Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof.

Luiz Campos

Olá a todos! Sejam bem vindos à terceira aula do curso de Comunicação Social para o Banco Central – BACEN. O assunto de nossa aula de hoje é o tópico “Comunicação Pública: conhecimentos básicos sobre os direitos do público à informação; Opinião pública: pesquisa, estudo e análise; Planejamento da Comunicação e da Imagem Institucional”. A seção 1 da aula destaca a Comunicação Pública, ressaltando as tendências da pesquisa brasileira. São descritos os conceitos de Comunicação Pública de Pierre Zémor, Jaramillo López, Paolo Mancini e Marina Koçouski, nos casos dos três últimos autores com base em Koçouski (2012). A intenção é caracterizar detalhadamente o que é Comunicação Pública na compreensão dos estudiosos contemporâneos, o que é feito resumidamente na parte final da seção. A seção 2 trata do Planejamento da Comunicação e da Imagem Institucional. A ênfase é nas instituições públicas, já que Comunicação Organizacional e seu planejamento será o tema de discussão da próxima aula. A seção 3 descreve os métodos de pesquisa, estudo e análise da Opinião Pública, depois de traçar a conceituação do termo sob uma perspectiva histórica. 1. COMUNICAÇÃO PÚBLICA: CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE OS DIREITOS DO PÚBLICO À INFORMAÇÃO Conceito de Comunicação Pública A comunicação pública é um termo relativamente novo que vem sendo discutido desde a década de 80 principalmente na Europa. No Brasil, com a redemocratização nos anos 80 o tema de estudo viabilizou-se. Há duas grandes referências histórias relativas à comunicação em nosso país, ambas de origens autoritárias, conforme lembra Duarte (2007): 1. A criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) no governo de Getúlio Vargas, que atuou predominantemente no período de 1939 a 1945.

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Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Luiz Campos 2. O Sistema de Comunicação Social, organizado pelo governo militar. Após o regime militar, a Constituição de 1988, a liberdade de imprensa, a desregulamentação, a terceirização, a intensificação da atuação de grupos de interesse e do Terceiro Setor, e as mudanças no cenário internacional, com a globalização e a aceleração do desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC, colaboraram para uma conjuntura que demandava a transparência, valorizava a atuação do Terceiro Setor e instituía, quase como uma condição para os negócios, mesmo que muitas vezes de maneira apenas formal, a responsabilidade social do setor privado. Para Duarte (2007) a comunicação pública implica: a) Ênfase no interesse público; b) Promoção da participação do cidadão e interação dialógica; c) Adaptação de instrumentos às necessidades e interesses de seu público, significando que o conteúdo apropriado deve ser transmitido de modo adequado; e d) Abordagem da comunicação como um todo integrado. Sejam duas definições do tema, constantes em Matos (2009): 1. Heloiza Matos define comunicação pública como um “processo de comunicação instaurado em uma esfera pública que engloba Estado, governo e sociedade, um espaço de debate, negociação e tomada de decisões relativas à vida pública do país”. 2. Elizabeth Pazito Brandão considera comunicação pública como “o processo de comunicação que se instaura na esfera pública entre o Estado, o Governo e a Sociedade e que se propõe a ser um espaço privilegiado de negociação entre os interesses das diversas instâncias de poder constitutivas da vida pública no país”. Essas duas definições têm em comum o fato de remeter à esfera pública e à “sociedade” (não somente à sociedade civil, mas também ao setor privado), assim como privilegiar o papel do Estado – Duarte (2007) considera que o conceito de Comunicação Pública se origina de Comunicação Governamental. Além disso, as definições privilegiam o papel do debate e da negociação. Examinaremos esses pontos no decorrer da aula.
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Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Luiz Campos Conceitos Auxiliares Veremos agora alguns conceitos básicos necessários para se entender a Comunicação Pública. Sociedade Civil originariamente significa o grupo dos que habitam uma mesma cidade. A polis, a cidade grega, é representativa de um ideal político de democracia representativa, na qual os cidadãos (aqueles que satisfaziam determinados critérios socioeconômicos) tomavam as decisões políticas pessoalmente, participando de assembleias na qual contabilizavam seus votos. A Sociedade Civil representa as relações dos indivíduos fora do âmbito estatal. Isso acontece justamente porque os indivíduos organizam o estado. Thomas Hobbes defende que a passagem da natureza (o caos selvagem) ao Estado pressupõe um Contrato Social, no qual as pessoas, a Sociedade Civil, delegam autoridade a governantes e abdicam de certos direitos em prol do bem-comum. O Estado, por um lado, está submetido à Sociedade Civil, é constituído por ela. Por outro lado, o Estado se impõe à Sociedade Civil, fazendo prevalecer os direitos e garantindo a execução dos deveres, mesmo que por meio da força. Do ponto de vista da Sociologia, a Sociedade Civil é separada do setor privado econômico de uma sociedade. É o espaço das necessidades e interesses individuais e coletivos, do trabalho e da vida privada, e principalmente, de lutas e discussões entre interesses divergentes. O Estado é a Sociedade Civil, o povo, organizado social, política e juridicamente, ocupando um espaço geográfico definido, regido por uma Constituição e Leis, comandado por um Governo. O Estado controla a vida civil e mantém a ordem. Acima de tudo, o Estado é um ideal, uma abstração, com objetivos atemporais e perenes. Já o Governo é uma “instância”, uma “implementação” do Estado. Representa institucionalmente o Estado, age em nome dele, é sua expressão. É um real que se contrapõe ao ideal ou formal do Estado. Etimologicamente, o termo significa aquele que pilota ou dirige um barco. Assim, o Governo harmoniza os conflitos e disposições da Sociedade Civil, é transitório, possui objetivos temporais, institui o Estado. Enfim, trata-se de uma entidade política. Essa diferenciação entre a temporalidade política do Governo e o ideal atemporal do Estado é básica para se compreender a Comunicação
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De maneira geral. abordada no tópico anterior. Na discussão que se segue. não uma obrigação). pode também. um espaço onde os homens expõem seus pontos de vista. b) estabelecer um objetivo comum. a ação comunicativa. A Mobilização Social implica: a) convocar vontades. atingido racionalmente como representativo do interesse de muitos. A Esfera Pública é o espaço por excelência da Sociedade Civil (reveja os conceitos de colonização da esfera pública e ação comunicativa de Habermas na aula 2). refere-se ao conjunto de direitos e deveres dos cidadãos.pontodosconcursos.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Luiz Campos Pública. Prof. por outro lado. Mobilização Social é um ato de convocar as pessoas em um meio social democrático a se engajar em ações que visam promover determinadas causas. O que a Comunicação Pública não é Koçouski (2012) aponta que os pesquisadores brasileiros da Comunicação Pública sempre enfatizaram o conceito pelo seu lado negativo. é um (a) ato de volição. Se essa abordagem pode prejudicar uma visão mais construtivista e positiva do conceito. discutem-nos. e c) compartilhar e comunicar sentidos. de modo que a ação conjunta seja possível. tornar mais precisos seus contornos definidores. compartilhada e debatida entre os agentes. os estudiosos brasileiros acentuam bastante a oposição entre Governo e Estado. é um convite.br 4 . Ou seja. Produz-se assim ação crítica e construtiva. garantidos e estipulados pelo Estado. de vontade. pelo que ele não é. Luiz Campos www. resolvem conflitos e fazem convergir interesses. tenha em mente a distinção entre Governo e Estado. que convergem com um bem comum. O Espaço Público é uma abstração que designa a discussão pública formadora de opinião. interpretações e ideias. apelar para a disposição dos sujeitos sociais (ou seja. Particularmente. Por fim.com. (b) um ato racional e (c) um ato comunicativo. Cidadania é um termo ligado à nacionalidade e aos direitos políticos. Habermas o designava Esfera Pública.

Ou seja. que se relaciona com o discurso de divulgação. A Comunicação Pública também difere da Comunicação Política. Esta diz respeito a fluxos comunicacionais e informacionais que envolvem a ação da sociedade. No entanto. propaganda política ou eleições. É o caso de divulgação de produtos da estatal Caixa Econômica Federal . Essas ideias e ações têm a ver com política. mas não necessariamente com discussões partidárias. convencimento e justificação das ações e ideia dos governos. diretamente ou mediante autorização. 21. das instituições do Estado e de seus gestores. conforme o art. aproximando-se mais do conceito de Estado. um ponto que Zémor (1995) acentua.com. prepondera a persuasão e tentativa de influenciar o consumo de certos produtos.br 5 . menos circunstanciais e perenes. de ação governamental (iniciativa do governo e determinados partidos) e de Estado (garantia do direito básico de habitação a todos os cidadãos).explorar.pontodosconcursos. mas também não se opõe frontalmente a ele. já que o interesse público constitui uma projeção da negociação entre diversos interesses privados. Por exemplo.CEF. Uma ação da CEF. como o programa de financiamento residencial Minha Casa Minha Vida. O sistema de radiodifusão brasileira funciona na base de concessões públicas. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens”. Luiz Campos A Comunicação Pública difere da Comunicação Governamental. em uma base de interesse institucional de curto prazo. da coletividade. do conjunto social. Trata-se do interesse público. inciso XII da Constituição Federal: “Art. no caso de marketing de produtos de estatais.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. observe que. apresenta componentes de publicidade (venda de uma linha de produtos financeiros estatais). A Comunicação Pública está mais focada em interesses coletivos. diz respeito à gestão transitória do Estado (o Governo). 21. Compete à União: XII . nem sempre é fácil efetuar a distinção em relação à Comunicação Pública. como acontece com a Comunicação Governamental ou a Comunicação Política. que não se confunde com o interesse privado. Prof. Luiz Campos www. partidos e demais agentes políticos. Uma chave para estabelecer a diferenciação é pensar em curto prazo e longo prazo. No Brasil há uma tendência a se considerar a Comunicação Pública como sinônimo de radiodifusão. A comunicação relativa ao setor público (entendido como detenção do capital ou controle pelo governo de empresas estatais) é diferente da Comunicação Pública direcionada ao serviço público.

