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A presente obra é composta de dois volumes, cujos assun~ tos sao os abaixo discriminados:
19 VOLUME - UMA EXPLICAÇÃO NECESS~RIA

INTRODUÇÃO • A VIO~NCIA EM TRES ATOS

• A TERCEIRA TENTATIVA DETO~ffiDA DO PODER 1964 - ENGAJAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (1969)
,I

29 VOLUME - 3~ PARTE
\

• A TERCEIRA rfENTATIVA DE TOHADA DO PODER
1970 - 1973 4~ PARTE

• A QUARTA! TENTATIVA DE'TOMADA DO PODER
1974 •••

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R" E S E R V A O O

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SUMARIO AS TENTATIVAS DE TOMADA DO PODER
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19 'VOLUME

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_ . UMA EXPLICAÇ!O . _ J:NTRODU~O
A VJ:O~NCIA

.

NECESS~IA

•••••• _ ••••••••' •••••••••••••• XIII XVII

•••••

'.......................................... ATOS

EM T~S

~. Primeiro ~. Segundo

~ ato ato ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

.......... ............................. XVII
XIX

3. Terceiro ato •••••••.••••••••••••••••••• •••••••••••••• XXII ~. Violência, nunca mais~ •••••••••••••••••••••••••••••• XXVI .- la PARTE ~ PRIMEIRA
.- CAPITULO

TENTATIVA DE TOMADA DO PODER
I "

.

'

.. A .:FONTE DA VIOL~NCIA
...J.. Os obj etivos da Revolução

2 •.Os caminhos da revolução

3. O Trabalho de Massa
CAPITULO
II

...............................
DA INTEN~ACIONAL

Comunista ••••••••••••••••••••••••••

...............

2

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4

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O ~ARTIDO COMUNISTA - SEÇÃ9 BRASILEIRA .'"COMUNISTA(PC-SBIC)
,1

.

~. A Internacional comunis~a .2. A formação do PC-SBIC ••••••••••••••••••••••••••••• -4. A Íase do obscurantismo - 'CAP1TULO III A INTENTONA
__ ,_,"4"

.........................
1

7

8 9

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3. As atividades do PC-SBle ••••~•••••••••••••••••••••
e da indefinição
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•••.•••. ~. 11

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COMUNISTA a o., _._u_

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J.. A mudança da linha da Te •••••••••••••••••••••••..•

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I
I

I.

14 A vinda dos estrangeiros ~••••••••••••.•••••••• ~.~ •• 14 O Partido Comunista do Brasil (PCB) ••••••••••••••• 16 17 A Aliança Nacional Libertadora (ANL) •••••••••••••• , A aprovação d~ Internacional Comunista •.•••.•••••• 19 A Intentona •••.••••••••••••••••••••••• ~•••••••••••• 20 I:
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25
26 27 28 29 30

AS TENTATIVAS DE TO~mnA DO PODER--· SUMÁRIO - Continua9ão ••• II CAP1TULO IV

i
,
1 I

o PCB E O CAMINHO DA LUTA ARMADA
1. A reorganização do PCB •••••••••••••••••••••••••• 2. A legalização do PCB •••••••••••••••••••••••••••• 3. A volta à clandestinidade •••••••••.•••••••••••••• 4. O "Manifesto de Janei~,o . . 5. O "Manifesto de Agostd" ••••••..•••••••••• " ••••••••
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I

II
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I,

6. O IV Congresso

•••••.••••

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CAPITULO V 'OS CRIMES DO PCB
J.• A violência

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I

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1

J

I

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comunista ••.••••••••••••••••••••••••• 33 2. Bernardino Pinto de Almeida e Afonso José dos San
tos ... ~..... '.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..
34·

I,

3. "Elza Fernandes" •••••••••••••••••••••••••••••••• 35 ~. Ma~ia Silveira e Domingos Antunes Azevedo ••••••• 38 2a PARTE A SEGUNDA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER CAPITULO I AS DlVERG~NCIAS NO MOVIMENTO COMUNISTA 'I. A IV Internacional •••••••••••••••••••••••••••••• 42 2. O PORT quebra o exclusivismo do PCB ••••••••••••• 43 3. ·4. 5. 6. 7. O XX Congresso do PCUS •••• O V Congresso do PCB ••••••~ ••••••••••••• ~••••••• PC do B: a primeira grande cisão no PCB ••••••••• POLOP: uma criação da esquerda independente ••••• AP: uma criação da esquerda católica ••••••••••••
f' • • •.• • • • • • • • • • • • • • • • ••

45
46"

48 50 52

CAPíTULO II COMUNISTA" '. -.... Y"'"~ A At'1hO
-- ...--. -.----- ..- .•.

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1. A exploração das dificuldades e das ambições • • • • 56 . ~~ 2. O PCB e seus objetivos •••••••.••.•••••••••••••.•••• ·57 3. Reforma ou Revolução? •••••••••••.•.•••• :•••••••••• 59
4. As Ligas Camponesas ••.••••••••••••••••••••••••••• 61 -\5. As crises políticas de junho e julho de 1962 •••• 63
6. Jango obtem plenos poderes

'1-

••••••••••••••••••••••

64

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!RESERVAOO

AS TENTATIVAS DE'TO~A

DO PODER - SUMÂRIO - continuação ••• II1

7. Crescem as'pressões para muáanç~s 8. O Movimento Camponês 9. Cedendo ãs pressoes CAP1TULO 111 O ASSALTO AO PODER

•••••••••••••••

66

••••••••••••••••••••••• ~••.••69 •••••••• ~~••••••••••••.•••••~. 71

~. A rebelião dos sargentos de Brasília 3~ A frente 6nica

•••••••' ••••• 74

2. O Estado de sítio •••••• ~••••••••••• ~•••••••••••• 77
••••••••••••••••••••••••••• ~••••• ~ 79 4. Os Grupos dos Onze ••••••••• ~ •••••••••••••••••••• 80 5. O plano revolucionário ••••••••••••••••••••••••••. 84 6. O comicio das reformas •••••••••'................. 85 no Rio de Janeiro ~•••.86 7. A rebelião dos marinheiros

.8. A. reunião no Automóvel Clube ••••••••••.•••••••••• 89 CAPíTULO IV A'REVOLUÇÃO ~. Ascensão DEMOCRÂTICA DE 1964 e queda de Goulart da reação ••••••••••• ~••••••••• 99 ••~•••__ ••••••••'. ••••••102

2. A'iniciativa

•.•••• · ••••••.•••••••••••••••100

3. A' reação. no Campo Político 4. O apoio da imprensa 5. Amplia-se 6. As mulheres

••••.•.•••••••••••• • •.• ••.••••••• 103 •••• ~••••••106 ••••••.• ~•••l07

a reação ••••••••••••••• ~••••••••• ~••••104 envolvem-se decididamente
,. I

7 •. A evolução da posição ~os militares

8. A vitória· da democracia •••••••.•••••••••••' •••••••111 9. O pronunciamento dos políticos ••••••••••••• ~ ••••112
• f'. ~ •

-3a

PARTE

.A TERCEIRA TENTATIVA DE TOl1ADA DO PODER CAPíTULO I ,1964

:1. o

ideário da Revolução de Março

•••••• ~•••••••••• 117

,••••••••••••••• 118 2. O Ato Institucional n9 1 •••••••• ~ . 3. A eleição de Castelo Branco ••••••••••••••••••••• ~20 iniciais ' 122 4. Os desencontros S.A ••:+23 estratégia do desenyolvimento ••••••••••••••• ........... 124 6. A prorrogação do mandato presidencial •... - ..•.

,
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E S E 'H V A O O

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AS

1
128

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AS TENTATIVAS DE TOMFnA DO PODER - SU~ú\RIO - Co~tinuação ••• IV 7. O restabelecimento da ordem

...................... 126

8. O PCS: uma linha radical

•••••••••••••••••••••••••

9. O PC do B: uma linha revolucionária .••••••••••••• 128 10. A POLOP e a "Guerrilha de Copacabana" •••••••••••• 129 - p ~n t ass~ °1 11. Br i zo 1a e a "Operaçao go ••••••••••••••• 130 12. O PORT e suas ligações com o Movimento Rural do ~ror
o

11

deste e com Brizola ••••••••••••• · •••••••••••••••• 7 131 13. As pri~eiras denúncias de torturas •••••••••••••.•• 132

14. Pega ladr~o ~ •••••••••• 134 1.5. Influências marxistas na Igreja •••••••••••••••••• 137 i 16. Um mil novecentos e ses~enta e quatro •••••••••••• 139
0 .•••••••••••••••••••••••••

I

~"\P!TULO II

1965 I. A Revolução estreita suas bases 2. As eleições de governadores

..................
••.•

•••••• ~•••••••••••••••

3.

o Ato

Institucional n9 2 •••••••••••••••••••••••••

4. O Movimento Estudantil inicia as manifestações

5. CUba e o foquisrno . 6. O Pacto de Montevidéu e a Frente Popular de Libertação
(FPL) • '.••••••••••••• _.••• ~ ••••••••••••••••••

7. Jefferson Cardin e as escaramuças das Forças Armadas de.Libertação.Nacional 9. (FALN)••••••••••••.•••• 8. O ~CB: mudança para a linha de massa •••••••••••• :

A

AP transforma-se numa organização revolucionária ••••••••••••••••••••••••••••••••

1~. A POLOP e Brizola

11. Um mil novecentos e sessenta e cinco CÃPíTULO III 1966
.
.

.............

~ •.A continuidade da política Econômica· ••••••••••••• 160 2. O~umprimento do calendário eleitoral •••••••••••• 161 3. Nova Constituição •-; ••••••••••••••••• -~. ,•••••••••••• 162

4. O Movimento Estudantil inicia o enfrentamento ••••·164
5. Cuba e a Tricontinental, a OLAS e a OCLAE •••••••• 165 6. O Movimento de Resistência Militar Nàcionalista (MRMN) e a Resistência Armada Nacionalista (RAN)•• 168

1
1 I

7. Brizo1a e o Movimento Nacionalista Revolucionário
(~~) I ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

II
~

8. Acirramento da luta interna no PCB

............... 171

170

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R F. S E R V AO O

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V

. .AS TENTATIVAS

IRESERVADO

DE :'TOMADADO PODER - SUM1\RIO - Continuação ••~

9. O PC do B inicia a preparação para a luta armada ••• 172 10. O PCR ea AV: duas' dissidências '0.0 PC do B ••••••••• 174 11. A AP intensifica suas a~ividades •••• ~••.~•••••••••• ~ 12. O refluxo do PORT •••••••••••••••••••••••••••.••••••• 176 13. A POLOP consolida a sua doutrina ••.••••••••••••••• ~ 177 14. Um mil novecentos e sessenta e seis •••••••••••••••• 177.
CAPiTULO IV

1967 1. 'Inicia-se a volta 2. As dificuldades .3. A Frente
Ampla

ã

norm~lid~de

.................... 182
183
_ .•••••••••••••••••• ~• 184

políticas
••••••••••••••••

••••••••••••••••••••••••••

4. O aparente refluxo do Movimento Estudantil 5. A reorganização
6 •. A OLAS e a I COSPAL
• • ~f

. do

••••••••. ~.187 190 •• 191 193

Movimento Operário e S'indical ••• 189 .
•••••••••••••••••••••••••••
l •••••

7. O MNR, Caparaó e a Guerrilha do Triângulo Mineiro

~-::----=--:---:--

-----

8. 1 .•. s atividades 10~ A Dissidência ~ 12. O Agrupamento

da RAN•• '••••••••••••••••••••••••••••• e o VI Congresso do·PCB da Guanabara

9. As dissidências

••~••~•••••• 195 de Niterói e o primeiro.MR-8 ••••••••• 198 ••••••••••.••• 199 .••••• ~.~•••.202 . ••••••.•• ~••••• 203 Comunista de são Paulo ••••••••••••••• 200

11. A. ~ormação da Dissidência

13. O "Encontro" da Corrente . . Revolucionária 14. O PC do B ·fortalece a luta ideológica

15. A Ala Vermelha do PC do B assume· a posíçãp foquis~a. 204 16. O Debate teórico e ideológico da AP •••••••.••• ~••••• 206 e os "rachas" da POLOP •••••••••••••• 208 ~18. A Força Armada de Liber~ação Nacional (FALN).~~ ••••• 209 19. Atividades do clero na subversão ••.•.••••••.••1 ••••• 210 20. Um mil novecentos CAPíTULO V 1968 1. O "caminho das pedras" •••••••••••••••••••••••••••••• 216 218 e ses~en~a e sete ••••••••••••
w~ ••

17. O IV Congreiso

212

2. A retomada do desenvo1vimento~ •••••••••••••••••••••••
.
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3. As "pedras do caminho" ••••••• ~•••••••••••••••••••••••• 218 '4. O Congresso Cultural de ~ Havana •••••••••••••••••••••• '221 . 5. O Movimento Estudantil.de~encadeia o enfrentamento.g~ neralizado ••••••• _._, •••••••••••••••••••••••••••••••••. 222
.

6. As manifestações

operárias

•••••••••••••••.••••••••••• 230

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AS TEN'l'2'..'l'IVI\S DE TO~mnI\ DO PODER - SUMÁRIO - Continuação ••••• VI

1_') 7. 'XI A formação do Partido Comunista Brasileir; RevoluI '.' ~".8. .
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o

PCB estrutura-se para o Trabalho de Massa ••••••• 232
234 238

cionirio (PCBR) ••••••••••••••••••••••••••••••••••• 9. Da Ala Marighela ao Agrupamento Comunista
Paulo ••••••••••••••••••••••

de

são

•.• •• • •• • • • • • • • • • • • • • •••

10. Frades dominicanos aderem ao Agrupamento 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19.

20.

Comunista. 244 AC!Sp·expande-se além do eixo Rio-são Paulo ••••••• ~ O surgimento da Corrente em Minas Gerais •••••••••• 247 O PC do B recebe adesões •••••••••••••••••••••••••• 251 A Ala Vermelha do PC do B inicia os assaltos •••••• 253 . O PCR tenta realizar trabalho no campo •••••••••••• 254 O MR-8 estende suas atividades ao Paraná •••••••••• 255 A DI/GB atua no Movimento Estudantil ••••••••••••• S~ i . . A Dissidência da Dissipência •••••••••••••••• : ••••• 256 O surgimento do Partido Operário Comunista ••••••• ~ 257 O surgimento do Comando de Libertação Nacional (CO259 ~INA) ••••
0 ••••••••••• ~ ••••••••••••••••••• ~ ~ •••••••••

21. O· surgimento da Vanguarda popular
(VPR) •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Bcvolucionária
262

22. O assassinato do Capitão Chandler •••••••• ~ ••••••• ; 266 23. A definição ideológica da AP •••••••••••••••••••••• 270 24. Núcleo Marxista-Leninista (NML), uma dissidência da
AP •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 273

25. O surgiment~ da Fração Bolchevique Trotskista (FBT). 275 26. O surgimento da organização Combate 19 de Maio (OC.
19 Maio)
(MAA) .••••••••• ".................................

276

27. O surgimento do Movimento de Ação Revolucionária
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

27 6

28.

o

surgimento do Movimento popular de Libertação

(MPL)

278

29. Atuação de padres estrangeiros na subversão

••••••• 281 30. Expande~se pelo mundo a violência estudantil •••••• 283 31. Um mil novecentos e sessenta e oito ••••••••••••••• 286 295 32. o Ato Institucional n9 5
• • .e • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

CAPíTULO VI
1969

1. Reflexos do AI-S

...........•..4....•.........··.··

305
307

2. O impedimentolde Costa e Silva •••••••••••••••••••• 3. A eleição de um novo Presidente 4. A 5. O
~

••••••••••••••••••• 308 eleição do Presidente Médici e a.novaC':I11stituição .•• , 310 Movimento Estudantil entra em descenso •••••••••• 311
RESERVADO

-I
I "

IRESERVADO AS ~ENTATIVAS DE'TOMADA DQ PODER - SUMÁRIO continuação •••• VII

17. 348 \X18. Os dominicanos levam Marighela à morte •••~•••••.•••

6. O PCB desencadeia a "guer'ra de papel" ••••••••••••• 312 7~ A fuga da penitenciária e a desarticulação do MAR •• 313 318 8. O PCBR inicia as aç5es armadas~ •••••••••••••.••••••• 9. O fim da Corrente ..•.•••.•..•••••.•..•.••• ~•..•.•• 321 323 10. Ação Libertadora Nacional (ALN)••••••• ~•••••••••••• 326 11. ALN - Ascensão terrorista em são Paulo •••••••••••• 330 12. Os dominicanos na subversão .•...•.....•••••....... 332 13. 'ALN: a guerra psicológica ••••••.••••••••••••••••••• 335 14. ALN em'Ribeirão Preto/SI' e no Ceará ••••••••• ~••••• . 337 15. ALN no Planalto central 339 16. ALN: as aç5es na Guanabara •••••••• ~••••••••••••••• ALN: as "quedas" em são Paulo ••.••••••••••••••••••• 343
, ,

.rx.

351 19 • ALN: remanescentes reestruturam-se em são Paulo •••• FALN: a aproximação com a Igreja e o seu desmantel~ 20. men to ...•.••.•.•• ,- · . • • . • .. • .....•........ · ..... · .. , 352 21. Marx, Mao, Marighela e Guevara - M3-G •••••••••••••• 354 357 22. O pc do B e a Guerra popularl •••••••••••••••••••••• ••••• •••• 359 23. A consolidação da Ala Vermelha ••••••••••• ,

24. O surgimento do Movimento Revolucionário Tiradentes'
(MRT I ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
• ••• 125•

362 365 -'

O pCR atua no campo •••• ~••••••••••••••••••••••••••
J-L.A

I
I

26. O fim do primeiro MR-8 ••••••.•••••.•••
. n

-&-a~-"'-~9-S.

27.'A DI/GB inicia as ações ~rmadas e assume a siglaMR~ 28. O sequestro do Embaixador 29. Os prenúncios Charles Burke Elbrick . ••• 370 . 379 da cisão dQ pOC •••••••••••••••••••••

l

/----

30. O COLINA funde-se com a VPR .•••••••••••••• •••••~•••~~ 31. VPR: as "quedas" do primeiro trimestre e a fusão com o COLINA ••••••••. _ •••••• ~ ••. ,••••••••••.••••••• '. • ! • •• 385 AI" d açao -". •••••••••••••• . ~,•• 388 ~32. A VAR-Pa mares e a ,gran,e VAR-p: O "congresso do Racha" ••••••••• ~••••••••••• 392

~33.

~4. A VAR-P encerra o seu I Congresso Nacional •••••••• 396 35. O ressurgimento da VPR ••.•••••••••••••••••••••••••• ~ 398 36. Resistência Bemocrática (REDE) ,•••••••••••••••••••• 37. A "Corrente Dois'" da AP funda o par·tido Revolucionário dos Trabalhadores ••••••••••••••••••••••••••• 38. A FBT estrutura-se 39. MPL: ~uta Armada 400 403

em nível nacional ••••••••••••• ~. 406 ,. Conscientização das Massas •••••• 406 ou Morte ••••• :. 410 r,
'.

x

40. Do MNR surge o Grupo independência 41. Um mil novecentos

e sessenta e nove ......•., ••.•••• 411

RESERVADO

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-------------1' P""" ESER V A O O IR

1 ,1-------------VIII

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I •

lo!; TENTA'l'IV1\S DE TOMADA DO'PODER - 5UHÂRIO - Continuação...

-CAPITULO

VII

o ENGAJAMENTO DAS FORÇAS A~mnAS
" 1. A intranquilidade crescente •••••••••••••••••••••••
2. O acaso
3. Moleque sabido ••.•••••••
o ••••••••••••• ~ •••••••••••

........................................... 418
420

418

4. A revelação surpreenden~e .•••••••••••••••••••••••• 421 5. A cilula subversiva do 49 RI •••••••~ ••••••••••• ~•• 423 6. O assalto ao 49 RI ••••.••••••••••••••••••••..••••• 426
7. Inexperiência? ..•..•.•.•.••..•.•••.••••.••......•.

428

8. O fio da meada .••.•••••••••.••••..•.•••...••.•..•• 431 9. Intensifica-se o trabalho' na Cia PE ••••••••••••••• 434
10. Modificações
'i •••••

no esquema de segurança e desencontros

11. ~ criada a "Operação Bandeirante" 12. Dificuldades

•••••••••••••• 437 - OBAN •••••••••• 439

443 13. Os Cent~os de Operações de Defes~ Interna - CODI ••• 448 . I . 14. Evolução na estrutura d9sÇODI/DOI ••••••••• ~•••••• 452 15. A batalha perdida ~••••••••••••••••• :~ •••••.• ~ ••••• 453

•••••••••••••••••••••••

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'ANEXO A- QUADRO DE EVOLUÇÃO DAS ORGANIZAÇOES'SUBVERSIVAS NO BR1\SIL ATt: 1973 •••••••••••••••••••••• '. 458

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tinas de corte comunista

E S E R

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A O O

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X_' V---,

UMA EXPLICAÇAo NECESSÂRIA
No final dos anos sessenta, diversas organizaçõe5 clandes
'I

iniciaram uma nova tentativa de tomada
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do poder, desta vez por meio da lu:t-a armada. Ao iniciarmos as pesquisas para este trabalho, nosso obj~ tivo era estudar os fatos que compoem esse anos de 1967 e 1973. Pelo conhecimento violenta. Para a compreensao episódio entre os, que tínhamos, tal períomais acirrada e

li

do enquadrava os anos em que a luta havia sido

dessa luta, foram suscitadas muitas peE ideológica? Quais subversiv~s nela empenhadas? Qual fazer? Quais as experiênpara nosso --~ais? de apreender? Quais os modelos e mét~ sua infra-estrutura

guntas: Como se formaram? Qual a inspiração os objetivos das organizações cias externas que pr~cu~aram dos revolucionários Como se estruturaram? o caráter da revolução que pretendiam

que tentaram transplantar Como se compunha

~poio, de inteligência,

etc.? Em!que segmentos sociais e de que

forma recrutavam seus quadros e 'como os formavam no País e no exterior? O que buscavam ao perpetrar assaltos, seqüestros, assassinatos e outras formas cruentas de terrorismo? Que vos alcançaram com essas ações? As indagações, porém, .não se esgotavam ganizações clandestinas. objeti-

em torno dessas oralcançaram
I.

Envolviam o próprio Estado e o sistema
,I
I

pol~tico vige~te. O nível que as ações terroristas va do sistema político a sua característica a qualidade ~estriç~o mento das Forças Armadas? Era ~mprescindível

polocava em cheque o monopólio da força armada organizada? Tir~ de universalidade que provoc~sse e a final de sua força? O seu combate exigia o ~nvolvii

. I

i

, I1

. Ir,

da liberdade e que.,se suprimisse do públiGO as infor- . acabaram por envolver,
'

" I i,

I

mações a que tem direito numa sociedade democrática? t,sabid9 que as'açoes ~mpreendidas
,

li

as Forças Armadas, e a esse resp:ito outras questões tinham que ser levantadas porque fazem ~arte da luta a ser exa~inada. Esta vam as Forças, Armadas preparrdas.e na instrução, nos seus efetivos, Que sacrifícios
~ .~); ,

estruturadas na

para esse comba estrutura, operacões?:, ai
j ," -.

te insólito? Tiveram que pro~ov~r'alt~rações

na sua

conduta das

lhes foram impo~toS? Como atuaram? Venceram

'luta? Mas o fizeram' em todos os seus aspectos? Naturalmente saoíamos que, para responder a es,sa ambicioe a outras que surgiriam no ~ecorrer
R E S E R V A. O ,O

'i

sa lista de'indagações

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do

-.::=====-:---::::_- --'.."

---~--------~----E~
trabalho,

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V A ~~ XV,I

S·E

teríamos que ultrapassar os limites do período de

tem

l

po, prevfarnente estipulado, como foco de nossa atenção. Era de nosso conhecimento, por exemplo, que das organizações da esque~da revolucionária havia a primeira sU~gido em

1961 e que outras tiveram origem no período que medeia ess~ ano e 1967. Sabíillnos, também, que quase todas as organizações haviam surgido ou se formado em oposição à linha política do PCB, tentando ser, cada urna delas, urna alternativa ender as disSidências, a ele. Sabíamos, pOE e compr~ o p~ reo tanto, que para conhecer as causas dessas divergências ríodo de que nos ocuparemos prioritariamente,

cis?es e'fus?cs, que'caracterizaram teríamos que

cuar no tempo, pelo menos até 1956 -- ano em que se realizou XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética foi a geratriz das mais sérias discordâncias nista Internacional. fazer retroceder até o ano A rigor, esse entendimento da fundação do Comunista teria

(PCUS),que que nos

no Movimento ComuPartido Comunis (?C-SBIC).

ta - Seção Brasileira da Internacional

Esse retorno no tempo, ainda que feito apenas a pontos es senciais . à comp'reensão da luta a;t"mad.a, que permanecia corno nosso objetivo prioritário, permitiria que perpassássemos
I

duas ou,

tras tentativas de tornada do poder pelos comunistas: a primeira, em 1935, pelo caminho da violência, . . e a segunda, que culminou em 1961, com a Revolução Democrática de 1964, pela chamada via pacífica, ~ cujo limite anterio~, nao muito nitido, pode estar 1956 ou mesmo antes.

recuo ao passado colocou-nos diante de urnaoutra'visão: a do processo mais amplo da subversão que.se materializa em no~ so País, na seqüência dessas tentativas de tornada do poder pelos comunistas, nas suas diferentes formas. Se a extrapolação im do limite anterior do período iniciálmente fixado mostrou-se

o

·portante, muito mais o seria no seu outro extremo, buscando urna visão além de 1974 -- urnavisão dO,hoje. Ai tivemos a percepçao nítida daquilo que consubstan~ia do poder., a quarta tentativa da tornada

Essa tentativa de fato já teve início há alguns anos. Ven cida' ,na forma de luta que escolheU' -- a luta armada _" a esquerda revolucionária tem buscado transformar a derrota militar que lhe foi imposta, em todoswos qua~rantes do territ6rio nacio nal, em vit6ria política.

..

Ap6s a autocritica, urna a uma ,das diferentes organizações

----------.,--[~.~_s n
E

envolvidas na luta armada, concluíram Que foi um 'erro V A O O

se lan\ _._
'-a:-:;"'·'J:Zr~F~

[

~)~ S f R V A O~ R. sem antes terem conseguido

XVII . o

çarem na aventura militarista,

apoio de boa parte da população. A partir desse momento, reini-' ciaram a luta para a tomada do poder mudando de estratégia. Ao op~arem por essa mudança, colocaram-se década de cinqüenta, vendo-se perseguindo táticos e valendo-se sistall, os lado a lado com da mesmos objetivos

a esquerda ortodoxa, de que divergia~ desde os 6l~imoi anos

das mesmas técnicas e processos. Nessa fa-

se, encontraram ainda um poderoso aliado, o clero dito "progre~ que pouco a pouco tirara a máscara e propugnava por urna igualitária e sem classes, urna sociedade tam"nova sociedade", bém socialista. Se esses fatores já nos induziam a fazer urna pequena modi ficação na estrutura inicialmente
, .

imaginada
I

para

este

livro, des corno

dois outros nos levaram à decisão definitiva. O primeiro é que, se boa part te livro viveu essas exp~riências pass~das, muito~ deles,

r

dos possiveis,leitores

nós mesmos, poderão constatar corno nossa memória é fraca. No en ~anto, o que nos preocupava .era o fato de a maioria da população brasileira ser formada por jovens de menos ~e 30 anos. Obviamente, n~o eram nascidos quando se deu.a primeira experiência, e, ou não eram nascidos ou eram muit9 jovens' quando ocorreu a segunda, que já conheceram deturpada tiva da tornada do poder violenta ideologicamente. foi 'a a mais terceira livro o de urna O seg~ndo fato é que concluimos que, se a terc~ira tentanosso foco de atenção e a mais nitida, nem por isso foi a mais perigpsa.

Assim, sem nos desviarmos da luta armada -

tentativa de tomada do poder, cuja históri.a ainda não fpi escri ta --, faremos numa prime~ra e segunda par~es deste ret~ospectiva dos pontos essenciais, respectivamente Aliás, ra e segunda tentativas de ~omaqa do poder. para a tentat~va nhecimento da primei-· fracasso partida

de uma tentativa é sempre uma das causas'e o ponto anterior para a compreensão

seguinte. DaI, também, a importância d~ss~ co~ da luta armada. fin~lme~ ao sua para longo pró~ria nos a

te,' esperamos que as informações que transmitiremos

deste trabalho e as conclusões que comporao uma quarta par~e do

,

livro sejam suficientes

para que o leitor faça

a

avaliação da quarta tentativa de tomada do poder, maip perigosa e, por 'isso, a mais importante. Se conseguirmos sos leitores,
'. ,

transmiti~ e~sa percepcão

final para nos-

teremos atingido nosso objetivo e ficarem.os com a
RESERVADO
"

certeza de haver conse 'uldo prestar uma simples mas' a mais sig-

(REsERvAnol

XV_l_I_I__ \

das homenagens que poderiamos oferecer aos companhei ro~ que tombaram nessa luta, hoje esquecidos c até vilipendiadúvidas dos. Suas m5es, esposas, filhos e amigos já não ter50

de que eles não morreram em vão. Porque,. ao longo da história, temos a certeza de que a Pátria livre, democrática e justa sera reconhecida a todos os que se empenharam nesse combate.

o

Coordenador da equipe de pesquisa e redação.

RESERVADO

R E S E .H V A O O

XIX

INTRODUÇl\O

A VIOLENCIA EM TR~S ATOS

."VÔ.6

na.o 0.6 ve.Jte..t.6 IIla.t.6, dOu.ILO.6 .6 e.lLão /IHl.t.tO 1I1a..t.6· . t ~VO.6 . "• ( 1 ) .60.6, v~nga..

pOlLqlle.

0.6

VÚL

v.tO.e.C?.H-tO.6,

od.i.!!.,

1•.Primeiro

ato já estavam reu~idos no. Parque

O . público e as autoridades

-----

'13 de Mai~, .aguardan~o o início das comemoraçoes que seriam le:
'9 horas daquela manhã do último dia vàdas a <::.abo, a partir da~ .. d~ março. Um grupo de estuda~tes retardatár~os, com seu alarido

habitual, andava apre~~~o. eI!' direçii<:).~o)?arqLl9· tI .i.sso, essas . . milhares de pessoas foram surpreendidas com violenta explosão, seguida de espessa nuvem de . fumaça que envolveu o prédio dos Cor . --reips e Telégrafos de Recife.. -.' ---.-------,.---, _,_Passados os primeiros momentos, quando a fumaç,ase e~v.aiu, os relógios registravam 8 horas e 47 minutos. Já .podia~ s~r.vi~ tos, na parte externa do prédio, manchas negras, burac9s e falhas de onde havia se desprendido o reboco,tal a viol~ncia da' explosão. A enorme vidraça do. sexto andar do edifício havia estilhaçado com o deslocamento de ar provocado pel~ petardo se de

alto teor. ~~t_ªy'a_perpetrado. 'o,. primeiro. atentado terr~~j..~_t.:::._~~._ capital pernambucana •
...;. ••••• _. o. •. _ .-""'-'

A~.~esmo

te~po, u~a segunda explosão atingiu
..

a

residên-

cip. do comand~~-te;-do' IV Exército. Mais tarde, foi encontrada uma ------ .....•. -~--, , te~ceira bomba, falhrida,num vaso de flores da Câmara Municipal
\' de' Recife, onde - havia_sido

_"

realiza6a uma sessão solene em come• _ •__ !-J_ .

moração
-::;

ao segundo aniversárío' da Revolução de' 31 de'Março. Es.
__ . ._.__ . . __.

~

(1) Expressão

pintaram

.

do jorn~l ista E(}u~rdo DrUIl!OlOllll, no ler -oS his'tor iadores os horror{>s pr~tiC"ados pelos líderes da Comuna de Paris.
'

-

que

.-.
l.n.E

,

'

..

S E R v A O 0)_.

,

!

tabornba falhada deveria estar sendo vista como um parcial fracasso no planejamento terrorista. Para corrigi-lo, em 20 ~~~_io d~6_6, ~~~i-ª-5 apos esse ensaio geral, foram lançados dois coquet.éi~olo.toyll e um pe .. tardo de dinami.t.e. __ .contra os portões da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco.

--

As autoridades, desconcertadas, atos terroristas,

buscavam os autores

dos

sem sucesso. O Governo não dispunha de orgaos

estruturados para um eficiente c~~Eate .a.-.? _.~_errorisI)lo. A Nação, estarrecida, vislumbrava tempos difíceis que estariam por vir. Em 25 de julho de 1966, nova série de tr~s bombas, com as mesmas características das anteriores, sacode Recife.
,
I
I

Uma,
.

na com

sede da União dos Estudantes de Pernambuco

(UEP), ferindo,

I
:1

escoriações e queimaduras no rosto e nas mãos, o civil José Lei t.e.Outra, nos escritórios do Serviço de Informações dos Estados Unidos (USIS), causando, apenas, darios materiais. A terceira a ser o bomba, entretanto, acarretando vítimas fatais, passou marco balizador do início da luta terrorista no Brasil. Na manhã desse dia, o Marechal Costa e Silva, candidato à Presid~ncia da República, era esperado por cerca de 300 pessoas que lotavam a estação de passageiros do Aeroporto Internacional . . dos Guararapes. Ás 8,30 hora~, poucos minutos antes da chegada de joão

.

.

J
I1

I'

i

I
"

do Marechal, o serviço de som anunciou que, em virtude de' pane no 'avião, ele estava se deslocando por via terrestre, dência do Desenvolvimento do Nordeste Pessoa até Recife, indo diretamen~e para o prédio da SUperinte~ (SUDENE). Esse comunicado provocou o início da retirada do público.

o

guarda-civil Sebastião Tomaz de Aquino, o "Paraíba", o~ , .

trora popular jogador de futebol do Santa Cruz, percebeu que uma maleta escura estava abandonada junto à livraria "SODILERIl, localizada no 'saguão do aeroporto. Julgando que alguém a havia es quecido, pegou-a para entregá-la no balcão Aviação Civil d~ Departamento de (DAC). Ocorreu uma forte ex~losão. O som ampliado

pelo. recinto, a 'fumaça, os estragos produzidos e os gemidos dos feridos provocaram o pânico e a correria do público.

..

Passados

os momentos de pavor, o ato terrorista mostrou um trágico saldo de 15 vitimas. ; Morreram o jornalista Edson Régis de Carvalho~ casado· e

I

R E S. E H V A..O. O .

InESEnVJ\D~

XXI

pai de cinco 'filhos, com u~ rombo no abdômen, e o Almirante formado Nelson Passos Fernandes, com o crânio esfacelado, xando viúva e um filho menor. O guarda-civil ferimento lácero-contuso "Paraíba"
I

redoi-

sofreu e que

no fr~ntal e no maxilar, no membro in-

ferior esquerdo e na coxa direita, com exposição óssea, ronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva sofreu de

resultou na amputação de sua perna direita. O então'Tenente-Coamputação ombro primeiro traumática dos ,dedos da mão esquerda, fratura exposta no do mesmo lado, lesões graves na coxa e queimaduras e segundo grau,s.
i

Ficaram, ainda, gravemente funcionários

fetidos os advogados da

Haroldo Cunha, os

Collares da Cunha Barreto e Antonio Pedro Morais públicos Fernando Ferreira'Raposo

e Ivancir de Cas Idallna

tro, os estudantes José Oliveira Silvestre e Amaro Duarte Dias, a professora Anita Ferreira de Carvalho, a comerciária Maia, o guarda-civil José Severino Pessoa Barreto, além de Euni ce Gomes de Barros e seu filho, Roberto Gomes de Barros, de ap~ nas 6 anos de idade. O' acaso, transferindo o local da chegada do futuro Presiindise
" I
I

dente, impediu que a tragédia fosse maior. O terrorismo criminado, atingindo pessoas inocentes, inclusive

mulher€s

criança~, mostrou a frieza e O.f~natismo de seus executores. Naquela epoca, em Recife, apenas uma organização va, o'P~rtido Comunista Revolucionário (PCR), defendia subversi a luta

•i
, i

armada como forma de tomada do poder. Entretanto " os inquéritos abertos nunca conseguiram prov~s para apontar os autores dos atentados. Dois militantes comunistas, então indiciados, vivem, hqje, no Brasil. Um é professor do Departamento Elétrica de uma Universidade de Engenharia Federal. O outro, ex-canq'idatoa D~

putado Estadual, trabal~ava, em 1985, como engenheiro da pre!ei tura de são Paulo.

2. Segundo ato
No dia 16 de abril de 1970, foi preso, no ~io de Janeiro, Celso Lungaretti, militante do Setor de Inteligência da VanguaE' da popular Revolucionária
(VRR) ,

,

tas que seguiam a linha militaris~a Em seus primeiros depoimentos,
-'( R E S E R

.

uma das organizações cubana. Lungaretti

comunis-

revelou a exis-

V~-----------_--I

!----,-----------

...

I~-;'

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fi O~ ~ .••..•. I

S E

tência de uma área de treinamento de guerrilhas,

organizada

e

dirigida pela VPR, localizada num sitio da reg~ão de Jacupirànga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, a cerca de 250 lômetros ao sul da Grande são Paulo. Dois dias depois, foi presa, também no Rio de Janeiro, Ma ria do Carmo Brito, militante da VPR, que confirmou de Lungaretti. Imediatamente, tropas do Exército e.da Policia Militar do a denúncia qui-

Estado de são Paulo foram deslocadas para a área, a fim de apurar a veracidade das declarações dos dois militantes. Desde janeiro de 1970, a VPR, com a colaboração organizações comunistas, de outras sob

instalara essa area de treinamento

o comando de Carlos Lmnarca ex-Capitão do Exército --, abrigando duas ba~es, num total de 18 terroristas vindos de. são Pau lo, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. As primeiras tropas, ao chegarem à região, em' 20 de abril, encontraram apenas 9 terroristas na área, pois 1 já havia rarron-se na manhã daquele dia,.poro~em saído no inicio do mês e os outros 8, inclu~ive um boliviano, reti de Lamarca, e~ decorrê~ cia da prisão de 'Flozino, um dos proprietár.lo,sda área. Permane ceram apenas os elementos necessários para desativar as bases.
"

Na noite do dia 21, um tiroteio marcou o primeiro choque, e, no dia seguinte, foram descobertas uma base . . treinamento, encontrando-se caméntos, rádios-transmissores, f~rdamentos, bússolas, etc.
I

e

uma

área de

armamento, munição, alimentos, medi materiaJ. de acampamento~ mapas,

Em 26 de abril, foi descoberta nova área de Darcy Rodrigues e José Lavecchia haviam permanecido 'de Observação, a fim de acompanhar os movimentos gulares. Entretanto,

treinamento. em um Posto das tropas re-

a quebra de seu rádio-transmissor os isolou levando-os a tentar a fuga da área cerforam presos, 'quando pediam caro

dos demais terroristas, na na BR-116.

~-

cada. No dia seguinte, ambos

A partir dai, alguns dias passaram sem que houvesse qualquer contato. Uma parte da ,tropa da Polícia Militar foi retirada; permanecendo, mandá-lo, Mendes·JÚnior. apenas, um .pelotão~ Como voluntário para coapresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto

Com 5 anos de policial Militar, o Tenqnte Mendes

~--------~---JRESERVAOO

-•

RESEHVADO

XXIII

era conhecido,

entre seus companheiros,

por seu espírito afável Idealis-

c alegre e pelo altruísmo no cumprimento das'missões.

ta, acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado de seus subordinados.

o

dia 8 de maio marcou a tentativa de fuga dos 7

terro-

ristas restantes. Alugaram uma "pick-up"e, no final da tarde, ao pararem num posto de gasolina, em Eldorado Paulista, foram abor dados por seis policiais militares que lhes exigiram a identifi
i

cação. Apesar de alegarem a'condição de caçadores, não consegui ram ser convincentes. Os policiais desconfiaram e, ao tentarem sacar suas armas, foram alvejados por tiros que partira~ dos ter roristas que se encontravam na carroceria do veículo. Após o ti roteio, sem mortes, a "pick_up" rumou para Sete Barras. Ciente do ocorrido~ o Tenente Mendes organi~ou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete B~rras para Eld~ ·rado. Cerca das 21 horas,. houve o encontro com os to, verificou que díversos de seus comandados bala, necessitando urgentes socorros médicos. aproveitando'i

terro~istas. momen-,

Intenso tiroteio foi travadp. O Tenente Mendes, em dado

estavam feridos à

Um dos terroristas, com um golpe astucioso, se daquele momento psicológico, gassem. Julgando-se

gritou-lhes para que se

entre-

envolvido, o Oficial aceitou render-se, des da patrulha permanecido
.

de que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes
.

corno reféns, o Te.

nente levou os feridos para Set~ Barras sob a intim~çãq de suspender os bloqueios De madrugada, existentes na estrada. a pé e sozipho, o Tenente Mendes b~scou con preocupado que estava com o resta~te

tato com os terroristas,

de seus homens. Interrogado por Lamarca, afirmou que não

havia neQhum bloqueio na direção de Sete Barras. Todos, entãq, geguira~ para lá.'Próximo a essa localidade, foram surpreenqidQspor .-...-' .- . . , um tiroteio. Dois terroristas, ~dmauro Gópfert e José ~raújo de
'

Nóbrega, desgarraram-se
';

do grupo

(foram presos poucos dias

de-

po;is) e os 5 terroristas

restan:tes' e61,brenharam-seno m~to~. le-:
~

va~do o Tenente da polícia Militar. Depois de andarem
,
"

um dia e

rne~o, no. início da tqrde do dia 10.de pararam pa, . ma~o de 1970, .. ra urndescanso. O Ten~nte.Mend~s foi'acusado de tê-los' t~aído, dos seus c?mp~nheiCarlos e responsabilizado pelo "d~saparecimento"

ros. Por isso, teria que ser executado. Nesse momento,
I

I

. -:-...,.

..

,-

-.

R E S E R V A O .0

...
ram-se, ficando Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria tornando conta do prisioneiro.
~a"QQ. m~nutQS ào~ols, QS

XXIV

Lamarca, Yoshitane Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaLima

três terroristas retornaram, e,

I

';~:"" "'~!!f'''' .~~ ~t':f:f~!ti! di:! !?~ ili" ;1,a;L ,
J:tl~ ~

181:~fi~ag' iif6I!11! ~

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~~~ ill'~'1l2l1!'1~QIÍt.

"o ~l)~ !;!'n" F~\l imore

de s foa" hou-

1''''''~.... -.!: .
ouo Tenuma pequena

do e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e con torcia-se em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe troS golpes na cabeça~ esfacelando-a. Ali mesmo, vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensanguentada, nente Mendes foi enterrado •. Alguns meses mais tarde, em 8 de setembro de 1970, Ariston Oliveira Lucena, que havia sido preso, apontou o local onde o Tenente Mendes estava enterrado. As fotografias tiradas de seu crânio atestam o horrendo crime cometido. Ainda em setemb~-o do meSITO ano, a VPR emitiu um comunicado
. Povo Brasilêiro", onde tenta justificar o assassinato do Tenen-

.

"Ao

te Mendes, no qual aparece o seguinte trecho:

Revoluclon~~i~ dev~ Na entanto, I'lOJ.> encoltt~~vamo6' pILá 6eJL cumplLid~ pOIL ·6u~ilame.nto. xim06 ao inimigo, dint~o de um ce~co ~ue p5de. be~ executado em O Te.nente v~lLtude d~ exi~tênci~ de muita~ e~t~~daJ.> na lLegião. uzil Mende.6 60i c.onden~do ~ ntolLlLelL ~ c.olLonhada.6 de 6 , e. a.6.6im o

"A 6en~enç~ de mo~~e de um T~ibunal

fio)..,'

·.6éndo

depdi.6
, _

entelLlLado".
i

Dos 5 assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que: _ o ex-Cap~tao Carlos: Lamarca morreu na tarde de 17 de se tembro de 1971, no interior da Bahia, durante tiroteio com a em

forças de segurança; _ Yoshitane Fugimore morreu em 5 de dezembro ~e 1970,

são Paulo, durante tiroteio com as forças ~e segurança; _ Diógenes Sobrosa de Souza e Ariston Oliveira Lucena foram anistiados em 1979 e-vivem livremente no Brasil; e _ Gilberto Faria Lima fugiu para o'e~terior e desconhecese

o ,seu paradeiro
/

atual.

3 •.Terceiro ato
A manhã de 23 de março de 1971

encontrou o jovem advogado em seU
c

de 26 anos, sérgio Moura Barbosa, escrevendo uma .carta;
RESERVADO

------'-

_ . Naquela epoca. xxv capital de são quarto de pensa0 no bairro de Indianópolis. em pouco~ em dias ..õplr. que. no mã:x~mo.quan- do era militante do Partido Comunista Brasileiro dante de Sociologia Política da Universidade Mackenzie. . e "Não devemos ter medo de errar. todas de Carlos Marighela. desde 1967. Lembrava-s'e.·Pensava casar-se com Maria Inês e já estava iniciando a montagem de um apartamento na Rua da Consolação..ora denunciado por estar pretendendo realizar um curso de guerrilha em Cuba. ~ prercrível jovem tecia ilações própriasp errar'fazendo do que na da fazer". i extinção". que ~e no~ ap~e~en~a no a~ual mornen~o ~..6tagnação ~evoluc~onã~~o •. quando f.. ..6~le~~o.. --".na Paulo.. em fins de julho de 1968. Em torno de cada frase. taIT\bém.. em são Paulo.6~ã: em jogo a plr. na med~da em que e. no início . .de 1968.. que nao conseguia esconder a cris~ pela qual estava passando.6 de. I .... i e. .. .. "Não pedi• mos licença a ninguém para pratiç:ar atos revolucionários'. :. . ~ ' Conseguindo esconder suas lig~9õcs com a ALN.Naquela manhã. através de ROIt)a. O d~~a6~o. o tiradas de sua experiência rcvolu cionária corno ativo militante da Ação Libertadora Nacional (AIN). . poder largou o PCB e interepo$itó- grou-se ao agrup~mento rio de suas dúvidas: de Marighela. do~ rna~~ ~~~~o~.RESERVADO. no mZn~mo. Impetuoso. da sua primeira tentativa p~ ra ir a Havana.~a con6~ança no m~~odo de luta. levando-o. Os bigodes bem aparqdos e as longas suíças contrastavam com o aspecto conturbado de seu rosto. Lembrava-se de sua prisão. • I . e. I Três frases foram colocadas 'em destaque na primeira folha da carta: liA Revolução nao tem prazo e nem pressa". O I . foi liberado. desprendido e idealista. O~mpa~~ e em que no~ encon~~amo~ ameaça COmpJLOme~e~ o mov~men~o b~a. que ~dotamo~.a. da- ria origem à ALN. Esse ~om pessimista est~va muito longe das esperanças que depositara nos métodos revolucioná~os cubanos. lembrava-se das que ocorreram profundas transformações (PCB) e estu- em sua vida e em seu pensamento. Ao mesmo tempo.. quando foi detido.. as concepçoes militaristas exportadas por Fidel Castro e Che Guevara empolg~vam os jovens. t ' R E S E li V A D. e Marighela surgia como o líder comunista que os levaria à tomada do através da luta armada. a carta servia como "Faço e~~e~ comen~ã~~o~ a p~opõ~~to da ~~_ ~uaçio em que no~ encon~~amo~: cornple~a de6en~~va e ab~olu~a 6al~a de ~mag~naçio pa~a ~a~~mo~ dela.

.clima pouco amidt~~o. conseguindo o seu intento. foi liberado três dias depois. de palavka~ inconveniente~ paka. dada ao nOd~o movimenton. de 1970. Nâo ~stava c6ncordando com a direçâo empreendida ã ·ALN e escreveu.' que a ALN suspeitava de que houvesp.. FOi. 'Lembrava-:-se que. que havia entrado "em e~~endimento com ou~~o~ companhei~06 igualmente em de6aco~do com a conduc~o . era Codinome: nome falso usado pelos comunistas em suas. na carta. assim .Em junho.'---. o "Velho" ou "Toledo". após um período de reflexão. atividades rev~lucionárins. ficou Premido pela insegurança. No início de fevereiro de 1971. .. voltou ao Brasil. sem ligações com a organização. Com o crescimento de suas indecisões. durante 4 meses.em Cuba. um segundo golpe atingiu duramente a ALN. permaneceu quase dois anos lidar realizar com armamentos e explosivos. descreveu a reunião: nAo toma~em conhecimento de m~u contato pa~alel9. a pro"Grupo de diversos saltos~ ati aquela manhã.!.a~uda-e dos conhecimentos que trazia de Cuba. passando a trabalhar a nível de sua Coordenação N·acional.. int. o~ comp~nhei~o~ do Comando chama~am-me pa~a uma didriu6d~o. no Rio de Janeiro. em 23 de outubro de 1970. Foi qua!! do. retornando suas ligações com a ALN. então. Aprendeu a F.qual participara ( 2) da ALN de as- na Guanabara. .t. includive Com o ..ina Não • se traído o "Velho":--' _. com a morte de seu líder Joaquim Câmara Ferreira.emp~ego. depro~ to. a função que lhe foi oferecida de ser o cObrdenador a ado um posta já fora canc~lada. a q~al tkan~cok~eu num. pela~ dua~ pa~te~. usando o codinome assaltos e familiarizou-se (2) de "Carlos". Conduzido à Policia do Exército.. Con6e~~o que 6iquei ~Ukp~~~o c~m a keacio d06 co~ panhei~o~ po~ n~o denota~em quklque~ ~en~o de autoc~Ztica e ~oi • men~e en~ende~em a minha condu~a cpmo um ~imple6 a~o de indi6ci n sabia.uma di6CU~4~O polZtica..a (em novembro de 1969). Em face de·'suainteli~ência:.eg:r:: Fogo" da ALN em são Paulo. não aceitou.: " RESERVADO XXVI agosto de 1968.. . -. sendo destituído da Coordenação nal. quase um ano após a morte de Marighel. no . Seu descoritentamento. o jovem. a com as técnicas de guerrilhas urbana e rural •.. entretanto... Ao aceitá-la. no aeroporto do Galeão. não compa Nacio- receu a vários pontos. foi chamado para urna dis-' cussao com a Coordenação Nacional e. a executar sabotagens. nalmcnte. SERVADO . na carta. rapidamente ascendeu na hierarquia da ALN.

e conde nado. e q~al nio 60i a minha decepçao ao ca4 meu~ conhec~mento~ ve4i6ica~ que. assinava "Vicente". . teceu comentários acerca de sua saída da ALN: UA~~im. Em ~i con4c~~ncia. Um Gálaxie. que a ~LN estava considerando o seu trabalho. foi'atingido por 8 disparos.. Não s~ deSCOntenta_ i bia que seria traido. ji nio hi nenhuma p044ibil~dade de cont~nua~ tole 4ando o~ e4~04 e om~4~5e4 polZt~ca~ de uma di~ecio que ji teve a opo~tun~dade de ~e cO~~~9i~ e nao o 6ez. que dispararam mais de 10 tiros de revólver 38 e pistola 9rnrn. pela Revolução.. tradicional bairro paulistano. a um "Tribunal ReVOlucionário". mantendo a ilusão revolucio_ nária. o codinome que haVia passado a usar depois de.tambem a1 e~tava ~nulado . Não vacilo e nao tenho dúüida4 quanto a4 - m~nha~ conv. ~ manec~ po~ qua~e doi4 me~e~. Não ~abia.e gaupo. No final da tar~e. RESEnVAOQ mil itantes . 'pudeaae "FuL Ln~egaado nea. opo~tun~4~a ou de~40ti4ta. Terminada a redação. eapeaando que. 4e~ acu4ado de a~~iV~4_ coe. circulava. que che\ . nO"Grupo de Fo~o~ como desgastante e "ain da somado ã vacilação diante do inimigo". Tive a ~en~ação deca4 i • _ t~açio polZt~ca".com 3 elemen~ tos. pelas ruas do JardimEu~opa.t I I • I I •I i gou a descarregar (3) r sua arma. seu regresso de Cuba. com dois ocupantes. 6 Lmente • Lna taabaLhaa dentao de Uma eEll.XXVII visi~l: J. Não sabia. Na altura do número 405 da Rua Cáçapava. procedendo às costumeiras evasivas. No final da carta. 1 e tecn~ca~ em p40l do mov~mento. AZ pe~. inClusive. PO~4 ela e o meu P~Ocu4a~e~ onde p044a 4e~ e6et~vamente e ~ob4e ~4to con0e~4a~emo4 pe440almente".~a 6aLxa de autonomLa e apLL . dava cobertura à ação. aprpximou-se um VOlkswagen grená. que o mento da ALN era tanto que ele já havia sido SUbmetido.~. o jovem. jamai4 pode4ei ta. pegou o seu revólver • saiu para "cobrir um ponto" (3) com wn militante calibre 38 e uma lata 'cheia de balas com um pavio à guisa de bomba caseira'e da A~N. Sérgio. Apesar da reação do jovem. út~l ao movimentó Ao final. (entre Morto ~ICobrir um ponto": comparecer a um ponto de encontro de uma organização comunista).lc_ Cont~nua4ei t4abalhando único éomp40m~~40.

. .a..o.. c..lei..ga.i.on..i.tem ltec.tou.6pon.za. declarou sabe~' que ele havia sido morto pelos próprios companheiros ~.i.la. . Participaram.Barbosa".:::c. . Matos. a.ução ...m de ll.. ..evo!ucão bll.. enoJ ~a palavll...cã.. ainda~ contra os que.ni.e. nã. .i. E~~a. ..m óune~. ou. .. d1. a.i.dad.. . .. ALN assumia a autoria do "justíçamento" seguintes trechos desse "Comunicado": nA.ni. (5)...~ue balizam o éaminho sangrento e estéril Justiçamento: homicídio qualificado.•. ..o Lei.lei. enI .zacão c.'t Mâll.za.6eqUênc.um . .dade e ~eu pltepalto.da.. ..i.bi. .Il. ~ .i..6pon. ' • .onâ..tenha. 'Violência. .. 1empell. .e~gua.dem ll.na..e".u.. o momen. e c.i. .L1C't-'. ~ua.ã..a. ..Il.li.c. .li.mi.. .. . e~pê. das pela ideologia -..1-' hESE'R~AD 0_1 de na ~alçada" seus olhos abertos pareciam traduzir a surpresa ter reconhecido panheiros da direção nacional da organização (4) nos quais seus assassinos.e.te~e o ni.. . ••••.. . o jovem não era "advogado" e nem se chamava "Sérgio Moura era Márcio .cÕe.doll. prat"icado pelos subversivos e ter YQristas contra companheiros que tentam evitar uma ação ou que abando':" nam a organização.. ainda..Na. .. ~-..... ... . comhatcma subversão. ..t (ALNl exec..ompll.ll.i. este Último o autor dos disparos fatais.a. .6 uma.6 de~ta..i..ão ..6 di.de di...te Toledo. ve anal~all.c.da. Oll. "Carlos" ou "Vicente"..te dela.bell.!.i..a.ona.. ..i..i..• indiretamente. em gt'VVta. seu irmão mais velho.ada.to que pa.. ~ ..Il. .n. . .--_ •••• __ . Ao lado do corpo.• (:..foram jogados panfletos.a Il. da ação.evoluc. .a.. ...la. Pnulo de Tal"so C(>1.omo a.. ll..a e no~~a. .....i. a.a.to meno.~..~ que po~~uZa.a de oll.6 na Il.a~ A.1l...a.' Seu nome' verdadeiro Leite Toledo. . Li...c.ll.onâll.6 c...pac..... quadlto 'de .i..ânc.. .ll. ......~e gll.li...ti. mui...cão de. Da ação faziam parte seus comsubversiva Yuri X~ vier Pereira e Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (ltClánentelt).. uma.eendell.1l. Acão são sugestivos os co de 7977.a.onâ.a. guell.c.vell.6a..a~i.ma. ..a~ • To!ell.to não ~e peltmi.c.~ • .6a.. va.a. . dec.út ll.. .etlo.. .o PEde pell.ta... ~epoi.6abi.ede i..cõe. 23 de ma..6 c.a.ao.. .ll. . exec." oll. Enterrado dias depois em ~auru....6 • .e ... oll.c...bell. deóec..u em ~ua~ ói. quem .o M~wn. dando-lhe cobertura: Antonio Sérgio de José Hilton '>..nOJ ~ ~a.a...6 . ...evoluc.ll.ga.... Bnrbos. ..onc.6.tão Deputado Federal por são Pablo.... .ti..4. . .tuc..6ê.da.ni.. c. /R E S E fi V.o ll. ' ....ga.a. direta ou (5) .nóoll. nunca mais! são ·marcos como os descri tos (4) fruto de mentes deturpa:comunistas.. ....1 •.. a.ta.

---~. I nao viessem ~ ocorrer no Brasil. ao longo assim de Direitos como 'Humanos P?r agentes deste dessa livro. o Movimento Essa Igr~jaestá sabidado infiltrada. ruas. da ideologia Para sao como atos heróico~ como seguidores que conpespo seus Ja- ~a viol~ncia todos que hoje. e completamente inocentes daquelas ras ao enfrentamento não estão e' não terroristas. ~.~. nunca .. no Rio de e até escolas e em outros Os inquéritos locais para qo País. estampada na pessoa huwana. RESERVADO " .. pelos que i acabam de ser narradas. Porém. na maioria. nacional. os meios almejam designam o motor da história". A razão. de dor a família ra. porem. e justificáveis por essas fins são válidos alcançar. ate~tados tipo fins pOlíticos de v'iol~ncia à pe~ mais! . I I i.- -. apuração desses na atos Justiça e?sas criminosos l1ilitar mortas contra entre e fe a pessoa abril ridas de humana também transitaram de . .-. tado a imagem de Deus. 1964 e março onde alheias 1979. --. pelos líticos nomes. que por quase urna década enxovalhou a cultura brasilei intranquilizando e enchendo. mesma ideologia. com assaI tos a mão e qualquer armada'. por serem na categoria sinecuigrejas. e m~i~o como simples. neiro Acolitados praças seus iguais. pelos protegidas "direitos humands" comum" de'certas de certas e nem partilham de urna "humanidade Nem parece que sempre única.- --. mente minado. ficará documen- Corno gostaríamos assassinatos seqüestros soa humana de poder crer que esses atos cruéis de e /: I ! premeditados. ações degradantes.XXIX do terrorismo. mulheres pessoas se incluem e até crianças ideológico incluldas' e. ! I --_. Essas tidas sidera soas.

lIRANTE WILSCN J.. ~ S E fi V A O O) AEROPORTO DE GUARARAPES NO·SAGUf\O o JORNALISTA Rf:Grs DE CARVALHO NfíD RESISTIRIA AOS FERIMENTOS I SOLIDARÍEDADE CCM os FERIOOS O TENENTE-CORONEL SYLVIO FERREIRA. DA SILVA AGUARDANIX> SOCORRO ! 1 t 1 I 1 CORPO 00 J\I1.J)~ CIVIL SEI3l\STrJi..m5 FERNANDES SENOO ru::rrRAOO o rom O GUl\r.J\OO IRESEnVA~ --• .O TCW\Z DE 1\OUTNn E"1 ESTAOO DE CIlOQUE E l-lUrrI.

... ~'I:" ~ .•.-~ i\ . ..:~ •...\.. ••. -1' ~'. •. ..e·-'i.. • !• .:" L .. ".~ ".-:r:~~\.:."~'i'. .-../:'~·.'l'.•••..•..a.{ . . _' ••• .. •• I....~_:.': " ~. -"' •.::../ . .•..'.~. .:. ."··..• ...-....•'.•. ."'~ •• "'.: i .. 0.•.r ..::. '. N)S RESTOS HOIUJ\IS...."'r.../.:.:. :.. •• • •. l.. .' '... •• ..-:. ( :~... • ••• ~...::'''':'~ '0'" '2r.\i \1 SErE BARRAS.:' ...~"'J:.-... ~.. .•.~: .i..• .A.~'··.0 .• l! '"....' ~ '(...#. " !J li'I· 'i I I I.. '.iJ ./.... ..•• .'..:'~ l.J~~n. ':'"".i:~j. ..." .'''''' r: .'....••• .'..''-''~'J'. •.•.'" :..':~.'.' ..:.1" '-/" '. .../r 00'1.".. "'." ..:=.~' ..:'. ~. •. 1 .·:.'1':-'::/'~•. T..' f..' v:.:'1 •••....•.-. ~...F .•.I·~ . ••• .•• /~:. "....." ~~n .!.:.." -..~.:~1 :. • ••• •.)~..... ·1"" ..!.... •••• •••.J~"1.• \ . _.r""'~.. (\""'"~ ~4.'.r-_· ...~' . REGISTRO/SP: CENÂRIO DO ASSASSINATO 00 TE!'! PMSP ALBERI'O HENDES JÚNIOR.. ...) . f'o'J ••. J . TEN MENDES JÜNIOR.....J'! ••...· .• ~..~-" __ . '-i:" .!-..-.••...~'" ' •. "....•~..~ '..• : '. c' ". .-...... ~~ •.-!" •.' .•.. '~""::~.ojlt' ~··t" ..J •••• ~ 1. (1 •• #~ •••••~ •• rI • ..i"~ •• -. ••.-:~~ •.... ~. ' '''''... ...~.. . \ .....:·\'··~:':"'·'~·..... -.....•• . . -J ~ H1\RC1\ D~ VIOLENCIl\ ..tS.'" '': ··~J#E..'~. f# • ::. c".. ....:... 110.J .'7'.•r •••.tS..." "~'.H.·..'~ •.....:... "••••..• J • ••• ·110:. _.• \ ".'S.~~... ."!".•••• '"' •.~'•• :I'\.• .• -.'f~··.' "' • .....f~':":. . • I'" ...:.". 1 •.~. ••• ~ . ." '..t.~~ ••••• ''/')-''~'~'.fl! .• '.••".. AOS 23 AIDS DE IDADE. .~~~.~-~ . :r'" . \o. ••••.• " ."...... ". •.~ . I:~ . ..~í."~ foto.'.•.•• "kj" . t(S ~ ''':'~~I ••• '.JJ ••-'-':. ."':·':-.~:···· •..•..•• :.... 'ri.I RE S E nv A O O] O CRIME DE SETE B~RRAS 111...~~ .' •• .-:~ '.•.~• "..' .... y. ~. ••. .. •.•....4 ljI.'..:.. •• :'I' •..· :····... \ f_' .••• _. ".'. ~ ' . ':".C.i'Jtt~'..• ~. ..·. ·r/~>!':·. ~ •.~ •."':'.-:<.:~ .•.. '... ' ••• "t....•." "'11O'~' "'li 7':-'".."'~'''''' _~.'..~ ... ·.•""'--.•.t'''' ":i.\.'.-O"'...''''''' ':14 ... \o.• ..":'t.•• ..t.r <I ''''... ••• ~ • --""... .'.'J •• .r.:\: J:-.•...~~-::· .'..<...-"':'.t....' .•. '.· •• "J·../. .•••• ~/. •. .•.. ....(-:. · ·1'····.·:··":".'" ~ '.'. / .•.~ .'. " •• ~ •• ~ ... .ls..\:·r:r~_~. ~ :~ ~ ! •• :." 't' : :·!... ~ • ' '.•.:t-. "./' ".:.••..• "--'\ ~ t • :•..~ -.. ·\c·~~~·.1•. •••- ." ~:.J.... :"lI J JT"".• " ..•.... 'j••....1 .y:i. ~ .' • _~..' ~: .-:..:v·~··""· '.r ....•• . . .~. ~....•.. ••• ..". . '.. ••••.• • ~'~~Tf·t • .~r" '* ..•·~.7 "..'..~ .•• I.~j~·. ~~/r." Ir..... ·.. ~'<'~~1J!..r'~""" ~~ •• •• ••~..•...':''--1fj' ··..:.F:/ .J"...' :. '...'~ • • 'r: ."... l ".. ..'."\. : :').. r-····:). . ""'~' ": • _' •..t'. "}:.~'._J .v.! .'!t. ..! .•. •• ."J.'::1~.~..-.-~. . '. ....• """" .. ~ E R VA 00 .••....'!'-r.. ." .."'~ ' ...• ·t· '. •• ~. ."~'~'~ "..''''/'' I' ~ '" .r).~1a ."'..••.: --r-: .. ...{..-"'~ .: .!!..•• '...••• JJ.1:-' :)1.~ ' •.. ~ :_'.·:!'.'r~· .' •. .• ! .''~:':'.. ...~.... . ~'.··'~7'~..r······· "...••••..".•• ~ ••.• ~I '''-i~ ~/.\'... .I.C'"·. . 4..•_"~...~·~ .. ''''r~ •• ." •.. ~.••• : t .la ':"'" :'·"~·:·~I:A.• :.: . .·'. ':1" ..c":--~~'. "' .•...r }:~"'~. ..•. •• ..• . : ..~." .•.. •••.... ~ t./...::' . '"i~. --~~·t'· • v' '~-'...• ~ .'''''' "'....rC"1"~ "'. " •. .•. "\....I.M)RI'Q A CORO NHADAS.. r:~ .•.~ •••• " -' ~ .. s".. . ~~" • .~ ..•.• \ .• " ... \""'....)...':"'. (J .. ':.:w ~')\~J~--:"J .\·.....~..."'.•• .I.•~•...""'.·">(\~-\ •.:..r·." \ _ ~ \:" ' ~t.: ~rr'~.tI.•• .0.. .•. -. ~:~. I~......'.t:.:..' .. "~':. '.~ .: •• :-:: ~":..:... ...:: ...\..f\ .i. •. '.

·-------------1 r R E S E n V A ~~ LEITE TOLEDO XXXII "JUS'fIÇAt-1. .ENTO" DE Hi\RCIO .. MÂRCIO SURPREENDIDO PELA VIOL~NCIA DE SEUS COHPANIIEIROS i .

I .. .. . 1 I ! .I i . .. _.. ... A PRIMEIR A TENTATIVA DE TOMADA DO PODER . \ I .0 JI " .. --. .-.. - .. . .-"-.R'E S E R V A O O ) . -- 1~ P A R T . [n E S E R V A O . •. -. " ' ... I I . ..E ~ .. . ..- ....

apesar de se considerarem da "ditadura do proletariado".. a partir da democracia (1). classes. também chama Esta ~tapa . inicio. da democracia. deiro trampolim para "o salto final". com as liberdades elevadas ao máximo. náo deve ser confundida cem· O:ltros e não leninistas. caracterizado do proletaria~o" . Mas. I~_~ __ $ E R V A O ?I . verda- socialis- mo. por uma parcelcJ. " . por um triângulo em equilibrio instável representado (1) Embora se nos apresente paradoxal. sobre cujas ruínas o prole pela '~ditadutt sobre as demais classes.~ V -A O O CAPITULO I A FONTE DA VIOLENCIA 1. não advogam essa etapa intermediária para a implantação Para eles.histórico não seria aplicado. tipos de socialismo. urna sociedadesem sem a luta de Estado e sem classes.do socialismo marxista~leninista. a seguir aprepentado. terá ~stas-leni- nistas. transitório. ela se justifica. da destruição do Estado burguês. Os objetivos da Revolução Comunista o objetivo final da revolução marxista-leninista última é atin- gir o cammisrrD-"a e grande síntese" -. cujo governo seria Gomp~sto pelo proletariado~ pelo campesinato e. ainda antes de chegar ao socialismo ou à ditadura do proletariado. os objetivos O esquema. não havendo contradições. onde seria implantado um Estado do tipo ·"progressista". para a chegada ao objetivo final.. o materialismo . onde. terá que ser atingido um estágio. ainda. t o estágio do tariado erigirá um Estado próprio. Sem classes e. da burgues'icJ. Segundo essa ideologia. mais fácil sua dcsestabilizacão e a deflagrnçio do processo de tom~da do poder. sintetiza dos ~s~leninistas. ' Qu'anto mais débil e sem defesa a democracia. anterior. ·a p~quena parcela'hacionalista~ . pelos comunistas. Os trotskistas. os comunistas de~endem a existência de um objeti~ vo intermediário.a revolução. desde ~ caráter socialista.·Fs E .. ditos democráticos da de "socialismo cientifico". a defesa. portanto. o comunismo seria a ~' sociedade perfeita ".

Ed. .o da violência para a tomada do poder r los comunis tas.0 . ende-se a fonte da violência (5). Marx. Engels. ~eguhdo a 6~a~e de Ma~x. ~ o ~n~~~umento eo~ a aj~da do qual o mov~men~o ~oe~al ~e d~nam~za e 4o~pe 604ma~ polZt~ea~ mo~ta~"(3). referindo-se·à seus erros fundamentais lograram alcançar Comuna de Paris. a magnan~m~dade de~~eeeJ~ã~~a do p4ole~a~~ado: em vez de ex~e~m~na~ o~ ~eu~ ~n~m~go~. . 'c chamado.: liA DUhring". L: "O Estado e 'a Revolução".RE S E R V 1\ 3 2. Se conguistar os objetivos al~ejados. a história mostra ter sido a violência a tônica de ção. V. ao . em seu famoso livro "O Estado e a Revolução".: "A guerra civil na França".de "lu! . a violência tem Na prática. Lenin. \ expor a do~trina marxista do Estado e as tarefas do proletaria(2) (3) (4) (5) Marx. página SO. a base de toda' a doutrina de Marx e Eqgeb"es tá na necessidade de inculcar sistematiéamente nas massas '" \ a idéia da revolução violenta.C. Len~n. Para Lenin. a pan~~~na de toda a velha ~oe~edade. complementou: papel ~evolue~onã~~o: ~. . que não se faz uso da força quando cada pode sem risco . em. seu dileto companheiro. baseadas na lei fundamental marxista da transformação e apoiadas nos seus conceitos de mo~al. Seria inaceitável que inteligências tão lúcidas não a admitissem. O processo do emprcr. K. di- "Á v~ol~ne~a joga ou~~o papel na h~~~~~~a. 1950. sua revoluo sido o caminho apontado pelos ideólogos comunistas. Ademais. ded~eou-~e a exe4ee~ ~n6lu~ne~a mo~al ~ob~e ele~" (2). Em nenhum pais do mundo os comunistas poder por outra via. pe- I R E S E Il V 1\ D. Engels. chegaram a admitir. disse que um dos "6o~. a despeito do inimigo. o emprego da força apresenta sempre um pel~ resposta violenta que necessariamente provoca. Pat'is. na sua obra antes citada. 1933. e é principio de guerfa vez mais vãlido.. ~em um zia: "Á l~be~dade da "ela~~e ope~ã4~a n~o ~ po~~Zvel ~em uma 4e~ uoluc~o ~ang4en~a" (4). Os Caminhos da Revolução 'Para atingir seus objetivos estratégicos. página 9. F.casos especiais. No entanto. 1935. 'Sociales. a possibi lidade de uma mudança social por meio~ pacificos. Com tais premissas. compr~. Suo Tzu já nos ensinava há 500 anos A. i~Z~-lo. Embora Marx e Engels insistissem na necessidade universal da violência. .

Chegado esse momento -. examina a utilização da violência para a tomada do poder. com ~s quais travaremos contato no correr deste livro. as info~mações sobre o inimigo. bem como trata da necessidade de 'um estágio intermediário. sido Lenin um estudioso de Clausewitz e ter ~ua própria filosofia da guerra. desenvolveriam prias concepções da r~volução. 3. Stalin. O Trabalho de Massa As formas utilizadas pelos comunistas para alcançar 'seu objetivo fundamental __ a tomada do poder' --. assemelham-se muito às da conquista de um ob o • jetiyo militar na guerra.: que' se deslocam para o I . estar moralmente preparadas e possuir determinação vontade de lutar. Eis. etc •• Deixando de lado uma tais como o conhecimento série de outras necessidades. ~ possibilidade da passagem pacifica para o socialismo.. I. Essas concepções diferenciadas darão margem a um vasto es suas pró- pectro de organizações. Em torno delas. então. Trotsky. de comunicações. sobretudo. necessitam de apoio de fogo~ de engenh~ ria. precisam ser'equipadas e supridas de uma quase intermi" nável sér~e de artigos. Assim reduzidos sintetizados as suas formas mais simples.. sobreocam e da pode po de batalha. tem forças su [RESERVADO 1 . há um árduo persistente trabalho de preparação e organizadas. '. etc.lizados pelos comunistas ra a tomada do poder: o uso da violência . trução. todas intituladas marxistas-leninistas."via pacífica".o da batalha ~ o combate ou nao se realizar. para citar apenas os principais atores dessa história. Ao longo do tempo" os objetivos e a estratigia para quistá-los acabaram por transformarem-se nos po~tos con- fundamen- tais de divergência entre os comunistas. . Para a conquista de um objetivo na gue!ra. a (ou luta armada) e em dois os caminhos uti. sam ser mobilizadas e a realizar. durante um período relativamente . campo luta.••. o que nos oferece uma imagem propicia para a compreensão do problema. As tropas precidevem aprender táticas e tic longo. Kruschev e Fidel Castro. Mao Tsetung.. devem. Se o inimigo está orgünizado. . para a implantação da ditadura do proletariado. mas considera. possivelmente por o ter.de in~ nicas de combate.R E S E 'R V A O O do na revolução. de saúde. podem ser p. tambim.§!.

suficiente dida ou o obrigue a render-se sem combater. fatalmente. oferece muitas idéias a uma ou poucas pessoas . Na hora decisiva da batalha. por~m. trabalho préviO. que se encarregn ~de$saatividade. empreendeu a operaç~o. I R E S E fi V ~ O/0 .' é fraco ou está combalido. A teoria comu~istn distin= gue. Es"pacifi utilizar para se te último. do a criar a vontade e as condições para a mudança raqical e do regime O tr~balho de massa objetiva: incutir em seus alvos a ideo . haverá. pode ser considerado co". atingido o mesmo fim: sua submissão~ Esses são. a necessária desproporção de. denominado por eles de tra doutrinação e mobilizadas balho de massa.Na o inimigo. árduo também existe um ambos os caminhos.O trabalho de massa consiste nas atividades de in filtração e recrutamento. m~nar a crença nos valores da sociedade ocidental ~ no a estrutura administrativa mobilizá-los e os instrumentos 'juridico~ de'defee influir nas e'o~ierytá-Ios e. çao. o combate. sera vontade do 'ex~rcito que 90 "caiu pela manobra". nesta última situação. os dois caminhos para a conquista do objetivo: o dà violência da luta armada -. regime. desenvolvidas estruturas sob técnicas ~e agitação e pr~paganda. p~ra a tomada do poder.-S-E--R-V-'-A-O--'i o 1 5 ficientes e vontade de lutar. mal posicionado ou sem determinacão. re~ducá-Ios. os 'problemas. ao contrário. logia comunista como .sua educação política e a atraí-lós para a solução dos deveres políti cos c sociais mais importantes. 1 1 . visan' (6) (7). . at~ando sobre os diversos segmentos sociais. pois. não haverá.e o da manobra. Para ã tomada do poder pelos comunistas. O trabalho de massa e a preparaçao para o combate. terminologia militar. que apresenta fi mnssa popular.a única· solução para todos enfraquecer as salvaguardas s~ do Estadoicontrolar decisões governamentais. Se ele pode.• /unbos são processos· condicionantes.' organização.' no mo de força e de vonta para qu~ a ação contra o inimigo seja bem suce- e persistente.I I-R-. uma ntividndeda outra: a agitação promove uma/_ou poucas idéias. diz-se que o inimi Sem ser necessário o uso da força.entregar-se praticamente sem luta. porém. a sociedade organizada pode re~gir e 1u- - Agitação (Dicionário da línguq russa.-E. {7 ) Em todos os 'Partidos Comunista$ existe uma Seção de Agitação e Propagan ' da (SAP). de Ojcgov)-atuação ~untQ às gra~ des'massas. a propaganda. com o objetivo de inculcar algumas idéias e lemas destinados à . O árduo trabalho prévio é indispensável menta do combate. porque se ele não existir.. em relação' ao anterior. organizá~i~s.

se desmor~lizada e sem determin~_ ção. "ca~ pela man. pode. ou.~ . pacificamente. ~.o ~ue e norm~l --._- .obra". simplesmente.n E S E"R V fi O O 6 tar -._-~. - ._.

em 1951.. por Lenin. ~ . encerrou . que. comunismo. Depois de depurada dos anarquistas e dos comunista's e de ter passado por al\lun~ p~ ríodos de crise e recesso.' [R .Não suportando as dis~ sensões ode grupos anarquistas que não queriam se submeter à autoridade centralizadora de Marx e ao processo da Comuna de Pa~ ~is. acima o capitalismo O conceito de internacionalismo proletário derivado deu origem à formação das Internacionais. operário europeu. A Internacional Comunista do "Manifesto Comunista" de Marx e Engels o lançamento si tua-se no exato momento em doutrina e nos fatos: 1848 européias.I ]. sob o pretexto de dirigir a luta em nome da classe operária. ~ealizado em 1920. O brado lançado do& 0& paZ&e&" u. que ficou Posteriormente conhecida como I Internacional. jã Com o nome de A 11 Internacional Internacional Socialista.f S f COMUNISTA CIONAL R V A~ O 7 CApITULO II O PARTIDO . passaram a fomentar a criação de parti dos em vários países. foi fundada em Londres a Associação Internacio_ nal dos Trabalhadores (AIT). . o ano das revoluções no Manifesto __ "p40letã~~0& de toteria conseqUência prática.. c~periência dos sovietcs: ~No seu Ir Congresso Mundial. Reunia diferentes correntes ~o moviment~ .para combater que duas correntes vão chocar-se na é. surgiu em 1889 (1). a IC aprovou ~eu A. verdadeirasmultina_ cionais ideolõgicas." ... - . na prática. Apro veitando-se da base física 'cOnseguida cóm a revolução russa. . a IC põde colocar em prática SUa doutrina de expansão mUn A IIr Internacional. suas atividades em 1876 . com efeito.. Em 1864. e impl?ntar dos operários.SEÇÃO BRASILEIRA DA INTERNA_ COlvIUNISTA (PC-SBIC) 1. em' 1917. .~ r LRESERVAO"O . \ dial do (1) aIicerçada na . quando o nlcio lismo mostrou_se.II Internacional perdurou ati a 1~ Guerra !~ndial. Em breve das fronteiras o socialismo daí nacio. também conhecida como Comintern Ou I!! ~ernacional Comunista (IC). mais forte e decisivo do qucoo intemaeio na_ n~lismo.n~-VO&" seria ten~ada a união nais. foi criada em 1919. clestacanc'lo-se en tre elas a dos marxistas e anarquistas. reSSurgiu. que subordinariam seus programas partidãrios às resoluções de seus Congressos. que se opunha ao capitalismo..

. dirigido pela Confederação Operária Brasileira traços contra anarquistas e voltava-se. ... "14' ... b~sicamente....auxZlLo nece~~ã:~io i~ Rep~blica~ ~ovL~tLca~1 na '~ua luta 6ace i cont~a-~evol~cio" . ...... . . ...'.. capaz de atua~ deciJivamente no momento opo~tunoN.. "3~ . desde 1908. . (COB)..... . inclusive.... para possuia a .......... lL~ta~ e ~enuncLa~ ao p~t~Loti~mo e ao pacL6i~mc 40cLal....... . VeveAa ~e~ 6eLta ampla campanha de agLtacio e P~Op! ganda na~ 0~g4nLzac5e~ mLlLta~e~1 pa~tLcula~mente no Ex~~cLtoN.paAtido~ comunL~ta~ ~io' ob~igado~ a obed!... .Tod04 o~ ... .".. Ne~~e~ paZ~eJ..~e~ com6in! da com a acio ilegal. . .. . "4' ..... ~ . . . comuni4ta4 ~io obAigado~ a p~l. ..No~ paZ~e~ bu~gue~e~1 a aci~ legal deve... ~ ...e~taA ~odo o.. com ameaças de·greve· geral....... .. que espelhavam a rigidez da linha nista.. .políticas. .. Essas condições.... . .. .. ... ~ em a. ........ critas a seguir: das quais algumas são trans- . que .. I foram O movimento operário e sindical... . A formação do PC-SBlC No Brasil.. 2. -------------[R ESER v~ .. agitações guerra mundial.. delt'~ubada ~evolucLonãALa do capLtalLJmo nao haveAa dUaJunrunento 11 em pa~ mundLalN.... . proporcionaram (PCUS) a oportunidade cional ao Partido Comunista da União de expandir o Movimento Comunista dos leniInterna paí~es nas Soviética (MCl)... .. . con~ideAada como um paAtido mundial ~nico". ....!"-"-----. . ...... . ...... subordinando os interesses nacionais submetidos aos dos soviéticos e facilitando a interferênci~ ...Tod04 o~ paAtido~ ........ . ...... .. . .. as duas primeiras décadas deste século marcadas por algumas poucas agitações de cunhó social. .. Veveltã: ~e~ demon~t~ado ao~ ope~a~Lo~1 ~L4tematLcamente.. . ... condições exigidas para a filiação dos diversos partidos comunistas....... internas das 'demais naçoes........ .. ....-------F S E H V ~ O ~ 8 estatuto e estabeleceu as 2. deve~a ~e~ c~iada uma apa~elhagem clande~tina do Pa~tido. ... por nove anos... . "16~ ..... ceA i~ Ae~oluç5e4 e deci~5eJ da rnt~~na~ional Comuni~ta...

> tlr.. das estruturas vigentes.ba.. e ilegais propunha-se e subordinava-se às Repúblicas a realizar atividades legais li Socia~istas I ..ge.6euJ.• na ilegalidade e inibia . .>.6. . (2) Lima.ba. pagina 4.. o novo Partido aceitava a ag~tação ..c. H. Três meses depois.i. Executiva./.plr.. pas. e nossos "comunistas" as assumiram.>J.6 .Ir. vista.. o"'0 I~. 1981. Em 1924.lr. na verdade.. ..Ovou dJ.a.>J. clr...e.1 -----. sar de se intitularem comunistas.e.do. W I .. atual PC do B da Bahia: Deputado Federal pelo e ".6 F.e.O. 3. . procurava florescer em 8 cidades brasileiras com a criação de alguns grupos que.i.na..6ta. lntelr. r RE S E n v t. Ru.. convivência da Soviéticas. no inicio da d~cada de 20.a.> entoa. pressurosos. glr.i.a.e.ona. da : i á rc.>cutiu . sou a adotar a da "Frente ~nica'" a realiza-o I já sob o impacto por Zinoviev.ona.>o diJ. Foi quando.>ã. renegava as regras de sociedade brasileira.>o na.Oa.telr.(2).OU .6 plr. . Nesse Congresso.iou um Comi:t~ de SOCOIr. 'e.no in. não passavam. em ju~ho/~ulho.colocava-o o desenvolvimento . t H . um fato viria repercutir no'PC-SBIC: çao do V Congresso da IC.ti·ca. mudando de táti~a. '.Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC) • De acordo com Haroldo Lima.. permanente e a tese da .. 9 pessoas fundaram o Partido Comunista .eJ.:: como "um 'I' .dolr. do.ndo o h. I' I o PC-SBIC surgiu legal. morte de Lenin.-------- . .egeú.eJ. a Internacional Co munista (IC) e suas 21 condições de filiação chegaram ao nosso Pais. até à renúncia ao pacifismo social.t1La.tou de que.e. ' Com. .".. obedecendo i 17~ condi~ çao.. -. I' registrado como entidade civil.6.! rI' li .na. de suas atividades de agitaç~o.i.6 e encelr. Desde o nome e a s~gla (PC-SBIC). lntelr.6o.. decorrente da revQlta tenentista. derrubada revolucionária.t~~. Comuni.o Centlr.hoJ.. anarco-sindicalistas..ciona.eJ. As atividades do PÇ-SBIC .a.e. Em 25 de março de 1922.a.a.6. uma.t1r..c.>J. e a.6·. o estado çe sitio. o ' marxismo-Ieninismo.e. ainda pouco conhecido e freqüente7 ou apede mente confundido com o anarquismo..IH!: ~ C H V A O ~~ _ .na.e. num congresso que 'durOu trªs dias.ha.J.á.> 21· condicõei-'de i!!:. o COt1glr..: "Itinerário das Lutas do PC do Brasil". nas cidades do Rio de Janeiro c Ni ter6i.e.

continuação a-intensificação fim de não ser ultrapassado acalmar da antiga os chefes tática pensava moscovitas. única criou o Bloco Operário e Ca!. contra poderia os comu de IIfrente única" mundial. a revolução. e lutar Era a oportunidade todas as posições isolarem-se contra antagônio fim desde as burguesas até as operárias. \ "classe crise.. do Partido de ordem de "f~ agitação justificada necessidade zer surgir intensa o Partido da obscuridade ilegal à luz do sol· da mais agitação política". para O proletariado para premido pela ser arrastado nistas cas. mudando classe". de outubro de 1928. modificou-se de Washington com o governo tendo trazendo o PC 'inclusive. a direção das massas". de 1926.seu V Congresso. de Obedecendo lançou pela aos ditames a palavra 'do V 19 de julho a 11" de agosto de 1927. as mesmas letras da conhecida COB. resolução a "cortina pegou o PC-SBrc já lançara de su~presa.Comintern e o. candidatos eleiBOC. para s~tembro. Congresso "Ampla da IC. lizantes. S E R V A O O " . (4) Prestes a essa época ainda não se tornara comunista. o ano de 1928 ~m foi marcado pela crise econômica para a munos ope- Pensando aproveitar a mis~ria . a IC realizou a tática o seu VI Congresso. um curto período de legalidade. R f. que adv~ria de julho a de rários. via (4). o PC-SBIC que se encontrava iniciou na um tra Bolí- de aproximação com Prestes. Partindo ponês 50. o seu 111 Congresso. Na URSS.a da. que viam. . da teoria uma à prática. (3) Zinoviev foi o primeiro chefe do.método para agitação e mobilização' das massasll o quadro Luís (3).encarregado de expor. na sigla.!! (BOC) como "frente operária". Ainda balho seguindo a tática de frente. dial. medino BOC. Para através as do da IIfrente". do trabalho pelo ~OC. a lizado em dezembro de 1928 e janeiro como de reeleger A. que. no . Mas. de IIfrenj:eúnica".rea 1929. Imediatamente. gradativamente.Com so do PC-SBlC no do PC.t~~jiid. político-instituventos libera No final ·cional. iniciava-se A IC determinara de ferro".'per~ira determinou secretário-geral. em Niterói. Além o Congre~ clandesti tal. não por ac~ e já extinta tinha. a estratégia que seria aplicada tanto à "Frente Única" quanto às atividades das orGanizações de frente. se vinha o PC-SBIC tornando convocou de o substituto legal do PC. Tal çoes que.

E. sujando-se Vivia~se. com a â guisa de um ~umprimento. por Mário Numa foi afastada uma dissidência guinada a esque~da. do Comitê para Central mandava assassinar (CC) e o fantasma das de motivo o prosseguimento eliminações. fase expurga'os intelectuais de sua direção eia uma de proletarizaç~o.átria-mão" como 'nos partidos· satéli tos. dirigentes servia de terra. em Moscou.A.' . formou-se c no A agitação 1930.1922 a 1943"t '.' p~gina 9. Em do tenentism~. -----------. 4. Ela teria ser permanente. emaranhava sucessivas . na "p.r~tário-ge trótskista lide Em são Paulo. com base a poli a IC baixou. dos ideais foi i~tensa. Ao mesmo tido a "preparar-se çao revolucionária". Não compreendiam. brasi Ledo leiros. . . õrgâo" foi decisivo sobre Aires. o BOCcomo induz o paE wn "segundo partido' operário". em comprerindido 1934 caracterizou~se empreg~ndo uma crises. os comunistas apenas. so Stalin. para a luta. Em fevereiro. no Brasil. o Partido encerra sua polie ini~ tica de alianças.. Liberal. em Buenos Aires. 1982. litica do PC-SBlC frente à questão do Bloco (5) • Operário e Camponês e o seu atrelamento O ano de 1930 na Conferência tica sendo de frente a este . - 11 ainda. A fase do obscurantismo O periodo de e da indefinição entre o final de 1930 e os do meádos PC-SBIC. n V AO/O . a fim de 'encabeçar a insurrci- de Astrojild~ uma Conferência Pedrosa. critica adotada pelo PC-SBIC e ironiza tempo. os do O poder~ princip~is tr9tskismo tanto com mao de ferro. Em novem- do PC-SBlC expulsa o sec. realizado em junho 1929. documento. I R E S E S.. dos dorsos que a curvatura não era. para Pereira estavam contad~s. boca engano. dos Partidos de Comunistas da América condenou Lati"a po A I Conferência na. Os dias bro de ralo rada 1930. ainda s~b influ~ncia a Aliança (5' Carone.·RJ. a "Resolução de Buenos ainda a questão Nesse brasileira". linha e equivocada.entretanto. que temporária. para o PC-SBlC.: um agrupa~~nto de oposições~Em Difel I qutubro "O PCB . politica por um quase dúbia obscurantismo se que. a plena época dos expurgos.~'E S E R V A O ~.

DllStRVAGO
~o ladl~~a

),2

ac~t~~o o resultado das eleições
o p~ulista Júlio Pre~tes, a

presi,

Aliança,

a ao

do'am DOY!~~nto revolucionário, alçou Getúlio Vargas
I

Nesse início da década de 30, o prestígio de Luiz percussões

Carlos

Prestes, então exilado no Prata, ainda era muito grande. As renacionais da sua Coluna faziam-no um dos mais respe! em busca de uma ideologia. tados líderes entre os tenentes. No entanto, era, ainda, um revolucionário

Em maio de 1930, Prestes criou a Liga de Ação Revolucioná ria (LAR), defininqo-se contra a Aliança Liberal. 1931, aderiu, publicamente, ao comunismo. OPC-SBIC Em março de logo tentou

incorporar a LAR; Prestes, no entanto, com a força de sua liderança, tentava engolfar o PC-SBIC. O maior líder comunista do Brasil não pertencia aos quadros' do PC! Essa insólita situação foi, aparentemente,
.

.

resolvida

com

uma insólita solução: Prestes deixou a Argentina e foi na URSS, para ser o representante brasileiro na Conhi"n j.s ta.

residir

Internacional

Na área internacional, a política de "classe contra classeu revelara-se desastrosa para o PCUS. Não houve a tão deseja- . da recessão mundial, e a força de Hitler, aproximando-se, gra. . dualmente, do Japão e da Itália, aterrorizava os soviéticos. E;? ses fatos marcaram uma nova linha política: ~oi aliviado o'isolamento e retomado o diálogo com as nações ocidentais, do com o ingresso da URSS na Liga .das Nações em 1934. A tudo isso assistia o PC-SBIC, atarantado. Debatendo-se da culminan

entre as ordens de Moscou, padecia de uma correta definição

linha poli tica e era envolvido por sucessivas crises de direção. Apesar do sectarismo obreirista, característico d~sse pe-

ríodo, a intensificação da atividade clandestina do PC-SBIC trou xe-lhe um dividendo: o relativo sucesso no trapalho militar, de infiltração e recrutamento nas Forças Armadas. o idealismo revolucionário, .. e até certo pon-

Aproveitando

to ingênuo, do movimento tenentista, cc;mseguiu a simpatia de mu! tos militares. A atuação de mili~ares no Partido, cQmo Mauricio Grabois, Jefferson Cardin, Giocondo Dias, Gregório Bezerr~ ~gl!
fRESEI1VADO

berto Vieira, Dinarco Reis, Agildo Darata e o

.

próprio Prestes,

sao exemplos desse trabalho de infiltração e recrutamento. Esse trabalho militar foi decisivo para o advento da primeira tentativa de tomada do poder pelos comunistas, da luta armada • por meio

.--- -

--".- -

,

.

"

...-.-~------- -.ER
A INTENTONA 1. A mudança da linha da IC Induzido pela Internacional

V A O O

14

CAPITULO 111 COMUNISTA

Comunista, o PC-SBIC esforçabrasileiro, que

ra-se por se inserir no processo revolucionário desaguar

teve início no ano de sua fun~ação e que pass.a por 1924/26 e vai em 1930. Esse período de revoltas e revoluções interna, voltada e sociais, mas essencialmente Suas análises tinha, para jamais porém, como motivação, uma problemática os problemas estruturais

brasilei

ros~ Talvez por isso mesmo é que as direções do PC-SEIC foram capazes de entendê-los. norte-americano.

estereotipadas viam, explicam também suas análises sintoni

em cada ocasião, apenas urna luta entre os "jmperialisrros" inglês e Com esse dualismo mecanicista a revolução de 1932. Deste modo, por construírem

sobre abstrações de caráter ideo~ógi~o, não conseguiram por perder o "bonde da história". desembocar na Intentona de 1935.

zar o Partido com o processo revolu'cionário em curso e acabaram Essa frustração iria'fazê-los

Vimos, no capItulo anterior, que a URSS, em 1934, mudara Sua política externa, do isolamento . para . o diálogo com o ocidente. As ameaças nazistas e fascistas contribuíram para alterar a linha política da IC. A política de "classe contra classe" nao dera resultados Quase que retomada,' __

e levara ao ostracismo diversos partidos comunistas. num "retorno às origens", a polític~ d~ "frente" foi modificando-se o termo "Gnica" pelo "popular".

De um modo geral, a frente popular pretendia englobar todos os.individuos dentemente e'grupos numa luta contra o fascismo, indepe~ essa fren de "suas ideologias. E, ~ claro, aproveitar

te para ~omar o poder.
I'

2. A vinda dos estrangeiros Concluindo que no Brasil já amadurecia uma situação revo-

.

,..

lucionária legados",

e que a nova poli t~ca de "fren.te popular" desencadea todos especialistas,' a fim de acelerar o processo. Com

ria a revolução, a curto prazo, a IC decidiu enviar diversos "de

"-------...;...-----L~._E S E n v_~--.:---------- ...

isso

pretendia

suprira levar

falta de quadros a bom termo.

dirigentes

do

PC-SDlC a lC en-

que ,pudessem viou

a tarefa grupo 1934, mais

Na realidade,

um

selecionado de

de espiões chegou

e agitadores

profissionais. alemão Tendo veio acomque
: I

No inicio Arthur atuado panhado entrou ditava uma Ernsf

ao Brasil com

o ex-deputado Berger". Berger

Ewert,

conhecido a soldo

"Harry

nos Estados

Unidos,

de Moscou, alemã Elise

de sua mulher, no Pais

a comunista falso

Saborowski,

com o nome

de Machla teria
o'

Lenczycki.

Berger acre de

que a revolução frente

comunista

inicio

com a criação composta

"vasta

popular

antiimperialista", da burguesia efetuada pelas

I?or operá A ação

rios,

camponeses

e uma parcela seria

nacionalista. "partes

de derrubada nárias

do governo

revolucio-

infiltradas

no Exército"

e pelos' "operários embrião

e camponeses "Exérci seria a um

articulados

em formaçõe~

armadas",

de um futuro

to Revolucionário "Governo popular

do Povo". Nacional

O governo

a ser instituído com Prestes

Revolucionário",

fren-

te
O mirabolante trinários pequenino mais pIario de Berger, não tirado levava dos comp6nd~os em conta, es~ava dou-

do marxismo-leninismo, detalhe: a política de fundo de crise liberal

apenas, um com uma no cansada dos

brasileira,

aquinhoada

va Constituição de 10 anos

e populista,

e ansiava

por um pouco

de paz e estabi .

lid,ade. Outros ma~do me~, agitado~es durante profissionais vieram para o Brqsil, e

a
Car-

!

I

de Moscou, um casal

o ano de 1934. vieram como

Rodolfo

Ghioldi

de argentin~s, pertencia

jornalistas.

Ghioldi,'

na realidade,

ao Comitª

Executivo sob o nome

da .lC, ·era dirigenfalso de "Lqciano
I,
i

te do PC argentino Busteros". para cuidar O casal

e escpndia-se León-Jules

Valée

e Alphonsine de Augusto

veio da B~lgica.

das finanças. Sul-Americano

A esposa

Guralsk,' seçretáem Montev~déu! veio Para com~niçar-se çomunista e~ sabota-

rio do Bureau pa~a dar

qu~ a ~C mantinha do PC-SBle. foi enviado Qarron.
I'

instrução

aos quadros com o grupo, Victor Allen

clandestinamente nQrte-americano, g~ns v~io e explosivos com
\

um

jovem

O especialista Franz

não foi esqulfcido: Paul Erika, qu~ poderia ,-

Gruber;, alemão, como motorista e

sua mulher,
\

servir

d~tilógrafa.
(J)

Para maiores detalhes do plano revolucionário de Bcrgcr, ver Aragão, J. C.: "A Intentona Comunista", Biblicx, .• ~ R.J., pág.inns 36 c 37.
-'

i

I.•
I

{HESEH'lf.O

0\

1(,

O grupo de espiões instalou-se no Rio de Janeiro. De acor \

.i.den.t.i.da.de..c.Ontum o~ u.n.<.a.: e.JLa.m .todol.:! c.omun.i.ó.ta.ó, .todoó JLe..vo.tuc..i.onã.JL.i.oó pJLo6.i.óó.i.o_ n4.i.~ 4 ~e.JLv.i.ço do Co~.i.nte..JLn e. v.i.nha.m .todoó a.o B~a.6.i..t 6a.ze..~ a. ~e vo.tu.ção" (2) •
aquele que esanos os Desde

do com o insuspeito Fernando Morais; "Uma.

Faltava, entretanto, o líder "brasileiro",
I

taria.à frente do novo governp comunista. Havia já alguns que Prestes vinha namorando o~ marxistas-Ieninistas. espírito revolucionário. Entretanto,

anos da Coluna, procurava uma ideologia que complementasse o seu seus contatos com os diriacima do gentes do PC-SBIC o desencantaram. Ou melhor, julgando-se rada. Tentara, até, criar o seu próprio movimento,

deles, procurava uma visão do mundo mais perfeita e mais elaboatravés

LAR.
A possibilidade bro de '1931, de ir para a URSS, conversar com os pro- . novem-

prios dirigentes do Kremlin, satisfez s?as ambições. Em Prestes desembarcava de, durante três anos, aprenderia como fazer a revolução. Em abril de 1935, o "Cavaleiro da Esperança"

em Moscou, com sua família, o~

estava

de

volta ao Brasil,' pronto para assumir a direção do pç e da revolução comunista. A insólita solução concretizava-se: o novo líder àos comunistas brasileiros seria imposto de cima para baixo, da cúpula da IC às células do PC-SBIC. A tiracolo, Prestes t~azia sua joveln esposa, Olga Benário, ativa comunista alemã, de confiança dos soviéticos. A IC não podaria en.tragar, sem con .trol'e, a revolução "comunista brasileira a um homem que, até aqu~ le 'momento, ainda não pertencia aos quadros do PC. Olga seria a sombra de Prestes, criada pela luz cou. 3. O Partido Comunista do Brasil (PCB) O ano de 1934 marcou o'início de uma n9va fase para o PCSBIC. Em julho, a sua I Conferência Nacional reelegeu, como secretário-geral, Antonio Haciel Bonfim, mais conhecido como
"l-H

de

Mos-

randa", antigo sargento da polícia militar ba1ana. Para minorar os efeitos aparentes de sua subordinação à IC, o PC-SBlC mudou seu nome para Partido Comunista do Brasil (Seção da Internacional . '
(2) Hoiais, F.: "Olga", Ed. Alfa-Omega, ~no Paulo, .1985, página 67~

17
\RESEHVAOO

9

Comunista), usando a sigla PCD. Esse concltive mudou a linha politica do Partido, segundo os ditames da sua matriz. A luta era antifascista e deveria ser formada uma "frente popular contra os integralistas".

o PCB, radicalizando-se, passou' a considerar-se corro a "van
guarda na transformação da atual crise econômica em .crise revolucionária __ que já se processa -- encaminhando todas as lutas para a revoiuçio operária e camponesa". Conclamou os camponeses à tomada violenta das terras e à sua defesa pelas armas. Exortou a luta das massas "em ampla frente Gnica, para transformação da guerra imperialista em guerra civil, em luta armada das massas laboriosas pela derrubada do feudalismo e do capitalismo". A l~ ta, segundo o PCB, deveria ser elevada !'até a tornada do poder, instaurando o Governo Operário e Camponês, a Ditadura Democráti ca baseada nos Conselhos de operários, camponeses~ soldados ..e marinheiros". Com relação ao marxismo-leninismo, jactava-se o Parti~o de que era o "Gnico neste pais que estã baseado· nessa ideologia, a qual já levou.à vitória o proletariado e as massas populares da sexta parte do mundo, a União Soviética" (3).
. I

Em documento dado a pGblico logo depois da Conferência, o PCD, vislumbrando as eleiçôes de outubro, criticou a via parla';' mentar, sob ~ualquer forma ou rótulo com que se apre?entàsse, ~, firmando que "de modo alg4m re~olve a situação das mas~~s;' ,situação que só poderá ser resolvida pela derruba~a víol~nta dos. se governo e sua substituição p~lo gove~no dos· soviets (c~nselho) de operários, camponeses, soldados e marinhei~os" (4)• A. nova lina poli tica do "povo PCB", .em agosto qe 1934, .
,

paêsou a ser a da insurreição aram~da para a derrubada do goveE no e a tornada do poder. Os ~atos 090rridos no ano peguinte mostr~riam se estava preparado para isso e se iria alcançar seu ob je'tivo•

---..---

..

--\_. -- --.- -- ....-- ...
(ANL)

4. A Aliança Nacional Libertadora

Traçada a linha' política da "frente popular", faltava, ao PÇB, a criação de uma organização ,que a concretizasse e que pudesse congregar operários, e:?tudantes, militares e intelectuais.
(3 ) I I

"A Classe Operárin", 'jornal do 'pcn, de. 19 de agosto de 1934.

(4 )

Carone, E.: "O pcn - 1922 a 1943", Difel S.A., RJ, 1982, páginas 143 a 159, transcreve onrtigo'A,posic;no do pcn frente às 'eleições", do CC/ PCB.

I

R E S E fi V A

o;.;

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R E SE·R

V 1\ O O

la

Em fevereiro de 1935, foi fundada essa frente, sob o nome de Aliança Nacional Libertadora (ANL).

Em 19 de março, pela primeira vez, reúne-se a sua diretoria. Dos seis principais dirigentes, três eram militares: o pre secret5rio-gesidente, Hercolino Cascardo, comandante da ~arinha; ovice-pres! dente, Amorety Osório, capitão do Exército; e o ral, Roberto Henrique Sisson, também oficial da Marinha. Entretanto, desses trê~, só o secretário-geral, era do PCB, que pretendia, Sisson, frente,

dk

acordo com a política de

congregar o maior número possível de liberais, escondendoa orien tação do Partido. Mantinha para si, no entanto, a principal posição daANL. ~ro fi~al de março, a Aliança promoveu a sua primeira reunião pública, no Teatro João Caetano, na cidade do Rio de Janei ro. Neste evento, mais de mil pessoas ouvem o programa da:ANL e aplaudem quando Prestes é indicado como seu presidente de honra. Uma 'carta de adesão do t1cava~eiro da Esperança", de 3 de maio, dá um grande impulso à frente. Com base e datada

ã

semelhança da estrutura clandestina do

PCB,

a ANL organizou-se com rapidez, apo~ada nas t~cnicas marxistasleninistas de agitação e propaganda e em dezenas de jornais dirigidos pelo Partido. Apesar de ser mais forte no Rio de Ja~eiro, são Paulo e Minas Gerais, a Aliança propagou-se por todo o Pais. Calcula-se que, em maio, já possuía cerca de 100 mil mili tantes, organizados em 1.• 600 células. A frente progredia, escudada em bandeiras que do empolgavam crescen13 anos dos

as massas, os militarese os liberais. O PCB a orientava,

ã

sua sombra. A data de 5 de julho, comemoração da Aliança .

do levante dos 18 do Forte e da revolução tenentista, traçou uma linha demarcatória no ..•. desenvolvimento • _a.a ..•..•. ~" •. '.

Prestes, que chegara ao Brasil em 15 de abril de 1935,

ra

dicara-se no Rio de Janeiro, após. curtas passagens po~ Florianó polis, Curitiba e são Paulo. Observando o des~volvimento da ANL, concluiu que já estava na hora de fazer um pronunciamento incisivo, definidor dos reais rumos da Aliança. Em 5 de julho, lançou um manifesto contendo as "Governo popular nacionalista revolucionãriol', bases do

,

mais

acusando . .Getúlio

Vargas de fascista e de subordinado ao imperialismo e convocan"------------[ R E S E R V Ao O O

I '"

".

fn.ESERVhOO· do os ex-revolucion5rios, burguesia popular". militares, padres,jovcns e a pequena "governo

19

a engajar-se na luta pela implantação de um

Em determinado trecho, Prestes afirma que "a situação

é de guerra e cada um precisa ocupar o seu posto", conclamando: "B~a6ilei~o6! O~9ani~ai o V0660 5d~o con~~a OA dominado~e6 ~~an6 6o~mando-o na óo~ca -<'~~e6l6~Zvel da Revolucão b~a~ilei~a!"
Prestes havia aprendido, na URSS, que era bom, nos discur sos, citar os mestres da ideologia comunista. Mas, havia apren~ dido, também, que não era bom limitar-se a copiar, mecanicamente, esses escritos, havendo que adaptá-los às condições de cada pais. Assim; num sfibito despertar de "intelig~ncia" e de "criatividade", usa o Manifesto Comunista de 1848, referindo-se aos brasileiros: "V56' que nada ,tende6 pa~a pe~de~, e a. Jr.iquezaime!:!. ~a. de ~odo o B~a.~il pa.~a ga.nha~". pnrodiando Lenin, encerrn o manifesto:

"Todo o pode~ pa~a a. Alianca

Nacional

Libe'~~adQlr.a".

apar~ce no lema básico, quan,1917 do Q "pão, Paz e Terra" da revolução russa de outubro de E o máximo de originalidade
. I,

t.ransforma-se no "pão, Terra e Libcrdade" da ANL. Esse manifesto, intempestivo e provocativo, da Aliança, trouxe-lhe dcsvelando o

caráter marxista-leninista

duas conse-

qü~ncias imediatas: a sua ilegalidade, decretaaa, uma semana d~ pois, pelo Governo Vargas, e o afast,lmento de diversos de, seus .
,

líderes e dirigentes que não eram comunistas, próprio presidcnte, Hercolino Cascardo.

a

corocçar pCfo

Iniciada a repressão contra a ANL, esta passou a atuar na 9-bsolu~a cl.. tndestinidade, escorada na estrutura orgânicé:} elo· PCB. h radicalização do movimento foi :inevitável, criando,5~gundo o
I •

çomunista Di~arco Reis, "um c~~m~ de apelo à rebeliã9

4rmada":

~06 mili~an~e6 comuni6~a6 ~ecebe~am, en~ão,o~ien~acio de 6e plr.epa~a~ pa~a um _p~ovivel conó~on~o a~mado a cu~~o P1azo~ na. pe~6 p~c~iva ,~~ .um,9 qlpi 6a6 citlti~an~e em 9 e6~a.cão" Oi).'
Os comunistas brasileiros pensavam estar prontgs. va, apenas, o sinal verde de seus chefes moscovitas. Falta-

,

? ~

aprovaçao da Internacional Comunista De 25 de julho 'a 21 de agost~ de 1935,
,

.

..

a IC

realizou

o

seu VII Congresso. Como delegado do PCB, compareceu o

secretá-'

(5) Reis, D.: "A Luta de Classes no Brasil e o PCB", Ed. Novos Rumos, S.P.,
1981, página 39.

I

I,
I

n

E S E R V A D/.O

,I ~- E S E 11 V A O O
Van Mine, delegado holandês do Comitê Executivo sentou informações alvissareiras da IC para

20

rio-g?~al, Antonio Maciel Bqnfim, o "Miranda". Nesse Congresso, a América do ,Sul, em discurso de apoio à "frente popular", uma "ampla e bem organizada associação" apre-

sobre a ANL, afirmando .que era e que dela "jã part~ci-

pava um grande número de oficiais do Exército e da Marinha brasileiros". Tal afirmação não deixava de ser verdade, em valores abso lutos. Baseando-se os comunistas nos dados exagerados levados por "Miranda", sul da IC tomavam o Brasil como uma "republiqueta !.

americana" e pensavam que algu~as poucas dezenas de oficiais re 'presentassem "um grande número".

o

próprio Dimitrov, dirigente búlgaro da IC e encarregado sobre

de fundamentar a política de frente, teceu considerações a ANL e incentivou a sua ação: "No

BltallLe., o Palt.tJ.do CO/llu/1J.ll.ta, que deu uma. boa ba~e ao de~envolvJ.men.ta de uma 6lten.te con.tlta o naci.onal, deve i.mpvlJ.a'l.J.llmo ao clti.altuma Al.i.anca de emancJ.pacão empenha.lt':"ll e CO/ll .toda.!.> á-~ ~UCL6 ÓOItç.M .pa./ta., -i.mpu.UJ.ol1a./t ~.6a. 1Ite. l1.t e , cone oltJ.enqui.4tindo a me~ma, ~obltetudo o~ mi.th;e~ de campone~e~, tando O' mOQi.me.n.to no ~entido da 60ltmacão de·de~.tacamentoll de um ExeltcJ..to Populalt RevolucJ.onãltJ.o ex.t'Jle.mame.n.te d(l.votado, a.té qLLe 4ej~ alcancado o objetivo 6inal e no ~en.tJ.do da oltganJ.zacão do podelL dell4a AlJ.anca Naci.onal LJ.belttadolLa".
Estava aprovada ,a ANL como instrumento de luta. As pondições não inteiramente favorãveis da situação b~asileira'não pareciam preocupar os dirigentes da .IC.

palLa que o PCB ag.l.4lle de qua.tquelL mane.l.lLa, a de~pe,.l.to do ll~U de~plLepalLo - con tltalt.l.avam qualquelt e~.tJ.ma.tJ.va ~enllata da lLea.tJ.dade blLa~J.leilta, mall 04 6.l.eJ.ll,legal.l.~tall, obedeceltam cegamente all J.nlltlLuc5e.ll lLe cebi.dall"
(6).

Segundo Levine, "All oltdeli~ de Mo~cou

e

-- .•.. -.- .. _----" .. -

Os ,senhores soviéticos determinaram. obedeceram. 6. A Intentona

Os cegos brasileiros

-Muito 'já foi escrito sobre a Intentona Comunista de 1935. ,. Como síntese, basta-nos relembrar que os atos de terror
(6) Lcvinc, R.M.: "O Regime de Vargas", párina 10t. Ed. Nova Frontci,ra,
__

tiveram
1980,

R. J.,

r 11 E

S E R V _~~

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";""-'"

[n 1': S E n V 1\

~~I-

2_01,

inicio na noite de 23 de novembro, em Natal, na manhã Recife, e na madrugada de 27, no Rio de Janeiro.

de 24, em

Apenas no Rio Grande do Norte, o levante ampliou-se, participação a participação foi extremamente reduzida e, no Rio de a dois quartéis, a Escola de

com

restrita de alguns setores da populaç~o. Em Recife, Janeiro, Aviação,

a revolta restringiu-se

na Vila Militar, e o 39 Regimento de Infantaria, na Praia Verme

lha.
Apesar do plano prever insurreição nas cidades e, depois, a formação de colunas parà tomar o interior, o levante confinou se a três cidades, isoladas entre si, pouco extravazando dos mu ros de alguns quart~is ..No dia 27 de novembro, a Intentona perdeu a impulsão e fracassou.

tt

As massas populares mostraram nao haver tomado conhecimen to do quadro pi.ntado pelos comunistas. O lema da.1\NL, "pão';' TeE ra e Liberdade", não sensibilizou o proletariado. A rebeldia e a mobilização das massas s6 existiam na imaginação e no desejp dos comunistas, ávidos de. chegar ao poder a qualquer preço. Tudo parece indicar ~ue a superestimação das pr6prias força~ va, muitos oriundos do tenentismo, como, por exemplo, tão Agildo Barata, lider da Aliança no Sul do Pais. o foi Capicausada pela presença, na ANL, de militares da ativa e da reser

aJl-i...6:t.-!-a de. 1934 ·pe.tl./Il-i..:t.-i..lta qtte.· o~ joven.6 oó-i..c-i..al.6.pa~:t.-i..c-i..pan:t.e~ d~.6 ltevoluç5e.6 an:t.elt4olte.6 voi~4~~em ~ a:t.-i..va, e mu-i..to.6 dele..6 eltam m-i..l-i..:t.an:t.e..6 do PC. A d-i..lteçio , Ileconhece.lta que~ paltadox.alme.I1:t.e., dita ma-i...6 óãcLf. co.n.6:t.J~uúc, o Palt. ~{.do no~ qualt:t.'é-i...6 do que. na.6 óiibJI.-i..ca.6 - e .tnve.'.6:t.-i..u n.t~:t.Gt" (7) •
Segundo Fernando Morais, liA
.-,

Na realidade, o PCB substituiu a "vanguarda ope~ãria" por \l11la "vanguarda militar". E, co~ isso, isolou-se. No d.:i:-zel::' insu~ peito de Dinarco Reis: "Ca.6o

a dllte.ção do Palt:t.-i..doftotl.V<!..6.6e ~e-i..~g' unI e6e:t.lvo balanço e uma caltac:t.eltlzaç~o Iteal da6 6n:t.e.It.tolte~ l~t.a.6 do.6 t.enel1:t.e.6 e' a -i..11.6ultlte..i.ção de 1930, pO.6.6lve.l/l1~I1.te .t.6.60 ... ~~ltla ajudado o Palt:t.ldo a nao incoltltelt em eltlto~ e equ~voqO.6 com9 0.6 que. acol1:t.ece.ltam com a g~o.6.6ellta , mal1l6e.6:t.aç~o de en6eltm.i.da de .i.11Óa.I1:t..i.l v,?Il.i.6.i.ca.da com O mpv.i.!J1el1:t.o alllllado de 1935" (8).

-

Por que
(7) (8)

'a

ação armada? Imitação pueril, simplista e meca,.
/'

i
r . I ~I
I

I

Horais, F.: "Olga", Ed. Alfa-Omc.ga, S.P., 1985, página 83. Reis, D.: "A Luta de Classes no.nra~i1 e opcnl.', Ed. Novos ~umo~,. R.J.,

1981, página 29.

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R E S E Fl V 1\ 0--:0 ---------

I

j

---1

nicista da Revolução de 1917? Estreita intcrpre taç50 do ma te l' i ,\ lismo histórico? Crença de que bastava um partido resoluto p"lr~1 impulsionar o processo revolucionário? Erro de avaliação d.:\ rl'd lidade nacional? Superestimação tas? Cumprimento do papel dos militares comuni~-

incondicional às ordens da IC?

Passados 50 anos, não h~ uma explicação lógica e coerente para ri Intentona Comunista de 35, a primeira tentativa de tom~da do poder. Sua análise nos conduz às palavras de Lenin -referir-se ã doença infantil do esquerdismo -- de que "não só uma estupidez, ,mas também um crime". Um crime que ceifou dezenas de vidas e que se poderia rcpetir no momento em que seus'idealizadores durccido o processo revolucionário" sistir no caminho da luta armada.
, I .

ao foi

ela

julgassem haver

".:111\.1

e chegada a hora de emprcc~ in-

der nova tentativa de tomada do poder. Os comunistas iriam

\

\

\

'--------------1

fi E S E R V!

O O

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S E R V A D~

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1
A SUBORDINAÇÃO OSTENSIVA AO COMUNISMO SOVIf:TICO

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PC ERA A SECA0

BRASILEIRA

OA INTERNACIONAL

COHUNISTA.

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I ------------------------1 I R E S E n V A n--,°1--. ••

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E S ER .

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24

A INTENTONA CONUN'ISTA DE 1935

os LIDERES ESI'RANGEIroS DA RI:."VOLUÇÃO
BRASILEIRA.

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o ARGENTIl\U
1.

I.

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1

ROOOLFO GHIOIDr

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D~-------------~;";';'

CAPíTULO IV

o
1. A reorganização
Qualquer Intentona tir-se

PCB EO

CAMINHO 01\ LUTA ARMADA

do PCB seja a resposta de 1935, momentO. nunca encontrada para explicar a repeda In que a

que

Comunista

constata-se

que ela poderia

a qualquer o Partido

tentona, nortearam.

fracasso s fez a aul::0critica dos principio era"analisar as causas dessa

Apesar

do contundente

A preocupação

derrota,

procurando encontrá-las
sencadeada. Continuava ção da tornada do poder

apenas na forma como foi preparada e de
dominando pela nos dirigentes do PCB a conceE soluta armada e um discernimento

••

bre.a conjuntura nacional pouco confiável. Para eles, apesar do sangue derramado, aquelas acoes insanas representaram "estimulantes precursores" Com a derrota da revolu~ão nacional do movimento, porém, por vir. as prisões
l

ce

lideres

comunistas deixaram o.partidO, temporariamente,
A situação . mundial, no entanto,

desestruturado.
rapidamente

com a guerra em curso. O rompimento do acordo de·Hitler com Sta lin e a invasão da Rússia pelas tropas nazistas provocaram ime-. . diata reviravolta na politica exterior soviética. Stalin apres"

.

modificava-se

'
. '
"

.

sou-se em tentar ganhar.o apoio ~as democracias ~parente gesto de boa vontade extinguiu a IC, ( 1) • Aproveitando-se

ocid~ntais. Num em·maio de se 1943

desse novo clima, o PCB rearticula-

e,

em agosto de 1943, realiza sua 11 Conferéncia da Mantiqueira".

Nacional, em Itade "dar todo

tiaia, no Rio de Janeiro, que ficou conhecida, como ·"conferência Nesse conclave, o Partido trat~ o apoio à luta da União soviética e à politica de Vargas" (2)· A partir de então, passOU a desenvolver

.

intensas atividaanis-

.

des de massa e de organização,
ao partido entrar num processo

iniciando a campanha pela que
quP seus militantes da ação contra

tia. Seguiu-se um periodo de legalidade de fato,
de "acumulação de forç~s", na base

permitiu
e

denominaram o .fascismo

Após a extinção do "Comint<;.rn"•.o controle dos PC passou a ser feito pc lo cc/rcus. até que. em 1947. com o in 1c io da "guerra friá". fo i subs t i:
tuido pelo "Cominíorm" (Infot'l1l3ÇÕCS Comunistas). Vinhas, H.: "O partidao", Ed. Hucitec, S.P., 1982,

(2)

.

,\ R E S E fi V A 0,,0

.

Capo 11..

. --'

2G

a favor da paz mundial. 2. A legalização do PCB Ao aproximar-se o término da guerra, com a vitória da de le

aliança entre as democracias ocidentais e os comunistas, o prer.idente Vargas decretou a anistia e abriu possibilidades galização a todos os partidos políticos. Enquanto as diversas

corren'tes políticas começavam a reagrupar-se no sentido da formaçã~'dos respectivos partidos, o PCB era o único nacionalmente ,organizado. Valendo-se ào prestígio que lhe dava Europa a identificaçao com o povo russo, que havia suportado a agressão nazista na e que por isso contava com a simpatia dos povos do mun, PCB passou imediatamente à ação relações
I

do ocidental -,o com a URSS.

de

massas.

Em abril de 1945, o Brasil restabeleceu
i

diplomáticas

o

Partido criou o Movimento de Unificaçao dos'Trabalhadotra-

res (MUT), organização sindical paralela, a fim de orientaro

balho sobrea classe operária., No campo, a fim de explorar as di~ putqs entre posseiros e grileiros, organizou as Ligas 'Campone...-----.-sas, sob o título de associaçõe~ civis. 'As Ligas procuravam con ~ . . ...., cretizar, na prática, a' "aliança operário-camponesa" e nao pos----.

suiam vida autônoma, 'permanecendo como apêndices

da

estrutura legal,

partidária. Floreséendo neste períOdO, quando o PCB'era desapareceram,
)

quando este foi posto na ilegalidade definh~rame, praticamente, só vindo a res'surgir na década de 50 (3). Em 26 de novembro de 1945, como secretário-geral do

----------

PCB,

o recim-anistiado Luiz Carlos Prestes vai ao Recife para as comemorações do 109 aniversário da Intentona Comunista. Em seu di~ curso, procura justificar o empunhar de armas em 35, alegando que "o Partido Comunista fez uso, contra a violência dos domina dores, da ~iolência,como os verdadeiros única arma de que podiam dispor todos patriotas". em meias-verdades,
,

e

Especialista

Prestes afirma que

a In-

tentona não visava a implantar o comunismo e , nem

o socialismo,

mas, apenas, realizar uma "revolução democrá~ico-burguesa". Como se para chegar ao objetivo final nao houvesse que se passar pelos intermediários vro.
(4 ) Ver

(4)!

