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DA ADJUDICAÇÃO

Comentários aos artigos 685-A e 685-B, do Código de Processo Civil

Marli Eulália Port1

INTRODUÇÃO

O objeto dos presentes comentários é a Subseção VI-A e seus artigos 685A e 685-B, ambos da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil (CPC). Referidos artigos foram recentemente incluídos pela Lei nº 11.382, de 06 de dezembro de 2006, que alterou vários dispositivos do CPC relativos ao processo de execução e a outros assuntos, em consonância com os anseios de celeridade e efetividade jurisdicional, normatizadas expressamente pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004. Os artigos, objeto destes comentários, tratam de uma das formas de satisfação do crédito por parte do exeqüente: através da adjudicação, quando o

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Advogada em Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC. Graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pelo Instituto de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA (2001). Pós-graduada em Direito Processual Civil pelo Instituto de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA (2004). Egressa do Curso de Preparação à Magistratura pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Rio Grande do Sul AJURIS (2006).

2007. ambos do CPC. 708. II . Art. arts. Por exemplo. ficando ao alvedrio do exeqüente o requerimento neste sentido. (grifou-se) . I. 709.na alienação por iniciativa particular.3 do CPC. 25. recentemente alterado pela Lei nº 11.6 do CPC. desconsiderar-se-á a fase instrutória . 256. quando a penhora for de dinheiro. 708. o exeqüente receberá os bens constritos em lugar do dinheiro. IV .pela entrega do dinheiro. do CPC). Art.2 próprio bem penhorado servirá para o pagamento da dívida. portanto.]..ed.na qual há a avaliação do bem penhorado.. II e III. Rio de Janeiro: Forense. 708. III . A adjudicação integra a fase final da expropriação.. 685-A desta Lei. satisfazendo-se de forma inespecífica ou genérica. CPC) ou a entrega do bem penhorado. aquela em que ocorre o pagamento. Por intermédio da adjudicação. 708. V. MOREIRA. José Carlos Barbosa. indica a ordem dos procedimentos expropriatórios possíveis ao exeqüente. Art. a satisfação desse direito poderá se dar por duas formas: a entrega do dinheiro (art. até a satisfação integral de seu crédito. O art. o dinheiro depositado para segurar o juízo ou o produto dos bens alienados [. 647. de forma direta. A expropriação consiste: I . O novo processo civil brasileiro: exposição sistemática do procedimento. O juiz autorizará que o credor levante. sem a necessidade de prévia e infrutífera alienação em hasta pública. O pagamento ao credor far-se-á: I . II . a transferência coativa do domínio do bem penhorado.na adjudicação em favor do exeqüente ou das pessoas indicadas no § 2º do art. proporcionando ao credor o alcance da tutela efetiva por intermédio do poder jurisdicional invocado. p. “para com o produto pagar-se o exeqüente”.382/2006.pelo usufruto de bem imóvel ou de empresa. 2 3 4 5 6 Algumas de tais fases podem ser até mesmo suprimidas.pela adjudicação dos bens penhorados.no usufruto de bem móvel ou imóvel. ou a conversão coativa do bem penhorado em dinheiro. I e 655-A. 647. ou seja. 655. A execução possui algumas fases que precisam ser vencidas2 até que o credor logre êxito em obter a satisfação integral de seu crédito. através da adjudicação ou do usufruto (art. Destarte.4 e 5 conforme se denota da percepção do art.na alienação em hasta pública. Propicia-se ao exeqüente. III .

se o executado. 685-A. É lícito ao exeqüente. 343. caso sejam necessários conhecimentos especializados que o oficial de justiça não disponha. 12. CÂMARA. . o juiz nomeará avaliador para a realização de tal mister. adjudique algum bem ao exeqüente. os executados que tencionam adiar a quitação do débito até o último momento precisarão atentar ao fato de que não mais se faz necessária a realização de prévio leilão para que o exeqüente possa fazer uso do expediente adjudicatório. 2006.9 a adjudicação “pressupõe sempre a iniciativa do próprio credor. requerer lhe sejam adjudicados os bens penhorados. Conforme o art. do CPC. do CPC. 187/2005 (lei do agravo) e lei 11. não podendo haver determinação ex officio. Após o cumprimento de algumas providências. “não se admitindo que o juiz da execução. contra sua vontade.232/2005 (novo sistema da execução de sentença). o art. 2. citado para efetuar o pagamento da dívida no prazo de 03 dias. de ofício. oferecendo preço não inferior ao da avaliação. Rio de Janeiro: Lumen Juris. conforme seu interesse. intimando o exeqüente para. requerer a adjudicação ou a alienação por iniciativa particular. Com a nova dicção legal. 2. Humberto. Mediante requerimento demonstrando seu interesse em adjudicar o bem objeto da penhora. Lições de Direito Processual Civil. não o fizer. 2006. o oficial de justiça efetuará a penhora de seus bens e a conseqüente avaliação7 destes. que a adjudicação tem caráter volitivo e facultativo por parte do exeqüente. v. como a verificação da conformidade e identidade do bem constrito e a sua avaliação. a receber coisa diversa”. THEODORO JUNIOR. 333.”8 Conforme leciona Humberto Theodoro Junior. do CPC. 680. Alexandre Freitas. Rio de Janeiro: Forense. Denota-se. 39. v. p. Revista e atualizada de acordo com: Lei 11. não pode ser compelido. ed. o juiz inaugura a realização dos atos expropriatórios. 685. Curso de Direito Processual Civil. p. 652 e § 1º. o exeqüente poderá fazê-lo a fim de satisfazer o seu crédito inadimplido pelo executado. conforme dispõe o parágrafo único do art. pela interpretação do artigo em comento.3 Art. ed. 7 8 9 Cf. já que tendo direito a receber quantia certa de dinheiro.

