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Rede Rio

A Rede Rio, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), conecta cerca de 200 instituições no Estado do Rio de Janeiro. Esta rede possui um canal de comunicação com a RNP de 1 Gbps e um linkinternacional próprio. Entre as vantagens oferecidas pela Rede Rio estão: matrícula on-line dos estudantes nas escolas estaduais e pagamento on-line de multas e taxas. Na medicina, a Rede Rio vem servindo de plataforma de desenvolvimento para aplicações que requerem consultas a bancos de dados de raio X ou de tomografias computadorizadas, em que a demanda se caracteriza por taxas elevadas e alta qualidade de transmissão de dados. Em agosto de 2005, a Faperj inaugurou a nova infra-estrutura da Rede Rio, que passou a contar com a tecnologia de transmissão gigabit ethernet. A capacidade de conexão de parte do backbone acadêmico fluminense foi ampliada de 155 Mbps para 1 Gbps.

O Projeto Infovia A Rede Rio também está envolvida com o projeto Infovia do governo estadual, que prevê uma grande rede estadual, com ampla capilaridade de acesso em pontos onde, ainda hoje, é difícil o acesso à Internet. A idéia tem como ponto de partida dois importantes backbones já existentes no âmbito estadual. Um deles é o da Rede Rio, voltado para novas tecnologias e aplicações. O outro é da RedeGov, do Proderj, que é responsável pela ligação de órgãos estaduais e mais voltado para o atendimento ao cidadão. A infovia deverá prover acesso amplo aos cidadãos localizados em todos os pontos do Estado nas áreas de educação, cultura e saúde. Atualmente, a Rede Rio vem desempenhando o papel da Infovia – ainda que limitada e nem tão abrangente como a que se pretende – tendo em vista que, há tempos, ela atende não apenas a instituições de ensino e pesquisa mas, também, a diversos órgãos governamentais.

Histórico A história da Rede Rio começa nos primórdios da Internet no Brasil. Entre as primeiras experiências brasileiras de conexão à rede, no final dos anos 80, está a da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Tal experimento foi o embrião para a criação da Rede Rio, inaugurada em maio de 1992. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) foi a responsável financeira pelo projeto e é quem gerencia e financia a rede atualmente. Na época, apenas 10 instituições faziam parte da rede - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PUC-Rio, Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Instituto Politécnico da UERJ, Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e Ibase. A espinha dorsal (backbone) era constituída de três pontos de troca de tráfego localizados na UFRJ, PUC, LNCC - e uma conexão internacional, via satélite, entre UFRJ e Universidade da Califórnia, em San Diego, mantida com o apoio financeiro da UFRJ. O pioneirismo das ações da Rede Rio também pode ser ilustrado através de algumas transmissões realizadas. Em 1994 e 1995 a Rede Rio produziu os primeiros experimentos de transmissão emmulticast com acesso direto ao Mbone (o multicast backbone). Foram transmitidas as sessões técnicas do First Internacional Telecommunications Symposium e do Congresso Internacional sobre Computação em Física de Altas Energias, ocorridos no Rio de Janeiro. Posteriormente, com o apoio da

a Rede Rio promoveu a participação virtual de uma pesquisadora do Observatório Nacional em uma conferência internacional da Internet2. interligando instituições públicas e privadas de ensino. Nas 200 instituições que fazem parte da rede. pesquisa e governo.RNP. . que era voltada apenas para a comunidade de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro. Com os anos. a rede. ganhou amplitude e se transformou numa grande rede estadual. estão conectados 40% do total de alunos do estado.