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AULA 05: PANORAMA INTERNACIONAL I
SUMÁRIO PÁGINA
1 – Mercosul 1 - 12
2 – Coréia do Norte 13 – 17
3 – 10 anos do 11 de setembro 18 – 22
4 – Primavera Árabe 23 - 27


1 – Mercosul



Antecedentes

Desde a década de 1960, o Brasil tem-se empenhado em aprofundar a
integração econômica com os países latino-americanos. Nesse contexto, foi
criada a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), em 1960,
pelo I Tratado de Montevidéu. Ao longo das duas décadas seguintes, contudo,
verificaram-se obstáculos substantivos ao desenvolvimento da ALALC.
Diante das muitas dificuldades enfrentadas pela ALALC, esta foi
substituída, em 1980, pela Associação Latino-Americana de Integração
(ALADI), que incorporou o princípio da flexibilidade, de modo a permitir que
cada país pudesse definir seu próprio ritmo no processo de integração regional.
A ALADI foi criada com a assinatura do II Tratado de Montevidéu, em
12 de agosto de 1980, e constituiu organismo intergovernamental que,

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continuando o processo iniciado pela ALALC, em 1960, promove a expansão do
projeto integrador da região, com vistas a garantir seu desenvolvimento
econômico e social, tendo como meta final a criação de um mercado comum
latino-americano. Apesar dessa continuidade, o Tratado de Montevidéu 1980
introduziu profundas mudanças na orientação e na operação do processo
integrador.

Histórico

O MERCOSUL é o resultado do processo de aproximação entre Brasil e
Argentina. O processo de negociação que conduziu à criação do MERCOSUL
desencadeou-se com base na disposição política dos governos do Brasil e da
Argentina de, inicialmente de forma bilateral, colocarem em marcha um
processo de aproximação e de cooperação envolvendo iniciativas nos planos
político, econômico e estratégico. Tanto em sua origem como em sua evolução
posterior, o processo negociador esteve diretamente condicionado pelos
interesses e pelos objetivos de política externa de ambos os países. A
integração almejada não representava um fim em si mesmo, mas um meio
para a consecução de objetivos consagrados no âmbito das respectivas
políticas externas, os quais não estavam circunscritos exclusivamente aos
planos econômico e comercial nem aos espaços sub-regional e regional.
Durante os governos de José Sarney (Brasil) e de Raúl Alfonsín
(Argentina), no fim da década de 80, que marcam uma nova era caracterizada
pelo fim dos governos militares tanto no Brasil como na Argentina, foram
dados os primeiros passos em direção a uma efetiva integração econômica. Em
1985, esses dois presidentes assinaram a Declaração de Iguaçu, que lançou
as bases do processo negociador.
Em julho de 1986, foi assinada a Ata para a Integração Argentino-
Brasileira, que estabeleceu o Programa de Integração e de Cooperação
Econômica (PICE). O PICE revelou o comprometimento dos dois países com o
planejamento para a integração. Por meio desse programa, Brasil e Argentina

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começaram a executar um programa efetivo de integração comercial, que
previa desgravações tarifárias progressivas, a partir de negociações setoriais.
A meta de se criar um mercado comum do Cone Sul esteve presente
desde praticamente o início das negociações entre o Brasil e a Argentina. O
Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, firmado em
novembro de 1988, representava mudança importante em relação à
metodologia anterior do PICE de promover a integração por meio de acordos
setoriais, pois previa a liberalização completa do comércio de bens e serviços
em prazo máximo de dez anos. A desgravação tarifária passaria a atender a
prazos, não a negociações setoriais, o que dificultou o processo integracionista.
Atingiu-se o auge do processo em 1990, com a assinatura da Ata de
Buenos Aires, que mudaria o objetivo de liberalização comercial completa
para o de formação de um Mercado Comum entre Brasil e Argentina. Essa Ata
imprimiu maior velocidade ao processo de integração.
Em 1991, o Tratado de Assunção criou oficialmente o Mercado
Comum do Sul (MERCOSUL), o qual incluía Brasil, Argentina, Uruguai e
Paraguai, e encerrou a fase inicial do processo negociador, definindo princípios
e instrumentos de promoção da integração, bem como objetivos e
características do bloco sub-regional.

Crise do MERCOSUL: 1999 a 2002

Esse período foi marcado pelo declínio dos fluxos de comércio
intrabloco, de modo que, se, em 1997, o Brasil exportava 9 bilhões para o
bloco, o que representava 17% das exportações totais brasileiras, em 2002, o
volume dessas exportações correspondia a apenas 3 bilhões de dólares,
representando queda brutal do peso do MERCOSUL nas exportações
brasileiras. O declínio dos fluxos de comércio e a perda progressiva de
importância das exportações brasileiras para o MERCOSUL decorreram do
aumento de práticas protecionistas, fundamentalmente da Argentina, que
chega a aplicar restrições às importações de têxteis, em 1999. O aumento dos
contenciosos comerciais entre os sócios deu-se em setores diversos: “linha

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branca”, calçados, têxteis, papel de celulose, frangos, entre outros. O Brasil
chegou a solicitar painéis na Organização Mundial do Comércio (processos
contra práticas ilegais no comércio internacional) contra o protecionismo
argentino. Todo esse clima de desavenças induziu à perda de credibilidade do
MERCOSUL em relação a certos atores externos.
A desvalorização significativa do real contribuiu para a crise argentina,
que se iniciou em 2001 e que aprofundou a crise do MERCOSUL. Essa crise
atingiu tanto a política quanto a economia argentina. No âmbito político, a
Argentina passou por três presidentes em um ano: Fernando de La Rúa,
Rodriguez Sá e Eduardo Duhalde. No contexto econômico, a Argentina
decretou moratória (“calote” da dívida externa), o que gerou fuga de
investimentos, muitos dos quais acabaram sendo redirecionados ao Brasil.
Além disso, verificou-se decréscimo de 40% no PIB argentino.

