O USO DE CITAÇÕES E REFERÊNCIAS NO TRABALHO ACADÊMICO

GUIDO DE OLIVEIRA CARVALHO

UEG-GOIÁS
2012

este poderá reagir de acordo com 1 Mestre em Letras pela UFG. Exemplos: Segundo Lopes (1997) para se aprender a escrita em inglês é necessário um nível adequado ao desenvolvimento da fala. a relação do homem com o mundo não é direta. pela instituição responsável ou pelo título incluído na sentença devem ser apresentadas em letras maiúsculas e minúsculas e.2 UEG-GOIÁS O USO DE CITAÇÕES E REFERÊNCIAS NO TRABALHO ACADÊMICO Prof. CITAÇÕES (ABNT – NBR 10520 . Segundo Seliger e Shohamy (1989). Regras gerais de apresentação Nas citações. Na concepção vygotskiana. Citação de citação: citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. E-mail: longevos@hotmail. da consciência reflexiva e do controle deliberado. 1998). devem ser em letras maiúsculas. há uma série de razões pelas quais a pesquisa qualitativa tem sido incorporada à pesquisa sobre L2 nos últimos anos. as chamadas pelo sobrenome do autor. . Citação indireta: texto baseado na obra do autor consultado.AGO 2002) Citação: menção de uma informação extraída de outra fonte. Professor de Língua Inglesa e Estágio de Língua Inglesa na Universidade Estadual de Goiás.com. quando estiverem entre parênteses. Unidade Universitária de Goiás. Quando o aluno tem a possibilidade de ouvir o professor. Guido de Oliveira Carvalho1 1. Citação direta: transcrição textual de parte da obra do autor consultado. mas mediada por instrumentos ou signos (OLIVEIRA.

de até três linhas. Exemplo: Essas respostas da primeira pergunta nos remetem a uma leve expectativa sobre o bom . ROGERS. Exemplo: Na linguística aplicada. o estudo de caso tem sido empregado principalmente como “uma ferramenta para traçar o desenvolvimento linguístico de aprendizes de primeira e segunda língua” (NUNAN. interpolações. p. Exemplo: A correção com os pares é definida por Richards. 2002. 78). comentários.]. Devem ser indicadas as supressões... o que contribuirá significativamente na decodificação da mensagem (HOLDEN. As citações diretas. p. devem aparecer entre aspas duplas. Exemplo 1 retirado de Borba e Oliveira 2004. esta alteração com a expressão “grifo nosso”. 31. p. Exemplo 2 retirado de Carvalho. Tipicamente os estudantes trabalham em pares ou pequenos grupos. do seguinte modo: supressões: [. 34 Exemplo 3 retirado de Carvalho. 1992. deve-se destacá-los indicando. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda. 268) como uma atividade na fase de revisão da escrita na qual os estudantes recebem feedback sobre sua redação de outros estudantes – seus pares. 2002. 2001). Para enfatizar trechos da citação. Retirado de Carvalho. com letra menor que a do texto utilizado e sem as aspas. acréscimos ou comentários: [ ]. lêem os textos uns dos outros e fazem questões ou dão comentários ou sugestões.3 sua expressão facial. 17. p. Platt e Platt (1992. Retirado de Vieira e Arataque. no texto. 2004. o termo a ser usado é “grifo do autor”. p. p. Caso o destaque já esteja na obra consultada. 12. com mais de três linhas. ênfase ou destaques. 2002. As citações diretas. p. 48 Exemplo 4 retirado de Kete de Deus e Melo 2004. p. 33. no texto. entre parênteses após a chamada da citação. interpolações.

).. 2005. na mesma ordem em que aparecem no texto. deve-se incluir. Sistema numérico Neste sistema. em algarismos arábicos. Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor. ódio de si mesmo [. 463.4 professor de Língua Inglesa. perversão. entre parênteses. remetendo à lista de referências ao final do trabalho. 226-245. a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva. 1999. Affect in language learning. Cooperative language learning and affective factors. (Ed. 72. 27. uma vez que. p. p. Sistema de chamada As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: numérico ou autor-data. deve ser seguido consistentemente ao longo de todo o trabalho. p.] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado. após a chamada da citação. Cambridge: Cambridge University Press. 1994. J. Retirado de Silva. p. 4. v.. escolhe as formas adequadas de apresentar a matéria e tem bom relacionamento com o grupo” (Cunha. grifo do autor). Exemplo: “Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa. 1 . Exemplo: No texto: Os benefícios da aprendizagem colaborativa são apresentados por Crandall1. do capítulo ou da parte. a expressão “tradução nossa”. o bom professor é aquele que domina o conteúdo.” (RAHNER. 1962. J. tradução nossa). “para os nossos alunos atuais. Ele afirma que o principal mérito da aprendizagem colaborativa é a criação de um ambiente positivo para a aprendizagem Na nota de rodapé: ___________ CRANDALL. In: ARNOLD. Não se inicia a numeração das citações a cada página. Qualquer que seja o método adotado.