Luiz Campos Isso significa que se considera que as emissoras de rádio ou televisão. relatórios e lobby. imprensa. pelo menos parcialmente. intranet. fôlderes.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. comunidades de informação. eventos. 3. documentos. boletins eletrônicos. atendimento telefônico/pessoal e visitas guiadas. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens.” Neste último artigo. 0800. ambiente interno (autoridades eleitas ou indicadas e seus estafes. reproduzida abaixo. pesquisas. malas diretas. do ponto de vista do governo. 2. quando tem um escopo bem mais amplo do que este. reuniões. publicações institucionais. design ambiental. mesmo que sejam privadas. Também a função de comunicação pública aparece excessivamente dependente da criação de emissoras públicas (em contraposição a privadas). publicações institucionais.): agentes multiplicadores. Instrumentos de Comunicação Pública Jorge Duarte apresenta uma distribuição de instrumentos de Comunicação Pública por público. Prof. realizando comunicação pública. internet. cargos comissionados etc. público e estatal. 223. boletins eletrônicos. Já o artigo 223 da Constituição Federal promove uma mistura entre radiodifusão pública. folhetos. discriminar objetivos e estratégias e só então escolher as ferramentas: 1. banners. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. boletins eletrônicos. manuais. publicidade. campanhas. formadores de opinião: auditorias de opinião. quadros. cartazes. cartas. relatórios. o público aparece confundido com o estatal (mais adiante os dois conceitos serão relacionados). ouvidores. privada e estatal: “Art. servidores públicos. eventos. Nesse item inclui-se todo o aparato de marketing sob gestão de empresas e órgãos estatais que participam da disputa no mercado de produtos e serviços. quadros murais. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. internet.pontodosconcursos. reuniões. patrocínio. É fundamental primeiro mapear o público. treinamento e capacitação. serviços de atendimento. prestam um serviço público. design ambiental. guias. usuários de produtos e serviços: pesquisas. estabelecer relacionamentos. murais. Luiz Campos www.br 6 .com. imprensa. terceirizados.

Trata-se de comunicação formal.pontodosconcursos. Assim. discursos. conselhos gestores. ONGs. internet. sensoriamento de mídia. lobby. fóruns. imprensa. além de formar a instância midiática da comunicação pública. sindicados. 3. ouvidorias. Prof. filmes. Preocupa-se com o estabelecimento de uma relação social. oficinas de mobilização social. partidos etc. releases. mutirões. é um ator privado. eventos. imprensa: A imprensa. vídeos. banco de dados. 5. guia de fontes. centrais e serviços de atendimento ao cidadão. plebiscitos. sociedade em geral: pesquisas de opinião. listas de discussão. publicações institucionais. manuais e eventos dirigidos etc. agentes sociais.com. internet. imprensa. salas de imprensa. de público dos interessados no debate e de instrumento destes públicos. Para qualificação do relacionamento e da exposição podem ser utilizadas entrevistas. grupos de trabalhos. consultas públicas. artigos. atores sociais e políticos (grupos de interesse e de pressão. sistema de altofalantes. governo eletrônico. adota características de arena da comunicação pública. conselhos setoriais. La Communication Publique. Luiz Campos www. publicidade.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. coletivas. tem influenciado bastante a pesquisa brasileira na área. agentes multiplicadores. publicações. campanhas. Luiz Campos 4. glossários. da coleção Que sais-je?.): pesquisas. A concepção de utilidade pública é central. Zémor define a Comunicação Pública como comunicação formal que visa o intercâmbio de informação de utilidade pública e o estabelecimento de uma relação social promovida institucionalmente. discursos. media trainings. eventos. rádios comunitárias.br 7 . eventos simbólicos. reuniões. fóruns. teleconferências. Comunicação pública para Pierre Zémor O livro de Pierre Zémor. audiências públicas. de ator social. 2. mesas de negociação. parlamentares.. e 6. câmaras técnicas. teatro. Vamos destacar 3 pontos nessa definição: 1. orçamento participativo. conselhos populares.

proteger bens das pessoas e fornecer informações sobre serviços. Segundo. suas políticas de remuneração de mão-de. Essa mensagem tem funções públicas como regular a o sistema social e político do país. Por exemplo. exploração de mão-de-obra em países miseráveis. Podemos criticar também a empresa por empregar matéria-prima ou processos de industrialização poluentes. como a disponibilidade e meio de obter serviços. ecologia) se tornaram de interesse público nos dias atuais. Primeiro.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. dialógica. Devem conter “direitos”. isso mostra a necessidade da Comunicação Pública ser essencialmente participativa. etc. julgar a postura e a atuação da empresa. As informações devem estar disponíveis de forma transparente. Já no caso de mensagens da Comunicação Pública nossa postura como cidadão. e antecipar o futuro. Zémor (1995) estabelece cinco tipos de Comunicação Pública: 1. Duas implicações se destacam aqui. mas Prof. Temos voz ativa na constituição do governo e das instituições e os julgamos de um ponto de vista crítico privilegiado: trata-se de nosso governo. A mensagem no contexto da Comunicação Pública assume um compromisso de interesses da Sociedade Civil. Luiz Campos A complexidade e ambiguidade da relação entre o cidadão e as instâncias institucionais que promovem a Comunicação Pública são bastante enfatizadas por Zémor. como indivíduo tomador de decisões constituinte da Sociedade Civil.pontodosconcursos. é outra. Quando recebemos mensagens publicitárias. Fornecimento de informações pelas instituições públicas a seus públicos. Chegamos então a outro ponto central para Zémor: a utilidade pública. antevendo as contingências e necessidades que vão surgindo. interativa. Englobam a prestação de contas.com.obra.br 8 . podemos criticar uma empresa qualquer por sua política de contratação de mão-de-obra: exploração de mão-de-obra escrava. não são considerados “privados” como ocorria décadas atrás. etc. danosos ao ambiente. mas normalmente não criticamos a administração da empresa. Nós efetuamos essas críticas porque os temas citados (mão-de-obra. podemos criticar o produto ou serviço divulgado. avaliar o custo-benefício de um ponto de vista individual. a Comunicação Pública NÃO se restringe a governos ou política considerada de forma mais direta ou convencional. Luiz Campos www.

Estabelecimentos da relação dos serviços públicos com os usuários. (b) a tendência a tecnologizar a administração da coisa pública.com. 4. Campanhas de informação de interesse geral. O perigo aqui é confundir as causas cívicas com interesses governamentais ou partidários. A comunicação pública ocorreria. entendida como aquela informação que tem o objetivo de construir uma base necessária ao funcionamento institucional e político. afirmar sua imagem.br 9 . nas sociedades contemporâneas. adequada a seu público. Luiz Campos também descrever as “regras do jogo”. etc). com princípios mais clássicos da publicidade e das relações públicas. Uma efetiva relação pressupõe o ato de ouvir o usuário. Valorização das instituições públicas. Promoção dos serviços públicos. há uma convergência. e (c) uma opinião pública atravessada por influências efêmeras ou tendências socioculturais dispersas. A Comunicação Pública para Jaramillo López Jaramillo López.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Aqui. um pesquisador colombiano. A garantia da acessibilidade à informação passa por sua forma simples. de estabelecer um verdadeiro diálogo e de considerar os feedbacks. Deve-se fazer o máximo para customizar os serviços. 5. Nesse tipo. que procura esclarecer as atribuições da instituição. no lugar da antiga estruturação por grupos sociais mais ou menos organizados (como os partidos políticos. Trata-se de uma comunicação institucional. Luiz Campos www. A igualdade de direitos do público não deve ser considerada como unicidade da comunicação. para ela. na esfera pública de Habermas. ao contrário dos itens anteriores. Haveria. Prof. um “déficit cívico” que tem como razões: (a) a não consideração do receptor como polo efetivamente ativo e participativo do processo comunicacional. as normas que regem a obtenção dos serviços e as obrigações dos cidadãos.pontodosconcursos. centra sua definição de Comunicação Pública na relação entre a comunicação e a política. 2. 3. prestar contas do desempenho institucional e divulgar sua política (mais sobre isso na próxima seção da aula). associações. interna ou externa. Divulgação dos serviços. Zémor destaca as grandes “causas sociais” e a informação cívica. as informações e a comunicação.

com. que implicam participação crescente. O autor ainda contrasta dois importantes termos. Consulta – que ocorre por meio de entrevistas. A Comunicação Pública para Paolo Mancini Prof. 5. etc. a midiática (meios de comunicação). são: 1. pesquisas. Assim. estatal (interação entre governo e sociedade). receptor e o processo comunicacional. Consenso e Corresponsabilidade exigem postura ativa do cidadão no processo comunicacional. mensagem. López afirma que a Comunicação Pública compreende cinco dimensões: a política (comunicação política). grupos focais. Deliberação – que implica a troca construtiva de argumentos e a conciliação de interesses divergentes tendo em vista uma decisão que se deve tomar. Luiz Campos www. Já lobbying trata de objetivos particulares de uma pessoa ou grupo. que propugna que a mensagem passa por diversos processos de reinterpretações. os níveis de comunicação. sondagens de opinião. 3. discussões em grupo. 4. Note como especialmente os níveis de Deliberação. Informação – que se efetua com base na notícia. recapitule a primeira aula). painéis locais de debate público.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Já o nível da informação inclina-se para um modelo de divulgação ou transmissão comunicacional (a respeito das visões da comunicação. que associa a ideia de mobilização social aos elementos básicos da comunicação – emissor.br 10 .pontodosconcursos. intencionais ou não. Luiz Campos López apoia-se no princípio de mediações. 2. partem de movimentos e mobilização social). etc. Ocorre em ambientes como fóruns. Corresponsabilidade – que implica assumir responsabilidades pelas decisões de modo compartilhado. Consenso – que é o acordo quanto a uma decisão depois da discussão e harmonização de interesses. organizacional (setor privado) e vida social (cujas ações. Advocacy (advocacia) é um ato de Comunicação Pública que diz respeito à convocação social e construção de propósitos e sentidos compartilhados relativos a temas de interesse público. e em um modelo “macrointencional de comunicação”.