'

(3) Sobre as Ligas Camponesas, ver item'4., Capo 11, da 2~ Parte, dest-c liI

item

1.,

Capo

I, da
~~~_AD

1~

Parte.

qeste
O

livro.

capciosamente,

Prestes prega a revolução, trazendo à baila utilizadas para ele
,
"

as mesmas palavras ~c ordem de agitaç~o bolchevique em 193'5. A luta armada continuava sendo uma obsessão

e os ,demais dirigentes do PCB. 3. A volta à clandestinidade Com t~das as condições favoráveis, o PCB obteve dos razoáveis nas eleições de 2 de dezembro. estimularam os militantes Estes resultaresultados de

j ~

!
,

comunistas e, apesar da pregação

Prestes pela luta armad~, pela primeira vez, a defesa da via pa cifica para a chegada ao poder tomava corpo no Partido. SeUS dirigentes, porém, alheios a . essa tendência, enveredaram,por uma ferrenha oposição ao regime. Atacaram violcntame~
'

te os dispositivos res estrangeiros.

neo-riberais

inscritos na Constituinte

e cri

~icaram asperamente o apelo que o Governo fazia aos tre a policia e os militantes

investido-

Cresce a agitação das massa~ e ~s chbques-encomunistas passaram a ser cada vez

mais 'constantes. Em março de 1946, em pleno CongresSO Nacional, Prestes de clarava, para espanto dos~ão-comunistas, que lutaria (5). ao lado

da Rússia em caso de guerra contra o Brasil

-

Nesse ano, em agosto, o Partido organizou um ConQresso N~ cional Sindical que, num desafio ao Governo, criou a C9nfederaç~o Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB). A CGTB represe~ ta~a 'um passo à 'frente em relação ao MUT, que, criado ~m de 1945., foi fechado no mesmo ano, sindicaiS, procedimento Paralelamente por incorporar abril ~~derações

não permitido por lei. com o Governo, a situa pitua-

a esses desencontros

çao interna modificava-se

em decorrência da evolução qa

ção internacional que corria e~ franca mudança de rumQ. A Rússia, pela força do Exército Vermelho, impôs seu regime, tota'1itá rio a mais de uma dezena de países do Leste Europeu, ocupados durante a guerra (6). Com isso, a aliança entre a URSS e asdem~ cracias ocidenta~s chegava ao fim e iniciava-se a "guerra fria". O Brasil rompe relações dip16máticas
(5) Skidmore
t

com a URSS, cassa
Saga, R.J., 1969.

o

T.:

"Brasil·-

de Getúlio

a Castelo",Ed.

p5gina 92. ' (6) Os países ocupados durante a guçrra foram: LetQnia, Litunnia, Estônia, Finlôndia Polônia, Alemanha (Oriental) , TchC;co-Eslováquia, ll}.mgria, Rot

m~nia) nulgária I

e IUgO[' :',.~~ '. ~' _R E S E fi V AO,,!:

J

I.

I

I
ilcgal(7). Muitos militantes,

n, E S E-~n~

O~

-!-"

~Cgist~o do PCB (7 de maio de 1947) e declara a CGTB igualmente

inclusive Prestes, passaram i clande~_

tinidade. Entretanto, a estrutura do PCB não foi tocada: '''0 fato é que a imprensa do Partido, jornais nacionais eestaduaís, continuaram circulando regularmente .•• com livros e demais publicaçSes os locais do edita

"O mesmo verificou-se permaneceram

das pelo Partido. Na maioria dos.Estados,

Partido dos atos

abertos e, no final desse governo, na campanha su-

cessória, os comunistas puderam realizar ou participar públicos"(8) .

O PCB saíra da legalidade de direito mas permanecera galidade de fato. 4. O "Manifesto de Janeiro"

na le

Inconformada com a política do Governo Dutra, que .conside rava antipopular e repressivo, a .liderança nacional do PCB lançou um Manifesto, em janeiro de 194'8, exigindo a renúncia do Pre sidente 'da República. Entretanto, dissociado da realidade, o Manifesto nao en-

controu um mínimo de receptividade, nem entre. os partidos pollficos nem na classe' operária. ~o c~ntrário, induziu a reação do Governo, que cassou os mandatos dos parlamentares nistas. :comu-

pOUC.O.6, o Pa.It.t.i..dova..i.. aba.nrlonCll, de na.ndo a. l.i..nha. polZ.t.i..c.a..tltaca.da. ~a. 111 Con6eltinc..i..a. N.a.c..i..o .6 e c..t a. It.i.. a. e 1946, e a.6.6umindo uma. l.i..nha. polZ.t.i..c.« e~queltd~.6.ta., .6ub j e.t.i..v.i...6:ta. ••• " (9).
Afirma Moisés Vinhas: "Ao.6 Após esse Manifesto, em que apela para a derrubada verno, o PCB passou a_~adota~ uma política de organização sivamente conspirativa ao poder"
( 7)

do Go exces

e ilegal"

nro,

"urnaconcepção militarispara o assalto

ta de partido, tomado corno organização preparada (1~)•

Para maiores detalhes sobre a cassação, ver Barb~do, A.: "O fechamento do Partido Comunista", R.J., 1947. . ( 8) Reis, D.: liA Luta de Classes no Bra'Sil e o PCB", Ed •. Novos Rumos, S.P., página 82. ( 9) Vinhas, H.: "O rartidão", Ed. lIucitec, S.P., 1982, pág •. 94 e 95. (lO) Rc is, . D.: "A Luta de Classes no Brasil c o rCB", Ed. Novos Rumos,·S.P., 1981, pág. 83 • , (,1) .Vin~\as, H.: "O partidãO"I~h ~ p.lg 95 •

.

..

,

'

.'

I

R ,E S ( Il V A O O chin6s, de 1949, impressionou

29

1

o
tanto

processo

revolucionfirio do PCD, que, De acordo

os dirigentes

mecanicamente, com Dinarco

pensar~m

em re-

r

produzi-lo

ce./{.~ame.nte., da cIL5nica te.nd~ncia impe.ILante. no tILabaiho de. diILe.c~o man.i.6e.6.tada; .6obtr.e.tudo, no hábito de:.cop.i.a.It,de. malte.ilta altbitltã. ILia e gItO.6.6 e.ilta.men.te e..6qlle.má.tica., mode.lo.6 e. expe..Jtiência..ó poiZ.ti ca.6 pO.6ta.6 em ptr.ática pOIL paILtido.ó COllluniJ.lta.6 de!. outILa.6 nano Brasil. Reis: "TItltta.-~c.,

e Õ e..6 "

( 1 2) •

o

sectarismo

e a tendência

a açao violenta

continuavam

a

ser a tônica

do período.

5. O "Manifesto

de Agosto" de 1950, assinado por Prestes que ficou e em nare do conhecido

tt
Comitê como

Em

19 de agosto o

Central,

PCB lançou

um documento

o "l-1anifesto de Agosto". Incorrendo, mais uma ve~, num erro grosseiro traçar de avaliação uma linha re chula, re-

da conjuntura volucioniria peti tiva virias

nacional,

o manifesto

procura numa

para o Partido. de lugares "traidores

Redigido

l~nguagcm documento

e cheia aos

comun's, o longo e assassi~os mais

refere-seI

vezes,

que

nos governam", da vida

i

"pominação

,imperialista",

ao "momento

grave

do nos -:" gros-

.

so povo" ·e a "ameaça s~ira, todos

de guerrél.". Ataca,

'também, de. fo~ma da República~ de 1945, em Reçife,

os candidatos o discurso justificar

à Presidênci~
de Prestes,

Repetindo nifesto procura

o ma

o uso da violência: das massas

"Óiante

.

da violên -, e neos

e

eia dos cessária,

dominadores,

a violência

é inevitável

é um direi to 'sagrado e o dever
Defende viável e progressista d~mocrãtico

ineludivcl como

de todos

patriotas". ca solução na com

a "soluçã@'revolucionária" dos problemas e popular", c,omunista,

sendo "aGni Ace

brasileiros".

"um governo

expressão

stalinista

que representa,

na revolução

a etapa

intermediária e~ Conslama operá

t.re a Democracia
rinheiros Frente

e a "ditadur~

do proletaria9.o".

'~ios, trabalhadores
e oficiais Democrática do povo",

do campo,- mulheres, das Forças ,Ar~das de Libertação defende

estudantes, a formarem Pregando

~old~dos,m~ uma "ampla

Nacional".

o "arrnam~n popular de

to geral libertação (12)

a criação

de um "exército Dinarco Reis:

nacional",

absurdát

segundo no Brasil
I

"Exê.Jtc-i..to

Rei!'>, D.: tiA Luta de. Classes 1981, página 89.

e o

pcn",

Ed •. Novos Rumos,S.P.,

i
I

R E S E

n

V

I~'[)/.0 t--------------J

.I~E
.to"
(1 3) •

---,--~~

S ~.H V A ~~-

que ~; pode~La exL~tL~ na cabeca do~ que elnbo~a~am tnl d o C tllll etl

o

manifesto,

entretanto, nao teve a menor ressonância,per. maciça-

manecendo

n<1S enxergas do aparelho comunista. A clas se operária, a indicação de votar em branco, sufragou,

~ontrariando dirig~ntes

mente, a chapa encabeçada por Get6lio Vargas. Maii uma vez,- os do PCB pretendiam -fazer, de seus desejos, a realidade.

Pregaram a derrubada de Vargas, através da luta armadadas massas, estimularam as greves, sob qualquer pretexto e a qualquer custo. Rompendo com a estrutura sindical vigente, mo atrelada ao Ministério do Trabalho, tida co-

lançaram-se, sem sucesso, como

à construção de sindicatos p~ralelos. Influenciados pela revolu
ção chinesa, participaram de diversos conflitos no campo, em Porecatu, no Norte do Paraná, em Capinópolis, a luta dos posseiros, que irá atear
.0

no

Triângulo incitando a fagulha

Mineiro, e na região de Trombas e Formoso, em Goiás, "na ~sperança de que ela seja
(14) •

fogo da revolução"

Em Goiás, o movimento camponês, liderado por José rio vre" de la mil km2

Porfilicomo

e infiltrad,o pelo PCB, chegou a formar um "território
,

com governo paralelo e milicias armadas, sob
(15) (16).

a égide de uma Constituição própria que definia o Estado popular e socialista

..

Dinarco Reis, do Comitê Central do PCB, considerou episódios como,"das lutas.mais positivas encaminhadas munistas brasileiros" (17).

esses

pelos co-

A direç50 do PCB continuava obcecada pela luta armada.

6. O IV Congresso Ainda sob o impacto do suicidio de Vargas, ocor~ido meses e meio antes, e 1954, em são Paulo. Organizadas de acordo- com a rigidez stalinista, as reuniões dois de

a

morte de Stalin, no ano anterior, o PCB

realizou o seu IV Congresso Nacional, de 7 a 11 de novembro

,

('3)Reis, D.: "A Luta de Classes no Brasil e o PCB", Ed. N;vos Rumos; S.P., 1981, pág. 87. O "Hanif.esto de Agosto", na íntegra, está publicado ncséc livro de Dinarco Reis, a~partir da pág. 140.' (14)Vinh;ls, H.: "O partidão", Ed. H~citcc, 1982, pág. 129. (15)0 "Jornal da Tarde", de são Paulo, de 11 de jul~lO de 1971, publicou extensa reportar,em sobre o problema. ' ('6)Azevcdo, F.A.: "As Lig;ls Camponesas", Ed. Paz c Terra, 1982, pág. 57. (17)Hcis, D.: "A Luta de Classes no lIr;lsil e o I'CB", p.1g: 89. I~ESErlV~ / '. -

. Bucitcc. nao compar~ceu ao passando por. alertou sobre o programa: "dele nao tiro wna vírgula.in stirreição a uma luta quase só militar é grave erro que teria de .[RooE S E R V A ~ O 31 preparatórias tiveram pouca participação das bases partidárias. foi visto por Stalin"(18) Abstraído da realidade brasileira. de cunho antiimperialista e antifeudalista. M. um informe de CC. para isso . 1982. Envio~. O'caráter ~a re volução era IIdemocrático-popular". Para Prestes. (18) (19) (20) Vinhas. Ed. o programa do PCB nao sofreu qualquer mudança significativa. e~tretanto. I' de Ar~uda C5mara.~rruda Câmara.. "quem está de posse da teoria marxista-leninista_ investigar concretamente a. traçando as bases teóricas do Partido. . ma~ requzir a. Após tecer considerações . Prestes proclamou o prog~ama do PCB como sendo de IIsalvaç50 nacional". 137. ~ndispen- sá"el ganhar o apoio.dizia que. como de fato levou. corno comenta'. levar. de soldados e 'marinh~iros. tratou do programa do PCB. Prestes. pãg. Diógenes I: I Ii Numa dessas reuniões. "de~ocraticamente". 139. basta aplicá-la criadoramen A principal palavra de ordem do partido continuaria sendo ta a de derrubar o governo.um período de l~ balanço do galidade de. pág.134. embora o PCB.crrbrde o 11 1935 • o informe de Diógenes 'de . e foi eleito suplente do CC. a luta armada era ineVitável.feudal como a pedra de toque da Revolução Democrática e'po~ular ~har" os camponeses para a Revolução.P. que lá estava stalinista da revolução nao precisa realidade específica de seu país te à realidade nacionalll(19). a derrota do movimento de no\. destinadas a aparar as arestas. Idem. 'e adyertia que "para o triunfo da'insurreição popul~r é. t RESERVADO {-' / I .: ""O Partidão". Aliás. pág.estivesse governo consecutivo que absoluta. S. cri tica e ironiza Moisés Vinhas.fato. Idem. o segundo homem do Partido. Após analisar a bip~ laridade mundial da 2~ Grande Guerra. Era o quarto os comunistas queriam derrubar. dando-lhe um caráter re~ol~cionário e afirmando que "e~tão maduras no Brasil as condiradicai-s e prOfundas" (20) • O tral:>alho "a revolução agrá~ia anti sO'bre a necessidade de "ga sccões para transformações desse dirigente comunista consiqer~va no Brasil". em clandestinidade Congresso.

da Jt. como um todo.. a~rup~r grandes massas camponesas pobres e sem terra . ria E S Ei'n v. i~ia a ebba mi. D.. de Luta " . armada. .6b~O teoJt.. o Congresso.e. membro de cc/pcn .ndeira c Vitória".6tuJt.bta".---. 1982. .: 110 1>artidão".ptica.o p~op~io " .. foi a ·expressãoviva internas. por seus dirigentes. llpresentado no IV Congresso do pcn.6mo..i.•.ica" inigualãvel le"[tu~a "catab. latentes. entre o caminho do secta- rismo que nort~ava as concepções comunistas.a o~gânica de daJL "expJt.6que~di.P. continuava no caminho da luta No dizer insuspeito de Moisés Vinhas:" . - " (21) Arruda. S.e.~~ r "necessfirio acionar a luta de classes no campo.t~o6. ebt~e"[teza e megalomania p~~tidãJt.-. lIucitcc..-..mo.. bintetizando uma pe~cepç~o coletiva. M. educando-as no processo da pr6pria luta revolucionãria" (21). pago 134.llv.em torno do l')arti- do.ia'l (22).C. O PCB. Ed. '.. declinante.. (22)Vinhas.ealidade.--. do pcn . Sua pregação iria dar frutos num futuro próximo..I~. ideológicas sufocando as lutas da luta armada e o da via pacífica. apocal1. Viogeneb de A~~uda Cama~a."O ~rogro..

elegendose secretário-geral do PCUS. ~omo desejqva Trotsky. cpja as ~. Lenin. Na década de 30.6Zve.. a.~.dulc. havia indicado seis homens que poderiam substitui-lo na condução do Estado Soviético: Stalin. Kamenev.t. afirmaria quc\os crr6s e os crime bometidos resultaram mais do \ sistema sovi~tico do que das. A violência Afirm~ Merleau-Ponty: liA .6i.túc.... o Partido Comunista.a. foi assassinado em 1940.ti. Os denominados navieve uma se seria possível enfrentá-la respostas com a existência de uma oposição i~terna a Stalin.lc.talc.la. men.J. em seu "testamento".tlc.i. E isto para citar..•. (1) Merleau-Ponty.ta..~~lh~s morais do ditador.. que já estava banido da URSS desde 1929. Em um regime que a uma classe um poder total e qitatorial.r~E S E n V A ~~ _ 33' I I CAPITULO V OS CRIMES DO PCB 1. ?ukhaapenas.do.6 e. Tempo nrélsilciro.ta medida.a. di.c. . .a.I tt seria válida se cometida em nome da classe operária e de seu re presentante..lpme.~ã.l. ) alguns dirigentes. I rin em 1938. Torna-se difícil..o de. e Trotsky. Alguns anos mais tarde.nctm P0I. ~ .: "Hunklnismo e Terror" 1968. na cúpu~a do "processo:. escudados num estranho valor mo ral que privilegia a revolução proletária em relação ao indivíduo -.o I. a URSS vivia sob clima de ameaça de guerra mundial e da questão'sobre PCUS. M.. ·eliminado~.n. A violência comunista '1 Contam-se às centenas os casos conhecidos da violência co munista contra a pessoa humana. 0.ngue dei lLa.ct.ó.f.:lm as dessa questão.tOlc. .. Zi- Kamenev foram fuzilado. I . entretqntQ.i. de t-toscou" for. imputar a Stalin II I a única dá poderia culpa pelos crimes. 13.o ju. E:d.n f. sucessivamente.. Tito~'chefe do governo iugo~lavo. no Mé~ico. Rykov em 1937.• 0 I· - . Stalin. o podeJt do plLote. qualquer h~l utilizá-lo sobre as demais parçela da sociedade.do e.i. Zinoviev.den. S E fi· V t. . nunca conseguiu eliminar a pelos oposi~ outros çao q~e lhe faziam os grupos internos dirigidos cinco. I. c~nção tal sistema proporcionou.do. a.6.a. Rykov.a. Bukharin e Trotsky..os fins justificapdo os meios.ma.te" (1).s em 1936.~ . páe. e os opositores.

M. ~Dino Padeiro"... Tendo a arma enguiçado. dois vistas. com requintes de perv~rO "Tribunal. criado para julgar. Pinto de'Almei- da. não só seus "inimigos". Honório de Frei ta. decidiu executá-lo.. cabe a afirmação de Merleau-Ponty: m.i. vulgo "Dino Padeiro". tentamos Nio e4pan.e essa violência levada aos limites do tt e-á "Adê a n. Disocorrido por funcionários da Ed.vZduo. para eliminar.le. fanatizados ~ela mesma ideologia e animados p~ los mesmos propósitos indecifráveis que os conduziram à Intento na de 1935. 32. Antonio Maciel Bonfim.6 v. que dezenas de outros crimes foram cometidos pelos comunistas. 6ala/t do comunl. pode-se inferir.6 e .te. t~te. sem que houvessem vindo a público. R.6e. mas irretorquível. sumariamente.gaJLa. (2) e mais dois tiros" para ter. /tO. ravam suspeitas e receios.: "llumanismo e Tcrror". Pelo que se conhece.34 . ao PCB.6e. as forças ciais. t0mou a de Cupelo desfechou-lhe no.m e no. ainda antes da Intentona.. da Central do (hoje Estação Carlos Chagas). }lcrlcélu-Ponty. forne cendo. Miranda desfechou-lhe urna coronhada e. não morreu·e.. denunciou Bernardino so de suas atribuições.6mo. O próprio secretário-geral o auxílio de seu cunhado. apa. próximo à Estação de Triagem. os comunistas deram seguidas demonstrações dita violência. sidade.t.am o qu. .6ab. em seguida. mas seus próprios compan~eiros.~lumb/ta/t. Luiz CupeloColônio. .ta/ti .6 ~lLa»l .i.i. membro do CC/PCB. no Rio de Janeiro para um local ermo. ao perpetrarem de inaupolicrimes.Almeida e Afonso José dos Santos Em 1935.i. r R E S ~.No Brasil. de traição. deslumbrado 60m a possibilidade 4t do. absurdo.6 que'..6 • nuve.. Tempo Brasileiro.6 L~be~dade.. .J". também.secretário-geral do Partido. a certeza da mort~.Jtd. o "Miranda"." 2. tiros de revólver.6 talvez que' e.i.i. escondidos pela "eficiência do trabalho executado".i.s Gui marães. apesar de tUdo. Os casos a seguir relatados mostram.6tO. foi Brasil. Aos assassinados. (2) at/tavê. 1968. de um modo palido.tendo ~ue ."r_{ _V_A_D_o_II--~-----------' . Fora das ". Bernardino Pinto de. com de enconatraído trar-se com o próprio . um espectro patético e trágico.. pág.arvora~a-se todos aqueles que lhes inspiem juiz e executor. O "Tribunal Vermelho". cio julgou-b culpado e perigoso para a ação do Parti" armada que se avizinhava./t-. Vermelho"./11da :telL/ta..

no Rio de a polícia Mantidos separados pouco e incomunyçáveis. menina. Maciel Em 1934. por falta dias depois do "julgamento". membro foi delatada dos Santos.es gulosos. com o amante. Colô e do o os numerosos de seu irmão. sobreviveu e pôde contar sobre o crime. seu corpo Antonio de adolescente. Elvira Cupelo amigos Col9nio ~costumara-se Luiz a ver. então Era o próprio secret~rio-geraldoPCB. Cupelo Nas reuniões de comunistas. neiro. aumentado.in.$ E H V 1\ O O 35 ferrovia. irmã do ela chance ou. 11. ou oada poderia logo conaos de- que a "garota" acrescentar apreendido pqirnentqs de "Miranda" e ao voly. tirla. caso de "Etza Fernandes" J a seguir. de Niterói. cluiu na Av. amante . da Prefeitura José Emidio cometia o as na garagem de provas. com as prispes e os d6cumentos acuados dias apreendidos. quando. Bonfim. com os militantes pela derrota da Intentona. a linguagem complexa daqueles Em especial. Mais tarde. . lançava-lhe fascinava-se com os discursos que diziam ~er a salvaçio devorando que parecia Brasil. a "garota".Cupplo~ viu do secret~rio-geral e foi mora~ havia era uma "honra". "Elza Fernandes" Desde em sua casa. dezembro do na clandestinidade melho" ma julgou de 1935. Cupelo no Partido o fracasso da Intentona. . do PCB no Rio de Janeiro. o "Miranda'~ 16 anos. em sua própria o destino família. foram Apt.~noso arquivo m~nto (3) do casal. aquele ser o chefe e olhar. admirava de vez em. só em 1941 foi esclarecido 3. José e condenou por José à morte Afonso Emídio dos Santos.' [n 'E. do PCB entran o "Tribunal Ver A víti E~ SCll Ironicamente. deu voltas. Paulo de Front. Para Luiz simplesmente. como e passou a ser conhecida. com que. fizera~ com que os comunistas "aparelhos". no Partido. ------E E n V 1\ D)) . Miranda e Elza presos sidência. o peso da violência Em 2 de. Cupelo (3) .! 606. Impronunciado o crime. nio.. . saíu de casa de subir Entretanto. que recebeu do Comitê tadual çao. o encargo da execu Três sassinato. Acrescendo no aparta e nao os fatos' de ser menor t de idade Ver o.I fiçassem e isolados e~ seus próprios : NoS primeiros em sua reJa- de janeiro de 1936. E~vira Cupelo tomou-se como a amém "Elza ter Quanque a com te de Miranda Fernandes" sup.

L~uro Reginaldo da ~ocha. O . autorização tá-lo. tachando-os de medrosos e exigindo o cumprimento da . Não houve.do do PJtotc. do- tOllo.: "fu. havia um traidor. sumá- ria da acusada. Os trechos dessa carta de Prestes. Recebeu. em Pydra de Guaratiba.6.te .tdo peta 6a. no Méier.e..6e pode di.6. Na visão estreita do PCB. No diá···seguinte. Adelino Deycola dos ~ua Honório.. opôs-se à condenação.ôamen. vacLtacão você.uc(to e. assinado por "Miranda'~ no qual ele pedia aos ami. que ela estava de posse de um bilhete.1l1 nêio . Honório. transeritos..a".6ullplleelld. Francisco Furtado Mcireles.gos que auxiliassem a "garota".36 poder ser processada.(. para visi- Em 15 de janeiro.. Elza foi liberada. a seguir constituem-se num exemplo can~ente da frie~a c da cínica detcrminnção com que os comunistas jogam com a vida humana. E o maior "Miranda". na verdade. escreveu a Prestes. cta. em Pedra de Guaratiba.cido. suspeito começaram. jâ h~via decidido pela eliminação rotall foi condenada à morte. escondido em sua Hon5rio de casa da de"Mirandd' para a "garo- Freitas Guimarães. o "Miranda A reação do "Cavaleiro da Esperança" foi· imediata. com qu~m Elza estaria colab6rando. Alguns dias ao ou momende- Segundo o PCB. Reuniu-se o "Tribunal Vermelho".gút o PaJtti. da " " . a desejada unanimidade: vidas.. ----- I~~r: s :_~_~~~J - de.escreveu uma cart. Nesse to.onãlti. Soube.(. o que fez por duas vezes. .. tes vacilassem Morales.talt1.601. uma voz estranha.a aos membros do "Tribunalll.6.ta de lle.ll. A. a prisão de outros dirigentes aumentou o pânico.6i. Hon6rio de Freitas Guimarães. composto por Santos e José Lage Morales. o bilhete era forjado pela polícia. ida polícia...As investigações do "Tribunal Vermelho" Honório descobriu que Elza estava hospedada Meireles. com dú . As suspeitas transferiram-se ta".6 e Itevo. do outro lado do aparelho.tuci. I subúrbio do Rio de Janeiro. Â saída. em 18 de feverei ll • ro. também. conversou com seu amante que lhe disse para ficar na casa de seu amigo. sentença. Prestes.um dos di rigentes do PCB. porém. o Partido soub~ra que'~iranda"havia pois. na casa do era caído. relatando que o delator poderia ser. ao telefonar para"Mirand~'surpreendeu-se vir. também."Tribunal" seguiu o parecer do chefe e a "g~- - fazendo com que os demais dirigen em cumprir a sentença.

...olLdam mal.. Elza foi levada. ..i.~m a.omo devem . Adelino Deycola dos Santos. lLe~pon~abLe. II . Luiz CU'pelo Colônio.i.. .apaze~ de uma dec. poi~ a Que~tã.. .e dig na do~ c.idade. Honório pediu-lpe que se a seu lado. .. . n9 48-~~... "Uma.rães.&~ c..uidado QUe.... velL .a.ima de. Ela. . na 'Estrada onde já se encontravam Honório de . ....w.. com os pés junto" à cabeça.iI'" •• I . .'ga.. acabaram-se as dúvidas.o tenha 6ei. 37 1 •••••••••• • . Ac.c.o e nada.. dc.. inc.. foi eeportada "~4 O. Os ou~ros quatro com~ seguravam a fo~ etlfiado o }1edion à sala e Lira passou-lhe uma corda de SOcm p~ iniciando o 'estrangulamento..l nã. iria passar pelas mq..o" . ac. Perpetrara-se Logo após este fato.&pei.heó e~ do no~~ o PalL. ou entêío di~c.oi~a ~elt~ dilLeitinho. Ao r~tornar.. ---_"iIlII-IIIIíl'" • •••• -- IIl'Iil" ••• l.. Francisco Na~ividade Lira e Ma noel Severino Cavalcanti..onc.. -----------" i I . Os demais de Elza garota" que.• " .a~o j~ a~ deviam te~ ~e/)olutamente po~to em l·M~tic. dec.. ."POIL que mod. ..temelLo~o~ ante a. em nome do Partido Comunista.&entimentalil.-!> de o/) plLimei~o~ in~. ou. .••• '..amo~ o~ .tem a. .& tenho a. lLe. .. um dos "tribunos vermelhos"... - pois.. Alguns anos depoi~. num saco e enterrado nos fundos da casa....lmo nã. Em minha c.~el.ê~ c.timedlLo~o~..t~a? Hi ou não h~ t~ai.. nistas adentraram lo pescoço. .. . .. tudo c.o ~ii6te .tal opiniã.'? QLU? .i. em que auxiliara . ?" :9 .cão po~ palLte dela? E ou não ~ ela pe~i9o~Z~~ima ao Pa~tido .. Lauro Reginaldo da Rocha.. quando sua mulher. pOIL que ~ a lin9uagemdo~ /)ã. "Com ptena c.e. oicorpo do crime.on~c.o do . ...o.to da.._. ." ' •••.inte. Era o sinal con~cncionado..tante~ .tenho dado a voc.. tentava. o mesmo na tcn~ativa de assassinato do" i' o secrctário-gcr~l -"i n E S E fi V A D~ r-.lLo..idade. a c. . . Poucos minutos de ~...ido. ~ ..... ..o...entalL .-------_'-u' •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• -. mesmo jovem.o de6e!. em 5 de"março.l~ e. .~ medida~ extlL~ma~. que gostava dos serviços rop.alL a. ••• • ~ 'U. nã... foi fazer café. e ne~te c. respon\ c. I s. Decidida do Camboatá. Anté tal intimação e reprimenda. Ironicarnénte. ~ou c. .&ão a..ê~ minha opiniã...~ic. para uma casa da Rua Mauá Bastos. .p '~ ..Olga Benário.ia de minha ~e~pol1~abi. .".••• .om a... .ate9.iênc.'~ do P.alLta de 16. dem c. tal linguag em nêío .s angGstias~ para a Alemanha nazista.uma c.lLe~c. deu'a Prestes:' "AgolLa. Prestes foi preso em mes- seu esconderijo no Héier... ~ e ...ta pOIL a execução..6.o quanto ao que 6azeIL c...i... mai.aQui. por Eduardo Ribeiro Freita$ Guimacasei"senta~ Xavier.om ela.oloc.. ... .ta.•. salvar-se.::. Ou bem Que voc.o/t dam c.

conh~cida co m6 "Neli". participou d~ exumação do cadáver de sua guem que.abelod. comunista: Q' "Dino Padeiro".onhec. conhecido por "Paulista".ante d-i..i. atraíram-no para um passeio na Estrada da Tijuca. militante do PCB. Indo para o Rio de Janeiro. Neli foi atirada da Ponte do .Diabo por Diocesano que esperava no local. Decidiram eliminá-lo. O-i.-i.6do.a con fiança do Partido. Itenego meu pad6ado Itevoluc. na por Domingos Antunes.i. levaram-na. Soube tam b~m da c.on~ltio e enc.i.o I 17 . Para certificar-se da morte. Fo E n V_~_~--_"":'-_. Maria Silveira. n V A ~ irmã.i. Logo ao ch~ gar.ltmiEl I vilta. percebeu a viru16ncia O bilhete qttee~creveu a "Miranda~' o é1I11an te de Elza.am a4da~dinado minha iltma Elvilta. Neli.~~i e~quartejada por Valença.d de que hav.on6-i.i. usaram o táxi dirigido vembro de 1940. Domingos Antunes Azevedo. "amigos" do motorista.abo de add. retrata al- "R.alto Bonó-i. da Silva Valença aguardava no fundo do abismo. os assassinos de Nel~. Azevedo.1t i exumdc~o do c.ibilidade de não morresse com a queda.~ofta. Ricarte Sarrun. na pr6pria dor. já chegou .i..zeItam na polZC. O "Tribunal Vermelho" condenou-a à morte.ap6s acusou Neli de não mai~ merecer. Em 20 de janeiro de 1941 . na Estrada do Redentor. reunidos.omuni6ta6. quando estava na clandestinidade em são Carlos. Martins.eltIto ad minhad at-i. até a Ponte do Diabo. em 6 de Flor~sta da Tijuca.---- __ rnE .. que procurou torná-la irreconhecível a fim de dificultar a identif~cação e apagar possiveis pistas. cidade do interior paulista.4 . Dois meses depois.vidaded c.dade do PCB6-i. Maria Silveira e Domingos Antunes Azevedo Elisiário Alves Barbosa. Planejado o crime. havia a poss. Mas. 00 teu demplte amigo Luiz Cupelo Col5nio".4t. os militantes .ad~velt de minha -i. estavam preocupa dos com a possivel descoberta do crime. do tá- Antonio Vitor da Cruz e Antonio Azevedo Costa. S E . xi. no. Antonio. No transporte._.4d~0 que elementod de Itedpondabil. verificaram que o ponto fraco ~ era o motorista .m Ac. --------' .ainda a 4ua dentadulta e ~eUd c. que ela Daniel . apaixonou-se pela também militante alsum tempo de militância. entretan- to. Vitor da Cruz e Antonio Azevedo Costa.4 O Meu c. 4. Rec.-i. o pr8prio Elisiário.

que tanboude bruços sobre o volante.[ROE S E R V A~ O 39 ram.. também.·os assassinatos de "Neli" e do "Paulista". Diocesano Martins e Daniel da Silva Valença. este sentado ao lado do motorista. .-- ---. em nome do Partido Comunista.. '. Num local em que o táxi andava bem devagar. Valença freiou o carro e o cadáver foi atirado à margem da estrada. jamais seriam descobertos. Diocesano desfechou três tiros na vítima. .- . Segundo eles.

SUSPEITA DE POR PANHElRA DE lIt-lIRANDAlI ORDENS DE PRESTES.A (X)HFOI ASSASSlliADA.RR.~E OS REFLEXOS S E 'R V A ~~.EU DESAMI?ARAIX). A "ELZA FERNANDESlI . DURAl\"'TEA TEN'rA'l'IVA DE H). NIIEIRJS" • ·Q)LPE ABANOONACO PEIDS (x):'1PA- ELVIRA COrDNIO. . (»IABJR1\NIX) SOB ESTAR (X)H A POLICIA. 11 t1O mIONIO MACIEL OONFIH.')NS'ffi:)U I T1\Iuo..:cEIfU.___________ DA DERROTA COMUNISTA l LlDEM:\Ç'J\ (x):01U'NISrJ\. O "MIRANDA" _ O SECRE[X) PC NÃO DEN..

I 41 ..~ 2~ P A RT E A SEGUNDA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER .':.·.0 RE S E R V A-. \ \ I i i • I í ..

acometido por grave doença.. considerado como. forám marcados por divergências no PCUS.país" . rilha urbana como elemento essencial para lucionária. em ~aneiro de 1924. linista do "socialismo num só. . finalmente.. seguindo para a ilha de Prinkipo.- transformação rígido na direção partidária. e uma grave ! de Trotsky facilitaram a tarefa de Stalin. contínua.[:~ E s ~~~_~~J " . uma etapa inter ---. Em sua visão original. contra o burocratismo defendendo o "fracionismo". embora ambos se tenham declaradtt "marxistas-Ieninistas". tipo golpe de Estado. o direi to de formar grupos. pxóxima a Constantinopla. Em 1929. A IV Internacional Os dois últimos anos de Lenin. a golpes de picareta na cabeça. '. ao conceito st~ tendências e frações dentro da estrutura da organização.um age~ te de Stalin. onde. Durante alguns anos. por Ramon Mercader Del Rio.Tr~ tsky conseguiu liderar a oposição a Stalin. não admitindo. em torno da luta poder e contra a sua concentração sas divergências. foi assassinado. Depois seguiu para a França. de "Oposição de Esquerda". escudado em seu grande prestigio. em novembro de 1927. após o XIV gresso do PCUS. preso c a partir do XV Congresso do PCUS. em 25 de agosto de 1940. pela "nada isto é. foi banido da Rússia. que. defesa da "revolução mundial"" em contraposição cional" pelos principios intern~cionalistas.0 i pelo nas mãos de Stalin. . subst'i tuindo o fator e pela defesa . Trotsky foi expulso do partido. A morte de Lenin. Entretanto. a . demitindo do cargo de Comissário de Guerra (dirigente do "Exército Verme- lho")."revolução permanente". podem-se alinhar considerando a guer revoas seguintes premissas básicas do trotskismo: pela defesa da t~ mada violenta do poder. CAP1TULO I AS DIVERG~NCIAS NO MOVI~mNTO COMUNISTA 1. 3 42 . com todos os res.IR E S E·II V A O . Além da luta básica pelo poder. conseguiu assumir. para o México. os fatos atro dpportado para a Sibéria. Noruega. as concepções de Stalin e de Trotsky eram divergentes. pelaram-se.. recebeu a denominação doença ConpodeTrotsk" dominio do Partido e do Estado russo. Espanha e. Uma des- encabeçada por Trotsky. em 1925.

limitando-se a seguir. . em Périgny. . modifica~se o quadro apresentado item 1. . S E n V' 1\ 0. O principio do ~fracionismo"e inGmeras cisões e dissidên id~pló~icas. copiand? tupantes e os intelectuais. guardadas na Universidade de Harvard. foi fundada a IV Internacional. Desse . até confundido com o anarquis~no. apesar da fr~quezaacarretada tantes divisões e por não ter Gonseguido. modo. formandõ um verdadeirp la~irinto de linhas I • • que se dizem. ção foram consideradas como "secretas" e. o que os grandes ide6logosdecidir~mno quase que mecanicamente. As resoluções desse Congresso d~ Funda ) "Programa . Capo I.. empolgar setores d~s massas. \ 2. é inques~ionável do~ movimentos copseguindo por espas consafsumir o ipfl~6ncia seu ap4rente vem que não 9s es~ até hoje. mas não há noticia i de scu conteúdo.' r I te. mais uma vez. .•• ! 43 " . com- . . No entanto. em 1938. na 1~ Para linha tro .0'1. por ~rdem de Trotsky. representar o real pensamento.I 'I I Em 3 de setembro de 1938. o histórico do trotskismo._. cada 'uma. acrescentando-se tskista: li TROTSKISMO . também conhecida como In- que aprovou o seu documento o . deste livro. po~er e~ nenhum paIs.. de Transição". a cresce~te trotskist~s no mundo . cisas. particularmen~e E. que continha I textos em russo e ale mão. . O PORT quebra o exclusivism~do PCB Ao Congresso de Fundação' da'IV Inter~acional. em linhas pre- De 1938 para cá.. ~ o "direito de tend6ncia" provocaram cias. é dificil esfabelecer. básico. para somente serem reveladas 40' anos após sua morte (1). (1) Em 1980 houve o nCC5SO no documento.. às vezes. Por "l~.I mediária para atingir o socialismo (ditadura do proletariado). o trotskismo uma linha própria. conseguiu estabelecer exterior. nos Estados Unidos. no Brasil. de Tf'otsky. . I aconteceu com a 111 Internacional.beralismo". I . aldeia próxima a Pa ris. ternacional Trotskista. n f.inteiro.

pedrosa para e. tomou conhecimento às idéias de esquerda" ~ documentos Convertido para Não kistas.. por ingressara fazer no PC-SBIC. S E "A Frente Operária". "Nahuel simplesmente. da década no Partido de 40. ainda do PC-SEIC. Em 1952. Considerado COlro um dos gran. formou o Grupo foi a Moscou. mnximo des idcólogos trotskistas. fut~bol era um argentino que cu sua juventude profissional em Buenos Aires. Sacheta. a Tendência transformou-se depois. mit~ a enviar seus companheiros Estadual do PC de são Paulo. criou (PORT). Má remaem 4t rio pedrosa nescentes para o exterior criou o Partido a ter real e Muniz Operário de A~agão. n V A () O . a LCI. querda que. fugiu prisões desarticularam. Cris "J. em são Paulo. a denominação grupo de Tendência pelo de Esquerda.! • ~SE:nVhOO 44 pareceram 11 paises.PC-SBIC. 80 "Burcau ao Latino- e vinculado Secretariado Operário apoiado Revo no jOE Internacional. no Comit~ Estadual um novo grupo trotskista. Nos primeiros anos . conhecido .. que e Edmundo intelectuais como Ffilvio Abramo diversas Ferrão Aragão. fora jogador de "posadas". Niguel . Internacional~ cons logo se filiou oficialmente ou linha à IV tituindo-sc na linha Moreno morenista. Em criaram.. em Moscou. ideólogo Moreno" InternacioHugo este Bressano. Homero Frasnelli. simplesmente. "J. orientava-se por trotskista ou. Socialista Revolucionário(PSR). de Es "Moreno". Bolchcvique (GBL). passar teses ao dirigir-se pela Alemanha da "oposição passou um curso lá ficando. transformou reunia' Muniz o alde GBL na Liga guns Comunista Internac~onalista (LCI) .. Pedrosa. liderado po~ Herminio que recebeu nalmente. com Leninista da LCI. de Sã~ Paulo do . Romulo e provocou conhecido a extinção por da LSI. com sede em Montevidéu Em 1955. 21 delegados.. Posadas" ou. época. 1937. era dirigente Americano". da estrutura Em 1931. representantes o brasileiro de grupos pedrosa trotskistas de Mário reprcselltava o con~inente sui-amcricano. Em 1935/36/37. No ano seadoeceu ao das trotsdo Co ao Em 1926. lucionário nal no Brastl que o Partido Trotskista se desenvolveu f • ~-----------r. Entre eles. que nunca Nessa surgiu chegou i~portância.~ F. Lenin retornou Brasil dentro e. Mário guinte.. posadas".. veio talli ao Brasil trotskista de nivel internacional. (POL) . Hário j á afastado do PC. remanescentes (LSI). o PSR dissolveu-se a Liga outro Socialista ideólogo e seus Independente 1954/55. em 1929.

O "grande pai" ~ra~sfor- . 3. anos da década de 60. desde o' inicio Nos primeiros no Movimento optou pelo caminho violento. de suas atividades. dos Sargentos e nos Grupos dos Onze. A de Stalin foi completa. Abdican do Gho~ue armado entre o mupdo demo~ em busca da hegemonia nnmd~aL da do. o combate ao e a coexistência traçaram novos rt~os para a condução do Movimento Comunista e acentuaram as divergências Internacio- sino-soviéticas. apresentou pacifica. pacifica. os possícomunis- Talvez Kruschev não tenha estimado corretamente veis efeitos exteJ. I R E S fi fl V A O/~ 1 1-. que permitira s~a ascensao ferrenho ditador. centrou-se na denúncia "dogmatismo O combate ao culto à personalidade dos'c~imes toritários" cometidos por Stalin e na critica a seus "métodos au e "concepções sectárias".nos de sua decisão.havia dirigennum tes que julgavam que. O combate ao stalinista" foi acentuado e a sua política execrada. e transformação . um Nikita Kruschev. propaganda e-da infiltração. A politica de coexistência . atrav~s a fim de ganhar as massas. culto à personalidade nal(MCI) o XX Congresso d6 PCUS.~ealizou-se no qual o seu'secretário-geral. atuou nas Ligas Camponesas. de Brizola. O XX Congresso do PCUS Em fevereiro de 1956. __ .o erro nao estava em Stalin c sim no niste ma soviético. simultânea e lado a lado ent~~ econômicos e sociais diferentes. . procurava estabelecer uma "c9mpeti çãÇ>econômica com o capitalismo". Na prática. o PORT. que "relat5rio secreto" abordando duas idéias básicas. previa a convivência com sistemas políticos. che'gou-se ao requinte de derrubar as estátuas do ex-lider e de modificar o nome da cidade de Stalingrado desmitificação mou-se e~ filho bastardo. par~ Lenipgrado. da linha de expansão do comunismo força e da inevitabilidade cr~tico e o mundo comunista.45 Quebrando o exclusivismo do PCD. Havia dirigentes tas que concordavam com os métodos stalinistas c . ----1 .. A luta armada era substituída pela luta ideol5gica. lançada no Cong~espaíses p~la so. peio menos em tese.

IIG As con-seql1ências do XX Congresso vcrg5ncins 5ino-sovi~ticas. O crítico mais contundente fora Agildo Baratatt Desde o inicio dessa reunião. 255. tigo Cavaleiro da Esperança" (2). ~~lE S E 11 v~-.. dia~-se pelo poder. a Comissão Executiva.. a delinear-se correntes.lisação doPCB.receberam os epítetos de "revisionistas" "reformistas". Segundo Peralva. uma. constatou-se' que as divergências com o trabalho de direção do Partido eram irreconciliáveis. fqitas no I xx Congresso do PCUS.--- . mas o assunto simplesmente não foi abordado. Conferência Nacional do Par- tido. o PCB "estava atordoado e não sabia ou não podia' discu tir um tema.. acentuar~-se foram imcdiatils. na gua'la direção do Partido é duramente criticada. começam digla- . 4. que se havia reduzido o an Em agosto. 19~O.a coexistência pacifica -. é realizada uma reunião do CC. O V Congresso do PCB As denúncias do sistema do culto à personalidade e dos cri mes do "camarada" Stalin. Em fins de setembro.muito mais nítidas do que o rumo que o PCR tomaria. pá~. e de o policentrismo ganhou vulto. nn. lniciàva-se o fim do bloco monolítico do MCl e da hegemonia do PCUS.pôde a 'discussão em torno desses fatos. ltatiaio Ltda. Em novembro. oamrrds~.!:. o na prãti- ca. ta de Luiz Carlos Prestes aos Comunistas"~ que se tornou conhecida como "carta-rolha". dali para frente. As dipor ideológicas. Esta- (2) Pcrnlva.o~ de. Em julho dc"956.--". Porquc era ~ is-' so. estabeleceJo ·fim da discussão. para o qual não existiam ainda as muletas ~o proj~ to de frase feita e das f6rmulas c~nsagradas. através da "Carta Abe. é convocada uma nova reunião do CC. ~as a discussão envolvendo PCB como um todo ou o fulcro do problema continuou. O.. questõcs geopolíticas. A sua direçãonacionalbuscou adiar quanto . a um repetidor rle frases feitas. houve.I . aca~ o retaram a para. a V. que iriam. proibida.: "O Retrato"/: Ed.. que j~ existiam há a~gum tempo nas questões Reações e dissidências surgiram em todos'os partidos pois muitos dirigentes não aceitaram a descstalinizaç5o •• Os defensores da política do XX Congresso -.

que. Agildo Barata e boa parte dos intelec~uais. sã~ qestituidos qa Executiva: Arruda Câmara. Vinhas assim retrata essa situação e a posição do secretá e rio-geral do Partido: liAcrise política'aparece. A seguir. ainda. saindo da clandes~inidade I' I saem {ncltisive Bruzzi Mendonça. De um lado. a União nítidas as tendências dentro do partiEram cada vez mais ~ do: de um lado. comparece à reunião do CC. . entretanto. Prestes.. o qual deveria plenária marcada para março qe 1958. Na re~nião de c aprova de Mar do ~arço de 1958. exigindo mesmo com dos membros da direção partidária.acordo com a nova linpa de Kruschev. a maioria da Comissão Executiva. A posição de Prestes não foi univoca nem reti linea. João Amazonas. nasceu morto. Havia. desejando que~fosse o afastamento feita uma autocritica radical.Agildo Barata" e seu grupo e nom-eada um~ comis':" ser di~cutido na ricio Grabois.. IV Congresso • R E S E n V A 0. uma vez liquidada esta. de outro lado. o CC não o ColOCá nem na ordem do dia ~O". c. Arruda. o IV Congresso e aprovando a t~se da poexistência Delinearam-se I os grupos. 'e~ agosto de 1957.. o seu Qnico de~ a que se impusera . JO~O Amazo~as. d~pois de 10 anos. Agildo Barata é afastado do PCB e com ele in6mer6s militantes. deferidia~ as resoluções do t piõgenes outros.. Nessa reunião. Sérgio Hoimos e Mau' de. É ap'rovada uma resoiuçáo contra a "atividade antipartidária ~áo que deveria preparar um documento analisando o~ +ef+exos do' 'e ~X Congresso do PCUS no PCB. Maurício Grabois.com o auxílio do n6cleo dirigente.' IRE S E R V A O~ ataqucs varo proibidos.0 . como crise de direção. de .. os conciliadores. putado federal. Esse documento. cntre outras coisas. assim. Do outrq. reforçam a "esquerda" para derrotar a'"direita" e. ~edro Pomar e ainda stalinistas. um ppnt~ de inas resoluç~es pacífica. resistindo is mudanças a qualquer preço. foi sendo aos poucos ganho para a autocrítica". dão o golpe de misericórdia naquela. outro documento. que ficou conhecido como a "Declaração flexão na linha política do ~CBf modificando Essa declaraçã6 representou. extremamente comprometida o "status quo". num primeiro momento. Prestes qomandava CC. Inicialmente perplexo e sem saber o que fazer. "quaisqucr Soviética e ao Partido Comunista da União Soviética". na realidade.

seria "pacífico". em pleno situação de 1I1egalidade zou o seu V Congresso nes~c Congresso Nacional. Dos sete membros e Carlos no futuro. tados.s~m absolutinao mais zado. de Pedro Ângelo Mário Arroio. divergências ideológicas. do V Congres- de setembro .' 5. PC do D: a primeira Vencidas nistas. de Janeiro.1960. A luta armada como foi colocada em segundo plano considerada um "princípio". a si• . 1~_~~!~iJ o todavié\. superior Eleitoral (TSE). em são Paulo. o Partido: como Diógenes CC e . daqueem prática ~CC . Brll~~""'"""'''''~''élndo-sc. no CC através Henrique comissão trariam. Oes~. as incertezas aceitavam id~ológicas as resoluções organizado constituíram-se so do PCD. de 1960. suplentes. nal autori~avam a proc~der junto • modificaao Tribuo nome pa- a fim degue o o PCB pudesse o ser legalizado modo. como um grupo de. Alves Cordeiro Executiva..os principais Maurício o Amazonas. aprovou jurídicas um novo Estatuto e deveriam ser tomaFoi AE O Congresso das providências eleito ruda. que não grande cisão no PCB individuais} do. entretanto.---------1 nas divergências Em setembro usufruindo de uma HE S E ~ fi O O sino-soviética5. e da Marighela. ainda continuava Carlos representada Danielli.. uma reunião da cúpula do partido. • Grabois e Orlando Pioto. Desse alterou-se ra I>artido Comunista . eleitos dois novas deles. foram afa~ entretanto. Pomar._-. o lInovo" PCB.---. ções. econõmicas e políticas. ser combatidas revolução I As tendências e a luta dogmãticas e sectárias ideológica que. um novo João Esta a fim de· legalizar stalinistas. XX Congresso a partir os stalido PCUS. o PCB realill A lIResolução Política aprovada tendo por base a concepçao do de fato"" foi estabelecida XX Congresso Para do PCUS..as resoluções Em março/abril realizada de 1961. socialistas soluções no País nao havia mais "condições para ll imediatas e a "atual etapa históriEra viável a obtenção de con- transformações ca" nüo tinuas exigia reformas radicais. que poderiam de frente ser alcanç~ única. as quais colocpu le CongressO. I intensificada. corrente. O das através caráter veria da luta de massas brasileira e da política era da revolução ser buscada llnacional-democrãtico" entre o proletariado teriam O caminho fosse e e de e o que da uma sólida aliança campesinato.. posicionavam-Gc centro do Rio pró-China.

composto. em são Paulo. marxismo-leI)inismo c objetivando .' Carlos Jo Da~ielli. Pedro Maurício Llncoln Pomar. V as decisões Congresso. o CC por elas mesmo mas. formada de agosto de 1961 . R f. e Walter Diógenes de ~rryda de câ "' " so ingressou no PC do B após "Em Defesa emitidos a Revolução de março 1964. consideram verdadeiro convoque Comunista Brasileiro o Partido • Comunista do Brasil . dores me de com a sigla PC do B. Retirou-se. Nesse contra que Chamam dos Cem". a publicação Rumos" cerca dessas provocou de 100 modificao acirra- do jornal "Novos das diverg6ncias. proletário" os termos "marxismo-leninismo" novo Programa. ma~a Cordeiro Ma~tins. por João Calil Elza Finalmente. no PCD.No stalinistas documento.. Monerat elegem um CC. No ano se guinte. 49- e onde "internacionalismo de não uma consta "sociedade e aprovou-se final seria que o objetivo comunista". num retorno o PC do B traça ao preconizado as bases de sua linha do PCD. no IV ~ongresso Or:+entando-se cialismo pelo . de Reorganiz~çãQ do Partido" dão o n6mero um Congresso do Partido. .tatuto ~ um l-lani e~trq ou- festo-Programa. protesto ao pro- e militantes encaminharam conhecido'como ter violado um vigoroso a "Carta do cc/pcn. No de justificar a dissid6ncia ./RI:SERVADD gla. das expresSões criticam o Programa e nao concordam mo" "marxismo-leninis(3). Cone só poderiam ser modificadas por outro a alter~ção com a retirada de "ridícula". Amazonas. Ângelo AFro~o. de o estabelecimento Em 11 de agosto çoes mento no suplemento 1961. O O . do Estatuto. S ( a fim de se lcr. parndoxnlmcn~c. dirigentes.s "Hani . nao cederão suas POSiÇÕ2S" e "~D.1ar o. sas cxprcssoes de seu Estatuto. sê Duarte. polítide 1954. e' aprov~m Fazem'p~bl~car documento "Em Defesa o ES. tros. o documento mesmos conceitos no sentido do Partido" limita-se a diyul'. . os stalinistas são expulsos do PCB. afirma que qS cla~ses daninantes "voIUJ~tilr~an-ente .alizàr. Consideram-se os r~ais continua V ~ o no' o do antigo Confer6ncia PC e.lam jnviiivel o caminho pacífico da (l) Em 1985.rctir~ ~s- n V :. O PC do B.í . realiza~ u~a Con ferincia Nacional Extraordinária e fundam o Partido Comunista do Brasil. Grabois. ca. !. a essa'Confer6ncia. testam afirmando gresso. de 11 a 18 de fevereiro. Chade. i na "Carta dos Cem". Finalmennão e I e "internacionalismó que o novo proletário" Partido do Estatuto te.fe?to-Programa". atingir o s2 i I e o cqrnunis!1"O. Em outubro. e apelam ao CC para que Extraordinário./ I . Oest.

do grande PCB. os artesãos. 6. de cerca de meia centena de militantes das Ligas.. em julho de 1963. desencadeadas camponeses. deveriam "instalar um governo popular rio" que instaurasse "um novo regime . o Partido definirá sua posição internacional.· Segundg ela.. 'a crise do lismo viria embutida no pr6prio desenvolvimento trabalho. no documento intitulado "Pro posta a Kruschev". o PC do B e antimonopolista". os pequenos e médios industriais e comerciantes e os sacerdotes ligados às massas. partilhava dessa posição. que n50 iria conseguir resolver o . Engels e Lenin.. c~ntriria i via pacifica e favorável ~ luta armalimitou-se a or.. I . vivia-se periodo do governo Juscelino Kubitschek. partidas de uma nova corrente querda marxista. independent~. Camponesas de Goiás e Pernambuco. tas. () revoluç50". s6 alguns anos mai~ tarde.-.antilatifundiário 1 "Manifestorevolucioná- um regime antiimperialista. inclusive o PCD. começaram a $urgir críticas a ideologia nacionalista. da pelo desenvolvimento pela o euforia no qual a emancipação econômica seria consegui industrial.'. POLOP: uma criação da esquer~a independente No Brasil. A emancipação econ6mica lI! a esnaciona- industrial. cercado do nacionalismo. Defende "a luta decidida e en6rgica e aç6es revolupelos operários e pelos junto com os estudantes.co~flito da exploraç~o da força de tamb6m ficaria anulada pela r: S E I!~ A . Em seus primeiros dois anos de existência.-----. ainda segundo o Programa". Somente no ano seguinte. ganizar-se e a atacara polítical "revisionista" do PCD. . Na realidade. com a da. cujo p6lo de difusão era o Instituto Superior de E~tudos Brasileiros (ISEB). q~e o levaria a aventura do Araguaia.· também. A maioria dos partidos poli ticos.1------. Tentou. o PC do D assumiu o pensamento de Mao Tsetung. no final de 1962. incorporação.. Nesse documento. particul~rme~te. na segunda metade da década de 50. Tais segmentos da sociedade.. elogia a China popular e não ataca a União Soviética. e atacando o PCUS. os intelectuais progrcssis os sargentos e oficiais democra tas. o PC do B constituiu-se na primeira cisão . influir no mov~mento de mas~a. cionárias de envergadura". os soldados e marinheiros. depois de Marx. Elegeu Sta lin como o 49 grande pensador comunista. apoiando o PC da China (PCCh) e o Partido do Trabalho da Albâ- nia (PTA). Na evolução do processo.

pelo PORTo havia essa posição intermediária. (POUM).SEnVf.jjct. PO. no Brasil.' xemburgo. a mando de Stalin.(3star-se-la "a orr. baseado nessa' posição centrista de sentava a corrente da esquerda marxista Thael~eimer. elaborou um docum~nto propondo a criação de um partido revolucionário da cla~se opeII rária" e apresentou um projeto de estatuto.. o PCB continuava apoiando a politica nacionalista. coao dilema paE. entre a socialis A n1- buscando.. em 1938.51 presença do capital estrangeiro. Ã proposta do grupo do Rio de Janei. foi 1\ndrés Nin. denomi- centrista". ideologicamente.já nada de II representada. membros da IIMocidadq Trabalhis ta de Minas Gerais.' ' .: " to industrial. de 1961. t3rde.~zes $I~~ i".J) • .. bolchevista Bukharin meçou a difundir suas idãias... fundiária. resolveu organizar-se.10 P:lUlo.J1tlllll:'':::(JIItl> ~.. juntando-se· a do Partido Socialista Brasileiro (PSB). IRf. Infenso as criticas."UpO dc S.. Seus principais Revolucionária Hnrxista-po (ORI1-PO). com a ressalva de que~estn so se complementaria com a quando as reformas de base acabassem com o latifúndio e "exploração imper ialis ta" representada A esquerda marxista independente pelo capital estrangeiro. por ordem de Stalin.l. e realizaram Congresso de Fundação da Organização litica Operária mente. e elementos da Bahia. Na dãcada de 30.\t~~ '~al\~oUtÕ. Marxista fuzilado.i o sou a defender as idãias de Thaelheimer. uma posição intermediária lI revolução nacional-democrática 11 do PCB e a IIrevolução ta" dos trotskistas. dirigepte do Partido Operário de Unificação çao Espanhola.lJ. foi assassinado passou a implantar as concepçocs de Thaelheimer. Após a Fevolu- Em 1960. Na dãcadn de 20. Thaelheimer.ll . Bukharin e Nin.! idcólogos crõ~ Erico C:ac. o núcleo leninista do Rio de Janeiro. juntaram-se a "Li_ ga Socialista" de são Paulo (4).. que Iprocuravam fugir Stalin X Trotsky.ro. de Bra~ilia. Caindo em desgraça.mais conhecida como POLOP ou.. que. simple. dirigente do PC a~emão. Num verdadeiro cadinho ideológi co. vel internacional. de'Goiás. independentes e dissidentes trotskistas do PCB reuniram-se o "! I. .r 1411.Na Espanha. fomentando o dcscnvolvimc~i inviabilizaria qualquer modificação na estrutura .. m3is I (pOLOr). em fevereiro .~' 1I~'~~8' (4) o r. I " I no interior de sãõ Paulo.. . qu'c seGuia ~ ·oricM.. de Pernambuco e do Paraná. que repr~ independente e publicad'issidentes va a revista "Movimento Socialista".

. uma riado".. de Araújo mais conhecidos Harini tos. dos k orient~u através a subversão de uma sargento~ a e concit·ou o PCB. uma atuação a efetivação da FER juntamente Ain com o PC do B.irn:io S. quan.. partir "frente única" Enquanto congregando formação o PCB propunha a "burguesia de uma "frente a constituie o proletados trabaVisualia a POLOP lutava pela da cidade e do campo"r excluindo a burguesia. . "Ernesto e "Raul Villa"... defendida e por Brizola. -.H'IAG~ !.57.que con da gregasse influência as diversas "reformista fora da esfera do PCB. ção de. católica o Cardeal Leme criou a Ação no Rio de Janeiro. 7. do transformou mais tarde.:u:1cr. o caráter da revolução do PCB que brasile~ra a caractcrizav~ como co- A POLOP sendo defendia "socialista". e colaboracionista" anos. ' Rui Hauro. do apoio dirigida Int~gralista de AmoroSO Brasileira (5). os dois primeiros Hartins" e Teotônio dos 5<\n respectivamente.-. o seu boletim "Politica no inicio de 1964. "Carta Aberta" " com o reformismo Em março de 1964. a Igreja em torno Católica. t . I R E S E ~~ V A O ~.gralistn por Plfnio S~l~ndot nrnsilcirn foi um movimento rcvo l·ucionilrio.!(. como.em ~evista.". de uma a criação "Frente de um grande partido revolucionário da Esquerda "vanguardas" Revolucionária" existentes (FER) . AP: uma criação Em 1935. até 1964. Em seus primeiros "luta ideológica contra a POLOP viveu Em a fase da julho d o reformismo realizou dominante".l~ESE. colocou realizou o seu 111 Co~gresso pela Nacional. também.. . da esquerda burguesa . da no Revolução qu~l pelo se PCB a pouco antes Democrática. $. o 11 Congresso operária" Nacional. a POLOP em Brasília romper apoiou Çamponesas e alguns trotskistas. em jornal e. a ampliar Católica.~:.50 Int<. no Rio de-Janeiro. il Igreja a ascenção Ação nos diveE do fas- segmqntos dividiu da sociedade. e. contra a Campanha A Revolução Constituinte. intelectual até então a essa organização de origem •. lhadores zava. ...Conefetiva gresso. com o Governo em são Paulo. 1963. sos cismo que visava a influência'da Naquela época. com a Ligas da em 1963. deveria procurando buicar Por decisão'do mais . junto'ao a organização 'operariado. com discussões internas e na incipientt impermeá- te tentativa vel de penetrar no meio operáriO.. chcí indo com doutrina rquivalcntc ao fascismo.. POLOP às voltas de 31 de março te6ricas de 1964 encontrou. . ao contrário mo "nacional-democrática".. A Ação por Alceu (5) A Ac. de João Goulart.

assisTeilesquerda. em 1937. A grande ~aioria'do correntes. a Faculdu.va o líder Al do Arantes. atrelando-a a pensadores conduziu a entidade para a católicos como Emanuel Mounier. no meio est~dantil secundarista. GQnçalves tamb&m. Vicente Scherer. na reunião do ConselhQ Nqcional da JUC. orientada pelo padre Henrique Vaz. a Juventude Operária Católica (JOC). Minu. denominadu.de de Ciências Econômicq. Jaime de Barros Câmara e D. No Rio. à fac.:omq HcrbeFt José de Souza. dade de um Ideal Histórico". era o 'principal reduto da JUC esquerd~sta. Vinicius" Ca~:deira Brpndt ~ Henrique Novais. D. onde despontu. a atuaç50'do P~ ce~tra~iz~va-se dre Lage junto aos favelados.Lima. Destaca~a-se. não comprometida alheia à atuação políti- meiq operário. a JUC aprovou o documento o I~eal Histórico do Pov9 Brasileiro".'~a ijahia. No início da década de'60. e a derrota do fascismo na 2? Guerra Mundial fizeram com que a Ação Católica se afastasse dessa linha ideológica. e a Juventude Universitária os ~studan~es de nível superior. no Católica (JUC).) . dentre os quais o padre llelder Câmara. mantinha-sê clero. em Belo Horizonte. No ano seguinte.is c Bahiu.Pquerda católica. I - . c. . dentre outros~ contrapunha-se ção conservadora. a PUC. I. o bolsão esquerdista da'JUC na Escola Politécnica da Univel. onde despontavam D. liderado por Jprg~ Leal Pereira.s Geru.53 R 'E S E R V A O O . parcela da Igreja estava ideologicamente dividida. Nessa épqca.sd~ UFHG reunia os principais agitadore$ da e. S E fi V A D"f. nomeado tente da Ação Católica. contando c'om o apoio de D. de"setor político".. Antonio Fragoso e dos padres Francisco Lago e Alí io Cristiano de Freitas. A dissolução da Ação Integralista por Getúlio Vargas. Belder Câmara. Em Uinas. sendo acompanhada por vários clérigos. com predofllin~ncia no~ Estados do Rio de Janeiro. a JUC era dominada pel~ sua ala esquerda.esso' "so- Em 1959. "Da ~ecessiCongl. no seu "Diretrizes Mínitnas'para no qual optou pc~o cialismo democrático". A ala esquerda de D. conhecido como "Detinho". entre .I \ I \ R f. foi colo'cado em discussão o'documento dos 10 anos. A Ação Católica dispúnha de três organismos para conduzir suas atividades: a Juventude Estudantil Católicá (JEC). lard de Chardin. tomou posição favor~vel ao integralismo. com nenhuma'das ca.sidade d~ Bahia e consegui~ cle-. Lebret e outros. Belder.. Recupe rado de seu passado fascista.

conseguiu eleger Aldo Arantes para a presidência da entida de. Internacio- (UIE). Haroldo Borges Rodrigues Lima. durar anos. tos com os principais líderes esquerdistas da JUC. Numa segunda reunião. denominada de UNE-yo1ante. Iniciavase o processo de formação da Ação Popular. sob o pretextoda luta pela reformauniversitária e pe~o aumentoda represe~ t~ção estudantil para 1/3 nos conselhos universitirios. aliando-se ao que iria provo- PCB. a filiação da UNE à União nal dos Estudantes cou viva reação dos setores conservadores ram expulsando Aldo Arantes da JUC. foi realizado o AP. da Igreja. oficialmente. No segundo 'semestre des se mesmo ano. tea1izada em junho de 1962. que manteve formou contase uma caravana. O "Documento-Basel'. a ala esquerda da JUC realizou urna reunião. considerado. em Belo Horizonte. passaram a idealizar um organismo independente da Igreja. Em janeiro de 1962. foi aprovado um novo documento.H V I. confeccionado para estabelecer a nha política inicial da AP. União dos Estudantes da no XXIV Congresso da UNE. que acaba- Os jovens católicos de esquerda. na Esco la de VeterinéÍrici de Salvador. organização de frente do MCI. a JUC. iniciando um domínio do movimento universitário. o XXV Congresso da UNE eleg~u para a VinIcius Caldeira Brandt. Luís de Souza. despertados para a "revo lução brasileira" e sentindo-se suficientemente fortes. na qual foi aprovado o documento "Estatuto Ideológico". S E 11 V " ~ li- precisão '. sobre a organização do "Grupão" em âmbito nacional.' confirmando o domínio da nova AP. em quase to- das as capitais do País. I Congresso da como o seu Congresso ele Fundac50~ e seus principais fundadores Gomes Alberto Foi apro~ado o "Documento-Base foram Herbert José de Souz-a. L ~ ge~ Paulo Mendes para presidente da Bahia. Logo depois. o "Esboço do Estatu~ to Ideo1ógico'l.- \ H E ~ E . Durante os dias de carnaval de fevereiro de 1963. Duar te Pereira e Péricles Santos de Souza. e foi criado o "Grupo de Ação Popular". em s50 Paulo. Em 1961. . que 4efen-' dia a "revolução brasileira" e o "socialismo".. mudado o nome da organização. Em seguida. Aldo Arantes. l '. para Ação Popular presidência (AP) e eleita uma Coordenação Nacional. alcunhado de "Grupão". Cos~e Alves Netq. nao conseguiu definir com "-----------[ H F.

meio irreal. propugn~ndo cia. acontecer I' ". Em seu primeir. Na fundação da CONTAG. permanecendo" ainda. o que a aproxi" li ••• mava da "linha centrista". em dezembro de 19G3. criada por um convênio entre a'Superi~ (SUPRA) e o Minist6rio do T~aa AP realiinfluência na JEC. guiu resultados expressivos.mflrra". " . sufocada pela força do PCB. afirmando que propugnava. defendia não a ditadura do proletariado mas um objetivo meio fantil. .que so. veio alguns anos mais tarde. a AP destacou-se. zou aliança com o peB. - . por sua atuaç~o no movimento de Sindicalização estudantil. o.oficial. Apesar inde soviitica. No campo. 'não r~gístra pela violênqual quebra de estru pela não explicitou a forma de luta limitando'-se a clamar' por uma "preparação revolucio e de mobi.JUC e por-o sua na Comissão Nacional Rural.liza- nária" conduzida num processo de conscientização çao populares. No sindicalismo urbano. I _ .li I' . conse- A indefinição da linha política fez com que a'Af vacilasse em assumir uma postura ideológica. :1 IBESEflv~~I. embora tivqsse assumido uma posição mais radical ao defender a refo~ma agrária "na lei ou nu. nunca.os seus aspectos básicos. o "socialismo como humanismo". por suas origens na. Apesar de dizer-se mrirxista. não a~eitava etaeas intermedi~- por uma revolução so~~alista.o ano de ex~stenc~él . com' rcsC]uícios da doutrina social da Igreja. Apesar de fazer:opç50 a história tura sem violência". infiltrou-se tend~ncia para a Reforma Agrária balho. defender a revolução rias. untes di\ Hcvolução de março de 1964. apenas.

Inábil para a ação governamental e instável em seus posicionamentos. levaram-no recheadas de met~fóras e de repetições demagógica~. entrassem Brasileiros" I -·. _ Miguel Arraes. E S E.Livrnrin José • I n E S E n V . limitando-se a ações episódicas e a atividades de infil tração nos diversos movimentos de massa. Apesar de inteligente e de 'serem proclamados seus "bons sentimentos".. João Goulart. . em torno delas. à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Jango não estava à altura de compreender a importância da missão histórica que o destino lhe reservara. Senador da República. ~ada um representandb.I1 V fi.cunhado de Jango.?~-. o secretário-Geral do PCB. na medida em que as ambições desses líderes. 171- linha. tretanto. _ Leonel Drizola. essas organizações não tiveram atuação marcante na vida política JãEnnanio Quadros. após a renúncia de POLOP. já existiam o PORT e a quatro . Brizola e pessoais em Apesar de continuamente Ar~aes.. como . 'A exploração das dificuldades e das ambições Esta história começa em setembro de 1961. cional. Jango os temia. até 1964. Suas falas. . Quatro figuras sobressaíam no cenário político nacional. se conspía desordem". e que viria a ser. um ele possuía em grau cuo: o de ordenar metodicamente Afonso Arinos (1). R. pois Presidente da República. A.Lq.uma Helo Frnnco.:. firmando-se çomo o grande líder das querdas no Nordeste. ainqa em 1962. poste~iormente. O ~ ~ CAPITULO II A AçKO COMUNISTA 1. J. aO'Governo do Rio Grande do Sul e.sintetiza lhe faltavam "outros atributos.--/-----_---:"_--"" . quando João Gou lart assume a Presidência da República. i e _ o vértice das ações. com invejável domínio carismático e seus seguidores. no período que vamos abordar. além do PCD. amparar-se em Prestes. a~tigo sobre es- e. c estavam em processo de formação o PC do B e a AP. 1975 t pág."Problemas Políticos Olímpio Ed itOl"ü. GovernadQr àe Pernambuco. giravam as ações das esquerdas: _ Luiz Carlos Prestes. agress~vo e posl3uidor de urna retórica capaz de seduzir as grandes massas.A. Naquela época.

!ll.omet. eltltol> em· 9 eltal Ite.> v.>abelt oJl. atra- de Kruschei.tc. C. o caminho pelo qual deveria ser-atingi e democrático .mhro Doutrinariamente. de novaI.5. dirigida pelo E todas essas dificuldades.t.. marcada pelas dividas e pela infla in~tabilizada flagrada por uma 'intensa agitação sindical. Somando-se çio galopante.. (CC) ba{~ou uma Re (2). eln..tc.e.. muLto de maL6 It. 2.te.tica "etapista". O PCB c seus objetivos Assumindo Jango.tllla 19?1. implantaç~o de um governo nacionalista e democrático isto é. ele 3 'a 9 d~ nov(.tdadel> c..ta-l>e del>ta val> l>aO de novaI. além da politica "COIIIO enl>. de acordo com a sua linha polí. l>.. nao perdiam de vista os objetivos estratégicos.tllled. comprometendo o projeto politico d6 Prcsidcn. a estratégia...~ I. o PCB tratou a de do tipo os objetivos estratégicos.e. cabe aOl> comult. Jango herdara uma naçao frus pela f~agmentaç~o partidâria e con PCB. i H I: S E ~ V A U•.!-evo.~j 7 IR'ESEHV"D~ confronto direto.' e. de.tl>'t6!l..to'l> de Novo!> Rumos n9 143..tlta o 9!lande 193.> lutal> mane.tlldic.>. deb.tdol> pelol> ..voluç. délqual extrai em qlte.õel> + ' ••• " ""al> Ao mesmo tempo.e.emplte.m de. . o PCB nao descartou ~ a possibilidade (3): e a de dal> utilizar outras formas de luta. a essas ambições.tal. apontava sempre.õel>. I.linha.6ua. d. v~s de moa intensa mobilização Em outubro de 1961.a.t61t.te ..tzadamen. as idcolõr. fraquezas e ambiçõe's nao deixaram objeti- trada pela recente renúncia.uc. de ser exploradas pelos comunistas.6e..ta pa1ta l{lte.ulalt.ta e. 8. seu Comit~ Central spluçio.• 9 t.tonãlt. o PCB declarou aberta a perspectiva real de ser atingido o seu primeiro objetivo estrat6gico.t. Estabelecidos explicitar ante-sala do comunismo. . a (primeira etapa da revolução).t11.ta. aI. .tl.> e ·un. deu prioridade ã via pacifica da revoluç~o. publicada na rev~sta "Novos Rumos" e mos o seguinte trecho: "Apltel>en. a implantação de u~ governo socialista.l> Iteiv.a do o governo nacionalista .t/la tamb~»I.t A 6~en. mal>l>al>.aç.>pect. p:1G. ditadura do proletariado. ' a h.ip~' :1<: r>. um qlladlw e. os marxistns~lcninistris ndotam 4 formas da lutas: as políticns.o . ."'''''o c' a luta mom:nln.tã..ten. que."n~"'.-la e lute oltgal1.l>a. Lêll.> p~. Do mesmo modo. paltt. para o seu objetivo estratégico final. te. l>ã...oerente com de massas. colocando seus vos táticos sempre mais além.l> do que.>.

ont~~dicõeó de c.~ quanto '~noóóa linha polZ.tendime. e.dal1ça. abóolu. e ·inimigo".6b· id'Zlic..a.apoiar o lançamento da Frente única das esquerdas.ol1óió.tic.ILio c.de.. 'uma 6o~ nla po~ out~a. Se nao.ha.. noóóa ~e. e de Lib~rtação primeira tentativa de vul.da. a solidariedade lucros para o exterior.~ de luta". da~ a.nção pa. a. o combate ã carestia com financeira li~re das imp?sicõ~s do FM~ o ~ongclamento d~ preços dos produtos de consumo po'pular.luóão ela.óilei~a.~~etado e~~oó na atuação de. o PCB traça a sua t~tica: .de.to.pidaó lllu.a um p~oceÓ. e p~~tlcu!a~mente d~ndo a d~pla conclu~eu P~~tido.c. i caç?es introduzidas na Const~tuição. vejamos o que ~ meSloa "Novos Rumos" afirma a r. . da.a.defender a realização de u~ plebiscito . pOIL. (lu. além do caminho pacifico ser um processo e conflitos de choques que sociais. a. u.te. ió.e.e.tizacão da poóóibi~ida. da. não d~vellloó aguç~/L ~ó c. de van9u~~d~.iaó do aguça. p04 tal motivo.~adaó.to na.p~o'6(U1da~ a .ó Haó 6o~Illa. cla. .qUênc. e.tade.o.~a du.ca.te.u.ó c.buscai 6domiriio sindic~l.~ e daó Cll.ltóõe.toó óoc.Zda não pac.Zóic. da nesse documento.(L.~em choque.. algul1ó c.tic.ma. na.ó quaió têm a.apoiar os movimentos mobilizar grevistas. de relações diplomáticas uma com a ao povo cubano.J e. .espeito: "t ne. a reforma agr5~ia radical.mi'l1fto pac. Estabelecidos os objetivos e a estrat~gia priorit~~ia.óóã.(:a cOl1t~a o I e.a.e.cfesa das estutais. p~ecl ~am ~abe~ utili~~~ todaó ~ó 6o~maJ de luta e acha~-Je em condiç~eó de óubótitui~.tan. Nas.~óóeó e Cl.óó e. .Z6ic.~i~ sobre as modifiNacional. a d.aó.. a liberdade e a o registro autonomia sindicai~. legal do Partido e o direito de voto' aos analfabetos -----fH f: SE n V l\ ~~ .ó polZ.olllp~ee.volução. Vevemoó eóta~ óemp~e p~epa~a.l1l(?nto ~e.abclecilnento de uma frente- as massas em torno de diversos eixos táticos.on6li.to para o est. ~!!:.iaió.o óigni6ic. a susp~nsão da remessa de politica tais como: o restabelecimento URSS. e que.ma~ a. voluc~o b~a.poóóibilida.nto de.. c. pa~a ~ã. do trabalho constante de mobilização das massas.ó il1c. A out~a inc.e o éa.de.Zóic.58 9lna~ o~ illelho~eó pa~tidoó ~ao dequ~ op~olet~~i~do.ma óa.doó pa~a ~H6~eHtalt to da. óaZda pac. eic.onó e. errados estavam aqueles que pensavam essa estratégia do PCB.. era a única possível. A phimeiha c.a.a.i.olllpheenóão o en. de uma m~nei~a ~~pida e ineópe~ada.

em 7 de setembro sob um sistema parlamenta~ista.de controle. tomando uma posiçâo mais radical e "nacionalista" e o Senadd Fe deral.nas tes Confederações I a. Coerente o principio marxista-leninista principal agente da revolução. 'outra. No desenvolvimento ·E S'E fl V~ o 59 dessa linha política.'. I dominando-as . a lei de remessa de lucros para o ex . terior dividiu o Congresso Nacional. sistemática e fundamentalmente. os comunistas dominavam diversos sindicatos das áreas de comunicações e de transportes e estavam infil.época. ora apoiando uma. "conservadora'. .Após a rejeição do Senado.através de suas entidades representativas. sempre exigindo novas e crescentes reivindicações.ango manobrou de 1961.ra. J. já os para recuperar entre A essa procurando equilibrar-se choques de forças opostas. cuja posse contou com a presença de Jango. política. diplomáticas cio de 1962 o restabelecimento das relações No iní dos com o com a URSS aproximou Jango dos comunistas. 3. com a eleição (já estando infiltrado na UNE e na PE'fRODHÁS). Em 24 de novembro de 1961. de que a classe operária o PCD sempre procurou conduzi-la os sindicatos.o PCD Nacional de na Ind6stria Clodsmitll era tt alcançou a presidência Trabalhadores Riani. Jango.-------------Ln ind6sseguin- Nacionais de 'l'raba. conduzindo a vida politica brasileira afrav~s de um caminho incerto e sinuoso.' No momento oportuno. Em variados graus .r-------------fR e aos soldados. o PCD colocar-s~ contra os gabinetes do go- ia. Reforma ou Revo~ução? Desde que assumiu o poder. vieram juntar~se as vacilações de sua pers6nalidade. ri ocasião seu apoio à emenda. a lei foi aprovada pela Câmara e enviada para a sançâo pr~sidea eial.hão apoi~u' a emenda enviada pelo Senado.lh"dores: do Caréi:cio(CNTC). verno parlamentarista e contra o Congresso.. da poderosa Confederaçâo (CNTI). os poderes constitucionais. Em novembro de 1961. sem coragem de enfrentar a Câma.' E S E n V A ~n () I .. derações e as confederações. emendando essa ~esma lei. ' entretanto. trados rios sindicatos de bancãrios e dos empregados nas trias. Pressionado pelo Ministro da Fazenda. o PC~ atu~va.pr~ metendo para. Jango aceitou que o Senado apresentasse outro projeto. com a câmara dos Deputados . mais. as fe ou infiltrando-as. Naquela. ora outra.

em discurso pronunciado no Congresso norte-americano. que englobava várias categorias.UNE. E S E .------------Ln . ao PCB. a~ndal em pleno desenvolvimento de politicos e de intelectuais procuravam da camp~ tt . nha pela encampação das subsidiárias de serviços públicos. transformando-as Nesse aspecto. Brizola. . pelos comunistas. já existiam dois organismos aglutinadores.!:.--------- . particularmente cessionárias de serviços públicos. para Jango.comicios e festas. apesar de se ter ~ecl~ rado. ao estilo PQ~listp. era o de em instrumento de pressão politica. então Governador do Rio ·e Grande do Sul e contando com o apoio do PC~ c da. 1\0mesmo tempo. que reunia os sindicatos vincu particu-lados aos transportes. em são Paulo. A campanha pelas "reformas de base" ofereceram a Jango oportunidade 'de obter o apoio das massas. Fluviais e (CNTTMFA) • o grande objetivo nessa area. Em fevereiro de 1962. entretanto.a hegemonia no meio sindical e a base para a criação de uma entidade acima das confederações. encampou a Compa~hia Telefônica. e a Comissâo Permanente das Organizações (CPOS). viu como estopim para o ínicio. a dos metalúrgicos..~~_~~~~l---. Em março de 1962. Em abril de 1962. pronunciamentos mar a atenção para os comunistas. as'reformas poderiam dar-lhe um' na história. Jango viaja para os Estados Unidos da América em busca de apoio f! nanceiro para ~eu plano de governo. Tal episódio se. as·comemorações dos 40 anos de fundação propaga~ no chae realizaram-se de'zcnas de as con- do PCB provocaram uma intensa atividade de agitação e da. ' ~- a Reforma ou Revoluç50? nome Para os comunistas. a fim de desencadear as greves rais.dos Estabelecimentos restres lRE S [\1 V" D ~1----------6-0-t TerA~reos de Crédito (CONTEC). as reform~s serviam para prepa~-are flcclcrar a revolução.-.. nos problemas internos o Presidente mais e mais se aproxImava das esquerdas. criar ge- um organismo centralizador. con trário ao regime totalitário de Fidel castro. dos Transportes (CNTTT) e dos Transportes Maritimos.. de uma campanha pela encampação de outras empresas. Mas. o Pacto de Unidade e Ação Sindicais (PUA). culminando com o canto da Internacional Estádio do pacaembu. Foi organizada uma exposição sobre a URSS . em lar. . A conquista da CNTI forneceu. criando atritos nas relações econõmicas entre o Brasil e os Estados Unid9s da América.

te. fizera Francis .• .ltdelt 1t0-6tJo 1'011. no início dos anos 60.'considerou o movimento portuno).tcItZa/1l0-6 ~ e. não dc. em novembro de - 4.tolL. 19 e 13 de maio aproximaram-no Ainda em maio. Brizola lançou o IIslogan" "Reforma ou com muito maior repercussão do que o. de Buenos Aires.6 --1 fr~ E S E H V f\ 0·1------- .a. deravam uma campanha de solidariedade qu~ndo estas li o blo-' ino- a Cuba. que apoiava Lott. atuando nas Ligas desde 1955. pelá disputa en- 'em pelo Horizonte.ILZaJllO~ ·.tu.). COSi' o ~ I ano de 1961 ê marcado pela aproximação de Francisço Jude C.-6 a lLe. durante queio à ilha.c. estudantes e camponeses. JuIfe.ma·ê e. -- -- lião era um advogado. ali cerçada numa frente única constituída de operários.cão .tC. ~respo e que..I1. às Ligas que viam O Partido. consagrara campon~s às necessidades . Revolução".de. 1i59 afirmava:" .tu.ider • Em novembro desse ano. no V Congresso do Partido.calcada na experiência cubana.. ne~ do caráter agrária a tese nacional-democrático da revolução. . a União 'dos Lavradores e Trabalha- dor~s Agrícolas do Brasil (ULTAD.. Afastar-se-iam do PCB e abraçariam uma concepção revolucionária . pcn. O rompimento viria no final do ano seguinte.6. as Ligas Camponesas haviam-se pr~ jetado nacionalmente c.'Le.dominada pelo PCB..ubaí. realizado em 1960. Em entrcvis.tc..'<'dadc. 1961.óOIL/1Ia ou ILC. tornara-se seu prin <?i~al 1. já tensas desde a campan~a presidencial. Ju~ ~ . sofreriam uma vi rada ideol6gica. Esse fato agravara as relações entre o Partido e as . por ocasião da chamada "crise dos mísseis soviéti (6 Partido. .' [n'ES_E n v ~~ 6_'_ m~i5 das Seus discursos de esquerdas. e o movimento a principal força revolucionária. 5 I Congresso Nacional de Lavradores e Trab~ lha~ores Agrícolas. durante esse Congresso. casado c~--militante • v comunista Alexil)a •. das teses dos comunistas vinculados no campesinato se Congresso. ~ealizou.JlIa[J~}9(J. O conclave caracterizou-se tre as idéias cubanas de Julião e as teses do ta ii revista IIChe "Se de negã. As Ligas Camponesas No fim da década de 50.<.cão~ c.VO.t.6 n . definindo-se pela reforma agrária radical ("na lei ou na marra").n. li50 e das Ligas som as conccpcp~s'revolucionárias .. no I Congresso das Ligas Camponesas.-6t o va..' atrelando a reforma táticas dessa etapa. . nO~-60 .Óc.(:0.1Il0-6 llU.. co Julião.vo. Ligas.de 1)••.. o afastamento do PCB deu-se com a derrota.

_~J---. A tese de Julião de uma reforma agrária "na lei ou na mar ra" empolgara o Congresso.-----------. Desde o rompimento com o PCB.r n F.quebra-se a unidade do movimento éamponês. sendo os I ' pais na região de Almas..a~ pa~a o advento de u/lla~oc..... o Partido Comunista do Brasil (PC do B) e a 'Organização' Revolucionária Marxis~a-PolíticaOperária (PqLOP). Foi iniciada. permitindo que as posições do PCB no a ter fossem derrotadas. Nativ~dade e Dianõpolis. S I: n ~_~. no de Goiás.tlpo de 60cledade e a ln6tau4aç~o de outJt.. temendo perder o controle político das Ligas. ~.J . então. Os 'trotskistas também tentaram infiltrar-se nas Ligas.. a uma ~ue~~a c..o. nantemente voltadas para a agitação política e para a organizaçãolegal do movimento camponês. Seus melhores quadros.i. Julião. passam a dar prioridade à ação militar.E SE 'nv 1\ DO ~----------G-2 . A partir desse even ram a ~reparar-se para criar uma forte organização campones~ em criado um Conselho Nacional das Ligas Camponesas.área. passaFoi princípio estratégico das Ligas Camponesas.. Partido operário Revolucionário Trotskista Nordeste vários componentes de seu Comitê Ce~tral e atuar com predominância nessa.__ ----.Pernambuco. a part~r de 1962.. de guerrilhas. leva~~o o PaZ6 a nova convul6~O 6oclal... são remanejndos pira outros Estados. onde predominavam elementos oriundos do movimento estudantil. e a6 ma6~a6' b4a~llel~a~.mde org.. em passou O a (VORT) enviou para o "--------~-----.• »P~econlzamo~ uma 4e6o~ma agi~41a ~adlcal..anizar e mobilizar" revolucioprinciNordeste nariamente. passando essa bandeira a constituir-se to./.que passou orientações de esquerda divergentes. SeJt.1 de vl~ta t no~~a ldeologla. na lel ou na ma~4a". de. prcdomi~ As atividades das Ligas invertem-se. __ ~. a fi.lvll. que 'lhes permitisse o cnfrentamento armado..N66 telllo6 n06 envolvl do ne66a luta COIllo 6lm de p~epa~a~ a~ llla66a6b~a6llelJt. logO infiltrado por dois outros partidos comunistas..edade nova..~ a llqLtldação de lllll ..' . Até agora.e ao de~~amamento de 6angue. a preparação de campos de treina~ento. que adqul~em cada vez malo~ con6cl~ncla da du~a 4ealldade. o movimento camponês. as Ligas c~mpon~sas todo o País.

passando ao PC do B. popular no palácio Tiradentes. tes do PC do B e da POLOP. colocando sindicais prontidão de Unida- os trabalhadores a formação de um governo "nacionalista". / li!: "1 do uma posição do Brasil dúbia e te~giversante.U11CI1tos que tornaram cubano com as Ligas. Em novembro ram os seus mesmo mes campos as Forças desarticulaa 27 desse de treinamento de um Boeing 707.- çao de Havana. para' ocupar esse 11 I I 'l'hiago· Danta~.. de junho. realizaram Bntretanto. avançar mais 1\ I~ As esquerdas um passo veu 1:1 . que. en-" . As crises Desde tivo polrtic~s·de que assumiu e julho 1962 o poder. lançou o Tiradentes. &-----------1 [ R V ~ ~I--. Todos profunda li. apesar . a neutralidade no caso de Cuba. havia defendendo 1'1 . de 1962.:. indicaç50 dominado de San Thia~o pelos Dantas.' Jango nao escondi. Ministro Tancredo nho de vocou 1962. I~ de junllo. toma- pouco na Conferência de P. do que se valeria o tentar retomar a hegemonia junho do movimento de cumpon. 5. \. na cidade proçurando mineira óe Ouro Preto.a o seu objeEm juNeves para pr2 .l' Est'e.~.crise política Jango indicou antes. vislu~braram a possibilidade Em 22 de. as peE va para mi tiu pousar no Aeroporto Internacional de Lima.. a atravessarem crise.es. de con~eguir o retorno ao sistCffiupresidencialista. a renúnciu umu.I . .-------I_R SE _~ ~~iJ-----_-_G--t3 E V 21 de abril Movimento ricas plo de 1962.!I~' d·.!t1t ~:i it~ gabinete lançaram para e democrático". exigindo O Pacto 111. Geral de Greve. do PCB e de~endendo o movimento e teve n50 principios foi capaz efêmera. a queda quando se preparano Peru.gações.- d~s pres o Congresso O Comando a. de e Ação fizesse cidido greve sões. li. na infiltraçãó do' Governo. Os organismos de "ii~ . orgnnica das Ligas vida as divergências internas aprofundaram-se o controle Armadas e e das Julião Ligas é expulso da Comissão Nacional. as Li- do governo gas ~nesas PC13 para esses levaram . R ES comunistas. I) I . que W' ' que ha~iam d~ i' li! lI!. cmpres~ar-lhe conotações histó nacionai~ e unificã~las cubana". (PUA) lançou uma proclamação "um governo as reformas n50 comparecer radicais"..retorno. ãs provas ~ 0& universitãrios.unta Dc.. de guerrilhas da VARIG. rar a unidade bro de 1962. a primeira geral pelas reformas rejeitou d~ base. o pcn prom~' exigindo um uma concentração "nacionalista um manifesto. d? Primeiro e propiciou a oportunidade o cargo San . Isolado em torno do I'socialismo e o exem- da revolução com base i nos principios da II Declara divergcnde restauEm outu.------------ . públicas fatos o encontro de c1OC\.

. de. com o trucidamen to de comerciantes.. importante n~ ele~ação da passo em frente das forças nacionalistas pressavam nova modificação consciência um ex-· da e política e na capacidade 'de ação das massas".oltt.. criando perspectivas mais favoráveis para o desenvolvimento luta empreendida pelo rartidoL .om qUe! agolLa c.no nacio- nal e democrático. Representava~ e democráticas. na qual os trabalhadores declaravam-se "dispostos a defender. culminando. n O .l.t. pcn (/~) Novos Rumos n9 179.o de llIal.~ O o· '.> Jte6olLlt1al. I o de Brochado inicialmente..ção no novo (4)..VQ mLe. Jango indicou ~uro de Moura Andrade.. Não o conseguindo. Essa seria a forma pacifica de implantar o gover.~-E. ao Supe rior Tribunal Eleitoral. mandou publicar um artigo qual extraímos: "AI.. no entcndimenta do PCB. de 20 a 26 de julho de 1962.' Jango ~ndicou. Tentando con tornar a crise. o.> Ve.t.I~ citados por agitadores profissiQnais.meltt. O Comando Geral de Greve. Afinal. Ga~incte. aprovado pelo Congresso . que As foi es- querdas não aceitàram essa indicação. 1962 . desde logo. a todo risco. na Baixada Fluminense.ab ltO Já. Ç> PC:B. 111 E S· E n ~.. apoJ. 3. . um Conselho de Ministros Democrático e Nacionalista". con§iderado como em conciliaçao com a "reação e o entreguismo". Não aprova os ministros indicados por A~ro de Moura Andra~e.>e..aprovado como Primeiro Ministro em 5 de julho de 1962.>pobJ. 6. passou a exigir participa. R E S 'I~ V A -.t.viou carta aberta ao Presidente da República. populares saquearam casas comerci. png.a".J. o caráter pendular de Jango inclina-se para o outro lado. da Rocha.> ': plLÕplLJ.. do C{({(l. Jango obtém plenos poderes Os comunistas.O dJ. Os estudantes invadiram o MEC.ais. forças na correlação de e políticas. apoiado pela UNE e por Brizola.alL c.>de o 90- movJ.>bal.pr~ vocando a sua demissão dois dias apos ter sido eleito pelo Congresso. Em agosto de .l.J.e 110 devem e podem l. .ltO I. Prestes apresentou. o Partido' se~ guia paciente. Se o apelo ainda não vingara. paralisando milhares de operários..>eJt· 6eJ. colocaram~se em oposição ao no vo Gabinete de Brochado da Rocha. No meio dessa crise política. então. o pedido de registro legal do PCB. um terceiro nome.. essas criscs constituíam-sc. "num passo.Jt. decretou uma greve geral..

paralisando de trés milhões de trabalhaaoies.reformas de base. O Congresso estabeleceu 'de 1963 a data limite de queria abril que para a realizaç50 do plebiscito. no qual. o CGT. decretou nova greve geral. aprovou uma nova Resoluç~o Politica. I . Co~an~ante do IIl. com a presença de Brizola.I Enquanto a UNE realizava o seu XXV Congresso. em Quitandi nha. o IV Encontro Sindical. informando-os de que não poderia gar. Os ministros militares lançaram um manifesto de apoio. tt base". por ~esentendi~entos ~ realizaçüo do plebiscito. a15m de constatar "uma divis50 cada vez mais evidente! entre os chefes militares"._---------- . Nelson de Mello. o Comando Geral de Greve foi transformado no Comando Geral dos Trabalhadores (CGT).. a Frente de Libertação Nacional fazia realizar um.. apesar de irritou~se com o episódio. . telegra~ou ~o Presidente da Re~6blica e ao. O General Jair Dantas ~ibeiro. através to- estudantis. Em 19 de setembro de 1962. na ~ual. . a fi~ de lutarem pelas reformas de base e esta rem preparadas para "os aconteciment~s que venham'a ocorrer". Congresso. Além das pressões. em todo o Pais. Ex6reito. Na segunda quinzena de agosto. I I o Gabinete de Brochado da relativos ~ "t6cnica" Ropara ~ha renunciou. que se havia tornado um poderoso instrumento de se:' pressão pOlit1ca. reali~ou-se . em são Paulo. com as O Ministro da Guerra. d~lineando as reformas de . n V l\ O ~. dois n?vos problem~s passaram a conturbar a area politica: . no qual foi decidido nao permitir qualquer adiamento das reformas de base. I J afirmava que as massas devíam mobi11zar-se das organizações operárias~ camponesas. Jango.eleições previstas para o dia 3 de ou tubro de 1962. entretanto" ele fosse realizado juntamqnte com as eleições de outubro.Ministro da Guer ra..antir 'B ordem !'seo povo pleeleiser i· i I s~ insurgir contra o fato·de o Congresso recusar ~arcar o 'biscito para antes ou no máximo simultaneamente ções". favorável a antecipação. consideran-' a influência de I I do-o como um ato de indisciplina e vislumbrando Brizola. e por das as pessoas". além de terem sido estabelecidos "os onze pontos de ação imediata._I· n 65 E S E . Em 18 de cerca '-- 1n E S E n V~A ll/~l . em são Paulo.0 plebiscito sobre o sistema de governo e as. "desde já.pelas .

partiu para a execu compreene acrediPresidente ção de um Plano Trienal. Crescem as pressoes para mudanças o PCB havia terminado o ano de 1962 com uma Resolução Po- lítica (5). cabos e sargentos realizaram.biscito com Reformas".co:::. o ilegal CGT homenageou Ferreira Alves. em abril. As esquerdas estavam eufóricas com o sucesso obtido greves gerais de 5 de julho eide 14 de setemb40 de 1962. continua Incapaz de o der as dificuldades de uma política antiinflacionária . foi anunciado o novo Gabinetê de Hermes Lima. em flagrante desres Em dezembro. exigia o estabelecimento de relações diplomáticas Cuba com todos os países socialistas. Nela. Nesse clima. . o PCB publicou uma nova Resolução lançando o "slogan" "PIE.çõessectárias. 'e diversos sargentos para deputados. o Sargento Garcia. ( 5) Novos Rumos n9 200. Decidia.. 4 • . Leonel Brizola._ . realizaram-se 19G~. o plebiscito restaurou o sistema presidencialista. pará Governador riambuco. imediatamente hostilizado pelos comunistas. de esquerda que representavamsetores Ba Ix!qlwna burgues'ia e. . ~~. passeata pela-po~se das praças eleitas. de 13 n 20 de dczen~ro de'1962. as eleições de 3 de outubro de de PerJa- com as eleições de Miguel Arraes. neiro.nas Em 15 Osvino seis ·uma 'mil soldados. Al~m disso~ exortando o início da construção do comunismo na União Sovi~tica e o exemplo. AP"e POR~.onário de Cuba. "intensificar. incentivava o tra~alho de infiltração no movímento campon6s e alertava sobre o surgi~ento no Pais de "agrur~ mentos poli t::i. declarou . P~C.~ E. também.l~: F. s [ n ~~ . o Em General fevereiro. Mais tarde.revolucj. interpretando erroneamen te o caráter da revolução brasileira e propondo mas de luta para a situação atual" incorretas·forPC (uma critica à atuação do do D. Comandante do I Exército. em todo o Brasil. com sucesso. em são Paulo. com os poderes restabelecidos. a:3.tando que o problema real era a reforma social. não conseguiu desenvolver.otavam posi. POLOP. .. esse Plano. de janeiro de 1963. a fim de combater a inflação. Em 6 Política. eleitb deputado. de janeiro de 1963.. o movimento de solidariedade ã Revolução na". mente acelerada pelas greves e agitações.. Jango.que o Gcnera~ Amaury .~J.'I~V ~ o ~Ji-_------- G6 tembro. para Deputado Federal pelo Rio de peito a dispositivos legais. e 7.

nac.om a plata60ltma .ltã.c. em seus trechos fi-' nais te.lti! e. o Governador ~ o Ministro do Trabalho tazem sucessivos pronun- Em junho de 1963. e atinge e do latifúndio". H V :\ C ~ \ 1\ situaç5. e plena c. de acordo com a Resolução'Política nental de Solidariedade estava disputando.tu.I1.6 Re.idadão. do quql extraImos../LltIllO.Ve.. pronun- Na área milita~.e.6. Krriel.la.Prestes e o CGT posicionam-se contra o Minist~rio e o PIa de dezemo Brasil no Trienal.ta. Pr~stes declarou que onde o social~smo seria bro de 1962.tÍ0ltma.6 tÍ0ItCa.6e.ido.c. de. o Congresso Conti com outros países. o privilégio de ser o seinstalado.o I I ) um "golpista". de Pernambuco ciamentos em seu favor.c. Ao mesmo tempo. encampando as palavras de ordem do PCn. 6ic.". A greve geral p~rmaneceria. ora i para nova crise. organizou. d~ inc.\ rc E encaminhava-se S E. de.6ic(lo do ~U.J.o ett .c.ti-' de. 1963. Bravateiro.eltalllen.ltio.te um doculoento.i I.ndo -.6 llIoc. o CGT emi.. Superando o pcn.1te. O PCD. lu.a. . caracterizàndo O PCB emitiu mais uma Resolução Politica.6 da. o General Osvino Ferreira Alves cia-se contra a Aliança para o Progresso.6 e no ~ o v eltno ". ent50 Ministro da Guerra.oltvC?nc.ompo. A revista "Novos Rumos" exige à demissão do Ministro Guerra e incentiva o povo a lutar contra os tachando-os de "ag~ntes do imperialismo O Presidente outros da ministros. ao longo dos rnyses seguintes.ta.6 de. da República. de que o PCD já era legal gundo pais latino-americano vangloriou-se só faltando obter a legalidade. . tachando-a de suporte I fi E S E ~ A O . A pres são pelas reformas deixa de ser iniciativa das bases a cúpula governamental. iden. o Comando Sindical ameaça deflagar uma greve geral caso n50 seja aprovada a reforma agrária.6lt ~ .6 cao (6): II. incentivava o início de uma pressão popular sobre o Congresso para abrir o caminho da reforma agr5ria. de 7 n 13 de j linho . lide fato".cã.te.ionali6.~ v C?ltdacleiJwmc.tic. exe./tio. como uma constante espada utneaçando a Nação.u. ainda.ado.te. - 3.6idadc. "de direi to". . o CGT declarava-se legal "de'f~to e de direito".6 da 1te. em Niterói. em abril.6 Além disso.6. a Cuba.·. apltova- da.6Úlc. os objetivos t5ticos das reformas e conçlamando pelo esforço da frente Gnica das esquer~as para derrotar os "gorilas".6. do anticomunismo.. (6 ) Novos Rumos n9 22ft.{mpe.6 c. Ba. pn~.

ou l11el/lo~ e.000 dólares representavam pouco para a UNE. tomb6m.~.=. de dll1hel~o 0. fornecia elevados recursos a essas entidades estudantis. um pltoble.lt.oJ1óeqtte.ta~ de 5 mll planejaclM que./llado.ue dlfllsnô idcolóC.o Ó ol a quantla ant~~io~. Reóultado: 60..ehe.vamC'.pe.a. O MEC. vê-óe ela/la/llel1:e.6óo e que óe. enquanto a UI E eltvla~ã.' . através do Movimento de Cultu ra popular.~.6uee.db Comunista . ______ a~~m das verbas do MEC.6 Il. Na ea~ta dl~e«~óêi.l1te.:-.b ~d~~e~. o C{l..tado~ poR2tleoó. em.llte Alem do maló.~~ :.tlJtclo ã o ba.i. l~.ü eu eótou uma eOI'1~lc1elLação e. com a União Internacional a "Se- (UIE) que.l. nistas aos jovens.R. nada ~eóta do eluó.. ..c.e . a~ ou'tnaó pa~. editava cartilhas de doutrinação ideológica. fundada em 19~6.\rti. carta era o brasileiro Nelson Vanuzzi. ainda. Olhal1do-óe que tnouxe a t~ell1el1da que' hOtLVe ItO S! d6la~e~ o eompa.~:. relacionava-se de Estudantes çao Estudantil do Cominform" 1963. órr.leóe. um dos muitos ~xemplos que poderiam ser citados. que a Companha de Alfabetização.6o. dinheiro da URSS atrav~s da UIE. óunto.i.t. eu ta~ aóexqnaó C'.~. óeja um .ja 6e.te~ Pa~e.l d6lalte.Jl.!:. ca do l). UNE.O ~ ovletleo eom ele pa/La a . além de mostrar que 5.a recebia .lo~".::. em Praga.6. eomo eópe~a que aeampa.m.<.to mo.te. tenho' algumai.tleo Esse trecho da carta. PO/Lé.do bem a. dada e/Leta.tal'1eete da UNE de agoó.k de Praga.l1ha ma. de cllvlóaó da. a 6alta ab~oluta de dlnhel~o po~ aqul. :t~a:taltdo-~C'. in- citando os pobres às lutas de classe. além levavam as concepç~es comu .~o .· mate. na 6poca.UNE..68 Na area estudantil. . a União Naçional de Estudantes (UnES).tâ.::--S. eonóeguldo. pa. Ou óeja.e~lll. o úl:t.a t~ata~. era de uma 21 de (7). !.em.l1ela. E comprova.l.ópe.Vel . A UNE. pa. Datada D 1\larnbert.l-e .llteo /ll.4 I1~O ~ep~'e~eJttam mi.lta.:~~~.lltan a jal1el~o. a UIE. havla eol~a~ me ~e6e~ldo mali detalhada~.. recebia I outras (7) "Comin[orm" (Informações Comunistas) era o novo nomc da ·II1 1ntcrilacional e do Comintcrn (Internacional Comunista). ól!J111ólea muLto. . Nelson Vanuzzi enviou. O próprioMEC.o tI.6 c. do Movimento de Educação de Das e e da Campanha de Alfabetização. (UNE) e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas de entidades estaduais e municipais.~~~~J . (PCUS).:-~.llla dl~. POll.~~a e qlle a UIE eóp~ ~a de :tal óoma.l ~elt..~ ó'ldo a~ denta.. utilizadas para financiar a ida de estudantes comunistas a paises socialistas.' P O. a Mo~c. ' . a. que c...tôu . comprova que essa entidade brasileir. Um dos vice-presidentes da urE janeiro de a Zulei.e~al. então membro do CC/PCD.nh elll.l:ta o eót~ol1do pc. PO/l.6a:to pana. da qual extraimos o item 6: ' "Sob~e ~ Campanha de Al6abetlzaç~o e no~~a ajuda. :t/la.

O móvel da luta no campo seria trabalhista.•.. impregnados tangidos pelo idealismo.todo o. No inicio de 1963.pàcifica. ç6es agrarlas. inclusive. em Moscou. Ape nas a Igreja disputaria essas concessoes com o PCD. embora a bandei no Rio de Janeiro. :" " totalmente. a luta seria do assalariado ra ~ue agitass~ essa luta fosse a da rcformaagr5rip Particularmente de .• 0 l...a (SÚPH~).Superintendência em.. o número de camponeses filiados aos si'ndicatos j5 ultrapas. I ' I : \' I . ideologicamente.-' e bandeira da reforma agrária é reativada sob a égide do Governo. clla sobre a Capital. Itaguai. é program~do um comi. cresce o nómero de inMagé. Caxias. [-R-. O Movimento Campon~s A partir de 1962. a aprqvação do Estatuto do Trabalhador Rural permitiria que o número ~e filiados aos sindicatps dobras ~e em. V li ~ O· 69 e era. na:verdadc. de força. selecionados pelo PCD. Concretizava-s~ I' mais um objeti~o. E muitos. 8.. nra a decom objetivos p~liticos sin- i I 'I monstração dicais. etc. conduz~nd9 foices. vas6es de p~opricdades por grupos armados nas regi69s ao Paracambi. o panorama no movimento car-se-ia dicalização em massa. O Governo Goulart decide estimular a sin. ainda. do qual d~ veriam participar os conflitos soi.. em ~ar~ .cio em Recife. eram cram pelo dinheiro sovi6tico.u?ada '-- 1H E S ~ nV li 1) .apoio a seu governo populista. Cachoeira de Macacu. ~ agitação. a ULT~B. na Universidade atrav6s dos cursos que de l\mizade dos Povos patrice Lumumba (U~PPL).000 caI~pOneSeg vindos do interior. do exterior. enxadas' e outros instr~ . na tentativa de reorientar campones modifi as mobilizaa . caráter rural. através sua organização de frente. Muitos manobrados diretamente realizavam jovens brasileiros.acirram-se ciais no campo. As cartas sindicais concedidas pelo Minist&rio do Trabade lho permitiam uma seleção dos sindicatos a serem liberados.saria ao dos filiados ~s Ligas. .~ I mentos de trabalho. . SimultãnGamente.. um programa que visava a inte- resse~ politico-ideológi~os.agora a.. Em outubro.pais. S criada da Política da Reforma Agr5r~... çamponesa concpntrar-se-ia agpra no 'movimento sindical.E-~ -s-[-· -. Nesse ano. - " 30.

um~ organização Poli tica OM (oP). . apenas duas forças em choque.ftura centralizada que impu sesse uma política unitária. " .ão de Hassa (OM) e. que se desligara da ULTAB em fins de 1962. Julião tenta nessa oportunidade dentes. posta do Padre Alípi.70 Após a perda da hegemonia do movimento campones. congregandO todos que concordassem funaqueles com a efetivação das reformas radicais propos- tas por Julião. organicamente . as Ligas . te uma organizaç. antes da de 1964. Ele girava em da necessidade da criação de uma estr\. organicamente. Embora suas teses programáticas sem ressonãncia no Conselho Nacional. Elas são revitalizadas com a adesão do Padre Alípio. coordenando as bases e consolidando uma vanguarda revolucionária.atrav~s do da Revolução Brasileira ças revolueionárias recriar o Movimento Tirafortivesconta for•. que propugnava uma composição predomina!!. da organização do denominado Movimento Unifica(MURB). temente operário-camponesa para o Conselho Nacional e que as'Li gas com o nome de Ligas Camponesas do 13rasiltivessem como sup0E.se . cabendo-lhe as funções dirigentes da Liga. Julião não leva em a complexidade das alianças político-ideológicas. A OP deveria estruturar-se nos moldes de um partidq marxisttl-l~ ninista. As Ligas foram a expressão mais~explicita 'as Ligas informalmente ao Conselho Nacional unificam-se Camponesas da tendência Revolução violenta do Movimento Comunista Brasileiro. que se vincularam sob uma estrutura 6nica com a denominação de~ Ligas do Brasil. editado no Rio de Janeiro.. o jornal "A Liga".e a cionaria como uma entidauc de massa. as forças reacionárias dist~nguindo e as su~ proposta de criação do MURE nao encon- o Conselho das Ligas iria opta~ pela pYO-. na Conferência de Recife. e redigir suas teses programiiticas para a nova conjuntura que se apresenta amplamente favorável. pr~curavam reestruturar-. transcrevia torno o embate interno que se travava nas Ligas. ças revolucionárias. Em outubro de 1963. tra apoio.o.propondo a unidade das de reformas radieais de em torno conteúdo nitidamente socialista.

- ca (8).tividade novas vitórias: "CJt.tIL.6...ta. mã:o.6.6eja.tJLaba.ta.6 mul..a te'~ mia que a reforma minister. Cedendo às pressoes Com o fracasso do Plano Trienal.i6eJLe.J1clem-.<. t10.6 já e nlClIl.ma ten (n) Novos Rumos n9 229.t1ova.. Com espírito otimista.n. o mo~imen.adeialll iu. ~ I " " .tJt.mpone.6 de oc.6 Já C.taclo6...6 vigon06a6 dia. ã jul. I pago 3. do ~ a.tip.6 da6 al.tilizaçõ. as esquerdas."el1c.. Müs.ta6. a classe média tinha a espe rél.6 6oILça.ot16olidalLéi·a6 v. de.a. muLtaI.6 e dee.ol1(l((i6. Isso era o que .60 povo c.6 lu.tambem e. fjlLeve. 06 la.6.. seu passado.c..6 a li.71 9.6.6e. além de mostrar insatisfação com e sua polític~ conciliatória. .6e Jt.tiva6 de lu e de maiOlLe.oltga.e6peLtaIL diILei.ha.téi 60ILma6 de lu.c'.6 vLtoILia. ' grar úma greve geral: "A .6.6 11 a.tióundiéixi06 ·.a.ta. a esquerda e a 'direita considerava~-nq pqZ de governar.e. desejavam de que melhor se ajustava ao.io6.ve..6 .o de d.tJt.·l1iz~'çõe .a.6pec. O PCB fez publicar uma Resolução Políti o Hinist~rio ~testava o crescimento e ? radica a possibilidade de da.omua.ta.6 c.6.6.i~. melf10IL pILep((/L(lção da.nça de que a Nação agüentassp e sobrevivesse ao 'lacidente" inca-.ILa. ge.!1I c.6 a.t po.tic..1l1o nu.~. a ç o e.6ai:!.o óOlLllla6 de lu. .66a. a.ial·pudesse ser o prelúdio ~e u.e.6..taçõe.a.e.o de . podem ' CO/lllc.6U6pel16ão .6ua..6e.a.t~~'<"a.lL~6". 'Jqão Goulart.".ta.tILO lado. ou. vez e.6 de {lILma.. ava. de6e.te. de 12 fi 18 de j~llho ! de 1963. sindi- O Partido exige novos passos adiante no movimento cal e preconiza a utilização de novas formas de' luta para defla de llIa6.OI1.u~açõ.a. No campo.eleva.. 6e.lho. Enquanto tudo isso aconteciü.dic.nça e .6 de 60lidaILiedade.a.6.6 e pILoglLe.6.6c..buiIL paILa.6 pa.e.IlJOLO de . u.tZ. il1ic.te.ção do movimento vincul(tda m(01i e.6õ.6 vi:t~It..ILa.' ~ a crença de quq Jango .ta. .i.to de ma. glteve.6iva.te6 de . atesta o PCD: "0. Jango perdera a oportuni dade de seguir'uma linha moderada e voltava-se para o papel populista. 6illl de? qu'e. lização do movimento de massas e vislumbrava a c. A mudança do Hinistério generalizou n40 müis acreditava nos proaessos institucionais: "DrtzoJ.6".pa.6a6 .a. .to.(J/llpeii:.ILã.tic..bnindo-6e..6 9 ILil e.6i.na qual.Jt.nçada. o Partido encerra a Resolução: "A.nte de n0660 pelL. .liza povo.l.6'!.iILO.:ta qUe? C.(.: o 6 do.i.> Útlll do. poJt.

n.he.e.t:l- de ~e·6olLllla6 dee do ago/ta. em todo sem~re 72 no p6der" fez recrudescer as agitações tática. '. da mob. tom vago vezeb JOCtO Gouta./~ pJtome. a revista "Novos assim "Fa.úLO. elo CGT a6úLlI1ou como Út palLte. a6llt/l1aç~e. que a con6Q.ma. o povo à lu "decisivas 1\s greves vi. e os discursos mantinham de l\~raes e.z queó.IL o di6c.avJta o pJte. as metas tante prosseguindo mais além. png.te" emplte.ótando-.Jtla. e.ó agoó:to. O_PCl3.l.l'. um dia antes o CGT realizou na Cinelândia. audac iosos. nenlw. mal1l6eótação p~pula.~O próprio Prequem? da República a pressão das massas. a. veJtdade.6 um tom lIlaió 'vigOlLO'~O. em estado de alerta. do Presidente se refere da República.Jt c.uJt.cUtO do: embona ·e v~Jtla6 a da.f.ndo-óe. doió diócuJtóoó. uóo da.telo".. O pJtime. já pO. pJte.t.6 I dade máxima doó tltaballtadol(. 6aze.~ I da do povo.óóão daó do '24 c. !l~~_~--~---------"'" . da aClui.t.1L 6e.c. cada vez mais 1\s in- a popuJ. condlç~eó de cleóctg1Lado o p./t. a.agoran~o pedia mais eXis~iam.m 1964. 60i 6e. p~'r. óenao em lLealldade di~eJldo óob .. ~ pol1. do aniversário da Vargas. de vida ma~ dlóNe. e ~ó dl61ceió..6o blLaólle.petlndo 6~a.laçCto. (9) Skidmore.tt. pa. ~11.. ..--I~ tativa de Jango Essa para permanecer mudança Os comunistas.o~ de c. o País.V 1\ O 0""1 (9).ó quando.. pJtonunciada6. então.6ina. 6(Lg'<11do.óe~ j~ de baóe e va.:l." E S E"H..talmente. (lue AóilLmou.tlca de.<. R:J.óide.ução deóóctó pende.óóidade ne.n.cilante. exci tad.oltci.óe. na mesma colocavam um cons mobilizando as massas como Em 23 de agosto morte de Getúlio de 1963.cteJtizou-óe pelo q~e.<.ce. uma grande com a garantia concentração de tropas Sobre Ru- em torno de seu busto. a'il1 a -. baóe.iJto caJta.z.lona.. e.te. naó cOlllemolLaçÕe.te..aç50.6óam óe. O plLe. 'Contra conclamava O Congresso. vióivetlllC'. dos metalúrgicos e dos bancários..tórias" e o CGT entrava dos portuários de Santos. daó povo. de 30 de ngosto a 5 de setembro de 1963. do Exército o discurso mos": e com a pre~ença do Presidente. ne..6.ta.e. 8.zação maóóaó" (1Ç1). 6e. ate Se dúvi~as sidente havia.endo.onve. Foi óCl óe veJti6icott a. a. T: "nr4\si1: ele Getúlio 4\ C4\r.f. ta por obviamente. exib~ndo de Ja.óideltte mudou.t~o de IJIvtc.l!.. (lO) Novos Rumos n9 236.ngo a de6inlç~o.te. um pouco elemento de pressao. lLe60ILma do:~ tlwoallwdoJte6 óocla. 6(Lndamen.om que.Jtt com pJtOl1unciou.ó Jte6onma. 5nr.<. Eo.11t~ c.c1e l3rizola. e angustiada.. eufórico. na. /te6e. Jtepúdio CUltóO.jada6 Cl{> Jte60JtlllaÓ de.

observavam dos A revolta sargeritos de BrasIlia. 19G3.r~f. ~ :/0 l-'------------.. setem- As Forças Armadas..:.-.. Tudo parecia conduzir. " S E~.: 73 vasoes de terras prosseguiam. i '-------------._~.:~. vilipendiadas. a constante degeneração vo processo. iniciou um no c . dos valores e da ordem. em 12 de set~mbro de 1963. entretanto.--------I n'~ s [~-.para uma rcvoluç~o de esquerda.-l." r---. em bro de.J ..

6rg50 que os subtenentes d~cursos dava intelectuais ãs praças. de 1959. ASSALTO AO PODER dos sargentos o início de Brasília do Marechal e candidato Henrique Teixei da da campanha da Gu~rra entfio Ministro levou 5 presid5ncia que a política partidária no espírito aos quartéis. entretanto. a deputado. os subtE. o movimento fizeram na área militar. o Tribunal Superior Eleit. Apõ~ as eleições de out~bro inelegíveis de 1962. de 800 subtenentes Militar e sargentos e da Brigada de Leonel pedra do Rio Grande com o comparecimento foram a Drizola. S dos militares._-------------[ ~E S i:. I~ pe16s probl~ 'e comunistas e ~ssoberbado& I decorrentes dos baixos vencimentos f. Havia. 1959. vinculando os subtenentes e sargentos à campanha Lott. de O jornal Brasileil ros (ISEn). as comemoraçoes Comandante do aniversãrio do III Exército. Ap mesmo tempo. e exec~tariam impulsionando um ousado a luta de grande rista quantidade no País. elei. 1962. inclusive. para sua área e palestras cobertura "0 Scmanirio" atividades.>. a essas procurava influência. das tr5s ~orças do Sul. República. em 1960. As pelo me- A derrota nos de do M~rechal temporariamente. Os discursos eivados de nacionalismo detogue.. lula veio gento de forma dramática: e o Sarroubo terro- Darcy Rodrigues planejariam de armamento. dados e sàrgentos. H V A D~ -" ·1 o 1. comunista anos indicaçõe~ sobre a'possível de Infantaria. arrefeceu.oral considerou suflQdos mas por politicos os ~ubtenentes e sargento!.~ões provoca~ revigorar de alguns sobre esse movimento. nacionalista.esquerdista atrair atrav~s e sargentos.~~J '. na. . . Alguns no 49 Regimento a comprovação o Capitão depois. da existência Carlos Lamarca exist6ncia em' são dessa cé' de uma célula Paulo. subtenentes do a candidntura. o Instituto reunia Superior de Estudos marxistas.s j á havia a iní il tração comunista' Armadas. do Genereuniram singulares Em julho ral Osvino cerca Ferreira Alves. Nessa Forças época. "nacionalista" envolvendo nor- os subtenentes teava essa e sargentos campanha. '-- 1n :~~. A rebeli50 Em ra Lott.

