aparentemente executou um ato criminoso. 293 . a um governo. mas sim como vencedores. poder e importância. Sim. latifundiária. equilibrado. A eclosão do Ato Puro ou o Absoluto em Manifestação é a própria Ação-Reação. anulando-se o ego-pensamento. Busquem castigar a primeva ignorância-ego-pensamento e as ressonâncias cármica.julgar e mandar matar. negociatas etc. amoroso. deus acaso). e que convergiram. Esses não são vistos como ladrões e salteadores. a mando ou devido a grande número de circunstâncias negativas. industrial. religiosa. o Ato Puro voltará a prevalecer e os efeitos ou as conseqüências desaparecerão por completo. científica – grupos geralmente constituídos por safados da anti-humana raça – levam países inteiros à miséria. Alguém que rouba seja lá o que for de alguém mais é ladrão. condicionadas e superficiais dizem que é graças à (pretensa) causa principal (deus persona. Todavia. harmônico. se para tal as conseguem aprisionar. Enquanto persistir o ego fantasma. homens justos. conseqüências e condicionamentos. práticos e ativos. desonestidade. como poderão elas ser condições? Em outras palavras. sempre construtivo. E no desdobramento desse agir intencional já está o castigo. a uma organização comercial. Não tentem castigar o corpo-alavanca que.

não existindo uma causa primeira e transcendente. se revelarão muito úteis às intenções e propósitos do ego-pensamento. um deus objeto lá adiante. E esta Verdade Primordial evidentemente só será surpreendida pelo Autoconhecimento. do espaço e do tempo. como as pretensas condições auxiliares etc. estas últimas. para que as conseqüências sejam absolutamente verdadeiras. a ignorância-desejo o leva a reinventar um “Ele” deus pessoa à parte. De mais a mais. como vimos. 294 . ou com a Mente Pura e Silenciosa. nem deveriam ser chamadas causas e condições prévias. Mas antes disto. o ego intrometido. A partir daqui.Mas digo eu. Consciência Livre. em momentos. ladrão e salteador. Ademais. a pretensa causa principal – o pretenso “Ele”. e inclusive inventa uma pretensa causa principal (deus separado ou deus acaso). mas sim apenas ignorância e delírio. Esse deus e acaso isolados. ou senão o deus acaso da ciência. Mas de qualquer maneira. pela Iluminação ou Realização. os frutos ou as conseqüências parecem surgir de causas e condições prévias ou passadas. como os supostos objetos do conhecimento. um ego-alma ou um falso espírito separado. deveria estar totalmente livre de condicionamentos e deveria conseguir executar ações absolutamente puras e eficazes. Todavia. livre do pensamento. diria alguém. essas forjações do ego nada terão a ver com EU SOU. o Homem Primevo Sente-Sabe-Intui (sem reconhecer) e. que ele próprio inventou. já que para ficar assentada sempre depende das maquinações mentais do homem. por isso que a ignorância-desejo os recria. Só a partir do tempo ou do hipotético segundo momento em diante é que Ele poderá (mas não deveria) começar a pensar distorcidamente sobre si mesmo. Em princípio. mesmo assim. como a hipotética sucessão dos fenômenos psíquicos. ou senão um “poderoso deus acaso”. E se é a ignorância-ego quem tudo recria a partir da memória-imaginação. recitará o papel de criatura humilde e submissa aos seus pretensos criadores. tais como a pretensa causa principal. meu caro e paciencioso amigo. por que isso deveria ser vista como uma causa prévia E se esta ignorância-ego-pensamento depois se complica com outros acréscimos mais. deus persona à parte. essa pretensa causa principal nada é em si mesma. contudo. Digo eu. ou até mesmo o ego-pensamento – deveria ser totalmente independentes. por isso mesmo. esse suposto separatismo entre ato e agente. Existe feito Autonatureza. é impossível. os efeitos. contudo.

não prevalece. Em face de tudo isso. é só delírio. e nada mais. ou não são reconhecidamente existentes para ele. descentralização e extravio aparente. estas o serão sempre e de fato? Às vezes não poderiam ser novidades vivenciáveis. cochilo. as coisas pretensamente separadas da falsa pessoa pensante não aparecem. há muita sutileza. Por exemplo. amigo. Mas repetindo. este tópico já foi comentado antes. apenas? 6) [Nagarjuna diz]: Nem quando há nem quando não há [ou não existem] coisas se estabelece a existência de condições. Atrás de todo esse acontecer há muitas engrenagens (geração condicionada). a interdependência da Geração Condicionada não vinga. em que poderiam se basear as causas e condições? b) E quando as coisas já são ou já existem que necessidade há de apelar para causas e condições? De certa maneira. amigo. ou que nem todo ser que rouba é ladrão. confusão desnecessária. e muito menos se pode combatê-los. Ora. atrás da execução de todo ato intencional. A ignorância-ego-pensamento nunca é causa de nada. então aí qual a “Coisa Real” que gerará conseqüências? Se as conseqüências aparecem. É preciso compreendê-los para que se desintegrem ou se sumam.mesmo assim tal causa principal não ficará justificada como sendo uma causa absolutamente veraz. que sentido faz ficar falando de hipotéticas causas e condições pretensamente verazes que fariam tais coisas fantasmagóricas aparecerem? Existirão causas e condições verdadeiras que possam fazer aparecer o irreal como absolutamente verdadeiro? 295 . independemente da “Coisa Real”. não se deve nem se pode aceitar fantasmas (pensamentos). Se no “Surgir Espontâneo feito Autonatureza”. há ou não há sempre um pensar sagaz e ladino? Se não é verdade. Ora. porque: a) quando as coisas não existem. que já se pode sugerir que nem toda flor só e sempre provem de outra planta-flor igual. algum ego jamais conseguirá isso. O pensamento aí apenas se reforçará. eu creio. ou que nem todo ser que mata é assassino. bobeira. se no primeiro caso (a). com astúcia e sagacidade experimentem então aprisionar esse pensamento ladino e anulá-lo.

nenhuma garra egóicotemporal consegue agarrar e aprisionar. e muito menos pressupostos modos mentais dos “abhidharmas”. onde se esconderia aí uma pretensa Divindade criadora. A lógica-razão é uma farsa e a metodologia científica muito mais! Portanto. e tampouco consegue manifestar uma mistura destes dois. os frutos superpostos por ele mesmo ou a falsa objetividade dele acabam não manifestando nem o Ser (“Isto-Sentir”. E por mais que tal ego tente racionalizar e intelectualizar o que diz. ou seja. como. aparentemente. nem como não-ser. Não manifestam sequer um pretenso ego negativamente verdadeiro. nem como ser e não-ser. E se no que aparece. costuma fazer e faz em nosso viver cotidiano. Mas ao que é Real. que sentido faz ficar falando de causas e condições que façam “Isto-Sentir” ou à (Autonatureza) voltar a ser? O que aí existe de fato existe sem causas e condições Causas e condições só vingam num faz-de-conta ou nos engendramentos pensados e superpostos. concreto. já Existe. chega de exageros e chega de tanta importância! 7) [Nagarjuna diz]: A Existência não se manifesta nem como ser.Só se a ignorância-pensamento e demais engrenagens da memória-raciocínio-imaginação elaborassem causas e condições epístemo-psicológicas que conseguissem fazer com que o irreal ou o inexistente parecesse passar a existir de modo objetivo. como se podem admitir causas e condições geradoras das coisas? Dito de outra maneira. no segundo caso (b). o ego-pensamento. onde. contradição. E se. nem encerram um não-ser. o egopensamento acrescenta os fantasmas que bem entende para ofuscar o que é Real e Intemporal. Se assim é. reconhece. livre da bifurcação ego-mental (pessoa pensante e mundo pensado) e livre do desvirtuamento epístemopsicológico. graças à execução do ato intencional. consegue aprisionar e descrever não encerram em si mesmas qualquer essência própria ou não encerram nem um ser passível de aprisionar e descrever. aliás. contínuo e permanente. a vida vulgar ou as aparências que o ego-pensamento enganador superpõe. se no nosso faz-de-conta cotidiano tudo é exatamente assim. dor e agonia. ou até mesmo um pretenso fator 296 . “Isto-Sentir” de Momento a Momento já é. Autonatureza) nem o não-ser.

para que estes dois possam se tornar geradores e sustentadores de todas as coisas. feita homem ou feita falso deus subsistirá. certos religiosos e teólogos costumam alegar que o Ser Real (um Ele lá adiante ou não). livre de subjetividades anímico-limitadoras e limitadas. e muito menos mandou que algo mais fosse escondido para que a ciência depois o descobrisse. precariedades. supostamente suplantar a imanência e por ser transcendente. inclusive feita esse hipotético Ser teológico supremo.casual (acaso). não porque é verdadeira em si. colocando um hipotético Ser supremo à parte. deus-persona. mesmo assim e sempre que o homem pensar. livre de corpos ou entes humanos e respectivas lamúrias chatíssimas. (em verdade demiurgo). 8) [Nagarjuna diz]: Dizem que o ser real não tem objeto. malgrado todo esse meu desmentido. isolado e pensado. sim. Senão isso. O homem pensante e a coisa pensada. Amigo. a objetividade feita coisa. sugira-se. mal pensando. jamais criou coisa nenhuma. não pode ter diante de si nenhum objeto reconhecível. livre de criações secundárias. forçosamente. livre de necessidades. de objetos materiais. E sempre que o homem. e há um ou mais demiurgos dirigindo o teatrinho acrescentado. que Aqui e Agora há um Ser que se Manifesta de Momento a Momento e que é totalmente livre de causas e condições – Sua Manifestação também – Ser esse que em espaços e tempos supostamente extensíveis. Tal “Ele”. elas parecerão 297 . Por. meu caro amigo. e também livre de qualquer outro fator mais que o venha a restringir e ofuscar Mesmo que a teologia e a alta filosofia tentem anular a objetividade material e a subjetividade humana. meu paciencioso amigo. ditas materiais e anímicas? Nessas trevas exteriores todas não há nenhum deus culpado ou alienado. seria visto como uma entidade máxima. Se o ser não tem objeto. tentar aparentemente assentar um pretenso ser supremo reconhecível e pensado. imanente e transcendente. é um Deus-persona muito especial. a respectiva objetividade pensada se fará presente. só se anularão ou desaparecerão simultaneamente. mas porque tanto o ser refeito como a objetividade interdependem e são bipolaridades superpostas pelo raciocínio vulgar. há somente egos pensando feitos uns danados e pior atuando. como podem os objetos aparecer? Ou seja. contínuos.

é porque eles simplesmente não existem ou não são verazes. este verseto ou sutra. o Real também não se extingue. que condições pode manifestar algo que já se extinguiu? Amigo. não se pode e é absurdo ficar pensando numa extinção posterior. forçosamente. já foi comentado antes. e daí 298 . este algo irreal tampouco se anulará. Além disso. no caso o egopensamento. Repetindo. então. Alguém. ladrão e salteador. nem precisa disto ou daquilo que lhes estejam eternamente presentes. quando se chamou a atenção de que as Coisas e Seres absolutamente Reais (“Isto-Sentir”) não podiam se extinguir. E tudo o que parece estar sempre presente. pouco importa se aparecem de modo superposto e pareçam durar para alguém (ego). E “Isto” ou a verdadeira objetividade também o é. a este ser superior atribuirá a criação de ambos. uma falsa pessoa e um não menos falso ser superior. Aqui e Agora (Intemporalidade).persistir ao mesmo tempo E o curioso disso tudo é que o espaço-tempo dessa simultaneidade é só pensamento. Daí as falsas durações e continuidades aparentes das coisas pensadas e seres refeitos. 9) [Nagarjuna diz]: Quando os seres não se manifestam. depois. a título de reforço. quando em realidade quem criou os dois e inclusive falso criador foi o ego-pensamento humano. também parecerá objetivar-se um falso objeto. Por isso. Por conseguinte. isso não quer dizer que tal Manifestação se coloca na frente da Consciência como um objeto. A Mente Pura ou a Consciência-EU – e que nada tem a ver com pretensas entidades divinas. superpondo-se o ego-pensamento. então. não podem se extinguir. Quando se sugere que a Mente Pura ou que a Consciência-EU se Manifesta. do Real. de certo modo. se Aqui e Agora os falsos seres e falsas coisas que o ego-pensamento reconstrói e extrojeta não ficam de fato Existentes. independentemente do “Isto-Sentir”. de modo contínuo ou permanente só pode ser uma reconstrução de um pensador confuso e mentiroso. nem se extingue definitivamente. com falsos objetos e falsas pessoas pensantes – não carece de nada. depois (tempo). Sentir-Saber-Intuir ou a verdadeira subjetividade é Consciência.. E se Aqui e Agora o irreal (ego pensante e mundo pensado) não se manifesta existente.

os seres e as coisas também não têm existência própria. não Existem em si. malgrado eles apareçam. há aquilo”. e que parecem durar e se estender. não se pode dizer: “Havendo isto. Se eles não têm existência própria. um falso presente e um futuro. Repetindo. e que jura poder reconhecer e descrever – constituem a suposta essência dos seres e coisas objetivados. logo eles não têm existência própria. – e que nunca será – porque “o será” ou futuro é só imaginação – não pode encerrar em si mesmo causas e condições Reais que venham. isso é pura fantasmagoria ou frutos concretizados e dolorosos da memóriaraciocínio-imaginação. E se os seres não têm essência própria. tomados isoladamente o sujeito pensante e a coisa pensada não são absolutamente nada. meio e fim. então. – que nunca é – porque o “É” ou o “Existir” só cabe ao Momento Presente. e que parecem ser reconhecíveis. que é a morte e o doloroso ressurgir feito um ego-carma. nem as não menos hipotéticas possibilidades da alma pensada e refeita – possibilidades que a própria ignorância-ego-pensamento inventa. Algo que nunca foi. nunca consegue sintonizarse com a Autonatureza e com Ela centralizar-se. 10) [Nagarjuna diz]: Os seres não têm essência própria.também sua brusca interrupção. Os seres ditos materiais ou até mesmo anímicos. ou não são Reais em termos absolutos. nem obsequiada por um “Ele”. nem material nem espiritual. Nem as pretensas e fantasmagóricas possibilidades da matéria. com começo. a afetar algo bem irreal ou algo que seja bem Real e Intemporal O ego-pensamento totalmente ineficaz só pode forjar e extrojetar causas e condições para outras fantasmagorias mais. Aqui e Agora. por isso se diz que. 299 . os quais em verdade são apenas memória-raciocínioimaginação. essência própria. iguais a ele. não têm. do qual o ego fica excluído ou se auto-exclui. apreensíveis e tangíveis pelo ego-pensamento. pretenso Deus-persona à parte. Os seres e as coisas destas nossas trevas exteriores só aparecem numa total interdependência. E o que no tempo parece ficar superposto objetivamente. O ego-pensamento. nem manifesta pela alma que o ego inventou. E ele recria essa enrolação toda feita um passado. como é o caso do ego-pensamento – porque “o foi” só é memória. nem liberada pela matéria (pensada).

