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2010

Farmacologia veterinária da FCCA

Tiago Santos Lima TURMA B 2009/ 2013 1/1/2010

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TURMA B 2009/ 2013

Farmacologia veterinária da FCCA
FARMACOLOGIA I

Resumo da matéria de farmacologia do curso de medicina veterinária da FCCA 2010
Tiago Santos Lima
Resumo de farmacologia veterinária

20010

.............................. 15 BARBITÚRICOS ..... 27 Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 ............................................................. ....................6 Fármaco antagonista neuromuscular........... 14 PARA QUE OCORRA ANESTESIA É NESCESSÁRIOA PRESENÇA DOS SEGUINTES FATORES..................... 25 Mecanismo de ação..................................................................................................................................................................................................................... 15 INDUÇÃO.......................... 19 Efeitos colaterais ou tóxicos ....................................................................................................................................................................................................... 15 MANUTENÇÃO DA ANESTESIA ................ 12 AGONISTAS ADRENÉRGICOS DE AÇÃO MISTA ........... MANUTENÇÃO E RECUPEARAÇÃO DA ANESTESIA ..... 5 Fármacos agonistas colinérgicos................................................................5 Fármacos antagonistas do receptor colinérgico. 26 EFEITO TERAPEUTICO.............................................................................................................................................................. 15 INDUÇÃO .................................................................................... 12 Definições farmacológicas...................................................................................................................................... 15 RECUPERAÇÃO.................6 AGONISTAS ADRENÉRGICOS DE AÇÃO INDIRETA ..............................................................................................................4 Receptor colinérgico muscarínico e nicotínicos................................................................................................................................................ 24 PEPTÍDEOS OPIÓIDES ENDÓGENOS ..........................Página 3 de 28 Sumário Fármacos colinérgicos........................................................................................................................... 26 Derivados da morfina ................................................................................................................................5 Fármaco antagonista ganglionar................................................................................................................................................................................... 15 PROFUNDIDADE DA ANESTESIA ..............................COLATERAIS OU TÓXICOS ........................................................ 25 Principais drogas usadas em medicina veterinária ................................................................................................................................................................................................

Página 4 de 28 Fármacos colinérgicos Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 .

Página 5 de 28 RECEPTORES COLINERGICOS MUSCARÍNICOS E NICOTINICOS M1 Musculatura lisa M2 Músculo cardíaco (bradicardia) Vasos sanguíneos (vasodilatação). Sistema nervoso central N GLANGRIOS FARMACOS AGONISTA COLINERGICOS AÇÃO DIRETA (receptor) ACETICOLINA BETANECOL PILOCARPINA CARBACOL AÇÃO REVERSIVEL (COLINESTERASE) ENDROFÔNIO NEOSTIGMINA FISIOSTIGMINA PIRIDOSTIGMINA AÇÃO IRREVERSIL (COLINESTERASE) ECOTIOSFATO ISOFLUROFATO REATIVADOR DE COLINESTERASE PRALIDOXIMA ANTAGONISTAS DE RECEPTORES COLINÉRGICOS (ANTIMUSCARÍNICOS) ATROPINA DROGA DE ELEIÇÃO NO TRATAMENTO POR INTOXICAÇÃO POR ORGANOFOFORATO DURAÇÃO DE 4 HORAS ESCOPOLAMINA ANTICINETOSE BLOQUEO DA MEMORIA RECENTE SEDAÇÃO IPATRÓPIO ASMA E DOENÇA PUMAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Contração da m usculatura lisa M3 Olho (miose) Glândulas secretoras (sialorréia).

Enquanto os medicamentos que antagonizam os efeitos da ativação do simpático são designados simpatolíticos ou antagonistas adrenérgicos. METACAMILAMINA Bloqueio nicotínico competitivo dos gânglios. No interior da célula (haxoplasma) ocorre a degradação pela MAO. simpatomiméticos ou agonistas adrenérgicos. MAO (monoamino-oxidase). ANTAGONISTAS NEUROMUSCULARES DESPOLARIZANTE NÃO-DEPOLARIZANTE NÃO-DESPOLARIZANTES TUBUCARINA GALAMINA PANCURÔNIO ALCURÔNIO VECURÔNIO ATACÚRIO DESPOLARIZANTES SUCCINILCOLINA Fármacos adrenérgicos INTRODUÇÃO A transferência de informações da maioria dos neurônios simpáticos para órgãos efetores é realizada pela noradrenalina (NA). localizada na membrana de mitocôndrias no terminal pré-sináptico.Página 6 de 28 ANTAGONISTAS GÂNGLIONARES COLINÉRGICOS (ANTÍNICOTINICO) NICOTINA Despolarização dos gânglios causando excitação (despolarização) e depressão (bloqueio). em quanto a AD dilata os vasos sanguíneos dos músculos esqueléticos. enquanto a adrenalina (AD) constitui o principal hormônio secretado pela medula adrenal nos mamíferos Ambos os compostos estimulam o miocárdio. mucosa e rins. Duas enzimas são responsáveis pela degradação das catecolaminas. e a COMT (catecol-ometiltransferase) localizada em tecidos neuronais e não-neuronais. Tratamento de hipertensão moderada e grave ação de 10 h. Agentes que mimetizam a ação do SNS simpático são denominadas Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . TRIMETARIANO Bloqueia o receptor ganglionar nicotínico. e na fenda sináptica pela COMT. que é o principal neurotransmissor do sistema nervoso simpático periférico. a noradrenalina exerce efeito constritor nos vasos sanguíneos da pele.

