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UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS – UNIPAC FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAUDE DE BARBACENA - FASAB CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

JULIETE APARECIDA BORGES DE ALMEIDA JUNIOR JOSE LAZARO MARTINS VILSON EVANDRO DE ASSIS

O PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

BARBACENA 2012

________________________ * Acadêmicos do 8º período do Curso de Enfermagem da Universidade Presidente Antônio Carlos UNIPAC Barbacena .e-mail: julye.MG . Ventilação mecânica.com.com ** Enfermeira. levando a refletir sobre a importância da atuação do enfermeiro na prevenção da PAVM. Especialista em Terapia Intensiva pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG. as medidas preventivas garantem a minimização da ocorrência da PAVM nas UTI’s.2 O PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Juliete Aparecida Borges de Almeida Junior José Lazaro Martins Vilson Evandro de Assis * Aline Borges Penna ** RESUMO O artigo objetiva refletir sobre a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) nas unidades de terapia intensiva (UTI) de hospitais públicos. Professora da disciplina de Terapia Intensiva do curso de Enfermagem da UNIPAC Barbacena MG. Pneumonia. juniorjoselm@gmail. O estudo perfaz em uma pesquisa bibliográfica com fontes retiradas do SCIELO (Scientific Electronic Library Online) e livros de autores que discutem sobre a temática. Com isso. .borges@hotmail. visando o contexto das medidas preventivas. identificando as possíveis causas de surgimento e propondo medidas de enfermagem que auxiliam na redução da ocorrência da PAVM. considerada uma infecção grave. vilsonevandro@gmail. Prevenção. Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva.com. Enfermagem. Especialista em Gestão de Pessoas pela Universidade Federal de São João Del Rei-UFSJ. e que são atribuídas ao profissional de enfermagem e equipe. A ventilação mecânica (VM) e a UTI tornam-se fatores complexos que contribuem para o aparecimento da PAVM. O presente estudo nos possibilitou ampliar os conhecimentos sobre UTI e VM.

conhecida como PAVM (Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica). sendo indicada na maioria dos casos quando há insuficiência respiratória grave. cujas principais fontes foram retiradas do SCIELO (Scientific Electronic Library Online) e em livros de autores que discutem sobre a temática. ________________________ 1 http://rbti. exerce papel crucial na redução desta patologia.pdf . como o aumento da taxa de permanência hospitalar. Este tipo de pneumonia é uma infecção grave que atinge o parênquima pulmonar e está associado ao cliente intubado.org. infecções e consequente risco de aumento da resistência bacteriana gerando elevados custos para a unidade hospitalar.3 1 INTRODUÇÃO A ventilação mecânica é um recurso utilizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). com a prática de medidas preventivas é possível reduzir a sua ocorrência. e a equipe interdisciplinar. surge a problemática: como minimizar a ocorrência de PAVM nas UTI’s adotando medidas preventivas pela equipe de enfermagem? Frente a isto discutiremos sobre algumas hipóteses que podem ser resolutivas para o problema. A pesquisa justifica-se devido à alta ocorrência de PAVM que ocasiona consequências agravantes para o sistema de saúde e cliente. com o intuito de suprir as atividades e necessidades respiratórias do cliente em estado crítico. ela também traz consigo algumas consequências. Para Silvestrini e Cruz (2004)1 apesar dos avanços nas técnicas para a manutenção dos clientes dependentes de ventilação mecânica e no uso de procedimentos para limpeza e esterilização do equipamento respiratório. a iniciar-se pelo o uso de ventilação mecânica. mortalidade. em destaque a enfermagem. substituição da atividade respiratória de um cliente. O estudo consiste em uma revisão bibliográfica. Apesar do forte benefício ocasionado pela ventilação mecânica.br/rbti/download/artigo_2010618114052. dentre as principais. a pneumonia. sendo o fator principal para o aparecimento da PAVM. Ao se deparar com o grande percentual de casos de PAVM. a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) ainda continua ocorrendo em 8% a 67% dos clientes.

