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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DE TECNOLOGIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS

LAIS MALACHIAS LIGIANE ALINE INHOATO MARILIA GATO MARIM

EXPERIMENTO NO TÚNEL DE SECAGEM COM AMOSTRA DE FARINHA DE MILHO

CAMPO MOURÃO 2013 1

LAIS MALACHIAS LIGIANE ALINE INHOATO MARILIA GATO MARIM

EXPERIMENTO NO TÚNEL DE SECAGEM COM AMOSTRA DE FARINHA DE MILHO

Relatório, apresentado à disciplina de Operações Unitárias II, do Curso Superior de Engenharia de Alimentos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR Campus Campo Mourão, como requisito parcial para obtenção de nota. Professor. Dr. Odinei Hess Gonçalves.

CAMPO MOURÃO 2013 2

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS....................................................................................................4 RESUMO......................................................................................................................5 NOMENCLATURA E SIMBOLOGIA...........................................................................6 1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................7 1.1 Objetivo ............................................................................................................... 10 2 MATERIAL E METODOLOGIA..............................................................................12 2.1 Equipamentos.......................................................................................................12 2.2 Procedimento experimental..................................................................................12 2.3 Metodologia de cálculo.........................................................................................13 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO..............................................................................16 3.1 Análise da variação da umidade em base seca...................................................16 3.2 Análise da velocidade de secagem em função da variação de umidade (base seca).....................................................................................................................22 3.3 Análise de velocidade de secagem da amostra em função do tempo.................24 3.4 Coeficientes convectivo teórico e experimental e de transferência de massa no período de velocidade constante de secagem.....................................................25 3.4.1 Coeficiente convectivo.......................................................................................25 3.4.2 Coeficiente experimental e teórico de transferência de massa.........................26 4 CONCLUSÃO.........................................................................................................27 5 SUGESTÕES..........................................................................................................28 REFERENCIAS..........................................................................................................29 Anexo A (Memória de cálculo)................................................................................31

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..21 Figura 10...........................Taxa de secagem de um material granular .........................................................................Gráfico da taxa de secagem em função do tempo...........Gráfico de variação da umidade (base seca)....Gráfico da variação da umidade (base seca)..............25 4 ................18 Figura 5...........24 Figura 13.............11 Figura 3..........................Gráfico da taxa de velocidade de secagem em base seca....23 Figura 12....................................Classificação de secadores segundo o modo de operação ............................LISTA DE FIGURAS Figura 1....9 Figura 2..........Valores obtidos experimentalmente................Gráfico de variação da umidade (base seca)...................Gráfico de variação da umidade (base seca).......................Gráfico do fluxo ou velocidade de secagem em função do tempo...22 Figura 11..Gráfico de variação da umidade (base seca)...........Gráfico de velocidade por umidade................19 Figura 7.......................17 Figura 4........................................20 Figura 8...................................Gráfico de umidade x tempo...........................................................21 Figura 9.............................18 Figura 6.............

Neste trabalho.RESUMO A secagem de alimentos também é denominada desidratação. a secagem da farinha de milho foi realizada em um secador tipo túnel de vento com uma velocidade do ar de 2. devido à diferença de temperatura ocorre uma transferência de calor da fonte quente para o material úmido. entender as demais variáveis presentes nesse processo.72425346 W/m2. respectivamente. Ao ser colocado no secador. Algumas curvas de secagem obtidas apresentaram semelhança com as da literatura 5 .176929672 kg/m2h. Através da umidade da base seca (Ubs) foi possível observar as fases do processo de secagem como período transiente. taxa de secagem decrescente e equilíbrio. Também se obteve o coeficiente de transferência de massa (kx) experimental e teórico de kx= 0. taxa de secagem constante. determinar os coeficientes exerimentais e teóricos de transferência de massa na secagem de farinha de milho e assim. Obtendo um valor de coeficiente convectivo (h) experimental e teórico de 16.O presente trabalho teve como objetivo a construção de curvas típicas de cinéticas de secagem. é o processo no qual ocorre a aplicação de calor sob condições controladas a fim de remover grande parte da água livre presente no alimento através da evaporação da mesma.492944556 kg ar seco/ m2 h e Kx= 0. e também a evaporação da água.5 m/s. até massa constante.h e 28.53049941 W/ m2h.

