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V.

8, N0 3 | Maio/Junho 2011 ISSN 1678-6661

Latino-americana

Implantodontia 2011
Bases científicas multidisciplinares para uma prática clínica de sucesso.

Nesta Edição:
Caderno Científico Eventos TrendMarking Mercado In

Os melhores implantodontistas da América Latina estarão aqui.

Vol. 8 • No 3 • Maio/Junho • 2011

Qualificação: Qualis Nacional B3 – Medicina I Qualis Nacional B4 - Odontologia e Interdisciplinar Qualis Nacional B5 - Medicina II e Engenharias II e III Indexação: BBO - Bibliografia Brasileira de Odontologia LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde

ImplantNews - Vol. 8, n.3 (maio/junho/2011) - São Paulo: VM Comunicações - Divisão Cultural, 2004 Periodicidade Bimestral ISSN - 1678-6661 1. Implantes dentários. 2. Cirurgia de implantes. 3. Prótese sobreimplantes. I. VM Comunicações - Divisão Cultural II. Título

CDD 617.6005 Black D74

Ponto de Vista

Gestão de Clínicas - Implantodontia

N

a atualidade, a Implantodontia, com todos os procedimentos implicados em sua execução, é a responsável pela maior parcela do faturamento de clínicas de Odontologia. Temos

de considerar, neste universo, aquelas que oferecem esses procedimentos em seu portfólio de produtos. As alternativas reabilitadoras, mesmo as mais complexas, têm se valido dos implantes como auxiliares importantes, muitas vezes essenciais, para atingir os resultados planejados. Com essa performance eficaz na parte técnica é de se esperar, igualmente, um alto desempenho no que diz respeito à receita por eles gerada. O retorno evidenciado vem balizado por uma gestão de excelência, em que o planejamento do tratamento deve ser cumprido à risca, com uma margem de erros mínima e com o tempo correto previsto para a execução do mesmo. Fala-se muito em concorrência, mas, muitas vezes, a maior delas está dentro de
C l O h Celso Orth

nossas próprias instalações, quando não se consegue enxergar uma equipe que não se comunica bem e, consequentemente, trabalha mal. Esses problemas podem ter início na agenda mal programada ou com tempos menores que o necessário e, às vezes, com encaixes de pacientes feitos sob pressão com rótulo de emergência. Isso, por sua vez, traz consigo vários vícios de origem no diagnóstico, em que variáveis são subdimensionadas também por escassez de tempo, tornando-se obstáculos para um planejamento correto. Essa falta de integração traz transtornos, gerando custos e despesas desnecessárias. A falta de tempo adequado aumenta as chances de retrabalho, um grande concorrente de nossos resultados e que está cada vez mais inserido nas organizações pela falta de objetividade e equilíbrio do responsável pela logística. Os nossos orçamentos podem vir com margem para algumas das possibilidades de complicações, mas, com certeza, não cobrem sempre todas as implicações originadas pelo não cumprimento do plano de tratamento. A falta de zelo em algumas questões burocráticas pode ser a causa da diminuição da receita da clínica. Vamos observar a integração, a comunicação e o entrosamento da equipe nas questões estratégicas do agendamento, do atendimento, do desperdício de materiais, de tempo e de retrabalhos. Teremos, se observadas e aprimoradas estas questões, motivos para comemorar melhores resultados.

Celso Orth é clínico em tempo integral, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e presidente do evento Estação Novo Horizonte.

REVISTA IMPLANTNEWS 2011;8(3):289

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Editor Científico: Prof. Dr. Paulo Rossetti (editorcientifico.implantnews@vmcom.com.br) Conselho Científico: Profs. Drs. – Alemanha: Markus Hürzeler. Argentina: Guillermo Rafael Cagnone; Sergio Luis Gotta. Bolívia: Luis Guillermo Peredo-Paz. Brasil: Alberto Noriyuki Kojima (Unes-SJC/SP), Antônio Pinheiro (UFBA-Salvador/BA), Antônio Wilson Sallum (FOP-Unicamp/SP), Arthur Belém Novaes Jr. (Forp-USP-Ribeirão Preto/SP), Carlos dos Reis Pereira Araújo (FOB-Bauru/SP), Carlos Eduardo Francischone (FOB-Bauru/SP), Carlos Nelson Elias (IME/RJ), Cimara Fortes Ferreira (NSU College of Dental Medicine/USA), Cláudio Luiz Sendyk (Unisa/SP), Edevaldo Tadeu Camarini (UEM-Maringá/PR), Eduardo Saba Chujfi (SLMandic/SP), Elcio Marcantonio Jr. (Unesp-Araraquara/SP), Flavia Rabello de Mattos (Fapi/SP), Guaracilei Maciel Vidigal Junior (Unigranrio-Rio de Janeiro/RJ), Hugo Nary Filho (USC-Bauru/SP), Israel Chilvarquer (Fousp-São Paulo/SP), Jamil A. Shibli (UnG- Guarulhos/SP), Luciano Lauria Dib (Unip/SP), Marco Antonio Bottino (Unesp-São José dos Campos/SP), Marco Aurélio Bianchini (UFSC/SC), Marco Antônio Brandão Pontual (Ufes/ES), Maurício G. Araújo (UEM-Maringá/PR), Paulo Sérgio Perri de Carvalho (Unesp-Araçatuba/SP), Renato Mazzonetto (FOP-Unicamp/SP), Ronaldo Barcellos de Santana (UFF/RJ), Thomaz Wassall (SLMandic-Campinas/SP), Waldemar Daudt Polido (ABO-Porto Alegre/RS), Wellington Cardoso Bonachela (FOB-USPBauru/SP), Wilson Roberto Sendyk (Unisa/SP). EUA: Luiz A. Meirelles; Michael A. Pikos; Paulo G. Coelho; Sascha A. Jovanovic; Stephen J. Chu. França: Franck Renouard. Israel: Moshe Goldstein; Zvi Artzi. Itália: Luigi Canullo; Massimo Del Fabbro; Paolo Trisi. Suécia: Ann Elisabeth Wennerberg; Ingemar Abrahamsson; Tomas Albrektsson. Avaliadores: Profs. Drs. Alberto Noriyuki Kojima, Antônio Wilson Sallum, Carlos Nelson Elias, Cimara Fortes Ferreira, Edevaldo Tadeu Camarini, Elcio Marcantonio Jr., Flavia Rabello de Mattos, Guaracilei Maciel Vidigal Junior, Jamil A. Shibli, Marco Antonio Bottino, Marco Aurélio Bianchini, Marco Antônio Brandão Pontual, Renato Mazzonetto, Ronaldo Barcellos de Santana. Conselho Consultivo: Profs. Drs. Aldo Brugnera Junior (Univap/SP), Antonio Vicente de Souza Pinto (São Paulo/SP), Carlos Alberto Dotto (ABO-SP), César Arita (Aorp-Ribeirão Preto/SP), Fábio José Barboza Bezerra (ABO-BA), Fernando Santos Cauduro (PUC-Porto Alegre/RS), Francisco Fernando Todescan (Fundecto-USP/SP), Hamilton Navarro (Fousp-São Paulo/SP), Hiron Andreaza da Cunha (ABO-GO), Ivete Sartori (Ilapeo-Curitiba/PR), José Cícero Dinato (UFRGS/RS), Laércio W. Vasconcelos (P-I Brånemark Institute-Bauru/SP), Luiz Fernando Martins André (Unimes-Santos/SP), Luís Ronaldo Picosse (Fousp/ SP), Mário Groisman (SLMandic/RJ), Milton Miranda (SLMandic-Campinas/SP), Pedro Tortamano Neto (Fousp-São Paulo/SP), Rander Pereira Avelar (UNB/ DF), Ricardo Curcio (Hospital Heliópolis/SP), Sérgio Jayme (Instituto Sérgio Jayme-São Paulo/SP). Conselho de Tecnologia Aplicada: Profs. Drs. Adolfo Embacher Filho (Itu/SP), Ariel Lenharo (Inepo-São Paulo/SP), Aziz Constantino (São Paulo/SP), Cláudio Chedid (Ciodonto-São Paulo/SP), Dráuseo Speratti (Boston-EUA), Fernando Cosso (São Paulo/SP), Fernando Pastor (São Paulo/SP), Geninho Thomé (Ilapeo-Curitiba/PR), Jorge Mulatinho (APCD-São Paulo/SP), Luiz Antonio Gomes (São Paulo/SP), Maurício Motta (São Paulo/SP), Mauro Tosta (Cetao-São Paulo/SP), Nilton de Bortolli Jr. (Fundecto-São Paulo/SP), Paulo Zaidan Maluf (APCD/SP), Pedro Velasco Dias (Instituto Velasco-São Paulo/SP), Reginaldo Migliorança (ABO-Campinas/SP), Rodolfo Candia Alba Jr. (São Paulo/SP).

Capa: perspectiva artística que expressa visão multidisciplinar.

Publicação bimestral dirigida aos cirurgiões-dentistas, especialistas ou com interesse em Implantodontia clínica.

Compromisso com nossos leitores
Facilitar o acesso a conteúdos baseados em pesquisas clínicas testadas e comprovadas. Publicar conteúdos de vanguarda, visando trazer mais perto possibilidades futuras. Promover a discussão de temas polêmicos e fazer consenso para melhor orientar e proporcionar segurança nas várias práticas clínicas. Incentivar a produção científica de jovens talentos, criando prêmios de mérito para ampliar o número de pesquisadores no Brasil. Crescer continuamente o volume de artigos clínicos publicados por edição, buscando aumentar a base de informação. Disponibilizar canal on-line de consultas para solucionar eventuais dúvidas em práticas clínicas seguras. Garantir circulação da revista na data certa, evitando a quebra do fluxo regular de atualização científica neste campo.

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sumário

289. Ponto de Vista
Gestão de Clínicas - Implantodontia

Celso Orth

295. Editorial
A Implantodontia sem fronteiras no IN 2011

297.

Caderno Científico
Um registro da produção dos autores nacionais

401. Temas em Debate
Preparo do leito receptor para os implantes: o que faz a diferença?

409

IN 2011 está pronto para o sucesso.

405. TrendMarking
Os lançamentos do mundo da Implantodontia

407.

A Vez dos Editores
Clássicos da década

412
Anthogyr inaugura filial brasileira.

408. Eventos
Com quase 4.000 pré-inscritos, IN 2011 será o maior do mundo

412. Mercado In • Anthogyr - dos Alpes franceses para o Brasil • Em junho acontece o II Congresso Internacional
da Neodent

• Livro mostra como obter melhores resultados
nas restaurações

419. Responsabilidade Civil
O consentimento informado

421. Normas de Publicação

417

Odontologia Restauradora é tema de livro.

CADERNO CIENTÍFICO
ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES
297. Peri-implantite: alternativas de tratamento Peri-implantitis: treatment alternatives – a literature review Stephania Kisser Furrer, Bella Luna Colombini-Ishikiriama, Thais Marchini de Oliveira, Ana Lúcia Pompéia Fraga de Almeida, Flávio Monteiro-Amado, Carlos Ferreira dos Santos, Caio Márcio Figueiredo 307. Influência das propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e formação de biofilme The influence of implant surface properties with soft tissue response and biofilm formation Martinna de Mendonça e Bertolini, Maristela Barbosa Portela, Daniel de Moraes Telles, Eduardo José Veras Lourenço 315. Tratamento periodontal ou implantes? Periodontal treatment or dental implants? Eleanor Mobley Scofield Sardenberg 323. Opção estética na reabilitação de dentes posteriores com coroas implantossuportadas parafusadas: fechamento do canal de acesso ao parafuso protético com incrustração de porcelana Esthetic option for posterior tooth replacement with screwretained implant-supported crowns: sealing of the screw access role with porcelain insets Daniel Afonso Hiramatsu, Paulo Fukash Yamaguti, Rafael Calçada Bastos Vasconcelos, Laércio Wonhrath Vasconcelos, Paloma Gomes de Azevedo 331. Uso da prototipagem para lateralização do nervo alveolar inferior Prototyping use for lateralization of the inferior alveolar nerve Leandro de Carvalho Cardoso, Luiz Gustavo Nascimento Melo, Egilson Rosa Oliveira, Ricardo Alexandre Zavanelli, Adérico Santana Guilherme, Adonai Peixoto Cheim Jr. 339. Aumento horizontal com osso xenógeno em bloco: alternativa viável ao uso do ósseo autógeno Horizontal augmentation with xenogenic bone: a viable alternative to autogenous bone Isis Carvalho Encarnação, Carolina Enith Medina Bullen, Maria Del Piñal Luna, Armando Rodrigues Lopes Pereira Neto, Ernesto Barquero Cordero, Alberto Eduardo Bullen Cabrera, Ricardo de Souza Magini 347. Osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional em Implantodontia Segmental Osteotomy with interpositional bone allograft in Implantology: clinical considerations Valdir Cabral Andrade, Cláudio Ferreira Nóia, Monokuame M’Petelo Vemba Cidade, Rafael Ortega Lopes, Henrique Duque de Miranda Chaves Netto, Renato Mazzonetto 355. Temporização imediata associada ao enxerto particulado – quatro anos de acompanhamento Immediate implant placement and loading associated with particulate bone graft – four-year follow-up results Euro Luiz Elerati, Mauricéa de Paula Assis 363. Pilar de zircônia em implante unitário imediato anterior Zirconia abutment for single-tooth immediate implant restoration: a case report Flávia Zardo Trindade, Gabriel Portela Paulo, Luis Gustavo Oliveira de Vasconcellos, José Renato Cavalcanti de Queiroz, Renato Sussumu Nishioca 371. Personalização de pilar em zircônia por meio de cerâmica injetada: alternativa para casos estéticos Customized zirconia abutment using pressable, injection-molded ceramics: an alternative for esthetic cases Ivan Doche Barreiros, Duílio de Souza, Guilherme Costa Carvalho Silva, Cláudia Silami de Magalhães, Allyson Nogueira Moreira 377. Avaliação da estabilidade secundária de 370 implantes consecutivos do Sistema Conexão Evaluation of secondary Stability of 370 dental implants – Conexão System Luciele Boiaski da Silva, Wilson Pogere, Estevo D`Agostini Derech, Marcelo Carlos Bortoluzzi, Rafael Manfro 383. Implantes temporários em caráter definitivo. Uma alternativa social Long-term use of temporary dental implants: a social alternative Marcelo Yoshimoto, Marcos Barbosa Salles, José Cássio de Almeida Magalhães, Gabriela Traldi Zaffalon 390. Avaliação clínica da integridade da superfície oclusal em próteses metalocerâmicas aparafusadas e cimentadas Clinical evaluation of occlusal surface integrity in screwed- and cemented, implant-supported fused-to-metal prostheses Paulo César Rodrigues Véo, Élton Gonçalvez Zenóbio, Antônio Henrique Corrêa Rodrigues, Paulo Roberto Gomes do Nascimento, Marcos Dias Lanza

Editorial A Implantodontia sem fronteiras no IN 2011 E Os melhores implantodontistas da América Latina estarão aqui. Dessa forma. garantindo. o Encontro Internacional de Leitores ImplantNews. m sua quarta edição. Além disso. denominado este ano de IN 2011 – Latin American Osseointegration Congress. O IN 2011 está pronto e preparado com muito carinho para você. Boa leitura! Os editores REVISTA IMPLANTNEWS 2011. na qual os participantes terão a oportunidade de compartilhar experiências e vivências clínicas de destacados professores e pesquisadores. o IN 2011 reunirá um time seleto de especialistas estrangeiros e brasileiros que discutirão a melhor prática clínica e as tendências da Implantodontia para os próximos anos.8(3):295 295 . segurança e satisfação aos seus pacientes. proporcionar uma padronização da especialidade no âmbito latino-americano. Isto é fundamental para que os cirurgiões-dentistas possam dominar os vários tipos de procedimentos. que oferecerá excelentes negócios. Buscamos. abrindo fronteiras para promover a integração da reabilitação oral com implantes na América Latina. requer acompanhamento e aprendizado permanentes. A constante evolução na Implantodontia. está mais abrangente. uma das áreas mais promissoras da Odontologia. Não deixe de fazer parte do evento que ficará na história da Implantodontia mundial. leitor. poderão conferir as novidades tecnológicas que serão apresentadas na ExpoIN 2011. Serão quatro dias de uma programação científica de qualidade. seguindo pedido e orientação do professor P-I Brånemark. com isso. assim.

which can result in bone loss support and consequently in implant failure. Key Words . as terapias podem ser aplicadas visando o sucesso no tratamento das lesões peri-implantares. Therefore. No entanto. Seção de Reabilitação Clínica Integrada – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. measurement. Disciplina Farmacologia – Faculdade de Odontologia de Bauru. bone regeneration procedures. Portanto. *Especialista em Periodontia – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais.8(3):297-304 297 . The selection of the therapeutic technique to be employed depends on bone defect type and size. and severity. flap surgery. *****Professor de Implantodontia. Seção de Reabilitação Clínica Integrada – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. Ainda que não haja um consenso de tratamento a ser estabelecido. Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de Bauru.Implantes dentários. ABSTRACT Peri-implantitis is an inflammatory process in the adjacent tissues of osseointegrated dental implants. A seleção da terapia a ser aplicada depende do tipo e do tamanho do defeito ósseo apresentado. **Doutoranda do Departamento de Ciências Biológicas. em virtude da variedade de morfologia. Universidade de São Paulo. Peri-implantite. além de diferentes tipos de laser. terapias cirúrgicas. Tratamento. O tratamento da peri-implantite visa eliminar a causa e restabelecer a condição original de saúde dos tecidos peri-implantares. ainda.Dental implants. ******Professor associado do Departamento de Ciências Biológicas. Disciplina de Prótese – Faculdade de Odontologia de Bauru. extensão e severidade das lesões peri-implantares. este trabalho teve como objetivo revisar na literatura as diversas alternativas utilizadas para o tratamento da peri-implantite. Diversas terapias têm sido propostas com esta finalidade. conditioning with chemical agents. Although there has not been a treatment consensus established. como alternativa totalmente segura e eficaz. The treatment for periimplantitis aims to eliminate the cause and to reestablish the original health condition. Universidade de São Paulo. besides different laser therapies. none of these therapies have been established as totally safe and efficient. uso de antimicrobianos tópicos e/ou sistêmicos. Diante disso. Universidade de São Paulo. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. todas as modalidades terapêuticas se mostram benéficas no tratamento da peri-implantite. *******Professor de Implantodontia e Periodontia. Several therapies have been proposed to restore peri-implant tissues. ***Professora doutora do Departamento de Odontopediatria. therapies could be applied aiming the treatment success of peri-implant lesions. use of antiseptic agents. utilizadas de forma individual ou associadas.Revisão da Literatura Caderno Científico Peri-implantite: alternativas de tratamento Peri-implantitis: treatment alternatives – a literature review Stephania Kisser Furrer* Bella Luna Colombini-Ishikiriama** Thaís Marchini Oliveira*** Ana Lúcia Pompéia Fraga Almeida**** Flávio Monteiro-Amado***** Carlos Ferreira Santos****** Caio Márcio Figueiredo******* RESUMO A peri-implantite é um processo inflamatório que ocorre nos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados e pode resultar em perda de suporte ósseo e consequentemente na perda do implante. ****Professora doutora do Departamento de Prótese. dentre as quais se incluem debridamento mecânico. Universidade de São Paulo. all therapeutic modalities showed benefits for peri-implantitis treatment within the limitations of each study. as well as topic and antibiotic systemic therapy. Universidade de São Paulo. Due to the variety of peri-implant lesion morphology. Unitermos . Peri-implantitis. Disciplina Farmacologia – Faculdade de Odontologia de Bauru. either individually or associated. nenhuma terapia foi estabelecida. Ortodontia e Saúde Coletiva. dentro de suas limitações. Universidade de São Paulo. among these mechanical debridement. Universidade de São Paulo. The aim of this study was to review the literature on the several alternatives used for peri-implantitis treatment. Treatment.

Diferenciam-se principalmente pela presença de perda óssea. resposta imune individual e qualidade e quantidade óssea ao redor do implante5. preexistência de cárie.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM Introdução A utilização de implantes osseointegráveis revolucionou os procedimentos de reabilitação oral. como microbiota patogênica presente. doença periodontal e padrão de higiene inadequado estão intimamente relacionados ao desenvolvimento da doença e são. A seleção da terapia depende do tipo e do tamanho do defeito ósseo apresentado. 298 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. tais como tabagismo. a presença de outros fatores de risco. intra e extraósseos (Figuras 3b a 3g)7. Os defeitos fechados possuem paredes ósseas preservadas (Figura 3a) e defeitos abertos têm ausência de no mínimo uma parede óssea. Além disso. As doenças peri-implantares são classificadas em: mucosite (reação inflamatória localizada e reversível na mucosa adjacente ao implante com ausência de perda óssea. diferentes propostas de classificação das peri-implantites foram realizadas por diversos autores para auxiliar na escolha do tratamento. Entretanto. a morfologia dos defeitos e os divide em dois tipos: defeitos fechados e defeitos abertos. Figuras 1 Mucosite peri-implantar (A) e peri-implantite (B) são processos inflamatórios e infecciosos. portanto. sendo que estes podem ser ainda subclassificados conforme o número de paredes ósseas remanescentes em: contato com o pescoço do implante em supra. Outra. prevenção e tratamento de doenças peri-implantares3. em virtude da variedade de morfologia. após a instalação dos mesmos e das próteses.8(3):297-304 . No entanto. na qual o aumento progressivo da reabsorção óssea horizontal e/ou vertical é representado de Classe I a IV. Uma delas considera o aumento progressivo da reabsorção óssea de Classe I a IV (Figuras 2)6. extensão e severidade das lesões peri-implantares. padrão oclusal. patologias nos tecidos peri-implantares podem colocar em risco a osseointegração e o sucesso de alguns casos¹. Figuras 2 Classificação de Spiekermann de peri-implantites. fundamentais para diagnóstico. Figura 1b)2-4. Figura 1a) e peri-implantite (processo inflamatório que ocorre nos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados e resulta em perda óssea. O risco de desenvolver peri-implantite é determinado por fatores específicos do paciente.

ultrassônicos e jatos de bicarbonato têm se mostrado insuficientes na remoção completa da placa nas rugosidades dos implantes16. é imprescindí- Figura 4 Raspagens mecânicas para remoção da placa bacteriana. Sem superioridade de um método sobre outro. instrumentos sônicos. a remoção desta placa por meio de raspagens é fundamental nos tratamentos peri-implantares cirúrgicos e não cirúrgicos (Figura 4)12. O uso de curetas de plástico. Porphyromonas gingivalis. A descontaminação total destas superfícies é difícil de ser alcançada com qualquer método de debridamento mecânico individualmente13.12-13. deve-se considerar o papel etiológico da placa bacteriana aderida à superfície dos implantes nos quadros de peri-implantite3. incluindo Agregatibacter actinomycetemcomitans. Portanto. O uso de curetas plásticas é importante para que não haja agressão às superfícies de titânio. Por este motivo. defeito ósseo aberto supraósseo (B). algumas alternativas associadas ao debridamento vêm sendo investigadas. terapias cirúrgicas. Para o tratamento destas diferentes lesões periimplantares. D.Revisão da Literatura Caderno Científico Figuras 3 Classificação de Bogaerden: defeito ósseo fechado (A). uso de antimicrobianos tópicos e/ou sistêmicos. diversas terapias têm sido propostas na literatura.8(3):297-304 299 . o objetivo do presente trabalho consistiu na realização de uma revisão da literatura pertinente sobre as principais alternativas para o tratamento destes processos inflamatórios. E e F). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. defeito aberto com parte do implante extraósseo (G). na literatura. peróxido de hidrogênio14 e ácido cítrico15. dentre outros microrganismos8. além de diferentes tipos de lasers8-11. subtipos de defeitos abertos intraósseos (C. vel a descontaminação das superfícies implantares com soluções como soro fisiológico. sendo as principais: debridamento mecânico. para o tratamento das infecções dos tecidos peri-implantares. nos quais as setas vermelhas representam paredes ósseas em contato com pescoço do implante. Debridamento mecânico das superfícies dos implantes A microbiota da peri-implantite assemelha-se a da doença periodontal crônica. Revisão da Literatura Diferentes terapias têm sido sugeridas. Após a raspagem. Alguns autores compararam o debridamento mecânico realizado com ultrassom com as curetas de fibra de carbono e não observaram diferenças estatisticamente significantes entre os dois métodos17. Assim.

Considerando que microrganismos patogênicos como T. forsythia e P. a clorexidina é a mais usada como enxaguatório. Os vários sistemas de laser diferenciam-se pelo tipo de material que os compõem.8(3):297-304 . podem ser empregados por via sistêmica como adjuvantes da terapia mecânica com a finalidade de otimizar o resultado terapêutico20.2%. A clorexidina associada ao debridamento mecânico foi efetiva no tratamento da mucosite. não apresentou melhoras clínicas e microbiológicas quando comparada ao debridamento utilizado sozinho18. o laser pode ser de alta ou de baixa potência. Sua utilização na forma de irrigação ou gel. Suas propriedades terapêuticas estão relacionadas a essa composição e principalmente a intensidade da energia utilizada. porém. sendo o primeiro usado cirurgicamente e o último na laserterapia ou biomodulação. dos quais fazem parte os utilizados no tratamento das peri-implantites22. quando outros autores compararam a aplicação tópica subgengival de clorexidina a 1% com a de esferas de minociclina. antibióticos sistêmicos também têm sido investigados para o tratamento das peri-implantites. as fibras contendo tetraciclina e a doxiciclina de liberação lenta. Tais terapias incluem uso de antissépticos e/ou antibióticos (Figura 5). como por exemplo. 300 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. esta se mostrou capaz de reduzir o sangramento. mas não a profundidade de sondagem como a minociclina13. a utilização de laser de Figura 5 O laser como adjuvante ao debridamento mecânico no tratamento de peri-implantite. a administração de antibióticos específicos. Segundo alguns trabalhos. CO2. Estudos com doxiciclina obtiveram ganhos do nível de inserção e diminuição da profundidade de sondagem em defeitos ósseos maiores que 50% do comprimento dos implantes15. estes sistemas funcionam como adjuvantes. Além do uso tópico. em irrigações e géis tópicos subgengivais nos sítios infectados4. nos primeiros seis meses de acompanhamento em estudo clínico10. Outros antibióticos tópicos também têm sido propostos para o emprego na terapia das peri-implantites. Figura 6 Irrigação do sulco peri-implantar é uma das formas de utilização de compostos antimicrobianos no tratamento das peri-implantites. Dentre os antissépticos disponíveis. como metronidazol e amoxicilina. complementando o debridamento mecânico nos tratamentos peri-implantares (Figura 6)10-11.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM Antimicrobianos A utilização de antimicrobianos associados ao debridamento mecânico têm sido proposta no tratamento de peri-implantites4. Er:YAG. como GaAlAs. Graças as suas propriedades bactericidas e de descontaminação da camada superficial dos implantes. ambas associadas ao debridamento mecânico e instruções de higiene oral. No entanto. ambas à 0.19.8-9. Laser Diversos sistemas de luz laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) com diferentes comprimentos de onda têm sido experimentados na Odontologia.21. gingivalis são encontrados nas periodontites e peri-implantites. reduziu a profundidade de sondagem e obteve ganhos nos níveis de inserção clínica. Assim.

outro estudo avaliou o efeito do laser de XeCl. A conduta do debridamento mecânico dos tecidos afetados e das superfícies contaminadas dos implantes é primordial. Em muitas cirurgias ressectivas. os valores de PS e NI para ambos os grupos não se alteraram significantemente quando comparados aos valores do primeiro semestre. enquanto os escores de SS aumentaram levemente do 6o ao 12o mês. após seis anos. A utilização do laser de CO2 também foi testada in vitro. respectivamente23. Quando aplicado sobre os implantes de titânio contaminados com S. indicando que quando há exposição das ros- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. podendo ser de dois tipos: ressectivas e/ou regenerativas4. tendo sido considerado suficiente para descontaminação da superfície do metal21. em lesões avançadas. quando submetidas à cirurgias ressectivas associadas a implantoplastia. aplicados em dois tipos de superfícies de implante muito utilizadas clinicamente. debridamento em campo aberto. ambos tratamentos foram eficazes na redução da profundidade de sondagem (PS) e ganho de nível clínico de inserção (NI). ou a terapia ressectiva isoladamente. dificultando a cicatrização e o tratamento da doença peri-implantar. a polida e a SLA (superfície tratada com jateamento e ataque ácido). Figura 8 Nivelamento ósseo com cinzel de Ochsenbein pode ser necessário em pequenos defeitos peri-implantares durante cirurgia a retalho após completa remoção de tecidos inflamados e agentes infecciosos. Uma das preocupações que o clínico deve ter com os diferentes tipos de laser é a possibilidade de danos gerados pelas diferentes potências nas irradiações. nivelamento dos defeitos ósseos peri-implantares e/ou posicionamento apical do retalho quando necessário (Figuras 7 e 8). CO2 e Er:YAG). CO2 e GaAlAs pode levar à melhores resultados clínicos como adjunto ao tratamento da peri-implantite. Áreas de inflamação crônica peri-implantar.16. torna-se mais uma alternativa no tratamento destes quadros inflamatórios. Após seis meses. Após 12 meses de acompanhamento. com bolsas maiores que 4 mm e evidências radiográficas de perda óssea. terapias cirúrgicas tornam-se necessárias dependendo da extensão e da morfologia da lesão peri-implantar. Ainda na tentativa de diminuir a contaminação superficial dos implantes. o laser pulsátil de Er:YAG provocou alterações estruturais nas superfícies polida e de SLA com energias utilizadas por dez segundos acima de 500 mJ/10Hz e 300 mJ/10Hz. comparado ao debridamento com curetas plásticas associado com clorexidina a 0.8(3):297-304 301 . Em estudo in vitro com três tipos de laser (diodo. em forma de crateras. mostrou-se efetivo na eliminação dessas bactérias sem causar alterações na superfície do implante. sobre microrganismos aeróbios e anaeróbios e observou que não houve crescimento de ambos microrganismos. embora não estejam totalmente esclarecidos os efeitos biológicos em função dos diferentes comprimentos de onda e níveis de energia testados10-11.12. os resultados apontaram que ao contrário dos de onda contínua de diodo e de CO2.Revisão da Literatura Caderno Científico Er:YAG.21. Portanto. in vitro. uma técnica na qual se realizam o alisamento e o polimento das roscas das superfícies implantares. Em 2006. nem danos ao tecido conjuntivo ou inibição das células de adesão na área irradiada24. a implantoplastia. a posição final do retalho expõe as roscas do implante. houve maior redução do sangramento a sondagem (SS) com o uso do laser em relação ao grupo controle. com exposição de roscas e colonização microbiológica. Em contrapartida. Técnicas ressectivas são caracterizadas por elimina- ção da bolsa. sugerindo que o laser teve sua eficácia limitada nos primeiros seis meses10. sanguis e P. Figura 7 Terapia cirúrgica a retalho.23. Desta forma. o laser de Er:YAG foi testado em estudo clínico de lesões de peri-implantite moderadas e avançadas. dificultam a descontaminação efetiva da superfície implantar por meio de terapia não cirúrgica10. para o tratamento das peri-implantites. responder melhor a combinação das terapias. gingivalis. que tendem a acumular placa bacteriana.2%. Terapias cirúrgicas As perdas ósseas ao redor de implantes. mostraram.

de defeitos peri-implantares preexistentes4. III e IV Terapia sugerida Terapia inicial conservadora para eliminação dos fatores etiológicos.2%/ 10mL/ 30s) ou irrigação com gel de clorexidina 0. A: debridamento mecânico das superfícies do implante + Polimento. Da mesma forma. como ilustrado na Tabela 16. TABELA 2 – CIST (TERAPIA DE SUPORTE CUMULATIVO E INTERCEPTIVO) Condição clínica dos implantes PS  3 mm. algumas recomendações foram propostas na literatura. em longo prazo. enxertos de hidroxiapatita nanocristalina ou ainda de osso mineral natural bovino associado a membrana absorvível. a membrana reabsorvível sintética.8(3):297-304 . Terapia antibiótica local: fibras de tetraciclina ou microesferas de minociclina. Cirurgias ósseas regenerativas peri-implantares são aquelas que visam formação de novo tecido ósseo sadio.000 mg/24h ou Metronidazol 250 mg/8h ou Amoxicilina 375 mg/8h + Metronidazol 250 mg/8h. enxertos sintéticos como o de fluorhidroxiapatita associados. das terapias e de seus prognósticos. Como alternativa ao osso autógeno. posicionamento coronal do retalho para recobrimento dos defeitos (Figura 9)26.2% / solução de clorexidina 0. As técnicas de preenchimento do defeito ósseo podem ser realizadas utilizando osso autógeno ou material sintético. também. um autor preconizou. em seu livro. eliminação de bolsas e. PS  5 mm. c/ sangramento e c/ perda óssea > 2 mm 302 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. c/ placa e c/ sangramento PS  4 mm. Terapia A + Terapia B + Terapia C + D: cirurgia ressectiva ou regenerativa (osso autógeno + membrana). das realizações das enxertias28-29. Terapia A + Terapia B + C: terapia antibiótica sistêmica por dez dias (Ornidazol 1. Protocolos de tratamento A padronização de protocolos de tratamento para as doenças peri-implantares é complexa devido à variedade de morfologia das lesões. Ainda assim. ainda. Vários estudos foram realizados na tentativa de se identificar o melhor tipo de material a ser utilizado neste tipo de terapia. Sem melhora do caso: terapia cirúrgica. também demonstraram redução na profundidade de sondagem (PS) e um ganho de preenchimento ósseo em lesões peri-implantares moderadas após um ano da enxertia14.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM cas do implante ao ambiente da bolsa o alisamento destas pode ser uma terapia adjuvante efetiva a longo prazo6. um protocolo de tratamento baseado na classificação dos defeitos peri-implantares. s/ placa e s/ sangramento PS  3 mm. ou não. Segundo alguns autores. respectivamente. c/ sangramento e s/ perda óssea Modalidade de tratamento Sem necessidade de tratamento.2% (duas vezes/dia – três a quatro semanas). Terapia inicial + cirurgias ressectivas e/ou regenerativas + terapia antibiótica sistêmica (tetraciclina e metronidazol). Figura 9 Cirurgias ósseas regenerativas peri-implantares podem ser realizadas com membranas presas ao implante pelo parafuso de cobertura associadas ao material de preenchimento (enxerto) em determinadas situações. mostraram-se eficazes na redução da PS e no ganho de inserção clínica em lesões com defeitos ósseos apenas circunferenciais sem deiscências ósseas por vestibular e em lesões ósseas moderadas após seis meses e dois anos. TABELA 1 – PROTOCOLO DE TRATAMENTO PRECONIZADO BASEANDO-SE NA CLASSIFICAÇÃO DO TIPO DE DEFEITO ÓSSEO APRESENTADO Classificação do defeito peri-implantar Classe I Classes II. Em 2000.27.25. Terapia A + B: bochechos com Clorexidina (0. o tratamento regenerativo com osso autógeno pode ser utilizado de forma satisfatória no preenchimento. proposto também pelo mesmo autor e citada na introdução deste trabalho. c/ sangramento e c/ perda óssea  2 mm PS  5 mm.

29. apesar de não resolverem completamente a doença. ainda que muitos tenham sido estatisticamente significantes mesmo com amostras pequenas de pacientes. após debridamento a campo aberto. ainda que sem adicionar melhoras clínicas e microbiológicas ao debridamento mecânico utilizado sozinho18. a indicação de terapias antibióticas deve ser cuidadosa. tais terapias podem ser consideradas importantes alternativas de preenchimento dos defeitos ósseos11. provavelmente. Todos esses tratamentos podem ser efetivos no tratamento de lesões de mucosite4. Por outro lado.8(3):297-304 303 . Portanto. a Cist (Terapia de Suporte Cumulativo e Interceptivo) foi publicada por outros autores. uma vez que essa modalidade sempre vem associada à outras. associação com terapias antimicrobianas10.13. profundidade de sondagem e ganhos no nível de inserção foram obtidos em mucosites e peri-implantites incipientes. A seleção da terapia depende de tipo e tamanho do defeito ósseo6. Reduções de sangramento. resultaram em vários graus de sucesso14.19 e mais recentemente com laser10. As antibioticoterapias sistêmica20 e tópica9 também podem ser usadas para erradicação de patógenos periimplantares8 e descontaminação das superfícies dos implantes.29. diminuição do sangramento a sondagem e ganhos do nível de inserção. lesões de peri-implantites moderadas e avançadas não foram sensíveis a essas terapias conservadoras10. Até o momento. tem apresentado resultados pobres quanto à redução de sangramento e das profundidades de sondagem em lesões de peri-implantite de variados graus13. Estudos têm avaliado os efeitos de tratamentos não cirúrgicos utilizando ultrassom ou curetas de fibra de carbono17. O debridamento a campo aberto associado às implantoplastias pode ter influência positiva nas taxas de sobrevivência dos implantes com superfície rugosa e melhora parâmetros clínicos como supuração. porém.29. de meses a poucos anos. O uso da clorexidina mostrou-se efetivo em mucosites. Enxertos ósseos com e sem o uso de membranas. respectivamente. Os estudos apresentados mostraram períodos de controle variados. ilustrado na Tabela 24. Nota-se ainda que os efeitos da clorexidina são melhores a curto prazo10. suficientes de acordo com a baixa ocorrência de peri-implantites e altas taxas de sucesso REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Neste contexto. Outra proposta terapêutica.8. pela capacidade reduzida de agir por tempo prolongado. devido a variação no tipo de antibiótico testado e suas ações far- macológicas. em 2004. Discussão O tratamento da peri-implantite visa eliminar as causas e restaurar a condição de saúde dos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados12-13. Entretanto. alguns estudos podem ser tendenciosos quanto a seus resultados. Contudo.4.10. As diferentes terapias descritas na literatura são fundamentadas em tratamentos periodontais que tentam deter a progressão da doença e nenhuma ainda foi estabelecida como padrão ouro.Revisão da Literatura Caderno Científico O tratamento da peri-implantite visa eliminar as causas e restaurar a condição de saúde dos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados12-13. Ambos diminuíram as profundidades das bolsas peri-implantares tratadas. jatos de bicarbonato16. Os antibióticos tópicos subgengivais minociclina13 e doxiclina de liberação lenta19 promoveram.27. além de enxaguatórios. são preconizadas sucessivas irrigações e aplicações tópicas subgengivais em gel4. A morfologia dos defeitos ósseos pode ou não favorecer os procedimentos regenerativos conforme a quantidade de paredes ósseas presentes7. As diferentes terapias descritas na literatura são fundamentadas em tratamentos periodontais que tentam deter a progressão da doença e nenhuma ainda foi estabelecida como padrão ouro.18. não existem estudos que utilizam somente cirurgia a retalho para o tratamento da periimplantite30. além da maioria dos trabalhos serem casos clínicos ou pesquisas sem grupo controle negativo de lesões tratadas com nenhuma medicação9.8. profundidade e sangramento a sondagem25. Por outro lado. A seleção da terapia depende de tipo e tamanho do defeito ósseo6. Esta proposta baseia-se em taxas de sobrevivência e complicações dos implantes e determina quatro modalidades de tratamento conforme extensão e morfologia das lesões.18 e de algumas situações incipientes de peri-implantites13.