Para o autor. O objeto da Comunicação Pública são os interesses gerais. A finalidade para Mancini é o que mais define a Comunicação Pública. e a Sociedade Civil. Luiz Campos www. mas também de seu campo de atuação. Os promotores da Comunicação Pública podem ser organizações públicas. O público é mais abrangente que o estatal.br 11 .Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Comunicação pública para Marina Koçouski Para a pesquisadora.com. Outro ponto importante da conceituação de Koçouski é a distinção entre o estatal e o público. Todo estatal é público. tornar público. haveria uma dificuldade dos estudiosos brasileiros em definir a Comunicação Pública por não enfatizar as dimensões de Mancini (promotores. e produzem efeitos sobre a interação social e as esferas privadas envolvidas. a finalidade e o objeto. duas noções são imprescindíveis para a compreensão de Comunicação Pública. A Comunicação Pública pode ser funcional (divulgando as tarefas de cada instituição) ou simbólica. que abrange Prof. visando à integração simbólica (circulação e compartilhamento de valores para a integração social). comunicação no que diz respeito aos interesses da coletividade. A outra focada no ambiente de ocorrência da comunicação: a esfera pública de Habermas ou uma ampliação desta. no “público” da “Comunicação Pública”: 1. Uma focada no que é estatal. mas não precisa estar visível (publicizado) para ser considerado estatal. em síntese. que NÃO se orienta para a obtenção de vantagens econômicas ou promoção comercial de produtos e serviços. de interesse público. que dizem respeito à sociedade como um todo. a publicidade – no sentido de divulgação. 2.pontodosconcursos. A distinção é importante porque permite precisar duas tendências na definição de Comunicação Pública – especificamente. finalidades e objetos). Não se trata exclusivamente da natureza jurídica da organização. privadas ou semipúblicas. Luiz Campos O italiano Paolo Mancini define Comunicação Pública a partir de três dimensões entrelaçadas: os promotores ou emissores.

a partir da responsabilidade que o agente tem (ou assume) de reconhecer e atender o direito dos cidadãos à informação e participação em assuntos relevantes à condição humana ou vida em sociedade. mas principalmente por seu objeto – o interesse público – e sua finalidade. A ênfase aqui é menos no assunto e mais no espaço público do processo comunicativo em sua concretude. a sociedade civil organizada. negociações e consensos. Luiz Campos vários atores. c) A Comunicação Pública não é caracterizada exclusivamente por seus atores ou promotores. etc. que se distingue do fim mercadológico.92): “Comunicação pública é uma estratégia ou ação comunicativa que acontece quando o olhar é direcionado ao interesse público. b) Mas não exclusivamente o Governo: também as empresas privadas. etc. Comunicação Pública também tem seu lado informacional.). de “transmissão” da notícia: informações sobre as instituições.br 12 . d) A Comunicação Pública é essencialmente um processo dialógico. em estágios mais avançados. etc. tem-se então a definição de Koçouski (2012. os partidos políticos.” Principais aspectos da Comunicação Pública: resumo Consolidando as definições de Comunicação Pública dos diversos autores e procurando resumir o exposto.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. ONGs. e) No entanto. buscando alcançar. Ela tem como objetivos promover a cidadania e mobilizar o debate de questões afetas à coletividade. Orientando-se mais pela primeira linha. disponibilidade de serviços. campanhas de vacinação.pontodosconcursos. órgãos da imprensa privada ou pública. Prof. o Terceiro Setor (associações. p. temos então como principais características da Comunicação Pública: a) Como envolve o interesse público. a Comunicação Pública tem como importante ator e promotor o Governo. Luiz Campos www.com. e atua em vários níveis organizacionais. inclusive privados. que envolve a participação ativa dos “receptores-cidadãos”.

pontodosconcursos. g) Os tipos de informação veiculados nos processos de Comunicação Pública são bem variados. tendo mais afinidades com a primeira delas. 2. como cadastros). complexa. A Comunicação Institucional é anterior às outras formas de comunicação e compreende pelo menos 3 fases: Prof. negociações harmonização de interesses. a garantia de acesso à informação. etc).com. legislação. deve haver planejamento da comunicação e manutenção da identidade. e dados públicos (que dizem respeito ao conjunto da sociedade. de interesse privado (informações que dizem respeito ao cidadão. conforme Duarte (2007): institucionais (caracterização e estruturação das instituições públicas). as relações públicas e a publicidade. de gestão (sobre a administração). Luiz Campos www. obtenção de documentos. documentos históricos. etc).br 13 . etc). PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL DA COMUNICAÇÃO E DA IMAGEM Mesmo (ou talvez principalmente) no contexto da Comunicação Pública. j) A Comunicação Pública é focada em assuntos de interesse público e tem uma perspectiva temporal de longo prazo. imagem e legitimidade dos serviços públicos. de prestação de contas (do governo e das instituições). almejando a conciliação e consenso. mercadológicos (produtos e serviços que participam de concorrência. exigente) entre o cidadão e o Governo. k) A Comunicação Pública é um processo dinâmico que procura constituir e solidificar uma relação especial (ambígua. como estatísticas. de utilidade pública (interesse geral no cotidiano das pessoas: imposto de renda. Luiz Campos f) A Comunicação Pública tem como princípios de atuação a transparência. Comunicar bem implica deixar claro o papel de emissor. vacinação. e o i) A Comunicação Pública tem escopo bem mais amplo que a comunicação política e governamental. resultados de concorrências. a interação e mecanismos de controle como a “ouvidoria social”. l) A Comunicação Pública abrange três áreas da comunicação: o jornalismo.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. h) A Comunicação Pública envolve debates.

abarca os clientes.pontodosconcursos. etc. os representantes dos atores sociais. e parceiros e interlocutores. como os fornecedores. 2. ou. jornalistas e mídia. como integração no setor. competitividade. legais. comporta a difusão das regras do Estado. Trata-se do setor industrial (competidores e parceiros. É um campo privilegiado para a exposição e justificação institucional. no caso institucional.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Abrange os aspectos econômicos. Luiz Campos 1. A comunicação é importante na escolha da estrutura e na mobilização dos funcionários para atuar nessa estrutura. Fase Estratégica: Diz respeito às situações de mercado estabelecedoras de parâmetros do valor de uma empresa em seu setor. a imprensa. fornecedores. e outros. Zémor (1995) argumenta que o campo de intervenção da Comunicação Institucional pode ser representado por círculos concêntricos: a) O primeiro deles é interno e abarca o pessoal. como taxa de lucro. um quarto círculo refere-se ao ambiente geral (ou macroambiente). 3. o ramo da indústria). c) Um terceiro círculo é o ambiente setorial (ou mesoambiente). Fase Estrutural: implica a organização dos meios estruturais próprios à missão da organização. estabelecimentos de relações-chave para o desempenho da instituição. Identidade e imagem Prof. Luiz Campos www. etc. tratando da comunicação com clientes ou usuários. Fase Identitária: mobiliza uma identidade institucional necessária para viabilizar e missão e a estrutura organizacional. e as mediações entre o poder público e os cidadãos. no geral.com. sociais. Mas não se limita a esses parâmetros. Assim. usuários e produtos e serviços. etc. que são realizadas por profissionais da comunicação. crescimento. b) O segundo é operacional e de microambiente. d) Por fim. as alterações nas tendências e comportamentos sociais. No plano institucional. abrangendo estratégias de relacionamento que podem substituir as medidas de valor.br 14 .