NOMENCLATURA E SIMBOLOGIA %H = Porcentagem de umidade da amostra N = perda de massa em gramas P = massa da amostra em gramas Σ = somatório n = número de valores i = índice da somatória Xi =Valor com seu respectivo índice A = área de secção transversal do cadinho de secagem d = diâmetro do cadinho de secagem x = variação de umidade t = variação de tempo R = velocidade de secagem Ls = massa de sólido H = volume úmido H = umidade h = coeficiente convectivo T = temperatura p = densidade m = massa G = vazão de massa Rc = velocidade de secagem λm = Tw = temperatura de bulbo úmido N = taxa de secagem (Rc) Kx = coeficiente de transferência de massa y = umidade absoluta de saturação ys = umidade absoluta do ar hc = coeficiente de transferência de calor 6 .

como benzeno ou solventes orgânicos e materiais sólidos (MARCINKOWSKI. geralmente. Na secagem de alimentos a relação entre as condições de processamento e a qualidade do produto é mais complicada que em outros tipos de processos. Qualquer modelo que pretenda descrever o processo de secagem. proteção contra degradação enzimática e oxidativa. economia de energia por não necessitar de refrigeração e a disponibilidade do produto durante qualquer época do ano (MARCINKOWSKI. Apesar dos aspectos positivos. 2007). 1998). 1980). A secagem envolve a transferência simultânea de calor e massa. Tal fato é devido. é o processo no qual ocorre a aplicação de calor sob condições controladas a fim de remover grande parte da água livre presente no alimento através da evaporação da mesma. vai para a embalagem final (GEANKOPLIS. a secagem pode alterar as características sensoriais e o valor nutricional dos alimentos. 2006). estabilidade dos componentes aromáticos à temperatura ambiente por longos períodos de tempo. com raras exceções. A secagem é. e a intensidade dessas alterações é dependente das condições utilizadas no processo de secagem e das características próprias de cada produto.1 INTRODUÇÃO Secagem é um dos processos comerciais mais utilizados para a preservação da qualidade de alimentos (ROSSI e ROA. incorpora um conjunto de parâmetros associados às propriedades termodinâmicas e de transporte do material que se quer secar tais como. coeficientes peliculares de transferência de massa e de calor e a constante de secagem (FREITAS. dentre as quais tem-se: a facilidade na conservação do produto. redução do seu peso. As taxas de 7 . O termo secagem se usa também como referência para eliminação de outros líquidos orgânicos. As vantagens de se utilizar o processo de secagem são várias. A secagem de alimentos também é denominada desidratação. O principal objetivo dessa operação é aumentar a vida de prateleira do produto ao reduzir sua atividade de água. a difusividade efetiva da umidade. condutividade térmica efetiva. a última etapa de uma série de operações e o produto resultante desse processo. 2006). principalmente. à temperatura e umidade.