9.34(8):625-32. Lindhe J. Karoussis IK. Int J of Oral Maxillofac Implants 2000. Karring T. Schwarz F.35(Suppl 8):305-15. Surgical treatment of peri-implantitis. Consensus statements and recommended clinical procedures regarding implant survival and complications. 19. Polyzois I. A maioria dos trabalhos revistos. Bactericidal efficacy of carbon dioxide laser against bacteria-contaminated titanium implant and subsequent cellular adhesion to irradiated area. Porras R. Influence of plaque biofilm removal on reestablishment of the biocompatibility of contaminated titanium surfaces.34(8):723-7. Rothamel D.37(5):449-55. Becker J. Ho:YAG. Persson LG. Proceedings of the 1st European Workshop on Periodontology.29(Suppl 3):213-25. Berglundh T. J Clin Periodontol 2002. J Clin Periodontol 2008. todas se mostram benéficas. Kreisler M. Co2 and GaAIAs Laser irradiation on surface properties of endosseous dental implants.42(5):439-44. & Kleinheinz J. Bonsmann M. Kohnen W. Karring ES. Beck B. Periodontol 2000 1998. Gustafsson A. Vitussi TRC. Duschner H. Treatment of peri-implantitis by the Vector system. 26. em conformidade com outras revisões. Diedrich DL. Submerged healing following surgical treatment of peri-implantitis: a case series. 1994. individuais ou associadas. 16. Clin Oral Implants Res 2007. Br J Oral Maxillofac Surg 2004.17:63-76.25(Suppl 8):316-32. Christoffers AB.17(2):202-11. Götz H. Effect of 308-nm excimer laser light on peri-implantitis .7(2):233-45. 4. 29. Sanz M. Treatment of Peri-implantitis defects with autogenous bone grafts: six-month to 3-year results of a prospective study in 17 patients. London: Quintessence Publishing. peri-implantitis.16(3):228-93. Deppe H. Joos U. Ellegaard B. Renvert H. editors. J Biomed Mater Res 2006. Roos-Jansaker AM. Vogel G. Hoshino E.9. Surgical tratment of peri-implantitis using a bone substitute with or without a resorbable membrane: a prospective cohort study. Schrödl V. Kusakari H. Ferrari D. The diagnosis and treatment of peri-implantitis. Haczek C. Behneke N. Salvi GE. 3. Detoxificacion of endotoxincontaminated titanium and hydroxyapatite-coated surfaces utilizing various chemotherapeutic and mechanical modalities. Bieling K. Consensus report of session IV. Almeida-Lopes L. Claffey N.15(1):125-38. 25. Claffey N. Becker J. Clin Oral Invest 2006. Jovanovic SA.J Clin Periodontol 2010. 17. Albrektsson T. Narendran S. 3-20 17012-900 – Bauru – SP Tel.16(1):36-43. 8. Rothamel D. Spiekermann H. 12. Garcés MAS.35(1):80-7. Sculean A. Miethke T. Ainda que não haja uma terapia estabelecida na literatura como to- Referências 1.4. Sustained release of doxycycline for the treatment of peri-implantitis: randomised controlled trial. Trejo PM. Zablotsky NH. Meyere U. os resultados dos estudos revistos no presente trabalho devem ser considerados no planejamento de tratamentos. Clínica Odontológica Integrada – Biodonto 2004. Implant Dent 1992. Schwarz F. 11. Horch HH. Therapy of Peri-implantitis with resective surgery. 30. Lang NP. Schwarz K. J Clin Periodontol 2008. Clinical response to 2 different therapeutic regimens to treat peri-implant mucositis. Lops D. Sennerby L. Clin Oral Implants Res 2005. Epub 2010 Mar 24. Effect of Nd:YAH. Logo. Kruse-Löser B. Trianti M. Caffesse R. Stavropoulos A. das terapias e se a osseointegração conseguida com a aplicação dos diferentes métodos afeta a sobrevivência dos implantes e controla o processo de doença4. as terapias podem ser aplicadas visando sucesso no tratamento a curto prazo das lesões peri-implantares. Lang N. Latz T.24(3):264-71. Renvert S. 14.22(4):223-7. 22. Behneke A. 1994. 28. Recebido em: out/2010 Aprovado em: nov/2010 Endereço para correspondência: Caio Márcio Figueiredo Rua Silvio Marchione. dentro de suas limitações. Lindahl C.10:279-88. Bone regeneration around titanium dental implants in dehisced defect sites: a clinical study. Chiapasco M. Nonsurgical treatment of moderate and advanced Peri implantitis lesions: a controlled clinical study. propõe terapias capazes de impedir a evolução clínica da doença e de devolver saúde ao tecido peri-implantar. Klinge B. In Lang NP. Renvert S. Meffert RM. 2006. Romeo E. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. Renvert S. J Clin Periodontol 2007.73(10):1118-25. Lasers Med Sci 2007. Pjetursson BE.18(2):179-87. extensão e severidade das lesões peri-implantares. 2000. Isidor F. em virtude da variedade de morfologia. Hoedt B. Papanicolau P. Berglundh T. Non Surgical treatment of Peri-implant mucositis and peri-implantitis: a literature review. Escoda CG. Implantologia. A proposal for the classification of bony defects adjacent to dental implants. J Clin Periodontol 2008. Heitz-Mayfield LJ.69(Suppl 9):63-74. Herten M. talmente eficaz.19(Suppl):150-4. J Periodontol 2002. Duschner H et al.: (14) 3235-8095 – Fax: (14) 3234-7818 caiofigueiredo@usp. Part II: radiographic outcome. 6. A systematic review of the effect of anti-infective therapy in the treatment of Peri-implantitis. J Clin Periodontol 2008. Int J Periodontics Restorative Dent 2004. 10. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2004. Karring T.associated bacteria – an in vitro investigation. Impact of defect configuration on the clinical outcome following surgical regenerative therapy of peri-implantitis. a longo prazo. Bogaerde LV. 2. Re-osseointegration after treatment of Peri-implantitis at different implant surfaces.8(3):297-304 . Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Roos-Jansaker AM. Mombelli A.365-9. Roos-Jansaker AM. An experimental study in the dog. Fourmousis I. Kato T. 27. Becker J. 304 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Therapy of peri-implantitis: a systematic review. Richter EJ. outros estudos clínicos e histológicos são necessários para determinar o sucesso.br Conclusão Essa revisão demonstra a utilização de importantes modalidades de tratamento da peri-implantite. 24.12(6):595-603. 20. Utilização do metronidazol associado à amoxicilina no tratamento das peri-implantites [dissertação]. Bieling K. Ghisolfi M. Anderson GB. 7.1(1):1-89. que individualmente podem não ser totalmente eficazes para a resolução total da periimplantite. Sahm N. Jansen B. Int J Oral Maxillofac Implants 2004. 13. In vitro evaluation of the biocompatibility of contaminated implant surfaces treated with an Er:YAG laser and an air powder system. Kotsovilis S. J Clin Periodontol 2007. 21. Two year clinical results following treatment of peri-implantitis lesions using a nanocrystalline hydroxyapatite or a natural bone mineral in combination with a collagen membrane. Götz H. Lasers Surg Med 1998. Becker J. Renvert H. Portanto. Schwarz F.77(3):437-44. Kreisler M. Schwarz F.35(7):621-9. Lindahl C.30. 18. Clarke E. 23. 15. Spiekermann H. p. Laserterapia na odontologia. A 3-year clinical trial on rough screw-shaped oral implants. Berglundh T.23(5):299-309. Int J Oral Maxillofac Implants 1992. Clin Oral Impl Res 2005. Büchter A. Assim. Guarulhos: Universidade de Guarulhos. Clin Oral Implants Res 2001.1:154-8. 5.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM dos implantes1. Renvert S.

Foi descrito também que a rugosidade superficial e a molhabilidade têm um impacto significativo na formação de biofilme. Sendo assim. ***Professor adjunto do departamento de Prótese Dentária – FO-Uerj.Revisão da Literatura Caderno Científico Influência das propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e formação de biofilme The influence of implant surface properties with soft tissue response and biofilm formation Martinna de Mendonça e Bertolini* Maristela Barbosa Portela** Daniel de Moraes Telles*** Eduardo José Veras Lourenço**** RESUMO Uma conexão estável entre a superfície de titânio do implante e os tecidos bucais a sua volta é um importante pré-requisito para o seu sucesso a longo prazo. proliferação. have a significant impact on the biofilm formation. but the influence of roughness was said to be more significant than the wettability. In vitro and in vivo studies indicated that the roughness and texture of the implant surface influences the adhesion. Unitermos . ****Professor adjunto do departamento de Prótese Dentária – FO-Uerj. It was also described that the surface roughness and wettability. Integração de tecido mole. and metabolism of epithelial cells and connective tissue. In summary. Microbiologia – UFRJ. Tornando-se importante analisar o papel das propriedades de diferentes superfícies com relação à composição química e à microestrutura. orientation. Disciplina de Odontopediatria – FO-UFF. Doutorado em Ciências. Mestranda em Prótese Dentária – FO-Uerj. Thus. Mestre e doutor em Periodontia – FOB-USP. It is therefore important to systematically evaluate the role of different surface properties (chemical composition as well as microstructure) and to assess the biological performance of different implant materials.Surfaces implants. Key Words . **Professora do Departamento de Odontoclínica. Soft tissue integration. this surface should minimize the bacterial colonization while allowing a good adhesion of the oral tissues. bem como com a formação de biofilme sobre sua superfície. metabolismo das células epiteliais e células de tecido conjuntivo. Estudos in vitro e in vivo indicaram que a rugosidade e a textura de superfície do implante influenciam em adesão. proliferation. nota-se que a otimização das superfícies dos implantes ainda é necessária. Biofilm. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):307-12 307 . Biofilme. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura que buscasse relacionar as diferentes propriedades de superfícies dos implantes e suas características com as respostas dos tecidos moles peri-implantares. sendo que a influência da rugosidade foi dita como sendo mais significativa do que a molhabilidade. The aim of this study was to review the literature and to relate the properties of implant surfaces and their characteristics with the responses of oral soft tissues around implants. ABSTRACT A stable connection between the titanium surface and the oral tissue around them is an important prerequisite for long-term dental implant success. Assim.Superfícies de implantes. avaliando o desempenho biológico dos diferentes tratamentos de superfícies e as propriedades químicas que eles promovem na superfície dos implantes dentários. it appears that an optimization of implant surfaces is still necessary. *Especialista em Prótese Dentária – FO-Uerj. tal superfície deve possuir propriedades que minimizem a colonização por microrganismos patogênicos da cavidade oral ao mesmo tempo em que permita boa adesão dos tecidos bucais. Mestre e doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP. orientação. as well as the biofilm formation on its surface.

0 µm (implantes tradados com spray de plasma)12. este é o parâmetro que tem sido mais amplamente investigado11. uma superfície transmucosa do implante ideal deve não só minimizar a adesão de microrganismos. é importante analisar o papel das propriedades de diferentes superfícies com relação à composição química e à microestrutura. uma 308 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Objetiva-se. Considerando-se estas características supracitadas. vez que. os implantes dentários estão ganhando mais importância como um método bem-sucedido para a reabilitação oral. responsável pela excelente biocompatibilidade dos implantes de titânio. elas estão relacionadas com processos relevantes para a funcionalidade do implante. como resultado de baixo nível de condutividade elétrica. possam surgir após as suas instalações. atualmente. Os diferentes tratamentos de superfície removem as camadas de óxido presentes na superfície e causam diferentes distribuições de carga abaixo da fina camada de óxido recém-formada9. jateamento ou anodizado) e áspero Ra > 2. Assim. mais relatado nos implantes maxilares em relação aos mandibulares6. com este estudo. quando apresenta certa rugosidade de superfície. ela também é influenciada pelas propriedades de sua superfície. Visto que isto pode levar à pesquisas futuras. portanto. porosa ou microtexturizada para auxiliar na osseointegração2. as propriedades superficiais dos implantes passaram a ser cada vez mais estudadas. há evidências consideráveis suportando uma relação de causa e efeito entre a colonização microbiana e a patogênese das falhas dos implantes1. Com relação à integração com os tecidos moles.0 µm (implantes com superfície condicionada por ácido. realizar uma revisão da literatura que vise relacionar as propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e com a formação de biofilme. Assim. Uma vez que a adesão celular ao titânio é influenciada pelas propriedades do material como um todo. representada por Ra. as propriedades de superfície de um implante. as superfícies mais hidrofílicas permitem Revisão da Literatura A previsibilidade dos implantes dentários tem sido variável em diferentes pacientes e em diferentes áreas da cavidade oral. tende a promover melhor adaptação entre o material e os tecidos peri-implantares. a chamada superfície SLA active. molhabilidade e composição química10. geralmente. tanto para a estrutura dos implantes como também para as abordagens clínicas em Implantodontia.0 à 2. sugere-se que uma otimização das superfícies dos implantes ainda é necessária. influenciando na adesão dos fibroblastos orais4 bem como das células epiteliais5. moderadamente áspera Ra 1. tal rugosidade tende a ajudar na adesão microbiana e subsequente formação de biofilme. Pode-se considerar que uma textura superficial rugosa do implante promove maior acúmulo de biofilme. Deste modo. topografia. nos últimos anos. Por outro lado. avaliando o desempenho biológico de diferentes materiais utilizados para a fabricação dos implantes dentários9. presumivelmente. Ela determina. Uma superfície minimamente áspera é aquela definida no intervalo de Ra 0. Em particular. trabalhos vêm sendo desenvolvidos para investigar a adesão dos tecidos moles à diferentes tipos de materiais e rugosidades dos implantes dentários e a influência destas sobre a colonização microbiana nestas superfícies.0 µm (implantes torneados). por outro lado. um aumento de atenção tem sido dado aos problemas que. em grande parte. enquanto materiais altamente polidos e com reduzida rugosidade superficial limitam a formação inicial de biofilme in vivo. Uma superfície hidrofílica apresenta maior molhabilidade superficial. tais como adsorção de proteínas. Visto isso. a parte transmucosa do implante. A topografia está relacionada a rugosidade média de superfície. alta resistência à corrosão e estado termodinamicamente estável em valores de pH fisiológico9. energia livre de superfície (relacionada a molhabilidade) e características químicas do material. mas ao mesmo tempo permitir uma adesão estável dos tecidos epitelial e conjuntivo8. As propriedades de superfícies dos implantes mais citadas na literatura como sendo as que mais influenciam nas respostas teciduais e acúmulo de biofilme são: rugosidade de superfície. Portanto. demonstrou-se que o tratamento de superfície dos materiais de implantes têm influência significativa na resposta dos tecidos moles peri-implantares. geralmente. Um exemplo disso é o menor índice de sucesso. tais como. por ventura. Portanto. por ter um ângulo de contato inicial com a água próximo a 0°. assim.5 à 1. tem sido relatado que diferentes materiais e tratamentos de superfícies de implantes promovem uma adesão seletiva durante a formação do biofilme precoce3. interação célula/superfície e desenvolvimento celular e tecidual na interface entre o organismo e o biomaterial7. que é reconstruído em milésimos de segundos após qualquer dano.Bertolini MM • Portela MB • Telles DM • Lourenço EJV Introdução Atualmente. a interface entre os tecidos ósseo e conjuntivo com a superfície do implante é. Principais propriedades de superfície dos implantes O titânio é normalmente coberto por uma fina película protetora de óxido. A partir disso.8(3):307-12 . presente na superfície SLA hidroxilada e hidratada. Já a molhabilidade está relacionada com a hidrofilia do material. A película de óxido é. em investigações sobre as respostas teciduais aos implantes dentários.

Com relação à composição química do material utilizado para fabricar os implantes. a porção de tecido conjuntivo. próxima a superfície de titânio. que o tecido gengival e a mucosa peri-implantar apresentam algumas características comuns. alumínio e vanádio (Ti6Al4V) são os mais utilizados atualmente. adsorção de proteínas de matriz extracelular e subsequentemente de células de tecido conjuntivo para a superfície do implante. Esta fina barreira com fibroblastos. sua união ocorre diretamente via lâmina basal (< 200 nm) e a formação dos hemidesmossomos. Estes podem se formar durante um período de dois a três dias16. da molhabilidade e da composição química do biomaterial10. Relação da formação de biofilme com as superfícies dos implantes A adesão inicial e a colonização microbiana à superfície do implante são consideradas como responsáveis por desempenhar um papel-chave na patogênese de infecções relacionadas aos biomateriais2. é formada pelo epitélio juncional e pelo tecido conjuntivo15. Em outras palavras. com cerca de 2 mm de comprimento15. similarmente ao tecido dentogengival. Sugerindo. A adesão dos tecidos moles à superfície do material é. Com a maturação do epitélio juncional. a adesão do tecido conjuntivo ao implante apresenta pobre resistência mecânica quando comparada à do dente natural. Devido à sua capacidade de proliferar e se mover em superfícies. localizada entre a barreira epitelial e a crista óssea. então. Em comparação com os dentes naturais. mais importante. Relação dos tecidos moles com as superfícies dos implantes Uma vez que a superfície transmucosa do implante estabelece uma ligação entre o meio bucal e os tecidos subjacentes.Revisão da Literatura Caderno Científico A interface da superfície do implante e do tecido mole supracrestal. constituído por uma unidade fisiológica estável semelhante àquela encontrada ao redor dos dentes. transformação do coágulo em tecido de granulação. Isso se deve. E. Estudos recentes apontam a existência de um espaço biológico. aderidas ao cemento. mas rica em fibras de colágeno. A interface da superfície do implante e do tecido mole supracrestal. Essa camada de tecido conjuntivo é estruturalmente semelhante a um tecido de cicatrização17. maior adsorção de proteínas.8(3):307-12 309 . Após a instalação do componente transmucoso. às suas propriedades biomecânicas. Como consequência. têm a orientação das fibras colágenas anexadas ao tecido conjuntivo supracrestal paralela a superfície do implante e. provavelmente desempenha o papel de manutenção de um vedamento apropriado entre o ambiente oral e o tecido ósseo peri-implantar. conforme foi mostrada anteriormente. um pré-requisito para o sucesso a longo prazo dos implantes dentários. é dita como sendo pobre em células e estruturas vasculares. sendo diferentes em aspectos como composição do tecido conjuntivo. observa-se que a conexão dos tecidos moles à parte transmucosa é de crucial importância no que se refere à estabilidade dos tecidos peri-implantares14. migração de células epiteliais na superfície do coágulo de fibrina/tecido de granulação5. O epitélio juncional origina-se a partir do epitélio encontrado na borda da incisão cirúrgica para a instalação do implante. ele se move em direção coronoapical. deste modo. é formada pelo epitélio juncional e pelo tecido conjuntivo15. dentre outros fatores. similarmente ao tecido dentogengival. Uma vez que as células do epitélio chegam à superfície do implante. células e microrganismos em sua estrutura1. de fato. a cicatrização do tecido conjuntivo envolve quatro processos distintos: formação e adesão de um coágulo de fibrina a superfície do implante. implantes. possibilidades de tratamento e acabamento do implante. esta adesão é dependente da topografia. o titânio comercialmente puro (titânio CP) e o de liga de titânio. a gengiva no implante pode dificilmente ser classificada como gengiva aderida19. como as dos dentes naturais fazem no cemento18. onde as fibras se encontram. elas não se inserem na superfície implantar. por não possuírem cemento. como é chamada nos dentes naturais. direcionamento das fibras colágenas e número de vasos sanguíneos20. Ao atingir a superfície do componente implantado. ele atravessa a ponte do coágulo de fibrina/tecido de granulação que rapidamente começa a se formar após a instalação do implante/pilar. assim como pela facilidade para procedimentos de esterilização. Autores enfatizam que os métodos de preparação da superfície do implante durante a fabricação e esterilização podem afetar de forma significativa as propriedades da superfície e posteriormente as respostas biológicas necessárias para o sucesso que se iniciam em sua superfície13. ao redor dos implantes. dando origem ao epitélio juncional. Isso se deve ao fato de que o acúmulo de biofilme microbiano na superfície implan- REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

0 µm) foram descritas como sendo as que apresentam maior vantagem clínica. liga de ouro dental. e também são conhecidos por estarem envolvidos em infecções periodontais e serem capazes de colonizar superfícies de implantes8. Dentre os colonizadores tardios destacam-se as seguintes bactérias: Fusobacterium sp. autores mostraram. na maioria dos artigos analisados. igualmente. indicando que a adesão in vitro e in vivo de bactérias ao titânio com diferentes tratamentos de superfícies da sua superfície é principalmente influenciada pelo grau de rugosidade da superfície. Isso foi demonstrado. Caso esta apresentasse diferentes graus de rugosidade. Um estudo que buscou relacionar a topografia do implante com as respostas teciduais geradas in vivo. esse resultado pode estar relacionado ao fato de que a superfície utilizada neste estudo era polida. as células. representada pela energia livre de superfície não mostrou relevância estatística na indução à formação de um biofilme sobre estas superfícies23. as superfícies moderadamente rugosas (Ra entre 1. Prevotella sp e Capnocytophaga sp. Muitos autores3. se o implante possuir superfícies com relevo muito acidentado ou com grande extensão de superfície lisa. aspereza e energia livre24. o nível de rugosidade deve ser controlado. a rugosidade foi considerada como tendo maior influência na formação do biofilme2.0 e 2. titânio Ti6Al4V.Bertolini MM • Portela MB • Telles DM • Lourenço EJV tar pode levar a reações inflamatórias no tecido ao redor do implante.22 mostraram que parâmetros como molhabilidade e. Com relação à topografia de superfície e sua molhabilidade. já que as células peri-implantares necessitam de pontos de ancoragem na superfície do implante para iniciar sua proliferação e garantir a biofixação. Os autores observaram que os resultados corroboraram com achados anteriores. Propriedades de superfície versus resposta tecidual Com relação a rugosidade de superfície e a resposta tecidual apresentada pelo tecido conjuntivo. Em contrapartida. a interação molecular e física que governam a adesão microbiana aos biomateriais ainda não foi entendida detalhadamente21. que na presença de uma superfície lisa forma-se um sistema predominantemente circular de fibras colágenas ao redor do abutment. para alguns autores. Com relação à composição química dos implantes. Assim. Um estudo in vitro. quando comparadas às superfícies lisas ou rugosas. de forma geral. a adesão de microrganismos à superfície do biomaterial é um passo crucial para a patogênese da infecção. No entanto. utilizado como material de primeira escolha para 310 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. dentre as superfícies lisas (usinadas). moderadamente rugosas e rugosas.2 mm e/ou a energia livre de superfície facilitam a formação de biofilme em materiais restauradores. especialmente. alteração funcional e proliferação estão extremamente associados as propriedades físicas da superfície do implante como morfologia. No entanto. expondo diferentes materiais de implantes a comunidade microbiana oral. relacionado a sua topografia. há autores que demonstram que o aumento na rugosidade da superfície. poderá ocorrer ausência de sítios de fixação. Nos casos onde a superfície apresenta rugosidade muito aquém do tamanho celular. e com condicionamento ácido (superfície SLA). a fabricação de implantes. porcelana dental e óxi- Discussão O estudo da interação das células do hospedeiro ao titânio. Comportamentos celulares como adesão ao biomaterial. Todavia. acima do limiar de Ra de 0. quando estas características de superfície foram analisadas separadamente. a influência da molhabilidade. através de cortes histológicos e da construção de um modelo gráfico em três dimensões da orientação das fibras em relação à superfície do abutment. Para que os implantes dentários produzam resultados positivos. De forma análoga. é sabido que o gênero Streptococcus e algumas espécies de Actinomyces são considerados os colonizadores primários de preparar o ambiente para receber os colonizadores ditos tardios que exigem condições de crescimento mais específicas22. Adicionalmente. sugere-se a necessidade da formulação de materiais específicos para implantes que promovam adesão mais seletiva durante a formação do biofilme precoce menos patogênico3. um recente estudo demonstrou in vivo e in vitro a formação de biofilme sobre titânio polido e sobre titânio jateado. pesquisadores observaram que células epiteliais se aderiram a superfície de cinco materiais dentários com diferentes composições químicas (titânio CP liga de . Com isso. mostrou que o Streptococcus é o microrganismo colonizador predominante. mostrou que. embora não tenha havido significância estatística12. Porém. In vitro. através de uma revisão da literatura.8. a topografia da superfície dos biomateriais têm um impacto significativo na formação de um biofilme precoce. é de suma importância para melhorar o entendimento do comportamento dos implantes dentários nos diferentes pacientes. é necessário que a sua superfície estimule uma resposta desejável das células humanas que formam os tecidos que circundam os implantes. tal disposição das fibras colágenas ligadas ao titânio poderia assumir um sentido radial17. que se ligam ao Streptococcus. Por outro lado. tende-se a observar que os abutments feitos de titânio CP ou cerâmica de Al2O3 altamente sintetizada induzem a formação de um tecido firmemente aderido que inclui porção epitelial e porção de tecido conjuntivo26.8(3):307-12 . algumas vezes responsáveis pela perda do mesmo. ao comparar estes resultados com a formação de biofilme na superfície de dentes naturais. mudança morfológica. em humanos. após biópsia local. não poderão se fixar25.

visto que o epitélio estudo que mostrou que a ligação e a proliferação dessas formado apresentava menor adesão focal no titânio áspero. aumentando o número de microrfoi avaliada in vitro e in vivo. Propriedades de superfície versus formação de biofilme associadas a molhabilidade. ouSendo assim. um outro estudo mostrou que os fibroblastos gengivais = 0. Esses variam em REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):307-12 311 . mostraram maior taxa de proliferação em A composição do biomaterial poderia também influenciar Al2O3 rugoso4. Em contraste.00 µm. nos materiais metálicos se que alguns dos tratamentos de superfície (coberturas foram encontrados pré-hemidesmossomos bem organizade TiN e ZrN) resultam em clara redução da aderência dos. fato esse não observado nas superfícies de porcelana bacteriana. que o aumento da molhabilidade inde vidro cobertas com TiN e ZrN foram aparentemente fluencia de modo positivo na adesão e no espalhamento menores do que a atividade bacteriana nas superfícies de fibroblastos28. também.14 e 1. liga de ouro . células foram significativamente maiores nas superfícies o que sugere que as células hidrofílicas do que nas superfícies hidrofóbicas. onde o Ra variou interagiram e proliferaram mais avidamente em superfícies entre 0. Com relação à adesão e proliferação dos fibroblastos. onde se concluiu que a rugosidade da superhumanos se aderem mais a pilares de óxido de alumínio fície tem impacto significativo na formação de biofilme. assim. no seu sucesso clínico. que a atividade metabólica das bactérias nas superfícies Concluindo. epiteliais em superfícies ruassim. que essa adesão é primariamente influenciada pela rugoConclusão sidade da superfície em diferentes superfícies de titânio texturizadas. autores avaliaram os efeitos das caractetro grupo de pesquisadores observou que houve inibição da rísticas do material e/ou da topografia no desenvolvimento aderência e disseminação das células epiteliais. polido. A influência da molhabilidade da superfície no proCorroborando com estes resultados. proliferacobertas por titânio. Já ao comparar a aderência de células epiteliais e fibroblastos as superfícies de titânio jateadas com areia. as células epiteliais animais diferentes topografias de superfícies. positivo na adesão e no espalhamento de fibroblastos28. autores avaliaram adesão. independente de terem sido cobertos ou não e de óxido de alumínio27. tem impacto importante na A adesão bacteriana ao titânio liso e ao titânio rugoso formação do biofilme. Alguns dos discos foram cobertos metálicas (titânio CP liga de titânio Ti6Al4V. que o aumento da molhabilidade influencia de modo gosas são mais suscetíveis à remoção mecânica25. condicionamento com ácido e jateado e. consequentemente. Nesse estudo in vivo foi comparada a formação que para os fibroblastos tais características foram reforçade biofilme em superfícies rugosa (Ra = 2 µm) e lisa (Ra das5. onde foi utilizado o método de polymerase chain reaction (PCR) em um estudo que mostrou que a ligação e a proliferação para analisar a adesão bacteriana em diferentes superfícies dessas células foram significativamente maiores nas sude implantes na cavidade oral.Revisão da Literatura Caderno Científico do de alumínio). No entanto. Recentemente. os resultados mostraram perfícies hidrofílicas do que nas superfícies hidrofóbicas. Seus dados mostraram que o aumento da rugosidade da superfície e da superfície livre de energia. Foram utilizados titânio microbiana de sua estrutura29 e. a influência da energia livre Há grande variedade de tratamentos de superfície de superfície mostrou-se menos importante23. com saliva e todos receberam culturas bacterianas de dental) do que em superfícies cerâmicas (porcelana dental Streptococcus mutans e Streptococcus sanguis. Os resultados demonstraram um efeito negativo do titânio A influência da molhabilidade da superfície no processo rugoso sobre crescimento e espalhamento das células de adesão do implante aos fibroblastos foi avaliada em um epiteliais. com película de saliva. Concluiue óxido de alumínio). porém. condicionamento ácido (SLA). enquanto de biofilme.1 µm). Concluindo. um estudo in vivo cesso de adesão do implante aos fibroblastos foi avaliada realizado três anos depois pelos mesmos autores29. e mostrou ganismos bem como a área coberta por este2. jateado com partículas grossas. nesta formação. polido. recentemente. 8 Um estudo in vitro utilizou discos de titânio com disponíveis para implantes dentários. Além disso. Isso mostra que o tratamento da sução e crescimento de células epiteliais sobre titânio com perfície do implante influencia diretamente na colonização diferentes topografias superficiais.

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Berglundh T. sendo a influência da rugosidade mais significativa. ser positivo para a estabilidade inicial da interface implante/tecido mole. Effect of material characteristics and/or surface topography on biofilm development. No entanto. Hannig M. Griepentrog M.2009. Substratum roughness alters the growth. Preti G. Sager M. Albrektsson T. relacionada à tensão superficial. Resultados de estudos in vitro e in vivo indicam que a rugosidade e a textura de superfície na escala micrométrica influenciam adesão. 21. 2009. In vivo early plaque formation on pure titanium and ceramic abutments: a comparative microbiological and SEM analysis. 191 – São Francisco 24360-380 – Niterói – RJ Tel. teoricamente. Clin. Briedigkeit H et al. Res 2006. Größner-Schreiber B. Lindhe J. As propriedades da superfície dos biomateriais apresentam influência no processo de adesão das células adjacentes. Cortese M.12:543-51. and focal adhesions of epithelial cells.7(2):249-54. Hautaniemi J. 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periimplantitis. assessing the principles and results of rehabilitation of periodontally compromised patients with dental implants. However. and on the ethical positioning of periodontology still prevail. Especialista em Implantodontia – IBPG/Funorte. Dental implants. Unitermos .Tratamento periodontal. during the treatment planning phase. durante a fase do planejamento.8(3):315-9 315 . a reabilitação em pacientes desdentados parciais ou totais passou a ser uma realidade dentro dos consultórios. avaliando os princípios e os resultados do tratamento reabilitador com implantes em pacientes periodontalmente comprometidos. ABSTRACT With the advent of dental implants. Entretanto.Revisão da Literatura Caderno Científico Tratamento periodontal ou implantes? Periodontal treatment or dental implants? Eleanor Mobley Scofield Sardenberg* RESUMO Com o advento dos implantes dentários. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. à peri-implantite e quanto ao posicionamento ético dos periodontistas. a lot of issues on the peri-implant microbiota in relation to bone loss. *Especialista em Periodontia – Odontoclínica Central do Exército – OCEx. Implantes. Key Words . em relação à perda óssea.Periodontal treatment. O presente trabalho teve como objetivo discutir estas questões. nos confrontamos com um questionamento: quando devemos optar por implantes em pacientes com doença periodontal? Como se comportam os implantes a longo prazo em pacientes periodontalmente comprometidos? A dúvida paira também em relação à microbiota peri-implantar. rehabilitation of partially and/or totally edentulous patients has become a reality. This paper aims to discuss these issues. clinicians are faced with a challenging question: when should we use implants in patients with periodontal disease? How is the long-term implant behavior in periodontally compromised patients? Also.

aumento dos espaços interdentais com perdas de papilas. ele executa. justamente. Em relação à microbiota peri-implantar. porém. A peri-implantite é uma infecção específica e pode estar relacionada à perda dos implantes.8(3):315-9 . Para evitar uso de próteses fixas ou removíveis. desencadeando mecanismos que conduzem o tecido periodontal a manifestar lesões características da doença. perda óssea. a opção por implantes se faz devido à remuneração financeira1.13-14. também. Como contornar os efeitos pós-tratamento como aparecimento de sensibilidade radicular. no dia a dia. principalmente Fusobacterium spp e Bacteroides spp10. gingivalis e F. porém. Além disso. intermedia. tratamento com radioterapias e higiene oral deficiente. redução na função mastigatória3-5? Do outro lado.Sardenberg EMS • Introdução O sucesso dos implantes osseointegrados representa a grande revolução da Odontologia. na prática.8. possibilita aos periodontistas habilidade para prover um tratamento da mais alta qualidade a seus pacientes através. mesmo que. nenhum Aa foi 316 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Revisão da Literatura A doença periodontal é uma doença inflamatória. o paciente submetido a um tratamento periodontal severo que necessita passar por várias modalidades de procedimentos ressectivos e regenerativos. como qualquer outro procedimento protético ou periodontal.11-12. na etapa do planejamento é que vem o grande questionamento: quando condenar um dente periodontalmente comprometido e optar por implante? Essa questão é frequentemente debatida e a desconfiança gera em torno de como se comportam os implantes. o retorno financeiro tem pesado na decisão pela eleição dos implantes. muitas vezes com a condenação de elementos dentários. pacientes fumantes. Foi relatado que o sucesso e a satisfação do paciente alcançam grau de 90% e poderia ser um tratamento mais interessante. as áreas com insucesso aparecem com grande proporção de Gram-negativos anaeróbicos. formação de bolsa periodontal. Mesmo quando a opção é a exodontia do elemento dentário há a necessidade do tratamento periodontal prévio. faz-se necessário tratamentos regenerativos ósseos e enxertos gengivais para um resultado mais satisfatório7. em longo prazo. gerando também uma frustração para o profissional. Entretanto. onde a solução através da colocação de implantes parece ser mais objetiva e com resultados mais rápidos.8-9. passam a ser um grande questionamento do paciente. pois a prática dos implantes. permaneceram com alto índice de patógenos anaeróbicos10. bolsas residuais ao redor dos dentes adjacentes ao implante podem funcionar como depósitos ativos de microrganismos. De um lado. antes aceitáveis para a preservação dos dentes. muitas vezes. Os achados microbiológicos demonstram a presença de P. quando comparado às cirurgias de hemissecção de raízes. ao longo das últimas três décadas. A maioria dos periodontistas já pratica/indica o tratamento com implantes. vem aumentando a previsibilidade em resultados estéticos e funcionais. A falha nos implantes tem sido atribuída em diabetes descompensado. com potencial de comprometer forma. Com isso. A possibilidade de reabilitar pacientes total ou parcialmente desdentados. A doença periodontal e a idade não aparecem como empecilho para tratamento com implantes. afeta drasticamente a filosofia da terapia periodontal1-2. A dúvida paira também em relação à microbiota peri-implantar9-11. Mas. P.15-16. do posicionamento dos periodontistas. Concluiu-se que pacientes submetidos ao tratamento periodontal convencional antes da avaliação para os procedimentos com implantes. associados com larga experiência cirúrgica reconstrutiva e regenerativa. facilmente transmitidos aos implantes11. muitas vezes.6-7. pois a flora bacteriana peri-implantar é semelhante à localizada ao redor dos dentes de pacientes parcialmente edêntulos. nucleatum associados aos casos de peri-implantite com perda dos implantes4. pois.6. Apesar de mencionarem a aparência estética e o fator funcional como critérios de seleção. o que deve ser bem avaliado previamente ao tratamento reabilitador com implantes. perda de tecido conjuntivo de inserção e perda de tecido ósseo alveolar de suporte9. não seja a melhor indicação4. colocados em pacientes periodontalmente comprometidos. A Academia Americana de Periodontia publicou um artigo com a intenção de orientar e informar os periodontistas sobre a utilização dos implantes. o paciente precisa estar emocionalmente estável e consciente da importância do controle da higiene oral e da manutenção do tratamento. Contudo. quais sejam inflamação. Dentes afetados periodontalmente possuem perdas ósseas acentuadas e contorno gengival alterado. muitas vezes. Essas desconfianças sempre interferem na decisão final nas opções de tratamento de um periodontista2. consequências. função e estética do paciente2. da opção de reabilitação por implantes dentários4. A combinação de conhecimentos biológicos. comparados aos pacientes considerados periodontalmente saudáveis5. periodontistas com ideais de não iniciar uma geração de exterminadores de dentes. ainda nos confrontamos com um grande paradigma. peri-implantite e também quanto aos resultados estéticos. Muitos profissionais demonstraram contradição entre o que consideram como fator determinante e o que. associada a bactérias patogênicas específicas. Junto com o advento dos implantes dentários surgem muitas dúvidas em torno. procedimentos heroicos são oferecidos na tentativa de reter dentes periodontalmente comprometidos por um período mais longo4. diminuição da estética.

sem muita carga de oclusão. A maioria das falhas ocorreu em pacientes periodontais fumantes associados com implantes curtos (8-9 mm)3. a condição peri-implantar nos pacientes periodontalmente comprometidos aparece com um aumento significativo de peri-implantite. até que mais estudos comprovem sua eficácia. Estudo longitudinal em pacientes com histórico de doença periodontal. É frequente a questão se pacientes que perderam dentes por doença periodontal correm risco maior de perda de implantes. penicilina G. se dá em pacientes com periodontite recalcitrante. Avaliando em longo prazo. estando relacionado diretamente à perda de implantes dentários24-25.20. a osseointegração pode ser observada em 95% dos pacientes com histórico de periodontite nos estudos em longo prazo e os autores afirmam que a doença periodontal (tratada) não pode ser considerada contraindicação para terapia com implantes19. porém. porém. faz-se necessário realizar cirurgias prévias de levantamento de seio. afetadas pela doença periodontal. muitas vezes. amoxicilina com clavulanato e amoxicilina-metronidazol apareceram como eficientes para diminuição de microrganismos como F. mesmo depois de finalizado o tratamento. comumente utilizados em terapia periodontal. nucleatum. amoxicilina. à formação de bolsas periodontais e ao índice de sangramento. principalmente quando associados aos implantes curtos25-26. houve um aumento na profundidade de bolsa e perda óssea após o terceiro ano22. Aliás. se dá em pacientes com periodontite recalcitrante. ou seja. detectado11. ou seja. onde apresentou maior número de cocos e motile rods e filamentos. a quantidade de osso não inviabilizou a instalação dos implantes. assim como a profundidade de bolsa quando comparada ao grupo saudável. Não devemos esquecer-nos do controle rigoroso de manutenção periodontal aos quais todos os pacientes foram submetidos21. A causa-efeito do acúmulo de placa mostrou-se igualmente danoso em estudos experimentais para o tecido peri-implantar com aparecimento clínico de gengivites e mucositis12. Estudos mostram que. o uso deve ser limitado. devido ao advento dos implantes curtos. não em inserção conjuntiva. porém. Avaliando os resultados com implantes nesses pacientes comprometidos. A perda óssea nos implantes (implantes. no que diz respeito à perda óssea marginal e à peri-implantites. gingivalis e P. os resultados não apresentaram diferenças signi- ficativas. sem muita carga de oclusão. a reabilitação protética deverá ser bem planejada. esses índices se apresentam significativamente maiores nos pacientes que perderam dentes por doença periodontal5. a reabilitação protética deverá ser bem planejada. Porém. porém. Esse mesmo estudo foi acompanhado por mais cinco anos. Diferente do que aconteceu no primeiro estudo. que não respondem ao tratamento periodontal tradicional e que continuam evoluindo o percurso da doença. Avaliando os resultados com implantes nesses pacientes comprometidos. em alguns casos. a quantidade de osso não inviabilizou a instalação dos implantes. acompanhado por 3-5 anos.Revisão da Literatura Caderno Científico A opção por implantes. que não respondem ao tratamento periodontal tradicional e que continuam evoluindo o percurso da doença.8(3):315-9 317 . Em regiões maxilares posteriores. Entretanto. Avaliando os antibióticos. não há estudos com caso-controle e as reações adversas dos medicamentos também não foram consideradas nos estudos anteriores17. nas peri- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. sim em perda óssea) do grupo de doença periodontal teve maior taxa de perda. P. devido ao advento dos implantes curtos. demonstraram saúde peri-implantar. O índice de sucesso ainda pode ser considerado satisfatório no grupo periodontalmente comprometido (100% nos pacientes saudáveis contra 83. A opção por implantes. também são bastante satisfatórios nos pacientes comprometidos3. sugerindo que o uso de antibioticoterapia poderia ser um recurso a mais para controle e tratamento das peri-implantites16. Sua influência é significativa na perda óssea marginal peri-implantar. mesmo depois de finalizado o tratamento. houve maior incidência de peri-implantites e perda óssea peri-implantar entre os pacientes com perda dentária associada à doença periodontal10.24-25. com total de dez anos de avaliação. intermédia. Não há diferença significativa quanto às falhas dos implantes em ambos os grupos24-25. Isso porque. peri-implantites e perda óssea periimplantar quando comparados a um paciente periodontalmente saudável. O fumo é citado como grande fator de risco.21. em alguns casos.33% nos pacientes periodontalmente comprometidos) sendo um tratamento reabilitador possível de ser executado23. assim como nos dados microbiológicos. A osseointegração aparece presente em todos os casos estudados18. em relação à perda óssea peri-implantar.

efetivamente. Nesses casos. um comportamento crorganismos16. os resultados apontaram para um maior índice de insucesso entre os pacientes fumantes comparados aos não fumantes2. com a chegada dos implantes. a osseointegração fiadora1. Embora a implantites e na própria sobrevida dos implantes quando instalados em pacientes comprometidos periodontalmente24-25. na prática. que se deparam com o conflito da quebra de paradigmas Considerando a doença periodontal como fator de e dos questionamentos em relação a uma situação desarisco para o sucesso dos implantes. Para obtenção de um trafumantes . efetivamente. dentes e implantes nos pacientes ser considerados com periodontite após longo prazo22. a maxila posterior aparece como área mais comprometida pela perda do implante e a região anterior da mandíbula como área de maior sucesso26. eficientes na diminuição desses miPorém. A placa bacteriana mostrou-se fatores de risco igualmente prejudicial. P. à perda óssea peri-implantar5.14. amoxicilina. G. reforçando a possibilidade resultados apontaram da peri-implantite estar inter-reladurante a fase do planejamento cionada com a perda dos implande um paciente periodontalmente para um maior índice tes4-5.3. uma dúvida. tamento periodontal satisfatório.27. Porém. Nenhuma diferença foi apresentada entre os pacientes diabéticos e não diabéticos. aparecem associados seria o tratamento com implantes. A doença periodontal é uma pacientes fumantes O uso de antibioticoterapia poderia doença inflamatória que promove comparados aos não ser um recurso a mais para controle destruição dos tecidos de supor2 das peri-implantites.26. gengivalis e F. Para incentivar os periodontistas é relatado que sunos pacientes periodontalmente comprometidos aparece cesso e satisfação do paciente alcançam um grau de 90%. contudo. parece não haver diferenças significativas terapêutica adotada . pois os microrganismos os pacientes diabéticos nelas depositados poderiam ser e não diabéticos.16. apesar das questões estéticas e funcionais serem consideradas como critérios para em relação à sobrevida dos implantes em até dez anos5.16.10-11. 318 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.7-8. assim como entre os pacientes com história de periodontite e os pacientes periodontalmente saudáveis. também.27. ou seja. apesar dos resultados também mostrarem que o sucesso a recomendação de implantes. os esclarecer dúvidas que surgem cos11. pois penicilina te9. Fumo. Porém. coterapia.22.Sardenberg EMS • mais periodontistas tem realizado este tipo de tratamento1. ser considerados fatores de risco para tratamentos com implantes.26. diabetes e subgengival é caracterizada pela periodontite foram mesma colônia indígena anterior avaliados quanto a ao tratamento16 e não há diferenças significantes na distribuição entre poderem.13-14. além dos efeitos adversos dessas medicações17. nuhistória de periodontite cleatum. não existem trabalhos suficientes com grupo controle que comprovem a eficácia da antibiotiincongruente. amoxicilina com muitos procedimentos arrojados são clavulanato e amoxicilina associada oferecidos para manutenção dos com metronidazol têm-se mostrado elementos dentários na arcada6.20. transmitidos aos implantes11. a microflora dos e os pacientes Discussão pacientes com histórico de doença periodontal permanece com alto periodontalmente A proposta desta revisão foi índice de patógenos anaeróbisaudáveis. com implantes. intermedia. tanto ao para tratamentos redor dos dentes remanescentes quanto ao redor dos implantes12. Porém. os procedimentos com implantes como parte integrante da 4 A longo prazo. Inclusive. o profissional dos implantes em pacientes com histórico da doença é faz a escolha pela condição financeira do paciente15 e. como satisfatória3-4.8(3):315-9 . devido à remuneração financeira alcançada que inferior quando comparado aos saudáveis23.20-23 mesmo tratando-se de casos com periodontite recalcitrante (periodontite refratária)18 ou motivando esses profissionais para que passem a incluir nos casos em que a perda do dente deu-se pela doença20.16.10.20. diabetes e periodontite foram avaliados quanto a poderem. Analisando a região atingida. comprometido e se a melhor opção de insucesso entre os geralmente.25. bolsas residuais nos eleNenhuma diferença mentos dentários adjacentes aos implantes devem receber redobrada foi apresentada entre atenção.8.7. paira entre os periodontistas. Os patógenos presentes com mais assim como entre frequência nos pacientes portaos pacientes com dores de peri-implantites foram P. A microbiota peri-implantar Fumo.