A recuperação: 2002-2011

Em 2003, Lula e Nestor Kirchner, os presidentes dos dois maiores
sócios do bloco, fizeram o relançamento do MERCOSUL, ao reafirmarem,
por meio do Consenso de Buenos Aires, o desejo mútuo de “intensificar a
cooperação bilateral e regional com vistas a garantir a todos os cidadãos o
pleno usufruto de seus direitos e liberdades fundamentais, incluindo o direito
ao desenvolvimento”.
No tocante ao fluxo comercial, entre 2002 e 2008, o fluxo de comércio
entre o Brasil e os países do bloco apresentou forte crescimento, passando
de 8,9 bilhões de dólares, em 2002, para 36,6 bilhões de dólares, em 2008. A
recente crise econômica mundial teve impacto sobre o comércio intrabloco,
com a redução de 27,38% no valor das exportações brasileiras para a
Argentina e com a diminuição de mais de 40% do saldo comercial favorável ao
Brasil na balança com o Paraguai. Apesar disso, dados de 2010 indicam a
retomada das trocas comerciais em níveis ainda maiores do que os de 2008.
Em 2010, o comércio total entre os Estados Partes do MERCOSUL alcançou a

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cifra de 44,55 bilhões de dólares, dos quais 39,22 bilhões de dólares
corresponderam ao intercâmbio total do Brasil com os sócios.
Além dos dados positivos acerca do comércio regional, deve-se destacar
que a pauta de exportações brasileiras para os três países é constituída,
majoritariamente, de produtos industrializados. Isso é muito importante,
principalmente em um contexto em que a participação dos produtos primários
tem crescido da pauta de exportações brasileira. Vale ressaltar, também, que,
em 2010 e em 2011, 11% das exportações brasileiras destinaram-se aos
países do MERCOSUL.
O MERCOSUL constitui, atualmente, para o Brasil, parceiro comercial
mais importante do que os EUA! Além disso, o Brasil obteve, em 2010,
superávit comercial de 6 bilhões de dólares com o bloco, 4 bilhões dos
quais decorreram do comércio com a Argentina. Apesar de ainda não ter
recuperado a importância comercial que já teve um dia, o MERCOSUL continua
sendo prioridade para o governo brasileiro.

Ampliação da dimensão comercial do MERCOSUL
Os países do MERCOSUL - bloco que, se considerado juntamente,
representa a quinta maior economia do mundo - buscaram a ampliação da
dimensão comercial do MERCOSUL, por meio da celebração de novos acordos
comerciais com diversos parceiros econômicos e do incremento do fluxo
comercial entre os sócios.
O MERCOSUL ampliou, entre 2003 e 2010, as possibilidades de
comércio com países não pertencentes ao bloco. Na América do Sul, foram
firmados acordos de livre comércio com Peru, Colômbia, Equador e Venezuela,
conformando, na prática, uma Área de Livre Comércio Sul-Americana. No
Caribe, foi firmado acordo com Cuba, e, fora da região, o MERCOSUL firmou
Acordos de Livre Comércio com Israel (2007) e com Egito (2010), além de
Acordos Preferenciais com a Índia (2005) e com a União Aduaneira da África
Austral - SACU (2008/2009).

Objetivos do MERCOSUL

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O objetivo principal do Tratado de Assunção é a constituição de um
mercado comum entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, fundado na
reciprocidade de direitos e de obrigações entre esses Estados. Em um mercado
comum, pressupõe-se livre fluxo de mercadorias, serviços, capitais e de
pessoas.
Em seu início, o MERCOSUL representava basicamente uma plataforma
de inserção competitiva dos sócios na econômica mundial. O MERCOSUL
fortaleceria a competitividade dos países-membros.

Características do MERCOSUL

De acordo com o Tratado de Assunção, a constituição de um Mercado
Comum implicaria: livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas entre
os países; o estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma
política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de
Estados; coordenação de posições em foros econômico-comerciais regionais e
internacionais; coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais.
Entretanto, após 21 anos de seu lançamento, o MERCOSUL somente
tem a livre circulação de bens e, mesmo assim, de forma limitada, uma vez
que não se aplica a todos os setores. Existem os chamados setores sensíveis e
protegidos.
A existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC) significa dizer que os
sócios do MERCOSUL aplicam a mesma tarifa sobre produtos importados de
fora do bloco. Apesar de a TEC estar em funcionamento, ela é muito frágil e
sofre com diversos problemas, tais como as listas de exceção à TEC e a
questão de sua bitributação.
Estrutura Institucional
Em 1994, foi assinado o Protocolo de Ouro Preto, o qual confere
personalidade jurídica ao MERCOSUL. A partir desse protocolo, o
MERCOSUL passa a poder contrair direitos e obrigações no âmbito do Direito

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Internacional e a poder relacionar-se como bloco com outros países, blocos
econômicos e organismos internacionais.
No ano de 1998, os países do bloco assinaram o Protocolo de Ushuaia,
que veio fortalecer o bloco do ponto de vista normativo ao introduz a chamada
cláusula democrática no MERCOSUL. Essa cláusula foi apresentada depois
que um general paraguaio tentou dar golpe sobre o presidente eleito, em
1996.
O Protocolo de Ouro Preto de 1994 também estabeleceu as instituições
básicas do MERCOSUL. Esse Protocolo optou pela instituição de órgãos
intergovernamentais, aspecto que foi criticado por analistas que defendiam
a importância de maior capacidade supranacional para a imposição das
decisões adotadas. Enquanto o Brasil defendia o caráter intergovernamental,
Argentina, Uruguai e Paraguai chegaram a demandar instituições
supranacionais, principalmente no âmbito jurídico.
Os órgãos intergovernamentais atualmente são:

1. Conselho do Mercado Comum (CMC)
 Órgão superior do MERCOSUL e o detentor da
personalidade jurídica do bloco.

2. Grupo Mercado Comum (GMC)
 Tem iniciativa legislativa no MERCOSUL, elaborando as
propostas do MERCOSUL.
 É também o órgão executivo do bloco, estando
encarregado de executar as decisões do MERCOSUL.

3. Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM)
 Órgão técnico que discute as variáveis comerciais do
grupo. Essa comissão pode eventualmente elaborar
propostas, a serem encaminhadas ao GMC, assim como o

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próprio GMC pode valer-se das conclusões dessa
comissão, a fim de elaborar propostas sobre elas.

4. Fórum Consultivo Econômico e Social (FCES)
 É o órgão de representação da sociedade civil e dos
setores sociais.
 Possui função meramente consultiva e manifesta-se, se e
quando consultado, mediante recomendações ao GMC.

5. Secretaria Administrativa do MERCOSUL
a. Constitui órgão de apoio operacional do MERCOSUL e possui
sede permanente em Montevidéu.
b. Por ser esfera mais administrativa e burocrática, é
responsável pela prestação de serviços aos demais órgãos do
MERCOSUL.
6. Parlamento do MERCOSUL (Parlasul)
 Parlamento formado por representantes especialmente
designados para representar a população do bloco. Apesar
de criado, a maior parte dos países do bloco ainda não
elegeram representantes. Ademais, a função do
Parlamento é meramente consultiva, não sendo dotado de
capacidade legislativa (criar leis).
7. Tribunal Permanente de Revisão (TPR)
 Estabelecido em 2002, por meio do Protocolo de Olivos,
o TPR entrou em vigor em 2004, como segunda instância
para as decisões arbitrais do MERCOSUL. A instituição,
com sede em Assunção, no Paraguai, foi criada para
aprimorar a solução de disputas entre os países do bloco.