e a energia envolvida no processo será correspondente ao calor latente de vaporização. 1999). enquanto que no segundo período (período de taxa de secagem decrescente) as transferências internas que são limitantes (PARK et al. 1979). Ao ser colocado no secador. 2006). Se a água não estiver ligada (ligação física e/ou química) nas estruturas dos sólidos é caracterizada como água livre. 2006). da velocidade do ar de secagem e da temperatura (PARK et al. normalmente. Durante a secagem é necessário o fornecimento de calor para evaporar a umidade do material e também deve haver um sorvedor de umidade para remover o vapor de água. Os métodos de cálculo da cinética de secagem são aplicados de modo diferente dependendo do período de secagem considerado (PARK et al. as transferências de calor e de massa na interface ar-produto governam a secagem e fixam a velocidade de secagem. 2006). das propriedades do ar de secagem. 2006). devido à diferença de temperatura (ambiente mais quente que material) ocorre uma transferência de calor da fonte quente para o material úmido. formado na superfície do material a ser seco (MARCINKOWSKI. E. (RESNICK e CHIRIFE.degradação dos atributos de qualidade. No período de taxa de secagem constante. são funções destes dois parâmetros. A eficiência do processo de secagem depende das propriedades do alimento. 2006). Condições como conteúdo inicial de umidade do material. se a água estiver ligada. da umidade relativa. 8 . a energia necessária para sua evaporação será maior (BROD. como a água está relacionada com a estrutura do sólido e como o transporte da água é feito do interior à superfície do sólido durante a secagem que servem para fundamentar o fenômeno de secagem. A diferença de pressão parcial de vapor d'água entre o ambiente quente (ar quente) e a superfície do produto ocasionará uma transferência de massa do produto para o ar. e também a evaporação da água. Estas transferências internas de massa são influenciadas por dois fenômenos particularmente importantes para os produtos biológicos: a migração dos solutos e a deformação do produto. e assim o vapor será arrastado do material (MARCINKOWSKI. conteúdo final de umidade que o material pode chegar (umidade de equilíbrio).

9 . e areia a uma curva do tipo 2 (COULSON. O teor de umidade no final do período de taxa constante é representado pelo ponto B. Na secagem. A forma da curva de taxa de secagem varia de acordo com a estrutura e o tipo de material. Seção EF é conhecida como o primeiro período de queda e na fase final. A secagem do sabão dá origem a uma curva de tipo 1. e duas curvas típicas são mostradas na Figura 1. em geral estão intrinsecamente vinculadas ao produto. A curva 2 mostra três fases. 2006). O conhecimento das propriedades do material a ser seco é a primeira exigência para dimensionamento de um secador. e EF e FC há queda das taxas. a seção EF é uma linha reta e apenas a porção FC é curva. Na curva existem duas zonas bem definidas: AB. além do conhecimento das características do produto a ser seco. é necessário remover a umidade livre da superfície e também a umidade interior do material. Em geral. 2002). os processos estão diretamente relacionados ao produto (OLIVEIRA. conhecido como o teor de umidade crítica. EF e FC. Fonte: COULSON. 2002. como o segundo período de queda. Figura 1 . DE. RICHARDSON. onde há uma queda constante da taxa de secagem e o teor de umidade é reduzido.Taxa de secagem de um material granular. Para o projeto apropriado de um secador são necessários o conhecimento do comportamento dos secadores e sua adequação nos processos. uma suave curva é obtida a partir do qual a taxa de secagem em qualquer teor de umidade dado pode ser avaliado. RICHARDSON. O estágio DE representa um período de taxa constante. que. mostrado como FC. Se a mudança no teor de umidade de um material é determinada como uma função do tempo.Cada secador atende às diferentes necessidades de processo. Neste caso. onde a taxa de secagem é constante e BC.

Classificação de secadores segundo o modo de operação.1 Objetivo O presente trabalho teve como objetivo a construção de curvas típicas de cinéticas de secagem. Fonte: Oliveira. 2006. uma delas é segundo o modo de operação de cada secador como mostrado na Figura 2: Figura 2 . O equipamento de secagem utilizado neste experimento foi o secador de túnel de vento.Os secadores são classificados de diversas formas. Quando a matéria a ser seca é granular pode ser utilizado transportador perfurado no fundo ou tela da qual força a passagem de ar quente. determinar os coeficientes exerimentais e teóricos de 10 . O fluxo de ar quente pode ser paralelo ou contracorrente. para cima ou para baixo (GEANKOPLIS. onde os sólidos colocados em bandejas através de um túnel com gases quentes passando por cima da bandeja. 1998). 1.

transferência de massa na secagem e entender as demais variáveis presentes nesse processo. 11 .