Luiz Campos www. com personalidade. a divulgação da imagem institucional demanda uma estratégia (essa é uma das funções da Comunicação Organizacional. outro tipo tradicional e um terceiro tipo legal-racional). sempre tentados a ultrapassar a porção legal de legitimidade que a lei lhes garante. A autenticidade é outra exigência feita às instituições públicas. os modos de fornecê-lo. Luiz Campos A identidade de uma organização é uma condição de existência e gera um sentimento de permanência no tempo de modo particular e coerente. a identidade aparece fortemente ligada à legitimidade.100) assim se expressa: “A Imagem é a sombra da identidade”. o sociólogo Weber descreveu um tipo de dominação carismática. Assim. da história e da tradição. mitos e ritos organizacionais. a imagem do servidor público do seu papel depende da imagem que o público tem da instituição – o tipo de serviço que se espera.pontodosconcursos. A imagem institucional está mais relacionada à percepção da identidade. mas o Estado democrático moderno apoia-se na tradição/história e especialmente nos aspectos legais e burocráticos advindos da secularização e racionalização. Já as condições de estabilidade e coerência institucionais podem ser comprometidas pela diversidade de funções Prof. A identidade manifesta-se nas produções simbólicas. no que se denomina “cultura organizacional”. da representação. Rego (1986. como veremos em detalhes na próxima aula). da percepção mental de algo. Sendo uma configuração mental. e enfim em um feixe entrelaçado de crenças. nas histórias. ou da lei (desse modo. as atitudes e comportamentos adequados. As formas de legitimação aparecem misturadas. p. muitas vezes violada por políticos no governo. Imagem está mais para o lado da cópia. Identidade relaciona-se com o que torna uma pessoa ou organização única. um “real” em constante evolução. Zémor (1995) destaca que a convergência entre identidade e imagem (a transparência) condiciona no longo prazo a legitimidade de uma instituição. No caso de instituições públicas. na organização do tempo e espaço na empresa. promovendo uma imagem da instituição que pode se converter em autopromoção. nos estilos de discurso públicos e condução das rotinas.br 15 . A identidade é um ser no mundo.com. sentidos e modos de enquadramento da realidade compartilhados. etc.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. assumindo uma história e inserindo-se em uma rede de relações com os outros. A legitimidade pode advir do sagrado ou da afeição por um líder.

a lei da moda. principalmente. OPINIÃO PÚBLICA: PESQUISA. As pessoas entregaram. em termos econômicos ou de classe social. A opinião é essencial para a formação do Governo. John Locke. A doutrina democrática dos formadores da nação norte-americana emprega frequentemente o conceito. substitui a sabedoria de um suposto modelo superior. a opinião. Muitos filósofos trataram direta ou indiretamente do tema. em uma época de igualdade. da opinião pública para a constituição do Estado. acarretando tal número de serviços prestados que dificulta a estabilização de uma imagem institucional. como o de empregar a força. especialmente em grande número. expressando a relativização dos discursos em relação aos contextos e finalidades ao admitir a eficácia da oratória. a importância da moral. do costume e. A igualdade produziria um tipo de solidão do homem na massa. Deveria haver algo como que um acordo tácito e secreto entre os cidadãos e a sociedade que formam. James Madison aponta a precariedade da razão humana isolada e acentua o quanto ela adquire força quando pressente a concordância. por meio do contrato social. Luiz Campos em um só órgão. poder ao Estado. de discursos de convencimento. Para Platão. já que os padrões de excelência adotados caíam por terra com o fim da aristocracia. do direito privado e do direito civil.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Nesse livro defende que os indivíduos avaliam a realidade como imagens estereotipadas Prof. entre as leis do direito público. um terceiro tipo de lei.com.pontodosconcursos. representante destacado do empirismo inglês e ideólogo do liberalismo. ESTUDO E ANÁLISE O conceito de opinião remonta à antiguidade. na concordância da maioria. Alexis de Tocqueville em A Democracia na América destaca como.br 16 . Jean-Jacques Rousseau recorreu ao termo opinião pública de maneira precursora. Em 1922. a confiança no juízo comum do povo. a dóxa. era uma forma primária de conhecimento. Walter Lippmann publica Public Opinion. Apontou. Davis Hume retoma algumas das ideias de Locke a respeito do tema. compara à lei divina e à lei civil. que o tornaria especialmente propício a aceitar a opinião da maioria. Luiz Campos www. Já os pré-socráticos valorizavam a opinião. mas não renunciaram à capacidade de aprovar ou desaprovar. 3.

e dúvida da própria capacidade de julgamento.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Lembremos da aula passada a teoria da Espiral de Silêncio de NoelleNeumann.pontodosconcursos. Tal possibilitaria certa redução da complexidade da realidade e economia em sua comunicação. É uma abstração relativa a um agrupamento tido como homogêneo. e que a opinião pública é fator de integração social. deve-se compreender que a opinião pública não implica uma opinião unânime. antes que definida sem imprecisões. na obra O Público e a Multidão. Assim. A noção de público difere da de multidão e massa. que age de forma integrada e sofre influências de meios de comunicação de massa. Luiz Campos gravadas em seus cérebros. O indivíduo acaba pressionado pela multidão a adotar certas crenças ou seguir determinada linha de conduta. Esses postulados são básicos para explicar a formação do clima de opinião e o processo em espiral que causa a não expressão das opiniões individuais que contrariem o que se imagina ser a opinião pública prevalente. ressalta o anonimato massificador enfrentado pelo sujeito quando em meio à multidão. a opinião pública seria para Lippmann a media de opiniões em determinada sociedade e tempo. A opinião pública. que a opinião pública. que a opinião pública exerce um papel coercitivo frente ao sujeito. A pesquisa e estudo da opinião pública Desse modo. respondendo a estímulos sem obedecer a regras. percebe-se. Em geral. direcionando-se a um consenso que nunca chega a ser absoluto e definitivo. ou o que se pensa ser a opinião pública. A multidão implica contiguidade física e é regida por aspectos emocionais e circunstanciais. entre os vários autores citados. No entanto. Para a pesquisadora. Luiz Campos www.com. a opinião pública é composta por várias tendências e opiniões do público e é dinâmica. tendo a opinião Prof.br 17 . exerce sua pressão porque o indivíduo teme ser isolado e ser punido pelo grupo social que integra. nem é necessariamente a opinião da maioria (o clima de opinião formado pode não coincidir com a opinião predominante). Esse é um fator de integração social. é percebida pelo sujeito de maneira parcial. o não-isolamento do indivíduo é mais importante que sua autonomia de pensamento. O francês Gabriel Tarde. A massa não apresenta contiguidade física. estando em constante evolução. tradição ou liderança. que essa opinião pública é uma das fundações do Estado.

que foca em fatos relativos à transferência de produtos ou serviços de produtores a consumidores. seja pela Prof. No primeiro caso. os objetivos da pesquisa são claros para os respondentes. os resultados não podem ser generalizados. A coleta de dados pode ocorrer por meio de uma abordagem direta ou uma abordagem indireta. Assim. Pesquisa qualitativa Procura informações mais profundas. Trata-se da aplicação formal e planejada de métodos científicos. É adequada para assuntos exploratórios e questões novas. Também é adequada quando o tema é embaraçoso ou de expressão difícil (envolvendo crenças e preconceitos. gerindo controvérsias e conflitos e procurando atitudes comuns. Dois tipos de métodos de pesquisa de opinião se destacam: o qualitativo e o quantitativo.com. pois a amostra não é representativa.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Na Comunicação Social torna-se eventualmente necessário ter uma visão. Quando se trabalha com temas políticos. assunto ou acontecimento. da opinião pública em relação a determinado tema. seja porque foram explicitamente revelados.pontodosconcursos. Mas como pesquisar e estudar a opinião pública? A pesquisa de opinião é a obtenção de dados que permitam medir a opinião das pessoas em relação a determinado assunto. por exemplo). pois não apresenta autonomia (esses são exatamente os pressupostos da Teoria Hipodérmica). Diverge da pesquisa mercadológica. lidando com informação abundante. Ao contrário da pesquisa quantitativa. Permite obter melhor visão do tema e das razões e motivações subjacentes às opiniões dos sujeitos. ou a generalização deve ser bastante cuidadosa. Já o público pode apresentar ou não contiguidade física. não utiliza critérios de representatividade amostral e habitualmente trabalha com segmentos do público mais homogêneos. mesmo que transitória e aproximada.br 18 . denomina-se pesquisa política ou eleitoral. Luiz Campos www. relacionadas com a maneira de pensar e agir dos indivíduos. Luiz Campos controlada.

as técnicas de complementação e as técnicas de associação. As técnicas de coleta de dados mais comuns são: as técnicas expressivas. Entrevista em profundidade Um único respondente é abordado por um entrevistador para colher informações. A discussão ocorre de maneira informal e não-estruturada. a dificuldade da moderação.pontodosconcursos.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. a segurança.br 19 . Os participantes do grupo são escolhidos de modo a ter certo conhecimento e vivência em relação ao tópico pesquisado. crenças. a espontaneidade. a confusão que pode ser gerada e eventualmente a apresentação enganosa. o estímulo mútuo. os objetivos da pesquisa são ocultos dos respondentes. O método é adequado para se descobrir atitudes. São vantagens do método o sinergismo.com. atitudes e crenças sobre o tema de estudo. a percepção de aspectos subjetivos. evitar a influência das personalidades mais fortes sobre o grupo. No segundo caso. Abordaremos adiante os grupos de foco ou de discussão e as entrevistas. a possiblidade de aprofundar temas e opiniões. Já entre as desvantagens tem-se a facilidade de aplicar incorretamente o método. as técnicas de construção. Prof. O processo de seleção dos participantes é crítico para o sucesso do método. Luiz Campos www. os achados inesperados. induzir participação de todo o grupo. procurar motivar e gerar uma dinâmica a mais natural possível. Grupo Focal Consiste na discussão mediada de um grupo escolhido de sujeitos. a velocidade e a dinamicidade. Normalmente para a seleção são adotados critérios demográficos e socioeconômicos. O papel do mediador é outro fator crítico para a adequada aplicação do método. sensações sobre o tema de estudo. valores. Luiz Campos própria natureza da pesquisa. o julgamento e avaliação incorretos. Buscam-se respostas profundas. O grupo tem usualmente de 7 a 12 membros. O mediador deve ser sensível à emergência de novas perspectivas sobre o assunto. O debate pode atingir até 3 horas e deve ser filmado e posteriormente transcrito. Uma entrevista típica pode demorar de 30 minutos e uma hora e meia.