The association between the failure of dental implants and cigarettes smoking .78:2229-37. não contraindicando este recurso nos pacientes com história de periodontite3. principalmente P. o índice de sucesso ainda é bastante elevado. Karoussis I. J Periodontol 2004. J Periodontol 1995. Baelum V. Mombelli A. Grunder U. Lang NP. Buchamnn R.14:216-48. Journal of Oral & Maxillofacial Implants 2000. Lisa JA. Nevins M. • Nenhum trabalho avaliou a questão psicológica do paciente em substituir seu dente por implante. 6. Relation of counts of microbial species to clinical status at sampled site. Implant Therapy involving maxillary sinus lift in periodontally compromised patients. Recebido em: set/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Eleanor Mobley Scofield Sardenberg Condomínio Solar de Athenas – Módulo G – Casa 5 – Grande Colorado – Sobradinho 73105-903 – Brasília – DF Tel. Dodson T. Periodontology 2000 1999. Esposito M. Clin Oral Implants Ver 1994. Mombelli A. Baelum V. clinical implications and the future directions. Grondahl K. estando relacionado diretamente à perda dos implantes. 9. Kahn S. A clorexidina no controle de placa dos pacientes internados: estudo piloto. Kloury F.5:254-9. facilmente transmitidos aos implantes. Lang NP et al. Lang LP. Quando o paciente apresenta perda óssea acentuada. Van Oosten MAC. Mombelli A.26-27. Hoogstraten J. Clin Oral Implants Res 1997. A influência do fumo aparece como fator de risco diretamente ligado a longevidade dos implantes. 17.18:848-55. Lange DE. Mayfield H.Revisão da Literatura Caderno Científico peri-implantite seja frequente. 1):9-12.59:390-3. Page RC. Tonelli MP. gingivalis e F. Mengel R. 2.75:1402-4.21. 10. Karring T. • Mais trabalhos em longo prazo são necessários para avaliarem a sobrevida dos implantes nos pacientes periodontalmente comprometidos. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. • A manutenção e o controle de placa devem fazer parte integrante do tratamento para aumento da sobrevida dos implantes. 22. Machado WAS. Lang N. Oral Microbial Immunol 1987. Sbordone L.com. Antimicrobial treatment of peri-implant diseases . The microbiota associated with successful or failing osseointegrated titanium implants. P. Barone A. 8. Iacono V.24. The successful use of osseointegrated implants for the treatment of the recalcitrant periodontal patients.22:124-30. Dibart C.19(Suppl. Behie M. Sinclair G.8:180-8. Journal of Oral Rehabilitation 2008. Schou S. Komman KS. 25. 11.br Conclusão • A doença periodontal tratada não aparece como contraindicação para tratamentos com implantes dentários. Hardt CR.J Clin Periodontol 1995. Implant survival in periodontally compromised patients. Sardenberg E.Clin Impl Res 2006. Iacono V. Ellegaard B. intermedia. Haffajee AD. Peri-implant conditions in periodontally compromised patients following maxillary sinus augmentation. Periodontal treatment options or implants? A discussion illustrated by four cases. 26.):128-39. Referências 1. Moy PK. J Periodontol 2007. Blieden T. 20. 24. Schürch Jr. diabetes. Schou S. 12. Int J Oral Maxillofac Implants 2003.266:69-74. Lekholm U. Implant treatment in periodontitis susceptible patients: a systematic review. Baelum V. 16. Alves J. Clin Oral Impl Res 1997. 3. How do smoking. os resultados também aparecem animadores. Complications of dental implants: identification. Clin Oral Impl Res 1999. Seymour GJ.81:476-80.15:1. 4.66:150-7. Outcome of implant therapy in relation to experienced loss of periodontal bone support. J Periodontol 2000. Int J Oral Maxillofac Surg 1993. Schroder T. Klokkevold Pr. • Detectar os fatores de risco como fumo e má higiene previamente ao tratamento e modificá-los poderá aumentar a sobrevida dos implantes.22(Suppl):173-98. Chuang S. com alto índice de anaeróbicos entre os pacientes com doença periodontal. Determinants of dentists` decisions to iniciate dental implant treatment. Klokkevold P.8:609-15. Intern. Nyman SR. pois bolsas residuais ao redor dos dentes adjacentes ao implante podem funcionar como depósitos ativos de microrganismos. 5. J Periodontal 2001. Ellegaard B. 23. 13. Schroeder HE. 7. • A peri-implantite é uma situação frequente nos pacientes com histórico de doença periodontal. Flores-De-Jacoby L. Worthington HV. J Prosthet Dent 1999.13:488-94. Flores-De-Jacoby L. 21. J Periodontol Guest Editorial 1996. Damoulis P et al. Antimicromial susceptibility os periodontopathic bacteria associated with failing implants. A restrospective 5-year study. A clinical study in humans. Clin Oral Implants Res 2002. Mengel R.8:305-15. Faust C. Maxer M. Outcome of implant therapy in pacients with previous tooth loss due to periodontitis. Mcdermont N. The microbiota of osteointegrated implants in pacients with a history of periodontal disease. Ramaglia L.10:103-10. Wennstrom Jl. Woo VV. Newman M. long term cohort study .67:636-9. Implant therapy in periodontally compromised patients. • A microflora peri-implantar é constituída pelos mesmos patógenos indígenas. Holmstrup P. Bain CA.2:145-51. Tj. sendo que a osseointegração mostrou-se satisfatória nos pacientes envolvidos pela doença.18:660-79. consequência de uma doença periodontal e que necessita de levantamento de seio prévio à reabilitação com implantes. 27.8(3):315-9 319 . Han. estando geralmente envolvido nos casos estudados com perdas de implantes2. Chair D.72:977-89. and periodontites affect outcomes os implants treatment? Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Dental implants in periodontal therapy. Socransky SS. Bouwsma O. Offenbacher S.71:19-34-42. Periodontists and implants.17:106-23. Gaberthüel T. Osseointegrated implants in patients treated for generalized chronic periodontitis and generalized aggressive periodontitis: 3-5 year results of a prospective long term study. Revista Brasileira de Odontologia 2002. • A maioria dos profissionais opta pelo tratamento por questões financeiras. Cohen R. E. Langer B.Int J Oral MaxxiloFac Implants 2004. 14. Journal of the Zealand society of Periodontology 1996. Pontoriero R. 18. A judgment analysis.39 (Suppl. Journal of Periodontology 1991. podendo ser um indício no comprometimento à longevidade dos implantes.18:766-75.: (61) 3297-7022 esardenberg@yahoo. Fourmousis I. Smith C. Ciaglia R. Epstein S.year results of prospective. frequency and associated risk factors. Experimentally induced peri-implant mucositis. A comprehensive and critical review of dental implant prognosis in periodontally compromised partially edentulous patients. Koele P. 15. J Periodontol 1995. Karoussis S. Current Status of Dental Implants: a Periodontal Perspective. nucleatum. 19. Osseointegrated implants in subjects treated for generalized aggressive periodontitis: 10. • O fumo aparece como principal fator de risco. o que justificaria sua utilização com acompanhamento e manutenção periodontal7-8. Kolsen-Petersen J. Carnevale G.80. Ellegaard B. Clin Oral Impl Res 2007. Advances in the pathogenis of periodontitis: summary of developments.

Unitermos – Prótese dentária fixada por implante. Dental prosthesis. Esses orifícios. those are sealed with composite resins with color changes over time due to marginal leakage resulting in poor outcomes. ****Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – Universidade Estadual do Rio de Janeiro/RJ. Thus. a fact aggravated by the abutment screw of wide-platform implants (WD). Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. Prótese dentária. Por isso. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. the use of porcelain insets to seal the accesses represents a good option in cases of high esthetic demands. The clinical cases presented here ilustrate an esthetic way of sealing the access hole with ceramic inlay insets to reestablish occlusal anatomic characteristics. Os casos clínicos a seguir mostram uma opção estética para o fechamento dos orifícios de acesso aos parafusos protéticos de coroas parafusadas com a cimentação de incrustrações (inlays) em cerâmica restabelecendo a anatomia oclusal. Doutor em Implantodontia – Unesp/ Araçatuba-SP. implant-supported prostheses. the screw-access hole (SAH) is an issue that compromises esthetic results.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Opção estética na reabilitação de dentes posteriores com coroas implantossuportadas parafusadas: fechamento do canal de acesso ao parafuso protético com incrustração de porcelana Esthetic option for posterior tooth replacement with screw-retained implant-supported crowns: sealing of the screw access role with porcelain insets Daniel Afonso Hiramatsu* Paulo Fukash Yamaguti** Rafael Calçada Bastos Vasconcelos*** Laércio Wonhrath Vasconcelos**** Paloma Gomes de Azevedo***** RESUMO Em próteses sobreimplantes. fato que se agrava quando se utiliza implantes de plataforma larga (WP) de 5. *Mestre em Reabilitação Oral – FOB-USP/Bauru-SP. **Mestre em Prótese Dentária – Unesp/Araçatuba-SP. Key Words – Implant-supported dental prosthesis. ***Especialista em Implantodontia – Impar/Londrina-PR. Dental esthetics. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. Os orifícios de acesso ao parafuso protético em coroas parafusadas sobreimplante influem grandemente na estética dessas coroas porque seu diâmetro mínimo mede 3 mm e corresponde a aproximadamente 50% da mesa oclusal de um molar e mais de 50% da mesa oclusal de um pré-molar inferior. *****Especialista em Prótese – Inepo/São Paulo-SP.8(3):323-8 323 . frequentemente. ABSTRACT For screw-retained. um grande problema relacionado às coroas parafusadas é a presença do orifício de acesso ao parafuso protético que compromete a estética dessas coroas. Frequently. Diretor do Brånemark Osseointegration Center São Paulo. Its influence is significant because the screw hole diameter reaches 3 mm corresponding to 50% of the molar occlusal table and more than 50% for lower premolars. gerando prejuízos à estética nessas regiões. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. This problem is more evident in the mandibular arch with occlusal surfaces exposed on smiling. Esse problema é ainda mais frequente na arcada inferior onde a oclusal dos dentes é mais evidente durante o sorriso. Estética dentária.0 mm cujo diâmetro do parafuso protético é ainda maior. a utilização de incrustrações de porcelana para o fechamento desses canais representa uma boa alternativa para casos de grande exigência estética. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. Doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP/Bauru-SP. apresentam-se fechados com resinas compostas cuja coloração se altera com o passar do tempo devido à infiltrações.

Assim.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG Introdução Nas próteses sobreimplantes. restabelecendo a anatomia oclusal dessas coroas. principalmente. que deixa transparecer o metal da infraestrutura e do parafuso protético. reversibilidade. Figura 2 Escurecimento da oclusal de coroas parafusadas devido a opacidade insuficiente do material utilizado. muitas vezes. normalmente. em alguns casos não é possível a confecção de coroas cimentadas. Figura 3 Reabilitação de maxila com coroas sobredentes individualizadas e prótese fixa parafusada sobre os implantes 22 a 26. como no caso dos elementos 22 e 23. Porém.8(3):323-8 . especialmente devido ao espaço interoclusal insuficiente na região de molares e pré-molares. opta-se pelas coroas parafusadas cuja estética. 324 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. principalmente na arcada inferior que é a mais visível durante o sorriso. oclusão e estética relacionada à presença do orifício de acesso ao parafuso nas coroas parafusadas. existe a opção de fazê-la mesmo estando as coroas já instaladas. Nestes casos (Figura 3). Figura 1 Deficiência estética em coroas parafusadas de molares. como as siliconas de adição. Por isso. de maneira geral. a escolha do sistema de retenção (cimentada ou parafusada) está relacionada a vários fatores. tais como: passividade de assentamento. Atualmente. Quando a incrustração não é confeccionada juntamente com as coroas sobreimplantes. Relato de Caso Clínico Caso 1 – coroas múltiplas parafusadas sobreimplantes (moldagem dos orifícios para confecção das inlays sobre o modelo de gesso). atinge também as reabilitações sobreimplantes não só na região anterior. Assim. é insuficiente dependendo da exigência do caso. Notar a pigmentação das bordas da restauração com resina composta utilizada no fechamento do orifício oclusal. restaurações unitárias têm sido utilizadas principalmente para manter a aparência e a função em pacientes que possuem espaços protéticos com dentes adjacentes íntegros. A ausência desses orifícios é uma grande vantagem quando se utilizam próteses cimentadas. mas também na região de pré-molaress e molares. sem a necessidade de removê-las. o material que preenche o orifício é removido (Figura 4) e é feita uma moldagem com um material de boa precisão. Os casos clínicos a seguir mostram uma opção estética para o fechamento dos orifícios de acesso aos parafusos protéticos de coroas parafusadas com a cimentação de incrustrações (inlays) em cerâmica. os orifícios de acesso ao parafuso protético frequentemente apresentam-se fechados com resinas compostas cuja coloração se altera com o passar do tempo devido à infiltrações. Neste caso. Por essa razão. quando se trata de casos onde a estética é uma prioridade. o apelo estético que recai sobre as reabilitações protéticas. Sobre o modelo de gesso é então confeccionado o fragmento (Figura 5) que posteriormente é cimentado sobre o orifício (Figura 6). essas incrustrações podem oferecer vantagens mecânicas pois ajudam a reforçar a porcelana nos locais mais frágeis da incisal de coroas anteriores. além da função estética. a utilização de incrustrações de porcelana para o fechamento desses canais representa boa alternativa para casos de grande exigência estética1. gerando prejuízos à estética nessas regiões (Figuras 1 e 2). quando o orifício localiza-se muito próximo à vestibular desses dentes. uma atenção maior deve ser dada às reabilitações com coroas parafusadas sobreimplantes nas regiões posteriores. Além disso.

recomenda-se que a cimentação não seja feita no mesmo dia da instalação da coroa. Figura 8 Vista oclusal após cimentação adesiva do fragmento.8(3):323-8 325 . torque e proteção do parafuso. consegue-se perceber um escurecimento dessa região através da translucidez da porcelana que não é suficiente para esconder a coloração do metal da infraestrutura e do parafuso protético. Caso 3 – coroa unitária parafusada com infraestrutura em Zircônia (primeiro molar inferior). É necessário ter a certeza de boa adaptação da coroa aos tecidos adjacentes antes de proceder com a cimentação do fragmento. podendo ficar aparente mesmo após a cimentação do fragmento. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. mesmo após a cimentação do fragmento. Assim. Outra opção é confeccionar a incrustração junto com a coroa do dente. Figura 7 Coroa após instalação. em casos onde a altura interoclusal é pequena. Figura 6 Vista oclusal dsa coroas após cimentação dos fragmentos com cimento resinoso (Variolink). acabamento e polimento. Na região de molares. o parafuso protético da coroa fica muito próximo à superfície oclusal. Observar o maior diâmetro do parafuso em função da utilização de implantes de plataforma larga 5. Nestes casos. Em algumas situações (como no Caso 2). o maior diâmetro do parafuso protético exige um orifício maior na oclusal da coroa. Caso 2 – coroa unitária parafusada sobre o implante (segundo molar inferior). quando se utiliza implantes de plataforma larga (5. Figura 5 Proteção dos parafusos protéticos com fita de teflon previamente à cimentação.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 4 Fragmentos de porcelana confeccionados sobre o modelo após moldagem dos orifícios das coroas – notar os orifícios oclusais nos dentes posteriores e posicionamento quase incisal do orifício das coroas 22 e 23. Nesses casos. uma opção para otimizar a estética em coroas parafusadas é a confecção de uma infraestrutura em Zircônia (Zirkonzahn) para eliminar a possibilidade de escurecimento da oclusal da coroa pela coloração do metal da infraestrutura e translucidez da porcelana (Figuras 9). sendo ainda mais indicado o fechamento com incrustração (Figuras 7 e 8).0 mm (WP). a adaptação do fragmento à coroa é favorecida já que ele é feito diretamente sobre o local onde será cimentado.0 mm). Ainda assim.

aplicação de silano e cimentação com cimento resinoso. Como no caso clínico a seguir.8(3):323-8 . 326 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. sobre a cabeça do parafuso é aplicada uma fina camada de opacificador. do posicionamento do orifício na oclusal da coroa. Figura 10 Vista. então. Depois procede-se o condicionamento da porcelana na parte interna do orifício e no fragmento com ácido fluorídrico. devemos tomar alguns cuidados durante a cimentação. Observar o detalhe da cabeça dos parafusos que foram jateados para melhor adesão do opaco. o hexágono central do parafuso protético é protegido com algum material de fácil remoção e. Observar a uniformidade de forma e cor do fragmento e a continuidade dos sulcos na oclusal da coroa. Figura 11 Fragmento em posição na coroa. Nesses casos. Após a instalação e o torque final da coroa na boca. geralmente. Diante dessa situação. muito cuidado deve ser dado no ajuste oclusal para que se evite contatos excessivos nas áreas de união entre o fragmento e a coroa que são as regiões mais frágeis da restauração.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG A B Figuras 9 Coroas parafusadas com estrutura em zircônia (Zirkonzahn) e inlays de porcelana. onde a cabeça do parafuso foi jateada com óxido de alumínio para criar rugosidades em sua superfície (Figura 10). por isso. a incrustração tem pouca espessura (Figura 11). no modelo.

foto oclusal das coroas parafusadas (B). especialmente na região anterior de mandíbula. sem a necessidade de confecção de um munhão. Casos de coroas unitárias multiplas parafusadas também podem ser bem resolvidas através das incrustrações de porcelana. A cimentação das inlays favorece a estética considerando que dá às coroas um aspecto de naturalidade.8(3):323-8 327 . deixando-as muito semelhantes aos dentes naturais e imperceptíveis durante o sorriso (Figuras 13). a deficiência estética causada pelos orifícios das coroas fica evidente quando fazemos uma análise do sorriso (Figuras 12). Uma das limitações da técnica apresentada neste artigo é o custo laboratorial adicional advindo da confecção dessas inlays de porcelana. Neste caso. a restauração para o vedamento do orifício de acesso ao parafuso com porcelana representa uma solução para a deficiência estética das coroas parafusadas. notar a anatomia oclusal restabelecida e a continuidade dos sulcos oclusais (B). Isto levou os cirur- A B Figuras 12 Análise do sorriso. ao mesmo tempo que mantém as vantagens desse tipo de prótese. Assim. a que mais mostra a oclusal dos dentes e por ser um caso de várias coroas nos dois quadrantes da mandíbula. normalmente. Esse custo pode variar de 20% a 30% do valor total da coroa. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. notar o completo mascaramento dos orifícios e naturalidade das coroas (A).Relato de Caso Clínico Caderno Científico Caso 4 – coroas unitárias parafusadas múltiplas na região de pré-molaress e molares inferiores. Pesquisas sobre implantes nesta região estão bem documentadas e seu prognóstico a longo prazo tem se mostrado seguro2-4. acréscimo que se justifica pelo aperfeiçoamento estético trazido pela técnica e por possibilitar estética semelhante ao das coroas cimentadas. giões-dentistas a se encorajarem no sentido de utilizar este meio de suporte no edentulismo parcial e até mesmo unitário em outras regiões da cavidade bucal2-6. aumentando-se então as indicações para o uso de implantes. especialmente por se tratar da arcada inferior. porque são feitas diretamente sobre a plataforma do implante. Outro fator a ser considerado é que normalmente as coroas parafusadas unitárias já possuem um custo reduzido em relação às coroas cimentadas. vista oclusal. A B Figuras 13 Sorriso após a cimentação das inlays. o que já diminui os custos da Discussão Os implantes osseointegrados do sistema Brånemark foram originalmente utilizados para prover retenção de próteses dentais em pacientes edêntulos. a ausência de orifícios de acesso ao parafuso é uma grande vantagem quando se utiliza próteses cimentadas sobreimplante5. Quando se trata de casos onde a estética é uma prioridade. orifícios das coroas evidenciados durante o sorriso e a fala (A).

Higginbottom FL.14:137-41. Heckmann SM. Caputo AA. As desvantagens relacionadas às coroas retidas por cimentação baseiam-se no fato de que elas não proporcionam a possibilidade de recuperação da restauração em casos de fraturas ou falhas e. An in vitro study on compensation of mismatch of screw versus cement-retained implant supported fixed prostheses. silanização e cimentação resinosa do fragmento para que não haja bolhas ou espaços vazios que possam fragilizar a restauração durante a oclusão. Vogiatzi T. 6. Miller BH. Serfaty V. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Sorrentino R. nem trabalhamos como testemunha especializada. Passivity of fit and marginal opening in screw. Simion M. Quaglini V. J Prosthet Dent 1997. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: a ser utilizado. que a impossibilidade de remoção sem destruição da coroa dificulta a manutenção no consultório visto que. Di lorio D.0 mm cujo diâmetro do parafuso protético é ainda maior. a deficiência estética das coroas parafusadas causadas pelo orifício de acesso ao parafuso não deve mais ser um fator de contraindicação das coroas parafusadas. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Alguns autores descrevem que as próteses parafusadas apresentariam maior dificuldade para obtenção de resultados estéticos6. Implant prosthodontics: current perspective and future directions. Ercoli C. Traini T. A comparison of the porcelain fracture resistance of screw-retained and cement-retained implant-supported metal-ceramic crowns. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. Torrado E. Quando se compara as próteses implantossuportadas com relação aos seus sistemas de retenção (cimentada ou parafusada) observa-se que a presença do orifício de acesso ao parafuso possibilita maior incidência de fraturas da porcelana2. Nota de esclarecimento Nós.or cement-retained implant fixed partial denture designs.3:6-10. Fato este que não ocorre quando se utiliza os métodos e materiais descritos neste artigo. In vitro effect of load cycling on metal-ceramic cement.8-10. já que além do risco de fratura da coroa. Próteses parafusadas x próteses cimentadas: uso de incrustração em cerâmica para obturação do canal de acesso do parafuso de retenção oclusal. de estética inferior.13.8(3):323-8 . Daí a importância de se realizar uma cimentação adequada que envolve desde o forramento adequado do conduto e proteção do parafuso protético.91:532-7. Al Mardini M. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. fato que se agrava quando se utiliza implantes de plataforma larga (WP) de 5. Rio de Janeiro: Pedro primeiro. a opção entre o tipo de coroa Referências 1.15:66-75. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. o ajuste desse tipo de coroa deve ser criterioso. muitos profissionais optam por realizar uma prótese unitária cimentada em vez de parafusada. Taylor TD. Além disso. Além disso. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. Wichmann MG. Choi H. Gajjar RC. 7. Int J Oral Maxillofac Implants 1999. J Prosthet Dent 2008.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG confecção desse tipo de coroa.23:296-301. 65 – Vila Rica 11055-050 – Santos – SP daniel@branemark. Dent Mater 2007. Cement-retained implant-supported fixed partial dentures: a 6-month to 3-year follow-up. Nós. Agradecimentos: Uriel de Andrade (TPD) e Francisco Farias (TPD).com. Taylor TD. utilizado para o seu vedamento. Cordaro L. não pode ser removida para a realização de uma profilaxia mais apurada ou uma sondagem dos tecidos peri-implantares7. Em vista disso.15:239-46. 3i Innovations Journal 1999. 5.and screw-retained implant restorations. influem grandemente na estética dessas coroas porque seu diâmetro mínimo mede 3 mm e corresponde a aproximadamente 50% da mesa oclusal de um molar e mais de 50% da mesa oclusal de um pré-molar inferior7. Agar JR.6. 9. Hebel KS. Francischone CEIS. J Prosthet Dent 2007. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. Marginal discrepancy of screwretained and cemented metal-ceramic crowns on implants abutments.99:19-24. 12. Caputi S. também. Os orifícios de acesso ao parafuso protético em coroas parafusadas sobreimplantes. Woody RD. 1999. por exemplo. 10. a indicação deve levar em conta a exigência estética de cada caso. Keith SE. 11. Por isso. J Prosthet Dent 2004. até o condicionamento da porcelana. ou os membros de nossas famílias.11-13. Conclusão Com a técnica descrita no presente trabalho. Sullivan DY. Vasconcelos L. depende de vários fatores. Graef F.versus cement-retained porcelain fused to metal single crowns: SEM fractographic analysis. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. achieving optimal occlusion and esthetics in implant dentistry. Em prótese sobreimplante. Clin Oral Implants Res 2000. Fracture resistance of implantsupported screw. 3. Tallents RH. a condição dos dentes vizinhos e da boca como um todo.77:28-35. Gionso L. Guichet DL. cimentada ou parafusada. 328 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Próteses parafusadas x próteses cimentadas sobre implantes osseointegrados: vantagens e desvantagens. existe o risco de fratura do fragmento de porcelana utilizado no fechamento do orifício. Zarone F. Bezerra FJB RP. Graef F. Ou mesmo os anseios de cada paciente irão servir como parâmetro para o uso da técnica descrita. Johnson PF. se o paciente já possuir outras restaurações metálicas que não o incomodem talvez não faça diferença a utilização das inlays. Karl M. alguns autores2. Odontologia Integrada: Atualização multidisciplinas para o clínico e o especialista. Pietrabissa R.11:645-9. 2. Recebido em: fev/2011 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Daniel Afonso Hiramatsu Rua Azevedo Sodré.11:448-57. Di Martino E. 13.14:369-78.12 citam como uma vantagem das coroas cimentadas um menor comprometimento estético e oclusal. justamente porque consideravam que o orifício de acesso ao parafuso protético das coroas parafusadas comprometia a estética devido ao material. Graser GN. Heckmann SM. por exemplo. Karl M. Cemented versus screw-retained implant prostheses: which is better? Int J Oral Maxillofac Implants 1999. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Sorensen JA. Felton DA. Cada uma possui vantagens e desvantagens que devem ser consideradas de acordo com cada situação clínica para que a escolha seja a mais adequada possível. os autores deste trabalho. Chee W. Singer A.br 8.97:137-40. The effect of load cycling on metal ceramic screw-retained implant restorations with unrestored and restored screw access holes. 4.

The aim of this paper was to report a clinical case using prototyping technique. planejamento e execução da técnica de lateralização do NAI para colocação de implante e permite ao operador ter segurança e previsibilidade à intervenção cirúrgica. Oral surgery. It allows the operator to manage fixtures with safe and predictability on surgical intervention. It was concluded that. Key Words . em pacientes com atrofia óssea em altura.8(3):331-6 331 . Uma das formas de contornar esta limitação é a realização da técnica de lateralização do nervo alveolar inferior previamente à colocação dos implantes. Cirurgia bucal.Dental implants. torna-se limitada ou dificultada devido à presença do nervo alveolar inferior. One possible solution is the lateralization of the inferior alveolar nerve (Lian). **Especialista em Implantodontia – EAP/Goiás. Conclui-se que a utilização do recurso da prototipagem é um exame auxiliar de importância para diagnóstico.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Uso da prototipagem para lateralização do nervo alveolar inferior Prototyping use for lateralization of the inferior alveolar nerve Leandro de Carvalho Cardoso* Luiz Gustavo Nascimento Melo* Egilson Rosa Oliveira** Ricardo Alexandre Zavanelli*** Adérico Santana Guilherme*** Adonai Peixoto Cheim Jr. Unitermos . Nervo mandibular. Lateralization of the inferior alveolar nerve. to perform the Lian technique. Mandibular nerve.Implantes dentários. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. ***Professores do Curso de Especialização em Implantodontia – FO/UFG.**** RESUMO A reabilitação bucal com implantes osseointegrados na região posterior de mandíbula. planning. *Professores do Curso de Especialização em Implantodontia – EAP/Goiás. ABSTRACT Rehabilitation with dental implants at posterior quadrants in patients with bone height atrophy is complicated due to the presence of the inferior alveolar nerve canal. the use of tomographic and prototyping techniques are essential for correct diagnosis. O propósito deste trabalho foi de relatar um caso clínico de lateralização do nervo alveolar inferior para a colocação dos implantes com auxílio do recurso da prototipagem. and execution. ****Estagiário do Curso de Especialização Implantodontia – EAP/Goiás.

planejamento e execução da técnica. incluindo localização e mapeamento do forâmen mentoniano e do canal mandibular. Figura 1 Aspecto clínico da ausência do dente 35 e 36. Após explanações. foi solicitada tomografia computadorizada (cone-bean). realização de enxertos ósseos para aumentar a altura do osso mandibular e a lateralização do nervo alveolar inferior (NAI)2-3. foi solicitada prototipagem mandibular a partir da tomografia computadorizada (Figura 3). evitando ou diminuindo eventuais complicações durante o procedimento cirúrgico6. com vantagens e desvantagens das opções. AP Introdução A colocação de implantes na região posterior de mandíbula atrófica.8(3):331-6 . a lateralização do NAI permite a colocação de implantes longos e com travamento bicortical. principalmente nos casos de atrofias ósseas severas. Para a reabilitação bucal com implantes nestas áreas. com presença de pouco osso em altura (Figura 2). utilizando-se do recurso da prototipagem. tais como radiografias periapicais. torna-se uma operação complicada ou mesmo limitada pela presença do nervo alveolar inferior1. fator este essencial para a osseointegração4-5. cuja tecnologia possibilita a duplicação morfológica de estruturas anatômicas em escala real de 1:1. Diante da atrofia. proporcionando assim boa estabilidade primária. tais como: utilização de implantes curtos ou orientação de posicionamento do implante ao lado do nervo alveolar inferior. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. que revelou 6 mm em altura na região do 35 e 5 mm na região do 36. Através dos protótipos é possível a análise da condição anatômica do paciente e a simulação real do procedimento. A utilização dos biomodelos torna o planejamento e a execução de cirurgias de implantes osseointegráveis mais precisos. Figura 3 Aspecto do mapeamento sobre o protótipo. como um exame complementar para diagnóstico. No exame clínico e radiográfico a paciente apresentava atrofia óssea da região. Figura 2 Aspecto radiográfico da região posterior esquerda. Um importante recurso auxiliar nesta técnica é a prototipagem. 332 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. em pacientes com reabsorção óssea muito acentuada no sentido vertical. obtidas por meio de exames como tomografia computadorizada (TC). 42 anos. procurou o consultório odontológico queixando-se da ausência dos dentes 35 e 36 (Figura 1). a paciente optou pela técnica de lateralização do NAI. Exames complementares. O objetivo deste trabalho foi de relatar um caso clínico de lateralização do NAI para a colocação de implantes osseointegráveis. produzindo os chamados biomodelos. que inclui localização e mapeamento do NAI e a relação deste com a crista óssea alveolar1. algumas opções de tratamentos são relatadas na literatura. Dentre estas opções. Para realização do completo planejamento. Foi proposto para a paciente duas possibilidades de reabilitação da área com implantes: enxerto ósseo em altura ou lateralização do NAI.Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr. panorâmicas e tomografias computadorizadas são essenciais para diagnóstico e planejamento cirúrgico da técnica de lateralização de nervo. ágeis e seguros.

Figura 4c Simulação da colocação de um implante 3. estendendo-se até a região do segundo molar. Posteriormente.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 4a Mensuração da quantidade óssea em altura após seccionamento sagital do protótipo. Ambas osteotomias foram unidas com osteotomias monocorticais verticais. com auxílio de curetas. tornando-se possível a sua liberação sem tensão. realizou-se uma incisão sobre a crista do rebordo com uma relaxante na região do canino e deslocamento do retalho com exposição do forâmen mentoniano. Primeiramente. A parestesia foi tratada com laserterapia (DMC.75 por 15 mm e 3.8(3):331-6 333 . seccionamento da peça (Figura 4a) e simulações de algumas opções terapêuticas para colocação de implantes. A cortical externa removida foi triturada e utilizada para o preenchimento do espaço entre os implantes e o nervo. a estrutura neurovascular foi delicadamente manipulada para a região vestibular. São Carlos. Na fase cirúrgica. Figura 6 Exposição e lateralização do nervo com fita cardíaca. comprimidos ao dia durante 15 dias. a janela óssea com a estrutura do feixe neurovascular vestibularizado foi recoberta com membrana de colágeno e o retalho mucoperiosteal suturado. O feixe neurovascular foi exposto em toda extensão da janela. associado ao medicamento núcleo CMP quatro . realizou-se duas osteotomias horizontais.75-10 mm. A cortical externa (retangular) foi removida (Figura 5) e o osso esponjoso que recobre o canal foi cuidadosamente removido. tais como: implante curto (Figura 4b) e implante inclinado (Figura 4c). por 15 dias. devido o travamento bicortical.75 por 13 mm (Figuras 5 a 7). houve Figura 5 Mensuração da janela óssea osteotomizada. lateralizada. formando um retângulo ou uma janela óssea. mensurações. A paciente apresentou parestesia referente à área de inervação do NAI esquerdo (Figura 8).75-13 mm inclinado. com aplicações de 48 em 48 horas. Brasil) vermelha e infravermelha. permitindo-se fresagem do osso e instalação de dois implantes da marca 3i de medidas 3. Neste protótipo foi realizado estudo. uma 2 mm acima e a outra 2 mm abaixo do canal mandibular. após a anestesia infiltrativa local e troncular do NAI. Osteotomias monocorticais foram realizadas iniciando-se da área distal do forâmen mentoniano. Figura 4b Simulação da colocação de um implante 3. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Após 30 dias. Através da fita cardíaca. Os implantes colocados apresentaram boa estabilidade primária.

implantes curtos não foram apresentados. Implantes com tamanhos inferiores.Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr. todavia. moldagem e instalação de duas coroas metalocerâmicas parafusadas (Figuras 10 a 13). Figura 7 Aspecto transcirúrgico após a instalação do implante e o reposicionamento do nervo alveolar inferior. Esta opção não foi considerada no caso citado.75 por 13 mm após três meses. 334 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):331-6 . têm sido apresentados por algumas empresas de implantes. grande inclinação do implante e impossibilidade de reabilitação protética (Figura 4c). Após três meses realizou-se a reabertura e a instalação de cicatrizadores. AP melhora significativa do quadro de parestesia (Figura 9) e após 55 dias a paciente não sentia mais os sinais e os sintomas da parestesia. pois no período de realização da cirurgia não havia no mercado de Implantodontia implantes curtos de 5 mm. Figura 9 Mapeamento da parestesia após 30 dias. sem estudo longitudinal. de 5 a 4 mm. Figura 10 Aspecto radiográfico dos implantes 3i. 7 e 6 mm de comprimentos8-9. considerada a opção mais conservadora e relatada na literatura com grande sucesso7. Discussão Existem três diferentes abordagens terapêuticas com implantes que podem evitar a cirurgia de lateralização do feixe neurovascular na região posterior de mandíbula com deficiência em altura óssea. dentre as opções de planejamento. A primeira opção é o uso de implantes curtos. iniciou-se os passos protéticos: instalação dos componentes protéticos. Decorrido o período de cicatrização gengival. considerada segura somente quando há utilização da cirurgia virtual guiada através dos programas de computadores e guias cirúrgicos específicos para tal. Outra opção para área posterior atrófica é a vestibularização ou a inclinação dos implantes em relação ao nervo. pois o nervo alveolar inferior posicionava-se na porção média do corpo mandibular. exigindo. conforme planejamento prévio no protótipo. 3. Neste caso relatado. Figura 8 Mapeamento da parestesia no pós-operatório de três dias.75 por 15 mm e 3. No entanto. estes relatos restringemse a implantes de 8.

como apresentado neste caso. Recebido em: nov/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Leandro de Carvalho Cardoso Rua 3. o curso do canal mandibular19. Figura 11 Vista lateral das coroas definitivas. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.15-16 e fraturas mandibulares11-18. nem sempre é a opção mais aceita pelo paciente. A técnica de lateralização do NAI. como hemorragia intensa2. concluiu-se que a prototipagem é um exame auxiliar de importância para diagnóstico. Nas tomografias podem ser avaliadas espessura das corticais. ao índice de sucesso baixo. Em vários estudos têm sido reportadas taxas de recuperações neurossensitivas de quase 100%. Logo. densidade do osso medular e medidas precisas da posição do canal mandibular em todo seu trajeto. bom planejamento e execução da técnica cirúrgica. o cirurgião pode simular o procedimento cirúrgico a ser realizado.8(3):331-6 335 . A tomografia computadorizada facilita o planejamento e reduz as injúrias ao NAI. Figura 12 Vista oclusal das coroas definitivas.com Figura 13 Aspecto radiográfico final após dois anos. perda de implantes. com indicação correta. Conclusão Baseando-se no desenvolvimento do caso clínico. A melhor forma de prevenir complicações é a realização de um planejamento ideal do caso com auxílio de exames específicos como tomografia computadorizada e prototipagem. que é a utilização de enxertos ósseos autógenos para ganho em altura. Através do estudo dos protótipos. O uso da prototipagem associado à tomografia computadorizada é uma grande vantagem para planejamento20 e execução da técnica cirúrgica. o que condiz com a abordagem do caso apresentado neste artigo. distúrbios neurossensitivos prolongados2.Relato de Caso Clínico Caderno Científico A terceira opção. como também relatado neste caso. vivenciando de maneira antecipada grande parte das complicações cirúrgicas6. porque se pode conhecer com fidelidade de imagem. osteomielite. opção escolhida pela paciente neste trabalho. com frequentes deiscências de sutura e exposição dos enxertos no pós-operatório. foi descrita pela primeira vez na década de 198010 e tem se apresentado como alternativa viável para reabilitação em regiões posteriores de mandíbulas atróficas1-2. 691 – Setor Oeste 74115-050 – Goiânia – GO leandroccardoso@hotmail. planejamento e execução da técnica de lateralização do NAI para colocação de implante e permite ao operador segurança e previsibilidade à intervenção cirúrgica. devido à morbidade pós-operatória. viável e de aprovação pelos pacientes2.21-23.11-15 apesar das possíveis complicações. a lateralização do nervo pode ser considerada um procedimento seguro.

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o enxerto ósseo xenógeno mineral em bloco mostra-se uma alternativa viável para a reconstrução horizontal dos rebordos alveolares. *******Mestre e doutor em Periodontia – FOB-USP. Osso xenógeno. pesquisas têm demonstrado bons resultados clínicos.Enxerto ósseo. Given the advantages of this material. Aumento horizontal. a instalação dos implantes e a manutenção dos tecidos peri-implantares. Mestranda em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenador do Programa da Pós-graduação em Odontologia – Universidade Federal de Santa Catarina. and maintenance of peri-implant tissues. *Especialista em Implantodontia – ABO/SP. o objetivo desta revisão da literatura é avaliar e discutir os resultados encontrados com esse biomaterial para o aumento ósseo horizontal. Mestre e doutorando em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. ABSTRACT New presentation of xenogenic graft is available in block form for bone reconstruction at alveolar ridges. Among the studies reviewed. um período de reparo maior deve ser respeitado. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Mestre em Reabilitação Oral – Faculdade de Odontologia de Bauru. Dental implants. Doutor em Implantodontia – Universidade Sagrado Coração. Research has demonstrated good clinical results such as graft integration.8(3):339-43 339 .Bone grafting. ****Especialista em Periodontia – FOB-USP. Horizontal augmentation. Entre os estudos analisados. porém. but an extended healing period must be respected. Unitermos . Key Words . ***Mestranda em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. *****Mestre e doutorando em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. **Mestranda em Prótese – Universidade Federal de Santa Catarina. Xenogenic bone. A respeito dessa técnica. Implante. the purpose of this review is to evaluate and discuss the results with this biomaterial for horizontal bone augmentation. Diante das vantagens desse material. implant installation. como a integração do enxerto. the xenogenic bone graft mineral block appears to be a viable alternative for horizontal reconstruction of alveolar ridges. ******Especialista em Periodontia – Funbeo.Revisão da Literatura Caderno Científico Aumento horizontal com osso xenógeno em bloco: alternativa viável ao uso do ósseo autógeno Horizontal augmentation with xenogenic bone: a viable alternative to autogenous bone Isis Carvalho Encarnação* Carolina Enith Medina Bullen** Maria Del Piñal Luna*** Armando Rodrigues Lopes Pereira Neto**** Ernesto Barquero Cordero***** Alberto Eduardo Bullen Cabrera****** Ricardo de Souza Magini******* RESUMO Uma nova apresentação do osso xenógeno está disponível na forma de bloco para reconstruções ósseas dos rebordos alveolares.