Com relação ao segundo requisito.Lei nº 11. alinhando-se aos que consideravam cabível apenas a adjudicação de bens imóveis: CÂMARA. já se manifestou a 4ª Turma do STJ.1991). de 06 de dezembro de 2006. Rio de Janeiro: Forense. do CPC.06. v.”10 Na legislação anterior11 eram exigidos dois requisitos para tornar-se realizável a adjudicação: a) a ocorrência de realização de praça ou leilão12 infrutíferos. b) o preço ofertado para adjudicar não poderia ser inferior ao contido no edital. 6. restou mantido. Min.. 1990. Min. Rio de Janeiro: Forense. “isto somente será possível em hasta pública.294/PR. acaso o exeqüente (ou outro legitimado) vise à aquisição do bem constrito por preço inferior ao conferido por ocasião da avaliação. A Reforma da Execução do Título Extrajudicial . ed.382/2006. 25. do CPC. Comentários ao Código de Processo Civil. antes da reforma de 2006. 714 e 715. p. p. os arts. II. (RMS 960/RJ. Aliás. 332. não mais havendo a necessidade de ocorrência de prévio e infrutífero leilão ou praça. 6.382/2006 fez com que a adjudicação passasse a ser a primeira das formas oferecidas ao exeqüente para propiciar a satisfação do seu crédito. ao passo que “a alienação em hasta pública deixou de ser a meta normal ou preferencial da expropriação na execução por quantia certa. A partir da reforma. 2.evitando assim. que ressalva que a lacuna poderia ser suprida por analogia. Cláudio Santos. Em sentido diverso. é cristalino ao prever que a adjudicação tem por objeto os “bens penhorados”. Humberto. em 28. p. pela premência e necessidade de não ser oferecido preço inferior ao que consta no edital . prejuízo desproporcional ao executado. Humberto. porém na égide da lei anterior. 714 e 715.382. sob fundamento de que o credor pode arrematar por preço inferior ao da avaliação. do CPC. e LIMA. sem lançador e. 11 Cf. THEODORO JUNIOR. (RESP 10. Alcides de Mendonça. Curso de Direito Processual Civil. Lições de Direito Processual Civil. 26. v. se prescinde do primeiro requisito. 12 Embora os ora revogados arts. 115. p. tutelando-o e obstando o enriquecimento ilícito do exeqüente. a doutrina e jurisprudência majoritárias consideravam possível a adjudicação também de bens móveis. A Reforma da Execução do Título Extrajudicial. 708. rel. 13 Já houve decisão em sentido contrário. rel. . Neste sentido. 14 Cf.segundo a avaliação efetuada por oficial de justiça ou por perito . j. 2. Nesse sentido: THEODORO JUNIOR. j. conforme decidiu a 3ª Turma do STJ. 10 Cf. v. o art. de resto. estivessem sob a rubrica denominada “Da Adjudicação de Imóvel”. Alexandre Freitas.14 situação que leva à suposição de que seria mais vantajoso ao exeqüente aguardar a realização da hasta pública do que adjudicar o bem. p.1991). para a possibilidade de adjudicação também de bens móveis. 118. 343.4 O advento da Lei nº 11.11. 2007. na qual terá de sujeitar-se à licitação com todos os eventuais concorrentes”. Bueno de Souza. ora revogados pela Lei nº 11.13 Como instrui Humberto Theodoro Junior.

afirmando que o conceito de adjudicação alargou-se. v. ao contrário do que se dá no pagamento por entrega de dinheiro.” 17 Cf. 2.17 através da adjudicação. atual. CPC). o fato de que estará concorrendo em iguais condições com outros pretendentes à arrematação do bem. em nome do Estado. ed.” Após a reforma. contudo. VI. 222. retifica-se o doutrinador. coativamente. que se realiza pela transferência do próprio bem penhorado ao credor.. ASSIS. v. O autor passou a considerar a adjudicação como verdadeiro “ato executivo expropriatório. tanto pela “maior dimensão de seu papel na execução [. como claramente se vê. satisfativa. 18 Lições de Direito Processual Civil. Alexandre Freitas Câmara18 refere-se à adjudicação como ato executivo. Humberto Theodoro Junior15 considerava a adjudicação como “figura assemelhada à dação em pagamento.”16 Segundo Araken de Assis. o Estado transfere. por meio do qual o juiz. para extinção do seu direito. 332. transferindo-se tais bens diretamente para o patrimônio do exeqüente. p. na hasta pública. THEODORO JUNIOR. uma forma indireta de satisfação do crédito do exeqüente. solvendo a dívida até o valor da avaliação. 117. p.5 Isso em virtude de que. através do qual são expropriados bens do patrimônio do executado. 4.] como na sua abrangência subjetiva. 15 16 Curso de Direito Processual Civil. . em segunda licitação (art. Execução civil nos juizados especiais. ampl. existe a possibilidade de o exeqüente efetuar a arrematação do bem por valor menor ao da avaliação. os quais haviam sido objeto de penhora. p. p. 2.382/2006. que é ato expropriatório. 2006. Araken de. 343. transfere o bem penhorado para o exeqüente ou para outras pessoas a quem a lei confere preferência na aquisição. Em obra publicada anteriormente à reforma trazida pela Lei nº 11. o domínio dos bens penhorados para o credor. rev. haverá apenas uma expropriação.. em que ocorrem duas expropriações (liquidativa e satisfativa). Humberto. A Reforma da Execução do Título Extrajudicial. 686. Há de considerar. Nesta hipótese. São Paulo: Revista dos Tribunais..