php?pid=S1806-37132007000800002&script=sci_arttext 5 http://pt. propor medidas que corroborem para a redução nos índices de PAVM.scribd. selos bucais. dando ênfase às medidas preventivas deste tipo de pneumonia e ressaltar à assistência de enfermagem neste contexto. Carvalho. de modo intermitente ou contínuo. suportes orais. (BRASIL. A ventilação não-invasiva implica na colocação de dispositivos. (2011). ZUNIGÃ. pela alta tecnologia especializada e complexa existente (POMBO. Lopes e López (2009). de forma total ou parcial (DREYER. WESTPHAL. Um dos principais recursos de manutenção à vida utilizados em UTIs é a ventilação mecânica (VM). Cruz et al. 2010)3. Ela é entendida como uma máquina avançada capaz de substituir a atividade ventilatória do cliente. Carrilho et al (2004). 2005). Os autores que discutem sobre o tema abordado neste artigo são: Pombo. ela é indicada quando há insuficiência respiratória aguda.br/scielo. como máscaras nasais ou faciais. Carvalho. 2006)5.org/scielo. é um conjunto de aglomerados funcionalmente destinado à atender clientes em estado crítico ou grave. auxílio fisioterápico e pós-extubação (CALDEIRA FILHO.scielo. RODRIGUES. 2 A UTI E A VENTILAÇÃO MECÂNICA A Unidade de Terapia Intensiva.com/doc/25346524/Medicina-Intensiva . 2010)2.br/legislacoes/rdc/102985-7.php?pid=S1413-81232010000700013&script=sci_arttext 4 http://www. identificar as possíveis causas relacionadas ao surgimento da PAVM. para o fornecimento da ventilação mecânica. A ventilação consiste em duas modalidades: a invasiva e a não-invasiva.4 O artigo visa refletir a PAVM nas UTI’s de hospitais públicos. conforme a RDC 07 de 24 de fevereiro de 2010.com. Estes são classificados quando há comprometimento de um ou mais de seus principais sistemas fisiológicos perdendo sua autorregulação. descritos na literatura. prongs-nasais. Almeida e Rodrigues (2010). Já a ventilação mecânica invasiva utiliza-se uma prótese na qual é introduzida na via ________________________ 2 3 http://brasilsus. necessitando de assistência contínua. ALMEIDA. Toufen Junior e Franca (2007)4 acrescentam que a VM consiste em um método de suporte para o tratamento de clientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. Toufen Junior e Franca (2007).scielosp.html http://www. As UTI’s garante a sobrevida dos clientes críticos nas suas mais diversas situações. Com isso.

a fadiga da musculatura respiratória e fatores metabólicos. pode-se também ofertar outros gases como os anestésicos. Neste sentido. de forma adequada. SaO2 diminuída. reverter ou evitar a fadiga da musculatura respiratória. por exemplo. 2007). cooperação diminuída. resultando em uma incapacidade do indivíduo. aliviar o trabalho da musculatura respiratória.NANDA (2008) é a seguinte: “reservas de energias diminuídas. e permitir a aplicação de terapêuticas específicas (CARVALHO. dessa forma reduzindo o desconforto respiratório. devido à doença de base. RODRIGUES. pCO2 aumentada. apreensão. ou uma cânula de traqueostomia (CARVALHO. e a pressão positiva contínua nas via aéreas. ocasionando distúrbios na fisiologia respiratória normal durante a VM. levando a um alto índice de morbimortalidade (POMBO. podendo ser um tubo oro ou nasotraqueal (menos utilizado). frequência cardíaca aumentada. que incluem desde a hipersecreção pulmonar até a um aumento da frequência das infecções respiratórias. de manter respiração adequada para a sustentação da vida”.5 aérea. é que além de ofertar oxigênio. 3 PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA Quando os clientes são submetidos à VM. forma estratégias para atuar frente ao pulmão lesado (FARIAS. este mantêm a oxigenação e ou ventilação do cliente contribuindo para a recuperação do mesmo. diminuindo a demanda metabólica. FRANCA. RODRIGUES. estão alterados. pO2 diminuída. pela North American Nursing Diagnosis Association . ALMEIDA. Dreyer e Zunigã (2005) ressaltam e acrescentam que o suporte ventilatório não é método curativo. Sendo os fatores relacionados. os mecanismos de defesa do pulmão. GUANAES. em muitas vezes diminuídos. 2003). 2007). Quando há indicação de suporte ventilatório. dispneia. FRANCA. Entretanto a VM traz consigo alguns benefícios para o cliente. 2010). Este diagnóstico é sustentado pelas seguintes características definidoras: agitação aumentada. Há também a perda da proteção das vias aéreas superiores em clientes intubados. taxa metabólica aumentada. A VM tem por objetivos manter as trocas gasosas. A definição dos clientes com ventilação espontânea prejudicada e estando fazendo uso de VM. TOUFEN JUNIOR. uso aumentado da musculatura acessória e volume corrente diminuído . . corrigindo a hipoxemia e a acidose respiratória associada à hipercapnia. 2010). ALMEIDA. diminuir o consumo de oxigênio. garantindo a ele suporte a vida (POMBO. TOUFEN JUNIOR.