se sobrepõe. pois. daí Nagarjuna criticar as colocações deles. e vendo-me. isso está totalmente livre dessa Lei e da Lei da Interdependência (“Sou eu que te vejo. e como se fosse totalmente material. Sim. Esta lei só rege as reconstruções. os monges do Budismo Theravada (Pequeno Veículo ou Hinayana) sempre aceitaram os mecanismos da Lei da Geração Dependente ou Condicionada. a fórmula dessa Lei do pratitya ou engrenagem. E todo engendramento se levanta como se durasse. Somente a superposição pensante-pensada ou a mentira é que fica escravizada ao “havendo isto. superposta pelo demiurgo e ego-pensamento. e vendo-te. se poderia sugerir que a Verdadeira Manifestação resulta em Autonatureza ou em Geração Incondicionada. para os theravada passou a negar a possibilidade de que 300 . Em realidade. – como fossem dados últimos. pratityasamutpada ou Lei que o Mestre Buda vivenciou. surpreendeu e verbalizou. aquilo aparece. ou também hipoteticamente espiritual. se estendesse. a coisas e seres etc. os monges não entenderam satisfatoriamente. A Lei da Geração Dependente ou Condicionada só rege as reconstruções e superposições do pensamento.” Ou também “Isto sendo. aquilo é”. E ainda dentro do tópico que estamos comentando. é totalmente dependente. te faço”). Pecando com as palavras. a eventos. creio eu. enquanto que os reflexos disso. a modo de dizer. os theravada consideravam e ainda consideram a dodécupla cadeia ou os “dharmas” constituintes do Pratityasamutpada – dharmas esses que também equivalem a fatos.Aquilo que fosse absolutamente material ou aquilo que fosse absolutamente espiritual. me vejo. “Isto-Sentir”). numa Autonatureza não se pode falar de matéria assim ou assada ou de espírito assim e assado. porque o REAL em Manifestação está livre disso e é totalmente Incondicionado. há aquilo”). mas que deviam ser vistos de modo negativo. se objetiva etc. . Esta geração . quase reais. aquilo surge ou aparece” ou ao “Sou eu que te vejo etc. meio e fim. as quais. ladrão e salteador… O que Aqui e Agora é absolutamente Real (Autonatureza. em pensamento.”. Esses hipotéticos absolutismos atribuídos à matéria e à alma são coisas do lucubrar. ou senão “havendo isto. infelizmente. resultam na falsa geração condicionada. portanto. isso seria meramente ativação da Lei da Geração Condicionada ou Lei da Geração Dependente (“Isto sendo. com começo. Então e para tal.

mas que tolice é essa de considerar setenta e dois dharmas (coisas. em termos dualistas e relativos. Esses dois fantasmas isolados. Buda. também não seriam dependentes de causas e condições. Pois é. apresentar-se aos sentidos do observador pensante como sendo algo que carece de natureza própria? Ora. e que consta no Mula-Madhyamika-Karika de Nagarjuna. seres etc. Tanto é verdade que os theravadas confirmam existirem setenta e dois dharmas sem essência própria (ou dharmas totalmente vazios. uma Lógica Extremada e Autofágica pergunta-se: Pode uma coisa pensada. e que se sintetizam num “Tudo é” e se transferiram para um quase “Nada é”. tais dharmas ficam condicionados. seriam o espaço e o próprio Nirvana. Para os theravada. eventos) sem essência própria. conformando-se com o enunciado do décimo sutra ou versículo supra. alertou que estivéssemos atentos com os dois extremos (eternismo e niilismo). contudo. então. coisas. nem de essência se pode falar? E então. se no que diz respeito aos bilhões de engendramentos. por causa disso. evento.) que aparecem estão sempre sujeitos a causas e condições e. Os engendramentos do ego não são nem SER nem são não-ser. os partidários do budismo hinayana desligaram-se dos eternistas. por sua vez. com seus dados condicionados (“dharmas”). próprios dos niilistas. amigo. Essas hipotéticas realidades últimas ou dharmas com essência própria. o que não está errado. coisa. pretensamente objetivada. São um fazde-conta! Se tais monges sustentam que os setenta e dois dharmas (ou fatos. já que este pretenso ente também é sem essência própria. fatos. ser) possa aparecer por si mesmo. e que inclusive parece ser real.qualquer dharma (fato. provindos do pensamento enganador e pior agir. e que se faz presente supostamente separada do observador pensante. Mas com essa postura. inclusive esse tipo de vida totalmente carente de essência não pode objetivar-se e apresentarse a alguém mais (ego). e acham que só dois dharmas possuem essência própria. um dharma só aparece ou até mesmo passa “a ser” quando se relaciona com outro dharma. pode ela. e que não nos apegássemos a nenhum. eventos. já que “o absoluto não-ser” dos dois anularia essa possibilidade. seres. eles então negam a Realidade Última que o Ato- 301 . separada dele. e contrariando inclusive o enfoque dos monges theravada ou do Pequeno Veículo. para os monges budistas theravada. simples modos mentais).

como se pode dizer que as conseqüências. as conseqüências não podem estar dentro das [pretensas coisas nem dentro das] condições. causas e condições. amigo. coisas etc. eventos e seres reconhecíveis. evento). Graças ao discurso do ego. digamos o gosto salubre do sal ou senão a pretensa eficácia de um dharma (ou coisa. aparentemente se cruzam e resultam em ego-pensante. seres. 302 . salvo o espaço e o Nirvana (ou pretensos dharmas incondicionados). fato. num legítimo faz-de-conta. Há apenas interdependências momentâneas. do outro. quer em parte. eventos. 11) [Nagarjuna diz]: Quer em parte. jamais se encontra naquilo de que parece depender. de um lado e falsos objetos. Se elas não estão dentro das condições. fatos. os efeitos nascem de coisas. e sempre a propósito daquele versículo ou sutra que em páginas precedentes já foi visto. quando se tratou da azeitona e do azeite. não se encontra no pretenso sal ou no pretenso dharma em si. como antes já ficou alertado e denunciado. os frutos. que sentido faz ficar falando da existência de tais coisas e seres (dharmas condicionados). permanentes. Se tais frutos ou efeitos não estão dentro de coisas. Isto é. reflexos do “Isto” (Manifestação Primeva) e caducidades do “Sentir” que.. isto é daquele suposto sal ou daquele suposto dharma-coisa. E se eles negam tudo. causas e condições? Dito de outro modo. o que é dependente.) sem essência própria e dharmas com essência própria (Espaço e Nirvana). ser. os efeitos ou as conseqüências não podem estar dentro de coisas. quer na totalidade. mesmo se vistos de modo negativo? Como é que esses monges podem admitir inter-relações entre pretensos objetos (dharmas negativos) se estes supostos objetos não se afirmaram por si mesmos para tornar possível e compreensível tal relação? Foi por causa da confusão desses monges que no versículo 10 Nagarjuna parece negar até a validez relativa do Pratityasamutpada (Havendo isto. espaço-temporais. duros. há aquilo). tudo isso pode até transformar-se em fatos científicos ou senão em coisas. como se pode dizer que elas nascem das condições? Ou seja. E se (tal gosto salubre) no sal não está. Não há dharmas (ou coisas. quer na totalidade. causas e condições. ele também não poderia sair daquilo de que depende.Consciência possivelmente encerra. quando não é bem assim.

Fala em terminações nervosas sensitivas. E mais. ou se torna perceptível e reconhecível como sal presente. conduzindo um impulso elétrico. bioquímicas e respectivas provas – ele jurará tratar-se de constatação. ou até mesmo a eficácia do próprio dharma se encontrassem naquilo – ou naquele pretenso sal ou ser – de que depende. por sua vez. Depois transformou o pretenso sal da velha tradição em cloreto de sódio. gustação e percepção da presença do pretenso sal externo. com gosto e tudo o mais. não necessitaria sair 303 . pois sim. objetivo e separado do sujeito pensante. sinapses etc. em gosto salubre e tudo o mais. inventou neurônios especiais para aquilo que viria a ser gustação salubre. em átomos de sódio. a ciência aqui simplesmente está mentindo ou inventou estórias. nas descrições anatômicas. biofísicas. A seguir a biologia fala em papilas gustativas sensibilizáveis que dependem do biólogo ou médico observador. e poucos dão-se conta desse engodo. em presença do sal externo. elétrons que iriam estimular as terminações nervosas das papilas gustativas da língua. terminando no cérebro acabariam excitando fantasmagóricos neurônios que. E com todas essas seríssimas lorotas acrescentadas.A ciência biológica (medicina) explica o gosto salubre do sal de cozinha pela liberação de pretensos elétrons do cloreto de sódio (ou sal). passe de mágica. em pretensos elétrons livres.etc. considera o sal de cozinha real. por um passe de mágica transformariam esse estímulo (ou descarga elétrica) em percepção. Mas para o otário que em todas essas bobagens intermediárias acreditar – ou seja. neurônios intermediários para fortalecer a rede nervosa do sentir. em átomos de cloro. Para começar. a biologia médica inventou uma porção de faz-de-conta intermediários. torna-se simplesmente impossível de se percebe ou de se conscientiza coisa alguma. fisiológicas. se a pretensa essência salubre do sal (essência própria). E finalmente enjambrou centros nervosos. a eficácia salubre. em ânions cloro. onde num. E toda essa pantomima intermediária foi a que se montou em laboratórios de experimentação científica só para nos impressionar e para explicar e fundamentar o que não se explica nem se fundamenta. que se transformará em gosto salubre ou gosto do sal no cérebro e na língua. próprias para o sabor. Estes estímulos. E mais. Para esse fato cotidiano aparente. em cátions sódio. para tornar-se significativa. ela. em nervo aferente ou sensitivo. Todavia. o gosto salubre se torna consciência sensível.

E pecando com as palavras. é só um 304 . sugira-se que tal “Isto” é igual ao Objeto Primevo e Real. eles. tudo é só “Isto-Sentir”. ou seja lá o que for. atomismo). elas apenas corresponderão a alertas e a mentiras absolutas. contudo. quando muito será fruto de uma comunhão). sem resolvê-lo. a causa (azeitona) transformada em efeito (azeite) por meio de uma modificação da pretensa matéria permanente. independesse do sal. funções ou efeitos fossem plausíveis em si mesmos. nem “Sentir” precisa ter pressupostas papilas gustativas para captar fantasmas externos. E devido a isso. por que não depende também de outra função ou efeito mais. ou se a função salubre do sal supostamente se desprendesse ou ficasse liberada. Ou seja. e tal “Sentir” é igual ao Sujeito Primevo e Verdadeiro. com suas manobras e enjambrações. e inclusive é ainda uma Não-Dualidade perfeita.. graças ao que ficaria evidente o logro e a mentira do ego. Falar de uma modificação. teríamos um recuo para o menos infinito. ainda livre do cogito enganador. pretensamente externo e separado da pessoa-ego. sem nunca terminar. e agora numa condição de “Isto” –(sal). Se a pretensa função salubre. necessitariam ficar absolutamente validados por meio da mediação de outras causas mais.. não pensado. aliás. “Isto” não precisa soltar elétrons. sempre reconhecível. de uma transformação da coisa ou da condição causal (azeitona-azeite) é igual a transferir temporariamente o problema. que em verdade nunca persiste igual. ou senão de nenhum? Ademais. Este enfoque crítico está apenas sugerindo que o que de fato É. nem precisas de neurônios ou nervos sensitivos para conduzir bosta nenhuma a um hipotético cérebro falsamente perceptor. nunca se poderia discernir o que é função. oferecendo como explicação exatamente aquilo que se tenta explicar. e não a pretensa condição material e salubre de um sal. efeito e o que é “Isto” –(sal) em si… E se o que já É precisa sempre depender desta ou daquela função ou efeito para ficar supostamente caracterizado. como.daquele sal de que depende… Nessa trampa toda. ficou evidente. por sua vez. significativos são somente o Sentir e o Atuar em Nós. (O sentir salubre aí. Toda vez que pretensas objetividades têm que avançar para um mais infinito (astronomia) ou têm que recuar para um menos infinito (microbiologia. simplesmente É sem ter que libertar um efeito salubre que o caracterize e que lhe daria outra nova razão de ser. Ou seja. se todas as características.

nem por modificações intencionais. acrescentado e transformado em pretensa outra coisa salgada. Por outro lado. e fica falando de coisas separadas.engendramento milenar ou são formas-pensamentos-fantasmas prevalecendo absolutas. o sal pretensamente material. isso reconheceremos. Alerto eu. e isso também parecerá durar forte e longamente na nossa frente. quando a partir do segundo momento de caducidade existencial resolve discorrer a respeito da Vida. não poderá deixar de ser reconhecidamente salgado ao meu paladar. aparentemente. (ou esquecer-se) de que a nova faceta desta outra coisa impermanente. O que o pensamento em nós. ficou salgada pelo acréscimo e influência causal de um pretenso sal de cozinha. aquilo aparece…). em pensamento. por conveniência. outra coisa mais impermanente que. Nessa constatação pretensamente corriqueira de “isto é salgado”. depois ninguém reconhecerá naquilo que já não é sal o que antes era reconhecidamente sal de cozinha. mas que agora também encontramos salgada. mesmo sendo uma superposição ilusória. com supostas propriedades. O ego-pensamento em todos nós. e não apenas um pozinho branco reconhecível e depois salgado. digamos. Não é. no mundo das aparências cotidianas. caro amigo. milenarmente habituado. sem. apela para uma lógica superficial e capenga. nem por pretensas transferências. um Sentir prevalecendo e um enxergar viciados e condicionados. De modo aproximado. E se deixou de ser reconhecidamente salgado. abandonar sua suposta natureza de sal de cozinha. pois. ele só acrescenta “fumaça e confusões”. é claro. são um fundo mental ou campo de consciência sensorial da humanidade. há todo um Fazer. . E para tal. é exatamente esse mesmo e pretenso sal de cozinha. dizer que o sal de cozinha (sempre pensado e reconhecível) pode salgar outra coisa (pensada e reconhecível) é o mesmo que não levar em consideração. nem por misturá-lo intencionalmente com algo mais. o mexer da boca. assim fomos milenarmente habituados a reconhecer tal sal – esse sal pensado não pode deixar de ser reconhecidamente salgado nem por atuações propositais pessoais. dos relativismos e dos reconhecimentos. se a condição reconhecidamente salubre parece ser própria do sal de cozinha em si – pelo menos. o gosto pensado e reconhecível ou o paladar salgado fazem o sal de cozinha. De mais a mais. de 305 . em verdade cogitadas (“Isto sendo. resolveu tornar inerente ao sal de cozinha pensado e extrojetado.

o que para nós acabará se constituindo no não menos fantasmagórico tempo. de modo dual. sujeito aqui e coisa lá. frutos] nascem de causas e condições. além de falastrão. eu pergunto: por que as conseqüências não nascem também de algo mais que nada tenha a ver com essas mesmas condições? Se as causas e as condições fossem em si mesmas e se se explicassem por si mesmas. a extensão. a persistência ou duração. como se pode dizer que os efeitos ou as conseqüências nascem das causas? A dualidade ou multiplicidade. Colocará tudo isso de maneira bem linear. durante e depois. mas em verdade contradição – são pura trapaça do ego mentiroso e ladrão em cada um de nós. 12) [Nagarjuna diz]: Se [pensando] afirmarem que as conseqüências [efeitos. a falsa matéria – aí tudo implícito. mesmo sem estarem de antemão dentro das mesmas. ladrão e salteador. ou então supostas coisas de suas eficácias e funções. o produto ou o efeito já se encontra na causa. fácil seria a uma assim dita testemunha (ou a um ego-pensamento) constatar isso. Depois fácil seria também registrar essa mentirosa percepção em dizeres convincentes e em fórmulas matemáticas. fica impossível distinguir a condição causal daquilo que por ela ficou condicionado. há ou não há alguma identidade? Se houver alguma identidade. ele dirá que são intrínsecas às coisas. se os efeitos estão dentro das causas. só para alguém. Na verdade. separará pretensas causas de supostos efeitos. impossível fica distinguir o que é causa e o que é efeito. então a conseqüência é também causa e necessariamente não só efeito ou produto. Como se não bastasse. num antes. meu caro amigo. nos depararíamos com esta alternativa: entre determinada condição causal e o que por ela parece ficar condicionada. mais tarde. o separatismo. 306 . o falastrão em nós alegará que elas sempre vêm antes e que o fruto ou efeito vem depois. se o que acabei de esboçar fosse possível. o mesmo egopensamento. De qualquer modo. Quanto às funções. E se os frutos não estão dentro das causas e condições. dizer de modo um tanto e quanto prepotente: “Aqui está a prova. todas essas artimanhas são apenas condicionamentos mentais. aqui está a mais pura verdade!” Entrementes. Se a conseqüência. Quanto às causas.causas e condições primordiais.