o CPC passou a prever a adjudicação também por parte dos parentes do executado. no mesmo instante em que requerer ao juízo a adjudicação. o objeto do procedimento adjudicatório é o bem penhorado. atual. THEODORO JUNIOR. 21 A Reforma da Execução do Título Extrajudicial. apregoa que o exeqüente deverá depositar em juízo. ed. . quando este for menor.19 e a execução prosseguirá pelo saldo que remanescer realizando o exeqüente uma nova constrição. 2007. p.21 haverá situações em que o adjudicatário não se eximirá de depositar integralmente o preço da adjudicação: 19 20 Cf. conforme o art. p. se superior. Cf.20 Segundo lembra Humberto Theodoro Junior. não importando de maneira alguma em renúncia. quitação ou remissão do crédito sobressalente o fato de ter adjudicado bem cujo preço seja menor que o débito. do art. II. 118. 722. Ocorrendo o inverso. 118-9. Humberto. no caso. São Paulo: Revista dos Tribunais. embora tão comumente não se vislumbre na praxe judicial. do CPC. mera amortização da dívida exeqüenda. Ocorre. do CPC. ASSIS. 685-A. se o valor dos bens constritos e adjudicados for menor que o valor do débito. como será analisado logo adiante. ficando esta à disposição do executado. 11. 667. denota-se que. § 1º Se o valor do crédito for inferior ao dos bens. pp. Após a reforma. Araken de. ampl. prevê o parágrafo sob comento in fine que. o adjudicante depositará de imediato a diferença. rev. Manual da execução. a execução prosseguirá pelo saldo remanescente. a diferença resultante entre o valor dos bens com relação ao crédito sub judice. nos comentários ao parágrafo 3º. A Reforma da Execução do Título Extrajudicial. com a reforma processual – 2006/2007.6 Assim. na adjudicação. A primeira situação trazida pelo parágrafo. e a transferência do domínio da coisa penhorada se dá para o credor. poderá o exeqüente prosseguir na execução a fim de obter a satisfação integral do seu crédito.

e atual. pelo cônjuge. do CPC. 711. Curso avançado de processo civil. Flavio Renato Correia de Almeida e Eduardo Talamini. pelos credores concorrentes que hajam penhorado o mesmo bem. no mesmo instante em que adquire o bem adjudicado. ou seja: o credor satisfaz-se de forma instantânea. 264. conforme o rol constante no parágrafo 2º em questão: pelo credor com garantia real sobre o bem. extinguindo-se o crédito do exeqüente e exonerando-se o executado. pelos descendentes ou ascendentes do executado. 685-A. O bem penhorado também poderá ser objeto de adjudicação por outros legitimados. Luiz Rodrigues (coord. ALMEIDA. 25 Manual da execução. 724. p. não havendo título legal à preferência. Eduardo.. José Carlos Barbosa Moreira24 apregoa que a “adjudicação efetua-se pro soluto”. que prevê: “Concorrendo vários credores. por exemplo. 2.” 22 Tal entendimento está em conformidade com o disposto no art. pelos credores quirografários que tenham penhorado o mesmo bem. rev. Assim. cabendo aos demais concorrentes direito sobre a importância restante.25 de “legitimidade concorrente. Flavio Renato Correia de.” Seguindo a mesma linha. 685-A). . ascendentes ou descendentes do executado. ed. p. observada a anterioridade de cada penhora. fine. 2007. vários legitimados poderão formular o pedido de resgate do bem simultânea e cumulativamente [. o dinheiro ser-lhes-á distribuído e entregue consoante a ordem das respectivas prelações. além do exeqüente (caput do art. segundo Araken de Assis. 24 O Novo processo civil brasileiro.] depois do início dos atos de expropriação.22 § 2º Idêntico direito pode ser exercido pelo credor com garantia real.” 23 WAMBIER.7 quando concorrer com “outros credores com penhora anterior à sua ou com preferência legal sobre o bem adjudicado” a fim de evitar a frustração do direito de preferência do credor hipotecário ou pignoratício. 224. v. “a expropriação do bem e a satisfação do credor ocorrem no mesmo momento. pelo cônjuge. do art. Trata-se. TALAMINI. ampl.. sem prejuízo do disposto no parágrafo 1º. São Paulo: Revista dos Tribunais. receberá em primeiro lugar o credor que promoveu a execução. 9.23 por ocasião da adjudicação.). Segundo lecionam Luiz Rodrigues Wambier. p.