Além desses órgãos, constitui também a estrutura jurídico-institucional
do MERCOSUL o cargo de Alto Representante Geral do MERCOSUL, criado

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durante a Cúpula de Foz do Iguaçu, realizada em dezembro de 2010. O Alto
Representante-Geral do MERCOSUL cumpre funções de articulação política,
formulação de propostas e representação das posições comuns do bloco.

Quadro Recente
Desde outubro de 2005 (data da manifestação do pleito), a Venezuela
aguarda sua adesão plena ao MERCOSUL. Os Congressos Nacionais da
Venezuela, da Argentina, do Uruguai e do Brasil (2009) já aprovaram o
protocolo, faltando apenas a aprovação do Senado paraguaio, que há anos
posterga a decisão.
Em 2010, aprovou-se o Código Aduaneiro do MERCOSUL, que visa a
uniformizar as regras e os procedimentos aduaneiros do bloco, constituindo
exemplo de iniciativa que visa ao fortalecimento do bloco.
É importante destacar que muitas das metas do MERCOSUL ainda não
foram atingidas, não existindo propriamente um “mercado comum”. Por essa
razão, o MERCOSUL deve ser considerado não um mercado comum, mas uma
união aduaneira, que pressupõe apenas a existência da livre circulação de
bens e da TEC. Além disso, a união aduaneira do MERCOSUL deve ser
considerada imperfeita, uma vez que há setores excluídos da livre circulação
de bens (automóveis e açúcar) e imperfeições da TEC (produtos incluídos em
listas de exceção que possuem alíquotas diferentes entre os sócios, bem como
casos frequentes de dupla cobrança de impostos de importação entre os
países).
Além dos acordos supramencionados, o MERCOSUL empreendeu
diversas negociações, a fim de estabelecer Acordo de Livre Comércio com a
Palestina (firmado em 2011, no governo Dilma) e com a União Europeia, ainda
em negociação.
Dessa forma, verifica-se que, a partir dos governos Lula e Kirchner, o
MERCOSUL aprofundou-se na dimensão comercial e tornou-se mecanismo mais
efetivo de integração social e política na região. Em 2011, várias iniciativas

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deram continuidade aos processos de recuperação e de aprofundamento do
MERCOSUL nas mais diversas áreas.

Questões de Revisão

(CESPE – ANALISTA DE INFORMAÇÕES - ABIN-2004 - Adaptada)
“Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) ganha uma sede oficial para
funcionamento do Tribunal Permanente de Revisão do bloco, que vai funcionar
como última instância no julgamento das pendências comerciais entre os
países membros. Melhorar o mecanismo de solução de controvérsias é um dos
requisitos para o fortalecimento do MERCOSUL, vide as últimas divergências
entre Brasil e Argentina. As decisões do tribunal terão força de lei. Sua sede
será Assunção, no Paraguai. Até agora, quando os países-membros divergiam
sobre assuntos comerciais, era acionado o Tribunal Arbitral. Quem estivesse
insatisfeito com o resultado do julgamento, no entanto, tinha de apelar a
outras instâncias internacionais, como a Organização Mundial do Comércio
(OMC).”
Gisele Teixeira. MERCOSUL ganha tribunal permanente.
In: Jornal do Brasil, ago./2004 (com adaptações).

A propósito do texto acima e considerando a abrangência do tema nele
tratado, j ulgue os itens que se seguem.

1) A existência do MERCOSUL insere-se no quadro mais geral da economia
contemporânea, que, crescentemente globalizada e com notável grau de
competição entre empresas e países, estimula a formação de blocos
econômicos como forma de melhor inserção de seus participantes nesse
mercado mundial.
Gabarito: Certo

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Comentário: Item correto, haja vista o propósito inicial do MERCOSUL de
servir ao incremento da competitividade das economias do bloco em um
contexto de globalização.
2) O ponto de partida para a constituição do MERCOSUL foi a aproximação
entre Brasil e Argentina, ainda nos anos 80 do século passado. O passo
seguinte foi a incorporação do Paraguai e do Uruguai a esse esforço de
integração, sendo esses os quatro países integrantes do bloco.
Gabarito: Certo
Comentário: Correto, pessoal! A afirmativa aborda o contexto histórico da
formação do Mercosul.
3) Infere-se das informações do texto que um dos pontos frágeis do
funcionamento do MERCOSUL está no mecanismo de solução de controvérsias
entre os países que o compõem.
Gabarito: Certo
Comentário: Correto! A afirmativa coaduna-se com o disposto no texto, pois,
à época, o fortalecimento institucional do MERCOSUL foi o principal objetivo
apontado para a criação do TPR.
4) Ao mencionar as “últimas divergências entre Brasil e Argentina”, o texto se
reporta à decisão do país platino de impor obstáculos à importação de
eletrodomésticos brasileiros, como ocorreu com as geladeiras.
Gabarito: Certo
Comentário: Aqui, é importante conhecer quais os setores em que ocorre a
maior parte dos conflitos no MERCOSUL, pois muitos se mantêm ainda hoje,
como é o caso da linha branca (fogões e geladeiras).
5) Ao escolherem Assunção para sede do Tribunal Permanente de Revisão, é
provável que os países integrantes do MERCOSUL tenham considerado o

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grande potencial paraguaio na produção de manufaturados e sua reconhecida
vocação para a formação de juristas.
Gabarito: Errado
Comentário: Este item exige que o candidato saiba que o Paraguai (assim
como o Uruguai) não tem um setor industrial pujante dentro do bloco. As
potências industrias do MERCOSUL são Brasil (o maior parque industrial da
América Latina) e Argentina.
6) Com a criação do tribunal a que o texto se refere, o MERCOSUL iguala-se à
União Européia quanto ao número, à diversidade e à abrangência de
instituições criadas para dar suporte ao processo integracionista.
Gabarito: Errado
Comentário: Este item faz a comparação clássica entre o MERCOSUL e a
União Europeia. É preciso que fique claro o fato de que a União Europeia (UE)
não é modelo para o MERCOSUL. Ainda que sirva de parâmetro para algumas
iniciativas, a UE tem por princípio a supranacionalidade, ou seja, visa à criação
de normas e instituições com precedência sobre as instituições nacionais de
seus membros. No caso do MERCOSUL, há clara opção pela criação de
mecanismos intergovernamentais, em que os Estados não abrem mão de
sua soberania nas decisões do bloco.