E aí "a coalhada poderia surgir até do vinho". digamos. Interdependências mágicas poderiam se superpor de qualquer maneira. O criticismo de Nagarjuna e de uma Lógica Extremada e Autofágica.. não haverá nenhuma possibilidade de aproximar certo fruto dependente.Agora. E mais. feita falsa percepção – conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo – da água. Por mais delirante que possa parecer. Contrariando o que a ciência diz e impõe. a conseqüência ou o produto já não estiver na causa. se não se pensasse tanto e tão mal. isso é um interesse da própria lógica-razão milenar. parecem interdepender por causa de um pragmatismo milenar que certos homens pensantes manifestam. a água comum também poderia originar a coalhada. E nesse caso. sequer haveria homens pensantes e coalhadas pensadas. e sem tantas explicações. não é porque ele está absolutamente certo ou é natural. ou determinou para que assim se apresentasse. denunciariam que o leite e a coalhada. reconhecíveis. agora transformada também em falsa percepção. E a propósito. façamos de conta que esses relatos contem uma verdade aproximada àquilo que está se dizendo. não teria Jesus transformado água em vinha e Moisés feito brotar água da pedra? Pois. mas é porque um conjunto de condicionamentos. Relativamente falando. no caso. E se um único enfoque prevalece sempre. não são fatores físico-químico-biológicos intrínsecos ao leite os que fazem surgir a coalhada. se a coalhada ainda não está no próprio leite. de causas e condições milenares determinou que assim fosse. ou de seja lá o que for. pois. Se essa lógica-razão enganadora não interferisse e não vingasse. superpostas. dizer que o efeito surge da causa é igual a dizer que o produto veio à tona a partir de onde nunca esteve. também poderia provir a coalhada. e relacionar isso com aquilo. o pretenso efeito poderia ter surgido de qualquer outra parte. essas causas e condições não se 307 . aqui outra vez se ressalta a probabilidade de o azeite comestível poder estar contido tanto na semente como na pedra. se não houver qualquer identidade. condicionado a determinada causa ou condição. 13) [Nagarjuna diz]: Ainda que se possa dizer que as conseqüências [efeitos] nascem de causas e condições. Mas que assim tenha de ser. mas apenas prevaleceria o Fato em Si ou “Isto-Sentir” em perfeita comunhão. Se o efeito.

e esta por outra mais. Por outro lado. E. até que se recue a um infinito de causas ou suposições capciosas e inferências mentirosas. recuo que nunca se deparará com a condição primeva ou primordial. recuo esse. frutos.produzem por si mesmas. Mas conseguir desvendar como tais causas e condições supostamente surgiram. E aqui. se concatenaram. se autoproduziram. teológica. quando não são nem causa nem efeito de coisa alguma. aliás. sempre acabaremos num recuo mais ou menos infinito e absurdo. científica. digamos – sem nunca ninguém ter tecido críticas. efeitos.. vieram-a-ser para resultarem em efeitos. como fez e continua fazendo a lógica-razão científica – à sua revelia. pois sim… Amigo. frutos nasceram de causas e condições? Pois é. meu caro amigo. e esta de outra causa mais. nem como provinda do deus acaso simplesmente não é causa de coisa alguma. e depois as “condições das condições das condições” etc. mas as trapaças inerentes a tudo isso. dualista. como podemos dizer que essas conseqüências. ele costuma ocultar… Diria um ignorante calcado em psicanálise freudiana: “Tais manobras ficam inconscientes!”. Entrementes. aí forçosamente cairemos em completa contradição. no entanto. filosófica. a ignorância-ego-pensamento no homem joga com o supra-sumo da mentira e da desonestidade. ter proibido que continuasse agindo a bel prazer e sem que ninguém lhe tivesse “segurado os arreios”. que o ego-pensamento sempre induz. Uma atitude muito comum do conhecimento enganador (conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo) é fazer depende uma causa de outra anterior. toda vez que quisermos encontrar as “condições das condições”. toda vez que uma pretensa causa é substituída por outra. é muito fácil afirmar que os efeitos ou os frutos sempre nascem de causas e até mesmo de condições. uma causa que não se autodetermina nem como provinda de um ele. amigo. deus-persona. E este recuo a um infinito de pressuposições absurdas (ou inferências delirantes) é exatamente o que a ignorância-ego-pensamento induz e 308 . Se as conseqüências [efeitos] nascem de causas e condições que não se produzem por si mesmas. isso sim que é muito difícil. até que se recue ao infinito. para uma lógica superficial. com quanta empáfia costuma-se dizer que tal deus pessoa ou deus acaso são respectivamente a causa das causas. tanto faz.

os quais. tal fruto também poderia ter nascido de outra causa mais. para que tal “calhamaço” não acabasse assustando os atuais assimiladores da cultura televisionada ou senão da Internet. originalmente fazia parte de um grosso tomo de mais de quinhentas páginas datilografadas. Tive que desdobrá-lo em quatro outros livros menores. não revelando absolutamente 309 . o livro que agora tens em mão. de tão gritantes e enganadores. e mostro o quanto as “descobertas” científicas são mentirosas. totalmente artificial… Senão isso. Mesmo assim. amigo. bem ao contrário! O movimento ou deslocamento continua sendo impossível. quanto egotismo. complicam e transferem adiante causas e condições sem nada aclarar sobre o que vem a ser o fantástico enigma da Consciência Real e do “EU” – Não confundir esses com o inconsciente freudiano. quando.impõe. achando que com tais cálculos iriam explicar muita coisa. Da variação desse movimento ou aceleração então nem se fala. Num segundo tomo trato dos mistérios do movimento ou deslocamento e denuncio a falaciosidade da aplicação do cálculo infinitesimal. e ter aperfeiçoado o cálculo integral. evidentemente. absolutamente nada aclararam. que certos matemáticos e físicos se ufanaram de ter criado as derivadas. prepotência e orgulho fútil saltaram fora de toda essa brincadeira perfeccionista. Quanto mais se pensa. só confundem. integral etc. Os logros são muito piores. se determinado efeito ou fruto nasceu pretensamente de uma causa que para tanto não se revelou absolutamente veraz e eficaz. Amigo. reparem aonde foi parar o famoso átomo ou “indiviso” do grego Demócrito. Num oceano de delírios e fantasmagorias altamente deletérias. E o que está se fazendo em termos de falsas verdades médicas e biológicas? Venenos. dependentes. No quarto tomo. mesmo que um arremedo disso apareça. principalmente no mundo científico. que alguém comece a sopesar os frutos e achados da fisiologia cerebral e respectivo psicologismo. barbaridades e mentiras que apenas enriquecem laboratórios safados. cálculo infinitesimal por causa de certos enigmas ligados ao movimento ou deslocamento. desdobro o engodo terrível da fisiologia e psicologia cerebral. Como um exemplo gritante de toda essa mentira vigente. tão ineficaz e enganadora (ou não correspondente) como a primeira. nada. determinista e dolorosamente lamentável! Por conseguinte. aparentes e eternamente enganadoras. mais essa ignorância-ego-pensamento se reforça… E dizer.

e principalmente a casualidade (acaso) são absurdas e contraditórias!… Estaria na hora. a Lei Geração Dependente ou Condicionada. [se forem reconhecíveis]. que as conseqüências. da Consciência e do fantástico EU SOU ou Deus Vivo. em face da malignidade do discurso interior ou raciocínio. cientificistas. subjacente. se tomada em termos absolutos. coisas do raciocínio. causas e condições em Termos Absolutos nada são. não se pode dizer que as conseqüências [efeitos] nasçam [sempre] de causas e condições. em meus livros editados Antipsiquiatria e Sexo e É a Ciência uma Nova Religião? 14) [Nagarjuna diz]: Por isso. da Filosofia e da Teologia. Repetindo então. a causalidade espaço-temporal da Ciência. porém. Com ela vinga também a Lei da Interdependência. que certos cientistas. superposta pelo mal pensar. filósofos e religiosos pensantes abraçaram e difundem a título de autopromoção.nada a respeito do grande mistério da Mente. “IstoSentir”. do pensamento discursivo e que nenhum valor vital têm em si. pois. mas mesmo assim fantasmas ou “fantasmagóricas palavras que criam e matam outros fantasmas!” Em suma. materialistas. tipo Autonatureza. vaidade e engrandecimento. onde causas e efeitos são tomados separadamente. e defensores do acaso] não se pode dizer. ou seja. como se pode pretender que haja coisas em si [no viver cotidiano] que sejam e não sejam causas e condições de tais efeitos? Amigo. e para evitar a petulância de alguns niilistas. de aposentar o capcioso e sutil mecanismo das causas e dos efeitos (determinismo). a Consciência-Ação (Deus Vivo)! 310 . Aliás. [Todavia. onde a pretensa causa sempre precede o suposto efeito. intelectuais. mesmo assim parece vingar. Não levando em conta a dualidade ou pluralidade enganadora. relacionadas a coisas pretensamente materiais ou anímicas. Uma vez que [em termos absolutos] não existem conseqüências ou frutos em si. [diante da Verdade Absoluta e silenciosa]. e em termos relativos são fantasmagorias em momentos convincentes. é absurda e contraditória!…Toda causalidade. não nasçam também de [certas] causas e condições [pensadas]. ou ainda o Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar. ou aproximadamente. E é exatamente esse mal pensar o que ofusca e esconde uma Realidade em Si. eu já tinha feito isso.

desvirtuando-o para tal. Sim. mas pensadas.A causalidade só é plausivelmente válida a partir do momento (ou falso começo) em que a ignorância-ego-pensamento aparentemente se intromete e desencadeia a Lei da Geração Condicionada e a Lei da Interdependência. onde a suposta alma-ego-pensante se transfere. tudo o que este ego falastrão pensar. Só depois disso é que a ignorância-egopensamento ficará falando de verdades pretensamente materiais ou mundanas. e a própria ignorânciapensamento se transmuta em ser. endeusando uma objetividade enganadora e até mesmo uma 311 . Toda essa superposição de aparências e faz-de-conta. contudo. Cuidado. amigo. relacionadas a um após morte. porque se o discurso lógico superficial insistir em assentar aparências convincentes. a seguir. pai da mentira e da violência. deixando. DETERMINISMO CAUSAL E DETERMINISMO CASUAL SÓ CONFUNDEM Amigo. entre outras manobras sutis. E principalmente se não existia nada contrário. e até mesmo falará de falsas verdades espirituais. isso aparecerá ou se fará presente. nesse caso. a Verdadeira Vida (ou Autonatureza) um pouco mais à vontade. ladrão e salteador apresentarei outros argumentos e outros sugestões. Tal falso viver. Daí por diante. desde que esse fantasma. Tal ignorância-ego-pensamento. ocultando todo o resto. para fundamentar a origem e intromissão do ego. é tão enganador e aparente quanto o “sofrido além”. em pessoa ou em ego-pensante. acredite ter conseguido executar o ATO. com a reprodução dos 14 versetos ou sutras do Primeiro Capítulo do Mula-Madhyamika-Karika de Nagarjuna – e que dizem respeito aos condicionamentos – apenas se tentou anular as mentiras e as enjambrações superpostas. tanto materiais como pretensamente espirituais. transforma reflexos caducos do “Isto” e ressonâncias defasadas do “Sentir” em coisas objetivas. geralmente começa a prevalecer nas escolas do mundo. anímicas. começando a sobrepor faz-de-conta de sua própria lavra.

é mais do que cinema ou teatro. em termos aparentes. De mais a mais e insistindo. tais pretensas causas e condições serão só e sempre pensadas ou pensantepensadas. Por conseguinte. “Isto-Sentir” ou O que É de Fato não 312 . de certo modo não podem se assentar sem os conteúdos ou as formas. meu amigo. palavras. a lógica-razão não vale grande coisa. A geração condicionada que o ego-pensamento e a execução do ato intencional concatenam é indubitavelmente constituída de formas vazias e nomes mais vazios ainda. num tempo passado qualquer. sempre que para explicar as relações das pretensas causas e condições. não podem dar-se sem os nomes e as palavras. volto a perguntar: nessa pretensa combinação de condições causais. só parecem prevalecer ou vingar nas superposições da Lei da Geração Condicionada e Lei da Interdependência. em termos de opinião. E os conteúdos ou as formas. Ou seja. contudo. por que temos que ficar falando de como se apresentou. ou senão de todas as outras condições ou senão simplesmente de nenhumas? Nesse caso. se ele já apareceu? E se o efeito condicionado ainda não foi dado. por sua vez. para evitar que terminemos todos no pior dos infernos. O existir condicionado. Para tal. a qual suporta tudo. E é por isso também que ele. Os pensamentos que. o efeito condicionado já foi dado ou não o foi? Se o fruto condicionado já foi dado. ainda não apareceu. Não fosse a Autonatureza ou o Saber-Intuir-AmarAtuar-Sentir-Isto tudo seria um cineminha puro. naturalmente e com muita facilidade substitui a pretensa realidade material e inclusive a falsamente espiritual. isso se já não estamos. todos têm razão e ninguém a tem. se assim pudessem ser chamadas. por que seu aparecimento deverá depender da combinação de certas condições apenas. É por isso que o pensamento em si tanto pode estruturar formas como pode discorrer (nomes) a respeito delas. isso tampouco alterará ou melhorará o dilema. porque no fundo. a Realidade em Si ou a Autonatureza intemporal. portanto. se recorre à combinação de diferentes condições convergentes. continuará prevalecendo o argumento tantas vezes repetido. E. precisamos começar a entender que Causas e Condições. não substituindo. Ai amigos.subjetividade confusa. contudo. alguém especial ou algo mais terá que fazer alguma coisa. com seus pretensos efeitos ou frutos. ao se exteriorizarem só equivalem a nomes. consegue assentar uma Geração Condicionada que. e não de outras mais.

e até mesmo o que é Incondicionado (digamos. O BOM CRITICISMO ESVAZIA OS PARECERES Como já deu para ver. “Isto-Sentir”) também se mesclarão e se confundirão. Deus Vivo) não pode provir nem do que já foi (passado). prezado amigo. tipo a origem causal e condicionada das coisas e seres. esse O que É seria condicionado e temporal. Os pretensos efeitos ou dados condicionados. todo e qualquer ponto de vista pretensamente racional e também todas as causas. os efeitos. então. Condições e não-condições confundir-se-ão se se pretender sustentar teimosamente que as causas são irredutíveis e irrefutáveis. dos eventos e de tudo o mais ficam eliminadas. tipo os fatos ou eventos materiais e espirituais. tipo os efeitos. como alega o determinismo científico. em verdade só polui e tudo confunde! A pretensa causa única – ou o materialismo científico e totalmente casual. com o eterno falso deus deles – e as diversas outras causas mais se revelam absurdas e impossíveis para determinar efeitos claros e plausíveis. as condições e relações só servem para assentar enganadoras realidades 313 . nem do que ainda não é (futuro). todas as possibilidades pretensamente racionais de explicar científica e teologicamente a origem das coisas. E O que É (Autonatureza.pode proceder de causas e condições exatamente porque É. é o caso de se perguntar: como é que certos lucubradores podem se orgulhar de suas opiniões. Desse modo. livre de dogmatismo. sempre que para tal se recorre apenas à lógica-razão afirmativa e forjadora de dogmas e intolerâncias. objetivamente). dos fatos. lógica-razão essa que em vez de tudo aclarar e tudo explicar. Por isso. O que não É (ou a imaginação pura) tampouco pode provir do que É nem do que não é (ou do que não aparece. de suas próprias maquinações mentais e que não passam de delírios ou senão de “flatos mentais”! E que explicação lógico-racional é essa. Se proviesse. ou senão a enganadora religiosidade monoteísta.