sendo então espalhada a amostra de farinha de milho uniformemente distribuída no cadinho de alumínio. 12 .2 Procedimento Experimental Para a realização do experimento de secagem no túnel de vento. Sistema de aquecedores do ar (resistências elétricas).5 m/s. A velocidade do ar de secagem foi ajustado 2. Após foi ligado o sistema de aquecimento (resistências elétricas).1 Equipamentos O equipamento que foi utilizado na pratica de secagem é constituído por:        Soprador axial Câmara se secagem com suporte para pendurar o corpo de prova ou bandeja. 2. foi retirada a medida do cadinho recipiente no qual foi colocada a amostra. o soprador e regulada a vazão do ar no duto de secagem. foi ligada a chave geral.2 MATERIAL E METODOLOGIA 2. Sistema de pesagem composto por suporte e balança semi-analítica. Medidor de velocidade/ vazão (tipo anemômetro). Psicrômetro. e assim obtida a vazão de ar através do controle do fluxo gasoso com auxilio do anemômetro. Termopares ligados a um mostrador digital. regulou-se a temperatura de secagem para 80˚C. onde através da medida do diâmetro foi possível realizar o cálculo da área do cadinho. Para a operação do equipamento de secagem. em seguida foi determinada a taxa de umidade inicial da amostra de farinha de milho por um determinador de umidade thermobalance.

Com a velocidade e a temperatura do ar definidas e estabilizadas. com o equipamento programado e ajustado nas condições necessárias. utilizou-se a Equação 1: Para se calcular as médias utilizadas neste relatório. Por fim. foi colocado o cadinho com a amostra de farinha de milho para ser seca sobre a área da bandeja sendo então pendurada no suporte do sistema de pesagem no interior do secador. anotando a leitura do peso (cadinho com amostra mais bandeja) inicialmente a cada 1 minuto até completar 5 minutos e após de 5 em 5 minutos até completar 1 hora e por fim de 10 em 10 minutos até que ocorre-se a estabilização da massa verificando-se a variação do peso em função do tempo (curva ou cinética de secagem). iniciou-se o experimento de secagem.3 Metodologia de Cálculo Para se calcular a porcentagem de umidade da amostra. 2. utilizou-se a Equação 2: ∑ A área de secção transversal do cadinho de secagem calculada através da equação 3: O valor de sólido seco foi encontrado pela equação 4 com a média da umidade que foi de 0.1375: ( ) ( ) Para o cálculo da massa de água utilizou-se a equação 5: ( ( ) ( ) 13 .

Nos cálculos de base seca da amostra utilizou-se a equação 6 : A fim de encontrar a variação de umidade por tempo foi obtido pela equação 7: ( ( ) ) O valor da velocidade de secagem (R) foi definido pela equação 8: Para fixarmos o coeficiente convectivo teórico (h) utilizou-se as equações contidas na literatura conforme descritas nas equações 9. A velocidade de massa G vem da equação 11: Usando a equação 12 encontramos o coeficiente convectivo no SI: Para o cálculo do valor de R critico teórico foi usada a equação 13: ( ) A velocidade total de evaporação é demonstrada pela equação 15: 14 . 10 e 11. sendo a densidade de 1 Kg de ar seco mais 0.018 Kg de água. O valor de volume úmido foi obtida através da equação 9: ( ) O valor da densidade vem da equação 10.

fosse possível o cálculo do coeficiente convectivo (h) pela equação 17: 15 .( Pela equação 16. pode-se calcular Rc: ( ( ) ) ) Para que então.

16 .717785 g ou 0. Para a realização dos cálculos e interpretação dos resultados do experimento de secagem com amostra de farinha de milho.5 Km/h e temperatura de secagem de 80 0C. primeiramente foi medida a porcentagem de umidade inicial da amostra com 13.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.019717785 Kg. As propriedades que se mantiveram constantes durante o experimento foram a de velocidade do ar de 2. Para descobrir os valores da base seca da amostra utilizaram-se os valores de Kg de água por Kg de sólido seco contidos na Figura 4 que apresenta os valores obtidos experimentalmente.75% de umidade.1 Análise da variação da umidade em base seca Com a realização do experimento no secador de túnel de vento foi observada uma variação nos valores de massa inicial e final com relação ao tempo de secagem. indicando que a amostra de farinha de milho foi seca no decorrer do experimento. Após foi possível encontrar o valor de sólido seco da amostra inicial sendo de 19.