a DOPA descarboxilase é responsável pela conversão de DOPA em dopamina. musc. captação. inibição da liberação de histamina por mastócitos e relax. e pelo substrato metilado (a-metiltirosina). lisa do TGI. tremor muscular. No citossol há uma enzima. uma enzima inespecífica. Ainda no citossol. oxprenolol. a tirosina hidroxilase. Usos clínicos / terapêuticos: • Adrenérgicos: • Parada cardíaca: Adrenalina • Choque cardiogênico: Dobutamina. 2: inibição sináptica homotrópica e heterotrópica. alprenolol. relax. Essa etapa é a limitante no processo de síntese de noradrenalina e adrenalina. um aminoácido aromático encontrado no líquidos corporais.Página 7 de 28 • Efeitos mediados pelos receptores adrenérgicos e seus segundos mensageiros. da musc. 2: bronco e vasodilatação. e SNC. TGI. Isoprenalina • Reações anafiláticas: Adrenalina • Asma: terbutalina. etc. • Glaucoma: Timolol • Estados de ansiedade Os principais que se deve ter em mente: 1: vasoconst. musc. oxmetazolina • Prolongador da eficiência de anestésicos locais (por vasoconstricção): adrenalina • Inibição de parto prematuro: Salbutamol. relax. a noradrenalina. Ela é inibida pelo produto final da via. secreção salivar e glicogenólise hepática. agregação plaq. que é altamente específica e responsável pela conversão de L-Tirosina em DOPA (diidroxifenilalanina). Vias de produção. é captada pelas células noradrenérgicas por um mecanismo de cotransporte específico com o + Na . Essa enzima catalisa também descarboxilações Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . A transmissão noradrenérgica A L-tirosina. crono e inotropismo (+). glicogenólise hepática. prazocin. dopamina (a última perfusão renal/ diurese) • Bloqueio cardíaco: Marca-passo. TGI e lipólise. atenolol. • Congestão nasal: Efedrina. ritodrina • Profilaxia de enxaqueca: clonidina • Antiadrenérgicos: • Hipertensão: Propranolol (principal).. armazenamento e liberação de NA.

em grande número e a probabilidade da liberação através de estímulos simpáticos são menores do que a probabilidade para a liberação das análogas de ACh nas fibras colinérgicas. A dopamina-b-hidroxilase (D H) catalisa a reação de dopamina para noradrenalina.) e tem uma ação agonista seletiva sobre o receptor 2. sua concentração pode ser utilizada como meio de mensuração da função simpática. mesmo sem a chegada de um impulso nervoso. Como é uma enzima que não é degradada rapidamente. diminuindo dessa maneira a liberação de NA. como o L-triptofano e a L-histidina. Simpatomiméticos de ação indireta estimulam a liberação de vesículas noradrenérgicas. que compete com a NA na vesícula. Acredita-se que a liberação de NA ao atuar na nos receptores 2 inibem a liberação continuada de até cerca de 90% de noradrenalina (mecanismo auto-inibitório de feedback). Entre os principais temos: tiramina. Mas como o número de vesículas colinérgicas é menor. Há ainda na vesícula ATP (4 ATP: 1 NA) e uma proteína denominada cromogranina A. mas há também seu componente solúvel dentro das vesículas noradrenérgicas e parte é liberada na junção noradrenérgica. Essa catalisa a metilação da noradrenalina formando adrenalina. As vesículas noradrenérgicas são elétron-densas. A regulação da liberação se dá por meio do receptor a2 que é inibidor da Adenil Ciclase e ++ diminui a [Ca ]i. se tem aproximadamente o mesmo número de moléculas agindo na sinapse em ambos os casos. diminuindo o gradiente eletroquímico e estabilizando a NA na vesícula. O efeito dessa inibição parece ser a supressão de um canal ++ específico de Ca (o canal N). Essa substância é resistente à degradação pela MAO (substituição no C. Essa enzima está presente principalmente na membrana das vesículas. anfetamina e efedrina. que são responsáveis pela neutralidade da carga no interior da vesícula. com 40 a 100 nm. Esse mecanismo é inibido pela reserpina. A guanetidina. Ver esquema da transmissão noradrenérgica na próxima página. há a presença da enzima feniletanoamina-N-metil-transferase. A liberação se dá como em outras terminações. o betrílio e a betanidina são substâncias que inibem a liberação das vesículas pela chegada de um impulso.Página 8 de 28 em outros aminoácidos aromáticos. • A Transmissão Noradrenérgica Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Em algumas células do cérebro e na suprarenal. Estímulo ® Abertura de ++ "portões" de Ca ® Fusão de vesículas à membrana ® Liberação do conteúdo na junção sináptica. junto com NA. A metildopa é um substrato falso que produz a a-metilnoradrenalina. Vale ressaltar a propriedade agonista simpática que possui o ATP. esféricas. O armazenamento em vesículas é feito através de um mecanismo que transporta dopamina para dentro da vesícula onde a D H é capaz de concentrar a noradrenalina a até 1 mol/L. precursores respectivamente da serotonina e da histamina.

CATECOLAMINAS. São fármacos que atua na síntese.Página 9 de 28 RESEPTORES Α1 Receptor pós – sináptico Vaso constrição PA Midríase Esfíncter urinário Α2 RECEPTOR PRÉ SINÁPTICO INIBE INSULINA INIBE NORADRENALINA Β1 coração Cronotropismo Inotropismo Taquicardia Lipólise Β2 Diminuição da resistência periférica Vasodilatação Broncodilatação Libera glucagom Glicogenolise Relaxamento da musculatura uterina Classificação dos medicamentos simpatomiméticos AÇÃO DIRETA AÇÃO INDIRETA AÇÃO MISTA Agem diretamente nos receptores adrenérgicos.    FENILEFRINA EFEDRINA ANFETAMINA Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Estímulo direto dos adrenoreceptores e liberação de NA do neurônio adrenérgico. Possui o núcleo catecol responsável pela potência máxima em receptores α e β.Podem ser alvo da enzima MAO e COMT . estocagem. PODE TER ACESSO AO SNC. liberação e recaptação . É degradado lentamente pela MAO e COMT. NÃO POSSUI ACESSO AO SNC      ADRENALINA NORADRENALINA ISOPROTENOL DOPAMINA DOBULTAMINA NÃO CATECOLAMINAS.