Ninguém pode conhecer o Real de modo científico (conhecimento indireto e indiretíssimo). do lado de fora sempre acabaremos captando fantasmagorias. é impossível de ser intelectualizado e decifrado. desgraçadamente. transformou-se na lógica-razão acadêmica. a deusa impecável e absoluta do “bom conhecer”. servem também para esconder e excluir o que é de fato Real! De sua parte. sempre nos alertaram que prevalecendo a presença do ego em todos nós. volta a prevalecer o REAL ou a Virtude. Sim. teológicos. Fora nossas arrogantes opiniões ou doxa. ou seja. propriedade. Todo Criticismo fundamentado e bem aplicado resulta em Sunya. só buscaram anular certos pareceres. E isso é exatamente o que a Ciência Moderna fez e insiste em continuar fazendo. Quanto ao conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo que por aí prevalecem. O Real ou a Verdade é indeterminado. tanto faz. transformamo-lo em algo unifacetado. tudo é opinião. com uma qualidade. ou quando se O determina como se fosse um “é assim” ou um “não é assim”. Quando se reveste o Real com um caráter. como deu para ver. Inclusive as descreveremos com muito empenho e até mesmo elegância. a mente forçosamente ficaria presa ao avidya ou à ignorância-desejo-pensamento. grosso modo. se por dentro só raciocinarmos ou discorrermos. científico inclusive. como ensinava Platão. filosóficos). o qual a ciência nunca quis conhecer. contudo. tão bem usado e abusado pela ciência moderna.. Esta pretensa lógica-razão divina depois. categoria. em algo parcial e. ou senão os pontos de vista racionais (científicos. nem levou em consideração. convém salientar que nele tudo é DOXA. 314 . E deste avidya. as negações críticas do Sábio Nagarjuna. conceito etc. justificadas por matemáticas e simples opiniões. tentando impedir que persistissem como dogmas. mais o criticismo de uma Lógica Extremada e Autofágica.superpostas e. nada sobra escondido feito uma Razão Perfeita. principalmente em irrealidade. se levantará o conhecimento indireto e conhecimento indiretíssimo. E externamente falando. Sunyata ou resulta no Vazio-Pleno. como dizia Platão. pois sempre que se rechaçam e se anulam os pontos de vista mágicos (do povo em geral). Todavia. por meio desse perceber distorcido e falso conhecer só enfocaremos e aprisionaremos Maya ou aparências e ilusões. Os orientais. feito um EPISTEME ou uma lógica-razão divina.

o outro forçosamente tem que se confrontar com ele. aparentemente inconscientes. Esse seu parecer próprio finalmente rejeitará todo o resto. em vir-a-ser. é sempre o ego-pensamento safado. o homicida e construtor do edifício de ilusões – e é até mesmo o príncipe deste mundo. mas apenas em Sunya. em niilismo materialista. Portanto. além de anulá-los. mas em realidade meras sutilezas epístemo-psicológicas. Com tal divisão [ser e não-ser. antíteses e sínteses hegelianas. pois tudo o que se determina. em deus isolado. tanto mágicas quanto racionais. particularizando-O. Sim. a título de alerta. e que é a origem das trevas exteriores. Se um homem se prende àquilo que. o ladrão. o salteador. O apego ativa a sede do prazer. mal pensando. o antípoda. o Demiurgo. Sunyata é a correção consciente de uma falsificação Primeva do REAL e que se dá de modo muito sutil. racional e intelectualmente só e sempre acaba negando o Real ou a Vida. que é essencialmente indeterminado ou Desconhecido (nirvikalpa). O Bom Criticismo que esvazia todos os argumentos não resulta em aniquilação. que é a negação da negação. o Adversário. jamais conseguirá libertar-se. Tal 315 . considera real. ela só acabará negando o Real. Nagarjuna preconizou este princípio: “Quando um ser fica assentado. em matéria ou energia puras etc. mas nem tão inconsciente assim. são fruto de uma intromissão mental ladina que nega o Real. o Demiurgo – quem aparentemente introduzirá essa distinção desnecessária e descabida. No encalço destes dois últimos. E a propósito. Toda e qualquer consideração a respeito do REAL. Um Bom Criticismo esvazia os pontos de vista dogmáticos. isso forçosamente criará o fantasmagórico “outro”. Em verdade é sempre o “outro”. da multiplicidade. devido a suas determinações e restrições trará consigo a ilusão da dualidade. E quando uma tese se levantar. o ego. O resultado de tal capciosa e estúpida consideração diferenciar-se-á do REAL e passará a prevalecer no lugar do próprio REAL em Si. E aqui não adiantará apelas para as teses. transformando-O em substância anímica ou material.Todas essas distorções internas e externas. saltam fora todos os vícios. ego e o outro] surgem o apego e a aversão. qualquer ponto de vista.

suspeito que já é possível botar a pretensa objetividade Real dos niilistas-materialistas (escola científica) e a objetividade puramente pensada dos idealistas (ou simples opiniões) em xeque-mate. [As trevas exteriores ou o] Samsara. Espero que. acredito que já dá para suspeitar que a vida e o mundo nunca foram aquilo que sempre se disse a respeito deles. imaginarão qualidades nas coisas. E não somente se questionou a validez da objetividade como principalmente se denunciou tudo o que diz respeito ao enganador subjetivismo fisiológico perceptor e cerebral. Deu também para entender que o Conhecimento só é valido se for Direto. aparentes]. os homens. as rondas (ditas existenciais) estarão assim presentes e persistirão enquanto houver apego ao ego ou ‘eu’. do iletrado ou que o pensar 316 . E. e recorrerão a qualquer subterfúgio para alcançar o prazer fictício. no entanto. escravos dos desejos. nenhum dos dois é válido em si mesmo. Jamais poderemos evitar o conflito e a controvérsia quando se sustenta qualquer parecer. distorcendo-o ainda mais. Sabe-se também que o Saber-Sentir-Intuir é muito mais importante que o mero pensar mágico. ao longo de tudo o que foi dito.” “Todo ponto de vista sempre gera um enfoque contrário e. Na esfera do cotidiano ou vida prática. suscitará o surgimento de um parecer oposto (antítese). sustentar ideologias e pareceres gerará sempre apego e aversão. seja um arrazoado afirmativo ou negativo. pouco importa!”… (No caso sequer vale a síntese hegeliana e que não é nenhum degrau superior). como os que a ciência usa.cobiça então encobrirá todas as imperfeições [da objetividade e da subjetividade. denunciado e exposto até aqui. Cegados por isso. quando se confrontar. Um ponto de vista (tese) é normalmente exclusivo. já é possível suspeitar com muita força que o ego e sua lógica-razão só servem para bifurcar os reflexos da Realidade Não-Dual. Mesmo que tenha desagradado a alguns. superpondo-as de modo convincente. Após a leitura deste livro. mas nunca se for indireto ou indiretíssimo. VIDA VERDADEIRA É NÃO-SONHAR Amigo e paciencioso leitor. que de algum modo. para esconder o Verdadeiro e recriar aparências mundanas. esse subjetivismo fisiológico cerebral acadêmico tenha perdido a sua importância absoluta. e que a ciência ultimamente jurou ter decifrado.

portanto. e o ofusca. se engrenem (ou também não se concatenam nem se engrenam) e infelizmente virem séries existenciais fictícias e superpostas. em verdade é apenas forjação ou recriação da mente deles. 317 . o mundo ou a vida não se armou como uma máquina para que depois alguns pensadores ambiciosos se metessem a avaliar tal máquina e a tentar tirar proveito para uma técnica poluidora e uma indústria-comércio criminosa e altamente gananciosa. Também nada ficou escondido para que cientistas depois se metessem a descobrir. Aqui e Agora se dá apenas uma Manifestação Vital em Renovação. nada evolui. mas sim só se Manifesta. Tudo o que depende de algo mais também não existe em si. por isso mesmo. mesmo que “ressonâncias” desse mesmo Manifestar se concatenem. o aparente ou a irrealidade sempre acaba se superpondo ao REAL. nada dura. Agora já podemos suspeitar que nunca houve um começo para o mundo. eles não podem descobrir nada em algo que preexiste. Tudo o que parece durar e permanecer não existe também. As descobertas científicas não são. Eles apenas forjam. atuam propositadamente – são mágicos safados – e em conseqüência se apropriam do que não devem ou senão o rechaçam. que quase ninguém conhecia. Portanto. o suplanta. deu para entender que tudo o que eles dizem descobrir como se escondido estava e descoberto ficou. Ficamos sabendo também que nada começa. Outrossim.lógico-racional do erudito. um começo para a vida. tudo é sempre Novidade Aqui e Agora. tudo de se transforma e. Vimos também que nessa Manifestação sempre nova. Foi possível ver também que tudo o que está saturado de contradição simplesmente não existe. E mais. E que um agente real. tomados separadamente. Vimos principalmente que o agente e o ato. não são absolutamente nada. malgrado apareça. E sim que no lugar disso tudo. e mais raros ainda conseguiram Compreender e Vivenciar. Isso ocorre principalmente nos pensadores entorpecidos e nos racionalistas desavisados que lamentavelmente constituem a maioria. e que poucos ouviram falar. e assim por diante. extrojetam. tão impecáveis assim. e que nada nem ninguém criou coisa nenhuma no tempo e no espaço. por que não dizer por um Deus Vivo (nada a ver com Jeová). mas sim que tudo se Manifesta. a modo de dizer. emanada naturalmente pelo Absoluto. agora se sabe inclusive que graças a duas Leis especialíssimas. porque nada preexiste. Tudo o que se estende mais além do sentir cotidiano é enjambramento de nossa cabeça. nada se extingue em termos definitivos.

pela psiquiatria e psicanálise. O que existe são estados mentais ou estados de consciência que se manifestam ou vão se sutilizando. a canalização são outros estados alterados de consciência. supostamente constatada no estado de vigília. Ou ainda deitar. se levantam os pensamentos que resultam em ego mal pensante e no seu mundo pensado. que são legítimas superposições. é uma mentira total. Estados alterados de consciência são inúmeros e são muito mais importantes. vejamos agora algumas coisas que dizem respeito à consciência humana e suas sutilezas. Mais ou menos deu para saber e entender como a partir da ignorância-desejo. uma falácia absoluta. Ou senão dormir num sono profundo sem sonhos. tanto faz. fazer viagens pelo astral. A Vida em Si não é nada disso. egocêntrico e egolátrico é uma máquina-corpo para executar horrores. e até mesmo muito além da subjetividade estabelecidas pela psicologia acadêmica. quando em realidade apenas vai-se tornando mais ou menos sutil. a coisa conhecida e a possibilidade humana de conhecer.egoísta. boa ou má. Os estados normais de consciência são constituídos pelo ficar acordado (estar de vigília) durante boa parte das pretensas 24 horas do dia. Em verdade ser consciente disto ou daquilo já é uma manobra do pensamento porquanto aí implícitos estão o ego-conhecedor. ou senão que podemos ficar totalmente inconscientes. desdobrar-se astralinamente. espiritual estranha. e que nada tem a ver com o torpe e burróide fisiologismo cerebral científico. exercer o xamanismo mediúnico. Inconsciência total é outra mentira. dormir e sonhar. o fenômeno da bilocação. em suma deixar transparecer a mediunidade de incorporação. A Psicanálise alega que boa parte dessa nossa consciência cotidiana em verdade é inconsciencia. distorções e manobras epístemo-psicológicas do pensamento. Entrar em estado de transe hipnótico já é um estado alterado de consciência. meu paciencioso e amigo leitor. praticar a paranormalidade ou conseguir manifestar poderes paranormais do tipo “psi” ou “pk” tudo isso faz parte dos estados alterados de consciência. egóico. Ficar incorporado por uma entidade astral. Desmaiar. Com relação a essa consciência costumamos dizer que somos conscientes disto ou conscientes daquilo. porquanto por meio deles. sutil. 318 . E mais. fica evidente que a Vida vai muito além da mera objetividade científica.

como por natureza ou de hábito é. . para voltar para o plano de vigília. No sono sem sonhos. e isso sempre antes de acordar. O ego. quando estamos para manifestar o plano de vigília ou extrojetá-lo de novo). o Reino de Deus. o ego-pensamento ardilosamente se reinstala na Grande Mente (Ser) que de fato nos caracteriza. existem apenas pensamentos estruturantes. (ou melhor dito. Ninguém fica inconsciente de coisa nenhuma. E a propósito. até parece que não se está pensando em nada.Em todos esses estados alterados de consciência. id. não existem camadas mentais com atividades subconscientes ou inconscientes. as condenações. e esmagam o “estar consciente em nós”. mas sim são discursos descabelados. ou simples memórias recalcadas. aproximadamente igual ao sono profundo sem sonhos. costumamos dormir profundamente sem sonhos. em suma lembranças mentais acompanhadas de imagens que vão se tornando cada vez mais horrorosas e alucinantes. amiúde. superego freudianos são meras opiniões e invencionices. mas pode inclusive mudar de aparência e de nome. o ego sempre nos engana. e de maneira obsessiva. como se não existissem. são as autocríticas. Quando estamos para acordar. No lugar deles. que não estamos pensando a respeito de determinada coisa passada. todos nós. o raciocínio e a imaginação não 319 . E o teor de uma mente nessas condições se transforma num inferno vivo. É a maneira de que ele se vale para esconder o tesouro que o homem traz em seu íntimo. ou pensamentos discursivos que vão se sutilizando cada vez mais. e vem acompanhado de imagens ou formas mentais cada vez mais tênues. Aqui o ego se some. os sentimentos de culpa e de inferioridade. O que atormenta um neurótico ou um psicótico não é um “nada fervilhando” chamado inconsciente. ou melhor dito. revelar outra facetas. quando se está. e logo transforma o nosso abissal mergulho ou o sono profundo em sono com sonhos. O barulho mental ou o ininterrupto discurso interior vai-se agigantando ou se sutilizando cada vez mais. mas interferem ladinamente. lamento dizê-lo. E mais. com as imagens de fatos semivividos enterradas. instantes antes. No sono com sonhos e nos estados alterados de consciência. o egopensamento sempre está presente. que se agigantam. A memória. Num caso assim. o ego se transmuta na sua verdadeira condição: a de ser um nada sutil e sagaz.

passamos a pensar ainda mais. ladrão e salteador reinstala seus mundos. sem qualquer ego presente. Repetindo. inventando histórias. ou caímos imediatamente num sono profundo sem sonhos. repouso. recuperação e alegria de viver. ou é excluído do sono profundo. e que substitui nosso sono profundo. primeiro engendra o mundo de sonhos. à memória e imaginação. e quando supostamente acordamos. Por meio dessa sugestão safada. mentirosas. se formos torpes) aí simplesmente se anulou. sem registros. Como são tempo não conseguem nem podem se inserir no Intemporal. No passo seguinte recria e extrojeta o falso mundo real ou mundo de vigília. Valendo-se de pensamentos estruturantes. o ego em todos sempre nós leva a raciocinar que com o sono 320 . quase verdadeiro. certamente o poluiria e o corromperia também) – antes de acordarmos. voltamos a pensar. mergulhou no nada e que a mente (ou o cérebro. Nenhum homem passa de um sono profundo sem sonhos diretamente para o estado de vigília ou para o hoje de 24 horas ou para “o ficar acordado”. mundo do estar acordado. Mesmo que nos levantemos com uma sensação de paz. o ego-pensamento em todos nós. suas causas e condições. incute à nossa mente. graças ao discurso.participam desse sono profundo sem sonhos. “ao ego-apagar-se”. se reforça. Como o ego-pensamento não consegue penetrar no domínio do sono sem sonhos. O ego. E como se não bastasse. mente. e a seguir a mente se aprofunda e mergulha num sono profundo sem sonhos. – (Se penetrasse nesse estado de Consciência Intemporal. quando em verdade esse sonhar confusões persiste até depois de o homem se levantar da cama. quando temos que despertar ou voltar ao estado de vigília cotidiano. com o manto do nada ou com a impressãoconvicção de termos tido uma anulação psicológica e existencial. o ego nos engana. o ego bandido. ladrão e salteador sempre prepara seu caminho. primeiro passamos para uma fase de sono com sonhos e depois acordamos e levantamos. Nesse sono com sonhos. com a implantação do sono com sonhos. ou simplesmente começamos a sonhar semi-acordados. Ou seja. onde a persona-ego já está presente de outro modo. ao nosso “estar cônscio de” que ele. Quando nos deitamos para dormir. reveste esse quase Reino de Deus ou o nosso profundo sono sem sonhos. permanece e continua. seu cenário: o sonho fútil e o estado de vigília.