com rcuni6es.-. política. realizou-se uma passeata pela posse dos sargentos eleitos.~I . da CNTI. GeM5rio Gene~ e do o raldo Rodrigues dos San~os. Luiz Ten6rio de Lima. . um dos organizadores de Confederações Nacionais de Trabalhadores~ Congresso os quais a Cuba. com a' participação de solc1ados.0·1-- 7_5-1 nentes e sargentos foram. o Sargento Aimor~ eleito Deputado Estadual pelo Rio Grande do Sul. durun te Çl . teceu exacerbadas driticas aos grupos ç6es populares._. . em s50 Pa~lo.ça Elei toral. que presidiu a solenidade. uma fase de agitação. slogans": •• Sargento. O Sargen~9 JOS~ Raimundo. da Força P~blica internacioassumirem os N5. terminou no Teatro Paramount. contestação _[n·E. gradativamente.ri. sargentos c poli t:icos. feitas. ainda que com o empre- Em 6 de março de 1963.r------------.o cabos.S E HV !li . Iniciava-se .tam- bém e povo" e "Exigimos respeito ao voto popular'''. h mesa diretora. Na ocasião. tOinando urna posição de Em novembro de 1962. . ~nico sargento empossado como dcpuI I----------\---~fl ~~ V :. para uma sessão solene. mas não diplo~ mado. D/0 _. I' li . iniciou uma campanha baseada nos que. Tribunais Em dezembro. o Clube dos Suboficiais. Subte~ dos Sargentos (CDDES). de são Paulo. sob pena dos~sargentos c do povo nais. José da Rocha Mendes Filho.o Schemberg defendeu ()direi to de voto aos analfabetos. ameaçando as autoridades por não atenderem as reivindicadestinos do Pais. I I !I. Schembcrg. p~nfletageris e de clarações à imprensa. i lho era empossado Deputado Federal pelo Tribunal Regional Elei(TRE) da Guanabara.qual os militares da Aeron5utica e da Força P6blica de são Paulo compare~cram fardados. toral res" ii . lançava um manifestQ superiores justificando o recurso a instâncias e tecendo críticas à Justi.. iniciada nas proximidades da Praça da S~. nentes e Sargentos das Forças Armadas e Auxiliares (CSSSP~)criou a Comissão de Defesa da Elegibilidade logo. Continental Clodsmith sentaram-se 9S comunistas ]{io Branco ·Paranhos. Antonio Garcia Filho. soldados e marinheiros. iniciou-se um movimento para a tituição dos títulos dos subtenentes e sargentos aos Eleitorais. sendo também detectado um movimento para forçar Jango a cumprir promessas go da força. comicios.. Oswaldo Lourenço de Solidariedade ral Reformado Gonzaga Leite. A passeata. II H/' " Em 10 de janeiro de 1963. além de varios presidentes dentre Riani. enquanto o Sargento Antonio Garcia FiZoch Cavalheiro.

Apoiado pelos comunistas._\n E S E-H V h .6 ..le.tJtCl.6.th d (J. circ~ lo~ e gr6mios militares.compantieiros durante seguidas reuniões. o Subtenente Jelcy afirmou: " ••• pegQJ((l. a reuniões pronuncia se nao Justiça . vem tentando dar o golpe va o que deveria ser executado para o dominio dos clubes.U ~ 7G tado.tltabaifto e. Em abril e maio de 1963.I1. Palando em nome dos subtenentcs e sargentos..._I: . Defendendo . o Gencral J. I rcalizundo afirmou que. procurava intervir nas eleições do Clube de Subtenentes e e gentos e.6 .6 .mo. As eleições de agosto de 1963. de armas na mão. reunidos em "grupos de 5 Em 11 de maio de 1963.6e.c 1 to.6 em 110. çom os subtenentes c sargento~ e fazendo contundentes mentos.b0.. em 24 de abril. Antonio Garcia Presidente da República.umi...tJULlll (l. lino gado aos grupos mais reacionários.JL. pois o IIGenera'l do povo" era demasiadamente ligado lIércules Correia. afirmando que 1I0Ssargentos.6.. a distribuição de literatura "progressista". (1) Em junho dc 1963. Ó aJLe- moó Jt eó aó Jte6oJtmCl. Pregou "o enforcamento dos responsaveis pela tirania dos poderes econômicos" e rotulou a instituiçao militar de "nazista".u o'Ministério CJuc foi com:lI1d:ll~ o . para vereadores. que deveria ser discutida pelos 'sargentos. j(w.6 m.to d e.'. como Prestes. propiciada 11 l\$!. estabeleceu.tJtUll1el1. então Comandante do 111 Exército. Em Fortaleza. o Sargento-Deputado houvesse uma decis50 favorável a posse dos eleitos. o 0.(:0. Preconizava.6 c. incitava seus. r::-:-:-:-- ~. a substituição Jair Dantas da ao Filho Sardo Ministro da Guerra. por ser mais "maleável" (1). junto com militantes do PCB. Eleitoral seria IIfechada".:lir D~nt. . de . detalhall e que "o General ~el.60.. e Max da Costa Santos. para a criação de um Sindicato de Sargentos.I . no Rio de Janeiro.mel1:te o ~IQ.:ls Ri. _~ ..tO ó: Úl..t.. Úl1pcdi. b a.Íro ~u:rr~.uma revoluç50 para a exec~ çao das reformas. fazia viagens por diversos Estados. ~I • os sargentos reuniram-se no audit~ e Pensão dos Comerciários rio do Instituto de Aposentadoria (IAPC).to I1ã. iniciou estudos.6. posterionncnte apreendido.rão a'i.. para comemorar o aniversário do "General do pOVOII. Amaury Krueli pelo General .t11..6 . ~~~_!. como preliminar. h>:cr.Ribeiro..(:a.mplantação do gorilismo no Brasil regime" .tLta e o 6uzit!".6 li.mbJLell1-. Não queria que o General Osvino fosse o Ministro Guerra.. ea c. em suhstituiç:lo no General J\m:ll1ry Krucl. -----I~~ . tamb6m.6enho Jt (l.. U~'plano de trabalho.om o povo.

apenas. do Aero~ com da Rodoviãria fase. Aérea. fardados".ermunecia hesitavum em depô-lo. Logo ap6s apareciam. Navais). de âmbito limitado e restrito a Brasilia." "[s-[-· ~-A :-~'} 7_7"'1 nova'-s-é-r-~-' e-:~-:euniões teses para de sargentos. anunciar Declaraç6es o fim da p~esos"c sargentos". a disciplina disse são os e desmoralizada a rebeliã6 Nessa a autoridade. lar.[n rmn a realização quais tica. e o com sargentos c presos do ~1arinha c da Forç~ os seus autores. grem~os em 2 de uma ao Pre re- ter declarado de militares setembro. da Ârca Civil. tentativa um dos do estado Carlos e a fr~stradu Nessa época. realizou-se. ao Governo Jungo de 11 era o Governador . a contestação nas polí 1/: invariavelmente. em homenagem e Soldados. em entrevistu deu a cntender quc' o J:>resid'cnte50 p. contando. primeira expandindo dominar a Capital Federal postepopu riormente. Armadas a ficar estavam atentas. no Sindicato da Associação dos Meta16rgicos dos Cabos Nessa do Rio de Janeiro. o apoio do CGT). Pretendiam. dos sargentos nao se de Brasi em grande surpresa 12 de setembro de 1963. ainda "no P2. porto isso.- "baram n area plantação poli tiCél: a solicitação.Tadepois desmen- inepto" " Lacerda. madrugada. d~ nase A~- os sargentos rea. suces~ivamente. Pederal uo Congresso. agora. ao Pais As lnovirnento foi debelado dess~ lião mesmo dos dia. reunião sidente que desde era admissivel que dentro a 'criação de clubes dos quartéis. passaram preocupadas.. a ação. à rebelião dado pela (através Se os Forças vimento. de prisão lídcres da do Governador oposição chundo tidn. dois fatos paru conturu ' im. Jair Dantas e Ribeiro. der porque os militares G_ E S :~_!. o jã Ministro da Guerra. e soldados presentando trabalhadores Afetada constituiu lia. reunião. 16 horas "rebedocumcnPOLOP e foi possivoJ. de . implantar um regime de cunho Entretanto. que o Ministro "os cabos da Justiç~.~~~'·I-" ---------- ---1 . em o Presidente. O Estado Nos de Sitio I I' primeiros dias de outubro de 1963. da Guanabura. numa apossaram-se Alfa do Minist~rio (da Companhia eda de Fuzileiros R~dio Nacional. e. da M~ri~ha. com o mo 2. de sitio Lucerda. da Rep6blica. de sargentos tos apreendidos pelo PCB mostraram.

Paulo ll . para não cair no vazio. A corrida ao~ bancos generalizóu-se. Armando Falcão dizia:"Prepara-se um golpe de estado que tem por objetivo derrubar as ins tituições democrãticas c o chefe da conspiração chama-se Belchior Marques Goulart. A ordem partida do Palácio. conclamando os trabalhadores a tomarem "medidas enérgicas para esmagar a reação suas discordâncias. bertado por elementos de esquerda. Nessa denúncia. siío nnrrjdos ns p:lginas 296 e sep. já citodo. Em 4 de outubro de 1963. Em Minas Gerais. Jango enviaria mensagem i foram si-Con- ao g~esso. João Goul. Jusrc1lno Kubiu. .Sob a alegaç50 da crescente vio16ncia de fundo politico e com as sucessivas ondas de greve.no que o Núcleo da Divisão Aeroterrestre prendesse o Governador da Guanabara. cOm 7 de outubro de 1963. a A Nação teve. As reaç9cs das esquerdas foram imediatas. detnlhcs desfic pt~mo c de tcntativa scmelhantc de João Goulort. vioTrês ll • em ação agres-. Cjunndo v:i. simultaneaao "Jornal do Drasil ll e a "O Estado de S. o Senhqr João Goulart manobrou rapidamente.naqueles dias.determinou o Gover.cht'k •. nao foi cumprida e o plano malogrou. No livr. os ministros militares induzidos a solicitar ao Governo a decretaç50 do estado de tio. ~nvA~t L~~_~-. Antes da mensagem ser ~ncaminhada ao congresso. O CGT e a UNE fizeram ressoar Os líderes do Con- Jango retirou o pedido. Sem objetivo. antes.rt procura f~zer de flagrar visando ao fechamento do Congresso Nacional e a destrui~ao (2) - --- J da Consti tuiç50" (2).o de nélio Silvo. cm t9úO. ----_ -. .ce-prcsidcI'!tc de.. O PCB considerou a solicitação do estado de sitio como inibidora da mobiliza çao das massas. contrários e o PTB negou o apoio. aparentemente siva contra o Governo. o Depu- ado Federal Armando Falc50 denunciava o "complõ que se organiza contra o regime". gresso manifestaram-se dias depois.. O País amanheceria sob o impacto do fato consumado: Lacerda preso e o estado de sítio em plena execução. sem responsabilidade definiaco- da. 0. Em entrevista dada em 22 de novembro de 1963. -O movimento subversivo que ora se articula nao é o primeiro que o Sr. a sensação de ter escapado fulminante golpe de Estado.mesmo da sua vo~ação pelo Congresso.uinlcs. solicitando a vigênci~ d~ssa medida por 30 dias. aconteceram greves e manifestações lentas. sob o título "Grnve Dcnúncia".

Apesar as diversas ~organizaç~o de encontrar dificuldades nas análises da sit.:l 1. 1 • . Defende . os trabalhadQresda refinaria A economia deteriorava~se sao..-~:_: E n ~". O PCB.ro excc'sso de confinnça n5.campanha pela ria da dívida externa e pleiteia particulares. .nalista e democr5tico". na verdadc. o pcn refere-se à derrota da ten tãtiva dc in~l~ntar o cstdCO cc S1~t1. Cada nho para radicais transformações tecimentos wna delas mantinha a espera~ça de qub uma reviravol~a no~ ucan-./ sua linlla politica de ori.• Nu revista "NovosRLnros" (3). o eX-Minis! - tro San Thiago Dantas iniciara..I: I. . com a -.!. • p:lg. por qualquer uma dessas facçõ~s.. a s~ perestimar sua pr6pria força política e a tomar atitudes desastradas para o Pais. ':' I dos sargentos e a anistia dos militares envolvi morat6de a encampação das refinarias dos no epis6dio de Brasília.nação. AI~m disso. parecinm levar \ :1 I' .cntaçfio chine~a. \ As pressões econômico-financeiras aliados ~s flutuações de comportamento e os impasses polí~icos. de 1%1 . Capuava entraram em ~reve. a sua tese de.·O co :: O" •. ainda sem grande de San Thiago Dantas e.acredi tavélm que a d~ da elite polItica tr~dicional estava'abrindo nas estruturas' do Pais. cami- l facçôes de e'squcrda cresciam e.tica". f. Entretanto. Continua na... esforços pa ra unir as esquerdas nu~a' fr6nte ~riica. com a frente co~mais .•. 3.I . somente uma dessas facções. . com um prematuro teste dei O P~ do·B.\ C -- o 1-- 7_9 .-~~'Ü·}~ .sá cSPE rança e o costumei.lp 01."governo nacioexptess50. Observando o multifhcetado espectro politico. continuava u pregar a (3) '---- NOVMi l~lIl\lo:i nÇl 242 dl'~ -----. mais divididos rio que seus advcr sários.iam pe!: ceber que estavam. frente Gnica. o pcn poderia defender. de Jango. I?odcria colocar o presiclente em suns mãos . com crescimento negativo.implantnção . forçu.o ll!(!s Í)cllnit. dbsde fins de 1963.~~. Imediatamente.-.. o Governo em direção à esquerda radical .~o Reitera a nccc$~íd~dc dc' serem realízadas modífí e implantadas as reformas de base. aderiu a tangido pela preocupaç50 forças e pelo prometido apoio do Governo em favor de sua legali zaç50. Sua preocupaç50 era que Jango podcria ser levado. de um . 'coerente . A frente Gnic~ e o País entrava em dura reces-. a elegibilidade caç6es no Minist5rio S E H V .:1:l C \"1.r'~ riâ ~01.J~~.• u· t t . rejeitou a frente única Gnicu.

uma atitude mais agressiva para com o cap2:. de circulação. O PCB aproximava-se de seu primei. de mãos dadas com o PCB. em janeiro de 1964. fez pronunciamentos se aproximava do outude uma que classes em 19 e 25 de Veiga. . feito havia PÇ>uco menos tiv6 estrat~gicq. Jango. Desprezando San Thiago Dantas e isolado pelo seu caráter autoritário e por s. não afas de vir a integrá-la.co do Partido. Brizola. de metáfoem ras e redundãncias..•. Adotou. estava correto. . S E n ~. eivadds. . Nesses pronunciamentos. estava mais empenhado em org~nizar a sua própria frente. provável candidato querdas ~s eleiç6es presidenciais tava a possibilidade das es- de 1965. Ao assinar. com o PCB e as organiza .~ulião única. Arraes. A Ação Popular ainda estavam longe de aceitar a disciplina de um partido comunista e rejeitaram a frente única. Brizola achava que o Brasil estava v~ vendo momentos decisivos e que.•. assumiu a frente única de San Thiago Dantas.uadesmedida ambição.ri~ar-se pela impulsividade. A partir de 1964. Também Brizola não apoiou a unificadamente.G! desaparecera s E·~ V~~ no (AP) e a UNE faltava frente luta revolucionária dos camponeses. Comparou esses grupos com equipes de futebol e os.Libert~ çâo". iriam formar o "Exército popul~r de . desfecho por ele almejado. como sempre. também.cn.11 "jo- 1---------------( H .. unidos.reg~ lamentando a lei de remessa de lucros.s anos. bro. liderada pel~ Mayrink detinha. rapidamente. das de doi. mantinha urna atitude controlada: apesar de fazer restrições à frente única. o decreto. suas atitud~s passaúlln a caracte- çoes e entidades por ele infiltradas ou dominadas. 4. A frente única desejada por $an Thiago Dafitas transformou' se na frente "popular" de João Goulart. Os Grupos dos Onze Em outubro de 1963. Sucessivamente.ro obje- à Nação. o Presidente criticou os políticos que se recusavam a apoiar as reformas de base. através dos microfones cadeia de estações de rádio. desde outubro. acedeu a um dos objetivos do p.---------------. No discurso de fim de ano. tal estrangeiro. te de Libertação Nacional. . a Fren I I . na época.~[!~iJ . o maior percentual de'oúvintes média e baixa. Brizola con~lamou'o povo a organizar-se grupos que. Tudo indicava .que o prognósti. Às Ligas campànesa~ uma liderança que as pudesse representar.

(.6 a c.6 da ph -.U. dos Onze (G 11).lllic.ee.n.6fjlwlT. particular.6 a <? ve. d () G o v C lU lO e. j U./..ti b e. ÚLO. Cl5 ao . pIL.lT.:tC. os 'planos para Como a nos arquivos dos formaç50 G 11 c do Exército "brizolista".f.10 '--------.ec.~() ILa i 111 p IL e.a técnica de guC'rri. n F.H•.6.6. /l.-1 ermo Poplllm-. ã c..-i..6 111(} Il.!:.ad ê.o /li pa Vi.t:a. revelaram posteriormente.tdado mo.6 (J. i (} 11ã. v e.O·I-para "construir o nosso Ú_1 edifício" . h (I /1.6 do.'1. ). 11c.) N(!!..~. a os segredos " Á p Õ.6 a u.i.ado.t e.t:a. ..••.'1.6mo. ..-..lLlLa .to~ CU!J:11l05"501>]'0.6 r.6:tibic. :te.- que u epoca .\Ç.~".. c.io/1ado.6 i-o e.Il{~r.t u c.:{-i. ate pe.l a de p o d c>.6 de/llcti-6 ou. a 110.6.- o .s... /1 .6CIL a 11. /lIã. di.>. Ó -i.R.. riante.vO.ã.c.h o _ Os G 11 seriam ci. Iniconsigna que nmor grupos dos' por um "Preâmbulo sobre Ultra-Secreto"" que revelassem o. v .ta o e.t o /lIa. a c r: Il c.onário". -i.. o b e.l1j(L.6 .(·mí\wdos. " o d e.6 t-i..~ p 011.i.ve. justificam G 11: os meios".JL(J . o ..6 :tudo .ILi OI. p.ã e.. u l.Ilc. um "Comando aqueles Súpremo dc Libertação onde Nacion.i.{ cf'é.6 ato.lllC.~ ILe.. Os integrantes çao Permanente lhidos nas po ..:'ll".ol1-6cqllêl1c.t J.. Defendendo faz veladas fins. i 111 e.i·1IJ de. ensinamentos nas "Frentes deveriam de "Revoluções Libertaç50 (4) • Nncionul" e nos "folhetos cub.a. c. a c (I nJp.llwf. e.t.IIC'.llOje.6 9. Lt (I.ja .to.[~E gadores" S E Il V A~. v de. assinadas cia-se te pesaria dos onze: se não por Popular de Libertaç50..6..do S (I fJIL(. c. E r{ V :.6 que de. c.. o -6 v e. .6 .c/llo.. ILC'.1l. encontrados.CÁ.CCl!z. ta de dos a "vanguarda da "Guarda avançada do Movimento Rcvolu- a exemplo Vermelha da Revol uçiló Soc:Lalisa tese de que "·os 1917 na Uni50 Sov iéU.r.IL. I! d ().:~nos" sobre a técnicn de guerrilha Admitiam.:i. os "[olh0.a.li.6 /10<. o 11fI e.ClCão agILC.O/llrhOlili.. d e.. .f: e..úLO.6 . [. I! . possuíam todo o discurso incisiva hila- documentos uma linguagem O documento "Instruções dramática fosse mas demagógica.\ le.. a /li L'!.o n.6 me.i.O/1Cl... l1ão 1!(J. C. .era 6avOIL.Jw•..6 .. essas "Instruções propicia 5 ntunç50 dqs G 11: "Vev.h ele.660 -i.sivn" e seus Populnrcs". o 111 o Co /lia l1.t em e. U/lI v . dos G 11 deverinm considerar-se em "Revolu ser co e Osten.c. .6 .a. ameaças sobr(~futuros atos "Em d(!. o 111p!L o /lIi.esses mas primária.. .t ..6 de.a..:tê.tcUl:tO .6e. .6o.taçê(o NClC. que...ca "'.U1úILalL (I Secretas". ILe.úe.1I ('.6. a b.hc!'/Il(}.a a·!d Li. em sua seu exército Os documentos pessoais de Brizola.6.t p e.0 .'.6 () cf e.t0. a c.palLa pe.lz.do 11 h e.t o c. ILd ({ d e i IT..6e. no paí~:L'---:" Hovil1\011tos de Ec. o .. qu.5 c..x-i.6.6e.\ époea. ..6 () U 111 o !L. '--'-J-------------.. Secretas". dol.1lJ o' "d "0 c. p!'./L na v pIWC..e.. que. era o das mais trágico.H. •... cabeça seriulllos "tijolos" os Grupos seriam Estavalo lançados megalomaníaca. " lIlid o c.o I«~.tCUl.Oil1i)a.6 po!de.c.v a..:-.mo.6 i o I!a h o de.t G -71.e.

06 .lIlo~d.tacão ciã-la no.lWLO~.ll1cnte popu.t.l.lol.6 a c.[mo . 110U v e.e.te.0 da cidade.>e~ã.e.[n. e/~ c..6.> ~ã. op~ COlt- aI.tILC d.ão d('.. e teme~o~06 de Instruem os G 11 sobre a aquisição de armas.6t1l..6aque._.> e avel1ida.i.t06 com 0.6 ta.6 con:tll.do (I ! .uição e.a a. emp/l. rCG lia da IlIa.culo.tâncla da toca.tlLai.')tllCl.6 Fo~ca. "j .tvid. po~ nol.. I'1L.:o em de. q u c. on.>a.---...6 .11106 vi cle. o ce.6 o n d c.> CI.6ombll..all.e.6~alto6.>. MOV.> plan.a da ma..>C. ce.t ('.te.~a..6pe.lt.b. ã/~ de.gi1l. ã ho~a de..6 tOV.ntc. Qua~. " .tLtta. Alertam.>6ec/wdo.uçéio Libc. all.clo em v~)lial. palLll ma6.a.nhol.6imul:tâne.[allzadnl.6 (J Pa/ll.n.e.~ I'1l.e. molopúblieo.> qu.J!. pa1l. I.1.6 .6 e com out~·oJ.'l.6 ve.6 Otá.[(Ll e.cércb~o insano e faziam inveja aos mais detalha.la/tcl.:. _ "VeI.>6 a at.t({.> I. incendiando.•. de maio1l.ta de. dos anarquistas~ Sabendo que a revoluç~o nha sendo conduzida pelo PCD.6 ~ ã.6.6 .'it.t1l. [IM .o.c.. enge. agloliletLct.6 de te. também.6 de. cole. a~lIlazen6 ge.> ce. Observa-se que essas rocambolescas instruções de dos planejamentos Brizola vi- refletiam o s~~ . dCVe/l.[a.cti.[e 6IL('.> de ce~e. .nca. pll. impoll.e.> 1.[6 _ "A a. di~igidol.".l6 em' e.tCIl. in 6.• oI.cU1do de.talllãv e.da..[6 .ltol.<. .6l.6 matell. nOl.>..no6 lLãd'[o .~~~~-_. a~mal.ticu.(:('• ...t e h 6 em p!'.6" . mi.C-a6 Iwal..:oI. movime. 11.[ado.o ll.t'é.6e..ill.cil1len.>itól. COllielLciai.tlLO.<. através da cha. recomendando "não se esquecer dos 'preciosos coquetéis molotov e outros tipos de bombas incendiária. COlil(tit.> aliado6 ll1ili-ta~el.Jtito.>OI. e.>.ta~e.> ••• " As "Instruções Secretas" e~tabclecem o esquema para o ini cio do movimento insurrecional: " •._------~ \.:o ellli.v cm 0.e 11 li I.n.ção peclMVtCA. ajuntando pc.lúlac!e.6tabe.p06I..ma'6 e llIuniçÕel.-t~~ ~J.ct. ig nOll1úlio~ 6 eu.i6 I' 0._-_.(.[ na/~ cal. j~ comandando 06 COlllpanhe.ita~e6 todal..> .t~u.c. de TV. _ "A:taqu.6. l H E S E 1l V A O O 1-- 8_2 . com a. rla~ ~------------. ê 60 que.> e nol..o de.6 atu.ne.'.6 a.a.6 M'[l'[.6 e.p~ida pe./~. pcto podrJLIll!'!lLtic~'"-ta E ~_:_. aeóILdo de.>a6 e ve.tlllC?II.. a.zelL a Revo.6.6ca..6".pucífica.nida. 60hçall ahclL.6 ~ oI.Õx.>LLZm06 em a.h.". cmb~/w . e.a6 e.>I.i.z úticial de.6.> ba.tll. que: "A e..na.tivo6.s".p~edal'ldo 06 e.ll.------------1 6eto~e6 civi6 e milita~e6.6 vila Olt di.6 palL.di·6Zcio.> cOlllpanftei~ol.indo e qLLeill1ando pOl.6 ~U(( .nto.6 ponto..6.6 - a.i.ta 6a.cõe.tahde.ai6 .6 e.6 .(:O CIl.(:ado/l.66e. o c o m u n i.ve~ã.ãILio.> de.gi. e.> camponel.> podc~0l.que.. Brizola reservou um item de suas "Instruções'Secretas" para tra 11 (I tar do "Aliado Comunista": " V e.>u.6e.ta .6.• acova~dad06 06 p~ivLtêgi06". de.> 6 o ll.6 e iJtdu6.6a humana. altmal. pe.le fi ô nica.6 A~madal.da "via. p~.6 e ave.[ll. v~ll.[ncipal Ltlll . . 06 G 11 e.~dadci~allle.[ai. ••• ~ .

e. .n. e timi.{.. Mo.[0 m(LII i clp.. C â ma.6 como .lt'iolt palLa -6LLa condellação e de.f.a.6 Itiado 61t a 9111 e l1.tJL e.~ ~ol qLle pocleltã.i.lLO.'t.. que .R..6 glLupO.6 ele f.:t. o tragicômico das •• Instruções Secretas" aparece-.nã.ILII1CLl1ell. a.s.teltia.:ltibLL:!:.ção Bas.l1c.s· bU.~lte./Lão .a.te.6 .6a do plto. .l. dia a dia.6 ll1ah Ilão calLa. . o texto acima dcmonstr6 o fanatismo de Brizoln.6.> e. pocle.i.c.>tica6 11 ({c. ç ão tato. atalll e 1I.c 0.6 .6 CO//lando. '6ltacoJ qLle vêe.Julgamento dos Prisioneiros": _ /Ira/ta..> Regiol1a. Jllo ILcu.lL.60 de ação.at .6.lin.{ao T..6. t04a-6 a-6 au.6 podelto.gul1.clelLZl..m e cu.C. a.601llen.ei..f. 601t:te de potencia.6cou.6 i de.6e.so eó.ja/l1 Itecolltendo-o~ no mC!. ?rizola aponta o PC do B como um possivol aliado: /I Exi.6 .l em. 61m de que não deJ1L1nc.I'! 6·C.tI.6 d.ILão t{'.te.elll .ncipios de 19G~.V.6e:tuJ1[J.6te..h.6 de de e va. Pite.> 6im dal.i. u.\ Vetega.i. a. celtta.a .6UlI1ct ill1jJOIL.6 e a.6ca.6.(:elllen. (I.6eUb a.6 /tico.da . influenciado Em prj.n:teltnac.<.te".>·e o LL . de.r. que.6 COlllpalt(lc.<. Pof:<. no certa a.I:t.{ILa.do-6..6 No ca.l'ldo 110 co nc eLto maltxi.6ua alLmada P/L c.~ .>nC. de!.cf 0.tâ.6 e não R.6 pltJ.>. 6 e.clo.ta.n:te.i.~e!(.tã. mttito ma.6.> d e c 011diç ã o lw ll1i. Ve/te.6.c ç õ C. alt/laigadal.sa.idac!e.se. 0.tcLção".sc~ .60 MovllllC?ll. povoa.. tai. pelo "parcc1ón" cubano. a..toltidcLdc.6ã.6e/t e.f.C( d (1.úC.o.60 .6 podC'.6e Jt v eJtd (lei e..6 o I.<.ão de abl. J eg Ld.6a a.i.i.tetaltia.plti. de 6 e~ a cOJ1diçõe. ção de.úelt...f.. Sta. o que? ê pltC!.> Onze c.e.6 110 mOJilento da .-6 elt -6 u má/tia e . Illa.6e e.6itua l/CIM pOIL aca .s.td e ma.6 e ~. o nctR.600 g(La/lda de el..6 de .lIla con6.tJti:tol...!).ocal.to do '//la:to. 6u z . com nitidez I no item sobre a "Guarda e . deJtJto.6.6.i.6 vel.uta de . hoje. P o .a.nali- não olLdenf..be/L:taçã.te e llIClx'<.O.m(L a.6 p eJt. _ "[.6 C. 110.ão".I.iz l1a.a. Ma.6 o den:tlLo .ol1cll" • e.r-- [n ~ óe S E H V A r..6id en.i. na. .utalll de õd'io ao.t o ll" • as Instruções..omp(úlltei/LO.s de Vil!.t: e.lll. vila.ai.61.6 [Jllia/L pe-' o pltoleta E continuam.6c.·ado- di.i.ic. do dado imp06-6Zvel.6 Q U /tCt ...ta ll:t o. /te. 0-6 ILe 6 ê It -6 d e v e ILã 0. nos seus ataques ao PCO: e abult[Jlleóado.ito·. p06. t ne. mu.6iolladOlLe. em ú..6 e.-_---1 .6e.e..e n:t e.t milita/t palta a l(l:ta de Libelt:ta.lle. H V ~!l~-.6 o úl1ico e.ltão.ã o.ta lIIa./w de.6ct :talte6a de .. d e a C..:t.<. aplLoplLiado6. e.i.ta o co 1:.6ta.o ll1 p a 11 h e.ItO-6 me. .'.6 doI.ltx e Engel.m :to d o o .JL.{.>otu.o l. Jt e-6.to.d olta do.>e.l1.1t a.6 6e/Le.<. O 83 6 a..6 POdelLO'.tado.t e.ve. Nac'<'.tJtltic.6. . dC!. a .- I 8rizo10 ldnçou seu ~r6prio ocmona- H E S .l da de.alt<.úlacfe.[de.<. e. .(:o cf0.6 camalt(tda.t e //l0-6 que com 0.lta.il/!pltovã. ({U(I.6 em .Ju.te.6o.:(:a.'L(J I. ã: . cOl1lLecicomo rfl.o Ao mesmo tempo.:tO.. uma a. ..C!.m. que iltemo.te 11 e !Je..6CO(L.t" • c.6ta e: uma in6oJtIlJ({c.ndia.lLa.6 pü.O.. qtte a MO.i.. ó eJII li u e "são lo. cfc. paJtct U.do e'que qtte.t e d e.:.i.te 0.t.

madura. pronta Havia para ser desencadeada. um pequeno-louco Brancalcone . o povo e que 56 faltava i um simples o surgimento episódio justificasfe na verdade. e fichas 5. A conturbada que pudessem entre solucionar situação a criFaltava que iria Entrava-se nacional pedia se~ O p6ndulo um lado e·outro. num dos Dirigentes". entre o Presidente e o pcn eram constande maior par7 de Bri Os entendimentos tes. pela que veio cadeia se' integrar à campanha Veiga. através de Lacerda.304 dos G 11.84 ri. a revolução Havia nhos masse pular estava. um ~otivo.igo C~e. . s. desejava era ocu o que realmente seu cunhado par o seu lugar.ob a Jango. amparado de nas forças renlizélr poas e no "esquema militarlt.inflaPo de \ um líder. Para la. estavam estão de 1964. 5. tifi. agitado Em seus ra já desenvolvida sonhos quixotescos.sargentos presidenciais. Rio de Janeiro. .buidas. dls\. pessoas. distanciava~se. seus própri. não há razão em realizar que os. particularmente. um os "Deveres de insçrição grupos. A solução pula~es era desfechar que a d~rei~a alcabelt ou que 13rizola Itdemarras'e p~ "botasse um golp6. Brizb de Segurança" gou a organizar integrantes. para total seus "cóf. se~ o líder fixfi-lo em um dos fix5-10 lados. Para no poder. Jango afirmou que os comandos 11 mili-' gene- int. seus pedidos a16m jã conseguidos. Não pensava eleições as hip6teses mais provãveis eram çél.os so que .o - "O Panfleto" -. da Rãdio Mayrink diversos chegou a distribuir tais 'outros documen os tos para "Deveres a organização dos Membros". pelos Minas Estados Gerais do Rio Grande do su'~. que colocava o Presidente. golpe. megalomaníacos. Guanabara. sempre vez mais. ele mesmo. O plano revolucionário no ano decisivo medidas do poder drãsticas oscilava E Jango de 1964.eiramente afinados para co m ele e que se os comigo. Seus trunfos eram a legalização Jango e a promessa cada dos tiqipação zola.casse esse Faltava entretanto. ra sua loucura. idéias. Em fevereiro tares rais jam". de seu Exército exErcito de Libertação.344 tri. que juE. o pretexto reforméls de base. cOmO as "Precauções". nao estePar~ ele. pretendia no lado esqudrdo. e são Paulo. de 58. ele foralt.

Ln ·~s . refinarias particulares e outros contra a inflação e o custo d~ vi.no comício prev. as reformas de num processo conduzido pela frente única. seria base.[ ~~-. a encampação da!. . sempre foram caracterizados pela presença de um enxame de pessoas. ao comício do dia 13.ài.ar.. ao povo.com o. Esse plano de Jango começari~ a ser executado no 'm~s março de 1964.. Jango anunciaria. a assinatura de decretos de conteúdo popular. de G.. Segundo o jornalista S~muel Wainer.os do sapato popuJ.da. ao lado dos' principaisrf rl!. o Presidente ameaçaria renunciar.n.c~i's c comunistas.11'U1CJlle.caso esse esquema falhasse. com força 'suficiente para fazer o quci bem entendes se.apoio e o clamor do povo.. da roupa pop~ lar c do dep6sito ba~cário para os sindicalizado~. de armas para a ltlta~ No p. antiga sede do Minist6rio da Guerra. tais como a desapropriação das terras·ao longo das rodovias e ferrovias.. onde Jango anunciaria novos decretos. Cerca de 100 mil pessoas aglomer. justificado pela in)J. realizado na tarde noite de 13 de março de 1964. L:~ E S :~~_~~/o -------------1 inclÚsi.- .isto para 13 de março de 1964.. o plano era o seguinte: o Presidente enviaria uma mensagem ao Congresso. como. apoiado por intensa campanha nacional. Jango estaria.avam-sena praça em frente da estação da Central do Brasil e ao lado do Pal~cio ~~uc de Caxias. .·~-~I-•• I _ n r. em face da provável negativà do Congresso. imediatamente. O C~míciodas Reformas.Li.LLf. no Rio de Janeiro. pressurosas em tomar os trells que as conduzem aos seus lares nos subúrbios cario caso Foi esse o local cscolllido pelos organizadorcn do que fi~ cou conhecido como o "Comicio das Refcrmas". . este dissolvido e implantadas. ii Nação. a se rem realizados em importantes cidades do Pais.a reformas na Constituiçilo. i legalizaç50 do Partido Co munir:ta e ii ent:rcgn. na cidade do Rio de Janeiro.pedin- do a decretação de um plebiscito par.?ossibilidade de atender aos anseios populares. da estação da CentraL Os finais de tarde nas proximidades do Brasil.'E. . l-o -. seguir-sc-iam butros -1 ou 5. Dezenas de faixas e cartaza~ conclamavam is refor~as. ao final do processo.

taltéi mac.ll1b.all1en._______ . os diversos discursos que se'sucedi~m.ão elo a.e. Arraes e Drizola.~_. inquietavam-se. enviar uma mensagem presidencial ao Co~ I gresso Nacional.--[~.e..:..6e.te ... em setembro de 19G3. os desd~ bramentos politicos e o caos econ6mico-financeiro do Pais.• o povo bJta~i..60 e. Seis meses antes. a rebelião ~o~ Sar gent.ava. tratando sobr~ uma série de revisões na COllsti tuição.lt!logaç. e o da SUPRA. a Eleitoral._c.e.ci t. Entretanto.6.pe la série de novas medidas que anunciava à Nação. 'E soli.éia CO·lt.l!!0--l1!1LQ~c.. Brizola chamou o Governador Carlos Lacerda de no" e pediu a realização "energúmepara preparató- de um plebiscito. cautelosos.. ialn rachando pilares da disciplina e da hiera~quia. naquele mesmo dia. rios ao do Presidente. não coibidos com rigor. três decr~ t0S: '0 de encélmpação das refinarias particulares.ília servi. em um prazo de 48 horas. a para a "salvação nacional" de'uma •• estrutura ul trapassada".6. o apoio da população às reformas. lRE SER V h O ~ 86 ve 'lnembrosdo Comitê Central do PCB. 7... sentiam o temor do povo.l:i\.. os militares vinham acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. Estações de rádio e de telcvisão transmitiam. Observavam.ti. en fático. " tensão que ia atingindo. com os atos de rebeldia de ou~ros militares. dentre as quais a Re e a Tributária Anun o de tabelamen as forma igrária. to de aluguéis de imóveis. Jango iniciava a execução do plano revolucionãrió. que desapropri~va tel:ras que margeiam as rodovias federais. retorno. todo o Pais.iç. pelo Presiden-' e para.tltalCollgJt.os de nra~:. pe.mT)lo de quc' a estrutura' &. que. a Universitária ciou. .ilto \. alinhavam-se Jango.!o. os e muito. a fim de possibilitar as reformas.6.~ E _I~~~_~:~J-. Mas.e. que havia assinado. " Arraes vociferou contra os "fascistas". pO/L uma A. em face do crescimento um ponto sem das uma esquerdas.ta de.. gradativamente. Jango prometeu. Espantados. A permanente ameaça de greve geral infundia-lhes .tllil'l.------------. foi a fala do Presidente que causou maior impacto. Todas essas providências te.--:r"--------. A rebelião dos marinheiros no Rio de Janeiro Havia já algum tempo.te.. os "reacionários" e os "retrógrados". como indispensáveis trànsformação foram ~nunciadas. também.c). exigindo o fechamen- to do Congresso Nacional e a convocação de uma Constituinte: " .

Alguns mili tares Outros. "delegados" navais. 1. de espe- e a insubordinação.sob a denomi. consumado à revelia a AMFNB..to. Almira~ da Associaçã~ de foi surpreendido fundação e Fuzileiros (AMFNI3). No inicio te silvio Mota.. dur~nte Em setembro diretoria .. de os se ao movimento rótulo demagógico A rebelião de "generais dos marinheiros e almirantes de 25 de março que. a agitação prosseguiu.ares.- amotinaram-se no Rio de Ja Des~ os e. Na- do Sindicato pura dos Meta16rgicos~ ilOS quartéis. em 25 de de 196~. regressarem nas janelas amotil1u.nuçao das unidades Chegou.:lo. até que. Marinheiros ro presidente ridade tindo de maio de 1962. so~ente ao Comundante dos Fu~i.--_. fato bição provocou das aos comandantes dos oficiais.' -i R 'E S E 11 V ~ O OI-' r 87 ---. amigo 1-. ------- de Goulnrt e co --' '------------I.leiroc o J\. a designar a subver's5o na Marinha. A~gunspoucos. exigiu a relevação da prisão. nuo malz ainda acei tavmn a. fiando Policial de alguns Militar. os que ansiavam do povo".l r. integrantes resultando da M1FND prisões Penal no C6digo do IPM. - diante de uma entidade.-... que do Governo Federal.MFNB. restaurassem aliavam pelo a disciplina e a hierarquia. a pregar aquinhoada com bas vultosas. Em face da indisciplina. VI. criticas o marinheiro as autoridades com 10 dias de ~?"ç jW_ dos nuvais. A autoexismi- ministerial como fato assim.~ . do 1-1i- e sendo punido..lmirante Cândido da Costa ES E l\raÇf. 1\.' de "dele Tal" representantes junto gildos da M1FNB". no Rio mi.selma a cerim6nia da nova da. Ministro da Marinha. o Ministro pela Navais do Brasil Joâo Barbosa da Marin)lil. fidelidade Goúlart" do sindicu. dos regulamentos sociais. ate. cujo primei- era o ~arinheiro ficou.. foi a gota di agua. de Allneida. o presidente Santo~.egando 1964. esquerdista.400 sócios abr~gando-se abertamente na sede as ordens "Viva da A~FND . em Assembléia. nlilitar estava sobedi~ncia rançosos. - Sob o pretexto assistenciais pass~u de realizar acividcides recreaver- e culturais. congr. s0lf_s... de Janeiro. prisão.li t. Em protesto nistro punição.. atitudes firmes aguardavam. abalada. a AHFNJ3. e entre eles entretanto. tivas. ---pelo pela teceu soveras eleito. i_ litares.. decidiu sobre suas açoes. de posse na proie na atividades para desses dos navios recomendação que 'fossem rigorosamente d~ 1963.. Apesar março neiro. novas foi aber e o Mi to um Inquérito enquadramento litar.. ll:.. uma reação a qual resultou a bordo fiscalizudos.dos gritavam apregoavam vais.----------1 ..

Algumas horas depois. e~ sol~dariedade aos dos. indisciplina generalizou-se. Em vista desse acontecimento. As 8. os marinheiros e fuzileiros navais amotinados difundiam as seguintes exigências para o fim do movimento: .ciaJ.--------- . entretanto. do. Suzano ou Goiano) . \Te. Na manhã do dia' segui~te. Surpreendentemente. o Ministro da Marinha exone rou o Almirante Aragão e tropas do. I A.i. e reconhecimento da existência legal da AMFNll. Almirante do Povo 11 .cercaram o SindicatO. dando-lhes a garantia de que não seriam punidos. . o Ministro da Marinha demitiu-se.~' --. o deslocamento de um contingente de Fuzileiros Navais para desalojar e prender os amotinados. Apesar das advertências..~_~. conduzindó.. $0- mente com dois disparos feitos para o ar.idade seria alijada pc- f':~. na manhã do dia 26. ao amotina-' o grupo continuava avançando.h E S (fl V J\i~r- 8_0 nhccido como "Almirante do Povo". 26 de março de 196~. o Ministro da Marinha Para acabar com a insubordinação. -'anulação das punições impostas aos membros da diretoria da AMENB. Nesse dia 25 e no seguinte. nheiros amotinados a comemoraram ombros. a Marinha tomava conhecimento de que havia.' O Presidente incorrera em erro gra-. Nessa mesma tarde. cscalac1n da subversão e que a of.30 ho ras. determinou. o agrupamento foi disperso. t~mb~m. fl.substituição do Ministro da Marinha por um dos três almirantes por eles indicados (Paulo Mário.• .. foi completa...Exército.pela tropa que' 4efondia o Ministério. 27 de março. julgando que as Forças Armadas assistiriam passivamente'a c~ Sil.. alguns desse contingente depuseram as armas c integraram-s~ aos refugiados no Sindicato. ruidosamente. movimentos de rebeldia em alguns navios da Esquadra. Jango reconduziu o Almi Reserva os Paulo marinos comoapoio rante Aragão a seu posto e nomeou o Almirant~da Mãrio como novo Ministro. garantia de que nenhum dos amotinados sofreria qualquer sançao. o Presidente da RepGblica mandou levantar o cerco e "pediu" que os marinheiros voltassem para seus quart6is.. apos su6essivas assemb16ias. um agrupamento de cerca de 200 marinheiros dirigiu-se 'pr~dio do Minist~rio ~a Marinha. Governo Federal.--------------. A vit6ria da indisciplina. enquanto o restante retornou ao quartel sem cumpri~ a missão.dos MetalGrgicos e isolaram os marinheiros rebeldes.V_~~)_. o 11 .

com a presença e de centenas dentre de sargentos. parlamentares Os que ram a agir.. das inflamados.ro. Na noite de 30 de março no a Associaç50 realizou a reunião na sede do Auton6vel Clube.• 0. A reunião Acesas riosa cas tro. Dezenas res. dos marinheiros. rebelião no Automóvel estavam. pela 'dar. e Sarge~ optado'pc as Alguns meses a Associação dos Subtenentes (a que havia tos da PolIcia lo serviço comemorações Jango'aceitou car data. 6 Almirant6 discursavam e o Cabo Anselmo. repisando a tõnica Discursos atentatórios I ü hierarquia e a disciplina H E S E n . No Congresso Nacional. uma de ~orça aos que o criticavam dos marinheiros. Militar do Rio de Janeiro o Presidente federal) convidara 'para comparecer Naquela do aniversãrio o convite.contra antes Os que n50 aceitavam ainda a indisciplina. de diversos al~m Minis oficiais ~' ministros. do Governo passae engrossaDemocrã os desmandos aguardavam. entretanto. Clube as paixoes desencadeadas as forças pela vit~ ainda. chegara a hora .. que vinllam sendo reação. mas da entidade. declarava O Ex~rcito que havia proclamou ra de o Brasil defender-se. Pretendia. mdnores posição assumida que tinha no episódio prestigio da rebelião junto mostrando aos escalões antes. ins6lito submetidos a doutrina- çao com~nizante.500 ao povo branilei. A 0.los sargentos e praças. articulavam Jango apoiava~se "esquema o governo da indisciplina.de- j~ se. os quais o novo Rio de Janeiro.. 8. sem mar o seu comparecimento Entretanto. - ~ de comunistas atingiu confraternizaram-se da e~altação Aragão com' os milita- o auge quando se abraçaram. assinado' por chegado oficiais da M~rinha. A imprensa aderiu. Os reforforam --1 sob aplausos 'oradores. desiludiram-se as fileiras estava dos verdadeiros democrat~s. A Revolução por dias.1-. de 1964. adiou oportunidade. das Forças Armadas. Dois ço de be 1964. '--" . democrãti Do oue num . gerais. de 1.. mas. contra no peD. Paulo tro da Marinha. contrariados Um manifesto hierarquia. O ambiente Almi~ante "'\:::-- M~rio. •. solidariedade dezenas de i Marinha. em 29 de marno Clue da mais a ho- centenas de oficiais com da Marinha a quebra da reuniram-se disciplina Naval. De ~m lado.~. de massa nas organizações pretenso monstração militar". dias sem qualquer depois daquele epis6dio. ram tica pronunciaram-se.

atendendo aos regulamentos discipl! nares. Mas o ponto alto da reunião foi o discurso do da República. após aquela reunião. pitosamente O 90 n.. Defendeu ·05 sargentos amotinados.1 pronunciados. a queda de Jango cra iminente. . O~ Sargento Ciro Vogt.ca.. foi estre- vaiado. porque. Muitas das pes soas que as assistiam sentiram que. Propugnou pelas reformas de base. Jango fez um dos discursos mais inflamados de sua vida pGblica. de estarem sendo subsidiados pelo estrangeiro. AcusoU seus adver 'sários.E S E 'I~ V fi. Na verdade. Ameaçou-Os com as devidas "represálias dopava". limitou-se a apresentar as reivindicações de sua classe. políticos e militares. fora seu ü1timo discurso coroa Presidente da Re públi. Presidente e Inebriado pela calorosa recepção dos sargentos incentivado pelos constantes aplausos.--------------. um dos oradores. sem abordar temas políticos. A televisão mostrou lIaovivoll estas cenas.

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--- ------- .JJ]\DE II O m~pODIO DI:'NOCr{J\TIco "Ml\HClIl\ DA r'N1LL:u\ A INfILTHl\ç'li. [j _OJ------I. .lm:r.._____ \ HES E H~ C~t DI:1JS.O COr-1UNIS'l'l\ PETA Sl\O Pl\UW .19 Har 64 .

.'yO l..c. I . ~ SAlDA TRIUNPAL o CEHCO PELO ---------l~S Exf:ncI'ro _ E n V.I .Ml\'ÚINHEIROS N-OTINl\IX)S NO SINDICNIO ros NE1'ALüRGICOS ' • .!. A PASSEATA SUPSTITUI O DESFILE MILI'rAR. " 1 .

OS HERóIS DA INDI9:IPLINA l\RAGi'\O.MIRANTE o Co. MARINII8IroS.J Co. O mf:. E S E H V A O DOS' o··~ 9G I\. mSUOORDINAÇÃO EM 1\SSfl·iBLÉJA..l R. "l\I. OS l~úl'INl\OOS. CONCillE AUIÚGRADOS fi. o r-illUSTRO IX) 'rHl\lV\IlI0 (N-1AUlU SILVA) PRES'l'IGI1\.~FRON'1'O I1IERJi.VIT1\VI::T.N~SO Dl\.RQUICO.INIIEI nos C1\NDIro IX) POVO". . ImnELtl\o HI\H.

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---------t n ::~.t-----------------\ H E S E 11'I 1\ O ~ l\._~~_ V_~_:~~ . A APREENSÃO NA SAlDA . . REUNIKO DO l\UTOH6VEL CLUBE A SORTE ESTAVA LANÇADA.

~onspirar contra Goulart.lU GOll]élrt lwvi<t !:ido . acabou caindo.. uma vez empossado.ar.'. tanto e que a Revoluç~o vitorios~.stério do ]'.e a veleidade de destituir o Presidente. seus seguidores. f? qualqu(~r li :I.armentcno Ex~rcito. I tituiç50. . que poderi~ conduzir o Pais a uma guerra ciapresentou-se como a forma politica capaz de suplantar democraticamente Apesar da desconfiança manc1at.l. a seu modo.e·a Com~ti t.co continuasse a funcionar normalmente.rnv(· r. desde logo. encarado por . II li I I" iH Goulart. Ascensão c queda de Goulart A rcaçâo a João Goulart teve inicio antes se entre as forças que consideravam sua ascensao raz6es diversas.0~5_~(> illlpt"illli.1. Nas' Forças Armadaci.. Com a ren6ncia de J5nio Quadros.. 'I 'I'. apresentou-se um impas7 Presidência por (1).~ li I li j:j parti. Vãrios fatores concorriam para essa assertiva. Em da RepGblica uma temeridade para as inst~tuiç6es e as que. Sua queda. Goulart caiu por causa da estra t~gia e das tãticas que adotou~ Pretendeu implantar as reformas 'com ou sem apoio do Congresso. j . I . por ocasi50 da posse de Goulart.l-p I> 11 1:11".~. embora houvesse um pequbno grup6 q~e iria. 1i~nndo constitucionalmente verno ao peD. r legalista .E.:1h.radicalismo (1) Em l~.l] 110. a divis~o que oc~rrera na~ Forças Armadas. I por p. C}1I~ .lo ~lini.1 j fi t:\ n I .oria de seus qu~ dron Cl~il ' I . a imensa maj.SEHVI\U(l I 99 I CAP1'l'ULOIV A REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA 1. Os godos principais 'estados eram pretensos candidatos previstas para 1965 e 'tinham eleições presidenciais interesse . i. acolheu v5rias delas. no entanto.o a crise.JJ.m a Consas ./ /1: :il' I que o sistema poliU.cuJ. mas foi incapaz de conter o. -----1 n E S E n V_~~~ sob prc'ss~o.I i . vernadores de seu pelo simples fato de que era o sucessor consti tüciose n50 adotasse 'mcdidàs que·ferissC'. . nao se deveu as reformas de base que desejou implant. Buscou com ativistas de esqudrda. Ademais. 6umprida a Constituiçâo face desse dilema. I. o parlamentarismo mesmo a de sua DE 1964 posse. .1: :/ Ú !":'. passivo "na lei ou na:marra" COI1\O diz iam apoio atrav~s da mobilização das massas com o mobili~ar das Forças Armadas e o ap6io ativo do dispositivo mili as' massas seu que goat6 tar que pensava haver implantado.. 'f r.1 od (..:)' : . : I.j .'.uimais • çao... /. poderia ter chegado ao final nalmente elei to -. i. . ra marcante e :funcionava como um freio mui to fort. desejavam ver vil. i com que Goulart era muitos.1f:Jst:\c10. 11.'\1 t nçiio j lIB ti ci ..I.~ 'I ~." [n. respeitando incondicionalment. " .r.'I:i.1/ I" 1. Elas eram necess5rias e a maioria justa. I" .

utilizado paré\ o recrutjamcnto de'" novos adeptos. les as primeiras iniciativas no sentido de reverter essa situaçao. . .. ~ documento básico do Instituto.v 100 A O~ os comunistas mais experientes condenavam. . Pelo menos. Desordem que. às dificuldades econ6mica~ era sentido de forma mais . ou seja.. con- para o caos. no campo.pelos empresários. Desordem através da infiltraç50.. Dessa preocupação resultou uma 's6rie de encontros de 'empresários do Rio de Janeiro e de são Pau-o 10. de autoria de Gan-idoTor democr~tica . - .--. os propósitos do Presidenpreocupaçao. de estranhar que partissem d~ . Não era.. desde os filtirnqs est~gios do governo populi! ta de Juscelino Kubitschek. pois.res.r----------------f R E S E li . com o risco de sua desagregação disciplina e da hierarquia. liA de Goul~rt. (IPES). A preocupaçâo dos empresáriO? com a infiltração comunis- ta.6 " • Esse clima de insegurança que a Naçõ. 'aliado acentuada . Dando curso a essa em 26 de novembro de 1961.•. Magalhã~s Pinto em ~ntrcvista ã imprensa declarava: Naç~o continua t~aumatizada.-. 2. Desordem que alcançava pela quebra as da Forças Armadas. pcrmitiDdo que a desordem interna ultrapassasse os limi~es do tolerável. adicionada ao abando~o do planoecon6mico duziu uma economia já desorganizada do Governo. A iniciativa da reaçao A posse pacifica de João Goulart nao trouxe tranquilidade à Nação.t e.. é\prcscntava o IPES como uma "organização ~partid'ária com objetívos esse~ cialmente educacionais e civicoSll• Seu lançamento foi iec6bido ' . na arca educacional e na área trabalhista. com a propaganda esquerdista e a estatização vinha de algum tempo. que. poucas semanas após a posse te indicavam rumos perigosos". os quais. intitulado I'A responsabi~idade I do empresaria- do". O Governador de Ninas Gerais. se instalou na máquina administrativa. que fora favorável à ascensão de Goulart ·ã Presid~ncia da RepGblica deixava transpirar que "já ü partir dos primeiros dias. P~l~am no an indagac5e~ inquie- tal1. com a posse de Goulart. to de Pesquisa e Estudos Sociais O na manutenção da liberdade o Institu surgiu no final de novembro de 1961.-do proselitismo e da agitação esq~erdistu.--.. se amiudaram.o respirava. Da troca de idéias sobre suas responsabilidades e da democracia.

semelhantes aos do IPES. c intêlectuais. . por exemplo. A preocupação primeira do IPES era defendera frágil demo cracia nacional. no final de 1962. vros e na realização de palestras versando sobre a liberdade a democracia. Des saati tudo decorreu boa parte das inCuncras organizações giram no ano de 1963. nuo operava os desejados com a neccss5ria rapj.n~fcstDr que surmembros da entidade começaram.~e o . Paulo Ayres Filho: "A p~~ncZpio a id~ia e~a ~e~i~ti~. Suas ativida 'I des iniciais concentraram-se na distribuiç50 de foll10tos e lie . individualmente procurar n~vas liga.mas a maioria delas voltada'diretamcnte'l)ara a aç50 politica c a10u . n50 ataca~. Como declarava um dos seus fúndador. eclesi&sticas !. Com isso. Criou um programa de treinamento de lideranças democrfi ticas para homens de neg6cios.:'~-'. do a i m. .. .60s o mano iras mais dirotas . através da midia. . com .. trevistns defendendo a livre'iniciativa Mas a situação do Pais evoluia rapidamente e. Um desses grupos.ram a integrar seu~ quadros profissionais liberais. i entusiasmo por lideres. que Ja11[]0 . houve uma Inudança de atitude 'de alguns membros do 11'1::5. isto 6.. contactou c~m JGii~ de Mesquita -1 r------~ S E I n V••'::~:. Publicava e promovia livros.es.maioies tros do País como pôde aperfeiçoar sua açao aos v~rios segmentos ~ociais.sencces~ãiio.dcz.ninas e organizações estudantis apoiando-as materiallnente.políticos.te~/I1il1a~. ou em grupos. Instit\lto n50 s6 se expándiu rapidamente para oS.6eu mandato". etc . ! ~ Enquanto o IPES continuou com seu trabalho e apoio as ati vidades de conscientização e esclarecimento da opini50pGblica.----- .isClln:. Passa.' favoravelmente R .OS e en e a democracia. com objetivos . As açoes do Governo fizeram com quc uma ala do IPES começasse a achar que a resistência inLelcctual a que se p)~()pllnha o J:nstitu to.1 sua oposiçao ao estado de coisas quc'se verificava no Pa~s. sua estrutura para estende~ Passou a encorajar asso- ciações femi. funcionários pGbl{cos. !' mas delas dispo.riado.E .1_ . .stas mesmo 'fi aç50 rcivolucion5ria. porem.S E H V 1\ t: O 101 pelos principais jornais do Pais e saudado personalidades .. militares o 'cenda reserva. :I o IPES.6 qUeJLZamO-6 . :. d. nao se restringiu ao empreBéJ. a realização de estudos doutrin5rios para dissemiresultados nar idéias e esclarecer os cidadãos. c16rigos. estudantes e operários. Todo. bem como estimulava a real~zação de peças I teatrais e filmes e disseminava.

CONCLAP e o Instituto Brasileiro de Ação Democrãtica . que se seu chefe nacional e que em 1964 tornou o chegou a armar-se para pnrtic~ Outras organiz~ç5es e associações de classe teriam importante papel no esclarecimento e mobilização da opinião pública.••. Na década de cinqüenta..•• . liDa Co!.••• _~ . desempenhada pelos Governadores.. luOS . quando a conspiraç50 com certa desenvoltura. com o propósito eleIIdefender a de:.. A reaçao no Campo Politico Nos meios politico~ a oposição mais objetiva . c n queda de nbril". par diretamente da revoluç~o. Esses novos empresãrios ~ssumiram a direção çno e as Federaç5es da Indústria. na expectativa de num núcleo de transig6ncia e de composição ante a .riam e encontrariam iriam sua unidade na situilção por que passava o Pais e influir decisivamente no movimento revolucionãrio. A efetiva ação desses des de ser mantida a normalidade constitucional. 292~ [HESEllvADol . principalmente de Goulart. etc . Nessa ãpoca. porém. radicalização de posiç5es dentro do ~ais" nrnnco. 196'.':plraçno ~ Rcvo)lIçno. (2)..torn.etivessem consti.IBAD.•• -__ --o ••• _. RJ. Paulo". C. Edi.. José ÁJ.~s esquerdas e ao Governo. atuar particularmente na conscientização ideológica dos sindicatos e movimentos·estudantis. __ •••••••. só se fez sentir quando se esgotaram as possibilida O Senhor Magase um realizava diãlogo jã "abriria sua politic~ para com as esquerdas e com o Senhor João Goulart.. Embora eSSilS organizações não' ~. o IBAD especificamente . as condiç5es de desenvolvimento dutoras e fizeram surgir uma geração de empresãrios haviam e boa estimulado a expansão da estrut~ra associativa da~ classes projovens de din~micos.vnro. decisiva mesmo para o êxito da Revolução.: . constituir-se crescente ( 2) Cnstcllo seri os de Minils Gegovernado- res. principalmente rais. 3.-----------1 ~. lh5e5 Pinto. Seu veiculo de difusão mensill.chegariaa ter uma tiragem de 250. -' d e março . inclusive. elas se reuni. O IBAD iria.tuido em um bloco ideológico e politico monolitico. foi constituid . duas novas entidades surgiram: o Conselho Su perior das Classes Produtoras . são Paulo e Guanabara.---.000 exemplares.mocraçia.ticall. ilAçãoDemocr5.< p!lr. E S E 'HV f\ D O 102 Filho. dono do jornal "O Estado de S. as Associaç5es parte das associações de classe jã existentes como a ConfederaComerciais. Destas.as insapós a posse tituiç5es e o regime".em n "O's.

g6gico. Nacionalista.s empresa. defesa o matcri~l nesse do regime. das esquerdas. . desde o inicio. I .nto. organLzaçõcs carnp. ~ais da guerra cionária que se desenvolvia na ~rea re'pc. Essas empresas.. permanentemente.. I· com os representantes percussões alcançadas 1\ 1\DP rebateu dezenas crático.er· mocracia.. da Imprensa".l".ulha$ rede Associados".l~-'~ ~~~~~'If. mesmo objetivo o mais participavam semelhante \: \ Também ali como "·0 Globo" No Rio Granc1p do Sul. Júnior.·cl . e emissoras do 'setor da empresa de midia da~.. co interpartidário que se constituiu desde 1_0_3. ~ ~ ~. I· I a Revolução. Dilac Pinto. orgnnizara-.ais .cularmente nitudedas que desconllccia ações subver~ivas em curso. Foi no Congresso.o canlpanhéls (~m.~ No enta. em sii"o participavam o "Correio Berbert ção do jornal trabalhadoras. defendidas com o espirito ãs vezes Frente pela ao sentido'socializante. ..· \1. ~las re do com cerca vou batalhas muitas vezes. verbais mais do que o mérito na opinião as propostas té~nicos d~ base..tos jornali~ta. os jorn~tis . poderosa e Rádio apoi. e Os mais sao pelas t~o de" deram. J' iI . . tar de projetos das reformas contrapondo-se apresentou demodemaParlamen- de reformas.s. mili tante então importância de propriedade'do penetração influ~ncia antipopulista jornais. a ADP.-paE." Dos tacaram-se o "O Estado c telbvisão ·jJornal fl1csqui.111\ I denominado numa oposlção Ação Democrática. do Pais. revolua rnag- que se fez veemente militar e correta no pais.se no Congresso Parlamentar \.rio com grande um jornal os grandes No Rio de Janeiro.l . atuante até (MP).. de 200 parlamentares. 1\inc1é:l. a mais pela palavra do 'Deputado denGncia com larga jovem. blo :I. pr6pr ias "Diários al~m de acolher na defesa revistas.• ·c- "-------------'1 u. do Grupo das ed i..tor:l. 4.. importante compiexo do sul 1\lém Ua. valiam Conta~ traonde. 1962. "Noticias campanhas as 'f V Record era a e Paulista participa- De grande populares". ·mu:i. tj.rádio Paulo".~rcussão . suas a endos da 'l'arPé!l1lo. O apoio da imprensa :influentes jornais seu c emissoras às de rcJ(Ho e televida dE. do Brasil". Eldorado. e o "Jornal dos nesse normalmente Paulistano". di5.ta.. estavam nas exercia Deputado classes e "1\ Noi integraCalI Levy. di:lS questões. próparu~o empenhadas de jornais. influente::. --------~ H r: S I: H \' ).. c::o. de S. ~'A Tribuna te". tinham nüst. esquerdizan tes e . pGblica.

v fi. unificar a ação organizada dos democratas em 'antecipação ~ atua. No meio sindical. Essa rede reunia mais de 700 estaç5es de rãdio. O IBAD era outra entidade que atuava nesse meio. . Antepondo-se (HSD) era outra entidade na área sindipelos co dos Eventos Interestaduais de Sindicalismo Democrático. que buscava defender os princípios democráticos aos organismos sindicais controlados (CNTC). promovendo denominados e editando a revista "Rcp6rter Sindical". chegou a ter influência na Confedc1:'ação Nacional Trilbillhadoresno Comércio Foram inúmerils as entidades que~surgiram ç50 de Circulos Trabalhadores antepor-se influ5ncia Confc~era- a açilO comunista nos sindicatos e entre os ·operários. pseudônimo de Prudente de Morais Neto. Igual significado tinha traba). organismo patrocinado por empresas privadas de são'Paulo. de o grande chegou a estabelecer-se em 17 Estados e a criar uma ç~o Nacional. para munisté.\ fi E S E. 'cujas transmiss5es ialopara o ar na mesma hora em que Drizola transmi tia sua arenga rcvolucionfiria por uma cadeia de emissoras sentava mais acirrada.' dirigidos pelo Movimento Democrático para Brasileiro os d liderada pela Rádio Hayrink Veiga. quando a luta ideol6gica se apre (HDD). Al~m dos jornalistas. dro Dantas. O O 10-1 ram-se diretamente nas campanhas. pela romancista e cronista Rachel de Queir6s e pela Nélida Pinon. A FederaCristãos. que escr~via no influente "Difirio de Pernambuco". destacavam-se Paulo e Pereso M~lta.l. Desses. eram realizados cursos trabalhadores. Não se po de deixar de salientar a constituição da denominada Rede da De-· mocracia. O Movimento Sindical Democr5tico cal. em sua peitada coluna politica. Seria exaustiva a citação de todos os escritores. listas. Amplia-se a reaçao Em todos os segmentos onde o pros'elitismo esquerdista atua va houve reação.ho desenvolvido '11\ ~h-=-( -n V_!' [~_~ . artistas e especialistas em comunicação jornaescritora social q\1e part! ciparam dessa empreitada. com a finalidade çao do infiltr'ado CGT.s. 5.·n. pode-se citar trabalho desenvolvido na imprensa pelo embaixador José Sette câ mara.pelo também embaixador e poeta Augusto Frederico Schmidt. . no entanto' é fácil deduzir quão impoE tante foi essa atuação no preparo da opinião pública.

foi o Grupo' de Atua~~o Politica (GAP).ên dentária e hospitalar. ~ intermédio Popular..lrem opo importé.estudé.- de Circulos Oper5rios.populares.cüis da a União de Educação de 13üse (I'Um). E-.·r. a aliança . orqanizaç6es vá SUê) doutrinação . na criação.rios. as reformas Surgiram.com a UNE. estudantil.:-~~~ _ ..t:./' I 1I 'I "~ . --.\ I (UNE). setores r<:lc1:i.zantesa que o Püís em depoimento ao hinto conduzido. de Lideres de capitais.w.no ~ UNE no movimento entidades estudantil.. qué era uma rand.S ( ~. Nacional cul tura. que ofereciam .[fi pelas eia vas Federaç6cs jurídica.· por meio de seu Cen.1mno sentido dominada pela AP.procuravam rias pular Igreja. outras balhador ta. alvo de violenLa e maciça doutrinação educacional era onde as esquerdas haviam obtido progres~ ~xito e. consciente dos rumos de oposição sendo c01l1uni. às massa!. ofcrec~a de alfabetiru- sindicatos o IBAD de Paulo cursos de traballladores ai procurava Freire com orientaç50 ao método Também contra- por-se de alfabetização oferecendo e ao Movim. tendo revol.. médica.. se estenderam variados. entidades.lsGarai~.1s de' de concretizar alfabetização. navam das Escolas dezena também Oper5. intensa como massa pressuposto O alo de liguçfio dessa de base.de cristã. queutu~ O objetivo do Rio de Janeiro. cursos a formação e auxiliava de cooperativas.comos argumentos buscando formar um. Popular de EducaçÊÍo dos Essas própr io" r-mc e as da tomissão Secrel:ariarj de de Cultura . i I (AP). uma das meta~j da UNE.estavam envolvj. tivava zaç50 rais criado o Serviço por padres. ~rea de alfabetizaç50.ficaç50 ~t:ravés do Movimento dos Estudantes bem como por Q I ! 'I .-~~:~·1 .._--~. em especial. eram e camponeses.e .. . Estados. de Orientaç50 treinava Rural lideres camponeses. que em mais Essas de uma atividades ao campo.. 1-------------- Seu prc~idcnte~ . bClI\como coopcral:-ª=.:t coE.. (SORPE).ucion5ria agrãria.além'c1c se emperiharem em"progrumé. de concessão atrav~~ de crédito e habitacionais.t17o. a palavra ao movimento são Paulo. . como bandeira a reformü para mais entidades c1emocr~ticas Uma das atUi.'o comprolllctüla. .__ Ministravam C\lrsos funcio- 1 O_~_· . então. da juventude rente estaria n. as!d.. levar GAP era Hini. E.yalen~o~se levar de estudantes e clérigos sistllS. se 'empenhara em realizar politica da de tra))alhadores.1ntes siç50 dessas va.rdi~ rural..::.. ~ E-.en- to de Educaç50 de Base. C]\.das nesse proce~Go: A Ação Poda JUC. .Atu~ e Rural (PACUR) e e va ainda nessa a Fraterna Amizade Urbana mui tar.1ntes revolução. tra})éühavé. Na area seu ma{or entidades que buscavam orientar e esclarecc~r o tra esquç. de No Nordc~ Pernambuco incen- te.

mac.6 (I oó Se.llltam .6(1. do livro "UNE . O Marechal Cordeiro de Farias.6 que deóe... por6m.lto Revolução. me dI.6 E.te..diria:"SOH ó ei. A teóe.opõ. Toda.6 J(ua.6olt~.l1hOJl. mas onde os ~xitos foram atenuados pelo elevado grau de doutrinaçâo que dominava o meio.6? ( ••• )" (3) COJi.tev~. de. lia all.6 (3)~' c. que a juventude nao esteve' omissa nos anos agitados quo precederam o 31 de março de 1964.6 queltc. val:.tan. 1981 .:tão o óegllill. O MAF.J_~r o '. mo oó q(te. c o a r d c n a d o' p () 1.tltlta. M in aó e. da ).6 b )La.u de plti 11 ci1' a. a estudante Sônia Seganfredo.em entrevista a I>10ta.a a.6. ri. Apesar dos esforços feitos.6 d c.instrumento de subversão".c.tú no expunha a infil- As ~lUll~eres envolvem-se decididamente Desde 1954. com Silvn.taó pode)l. escolas pGblicas..ão.6e .me 11t e a.te: paJt.l que: "o mov.I1delll a .6e que não de que mullt e/t e.toó Lourenço Orintas óoi e a Re.6. Inicialmente criado a fim·de protestar civica em nas favor contra o alto custo 4e vida e a falta de in~truç5o çou-se a um trabRlho de mobilização dos ideais democr~ticos. começaram a surgir entidades semelhantes em di~ versos Estados. com o apoio do IPES.o to peita p ela.6 qlle de iIL pah.nJ mai. na l1lillfla Mab a co quC'.te o inIcio.InES[IlVAO~ 1111.6 ii ei)ta.ttlc.bjetivos semelhantes...6 llIullte~eó .ão ac.lta)1.. l: o s A h c r l: os.ziam óaçamo.6 Paulo. deóde·p~atica"len.6 ele são eó.êio como 60na Paulo e.ndor nélio não . H('. declnro\.6ivida lle.vo..6 Ac. da calct â n c " n o c u In c n.am dito.~t~d: ~l'~'-'~. 1')l.tme. a minha .:l S No t.n. Uma das mais importantes contribuições que essas entidades tiveram foi a publicação.tc.6." L o 4 r c n ç o ])a n t .I d" i t" pc lo "O r:.6eto)l.a q((e . .Il(llIl11 vInculo com pol1tico6.n. com o perigo da comunização do Pai~la~ e conscientização Em 1962.. me· óOJl. I.6 pe. o.tive.ta sã. Essas inG meras entidades atestaram. a. existia.a!)em Entl:C'vista publicada em IIHistória Vivida". vãrios outros grupos atuavam nessa arca. Tique a epoca defendiam as instituições e o regime. onde defendiam veram o apoio material de diversas organizações suas te-ses. tração comunista no m~io universitArio.t.. do.. Algumas delas iriam ter uma participação muito importante na mobilização da consciência democrática nacional. ( . a6iJt. )".6óoaó ({(te l1Unca ouvi pela.e buscando empolgar a direçâo das entidades estudantis.. 6. editando jornais. c . e~a que antecedeó6e o p~epa~ado pela~ a da óoiue~o de'um movimento eóque~da6 (. essa foi uma das ãreas onde a reaçâo mais se radicalizou.e. qual sua autora. em são Pélulo.tive/tal11. o Hovimento de Arregi- mentação Feminina (HAF).

a metade· fazia parte do janguista ou concordava com suas posições e os demais eram ativistas da Revolução. Faziam comícios de protestopGblico. começaram no conspirar nesse ano.:1 I']! "11 1. aparc)cinm em comlc'ios para. Realment. de palestras. . pressionavam empresas comerciais que fazi. como era o cu. em especial os . descrevendo o que as mulheres poc1. haviam começado a atuar desde aposse do-se.000 orientada exemplaincumbin 'li no sentido d~5 preocupações zer. de funcion5rios p6hlicos e de militares. A evolução da posição dos militares Apesar da conjuntura interna. i 'I/ assumirem posiç50 determinada em defesa da democracia. reserva. Ainda em 19G2" Rio de Janeiro a Campanha da Mulher pela Democracia surgiu (CAMDl~). alguns.li' ! 1:/.so do e~tão General-dc-Exérci. Como o movimellto nfio'cngrdna~a setor .' Irq . mulhércs desustaao. trabalhando ns claras e s(~mmndo. restantes. Destes últihl0S. a 'Uni50 Cívica Fcmini. I. discutir ceinesqucr<1:i. aproximadamente mais de oitenta por Dos dispo~itivo da cento dos militares continuavam com sua postura legalista. A CAMDE concentrava seus esforços sobre as donas-de-casa e esposas de líderes sindicais./::. passavam horas ao telefone fazendo suas pregaçoes. . A~ mulheres insistiam em açao. I popUlar. 7. na (UCF). stas. foram distribuídos res só de um trabl1lho. ~utro~~eixad6s sem função.1 com ullla rede de nGcleos em diversas cidades e at~avu. foram as principais respons~veis pela mobilizaç50 M. do a cada tUBa de tirarcinço cópias e mandã·-las a possíveis candidatas a sócias. a enviavalll cartas a congressistas e·a militares desafiando-os I. to Cordeiro de Faria. a UCF contuvi.\ " 'I~ . 'J '\.am propag<l11da em velculos comunistas.. '/' . essa tentativa de tomada do poder. I') I '.. basicalncnte. de Jango.:[1/:. em 1963. especialmente femininas. . e distribuIam milhões de circulares e livretos preparados pelas organizaçõcri democráticas.1/' I.mn fa- pela CAMDE ~s suas associadas.e.i. Produzia literatura pr6pria. vendo a elas ser atribuído o m&rito maior do Pais ter sem sangue.' Apesar de possuir um nu atrav6s no mero de membros menor do que o NAF.107 Nesse MO foi illiluguradtl em s~io rutilo. : jI '. ~I :. lig~ncivis mencioa e participando das organizações nadas neste capItulo.1' . conferências e cursos. que visava à "defesa do regime democrático tar a'consciência c a de~per- cívica das mulheres". orientando . Mais de 200.

criou-se um grupo conspiratório. dar ânimo aos políticos a·se oporem às proposições nas Forças Armadas. Em setembro. EE nesto Geisel e Golbery. Quando se tomou conhecimento da estrutura e da dinãmica Janeide do comício programado para o dia 13 d~ março.ode ro. O Chefe do Estado-l1aior do'Exército c o comandante Ex6rcito jã haviam apelado vãrias vezes ao Mini~tro para do 11 que "--------. O plano ba~eava se nas seguintes premissas: resistir e estimular a resist6ncia civil.que segundo o plano conhecido desenccidearia o processo tomada do poder.contra a tentativa de tomada do poder pelas esquerdas.rar a própria resist6nc. que se mantinha fiel à Constituição.havia algum tempo. Este filtimo. elaborou um plano defensivo que visava a proteger as instituições e as pr6prias Forças Armadas . H~lan. a disposição da grande maioria dos militares.t-~ rR. Aceito o contato reservado. que passaria a ter um importante papel no movimento. Sob o estímulo emocional dessas prisões. Graças ~ confi~nça q~e esse grupo depos itava no Genera 1 Cas tela Branco. lo decisivo.pris5o do Governador da Guanabara e da decretação do estado de sítio.j. o General Castelo Branco integrou-se de forma efetiva ao esquema revolucionârio. Os oficiais que se nega)~am a cumprir a ordem de prisão do Cover nadar foram punidos.ttm seus membros c6nfiar suas apreensoes ao Chefe do Estado-Maior do Ex~rci to. começou a haver uma mudança de posicionamento acontecimentos No dia 4 de outubro.:1. passaram a traHalhar suas idéias entre Seus contatos mais importantes seriam co~ os governadores.revolucionârio. . e prep.: Sf_~~_~~-~-_. Esse grupo. cOlno Hamede. Os conta tos com os Grandes Comandos foram retomados com vistas a essa nova postura.a militar. era ligado ao IPES. Com ele vitiam os oficiais generais a ele ligados.üor do Exércitoe receberaa ac1esiio dos of ' ciais da Escola Superior de Guerra. decidir. a conspiraç50 tomou car5ter ofensivo. sobre os Pelo menos parte dos quadros começou a questionar-se e1lt querdizantes. houve a tentativa frustrada da. Essa cons piraçiio de cGpula não afetaria. onde o cpis5dio da ~ossc em 1~61 'I ainda era um obst5cu civis. Liderado pelo entiio Coronel Jo::io Bôptista de Figueircx1o. ainda. no Ri. .::J .----I.I~. com o levante dos sargentos em Brasília.E S E HV A O iJ-os 1 O~l militar. esse grufX) congregava a maioria dos of iciais da Escolade Comandoe Estado-~".

o.o.a.gÚIe.> C. o comício do dia 13 resultou numa'mudança no posicioname~ to da imprensa.Cldo ã ó/te.>Cl a o b (l. J.d e.te.gltve.nta do EXC'. enfraquecendo que a defendiam preconizava a posição tachandaquele~.:tOlLidade. Padrqeiro FamlI. No dia 19 de mU.mos a solicitação das. apcsar dos insi. EJ.e.vnl~cessida(le de preparar-se.>o J.C'.>t.te.d e. e. teI1ta.ttL.(.VO J.. os conspiradores . contragolpe.J..{.Il.I l e./t de.t.> c.>llbvelt61vo ({lJ.(.ndo c. lLe. necessidade a maioria militar nno estava ainda convencida dela mesma parti~ipar da revolução .>.lou a expC'. .i. o b e. d (l. rcf~ rindo-se ao episódio: "O CO/llZc.n./t.> J.tlõe.Goulart dentro'uas FOl:ças ~rmadas começarem a I i ser ouvidas.6 e./t plt.:toJ..O da .> ubv elt.<.I para garantir os três poderes e não apenas o Executivo.que o desfecho estava próximo.a.ã.epe'.Ç. c l{/. Oli J. paraum da . 1.Jta. I :1 I pIl.H.>a.õe. COltJ. O Hinistro da Justiça de Jango escreveria mai.tc. (til. Enquanto o Presidente anunciava ter l:ec1uzido· a ter. o li.tu.C.tlva ele.6.va.OC.Ille.stcntes u.Ç.Ile.'LClIll-J.le.>..i. de.e. lLeglllle e CON6tlJ.(l6 pa/te. uma C/li .c.te Se.r apelos ao papel constitucional 05 que de resolver a crise.i.rdc. No dia 13. ã.' rlt.ge.(. dos mi.. Nesse comicio.til1/. o. do-a de arcaica e obsoleta.{ /11 (l.Oc.Do Ardo 'Governador pela presença dos Mini~ sabiam ! .{.cl cf o (. Leonel Drizola ao representante do CGT.> ( ••.va. tros Militares. e. de.J.'I. . /. c.:lndo expressavam . estavam no palanque todas as facções do movimento revolucionario Sr.t Cf u. ã.i..Ç.9 .(.i /.>ta.J. protegidos por .~ 601LÇ.tumu.6e.1 ..às ordens partidas do Governo.t. dia de sfioJos6. o 11 d e..J. o /LC. exL~telll 6olt.a vez ao e a.cJ.!: l. o Sr.ll.>..i.>epela.l1te. a a i I I tu i ç â. d llt e.ta.lt.h/LU oa:z. de opoJ. .(. por6m.a. li "I' li' /f I .c.O O/ . (J e.J. O "Diár'io de Notícias"..>J. !. Os edi~ toriais pediam que militares não apoiassem as ameaças .J.li tares ..ti. .J1I(' ./I. A partir desse momento.~'('del1. por exemplo.ee. Leonel Brizola o fechamento do Congresso.(. a.ta.I. v.I .m g e.1la o Ir e. 11. opõe.. C.~ Unta.>e..Ôplt. nao c::lpcnhêl~se O prestigio da Força no esquema janguista.1lJ. I I' . como intocáv~l.rço.o Presidente atacou a Constituição.e 11o P aZ.t (I /11 a t. raes ao presidente da UNE.e.refonnas.s tu./L.>lLbve. Os editoriais passaram a exigir diretamente os militares Começaram assumissem a responsabilidade a surgi. I" . qU.109 ---{RESER'.- i. de ! Apesar dessa situação. It.pclos Drizola para o aprestamento dos grupos dos onze. c ({ /11 c. de um go.be.>upJte.e.i. /IIo. .6ã. publicou em editorial: "t .t.C1 o p.C:em o pll.t e p e..o' c/t.>lç~o ..o do .l:t o d e. da . 1.1.6 ••• " (4).. C. .tropas do Ex6rcito.> v.(. ap0sar das fac ções contrárias u. prestigiados esquerdi~ta.

as mulheres da central às quais mais para de são Paulo 1 S E R V A O ~--------- . t" Has a ameaça do uso da força. mui ta p"-péiz eram atirados DUréll1te '. l Sua~ repercussões que até era fornm profundas..64" _"0S queda . a armar-se.' [Il F. autopresGrvaç5.1 n!(l!.. aderiram otimistas rcun i lH". viram mas. ~ "32 mais 32 igual abr. lega})!. Bandeü.: de GOUll\l't.i(\I'n " re formas. de Os cãlculos pessoas.1no dos (l . I da sexta-feira. em instrução reservad" do 20 de março. ra instaurar a crise grupos fora reações. 15 horas As 16 horas Liberdade". . uma sema'na depois.\:' 0\.~ . I'" Veteranos dável em 500 as ruas concentração mil jornalistas humana. que ab. ~.. 19. -- .I:'. E. em 600 mil. esses seria militares. a massa e esl'i ~ incluI:. . pi\g. mu~tas previam entidades fcminit1l\~. l' i. com Deus pela Gente.o.) (:c' orientar que os quadros... 132 c 133. tão f r" . informam Com certa estimam que nunca timidez. com Deus pela Liberdade" foi outro.:"~ nv_:~iJ--~--------. -:' <)1"\::"" lll' aci. a um apelo a mobilizilç.: pessoas. o motim dos marinheiros a tal dos militares lutariam lçgalistas ao lado por e seU ck:. 13.il". 19M..:.. a . José Ji.. êxito e outras marchas capitais importante ponto comcç.! ' realizaram Realizaram-se um prote~to três .' .1.I A'IHarcha pacto ser para da Famllia os militares com igual para citados. di' 1 \l.' penderam meira sileiras ra atividades da 'família tas dos edifícios. ' não funcionaram ãs e o comércio f e a indústri~ começ~v.Forças Arma~as que Cil.' exercer impacto os militares no apelo polI tico. ..o uma questão institucional. e paulis apareceram passaram toda em prof:us5.~.. . sara Huitos civis para impllcita começaram do sistema geraria 0. ! - . qúe estava meio c1l' ('..~. de acess~. ~. atendendo No dia to. querdista o comparecimento suplantar. __ . tal o amplitude General c O desenvolvimento tanta Branco a inquietação decidiu da crise nas .! .1 I.' .::"~ numl\ :~' \ os manifestantes que tomava marchando ombro a ombro. do Brasil.:1o '.(' . outros \e (" . i:. legalistas. l\.' brl\sih' i 1. ~ legitimo estim~r-se atingia em 800 mil(S). .\ 1 \ \ 1 i I I comicio ratórias.\l'. da disciplina. a véspera ram as convicções mesmo daqueles e suas trole (5) não apenas do prc!. compacta a rua.\1\ I \'.\. (' (' i\'I . 1 \' realizadas decisiva fatos em diversas tão • 1 • A etapa que os cho. ----------IHE lia. 13 e viria se' constituiu forte numa resposta sobre ao comício li. os cinemas suas "Harcha dos promotores des~.lv~ll~O..' -" l'" 1)0··. DUl\1:tc.-----.. gente. A arenl\ 1'·1-' da área política a da Violência. Editor. i dos de março a RJ.1 .: 01:.!.

:~/o I 1'-.manifesta I .:ls dos I c II Exérci tm~ no eixo Rio-são Paulo·. -[ flE S C. tudo estava terminamoveu refor. estudantes. ou d·e suas mas. Chuvas de pu. o confr~nto esgotou-se em diilogos semelhante ocorreria no ponto de encontro das trop.I vitóri. O inicio do movimento foi marcado para a noite de 2 para 3 de abril.nciro. o dispcisitivo revolucionário uma concentração quinta-feira. . atu.reunia-se na maior manifcstaç.. lar a uma assembl~ia de sargentos.. Bandeiru. da democracia.cu. .is do dia sauc1até\1l1 ilretomac1u. Pelo meio da tarde de quarta-feira. peJ.s. o desencadeamento o Sr. posições.não houve o primeiro tiro.s Forças ~rmadas. da As r5dios e . Os jornu.péis. que se deslocaram para barrã-las. .I do. Ruira o dispositivo mflitar do Pre~idcnte.na madrugada do dia 31 de.. A vitória da democracia Quando. no dia 30 de março.~-~A~jJ A revolução jã poderia ser desencadeada sem que 1_'_1 :. reverteu as hou vcsse o risco da divisão interna nU. I I I' pois dos instantes dramãticos iniciais.. ----------LH I E :_~.ixas rcpudiilvu.sileiras coloriam o espetãculo.s bru.-..:l.~---------. e da desordem. 8. Em cdma dos carros. pessoas carrcgilv~~ flores. Fu. da indisciplinu. após a realização de e popular prevista para o Rio de Janeiro naquela Por razóes diversas.. I i I senhores idosos e 'criançu.naisde tclevisã~ cobriam u.março. No encontro de~sas forças com as tropas do I Exército. Na tarde do dia 2 üe abril de 19G~.. que at6 a filtima hora insistira com o Pre sidente para que depurasse seu governo dos comunistas.por6m. estava pronto.n . uma segunda-feira. jogados dos edificios..as tropas ali sediadas começaram a marchar em direção ao Rio de Janeiro. rcjubilando-sc dcmocrncia. Ningu6m ou esb~çou re~istência em defesa de Goulart... todas as profissóes. o movimento re~olucionãrio foi antecípado em Minas Gerais e.=:io pop1.I mais de um milhno de pessoas lotavam as ruas e praças centrais do Rio de Ju.RevoluComan Goulart se dirigiu ao Automóvel Clube do Rio de Janeiro para fa ç~o jã estava decidido. De do pGrsuas50 c om gestos do confratorniza~fio.m o comunismo.~pia6dio I. toqas as categorias sociaise todos os credos..picados. João da. -------------' .petavam de branco as ruas~e calçadas. A população irmanada orei-ários.decisão do dante do II Ex6rcito..l1ilr que o Br~ sil jamais vira. Recebida no domingo u. A sançao por Goulart.

os discursos inflamados.6.'>. le. de :t~ai cio.vimcn:to e a IU..tlmu. de protesto contra o caos do governo an terior.6em ma.4 pa~a pa.~ ta~ 6 a.6. que comp~' "~ com BIL'ct6l. A {J OIW. trnn~mitindo.6Ltpo~:ta. o Senador e ex-Presidente Juscelino Kubitschek. Nã.ã.. mil Goue.. lmpo. Belo Horizonte. os quais se destacavam os da Guanabara.6. pena o cia~l~a UIl1 Governador de Minas Gerais.6:taltã._______ ~[nE S E nvAD ~-----.<.:: da con.6 au:t~I1:tica. os políticos ros.. para todo o PaIs. no Rio de J~ neiro. Carlos Lacerda./uLO em c.6oldado.o 'ao I I I ao povo. lalz. <?.6. ~e6:ta.o qUellO l1ada.dntos ~ Presid6ncia da Rep6blica.to 'ã .6. a óalllZlia . óa.:t bolcftevlzou :tu ao pode.6ua plto.6ileilLo. do povo".«tica. podiam respirar aliviados.ão gove.a.\{O. eioltal e. pe. .te.6:t.6e cont~a cla.nha VCU.lou :toda e.6 c omu II i.<. nha com os po1Itic~s antes citados o.-6/a-6 vou llIaHda~ 06 comul1i6:ta-6 6alaltelll elll Li.õe.om I I pc.6 b/t.a~9a.galldade.6pon~abilldade e.ta.6Zvel cito .m b/teve de de de-6encadeah. VCU6 :teve qu.6cou.e Ma. Em são Paulo..tos e Porto Alegre.ç.6em Itecebelt blta. que MúlCt-6 afirmava: a il1i~ de·:tode. O pronunciamento dos políticos brasi1ei defesa entre . Ae~on.:!. aqueles que se haviam empenhado na liderados pela maioria dos governadores. p/tOIllOVelt.6lm.lI! .e. Jo~o Goula~t acobe~tou.6 tamá.. o~delt-6 11a Mal1dou ma.ç.l1~allicllto voltado que paltlt Vc.6e. e ~xi~- ~ :tanlUnha é. jogan.i.ondiç. ~ .6.. l1a "0 'movimen:to tomou e a 4e.IIlo~ l1a.bc. Era a "Marcha da Familia com Deus pela Liberdade".qua~ro dos pretensos candj. em são Paulo.u~ado~ da..6 a dcmocltacia. o Governador Adhemar de Barros era mais con tundente: "l'ol:ta.a .tu"ta. f .!" {Jlta.ltdade.ta E 1tC!. b~a.l.6 o de.llta. transformara-se. 9.tt. Depois de meses de tensão e luta.6a gente.t.6COU". I :1 i I~ i I· ~ . ~aüd" a HO~-6lt ge/l.6l- lel~Q.pathoclno~ e! . Ap~ de Mo.. um movimento de cunho nacional em defesa do regime e da Constituição e que jfi se realizara.z elt em CUIt.~.~ile. com a veemência que lhe era peculiar.talUlaçao. falava aos cariocas: "0 S~. Minas Gerais e são Paulo. ::ia·r. Magalhães Pinto.~lnha.6.cióicalt.~da.6oclal".6. concluZdo'com a paz. ~_ :A [) O . assim se express?u: o e.tc. em júbilo pela vitória da democracia.6envo. n~o e~a pO. progrdmada 'com antecedência. ..c.----1-12 ç~o. 11.6 0. da ]Jaz.:t~a óa. com ~~ito. cla. convictos do acerto das decisões tornadas. A.6 de dall:t c ~ pallli.6l~el~o cont~a'b~a.o cont~a .6 ~ bom. a 60/tll1(u. Rli-6 -6. particularmente da democracia.do ma~l'nheL'l. com o apoio dO-6 0.

----L-J 1..z /tã.a del1loc. .Jtigo c. com d1...ó.-.1 . \ \ L---------------lll~ _____ E S E nV r.o e.c.ba.t.." 1\ l~~ legaf.m c.Ita.ltã C.gLe.:.pl1.va.llIoc.ülade. na.t1. .:< .(.1..ol1la.ó". I ..i.ctu1. v.~ c de.na.O/110 6e.". 'LO c.lto.tl/.Jtafl.a6 Altmacla6. A pa.~ta. 'O pe. todavia.âllc. .I1L~·ta.I/.-. O pc. L 1\..e. mento do povo e.1. in61. V.~c1.hadoltc.. e.VO.Ut... e CO/ll a h1.a Jtc.lldo~ adlll-i..~a..i. o/tdc.ca.ItL~.6tatutada na~ FOltç. -=--. -f lt r.o ex.t-------------...e.onlu. a.ig o cOIllu.C(u. I i I" i \ .ac.olllpoltta.ã. ~·I-------------.ta~..nL~ta nã..o e~tava.t.: . do~ tlta..

TA DA Rl:.J)l\DE" PELA 114 PELA VI'lÚH.M1LIl\ CC\\1 DEUS.vhuv'-. /.J:m.\ 19G4 - "Hl\f~HA DA Fl\.- . 'v UJ4"l\Ã7!'(i\TICé. ..:r.o 'Hf':mZlJO ----------f R"E S E n V f\ O 01 DE 31 DE MARço DE I.

07 l\br 64 ---------------r =-=~~~~L:.J:.l9G~ - 1\.üÇi\Í.03 OUr.~I FOl~l'j\Ll::Zl\ .7\ LIl3ERDi\DE" "Nl\RCHl\ D1\ FN·tlLIl\ Cl\HPINl\S .• \ vrróRTl\ u/\ H V 1\ O 0"1- 115 DE ..vuJ.1JS.X.ço CO\I Df:.TJ1\'l'ICl\ DE 31 DE H'\I...----------~ O HEOJZIJO PEr •. Gil . rEL.TDf~Il.

E S E n V -fr-O-O-+------- ----I .1 A TERCEIRA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER L----------t--P.--- ) I (. 3~ PA RT E .-.-.

dessa aspiração.le. generalizada. forças as mais políti. de Março da sociedade éconômica. foi uma simples contrá-revolução. r.ao mesmo e possibili' no processo subversivo em CUl~So. tar do poder fosse e permi. reunindo de tendências o movimento cas at~ antagôl1icas: tico de 1964 Deste ponto democrfia tra . O ideário da Revolução de Março de 1964 resultou de uma excepa subversâo.a!.ram a adesão sua interferência psico16gica que e. e cristalizou-se Em torno heterogêneas. JOAQUIH NABUCO 1.. ele sélnguc.>!. 'à espiral inflncionári.tiu que o'processo sem derrélmamcnto terrompic1o redoncs".i. sem patíbulos e s(~m "pa_. cia quase no curto pontos com os contidos periodo básicos nos pronunc1él11lcntos ii Nado Alto Comando Revolu- d~ atuaç50 sobre cr.vnm o ideú'rio da nevolução. Goulart fez desmOJ~onar o sistema de tomada polI Lico·-mili.J ê .tct. Dranco vitoriosas. CAPITULO I 1964 liA óa. As forças pido desfecho.evo.havia uma concordá:1 un5nimc e sin.tal.de- A Revolução cionalreação de 31.--.relES E H V 1\ [.~ nao ~ p06~Zve. insegurança do regime. . pes~oas aglutinaram-se e entidades de vista..mpo!.:U\1 os quaír. dessa aspiração de i. Não tinham porém.'1as. brasileirn ~ 'cor~upç50.izc1.objetivél.> Il.ucõe. .om e. no final para de.'L". definido.dacle e. c. r--- --.> e.1Il O~ óaz~-. Entretanto.i. comunistas.ll. 0'/ 1 __ 1_7 -----.H. 1---------------.> da!. e enviados buscava os objetivos tra~aelos pelo aos chefes General militaem ". foi.. lyO L i (l_r: ~_~ E n V __ ---=-..na. que. à estagnação ~olítica mocrático. que quebrou jet5ria da tornada do poder pelos O despertar servar vida taram a democracia da sociedade para brasileira e seu desejo de prede el~ rcprese~1t:ando sua filosoí ia c1éis Forças Armadas é que i.t govc. março o ~ovimento dos quai~ apoio revolucion5rio gestélçEío.>Zvc.e.a e a na manutenção e social.e.1. preparo estavam ideológico pcrplcxns e nenhum ante o rélpo- plnno i I' iitico Castelo res.n- a força tcmpo.xaltado!. . .nduzi.l e. conjugados ção feitQs cionúrio.

on de se incluía a defesa da instituição militar solapada ao longo dos últimos anos.:.trap~ssado popular.:-:--. . pelo Congresso Nacional. . A seguir-:-se o rito consti tu. o que iria nortbar as decisões. D~sse ideârio.. que garantissem senvolvimento do País e proporcionassem vida para o povo.movimento rev. la democracia. do Presidente e do Vice-Presidente COlll e da República.cional.cu m~rgem a uma série de manobras '''. o Presidente do vidava para assumi-la. pode-se concluir que o movimento nári? não 'desejava.-:._ condições da ordem e da tranqüilidade havinm da Na partidária e interesses de grupos.. que buscavam fazcr o pêndulo do poder oscilar para o lado de seus interesses..ili.ra dos Deputados..pela luta contra a corrupçao. a restauração da pelo restabelecimento ~:t"t..'-------------l H E S E R V h O I 3-. plcxidaclc dos primeiros dias' d.~-_ . poli tica do em melhores o dede . O Ato Institucional n9 1 Con- Na madrugada de 2 de abril de 1964. - ~. . .ravés do desmantelamento poder. 2. Ranier i Hazz.r.~:.. dos planos comunistas de -'pelo reforço das instituições democráticas ameaçadas.rio. tomadas I atendimento de uma clara opção ideológica do povo brasileiro pe dai diante. restava a eleição. dentro de trinta dias.. o Presidente da Câma. reunidos e ~bafados sob o objetivo maior do. legalidade 118 Segundo essas idéias. gresso Nacional declarava vaga a presidência da República e con imedi~tamente. coo medo da implantação de uma república sindica~ou maçaram a vir ã tona interesses contraditórios. uma interv~nção movida por meras injunções revolucio tornar-se. a ausência de principios doutrinário~ rigidos c bem definidos para orientar os caminhos da Revoluç50. . na verdade. Tratava-se. A pe!. e uJ. como em episódios anteriores. de apenas.. punindo os que se enriquecido ilcg~lmente: pelo restabelecimento çaoi e pelo advento de reformas legais. seria " concretizada: da composição federativa da Nação.olucion5. tomada do pela ação contra a subversão que ameaçava a democracia. politic~s de grupos e de partidos.

t.o lI1Jtl:tuldo.uiu G.e..] . 1 9 ·16.olla/l~1I pa1l. Fica.ft e v o . J I. o lo OJ pitO CC?ô..tltultt ] ] e pe.U:U. O Ato Institucional abria o caminho para a R!: volução que se ressentia da falta de um progrm'(1a <? de \.'!.6.tOltl06a . . o o l.c_cl. . a flC.o P alta IllLt:al1do-no~ II. ftevolu.vo'cuç./tc.x. a fim de facilitar a restaur~ç5o procedeu como se 1964 n50 diferisse das . Ao inv6~ disso.olltrina.l10 {o o o I.{. o 11 ã Jt lo.Vo. a a66egUltalt.6Õ a e.ã-'c.1 ordem legal.Utllc.t.6 ma 11 .5 110 jultZrllc.o..-----------~ . . A to tLtuclol1a.{.c(elt e b c 011ô.6:U. --l o Comando subve~siva R 'ES EIl V . ZCUl o pIlO c. ap6s a neccss~ria.t/llc.t/tUIl1C?l1lo.~o NCLC:lOllat. ). A Itevo.6 cl o p.ã.. he. RepÍtbf.~tLtuclol1at.:~ .{..t.gu. Por esse ato.~O 1 6lI1ClI1c.t e..t.lf. 9 de abril.tl v a~ ao J ô e lJ.LaII. em seu preâmbulo: "( .ão Coman nome cm .t C'.o.~.Jt ã () ph C?lC'. ] ('.Lt (. COIIl J C'.:".goveltijo 06 li1eloJ lnd.6(I.C'.e/tc:lc..I1ece..ttta. C o 11 .{.06a. Ncu.ó.t.óo 1 d em o nó .ta ltevo.6 e Oô pli.6 llpocleapC?na.. . E~ provocou a pronta reaçao do Comando Rcvolucionã ou rio.Jt o CongJte.. lllantC'. Revolucionário desejava que o CongresSO começa~ da I se por sua pr6pria depura~ão e que votasse uma lcgislaç50 aIltide cmerg~ncia. ela.6 i..cCl.nte.6tLtuclo Ila.JC!. Em seu pre5mbulo. Falta. . c(o pa2._------. ll1od.i.6C? l'l. Pltc.Jtlna com o apolo totalldade.cu. n~VO . 11 ex.t.. nô/ll.(.\ IJ ~·II--------------l-l ~.Era uma resposta à crise de autoripade política que se i no Pais desde o início da década de 50 e se agravara com o súb! to vácuo de poder.... o Congresso anteriores se procedimento crises e tentou viabilizar um nto de emergência próprio.JlI1o e atltlb(lIJt-lhe Jc.no não p/toc(t!ta J L- J ------[l ES[ 1\ ~.~ co l1.v.ão vl.a que ~e achCl J a.t.o 6t(11c.~.6tlda a JtC'.n. AnunciadO na tarde de çao. VeJtl:tu1'do taft.11 c(ell10.ta.tzClIt (.'1I10ltaf. .ta.6lcl c.tlca C?.te podC?Jteô ae d c.5olve/llol:>.ç.Jt Va ~ It C?. assim era dirigido a N~ que ~ hoje edltado pelo~ em da./lI.~ua.t lLc.. torgando o Ato Institucional n9 1.m Oó podelteJ o e.\ L-.6Jlta. It a.tll. que praticou seu primeiro ato realmente revolucionário..O ql~C'. o.~ do ptello<.:l.abe dlo gO\Je/l.(. jJof.Jt<?ól.lc.6. .50ó de COI16:t.<.cluzlJt all1eia .' AettOnéiut. qlle ôe.'t(~.ão do novo DOVC'.t: a nt c. a JCIt C?co- da.6o.e.elltCl. l O Ato lnJtltuclonaL daJtte:. aô~ill1. o d C'..lIle..i..c l d l mo .t.ó no/tIl1a .5 /ta d lc Clt.\ICl ctO·~ l:> o .~ldc.. ~la/tIH{lCl e da vltoltlo~a· ..5 ({UC?.tfte aó do CC PodC?ft. "limpeza da área". do (3/1. u.6 .i.c. d e.6e em Clte6e do EúJtc-tl.c. ao da..t (lI ç fi.. na jJ(uLte Jte.a. tO/tl10lL Je de.(Lç.f! evidenciara cavam claras sua justificação e as intenções do Alto ConBndo." JL(' • (lI! 0.ô p o.a.Cuçéio. 19lw . u C. a. bC?m r. ção. o Congresso passava a ser uma processo revolucionário projeç50 do e não a sui origem.vo .t:~JJ(.~pe!16éiveL~ ã oblta de ltecol1/~.(.c..~ qua.OCC?.lIJ."<"'~nã. de .'.

nos seis meses seguintes.ç.mada6. . repr~ sentando todos os Partidos.JLuma eventua. 'i rl(\ :lhril n~. e acordaram que o Chefe do Governo Revolucionário ltan. o Judiciã Dava. A Fed~ração e o Centro das Indústrias ~o Estado chefe militar (2). Investida no exercício do Poder Constituinte. tempo. a 6ua legltimac~o.(. o mecanismo de transferência do Poder de direitos políticos pelo prazo de 10 anos e a cassação de ma~ o Ato institucionalizava Executi~o.: "Análise de lima Pt'ovocnçno". mantendo o Legislativo.ade. também. seis meses..'._~_I~ .pacao e evltaJL uma compet-i.:t. Tribuna elc 19()7. rio e a própria Constituição. ao Presidente da República.m de 95. investigação sumfiria.na hOJr. 120 E S E :~ V A :~~ ma4-4e. d06 FO)(.datos legislat}vo~.~. a demissão. Na noite de 19 de abril. "a 6-i. ngOf. rãpida trdnsforrnação do Pais..~" (1)..~~_~. (2) C. abreviava o proao Executivo. 3.tZtl~o6 l1u. sus90ndia. o poder de introduzir emendas constitucionais. soÍicitando a eleição de um 'f15~nccnln. P. obtendo 361 dos 388 tos que compunham.l / .av~~ do Cong4e~6o.ç.l n.oda6a6 ~evoluc~e6. o . te a·. Con6tltulnte. mediante e estabilidade. d~ IIllP"cnsa de 26 de de são Paulo enviaram telegrama ao S'enaclo.. as garantias de vitaliciedade tindo. Como escreveria mais tarde o Governador Carlos Lacerda. os principais Governadores qud haviam apoiado a Revolução reuniram-se no Rio de Janeiro..a6 AJr..J.to 1.c)()/..~!~~.1uJO" Il.atle.r~. e empossado em 15 de abril de .:t. autorizava. "(I E:.e4ultante do exe~eZclo do rodeie. dava.. a Revolução traçava os seus próprios limites.tl ~ ~ cae{ a paha o Pa.l'. por permi- cesso de elaboração dos atos legislativos. a suspensão excluída a apreciação judicial.f.Ato tucional. o regime democrático e a probidade administrativa". com exceção do PTB. competência exclusiva em legislação financeira. lmped-i. atra~~s dO'Col6gio Eleitoral.úL a ul1-i. Finalmente. E4te ~ que 4ecebe de6te. In6tJr lne~elt a Ato Institucional outorgava à Revolução poderes para .. a disponibili dade ou a aposentadoria dos que houvessem "tentado contra a segurança do País.dade deveria ser um militar.ao el1tJLe 06 po. encarregado de e~colher indiretamente o Presidente da Rep·ública.1964. o Colégio Eleitoral.1do dt' ~. le.t u6UJr. . A eleição do Castelo Branco por algum o General Humberto de 'Alencar Castelo Branco I foi eleito vo- I com a quase unanimidade dos sufrágios.

me.da pílblica alguns elementos perturbadores.v. eram cnOl~mes~ l\ pri.1cs socio-:econ6micas regionaiS..·I----·~-·--·l . Vianna Filho..(41 castelo assumia o poder.a. antes.~.wam.ti. para varrer os comunistas.s ge. I. de 5 dl' nhd.o.i.lta g~al1deza G c.1~1 in A Socieuade . como chefe do E~' tado-Maior do Exército e pela autoridade reconhecida.o ra..i. a. Al[n'd.t. . União clvica Feminina também fez publicar seu manifesto. embora nâo ticdo vesse passado desper'cebído à acuidade política de 'l'ancl: Ne..nda.:t'~1 (lltOIHe.6 •.o" (6 1 .6.(. era desconh~cido para o p~ís. . o de QUe.Oll1p. J va.1a do desen(3) (11) (5) «()) "O Er.. Al.\(\o de s.Superar as c.1l.It como e6:tltela qLle de pIL.i.i. de f. paulo" publicOU um editorial 'onde defendi. Todavia. I1 1 i !I : I1 que era "um general sem ligaçõ9S politicas" (3)..Jt de. q~ilid~c.a a es colha de um presidente militar.'tlÚtc. raulo". Voltado para a profissão e dotado de prdfundo senti.rnn~o'''." 1975.{ . p~r.ve.i. legalista. •. muntida toda a ordem j:uridica".ves. embora mais tarde a maioria retirasse seu apoio ao governo ~l. para Castelo Branco a revolução "visava a repor a Na ção na ordem juridiCa consentinea com DS aspirações ~ realidade s. Vo1.te..1e.: "05 militares na políticn". a fim de que o nrasil amadurecesse como na nação integrado.. e dcsenvdlvida".a.tgul11a. Ell.0 S...mento J :J.co na administ l"açãodo País e.O:ll1e. M(~g.o It do.e. L. se tornara o líder do movimento de 1964.: "O Governo C'I~tc. "O Estado de S. castelo BrancO era um líder militar que. governaria can tran . no qual exortava a consolidaçâo da Revolução pela eliminação da corrupçao e do comunismo e endossava a escolha de Castelo BrancO por- . Rural Brasileira publicou um manifesto. em novembro de 1963. E X·éJL c.l.1iç50. Os problemas que lhe espera.meira conc. A ..·t"(~novn.ticas"." eltal não Quem ncnhtllll apCtlLC?C.l de 1<J(11.6e. paru a estabilic. "Se. demonstrando"o estado de apreensão e a perda de corrfiança de muitos representantes das classes assalariadas e dos grupOS empresariais~ bem como de poli ticos de direi ta e de centro~l. S. r<llllo". c di~ zia que o País precisava de um homem "sem ligaçõcspoli.C. C.·ltJ't pi\r. "Editorial de "O E~t./I1 ·da. porém. 'No mesmo tom. El\ito- I~ r.lldo ('. o seu nome..ado de S. CaS telo estava "convicto de que afastado Goulart e eliminados da :J 1:1 :J :] vi. .vai.çã.1adee para a'retomac.i.tJte\I. que. Cahtc .. poucos haviam ouvido. Como diz Luiz Viun ' Filho. estabclecer a ordem· púb lica .i. com'o apoio civil.. I.l() }'. d ign ificar o compor tamon to éti. Jor:é Olímpio 1 I 153. 1 . I.(.neJta.Jt 1 J j d~ssera a um grupo de políticos: /I1C{.exig do ~ militar para presidente c pedindo expurgos pollticos.J l~~~~~!~~~~ .6.1.6l.1ivenádélc. ltOll. o C h c6 e doE a. num presidente civil.+ d~ nbt'il de 196 .. j 6:ta do _ Ma.

'lllc Cl:a Ó fntor mnis illlport:mLc c por c~ te moti. e sua estratégia ia medida que traçada. consistia em repor a ordem no País.p0.. caberia. 157: 11/\0 dei. a Revoluçâo se desenvolvia passava a desgostar sendo e indivíduos e grupos. rências redundaria no erro de \ duziu ao parado~o de eleger-~e um presidente revolucionãrio paA preocupação em atribuir-lllc. com suas idéias.janguistas" O preconceito legalista. que os cenerais iriam bri~ar entre si .vo cl"s tOUOf. o l)cl~ícx1o restante -----(7) do mandato presidencial. de imprimir-lhe tantas à foram que emergiram da revolução pretensamente vitoriosas e desejosas rumos consentâneos. Era a conseqüência natural da ausência de objetivos polí- ticos definidos. na não coininteresses.c\ll dividillos) os gencrais orr.um contramovinwnto sc cstivcs~. formas insólitas de realizar a Revolução. que viam.aos militares'maii mento revolucionário. P~coc\lpndos com.·~1 . porque poderia tornar impossível a coligação que ator nau v~toriosa. onde concord:l.l~-[ -. estabelecer uma estrat~gia para o desenvolvimento assegurar o apoio político estrat~gia adotada. cisões ~um e mesmo pre~ipitar (7}. executado pelas forças . Os desencontros iniciais se as Tantas quantas foram as correntes de pensamento' que aglutinaram em torno do ideal revolucionário. rec~m-eleito. encontrar o ponto de equilíbrio entre as diferen- tes correntes revolucionárias. cidência de seus rumos com suas próprias idéias descaminhos revolucionários.. volvimcnto. dentro das regras políticas democr~ticas. \ que logo se mostraria ~xiguo e despro- AIfrcd.. que dominou a elaboração do Ato que movi- I~stitucional n9 1. npoi:lriam 11m'WIll(' p:lr:l Prcsid('nL<. Mas.as ap~ golpe.-----·----------. a 2 de ahril de 19G1i• GouL'lrt declarou quc l"ctornarin ao .E. não agradou.•• .l1li. png. E ~V a r. S •• obra citndn..es~a discussão não fora apr~ fundada. apresentava o risco de 'provoc~r irremediáveis nas forças rcvolucionãrias contramovimento . élp::nas. . tamb~m. Depois.aniz:Jr'\1Il UIlI:l rCl. ao Presidente c A par desses inúmeros problemas. l~~_!~ __ ~~_ t:~~r~~ I __ ' A [) O . caber-lheia. O O ·l-------~~ 1.Poder dcntro de um mc!. 4. razão porque desejava realizrir um mínimo na ordem constitucional. Antes da Revolução.l:an\ ('\li quc a unid. ra um governo constitucional.fiil.xnr o Br:J. ~omando Revolucionário A jovens havia~' conspirado conl correntes civis em todo o curso do redação do ÃI denotava o receio do Ai to de que a Revolução se confundisse com u~ de alterações possípreservando as instituições e buscando Esse exagero con manter .lO. tanto quanto I vel.

.' I porcional aos objetivos grupos. o (~X Plll-gO ele Illilil:'lr.storções d'~ (.:!is Neto.1ia alc.. o Congresso e Tribunal Federal deveriam ter sido fechados políticos aquelas reformadissolviprovidênduto na medida Enfim.!. A crise . corrente. foram delineando duas lique distintas revolucion5rias: drástica a dos ortodoxos. ---l Es l . f::lzia partc dos fluC pcnsnvélm desse modo.4 CO\lWç:ll~alllcom C:lst(>lo" pu blic. aos poucos. era er.. . Neto. Havia que consideravam seu chefe..c. meio que. na r~alidade. I da colcçno "A História Vividn" cditnda pelo "0 tado d(' S. R~ 'S E H V f\ ~_~J período. ' (9) l~. dos.-~) [~ ~ V-~~.uma outra.es c dvi.ist:as Embora das até generosa num contexto revolucionúrio.1I11ent(Jl'~tii exprcs~o 1\n entrevista "As di. 5. ..II11conta de flllão 1"('vo1. porem.C:]. ll . . Castelo nao por de um e o Prudente de Morais e sendo vencido assumir fatos. e flue JlIlpl1C:1ç'Oef.:ld:l \lO \'01. oscilara de desenvolvim~nto brasileira.a dos . decorrente era. que do riecessário. externos. nos cami da Revolução. . do Governo conhe- e.1.~~/~. H('vo111<.. períodos desde o t6rmino da 2~ Guerra e em Mundi entre de desenvolvimento das divisas. e os partidos todas deveriam ter sido tomadas as revoluç6es costumam realizar quando vitoriosas.iOpolíti..(' nto constltuc 1. .1-.cm prazo.o.uciOll1iri.50 c elo Pnís ~ ' n f. em seguida. com o pf. "l. até exaurir-se o poder constituinte~le . c que ficou estimulava cida como uma ação mais 1I1inha dura". afundara damento cada 'Desde'a vez mais exaust~o 1947.cuuônimo de rerlro Dantas. no:: d('[:l in('lf..forQm l'rudellu.:ú1çar nesse expressaria como tendo a Revolução seu comandante pela "deveria força dos o Governo. poucos er:1tn os que se daV. como de eleiç6esmas comandante cumprir uma força programa Supremo dos. e!.on. . nas hostes (8) (9). 1':11110". quando curto a expansão fi- e a construção de Brasilia. cias rante revolucionária revolucionãrio". da história uma de topri- idéias discordantes façélm parte as revoluções fissura " essas representavam. tentéltivas de estabiiizaç~o. da necessidade um risco dustl~ializaçãoi que se sucederam. da economia (8) político agravou-se entre 1957 e 1961. .o I. Scu pl~n5. :v(~rd:Hlc. um curto prazo. . que iria influir meira nhos na 5rea revolucion5iia.ca provid011cia i\lédi= tn -.S:1Ç. I que se pretenc. da revolução Essas nhas traz em si divergência~..' de ~Ior.s e II Cólr. o País ~m d6bitos O crescente de recursos para os endivipara ai~ governos externo.ibe'rais ou consti- tuciona:i. jornalistn de rcnome c ql)(! ('xerc('u con!>illcrnvel in[]uência como cronista pOlíti. ter] :1111" na' pr:1t l. A estrat6gia A economia al. vitoriosa: Para essa e.

e zelou. cer e a melhorar a efici6ncia da máquina administrativa e um - elenco de reformas: reforma fiscal de emergência. . G. ainda. posterior ~ o programa do tt mente. C O 124 tr~n~fcr~ncia de encargos para o futuro. seria posto em prá absorver Foi es cambi~ ~isco que poderia parte da mão de obra liberada pela rec0ssão industrial.. desejava re- duzi-Ins ao minimo. promover o desenvolvimento. racionalizar a economia e. ~ive para os investime~tos e diversific~r na agricultura. o Brasil não conseguira encontrar uma nova maneira de financiar o seu desenvolvimento Os problemas revolucionário e mergulhava na estagnação. incl~ ai. Nfto queria que a Revoluç5c fosse utilizada como instr~ mento de vinganças c de perseguições. pois. Castelo já dera provas de sua habilidade cobo mediador.s deveriampermitir aprovei tar a capacidade ociosa da indústria as exportaçôes. Modificaçôes de tabelecido um plano para a reabilitação do setor privado. ApQsar de der que todo processo revolucionário tureza repre~siva transformadas compreenpressupunha medidas de na- em atos politicos. Foi previsto um plano habitacional. qu~ndo o governo de Jânio'Quadros didas ortodoxas de estabilização. . uma série de medidas visando a fort~le . o problema. A cstr~ tég~a comportava. reforma agrária e reforma trativ. Terminada a primeira reunião ministerial. estava traçado em suas grandes linhas. Tendo atingido o limite de tolerância de seus credores. ao governo fundamentais que se apresentavam eram. reforma bancária. . . Um rigoroso programa antiinflacionário tica. a décadade 50. Na fase inicial e repres~iva da Revoluçfto. reforma habitacional. sempre com rigorosa apuraç50 de respohsabi. Tornou se c~ltica. A atraçâo de.a estavam listadas numa primeira prioridade.~ ( S ( l:t 'f A. pe5~oalmentc. lidados.pbr . . que exigia medidas amargas e impopulares. Era muito fo já fo mais cÔlnodo culpar os credores e auferir vantagens politicas mentando o sentim~nto nacionalista. A ênfase nacionalista ra a tônica dos governos em toda. governo revolucionário . capitais para suprir a deficiente poupança interna foi aprovada. tentou aplicar me o governo popul~sta de Jango nao se dispôs a enfrentar. A prorrogaçao do mandato presidencial adminis- e.

(:UItCto ~e. do Brasil" voltou à relutância de Castelo..6u6.'-.Il/Ht.otocandc -·.te. en~retanto..tc. tes rcvolucionãrias. 1Il.Jl. peltdc.útCCtpctc.6". . presiden6ial..to BItCtnco. que congregava 250 parlamentares.6.• qu ..6 etUlIO.t.b'ILO It. pe.6 . IlIctnda.tltanb 6e.>c/I.t. Olt Coillc.6 ct coJ. dificultando normal..dctção Cúculla-/~e .-.6 .. um consenso em da exigUidadQ econômica do mandato exigia mais O programa que de esta lhe res na acen .tente.dell.6e plLo.te/l...(:o~". no Ato Constituêional uma base e nas estabelecer de govérno. tudo sustentução ruiu com a Inopinadamente.o. mensrigcm uO Congress~ "em muito rc poucos 1Jr~ do mo c a moderução em sUu dcrradciru dos direitos políticos.to paltct 3 de.tltogctçao No final de julho.t.f.tclê.. com Itevo.tJLCtulO.i.6. a seu curso O "Jornal anterior e nao teria A seus objetivos parlamentar presidencial..J.. assim'afirma va em seu editorial: --"-~"Nãoque.ta .6.vo.6eu~ c.:CO. pte. de COIt Se A lIla. co procurou ao seu plano cassação nários E.-.J.i. .. " . do Brasil". que a Revolução deveria se institucionulizarleis. c. t. lativa cessas vimento Como repisuria ~ suspensão revolucio~15rios de março Entendendo na Constituição.i..J'lc. Illanda.6e.C. 1966..1t ..tLtude do P/{e.ndelllo no ob . de Juscelino ao bloco e a retirada do apoio de seus correligiomais de parlamentar do Governo.Ctt.~ [n v f\ u j------------'.partiam setores das ~os- 1· 1 e 1 J J J resist6n~ias do próprio Presidente da República co~o Carlos e de alguns Lacerda.lta a 6undo..6otJ.to. agi"u-se ~om u justeza de 1964".<1e· 1967. de maio a Re.tO mct.6·~ct COJu>ot.6 e.a ele.dêncJ.tct-p/{. política que dessQ por~m.6e.ve.ll.e. ItttncCt en.i.Ob de .6 IIW.dã. no adiamento pelo Go e no critério ils suas de maioria pretensões absoluta pessoais o "Jornal proposto ameaças Ante ii prc!.tt(ç(io de 1964. que.i. que via./~.ellção.a.(a. obtOtC?1lI0.daclc. E S E H --.I1\e. ou. . Castelo Bra!!._-----~~ V t. das eleições verno.ncict As maiores de.6·a a.l~ isso.i<1ência. i.J.tndo do que.tdadão.<:lIlpo. . a comentar: "POA J. a emenda constitumarcnn cional que prorrogavrt o mandnto até J J n .t. .. a aprovação de medidas indispensã de 20. por parte dos revolucionãrios.tt de.Úpu.tU. Jã torno havia. ~ prorrogação..e bilizaç~o tava época tuou veis do que o ano e meio logrado quebra da base do período da eleição o problema.t.bbO. de. .. aprovou o Congresso ~ de uma con- c.nte Il. I} O - 15 de ~arço.te de clll'-6e 1 Cab:te.l1Ia de.

que. Surgia.Õel. que.6 UJ.residente tidos.. outlLa 6. O restabelecimento Os sindicatos diletos da difusão da ordem e as universidades das idéias haviam sido os alvos pr~ comunistas. havia anos. e os mais Vladimir AP e POLOP.s. porém. os estudan".l/llpelt-loód cont. montada para no· Condo subemenda absoluta a maioria a eleição foi aprovada com o voto de todos os paE. ao mesmo Essa 9r~sso tempo.LdelLa. gando rio./L . IHo me.i.dessa foi o Governador abriu campanha revolucionáe atuanpregane- forma.w ma. O próprio que. sofreram Receptiva a essa setores que restrições impostas nas pela de contenção e na economia.tor Subrneticos. a ser um dos maiores estudantis no Rio de Ja do "Ape. a vlo!ênc-la eILa.. da República.vet/llol>.ll>lt.b Ille. j á apoiados pólo porém. jã. cf o 9 o l. mol> UUla V-ll>ão çao podemol> conl>. foi obrigado Carlos contra a conformar-se. /ta l1ão aCILe. No e. PORT.Uc..lca que.de Q.~ e. embo- ra os operários Na área permanecessem educacional. de não l1ada. /ta cf6 11 a!.lI. não o fez. das correnpara a con- A subemenda traduzia indisfarçivel como aspiração tes revolucionárias solidação que a tinham indispensivel do movimento revolucionirio.viria neiro.cal> testemunhou: d. à intensa propaganda tes radicai. prejudicado.ntão.. ~ emenda que previa F. t:{.l/110 que. pacZl1/ut- CO. U1a. que manipulava que atuavam as Confederade forma ir- A prisão da cúpula comunista çoes e o CGI'e a intervenção nos sindicatos regular (cerca de 15 %) desarticularam o mov imen to sindical. o Governo se Quem jul- Castelo. afastados da Revolução.ll>l> O .al> U1edlda~ COIl. U/IIa ne. medida. dentro poucos anos.. as dificuldades foram maiore5.. estavam de esquerda politizados Palmeira lideres é1 favor de armadé1.~ E n.n.dLtã.t o em l.l do.cel>hlda.{.p C?.!Jultl> de. 110l>.uma hostes primeira oposição definida te nas próprias ção estariam cessidade sociais revolucionárias.n.6 com pILC'.ínpúl.stente. após é1 Revolução. 'te. .emát.ll> potr.a. .i. e.I--~-----------' .[ Il E .evol. Lacerda. iI I /" -- __ -.l pa lt pILO b l.lollálL.lo.C?ndZa/llol> que adla.(.l>alL potr. PC do 13.tuc.. praticamente. naram-se pelo nascente o único pelo de oposição marxista. al.tlW a. I H E S E R V A O~ 1_2_G l a eleição decorrente presidencial de úma para novembro de 1966. "clero progressista consi.~ " O .. tr. da anarquia e da desordem relações 7.tavaUl a. já possuiam da Doutrinados uma visão luta PC13.

464.:H:O. Flãvio Suplicy de homem flexível. Foram de Março vãs ràdical.rio-educaçi\o _. regulava a orgi1nizaç5. e o Estatuto do l1agisté'r. foi pratica~ente fugira~ d~ para s~rticulada. o Censo as medi _ cu- das posi tivas' tomadas' de im. se~anas em 24 e 25 de junho. acerda. pelo voto crian40. . o'Conselho de .o dos novos as entidades. t:l~5t(~1ll1l1l1l0 de Vl':ldimir P<llllll~Íl:a. dominada Alguns havia comunistas.. que havia junho enviada ao Con grosso. o Congresso a Faculdade em greve aprovou Nacional a cx'tinção da Uni UNE. o exterior._Il. da UNE na 'gestão 1961/62. 21. de 1964. ativo militante . Lisboa/Portu- gal. No versidade final uma Jurtta Governativa de outubro. para exp~ica-se pacificar a dificuldade o meio que encontrou educacioda i~ as tentativas dos reitores de obter-se a ordem. para a UNE.--------------l . mesmo deveriam ater-se.0 •• 11 E . no ·Rio. de recursos para para o externos. À. buscando demo~rati~lr tirandopor I "1 " :. ~ polífica sem a orientação'dos A UNE.da do Brasil. fechado de uma cGpula e evitando eleições I ! I (10) C. p. entrava de protesto. gtravés Sequer Escolar fluência pessoal e dos professores. novo Ministro íntegro da Educação e pouco apenas.necessârios ~ provisão a educação. ·como Aldo presidente Em 4 de Arantes. inclusive.edi. 1976..-ü·I-. acre di tava que os estu estudantil. depois. sido de seus diretores.Com tal mentalidade a Revolução nal. " I n Co: s [: n V o !. 3 anos pela AP. atrav6~de a exti~ç5o em mensagem da AP..serviram (~m).io. dantes assim. pejorativamente conhedire- I li Em 27 de novembro. dos entidades c municipais.C'~.5 E n V /\ ~ O 1-i 1_2 __7 .de integrada neiro. e Cultura.:ii~. e elegeu 4 membros.: "A Esq\lcrdo1 Armada no nr<lsil". como jos resultados os empr~stimos alarmantes deram origem ao sal5. as tórios estudantis. cida como "Lei Suplicy".ato. nível NanacioJapor Tr6s cionul nal. a Lei n9 4. NoraC's Edit~r. composto reuniu-se extraordinariamente no Calabouço. pelas entiüades de Estudantes. da totalidade estudantes. Movimento Estudantil acalmar o r. as do domínio conchavos. os diretórios obrigatório 'depois. Alguns dias de Direito. estaduais eleitos o Governo solicitava da UNE e das seu lugar.