do CC/2002.482. A Nova Execução (Leis 11. 29 AMARAL. 178. transformou-se em direito à adjudicação. 1. 685-A.31 do Código Civil. do CC/2002. remir o imóvel hipotecado. 2007. p.es/g/es/bases_datos/doc. tão somente o direito de adjudicar com preferência o bem. 117. § 2º do CPC. p. descendentes e ascendentes não têm mais o direito de resgatar o bem penhorado transferido a outrem (terceiro ou exeqüente). se não tiver havido licitantes. oferecendo preço igual ao da avaliação.482. aduzindo. Disponível em: <http://www. Ano 32. p. 722. §2º”. Acesso em 02 de junho de 2007. Ele é adquirido antes que seja transferido a um terceiro”.26 a adjudicação tem dupla função: além da executiva. 685-A. Idem.8 Segundo Araken de Assis. não desapareceu. p. Guilherme Rizzo. 178. até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação.382/2006 tenha revogado os artigos que tratavam da remição no CPC. embora a Lei nº 11. “não discrepa.232/05 e 11. já que a lei processual não tem o condão de revogar a lei de direito material. 1. 720.”32 O autor33 também discorda. Direito de adjudicar e direito de remir: confronto do art. Afirma: “Não há mais resgate.382/06) e o Direito Intertemporal. que o art. ou ao do maior lance oferecido. (grifou-se) 32 DIDIER JUNIOR. tais legitimados.. In Revista de Processo n.27 Humberto Theodoro Junior28 entende que a “antiga” remição cedeu lugar à adjudicação. (grifo do autor) 34 Idem. da legitimidade traçada no art. p. (grifo do autor) 33 Idem.482. em termos. Vai além: ao contrário de Araken de Assis. 31 Art. possuem. p. Direito de adjudicar e direito de remir: confronto do art. 28 A reforma da execução do título extrajudicial. salvamento: o bem adjudicado não estava indo embora. São Paulo: Revista dos Tribunais. no que se refere à transformação do direito de remir em direito à adjudicação.382/2006 destaca a “extinção da remição de bens. Realizada a praça.482. §2°)”. 178. porém. continua vigendo o regramento sobre remição contido no art. . Fredie Didier Junior30 atenta para o fato de que. 685-A. Abril. do CC. também visa possibilitar aos parentes do executado a remissão ou o resgate do bem constrito. 685-A. com o art. ainda. p. Sob tal prisma.482. afirma que o cônjuge. Fredie Didier Junior34 respalda sua tese afirmando a existência de diferenças significativas (do 26 27 Idem. 1. 146.php?coleccion=anboe&id =2007/129155>. 30 DIDIER JUNIOR.boe. aos descendentes ou ascendentes do executado. § 2º do CPC.29 tecendo considerações acerca das alterações introduzidas pela Lei nº 11. 1.. 179. de Humberto Theodoro Junior. Fredie. quanto à remição do imóvel hipotecado. Fredie. com o art. 1.” Guilherme Rizzo Amaral. no sentido de que “o direito dos antigos remidores. Igual direito caberá ao cônjuge. “fora e antes da hasta pública. o executado poderá. substituindo-se pela adjudicação (art.

e o interessado vencedor será aquele que efetuar o maior lanço. 685-B. ainda. 722. parte inicial. Manual da execução. para que os parentes do executado façam a remição do bem penhorado. Manual da execução. Manual da execução. p. p. se. Ocorrendo igualdade de lanços. O autor figura. A reforma da execução do título extrajudicial. 37 Cf. os eventuais interessados (como. p. o pai do executado oferecer valor superior. 724. o primeiro preferirá ao segundo. não há licitação porque a lei já prevê o direito de prelação entre os familiares do executado. porém. nessa ordem. passim. Humberto. 38 Cf. Cf. terá preferência o cônjuge. ganha a adjudicação. ou se todos os interessados ofertarem tão somente o valor atribuído ao bem pelo avaliador. procederse-á entre eles à licitação. caso em que será aberta licitação para dirimir as eventuais propostas. em igualdade de oferta. por exemplo.37 § 3º Havendo mais de um pretendente. Araken de. conforme se depreende da análise do parágrafo sob comento. Com relação aos prazos ad quem.9 preço a ser pago e do tempo do exercício dos direitos potestativos) entre o direito de adjudicar e o direito de remir. se houver mais de um pretendente na disputa. ASSIS. descendente ou ascendente. Embora existindo a possibilidade de interpretação intricada. caput). o seguinte exemplo: “o filho e o pai do executado pretendam resgatar o bem. o artigo ora estudado prevê a possibilidade de dois ou mais pretendentes estarem interessados na adjudicação do mesmo bem. Araken de. Cumpre observar. 119.38 Passo seguinte. THEODORO JÚNIOR. Todavia. o credor com garantia real e um ascendente do executado) ofertarão seus lanços. Se ambos fazem a mesma oferta. o juiz decidirá segundo a ordem das 35 36 Cf.” . oralmente ou por escrito. em caso de resgate. ensina Araken de Assis35 que a expressão “antes de adjudicados ou alienados” exprime que a remição da execução poderá ser requerida até a assinatura do auto de adjudicação (art. ainda. que os titulares de direito real de garantia e os credores pignoratícios36 não dependem do ajuizamento de execução autônoma para o exercício do direito de adjudicar. ASSIS.