17 .Figura 3 – Valores obtidos experimentalmente A partir da Figura 3 foi obtido o gráfico apresentado na Figura 4. onde é demonstrado o comportamento do teor de umidade (base seca) com o tempo de secagem.

Variação da Umidade (Base Seca) umidade X (Kg de H2O/Kg sólido seco) 0. pode-se perceber a semelhança com os dados experimentais e teóricos. Nessa Figura 6 pode-se notar a existência de 4 diferentes etapas no processo de secagem. 1998). conforme Figura 6: Figura 5 .18 0. ou seja.14 0.06 0.5 3 y = 5E-07x2 .08 0.12 0. a umidade decresce sempre da mesma maneira.0. sendo que o período AB é o período de adaptação da amostra com o ar de secagem.0002x + 0.0171 R² = 0.16 0. (Variação da Umidade(Base Seca)) Figura 4 – Gráfico da variação da umidade (base seca) Segundo Geankoplis (1998).5 Tempo t (horas) 2 2.02 0 0 0.5 1 1. no período BC a taxa de secagem é constante.04 0.Gráfico de Umidade x Tempo (Geankoplis. pois nessa etapa a água que 18 .9839 Variação da Umidade(Base Seca) Poly.1 0.

a etapa DE é conhecida como umidade de equilíbrio já que nesse estágio não é possível retirar mais água do sólido. e sim das características do ar de secagem.4166 horas. pois o dia estava chuvoso com temperatura amena e com umidade relativamente alta. como também observou-se que no dia em que foi realizado o experimento houve uma variação na umidade do ar.está sendo evaporada encontra-se na superfície e nesse caso a taxa de secagem não depende do tipo de amostra.15942029 Kg H2O/Kg sólido seco no tempo 0 horas. Nos pontos CD.14 0 Tempo t (horas) 0.5 Figura 6– Gráfico da variação da umidade (base seca) 19 .16 0 a 25 0. isso se deve ao fato de erros instrumentais como. Variação da Umidade (Base Seca) umidade X (Kg de H2O/Kg sólido seco 0. terminando assim a etapa de secagem.18 0. Nota-se no gráfico experimental de secagem da farinha de milho há a ocorrência de picos durante os períodos de secagem. Observando-se o gráfico experimental Figura 4 nota-se que os pontos que correspondem a etapa AB tendo valores como no ponto A 0. bem como erros pessoais na notações dos valores do tempo de secagem em horas. influenciando assim os resultados obtidos experimentalmente. sendo que no final da pratica o dia já estava sem chuva e com temperaturas mais alta diminuindo a umidade do ar. por exemplo. é a etapa de taxa decrescente de secagem e nesse caso varia de acordo com o material por fim.154348726 Kg H2O/Kg sólido seco em 0. que estão melhor demonstrados na Figura 6 representando o período de adaptação da amostra com o ar de secagem ou seja a amostra alcança o valor de equilíbrio onde o sólido está quente o bastante para que se inicie a operação de secagem ponto B. no ponto B 0. uma notável variação dos dados medidos pela balança analítica. temperatura. umidade e velocidade de secagem.