Página 10 de 28 FÁRMACOS AGONISTA DE AÇÃO DIRETA FÁRMACO ADRENALINA NORADRENALINA DOBUTAMINA DOPAMINA FENILEFRINA ISOPROTERENOL TERBUTALINA ALBUTEROL METAPROTERENOL A1 + + + + - A2 + + + - B1 + + + + + - B2 + + + + + + + ANTAGONISTAS FARMACO PARAZOSIN TERAZOSIN DOSAZOSIN IOIMBINA TOLAZOLINA ANTPAMEZOLI PROPANOLOL NADOLOL A1 + + + _ _ _ _ _ A2 _ _ _ + + + _ _ B1 _ _ _ _ _ _ + + B2 _ _ _ _ _ _ + + TIMOLOL _ _ + + Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 .

Sistema cardiovascular. Vaso constrição moderada. Hemorragias Arritmias cardíacas Edema pulmonar Interações Hipertiroidismo Cocaína NORADREANALINA (norepinefrina ou levarterenol) Ação cardiovascular Vasoconstriçãoaumento da pressão sitólicae diastólica Uso terapêutico para Ação em receptores β1 e β2 não seletivo. Cardiovascular Pulmonar Uso terapêutico Parada cardíaca DOPAMINA (Revivam) ação sobre os receptores α e β. 1. Ações . ISOPROTERENOL (isopropilnoradrenalina ou isoprenalina) Ação em receptores α e β. Ações. cefaléia e tremores. Aumento da atividade cardíaca. Renais e vísceras. GESTAÇÃO. FÁRMACO ADRENÉRGICON DE AÇÃO MISTA EFEDRINA LONGA DURAÇÃO VASOCONSTRIÇÃO BRONCOCONSTRIÇÃO USO PROFILÁTICO ASMA AUMENTO DA CONTRATIBILIDADE METARAMINOL TRATAMENTO DE CHOQUE (quando não é possível fazer a infusão de NOR ou DOPAMINA). ADREANALINA choques (aumentos da resistência vascular e da pressão sanguínea). Crise hipotensiva aguda. Ações. tensão. pânico. EFEITOS NO DESENVOLVIMENTO FETAL.Página 11 de 28 FÁRMACOS ADRENÉRGICOS DE AÇÃO MISTA ANFETAMINA INÍBE A RECAPTAÇÃO DO NEUROTRANSMISSO.ansiedade. Uso terapêutico Broncoespasmo Glaucoma Choque anafilático Edema pulmonar Efeitos adversos Distúrbio do snc. Cardiovasculares. NARCOLEPSIAE DO CONTROLE DO APETITE. USO TERAPÊUTICO DA DEPRESSÃO. DOBUTAMINA Ação em receptores β1. Uso terapêutico. Aumento da força de contração do miocárdio inotropismo + Aumento da freqüência de contração do miocárdio cronotropismo +. Medicamento de eleição do tratamento de choque. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . PERMITINDO QUE ESTE FIQUE MAIS TEMPO NA FENDA SÍNÁPTICA CAUSANDO UMA RESPOSTA BIOLÓGIA.

inativação. METAPROTERENOL Ação em receptores β2 Uso terapêutico.recaptação de noradrenalina. DESCONGESTIONANTE NASAL. ALBUTEROL AGONISTAS ADRENÉRGICOS DE AÇÃO INDIRETA Atua na Biossíntese.  aumento do débito cardíaco em casos de insuficiência cardíaca  MEDICAMENTO DE ELEIÇÃO DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. tratamento de choque. A PKA age fosforilando canais de Ca modificando a sua condutância. medicamento para o tratamento de asma e para evitar o bronco espasmo. AFETAMINA (EFEITO REBOTE REBTE)  LIBERAÇÃO DE NORADRENALINA NOS TERMINAIS PRÉ-SINÁPTICOS AGONISTAS ADRENÉRGICOS DE AÇÃO MISTA Agem tanto em receptores como vesículas armazenadoras EFEDRINA profilaxia no tratamento de asma variedades de efeitos adrenérgicos METARAMINOL ação em receptores β2  amplamente usado como inalante para broncoespasmo. RESULTADO: abertura de canais de Ca e aumento de excitabilidade da membrana pós-sináptica.estocagem. TERBUTALINA Ação em receptores β2 Broncodilatador e redução das contrações uterinas. O cAMP difunde-se até o citosol e ativa a enzima quinase A (PKA). Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . FELINEFRINA Ação em receptores α com preferência em α1. quando não é possível o uso de adrenalina e CORAÇÃO noradrenérgico hidrolisa o ATP em cAMP produzindo o 2o mensageiro. ++ MECANISMO A Noradrenalina liga-se ao receptor do tipo ativando a adenilciclase que Estimula a contração do coração. No sistema enzimático MAO e COMT.Página 12 de 28 Uso terapêutico.

Aumento dos reflexos na ejaculação. Efeito adverso. Excitação e taquicardia. TOLAZOLINA Mesmo efeito colateral que a ioimbina. hipertensão. midríase. A fosforilação não ocorre nos canais iônicos de K. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Excitação Taquicardia ANTIPAMEZOLE Efeito adverso. Rápida e eficiente. MECANISMO FÁRMACOS BLOQUEADORES α1-ADRENÉRGICOS Tratamento para animais hipertenso. A de cAMP atividade das PKAs. hipoglicemia e tremores musculares. IOMBINA Efeito toxicológico. RESULTADO: o fechamento dos canais de K+ aumenta a excitabilidade da membrana pós-sináptica. salivação. excitação. Não utilizado clinicamente. PRAZOSIN Reduz a PA Reduz a resistência vascular TERAZOSIN Reduz a PA Reduz a resistência vascular DOXAZASIN Ação prolongada e muito seletiva FÁRMACOS BLOQUEADORES α2-ADRENÉRGICOS É antídoto para tratar a intoxicação por Xilazina (Rompum). Efeito adverso.Página 13 de 28 VASOS SANGUÍNEOS 2 noradrenérgico O NT liga-se ao receptor e ativa uma proteína G que age inibindo a adenilciclase.