Com um ano de controle após a instalação dos implantes. que tem a responsabilidade de recomendar a técnica cirúrgica mais indicada e com baixos riscos de complicações e morbidade ao paciente. Geistlich Biomaterials. quando utilizadas para técnica de enxerto horizontal onlay sem o uso de membranas. Diversas pesquisas têm demonstrado. As técnicas reconstrutivas estão relacionadas ao volume ósseo perdido. como maior período de convalescência. as amostras histológicas demonstraram que houve pouca formação de novo osso e que sua formação estava entre o parafuso de fixação e a base do osso receptor. motivos pelos quais se tem procurado alternativas de substitutos ósseos como os enxertos alógenos. Geistlich Biomaterials. obviamente. Em um estudo in vivo. o material apresenta vantagens como fácil manuseio intraoperatório. apresenta desvantagens. servindo como arcabouço osteocondutor9-10. por suas propriedades osteocondutoras e biocompatibilidade6. do trauma causado na área doadora. a variedade de procedimentos e produtos disponíveis constitui um problema para o cirurgião/implantodontista. eliminação do defeito ósseo e integração do enxerto até o nível ósseo dos dentes adjacentes com excelente integração às margens da área receptora. Aumento ósseo horizontal é qualquer procedimento que tem como objetivo aumentar a espessura do rebordo alveolar para receber implantes de diâmetro adequado. houve perda óssea marginal menor que 1 mm. Em um relato de caso em humanos observou-se a formação de novo osso em contato íntimo com as partículas residuais do substituto. estavam principalmente preenchidos por tecido conjuntivo e somente uma quantidade mínima (26%) de novo osso formado era observada na base do enxerto8. Esses materiais. clinicamente. além de ser um material de custo reduzido7-8. mas. aguardaram-se entre nove e dez 340 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. aguardou-se um período de cicatrização de seis meses previamente à instalação do implante.Encarnação IC • Bullen CEM • Luna MDP • Pereira Neto ARL • Cordero EB • Cabrera AEB • Magini RS Introdução O sucesso do tratamento com implantes depende de volume ósseo adequado para a sua instalação. Geistlich Biomaterials).5 mm2. Inicialmente. o osso bovino inorgânico é mantido como material de preenchimento inativo e é reabsorvido quando o tecido passa por uma extensa remodelação12. Em um relato de 12 casos. disponibilidade em grande quantidade e custos acessíveis5. A configuração do osso bovino inorgânico em bloco. Revisão da Literatura O uso de materiais inorgânicos. a partir de resultados promissores. particulados para levantamento do assoalho do seio maxilar e regeneração tecidual guiada está bem documentado e utilizado6. Porém. Wolhusen. Wolhusen. tem menores propriedades osteocondutoras quando aplicada para reconstrução lateral8 ou vertical13. Em um relato de caso com a utilização de bloco de osso mineral bovino (Bio-oss spongiosa block. mas. Porém. devido a suas vantagens biológicas e potencial osteogênico.8(3):339-43 . pouco se sabe sobre o potencial desse tipo de material como enxerto em bloco. normalmente. Ao utilizar esse tipo de material em bloco para aumento ósseo horizontal. Além disso. possuem diferentes propriedades mecânicas e biológicas3. Estudos experimentais em cães. adesão e proliferação de células osteoprogenitoras e à maturação destas em osteoblastos para a produção de matriz extracelular11. xenógenos e aloplásticos. tendo-se aguardado também seis meses para a cirurgia de segundo estágio e reabilitação protética. que o enxerto xenógeno é uma alternativa a ser considerada em procedimentos reconstrutivos para reabilitação de defeitos ósseos4-5. não foram observadas modificações adicionais5. A propriedade de osteocondução refere-se à habilidade de servir como arcabouço para migração. Quando incorporado ao tecido ósseo. de origem bovina. Durante a instalação do implante foi observada. o enxerto de osso bovino mineral desproteinizado particulado foi muito utilizado e estudado para regeneração tecidual guiada com o uso de membranas e levantamento de seio maxilar. Suíça) e recobrimento com membrana de colágeno (Bio-Guide. aliam-se suas propriedades biológicas anteriormente citadas à redução do tempo operatório. embora algumas pesquisas já demonstrem bons resultados4-5. pois o prognóstico no longo prazo é afetado negativamente por um volume ósseo inadequado1. O enxerto ósseo autógeno é o mais utilizado e tido como padrão ouro. Ante as vantagens desse material em bloco e de seus resultados promissores. que vão desde aloplásticos particulados até blocos autógenos de áreas intrabucais. Geistlich Biomaterials). o objetivo desta revisão da literatura foi avaliar e discutir os estudos realizados com esse biomaterial para o aumento ósseo horizontal. a parte mais externa do material enxertado estava preenchida com tecido conjuntivo14. dos riscos de contaminação. em contraste. seja em espessura. em dois anos de função. mostraram que houve maior formação de osso naqueles grupos nos quais foram recobertos com membrana. morbidade e susceptibilidade a infecções no sítio doador e reabsorção progressiva e contínua. Suíça) e recobrimento com membrana de colágeno (Bio-Guide. com 15 áreas receptoras utilizando bloco de osso mineral bovino (Bio-oss spongiosa block. esses blocos não mostraram alterações dimensionais. Além disso. maior que 3. em altura ou em ambos.13. empregando osso bovino inorgânico em bloco para aumento ósseo vertical e comparando a formação óssea com ou sem o uso de barreiras de membrana. Várias técnicas têm sido sugeridas para preparar o local para receber os implantes osseointegrados.

O uso de membranas absorvíveis evita uma nova exposição cirúrgica para remoção de membranas não absorvíveis e também os riscos de deiscências e contaminações. Figura 2 Osso bovino mineral desproteinizado em bloco (OrthoGen. Geistlich Biomaterials. Um comportamento semelhante é observado no material com configuração em bloco17. Figura 4 Reconstrução com dois blocos de osso bovino mineral desproteinizado em bloco (OrthoGen. já fixados em posição e preenchido com osso particulado na região de 22 a 12. observe a espessura do rebordo alveolar. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. com contato íntimo do osso lamelar à superfície das partículas16. Figura 1 Osso bovino mineral desproteinizado particulado (Bio-oss Spongiosa small granules. Os resultados deste estudo mostram que a combinação deste biomaterial e a membrana de colágeno é uma opção de tratamento efetivo para aumento ósseo horizontal previamente a instalação de implantes com redução da morbidade ao paciente15. Switzerland). Baumer).8(3):339-43 341 . necessitando de reconstrução para a futura instalação dos implantes. Genius Biomaterials.Revisão da Literatura Caderno Científico meses previamente à instalação do implante e quatro meses para a cirurgia de segundo estágio. Figura 3 Defeito ósseo horizontal na região de 22 a 12. O uso do osso bovino desproteinizado mineral particulado utilizado isolado ou associado a osso autógeno e/ou membranas tem mostrado baixas taxas de reabsorção. Baumer). que poderiam comprometer o enxerto4. A hidroxiapatita é integrada ao novo osso formado. Genius Biomaterials.

A presença dessas proteínas pode explicar a impressão clínica de que esse material é mais efetivo do que os substitutos que apresentam somente a estrutura tridimensional semelhante à do osso10.5. que é crítica em áreas estéticas e defeitos ósseos extensos. O comportamento ideal dos materiais de enxerto é que ocorra sua reabsorção e completa remodelação para o novo osso. o número de procedimentos e exposição a esse tipo de material tem aumentado. mas comprovou-se que um tratamento acima de 300ºC ou com álcalis. o que pode comprometer sua utilização. osteoindução e osteocondução promovem rápida integração do material enxertado. células do tecido conjuntivo). a utilização de blocos de osso autógeno com ou sem membranas resulta em maiores ganhos em largura de crista e menores taxas de complicações que o uso de materiais particulados com ou sem membrana3. 342 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. a quantidade da área doadora é limitada e há maiores riscos de complicações20. tempo de carregamento dos implantes. o que justifica a manutenção do volume do enxerto. promovendo maior estabilidade da altura do osso interproximal. como TGFb e BMP-2. os estudos que avaliam essa variação mostram resultados contraditórios devido aos fatores relevantes nos períodos em que as áreas enxertadas são observadas. mas comprovou-se que um tratamento acima de 300ºC ou com álcalis. consequentemente. já que poderia ocasionar uma reação imune às proteínas bovinas em indivíduos sensíveis a elas20. seguido de neutralização. absorvíveis ou não. a antigenicidade se torna mais crítica10. saúde e estética ao paciente26. em algumas amostras pesquisadas10. assim como do osso enxertado24.15. O recobrimento dos enxertos com membranas. Suas propriedades de osteogênese. área doadora escolhida23. Existem dados que reportam variação da reabsorção óssea horizontal do enxerto de 10% a 50%24-25. seguido de neutralização. Porém. Uma característica dos biomateriais xenogênicos é ter sua estrutura tridimensional semelhante à do osso. A instalação dos implantes parece inibir a reabsorção do osso residual. As taxas de sobrevivência de implantes colocados em regiões que receberam reconstruções horizontais são elevadas2-3. que inclui função mastigatória. porque reflete. Enxertos ósseos autógenos em bloco são a escolha mais comum para reconstruir rebordos deficientes para futura reabilitação com implantes osseointegrados19.18. remove praticamente qualquer príon que porventura exista na amostra27. como: tipo e local de reconstrução. principalmente em áreas estéticas20. Uma reabsorção relativamente rápida dos enxertos ósseos autógenos tem levado à procura por substitutos ósseos mais estáveis ao longo do tempo21. remove praticamente qualquer príon que porventura exista na amostra27. A capacidade dos enxertos autógenos em manter seu volume original é variável. existem dados que indicam a presença desses fatores bioativos. suas partículas devem estar ausentes de proteínas. em último caso. o osso é reabsorvido em uma porcentagem considerável. até que os implantes recebam cargas e a remodelação natural aconteça5. entretanto. Esse substituto sofre um processo lento de remodelação ao longo do tempo e se torna incorporado ao osso nativo29. Apesar de não provocar resposta imunológica Uma preocupação com respeito ao uso desse tipo de material era o contágio de encefalopatia espongiforme (doença da vaca-louca). uso ou não de próteses totais sobre as áreas reconstruídas. Porém. permitindo o povoamento do enxerto com células ósseas30. Uma preocupação com respeito ao uso desse tipo de material era o contágio de encefalopatia espongiforme (doença da vaca-louca). O osso bovino inorgânico é um osso natural desproteinizado com alto grau de biocompatibilidade28.8(3):339-43 . a taxa de reabsorção varia de um material para outro. crônica. O sucesso do aumento ósseo horizontal pode também ser baseado na taxa de sucesso/sobrevivência dos implantes instalados nesses locais. entretanto. nenhum dos biomateriais disponíveis comercialmente combina todas as características definidas como ideais para os materiais de enxerto22. Essa manutenção pode ser a responsável por maior previsibilidade nos tecidos peri-implantares.Encarnação IC • Bullen CEM • Luna MDP • Pereira Neto ARL • Cordero EB • Cabrera AEB • Magini RS Discussão Dentre as técnicas disponíveis para o aumento da espessura do rebordo alveolar. está baseado no fato de isolar a área de reparo (enxerto) para evitar a migração e proliferação de células indesejadas (nesse caso. o resultado do tratamento.

quando este enxerto foi testado para aumento ósseo vertical concluiu-se que eles podem ser utilizados como arcabouço. Romeo E. Clin Oral Impl Res 2009. Nevins M. Periodontology 2000 2008:47:172-92. porém. Vogel G. Santoro F. bone grafts. Bone augmentation procedures in implant dentistry. Carnes DL et al.22:1599-606. 23. 6. Sanada JTR. Yaman D.47:172-92. 17. 29.14:835-40. Bone reactions to anorganic bovine bone (Bio-Oss) used in sinus augmentation procedures: a histologic longterm report of 20 cases in humans. Chiapasco M. The condition of the soft tissues at tooth and fixture abutments supporting fixed bridges. 10. Lindhe J. 12. Orsini G. J Cin Periodontol 2001. Different substitute biomaterials as potencial scafolds in tissue engineering. Albrektsson T. Buzalaf MA. Vertical ridge augmentation by means of deproteinized bovine bone block and recombinat human platelet-devired growth factorBB: a histologic study in a dog model. Carmagnola D. Moses O.Revisão da Literatura Caderno Científico Embora a literatura não apresente estudos comparando in vivo a formação óssea dos enxertos xenógenos em blocos associados ao uso das membranas para aumento ósseo horizontal.26:415-23. além disso. Kim D.24(Suppl):218-36. Conclusão Verificou-se que o uso do osso bovino mineral desproteinizado em bloco para aumento ósseo lateral é uma opção de tratamento viável e segura para a reconstrução óssea horizontal. Analysis of the risk of transmitting bovine spongiform encephalopathy through bone grafts devired from bovine bone. Dellavia C.5:63-70. utilizam tempos diferentes entre a instalação do enxerto e do implante e diferentes tempos de controle pós-operatório em amostras pequenas. J Periodontol 2000.12:194-9. 7. Rothamel D. Dahlin C. A clinical and histologic evaluation of a block onlay graft in conjunction with autogenous particulate and inorganic bovine mineral (Bio-Oss): a case report. Darby I. Clin Oral Implants Res 2005. 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Int J Oral Maxillofac Implants 2009.16:210-9. 203 – Bloco A 88037-000 – Florianópolis – SC isisencarnacao@hotmail. J Appl Oral Sci 2003. 26. Skoglund A. Int J Oral and Maxillofac Implants 2004. Cochran DL.27:799-805.

This paper reports a case of segmental osteotomy with interpositional autogenous bone graft from mandibular ramus to vertically reconstruct the posterior mandibular body. Pós-doutorado em CTBMF – Carolina do Norte/USA. Ela constitui um procedimento seguro.8(3):347-52 347 . O uso de materiais autógeno. tanto em altura como em espessura. Osteotomia segmentar. Despite the need of a donor site. é apresentada com uma dificuldade para reabilitações com implantes dentários osseointegráveis.Unicamp. **Especialista em Implantodontia e mestrando em CTBMF – FOP-Unicamp. or aloplastic materials have been described. Aumento vertical. Segmental osteotomy. Têm sido relatadas inúmeras técnicas para aumento do rebordo alveolar. utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula. There are several treatment options for alveolar ridge augmentation. providing compromised sites for implant placement. Entre os procedimentos de reconstrução temos a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional. Key Words . The use of autologous. onde as deficiências verticais moderadas podem ser corrigidas.Bone graft. allogenic. ****Professor titular em CTBMF – FOP. ***Mestre e doutor em CTBMF – FOP-Unicamp. being this technique safe and predicable to treat vertical bone defects. No presente trabalho. or dental traumas. Apesar da necessidade de sítio doador e mobilidade cirúrgica. Vertical augmentation. proporciona uma reabsorção local que impossibilita a reabilitação com implantes endósseos.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional em Implantodontia Segmental Osteotomy with interpositional bone allograft in Implantology: clinical considerations Valdir Cabral Andrade* Cláudio Ferreira Nóia* Monokuame M’Petelo Vemba Cidade* Rafael Ortega Lopes** Henrique Duque de Miranda Chaves Netto*** Renato Mazzonetto**** RESUMO A insuficiência óssea. cáries. o enxerto ósseo autógeno continua sendo o mais previsível e com maiores índices de sucessos. autologous bone grafts remain the most predictable material available. ABSTRACT Horizontal or vertical alveolar ridge deficiencies are a problem for placing dental implants. These conditions usually are seen after tooth extraction. por problemas periodontais. *Mestrandos em CTBMF – FOP-Unicamp. traumas e outros. Unitermos . que tem se tornado uma opção viável de tratamento para a obtenção de altura óssea adequada.Enxerto ósseo. periodontitis. com índice alto de sucesso. Esta condição que normalmente ocorre após a perda dentária. relatou-se um caso clínico mostrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. One of the techniques for bone reconstruction is the segmental osteotomy with interposition bone graft. alógeno e aloplástico e regeneração óssea guiada tem sido frequentemente descrito.

Ao exame clínico. relatamos um caso clínico demonstrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula. disco diamantado. enxertos ósseos autógenos e vascularizados1-2. 58 anos. queixando-se de perda dentária na região posterior e dificuldade mastigatória. com altura da crista do rebordo à cortical superior do canal mandibular de 8 mm e reabsorção do processo alveolar de aproximadamente 7 mm (Figura 1). Esta técnica relativamente simples apresenta vantagens e desvantagens sobre a distração osteogênica.8(3):347-52 . procurou a Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Em seguida. fresa carbide esférica n° 5 ou troncocônica n° 701. como regeneração óssea guiada. mediante a utilização de lidocaína a 2% com vasoconstritor 1:100 000. Foi realizada anestesia local do nervo alveolar inferior e lingual. podemos citar o custo mais baixo e a ausência da haste de ativação do distrator na cavidade bucal durante o período de tratamento. a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional vem ganhando destaque entre os enxertos realizados em Implantodontia3-4. permitindo a elevação do segmento de uma forma passiva (Figura 3). proporcionando local inadequado para a instalação de implantes endósseos. leucoderma. utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula. Idealmente. Esta condição ocorre após a perda dentária. gênero feminino. além de evitar o desprendimento do disco de transporte (Figura 2). com a utilização de uma lâmina de bisturi n° 15. O descolamento deverá ser executado somente no aspecto vestibular. da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp). com a finalidade de aumentar a retenção de uma prótese total inferior. tanto em altura como em espessura. apresentava perda dentária posterior bilateral de mandíbula. evitando o descolamento na região lingual para que a vascularização do segmento osteotomizado oriunda da mucosa lingual fosse preservada. O procedimento planejado para este caso foi o enxerto interposicional. No presente trabalho. assim como do nervo bucal. utilização de materiais aloplásticos. tem como desvantagem a necessidade de uma área doadora do próprio paciente para se obter o enxerto que ficará interposto. Para a resolução deste problema existe uma diversidade de tratamentos propostos na literatura. (prémolares a molares). Sua indicação inclui pacientes com reabsorções verticais moderadas (entre 4 e 8 mm) que impossibilite a reabilitação protética ou a inserção de implantes em locais edêntulos da região anterior da maxila e anterior ou posterior da mandíbula. tendo como área doadora a região do ramo ascendente da mandíbula. distração osteogênica alveolar. Dentre as vantagens. foi realizada. em contrapartida. preservando-se a aderência por lingual. mas. Uma incisão linear localizada aproximadamente a 3 mm abaixo da linha mucogengival. Relato de Caso Clínico Paciente DG. 348 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A osteotomia deve ter um formato quadrangular com leve divergência dos lados verticais. Inicialmente descrita por Schettler em 1976. a osteotomia deve ser realizada com serra sagital. Figura 2 Incisão vestibular para acesso ao corpo mandibular. O procedimento exige a presença de pelo menos 4 mm de osso acima do nervo alveolar inferior para que a osteotomia possa ser realizada3-6. podendo ainda ser utilizada para a correção de implantes mal posicionados e correção de deformidades dentofaciais.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R Introdução e Revisão da Literatura Um dos problemas mais comumente encontrados na reabilitação de pacientes parcial e totalmente desdentados é a quantidade insuficiente de tecido ósseo. Cuidado especial nesse caso é com um sensível descolamento e manipulação do nervo mentual. para permitir a instalação de implantes osseointegráveis. Figura 1 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando a deficiência em altura na região posterior direita de mandíbula. procurando-se realizar um corte linear e contínuo. principalmente as isoladas da arcada superior5-6. realizou-se o descolamento mucoperiosteal da região.

Neste caso foi utilizado somente um bloco ósseo. caso contrário. a complementação foi realizada com a utilização dos cinzeis de Wagner em todo o contorno osteotomizado até a região lingual. Cuidado especial em manter uma distância segura de 2 mm da raiz do dente adjacente ao defeito. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):347-52 349 . Este bloco córtico-medular foi inserido com a porção Figura 6 Enxerto ósseo autógeno posicionado. Uma vez terminadas as osteotomias com brocas na cortical vestibular. realizada no sentido de mobilizar o segmento ósseo no sentido cervical. tendo-se o cuidado de posicionar a porção cortical para vestibular. o enxerto deverá ser dividido em dois segmentos. para evitar a laceração da mucosa lingual (Figura 4). podendo ser utilizados dois blocos quando necessário. Figuras 5 Enxerto ósseo autógeno removido do ramo mandibular do mesmo lado da área a ser reconstruída. A espessura do enxerto deve ser aproximadamente ao ganho ósseo planejado. adaptou-se o bloco ósseo previamente obtido do ramo mandibular do lado contralateral (Figuras 5). Depois da mobilização do segmento ósseo. Figura 4 Segmento ósseo mobilizado com cinzel e somente mantido por adesão do tecido mole lingual. com cautela.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 3 Osteotomia composta por um componente horizontal e dois verticais.

estando a área apta para ser suturada. Estes permitem estabilidade suficiente ao conjunto para que ocorra reparo ósseo adequado e incorporação do enxerto (Figura 7). Figura 8 Aspecto clínico após a colocação de uma membrana de colágeno reabsorvível. A presença da cortical nessa direção diminui a reabsorção do enxerto e a porção medular interposta entre eles permite vascularização e incorporação adequada (Figura 6). Figura 7 Conjunto contendo o enxerto ósseo autógeno e o segmento ósseo mobilizado foram fixados por meio de placas e parafusos do sistema 1. Figura 11 Implantes já instalados na região enxertada.5 mm. Para finalizar o procedimento realizouse a colocação de uma membrana de colágeno absorvível (Figura 8) e sutura por meio de pontos simples com fio de sutura reabsorvível.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R fixação em posição. Depois da adaptação do enxerto ósseo procedeu-se sua fixação. a paciente retornou com uma radiografia panorâmica. Decorrido o período de cinco meses da cirurgia. Nota-se a incorporação do enxerto nos segmentos ósseos nativos. Após cuidadoso descolamento mucoperiosteal. a paciente foi submetida a novo procedimento cirúrgico visando a instalação dos implantes dentários.8(3):347-52 . em um pós-operatório de 15 dias. O sistema de fixação foi removido e procedeuse com a instalação de três implantes dentários (Ankylos. 350 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Dentisply-Friadent) de acordo com o guia cirúrgico e o planejamento reverso (Figuras 11 e 12). dando estabilidade ao conjunto. Após 15 dias. cortical voltada para vestibular. momento este onde serão inseridos os implantes.2 mm. Figura 9 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando o enxerto interposicional fixado com placas e parafusos. recomenda-se a utilização de placas e parafusos de titânio dos sistemas 1.5 ou 1. foi evidenciado o sistema de Figura 10 Pós-operatório de cinco meses. bem como uma incorporação do bloco ósseo interposto e o excelente ganho em altura alcançado (Figura 10). onde se evidenciou um excelente ganho em altura (Figura 9).

além do comprometimento estético devido a projeção gengival4. Porém. o avanço das tecnologias e principalmente os bons resultados obtidos com essa técnica. apresentando resultados satisfatórios em termos de estética e estabilidade4. uma vez que a fonte do suprimento sanguíneo é mantida.7.: (19) 2106-5325 valdirandrade@fop.unicamp. 2. os quais foram acompanhados em um período de cinco anos. O procedimento cirúrgico deve ser realizado respeitando os limites biológicos. Diante disso. No presente relato apresentamos uma técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar. existem algumas desvantagens relatadas na literatura em relação a esta técnica. possibilitaram o manejo desta técnica em Implantodontia para os pacientes com defeitos ósseos verticais1. o que acarretaria problemas estéticos e biomecânicos da futura reabilitação. utilizando um enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula com a finalidade de restabelecer a dimensão vertical e possibilitar a instalação de implantes osseointegrados5.3. podendo estes serem confirmados4 em estudo com dez pacientes. entretanto. mas com o passar dos anos. No entanto. além de permitir o uso da prótese por parte do paciente no período pós-operatório3. Os exames radiográficos são fundamentais para avaliação. uma vez que o osso autógeno é usado como material interposicional11-12.8(3):347-52 351 . planejamento e execução da técnica da osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional como forma de tratamento. ressalta-se a importância de planejamento adequado para maior previsibilidade quando a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional está indicada3-5. teríamos implantes colocados apicalmente e dentes com coroas clínicas longas. 3. pois a mesma apresenta menor incidência de infecções e deiscência de sutura. Esta técnica permitiu ganho vertical satisfatório que possibilitou a instalação dos implantes osseointegráveis. há maior fonte vascular quando comparada ao enxerto inlay/onlay. onde sem a realização desta técnica. o movimento vertical máximo para o enxerto interposicional é de aproximadamente 5 mm. 901 – Caixa Postal 52 13414-903 – Piracicaba – SP Tel.br REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A técnica da osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional. sua principal indicação é a região anterior da maxila. Deslocamentos maiores possuem risco de prejudicar a fonte de suprimento sanguíneo periosteal interferindo no suprimento vascular. foi inicialmente proposta com o intuito de aumentar a retenção de uma prótese total inferior. Conclusão 1.9-10. Discussão As atrofias que acometem o rebordo alveolar em pacientes desdentados é uma situação clínica corriqueira na prática implantodôntica. De acordo com estudos realizados com a presente técnica. Outra intercorrência é a possibilidade do paciente ficar com um vestíbulo raso e de ocorrer injúrias ao nervo alveolar inferior. Este procedimento cirúrgico tem sua utilização indicada tanto na região anterior da maxila como na região anterior/posterior da mandíbula. com o uso de instrumentais adequados de modo a evitar lesões as estruturas nobres.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 12 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando os implantes posicionados sobre a área previamente enxertada. descrita por Schettler em 1976. Estudos demonstram que a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional tem apresentado resultados clínicos previsíveis. Recebido em: ago/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Valdir Cabral Andrade Avenida Limeira. bem como a reabilitação do paciente. a principal vantagem desta técnica ocorre em relação à distração osteogênica. Para a região anterior de maxila. como a necessidade de uma área doadora.8.

3. Autologous bone grafts and endosseous implants: complementary techniques. Chiapasco M. Jensen OT.73:371-81. Use of the sandwich osteotomy plus an interpositional allograft for vertical augmentation of the alveolar ridge. The repair of localized severe defects for implant displacement using mandibular bone graft. Batenburg RHK. 12. Alveolar segmental “sandwich” osteotomies for posterior edentulous mandibular sites for dental implants.17:136-59. 7. Implant Dent 1995.8:127-35. Han SG. White D. Augmentation procedures for the rehabilitation of deficient edentulous ridges with oral implants. 5. J Oral Maxillofac Surg 1999. 4. Alveolar segmental sandwich osteotomy for anterior maxillary vertical augmentation prior to implant placement. Kuhlke L. Int J Oral Maxillofac Implants 1995. Lee SHR.54:486-94.250-66. Ridge augmentation using mandibular ramus bone graft for the placement of dental implants: pretesentation of a technique. J Oral Maxillofac Surg 1996. J Oral Maxillofac Surg 2006. Misch CM. Clin Oral Implant Res 2006.64:471-5. Bedard JF. Reconstruction of the extremely resorbed mandible whith interposed bone grafs and placement endosseous implants. Plast Reconstr Surg 1984. The influence of the recipient site on bone grafts to the face. 11. Schow SR. Localized alveolar sandwich osteotomy for vertical augmentation of the anterior maxilla. Choi BH. Zaniboni M. Lustmann J. 10. 8.p. Pract Periodontics Aesthet Dent 1996. Misch CM. Jensen OT.10:568. Reconstruções em Implantodontia: Protocolos clínicos para o sucesso e previsibilidade. Misch CE. Stellingsma C. 9. Raghoebar GM.64:290-6.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R Referências 1. Huh JY. Br J Oral Maxillofac Surg 1998. Mazzonetto R. Boisco M. Triplett RG. J Oral Maxillofac Surg 2006.8(3):347-52 . J CranioMaxillofac Surg 2004.4:261-7. Robiony M. Meijer HJA.32:51-4.57:1380-2. São Paulo: Napoleão. Interpositional bone grafting technique to widen narrow maxillary ridge. 6. 2. 352 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.36:290-5. Whitaker LA. 2008. Kusiak JF. Politi M. Lewinstein I. Zins JE.

We conclude that surgical and prosthetic procedures can be simultaneous successfully through proper planning and accurate surgical technique. Immediate placement. mediante correto planejamento e técnica cirúrgica apurada. Bone grafting. improving aesthetics and reducing treatment under immediate placement and loading. **Aluna de graduação em Odontologia – Universidade Federal de Juiz de Fora/MG. ABSTRACT Single-tooth implant rehabilitation is a reality.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Temporização imediata associada ao enxerto particulado – quatro anos de acompanhamento Immediate implant placement and loading associated with particulate bone graft – four-year follow-up results Euro Luiz Elerati* Mauricéa de Paula Assis** RESUMO A reabilitação unitária com implantes é hoje uma realidade. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Key Words – Dental implants. Enxerto ósseo. This paper demonstrates the four-year follow-up results of a case where the implant was placed in a fresh extraction socket with a bone graft and immediate loaded.8(3):355-60 355 . without jeopardizing the final result provided that proper planning is made. desde que o planejamento adequado seja realizado. Unitermos – Implantes dentários. Carga imediata. *Mestre em Reabilitação Oral e especialista em Implantodontia – Universidade Veiga de Almeida/RJ. Conclui-se que os procedimentos cirúrgicos e protéticos podem ser realizados simultaneamente com sucesso. com melhora na estética e redução do tempo de tratamento graças ao protocolo de instalação e carregamento imediato. Este trabalho demonstra um caso clínico onde a implantação em alvéolo fresco é utilizada seguida de enxerto ósseo e carga imediata. com controle clínico de quatro anos. sem prejuízo no resultado final da restauração. Immediate loading.

onde a perda dentária foi decorrente de fratura radicular. coberto por membrana de colágeno (Figuras 13 e 14). 356 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. a coroa sobreimplante em Empress foi cimentada sobre pilar de zircônia preparado (Figuras 18 e 19). Procedeuse a exodontia da raiz fraturada e a fixação de implante imediato de desenho cônico. hexágono interno Conexão Sistemas de Prótese (Figuras 5 e 6). Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino.8(3):355-60 . a forma. O grau de estabilidade primária alcançada depende de vários fatores. A reabsorção óssea marginal nos implantes carregados imediatamente. o que pode ser um problema para a colocação do implante futuro. e 2). Ao exame clínico-radiográfico. 47 anos. é igual ou ligeiramente reduzida quando comparado às mudanças do nível ósseo ao redor de implantes com carregamento tardio5. além da técnica cirúrgica4. inclusive em locais onde a perda dentária decorreu de complicação endodôntica e fratura radicular3. foi constatada fratura longitudinal da raiz do primeiro pré-molar superior direito. Assim. numerosos estudos têm demonstrado a viabilidade e a previsibilidade dos implantes imediatos com carga ou restauração imediatas. Após a exodontia. Em geral. apesar da ausência da tábua óssea vestibular. plataforma 4. é considerada um tratamento previsível e aceitável2. buscou atendimento para reposição de coroa no elemento 14 (Figuras 1 Figura 2 Radiografia inicial. Estes protocolos beneficiam os pacientes através da redução de procedimentos cirúrgicos e do período de cura. sobre pilar do tipo Ucla.3. Com a seleção cuidadosa do paciente e o planejamento adequado do tratamento. os resultados publicados indicam que o desempenho global pode ser semelhante ao documentado para o implante tradicional1. Anteriormente ao enxerto. o padrão natural de reabsorção óssea geralmente resulta em cristas deficientes. momento em que a restauração definitiva foi confeccionada. O retalho foi suturado (Figura 15) e a paciente acompanhada periodicamente por oito meses (Figuras 16 e 17). incluindo a densidade e a qualidade óssea. para redução do número de intervenções cirúrgicas e da duração total do tempo de tratamento. Para protocolos de carga imediata. mostrando boas condições funcionais. Em ossos macios. Após um ano de função. sendo este portador de tratamento endodôntico e núcleo metálico fundido intrarradicular (Figuras 3 e 4). melhorando assim a aceitação do paciente. parafusada sobre o implante (Figuras 10 e 11). Uma excelente estabilidade primária foi alcançada. a colocação de implantes e/ou restauração imediata têm mostrado resultados promissores na prestação de reconstrução do complexo dentoalveolar em uma abordagem de estágio único. com osso removido com coletor da região de fossa canina (Figuras 7. especialmente na Implantodontia. evitando a condição de desdentado e aumentando a aceitação do paciente quanto a reabilitação após a extração do dente7. os níveis ósseos marginais de implantes carregados imediatamente são melhores que dos convencionais6. imediatamente após a extração do dente.Elerati EL • Assis MP Introdução Na Odontologia atual busca-se a simplificação dos protocolos clínicos. Para otimizar a estética. o design e as características da superfície do implante. o estabelecimento de uma boa estabilidade primária do implante é fundamental. estéticas e de saúde peri-implantar (Figuras 20 e 21). A colocação de implantes em alvéolos frescos. 8. a aplicação imediata de carga através de implante cônico com superfície tratada é um tratamento bem-sucedido a longo prazo1. instalação de coroa provisória em resina acrílica. com carregamento imediato. geralmente. 9 e 12). e ilustrar um caso clínico onde estes procedimentos foram realizados. O caso está em conrole clínico semestral há cinco anos. onde foi realizado enxerto ósseo autógeno particulado. O objetivo do presente estudo foi discutir a colocação de implante imediato em alvéolo fresco. Figura 1 Caso inicial.

Figura 8 Coleta do enxerto.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 3 Raiz fraturada. Figura 7 Coletor de osso. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):355-60 357 . Figura 4 Fratura longitudinal da raiz. Figura 6 Implante colocado. Figura 10 Coroa provisória imediata. Figura 9 Osso autógeno congelado. Figura 5 Preparo do sítio.

Figura 15 Sutura.Elerati EL • Assis MP Figura 11 Coroa provisória parafusada instalada. Figura 16 Controle após três meses. Figura 12 Enxerto colocado. 358 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Figura 17 Controle após oito meses. Figuras 13 e 14 Cobertura com membrana de colágeno.8(3):355-60 .

Há uma resposta biológica significativa pelos tecidos moles e duros para o carregamento imediato de implantes dentários. Figura 20 Controle de cinco anos. pela proximidade do local da cirurgia. desde que seja realizado desbridamento e limpeza completa13. durante este período. A instalação de implantes imediatos em sítios frescos de extração com uma lesão perirradicular e defeito ósseo pode ser bem-sucedida. após um período de cura. dificultando o posicionamento do implante10. Discussão O tratamento com implantes dentários objetiva reabilitar o paciente de forma segura e previsível8. Porém. É evidente que a questão central para observar é o estabelecimento de boa estabilidade primária do implante4. Figura 21 Radiografia de controle de cinco anos. não comprometendo o resultado final14. quando um dente é extraído. Tradicionalmente. Em alvéolos frescos. Figura 19 Caso finalizado. ocorre remodelação óssea e consequente mudança no contorno do tecido gengival9. diminui o risco de necrose óssea e favorece a cicatrização. elas tendem a induzir a formação de uma espessa camada de tecido conjuntivo abaixo da barreira e acima da regeneração óssea. evitando maior invasão cirúrgica. No caso ilustrado. a carga imediata pode ser realizada com sucesso6. As características do implante podem influenciar na aquisição de estabilidade primária e na tensão na crista óssea peri-implantar4.15. Implantes cilíndricos parecem ser contraindicados para protocolos de carga imediata. Relata-se a perda de 40% a 60% do osso alveolar remanescente e afinamento da crista óssea. o osso autógeno promove melhores resultados que o osso sintético2. otimizando os resultados estéticos da reabilitação11.8(3):355-60 359 . devido à diminuição da estabilidade primária e menor resistência para movimento vertical e REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A colocação de um implante imediatamente após a extração dentária modifica o padrão da remodelação ao nível da crista óssea e a instalação de restauração provisória imediata favorece a manutenção da papila e do contorno da margem gengival. A membrana de colágeno pode ser utilizada com sucesso para cobertura de material de enxertia. pois o alvéolo fresco é rico em células periodontais. Em casos onde há fratura radicular é recomendada a instalação de implante imediato.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 18 Pilar estético. Além disso. a fossa canina foi utilizada como área doadora. a colocação imediata de um implante dentário após a extração mantém a dimensão horizontal e vertical do tecido ósseo e mantém os implantes na angulação do dente natural preexistente12. Para a correção de defeitos ósseos em cirurgias de implantes imediatos. segue-se a colocação de um implante. além da vantagem de ser reabsorvível e não necessitar de ato cirúrgico para remoção.

Assim. Mardinger O.107:197-203. Conclusão De acordo com o caso apresentado e a literatura consultada. nem trabalhamos como testemunha especializada. ZechnerW. Tangl S.4(1):1-6. A literature review. Immediate loading of hydroxyapatite-coated implants in the maxillary premolar area: Three-year results of a pilot study.8:169-77. Zarb G. Gelb DA. Andreaza H. In: Estética em Reabilitação Oral Metal Free. New Directions in Surgical Endodontics: Immediate Implantation into an Extraction Socket. 2001.D. 16. On the bone response to oxidized titanium implants. Worthington P. 17. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Romanos GE. de Leonardis D. Proussaefs P. Recebido em: fev/2011 Aprovado em: fev/2011 Endereço para correspondência: Euro Luiz Elerati Av. os autores deste trabalho.Lee SY. Cruz RM. Clinical Oral Implant Research 2004. Schifferle RE. 6. 11. Lai YL. Oliveira CA. 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Windisch S. 10. podemos concluir que a instalação de implantes em alvéolos frescos é um procedimento viável e previsível. Int J Oral Maxillofac Implants 1993. J Prosthet Dent 2004. New directions in surgical endodontics. The long term efficacy of currently used dental implants: A review and proposed criteria of success. Javed F. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.17:567-72. Schifferle RE. Thesis. Gianini V. 8.97:59-68.8:388-99. mediante correto planejamento e técnica cirúrgica apurada. Sul Y.106:8-15. Farnos A. Miyashita E. Kleinman A.com. Dent Clin N Am 2006.22(3):135-9. Watzak G. O tratamento de superfície dado ao implante minimiza o tempo de mineralização19 e melhora o contato entre osso e implante. Immediate implant surgery: a three-year retrospective evaluation of 50 consecutive cases. São Paulo: Editora Artes Médicas. especialmente nos implantes de hexágono interno. Quando há necessidade de enxerto ósseo simultâneo. Rapid implant therapies: immediate implant placement and immediate restoration.15:474-80. Materiais Cerâmicos. Lirette D. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. 18. favorecendo a estética final da prótese.18:326-33. Clinical Oral Implants Research 2005. A utilização das cerâmicas odontológicas livres de metal em procedimentos restauradores apresenta uma excelente alternativa à infraestrutura metálica por suas propriedades estéticas e mecânicas20. Clin Implant Dent Rel Res 2006. immediate implantation into an extraction site.p. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009. Five-year results of implants with na oxidized surface placed predominantly in soft quality bone and subjected to immediate occlusal loading. Mohamed W. Nota de esclarecimento: Nós. Beagle JR.4(2):193-7. A osseointegração ocorre pela mineralização gradual do tecido ósseo em torno do titânio18. Com a evolução do design das fixações. Histologic and histomorphometric analysis of three types of dental implants following 18 months of occlusal loading: a preliminary study in baboons. Os implantes cônicos foram inicialmente projetados. Andreana S.213-328. De Leonardis D. 2002. 19. 12. Proussaefs P. 20.Yeung TC.67(3):89-107. Glauser R. O’Sullivan D. Lozada J. 2. o osso autógeno pode ser utilizado com melhor prognóstico. Zembic A. J Oral Maxillofac Surg 2009. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008. para instalação logo após a extração do dente.16:408-16. Castellon P. melhorias consideráveis têm ocorrido na retenção dos parafusos dos intermediários e das coroas. Oshidab Y. Chaushu G. 13. Estes fornecem maior grau de compactação do osso cortical em regiões de osso pobre17.38:612-20. Andreana S. Ryser M. Pecora G. Mazor Z. além de apresentarem melhor assentamento passivo. Influence of implant taper on the primary and secondary stability of osseointegrated titanium implants.50:375-89. Prótese parafusada versus prótese cimentada. Chang SW. No presente caso. Vieira IB. Ulm C. Sennerby L. 14. Ericksson AR. 21. 7. principalmente. A comparative evaluation of immediate dental implant with autogenous versus synthetic guided bone regeneration. Os procedimentos cirúrgicos e protéticos podem ser realizados simultaneamente com sucesso. J Prosthet Dent 2007. Covani U. Effects of immediate loading with threaded hydroxyapatite-coated root-form implants on single premolar replacements: a preliminary report. Rev ImplantNews 2007. Nós.1(1):11-25. Lima JHC. que pode favorecer a estética pela manutenção do contorno do tecido gengival. Journal of the Mechanical Behavior of Biomedical Materials 2008. Prospective Evaluation of Immediate and Delayed Provisional Single Tooth Restorations. assim como a aplicação de carga imediata.Watzek G. Barão do Rio Branco. Hong JR. 15. 3. J Dent Sci 2009. 4. The Immediate Placement of Endosseous Dental Implants in Fresh Extraction Sites. Perotti V.588 – Sala 1405 – Centro 36016-311 – Juiz de Fora – MG Tel. Bottino Ma. Götenborg University. Park DS et al. Kan J. Tepper G. 5. No caso apresentado. o implante cônico com superfície tratada foi utilizado com a aquisição de excelente padrão de estabilidade primária.22:135-9. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Ph. Degidi M.wettability and morphology) of titanium and dental implant removal torque. Yoo YM. Lozada J. Covani U. Kassim A.91:228-33.: (32) 3215-3763 euro@euroelerati. 2. Relationship between surface properties (roughness. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Int J Oral Maxillofac Implants 1986. uma coroa metal free no sistema Empress foi cimentada sobre pilar estético em zirconia. J Endod 1996. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Elias CN. Quinta Saf. Piatelli A. e maior vantagem das próteses parafusadas21.

a perfect integration between tissue. o tratamento protético foi realizado por meio da confecção de coroa unitária implantossuportada sobre pilar de zircônia. dental implant. **Mestrando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . Doutoranda em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . observou-se que o uso do pilar de zircônia associado a coroa também livre de metal permitiu ao cirurgiãodentista alcançar o resultado estético e funcional desejado. representa uma opção de tratamento viável. utilizando-se o sistema In-ceram Alumina. que permite ao cirurgião-dentista realizar reabilitações protéticas totalmente cerâmicas. no qual uma fratura radicular inviabilizou a manutenção do dente na arcada dentária. followed by immediate temporary implantsupported zirconia abutment. Clinicamente. Uma alternativa recente é a utilização do pilar protético de zircônia. ***Mestre e doutorando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . using the In-Ceram alumina system. An alternative is the use of high-strength ceramic abutments. ABSTRACT With the increasing quest for aesthetics. Key Words . pilar protético e coroa. envolvendo o dente 22. Implant-supported dental prosthesis. seguido de instalação de coroa provisória imediata na região. seguida de instalação de coroa provisória imediata. Dental prosthesis. além de adequada performance mecânica. such as zirconia. Este artigo relata um caso clínico na região anterossuperior. pode-se constatar que em condições clínicas favoráveis a instalação de implante imediato. uma integração final invisível entre tecido. Prótese dentária. implante e coroa tem sido um dos principais desafios da Implantodontia atual.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Pilar de zircônia em implante unitário imediato anterior Zirconia abutment for single-tooth immediate implant restoration: a case report Flávia Zardo Trindade* Gabriel Portela Paulo** Luis Gustavo Oliveira de Vasconcellos*** José Renato Cavalcanti de Queiroz**** Renato Sussumu Nishioca***** RESUMO Com a crescente busca pela estética. *Mestre em Reabilitação Oral – Faculdade de Odontologia de Araraquara – Universidade Estadual Paulista – Araraquara/SP. *****Prof.8(3):363-9 363 . combinando fatores como resistência. Unitermos . Estética. Ceramics. and restorations have been the challenge of current Implant Dentistry. adjunto da disciplina de Prótese Parcial Fixa – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Unesp. which combines factors such as resistance and aesthetics.Dental esthetics. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. com perfeita integração entre tecido gengival e coroa. The authors observed that treatment with zirconia abutment provided the desired functional and aesthetic outcomes. excelente estética e satisfação do paciente. Cerâmica. O tratamento reabilitador consistiu na realização da cirurgia de extração do dente 22 e de colocação de implante imediato. This article reports a clinical case in where an anterior tooth loss was reestablished with an immediate implant.Implante dentário. ****Doutorando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . Além disso. Em seguida.

Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS Introdução A ocorrência de fraturas radiculares representa uma das principais causas das perdas dentárias1. a realização de uma réplica exata da dentição natural para a reposição de um único elemento dentário. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. leva a colorações azulada ou acinzentada dos tecidos circundantes. com manutenção de uma arquitetura harmoniosa dos tecidos2-3 e uma integração final invisível entre tecido.8(3):363-9 . oferecendo a combinação de resistência adequada a estética ideal13. pois sua cor cinza metálico. Esta conduta oferece ao paciente não só uma redução do tempo de tratamento e do número de abordagens cirúrgicas. implante e coroa tornou-se um dos principais desafios para implantodontistas e protesistas4. Recentemente. em que o dente não oferece mais condições para permanecer em função. possíveis recessões dos tecidos moles peri-implantares podem conduzir à exposição do pilar de metal. comprometendo seriamente a aparência esteticamente agradável da restauração6. apresentou-se com suspeita de fratura radicular no elemento 22. tais como coroa total. muitas vezes. Nesses casos. pilares protéticos cerâmicos foram introduzidos no mercado13. a zircônia permite ampla variedade de aplicações clínicas. Para a reposição do elemento 22. seguido de colocação de coroa provisória imediata e coroa unitária implantossu- B A C Figuras 1 Exame clínico e radiográfico demonstrando a fratura do elemento 22. Estudos clínicos têm relatado excelentes taxas de sobrevivência para os pilares de zircônia após um16. Além disso. Dentre os materiais cerâmicos. Em contraste às ligas metálicas. pois exibe maior resistência a fratura dentre as cerâmicas dentais13. exodontia e posterior reposição do elemento dentário por meio de implante. Além disso. Com a crescente busca pela estética. deve-se ressaltar que os pilares de titânio. tem sido uma abordagem amplamente empregada5-9. Exames clínico e radiográfico foram realizados. apesar de propiciarem subestruturas biocompatíveis. a promessa de boa performance clínica da zircônia como material para confecção de pilares protéticos em reabilitações implantossuportadas tem sido suportada por alguns estudos13. sua biocompatibilidade e capacidade de proporcionar excelente estética tem feito da zircônia um material cerâmico popular. próteses parciais fixas e pilares de implante8. Dessa forma. entretanto. Este artigo relatou um caso clínico em que a perda de um dente anterior foi restabelecida com a instalação de implante imediato associado ao uso de pilar de zircônia e coroa livre de metal. Por apresentar propriedades mecânicas superiores. a instalação de implantes unitários imediatamente após a exodontia associada a colocação de coroa provisória imediata tem sido uma modalidade de tratamento viável10-11. a cerâmica apresenta características inerentes de translucidez com melhores propriedades óticas e capacidade de mimetização com os dentes naturais14. como também condição estética e funcional mais satisfatória durante a execução do tratamento e na finalização do caso12. a zircônia é uma excelente alternativa para a confecção de pilares em cerâmica pura15. podem prejudicar a estética em regiões anteriores. Visando contornar tais problemas inerentes aos pilares metálicos e obter melhores resultados estéticos das restau- rações implantossuportadas. São confiáveis6 e apresentam excelente estabilidade e resistência9. 364 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Considerando a estética como um dos aspectos mais importantes para a obtenção da satisfação do paciente. três9 e quatro anos de função8. poucos são os casos clínicos publicados17-18. constatando-se a fratura e indicando a remoção desse elemento dentário (Figuras 1). foi planejada a instalação de implante imediato na região. 35 anos.

durante a exodontia do dente 22. sendo ela parafusada. optou-se pela confecção de coroa cimentada. foi realizada a aplicação da cerâmica de cobertura. portada sobre pilar de zircônia. um pilar provisório Ucla Hex. uma loja cirúrgica foi realizada no alvéolo com a finalidade de instalar um implante hexágono externo de 15 mm de comprimento. sendo utilizada uma infraestrutura de In-Ceram Alumina (Figuras 6). usinado e posicionado sobre o implante. observou-se que a gengiva ao redor do implante apresentava-se com um contorno adequado. com torque de 20 Ncm.Relato de Caso Clínico Caderno Científico A B Figuras 2 Integridade do alvéolo demonstrada em vista frontal e oclusal. foi confeccionada uma coroa provisória pela técnica do dente de estoque.8(3):363-9 365 .75 (Conexão Sistema de Prótese) foi selecionado. Dessa forma. em seguida. O resultado final pode ser observado nas Figuras 8. pelo orifício de entrada do parafuso de retenção. consequentemente. Em seguida. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. que foi inserido com auxílio de catraca manual e obtendo-se torque acima de 45 Ncm (Figuras 3). para que os procedimentos de moldagem fossem realizados (Figuras 5).75 mm de diâmetro (Máster Porous. por meio de moldagem com moldeira aberta associada a silicone de adição (Elite H-D. tomou-se o cuidado de manter a integridade do alvéolo. Conexão Sistema de Prótese). e sobre ele foram realizadas todas as fases laboratoriais necessárias para a obtenção da coroa definitiva. o pilar de Zircônia (Conexão Sistema de Prótese) selecionado foi usinado. As provas funcionais do pilar de Zircônia (Conexão Sistema de Prótese) e da infraestrutura de In-Ceram Alumina foram realizadas. a qual foi aferida por meio de uma sonda periodontal e de curetas (Figuras 2). A B Figuras 3 Implante hexágono externo (15 mm x 3.75 mm) instalado no alvéolo em vista frontal (A) e oclusal (B). As provas funcionais e os ajustes oclusais foram realizados previamente a cimentação convencional da coroa. Sendo assim. por 3. Após a instalação do implante. Zhermack). Após um período de seis meses para cicatrização e osseointegração do implante. e contatos oclusais uniformes foram estabelecidos (Figuras 4). conforme as Figuras 7. utilizando-se o sistema InCeram Alumina. Após a seleção da cor. o modelo de trabalho foi obtido. Sobre este. Devido a angulação do implante e. MS 3.

75 posicionado sobre o implante em vista frontal (A) e oclusal (B). C D 366 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS A B Figuras 4 Pilar provisório Ucla Hex. Observe a saúde periodontal periimplantar após seis meses de cicatrização.8(3):363-9 . C D E E A B Figuras 5 Coroa provisória posicionada (A e B) e removida (C e D). Coroa provisória instalada em vista frontal (C) e oclusal (D) e exame radiográfico com a provisória em posição (E). MS 3.

REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):363-9 367 . Infraestrutura de In-Ceram Alumina confeccionada sobre o pilar (D).Relato de Caso Clínico Caderno Científico A B C D Figuras 6 Modelo de trabalho obtido (A) e pilar de Zircônia selecionado (B) e usinado (C). A B C D Figuras 7 Provas funcionais do pilar de Zircônia e da infraestrutura de In-Ceram Alumina.

coroa protética. para que a instalação de imsobreimplantes8-9. Estes autores mecânico da cerâmica. Um estudo prospectivo utilizando pilares plantes unitários imediatamente após a exodontia seja uma de zircônia em implantes unitários nas regiões anterior e modalidade de tratamento com sucesso previsível23. Ausência de infecção. juntamente com a cor semelhante a dos dentes natucarga imediata (carga oclusal aplicada em coroas provirais. com presença de cortical vestibular e de boa compatibilidade. boa higiene bucal e disso. tração de dentes tem apresentado alto índice de sucesso Outro aspecto a ser considerado para ideal restafuncional e estético19. verificar a presença de alvéolo intacto. visto que as propriedades te. após um período de seis meses. serem observados. ópticas favoráveis da cerâmica. Além disto. semelhante a do titânio8.8(3):363-9 . tais como a transmissão de em alvéolos onde os dentes foram recém-extraídos. A extração dentária induz reabsorção belecimento da estética e da função no tratamento com de 23% da crista óssea. Ausência de infecção. Entretanto. Um estudo recente mostrou que a orientação das fibras colágenas Discussão 368 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. subsequente. boa higiene bucal e ausência comprovando o excelente desemdo hábito de fumar são os principais aspectos a serem penho mecânico da zircônia. utiliausência do hábito de fumar são os principais aspectos a zando a zircônia como infraestrutura de próteses fixas. demonstrou excelente taxa de sobrevivência de 97. e com luz. Além disto.8% a 100%9 das restaurações. favorável para o restabelecimento da função e da estética24. com presença de cortical vestibular e de boa estabilidade inicial do implante propiciam um prognóstico A instalação de implantes imediatamente após a exfavorável para o restabelecimento da função e da estética24. alguns de pré-molares demonstrou total ausência de fratura nesses fatores devem ser considerados no diagnóstico e no plano pilares durante um período de quatro anos de uso8. pois apresenta uma resposta favorável dos tecidos estabilidade inicial do implante propiciam um prognóstico moles. estudos clínicos têm demonstrado relataram uma taxa de sobrevivência de 100% dos implanque a zircônia apresenta bom sucesso clínico. podendo tes com resultados clínicos e radiográficos semelhantes ao ser utilizada tanto em infraestrutura sobredentes como protocolo padrão. promovem uma performance estética excelente nos sórias posicionadas imediatamente após a inserção do casos de reabilitações unitárias24. Dessa forma. Quanto ao desempenho implante) na região de pré-molar a pré-molar. implantes refere-se à seleção adequada do pilar protético ocorrendo severa modificação da arquitetura dos tecidos e da. para preservar o nível ósseo sociados a coroas em cerâmica pura têm contribuído para durante o processo de cicatrização e manter um excelente a obtenção de um melhor resultado estético.21-22 têm proposto implantes imediatos. alguns autores7.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS A B Figuras 8 Aspecto final da infraestrutura de zircônia e da coroa de In-Ceram Alumina. quando comperfil estético dos tecidos ao redor da prótese sobreimplanparados aos pilares de titânio. verificar a presença de alvéolo na zircônia refere-se a sua biointacto. Pilares cerâmicos asduro e mole20. outro estudo prospectivo (três a cinco anos). Observe a mimetização desse tipo de restauração com os dentes adjacentes. Além de tratamento. Outra vantagem observada observados.

material comprovadamente biocompatível. 2005. Collagen fiber orientation around machined titanium and zirconia dental implant necks: an animal study. Zirconia implant abutments: A review. West JD. No presente caso clínico. Tais aspectos comprovam que a zircônia se equipara ao titânio. Scharer P. 777 – Jardim São Dimas 12245-000 – São José dos Campos – SP Tel.to 3-year multicenter study. The esthetic dental implant: letting restoration be the guide. J Am Dent Assoc 1995. Conclusão Pode-se concluir que a estratégia de instalação de implante imediato. Lee CY.unesp. Studer S. Zembic A. Bechor R. Montero J. Além dos aspectos já relatados para a realização de reabilitações implantossuportadas com o resultado desejado. Lang BR. 10. Hurzeler MB. 9. além de ser facilmente fixada ao implante.74(2):268-73.11(2):205-9. Int J Prosthodont 2004. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. associado a coroa também livre de metal. Jung RE. Fresh-socket implants in periapical infected sites in humans. 14. 25. Prestipino V. como anteriormente relatado. 2. 3. Bucco-lingual bone remodeling around implants placed into immediate extraction sockets: a case series. Jung RE. Int J Prosthodont 2001. 12. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Entretanto. One-year follow-up of first consecutive 100 zirconia dental implants in humans: a comparison of 2 different rough surfaces. Clin Oral Implants Res 2009. Int J Periodontics Restorative Dent 1999. Além disso. Sailer I. Yilmaz H. Covani U. Blatz MB. Zadik Y. Predictable peri-implant gingival aesthetics: surgical and prosthodontic rationales. Kan JY. J Oral Implantol 2008. et al. 16. Covani U. Gherlone E. Becker W.5(2):63-8. Entretanto. treatment planning and treatment steps/or successful outcomes. 5. Recebido em: ago/2010 Aprovado em: nov/2010 Endereço para correspondência: Flávia Zardo Trindade Rua Engenheiro Franscisco José Longo. An histologic and histomorphometric study of bone reactions to unloaded and loaded non-submerged single implants in monkeys: a pilot study.81(3):378-83. 13. Pract Proced Aesthet Dent 2001. Andersson B. J Esthet Dent 1993. Immediate placement of implants into extraction sockets: implant survival. Piattelli A. a seleção do tipo de retenção da coroa ao implante também é um importante fator a ser considerado.13(9):691-8. Oates TW.77(11):1914-20. Analysis of factors related to extraction of endodontically treated teeth.17(3):285-90. Clin Oral Implants Res 2009. Sandler V. Dessa forma. Identification of stability changes for immediately placed dental implants. os autores observaram semelhante adesão do tecido conjuntivo tanto para a superfície de titânio quanto a de zircônia. Sadan A. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. A reabilitação com implantes imediatos associados a pilares e coroas protéticas livres de metal apresentam algumas vantagens estéticas. 2010. Kois JC. Hammerle CH.8(3):363-9 369 . Ruggeri A. 21. Isidor F. Cornelini R.25(4):343-9. 6. Trisi P. 4. Além disso. Immediate restoration of single implants placed immediately after tooth extraction. 20. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Vozza I. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Bianchi A. Mastrangelo F. Holst S.20(3):219-25. Reconstruction of the lost interproximal papilla-presentation of surgical and nonsurgical approaches. Immediate restoration of implants placed into fresh extraction sockets for single-tooth replacement: a prospective clinical study. A localização adequada dos implantes nem sempre é possível e as coroas quando cimentadas proporcionam maior liberdade para localização e alinhamento do implante. Bergler M. 17. Siegenthaler D. 18. Barone A. Cangini F.67(11 Suppl):74-81. Barone A.33(4):303-10. um protocolo de tratamento apropriado e adequado domínio de técnica são importantes fatores a serem considerados para que o emprego da técnica seja bem-sucedida. Zirconia abutments for single-tooth implants-rationale and clinical guidelines. Hasegawa H. devido a posição e angulação do implante não estar adequada para a realização de coroa parafusada. Esthetic high-strength implant abutments. Holderegger C. Sorensen JA. Para isso. quiz 700. Oliva J. por propiciar menor acúmulo de placa sobre os mesmos6. o uso do pilar de zircônia. Cornelini R. Sailer I.106(5):31-5. Alumina ceramic implant abutments used for single-tooth replacement: a prospective 1. Cappare P. Gomes AL. Blatz MB. Zembic A. Schibli M. J Oral Rehabil 2008. Int J Periodontics Restorative Dent. Rosenquist B. Randomized controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for canine and posterior single-tooth implant reconstructions: preliminary results at 1 year of function.: (12) 3307-7753 flavia. Int J Periodontics Restorative Dent 2005. 19. Part II. A clinical report. Block MS. 7. J Periodontol 2010. Sailer I. Immediate implant placement: diagnosis. 23. Rispoli L. Oliva X. no que se refere a biocompatibilidade. N Y State Dent J 2010. tais vantagens não garantem que uma estética ideal seja alcançada no resultado final. Wilson TG. Ingber A. quando coroas cimentadas são a opção de tratamento.Relato de Caso Clínico Caderno Científico ao redor do pilar de titânio e de zircônia é semelhante25. Experimental zirconia abutments for implant-supported single-tooth restorations in esthetically demanding regions: 4-year results of a prospective clinical study. Grenthe B.126(3):319-25. optou-se pela retenção por cimentação da coroa sobre o pilar protético de zircônia.trindade@fosjc. Crespi R. Covani U. Timing of implant placement relative to tooth extraction.76(1):30-3. Franchi M. Romasco N.19(4):314-20.19(4):395-406. Scarano A. a zircônia apresenta-se superior ao titânio quanto a formação de placa bacteriana na superfície dos pilares protéticos. promovendo excelente resultado estético. J Calif Dent Assoc 2005. Schropp L. Jr. pôde proporcionar a excelente estética e a função desejada. Contudo. Quaranta A. Immediate load and esthetic zone considerations to replace maxillary incisor teeth using a new zirconia implant abutment in the bone grafted anterior maxilla. Ata SO. Zizzari V.br Referências 1. J Periodontol 2003.22(4):623-30. Hammerle CH. Clinical considerations for densely sintered alumina and zirconia restorations: part 2.25(5):439-47.14(5):432-8. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008. Aydin C. Scharer P. 21-2.20(8):802-8. Taylor A. Salehrabi R. Tete S. Blatz MB.35(Suppl 1):33-43. representa uma opção de tratamento viável em áreas em que a estética é exigida. Wohlwend A.24(1):52-8. 8. Garber DA. seguido de colocação de coroa provisória imediata. 22. J Oral Maxillofac Surg 2009. Strub JR. J Periodontol 2006.22(3):430-5. Scheller H. o mal posicionamento do implante não irá interferir no resultado estético final. Lang B. Glauser R. pois pode ser um aspecto determinante na estética final. 11. J Oral Implantol 1993. Single-tooth zirconia implant located in anterior maxilla. Já a prótese implantossuportada parafusada possui a vantagem de reversibilidade da restauração. 24. este tipo de retenção pode interferir no resultado estético e no esquema oclusal devido a presença do orifício de entrada do parafuso de retenção16. 15.34(5):259-67. Randomized-controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for single-tooth implants in canine and posterior regions: 3-year results. Oliva JD.

Pressable ceramics.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Personalização de pilar em zircônia por meio de cerâmica injetada: alternativa para casos estéticos Customized zirconia abutment using pressable. principalmente na região anterior. Key Words . a standard zirconia abutment was waxed-up and then pressed with fluorapatite glass-ceramic ingot. Aiming for an adequate emergence profile and finishing margins that provide hygiene access. os princípios biológicos. *****Especialista em Dentística – FOB-USP.Implant-supported prosthesis. mechanical. injection-molded ceramics: an alternative for esthetic cases Ivan Doche Barreiros* Duílio de Souza** Guilherme Costa Carvalho Silva*** Cláudia Silami de Magalhães**** Allyson Nogueira Moreira***** RESUMO A utilização de pilares personalizados em zircônia permite a possibilidade da reabilitação implantossuportada funcional e estética. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Professor associado do Departamento de Odontologia Restauradora – FO-UFMG. ****Mestre e doutora em Clínica Odontológica – FOP-Unicamp. com custo reduzido. The aim of this paper was to report a clinical case in which recontouring of a standard zirconia abutment was performed using pressable. mecânicos e estético foram alcançados para a resolução do caso.Prótese dentária suportada por implantes. Dental implants. Zirconia. Doutorando em Clínica Odontológica – FO-UFMG. ***Especialista e mestre em Implantodontia – FO-PUC-MG. Departamento de Clínica. Patologia e Cirurgia – FO-UFMG. the clinical case could be finalized. However. and the biological. *Mestre e doutor em Dentística – FOB-USP. Then. o custo de tais pilares protéticos pode limitar sua aplicação rotineira na clínica. and esthetic principles reached. **Professor convidado do Curso de Aperfeiçoamento em Prótese sobre Implantes – FO-UFMG. Doutor em Periodontia – Universidad de Buenos Aires. Professora associada do Departamento de Odontologia Restauradora – FO-UFMG. Cerâmica prensada. O objetivo do presente estudo foi relatar um caso clínico onde a reanatomização de um pilar préfabricado em zircônia foi realizado por meio de cerâmica injetada. Buscando perfil emergente adequado e margens subgengivais que permitissem acesso à higienização. Zircônia. injection-molded ceramic. considerable costs of such custom zirconia abutments may limit their daily clinical use. ABSTRACT The use of zirconia customized abutments allows the possibility of the esthetic rehabilitation on implant-supported restorations. Com isto. Professor adjunto. Unitermos . Implantes dentários. Major do Quadro da Saúde da Polícia Militar de Minas Gerais.8(3):371-5 371 . um pilar em zircônia foi sobre-encerado e posteriormente incluído para injeção de cerâmica prensada. No entanto.

apresentou-se na Faculdade de Odontologia da UFMG para reabilitação protética sobre um implante de conexão externa e plataforma estreita de 3. uma vez que o acesso ao parafuso de fixação da coroa se posicionaria próximo à região incisal. Após cirurgia para reabertura e instalação do pilar cicatrizador. Sobre o mesmo. O pilar em zircônia foi então preparado por desgaste na região incisal e sobre-encerado (Figura 4). o que deixaria a cerâmica na região sem suporte adequado no caso da opção por uma prótese aparafusada. adaptou-se ao modelo um pilar estético pré-fabricado em zircônia (Conexão Sistemas de Próteses Ltda. Utilizou-se a coroa provisória como o transferente. realizou-se a moldagem de transferência para obtenção do modelo de trabalho. como também dificulta a reprodução na prótese de translucidez e opalescência natural do dente1-3. Entretanto. Como alternativa. sendo passíveis de adequação ao caso por desgaste por meio de fresas ou abrasivos. a fim de se obter a precisa reprodução da gengiva peri-implantar. pode ser dificultada pelo pilar protético metálico. principalmente nos casos unitários anteriores11. especialmente dos personalizados. Planejou-se a confecção de uma coroa livre de metal. estando pronto para inclusão e injeção da cerâmica. propriedades ópticas adequadas. Tais pilares protéticos podem ser pré-fabricados. Conexão Sistemas de Próteses Ltda. Gotemburgo. algumas vezes.. como também compatibilidade biológica excelente6-7. ou seja. adequando-se aos princípios biológicos e mecânicos dos preparos cavitários.. Relato de Caso Clínico Paciente do gênero feminino. No modelo de trabalho. Ivoclar Vivadent Ltda. visando o condicionamento dos tecidos moles peri-implantares. verificou-se a necessidade da utilização de uma coroa do tipo cimentada. sendo esta desenvolvida para a injeção sobre as estruturas em zircônia. muitas vezes a reabilitação com componentes metálicos acaba sendo a escolhida por motivos financeiros. Em seguida. diversos sistemas emergiram.Barreiros ID • de Souza D • Silva GCC • de Magalhães CS • Moreira AN Introdução A exigência estética dos pacientes que buscam a reprodução fiel das estruturas dentais e gengivais faz com que a reabilitação da região anterior com o uso de implantes osseointegrados seja desafiadora. O implante fora instalado previamente na mesma instituição. pode ser um fator limitante ao seu uso. confeccionados de acordo com a especificidade de cada caso por meio das tecnologias CAD-CAM (computer aided design – computer aided manufacturing) ou MAD-MAM (manually aided design – manually aided manufacturing). desenvolvimento e utilização de pilares cerâmicos para confecção de próteses implantossuportadas livres de metal são uma realidade atual4-7. A integração harmônica da estrutura protética junto aos tecidos mole e duro. resultando em uma estrutura com alta resistência mecânica. o uso de um pilar personalizado. tornando-se uma alternativa viável aos pilares tradicionais em ligas metálicas. São Paulo/SP). A pastilha vitro/cerâmica de fluorapatita selecionada (IPS e. Os pilares em zircônia apresentam alta resistência mecânica. utilizando-se de pilar em titânio preparável tipo Ucla (Conexão Sistemas de Próteses Ltda. aguardou-se três semanas para o início do procedimento restaurador (Figura 1). São Paulo. Devido a isto. Suécia)8 no início dos anos 1990. Sucessivos acréscimos de resina acrílica na região do perfil emergente da coroa foram realizados até se alcançar uma arquitetura gengival satisfatória.10.3 mm de diâmetro (Master Porous. SP) na região do dente 22. obteve-se um pilar personalizado em zircônia (Figuras 5 e 6) respeitando todos os princípios biológicos e mecânicos. sendo ultimamente os pilares em zircônia (óxido ou dióxido de zircônio estabilizado por ítrio) os mais populares6. sendo este reanatomizado com acréscimo de cerâmica prensada/injetada. com custo reduzido. 28 anos. Portanto. os objetivos funcional. 372 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. considerou-se a personalização do pilar pré-fabricado em zircônia utilizando-se a injeção de uma cerâmica pela técnica da cera perdida. Apesar de indicado para restaurações implantossuportadas anteriores. o custo dos pilares em zircônia. estético e biológico da restauração foram alcançados. Após estabilização e manutenção do contorno gengival. São Paulo/SP) se adequava às propriedades físico-químicas da zircônia do pilar. observou-se que o término do pilar encontrava-se em posição extremamente subgengival (Figura 3) demandando. Desde a disponibilização do pilar em alumina CerAdapt (Nobel Biocare.. Na oportunidade. onde a estética é fator primordial. Com isto. uma coroa cerâmica livre de metal estratificada foi confeccionada e cimentada (Figura 7). portanto. revestido diretamente por resina acrílica autopolimerizável.max ZirPress. Também estão disponíveis os pilares personalizados. São Paulo/ SP) que permite a personalização.. Por fim.8(3):371-5 . são disponibilizados pelos fabricantes em dimensões estandardizadas. Um pilar cicatrizador foi aparafusado ao implante durante o período de presa do gesso. Opções de pilares protéticos personalizados fabricados por meio de CAD-CAM ou MAD-MAM foram descartadas pela paciente por questões de custo. o objetivo deste trabalho foi relatar um caso de personalização de pilar pré-fabricado em zircônia. normalmente. permanecendo submerso durante o processo cicatricial por quatro meses.9. buscado a máxima mimetização dos dentes adjacentes da jovem paciente. que se deu em quatro meses. foi preparada uma restauração provisória parafusada (Figura 2). Inicialmente. por desgaste. A presença da estrutura metálica interna à prótese pode deixar evidente um sombreado cinza em pacientes com fenótipo gengival fino.

Figura 2 Condicionamento gengival por meio de restauração provisória em resina acrílica. evidenciando adequada posição do término. que deve cessar em até cinco minutos. Figura 5 Pilar personalizado. Figura 3 Término do pilar pré-fabricado em posição muito subgengival. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):371-5 373 . desrespeitando princípios biológicos. Figura 6 Pilar personalizado em boca. preparado para inclusão e prensagem. Notar suave isquemia na margem gengival. com as paredes interproximais acompanhando a anatomia das papilas.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 1 Aspecto clínico do tecido mole peri-implantar após remoção de pilar cicatrizador. Figura 7 Coroa cerâmica livre de metal cimentada sobre o pilar personalizado. Figura 4 Pilar desgastado e término reanatomizado com cera.

como também Em termos de propriedades mecânicas. No presente relato. (3% a 5%). modificando a estrutura cristalina tetragonal um perfil emergente natural será estabelecido pelo pilar parcialmente estabilizada em uma forma monoclínica. cujos valores de resistência mecânica são superiores implantossuportadas livres de metal apresentaram cor mais aos da cerâmica feldspática. Uma alternativa simples para a personalização seria perfil adequado. cas).15-16. As paredes axiais e ao redor do orifício de acesso gengival compatível com a capacidade de higienização do ao parafuso devem apresentar espessura mínima entre 0. Com isto. Um restaurações metalocerâmicas . preferencialmente naturalidade da restauração é o perfil emergente. Como os níveis da zircônia apresenta uma característica única descrita como plataforma do implante e da junção amelocementária dos active crack resistance (resistência à propagação de trindentes adjacentes diferem em relação à margem gengival. atualmente.7 mm. há um aumento na va interproximal. devido à homogeneidade semelhante aos dentes adjacentes quando comparadas às 2 e baixíssima porosidade em sua forma de pastilha. Um pilar protético zação em pilares de zircônia pré-fabricada21. com micropartículas de diamante fundidas à base metálica.7. Do ponto de vista riais demonstraram resistência à fratura superior às forças estético. um fator crucial para se alcançar a de corte. Esta ou pela coroa protética. como também mente. em posição subgengival. O torque recomendado do parafusamento A reabilitação de perdas dentárias na região anterior com uso de deve ser respeitado. atualregiões posteriores. em algumas situações. pontas diamantadas com altíssimo poder Do ponto de vista estético. Entretanto. A da restauração é o perfil emergente.8(3):371-5 . Portanto. Tensões externas podem causar trincas na estrutura a transformação da plataforma do implante circular em cerâmica. A reabilitação de perdas dentárias na região anterior com resultados satisfatórios. inclusive em altamente previsível em longo prazo . também possibilitando a remoção dos excessos e 0. desgaste.19. gerando uma tensão de compressão que retarda respeitando a arquitetura gengival e atentando-se à gengia propagação das trincas. Cuidados devem ser coronal. a metálico pode provocar sombras na gengiva marginal em cerâmica feldspática possui resistência flexural limitada pacientes com fenótipo fino. e com intensa irrigação devem ser utilizadas20. Embora esta volumes. para resistir ao assentamento e ao torque do parafuso7. O custo pode ser um de cimento14. que preferencialmente estará mais para resistência à fratura do material4. Este perfil começa a se desenhar nova forma monoclínica possui uma expansão volumétrica logo na plataforma do implante. mas também com relatos de personalidos dentes adjacentes na coroa protética.5 paciente. sobretudo. Outro aspecto estético Trata-se de prática relativamente comum. a personalimitante para o uso de um pilar personalizado em zircôlização do pilar torna-se obrigatória para se alcançar um nia. com margens em posições biologicamente com acréscimo de uma cerâmica feldspática de cobertura. não se mensura a taxa plataforma metálica do implante pode induzir trincas de sucesso apenas pela sobrevivência do complexo implante/ no pilar19. como também se consideram os aspectos estéticos13. um estudo por meio do acréscimo de cerâmica prensada de fluorapaclínico controlado randomizado concluiu que restaurações tita. brevivência do complexo implante/prótese. Se necessário o prótese. uma vez que o atrito gerado entre implantes osseointegrados tem se mostrado altamente previsível a superfície de zircônia e a em longo prazo12. Estudos clínicos avaliando cocom uso de implantes osseointegrados tem se mostrado 12 roas sobre pilares personalizados em zircônia. Portanto. um fator crucial para se alcançar a naturalidade fisiológicas da mastigação na região anterior5. optou-se pela personalização percepção estética possa parecer subjetiva. Contudo. um pilar protétiestudo revelou que pilares metálicos personalizados com co não metálico e da cor do dente seria interessante para Discussão 374 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Entretanto. Em próteses cimentadas.10. o término do preparo do tomados na utilização e na personalização de pilares em pilar protético deve se posicionar em uma profundidade zircônia. ensaios laboratose consideram os aspectos estéticos13. não reportaram fraturas. não se mensura a taxa de sucesso apenas pela sofoi observada ótima saúde gengival peri-implantar11. Os pilares em zircônia personalizados têm sido utilizados largamente nos casos em que a estética é fundamental.Barreiros ID • de Souza D • Silva GCC • de Magalhães CS • Moreira AN minimizar estes fatores complicadores à estética. como também pode afetar para agir como base de pilar quando aplicada em grandes as propriedades ópticas da restauração1.17-18. sobre importante é a necessidade de se mimetizar cor e textura pilares metálicos. favoráveis nas próteses cimentadas.

The positive relationship between excess cement and peri-implant disease: a prospective clinical endoscopic study. An esthetic comparison of a metal ceramic crown and cast metal abutment with an all-ceramic crown and zirconia abutment: a clinical report. Faria R. 20. Edelhoff D. Jung RE. Knauber AW. Blatz MB. J Prosthodont 2009.81:34-42.20:802-8. 21. Próese sobre implantes – planejamento. A systematic review of the 5-year survival and complication rates of implant-supported single crowns. Thompson G. 2. Wohlwend A. Zembic A. Hämmerle CH. Lang NP. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Suter A. Int J Prosthodont 2010. 17. Yildirim M. Levenson D. Wang HL. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties.95:444-9. o planejamento cirúrgico-protético de cada caso ainda é o fator mais fundamental para o sucesso clínico e estético na terapia com implantes. Erdelt KJ. nem trabalhamos como testemunha especializada. Clin Oral Implants Res 2008. Sailer I. J Prosthet Dent 2006.8(3):371-5 375 .17:285-90. Nothdurft F. 6.p. Pospiech PR.21:857-65. a um pilar personalizado pelo sistema CAD-CAM Lava (3M Espe do Brasil Ltda. Nakamura K. com custo reduzido quando comparado aos pilares personalizados pelo sistema CAD-CAM. 10. Sailer I.2:296-310. Salienta-se ainda que alguns sistemas CAD-CAM necessitam de uma base (adaptador) metálica que é silicatizada e cimentada adesivamente ao pilar cerâmico. Rossi Iommetti P. Glauser R.23:299-309.18:17-22.Relato de Caso Clínico Caderno Científico cerâmica prensada alcançaram níveis de resistência à fratura significativamente maiores que pilares em zircônia.22:616-9.25:991-8. Eur J Esthet Dent 2007. An overview of zirconia ceramics: basic properties and clinical applications. chega-se a um valor aproximadamente 40% e 25% menor quando comparado. Marx R. Bottino MA. Fischer H. Tan PL. Salameh Z. Sailer I. 19. Zirconia implant abutment fracture: clinical case reports and precautions for use. Dunne JT Jr. respectivamente. Recebido em: jan/2011 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Allyson Nogueira Moreira (Faculdade de Odontologia UFMG) Av. São Paulo: Editora Santos. Zwahlen M. J Oral Maxillofac Surg 2009. Bayne SC. Mattiola A. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. In vivo fracture resistance of implantsupported all-ceramic restorations. Pilares estéticos cerâmicos.67:74-8. Nota de esclarecimento Nós. Pospiech P. Raffaelli L. Int J Prosthodont 2007. biológicos e de estética. Kanno T. J Prosthet Dent 2004. Zembic A. Int J Oral Maxillofac Implants 2010.90:325-31. Sailer I. Keenan AV. Khraisat A.Part I. Apesar dos pilares personalizados em zircônia apresentarem vantagens estéticas sobre os pilares protéticos metálicos. Jung RE. In: Francischone CE. Adatia ND. J Dent 2007. 4. Doppler KE. Siegel S. Int J Periodontics Restorative Dent 2008. 16. Ingber A. Cooper LF. Fracture resistance of yttria-stabilized zirconia dental implant abutments. 3. 8. 6. J Prosthet Dent 2003. Schärer P. Gais. ou os membros de nossas famílias.28:357-65. Ortengren U. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. J Periodontol 2010. 9. Holderegger C. Glauser R. Int J Prosthodont 2009. Manicone PF. Thomas GW. Pjetursson BE. Esthetic index for anterior maxillary implant-supported restorations. Driscoll CF.35:819-26. Holst S. Park SW. The effect of all-ceramic and porcelain-fused-to-metal restorations on marginal peri-implant soft tissue color: a randomized controlled clinical trial. O sistema MAD-MAM é extremamente sensível à técnica. Experimental zirconia abutments for implant-supported single-tooth restorations in esthetically demanding regions: 4-year results of a prospective clinical study. Conclusão A personalização do pilar pré-fabricado em zircônia por meio de acréscimo de cerâmica prensada proporcionou a resolução protética do presente caso clínico.com. Romberg EE. 7. Int J Prosthodont 2004. J Periodontol 2009. Clin Oral Implants Res 2010.11:68-9. J Prosthet Dent 2009. 14. Hämmerle CH. Sumaré/ SP) ou MAD-MAM Zirkonzahn (Zirkonzahn GmbH. Nothdurft FP. Influence of artificial aging on the load-bearing capability of straight or angulated zirconia abutments in implant/tooth-supported fixed partial dentures. 2008. 12. previsibilidade e estética. Clin Oral Implants Res 2009. Aboushelib MN. de Carvalho PSP. Jung RE.80:1388-92. Ceramic implant abutments: cutting efficiency and resultant surface finish by diamond rotary cutting instruments. Schibli M.19:119-30. Thompson JY. 5.br Referências 1.101:226-30. Milleding P. Bergler M. 11. Studer S. Somando-se o custo do pilar pré-fabricado ao procedimento laboratorial de desgaste. Itália). respeitando os princípios mecânicos. Nós. Kim HI. 13. Canullo L. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Esthetic high-strength implant abutments .: (31) 3409-2456 dangelogatil@terra. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. os autores deste trabalho. Clinical outcome study of customized zirconia abutments for single-implant restorations. J Esthet Dent 1993. Zirconia as a dental implant abutment material: a systematic review. sendo dependente de qualidade e treinamento do técnico. Jung RE. Prestipino V. sobre-enceramento e injeção da cerâmica..5:29-36. Zembic A. Kim S. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Monaco EA Jr.20:489-93.86. Brewer JD. 22.627 31270-901 – Belo Horizonte – MG Tel. Block MS. por exemplo. Antonio Carlos. 18. Juodzbalys G. 15. Single-tooth implant reconstructions: esthetic factors influencing the decision between titanium and zirconia abutments in anterior regions. Zirconia abutments for single-tooth implantsrationale and clinical guidelines. sendo que em nenhum espécime houve fratura prematura entre o metal e a cerâmica injetada22. Hämmerle CH. Comparison of fracture resistance of pressable metal ceramic custom implant abutments with CAD/CAM commercially fabricated zirconia implant abutments. Randomized-controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for single-tooth implants in canine and posterior regions: 3-year results. Are ceramic and metal implant abutments performance similar? Evid Based Dent 2010.91:215-8. Prefabricated zirconium dioxide implant abutments for singletooth replacement in the posterior region: evaluation of peri-implant tissues and superstructures after 12 months of function.