33 horas. ou seja a água começa a ser deficiente na superfície e a velocidade de secagem diminui até chegar no ponto D. Na Figura 7 pode ter uma análise mais detalhada dos pontos BC. 20 . sua espessura e a velocidade de secagem inicial (que depende das condições de secagem) onde a superfície não está totalmente molhada e essa porção molhada começa a diminuir durante o período de velocidade decrescente onde sua superfície é seca totalmente no ponto D.No período BC que se indica a taxa de secagem constante. é denominado de X critico (Xc) sendo o valor de X critico encontrado experimentalmente de 0.154348726 Kg H2O/Kg sólido seco em 0.83 horas. constatando um período de velocidade constante de secagem. sendo ponto B de 0.06 0. O teor de água do ponto de inflexão varia de acordo com a natureza do material.5 1 1. Estes pontos ficam melhor especificados na Figura 8.14 0.04 0.9553 25 a 80 Linear (25 a 80) Figura 7 – Gráfico da variação da umidade (base seca) Já para o período de taxa decrescente pontos CD.022488074 Kg H2O/Kg sólido seco com 1.1609 R² = 0.4166 horas. com valores no ponto C de 0.02 0 0 0. O ponto de inflexão de taxa constante à taxa decrescente de secagem. C 0.33 horas até o ponto D de 0.075x + 0.12 0. Figura 4.063060582 Kg H2O/Kg sólido seco em 1.063060582 Kg H2O/Kg sólido seco em 1.063060582 Kg H2O/Kg sólido seco em 1.5 Tempo t (horas y = -0.1 0. no ponto C a velocidade do secado começa a diminuir. Figura 4.08 0. Variação da Umidade (Base Seca) umidade X (Kg de H2O/Kg sólido seco 0.33 horas.

02 0 0 0.5 1 Tempo t (horas) 1.02 110 a 170 0 0 0. onde o ponto D tem sua velocidade de secagem diminuída com mais rapidez até chegar ao ponto E. Figura 4. Por fim temos a etapa de equilíbrio ponto DE. onde está contida a umidade de equilíbrio.5 3 Tempo t (horas) Figura 9 .06 0.5 1 1.08 0.5 2 Figura 8 .5 2 2. onde o material já eliminou toda a sua água livre e não ocorre mais o fenômeno de secagem.04 0.Variação da Umidade (Base Seca) umidade X (Kg de H2O/Kg sólido seco 0. Variação da Umidade (Base Seca) umidade X (Kg de H2O/Kg sólido seco 0.Gráfico da variação da umidade (base seca) 21 . Estes pontos estão melhor representado na Figura 9.Gráfico da variação da umidade (base seca).04 80 a 110 0.

3.01 0 0 Taxa da velocidade de secagem em base seca Taxa de secagem… 0. 22 .02 0.05 0.05 Velocidade de secagem (R) 0. utilizou-se uma curva característica de taxa de secagem por umidade Figura 11 descrita por Geankoplis (1998). 0.15 Figura 10 – Gráfico da taxa da velocidade de secagem em base seca Como comparação da curva obtida.06 0. tem-se uma região de período de taxa constante de secagem e outra de taxa decrescente de secagem.03 0. De acordo com a figura.1 umidade X (Kg de H2O/Kg sólido seco 0.2 Análise da velocidade de secagem em função da variação de umidade (base seca) O gráfico de velocidade em função da variação da umidade em base seca experimentalmente encontra-se na Figura 10.04 0.

Gráfico de velocidade por umidade Fonte: Geankoplis. Perante as análises feitas no gráfico teórico e suas explicações. da espessura da amostra e da velocidade de secagem. Portanto as condições experimentais devem conter paramentos compatíveis com as do solido real a ser seco. não se encontrou um período de taxa constante isso devido à ocorrência dos parâmetros experimentais não estarem em condições semelhantes com os dados de secagem industrial. (1998). No final do período constante pode-se encontrar o teor de umidade critico. O teor de umidade pode ser influenciado diretamente pela porosidade do solido diante da velocidade de secagem (FOUST. 1982).Figura 11 . pode-se notar que no gráfico encontrado experimentalmente (Figura 11) a partir da secagem da amostra de farinha de milho. a fim de determinar a umidade critica. 23 . as medições experimentais devem ser feitas em condições semelhantes com a da produção real. também se deve ao fato de não ser totalmente conhecida a estrutura do poro do sólido seco e espessura. O teor de umidade critica depende da estrutura do poro do solido. onde o movimento do liquido para a superfície do solido torna-se insuficiente para substituir o liquido que esta sendo evaporado. De acordo com FOUST 1982. assim a velocidade de secagem ajustada experimentalmente pode estar fora dos padrões corretos para a secagem da amostra de farinha de milho.