que pode efetuar sondagens e explorar assuntos. O entrevistador deve ser objetivo e impessoal. 2.br 20 .Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Segue um esboço e aprofunda nos tópicos que vão surgindo de acordo com a intuição e sensibilidade do entrevistador. Remete a uma situação hipotética e pede ao entrevistado que complete uma história descrevendo as possíveis reações dos envolvidos na situação apresentada. e ter uma postura ativa. Psicólogos devem estar envolvidos na aplicação de técnicas projetivas. Técnicas de associação. Tem as vantagens de não haver influência do grupo (como às vezes pode ocorre de forma danosa no grupo focal). Técnicas projetivas ou indiretas As técnicas indiretas disfarçam o objetivo da pesquisa e são uma maneira não-estruturada de incentivar os entrevistados a projetarem as crenças. 4.pontodosconcursos. motivações e atitudes que subjazem ao tópico da pesquisa. Pesquisa quantitativa Prof. É uma desvantagem o tempo relativamente longo da entrevista e a influência dos entrevistadores. em uma ordem estabelecida e não gera oportunidades de exploração de novas questões ou assuntos não antevistos. poder atribuir resposta a um entrevistado em particular. semiestruturada e não-estruturada. Técnicas expressivas. Luiz Campos A entrevista pode ser estruturada. A entrevista estruturada tem as perguntas definidas a priori. Pede-se o entrevistado espontaneamente associe termos a palavras fornecidas. A entrevista não-estruturada é iniciada com uma pergunta genérica. 3. As quatro principais técnicas são: 1. rejeitando respostas lacônicas e desenvolvendo tópicos adequados. Técnicas de complementação. Pede-se que o entrevistado complete sentenças. Remete a uma situação hipotética e pede ao entrevistado que emita uma opinião ou revele como procederia. Luiz Campos www. profundidade dos temas e captação de aspectos subjetivos. Técnicas de construção. evitando parecer superior.com.

Usualmente. hábitos.br 21 . Pode ser: (a) por acessibilidade ou conveniência – facilidade de contato do pesquisador com o respondente. (b) por tipicidade ou intencional – a seleção de um grupo ocorre por se considerar esse grupo representativo. ou impessoal. A amostra probabilística (representativa da população) pode ser aleatória simples (sorteiam-se os participantes na população). ocorre seu tratamento e tabulação de modo a permitir a descrição dos dados e a análise. Após a coleta dos dados. quando há contato do entrevistador com o respondente. estado. escolhe-se uma amostra representativa (na qual todos os respondentes tem a mesma probabilidade de serem selecionados) de modo que os resultados possam ser generalizados para toda a população. opiniões. A interpretação pode ser apoiar em outros dados ou em teorias confirmadas adequadas à realidade pesquisada.com. Busca-se identificar as diferenças e semelhanças em determinados agrupamentos. atitudes e crenças da população-alvo.pontodosconcursos. como de regiões geográficas maiores para menores: país. Luiz Campos Mede por meio de técnicas quantitativas tendências. por exemplo. utilizando-se habitualmente técnicas estatísticas. estratificada (divide-se a população em estratos e selecionam-se os participantes dentro de cada estrato). O questionário pode ser pessoal. e (c) por cotas: determinam-se cotas na população com base em algum critério. A amostragem não-probabilística não permite que os resultados sejam generalizados para a população em bases estatísticas e impedem que certas técnicas estatísticas sejam empregadas. quando o entrevistado responde o questionário sozinho (como em emails ou sites de pesquisas). por conglomerados ou grupos (os participantes pertencem a determinados grupos da população – como um bairro. sistemática (ordena-se a população e utilizam-se intervalos regulares para efetuar a seleção). dentre os métodos não-probabilísticos é o mais rigoroso. Questionários estruturados são utilizados para a coleta de dados. Luiz Campos www.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Trabalha-se com qualquer tipo de universo. Análise dos resultados A análise é uma atividade de avaliação restrita aos dados da pesquisa. uma empresa. município). como faixa salarial. etc) e por etapas (seleção por fases da pesquisa. Prof.

Prof. Luiz Campos www. interagindo em proximidade com o problema de pesquisa e objetivos. 5. Análise e interpretação dos resultados. As hipóteses e pressupostos da pesquisa são reavaliados em confrontação com os dados. Operacionaliza-se a coleta de dados e especifica-se como será a pesquisa.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Devem ser exaustivos. 4. 7. e delimitado de modo a possibilitar sua resolução. gráficos. etc. expresso de maneira objetiva. 3. retomam-se os objetivos da pesquisa. Levantamento do problema. Luiz Campos A descrição dos dados caracteriza as tipicidades e os valores extremos ou dissonantes. Deve-se “contar a história” da pesquisa ao descrever os dados. apresentando os dados de modo a facilitar sua compreensão. etc. Deve-se explicitar o assunto. curiosidades. Planejamento das etapas. As principais etapas são: 1. 6. Coleta de Dados. Deve-se ter em mente o que se busca alcançar. Planejamento da pesquisa Claro. e leem-se e interpretam os dados dispostos em tabelas. resultados e teorias científicas. Redação dos resultados da pesquisa. desvios na metodologia planejada. Quando se vai a campo. como em tabelas ou gráficos. a população pesquisada e as condições de espaço e tempo. transcrições de entrevistas.com. ***** Terminamos a aula! Vamos aos exercícios. Na análise dos dados. fatos marcantes.br 22 . Determinação dos objetivos. apontando as dificuldades. clara e sintética. A metodologia é básica.pontodosconcursos. 2. todas as etapas da pesquisa devem ser planejadas. Chega-se a conclusões com base nas relações entre os dados e outras pesquisas. O problema deve ser contextualizado. situações não esperadas. Os objetivos são gerais e específicos (ou secundários). É a assunto a ser pesquisado. Determinação do tema.

comunidade. mercado e concorrência auxilia a tomada de decisões estratégicas. (C) a empresa pode monitorar as forças do macroambiente e. níveis. Na atual economia globalizada. (B) entrevista em profundidade.”. Prof. Com relação ao ambiente de marketing. mensagens.pontodosconcursos. Redes. que devem ser monitorados e atendidos. (D) o ambiente de marketing da empresa também inclui diversos públicos. assim como às oportunidades que o mercado oferece.br 23 . (C) grupo de foco. fluxos. (B) a coleta sistemática de informações sobre clientes. (E) o microambiente é constituído de forças que afetam diretamente a capacidade da empresa de atender seus clientes e criar valor para eles. dependendo de sua capacidade estratégica. Luiz Campos www. adaptando suas estratégias aos constantes desafios. direções e barreiras na comunicação organizacional. Relacionamento das Organizações com seus Públicos: interno. as empresas estão cada vez mais suscetíveis às forças do ambiente de marketing. responder a elas de modo a aproveitar as oportunidades de mercado. mídia. é INCORRETO afirmar que (A) as forças do microambiente que influenciam a empresa são o ambiente físico-natural. ao qual se dá o nome de (A) dados de levantamento. Analista Administrativo Comunicação Social ANP CESGRANRIO 2008 2. o ambiente legal e o tecnológico. governo etc.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. receptor. meios. Luiz Campos Na próxima aula estudaremos o tópico: “Comunicação organizacional: emissor. Até lá! LISTA DE EXERCÍCIOS Analista Administrativo Comunicação Social ANP CESGRANRIO 2008 1. A entrevista não estruturada realizada com grupo pequeno de respondentes e moderada por profissional treinado é um instrumento utilizado em pesquisa qualitativa. (E) técnicas projetivas.com. Comunicação Integrada. (D) questionário.

call centers. que surge no final daquela década. designa as ações de comunicação social das várias esferas do poder público. c) apenas o III está correto.pontodosconcursos. prestar contas. e as chamadas novas mídias. Os seguintes enunciados referem-se a essa acepção. A comunicação pública é uma forma de construir a agenda pública. chegou a circular Prof. o governo federal tornou política de Estado o controle e a disseminação de informações por meios de comunicação de massa e passou a organizar um sistema articulado. a) apenas o I está correto. criado por Samuel Wainer na segunda metade do século XX. II. ampliando o espaço do noticiário econômico e empresarial.com. inclusive no Brasil. a) Sob o Governo Vargas e durante os anos 1930.br 24 . As ações de comunicação desenvolvidas pelos governos tradicionalmente envolvem o uso dos meios de comunicação social (a mídia). apoiava Getúlio Vargas. d) todos estão corretos. quando a censura reduziu a presença dos temas políticos no noticiário. reunindo coordenação nacional e atuação local para interferir no noticiário. A expressão “Comunicação Pública” é utilizada em vários sentidos. b) apenas o II está correto. Luiz Campos www. c) O Jornal carioca Última Hora. b) O grande desenvolvimento das estruturas de relacionamento com a imprensa nas organizações brasileiras aconteceu no início dos anos 1970. Avalie as informações abaixo sobre a história da comunicação no Brasil e indique a opção incorreta. Analista de Finanças e Controle CGU 2012 ESAF 4. Dos enunciados acima. III. mas recentemente passou a utilizar também instrumentos comuns na comunicação corporativa como os 0800. Luiz Campos Analista de Finanças e Controle CGU 2012 ESAF 3. I. Este processo tem como exemplo maior o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). mobilizar a população para a execução de políticas públicas e promover o debate público. A comunicação promovida pelos governos de quaisquer níveis se utiliza de diversos instrumentos. inclusive de campanhas publicitárias e de utilidade pública.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Um dos mais utilizados. e) nenhum está correto.