68). jornais e internet. pessoalmente modificam seu comportamento.5 Sistema autor-data Neste sistema. através desse ambiente. São Paulo: Martins Fontes. p. 2. . L. • Etc. Retirado de Carvalho. ou seja. Exemplo: No texto: Para Vygotsky (2000. 2000. • Local de publicação. • Páginas (quando se tratar de artigos). • Edição. • Artigos em livros. 2002. a indicação da fonte é feita pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada entidade responsável até o primeiro sinal de pontuação. o homem e o meio exercem influência recíproca. • Título.NBR 6023 – AGO 2002) Do que se faz referência Livros. revistas. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. p. separados por vírgula e entre parênteses. no caso de citação direta. REFERÊNCIAS (ABNT . dissertação. Por essa razão. • Editora. S. 34. sua teoria recebe o nome de sociocultural ou sócio-interacionista. • • Elementos essenciais • Autor. Nas referências: VYGOTSKY. colocando-o sob seu controle”. Monografias (TCC – trabalho de conclusão de curso. seguido(s) da data de publicação do documento e da(s) página(s) da citação. tese). “a característica básica do comportamento humano em geral é que os próprios homens influenciam sua relação com o meio ambiente e. • Ano de publicação.

Lagos andinos dão banho de beleza. suplemento. Titulo. ano. etc. Artigos de jornais AUTORIA DO ARTIGO. Uma análise de uma atividade em sala de aula de língua inglesa numa perspectiva interacionista. Belém. Pequeno e despretensioso guia para a confecção de projetos de pesquisa. seção.pdf > Acesso em 04/07/07. Paulo. Artigos em (capítulos) livros AUTORIA DA PARTE DA OBRA. Exemplo: LACERDA. São Paulo. Folha de S. página(s) do artigo referenciado. Caderno 8. ano). Exemplo: NAVES. Disponível em < www. n.. 71-85. Ano do texto. 2003. número do fascículo. David. Ttulo da obra. Título do Periódico. p. ano). mês. ZACCUR. Local: Editora. In: ESTEBAN. Título. mês. Edwiges (Orgs. Folha Turismo.). Página inicial-final do texto. 11. 28 jun. Exemplo: CRYSTAL. Título do artigo. 2002. 2006. Moara – Revista dos cursos de pós-graduação em Letras da UFPA. 1999. Local de publicação. número de ordem da(s) coluna(s). Rio de Janeiro: DP&A Editora. In: AUTORIA DA OBRA. Álvaro. Izabel Maria da. Artigos de periódicos AUTORIA DO ARTIGO. 13. 1999.6 Como fazer referências Livros AUTORIA. Local de publicação. data (dia. São Paulo: Jorge Zahar. A revolução da linguagem. Professorapesquisador: uma práxis em construção. . data. Disponível em: < endereço eletrônico> Acesso em: data (dia. Mitsi Pinheiro. Ano. Título do artigo.cneccapivari. 39-51. número ou título do caderno. p. p. Por uma formação repleta de sentido. Edição. Paulo. Local: Editora. número do volume. Título do jornal. Exemplo: SILVA. Textos on-line AUTORIA.br/npcc/images/modelo_projeto. Titulo do texto. Exemplo: BIANCHI. página inicialfinal do artigo. Maria Teresa.