Sedação.seletivo. sonolência sem perda da consciência.discreta diminuição da pressão arterial (paciente disperso porém calmo). Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Bloqueio da ação do isoproterenol EFEITOS TERAPÊUTICOS TIMOLOL E NADOLOL Bloqueadores β não. Cardiovascular. ato anestésico reversível. sem perda da consciência. Neuroleptoanalgesia. Anestesia dissociativa. Ausência da percepção dolorosa. Ausência de sensação. Aumento da retenção de Na Distúrbio do metabolismo da glicose. PROPANOLOL Estes fármacos agem em receptores β. causando analgesia e desligamento do paciente sem perda dos reflexos protetores. Timolol reduz a produção de humor aquoso (uso tópico no tratamento de glaucoma).Página 14 de 28 FÁRMACOS BLOQUEADORES β1 β2-ADRENÉRGICOS Os medicamentos que potencializa o propranolol são os antidiuréticos. Ocasionalmente no tratamento sistêmico da hipertensão. AÇÕES. insensibilidade à dor. Analgesia. que satisfaz os requisitos. HIPERTENSÃO GLAUCOMA ENXAQUECA HIPERTIROIDISMO ANGINA PECTORIS INFARTO DO MIOCARDIO EFEITOS ADVERSOS BROMCOCONSTRIÇÃO ARRITMIAS DISTURBIOS METABÓLICOS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Sistema nervoso central Definições farmacológicas Anestesia. são drogas causadoras de sono. Anestesia local. Sonífero ou hipnóticos. Anestesia geral. perda da sensação dolorosa. Relaxamento muscular ligado a ausência de defesa (depressão do SNC). Perda da consciência ou sono artificial (narcose). Diminui o débito cardíaco Vaso constrição periférica Bromcoconstrição. ato anestésico capaz de maneira seletiva de dissociar o córtex cerebral. desligamento psicológico do ambiente que cerca o indivíduo.

decorrente paradoxal de um neurotransmissor excitatório. atividade motora e reflexos presentes. respiração irregular. Estágio IV – Paralisia respiratória Parada e insuficiência respiratória. Paralisia bulbar.  HIPINOSE SEGUIDA DE NARCOSE. náuseas e vômitos. MANUTENÇÃO E RECUPEARAÇÃO DA ANESTESIA INDUÇÃO. pupilas MANUTENÇÃO DA ANESTESIA Período de tempo o qual se mantém o paciente inconsciência de necessidade em plano cirúrgico. Reflexos palpebrais presentes.  ANALGESIA  AUSÉNCIA DE RESPOSTAS REFLEXAS AUTONÔMICAS FRESTE AO ESTÍMULO NOCICEPTIVO. INDUÇÃO.  RELAXAMNTO MUSCULAR (RELAXAMNETO DO TÔNUS MUSCULAR). RECUPERAÇÃO Interrupção de mistura anestésica. Aplicação de doxaplam estimula o bulbo. Inibição de vias reticulo Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Estágio l. Estágio ll – Delírio Perda da consciência. Perda da sensação da dor. PARA QUE OCORRA ANESTESIA É NESCESSÁRIOA PRESENÇA DOS SEGUINTES FATORES.Página 15 de 28 MEDICAÇÃO PRÉ – ANESTÉSICA BENZODIAZEPÍNICO BARBITÚRICO ANTI-HITAMÍNICO ANTIMÉTICOS OPIÓIDES ANTICOLINÉRGICOS DIMINUI A ANSIEDADE SEDAÇÃO PREVENÇÃO DE REAÇÃO ALÉRGICA ANALGESIA PREVENÇÃO DE TAQUICARDIA espinhais. Estágio III – Anestesia cirúrgica Cessações dos movimentos espontâneos. desaparecimento gradual dos reflexos.analgesia Administração do anestésico e perda da consciência. ou segundo alguns autores. relaxamento muscular completo e respiração mais superficial. delírio e comportamento agressivo. respiração automática e regular. É dividida em estágios. Aumento da atividade motora e do tônus muscular. debatendo-se intensamente. PROFUNDIDADE DA ANESTESIA dilatadas. grave depressão dos centros respiratórios e vasomotores. Monitoração de sinais vitais e respostas a vários estímulos durante a intervenção Ajuste cuidadoso da quantidade de droga inalada com profundidade no efeito anestésico. Monitoramento do retorno do paciente á consciência. Movimentos de deglutição.

HALONATO. Dose menor é para anestésicos potentes e maiores doses para anestésicos menos potentes. Sexo. Envelhecime nto e drogas que causam depressão do SNC SNC. Pressão arterial FATORES QUE DIMINUI A CAM Acidose metabólica. FATORES QUE NÃO ALTERAM A CAM Duração da anestesia. Halonato. Hiper molaridade. Taquicardia Sitema respiratório. Depressão (todos os planos anestésicos. enflourano e o isoflurano provocam relaxamento da musculatura esquelética. Pouco altera ENFLURANO. GROGAS ESTIMULAN TES DO SNC. HIPERNATE MIA. FATORES QUE ALTERAM A CAM FATORES QUE ALTERAM A CAM HIPERTEMIA . Depressão do sistema respiratório Sistema neuromuscular. Hiponaltrem ia. Bradicardia ISOFLURANO. Alcalose metabólica. Hiperpotasse mia. Função termorreguladora. Aumento do fluxo sanguíneo cerebral (vasodilatação). Freqüência cardíaca. Diminuição do metabolismo central (isoflurano. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Diminuição da pressão arterial (vasodilatação). Hipertermia maligna (depressão da função reguladora do hipotálamo. Gestação.Página 16 de 28 Efeitos gerais dos anestésicos inalatórios CAM (concentração alveolar mínima) Concentração necessária para causar cessação dos movimentos em 50% dos pacientes submetidos a uma incisão padronizada. Hipotermia. hipotensão. halonato). com leve grau de analgesia). Magnésio. Sistema cardiovascular.

