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BENJAMIN LUIZ

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E CRIMINAL DA COMARCA DE LAGARTO/SE.
PROCESSO N. 201255500025

CICERO NUNES CAVALCANTE, já qualificado nos autos da ação
de indenização por dano moral e material, vem à presença de Vossa Excelência, apresentar RÉPLICA à contestação, com fundamento no artigo 326 do código de processo civil, pelas razões a seguir expressas: Preliminar: Diante da ausência de preliminares a serem combatidas, resta prejudicado este instituto em todos os seus termos. Do mérito:

O requerente comprou um aparelho Smarth Phone LG GSM Kp570 Cookie Purple, através da Nota Fiscal n.º156008, em 28/03/2011, no valor promocional de R$ 299,00 (duzentos e noventa e nove reais), conforme cópia acostada. Com aproximadamente 1 mês e meio de uso, o aparelho apresentou defeito não reconhecendo o cartão de memoria e sim car, sendo encaminhado para assistência técnica Eletrônica SHOP 3, na cidade de Aracaju/SE em 06/06/2011, conforme ordem de serviço n.° 00004, em anexo, sendo estipulado o prazo máximo de 30 dias para a devolução do produto com o vicio sanado.

Ocorre, Excelência que até a presente data, infelizmente, não se sabe o paradeiro do celular, deram fim, sem no mínimo lhe prestar satisfação. A assistência técnica tenta se eximir da obrigação e responsabilidade sob a alegação que fora enviado para o fabricante LG, e até então não teria previsão de conserto.

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Av: Walter Franco, 46, (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. – CEP. 49.400-000 Fones: (079) 9995-9349

Ocorre que o requerente está por durante todo esse tempo desprovido de contato. sem contato da Assistência Técnica. atribuindo culpa a terceiros. ou melhor nem se sabe onde o mesmo encontra-se. mas sempre recebia como reposta ´´que estavam esperando a devolução do aparelho que fora remetido para o fabricante LG``. Cabe-nos. estivesse enviado o tal aparelho no mês de Setembro. devidamente pago. não apenas para os profissionais. delimitarmos os parâmetros desta responsabilidade tendo em vista a participação de cada um dos sujeitos existentes no negócio. 49.BENJAMIN LUIZ Diante da mora em solucionar tal problema o reclamante entrou em contato com o fabricante e este lhe informou que já Tinha reenviado o referido aparelho no mês de setembro/2011 para a assistência técnica. ao qual não deve ser afastada a sua reponsabilidade e portanto a reparação do dano é medida que se impõe vez que não solucionaram o problema no aparelho do demandante no prazo legal. para todas as pessoas que vivem a rotina eufórica do terceiro milênio. Analisando a hipótese acima aventada. que teria que aguardar e nada poderia ser feito. já que houve o dano. 2 Av: Walter Franco. 46.400-000 Fones: (079) 9995-9349 . e por diversas vezes reiterou nas ligações para autorizada da LG em nosso Estado. Primeiramente o contestante argui no mérito da causa ausência de responsabilidade. (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. se realmente a LG. Tal fato demonstra a existência de conduta negligente. e sem o objeto. de modo geral. a conduta culposa e o nexo causal entre estes. Ainda assim. senão vejamos. sequer lhe ofertaram outro aparelho para minorar os seus danos. estamos diante de um clássico caso de responsabilidade civil decorrente de um dano causado ao consumidor. Decorrido pelo menos 50 (cinquenta) dias. Fato é que o seu celular já perfez 1 (um ano) de entrada na assistência técnica e não se sabe informar ao certo o seu paradeiro. em momento algum esboçou esforço em solucionar o problema do referido aparelho. As requeridas demonstram total desprezo para com o problema do requerente. pois. – CEP. o requerente tomou a iniciativa de aciona-la novamente. já teria incorrido no ato ilícito e estaria obrigado a reparar o dano. mas. O aparelho celular é hoje artefato de notável utilidade e importância. donde decorre a obrigação de indenizar por danos morais.

400-000 Fones: (079) 9995-9349 . 46. montagem. fabricação. conforme delimitam os artigos 12 e 14 do CDC. o construtor. 12. A requerida não trouxe prova de fatos que impedissem. em especial a regra do art. O fabricante. O fornecedor de serviços responde. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto. dentro do prazo legal do art. Contudo. 18 do CDC. Art. – CEP. nacional ou estrangeiro. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos Do vício do produto: Conforme o todo delimitado . o produtor. não foi o que aconteceu.14. ao presente caso devem ser aplicadas as normas consumeristas. 3 Av: Walter Franco.BENJAMIN LUIZ Não parece haver maiores dificuldades. (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. haja vista a previsão legal de responsabilidade objetiva do fornecedor. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. e o importador respondem. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. independentemente da existência de culpa. sua responsabilidade é objetiva. com o vício devidamente sanado. em respeito a teoria do risco da atividade. construção. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. 49. 18 do CDC. Art. ou ainda de que diante dos fatos. independentemente da existência de culpa. imputando-a a terceiros. Caberia a elas demonstrar que o produto foi devolvido ao autor. fórmulas. não estaria caracterizado o ato ilicito de que não houve ofensa à honra moral do requerente. modificassem ou extinguissem a pretensão autoral mas apenas se limitou a construir teses de exclusão de responsabilidade. manipulação.