conforme Carrilho et al.php/revistahuufma/article/viewFile/941/642 http://www.php?pid=S1806-37132009001100010&script=sci_arttext . Segundo Carrilho et al.scielo. CORTÊS.br/scielo..br/index.br/scielo. susceptibilidade do hospedeiro e da microbiota presente na UTI.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006000400013 11 http://www.scielo. que são aquelas adquiridas dentro da unidade hospitalar. (2004)7.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132004000100007 13 http://www.scielo.br/scielo. Com a intubação orotraqueal e a ventilação mecânica invasiva. Seligman e Teixeira (2011)13 concordam com Carvalho et al. dados publicados mostram que 48% das pneumonias em unidades hospitalares são causadas por bacilos gram-negativos e 48% por cocos grampositivos.br/pdf/jbpneu/v34n9/v34n9a12. PIRES. Para Beraldo e Andrade (2008)8. (2006)9.br/pdf/jbpneu/v30n6/a09v30n6. a PAVM é a infecção que mais acomete pacientes nas UTI’s. Sendo menos frequente as etiologias viral e fúngica.br/scielo. 2009)14.php?pid=S1806-37132011000400012&script=sci_arttext&tlng=es< 14 http://www. mostrando assim que a PAVM é muito comum nas UTIs.scielo. podendo atingir 76% em alguns locais específicos ou quando causada por germes com alta infectividade (CARVALHO et al.pdf 12 http://www. Para Cruz et ______________________ 6 7 http://www. a PAVM surge entre 48 a 72 horas após estes procedimentos (AMARAL. Segundo Guimarães e Rocco (2006)10. Diante disso podemos ressaltar a importância deste estudo. pois podemos perceber também que para Teixeira et al. e associada ao uso do suporte ventilatório em clientes. sendo o Staphylococcus aureus o principal agente microbiano.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000100008 10 http://www. (2011)6.ufma. A infecção mais frequente.scielo.periodicoseletronicos. mas também por patologias secundárias podendo ser citadas patologias como as infecções nasocomiais. Contudo Seligman. sendo adquirida nas UTI’s. (2004)11 e Pombo. reafirmando os mesmos valores percentuais citados acima. e encontradas em maior quantidade nas UTIs pediátricas e imunocomprometidas. (2004) em relação a taxa de mortalidade e aos patógenos de alto riscos propensos ao desenvolvimento de infecção. segundo Cruz et al.br/rbti/download/artigo_201061811391. não estão sujeitos à morte somente por sua doença de base.br. é a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM). o agente bacteriano vai depender do período de internação. Almeida e Rodrigues (2010) a ocorrência é de 1% a 3% para cada dia de permanência em ventilação mecânica.scielo. uso de antimicrobianos.scielo.pdf 9 http://www.pdf 8 http://www. A mortalidade atribuída à PAVM varia entre 24% e 50%.6 Os clientes em tratamento clínico em UTI’s. 2004)12.rbti.org.