.. éter.Página 17 de 28 MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL DEPRESSÃO GERAL DO SNC ANESTÉSICOS INALATÓRIO ANESTÉSICOS ENDOVENOSOS ÁLCOOL ETÍLICO Corticais Bulbares Medulares Tranqüilizantes maiores Tranqüilizantes menores Relaxantes musculares de ação central Hipinoalnalgésicos e agentes psicotrópicos ESTIMULANTES GERAIS Gases.... rápida indução com risco de hipóxia (redução da concentração de O2 nos alvéolos) Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . óxido nitroso.. Puro... Absorção e eliminação rápida. manutenção anestésica.... ANESTÉSICOS GERAIS POR INALAÇÃO ÓXIDO NITROSO Fraca ação anestésica.. hidrato de coral Anfetaminas Pentillenoternol Estricnina AGENTES QUE MODIFICA SELETIVAMENTE A FUNÇÃO DO SNC Fenotiazínicos. Bultirofenonas.. Uso. Clorofómiobarbitúrico. etileno. ciclo propano Vapores.. Bendiazepínicos.... sem atividade de relaxamento muscular. Não altera os parâmetros cardíacos e respiratórios. halotano..... Usado rotineiramente na anestesia em associações..

recuperação e tranqüilidade Contra indicado em pacientes com insuficiência renal. Aumento da leucopenia Distenções vísceras (cólicas) lipoxemia. idade e sexo). induz e mantém a anestesia sem auxílio de outros depressores do SNC. ENFLURANO Indução rápida e suave. SEVOFLURANO POUCO IRRITANTE A MUCOSA E COM BAIXA SOLUBILIDADE ANESTESICOS VANTAGENS Rápida indução e recuperação e analgesia moderada DESVANTAGEM Baixa potencia isso associado a outros compostos. rápida indução e recuperação Indução e recuperação ISOFLURANO Depressão respiratória. Bom relaxante muscular. Hipotensão pode causar arritmias risco de lesão hepática Toxidade renal Indução e recuperação lenta. Não causa arritmias cardíacas. Custo elevado ÓXIDO NITROSO HALONATO Potente e não irritante Potente analgesia METOXIFLURANO Ausência se toxidade hepática e renal. velhos. Depressão respiratória progressiva e hipotensão Não induz arritmias cardíacas Potencializa a ação dos relaxantes musculares Não é hepatóxico nem nefrotóxico. Grau satisfatório no relaxamento muscular. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Reduz a pressão cardíaca de acordo com a dose. Uso. Deprime o mecanismo termorregulador do hopotálamo (hipertemia). Hipotensão do miocárdio.Página 18 de 28 HALONATO Hepatóxico (animais jovens. ISOFLURANO Mais recente dos agentes inalatórios Rápida indução e manutenção.

Página 19 de 28 ENFLUORANO rápida Insuficiência renal em pacientes pré disposto. QUETAMINA E TILETAMINA. TIOBARBITAL TIAMINAL. PROPOFOL. ETOMIDATO. TIOPENTAL. CONPOSTO IMIDAZÓLICOS. Menor estabilidade na cal soldada SEVOFLURNO DESFLURANO Indução e recuperação mais rápida que os demais agentes. DERIVADOS DE FENICICLIDINA. Pouco metabolizado e com preço acessível. BARBITÚRICOS CLASSIFICAÇÃO LONGA LONGA CURTA ULTRCURTA ULTRACURTA ULTRACURTA AGENTE BARBITAL FENOBARBITAL PENTOBARBITAL TIOPENTAL TIAMITAL METO-HEXITAL PERÍODO HÁBIL 6-12 h 6-12h 60-120min 10-20min 10-20min 5-10min Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . ALQUIELFENÓIS. Recuperação mais rápida Custo elevado ANESTÉSICOS GERAIS INJETÁVEIS CLASSSIFICAÇÃO BARBITÚRICO. Tempo de indução semelhante ao do isoflurano.

cruzam rapidamente a barreira hematoencefálica e placentária. Inviabilidade em pacientes cardiopatas. Desaconselhável em pacientes idosos e em cesariana. insuficiência renal. depressão progressiva até choque bulbar. Interação com os receptores gaba. pois pode causar depressão respiratória no neonato. Desvantagens. depressão respiratória e dilatação da pupila. pacientes com problemas hepáticas e cesarianas (depressão fetal e morte) Intoxicação por barbitúrico. hepatopatase nefropatas. Uso terapêutico. Não sendo usado em cesariana. alerta e sono) e das respostas polis sinápticas no SNC. Barbitúrico e MPA. REDUÇÃO DA ATIVIDADE ELÉTRICA DO SNC. depressão direta e diminuição da amplitude. Pacientes com problema respiratório. Aparelho digestório Aparelho urinário diminui filtração glomerular eredução do volume urinário. HIPERPOLARIZAÇÃO DA MEMBRANA. Contra-indicações. Cardiocirculatório. SNC. DERIVADOS DA FENICICLINA Características gerais. delírio. Praticidade de aplicação. Obtenção de bons planos anestésicos. Indução anestésica Pequeno procedimento cirúrgico. Efeitos. Risco de delírio durante a indução e recuperação tardia. estado hígido. Não proporciona bom relaxamento muscular Depressão cardiorrespiratória acentuada. Vantagens. K) depressão seletiva do sistema reticulo mesencéfalo (controle do SNC. cianose e desaparecimento dos reflexos protetores. excitação. Metabolização lenta.Página 20 de 28 MECANISMO DE AÇÃO Diminui a concentração de íons (Ca. Lesão extra vasculares. Olhos abertos e pupilas midriáticas e há ausência de relaxamento muscular. Eqüinos dimuição da pressão arterial do retorno venoso e inotropismo negativo. Exames diagnósticos. Aparelho respiratório. pulso fraco. idade. sexo e temperatura do animal. Na. euforia e confusão mental. Anestesia dissociativa (cetamina e tiletamina). Aumento da condutância ao Cl em diferentes locais do SNC. Despensa aparelhagem específica. peso do animal. cães taquicardia e aumento do débito cardíaco.pacientes obesos (absorção pela gordura). Elevada margem de segurança. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Dissociação do córtex cerebral (analgesia sem perda dos reflexos protetores). animais domésticos e silvestres Irritante para tecidos via IM Atravessa a barreia placentária. Preço razoável. Barreiras tissulares.