]. puder ser determinada. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento Entrevistas [abr. Tremel e M. 1991.7 AUTORIA.l. 1991]. Brasília: MEC. A representação do processo de aprender no livro didático nacional de língua estrangeira moderna no 1º. Luiz Inácio Lula da. Denise Francisca de. SBS. Angelita Maria. SOUSA. Quando não se tem o local de publicação Utiliza-se a expressão sine loco. LAZZARINI NETO. ROGERS. teses ou local da defesa. tese) – Monografias. indica-se entre colchetes. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. 2004. registra-se uma data aproximada entre colchetes. 67-97. p. impressão etc. de 3 autores Exemplo: ALMEIDA FILHO. Ano da defesa. dissertações. Título. 2002. 2 cassetes sonoros. desde que o trabalho seja coeso em seguir o mesmo critério. dissertação. Exemplos: [1971 ou 1972]: um ano ou outro [1969?]: data provável . (ponto e vírgula) 3 autores Exemplo: HOLDEN. Exemplo: OS GRANDES clássicos das poesias líricas. v. copirraite. entre colchetes [S. O ensino de língua inglesa. 25. PCN BRASIL. [São Paulo]: SDF Editores. Cria e recria. Susan. 1994. Motivação e acadêmicos desmotivação no aprendizado de língua inglesa nas escolas públicas de Uruana. grau. Quando há mais Colocar o primeiro autor e acrescentar “et al”. [S. Mike. 1981. Vol. O QUE FAZER Com relação ao A referência aos primeiros nomes dos autores pode seguir dois critérios: primeiro nome abreviados ou por extenso. Entrevista concedida ao Projeto Memória do SENAI-SP. 2002. Campinas. Secretaria de Educação. dos autores Quando há 2 ou Colocá-los separados por . mas pode ser identificada. Trabalhos de Linguística Aplicada. Entrevistadores: V. distribuição. SILVA. Garcia.]: Ex Libris. São Paulo. 17. abreviada. José Carlos Paes de et al. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Universidade Estadual de Goiás – Itapuranga.l. Sylvio. Quando a cidade não aparece no documento. outros trabalhos PEREIRA. jan/jun 1991. Categoria (TCC. Quando não se tem a data de publicação Se nenhuma data de publicação. São Paulo: SENAI-SP.

sendo a primeira palavra maiúscula. São Paulo: EDUSP. __________. Contextos institucionais em linguística aplicada: novos rumos. Quando há subtítulo Separado do título por dois pontos. autor Exemplo: MOITA LOPES. 2). F. técnica e arte: o desafio da pesquisa social. ambas na forma adotada na língua do documento. junto ao ano. etc. Luiz Paulo da. Mass. ed. ALFONSO-GOLDFARB. Carlos A. Petrópolis: Vozes. 3-14. . Maria Cecília de Souza. 1982. NUNAN. 1992b. Quando há mais de uma publicação do mesmo autor por ano Se um autor tiver mais de uma publicação no ano. D. b.: Harvard University Press. 9-29. c. 1996. substitui-se as demais por um traço sublinear títulos do mesmo (equivalente a seis espaços) e ponto. ______. Life with two languages: an introduction to bilingualism. Se forem três ou mais. 1993.:______ (Org. São Paulo: Câmara Brasileira autor do Livro.). Cambridge. Quando há mais Quando houver duas editoras. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura.). p. 2. (Coord. método e criatividade. Quando o autor do capítulo é também organizador do livro Evita-se a repetição substituindo o nome do autor por um traço sublinear (equivalente a seis espaços) e ponto. utilizando-se abreviaturas dos numerais ordinais e da palavra edição. não indicada no item [entre 1906 e 1912]: use intervalos menores de 20 anos [ca. New York: Cambridge University Press. Pesquisa social: teoria. 1992a. 1996. In. (América 500 anos. Campinas: Mercado de Letras. 968 p. Oficina de linguística aplicada. Collaborative language learning and teaching. indica-se a primeira ou a que estiver em de uma editora destaque. p. Ciência. com seus respectivos locais (cidades). 1995. v. GROSJEAN.) História da ciência: o mapa do conhecimento. In: Intercâmbio. mas sem destaque. Quando não se Faz-se a entrada pelo título da obra. MAIA. 5. MINAYO. tem o nome do DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. use a. 1994. esta deve ser transcrita. Research Methods in Language Learning. Ana Maria. (Ed. indicam-se ambas. 1960]: data aproximada [197-]: década certa [197-?]: década provável Quando há dois Depois da primeira entrada. Cambridge: Cambridge University Press. Quando há indicação de edição ou revisão Quando houver uma indicação de edição.8 [1973]: Data certa.