Está presente em desdobramentos ditos astralinos. na autohipnose. Algo parecido a tudo isso acontece com o homem quando mergulha num sono profundo sem sonhos. e finalmente acreditar. não sabem ou não querem saber. nos estados hipnóticos. Satori. outras informações de como o ego costuma surgir. com seus estúpidos bioquimismos e pretensos impulsos elétricos cerebrais. Agora na condição “EU SOU”. com a Iluminação. e que morrer é exatamente igual a tal condição. No sonho sem sonhos se vive de fato. E o ego-pensamento também está presente quando nos deitamos. Reino de Deus. o egopensamento sempre está presente no nada que ele é. se flagrar em detalhes. quando nada disso é verdadeiro. Jardim de Alá. vejamos agora. Iluminação do Homem com nomes tipo Nirvana. Tao etc. porque não lhes convém. por estarem familiarizados com sua própria ExistênciaConsciência. Daí porque e desmentindo o psicologismo acadêmico dormir sem sonhos é mais importante que somente sonhar. amigo leitor. estudar. reconstruído. conseguem se Aperceber. Está presente no desencarne ou no após morte. nem investigar. na sedação cirúrgica. O ego-pensamento só se ausenta ou se some com a AutoRealização. como no desmaio. Os que freqüentemente experimentam a superação ou eliminação do ego graças à prática da meditação-concentração (“dhyana”).profundo sem sonhos simplesmente nos aniquilamos. Em tudo o que parece ser refeito. dormimos e começamos a sonhar. 321 . O QUE CONSEGUEM DA MENTE A MEDITAÇÃO E AS FORÇAS GENUÍNAS Além de tudo aquilo que foi dito ao longo deste livro. psicanálise e psiquiatrias acadêmicas. no sonhar se volta a mergulhar num faz-deconta. Os Sábios de todos os tempos batizaram essa Auto-Realização. e tendo eliminado ou transmutado o ego. nos estados alterados de consciência. Como todos sabem. o pensamento está sempre presente quando achamos estar acordados. Éden. Nirvikalpasamadhi. mas desse retorno do Homem à Consciência Verdadeira e seu prevalecimento. as psicologias.

Eu-Ele estará a ponto de se Auto-Realizar. avança até a anulação do ego. que aprisionam e viram Carma. ponto esse que é exatamente o mesmo lugar de onde ele ressurge quando o corpo denso desperta. graças a posturas especiais e à boa respiração. portanto. Esse enfoque volta então a se inserir num inegável Sentimento Existencial Primevo que é o próprio EU SOU. não se aprofundaram em nenhum estado comum de consciência. a partir do próprio estado de vigília (ou do estar acordado). Esses não conseguem enfocar o lugar mental de onde o ego salta fora e se intromete. ou como um mero “atributo assim ou assado” da mente descuidada se levanta e se incorpora. se intrometer e se superpor a tudo o mais. e para ele então fica mais ou menos fácil enfocar o ponto mental onde o ego se apaga. ladrão e salteador. ao dormir profundamente. 322 . o qual “Ele-Eu” Buscador já é e sempre foi. quando ele vai dormir. Se o nosso buscador sincero consegue enfocar o momento em que. o bom buscador começa a se empenhar para alcançar um autoconhecimento razoavelmente profundo. Graças à meditação-concentração (“dhyana”). no próprio sono sua meditação se prolonga. mas não definitivo. de modo cada vez mais profundo. concomitantemente em que o ego vai se encolhendo até se sumir ou se transmutar completamente. uma intenção.no mesmo instante em que despertam do sono profundo. atua e interfere. o ego se apaga e o momento em que o ego parece se levantar. a desabrochar. sem que aí tenha se concretizado um propósito. Ou ainda não conseguem enfocar onde o ego se enfia ou desaparece um pouco antes de o homem dormir profundamente. em nenhum estado alterado de consciência. Como o estado de meditação desse buscador se renova. Graças à concentração-meditação (“dhyana”). se extingue. como o falso ego-entidade. de se Iluminar. e muito menos no sono sem sonhos. Com essa inserção na Verdade “ou com esse mergulho do suposto buscador na Fonte Buscada”. Isto é. nosso grande EU volta a prevalecer. ao descobrir como o ego. além disso tudo se Aperceber. todo buscador fiel à Verdade se volta para o seu Íntimo ou para a Mente-Coração e consegue direcionar seu enfoque inteligente e impessoal. Essa “inserção ou mergulho”. para esse o sucesso da busca ficará quase garantido. como diria Jung de outra maneira. ou também até a sua transmutação em “Selbst” (SER). Os que não se aprofundaram na prática desse Autoconhecimento.

Por meio desse enfoque. um farsante. o buscador sincero dá-se conta que "esse falso eu ou ego" é apenas uma sombra. o qual geralmente se apossa da natureza mental. passará a prevalecer uma condição mental chamada força de permanência (ou nishtabala). da natureza mental de qualquer homem. ou ao retornar ao pretenso mundo dito material. um ladrão e salteador da mente humana. Após isso. vejamos agora diversas passagens de religiões diferentes e da Sabedoria Eterna que falam desse ardiloso intruso. ou senão tentam sugerir a verdadeira Natureza do Grande EU ou Eu Sou… 323 . antes de dar-se o Apercebimento. Nessa nova condição perceptual. ou a essa natureza mais autêntica se superpõe. Em outras palavras. permanecemos ainda livres dos pensamentos estruturantes e discursivos. “isto sendo. O HOMEM E O VERDADEIRO “EU” OU SER Amigo leitor. uma falsa segunda pessoa ou um falso eu. graças a essa força de permanência conseguimos ficar atentamente equilibrados e lúcidos entre esses dois pontos da Mente Verdadeira. Quando estes com o respectivo ego se levantam. Graças a tal força de permanência. nosso poder de atenção irá se agudizando e se sutilizando cada vez mais. “da minha natureza mental”. E este falso ente. sempre se nos apresenta como sendo a primeira pessoa da natureza mental. o buscador sincero percebe que o que se levanta em sua mente é apenas um falso ente. o buscador sincero conquistará a habilidade de enfocar ou surpreender esse mero “atributo mental intrometido ‘"tal e tal’”. um não-SER. com seu enganador “ficar cônscio de” confusões perceptuais e multiplicidades ilusórias.Graças a esse Autoconhecimento bem aplicado e bem aprofundado. algo alheio ao verdadeiro EU SOU. a mente infelizmente volta a se personificar e se extravia. E enquanto tal força de permanência prevalece. que nos permitirá permanecer em equilíbrio mental entre dois estados: um posterior ao fim do sono sem sonhos e outro bem anterior ao despertar comum. o Autoconhecimento. aquilo aparece” – fruto da ignorância-desejo e dos pensamentos estruturantes e discursivos – e que é simplesmente o ego-mal-pensante”.

introspecção surpreendeu em si mesmo de que modo o falso ente psicológico se instalava na Mente Primordial do 324 . salvo a Psicologia Analítica de Jung. e isso graças ao Reto Entendimento. [ego-pensamento] merece. a Existência-Consciência tem que voltar a prevalecer total e plenamente em nossa Mente-Coração. O castigo justo para um falso ente como esse (ou ego) reside exatamente em destruí-lo em seu próprio ponto de partida.E foi exatamente a respeito de tal dilema que o sábio indiano. sem falar das demais doenças por eles provocadas. deu para entender o que o Rei Janaka exclamou quando numa profunda meditação. O certo aí é só o Homem dar-se conta da intromissão do ego e flagrar-se profundamente do que ele faz. livre de imposições. Por conseguinte. um pouco antes de começar a sonhar e acordar.!” É claro que aqui nenhum rei Janaka do estado de vigília irá castigar seu próprio ego. na Mente-Coração. em conformidade com a tradição religiosa indiana antiga. à Reta Percepção. se referiu quando disse: “Descobri o ladrão exatamente no momento de sua chegada. em seu aparecer. no momento de sua intromissão. falsa. E já que o ego até o dia de hoje sempre atuou como se fosse a primeira pessoa em todo homem. toda ressonância. ou seja. diferente do grande EU e alheia às nossas angústias e sofrimentos. livre de ego e livre de pensamentos ou raciocínios fúteis. do mesmo modo que esse ego bandido costuma castigar um Homem de verdade. Dar-lhe-ei pois o castigo que ele.. revela ser apenas uma segunda pessoa espúria. E dizer que é exatamente esse falso ente ou ego torpe e mentiroso o que as psicologias. psiquiatrias e psicanálises do Ocidente exaltam e endeusam. a Loucura e a Antipsiquiatria” e “Antipsiquiatria e Sexo” são a causa e razão de toda psicose (loucura) e neurose. rei Janaka. todo reflexo ficam destruídos exatamente no lugar onde eles nascem. Apercebi-me desde onde o farsante (ego) em mim se levanta e se intromete! E dizer que esse ladrão foi a causa de minha ruína durante todo este tempo. um pouco antes de dormir profundamente. amigo. quando bem enfocado. Esse eu-ego e pensamento. como já denunciei em meus livros: “Nós. Posto em andamento esse processo. a Inteligência em Nós voltam a se assentar e a se centralizar no verdadeiro EU SOU O QUE SOU! Sim. e isso acontece quando “o Dar-se conta em todos Nós”.

doloroso é [achar que se] nasce assim. [ego-mara. “[Ai amigos. vejamos agora o que o príncipe Sidharta Gautama disse depois de ter-se Auto-Realizado.” 325 . o Rei Janaka surpreendeu em si mesmo como sua própria mente ou a mente do homem se extraviava todos os dias ao pretensamente sonhar e despertar para este falso mundo. sem conhecer nada dos ensinos de outro sábio. eu. e que já veremos a seguir. o “EU” transformou-se em Intemporalidade. e se assenta com toda força depois de o homem acordar para este mundo-cão de mentiras e pancadarias. e já não mais (re)construirás outra casa [ou outro corpo reconhecível]!. a Luz da Ásia. pôs em prática o alerta de Jesus que antes reproduzimos e que não custa repetir. como um simples homem extraviado]. Além de o Rei Janaka ter surpreendido em si mesmo o ego ladrão e salteador. provavelmente não convinham ao futuro da “Santa Madre”. e] construtor da casa!. [ou em Nirvana. mas de um modo diferente e mais sintético. exatamente! Só no Agora é expulso o farsante. ter-se tornando o grande Buda. [escravizando-se ao “Samsara”. Buda também fez isso e pôs sua magnífica Vivência em palavras. Mestre da Sabedoria Superior e da Compaixão Perfeita. o teto destruído está. e a cumeeira já não mais se levanta. passei por toda uma serie de múltiplos renascimentos. Jesus disse outras coisas mais. o [o ego] construtor da casa [ou reconstrutor do corpo… Ai amigos]. numa exclamação comovedora e encantadora. Ele. “Visankhara”]. sem nunca parar.homem. os escribas e redatores cristãos devem ter truncado ou cortado as palavras de Jesus porque. A mente em Mim [EU SOU] despojou-se de tudo aquilo que produz existência condicionada [ou “Samsara” ou trevas exteriores]. E a propósito da dolorosa superposição mental e engrenagem que resulta em falsa pessoa-ego e em falso mundo. Em suma. o príncipe deste mundo!). Iluminado. sem nunca encontrar. Cristo também fez o mesmo. ou seja: “Agora é o juízo deste mundo! Agora é expulso o príncipe deste mundo!” (Ou só no Agora nos apercebemos do que vem a ser este mundo. buscando. uma e outra vez. à ronda dos renascimentos ou às trevas exteriores]! “Ó tu. Ou até quem sabe. “Esse farsante” salta fora exatamente alguns instantes antes de o homem começar a sonhar. AGORA [graças ao ‘Prajña’ ou graças à Sabedoria em Mim] te vi. Extinguiram-se a ignorância e todos os desejos. Todas as vigas foram rompidas.