õrios. no Rio de Janeiro. que preparava. a onda de prisões só atingiu alguns de líderes mai~ nor. um pouco.ob Gorender. Essas reuniões. logo pois. uma reunião da Comissão Executiva (CEx) demarcou os dois campos: analisando a derrota de. Em julho. o campo c no início da preparnçâo. Era a vis50 dos radicais da Comissão Executiva t1ário Alves. pelo desconhecimento num de- de sua real importância no Partido. centrada no deslocamento a do truba. Em PCB iniciou a primeira tentativa de rearticu~ação de sua estrutura. O PCD: uma linha radical A Revoluçio de Março de 1964 apanhou o PCB de surpresa. ainda. ·ligações do Par~ido. entretanto.a quais organizações realmente pertenciam. cinema da Praça Saens Pena. "cadernetas do de PCB. entre estes. Um exemplo típico foi a prisão de Carlos Marighela. das o Em 12 de abril. com dois an~s de existência. revolucionári~ mente. sob uma Jover linha Telles e Apolônio de Carvnlho -. serviram mais pa definida jelo~ ra marcar o aparecimento de uma luta interna. resiGti. confundiam socialistas com comunistas e. permanecendo pequenn estruturn clandestina. contendo centenas de nomes de militantes. Mnrighela.lho para. realizando reuniões parciais do Comitê Central em são Pau lo Q na Guanabara'. 9. de aliados e de colaboradores. demonstrou a extensão as políticas. Entretanto. criticou a possibilidade d~ alcançar ~s 'reformas por meios pacíficos e. que seria realiza da em maio de 1965. incólume com a sua. nno foi ~ atingido de Harço. .Jango.r no "golpe". a apreensão das famosas Prestes" serviu para desvelar.to seu Comitê Central estabeleceu tática rcvolucion5ria do Parlido. rndical.[R· E S E H V fi. freqüenteme~ te. O O 128 8. a estrutura pois. pois contava com o propalado "esquema militar" de Jango.pr~ gou 'a necessidade de preparar as massas para. pois as forças policiais ainda nao seus pqs- suíam um serviço de informaçõgs bem estruturado e. choques entre radicais e moderados. solto. Revoluçao O PC do D. uma reuniio <:. a próximn reunião do Comit~ Central. Jac. Em junho. particularmente simpatizanmaio. dn Guerra Popu- '-------------G_E S E ~~_~~ O . de tes. O PC do D: uma linha revolucionária pela.

tamb~m.O ilt 1!lt .~ Rocha. reunindo militantes intelcctuni~ que haviam passado à clandestinidade e núcleos de marinheiros e fuzileiros navais i. a POLOP procurou t.'11h5('f. À}Onalelo dt. Em agosto.si:.. I. Jã em abril.V\·i l"\). grosseira menta "O Golpe de 1964 ______ --'. 1 Como. -----~------~ fI . Ânl'lln i o Duarte' dos SanLos.il'l I. a. ili I De linha stulinista-m~oI.. o PC do I3usava un\. lti '" ' I questionamento.. : r ~ S E n V :~ {~~-.z B.i' ~ol I Sn . Ent.' '" . iniciou o processo de integruc50 do Comit~ Reda Guanàbara. t ·1gJ.o \ "'1' . Alguns meses mais tarde.'! :. pelas ~squerdas. pela aç50 dos orgãos policiais. 10..' Ií I ) I I .raçar.I\~ i I'r I I í I II 1 . . 1 .:ll õnalisa e fascistas e ll • 1I . criticas sobre o comportamento. Cuido de Sç:>U1.'lI' I. ' .1. I" 11 li' li. : I /' : ·i e seus Ensinamentos". tachando-a de "quartelada Ataca decisivamente conduzida por um conclui re- grupelho de generais retrógrudos.1 i 'I I' '1' . tor'nando-se.'IHlcira. concretizando gional Maritimo o aliciamento dos radicais do PCE. _~I I I . presos. os intelectuais eram da iona sul do Rio de Janeiro.sta. um forte atrativo para os comunistas decepcionados chegou a anteve)~ a eclosão da Revolução de Março. linguagem c agrc~siva. aproveitadores o "imperialismo norte-americano" afirmando que "os problemas· fundamentais do Pais não serao solvidos pela via pacifica".. por aprescnt5-la como ~ma or . i . na maioria.em 1. O desbaratamento da "Guerrilha de Copé1cé. Dircell clt' Assis Hunhé.- (11) Do pl:3ncjamcnto da \Ir)ue'tTilha\l~· partlcipnrnm Ruy !'buro ele Al"alijo }Iarini.i'I' 11' . do regime e.1. Ar.~ ·1··lê ~ .1. . Linha}'cs.luanõ" levantou o .José Nendt·:. cl. E S E n V ~ L. .mpregnados pelo marxismo. a Revoluç50 de Março. :"i ·1r! ! .964. interrogutórios. o episódio ficou conhecido como é1 "Gucr·rilha de Copacabana" .:\5 pri meiras normas para ~ organização de um foco guerrilheiro (11). 1: i IIll1 ! j Ir: ti" ! '{' II '. ! . Luiz Alberlo Nuni.iutlio Galcno uC' tl:1r. 'l i I" I ·.j' '.buscando explorar a crise pela qual passava o PCI3 e recrutar militantes de suas fileiras.:· I" '.sódio aumentou o prcs da POLO~ junto ~s esquerdus. a Comissão Executiva'do PC do E aprovou o docu no qU.-+ lar. · !{ f ' . com o peB. ~ . I '!': R . Hunhé. segupdo a pt6pria opinião das esquerdas. ::t durante os ol• I dos elementos.retanto.\..'~--.oepi.. de Rod ~ c José ~h~tlciros de 01 i.. de como deveria estruturar-se e funcionar uma orgunização que propugnuvu a derrubada vio)enta .publicidade dnda' a. ' . - '1'1:\ 11: I/[ I i. I . 'desarticulada" em seu né1scedouro. liderado por Luis Guilhardini eJo se Maria Cavalcunti. A POLOP e a "Guerrilha de Copacabana" A 'POLOP.I . I " I: .

em 26 de novembro de 1964. Ainda em abril de 1964. Seriam atacados di~ersos quar--.do Ca pitão-Aviador cassado. 11. Entretanto'.cnrolllva-sc a crise envolven'do H. tomada a Base Aérea de Canoas: no Rio Grande do Sul. (12) Em novembro) cler. No entanto. que. abortou a operaDiversos ção e todos os seus planos caíram em poder da'polícia. um militar e um ceiro. Estndo) com a pllrticip:lC.~E S E 11V A O ~ ganização que adotava o enfrentamento ta.. atraindo os radicais. espalhou. na "crista de um movimento cional" . .130 . A tentativa de formar-se uma frente esbarrou no jOg0 de terinsurre- asilados e aqueles que. interesses e na inconciliável luta que. então.1uro Borges) Govcrna-. das maquinações revanchisentre os nao oferecia condições seguras para que fosse feita umaavaliação da situação e realizado o planejamento tas. liderado por Brizola. llcusad~)de~cle os primeiros meses np~n n Rcvoluç~o. a "cadeia da le~alidade". do Uruguai. refletindo a crise das esquerdas. até dezembro. envolvia a vaidade pessoal dos lideres. com a estultícia que lhe era peculiar. .s grupos. os a'silados dividiram-se em três grupos: um sindlcal._E. estaria de volta ao Brasil. de um processo de' comuniz:lçno no.no ele cstr<m~eiros c militares cassados. visualizado A proximidade do Rio como o principal foco de resistência. frustr~ da tentativa de Brizola par~ conter 'o Movimento de Março. que deveria ser desencadeada no aproveitamento da crise de Goiás. e os aviões da FAB seriam utilizados para o bombardeamento do paiácio Piratini. A fronteira seca favorecia o contato permanente se sentiam ameaçados a ponto de abandonarem o País. Brizola e a "Operaçâo Pintassilgo" armado como fOrma de lu- Ap6s a Revolução de Março. dor de Goi~s. téis. A prisão em Porto Alegre. a "Operação Pintassiig?".:wccndência natural sobre os outros doi.a maioria dos subversivos e in conformados políticos foi para o Uruguai. Alfredo Ribeiro Daudt. : foram envolvidos. Foi montada. Grande do Sul. elementos da Aeronáutica Santana. davalhe uma . alíciados pelo Tene~ ex-Sargento te-Coronel Rpformado América Datista Moreno c pelo [R! S. Leonel Brizola. atingidos por atos revolucionários. em pleno desenvolvimento (12). no Uruguai._~~~~ '.

S. o ex-Coronel de ter sido Osório nrizola o responsá- pela Pintassilgoll• enviava Do Uruguai. foi a aprovaçã? ~m torno do mais importante como contra o visto o Gnico que poderia congregar de um populares nacionalista. Posadas". em entrevista concedida na AsJefferson Legislativa de Alencar "Operaçao Drizola do Rio Grande acusou do Sul.{. o próprio demonstrando declarou: o pILá X..fW C. Nesstl época.6o. I" --A .1nl:os.C os sel'\I in ~ ~-. o Bureau Polí.{. 6 c. Vi <ln<1Hon tnl"l"oyo5. no interior com paulista.tvoltad({" Pouco vao PORT mais de um mes depois.tu ç. as massas movimento suplent. Sumi d:1 Tomoch i. namb~coe Rio de Janeiro.a Revoluç50 de Maiço o trnbalho colocajunto na clandestinidade.. Túl io Vi. de Posadas. 'de Minas Guanabara.r. a confiança Cjue 1:." c três A decisao apoio a nrizola. para no conforto de' suas as ações que ele pró estâncias.inha !li (I Posadas "s Q. COI19ftC?. }l:lr.()·I:_. da L:lhat. 8c. ond~ ligações com o movimento rural do Nordeste e dois eram os setores células entre prioritários os sargentos. membro " Inten1é. C<1\':'I1 can ti. membros e o Bureau efetivos. desarticulando cinco membros . gresso carnaval~scos de 9. prio os ingênuos não se propunha a executar. em torno do PORT:o meio on possuia sublevar e o campo. c Naria Hel~míni:1 "Br. do Congresso. 10 e 11 de fevereiro o POR'!'realizou de 1964. C:lrlOr. do Congresso lider "golpe-militar".ícíon.inclusivQ do Secrctariado ("Ar i". inclusi ve o seu líder Foram constituído máximo a nível internacional.es (13). do Durct1u Politico es (13) Compunh~m.. a presença de 40 delegados do Sul. .1l10 e Ao final no movimento.Anos sembléia Cardin vel m~is tarde.o A. o seu I Consão Paulo. ('sposa de G<1briel Lnhnt.60. Diego").tico: Sidncy rix H3rC]lIcs dof.tc. de procurava ma agrária.:..Lt: 11(1 r(t. em 1982. 12. além Rio Grande de representantes estrangeiros. Pe~ Nacional. Õ "• .evnni"..:ll . Central IIJ. Gerais. •.nd~o Tavares de Almeida. Político.c~c. Par~iba. [~~ ~:~~. tcs mcmbroR :.6. militar. os camponeses da luta pela refor e Nos dias em Eldorado.6 • deó. aos camponeses.{){ (I ó "t (I daó " aó da ft e. O PORT e suas com Brizola Em 1964.uplcntc"s: cliiud io Antonio V<1sconce 1] o::. U I!I P fl. Gabriel este Labat eJ"citos o Comitê por cinco membros uruguaio. ainda..

Datado de 6 de outubro de 1964. participando do Congresso Mundial da linha p~ sadista (14). através 'de MéÍrcio Moreira " ( 1 4 ) Em junho. são Central d9 PORT. A partir de 28 de outubro. temporariamente. "Resolução da assinado por moviresistência tavam no Uruguai. outros jornalecos do PORT.seria cska denominação'.. Nesse mesmo mes. desmantelava rnilitao- a sua estrutura no Nor deste e acalmava. em Pernambuco. as primeiras denGncias sobre maus tratos físicos e morais Alque estariam sendo infligidos aos presos políticos. conhecido como "Chapéu de Couro". analisa a situação brasileira. 13. como o "Resistência" e o "Ter ra e Socialismo".._~~ ' " .1cion~lista • Rcvo- . 'fhom~s dois me. ( 15) H~is tarde. N. prosseguiam 'no mesmo tom. em substituição aos "gru pos dos 11".prisão de diversos tes do PORT. utilizndo por Hovimento 8rizoln. atr~ ves da constituição dos "grupos dos 5".HE S E R v iI~_0--. como o "Correio da l1anhã 11. seguindo o p~econizado pela sua publicação de nível nacional. um panfleto. t~. Ainda no Nor- deste.~~~~) E n v. para realizar um pacto com Brizola. em uníssona orquestraçao. o "Frente Operária". As primeiras denúncias de torturas Em setembro de 1964. concluindo que o popular e que o PORT deveria apoiar as guerrilhas no campo. o Comitê Regional Nordeste do PO~T çou o jornal clandestino violência revolucionária lana e "Revolução Socialista".mhras do Comitê Ctn Haak foram presos em 1966. líder camponês e militante do Partido (15). o documento Secretaria Internacional da Quarta Internacional". Alguns jornais. realizado em são Paulo. 'os ânimos no meio rural. Sumida Tomochi e raulo e libertndos alguns meses de- pois. a.. ·assinadd pelo PORT e pelo Movimento Nacionalista Revolucionário. iniciaram-se. Ainda em agosto. que pregava para derrubar o Governo. __ -----_.~--------------r. pregava a guerrilha rural e coriclamava o povo do Nordeste a apoiar Antonio Joaquim de Medeiros. mento nacionalista de Brizola era a única opção da Posadas. um Pleno &~pliado Nacional. Datado de 17 de agosto de 1964. lucion~rio ' (~mR). resolveu incrementar a luta guerrilheira e enviar cláudio Antonio Vasconcellos Cavalcanti ao Uruguai.

ngcntcs chin('ses. ocorr~ndo Cumbica.e de uma comissão da Cruz VermelGa.. Nas visitas aos-pre sos. . que abrigava os pr~ i '1 . Associação de· por Guerra B~rreto. de represent. o navio-presiquartel da (PE). ' ves. para "buscar minuciosas ção de providências as franquias constitucionais". I I .as. a pris~o'da policia do Exército sos envolvidos t. ('6) Apó!>. o Pre- sidente Castelo Branco~ em nota of~cial lida na C5mara dos Dep~ tados. n VA L () 13. no Rio de Janeiro. d I Recife.cs. fez-se acompanhar de juristas.antes da OAB e da AB1. forélffi . de poli ticos inclusiveda oposição _. I I~ C'xpul!ioS 'do 1"<\15. ~: E 11V~j\ -1---.ãoda e autoridades dn Imprensa ouviram os presos da Base A&rea de Cumbica ..ariam as pretensas torturas. president. seLe dos quaIS se ~prl'sent~r. Geisel viajou a Recife.sitas do Em e baixador da Indon&sia.am como'membros de \lllla "l11is!J~o comercial" desconhecida c dois como correspondentes (th !\gên('i~ ele Not íci:ll> . os 6rg50s policiuis de ilha de Fernando de Noronha. No Rio de Janeiro. . os chineses receberam as vj.e do Tribunal de Justiça. fundeado no por. .tament.dC!l'ltc.J-. sendo citados a Base Aérea de o Hospital Central do Ex6rcito.1d()ri d(' ass. mais l.to de Sant. . chegarmn a indica::locais onde est.ado- e .tr<l(!. entre as quais o Presidente da Sec.os nove. altas personalidades da Assembl&i.os. nnlista Câmara.a Legislativa. (or.o e 6tima saGde o Presidente (16). oca- gozavam Em são Paulo. . F. locais. p1:1n05 PQrm(. Ordem dos Advogados.J .' representantes eclesiásticas. e 9 no "ca'sodos chineses".-----~-------.~ de outros interessac1os~ imediatas e assegurar a vigência o General.. Rio de Janeiro e são Paulo. sião em que foi atestado que recebiam bom trD. nomeou-se uma comissão composta pelo descmbarg~ Adauto Maia. '~I dio "Raul Soares". dor Em Recife. c o "última H9ra".~m pref. alé. e por Felipe' Coelho.:onoa. de jornalist. presidente da Ordem dos Advogadbs. Legislativa. Durante urna semana.r~nde quantilladc de moeda cstr~nccira.r :i . Estel-Õ chinl'r.. NOV:1 Chin~l. Fernando de No ronha.do presidente dciAssembl~ia Estado. Salvador. Considerando intoler~veis as pr~ticas denunciadas. Ernesto Geisel.. designou o seu pr6prib Chefe da Casa Militar.assin:ltos c r. foram ~prccndidof...'nori~.cirwldo ' do Carlos Moreira.:1 Rev'olução. Procu~ador. Com eles. \l/0.. de todas informações para a. pelo advoga H. prc's:l. Imp. da pelo jor.

I.) e.- H V~ O •.> • Se.. peculiar.de193~.1l du~a. A l. com a candura que nos e montadas.como da. te~ temunhou pela isenção da comissão nomeada para apurar os fatos. a. o con~tllangimento Entretanto.>tllall todo o te.1la.~a. A cabeça separada do corpo.••.Il..o. R E S Ei H v A O O I 13t1 nos prõprios locais denunciados. I-_~-----------l . Ila. Neste caso. partidas de esquerdistas o episódio narrado no item anterior está ligado a um a -. ma. 14..-..nte.. de.xgove.. tempos ao invés de expormos teoricamente o pro acontecido empregados perce- blema.l.xgovellnadoll de. preferimos narrar um outro episódio ficam claros.>1. na 1.xallam-nol.> a. volta ao cont1.nte. o deputado Andrade Lima.' na floresta'da Gáyeé:\.nça l1ão l'tOl.• • ---.ll.> 061.>o61le. a pwão bwulM" . . de Pernambuco. le. alegre e comunicativo.>ão apenaI..>.l.am: banho de. Oh pile. pa.>e.m 6ZI. ve. entretanto. ne. um jovem estudante de 17 anos.>ão.mpol. Ao longo deste livro.> que I.r--' --------------1 As invest~gações.>elliam um gllupo de.> Nó/.. pll1.1.a.nhum vexame de.mblla.'. 6otoglla6a.>ol. Na Cãmara de Recife. de.lle..I.1l..l.hl.le..nho de ma. no morro dos Hi1cacos.> OI. no Rio de Janeiro.·_ •. outllOI. em outubro.llnambuco (que.. Pega ladrão! não impediram o constante no PaIs surgimento de novas denúncias. utilizam a bem que têm medo de parecerem reacionários. OI.óbv1.dade.lma. assim Ó jornalista Edmundo Morais. e.. ouV1.1. .>.llnadoll de. Se.um e. .ncho na. pelo menos como um de ir revelando seus objetivos e propaconjunto tere- que.1. aluno da tivera estado todos em adiantado " Escola Nacional de Belas Artes. 61. lado e. despojado de J. técnicas. condu- ziram ã conclusão da inexistência de torturas.> ã vontade.nte. pa./tam ba. Nele.lltOlc.-----------"""--E:_E 1..v1.. a clássica manobra dos totalitá exatamente aqueles que IIpega ladrão!" ou melhor..I.i.. de decomposição.d1.. c1.> me. .0 a.ll l1. ~e. cantina doI.ll.. uma ho~a. hentado~ lado a..lha-PIl1.vlle. Pe.1. a como v1.ca ou mOllat.companhou 'de.llg1.> tOlltulla. evidencia-se . atr~s no Pais. 15.>.. que acusam de reacionários clássica salda do ladrão qu~grita Tobias Warchavski.pe e.. essas comprovações e no exterior.m n1.l. um e. ollde. nos recusamos a aceitar. os propósitos e técnicas rios.mas dos processos mais utilizados na guerra revolucionária ganda polltico-~deológica de ações deliberadamente mos a oportunidade No momento. exellcZc1. do PTB.ne.o~ 0.nguém pOIl pe. seu corpo encontrado. do "Diário "Ah reportou a sua visita a Fernando de Noronha: a.lltO.. nol.dol!:l.

só em 19 de .1ncia-se a C~ em Pa Int~rnacional (CJI).liando-se a tando do assunto.. nicara à familia do companheiro eram comunistas._" lU. A Hanhã".ileira da nal Comunista dispunha de vários jornai. . bonachão e afoito.s. Panfletos foram editados e reuniões foram promovidas.. de (achada.fundada é1 Comissão Juridica de Inquérito popular. pl~on\.Seção Bra~:. tr~ em sindicatos e faculdades. Walter. e outros pertences que permitissem i o local ermo escolhido para o delito . ( 17) A CJI ê um ôrCão de forma com ~cdc em Paris. As precauções e seus irmãos. li que se tornou órgão da Aliança Nacional Libertadora. Tobias saira de casa e Ferreira e Euclides Santos. principalmente tônica desses "atos humanitários" lidade ao Governo e à polícia e exigir ocasião.---------_·_-J . com o tornartlIl1 dificil. inclusive na propaganda da sua ideologia.1da pela E II . Internacional. ambos mi litantes ativíssimos do Partido. imputando ao Governo e ã po licia a culpa pelo crime. funu.ti (1 a fundo!na tarefa comum de acusar . de maneirarumorosu. no que era~ scgujdos. i • I licia pela morte de War~havski. Logo em seguida. po- eram "simpu. Além'de vários semaná rios. suas providências. senão impos~ível.novembro suá familia o encontrou. In r: s Il~J'-. impulsionados por Be~igno Fcrn~ndcs e Ericida da Costa. em razao dti-'re volta que ° crime despertara na população carioca~ surge uma calnpanha.sileira. constituida na sua quase totalidade 'por juristas.empenhavam-se ~ Outros jor. na Associação Jurídica Bra. respectivamente. Joana Warchavski. retraido e calculista rrobi<1s. fi. A Na era sempre imputar responsabi Intcrnacio-:-. Tobias por sua mãe.• Tudo indicava a ocorr6n cia de um crime calculado e tecnicamente executado. a elucidação do ~acabro assasslnio. no Brasil. sob os nomes supostos de Carlos e Walter nada comu Ambos foi dos i sobre o desaparecimento.' os documentos EnVAOO) identificá-lo 1]'-. foi . Q~ase imediatamente. Dando seguilnento à campanha. a Comissão transformou-se CJI. missão Juridica ris (17). com os recursos da epoca. como se tudo fosse espontâneo. fazia circular diariamente o "Jornal do Povo" e . Recolhido o corpo ao Instituto Médico Legal.. jornalistas e intelectuais' marxistas. nais como "A pátria" e "O Homem Livre" zantes" e. De repente. auxilio do cirurgião-dentista que o atendia. lançada em gr~nde estilo. reconhecido criminosos resi- dia com Walter Fernandes da Silva. o Pilrtido Comunista .

representante munista. pelos demaiJ 6rgãos de imprensa~ Al~i diss~ a ci dadc do Rio de Janeiro foi inundada por cartazes e volantes ela ~ando por justiça. -. constituído por Donário de Freitas Guimarães.1o do pn"'tJ~. p{lrn lev".:'!~_~ .l: . d~ 1934. . O bolchevista Aporelly criou o termo "tobianisar" _ significa}2 do dar o mesmo destino do dado a Tobias tvarchavski -. astuciosamente elevado ~s honras de mártir da liber dade. secretário-geral jactava-se agora. Não faltou no caso sequer a contribuição dos humoristas.. pronunciava dação do crime nefando". Rio de S~uza. para atuar no NovinlC'nto Estlltlanti. de fato falaz e expansivo.nnizoll-Sc em 19M). menta de "Hiranda". justi- Na Câmara dos Deputados. agente enviado do exterior para trabalhar junto ao Partido)~ outubro. disse a'odeclarante: (10) Dureau Político.:t.19/8/1927.c. entre ou~ras./u!.. o Tribunal Vermelho.amaltada S c. por oCêlsião de~uma reunião rcção. começou a empregar.·lto juv('nil. H E _S_. algo assim como "enquanto não houver \. reunido em sossão de 17 de o jovem que o Tribunal Vermelho condenara como traidorer agora herói. Desestrutllroll-sc em 1935 c rcorr.EE 'I SERVA • ~~- 136 mais moderada. de destacada atuação na Juventude Comunista no Comit6 Estudantil de Luta cont~a a Guerra (18). membro da di "o c. anos mais tarde. Yo~les. que muita gen te.~-. . Yolles. efetuada no dia i4 daq~ele' m6s.1 em 196/1. composto de onze pessoas. consta que. est. aprovada'por unanimidade.. Álvaro Ventura. Às inúmeras provas circunstanciais somaram-se 'as confissões dos componentes do Tribunal Vermelho. que impusera essa morte por disciplinêl. decidira que Tobias era traidor e responsável pela pri . que viera com a incumb6ncia. de to.. de boa fé. Filiou-5e à Internacional dLl Juventude Comunista (URSS) em 1928./ '.?s a "eliminação" de Tobias. do Partido" à época do cri- me. •• ça. peranDo depoi do te seus pares. na convicção de que.·sc reestrutural1clo desde 1984.:í.tlLa- A Juventude Comunista foi crinda pelo peR em . são de Adelino Deycola dos Santos.'''' • ····-. Vicente Santos e Guilherme Macário YOlles Pasc5cio (este. como exetn pIo.I. o pobre estudante tinho sido morto pela polícia. nao uuvera paz li . para ele cometido pela polícia co discursos inflamados em que pedia a "eluci contra e o "jovem Tobias. n "tu"t. prop. n"s:Jrtic:ulad.ãltJ. mesmo sem ter elementos cabais que pudessem condenar o jovem Tobias. Yolles. de impor a todos os membros do Partido uma férrea disciplina.o " va-<- c. Só a derrocada comunista em 1935 permitiu que a fa- tt verdade surgisse clara e insofismável.l.>. de sua manobra de guerra psicopolítica.

torna ra-se o ponto fraco da trama a~sassina.ampClnlta~ Ite. de. o.1C. ante a inflexibilidade de seus verdugos..Cl61.o e amigo de foi encarregado de atrai-lo ao local do assassinato. o p/tOvoc.cou e.~ . sua completa inocência. . aberta por caçado res. em direção à Vista Chinesa.al pernambucana. pret.a. ItO a~~a.~pOI1~ab.. um grupo de teólogos reuniu-se em Petró polis. Falando com dificuldade.~pil. para refletir sobre os 'populaç5~ latino-americana.. na praia do Pina. I êX. Na:ocasi'50.i.aJtdo o apalt<?./z.1. Ir I .J. Protestou.t. mar'para " ..tan. porém.ta.z. Walter' Fernandes com sua . .odo o ~cnsamento dessa nova teologia anpensamento..e.1. no Rio de Janeiro.ficação..l.Cl. supli.. de. a.~sse cado por influ6ncias mar~istas. todos'era o mais constrangido.velaçã. a 17 de ._-----------1 " R E. estava também I • todo o pen accntui:lc1o.dolt e. .endiam criar \lmanova teologia.as provi.1. o car5ter libertador do cristianismo.'~l1Iolta. Walter Fernandes capiapareçeu 15.lnl r.plt<?. os fanáticos bolchevistas diso seram ao jovem o Inotivo verdadeiro daquela tétrica reuni50.~ão". U/IIa c. alguns dias apos a sua chegada' a t.ltnide ltC'.ndo ~UCl lte. senao impos'sivel. O Tribunal Vermelho decidiu ~ue ele deveria afastar-se do Rio de Janeiro por uns tbmposo Foi ~ara Recife e.do. viria Qervir de arcabouço ~ 11l E S E [{ V.lte 6az<?1l: )JCl/tCl p/LOVeUt .t06 I da~ pa.l.f.te . Tobias..S E H V " O iJ . de. problemas da Levados pelo afã das coisas novas.ltdo de Tob.' interveio e t. que centralizasse sarnento teológico no homem.. morto.f. Adolfo Barbosa Dast:oSc \Vai I este último companheiro de quart. Tobias queria viver. ner vaso.0 jovem deixou-se tomar pelo pânico.o do . tropoc~ntrj. Che gando ao lugar escolhido.t. o que de modo· especial.outubro.. Seguiram-se.tltibuÚldo·(t PO.f. Não resistindo. VCl/llO~ nhClIL ba6. os levou a concentrar .6. Walter Fernandes. caiu de joelhos que de ~ pediu clemência. Vicente Sant. t. e de imediato defini dos os executores ter Fernandes -..ca" no probiem~ da libcrta~50.6.atitude em favor do amigo.ld~ .e. Implorou.{w i I I Lavrada a sentença. alegre e bonac~50..~.dências para tOl-nar .1.l-----~---------' .\ Il/.61Itio na. uma trilha ingrcme. então. Os outros permanec~ ram inf~exiveis e·Adolfo Barbosa detonou seu revólver: Tobias caiu fulminado. que.ainda com 17 anos. Jovem.. Influências marxist. num gesto e~ tremo.a.as na Igreja Em março de 1964.os.entou salvar a vida do amigo com quem convivera fraternalmente. dificil sua identi. quase não conseguia articular as palavras.

Esse grupo de te6logos. isto é. O. Higucl tJ~-f\. na jus~iça e na. o revigoramento da idéia dominante na seita judia dos saduceus. Assembléia realizada em Medellin. de se conclui que os cristãos devem comprometer-se volução. na verdade..I rentes neo:nodcrnistas - R E S E 11 V J\ O O J-------------l. Ademais.tndo e nem pnrn n Igreja. reEI~". devem trabalhar juntos para alcançá-lo.L. A questão seria apenas de semântica. na Geral do Conselho Episcopal Latino-Americano (CEU\H).a chamada de "libertação". Elas da teologia proem~enbam-se em mesma convencer os cristãos de que eles e os marxistas buscam a coisa: construir uma sociedade fundada na igualdade.ic1ade:a cons trução de uma nova éociedade. Sepe!. p. entre os quais se destacavam seph Pierre Comblin c Gustavo Gutiérrez. que.ltr:lc.ir . os comunistas chamariam de lIsociedade socialista" (19). R r: S E 11 V ~'--/ __ ------__ --J Na rcalidade.ada por Karl Barth.\4 uma teologi.. Barth.. apresent. ba- e seado em sua tese de que ambos te:-iam·a mesma finaJ. há um aspecto comum a p~etensão de iden ll tificar o "socialismo com o lIReino de Deus na Terra".iio H:l1:xist'l na I grcj a. As diferentes correntes de marxistização vem exatamente da teologia de Karl Barth. Don com essa re- tt· A influência marxista na teologia nao se restringe à idéia do lIReino de Deus na Terra".. co ~ sociologia. Essa associação de idéias surgiu logo apos a primeira Guerra Mundial. Ed. Se ambos têm o me·smo objetivo. Oque QS cristãos chamam ~e lIReino de Deus ~a Terra". a sociedadc dcfcndid~ por Barth aproximava-se mais da so cied~dc comunir. . que era membro de· um par~ido socialista-marxista. procuram convencer os cristãos de um dos seus dogmas: que o único ca minho que leva a esse fim e a revolução marxista-leninista. Barth defendia esse elo." nn'~'\f('ntc. com suas concepções marxistas. tolerando muitas cor que pfetendem reduzir o estudo teológi -. no ano de 1968. Começa. Em quase todos os trabalhos em que a influência marxista se faz presente. que não acreditavam na ressurre! (19) . voltaria em 1965 II Jo- a se reunir e 1966 e iria influir. 9 c 10).nfi.~"" ~------ .ta. fraternidade.. com t' o "sadu- ceismo do século XX". já que na socic'dadc de Sll~ conccpçiio n. na Colômbia. ou à polítical em pouco tempo assumiria oca ráter de uma ideologia política e profana.. pretendeu com sua tese aproximar estas duas visões do futuro feliz na Terra.o há 'l\l~nr parn n in!itituiç:io do Er.. teólogo protestante de grande ~nflu~ncia e um dos primeiros que começaram ~ construtr entre o cristianismo pontes e o marxismo.

h Revolução trazia tamrealizar transformaç6es provo brasileiro bém em seu bojo a determinação de fundas no Brasil.eja" de subversivas· e 16. no dia da vit6ria. Jesus pretendia "s6~ivrar judeu da depend~ncia"romana. Um mil novecentos c sessenta e qu~tro o ano de 1964 seria marcado pela Revolução·Democrática de 31 de março. grandes lideres políticos. Co~o estas.e6rica.. no início da década de setenta.teologia. encontrar ao longo elos anos sessenta e seguintes. l~~.ao contrário do que parecia ser! 6 destino dos paises periféri I cos -. capazes de tir~-lo da posição marginal que vi "nha ocupando na hist6ria. No entanto. -.ir apenas d. objetivos. ção. e a do cristianismo marxista.e forma t. numa clara opção do p~ pelo regime democrático. como as da revoluç&o e da vio16ncia.R E S:-. minant.1.. Segue-lhe a corrente do "crisprimitivo JesUS tem a ver com a religião. Essas idéias.------------ . Dessa influ(::ncia. depois da morte.es na América Latina. mas avança na práti ca. L--__ prioridades'e formas e modoq de alcnnç5-los. mas também livrar cada homem da opressao e exploração das estruturas capitalistas. segundo a qual o cristianismo Tanto Moisés quanto 1)50 existência nada foram o povo da vida eterna. sendo que a corrente "saducéia" moderna nega a tianismo ateu". começaram as diverg6nciu~ quanto aos seus . de organizações Igr. como expressão da vontade nacional. pois é somente um movimento laico revolucionãrio.um pais viável. para tornEi-lo .1bstuncialmente de modo que j do consenso necess5rio 5s t~refa~ de governo. na teologia. já não eram um fenôme no marginal e. enq~. e não se faz sent. nem com a fé. VI. fi . que. com uma influência muito forte na liturgia e na pastoral. su:r:g pretensas teologias. Não é pois de estranhar que venhainos. barrara "a trajet6ria dos comunistas rumo aQ poder. O pro- --------\. pastores da "nova apoiando e até participando atos terroristas.. a do cristianüjmo sem mi iram tologia. existem muitas outras correntes do pensamento tco16gico ~ue con tribuil:am para a marxistização da .. tornar-se-iam d2. cada vez mais. que traduzem de forma simplista" a influãncia marxista sobre o pensamento cristão.1anto Nação. o consenso de crise difere s\.. tais corno: a c)o cris t'ianisrno horizontalia da fé sem religião. Essa influência não decorre somente de idéias~ mas também da infiltração de pessoas.

Na sua opção de restabelecimento da ordem. plano de governo incluindo nele importantes reformas estruturais e emergenciais e procurou estabelecer uma base política que lhe desse sustentação. tão importante quanto es~e f~ to. . es . tra o Governo com relação à tortura.oondiçães de a cada caso criar uma comissão de itvericfUação. seu âni campanhamovida co!:. sua estratégia p~ ra equacionar os problemas fundamentais do País. porem. na essência.abortada mo e o de seus companheiros de viagem. desde sua fuga para o Uruguai.a manutenção e tico • d aperfeiçoamento do regime democrá I . As ill~riguações demonstraram que nao procediam as acusaçoes e. porém. ficav<1m. que agia de modo mais discreto. Sabedores. de que o Governo não " ti- nha. que o Governo não compactuava com essa pr~tica.cuja pecha tentaram impor-lhe.lção -.~ E S E R V A ~_~ /' . o que iria facilitar alic~amento das facções radicais do PCB. gestões e entendimentos nejaria uma primeira operação que. foi. O fracasso dessa tentativa nao abateria. não foi praticamente afetado. efetuou inúme- . sa.:-----------------1 ~ E pr~o restabelecimento S E H V A D O da ordem e da tranqüilidade nacionais. porém. realizado em sete~bro . Reanalisou a conjuntura e opção pela luta armada. No entanto.. Uma vez fei- I. 0 governo revolucionário traçou. onde uma facção.s dcnfincias prosseguiram no País e no cxterio~. o que era um dos objetivos Revol'. O PC do B. desestruturada Estabeleceuoseu por anos de governos populistas e demagógicos. qUe plareafirmou sua seu trabalho de. onde se destacava a necessidade de racionalizar a economia. 'l'ais medidas não atingiriam com a mesma profundida de o PCB. Mas seria Leonel de Moura Brizola. para tor na no exterior. no entanto. . o impacto da Revolução viria acirrar as divergências internas desse partl do.ras pris5es que abal~riam principalmente a estrutura de duas or ganizaç5es que vinham atuando abertamc~te e com alguma descnvol tura: a PolíticaOperária (POWP) e o'PartidoOperárioRevolucionário'l'ro tskista (rolU'). que e a que se entregaria nesse ano imporia a adoção de raedidas que sacri prioritários da era uma aspiração generalizada o governo revolucionário. pelo menos. de 1960. com sua ainda incipiente estrutura. O mesmo se pode dizer quanto à primeira origem. já não concordava com á linha política adotada desde o V Congresso. nar-se o líder máximo da contra-revolução que vinha realizando.

~ tas. ~. c abusos. a'dGvidn.r-------------]. ---:--- .que se interessam I' 1-- (H L- E S E n V A l~O t .- Jt\l no minimo. essas denGncias geram. seja porque a "maioria das pessoas ouve pelas resposmas poucas são aS. H~···A --- C o 1. seja porque e sabido que quando a autoridade se dilui hã sempre a possibilida de de excessos as denGncias tas. ..~~.

. . ou. . o Governo prometeu cumprir o calendári. Neste. havia ainda a necessidade de se obter unidade de pensamento em torno do alcance e da profundidade da neces sária "limpeza da área" e das puniçôes decorrentes. haviam a qualquer facção ao que pudesse levar o País de volta ã corruppara sua efetividade. porém. porém. Foram tomadas medidas condizentes com essas revolucionária metas. já em 1965. ~_~ fl V~. estava a inclinainstituciollal a cur- çao do Pres~dentc eleito pela normalização to prazo.governo. medidas ama~gas e não seriam alcançadossem traumas. o .a dificílima conciliação da.~ . 14? CAP1TULO II 1965 1. pressu para além do mandato presi decidido não entregar. com todas as suas implicações. era a mola mestra. Complicando todo esse complexo processo. político-partidária com base ~m experiências anteriores. essas forças vitoriosas. para o fa- to de o processo político de um movimento revolucionário ~er bem mais simples que o envolvido no ato de governar.'. esses objetivos exigiam prazo qe maturidade. Os objetivos traçados como pré-requisitos retorno à normalidade democrática. como se expressou o jornalista Carlos Castello Branco.bismo!'. '--------------1 n F. tais como a cassação dos direitos políticos pelo prazo de-dez anos e o rígido programa de estabilização econômica. Como prova de s'uas intençôes democráticas. de imediato.Revoluçfio com a ordem legal. desenvolver uma "estratégia de beira do ô.' O "consenso de o crise" difere muito do necessário à continuidade da ação do . há necessidade de ser alcançado um acordo apoio a um amplo e diversificado campos e diferentes que dê os programa que abrange todos interesses. a exigência constitucional de mandatos fixos e sem reeleição. punham a continuidade dencial a se findar. Pela sua própria natureza. Não atentaram. A Revolução estreita suas bases { Os militares. Castelo tentari~. o poder ção e à subversão. No caso de um governo alçado a do qual a infiltração poder no bojo de um movimento revolucionário que interrompeu um processo subversivo de tomada do poder.de t~ dos os modos. Foi mantida.o eleitoral que previa eleições para governadores de ?nze estados. algu mas de longo alcance.

dos gOvernadores.Ol:iaalJsolula nas eleições presidenciais. julgou-se atingido pela Revolução. Minas Gerais Janeiro. . purticularmen te importan t'e {01'<:\ o apoio em especial o engajamento no movimento . pIei tcava a pro!. I I sárias com o desdo])ra~ento d~ politi.S bases. tornou-se um critico intransigente do Governo.o apoio recebido da populaçZio e dos poli ticos hi. ap~ descosar de infundadas. A revolução começava a perd6r uma parte apoio civil. Eles eram candidatos a presid6nciu e omotivo lidades de chegar ao poder. julgan~Opor taç50 da emenda constitucion~ll que previa a mai.. vil no dispositivo e Rio de essencial de seu apoio fora o receio de que Goul~rt cortasse suas possibi. onde a subversão penetrara mais fundo.ubro.------. u cion5rio dos governadores de 550 Paulo.condicionada a esse interesse e toi ai que se deu a primeira dissid6ncia cirevolucionário. ocasião da definição do processo de coincid~ncia de mandato das governadores. quebrando o tabu . se prejudiCaào com a medida. Magalh5es Pinto iria adotar . 1 lH n v_~~~OJ-.ca econõrnico-íinanccira.da pr6via indenização em dinhei. quando da voo Governador Carlos Lacerda. à medida que as metas da revolução nao coincidiam ou eram contrárias às suas próprias. grupOS impo~tantcs iam tirando o seu apoio ao Governo. obtendo. ess(J. Do mesmo modo. inclusive. . Ainda em 1964.\V iu dada revol legitimidade à Revolução. Assi. 1 F.1 comimportante segmen to social com a aprovaçao da Reforma Agl:ári.postura semelhante . " I .provid&n. fundamental.- I . De qualquer forma.-------------l. os inqu&ritosinstaurados corrupçao .S denúnci. Contrário às eleições cJeout. pois. influindo negativamente na opinião pGblica. . De outro lado.que a todos atingia. A assimetria de objetivos mostraria quc diss'ensões eram inevitáveis.para eliminar a e a subversão teriam que abrir. a arca educacional. i i essas âreas sevi- de atrito.m ocorre\. do --. Com a manutenção das . essa i cia da Assembléia Legis~ativa·de Minas Gerais. que nhecia os problQmas.ro. O apoio estaVa.eleições.a. rogação do próprio mandato. . a com os'cmpreI.as.. estreitando sU(J. S E . de que se valeria a esquerda para den~nciasde cias em presos e para levantar as!bandciras do obscurantismo e do terror cultural. inev itavdment e. iriam ·intranqnilizar e agravar estados de e~ ~irito.1 .

vada a emenda constitucional das incompatibilidades. 1\.tlLa.dando c~ bertura à posição de Hagalhães Pinto -.ia do movimento ltevo. por meio de leg~slação adequada inelegibilidade.tilt palta o ptano de c.~idêllc.6to". Era notório.6 ao . .revisão das' supres soes de direitos políticos. A temperatura do jogo político·clevava-se. expresso pelos coronéis que chefiavam os Inquéri tos policiais Militares monstrava cional do Supremo Tribunal Federal I inconformismo p~la prevalência dos mandatos ~obrc decisões que consideravam da alçada exclusiva da .:tO.i. f\1esrro apr.6 e daltã. dizenc)o ". 'Decl_ va que não tomaria nenhuma providência para realizá-las nas. sempre desejoso de ligar o futuro da Revolução o GoverRevolução. pO.6. mais uma vez. a necessidade de tranqüilizar as áreas revolucionárias e a de assegurar a de prevalência da ordem civil. no setor militar.6.za't-~e e a palt. foi a primeira tentativa de. feita através do projeto de Nelson Carneiro. afirmava-se como oposição no plano polític . 2.{. com a atitude legalis(IPM).o jOE nalista Castallo Branco.:tema depo.ã. mas nao era a única que se lhe fazia em nome da Lacerda. escrevia. adviriam com I a - as eleições.6i.6e a C. o tamb~m.s maiores dificuldades.6. do peto Goveltno Revo.o c. agora. Magalhães em MiPinto ainda tentaria frustrar a convocaçâo de eleições.çao.9.<'. em fins 'de maio. • .úc.~-------------I~. O Manifesto de Arraes.6 Em julho.ionãltio".6. Essa oposição militar era a que mais preocupava no. Lacerda fez ~eclarações que caracter iza~am o seu rompimento definitivo com o Presidente da República -.ao mesmo tempo que estimulava o inconformismo de segmentos .6 oa. que permitiria fossem afastadas do pleito de o~ tubro candidaturas consideradas anti-revoluc'ionárias. O setor militar dejudiciais Revolu- ta do Governo.OIr.cada. Tribunal.omum a d. "Tende a.c.6im OIt9al1. ri'o dia 4 desse mes.telL 6. . A~ eleições de governadores E S E rlV " ~~ _ 144 o ano de 1965 caracterizar-se-ia pela sucessao de crises des- no interior da area revolucionária.ion(lJt.mili tares com ataques constantes ao Supremo. ascensao ao poder. "onde não .ItUP. porem. à s.<.o".do .6 e pe. contrariados com a ação institu(STF).' . vútc.tuc. contentamento. numa atitude tida como de desafio. O Governo tent~ria harmonizar.~.ooltdenacão da aç.u. em junho.

as quais indispensável expressavam o . _ 0_' .começaram tou os lideres governamentaiS . I .• . Então. nem ameaças ou apelo~. aleE. de imediato. principalmente no dia do pleito e as q~e lhe foram prestadas trouxeram à crise eieitoporque corria a informaadvoga~ çao de que Juscelino exigiria que seus correligionários sem. 'A evoluçã~ os meios políticos. _ Os resul tados eleitorais provocaram traduzindo descontentamento crise intranq~ilizava reaçoes na linha dura.:lS propostas do Governo.• ' /I. era já fato conhecido que se estudava no do Pl~nalto uma nova emenda constitucional. O regresso de Juscelino Kubitschek manifestaç~es raI um fator emocional. o prõprio Govern6.' E . setores descontentes.derado o mi. cons~dcrava necessár. 3.expressou o desejo de que aUDN se reunisse em Convenção c rompessc com o Governo .. preconizava a eleição indireta para Presidente.1 CongreSSO. para caractcrizar eSsa ~ua situação politica. o Governo prol~s uma série de medidàs ao ••••••.e pr 2 da af~!tava. 1· 1 e 1 à prcsidênnem politicos nem eleitorais. As eleições de Francisco Negrão de Lima para o Governo do Estado da Guanabara e de Isr~el pinheiro para Minas Gerais fize ram com que voltassemà ofensiva os que não queriam ver esses políticos à frente desses dois importantes Estados e dos queriam eleição alguma. D"P \------------ .------~ . as tentativas de composição. qU~. entre outras medi~as.que era cons i. a questão da revisão das cassações dos direitos políticos.\ .:lO das instituições e ~ seguran~a dn ~cvoluÇao..ia. II {) 1"--------------- --- c. par~ a prcservaç. antes que nao nando-o para que anulasse o resultado do pleito. <10 ao abrandamento d. de outubro -I~A. Os resultados de 3 de oútubro haviam indicado que seu vinculo com o situacionismo não lhe renderia a I/acerda dividenc10s .nimo para superar aquela crise e cmpossar os eleitos.' essi com a política do Governo .-. Palácio os para apaziguar a qual.S Ei: •. todavia. mas de tudo. a aprovaçao da ~ __ ----I -J '----. com o resultado dessaS. fiador das eleições. IContinuava candidato cia. mas passou a ser um cand~dato da oposição d. visart ~1 ) ] No Congres~o. a conting6nciairrccorrl- vel de dar posse aos eleitos. n I: S E n V f. embora n50 fizesse pressuo.r------------. que. O Ato Institucional n9 2 Em 13 de outubro..

es - tava contida no Ato .em formal. todos do Governo presença não seriam que houvesse grande vável. dura" S E R V ~.. Tamb~m de Minas e afirmavam continha que corruptos uma resposta e subversivos a pssas do..GO- . expirado riodo com o'AI-l.o Não sido ·insuficiente. ten- O Governo. o que era pouco No dia ficar 27. assegurar a autodefesa do que se vinha constituindo estava assumir na pregaçao contido no dos goverAto. a tornar-se indicavam a menos incontrolável. porém. entre a linha o processo O AI-2 era um comprom~sso tucionalistas. tava dura que e os consticedia. no minimo.I estavam criticas. essas mudanças. " . de que os contra 146 e do projeto ameaçou Houve tamb~m com o PSD. tão curto espaço existiam Revolu- condições conciliar. levara Governo para ela com desenvoltura. muito dos poderes especiais que ha~ p~ o novo Ato restaurava viam. I que permitiria reuni os grupos revolucionários da Revolução. caso o Pardeputados propo~ eram pertencentes tas para ~ "linha essas ampliar a crlse. em torno estavam da afirmação postas do poder jul e incontrastável Nele as medidas da Revolução gadasindispensáveis ·sua continuidade Muito . nadores acusavam politica . veio o AtoiInstitucional. Ambos da de Minas e da Guanabara de nao querer o Governo a responsabilidade revolucionária voltando. vernador O AI-2 Gerais objetiva a dissolução dos partidos. para no tempo. estabelecendo Presidente limite~ cl~ da Repú- ros. Juscelino tido votasse esses projetos.a sido ção com a legalidade muitos disto Uma revolução em função contra havia feita. conduzida ao fracasso de contemporização democrático. até a posse do . de tempo. lider~s . passando salvar a atuar a política da atitude conciliatória Isso pelo do Governo. uma pregação e de outros revolucionários. que as proposi uma pr~ 26.prevista 15 de março de 1967. ao mesmo tem~o institucionalizar para .-----------lR_E emenda constitucional No dia 2~. A crise e os indicios de que poneria No dia çoes progredir de maneira os prognósticos aprovadas. O novo ato vigiria . deste de duração para havia o que demonstrava gue.-----de lei sobre romper rumores votariam adensou-se os cassados. de parlamentares à votação. novo blica.ma se esqueceram.

mi. de evidente à Lei Suplicy.o a impo. de 5 estudan- Branco estrepitosamente vaiado. pela UNE mosSu- um plcbiscit9 de 90% dos Ilacionnl organizado eram universitfirios COlltra a Lei o XXVII Congresso Nacional da UNE. clandestinamente Rodrig~es Dantas em todo o Pais. uma da revolução somente "Hepública em maior cubana.ssoua i.co~ apesar dç car~cterimostrou . foi por ocasião versidade . maio de . zio na presid?"CiiJ. tas de protesto.~ /.. trou que cerca plicy.------------E~~·E-~ ~-~·l-.rtante decisão participar para o dia poli Lica de que 0!3 estudan p~ra numa os novos vitória diretóda propo- das eleições 16 de agosto. O Movimento O ano de estudantis dantil E~tudantil 19G5 inicia as manIfestações pelo inicio das manifc3tações Estu- J foi marcado contra o Governo. Ao mesmo Congresso tes não ~ios. AP. io de outubro.scui):·-se nos internos paiscs amcricnnos. Paulo.§. realizado para rodil\ltino todos mi- em são. Cuba e o foquismo de 1965.J. Em julho. 5. da Policia Em re~cão. greves a sua invasão. sctor demonstrando que o Movimento era o único No dia de massa organizado. começou a faJcr-se ~entir A partir grau em na esquerda Vitorioso. pela previstas da frente composta pela POLOP c pelo PC do D.r-------- [R E S E 11 V . Presid2nte Ca. p. elegeu Fidélis um triunvirato Augusto Sarna. brasileira a influ6ncia de como 1959. sição tomou deveriam por 1\ntonio 1\lves Xavier. () 147 ' 1 4.uma tra o posicionamento zar uma atitude ' do pcn~ Essa repüdio I 1 decisão. do Pais. Estudantil. I em 19 de janeiro proclamou Cub~ " I I 1961 tos Fidel Castro Sociali. a decretação unificando do 1\I n9 2 provocou'novas estudantis contra passe~ as lutas 6 Govcr- no.sta" üSSllnCam li I c.i:tdo apoio dos da URSS.tela do Brasil. com o veJ.tantes da 1\P. da aula· inaugural o próprio A prisão da Uni- 9 de março. uma onda de protestos tes determinou Em abril. na ilha do Fundão. contrh . Júnior c José tempo. composto li. criando as "entidades-livres". Militar.a divisão na orientaç50 Em Brasília. do Movi~bnto a greve em de estudantes intervenção pqr tropas estoura- na UnB determinou. L. de solidariedade ram em vãrios cantos Em outubro.~=~-l~~ 0'1--' O npoio cubanQ 5s Ligns ----------_---l .

direi to. à exceção e estabelecer México. em função I de sua interferência . ' a codificação e "Guerra de No c'ntanto. "Chê" "O caminho ·da. em do 'foquismo: "Passagens Guerrilhas: um método". do de guerril~a.. 1-10dernes".v li ~~ exemplo 14 8 da tentativa era um tip. Çasa das depois. por Cuba. nos países _o- latind-americanos.ico de revolução. Debray da Guerra Revolucionária" de 1965. publicou o seu ensaio "América de Estratégia Revolucionãria". Exteriores. A partir gis Debray. de 3aneiro.H E SE n Vli n O J . seu braço a Revoluc~o discurso de na 11 Castro 1 ~6 4. as idé'ias sobre iniciaram o· fo- Nos primeiros quismo ainda estavam 1963. publicou o artigo "O Castrismo: ma~ch<1 da AmériAlguns ca Latina". decidiram romper queio econômico à ilha. a "Revista l\méricas". dispersas nos discursos do "chê" de Fidel e Gucvüra. ram na Guatemala. "Cuba 6ente-6e no . Nos dois explodiem 1964..apoiados e na Venezuela.- co-subversiva --. focos E S E n .--------------t~ ponesa's de Francisco de exportar Julião o s~u modelo em Punta Em 1962. simplesmente. ou. Esta do um país medida um blo nao fora mas tomada em razao de Cuba ter-se torna políti comunista. anos duas da década obras foquismo. problemas n9 31. em na em diversos como fazer da América uma revolução. de 60. N. prOclamava que di~eito Fidel de incentiva~ em seu . cluiu anos Cubn da Organização seguintes. afirmava de fevereiro de Guevara'. desejavam que fi60u ~r~r conhecidb wm co em seu pr6prio modelo. revolucionários aprendendo. apareceram fi16sofo seguintes.. na 9~ Reunião realizada na Colõmbia de Consulta dos Ministros os países relações das Relações em Washington.libetl. um~ reunião de Chanceleres ex dos Estados Americanos (OEA). em 19G6.OEA. Latina: .tac~o nacional da An( ~ica Latina o caminho da viol~ncia. meses na revista em' julho "Les Temps de 1965. e dirigentes revolução mo linha baseada foquista cubanos.alguns e que D9brny . países os primeiros trabalhos ~ em de Ré 1961 um jovem anos francês percorreu que conheceu os focos Latina. e. 1965.o mês seguinte. Somente no ano seguinte. escreveria ------------!. Retornando a longa a C~ba. na rea 1 e. até que. nos quatro existentes prática. deI Este. Ame~ica Latina". E66a vio~~ncia 6e~~ nece6 6~~ia em qua6e todo6 06 paZ6e6 da Ame~ica Latina". membros com Cuba da .

urn~ vangqarda observa-se.íG./tic. -------------/ ~ : I' " I I' I..a-só. o terreno preponderante a luta da. de Libertaçâo o fluxo de (FPLf Nos Gltimos tas brasileil:os aumentara desejosos comunisali. ra Haestra.dispunham IIdó1ares de Cuba A primeira tentativa de unificação dessesgruDos concrcti zou-se em janci~o de 1965. .o "[ocos linha foquista.: . pouco de preferência em . guerrilheiro. p6-los que es~avam efu pr5tica. i t ad~ de no 1967.vo. Outro ponto importante sobre pelo do foquismo V' . acessíveis.1X da Costa S.. Ca::. com a cr iaçi.o n. tes da AP nL'hrllY. I Rcvoluçoo nn Revoluçao? Amcn."'l\\plo da rc\'oluç. H. Como dizia Dcbray. O Pacto de Montevid~u meses e a Frente de 1964..- PCB -.. "Cosa a "Rc'\'oluç. 8.JLctllc.icos".arcu" c n5. as Guimarães Neiva sin. dizj. a1~m de representandos Reis).- das l\méricas".:io de um pequeno lugares nó. I' I n__ -v_·-~-D-/-~!'-. para no foquismo arma- buscando original.a Lcc. RC'\'0luç'Zio?".'~E S [ " I .a a /tC!.. as organizações sem que.:l.c\ls. Fidel. Darcy Ribeiro e Paulo do .o (l. E<.:1.locais de montanhas e selvils. do I (Aldo Arantes). num primeiro trabalhar conhecer o terreno c est~belecer Deve-se relações destacar COlO a populaç50. escolhendo mome~to. O foco abrir"focos 'para a de rni.c. cleo u guerrilha é simples.:l. R.-----------------. o foco -.':. qUE?.w. é o campo. ~l~\ sua nu.:mtos.. feita e pelos com ou tal' tem prevalência e· revoluçfio sem seria um Partido. C 1. SCllilling.:l.'Onc1 I3rizola. 6 que o aspecto' Segundo revolucj. p. que.an-· para o Uruguai. Como que acelerou Debray.iodo IIPacto de l''ont:evidéu". Foram litarista~ to.' (IIérculcs Correia . José Moreira.túlct" Popular 6. de asilados ll • de estilbe1ccer ças com os grupos dos politicos. armada foi o cata1j~ador no Brasil. e:n janeiro A linha foquista cubnna.!Llllac!a na Álllê. devem-se mili~ a o aspecto povo político. devcria Buseada cX\. entretanA revo~uda lu- conse~uissem na sua essência. diria a tt. que pode pres~indir dofoquismo.uçã. -. polit... lIava- n~. em 1966.:\dopor 1c. ganhar o seu apoio. mi brasileiras. çao cubana tu.onãrios. obra pelu cupi tal.eu t1).l.. ~ a vanguarda política. H. 1967. Nesses do povo." . vor5veis para procuraria. principais da ação aspectos com nitide~.a De Las . propicio.lit. I.que. fo- iniciar-se através de guerrilheiros n6 campo.'. a c6pia revolucion5ria d6 8ier esses os conceitos que I nortearam por vir.ada palL. o aparecimento "Cu ba d.

de Frente Popular d~ Libertação (FPL). sediado em Mo. Entretant~. Constituindo-se em uma "frente revolucion~ria". Enquanto n50 fosse constituido o Comando N~cional. . também. sem prejudicar a parcela da população "focos nao por todo o ter- A primeira tentativa de sabotagem idealizada pela FPL. a tomada do definiram poder. próximo a Jaguarão. nome Ponciano. 7. do 139 Regimento de Cavalaria. Ao faze!c um tratamento I psiquiátrico de Ja- em Mont~vidãu. . As massas partici pariam da luta através da constituição de grupos de ação -"Grupos dos 5" -. a nacional os a. Denominada de comitês de empresas e de comitês rurais. no Uruguai. Ponciano chegou a roubar 32 bananas de dinamite. " (2) O Pacto previa. definidos como "atos de sabotagem urbana" e de guerrilha no campo". mas esse insucesso não diminuiria o impcto de Drizola. com~rometida (2). decidiria sobre a pnrticipaçà? da FPL em ma ni[cstaç~es de car~ter politico. o grupo de asilados. interditando a . a insurreição da FPL.insurreição qual contaria. confessou suas ligações com.es trada.natnrios do Pacto. preso. a [ormaç5o de um Comando Nacional da FPL.ocor reu em fevereiro de 1965.de gu~rao. um·ex-soldado . um Comit~ de Coordenação. com a parcela da burguesia "prejudicada pelos interesses imperialistas". como a forma de luta para inclus~ve. a explosão não'destruiu o bueiro. Começava. de 20 . a BR-2 não foi interditada e o desequilibrado Ponciano.caixas d~ diextra caso fizesse explodir um bueiro na BR-2i em Capão Réiúno. de forma melancólica. deveriam multiplicar-se ritório brasileiro. a ex- pressão organizada do Pacto de Montevidãu afirmava que os "atos de guerra".tevid~u e intecrado pelos nir.não conseguiu entregá-las. A afirmação de que voltaria vitorioso ao Brasil. ntravés da evolução das estruturas de'comando dos Grupos de ação e dos comi t~s de empresas e dos rurais. Jefferson Cardin e as escaramuçns das Forças Armadas de bertação Nacional A incontinência (FALN) verbal 'de Brizola deixou-o em situação e~ até Li- baraçosa. que trabalhava com explosivos numa firma.150 rORT (Cláudio Antonio Vasconcelos Cavalcanti) e do PC do D. Prometeram-lhe namite e uma gratificação um mi- lhão àe cruzeiros pela entrega. foi contatado por membros da FPL.

no c1q ex-Coronel do Sul.llu..vcis. com um movimento sob o comando escolheu da Brigada sedicioso..J . Reu. Um outro at& Santa para a empl·'citadil.>~). Ivo ~bgalhães.lsLor Antonio nonilha.ando que ainda n50 havia recebido os dólélrcs pr~ metidos pelo governo cubano.s e da Drigada resolveu - S •. menta. opções. onde Villc1etar l\ntonio Dorneles. Jefferson. Tr~s PasAlbo o ex-Coroex-funcioem as v~rias de autoria Briz6la do ex-Sargento Jefferson gaúcha ry Vieira nãrjo dos Santos. c~n o professor qui. . e ValdC'tar nrrcr. (4) ~ O rl. (oi escolhido Osório. de Três l'ilSSOS.-lo:.. r.m até Campo contatarilm um cro(t1). com 300 1:1i1. o ex-Sar~cnto A~bcry com 10 mil cruzeiros e Jefferson Cardin com 5 mil pesos un'l~uaios'. de ilcampa revoluci. il "revoluRio em da Sob a denominação Grande ção" brizolistil iniciar-se-ia Mato Grosso. O únic:o que n~o contribuiu foi o próprio Bri7. Na noite nel do Ex~rcito do Loyde Cardil1 de Alencar em Hontevid~u. --------- • __ . Maria.'\re com"l1lai.s que pre~arou para cons~guir de l\lbcry. de "Esquema Geral".'(orço foi conscp. Livralncnto. nlcr. sendo [cita uma vaquinha entre os prC'sC'ntes: Darcy Ribeiro con=tribuiu com 500 dõlares.c il conseguir lizaram.Com um ilutomóve1 emprestado Novo. Passos. distribuIrilm 11 sensí.nc1o um t5.s Brizola a belicosidade .Oll de Porto Alei. UJl\(l. a ação.1nta N.-.uiclo. \' __ i ~.r.01n.imcntou mais dez lia mellS. prossc<juiru. l n~: s E~:- .- ço de 1965. 1964. dentre eles Ad. ficou comprometida A fim de satisfazer na nluioria. e t. l-. vindils da Bolívia..raçou os detàlhes pela Rádio Difusorade seria!a I senha para a "revolução bra Nil noite Aires vidéu vou-os adeptos amigo iniciaram do dia 18 de março.__ . na resid~ncia Hontcvidéu. que se juntilria com forças ~ara il invasão que iriam penctrar dos pampas a "Operução Hilitar gu6chos. Albcry e Alcindor táxi le mais um por alugu. na Praça Independência.car seu "plano genérica revolucionário". Brasileiro.m no dia 19..:tO.1VC? c1Wr. ele f.. Um manifesto no dia ( 3) . trcinu. de Brizola. Emanocl Nicoll. elementos de 5.cnt50. assinalilndo os pontos teu-~. liderados Armud(l.1onte até.:. o cx-Sélq. ex-militares Hili lar do lUa Grande dcsencacl. Aerol1áutica dentre sos".ios" para a açao de tiro.on5.~. onde chegaru. 'llg\1ns •. Alcindor tl·ouxe doir. -----------------com os freqUentes célssudos das do Sul insucesde Forç(l...L-:' dezcmbro seus ~e sos de suns iniciativas. . de 12 de mar da OperaTrês ~. o e.. mai.eunião decidiu a ser divulgado 25 de marçO.1ria. foi analisada a necessidade de rCCllr~ns paro a Ope ração. e compromE. Para comandã-Ia.:-prc[c"ito de Belo Horizonte.C'nto Finllo Ch. cruzeiros.xi para onde ficou Alcindor lev5. .ram montagcm e chegaram exercícios as miss6es il um impilssc: no pla- (3) NeG~a mesma rcunl. si10iril" ção.

A pequena quantidade de arregimentados -pouco ~ais de vinte homens -não do quartel de Ijuí.. na r~ J~fferson gião do Santa Lúcia. entretanto. Tiveram. Alegando não possuir as chaves do cofre. e Odilon Vieira ã Nação"J que representava a senha para o in! algu cio da "revolução brasileira". as autoridades determinaram o emprego de tropas da 5~ Região Hilitar. dono de • lem- um velho Ford "bigode". No final da proclamação. Restava-lhe.~--------_- __ ~GESERVAOO . que deveria estar vindo da Bolívia. que se brou de um amigo do PTB. entretanto. No dia 27 do março de 19'65. também. pressentiu por -volta das 12 horas. Guiados por Virgílio Soares de Lima. município do Leônidas Marqucs( a aproximação de uma viatura com tropas do Ex6rcito. que fazer uma pequena alteração nos planos. a esperança de atingir Mato Grosso e realizar a junção com o grupo de Nicoll. Sem trar resistência. pai de Valdetar. leu um "Manifesto poucos notívagos. onde chegaram na madrugada do dia 26. 4 em surpresos. '---------------!"'H E S ER v~ / . tomaram os transmissores da Rádio Difusora. Surpreso -pela ausência de notícias. levando armamento. Ainda de madrugaI da. rumo a enconMili- assaltaram o posto policial da Brigada tar. o gerente conseguiu repor o~ combatentes em marcha. contando com a cumplicidade do subdelegado Jefferson trocou o velho Ford IIbigodell por um caminhão Mercedes Benz apreendido. assaltara~ os postos policiais da Brigada Militar. 152 nejamento. nao fora previsto o transporte para os combatentes A solução foi dada por IIZebinho". fardamen'to e munição. Jefferson começou a pensar que seu plano fracassara. Ao tomarem conhecimento das atividades de Jefferson e te a Para- mendo que ele pudesse se dirigir a Foz do Iguaçu e perturbar cerimônia de inauguração da Ponte da Amizade sobre o Rio na. das "Forças Armadas de Libertação Nacionalll Três Passos. se necessário. com a presença dos Presidentes do Brasil e do Paraguai. os sediciosos atravessaram Santa Catarin e penetraram no Paraná. O grupo realizou. da (FALN). com'o apoio do Núcleo de Divisão ~eroterres tree de aviões da Força ~érea Brasi loira. . seria ~uficiente para a prevista tomada Na noite de 25 de março. partiram de Campo Novo Três Passos. tomaram conhecimento criação Ainda local . um frustrado assaI to à agência do Banco do Brasil. aumentando o seu arsenal. Em Tenente portela e Itapiranga. mode lo 1929.

ainda no Uruguai. Jeff~rson seus homens em ambos os lados da estrada.i.lc.(<.çCtO.d o (t.. S E n V_:~ n/~-. . o . depo-i .1Jlexecução".tI1.6 O.. em março de 1980.tJwi.6.o para o íracasRo.a.Imaginando que pudess6 melhorar o j~ combalido moral de suas força~ Armadas de Libertação Nacional. Encerrava-se. 6 o l U/Il. . em circuns" oest~ paranaense. que. foi 'alvejado virias vezes ao desembarcar da viatura. telL 1Jl(tl1dado co.tltalçã(J dete 6o. Ap6s esse malogro. (t/LJLepelld..-· que tragicamente. dccJ.6 UIl1 pacto.a/llO..6.e.c. em entrevista concedida a D~cio de Freitas. Bnlz o . que: "a .. deltltalll(tJl.a . Jefferson Cardin..te I C. peR. quinada por Brizola.111 MOIl..6l. pOJl. na qual clarou que o dinheiro para financiar a Operação -·um dólares de~ milhão de havia sido conseguido em Cuba e levado. a tropa do Exército provocou a fuga dos "guerrilheiros"..ocalt .ldo e não o p. -. através operaçocs de cerco.tanlCn.O/llplto·Iili. o suficiente para o inicio da emboscada.'arou que a "Opcraçiio Trcs em . não e. Afirmou.zola. rte.o Ctltllplt-i. o "Coojornal" publicou uma entrevista concedida um. resolveu realizar uma em boscada. Pouco tempo depois da entrevista.tev'<"dcu.llJle. povo bIL.alt o 1lI0V.• I. 56 mais tarde seriam capturados. dispondo ximava. a fim de catalisar e detonar as revo 1tas: "Acf1? que.6.e.e. sobre Bri.. que servia de Infantaria de Francisco Ueltrão.. que elta o de /:.'a .seguidores de Jefferson fez uma Infelizmente...l1. :te.no assassinado.to n(t PJta. por Darcy Ribeiro c Paulo Schilling.· zola. O 39 Sargento Carlos Argemiro Camargo.ça Il1depel1cfêl1c-i. em fevereiro de 1979.. com tiros so bre a viatura.{.6eu a)J(tJi.6aJlfjue. ano antes· pelo ex-Sargento Albery. o ex-Sargento Albery era misteriosamente t5ncias nunca bem explic~das.. embrenhan de do-se nas matas. mais uma aventura ma lativa gaúcha. na Assemb16ia LegisPassos" previa a entrada de Drizola no Brasil.<. deixando vifiva gr~vida de sete meses. Frente Popular e.<.. a açao dos . vitima na Companhia fatal.. Após cumprir pena.e. Drizola afastou-se da de Libertação revol\lc·ionári.Jt-/) e.(tl'lO C.f. até·Uri. conduziria mais um movimento -------\ H F.6 e ae o v cUl.to e.O".u ~. tamb~m. Desembarcando c reagindo violentamente. Pos provocou uma ligeira hesitação no tenente cotando-se fardado de coronel e acenando para a tropa que se apr~ mandante. -----------' . Em novembro de 1979.

--'-' o Partido apoiou a criação do Movimento Intersindical An(MIA) e iniciou contatos com a cúpula da Igreja Catópela tiarrocho lica.havia sido fechado em 1964.. O PCB: mudança para a linha de massa o PCB deu inicio ~ sua rearticula- çao. No Movimento Estudantil..lho. -. . -. s~ riamente. atra~és de Luís Inácio Maranhão.. 'afirmou que a I bandeira próprias . Foi regularizada a·puql~ \' cação do jornal "Voz Operária". Jover Telles para a Guanabara c Ap~l~' nio de Carvalho para 6 Rio de Janeiro. A Resolução Política. opôs-se à linha radical desenvolvida pela frente composta AP. fr8cassou. r. por urna reunião da Comissão Executiva. forças. estabelecida. com isso. numa linha de massa. visando ~ acumulação de. Carlos de Lima l\Veline.~. pois o "Novos 'Rumos'" . em são Paulo. as 'forças.. da democracia havia sido enttegue para o inimigo e a correlação de forças havia sido mal avaliada. Jacob Górender 'para o Rio Grande do Sul. a estrutura do Partido. junto com José Lucas Alves Fiesta lho..hE Durante o ano de 19~5.. desde julho do ano anterior. (5). O PCB estava sob a orientação de urna linha radical. O Partido. com o Comitê Central e a maioria dos comitês Estaduais vol tando a reunir-se regularmente. S E H V A O~ 8. •.-~ . superestimando por caminho sect'ár io e golpi.sta". colocou duas bombns num avião C":117 da' Forç. Foi reorganizada a Comissão Executiva. membro do Comitê Estadual do PCB do Rio Grnnde do Sul. que rejeitou a visão radical da Comissão Executiva. analisando a derrota do PCB frente ao Movimento de Março. . A $abotncem. chegou a tentar determinadas ações Durante 15 dias do mes de maio. Marighela para são Paulo.: E$ :~_~~D~ / .'l Aéren llrasileira. Em alguns Comitês Estadu ais.--" . Entrava~ o PCB. Estabeleceu-se um programa minimo de ·re\ sist~ncia. membros divergentes .•.nicI almcnte prevista para ser desencadeada contra um avi50 no~te-amcr~cano. Algumas poucas quedas no Comitê Central e em alguns Comitês Es~aduais não chegaram a afetar. pela POLOP e pelo PC do B. radicalizou o processo e enveredou "U1T\ -. inclusive.. reuniu-se o Comitê Central. baseado das liberdades democr5ticas e na anistia na defesa e contra o arrocho sa '\ \ larial e a desnaci ização da economia. milie os encaminhados para outros Estados: Nário Al- ves para Minas Gerais. i. então aprovada. composta por tantes 'ali~hados com esse pensamento do Comitê Central. por uma falha no dispositivo deton:mte.~ . (5) Na noite de 19 de maio 'de 1965... em Porto Alecre. ciot'wdo no Aeroporto Salgndo Fi.

atrav~s A AP . dai. é na clandcsti militar. contl. estava socialismo pela longe da "ditadura marxista-leninista. 10.----. A POIDP Apesar cas como ao e Brizola do fracasso do pcn da "Guerrilha de Copacabanu. nos Comalldos Seccionais. O órgno f. que estabeleceu a organização.do~. da revolução libertqção cat6lica brasileira" foi caracterizada. em do ex-marinheiro com Brizola mútuo entre Antonio entrou e seus lideru. inicio os ex-marinheiros já estavam por e ex-fuzileiros soltos da POLOP.l". -----A J I . dos Comandos Jt('r. as ~riti se apresentasse imobilismo fu. facções. rcf:letindo a linha do foé'o rcvolucionário.~.zia~.entaçõc!. rato 1965. uma nova comitê Nacional o documento para da A~50 popular. que. do Novimcndo triunvi de julho de to Estudantil. em substi tuiçâo à do "DO'cU- mento Base".. da pelo da revolução~ como o da luta influenciado armada.:. rcpresentél ndo un\a simbiose e idealista da Ação popular com a sua a origem tend~ncia socialista. promessas as duas (6) A organizaç30.!)'. seria constituldo pelo CO\ll?ndo Nacion.iollnis c por ('l('Jl1r:.!\-. Duarte a direção dos Santos."'. condu- zia os estudantes a Lei Suplicy.up(~rior dn A1' era () COIllÍtê Nacion:ll. cstruturou·-sc em um Comalldo Nacionnl c Comandos Rc~ionais. Entretanto. sua base apoiado na doutrina co guerrilheiro"..nJ.!:'_~.Cf convidados.. sem assumir o marxismo-leninismo. 9. 'em frente na mobilização e o PC do B. diretamente. por l"cj)re::.onu. revolução cubana. 'fiC rcuninoo é1nlwllllcnl:C .. A organização. o seu "socialismo do proletariado" O "caminho foi definido com humanis preconiza- ainda.. da POLOP. Prosseguia no dominio como membros UNE. de 1963.com que a POLOP do momento. a opção ~o revolucionária d~ 1965.nte o XXVII Ao mesmo da proscrita com a POLOr cohtra tempo. lI! r: s ~~~--.nl. como A "etapa "socialista entre mo" de nac:i. reihi" do "fo nida. A AP transforma-se numa organizaç50 revolucion5ria reunido nes~e ano de o 1965.W.com ~s Organiznç~cs dc Base ligando-se. ~onais e Scccionnis.-.iões.. ciava o planejamento impulsionada da luta armada.de.olndas pelos COInandos Rcgion~i!i.-}~~. Na b~sca atrav~s contato de apoio de sustentação financeira. que haviam sido presos. seus militantes Congresso dura. transformava-se elegendo de uma concepção numa foquis(a organização (6)• revolucion5ria. aprovou linha "Resolução politica". surgindo. Fornm crindas dez rcp.

----------------J. "muitos caciques para poucos índios". O apoio prometido por Brizola não che gou. comunistas (inclusive trotskistas) de váriosmatizes. e a FPL travar-se nas cidades e no campo.. -. realizando a união "operário-soldado-camponês". através do chamado "Pacto de Montevid~u". porém. ainda nesse ano. tuas e imputações de responsabilidade a Repú refletiam blica Oriental do Uruguai num centró de conspiração contra o Go as crises internas por que passavam as . . nO.- F. constituindo-se. Um mil nov~centos e sessenta e cinco O impacto da Revolução de 31 de Março transformara verno brasileiro. A luta pular. S_~_~_~_~ .. O objetivo da Frente era· integrar as grandes massas no processo de luta.. e até mesmo fazendo parte deles. O grupo de Leonel Brizola. como no dito pomelancólica tentativa da explosão de um bueiro nas cercanias de Jaguarão. em três grupos: I o sindical. no Rio Grande do Sul.-- O . Eram.acabarampor unirem se. o prestIgio dos envolI . lançar-se-ia. A pretensão inicial da formação de uma Fr~nte Onic para a derrubada do governo revolucionário brasileiro gou a concretizar-se~ . frustrada tentativa de Capa- 11. o "Pedrinho". cuja expressão organizada auto-intitulava-se . E S E -R V A ~ O" 156 Carecendo de recursos. resultunda nas t~ davia. --. esperando contar ain. o militar e o de Leonel Brizola. I' I-------------[~ .bem como .início do ano. Mesclados nesses grupos. que acabou por fazer do 39 Sargento Carlos l\rgemiro Camargo a primeira vítima das aventuras guerrilhei~as de nrizola ~ da subvers50 no Brasil pós-Gil. das de Libertação Nacional (FALN).-- . a POLOP nao conseguiu efetivar o seu projeto guerrilheiro. "com as Forças l\rm~ tragicômicas escaramuças de Jefferson Curdin de~l\lencar Osório. acusações múpelo fracasso das esquernunca che em das pré-64..da com favorecimento..--.. originadas pelas críticas. vidos estava em jogo e os brasileiros no Uruguai gravitavam torno dessas lideranças. Os dólares recebidos de Cuba tinham sido ou seriam enterra dos em projetos pessoais e na rao. então. existentes no Brasil. Libertação "Frente Popular de (FPL)". - 11 .. em outra "operação".organizações subversivas. com a participação de amplos setores empresariais descontentes deveri ficou na com a política econômica do Governo brasileiro. A nível de cúpula. Os elementos que para ali acorreram.

em que se li.!:d a cf o e. das forças deopoo'estudan- rio. que.llI. E n~o lhes faltam atgumcntos tcntaaores e soluç6cs milagro . transform~11do-se numa orguniznçfio reembora sem assumir. que o jovem se torna presa fãcil. . jetivas para o trabalho dos propag~ndistas 5es c lnantcr uma relação de dar-e-receber. elo único setor de m4ssa organizado i manifestaç5es til. o marxismo-lcni- o Governo rcvolucion5rio. Institucional em crises constantes e no estreitamento de suas ia implementando urnapolítica austera o econ6mica. Dentro dessa linha.IlÚl.6. -'. a. o'~ P/L ~ c.6.6ta. _ Assim.eLto.publicamente.:. ~ condiç6es ob e é1liciadores da sub forem adrede prepara versao.é) rcvoluçEío comunist:a. e os estudantes.C. No adolescenLe estão reunid~s. - pre consideraram ~s jovell~.{. a partir desse ano. a' identificação em um grupo como fonte de segurança. Sté11in já se referia ao aSfHlnto: "A juvCllútcfC!. . e~ geral. o setor estudantil havia sido o preferencial pé1ra a l douco- trinação comunista antes de 1964. Internamnntc/0 sao Executival org. para reunificar o grupo revolucionãaos eleitos..u" seus i..então. Se compunheiros .. numa centraç50 impressionante. o que resultava recuperação bases de sustentação.i.. É nessa idade. eslnbe setores a PCB articulava-se. 111. v5rias.6 1!.ecü~e lXU"ti1J1.berta dos laços afetivos e de depend~ncia da fé1mili.1!. seu c~ pirito critico. ê 1!..S()U j:dea lismo.6". realizava as eleiç5es previstas e dava posse inclusive a dois governadores representantes siçâo. seu desejo de se afirmar no mundo dos adultos.J.. ft seus problemas iria ter acrescido.a para ingressar em outros congrupos sociais.comos c]uai~ ·pr.1L o IL cf o q ({ C? 11. apesar da difrcil tarefa de con com a Revolução em curso.6(J do pa.n teres - dos. n1C!. 'Os marxistas-Ieninistas nhecedor<:!s da psicologia do adolescen le . se não todas.F' n~ n.alor·c~ c seus objcti vos. .Lt a . l"úr urna lcccnc10 um programa mínimo de resistência c defininllo-sC' linha de mussa. e particular. Apesar de ser co~duzido a editar n9 2 (AI-2). de Ato ciliar a normalizaç50 ~onstitucional .119 (( r. facilmente podcrão lhe i. etc.afloravam na AP redefiniria COIU Igreja Ca~61ica. haveriu contato esquerdistas volucionãrial nismo.J I~ li - ·". sem .mpingir seus v.nte força auxjliar d.' . Tamb6m sua linha. como a mais importu.:lnizundosua Comisregularizando a circulaç~~ de seu jornal.'<" v IL e do P C!• .('. onde pensa conquistar seu "sLatus".

E~!~~ .). Jaime Are(7) Movi-' revolução brasileira. Na sede nacional da. Vale a pena conhecer as idéiãs referentes ao papel da Universidade. las. portanto. por seu fundador e primeiro reitor. a missão da universidade: "". foram' encontradas grandes quantidades de filmes e impressos promovendo a Rússia .era possível e que essa tarefa não precisava mais ser.ciopiirio em curso. mesmo na clandestinidade. a revolução cubana demonstrara que a tornadado poder j5. estes haviam sido impregnados de idéias marxistas Com a vitória da Revolução. grupos de militantes profissio"nais passaram algum tempo distribuindo. quando. infiltrados -. nntccipnndo dentro dn uni. Não e de ad mirar. que viesse impulsionar a massa estudantil. a pa~tir desse . a titulo As instituições de ensino haviam sido infiltradas e. o movimento subversivo iria sofrer os influxos mais duradouros da investida externa do mento Comunista Internacional (MeI). pôde-se constatar que para setor estudantil haviam sido canalizadas polpudas verbas pelo MEC -.-rios". UNE. a POLOP.1s de çstrutura social qlle eIn deverá estender amanhã n toda a'sociedade".Vice-Governador do Estado do Rio de Janeiro (1983/87). onde j5. .ano.ltrados á I AP. fundador da Universidade de llrasília e assessor durante algum tempo da ditadura militar pc define nssim rllana. leitura subversiva. Suas opiniões estno expressas no livro "Contra Vicntos y Hareas". pelo Pais afora. no Rio de Janeiro. Ievnr adiante o processo revolu. o ProL Darcy Ribé'iro.sociólor. I sas. mate- . de Vargas LIosa: "O professor D. no qual se incluía o manual de gueE rilhas de IChê"Guevara traduzido para o português. 22).o PC do B e o PCB.Universidade Perllnnn (197/. Esse trabalho havia ocorrido antes de 64. Mas. em algumas de de harmonizar (7).No tória foi a atuaçãoda entidadeno ccmbateao analfabetisrro. Um desses Irevolucion5.e que re cursos vindos diretamente de Moscou eram repassados à UNE atr~ vês da União Internacional de Estudantes (UIE).obras"lleiro. Segundo a ótica desses elementos subversivos. A influência da esquerda cubana iria com~çar a se fazer sentir na marcando urna nova etapa da subversão.158 /i' I .estavam infi.na época um dos Ministérios mais.'que a UNE se reestruturasse com rapidez. . corno a Universidade de Brasilia. o seus curriculos à necessidade de uma sociedade em desenvolvimen to. realizada pelos partidos comunistas tradicionais.versidade as nOV:1S forlll. (p<Íg.a China e Cuba . em seu livrõ sobre a.:lrcyRibeiro. rial de. a guisa desse trabalho meritório. sempre aureolados de profundo altruismo e amor pelos"desv~ lidos"do sistema.e que es se fosse o primeiro setor de massa a manifestar-se.

. As condiç6eG do pais pouco importavam. C.iH~..tC.~ d c.tqu. clelLlLul>a.tl.z. e. q nas .t.X.tam c o nJLLl1. J...(: e de.ta/L o .to o ex.ILC. a nao concordân<:=ia do·Parl:.olucioniir ios latino-amer icu.i. 0'11t.O -6 aIHLIlc..~".all(l um goVC.' (3) Arcn..1\ pilrti r de les. .t.i. todas as condições objetivas e subjetivas's8 dessem jUIltaspara Esses aspectos vinham colocar por terra um conjunto de co~ cepçõ(~s defendidas pelos marxistas orto~oxos e abriam qnn.ntc. .lL. politico-ido2 l6gicas difererites.dadc.1S.>. uma vez que esta se tornava a via eleita para a tomada do poder.Il.6(J(' •• P(le.r a tarefa revolucioniiria.i.. OI.id o~ hav. Esses fatos.> }.tac'.ILIlO.(8).C?IllJ.11to.ido Comunista Chi nes (PCC) com a doutrina de coexist~ncia pacIfica.------~ I .r.-6que ILda a. afirma que "qLla.C31~1l:11)-Lcv)'.taJt. auxiliar ou ~ifjcultu. 9. estes passaram a buscar formas de estimular e desenv61ver a lu~a armada..t/tã.H E S E H V ~' li ~'1 --------------..: "))ans la Gucrrillc ... exportada pe (PCUS).lL.l'c.Le.. /li o v.c.1L g/LU)JO .Jalt- t. ainda que representando .ú1 VC. a t.a 11o oJL9aI1..>lL6.tado a e o ut!l.te . levava-o a inlo Partido Comunista da União Soviética centivar e a apoiar a luta armada para a tomada do poder.e. mas a IIrcvoluçnoll precisava ser feita a despeito delas. nova .Zc..nos.6. . ón Naci o I I G~~_~ 1l.:ibcrnci " .ic.tc.ta((/l(Ul uma tC?dade 1.nho p~ ra a proliferação de organizações subversivas. de L! Ariné de l. linhas ..tL aLLdaz palLa de!..ill e /1. Cé!daelemento que I' exercia alguma liderança julgava que seu grupo era capaz de fazer a revolução e que não havia o que esperar! Por outro lado.telllpo.i/ll C. 1972.1L 1 r.tiveram um impacto mu~to grande sobre os pr~ tensos rev.i. '.anrc.-6 de .c.tc.:1 .'do .6 IChê"Guevara ressaltaria uma outra particularidade necessário dessa que revolução vitor iO[i. pnris. doc.a que.6eu e..i.a de que nem sempre era tornar possivel o sucesso da'revolução.6. de uma maneira ou de outra.tCl.ib.I-----.>0c.illl.6 ta~ c.11Ie.IlCC.o I~ua cu(.tlt )Jo~- e 'J. Ela~ poderiam~ ~ verdade.Origcncs n:ll" . p"r.

dado isso.e o Governo levava adiante com obstinação seu rigoroso programa antiinflacionário. A continuidade da'política econômica O Governo Castelo Branco continuava com tenacidade a ~envolver a estratégia que de- traçara. uma série de três atentados a bomba vcrificotl·-sc em Re- ~------------~~SER~AOO 1 "__ -. era exatamente Por a orobjetivos de purgar o sistema político da corrupção.to. lo "entreguismo" e outros. de primeira hora eram parte dessa corrupção. 'No dia 31 de março de 1966. cil convencer os trabalhadores. que a retirada dos subsídios do trigo e do petróleo revelavam a insensibilidade Governo com suas dificuldades e aflições. por exemplo. . Não era difi. e aproximariam direita nas suas críticas. Um de~ses casos marcantes o do líder populista e Goverriador do Estado de S~o Paulo. '.. limites às lideranças populistas ou carismáticas que podiam explorar essa situação.. vas em que vicejam as ações extremistas. Adhemar. vários revolucionários Revolução advinha de seus No ent~nconsiderados. suge rira que não havia outra alternativa. A política de estabiliz~ ção econômica enfrentava os mesmos problemas que. As medidas que o Governo vinha tomando tinham largo espe~ tro e iam desde aquelas que visavam co estrangeiro à atuação do capital de risa esquerda da pe- ã reforma agrária. pela "subversão".objeti .e por isso foi punido pela Revolução que ajudara a fazer..da . do Nesse ano. bora ela tivesse pouco a ver com 'seu passado. contrariava a política econômica do Governo Federal.. contudo..ã cassado Adhemar de Barros~ Para os revolucionários. criando-lhe entraves de toda dem.r--------------_._InE SE" R ~ A O~ 160 CAPITULO III 1966 1.. fizeram Juscelino Kubitschek abandonar o Plano Lucas Lopes e Goulart pôr de lado o Plano Trienal.---. em governos a~ teriores -.' A verdade é que essa impopularidade d<:t Revolução e essas contestações à política do Governo criavam as condições.~\a parcela de legitimidade. naturalmente. Essas medidas amargas e impopulares por período de tempo continuado impunham. todavia. O diagnóstico econômico. . uns clamando.em força econômica do Estado que governava..com grande impopul~ridade política __ .sua cassação foi bem recebida nos meios !evolucionário~.

que apostava n·um desentendimento . tos. General Lott. Entre estes.•. de ser sondado pelo O Gencrul niio deixou.artido foi consultado.az-se Alguns (~('la se de mi li tar so é verdadeira. da Rcp6blica. que devolvia não foi suficiente eleitoral.•. homeopáticasuís l. e . onde 50 dias depois Legislativa série eram lançados ainda dois coquetéis "Nqlotov" cra fei na Assembléia ta uma nova e onde.a eloi:.vamente na Revolução momentos. que não scriu o candidato Costa c Silva pr~cipitou o processo. obstar Costa e Sil. desf.o organizacion. o Presidente a candidatura é que desejou. aceita. CJ.va pa.ntendo o domici afa.ndo ser lançado recebeu t'l~ en '·1 candi. de atentados.itica. dar-lhe valer-se ano eminentemente poderes.às vezes dade.'1 . por não ou por não Agora terem nos primeiros circulos 'aprovei ta- do Governo merecedores. com 35 mortos~ 2. ções crises desse que tumultuavam política. I e eram Ocorrido tes os indicias de sabotagem. l-1DD. de dis- ·'Com o dispositivo bastante pôde revolucionário Castelo. do General" de sustentação se política nao reduzido-.staru anterior o -. maiori. O cumprimento do calendário eleitoral ao Governo para os pode tran ao O Ato Institucional res iniciais num da Revoluç50.·e..dia.:ica '. em cada oportuni As elei- cas. dos que nos em que os militares que atuaram se imiscuem na poJ. qUilidade mínimo n9 2. que apropalê'lda . o 'apoio ela. dentre os quais mulheres e até marcaria o inicio do terrorismo no Pais. lio eleitoral disputa putar que no ano o Govc'rno. de trens Faculdade forna de Direito do Largo de são FranCisco. prefer&~- d6ncia cia. com duas vitimas' fatais de uma criança. de feridos.do o Comando milita in- se julgavam haviam seria a vez de outros na Revolução. terem rcce})i. da pelo governo do Estado governanças estaduais. em 25 de julho. causando. ano iriam demonstrar. num choque Baixada Fluminense. de forma o 11 Querendo desses Governo utilizoll o AI-2 em dose::.:ü.uandoo p. no momento mili tares afastado..ma. da Guanabara os jmp0. e no mes uma bomba explodiria bombas no Cine Itajubã.dato pela ARENA.que desempenha~o importante porque papel compa tibilizarern-se com ela. na em San- seguinte várias explodiriam em s50 Paulo.ra a Fiesi de sua. Em agosto. estava e mais uma o do AeropoE dezena que to de Guararapes.unida. . já haviam ~ido ati. a normalidnde também.· diretórios. . enqu<tnt. res.lGl cife. bém.

que }. numa frente de resistência ao sistema. asseguraria ao Governo Costa'e Silva o instru mental necessário para a volta à normalidade demoéditica.o Governo pô de impor seu esquema para a escolha dos candidatos. que acabara de ser firmado c~trç Lacerda e Kubitschek. o Governo submeteu ao Congresso o proje to de Constituição. vinha fazendo mentos que o Governo procurava minimizar. Quando o Congresrio se reuniu paDB examinar o projeto Constituição. realizando contatos através ?e correligionários de Juscelino Kubitscheck e João Gouiart. recebendo opiniões de juristas e politicos. Carlos Lacerda.Or oito meses vinha sendo elaborado e dis cutido. . I I cabal- . porem. enpropondo-se a quadrou-se no e~quema estabelecido pelo Governo. a 3 de outubro. o Governo Castelo'cumpria mente o calendário eleitoral. eleito Presidente da República. no ambiente político era desse pact~ eram de [) o chamado Pacto de Lisboa. -----------~ As·proposições E S E_~_A divcr- il . fiel ã politica revolucionária e. pronuncia- .RESERVADO 162 trc os dois lideres revolucionários. Realizadas as eleições. tamb~m. cassados ou não.Assembléias Legislativas. ~acerda trocava. da Lei de Segurança Nacional e a efetivação da Reforma Administrativa. manter-se Costa e Silva. Nova Constituição Após as eleições.cidade de agressâo. um dos temas de dominantes. com a continuidade da obra revolucionária. Pretendia reunir. frente ~ poucos dias das eleições de 15 de novembro. com esse projeto e com a reformulação da Lei de Imprensa. Sem encontrar a esperada reação do Governo à sua ilimitada capa . i~ formações.Lacerda lê o manifesto da. de qualquer tendência ideol~ica. Às vésperas dessas eleições. há algum tempo. r~ percussão maior do que aquilo que lhe querem emprestar os comen taristas politicos. Não obtendo a assinatura dos doi~ pr6ceres cassados. embora suas entrevistas e declarações alcançassem ressonância no ambiente político. nifesto da autodenominada renovado um terço dos senadores e se elegeriam os membros da Câmara dos Deputados e das o Governo ver-se-ia às voltas com 6 ma "frente ampla" . O Governo considerava que. porém. nas quais também seria . era Já nas eleições· para os Executivos estaduais. Não alcança. líderes populares. h4 algu~ tempo. I 3.

A eleição indireta para presidente foi inserida no projeto·por iniciativé. chegando a prever uma. o Governo declarou peremptos II _ que considerava cassaprojeto do os artigos 15 e 16 do AI~2.\ t.egundo o jO. compro misso de votação da emenda do Governo.. é pro- indicava que (1) (2) C~stcllo teira.l do Senador Daniel Krieger..itello Branco( que as modificações tancialmente (2). llÓ.6 -tn.e neste período foram acolhidas 343 emendas das dentenas apresentadas ( sendo boa parte delas de iniciativa da oposição. Tudo o País caminhava para a normalidadet"dcmocr5tica."exprimindo·o pensa~entq dominante dos civis.. s. H V . Ed. vota~ ção unâni.elL.l. em relação ao Governo e nao se podia esperar que pudesse colab~rar prop6sitos no.mostrava-se satisfeito. Iu"m.i. vol. no esforço de normalização institucional que se reali zava no País. p:lr.t.tl1lll. era pela manutençaq da./Lgonha.q~e yinha prestando assi~t~ricia ao projeto. Também'no mantendo versas restrições tendo sido substituídos . Essa apenas a Suspensão de direitos políticos.tu. 6\0. .t. diz Cl!. .".. tivos. introduzidas no projeto o aperfeiçoam subs- No dia 24 de janeiro de 1967. gancia. Não havendo eleições previstas a curto 'prazo.S E.r''.tica o começo do novo Governo".tcão que não 110. dentre 'as di modificação pareceu suficiente ao MDB para justificar um. u/IIa COH. não devendo haver durante nem apos a discussão ção de mandatos(nem constitucional.t-tm-t da Item 110'~ env(!. Cnrlos: "Os militares no pod(>.seus so podiam ser tomados como de enfrcntalncnto a6 Gover Apesar desse evento. a nova Constituição mulgada pelas mesas do Senado e da Câmarà. Considera o Senador. que. \ _~Ii--- 163 -. pár. foi o que sofreu maior alteração . 637. eleição indireta a fim de res- de agitação polí. Bt:lnco. neiro.me das partes fundamentais do projeto e a declarar que o Brasil "ÚLá. ali inseridas à Declaração Qe Direitos. e Garanti- Do projeto original( o capítulo sobre Direito as Constitucionais do radicalmente.Foi emenda todos os seus disposi~ artigo 150 o Governo concordou com alterações.6. O Senador Afonso Arinos.rnalista Castello Branco guardar-se (1).. -----------_-A .~ E . O Congresso ~ esteve reunido de 12 de dezembro a 20 de ja-. ~OVil Fron III E S E n V ':'~~I_.

pois direto o ano de 1966 demonstrou. contra e. as bandeiras bãsicas dos estudantes a privatização "liberdades os acordos MEC-USAID. em Belo do convento do o cerco José franciscanos.t-- 1~ 4. Faculdade em panfleto. além Para foram dificultar executad~s. possível com as forças . a ditadura" possibilidade de de "resistir cada ativamente vez maior". I I através "um prepa~o e Nesse prosseguiu realizou primeiro em contínuo semestre Ide 1966. Estudantil a UNE poroes Burlanmineiro o domí- em 28 de julho. que sobreexistia ao fechamento de Direia necessi o "CACO-Livre". o enfrentamento lado. aos estudantes. numa tentativa lançou de minimizar o M9vim~nto a crescente Universitãrio De nada agip! o Governo ra o Desenvolvimento Econõmico e Social (MUDES).pelas do en- e o pagamento e contra das anuidades democrãti- e. até que. técnicas novas policial. afirmava. vava a luta interna entre nas organizações radicais comunisle- caracterizada a maior parte pela divisão e moderados.V A O O 164 L . em s5. a de caminhar e a de cantar entidade Cândido o Hino Nacional. foi importantísser para esse movimento. elegeram o cerca_de 300 delegados Luiz Moreira Guedes sobre . tação estudantil. policiais . . de politizados e insurgirfortalecer se contra a orientação desses "reformista" particularmente as dissid~ncias Nessa lutas sino cas" contra do PCB. a a dos universitãrios chamada partidos. de màrço. da Universidade dade de "derrubar do Brasil. Horizonte. 'to.o Paulo desencadeou de solidariedade em Curitiba algumas e no Hio de Janeiro. prósseguindo nio ~a Ação Popular Em setembro. eram as época. adian- tou. o Movimento ascenso. ~nicia o ~nfrentamento das manifestações orga- Se o ano anterior nizadas simo do Movimento marcou o inicio Estudantil. como presidente. nos o seu XXVIII dos padres policial. a "ditadura". a entidade. mo a de desmobilizar entre os carros e reagrupar com rapidez. Por outro tas. a in co por de manifestações tervenção e em Vitória. O Movimento Estudantil E S E H. e a da. clandestinamente. ~ repressao policial". Acad~mico do Centro de Oliveira. passeatas em Belo' Horizonte. Congresso. realizada a atuação policial contra uma passeanovas Em meados ta estudantil.

pas seatas e manifestaç5es e~ todas as principais capitais brasilei diretos com as polícias.' como a "Triconti- (3) Na ~poca. rC'::Iliz:\c!.\rr. ~frica e Améri- ca Latina. Vermelha". No Rio de Janeiro. Em fevereiro 'de 1963.\ lançou' n idéiôl de c!':tender as n(i.1. que ficou conhecida como o "Massacre da Praia diu a Faculdade Tal ação.:ldC's da orgnni. uma greve geral. o "Dia Nacional de Luta Contra a D~tadUl:a 11. lém. realizou-se a I de Solidariedade dos Povos da Asia. pelo menos serviu como um ponto de refer~ncia para a radical~za çao.ica (aSPAA).ricn Latina.3nica. de Porto'Alegre de ordem foi "Povo organizado derruba a ditadura Avenida ll . buscando a posição de lider da revolução na América Latina(3).vid. ta Pasteur. provocou distGrbios estudantis. se nao foi uma vitória do' enfre'ntal\1entoestudantil. 0::1 qUíll ClI!l. reuniões. que desembocaria nas'manifestaçó~s Em novembro de 1966."'l. ji existia a Orcanizaç~Q de "'Solidariedade dos Povos da Ásia e da . forte. a influI com enfrentnmentos Em 18 de setembro. em Gnna. comemorado no a Be- dia 23. paralisou todas as hniverr5idades do País.. -. essa Orgnlli~.znç5o \>. ideologicamente conduzida e sentindo-se suficientemente ras. Na IV Con[crêncin da OSPAA. ------------~ . Cuba e a Tricontinental. Â1\H~rica Latinél. Em 1966.nr ~Jn\:l con fcrência em Cuba) para integrnl'-sc Q.1io ele 1965. orientada pela Chin:1 CO\lllllli!-itn.:l cmm. cias unive~sitErias dantil da Guanabara o desliga~ento oficiàl das dissidên- do PCB passou o controle do Movimento Estu- aos estudantes que defendiam a luta al:TIlZlc1.da rcali7. Cuba promoveu uma série de eventos congressos. . decidiu-se que.etc. depo~s de uma passeata em que a pülavra 600 estudanna tes ficaram encurralados na Faculdade Nacional de Medicina. conferências. rcnliznrn-sc a 111 Conrcl"ôncin dn aSPAA. a UNE fez descncade~r sucessivas greves. jUlgando-s~ detent6ra de uma nova ~outrina guer-.65 'Politizadn. Conferência em Havana. demonstrando ência da UNE. simplesmente.11"<\ n Amé.:\çiio i.-. De' 3 a 15 de janeiro de 1966. I I n f: S E ~~~.uint:e. Na madrugada do dia 24~ a Polícia Militar inva e prend~u dezenas de estudantes. e rilheira. que ficou conhecida. em Tunr. no nno scr. a OLAS e a OCLAE 5. de 1968.

Entretanto. desde o discurso de abertura. Reco'menda. Ao final.4 de cada continente. ex-assessor de Miguel Arraes e q~e residia em Cuba. vebdamente. influência ã Améri:ca l. manobrou para que Cuba e a Tricontinental permanecessem sob a _sua orientação. e 12 secretários '. A delegação do Brasil foi Aluisio Palhano e Excelso Ridean Barcelos. a fim de o monop6lio cultural da chamada civ{liz~ção ocidental cri~tã". afirma-se social pelos caminhos julgados necessários. isol:llldo os chineses. tude nos movimentos de libertação nacional" e faz chamamento às a publicação de "obras·clássicas e modernas".' pelo PCDi Vinícius José Nogueira Caldeira Brandt. com dos Povos da Ásia. "incremen tar a participação organizações femininas e sindicais.>fi. No campo cultural.o ficou apenas com a sua própria OSPAA. Durante todo o encontro. cubano. a qucstão sino-s~ viét ica <lei rrollos ânimos.io via com bons olhos essa influência e." (4) 'h China pretendia estender sua. dos quais 27 latino-americanos . Para fazer cumprir os acordos e dirigir o ptocesso'subver sivo. "o direito ge- ral dos povos para obter sua libertação política. ~~ E S E n V ~A O O '0 . a Tricontinental Havana.. a tônica foi a defesa da luta armada. Ivan Ribeiro e José Bustos. a Unino Soviética n. Em 16 de janeiro de 1966. DurZllltc os dclwtc. até o encer ramento. criou a Or~anização de-Solidariedade (OSPAAL). . pela Ação Popular. Oswaldo Dórticos.. África e América Latina sede em dirigida por um secretari~do ~ompo~to por um secretá-' rio-geral. também.num to tal de 483 delegados. revolulatino-americanos. indicados por Brizola.atina. pronunciado pelo Preside~ te de Cuba. e Félix Ataíde da Silva. derrotada. econômica e da juvendefen~e "romper incluíndo a luta ar mada ". um dia depois do término da Tri reuniram-se as delegações dos 27 países latino-am~ ricanos que participaram da 60nferência e criaram a Organização I Latino-Americana de Solidariedade (OLAS). quando afirmou que "todos os movi mentos de libertação têm o direito de responder à violência armada do imperialismo com a violência da Revolução". com a afirmação de Fidel Castro de que a luta cionária deveria ~stender-se a todos os países Na "Decla~ação Geral" aprovada.rRESEIlVA~~ _ 166 nental" (4) • A Conferência Tricontinental compareceram representantes integrada por comunistas de 82 países. continental. a China.

com seda em Havana e dirigida por um secretnriado permanen1:e. assim. A IV CLAE aprovou uma "Resolução GCl~al". CoI6mbi~. como representante brasileiro. I n F. realizado . tomahoje..imbito de \I\n {mico: América Latin:l". que. A ÇlLAS.. Guatemala. em pro~eito das ciasses populares. injetariam recursos. Guiana. tes. a mais efetiva e conseqt\ente forma de luta 11 e que lia' da do poder político.te distribuído a diversos p. aparece a lidado. de 29 junho a 11 de julho de 196G. ao qual foi designado. nos anos seg\1in."A OSPAAL l:r:thalhn pnra unificar. p6r parte de todos os povos ex- plorados da América Latina"(S). r:ra qual os estudantes proclamavam "solcncm~nte que a luta arr. prevista para julho ~e 1967.~c1é.a OIlS foi entregue ã cubana Hayd~e Santama- passou a preparar a realiza çao de sua primeira Conferência. difunuiriam o fOCjuismp e formariam os quadros para desencadear as guerrilhas na Am6rica Latina.d(~nar e estimular I Slla fina é\ luta contra o imperialismo norte-americano. a IV CLAE criou a Organização Continental Lat. te brasileiro em Havana.J-. militante da Ação Popular.de três continentes.o presidente da UNE. denominado "Que es la OLI\S". (5) Sobre n OSrAAL e a OLAS..n50 eleitoral ou pa~lamentarista. poste. Integrada pe~os Comitês Nacionais dos diversos paises partidos e organizações comunistas que aceitaram as resoluç6es da 'l'ricontinental-. José Jarbas Diniz. . S E n ~:!~C. Uruguai e ria e o representante brasileiro era Aluisio Palhano.a". em diferentes países da América Latina. a OLAS e u OCLl\E. ------- -1 . M6xico.('s da América Latina. coor. militante da Ação Popular.c iormen. CuVene- tê de Organização. Para instrumentalizar sua$ resoluções.. Peru. Cerqueira. Num folheto. a OLAS passou a ser dirigida por um Comido Brasil. Um outro importante evento patrocinado por Cuba. cionári. passou a dispor de dois instrumentos para ex portar a sua revolução. cujo representan- foi o ent5.ino-Americana de Estudantes (OCLAE)'. José Fidélis Augu~ to Sarno. constituído por representantes zuela.Í!::.:. Cuba. A secretaria-geral ba. foi o IV Congresso Latino-Americano de Estudantes (IV CLAE) . csclnrcc~ o folheto: . no .\ coÍ1stitui. que era a de "unir. poderã ser feita pela" via revolumas atravãs da viblência . coorJcnar c implllsionnr n lutn contr~ o imp~ri~Jismo c o colo nialismo no âmbito.J. . A partir de sua criação.

! lados brasileiros no Uruguai. Entretanto. Este grupo preconizava a criação de uma estrutura c~andes tina. o grupo militar não concordava com essa posição e a~irmava que a revolução arma da era a única forma de tomada do poder. O Movimento de Resistência Militar Nacionalista Resistência Armada Nacionalista OtAN) Nos primeiros meses de 1966. Em março. Para ela.r. esses gurpos realizaram diversas reuniões. destinamente cionalista inicialmente.enquanto'o grupo de Brizola acreditava que dentrodo Brasil afloraria um movimento contra o Governo. e a a I Conferência Tricontinen tal de Havana e a criação da OLAS agitaram os três grupos de ex. nv Ai o 1G8 No Brasil. R E S f.acei tá-la. uma 'série de atos de terrbrismo contra alvos lig~ dos aos interesses norte-americanos· no Brasil.sil. em conseqüência de' repetid~s fracassos de suas tentativas como aventuras irresponsáveis. 6. 20 de maio de 1966. Essa posição constituiu se no ponto de ruptura entre os dois grupos. causado pelas discussões entre a luta armada e a via pacífica. de Brizola não era tão grande subversivas. a efervecência do Movimento Estudantil e o pr~ cessa de luta interna nas organizações comunistas. proporcionaram um campo fértil para a propagação das idéias r~volucionárias cubanas. indispensável para o inicio do movimento. qualificadas A convicção revolucionária a ponto de levá-lo a se expor fisicamente. realizou-se uma reunião do grup:>mi litar na residência do ex-Almirante Cândido de Assis Aragão. liderando um movimen to revolucionário no interior do pais. em Montevidéu. sendo constituídai a organização que iria atuar clan no Brasil. Apesar de pretenderem' a liderança de Brizola" como elemento catalizador do movimento. ilha foquista. o Mov~mento de Resist6ncia Militar Na(Mm1N). os milit~ res viviam um dilema. . Na verdade. a presença fisica de Brizola no Brasil era a condição . conduzida por uma liderança conhecida e atuando no Bra. passando !luma s~ gunda fase à eliminação física d~s membros do "pea~e Corps 11 c de r R ~' S E n v _~~~J . com a finalidade de formar uma frente única. de li (MRMN) . relutavam em. Ficou estabelecido que o ~1~1Ndesencadearia. desaguando na radicalização do processo subversivo e na formação de dezenas de organizações militaristas. já conscientes do fracasso da Fren te Popular de Libertação.

que participariam organizaç50 formando do Brasil (6). por Alfredo Rill(.lúdc. 'cm 21 . de ações de guerrilhas belO constituída das. lnl:l'gr"ll"Llm o NR~INos ex-mili. ros teriormcnte.. Tcntnndo fi~.mento .:lsil c) clandel':tinnmcl1tc) nlguns milit~ll~c!> aincJn l'm 1. '1'i to Guimar5. quando prometeu auxílio financeiro ~o movimento (8).denominado de "autodefesa clus massas".seu reconhecimen to político. tico apoio financeiro. O a partir daí.''Il·cy Ribei- ro.es Pilho e Arnaldo Mllgno de Araújo.zanc1o.0 p1"o. o MRMN entrou em contato cbm 6 Comitê de Apoio a Cuba. Nciva Horcira) 05' brizolisl:H'. o NRNN saiu do imobilismo. armada. com o HRMN. a fim de o~ter o .crviço at. (! 1l. Ainda em junho de 1966. ganhundo mais adeptos.1. o!> 'Imilit.1ndido Aragno. no qual transmit.l coorden:i. reaU. Em 15 de junho.lcheco) OSlúldo Stnfíor.:l dos grupo's) .:l\Idl:) Elll:Jl1oel Nicoll c Jacy Percirn Lilll. em liga c.:~~ O . os "militares" do MIU1N tentaram uma aproximação po sindical de exilados com o grupr~jud! em s50 (7).n DlI:lI~te e J)nntc Pel':lc:mi.1:lI1go CriOll lJlII Comi tê p. voluçâo E . A tentativa não teve êxito. rialismo". P01"<'111 11.5 E I{ V A :~ 1---I 1_6_9_ "agentes da elA e do impeO MRHN acreditava que os atos terroristas provDa:.: los) intC'gr:1do por: Em. e de e de outubro de 1966.:l) e os "S1I1diC"alist:l~" por OS\':tJdo {l.riam violenta. "nGcleos de resist6ncia em várias cidades Em 26 de maio de 1966. No iniCio de ju~ nho... que (7) (8) lni cialmente. Jango realizou urna reunião. executado por. que. o MRMN'deu publicidade ao manifesto "Ao Povo Brasileiro".lr acim.('nt:lfldo o r.ivo. Debatendo-se em busca de reconheci. - . por problemas de s.G outros norte-americanos. »:1nt'C' PC!. Anlc~6 l~ntrcgolJ o cOlll. com a idéia de recrutar militares e civis. em sua resi- dência.'1rC's" fornm rt'prcsentador.c uma ünagcm hcgcmônica e imperialista do Brasil na Am6rica do Sul.--.:\I1oel Nicoll) rcprcf.:io. As bases do movimento seriam levadas ao Rio Grande do Sul..:lnclo o rl"l' ·--~~·~·lintivlI E S E H V".u da Silva) Luis cl:ilJdio Brnr. a partir. desaguaria na re . Em dezembro de 1966. Gllaltcr de Castro Mello. rCpH~S('nl'. por sua ve'z.----. a chefia do HRNN coube ao ex-Al mirante C.iro D. a direção do MRMN decidiu mudar o no me da organiznção (6) para Resistência Armada Nacionalista (Hl\N).ãocom Bcnedi ~o Cergueira e com a Federação Sindical Mundial.ll".porou'. poli.. _n J --. conduz iriu ao clinu vi I tachados d~ sado pela organizaç.1ndo a Alíre= do Ribeiro Déludt e a Emanoel Nicoll.rlJp'o milit:1r. em'MonteVidéu. Os sin dicalistas"acreditavam que a tentativa dos ex-militares caria ot~abalh? que Dante Pelacnni estava desenvolvendo Paulo.tares exilados no UrlJguai e em outros países) ex-militares cassados 110 Br. um atentado a bomba contra o monumerito do arão do Rio Branco. umarcpressiio movimento..lC':ll1i) o sindic:l1..

uma ra (9). para justificar os recurs. Ficou prevista a ida de Ara gâo. a RANpretendia lançar um manifesto assinado por Ara= gao nas pr.IR·ES~R. Paulo Schilling. além de Brizola outros.. Daudt e Arnaldo Mag~o ~e Araújo a Cuba. Com a idéia de implantar a guerra de guerrilhas no campo." onde são Paulo. por Cuba. e p~ lo ex-Capitão Juarez Alberto de Souza Morqira.incipais capitais brasileiras e pichar muros pnrn popularizar a nOVa sigla. no campo político. em dois núcleos: o primeiro. membro do ex-CGT. Iunadeu Thi:'\p.<.' dentre o~tros. no campo militar (10). .o de Nelo. o MNR articulou-se. Havia. /' ". o Movimento Nacionalista Revolucionãrio (MNR).o. ~-=-nvAool r. Antonio Carlos Callado. se situava basicaque mente. no Rio de Jm:lCir. a direção era de Bayard Demaria Boiteau. com o apoio de um movimento urbano. assessorado por Amadeu de Almeida 'Rocha.:-:-:-:- -. Minas Gerais ~ Rio Grande do Sul. ex-vereador de Uru (9) (10) Com o objetivo de angariar o apoio financeiro do Partido Comunista Uru g~aio e da OLt~S. do qual fazitlm parte. ~eu assessor militar. Brizola criaria. ainda. descon tentes com a falta de um plano para o retorno. em 1966. Havia.como ~o to Dagoberto ~odrigues.c o Brasil e o Urugu n i. Brizola. O treinamento iniciava-se em Pando. Gabriel Obino. numa estância de propriedade de Izidoro Gutierre?. a fim de conseguir recursos para' enviar seus militantes para realizarem cursos de guerrilha em Cuba e na Coréia do Norte.\Im '~colegiado de intelectuais". 7. e. pelos seus seguidores. Brizola obteve o apoio de Cuba..0s financeiros que vinha recebendo. An~l Araújo dc Arruda Albuqucrquc c Hn'ria Ignez dn Costa Duque Estrnd<l B:lstos·. corno símbolo. Para a formação dos guerrilheiros. Brizola e o Movimento Nacionalista Revolucionãrio Por ocasião da I Conferência Tricontinental. ' . no Rio de Janeiro. no Uruguai.vAOO " 170 utilizava. (MNR) em janeiro A RAN lutava para de 1966. sediado em Montevidéu. IOtto Haria Carpeilux. De Montevidéu. por outro lado. Aluí 5io palhano. o Comando Nacional. Paulo Mello e Moysés ~upper mano No Rio de Janeiro. O jornrilista FL1vio Tavarcs funcionava como "pomho-correio" cntr. manipulava a organização. também. Rompido com o grupo militar do MRMN 9 prc~sionado. enviou a Havana um seu representante. . buscando ser reconhecido corno grande líder da revolução brasileira. em companhia do ex-Coronel do Exérci- Afonso. de um lado. afirmar-se e ser reconhecida. chefiava as articulações. ligaç6es em e o segundo.