elaboração. podem ser incluídas as notas relativas a séries e/ou coleções. os títulos das séries e coleções. (revista). (Princípios. aum. 2002. 20. São Paulo: Perspectiva. Indicam-se. São Paulo: Ática. Séries e coleções Após todas as indicações sobre os aspectos físicos.9 Exemplo: ECO. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). e aum. 243). separados. quando se tratar de artigo. Como se faz uma tese. 3. Apresentação gráfica das referências • Subtítulo Referências em negrito e alinhado a esquerda como os demais subtítulos. • Os títulos são destacados usando-se negrito ou itálico. em algarismos arábicos. 1996. (aumentada) etc. Guia prático do alfabetizador. da UFMG. • Obras separadas entre si por espaço duplo. 1994. Exemplo: CARVALHO. Exemplo: FRANÇA. entre parênteses. Indicam-se emendas e acréscimos à edição. • Devem aparecer nas referências todas (e apenas) as obras citadas no texto. (ampliada). • Alinhadas à esquerda. 2005. • Em ordem alfabética. • O espaçamento entrelinhas é simples. Rio de Janeiro. Júnia Lessa et al. o alinhamento é centralizado e o título REFERÊNCIAS deve ser digitado em caixa alta e negrito. NBR 6023: informação e documentação referências . Em monografias. Umberto. Belo Horizonte: Ed. Rio de Janeiro. de forma abreviada: rev. ______. ed. utilizando-se o mesmo formato para todas as referências. • Fonte 12. Manual para normalização de publicações técnico científicas. se houver. da numeração. Marlene. . ampl. rev. 2002. ed. por vírgula. NBR 10520: informação e documentação – citações em documentos – apresentação.

Trabalho de conclusão de curso (graduação em Letras) – UEG-Itapuranga. 2004. Luciene Paulino de. Itapuranga. OLIVEIRA. Eliane Ribeiro de O. Itapuranga. KETE DE DEUS. 2002. Wesley Mota. MELO. Guido de Oliveira Revisão colaborativa de textos escritos em língua inglesa por alunos iniciantes do curso de Letras. CARVALHO. A compreensão oral da língua inglesa no curso de Letras da Universidade Estadual de Goiás – Itapuranga. Aprendizagem colaborativa como fator de desbloqueio do filtro afetivo em aprendizes de língua inglesa. Dissertação (Mestrado em Letras e Lingüística) – Faculdade de Letras. Trabalho de conclusão de curso (graduação em Letras) – UEG-Itapuranga. Trabalho de conclusão de curso (Especialização em Língua Inglesa) – UEG-Itapuranga. VIEIRA. 2004. Gleice. ARATAQUE. . Universidade Federal de Goiás. Itapuranga. Goiânia.10 BORBA.Os desafios de aprender a língua inglesa na graduação em Letras da Ueg-Itapuranga. Fernanda Cristina. 2004.. Hélvio Frank de.

no qual a fala da autora é importante tal qual ela escreveu (e. 18). também chamado de paráfrase. Exemplo: Com relação ao internetês. a página de onde foi tirada deve ser indicada). a autora aponta um caminho de equilíbrio. Guido de Oliveira Carvalho UEG-GOIÁS Quando queremos fazer uma citação. no fundo obscuro de alguma caverna” (LUFT. procura-se o autor do texto e o ano de publicação. o primeiro passo é procurar o que é para se citar: o conteúdo geral do texto citado ou parte dele. Os novos códigos. Atenção: em um livro. Contrapondo-se a essa visão. ou damas enfiadas no espartilho do preconceito: sem ginga. por isso mesmo sem discernimento para o verdadeiramente mau (p. a ideia do texto é retomada com as palavras de quem está agora escrevendo. a autora é Luft (usa-se o sobrenome na citação dentro do texto) e o ano é 2007. e uma citação indireta. nem tudo o que é tradicional é melhor. 18). Não sejamos chatíssimos senhores com odor de naftalina. No texto da página seguinte. sem alegria. portanto. É como se fora da língua culta. Ou ainda acenderíamos fogo esfregando pedrinhas. nem sempre o organizador é o autor do texto citado. quando mencionada a citação indicará Luft (2007). sem abertura para o novo e o bom.COMO FAZER CITAÇÕES Prof. Em seguido. 18. p. Lya. Veja. Vejamos um exemplo com uma citação direta. em lugar de criticar de saída ou prevenir-se contra. portanto. Nas referências: LUFT. De acordo com Luft (2007): É preciso dar uma chance às novidades e inovações. A autora conclui afirmando que “nem tudo o que é novo é positivo. onde possa haver a aceitação de mudanças que acontecem naturalmente. p. 2007. a língua-padrão que é e deve ser usada em momentos mais sérios. . que criticam essa nova modalidade de escrita de forma ferrenha. como se tudo o que é novo fosse primariamente mau. Luft (2007) aponta a reação exagerada de certas pessoas. ou seja. 12 de setembro de 2007. todas as demais formas de comunicação fossem espúrias.