Antecipando-me um pouco ao que pretendo transcrever do grande Mestre da Galiléia. teríamos: ”Amigos. digo eu. Jesus denunciou Satanás!” Sim. E graças a esse enfoque poderoso. certamente vigiaria e não deixaria minar a Mente Pura em Manifestação. o legítimo pai de famílias. ao Homem Cósmico. donzelas castas e puras. e que poucos sabem quem foram!”. para atemorizar crianças em crescimento. lamentavelmente. soubesse em qual momento da noite dos sentidos haveria de vir o ego-ladrão e salteador. graças a uma Vivência Profunda surpreende em si mesmo o ego. possivelmente haverá de se escandalizar e dizer: “Que absurdo aproximar a santidade do Mestre da Galiléia. não somente o rei Janaka e o príncipe Sidharta Gautama fizeram tal exclamação-denúncia. Jesus disse um dia: [Amigos] Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão. muito a propósito e quase igual ao rei Janaka e a Buda. amigo leitor. E essas são próprio da falsa religiosidade que vinga no mundo Ocidental. e principalmente para 326 . o enganador reconstrutor do edifício ou do corpo denso externo. considerai isto. Cometendo o pecado de uma pressuposição gratuita. bom para assustar velhas beatas e santarronas. ao ler o versículo que acabei de reproduzir. que é a sua Casa ou Reino!]. E aí a pessoa aparente de Sidharta homem cedeu lugar ao Mestre Buda. com bafo de onça e corpo fedendo a enxofre. o grande ladrão e salteador. vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Jesus nunca teria falado na Manifestação do Deus Vivo e muito menos teria denunciado um ego patife na mente do homem! E acrescentaria: “Ao contrário. amigo. Jesus denunciou o Adversário (Satanás) um diabo de encomenda. lançando chamas pelas ventas. como de hábito.Pois é. do Filho Unigênito com mestres e sábios indianos tipo Janaka e Buda. um teólogo extremado e fanatizado. ao Iluminado. adolescentes masturbadores. E para surpresa de alguns. raríssimos o entenderam por causa das deturpações introduzidas em seus ensinos. forjador das aparências objetivadas. Para esse eventual teólogo obtuso e fanatizado. velhos pecadores. Jesus em seu tempo também a fez só que. Sidharta Gautama. se Deus Vivo. “Prajña” ou Saber-Sentir-Intuir pode transmutar a sombra-ego de sua mente em EU-Iluminação (EU SOU). (Mateus XXIV-43) [Ou também repetindo com palavras modernas.

e espaçoso é o caminho [mundano] que conduz à perdição. Homem. vos falarei a respeito do aprisco das ovelhas.. livro recentemente reeditado (junho 2000) e em quarta edição. Jesus ensinou muitas coisas que Mestres e Sábios. Reto Discernimento e Reta Percepção] porque depois de encontrardes isso todas as coisas vos serão acrescentadas! (Mateus-VI-33. da especulação racional ou meramente ignorante e do ato mesquinho]. Como é estreita a porta [da Percepção Correta ou até mesmo a porta da fé] e como é apertado o caminho que conduz [à Verdadeira] Vida. primeiro. pois. Esse Desconhecido acrescento: “E fazendo uma pausa não muito demorada. primeiro o Reino de Deus e sua Justiça [que é Reta Compreensão. porque depois saberás quem é Deus e o que é o Universo!”) E nesse meu livro Cristo. do reto discernimento e da reta percepção ou Autoconhecimento] porque larga é a porta [da sensorialidade contaminada. [Estando na sinagoga de Gamala. conhece-te a ti mesmo. buscai. Eis que vos contarei a respeito do pastor e suas ovelhas. Todas elas naturalmente ainda não afetadas pela TV.{Este versículo é igual ao aforisma imortal: “Homem. da porta do aprisco e outros símbolos mais. e poucos há que encontram tal porta! (MateusVII-14). e quantos são. e não de Nazaré. Sim. Lucas-XII-31). (paciencioso até as últimas conseqüências por ter-me agüentado até aqui). Jesus disse mais aos que o ouviam — Amigos. dizendo como exemplo: (Trecho retirado do meu livro Cristo. silenciai-vos intimamente e prestai bem atenção ao que Eu disser. antes de prosseguir. porquanto esta cidade no tempo de Jesus ainda não existia. antes e depois d’Ele também ensinarem.. os que entram por essa porta [do pensamento e da percepção distorcida]! (Mateus-VII-13). Esse Desconhecido. desamparadas. Jesus disse a todos os que estavam presentes: Amigos] Entrai pela porta estreita [da reta compreensão. 327 . ó Deus. [Amigos]. porque vos falarei de coisas aparentemente difíceis de compreender. amigo leitor. Lucas-XII-33.apavorar criancinhas de peito. Jesus denunciou satanás para maior grandeza do teólogo entorpecido e não para que tal denuncia infundada ajudasse o homem! E. no entanto.

ou seja. isso equivale a um reforço íntimo (ou mental) do homem. pretende ser superior ao próprio Pai e diferente d’Ele. os filhos e filhas da Terra. assaltar e matar a Manifestação de Deus. Manifestação ainda Pura e Impessoal. Nascendo nas trevas exteriores. é a de ajudar os filhos e filhas da Terra (ovelhas) para que conquistem a Libertação e se auto-realizem. se instruir. É Filho do Altíssimo. entrar pela porta estreita no aprisco das ovelhas simboliza que o homem extraviado. sem lucidez e discernimento. egotismo e egocentrismo. mas carentes de entendimento ou são seres em necessidades. O adversário-ego sempre tenta levantar-se diante do Pai ou colocar-se na frente de Deus e. 328 . O estranho ou o adversário. é só roubar. de fora para dentro. voltando a Entender com correção. a fortalecer o próprio ego. afirmarse egocentricamente. legítimo manipulador do Poder Tirano e Distorcedor. onde esses Filhos do Céu ou Filhos da Luz sempre estão e sempre surgem. que é um Filho do Céu traidor e usurpador. A finalidade da Descendência Especial ou dos Filhos da Luz. ou também é a Manifestação ou a Criação do Pai. Filhos do Céu. se interiorizar. é o Iluminado. O adversário externo fica mais bem representado pela figura do Demiurgo. reforço esse que é egoísmo. também conhecido por Satanás. até se encontrarem com EU SOU. As ovelhas são os filhos e filhas da Terra. mas também é o “eu” (ou ego) mal pensante de homem entorpecido ou de toda ovelha extraviada. com o Reino de Deus. desde o mundo para os sentidos. terrível ou calamidade cósmica. Subir pelo outro lado da porta. fruto de uma geração especial. apenas está retornando ao Reino do Pai. diabo ou Demiurgo. ainda unas (não-duais) com o próprio Pai e com o Profeta Iluminado. sensorialmente. citada no Gênesis e em muitos outros livros religiosos da sabedoria mundial. Esse Demiurgo (ou Mara) é uma calamidade celestial. (ou só em memória-raciocínio-imaginação). (Cristo). eles precisam se aperfeiçoar. finalmente também é um ego coletivo. é o Profeta Verdadeiro. interna e externa (ego e Demiurgo). e aí. A função desta dupla. O Pastor das Ovelhas é um Filho do Céu. o qual. raciocinando. E resultam também no próprio adversário. num discurso fútil e íntimo. com o Pai. é o príncipe deste mundo. mentir.Por exemplo.

O Homem. feito Sentir Perfeito não contaminado e feito Ação Pura. feita Pastor. Antes que qualquer ego-pensamento ou até mesmo adversário externo se intrometam na mente do Homem. já que manda o Filho do Céu ou o Bom Pastor cuidar das ovelhas exteriorizadas ou cuidar dos filhos da Terra. este (ego) é ladrão e salteador.e isso equivale a engendrar o tempo. e [Este] chama pelo nome às suas ovelhas. é assim que o Pai se Manifesta. e o amanhã-imaginação – “EU SOU” sempre vai na frente. Este é o Filho da Luz ou o Cristo aqui presente. e não se apercebe disso. do Verbo. Estas ovelhas. [“EU SOU O QUE SOU” ou a Manifestação.. saem e entram]. Assim que: . Mas quando tira para fora as suas ovelhas.Aquele [“eu” vulgar ou ego] que não entra pela porta do Aprisco das Ovelhas [Reino de Deus]. sempre vai adiante ou na frente do Homem manifestado. A este [Pastor. [Isso é exatamente o que o ego faz. Deus-Pai ou] o Porteiro abre [e deixa o Pastor sair]. –. porque distinguem a voz d’Ele. e as ovelhas o seguem. se ainda não decaídos. e as ovelhas [ou os homens] ouvem a voz do Pastor. porque este último vive perdido e escravizado ao mal pensar. pelos sentidos já condicionados.. A Verdadeira Vida de que Jesus fala é a Liberdade. EU SOU está na frente do filho da Terra. digo eu.O lobo que arrebata as ovelhas extraviadas é a própria dor e também é a morte. a Harmonia e a Felicidade que fazem parte da própria condição humana. a Espontaneidade. feito Reta Compreensão. impessoal. Mas o que entra pela porta é [sempre] o Pastor das Ovelhas.. [Ou melhor. Antes de tudo EU SOU O QUE SOU!. João. E estes filhos.X-2). Pois. filho também caracterizado como “O QUE SOU’ de “EU SOU”. ou o ontem-memória. o Pastor vai adiante delas. mas sobe [ou se afirma] pelo outro lado [ou externamente. Eu sei e sinto que sou.. (João-X-1). que martirizam o homem. ouvem a voz do Filho do Céu ou do Pastor e retornam ao Aprisco.. 329 . no caso. e as traz para fora.. O Pastor ou o Filho sai da casa do Pai ou do Aprisco e à casa do Pai sempre retorna]. graças ao Pai. e as traz para fora ou também as leva para dentro. [E este é “O QUE SOU de EU SOU” ou é a Manifestação Pura do Altíssimo.. citada na LEI.. como vimos ao longo do livro]. e diz perceber de fora para dentro]. o falso hoje de 24 horas ou raciocínio. (João-X-3).. só precisa despertar do torpor em que se encontra mergulhado.

Todo Mestre. diante de EU SOU.. (João-X-7). como pode ser o ego-pensamento no íntimo do próprio homem].. (João-X-4).]. é uma verdadeira Porta Viva. a dizer-lhe: Em verdade vos digo que “EU SOU” é a porta das ovelhas! [Se Aqui e Agora. tempo. acho isso muito importante quando não é. (João-X-6). Os homens comuns são presenças e aparências. Antes fogem dele porque não conhecem [ou não Sentem nem Sabem] a voz do estranho.Só depois {ou no tempo}.. o Samsara ou a periferia. [E que. sempre pensando. vai para trás ego adversário e pretenso diabo externo.. quando Manifesto e posicionado entre os homens. E Jesus tornou. E as ovelhas não os ouviram. E as ovelhas ou os homens ainda não transformados em filhos pródigos não os ouvem!. [ou o egoadversário]. [os da sinagoga de Gamala] não entenderam o que era que lhes estava dizendo. as trevas exteriores. este versículo foi vergonhosamente deturpado.. como vimos. O Iluminado não é mera presença divina. As ovelhas de modo nenhum seguem o estranho. mesmo sem pensar.e de outro modo. tanto pode ser o demiúrgico príncipe deste mundo ou ego coletivo. Por mal pensar. ou os pensamentos que se levantam na frente do Pai de Família são ladrões e salteadores!. como o ego-pensamento costuma ser. e se transferem para uma dimensão própria. O teor certo deveria ser: Todos {os pensamentos} que se levantaram diante de Mim.. é um autêntico Portal Interdimensional. o Homem Lúcido e Desperto sempre ordena a seu ego-pensamento ou até mesmo ao Demiurgo-adversário externo: “Vade Retrum Satanás!”.. o estado de vigília. ego mal concluo que penso e.. e não te coloques na frente. vem após Mim. o Homem primeiramente não é EU SOU. Adversário. quando em verdade EU SOU O QUE SOU. mas é Porta Viva e exteriorizada do Reino Interior]. pois. ó pensamento diabólico. todo bom profeta. feito Manifestação e tampouco poderá entrar ou retornar realizado. Jesus contou-lhes esta parábola. cuidado. por meio do qual todo homem poderia entrar no Coração do Mestre e se Salvar.. Quando os pensamentos se levantam diante do Pai. (João-X5). como sempre fazes e pretendes!... ou vem atrás de Mim. E todos os [Mestres e Santos] que vieram antes de mim são ladrões e salteadores!. E como o 330 . Por isso. não poderá sair. feito um lucubrador. me convenço que sou alguém à parte. mas eles. em verdade saem do nada. Demiurgo. a dirigir a vida. depois.. [Amigo leitor. e que também é um nada ou é o domínio do tempo-pensamento.

transforma-se num escravo.. um Zoroastro etc. EU. Pai ou Filho] sou a porta (viva). Ele estaria denunciando e condenando um Abraão. o Pai Celestial e as Ovelhas Somos UM! [Ou somos NãoDualidade]! (João-X-30). Ele não pode conhecer a que hora da noite {trevas} haverá de vir o ladrão… Amigo. o “adversário [ou ego]. um Isaías etc. um Buda. não extraviados] sou percebido! (João-X-14). e deixe as ovelhas no deserto [da vida condicionada ou nas trevas exteriores] e foge. nem amor por elas! (João-X-13). um Confúcio. se Jesus tivesse tido “todos aqueles que vieram ou nasceram antes de mim são ladrões e salteadores”. um Davi. e a tenham em abundância! (João-X-10). Pai e Filho. o mercenário foge porque é mercenário. então. Se alguém entrar por Mim. E o lobo [personificando a dor e a morte] as arrebata e dispersa. de livre e feliz que era e é. (João-X-8). a matar e destruir! Eu vim para que as ovelhas tenham Vida [voltem a ter VIDA]. Mas o mercenário. um Moisés. a Casa do Pai]. o que não é pastor.. a paz. Assim como o Pai me conhece a Mim. (João-X-17). um Isaac. [Ainda há muitas outras ovelhas desgarradas] e elas ouvirão minha voz e. a felicidade. Por isto o Pai me ama. não mais um Filho Pródigo] entrará e sairá [à vontade por esse Portal] e achará as pastagens [do Reino de Deus. num sofredor. O ladrão [ego ou até mesmo Adversário] não vem senão a roubar. [E assim o homem. de quem não são as ovelhas.(João-X-12). e não tem cuidado das ovelhas. porque dou Vida para tornar a tomá-la.Pai ou Deus Vivo é Pura Intemporalidade. esse vê vir o lobo [da dor e da morte]. e o bom pastor dá Vida para [todas as] ovelhas! (João-X-11). e não somente um Krishna. ou também vivenciará a harmonia.(João-X-9). “EU SOU’ o bom pastor e conheço [adequadamente] minhas ovelhas.. salvar-se-á. um Laotsé. um Jacob. [E feito uma Ovelha ou um Homem Íntegro. haverá um só Rebanho e um só Pastor! (João-X16b). também Eu conheço o Pai e dou Vida pelas [ou para as] Ovelhas! (João-X-15).. “EU SOU” o bom pastor. escravo das trevas]. Por isso as palavras desse versículo foram vergonhosamente deturpadas]. a liberdade e espontaneidade da Autonatureza. e pelas minhas ovelhas [ou pelos Homens Íntegros. um Salomão. Ora. 331 . Também Eu [Cristo – ou SER. num filho pródigo extraviado.etc. etc.

. ouvindo estas coisas. Esta última foi construída centenas de anos após o desaparecimento de Jesus. [ou também obsequio a elas a Eterna Novidade do Reino de Deus] e nunca hão de morrer. e que transcrevi dos Evangelhos. deu para perceber que de certo modo Jesus estava a par das trapaças do ego- 332 . passando pelo meio deles. e o levaram até ao cume do monte. Esse Desconhecido. Mas outros diziam: tem demônio. se admiravam de sua doutrina. Mateus-XIII-55 e 56). retirou-se. pode porventura um demônio [curar os dois homens como Ele fez]? (João-X-21). E muitos. (Lucas-IV-29).. e não Belém ou Nazaré].[Depois de] muitos ouvirem isto. e ninguém as arrebatará de minha mão! (João-X-27 e 28). e de Judas e de Simão? Não vivem também entre nós as suas irmãs? E por causa disso forjaram um motivo para se escandalizar. [sem ser compreendido nem respeitado]. (João-X026a). Jesus. [na Sinagoga de Gamala. (Marcos-VI-3. então.. e inclusive de meu livro Cristo. e elas me seguem. [Os que diziam conhecer Jesus acrescentaram]: Não é este filho de José e Maria – ou também.. Jesus. na sinagoga. E dou-lhes a Vida Eterna.Ninguém me tira a Vida. Outros mais retrucavam: Estas palavras não são de um endemoninhado.. (Lucas-IV-28). mas por mim mesmo A dou. no trecho que acabaste de ler. levantando-se o expulsaram da cidade. e tenho o poder de dá-la e poder para tornar a tomá-La! (João-X-18). (Lucas-IV-30)”. [E esta cidade no cume do monte é Gamala e não Nazaré. As minhas ovelhas ouvem a minha voz. lhes retrucou: Não há profeta sem honra senão na sua própria pátria. com a intenção de daí precipitá-Lo. Nazaré fica numa planície e não no topo de um monte]. dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? (Marcos-VI-2 e Mateus-XIII-54). e na sua casa e entre os seus familiares! (Marcos-VI-4 s Mateus-XIII-57). e eu as conheço. e está fora de si! Por que o ouvis? (João-X-20). onde Jesus nasceu. porém. E. se encheram de ira. Amigo. em que a cidade deles estava edificada. não é este filho de Judas e de Myriam? – irmão de Tiago e de José. Vós não me compreendeis porque não [quereis ser] das minhas ovelhas. O Pai que me deu essas ovelhas é o maior de todos: e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai! (João-X-29).