o n E .:lil11undo Soa res.:l e seu Movimento Nacionalist~ Revolucionário. onde um funcion~rio cubano os embarcava em aviões em'direção a Havana. Daí. A idéia inicial de Brizola era instalar três focosde rilha.10t p:trticlllarrncntct com elementos prop.~ 11 V~~iJl-. seguiam para Pr~ treinados guerrilhas. os "moderados". sob a responsabilidélde de Flávio Tavares. surgida desele .S E H V A :.: "pcn: Vinte An05 de 1'01 íticn"t Li. Em junho..11ho "em colal>or. Estimulou um movimento de protesto dn intcle('tunli. via a6reu. A morte do ex-Sargento Hanoel R. em Cuba. O ter ceiro foco localizar-se-ia em Mato Grosso'. em janei ro de 1966 incentivava os "radicais" a exigirem umél posição mais firme da cúpula do Partido.:lç.v'rnriél E <. o fracasso das tentativas de Brizol.Os elementos selecionados eram envia Costa cubanos. 1 980 t p g i 11à.:Js é~úções de novembro <.li t o r a C i ê n c i a s :nli nw n.:ll" ct no cnmpot iniciou Ulll ll"i1h.i.---_------- " . . .iJ da • 17 ligado a Brizoln. Diversos ex-militares foram Santos.1s do dero cntó]ico". Por outro lado. na Serra dó Mar" enLre os dos de Minéls Gerais e Espirito Santo. em dos a Paris.Central com cerca de 2/3 de seus membros. durante cerca de três meses.:La do foco para a região de Caparaó. partici.le 1966t contr<l él proposta do voto nulot e incentivou él ntu:lçno junto nos sindicatOSt inclusive npoinndot em dczcrnhrot o I Congl"C'sf>o dél CONTAG. que "legalizava" seus documentos. dominando o Comi Lê. 8 H • n IH . Esta- O ano segui~te veri~.cais". onde eram recebidos por Max ga. pressionado e procurando dur' uma sat. sob a orientélção de Dagoberto Rodrigi. provocou atransfcrênc.sf21ç5o ü al21 (11) }:cssn linhélt o ren apoiou o ~iDn n. 8.1 s.d':llh~ conlrél o que cllélnlnva de 'lIterror clIllllr. na região de Pinar deI IHa. lidera- do pelo ex-Sargento Amadeu Félipe da Luz l"cl'reira. o'crescimento da influência cubana no cenário revolucionário latino-americano com a realização da Trl continental de Havana e a criação da OSPAAL e da OLAS.pante do primeiro grupo. o ano de 1966 foi marciado pelo ~cirramcnto da luta interna entre "moderados" e "rad.i. . 'iniciavam um tn1balho de massa e procuravam heutralizélr a iÍ1fluência dos "réldicais~'(11).I guaiana. mais uma vez.:lnwÍt·o Pcsno~tR. no Brasil Central.1es. O acirramc~to da luta interna no PCR Para 6 peD.1964 • .Ínt. guer O primeiro seria no norte do Rio Grélnc1c do Sul.resf. Por um lado. O segundo. C.

Em 10 de dezembro res da bano.I. ataques à a criaç3. Jã constituldos suas idéias na denominada aos Comitês Revolucionãria" Guanab~ levavam Estaduais de são Paulo.. o Comi tê Central cri~u uma Seção tinha de Trabalhos buições. e de 13 de março Critica de 1966. condenando-6 pelos vereiro China. no Rio de Janeiro.nha dÁ.onaJr.. contando com o apoio renunciava à Executiva".vel".cão ~ luta~ Jt. o Partido para armada. de BrasIlia..ise Rio Grande do Sul e ao Cpmitê Metropolitano internas..gi~aJ ~ entJr. enviou 10 militantes realiza um curso Tais de guerrilhas em Moscou providências. luta rem E SE ~~. a União na América Nesse tro e contra Cita o PC do B posiciona-se Soviética e defende contra Fidel Cas- a China e Hao Tsetung.. que ameaçavam ·para 1967.evolueÁ. que o encargo principal de preparar (12) . Triunfará na qual uma reunião do Comitê foi aprovado Latina e "O Narxismo-Leninismo a Fidel Castro)"..yv~uÁte. No mês seguinte. documento. Carlos Marighela.. O PC do B inicia Em fins realizou documento ta Aberta a preparaçao de para a luta armada o PC do B o CCar de março 1966. provocando o surgimento embriões de futuros "rachas" no PCB. "Corrente enviou uma "Carta do PCB de dissidências de 1966. na l\mérica ~atina..allJente junto ~om aJ maJJaJ •.naJr.Y'vtá.. dema<'Jiado 9Jr. de 6 de fe- os discursos de Fidel Castro de 19 de jineiro.ciJ. na qual à Co- missã6Executiva e demarcava (ainda permanecendo revolucionária: no Comitê Central) a sua postura de nO~JaJ pOJic5eJ pollti~aJ e ideol. um dos lidedo PC c~ Rcvolucionãria". cais. .Á. Central.. 9. durante "de um comitê p~ra a I Confer.• "· As divergências preparação 'a tomar "O ~ontkaJte acentuavam-se previsto para cada vez mais. não satisfizeram "Corrente os radi..-[fi 'radi.enar. ra. ( 12) coorc).e no~ uma Ji-tuacão Á. e· exiJte " ••• deJejo tOJr. uma reuni3.JpoJÁ.ência Tricontinen- tal de Havana. entretanto.o.. O processo de PCB guqr- do VI Congresso.ande.10 pcn realizou Especiais. na entre outras 1_7_2 qual atripara a <.o. pübli~o que mÁ. obrigaria o af~star as tendências enérgicas providências rilheiras galvanizar o Partido. Minas GeriJ.

.173 as lutils de libertação nacional" (13). T. l H r: ~) E ~~!~~~~J----------_ . Carlos Nicolau D. nYIl(~:ls Fernandes Af'.•nielli. Ãllg610 Arroyo.tJL de pequel10ó nuc.a na l1eceóóidade de onganiza~ a~ 604 caó anmadaó do povo.ros . f. Nmn-rcio Grabois. _"-~. que implic.:lrn. l.O pri.t.ol11ba.çã.. do PC do 13 aprovou o seu Estatuto e as Resoluções políticas.no de 1964 o'país da Crise. Duarte.la.ILia em 110/~~0 paZ~ a4mada. Defende a China e a Alb3nia c ataca a R~ssia. pois '~o marxismo-leninismo ~ universal e n~~ cxiste 11m marxifimo-leninismo latino-:llneric:mo como não há marxismo-lcninigmo rusga ali chinês".. Jor. no Rio de Janeiro.tll.dia/l11rJ'lO. °niógC'nclõ de Arrlld~.incoln Bicalhu l~()CJ\le. a VI Conferencia Nacional.ta cf e ma~ ~ a~" . luta in~erna no PC'do 13. " . inte grado por 21 membros efetivos e 11 suplcmtes (15).o de ba . Nas últimas linhas. Na VI Conferência 11 foi elei.luta revolucionária no campo: "g imp4e~cindZvel p~epaha~-~e pana a luta mai~ alta da .pC:l1~a Livrar Ameaça Neocolonialista" -.6 de 'apoio 1'10 campo"'.a de 9ue. o Partido Comunista dn Uni50 Soviética e (15) o rcvi. Em junho.6.. Luiz GlIi1hanlini. Os princip.é llubcrto BI·o-.:l:ic.leoó de c. Um importante documento foi aprovado nessa Conferência "União dos Brasilei.. de empUI1/1a4 anma~ . (13) (14) O PC do B diz quc ê "farisaísmo" o quc Fidcl vem r<l::cncJo ao tcntar criar cssa '''espécic dc m:n~xismo-lcninismo pa'ra a AI1iéric.. a 601(. concluida. Enal tece Nno Tsctung.fiioni 5\llO do l'Cn..1I1a de Gueh4a Popula4 . a Ala . afirma que ele é "0 maior marxista-leninista de nos=50S dias.\Ii:lr. e iniciada UIl)r'J.incoln Conl(·i.todrigll('s.6e.. . admirado c acatado em todo o mundo~ Sobre os Estado!> Unidos. 604ma a. estabelecendo a estrat&gia e a tfitica.to um novo Comitê Central. da Ditadura eda qual o PC do 13 amplia e detalha o documento de agosto (14) • '-- ~~\p\.. .:1 1.l()s(. Pcdro Pomar. . Elzn Lima Nonncrat. no amplo empnego da tá. o agressor mais fcroz c insolente da históri:l". alguns meses depois~ com a formação de duas novas organizações.)ols "111tr~lpassa C'm ct"lIcldnde c inimigo da hl1manl banditismo o próprio llitlcr e é o pior c o principal dadc.H)uminã. C~m. afirma qlle o P.:1is mcmbl'os do Comitê Centrnl C'rnm: Jo~o Amazollns.::~·~~~II.nhLe/ta..lllotcl.ro OC!:t.~ dia..tente.ionã. e o povo ftã.••. "A luta 4evoluc.~ e. I'1Cl cnia.ió .atina". valoros~revolucion~rio.Vermelha e o Partido Comunista Revolucionário . um presságio sombrio atestava o início da preparação do PC do 13 para a luta armada: "A 4evolucão não LUll p40blellla nr.ncipal aspecto desse documento é o chamamento a Guer ra popular e à . a pall.

Na introdução considerada dessa Carta. Nordeste que \ Só s~ diferenciava do PC do B privi~egiava como área prioritária "frente depois prio Gnica da revolução forças e quando afirmava a com a burguesia nacional" armàdas popular". como burguesa". ainda.. ro Luiz l\ na sua VI Confcrência liderada por Ricardo Manoel Nacional. Comunista de Castro. feito na China. que não desejavam parél a rcdcfiniçã~ f nar o PC do D mas. ain "Carco há a face da VI Conferência do PC do B. aguçada da em junho. de guerrilha à AV formou-se a partir de que elementos haviam id~ias criar oriundos. Cabral de Carvalho e. utilizar revolucionária num "toda uma fraseologia recipiente cujo e o rótulo conteGdo a linha em quase principal era uma'prátic~ política tudo. mo o documento-base critica ao PC do B. Revolucionários".. o campo como mais importante para a revolução quando do que as o cidades. um . ser efeturida a traves do pró da "for. (PCR). somentc.:\rattini Filho.ma'ção das desenvolvimento A dissidência da guerra que deu origem em sua maioria. em maio de 1966.. segunda. era. em virtude denominada idéias do rígido Ala Vermelha do PC do D. dessa suas sec~iode SUél No início. realiza- primeira. ao Partido Revolucionário Diniz Cabral (AV). duas dissidências do PC do B no bojo da luta intcr dissidências surgiram na no PC do B. PC do B~ caracte norte~ame- o imperialismo ricano : defendia a aliança operário-camponesa e a guerra popular prolongada atrav~s da guerra de guerrilhas. l\ e'~lio por Tarzan veio Filho a formar a Ala Vermelha A dissidência da antes ta de que deu origem ao PCR." foco pensavam em fundi-las com as de Mao Tsetung revolucionário a idéia no campo". Pon~os . acusado para os comunistas de "esconder a sua verdadeira e reformista e revolucionários~ da ideologia e de. cursos das Ligas Camponesas. dcu origem liderada de Souza.ava o inimigo estabelec~da semelhante sendo i do. só poderia populares. ri7. e estabelccia. Z.con~inuavam argumentando contribuir individualmente. emitiu o documento 12 Pontos aos Comunistas do Partido. O peR c a AV: duas Em 1966. . Influenciados pelas e foquistas.l\m~ Lisboa de Moura. posteriormente. " era. de uma al~ dentro de existência Os defensores a propagar do PC do B concreta. na "Carta de 12 Entretanto. da criação difusa e sem possibilidades controle partidári~.RESEHVAOO 174 10.

preservou isso.JlllpO.0 PC do D. R E S ~ I~ \' ':': \ ~I- ""_' .._::._.ctol\1éldu dos S E ~l V Politica". OCr. Cr inda a. J As orientações contidas 1\P..mcnto Contra a Di tadur'a (r'1ÇD) e la]lçOU-Se na campanha pelo voto n~lo nas eleições ~arlamo~tares de 15 de . D/..o da linha como mais duas e. de Estudantes.. a intensificação no Movimento c a radiEs~udan- calização til.idas pela . ê. ganharam Para nItidos contornos de confrorttaç50 e estendê-lo ao Governo.novembro de De 29 de junho mili tante ..J . o Hov i."Resolução provocaram da Aç50 em' 1965. não aceitando expulsou ~ionistas do Partido B. no meio 1 levarl'lm a C.. 1'966. das suas atividades politica" do introdu:c. somente em 1968.. essas idéias e "divi- . Comunista em 1966. internos os dirigentes seguidores do PC do Revolucionãrio c da Ala Vermelha No ano os problemas litica ç6es essas duns dissidêncüls debater-se-iam com po de.O 1 --1 . organiza- atuantes no conturbado da luta armada no Brasil. o militante da AP José realizada Diniz em lIavnna. em Belo permanente da UNE. a no doc\linento "Resolução r. ainda mantendo a fidelidade parlid5ria. ' Cerqueira foi designado co- Jarbas 1 mo o representante A eleição a presidência julho.idélis Augusto Sarna' à IV no-Arnericanu. atividades Popular Iniciadas ções de rua. a hegemonia 1 univcrsit5rio. tam- ] bém. a 11 a AP enviou Conferência o seu Lati- José . 'Entretanto. A AP intensifica As modificações Comitê Nacional. durante Horizonte. as manifestaMEC- passando fase da luta contra os acordos USAID. 11. como contestação pela a "Lei Suplicy". continuôva com a influ~ncia no meio sccundôrista mantinha partici assegurada pelas ligações Católica"e que a orsanizôção pela sua decisiva ] a Juventude Estudantil paçao na reorganizaçfio A AP solidificava da UBES. t. P. segmen- unificar o movimento aos'demais tos da sociedade. José Luiz Moreira Guedes realizado dô AP no para em meio do seu militante 1 da UNE. ainda e fracionistas".. organização apareceriam cenãrio e de definiçã.' de julho de 1~G6.. Enquanto o XXVIII Congresso. .. trabalhos operário c no ] H E _ . o seu'dominio no Movimento Estudantil.I "\-:.- linha politica. seguinte. AP criou.l~E.

O corte das cercas de arame das propriedades . de 1966. as diretrizes e organização. isso.e arame" . 12. de Posadas tivamente. os dólares através de Montevidéu". Para mando jornal uniformizar e sistematizar nesse as orientações de seu Co- Nacional. a publicação do para a atuação da "Revolução". trabalhos I corno o mais· sensível e o mais na capital junto a de são Belo iniciou de infiltraç~o e em Contagem. não afetou a orgélnizaçno. e a zona cacaueira do sul da Bahia. da VI Conferência compareceu e Nacio minis- em são' Paulo. salada estivadores rial. orientados para atuar em grupos. na região do ABC paulista I I Horizonte. a pris50 em 550 Paulo de Tul10 . de Libertação Somente PORT em dezembro apareceu uma ~ção na qual o teve referência: a "Operação Tartaruga"'. As áreas escolhidas o conBranca.e o abate. Os camponeses. do 'gado que estivesse nas roças campon~sas eram atividades incentivadas pela AP.Nata de Pernambuco. . o descontentamento apenas com Brizola levou o tt PORT a um refluxo.atividélq.contribuisse..Vi~evani. fomentar as lutas camponesas a região foram turbado do Pindaré.. Frente e portuários' de Santos. por elementos Ela foi conduzida Popular A partir em nome de Libertação. prosseguimento o trabalho a uma tarefa orientado pela AP consistiu pelo em dar Movimen- s~e1hantc à de 1964 realizada to de 'Educação de Base. desencadeada' pelos na luta por aumento comunistas. mais mantendo-o em atividade de massa. trou importante onde foi a realização o próprio do partido. (17) Em 21 de fevereiro de 1965. O r~fluxo do PORT do ano anterior.c conhecid::! corno "pinicad::!cl. estariam ligadas à defesa de seus interesses.E E S R V A~~ 176 Escolhido organizado. Com a rechear os ~ofres significa(17)'. da. de Água em Alagoas. No campo. Paulo.rande importâncin pOlític'a. libertando=apouco tempo uCp01S. aulas Posadas aos quadros (16) A luta camponesa apoiava-se no anseio pela posse~a terra. ll .or metalúrgico. IIZona no Maranhão. sem que.nhecia a sua r. Popular o avanço da Frente 'de 1965. da assinatura cubano-brizolistas entretanto.L~. para o PORT. . realizavam tarefas que. pela organização Vale a para antes (16). a tiros. contendo ano de 1966.. Seu evento nal. • I . o PORT concretizara do "Pacto passaram a aliança No início com Brizola. pois. a AP iniciou. supostamente. membro do Bureau Político do PORT. o set.a po li'ciélélinda dC'sco.

A definiç~o e a consolidaç50 ideol~cicas d~ rOLar i"icinrnm-s~ a par tir de abril de 1966. a situação nao foratrani não vivíamos na pl~ gover-' no nitude do regime democrãtico. ~":~~~. al~m não auxiliar.-------.a longo prazo.. as alianças com outras. Esses textos.. abril desse ano. provenientes vam a prcparaçaoda ainda atrapalhava. de prejudicaguerrilha. em são Paulo. dó ~r ico Czockes Snchs. igualmente.."I\I\:l Social ist .~Ia nprov. e os document'os "Estado (> Classe.. Ditadura c DE. os cons do Uruguai. ao qual se subordinari<lm a agitação. A H8qucn~ e a m~dia e se tornasse imune as guesia estariam.. . apos realiza. GO.erminação.do como "E1'\wS to Hn rt ins". r. tantes boatos de levantes.Eder Sil1lno :'.177 13. quila. forças proletãrias e at~ a guerrilh<l. A POLOP corisolida a sua doutrina A falta de apoio financeiro de Brizola nao interrompeu o planejamento do foco guerrilheiro pela POLOP. conduzida com det.uC!sin" . I n E ~.ntr.::.ssa~aria- poli tica econômica austera. em· numa perspectiva .lidndE~ reinante campo social.\(. não era bem visto por boa pqrte da população dele alijada. Brizola. PR e PE. mocracia" c "Nair. (18) (19) Esse Pleno contou com a participnç~o do Comi~~ Nacional e de delegados das Secretarias Re~ionnis de sr.r um balanço politico e ma terial.2nqUi. 14. at~ que este se fortal~cesse vestidas d<l ideologia burguesa (19). embora garantisse a alternância poder. inicialmente. Havia restrições e descontentamentos . que configuravam a POLOP como um "movimc?to operãrio independe~ burinte".:. tllna vez a pequcl'w-burf. de . Entretanto. conhcc i.rt:ins". e os Ensinc1l1wntos de }I:to". de Rui Hnuro de Araújo Nar ini. Em conseqüência. em tHillll!l~'Ode Cjuatro. a direção da POLOP resolveu adiar o colocando-o projeto foguista. No início de 1966. Um mil novecentos e sessenta e seis Duranle o ano de 19G6.lll<·r.n~'rios "AondC' V~ll1lU~~". E n V_:~~~/O \i-. principalmente dos. que arCAram com o maior onus de no uma que entre o operariado e os cJ. Gil. c ~Io "A c'ucL-ra l~ev(llllcionárin no Brnsil. com os textos doutri. ~G. no qual foram aprovadas as "Teses (~e Tiradentes". a organização realizou um Pleno Nacional (18).'lsil". também d~ "ErnC'sto H:l.(·gllinte. o "Raul \'i11a". No campo politico.crviram de hase pal-a a (orll}ulnçn'o do \IP1·0~.• )lnra o Hl'asil".a (' Social do Br.scntiu·-sc a i.de uma mnncira geral. O processo de escolha dos nantcs.Io no nno f. diferente do usual.RA .__ ---I . acrescidos·do "Perspectivn <In Siltl~lção polític.!. excluídas do cont<lto COlO o movimento. mas nao mostrara ainda seus frutos.

ca.".LClceltda..i..p.J1do-a.~ta.ltã 6acll.. Vellezttela. do V·Cl. Vomll1.l.ndelt-.tã...t.>aI...tltoóe . Usando Cuba..' ocorreram fatos..6ll1o de /tl.6i.. cujo apenas suas ambições inconpesPe soais --.6lc.o ponto.~ g.tldo ex.i.ltltl. porém. .>e. e 0.a.6(.6a e natulta.i..te..Cl na Gua. de outro ângulo -. 0..6:t. "O BIta.tha.. Confer~nciaTrl:.6-<1.tellla. Menos de três anos depois de uma tudo indicava que o País caminhava para a normali Revolução.6ta.llllpC-lt..6u.6 pMa a.. vias para cuja elaboração concorreram No entanto.6tO .Jr.ll ..6e.a.6e...terroristas..i.n.'gtt~ 0. Das resoluções secretas da l.l. óla..6 e. ca.6t. Nesse ano.i.i.l ao Ite.a. pontos de vista à parte sobre a situàção interna..i. ocorreram os pr.... como expressão desses descontentamentos..6 tllll. r R E S E R V 1\ o o 'I 178 Olhando.i..6....6 e..6tCl(.6 da AllIêlt.t.6 gltttpO... Ca.tCll.6e a.te.tecel1do . dade democrática.ca..i...OIt.tãlt.60c.i.a decisiva nos desti nos do País nos próximos anos. .Lóta..o Em seu discurso de encerrame~to dessa Confer6ncia. e a.t~ d. 110.· deve e.tôltlo com l{ttCl... lançando-o à guerra revolucionária.caltCl..6 d.o..me mll.que nao o dos que' haviam sido despojados do poderlou formismo com a situação refle~ia lo contrário. Cltlt.tel1ta.i. continental. incentivar e apoiar a luta·ar mada no con tinente. e o Congresso Nacional estava em aprovar uma nova Constituição. todo!> .6. Repübl. .mcTIõ5-~lt.....ó.. todo COIllUI1. que iriam influir de mélneir. élpesar délsmortes que provocarélm...i.6 de dlvc.t..l.> g(te~ do Fi- de.6lc.l. lClIlc.estava eleito tomar posse em breve.~ 6ato ) t pa...6 paZl.Jr.ea.i. o deócol1. .i. e independentemente dela.ã.-ClIIIC?lL.i.o Bltanco.. a oposição e eminentes juristas. por ob servadores menos avisados -.. essa situaçâo nao se mostrava tão desestimuladora. :tlta.i..6 to!> a... dos impacientes...cntéldos que. e.6 peto pCll.er~n considerados. mostra a ingerência do Hovimento Comuni~ta Internacional e demonstra que a situaçãointernado País apenascon~ ta ~essas cogitações na medida em que se afigura favorável à ex ploração revolucionária: /tCl de gtte.6telo Atê.i.t.to.i.1tullla opo. 1t.. a um só tcmr.que neles não desejavam ver conota çoes ideológicas -.6U. 6oltta.Z.l1.. o ·Movimento Comunista organismos destinados Internacional crjara a orientar.6. O PCl/l.g.>pol.CClI10."Z. a qual.na.6.i.i. ê./Ile.thCló...6oó del Castro dizia: "A luta.i.zalt EItClólt"..ba.Ltado ldeClt todo. reproduzimos trechos da parte ~efercntc ao Brasil.i.ê o teltlt..que muitos apostavam que ao chegar ao poder é iria iria de "virar pelo avesso" a política vigente -.i. cumpria-se à risca o calendário eleitoral: um novo presidente da república -. OPO.. ClgOItCl.t.It.' ColôllIao Blta'Cel1- PClltagua. e AlLgen:t.tho ·nJe.60 tlta....i. particularmente no exterior..

lr um No final desse "racha". entre "moderados'" e No PCB.mar sua linha políti.nstrumentalizar Continental suas volucionãria". concreti. a Organização • Latino-l\. no seu entendilatino-ameria fazer no o um a tentativa vendo-se de criar um marxismo-leninismo posicionamentos. anos seguintes. -------------1 . J\'indi'\ nesse expulsos . ••• __ • ~ "" ••••• l ---~-----_. iriam I I próprias organizações..1oscoupara frcxlrtcntar cur Com nnis ta. denclo ii recomendação cipaç~o rante da juventude da Tricont.ls.:!:. ano. o .. Ligado ideologicamente a criação I ao Partido por Comunista Chin6s. hoje. essas organizações forma injetariam recuros' Suas difundiriam para o "foquismo" como de lutél. du e impulsionar" a luta armada na l\. destinad~ a "unificar.--~ . la via solenemente e conseqüente constitui. la chamada "via pacífica" tornou-se e pela crítica armada. os dil~i<Jcnt0. criou (OCLAE) resoluções. ano. por aqueles chamamento Essas mento ciádas sas duas L- à guerra p-opular e à luta revolucion5ria .~. luta subversivas..s la. em diferentes populares.nterior dos partidos propugnavam. - ._--... em breve.mericana de Nos sos. o PC' do B criticou mento.tas..do Parti40 do Partido. que. mas a través Para i.~ suas os jovens. levar a luta armada vimento Estudantil.mérica Latina..e formariam Latina.ca da a z. quadros desencadear as guerrilhas de imediato. da l\.•. essas medidas. t ••• . _ 1 . e enviar a ~proxi. a proclamou-se 'mais efetiva lia tomada tina. -.méricaLa ser feita p~ violência re o IV CLAE Estudantes em provei to das classes eleitoral não poderá da ou parlamentari.. de "incrementar cJ.mcria~no de Estudantes que "a luta armada (IV CLl\.•. refletir. era criad~ a Org~nizaç50 L~ tino-Americana coordénar de Solid~riedaae (OLAS). de entre oficial .firmou-se ainda países que do poder político. n' E.9.•.~ado o buscando para cÇ>nseguiu aCliê. p~ as correntes organizações no i. acirraram as discussões comunistas e d. nos movimentos de libcrtaçâo nacional".' forma de luta". l\.ten[)élrt.. l\.. na América resoluções entre mais e recomandações. o IV Congresso Latino-l\.. Ao t5rmino dessa Conferanci~. n50 seriam suficientes para evitar campo. respectivamente. da OLAS.: criar o Mo destes mil itante5 sos de g~errilha._~/J1-. ~ano. for. forçado.incntal. ----I subversi v as m_i li tar ü. facç5es novas e i~iam 9rganizacões .çando o Partido últimos. 11 a disputa radicais ".: E~i . surgiinflucn provid~ncias de fi'\cçõesque se formi'\vi'\m no interior pelas idéias seriam fOC]\li~té.E) .______________ . das deu-se que. desligamento dissidências universit~rias.s c1e~ criar. n~ tentativa de evitar uma dissid6ncia.

visand<? a cooptá-los para a atuaç. que essa radicalização se farià sent1r de ·forma mais' imediata e acentuada. organiz~ção subversiva que mantinha a hesupe"periodo de gemonia no Movimento Estudantil.ão nas processo formação ou de crescimento.~.G.ionado pelos I seus seguidores e não desejando perde~ seu prestIgio junto ba. Mas seria no Movimento Estudantil. de nhril de 1970. marcando a "ruptura com a perspectiva reformistall e. d. em j~lho de 1965'. no fundamental. Defendia a Revolução como sende:> "socialista .ede libertação cionq. tornando-os impacientes quõnto ao imobilismo a que tinham sido levados. Tanto a Ação Popular como comunistas necessitavam to Estudantil.lll.. Posteriormente. organi zações em d~ Di- (20)' Dndos rctirndos da Rcsoluç~o da Comiss~o EXCclltiva ProVis6ria~ dn Aç50 Poplllnr. press. cionalista pela mudança do nome da organização para Resistência Armada Na(RAN). nada melhor que explorar o dos jovens. partido de Cuba. criou o HE: vimento de Resistência Militar Nacionalista clandestinamente (HRMN)._~~--/--------_---I . criou uma nova organização. Brizola. o Grupo Hili tar. polItica e organizativall. . a essas influências somar-se-iam o repúdio à orientação dita "reformistall das dissidências universitárias do PCB. e de quadros e iriam suprir-se no'Movimen idealismo Para isso. para lançá-los no enfrentamento direto com as forças policiais. rcç~o Nacionnl "QlI. ao fa to de a Ação Popular. Para o preparo de seus quadros. sob o pretexto de uma "heróica lut'.izaEstudan- numa linha militarista e é ti~. pela própria impetuosidade dos jovens. da tomada do poder através da luta anreda. agora desvinculadas do Partido. . tentando obter do Comitê de Apoio a decidiu-se Cuba o seu reconhecimento polItico. as Dissidências Universitnrias .?" rta parte intitulada· as ol"igcns {~~_E _n_v_~. que se articulou em dois núcleos. particularmente os radicados no Uruguai. de um lado. raõo o que seus dirigentes chamavam de a esse transição. e as influências da OCLAE. adotando a tese da necessidadp.contra a ditildu ra". Isto se devia. para atuar no Brasil. um no Uruguai e outro no Brasil. em que imperou a dispersão ideológica.. foquista (20). Urnaparcela desses elementos. essa organização recebeu o apoio de Cuba e iniciou o envio de militantes paIs para a realização de cursos de guerrilha. rompido com o MRMN. o Movimento Nacionalista a C~ Revolu cionário. haver. onde a UNE tinha um representante permanente.1 nl'll~l .•••~•• ~~. ufctariatam bém os exilados.1i:. E S E n ~~ 0'1 1 AO Esse incentivo' à luta armada. e que era.. De outro lado. A ção iniciava sua fase revolucion~ria evidente que essas idéins iriam contagiar o Movimento naorgan.

1S1 A decisão. ---------------' . já estavC1 tomadu por quase uma dezenu de esoolhida p~ pelo "fo_ subversivas: a luta éll.·1nado.~~]-.to- tt do esse processo em curso? \ \ i l.l\ Inuior.. uma linha ou "foco radical e militarisque nao as li ta.selas em laboriosa Seria se alcançar crível que qualquer mudança interna."a u formu optaru do poder:-político . Â exceçâo tinham nhas das organizuçõcs em formação no Uruguai.çõcs ra a tomada 'quismo" porérn. coerente. organizo. no sentido de a plenitude do regime democrático.--------------i Il " S E ~. uma oricntC1ção po~ítico-ic1cológica do Movimento A luta armada todas marxistas-Ieninistas representadas. C1..iadelas insurrecional". a maioria para Comunista apenas nao Internacional se desenca- aí estavam deara porque das organizaçõ~s Estavam subversivas não se conprc siderava paraçao. desnobilizaria. pronta a açao. toc1o.

pelo havia uma expectativa otimista caráter liberal das intervenções do Marechal Costa e Silva. sempre negada pelos membros do Governo. elaborado pela sua facção esque~ dista.I segu~r essa volta à normalidade. Pol~ticamente.. en~re outras coisas: anistia geral. incompatibilidade de Costa essa expectativa havia sido forjada pelos polítiCOS que apostavam na e Silva com Castelo Branco. Inicia-se a volta à normalidade Com.. o governo anterior. ----" ._-------.' porém j á davam uma idéia Em contrapartida. ta e Silva se iniciaria com a implantação de uma "0peração Im- pacto".e por suas . após a posse.qua~ do da discussão do projeto de Constituição. .. Não havia dúvida entre os políticos de que o novo Presidente se dispunha a respeitar essa situação. Aliás. Quatro dias depois da posse. elaboração de uma constituição democrática.- . 182 CAPITULO IV. .aracterísticas de homem comunicativo e simples. o novo governo "multiplicaria p:>r me nos um" a política do governo anterior .-------_ \ln. E S E fi V f\ O~' . confinou-o. Esses testes não seriam' os únicos e nem os mais provocat! . não deixou de per . ao c~lmpr:i. que preconizava. quando não haviam passados dois meses que a vigente fora promulgada pelas mesas do e da Câmara. Desafiado pelo jOE nalista cassado Hélio Fernandes. L-------------l n E S E n V A [) O . a Frente Ampla deixa vazar para a imprensa um es boço de seu manifesto-programa'. em relação ao naturalmente. . processo de escolha que fora o preferido razõ~s expostas no ca~ítul~ anterior.pelas Senado das elei~ões diretas para a'Pr~ sidência da República.1 1967 1..a posse do Marechal Costa e Silva de 1967.. em suas decisões. divulgava-se que a administração Cos. dando-lhe uma mostra dos processos políticos de que se valeria. Porém.c. na espe- rança de que. das dificuldades que o Governo iria enfrentar e os cuidados que deveria ter novo governo. e restab~lecimento pelos políticos. ..r seus objetivos.t-- ·· .. Dentro dessa idéia. N~o desencadea- . . re~ pudiando a tese da revisão dos processos de cassaçao. vos. logo em suas primeiras horas de existência. Essa esperança havia surgido. o País reencontrava-se no dia 15 de março e o com a ordem constitucional estado de direito. 1. '0 novo governo seria submetido a um primeiro teste.

que não veio nos moldes exagerad<:1il1cn- te preconizados.__ .. c: ios .dizié~ resP9ito ~a retomada ':lffi à partici N~ dos !liO do capital do trabalho.. qualqu~r institucionais 'I possibi.J. de lihomens anos pra da 0 populares e de militares político n50 permitiam fortalecidos retornassem de "exilio" zo decorrido. ou não havia~1 política. As dificuldades A Revolução o tempo deres políticas armara um n6 que de ambas s6 podia ser dcsmancllado As cassaç6es que esses pdlos seus com e acompreens5o ns partes. er~.tal estrangeiro encc'tou corno a que. mas do desenvolvi.er. de organização de imediato" que ativo progrnma si. tr._J ---. no curto pensá~am. enfrentados?s 2.rnr:SEi:\"\1. praz6 . Quando o Marechal Costa e Silv~ deu as diretrizes de sua política cx~erna. proclamados'como que o tempo viria que o início escoasse Foi preciso para que se deixasse - que o revisionismo nao com a pressa pelas mãos do Governo pelo me- se desejava. da política "viraria essa anterior e que.:-I~n I_.mento.J .da . crer nos.uç50. que. porem.lidade·de a curtd m6dificaç5es . n r: SE~. Esse hostilizados com sua do po dilema. ü 183 J da a operaçao. tornasse que fo~ em o sacrifício mais tempo feito para Era preciso pudesse que esse sacrifício reverter bene f :i. por eles e isto faz parte Os revolucionários que seriam experiênciapolitica. _____ ' .. _ .na tura. outras Esse de limitar político dos cass~dos.treo desejo o retorno de afas tar-se der e a necessidade existia. ~ilosofia o novo governo Na área entre paçao setor econômica... as duas buscava por exemplo. seriam condiçôes lo.~ incomprcen- '---.:lllsplantaca avesso". não foram poucos os que viram 'nela a forma e~ colhida para quer para divergir interna. llavia diferenças politicas. um "Plano passou-se a difundir também que seria posto em pr5tica l\Íívio". dificaç6es inútil se dado sabia que não poderia promover" sem substanciais na política'salarial nesses três ano~. Revo. descnvolve~ sua política de pr6pria.' As medidas via muito tomadas • pelo Governo I mostravam ainda. ou não hade faz6maiores o que mudar.ndicatos.. ani!5ti<Íc IInó" limit~vâ. vol ta p:r. as QUalnovas revisioce a área polít.. _. Na ãrea obstáculos.ica pelo modificação eram processual ou silnples ajustamento da política realidades nista. . ao cenário e pela aus6ncia de êxito .

etc. que Ive. Seu objetivo não era criar. mas essa alternati a colocaria em disputa com o partido da oposiç~o. a revisão sistemática das punições -. apesar da prisão de subversivos em Caparaó e no Triângulo Mineiro. nacional -. Frente mover-se No entanto. um movimento'de op~ sição ao Governo Castelo Branco.podia ser inicia da dentro de 2 anos. então. \ \ \ Por outro lado. para os que aspiravam a Presidência e outros cargos. de eleição direta e de novíssima constituição. jái Apesar dos problemas que a esquerda do HDB. Sã~ desse aspecto tornaria a crise insolúvel. estava indeciso. mano Alves. o Presidente Costa e Silva considerava que. se assim o fosse realmente. Ela continuaria a em apoio a ambições pessoais e/ou de grupos.. enquanto esse entendimento nao fosse alcançado.pri meiro passo efetivo de pacificação . 2 anos eram urna eternidade. A Frente Ampla A Frente Ampla que se apresentava como.te Vargas apel~dara de "imaturos". . e .-Lerer. Márcio Moreira Alves e outros. se tudo corresse bem. discutia qual sua postura face à incorporá-la 1'"'rc'nte: ou ser por ela incorporado? Sua fa~ção de eS~lerda. formadapor Her . rn E S E ~~:. seu esboço de programa. transformar va a enfraqueceria pois Havia uma tendência em mas eliminar enqua~ buscar a normalidade. . Daví. Talvez o melhor caminho para chegar ao poder fosse acercar-sa dele e não enfrentá-l~ e Lacerd~ tentou essa aproximaçao. o MDD. Não acreditavam que'o desejo o dos líde que res revolucionários e de suas já estreitas bases era fazer essa caminho passagem pacífica do poder. Mas. além do que esse pra zo poderia estender-se. manteria o impasse: a imposiç&o da anistia. na mesma semana em qué este se'iniciava. a. que bus cava~ m'udanças pela força das a~~a:s: e das escaramuças estudantis em Brasília. Na intimidade. procurava criar. Ele iria sistematicamente 'to isso fosse possível. porém. tensões. o Governo dava mostras de que não desejava o agravamento político. d2 veria ter perdido sua finalidade com a posse apresentava do novo governo. Escolheram. 3. a Frente em um terceiro partido. Lacerda. ao mesmo tempo que desconfiava das intenções de Lacerda.184 ~_~ RESERVf\DO J.\ ~ ~ I .

> C'.!> e. opo. o autor do munife~.o eJ. como lembra . mas.~ . A cstrat6gia gu~rduva incrível scmelllan ça com a empregada por Brizola em 1963..d o e: te ele opo. nao via incompatibilidades no processo.o ao caráter de co~\petição da Frente com o pnrtido.~l' v.o ao Govr.~. No dizer do deputado Martins Rodrigues. o mf{ l{ (!.a 11 d lULa.11I p o n. o Governo identificava-se com 6 sistema e o defenderia fa zendo bso da lei. a Frente passariu por um per iodo de desaceleração.i. como diria Lacerda. estariam imobiliz~ I sã a animar os parlamentares .t>lçã. A partir dessa definição. que poderia deflagrur um processo 'de agitação irreversível.êi. "a Fltente Ampla nã.i. que at6 então ~uscara ignorar a Frente ~npla.>". mentários. de. ela deveria ir ~s ruas de modo que. o Governo. E a~ a ".zantes para a hora da definição e procurou tranqUilizar o MDB quant.:l. Lacercl. 9 11 (J/l (in c.(I ao /teg. a f. anunciaria o local de'seu lançamcllto: Belo IIorizonte. acci tava ns . e. tC!:>C'R da . deputado Renat6 1\rcher. passou a considerar injustificada Q presença de membros do partido governista. cm seus co. que se propunham.entendimento de seus dirigentes.udope lo Govern·o.tema dominante libertados de moyimentos (> só sC'riam' para prOlnoverem retificações na Constituiçâo atr~v6s de massa.. Archer convocou os simpati. J.!J. a c. prcocupml-se com a mobilização pretendida.i.LÇ.ta .'l.a e. s6 faltou acrescentar: derrubado o rc giIlle pela Frente. No . o pronunciamento .. dos pelas limitações impostas pelo sü. Ó a z o j o fJ (r d o. l\nte tlS conjunturus nacional c internacional.185 porem.t o" • no inicio de setembro.estava com a história das frentes.de Her mano 1\1 ves. C..e.tó. a preservar o regime.LcOJ.t:.Jl.C?II. to-programa da Fren te: "o Pa/t. Deputados da ARENI\ também se dispuseram a participar àa nova agremiação politica.>t~11/o/t. o Secretãrio da Frente. A dat~ ainda' não estava definida.tlllc".te. dentro dela.t. acostumada que . ó Partido assume o poder e sobre os seus combros implanta o regime de seus sonhos. o jornalista Carlos C"1stello Branco. 1Il(t. numa organizaçâo que defendia teses revisio nistas. segundo eles. Dai. declarava que "tudo furia e a para que o movimento nao vies~e perturbar a tranqUilidadc paz política". nao aprovei t. A Frente já tinha uma bandeira: a da "democratizaçâo". es- Diante dessas questões.IIO.t o 1Il(' tl. em ju lho.<.

!~~" -/~-------_---I • . n_E _$ E•. à mobilização que a Frente pretendia realizar contra o sistema implantado pelo Governo da Revolução. O Pacto atenuou bolsões de resistência antilacerdista no MDB. dos antigos petebistas. a çar pela política salarial.o". funcionários.irio da Llngua portur. pr~ venientes. A inflação deveria ficar aquém dos 30% e e.ucsa"t de Aurélio Buarq\.SCBundo o "Novo nicion.im- .que aqueles que ma~s pregavam as eleições diretas para Governador foram bém informou estar convencido da necessidade da que apelaram aoS quartéis para impedir a posse dos eleitos. e sibilizar.lcde lIol. ele iria dar for ça política e popular.do Partido. Embora o QJvemo pr~ curasse esvaziar a importância desse encontro.n V O 1--. Os parlamentares que o Governo desse. que os eles é que haviam sugerido as eleições indiretas e. In 186 E S E nVA [1 ~ facção esquerdista do moviwcnto. u encontro - se em Montevidéu com João Goulart. Em 24 de setembro. I. social c ccon5mica 6stabelecidn. . pois pretendiam explorar essa situação. O Presidente anunciou aos membros de ~eu partido que o Go verno esperava enfrentar os movimentos políticos de oposição os que se fundamentavam na Constituiçãc·com a força'política.ssecra O nho para a retomada do desenvolvimento.meIa Fcrreir:\. firmando um acordoque passaria a ser conhecido caro ollPacto de Montevidéu". \ ainda que custasse a. particularmente. mas que enfrentaria os movimentos com as Forças Armadas le revolucionário subversivos a Frente aqueles que buscavam não só combater. O presidepte recordou aos políticos I I. pelo menos. que o Governo deixasse de adotar das populares. mas derrubar o Governo (1). . Tam manutenção frucamitlapolítica econômico-financeira. revolucionári. luta contra a política salarial do Governo. procurando seno percebiam bai (l). que em breve daria seus I I I I I I tos. Resultou num compromisso de acrescer ~s teses defendidas pela rrente. um alivio na política salarial e fizesse a promessa de eleições diretas. 1 I I I i I iI Os dirigentes da Frente Ampla consideravam altamente bené fico. para o movimento. popularidade do Governo. O Governo responsabilizou Ampla pela possivel reversão da gradativa eliminação do controsobre a vida política do Pais. que medicomesala~. "subversivo" é "que ou aquele que pretende destruir ou trnnsform:\r a ordem polltica. Esses acontecimentos provocaram uma reunião do Presidente arenistas desej~vam a de com dirigentes da ARENA. riais dos trabalhadores em particular.t---------------. Ativariam as'reivindicações dos os militares. como forma de esvazi~ mento da Frente Ampla.

- n F.•.. .pr~ • • • sem serem incomodadas.ssemcomissões fren tistas em suas cidades.---. S E ~ V . porém.n-':". lyO 1 ___ ..107 xos salãrios.de desenvolvimento e a eleição direta iriam para as ruas. estadual e municipal.-.------. -. revogando a Lei Suplicy e extinguindo as entidades estudantis a níveis nacional. No entanto. foi aprovado o Dec~eto-Lei n9 228. Seus dirigentes decidiram utilizar os meses de outubro e novembro para tomadas de contato com as lideranças sindicai~ e estudantis. talvez em razão da reação oficial ao Pacto de Montevidéu e com a previsão de o Governo enfrentar'séria crise até princípios do ano seguinte..__ -. a defesa das riquezas mincrais.. para a luta arma I. chamando a Montevidéu prefeitos. Centrais de Estudantes e os Diret6rios Acadêmicos. Goulart também ajudaria.. temendo tornarem-se massa de manobra de interesses políticos tradicionais.1. . j~ impulsionados engajai. __ __ _. vereadores c líderes políticos para que form.as os Diret6rios .. burlar a lei era o objetOivo das . 4. favorecido pela5 condições objetivas que iam sendo criadas. No entanto. I subversivas continuava~.ei. as or~ani~aç6es ticamente . Por l.. Na realidade. foram mais arredios..! preparando-se. Com cssci tema.. Os estudantes.~.permaneciam. Não desejavam abandonar a forma de luta·em que estavam dos. entidades existentes no âmbito 4as universidades.---J . por ~rganizaç6es subversivas clandestinas. oposi~ Enquanto perdurava esse ambiente indefinido entre çao legal e ilegal. '. " da - o processo por elas eleito'. O aparente refluxo do Mov~mcn~o Estudantil Em fevereiro. Os traJ)alhadorcs apresentar-se-iam mais sensíveis as suas bandeiras. organizações apenas.• . a Frente nao foi lançada. seriam massa de manob17a de teresses políticos "progressistas".a p~ litica.

das taxas de anuidade.6. l~ . aos estudantes.ta" No segundo semestre de 1967.a edu.l dominação da luta e. e pela AMES. em protesto contra as condi ções do Calabouço. p~cina 29 •..ia. ç. a UNE realizava.!> palr.a.Ir. c.a.m.Ô pJtia.ontlr. elegendo. preparava o cnfrentaménto generalizado que iria ocorrer em 1968. 1---"". o seu XXIX Congresso. clandestinamente. Luiz Travassos da Rosa. para p~esidente. depoimento de Wladimir Palmeira.6 que c. (2) •.ai a.. 1976.:-------------' - . em militante secundaValinhos. (2) Caso A.o do . O finico acontecimento de maior relevo foi a passeata com cerca de mil estudantes. ·e.a. derruba ' a na hora ll tt do e Suas principais pala ditadura o Movimento Estudantil.6e.t.~ plr.le c.eivindic.oblemal.la.ltudan.minho. Em julho/agosto de 1967.tlr. em 25 de outubro. polZ..&.tã.I E S E . os 11 acordos MEC-USAIDIIe o pagamento.tolr.ln .tutalr.tlr.qúe pOIr.a.~lr. Gonzaga cidade do interior paulista.ll. nesse aparente refluxo em relaçno ao ano anterior.guel. em.no centro da cidade do Rio de Janeiro.on. Lisbon/rortuçal.Herbert José de Souza. .tlr.egiel.l .l no de c.telr. aprovava a estruturação do 'movimento rista a nivel nacional. militanteda N? Suas principais resoluções foram a de incrementar as lutas estudantis contra a política educacional do Governo e apoiar o movimento operário.& 'el. palr..l den.no 0.apitali.. c. meio "Ao .tema c. viviam. uma 6olr..ta.te.tal. embasamento ideológico para a luta revolucionária. c.omo uma. presidente da UME. ·clarou Wladimir palmeira: conforme dedo .no c. as greves foram a tônica do Movimento Estudantil.tadUlr. di. impo. conscie~ Com o dirigir a luta armada que se estava preparando.6l.adiçõ Ir.le da bUlr.ac.ti. pÓIr.lr..e.{. . Convocados por Wladimir palmei ra.ÚlnT dal. mo um govelr. os estudantes fizeram a passeata IIrush". o XIX Congresso Nacional de Estudan tes Secundaristas.~.c.lr.6l.e.onc.tiva dita.ma c. de lr.~. andando na contramão dos carros. realizado em pontos diferentes da cidade do Rio de Janeiro e dirigido por. a UNE pensava dar. .on. n V k n O . de. No inicio de março.a co.vilr.para tizá-loa as lutas especificas. particularmen~e a Ação Popular em frente com as dissid~ncias comunistas mais ra dicais.lia de Ir.& plr.omplr. Nor:lcs Editorcs.l de c.c._. '.. e.e. o govelr. .6il.izalr.lr.iona. ~ c. E S E R V~ ~ )__ · .l~ c.iol..l daó ó ua.6l.~i.. da Ação Popular.: "A Esqucrda Armada no Br:lsil". 1_8-18 comunistas que dirigiam o Movimento Estudantil.~ me.6olvelr.een~ão da. vras de ordem eram: 110 pov~organizado IIGuevara: herói do povo".ial.le modo.a .e.t explr.adiçõel.6ibilidade univelr.hega~do.6am a 0.c..

que.pa- a eclosão de "operilç6es. Pernambuco I Minas Gerais. centro indus .am em grupos independcn tes.a na Cobrasma. se d9 Sindicato dos MetalGrgicos I regional e incentivavam os. gradativamente. indGstrias metalGros . nas fábricas. Já atuantes na Guuna. diam a luta armada e iriam. j~ se formara nas principais gicas de são Paulo. dcsde~~ organizado. Oi)t1l1l1am comi tês sindicai. saira 5s ruas. no ano anterior.ria revolucionária pejorativamente os novos dirigentes democrãticos. era.. Em 1965. trabalhadores participação ~ a Ação Popular. atraV6s daJu havia uma gama moderada que. As oposiçõc!3 sindicais já faziam sentir a sua politica e as novas organizuç8es jã lhes davam uma orientaç50 radical. radicalizados. c Dilhia. do Gover no. que pudesscJn enfrcnlar e vcnc\?r as elei .. Ri"o de Juneiro. especificas. foi-se formando.~~-···:·~~~~_. rompida com o reformismo do PCD. propugnava por soluç6es radicais c violentas.s clandest.'arugu". O exemplo do Movimento EstudQntfl. engrossar as fi leiras das organizaç6es O ano de 1967 pode ser considerado como ° dQ reorganizacomunistas em lutas çao do Hovimento Operário e Sindical.i nos que. em s50 Paulo. mados de pelegos. ções dos sindicatos estaduais . comuni·stas que atuavam no movimento operário Operária Catõlica. c.. la "nova esquerda rejeitava ll . No entanto. : do'Movimento Operário e Sindical da'influ6ncia dos comunistas no Moa Ap6s a desarticulação vimento Sindical brasileiro. Governo. lançaram-sbna zar oposições nizações ventude transforma organi- tentativa d~ sindicais. os sindicatos passaram desenvolver uma politica de coer6~cia com os objetivos. Em contrapartidQ. p~ que cha uma v~Jlguarda oper5..Nessa época. a fim de pressionar I Em 1966. erRnl' q de PCB.----------1-8~-------. esses comit6s sindicais clandestinos. mostrQVil que o movimen~e de massas. e~ 19G4. particularmente politica trões.-5. do pcn.b~rá. numa atitude conciliado~a. inconformados com a se reuni. na tent~tiva de obter melhores condiç6es para os trabalhado res. A ~eorgnnização I r. orientada. :poderia enfrentar o . as prlhcipais orga~. pouco tempo depois. para o enfrentamento direto con~ra as forças polibem ciais. tart. entretanto. de acordo com a visão dcmocr5tica. dos 'em comit~s de f~brica. em Osasco.~·. preparando-as.----.. "defencomu~isfas revolucion5ria~. .

~evoluci(Jltá~io " .l Latina".uc~o !ta AIl1e.6 POVO.exortando ã lut~ armada guerrilheira em todos os países da América L.6mo o~ie. na maio~ pa.da popula~. .6 paZ!.ttti .m a linha.".60.. compareceram: Aluísio palhano e o ex-Cabo An selmo. » a 9ue~~a de 9ue~~ilha. VinIcius José ~ogueira de Brizola. Ameltica.ta a.e.~ia. mento menta. o ex-Almira~te Aragão e Emanuel Nicoll.deamento e '0 de.. A I COSPAL tamb6m aprovou o seu Estatuto... A OLAS e a I COSPAL Em janeiro de 1966. em e.6 o movi~((nd~ da l.•• a luta na Amê:tica ~evolucioltálLia La. realizou-se a I Confer~ncia de Solidariedade dos Povos da América Latina (I COSPAL). a. vidado. Em'10 de agosto.~e·do. que as oposições sindicais faziam sentir sua for junto aos IDCGliÜrgicos. ficara decidida a realização de sua primeira con~er~ncia em meados do ano seguinte.• '::.6mo-lenini.>e. em lIavana. por ocasi~o da criação da OLAS. H E S E fl V " I) O .on. '01:.. mente. de 31 de julho a 10 de agosto de 1967. Em setembro de 1967.dentrodo modelo cubano.~envolvill1eltto ~evoluciollã.6· da. com um inflamado discuFso.llllla. ê o me.. da Organização Latino-Arncrica na de Solidariedade (OLAS).~ma. de n0.la " 6a.na". __ .~~a con. gue.6 e.:IH E oS E Il V A G ça com mais intensidade.6ca. Fidel Castro encerrou a conferência. apoiada por todas as organizações comunistas. com sede e~ Havaria.com a guerra de guerrilhas ._.<. 6.u.6..6e:qUell.t.te . particularmente 190 O tri~l do país. um di~eito e um deve~ da. a criaç~o do Movimento Intersindical Antiarrocho.ze~ " ••• co Ittinental" a Revoluc~o e.6ti. pela Ação p'opular. A tônica da I COSPAL foi o apoio ã luta armada. p~incZpio. p~oporcionou uma direção' geral ao movimento operário.:todo Il1a.~ica La...dequada pa~a o de.'1tina .nta._J --------- 1: . Da IIResoluçao Geral" aprovada.- da Revo. criou um Comit5 .da c. pela ResistênCaldei~a Brandt como cone Paulo Stuart ~'lright. e Carlos Marighela que já'estava com relações estremecidas com·o PCB -. representando o Movimento Nacionalista Revolucionário cia Armada Nacionali~ta.tina.6 do malLxi.6enca. e estabeleceu a~ normas para os diversos Comitês Nacionais. Permanente da OLAS.L~ e6icaz e a a.. enquanto aut~niica exp~eJ~~o 60~nra 'nai. de acordo . pod~n-se destacar os seguintes trechos: . Assim. Pelo Brasil.~.

,

.

o'

'Sob o lema "O dever de tOdo revolucion5~io

e fazer a revo

luçâo", a aLAS j~ possuIa, ao final da I COSPAL, os' instrumen~ tos para apoiar e orientar os movimentos que iriam intranqtlilizar o Brasil.

7. O MNR, Capara6 e a Guerrilha do Tri5ngulo Mineiro , A Serra de Capara6, nos limites entre os Est~dos do Ninas Gerais e Espirito Santo, foi escolhida pelo Movimento lista Revolucionário pela sua proximid.:1dca centros poli ticos e econômicos Nacionado País, para a implél.ntaç5o de um foco guerrilheiro,

o que poderia motivar e insuflar o movimento das m.:1SS.:1S urbanéls . Iniciada a infiltração dos "guerri.lheiros" de Brizola novembro do ano anterior, os primeiros meses de 1967
I

em

constituí_

'ram-se num período de difícil sobrevivência. da pelo frio e precariamente

Obrigada a freqlien-

tos mudanças de acampamentos, por questões de segurança, acoss~ a'poiada por uma rede logística deficiente, a "Frente de Capara6" veio a,tornar-se em mais um fra.':'" casso - nao assumido - de Brizola como líder guerrilheiro. Ap6s sobreviver com dificuldades, o grupo de duas dezbnas

de homens, que se encontrava na serra, orbitando em ~orno do Pi co da Bandeira, veio a ser denunciado, ironicamente, pelos pr6-. prios habitantes locais, quando começou a roubar e a abater ani mais para não morrer de fome. No mês de março de 1967, começou o cerco aos "guerrilhei-

ros" pela Políci~ Militar.do Estado de Minas Gerais, assumindo a 4 Çl Região 1-111i tar, em seguida, o controle das operações. No início de abril, j á estavam todos preso r.; , desde o "comandõnte" Amadeu Felipe da Luz Ferreira, passando pelo assessor militar Juarez Alberto de Souza Moreira, pelo élSScssor político Amadeu de Almeida Rocha, pela rede de apoio constituída de Hermes Macllado Neto, Deodato Batista Fabrício, Itamar Gomes e Gregór ia t-1endonça, atê a "força guerrilheira" (3).

(3)

A "força gucrrilheir3" era integr.1da por Ar':lkcn Vaz C:llvilo, !\\Iel ino 13ioni Capitani, Âlll.1rantho Jorge Rodrigues Norcira, Euvnl ÂUGusto de Nelo,Jo sué Cerejo Gonçalves, Gedcy RQuriguc~ "Con:ei.:l, Hilton Soares ele C'ltitro Jorge Jo:;é ela Silva c Jono Gerônimo d.1 Silva. Outros (!lllltro "gucrrilhei ros", ~osé Carlos Bcrtoncclos, Dario Vi:l1111Rcis\ 1\1[}·cclo Ncr.y 1'3iva e P:;oro Espinosa" seriam presos, 1lI3is tarde, no l{io Gr311cJc elo Sul.
r

'. -

.•.

----,..

192

fnESEIlVJ\G~

to Is:;o. o jor-nali:;ta Fl.ivioTavares, que, pelo IIC.=? i~l· de 9rizola, estava encarregado de organizaras gue! rit1~~co'Oras!l Central, foi procurado em BrasIlia, em dezembro
I

de '966, por J~rbas Silva Marques, ex-militante do PC do B. Jar
~~$

Jisse-lhc

haver

um

grupo em Uberlândia, no Triângulo Mi apos a sua realizar IV Conferência, de de a açoes sabotagem, e

neiro,

que saíra do PC do B, disposto

junho de 1966,

de guerrilha e de terrorismo. Dirigido pelo dentista Guaracy Ra niero, o grupo, com cerca de vinte elementos, estava isolado buscava novos caminhos para atuar. Flãvio Tavares percebeu que poderia apresentar a um IIgrupo guerrilheiro" guai e recebendo

Brizola

praticamente já constituído e desincum-.

bir-se, quase sem esforço, da missão que recebera. Indo ao Uruo lIaprovo" de Brizola, o jornalista retornou a Brasília, contatou com Jarbas Silva Marques e, ambos, .dirigira~ 'se a Uberlândia, na primeira quinzena de fevereiro de 1967 (4). Nessa ocasiio, concretizou-se a vinculaçio do grupo de Ubcrl~num dia ao ~ovirnento.Nacionalista Revolpcionário de ·Brizola. Planejaram a obtenção de armas, assaltos a quartéis e o rouQo de car~o pagador do DNER, a fim de conseguir recursos financeiros. Em abril de 1967,"Flãvio Tavares recebeu, ~m Brasíl~a, um
I

11

instrutor mili tarll enviadopo~

Brizola, José Carlos Vidal

«('Ca!:

los Mário" - "Juca"), e encaminhou-o a Uberlândia o qual considerava trutpr mili tar
ll ,

para dar ins-

truções de snbotagem e guerrilha. Desentendendo-se com o grupo, de baixo nível político e ideo16gico, o "ins
"

depois de 10 dias, retornou a são Paulo. Em ;fins com a prisão da

de julho de 1967, o grupo foi desarticulado, maioria de seus componentes.

núcleo estruturado no Rio de Janeiro pelo Movimento Nacionalista Revolucionário para apoiar o "esquema geral" de Brizola, foi duramente atingido. Bayard De Maria Boiteaux, preso, processado c condenado junto com outros "intelectuais de esqueE da", assumiu toda a responsabilidade pelo comando do movimento

o

no País.
\

\

\

"

(4)Apresentndo
Uberlândia dcntistac

" . como "Dr. Falcão", Flávio Tnvares reuniu-se com o gr.lIpo de no consultório de GlI:lrncyR:lniel'o, onde comp:lrccet'L1Il1, alc!m do de Jnrbas, Taylor Silva, Carlos Mnluf Wutkq e Edmo d0 Souza.

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E S E

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193 'RESERVADO

sil Central. 1\pSs o fracasso de Caparaó e a conscientizac50

de

Brizola de que não conseguiria criar ou apanhar a "onda" insurr~cional, em cuja crista pensava retornar ao Brasil, o MNR desmoronou e desarticulou-se Preso 'Flávio Tavares, Hermano' Alves apressou-se a denunessa prisão

ciar "uma escalada contra a imprensa", relacionando

com o confinamento de Héiio Fernandes. Para ele, a imprensa, p~ la sua "livre operação no noticiário e no comentário, estaria a acelerar a perda de substância do poder militar (5).

o

Deputado Márcio Moreira Alves, em razão do clima que se

poderia formar em conseqüência desse episódio, pediu um reunião dos "imaturos" do MDB, .a fim de que fosse ativada acampanha .de mobilização popular. Aliás, políticos de esquerda já percorriam
. I

o País em pregação subversiva. O próprio Deputado Márcio Horeira Alves é quem relata, ao colunista exemplificar poli tico Castello Branco, para aos
'

fato ocorrido com ele numa cidade do Rio Grande ~o Sul, . a radicalização na áre~ oposicionista. relato, após.sua pregação e dur~nte os debates, apresentou jovens duas alternativas' para a solução brasileira:, a e a não-violenta,. Afirma, então, ~ue a 6pção pela ação foi aplaudida em delírio. 8. As atividades da RAN Em 11 de janeiro d~ 1967, da da TChecoslováquia, _ perseguição

Segundo seu violenta direta

~

as 10 horas da manhã, um grupo

composto por sete brasileiros e uma uruguaia invadiu a embaixaem,Montevidéu, visando a obter 'asilo pode

.

lítico'e a conseguir salvo-conduto para Cuba. As alegaç6e~ ram o chefe da missão tcheca, que negou o asilo

política e falta ,de garantias pessoais não convence e solicitou, atra (6).

vês da chancelaria uruguaia, a retirada dos invasores

(5) Castello teira,

Branco,

C.:

"Os Militares

no Poder",

Volume 11, Ed. Nova

Fron-

RJ., 1977, página
notar que, llermano Alves, ao nã't? reconhecer as a t ividndcs de Flnvio Tavares, reconhC'cia a "livre operação" da imprens~ que tachava de "ditatorial"~

É interessante

subversivas no regime (6)

Faziam parte elo Crupo Gualtcr de. Cast-t'o Nello, }l~lt'COS Poncier, Artur' Pau lo de Souza Gi:lcomilli, Ennelindo Dias P:lix.1o, Jo.io Carlo!': de Souza Gomes, Eny Tolu5 Toscn de Freitas, Carlos Gnlv.io C.:unargo c 'a uruguaia Suza na Paiva l'cn~,irat todos membros da RAN.

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E S E °il V A ~~

194
realiusaram

Não possuindo recursos finan~eiros para ir a Cuba zar treinamento de guerrilha, os componentes do grupo

o estratagema da invasão para tentar conseguir o transporte. Pre
50S

pela policia uruguaia, lançaram violento manifesto, em nome com ataques ao governo bra-

da Resistência Armada. Nacionalista,

sileiro. Esse documento foi,. também, difundido na cidade do Rio de Janeiro, juntamente com pichações de muros. Aproveitando a grande repercussão do incidente, Partido os os diriComunista presos, criti-

gentes da RAN solicitaram aos dirigentes do Uruguaio que fizessem eclodir manifestações

estudantis de solida

riedade. Apesar de declarar-se disposto a auxiliar

a reação do Partido Comunista Uruguaio foi fria. Alegando que as férias escolares impediam a realização de manifestações, cou a ~niciativa da invasão e exigiu que outras ações semelhan~ favoreceu tche

tes s6 deveriam ser executadas ap6s consulta ã direção do Part! ·do. Para o Partido Comunista Uruguaio, tal incidente as cri~icas das correntes pr6-Pequim à'conduta da ~ixar.a c~ e à linha do comunismo soviético.

A invasão também não contou com o apoio de Jango, que, em represália, não entregou,
COITlO

costumeiramente

fazia, sua ~ontri-

buição financeira à cúpula da Associação dos Exilados Brasileiros no uruguai -- em sua maioria do grupo da Resistência Armada Nacionalista.
I

Prosseguindo

suas atividades deletérias. de

djfamaç~o

do

Brasil, a Resist5ncia Armada Nacionalista difundiu, em abril de 1967, durante a realização da Conferência de Presidentes Latino Americanos de Punta Del Este, um manifesto em espanhol atacando o governo brasileiro e exaltando a luta de guerrilhas e a revolução cubana. apoio de Brizola à RAN limitou-se a .intermediação junto ao governo cubano, conseguindo, em julho, que Cândido Aragão e Emanuel Nicoll fossem a Cue..a para participar da primeira Conferência da OLAS. No retorno, Nicoll trouxe dõYares para iniciar o envio de pessoal a Cuba, para treinamento de guerrilhas. Dentre os seleci'onados pa~a ~azc<ro curso em Cuba, estava Marcos Pancier, elemento oportunista que·h~via ganho a confian-

o

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de Nicoll. Pancicr, temendo ser enviado ao Vietnam

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me se 'propalava -- para colocar em prfitica a teoria guerrílhas,

.

cubana

de

aliou-se ao ex-militar. asilado Leoni Lopes, cont~a-'

tou um marginal e assaltou a residência de Nicoll, roubando-lhe cinco mil dólares (7). A defecção çe Marcos Pancier demonstrou a precariedade guerrilheiros. A debacle· da tentativa do MNR de Brizola em Caparaó, a pre cariedade de saúde de Cândido ~ragão, também envolvido em blemas familiares, e a ida de Emanuel Nicoll,
I I

do critério de seleção dos militantes sem ~ecursos para preparar

da RAN

e

deixou-a, novamente,

seus

quadros

..•..
prode da em setembro (8).

1967, para são Paulo, provocaram um declínio das atividades RAN e' levaram-na à dissolução, em novembro, no Uruguai

9. As dissidências

e o VI Congresso do PCB

o

ano de 1967 foi crítico para o PCB, engolfado pelas suas

tentativas de resolver a iuta interna que corroía o Partido de~ de 1964 e com os preparativos para a realização do seu VI Congresso, previsto para o final do ano. A Corrente Revolucionária, sidências existentes luta armada, arti~ulava-se englobando as div~rsas dis-

internamente no PCB e defendendoas teses de a nível riacional e usava as Conferên ao Congresso como palco para difu~

~

cias Estaduais preparatórias

dir suas idéias e para tentar ganhar a direção do Partido. Carlos Marighela, um dos líderes d~ Corrente Revolucioná-

e

ria, conseguiu

ser eleito secretário

político, do Comitê

Estaco-

dual do PCB em são Paulo, com o apoio d.eJoaquim Câmara Ferrei-, ra, Antonio Chamorro, Lindolpho Silva e Wilson Silva, mais nhecido como "Nestor Veras". Mário Alves divi.diu o'Comitê Estadual do PCB de Hinas Gerais, o mesmo acontecendo c~m Apolônio de Carvalho, no Rio de,Janeiro, Jover Telle~, na Guanabara, e Jacob Gorender, no Rio Grande do Sul.

(7)

" dólares cubanos, Barcos Pancler nõo pôde, entretanto, usufrui.r dos pois· acabou sendo preso na fronteira do Brasil com o Uruguai. Naquela 6poca,a Resistência Armada Nnc.ionalista possuía um "Tribunal de Camnrauas", que o j u 1 p,Otl c conuenou. ••
aos por rcm::mescentl'S do NNR ele nrizoln, outras organizações subversivas
,I

(8) Os rcm:mcscentes d., RAN, misturados prOCU1",Hinm noVo fi cilminhos, optando ou ab':lI\uonando --------------,_

n militnll':c,-,i.il políti(:::.:.--_~" \ f. S E H V A IJ))

1---.--------------1

I
Além volucionária dessas tentava . dantis,. centradas . a juventude r~ e Debray, em alguns

R E S E

n

V A O

01
do PCD, a C~rrente dissidências

196 Re-

divergência~ integrar

na cúpula

as denomi~adas

estu-

Comitªs

Universitários.

Entretanto, de Gueva diferendo PCB.

de seus militantes, conduziu essas

empolgada

com as idéias para caminhos

dissidências pelos

tes dos que seriam No Rio de Janeiro, va Dissidência se havia mento bara,

tomados o Comitª

opositores

da cúpula. que

Universitário,

se autointitulaFluminense, o já

de Niter6i

ou, ainda,

Dissidência

desligado

do PCB em novembro de Libertaçao que

de 1966 e criado (MORELN)..

.Movi-

Revolucionário o Comitê

Nacional

Na Guana em origem

Universitário,

já se havia

constituído

"fração",

desligou-se

do PCB em fevereiro

de 1967, dando

a Dissidência

da Guanabara. de Marighela de 1967,

o
lizada

comparecimento

à I Conferência
em Havana, sem a

da OLAS,re~ autorização Re-

no final

de julho

do Comitê

Central,

precipitou e seus

os acontecimentos. não acatavam, galvanizar

A Corrente

volucionária disciplina

crescia

líderes

publicamente,a

partidária.,

ameaçando

o VI Congresso. pu-

Prestes, dessem contestar

preocupado suas

com o fato de que os divergentes políticas no Congresso; de medidas

posições

resolveu p~niti

pôr fim ao ·'divisionismo" vas, a fim de "limpar

e iniciar. uma série

a área". reunido numa casa em são Paulo, e Manoel o Co Jover

Em setembro mitê Central

de 1967,

do PCB expulsou

Carlos 'Mari~hela foram

Telles.

Através Alves,

da "Voz Operária", Jacob Gorender,

publicame:nte

acJvertf-

dos Mário Batista taduais politano dirigido mentos

dos Santos.

Apolônio de Carvalho e Mfguel . . Foi decretada a intervenção nos Comitês EsI I •

do Rio de Janeiro de Brasília por José seriam

e são Paulo,

bem como

no Comitê

Metr~ então ele-

e no Comitê

Marítimo

da· Guanabara, esses

Maria

Cavalcante. (9).

Posteriormente,

todos --

expulsos

Os expulsos nização

do PCB nao conseguiram

integrar-se

numa

orga-

partidária única e, assolados caminhos diferentes.

por divergências a Ala

internas, Marighela

procuraram deu origem

Em são Paulo,'

ao Agrupamento

Comunista Libertadora

de são Paulo, Nacional

posteriormenNo Rio Gran Leninis

te transformado

.

em Ação

.

de do ~ul,
(9) Também

em novembro

de 19G7,

formou-se

..

. (ALN).

-

a Dissidancia

seriam expulsos: Joaquim Cnmara Ferreira, Anibnl Fcrnnndcs nbnnvi des, Lourdes Odete de Carvalho Dcnnin, Nery Rcis de Almeida e Francir.cõ Leivas Otcro.

____

.[n

E S E

n

V~

~

__

..

...A

I
do Comunista Maritimo,

H E S E

nv

1\

~iJ

197

ta do Rio Grande do Sul, que, no ano seguint?, iria dar ao Partido Operário Comunista

origem

(FaC). Em Minas Gerais, os diver-

gentes iriam organizar a "Corrente". No Rio de Janeiro e na Gua nabara, os expulsos'do PCB formariam, em abril de 1968, o Parti Brasileiro Revoluci~:;nário(FCBR). Ainda na Guanaba e José Maria Cavalcante, ·com o séu Comitê Leivas ra, Luiz Guilhardini

foram para o PC do B. Outros, como Francisco
i
I

atero, abandonaram a militância partidária. Expurgado, o PCB pôde realizar,com certa tranquilidade, sítio Sérgio o
"

o seu VI Congresso, de 6 a 13 de dezembro de 1967, em um tos, compareceram Holmos 96. Dentre os faltosos, encontrava-se

nos arredores da cidade de são Paulo. Dos 106 delegados previs~ ("Isac"), que se afastara do Partido por não elegeu um Comitê Central com 62 membros, concordar
31

..,

com as teses do Congresso. Dirigido por Luiz Carlos Prestes, Congresso

efeti-

vos e 31 suplentes (10). A Resolução Política apr,ovada no VI Congresso reafirmou a linha da. "via .pacífica" para a tomada do poder, sem descartar, entretanto, a hipótese da 'l~ta armada: "A.6 áOlLça.6 pOpu.lalLe.6 nã.o podem l'<"mLtalL-,~e ao.6 m(lIl.c.o,~ da,~ .tei..6· '<"mpo,~ta.6 pelo lLeg.<.me. e. de.ve.m c.ombinalL a.~ 601Lma.6 .e.e.ga.<.,~ e. i.le.ga.<..6 palLalL de. lu.ta

e. olLgani.zacã.o.

O

palLt'<"do

de.ve. plLe.p~lLalL-.6e.
c.omo a

a.6 ma.6.6a.6 palLCl a c.omb.tnac·ã.o

da.Y 6olLma.6 e.le.me.ntalLe.J

e. pILe. e. .c.e.lu.ta

O:~

I

ga.<..6 de. lu.ta.6 a.lLmada" •

c.~m ou.tlLa.6 de. nlve..<...6 ma.<...6 e.le.vado.6,

I

Reafirmando a sua condição de membro 'do Movimento Comunis ta Internacional,

.

o PCB definiu as etapas da revolução no. Braa primeira, e socialis"incor as

l'

e

sil como sendo núcional e democrática,

ta, a segunda. Preconizou umç. "reforma agrária radical" €i a atu~ çao no movimento de massas e no seio das Forças Armadas, lutas populares", a VI Congresso~ assim, reafirmava a posição nha de massa e afastava-se, pelo menos da. tomada a pelo liporando oficiais, sargentos, cabos, soldados e marinheiros'

1

1~
]
1

Comitê Central, em maio de 1965: assum~a, concretamente,

J

fa

prática, da luta arma

(10)

1
,

Dentre os eleitos para o CC, al~m de Prestes, encontrovnm~se Gio~ondo Dias, Arm.:mc.loZiller, David Capistrélno, llércule.s Correia dos Reis, Hoisés Vinhas, Salomão Halina, Luiz Tenó~io de Lima e SevC'riilo Teodoro de. l-lclo, C'stc como f,uplente. Além dor. milit •• ntçs explllr.os em $ctcmhro, <11{'.lIns que pertencinm <10 Comi tê Cl'ntra1, formado no V Congresso de 1960, n3.o (oram reeleitos. I 1 • 0\ R F. S R V t. IVO

.

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-

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....

----

I
10.

R E S

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A O O

198

A Dissidência Niterói e o primeiro MR-8 No bojo das divergências do PCB, surgidas a partir de

1964, formou-se uma dissidência centrada na organização de Base da' Universidade Federal Fluminense, que ficou conhecida por Ois sidência Niterói ou, ainda, Dissidência Fluminense. Impregnada das idéias radicais e militaristas, que proviútil", PCB
(r-DHEI.N),

nham do foquismo cubano, a Dissidência Niterói entrou em choque aberto com o PCB em 1966, quando, ao contrário do "voto vembro. Nesse mês, a Dissidência Niterói rompeu com o criou o Movimento Revolucionário de Libertação Nacional cujos principais lideres eram todos universitários
(11)

passoU a pregar, abertamente, o "voto.nulo" nas eleições de'noe

da Universi-

dade Federal Fluminense.

Ao longo de 1967, o MORELN rários metalúrgicos

conseguiu aliciar

militantes do' Rio

descontentes com o PCB, em algumas Organizações de Base de opeem Niterói e no interior do'Estado de Jane~ro, notad~mente, ção revolucionária em Nilópolis, Nova Iguaçu e Campos. Com e uma conceE concebia a consecução da

uma estrutura orgãnica primordialmente militarista foquista, o HORELN

revolução, através da luta armada, desencadeada em três fase~: li,?fase: _ construção de uma organização que determinasse e iniciasse o reconhecimento de uma zona operacional; _ preparação de uma área de treinamento de guerrilha e

formação de, pelo menos, um grupo, chamado de "grupo de campo"; desenvolvimento de contatos a nível nacional e internacional, visando, internamente, a'angariar a futura adesão a guerrilha e, externamente, a obter a "solidariedade inte'rnacioI

nal" para o movimento. I 2~ fase: início do treinamento guerrilheiro. 3~ fase: invasão de uma área e formação de guerrilheira. Com a morte de "Chê" Guevara, em 8 de outubro MORELN nação anterior _ homenagem "Movimento Revolucionário" 'por d'e 1967, o uma coluna

aprovou a mudança de seu nome, mantendo parte da desig,e substituindo em "8 de Outubro",

a expressão "de Libertação Nacional"

ao "herói" morto na Bolívia ....

(11) Eram eles: Aluizio Ferreira ralm~r, Milton Gain Leite~ Aritonio Rog~rio Garcia da Silveira, Umherto Trigueiros Limn, Nielscn Fernandes, Rcinnl do Silveira rimenta, Marco!' Antonio Farias de Hccleiros e Scbnsti~o }te=
dehos Filho.

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til E S E 11V A~

0·1-

1....,99 8 de

•••
Nascia, assim, o primeiro Movimento R~volucionãrio Outubro (MR-8) (12).

11.

A formação da Dissidência da Guanabara No processo da luta intern~ no PCB, surgiu, em 1966,no am

bito do Comitê Universitãrio des~e Partido, no Rio de

Janeiro,

uma "fração" que fazia constantes críticas às posições "moderadas" dos reformistas. Em fevereiro de 1967, numa casa de temporada em Petrópolis, essa "fração" realizou uma Conferência, rompeu com o PCB e passou a constituir a Dissidência da Guanabara (13). Nessa I Conferênc~a da Dissidência da Guanabara, a organi zaçao formulou a sua linha pOlítica, através de um "documentobase", eivada de indefinições. Apesar de apoiar o Partido Comunista da Ch.:j..na na sua luta ideológica contra'orevisionisrro, estab~ lecia que isso não pode~ia significar "a perda do espirito critico em relação aos erros dos comunistas chineses, principalmen te na sua política externa". Apesar de apoiar a OLAS, ressaltava que isso não poderia implicar "na aceitação total de seu pr~ grama cu diretriz". Definindo-se por uma revOLução estabelecia estava atravessando ra de guerrilhas", socialista, o Brasil quatro fases para a Guerra Revolucionária:

.~

a primeira fase, de preparação da luta arma as "insurreições na cidade e no campo"

da, e o foco guerrilheiro seria implantado na segunda; a "guer-

.

..

e

a

criação de "comandos urbanos" comporiam a terceira fase, precedendo a última, á. da "ofensiva geral estratégica". No decorrer de 1967, a Dissidência da Guanabara sofreu um vigoroso processo de luta política interna. No intuito de tar resolver o impasse, a organização realizou, em dezembro 1967, num convento da cidade de Petrópolis, a sua II cia, na qual ficou nítida a existência de três linhas nião.
(12) O segundo

tende opi-

Conferênde

~

eia

1-m-8 seria da Guanabara.

criado

em setembro

de 196~,

originado

da Dissidên

(13) A DisGid~ncia

da Guanabara era dirigida por Jorge Eduardo Snavcdra Durão, S0rgio Emanucl Dia$ Campos, Jorgc''Emílio Bonct Guilayn, Nclson Lcvy, Ycdda Botelho Salles, Luiz Eduardo Prado, Luiz Robcrto TC'nório c Jorge Higucl ~Ieycr. C i.nterc!#fiiultu rCfifoa] tar C(~le apcsar de Inc1dimir PaI mC'i.r,1 posr.ui.r gr:mdc influência na Di:.r.iuênci.1 .U'l Gual1<lh.:lra, onde mili= . tav;1, n30 fluir. f.1zer )lnrte de fiU:t din·c;nll, ,t.1Ivcz pnrn nno deix,.ar l"l'VCInda .1bertnnlC'ntc sua pOGitno idco]~~ir •.• no movimento univcrsil~rio, on-

do tinI", projoc"o.

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ES E

~~7.-ry~_.
---~._---

...

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o
unidade da organização

E S E H V A O O

200

,
!

L~

\

grupo vencedor, de posições mais moderadas,

pregava

a

e, liderado por Daniel Aarão dos Reis Fi

lho, Wladimir Palmeir~, Stuart Edgar Angel Jones e Luiz Eduardo Prado de Oliveira, prosseguiu o trabalho junto .:lOS estudantes d.:l cidade ~o Riq de Janeiro. Alguns meses depois, entretanto, radi calizaria sua posição, adotando um militarismo foquista.

r
l.

o

segundo grupo, conhecido corno o "grupo dos

foquistas", liderado Campos,

defendia idéias militaristas,

tais corno a formação do foco guer

rilheiro e a negação do partido. Derrotado, o grupo, por Jorge Eduardo Saavedra Durão e Sérgio Emanuel Dias

saiu da Dissidência da Guanabara e organizou a chamada Dissidên cia da Dissidência, que, meses após, curiosamente, passaria aado tar uma visão crítica do militarismo. O terceir? grupo, dirigido. por Re.né Louis Laugerie de Ca.!: valho (filho de Apolônio de Carvalho), Marco Antonio Costa de M~ deiros e Jorge Emilio Bonet Guilayn,compunha, mado "grupo dos correntistas", simp~tico na ocasião, o ch~ da Corrente a linha

Revolucionária. Mais tarde, esse grupo veio a constituir-se, num dos alicerces da formação do Partido Comunista Brasileiro Revo~ lucionário (PCBR). Comunista de são Paulo elei-

12. O Agrupamento

Antigo militante do PCB e membro do Comitê Central to, sucessivamente, ghela constituía-se

nos Congressos de 1954 e 1960, Carlos Marinum dos maiores lideres da Corrente RevoluSua

cionária, que tentava radicalizar a linha politica do PCB. se pertencer à "Ala Marighela".

maior influência era em são Paulo e seus correligionários diziam

Em 10 de dezembro de 1966, Madighela já havia enviado urna
I •

"Carta i Executiva",

na qual renunciava à Comissão Executiv~

e

declarava-se em favor de urn~_postura revolucionária.

Continuan-

do, entretanto, no Comitê Central, durante a Conferência do Comitê Estadual do PCB em são Paulo, realizada em janeiro de 1967, Marighela conseguiu se'releito secretário-poli tico, contando com .. o apoio de outros membros da cúpula do.Partido, dentre os quais Joaquim Cãmara Ferreira.

I i

rflESEnVA~O

201

Convidado
\

em caráter es~ecial e sem pedir permissão ao Co da OLAS, rea
,-

mitê Central, Marighela compareceu à I Conferência do ciência da sua viagem, o PCB enviou um telegrama

JI
I

lizada em Havana, de 31 de jul~o a 10 de agosto de 1967. Tomanao Comitê

-I

Central do P,artido Comunista de.Cuba, afirmando que !-1a.righela não estava autorizado e não representava o PCB. A reação dé Marigh~ .la foi imediata e decisiva. Ainda de Havana, em 17 de agosto de 1967, enviou uma carta ao PCB, rompendo definitivamente Partido, acusando os membros do Comitê Central de nos cargos "a poder de cambalachos" e tachando o orgao uma "espécie de academia de letras, cuja única função em se reunir". Sobre sua ida à Conferência da OLAS, afirmava na carta: com de o ser manterem-se

I
I

I
, ,
I

I

i

consiste Marighela ao pa~a Comit~ p,tat.<.-nenhuma

"E
Ce.nt~al, c.a~ atoJ auto~ida~e na~ o que

evidente

que

compa~eci Jegundo

Jern pedi~
que po~que

pe~rniJJao l.<.c.enca pa~a nã.o ~ec.onheco Cent~al,

p~irne'<'~o po~que ~evoluc.'<'onã.~'<'oJ,

nã.o .tenho

pedi~

~evolucionã.~.<.a, ne~.te Cornit~ devo, ou nã.o, 6aze~".

de.te~mi-

Após posicionar-se a favor da OLAS e considerar-se'"inte_ grado na Revolução Latino-Americana, da qual a Revolução Cubana
'

,

e pioneira",

Marighela encerrava a sua carta, afirmando:.
o

~

"Em m.<.nha c.ond'<'cã.o de. c.omul1.,.<.J.ta, ã. qual jaIllCl".<.-6.'te.ltulteialtei, e qu.e não p'ode Jelz.dada nem Iz.é.t'<'~ada pelo Com.<.tê Cent.'tal, poiJ o Pa~tido ComuniJta

e o malz.xL~mo-leniniJmo não têm donC',!! e não 6ão mónop5l,<,oJ d~ ningu~m, p~oJJegu'<'~ei pelo c.am~nho da lu:ta a~rnada, ~ea6i~"'ando minha atitude ~evolu.c.ionã.~ia e ~o"'pc.ndc
em deóinit.<.vo

com você.ó".'

Lã mesmo, de Havana, Marighela escreveu mais duas cartas: uma, datada de 28 de setembro de 1967, ao ex-Almirante Aragão, cubana e propondo uma união de forças para uma luta de guerrilha, e a ou tra a Fidel Castro, solidarizando-se com a revolução incorporando-se ao p~econizado pela OLAS.
,

.."

c..••

Essas três cartas, que ficaram conhecidas como uS "Cartas de Havana", marcaram o-aparecimento de Marighcla como um "grano' de lIder guerrilheiro" e que iria criar uma das mais -importantes organizações militaristas do Pais. Ao retornar ao Brasi~, impregnado das concepções facelou o Comitõ'Estadual r foguisa

tas e com a promessa de apoio'dos d6la~es ·pubanos,.Marighcla es. do pcn de São Paulo c transformou
o'

iH E S E~_~~o
o, _ ••• _

In

E S E fl V ; ~

~

202

sua "Ala" ,-noAgrupamento Comunista de São Paulo, que assumiria, em 1969, a deno~inaç50 de Açâo Libertadora Nacional (ALN). A partir de setembro de 1967, após a sua expulsão do Comi tê Central do PCB, Marighela iniciou o envio de militantes do Agrupamento Comunista de são Paulo para fazer cursos de guerrilhas em Cuba (14). 13. O "Encontro" da Corrente Revolucionária Em conseqüência das medidas punitivas tomadas pelo Comitê no "apa-

Central do PCB, reuniram-se, em 19 de outubro de 1967,

relho" de Apolônio de Carvalho, localizado no bairro Paraíso, em Niterói, os líderes da divergência que compunha a Corrente Revo lucionária. Nesse "Encontro", compareceram mais de 20 representantes de vários Estados e do Distrito Federal pessoas, (15).
,

e

O

-representante da "Ala Narighela" de sâo Paulo, era Joaquim Câma ra Ferreira. Foram aprovados dois documeritos~ ambos de autoria de rio Alve~. Má-

q

primeiro,

intitulado

"Proclampção aos

Comunispuni~ivas

tas Brasileiros",

limitava-se a criticar as medidas

do PCB, tachado de "fracionista", e , a conclamar os revolucionários ,

"oportunista" e "reformista", a org~nizarem um novo partido;

nem da linha soviética nem da maoista, mas se aproximando das resoluções da OLAS; o segundo, "Sobre o Programa e a Tática"., procurava traçar a linha política desse novo partid9. Aprovou-se, também, no "En,contro" a criação de uma "Com'is Partidária", integrada por Apol§ Armando _ .

sao Provisória de Reconstrução Teixeira Fructuoso,

nio de Carvalho, Jarbas Amorim, Manoel Jover 1'elles e

a qual deveria preparar o programa e a con-

~'

\~
(15 )

Na primeira leva, posteriormente denominada de I Exército da ALN, seguiram para Cuba: Adilson Ferreira da Silva ("Higuel"), Aton Fot1. Filho ("Barcos"), Epitácio Rcmígio de Araújo ("Júlio"), lIans Rudolf Ja cob Hanz ("Juvêncio" e "Suíço"), José Nonato'Nendcs ("Pele dc Rato" "Pará"), Otávio Ângelo ("Fcrmin") e VirgÍlio Gomc's da Silva ("Carlos").
I ~

c

Entre os participantes estavam:; Apolônio dc Carvalho, Jarbas Amorim, Higuel Batista dos Santos, João Pedro Francisco Filho, Nicol.:\u Tolen tino Abrantes dos Santos e Getúlio dc Olivcira ·Cabr.a l, do Rio de Jã neiro; Nário Alves, Jncob Gorcllder, NanocJ: Jover Tc lle", Ann.:mdo, Te i= xeira Fructuoso, Ilclcll.:\ llo.:\ventura Neto, Sal,at ieI 'fcixe ira Roll ins, Geraldo Soares e Robcrto Ribciro Nartins, da Guanabara; Thomaz Miguel Presshurgc;r, de llrasíli:l; Brullo Costa ele AlbuCJuerCJuc Nnranhno,clc Pern.3.mbuco; «lcm de dois reprcscntantes do Rio Grnnde do Sul, 'dois de Hinas Gcrais, e um do Espírito SantOt de codinomc "Nilo".

Gn V_~!: O

[~E

----..
.
.

203

ferência nacional do novo partido a ser fundado. Os dois

~epre

sentarites de Minas Gerais foram contrários ao novo partido e Jo-"'. quim Câmara Ferreira já tinha outros caminhos, em são Paulo,com
a "Ala Mariqhela". Os documentos refere~dados nessa reunião foram enviados a dissidentes do PCB em outros Estados, tais como Sergipe,Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, os quais aquiesceram em participar do movimento. Efetivamente, em abrilodo ano seguinte, seria realizada a Conferência de Fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). 14. O PC do B fortalece a luta ideológica Três documentos marcaram a linha política do PC do B, em

1967, todos com a t6nica de fortalecer a luta ideológica contra o revisionismo, o foquismo, o trotskismo e as concepçoes centristas daPOLOP. Em abril, após a visita à China de uma delegação do Comi-

ti Central, o PC do D pUblicou o documen~o
te ti. Grande Revolução Cultural Proletária",

"Apoiar decididamen_
'onde reafirma sua

posição de apoio ao pensamento de Mao Tsetung e à Revolução Cul tural, então em curso naquele país.o Deve-s9 destacar, entr.etan_. to, que, contrariamente à linha chinesa, o PC do B considerava _ o se seguidor de um marxismo-Iel1inismo "puro"', staloini~ta, e nao via o pensamento de Mao Tsetung como uma nova etâp~ na doutrina comunista._
o ,

Em maio de 1967, o Comitê Central aprovou. um segundo docu ment<:>, "Desenvolver a Luta Ideo~ógi.ca e Fortalecer a Unidade do
. artido",

no qual procura reafirmar a Sua doutrina e resguardar I

o Partido das dissensões que vicejav4lm no PC13 c na POr..OP. Sobre 'o caráter da revolução, o documento reafirma a sua ta, e posiciona-sc ~o~tra o foquismo. "No Bll.a~-i..e, C.omo I'lO~ dellla-i.~ pa,z.-6e~ .ea..t-i.no-a.ntc.Il..i.c.(t/lO-fl, a Il.e v o lu Cão .tem d ua~ e.ta pa~. Uma, l1ac.[o na e e d'; 1110 c Itã.t.t c a, e a O" t \ a,

.,

Hc.talü.ta. A.tl1da que ~ejalll plllt.te de. "m plt~ce.Ho iíll.tco. eea.~ Mo bem de6úl.tda.J .e .têlll con.teiido dh.UI1.to .... Ma~ exÜ.tclII .tcda~ a~ c.o 11 d -i. ç õ e -6 p a'L a .t o I{ II a Il. v Lt o IL-i. (I .!> a a 11. ~ \I o tu C ã.(I 11 a.c.-i. o /I a.e c. ri e m (I c.'t éi.I

ta" .

.t-i.c.a. que.

a.blL-i.hã

o c.am,{.I1!to palLa.' a pa~d(t9C.1II

lLevotucã.o

~oc.'<'a.r'<'-6_

-.-------~~ F. S E

n
-

V l~vO

I

----.--

lRESEnVA~~J~
Emprestando o PC do B atacava dor velado solidariedade o revisionismo cubano.

-2-.04

à China, à Albânia
soviético, visto

e ao Vietnam, como o apoia-

de foquismo

o
vembro

terceiro

docum8nto,

"O PC do B na Luta contra
na reunião
I

a Ditaduem norevo

ra Militar",

foi aprovado Nele,

do Comitê

Central,

de 1967.

o PC do B ~eafirma

a sua "estratégia de 1962,

lucionária", "tãtica

estabelecida

no Manifesto-Programa contida nas resoluç6es

e

a sua

revolucionãria",

da VI Conferênde "um poderos para, numa e "poli /

cia, do ano anterior. movimento de massa",

Defende

o desencadeamento e nos campos, a "ditadura

nas cidades derrubar

tica de frente-única", tar um Governo
r~

militar" que

implan-

popular

Revolucionãrio.

da libertação

é o caminho
da luta golpe pelo

da luta armada", armada

'que "só através tico criado pOder": Albânia ninista Após

é

Afirmando

"o caminho destaca poli

o PC do B varrer

possivel

o·sistema

de primeiro ataqu~s

de abril

e conseguir

um novo, elogia a

os costumeiros e cita

à URSS e a Cuba,
como "o maior e guia a uma

e a China, da época

Mao Tsetung

marxista-le Cul

presente,

o inspirador

da Revolução

tu:cal". Esse documento sâo Executiva

faz referência do trabalho

"Circulé'.r dã Comis~ estabelece'que

a r~speito

no campo"

no interior "reside o maior potencial revolucionário do pais" e . '. que ele será "o cenãrio mais favorfivcl luta ar~ada". Sobre as

a

atividades

do Partido, e junto já·estavam

·faz referência aos estudantes atuando

ao trabalho c afirma

nas fábricas, algul~s de

nos pindicatos seus quadros

que

nas áreas

rurais.

Coerente tinuava

com a sua linha da luta

de Guerra

popular,

o PC do B con

a preparaçao

armada

no campo.

15. A Ala Vermelha Durante bateu-se com todo

do PC do B assume o ano de 1967,

a posição

foquista do PC do B dee de defini sido expul-. co B,

a Ala Vermelha

seus problemas política.

internos de seus

de organização líderes geral terem

çao da linha sos do PC do mo uma que ala

Apesar

n

no ano anterior, do Partido,

a iÀéia

era permanecer AV/PC do

interna

conservando

a sigla

se manteve

até 1969.

'SEIlVADO

"

rI1ESEHV~LO

205

,Em termos de linha política, para definir contrária to sob o título "Crítica ao Oportunismo e ao

a

sua posição

à do PC do O, emitiu, em dezembro de 1967, um documen
Subjetivismo da Ditadura

Uni~o dos Brasileiros para Livrar o País da Crise, da

e da Ameaça 'Neocolonialista", criticando aquele que havia sido aprovado na VI Conferência do PC do B e desenvolvendo, nessasua primeira fase de formação, uma linha nitidamente foquista.

Pelo documento citado, do mesmo modo que o PC do B, a Ala Vermelha considerava que a revolução deveria ser feita em duas etapas. A primeira, para atingir uma Democracia Popular e a segunda,para atingir o socialismo (16) _ Mas, para partir rumo ao primeiro objetivo estratégico(De mocracia Popular), teriam que ser obedecidas duas condições, já do Pro contrano campo da tática: "construir um Partido Revolucionário letariado"; ,e "aniquilar o aparelho milit~r da ~itadura revolucionária, nário" •

substit~indo-o. pelo Exército Popular Revolucio-

Af irmava a Ala Vc'rmelha que "pclll.a q u.e aJ Ó oJt.çct.6 ,'te\.! o .e.u.c.t.~ n~Jt.la.6 ob~enham ixLto, toJt.na-.6e nec.e.6.6~Jt.lo o empJt.ego da lu.~a a~ mada doL6 ve.Jt.: como Jua pJt..t.nc..t.pa.e. óoJt.ma de. açã.o". o mundo E acrescentava: '''A qu.e e.x.t.6.tc./11 (17). expe /z..t.êl1c.t.a da Jt.evo.e.u.ção em todo -tnd-tc.Cl ClpC.HCl,~

c.am.t.l'lhoJ 'a.tItClVeJ a gue.Jt.ha

do.6 qu.a.i ..,~ a .e.u.ta ClltmClda pode. e ct gueltltCl popu.e.alt"

.6e. d.e.,~c.l1vo.e.-

-tnJultJt.e.c.-tol1a.e.

Assim como o PC do B, a Ala Vermelha acreditav~ na guerra popular, defendendo a crié;lção de um "partido temperado .na luta", da "aliança operário-canpo, • I'

do Exér~ito Popular Revolucionár~o,

nesa", de urna "frente única revollucionária" e da IIcorreta combi nação entre a luta armada no campo e nas cidades".

(16)

Na primeira fase, desenvolver-se-ia uma "revoluç50 antincocolonialista, democrática, agrária e de transformaçõcs socialistas". Nesta etapa,a De mocracia Popular seria instaurada por um Govcrno Popular Revolucionária, que teria as tarefas essenciais de expropriar c estatizar os capitais , os bcns e as propricdadcs do ncocolonialismo c da burgucsia, c cxpropri ar toda a propriedade lati~undiária, rcalizando a rcf.orma agrária radi=

cal.

.
c, cnt5o, o Sociéllismo

Na segunda fasc, haveria uma "revolução socialista" seria instaurado pcla Ditadura do Proletariado.

.

~

(17)

A Ala Vermelh~ do PC do fi s6 acr~dilava na guerra insurrccional se o Ex~rcito cstivesse desprovido de cocs~o interna~ se o Governo cstiv~sse' em ~rocesso de decO\llposição·c de ocsl1loralizac;no'c ~,c cxist:ir.f>c um prolci tarl.auo eln_ a t'ln~s. Como nenhuma deSfias condi ç'ões cxis t ia na época, a l\1n Vermelha n~lO adotou a UJJ~~.::.-:'=:=.:..L.-.:-.
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to ao método de desencadeamento Ala Vermelha,

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1

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206

Entretanto, o ponto de discórdia com o PC do D surgiaqu~~ da luta armada, que, segundo a se poderia dar de quatro formas: fruto de um gra~ campo~

de movimento de massas; resultado de um levante armado um "foco revolucionário". Descartando

~~s; a~ravés de uma c~são no Exército; e através da formação de

as três primeiras formas, como inviáveis

na-

quelas condições do 'país, a Ala Vermelha fixou-se na formação de um "foco revolucionário". Tentando construir um misto de maoísi

mo com foquismo, a organização ~efendia o desenvolvimento trabalho para ganhar as massas para a·revolução,atrav~s ção de uma "Frente Única Revolucionária", mento de mobilização

de um

da cria

vista como "um instru

das massas para apoiar a luta armada".

Desse modo, a Ala Vermelha do PC do B escolheu a luta armada, de linha foquista, como o caminho a ser seguido pela org~ nização, fruto· de uma análise .político-conjuntural realizada em 1966/67. No ano seguinte, a Ala Vermelha do,PC do B passaria da teoria à prática. 16. O debate teórico e ideológico da AP Em 1967, a Ação, Popular (AP) inic~ou a mudança de sua ideo

tt·

logia, buscando no marxismo-leninismo o instrumento para "prol~ tarizar-se" e "viabilizar sua luta revolucionária". Durante uma reunião do Comitê Nacional, realizada em feve' reiro, foi levantada a necessidade de sistematizar o estudo marxismo-Ieninismo conseqüência à luta revolucionária. do e de ser criado' um partido para dirigire dar O "Debate Teórico Ideológ! nítida de in-

co", documento resultante dessa reunião, tinha uma tentativa de introduzir o marxismo numa organização rico do marxismo, sem envolver-se nas conseqüências ca
(18) •

fluência do filósofo marxista Louis Althusser c representou uma origem cristã, sem assustar seus militantes. A AP assumia o estudo teó de sua prát! Já o documento

"pãrtido de Vanguarda",

do naquela oportunidade,
\

" apontava a necessidade de ser

também elabora oriado sentido,

um partido para conduzir a revolução, fazendo, nesse ,
\

..

(18)

A fim de incentivar o estudo, o Com.:mcloNacionn.l publicou e distríbuiu os "Textos para Debate", contendo obrnsbélsicns c passagens importantc~ de pensadores comuni.stns, pnrticulnrm0.11te Nnr~ e Enr,cls.

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constantes

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o
partir

referências a Lenin. Afirmava, também, qu~ aincl.:l nao

havia esse partido no Brasil e defendia a sua criação a da Ação popular.

.
tais como Mao Tsetung,

Em meados de 1967, a AP, baseada em Marx e Lenin, debatia se no estudo de pensadores divergentes, Althusser, Guevara e Debray. procurando

Apesar de algumas criticas ao foquismo, a AP,

materializar a sua mudança de postura e buscando o reconhecimen to e o apoio internacionais, enviou, no final de julho, seus mi litantes vinicius Jos~ Nogueira Caldeira Brandt, o "Rolando" , e Paulo Stuart ,Wright, o "João", para o I Congresso da aLAS, Havana. Durante o Congresso, a organização conseguiu que o verno cubano colocasse ã disposição ~a AP 14 mil dólares so de guerrilhas em Cuba. Foi, também, conseguida para a em gopara AP a

financiar as passagens dos militantes que iriam freqüentarocur ~epresentaç~o politica do Brasil em Cuba, em substituição a-'Bri zola, que, colecionando'fracassos, nao apresentara explicações, acei'táveis para o destino dado aos dólares cubanos por ele rec~ bidos. Tal fato, inclusive, brasileira" levaria Fidel Castro a referir-se revolução a Brizola como "El Raton", sugerindo que o "lider da

1

se havia locupletado com o dinheiro vindo de Cuba. a pres idéi1cia da UNE de que

]

Em agosto, com a eleição para

Luiz Gonzaga TravassoS da Rosa, a AP manteve a supremacia, versit~ria Católica, em 1961,
I

]

tinha no Movimento Estudantil desde os tempos da Juventude Uniquando foi eleito Aldo Arantes. levaram-na

J'

No segundo semestre-de 1967, os debates na AP Em conseqüência, a AP enviou 5 militantes na a

a adotar a visão maoista da Guerra popular, abandonando o foco.

J' ,

e

freqüentar o curMilitar de Pe

so de capacitação politico-milit~r quim
(19).

Academia

J J

Até o final do ano, a estrutura organizacional

da AP evo-

luiu, modificando o seu sistema de comando a fim de atender à no va concepção estratégica que ia adotando. Desse modo, fOl~amcri~
I

]

das a Comissão NEcional Estudantil, a Comissão Nacional ria, a Comissão de politica e organização, Camponesa a Comissão

OperáNacional

!

J J J

e a 'Comissão Nacional de Serviços.

(19)

Entre eles cst:lVam: do Borges Ródrir.ucs

.1ail.: Fcrrc.>ira de S:\ ("Dodv:\l" 'Q\I "Dori) , Haroll:ima ("Zé Atlt;ônio") c José RCO:lto R:lhelo('~R~1I1") •

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marxismo-leninismo tímida

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208

No debate ideológico, 'ficou evidente o conflito

entre

.0

-- através do Pensamento de Hao Tsetung -- e a "ditadura do proletari!

a base idealista da AP, trazida do movimento católico. De inicio aceitava-se com reservas do" -, a ideologia marxista-leninista 'iria dominar a AP e orien tar a sua atuação. Aos que perseverarilln nos ideais católicos, só restou a alternativa do desligamento da organização. 17. O IV Congresso e os •• rachas 11. da POLOP A in·tensa doutrinação ideológica pretendida pelo Ccrnite Na cional da Política Operária 1I0rganização doutrinarista", rais, Guanabara e são Paulo. Em setembro de 1967, a POLOP realizou o seu IV por 16 votos contra 14 -evitar 'os "rachasllna Congresso (POLOP), que lhe valeu o epíteto de não impediu o surgimento de corre~
I

tes internas, localizadas nas Secretarias Regionais de Minas Ge

e····

.Nacional, no quaL aprovou o "Programa Sociê:.lista para o Brasil 11 , uma pequena maioria que não conseguiu organização. Se-

~esd~ o ano anterior, já existiam div~rgências 'com a cretariá Regional de Minas Gerais, que defendia a e se aproximava das organizações que postulavam uma democrática-nacional". (COI,INA) (20). POLOP e viria a criar,em 1968, o Comando. de Libertação

Constituinte "revolução Nacional'

Essa dissidência mineira afastou-se, da

A minoria da Secretaria Regional da Guanabara apresentou, no Congresso, um programa caracterizando a revolução como séndo' da "guerra. e 'vide IIlibertação riacional" e defende~do a estrat~gia

prolongada no campo". Liderada por 'Juarez Guimarães de Brito sua esposa, Maria do Carmo Brito, essa dissidencia carioca ria a juntar-se à dos mineiros, na formação do ~INA.~

e.

Em S~o Paulo, a minoria da Secretaria Regional havia adotado uma posição foquista, seguindo a orientação do livro IIRcv2 lução na Revolução?", de Regis Debray. No Congresso, apresentou teses baseadas na IIResolução Geral" da I COSPJ\L, da OLAS, real.!:. zada em agosto, e defendeu a constituição de um IIComando Polít.!:. co-Hili tarll•
(20)

Derrotada, essa dissidência paulista - liderada por
".

Entre os lÍderes da dissidência estavam:' Ãngclo Pezzuti, Carlos Alber to Soares de Freitas, Apolo lIcringer Lisboa, llerbcrt Eustiiquio ~{e.Car:valho, Jorgc Raimundo Nahas, Maria José de Carvalho Nalias, Inês Etienne Romcu c Dilma Vana Rousscf Linharc~. •

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H E S E 11 V..~~~
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209 ~ilson Egidio Fava, \Valdir Carlos Sarapu e João Nacionalista Carlos Kfouri do em

Quartim de Horai.s-, selando antig,o namoro com os ex-militares Movimento Revolucionário de Brizola, criaria, (VPR). 1968, a Vanguarda Popular Revolucionária

Reduzida, praticamente, à metade de seus efetivos~a POLOP lançou-se, após o Congres~o, em decidida atuação junto ao movimento operário, setor onde não possuia a mesma força que dis . punha junto ao Movimento Estudantil. Em novembro de 1967, foi divulgado o documento "As razoes

da Frente da Esquerda Revolucionária", assinado pelo Comitê Nacional da POLOP, pelo Comitê Estadual do, PCB do Rio Grande do Sul (dissidência), pelo Comitê Municipal(lcninista) do pcn da capital gaúcha e pelo Comitê Secundarista da Guanabara(PCB). Nes

4t

se documento,

além das criticas à direção do PCB, ficou acertasocia-

da, pelos signatários, a constituição de uma Frente de Esquerda Revolucionária, por aqueles que advogavam urna revolução lista para o Brasil. No final de 1967, concretizou-se que seria estabelecida munista (POC). a aproximação da

Dissi-

dência Leninista do PCB no Rio Grande do Sul com'a POLO~, fusão em 1968, formando o Partido Op~rário Co-

18. A Força Armadà de Libertaç~o Na~ional

(FALN) g~

o

inconformismo

com a linha pacifica ad.otada f?eio PCB

rou, na Faculdade de Direito da cidade paulista de Ribeirão Pr~ to, uma dissensão centrada no universitário participava de Moraes Wanderley Caixe,' que Luis de uma célula do PCB naquela faculdade. No primeiro, que se havia ligado a Ala Harighela -, do Partido e, influenciado de Libertação pelo Nacional"., Wanderley foquismo em seguida (PALN).

semestre de 1967, orientado pelo seu "a~sistente", Irineu resolveu desligar-se transformada

cubano" criou a "Frente

na "Força Armada de Libertação Nacional"

A FALN estruturou-se em três setores: de inteligência, 12 gistico e de formação de quadros. De reduaido conhecimento te6rico, sua direç50 n50 fazia elucubrações
,

,

sobre o caráter da repor meio

voluç50 'o nem sobre a'caructerizaç50
,.

da sociedade. Desejando iOE

mar um "Exército Popular de Libertação", objetivava,

dele, derrubar o Governo, assumir o poder b muda~ o regime.

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Horizonte. e grande no Brasil" forma por dois para além acentuada. além de Ribeirão para Preto e Sertãozinho. Luii.fora ~ cujo fechamento sid6 pedido infiltrada à ordem pública pelos e tornara~se um redut~de1es. cado dos Campos reios do Departamento e. '~nndcrley Cnixc. 1967. Gonzaga de lun jornal Wanderley Caixe juntamente da Silva com Nanci e outros.-.hQrápe- sas explodiram boniliasem logradouros na cidade moral vizinha I 'í públicos. a distribuir Chegou. Rego Rangel. que as do XXVIII reuniões A (UNE). IRESERVADOl /' . Sílvio Rego Rnngel. Mas. 210 de cstu'dantes da f'. do Estudantes e permitiram da Ordem. liberalismo. Atividades do clero na subversão na Igreja. . tônica era a FALN bombas (de Regis a luta armada. na Igreja 39 Batalhão e seus Polícia Mi. no Bugliani e Telégrafos. Rosa Mosca.litar. fez explodir nos cinemas bem como dos II. em 1966. rio. Pedro Elíseos. são Jorge na agência Mórmon e Suez. de 1967. paulistas de Ribeirão Em Ribeirão são Paulo. a No final FALN ras. (21) As bombas ernm confeccionadas por. até. Gonznga da Si 1 va. Oscar dos Santos Limn. marxista fazia-se'sentir.. nos mesmos Preto. "O Derro". gresso mentos da União apoiando Nacional a realização. Em Scrtãozinho. iniciou Preto nas cidades Preto. •• rios das acionadas 'tardos tinham nos quais a figura de Ribeirão para espalhar Os efeito e serviam panfletos. quista. dos dominicanos.t" ---~l ~ Através to. IIRevolução na Revolução?" onde a .. os franciscanos deram provas de suas tendên Con- cias políticas. I .. D. inclusive. os meios tissem desencadear 19.. A influência tulo I (item 15). pectos na ordem exteriorizada principais: mundanos também enfre os seus membrbs. e elogiava a FALN preconizava a derrubada do Governo de Guevara de (21). havia -. já se havia lutando estendido as cidades de Franca e Pi tangue~ gue lhe permi por afirmar-se a luta e procurando armada. nociva realizadas uma entidade considerada munistas em Belo. os atentados e SertãoziCentená no MerCorda No segundú terroristas nho. Mário comp~:r. Forneceram alojafossem UNE por era ser co- aos congressistas no Convento ilegal. do livro pichações semestre te'xto mimeografado bcbruy) e efetuou E S E R V A O~_. política."'.:lculdadc de passou a pregar Sílvio Direifo Luiz um a sua posiçâo Marieto.---' . problemas atividade dominicanos. Áurea Horeti e Hauro. de que tratamos de no c~píma~s asos dos .

(22) (Una ~') teH. O veículo por • utilizado era de propriedade da Diocese e os sido confeécionados panfletos l na Casa Paroquial de Volta Redonda. "por. foi a público defender os implicndos c alardear o fato como "Illa.üol '<J 21J. Christo.que vivemos em tempos de p. de 19/11/67.rcj. Em 1967. originãrios iríamos cons do meio estudantil. bispo local. foi programado um dia de greve contra as guerras e a subseqüente criação de uma assembléia peE manente pela paz. Luiz Felipe Ratton Mascarenh. o que n~o 3con~ teceu. o qual.".'HESlI{V/t. cujo assunto principal eram os "Textos para debate~ sobre a Teóiia Revolucio nária Chinesa". já se ia notabilizando.. Jorge Gonzaga e Natanael'José da Silva. houve uma reunião do chamado DCE-livre d~ Pontifícia Universida (entidade ilegal).t. 1.ta. · .. lmncntnndo que o emprecndim. de Católica de são Paulo Ali._~-- . Frei Francisco Pereira de Araú jo "Frei ·Chico" -. onde atuavam poli ticamen te comprometidos com idéias esquerdistns. inclusive. da Diocese de Barra do Piraí-Volta Rcdon ~ ' .e queimem. do. os dominiCilliõSde são Puulo pr~:mh.ser. tSnica foi o incitamento ã rebelião. no início do ano.~.cle".rnndcs superstições: nos'"os bezerros sncrados 'irão' de aud.. da Ação Popular. de ~u6oc. a tomada do poder pela força. Também nesse conve~ mundial to. Na gráfica desse mesmo convento.:l.ram a "SemanU. o escritor cnt6]~co Gustavo Corç~o escr~via em "O Estado de S. mais urnareun~~p c1andeseina seria realizadu num convento religioso. tatar suas atuações em atividades e organizações subversivas.:l de outro sC:cu] o. Paulo". desta vez no dos dominicanos de são Paulo. I 1 L~ r: s~~~ [) O --.:>nto desses jovens nio provocasse a indignaç50 do bispo. dava-se o ingresso cuja no not6rios e co convento dessa ordem dos jovens Oswaldo Augusto Rezende Júnior. quatro indivíduos que di~ tribuíam um mánifesto subversivo. foi impresso um número do jornal "Revolução. numa iniciativa de seu Prior.s. A essa reunião. ] e da.:llegrcnlente n ré.:l.va ] ] A renpeiLo desse epin6dio.·v~i.cin em nuu. em Volta Redonda. I • e Na noite de 5 para 6 de novembro.. Dom Valdir Calheiros.o para a redcnçno da lIum~\Ili d. o exCarlos de Azevedo Rosa e dois diretores da Juventueles haviam Apesar de Dioccsana Católica. lemhr:l11\ a super. Ives do Amaral Lesbaupin e Carlos Alberto~tibãnio E~breve.alL a voz da IglLeja" (22). No ano de 1966.undo O :lutor. no Estado do 'Rio de Janeiro. pregando.i. Magno José Vilela. forãm detidos. Ainda nesse ano. os crucifixos que. Liberd. já como religiosos. com ns últimas imngens de uma nntif}lIada Ir. por isso. compareceram nhecidos esquerdistas.d. que envolvia inclusive um es trangeiro.lc ia :tté obter que os eclcsinsticos renpgllcm .:1m o que denominu.i. flagrante da ilícita atividade.:l. Os elementos detidos seminarista foram identificados como sendo o diácono francês Guy Michel Camille Thibault.1uC' ( ••• )".1da idéia de um Cri sto mort.

Daí o importante papel da ala progressista da igreja c~ t6lica. com uma ressalva quanto ao seu entendimento.-[fi o . 20. cessara a vigência do AI-2. assim.•). j~! havia A. Um mil novecentos e sessenta e sete que são. mando-a em pressão.a a Frente Ampla. há uma opção pelo socialismo. Os bispos.)" Em agosto. Apolitica Constituição econ6mica exigia continuida Governo para não tornar vaos os sacrifícios ~mpostos por 3 anos. inclui também correntes e líderes reli- paz e pela. nos campos politico e econõmico. n V l\ C O 212 Em dezembro desse ano. o PCB incluiu na resolução política de seu seguinte proposição: Q~~osas correntes se de uma ativida- VI Congresso a "A posição da Igrej~ Cat6lica.. o Com a posse do Presidente Costa e Silva. A esque~da. No entanto. que al- t~m o d~ver de mbstrar que o verdadeiro vivid6 I guns confundam De~s e religião com os opressores do mundo. já! ~e uma nova c6nstituição. E S E. que dominav. na qual poidentificam com a~ forças que lutam pela cresce sempre mais em importância (.". iria radicalizar essa esperança. a expectativa de que o novo governo. tendo inclusive redigido seu manifesto.P'---------------\: " R. 'I _ principalmente.--J t: 1\ ' •• ... no tópico sobre o capitalismo.j~! ~ eleição direta. dos quais nada que 8 eram brasileiros. 'antes de sua posse. cap.o estado de direito.. o feudalismo. Nosso objetivo principal na luta contra a ditadura é pro mover a formação de um único bloco de todas as forças de oposiçao (••. com efeito. pobres e dos trabalhadores.~~ f. Nessa Mensagem.--. S E fiV_:". iria promover mOdificações·substanciqis.'-J----------. Evitaremos. o de Governo mostrou a seus correligionário~ que nao o que mudar de imediato. tianismo integralmente o assim se. percebenço que pelo menos pareel~ da Igreja poderia obter col~boração para suas des. havia sido divulgado um documento intitulado menos "Mensagem de 17 bispos do Terceiro Mundo".talismo e o imperialismo . estava em vigor s6 hávia alguns meses e o estimava que so teria condições de rever as punições revolucio- . democracia. transfoE.• ).. 'As reivindicações postas nesse sentido eram: anistia.expressam: "Os cristãos 'socialismo' é o crisdos (.' criara-se. tão logo chegasse poder.:! O ~~:. A frenté antiditatorial giosos.i. O Pais reencontrava-se com a ordem constitucional ao e .