sialorréia em felinos e ruminantes (anticolinérgicos).Página 21 de 28 Mecanismo de ação. vaso contrição. Bloqueio dos receptores muscarínicos do neurônio centrais Inibem a ação dos neurotransmissores excitatórios centrais (serotonina e dopamina) Aumenta o mecanismo inibitório do SNC com inibição da recaptação do GABA nas sinapses. Aparelho respiratório. Aparelho cardiovascular. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . não altera significativamente a freqüência respiratória. CETAMINA E TILETAMINA BOA ANALGESIA MAIS NÃO PERMITE EFETUAR LAPAROTOMIAS OU TORACOTOMIAS INDUTORAS. POIS NÃO É BOM RELAXAMENTE MUSCULAR. inotropismo. Efeitos. ASSOCIAÇÃOCOM AGENTES ANALGÊSICO (XILAZINA).

Metabolismo e a pressão intracraniana. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Causa relaxamento muscular razoável. Por este motivo fármacos pertencente a esta categoria recebe a terminação em íná. sendo por tanto indicado em neurologia. Sistema cardiovascular SNC. Sem fenômeno de tolerância. Aumento dos receptores GABA disponível. Interferência com o receptor GABA. Anestésicos de curta duração. Agentes de indução rápida com rara ocorrência de fenômenos excitatório e motores. Uso e efeito. Historia dos anestésicos locais O nome dado aos fármacos desta classe é derivado da cocaína. duração suficiente para DERIVADOS IMIDAZÓLCOS ETOMIDATO Generalidade. solubilidade em água. Não possui efeito acumulativo. Bloqueio da condução nervosa do estimulo doloroso ao SNC.  Farmacocinético. latência curta para a anestesia. regiões infeccionadas e com abcessos. Sistema respiratório. Por motivos de ocorrência de efeitos indesejado (VICÍO) Caiu em desuso. sem perda da consciência. diminui o fluxo sanguíneo e metabolismo cerebral e redução da pressão intracraniana.Página 22 de 28 DERIVADOS DA FENICICLINA CETAMINA (QUETAMINA) E TILETAMINA ANESTESIA DISSOCIATIVA DISSOCIAÇÃO DO CORTEX CEREBRRAL SEM PERDA DOS REFLEXOS PROTETORES (OLHOS ABERTOS). Ph próximo a neutralidade. Reduz ao fluxo sanguíneo cerebral. Mecanismo de ação. Recuperação isenta de excitação ou efeitos colaterais. DERIVADOS ALQUILFENÓIS PROPOFOL Características. Incrementa a capacidade de indução do aumento da condutância ao Cl no SNC. Permitir esterilização e ser estável. Estes fármacos não podem causar efeito em tecido que apresenta processo inflamatório. ANESTÉSICOS LOCAIS Bloqueia reversivelmente a condução nervosa quando aplicado localmente no tecido nervoso em concentrações apropriadas. Mecanismo de ação. Potencializa a ação do GABA em receptores. QUALIDADES DESEJÁVEIS DE UM ANESTÉSICO  QUIMICO. Efeitos. Agentes hipnóticos sem propriedade analgésica. Sem efeito cumulativo nas repetições de doses subseqüentes. na qual era utilizado como anestésico local. Eleição em pacientes cardiopatas Duração de 10 a 15 minutos.

Pouco eficaz quando utilizado na pele integra. anticonvulsivantes e antiarrítmicos (procaína e lidocaína). Aumento do limiar para excitabilidade elétrica se eleva gradualmente. broqueando os canais de sódio. Difusão até a terminação nervosa.4(básico) ocorre à dissociação deste. ter preço acessível. diminuição da condução do impulso nervoso. maior quantidade de AL na Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . necrose local e retardo da cicatrização. MÉTODOS ALTERNATIVOS Pressão sobre o tronco nervoso e vasos sanguíneo (isquemia decidual) Acupuntura Frio ASSOCIAÇÕES COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS Adrenalina.Página 23 de 28 cirúrgia e inativação rápida. Ser compatível coma adrenalina e não ser irritante para os tecidos. não produzir hiperalgesia. muito ulizado em cavalo de corrida (DOPING). Administração próximo a do seu local de ação. declínio do PA. nariz e boca (pomada ou spray). ação rápida Procaína Clorprocaína Tetraclaína Amida. Quando o fármaco é aplicado no tecido. ANESTESIA INTRA – ARTICULAR Aplicação do fármaco na articulação. USO Procedimento cirúrgico Alívio das dores intensas. Mucosa do olho. se dissociar e interagir com os canais de Na. não deixar resíduos. ANESTESIA PERINEURAL Bloqueio da condução do nervo sensitivo que inerva a região de execução da cirúrgia. Aumento da duração do efeito. Ao ser absorvida pela membrana fosfolipidica o fármaco passa a ser polar. Classificação e farmacocinética Estes fármacos tém como características um pka entre 8 á 9 (básico). subcutânea ou mais profundamente em áreas musculares. Éster. na qual tem como característica um ph em torno de 7. impedindo assim que ocorra despolarização. ANESTESIA SUPERFICIAL OU TÓPICA Aplicação sobre a pele ou mucosas (bloqueio das terminações nervosas e perda da sensibilidade dolorosa). ANESTESIA POR INFILTRAÇÃO Injetadas em pequenas quantidades nos tecidos por via intradérmica. Penetração nos tecidos na forma apolar para depois.  Gerais. ação duradora Lidocaína Prilocaína Mepivacaína Bupivacaína Mecanismo de ação Impede a geração e a condução de impulso nervoso na membrana nervosa. ser eficaz sem importar qual o tecido a ser anestesiado. Bicarbonato. passando a assumir a forma apolar. Absorção sistêmica pode causar agitação. menor absorção sistêmica do anestésico e diminuição do risco do uso (lenta absorção). Bloqueio dos canais de sódio (Na) da parte interna da membrana celular (forma iônica) bloqueando estes canais. taquicardia. dentro da célula. aumenta o ph da solução. Por ser pouco estável o prinsípativo do fármaco é apresentado em associação com saís de ácido forte (cloridrato) mantendo assim características iônicas.