39 há outras preferências legais..382/2006 alterou também o art. preferencialmente. 40 do CPC. do Código Civil. 1505. houver quem apresente preço maior. 39 40 Idem. esta será intimada. Ademais.10 preferências: cônjuge (ou companheiro. Vide o art. pelo mesmo valor oferecido. 41 Cf. a teor da equiparação constitucional). a este será adjudicado o bem. procedida por exeqüente alheio à sociedade. Se. do art. VI. 1. art. § 4º No caso de penhora de quota.]VI . p. estabelece: haverá licitação se houver mais de um pretendente na adjudicação.026. O parágrafo 4º do art. em consonância com o diploma já constante na legislação material do Direito Civil. além daquela endereçada aos membros familiares do executado. Referidas cotas são bens avaliáveis economicamente e o seu valor é perfeitamente demonstrável por ocasião do registro do ato constitutivo da pessoa jurídica de direito privado perante o órgão competente. o §3º. prevendo a possibilidade de penhorar as ações e cotas de sociedades empresárias. assegurando preferência aos sócios. preservando a manutenção da sociedade constituída para vigorar entre aqueles que firmaram tal propósito. 655. A penhora observará. 685-A prevê a possibilidade de expropriação das cotas de sociedades regularmente constituídas e penhoradas por terceiros que não os sócios exeqüentes.ações e quotas de sociedades empresárias. como a da União e do Estado na execução de hipoteca de vias férreas. 655.41 Nesses casos. como observa Araken de Assis. não haverá licitação porque o parágrafo já prevê a ordem de preferência entre eles. inc. do Código Civil. Em suma. descendente e ascendente. Convém esclarecer que a Lei nº 11. entre estes. 685-A. a seguinte ordem: [. Art. Se os pretendentes forem os próprios parentes do executado (segunda parte do §3º). 725.. . optou o legislador por dar preferência à adjudicação das cotas pelos sócios.

Araken de.”42 Sérgio Ricardo de Arruda Fernandes43 exprime a situação hipotética. THEODORO JUNIOR. 122. do Código Civil). ASSIS. para tanto. razão pela qual. Os atos de expropriação forçada no processo de execução e a Lei 11. cuja averbação dar-se-á junto ao registro do órgão competente (v. 146. algumas questões podem ser vislumbradas por conta de solicitações dos credores interessados e licitantes.11 O referido parágrafo ratifica a tese da doutrina levantada alhures. afigura-se agravável por instrumento44 o ato pelo qual o juiz delibera e decide sobre tais controvérsias. conforme o parágrafo único. In Revista de Processo n. atribui-se “preferência absoluta aos sócios. do art. à frente dos credores e dos familiares. 45 Cf. do art. Manual da execução.45 sustentáculo à carta de adjudicação. FERNANDES. que referidos bens estejam penhorados. do CPC. nos termos do § 3º. ainda que o outro interessado em adjudicar tenha oferecido maior lanço. São Paulo: Revista dos Tribunais. § 5º Decididas eventuais questões.382/2006. Humberto. o juiz mandará lavrar o auto de adjudicação. Manual da execução. 725. sugerindo como solução a realização de licitação entre os mesmos. 159. 725-6. bastando. Ano 32. Portanto. O parágrafo em comento traz a lume o “elemento material do acordo de transmissão”. cuja finalidade é possibilitar a transferência do bem imóvel e também a comprovação do seu direito sobre o bem adjudicado. A regra contida no parágrafo em análise – que é norma especial – assegura ao sócio que oferecer o preço mínimo (conforme a avaliação judicial) a preferência na adjudicação. pp. do CPC. Eventualmente. p. 685-B. 42 43 Cf. p. ainda. 45. . 2007. Abril. 44 Cf. Sérgio Ricardo de Arruda. Araken de. seja móvel ou imóvel. A Reforma da Execução do Título Extrajudicial. independentemente de sua natureza. ASSIS. art. de que é possível a adjudicação de qualquer bem. 685-A. de haver empate entre os sócios interessados em adjudicar o mesmo bem penhorado. p. a exemplo das cotas sociais.