i.~~~-.ucionnÜI l\ C\ll:l:.i. se tudo corresse bem. tomou como bandeira a.ção a. isto e.t. ajudava deci did~mente a criar as condições objetivas que as organizaç6es subversivLls as'perava'in vie.ã.~ li . cZ/I.. e: ell. lLe. Se não havia umu cone- xão entre a Frente l\rnpla e a trama que o Movimento Comunista In . a d. ela não co~ ..J /IIão.. aJ. mento de massas.. e crente 1. no mínimo. firmando' com este um acordo que iria dar força política e popular à mobilização que a Frente pr~ tendia realizar contra o Governo e o regime. Com sua postura de enfre~tamento ao Governo.em setembro.Zc.lLa1. nária~ dentro de dois anos.ac. A Frente não chegou a ser lançada. afastand~ n po~sibl1! dado de entendimento entre as partes para um futuro que outios acontecimentos paralelos acabariam por tornar di.ti. mas pass?u a ampliar seusconta'tos.Je aÚlLaça ã lIIa.ion.i6.dêllc.<?!Ja/ll o B'~a.a de 't:.------------[ n E S E r~~.i. temeroso de perder a 9portunidadc .ssem a . porém.tup.' ternacionul engendrava em Havana.'tada e.~a ÓfL<?I1. estu.stante.'c. encontrou-se em Montevidéu com João Goulart.t. o Governo reagiu e responsabilizou a Frente Ampla pela possível reversão da gr~dativa leliminação do controle revolucio nário sobre a vida política do País.t.. con~ribuir para apcit5-l~.cações inr. Nesse ano.t.'lõ!J.idez dá.t('. Revolução obtivesse êxitos mínimos.ta".i.t.ia ({ue.6.O 1>1:(\'_ ZOe Iri~.iva e paJ. a . em apoio 5."democratização" e propos-se a adotar a estratégia utilizada por Brizola em 1963. sob a pressão do movi Lacerda.c.c. que se proclamava contra o regime vigente. I tribuiu para afrouxar o "nó" que limitava qualquer possibilidade de anistia e outras modifi. aceitou as teses da esquerda para a Frente e.a.'ta C. Caberiam b~m aqui as' ~alavras que..--------------' . ao prefaciar o livro de Suzanne Labin.c. c..iva.. Os parlamentares çoes constitucionais.J.r-------------fn E SE n V A ~~ 213. ã 60ltça Itc.{l1Ip:tcv.<.ocorrer no País. 11{' .J6. ~e a A Frente Ampla. tema dominante e só se libertariam para promover as na estariam imobilizados' pelo sis retifica- com o povo nas ruas.il1gcl1u.0l1wll.adu. calcada mesma alegação. sim. havia menos de três ano~ Lacerda escrevera.Iz. não conseguindo aproximar-se do Governo.idade J. "Em cima da hora": "A eJ..6.ia. luta armada em preparaçao. realizando encontro com lideres sindicais e e"stu dantis.

S E H V A O~ que o momento p~opício já chegara.E .em frente única Dissidências Comunistas Universitárias.de Drizola. versiva mais atuante e os fracassos. destinado a apoiar a revolução em nosso País.Destino mais inglório que'o MNR teve a outra organização subversiva qu~ se cri~ra no Uruguai.. A direção d~ UNE passava a orientar-se pelo ideário de organizações que acelerariam o envolvimento da classe estudantil na militância armada.. Devia-se Esse tamapoio não refletia apenas o fato de a AP ser a organização subbém. N'es se ano. com as com a I COSPAL. a AP. a IRf. que se decidira pela pr~ ~etarização e começava. fim de canalizá-la para as organizações subversivas.' I / I .. Mas. A guerrilha acabou antes de iniciar suas "operações". a Resist~ncia Armada Nacio nalista. fizeram com que ele ficasse total mente desmoralizado ante os lideres cubanos-que o acusaram de e ter-se locupletado com o dinheiro destinado à Revolução com que se desmoronasse o Movimento Nacionalista Revolucionário atã a extinção. passou a receber o auxilio d~ gover no cubano. que nele via "uma escala- . .---' - . Só faltava um expediente que a jogasse em massa'na clandes~inidade. nao obtendo apoio externo e não tendo recursos para prosseguir em suas açoes.. a ch amU. nao deixou de ser explorado pela esquerda. -. Sem uma definição politico~ideológica. a Ação Popular. a proceder alterações internas visando a seus novos objetivos. Em Havana. e cujo objetivo era desenvclver-se at~ transformar-se num "ex~rcito popular revolticionãrio".o fato de seu "pombo-correio" ter sido preso entre os "guerrilheiros" do Tri~ngulo Mineiro . Em contrapartida. .da do governo ditatorial" contra a imprensa.Esses fracassos guerrilheiros de Brizola. Drizola lançou seus desprepa t ~d~ "guerrirados "guerrilheiros'" em ma~s uma aven'ura.sil junto a esse organismo. outra guerrilha que não houve recebera apoio do caudilho .SERVi\O . que se somaram a outros anteriores. sem dúvida.--'--~-----'-----. ~ez-se oficialmente presente à Conferê~cia da OLAS. além de conseguir a representação do Bl:'a . lha de Caparaó" que não houve -. u. a seu domínio sobre a UNE e conseq~entemente sobre uma grande massa de manobra radicalizada ideologicamente e pronta para ser lançada na criação Coincidentemente do foco insurrecional. alijou de vez a influên cia do PCB do meio universitário.l R. a RAN esvaziou-se até a tota t I dissolução.

Nesse ano. con5iderados • . base em comitês sindicais.ano. a que a POLOP não ficou imune. Tudo estava a indicar que em breve a luta armada poderia ter início.PCB.. \ \ l.n E S E "r.meros protestos de estudantes .-------------l. sendo cinco oriundas do PC13. organizando Operá~ com Começaram a criar um sindicalismo paralelo. que nove organizações optantes da luta armuc1a. Ainda em 1967. mas eram . v_. os prim~iros atentados a bomba já hav ium I' começado. Na verdade.duas do PC do 13 e duas da POLOP.~0:J---------------I . Apresentando-se como oposiçao aos sindicatos dominados pelo . começaram a definir-se e dariam margem ao surgime~ to de nada menos do . Fortaleceram-se. a nível de fábrica. começou a vir ã tona o trabalho da ~squer da revolucionária na área sindical. era constituída de grupos rompidos com o reformismo 'e apoiados pela Juventude ria Católica. as dissid6ncias que se-haviam formado em torno da linha política dos Partidos Comunistas. no segundo semestre de~5e. o Movimento Intersindical Anti-arrocho.

. extraordinária.r. de atrito o Presidente foi 'aconselhado a não aumentar a. onde rência esse poderia fazê-lo. Os políticos ver atendidos porém. isto que consideravam os classificava Essas enquanto via de regra. . . isolados apenas para estaduais e parlamentares não desejavam. foram feitas. desejavam pretendiam timos. de características do Presidente. o diálogol legí de "fi políticos que consider! ver atendidos o Governo. constituído preocupaçao escalão por governadores.. Havia. para Durante ano. contrários à causa p6blica. impondo-lhe guns reveses.. com pouca flexibilidade política.-. tentati~as essa articulação dores. pensou nao em m~ sua reprovaçao mensagem a essa medida durante descabida. de alteraç6es tentati b&sicos: as reivindicaç6es ministeriais. o nifestar qualquer Governo. de 1967. do Governo e com o Congresso pouqo a ceder dar sustentação O Governo das mais niosas. 1. estilo com Pelo menos o Congresso. do sistema e até gover'õ\amental. ·0 "camin. período extr~ordiná por parla.rio. com o partido· que não eram em razão lhe ~eharmo De fato. Alertado mentares des para de que . esse enviando ao Congresso . criado dificulda al- a tramitação de projetos do Executivo. veria as relaç6es. problemas nais.essa convocação que no final . ele começava por mera ao velho uma convocação maram nal essa conveniência'dos de crise que. fora provoc~da haviam da ARENA.---1. que ia além desses rar~amcntélr0s problemas do coti~iano '----~--------[R E S ~_R V_~~) O '-----. o Presidente.área com os representantes situacionistas.odas pedras" nE S E H V h G O 216 CAPiTULO V 1968 .to iniciativa.1 muitas pessoais vezes não o fazia. seus seus interesses interesses. Quem armada desconhecia a preparação que das esquerdas 1968 para a luta até poderia para prognosticar seria um ano tranq~ilo. que o Presidente atender de feitio no alto pessoal. bancadas recebendo. o Executivo teria· dificuldades Várias harmonizar para relaç6es com os parlamentares. institucionão iria ou as de mudanças por questão porém.------------. de idé~as. siológicos". nem os projetos em pauta justificavam dência. tinha de seus objetiem decor todo suas melhora~ govern~ troca vos e.-- .uma político. . é. ministros. Não havia pren6ncio institucioessa provi- iminente. .

a.a cr.. \ L:10 n~tia-sc no que pela 1. ••• ~ ••• __ . haveJt~ dente impo6óZvel. esses políticos nao concorda vam com a formulação política do MDB e rejeitavam.••••• . consideravam ~ '.nto l e/Lã v el ?" um '. a ani. i\diélE. Deveria ser buscado entendimento . ~ Embora não estivessem satisfeitos com a forma pela qual o ~.l passa)~ ü presidência..tu. a qual. ..(:U4-i . pontos básicos necessitavam de preliminares que fossem desarmah do os espiritos.6icéio dilteta do p~e. e isto ele o fazia com freqt\ênciü. : I O "caminho das pedras"._ •• _~--_ ••••••• ------------[ 11 E .~'. .para um civil. de forma camuflada. expres~ando claramente esse posicionamento.~l~ J.t-i.6 de lu·ta apel'l. para esses' proceres políticos. cm 1971.o aopo.6. tos poderiam conduzir a uma crise institucional .s~ tOKcS oposicionistas. es' tava na pacificação e nao no confronto.ü:i o P.que só seria viável na medida em uma atitude·moderada.)~esidente: a sua Hlct..6. Embora divergindo qua~ políticas.6id cita -i. deixara Esses' não poderiam.çéic' a ~leicã. ••••••• # •• _ •• ' ••••••• """"'-'-- ••••• -.Ó.6tia o Go\-!eltl1o ~ COI'1. por irrealis ta. expressando disseu :?)~of'Ósito de promover eleições e passar o . Governo ao SUCCSS01: t~V. considerando-as pouco inteligentes eo encOntro de Uma portadoras de aspectos que apenas dificultavam solução.q nc r---'-- :.' .1\ ~ ~::'~~.6i- e I.:1 ma. a radicalização pretendida pela Frente Ampla.6 . :~._"-.talu. tnmbim'era adotada 'por algun. pOIt que de abdicah de' Jeu~ quo a. e iltltealiz~vel. Muitos deles' . que os f~ to à natureza das causas ~ examinadas isolada ou'conjuntamente --.r criticavam essas posturas.. ." •••• ~ •••• ~ ••••• . o Presidente da RepGblica sempre explicito que a anistia e a reforma constitucional ~onstituir o P?nto de partida para qualquer negoci~ção. b quc o Presidentc pretendia fazçr nesse senti do era projetar essa perspectiva para um futuro não muito tante.~CV01Uç'ii{). mais emotivo que raciona!': /I S'e palta lntocavel. 'pizi'a o Secr~~ tário-Ge'rai do HDB.s E 11 V A ~ O·· 217 Concordavam respondendo esses líderes políticos que o Governo nao vinha cor às esperanças que despertara.•. . 'sição e Governo.' Executivo conduzia sua estratégia.i. sociais ou econômicas. para nao dizer conciliatória que no houvesse entre op~' As tentativas de conseguir esse entendimento apenas de- monstraram o grau de irredutibilidade da posição adotada por.tltulIlento.6 il'1. r'~'I~ (' n' jj .{.- ••••• ~.s grupos nas hostes governistas.. Por outro lado.6 paJta mantVL li u e co n. -.

no caso. Taxas de crescimento do Produto INDÚSTRIA Interno Bruto: " ..4.0 . ANO 1956-62* 1962-67* 1968 * Média 7. compreender de poucos.8 3. sustentável por um' largo do TIra a Maio- iria permitir. acões ( 1) mais agressivas.IR. da crise por vir.ESEHVAG e com o desarmamento c querer reza.7 .9 13. não se dava co fru o importante.1 .4 I . ~~bO. Devia-se frutos esti- a seyeras restrições ao orçamento e as refor- do Tesouro. porém. econômicos período O Brasil rrostravam que 1968 para a a o ano da reversao do crescimento. As pedras do caminho dos três líderes da -frente' Ampla de realizar ano anfe- A decisão .2 anual 4. era algo que estava ao alcance 2. o que conjunturais. O 11 . A retomada do desenvolvimento estavam.Esse crescimento demagogia.a da esfera do chamado transformação da economia como sil e retirá-lo ria dos países dos paises "terceiro "inviáveis~. impopularidade.-- I Fonte: Econômica". aqu~ seus em sua à política econômica do Governo.3 3.3 5. frentar vessem que demandava e ra dCFcorrente de um processo tenacidade e coragem-polItica enquanto seus I árduo. mas sim como e._ quanto a causa Equivocados les que a atribuíam ainda . para sem en. 3. era que essa de meros saneadoras fatores reversão mo conseqüência to de medidas período. mas ao abandono de subsidias patern~listas o aparelho institucionais que modernizaram do Estado. a inevitável em maturação.1 10.. o Contrariar de massa essas 218 dos espíritos~ com pressões premissas natu- queima~ etapas ou de outra era conduzir naquele o problema para o impasse. mundo".7 P I B AGRICULTURA REAL "PER CAP.ITA" 4.3 8. Embora pela população benefícios verdadeira seria nao pudessem ser sentidos grandeza. (1) • anuais de recessao voltava retomada altas a crescer taxas . por isso.. momento. "Conjuntura tornada pública em dezembro'fto V'arcas• 1- 1. da Fundação Getúlio .' os ~ndicadores de um longo econômico.

.provocar a tal ponto qu.. emedebistas mineiros já se havi d~ Frente em razao de sua radicalização.f. V0h!\1IC. . .unciar o caráter subversivo da Frente. . .OVl'rno~ lllllil. ---------------' .ltço. organizada e persistente. As (2) é Para conhecer as versões do pl~ncj3mcnto fiubvcr~ivo d:\ frente Ampl:l que circul:l\'~n\ à cpoca. '. .ticos.:·.c.!"~.. e·:~·~.ina fi'. através . ': Go~~~:t dirigisse um manifesto aos trabalhadores .' " " Khe.• . pr6ceres qu~~:~ia chegada a hora "de colocar a procissão na rua.'~~f.• a./ :.~"-~~~r··-'· I' .) Colcç.vietcongues. • • •••• :. ... em virtude da pressão a que vinhij sendo submetido para.aos interesses estrangeiros".ê.- ". La cerda acusava o Chefe da Casa Militar de ter usurpado em nome do Exército.julgava se~tárias. o Deputado Her mano''Alvesata-t.:'~.t:!vera condenacão que faziam de seus acordos polí. r ---:--'.~:.~ "...··.ta. c\. Acidente ou não.ll:C:. o poder a autoridade Gov~rno estudava a medida mais adequada para por fim às 'atividades frentistas.. .n:te Ampla.:Uz.nis tros de Estado de rem "vendidos.teDtPoHu.' •. Enquanto " Lacerda continuava buscando contato com oficiais da "li~ha dura". por julgar que a frente s6 teria se pudesse contar com a adesão deimilitares.~. se- Em março.: . S'a. •• o.a tolerância do Governo chegava ao seu limite. Gestões .. tanto militares quanto'políticas.ltã. 'sc~ func'!amento. conseqüência esta buscava estru Julgavam seus eram . : • '04:).ilclra".'Aréas .i9·a:das ao Governo.gon. turar-se para dar permanência às ~uas ações esporádicas.a. pr~ autoridadbs piciando condições para uma a~itaç50 crescente.o.e se tornasse 'inevitável uma reaçii. aro desligado que Em dezembro.ta.t6mar atitudes ..~t»s'ão aos·guerrilheiros . " . -' .Senador Oscar Passos anunciava sua intenção de afastar-se' da presidência do Partido.~. FILe. r. numa aç·50 infeliz e lamentável morto um jovem estudante no Rio de Janeiro.1O "História da República H)·a!.mobilizar .. I ..:~.rR E S E n V A O O 219 da bancada federal do a rior. '. -'~". Ple.".m ma.eil.. do Mc. o Ve.. '.fwng".. feitas paraq~e .n e.deava: "e. 'Após fazer acusações genéricas de corrupção a(~minis trati va. ·. buscando atingir diretamente do Presidente da República Enquantpo (2).o· me..gava· da'-:s..'Não:~·é:n'4.~}~-.nh. . de nélio Silv . n l~~E I p~-: S [ ~~ . Atingia tal nível que o .l. alcançava os setores de esquerda MOB.. . de uma arregimentação .".o conseguido demover as áreas militarescom as quais se' l.":. Ellitora TrC:~."..·c~m' 'Kti~itscheke G0l:1lart." • • . 20.1.t'imular a'opinião pública'". passavam ·a'd. a. estava criado'o "mártir" que emotivamente arrastaria os indiferentes às manifestações dirigidas pela esquerda estudantil.'sIllO " '. a. Lacerda iniciava a chamada "guer rilha"verb~lll' ". acusava os Hi. 'N~~.• /i. ver em "Os r. .

o Transpirava.: "0s militares no poder". Se a medida podia acuar a Frente.- ---- . caber ao Governo Alto Comando en- manter a ordem e a política do regi me. a notícia da preparaçao quando de um novo Ato Institucional. vo Ato Institucional. Vol. C.Na Câmara. Embora corressem·rumores sobre "uma.:'. trazer a público a continuidade da atuação agora clandestina (5). além de protegerem os estudantes rebeládos contra a autoridade. falaram ao Presidente Costa e Silva na'necessidade de editar no ele respondeu: '1~~o nao ~ comigo.I ~ [~ E S ~ Fl V f\ O O 220 governamentais irritavam-se com 6 comportamento de alguns polífeitos discursos ticos nos episódios de rua •. apenas foi dado curso a uma de cisão. num debate na PUC. medida que por não evitaria as provocações e atitudes desses políticos e. de 5 de abril.\ (3) (4) (5) Castcllo A notícia de 1968 Castello da Frente. Em portaria do Minis' tério da Justiça. o e o6a. ~Dias depois dessa ~edida. Branco. seu Secre tário-Geral. (4). por acreditar havia conseguido gerar um processo de crise irreversível que e que ti . I " . não calava uma dezena de parlamentares que faziam a pregação subversiva acobertados ror seus mandatos. procurando agravá-la com nítido incitamento a subversão.conspiração que visa-o ria a derrubar o Governo através de um movimento de agitaçã? P2 pular". [R E S E n V•.:.aCon~. enfrentando com medidas constitucionais normais as m~nifestaç6es que não haviam adquirido. já tomada antés dos acontecimentos desencadeados morte do estudante no Rio de Janeiro I com a.p~g.' estimulav~m a agitação. .: obra citada. a eclodir em 19 de maio.. o Governo estava por um fio. que o Ministro do Exército era '0 • con- trário à decretação do estado de sítio e que tendia.__ ~~. caráter insurrecional. de Castello Branco..lLei'" (3) • também.veiculava-se adec~etação do estado de sítio. Branco. sobre a conspiração a ser deflagrada a partir de 19 de ma'io consta do livro já citado. reafirmaria os compromissos dos três lideres que a constituíram. para algum tempo depois. Cogitava-se isso. também. Sequer a Frente deixaria de atuar. C. Renato Archer. lI. p~gina 377. eram considerados d~srespeitosos ãs autoridades e ãs Forças Armada~ e alguns deputados. "revela-se que.tLtuicã. como Hélio Navarro e Davi Lerer. com . 325/J26.--. Contudo.J --------. página 330. ainda. A solução branda apenas adiaria um confronto mais' sério. /------ __ --.crédito. Ju~ei cumplLiJr. ficava proibida qualquer manifestação política em nome da Frente Ampla.

-· __ ----. ·--------·-L~~: . gue.ca cuttuJta genuinamente.~ povo/.:.--- . dL~po. O ~ongresso ..~ dc . ~cuoluc-to~ã_ . um instrumento.(:omCl. co e da lLevolucão /Lã.~ern o/.6 mCto~ e Il06Ja/.-jndos no~.tho.:. para a revolução. vivo expltel. No~:.:.6 cla.ã. canções.J com no/./. Unindo de~envolvelL ilimitadamcl'l. .6 de 6dio e paixao Itia .e 601c.'t Cl.otlLabatho 10~ dizelt r ao mundo de.f.~:t(J..c.rxista. a cultura com a luta armada .~icod dad m~hO~M t~a da tomada do podeJt po.6 mantem que de6endcltemo/.io. dos trabalhos iniciados tubr. a 1c.sos'" intelectuais'lI e (ll~tistLlS. e pelt-tgo/.o.:..6O . Faltava.odo tório. ~_4_.ltlc.~ e·ntlc.a.6 eivada.dalllo/. Cultural anos E S E R V A~~ . e e ~ e manteltã. ~~~.C1l.:.lulJt..:.a. uma extenl. r--------··· . para aglutinar os intelectuais.. :. ano anterior. divulgando sua doutri entre e a OLAS.:.o contlLa. fOl.:Ja e Jt..:.:Jta.ãlc.tica o eX~mpto de Lenin /. . .t.~ m(!.6t~umel'l:to.:Jol.\~)~~J.mCl. revolucio~ár~o e organizando .ia dC'.cmo. galc.euciol1ãlc.:! glti:tol..la/.-l.ede nol.:J.:.voluÇ.Zti dicõed cultuJtaid.!1 e novol.~ 9 u e~./.. com a realização aprovada nesse de um seminário registrava prepara que: A "Declaração" Congresso ~ed p~oleta~iado. LI No Brasil.'i. a consciência livros.6e./. I1cce/. de 1968. e COm no/.t o alt o I. 110~l..:. como a Confer~ncia da OSPAAL foi a Tricontinental Cultu- da guerrilha e do tcrrori~mo.'t eil1. o Congresso da ral de lIavann passou comunista nos'meios a ser a "tricontinental" intelectuais.te.~ . cOI'lC'.6~Zvel ve~ da luta nacio nal" . ctnteJtioJtc.encab. __.:. I i I "Quvc. a OSPAAL havia-se lan- anter~ores.ecada pOIL aquela..· Assim da subvcr~§o. -.:Jcu:tado... il1imigo/. I i' .Nos dois çado no cenário na guerrilheira tanto.:. ~evolucion~~iad "O o campedinato daO'Od he~dei~od Unicamente pela via e dd demaid CladJed poputa hidt. 221 de Havana 1966 e 1967.:.. ltev·o. 6~ pO.:.a Cite I Guevalc..~.avida que o g~i:to :todo/. que C?J. qu ea/t da. h a d oItCl. .~ c o liI ° ma:tlc..to.:! de gue/lIc.. Livros passaram <l as con5e~ü6ncias ~er escritos c ci1nções CClnlpostilS' sob o ótico d. for~m imediatas. I j as figuras de Lenin e Guevara (já morto na Bolívia em outubro de 1967) como símbolos do "intelectual rio mili~ante". .:.ComaJ1dal1:te com l1o.:. vis50 mu. tava preparar que poderiam.:! il1./. Assim. i I· docialil.•.ando que na pltã.~e.:J/.. '4'_.:! ca l1. cientIficos do Congresso infiltração e artisticos. com seus dãsimassas ! os cienti~ trabalhos e tas e os artistas.1.:.tltaba..~l.:.Ct deixCtIc. e qt(. Fal conciliar . iniciou-se o Congresso Cul desde ou- em 4 de janeiro conseqüência tural de Havana. a "Declaração" assinalava: revolucioná- .l a.'_~_ [n 4. /. e de vitoltia".. Cuba americano.~. o/.:.a 60i el..:.ganta.'Ut.c.~ de cla~. e e l1.e. .

rachas" no PCD e na de POLOP. cia do generalizado ças policiais. insuflando os outros.. pela atomização das esquerdas. inflamavam os jove~s" colocando-os numa posição contra a URSS e as posições "reformistas".entretanto. a ofensiva comunista do "Tet" (ini cio do ano novo lunar dos vietnamitas) alcançava sucesso contra o. os ne ~oste~ contra 'a participação no Vietnam. também. No Vietnam. pr~. fundamentalmente. os estudantes estivessem razoavelmente organizados. can sucessivo~ ". da Venezuela e da Guatemala.porém. L---------------f _·"~. o ano de 1968 cáracterizou-sc' pelo surgimento formal um grande n6mero de organizações comunistas que pregavam a luta guerrilheira._>i_·· --. O Movimento "censura Estudantil desencadeia o enfrentamento generalizado Se algum setor pudesse ser destacado no ano de 1968. em conseqüênenfrentamento dos estudantes contra as for- viria a ocorrer no ano· seguinte. nham. este seria. . gros'realizavam manifestações Na Tchecoslováquia. portanto. tomaram a postura de "revolucionirios".. As guerrilhas de concepção cubana ocupavam as matas da Bolívia._-~ H E S E . Os "Chico Buarque" . o "novo herói" americano. Nos Estádos Unidos... os "Callado" e os "Geraldo Vandré" pt~ l~r~raram e ganharam ~s manchetes como os mártires da da ditadura ~ilitar". estudantis especificas. S E H V /\ [. Não dispuo que só o Movimento Estudantil.. ência das orgànizações dos estudanflorescia a figu que havia alguns anos vinh~m sofrendo a influcomunistas. Os jovens já possuíam diversas opçõe~ para. A conjuntura internacion~l mexia com as·cabeças da juventude'brasileira. com o fortalecimento dai lutas os ideais libertários de Dubcek e a rior invasão desse pais. o . E. como Daniel Cohn Bendit. O Movi mento Estudantil atuava inteAsamente nó Uruguai e no México. a radicalização tes brasileiros. Não foi surpresa. indiscutivelmente. Se o cimoanterior fora marcado . de um preparo ideológico mais apurado. Em 1966. O 222 barc~ de Ipanema..desa guar de suas pretensões em favor das acões armadas. A Revol~ção Cultural Chinesa espalhava os "livrinhos vermelhos" de Tsetung~ Nas barricadas de Paris. fortaleciam~se as idéias Mao de Marcuse e surgiam novos heró~s."poderoso" exército norte-americano. n "'" _~_. particularmente sem- os jovens. já se iniciara esse processo sem que. 5.- -:- [R E._---------------------- . ra de Guevara.

seu bojo. oito fo~am as mais importantes Movimento de rua: a Ação popuiar .lllilllir Pn}lIll.\ c Silva. Dos gritos de protesto iniciais. ia-llles proporcionando antes da chegada da policia. U:l Dl/CU. Das quase duas dezenas de organizações comunistas Estudantil. Andavam na contra- I .lóiras. e !'l:1rco Antonio da Co:. ll:l ALN. Uma outra caracteristica iceberg". o Comando de Libertaçã9 Nacional Comunista Brasileiro Revolucionário Revolucionária Em 1968.z Gonz'll'Jl 'l'r:lv~~sos lla Rosa.uma definição poli tica. (DI/Gil). do l'CBR. na direção das agitações Dissidênpopular da Guanabara .é . em plena hora do "rush". 11 essas bandeiras C'Jn nada mais eram do que 'a ponta do e o gérmen da luta armada.(AP) .. Nas agitações de rua. atiradeiras.. e dispertrepados em automóveis ou postes de rua. foi no Rio de Janeiro e em (. to. F-aziam minicomicios.em 1968. as táticas utilizadas foram as apr~ endidas com as experiências rafamentos e dificultando savam-se rapidamente.ente os professores e. concentravam-se ra as universidades". já exis para o (NML). pressão interna e. o Partido (PCBR). a Vanguarda (futura l\LN). mas de fogo (6).r . não ~entaram opor-se ao movimen~o. d.1 A1>. obrigando-os a.do sulffirico. R E S E H V fi ~ ~. Seus'instrunovos sucessos e na medida em que novas . \n.6 ) Dentre os principais' lí. fo ' ram desmoralizados e perderam a autoridade.dcrc5 do t-Iovi. Mui tos deles'. a luta ideológica do Movimento Estudantil.t:a !'!\'deiros c Elinur l·tende':. o Nficleo Marxista-Leninista a Dissidência . até aos coquetéis "molotov" e i\s ar- quase todas as capitais brasj. passaram pelos porre~ tes. (COLINA). Frllllk1. tentes ou então formadas. pelo menos. Bd.Jlirc(·u dl' Ollveir.:irél. adesões. npesar do Movimento Estudantil ter efetuado agitações sacos de p15stico com clorato de pot5ssio e vidros de nci.a Dissidência da I cia (DDD) .: JC'1l1 Harc Frederick Vem Der \~eicl e LlIi. o enfrcntamento de 1966 e 1967. com muito mais extensão e profundidade.a eli tização do ensino" e por ~'maisverbas paNa realidade. enquanto outros ade riiam ou. causando grandes engar a açao policial. entretanto. forjadas nas lutas es'pe na "luta contra a re- cificas do ano anterior. C'lIl 1968. podem ser elcslacador. '(VPR) e a Ala Harighela as bandeiras estudantis. particularmente. que carregava. mão dos carros.in UC SOUZ:l ~bl·t:in5 c Carlos Alherto Vil'ü-n :·llInlz. Agrupavam-se mentos de luta foram aumentando gradativamente. . :'di retores. .foi a orientação dada pelas organizaçõ~s comunistas para que os estudantes passassem 'a desafiar abertam.incnto Estud:mtil. Jo:.

-. ã sombra ~e retratos de Guevara. -'----. que completava quatro anos.car ros e bancos. usaram a tática de or ganizar dezenas de pequenas passeatas que iam e vinham de conhe cidos pontos do centro do Rio de Janeiro. houve passeatas com dep~edações em são Paulo e Recife. Realizada na hora do "rush". no cortejo Cinelândia e o cemitério são João Batista.: "Os C nruon. Em 4 de abril.m cima (7).----- '. depredaram lojas.. A primeira agitaçio de maior envergadura ocorreu em 28 de rço de 1968. Elinor Mendes Brito. S E R ~~~' ~--. tt (AMES). entraram em.H. Em 17 de janeiro de 1968. foi planejada a 2~ passeata pela morte de Edson Luís e contra a Revolução de 1964.. se capitalizar o f~ erdida.se mesmo mês. r. 65.. 1.a. mais conhecido como Calabou~o. por uma bala -1-. / -.do ensino. em solida .P.. 4t .r!itota.'-----. No dia 31 de março.. reuniu milhares de pessoas que. como a Cinelândia.!n~IÀ. Segundo palavras de Alfredo Hélio Sirkis. A.- . quando 'foi morto. o Largo da Carioca.7~ . piig. Formando grupos de choque armados com porretes e atiradeiras.. Em março. chegando ao enfrentamento direto com a Policia Mi litar.6 e. " - Itaiva "'que.. Cerca de 500 secundaristas. fato consider~ do" pelos estudantes. ocorreram greves em diversas universi dades do País. &em o menolt 'da PM" fl.choque com a olicia na Avenida 'Rio Branco. a Praça XV e a Praça Mauá. . Nes .tR E S E 11V A O~ 2_2_4 são Paulo que elas atingiram seu ponto máximo.{!. iedade aos estudantes do Calabouço. nos dias 13 e 24. como uma "intervenção militar no MEC". o. respectivamente. um ciVil morto e dezenas de sol- dados da Policia Militar feridos atestavam a virulência do confronto. o cadáver foi velado durante toda a noite na Assembléia Leislativa.~}1i~. nsuflados por ~~~B~i~Q.loh:ll F. prometiam vi~ chegando a depredar um carro da embaixada norte-americaa incendiar uma caminhonete da Aeronáutica.. R F. ~. quando foram pronunciados inflamados discursos cona "ditadura milit~r". avanCltlllO... o enterro de Edson Luis. Resolvendo . S. contra ~ nomeação do Coronel Meira Matos para uma comissão especial para a reformulação .ceio' e com . .. ' 1984.. elevado a condição de "mártir estudantil". por ocasião da passeata organizada pela Associaão Metropolitana de Estudantes Secundaristas . organizou um plebiscito para angariar dos para o "Restaurante Central dos Estudantes". na Guanabara.IlJita I . No final da noite'.~ . " o~. as tE:mt:a(7) Sirkis. presidente da Frente'Unida dos Estudantes do Calabouço (FUEC) e estudante secunda funrista do Artigo 99.-. durante a missa de sétimo di. "naquela 1l0Lte' 601. No seguinte.

.~~~~'. .o de .• ."e pelo à "libertação tumultos dos povos Na primeira qui'nzena. No inIcio realizadas de junho. a "Comis oprimidos". 3/1 . presos.. fazendo selho Universit5rio No final . os' eixos a UDES realizou o De 21 a 23 de abril. (8). incendiados. Horizonte.•. Houve um caos .11111'1')"1 . da União o Metropoliedifício Rio Bra. a Lei Suplicy. foram usou todas contidas pela Polícia ~lili~~r. c6rca presidente tomar por Wladimir de Estudantes Rechaçados. . os e~ EJilure!:. contra Matos.. af.i.:~:i. no Rio de Janeiro. MEC-UShID. ·1dtJIt.~~ .. tra os acordos sao Meira em Dela que "estabeleceu contra apoio centrais de luta.i.. obrigando-os rem por urna esp&cie estudantes.~2. cercados mais formado pélssassem por vexames.. co. foi como a "Sexta-feira San<)rent. Hpr.• -- U1'l:1. ~a li ~P~la e. generalizado..nvéldi. centenas de resolveforam pelil polícia. 19. •.~1~~~~~t. cerca de . verdadeiros co~ do início da mobilização da massa estudantil.. . ' com que os professores polonas...--••• '''-1-----. seu XX Congresso.cur.me. ..:. ..'Ç.L... quc..~~~~~~ ~vançavam czenas foram cantna a pol~c~a" • .JLa v e.lldantes i. Palmeira. 10 mi.:'1~:~:~~"~' . de corredor da farde. a trqpa a cavalo.•. •. 1".fJJ1~<ri.. quando e quatro horas depois dessa invilsfio...•. ~~t.a". ergueram (UME).225 t~vas pela de desordem primeira vez.bo:l-)\Wlu 1)·)'·iI1'\ •• I t' "'\1 19-j(J -i~\ (1(. e mcn~::l"es do a por na Con saí- .."-'-. e na Rua Uruguaiana por vir ainda pequenas passeatas as em Copacabana pressagiaram nesse mês. Cerca A. e ferimentos ocorri.>r:"'"' por uma brutlll violêi1c'i"a. de. no centro .. em manifestação ~ atacaram 'até a hvenida barricadas a PolIcia Militar.OL.\('s Lir.'-" . o cerco a força. ••. ~f~'..4:'.. • . co'onde .. - E S E n V_~~~.!}. . com de feridos.1 •. Ao meio-dia lidcrados tana da quarta-feira. e três veiculos do Ex6rcito param a reitoria da Universidade lwenic1a Past.lo dU<ls cenLenas ram romper. __ ••. de 800 estudantes.:~":·~'.". em Curitiba..: liA Esq\lC'nla . tentaram foram de assalto do HEC.tUT.:.-------~- .' 0-.I '.irma o próprio l1ladimir Palmeira" 11ã. da cidéldc do Hi...l pes~~oélS.~1}:J1.ram e ocu Fed~ral do Rio de Janeiro.••..• _ i •••••• ..-~~~~~..". .••• .Janeiro.1. de lado a lado.~-- - ..il". de Engenharia.. tt grandes agitações que estavam e que fi mar- 9aram conhecidas corno "As Jornadas de Junho".14.dos no vesti causaram um a prideles bular 'para a Escola são de 59 estudantes em estado grave.~~.O a ~~~~~~~~~~<. de maio.. realizou-se no ao meio-dia... o c1ill21 de junho .!!. .••• .. pJi." "-"---'_'_.z". Anll:ld:l no Br:\!..•. em seis policiais.llll'\· . No dia seguinte.!l.500 est.':."". Vinte va passeata.. Conhecido marcado (fl) Car.1!.••...o..:l~\'~. -.

~=~:: ._·r~. s~ela Ilas- Candelária e terminando. desejava. a Universidade de Brasília. do PCBR.E. No dia 26 dé junho. diaram carros. e centenas de feridos ates ~. tinham a certeza.=$ __~_ n ~-':"_~). estudantes.:-_ -_-. agrediram motoristas. artistas. e dali. A comissão. matarido a sentinela._-_ -_ -_ -_ _ -_-_ -_ -_ -.=. professores. no Palábraços entrelaçados. estes No dia 3 de julho.do II cerca e a realizaram uma passeata no centro de são Pau 'Exército. sem sucesso. dentre outros 'por Fran klin de Souza Martins. a denominada l~i~~OS ~il"._ ~... no centro do Rio de Janeiro. Filo~ofia e Economia da Universidade' de e pri~ -. revólveres e coquetéi's "molotov" ocuparam . fazendo ameaças de colocilç5o ~c bombas - faculdades d~ Direi~o. integrada. e por Marco Antonio da Costa Medeiros.:_ -:. haviam chegado à classe média. uma demonstração de força às autoridades. sequearam lojas. dezenas de estudantes tentaram ocu par. o "fim da cio Tiradentes.. . ope rários e pessoas da classe média. Os líderes comunistas tinham conseguido o ob j~tivo: partindo dos estudantes.ros. tão somente. . dar Algumas horas depois. SaÍ11doda Cinelândia.:_ -_ -_ -_-_ -~_-. No final da noite. com o~ gritavam os mesmos "slogans" dos estudantes e pediam ditadura militar".P---------------J 22 H E S E H V A G~ tudantes engrossados por populares. incen- atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da polícia Militar." intelectuais" . chegariam à classerev'olucionária. Já não ~ram só estudantes. dentre as autoriza- quais. sília. padres.". Soldado Mário Kozel Filho. tavam a violência dos confrontos. e algumas horas um carro-bomba depois que lançado pela VPR destruía parcialmente o QG. No'dia 24. da Dissidência da Guanabara. erigiram barricadas. ~ pessoas. No dia ~eguinte. ~~~~' dentre os quais o ~~~ da polícia Militar Nelson de ~ar.- em Brasília. operariado. Não houve diálogo. uma co~issão'dos ~Cem Mil" foi aBra o ser recebida pelo Presidente Costa e' Silva. quando depredaram a Farmácia do Exército. Na madrugada do dia 22. no final da tarde. dezenas de'estudantes portando I metraas lhadoras."'~~~~:..- -'~----'------"-:""---~-- (~J > . fuzis. conseguindo 27. no dia 28. real i zava~s~.s50 Paulo (USP). parlamentares e sacerdotes. de 1500 estudantes lo. Paulo". com a presença de cerca de 1000 dos pela Cúria Metropolitana. o City Bank sede de "O Estado de S. ao mesmo tempo em que ocorriam distúr bios estudantis em Belo Horizonte. realizou-se uma passeata .

. 9!t... '~"....P.. .J'.\d:\ no \\\':\$11"..a l?((:L.~.·como na ~uanabara.. foi preso o militante da Aç50 Fec1eraçEto de vade Drasilia (FEUI!)...e. Já não h~ via.•.': ir/ J:/J~..iií 19l)/l. llonestino Guimarães. que não ad~_antava mais realizar manifestações ..'t 111 a. Sirki:.------.. conhecid. ..•• -- --.i:L'.. nada falou sobre ~ua mil~tãncia . '"-. . . e um não conseguia avaliar a luta armada que se iniciava. Sentiram. dos Cinqüenta rIil".te: (lO c.\ r. 'No final da manifestação. tumultos agitaram o interior da ~niversi dade de Brasilia.----i.. ainda.. são Paulo e Salvador.'''' .: "...4\il~"" :t ('. Em 29 de agosto..t.l\ •. olhavam nos olhos dos que guardavam o prédio do Ministério dO.J'K·.•. A policia ainda sistema de informações deficiente desconhecia maioria das correntes em que a esquerda se havia dividido. só alguns anos mais tarde Wladimir Palmeira diria sobre o segundo s~ mest.: "0S C.. "o ápice da radicaliz~ç50 tes...(.~iCjEi:if<E~. d~ncia da Guanabara e sobre a influ6ncia das organizações nistas no Movimento Estudantil.'~...'({ (t·-ll»([a e:. .ol'lc.ohr<1 .u. i estudantis em vários pontos na Dissicomua do pais. I dantil dilninuiu.". 227--' I . !\n:~.'"I/. ""'•.. .. Em 4 de jul~o. 1'51'. representava bem parados soldados o que ia nos seus espiri tos. A palavra de ordem central dessa passeata. ideológ ica do estudànde massa.•.•. com depredaçõbs de salas de aula Popular.o."·.•...}j.•.~·I.n. foi realizada centro de são Paulo.to c. ao m.______ -. \..enquanto qua ~. ent50 presidente da Estudantes Universit&rios (9) (10) ·e dispnros de armas de fogo... com comicios relâmpagos em várias inclusive com a participação dos operários de.l como "Passeata mi:lrCOU.Exército.•. p. :n..l.o ).. as massas populares que caracterizaram as '''Jor nadas de Junho".~ v o .-----. :'..'.~ >. e 6 ({ LH'.re de 1968: "o 6a. A.~I'!.. Wladimir Palmeira foi preso e" seguintes.· . um~ nova manifestação.6 (L Z a _!t.... porque o Governo.6 /1 a. precisavam integrar-se aos partidos e organizações comunistas existentes.Y I ' .l I" ...~... '""''''''._--\HE ~~ E H V l----------t .. em frente ã Central do Brasil.Jõ<í~~. nos dias em . • «..". . no centro do Rio de Janeiro.'i'lí'a~~'T'.•.. entretanto.J. proibira a realização de tais demonstrações.Í:.d~ ('~Jm~H~J.:áf~~à#W. sao de generais • ..". Ca:. A partir das férias escolares de julho. . r..i'~··9~'.lrhoni\rior. "só o povo armado derruba a ditadura". Il.1 I. Em 23 de julho.to q((.:..i...... _~ __ .-.I~'~ua"~·~\. LiberadQ no inicio de setembro.'Il...~~I.lte. ante. Nesse episódio..-----_.. Em 3 de agosto. Tíl"aõw· .{ ..: ..... ' J.~ .~u.$qUl'nb. ~~~'l.. os ra tomar o poder...t [t 1lI a.'inI1~~~~""""iliW. a agitação estuuma passeata no praças.esmo tempo.)~~/~~. Pa moyimento e o inicio de seu refluxo"(9) .jjA'~~.".·. &"-""'1'... eloh:\l Eclillwa.--.:... A..~_-~~-....•. /1 o B Il a b -<.. Wladimir. Cit:HIa...· '''''-...Osasco.--- •..~.. a radicalização crescen te. explodiram manifestações seus interrogatórios. o 111 ({ 6 L'l.c'"'>''''''' ~í~....

Foi nesse baleado clima conturbado cidade que a UNE fez realizar.Jalter Aparccido Cover e lIelenir. foram de mais estudantes.revólveres as adjacêncom a os estudantes· transformaram em uma verdadeira na cabeça.(:'I. o seu XXX Congresso. 1000 universitários Mackenzie. (11). . _-~----------------- Foram lavrados autos de prisão em flagrante. d~ comu~ (11) com Marighela chegaram ã conclus50 (12) ___ . 11' O 1 . armado envolveu cerca de Uni- Em 3 de outubro.AI Maro Fre Avisada por telefonem. Dominr.I. . que alguns e Cuba. solidariedade aos estudantes.-. -.------------:::. . de Ibiúna nao'conseguiu realizar - o Mais Congresso as discusda UNE. Umolotov". acordo ficou tis.e-- I~·E E n S V A~ O 228 rios parlamentares. com identidades com o nome de "Carlos Alberto Coimbra". soes pollticas tarde. muitos em 12 de oJtubro.. areth. Alguns estudantes chegaram que havia. também~ d.".o liberado José Jarbas Havana.tcvcs GU..:mabnra. Antonio Guilherme Ribeiro Ribas.'" bebidas alco já utilizainclusisexual". como foi detectado haviam oCongrcsso sido realiza Somente estudan ainda se perguntam de Ibiúna. dc são Paulo.illl~rã. contra 10 estudan tes: Wladimir Palmeira e Franklin de SOllZél }lartins. um~ escala Foram de serviço de moças.. Luiz Gonzaga Travassos da Rosa. Estava presente. com a presença anônimos.:\ Gu. se!!.. na pequena de Ibiúna.' par'a enquaGlrados 712 estudantes em Inquérito falsas. . porretes. ..local. Omar Inino.os :Fi guci rc'do Er.!~!5 . .:lt~1l ~1:H~('.11·.- c . da Ação entretanto. CP diversos padres e s'e Entre os presentes.representante' oficial encontravam-se da UNE na OCIAE.:l.-Marco Aur~lio Ribeiro. Eloy Alírcc_lo_Plcta c Antonio ~oaln F. (12).:::. Marc previstas e nem eleger o novo presidente de bastidores.•• '\nast:icio Orllt. apenas. a policia encontradas quantidade de preservativos.:l Rezende de Souza Nn••.. e prendeu seu. Cerqueira. . paulista.:lr Lilll. '. José'Dirceu de Oliveira c Silva. emprestavam dentre os quais Mário Covas e David Lerer. escolas um confronto da Faculdade Armados de Filosofia da USP e da versidade e coquetéis com correntes. \.as participantes. líderes alguns depois. foi ele Popular. "atendimento Po~iciai como Jean ve. ao to Jean militante com sua eleição Muitos referida xxx Congresso. Entre eles estavam: Tito de Alcnc. ólicas e grande No.tendo dos sob estritas anos em vista normas que os anteriores de segurança comprovado e clande~tinidade. de um deles. d. guns apresentaram-se derick Van Der sem Weid. praça cias das duas 'morte de guerra. S E n V.'.1oreconhecido.:s. José Benedito pires Trind:\(]c. Luiz :elip: f. a declarar dos. minaristas ter si<.' no interior de 70~ cercou drogas. Frederick em confabulações Van Der Weid.

deles er3l:l milit::lOtes de oq·. deles tivessem sido pron\\nCia'~or:' l·m. Goiânia.d~ btoquea.••.l<. mais f:5ccisde serem moldados.57." • lf(·poit. \I \ ~.' __ -. em 15 de outubro.57.tmae.de Janeiro..•.o .o pa.l. "A mal1i6e6. -----. os estudantes tentaram retomar a UNE. era o único instrumento que poas organizações militaristas que estavam surgi~ do.•. Nada melhor~do que uma prisão em massa.\\b\'~rsivas· .m.ta. 2 2~. Em s50 lo. episódio descrito por Fernando beira.J1.n.\~:.ticipa.. E.ã.ntiga. Um glLupo entlLou no e. f._-_ . .00 Dl'. ac.)l' J\rm:lua no ~rasl .da.!~~ E •. lkcorr~nciél do lnquérito policial) . João Pessoa.6 de cinco.66a6..:.1' i~:s _~~~. pa. Salvador.wnto ..6 oóic._-... então militante da Dissidência da Guanabara: . arregimentados deria mobiliar armado" saísse do meio estudantil. I No dia 23 de outubro.ga.: A E~q\lcrla F('rnandn P'1I11o Na!'. Ar. Recife. no p~riodo de 1969/1973.tE. Belém. para servir de bandeira e jogar essa"for ca de trabalho" nos braços da luta armada. al~um ~~mpo d~rois. só os universit5rios os res ponsáveis pelas badernas iaS secundaristas.' .6. Nela. dos pela partieipaç50 no Congresso de lbi~na e.c1l'!..ga. Na Guanabara.. ol).~. lLe. ·05 estudan tes deprcc1aram a sede do jornal "O'Globo". VilLioh olLa.ta. que era "agente do imperialismo ianque". .to quanto Ó. celLca.•..-----------.6 di.t6.• ". Lúcio VlC'Ha. constatou que 98..ta ca.lLam movimento e6.m06 ~a.entude. como em Brasilia. N50 foram.lLa. .c.tu.J~~~i. pl-l~SOSc indiciE.1 l' ·1\1 Caso.Ie i'a1H'~!.I [' I \ 1\: II I! I foram levados ~ violEncia pela aç~o dos comunistas que dirigiam o movimento..Dll"l'tor do D01'5 ( 14) de S~o Paulo. na GuanabaNo dizer insuspeito (COSEC). 6e! C he. endo~ bal \ i mo~ ~~lLio. os jovens visto como . radicalizada tizada no interior da~ escolas. que forneceram centenas quadros para as organizações militaristas.J1izado6 'o .I • . manifestações ~ários pontos do Pais. O DOPS/SP fez o aeompanh::l1:wnto' da vida dos cstud:mte:..ã. entretanto.t. não poderiam que o desencadcamento tica. havia a Frente Estudantil Secundarista ra. I.--. A juv. de. A classe operária./l1o/~ à.:llli.6 autom.o o6enóiva.-:. Belo Horizonte.'..:.t1Lâ.teÓ olLga..c.(emhora menosue 2.6mo e.6a~a.m cõeh da 'a.vcl· se o· seu "braço ainda apá ser e fanaaba~donado e disperso.t.. em muito contribuiram para as agitações.__ . IRE'SEIlVAD~ da luta so seria possi.~~~ .6tudal1til" (14). de protesto surgiram em foi o i :.6ede do ot:.acaju. Ap6s o Congresso.. a curto prazo.oma. Vitór~a.6 calLlLO.~eih a~d...dió1. de maiolL Gavele.e o campesinato.ta.6cu~. ainda no Rio. o Comando Secundarista (13) • I Paude (FES) e.úteis. 60i LOna... e que....•-.. envolvendo comunistas e inocentes .. Hoje. .:~..1L o e. Essa bandeira Congresso de Ibiúna (13). na hOILa. UNE . .dad~ilLa h en.di61. pode-se concluir· que.oa' citad. Curitiba e são Paulo.cio da." ··0 . na realidade.ito em glLupO.nc'poimcnto .dolLe.lL. II I I .r.J1. passados quase 20 anos dos sangrentos episódios estudantis de 1968.

nglla. fora da'época'norma~ do que. operárias Três eventos significativos marcaram a atuação dos operarios no ano de 1968: 'a greve de Contagem. radicais pelo próprio Movimento (CUT). ingressara na Vanguarda popular Revolucionária. Os operários ocuparam as fábricas com grupos de segurança e. inclusive./-------- . apresentando propo~ tas con~ideradas Antiarrocho. a polícia nilitar ocupou a cidade e prendeu os lideres. lho. a situação'era mais'critica. em ' Em são Paulo. face da de operários politizados pelas organizações co Ibrahim. os operários receberam.'Jarbas Passarinho. 6u. que. pa. do Governo. A. 58.4 06 te. . maior quantidade . o r. ______________ ·. Sendo o grande arti culador da Oposição Sindical.dissidio. No dia 22 de havia cerca de 15 mil operários parados e 16 empresas afetadas. conseguiram a paralisação das demais.tUltO~ l{lla. Antiarrocho. a Mafersa e outras fábricas.4a.H.lovimento Estudantil foi "llnt ce1.do"(15).inn .4ia. a ma nifestação do 19 de maio.~~_~-~~~J---::. Optando por formas mais radicais de luta. a dialogar com o próprio M~nistro do que fora ao local. Desde julho de 1967. _________ -----1 6.f~i prontamente recusada. va. entre os operários da Belgo-Mineira. Ibrahim. se considerava um simpatizante do PCB. na época da Revolução de Março. do p4oleta. p5r. o Hovimento Intérsindical já em processo de dissolução por força da liderança cio na Praça da (15) S:rkis. Santo André. em são Paulo.Campinas.teriormente" para a Mannesmann. a de um a~ono de emergência. conseguira realizar assembléias em são Paulo. designou uma Comissão E~ecutiva para organizar um comi sé.. Guarulhos e. em Minas Gerais.Jrl_R_F. através de piquetes. Osasco. ram-se. 604ma.4ic06 da.Wo de. As manifestações R~ SEHV h L O ~----------2-3_0 de Sirkis. No dia seguinte. na capital paulista.: "0s Carbonnrios". e a greve de . A greve' dos metalúrgicos de Contagem estourou em meados de estendendo-se. tando a reivindicação de 25% de aumento. de José Intersindical fábricas como a criação oficial das comis~ões de e uma Central Única dos Trabalhadores Em março de 1968. munistas radicais. em comemoração ao Dia Internacional dos Tra obr:l citnd:l. o Sindicato dos Metalúr gicos de Os asco vinha sendo presidido pelo jovem José op~rário da cobrasma. Apresencontraproposta NegaTrabaabril.. dirigindo suas células operárias em Osasco.. posabril. encerrando a greve.4da.- d~o~.

co- jda de gente. barricadas riando os diretores e engenheiros [i. City deirá lícia dras pe~as do centro. para um militante o início da VPR cortou os fios do microfone. Foi montado um plano para tornar preparado pelos dirigentes e a tribuna da VPR. O . €la Ala Marighela de outras organizações e da UNE. J a falar. j .a nos port6cs e a Cimaf. depred~ndo são João e janelas e automóveis'. surpresa: resolveu urna "pequena" e expulsar participar. liderado por Jos& J' e· Osasco. [ RE S E R V A~ ~.:tlho foi recebi.o coletivo Uma dclcgaç50 p:>rdois do Minis- J e reajustes téri. com a ocupação de outras de 1968. j '. e aprisiofize e rc J num movimento a Osran que pretend~a Colocando atingir a Brown-Dovery. "di tadura militar". atacou na esquina quebrando .s. com os op?rários.o depoi.o do 'l'r<1o. . da Rosa~ então presidente a tríbuna lojas conclamandC? dos 'estudantes Travassos era o militante da UNE. !i ~Luis Gonzaga Após os discursos. I .t11oja-. comunistas. com o conhecimento j No 19 de maio. com a presença apesar ~ 231 t----------------. é\ 1 j Na madJ:\lgadêl. de pedras. da AP. <10 <1ia. r0jcitac10 . só que pre. Em frente ao prédio J do Departamento de políci.J ocupndas e Lonaflex e paralisadas a narreto-Kcller e a lUves e Reis.parando de ter-se . a comi ti va do governador na Catedral. o Sindicato Ibrahim. trimestrais. ~eçou de são Paulo. Quando dia do comício. greves foram das fábricas.' Um deles.é. ficguinte.as e o rliEllCXJo foi. Cobraslni\ e a Loni\[lc:-: [oriún in- vudic1ns pela polici.m crnno ref6ns.dq. erl'lIn dc~:. r~ ·mates e ovos buna.ol:i.a Federal.dos da América. revezaram-se Sob um imenso na tribuna. as fãbricas Co . das avenidas suas portas . balhadores. que de ~:.------- __--1 . posicionado contra governamentais. o Governador a Praça da sé estava apinh~ Abreu Sodr.dariedadc. o apoio j o governador. e iniciaram da AP. vários i· todos ~deJ1tes ataques maliança à . ruas incendiaram uma A o passeata multidão. do FGTS os oper5rio~ J ram as suas reivindicações: cabimento anos de 35% de aumento salariais c da lei antigrcve salarial.to )como sinal M da baderna. e Ipiranga. dos Metalúrgicos preparou o passo de se- J Vitoriosa a manifestação. governador paulista. podres. joqaram os agentes que o guarda~am. Draseixos.J. sobre Uni. a banda Po-' pe- dos Estados Marítima.com vai. I contrat. sempre guinte da rndicalização: poc1(D:-ia ser a detonadora No dia brasma 16 de julho a greve. . A Opo o convite do próprio J J J siçãoSindical. e incendiando J Bank. foi expulsa da tr i retrato com de Gueva contunpela refugiando-se oradores ~a. Lo~. Sob urna chuva Je J. às autoridades .a tlilitar.

lu.de setembro' de 1971. Mas..p0Jr. Seus líderes. rn~eg~ava uma c~lula de cinco . 7. obrn citnd'n. V " O~--~-- .o mesmo que. todo o n0660 ~~abalho e~a encamipOJr. entrou fortalecido pela própria .o.~a. da nece66idade da o~ganlzac~o de uma 60~ca a~nlada ~ev~ lucion~~ia pa~a en6~en~a~ o apa~elho ~ep~e66ivo da di~adu~a. Em ou~~a6 palav~a6. .~de." (16) • .m06. e por muitos anos.. a.. é interessante observar o que o seu líder. realizado em dezembro do ~no .6 cla~ de6~ina6 na mon~agem da in6~a-e6~~utu~i da o~ganizaç~o' gue~~ilhei~a. que lá se haviam homiziado . no sertão baiano-. depoimento de F. na di~eç~o do Sindica~o d06 T~abalhado~e6 Metal~~gico6 de 06MCO.anterior. em. Enóim. TZnham06 e~e~cZci06 de ~i~o com 6uzil. J't06deveJr. o ~nico mili~an~e ~a VPR e~a eu. fanatiengajar-se-iam na luta armada.(. falou sobre as atividades da VPR Cj.----- . viria a morrer com Carlos Lamarca.da ta. 5 E n n.ealizaç~o do Congresso e p~ los expurgos procedidos entre seus militantes e quadros.na p~~~ica.J ------------- ----------------------------. ope~~~io6 que a~~ecadava óund06 e ~ealiza.a. ainda que6upe~óiciai6 e e6po~~dic06. 17. A partir daí. e~ no Brnsil". cedo ou.cles dias: na- nou~~o 6aldo p06i~ivo daquela luta 60i a demon6~~aç~0.. militante da VPR.. José Campos Barreto.r..Jr. o •• Zequinha".e Ro que Aparecido da Silva. o movimento operário nao apresentaria características zados e radicalizados.. ela. integran- do-se às organizações militaristas que surgiam.di~ sidências surgidas ao longo do processo de preparação do VI Con gresso.aJr. p~epa.va o~~~a6 ~a~eSa. por exemplo. A. piOsin" Be[. pa~. outros militantes comunistas auxi- liaram na direção da greve de Osasco. Apesar do fracasso da greve.ma.2 dos da sede do Sindicato dos Metalúrgicos os operários da Barre to-Keller e da Alves e Reis.~a. de agitação. O PCB estrutura-se para oSrabalho de Massa " O PCB entrou no ano de 1968 debilitado pelas numerosas . Além de José Ibrahim.ticula~mente ã VPR.G.ncoJr. ~(a6. Jos~ Ibrahim. L O 1-- 2_3.que6 abZamo 6 que. a nece6iidade da luta a~mada pa~a a libe~taçao do B~a6il. o "Peres". vinculaAlgun6 di~igen~e6 ope~~kio6 de 06a6co e6~ive~am ~evolucion~~ia6 d06. ao mc~o te~ po.. E S E j{ V /I. como. de6de o p~imei~o mdmento. o que lhe forneceu uma unidade ideológica e o afastou do caminho t~i(16) Cnf. a o~ganizaç5e6 a~mada6 da e6 que~da b~a6ilei~a.· nha'do na.Za.: "A Esquerdn Armada José Ibrahim.çéio da.\.

. c nércules CorrC'i3 dos Reis ("H.o ("X~vi. o PCB fica ria sem influ6ncia no Movimento Estudantil.. Estrut~ rou a direção do Partido em 11 Seções Auxiliares: Organização. ' i:. "Cl . do qual o PCB havia sido o maior articulador. ('''f 1 li "".closo ("Pedro"). "pelegos". Educação. Gi. Jnimc Amorim .0Ge \}\I<1\lCLC1\lC S~lcs ("}iarcos") c Itair José V. o PCB apoiou e participou da Frente Ampla. Relações Exteriores. levan-' do-os às organizações militaristas. tnmh~m.r..io"). as agitações estudantis ocorridas nas principais capitais brasileiras. \. integrada por Luiz Prestes ("Alfredo". Campo c lro Militar -. Antonio Ch3morr. \Im Secret~ri3do composto por Giocondo nins.. Zulcika DI Almnbcrt ("Hartn") c Jai. . e o envio de Zuleika D'Ala~ bert para o exterior.------. COlnO 5\11'1 entes.'lstlno ~ e~. oi S E R V A O ~r-----_-_---_-2-3-13 lhàdo pelas organizações voltadas para a luta armada..esta últíma responsável pelo trabalho de Organizou. -. a posição dos estuda'ntes em favor da luta armada.m~ Amorim l16 Hi.. Entre tanto. Durante os anos da luta armada..ro (I'BC'to"). restauda "Anistia" e das "Eleições Livres e Diretas".. tração nas Forças Armadas e nas policias Militares. Dinar- Numa segunda reunião.randa (IIJo:io"). aindn.ocondo Dias (17). Tentou rar a sua Juventude Comunista. "Antonio"). na qual elegeu a Comissão Executiva. Foi eleito. co Reis ("Mário".. 'Sindical. permitinpor a~guns anos. cia crescente dos novos lideres sindicais comprometidos luta armada. No Movimento Operário. '.. Trabalhos Especiais. apresentando as reivindicações do "Estado de Direito"..1 uC I\1de M1r~nd~. ao lado com dos a em face da influên i . Finanças. conduziu ao fracasso da empreitada.. Massas.968. o Movimento Intersindical 1\ntiarro cho. <l Comissão Exccut~V3: Ol~lnnd(l Bonfim Júnior ("Jorge") " Gct'nldo Rodrigucs dos Santos ("Harcclo "Ner. e outros Carlos ("Neves").1C'-<~do"). o Co mitê Central defendeu a invasão da Tchecoslováquia pelas tropas do PactO de Varsóvia e analisou.' ") 1 ~. a Comissão Agrária e a 'Comissão Cultural. LR~ do-lhe intensificar. ll . Agitação e Propaganda. com otimismo. o Comitê Central realizou uma reunião. (17) Compunhnm.. Em janeiro de 1968. como efeti:vos. o trabalho de massa. Trabainfil• t Juvenil. Fernnndo re~e1ra C1T. por medida d~ segurança. realizada em setembro de 1968. ~am~fun.er") c Halter de Souz~ RihC'i. a Comi~são Nacional de Controle. Durante o ano de .1. .1 " . entrou em processo de dissolução. vinculada à Seção Juvenil.. "Dante").

Apolônio Pinto de Carvalho e Banoel Albuquer- Jover Telles -. Comitês ~Locais e Orgnnizaçc. Uma reunião entre os quatro. Geraldo Soares. 'Conseguiram. Roberto Ribeiro Martins. realizado em outubro de 1967. aprovou dois documentos básicos: os "Estatu estabeleceram a tos" e a "Resolução política". estabeleceu contatos com os dissidende como tes de diversos comitês estaduais do PCB e com dissioências outras organizações que não aceitavam a doutrina do foco.:1rtc.Revolucionária.Foi . . como suplen~e. realizada em 9 de abril de 1968. eleito um Secretariado Vieira composto por. "Sobre o Programa e a Tática". . Helena Boaventura Neto. por Manoel Jover Telles e Armando Teixeira Fruc tuoso. conhecido por "Nilo". A "Resolução política" baseou-se no do cumento de Mário Alves.e urna Comissão Executiva. Em 11 e 12 de abril de 1968. não conseguiu unificar os dois documentos.ecretário-geral).anizado em Comitê Central. e o outro. a Comissão Provisória de Reconstrução Partidária. O rCBR foi orr. Valdir Salles Sab6ia. um. além dos membros da Comissão Executiva: Nicolau Tolentino Abrantes dos Santos. inici9~ seus trabalhos para a construção do novo partido. reaiizou-se a I Conferência Nacional dos integrantes da Corrente . na qual foi fundado o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). elaborado por Apolônio de Carvalho e Jarbas Amo rim. o "grupo correntista" da Dissidência da Guanabara. dentre os quais Lincoln Bicnlhõ Roque. Os "Estatutos" estrutura do PCDR: (19). O Comitê Central foi '. lolário Alves de Souza des- (s. chegar a um consenso sobre o "Projeto de Estatutos". Para isso. então nomeada. um militante de nome Luiz (codinomcs "11ugo " c "A n. e traçava a linha políti ( 18) (19) Faziam parte do Comitê Central.·r R. As divergências entre os membros da Comissão fizeram com que fossem confeccionados dois documentos sobre o programado no vo partido. Jarbas Amorim. ~ S E H V A I (j o 2 I 8. Comitês de Zona.• . apresentado no "Encontro" de outubro de 1967.bonsti tuído pelos seis membros da Comissão Executiva e mais oito ~embros efetivos e um suplente . A Conferência (18). Comitê Executrvo e Secretariado. Lnuro Reginaldo da Rocha. Thomaz ~iguel Pressburger. Higuel Batista dos Santos e Osmundo Bezerra DU. Salatiel Teixeira Rollins. Bruno Costa de bue Màranhão e Armando Teixeira Fructuoso. além de Rômulo de Araújo Lima. . ''') c outro. . Santo. além ses três citados. por Jacob Gorender.es de Bnse. Comitês Rcgionain. Luciano de Almeida. integrada. do Esplrlto . A formação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) Após o "Encontro" da Corrente Revolucionária. Outros militantes compa rcceram a essa I Coníerência do PCBR.en 'tretanto.

6 de. ainda'segundo ser desencadeada complementada.6 de. I1Iel..6a.6..l.. plLccl.1L o mo vlmento pO·pUla. pela lu- ma.riam do novo partido e sim o ingresso dos militantes da Corrente no PC do B.ucao nao pode . os resultados da Conferência não satisfize~ ram Manoel Jovcr Telles.6 ~..6-t.6 de.'a..um Governo Popular O PCBR 'i " entende que a primeira etapa da revolução é "popular.e.~acla.--~-'''':---Jll1C' ---------l':~ E S E n ~_!..il-t:ic... antiimpequando for de~ burguês-Iati-' Revolucionário.6 ou pacZ6-tca.da.. a Resolução do PCBR.'cntrC' oul1:os.i. a .6 5olLma. c.6 me.6.6CIL v.mlnlto da.rauo.e.r. a. com a "guerrilha urbana".lO o grupo denominada Na resoluç&o O gnlpo de H:mocl Jover Tclles C'ra intC'r.nlllra NeLo. dois meses ap6s essa Confer~ncia.. lLevoluc-<..ólca.o. utl. a qual pudesse "encontrar o~ objetivos práticos.ç5e.c. -tlega-t.'1volv e.60 pode J.IL. luta.. com a vlo..~..-<'06a.o pac. ma. considerando que a conquista do poder pela classe operária e a instauração da ditadura do proletariado sãp condições essenciais para atingi-lo". . l~ g~l6 e. G~aldo $oan.ell.nto. que não desejava a criação de um Sentindo-se derrotado."organização política" é a "edificaça0 do socialismo e~do comunismo.sa..i.. nã.1L i' I ! a partir da "guerra de guerrilhas" aO'mesmo tempo.e. lll'i.a.6.o BILa. do P.i.ga. Na realidade.PIJ1o empJtego exc.6 e.J . rialista e antiÜl.te.voluçã. independente das "discussões de caráter te6rico".i.classe operária brasileira".ria"e será concretizada truído "o aparelho burocrático-militar Para desenvolver ta armada: do Estado fundiário.."..tu:t. considerado como "a organização política de vanguuE da da . Em maio de 1968. Re. . "Nens~gem do PC13R às Forças de Esquerda".cna no:\V(~. A luta armada. vãJt-ta. Em junho. define-se.vo de ta.6.60 do pILOCe. pOIL.onáltla.6 6oltma. o Comit~ Central publicou o " estudan~ documento Ul11a.'_I~ .6~O ~evoluclon~lL-to.6.i.pac:z. por !\nn:l11 do Teixeira Frllctllor.>1 -.tifundi5. substituindo-o por. ele e seu grupo saj. Roher-=to )~iheil'o Hartinl> .to1/. um grupo de dissidentes capitaneado por Jover'Telles (20) secundaristas da ~p inde gressou no l:C13R . A.a.A v-tolênclet Ite.6 pctlLa de.nclda. deveria no campo e "O ca.-tILa.6o cooltde.lu. e. ve..i. desligou-se ~O). .Nesse mesmo mês.i..m 6 el/...~e... I. HVI\LO 235 II ! ca do PCBR.onãlL-ta.6.1L No CUIL. tendo em vista as manifestações tis que ganhavam vulto.a..imediatos e comuns" que conduzissem à v·itória sobre "o inimigo comum".. ~evo.6 le..na..O. . sua estratégia. claramente.t6-tca.6 de.ta..----------- el' .. em que preconizava I "unidade de ação".ên ·c. PCBR. O objetivo final de:.'l. a.

Luciano de Almeida e dois outros militantes: "Nilo" c "}'"rnnlldo" (este. Jorge Banco Hedeiros Valle o "Bom Burguês" 1964."O Rcginaldo da Rocha. nificou. valendo-se mediante de sua função a emissão ag6ncia de Paga no Rio de Janeiro. reunião al~m criticando do Comitê as posições Central. aconteceria um marco notável na história do que Em agosto. de cerca efetivos da Guanabara. Acadêmico Federal da Faculdade da Uni- do Rio de ·Janeiro.Valle. Em meados na Guanabara.Lallgcry. presidente Nacional de Filosofia. pcrm:mcccr<lm H5rio AI vcs de Souza Vicira e Bruno Costa de Albuquerque Haranh50. e sua'saída de 70% de seus para o PCBR. o PCBR o "Comando Político Mida lu por objetivo o estudo. e convocou a efeito Levada em julho de '1968. ca=am-se de 1968. A defecção PCBR. bilhões de cruzeiros trocando- No Secretariado.de Cnrvalho c Jarbas Amorim. nutria ingressou simpatia t' no peB. ati pelo na A partir Leblon. sendo e~l~tico e vacilante" e reconheceu do pro revolusig- PC do B como o verdadeiro "partido revolucionário de "maioria letarindo". . que totalizou ~ o "Bom Burguês".236 Histórico".Carvalho.---. . foram incluidos Salaticl Tcixeira RolLins. fictícias. . ao Governo. F E"~--~- ~'v~ . de dinheiro Je iniciaria nanciamcnto o fornecimento para o fi170 ela luta armada. aproximudamcnte mil dólar~s. do PC do B. dos Santos.:1dos L"llIl. A facção. Elinor Mendes nas manifestações e presidente e Marco seus militantes da Frente Unida secundarista labouço Diretório versidade dos Estudante~ (FUEC). ------.c Higllel Batista. íor:11\1 cham. nova nela. desviou de' Ordens velhos. Renê LOlli:. do Ca~ do das quais participou intensamente. do País de se fazer as diferentes um balanço formas da situação politica e estudar de oposição nacional criou política (21). Antonio . Para o Comitê Central. além de ApolBnio de . PCBR: o contato .Costa de Medeiros. foram o PCBR grandes as agitações estudantis DestaBrito. cionária". que compu~ha-se se autodenominava de quase a perda 400 militantes. este I grupo tachou o PCBR de ser um ~grupamento o pequeno-burguãs. que publicou desse grupo provocou Uma rápida resposta do mis uma o texto "Reencontro Histórico ou simples tificação?". aos quais se juntaram Nicolau Tolentino Abr:mtcs dos Santos.e o encaminhamento ta armada .4t foi reestruturada 'Ainda nessa litar~ que teria a sua direção ocasião.----------- . mento (21) de julho ele 1968. ~o lado de ApolBnio Pinto ~e Carvalho.com Jorge Medeiros. a organização. do Brasil em 1952 e. Na Comissão Exccu tiva./ '.

L~~-:~~ . CR-3 (Sud'~5te) -Gun nabar. ~ss~ documento recbmendilva. intensificação dos preparativos para a guerrilha rural e montagem de "grupos de autodefesa:" nas empresas. organizan~o O "Comando POlitico Milita~'Nacional"._ •.rutura".o Grande do Norte c CC<lJ"ii.maiores contingentes nos Comitês Regionais do Nordeste e Sudeste. aindil. no ano. CR··/. e Cl~-6-1~io Grande do Sul. o PCBR'p&~e pro apartamentos. depositando-os da sulça. mando Politico Militar. através de assaltos. Com o dinheiro. Paraíba. organismo paas ativida Militares Organização e Direção de Unidades Armadas. (22) Or.seguinte. num banco suas luta ambiarmada os por cerca de 1 milhão de dólares. a aquisição e a montagem de um campo de i'nstruç5. pcrnnmbuco. futuros membros do "Exército Popular Rcvolucion[lrio". Ri..S.. :: "Projeto de Reforma de Est. C:\-2 (Nordeste) . foi aprovado o documento Nessa renlizada' reunião.:l.. através do documento "Resolução do Co . A época. Comit. de 200 militnntes ativos. __ . ações de "justiçamen to". bairros opcrã .":'J' . Os Comandos politicos Regionais teriam que realizar a "recuperação" de fundos e meios. mitê Central sobre o Trabalho Militar"..-. acreditando que a derrubaria'o te para as regime'brasileiro.. sim.: . infra-estrutura.• organ1zaçoes passou a distribuir a outra paE. o Comitê Central convocou uma nova reunião..Sergipe.o PCBR chegou a ter cerca com . O Coman~o Polític6' Mili~ar.10 Paulo. . [onn~ do por Goiás e Distrito Federal.•. o "Bom Durgu~s".ês Regionais estavam assim distribuídos: CR-1 (Centro). Usando parte do dinheiro para satisfazer ç6es pessoais. de imediato. seqüestros políticos. fissionalizar um maior número de quadros e montar uma adquirindo.~_\)/-2J--------------. teria que dc~cnvolver Políticos Regionais". . cinco uma gráfica e dois automóvei~. que pregavam a violência. o grande "m'ecenas" brasileiro.237 . CR-5 (Suoo:: 'cstc)-Par:m~. AlllgC\:lS. Bato Grosso e Santa ~'lt::lrina. lo qual o partido se organizou em seis Comit~s Regionais (22). pe. o razoável o MR-8. Tornou-se. Em virtude do crescimento do PCBR em todo o território na çional. a~ financiando.• _ I --.o para treinamento dos "guer 'rilheiros". em setembro de 1968. o PCBR regulamentou o C2. Rio de Janeiro e Espírito Santo. . Logistica e Instrução flilitar. criado em julho. \ rios e favelas. na Guanabara. num sitio em Teresópolis._. . Em outubro de 1968. diretamente subordinado ao secretá~' rio-geral e que coordenava' as atividades dos "Comand~s Militares ralelo à estrutura partidária.-J 1 . des de Planejamento. ·os .------ -:-. PCBR e.

Da Ala Marighela ao Agrupamento Comunista de são Paulo Em 1967.. Nessa célula. para 'estudo e debate interno de seus militantes. o que veio ocorrer em 1969._. A de jovens marxistas vindos do meio estudantil. na forma da guerra de guerrilha.. foi expulsa no final daquele ano e aderiú ao Agrupamento.pelos antigos militantes do partido João Batista Xavier Pereira c para os grupos grupos d. pôde.L-_.. nárias de luta armada. o PCBR difundiu três documentos doutrinários.---------- . sem vinculação or á se tornar dirigentes da organização e conhc.---.~)_~ '-. A difusão das diretrizes da OLAS e a reação à linha pací~ fica do "partidão" tornaram o AC!SP um pólo de atração organização foi engrossada por dissidentes do PCB e por gânica ou partidária.---------"-- . "O Processo da Guerra Revolucionária". despontavam estudantes que mais tarde viriam lência. Integrado por dirigentes experientes oriundos do PCB e jo vens saídos das agitações estudantis. 'I Na~ cional" e ao "Caminho Armado Ida Revolução". por lacos'familiares ou juntaram-se estudantes de outros coiég~os.riqueza de detalhes na orientação lia preparaçao da "guerra revolucionária" no Brasil.para desencadeá-la atrav~s da luta armada. --.çidos apologistas da vio de amizade. aprova "Bom do Burguês". Na Guanabara.. O nome parecia adequado.--------1 nE 238 S E il V A C O " Ainda nesse mes de outubro.. dar início às suas atividades revolucio ..-::-:=-'---------------.. pois nao havia idéia de se criar um novo partido e os seguidores do 11der comunista conc~ntravam-se em são Paulo •. S ER V~·.-. a célula do PCB da Escola Técnica Nacional. o PCBR.-. 9. estabelecia os detalhes. O segu~ do era intitulado liAsFormas Elementares da Guerra Revolucionária" e o terceiro documento. ao retornar de Havana após a I Conferências da OLAS. . O pL'imeiro..' Marighela denominou o seu grupo de seguidores de Agrupament~ C~ munista de são Paulo (AC!SP).-----. _" [~F. com uma ideologia moldada pelos diversos documentos doutrinários e organizacionais dos e com urna infra-estrutura reforçada pelo dinheiro . A posição do grupo de estudantes foi muito influenciada' . que começara a contestar a oiientação do partido no início de 1967. referente às "Peculiaridades da Realidade . foi de grande impor tância p'ara' o partido.. A esses ele~cntos.. pela sua.issidentes que tinham feito a opção pela luta armada.

. um centro de coordenação de 9rupos revolucioná- prir tarefas para a constituição da guerrilha.1ra se tOE nar vitorioso teria de se estender ao campo. que ~elllfilh() YlIri. enC]uantoa guerrilha se descnvolvcs?c na área rural.:~. que se dispusessem a cum I . A atuação dos grupos armados nas cidades criaria e manteria o clima de. Nesse documento-base/ficaram estabelecidas as táticas. como um estorvo ao tra balho revolucionário dos grupos. que eram ligados ao lider do AC/SP ~ dissidentes como ele(23). . E S ~ 11 V A l.mentop..---... tamb6m eram rotuladas como atividade~ de preparação da gu~rrilha. . visto que a participação e o apoio dos camponeses desempenhariam papéis decisivo~ na constituição do nGcieo armad6 operário e campon~s....hela. Três..a semente da guerrilha. "não se pede licença para praticar atos revolucionários". após constit. O movi. a estratégia e a organizaçao os principios que norteariam o Agrupamento Comunista de são Pa~ lo. -----'-- . . emergente da I Conferência.C::l '"~... pouco importando seus nomes estrutura tradicional.In lo. Além de acusações· ao Comitê Central do PCB. a comando da organizaçao seria a própria guerrilha. ~ 239 Z±lda de Paula Xavier Pereira - pais de três deles _.-.1.?mpromissos com a revolução".· No campo. e "a·o·rganização só tem c. seriam os principias bási cos'adotados: "o dever de todo revolucionário é fazer a revolução".. A organização nao estabelecia uma considera?do-s~ rios -. a apoio finan ceiro seria resul tanto de assaI tos ou contribuições ..os) lnços nrctivo~ t~rin\ll \Inicie. As ações de roubar e fabricar armas e munições.. Marighela expunha suas diretrizes no ~ .. A organização abolia as estruturas herdadas do Comitê Estadual do PCB de são Paulo. Em fevereiro de 1968.. ' .'i. Xavier t :"1. rebeldia. o trabalho inicial seria nas cidades e visaria à implant~ çao imediata do plano de apoio logístico.. Zild:1 r. I nç. . a ocupaçao de terras por posseiros e o (23) Al~\Il dos 1. consideradas. ou mesmo comprã-Ias.nços iUl·olõÔr. I i' Os grupos revolucionários dev~riam preparar-se.uída.'r. inclusive.~~J-·--------------_ .•. cem a preocupaçao de esclarecer que "a guerrilha nao e um foco" e sim o "embrião do exército revolucionário". treinando tiro e defesa pessoal e participando de acampamentos onde pudes sem ir-se acostumando a vida no campo.U' I <to •• . ('omCnl:llHlo-se. ...1o. ---- . •• -& ----•• ------- .-.. .- voluntárias. adotava a linha poli tica da aLAS.1 }IariPerci)"a i~~~_:~~_~'. "Pronunciamento do Agrupamento Comunista de Sao Paulo". (" JO:lO··:-IO") sCTi·\ o ':r.-.

mL..sep. o "p.240 trabalho de organização de sindicatos rurais eram entendidos co mo forma de desencadear a luta de classes e obter o apoio.c . inclusive. I seria partir direto para a açio.•-. para a luta armada. -.rande obj cC ivo" . para a gu~rrilha .cstando destinado ao proletariado o papel c:i..--:--=. cubana dentro da revolução socialista o documento "Algumas que~ autoria de Carlos Marighe ._-~-------_..:lda do poder.( icn ria ca rnc ter i zada pc l~ "des t rll içno ~Io apa rclho burocrático militar do Estado c n slla substituição pelo povo nr. da guerrilha. e em guer- 29) 39) lançamento e sobrevivência cresci~ento da guerrilha e sua transformação ra de manobra._-_. Marighe da ação e da guerrilha e nao la chefiou o assalto ao carro pagador do Banco Francês e Italia no. exemplificando suas diretrizes. da I Conferência da eLAS"..• lter da revolução.•.sta'l. em são Paulo. .•.. o "imperialismo norte-americano" ficava ro tulado como o inimigo da humanidade..uindo orientação da OLAS par. A estratégia ja organização . abria espaço para o movimento cstudanti 1 c ~Idcmais '[orça!.de libertação naclonal. datadode outubrode 1967.regarcm-se 1. e texto inser:iaa revoluçãó mundial. Consta- como o órgão dos grupos que tinham por vam da ..riccntc.que o c':ll~: . . o "pronu'nciamento do Agrupamento Comunista. textos que constituíam o ideário do AC/SP.-. (24) No editorial desse jornal. Era afirmado que. Em março de 1968.são paulo" e a "Declaração Geral. de.sc . o l). Marighela estabcl~ cia no documento três fases fundamentais para a implantáção e'o sucesso da guerra de guerrilhas: 19) planejamento e preparação da guerrilha. a sua linha política. Em 1968. foi difundido.• --- V!. em Havana.C/SP lançava o primeiro numero do jornal Guerrilheiro". tões sobre as guerrilhasno Brasil". no n~cleo a~mado 6pcr5rio c can~on~s.\umn"frente antiimperiali.publicação. o Agrupamento Comu se nista de sio Paulo afirmava que a'união dos revolucionários daria através do desencadeamento nas mesas de reuniões.apresentando-a - como exemplo da conquista do poder -. poi~ a "ação faz a vanguarda". o·oJ --------- .scria de independ~ncia nacional ou. e conclnmavim-se as forças interessadas na sua expulsão a conp. A tom. sem a ocorrência de uma guerra mundial transformada em guerra civil. intcrcssc.das na rc vOluçnol'._. tamb~m. de la. a Am~rica Latinn. na íntegra. definido missão levar a guerrilha brasileira para a frente "O tt (24).do" • ------ ~n . na Avenida Santo Amaro.as -' e da expulsão do imperialismo. Em abril.através da guerra de gueE rilh. Numa critica direta às cúpulas· dirigentes do PCB.

1Ilo" Ney da Costa Fnl..l. 1\. El i.1:' " .nte.:J. . C:lrlos Henrique Kn:lpp. : . \~ashinr.:!l~~_1:i !'. ~Pétrticiparalll dessas ações os seguintes elcl1IL!ntos: /\tl11l I'OIl l'ilho. um:carro pertencente na Alameda Ribeirão Preto. __ .lo d:l Si !\". Caldcville.l:~..10. de C.10'da Silva Tavares. C:.sop Luiz de Oliveira. ~l .') Si.para realiz~r o treinamento 'militar. limitaram. em julho de 1968.' I\"ch.I ALN" ciar suas atividades. são Gabriel.o grupo -.:I:~ I.' iniciou-se o envio de mais que. Viri:lto X:lvier de Ne'o Filho. Ayltol} /ld. grupo de militantes.·!·..!.de 1968...---- .no dia 28 li .1. mesma epoca. so entre março-e setembro de 1969. em 1968.o COlo rei<l. Yuri Xavier Pereira e Zelik Traj Ber..' ". ~. Esse grupo como "lI Exército da ALN" ou "Grupo dos 25" (25).ar COl'hisiC'r U<ttC'lIS.1rvnlho.partir de julho. Frnncisco Gomes d.s elementos: Agostinho Fiordelí_ Alex de Paula Xavier Pereira..11bl'r~" ::..do. 191. !:. Marighela liderou alguns assaltos eate~ tados 'na área de são Paulo. ktonio Carlos Bicalho Lana.c.os segui.no Alto de Pinheiros..'.id.ues.'. ' f ~''::''.( i~ (:1']S..min de Oliveira Torres Neto.:l. realizaria o curficou conhecido um. Renato Leonardo Nartll. Miguel Nakamurn. e o atentado a bomba contra a casa de um diretor ConteI (26). Guilherme Otávio Lessin Rodrir.(26) parte desse grupo .l·ll1. Rlcardo rApg<luét Pé\ulo Guilherme. A esses atos somam-se o atentado contra a um elemento do DOPS de são Paulo. \'inlcius Nec1ciros C:I1. /\)'rt"ll ~:. I As ações armadas do AC/SP. Era o "I Exército da' como ficou conhec.se a S~opa~ lo e renderam mais de 530 mil cruzeirosnovos. à agência Bradesco da Alameda Bar ros com a Av. Arno Pires. em outubro.:l da Costa.. em Mogi das Cruzes (na Grande são Paulo) . Il.ndústria Rochester-Armas e Explosivos". . Apoiado pela chegada do "1 Exército da ALN" e com o intui to de. Ca rIos 1~:C!. Jono 1.·dl·il'(). '\111 II:tin Br. 241 . . Anto Espiridião niO Neto. José Luiz Paz Fl'I'nand(~s.• O r----'.i"\'III".('on:1r<. lbrc)' Toshikõ iaki..'11. Virgílio Gullles da ~~ilV:I. An tunC!~._ ~ '.o.:lInikhO\"ski. José Júlio de Araújo.S E Il V ::~ Vivendo a primeira fase.lvil. Sérgio Ribeiro Granja.·ighc~l:1.e ã casa de um col~clonador de armas.·rt.nnc Toscnno S. na Av. 1'akno Am.... Deni.} Cllnh.1. Nár Clo Leite Toledo. ::'1. .11' ::'1\1.partir direto para a ação e de reafirmar que o comando po litico emergia da ação. ao carro pagador da Massey Ferguson.-l1santi.1rlos Cav. i I i 'iI de dezembro de 1968. ! (2á)IFazimn '~Izio. ~ À que retornava paraini . __ . ~~~~~ •. ~b Hoel Cyrilo de Oliveira. lIo!"l" . . Hnldemar Rodrigues de Nenez·es. em 1967.ª'" ~tl ~. BO:Il1l'rf. reunido em Cuba."" /\lp'I'ilil Fi'=lho. Luiz Almeida de Araújo.\ de Cc'r queirn Cc~.'1' ~. ~.1 . Pa~ ~10de Tarso Celestino da Silva. Angélica.. t ---"! 1.lI':.:.. ].I!:. . n E ~'l E It V .~':.:l. José Luiz Del Royo.ton 1\ c1:1 1 \J('r( o Mastro ~inque Martins.0 C. Norb.). \SI .:I-t () ~hcri~g.':1 }1:1SS:1. Cnio Ven:incio :'1:11'1111':. à j. ao trem pagador da Estrada de Ferro San ~Qs-Jundiai~ em agosto.. ~ ljé . Reis. Benj.i. Itobi Alves de Correi<1 Júnior. são de autoria do'AC/SP os seguintes assaltos: ao Banco Comércio e Indústria.'". Luiz JOSl~ cl. Marighela ~ec~beu. Naria Ap'-lrCc.. da I Marginal. Av.. em 1968. Naria ArnGlia de Araúj '? Silva. ~:. R' E. os militantes que haviam sido enviados a Cuba.1 ry (' L~'_'.além de teremacresceh tapo algumas armas ao arsenal da organização.i-."1. :-1:..11'10$ M:ll. 1sis Dias dr Oliv~ira.r. a.'.

em outros lugares.~.documento anunciava um ~Centro de Aperfeiçoamento". A "Frente de Massas" teriauma.interessadas em mudar o regime.. eclesiástico e sobre os meios de comunicação de massas .. o documento apregoava a constituiç~o de unidades m6veis.~-I_-Il-~- /' . a "Frente de Massas" c a "~ed~ (ou Frente) de Sustentação". onde cerca de trinta i mili~ treze carros. 242 a açao contra a Rochester S. 01 assaSS1na o em ao au o. A chamada "Ala Marighela". para maior to negativo de tais ações sobre a mentalidade brasileira.•A "Frente de Massas" teria também uma "potência de fogo razoável" e desenvolveria tes a infra-estrutura com as possibilidades para funcionamento e variaria locais (27).operaçõe~ e . Marighela deu ciência ao AC/SP do documento "Questões de Organização".~~~~: I. operário-campones. Carvalho Rod~ey (ver item 20 deste capítulo). ações armade acordo das. juntamente com dois militantes da VPR.das mais diversas imfilosofias -. fixação de Marighela pela ação. efeitos mais contundentes nas ações terroristas. e 4 sacos de clorato de potássio • Emfl~ de out~brod de 19s~8'p'prolssegUin~10 a eSAcatla~a dBe_vio d lenc1a.--_. n ~'. levaram 23 caixas de dinamite.:l c.desenvolvimento ~evólucio~~rio nos diversos pontos do terrltorlO naclonal provocou uma desuni[ormidade no aparecimento das rrentes prcconizadas.'. Chano Capitão do Exército dos Estados Unidos Charles dler.--._--~. Era preconizada como e~ trutura organizacional a constituição de três frentes de atividades: a "Frente Guerrilheira". Sugeria. ._----.dominância cJe lima frente sobre a outr. deveria exi~tir nas . A "Rede de Sustentação" deveria fornecer às outras duas fren Alêm das frentes.~orno e do dirigente. pretendia ampliar a área de açao resomando todas as tendências -. I . sem levar em conta 6 posiívelefei O. Em alguns locais. peciais grande (27) " instrumentos esexigissem uma das operações de I mais complexas que potência ~ogo. de ter influência nas atividades locais. 21 bana I . pácto emocional na população. também. os "Grupos Táticos Armados". -. uma ou' outra dessas frentes não foidescnvo 1\'i(I:\. vitima de sua cidadania. atividades locais em qualquer ponto do país. A "Frente Guerrilheira". por v arco n on10 ras e ("Marquito"). Os "Grupos Tá-ticos Armados" não de- A desic~a!d~dc do. houve a pre. dotado de a escola de formação do guerrilheiro elementos capazes de influir no desenvolvimento das . Ao final de 1968. dentro da. sem abandonar seus princípios. ---------~----'-'-_.-- f.1' as .A. estrutura semelhante à da "Frente Guerrilheira" e atuaria nos se tores estudantil".de gelatina'explosiva . volucionária.

'S. ainda que di~to resulte a morte. ··. explicava.zem autocrí t'ica" .._ •• .. I heroico com "To- ~ que a esquerda procura rotular as "ações revolucionárias": mem a iniciativa.nl. "pe todo o mo:10. .1 :\ p:ll"!:]elpac::lo do!.tic.. a "Mensagem aos Brasileiros".o J\C/SP considerclV..1t1lJrccillo e vinha sendo c$tud.:l r<. ~ " t..a. desde que se destinasse o imperialismo".--. doe 111l1ent o c d (' [ i n i(\ III qu C o com:mJo polí. rotuladas como de~isivas para a vit6ria da lha. Prestando contas do dinheiro dos assaltos. ~ .l ~_f~_. operanao nas três frentes de atividades.:11 a atua (28) O documento "Questões de Orr. As frentes e as unidades móveis teriam o seu funcionamento' independente e a coordenação entre elas deveria ser a mais simples possivel (2~).l"l'volllcioll:iri:lf. r--. }nt:('l~r..I direção rC!Vol11cion~iri.a".F•••• -.:'\ fundan'o\:mL.--. c t1(~ 11• I .('l(lIt'IH'l:\!..•••••••••• '.. de Marighela.'volllcioniil"i.~ .tico ~..em são Paulo..onais herdadas do PCll. quem não samba vai embora". ~~w~ No dia 17 d8 dezembro."..:~~ .. Marighela dirigiu uma carta aos revolucionários de são Paulo. Os grupos revolucionários esguerri- deveriam unir-se para a realiza a golpear "a ditadura e .em nao Samba Vai Embora".. que ficou conhecida como "Quem Samba Fic.lJ da Jut. o' "' __ • •• -. tratégicas.•. vaticinava o documento. R E S [ H V II L O 243 veriam ser confundidos com os grupos armados... ainda em dezembro. assumam responsabilidades. o Cpll' () lI']!'. fossem ou não do AC/SP..con:. apresentada como su plemento do jornal "O Guerrilheiro".. o problema é: quem samba fica. Marighela racter1sticas. Os mortos sao os únicos CJue não fél.lC:ÕI..••••... princípios CJ 11(' no l" t (':lV:llll u org:m i 7. sllIH~n!:('ndi(l. foram deixados na panfletoscom .. Praça 14-Bis.~l. do com:l\ldo 11:1" .(~.ll111'nlo gel":\l e r.:ll. que a prioridade era a preparação do pessoal e o financiamento de viagens às áreas es tratégicas para os mili tantos que mais se destacassem na realiza cão Outra prioridade era·a preparação das areas . das ações. No local.1.. as 2 horas da madruga uma bomba rioHonumento dos Aviadores da 2~ Guerra Nundial. "ind" niio estaVél suficicnt('mcntc 4l1ll.. J.lClb.-.1l': tlC:Õl~:.he1a.aniz~ç5o" deixava h('m cl~Jro que o problema de [uncion. ~ encerrava o documento com palavras de ordem cadestinadas a despentar o sentimento I façam.•. Marighela admitia a frente..1<. .1~..1 comO ~('nd() o pnípI:Ío ~l"rir.-----. cxplod u.ção'de aç6es em conjunto..do \W].ul"cia da pr. o~.ã o l'IlC (~IT:lV:ll1l o. O ano de 1968 foi um ano experimental para o AC/SP.lis- no do carisma de Marighela e bascava-se em princípios tas de dificil definição prãtica~ Abolidas as cstruturas'organi z~ci. ~~. Sem a I definição formal de uma direção a organizaç50 gravi ta\"uem tor idcél. :'. l. Qu. Finalizando o ano. B melhor co meter erros fazendo.

Ratton. Frei João Antonio retmiões: Caldas ("Frei Beto"). Frei Osvaldo. on de Frei Beto atuava como repórter 'da llFolha d'aTarde".rios'elogiosos à ala dissidente do PCB em são Paulo. Além dos vínculos com o ACjSP. pautando sua atuação na liberdade de ação grupos. subversivasera ~-------------I -------. O contato deu-se nos meios teatrais. visando a ligarem-se a uma delas. Frei Osvaldo analisou e criticou com seus seguidores a AP e o PCB.~). Frei Osvaldo teceu comentá . ----~ I: E S ~.._------ . Na ocasião. Marighela pretendia acel~ rar o processo e lançar a guerrilha rural em futuro próximo. Participavamdas Frei Carlos Alberto Libânio Christo do de Brito Valença Araújo ("Frei Timóteo Martins").. Frei Magno Jos~ Vilela e Frei Francisco: Pereira A decisão de participação dos religiosos levou-os ã an'ali .. no \ ocorreu no Convento dos Dominicanos. que culminaria çom a adesão de vários sos ao 'Agrupamento Comunista delSão Paulo. A'união dos religiosos com as organizaçõe~. sem a fixação antecipada de tarefas.. dos tt .-- R E :_: ~1 Vf'. ... se das organizações subversivas que atuavam na ocasião.. Fr. Frei Beto. um movimento de tomada de p~ sição política. também. Frei Osvaldo Augusto de Rezendé Júnior liderou diversas retmióes dentro do Convento. na rua Caiubi Bairro das Perdizes. Felipe . Frei Tito de Alencar Ramos.2Jl---:-----------~ ----------- _. congregando os frades dom~nicanos que se in teressavam pela problemática política. No início religiode 1968. ..H V f\ [. Encontrando-se na fase de planejamento e de preparaçfio da guerrilha. para a existênc:ia·de diversas'ci sões que o enfraqueciam.. inclusive apresentando-o a Frei Beto.ades dominicanos aderem ao Agrupamento Comunista Paralelamente à estruturação do Agrupamento de são Paulo. n9 126. O·'J 2_4 •.. 10.~-----_.--------------. Frei Luiz ("Frei Chico"). reuniões. conseguiu das a adesão ao AC/SP de todos os dominicanos que participavam atuantes dominicanos. chefiadapor Carlos Marighela. em são Paulo. . Quanto ao PCB. avaliado negativamente pelo seu "burocratismo" e pelo seu "dogmatismo doutrinal~ a crítica foi voltada. Frei Fernan- ·e··· ("i:'rei Maurício"). afirmando que essa nao adotava uma linha doutrinária rígida.. um dos mais tinha entrado em contato com a VPR através de Dulce de Souza Haia. FreiDeto chegou a participar de um jantar com'Onofre pinto e foi aprese~ tudo por Dulce a Isaías do Vale Almada~ ambos membros da VPR .4 cão de grupos revolucion5rios. que j á mantivera conta tos anteriores can Car los Marighela.

tendo em vis" " ta o aspecto mobilidade. Dom i n i Cdn05. expressa no Capitulo I (ite~ 15).açilo. particularmente 'nas cidades 'de ~lpi. Frei Ratton.lotorü.L- ~~-~::. mais tarde. ao apoio material do movimento. que j5 llli\llt J\'t~l'l\ contatos anteriormente com o grupo de Higuel Arraes n. o "Tolcllo".000 cruzeiros novos de Marighela. após receber 3. 1)():. mea- dos do scgundo semcstre dc 1968. onde Dominicana possuía um convento.c. O O o resultado de um longo processo de maturaç5. empresas de transpor fundamental da guerri- te __ entre as áreas foram atentamente avaliadas.a i Ilt1ü da organiz. e Araguano campo. Frei Tito. Especial atenç5. estrad.-. ah\ndon~\\1do <:\ Or(\clll do:.e lha. Frei Osvaldo.I. O. Estabelecimentos dos. balizada por Tocantinópolis que pudessem colocar em evidência a luta de classes As condições de ligação . Frei Ivo. Marighcla ordenou que os religiosos áreas ao longo da estrada nelé~-Bra atuaa Ordem silia. O traba]. Nestor Mota (ex-seminarista que se encontrava em 'são Paulo) e um outro estudant. ~rei Fernan~o. foi pal:~ a Fl~i\ll(:~\.o foi dada ás áreas de atritos fundiários.las.engajamento dos dominicanos foi total.\ EI.o das "novasidéias" . Fn~) F)~l\l1cisco Pereira de Araújo . o "Frei Chico". o "Sérgio" ou "Gaspar I". ~urante vinte dias.~-~~~O 1------- . por questões "de segurnnça. nos contatos com NaricJhela" Frei t-1agno. tornar-se-iam comerciais e de créditos. A guerrilha certamente teria um importante ponto de apoio no convento. na região ' Pedro Afonso e Itacajá. A área de Conceição do Araguaia. I \----.ma~·a Ferreira.11'(11'. todos eles.ho de ca adotando da um com a organizaçfio passou a ser compartimcntado. o grupo dividiu-se e realizou levantamentos sócio-econômicos da área. também assinala visando alvos de saques e "expropriações". Froi Ivo. codinomes.e" amigo de Nestor. dividiu a tarefa entre seus seguidores. o grupo dos frades fizessem um levántamento de dominicanos recebeu a primeira miss~o do AC/SP. Participaram dos lcv~ntamentos Frei Osvaldo. passou a exercer as funções de !. era o elemento C1U(~ nli1ntinha contatos com Joaquim C3. sobre a marxistizüção .' tins. o "Leonardo" ou "Gaspar". característica . na região de Rio Vermelho c norte do Estado de Goiás. foi assinalada como área prior i tária.til (lo FH~i Osvnl do. 245 R E S E H V /l. visando á implantação das ~reas estratigicas onde ria a guerrilha. :. o "Pedro". rios. de nome Hélio. i .------------f ja." da Igre Em m~ados do ano.

Frei con que coordenava Osvaldo tatos viajava as atividades constantemente Marighela. para fazer ao Rio de Janeiro com Carlos que procurava cidade. visando sua área de influê.que Em março estabeleceu o movimento a ampliar estudantil em 1968. grupo. então. o grupo . Tavares. AC/SP Rio-são Paulo na agitação para do meio es Em As idéias tudantil pouco ganhou de Marighela encontraram favorável de 1967/68 o ambiente propagarem-se. que era liderado ("Xuxu"). o trabalho de l~vantamento de Brasília Posse. era que pr~.. tamRo contato com o grupo Corrente. pelas A pàrtir encontro. da responder Mineiro". No 5cgundo ~cmestre Frei dominicanos no AC/SP. possuia no Rio de Janeiro. de seus uniram-se Vidal ao perceberem a iden retomou. Niquelã~dia . Várias lideranças surgiram durante as sacudiram I agitações."Juca" do AC/SP a George de com os grupos Brasília. Complementando dominicanos cimento nas pelos de são Paulo. adeptos e cresceu. a "Ala Marighela".-se diretrizes de Marighela. o "Juca".' o AC/SP de Minas pelo Gerais. Carlos com seu velho solto para conhecido. como era mais conhecido o AC/SP. ou "Ronaldo". Outro da Universidade de Werneck. localidades o grupo reconhee Unaí -' de Formosa.apoiava Flávio enquanto Tavares na articulação do Movimento lucionária (~mR). naquela do Agrupamento em são Paulo.' em torno de Luís 'vários estudantes da luta armada. passou a orientar. Beto. em liberdade Flávio o inquérito qucjã "Guerricont~ lha do Triângulo tos com Marighela Michel Sobrinho. expande-se além do eixo I '1. o jornalista Flávio Tavares. E R V f\ L O aumentou o "Vitor" a participação dos ficou e de 1968. estudante Mário Zanconato. ' tempo.--------------r. bém dissidente berto Galhardo do PCB.· de B~asílideradb Werneck tendiam formado de Castro derrubar Filho"agruparam-se o Governo através por estudantes do grupo em sua maioria lia e com a mesma por José Carlos motivação Vidal. do Movimentá grupos José Estudantil na 'Univer- Durante sidade tidade tato fora as escaramuças os dois de Brasília.1cia.co~ que propósitos. realizado realizou I. que seria desse o contato apresentou. . com o encargo te~tos do sistema 246 E ~. Em Brasília. de imprensa (jornal "O Guerrilheiro" Câmara d~ Marighela) e dos contatos com Joaquim Ferreira.. acelerar fazia a estruturacontatos de Ação e Revo ção da organização .

\ só pCHkr. que transmitia nização emanadas de são Paulo.:lrdo ZanCOll. José Júlio de Araújo.S ( it \' 1\ L' O ---. o grupo. c a sua substituição Entretanto. da Corrente surgiram em Minas Gerais provocado da Corrente pelo VI grupos do fracionamento ~entro do PCD. Paulo e formou passou algumas um grupo AC/SP.Cllllh~nh:tr o p:lp~lllid.g{'ntc no pl·OCC~~.!~..L: Um p. (>11\ todo:: 05 tl'rn'nns: idl~oll:. gimentar no início pessoas mais de 1968.l:lS5C operária bra5Í 1c Íl'... tarde.) n l'C'constrll(.~orltc.::ll do PCB de nela l1ori. "Orientação 20 Pontos "(2»). denominado Assim lo (AC/SP).~ .0. em .realizou ·rvisando 2_4-. nas proximidades Irineu Luis de Moraes cons€.ãrio revolucion~rio"...'gUÍu aliciar Eduardo conseguiu se integrou Pereira.~~ .~: S. "a C.sc opcr:iri:l..".novembro de 19G7.:.. (30) SCf. as orientações da orga- 12~ O surgimento virios Congresso lucionãria. num dos pontos (30) • do documento.'~. seus o Comit~ Municipal I impulsionado pelo seu Comit~ elaboraram Básica Universi..~.~~_I_{ ~.~: •• _ll~~Jt'-_-------_..í)JI. . de são Pau~ organiza da revolu do corno o dissidente a Corrente como como Agrupamento ficou Comunista conhecida a nova imediato çao - estabelecia objetivo cstrat6gico çao brasileira Estado "a destruição do aparelho burocrático-militar burgu6s-latifundi. .7 de terra ao trabulho . a receber a assist~nci~ Virgílio Gomes da.tário. treinamento INAe revólver de guerrilha.o da n~voll1l. ~róprjo quando fogo Voltava que a aproximar-se das id6ias previa "o partido há de ser reconstruido e sua organizaç50 da prática revolucion5ria (29) Os nutores do documento foram GilÍ1c)' Âlllorilll Viall. o documento para Atuação: base Em 1968.1. divergia por um goverde a Marighela.gico.cnnlo Âpg:l\Iil ]':1lI1o Cuilhcrr.:l. Ri. nn. i. i~.io ::e tivl'r ~ SII:I (l:(~nl. C01(ll'._.tl. principais lideres da org?niza çao. de clorato. em 1968._-~---------[R E . p~econizava de um partido ghela. arreao de a "Ala Harighela" o militante do PCB Paulo Eduardo que o "Chiquinho"..38 e aind~ de tiro com metralhadora a base experi~nciai com explosivos do Rio Bartolomeu.ta.· O grupo.:lto -todos ex-membros do Comitê ~llIlli<..:ip.! ••_I~!:~'.. do PCB de procuraBelo Horios va 3eu próprio zonte. lIélcio Percir. Em Ribeirão para Preto.Silva.O do p:ll:tido lIn ~~la:.lt' l' ~1:1t"Ío R"bcr to Galh.lr pdn tcorb lIIarxi:H:il-Jrnini:. locais onde existiam conflitos estratégico Ainda exercícios da organização.u11l1o n Correntl'. necessidade de Marino deve no popular quando.mgll:\l'dn guiado onh'l\I do di.I-~il' n:i tido de v. os dissidentes Revo- que agrupa~a caminho do "partidãol'.:l Fortcs.:.:í di.

Marighela prometeu apoio financeiro para a compra I' I de armas e treinamento para os militantes da Corrente. Hélcio Pereira Fortes pello Operário e Gilney Amorim ViaI n~ pelo dos Servidores. [. através de piquetes e at~ ando em conjunto com o Sindicato dos Meta16rgicos. o Comitê Operário começou a publicar e a di~ tt· Após se estruturar e iniciar suas atividades nos movimentos estudantil e op~rário. 2_1\-"18 ser posta em função da luta".. v.Juiz de Fora. as are as de atuação dos principais lideres da organização.. Con tatos foram estabelecidos em Uberaba. Ricardo Apgaua" Paulo Guilherme pelo Secundarista. a implantação da "ditadura do proletaria do".~ __ ~ .Marlo Ro erto Zanconato contatou com Marighelaem b Sao Pa~ militan- - . I Vários militantes do PCB do setor universitário e do se- tor opeFarlo de Belo Horizonte aderiram' à nova organização.. No setor operário. 10. A Corrente explicitava. ~ . a direção da CQrrente manteve contatos com Joaquim Câmara Ferreira (IIToledo ll ) novos e com Marighela. A ligação concretizou-se com a interveniência dos tes da rede de sustentação do AC/SP.~__ -. junto a outras organizações'de Minas.:::::::=.. ~os acontecimentos que agitaram o movimento estu dantil. ~ diretoras da orientação entidade. também esteve presente nas duas greves na cidade industrial de Contagem. Farid Helou e Antônio Carlos Ma~eira.=f~_!~~ .__ n".-. que tinha na militante Conceição Imaculada de Oliveira uma das tribuir o jornal clandestino "Primeir"o de Maio". Mon tes Cl~r~: e . através dos comitês. a Corrente participou. foram estabelecidos como objetivos da Cor- rente aumentar o n6mero de militantes em Belo Horizon~e. .~~~~ .. A estrutura adotada refletia. Inicialmellte.. Em julho... . criar bases nas cidades do interior do Estado de Minas e estabelecer contatos com outros grupos em atuação em outras partes do País.J H E S E R V A G 01...-_==:::====:===::=.. Assim.or~anização para a dependência se dentro do contexto da revolução bra~ileira.~~. Em 1968. -.... Governador Valadares. ao contrário do AC/SP que nunca a admitiria abertamente. Já era flagran~e da Corrente às experimentadas opi~~õe5 de Marigh~ _.~__ n_.. Mário Roberto Galhardo Zanconato ficou como responsável pelo Comi tê Universitário..A ... na defini cio'de seus objetivos. ganhando a organização novos adeptos. :. enquadrar- Este orientou como deveria atuar a. de da militante Sônia Terezinha Rocha Reis.

' '1 II \1:111.:1 Hnlsil (PC do H). [oi su!.l' ~d. em conseqüência foi preso Apgaua o grupo da intensificação que atuava com em da ati Juiz de da organização: Em agosto.s c Honte:. 'I I. .~ ---.:1bap. de foi a Drogaria em assaltos.l. O O O. inr.'I1CY HIiIOl:lIll 1.al I' 1'1" lO 11t~te I' }I H:\l'cOS''\n\:(llllO \'ll~tul'la \. Ao retornar.00. . .l Ih. 'colocando o primeiro em prãtica assalto as orientações de Harighela.:1n. 1 - ---- . paLa reforçar o tr:lb:llho da Corn'll[ c II:I~. Cl. de.. mili- a organização tantes sofreu mais um rev6s icom a prisão de v~rios em Governador No period6 Valadares.:1 ("\ J lI!'.:lri('.IL "1 A" \. _ . urbana 'tir a participaç50 ção.:11:ll!. I tia de Roubérdário Os treinamentos ministrados de marcha tiro' e or. Sobrado.1Il. "quc:in:ados" '11. Em 25 de outubro..11l :I(!ll('}l' "pnr tiJo".. OI:llll!.1 Cuan:Il..'1:1Ciol1:!11I'~l1l() C. .._. li" Covcr nadar V. . F.bre. 1 I llrtl".\1'11.:\\ni:.:lção r il'l)l1 ~('nclo o 111.. lucionário (PCBR). que era aspi~ .1~':. de 1968.0 Paulo. COlll o.1 .\ H 1--"---'~"--'-'J r ~~r n v r. _.l. .n:ll1ll" o.':ll li l'lT. .• 249 E S E Il V 1\ C O la (31).iHlH. No rptorno de são Paulo.. na guerrilha r. O O - espcl~av.:1l"(.l. -') }' n'ira FOl"tl'~. '1 11 J I\l"l\lIdl..11' .500.J1f. .entação topográfi de Lacerda..:1 Gunn:!bara.:1riJ Ile}o\l tCrlncdi:írio do!. 'Ricardo as técpicas fez contato nas ações "Toledo" e para para conseNCr$ aprender guir utilizadas armadas auxílio fi~anceiro.ldl'~.• c'\. ca eram rante por Márcio Ara~jo R/2 do Exército. H"l. ficou na Avenida Amazonas.pl'n~o o r<.. Diniz. qe'D~va tos na Fazenda Valério. a atuação em 85.ull NCr$ 15.. I' crn ( 33 ) C O\l1. se cncontT.a. qUL'. do l'C\il~.contendo o pensamento do líder do "'c/sr.O 110 1'. .:lros. I são Félix. (32) Do l~IH. com Marighela. em assaltos. contatos entre ~I.hcla e a din'ç.. rCl.rcsso dc. . I} i11i" \' .' 111l\:~lonu. é1 direção levou 11.. novo contato de Zanconato e Ricardo orientações de o AC/SP a nível Ainda de Apgaua soadmidire- Em setembro.io .:1 \1. c- do o . alvo foi realizado em 13elo llorizonte.I... - o o - o .. '. O"") por (.s tarde. . . .'. butando roubado (33) (31) • decepcionado quando com o total de dinheiro cerca de NCr $ 2..esultou em novas e no acordo da Corrente...O O bando. experiência. foram realiza~os treinamen Diniz 'de agosto-setembro.'. sobre o "modus Ricardo operandi" tinha obtido 1.ultou o cnvio de dois l11ilit[lnlC~. subversivas.clll f:ll"l:I d"cu~cnt.. .Fl'uct:lIo~. ...:ll'.i....OQO .Em julho vidàde Fora.:1V.militanl'cs para ganharem em setembro.1 con:.--------~.\1'1'0:>.:1IH:lto:. Dentro xeira das metas estabelecidns.:ontro. foi feita ligação com ArmandoTei rlirig~nt~ do Partido Comunista no Rio de Janeiro (32) .II'nl! '.III!t· Jose Silva Tavares.\:ltulllo por Antll\\lo Lar os U1('a . de fazer contatos Brasileiro com ou Revo tras organizações Fructuoso.LI Cllrrl'ntc. fi".1I1 ) ~1·".00 rações e informações armadas..1('1 . Em contrap:ll~lid. do AC/SP nas op!:._.. lV(1 I.US.

quando necessário.-am do <lssalto: Lücio Dias NO~llC'ira ("Ho(~rigo").- (34) O Comando da Corrente (35) ficou consti"tuld'o por Hãrio Roberto Galhardo Zan conuto. para militarem no AC/SP e ganharem experiência na prática de ações ar Ricardo Apgaua Paulo Guilherme. os militantes 250 E S E H V /I. que não possuía efetivo definido seus comitês de origem. seria o responsável pelas ações violentas e zar o seu comando e a sua estrutura. por militantesde . dezembro. Antõnio Caro reorgani- los Bicalho Lana e José Júlio de Araújo.ia" .anização. levantamentos no trecho da estrada Rio-Bahia. dos Servidores e Estudantil. i Para coorde~ar os três escalões. José Alfredo ("Henriquc").-_1l _~ 1 ~__ ---------~. Nelso. que era o responsável pelns atividades de logístic<l du' orr. L O'" Após O batis~o ~e ~Q90. quando te comandado nida Nossa Senhora do Carmo.' na Avs:. asscssorndos por José Ad. -----~madas. Após a reestruturação.·-I~ . e reunia. O 39 Escalão setorizava todos aqueles que prestavam qualquer tipo de ajuda a par te clandestina da organizaçãd. Gilney AI110rim Viana e lIélcio .n 'José de Almeid<l ("Beto"). se9uira~ para são Paulo."Evnldo"). _.entrara na "boite" ~ nha. O 29 Escalão era constituído pelos Comitês Operário. Durante o assalto. O assalto foi planejado e novamenpor Gilney Amorim Viana Nelson José de Almeida.en tre as cidades de Governador Valadares e Vitória da Co~quista Durante os levantamentos. a Corrente criou um gão chamado "Regional". atirou e feriu no peito o cozinheiro Antônio Joaquimde.que passou a ser constituí o 19 Escalão pelo levantamento das áreas rurais. . A este escalão estava afeto o trabalho de agitação e propaganda e nele militavam os elementos que nao estavam em condições de atuar no 19 Escalão. com militantes que representavam' orse os.Pereir<l Fortes.apoio quando o movimento estendesse ao meio rural ao longo da estrada Rio-Bahia .Ol! ._-~~-- . que através da cozi.o Pinto. Lei. 1 R E S E_~__~_-:~_'. Nele militavam os elementos de nível ideol6gico mais eleva~o e de maior coragem física e d~ cisão.la J'>ias ele Araújo ("I. Com a saída de três mi litante~ de nível. Particip:l1. sendo inclusive o depositario do <lrmamento. Os "aparelhos" serviriam de bases de . A se segunda ação da Corrente ocorreu na madrugada de 01 de foi assaltada a "boite" "Seis às Seis"..._-. (35). foram montados "aparelhos" da organização nas cidades de Teófilo Otoni e Vitória da Conquista.."Laura") c José Ad~o pinto ("Lu{z C:1r1os'" . houve a necessidade de a Corrente da de três escalões (34). foram realizados. Belo Horizonte.

gem. n. o PC do B recebeu oriundos do PCB. expulsos liderado P9r Luiz Guilhardini e Jos~ e aue do PCB antes do Comitê do VI Congresso. açao de um dos freqüentadores do dia eM dezembro. O PC do B recebe Durante sao de dois inicio cante. na cidade de NCr$ 4. uma carta Comunista Nesse o comitê do PC do 13 enviara gentes . O 1 . na Avenida lhe rendeu Rodoviária a quantia quantidade de g~neros alimentlcioso pela Corrente desde com o Agrupamento para armadas.que pessoas por um tiro disparado atirou estava pelas ~ por Gi1ney. em junho de 1968.- ----2-5'"11 ~53 o fregu~s We1lington Gadelha Campelo foi ferido Nelson. [.:~~ . A necessidade lidcr. 05 as posi çõcs do PCB c do PCBR cone itavn a ingressarem encontro no PC do B. liderado Maritimo o PC do B. R E S E H V t. qual den.:\dc!. a Comu' As relaç6es ~ista mantidas de são Paulo.:a fuda "boite" . camaradas".açõcs com a finalidade de S\lstentar uma estrutura das. com o objetivo clandestina de e fundos sustentar encerrou a estrutura da orgao Armaz&m Contaarande a Corrente que o ano de 19G8 assaltando n9 42.800.Marighela. ~ .no Maria levou CavaI a aua gru- do ano. Além dos Ant6nio de . O segundo compunl1a-~e mês. dos que haviCentral diver- am saldo do PCBR. 13. Ainda angariar nização.ensão do movimento Gerais. afirmando velhos 19G8. O primciro. de rcalizar.:\".Oaprov.massas.i.~:. adesões r' o ano de 1968. para na noite 14..:\ 1'1'1.:t i- carta ao CC/PC do 11.") d. a importante ade grupos na Guanabara.nheiroo f'.~"Con[cl-ênci.s.)"- ----.Zío elos I~\':'" c1i \0(. ferimentos a bala.. por Manoel'Jover Telles. Ribeiro.-----l. ---.00 são Vicente..\Clas \.\" e UI1\. na regidentro Almeida várias ão lombar. "um 1"e entre Em fins:de em Duque divergentes realiznram umn reuni~~ de Cuxia.~~J----------------J . comuni. .---'------------------------------------------ t-------------[I v~ira.r. esses que seriu. para se totalidade po. roubaram .'ldo por de .c<\l1l\O n.1~" "Hesol \Jç~o Po) j t ria do PC na Guanaba.ominuram d<. de ga..na qual do Partido cr'i ticava denominadn Brasileiro "Aos comunistas no Estado e da Guanabarn". ~ orientação as aç6es atuação caracte- a~é o treinamento rizaram de militantes I para a organização em Minas como uma' eixt. levaria clande~ despr~ocupando-se do apoio a Corrente ao isolamento e a destruição. da "boitc".Foram c. banditismo. fora'm espancadas o· .• carro e roubadas em jóias e di. em verdade. no gerente já costas na copa. tina. em 1968.

Latina~ "cada povo fará a su?-Revolução". (37) A CEx do PC do B cr<l intcgrada por João Amazon'as.6 do c.tlta. Em maio de 1968. assistida por Pedro Po~ar..nvo.. E~V.bem. (36).60.o . Dynéas FernandeS de Ap.entretanto.e.O.61.te.:l. em seus aspectos político e militar.. tações estudantis ocorridas nos grandes centros urbanos.lL o não POIt n!a1. we~ro PC do B para os Estados da Guanabara e co Rio ce Janeiro. ni.n.dade.do a 11e.('. llIov1.6 palta..I1~ão ...El za de Lima.onduz.61..6. Arm~ndo Teixeira Fructuoso. dC!. r10nnerat. pOlL . posicionava-se.6 o povo 110 1.lt. baseado nas agi.e.nda.tenft~m c.ftalllalt.6. \Ha=.ampo nê..ta de. .6 e.6 • pa. o Comitê Central publicou o documento estudo "Salve a Vit6ria da Guerra popular!". Nao menosprezava. A essa Condo COwitê Centralea re-. 1.encs Arrt..110.a r~volução.lL1.It.6 o o " o a. l'ta.6 ltt. alertavã 9ue "as zonas rurais constituirão' as vastas áreas de manobra para destacamentos armados do povo e riestas zonas encontrava-se maior potencial 'revolucionário".tendo e. entados. Pedro Pomar.1. ."Prepa• e defendia a passagem por uma "etapa nacional e democrátipa".te. .eloArroio c Luiz Guilll3rdini.6 v C!.b a. que sct. já se estavam movimentando para fazer.c.ori-..'. um dos dirigentes da República popular da'China..mpolt.ta.ft.. QS e no.~ ulLba.ve.n.' Cúmpunhnm ainda o CC.1..aspecto ideológico.1. ã. No primeiro. n~l.6 o da. e foi eleito um Comitê Regional do ferência. Lincóln Cordeiro Ocst..6 1.6 c1.nc. Helena B~aventllra Neto. v1. Li~ coln Bicalhb Roquc. a. Manoel Ferreira e José Maria C:lvalcantc~ dentre outros.t1..e... o carát~r socialista da revolução 'I Criticava .ão a.. Carlos Nicolau Danielli.bc e..afirmando na América . rar o Partido para as grandes lutas". massas....l1tIt.. Rober to Ribeiro Hartins. a.laoÓ.6 luta.1t o .- ma. a favor da Chi~a e da Albânia e contra os EUA e URSS.HlaCâmara. trabalho das massas urbanas: . Aurélio Pereira Rosa. compareceram quase duas dezenas de pessoas presentando cerca de 400 militantes da Guanabara Em fevereiro. Antônio Hir.' dimir Pomar. No segundo doc~mento. em v1. Apesar de r~ conhecer que "0 despreendime~to e a energia da mocidade.ta -----(36) Estavam c. denominado volução' na América Latina"..tâl'tc..o me.õp..ltelllel'tq ue. Benedito de" Carvalho. fazia o vaticínio de que as .nda.' po pulalte. eram sistematizadas as experiências vividas durante os 22 da revolução chinesa. Hauricio Gr<lbois.:'~l~l fi " .to presentes: Manoel Jovcr Tellcs.olL. sao fatores de radicalização das lutas". o PC do B. de autoria Pia0.ba..uiar.to c. documen- "Alguns problemas ideológicos da r~ a nível internacioNo que. " c outros. Ãnr. para de Lin no qual anos organização.11.6. . o CC/PC do B (37) aprovou dois tos.dad e.1.ta.252 gentes neSse partido. atacava o "fidelismo" cubano.ÍD expulso no ano seguintc-. nos qua tr9 primeiros meses do ano.. ..