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2 – Coréia do Norte



Histórico

A península da Coréia, na Ásia, esteve sob domínio japonês por durante
boa parte do século XX, de 1910 ao fim da II Guerra Mundial. Com a rendição
do Japão, definiu-se a divisão da região em duas áreas de influência: ao sul do
paralelo 38, Estados Unidos; ao norte, União Soviética. Essa divisão traduziu
as intenções de expansão de influência das duas potências, e deu ensejo à
formação das atuais Coréia do Sul (República da Coréia, adepta do sistema
capitalista) e Coréia do Norte (República Popular Democrática da Coréia,
adepta do sistema comunista).
Em 1950, com a invasão da cidade de Seul pelos norte-americanos, é
desencadeada a Guerra da Coréia. A ONU opõe-se à agressão e envia tropas
formadas principalmente por soldados dos Estados Unidos. A China passa,
então, a apoiar o lado norte-coreano. Como resultado do embate, mais de
cinco milhões de vítimas. Em 1953 é assinado o armísticio que dá fim à guerra
e cria uma zona desmilitarizada entre as duas Coréias. Ainda assim, o clima de
hostilidade permanece.
O Partido dos Trabalhadores da Coréia do Norte assume o poder, e Kim
Il-sung estabelece as bases do Estado autoritário, repressivo e altamente
militarizado que ditariam os rumos do país pelas próximas décadas: a

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chamada Ideologia Juche, calcada no comunismo, na idéia de
autossuficiência e no culto à personalidade.
A Coréia do Norte, então, é reconstruída com o apoio de China e União
Soviética. Entretanto, o desenvolvimento do país, baseado numa economia
predominantemente agrícola, é prejudicado pelas condições geográficas
desfavoráveis. Com o fim da União Soviética, o quadro do país é agravado, e a
escassez de alimento passa a assolar a população, cada vez mais dependente
de ajuda humanitária.

Direitos humanos

Ainda que, em virtude da natureza fechada do país, seja difícil desenhar
com precisão um quadro da situação dos direitos humanos, sabe-se que a
transgressão é sistemática. A oposição ao sistema é abafada pelo domínio
estatal dos meios de comunicação e pelo próprio isolamento dos demais
países. A prática religiosa é restrita: há relatos de perseguição, prisão e
assassinato de cristãos. Viagens ao exterior são, em regra, proibidas, e a
locomoção dentro do próprio país é difícil. O acesso a automóveis, por
exemplo, é restrito à elite política. Existe um histórico de execuções públicas,
inclusive por crimes políticos. O sistema prisional é desumano: há inúmeros
relatos de casos de tortura, fornecimento insuficiente de alimentos e ambiente
insalubre, muitos envolvendo crianças e mulheres.
No fim do ano passado a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou
voto condenando o desrespeito aos direitos humanos na Coréia do Norte. Para
organizações humanitárias, o número de vítimas do regime chegaria à casa
dos milhões.

Programa nuclear

Em 1985, a Coréia do Norte ratificou o Tratado de Não Proliferação
Nuclear (TNP). Não obstante, na década de 1990, a Agência Internacional de
Energia Atômica (AIEA), organismo vinculado à Organização das Nações

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Unidas (ONU), passa a levantar suspeitas acerca da existência de um provável
programa nuclear norte-coreano com fins militares. A Coréia do Norte, então,
passa a utilizar tais suspeitas como poder de barganha para negociar auxílios
de caráter econômico por parte de países como Estados Unidos, Coréia do Sul
e Japão. Ao longo da década, as negociações evoluíram e as perspectivas
tornaram-se mais otimistas. Em 1994, Coréia do Norte e Estados Unidos
assinaram um acordo que previa a suspensão dos projetos norte-coreanos
suspeitos em troca de subsídios norte-americanos para a construção de
reatores nucleares seguros e fornecimento de óleo combustível para geração
de eletricidade.


O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP),
assinado em 1968, tem por objetivo impedir a
proliferação da tecnologia empregada na fabricação
de armas nucleares, promover o desarmamento
nuclear e garantir o uso pacífico da energia nuclear
produzida.

A ascensão de George W. Bush ao poder, entretanto, no ano de 2000,
reacendeu as suspeitas dos Estados Unidos acerca das reais intenções norte-
coreanas. Em 2002, o presidente norte-americano passou a considerar a
Coréia do Norte como integrante do grupo que ficou conhecido como eixo do
mal, conjunto de países que em tese apoiariam organizações terroristas e
produziriam armas de destruição em massa. No ano seguinte, em resposta, os
asiáticos retiram seu apoio ao TNP. Com o intuito de equacionar a questão de
forma pacífica, é formado o chamado Grupo dos Seis, composto pela própria
Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia e Japão. As
negociações transcorrem de forma instável, e são marcadas pela execução de
testes nucleares e expulsão de inspetores da AIEA por parte dos norte-
coreanos e pela aplicação de sanções econômicas e militares por parte da
ONU.


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Sucessão e desdobramentos recentes

Em dezembro de 2011, com o falecimento do ditador Kim Jong-il,
assume o poder seu filho mais novo, Kim Jong-un. Apesar das incertezas
suscitadas à época, os desdobramentos mais recentes da questão nuclear
norte-coreana parecem representar uma luz no fim do túnel. No final de
fevereiro de 2012, os Estados Unidos anunciaram, após reunião diplomática
realizada em Pequim, na China, que a Coréia do Norte teria aceitado suspender
o lançamento de mísseis, os testes nucleares e as atividades de
enriquecimento de urânio em troca de ajuda alimentar e do abastecimento de
reatores nucleares com a finalidade precípua de geração de eletricidade. Além
disso, é prevista a retomada das negociações no âmbito do Grupo dos Seis, e
há a expectativa de desarmamento nuclear seja monitorado por inspetores da
AIEA, com anuência do governo norte-coreano.