. no que couber.. 726. o disposto neste Capítulo. após a reforma. ou mandado de entrega ao adjudicante. 2. pelo adjudicante.] por não se tratar de sentença de mérito [. [. que previa que o auto de arrematação só seria assinado vinte e quatro horas depois de deferido o pedido do pretendente único à adjudicação. 123. É lícito ao executado. Enrico Tullio. objeto de comentários a seguir. desde que superveniente à penhora. p. A adjudicação considera-se perfeita e acabada com a lavratura e assinatura do auto pelo juiz. Araken de. pelo escrivão e. Enrico Tullio Liebman49 exarava que “realiza-se a adjudicação por sentença. 685-B. São Paulo: Saraiva. dentre os artigos revogados.48 do CPC..12 Tão logo assinado o auto de adjudicação46 pelas pessoas relacionadas no art. 52 Manual da execução. contados da adjudicação. .. ASSIS. que prevê a consumação perfeita e acabada da adjudicação mediante simples auto. Art. 1968..] é de natureza constitutiva [e. do art.47 expediente previsto no art. Humberto. p.” Presentemente. v. do CPC). o autor51 compõe seu entendimento: “Não há sentença de adjudicação.” Todavia. se for presente. 746.] apenas resolve um incidente. expedindo-se a respectiva carta. 345-6. no prazo de 05 (cinco) dias. alienação ou arrematação. 267 e 269.] é anulável por ação ordinária e não por rescisória. 726. 48 Art. 50 Curso de Direito Processual Civil. está o §1º. se bem móvel. p. 47 Cf. 715. oferecer embargos fundados em nulidade da execução. 685-B. 51 THEODORO JÚNIOR. afirma Araken de Assis52 que “o ato não exibe conteúdo acomodado aos arts. ou em causa extintiva da obrigação..” Nesta senda. pp. começa a computar o prazo de 05 dias para a propositura de embargos à adjudicação. aplicando-se. se bem imóvel. Processo de execução. é cristalino o entendimento pela mera leitura do artigo em comento. p. 49 LIEBMAN. 125. Antes da reforma. 746. Humberto Theodoro Junior50 lecionava que “a sentença de adjudicação [. O que. ed. 3. formaliza e aperfeiçoa a adjudicação é o competente auto.” 46 Não se olvide que.. Manual da execução. em qualquer caso. A reforma da execução do título extrajudicial. Conforme havia previsão na legislação anterior (o revogado art. 715. pelo executado.

ASSIS. será expedida a carta de adjudicação. por óbvio. p. pois o negócio jurídico é de direito público e realiza-se entre o adjudicante e o Estado-Juiz.13 O dispositivo refere que o auto de adjudicação será assinado pelo juiz.. 55 THEODORO JUNIOR. ser objeto de transcrição no Registro Imobiliário a fim de comprovar a aquisição e aperfeiçoar a transferência da propriedade sobre o imóvel. mas nada impede. o título hábil à aquisição do domínio será o mandado de entrega.”54 É o auto de adjudicação que possibilitará a posterior expedição. Araken de. sob ordem do juiz. Manual da execução. sem sua colaboração. com remissão a sua matrícula e registros.] sem depender de documentação em registro público. 346. cópia do auto de adjudicação e comprovante de quitação do 53 54 O escrivão do cartório é o servidor público responsável pela expedição do auto de adjudicação. 726. Humberto. Referida carta deverá. pelo escrivão53 e também pelo executado. Curso de Direito Processual Civil. eficientemente. 2. . não significa que haja “contrato”. 124. 56 Manual da execução. pois o “meio executório opera. p. Humberto. segundo Araken de Assis..55 Tratando-se de móvel. p. Acaso o bem penhorado seja imóvel. 727.56 que seja expedida carta de adjudicação de bens móveis para fins probatórios do acordo de tradição. v. opera-se a tradição ao adjudicante. se este estiver presente no ato. O autor complementa aduzindo que a assinatura do executado. De posse do mandado de entrega. além de dispensável. documento hábil para comprovação do domínio sobre o mesmo. “com que a propriedade mobiliária se transfere. A carta de adjudicação conterá a descrição do imóvel. O parágrafo em questão arrola os elementos da carta de adjudicação. definitivamente. Refira-se que é prescindível a assinatura do executado no auto de adjudicação. p. a cópia do auto de adjudicação e a prova de quitação do imposto de transmissão. 57 THEODORO JÚNIOR. [.”57 Parágrafo único. A reforma da execução do título extrajudicial. e é auto-explicativo: descrição do imóvel com a devida remissão à sua matrícula e eventuais registros. da carta de adjudicação.

como definidos na lei civil.63 os quais são equivalentes aos efeitos produzidos pela arrematação. 60 Disponível em: <http://www. [. a redação do inc.61 “os impostos a que se refere o inc. 703.14 imposto de transmissão. como ensina Araken de Assis. interessante observar que nos editais de hasta pública publicados na imprensa consta expressamente a determinação para pagamento dos impostos: El tipo de subasta no incluye los impuestos indirectos que gravan la transmisión de dichos bienes. III. A explanação completa de tais efeitos não é objeto destes 58 59 Art. Todos los gastos e impuestos derivados de la transmisión. 236.59 No direito espanhol..] III – a prova de quitação do imposto de transmissão. MEDINA. como negócio jurídico que é.boe. v. 63 Manual da execução.. Conforme alude o art. 703. como observam Luiz Rodrigues Wambier. do adjudicante) o pagamento de Imposto sobre a Transmissão de Bem Imóvel (ITBI) e de direitos a ele relativos.. São Paulo: Revista dos Tribunais. . incluidos los derivados de la inscripción en el Registro correspondiente del mandamiento de cancelación de cargas posteriores. em razão do disposto no art. opera efeitos – no plano material e no plano processual . do CPC.] Los inmuebles adjudicados quedarán afectos al pago de las deudas tributarias y recargos pendientes por el Impuesto sobre Bienes Inmuebles en los términos previstos en la legislación 60 vigente de las Haciendas Locales. a qualquer título. 728. 703. A carta de arrematação conterá: [. Assim. 35.” A adjudicação. sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos tem como fato gerador: I . etc. da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis por natureza ou por acessão física. Luiz Rodrigues. WAMBIER. José Miguel Garcia. II consta no teor do inc. de competência dos Estados.58 é ônus do adquirente (no caso. III. 703. 62 Após a reforma da Lei 11. 35. Tais requisitos são equivalentes àqueles constantes no art. 3. p.382/2006.es/g/es/bases_datos/doc. 2007. do CTN (o qual trata acerca do fato gerador do imposto). do CPC. Art.a transmissão. p. do art.php?coleccion=anboe&id=2007/129155>.). que serão retirados do valor obtido com a alienação. Teresa Arruda Alvim Wambier e José Miguel Garcia Medina. Teresa Arruda Alvim. Acesso em 02 de junho de 2007.entre as partes e perante terceiros.. serán por cuenta del adjudicatario. II62 são os alusivos ao ato de transferência do bem (ITBI) e não os anteriores (IPTU atrasado. O imposto. I. 61 WAMBIER. do CPC. Breves comentários à nova sistemática processual civil.