talL".ltivid. e.'. criou um Grupo Especial Nacionalista Revolucionário (GENH) (38) que.losé dl' CarvaJho.para to'dos aqueles que não acrecÜtavam que as agitações de 1968 eram dirigidas pelos" comunistas: "OnrblLo a ~eaca.11\\ o~~ rl)\lll)f.s.ci~ivo Anrba~ ~ o movimento de da ma~6a~ gUeJt1W e a luta popu... r. .<.6.ólnl:!. Plínio Pel(·tsen PerC'ira. a~mada plLe. e o do Banco Fr~ncês e Italiano. p:n-<l ohter fl1\1l1ol" real izou . ))l'v.ll!C's "rC'v()llll~ion. o PC do TI admitia que Cl omblLO c. desligou-se da organização. forças policiais.xe._ . Elio C.:lçOl'f.. cionárias. ----·1 li I.• . f.. Àllervóll' AlvC's Coqlleiro.6 /lIa.llli.ni. por duas vezes.minha "teve ativa participação nas recentes üções de massas" c afirmava..lLda C.uma s6rio de assaltos.(e. iniciou .nt i1.c. -------_. L\ício d:l Cost":\ Fon~. de C<lrros._:1~~~'-1.Hlmen tcJ.•• ~. no O 6ato~ carilpo ••• de.l\lnu.('es. 01-.11 1II <. em fevereiro e junho. era grande a agitação no Movimento incentivados c orientados pelas Estudanas til.lçao.. com os estudantes participando de.partir de fevereiro de 1968.f.stas.. suas atividades de cunho militarista.e~ . de car5ter nitidamente ~I foquistCl..lIcil'l'do. ll' Z.uo com o fra casso do Congresso de Ibiúna..:ll Filho. pretcnsamente revolu- Para isso. f (39) I:~ F _~_~_~~ • ~ __ .t ..- p~ocu~a~a. em maio. levando consigo diversos militantes que foram formar o denominado "Grupo do Gaúcho". \). serviu de incentivo (38) p.::l)~i:1 O GE~R-ct":l composto por Di.11\1l'SAllcn Luz. e.Jni(.' a . .las Cha1l1. Nessa.'Lend e.i..tan.--_ ·-1 r~. .f.a.6 llla. as. ~a.•..l'ca. Dcrly Jose.om a.lLa/ll.e.t .Il. •• C- :.lLc. 1.:lhi-.ll 1968. cor.~ van~llUl. .ra.__ -1 2_5_3 ~la..6 a.epoca.••.z C.José Couto LC'ól1.6. r---.l1o l' }{ai1l1\1l1do Conçalves de Fir.lllir Jo~(' de Carv<1valho.talLa.- ---*9 ••. D.. um dos dirigentes da AV/PC do B c integrante do GE~R.altor.~eu 6eu~ /lI.Hla. o l'('rmo \111.í1"Íal. Plinio Petersen Perei.l'n. a Ala Vermelha do PC do (AV/rc do TI) I iniciou.). . All~1il dos 'l!.pa.~ " • par>e. __ -.t1>1:al de SQu::a. O clima de revol ta estudcJ. oro o 1 1'" exploClpl-l:ll. A Ala Vermelha do PC do B inicia os assaltos Estabelecida a sua linha polltica.\S de rO\lb~l. i{ 'J 1\ [./11 a. de C:lrv.lk7.m No item final do documento. . de e c o /li 14.:\s . o ca. uti1izauo:.H\n por Lenin. ações diretas contra organizações os inteI mili tari." da O\'g. No segundo semestre de 1968.1lI ap.com os quais a organização arrecadou centenas de milha res de cruzeiros (39). em são Paulo..11. dos quais se podem citar o do carro pagador do Banco da Lavoura de Minas Gerai.

--_. Em agosto. IRESEilVI\Lo l 254 - grantcs da AV/PC do B pensarem em iniciar a estrutura de uma or qanizaç50 própria. em dezembro de 1968.. ---------- . I I ao'Uruguai em busca de apoio finànceiro de Brizola. Alagoas.. S ~ 'n. Amaro Luiz de Carvalho prioritária da revolução. como a queima de ca naviais e de engenhos. a mando de Ricardo Zarattini Filho. i \ e com esse ato a fonte financeira do PCR secoU e seu incipiente trabalho no cam.--- . procurava afirmar-se no meio rural dos Estados de Per ("Capivara") e Ma foram pelos noel Lisboa de Moura. independente. que passou a ser o centrodo trabalho de campo do partido. integradapor Diniz Cabral Filho.. ~ .c P. atendo-se ao preconizado pela sua linha política.-. para a ·inso de Caparaó. Rica~do Zarattini. r5~ O PCR-tenta realizar trabalho no campo Desde a sua criação.v. o Partido Comunista Revolucionário (PCR). Assim.....Brizola ne- No segundo semestre de'1968. (110) Embora seus consül~ré\va sido expulsos' membros tivessem lima ala dcs!.Filho conseguiu-o em quantidade. talação de uma área de guerrilha no Nordeste.._. que privilegiava o Nordeste como área nambuco. Rio Formoso.po não evoluiria.. Em fins de 1967.:1rtido ._--_._. praticaram atos de sabotagem. ------.. Sirinhaém.~~.. I nao mais faltar ao PCR: Ricardo Zarattini. . _. em Pernambuco'. (PCBR). "Capivara" arrendo~ o sítio "Borboleta".foi expulso da organização. a fim de dar início ao trabalho de formação do que seria a Ala Vermelha (AV)./ ~------_ -.. Ello Cabral de Souza e Derly José de Carvalho. foi criada uma Comissão Nacional de Consulta. arrebanhando os jovens estuda~ tcs'quc estavam contagiados pelo vírus da luta armada (40). Água Preta e Joaquim Nab~ co..• _ do PC dq·nt a AV nindnse . Além do trabalho de recrutamento e divulgação do comunismo no meio rural.. Rescaldado sucessivos fracassos.. dinheiro passou a através do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário que o recebia do "Bom Burgu~s". particularmente gou-lhes apoio. Paraíba e Rio Grande do Norte. atuando com um grupo nas 'regiões de Barreiros.._-----'--._n~J . _ . em maio de 1966.. . que se concretizaria no ano seguinte.. no mu nicípio d~ Palmares... ..~-------~ [-n F. Influenciado por idéias militaristas.

do Rio de Janeiro. locado as duas o dinheiro obtido nao ser ia ~.o c1C' J aum "Comando de ExprOpl-il\çõc:::._. no lU.:lção. um f9cO guerrilheiro. IH' VI:.i.:lra[u:ldos ná.·· .esse c1inlw~ro desa fogou. manter neiro.u. diversas de Hatelândiê1.nas ?rorural ê11ternativo. j Cl) foi des par. CO.:1 ina Illonta']elll de uma "aparelho" munic3. rio paranil e o sustento .eaubd.o Banco Hcrcan tj 1 de N iter. . 255 lE. de militantes.--_#·.:ljc- tado íoc6 guerrilheiro. como conhecido por Bunhad5.·n do e outro..l~<ll~ (':. básica.•..uas..dos~ at~ então. o MR-8 passou e econ6mico político. Em agosto.:1. grupos fizeram zantes a organização dc' se1ccion. foram montados alguns "apare-': lhos"'em Curitiba.ura dos financeiros.Canaliz~ do par<l o z. os pr.:ts à ins a arca para o iniem principios topográfico de da do parqt:8 Na -.•••.:1 . o militante Mauro Fernando de Souza deu um des fa~q~e de 60 milh5es de cruzeiros (60 mil cruzeiros novos)._.' a direçiio dQ l-1H--B dee ic1 iu c ri in-.pio de Cascavel.\nt'1o 1'\ 11 í.•• .al f ic i. viaturas e iniciou-se fra-estrutura Entretanto.. um' na região dC:1omi nada de Boipicuá. I I i I l .and.C\lt:il- Cltravés de assaltos. i. A abert.:1r 2G m.••• _ •••• ·. a 25 r.1R-8. temporar iamen te. com o objet~vo cio do processo 1968. no pr.".alhavcJ. O Cl'll:. Selecionada nas matas do Iguaçu.~'_..••.o Curiti- ! ba-Cascavel-Ml\telfindi.••__ ·1.t~n te j)"() frentes c1e a t.trabalhos conseguisimoati uma "frente de publicações".o. Com. mili tcJntes "prof issiona1izados" os recursos pela contribuição com 'que diminuíssem e colaboradores.0.lit:iIlÜ('~. para o Paraná.~ blemas da organização. .e u. no qanco em que trab. ~. __ u .__________________ . mantinha a situação ali financeira no Estado do MR-8 tornou-se de (41) Baseado" de contatos por ~. mo grupo cional região. .além e de recrutament.•.' sócial do territ6rio nacional. Em julho crítica.dquiridos dois sItios. NO' Paraná.•.. O HR-8 jEt 10grar.l.-.. realizar o levantamento de 1968. ximidades praram-sc na estr<lda pü r(1 l\ss is' ChLl t.origensl.":.·· .:1sscnt.111(' C' no P. Em dezembro.["1'(. .ói.o Sudoeste de militantes para do Paraná embrenhou-se re(Jiões propici.:tr uma ou mais .o..l fim de roubos c furtos... no Rio de J . .:1melhor conccnt. apenas dor.t>4' •••. O MR-8 estende ~inda vantamento talaç~ode suas atividades ao Paraná a dedicar-se ao le- no final'de 1967.

a DI/G~ esteve a cavaleiro das agitações de rua ocorridas na Guanabara. escuda~a pelo domínio que possuía na União Metro Japolitana de Estudantes e na Universidade Federal do Rio de neiro.em outubro.-O-! / . por si só. cid de Queiroz. denominado de "grupo dos foquistas" e liderado e .A prisão de Wladirnir e Eranklin no Congresso de Ibiúna. ingressando na DI/GB. realizada em tudantil dezembro de 1967. em Petrópolis. João Lopes Sal~ndo.grupo~ cias que ja Um deles. -" formando-se tres . "integrantes 'estudavam o marxismo-leninismo. Dos GE. acirraram-se as divergê~ ~ existium nessa organizaçao.HVf\l.através da direção dos Grupos' de Estudo (GE) e dos mos parapartidãrios no ir- Organis- (OPP). Os GE eram vistos como a porta.os OPP usavam codinomes. em 'PetróDolis. formando um primeiro grupo de ação (42). mostrou à organização que o ME. Franklin de Souz'a~lartins. Cláudio To'rrcs' da Silva c StuartEdcnrd An~cl Joncs. particularmente as concepçoes cubanas de revolução. sérgio~Emanuel Dias Campos Âlvaro Arthur do Couto Lemos Neto. no ME.-_l:.e recebiam orientações para atingir um determinad? ní . através de seus militan tes Wladi.mir Palmeira. Embora possuíssem uma estrutura autqnoma.. Com isso. e as conjunturas. Benjrunin. A Dissid~ncia da Dissidência Durante o transcorrer da II Conferência da Dissidência llil Guanabara (DI/GB).H r: s ~ n V-. II ' sua linha política. apenas.. Carlos Alberto Vieira Muniz e Luiz Eduardo Prado de Oliveira. Seus.jRES-. não guiria realizar a pretendida revolução. I. onde tomavam conhecimento da exist~ncia·da DI/GB' e estudavam obedeciam às decisões da organização e seus militantes vel de prática política organ~zada. defendia as posições de Gue(42) Esse grupo de aç~o da DI/GB era constiturdo por Daniel Aar~o Reis Filho. It 18. conseSob uma visão essenci: almente militar~sta.~-".O 17. A DI/GB atua no Hovimento Estudantil Dividida pela II Confer~ncia. a DI/GB optou pela atuação no Movimento Es (ME).~nternacional e brasilei ra.. além dos maos Daniel e Samuel Aarão Reis.por Jorge Eduardo Saavedra Durão. seus melhores integrantes passavam para os OP~. A organização tinha a sua maior fonte de recrutamento ME. de e~ 4t t~ada para a OI/GB e atuavam. no ano de 1968. a DI/GB encerraria o ano de 1968 preparando-se para iniciar as ações armadas.

chegou a di~tribuir panfletos em bairros operários c..es da DDO. reduzida.::-:~·'·':~'.. com cerca de duas dezenas de mi1itante~.:lO NovÜlcnto 0I'L'I·:ll-io. No início de 1968.. praticamente.~~ . ap6s o IV C~ngresso. Desde cedo. a DDD re solveria dissolver-se e ingressar no COLINA. <::1\'10:.11":I.~.~~_:~ . a "Lia".nistá do PCB no Rio I <1 cmra Sul C:1S GLlllc:1C elo (DL/PCn/RS) trouxe um certo alento c:t POLOP. abandonados em face das divergências e:Ltrc sua. para lã deslocando'O militante C1ãujioJor AP ge Cãmara.h'!"!."ll.. participou das agitaçoes ocorridas na . que foram constituir novos organi 7..3) Entre os princip:lis nll1.ravés de sua Seç50 Operãria.t Ih. :~. <'IH'Orlll":l\':lI1\-~. trcinuT:1cntos de tiro e manuseio de exp1osivcis.s1inha.iu de r~ri:l PinhCl. Sérr. rec~utados atrav~s de Grupos de Estudo que se organiz~ vam entre os es~udantes secundaristas e universitários (43). '·. d:l nnn. do peD. aos mi1itant. a DDD nunca executou nhuma ação. em 1968.'\IIl\fl'lll.'i I ~.:ls de atu0. o que propiciou.. ap6s formular uma autocritica. ::. che"gou a manter infrutifero~ con tatos com o NGcleo Marxista-Lenillista (NML). I1I. -(DDD). NOt'.çi1o junto . ~es1igou-se dessa organização e. CLj'lllin .\ulo (~GUilnabara.:~. lim~tando-se a intermináveis discuss6es ~sobre linha 'pol Itica. Br{ to. nesua Apesar de apoiar a luta armada. ~Oll:::l. efetuadas num aparitamen to de Copacabana.uçõe~.rio Comunista Em setembro de 1967.ainda no final de 1967. a DDD iniciou contatos com o Comando de Liberta çao Naci6nal (COLINA).· C::llll. O surgimento do Partido Oper5.~-. sentindo que se tornava impossível a sua p~rmanência n~ DI/GB..it:mtcf. . A partir do 29 semestre de 19G8. (/.)n~o ximação da Dissidência Leni.".s siio P. ('0 .lI·. :t1. criou a Dissid6ncia da Dissid6ncia Era um grupo reduzido. Thílll"l. dissid6ncia da na Guanabara.e Fern"ntlo Luiz. a DDD buscou contatos com outr«s organizações. 19. i. l t'llll0 r'l:1 vista perspectiv. 257 vara e Debray. através da Seção Estudantil. Esse grupo. EIl t l't~ t. Hine' n.-~~.hílliol' I' Fl:ívi:l lh'I··C.lIcir.Guanabara.I~~l. Ana .c:l'i::1ill:~ ~ . p Ci~:ldp~. Em meados desse ano.!>·::·)-·:'::··:í tI(. _-----. [[1 E S E -. este representado por Maria do Car~.s polI ticas. I . estabeleceu relações com a Dissidência deSão Paulo (DI/SP).Illl Thillu..("1l\ (lo:. 11. (!'OC) il rOLOr viu-se ã metade dos seus ef0tivo~1 I em raz50 do afastamento dos dissidentes de Hinas Gerai. atrav~s de Jorge Eduardo Saavedra Durão. At.. Em março de 1969.r---··---"------·------· .

A dificulda de dessa concordância levou o POC .na pr~ tica das lutas das classes trabalhadoras.:l p~anejar (\ constituição de uma "Frente Onica ProletnriLl" (FUP) . o "Informe às Células" do Secretariado Executivo N. herdeiro e o continuador da OID1-PO. e apo~ tava o POC como uma nova liderança. em Santos.um pr~ blema crópico na POLOP pela aplicação dos princípios. aproximadamente 700 membros (44).. d~tado de maio de 19ó8. Como conhecido como o Congresso do POC..ária" (FER).conhecidos por "Arm. constituída las forças combatentes da classe operária.:lr intern. Fábio Oscar Harcnco dos Santos '("Emilio").ml:1 sindicttl.rea bases li~aram um "Ativo Operirio". O Programa Socialista_para o Brasil. não exclui ria aqueles que não defendessem o carnter socl:llistLl da revotuc. r~ . adotado pelo partido. Flávio Koutzii ("Laerte")."Frente da Esquerda RevoI6cion.:lndo" e "Azevedo". A suplência era form. ~larcos Faerman ("Gerson"). criticava' as organizaç6es .:l. Em abril de 1968. "Resolução Política do Congresso de Fundação No documento e do POC".e consegúido 0E taram pela luta armada. (POC). .ão-:Suas lutns t5ticas seriam centradas na lutareI:! autono. que. através da combinação da guerra de a estratégia' guerrilhas no campo co~ a insurreição urpana. foi selada a união da POLOP com a DL/PCB/RS. a organização afirmava a falência do reformismo . ' y _______________ '[~~. em conjunto. onde foram estabelecidas as para a fusão e as diretrizes para as atividades nos sindicatos e nas fábricas. A resolução diagnostic~va sidade de substituir a discussão meramente ideológica .:lcionnl (SEN)..:~-: __ I. as duas organizaç6es. Preconizava a instauração uma ._ll. ao contriirio dLl Fim. que romperam com o PCB. o POC elegia a luta armada para desenvolver da organização. Peri Thadcu de Oliveira Falcon ("Romero'~ e um estudante de nome Jari. E S E i1 V 1\ ~ O 258 -- No inicio de 1968. ---------------. Otavino Alves da Silva ("Abílio").~::::·. Contando com o reforço de cerca de 50 militan tes da DL.~ . considerado ficou como o V . atravésda realização do Congressoc1e Fundação do Partido Operirio Comunista o conclave era o quinto da POLOP. em torno das de pe- lutas econômicas e na luta oelo desencadeamento de uma greve geral(45). herdeira de todas as tradiçoes revolucionárias'do movimento comunista brasileiro. (44 ) o (45) Comitê Nacional (CN) eleito nesse Congresso era constituído por ~ri co Czackes Sachs ("Ernesto Hartins").:lda "por Nilmiirio de Ni randa ("Augusto") e mais dois. o POC iniciou suas atividades com. considerava a FER como o ~mbriao para a sua criaçáo e seus integrantes tinham que concordar com o caráter socialista da revolução. por não terem 0stabelecer a ne~es- uma linha política definid~.. tnl como constou de um~ circul.. Eder Simão Sader("Raul Villa"): Celci Kamayana ("zé Paulo"). conhecida como POLOP. Ao mesmo tempo.

um Se cretariado Executivo Nacional (SEN) (46).. de esquerda apresentassem o POC continuou A reduzida de Contagem na classe com dificuldades que vide. somEm de seriam solucionados pelo recrutamento bem como pela e pela formaçào quadros vidades na classe operária.••. emergentes socialis~a para do V Congresso. realizado .I..•.mada. estabeleestr~ a conquista do objetivo Depois o órgáo máximo era o Co . I.que serviss~m de alter~ativa que sas organizações e tend6ncias política "pequeno-burguesa". . o CN divul hpor uma pritica partidária". As intenç~es tica.~_. ~ica. __ . roi tê Nacional (CN). Quase • iJlexistente. Ainda policial.l ~I milit.lul~s._ . CI\l~ não (l "Sl:llu~" U(' SI'I.. segundo o CN.lt!or (' nllu: eClllsti- L~~. S('l'i.lt\. A eSl . o a inicia o ano de 1968 e parte mil!tar.:1riu Os orcnnismos recionais scri3m ~s S~ç~cs. uiril~idas pelos Secrrt~ri~do~ ~cci('n.na situação de para a atuação a CN atribuía o fracasso das concepções das alianças operário.i Oll."iO. ._ IIAI J . <1l' 3 " tiv~'sSCTIl ~t inr.. da atuaçio do partido e novas orielltações para suas ati prá do pac à não colocação. co. se (j untos ~nquanto rcunü-nm os dissidentes de são Paulo e alguns da Gunnabnra para 'formar a Vunguarcla Popular Hcvolucion. de sua linha começaram as defecções no CN do PC:Ç. 'I " ~i os diSSidentes articulações de são Paulo.. _ . Em junho. contendo uma auto gou o documento nas explosões critic~ vidades._ . teóricas e pela inferioridade no e advinda movimento te com outras Esses organizações ainda problemas.:1 nilula.. implementação ãs de atidiverum? revolucionárias . 20..i 1\0 roc ~cri~ .• ~-----. no ~entido r'1inasGcruis e Guanabara . :'. a seguir. _. O surgimento Após 1967. 259 Os estatutos cerama tégico revolução do Partido~ do pac.na muit~ I pr~ uma participação limitada.or U1l1 cooru"n. tendo operárias do pac nao se concretizaram.~.. .Osas no meio pa~ticipação e na ~reve operêÍr.. interno aspr~meiras politica e o questionrimento em 1968.•. N"ich:'('~.lis r~ b~isi<:.Congresso. 1 d~ formarem outras or0anizações.ia. tiva do enfrentamento Tal atitude. não fo'! capaz Apesar POC passou na 2~ greve raízes de lançar de sua definição pela estrjt6gia do seguinte ar.. ciaram do Comando de Libertaç50 N~cional em (COLINA) setembro de ini . oper~rio. provocaria de coloc6-10 dis~ e atua ã margem da perseguição sençõcs ção prática.:lnis 11\0$ L rcr. operárias desse an6 de 19G8.~ __ l~~'.lnl os orr.) do l'ui. __ _------._-~-_ -~ -~_ _.-------. Apesar de penetração desses esforços. llirif. . qu'e elegeria. .tis(' intei:r~uas por 3 ou mais c':. do .. da luta sem tomar apesar ria a ter.._.il\. o IV Congresso da POLOr. dentre os seus membros.

~~xpropriaç50 era o rcspo~ . faculdades. etc. ------ com os remanescentes do HNR} . e com Carlos Alberto Soares de Freitas e Reinaldo José de ·Melo. . editando o jornaleéo "O.--. Esse trabalho era executado pelas células.•. O processo para a tomada do poder iniciar-se-ia com a cria ção de um pequeno núcleo rural -: o foco -. na ~ual aprovaram o documento '~Conçepção da Luta Revolucio niria". atravãs do foco guerrilheiro.[R E S E H V 1\ ~' 260 .. a luta armada revolucionária do povo poderá brasilei- ro". O Setor de Levantamento de Areas era o encarregado estudar e selecionar as áreas favoráveis à implantação dos cos guerrilheiros. Terrorismo e Sabotagem e Logístico. empresas.---. (COLINA). de Minas Gerais.--. -----_.-'--'-'-.----. que. . planejava O de Inteligência f~lsificava documentos as. Inteligência. Co~ando Nacional (CN) integrado por Ângelo Pezzuti da Silva Carlos Alberto Soares de Freitas. constituído pelos Setores Operário e Estudantil.. I) n . agora._---~-~-------. sindicatos..massa nas fábricas. estabelecido pelo comando da OPM. e os Comandos Regionais (CR). ::. Minas Gerais~ no qual foi'criado o Comando de Libertação Nacional . os de Minas Gerais e a nuioria dos da Guanabara en~abulavam negociações para a criação de uma nova Organização político-Militar (OPM). O Comando l-1ilitar era composto pelos Setores de Levantamento de de foe Areas. onde ficou praticamente aprovada a linha polític~ da fu tura OPM.:_ _-::"~. atra~és das atividades. Expropriação. existiam o Setor I Estratégico. . I -~----_ . O documento definiu a revolução brasileira como sendo de caráter socialista e o caminho a seguir o da luta armada. através do levantamçnto de locriis e hábitos de personalidadeE~ O S0~0Y __ ~r.---. era o responsável pelo trabalho de. esses dissidentes da POLOP realizaramum desencaatos critédeadãs serviria para manter ocupadas as forças legais. e Juarez Gui maraes de Brito e Maria do Carmo Brito.Piquete". como fon tes para o apoio logístico e a guerrilha urbana nelas de terrorismo e sabotagem deveriam obedecer a um rígido rio político. de Libertação. através do d~ sencadeamento da luta armada no campo.•.aç6esarmadas.. cresceria e se multiplicarla com a conscientização das massas. subdivididos em Comandos Urbano Militar. [ n V .. Conferên~ Em abril de 1968.'-. :' --~ . As cidades eram vistas.-I_-/~ __ ------J .de recrutamento e de agitação e propaganda. Em julho de 1968. Diretamente ligados ao CN. com o seu e .. da Guanabara. H F. Os 4t Congresso Nacional num sítio em Contagem. esses últimos realizaram uma cia. O Comando Urbano. visto como "a única forma que assumir.~.. até a constituição de um Ex'érci to Popular.

Im civil. o COLINA ceci dir-se-ia. em 23 de maio. lr. .·.. com qua ro tiros de pistola Luger 9mm.lhndos cc>ntcn:\~ de mi1han's de cruzc>iros e morto \. O 'de Terrorismo e Sabotagolll era o carr6gado da preparação dos engenhos explosivos e dos atos terroristas da enexecuçao de " e de sabotagem.1.dade industrial de Contagem.1 '1.~ tas. ~onseguido recrutar militantes em ....as do Dclegnc10'HcgionC:ll do Trélbalho e dOI ' • "1.l'1o P<.. no Rio de Janeiro.. a fim de realizar os levantamentos das regiões mais favoráveis ã instalaç50 de guerrilhas.. o Setor Estratégico deu ini cio a uma série de viagens pelo interior do País.-. Porto Franco.t)nr . .. PC'dl"O I'. Juar. tais como Imperatriz...c>itc.'(~(' --. F:l\1s to }l:1t'h.. em 18 de outubro.wl.' \.tt ..1rãe-s de Brito.~t '" .ldo Fl'(! i "t·.'1 1 Horizonte.<t'.alli C:Jnpos.. . ·Porto Alegre. assalto ao Banco Ultramarino. O Setor Logístico prcocup~ va-se em dar o apoio ã organização~ como o estabelecimento ~ : aparelhos e a distribuição de recursos materiais. Goiãnia. "'t.i. com um núcleo na Guanabara. .•.lt'n r.. na ci.. .. p:lrticip.'. nus rcni..Embori o COLINA tivesse . cabana. io HCIH'ZeS ~I:tccdo.. em Belo Horizonte. . Antônio P<"n.• '/ ... c\1' Oll\'r:r:1.'zzuti <In Si]v:!.1tto5.: :t em 29 de outubro.-Jl 1___ . Sl-l"r.l.45. em 4 de outubro. OI' ••• lio 'Antêlnío nittcncourt ..ez GlIilll.e Br~sília."'·( ·1' t. Barra do Corda e Tocantinópo1is . . agência de Cop~ .a~ salto ao Banco do Brasil.' em 28 de agosto.. dois atentados a bomba em em Belo ~ ~ ij !i' I . no Museu do Exército.•. Dentre as ações do COLINA. como os assaltos e os se quest:r.. " '1'1 rOl f'w- )\)">1.. e. em 1968.1l"i'lm i\nr.!'.r. nunca· deixou de ser uma OPMti picamcnte mineira.----.~ . onde for~m rO\. pode~ ser destacadas: ..·~!"nie l"I. em jun~o do ano seguinte.7) f~~ . por uma reg1ao de mais .'\'C'rino Vi:m.:'1..il~a ~1. Jorgl' 1~:lim\l'Hlo t::lhar.261 sável pela execUçao das açoes armadas."1' . onde havia recru tado um grupo de ex-militares que já tinha atacado duas sentin~ 1as~ a primeira. no Rio de Janeiro (47)~ (/. I:n•. e a segunda. a qt)al foi baleadar:or Antônio Pereira ~:lattps e teve o seu FAL roubado. i 11 ~:. a qual ficou sem ~ su~ pistola . S. n't.d6nc. A partir de setembro de 1968.. na Praça da República. Hllrilo Pinto cl:1 Sil\':l. interventor dos sindicatos dos bancários e dos metalúrgicos. J('). Após estudar mais de sete Estados. em 17 de março. •... Hólurlçin Vit'ir:1 dc' !·.1 Colou.--.: ~ n~$sC's' :!ss:!ltog. em . que visavam a obter recursos financeiros e materialCé lico para a organizilção. Pausto Hachado Preire e Murilo ~into da Silva assassinaram Wenceslau Ramalho Leite. ag6ncia Pedro lI.jo Ll~ C:J~ Alves. . assalto ao Banco Comércio e'Indústria de Minas Gerais. A(onso Cc>lso L:l1la l. quando lhe roubavam o CClloro. 25 de outubro. . na Base Aérea do Galeâo. 100 mil Km:l.'~~i(l:1. . ~ ~'~ i .nu. englobando diversos municípios do Haranhão e ' de de Goiás.:1~~". \:i~.os. Minas Gerais..

em um Comando Nacional -. inicialmente.ani.. O Setor' Logístico era das'.:.\.-. José Araújo Nqbrcga.O_lí.DK1 . O Setor Urbano fazia o trabalho de massa . e Onofre Pinto. -._--------~::=.-' .f tt p.[al dir Carlos Sarapu e João Carlos Kfouri Quartim de Horai. .-.. Antonio Raimundo Lucena.. A VPR estruturou-se. estes divididos nos setores Logístico. A primeira direção da VPR ficou constituída por \. no penúltimo dia do ano..e nos Subsetores Operário. . ~nn.ros-Íormais en. da Companhia Perus.--.l}~~r:. e no Subsetor de Fixação.~~wJ.ç.r~ E· S E ~ V ~ ~ iJ 262 ano seguinte seria crítico para 'o COLINA. quando deliberaram atuar .tj.::._-~.~~1le.s.~~'x:A. de cunho mili a formação de uma_I1ºy'~ --- Ao mesmo tempo.(VPR) ( -.~ionária. estava ------__ organização. Pressurosos em atuar" esse grupo já havia' assaltado.t de orientação cubana. para selecionar as fhturas áreas de guerrilhas aspecto fisiográfico.••••• . são Pau16. I .o __ . ~. UE bano e Rural ou de Campo. sito Gato Preto.~..c1~!1~ad~ . bando ..- 19 ••• ~•....::::--=-.l--V. . com a POLOP no I o grupo foquista que lira articu~ ~ongresso.otl±. Pedro Lobo dp Oliveira.. Estudantil e de Imprensa. ~. ------- e Comandos Regionais...•.~ . rou -.. --.ncretizou-se o os dois grupos. E~ .z--'tç.. (VAR-Palmares) • a VPR e a formação da Vanguarda Armada Revolucionária ..l1J... para selecionar as regiões mais favoráveis à arregimentação de trabalhadores.A~~i~~~.--.. atrav~s das açoes e de Campo subdividia-sei no Subsetor de Levantamento gráfiCO.' Pedro Lobo de Oliyeira e Di6~cncs Jos~ de Caivalho._-~----- . Uma seqüência forçando a sua fusão com ce prisões debilitaria a organização. - .guarda . popular Revolu..Q de 1 ~--IJni... 49).Ilh.. diversos sargentos remanescentes do núcleo de são Paulo do MovimentoNacionalista Revolucionário de Br izola. pelo grupo dis&id~nte da POLOr.::::.Palmares k1. em Cajamar. O surgimento da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) -- Nos três últimos meses de 1967.tane'ir.g$'~~~~..~~-'. co.l.de acoE do com a mesma linh.a~ P.-f-U1'-1dolLél-Qr9. .~ l_._-" .~--=-.: caixas de dinamite e 200 detonaaores (48).[ibon E~ídio Fava. -. (48) Participaram desse assalto: Onofre Pinto./ o /' . çar os planos para a fusão'".--. também'procuravam organizar-se. pelo núcleo de remanescentes do Movimento Nacionnlistn Revolucion~rio."'l~u. (49) f'r< 1 F.:_~.:.t:.)':'~~~~~./ --_.i~::.eJlC'.9_-:-.""'"'~~. responsável pela im plantação das áreas de guerrilha. muitos com curso em Cuba.. ralou o encarregado armasubdividia-se O Setor RuGeosob o de conseguir meios para a organização.ciMam-se os . José Ronaldo Tavares Lira e Silva e Otacílio Pereira da Silva. . S_: -I. __ . em conjunto' e tra I Con-=Va!!. no Subsetor de Levantamento Sócio-Econômi co.•• .. _-'-_._Ç.ã.~ft.<. de setembro.-. ~.

' .--.. ~.-.. assalto ao banco Comércio e Indústria. na Lapa. Estudantil.. vfR definir integralmente internas contradições a VPR nao conseguiu engolfada origem: P9las ad- a militar cubano o consenso o foquismo e a política.assa~sinatos. ~ezenas as ativi. atentado S. Paulo". assaltou e matou indiscri . ..da. no 40 Regimento Darcy na fantaria sobressaiam o Sargento gues e o Capitão Carlos Lamarc~e estava infiltrada nhia de Policia do Exército. assalto no jornal "O Estado de ao Danco ~radesco. em no- Os fatos. Consulado te perdeu de Policia norte-american6...--~. através Campos Bnrreto. na sede do Departamento ~ .. com 3 feridos. a perna Federal. No Movimento diversos dos Operário.da assaJ.e 1968.to a Rua Guaicurus. a sua 'linha política.•.. em são Paulo. --. nes para cons~~rir a bo~ba.'-~~--. Entretanto.'. considerado como banco da guerrilha urbana no Brasil. descritos.. sem vidades puramente militaristas. . em Rudge Ra-l mos.dades armadas roubos de carros da VPR catalogadas. metalúrgie Jos6 cos de Osasco. que. conduziu a organização ~sati a ação pela ação.-' . dão.em 19 de março. a bomba e mais atentado dois a bomba o primeiro contra Manoel. a bibliotccn onde do na Rua Padre ficaram um cstudan fe~idos.em 31 de maio. uma estratégia '-deconjunto. onde praticando a VPR participou conseguiu atuou recrutar nas greves Jos6 das agitações estu- em são Paulo.em 5 de abril. . graNacion~ de InRodriCompa- tt ças aos contatos lista dos ex-sargentos do Movimento Revolucionário..em 20 de abril. apenas..em 7 de março. em são Paulo. O·" .. todos de 1968. Mas de seris militantes Ibrahim foi na area militar Possuía onde que a VPR mais oriundos urna célula se notabilizou._ .. me 'da "revolução minadamente: brasileira".------ -------------. •• . vindas de sua dupla sobre ~ E S E fi V /\ L O 'Aoi. como até os atos terroristas . No Movimento ocorridas dantes. uma pálida id~ia da virul~ncia roubou. ----263 [fi No seu início. capitulados a seguir "justiçamentos". desde armas e assaltos e explosiVos. • ~". da VPR. . Foram se ano de dinheiro.. atentado a bomba .. em Quitaúna.

assaI to à pedr~ira Fortaleza. atentado a bOIt\pa cQj}. por Marco Anto~ nio Brás de Carvalho. I~ --_. •..I _ em 28 de junho. Osvaldo AntoniO' dos Santos e Renata Ferraz Guerra de Andrade. Onbf-re Pinto" Diógenes J~sé Carval1lo.1: .:. e Diógenes do José Estado Sears e na frente de sua esposa e um filho de 9 anos.:-..IJE!~ ~al do II Exército. Dulce de Souza -Múa t Edu~rdo: Leite. que a tiros de metralhadora~ cursava a Escola de Sociologia e política da Fundação Âlvarez Penteado. no Sumaré._----::~~. . Paulo".i.1 ~)Entr pla~ej3do ~~~utores._... em 27 de outubro..--------' . dos-·danos-materiais.-.u-_d. publicou as declarações de um '--- / '. assalto ao Hospital Geral de são Paulo._ _--~---. do Itaim. Pedro Lobo de Oliveira Carva~po de Oliveira.' -' .. (]e Oliveira. no Ibirapuer~_q\le . assalto ao quartel da Força v _ Pau PGblica do Estado de são Paulo.~~ou a sentincJ..MáJ~_:Lo ...:a o Quartel Gg. . : _ em 19 de agosto.Jparticiparnm da ação~.--:. em 12 de outubro...... . de onde foram roubados 9 fuzis FAL. atentado a bomba contra a loja da Agua Branca. e ) __em 26 de junho. I' \ E S E R V f\ O O . . -._e-f-er.Q_.aJ./.Paulo._q. de ex-militante 9 de abril de 1980..\RESERVf\O~ 264 em 22 de junho. assalto ao Banco Mercantil de são 10. em 20 de setembro. na porta de sua residªncia.'vcira. Onofre Pinto e Diógenes José Carvalho de Oliveira.dro Lobo'de Oliveira. primeiro assalto ao Banco de São.-..-ª. assassinato do Capitão do Exércitodos Estados lliridos da América. o senhor Estanislau Ignácio Correa.---.Waldir Carlos Sarap t hr on Egla-i~-t-p~o Lobo de Ol. -. por pe.---. Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues.. na rodo- via Raposo Tavares. '/_ em 15 de outubro. Charles Rodney Chandler..J:. KozelE'ilho . roubo de um carro na esquina das ruas . de onde foram roubadas 19 caixas de dinamite e grande quantidade de detonadores.-_ .-.---- -------_ . praticado por Yoshitane Fujimore Santos reBpeito'deste assassinato. onde foi'assass~nada a sentinela.. com o as sassinato de seu motorista. o Soldado Antonio Carlos Jeffery.... Jose f\rmijo de Nóbrega.:_-. 110 Osvaldo Antonio dos (11 Getúlio ("portuga ")'e Pedro Lqbo de Oliveira ") • A d jornal Estado ~e S. ! _ em 7 de novembro.'y~. da Rua Iguatemi.outros (5O) • '.--º_Sq).i. no bairro Barro Bran~o. .Çl. ("Edgarll).. Cambuci._além ...

o . /.'UlIa :1 I' Jt..I~ ..Oteg.'1I. ferimentos foi o saldo trágico em dezenas da atuaç50 de pessoas..tca.u u ü.m e.da O hOIlle.ia .t.ia. 'I I.·.i!.I(.a..tadc c.. c.ia d. f)u\.~ Diana. C!.l /tomem? v. 1.11"go B<1tlgt:l.'s de Lira C' Silv". pa. POIl.I c.'l.. ••• oA __ ••.l de Ântlrndl~.\Icir:1 Filho.I (-"::t:1. • Ilil~"'~IH'" ' •. -".tl1lple.ll.do.:.• !>. I : : . El~ •• no' bltClCO e-6que. . de "Ge. Salllllc] ].' '''. :Lil.:1 .abc.. 'I " O svn l' 10 I 1\11 A t .a equ elL umCl jOVCIl. a meno.em 11 de dezembro.r.e Ld \'.il e dona-de.. rcdro Lobo de Oliveira Antônio Rnil1lunoo LUC. da Rua Iguatemi.& a:t.inaclo pe.'·. explodi.aó do.te ma~ t i \ 1 I' na. ]Jll.n.teó "j e. em atividac1C?s "revolucionárias" Os 6rgãos essa guerrilha tos eram a prisão policiais~ urbana.' 265 da VPR. óo.V)O\---' . \~il~on Er.tItO no .ió.-1 \':1.spinoso1. na Rua .&..o que..a.t. a-!>.icnado C{tlc.:1r C1nudlo de Souza Rl)ClrO..ta'" de C. da VPR. llcrlllL'I>' (. íi.ll.imp. qual .te.:hot'.I (' • ] \ 1 I 1' ."·l'tu ~l:trtini. .t1io F<1va. lI.que.Rc no1t<l Ferraz GUCl'r. J II .io".ltc.~ foram roubadas anna$ e mwüçõcs c saiu ferido disparado por "I Bonifácio Ignori..do.tíi. Cl. .. nas quais afirma: Ulll· .ic.' :.Cllllen. n.tuga". cometidos seguinte. E~'.ón.tC!.tolt.obell. POIl.\'. uma e. ~.'.e.>.. dell.onltada. ol:ll·il i•• !"'r..i.ec. assalto a Casa Je. a /Ile.i.. I' .lL~a.Clbeca. na 60lta do . de •. pelo. d" Silv<I.. ou.6.ido!.iJra de.tILO.·~. 10 ..~ II I.tlLê-6 .ia de 30 lIIe." ..1.." l\r:llljo de ~óbl:egn José Ronaldo 'l'nvélr.abe. entre os "mi que se pôde concluir em nome dil Cl" "l'('\'I).> do loc.t.11ho.-c.Jl.>.&:. i t: . n V t.'~: 1'. Nã.ca c.(1 ftav.em 6 de dezembro.túp. neto mOIl.all. .a.\··\1'1 t\lllôniodc Sou?n. .6 pe- f Pode.:11do .igll(.ta. ·uma'ó..'tte·~..tclo dom. IlIl .' Raimundo Milhões da Costa.'1:'." II ·\I\~()llí() Ilrnz • ''I. mOJr.ida..ãg. -----. de cruzeiros roubados.. eó.Il.'ir:. c.Tosé de ~Iclo.tal1..:1\11iltClnF('cn"llHlo Cunh:l.te.também e. <'I_"l vn.. o senhor J~sé de onde segundo e assalto ao Banco de Armas do Estado de .tl1va não c. .e...OtlIl.- -.ll./l.> pode. dC! .1l..1.oll..ill.1 1:. ·~e a. Jono D01l\lngos u.11 . .ebell.' .tuILa c.alll ó.S. com um tiro na perna.va qu.Jl.do Seminário. .tudo golpeá-lo pa.teJtc. ainda nao preparados Foi somente no p~ra enfrentar desconheciam os al1to)"(~" (]O~. '.1:\ 1'.l.alll.Edü ln:do Leitc.!. :.tda.ntã. -------1 I' r---·--· .1 t \' Essns ações foram pro1ticndo1s pclos scg\1intC'~: l::il it:lllt.? E. e.ó.ga.1\'1'111. .O)t . de Cnrv.m dúv.ll. Dll]Ll' (h' S(lll.\{a..'." e "Poll.. vultosos danos materiais a propriedades e quatro públicas e privadas. .~a"/Ilado..cy ROllr.' "1 i I •11 \I 1 \I 1 I '1 I' 'I 1\11 t)' \110 .· ReI n..-~-----~--'.tal são Paulo.a.'\I I I ' l" 1 Roberto f.1.J Cl5l! vnlho de Oliveir.imes e mui (1))0 imputados de alguns a marginais.&c. poque ill na.Âlllônio " .tanc.nes as~~ssinat6s se seu primeiro (51).'te.~llo OZ:lV:l.~ .. militantes.Ou.le que matá-lo.iIl."::: ~I\o[rc Pinto.. .)11.-<.01\1 'o c\p".O na.'.tada ajuda Il.1'. "sã.ena.l ... moltlteu úl.\I. H.> c...1UI::IO crilnes cstavuln sendo Em de:zembro de (51) 1968.• .a~a. 'i I '! .c. com que esses brasileira".í.tÓ. do.l1e.'. ' .do.tll.o pa.• Óll. ano de atuação.i!.ClX dC' e o C.a ga.e.ia c. José' Rail11l1ll .o!. cr.• ~ 1\0dl1 r.ó. ~ll'lcid. '!. • C•. aJLl1lo.1:.a a~óu6.da na.tJto po palta. além uma "Ed. I. .altlto ••• . Chi. •.• .&o.&. _ •••• " •• .

e João Carlos Kfouri Quar~im de Morais e Ladislas Dowbor. costumes. como preside~ Através de so te. f.atividades de simples marginais. em são Paulo.o". a possibilido Capitão .I _ I R E S E H V J\ ~·1 ·__ 2_(j. apoiados pela adesão de Carlos Lamarca. n9 375. até.(j I 1~~$•• oriundo5 do Movimento Nacionalista Revolucion~rio. realizada no litoral paulista . no trun~Uilobairro do Sumuré. I n f. Braz de Carvalho. ora chamaua de conferência ora de congresso. oriundos da POLOP. fugiram para o exterior. da Fu~ dação Âlvares Penteado. para Onofre Pinto. confundidas com as. bre a vitima. muitas vezes. sendo o. Numa re~- nlio. O assassinato do Capitão Chandler Em 196e.c~ " mo membros --. aspe~tos de sua personalidade e dados sobre os familiares e 'sobre o local em que residia. que. e que fazia a ligação com a VPR. então coordenador-geral Morais Renata ("Cecilia").que dirigia o Agrupamento C~ munista de são Paulo -. assumiram a di reção da VPR e expulsaram João Carlos Kfouri Quartim de ("t-1anoel"). as ações de guerrilha urbana perdiam-se no anoni mato de seus autores e.ou "leninistas". Chandler era um "agente da CIA" e "encontrava-se no a 'missão de assessorar a ditadura militar na repressão". grado por três dirigentes da VPR inte- Onofre Pinto. Entretanto.e dois filhos pequenos.. homem de confiança de Marighela -. eram.t:. do Exército dos Estados Unidos da América. já chegara o momento do pú blico tomar conhecimento da luta . levantamentos realizados por D~lce de Souza Maia. apurou-se. essa ação. no "justiçamento" . seus horários ha~ituais de ~ntrada e saida de casa. e que morava em são P~ulo com a esposa Brasil com . De acordo com os dirigentes 'de algumas organizações militaristas. segundo'os "guerrilh~iros". o que poderia ser feito através de uma ação que repercutisse no Brasil e no exterior. S E n V_~~l~ 0' . um "tribunal revolucionário".primeiro acusado de ter levado dinhei- ·e dade de ser realizada.conhecida como a "praianada" -. condenou o Capitão Chandler a morte.. Em setembro. o "Marqui. No inicio de outubro. 22. Marco Antonio. Charles Rodney Chandler! aluno bolsista da Escola de Sociologia e Política. roupas que costumava u~ar. em seguida. os "milit~ ristas". Wilson Egídio Fava ("Amarelo") e sua mulher Ferraz Guerra de Andrade ro da organização. numa casa da Rua Petrópolis. levou da VPR.. "'políticos.armada·revol~cionária em curso.

6pa.g:wdo )Jc'. seria o Gltimo.t:ItO M..dolte:ó ba..c. ÓOltça.H- Itea. mã.ltma.tÇCLIlle. Às 8 horas e 15 minutos.6 pe.ó • COI1.da. de..J:t:.It.6. J 1 J T/ta. em ma! cha a ri.t!LCl. a.public~do (52): ] jã.1t u.t..-'t .hadoItCl Uni.cC?.1t11.t.e.ga. en..6óo. dec.6 companf1c .ltj ca.t.. I I frieza do assassinato( do que se transcrever trechos do livro liA EsquerSla Armada no Brasil" "Como depoi- mento de Pedro Lobo de Oliveira.6.6 de. óe. a.C..n.6 cada. do ] Alem d. ta v a.Olllpa..t.ó co nd1.võ.6..ag:LOu lNA ('..It1./llellto COlllpa.te. que as'sinalava o primeiro anivers5rio da morte de Guevara. no o motolt. a:l.. INA.'\1l10 ((U.ta. /teplte.tulta.tUIta.C.a. 2G7 Escolhido o "grupo de execução". .t.. . que descarregava. bia que.-iIl. COI1.ItO.-.-.t.a.( 5].doó .t. Ulll COI1I I ] ..nc.ção.ltadO..ll. rol..".1L05 . os seis tiros de seu Taurus de calibre .- . C.t. lte..ncl. a .t(lII/Cc.ta.t.f.0' ne.It.6e com a.t!ta C {w.6 IIleLf.6. .çõe.ve.~ecutolt Ó..t.na.. a.ta úa.{IIICl qu.. ii clueimu./ta. mc.'C.6 e d e uma. não A data escolhida para o crime foi o 8 de outubro.tll.:l. glta.do. coúelt. T /t é. c.6:tcllda. de 9 anos.6<?.6.te.m p.t.6: um de.. a.tI~.Que. UIJI dO. e bloquearam o caminho do carro de Chandler.tou e d-i .6 c.o.tltê.6.lp.{'..IIIe.za.6 Ullla.e. Quatro dias depois.ü.ltta.6a.. ILev(. de do I Pedro Lobo.':\ i.da.té.{.6él/t1.. "ne..dos criminosos. /l. Enquanto seu filho. ação Itevo tu c.1l-te..gLl.t.i I e: eu..6 le. abria o portio. na. sua e~ posa aguardava na porta da casa. tlt.· ta. Diógenes José Carvalho de Oliveira e Marco Antonio Braz de Carvalho.a.(.t.ç ã.e.COLL .ltlte.a.QLLC.ta. óelt.t.61.on. 'chegaram'ao local às 7 horas.6.6a.lza.g1. p. Unia. ltep/te.'L((..t..6 peta.ol1. U Chanc1ler dirigiu-se para a garagem e retirou o·seu carro.lL" ...f. a.mbenl cctJtaú.võlvC?1L na..I11a.6óão. e 11.t. para demonstrar a no I.1.6. ! Não sa- . C. Era Dióge- nes José Carvalho de Oliveira..ltlte. integrado por Pedro Lobo de Oliveira.t.O e.da.a. COÚCItÚULa..as ano tes.t..o óU61. Que . Os terroristas avançélram com o Volks\vaçren. em 12 de outubro de 1968. o o Lt./liu (lllla A de.6l1e·ce .6ã. Chandler não saiu de casa e os tr~s terroristas deci diram li J !! Ij 11 ~j suspender a ação".6e e.delta.C..C.. a..n(l<!..:.a.6 ve.va. ILe. 1lI11a. nesse dia.0 e clt'·~6(.tencCemo.lllo.. ((PILOX.va.{CO ela /IIe . jUl.f.{.o ó1.ta.(:Jw o oulwjada.C. ne.da unta e ou.6-!:lã..elll a.t.ou..d.lta.38.(lu d(' cf.tO I'IÓ}L <-0.6 C o 111b a.roub<Jclo di.. Ite.tItO .6.l(a dc6f.delta.i.6 de elta.e. 'nada é mais convincente.".6 pa.6 qLLe.lta l1..6_!Je 1. .ta.t.Entretanto./L 1:.2.a.6eIll0.a.tlté-!:! I :1 i C. pa.O ele... para dar-lhe o adeus. Ilao /IICC((Il.I1.tc?.llloU-. E prossegue Pedro Lobo. No relato \ \ ii \ i 1 '.t: e.1((..tItCtva. QUe. 6ô. Vo.-llletlwf.6:tof.lt.'t.. o gltupo e... que dirigia o Volks: "Quanúo o pld. um .ndo o nZvef.x.

em meados de 1974.i. com cerca de 20 mil dólares.. e~.. era Marco Antonio Braz de Car A esposa e o filho de Chandler gritaram.e~~.a. ro da organização.mbro de 1972.ta ~e qu. foi a Cuba onde ficou quase.------ .lt. em são Paulo.~a e~p~c.' em 26 de janeiro de 1969.ta IIDebatell• Professor universitário sucursal da Associação Brasileirp de Imprensa • . I'tec.metralhadora.va.. dois anos. o presidente do "tribunal re. um' dos ("Manoel").ona.a. havia sido seqüestrado.e~.te!c. /' .ebeu.i. foi expulso da VPR. tendo feito cursos de guerrilha. Monto- dores da revis.-----.:do.~pa. nos.u. ("Marquito"). 'Diógenes apontou o revólver para o menino que. foi nomeado Sccretãrio de Imprcn~a do Governo de Franco ro. já.a.teJt. apavorado.i.."a.volucionário" que condenou Chandler à morte.~ d.i. em j~ neiro de 1969.lha. misteriosamente.. de C. Onofre Pinto (IIAugusto").ta.ta.de. senão um dos diretores da (AOI). u. S de setembro. apóz troc~ d~ tiros com a policia."". quais era dito que o assassinato lução brasileira.to"..também membro do "tribunàlll.março de 19~9 e 'banido para o ~ico. Ladislas Dowbor (IIJamil"). João Carlos Kfouri Quartim de Morais membros do "tribunal revolucionário".rtd. foi preso em 2 de .4...ndo Jtec. Ê fora cometido em nome da revo- os três terroristas fugiram no Volks. jada ~~tac demo-n04 Quem portava a metralhadora valho.e e~.da.le de Itonc. Qu. com ~ef~rênci~ às quedas dessa 11 VPR.\ deixou. fugiu do Brasil. com dinhei " um dos funda radicando-se em Paris.1tando ~ Cha. da VPR.v.dolta c.m e~.. _--_ IR I E S E 11V A 00 --- l . Em 1983.t.tolt.. Temendo ser justiçado" pela filtração policial no nordeste". _-----~-----.o. Após Pedro Lobo ter lançado os panfletos.---..OH. Ita. trocado pelo Embaixador dos Estados Unidos. fugiu correndo para a casa da vizinha. que deu a ra viria a falecer.u. foi . Nã.i. ex-Sargento do Exérci~o.ttc.-. de óu. Em junho de '1971. . de me~lta..i. foi expulso organização em' que. Alguns meses depois. Em outubro.i.va'molt. fugiu para a Argentina onde desapareceu. tendo sido acusado de "conivência com a in em deze. Em maio de 1973'..I • • regressou a são Paulo após a anistia... foi para o Chile.to..268 tul::. balada carreira. em desa interessante observarmos o destino dos sete envolvidos no crime: Marco Antonio Braz de Carvalho jada de. mo!c.t.o ha.on. onde foi e jornalista.

para a ItúlLl. Cuba onde de 1970" foi bani:do para a Argélia. onde passou foi presa em. pelo Cônsul seqüestrados). \.J--------'----I 1 r-----. logo após. em 30 de em Pariquera-Açu. Retornou P. Diógenes que descarregou janeiro ranaíba. de Qui taúna.()l· (1" . dai. Freire. L O 269 preso gélia. ~eiros de 1969. e uqui filha seqüestrado.nd(\ l·\:~. para a Ar No ex do p. Economia . tcnf. Sul". indo res idil~ em Porto J':.. no Chile. junto retonlOU c. tendo sido eleita. educador dentre leciona cOl\~unist'i1 Paulo os qUilis Suiça.I '---------de Fátima n E S E i~ V I. .:to (jovcrno da Guinl':-Hi de 'Souza l-1nia. de 1969 e bAnida e de junho.lL\. voltou a são Paulo. outro da Costa Chile.para . Após passar por vnrios países.. quando em Hato Grosso. Polônia.mento de Infantaria. Co~ a queda foi bé1lüdo pura o l'léxi Em em junho ·0 co. da familia e um dos dirige~tes de Oliveira Partido dos Trabalhadores.. em 21 de abril de 1970 e banido em troca casou-se do Embaixador com Maria alemão.) . trocado (mais um do~~ c1iplol:\. dentre os 9uais Chile. Por..Grcena~ionais do ("Luiz").. radicou-se tugal..4 de março.tugul. indo trabalhar de propriedade advogado de subversivos como·geren~e 'de de um sítio em Pa Luiz Eduardo. Tem curso em Cub.. Católica na Pontifícia Universidade lo e na Universidade de Campinas. de são Pau Cuba e Guiné-Bis. Em fins desse ano foi. do Cone .l0 tr.I aos Povos .- retornou após a anistia.·lh. em 15 de junho.I)).\n-para Cuba. Freire.1e 1973.:ttas estr.l'~. em novembro nhalgh.:t e Itália 'tais coma. ao Brasil.' foi pura o México Em 1976. Dulce de Souza Haia ("Judit"). J\pó~~ n ani:.!.:1:~ií\.cJes em "mo vimentos pacifistas". Portugal e República Democrática A~emã.-. por vários terior. foi preso desenvolvia japonês um tr.s il.. tos sobre Chandler.. -- . Bélgica 1'°E ~~- a trabalhar par. .ltld ""--'-'1 ----------L~~~-~_'~_.'0\\. - <. Pe~u. Após passar Itália. o motorista de 1969. 1971. de Allende.\~~!. para o assalto em 23 de juneiro do Exército do '49 R~gi. em trocu do Embaixador fez curso de guerriiha.•. I • . passou com Dulce snu. u u.lI'Comi tê de Solida):iedade • . de setembro indo. de 1980.sau. mSo.:tbulhode campo Em 1. um caminhão foi preso com as cores ("Getúlio"')..15 que realizou os levuntamen percorreu Guiné-Bisa são em 27 de janeiro México.. 1. sau.:tíses. em 1980.~:~ . presidenta do . Chile.ia.\~n(\nde~. para a Argélia. Finalmente.l('~Jn~.. onde v j ('(l/li \'v.dvoqacJ~l r-\Lu~ili.aulo em agosto de 1979 i passando a desenvolver at.ividcl. na ao de açao quando Em 15 pinta'va quartel julho ale- Pedro Lobo de Oliveira criminosa..1' ao l3ru. José Carvalho o seu revólver em Chandler. diversos países. a trabalhar para o seu governo. .~~t ~'.sua 'lnl.'I\l:>:cf-l.

R E S ~~~~~ ?"l / ----. nacio~ nal. tulada Núcleo Marxista-Leninista.--- . Sérgio Ibiap. Vinilog? Ao tomar conhecimento da nova realidade da organização.antigo companheiro de militância na VPR. . na revolução Vinicius enviou um documento para a direção da AP. outro textQ.na de Horácio Lopes Bezerra de Menezes e Maria 'do Carmo Menezes. . enquanto que o gr~ po de Vinicius passou a ser a "Corrente 2" (53).i. .setor secundarista d~ Guanabara. que seria levado i considcraçã~ da orcnnizaccÍo somente na primeira iReunino Amplindn d:l' Direçno Nacionnl. José Renato Rabelo. A maioria da AP. Inspirado (53) ... cnt5o. Esse grupo dissidente rompeu com a AP em março de 1968. passou a divulgar os pensamentos de Mao Tsetung junto aos estudantes.. [RES E"H V A I:~ 270 rC3dor do Partido Democrático Trabalhista. Preparou. no . Ao mesmo tempo. já .. ocorrido em 1967. Posteriormente e tomando por base esse documento. enquanto que a·maioria intinuma Organizaçâo Politico-Milita~. que assumiu a "Comissão Militar". como o 'Cristiano de Freitas. membro do Comando Nacional. passou a ser conhecida como "Corrente 111. liderado por Jair Ferrei ra de sã. reforçada pelo pessoal que chegara daChi na. que se encontrava em oposiçã~ ao Comando Nacional e dirigindo a Comissão Nacional Es tudantil.--~----------~-~--~---. tornou o grupo que fora fazer o curso de capacitação politico- militar na Academia Militar de Pequim.AP•. Al guns militantes incorporaram-se resolveu constituir-se ao PCBR.a. Valneri Neves quando este faleceu vitima de acidente de autom6vel. Jair Ferreira âe sá. o qual não foi acei to. Ap6s a volta do grupo da China Comunista. Altino Rodrigues Dantas . ex-padre Alipio Júnior. então criada. As divergências das no documento entre as duas correntes f~ram sistematiza elaborado por para IISeisPontos da Luta Interna". -----~~-. cius entrou em divergência com sua direçâo. a "Corrente 1" colocou discussão o IIEsquemados Seis Pontos"·. Por essa époc. sendo acompanhado por destacados militantes. [.cs.existia um foco de descontentamento ção meramente estudantil e de pouca atiyidade em âmbito . Vinicius José No gueira Caldeira Brandt retornou do e~ilio e reintegrou-se à. que julgava a AP uma organiza- . entre outros. 23. até outubrode 1986. Antu- r. A definição ideológica da AP re- Durante o debate ideológico da AP.

lIal'oldo l~or&Cs ROlh-ip. 1~ Reunião Ampliada Nacional.asileira como . colocou-se . dessa de Vinicius.:)r.o 1'nchcco Pereira. não a sociedade e a revolução sem traços integrantes defendiam. Ainda da AP pelo Havia no "Esquema da maioria dos componentes dos Seis Pontos" l aparecia do a definição marxismo--Ieninismo abertas e pelü ditadura proletariado. e. se havia vo partido gração pela 'Guerra Popular da revolução. o primeiro etapa ponto S E i~ V fi L O 1-- ---_.• ~. a l\Prea da de Direção todas Ra Em setembro lizou. Jtilliol".1 do C..ao lado do "Esquema Seis Pontos'~ d9cumento. 1968.l~odril'.ll" ias ou camponeses.ona~ (54) (5 G) • L_ Significava que não considernvam o PC do B o continuador d0 PC fundado em 1922.i{)1I.losé Renato R:lhelo. I . maior parte do Comando pela Co- A maioria Nacional missão da APf constituida Nacional e da Comissão Estudantil e liderada dos Nilitar. sua "construçRo".-----J r~- . de Avare. Alguns dos A !'C"orrente 2".trlno Jhi" pill:l de HClh'. etapa do In. opunha-se a esse o' pensamento corrente de Nao corno a terceira br. . Não considerava xismo e caracterizava feudais. l It V."1 I. consideründo o PCB "contaminado revisionismo" o sexto e o PC do 13 era um noponto propunha a "intede prov2 daAP.l)PI~S ~~czcL'l:a de !·ll. A1tino. o terceiro. de acordo a in- criticas ao foquismo e ao terrorismo opinião com a experiência surreição urbana chinesa.onzapa d\. José GOll1l'SN~lval~s.tuan: Hri. ~i(~l·f'. l'éricles S:1l1tos til' Souza. a sociedade o segundo ponto brasileira micolonial lução e semifeuda1.bir Fl'rn~lr:l de S. pesso.'S "J~l':.'lleZl.--------------_--.ladano Brasil.se à questão pelo do partido.como socialista. da evolução desçrevia do marxismo. o caminho da revo- brasi~cira como ~endo o quart~f~ o zia a opç50 quinto.A' _ . caminho arr.nia o car5ter e dcmocr5tic9. Rogério D'Olnc Luslosa. profissionais li~ oerais. (55) A or~anizaç~o desej~va que os militnntcs estudantes. etc.. S:llItc. como invés da I' do proletariado" reconstrução de do partido".~.ht. o foqui~mo. com o objetivo cal' a transformação ideo16gi~a de origem pequeno-burguesa.6) P rticipélrnm da rcuni30 I!. ueixasr. E chinesa. \". dos militantes à produção" (55).~l~S. ao nem o pcn e nem o PC do n. N:ld.r.uc:~ D'lIlta:. de cada Na6ional. _ é1 (5. (54)._0 2_7_1 o pensamento depois de Nao code Narx como e se I caracterizava mo' a terceira Lenin.. na cidade a sua defendiam paulista a.cm suas profissões e passassem a tr~lbalhar c a vi ver como opcr. Paulo f. o "partido aceitavam e.Ji .lWS Lim~l.--------------------_. que referia.:l!: capitalista. apresentava da luta pela contrária corno o. finalmente. com a presença Nacionais de todo o Comando as Comissões e de um rcprcsenlante Comando 5!i. 1\0ll"ald Cava1c:mti de Freitas. L 11 '" I' "._--_. . como esse partido queria fazer crer."ll\'" \':t \.\1 r.1S: Aldo Silva Arantes.. e. durante oito dias.il~i0 I. Duarte llrasil do Lar. nacional como defi.

por nao pertencer a nenhum organismo dirigente.-•. vindo a perdê-la (mais tarde. e veio a c0nstitu ir..sucesso. o Partido Revolucionário dos Trãbalhadores (PRT). no Maranhão. •. nas ele~ções municipais previstas para novembro. escola para a formação de quadros camponeses. a organização. Grupo Oportunlsta e Provocador de Rolando" (GOPR). tentando implantar uma seu trabalho no campo. ·tó nulo.. . .-. Declarando-se em lut9 ideológica contra o Partido Comunista de Cuba. Desde o final de 1967. " _ ---.---. abandonaram a AP. o "Heitor".. Durante o ano de 1968.~Haria do Carmo. muitos importantes'quadros . em contestação 'aberta contra o Governo (58)..-. Gonzaga Travassos da Rosa. de ". intitulado "Duas Posições". Brandt ("Rolando"). "ofensi Cornoresolução dessa sua prirrciraReunião Ampliada.272 . . No movimento camponês. mantinha. considerado vou pelos membros da "Corrente 1" (57). a "Corrente 2" apresentou um texto elaborado por ele. _Apesar de vitoriosa na 1~ .-- f R E S .por vezes. Alagoas. foram expulsos da AP Viníc:u~ Cald~l:a Bra~dt~ Altinp Dantas Júnior... . . incentivando e. en. Entretanto. em julho de 1968. atra vés ·da participação de jovens ex-universitários nas greves çperárias e na agitação no cámpo.Reunião Ampliada da Dire~ão Nacional.Lul7. I --."{X C~ngresso ~a UNE. a AP retirou-se da OLAS e propôs o afas tamento da UNE um apêndice da AP -. No x. em Água Branca. e~ posteriormente alGuns militantes a eles ligados. não compareceu a es s~ reuniâo.. . fez a proclamação pelo vobilismo e burocratismo"..e já vinha alcançando -." - . tal politica alcançou -. dirigindo' as agitações de rua. em 1969.._w. E R v_~~~ . AllplO de Frcltas. Não se sentindo capazes de "integrar-se na produção". d~rigida por Aldo (57) (58) N~ 1~ Rcun~ão Ampliada da D~rcção Nacional. . a AP esteve presente em importan~ tes acontecimentos. foram pr~sos dezenas de mllltantes da Ar (ver item 5 deste capítulo). foi divul gado um documento..da OCLAE..--.----.. ele implantaria uma . organização da justeza de suas concepções sobre a "prática pro·letária". .. no ~ual a AP elegia a China corno a vanguarda dessa revolução. realizado em Ibiúna. 1I1ém. Cita-se.prcsld~nte. acusada de "imo Finalmente. o que envolveu Manoel da Conceição Santos. 'JI:le ori~ tava a agitação no Vale do Pindaré. em Sno Paulo. a '~Corrente 1" não conseguiria convencer inteiramente a . Em contrapartida. [~ E S E H V J\ ~ Vinicius Jos6 Nogueira Caldeira O'. ao realizar um curso politico-militar na China).-. a AP atuou intensamente junto ao Movimento Estudantil.prótese. por exemplo.tre os diversos choques ocorridos ~ntre policiais e camponeses. 'do s~u. Sérgio HoraClO.. e levou um tiro na perna. A "Corrente 2" passou a ser dcnomi~ada pCJ'orativJmcntc.-...

Libertação" (60) • nu jUlho..------ . p. contou com o estimulo da AP. ----. rigl'ntl's. tuindo o foco pela guerra popular.. t. uma dissidência da AP . rompeu com a AP em março de 19G8 c procurou seu pró- prio caminho.Governador de Alago~s em visita a Água Branca. inclusive distribuindo o jornaleco "Companheiro". ~:~~~ . i ~~~~~~:.---- . ve e à rebeldia. Ol Arantes e José' Gómes Novaes.Ilnçao !:lIspC'nsn no nno . em sua maioria constituido por estudantes dos colégios André Maurois e ~plicaç50. em abril.volt:ldo p:Jr<l a or. de'Osasco c incentivou as havidas quando da manutenção de reféns dentro das fá O ano de 1968 caracterizou a definição ideológica . A efervesc~ncia dantil.Iça0.. manesca da constituição do foco guerrilheiro. all-m'de ser . gerada pelas diversas dissidências munistas. mo e desassossego. I il ~ A [.. a AP encontrava-se em fase de aproximaç50 com o maoismo.gnniz. que incitava à gr~ de 19 de maio. Em 1967.1rlic. na Praça da sé. apps a edição do AI~5.1f.'1$ Ill. No Movim~nto Operário. entre eles Aldo Arantes _ de hostilida que usava o no de ao ..lI. pl'opUnhn-sl' ~ ntingir.cvo \. I . A manifestação em são Paulo. --..~~ ~~f ------------- __ . acirrou.Jornal I. e'1ll slIhstilllir. -..:. . que distribuiu o pri meiro número do '!Jornal.'$lC'.e sua intensa atuação· nos'movimentos de massa. da AP 24.. sua esposa Maria Auxiliadora ("DO'dora") e José Gomes Novaes com a mulher (59).'\o ao "u 1 -" . assumindo a denominação de Núcleo Marxista-Leninis No ano seguinte.m.------... --. Participou ativamente na greve dos metalúrgicos de Contagem..J .ibertnção". em outubro de 1967.... Em-dezcmbro de .. surgia um descontentamento no seu ~etor secunda rista do Estado da Guanaba~a. uma sensação de imobili~ Não queriam perder o "bonde da História"! ..sua clrc\. a AP planejaria e concretizaria a Cuca desses cloi~ di (60) Em maio de' 1968. no Movimento Estu codas' organizações criou.~. • A morte de Guevara. . na AP. nos militantes da AP.. a AP preparou e desencadeou demonstrações litan.._ r. . na juventude secundarista da organização.-----. na BOlivia.. a AP teve destacada atuaçãoe~ 19G8. Vários mime falso de "José Robérto de Souza" -. '-"'---"-:-"-r-'" .uLtnll('l1tc • as oper~rins. Núcleo Marxista-Leninista (NML). a cxp~ctativa ro Em contrapartida.aAP participou da Comissâo de Greve dos metalúrgicos violências bricas."'" 273 G .O. o "oebatc teórico-ideológico".lSS. l<llllb(. substi.a (5~) (NHL).. centrada nas lutas "contra o arrocho salarial". O grupo "foguista".'\11teriur. ~l:quanto se desenvolvia.tes foram presos..--.. Ao contrário lh. o "Jornal LibC'rtaç:lo". a AP lançou o ". que tlvera .1968..

R E S E R V A O ~ --- -~----~---------------------- . Fa~iarn parte do Comando os militantes Jaime Walwitz Cardo so ("Marcelo"). Envolta em sêria crise de recursos financeiros e na apa- tia 'geral de seus quadros. [. ~oorde~ado po: Jaime J{alwitz. Esta tentati va também não obteria êxito e levaria o NML.favelas. Visando a contornar esse problema.à. Este quesito fez co~ que o 'COLINA fosse eleito como sendo a organização qu~ o NML reforçaria para formar uma Organização político-Militar mais forte e atuante. O de Ação de Vinculamento e Expan=s~o.oes. em frente com outras organizac~es subversivas. Sua estrutura organizacional compunha-se de um Comando. ("Ta- o NML debatia-se com a falta de recursos e com a deficiên Partido cia quantitativa de quadros. fazia. responsável pela confecção e pela dlstrlbUl. A "Cisão". procurando constituir uma "Frente Revoluci nária". a organização realizou dois coleti. buscando alternativas.RVAOO 274 o nindoo Nt1L constituiu-se em organização político-militar. estudantil e de . b~nciria.a atuaç10 em frente e a coordenação das atividades de massa. no afã de sobreviver. nome pelo qual eram conhecidàs as di~ sidências da POLOp'de Minas Gerais e da Guanabara. O de •. um Grupo de Ação de Vinculamento e Expansão' e um Grupo de Ação Vinculada ã Expropriação. Frustrada a "F~ente Revolucionária".Gru~o ~e_Agitação e Propaganda. com a ?issidência daDi~ sidên'ci~e com a "Cisão".ao de panfletos. defi caráter da revolução brasileira como socialista c o fo- co como o caminho revolucionário. havia realizado • co- Pleno Nacional. vlsando. O.Açao Vinculada ã Eipropriação era chefiado t" tamb~m • • por Jalme Walwltz e unha a finalidade de particioar de assaltos. A idéia principal e vitoriosa levada aos coletivos era á de que o NML deveria integrar-se e reforçar uma organização foquista de maior pOE te. tentaria compor uma outra frente de organizações foq~istas.c. . O de Logística. onde a estratégia socialista era es~lecida mo a posição oficial da organização.imo bilização. de Albuquerque ("Alex") (61). um Grúpo de Agitação e Propaganda. buscou contatos com a Dissidência da Guanabara e com o Operário Comunista. praticamente.RESE. um Grupo Logistico. transmitindo um grande desânimo aos seus militantes. responsavel pelas flnanças e pelo material da organização.. já constituída no COLINA. Francisco Celso Calmon Ferreira da Sil~a lio") e Alan Melo Marinho. tinha a coordenação de Alan Helo e atuava nas áre~s fabril. vos. era coorde n~do por Tossiro Komoda ("Lopes"). os conta'tos com outras organlzac.

tomando numa casa em Ca~ pa0 da Canoa.1. (FBT) PORT._. cOlllp:1l1hcil":l dC' Vilo. ra são Paulo. No Mov imen to Estudant. atuando junto aos operãrios c estudantes._-----------_.il.r .I~_:~ .. iniciaram=se as divergªncia!:) no centradas no Rio Grande do Sul e.·':'~·~:~~.1 I Ir. integrada p(!los. "clero p:r.1ái. c.:lstilhos . em aos . 1969.domin<1Clos pelos "pelegos". em agosto. os divergentes diziam que a etapa do nacionalismo havia terminado com a fuga de Brizola para o Urug-.I~..... I L~~_~~. apena!:).. criou a Fração Bolchcvique 'rrotskist:a (FBrI') (62) • Alguns meses depois... -'----. Enquanto o PORT defendia'o na cionalismo de Brizola.das p~ Enquanto o PORT d~fendia os governos peruano e chin~s.~.' .t'-. nas proximidades de Porto Alegre. sindi. posteriormente. J\lcx:l\llln~ Srlll1l'iuC'l"$ d" Silva. ._. em março de 19G8. procurando.: Vito Antonio Lt·tizia.. era burocrãtico e domi nado por uma classe privilegiada..~~. NML..grupo divergent. i " ! r :11 ~ : H: o grupo de divergc~ntes gaGchos artiCulou-se .uini.. o grupo resolveu constituir-se uma posiç~o independente. o •• I iH 275 Através de Maria do Carmo Brito do-se' em março de.• _--~------.\\i) i /\lbpl:lo Br:mcks (1:11 Zot l' sua companheira Jl1~~sara ScllC'Slasky.ista". 'DC'ivis l1utz. militante do COdo LINA~ foram iniciados os entendimentos. Inicialmente.J. O surgimento da Fração Bolchevique Trotskista A partir ée 1967. Sílvio Nogul'iril Pinto .J I lI)' . sob o nome de Tend6ncia pela AliançaOper5rio-Estudantil. Jorge Edll:\n!o P i ntn IJal1:>('\l .:0gress.catos. ... No Movimento Oper~rio. dez meses de mdstência 25.a110\) i. . i Confer~nci~ nn (62) Nacional. intelectuais e profissionais. I em uma tend6ncia.onalistas. os sindicatos existentes enquanto que o grupo gaGcho defendia a necessidade de serem c~iados sindic~tos 'paralelos. (. . em fraç50. ("Lia").trin:·..c afirmava que os estudantes. mi. não fariam a revoluç5o e que se ceve~ riam colocar sob a direção da classe oper5ria..Tlinior.l-ico ))ornl'lc5.res pectivamente citados como nacionalista e sem prjvil~gios. l. Âranovich t~ Luiz C. Pe~nambuco e Ceará._-_ .~~'.----. que contou com ~ presença de represen~ ~II 1I " A teve como fundadorC'. .. no sitio de Itacolomi. parlamentares._. por si só. a FBT rerilizouasua Im I ~: 1.uiz Anlonio uo. estendi. S:mtC'lf.estl'S n:1 uircç:1o: c aÍlhla Vera Lúcia ~.o~ .itares naci. apenas.. modificnr a linha politica do PORTo Acentuadas as diverg6ncias. o gr~ po div~rgente gaGcho afirmava que no Peru havia um governo de classe oper5ri. ! I ... enquanto o PORT era de opinião que deveria ser c~túbelccida uma frente com a "burguesia nacionnlista".l~I.----_. com a fusão concretizan apos. i':':f" ~bgdil ~Ia1"Í:\ t. em Gravata!. o PORT pretefidi~ fortiflcar maciçamente oposiç~o .a e que na China o governo.•. o.

. Pn!stes de Pllllla.~o'l . cx-marin'hc iros...-. o ex-marinhei pena.. adotou uma (OC-19 PORT. em maio de 1976.••. Jos~ Adeildo Ramos c Pedro França Viegas. em sua população indisciplina carcer~ia. que estava cumprindo que articulações e criou.•. inclusive publicando seu jornal oficial "Voz Prolet~ria". Entretanto. . I --------------. O surgimento da Organização de Combate 19 de Haio (OC-19Maio) ..d~ra~ te todos os anos em que outras organizações Organização Marxista Brasileira ção Socialista Internacionalista Fração Quarta Internacional Quarta Internacional. ex-militante do a organização. atuando.RE'SE~~ . cy"-S:lrí'ento d:l FAR. até sua fusão.ficava~ sujeitos os presos políticos na Penitenciária Lemo~ de Brito.-.. Liderada por F~bio Antonio.. cidade do Rio de Janeiro.. dando origem à Organiza- (FQI) e hoje denominada O Trabalho/ 27..... 26. te' à formação. (OSI).• ~ -----. o conjunto penitenci~rio da Rua Frei Caneca.. definindo-se pelo trotskismo. em são Paulo. no Rio Grande do Sul.------ I. junto com outros detentos. a FBT iniciava a de 'um núcleo. Lima.-. visava à luta contra o regime (63) (63). 'apenas. a Organização de Combate 19 de Maio Maio). abrigava. Já estruturada no Rio Grande do Sul. contr~ria à luta armada desencadeada por outras organizações comunistas da épocá.----.Munhoz. surgiu em são Pau- lo. iniciou ro Marco Antonio Silva . depois conhecida (OMB)... conseguiu manter-se incólume. em maio de 1968.• _-.. ' No bojo das divergências ocorridas no PORT e parálelamen. no Movimento Estudantil de são Pau 10 e ju!nto aos meta'lúrgicos de são Bern'ardo do Campo. nio 1 t· I F3ziam parte do grupo: Avelino Bioni Capitani. Estabelecendo rígidas normas de segurança e de clandestieram desbaratadas com a por nidade para seus militantes. linha .. Antonio'Duarte dos Santos.. O surgimento do Movimento de Ação Revolucion~ria (MAR) na Em 1968. formação consegui- tantcs de são Paulo.•. . pelos órgãos policiai~. I'~ . ria criar bases no Nordeste. Somente no ano seguinte. v~rios ex-militares que haviam sido condenados por fomentarem a e a insubordinação nos tumultuados dias que . c Anto.:.antece deram à Revolução de 1964. da FBT.um de massa. . Apioveitando-se da liberdade a que ...27G EESEHV/l.. nunca passou' de grupúsculo.. um grupo .

. estagiáriQs. . l'nt H:lf..J (65) L .ro2. estendendo-se ao set. no I ... ocasionando as primeiras vas para a concretização do plano de fuga..__ .tos deles subversivos ex-presidiários..~ Gonçalves dl' Lim:l. o que iria (64) Compunham o "Grupo uc S~o Pnulo" C'S C'x-m.---..i l' i o 'Nl'l' i.or externo.Enquanto isso. guardas. li O ---. aber tamente. Essa' célula.-. através das ligaçõ~s com Flávio Tavares. . os "revolu cionários" da Lemos de Brito cons'2guiram a adesüo de uma célula comunis~a que atuava na Companhia de Transportes Gunnabara._ --. Franci.l·:ldo 'por Jo!>é L\'on:l1'do Sobrinho.-----.. Jo~. conjuravam e ligavam-s~ a outros grupos. advogados e visitantes . por juridica da Divis~o Legal. Marco Antoverda . o telefone .alh:. em 18 de dezem bro de 1968. os quais tinham direito a cafezinhos e podiam usar. Nesse local. ao processo sobre a frustrada lha do Triângulo 'Mineiro". .1I17. _1 I" .\H). sucediam-se os encontros dos participantes do movi..c io Que i.mui..apeni ten ciária... o professor Wilson do ~ascimcnto Uarbosa c ... conhecic..--... i o moVilltcnto não se rcstringi\l.es B:\!:lo:q n:\ rC'sidt:.co 'de Oli\'eira ltodrip... no interior da penifenci~ria. que estava re~ pondendo. I n I: ~~[ It V IYI. nio utilizava a seç~o juridica da Divisão LC9al como uma deira sede do movimento que... • I -------------. O "Grupo de l-1all<. de uma fuga.. .ncia de J(l.. L~E S E 1\ \' t.• O indulto concedido a Pedro França Vicga.radore~ trabalhüvam em setores chaves n.----"."l C(lmpf.'t" era assim dCll('~li:nndo porC'jllC' <lS reuni. . jornalista da "Última Hora". ãquela altura.- 277 Os conspi. "GuerriEle e os da de tt' ex-marinheiros José Duarte dos Santos e Edvaldo Celestino sentido Silva.. ---.. esse grupo contatou e doutrinou presos comuns. e as facilidades concedidas ao estagi5rio de Direi to S6rgio de Oliveira e Cruz intensificaram os contatos entre iniciatiocorrer os grupos interno e externo.~1 í-----------__ --. ~m con tato direto co~ funcionários. -.. mento.ões OCOlTlam na l"1I:\ Hallct.ra C:\nloso. Em novembro de 1968.1rinhciros ~li. já tinha sido bati- e zado com o pomposo nome de 1-10vimento de Ação Revolucionária (H.i. du~ sustentação ao projeto sedicioso. Era intC'r. Sílvio de SOU%..------~---------~.'rn~i.. de inspiração brizolista.. _..1a como "Grupo Coletivos da de Hiület" c:lra che fiada pelo comunista José Ferreira Cardoso (65).. as ~i articulações I intramuros. Para a~ mentar o circulo de influência. em liberdade. trabalhava~ naseç~o ~ ' Ramos.}b ia.o cs tllu:m te de Economi:1 Leôn.·r<1 Rcco c Antonio G~raldo d3 Costa.7.lIC':: t' J..s. Flávio Tavares conseguiu o apoio de quatro elementos de são Paulo para ativar a guerril)w u~bana na 'Guanabara (64).ntonio da Silva Lima e José Adeildo exemplo. Através do ex-pre~idiário José Gonçalves Lima.é FC>lTC'.o F<. Narco l\. oferecendo-lhes a possibilidade somente. H.

visava já em andamento ao go~crno desde à unificação (66) de todas as oposições federal e ao rcgi. Arraes recebeu a noticia de que os po-.Ro-=bcrto Las Casas . outros da oposiçã~. desenvolvê-las 1966. e Raimundo os jaci Florêncio teiro Alvares Magalhães. pavam seus antigos reuniões.rre • Entre outros..DeMon- do MPL.--------R E S E I ~!~ 0·1--/---------.I E S E~ V A O O :1 ·I---------. • --=-----. pernambucano por diversas no eixo Argel-paris. Alves. em duas segundo fases. com movimencon a No início líticos frente. tou-se. ati~ do território nacional. de Arraes. operário mar elementos gindo a maior Em abril sí1 Marcos de Goiás. Miguel Arraes. dirigiu diversas dor de Pernambuco. Miguel Newton (primo do ex-governador) Castro Alves. Joaquim ~ Arnaldo Sem ter um documento o MPL.Alc~ a fim ..d vogado Dejaci Florêncio Hagalhães. por ordem Lins e Piragibe Correia Mauro tarde. . das quais correligionãrios (66). de Arraes. a reu.--------------_.._~--_. .Moreira Marcos . Mais e estudantil. Frei com a participação Francisco Arraes Pereira Alves. Castro reto~nara~ ao Bracar- de 1966. de 1967. o ex-governador vezes. ex-governapartic~ era No inicio de 1966. ex-governador Morei~a. 28 •.~ popular de Libertação lMPL) teve que haviam lMPL) suas origens afastados o da vida Movimento de Libertação elementos nas idéias revanchistas sido pública pela Revolução de 1964. procurando e congregar outros asilados Em 12 de maio nião de fundação Mauro Lins.I .1n em maio de 1969. Afonso Vitelbino Piragibe (irmão de Almino Ferreira Afonso) operários de metalúrgicos Albuquerque.o ex-padre Rui Rodrigues da Silva 'c' Pirngibe Castro AI vc s. A idéia de Arraes cons. tatar e as organizações Durante esse consultadas haviam concordado ano. ves. o ex-ministro Almino' Afonso: . de Souza e. de 1968. citam-se: os irmãos Silvio e Marcos Correia Lins o a.J. Correia Borges. foi realizada de Márcio de Araújo.tituir pelas uma' frente tendências ligàdos parte •• antiimperialista" de oposição aos movimentos no Brasil. os descontentes. que integrada pudesse for várias existentes.-. e o deputado de Araújo federal Márcio "pombos-correio" mo o "Frei Francisco arregimentar Pereira ("Frei Chico")..0 surgimento do Movimento popular de .J.. como viriam o trazendo tas para diversos p~liticos Borges. o pensamento A primeira. brasileiros.de do exterior. na Argélia. base para orientar deveria suas atividades . em são Paulo.

" 1\0 c~p í t \11 () o tl"ah:1.. I . No exterior. (67) (GS) 6rp. que recebiam influanci~ das csqucE das. combinan 'I I' Logo após a fundação' do MPL. na ~~g~lia. a parte mais influente do nticleo dirigente do MPL no Brasil.2. e a AP. européia e serviam de chamarizes pa ra a obtenção de recursos junto aos organismos de fachada. atruv6s da luta armada. como Mundi~l de Igrejas.rtamen te noticiados pela imprensa. Eram. .ão fU\1(l~do por protcst~ntl's péll":I amparnr :15 vílim~s (F\'. com Luis 19nâcio M~ ranhâo Filho e Enildo Pessoa.( H \' f\ . li. liderada por Marcos Correia Lins.L. consultório de 'Sônia os fra- ligados a Marighela.s.. esse p~estigio servia para angariar recursos. pai~ou a ser a intermedi5ria desses co~ local~z~ com lig~ções vArias organizações. visando a cumprir o estabelecido para a primeira fase da entidade..:I\.:! g\lC1Tél na no ext(~dor. do que o governo brasileiro se recuperaria da surpresil e montaria um esquema para anular e destruir a aventura mili tari.. os assaltos e os justiçalllentoseram fp. o CIMADE o Conselllo Franc6s e ~ ' ':1 I' I I' I1 I ' (67). e~bora procurasse pr~ servar a f~gura de Miguel ~rraes. Obedecendo I I .'\1' 'r .' As açõe.o __ I H t-: l ~. preven 1 tt não considerou o foquismo como urna alternativa politicu. da luta armada. julgada importanLe pelo peso politico e pel~ prestigio que carrcÜ..I). terroristas'. do em são Paulo. .-----' ~'1' 279 A segunda fase' seria o dcsencadeumento dó a guerrilha urbana 'com a rural. l n V .. sob a cobertura de um consult6rio odontol6gico. Argélia. que P. .!1. com Marcos Arruda.sta.m que o MPL estabeleceu irmã de Marcos e silvio. Após fazer uma avaliação. daria ser aptovcitada para derrub5-1q. assíduos freqüentadores des dominicanos do ! I. também.va para o movimento. principal mente atrav6s de enti~ades ligadas ao clero.--I>" 1----------. do Mo vimento Comunista Intern~cional (68). Sônia Correia tatos.1ho da Fn'l\tC' Hra5ilC'il"a V I I 1 l~ ~ 1~~'j. i I. Vl'l. Enquanto isso. i'· ( . O tempo lhe daria razão. Foi ass. as organizações comunistas do Brasil. Arracs acreditava que a politi ca econômica do governo brasileiro provocaria uma cris(~. o tlPL buscou contatos com Lins. dentre as quais o PCD.'~~ __ o _ ••••• de 11\(orl\. o Comit6 Cat6lico o Comita Católico Canadense. I J:I 5s ordens de ~rraes. parte do núcleo dirigente co meçou a contestar a iqéia da luta armada. -~ ! o- I . Essas idéias de ~rracs tinham forte aceitação no exterior.

militantes militantes do COLINA Reis de . com esse esquema. Esse documento e do Maranhão.. desejava entregar no qual a José eram Porfirio expoptas um documento as linhas e Almino Arraes Afonso.. Dejaci através D'Alembert do Jaccoud.. da luta armada. para desencadear guerrilha estados de em extensa área a Este do rio Tocantins..Menezes e Os . Humberto que controlava Naquela go companheiro lizava de 'estudantes secundaristas. Sebastião o mesmo Abreu da "guerrilha" já fora advogado moso. Ainda Mauro nia. da sucursal de Brasilia do "Jornal era a de fazer de Trombas e ainda Drasil". em reuniões sa de Jair..' O esquema para de curso consistia e di de o~ de passaportes uma viagem e no fornecimento a Paris.. O --. estabelecendo A partir na área parlamentar.[. afitie rea na ca Sebastião já contatara dos Servidores da "Associação da NOVACAP".--. da UNE e líder'de um documento foi contatado um grupo João que recebera de Dejac{ de Aurélio. ex-vice-presidente tários.para Havana..guerrilheiros" seguiam .-------------:-:- . Borges enquanto de acordo ficaria com as diretrizes do MPL.----------. de aliciamento._-. O trabalho vés de Sebastião de arregimentação Abreu. com pas . r~alizadas um trabalho de doutrinação. lhães. entregando-lhe Através um grupo altura. atiaBasChaves de universiMag~ Maf~a. em seu próprio apartamento.-. saída a realização na confecção nheiro para e colocou de guerrilha em funcionamento' organizações em' Cuba. Abreu foi explicado pelo aos jornalisfederal tas Sebastião Márcio Moreira e D'Alembert Jaccoud deputado Alves. de~passagens Pr~ga..ESEHVfl. então chefe do MPL. 1 280 I Prosseguindo jornalista Florêncio Jorge as atividad~s de Barros do MPL. o ex-governador em '- .. em Brasília Aurélio prosseguiu que contatou Wander tos.•. de cqdihomes Edson Lourival "Camilo" e "Carlos".. o MPL encaminhou a do PCBR... pretendia acelerar o lider o processo revolucionário uma nos na figura rural Goiás de Porfirio. .•. to A intenção na realidade... era amide Ar go. básicas do e via. .LO l . Em julho.. Abreu foi contatado do jornalista o advogado por e Sebastião Magalhães. a . inicial e dai para de os "candidatos saportes Cuba dois dois falsos... de militantes das diversas comunistas. -~_.- IR ..' Jair Cos~ão. E S E~!~. tt com a responsabilidade Jaccoud' seria do trabalho Goiã que D'Alembert contatos o encarregado de Bra sília. . visando a preparaçao um esquema de de meados montou de 1968. Dejaci raes MPL. Arraes. contae For- com José de quem Porfirio.

\u. Latino Americano (CELAH). uruguaia e nicaragüense haviam lançado procl~mações em fnvor da promoção daju~ I . Como alternativa. tiça social.E/ S1'.•.i Num dos esquemas de retorno ao Brasil. 1 A a~osfera existente na assemblúia era muito propicia p! ra a discussão das necessidades de mudanças sociais no continen te. envolv~da com o foquismo. de codinomes "Antonio" e Chile. lheiros" j~ "formadoS". o "peeIro".rur Ca".------.'w t nn 1 R<>r.- ~ " .- . intelectualizada.ur.---~ _~----_ .a fa~ cão conseguiU um contato no meio operãrio com um antigo milita~ i te 'do PCB.--. pol.:\~!:."C".---..'pri '"i" " U"l': I ~. o próprio Almino Afonso recebia e orientava "Frederico".-r a.. .n..-.o concordava COI\I n nl"ien t "ç'"" <lu.5copa1.-------. na subv~rsão estrangeiros o clero latino-americano.. passando por Santiago do os "guerri ..E~uanto ~raes intensificava a preparação da luta e seguramente instalado no exterior.. na Colõmbia.. económico e soc ia 1 comp letamen te dive rso. havia muitas dúvidas geradas pela interpretação que teóc logos e r~ligioSOS __ influenciados por idéias marxistas -vam ás ~esoluções conciliares. zada em'Medelin... .Igreja européia. boliviana. 281 lRE5EHVA~!' .•. •.-. Aproveitando-se desse clima. o o c. . M" lU'. a AI' i.modo geral..arr. .- .i1 c i r n (1' AR\\) [o i <>nOl\le dado a de ci ncO e> I u"ant es .. entendeu que as resoluções do Concilio Vaticano 11 estavam mais voltadas'para a . que se abrigavam sob a sigla da Frente de Ação RevolucionáÚa Brasilulra (FARlll (69). direta ou indiretamente. desde o inicio descartado pelo ~L c~O opçao politica.a Geral do conselho Bpi.'r. De par com esse p 2 blema.lelis. N.-. preladOS adeptoS da "nova teo in- \ logia" buscaram conduzir os debates de forma a justificar. [oi reali 1 e· 1 .éi. Em decorrência da disSO. e dois mi litantes do próprio MP r. a armafacção média da.._--' .I" UI'... a II Assembl.I" \la ".... que vivia num contexto históriCO. Afonso Del... no Brasil. o que abriu a possi'bil dade de fazer o proselitismo 29.Sacerdotes das igrejas pe~uana. .~ ----. de um. confort~el liderada por Marcos Correia Lins.-... encontrava dificul dades em recrutar militantes para o 'movimento. - .1 or.. A classe alvo principal do recrutamento..i."fi e 1'"u o A~Ioni o que' u. Atuaç~Q de padres e o aliciamento nessa área. --~ val . {... _. entre 26 de agosto e 6 de setembro de 19G8. dois estudantes de São Paulo José Augusto do Bauer ~ Ne\<ton Camargo Rosa ~.itir co.------ soares __ .-suS Co.'rlO 'Ga"c. I ... -. ---~----.---. ..Ciovani J.. \ I \~ A frente um r..-.. estava. ~? ~t~~ ~ ~.'.. de Ação Revoluci on~rin Urar. --.. - .--------- . - .

celebrações litúrgicas.·1~ESEnVALO 282 clusive. mas i~ sidiosamente inoculada. Nesse ano. que iriam permitir releituras e reinterpretações do Evangelho. pais. do Cônsul dos Estados Unidos permitiram que regressassem a seu . Também diversos setores res- da sociedade reagiram ao documento.---------------. Nessa época. pos criticaram o documento. incompatível com a. Em Belo Horizont~. difundia um documen- t~ que ocasionou in~ignação geral. Alguns bi~ . condenando a luta armada como meio para alcançar-se a justiça social. no Brasil. Antecipando-se às resoluções de Medelin. por ocasião do Congresso Eucarístico realizado em Bogo- tá. pedindo a expulsão do padre do Pais. foram detidos por~io lentas criticas às autoridades e às instituições nacionais. pertencentes à O~dem dos Oblatas. na própria Colômbia. através de uma série de termos ambíguos. nesse mesmo'ano. os padres nor_te-americanos Peter Grams e .Joseph como "documento sob cuja Comblin. Mas. . em conseqüência do trabalho dos adeptos da "nova teologi~". .Dario Rupiper.conotação ideolqgica. capa pretendeu apresentar-se. do Instituto Teológico do Recife.Comblin". Não de forma aberta e clara. realçando que pregava "a instalição. o operar~o Pierre Joseph Wauthier. em são ?aulo. era uma ode à violência.--' -------. em concent+"ações e passeatas. que. Conhecido .humildade .est~do que nada tinha de teológico. Em 17 de julho foi preso quando atuava como ativista na paralisação da fábrica Braseixos. incitando a população à revolta e Gestões . propondo expropriações. que acabou sendo padredo expulso País. começava a esboçar-se uma reação de peitáveis figuras' do clero com sacerdotes e freiras e dos meios intelectuais católicos à cristã. Essa tese chocava-se com as idéi~S do Papa. em pregando atuação de certos padres. à desobediência civil.. o Governo teria problemas com outros padres e~ trangeiros. Os religios~s per- . os 16 documentos elaborados em Medelin sairiam car regados de influência marxista. Em Recife. exibindo-se de forma irreverente a violência corno instrumento de consecução ~e justiça social. o emprego da violência na consecuçao dessas mudanças. com finp" lidade subvers~va c sob orientação marxista. proclamava que "a violência não é nem cris tã nem evangélica". era um. expulsões de ~idadãos e o trabalho forçado para os próprios operários. De clara . pa~res franceses tentaram a Juventude Operária Católica reorganizar (JOC) a nível" nacional. de Um verdadeiro soviet eclesiástico".

y -:-0.6..· .. as quais vimos descrevendo.vo./1I0. -' ------------ _~ .)..co do 13lla). De um dos documentos apreendidos.nu(Ut Reci o ". que diziam: "O Capi.~. AmeJti. Michel Marie Le Ven.tivo Palta ihio. __ .ó.a- Esses documentos falam por si sobre a atuaç50 plantação de uma sociedade socialista no País I subversiva dessa parte do clero.). a.Jti. 1\mbos os centros irradi~H.ca vZ. Expande-se pelo mundo a violência estudantil No inicio da d6cada de sessenta.('nt:)".).i.i.!La. numa.6 na ba.O...:t.~m{J all1elt.me quC!..6ãlL.te do BIl.(.l.tClLmo).l1al e. realizada em fe.!' a. muLta.tica ..ta. )._ a I~CIt um lte[J:5:.a mudalL toda.l . o Iteg-i. preventiva R E S C H V I... religiosos.(. pela i~ (ditachll-a do proletariado) através da ação rev01ucionária.t. prisão em 2 Francisco Geraldo de dezembro de 1968.telt OU. José aos Nerve Croguennec e o seminarista .oclC!.e qLLe e. desde essa epoca.t. de.1IJ o). a.davam aulas no Instit~to Central de Filosofia daquela capiti. ~ _~_! 28 tenciam ~ Ordem dos Assuncionistas.. 30. de .6e dedi.ma do i.. c..ocia. ______ .mo~ COI1.i. (!. :.de. ê. Outro documento.6 pa.).mo ins ~0.1l'res do c()nnmi~.C..ol1vêm ao BIt({..4a4 conve~6a6" .deolõ[Jica de oltgani.po de ação ê Itcce. implica velry .egultl1l1ç.' apreendido nessa ocasião..ucionã.i.co).lta polZ.6 telt cuidado com nO).i.~i.. ma). em poder do Padre de f1ique ela de- che l.6coblti.O e e '~0ll1eI1- . pItOpU6e1l. ntra- vés da juventude.to malt c o n/~ c.ta.ni.cã.i..t. -1"-: 17··I::-·V·· . v.ano".r.. Seguiam-se varias regras de segurança. a.ma Lat-i..ca. A CNI3I3 apresentou nota de solidariedade passando a falar em "Igreja perseguida". e).• gi.~~~\ " •.)~é:\I:\ sous aCJentes para que \ •.... que propugnava. Hã. 6a.i..nde).. lIJuLto . que 6i.V e.. tanto Moscou como Pequim estavam decididos a subverter a ordem no mun~o tr\li. reunia ano- tações que resumiam teses e resoluções de uma' reunião do Conselho Nacional da Ju~entude Oper~ria Cat6lica.c.1 e ItLtllla luta (. no).i.0m nos joven!~ I quo ..na. Nõ). trabalhavam na Par6quia a do e.i.e da cla..e .6elt e uma..6amo.o da ). me econÔmi..lta quem.11 c.).se o seguinte: ..zalt a ). ela..i.o .ção qu..t~ ma~ei.me )./llpc. PlLec...).o lLe..~~ It..â. \ L--------------"l-I.la uma.de CO/il Iti).t:e pltobR. luta pCl~a o~ opclt~~lo). Os objetivos e os me todos eram os mesmos pregados pelas organizações cOlllunistas atuantes no Pais._ ocid0ntaJ.l . ~ \.a).mo nã.t.o pode ..Foram presos e tiveram decretada pela Auditoria da 4~ Região Militar.tomada do podelL e COlIJO obje.tae.t. Se.lti..ocieda.i.•• ('()nc... 6ei.c." V C!.tem (.da.i....cladel. ..--------------1 Horto Florestal e Teologia...toda·a l.. extrai u..i. os padres Xavier Berthou Qo da Cruz. .ZeJL.:H.a 1'10 que VCUIIO).e..i..

i. trazia as· se- L a.m. . An~ e.l11e.bme.ttu.r previque deflaqraram as desordens •. e .ventu. nesse Estado.~ Ldé. a Gparda Nacional ma tou quatro estudantes.~.i.tu.ve~g~n.~ . em maio de 60.~ ~evotu.ligente e.e ma.ndo a. u.~. foramusa'das por astutos.4 I & Parte ~is O. Essas mortes estudantes versidades norte-americanas inflamaram os e. .. o~ joven~ ·1 e~tão c.u.tido6 a.agitadores.tu.a. ao rebater a ação violenta desses.~ia.i..ti~.6 ~ ent.~ .. emoçõe~ e a.nju.~ ( ••• 1 A~ u. a.I ~~ ~:i~ ' R E. d.~ em voz. fi feriram mais nove.lLão c.6 ( ••• )". onde os estudantes raramente se expressam em tumultosvio lentos.nda. a agitação nos Estados na de universidades. os choques causavam centenas de feridos. não a.m c.tha..m o6u.lta. nada menos que quatrocentas uni estavam oc~padas pelos estudantc~.[a. e isso foi obtido.i.ha..to~ão a.dea. porém.p~imem ~ eu.~ta.i.hega.i. do Partido".~ a. e~pa. ex.tivida.m inte.vidoo6 e ex.omo c..n. pois vi- viam a guerra do Vietnã e os jovens que a ela se opunham man~festavam um sentimento sincero.c.ta.Jtnova. __ o: _ .i. e a.mpo~ de c.i. .Boletim maleável e ingenua das populações.~ d.ti~ no mu.i..ta..Os mani festantes estavam intencionalmente dispostos a provocar uma 'fo~ polIcia. A infiltração nas comunidades es·tudantis.va.a. Na Universidade de Kent.p.~. viot~nc.Du rante o primeiro semestre de 1968.nto.onãJt. ..[a.i.. guintes orientações de Hoscou: "t "A o~ten~.ta.c.i.de fevereiro desse ano.omeça.té a..i.. o "Relatório de Ação".~tiça.Jta. potlt.a. Unidos resultoucm mais de 200 demonstrações de vulto em urna centePelo menos no Estado de ohio." .i. e em cada parte a in~ tervenção da policia era como "óleo jogado na fogueira"em cada confronto.veJt~Lda.dea. ju.c.mpo~ 6 elLem ou.i. poucos dias depois.o~ jouen~ 6ão entu.de~ ~ão o~ c.5 E R V A L ~!-- 2_8. 'Suas convicções.he6e~ o6u.-J ---------~----------~_ .foi declarada a Lei Marcial e foram proibidos todos os comíci6s.~a.o6 e C.i.a..i.de . Nesse período..p·v· •. .i.t.no- e. sendo duas moças.~ de p~ote~to de~de mu.i. que começara inicio 'da década.a.menta.tlU/llto po~ c.o problema foi mais simples.da.n.a.6.resultou são com as reivindicações te reação da no em distúrbios fora de qualque. os tumultos c desordens estudantis estavam I·R E 5E R V_~~I----::-----------' I .i.~ ma~c. 4t.. Se óo~e.vo~ pode.i.U v~cl~n~~mente~ente a.JLeLt06.1L a..e.L~ pa. in~lusive na Ingla-. terra.bveIL4.i.ont~oti-la. qu.~~o é na.p~ende~a.ndo c. O ressent~me~to co?tra a autoridade varreu as universidades norte-americanas. de janeiro de 1967. c.~a.i.. ~eguia pelo mesmo caminho: de Pequim. Nos Estados Unidos.de~ e~.iO~Oo6 de 6eu.•..

pelo censura. o': . RJ.~--·-'...l. levou porque ao cUlpolgar outros Em 20 de' maio... __ .I:. '0 Ministro as investigaçôes rede de subversão instruç6cs com mais do Interior de 500 feridos informava. O voto 21.::. Itll'!. No de paralisados.'\'. e elevem cnvil1:lr-r.--"'-.. •• ) As dC'monstrações de\'~m s('r instirJHI.UI:!I"I' (·:. .. de abr'il de 1968.q·I.----....I( i\'i ~. ou (Illl~ 1:1'1:\11\.l.' r=~':..lIspC'l t:l~~ l . 'I' 1 '111('\1.\ qual retiramos L1~ partes a seguir transcrit:-ls: lISccreto .ío·(. parci que a ordem estudantis Em abril provocadas A mais subversivos dalas sucederamOci- a Alemanha.l:.) 1'.c todos os esfol'r.bric~r armas 'para 'os tumultos. tumultos violenta foi em Berlim em vinte e violincjas ocorreram e sete cientre po de- alemâs..Ji~~: ~. estudantis provocadas setores a França em Paris. e quase estava o pais completamente pa~alisada.II'la cstlld.... liciais pois.I. no esLrangclro. (111111' 1 1 • I .. '.\.'I!" " .I'. . O governo de Bonn imediatamente proibiu toda e qualquer 05 manifes tação. ((' fn' _r.--.. '"' I a 1 f 1 • 1 1 • 1" ' .:~.precl'So élll\Oentar:l a:1 .:.. dades mas recebeu instruçõcs para adotar fosse cumprida..' ..l.. resto amplas subversivos. f2 consecolapso do mais As agitaç8es raro as mais guiram total. para a i\ll~I~I:lltl'. por métodos do 1968.:l .).•. pelos na primavera de 1968._..: \Ii:-.~~.iões possíveis.0.-----. por poucos votos ~ Asscmb15ia deixou r~~Lido Comunis- de qerrubar o governo. \!C' Confusão que abalcm os próprios alicer~cs do sistema capit:. ~.. \'1:1. .. após os estudantes Ocidental. Os bancários adcriramà ve e os funcionários dia pGblicos não comparece~am milhões Nacional I ao trnhalho. I 'I.0 .~_. lr e Destruir: É preciso agir imedi<lt.ll..:11'.1Ilti.\\:: \. ~ •• .1.• .11.':. que havia sobre a maneira a coordenadora .~r"ll.1 '1'11' ":. a greve já atingiã oito de pessoas._. com todos isolada com Sua vida eco~ômica esta~a em greve. apresentado ta.li.I\rll'lwv~ S/A.•.o d:l ni\' i ~. .-.eci:ll de Subversão. • '. l' V1I '1'1 I.67.. permitido casos.1\.I .\.'crsivosll. ocorrendo em· todos de os pa~ses do mundo ocidental (70)..•.11"1' ::0 )\'\' I~ ('~..~--------.I.' "11.--- .I. grenta batalha 19.que uma tempos procedidas haviam descobrir sido imensa de âmbito por escrito naciol1nl.1'.' ._-------_. (70) Hutton. e ~ polícia necessãrios demonstrações se em toda dental.:' . de Noscou.· I " \•• . ..lll". Bernard: "Os Sub.111:1:1 l\S !. 1975 .transcrcve o te~to de uma instrllç.--. 285 .'n~i~" r.h n~ ticias das d\'lllonstraçõcs espalh:lln-sc })('10 p:ll:.túrbios dc\'em ocorrc.~'}~'.Il) I' ..I(Ir~..:-"... _-----_.!t1 1\~1O. ••••. ••• ) c.-..:lmentc para criar si tll.' i '.. IIlI. . II .mo ( -.havi~m rece~jdo .~ \..I IWpul:\1 ç. de seis milhões tos e estradas I' de trabalhadores de ferro os aeropoE gre .•••. e civis.'r com tal escala que cheg\l\'nl aa\lIC'. \"'\l11'111 )1'nr-!il' que (eorma a 1 1'. estudantes e a policia. pois são lIm sinnl de dcs('ontent:lml~lll.. ocupar a Ope longa morto e san um es- 'Em junho ra de Colônia. J.)!> O!.I:.1 chegue n tllnll11tos l'm lnl'!~':J c!:c:11a ( ••• ) Tod. (l\'..simultâneamente. do mundo.'~'-.tir à policia das demonstrações... Bibli('~ c Editor.. . Em muitos os ativistas de resis e de fa. (l. tentarem uma na Alen~nha entre seguiu-se sendo tudante..

pelo retoE e m~1itares~ também e crescente no das greves e pelo início de ações Hav. das uni versidadese. Um mil novecentos O ano de 1968 estudantis.Bcr. assim ignorava.dio de carros rio-sindical.organizações igualmente. infiltrado nessa por organizações áre~. dantes. pela haviam ~ não conhecia pormenores . como dessas.dcscnc~deados sob orientação de subversivos comunistas. nard Hutton.com e sessenta transcorria e oitoconturbado pelas manifestações os quebra-quebras. 1ência. em busca qual de o quadros optado.ia um clima radicais na área oper~ de intranqüi de ca d~ atentados a bomba. quase entravam provocando e de vio rea sabotagens. Quando· . ~ntes citado. demonstrações. além e constangimentos Movimento atuando às autoridades. de atuação.etc. com os nomes de Che G~eyara. que desenvolviam clandestinos. o enfrentamento e viaturas policiais acentuado com a policia ·e o. um deles após vários teve confrontos da policia e ficou dados com. ameaças de explosivos e detonadores impostos estava de pedreiras. Universidade pelo Exército sido mexicano. os estuconhecido copelo resultados Nessa trágicos pelos mo a "Noite governo segundo mortos do Luto".cond~zir e de maneiras O Governo formas a luta armada. os transmitidos ter sido Nacional por correspondentes mais estrangeiros. I .Lenin. de bancos. 100 e os feridos foi retomada de aula de 500. lidade. de. çoes em cadeia.. estudantes Montevidéu. noite._O~ . 31. {R E S ~ R V_:-. dados devem morreram 28 pessoas e 200 ficaram feridas. Tóquio. ocupavam força os edifícios em ação. roubos d~ c~rros. ver os 10 primeiros capítulos do documentado livro de -J. criando~um por meio aos de comitês (71) estavam CQlSndo paralelo P~r~ m~iores det~lhes sobre ~ p~ciente prep~r~ç50 e a execuç~o dess~ série de tumultos.depois.com incêr.a os pelos etc.os padrões de violência Roma. -seus auditórios estudantes (71) • e salas haviam rebatizados Ho Chi Min. de suas balho Estudantil comunistas revolucionariamente de.286 Os mesmos f1agrados Primeiro. pela foram simultaneamente México. sempre I I atos de vandalismo que provocavam resultando em mortes.mas.. No México. sas de armas.subversivos. na área operário-sindical.os. em Amsterdã. tumultos.otr~ onde. fornecidos mexicano.

_ 11 '. à reaçao espon tânea dos operã'~ios contra o "arrocho salarial" ou a "baderna endos estudantil". __ . incluindo tre seus respons5veis os meliantes comuns. favorec~ tinha pouco das por essas condiç6es objetivas. p.eram encaradas como po11ticos e da imprensa. '11 • :.:1S p:ígin:l:. atendia aos interesses primordiais dos principaismentores da Frente. guiram impor uma idéia-força mili tar" -... de resto. (72) D~'t~llhes d.a informal.:1rticlIl:\nllcl1tc d:i Val1f..1ore 1 . iam sendo desenvolvidas com êxito e relativa liberdade as açoes prep~ratórias e iniciais da luta armada.e~eitos em 1966. I) )/.:l1· Hv\'o]ucion:íria (Vl'R).'J:lla POPU1. '--------\ I> 1 ~~~_t~~..Lmpedida de realizar se através dos instrumentos constitucionais". essas açoes " . a Frente conti nuava a atuar.•.I bricas . na cúpula.J .:mÍ4' .:1ntuac.-:~ .. como as oC.'<liata con diretnG para . r:t: 11 O I" ' C. .upaçocs de fá-· do palanque das autoridades. A Frente Ampla.il"..l'I'. 1 1. com o PCB colocando como ~ess50 da anistia a arenlizacio de bleiç50a objetivos táticos Inl'\. . . t1p1- cas de lllna "vanguarda da oposiç5o politica.15 citado I1.\I.::lda no Ur. para ele~. . 1"1.C~. esses segmentos que numa aliança aparentemente da oposição. 1 ( 73 ) P:ll~ in:\ .. Segundo seu secretário-geral._1 <.. A própria policia assim o entendia.élll . o que. ou a tomada R E S E il V ~ _(~ 287 sindica tos e conduz. reconhecido até PQr Maria llelena Moreira Alves. esses segmentos de oposição criando um condicionttmento psíquico a da existênc ia de uma" di tadura favorável para odes aceitação de suas teses p~la população e concorrendo gaste da imagem do País no exterior. rara boa parte ~ . via de regr~. ainda mobilizar .:. que eram apoiadas.13/..:1 opcr:1rio-sin dic:11. Assim. 1 . do qual o g'overnador Abreu saíra corrido (72). Apesar desse clima de liberalização. 1 <) e :. --- «( ) ! . apostandQ seus componentes numa crise que. propunha a irn<:. ao aspecto poli tico a ma tU1:'a' ção da política econõmica. No caso.' Essas ações eram atribuídas. O Governo. por um grupo de deputados de ~squerda.lIinll's.~ Yl~~ ~-------------.indo açoes radicais. ocorrida Sodré em são Paulo no 19 de maio.:1çÕCS slIbvl'rsiv:ls 11:1 iír('. Valendo-se QO clima de liberalização que se seguiu à promulgação délConsti tuição e aliando. mesmo agindo na clandestin~dadG.30 das orr. AI Vl'!.. 1CJH/.o.n Pr~ sid~ncia da Repfiblica. fomensempre seus tava o impasse político. não dispondo de in formaç6es precisas sobre essas novas orgnniznçocG. :ó5õ n:il:)-ados por scu miliLnntl' José lbrahim em C~t:. da qual as esquerdas faziam parte.s à frente. li: liA· Esquerda lit-nJ.st:1< I o C :l Opa!.i. buscaram I massa em rnanife'staçõessociais.V(l7. infiltrados conSea no HDB. (73).havia entrado num processo irreversível de evoluç5o.

me9ro de 'contràriar que julgariam entendida que ~as . por da comissão dos pre- isso. e Igualmente. dada Quando o impasse. esforçava-se estudantil p~ ca Apesar ra manter-se minhava para desses fiel conhecimentos.da reunião sobre·a declara- sentido. urbana desmoralizar as autoridades. quando comunista realizava esclarecimen- tos com base de forma genérica. cor de tamApós .com e dela graves havia cinco.f<. causas.e. da passeata. a'morte haviam o QGdo deum II sol Recorde-se Exército dado tinha e ferimentos que. com a comissão deixou.· A nova va condicionada do era pressionar com o Presidente passeata. de violência. assim liberar por aqueles se realizou dos com quem transigia. presentantes desses de julho. população . e terrorismo. à libertação nesse versaria.quatro dias antes. em recede seis re be~ em seu gabinete. os lados. dos presos. sofrido a bomba. o Presidente o problema ã sua missão. sua técnlca lidação das se operaria ações através Ide perturbações sabotagens da ordem. o Presidente sas em decorrência lizar gestões para anteriores. no dia da passeata um atentado em outros dos 100 mil. como seu governo. o apoio' da .)~I---:"--------_---I . e por e No entanto.>rças de sustentação uma fraqueza. uma comissão mani. obter fundos. uma sido rouba e.para que suas seus objetivos do Movimento eram: obter Internacional. e seu objetivo A pauta . atitude bém seria.288 crédito junto à opinião na atuação pública. que a guerrilha Comunista urbana era Sa- urna experiência-teste biam . organização dos quase das pelo militar urna dezena sido atacada de armas individ'uais das maismcx:1crnas utiliza Exército. dados. liberdade sos e o cancelamento Tendo problema.início 100 mil". prevista para o dia 4 de julho.festantes. da prisão prometendo dos indiciados quéritos.fi- com serenidade rendo o risco a transigência parte essa e a negociação. a manifestação como no Rio de Janeiro'e concordou cou conhecida a "passeata no. dado mostras representados de sensibilidade nessa comIssão por para' o o Presidente os estudantes I Fran- H E S E n V_~_I. escol~eu a agressividade de ambos. das forças se'passava militares. sabiam que conso levantar a população contra o G~verno. explícito de passeatas o relaxamento representativa que libertaria dos manifestanas pessoas pr~ ainda rea em in esta No encontro tes. tanto pelos o Governo. iam sendo pelo que em outros países colhidos. que os Estado-Maiores sabiam.

. mas o Presidente negava-se a adotar medidas de exceç50. a liberdade dos presos. __ I~ v .C. No dia 4 de julh~ foi realizada a que ficou conhecida como "passeata dos 50 mil"."\do p('10 -···--··---·------- O CSN li con$tituído por uma r..--.... em parte. f: for conjunlo de tOllos os Nilli~. após reunião uo Conselho de Segurança Nacional.mele m. aos governadores que nao peE mitissem novas pDsseatas. o Governo caracte rizaria o estado subversivo em curso (74)..tl'():: (k ESl:1do. . O Pres..nâo desarmaria os eqpíritos. corrigindo. quo concordaria com a medida. de nUloriel:'lclc>s civis.udantes ercJ com parecer ã reuni50. diri9indocc as lideranças do Govcrno.dcri... sobro a "atual situação de prosperidade do País".~ dl~ :. o C)lh' i. . O objetivo daqueles est. a opinlao pública para.. militDntc da Dissid~nciil da GUDnabara.. Ainda nessc mês. 1/. se houvesse ulgum indicio (74) OS) disse de que ln.l ~~l'r c1 imin!ld. claros indicios de reversão. não tinha um vigoroso progré:lma de ação e nem toma va medidas inovadoras para solucionar os problemas fundamentais do País.a1ari. eeon6 mica austera. Projeto visando ii anistia de estudantes foi cornbutido pelo Execul:i\'o. Alertaria. Em l~)(i~~.~---- _... Setores do Governo pediam o Estado de SitiO. C}1I('..1iQrl.. embora a economia já nessa altura do ano.-.--•.1l:i r in.---.ndi. . pregos gerados.. -' -----_ .) :1 perlll:III('nte cl"Í !. 10Z.e já fosseconsiderável o número de novos em. -~. e Marco Antonio Costa de Medeiros.c.~. imposto desde 1964 -. sua obra administrativa A verdade é qne..:!:dentc dimento da reivindicação que o aten- fund. em nota oficial.~ ..h:1Vl'ri.:-. com reflexos na polItica salariéll ..I . passaram'a fazer urna s~rie de rei portaem no poli ticDS ~ ESSD posturD irreverente e inoportuna dos irritou inclusive o e~critor Hélio Pelegrino. os 'quais sonegavam informações apresentasse.onde se tornara possivel uma mudança.• . um:1 111l'lhor" ~. por julgálo precipitado e ineficaz. .." _.-. o achatamento dos salár ios ..l) pl·. De fato.tv.--- 289 " k~in de Souza Martins. da sobre elementos infiltrados tamb&m nos "setores formadores opinião pública". __ l 1 f~ F ~ r . militante ta Br~sileiro vindicações estudantes do Partido ComunisRevolucionãrio.1----_... voz da comissâo.! ..I~:O po. __ .'.r. ent50.:lffiental.em relação a esse projeto. ainda. délmesma forma que julgava inoportuna qualquer abertura politica. que expressou clDramcnte o scu desagrDdo compreendeu 'ta distribuída 'â imprensa. O r-1éll:echal COstél e Silv[\. o Governo não ~onseguia sensibilizar (75).. embo ra o Governo começasse a coJher os frutos de uma politjca. reivindicar o que nao seria possivel ~er ate~ dido e receber a negativa para pode~ dar seguimento ã mobilizaçao das massas.1 ml-di. . manifestação o Governo recomendou.1 n':t) ela (in1c-1II d(.

Comunicado sobre o problema. foram·viradas e algumas incendiadas. versidade.. E acrescentou saber que elas conti- nuariam "porque obedecem a esquema internacional". que nem estava conflito. também prisão preventiva d~cretada por sua atuação em outras cidades. j5 citada. ocorreu um episódio em Brasiliaque rou nova crise. Intimados edital não . - .IRE:>EHVALO 290 cessariam as agitações.\nlfcstaçoes e conflitos desse tipo.cxata :ompreensão sobre os' tiros perdidos... D Q .se apresentaram. g~ hapor No final de agosto. para suas tudantes para demonstrar o "vandalismo" da polícia. elevadg pela presença de no parlamenta- res e ativistas estudantis. criou-se um clima de resistência interior da Universidade. prestigiando-o Para a. . Preso Hones tino Guimarães.houve reação por parte dos estudantes. Em 29 de agosto. presidente da Federação de Estudantes Universitários de Brasília . Um tiro per dido. B. que. que ficaram à distãncia. . m~ com litante. que semprc ocorrem em m. a fim de dar cUmprimento ao mandado de prisão. resultaram feridos dois policiais e dois estudantes. Conhecida a disposição do encarregado do inquéri to de fazer cumprir a lei. cia em sua natural perseguição poliaos estudantes e parte pelos esenvolvido no (76). Os parlamentares estavam cientes da situação e das preocupações do Governo com a luta armada unilateralmente declarada.Dos choque~. . porém. Em busca da expressou sua disposição de punir os que se excederam atribuições. estava Luis Travassos. em O Presidente da 'República recebeu oRei tor da' Un! e mante~ agora arrolado no inquérito. de resto legais. 'agentes do DOPS dirigiram-se . a policiacivil reagiu corno pôde. zer proselitismo. parte pela. ver a criação ge "mnrtires" c limitas subversivos em ação" na obra de J. nas circunstincias. Inferiorizada. -. elevando ainda mais o clima emocional que já era alto desde que se resolveu fazer a resistência às prisões O Governo não compactuava com os métodos ~ilizados concretiz~r as prisões. . preside~te da extinta UNE. (FEUB).·. atingiu um estudante. o Reitor ignorou-o.. que ~e valiam do incidente para faEntr~ estes últimos. que entraram em choque com a policia. Conhecida.a disposição de resistência. atuou com violincia.. Em seu auxilio. (76) harmonia.. Instalações da Universidade 'de Brasília foram depredadas. . E S E 0..da Ação pop~lar.__ n V. Estudantes com prisão preventiva decretada viam-se homiziado no "campus" da Universidade. . 'Vári'asde suas viaturas. fizeram-se ac~ tropas da Polícia Militar. ..--J . lluttpn. " à Universipor dade de Brasília..acor~eu a poiicia Militar.

em fatos.H1l'p:ll":\ [<1::\. pelo Supremo .i. considerados pelos do Rio de Janeiro.olaros m. De acordo dependc~ia artigo.C.meio au scntimenLo eU!l))"ico li.i~:i(l no Hra!. iigado Era o que podia episódio.!\u:iva oposicionista. com certeza.I. satisfeit:o.. Alves. não tornou nenhuma d(Jputac1o de esquerda. tendo elaborado 1101. Essas militares enfrado Go como provocadores quecer verno. posto a des. em . hoje.-'-' fazer na . Jl.V do-o no cargo.--~_.rnativi\ como i. preferiu o instituto logo considerar dade e essa medida afrontava da imunino exerci consegui para o princípio da inviolabilidade alardeava o Congresso do parlament~r que os grupos criariam certos que cio do mandato. situa'da no conLC'xLo d::l l'voca.l poplllaç~o l~sLa\'a pnn:L<l :1 .íI~jl\.sobretudo.l~ não só a luLa arr. Em raião sentaram contra ações visayam. ram essa esquentar Estes A oposição contra investida fatos setores Eles novos da a temper.. ~ providência. era a cn'l\ça dl' q\.. estavam - pleno (77) desenvolvimento..i'iO par lilmentar.l. ~1. 0'1 Uárcio Horcira 291 -. Vo. liA ati tlllk provoc. e 'poder dobrar CEullara.\Ilç<l Naciol\:i]" . deputados.inhado equilíbrio. Valendo-se ves. em aparte de a tri as na Câmara. que havia um Crupo de políticos do }IDB diE. inj6rias contra 1\rmadas " e incitando e a boicotar a população ir.laoo (! Opll:. ~~~~~.da por este pequeno r.. do D i.Or.i ~. com base suspensão com esse ~eria no artigo 151 da Constituição políticos dos dois fi solicitou dos direitos preceito De acordo soocor recom de o li- constitucional.. .il" (106/1/1. O Ministro Federal." [R~SE-.. grupo do~.:l'!~.ta do ue S.: "1-::. lU.o da Cãmara Outro do MDB./ . ~edtante presentação parigrafo cença do Procurador-Geral do citado d~ República.1l.' contra o E:. "imaturos" A direç5.co~l.! . :ll. o deputado Al- de Libertação que atuaram (MPL).. nos termos ao inv~s d~ artígo de dgixar anterior."rU1".\ l'straté!-"i:l ti\. julgasse que Tribunal Federal o m~rito da quer. cha!l1:\d\)~I:\utl-nti. Forças os~policiais Não na Universidade 'u. do mesmo Hcrmano uma publicou .tâo. b processo da respectiva A Câmara Câmara.!r i" a 11ll1Ca aI tC'. ça. p~pular desse ao Movimento chamava I~:. dçntro do processo desses esses fatos.a da 1I1d~~l)(~ndê:ncii1.l\\tar-s\.. ! .doc\ "ciot:.:aua !.a de desmoralização as inst:i. voltou assacando é\ nos dias 2 e 3 de setembro. . "bandidos" buna..- '.rupo dc parl:\ml'ntaI'cs.1 ~~v. sfirie de artigos (77).ocupar e "gaDgsters".tuiç(X!~..'. não prec~sava~ ser criados. 197/1.ls dos atos "reprc!>sivos" do Executivo.9 l! DO. no ·"Correio da Hanhã".l!> ]2.fiar o Govcrno.'1" d('lllinci. dois 05 três ministros militares da repreJustia parlamentares. quo o Supremo desde dos Deputados. n [0-:._----' ·---_.970) .atura porém. com o desdobramento da luta nrtnuda e com Sabe-se..Horcit"a Alv~'~. suspcns~o solicitada sé declara~a único Trib~nal I Feder~l. valenuo-sc de seu direito i1ll\ll1ill.lrcs na sociedade as comemorações .