contaminação exógena. (2011)15. aspiração de secreções contaminadas.br/pdf/rlae/v19n6/pt_08. 2010. uso de drogas imunodepressoras. e tardia. Ainda segundo este autor a aspiração do conteúdo gástrico também pode causar danos e levar infecções para o trato respiratório. Para Silva et al. como a presença de infiltrados novos e persistentes. (2011) os clientes com VM faz aumentar a colonização de bactérias causada pela fuga de secreções ao redor do balonete do tubo endotraqueal ou por inoculação direta. ALMEIDA. a que inicia a partir do quinto dia de intubação e VM (CARRILHO et al. sendo a que ocorre até o quarto dia após a intubação. coma. condições imunitárias. leucocitose ou leucopenia e secreção traqueobrônquica purulenta ou um destes. Almeida e Rodrigues (2010) critérios clínicos e radiológicos. os indicadores são muito importantes. aspirado do condensado contaminado dos circuitos do ventilador. além de também prejudicar o reflexo de tosse e permitir o acesso de microrganismos. gravidade da doença. antibioticoterapia como profilaxia. servem como base para o diagnóstico da PAVM. cirurgias prolongadas. colonização gástrica e aspiração desta.scielo. desta forma o papel da enfermagem se torna também importante no que diz respeito ao cuidado e prevenção dos fatores de risco. ______________________ 15 http://www. Para Pombo.7 al.pdf . (2011) o tubo traqueal e a VM invasiva aumenta o risco de pneumonia em 6 a 21 vezes. RODRIGUES. Uma vez que estes também podem nortear intervenções.3°C. A presença de tubos traqueais na VM. Observa-se que são vários os fatores que podem influenciar no surgimento da PAVM. temperatura > 38. contribui para o desenvolvimento da PAVM. o pH gástrico (maior que 4) (POMBO. 2004). sendo um aliado quanto à avaliação da qualidade da assistência. uma vez que reduz a eficácia dos mecanismos de defesa naturais das vias aéreas superiores e pulmonares.. desnutrição. pois segundo o mesmo o estômago serve como reservatório de bactérias. nível de consciência. colonização microbiana. Para Cruz et al. A PAVM é classificada em precoce. conforme Lopes e López (2009). choque. 1062). tempo prolongado de ventilação mecânica maior que sete dias. p. Os fatores de risco da PAVM são idade avançada acima de setenta anos. intubação e reintubação traqueal. antecedência de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

que fica conectado por meio de um tubo T. presentes nos ventiladores. são condutas e ações exercida pela equipe de enfermagem.. Em uma visão holística a enfermagem busca a excelência no atendimento. Contudo deve-se prevenir o refluxo do líquido condensado na traqueia do cliente (CRUZ et al.revistas.php/fen/article/viewArticle/7077 . Existem dois tipos de aspiração traqueal: o sistema aberto. flexível e estéril. para manter a permeabilidade das vias aéreas. ressaltam-se as mais utilizadas conforme a literatura. em que o cliente é desconectado do circuito ventilatório. localizado entre a via aérea artificial e o circuito do ventilador (LOPES. 2009). o que pode ser uma fonte de infecção para o mesmo (CRUZ et al.8 4 MEDIDAS PREVENTIVAS DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA As medidas preventivas da PAVM em sua maioria são realizadas pela equipe multiprofissional. FARIAS.ufg. RAMOS.br/index. trocar os circuitos do ventilador. Os clientes com via aérea artificial. pois segundo Beraldo e Andrade (2008) seu uso diminui a incidência da PAVM. 2011). que não exige a desconexão dos circuitos ventilatórios. para evitar a contaminação. Dentre as possíveis formas de prevenção. 2006)16. para higiene oral. competência profissional e consequentemente a minimização da incidência de PAVM (FREIRE. seja em atividades administrativas. também auxiliam na prevenção. em especial pela enfermagem. O uso de clorexidina. pois podem ser uma fonte de patógenos devido ao acúmulo de condensado ou líquido contaminado do próprio cliente. de supervisão e de treinamento de pessoal. (2011) descreve que para diminuir a probabilidade de colonização da orofaringe é utilizado algumas formas farmacológicas que implicam o uso de agentes anti-microbianos e a clorexidina duas vezes ao dia. em que usa-se um cateter de múltiplo uso coberto por uma envoltura transparente. e outros profissionais. _________________ 16 http://www. Ainda neste contexto Cruz et al. é utilizada em UTI’s e em clientes sob ventilação mecânica. deve se atentar ao fato de que não há vantagens. requerem um cuidado essencial que é a aspiração traqueal. a cada 48 horas. LÓPEZ. Porque os ventiladores possuem umidificadores e podem ter aumentada condensação da tubulação. que responsabiliza por vários mecanismos de prevenção. usando um único cateter e uma técnica estéril.. E o sistema fechado. Em relação a estes circuitos. Os cuidados com os circuitos respiratórios. 2011). em sua forma tópica.