] o ofício deve operar a transferência não tanto da posse quanto do direito sobre a coisa devida de um a outro dos sujeitos. ensina Araken de Assis64 que a doutrina contemporânea os divide da seguinte forma: a) referentes à eficácia translativa do negócio: título aquisitivo. p. Rio de Janeiro: Borsoi. salvo os efeitos da posse de buona fede. Francesco. v. equivalentes aos efeitos da adjudicação.15 comentários. Trad.67 Como primeiro desses efeitos. 198. também no plano processual. idem.919. 1. 1973. p. a regra reponta ao art. Trad. no direito italiano. tem-se que há transferência dos efeitos da penhora ao produto da alienação ou adjudicação. Com relação aos efeitos materiais. v. redibição ou abatimento no preço. como da propriedade ou. no prazo de até 15 (quinze) dias. Salvatore. e notas de Luiz Autuori. 66 CARNELUTTI. conforme a classificação de Araken de Assis. Francesco Carnelutti66 corrobora a maior visibilidade do direito material e a maior profundidade da transformação na situação das partes. No código civil italiano. ed. SATTA. 1999. mediante caução. 577. Adrián Sotero de Witt Batista. “porque a pretensão concerne à atribuição não tanto da posse. A arrematação far-se-á mediante o pagamento imediato do preço pelo arrematante ou. 64 65 Cf. modo aquisitivo. Direito processual civil. Salvatore Satta65 informa que.. responsabilidade tributária. do direito real sobre a coisa: [. Instituições do Processo Civil. 690. 2. 702-715. . 714. o efeito translativo está presente “ao condicionar à venda forçada o transferir-se os direitos que sobre a coisa tocavam àquele que suportara a expropriação. O segundo efeito processual diz com a vinculação do adquirente e seu eventual fiador (conforme art.. 2. 68 Art. p.” Tratando acerca da expropriação. Campinas: Servanda. pelo menos. razão pela qual far-se-á uma exposição sucinta e isenta de qualquer esgotamento. 690. evicção. do CPC)68 pelo valor do lanço vitorioso.” Verifica-se a existência de efeitos da alienação forçada. 7. 67 Manual da execução. pp. e b) referentes aos direitos reais de garantia e de gozo.

Michele. deixando para um segundo momento a alienação forçada. a tutela executiva existe e é completa. 81. Sotto questo profilo. Neste aspecto. arrematando: “uma vez realizada a restituição forçada. é lícito duvidar que o complexo sistema da execução por expropriação assegure de modo adequado a atuação da garantia a uma efetiva tutela dos direitos. livre: o problema da adequada satisfação do crédito não é aquele das lacunas do sistema executivo. Note sul diritto alla condanna e all’esecuzione. Fevereiro. então. è lecito dubitare che il complesso sistema dell’esecuzione per espropriazione assicuri in modo adeguato l’attuazione della garanzia ad un’effettiva tutela dei diritti. leciona sobre a estabilidade como um dos efeitos processuais inerentes à expropriação forçada. pp.382/2006 foi. precipuamente. 71 TARUFFO. 1. existe a possibilidade de o credor-exeqüente optar pelo modo que reputar mais condizente com o intuito de recuperar o seu crédito.” Francesco Carnelutti. l’único limite essendo l’inesistenza o l’insufficienza dei beni del debitore. 719. ao final. Instituições do Processo Civil. 2007. Ano 32. aduzindo que “pareceu melhor. satisfazendo-se. p.. tornar a adjudicação como a primeira das medidas expropriatórias a fim de satisfação do credor.16 CONCLUSÃO Vislumbra-se. Per questi infatti la tutela esecutiva esite ed è “completa”. com a entrega de dinheiro. sendo o único limite a inexistência ou a insuficiência dos bens do devedor. p. num primeiro plano de forma específica.] nenhum ofício judicial pode prover ulteriormente sobre a lide composta mediante tal restituição. Trad. Por isso. posto che in linea generale l’esecuzione per espropriazione assicura l’adempimento coattivo di tali abblighi.” Com relação ao problema da eficácia dos meios expropriatórios para a satisfação do credor. que o fulcro maior do legislador com a reforma trazida pela Lei nº 11. [. Araken de Assis69 analisa a finalidade da reforma. São Paulo: Revista dos Tribunais. . de fato. 198-9. 69 70 Manual da execução. entregar o credor à própria sorte.. a execução por expropriação assegura o adimplemento coativo de tais obrigações. interessante fazer referência à opinião exarada por Michele Taruffo:71 Il problema [di l’adeguata soddifazione del credito] non è quello delle lacune del sistema esecutivo.70 ao tratar dos efeitos do processo executivo. Sobre este prisma. v. porque em linhas gerais. já que está a tratar-se de “Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Solvente”. De qualquer forma. In Revista de Processo n. confiando-lhe o bem penhorado em lugar da prestação em natura. 144.