inibida pela coroa portuguesa e dois jornais de referência no período são o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro. c) O estudo de caso não deve ser confundido com pesquisa qualitativa.pontodosconcursos. pois também pode incluir ou ser limitado a evidências quantitativas. neste tipo de pesquisa. A observação participante é uma metodologia utilizada para descobrir os comportamentos. d) O Jornal Pasquim surgiu no final dos anos 1960 e direcionava suas críticas para aspectos econômicos do regime militar. Luiz Campos www. d) Grupos focais são um tipo de pesquisa qualitativa que tem como objetivo perceber os aspectos valorativos e normativos que são referência de um determinado grupo. o que significa que (A) cada elemento da organização deve ser analisado. Prof. a) A entrevista em profundidade não permite testar hipóteses. é compreender o grupo para generalizar os resultados para a sociedade. O jornal não se caracterizava por fazer longas reportagens. O maior interesse do pesquisador. Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2010 CESGRANRIO 6. e) A imprensa brasileira surge no início do século XIX.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. O processo de elaboração do planejamento estratégico requer uma visão holística da organização.br 25 . indique a opção incorreta. busca aferir a percepção que os públicos têm da organização. definir a amplitude ou a quantidade de um fenômeno. etnografia de audiência ou etnografia de recepção. A respeito de métodos e técnicas de pesquisa. Luiz Campos regularmente em vários estados e deixou de existir durante o Regime Militar. dar tratamento estatístico às informações. b) A observação participante realizada para investigar fenômenos de comunicação em comunidades ou regiões também é chamada de etnografia de mídia. Analista de Finanças e Controle CGU 2012 ESAF 5.com. usos e interpretações que faz o público dos meios de comunicação social. Como conjunto de técnicas ou metodologias. e) A auditoria de imagem é um instrumento ou metodologia para avaliar a presença e a imagem de uma organização junto a determinados públicos ou à opinião pública. como se fosse uma parte única do sistema organizacional.

pontodosconcursos. A consolidação da identidade corporativa é a essência do discurso publicitário das corporações que demonstram capacidade para se posicionar no mercado. Fazer o que outros fazem. (A) Estudar o passado para compreender o futuro. Já atuar de forma diferente. Luiz Campos www. Luiz Campos (B) todas as funções e departamentos têm um papel igualmente importante na busca pelo equilíbrio organizacional. para isso. (E) quando uma parte não estiver funcionando bem. a sentença que traduz o pensamento estratégico nos dias de hoje. tendo que. não é propriamente ter uma estratégia. com inteligência e planejamento. requer um pensamento estratégico. Se a visão e a liderança de uma empresa forem apropriadas. (D) soluções específicas devem ser buscadas para problemas isolados. está interligado e qualquer mudança. com base no presente. procurando seguir sempre o princípio da simplificação. Uma grande empresa que opera nas Regiões Sul e Sudeste aspira expandir a sua área geográfica de atuação para todo o território nacional. ainda que com maior eficácia. (E) Compreender o presente para agir no futuro. outras terão que trabalhar mais para manter o equilíbrio da organização. Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2010 CESGRANRIO 7. pensando no futuro. Com relação às questões de imagem e identidade corporativa. (D) Agir no presente. por outro lado. pode afetar o todo.com.br 26 . em qualquer ponto. (C) tudo. Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2010 CESGRANRIO 9.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. com base no passado. assinale. a imagem e a identidade dessa empresa serão coincidentes. dentre as opções abaixo. numa organização. (B) Imaginar o futuro. julgue os itens subsequentes (como certo ou errado). Técnico em Comunicação Social Área: Publicidade e Propaganda Ministério da Saúde 2010 UNB/CESPE 8. (C) Prever o futuro. A imagem de uma organização é influenciada pela experiência que os grupos externos têm com essa organização. realizar uma pesquisa de mercado para Prof. No âmbito do planejamento.

Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof.com. Qual método é adequado às necessidades da empresa nesse primeiro momento? (A) Pesquisa em focus group. 10. A 2. C 3.br 27 . Profissional de Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2005 CESGRANRIO. A EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Prof. Luiz Campos conhecer melhor o potencial de consumo dos novos mercados em vista. (E) uniforme dos funcionários e layout da correspondência. (E) Pesquisa por amostragem. (D) logomarca e uniforme dos funcionários. São elementos utilizados pela comunicação na construção de uma identidade visual corporativa: (A) layout da correspondência interna e logomarca. E 10. E C C 9. (B) design dos produtos e layout da correspondência. GABARITO 1. (C) Observação direta.pontodosconcursos. C 7. D 4. (B) Censo. (C) logomarca e design dos produtos. B 5. D 6. (D) Benchmarking. Luiz Campos www. C 8.

dependendo de sua capacidade estratégica. influenciou estudos de marketing e Planejamento da Comunicação.pontodosconcursos. Na atual economia globalizada. (D) o ambiente de marketing da empresa também inclui diversos públicos. Luiz Campos Analista Administrativo Comunicação Social ANP CESGRANRIO 2008 1. mas mais a longo prazo. os competidores. Considera-se também que tais fatores tendem a mudar com menos frequência do que aqueles situados no micro ambiente. Usualmente classificam-se no macro ambiente os aspectos legais. Prof. O fator tecnológico é classificado por alguns autores no microambiente. (C) a empresa pode monitorar as forças do macroambiente e. uma empresa que publica leis e regulamentos comentados tem o fator legal no microambiente. São os clientes.com. responder a elas de modo a aproveitar as oportunidades de mercado. ao dividir o ambiente onde se situa uma organização em micro e macroambientes e defender a necessidade da organização monitorar esses ambientes para reagir rápida e adequadamente. é INCORRETO afirmar que (A) as forças do microambiente que influenciam a empresa são o ambiente físico-natural. Luiz Campos www. as tendências comportamentais sociais. a economia. os fornecedores. de um modo indireto. O macroambiente engloba fatores que repercutem na atividade da empresa. Por exemplo. etc. as empresas estão cada vez mais suscetíveis às forças do ambiente de marketing. (B) a coleta sistemática de informações sobre clientes. o ambiente legal e o tecnológico. no macroambiente. A divisão entre micro e macroambiente não é rígida e varia de autor para autor e de empresa para empresa. mercado e concorrência auxilia a tomada de decisões estratégicas.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. por outros. Resolução: (A). assim como às oportunidades que o mercado oferece. adaptando suas estratégias aos constantes desafios. o mercado.br 28 . que devem ser monitorados e atendidos. a indústria. (E) o microambiente é constituído de forças que afetam diretamente a capacidade da empresa de atender seus clientes e criar valor para eles. Com relação ao ambiente de marketing. O microambiente encerra aspectos que afetam imediatamente a empresa. Há uma tradição antiga de estudos administrativos norte-americanos que.

Luiz Campos www. advogados. fonte direta de vendas e lucro. como vimos. A entrevista não estruturada realizada com grupo pequeno de respondentes e moderada por profissional treinado é um instrumento utilizado em pesquisa qualitativa. Analista Administrativo Comunicação Social ANP CESGRANRIO 2008 2. Prof. toda estratégia empresarial visa o cliente. Isso é correto. Claro. fornecedores.pontodosconcursos. A alternativa (E) é correta. Por fim. ela afirma que o “ambiente físico-natural” compõe o microambiente da empresa. uma mudança legal pode alavancar a posição estratégica de uma empresa no mercado. regulamentos e alguns aspectos econômicos estruturais e pouco variáveis estão mais longe.br 29 . e ponto principal. Assim. são compostos por diversos públicos (clientes. A alternativa (E) simplesmente afirma que o microambiente afeta a capacidade da empresa de criar valor para os clientes. Segundo. Já sabemos que as forças no microambiente tem efeito direto sobre a tomada de decisão estratégica. etc). A alternativa (D) é correta. Com base no comentário acima e um pouco de raciocínio fica fácil avaliar as alternativas. A empresa deve ser pró-ativa e monitorar constantemente o ambiente. Luiz Campos Mas a ideia central é bem clara. Mais perto da empresa está o mercado.com. ao qual se dá o nome de (A) dados de levantamento. o que não é usual. e responder a oportunidades de mercados criados por essas forças. não se trata do ambiente físico da empresa. a alternativa (A) é errada e deve ser marcada. Primeiro. A alternativa (B) afirma que a coleta de informações sobre fatores do microambiente ajuda a empresa a tomar decisões estratégicas. Uma determinada alteração na economia do país pode criar uma oportunidade para certa indústria (exemplo: alteração cambial para uma agência de câmbio). o que já sabemos. seus competidores. a monitoração dos ambientes de marketing serve para tomar decisões estratégicas. Leis. ela classifica como força do microambiente os aspectos legais. A alternativa (C) afirma que a empresa pode monitorar as forças do macroambiente. clientes e fornecedores. já deu para notar. Esses ambientes. a alternativa (C) é correta. Por exemplo. mas sim do ambiente de negócios. Esse é o objetivo de toda empresa. Em última instância.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof.