(um pouco mais de paciência). que foi também vergonhosamente deturpada e distorcida pelos escribas cristãos antigos. ego. ou seja. chama-se SaberSentir-Intuir. no Primeiro Evangelho atribuído a Mateus existe também uma importantíssima passagem. ou até mesmo tenta suplantar a Verdade. Jesus nos dá um perfeito exemplo de deturpação e distorção da Natureza por parte de um Inimigo. ego ou demiurgo. Bom Profeta. agigantada e sacramentada pela ciência. um Filho do Céu. o que é bem diferente. um homem extraviado. Em quase todos os meus livros editados e inéditos tenho sempre falado de uma Autonatureza Primeva e de uma natureza vulgar 333 . vai à frente a as protege. na linguagem utilizada neste livro. de fora para dentro ou por meio da sensorialidade pretensamente fisiológica. Isso. quando o infortúnio ataca o rebanho. Os filhos e filhas da terra geralmente não ouvem a voz do ladrão e salteador porque não o Sabem-nem-o-Sentem. os filhos ainda puros da terra. é exatamente aquele que se levanta diante de EU SOU. chamada A Parábola do Joio e do Trigo. e sabem que este não as protegerá do lobo da dor e da morte. ele. esse tal que se levanta de fora para dentro ou do outro lado não é um Filho Manifesto pelo Pai. Nessa passagem evangélica bastante enigmática do Pastor e Suas Ovelhas. Ao contrário. Manifestação de EU SOU. uma sombra intrusa. E quando o bom pastor chama suas ovelhas. ou se levanta até mesmo diante do próprio Mestre Iluminado e pretende fazer sombra. e ouvir a voz do ladrão e salteador significa induzir a que apareça um ego no homem e depois começar a pensar erroneamente. não Sente. para nos impingirem uma idéia distorcida de Parúsia. Nesta passagem. Ou seja. ladrão e salteador. E mais amigo. que o escriba chama de diabo. mas sim sobe do outro lado. O Mestre diz também que as ovelhas ou os homens originais. não Sabe nem Intui. não escravizados ao ego. provavelmente teria chamado de “Príncipe deste Mundo” (Demiurgo). e sim apenas ouvem a voz do bom pastor ou do Filho do Céu. a seguir comentarei a respeito. Por conseguinte. para que o Lobo da dor e da morte ataque e extermine as ovelhas.pensamento no homem e que Ele chama de ladrão e salteador. mas sim é um ego. não ouvem o ladrão e salteador. Ele. mas em verdade contaminada. abandona as ovelhas ou a Manifestação Terrestre no deserto da vida e foge. o Mestre denuncia que o ladrão e salteador ou o ego não entra no Aprisco das Ovelhas. e Jesus.

pedindo-lhe: Explica-nos a parábola do joio. O joio são os filhos do Maligno. 334 . Ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem (ou Cristo). recolhei o trigo no meu celeiro. distorcida: E Jesus) propôs-lhe outra parábola [dizendo]: O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Os servos perguntaram-lhe: Queres. deixando as multidões. veio seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e foi-se embora Quando o trigo cresceu e começou a granar. além da parábola ter sido deturpada. O inimigo que o semeou é o Diabo.reconstruída. A boa semente são os filhos do Reino. vejamos: (A Parábola do Joio e do Trigo – Versão canônica. Os servos do proprietário foram procurá-lo e lhe disseram: Senhor. mas tudo tem a ver com profecias mórbidas. Da mesma forma que se junta o joio e se queima no fogo. não semeaste boa semente no teu campo? Como então está cheio de joio? Ao que este respondeu: Um inimigo é que fez isto. para não acontecer que. Se não é verdade. meu caro amigo. (Mateus XIII-24 a 30) (Pretensa explicação da Parábola do Joio e do Trigo): Então. portanto. Jesus também falava do mesmo assunto. ouça. reflexos esses que a todo o momento se transformam em natureza vulgar. em seguida. E os discípulos chegaram-se a ele. e o filho do Homem enviará então seus anjos e eles apanharão do seu reino tudo o que causa escândalos e os que cometem iniqüidades e os lançarão na fornalha ardente (do inferno). Os ceifadores são os anjos. A colheita é o fim do mundo. então. apareceu também o joio. (Mateus XIII 36 a 43) Pois é. direi aos ceifeiros: Arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para ser queimado. cotidiana e científica – os escribas antigos ainda acrescentam a pretensa explicação da parábola que de explicação não tem praticamente nada. Enquanto todos dormiam [cochilo. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. deturpada. em parte. no entanto. assim será no fim do mundo. Essa tese parece prender-se a doutrinas orientais e. para esconder o que de fato o Mestre estava denunciando – ou seja. a poluição e a acomodação “dos reflexos do Reino de Deus” ou da Autonatureza. (Jesus) entrou em casa. superposta pelo ego e pelo Demiurgo externo. O que tem ouvidos. sem pregar orientalismo. No tempo da colheita. desatenção]. Deixai-os crescer juntos até a colheita. O campo é o mundo. com ele arranqueis também o trigo. ao arrancar o joio. que vamos arrancá-lo? Ele respondeu: Não. Ali haverá choro e ranger de dentes.

. não consegue defender-se das insidiosas intromissões e poluições espaço-temporais do Senhor das Trevas. que tal Manifestação. espontânea. transcrevo essa parábola do Primeiro Evangelho e a adapto a uma linguagem moderna e a um melhor entendimento. livre. Sucede. Autonatureza]. acima transcrita. inocente. a compreensão perfeita e a boa percepção se confundem e se perdem.com torpe escatologia teológica. chamado espaço e tempo. amigos. e retirou-se. cochila e fica escrava da memória-raciocínio-imaginação. valendo-se para tal de sua semente maldita. [e que é o Reino de Deus. Em meu livro Cristo. sendo pura. Parúsia ou pretensa vinda do Senhor. Este sempre que pode distorce e recria tanto interna. ao fim de mundo. e semeou joio [isto é. porém. pura e incondicionada. transformando tudo em aparência ou em faz-deconta. O ego mental e enganador no homem e o Demiurgo externo acrescentam. E a seguir acrescentou: a Vida Verdadeira que o Filho do Homem quer vos dar ou devolver]. o demiurgo]. 335 . o ego-ignorância. já vos alertei que a Manifestação Primeva do Pai Celestial. O QUE SOU de EU SOU é harmônica. ou também de imagens fúteis e do barulho interior desnecessário. aparentemente externo. mundo esse que parece estar contido num receptáculo enganador. inocente e instantânea. o egocoletivo ou o Demiurgo. se a canônica. porque desse vosso discernimento depende a vossa Libertação. aparências] no meio do trigo [que é a Manifestação Primordial. é semelhante a um homem que semeia boa semente no seu campo. propôs-lhes outra lição e disse: ---[ou apresentou A Parábola do Joio no Campo. ou também é a Mente-Coração Manifesta]. o príncipe deste mundo. pois. Mas quando dormiam os homens. ligadas a juízo final. E recomendou: vede como me entendeis. ainda livre do mal pensar. veio o inimigo [ou veio o egocoletivo. E com isso. E Jesus acrescentou. Esse Desconhecido. como externamente. ou se a minha (relativa e não definitiva) e que combina muito bem com tudo aquilo que foi denunciado neste meu trabalho “(A Parábola do Trigo e do Joio): A seguir. Aqui a mente do homem.. ou de atividades mentais caducas. o seu terrível JOIO.. exprimindo-se de outro modo: — Amigos. mentiras.. Deixo ao leitor que escolha a versão que quiser.ou senão é a Autonatureza. pura e espontânea que é.

através dos sentidos condicionados e por meio do pensamento e reconhecimento humanos.. dá-se de dentro para fora. tanto distorce. ESSE É O SEGREDO! E Jesus. lógico ou mesmo mágico do homem. pode-se dizer que a Manifestação do Pai é indefesa ou é inocente como homens dormindo. deturpa e sobrepõe mentiras fora de si e contra si mesmo que. Em realidade.Externamente. nunca definitiva ou absoluta. de modo ficcional. não tendo nada a ver com o espaço-tempo. aquilo que era corretamente percebido feito um Éden ou um Reino do Pai. as eternas prisões e os seus conteúdos. como. ela tentará intrometer-se entre a Manifestação que parece estar fora (Autonatureza) e o próprio Pai dessa mesma Mente-Consciência-Coração. equivale ao que antes eu vos disse: subir do outro lado ou pretender conhecer de fora para dentro. ou desde o Centro. Todas essas distorções ou todas essas trevas (JOIO) são superposições e só prevalecem nas trevas exteriores. O verdadeiro Conhecimento ou o Conhecimento Direto. em multiplicidade e agonia. de fora para dentro. para a periferia. O homem desavisado e mal pensante permite que o logro se assente em sua Mente Primordial. Essa intromissão aparente. O Semeador ou o Pai não pode conhecer o que. Aqui e Agora. não necessita defender-se das mentiras temporais do ego-adversário nem é prejudicada pelas manipulações e poluições do príncipe deste mundo. o Coração. 336 . fazem à sua revelia. E isso equivale a introduzir o joio e retirar-se. como uma erva ruim. já expliquei a alguns de vós. Tudo isso vai piorando cada vez mais ou vai se complicando por causa do crescer incessante do joio acrescentado. Sua própria Manifestação também não consegue conhecer. que está dentro. para os imaginários e delirantes egos humanos e Demiurgo externo. Por conseguinte. continuou dizendo: Quando a semente maldita do Demiurgo ou o ego-adversário se levanta na Consciência Primordial do Homem. aliás. O discurso interior. contudo. transforma-se repentinamente em confusão. Todavia a Verdade Divina restringe-se apenas a um Saber-SentirIntuir.. a Verdadeira Manifestação do Pai.. em mundo-dor ou em trevas exteriores. E mal conhecer ou pensar no caso significa forjar o espaço e o tempo. joio esse que tanto o ego quanto o Demiurgo mantém de modo contínuo e o sustentam. depois fica inconsciente ou não consegue lembrar-se do estrago que fez. AMIGOS.

.. Deixai que ambos cresçam juntos até à ceifa.. Pode-se dizer que ele.. é exatamente o que acontece com o homem quando nasce.. E este Trigo é a Verdade do Pai que fundamenta tudo e sem a qual nem a mentira nem o engano poderiam prevalecer.. 337 . papel de “próximo condicionado e preconceituoso”. E os servos [ou Profetas] disseram-lhe: Queres. agora objetivado e desempenhando o papel de “familiares”. Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão. Este resulta nos condicionamentos alheios. ou é “o quê pensar”.. que são as armas do seu reinado. por meio de um conhecimento indireto e indiretíssimo. quando a erva cresceu e frutificou. sem qualquer dúvida. [ou até o amadurecimento do homem. na Vida por Ti Manifesta. o Reino de Deus é de toda Criança. semeia no coração dessa criança o JOIO. pois. não semeaste tu no teu campo [na tua Manifestação. Para que. de assembléias ou igrejas. que crescerá juntamente com o TRIGO. de escolas.. lhes respondeu: Não. o adversário. E isso. e tornará ainda mais insuplantável o extravio do homem. ou senão no papel de príncipe deste mundo etc.. Portanto. O Joio ou as complicações externas aumentarão até o infinito. Mas os servos [ou os Profetas... apareceu também o joio. Assim que. não arranqueis também o trigo com ele..e o Demiurgo externo ou o inimigo. Ele] tem também joio? E Ele lhes disse: Um inimigo [o adversário. E esses dolorosos acréscimos ou complicações serão conhecidos ou reconhecidos de fora para dentro. o adversário. como a própria Manifestação do Pai. amados discípulos. porém. é praticamente só TRIGO. porque então] toda a planta que. desde cedo. sustentará isso no espaço e no tempo. externo e interno] é quem fez isso. indo ter com ele. ao colher o joio.. só para confundir e enganar qualquer ente mal pensante... no Homem Primevo] boa semente? Por que agora [ou no tempo. disseram-lhe: Senhor. o Bom Pastor] do Pai de família [Deus]. que vamos arrancar o joio? Ele. que é o despertar do Filho Pródigo. e nada lhes falava sem parábolas. o Pai de família não plantou será arrancada. O Filho Pródigo em sua infância é puro e inocente.. pois é o próprio Pai tornando-se Vida ou humanizando-se como Ser. Mas. ou é o falso conhecimento acrescentado.

e que é o seu Reino conspurcado pelo adversário (ego-pensamento e Demiurgo). ou ainda não transformado pelo ego e pelo Demiurgo em falso mundo... A ceifa é [o amadurecimento do homem. foi Jesus para casa. o egoísmo. O inimigo que semeou o joio é o adversário. não importa se iletrados ou se metidos a eruditos. e que é um enxergar de fora para dentro. [A obra do maligno. em momentos.. dizendo: Explica-nos a Parábola do Joio no Campo! E Ele. em trevas exteriores. o Filho do Homem. O Campo é [o verdadeiro Mundo. E chegaram ao pé dele os seus discípulos. a verdadeira Vida. ou também são os profetas ou os Mestres que o Pai envia ao mundo]. em outros é discurso mágico ou incoerente. Dito de outra maneira. a Autonatureza ou o Reino ainda não conspurcado pelo pensamento. O homem-ego. e separará deste mesmo mundo.. ou é o despertar do Filho Pródigo]. a 338 .. ou também é o] Filho do Céu. em momentos renovados. E o que causa escândalo. é a Manifestação Una com o Pai. respondendo. o egocentrismo.. [UNO com Pai]. é lógicarazão e intelecto puro. Os que não despertarem ficarão de fora. Assim como o joio é colhido e queimado no fogo [ou é posto fora]. isolando-se do Pai. o Pai manifestar-se-á feito um Mestre ou Profeta.. só para si transforma o Reino de Deus em trevas exteriores. é aquilo que o adversário acrescenta ou superpõe à Manifestação do Pai.Tendo então despedido a multidão. Amigos. em ronda dos renascimentos] e boa semente são os filhos do Reino. interno e externo. meus amigos. nas trevas exteriores]. E o Pai de família mandará [os seus servos ou profetas] e estes colherão do seu Reino tudo o que causa escândalo e os que cometem iniqüidade. e estas são exatamente o mundo dos homens extraviados. são os Iluminados que o Pai. disse-lhes: O que semeia a boa semente é o [próprio Pai. tudo o que causa escândalo.. vulgares e condicionados. os ceifeiros são [os Profetas. E este. envia a este vale trevoso onde só há choro e ranger de dentes].. é claro que isso se dá só em imaginação ou em pensamento. [são os filhos da Terra inocentes e ainda não contaminados. são os frutos do pensamento mesquinho do homem. acontecerá quando da ceifa ou quando do despertar do Homem. e em outros mais é também o egotismo. ou em conformidade com o ponto de vista desse mesmo homem extraviado. assim..