8(3):377-80 377 . O presente trabalho visou avaliar a presença de estabilidade secundária em 370 implantes instalados nos Cursos de Especialização em Implantodontia (Unoesc/JBA e Soebrás-Funorte/Passo Fundo). alcançando-se assim a estabilidade secundária e. Mestre em Implantodontia – Unisa/SP. Lages/SC e Passo Fundo/RS. Lages/ SC e Passo Fundo/RS.57%. ABSTRACT Dental implant stabilization at the time of surgical placement. Doutor em Estomatologia – PUC/RS. ***Especialista em Implantodontia – PUC/RS. representa um dos mais importantes fatores para que os mecanismos de reparação óssea sejam processados. Doutorando em Implantodontia – SLMandic/SP. Unoesc/ Joaçaba/SC and Funorte-Soebrás/Passo Fundo/RS. Secondary stability.57%. *****Coordenador dos cursos de especialização em Implantodontia – Soebrás Funorte/Florianópolis/SC. Key Words – Dental implants. através de contratorque de 25 Ncm2 no momento da cirurgia de reabertura para colocação de cicatrizadores.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Avaliação da estabilidade secundária de 370 implantes consecutivos do Sistema Conexão Evaluation of secondary Stability of 370 dental implants – Conexão System Luciele Boiaski da Silva* Wilson Pogere** Estevo D`Agostini Derech*** Marcelo Carlos Bortoluzzi**** Rafael Manfro***** RESUMO A estabilização dos implantes osseointegrados no momento de instalação cirúrgica. ****Coordenador das disciplinas de Cirurgia Bucomaxilofacial e Patologia Bucal do Curso de Graduação em Odontologia – Unoesc/SC. como consequência desse processo. represents one of the most important factors for bone repair mechanism. Professor dos cursos de especialização em Implantodontia – Soebrás Funorte/Florianópolis/SC. The implants that could stand the movement were considered osseointegrated. Osseointegration. Osseointegração. thereby later achieving the secondary stability as a consequence of the osseointegration process. denominada de estabilidade primária. called primary stability. Unitermos – Implantes osseointegrados. Dos 370 implantes. *Especialista em Implantodontia – Funorte/Soebrás/Passo Fundo/RS. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. seja alcançada a osseointegração. Success evaluation was made through the counter-torque movement of 25 Ncm. Estabilidade secundária. Nine of the 370 implants showed no osteointegration resulting in a success rate of 97. nove apresentaram ausência de osseointegração resultando em um índice de sucesso de 97. **Especialista em Implantodontia – Unoesc/Joaçaba/SC. This study aimed to evaluate the presence of secondary stability of 370 implants placed in the postgraduation course of Implantology.

4.4-7. Nenhum destes implantes foi perdidos. 46 implantes foram instalados com auxílio de técnicas de levantamento de seio maxilar e 32 foram instalados após reconstruções com enxerto em bloco.da Silva LB • Pogere W • Derech ED • Bortoluzzi MC • Manfro R Introdução A estabilidade primária e a secundária são resultados da primeira fase do tratamento com implantes osseointegrados e. fundamentais para a realização da reabilitação protética1. 151 retornaram para a realização das próteses sobre os implantes. Após enceramento progressivo foi realizado um planejamento cirúrgico-protético. Este trabalho teve como objetivo avaliar a de implantes estabilidade secundária dos implantes do Sisnos Cursos de tema Conexão instalados pelos alunos de dois cursos de especialização em Implantodontia. das próteses sobre de preenchimento. fumantes de mais de 20 cigarros/dia e diabéticos descompensados foram excluídos da pesquisa. sete ocorreram em pacientes do Procedimentos cirúrgicos e protéticos Após avaliação sistêmica foram requisitados modelos e exames por imagens. Estes pacientes foram submetidos a 370 implantes. Implantes que suportaram a força foram considerados portadores de estabilidade secundária e.8(3):377-80 . da técnica cirúrgica e do implante1-3. Os implantes foram selecionados baseados na disponibilidade óssea de cada caso e no espaço mésiodistal para realizar a reabilitação. localização da instalação para a realização das fixações. observou-se presença ou ausência de mobilidade do implante através de torque de 25 Ncm2 com torquímetro protético e chave de catraca para instalação dos implantes. pacientes que procuraram o Curso de Especialização em Implantodontia no Instituto da Ciência e da Saúde – ICS – Funorte/Soebrás. Análise estatística Os resultados foram avaliados com o programa Bioestat 5-0. Destes pacientes. Diversos fatores devem ser levados em consideração para obtenção do sucesso destas fases de tratamento8. sendo que nove não apresentaram osseointegração durante a reabertura. os implantes.9-10. utilizando o Teste do Qui-quadrado Partição. Avaliação dos resultados Os resultados tiveram como objetivo avaliar a estabilidade secundária dos implantes osseointegrados. 108 eram do sexo feminino e 43 do masculino. O paciente mais idoso apresentava 77 anos e o mais jovem 19 anos. clinicamente. qualidade óssea e suas repercussões nos resultados. A qualidade óssea parece ser o principal. ausêncolocação cia de estabilidade secundária11. Pacientes que apresentavam contraindicação absoluta ao tratamento. A estabilidade primária depende fundamentalmente da qualidade óssea. Os implantes aguardaram o período de osseointegração que variou de 60 a 180 dias dependendo da superfície do implante. portanto. Os que não suportaram o torque foram removidos e submetidos a um novo tratamento de acordo com as necessidades de cada caso. da região a ser reabilitada e da estabilidade primária. Isto se Dos pacientes deve ao fato que este osso permite menor estabilidade primária. Das nove perdas. núcleo Passo Fundo. portanto. portanto. Especialização em um deles realizado na Unoesc em Joaçaba/SC Implantodontia. já que diversos trabalhos mostram índices de sucesso inferiores em osso Tipo IV1-2. da remodelação óssea e da superfície dos implantes1. Cerca de 32% dos implantes que realizaram que mostraram estabilidade inicial baixa não cirurgia para apresentaram osseointegração. Casos que necessitavam reconstrução em bloco foram realizados com enxertos autógenos e casos que necessitavam de levantamento de seio maxilar foi utilizado hidroxiapatita reabsorvível (Osteogen . com sucesso. Foram realizadas radiografias periapicais de todos os implantes previamente a reabertura. além de discutir fatores como comprimento e 151 retornaram diâmetro dos implantes.Impladent . seguida da análise de resíduos. e outro na Funorte/Soebrás em Passo Fundo/RS. Metodologia Seleção dos pacientes Entre março de 2007 e fevereiro de 2010. Resultados Dos pacientes que realizaram cirurgia para colocação de implantes nos Cursos de Especialização em Implantodontia. A secundária depende da estabilidade primária. Para avaliar esta estabilidade. e o Curso de Especialização em Implantodontia da Unoesc/Joaçaba/ SC e que apresentavam perdas dentárias com indicação para reabilitação com implantes osseointegrados foram incluídos no estudo.EUA) como material 378 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Sinais clínicos como dor e infecção relacionadas ao implante também foram avaliadas. Após este período foi realizada a reabertura e os implantes submetidos a um contratorque de 25 Ncm2.

Atualmente. calcificação e remodelação óssea.57%. regular (3. há diâmetros pequeno (3.4. Deve-se levar em consideração o pequeno número instalado em cada um dos diâmetros. 11. também foram utilizadas como critérios de sucesso. seguida da análise de resíduos). seguida da análise de resíduos).005.3 mm) e largo (5. enquanto que os implantes foram classificados por diâmetro e comprimento. Este critério foi utilizado.84% 98.5 mm de comprimento com apenas uma perda. 151 retornaram para realizar a prótese permitindo assim a avaliação da osseointegração secundária durante a reabertura.4.0 4. A Tabela 1 apresenta a descrição dos implantes referentes ao diâmetro e seus respectivos números de perdas. pois se o implante resiste a um torque dessa magnitude ele poderá receber uma reabilitação protética.78% Total 100% 100% Diferença significativa do osso Tipo IV em relação aos demais grupos (Teste do Qui-quadrado Partição p < 0.27% 97. Quanto a idade. A Tabela 2 apresenta os resultados referentes aos implantes e a qualidade óssea durante a instalação cirúrgica. A estabilidade secundária. além de radiolucidez peri-implantar.0 mm). formatos cilíndricos e cônicos e apresentaram sucesso de 97.3 5.87%. hexágono interno.5 e 13 mm) e longos (15 e 18 mm). A estabilidade primária e a secundária são o resultado da primeira fase do tratamento com implantes osseointegrados. Quanto à localização.89% 98.98% 92. implantes de diâmetro reduzido foram apenas cinco. todos os implantes que falharam foram instalados em pacientes entre 37 e 43 anos.57% R iã t i d Região posterior da maxila apresentou perda significantemente maior que as d i regiões il t d i ifi t t i demais iõ (Teste do Qui-quadrado Partição p = 0. cone-morse. Discussão Com relação aos pacientes atendidos. convencionais (10.6. A estabilidade primária.57% Diâmetro do implante 3. Foram também classificados quanto a qualidade óssea em Tipo I.3 3. mandíbula anterior e mandíbula posterior). Os pacientes foram classificados quanto a idade e o gênero.6. A ausência de dor e infecção. tinham conexões de hexágono externo. A li- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. é determinada pela formação. e pela superfície do implante.5 mm de comprimento). maxila posterior.3 mm). Os implantes avaliados apresentavam superfície tratada por ataque ácido e por anodização (Poruos e Vulcano Active. II. é dependente da qualidade óssea. No momento em que foi analisado o diâmetro dos implantes.56% 100% 99. os implantes foram classificados pelas regiões de instalação (maxila anterior. que pode aumentar a interface osso/implante1. Os implantes convencionais e longos apresentaram índice de sucesso de 97.0 Colocados 5 256 90 8 11 Perdidos 0 7 2 0 0 Índice de sucesso 100% 97. foram classificados também em curtos (8.25% 97. O principal critério para avaliação da estabilidade secundaria foi a aplicação de um contratorque de 25 Ncm2 com auxílio de torquímetro protético. enquanto que os de diâmetro largo foram 11. Em relação aos tamanhos. que é exclusivamente mecânica4.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico TABELA 1 – DESCRIÇÃO DOS IMPLANTES POR TAMANHO E DIÂMETRO ALÉM DO NÚMERO DE PERDAS. região de instalação e qualidade óssea. III e IV.0 e 4.64% 80.001. Neste trabalho foram instalados 23 implantes de 8. Vários autores afirmam que para se obter estabilidade secundária é determinante que se tenha estabilidade primária e o sucesso de ambas é a condição necessária para a realização da reabilitação protética1-2. que é composta por uma sucessão de eventos biológicos. A Tabela 3 apresenta os resultados de acordo com o local de instalação dos implantes.66%. SEPARADOS PELO DIÂMETRO DOS IMPLANTES TABELA 2 – DESCRIÇÃO DOS IMPLANTES POR QUALIDADE ÓSSEA E SEU RESPECTIVO ÍNDICE DE SUCESSO Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV 24 179 147 20 370 1 2 2 4 9 95. resultando em índice de sucesso de 95. técnica cirúrgica e desenho do implante1-4. Maxila anterior Maxila posterior Mandíbula anterior Mandíbula posterior Total 98 94 46 132 370 1 7 0 1 9 98. tanto os de diâmetro reduzido quanto de diâmetro largo apresentaram 100% de sucesso.8(3):377-80 379 . a literatura apresenta implantes curtos com índice de sucesso semelhante aos de maior comprimento12-16. Este fato deve-se principalmente a evolução da geometria e da superfície dos implantes. respectivamente). 4.00% 97.75. TABELA 3 – IMPLANTES LOCALIZADOS POR REGIÃO E SEUS ÍNDICES DE SUCESSO gênero feminino e duas no gênero masculino.75 4. que por sua vez é influenciada pelos fatores locais e sistêmicos inerentes ao paciente.

Jaffin. Improving osseointegration of dental implants. 19. Clinical evaluation of short. Grant BT. 18. 21. Keller W. Definir com precisão as causas das perdas é quase impossível. 7. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Estes resultados são compatíveis com os relatados por outros autores8. Lima JHC. Lekholm V. Int J Oral Maxillofac Implants 1989. A qualidade óssea também demonstrou resultados semelhantes aos observados na literatura.21:255-61. Albrekson T. Levin L. Five-year clinical evaluation of short dental implants placed in posterior areas: A retrospective study. Sotiriadou S. Pancko FX. 10. XV de novembro. J Periodontol 2008. Piatelli A. Sader P. State of the art of oral implants. Ozdemir T. Evaluation of 316 narrow diameter implants followed for 5–10 years: a clinical and radiographic retrospective study. Wang HL Methods used to assess implant stability: current status. Kraut RA. Voliotis S.com Referências 1. Gedet P. 17. Klintstrom E. Nicol A. Hallermann W. Bolukbasi N. Conclusão Este estudo permitiu concluir que os implantes Conexão permitiram um índice de osseointegração semelhante aos descritos na literatura.year analysis. Influence of diameter and length of implant on early dental implant failure. Atsumi M. Lekovic V. Histological. Friberg B. Levine RA. Bergkvist G. Recebido em: set/2010 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Rafael Manfro Av. Sahlholm S. Estes implantes apresentaram estabilidade primária entre 10 e 15 Ncm2.18:894-904. Lekholm U.23-25. Elias CN. Park SH.5:22-31.13:373-85. and radiological evaluation of an experimental implant design with a high insertion torque. Implant Dent 2004.21:877-84. J Periodontol 2008. Res 2010. Arisan V. Berman CL. Andía I.22:736-42. Int J Oral Maxillofac Implants 1991. J Periodontol 1991. Apesar da pequena estabilidade inicial obtida durante a instalação dos implantes. histomorphometrical. Oral Impl.24:1083-92.6:142-6. Grossmann Y. Oral Impl. Neugebauer J. Hirsch JM. Ochi S. machined-surface implants followed for 12 to 92 months. Jaffin RA. Bardyn T. J Periodontol 2006. Younan R.25:321-8. Kourtis SG. Ganeles J. Vandamme K et al.62:2-4. Biological factors contributing to failures of osseointegated oral implants. 9. Carinci F. 12. J Oral Maxilofac Surg 2010. Esposito M. Diagnosis of implant stability and its impact on implant survival: a prospective case series study. 8. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Weinlander M. Implantes instalados em osso Tipo IV apresentaram índice de sucesso de 80%. Thomsen P. Carinci F. J Periodontol 2007. na maxila. Zoeller JE. 16. Clin. Esse fato deve-se a uma qualidade óssea inferior nesta região. Santos MV.21-22.24:1006-14. Challas A. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. A região posterior da maxila apresentou índice de sucesso menor que as demais regiões. Moreira RWF.24(Suppl):28-38. deve-se considerar que três dos quatro implantes perdidos foram no mesmo paciente e na mesma região posterior da maxila. Duyck J. Olate S. Rodrigo D. Aguirre JJ. Berg KHL. Int J Oral Maxillofac Implants 2010.68:414-9. enquanto que na mandíbula foi de 99.22:743-54. Res 2010. 2. 3.8(3):377-80 . 20. Local risk factors for implant therapy. Tawil G. o índice de sucesso foi de 95. Elias CN.106:527-51. Outcomes of placing short dental implants in the posterior mandible: A retrospective study of 124 cases. Clinical of narrow diameter implants: A retrospective study of 510 implants. os índices de sucesso teriam mudado. J Oral Maxillofac Surg 2009. Lyrio MCN.67:713-7. Oral Impl.44%. Clin. 5. Private practice results of dental implants. Beagle JR.: (49) 3521-3080 manfroimplante@hotmail. Eur J Oral Sci 1998. Ogawa T. Periodontology 2000 2008. Lewis E. Aracil L.11:1-9. The excessive loss of Branemark fixtures in type IV bone: a 5. Jemt T.79:49-54. Ersanli S.47:15-26. Orive G. Degidi M. Clinical Implant Dentistry and Related Research 2009. Ann Periodontol 2000. 23.78:52-8. Analisando os dados pode-se observar que se o paciente em que foi perdido três implantes fosse descon- siderado do estudo.7:241256. fatores individuais pertencentes ao paciente podem ter interferido no resultado. 24. Além do pequeno número de implantes.21:296-307. Lindh C. Sanz M. Implant survival to 36 months as related to length and diameter. enquanto que osso de baixa qualidade apresentou o maior índice de perda. Moraes M. 371-1. Sennerby L. 380 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. 22. Jemt T. Se compararmos os maxilares. QuirynenM. Mechanical stability of immediately loaded implants with various surfaces and designs: A pilot study in dogs. 11.001 89600-000 – Joaçaba – SC Tel. Res 2010. principalmente no que se refere a qualidade óssea e a localização. Morris HF. Early failures in 4641 consecutively placed Branemark dental implants: a study from stage I surgery to the connection of completed prostheses.79:42-8. enquanto que outros trabalhos relatam que implantes de diâmetro largo apresentam índices entre 73% e 99%19. bastante inferior quando comparado com os de melhor qualidade. Wennerberg A. Wide-diameter implants: Anlysis of clinical outcome of 304 fixtures.da Silva LB • Pogere W • Derech ED • Bortoluzzi MC • Manfro R teratura demonstra índices de sucesso entre 97 e 99%17-20. The effects of superficial roughness and design on the primary stability of dental implants. 4. Degedi M. A retrospective evaluation of 1387 single-tooth implants: A 6 year follow-up.4:211-7. Bone density at implant sites and relationship to assessment of bone quality and treatment outcome.77:2080-3. Também permitiu concluir que tamanho e diâmetro dos implantes não influenciam no sucesso. 13. Vermeiren S. 15. Quantifying the influence of bone density and thickness on resonance frequency analysis: An in vitro study of biomechanical test materials. Clem DS. Winkler S. Lekholm U. Koh KJ. Martin W. Buchler P. Mazzonetto R. Anitua E. Meirelles L. Clin. Corpas L. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Osseointegrated implants in the treatment of partially edentulous patients: a preliminary report study on 876 consecutively placed fixtures.84%. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Martin C. 25. Multicenter retrospective analysis of wide-neck dental implants for single molar replacement. 14. Expert Rev Med Devices 2010. 6. Piatelli A Lezzi G. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Adell R. pois na maioria das vezes as perdas são multifatoriais.

*Pós-doutorado em Biomateriais – Centro de Ciências e Tecnologia de Materiais do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Ipen-USP. Professora de Periodontia – Unicastelo e Universidade São Francisco/Bragança Paulista. Key Words – Temporary dental implants. ABSTRACT Implantology has experienced a great technological advance in the latest 40 years since Professor Brånemark oriented the first surgical procedure in a patient defining the concept of Osseointegration. observou-se novas metodologias como carga imediata. new methodologies as immediate loading. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. definindo o conceito da Osseointegração. Mestre e doutor em Ciências – ICB/USP. ****Mestre em Periodontia – SLMandic. Entretanto. implantes zigomáticos. However. São Leopoldo Mandic e Unib/SP. este trabalho objetivou relatar três casos clínicos com a utilização de implantes temporários em caráter definitivo para estabilização imediata de prótese total inferior. ***Doutor em Radiologia – Fousp. **Mestre e doutor em Ciências – ICB/USP. This article aims to relate three clinical situations with temporary implants used as long-term implants for immediate stabilization of inferior full denture prostheses.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Implantes temporários em caráter definitivo. Professor coordenador dos cursos de Especialização em Implantodontia – Unicastelo. Since then. Desde então. Edentulismo. São Leopoldo Mandic e Unib/SP. Professor do Mestrado em Bioodontologia – Unib. Cirurgia atraumática. Uma alternativa social Long-term use of temporary dental implants: a social alternative Marcelo Yoshimoto* Marcos Barbosa Salles** José Cássio de Almeida Magalhães*** Gabriela Traldi Zaffalon**** RESUMO A Implantodontia experimentou grandes avanços ao longo de mais de 40 anos quando o professor Brånemark orientou a primeira cirurgia em paciente. Unitermos – Implantes dentais temporários. o procedimento cirúrgico em si continua cirurgicamente traumático e economicamente inacessível para certas camadas da população. the surgical procedure itself remains traumatic and economically not available to certain patients. Carga imediata.8(3):383-7 383 . Professor do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo. devolvendo a segurança e a confiança de pacientes totalmente edêntulos imediatamente após a instalação dos implantes. diminishing surgical trauma and treatment costs. diminuindo o trauma cirúrgico e o custo do tratamento. Neste contexto. Edentulous patients. the “All-on-four” concept. cirurgias guiadas por computador e outras inovações. all on four. Immediate loading. Professora Coordenadora do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo/SP. reestablishing confidence to completely edentulous patients immediately after the implant placement. computer-guided surgery and other innovations have been presented. zygomatic fixations. Atraumatic surgery. Professor coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo/SP.

5 mm x 13. impossibilitando o acesso ao paciente.8(3):383-7 . dificuldades enfrentadas pelos pacientes continuam sencom saúde estável de acordo com anamnese e exames do a morbidade do procedimento cirúrgico e o custo do complementares. mas tal procedimento continua apresentando ofertadas à paciente três possibilidades de tratamento: 1) certo grau de morbidade e é financeiramente inacessível implantes em protocolo de carga imediata. estes implantes se apresentam como uma alternativa menos Figura 1 invasiva. 3) implantes temporários O paciente totalmente edêntulo. diminuindo o número de inferior. Os implantes de carga imediata4 trouxeram uma nova inferior. lados cinco implantes MDL (Intra-lock) medindo Ø 2. sexo feminino. foram consultórios1. requer a abertura de retalho5-6. 384 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Os implantes temporários desenvolvidos na década de 19907 têm recebido a autorização de entidades reguladoras de biomateriais para serem utilizados em períodos mais prolongados2. 81 anos.0 mm de comprimento entre os forâmenes mentuais tes é a utilização de implantes que vão assegurar maior e (Figuras 1 e 2). por se tratar de um implante de corpo único. sendo desnecessária a utilização de componentes protéticos e consequentemente não requer uma supraestrutura metálica. fixas ou removíveis. portadora de edentulismo total superior e tratamento1-3. em protocolo de carga tardia. sejam elas total inferior e. O custo de sua execução é menor. como o uso de adesivos e caráter definitivo pelo menor trauma cirúrgico. Este trabalho obedece às normas do Comitê de Ética em pesquisas da Unicastelo segundo o protocolo Nº 2130-2350/08. se depara com a falta de estabilidade que o leva a buscar A paciente fez opção pelos implantes temporários em alternativas pouco eficazes. Ø 2. descontente com a estabilidade de sua prótese total perspectiva para os pacientes. leucoderma. conferindo estabilidade imediata da prótese melhor estabilidade das reabilitações protéticas. compareceu a clínica munida de uma radiografia consultas e consequentemente o tempo de espera nos panorâmica.Yoshimoto M • Salles MB • Magalhães JCA • Zaffalon GT Introdução e Proposição Relato de Caso Clínico No contexto atual da Implantodontia. Após avaliação clínica e radiográfica. 2) implantes para as camadas mais pobres da população. prótese total inferior da paciente. a satisfação da paciente. consequentemente. pois na maior parte das vezes não Nesta figura observam-se os mini-implantes instalados requer incisões no tecido mole e seu diâmetro na cavidade oral da paciente.5 mm A melhor opção para o quadro clínico destes pacienx 13. o que torna o procedimento mais traumático e o custo dos implantes e da estrutura protética são igualmente elevadas. protocolo ou uma sobredentadura. Desta forma. Foram instasegurança na utilização de sua prótese3. na maior parte das vezes. as maiores Caso clínico 1 Paciente AGO. a instalação de implantes O pós-operatório transcorreu satisfatoriamente sem dor ou para a reabilitação oral por meio de uma prótese fixa tipo edema. tornando este tipo de implante extremamente atrativo à população de baixa renda. aumentando o índice de satisfação da paciente. O objetivo deste trabalho foi apresentar três casos clínicos onde os mini-implantes temporários foram utilizados em caráter definitivo Figura 2 como pilares de estabilização de sobredentaRadiografia panorâmica de cinco implantes MDL (Intra-lock) medindo duras inferiores. é menor do que a maioria dos implantes disponíveis no mercado. Entretanto. especialmente aqueem caráter definitivo oferecendo estabilidade imediata à le portador de uma prótese total mucossuportada inferior.0 mm de comprimento entre os forâmenes mentuais. Notar o bom aspecto do tecido mole ao redor dos implantes. especialmente se este for idoso e aposentado. menor custo reembasamentos na tentativa de obter maior conforto e e rapidez em se obter estabilização da prótese.

60 anos. Radiografia Panorâmica inicial da paciente denotando boa altura óssea. Os nichos são realizados inicialmente pelos implantes distais. em segundo pelo fato de ser menos invasivo pela não necessidade de incisões e suturas. ansiosa com relação aos tratamentos Odontológicos. por meio de uma fresa única Ø 1.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock).5 mm x 13. b) protocolo inferior com carga tardia. leucoderma. com saúde estável. c) implantes temporários em caráter definitivo.5 mm x 13. satisfeita com sua prótese total superior. porém.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). descontente com a estabilidade de sua prótese total inferior.5 mm x 13. para a instalação de quatro implantes (Figura 5) de Ø 2. para uma melhor distribuição dos mesmos entre os forâmenes mentuais. em primeiro lugar pelo menor custo. em segundo pelo fato de ser menos traumático pela não necessidade de incisões e suturas.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). utilizando articaína 4% com epinefrina 1:100. Figura 3 Segundo caso. por ser um procedimento rápido com a utilização de uma única fresa de Ø 1. com saúde estável. é agendado o procedimento cirúrgico. Figura 5 Instalação de quatro implantes de Ø 2. A opção da paciente foi pelos implantes temporários em caráter definitivo. Intra-lock). satisfeita com sua prótese total superior. transmucoso a “céu fechado” (sem incisão).2 mm.8(3):383-7 385 . confecção de novas próteses totais superiores e inferiores e medicação pré-operatória dos pacientes. para a instalação de quatro implantes (Figura 4) de Ø 2.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Caso clínico 2 Paciente DP 82 anos. sexo feminino.0 mm de comprimento MDL(Intra-lock).2 mm. Após a antissepsia. Os implantes apresentam corpo único maciço com Figura 4 Quatro implantes instalados de Ø 2. em primeiro lugar pelo menor custo. onde lhe foram apresentadas as possibilidades de tratamento: a) protocolo de carga imediata inferior. procedimento rápido com a utilização de uma única fresa de Ø 1. . sexo feminino. com carga imediata. com carga imediata. realiza-se a técnica anestésica de bloqueio na emergência dos forâmenes mentuais. descontente com a estabilidade de sua prótese total inferior. Descrição da técnica Após anamnese. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. o que se mostra de fundamental importância para garantir a manutenção do eixo de inserção da prótese e a axialidade das forças mastigatórias.000 (DFL). c) implantes temporários em caráter definitivo. A paciente optou pelos implantes temporários em caráter definitivo. leucoderma. exame clínico auxiliado por radiografias panorâmicas.2 mm (Sistema MDL. em terceiro. Procede-se a confecção do nicho cirúrgico dos implantes. b) protocolo inferior com carga tardia. as possibilidades de tratamento: a) protocolo de carga imediata inferior. compareceu à clínica munida de radiografia panorâmica. porém. sempre observando o paralelismo entre os pilares. seguidos pelos implantes medianos. infiltrações complementares em vestíbulo e sobre a crista da margem óssea. onde lhe foram apresentadas Caso clínico 3 Paciente EMGF.5 mm x 13. ansiosa com relação aos tratamentos Odontológicos. compareceu com uma radiografia panorâmica (Figura 3) à clínica.

As cirurgias guiadas por programas de computador6 conferem maior precisão na instalação de implantes. Outro passo importante durante a captura das cápsulas metálicas é a utilização da prótese superior para garantir. de forma a permitir a inserção dos implantes e a captura das cápsulas metálicas contendo os anéis de borracha. devolvendo maior confiança ao paciente. É importante que durante a captura das cápsulas seja realizado um isolamento da mucosa por meio de lençol de borracha. É importante ressaltar que a maior indicação para este tipo de terapia se dá na região anterior da mandíbula sendo que a experiência obtida. não apresenta bom Figura 6 Captura das cápsulas metálicas contendo os o’ rings. Uma vez instalados os implantes e. Discussão A Implantodontia tem caminhado a passos largos em termos de desenvolvimento tecnológico e científico. por meio de resina acrílica quimicamente ativada. Na instalação dos implantes dos casos ilustrados. 386 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. diminuindo o tempo de permanência na cadeira do cirurgião-dentista4. que oferece vantagens sobre as outras técnicas por dispensar retalhos cirúrgicos6. de estabilização da prótese. Figura 7 Estética obtida pela prótese. A captura das cápsulas pode ser realizada por meio de resina acrílica quimicamente ativada do tipo Duralay (Figura 6). verificada a estabilidade inicial dos mesmos. Todos os implantes tiveram boa estabilidade clínica durante sua instalação. Inovações têm ocorrido em termos de tratamentos de superfície. barateando desta forma o tratamento do paciente. o correto posicionamento em oclusão de ambas as próteses (Figura 7).8(3):383-7 . mas muito embora algumas técnicas preconizem a não necessidade de se realizar um retalho6.Yoshimoto M • Salles MB • Magalhães JCA • Zaffalon GT tratamento de superfície e conexão protética do tipo “bola” para próteses removíveis com retenção em o’rings. todas as cirurgias foram realizadas sem maiores intercorrências. sem edema ou ocorrência de hemorragias. realiza-se a prova da prótese inferior para se verificar a posição exata dos implantes e desgaste da área chapeável da prótese total. o’rings. O fato de ser um implante de corpo único com uma cabeça portando uma conexão tipo attachment bola dispensa o uso de outros componentes protéticos e a confecção de uma estrutura de prótese. relatado pelos pacientes. porém. conferindo uma topografia de superfície dos implantes que propiciam melhor e mais rápida interação do tecido ósseo em relação à superfície dos implantes8-10. O caso supracitado tem acompanhamento médio de três anos onde os pacientes têm apresentado boa evolução clínica com a manutenção da estabilidade de suas próteses. em casos de maxilas edêntulas. os mini-implantes temporários podem ser apresentados como uma alternativa segura11. na captura. Neste aspecto. A simplicidade da técnica deste tipo de implantes resulta em pós-operatório tranquilo. estes procedimentos são caros e estão fora do alcance socioeconômico de pacientes das classes mais pobres que são. retida por implantes. aqueles que mais sofrem com próteses totais sem estabilidade. sem dor. para que não haja extravasamento da resina para a ferida cirúrgica que muito embora não tenha sido incisada ainda assim apresenta uma solução de continuidade. na maior parte das vezes.

3. Protocolo para reabilitação bucal com carga imediata (Same Day teeth). Res. Journal of Oral Implantology 2001. A study in rabbits. Coelho PG. Komatsu J.4(5):537-41. Rupp F. Terzioglu H. Naval F. Gottehrer NR. Adventures in Dentures. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Brånemark. Yoshimoto M. The Richards Report 2002. A 2006. Rodrigues MR. Biomed Mater.Relato de caso clínico. ImplantNews 2008. Full team approach for provisional stabilization of the edentulous implant patients.28:223-7. Bottino MC.8(3):383-7 387 . Olshanska N.Relato de Caso Clínico Caderno Científico índice de sucesso devido à menor densidade óssea. custo quando comparados com alternativas de tratamento do edentulismo inferior. 2000. 4. Balkin BE. 7. Mini dental implants: Enhancing Patient Satisfaction and Practice Income. Vantagens do tratamento de superfície a laser em implantes dentais osseointegráveis. Madow MI. Gillespie ES. Singer G. Quintessence Editora. e se apresentam como uma alternativa socialmente viável. Arcangeli P. PI.com Conclusão Conclui-se através deste trabalho que os mini-implantes temporários.000 per year! Dental Economics. Bulard RA. por apresentar menor Referências 1. Scheideler L. Prótese protocolo imediata sem barra . Marotti J. Mini dental implant insertion with the auto-advance technique for ongoing applications. 5.5(1):67-72. Okabayashi S. 2. Optimização da energia livre da superfície e da hidrofilia através da modificação química das superfícies de implante miscroestruturadas de titânio. Maluf PSZ.: (11) 3735-8390 marcelo. 6. Histomorphologic evaluation of Ti13nb-13Zr alloys processed via powder metallurgy. 2001. quando utilizados em caráter definitivo. Materials Science and Engineering C. Marechal Fiúza de Castro. Recebido em: jun/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência Marcelo Yoshimoto Av.27(1):32-7. Dentistry Today 1996. W. de Wild M. 11.. Pinheiros 05596-000 – São Paulo – SP Tel. Scremin EI. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Steflik DE. 9. V 2008. 280 – Jd. oferecem boa retenção e estabilidade de próteses totais acrílicas na mandíbula. Revista ImplantNews 2007. B. Ozan O. Henriques VAR.20(7):1-4. Uma perspective global. Akkaya M. Brånemark Novum.76(2):323-34. 8.10(1):1-3.yoshimoto@gmail. Bressiani AHA et al. de acordo com o consenso do grupo. J. Geisgerstorfer J. One case per day can equal $625. Dentistry Today 2001. Wieland M. Trevisan Jr. devolvendo confiança e segurança para pacientes totalmente edêntulos. The use of a computadorized tomagraphy-based software program with a flapless surgical technique in Implant Dentistry: a case report. König Jr. How to profit from implants. 10.15(1):1-4.24:137-42.

***** Doutor em Reabilitação Oral – USP/Bauru. não haver correlação entre localização do OAPP tipo de contato oclusal e tipo de material da superfície do antagonista com a ocorrência . determinar se houve alguma relação entre a localização do orifício de acesso ao parafuso protético(OAPP) e o tipo de contato oclusal no que se refere à resistência da coroa. Os resultados obtidos nesta investigação indicaram: não haver diferença estatística entre as alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas. Este estudo avaliou 43 pacientes com um total de 116 próteses sobreimplantes (54 aparafusadas e 62 cimentadas) por um período de quatro meses a nove anos. compare ours clinical findings with the results of laboratory tests. Unitermos – Implantes dentários. a médio e longo prazos. Dental prostheses retention. determine whether the type of occlusal material surface of the antagonist had any influence on the occurrence of changes in the occlusal surface of the screwedprosthesis. comparar os achados clínicos com os resultados dos testes laboratoriais revisados. objetivando-se: identificar a prevalência (número e tipo) de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses analisadas. screwed and cemented prostheses have their proven success. Future investigations are necessary to determine whether the presence of irregularities in the occlusal surface of screwed implant-supported restorations could evolve to greater changes and compromise the longevity of these restorations at medium or long-term periods. no que diz respeito à resistência a fratura. 390 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. determinar se o tipo de material existente na superfície oclusal do antagonista influenciou na ocorrência de alterações das próteses aparafusadas. clara divergência entre os resultados deste estudo e aqueles apresentados em estudos in vitro revisados. clear divergence between our results and those presented in vitro studies reviewed. the type of occlusal contact and the type of surface material antagonist with the occurrence of changes in screwed prostheses. **** Professor coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária – PUC/MG. Mestre em Materiais Dentários – FO/UFMG. Prostheses and implants. Professor adjunto II – PUC/MG.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD Avaliação clínica da integridade da superfície oclusal em próteses metalocerâmicas aparafusadas e cimentadas Clinical evaluation of occlusal surface integrity in screwed. The results of this investigation indicated: no statistical difference between the changes in the occlusal surfaces of the analyzed prostheses. especially regarding its resistance to fracture. aiming to: identify and compare the prevalence (number and type) of changes in the occlusal surfaces of the analyzed prostheses. and determine if there is agreement among those questions. Key Words – Dental implants. de alterações oclusais em próteses aparafusadas. ** Professor adjunto III e coordenador do Mestrado em Implantodontia – PUC/MG. embora trabalhos in vitro demonstrem a superioridade das próteses cimentadas. *** Mestrado em Odontologia – Boston University/USA. sobretudo. This study evaluated 43 patients with a total of 116 prostheses (54 screwed and 62 cemented) during a period of 4 months to 9 years. no correlation between the location of AHPS. * Mestrando em Implantodontia – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. implant-supported fused-to-metal prostheses Paulo César Rodrigues Véo* Élton Gonçalvez Zenóbio** Antônio Henrique Corrêa Rodrigues*** Paulo Roberto Gomes do Nascimento**** Marcos Dias Lanza***** RESUMO Clinicamente. Próteses e implantes. Professor adjunto de Pós-graduação – FO-PUC/MG.and cemented. ABSTRACT Clinically. determinando se existe concordância entre os mesmos. determine if there was any relationship between the location of the accesses hole of prosthetic screw (AHPS) and type of occlusal contact regarding the strength of the crown. Retenção em prótese dentária. although some authors report in in vitro studies the superiority of cemented prosthesis.8(3):390-9 . Necessitam-se investigações futuras para determinarmos se a presença de irregularidades na superfície oclusal das próteses aparafusadas poderiam evoluir para alterações maiores comprometendo a longevidade dessas restaurações. tanto as próteses aparafusadas quanto as cimentadas apresentam sucesso comprovado.

vantagens e desvantagens das próteses aparafusadas e cimentadas. Autores9 afirmam também que a apresentação do sistema de retenção por parafusos em reuniões científicas mundialmente reconhecidas. baixa resistência a forças de tração e cisalhamento e isso. Apesar dos resultados dos testes laboratoriais mencionados acima. Sabe-se que são vários os motivos que podem contribuir para a fratura da porcelana no sistema metalocerâmica em geral. Este trabalho teve os seguintes objetivos: identificar e comparar a prevalência (número e tipo) de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas. deve-se ao fato de próteses cimentadas terem a superfície oclusal íntegra. no ano de 19659. Com sucesso clínico comprovado. acredita-se que somente a presença do OAPP pode não ser o suficiente para ocasionar problemas na integridade da superfície oclusal das próteses aparafusadas.8(3):390-9 391 . associado a presença de irregularidades (frinchas) na superfície. A partir de então. novos conceitos restauradores REVISTA IMPLANTNEWS 2011. acelera o processo de fratura7. Tal superioridade. ainda segundo os autores mencionados anteriormente. culminaram com a comprovação histológica da osseointegração e tornaram a utilização de implantes em titânio cientificamente aceitável10. como principal desvantagem. A partir da comprovação da viabilidade dos implantes osseointegráveis. Revisão da Literatura O uso de implantes dentários em titânio foi descrito inicialmente em 1969 através de estudo realizado em cães8. No início dos anos 1990. no qual a ponta da cúspide do dente antagonista pode vir a ocluir no bordo do OAPP causando . segundo alguns autores6. as fraturas em próteses metalocerâmicas apresentam-se como a segunda maior causa de complicações pós-reabilitação protética em Implantodontia. Com o passar dos anos e mediante a necessidade de reabilitações orais em pacientes parcialmente desdentados. Sendo assim. estudos in vivo demonstram um desempenho similar quanto aos dois tipos de próteses1-2. fica clara a presença de divergência entre resultados de testes laboratoriais e as análises de estudos clínicos. esse material apresenta. comparar os achados clínicos dessa avaliação com os resultados dos testes laboratoriais revisados neste estudo e determinar se existe concordância ou divergência entre os mesmos. encontramos as primeiras alternativas de retenção por cimentação no mercado mundial. alta resistência à compressão. um dos principais problemas relacionados às próteses aparafusadas passa a ser o orifício de acesso ao parafuso protético já que. fratura nessa região. boa estabilidade química e biocompatibilidade7. Porcelanas odontológicas são utilizadas como materiais restauradores em Odontologia devido à excelente qualidade estética. seja em próteses convencionais ou sobreimplantes. Estudos pioneiros realizados na Suíça. dois sistemas de união protética sobreimplantes encontravam-se disponíveis no mercado. resultados de estudos in vitro3-5 indicam a superioridade das próteses cimentadas quando comparadas com as aparafusadas. Embora ambas as formas de retenção apresentassem bom desempenho. com a introdução dos implantes ITI (Straumann. contraindicações. Por esse motivo. Essas características explicam a grande preocupação com o padrão oclusal. O primeiro ser humano recebeu implantes na clínica do professor Per Ingvar Brånemark em Gotemburgo. maior sucesso clínico em pacientes totalmente edêntulos11. com particularidades relacionadas a indicações. na Suécia. teve início a utilização de implantes dentários para suporte de próteses totais inferiores. As características químicas e físicas da metalocerâmica são amplamente conhecidas. historicamente. Evolutivamente. Esse aspecto é de grande relevância clínica. tornouse necessário o conhecimento microscópico da interface osso/implante capaz de elucidar a efetividade da técnica. em meados de 1970. já que esse era o sistema de retenção preferencialmente demonstrado em cursos oferecidos por empresas pioneiras dos principais centros de pesquisa europeus (Nobelpharma e IMZ)9. a despeito de todos esses argumentos. contribuiu sumariamente para a utilização majoritária desses componentes durante longo período. Desde então. vantagens e desvantagens pertinentes a cada tipo9. determinar se houve alguma relação entre a localização do OAPP e o tipo de contato oclusal existen- te entre o dente antagonista e a prótese aparafusada no que refere à resistência da coroa. até a década de 1980. pois pode influenciar de forma significativa os conceitos básicos de indicações e contraindicações. em contraposição ao único sistema de retenção existente até esse momento (retenção por parafusos). A utilização de próteses retidas por parafusos apresenta. Todavia. houve grande opção por próteses implantossuportadas do tipo aparafusada. Waltham. determinar se o tipo de material existente na superfície oclusal do dente antagonista influenciou ou não na ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas. Contudo. Mass) no mercado norte-americano e dos componentes tipo cera-one produzidos pela companhia sueca Nobel Biocare. como a Conferência de Toronto no Canadá em 1982.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Introdução Os altos índices de sucesso e previsibilidade das próteses aparafusadas e cimentadas1-2 fizeram da utilização desses dois tipos de restaurações opções confiáveis para a substituição de dentes ausentes. novos desafios apresentavam-se relacionados à necessidade de reabilitação protética em Implantodontia. ao passo que a presença do orifício de acesso ao parafuso protético (OAPP) na superfície oclusal das aparafusadas tem sido associada a fraturas e considerada como um ponto fraco dessa modalidade.

por proporcionarem menor desconforto ao paciente. como afirmam os autores dessas pesquisas. o último grupo. através de análises clínicas. próteses aparafusadas com orifício de acesso ao parafuso 1 mm lingualmente a essa fossa. os espécimes foram analisados através de observação microscópica e de forma tátil mediante o uso de sonda exploradora. Como vantagens do sistema de cimentação. pesquisadores afirmam que a capacidade de remoção encontrada nos sistemas protéticos retidos por parafusos proporciona grande vantagem no processo de manutenção das subestruturas. pela presença da película de cimento componentes. as próteses cimentadas apresentam documentação científica relativamente pequena. sobretudo. po demos citar: facilidade de fabricação de componentes. cimentação. Pesquisas laboratoriais avaliaram o desempenho das duas modalidades protéticas no que se refere à integridade oclusal. é responsável pelo decréscimo na resistência estrutural da prótese aparafusada causando dúvidas quanto à durabilidade e confiabilidade clínica relativa à utilização deste tipo de retenção protética em Implantodontia4-5.8(3):390-9 . a utilização de próteses cimentadas12-13. Cada grupo foi submetido à carga axial e os valores máximos no momento da fratura protética foram obtidos. observouse a interferência ocorrida nos contatos cêntricos. O primeiro grupo possuía próteses aparafusadas com orifício de acesso localizado na fossa central. Em estudo auxiliado por técnicas de computação foi demonstrada a grande interferência na mesa oclusal causada pela presença dos orifícios dos parafusos protéticos. No entanto. relatam a dificuldade na manutenção dos contatos oclusais ideais em próteses aparafusadas devido ao desgaste dos compósitos utilizados no selamento do OAPP especialmente . Devido à introdução posterior do sistema de retenção por cimentação. a utilização de próteses cimentadas vem crescendo e tornando-se. pesquisadores utilizaram 40 espécimes divididos em quatro grupos. Como resultado. a presença do orifício de acesso é um ponto de fragilidade oclusal e está diretamente correlacionado com o maior número de fratura ocorrido em próteses aparafusadas. Após a promoção dos ciclos. em detrimento das próteses aparafusadas. agindo de forma a anular as melhores discrepâncias entre as superfícies protéticas superpostas. Além de interferências oclusais. Por fim. Em estudo laboratorial4. mantém-se uma correta distribuição de forças paralelas ao longo do eixo do implante. os pesquisadores concluíram que os grupos 1 e 2 (próteses aparafusadas) apresentaram valores máximos de fratura muito menores do que aqueles encontrados nos grupos 3 e 4 (próteses cimentadas). foram claramente observados maiores índices de fratura em espécimes cuja retenção era realizada por parafusos. o que pode comprometer grandemente o sucesso de tal sistema. confirma-se grande superioridade das próteses cimentadas. quando comparadas às próteses aparafusadas1. laterais e protrusivos quando estão presentes irregularidades na superfície oclusal em razão da existência dos orifícios de acesso ao parafuso. porém. tendenciosamente. a presença do OAPP . comprometendo grandemente o bom prognóstico3. Tendo em vista os resultados. já que esses chegam a ocupar dimensão superior a 50% de toda superfície oclusal3. Outros autores15. Dessa forma. próteses cimentadas e mesa oclusal de 4 mm. quando a porcelana é o material de contato oposto. Não houve correlação significativa entre a posição do orifício e o diâmetro protético com a resistência à fratura dos dois sistemas de retenção. caso seja necessária a sua remoção16. 392 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Cada PPF foi submetida a 20 mil ciclos de carga axial. tais como menor núsistema de mero de consultas clínicas. incluindo. proporcionando retenção ideal sem comprometimento dos princípios oclusais. Outros fatores. o terceiro apresentava próteses cimentadas e coroa com mesa oclusal de 5 mm. Sobre esse aspecto.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD sobreimplante foram implementados. Estudos in vitro 14 de12 estética . As próteses aparafusadas seriam preferíveis ao se reabilitarem arcos totais. mecânicos e oclusais. Como melhores contatos oclusais vantagens do e melhor estética12. segundo trabalhos in vitro. Nesse estudo. a falta de passividade entre os componentes e a presença do orifício de acesso podem causar problemas estéticos. contatos também são citados como oclusais pontos positivos em próteses e melhor cimentadas. suavizando problemas biológicos na interface osso/implante3. dessa forma. opção de reabilitação de elementos unitários. monstraram a capacidade de absorção de tensões pela camada de cimento em que os abutments cimentados apresentavam melhor capacidade de dissipação de forças axiais através do longo eixo do implante. além facilidade de de melhor passividade de fabricação de encaixe3. presença de custos compodemos citar: parativamente menores na obtenção de elementos. Outras pesquisas5 testaram dois grupos de próteses parciais fixas (PPF) com cinco elementos suportados por três implantes (um grupo de dez próteses utilizando retenção por parafusos e o outro retido por cimentação). Devido as necessidades estéticas e as vantagens relacionadas à integridade da superfície oclusal. o segundo. Assim. alguns autores12 salientam que a dificuldade de remoção da prótese para possíveis reparos representa a principal desvantagem.