ed. Trad.482. atual. Araken de. v. Ano 32. Sérgio Ricardo de Arruda. Processo de execução. ed. 6. . CARNELUTTI. rev. do CPC.. ou seja: a) adjudicando o bem penhorado. rev. ed. Ano 32. Instituições do Processo Civil.382/2006. resta frustrada a pretensão do exeqüente na recuperação do seu crédito através do Poder Judiciário Estado -. Araken de. Do contrário. CÂMARA. 4. Execução civil nos juizados especiais. 2006. o qual avocou para si tal poder-dever. Alexandre Freitas. Guilherme Rizzo. Adrián Sotero de Witt Batista. Francesco.boe. § 2º do CPC. 72 73 Lamentavelmente. 647. 1990. 2007.232/05 e 11.382/06) e o Direito Intertemporal. 2007. d) pleiteando o usufruto de bem móvel ou imóvel. Disponível em: <http://www. 3. tendo em vista que esbarra exatamente na falta de dinheiro penhorável por parte do devedor-executado. ed. 12. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito de adjudicar e direito de remir: confronto do art. 1. quando isso por possível. Manual da execução. 6. por fim. In Revista de Processo n. Os atos de expropriação forçada no processo de execução e a Lei 11. do CC/2002. LIEBMAN. quando vedou a autotutela. São Paulo: Revista dos Tribunais.73 b) tentando vendê-lo por iniciativa particular. Fredie. ampl. A Nova Execução (Leis 11. 647.es/g/es/bases_datos/doc. São Paulo: Saraiva.232/2005 (novo sistema da execução de sentença). 2007. Revista e atualizada de acordo com: Lei 11. Rio de Janeiro: Forense. 685-A. DIDIER JUNIOR. In Revista de Processo n. 1999. Alcides de Mendonça. v. FERNANDES. com a reforma processual – 2006/2007. São Paulo: Revista dos Tribunais. de modo algum. 187/2005 (lei do agravo) e lei 11. 1968.php?coleccion=anboe&id=2007/129155>. ASSIS. LIMA. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2. Abril. Comentários ao Código de Processo Civil. do CPC.. ed. 146. Campinas: Servanda. c) aguardando a realização de hasta pública ou.. visando à sua satisfação de forma genérica. 2006. São Paulo: Revista dos Tribunais. Acesso em 02 de junho de 2007. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSIS. Lições de Direito Processual Civil.17 Não obtendo êxito em tal empreitada72 poderá optar pelas técnicas expropriativas previstas no art. ampl. v. ser prescindido: o fato de o devedor possuir bens penhoráveis. Em todas as situações previstas no art. Abril. 11. Enrico Tullio. atual. com o art. AMARAL. 2. 146. está presente o “detalhe” que não pode. esta situação é das mais triviais e que o melhor e mais bem intencionado dos legisladores não poderá vencer.

THEODORO JUNIOR. Curso avançado de processo civil. São Paulo: Revista dos Tribunais.382. rev. ed. 2007.ed. Michele. Breves comentários à nova sistemática processual civil. Humberto.es/g/es/bases_datos/doc. 2. A Reforma da Execução do Título Extrajudicial . 2. de 06 de dezembro de 2006. 2. Ano 32. 1973.php?coleccion=anboe&id=2007/129155>. v. WAMBIER. Rio de Janeiro: Forense. Luiz Rodrigues. ALMEIDA. Rio de Janeiro: Borsoi. Humberto. v. José Miguel Garcia. Rio de Janeiro: Forense. 2007. . Direito processual civil. 2006.. 7. ampl. WAMBIER. Rio de Janeiro: Forense. TARUFFO. In Revista de Processo n. 3. 39. Trad. Salvatore. Flavio Renato Correia de. THEODORO JUNIOR. 2007. Fevereiro. <http://www.). 25. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2007.18 MOREIRA. ed. Teresa Arruda Alvim. 144. WAMBIER. Eduardo. 9. O novo processo civil brasileiro: exposição sistemática do procedimento. 2007. e atual. TALAMINI.Lei nº 11. v. Acesso em 02 de junho de 2007. e notas de Luiz Autuori. Curso de Direito Processual Civil. SATTA.boe. Luiz Rodrigues (coord. v. ed. José Carlos Barbosa. Note sul diritto alla condanna e all’esecuzione. MEDINA. São Paulo: Revista dos Tribunais.