Dióxido de carbono. Empregada ilegalmente para melhorar o rendimento de animais de corrida no caso de claudicações (ações analgésicas) Uso Anestesia infiltrativa. Baixa concentração. ANETÉSICO CLORIDRATO DE PROCAÍNA CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA CLORIDRATO DE TETRACAÍNA CLORIDRATO DE BUPIVACAÍNA CLORIDRATO DE PILOCAÍNA CLORIDRATO DE ROPIVACAPINA TIPO ÉSTER AMIDA ÉSTE AMIDA AMIDA AMIDA Anestesia epidural Anestesia perineural Bovinos CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA (xilocaina) Dobro da potência da procaína. EFEITO TÓXICO Sonolência Tremores musculares Hipotensão Náuseas e vômitos USO Anestesia. e por este motivo ocorre uma rápida ação.Página 24 de 28 forma não ionizada. Provocada pela aplicação errônea caindo na corrente sanguínea. provocada por uma absorção exagerada ou injeção intravascular. Prolongando com vaso constritor (adrenalina) dura 2 horas. Anestesia local Anestesia infiltrativa Uso Caudectomia Descornia Ruminotomia Cesarianas Cirúrgias obstétricas e perineais Bloqueio dos nervos digitais Enucleação Espécie Cães Bovinos Bovinos Bovinos Grandes animais Eqüino Efeitos colaterais ou tóxicos Sobredose. Anestesia epidural. INTOXICAÇÃO Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . cirúrgia obstrutiva eperineais. Alta concentralção. curta duração 30 a 60 minutos e período de ação de 60 a 120 minutos. sedação. Importante ação antiarrítmica em adultos. CLORIDRATO DE PROCAINA Menor toxidade. Tópica Infiltrativa Perineal Epidural Intra-aticular CLORIDRATO DE BUPIVACAÍNA Ação duradora de 2 a 4 horas. caudectomia descorna ruminotomia e cesarianas. Atravessa a barreira placentária (efeito cardíaco no feto). sendo 4 vezes mais potente que a lidocaína. convulsões e redução da excitabilidade elétrica do coração reduzindo sua força contrátio. diminui o ph intraneuronal e atrai o anestésico provocando um efeito rápido.

inibição do PA e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor. (+)discreta (++)moderada(+++)grande Mecanismo de ação Hiperpolarização. Afinidade pelo receptor. µ(MU) ANALGESIA DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA EUFORIA DEPENDÊNCIA INIBIÇÃO DA TOSSE Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . CLORIDRATO DE PRILOCAÍNA Potência e duração igual a da lidocaína. analgésicos fortes ou morfinosímiles Receptores opióides são classificadoe em 5 tipos. Anestesia superficial e infiltrativa. anagésico narcótico. δ (delta). com menor toxidade. BUPIVACAÍNA ≥ LIDOCAÍNA ≤ PRILOCAÍNA > TETRACAÍNA > PROCAÍNA δ (DELTA) ALTERAÇÃO DO COMPORTAMENTRO AFETIVO έ (EPSILON) ANALGESIA PEPTÍDEOS OPIÓIDES ENDÓGENOS PRÓ-ENCEFALINA A PRÓ-OPIOMELANOCORTINA PRÓ-DINORFINA (PRÓ ENCEFALINA B) PEPTÍDEOS Βendorfina encefalina dinorfina µ +++ + ++ К +++ ++ σ +++ +++ + δ _ - OPIÓIDES Hipnoanalgésico. USO Tópico na mucosa e olho. CLORIDRATO DE TETRACAÍNA σ (SIGMA) DISFORIA ALUCINAÇÃO ESTIMULAÇÃO К (KAPPA) ANALGESIA MIOSE SEDAÇÃO Potência e toxidade 10 vezes maior que a da procaína. К (KAPPA). σ (sigma) έ (EPSILON).Página 25 de 28 Dose elevada resulta em hipotensão arterial e arritmias cardíacas. µ (MU). USO Bloqueios regionais e anestesia epidural.