5 2 taxa de secagem em função do tempo Figura 12 – Gráfico da taxa de Secagem em função do tempo.08 0.12 0. Por isto o primeiro trecho do período de velocidade decrescente é reta. sendo a água substituída por ar. pois perdem água para o meio de secagem e para os capilares de diâmetros menores. porém com a área efetiva para troca de massa 24 . Quando a água superficial se esgota das camadas iniciais da amostra de farinha de milho. os capilares de maior diâmetro esvaziam-se primeiro.02 0. taxa de secagem em função do tempo 0.3.5 1 Tempo em Horas 1. Na Figura 13. embora a taxa de evaporação por unidade de área úmida se mantenha constante.06 0.3 Análise de velocidade de secagem da amostra em função do tempo A partir dos dados experimentais.02 0 0 -0.1 taxa de secagem kg/m2h 0. foi possível montar o um gráfico (Figura 12) partir da taxa de secagem com escolha dos dados de tempo e taxa de secagem de 10 em 10 minutos. encontra-se demonstrado o gráfico teórico taxa de secagem em função do tempo. já que o mecanismo é similar ao do período de velocidade de secagem constante.04 0. À medida que os poros da farinha de milho forem se esvaziando a superfície de evaporação recua para o interior do sólido e a área disponível para troca de massa diminui.

Gráfico do fluxo ou velocidade de secagem em função do tempo Ao fazer uma comparação entre a Figura 13 e a Figura 14 constatou-se uma grande diferença entre os mesmos. 1982). através da utilização da carta psicrométrica com temperaturas antes do tubo do experimento que eram de TBu = 25 . isso se deve ao fato de grandes variações experimentais na notação das velocidades durante o experimento. Figura 13. foi encontrado valores internos de bulbo úmido e seco. 3.1 Coeficientes convectivo Para encontrar o coeficiente convectivo teórico. primeiramente. verifica-se também que na Figura 14 não se tem o período constante observando uma variação grotesca entre os picos.diminuindo a cada momento e a velocidade de secagem continua a ser calculada com referência a área A .4.4 Coeficientes convectivo teórico e experimental e de transferência de massa no período de velocidade constante de secagem 3. disponível para troca de calor (FOUST.

A. A temperatura de bulbo seco continuou a mesma sendo de 800C. valor de densidade 0.72425346 W/m2.103 J/kg. estimou-se o valor de h em 16. Este erro pode ser devido à incoerência das considerações experimentais em relação à teórica. Utilizando a equação 16.22 0C. obteve-se um valor experimental de kx= 0.616682 kg/ hm 2 e ao fim um valor de h equivalente a 28.h Ao comparar os valores encontrados experimentais e teóricos retirados da literatura.8. pode-se derivar e encontrar uma variação da umidade por tempo de 0. a velocidade de massa G igual a 8552. a equação 19 foi rearranjada com N=Rc.h. Os valores de K teórico usado foi de 28. Kx= 0.4. Já para o cálculo do experimental.98988619 kg/hm2 . 3.018 KgH2O/Kg ar seco e uma temperatura de TBu = 35 0C.075 kg água/h.176929672 kg/m2h. e assim com a equação 20.23. 10.120112891 kg água/ m 2. (y = -0. λm= 2418. Para fixarmos o coeficiente convectivo teórico (h) utilizou-se as equações contidas na literatura conforme descritas nas equações 9. E a partir da equação 17. Portanto encontrou-se um valor de coeficiente de transferência de massa teórico de 26 . pode-se encontrar um erro de 41% pela equação 18.075x + 0. utilizou-se a equação 19 onde localizou um valor de umidade saturada do ar de Ysat= 0. Para o cálculo do coeficiente experimental.2 Coeficiente experimental e teórico de transferência de massa Para determinar o coeficiente teórico. 11 e 12 e encontrou um valor de volume úmido de 1.e assim. já isolada.570C e TBs = 26.53049941 W/ m 2h.492944556 kg ar seco/ m2 h.53049941 W/m2h.1609).21660C e assim achou-se uma umidade de H = 0. sabendo que quando a temperatura de bulbo úmido atinge o bulbo seco o ar está saturado.021 kg agua/ kg ar seco retirados da carta psicrométrica com um valor de Tbs= 26. obteve-se um valor de 1.028401052 m 3/kg. o coeficiente foi obtido diante a equação de reta da parte constante de velocidade plotada na Figura 8.

