SENAC EAD 2012: Artes Visuais – Cultura e Criação (Turma 05) Unidade I / Blocos Fragmentação e Profusão: Leitura 2, Questão Individual

2 Tutor: Adalberto Alves de Souza Filho Professora: Carol Barreto Aluno: Edson Júnior Brandão Carvalho Título: “Moda: o figurino do tempo” Data: 21/10/2012

Questão Individual 2: No texto Moda e figurino, Dario Caldas afirma que os estilistas são antenas aguçadas de seu tempo, capazes de captar desejos, mudanças em curso e visões de futuro. Afinal, os estilistas lidam com uma linguagem estética que está muito próxima do dia-a-dia da maioria das pessoas: a indumentária, que cobre nossos corpos de cores e formas, com a qual exteriorizamos algumas de nossas idéias e atitudes. Linguagem sensível ao “espírito do tempo”, a moda estabelece diálogos com outras áreas de produção e expressa transformações sócio-culturais, como nos vários exemplos dados pelo autor. A obra de Giacomo Balla no bloco Movimento, a de Madaleine Vionnet no bloco Leveza, a de Alceu Penna no bloco Fragmentação e a de Christian Lacroix no bloco Profusão também podem ser tomadas sob o ponto de vista da sensibilidade às questões prementes de seu tempo. Analise o que essas obras tem de continuidade com o passado, afinidade com o presente e projeção de futuro. Elabore um texto, com no máximo duas laudas de extensão, e envie ao tutor.

Moda: o figurino do tempo O sociólogo Dario Caldas1, com base em conceitos antropológicos, afirma que “o homem se torna produtor e produto do mundo em que vive”. Cláudia Garcia2, destaca a importância de Coco Chanel e escreve: “um verdadeiro mito. Chanel reproduziu em sua própria imagem, a mulher do século 20, independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo”. Para representar como a moda é sensível ao “espírito do tempo”, essas definições e a estilista serão utilizadas como cenário para tratar da época e obra dos artistas Giacomo Balla, Madeleine Vionnet, Alceu Pena e Christian Lacroix. Em 1910, Giacomo Balla3 assina o Manifesto dos Pintores Futuristas4, que apresenta um brado de revolta ao “culto do passado que se alimenta da deplorável existência dos museus”. O manifesto prega que “a arte só é vital quando integrada em seu meio”. A Itália, de Balla, era um país atrasado, que lutava por seu espaço na economia mundial e que, curiosamente, fundou o Futurismo, “o movimento artístico mais veementemente entusiasta do progresso, da indústria, das técnicas modernas, do modo de vida urbano”. Foi, também, “por volta de 1910”5, que Chanel conheceu o grande amor de sua vida, o milionário inglês, Arthur Capel, que lhe deu o livro6 “A Filosofia da Miséria” (1849), de Proudhon7 – um dos mais influentes teóricos e escritores do anarquismo –, que no capítulo VII publica que o “luxo, em uma palavra, é sinônimo de progresso; é, a cada instante da vida social, a expressão do máximo de bem-estar realizado pelo trabalho e ao qual é de direito tanto quanto de destino que todos nele cheguem”. No início da década de 20, Chanel manteria uma relação com o primo direto do Czar Nicolau II8, o principe russo Dmitri Pavlovich9, que foi um dos que a orientaram em uma jornada que levou à criação do Chanel Nº 5. Este perfume a converteria em uma grande celebridade por todo mundo. Segundo Claudia Garcia, “a década de 20 foi da estilista Coco Chanel”. Dario Costa concorda e relaciona sua obra aos preceitos de modernidade e funcionalidade “da escola de design alemã Bauhaus”. Em Bauhaus, a máquina era valorizada assim como no Construtivismo russo “que negava a arte pura e assimilava influências da indústria”. Menos para reduzir a importância de uma em relação a outra, o estilista Paulo Araujo10, destaca a importância de outra estilista, Madeleine Vionnet11, e opina que “comparada a Chanel, Vionnet é ainda hoje uma desconhecida, talvez porque produzia Rolls Royces, enquanto Coco foi o Ford da moda”. Antes de Chanel, Vionnet fundara já em 1912 sua Maison de alta-costura em Paris e em 1924, em Nova York. Vionnet trazia um novo classicismo, inpirado no passado e voltado para a modernidade. Sonia Duarte12 afirma que “as atrizes holywoodianas Marlene Dietrich e a Katherine Hepburn usavam suas roupas”. E, como diz Dario Caldas, “nenhuma outra manifestação cultural atingiu a mesma amplitude e importância que o cinema, na primeira metade do século XX”. Nos anos 30, Jean Patou13, que já não mais conseguia vender suas caras roupas, por causa da crise americana de 1929, cria o perfume Joy – que foi eleito o “Cheiro do Século” pelo público no Fragrance Foundation Prêmio FiFi em 2000, batendo o seu rival “Chanel n º 5”14. Ambos os perfumes ainda enfeitiçam as atrizes de Holywood; na entrega do último Oscar (2011), Júlia Roberts usava o Joy e Nicole Kidman, o Chanel Nº 515. Outros, também são famosos, como Vionnet e Dior, dos próprios e o Bazar, Absinto ou Lacroix, do próprio.