Na eventualidade de uma prótese parcial apresentar diferenças na análise dos dados clínicos (localização do orifício de acesso ao parafuso protético. Caso um mesmo paciente possuísse mais de uma prótese. 5 . 43 pacientes (17 homens e 26 mulheres). . com ausência de dente(s) antagonista(s) ou apresentando perda da osseointegração não foram consideradas. • Padrão de contato oclusal: a localização dos contatos oclusais foi avaliada com base nos seguintes critérios: cúspide antagonista ocluindo diretamente sobre o ori- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. somente as posteriores foram incluídas na avaliação. sendo que uma cópia ficou de posse do paciente e outra com o pesquisador. para carbono e espelho clínico. Consideraram-se somente as restaurações cujos OAPP foram obturados com resina composta fotopolimerizável encontradas na região posterior da boca (molares e prémolares) e. a saber: molares e/ou pré-molares. esclarecido de acordo com a aprovação prévia do Comitê de Ética em Pesquisa – CEP (CAAE00380213000009).Critérios utilizados para inclusão de pacientes Pacientes com pelo menos um arco na região posterior da boca parcialmente edêntulo. RJ. ou seja. na eventualidade das próteses parciais englobarem coroas no quadrante anterior.Critérios utilizados para exclusão de pacientes Pacientes apresentando arco(s) totalmente edêntulo(s) (superior e/ou inferior). • Material clínico: papel carbono interoclusal. conforme o número de próteses existentes. as informações eram coletadas individualmente para cada prótese.Parâmetros utilizados para exame e avaliação dos pacientes Os seguintes parâmetros foram utilizados para exame e avaliação dos pacientes: • Arco tratado: as próteses existentes foram classificadas de acordo com o arco na qual as mesmas foram instaladas (superior ou inferior). 6 . sendo conduzido por meio de avaliação clínica intraoral e preenchimento de formulário. 21 micra de espessura (AccuFilm. todos os esclarecimentos relativos a esta pesquisa. NY. Todos os pacientes receberam um termo de consentimento livre.Critérios utilizados para a exclusão de próteses Todas as restaurações que tiveram instabilidade na interface implante/intermediário (afrouxamento de parafusos). Os seguintes critérios foram adotados para a seleção desses pacientes e de suas respectivas próteses: 1 . pacientes apresentando três próteses (CL3) e assim por diante. SP Brasil) . Todo o processo de avaliação foi feito por um único avaliador e os seguintes materiais foram utilizados: • Instrumental clínico: sonda exploradora nº 5 (SSWhite/ Duflex. • Modalidade de retenção da prótese: a modalidade de retenção foi identificada como sendo aparafusada ou cimentada. • Localização da(s) prótese(s) no(s) arco(s): a localização das próteses no arco foi determinada de acordo com a região na qual se encontravam. 3 . pacientes apresentando duas próteses (CL2). O exame dos pacientes foi realizado na clínica de mestrado em Implantodontia do Departamento de Odontologia da PUC/MG. foram triados para terem suas próteses avaliadas.Critérios utilizados para a seleção das próteses Foram selecionadas próteses fixas (unitária e/ou parcial). Nesse termo constaram. padrão oclusal e/ou material da superfície dos antagonistas) entre seus elementos. sendo que elas poderiam estar no mesmo arco ou em arcos opostos. essa prótese será considerada e desmembrada em elementos unitários. Brasil). da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.USA).Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Material e Métodos Os pacientes do Departamento de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG). 4 . Todas as próteses foram numeradas e avaliadas individualmente. de forma clara. na eventualidade de um mesmo paciente ter mais de uma restauração no mesmo arco e/ou restaurações tanto no arco superior como no inferior. SP Brasil).8(3):390-9 393 . fio-dental (Johnson-Johnson. 2 . foram chamados para terem a integridade da superfície oclusal de suas próteses avaliadas. Os pacientes foram cadastrados (dados referentes a sexo e a idade) e numerados de acordo com a sequência com que foram examinados e classificados. • Modalidade protética: os seguintes critérios foram utilizados para a classificação da modalidade protética: prótese unitária e prótese parcial fixa (PPF).inc. • Localização do orifício de acesso ao parafuso protético: a localização do OAPP foi classificada de acordo com o seguinte critério: coincidindo com o sulco central (Figura 1) ou fora do sulco central (Figura 2). dupla face. as informações foram coletadas individualmente para cada prótese. com idade variando entre 29 e 66 anos. tratados com próteses implantossuportadas fixas em metalocerâmica (unitárias e/ou parciais) e retidas por meio de parafuso e/ou cimento.Avaliação dos pacientes e suas respectivas próteses Tomando como base os critérios de inclusão e exclusão citados anteriormente. Parkell. pinça Müller (Golgran. portadores de próteses de arco completo. A classificação dos pacientes adotou o seguinte critério: pacientes apresentando uma prótese (CL1). tratados com próteses sobreimplantes.

Figura 3 Padrão de contato oclusal sobre o orifício de acesso ao parafuso protético. dentro do OAPP (Figura 5).Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD Figura 1 Prótese aparafusada com orifício de acesso ao parafuso protético no sulco central. • Integridade da superfície oclusal da prótese: a avaliação da integridade da superfície oclusal das próteses foi feita deslizando-se a ponta da sonda exploradora sobre a superfície oclusal das mesmas e os seguintes critérios foram adotados para a coleta das informações: superfície inalterada (situação na qual a ponta da sonda desliza livremente sobre a interface porcelana/resina).8(3):390-9 . superfície alterada (situação na qual a ponta da sonda detecta um desnível entre a superfície da porcelana e a superfície da resina e/ou qualquer tipo de alteração sugerindo modificação na anatomia da coroa). utilizado para vedar o orifício de acesso ao parafuso protético. as mesmas foram classificadas como: presença de irregularidades (critério utilizado somente para a avaliação das próteses aparafusadas) e presença de fratura (próteses aparafusadas e cimentadas). Na ocorrência de alterações. esse foi considerado como Tipo 1. fício de acesso ao parafuso protético (Tipo 1 – Figura 3) e cúspide do dente antagonista ocluindo fora do orifício de acesso ao parafuso protético (Tipo 2 – Figura 4). Figura 6. Figura 6 Orifício de acesso ao parafuso protético apresentando abrasão na superfície da resina seladora. 394 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. quando comparado com o restante da superfície oclusal (Figura 7). Figura 4 Padrão de contato oclusal fora do orifício de acesso ao parafuso protético. Na eventualidade do ponto de contato encontrar-se no limite de transição porcelana/material selador (resina). Alterações na cor ou percolação não foram consideradas como irregularidades. ou alterações que provoquem um desnível (afundamento) do material Figura 5 Padrão de contato oclusal na transição porcelana/resina. Figura 2 Prótese aparafusada com orifício de acesso ao parafuso protético fora do sulco central. ou seja. a) Presença de irregularidades: foram classificadas como irregularidades a presença de qualquer tipo de desgaste (abrasão).

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b) Presença de fratura: entendeu-se por fraturas as alterações da anatomia da coroa devido ao desprendimento de material que reveste a superfície oclusal. Para as próteses aparafusadas foi especificada a região de ocorrência das fraturas, a saber: associada ao orifício de acesso ao parafuso (F1 – Figura 8), fora do orifício de acesso ao parafuso (F2 – Figura 9). liados quanto à presença de hábitos parafuncionais. Aqueles que apresentaram parafunção foram divididos em dois grupos: paciente utilizando placa (G1) e pacientes sem placa miorrelaxante (G2). 7 - Análise estatística O teste Exato de Fischer foi utilizado para se avaliar a existência de diferença em relação à presença ou ausência de fratura entre os grupos (prótese parafusada versus prótese cimentada). O teste G foi utilizado para avaliar a existência de diferença em relação à presença ou ausência de alterações na superfície oclusal entre os subgrupos de próteses aparafusadas, divididos de acordo com o material da superfície oclusal do antagonista e respectivos pontos de contato oclusal. Os testes estatísticos foram executados pelo software BioEstat versão 5.0 (Belém, Brasil).

Figura 7 Orifício de acesso ao parafuso protético apresentando perda parcial de material selador.

Resultados
Foram examinados 43 pacientes, com 120 próteses em função, por um período variando entre quatro meses e nove anos. Quatro próteses foram excluídas por não possuírem dente antagonista. Um total de 116 próteses (54 aparafusadas e 62 cimentadas) foi avaliado. Alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas Do total das 116 próteses examinadas, 105 tiveram a superfície oclusal sem modificações e 11 próteses (dez aparafusadas e uma cimentada), apresentaram alterações na superfície oclusal (Tabela 1). Das dez próteses aparafusadas com alterações, sete foram classificadas como sendo do tipo irregularidade (três coroas com abrasão e quatro com perda de parte do material obturador ou afundamento do mesmo) e três apresentaram fraturas. Nenhuma das fraturas estava relacionada com o OAPP Apenas uma prótese cimentada . teve fratura em sua superfície oclusal (Tabela 2). Todas as fraturas identificadas, tanto nas próteses aparafusadas como nas cimentadas, ocorreram na porcelana em si e em nenhum caso a estrutura metálica foi exposta. Influência da localização do orifício de acesso ao parafuso protético e padrão de contato oclusal na resistência das próteses aparafusadas A avaliação da localização do orifício de acesso ao parafuso protético na superfície oclusal das próteses aparafusadas mostrou que, das 54 próteses aparafusadas, 39 possuíam o orifício de acesso localizado no sulco central e 15 apresentaram esse orifício fora da região central da coroa. Já no que se refere ao padrão oclusal, das 54 próteses aparafusadas, dez apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no OAPP) e 44 do Tipo 2 (contatos fora do OAPP).

Figura 8 Fratura relacionada com o orifício de acesso ao parafuso protético.

Figura 9 Fratura fora do orifício de acesso ao parafuso protético.

Para o registro de fraturas nas próteses cimentadas foi adotado o código F3. • Material presente na superfície oclusal do antagonista: o tipo de material presente na superfície oclusal do antagonista foi classificado da seguinte forma: dente natural (1), metal (2), porcelana (3), resina acrílica (4) e outros (5). • Tempo de utilização da prótese (data de inserção da prótese): o tempo foi especificado de acordo com o número de meses em que as próteses se encontravam em função. • Presença de parafunção: todos os pacientes foram ava-

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TABELA 1 – MODALIDADE PROTÉTICA E CARACTERÍSTICA DA SUPERFÍCIE OCLUSAL

TABELA 2 - MODALIDADE PROTÉTICA E TIPO DE ALTERAÇÃO OCLUSAL

Tipo de alteração oclusal Modalidade protética Fraturas Irregularidades F1 F2 3 F3 1 Aparafusadas (10) 7 0 -

Superfície oclusal Modalidade protética Inalterada (105) Aparafusadas (54) Cimentadas (62)
* Teste Exato de Fischer p > 0,05.

Alterada (11) 10 1 Cimentadas (1)

44 61

F1: fratura relacionada ao orifício de acesso ao parafuso protético; F2: fratura não relacionada ao orifício de acesso ao parafuso protético; F3: fratura ocorrida em qualquer região da superfície oclusal de próteses cimentadas.

TABELA 3 – PRÓTESES APARAFUSADAS / LOCALIZAÇÃO OAPP E PADRÃO DE CONTATO OCLUSAL

Padrão de contato oclusal Localização do OAPP Tipo 1 (10) Cêntrico (39) Excêntrico (15) 8 – alterações ocorridas: uma 2 – alterações ocorridas: zero Tipo 2 (44) 31 – alterações ocorridas: seis 13 – alterações ocorridas: três

TABELA 4 – MATERIAL DA SUPERFÍCIE OCLUSAL DO DENTE ANTAGONISTA E ALTERAÇÕES NA SUPERFÍCIE OCLUSAL DAS PRÓTESES APARAFUSADAS E CIMENTADAS

Tipo de prótese e material da superfície oclusal Prótese aparafusada Dente natural Metal Porcelana Outros Prótese cimentada 10 2 5 3 0 1 0 0 1 0

Alterações oclusais

Ausência de alterações oclusais 44 8 24 14 1 61 8 26 25 0

OAPP: orifício de acesso ao parafuso protético; Tipo 1: padrão de contato oclusal diretamente sobre o OAPP; Tipo 2: padrão de contato oclusal fora do OAPP. * Valor de p obtido através do teste exato de Fisher; p > 0,05.

Das 39 próteses cujo orifício de acesso localizava-se no sulco central, oito apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no orifício) e nessa categoria ocorreu apenas uma alteração (irregularidade) na superfície oclusal. Nas 31 próteses restantes com OAPP centralizado e padrão oclusal Tipo 2 (contatos fora do orifício) foram observadas seis alterações (quatro do tipo irregularidade e duas do tipo fratura). Nas 15 próteses em que o orifício de acesso estava localizado fora do sulco central, duas apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no orifício) e não foi observada nenhuma alteração nessa categoria. Nas 13 próteses restantes com padrão oclusal Tipo 2 (fora do OAPP) foram observadas três alterações (duas alterações do tipo irregularidade e uma fratura). Conforme mencionado anteriormente, não foi observada irregularidade do tipo fratura associada ao OAPP em nenhuma das próteses aparafusadas (Tabela 3). Estatisticamente, não houve diferença entre os grupos, confirmando, dessa forma, a inexistência de correlação entre a localização do OAPP e o padrão de contato oclusal com a presença de alteração de superfície protética. Influência do tipo de material existente na superfície oclusal do dente antagonista e as alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas A Tabela 4 resume os tipos de próteses avaliadas e as características da superfície oclusal dos dentes antago-

Dente natural Metal Porcelana Outros
* Valor de p obtido através do teste G.

nistas juntamente com o número de alterações ocorridas nas próteses aparafusadas e cimentadas. Observa-se uma ausência de correlação estatisticamente significativa entre o número de alterações oclusais e os materiais presentes na superfície dos dentes antagonistas. Desempenho das próteses aparafusadas avaliadas nesta investigação quando comparadas com os resultados de testes laboratoriais Ao se comparar o desempenho (presença de fraturas associadas ao OAPP) das próteses aparafusadas avaliadas nesta investigação com os resultados de estudos laboratoriais, pode-se constatar clara divergência entre os resultados deste estudo com os referidos testes laboratoriais. Tal fato pode ser explicado pela ausência de fraturas relacionadas ao OAPP .

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A ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas tem sido uma das principais preocupações dessa modalidade protética. Sabe-se que a presença de fraturas na porcelana que reveste a estrutura metálica no sistema metalocerâmica está relacionada com três fatores: características relacionadas ao processo de produção da porcelana17-20; diferenças no módulo de expansão do material de suporte (metal)21; presença de forças externas incidentes.

Discussão
A ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas tem sido uma das principais preocupações dessa modalidade protética. Sabe-se que a presença de fraturas na porcelana que reveste a estrutura metálica no sistema metalocerâmica está relacionada com três fatores: características relacionadas ao processo de produção da porcelana17-20; diferenças no módulo de expansão do material de suporte (metal)21; presença de forças externas incidentes. Além desses fatores, o desenho da estrutura metálica também exerce grande influência na resistência do sistema como um todo, pois a porcelana apresenta baixa resistência às forças de cisalhamento e, caso o desenho não proporcione suporte adequado para a cerâmica, as chances de fratura desse material aumentam significativamente. Diante desses fatos, é compreensível a grande apreensão com o OAPP sobretudo, quando o material utilizado , para vedar este acesso não resiste às forças da mastigação ocasionando, assim, um desnível entre a superfície oclusal e o material obturador. Tal situação faz com que a porcelana na borda do orifício oclusal fique vulnerável e com risco de ser fraturada quando as forças da mastigação incidirem nessa região. Esse aspecto torna-se bastante relevante principalmente devido à carência de estudos clínicos nas regiões posteriores da boca22, onde forças oclusais podem atingir níveis máximos de até 652 N23. Justamente por esse motivo, foi dada uma ênfase especial na avaliação das próteses localizadas nas regiões posteriores da cavidade bucal. Além das forças oclusais normais, são também motivo de preocupação aqueles pacientes que apresentam parafunção. Sabe-se que a presença desse hábito pode influir na incidência de fraturas na porcelana devido ao possível

aumento da intensidade de forças oclusais24. Pesquisadores24 analisaram 2.181 próteses metalocerâmicas por um período de sete anos e constataram falha em 2,38% na amostra avaliada, com maiores taxas de insucesso concentradas no primeiro ano após a instalação da prótese. O bruxismo foi o fator de maior importância relacionado ao fracasso protético, correspondendo ao insucesso de 42% de todas as falhas encontradas. Outras comparações25 entre próteses parciais fixas (PPF) metalocerâmicas convencionais (dentossuportadas), PPF mistas (dentoimplantossuportadas) e PPF implantossuportadas demonstraram índices de fracasso semelhantes, sendo o bruxismo, novamente, correlacionado com o maior índice de fraturas. Além de hábitos parafuncionais, o gênero também deve ser considerado, já que existem diferenças na aplicação de forças oclusais entre homens e mulheres, sendo que o sexo masculino apresenta valores maiores23,26. Nesta pesquisa, o período de tempo decorrido entre a instalação da prótese e o exame clínico no qual as próteses foram avaliadas parece não ter influenciado o número de alterações ocorridas. Sabe-se que as maiores taxas de insucesso concentram-se, sobretudo, no primeiro ano após a instalação da prótese24. No corrente trabalho, 75% das próteses analisadas tiveram tempo de estresse clínico superior a 12 meses. Com base nos resultados obtidos nesta investigação, observou-se que, do total de 54 próteses aparafusadas, dez coroas (18,5%) apresentaram alterações em suas superfícies oclusais. Embora o procedimento adotado para a avaliação de irregularidades na superfície oclusal (utilização da sonda exploradora) possa ser considerado um tanto quanto subjetivo, o fato de toda a avaliação ter sido conduzida por apenas um investigador facilita a padronização desse procedimento. Cabe também salientar que

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O maior número de dentes antagônicos analisados apresentava metal em sua superfície (55 dentes). fato que poderia explicar a maior quantidade das alterações ocorridas. De acordo com essas considerações.8(3):390-9 . pode-se concluir que: 1. Entretanto. 4. Ao se comparar esta investigação clínica com testes laboratoriais4-5 fica bastante evidente a divergência existente entre os resultados das duas modalidades de estudo. que a localização do orifício no sulco central não foi um fator determinante para a resistência das coroas metalocerâmicas. o número de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas foi maior quando comparado com as cimentadas. inclusive em pacientes que apresentavam parafunção. todos os orifícios foram obturados com resina composta obedecendo aos critérios estabelecidos pelo departamento de dentística da PUC/MG. difícil prever como essas irregularidades se comportariam a médio e longo prazos e. até que ponto a longevidade das próteses aparafusadas ficaria comprometida. 2. ou seja. ambas modalidades tiveram desempenho similar. 2. pode-se observar ainda a ausência de correlação entre bruxismo e alterações na superfície oclusal. Ao se avaliar a possível influência da localização do OAPP e o tipo de padrão oclusal na resistência das coroas aparafusadas.br 398 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.com. 5. a longevidade dessas restaurações a médio e longo prazos. a técnica e a resistência dos materiais utilizados para o vedamento do orifício oclusal passam a desempenhar um papel extremamente importante. Não foi possível estabelecer uma relação direta entre localização do OAPP tipo de padrão oclusal e material da . 3. Outro fator de grande importância no estudo da resistência em próteses metalocerâmicas aparafusadas tem relação com o material presente na superfície do dente antagonista. superfície do antagonista.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD não foi constatada a presença de fraturas associadas ao OAPP em nenhuma das próteses. das 54 próteses aparafusadas. 703 – Funcionários 30140-061 – Belo Horizonte – MG Tel. como antagônico. seguido de porcelana (quatro próteses) e dentes naturais (duas próteses). quanto mais eficaz for a técnica utilizada para o vedamento do orifício oclusal. Logo. sendo que o maior número de alterações encontradas possuía metal (cinco próteses). no que se refere à resistência das próteses aparafusadas. Tornam-se necessárias investigações futuras para determinar se a presença de irregularidades na superfície oclusal das próteses aparafusadas pode vir a evoluir para alterações maiores comprometendo. os contatos oclusais foram direcionados para fora dessa região. pois. maiores serão as chances de sucesso clínico. No corrente estudo. Por esse motivo. Os dados obtidos nessa avaliação indicam a ocorrência de maior número de alterações em situações de padrão oclusal Tipo 2 e sugerem. O motivo da menor ocorrência do padrão oclusal Tipo 1 pode estar relacionado à influência que os resultados de trabalhos in vitro4-5 exercem sobre os profissionais em geral. apesar de não terem sido observadas fraturas associadas ao OAPP fica .: (31) 3379-1123 pauloveo@yahoo. o ponto fraco das próteses aparafusadas concentra-se na interface porcelana e material obturador. Embora não tenha sido objetivo principal deste trabalho. na tentativa de não causar danos à porcelana na borda do orifício. assim. Neste trabalho não houve correlação estatisticamente significativa entre este fator e a presença de alterações na superfície de próteses aparafusadas e cimentadas. não sendo observada nenhuma fratura associada ao OAPP . observou-se que. principalmente quando a camada de glaze superficial é removida. Esse fato pode ocorrer na presença de irregularidades ou microabrasões ocorridas na borda do orifício durante a incidência de forças da mastigação. Ficou evidente a divergência entre os resultados deste estudo e aqueles apresentados em estudos in vitro revisados. também. pois nesta investigação não foi constatada nenhuma diferença entre o desempenho das próteses aparafusadas e cimentadas. Estudos27 relatam enfraquecimento da porcelana dental no meio úmido. Conclusão Dentro das limitações deste estudo. Esse tipo de preocupação fez com que alguns autores28 recomendassem a utilização da superfície metálica nas próteses aparafusadas ou a modificação do desenho da estrutura no local do orifício. 44 possuíam padrão oclusal do Tipo 2 (contato oclusal não coincidente com o OAPP). de forma que houvesse uma cinta metálica na borda. caso todos os outros fatores estejam sob controle. Recebido em: out/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Paulo César Rodrigues Véo Rua Timbiras. recomenda-se cautela na extrapolação direta de resultados obtidos em estudos in vitro4-5 já que em algumas situações tais resultados podem não refletir o desempenho observado clinicamente. Em relação à ocorrência de fraturas. De forma geral. também.163 – Apto.

53:683-90. Lee A. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Reuter JE.77(4):583-8.19(1):8-15. Solnit G et al. Fulrath RM. Multicenter retrospective analysis of the solid-screw ITI implant for posterior single-tooth replacements. Singer A. strength and thermal expansion behavior of a leucite-reinforced porcelain. Graser GN. Porcelanas Odontológicas. Simon M. Long-term clinical study of porcelain-fused-to-gold restorations. 24. Rangert B. O’Brien WJ.77(1):28-35. Twenty years of progress in implnat prosthodontics. R. 16. An in vitro study on compensation of 15. Ercoli C. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. Beagle J. Bite force and electromyography during maximum unilateral and bilateral clenching.116:217-22. J Prosthet Den 2007. 20. Taylor TD. 23. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: achieving optimal occlusion and esthetics in implant dentistry. Ganeles J. Hollowey JA. J. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. Felton DA. Sutter FJ. 25.11:372-8. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Hansson BO. Cordaro L. Proposed fracture theory of a dispersion-strengthened glass matrix. Glick. Svensson B. Agar JR.49-72. Experimental studies. Mardini MA. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Effects of thermally induced changes on porcelain-metal compatibility. 7. Osseointegrated implants in the treatment of partially edentulous jaws: a prospective 5-year multicenter study.448-57. mismatch of screw versus cemented-retained implant supportes fixed prostheses. 21.17(3):391-8. Bürgin W. Screw. Graef F. Brånemark PI. Clem D. 28. Taylor TD. Ohlsson Å. Bilt VD. Martino E.8(3):390-9 399 . Acta Odontol Scand. Ten-year survival rates of fixed prostheses on four or six implants admodum Brånemark in full edentulism. Occlusal contact wear of prosthodontic materials. 5.9(6):627-35.77(7):1553-9. Zang NZ. Johnson PF.88(1):89-95. 988. J Am Cer Soc 1966. Tekamp FA. One-Year Prosthetic Outcomes with Implant Overdentures: A Randomized Clinical Trial. The Journal of Prosthetic Dentistry 1986. Mackert JR. Hernandez RE. Serfaty V. Pryszlak MC. Rosentel SF. Pietrabissam. Karl M. Sherill CA.157:61-3. Proceedings of the Forth Internatioanal Symposium on Ceramics. Okayasu K. Ekfeldt A. Chicago: Ed. Lekholm U.Vesus Cement-Retained Implant Restorations: Current Concepts. MacEntee MI. Skinner EW. Levine RA. Implant Dent 2010. Steenberghe BV.9:15-25. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Adell R. Schroeder A. de Boever. Lindstöm J. A survey of crown and fixed partial denture failures: length of service and reasons for replacement. Int J Oral Maxillofac Implants 1994. conective tissue and epithelium to endosteal implants with titanium-sprayed surfaces. Skiner Materiais Dentários. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Coornaert JA. 9.3:81-100. J Prosthet Den 2004. Brånemark PI.6:227-31. 1988. Preston J D-Quintessence Publishing Co.and screw-retained implant restorations. Bolender C. Gunne J et al. Gardner FM Agar JR. Failures in full crown retained dental bridges. 2. Breine U. Chemical durability of dicor and fluorocanasite-based glassceramics. Aeschlimann S. Chee W. Baslshi TJ. Biological and technical complications and falilures with pixed partial dentures(FDP) on implants and teeth after four to Five years of function. Zypen E. 27. 3. Intra-osseous Anchorage of dental protheses.. J Dent Res 1974. 18. J Prosthet Den 1984. J Maxillofac Surg 1981. Walton JN. Torrado E. Eur J Oral Sci 2008. Hebel KS. J Dent Res 1998. In: Phillips. 19. 17.51(3):338-42 Brägger U. 6. 22.91(6):532-7.11(5):645-9. 1993. A comparative study of one implant versus tuo replancing a single molar.18(5):719-28. I. Gionsi L. RW et al. J Dent Res 1998. Cement-retained implant-suppoted fixed partial dentures: A 6 month to 3 year follow-up. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Scand J of Plastic and Rec Surg 1969. Clin Oral Implants Res 1995. Hirayama H. Håmmerle CHF.12:26-34. Herrmann I. Michalakis KX. 14. A comparison of the porcelain fracture resistance of screw-retained and cement-retained implant-supported metal-ceramic crowns. Garefis PD.p. 13. Wang HL.56:416-21.11. 26. 10.291-304. Gajjar RC. 12. Lang NP.14(1):137-41. Clin Oral Implants Res 2000. Folmer T.46:159-69. Øilo G. Steenberghe DV. Heckmann SM. Transverse Strength of aluminous and feldspathic porcelain. Walton JN. Effect of ion Exchange on the microsturture. Cemented versus screw-retained implant prostheses: Which is better? Int J Oral Maxillofac Implants 1999. Hasselman DPH. In vitro effect of load cycling on metal-ceramic cement. Br Dent J 1984. The reactions of bone. An in vivo study.53-64.17(4):550-6. Stich H. In: Perspectives in Dental Ceramics. 4.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Referências 1. Anusavice KJ. Denry IL. 11. Van der Glas HW. Abbink JH. Johnson P. Tallents RH. Brose MO. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: a critical review.97(3):137-40. 8. J Prosthet Den 1997. Clin Oral Implants Res 2001.p.

Lekholm U. autores3 avaliaram em mandíbulas e maxilas de cadáveres a resistência que as fresas tinham ao corte em várias regiões de mandíbula e maxila. Johansson P. é importante que haja o diagnóstico da qualidade óssea antes de definir a sequência de fresagem. Kallus T. Concluíram que a resistência ao corte na mandíbula foi. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Com relação a densidade óssea.8(3):401-2 401 .641 consecutively placed Branemark dental implants: a study from stage 1 to the connection of completed prostheses. que é um dos pré-requisitos para a obtenção da osseointegração5. têm sido duas possíveis razões de perda de implantes1-2. na seleção do tipo de tratamento superficial. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants 1991. até mesmo. Friberg B. determinar a dimensão do implante e o período de reparo necessário para a osseointegração3. Roos J. Tanto a alta como a baixa densidade. Matsuki M. Friberg B. a sensibilidade do profissional durante a fresagem é soberana para a definição da sequência de fresas do desenho do implante e. Jemt T. Assim. Clin Oral Impl Res 1995.unesp. em média. 2. Referências 1. à medida que a osteotomia era realizada nas regiões posteriores. Strid CG. Int J Prosthodont 1998.br Para que a técnica cirúrgica de preparo do leito receptor para a instalação de implantes osseointegráveis seja adequada. Assesment of implant stability as a prognostic determinant. 5. An study in pig ribs. Entretanto. Ueda M. International Journal os Oral and Maxillofacial Implants 1991. tanto na mandíbula como na maxila. Sennerby L. Bergendal T. 3. A retrospective multicenter evaluation of osseointegrated implants supporting overdentures. Evaluation of bone density using resistance measurements and microradiography. Relationship between insertion torque and removal torque analysed in fresh temporal bone. Nos casos de osso de baixa densidade é preconizado usar a técnica da subfresagem4. Engquist B. Jacobsson M.6:142-6.11:491-501. Early failures in 4. 1/3 maior em comparação à maxila e que havia a tendência de diminuir a resistência ao corte.6:164-71. Lindén U. como também: otimizar a estabilidade inicial. Tjellstrom A. Meredith N. esta técnica requer experiência clínica significante para não gerar forças compressivas excessivas no osso adjacente ao implante. Lekholm U. psperri@foa. Paulo Sérgio Perri de Carvalho Professor titular – Unesp/Araçatuba e USP/Bauru. a diferença que faz um adequado preparo do leito receptor associado à seleção do design e do tratamento superficial do implante é otimizar a estabilidade primária.2:129-34. 4.Temas em Debate Preparo do leito receptor para os implantes: o que faz a diferença? Dois professores especialistas em Implantodontia e Periodontia falam de suas experiências e seus conhecimentos no assunto. Coordenador do Mestrado Profissionalizante em Implantodontia – Faculdade São Leopoldo Mandic de Campinas. Muito embora os exames de imagem possam oferecer dados para a determinação da qualidade óssea e a literatura científica mostre resultados de estudos relacionando didaticamente as diferentes regiões da cavidade bucal com a densidade óssea. O objetivo de identificar a qualidade óssea antes da fresagem tem por objetivo avaliar o risco do paciente. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants 1988.6:442-7. informadas pela radiografia/tomografia ou pela clínica. o que poderá provocar osteocompressão e necrose óssea4.

Paulo Martins Ferreira Mestre em Periodontia – Boston University. consultp. que não podem ser generalizados aos outros sistemas. assim. As radiografias periapicais e panorâmicas não oferecem informações relativas à anatomia interna (altura. osso com osteoplastos (cavidades que abrigam os osteócitos) vazios. assim como ter alternativas às dificuldades inerentes ao procedimento. FOB-USP . para a sua remoção (reverso). O que acontece é que temos no mercado opções que não são adequadas àquele sistema que estamos utilizando. o implante deve estar posicionado em uma quantidade de osso para promover estabilidade durante a cicatrização e. Para que a osseointegração ocorra. deve-se ter o cuidado de reduzir a velocidade indicada. estas radiografias não permitem um posicionamento preciso tridimensional de uma matriz radiopaca. As brocas utilizadas devem ser novas. densidade) do processo alveolar ou rebordo residual. Encontram-se no mercado implantes com alto travamento que requerem a utilização. se o plano de tratamento protético é compatível com o osso residual da maxila ou mandíbula.8(3):401-2 . específicas ao formato do implante e ao sistema. a novidade é a cirurgia ultrassônica. Para evitar o superaquecimento. que pode ser utilizado como guia cirúrgico no momento da instalação do implante. ou seja. evitamos torque elevado de instalação. O profissional deve ter conhecimento não somente específico da técnica cirúrgica. enfatizarmos o papel da estabilidade inicial. por recomendação técnica do macho de rosca. permitindo que o mesmo saia espontaneamente para não romper as roscas feitas. 402 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Adicionalmente. no entanto. as células morrem em função do aquecimento. vários são os fatores a serem considerados para se fazer a diferença que se traduz em sucesso. considerando-se inclusive as expectativas do paciente. Doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP. é um dos fatores onde talvez se encontre bom número de respostas aos problemas decorrentes da não estabilidade inicial e de perdas precoces. Partindo-se do suposto que todo o planejamento multidisciplinar foi minuciosamente estudado. nas porções mais apicais a histologia – mostras em experimentos com animais.martins@uol. A primeira consideração de relevância é a utilização do recurso de tomografia computadorizada que auxilia o cirurgião e o protesista à visualização das imagens dos cortes vestíbulo-linguais de maxila e mandíbula. mais pesquisas são necessárias para se tornar uma rotina na clínica diária. Estes cuidados são importantes para instalação dos implantes que sabemos que são de alto travamento. A utilização das brocas novas deve-se ao fato de encontrar-se na literatura – evidências de que mesmo com irrigação profusa e constante. Isto possibilita verificar a disponibilidade óssea para seleção adequada de diâmetro e comprimento do implante a ser instalado. pode-se então partir especificamente para o preparo do leito cirúrgico.com. Há sistemas que suprimem certos passos.br No preparo do leito receptor para os implantes. Professor adjunto – Departamento de Prótese. com isto. A sequência de brocas utilizadas no preparo do leito cirúrgico (receptor) para implantes. Essas imagens são perpendiculares ao longo eixo do rebordo alveolar com uma precisão de 95%. Quando da sua utilização. precaução deve ser tomada.

Dia-pen cordless warm vertical compaction instrument Este é um dispositivo desenhado para compactar e selar todos os canais. travando magneticamente o feixe de raios X na fonte de aquisição.3m. a limpeza e o armazenamento. reduzindo a exposição à radiação em até 60-70%. Possui cinco tamanhos de isolamento que são muito flexíveis. O material oferece cinco matizes luminescentes. eliminando halos e repetições. reduzindo os tempos operatórios em até 30%.TrendMarking Os lançamentos do mundo da Implantodontia Orientações de mercado para a melhor prática da Implantodontia. estética otimizada e estabilidade de cor.com. Protemp plus temporization material É um material resinoso com nanotecnologia que inclui uma nova geração de cargas sofisticadas.8(3):405 405 . Possui um sistema LED lase para alinhamento. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. alta (170oC. 200oC e 220oC) e um ponto que atinge aquecimento rápido em um segundo. As pontas codificadas por cores estão disponíveis em cinco tamanhos. A diferença está na colimação retangular. Tru-align É um dispositivo criado para auxiliar na realização de radiografias. média.isolitesystems.com. Ainda. Disponível em: http://www. Fornece excelente tenacidade e alta resistência à fratura. Disponível em: http://www.idixray.solutions. Isolite Sistema de isolamento para realização de restaurações em ambos os quadrantes. Disponível em: DiaDent Group International. Ainda. Disponível em: http://www. ergonômico e leve torna fácil o manuseio.com. Este produto realmente pode substituir o uso do lençol de borracha e do rolete de algodão. incluindo os canais laterais. acompanha um iluminador e uma ponta para manutenção do campo seco. Seu design sem fio. permite que a placa seja facilmente removida auxiliando na higiene bucal e oferece bastante conforto aos pacientes contra o desgaste. O Dia-pen possui três intervalos de temperatura: baixa. oferecendo fácil manuseio e eliminando a necessidade de polimento.