porém muito complexo em suas particularidades já que pode ser influenciado pelo material utilizado. foi possível estimar os valores dos coeficientes experimental e teórico de transferência de massa e umidade de equilíbrio. segundo sua finalidade. Observou-se que algumas das curvas de secagem encontradas no experimento diferiram do comportamento das encontradas na literatura. mesmo assim. 27 . Porém ocorreu durante a prática experimental muitos erros instrumentais e pessoais que refletiram diretamente nos resultados finais e suas análises.4 CONCLUSÃO Conclui-se que a operação unitária no experimento de secagem é um processo relativamente simples. que englobam um resultado de excelência quando se deseja preparar um material. que são parâmetros importantes para o projeto de secadores industriais. e por condições externas.

assim.5 SUGESTÕES No momento da pratica tomar mais cuidado no momento de fazer as anotações da variação de massa da amostra. isenta de erros significativos. 28 . Uma sugestão para otimizar esse processo de secagem seria talvez reduzir o intervalo de tempo de secagem e aumentar o número de ensaios feitos. verificando assim que o próprio procedimento no túnel de secagem não é totalmente seguro sendo necessário reavaliar o equipamento para que o mesmo trabalhe dentro das condições que foram realmente requeridas. Notou-se também a ocorrência de grande variação da temperatura de bulbo seco ao longo do experimento. a curva característica de cada sólido se apresentaria com mais precisão. ocasionando picos nos gráficos experimentais. pois ao encostar na bancada do túnel de secagem verificou-se que ocorre variação no resultado da massa.

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pela (equação 8): ( ) 9) Cálculo do valor de volume úmido.Anexo A . (Equação 9): ( ) 31 .1375): ( ( ) ) 5) Cálculo da massa de água (Equação 5): ( ( ) ( ) 6) Base seca da amostra (Equação 6) : 7) Encontrar a variação de umidade por tempo foi obtido pela (Equação 7): ( ( ) ) ( ( ) ) 8) O valor da velocidade de secagem (R).memória de cálculos 1) Cálculo da porcentagem de umidade da amostra (Equação 1): 2) Cálculo de médias de temperatura de bulbo seco e bulbo úmido (Equação 2): ∑ 3) Área de secção transversal do cadinho de secagem (Equação 3): 4) Valor de sólido seco (Equação 4) com a umidade de (0.

sendo a densidade de 1 Kg de ar seco mais 0.018 Kg de água 11) A velocidade de massa G. (equação 11): 12) Cálculo do coeficiente convectivo teórico (h).10) Valor da densidade (Equação 10). 14) ( ) ( ( ) ) 15) Velocidade total de evaporação para um superfície de área igual a 1. sabendo que as tabelas de vapor indicam que a Tw = 350C e λm = 2418.9108046 m2 é demonstrada pela equação 15: ( ) 16) Para o cálculo do valor de R critico teórico (equação 16): 32 .8*103 J/Kg. (Equação 12) no SI: ( ) 13) Para o calculo do valor de R critico teórico (Equação 13).

equação 19: ( ) ( ) ( ) ( ) 20) Isolando a equação 19. tem-se equação 20: ( ( ) ) 33 . equação 18: 19) Cálculo de coeficiente teórico (k).( ( ) ) ( ( ) ) 17) Cálculo de coeficiente convectivo experimental (equação 17): ( ) ( ) 18) Erro experimental.