baseada em uma discussão por um grupo pequeno de pessoas e demanda um moderador bem treinado e experiente. prestar contas.pontodosconcursos. Dos enunciados acima. e) nenhum está correto. call centers. Luiz Campos www. III.br 30 . Técnicas projetivas são métodos qualitativos aplicados individualmente (alternativa E). A alternativa C é a correta.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. I. O grupo focal. Um dos mais utilizados. como estudado. Dados de levantamento é um termo genérico que pode se referir a várias técnicas de coleta de dados. inclusive no Brasil. b) apenas o II está correto. Luiz Campos (B) entrevista em profundidade. Analista de Finanças e Controle CGU 2012 ESAF 3. II. Os seguintes enunciados referem-se a essa acepção. A expressão “Comunicação Pública” é utilizada em vários sentidos. assim como a entrevista em profundidade (alternativa B). mas recentemente passou a utilizar também instrumentos comuns na comunicação corporativa como os 0800. ou a dados globais que fornecem um panorama ou prognóstico sobre determinado tema. (C) grupo de foco. A comunicação pública é uma forma de construir a agenda pública. c) apenas o III está correto.com. designa as ações de comunicação social das várias esferas do poder público. mobilizar a população para a execução de políticas públicas e promover o debate público. inclusive de campanhas publicitárias e de utilidade pública. As ações de comunicação desenvolvidas pelos governos tradicionalmente envolvem o uso dos meios de comunicação social (a mídia). (D) questionário. (E) técnicas projetivas. A comunicação promovida pelos governos de quaisquer níveis se utiliza de diversos instrumentos. qualitativa. Resolução: (C). Prof. e as chamadas novas mídias. Questionário é um instrumento de coleta de dados de metodologias quantitativas (alternativa D). corresponde exatamente à técnica descrita no cabeçalho da questão: é não estruturada. d) todos estão corretos. a) apenas o I está correto.

por exemplo). tornam-se necessários. entre elas a falta de interação e de personalização da informação. reunindo coordenação nacional e atuação local para interferir no noticiário. que surge no final daquela década. d) O Jornal Pasquim surgiu no final dos anos 1960 e direcionava suas críticas para aspectos econômicos do regime militar. quando a censura reduziu a presença dos temas políticos no noticiário.br 31 . A afirmativa A enumera funções da Comunicação Pública. como campanhas de utilidade pública (vacinação. destacando o estabelecimento de uma agenda (divulgação de informações). prestação de contas. Luiz Campos www. inibida pela coroa portuguesa e dois jornais de referência no período são o Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro. Assim. por exemplo) e publicitárias (para divulgar o desempenho de uma instituição os serviços prestados. e) A imprensa brasileira surge no início do século XIX. A afirmativa B destaca a variedade de instrumentos de que a Comunicação Pública dispõe. capazes de estabelecer uma comunicação mais customizada e direcionada ao usuário. mas estas apresentam limitações. mobilização política e debate.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Outros instrumentos. Avalie as informações abaixo sobre a história da comunicação no Brasil e indique a opção incorreta. deve-se selecionar a alternativa D.pontodosconcursos. o governo federal tornou política de Estado o controle e a disseminação de informações por meios de comunicação de massa e passou a organizar um sistema articulado. Analista de Finanças e Controle CGU 2012 ESAF 4. a) Sob o Governo Vargas e durante os anos 1930. Prof. Este processo tem como exemplo maior o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). A afirmativa C está correta. ampliando o espaço do noticiário econômico e empresarial. A afirmativa também está correta.com. criado por Samuel Wainer na segunda metade do século XX. O jornal não se caracterizava por fazer longas reportagens. chegou a circular regularmente em vários estados e deixou de existir durante o Regime Militar. A afirmativa está correta. c) O Jornal carioca Última Hora. Viu-se que a Comunicação Pública utiliza as mídias de massa. apoiava Getúlio Vargas. todos estes pontos bastante enfatizados na aula. Luiz Campos Resolução: (D). b) O grande desenvolvimento das estruturas de relacionamento com a imprensa nas organizações brasileiras aconteceu no início dos anos 1970. como as novas mídias (Internet. por exemplo).

enfatizando os problemas locais e se destacando por possuir colaboradores como Nelson Rodrigues. criado por iniciativa do cartunista Jaguar e outros no final da década de 60. a oposição política ao governo. no contexto do Estado Novo. tinha como foco o humor e. Sofreu oposição cerrada de Carlos Lacerda e resistiu até o golpe militar de 1964. quando ocorreu exatamente o contrário.br 32 . Prof. Sofreu uma brutal perseguição política. Diz-se que a entrevista com Leila Diniz publicada no jornal foi o estopim da censura prévia. Deve-se então marcar a alternativa (B) como resposta da questão.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. O Correio Braziliense e a Gazeta do Rio de Janeiro foram criados nessa época. entre elas a imprensa brasileira. cartuns memoráveis e a participação de Henfil. No início do século XIX a corte portuguesa chegou ao Brasil. a criação de um Sistema de Comunicação Social que visava a propaganda e a censura. a configuração de políticas de controle de informação que culminaram. No contexto dessas duas políticas de comunicação governamental autoritária. que faz todo o sentido. está claro agora que (C) e (D) estão corretas. entre 1937 e 1945. O Última Hora de Samuel Wainer foi criado. A segunda foi. O conhecimento desses dois fatos corrobora a alternativa (A) e mostra que a alternativa (B) é incorreta por mencionar que houve aprimoramento das relações empresas-imprensa. ocasionado uma série de avanços em diversas áreas. A primeira foi.com. à medida que a ditadura endurecia. utilizando uma seção de carta dos leitores. Ivan Lessa e Millôr Fernandes. Sobrou (E). Guarde alguns pontos-chave e procure se orientar por eles quando abordar a história da comunicação pública no Brasil. para se tornar um jornal popular que apoiasse o populismo varguista em meio à imprensa que lhe fazia oposição. indique a opção incorreta. Analista de Finanças e Controle CGU 2012 ESAF 5. Luiz Campos Resolução: (B). Em 1991. encaixam-se dois jornais dentre os mais famosos de nossa história. Notabilizou-se por textos curtos. Já o Pasquim. que envolveu atentados terroristas em pontos de venda.pontodosconcursos. duas grandes políticas articuladas conservadoras se destacam. Paulo Francis e Chacrinha. no início dos anos 30. A respeito de métodos e técnicas de pesquisa. Pronto. Foi um jornal inovador. Luiz Campos www. comandada pela ditadura militar dos anos 60 e 70. Na história da comunicação governamental brasileira. por ingerência de Getúlio Vargas. houve sua última edição. no Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e em uma rede nacional que pautava e censurava a imprensa.

A etnografia é uma metodologia qualitativa que estabelece uma aproximação e convivência com a forma de vida que se estuda. A alternativa D é incorreta e constitui a resposta da questão. Os Estudos Culturais promoveram a etnografia da recepção. A observação participante é uma metodologia utilizada para descobrir os comportamentos. frequentemente associada à observação participante. Como conjunto de técnicas ou metodologias. b) A observação participante realizada para investigar fenômenos de comunicação em comunidades ou regiões também é chamada de etnografia de mídia. definir a amplitude ou a quantidade de um fenômeno. A primeira parte da alternativa é correta. trata da percepção da identidade institucional efetuada pelo público. como apontado. busca aferir a percepção que os públicos têm da organização. pois também pode incluir ou ser limitado a evidências quantitativas. A auditoria de imagem busca precisamente avaliar essa percepção do público. não estabelecer generalizações. usos e interpretações que faz o público dos meios de comunicação social. Assim. podendo empregar metodologias quantitativas ou qualitativas. a alternativa B é correta. O inapropriado refere-se à menção de generalização. com seu destaque para as formas culturais da audiência.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. etnografia de audiência ou etnografia de recepção. Resolução: (D).br 33 . Prof. A alternativa C também é correta. A imagem. O objetivo de grupos focais é apreender valores. A alternativa A é correta. e) A auditoria de imagem é um instrumento ou metodologia para avaliar a presença e a imagem de uma organização junto a determinados públicos ou à opinião pública. A alternativa E também é correta. O maior interesse do pesquisador. O estudo de caso limita-se à pesquisa de um caso específico. pois a entrevista em profundidade é uma técnica qualitativa. tendências e crenças do perfil selecionado para a entrevista e fornecer uma visão intuitiva. c) O estudo de caso não deve ser confundido com pesquisa qualitativa. Metodologias qualitativas.pontodosconcursos. dar tratamento estatístico às informações. A generalização de seus achados para a população é muito difícil. Luiz Campos www. como apontado na aula. neste tipo de pesquisa. não tratam amostras representativas. é compreender o grupo para generalizar os resultados para a sociedade. Luiz Campos a) A entrevista em profundidade não permite testar hipóteses. que não permite técnicas estatísticas ou testes de hipóteses. d) Grupos focais são um tipo de pesquisa qualitativa que tem como objetivo perceber os aspectos valorativos e normativos que são referência de um determinado grupo.com.