Entretanto. Após análise dos cortes histológicos. Na segunda parte. Ainda.12:196-201. os autores selecionaram cães beagle. A study in the dog (I). apresentamos dois trabalhos pioneiros envolvendo o problema das forças laterais e a perda óssea peri-implantar. apenas os implantes usinados mostraram defeitos ósseos angulares quando submetidos às forças de expansão lateral. Na primeira parte.A Vez dos Editores Clássicos da década Esta coluna tem como objetivo apresentar aos leitores mais novos (e fazer com que os mais experientes recordem) os princípios que consagraram a Implantodontia como ciência que melhora a qualidade de vida dos nossos pacientes. não existem estudos em seres humanos. Clin Oral Implants Res 2001. já nos implantes usinados. desde aquela época.3 mm x comprimento 8. Gotfredsen K. Bone reactions adjacent to titanium implants subjected to static load. também. A study in the dog (II). induzindo sobrecarga nos implantes e verificando as possíveis reações (em grande parte pela necessidade de um comitê de ética que aprove estes estudos). trazendo a hipótese da sobrecarga como o motivo principal de falha do implante após o período de osseointegração. os dentes não mais exercem esta função. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. na qual. As análises histológicas mostraram que o nível ósseo nos implantes tratados estava próximo da área de transição lisa/rugosa. parte deste mecanismo de remodelagem óssea é usado para ancoragem ortodôntica. posteriormente. os autores adicionaram implantes com mesmo formato e diâmetro e. Clin Oral Implants Res 2001. Lindhe J.8(3):407 407 . na maioria dos casos. ativados sequencialmente em incrementos de 0.0 mm) tipo parafuso oco e superfície tratada com plasma de titânio. os pesquisadores ainda não têm a explicação exata sobre os mecanismos que levam à perda óssea pós-osseointegração. concluíram que a densidade óssea e o contato osso/implante foram maiores em áreas adjacentes aos implantes com carga lateral estática do que nos sítios controle não ativados. Lindhe J. Aqui.12:2-8. Berglundh T. Berglundh T.2 mm a cada quatro semanas. as densidades ósseas foram de 73% para os implantes tratados e 63% para os implantes usinados. Atualmente. Os implantes possuíam distância de 10 mm entre si. o nível ósseo estava na primeira rosca. aguardando 12 semanas para cicatrização e. com amostras consideráveis. um grupo sem tratamento superficial (usinado). Nesta edição. sugerindo uma adaptação estrutural do osso peri-implantar e não a perda óssea catastrófica como se esperava. utilizando o mesmo modelo em cães labradores. As coroas definitivas sobre os implantes foram esplintadas por meio de parafusos expansores. extraindo o terceiro e o quarto pré-molares inferiores. colocando quatro implantes (diâmetro 3. Gotfredsen K. Bone reactions adjacent to titanium implants with different surface characteristics subjected to static load. Ao final do experimento.

P-I Brånemark Presidente de Honra 408 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. CPP – Centro de Planejamento Protético e 80 estandes na ExpoIN 2011.000 participantes. mesas-redondas e minicursos sobre Tecnologia Aplicada. em São Paulo. já haviam registrado a participação no IN 2011. A grandiosidade do evento pode ser expressa pelos números do IN 2011. em 2009. trará a visão internacional e nacional de grandes mestres para a melhor prática da Implantodontia. Seguindo orientação do professor Per Ingvar Brånemark para a integração de protocolos no campo latino-americano. no Expo Center Norte. O evento. A programação contará com 16 cursos internacionais de imersão. com ele.8(3):408-11 . IN 2011 será o maior do mundo Julho está chegando e. 70 conferências especiais. 100 painéis clínicos e científicos. oito mesas-redondas consensus. e depois os 20 anos da Osseointegração no Brasil. Corporate Session – ciclo de palestras. Prof. Dr. que está estruturado para receber até 6.Com quase 4. que se iniciou com os 40 anos da Osseointegração. Em 30 de março. cerca de 4. que acontece de 2 a 5 de julho próximo. em 2005. de 27 estados do Brasil e de outros nove países. 19 cursos nacionais de imersão.000 especialistas. a maior realização sobre Implantodontia no âmbito da América Latina. com 70 atividades. é o terceiro da trilogia orientada por Brånemark. o IN 2011 – Latin American Osseointegration Congress.000 pré-inscritos. workshops.

Emfils.implantnews. Baumer. o evento já conta com mais de 90 ministradores confirmados.8(3):408-11 409 . Dentsply e SIN. quatro e oito horas de programação. atividades essenciais com 4 h/aula cada. ITI. O grande destaque da edição são os cursos de imersão. cuja renda será destinada à assistência de moradores de rua da Aliança de Misericórdia.com. em Pinheiros. Joseph Kan (EUA). (coordenador da programação científica nacional). Neodent. que cobrem os mais diversos campos da Implantodontia. entre nacionais e internacionais. OUTRAS ATIVIDADES O Corporate Session – Ciclo de Conferências sobre Tecnologia Aplicada. No local. Carlos Eduardo Francischone e Paulo Perri de Carvalho (coordenadores de mesas-redondas). Sérgio Jayme (coordenador de conferências especiais) e Frederico Nigro (coordenador de atividades paralelas). no Auditório Expo Center Norte. um grupo de especialistas que passarão em detalhes o fruto de suas experiências clínicas. pela primeira vez. No IN 2011 serão lançados mais de 15 livros de autores. No evento – e com o apoio da Driller – haverá um espaço destinado à degustação de vinhos produzidos com a uva Carmenère. Waldyr Janson (patrono). Conexão. Confira no site do evento a programação completa por empresa: www. Implacil De Bortoli.: (11) 2168-3400 – www. Esta atividade acontecerá no primeiro dia do evento e terá apresentações com três.implantnews. Intra-Lock. P-I Brånemark Philosophy. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. encontram-se importantes expoentes de pesquisa na área.sede do IN 2011. e que terá lugar no Buffet Rosa Rosarum. Dentoflex. como Ann Wennerberg (Suécia). os ministradores confirmados). é outro destaque da programação. entre eles Biomanipulação tecidual – procedimentos estéticos reconstrutivos em Periodontia e Implantodontia. Mais informações e adesões: VM Eventos – Tel. No dia 4 de julho será realizado o Jantar Oficial IN 2011. Laércio W. Entre os nacionais.br/in2011 – secretariain2011@implantnews. Dos palestrantes internacionais.br/in2011. Vasconcelos (presidente da comissão científica). um momento de integração e congraçamento entre os participantes.br.Eventos Expo Center Norte . seguida de um coquetel de confraternização. Nobel Biocare. reunindo alguns dos principais pesquisadores e clínicos do país (veja no box da página a seguir. de autoria de Zulene Alves Ferreira e colaboradores. O Corporate Session contará com apresentações da Biomet 3i. da vinícula Mayu do Chile. Driller. Sascha Jovanovic (EUA) e Tomas Albrektsson (Suécia). Elcio Marcantonio Jr. o congressista poderá também participar de palestras sobre enologia e comprar embalagens de vinhos por preço de atacado. A comissão organizadora do evento é composta por Hugo Nary Filho (presidente). INP Dabi Atlante. Eles reúnem.com. São 35 cursos. A solenidade de abertura oficial acontecerá no dia 2 de julho. que mostrará como as empresas pensam e formatam produtos e quais as indicações clínicas ideais de seus sistemas cirúrgico-protéticos. .com. Franck Renouard (França). Paulo Rossetti (coordenador da programação científica internacional).

Filho • Luís Antonio Violin • Luís Guilherme Scavone de Macedo • Luiz Antonio Salata • Luiz Fernando Martins André • Marcelo Abla • Márcio Borges Rosa • Marco A. Ayub • Eduardo Dias de Andrade • Eduardo Hochuli Vieira • Eduardo Miyashita • Eduardo Piza Pellizzer • Élcio Marcantonio • Élcio Marcantonio Junior • Elton G.Ministradores nacionais 410 • Adilson dos Santos Torreão • Alber B. • Hiron Andreaza • Humberto Schwartz • Israel Chilvarquer • Jamil A. Barbara • Alberto Consolaro • André Luís Vilela • André Luís Zétola • André Vilela • Antonio Carlos Cardoso • Antonio Vicente S. Miranda • Nilton de Bortoli Jr. Miranda • Eduardo A. Sendyk • Zulene Alves Ferreira REVISTA IMPLANTNEWS 2011. • Oswaldo Scopin • Paulo Fukashi Yamaguti • Paulo Martins Ferreira • Pedro Velasco • Reginaldo Migliorança • Renata Faria • Ricardo Magini • Roberto Elias Villela Miguel • Roberto Sales e Pessoa • Rogério G. Muglia • Vitório Campos da Silva • Wagner de Oliveira • Waldemar Daudt Polido • Wellington C. Torezan • José Geraldo Malaguti • José Ranali • Julio César Joly • Julio Cezar Sá Ferreira • Laura Guimarães P Paleckis • Leopoldino Capelozza . Jayme • Valdir A. Bonachela • Wilson R.Velasco • Ronaldo Hirata • Rubens Spin Neto • Samy Tunchel • Sebastião Alves Ribeiro Filho • Sérgio J. Vasco • Marco Antonio Bottino • Marco Antonio Compagnoni • Marco Aurélio Bianchini • Marcos Alexandre Fadanelli • Marcos Motta • Mário Francisco Real Gabrielli • Mário Groisman • Maurício Motta • Mauro Pedrine Santamaria • Milton E. Pinto • Antonio Wilson Sallum • Arthur Belém Novaes Júnior • Aziz Constantino • Carlos Eduardo de Almeida Ferreira • Carlos Eduardo Francischone • Carlos Nelson Elias • Carolina Martinelli • Cassiano Kuchenbecker Rösing • Cássio Edvard Sverzut • César A. Shibli • Jan Peter Ilg • José Alfredo Gomes de Mendonça • José Carlos Martins da Rosa • José Cícero Dinato • José Flávio R. Zenóbio • Enilson Antonio Sallum • Estevam Augusto Bonfante • Fábio Gastaldo • Glécio Vaz de Campos • Guaracilei Maciel Vidigal Jr. Arita • Cintia Mussi Milani Contar • Clarindo Mitiyoshi Yao • Cláudio Luiz Sendyk • Daniel Afonso Hiramatsu • Daniela Palioto • Darceny Zanetta Barbosa • Darcymar Martins da Rosa • Dario Augusto O.8(3):408-11 .

Coelho (EUA) • Sascha A.8(3):408-11 411 . Meirelles (EUA) • Mario Roccuzzo (Itália) • Markus Hürzeler (Alemanha) • Massimo Del Fabbro (Itália) • Maurício Tinajero (Equador) • Michael A. Pikos (EUA) • Moshe Goldstein (Israel) • Paolo Trisi (Itália) • Paulo G. Chu (EUA) • Tomas Albrektsson (Suécia) • Ulf Wikesjö (EUA) • Zvi Artzi (Israel) • 3M ESPE • Activeware • Anthogyr • Arti-Dente • Baumer • Bicon • Bio Art • Biomet 3i • Bitufo • Colgate • Conexão • Cubo • Dental Aragão • Dental Press • Dent-Flex • Dentoflex • Dentscler • Dentsply • DFL • DMC • Durr Dental • Eionco Bio • Emfils • ERO Prótese • Geistlich Biomateriais • Globtek • Hospital de Ensino e Pesquisa Centrinho – USP • ICE • Implacil De Bortoli • INP • Instituto Velasco • Intra-Lock System • Ivoclar Vivadent • JHS Laboratório Químico • Komet • Kopp • Kota • Labordental • Lafaiete Decorações • Lumindent • M Plus Surgical • Maximus-DhPro • Micro Imagem • Nacional Ossos • Neodent • Nobel Biocare • Norbi • Nova IM3 • Odonto Atual • Olsen • Osseocon • Pec Lab • P-I Brånemark Philosophy • Pross-Dabi Atlante • Q2 Tec • Sedcare Fashion • Serson Implant • Signo Vinces • SIN • Sirona • Sispack • SP Odonto • Straumann Brasil • Systhex • Talladium Internacional Implantologia • Titaniumfix • Tri Hawk • Unioss • VK Driller • Welfare • Wilcos • Zimmer REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Caderno Científico Eventos Ministradores internacionais Empresas (confirmados) (confirmadas) • Alejandro Maddalena (Argentina) • Ann Wennerberg (Suécia) • Arturo Meijueiro (México) • Carlos Aparício Magallón (Espanha) • César Guerrero (Venezuela) • Drauseo Speratti (EUA) • Esther Flores Mubarak (Peru) • Franck Renouard (França) • Guilhermo Cagnone (Argentina) • Héctor Cantoni (Argentina) • John Schulte (EUA) • Jorge Luis Garcia (Argentina) • José Luis Calvo (Espanha) • José Valdívia (Chile) • Joseph Kan (EUA) • Juan Carlos Abarno (Uruguai) • Julio Garcia (Argentina) • Luigi Canullo (Itália) • Luis Guillermo Peredo-Paz (Bolívia) • Luiz A. Jovanovic (EUA) • Sergio Luis Gotta (Argentina) • Stephen J.

linhas de produção. E. pesquisa e desenvolvimento. a Anthogyr deverá lançar toda a sua linha de implantes Axiom no Brasil. Vista panorâmica do parque industrial da Anthogyr. com 8.8(3):412-7 Fotos: Divulgação. o primeiro implante nestas dimensões já fabricado no planeta). E.000 metros quadrados. .8 mm (segundo a empresa.Anthogyr: dos Alpes franceses para o Brasil A Anthogyr. empresa especialista em design. A fábrica atual possui 8. design de produto. em Sallanches. desde então. chegou ao Brasil. na grande São Paulo. No início deste ano foi inaugurada a filial brasileira na cidade de São Bernardo do Campo. cujo destaque são os implantes de diâmetro 2. a mais alta montanha dos Alpes franceses e um dos picos mais altos da Europa. A Anthogyr. consolidando assim a participação em 85 países. onde funcionam os departamentos estratégicos. departamentos científicos e clínicos. No local trabalham 220 funcionários. no sudeste da França. sala limpa de esterilização. departamento de marketing e um centro de formação para profissionais. ideais para a região de incisivos inferiores e laterais superiores. Empresa familiar e independente. 412 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.000 metros quadrados. inaugura filial brasileira e traz o seu sistema de implantes Axiom. industriais e operacionais. vem apresentando crescimento contínuo que culminou com a implantação de uma nova e moderna planta industrial. a Anthogyr foi fun- dada em 1947. fabricante dos contra-ângulos Mont Blanc. fabricação e comercialização de soluções para implantes dentários há mais de 60 anos. em breve. aos pés do Mont Blanc. em Sallanches na França.

além dos implantes de diâmetro 2. da Universidade de Genebra. Dentro da linha de implantes Axiom. com infraestrutura adequada. A preocupação com o controle de qualidade dos produtos Anthogyr é prioridade na empresa. há também implantes para alvéolos frescos. casos clássicos e exemplares curtos de 6. na Suíça. Vista panorâmica interna da fábrica de implantes e equipamentos da Anthogyr. Alta tecnologia e máquinas de última geração presentes no processo de fabricação dos produtos. recepção e sala de relaxamento. Equipe da filial brasileira: Filemon Oliveira (coordenador de vendas). sala de aula. ideais para regiões de pouca altura óssea. por meio do Anthogyr Implants Institute.5 mm de comprimento.8(3):412-7 413 . que podem comportar 50 pessoas. simples e de alta previsibilidade cirúrgico-protética. Jean-Pierre Bernard. Com uma abordagem inovadora. encontra-se o sistema Axiom. com apenas três fresas para a instalação do implante. Na linha de produtos. composto por sala de reuniões. o instituto conta com o apoio da CITC – Clinical Implant Training Concept – e o trabalho do Pr. dois consultórios. que trata-se de uma filosofia inteligente. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Valéria Roma (consultora comercial) e João Bosco (gerente comercial). Em Sallanches é feito um treinamento on-site. projetada especificamente para os iniciantes em Implantodontia.8 mm. garantindo aos clientes atingir a excelência em suas práticas. O corpo docente internacional do Anthogyr Implants Institute é composto por 40 especialistas em Implantodontia.Caderno Científico Mercado In Treinamentos A empresa organiza continuamente trainning sessions na França e em todo o mundo.

investir no Brasil é acompanhar uma tendência. acrescenta. Segundo Carlos Eduardo Francischone Junior. sempre respaldada por investigações científicas e clínicas de altíssimo nível. Desejamos sucesso nessa nova empreitada. nas pessoas e no trabalho que desenvolvemos ao longo dos últimos 15 anos com presença marcante. por isso. “Isso possibilita maturidade para inovar com segurança e responsabilidade. Universidade de São Paulo – e professor titular de Implantologia – Universidade Sagrado Coração/Bauru. Podemos ainda encontrar implantes para alvéolos frescos. mestre e doutor em Implantologia USC/Bauru e consultor técnico nacional e internacional da Anthogyr.8 mm. Iniciou há pouco a fabricação de implantes osseointegráveis. ideais para a região de incisivos inferiores e laterais superiores. ressalta.5 mm de comprimento. com o sistema. “Além do mais. A abertura da filial brasileira é reflexo dessa vivência que vem se intensificando no decorrer dos anos. ideais para regiões de pouca altura óssea. CEO da Anthogyr. temos muito orgulho em estar presente em um país como o Brasil”. Devido às suas características geométricas. garantindo uma Osseointegração segura e previsível. pudemos realizar vários tratamentos baseados na filosofia Axiom. afirma. Endodontia e Materiais Dentários – FOB. oferecendo o que chamamos de Solução Global. como os primeiros implantologistas da América Latina. há quase dois anos. 414 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. ressaltando sua alta qualidade e. A visão da empresa prima por qualidade e respeito ao cliente. hoje mundial. que certamente premiará os cirurgiões-dentistas e os pacientes com mais uma opção de implantes de procedência séria e de ótima qualidade”. Nós. Dentro da linha de implantes Axiom encontramos os de diâmetros 2. da Anthogyr. simples e de alta previsibilidade cirúrgicoprotética. a nossa equipe está desenvolvida por meio de um RH estratégico para ser líder do mercado nacional e latino-americano nos próximos cinco anos. “a equipe Francischone sente-se honrada em participar e trabalhar. destaca que a empresa conta com mais de 20 anos de experiência na fabricação de implantes e todos os seus componentes. diretor geral da filial Brasil e consultor científico nacional e internacional da Anthogyr. Veja opiniões sobre a Anthogyr: Para Éric Genève. “a Anthogyr é uma empresa francesa de renome internacional.Qualidade comprovada A Anthogyr acumula uma experiência de mais de 60 anos na fabricação de instrumentais para Odontologia e 25 anos em Implantodontia. consagrada principalmente pela excelência dos instrumentos e motores utilizados na Endodontia. Nos últimos dois anos. apenas três fresas possibilitam a instalação do implante. acreditamos no país como um futuro promissor para o nosso negócio de implantes. Uma frase resume nosso empreendimento: Anthogyr do Brasil – nós entendemos nossos clientes e buscamos as melhores soluções!”. Vitor Troncoso. com índices de sucesso de 100%”. Trata-se de uma filosofia inteligente. casos clássicos e exemplares curtos de 6. a começar pelo kit cirúrgico compacto (um dos menores do mercado). até o momento. Conforme Carlos Eduardo Francischone. Acreditamos no Brasil. professor titular de Dentística. proporciona estabilidade inicial elevada. além de equipamentos para Odontologia. reforça. que também está chegando ao Brasil.8(3):412-7 .

Lançamento do Axiom 2.anthogyr. a utilização de implantes de dois estágios com diâmetros reduzidos. hoje é fazer com que estas reabilitações tenham caráter estético e fun- 1947 1980 Criação da empresa e a fabricação do primeiro contra-ângulo. presença em 85 países. segurança e credibilidade alicerçam este novo e surpreendente conceito de reabilitação implantossuportada”.com. representa um grande avanço. cional assemelhando estas à dentição natural. Lançamento do primeiro implante sob a marca Anthogyr. Já Glauco Velloso. pondera. Equipe de 40 funcionários. Linha do tempo da Anthogyr 1995 2000 2007 2009 2010 2011 Lançamento da linha Axiom. mestre e doutor em Implantologia – USP/ Bauru – e professor – Universidade Sagrado Coração USC/Bauru. para mim. os maiores atrativos foram.8 mm. lembra que o grande desafio das reabilitações orais com implantes osseointegrados. a partir de cooperação e intercâmbio de nossa equipe junto à Anthogyr – empresa consagrada na Implantologia mundial pelos ideais de modernidade e qualidade – adquirimos a certeza de que este sistema muito acrescentará à Odontologia. o projeto dos implantes da Anthogyr da linha Axiom representa uma ferramenta muito importante nesta busca pela excelência estética. destaca as qualidades do Sistema Axiom: roscas de implante retangulares e progressivas. exporta para 20 países. Chegada oficial ao Brasil com equipe de vendas local própria e com sua linha de implantes Axiom. dois produtos que dificilmente vemos em linhas comerciais de empresas: o implante de 6.8(3):412-7 415 . Mais informações sobre a empresa em: www. “Entretanto. sentese satisfeito de ter participado do desenvolvimento de um produto como o novo implante Axiom. como o Axiom 2. um investimento de 20 milhões de euros. Isso comprova a capacidade da empresa em desenvolver usinagens de precisão. “Dentro do estágio atual da ciência. Mais de 220 funcionários. conexão morse e componentes protéticos que permitem trabalhar de forma simplificada. garante. Aniversário dos 60 anos: novo site de 8.5 mm cone-morse e o implante de 2. permitindo melhores resultados em casos limítrofes”.8 mm locker tapped. mestre em Implantodontia e professor do curso de Implantodontia – SL Mandic/RJ e Clínica Integrada-UFF/RJ. finaliza. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Mercado In Para Renato Savi de Carvalho. “Nos últimos anos.000 metros quadrados industrial. Em casos onde a limitação de espaço fica mais evidente. Cirurgia Avançada e Pós em Implantodontia pelo Cetao. Marcelo Abla. especialista. mestre e doutorando em Implantodontia e coordenador dos cursos de Especialização em Implantodontia.8.br. que outrora era obter e criar protocolos definidos e reprodutíveis para se alcançar a osseointegração. como em incisivos inferiores e incisivos laterais superiores. Simplicidade. característica presente em seus produtos desde 1947”. Finalmente. Primeiro centro de formação Anthogyr Implant Institute.

em Estão previstas nove conferên“edição ainda melhor”. informa Geninho Thomé. comodidade e entretenimento. em Curitiba/PR. mas que fazem parte da algumas das principais empresas do setor odonrotina profissional. Renomavoltado para sua comodidade e condos conferencistas nacionais e internacionais vão forto”. que será do mais alto gabarito e que estão realizado no Expo Unimed. Outro diferencial tológico. moldagens. De acordo com Ivete Sartori. foi um grande sucesso. dez atividades para TPD. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. ”Selecionamos temas que são científica. 30 painéis científicos. atividades teórica e prática. Também. confecção de provisórios e escolha de cor) e como contornar estes problemas. além de uma feira comercial reunindo relevantes. para secretárias e Simpósio Neoortho. vários casos clínicos e situações no dia a dia do consultório são evidenciadas com fotografias coloridas de alta definição. Como é um livro voltado para a clínica de Odontologia Restauradora. o livro é direcionado ao clínico geral e aos especialistas em prótese e tem como objetivo principal relatar as principais dificuldades encontradas pelos clínicos nas etapas (preparos. Livro mostra como obter melhores resultados nas restaurações A Editora Santos/Grupo Gen lançou o livro Restaurações cerâmicas e metalocerâmicas – detalhes para obtenção da estética e previsibilidade. destaca. Com 244 páginas e ricamente ilustrado. 50 Programas de Apoio ao Pesdente do grupo Neodent. tendo como meta a obtenção de resultados previsíveis e trabalhos duradouros. quatro OBC (Odontologia Baseada em Evidência jantar festivo de confraternização terá como cenário o Científica). a Neodent espresidente da Comissão Científica.8(3):412-7 417 . Estamos trabalhando congressista tenha um atendimento para que esta edição seja ainda melhor. de autoria de Luzi Ramos Junior e Milton Edson Miranda. O tema central do Congresso será “Recursos tecnolódez atividades para graduandos em Odontologia. a pera receber 2. 65 conferências preocupação de oferecer aos congressistas maior nacionais. 15 plantões de dúvidas teórico. duas mesasconforto. Um requintado redondas. Complexo Industrial”. tivemos a cias internacionais. que considero bastante importante “O nosso primeiro Congresso. presi50 Neodent Experience.Mercado In Em junho acontece o II Congresso Internacional da Neodent Entre os dias 16 e 18 de junho. O fazendo a tecnologia de ponta aconevento terá extensa e diversificada programação tecer. 12 workshops. três simpósios.5 mil participantes para a segunda grade científica reúne profissionais edição do seu Congresso Internacional. quisador. atividade gicos atuais na Odontologia”. Geninho Thomé: abordar os temas mais atuais da Odontologia. realizado em é que estamos cuidando para que o 2009.

fratura.8(3):419 419 . embora lido e assinado. visto ser dirigido ao paciente quase sempre leigo. daí reputar-se relevante o termo. como dever de cuidado ético do profissional. como também é extensa a literatura relacionada a eventuais intercorrências clínicas que poderão advir dos procedimentos. é extremamente dinâmica. como parestesia. envolvendo especialmente implantes. o termo deve conter informações que permitam ao paciente entender quais os procedimentos em que será submetido. Comumente utilizado na área de atuação médica. Considerando que qualquer procedimento envolve riscos. Aspecto que deve ser considerado. comunicação bucosinusal. assessoramento e defesa dos cirurgiõesdentistas nas questões profissionais de ordem judicial. é a clareza do conteúdo. sem o uso de expressões altamente técnicas que possam levar a eventual alegação de que. Regina Célia Dalle Nogare (dallenogare@terra. em particular nos dias de hoje.br). conquanto expressa manifestação de vontade do paciente relativamente quanto à terapêutica a ser utilizada. no qual discorremos sobre a questão da documentação odontológica. De indiscutível importância para a área odontológica. em síntese. Nossa casuística tem apontado que o fundamento primordial das discussões judiciais relacionadas às reabilitações dessa natureza diz respeito à falta de osseointegração dos implantes. mas também ético. não se pode afastar a sua relevância nas demais especialidades. Dúvidas e orientações enviar e-mail à dra. já que não afasta o dever profissional de diligência. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. o objetivo de dar conhecimento ao paciente sobre a indicação e a natureza do tratamento e os riscos a ele inerentes. migração do pino para o seio maxilar. Ainda na linha do texto anterior. sintomatologia dolorosa. não só do ponto de vista legal. exposição das espiras.Responsabilidade Civil O consentimento informado Dra. Assim. a fim de orientar o paciente. com relação ao termo propriamente dito. em linguagem clara e objetiva a ele acessível. Regina Célia Dalle Nogare é advogada e atua há mais de 19 anos em orientação. A ciência. cuidaremos em específico do termo de consentimento informado. edema etc. o paciente não entendeu o real sentido do que estava escrito. seguido dos mais variados questionamentos. Outro aspecto de grande importância a ser ressaltado é que não se pode atribuir valor absoluto ao termo. o termo tem. em particular cirúrgica.com.

de periodicidade bimestral.8. impresso completo do trabalho a ser submetido. uma vez publicado o trabalho. recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu. Cecilia Felippe Nery (Editora) Rua Gandavo. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente via correio. conclusão e referências bibliográficas. Os trabalhos enviados para publicação devem ser inéditos. especialista na área do artigo. não será devolvido. por meio deste suficiente instrumento. enfatize apenas observações importantes. essa cessão de direitos autorais será automaticamente revogada após a devolução definitiva do citado trabalho. ou realizou atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área? (forneça uma descrição resumida) Não [Assinatura] Importante: autores e coautores deverão preencher individualmente o formulário com informações próprias. 5. 2.7. 2. Indique os métodos estatísticos. todos os trabalhos deverão ser enviados com o formulário de Conflito de Interesse preenchido. Material e métodos: apresente detalhes suficientes para permitir a confirmação das observações. OBJETIVO A revista ImplantNews. material e métodos. 2. o qual submeto(emos) à apreciação da revista ImplantNews para nela ser publicado. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais de ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto referências à aprovação pelo Comitê de Ética. Métodos publicados deverão ser referenciados e discutidos brevemente. Importante: Envie seu trabalho apenas pelo correio.000 caracteres (com espaços). O autor deverá enviar o Termo de Cessão de Direitos Autorais de acordo com o item 2. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o Termo de Cessão de Direitos Autorais. relatos de casos clínicos e revisão da literatura na área de Implantodontia e de especialidades multidisciplinares que a envolvam.4. telefone e e-mail do autor responsável). redigidos em português. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais: [Local e data] Eu (nós). em forma de texto. de ofício específico para esse fim. bem como artigos de atualização. sem que a prévia e necessária autorização seja solicitada e obtida junto à revista ImplantNews. gravados em CD. possuímos ações ou investimentos em organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu recebi honorários de apresentações vindos de organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Você está empregado pela entidade comercial que patrocinou o estudo? Você possui patentes ou royalties. Inclua uma declaração se existe ou não interesse ou vínculo comercial dos autores com o trabalho. Não repita no texto todos os dados das tabelas e ilustrações. no máximo. Introdução: resumir o princípio e o propósito do estudo.com. não sendo permitida a sua apresentação simultânea em outro periódico. ou os membros da minha família. à menos que hajam modificações. 2. indique por fora do envelope “Seção Nota Prévia”. por parte do autor. introdução e/ou proposição.5. 2. Resultados: apresente em ordem sequencial no texto. material que passa a fazer parte do Termo de Cessão de Direitos Autorais. Revisão/edição: os trabalhos serão revisados pelo editor científico e um parecerista do Conselho Científico. que decidirá sobre a sua aceitação. 2.2. destina-se à publicação de trabalhos inéditos de pesquisa aplicada. quando aplicável. Para a publicação deverão ser observados os itens das “Normas de Publicação”. NORMAS DE PUBLICAÇÃO 1. As informações contidas nos trabalhos enviados são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.2. aponte as implicações e limitações. para: ImplantNews Att. quando necessário.1. A revista ImplantNews receberá para publicação trabalhos Aderência às Normas de Publicação: trabalhos não preparados de acordo com as normas serão devolvidos aos autores antes do processo de revisão. A revista ImplantNews reserva todos os direitos autorais do trabalho publicado.1. 2. Referências bibliográficas: siga rigorosamente as normas de citação numérica Vancouver. autor(es) do trabalho intitulado [título do trabalho]. entre em contato com a redação: (11) 2168-3400 – <secretaria@implantnews. [Assinatura(s)] Conflito de Interesse Sim Eu recebi apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu. Declaro(amos) serem verdadeiras as informações do formulário de Conflito de Interesse. [nome(s) do(s) autor(es)]. assinado pelo(s) autor(es) ou pelo autor responsável. Estas deverão ser acrescentadas ao final do artigo. em qualquer outra parte ou meio de divulgação de qualquer natureza. 2. Discussão: enfatize os aspectos novos e importantes e as conclusões que se seguem. Não repita em detalhes dados ou outro material fornecido na Introdução ou nos Resultados. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Agradecimentos: pessoas com contribuições substanciais ao trabalho. uma tabela pequena e 5 referências bibliográficas. O editor se reserva o direito de editar os trabalhos para melhorar a clareza e compreensão dos leitores. mediante o recebimento. nome(s) e titulação do(s) autor(es). ou os membros da minha família. tabela e ilustrações. APRESENTAÇÃO A Nota Prévia deverá conter: título em português e inglês.7. Mostre claramente a hipótese testada. discussão. Especifique patrocinadores.1. sendo vedada qualquer reprodução. 2. em formato DOC ou RTF (Word for Windows). Conclusão: faça de forma a reforçar ou refutar a hipótese. que os direitos autorais referentes ao citado trabalho tornem-se propriedade exclusiva da revista ImplantNews a partir da data de sua submissão.7. fornecendo apenas as referências pertinentes. 2. Compare suas observações com outros estudos relevantes.Normas de Publicação Como enviar seus trabalhos Os trabalhos enviados que não seguirem rigorosamente as Normas de Publicação serão devolvidos automaticamente. total ou parcial. agências de fomento (citando número do processo). A revista ImplantNews é um periódico científico que adota o sistema de revisão por pares para seleção dos trabalhos a serem publicados e segue em suas normas de publicação o estilo de Vancouver (Sistema Numérico de Citação). O CD deve estar com a identificação do autor responsável.6. A revista ImplantNews submeterá os originais à apreciação do Conselho Científico. Os nomes dos relatores/avaliadores permanecerão em sigilo e estes não terão ciência dos autores do trabalho analisado. NORMAS 2. resumo/abstract. declaro(amos) concordar. trabalhou como testemunha especializada.9. Termo de Cessão de Direitos Autorais/Formulário de Conflito de Interesse NOTAS PRÉVIAS devidamente preenchidos e Termo de Consentimento do Paciente.8(3):421-2 421 .br>. em sua face não gravável. com informações para contato (endereço. O material enviado.3.1. Desde janeiro de 2011. como Nota de Esclarecimento. 3 imagens com legendas concisas. as referências são de inteira responsabilidade dos autores. 2. 70 – Vila Clementino 04023-000 – São Paulo – SP ATENÇÃO: para o envio de Notas Prévias. Limites: texto com. acompanhados de uma cópia em papel. Em caso de dúvida. unitermos/key words. Contendo CD identificado (com todo o material do artigo). com etiqueta ou caneta retroprojetor (própria para escrever na superfície do CD). No caso de não aceitação para publicação. visando à padronização universal de expressões científicas nos trabalhos publicados.

8.1997. relato do(s) caso(s) clínico(s). Margens esquerda e direita: 3 cm c. et al.3. 2002. nota de esclarecimento. 2 tabelas ou quadros.6. Sá JR.7. Oliveira MF. 6. citam-se todos.7. 4. 3. título em inglês. unitermos. Dissertação e tese: Molina SMG. Tipo de fonte: times new roman b. Marginal adaptation of composite restoration with and without flowable liner [resumo]. 4 tabelas ou quadros. A apresentação das referências bibliográficas deve seguir a normatização do estilo Vancouver. ISSN 0103-6440.79:1002. Na apresentação de imagens e texto. ser enviadas incorporadas a arquivos de programas de apresentação (PowerPoint). 4. com identificação ou não. 4. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. 25. Não citar os nomes dos autores e o ano de publicação.2. J Prosth Dent 1980.5. Limites: texto com. nome(s) do(s) autor(es). Consultar Descritores em Ciências da Saúde – Bireme (www. resumo. no máximo. que devem ser seguidos pelos seus prenomes abreviados.3. [Online] Available from Internet <http://www.icmje.9. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas.4 Citações de referências bibliográficas a.html) e impressos sem negrito. Exemplo: “1. numerados com algarismos arábicos e fornecidos.” Correto: “Vários autores1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 4. Tamanho da fonte: 12 c. faces etc.5 linhas g.28:402-4. 7.25 cm f. com largura mínima de 10 cm. J Periodontal 1994.4. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de acordo com o “List of Journals Indexed in Index Medicus” (www.7. 3. Devem constar sob as denominações “Tabela” ou “Quadro” no arquivo eletrônico e ser numerados em algarismos arábicos. titulação do(s) autor(es). introdução e/ou proposição. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1.43(4):419-22. no qual somente os números índices das referências. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em arquivo ou folha impressa à parte. número (fascículo) e páginas do artigo logo após o título do periódico. editores de texto (Word for Windows) ou planilhas eletrônicas (Excel). São Paulo: EVM. Craniofacial prostheses: anaplastology and osseointegration. resumo em inglês (abstract).4. volume.7. Braz Dent J 1997. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posicionada abaixo deste.usp. J Dent Res 2000. caso seja estritamente necessária sua citação. Na in vitro test model for investigation of desinfection of dentinal tubules infected whith enterococcus faecalis.5 cm b. nome(s) do(s) autor(es).2. Devem possuir boa qualidade técnica e artística.23(8):408-9. J Dent Educ 1977. na ordem de sua numeração. p. em arquivo à parte. citados no corpo do texto na ordem de sua numeração. titulação do(s) autor(es). 7. Mechanics and regulation on ostoclastic boné resorption. 18. 269-73. obrigatoriamente.3. título em inglês. 4. Devem ser autoexplicativos e.17(1/2):183-9. Fives-Taylor PM.65:545-50. 3.72. TABELAS OU QUADROS 5. 12. conclusão.5. In: Norton. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): Brånemark P-I. Rev Odont Unesp 1988. são indicados no texto.8(2):67. Lorato DC.. trabalhos em andamento e os não publicados. resumo em inglês (abstract). Incluir ano.1. LA.6. sem ponto ou vírgula. Burstone CJ.7.7. Devem. revisão da literatura. [cited 30-6-1998]. Organização ou sociedade como autor: Clinical Research Associates. SP [tese]. Deve-se evitar a citação de comunicações pessoais.17:1-2. 422 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Números sequenciais devem ser separados por hífen (ex. Alinhamento do texto: justificado e. a menos que expresse por escrito o seu consentimento. dentes. no máximo. GRÁFICOS 7.7. Prosthet Dent 1992. Cure opin microbial. 4 tabelas ou quadros. o qual deve acompanhar o trabalho enviado.8 avaliaram que a saúde geral e local do paciente é necessária para o sucesso do tratamento”. nota de esclarecimento.4. unitermos. resumo. nota de esclarecimento.gov/tsd/serials/lji. utilizando o recurso de resolução máxima do equipamento/câmera fotográfica. Resumos em português e inglês: máximo de 250 palavras cada f. 1998:88-95. 2. 35. preferencialmente. Campinas: Universidade Estadual de Campinas. 4. O paciente não poderá ser identificado ou estar reconhecível em fotografias. A behavioral courses in dental school.1. Experience form a 10-year period. proposição. deverão conter cópia do Formulário de Consentimento do Paciente. A vírgula só deve ser usada entre os nomes dos diferentes autores. nome(s) do(s) autor(es). 5. APRESENTAÇÃO 3. em seguida. resumo em inglês (abstract).10. editors. As referências devem ser numeradas em ordem de entrada no texto pelos sobrenomes dos autores. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser numeradas com algarismos arábicos. introdução e/ou revisão da literatura. Espaçamento entre linhas: 1. b. 4. Bergstrom J. Preber H. obrigatoriamente.forp. “Outros autores1-3 concordam. No texto.2. material(ais) e método(s). Breine U. 4 gráficos e 16 figuras. a expressão latina et al. 4..5. Tobaco use as a risk factor. A exatidão das referências bibliográficas é de responsabilidade única e exclusiva dos autores. Clin Res Assoc Newsletter 1993. setor. Livro: Brånemark P-I. Quantidade máxima de 30 referências bibliográficas por trabalho.: 4-5). titulação do(s) autor(es). 6.1.html>. nih. 1989. introdução e/ou proposição. Avaliação do desenvolvimento físico de préescolares de Piracicaba. Tamanho do papel: carta d.1. Nas publicações com sete ou mais autores. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado h. Hallen O.16:1-13.2.7. Adell R. 7. Não devem. 4. 6.000 caracteres (com espaços).8. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais e.br/bdj/t0182. números aleatórios devem ser separados por vírgula (ex. Devem constar sob a denominação “Gráfico”. p. 6. Revisão da literatura – Deverão conter título em português.São Paulo. The biology of tooth movement. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua legenda. conclusão.1. 5.7.3. Influence of a composite resin restoration on the gengival. nos formatos TIF ou JPG e largura mínima de 10 cm.. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. Relato de caso(s) clínico(s) – Deverão conter título em português. assinado por este.1997. deve-se evitar o uso de iniciais.7. lábios.1. conforme orientações fornecidas pelo International Committee of Medical Journal Editors (www. Artigo citado por outros autores apud: Sognnaes RF. c. 4. Scan J Plastic Rec Surg 1977. 21).7.2. curva ou outra forma gráfica devem vir acompanhadas dos respectivos valores numéricos para permitir sua reprodução com precisão. APCD . 7.1. Nas publicações com até seis autores.5. Hansson BO. Oral pathogens: from dental plaque to cardiace disease. Preber H2 (1994).000 caracteres (com espaços).1. Limites: texto com. as informações não devem ser incluídas na lista de referências. com resolução mínima de 300dpi. Florida: CRC. conclusão. 4. Formatação de texto: a. 5. Meyer DH.10. obrigatoriamente. Artigo de periódico: Diacov NL. Artigo em periódico on-line/internet: Tanriverdi et al. seguir o Sistema Numérico de Citação.000 caracteres (com espaços).” 4.5. Absenteísmo odontológico. 6. As grandezas demonstradas na forma de barra. Artigo sem indicação de autor: Fracture strenght of human teeth with cavity preparations. 2 gráficos e 32 figuras.4. Anais. Exemplos 4. Todos os trabalhos com imagens de pacientes. Formatação de página: a. 7. Estética em implantes de um ponto de vista cirúrgico. Estrutura 3. discussão.8(3):421-2 . Capítulo de livro: Baron. 4. ser citadas no corpo do texto na ordem de sua numeração. no máximo. citados no corpo do texto. itálico ou grifo/sublinhado. 4.3.. na forma sobrescrita. 6. artigos e teses) – Deverão conter título em português. 4. 4.: 7. Resumo: Steet TC. 5.3.2. Margens superior e inferior: 2. Illinois: Quintessence. resultados. Devem ser. Trabalhos científicos (pesquisas.nlm. FIGURAS/IMAGENS 6. discussão. In: 3º Congresso Internacional de Osseointegração: 2002. 6. Devem ser enviadas gravadas em CD. Exemplos: Errado: “Bergstrom J. 18. em hipótese alguma. 3.5.2. 4.41:735-37 apud Dent Abstr 1978.7.1.7.7.2.” 4. R.bireme. 4. 4. Glass ionomer-resin: state of art. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em sua legenda. 6. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. Trabalho apresentado em evento: Buser D.2.6. discussão.1. unitermos. resumo.. Lindstrom J.org) no “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. Limites: texto com. Unitermos e key words: máximo de cinco.3.1. Título em português: máximo de 90 caracteres d. título em inglês. mas citadas em notas de rodapé. As páginas devem ser numeradas 3.11. 4 gráficos e 16 figuras/imagens. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em nota colocada abaixo do corpo da tabela/quadro ou em sua legenda. citam-se os seis primeiros e. 10 páginas de texto.4. 3.br/decs/) 3. nome e número de registro de pacientes.5. A legenda deve acompanhar a tabela ou o quadro e ser posicionada abaixo destes ou indicada de forma clara e objetiva no texto ou em documento anexo.