Questão de revisão
(AOCP – MAPA – Agente de Inspeção – 2007)

7) Em 09 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou um teste nuclear e
pôs em alerta a comunidade internacional. A esse respeito, assinale a
alternativa INCORRETA.

a) A Coréia do Norte deu um primeiro passo no sentido de abandonar o seu
programa nuclear ao aderir, em janeiro de 2003, ao Tratado de Não-
Proliferação Nuclear (TNP).
b) Os Estados Unidos condenaram veementemente o teste nuclear norte-
coreano, pois, desde o ano de 2002, o presidente dos Estados Unidos, George
W. Bush, considera esse país um integrante do “eixo do mal”, ao lado do Irã e
do Iraque.
c) Parte integrante da antiga Coréia, nação dividida em áreas de influência
política após a II Guerra Mundial entre os Estados Unidos e a ex-União
Soviética, a Coréia do Norte é governada até hoje por um regime comunista.

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d) Com a explosão da bomba, a Coréia do Norte esperava forçar os Estados
Unidos e a comunidade internacional a conceder-lhe ajuda econômica, bem
como a suspender as sanções no fornecimento de petróleo.
e) Pelo acordo firmado em fevereiro de 2007 entre a Coréia do Norte e um
grupo de países formado por Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão e
Rússia, o governo de Pyongyang se comprometeu a desativar o reator nuclear
de Yongbyon, o principal do país, em troca de ajuda internacional.

Gabarito: Letra “a”

Pessoal, a alternativa correta é a letra “a”. Como comentamos, no ano
de 2003 a Coréia do Norte abandonou o Tratado de Não Proliferação Nuclear
(TNP), em resposta justamente ao fato de o presidente norte-americano à
época, George W. Bush, ter incluído o país no chamado “eixo do mal”. As
demais alternativas estão corretas, e retratam justamente a instabilidade das
relações que envolvem a questão nuclear norte-coreana.











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3 – 10 anos do 11 de setembro

No ano passado completaram-se dez anos do maior atentado terrorista
da história. Em 11 de setembro de 2001, terroristas sequestraram quatro
aviões nos Estados Unidos. Um deles foi jogado contra o Pentágono, sede do
Departamento de Defesa norte-americano. O segundo avião, que teria como
alvo a cidade de Washington, caiu em uma área descampada da Pensilvânia
após suposta tentativa dos passageiros de retomar o controle da aeronave. Os
outros dois aviões foram explodidos contra as Torres Gêmeas, em Nova
Iorque, completando aquele que ficou conhecido como o maior ataque
terrorista da história: a ofensiva deixou quase 3 mil mortos.
A organização fundamentalista islâmica Al Qaeda, encabeçada por
Osama bin Laden, assumiu a autoria dos atentados. Poucos dias depois, o
então presidente norte-americano George W. Bush declarou “guerra ao terror”:
desde então, cerca de 5 trilhões de dólares foram gastos na empreitada. Os
ataques de 11 de setembro lançaram luz sobre algo de que já falamos em
nossa primeira aula: a teoria do choque de civilizações, de Samuel
Huntington. O conflito entre identidades culturais materializar-se-ia no
confronto anunciado entre as democracias ocidentais e o Islã, representado
por ditaduras fundamentalistas. As primeiras ações foram realizadas no
Afeganistão, país à época dominado pelo regime fundamentalista do Talibã e
apontado como abrigo de grupos terroristas como a Al Qaeda. Suspeitava-se,
inclusive, de que o líder da organização, Osama bin Laden, estivesse no país. O

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regime foi derrubado, mas a ordem não chegou a ser plenamente
reinstaurada, e a ocupação militar persiste até hoje.
Também no âmbito do combate ao terror, foi aprovado, ainda em 2001,
o Patriot Act, lei que, em nome do interesse coletivo, restringia diversos
direitos individuais. O instrumento, apontado como um atentado às liberdades
constitucionais, foi amplamente criticado por organizações da sociedade civil.

Em 26 de outubro de 2001, foi sancionado pelo
presidente dos EUA o USA PATRI OT Act, acrônimo
para Uniting (and) Strengthening America (by)
Providing Appropriate Tools Required (to) I ntercept
(and) Obstruct Terrorism, que pode ser traduzido,
grosso modo, como “unindo e fortalecendo a América
por meio do fornecimento das ferramentas apropriadas
para interceptar e obstruir o terrorismo”. A lei concede
poderes excepcionais aos órgãos de segurança pública,
dispensando o aval judicial prévio para determinados
procedimentos: autoriza a detenção, interrogatório,
deportação e prisão de cidadãos considerados suspeitos,
interceptação de comunicações, promoção de buscas
em domicílios, entre outros. Muitos dos suspeitos de
ligação com atos terroristas foram detidos na famosa
Prisão de Guantánamo, campo de detenção militar
norte-americano localizado na baía cubana homônima.
A lei, que vigoraria até julho do ano passado, teve a
prorrogação por mais quatro anos aprovada pelo atual
presidente, Barack Obama.

Em 2002, George W. Bush inclui o Iraque no rol de países do chamado
“eixo do mal”, sobre o qual já falamos em nossos comentários sobre a Coréia
do Norte. O país, à época governado pelo ditador Saddam Hussein,

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alegadamente estaria engajado na produção de armas de destruição em
massa, além de ser apontado, por alguns membros do governo norte-
americano, como refúgio de terroristas da própria Al Qaeda, o que colocaria
em risco a segurança dos EUA e da comunidade internacional como um todo.
Apesar de não aprovada no Conselho de Segurança da ONU, foi iniciada pelos
EUA, em março de 2003, a ocupação do Iraque, também conhecida como
Guerra do Iraque ou Segunda Guerra do Golfo. O regime de Saddam foi
derrubado e o ditador preso e entregue ao governo provisório, pelo qual seria
posteriormente julgado, condenado à morte e executado. Entretanto, de forma
análoga ao que ocorreu no Afeganistão, a ordem não foi reinstaurada: ao
contrário, o vácuo de poder e as rivalidades tribais deram origem à guerra civil
e a significativas perdas humanas. Em meio a seguidas denúncias de violações
aos direitos humanos, os EUA promoveram a retirada gradual de suas tropas,
e em 2011 o Congresso norte-americano aprovou formalmente o fim da
ocupação. Arma alguma de destruição em massa foi localizada.
Os vultosos gastos gerados pela “guerra ao terror” aprofundaram
significativamente o buraco nas contas públicas norte-americanas,
contribuindo de forma expressiva para os desdobramentos que alçaram o país
ao papel de um dos protagonistas da crise econômica internacional
contemporânea. As reais intenções da chamada “Doutrina Bush” foram
diversas vezes questionadas por seus oposicionistas. Para muitos, o real
objetivo dessa política seria garantir a presença militar estratégica norte-
americana em áreas relevantes devido à abundância de petróleo, por exemplo.
O desempenho da economia, aliado ao desgaste moral perante a opinião
pública, deram ao republicano George W. Bush, que havia sido reeleito em
2004, um lugar entre os presidentes mais impopulares da história dos EUA.
Esse alto grau de reprovação provavelmente foi um dos fatores determinantes
para a vitória do democrata Barack Obama nas eleições de 2008.
Filho de um dos homens mais ricos da Arábia Saudita, Osama bin Laden,
figura indissociável da guerra ao terrorismo e um dos indivíduos mais