                                                                                                               
1  Dario  Caldas,  sociólogo  brasileiro,  autor  do  texto  “Moda  e  Figurino”.   2  Cláudia  Garcia,    jornalista,  diretora  de  redação  da  revista  Manequim.   3  Giacomo  Balla  (1871-­‐1958),  pintor  italiano.   4  Manifesto  dos  Pintores  Futuristas,  baseado  no  Manifesto  Futurista,  de  Filipo  Marinnetti.   5  Wikipédia,  disponível  em  http://pt.wikipedia.org/wiki/Coco_Chanel   6  Cena  do  filme  Coco  antes  de  Chanel,  de  Anne  Fontaine.   7  Pierre-­‐Joseph  Proudhon  (1809-­‐1865),  filósofo,  escritor,  político  e  economista  francês   8  Czar  Nicolau  II  (1868-­‐1918),  o  último  czar  da  Rússia,  deposto  em  1917.   9  Grão-­‐Duque  Dmitri  Pavlovich  da  Rússia  (1891-­‐1941),  acusado  de  matar  Rasputine.   10  Paulo  Araújo  (1974),  estilista  moçambicano.   11  Madeleine  Vionnet(1876-­‐1975),  estilista  francesa.   12  Sonia  Duarte  (s/i),  escritora  e  editora  do  blog  MIB.   13  Jean  Patou  (1880-­‐1936),  estilista  francês.   14  Wikipédia,  disponível  em  http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Patou   15  Segredos  da  Beleza,  disponível  em  http://segredosdebeleza.terra.com.br/site/interna.aspx?id_conteudo=118  

Sobre atrizes hollywoodianas, na década de 40 o Brasil teve sua representante. Carmem Miranda16, uma atriz tão importante no cinema que, em 1946 “era a artista mais bem paga de Hollywood e a mulher que mais pagava imposto de renda nos EUA”17. Uma parte desse sucesso deve-se a Alceu Pena (1915-1980), desenhista, ilustrador, figurinista brasileiro, que renovou o figurino de Carmem e seus músicos, quando esta finalmente aceitou ir para os EUA. Alceu Pena ditava a moda carioca dos anos 1940 e 1950, transportando para a revista O Cruzeiro as novidades publicadas nas revistas estrangeiras. Sua seção, intitulada “As Garotas de Alceu”, abordavam temas mundanos, políticos, cinematográficos, esportivos e outros, que foram adotados como referência por garotas modernas brasileiras. Distante do Brasil, no mesmo período, Chanel adquiria uma dupla identidade durante a Segunda Guerra Mundial, após seu namoro com o alemão Dincklage, espião da Gestapo (a polícia secreta de Hitler), que queria buscar uma aproximação com os ingleses. “A Abwehr (inteligência alemã) inscreveu Gabrielle Chanel em seus registros de Berlim como Agente F-7124 com o codinome Westminster”18. Na década seguinte, em 1951 nasce, na frança Christian Lacroix. No pós-guerra, os EUA entram no mundo da moda e lançam as meias de náilon – de material sintético desenvolvido por sua indústria bélica. O frânces Christian Dior, cria o “New Look”, um estilo extravagante e exagerado. Isso ajudou a encerrar a mentalidade do racionamento do pós-guerra. Nesta década, Chanel reabre sua Mansão, mas os amigos se afastam dela, o que a leva a passar por dificuldades financeiras. Porém, seu sucesso retorna com a declaração da atriz Marilyn Monroe19, que “dormia apenas com duas gotas do perfume”, e pela admiração da ex-primeira-dama norte-americana Jackie Kennedy20, que fez Chanel voltar a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Nos anos 60, os filhos dos chamados “baby boom” viviam no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista. Esse anos foram vividos em uma explosão de juventude. O estilo da época pode ser o da modelo e atriz Twiggy21, que encarna o visual da época: longas pernas sob vestidos geométricos em padrões Op-art – termo que relaciona e “situa Giacomo Balla, como também Marcel Duchamp, como precursor isolado da op-arte da década de 1960”22. Em 1971, morre, trabalhando, a incansável mulher que um dia questionou como “o trabalho alivia as dores da alma?”23: Gabriele Chanel. No final dos anos 80, o Muro de Berlim é derrubado, o capitalismo vence e Christian Lacroix, já mundialmente famoso, deixa a Casa de Costura Jean Patou e abre sua própria Maison. Talvez baseado na frase do livro que Coco leu sobre luxo ou mesmo em oposição ao seu pretinho-básico, Lacroix traz o luxo de volta à cena. “Em contraste com a moda dos anos 80, quando a simplicidade e o minimalismo começavam a dominar”, o estilista francês, “inovador e arrojado”, reinventa a alta-costura. Quem sabe, também, lembrando-se do fundador de seu já ex-local de trabalho, Patou, que só vendia às ricas mulheres e Vionnet, retratada da maneira que foi pelo estilista Paulo Araujo ou por seu “estilo atemporal, que é influência até os dias de hoje, assim como sua contribuição técnica à alta-costura”. Também, em contraste aos ideais de Giacomo Balla, Lacroix, formado em História das Artes, em 2008 realiza seu sonho de ser curador de museus, quando ficou à frente de duas exposições em comemoração aos 20 anos de sua Maison. Assim, como pode ser percebido, o figurino do tempo no mundo é a própria moda.
         

                                                                                                               
16  Carmem  Miranda  (1909-­‐1955),  cantora  e  atriz  luso-­‐brasileira.   17  Wikipédia,  disponível  em  http://pt.wikipedia.org/wiki/Carmem_Miranda   18  Livro:  A  Guerra  Secreta  de  Coco  Chanel,  de  Hal  Vaughan;     19  Norma  Jean  Mortenson  (1926-­‐1962),  uma  das  mais  célebres  atrizes  nortamericanas,  amante  de  John  Kennedy.   20  Jacqueline  Kennedy  Onassis  (1929-­‐1994),  ex-­‐esposa  do  presidente  dos  EUA,  John  Kennedy   21  Twiggy  (1949-­‐),  atriz  inglesa.   22  Caderno  Cultural,  Giacomo  Balla  e  o  futurismo:  a  revolução  e  a  contrarrevolução  na  pintura  italiana     23  Cena  do  filme  Coco  antes  de  Chanel,  de  Anne  Fontaine.  

 

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