que procura descobrir as conexões entre os elementos e compreender os problemas como resultado de uma má interação dos elementos.pontodosconcursos. A visão holística pode compreender certo elemento da organização como vital e não substituível. A alternativa (A) afirma que cada elemento da organização deve ser analisado e considerado uma parte única do sistema. Isso é enganoso. cada parte colaborando para o funcionamento do conjunto. a interação entre os elementos do que a análise individual. Resolução: (C). Luiz Campos Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2010 CESGRANRIO 6.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. bastando conhecer o sentido do termo “holístico”. Estamos falando de uma visão orgânica. Luiz Campos www. A visão holística. A alternativa (D) ressalta as soluções específicas para problemas isoladas. que se relaciona com “totalidade”. A alternativa (B) considera que todas as funções e departamentos devam ter a mesma importância na busca do equilíbrio. (E) quando uma parte não estiver funcionando bem.br 34 . procurando seguir sempre o princípio da simplificação. (C) tudo. pressupõe mais o relacionamento. como se fosse uma parte única do sistema organizacional. Mas isso é justamente o contrário da visão do todo. Posso olhar o todo da organização. a visão do todo. pode afetar o todo. A alternativa (E) pressupõe que sempre haverá uma parte da organização que poderá suprir o funcionamento de outra. em qualquer ponto. o que significa que (A) cada elemento da organização deve ser analisado. mas considerar certas partes mais importantes. Essa. A questão versa sobre um aspecto administrativo da organização. o Planejamento Estratégico. Lógica resolve a questão. Mas vamos resolver a questão. funcionalista da organização. Prof. é a teoria. no geral. numa organização.com. que é vista como um todo. sistêmica. (D) soluções específicas devem ser buscadas para problemas isolados. O processo de elaboração do planejamento estratégico requer uma visão holística da organização. Isso não é pressuposto da visão holística. outras terão que trabalhar mais para manter o equilíbrio da organização. está interligado e qualquer mudança. (B) todas as funções e departamentos têm um papel igualmente importante na busca pelo equilíbrio organizacional.

Luiz Campos A alternativa (C). portanto) é que devem ser imaginadas.pontodosconcursos. Ou seja. Qualquer ação tem um resultado futuro esperado. A questão versa sobre um aspecto administrativo da organização. As alternativas (A) e (B) dizem praticamente a mesma coisa. Se uma parte falha. planejamento (mencionado duas vezes no enunciado). procurando compreender o presente. É mais “saber” o futuro com base no que temos hoje para poder planejar. (D) Agir no presente. Luiz Campos www. ainda que com maior eficácia. No âmbito do planejamento. A alternativa (D) menciona agir no presente.br 35 . perderá a vez. Prof. (B) Imaginar o futuro. Fazer o que outros fazem. A ação não deve ocorrer no futuro com base no passado. (E) Compreender o presente para agir no futuro. com base no passado.com. é a própria definição da visão do todo: interligação entre as partes. Mas não se trata de compreender ou imaginar o futuro com base no passado. dependência mútua. Já atuar de forma diferente. por outro lado. A alternativa (E) é o inverso da estratégia. dentre as opções abaixo. pensando no futuro. As condições da ação planejada (condições futuras.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2010 CESGRANRIO 7. fazer planos com base em uma visão da situação no futuro. assinale. Essas condições futuras são deduzidas do presente. a estratégia. Mas não se trata meramente de pensar no futuro. com inteligência e planejamento. Isso sempre é feito. (A) Estudar o passado para compreender o futuro. A questão pede uma definição de estratégia. requer um pensamento estratégico. planejar é traçar as ações futuras com base em hipotéticas condições futuras (as condições em que as ações serão realizadas). Resolução: (C). (C) Prever o futuro. enfatizando o O que é planejar? Basicamente coordenar. trata-se de projetar um futuro para planejar a ação. isso pode repercutir no conjunto. Qualquer empresa que deixe para agir no futuro. a sentença que traduz o pensamento estratégico nos dias de hoje. pensando no futuro. a correta. não é propriamente ter uma estratégia. com base no presente.

A afirmativa está incorreta. (D) Benchmarking. A imagem de uma organização é influenciada pela experiência que os grupos externos têm com essa organização. está ligada a uma história. por uma questão de coerência e transparência. Com relação às questões de imagem e identidade corporativa. Técnico em Comunicação Social Área: Publicidade e Propaganda Ministério da Saúde 2010 UNB/CESPE 8. percepção da identidade organizacional.com. mas prática vivenciada no real. Prof. tendo que. depende da experiência que os grupos tiveram com a organização. Consolidar identidade corporativa não é um ato discursivo. Esse é o objetivo de um bom planejamento estratégico da comunicação: fazer coincidir identidade e imagem. A identidade não é discurso. A afirmativa está correta. realizar uma pesquisa de mercado para conhecer melhor o potencial de consumo dos novos mercados em vista. Se a visão e a liderança de uma empresa forem apropriadas. Resolução: C. Luiz Campos www. A consolidação da identidade corporativa é a essência do discurso publicitário das corporações que demonstram capacidade para se posicionar no mercado. prever o futuro com base no que temos no presente para poder agir agora. Resolução: C. julgue os itens subsequentes (como certo ou errado). Luiz Campos A alternativa (C) é a correta. que melhor define planejamento estratégico. (B) Censo. mesmo que de uma empresa bem situada no mercado. a imagem e a identidade dessa empresa serão coincidentes. Uma grande empresa que opera nas Regiões Sul e Sudeste aspira expandir a sua área geográfica de atuação para todo o território nacional. Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2010 CESGRANRIO 9. para isso.br 36 .pontodosconcursos.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Qual método é adequado às necessidades da empresa nesse primeiro momento? (A) Pesquisa em focus group. (C) Observação direta. Resolução: E. A imagem. A afirmativa está correta.

sensibilidades em formação. estilo do desenho global.pontodosconcursos. alfabeto-padrão. Profissional de Comunicação Social Junior Relações Públicas PETROBRÁS 2005 CESGRANRIO. Trata-se.”. São elementos utilizados pela comunicação na construção de uma identidade visual corporativa: (A) layout da correspondência interna e logomarca. p. dependendo das necessidades e circunstâncias concretas (Uniformes utilizados por quais funcionários? Aqueles que trabalham no chão-de-fábrica. mas consultam toda a população. (D) logomarca e uniforme dos funcionários. basicamente uma técnica de avaliação de processos e produtos a fim de determinar as melhores práticas. As alternativas (A) e (C) são métodos qualitativos.br 37 . apenas institutos como o IBGE. O ponto-chave da questão diz respeito à necessidade de conhecer o mercado. A amostra deve ser então representativa. 86-87) define a identidade visual como a subárea organizacional que lida com a “com a criação. A melhor alternativa é a (E). de oferecer o suporte visual. determinação das cores organizacionais. valorativos e normativos. ou nos escritórios? O design dos produtos está mais ligado a aspectos funcionais e estéticos. Luiz Campos www. Nesse sentido a logomarca é essencial para a composição da identidade visual. Mas nesse caso não se trata de Prof. etc – aspectos estes mais fluidos. (B) design dos produtos e layout da correspondência. que não informam sobre a população em geral. consistindo de símbolo. caso da Nike. Por fim. Rego (1986. crenças. Resolução: (E). (E) uniforme dos funcionários e layout da correspondência. Não seria útil para aprender sobre um mercado novo. logotipo. Resolução: (A). É diferente quando os produtos da empresam levam seu logotipo. A questão procura “concretizar” o conceito de identidade visual corporativa. O uniforme dos funcionários e o design dos produtos são variáveis e carentes de aplicação generalizada. 10. embora possam ser utilizados em um segundo momento para perceber tendências. constituindo uma pesquisa por amostragem.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. pois não trabalham por amostragem. portanto. A alternativa D refere-se a benchmarking. manutenção e aperfeiçoamento de um sistema gráfico.com. censos (alternativa B) são muito caros. Luiz Campos (E) Pesquisa por amostragem. o conjunto de elementos que tornam visível a mensagem cultural. (C) logomarca e design dos produtos. Empresas usualmente não aplicam censos.

C. e escolhemos a melhor alternativa.Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof. Luiz Campos design). O leiaute da correspondência interna alcança um bom nível de generalidade da empresa e pode criar um aspecto da identidade visual.br 38 . a A. D e E.com.pontodosconcursos. Prof. Luiz Campos www. Com base nessas observações eliminamos as alternativas B.

In: Matos. KOÇOUSKI. V. amostragens e técnicas de pesquisa. Comunicação empresarial/comunicação institucional: conceitos. estrutura. São Paulo: Atlas. São Paulo: ECA/USP. Gestão em comunicação empresarial: teoria e técnica. Teorias da comunicação: conceitos. (org. FRANÇA.). 1996. escolas e tendências. F. C. M. Comunicação pública: Estado. L. planejamento e técnicas.com. MARTINO. H. Luiz Campos Referências Bibliográficas DUARTE. M.). Comunicação pública. Petropólis: Vozes. A. 1999. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas. interlocutores e perspectivas. 1995. A. 2007. C. análise e interpretação de dados. 2009. Comunicação pública: interlocuções. Juiz de Fora: Produtora Multimeios.). A. REGO. São Paulo: Editora Atlas. GIL. sociedade e interesse público. elaboração. sistemas. 2012. esfera pública e capital social.T. Comunicação pública: construindo um conceito. P. In: BOANERGES LOPES (org.G. Jorge. MARCONI. Métodos e técnicas de pesquisa social. Luiz Campos www. Prof. PUF. Heloiza.pontodosconcursos. HOHLFELDT. v. mercado. São Paulo: Summus. Paris.. 2003. ZÉMOR. 1986..Comunicação Social Teoria e Exercícios Prof.br 39 . La Communication Publique.In: DUARTE. Comunicação pública.1. V. MATOS. estratégias. Jorge (org. São Paulo: Atlas.

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