cultores desses maus frutos do pensamento. feito o Mestre que falas]. a mentira. E esta é a ronda dolorosa dos renascimentos sem fim. ouça! (Mateus-XIII-43b)) [Numa outra ocasião. egocêntricos. Jesus alerta que se o Deus Vivo soubesse (ou conseguisse conhecer de modo dual ou confuso) A QUE HORA 339 . matar. a intolerância. Jesus foi] interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus. E mesmo que não tenha exclamado “Surpreendi-te ó ladrão e salteador!”. a soberba. o príncipe deste mundo. com ela limpará a sua eira [ou a terra tomada do Éden. igual a qualquer outro grande Mestre de todos os tempos. a dúvida. [Por outro lado. harmonia e paz].. sabei também que] o Senhor sempre tem em sua mão a pá.esses todos são meros pensamentos estruturantes e discursivos]. e conhecia muito bem as patifarias do falso eu ou ego e do Demiurgo. que são os egotistas. [que é a própria ignorância-desejo. a ignorância. Ou permanecerão presos ao mundo por eles forjado e que o homem mal pensante engendra e extrojeta. a maldade. ou senão são as ambições e desvarios do homem. neste exato momento. o desejo. creio que foi possível ver como Jesus Cristo. Amor. a fim de se manterem em evidência ou nos postos de mando.. tomada do Reino]. nas trevas exteriores. O MestrePai separará também os que cometem iniqüidade. E esses tais serão lançados [fora. a vaidade. é o domínio do desejo insaciável.XVII-20 e 21). para exercer o poder e a violência.hipocrisia. os quais usam e abusam do ato personificado e contaminado para roubar. (Lucas. [onde tudo é Não-Dualidade. a intenção e a decisão não ponderadas etc. Agora. sabia de tudo. livre e espontâneo. como também deturpam o Bom Sentir original. em poucas palavras. e recolherá no celeiro [Reino] seu trigo. (Mateus-III-12) Quem tem ouvidos para ouvir. e Ele respondeu-lhes. “esse fogo que nunca se apaga”]. ou Ei-lo ali. e ali haverá choro e ranger de dentes! E então os justos resplandecerão como o sol no Reino de seu Pai.” Amigo leitor. mas a palha [ou o adversário] queimar-se-á no fogo que nunca se apaga. seu senhor externo. porque eis que o Reino de Deus está dentro de vós [ou até mesmo entre vós. Tudo isso contamina o Ato Primordial. a multiplicidade. egoístas. a calúnia. O Reino de Deus não vem com aparência exterior! Nem dirão: Ei-lo aqui.

o qual nunca é um plano de Vida absolutamente verdadeiro. Por isso que depois. A Manifestação d’Ele também não consegue conhecer. até certo ponto. não tendo nada a ver com o espaço-tempo. pode-se dizer que a Manifestação do Pai é indefesa ou é inocente como homens dormindo. e passa então a projetar o mundo cotidiano pensado ou suas trevas exteriores. antes de o homem acordar.. ego. quando o homem vai dormir profundamente. Assim que o ego nunca consegue penetrar na MenteCoração do Homem ou no Aprisco das Ovelhas ou também no Reino de Deus. se mete a reconstruir aparências (sonhos) e a negar tudo o que lhe escapa das garras. daí seu amor e compaixão. entra em seu esconderijo e se some. Aqui e Agora. como se fossem uma espécie de trailer ou um pré-mundo. igual ao rei Janaka e ao próprio Mestre Buda. nem é captado e percebido por esse mesmo mal conhecer. não necessita defender-se das mentiras temporais do ego-adversário nem é prejudicada pelas manipulações e poluições do príncipe deste mundo.. ou seja. Todas essas distorções ou todas essas trevas (JOIO) são superposições e só prevalecem nas trevas exteriores. nem pelo falso espaço nem pelo falso mundo externo reconstruído. O Pai permanece incólume em seu reino. pensantes-pensadas. a Verdadeira Manifestação do Pai. A seguir. Portanto. Por conseguinte. sem saber o que se passa nas trevas exteriores. porque mal conhecer ou pensar no caso significa forjar o espaço e o tempo. para os imaginários e delirantes egos humanos e Demiurgo externo. Sim. sinta a dor alheia. Porém. o REAL. ele. fazem à sua revelia.HAVERIA DE VIR O LADRÃO. Jesus também descobriu como o ego. se anula. 340 . Repito então: O Semeador ou o Pai não pode conhecer o que. Jesus sabia também que o Pai Celestial ou Deus Vivo não é afetado pelo falso tempo. as eternas prisões. o homem pára de sonhar ou de extrojetar o mundo de sonho e acorda.. a geração condicionada e os seus conteúdos. no tempo. de fora para dentro. Sabia principalmente que o Pai não é aprisionado pelas explicações fúteis do pensamento. malgrado. Em realidade. se levanta outra vez para elaborar sonhos. Todavia a Verdade Divina restringe-se apenas a um Saber-Sentir-Intuir. CERTAMENTE VIGIARIA A SUA CASA OU MENTE MANIFESTA”.

Mateus XXIV-43 ou Sabei.. Deus Vivo. convém não esquecer que trevas exteriores ou samsara são apenas o Reino de Deus mal visto e mal percebido pelo próprio ego-homem mal pensante. do mal pensar. Esses oni isto. que é seu Reino. vigiaria. as trevas exteriores ou o Samsara como tais simplesmente não existem.. tipo Cristo.. Krishna. do enxergar comum e do mal perceber humanos e tampouco Deus Vivo é tempo. vigiaria e não deixaria minar a sua casa. (quase igual ao Rei Janaka e a Buda). teria que se escravizar ao Carma. Francisco de Assis. teria que intencionar e se decidir.. soubesse em qual momento da noite – tempo. que é sua Casa. geralmente. Laotsé. onipotente e onipresente. Deus também não sabe o que a ignorância-desejo faz com restos e caducidades da sua Manifestação Primordial.. por meio de enviados especiais. Buda. desatenta e descuidada. Aliás. e a respeito dos mesmos sentir medo. 341 . para o Pai de Família. Para Deus conhecer logicamente todas essas patifarias. Sim porque na Casa do Pai há muitas moradas. do mal ver. teria que virar também patife. torturador. oni aquilo. e não deixaria minar a sua casa.]. Lucas XII-39 [Ou também. energia e plasma! Por isso. Deus Vivo não faz parte do cógito errôneo. EUELE ou Deus Vivo teria que se transformar em ego-pensamento. isto. certamente vigiaria e não deixaria minar a Mente Pura e Manifesta.e tentativas de salvar o homem. são homicidas e muito piores que ladrões e salteadores. portanto nunca foi onisciente. espaço. Todos esses manipuladores. amigo. oni aquiloutro só tem servido para engrandecer. matéria. carcereiro. os sacerdotes. Mas considerai isto. teria que virar desembargador. juiz . De qualquer modo. em Mateus e em Lucas encontramos um Jesus declarando estranhamente o que segue: Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão. teria que ficar preso ao tempo contínuo. espaço – haveria de vir ou haveria de se levantar o ego-ladrão e salteador. Deus não sabe em qual Instante o ladrão e salteador volta a se levantar e a se intrometer na Mente do Homem. se Deus Vivo. justificar e reforçar os eternos manipuladores do poder. o legítimo pai de famílias.. teria que se tornar tempo. teria que conhecer de modo indireto e indiretíssimo. guarda. porém. que se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão.

amigos. ao se depararem com a Parábola do Trigo e do Joio. transformando-se em ego-pessoa pensante e em mundo pensado. inventaram a famosa PARÚSIA. o verdadeiro Saber-Sentir-Intuir está livre do tempo e do mal pensar. com corpo e alma. É por isso então que o Pai de Família não sabe a que vigília da noite há de vir ou há de reaparecer o ego safado. amigo. “é comer o fruto proibido”. E mais. a mola mestra da martirologia totalmente descabida e atroz. numa verdadeira prisão. acrescidos pelos anteriores que já reproduzi. os teólogos antigos dos primeiros séculos de cristianismo. nos Evangelhos também existem os dizeres abaixo que são bastante enigmáticos e resultaram num grande mal entendido ou numa esperança dúbia. Ou seja. e com a história do “Pai de Família não saber a que hora haveria de vir o ladrão”. Ficaria pensando e raciocinando feito um ego-tempo-pensamento. Para quem não sabe Parúsia traduziria o retorno de Jesus Cristo a Terra. Ademais. à hora que não penseis”. o que equivaleria a entrar num poço sem fundo. mas lamentavelmente distorcidos. Ou seja: [Disse Jesus a seus discípulos ou aos que o ouviam]: Portanto.Mas qual motivo faria o Verdadeiro se transformar na mentira? Só para conhecer a mentira? Mas esse querer conhecer é uma armadilha. ficaria preso aos ardis desse mesmo tempo-pensamento sem conseguir escapar. ou também com a história de que “o Filho do Homem virá à hora que não imaginais. sem conseguir transcender tal tempo-prisão. (Ver meu livro Prisão do Tempo). com quase toda a certeza proferidos por Jesus. quase numa falsa fé. Lucas. permanecei centrados e lúcidos porque o Dia do Filho do Homem. na mente humana. se o Pai de Família virasse tempo-pensamento. estai vós também apercebidos. em nuvens luminosas. XII-40 ou Por isso. nuvens de 342 . estai vós apercebidos também.Libertação há de vir exatamente à hora em que não penseis. porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais. Mateus XXIV-44 [Ou também: Por isso. Dia esse que equivale à vossa Iluminação . porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis. com dizeres como esses. ou há de reintrometer-se o ladrão e salteador. Não se pode escapar do tempo-pensamento. utilizando-se para tal o pensamento e o próprio tempo. EIS O FANTÁSTICO PODER DO LADRÃO E SALTEADOR! Todavia. ou no momento em que tiverdes aquietado a vossa mente].

Isto é. os quais.” Esse panorama poderá até mesmo se transformar num “excelente quadro” (sic) de uma escola renascentista qualquer. e com o julgamento definitivo dos vivos e dos mortos. tocadas por anjos. Este. aborrecível e imutável. mas a meu entender chatas e insossas!. reforçando. Mas não. a Autonatureza. dos desencarnados. e que não levam a parte alguma nem nos vão trazer alguém especial. com arcanjos dedilhando harpas. com a pretensa ressurreição em corpo e alma dos falecidos. além de temporalmente eterno. quando voltar. com rezas. anulando o ego e fazendo eclodir o Aqui e Agora ou o Verdadeiro Dia do Filho do Homem ou também o Reino de Deus. como os bodes das ovelhas. coros e louvores. uma simplificação. conforme seus méritos e suas culpas serão separados. ao compreender os ensinos de Jesus e neles crendo de Coração e com fé acabaria se Auto-Realizando ou se Iluminando. Amigo leitor. com sons de clarins e trombetas. a Vinda do Filho do Homem ou a Vinda do Dia do Filho do Homem apenas prenunciava a Verdadeira Ressurreição do homem buscador. tronos. “o filho unigênito”. do Filho Pródigo extraviado. Com essa Parúsia ou suposta a Segunda Vinda de Jesus. Quem quiser crer na Parúsia que creia e me mande às favas. do verdadeiro cristão. os Evangelhos vergonhosamente deturpados apresentam outros versículos mais que são dúbios e que nos confundem sobremaneira. será eternamente estático. uma purificação interior e aquietasse sua Mente-Coração para acabar se sintonizando com Deus Pai. até os dias de hoje. pretende implantar o Juízo Final. nunca se cumpriu. o bom cristão conseguisse fazer uma higiene mental. o qual.fogo. porque sinceramente não era minha intenção ficar 343 . E esse Dia do Filho do Homem haveria de eclodir exatamente quando o buscador sincero parasse de abusar com o pensamento e com a memória-imaginação. quando. “O Dia do Filho do Homem”. e sequer tem grandes verdades por trás para se cumprir. Os maus serão mandados em definitivo para o pior dos infernos e os bons para um paraíso chato e insosso. lamentavelmente. e de fundo com o esvoaçar de querubins. Deus Vivo ou também com a Manifestação desse mesmo Pai. os teólogos inventaram tolices tipo: Sim. Em suma manifestações pretensamente maravilhosas. de algum modo. porém a tese da PARÚSIA que..

se à tarde. porque o ego-ladrão e salteador costuma vir exatamente quando começai a mal pensar. estar atentos. sem maldade nenhuma… Portanto nos evangelhos também aparecem estes outros versículos que. suspeito eu. Marcos XIII-36 ou Não dormi como os demais. vigiai. daivos conta. e ser sóbrios. Os tais versículos que mais confundem do que ajudam são os seguintes: Vigiai. em sua pretensa Parúsia? Ou ainda quem sabe se em vez de Senhor da casa. se à meia noite. Sim. tipo: O versículo Lucas-XII-40 e Mateus-XXIV-44. acima reproduzidos. já que o pensamento não ajuda em coisa alguma. pois. mais confundem do que ajudam. talvez retocado. “Por isso permanecei lúcidos e atentos. flagrai-vos e isso faz parte do Saber-Sentir-Intuir Primordial. porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor (Mateus-XXIV-42 [Ou também: Amigos. porque não sabeis quando virá o Senhor da casa. Marcos-XIII-35 ou Para que vindo de improviso. Agora os versículos autênticos e que falam da vinda do Dia do Filho do Homem não dizem vigiai. francamente. não vos ache dormindo. se ao cantar do galo. Esta é uma atividade mental válida. para que o ego-pensamento não piore nossa situação e nos escravize ainda mais.criticando ou debilitando a fé de certos católicos e protestantes que crêem nisso. o versículo original. que prefiro a versão que diz que o dia do filho do homem há de vir exatamente quando não pensardes nada ou não imaginardes coisa nenhuma.] Mas aí. se pela manhã.” Confesso. porque não sabeis a que hora da noite há de vir o ladrão. porque só com relação a ladrões e salteadores é que se precisa vigiar. Deus precisa mesmo ir e vir? Ou quem sabe virá Jesus. e com EU-ELE Comungar. estava-se referindo à vinda do ladrão da casa. pois. porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir. mas dizem apercebei-vos. também poderiam significar o que segue. vigia. ITessalonicenses-V-6 ou [Amigos]. qual Senhor há de vir? Deus? Ora. ou senão Vivenciar a 344 . mas apenas complica. mas vigiai e sede sóbrios. que tanto pode receber o Senhor da Vida. Mateus-XXV-13 ou Vigiai.

Com este meu arremedo final. tanto faz – é mundial ou é um patrimônio da humanidade e não somente começou a aflorar a partir dos gregos antigo ou de um cristianismo organizado. dar-te-ás conta..Verdade Suprema. como também o Reto Perceber serve para pulverizar. da Idade Média e próprio do mundo ocidental. de que a Verdadeira Sabedoria – científica ou religiosa. amigo. anular o ego. com suas trapaças. Acredito. que este meu acréscimo final de passagens da Sabedoria hindu. um abraço e espero que tenhas tido um bom proveito… Descansa bem e respira profundamente. desvirtuamentos e acréscimos. Por conseguinte. mormente a ligada ao criticismo de Nagarjuna e a uma Lógica Extremada e Autofágica. porque o segundo tomo também é um assombro.. budista e cristã (ou o Bom Cristianismo) se fez necessária porque somente assim poderás me perdoar certa aridez textual involuntária. 345 . também.