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procurados por forças de segurança de todo o mundo por mais de dez anos,
jamais foi processado e julgado por seus supostos crimes. Em 2 de maio de
2011, diante de forte indícios da localização de Osama, apontados por órgãos
de inteligência norte-americanos, o presidente Barack Obama autorizou
operação que resultou na morte do terrorista. Osama estaria escondido na
cidade de Abbottabad, no Paquistão, em uma casa com segurança altamente
reforçada, e teria reagido à invasão de forças do exército dos EUA. Com o
intuito de evitar peregrinações e com base na alegação de que dificilmente
algum país aceitaria abrigar os restos mortais do criminoso, seu corpo teria
sido atirado ao mar.
Além do envolvimento com os ataques de 11 de setembro, Osama já
havia participado de atentados a embaixadas dos EUA no Quênia e na
Tanzânia, em 1998, e de uma ofensiva contra um navio da marinha norte-
americana que se encontrava atracado em um porto do Iêmen, em 2000.
Questão de revisão
(NUCEPE – 2010 – SEJUS-PI – Agente Penitenciário)
"Tropas dos EUA no Afeganistão receberão reforços nesta semana. Os
primeiros soldados dos 30 mil que o presidente americano, Barack Obama,
decidiu enviar como reforço, para a guerra no Afeganistão, chegarão nesta
semana ao país, anunciou, nesta segunda-feira, o chefe do Estado Maior
Conjunto dos Estados Unidos. 'Os fuzileiros de Camp Lejeune chegarão esta
semana', declarou à imprensa o almirante Michael Mullen, oficial de maior
patente das Forças Armadas americanas, que está em Cabul."
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br, em 14/12/2009. Acesso em: 08 jan.
2010)
8) Sobre a ocupação militar norte-americana no Afeganistão, que já se
aproxima de uma década, analise os itens abaixo:
I. O envolvimento militar dos Estados Unidos no Afeganistão teve início após

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os ataques às torres do "World Trade Center" e ao Pentágono, em 2001, sendo
a responsabilidade atribuída, pelo governo dos Estados Unidos, a uma
organização terrorista comandada por Osama Bin Laden, supostamente
refugiado no Afeganistão.
II. Inicialmente, para viabilizar os ataques ao Afeganistão, os Estados Unidos
precisaram do apoio de aliados estratégicos no Oriente Médio, tais como o
Paquistão e o Irã.
III. Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos
passaram a defender uma acirrada luta contra os países islâmicos, conhecida
como "a cruzada contra o terror".
A respeito das afirmações constantes dos itens I a III, marque a alternativa
CORRETA.
a) Apenas a afirmação constante do item I está correta.
b) Apenas a afirmação constante do item II está correta.
c) Apenas a afirmação constante do item III está correta.
d) Apenas as afirmações constantes dos itens I e III estão corretas.
e) As afirmações constantes dos itens I, II e III estão corretas.
Gabarito: Letra “a”
Pessoal, as afirmações constantes dos itens II e III estão incorretas. Com
relação ao item II: Paquistão e Irã não são aliados estratégicos dos Estados
Unidos, muito pelo contrário! As tensões entre esses países são constantes. No
que se refere ao item III, a impropriedade está em afirmar que a “cruzada
contra o terror” teria sido lançada contra países islâmicos. O foco seriam
países apoiadores de grupos terroristas! Vejam, por exemplo, que há países
islâmicos aliados aos EUA, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes
Unidos.

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4 – Primavera Árabe

Causas das Revoltas

É interessante como fatos aparentemente comuns podem servir de
estopim para o transbordamento de sentimentos reprimidos por populações.
Esse foi exatamente o caso quando um jovem tunisiano desempregado
cometeu suicídio público, em dezembro de 2010. A partir de então, iniciaram-
se revoltas que varreram os países árabes do Norte da África e do Oriente
Médio.
O cerne das reivindicações das populações árabes foi certamente a
demanda por mais democracia e liberdade, haja vista a prevalência dos
governos despóticos, por décadas, em tais países. No entanto, é importante
ressaltar que há fatores econômicos que catalisaram os sentimentos de revolta
da população, como o considerável aumento generalizado dos preços
(inflação), a elevação do desemprego e os cortes orçamentários para políticas
sociais nesses Estados. Para se ter uma idéia, no início de 2011, o índice de
preços de alimentos no mundo atingiu o mais elevado nível desde 1990,
quando os dados começaram a ser divulgados pela Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Além disso, cerca da metade da população desses países é composta de
jovens, que são os mais insatisfeitos com os rumos políticos de seus países,
sobretudo pela corrupção das elites e pela falta de perspectivas em razão das
dificuldades de se obter bons empregos.

Processo Revolucionário nos países árabes

Na Tunísia, em janeiro de 2011, em menos de trinta dias, as revoltas
populares forçaram a renúncia do ditador Zine Al-Abidine Ben Ali, na chamada
Revolução de Jasmin.
A conquista dos tunisianos inspirou revoltosos egípcios que, na cidade
do Cairo, ocupam a praça Tahir. Desse modo, os ventos da revolução atingem

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o país árabe mais populoso e influente. Após tentativas de resistência do
ditador Hosni Mubarak, a população consegue que este seja preso e julgado
pelos atos tirânicos cometidos em seu governo.
Na Líbia, Muammar Kadafi, no poder desde 1969 e tendo governado a
Líbia por 42 anos sob severa ditadura, é linchado e morto por rebeldes em
outubro de 2011, como conseqüência da guerra civil que se iniciou no país. O
conflito durou aproximadamente cinco meses e custou cerca de seis mil vidas
somente em seus primeiros dias. As forças rebeldes foram apoiadas por fortes
bombardeios aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN,
sobretudo executados por aviões italianos, franceses, britânicos e norte-
americanos.
A derrubada do regime de Kadafi coloca o desafio de se erguer uma
democracia praticamente do nada e sem qualquer experiência prévia, após 42
anos de rígida ditadura. O governo de transição líbio tem como prioridade
desmobilizar as várias milícias espalhadas pelo país e unificá-las em um
exército central. Vale ressaltar que o Brasil somente reconheceu o Conselho
Nacional de Transição da Líbia (CNT) em setembro de 2011, após decisão da
ONU.
No Iêmen, o país mais pobre do mundo árabe, o ditador Ali Abdullah
Saleh vê-se forçado renunciar para conter as manifestações populares contra o
seu regime, após trinta anos de governo. As disputas entre facções internas
agravaram a situação e levaram o país à beira de uma guerra civil. Saleh
chega a ser ferido em um atentado e é levado para a Arábia Saudita.
Ao contrário do que ocorreu no Egito, Saleh consegue garantir, por
meio de acordo de transferência de poderes, imunidades contra processos e
mantém o título honorário de presidência, o que ainda gera muita insatisfação
entre a população.
Na Síria, vê-se hoje o que parece o início de uma guerra civil, em que
os rebeldes, sob o nome de Exército Livre da Síria, se concentram na cidade de
Homs. Os protestos foram, desde seu início, reprimidos brutalmente pelo
ditador Bashar Al-Assad e evoluíram para um conflito armado.