haja vista a regra do art. deriva inexoravelmente do próprio fato ofensivo. causando-lhe aflições. a tese de que o fabricante do produto viciado está identificado não elide a responsabilidade das reclamadas. só deve ser reputado como dano moral a dor. No que diz respeito ao dano moral. 25. nos ensinamentos de Sílvio Venosa. por si só justifica a concessão de uma satisfação de ordem pecuniária ao lesado. II do CDC o reclamante faz jus à obrigação pleiteada referente ao valor pago pelo aparelho em dobro. Considerando ainda o valor pago pelo produto. Logo. fugindo à normalidade. devendo arcar com os danos. moral e intelectual da vítima. na forma do art. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. I do CDC o requerente faz jus à obrigação pleiteada. não incluindo. deverás que há responsabilidade das rés pelo ilícito praticado. ipso facto está demonstrado o dano moral à guisa de uma presunção natural. § 1º. provada a ofensa. 18 do CDC já mencionada no item. (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. que decorre das regras da experiência comum. qualquer dissabor comezinho da vida. Cavalieri Filho leciona: Nesse ponto a razão se coloca ao lado daqueles que entendem que o dano moral está ínsito na própria ofensa. § 1º.BENJAMIN LUIZ O contexto fático probatório acostado aos autos indicam a inapropriedade do uso do produto. uma presunção hominis ou facti. 18. vexame. caracterizada está a responsabilidade das rés pelo ilícito praticado. devendo arcar com a consequência em decorrência do mesmo.[1] Nessa linha de princípio. Por fim.[3] 4 Av: Walter Franco. é caracterizado pela ofensa à honra subjetiva. devendo a autora ser ressarcida pelos prejuízos sofridos. tomando-se como parâmetro o critério objetivo do homem médio. – CEP. na forma do art. aí. 18. decorre da gravidade do ilícito em si. 46. Logo. a qual prevê responsabilidade solidária entre todos os fornecedores (lato sensu) que participaram da cadeia consumerista. a prova do dano moral não deve ser feita através dos mesmos meios utilizados para a comprovação do dano material. Em outras palavras. de tal modo que. Assim. sofrimento ou humilhação que. Se a ofensa é grave e de repercussão. Portanto. § 1º do CDC). 49.400-000 Fones: (079) 9995-9349 . em obediência à Teoria do Risco da Atividade (art. o dano moral existe in re ipsa.[2] Por se tratar de algo imaterial. o ânimo psíquico. angústia e desequilíbrio em seu bemestar.

– CEP. Relator: Carlos Eduardo Richinitti.Vício não sanado. 46. Terceira Turma Recursal Cível.Sentença reformada. a falha na prestação do serviço encontra-se estampada nos autos. Logo. PRAZO DECADENCIAL OBSTADO ATÉ INEQUÍVOCA RESPOSTA NEGATIVA DO FORNECEDOR. 5 Av: Walter Franco.400-000 Fones: (079) 9995-9349 . COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS EVIDENCIADA. formalidade essa inocorrente na hipótese dos autos. mas no caso em tela a consequência da inadimplência. ante a desídia da requerida para com o consumidor e a negativa da comerciante à sua responsabilidade pós-venda. I. DIREITO DO CONSUMIDOR EM SER RESTITUÍDO DO VALOR DESEMBOLSADO PELO PRODUTO. a Turma recursal deste Tribunal já se manifestou: CONSUMIDOR. II. DESÍDIA DA REQUERIDA PARA COM O CONSUMIDOR. ANTE SEU ASPECTO PUNITIVO. razão pela qual caberá a empresa requerida responder pelos danos decorrentes de sua conduta ilícita. Julgado em 15/09/2011) Portanto. (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. Dano moral reconhecido. é de se reputar transcorrida a decadência somente após a resposta negativa e inequívoca do fornecedor. DANO MORAL RECONHECIDO. conforme assegura o parágrafo 1º do artigo 18 do CODECON. VICIO NÃO SANADO. Turmas Recursais. o descaso com que o autor foi tratado e os transtornos decorrentes da ausência de uso do produto ultrapassam a esfera do mero aborrecimento. Observese que o inadimplemento contratual. Direito do consumidor ao reembolso do valor devidamente recomposto monetariamente. restando procedente o pedido. 333 do CPC). os quais devem ser reparados. por si só. VI. VÍCIO DO PRODUTO.Legitimo interesse e possibilidade jurídica do pedido latente. bem como indenização por dano moral. em seu aspecto punitivo. Tais situações demonstram o desgaste e abalo emocional sofridos pela requerente. sendo a responsabilidade objetiva e solidária. CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE AÇÃO PREENCHIDAS. que não pode desfrutar corretamente de um bem essencial à habitabilidade doméstica.Pretensão do consumidor que se restringe à devolução do valor desembolsado pelo vício do produto não sanado.BENJAMIN LUIZ Então. ainda mais quando esta se mostrou falha. Matéria singela que se adequada à competência dos Juizados Especiais. não possui o condão de gerar responsabilidade civil na esfera do dano moral. por si só. 49. V. a sua tese defensiva para a desconstituição do pleito autoral (art. por se tratar. RECURSO PROVIDO. Carência do direito de ação que não se sustenta tanto que inexiste em nosso ordenamento curso forçado de solução extrajudicial. seguramente. III. de fato ofensivo à moral do autor. Em tendo o consumidor reclamado perante o fornecedor acerca do vício do produto. a ré não se desincumbiu de provar. IV. aplicando tal ensinamento ao caso vertente. Em situação semelhante. (Recurso Cível Nº 71003010139. é prescindível a comprovação do dano.