sem alegria. e deve ser usada em momentos mais esfregando pedrinhas. Vivemos segundo alguns. a vida. Conheço casais felizes que se encontraram tristes. Nem tudo o que é novo é escritos. lembrem-se. dos "Nem tudo o que é infelizes que conviveram desde a advogados. que precisa eventualmente adolescência. Se pudéssemos razão numa das mãos e na outra o chicote dominar apenas um sistema de sinais da censura. rápida. como se tudo o que é meandros do universo tecnológico. Longe disso. todas as demais formas de no fundo obscuro de comunicação fossem espúrias. o código do próprio idioma Além de tudo. Ou ainda acenderíamos fogo de ortografia. recursos dispomos. no fundo obscuro acredito – e os lingüistas talvez de alguma caverna. inteligente. a língua-padrão que é nossas capacidades e curiosidades. haveriam de desaprender. Ou ainda técnica ligada às mais variadas ciências e prevenir-se contra. 2007 Veja . O da comunicação. nem tudo o que é tradicional é taquigrafia haveria de cometer mais erros melhor. Ao contrário. por isso mesmo sem discernimento para em pé. um pouco secreta de estabelecer e cultivar laços cibernéticos. dos gramáticos. segue uma evolução que linguagens ao mesmo tempo e transitar independe de nós. aquele que aprendesse positivo. verdade. criativa e. novas relações. paira ainda certo receio de que tudo seja turvado por interesses políticos e artimanhas de compadres. linguagem de surdos. em lugar de criticar de saída ou é melhor. que podem confirmar amizades já existentes (falo com amigos distantes mais freqüentemente do que Isso dito. como nos chats. econômica. ou nunca aprender direito. como os costumes. o jargão dos médicos. dos que seguram o facho da não há perigo de sotaque. também. a escrito. o da com o que mora no mesmo edifício) ou abrir a porta para linguagem. e com eles nos comunicamos. dos moralistas. surge uma preocupação com a sejamos chatíssimos senhores com odor de linguagem abreviada e de caráter alguma caverna" naftalina. embora em geral a gente não tenha nem dê essa impressão de nós mesmos. na vida diária. vamos ao código que aqui me interessa. a língua. e casais extraordinariamente profissionais. Linguagens técnicas. nem falar na linguagem das siglas que tudo o que é tradicional dominam o mundo. de cabelo o novo e o bom. O receio é o verdadeiramente mau. que os jovens. Na escrita. empunham a vassoura da faxina crítica. na fala e na escrita. mais hábeis e mais capazes. sérios. Escrever com abreviaturas. Somos melhores do que se pensa. no novo fosse primariamente mau. Que nem sempre são o lobo mau. Mas estamos mais esperançosos de que a verdade e a Justiça culpem os culpados e absolvam os inocentes.Ponto de vista: Lya Luft Os novos códigos Linguagens são códigos. ser traduzido para o comum mortal. várias negativo. sim. Linguagem é a roupa da mente: não falamos em casa como falamos num discurso em ocasião solene nem falamos numa entrevista para conseguir emprego como falamos brincando com nossa turma na escola. sem abertura para computador. que na verdade é múltiplo. siglas. Receio infundado: somos capazes sociedade e as culturas. embora é muitos. Não Agora. Sem novo é positivo. no bom e no Ilustração Atômica Studio de dominar. linguagens num chat. Os catastrofistas. E a linguagem inovações. Se de um lado andamos de cabeça mais erguida nestes dias. E não falamos com um bebê de 2 anos como falamos com o médico ao qual estamos expondo nossos males. de quanto mais Lya Luft é escritora 18 12 de setembro. Linguagem de cegos. formas enigmáticas aos desavisados é apenas uma maneira divertida. crianças devam ser controladas e alertadas para doenças linguagem de namorados. ou damas enfiadas no espartilho fonético usada em mensagens de do preconceito: sem ginga. Segundo códigos de ética que no momento são objeto de verdadeira guerra entre nós. as linguagens das famílias – em como pedofilia e outros males nesta nossa enferma que determinadas palavras evocam cenas hilariantes ou sociedade. para as quais até É preciso dar uma chance às novidades e dicionários já existem. dos donos da em certos casos. É como se acenderíamos fogo vasto e interessantíssimo leque das fora da língua culta. dos entre elas com habilidade e até elegância puristas. porque ao menos um passo foi dado e temos quatro dezenas de réus em falcatruas variadas e graves. usando desse recurso que tem a ver com velocidade e economia. esfregando pedrinhas. confirmem – que. melhor os usamos em cada ocasião.

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