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A Síria é um dos protagonistas na política internacional do Oriente
Médio, sendo aliada declarada do Irã e contundente opositora do Estado de
Israel. Por esse motivo, buscou-se, de início, uma solução de compromisso
com Al-Assad. O aumento da pressão internacional, porém, tem levado muitos
governos a retirar qualquer apoio à continuação de Al-Assad no poder.
A retirada de do apoio de tradicionais aliados, como a Turquia e os
membros da Liga Árabe, reforçaram o isolamento político em que a Síria se
deparava no fim de 2011. A continuação dos conflitos e da pressão
internacional sobre a Síria neste dias faz que sejam esperados
desdobramentos da crise nos próximos meses.
No Barein, a divisão religiosa do país teve um papel importante nas
revoltas. As manifestações da população, que é composta principalmente de
xiitas (70%), dirigiram-se contra a tradicional monarquia sunita.
O movimento por maior participação da população xiita na política do
país foi violentamente reprimido, com ajuda de tropas da Arábia Saudita. Após
apurar excessos de seu governo, o rei propôs a elaboração de algumas
reformas políticas. A maior parte das lideranças da oposição ao regime vê com
desconfiança as propostas do monarca, o qual tem logrado manter-se no
poder.
No Marrocos e na Jordânia, os governantes foram hábeis em
contornar os protestos da população ao implantarem reformas políticas e
sociais capazes de conter os ânimos dos revoltosos.

Ainda que as revoltas nos países árabes não tivessem ligação com
reivindicações religiosas, foi notável o excelente desempenho dos partidos
islâmicos nos países em que se realizaram eleições.
Na Tunísia, as eleições de 2011 levaram à vitória do partido Ennahda
(Renascença), o qual deverá governar o país nos próximos anos. No Egito, as
eleições parlamentares deram notável vitória aos grupos islâmicos, com
destaque para a chamada Irmandade Muçulmana (40% dos votos) e para o
partido salafista (20% dos votos). No Marrocos, o Partido da Justiça e

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Desenvolvimento (PJD), de vertente também islâmica, logrou nomear o novo
primeiro-ministro.

Perspectivas

Ainda não se sabe ao certo que rumo tomarão os novos governos
eleitos nesses países. Na Tunísia, o Ennahda tem-se declarado moderado,
pluralista e defensor das liberdades individuais e democráticas, assim como a
Irmandade Muçulmana no Egito. Na Líbia, porém, o chefe do governo de
transição, Abdul Jalil, deu declarações de que a lei islâmica (sharia) deverá ser
a base da legislação no país.
É importante termos em mente que as revoluções da Primavera Árabe
têm importantes implicações geopolíticas. Muitos das ditaduras derrubadas
pelo poder popular eram aliadas do governo dos EUA na região, pois este país
acreditava que eram as únicas forças capazes de conter o extremismo islâmico
e de evitar a instalação de governos fundamentalistas e teocráticos como o do
Irã.
Não podemos deixar de mencionar, por fim, o papel de relevo que
tiveram a internet e as mídias sociais como agregadores para as manifestações
nesses países. Viu-se claramente o poder de tais ferramentas para a
mobilização política da população, sobretudo de jovens. Tais fatos levaram
muitos governos autoritários, como o da China, a reforçar os mecanismos de
controle e de censura da internet.
Há que se ressaltar, ainda, os efeitos das revoltas sobre os preços
internacionais do petróleo. No começo de 2011, o barril do petróleo tipo Brent
era negociado a cerca de 90 dólares. Chegou a quase 130 em maio, para cair
aos 113 dólares no fim do ano.
Estima-se que as instabilidades políticas custaram mais de 55 bilhões
de dólares aos países envolvidos. Juntos, os países onde ocorreram as revoltas
viram 20,6 bilhões de dólares serem eliminados do seus PIBs, além de
sofrerem prejuízos de 35,3 bilhões de dólares nas suas contas públicas, por
causa da redução da arrecadação e dos aumentos de gastos.

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Questão de Revisão

(CESPE – Cargos de Nível Médio – Assemb. Legislativa/ES – 2011)
Presente nos meios de comunicação mundiais, desde janeiro de 2011, a
expressão Primavera Árabe, que ganhou notoriedade e passou a fazer parte do
vocabulário geopolítico contemporâneo, identifica:

a) a vitória dos árabes na guerra contra a existência do Estado de Israel.
b) o esforço da juventude iraniana para derrubar o regime dos aiatolás.
c) o movimento contestatório a regimes autoritários em países árabes.
d) o apoio dos fundamentalistas à expansão violenta do islamismo
e) o esforço árabe coletivo para tornar laicos os governos de seus países.

Gabarito: a resposta correta é a letra “c”.

Comentário: Como vimos anteriormente, a Primavera Árabe representou a
insurreição de movimentos que contestam os governos autoritários dos países
do Norte da África e Oriente Médio.
É importante destacar que o Irã não é um país árabe! Os iranianos não falam
árabe, e sim farsi, além de serem de etnia persa. Por isso, cuidado caso a
banca queira induzi-lo a colocar o Irã entre os cenários das revoltas da
Primavera Árabe.
Destaque-se, também, o fato de os partidos islâmicos terem sido vencedores
na maior parte dos países em que ocorreram revoluções; porém tais partidos
têm-se mostrado de tendência moderada, o que vai contra o enunciado do
item “d” e do item “e”.
O item “a” é claramente falso. O Estado de Israel se mantém como uma das
principais potências econômicas e militares do Oriente Médio.