fica obrigado a repará-lo. vez que além de não sanar tal vicio. de forma nítida. ainda que exclusivamente moral. v. negligência. Haverá obrigação de reparar o dano. p . causar dano a outrem.BENJAMIN LUIZ Dispõe os arts. c o mo o co r r e na s h ip ó te se s típ ic a s d e cu l p a “s t ri c to se ns u ” . 1 . 186. por ação ou omissão voluntária. 3 0 ). 46. para a condenação na responsabilidade de indenizar. comete ato ilícito”. Ju ríd ic a . deram destino diverso ao produto. tanto para o dano material como para o dano moral. Ed . ou imprudência. 186 e 927. 186 e 187). e m v i r tu d e d e s e r. 49. No presente caso. Sa r ai v a. é necessário. independentemente de culpa. s u b je ti v a. violar direito e causar dano a outrem. ” ( in " Di re i t o C i vil ". 927. Aquele que. m e sm o qu e o a ge n te n ã o e s te j a p e ns a nd o se qu e r em c au s a r d a no s ou p r eju íz o . id e al . Parágrafo único. – CEP. que: “Art. É a d et e rm in a ç ã o ju rí d ic o -p si c ol ó g ic a do a g en t e. p o rqu e se p a s s a n o seu fo r o ín t im o . a culpa das empresas rés. c) ex i s tê nc i a d o d a no e d ) d ol o ou cu l p a d o a ge n te . por sua natureza. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. o dano e o nexo de causalidade. a comprovação de quatro requisitos: a ação ou omissão.400-000 Fones: (079) 9995-9349 . mu i t a s v ez es . ambos do Código Civil Brasileiro. nos casos especificados em lei. “Art. A C u l p a é rep r es e nt a ç ão ab s t r at a . b) rel a ç ão d e c a u s al id ad e . a culpa do agente. Ps ic ol óg ic a . por ato ilícito (arts. A re sp e i to d a r esp o ns a bil id a d e c iv il o Pr o fe ss o r S ILV IO R OD RIG U ES no s en s i n a q u e o s p re s su p os t os d e ss a r esp o ns a bil id ad e s ã o : " a) aç ã o ou om is s ã o d o ag en t e. riscos para os direitos de outrem”. a l e i qu e m es t ab el ec e a c en su r a bil id ad e d a d e t e rm in aç ã o . Aquele que. Segundo a melhor doutrina e jurisprudência. vislumbra-se. (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. 6 Av: Walter Franco.

v. que haja uma ação ou omissão da parte do agente.400-000 Fones: (079) 9995-9349 . Esta é a Manifestação. necessário se faz ". 49. o que limitou-se a narrar. em regra geral. continua o mestre. afim de ludibriar a verdade dos fatos. o dever de indenizar" (in "Direito Civil". opor-se por meio de fatos e provas que modificassem. 30).. Ed. 1.BENJAMIN LUIZ Para que essa responsabilidade emerja.. nenhuma das requeridas. (antiga ladeira do Rosário) Centro – Lagarto/Se. impugna-se a peça de defesa em sua plenitude. – CEP. portando a requerida não se desvencilhou do ônus que lhes incumbia. Inocorrendo um desses pressupostos não aparece. extinguissem ou impedissem a pretensão autoral. pretende o autor ter seu pedido julgado de forma procedente. Insta esclarecer que no pesar aspecto do dano material. Requerimento: Pelo exposto. e que o agente tenha agido com dolo ou culpa. reiterando todos os termos da peça exordial. Saraiva. 22 Junho de 2012 ____________________________________________ Benjamin Luiz de Almeida Souza OAB/SE 4. Lagarto/Se.00 ( quatrocentos e noventa e oito reais). 46. a ordem de serviço. que a mesma seja causa do prejuízo experimentado pela vítima. Com efeito e desde já. conforme cópia acostada aos autos. não havendo documentos a serem combatidos em razão de não terem/e ou serem adunados com a defesa. Pede Deferimento. o valor de R$ 498. vez que fora depositado por tal aparelho a quantia de R$ 299. se quer juntaram aos autos deste processo.00 (duzentos e noventa e nove reais). que haja ocorrido efetivamente um prejuíz o. Ademais.287 7 Av: Walter Franco. este deverá ser pago em duplicidade qual seja. p.