. principalmente o de infecções. principalmente no momento da nutrição enteral o que leva ao aumento da incidência de PAVM. pois o cliente em posição supina (0°) facilita à aspiração. gástrica e posteriormente traqueal. Os clientes com PAVM apresentam fatores de risco para o aumento da colonização orofaríngea.handle. (2011) vem a somar que para a prevenção da PAVM o cliente deve ser mantido em posição de 30 a 45°. quando for em sistema de aspiração aberto as sondas devem ser estéreis. 2011). 2011). para estes fatores destacam-se o uso de fármacos que podem alterar o padrão de colonização os chamados protetores gástricos (KUSAHARA et al. sua porção posterior. O líquido utilizado para a remoção das secreções também deve ser estéril.net/10183/28113 . ou seja. abrangendo todo o complexo de riscos que este cliente possa ter. Os clientes críticos sob VM apresentam depressão do nível de consciência e reflexo de vômito prejudicado. 2010)17. O uso de fármacos como os bloqueadores de H2 e os inibidores da bomba de prótons (IBP) podem contribuir para a redução dos casos de PAVM. É de extrema importância que o enfermeiro atue de forma coerente com sua equipe e demais profissionais. ocasionando agregação de secreção contaminada na orofaringe. que devem ter seu tempo de uso reduzido ao mínimo (SANTOS. O frasco do aspirador utilizado para a colheita de secreções deve ser trocado entre clientes (CRUZ et al. semi-sentado. Sua ocorrência está interligada ao uso inadequado de medidas que previnem o surgimento desta ____________________ 17 http://hdl..9 A técnica de aspiração das secreções requer algumas recomendações para diminuir a incidência de infecções. 2012). O uso de cabeceira elevada a 30 – 45° é benéfica na redução do risco de refluxo e aspiração do conteúdo gástrico nos clientes (SILVA et al.. prevenindo a PAVM e auxiliando na homeostasia do cliente. pois a assistência prestada ao cliente deverá ser de forma intermitente e contínua. Dentre elas destaca-se as básicas: lavagem das mãos antes da aspiração dos clientes. 5 CONCLUSÃO A PAVM é uma infecção grave que atinge o pulmão de clientes em VM. Portanto as medidas preventivas são a base para que a qualidade no atendimento seja alcançada. Contudo Cruz et al. E também as sondas gástricas.

The study is based on a bibliographic research on sources taken from SCIELO (Scientific Electronic Library Online) and authors who discuss the topic. F. nov. Keywords: Intensive Care Unit. M. a PAVM sendo o foco deste meio. Thus. 2012.br/scielo. targeting the context of preventive measures. Q. This study enabled us to broaden knowledge about the ICU and VM.scielo. REFERÊNCIAS AMARAL.10 infecção nas UTI’s. THE NURSE'S ROLE IN PREVENTION OF THE VENTILATOR-ASSOCIATED PNEUMONIA (VAP) IN THE INTENSIVE CARE UNIT ABSTRACT The article aims to think over the ventilator-associated pneumonia (VAP) in the intensive care units (ICUs) of public hospitals. o uso de clorexidina. garante a minimização da ocorrência desta patologia que ascende com frequência nas UTI’s. considered a serious infection. PIRES. leading to reflect on the importance of the role of a nurse in the prevention of VAP. Acesso em: 22 ago. portanto. a aspiração traqueal. o cuidado com os circuitos respiratórios. 35. Jornal brasileiro de pneumologia. atribuídas a enfermagem são o alicerce para prevenção desta pneumonia. O presente estudo nos possibilitou ampliar os conhecimentos sobre os mecanismos da UTI e VM. correlacionados com benefícios e consequências oriundos deste complexo. which are assigned to the nursing professional staff. Pneumonia nasocomial: importância do microambiente oral. adopting preventive measures. A adoção de medidas preventivas de forma adequada.. Pneumonia. executados pelo enfermeiro e sua equipe. Nursing. Prevention. cabeceira do leito elevada de 30 – 45° e o uso de protetores gástricos são medidas fundamentais de prevenção da PAVM. The Mechanical ventilation (MV) and ICU become complex factors that contribute to the onset of VAP. 11. São Paulo. R. . S. A. n. Disponível em: < http://www. v.php?pid=S180637132009001100010&script=sci_arttext >. nos levou a refletir sobre a importância da atuação do enfermeiro na prevenção de patologias consideradas graves e o quanto o gerenciamento e supervisão do cuidado se torna inevitável para a prática clínica. CORTÊS. identifying possible causes and proposing nursing measures that help to reduce the occurrence of VAP. ensure the minimization of the occurrence of VAP in ICUs. 2009.. Mechanical ventilation. O conjunto de ações.

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