suíno. 20010 Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária . Hipertemia em bovinos.sem perda da consciência e de outras sensações (tato. cães. NAUSEAS E VÔMITOS.Página 26 de 28 Principais drogas usadas em medicina veterinária codeína butorfanol etorfina metadona morfina e seus derivados fentanil meperidina oximorfina pentazocina MORFINA Eficaz no alívio da dor Dificuldade de síntese laboratorial Cloridrato e sulfato.fígado. ansiedade e apreesão. hipotermia (humanos macacos e cães).caprinos. SEDAÇÃO E EXCITAÇÃO. USO. cavalo. dose não deve ultrapassar a metade daquela utilizada pelas vias SC e IM). MIOSE E MITRIASE. Ação sobre o centro da tosse e depressão respiratória. Midríase em espécie que ocorre excitação. durante o transoperatório. estimulação da zona deflagradora dos quimiorreceptores do SNC (LIBERAÇÃO DE DOPAMINA). TERMORREGULAÇÃO. no homem. EFEITOS ENDÓCRINOS. ovinos. já em gatos. no cão e no homem diminui a secreção de ADH. OUTROS EFEITOS.liberação de histamina. provoca hiperxcitabilidade em dose elevadas. INIBIÇÃO DO REFLEXO DA TOSSE E DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA. costipação intestinal.rins. GNRH (LH E FSH) e aumenta prolactina. exceto em macaco. Qualquer situação na qual se deseja obter alívio da dor MPA. IM. eqüino e gatos. caprinos e ovinos. ou até convulções.visão e audição). causa miose em espécies que a morfina é sedativa. Desaparecimento de medo.COLATERAIS OU TÓXICOS ANALGESIA. Gatos e eqüinos associado a tranqüilizantes pois causa disforia.VO (efeito de primeira passagem) IV(efeito muito rápido. quando usado como MPA. broncoconstrição e hipotensão. FARMACOCINÉTICA SC. vaca. Bradicardia e vasodilatação. macaco e cães a morfina causa depressão. pulmões e músculos EFEITO TERAPEUTICO. SNC.

Potente efeito antussígeno.efeito constipação pronuciada. Não causa depressão respiratória e produz pequena sedação em doses terapêuticas. METADONA Analgésico semelhante a morfina. Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 . Uso de neuroleptoanalgesia. Transdérmica em pequenos animais (72 horas) lateral do tórax ou atrás do pescoço. MEPERRIDINA Hipoanalgésico. Combate a depressão respiratória. Efeito excitatório com pouca intensidade. Usado como medicamento pré anestésico de barbitúrico e potente efeito antitussígeno. PENTAZOCINA Adiministração oral. maior duração do efeito e menor efeito sedativo. ação sobre o centro da tosse. IM ou IV. via IV efeito quase imediato. Potência analgésica 5 vezes maior do que a morfina. Analgésico eficaz em dores moderadas. Efeito pouco duradouro. promovendo efeito imediato. OXIMORFNA Potente analgésico 10 a 15 vezes mais potente que a morfina. Metade do efeito analgésico. Derivados da morfina CODEÍNA/BUTORFANOL/ETORFINA/META DONA/FENTANIL/MEPERIDINA/OXIDOMO RFINA/PENTAZOCINA. menor potência analgésica.Página 27 de 28 Preferencialmente associação com tranqüilizantes. Dor aguda pós-operatório (IVe IM 10 a 15 minutos antes do término da cirurgia). Amplamente utilizada para deprimir o centro da tosse. BUTORFANOL Ação mista (agonista em receptores k. Não causa liberação de histamina. FENTANIL Duração ultra curta de 1 a 2 horas. com menos efeitos colaterais. CODEÍNA Não utilizada em anestesia animal. mas co menos tempo de analgesia. efeito constipação e Antagonistas narcóticos Nalorfina Antagonistas Levalorfano Naloxona NALORFINA E LEVALORFANO Via IV. atividade hipnótica. UTILIZADO PARA CÓLICA EQUINA. com 7 horas de analgesia. antagonista mais fraco em receptores µ.

TRICICLICOS EFEITO SEDATIVO DE INTENSIDADE RELACIONADA COM A AFINIDADE POR RECEPTORES HISTAMÍNICOS H1 PROPRIEDADE ATROPÍNICA (MIDRÍASE. TAQUICARDIA. Não recomendado em bovinos (efeito estimulante) ANTIDEPRESSIVo Inibidores da monoaminooxdase (MAO) ACÚMULO DE NEUROTRNASMISSOR NA FENDA SINÁPTICA. Cirurgias. sem perda de conciência. evitando os efeitos metabólicos e depressores centrais indesejáveis dos anestésicos. Administração IV efeito rápido de 1 hora. Reaparecimento dos efeitos agonistas nova administração via subcutânea. Profunda sedação e analgesia. ANTIDEPRESSIVOS AMITRIPTILINA IMIPRAMINA FLUOXETINA PARAXETINA SERTRALINA Tiago Santos Lima Resumo de farmacologia veterinária 20010 .Página 28 de 28 NALOXONA Liga se fortemente a todos os receptores opóides (açõa antagonista). Reversão do efeito sedativo dos opióides e impede a depressão respiratória e excitatória. CONSTIPAÇÃO. Gatos e equínos. pouco efeitos colaterais no homem. NEUROLEPTOAN ALGESIA Combinação de um opióide com um tranqüilizante. Cães macacos e em algumas espécies de animais de laboratório. preocauções na escolha do analgésico e na dose a ser administrada. SECURA NA BOCA. CONFUSÃO MENTAL E DELÍRIO SE ASSOCIADOS COM FENOTIAZÍNICOS) BLOQUEIO DA RECAPTAÇÃO NEURONAU DE NORADRENALIA E SEROTONINA INDICADORES DE RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA FLUOXEMIDA PAROXETINA E SETRALINA Mais modernos considerados de terceira geração. AUMENTO SÚBITO DA PA (RISCO DE HEMORRAGIA INTRACRANIANA) A TRANCILCIPROMINA ESTÁ SENDO ABANDONADA. RETENÇÃO URINÁRIA. EFEITO PSCOESTIMULANTE NÃO IMEDIATO COM NECESSIDADE DE USO CONTANTE POR VÁRIOS DIAS OU SEMANAS PARA O EFEITOANTIDEPRESSIVO. Medicamento de escolha pra antagonimo. DEVIDO AO APARECIMENTO DE OUTROS GRUPOS FARMACOLÓGICOS MAIS EFICIENTES E COM MENOS EFEITOS COLATERAIS.