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Lista de Questões

(CESPE – ANALISTA DE INFORMAÇÕES - ABIN-2004 - Adaptada)
“Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) ganha uma sede oficial para
funcionamento do Tribunal Permanente de Revisão do bloco, que vai funcionar
como última instância no julgamento das pendências comerciais entre os
países membros. Melhorar o mecanismo de solução de controvérsias é um dos
requisitos para o fortalecimento do MERCOSUL, vide as últimas divergências
entre Brasil e Argentina. As decisões do tribunal terão força de lei. Sua sede
será Assunção, no Paraguai. Até agora, quando os países-membros divergiam
sobre assuntos comerciais, era acionado o Tribunal Arbitral. Quem estivesse
insatisfeito com o resultado do julgamento, no entanto, tinha de apelar a
outras instâncias internacionais, como a Organização Mundial do Comércio
(OMC).”
Gisele Teixeira. MERCOSUL ganha tribunal permanente.
In: Jornal do Brasil, ago./2004 (com adaptações).

A propósito do texto acima e considerando a abrangência do tema nele
tratado, j ulgue os itens que se seguem.

1) A existência do MERCOSUL insere-se no quadro mais geral da economia
contemporânea, que, crescentemente globalizada e com notável grau de
competição entre empresas e países, estimula a formação de blocos
econômicos como forma de melhor inserção de seus participantes nesse
mercado mundial.
2) O ponto de partida para a constituição do MERCOSUL foi a aproximação
entre Brasil e Argentina, ainda nos anos 80 do século passado. O passo
seguinte foi a incorporação do Paraguai e do Uruguai a esse esforço de
integração, sendo esses os quatro países integrantes do bloco.

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3) Infere-se das informações do texto que um dos pontos frágeis do
funcionamento do MERCOSUL está no mecanismo de solução de controvérsias
entre os países que o compõem.
4) Ao mencionar as “últimas divergências entre Brasil e Argentina”, o texto se
reporta à decisão do país platino de impor obstáculos à importação de
eletrodomésticos brasileiros, como ocorreu com as geladeiras.
5) Ao escolherem Assunção para sede do Tribunal Permanente de Revisão, é
provável que os países integrantes do MERCOSUL tenham considerado o
grande potencial paraguaio na produção de manufaturados e sua reconhecida
vocação para a formação de juristas.
6) Com a criação do tribunal a que o texto se refere, o MERCOSUL iguala-se à
União Européia quanto ao número, à diversidade e à abrangência de
instituições criadas para dar suporte ao processo integracionista.
(AOCP – MAPA – Agente de Inspeção – 2007)

7) Em 09 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou um teste nuclear e
pôs em alerta a comunidade internacional. A esse respeito, assinale a
alternativa INCORRETA.

a) A Coréia do Norte deu um primeiro passo no sentido de abandonar o seu
programa nuclear ao aderir, em janeiro de 2003, ao Tratado de Não-
Proliferação Nuclear (TNP).
b) Os Estados Unidos condenaram veementemente o teste nuclear norte-
coreano, pois, desde o ano de 2002, o presidente dos Estados Unidos, George
W. Bush, considera esse país um integrante do “eixo do mal”, ao lado do Irã e
do Iraque.
c) Parte integrante da antiga Coréia, nação dividida em áreas de influência
política após a II Guerra Mundial entre os Estados Unidos e a ex-União
Soviética, a Coréia do Norte é governada até hoje por um regime comunista.

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d) Com a explosão da bomba, a Coréia do Norte esperava forçar os Estados
Unidos e a comunidade internacional a conceder-lhe ajuda econômica, bem
como a suspender as sanções no fornecimento de petróleo.
e) Pelo acordo firmado em fevereiro de 2007 entre a Coréia do Norte e um
grupo de países formado por Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão e
Rússia, o governo de Pyongyang se comprometeu a desativar o reator nuclear
de Yongbyon, o principal do país, em troca de ajuda internacional.

(NUCEPE – 2010 – SEJUS-PI – Agente Penitenciário)
"Tropas dos EUA no Afeganistão receberão reforços nesta semana. Os
primeiros soldados dos 30 mil que o presidente americano, Barack Obama,
decidiu enviar como reforço, para a guerra no Afeganistão, chegarão nesta
semana ao país, anunciou, nesta segunda-feira, o chefe do Estado Maior
Conjunto dos Estados Unidos. 'Os fuzileiros de Camp Lejeune chegarão esta
semana', declarou à imprensa o almirante Michael Mullen, oficial de maior
patente das Forças Armadas americanas, que está em Cabul."
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br, em 14/12/2009. Acesso em: 08 jan.
2010)
8) Sobre a ocupação militar norte-americana no Afeganistão, que já se
aproxima de uma década, analise os itens abaixo:
I. O envolvimento militar dos Estados Unidos no Afeganistão teve início após
os ataques às torres do "World Trade Center" e ao Pentágono, em 2001, sendo
a responsabilidade atribuída, pelo governo dos Estados Unidos, a uma
organização terrorista comandada por Osama Bin Laden, supostamente
refugiado no Afeganistão.
II. Inicialmente, para viabilizar os ataques ao Afeganistão, os Estados Unidos
precisaram do apoio de aliados estratégicos no Oriente Médio, tais como o
Paquistão e o Irã.

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III. Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos
passaram a defender uma acirrada luta contra os países islâmicos, conhecida
como "a cruzada contra o terror".
A respeito das afirmações constantes dos itens I a III, marque a alternativa
CORRETA.
a) Apenas a afirmação constante do item I está correta.
b) Apenas a afirmação constante do item II está correta.
c) Apenas a afirmação constante do item III está correta.
d) Apenas as afirmações constantes dos itens I e III estão corretas.
e) As afirmações constantes dos itens I, II e III estão corretas.
(CESPE – Cargos de Nível Médio – Assemb. Legislativa/ES – 2011)
9) Presente nos meios de comunicação mundiais, desde janeiro de 2011, a
expressão Primavera Árabe, que ganhou notoriedade e passou a fazer parte do
vocabulário geopolítico contemporâneo, identifica:

a) a vitória dos árabes na guerra contra a existência do Estado de Israel.
b) o esforço da juventude iraniana para derrubar o regime dos aiatolás.
c) o movimento contestatório a regimes autoritários em países árabes.
d) o apoio dos fundamentalistas à expansão violenta do islamismo
e) o esforço árabe coletivo para tornar laicos os governos de seus países.









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Gabarito

1) C
2) C
3) C
4) C
5) E
6) E
7) Letra “a”
8) Letra “a”
9) Letra “c”