a que essas facções A essa altura. fivinham aos exterior. .E~ te fato era de conhecimento público. Wladimir Palmeira dcncia Comunista da Guanabara) e Luís Travassos admitiam essa unificação. Agora. as atividades resultant~s dessa união só poderiam aumentar e a sensaçao de insegurança que o ambiente geral de-desassossego -imperava no País (78) . essa união interessava à "revo luçâo". como "um conflito interno. Os líderes da esquerda estudantil.503 e 504. essas organizações e o preparo de seus mi~itantes. as oposições.para impl~nt~r uma nova ordem social. Ainda reuniram-se. unificando-as com estudantis e com as lideranças católicas de esqueE (Dissi (Ação Popular). C. . 382. como o era o da determinação do mundo comunista de mudar o eixo de seu esforço para aAmé rica Latina. isto é.zada em Bruxelas (79). (80) A guerra revolucionária era definida no § 39. ou auxiliado do exterio~. Qualquer que fosse o Iobjetivo de cada um desses parcei" ros. mais audaciosas das organizações No entanto. 'E as ações cada vez. não deixavam dúvidas~ to ã "interferência de Cuba no processo subversivo brasileiro. a luta 'de facções da população empenhadas em tomar o poder. Incentivadas -algumas. uma vez liquidada a guer~a do.620. estavam ressadas em elevar a temperatura política. conforme'deliberado na últirna conferência dos partidos comunistas reali. geralmente inspiradp por uma ·idco 10gia. 39 da Lei 6. o número de organizações subversivas já a~ cendia a quase duas dezenas. Trata-se da mesma Frente de Oposições. pág. Gouda lart. ver Castello ~ranco. no Rio de'Janeiro. que e uma coletanea de ?rtigos de sua coluna diária na imprensa. O objetivo era estender a~ ações os movimentos extinta Frente Ampla às "oposições' informais" . nanciadas e apoiadas -do realizando o recrutamento (78) mesmo. do art. mais inte setembro: em de Kubitschek. ' . ER-V~-~-~_-~~-O-. (79) Para confirmação do conhecimento público dessas questões. que visa a conquista do poder pelõ .I~ESERVhG o 292 subversivas.• A~situaçâo interna ia tornando-se' crítica. com base na ideologia marxista-leninista estavam convertidas (80). da. em Ibiúna.Vietnã. Jânio e facções de esquerda para novos exames relativos à "Federaçâo das Oposições". . representantes havia parlamentares que militavam nessas organizações. guerra revolucionária.Eontrole progressivo da Nação". Não há dúvida de que se desenvolvia no País um processo de ./ . 17/12/78. Volo rI. que Arraes . ~tos apre endidos no Congresso da UNE.:_"Os Militares no Poder".e o MPL trabalharam para organizar. ao que parece. I.

fn quais era propici~dó ticularmente no exterior.!lcl .ca.testar dos movimentos.at.ll:.sta~.' . Eram.- . era po~~~d'vclao Go- as fases que havia de seu desdobramento.1.os pagadores. agitação eram.l"ações" no int.. urna técnica psi.. I capitulo. .ulo. também.:1 ç5.\::1.' L' i --"-'_. jornais comuni.k \ .---1 . na China e parem Cuba. vistos preconizavam deste no item anterior público". treinamento em t6cnicas em especial na de importância.1\\(I.ravcs de atos iniciado em 19G8 .. estudantis contexto. e propaganda. terroristas -. mas..:. na cúpula dirigente Ull\.1 !._ _ _. havia global cesso à 6poca em que se verificou precisas e portanto .. no Pais prop~ de descontentamento com repercussão e no exteri.~J.temos in~.' . a pedreiras. de guerrilha. . nao informações n50 se tinll..nha sendo ganda. tamb6m.' .o. .zenas de assaI tos a bancos priação" dinamite dé fundos. .v 293 t. as greves e os distúrbios joga seu papel nas atividades de.\ ar:0('!> -1 1.)\'. org~nizações ~ dessas ...Je)~o ck:::.vn de natureza de 50 aten como al- rea. uma forma e o grau dpvidal.\ent:ee:·:plortldo pela de amedrontar de aceitaç50 a população..\prpocupa. Hoje. I. i.liznc10:5. que vi. subversivas. seus Corno esse instrument:os verno prever Parece çao muito e suas codificadas. C -.vos quart6is.. e cordel v~rios ou carr. de armas e munições..or. incentivar repressora sele a deso da o se~ amadllrecimento cionar lideres civil ativistas'para e atfi mesmo o recrutamento.nesta ordem Boa parte ações armadas E ~. • 11)613.>. como Apropri~ as dos pelas 'instruções "um sinal organizações de Moscou.as de aut~ nortc-nmericaHouve._.. e diversos para roubo a cas~s de ar(81) mas e unidades Nesse vam lnilitares.:tra "expropara roubo de assaltos detonantc.lIhvl'r:.:ts de 11.i ::t i\10 \.:t preocup~ do Pai!:.. tipo de guerra atividades interna tem seu procC'sso.e resultaram lla morte de.o do processo em curso no Brasil sofria rcvolucion. _"_0.cológi. e representações diplom~ticas de diversas (no caso.2rior do seu terri tório. a ma :oria em são Pv.l TH!"11..iva_!~ I "" ". tendo tidos como favorãveis colctivor.:1I\d'l () con [lito .meios ridades ou anti- de transportes residênci.o de zonas libcl~aclas ou "zon. pode parecer fácil concluir pulo cxa'. . nas) . testar a capacidade bedi~ncia autoridade legnl. grande com a possibilidade de cvoluç50 d.1 visão o p~olinha da c~:tens5. assaltos p..l'''VCl1\'id:I:. internacion':lliZ.h'!.. ~. Mais havia suas de intimidaçã'o tados foram coerci ti. ao Governo . U:. iníluênci.\~'(11' Op0./ .' .:1rio. _(. pessoas. URSS. . ------------.\ luta armada e o estabeleciment.

podem explicar o mar que nao foram· as mo capaz de acelerar o processo. As de~úncias do Brigadeiro Itamar Rocha..SEHVALO 294 revolucionária vinda de Cuba. I indispensáveis à manutenção processo de desenvol~imento perimeritar. De outro do.que o exigia da Instituição Militar. Os debates sobre a succss'ão presidencial postos_ prematuramente pelo Coronel Mário A. o Pais pudesse desenvolver-se com tranqüilidade. quem poderá afiE preocupações e as medidas decorrentes.e~ agr~ tão tomadas com oportunidade. vel elevado daquelas preocupações. sobre essa situação. não concordando com os sacrifícios . queimando etapas. Assim. havia quem julgasse que a melhor maneira ou deixar que ele transpirasse o mínimo possível. Embora 'não se constituísse em uma nova teoria revolucio nária. que impediram o surgimento de zonas liberadas ou "zonas operacionais" e. decorrentes das informações. era interpretada por nossos pretensos revolucionários ent5. Para esses. existiam os que julgavam que mocracia o problema estava na limitação uma depara que a do uso da força para eliminar a subversão e estabelecer capaz de defender-se das ameaças extremistas. Havia tar mais intranquilidade para a populaçao. assentada nas idéias de Guevara e c2 ní~ Debray. em conseqüência. .o ainda não perfe·itamente'conhecidos. sobre a pretensa atua~ão de grupos radicais na Aeronáutica.o vamento do conflito no Pais? . Tinham como~certo em consideravam Governo eficiênque o e la- justificativa apoio da Instituição ao Governo havia atingido o seu limite que dela deveria ser retirado esse õnus ~olítico. Havia entre os oficiais sentimentos co~traditórios relação ao Governo. .. Tão importante quanto essa preocupação era a dos reflexos negativos para o Brasil. Esses fatos'. que fluíssem para o exterior. - .!! dreazza e pelo General Albuquerque Lima criavam inquietação nos quartéis. O Governo ~nfrentava ~roblemas também na área militar. De um lado.. e sua prisão ~omiciliar cri~ vam inconformismo de parte dos oficiais. sem a contrapartida da cia para resolver os problema~ nacionais -única para o desgaste que se lhe impunha. ou~ros que defendiam essa mesma alternativa como a melhor forma de evi . estavam os que se frustrados. Além disso. A criação de uma ima gem de instabilidade do Governo poderia provocar o estancamento do fluxo de recursos externos. do de ac~lerado ~ue o País começ~va a ex- ·e evitar esses reflexos negativos era silenciar sobre o problema.

ao Caso' envolvendo o Deputado Hiircio r. <:. . O Ato mantinha a Constituiçuo de 1967 e autori:'.:mlc. do deputado D1[(>1"cn(\·1:1'·:II. nele baseados Institucionais O dn apreciação anteriores. injustio julg~ nio lhe negaria menta. a Câmara Itolera~se do movimento subversivo da autoridade. na Casa e do Ja liesta pela C~miJra. tendQ conhecendo interna e selltindo o empenho Governo.' f.:l'('nd('r dique ti.:lÇ.IO com r--'"---''-''' - • 0[.· mas. ° ••••• R E 5 t. IIc):miJno l\lves.<1 pr. ._.fic5.l!) enriqucc ido ilici tamen te.. CO:!I episódio e mi. --------------1 Instituição plantasse . . ".:l rei tos poli ticos tivessem decretar de si ti. episódio. ~~lJ.l:~() \'iq. .:lrl1....:1. 32... '\I" . II V 1\ I I.~Li lucl0nal n9 5.lit<1ntc do [J t-n').. impedir . antes ã luz dos preceitos ..J ('.1. até que se im- uma verd~üeira Mas.1oreira Alves.91~.. como poderin ao Deputado O STF n50 feito. 11 l. __ --_ . Suspend i él.•. :.uimento do processo.' cada vez mais. Pedido idêntico.. • l.:.:lção rucusan..i. . somente no inicio de noveniliro.....(.l O:. n5ncia de militantes corrente desprestígio com o de o mico.:l13 de dezembro.:..5 e ~. do conceder licença para o prosseç. . '1.. juJgou. a incompreensuo em seu meio elO curso.rm.velque parlamentares que só poderia Entre midade ser realizado os militares das diferen. arquiva~ a priori.1" "... d\· d t llJ".11111..ltos d(l:._ . _.-.i.. ConsideriJva.: .1 f !- .. "0 '_0 f'oll<J:: "' __ .·· :a:. se- o cença Governo considerava absurda que.· l\Los 0:" não estipul. democracia no Brusil . como a oportunidade [Jnra era pol§ afi.. justific. el-a promulgado o Ato JJ)~. .\ ('lar" il pl:C!OCUp. " a denGncia inepta. essencialmente poli t ico.1~ de mais nada. f ic.~~_~ . do Poder Legislativo. " .·'llc. havi.constitucion~is.~---~-_ .'Cl o Presic1ente da República a: decre tar o reces so do L0. t~-lo do-a. l' (':-:C'llli.l.il i \'0 em t~ dos os niveis i intervir i nos estados o Estado e municipios... - __ .. é\tos .l'.a.:ll~.o 1 no~. Julgava a situaç50 o apoio. . J).:lJ: o l\I-.. governistas que seria a..Jgnl p. (I: • I 295 deveria engajar-se. infi- .j.. - ." l I( \.' ••• N" •••• ~ _. a pcrm~ ante a situação intern. com relação . e decretar d<:> "habeas corpus" o con fi sco de politico!. no dia 12 de dcz~mbro. --.)"..: ..te~3 tc]"!dên~ias. o STF encaminhou a Cãmara o pedido de licença para processii-Io.. '\'()'.d no caso de crim~s judicial.a unani Era1notória I quanto a essa questio. O Ato Institu~ional n9 5 No di. ..1. a llip6tese da recusa a maioria ainda. -.. ... 1:"\'1 .'._ __ .-.! ···-------------1 ". Deliberou. referente ria enviado dias depois. <_. (lill-. que.---_. . O plen~iria da CfulIara COI1 s:L<.1: :u:~ prev 1sbCll:. rava-o. tos na Cons ti tui ção. viessem pelo STF.~.:"1'..I .

existente . facilidades ~espondia mais combate à do mas.. . apenas agravava conhecimento porque do' processo uma visão a situação. o sistema se fez duradoura.!~ O (1\ •. entre que pudes-sem"ser a guerra que a tênue dias divisória e a paz -. ~. Governo Sem qúvida. à semelhança da crise misua de à necessida~e modo. Ao. ~ t~anq[ilidade.IRESEHV/\OO' 296 turbadores declara: da ordem. à perplexidade adequados esses e das forças de segurança que não dispunham de infor~ae conso elemenfoi ções precisas lidados tos.-----------. o ato possa 1965.. foram seus efeitos civil para as Forças cada Armadas. o de6envotvinte~ to econômico e cultu~al e a h~~monia potltica e 60cial do Pal~ comp~ometido4 po~ p~oce66066ubve~6ivo6 e de gue~~a ~evolucio- ni~ia". provavelmente.fosse ultrapassada.a o~dem. minuindo apertava-o. I ------- fi E S E fi V-. (grifos Embora de outubro litar. dava de restabelecer sustentação a unidade de qualquer ao Governo. pOde- " evitada._~~=. neste trouxe . dispensável._~ . ele não uma solução lução sobre muito boa para que o Governo Foi urna soo controle pela emergencial. assim.particularmente agora em pleno Houvesse do regime nidos a guerra revolucionária desenvolvimentoõ na Constituição de 1967 dispositivos a cada circunstância. .0 AI-5 essa insólita forma'de pode ter solucionado o proplema da uni dade militar. a 6egu~ança.~. Armadas sua sustentação sejadas dependia para delas. ter respondido..ampliar pOlítico. Se houvesse talvez .Di vez mais as de a cada crise o apoio à Revolução. subversão.. 6e~v~ndo. conjuntur~l para o va e segura de debelar . . 6e to~n~ impe~io6a a adoç~o de medid~4 que impeçam 6ejam 6~u6t~ado4 06 ideai6 6upe~io~e6 da Revoluç~o.toda a situação que vivemos -.--~-~~- .que. tomadas ao arrepio decorre~ te das medidas ria ter sido da lei.'ele para e desconheciam empreender seria esse ' os procedimentos combate. e para o País. ainda. acionados de defesa bem defi antes nos democrático. ao invés de folgar o "nó" dado Revolução. razão de do autor). falsos adequados e sem pruridos.. p~e6e~-. alternativas as Forças porque desembaraçarem-se estava do poder. A falta fundamental foi a preocupação subversivo correta com a subversão. Por isso mesmo. aspecto. Pior. O mais significativo desses considerandos "~66im. objeti- imFedia do perigo e da maneira luta. Inviabilizavam-se.

rtde que (l.jl.aç.. -<'nl. med-<'dct).Ül -<. 6al. mal ut.i.ilizadus No entanto.l úteis o farão ou é que que essas.daó o pc.-.l]Je.~~_:·~_:_~_o ~-----------'--_--I .tão. medidus podem ser aos ~ri~cípios acusad'a de trair ou 1lIc. Comodiz "ad C.\"tl1c.'Lê.tolLIW-l.1.~mo l'lega/L ado:ta/I.. de . 1.onjtUlã. Il.111o C. -<'1IJ.. a '.tc.:JcracioJ.tgllOtLalL lLepugl'1a..e.tlta-. p(l• ou.".J.t.'L.ncípios que não corrcspondem por medo de ser c.O.l as dem. Revel: allle.- p.l.tanto os seus IJróprios al..fItc? te.lL:ta Ma. da. c.GO 297 Pode-se com veemência alegar -- -- e os puristas e inocentes democr5ticos.n:tc.1L c..lupo.l Cl . 19t~!I.6Õ dc.ta-.RESERVI'...mpo pCllLa podc.-. .t11. pagalL ..!lc..ll.(82) o plLC. J0~n Frnnçoi~: SI.l. RJ.a..lOblLev-<. qual'ldo ~e toltlla . objeto.a I.le 1II0Itta.J adeqlta.eflC!._1~ I~~_~:_n.c.tgo c.\. ev.tltc.távC?.t11 e.C.ç.tdc.tc.~. ou E .e./WC.a ("~) R0v~l.. pri.s têm pereGido.O a.

---"-."=:: __ = -- .... [fi __ ~ l E S E 11 V~ __ ../ -=:'-:-..CCAMENlOS . I ..: i .. • MOVIHENTO lRESERVAD ESTUDl\NTIL DE o] 298 1968 A DISCIPLINA NOS DESI.

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. D O O L!DER TAANS~1ITE ORImI'AÇi\o DEPREDAOORES. POS o RESULTAOO DA VIOLE'N- erA 00 r-OVIMENIO ESTUDANl'IL. 300 E S E R V li. A INI'RAl\"QOILIDl>DE DA roPUIAçJiO REFLEI'E A ATUAÇhJ OOS AGITACORES. ----' MOVIMENTO ESTUDANTIL DE 1968 r~ . .• ..

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'I.LUlDl\. ._-~'----.'~:..I...~..-' •.1. ..••.!_ '......· I:'i:}'. __ "" ..•. --.:\)t: "'" " .••..•.•• . >/"': •••. .':.•• t.'..c •. ····1 'o._.'.. lV\1m. . {!. '...! .I ."..•••• .•• _ •.'\ft' •....>/.I. " :~:...~i.'''\. ". • '._. _..'1 '..::. .··f·· •...:...'.: ..•./. -_~.:'·.· •.'. . ' ...r.·.."-..:.. ._.t '"\ .. •.••. _ l\.:t. r::\x. .i..~):~ .. . i·l· '.~.•. I. .':j.. • ••.. •.. .. ':'.• . \l"r'-'.•.. •••••••• ' "1 ' .' • L' '1 :'.~~~:'..r....•. '::.. . . ~.. ': I··.•••••••• I . . . '1.: ..l' . \ 'r\. J -..·-·L" .' '''.'.< .~:.:.' ~ I. \.:If.ÇOES DE 1968 . t ••.' '\.:. i'" t • --.':"'.::... I ..· .:~~..~ .: .. ••••... ..... ~. ..~....•.-.• : I •.'I 1'1 " ' •.\t..J •. t'::' . .'. ' ......... '" •• ..:r'\J~~~". ' • ... . r··.:". '. '.' •••••• : "\o-Irj . _ .t!·... "lll '1'.•.""..•.~.·iJ _ ••_.. '. ~ •. : .-· '.... )~..:.-r-.•.. .. I.' ir. J.' \ .r'~' . .'.::lr .• ).I i'::.'.. •• . ~ I·~'·"··'" .':..---. 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.• o PlUI'FSIO." . . . IR ---------------------.. '1-:_': .. ..!'.----- E S E R V A O O I . ' . . ..~ c . .. ...IR E SER MOVIMENTO V A O ~ 302 DE 1968 ESTUDANTIL REIVINDlCANIX> VERBl\S e-- .. •.: .. . CCOROlliiiOO O IX) RIO DE JN1ElOO .. ~1 S"'O cal PAUTO.. .: . " .

1 1 1 I 1 ---. 1 SOIDAOO HÂRIO I<OZEL FILHO. EM SÃO PAULO..303 _ '0 ATEN'fADO AO QUARTEL GEr·!EJU\L DO II EXtRCI'l'O O A'l'ENI'l\IX) AO QUARTEL Rl\L 00 II GI.:NE- EXÉRCITO..&-JCIA TJ:':RROIUSTl\.s DA VIOr. PEIAEXPLOSÃO • ESTRAÇlUlil\DO ] ] ] ] ] DEl'ALHP.•--. .

f . r......~I \t • \.. . .:" ".~(' ."1'" .. .\ ...'-tr ." •• ••..' """.. tE·1...•... e· CHANDLER MEl'RALHAOO NO INTERIOR SW CARRO.1~~ .'. r: I. I • ~.. r.. .. ~ : ..'..:::.~ • \.•.••~ ..' lj'-" "I. .. rt V A o o --- -----_ .. Jl/' . "' I I oI •• " ~RrO • I • CCM QUATORZE DISPJ\OOS A QtJJ.--.. .'.: . .~ .'. ~ -....''\'l.. o..' .. " ~:...:.. '"v.. ~~~~~'.. ~'':. "".... L"·~:-:"·. . ('.-u. '... • ' •.•...:.. \ 1 \~\~ r. ~ ../ ..... ·.../.: ...' ~ ...::ll-11\-OOU- PA... .: ~.)·~'. '. ~...."... -lL' ..•• .·''I'' .. .•.•• ~.. ••• .:''''J...\J\ • • .. •• 1: 'i f' ':". \.... .i:i":::"'::~ .•.: .." ...' ~ . .~t-.~·~. • \ ' !).E'{Cm~mLER - CH1\RLES O Í\. .~. *" ··r..f..~ •..~1/1. • . ~ '1\(: .l'..'...I: :..'.. •• o•.' ::::.. ~...: \ •••• ..••.' ·..)·.. '~..lo •• ~ •• .••• '~ J' h . -.•.•.•.O :~'.~\..-.:. ..~ J!/' J .•.~l...•.&. •• ". ~ .• ..:::.•.•••-..'·. '.. '...•. -:t· 0. o] 30 ?:X.( '~"I~. .0 •••. f( •• 1 •••""' ••• '''''''...r ~""I. ' • t~:.../ I .--- I -------:-----~~-~ '. ~f-" .InESERVAO o ASSASSINATO DO CAPITÃO . .. ~ r:'~" '~jAl .•.Ul'Cl-ÚJEL CO C1\PIT~ Cll1\NDLER NA N1\O RUA CHFmU A S1\IR DA GARAGEM PEl'OOPOLIS."~~' .\':~.'r •• "'''~~' ••• 4... t\ •. .......--..'J .' .••..· 1...~ J" I I 2 f • [ fi 'I' .....' :::/.. DE !~~~-..:. •~".. .__ ...-. ....... I..f R E S E .•I: ~ •• ' •••..... . ...' ('I'~" A...n "'..' .~ ._ " ' . ~• . ~~ "'.

tmei. a.6.o Ministra da Fazenda declaravri: "etc! no.gamo.t..1 Começávamos o ano de 1969 com as maiores dificuldades vividas pela Revolução na área institucional. Poucos dias após a assinatura do Ato Institucional.todó Pa.t.'..vo em dezembro dc 19G8.l"iluiçiio q\I\' é a melhor que o llrasil já teve. Embora houvesse uma preocupação mais cedo possível as instituiç~es..ollãltio. Agora o Q:)verno se voltaria com prioridade para essas reformas.tonã..o na organizac.vam de .--.-""---.l'l I I.!l na.:ll'l" _ Pllh'~!':I~l" __ --I '1'.. . esta era a mais séria crise pós-1964 e não teria solução a curto prazo. a \in~ca flue n~o é ut?pica. EUI'..J1Vo. ainda na primeira metade do mandato do Presidente Costa e Silva.ta. . de encontrar ou mesmo bloqueando as medidas necessárias ção das reformas proclamadas pela Revolução pelas vias institucionais. i 1 ] CARLOS 1. O <]lIlnto :tD_~_Y}:Y~~'lrl.~'<'do de lteduz.'t o pll.i.u.~~"l~"~ . um a.<.•• .. o Governo ficou sem condiç6es de ven"'1 cer qualquer batalha importante no Congresso.<.) no ..I)lI'~\"Vcr.6e tna .CJll<" l('1lI pOf.: I' • - "0 . de modo a per- e..tto« que . [R E S E Il V A G O ..•"Na.tgo de .•••.6.~. ••• . começada. A gueltlta Itevotuc.Lt do Te.. que se apresentava como das mais pragmáticas que tivemos. _.) (2) --_-l)) 1)0 l\UCU\l~l'nto: "o papC'l da açn. pc.tndo p.1t o dé.tl1l. refe- !' i rindo-se a elc. elta.lta. como país.-. .ihili<l:'\(1c (h. os polí~icos só se preocu~ deixando à promo param em dar por encerrado o processo revolucionário. mas era exatamente aI que não po~ia haver pressa.oCe.·t·l!". I .6..: " ••• uma COI1:.7. tc:utde dC?ma.o fora modificnda em diversos pontos relati. pe.tJ1a.6 nec. indepl'ndC11tc.ta.v.ã . Ainda c.6.om o objc.:toll/ctlt.stituiç5. •••••• _~_ •._ ••• .9 <1. impostas à imprensa e o AI-S não tinha prazo de vigência.i.e. Desde que fora' adotada a Constituição de 1967. _.e.6.ndc..~_~. lllaio/ú9. As.c. Os reflexos do AI-S MARIGHELA > (1) . Recorde-sc que.6C?gu..6ã.6oulto e c.'t. ..6a e ele a.6 a . f. .6 ma. •••••• _.vos ã nutoridnde federal em quest6es econ6micas.----------- ! .a. II ... a.6 l1led'{da. mostrara-se A Constituição já de 1967.Ü. dC!. porque~.oe.ta.6«~plt~.6 co bnút . . :---_ ...tn. insuficiente para conciliar a Revolução e a legalinotória de reco~por o O Congr~sso tivera limitaç6cs foram ~a~e (2)..tg..cI. dificuldades maiores estavam situadas no campo político..l'r cum . -_.6 plt. Etc.6 e..no .c~ed.6eu (!.6en..(:nio Guuin assim se re["re a essa carla m:1Clw.!>. --. CAPl:TULO-ví- I 305 ] 1969 .te.-6a.6 no .on.{.~. n COl1.~---_ .n.gultCtlt o deó C!.-.6ic.t. ~~(J ! - 1:I'vnlllf.ta Itav.ó".a.iio revolucionária". Quando de.6..6-6o in6lac.--.'-.~.6 penmit'<'h..tnrpte.. suas ~tividades suspensas pela primeira vez. I I ] -.tmen.-!l a..l.lUtO..1 I H' ~._-.I (' . ••• _ ••••.f..

o combate à inflação foi retomado em rítmo acelerado.I Governo cassare- ções.. Ipstituição ao Governo.no político. que so 18ESERVADO:~-._--~-------_. Havia. necessárias. A consciência da profundidade do pI:ocurados. 'por meio de .nâo afetavam a realidade essencial da unida~e. Não estavam. Os pronunciamentos dos chefes revolucionários assim expressar claramente que a Revolução .anterior. a exigir med~d~s para a coordenação e unificação do combate ã sU~~ersão._~. porém. Mas'a guerra revolucionária em curso agraváva-se. .•A. fechadas as vias do processo democrático. Apenas pretendia remover o entulho da "má pOlítica e da ameaça subversiva". . e o fazia perseguindo a manutenção da ordem econômica. idéia do Presidente era reformar minimo possível a carta de 1962. preservando sua essência.[ R E S E R V A O O 1 . o compatibilizando-a com o regime d~mC?crát:hc:o . Removidos os lo~. o sinal mais seguro de que caminhos estavam sen que aflorava no País.desenvolvimento.inflação. em rela eram um atesta puderam social ção ao apoio da.~.---._____ • __ ••• 4 •••• _ --------_ . . política e vi~entes.__ 3_0-f6 obstácu- mitir. Somente em maio. a mudança das estruturas e o sanearrento do organismo polí tico-administrativo do País.e elas estavam claramente definidas: o combate . tt de promover estudos e propor sugestões para as alterações constitucionais a fim de atender os objetivos da Revolução. O G~ verno voltava-se prioritariamente para a ordenação financeira.e os últimos aconteciment~s dó disso. A Revolução mantinha-se fiel à sua inspiração e aos seus com promissos. reformulando-as ver o seu . importante em razao dagueE que foda crise era. os cronistas políticos. etapas onde se fizesse necessário para prom~ intermediárias nesse processo.mais insistentemente do ã campo que eles. Passaram-se seis meses e o ficara apenas na chamada "limpeza de área". no campo econômico.. entretanto.----- .--------~ . Os políticos.continuava. ano con seqüência natural da evolução das organizações que havia anos vi nham-se preparando para ela._~•• __ . no entanto. e.. o' Presidente da República incumbiu o Vice-Presidente . Um aspecto era particularmente ra revolucionária ram assinaladas no capítulo. A satuação estava . O AI-S e os poderes de qpe o Go~erno se investiu não solviam o problema por si. umaaçao mais enérgica do Governo._--~ •••• _-. pensavam e ag~am apenas em função da reabertura do Congresso. porém. As divergências tt no campo militar. e o combate à subversão.

mas acreditavam que o S~ nhor Pedro Aleixo representaria no poder um método de pensar e mostrara-se moantes agir totalmente diferente. 2. e contrári. como se chegou a aventar. . o Presidente Costa e Silva foi transferi do para o Rio de Janeiro. Na noite de sábado.o Ministro do Planejamento H~lio Cavalcanti. Gama e Sirva. No dia imediato ã sua entrada em vigor. Pelo contrário. o Marechal Costa e Silva adoeceu. -'I .._ n v·~~l----------_.__ . primeiro sintoma de urna trombose cere bral..~ I I.__ L . como re- No final de agosto.-:-_ . não se tiriha um progn6stico preciso sobre a provável evolução do estado de saúdedo Presidente. que não tinha apoio militar e politico sufi que os ciente para resguardar os interesses da Revolução e a segurança interna. endossavam a abertura politica por ele plan6jada. Tal postura não significava membros do Alto Comando não concordavam com o plano politico do ~residente.. seriamente afetada. Participava ainda dessa comissão. 'Carlos Medeiros. O impedimento de Costa e Silva Ainda no dia 2~. teria o lado direito do CO!PO totalmente paralisado~ A grav~dade de sua 'moléstia não foi revelada de imediato. --l . Na reunião.. seria reconvocado o Congresso Nacional. f • !~ E S E _~...i' [RESERVADO àquela altura seriélnt tomadas. numa sexta-feira. ainda que temporário.xecutivo.rrigidas as canstisq\1e o determinaram..__ . em busca de melhor atendim~nto médico. julgavam aqueles chefes militares que·o mento n50 permitia correr-se o risco de va~lo revogado. além de dro Aleixo. tendo perdido a voz. . Em julho. no dia 2. da qual faziam parte.~_J . houve uma reunião do Alto Comando das Forças Armadas. não sendo até entiío afastada a possibilidade de sua recup~ ração. a reforma ~onstitucional I·. Miguel Reale e mistocles pr~sentante trão.o ao 1\I-5.__ . Como o Vice-Presidente . -. Todavia.. • 307 passou a ser estudada PeTheBel- por uma comissão de j uris~as...-.. ..-. onde chegou caminhando. na madrugada de 29 de agosto. . mas desde logo era evidente o seu impedimento.. . porém. para entrar em vigor a 7 de setembro. ficou'decididq que não se entregaria o poder ao Vice-Presidente. que cessassem ou fos~em co. Em poucos dias. do . Nessa ocasião. era dada a público a noticia de que a reforma da Constituição estava pronta e que seria promulgada por meio de urna emenda constitucional...

ministros o Vice-Presidente Pedro Aleixo foi convocado para uma reu nião. enfrentando e nego~ ciando com o próprio Governo. Se a apresentação dessa decisno.que e Por ou~ro lado. de certa forma..acentuava-se I a perspectjva da inva- lidez permanente do PresidentciCosta e Silva. dava respaldo ã decisão do Alto mando das Forças Armadas no episódio do impedimento do Presidente.~~_ E~V A O O 1. corno fato consumado. dispunha de recursos e sentia-se com força suficiente ~ara realizar ações cada vez mais audaciosas.vez cessados os motivos do impedimento. tado. ~ possível que..-__ . permitiram presidenciais./===================~ _ . que começava por reafirmar a vigência do AI-5 e explicava a decisão do Alto Comando das Forças Armadas. a noticia do impedimento tem porário do Presidente foi dada por uma cadeia nacional de rádio e televisão.' Somando-se à tensão dor norte-americano e às dificuldades já enfrentadas.. ~o Rio de Janeiro" o embaix~ Charles Elbrick. aos três militares. A eleição de um novo Presidente Com o correr do~ dias. foi difundida.es semelhan teso 3.membros do Al- _~. no Rio de Janeiro.. o atendimento das exigências dos impunham a divulgação de um manifesto pelos jOE subversivos nais. Os. uma procl~ maçao. uma. no aos dia 4 de setembro era ~eqüestrado. também. e a libertação de quin~e serviriam de estimulo para a realização 'de futuras aço. Nessa ocasião. ficou decidido que os poderes presi denciais seriam entregues.-. esse Ato esclarecia que. temporariamente.. ela não foi bem recebida por alguns chefes militares. sup~ resguardar a integridade física do Essa ação. o presidente reassumiria suas funções em toda a sua ple~itude. Essa ação demonstrava incrédulos que o movimento subversivo estava solidamente impla. no dia 31 de agosto.n~o provocou maior reação por parte do Vic~ Presidente. rádios e televisões.!l. oportunidade em que foi lido o texto do Ato Institucional n9 12. Cotemporário nao se houvessem vencido a indignação e as resistências que. dos ministros militares à Nação. ~dor. se os ministros militares não estivessem investidos dos poderes radas.· No seu artigo 49. Nessa mesma noite de domingo.30d Como solução de emergência. quando foi posto a par da real situação de saúde do Presidente e da decisão do AI to Comando das Forças Armadas. terroristas.

considerando-a como miss5.i. adequados à apresentação entre teavam.. Conduzida Ças Armadas.. líderes arenistas.. anunciando o r. que o' escolhido. candidatura de modo também.' -.. -.. _------------- . ao Governo que. pos'tulados de Maquiavel. unta óõ ve._----------IRESERVAUO to . decidiram-se presidenciais e tensão última opção. a seleção do candidato pelo Alto Comando das For três através de consulta aos oficiais órgão generai. .. apenas para Ante a alternatio mandato va de se eleger terrompido dato cumprir ou para esse mandato por esta restante e mais Além um mando fato de situa integral.esulta- e informando o General-de-Exérci a convoca- Garrastazu M~dici. incorporado ao partido. L-------------l~: s ~ n ç~:~ ~~~-----------. os políticos..~ . qua-Iquer modo.~ .situação·interna. -._--~. uma vez tendo sido preservados os partidos.mesmo aestru- em meio do arbítrio.~Ol.z". h~ o precedente Castelo Branco.a e. por consenso.s das 1 Forças. de de seu mandato. . obtivesse a unidade Decidiram-se. o fato é que'o Enlbora nao objetivo'da sair interessas'se Revolucão era que permitisse preservar.so na eleição da ARENA esse do indicado.Plei os' instrumentos ainda.esse a escolha colegiado uma reuniu-se' para nota oficial. pela apr~ conparti militar"que a preservar o maior sensopossí. um encontro preliminar este e os. Nes . uma solução estabelecidas. . o impasse. _~--.que a um dos 1Ila.não teriam um presidente cumprir do que reclamar._~--_. de que. os cronistas politicos. segundo ".aquiesceré1 em "aceitar çao.vel cipação -. sentação de uma - qU'anto possivel. definir no dia 6 de outubro.todo deVe? 6 e. e pela do Congres. uma vez sob o Os dirigentes escolhido argumento eles propuseram fosse o candidato. jã apresentava govern'amental.o a ser cumprida"...in- to de. Desta viam os políticos'e a Revolução vi- reprovando por não atender o qual principais . as regras a muitos encontrar essa verdade.. e no dia seguinte emitia - sa nota.. era analisada do da escolha to Emílio a.Comando vas para condução das Forças Armadas começaram que a examinar 309 as alternati reflexos na solucionar da poli tica vez. que fora levado à mas que quebrara. tanto da emergênci.tura democrática. sempre de as eleições instabilidade representarem sendo momentos pela políticas-não duas indicada çao a conveniência· via ainda prorrogação de pronover-:se do governo eleições consecutivé1s -. • i . .e.eram do candidilto.

. a nova Constituição. l-tédici voltou seu discurso para o futuro e fez uma apelo:"em-vez de j09a~ ped~a~ no pa~~ado. No dia 16. O Gen._~_•.. foi'pr. M~dici não se preocupou em mascarar a realidade. decl~ com que inreunião inteiramente as razões de segurança vale ressaltar aquele em que fixava. Já ao ass~mir o Comando do III Exército. por.."""--- '. r . convocou as eleições i~ diretas e marcou o pleito para o dia 25 e a posse d~ eleito para o dia 30.'em formal..a que veio e como veio.A elei~ão do Presidente M~dici e a nova Constituição l im noticio~ o discurso que o Gen.. Ato Complementar suspendia o recesso do Congresso a partir do dia 22 de outubro.'..~-~~.. Médici disse..~· IRESERVAOO: 310 4. à eleição. reconheceu a legitimidade do processo. a ARENA em convocação extraorqinária. coinstituições mo objetivo fina~ de seu governo. como virtual ~residente du RepGblica. pressionou profundamente á imprensa à época.aclamou os candidatos à ~residência e Vice-Presidência rando compreender se justificava da RepGblica.gad'a Aqueles que saudaram a Constituição de 1967 como excelenPrecedendo te.. conforme nicado de sua escolha.r dos direitos e das garantias i-- individua~s. Veio com a enorme autoridade cogitado. ma~ do que ela deixou de 6aze~".---_•. nu ocasião do comu os meios politicos. dispor de adequada' declaração e . popor pular que asseguruva a renovação periódica dos 9overnantes.Dentre os vários aspectos de ~eu pronunciamento.' No dia 14 de outubro. em de 'quem fez tudo que estava a seu alcance para não ser E veio para "completar o movimento de 1964. ~ . O tom franco com que expôs a origem de seu mandato e osproblemas relativos à segurança. OMDB. -. M~dici proferiu. dissera que "o povo não ~~ cLama do que a RevDlucã~"6ez. foi editado o AI-16.----' ---. a mensagem de reno vação que transmitiu e a determinação revelada seu discurso. I·REsEnvAool~-/--------~ ••.. expectativas no conjunto de do advento das talvez pelo inesperado de suas declarações. Veio como delegado das Armadas.. quais recebeu missão irrecusável.-----.•---.-. transformando-o uma autêntica revolução da democracia e do desenvolvimento" O Gen. . que determinou a vacância da Presidência da República.---. - a presença I da representação .criaram além daquelas normalmente resultantes Forças de um novo governo.----- . com toda clareza.-- - . livres e permanentes.. dotar o Pais de a condu~ão revolucionária.omuJ. uamo~ ap~oveita~ toda6 a~ ped~a~ di~ponZvei~ pa~a con~t~ui~ o 6utu~Oil.•.

1dc ea for ma de revogá-los.cé.1 do Sul.as organizações comunistas no preparo da opi- nominé1da "Semana Rockfeller".. O Presidente recém-empossado de seu governo fazê-lo - até o término de seu manda Esse era lado.t. A rigor. com um grupo de choque armado. todas efetuadas com cobertura armada. que possuía. como o Comando Secundarista (COSEC) da Guanaba~a. inclusive. seu objetivo clarrunente expresso. SP. 'enq~anto movbnento de ciassa organizado. corno era de se esperar. a proteção dos direitos políticos. ain era o objetivo é1ser aloutro to. l~:_E n-'~~'~~i~~ . Glohal Edit:o\:. um Setor Pa ramilitar. nesse ano. Constituição. A nova Constituição conservava es~a parte. .meio de eleições. O Movimento Estudantil entra em descenso =_n_=:m!lmSm!l13i'.. a Governo nor forma de auxiliar .:. envil1do do I te-americano para visitar diversos países 0é1l\méri. desencac1cl1da. às pichações e às panfletagens. era'a ipoca da "aventura cintilante da militãncia revolucion5ria" (3). A.O acesso a luta armRda empolgava os jovens. naquele momento. 19lV" p. ~ crát~ca no Pa~s.. Ao présidente da República caberia decidir sobre a oportw1id. como resuma tringiram-se aos comícios relâmpagos. os Atos In~titucionais e Complementares.. Por da estava em curso.. (3) Sirkir.ente püra colocou decomo cretar sua cessação. porém. Segundo Alfredo "ilio Sirkis. foi a de Contru. visita do Governador Nelson Rockfbller. mantinha inserida nas suas disposições gerais e transitórias . a oportunidade de tornarem-se novos "gueval~as". o processo revolucionário residiria em boa parte a mais rápida 'ou mais demorada volta à plenitude demo . meta-sintese sendo a única autoridade compet.em junho. nao tiveram por que se des·contentarem. ainda que restringisse. As atividades do Movimento Estudantil. E~se cançado para que a Revolução fosse vitoriosa. .ri('l~". o único evento significativo. pelo ingresso de centenas de estudantes nas organizações c~munistas . Mesmo aqueles que não haviam entrado para essas organizaçoes procuravam Organizar-se em grupos.t A partir de 1969.: "Os C~lrhol1.o qUe significava o fim do processo revolucionário. Na compreensão dessa dicotomia significava que.ig. 5. basicamente. vistas nião pública e no recrutamento da classe opcr5ria. A nova . em plena idaqe da afirmação'. deixou de existir o Movimento Estud~ntil. 11/. que vislumbravam.

em Forta leza. a UNE. O PCB desencadeia a "guerra de papel" . Cultural e em sem forças subversivas. Ao mesmo tempo. pelos estudan tes.-. b~scava manter uma lingu~ gem que lhe assegurasse a liderança jun~o ã juventude e a outros segmentos da população. n~ último ~nto. em são Pau. a coloca ção de bombas 'no Instituto Brasil-Estados Unidos. No entanto. em 1969.. a nível em 1979.aproximação tras organizações comunistas. procura manter uma radical. na clandestinidade para competir com as organizações atividade co~ a realização de um novo Congresso.S E R V A O ~ Os estudantes. só iria voltar à Salvador.I I i"-----:-----------J R E . Estruturado. ._. o PCB. da prisão de padres que colaboravam com algumas organizações que defendiam No terceiro ponto. defendendo violência imagem a preparação das "massas p~ra responder com com ou à violência da ditadura".ram munifestaçõcs de repúdio em todo o País. traça con siderações a respeito da "luta contra a política económica" do Governo. . A "Voz Operária". no qual estabelec~ 5 pontos para a atuação de seus militantes. Após a tal "Semana Rockfeller". .no jornal "O Globo".. 6. . - .. visando a atrair parte de seus membros. no Rio de Janeiro. No primeiro.--.Lo. 312 dirigidos por militantes das organizações organiziJ. buscanào a.--=--=-~~----. procurou manter-se ã distãncia da l~ta arma da das organ~zações comunistas que integravam à 'esquerd~ revolu cionária. época do ressurgimento do Movimento Estudantil ..Estados Unidos.. visandq a ganhar adeptos através .. No segundo. clandestinas muitos sem o saber -. de abril de 1969. considerada... o PCB..----1 -------------.-----:--::":":' . como uma vitória. o PCB. preconiza uma "unidade de ação"'. em face a luta revolucionária..----- _. No quarto. só conseguiu Inserido no isolar-se L.. entretanto.. para o trabalho de mas sa. analisa a sua posição diante das Forças Armadas e determina que seus militantes não as • combatam "em bloco". fi E S E n V A O O -----. nacional. desde o ano anterior. vi~ ta como um dos pólos de oposição ao Governo. valoriza a posição da Igreja Cat6lica.. publicou o documento "A Tática do Partido nas Novas Condições". na realidade. trabalho de massa.. FinalI!}ente.---. em Copacabana. das reivindicações sa lariais. pelo menos em teoria._--_ _----~. tudo não passava de mera retórica. das quais podem ser citadas a depre~ dação da biblioteca Thomaz Jefferson.. e na União Brasil .

a sua "guerra de papel". tendia-se implantar um foco de . ·i n E. O alvo foi o'Banco da Lavoura de Minas Gerais.irlia": Flávio Tavares. em Rcalengo. ·ncrcsci~o de Jarbas ela Si lva H:ll. e funcionários da penitenc1ária. roubando o Banco Nacional Brasileiro. que o' seguia..- as ruas das grandes cidades.on.!. basicamente. J-. ('st\1l1~.1)5. . a linha do VI gresso.CI...n. do HAR o grupo pre- 7. (5) O h~nelo a~~altantc era o mesmo da primcira.·qucs. ~ E H V_. Anto.\ !l/I) I . Ressentindo-se· da falta de recursos e tendo em vista apr~ ximidade da ação de fuga. N:n-inha Ec1valdo Celestino d:1.. \h lr.. prosseguiam em ritmo acelerado as reuniôcs de pl~ nejament6 da fuga da penitenciária. Nem o documento aprovado Central. consegui~ modificar o desprezo com que era visto organizações militaristas .nio Geraldo (b Co~:ta c ~lio F~rrcira R~co. externo do Movimento de Ação Revolucionária (MAR) resolveu rea- lizai "expropriaç6cs" para financiá-la. sendo alcunhado de "reformista" pelo Comit5 e "con "A nas Conpelas I . Piedado (Ir) miziar José Duarte dos Santos e para realizar reuniões de plan~· agência (5). cedendo. Com os fugitivos. JOf.rlc llrasil ia. seu apartamento na Ilha do Governador. •. O acadêmico de Direi to Júlio Cesar Bueno Brand~. A organização conseguiu mais de dezenove mil cruI rarticip:\ra~ da "aç~o revoluci. Enquanto estas ensangüentavam o PCB desencadeava . e.L. Pedro França Viegas fazia contatos na Divis50 Legal com estagiários.~----------------31 das demais organizaç6es. com o titulo Enguanto a organização comemorava o sucesso de sua primei ra ação armada. . Silva.on do Nas cimento narbo~a. Leôncio de Quclroz..'.J I . A fuga da penitenciária. ciliador".. o ex-cabo d:1. aliciando-os para participar e facilitar a fuga. o acadêmico Júlio César Senra Barpartir de para ho janeiro de 1969.guerrilha próximo a Angra dos Reis.a desarticulação Decidida a fuga da· Penitenciária Lemos de Drito. Orientação do Partido quanto ao Emprego das Formas de Luta Condjç6es Atuais". O primeiro assalto foi realizado dia 19 de março de 1969.EfS'.:. Da mesma forma. jamento da fuga. .~ Duarte dos Santo$.L~(:. o MAR realizou no dia 5 de maio o seu segundo assalto.:-. dos a presos após a fuga.n.------------.nç5o.do sido roubados mais de trinta c sete mil cruzeiros novos Os assaltantes deixaram dentro do banco panfletos 'IIExérci to Libertador para libertar o pais 11 • (4). Naia. te~ .i"o concordou em ceder su~ caminhonete Rural'Willys para o transbordo ros começou a colaborar com o movimento.

aproveitando-se sistema penitenciário.--------------'-- -_:---_-~_. os guardas foram abatidos du- tt " rante o intenso tiroteio que se seguiu. que riam utilizados na tentativa de fuga pelos detentos. estava integrada para os fugitivos. Avclino Bioni Capitani foi citndo como nutor do tiro' Entalo (7 ) f. 9 componentes já estavam reunidos na 'Divisão Legal se'an-· o's eo trânsito livre' dentro ·do Pontualmente do MAR. Pedro França Viegas. ---. o grupo diriqiu-se para a portaria. de advocacia. Finalmente chegou o dia da fuga. que se encontrava na.------. foi atingido por um disparo tendo ficado inutilizado.n E SE. A guarda estadual Naterça Passos.prontos para iniciar a açao. Naterça' Passos. (.-----. reria cinco dias depois (7). Ao atinqirem com os guar das Ailton de Oliveira e Jorge Felix Barbosa. Em situação de inferi~ ridade e colhidos pela surpresa. os detentos defrontaram-se sinal de Marco Antonio. conseguiu encontrar uma área favorável ao homizio dos fugitivo~· e à implantação do foco guerrilheiro. com entrada pela estr·ada que liga Angra dos' Reis ao estaleiro Verolme. no esquema roupas amante de preparativos amante de Avelino' Bioni Capitani. ~~~. já tinha sido aliciada por Marco Antonio da Silva Lima e seria a encarregada de passar as armas para os ~ugitivos. o estagiário Júl~o César entregou à funcionária. O "Grupo de são Paulo" recebeu. às 17h 30. J 26 de maio de 19~~1p'ela ma~hã. Conseguiu. A prima de Flora. surpreendidos. também participava dos de Fuga (6).calçada da penitenciária. em ligação com o "Grupo de Mal~et". n V A O pI ". Ficava na região'da serra de Jacarei. que. dos fugitivos. prc$os na penitcnci~ria da rua Frci Caneca. . através de elementos simpatizantes. estacionou em frente à entrada de p~destres um AeroWillys dirigido por Edvaldo Celestino da Silva. A um a passagem de pedestres. a'incumbência de eliminar o soldado' da PM que normalmente permanecia armado de metralhadora na calçada do presídio.38.31 zeiros novos nessa açao. Pouco tes das 17h e 30._--_. dentro de um pac~te. 3 revólveres ·calibre . A fuga causou mai~ uma vitima inocente: o funcionário da Light João Dias. esboçaram urna'reação sacando suas armas. trabalhando num escritório de fuga. Flora Frisch. (6) ~tnrco Antonio da Silva Lima e Avelino Bioni Capitani eram cx-marinpdiros._------------ . Jeny Waitsman" Antonio Duarte dos Santos. Bereira.

Naquela altura. Ferreiru. o grupo dirigiu-se para a região de Jacarei.lto à agência Ramos do Banco de Comércio e Indústria: de são Paulo.. norteava o MAR. Consumada a fuga.ros do Vale ("Dom Burguês") um lote de sé de ScixQS e conseguiu umas llletrQlhadorasde m50 .ram à vida cigana dos "guerrilheiros" e retornaram ou seja.0.. que foi batizado como "Cabana do Jacu". chegou à noite. ao aos grupo ~ I à cidade. .onde . atingiram um bar-r~lco onde encontraram Jos6 Sabino Gomes Barbosa. cau.Conceição de Jacareí.30 Ml. os fugitivos arti cularam-·se na tegião c iniciaram seus treinamentos de gtlcrrilha . o grupo resolveu intensifi I car a açuO armada. A idéia do "fo inclusive dentro da p~ Estabelecido com sucesso o "embrião do foco gucrriJJ1ciro" .. resol- o MAR rea- ·lizou o seu quarto assu. cQrubinas que teriQm __ . 11 vida desconfortável-da "guerrilha". . " assaltos a banco. o Grupo de Ação do . Jos~ Andr6 Borqes perdeu-se na mata c veu retornar ao Rio de Janeiro.através de Uln "io co guerrilheiro". o apoio logístico aos guerrilheiros da "Cabana do Jacu" era prestado pelo "Grupo de M~lllcl". Ap6s mar_ charem durante três n9ites.J J -----------l~ embrenharam-se E S E 11 V " ~~r 31. logo de inicio. tr6s defecç6cs. No dia 18 de junho de 1969. No dia la de junho. l>1AR . em. no entanto. cruzciros . realizou o assalto à agência Ramos da União de Bancos Brasileiros. I Apos a açao do banco de Rpmos. com um saldo po"Sitivo de mais de quarenta mil cruzeiros novos. I . O? fugitivos saltaram das viaturas e na mata.onária.:1uJo -------------l~__=_ n V_~\ I>A~í-. Fl5vio Tavares contatou o ex-coronel cassrido Nicol. Antonio Prestes de Paula e Roberto Cietto não se adaptu.J . ------------ ~_ . A idéia de deflagrar a Gucrra RevOluc. Rego conseguiu com uma p. Marco Antonio havia realizado o curso pede guerrilhas em Cuba e tinha retorDado ao País impregnado co" era a grande novidade das esquerdas.i. inteqrando-se à "guerrilha urbana". corno passou a ser conhecido o núcleo de assaltantes de bancos. A ação transcoE reu sem problemas e rendeu mais de trinta e três mil novos.. 1/: ] J ] I ] 1 las diretrizes emanadas da I Conferência da OLAS. o MAR prosseguiu realizando seus' assaI tos para poder sustentar sua estrutura clandestina. também se integrando de assaltantes de banco. góiados por Lui~ M~rio Neri. tlio.sou. desde o início de Sua articulação na penitenciária. Instalados no barraco de Jos~ Sa hino. . nítenciãria.:1l~en}:a de Jorge 1-1edei.

. I da gu~rriem 18 d~ elementos. V A O ilt---/. os "guerrilheiros" de acampamento. Tavares No dos dois outros assaltantes Duarte e conseguiu fugir. munista uruguaio Valenzuela defecçôs.Jpsc Duarte dos Santos. do advoga'Gli- Antonio de Mil7'andaJo~dão. Jarbas da Silva Marques. . pela segunda vez. que h~V'iam desistido assaltou. Confiantes . da organização.Duarte dos Santos. dirigido por foi. salto. seria preso seguiria a Itãlia.•.em vil:: ôrgãos de segurança" da desarticulação de agosto. e seguiu para o Uruguai.José ~ndré. R E S E R V A U O I 316 I da FE~. A ação não chegou a ser tentada. julho de pelos _I na campanha o Grupo de Ação 1969.-. na rua General (9) Wilson do Nascimento Barbosa foi devolvido pelas autoridades uruguaias c. desligou-se do Após ~~R o llGrupo de são Paulo" Leôncio Queiroz . Flávio polícia e teve um pneu furado. em companhia Barbosa do co de outros.a. sido utilizadas Reforçado lha rural. Edvaldo Celestino da Silva. (O). devolveram Tavares ainda Mais tarde. NaTudo . Piedade do Banco Nacional Brasileiro.planejamento em que espetacular se .' Wilson em setembro Júlio do Nascimento em companhia no Uruguai.. O alvo escolhido de são Paulo. em 10 de março de 1970. Roberto Cietto e José Anl. Antonio Prestes de Paula. . Apesar dessas primeiras continuava Liderados o treinamenpor montavam Marco e tr~ de ti to de guerrilhas Antonio em Conceição do Jacarei. para Maia. normalmente Flávio ceptado rou-se teio Tavares. Milton de 1969..é En:r:e~. banido em troca do embaixador suiço. iniciaram da prisão em cond~ tato com ?ar~ntes urna ação trava tude na Ilha do "Bom Burguês". cional o MAR realizaria foi a agência o seu sexto vista·Alegre e último 'as-o ~o Banco (9). pela até que. realizavam ca'rarnfreqüentemente ro e marchas. Participaram da ação Flávio Tavares.encon- das Flores.açoes a~madas.--'-·-----------J .sucesso até Flávio Tavares então alcançado por' suas e José . e por Avelino Capitani. moral epsi a criança conseguiu e entregara~-se homizio situáda na casa à policia. Flávio do Jorge (8) se aproximasse. José descarregou a sua dois metralhadora pegaram c~ INA contra urna criança os policiais. que se seguiu.~--~-----_. exercícios com o . pelos a partir Em 7 de agosto. a fuga._------~---_ .. para libertá-lo ?.. inter-' sep~ tiro- 'em que iam José Duarte e . de quatro Encurralados"os como refém bandidos anos e a ameaçaram desgastados de morte so a policia cologicamente. agênc~a esse assalto. situada na Avenida durante Brás' de Pina o Volks correu. mais tarde.

cl1\:3. Igreja de são Geraldo.·e ~ o'] l. envolvendo-se em violento Força Du- J rante o cerco. C'. pC'SSCl:lS. onde recebeu. Avelino Capitani. ll<1vi. Edvaldo Celestino da Silv:l.]f. e iriam ambos para Cuba.. (10) (11) Jorge Antonio de Hir~ncl. ram.. Robcl~tO Cietto foi pre um tendo cometido suicidio nn l1\esma daso no Rio de Janeiro. ·'1 Do "Grupo Mallet" fora~ presos Frnncisco de Olive1ra I ~ Ro- drigues e Luiz Mãrio Neri.:1. for:ll\\ detid:ls e jnc1iei. no dia a-de-agosto.~ ~. ('nvl)lvid:\~. em companhia de Avb lino Capitani.ato com o PC13R. durante suas dcclaraç6cs na policia. um dos grupamentos..~lll:ls"oll ~lrrolnllas como tC5tC lllul\ha~ C'm Incl'léril'o Policial Hilit':\l".. aderindo ao PCDR. .ci Jos~ Adeildo Ramos ficaram nio Lengoen Helmo e. . em CopaccJbana. uma sacola com oino dia 1 to mil cruzeiros novos -. ferido na perna durante o entrevero. ·J. deix:mdo Fl:1vio T~v~rcs nos Cllicl:ldor. 2 de setembro de 1969.. outro apar~ Josê Duarte.lamente com o ~IAR. 9 de agosto de 1969. 12 de agosto. I .. A Marinha realizou o cerco dã área com elementos da de Fuzileiros Navais e destruiu as instalaç6es existentes. treinament. ~'):J .. foi recebido a tiros.:". na.:lrhns dn Silv:\ Nanll\('f. l.nl\!:cicn~l· Oll dC'savis:l <.. José r·1ichel Godoy foi preso dia t'ambém em Lídice. ta (11). com o auxilio de sua amante Jeny Waitsrnan.omprOlllC' ter . Tavares seria preso o • • por Antonio Prestes de Paula lho que possuía naquela rua. Antonio Duarte (irmão de José) conseguiria homiziar-'se em -] .~~_. ap6s sofrer acidente automobilístico.:lil lvnn Lemos.dia dro França Viegas. na rua Palssill1du 162. Os demais conseguiram escapar. jllnt:lm(~ntc com outl".----:---------------------. dia 4 de setembro de 1969. SOe homiziados '] na. 317 R E S E I{ V /I. seguinte. Jose Leonardo LJ L Sobrinho e Sílvio Souza Gomes pediram asilo político ao Uruguai '8 José Gonçalves de Lima continuou forag1do. . em Olaria. . posteriormente. c l\ll. pr6xima de Angra dos Reis.o. 50 na localidade de Lídice. [. ~J 'J . enviada (10). cério 114. JonGo.:l int.0 se C'. ---. Pe foi pre no .--'. na Penha.-. p~ra n5. .o de guerrilhas em Conceição de Jacarei. sob os cuidados do padre pasquali V~sco~ Ambos seriam colocados em cont. d:\ empregndn. por intermédio de Flora Frisell. acoitados pelo padre Antona Igreja de Nossa Senhora ao qual aderi das Caheças.rua Inhangá 27/608.-------- . vi:ljo\. Marco Antonio e Prestes de Paula' também abandonari 0"111\ o HAR. num "aparelho" do PCDR na. I l·.l pnr~ S~o Paulo. ao se aproximar de urna cabatiroteio. "entregou" o local de. ao reagir a bala à 'ordem de prisão.. Jos~ Ferreira Cardoso. amante de Capitani. Goiânia. O·.parte do produto do roubo --. Marco Antonio morreiia dia 13 de janeiro de 1970... no primeiro semestre de 1970._~--..

Um Grupo de Apoio. Natal.Finalmente. em declarações à policia. Comite Central (CC). Francisco de Assis Barre'to da Rocha Filho. em Fortaleza. . mais tarde. fazia uma opção espontaneísta lo "foco guerrilheiro".. . foi esmiuçada por Flávio Tavares.Grupo Rural. no Distrito Federal. Além desses. Existia um Grupo de Direção. Subordinados ao CR/NE.era encarregado do tl:'einamento e.r--------------1R E'S E R V" O O} 318 por parte do MAR. seus principais militantes eram Frederico José }tenezes de Oliveira. Enquanto isso. (l3).-- --- . em 3 de março.500 g der de destruição. Maceió e. explosivo de alto I I Desta forma.. havia três Comitês nais (CZ): o do grande Recife. A estrutura da organização. o de João Pessoa foi Zo- e· o de campo. provavelmente localizado em são Paulhos. que atuava na Zona da Mata. ° coordenava e supervisionava os traba- 'compra de roupas e suprimentos. Aracaju Para conduzir as 'ações armadas e de acordo com a orienta(12) A direçio do CR/NE estava a cargoGde Julian~Homem de Siqueira. não definida em estatutos. o PCBR iniciava a sua articulação partidária. (13) No CZ/Grande Recife. -----------------'---=--------------. fabricação caseira e 8. para os órgãos policiais. etc. O PCBR inicia as açoes armadas A prisão de Thomai Miguel Press~urg~r. iniciava-se a estruturaçao de novos CZ. trazia novos mentos sobre a organização. da PCBR. lo.'Cindido Pinto de Melo e'Carlos Henrique Costa d~ Al buqucrquc. I granadas de pa- de Trotil. . Marce lo H<Írio de Hclo. irmão de Bruno Maranhno.da implantação do foco guerrilhe~ro. ciqu o desvelamento. a prisão de membro do CC.que seria responsável pelo suprimen~o do . Miguel Batista dos Santos. foi desestruturado o Movimento Armado Revo1ucionário.como: alu9uéis de "aparelhos 11 . membro do CC. Grivaldo Ten~rio. em membro efetivo do estrutura do um outro conheci- i3 de' fevereiro.-----. o Grupo Legal reaiizava as tarefas legais do movimento. Sem p~ fazer avaliações conjunturais. O Comitê Regional do Nordeste (CR/NE) 'o primeiro (12).que Grupo de Estudos.0 Gru po de Ação era encarregado dos assaltos. de radicalizar suas atividades.e Luciano qe Almeida. Paule Pontes da Silva. Airton Correa de Araújo. a nivel nacional.-. No "aparelho" de José Duarte dos Santos foram encontradas armas. dedicava-se ao estudo das ações poli ticas e militares. 8.·ini. Albertõ Vinicius ~telo do Nascimento . e.que nunca foi orientado por nenhum documento base. I •• IR E S E I<)V A O O 11--/-----------' -. encarr~ gar-se-ia do terrorismo. Alguns dias depois.

S. roubande 'do cerca . l I r v . de cruzeiros por Alberto Silva. Alberto dentre Almeida. ucntl"l' outros..:ldos "racharam" das fugas com a organização e do "racha".0 permanente na perna. Soares c João fQi assalRholine MaurIcio aperta di VinIcius Carlos Helo Cavalcante Alberto de Andrade Baltar._.:lnoda Silva. I L__ .:l Sih'il. I: f.lV:l.::mçaram um. ~1:llIrí('i() Al'. !. agosto. de ações armadas 1969.• _ . Nicolau b~querque Popular". Mesmo drugada assi~. foram Lima. foi criado "".-J. apurados no dia anterior.. com suas atividades de viol~ncia Ç14) (15) Compunham ainda o CPH do Non.:lria Tcr('Zil c!c"L"mos Vilnca.. o ~le lhe a organização Lins. t-----. ---' ---- cometeu um jovem e Silva"._~. foi ferido com um tiro oca'sion~u urna le55. do Norte . e. em meados Em Estruturado. [R E S E fi V " L --. Luciano clt' A) lll('tda .:lzi:lnl part".:ulluc1 Firmino Ul' 01ivL'ir:l. com uma série cerca Pessoa de assaltos em João Pessoa do PCBR e Recife.1l1rício ele Andl":ldl~ B:l. .:lValc. No dia 31 de outubro.J tar (CPM) do Nordeste. versos deles para o exterior. çio do Comita . de 7 de setembro. era o·gerente ra dos produtos os 50 milhões tado Sonde e morto Nilson ""=- de rifle 44.1líjo. Rholinc Sonde C. pró~se~uiu atividades armadas. ~m Recife. Rholine Sonde C. PolItico por Luciano ~rto c Carlos 319 Mili de Soa Central (CC).1ntc Silva. --ihtegrado. na Avenid~ Conde' da Boa V:ista. em João de uma dezena I de militantes Rõmulo suas presos suplc'nte Na ma- dentre os quais de Araújo do CC.:l bomba contra o palanque armado para o desfile militar.lcstc Jo:io ~I.. Tacaruna. Naurício Anísio de Ar:llijo e JlH. I Por divergências no CPM do Nordeste. que editava os jornais por dois e Bruno para "Luta de Clas membros de do AlCosta era assistido dos Santos Tolt5ntino Abrantes este. iniciou suas o CPM. AO. o CR/NE Maranhão..1 . ] Josi d~ Azevedo de 23 da firma "Corn~lio Cruz. se" e "Resistência CC.seus de 8 milhões'de ao pagamento Gedeão J trabalhadores. assassinato.:lv. Pl·t"]y C:ipri:lllo. em 24 de setembro. Apesar pOlíticas. vam o cerco aos terroristas do Nordeste. de Souz~ distribuidE para o banco da Souza em Olinda.ram iria c pross~ mor- o CR/NE no ano s~guinte. [. do Nascimento. de 56 anos. Jost! l\·dro d:1 Silv. n1l'mbro do CC. ~. provocando a fuga~e militantes do PCBR. Desse grupo. Sl1mlld Firmino dl' Olivdr:t. entretanto. militantes l. PerlyCiprinno. As autoridades policiais. destinados em Olinda.~pocaJ o CR/NE.l~ Pc'clro lI.•.•.. na ALN guir. VinIcius do Nascimento Nessa . o funci6nfirio Cuct. assaltaram a Compa'nhia de Tecidos I ].:1lc:lIlte Si.Fãbrica cruzeiros. res(14). ingrcssu. especificamente. Na ocasião. (15). levar Seu primeiro anos. c centr. Grivil]Uo 1'C'l1l1l"iO.ltar.· ·-1'-··-""1 I H E ::. Melo O/ um Com~ndo outros.:l c M.

(17). em setembro. o PCBR as'saltou o Banco ~ Sotto Praça do Carmo..-. a exemplo do CR/NE. a propaganda armada. editando "Avante" It .guerrilha urbana. ainda.'um "Plano Nacional de Agitação e Propaganda". em Pontal do Sul (16).alhncs c Silva. de onde foram roubados cerca de 40 milhões de cruzeiros. em que decidiu elaborar o seu õrgão oficial. . Q' "A. Con tudo. Foi montada urna área de treinamento militar Ilha dos Cabritos.-defesa das massas". Romeu Bertol. contraditória em 'termos de atuação armada. da Fonseca. este também conduzindo O' CHP regional.. Maior da (16) 1 ~~m 17 de dezembro de 1969. um documento no qual traçoU as di retriz~s para a construção de uma "frente única do proletariado" com outras classes e camadas da população. Na fuEstavam presentes 'em Pontal do Sul.' . 01i:en Lustosa de Norais. definitivamente. Assim. o CR do Sudeste. (17) ~--- I R E 5 E l\ V A O ~l -> . te Revoluóionária popular" (FREP). ----- . no qual tecia considerações sobre a guerrilha rural.p~ ra a luta militarista. junto 'com Antonio Prestes de Paula e Bruno Daustcr Mar. a "auto. o "Vanguarda". Assim. Luiz Alberto de Andrade sá e Benevides e Fernando Augusto. Enquanto alguns CR propug~avam por uma intensa atividade militar. foi ativado.' cornoestrutura partidária. e o documento "Raí zes ideológicas de nossOS desvios: militarismo e massismo". dentre ó'utros. o jornal na Nessa época.!:. Jarbas Amon. de fato. na área da Guanabara. o ingresso no Partido de remanescentes do MAR· modificou a balança com o peso da experiência militar de seuS militantes e fez com que o PCBR descambasse. no entantp. através do documento "Plano Tático. Carlos Frederico Harcos de Sou~a Filho e Déa silvia Pereira. o CC faz publicar. o PCBR publicou. José dos Reis Garcia'. nLCL. a logística e as atividades de "in formação e contra-informação".. no subúrbio carioca de Brás de Pina.m. Rosa Maria Viana de Castro..:. do Comando político Militar Nacional". em ago~ to.320 IRESERVAO~ tes.lll:':~ rI I em r ::'. o CC detalhava a organização de sua estrutura armada. a situação dO PCBR era.e 1969. no litoral fluminense próximo a Cabo Frio. de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. em outubro de 1969. a . o PCBR organizou-se a partir de uma reunião rea lizãda em fevereiro de 1969. denorninando-a de "Fie. A nivei nacional. a direção procurava dar ao Partido uma ori~~ tação considerada "massista".antell era dirigido por Renê LOULS Laurgery de Carvalho. e realizado um assalto a uma agência bancária na praia de Icaraí. No paraná.

surgiu um violento tirotgio.1rco Antonio Victória B:1J"ros. ã queima-roupa." de janeiro. I [n . pi..tuídos. no dia seguinte. N. picharnentos. essas ações chamaram sobre ele a atenção dos o e órgãos policiais .0kp.As declarações de Paulo Sér~io iriam contri- buir para o levantamento do partido e dar inici.calizado na Rua Baronesa de UrugUaiana n9 70. de din. realizariam 2.aocasiiio.1ncon"to. Prestes de Paula ao fugir pelos um tiro de pistola fun.J . I No dia 2. Em 5 de fevereiro.O BÍl:l:enc{)urt Si. Arnaldo Portes Drummond chefiou o tam( 1S) OlJ grupos. O 17 populaç5.'. no bairro são Geraldo.é de Oliv(~ira. J\ouhenl:irio Diniz Val(~do.a organizéição voltou à açiio com o ataque e roubo de explosivos na Pedreira Sarzedo.• . Délio de OliVt!ir:l F:mtini e sérl'. scrinnl chcfindos por Hiirio' I{aberto G:llhardo Z. .planejou uma série de .existência da Corrente.. Ali.1mcntc consti. durante roubos de armas de cias. ' E S E Il V A ~~ 321 ! t I . no qual Avclino Dioni Capitani matou o Sargento da cia Militar da Gtlanabara 'Joel Nunes. - no Soldado do Exército. foi Polío pos preso ~ ! I terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.ações sucessivas. Narília An~Glica do Amnr:ll. lideradd por Mã rio Roberto Galhardo 'Zanconato ("Xuxu")'.· . lO. momentos PCBR encerrava com três mortes o ano de 1969. c 2 rolos de cordel c!(·tOIl:111t('.----------- . foi realizada a tentativa de assaI to à Pedreira Belo Horizonte.1do:..para ameaçadores delega- as qutoridades. visando as autoridades.queira c José Atl.o a seu desmante lamento na Guanabara. plano constava da atuação de 5 grupo~ distinfos que. telefonemas gla COLINA. no bairro de Lins de Vascon~elos.o e desmoralizar atos terroristas. ( 1 9) I~!.0. tentan~o refazer-se de 'Jm ft'ustrado assalto a uma mercearia. 1. :1ll-1I1 c/o rl'vÓlvl'" 'f':llll'\li: . Nos pichamentos dar maior divulgação teriormente por aquela organização.. Na mesma data. no municipio i de Ibirité (19).In dn v j í: i:1.45 dos da casa. N. a ser desencadeadas em fins de abril.1mÍl<.~iJ~~.. disparou. (13). H:u"co Antonio Victória Barro::.ja Antonio .i. cujas declarações sibilitaram a chegada.:.-. St-l:gi.o Pinto. O fim da Corrente No início de 1969. a um "aparelho" do PCBR.."Cvi. 60 e$po] (~t·:l~.~_~~·~~. dades desorientadas às ações j5 realizadas anvisando a manter as autori- sobre a. a i'ntranqüilizar dias. a direção da Corrente. 9.---. etc.Jo~. tiros seria utilizada a si em carros de pOliCia.o Bi llt'ncourt Siqueira.i ga. que morreu depois. Participaram da ~LC. em Belo Horizonte. obstados por uma viatura policial. For<!1ll rOllh. Sendo ain da pouco conhecido. Elias dos Santos.

foi encetada a fugat20~. Após-o assalto. D O·~ 322 bém frustrado assalto ao Banco de Minas Gerais. Nela. houve a participaçio de D~lio de Oliveira Fantini. Durante seus depo~mentos no Inquérito policiai l-lilitar que foi instaurado.ficou -decidida a reestruturação da orga. ameaçando o encarregado do inqué rito e os policiais.nização._ •• _ •• S ~ f1 V A O O P __ •• -------·-------------~ I. Délio ~antini. Na fuga.a direção da COE. nas diligências para a localização dos fugitivos. Na ação em si não ocorreram problemas. foi desastrosa. . Volks dos fugitivos em companhia I ._ •• . rente planejou urna ação contra o Hospital de pronto Socorro. prosseguir. juntamente com o militante do COLINA Vieira Paiva.ueira. R E S E n V fi.tência. . na estrada Belo Hoo caminhão abálroou o Volkswagen que não Obrigados a abandonar o carro. caindo gravemente confronto. rado 'pela pOlicia. Rouberdário Uiniz Valé-' rio. Antonio José de Oliveira. volta das de Ibirité. os assaltantes reag! raro. Hél~io Pereira Fortes Jose Alfredo.ês assaltantes tantes perderam a maleta com o produto po roubo. Após as "quedas" de Antonio José e Déli6. elementos da Polícia Militar e da Policia Civil já ~e tinham juntado aos dois perseguidores. para . (20) Polícia Maurício internado. Pouco depois. que lá se encontrava lizada. Participaram da reuni~o Gilney Amodm'Viann. . ficando tamb~m ferido.-. ~1arilia Angélica. os tr. em seu caminhão.quando a revolução fosse vit~ ri9sa.os criminosos foram assinalados por. que.disparando suas armas. a porém. No prosseguimento violenta tindo que seria preso.pas sou a perseguira rizonte-Ibiritê. na localidade retirada.do Amaral. f~~ . Hárcio Araújo de Lacerda . Em face das medi- das de segurança adotadas pelas autoridades. Conceiçno Imaculada de Oliveira. Ã saída do banco . disparou por duas vezes sua arma preso. Naquela altura.- - .ida e Harco Antonio Victôria Barros. Délio Fantini foi ferido na perna e 'pressencontra do res resisferião. apos 4t . Lúcio Dias Nor. A semelhança da estrutura imposta por Marighela à ALN. a Corre~ te utilizou o Convento dos D~minicanospara fazer uma reunião e autocrítica (21). a ação não foi rea (21) Neste assalto. Antonio José de Oliveira. Em razao dos sucessivos fracassos em suas ações. o próprio peito. Harco Antonio Victoria Barros. declarou que. todos aqueles que a ela se antepunham seriam fuzilados. Na localidade Ide Barreiro.resgatá-Ios. • -. foi ferido a bala o 19 Tenente da Militar ~lilton Tomás Firmo. de Desidépôde rios Nagy Varga. Nelson José de 'Alm. Salvador Campos.que foi recupe. Jose Adao P~nto c Arnaldo Fortes DruOlffiond. realizado por 1430 horas. Nelson José de Almeida.

foi completamente desbaratada com a prisão de 17 militantes. tendo a grande maioria sido abrigada pela ALN e deslocada outros Estados. Ação Libertadora Nacional _ ALN Em janeiro de 1969.' Gilney (23) )Grcio Arn~jo de Lacerda foi ~ motori~tn do Volks utilizado nessa tentativa de assalto. visto que se tratava 1109. foram surpreendidos pela reacão do proprietário Gutierrez da Rocha Jar diro. . que seria a denominação daI por diante utilizada pela organização orientada por Marighela.Dias. Zanconato e L6cio . M~rcio Arn~jo de Lacerda. em Belo Horizonte. No dia na Avenida Alfredo tensificar as atividades. O grupo . 10. o assalto à Casa Tucano. . Balena. . suas táticas...Após a reunião de reestruturação. pelo setor de instruçno.! aumentar a potência de fo de comércio nições. sem sucesso. LGcio Dias disparou sua arma. Hélcio. pl1l0 setor de propaganda. Ato contInuo. foi tentado. a ALN emitirJa uma série de outros documentos com os quais procuraria fixar sua estratégia. até então'co~ fundida com o COLINA. pelo setor de arm:ls. e M. transmitir técnicas de guerri (22) Amorim Viana ficou responsável pelo setor ele expropriaçno. . .berto Galhardo Zanconato ("Xuxu")._~--~. atingindo o ancião no peito. O alvo em questão era importante ~ara go da organização. como .para clandestinidade.ao entrarem na loja e darem a voz d~ assalto. Os militantes presos foram identificados e caIram em completa lIdcr.l:'esul tado da ação perseverante dos órgãos de segurança. A trajetória d~ crimes e de terror da Co~rente foi intqrrompida a partir de 10 de abri.l de ~969. Após o disparo. Neste ano.• . 32 a Corrente instituiu setores deatividadc~ .' incluindo o seu principal . foi realizado no dia 31 seguinte..Nário Roque nao foram .-. pela primeira ve!z. filho da vItima (23). de armas em). I1élcio Pereiri\ Fortes. ~.-..írio Roberto Galhardo Zanconato.- [n de março o assalto situada E S E R V A U O (22)._--~----_. visando a i!! ã Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais. A Corrente.Dantas Rocha. situada na rua Tupinambás .o Comunista de são Paulo Naci2 (AC/SP) utilizaria.chegou à Casa Tucano às 711.. no documento "Sobre Pro- nome Ação Libertadora nal (ALN).0 Agrupam9nto blemas e PrincIpios Estratégicos·. o bando fugiu ameaçado pelos tiros dados por Sebastião.

- . ---. de mais de um grupo. defendestáticos e organ~embora sem e cumprissem os princípios estratégicos.mais uma vez. divulgado em janeiro./ '------------~--. uma vez que se constatava t:JIt1a tendência de tornar as ~ções nas cidades a própria razão de ser .de assaltos.alho de campo. centro de aperfeiçoamento estariam áreas e. eram de'scritas as ações realizadas pela.stratégicas secretas e o trab.era privilegiado seu objetivo estratégico.----- ---------------.inido no documento.. "pe: e la guerrilha urbana.. através de un:t "elo de ligação" que não ficara def. que conciliaria conjunto. .que aceitassem. lidaguerrilha rur~l.ilha rural. cara- Por volta de abril. considerados vinculados à organização. ressa'ltada como objetivo de ter estratégico da organização. da organização. mantivessem tot~l liberdade para exe~utar atos revolucionários. repisaria o cara- ter tático e complementar da luta na cidade em relação ao caráter estratégico e principal da luta no campo.ao afetos:os problemas. a ação . .responsáveis organizando a frente urbana de sus~e·ntação". onde.seriam isoiados..atr~ documento. em pela Coordenação. o estabelecimento a realização do apoio opcraçoes de deslocamento.ação teria um "Comandamento Estratégico". tornara-se um organismo de nível naciqnal. impulsionando a frente urbana de massas Apesar dessa estrutura. ~ Nesse documento.I R ES E R V AO O 324 lha e regular sua estrutura a nível nacional. Por esse documento. das das ganiz. As operações mais complexas que exigissem 'um efetivo maior seriam articuladas " a atuação.: nações regionais".a ALN pr~ curava reforçar sua linha politica. Os militantes da ALN estavam no dia a dia viven e a execução. a ALN apresentava uma evolução na sua organização.. organização IRESEnv_~ . Em maio. o controle do técnico de combate. .-----=- . Com isso.0E:. As "Coordenações Regionais" eram o::g~ ni$mos criados nos grandes centros urbanos e. foi difundido o dqcurnento "'0 papel da Ação Revolucionária na Organização". estra- Esse "Comandamento" estaria ligado diretamente às "coorde.e tégico".~~ . o documento considerava que todos os grupos ou revolucionãrios 'cos da ALN. no qual procurava valorizar pratica na evolução da organização.1 do apenas o planejamento alheios ao prcible~a da guerr. a nivel nacional. qual o manejamento a. . com a expedição do documento "Características da Nossa Atual Estruturall.qüe vés da ação. Neste e de um pequeno grupo.

as classes dominantes.c..lit:..m..de~ de que voltada para a ação.zaçao n~o v-LIt~O ~ ettg a. A violência dos camponeses era orientada no senti. dos grupos armados que atuavam nas cidades. que. era dado ao conhocimento da.n/w Neste documento.6mo.-.têIlC.ca ". .i. que se tornou a bIblia dos terroristas.11c... v-LO.urc~ c imp~ riüli..stu. -------·--------1 '--H E 5 E .repetia os conceitos e pontos de vista já expostos em do cumentos anteriores..J r-------------I R E S E fi V A -. na ~rea urbana.~~I)/()·I--------_------. e .que seria executuda"sob a forma de marcha".t-L. da _ que a primeira fase guerra revolucionária estava prestes q completar-se.6. z a" ~ 110. já assinalada em documentos A organização entendia I anterio~cs.i. os mi. . a ALN difundiria dois documentos: "O minima. ] -- .__1 1. 11U.i.:ldos" ..ca.__ 7"'_--1 .e._~_. para terminar com a disputa de liderança.. urbana.na do 6.6~a oltgan. era considerada consqlidada a guerrilha._.organização o documento "Alocução sobre a guerrilha rural".t 1. de forma monõtona.. va o caráter de mobilidade da guerrilhD.a/La..i.a.Z. Por esse documento. O trabalho de çao no campo seria fundamental para a conflagração biente indispensável para a deflagração revolucionários da guerrilha rural. mas que seria neagitaamOs de cessário manter o ritmo e intensificar a guerra psicologi.do de assassinar os "latifundiários e seus emprcC)..d. Em ] 1_ e "Sobre a Or~ani~ação dos Revol~cionãrios"._. onde. ê. Criticava o • J as organizae. a fim de "levur élO cumpo o mesmo terror de esquerda e a mesma' inqui. agosto..ta.6 c.nual do guerrilheiro urbano".6 que a6luem ~ nO.i.6. 325 em cur fa se salientado que a guerrilha urbana e a guerra psicológica so eram o prenúncio da guerrilha rural.ções e matar o gado. 0.ca pasocial. Em outubro. assim ] ] o da.s".!là moda Lampião".d 0.m a.tIta. criando pontos no campo deveriam continuar montando a infra-es pois que reafirma- trutura ao longo dos eixos guerrilheiros.etaç50 que j á dominam () apav~ rüm.6 md e do ~eltltolt.i. ra reter o "inimigo'" ocupado nas cidades. de dC'struir as plantD.__ . do lta. através do clima de intranqüilidade criado pelas ações de banditismo que ocor Preconizava a união ri~ill nas principais cidades brasileiras. defendia-se das crIticas e objeções que eram fei tas à organização e admitia a formaçâo de uma "frente únj.6el1do pela açâo.6 pela..60 I o ca. apoio junto aos camponeses. v--Lo.i.ao cões que buscavam evoluir na base do puro proselitismo zcr a apologia da sua~ev~luç~o~~sustentada expressava: ".~1t.

abalho de aliciamento de estudantes e de radicalização do movimento. Gilberto Beloque. também conhecido como Grupo Tático Armado (24) (GTA). O coordenador do setor de imprensa era Frei Fernando de Brito.-_. que chefiou a acao. consoante com a orientacao de formaçao de grupos taticamente independentes. que. preso logo após assumir a coordenação.---~----_. de massas. e estava sendo estruturado para o tr. urnamassante repetição de assuntos j~ tratados em documentos anteriores.------~._ ° . visto que Carlos Marighela viajavaco~ tantemente para coordenar o es~ab~lecimento de áreas estr~tégicas pelo interior do Pais. e o estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (F~U) da USP Abelardo Blanco Falgueiras.e orientadores. enquanto o coordenador do setor logíst! ca. assim como parte do setor de loqíst! dos frades dominican~s e elementos a eles ligados. era chefiado por virgílio Gomes da Silva.Ascensão terrorista em são Paulo Em meados de 1969.------. todenominou-se Frente Estudantil pela Luta Armada (FELA) e a açãõ mais importante que realizou fôi a colocaçãó de uma bomba nos elevado res da USP em out~bro. que D:ntro do mov~mento estudantil de são Paulo. setor de'imprensa. O subse~or operár~o era coordenado por José Alprim F! lho..326 \ I I Marighela ral.. de Gilberto Luciano Beloque. orientou a formação de uma organização que atuass~ de forma grupo au violenta dentro das áreas de jurisdição das universidades. ALN . o .. esposa de "Gil . ~entre outros. a ALN difundiria dois outros documentos:. foi dcsar t~culada. com'a prisão' de s~us lntC&r~ntes. O setor de expropriações. estava sob a responsabilidade . a ALN!S~ era coordenada por Joaquim câ • I mara Ferreira ("Toledo"). no final de março de 1970.~ O~ •• . Desta ação participaram. 11. o pro= fe~sor de Pe~agogla da USP Jos~Cl~udi6 Barrigueli._~ .•. nOperaç6es ~ T~cnicas'Guerrilheiras" e nA Ação Revolucion~ria e a Frente Unificada".~-----._-------- ° . sob a coordenação.. principalmente na area universitár~a (24). estava subdividido em subsetor operário e subsctorestudantil.berto" . mantendo equivocada reafirmava que 1969 seria o ano da guerrilha ru e l wna posição baseada numa expectativa otimista ou procurando manter elevado o moral da organização. nno malS atua~. que era estudante da Escola Politicnica da USP'e professor secun dário. não chegou ~d~ senvolver um trabalho profundo. O setor de massas. -I'R I E S E ~ V A --- o ~. queidealizou a sabotagem. o presldente do DCE/USP Jos~ Miguel Martins Veloso. A FELA. O subsetor estudantil era coordenado por Maria Luiza Locatelli Garcia Beloque. co era Paulo de Tarso Venceslau. Ainda neste ano. A coordenação estavam ligados os se- ·e tores de imorensa. de logística e de expropriação..

membro de explosivos..l}~'._. a iniciar-se com o assalto no dia à agência zano da União a fuga. a fuga os terroristas com a polícia. . tiroteio tigador de Bancos Br~sileiros.. Arno GTA para morria Urupés.m~do" ci. . assessores em tiroteio polícia do GTA.1<1<15pelo nrllpo de Virr.. ES5:lfi é\ÇÕCS na cox.1 - subversivo 'que teve icJcntid~dc pcl .Atem Fon Filllll o ''. ganização rias tiva Barra Força realizou sobrev~ver de p~quena período. que eram muito intensas.ferido a sua feridos . em frente . ! .. foram 1\ma.ESERVIIG tinha posto a assessorá-lo por 2 Grupos inicio Carlos de Ação -Pires Fleury. Pública. 'que l?. terior GTA.-~.. porém o grupo em fuga por um soldado dessa açao frustrada. visto anterior. O estre . as funç6es (25)._._. Virgilio çao.:. que passando. que acabara do assassinato I de ser morto. da Silva. Argonauta e João Pacheco Leonardo também o "Marquito". lo quando pitulo para.vc'irn.q'f'-..como de abril. "Marqui~o". O GTA era com Nesse são Paulo.:~ surpreendidos. Gomes'da viria em tiroteio Fernando "Marquito" com a polícia.no.! .Ikno I~~E . Socorrido. I I I Eduardo (GA). que tentara impactos. composto AllIano. assaltos houve uma e supermercados (26). ~- do por var~os de Suzano. .i.. foi opcrado h·v:1Ill'. veio a falecer na Santa Os civis Antonio .S E n ~-~_~j ::. do Capitão tempor5rio esse acontecimentos provocaram Para um refluxo durante da ALN em são Paulo. mecimento deu-se em razao de a ALN.-.• poli.então. da Silva em janeiro. Em meados ItaÚ-América. ~'. da grãfica Preiss. haver Como relutado foi em devolvêno capartici Cl1andler. a ALN $ofreria morria .assavam pelo Takao Maria Comenda Belchior e Ferdinando --------.~ I fn. do do coordenador Rocha. um estremecimento nas rela- A esses fatos çoes da organização com a VPR. em Em 26 de janeiro. de Nessa na coordenação coordenador Ha~ilton opera- substituira Silva somar-se queimou-se. foram 7 de maio. um dos principais Marco foram Antonio presos de Marighela e coordenador Ainda Br. com a VPR. P. Em fevereiro.as de Carvalho. de do cursos mes~o no in._ . travando-se vitimas.•O terrorista (25) (26) "Qlwi. importantes com a perdas o 327 ..:\..:\._J 1_.RI p~ra pela a VPR. GA.:ld. a ALN realizou uma s5rie de SuDurant~ intenso de aç6es violentas.!aJh.. . A partir ao Banco . . .... aç6es monta. com o·saldo de quatro impedir O invesfoi atingi Casa José de Car.llio 'Gomes <Ia Silva. Esses solici~ado organização. d~ ano.da rua Lopes Chaves. Cunha. ~lanocl Cyrilo llc: 01i.-. nas aç6es a or a pad~ tentana da . ------local no momento do tiroteio.· fornm por 1'''<11i2:. que armazenara parte do armamento roubado do 49 .. foi posto de assalto Funda.

. Avenida Cruzeiro do Sul..O ferido com um tiro nas costas.tantes da rede de apoioda Neste períodO. três elementos ca~u fuzilado pelos ter~oristas e t~ve sua metralhadora ~ubada . tava de ferimento a bala.e assalto joalheria Majó.-----' . desmoralizar fogo a buscando na as forças de segurança. A equipe médica de plan~ão. nes Horta.onde foi operado..a era dirigido po~ Ana Maria de Cerqueira Cesar Corbisier. '. Ney da Costa ·Falcão e João Batista Zcfcrino Sales Vani. __ ••. a ALN realizou. a ALN deu prosseguimento ao rol de suas vítima5 fatais . Em 4 de junho. Âgua Branca.que respondeu atirando contra o carro..-----_. Devido à gravidade do ferimento..~ ._. lograram empreender a fuga. foi perpetrada uma ação con tr~ o 159 Batalhão da Força Pública do Estado de são Paulo.. que se encontrava de serviço nas proximidades do banco e tentou obstar a ação..r~ . No dia 27 de maio.---:I R E _S E R V A O ~ ALN em são Paulo (27). ---- .~---------.?~~ante a fuga.•.. ante a reação da gu~rda. Participaram desse a~salto: Virgílio Comes da Silva. que saiu foi atendido pela mesma equipe da rede de apoio da ALN na casa de Carlos i<napp. .tr~ polícia. tovani que se encontrava de guarda. Carlos Eduard~ Aton Fon não deram qualquer chance ao soldado de serviço._---. tendo ficado com o cérebro paralisado.. aumentar a potência de de seu GTA e realizar uma ação de propaganda armada. Os assassinos. o soldado da Força Pública paulista . Virgílio. ~ues .:: ::':. ainda. antecipando-se ao Volkswagen. '-R-E-'-S-E-R-V-A-O-'-O I I -_. na Alameda Jaú._---_ •.••. iam Virgílio Gomes da Silva. resolveu denunciar o fato à (27) . na Avenida Penha de França. Eduardo Pires Fleury e MarialAparecida da Costa. . metraterrorista Francisco Gomes da Silva. durante o assalto.. todos mili. o soldado da FPESP Boaventura Rg~.verificar quese. na Av. e que . Takao Amano. Aton Fon Filho. no afã de. foi morto a tiros e teve sua lhadora rqubada.... foi gravemente ferido na cabeça. no assalto ao'Banco. que. da Silva. na estrada de Itapecerica da Serra.Tonzan.o desenrolar dos acontecimentos.. No Volkswagen dirigido por Celso AntuCarlos O Karman-Ghia da cobertur. aguardando. O soldado Nicácio Conceição Pupo. M~Doel Cyrilo'de Oliveira. tina parada do carro e o rápido desembarque de A'repe~ surpreenderam Nau José Man.aco~reu ao local ao ouvir os disparos. Aton Fon Filho. 328 por Boanerges Massa na casa do casal Carlos Henrique Knapp e· Eliane Toscano Zamikhowski.•. estacionara na esquina próxima. Francisco foi'levado para o Hos pital Boa Esperança.que. ao. atentado a bomba con1::ra a empresa "Allis-Chalmers".

Santo .lto :\ l'\lIprcs:I 1n~tr\lnH'nt. em 24 Jul. .sal. A!~o..662. INA e dois rev6lveres As ações da ALN. "tl'nl:.:lO Unj~o Brasi.'T\ do car veira Neto dirigiram-se para a via~ura como se fossem l~ano Takao.u.ostinho G(\l.' 1\11. assai to à agência do ~. num gesto desnecessário tar ~ma informação .:11 lo a :1~·.lt. No dia 19 de setembro. que habitualmente pe~mancciaestacionada no Conjunto Nade do poo coman de OlisoLici- cional.38.fol-.\ :1.cm Piquctc.:mco do' Era$ i I.!. elll ti Jul . O soldado da FPESP Pedro Fernandes da Silva. .1 " ') d o BraJl'sco.ior Dio('. um deles na coluna. da vitrina da loja "Mappin"! que expunha material alusi vo a Semana do Exército (28). a ALN realizou uma série de assaI tos a bancos.·lll' Í.cgul1do a:::.rica na l~ua P. f R E S E il V A G ~ Boanerges.:lmplona.' . em 2/.1)~Z:nl'i:1 ~I\l ]\:11)(:0 ltaú-Al1l':. I l~~~ [. Nos meses subseqüentes.' A trinc-a rendeu o guarda e obrigou-o a colocar-se de joelhos i sua frente.Rua Af.l\ó1nco C\)m\~l"l.1111.:1do l':io de Al. em são Sebastião.na Avenida c.\ndrt.:ldesco na lhla ~1<1. desta feita contra a guarnição da radiopatrulha ~9 21.:l~s:ll. dos quais se dcstQcam o atentado ao Palácio Episcopal.:l1to à ('lllpr..l .n.em 23 Jun. VirgílioComes da Silva.:1'11 eia da Light. no final de julho.atcnti1do a bomba contr:1 uma subestação de> ~os da Light.:lo Supert:lerc. Takao do guarda-civil. e o metralhamento.:"1rE'. em 6 de agosto. n. dante da açijo.~~j n . l'm 09 SeI:. litoral de são Paulo.no referido pcríodo. Paulista.e nas suas proximidaelcs ficavaum guarda-civil ro dirigido por Aton Fon Filho.:lsil-Esl.'\li 15 . A guarnição da RP era constituídn dois homens. na Av. em 24 de agosto.:lgência do.\(lo a lwmh:l ':()lltr..em 26 Jun.Ao mesmo tempo.I.:ldos tinido!.\e~ n9 1. Virgílio recolheram uma metralhadora (28) Denison e . na Rua HaJo!" lh0l'. rendeu os méd! Carlos Knapp.1 . <1SS.l'Sa de õnibus "Viação Leste-Oeste'. a ALN realizou mais uma ação de pro paganda armada. supermercados e empresas de transporte coletivo e de atentados a bomba._--~ . .leiros e à Caixa Econõmicn Federal. aQ tomar conhecimento disso. Mais targe. ()sc::ll" POI·to.._. assalto . Denison Luís de Oliveira e ManoelCyrilo I liciamento ostensivo. em 2_ Sl't. 11<)1\.\is= tria dn Avenida s:io Gabriel. rou90u uma ambulância. primeiro assalto à ag~ncia Br..--------------_. que se ocupava da radiopatrulha. aproximava···se de prepotência. em 12 Jul.:u:1pira.~. auxiliado por cos e 'retirou o rccém-operàdo. ao exigir que lhe pedisse clemênc~a.. 11.hu:nilhando:-o.1 . Francisco foi con~alescer na cõsa de praia da m~litantc da rede de aooio Sandra Brizola.cm 16 Jun.Por vaI ta das 22 horas" após Scl.1do a bomba no~: elevadores da CIH. assalto contra a Uniiio Cu1l:urn1 Br. ao imaginar ou pressentir uma tentativa de reação.<?.l:o .1m: at€'nt. ass. atingido por vãri6s disparos.lirro l'illl1(!i rO$.11 lil'l'::\' I. ficou ~leijado..I.jo l' llld.em Jaç.----------_. nss:llto.:1l1an. c r. ('m 29 Ag. na Rua Fonnosa.to gili1lIJtânt'o . disparou suas armas para o interior da via tura. transportando-o para a Eliane e casa de Paulo de Tarso Venceslau.~_~. em 18 Ago.'licar. .. a::._----'-.

em são Leopoldo. ~ ria uma das últimas ações da ALN em são Paulo._--. 12. de organizadas . contando ainda com outra área de homizio em Ribeirão Preto. Frei Beto foi chamado. com a prisão de Isaías do Vale Almada. con. mulher do industrial.~~.. Frei Beto afastou-se de sua residência.' Frei Beto foi lIabertoll..segu-iu a mansão do industrial francêsJacques Emi 'le Frederic Breyto. As festas eram para IIfazer companhia Ampliando aos subversivos. em ligação com o p~dre VerIssimci.'também. na Vila na. montou 1-- ----------~. Frei Domingos Maia Leite. IIToledoll e outro's terroristas se' reuniam para comemorar as vitórias.REsERv~Dol I 330 enquanto Takao recolhia um revólver .------. a São'Paulo por \ Marighela.' .-~-:----- I (l f. ros espalharam gasolina e incendiaram a radiopatrulha. que lhe determinou a montagem de um esquema para passagem de mi :litantes clandestinos pela fronteira para o Uruguaí~ Frei Betb. que levava estudantes 11 suas atribuições. Os dominicanos na subversão A ALN ia estruturando-se para conduzir a guerra ~evolucio nária com todo o apoio. quando da prisão de elementos da VPR que pintavam um caminhão com as cores do Exército. de uma casa de recuperaçao no litoral. no Rio Gran. Paulo Tarso foi apresentado por Frei Osvaldo a Frei Ivo pa~a serocon . Paulo de Tarso Venceslau. para realizar reuniões do comando d~ organização. Frei Beto foi transferido para o Seminário Dominicano Christo Rei._____________ ..~-"'---------. If---/---------~ .. MariaAmansa0.por Nair Benedicto. os dois primei.de do Sul.38 do tripudiado guarda-ci vil. Para complementar a "ação revolucionáriall. servia. como área de repouso dos combatentes mais impoE tantes da ALN ~ onde Marighela.~. coordenador do setor logistico ou de apoio. S E R V A O ~ -. em Itapecerica da Serra. como vimos no item anterior. no início de 1969. Em março.tato da ALN com os frades dominicanos do Convento das Perdiz~s~ Os dominicanos continuavam a apoiàr a ALN e desempenhavam impoE tante papel na r~de de sustentação. Dispunha já de uma rede de atendimento médico e. Em janeiro. Rua s09za Ramos nQ' 517. em Rivera. Com o beneplácito do Provincial da Or- dem. membro da VPR. no ano "'de-1969.na. po~ questões de segurança. tendo sido procurado em sua residência pela polícia. \ Em julho. no 'Uruguai.n.

em contato com o lider da ALN.-----~ __ -J . • I 'I f. va com o elemento em frente ao Cine são João..E -n .. tamb~m colaborava Carvacolega esquemü. Frei Osvaldo viaZélr jou para a Europa. cu~ cado para o Rio de Janeiro para transmitir ações armadas da ALN/SP e auxiliar a estruturação çjio. Joseph BcrthQld Calvert foi pr~ - so na fronteira. para homiziar elementos Aproximadamente no final de maio. entretanto o "contato" em Porto Alegre considerou o esquema "queimado" e sem condições de ser'emp:r. tião Mendes Filho eArno Preiss. esconder embaixa- para Frei Beto e ajudando a Camilo foi quem escondeu Joaquim Câmara Ferrei do Livramento.:lc1<Juirir conhec: i. O dispositivo de Frei Beto ia ker ampliado para ser ut~l! zada a ci.:egado. n9 la Casa da Ordem de Conceição do Araguaia. onde contava com a conivência dos padres Manóel Vasconcellol~ Valiente e Harcelo Pinto lheiia. em 2 G de outubro. Usando senhas combinadas.foram retirados do Pais: Jos~ Roberto Arantes Almeida. sob o pl'ctexto de re. condu- ~a.. na Suiçn. não conseguinclo atingir o Ur~ guai.---.r um curso de Teologiü e . ex-seminarista recebendo correspondência os clandestinos. e Frei Catão colocou as dependências religiosas de Conceiforagidos. Ana Maria 'Soares Palmeira.p~ ra realizu. Sebas . cia. 33 ~a estrutura que contava com a participação de um funcionário meio a notíencontra corrupto da Aduana daquela cidade.:lltos. . De S~o Leopoldo a Santana zir os fugitivos e apre~entá-16s Frei Beto utilizava o seminarista Francisco Castro para ao Padr~ Verissimo. Eliane Toscano Zamikhowski. onde.Após' acompanhar ._.de que ia ser contatado. em·são Leopoldo. espanhol com o e de Frei Beto no Christo Rei. quando este abandonou o País.:11i pria missões da ALN. Foi para a cid~de de Pribourg.. Verissimo hospcdava-os em Ri .a realizaçEio de uss.. D/O (------------- -_. Frei Osvaldo colocou Frei Bernardo Catão. Frei Beto recebia. Carlos Heririque Knapp.. Por este dispositivo. Frei Osvaldo foi dcsloa experiência da das organizacursos. A reunião ocorreu na Rua são Vicente 360.mc'ntos sobre E -----_ H E ~. e o alojava na Igreja da Piedade. Camilo Borre Garcia.dade de Jaguar~o como salda.Joaquim Câmara Ferreira.vera 'e acom~anhava-os a Montevidõu. Ap6s regula~izada a situação dos fugitivos. em são Paulo. çao do Araguaia à· disposição. por de ligação telefôni~a com Frei Fernando. após o seqnestro do dor nOl~te-americano. responsável de Paula p~.

o setor de imprensa foi reforçado. que. considerada além da or um instrumento Gomplementar. após a ida 'de Frei Beto para o Rio Grande do Sul.seu objetivo estratégico --.preo cupava-se em estabelecer urnaestrutura de apoio. em 4 de fevereiro de '969.as posições da or ganização. além de conduzir a guerrilha urbana. ESEn V A O? __ -- .Frei "Jorge'" também mantinha contato com Frei Osvaldo na Europa. no Rio de Janeiro.a ganizacão preocupava-se com a guerra psicológica e. permanecendo de utilizar o esquema ° material gráfico do próprio convento. com a guerrilha rural -..A guerra psicológica Vimos que 'a ALN. Frei João Antonio de caláas V~lença I (Frei '''Mauricio'') fi~ cou com a responsabilidade do setor de imprensa. foi publicada no jornal _-'---.R .os documentos da ALN e mandá-los para a Edi tora Frateneli.'! lRE~ERVfl. Frei Osvaldo. cons~atamo. 13. até certo ponto sofisticada. . de bairro do coordenar o esquema de salda para o Uruguai e a divulga- Além das tarefas já desenvolvidas pelos dominicanos. Ao assumir a coordenação dos dominicanos.. aprove~tando-se de sua permanência na Suiça. do Convento da Rua Caiubi.---. O setor não foi estruturado por falta de espaço e local adequados. guerrilha urbapa. Frei Fernando fez contato com Marighela no Néier.contaria can a colaboração da revista ItFrontlt .LO 332 a realidade do socialismo na URSS. divulgando . ficou com a incumbência de ter para0 veritaliano. Por seus documentos. ALN . no lugar de Frei Osvaldo.-----------[. e recebeu a orientação prioritariamente çao das noticias da organização na Europa.. Frei Tito de Alencar Lima era ~ responsável por manter ~ são de Frei Roberto Romano. montou um esquema noticioso para divulgar as atividades da 'ALN na Europa.•• -r-<J' . Por àrientação da ALN. Para tal . ~. '?ffi Paris. Frei Giorgio Calegari (Frei ItJorgelt ou ItRoberto"). Em~gosto. '. naturalmente. que ficou com a incumbência de contato com os seminaristas e arregimentá-los para a ALN. para Uma primeira acao de propaganda foi feita nos· Estados' Uni dos. que os publicaria.publica': 6. minicanos dentro. onde. que tinha facilidades com a imprensa italiana. A documenta' comaad~ ro- ção doutrinária da ALN era batida em matrizes e rodada pelQs do' . dar o mimeógrafo. a qual se preparava.

' .6 I ..(!. t2 mou de assalto os transmissores da Rfidim Nacjon:\l. distribuído em junho. .. Com o objetivo de ampliar os fatos.. tirando deles o maior partido.o Plte.1.tltalldo e." r rR E L . l1uma óa~e.a!] en. a OTAN U6L1. de a.t.t1.6 e mal1-i.60..i. por intermédio de cartas e panfletos instigava três forças singulares a seguirem a~uele exemplo.. a.aó.nt.e.â. No d~a 25 de junho.o.POIt \ .. pCl.e.e. em Pirnpori_ . em C.:.e.:. A men- sagem tinha a finalidade de incentivar as atividades terrorise ao mesmo tcmpo tas no Brasil.6t.Hdr. .<..-i.a.~ que.ão R.t((l1que ]J~ n-i. no Rio de Janeiro. umu mensugem de Marighela. O' .tac Õ e.-0' • ~.6 a.tc.i.Jl.6 de..to.de onde provinham Os dólares que auxiliavam o susterito da ALN e onde eram preparados seus quadros. foi colocada uma bomba na barraca do Ex6rcito instnla~a na Fai-" ra do Livro.tada no A gueltlLct 11. buscou.6. são a.c.6 ltevo. 333 "Diário de las Américas".:. os " Em maio.tel. Ó C.e.IL/IIal.e.-i... en.cnc. Õ c.ltega.c. sensibilizar os representantes da~ nações estrangeiras. Acão L-i."I " e: c.6eu goveltllo Saudaç.-i.to na.c.tllóOILJ)lado.ol. c. a Feira. de Miami.hc.Saltgc. da .6.. pOIt Caltl06 Mcul. Ic.i.tc. . !]uve.6 FAL.gl1C._· J)lal'. H V " L.t. O _.ll.a c.tão Cluul..It-i.uc.â.:.ompal'l. com o objetivo de desmoralizar as For ças Armadas e disseminar o medo e a insegurança na população..gaclo pe...< PaZI.lt.' .óvl.~ a.a S [.a pc.ltma.6a. também.oná. palt. . ao . na Praça Saens Pefia.. '~eu~ c.hc.lto.. I PaZ~ e.:. não óeja Nac.c.-i.eó Cha.6 modeltl1a.UIt.O.'<'lto. Valendo-se do roubo de armilitares das as mamento realizado pela célula de esquerda que existia no 49 RI. entregando ~rrnas e munições de suas unidades.<.ta.nd. buscando intensificar e ampliar o clima de o decar- sassossego c'de insegurança reinantes.uc.6t.. av-i.ve.hC?ó. houve falha Em 15 de agos to. 17 1616 9" .cõ(!.:.<.o e ent. . atrav~s de manifestos enviados pelo correio.'<'ai~ e Pltaça6 dCJe~tam do Ex.ltc.a que el. continha os seguintes trechos: "06'<'c.1.6. afirm~ndo. e.~ I. (1edoze C' lemen L os.~ uJl.]J.elt O.p.6.e.. 1Ila.mb06c. c.:.LN.omo 0.6.ma....:tn.:.l1do "'glte.a organização remeteu tas ãs agincias bancárias.<. contendo amaaças de assalto... c.e.<.<.:.omo· óez La. c.~t.6. lIlun.a.e.ita./11 a. entre outras coisas: "o de.bot. Um dcszcz documentos.governo cubano.6e óavo .tadol.omplte.õe.bclt:tadolta.e. 1 I' Em junho.ban06.ltc.6 po pulaltcó".".onéi. um comê\ndo da 1\.~ gUc.<.ot.lt. ltoubo.ltma. no Rio de Janeiro.realizar a propaganda c:-:terna dar uma satisfação ao.ada6. Felizmente p~ra a multid50 de inocentes que vi~itava no dispositivo e a bomba não funcionou.VO.â.. a ALN procurava enfraquecer as instituições cdes moralizá-las aos olhos da população.

. a . foi feito o metralhamento da lo. datada de junho de 1968.. no cumprimento do'dever. a ALN setemremeteu às autoridades de são Paulo. No docume~ to. empregando grandes para evitar uma ação terrorista desastrosa... ja Mappin. _.. Prosseguindo suas atividades de guerra psicológica. principalmente foram aeoes. . responsabilizando as autoridades pelo'que viesse a ocorrer.\RESERVAGO 334 municipio de Diadema. seria lançada a guerrilha rural.. Além do aspecto psicológico. onde. contendo a mensagem "Ao Povo Brasilei ro-. Libório schuck e tornarem o revólver do guarda Raymundo Salustia no de Souza. d~ Carlos Marighela. Não tinham objetivo maior do que a propaganda os realizados a sentin~las e a viaturas de radiopatrulha. • . ações desse tipo desgasta vam as forças de segurança. " trazendo a intranquilidade e o medo para o seio das famílias._..'--"- . Na mensagem._------- .. Não apenas os militares mas também seus familiares alvos da propaganda da ALN... um manifesto recomendando que fossem suspensas todas as s~ lenidades da Semana da Pátria no Vale do Anhangabaú. ~----_. popu~ação. •. que tinham pox obrigação zelar p~la vida e tranqüilidade da população. Ela ora procuravajustificar as terroristas que realizava e ora fazia ameaçasaos familiares que a combatiam..alusivo à Semana do Exército.. e fosse fãcil uma ação de grupos sobre eles.. apresentando os assaltos a bancos como a que única recebia fonte de recursos da organização. mantivesHarighela conclamava pelo prosseguimento e pela intensificaçãodas aeões de terrorismo na c~dade. ~_---_ . ataques Embora esses homens estivessem isoladamente ou em dup~a. Com a mesma finalidade. dias antes de 7 de bro. que expunha material . a repercussão desses atos visava a criar o medo e a demonstrardp~ der da organização subversiv~ e a ineficiéncia dos meios de ._. Marighela tentava despistar o financiamento de Cuba. Após espancarem o orerador-chefe l~\ I no ... dos a seus filhos em idade escolar..~--_.. No final de outubro..--. para que as tropas se sem ocupadas e não pudessem intervir na area rural. o esquema noticioso na Europa (a 'que lRESERVADO efetivos ._--------_. já em 1969. Reiterava seus ataques ao imperialismo norte-americano e à "ditadura militarll e repetia os chavoes da "luta prolongada 11 e da panacéia revolucionária represen e ·tada pela "aliança armada de operários e campones~sll.1 re pressão. os terroristas colocaram no ar urna f'i ta gravada p:>r Gilberto Luciano Beloque.u n1 . a organização ameaçava realizar atos de terrorismo contra ...

a uma temeridade desn~cessariamente. DarriC'r Carl()~.! . procurando a ocorrência I preservar a uma -um da organização timentação . em Ribeirão foram presos Preto.l. ou à.-----. --.. sio que utilizado terroristas em Ribeirilo No dia seguinte. e cidades vizinhas .. já havia . Almeida recebiam preso do grupo. C"lh:lr~to. Antonio de Souza. direção da coordenado organizae de ViE Preto.eopnldl' TeiPó1111ino.o 1Il'llrique dos Santo:>. ALN em Ribeirão Em Ribeirão por Paulo trein~mento g11io mentos Eduardo Preto/SP e no Ceará integrante pela da ALN..I no~ referimos concedia uma entrevista onde Conrad' Detrez.em atos em são Paulo Guilherme onde foi instruç6es Em 19 d~ abril.. locando a .. do a matéria la. ras".•. a morte será um novo Vietnã". José ELluardo dl' S:lh~f. o grupo Pereira.J . que "o Brasil R E S E fl V A~~ 335 no item anterior) começava francesa a funcionar..em rãq Preto lizou tação bedouro mos. com na rodoviária seria 10 kg de clorato de potásPreto... Serrana e Ribeirão Dois militantes Ary. 'Aliciou camponeses e realizou treinamento das cidades de tiro e de e Pi tangueiras tamb~m de Âguas feito tendo 'um treinamento entre de tiro guerrilha Preto.•.•. de são Paulo .. Guilherme dos Santos Normanha... l':ltrncín\..('011C:lrrijo. . ocorrido de Harighe Comentando afirmando que o 6bito. na ~poea: Jos~ e Nanei Marieto. [0~~~-~~:~~~. a revista segurança Front estranhava o ocorrid~ durana sentira muita no lider causas comunista te a entrevista. e Paulo.il:O (' \.. Marighcla atrav6s de de Quan- i revista expunha o seu ideár~o título e a sua convicção da reportagem.hio '1'. -. Ary.J:llniC'l1. foi publicada.. "Front". "violência das torturas". a estratégia hipóteses.1osl~ Adolfo l~r.----. Carvalhd e num sítio Virtuosas. 14. :. o grupo. --. a revista inconseq~ente . ~e Marighela ..l11ó1\{. "erro que s~ -.•. J~o:~cll.. e atribuindo falha de compart6cnico" expunha na vida clandestina do movimento . C~rlns Rlls~n J~ nior. Seguindo e "Toledo". em são Paulo.1l-1os T. ~------_ . revista levantava Quanto ãs possíveis do acontecimento. do.. comerciais.futuros assaI tos. C.com vistas da região.man-cinharn um "aparelho" de Virgílio.. -. realizóu casas de crédito o levantamento e casas de estabeleci Ribei- de armas. To!.mvill('. Quanto uma campanha no plano de denúncias às "tortue a previ- orientava apropriadas sao de medidas da organização . Reaãreas adequadas o mapeamento da guerrilha ã implande Beos mes CCAn rural..Eduar- (29) Faziam p3rte xeira do ~rupo. era visto çao em são Paulo corno um organismo de apoio e de preparaçâo a orientaç50 de guerrilheiros (29).

prometimento sassinato de Guilherme. continuou mant~nd~ contatos com os militantes do partido e foi mando um grupo que via na violência o caminho para a no Brasil. o grupo. José Sales de Oliveira e mais outromilibIDte entraram no banco enquanto o·resto do dominou o guarda que se encontrava na por~a. assunto ficou para ser resolvido posteriormente. Foram também recrutados o agente da Secretaria· de Polícia Carlos Ti~ mosdu~nko Soares d.com._--~-----'--- . com prisôes são Paulo. tendo sido encontradas por um funcion~rio da loja no dia seguinte. Ronaldo Dutra Machado. planejou e tentou realizar um atentado contra as Lojas Americanas de Ribeirão Pr!:. ---. José Sales de Oliveirà. Em 1968. --. inclusive militantes da AP que já havia~ realizado expropriações armadas . a supervisora da Enciclopédia Delta-Larrousse Jane Vasconcelos D3ntas. o (otógrafo João Batista de Lima e o agricultor João Xavier de Lacerda ("C. I de mimeógrafos. bando a ~tirando-lhe No meio universitário de Fortaleza. lotov" durante as manifestações estudantis. do Grupo de Ação ALN da Guanabara. com a radi. no dia 4 de dezembro.. to. PauloEduaE do eAry Almeida foram procurados por virgílio para reiniciarem a que se sujeitava um militante da ALN. propôs o a~ O pois a propos- as atividades. por ter delatado os dois à policia. for~ revolucão estudantil.~ Sales. Fabiani Cunha.. à·agência sáo Sebastião do Banco Mercantil do Ceará. ex-vereador do PTB. ta preocupara e assustara Paulo Eduardo e Ary. --- . expulso do PCB.336 jRESERVAOO] Liberados pela polícia.calização no movimento fo~ possível arregim~nta:r mais adeptos p·ara o. em meados de outubro de 1969.~---'-----=-----------"----'. o funcionário do DNOS Gessá Jerônimo de Oliveira. A ALN designou Sílvio de Albuquerque Mata para orientar os trabalhos exercidos por José Sales. purante a reunião. foi desbaratado. Swami Cunha. foram aliciados os estudantes da U~Ce Hélio Pereira Ximenez. Ribeirão:Preto e cidades vizinhas.:lmbi. o funcionário do DNER José Bento da Silva. no início de novembro. encontrava-se em Fortaleza para assessorar da e participar da ação junto com a ALN/CE.. (30).grupo.to"). funcionário dd Petrobrás José Elven Siqueira. No Ceará. virgílio. " -. O grupo de Ribeirão Preto nao conseguiu nhuma açao de vulto desenvolver neem e. as bombas incendiárias não expIo diram. demonstrando o .. a·ALN estruturou-se a partir da dissensão ·de mi litantes do PCB. Hocma Correia são Tiago "e Nilton Gurgel Barreto. após 2 meses de prisão. IRESERV~. assalto. Por defeito de fabricação. Gilberto Thelmo Sidney Marques. (30)... além da fabricação e lançamento de coquetéis·llMo. A única ação do grupo em 1969 fói oi frustrada tentativa de _.

com treinamentos de tiro.ro Nedl'iros. nlré.tigo CM/PCn/Bsb. frustrando (31).. generalizando-se seria o primeiro assalto da ALN no Ceará 15. o grupo recompôs-se sob a li derança de José Carlos Vidal. ju~to com o pessoal do an.er.i.ue1 Pn~s~~hllrr. o Comiti Metropolitano PCB/Bsb) preparava-se mit~Central. Adolfo S:tlC's th' C~l'vn-: lho..nijo. a qual.. Desencadeada (33) • "quedas" foram pr~ urnaoperaç50. provoca]~ia as primeiréls da ALN na capital federal. I dos Thomas Miguel Pressburger e Rai~undo Nonato dos Santos.1c Alulcid..reção da ligadas à guerrilha 19~9. afastou-se do paE Marighe- nos Estados de Goiás e Minhs Gerais. --------337 metralhadora. chegou a l3rasilia o militante 'do. ALN no Planalto Central Desde 1967. execução confecç50 de bombas com explosivos.. J'._=-_J .Jorge J\lbcrt.• 1de:Hl~t C'1llBl"~. . um Na terça-feira de carnaval de realizado onde assalto ao posto de identificação da Asa Norte. Luíli \.q desC'n(' . José Cal' los Vi.í. No segundo semestre de 1968. os levantamentos sobre o prosseguimento das atividades . O guarda conseguiu escapar e entrou correndo um intenso tiroteio. J()S~ Riham~r Lorws.am roubadas mais de cem c6dulas de identidade. sos quatorze subversivos.lrticip~rill1l do ~Is!-:<llt(): Luís \-1enwck. Jo. que seria o responsãvel rural pelo levantamento de areas para implantaç50 da guerrilha aproximou-se do Grupo de CM/PCl3/Bsb.o Gueues clj:1Silva. o no que banco. •. Foi estabelecido o contato com George Michel Sobdnho e com (31) Participar~m dcr.. ama máquina de esFoi a primeira aç50 da organiz. de for. Gilberto Thclmo Sidncy ~!. entrt' outros: R:J. o AC/SP. Sob a supervisão do C~ de seus membros realizaram em paracatu/MG de guerrilha. Sob a liderança dos advoga.1.) Bitt:lI".iüll::tl' Coelho Ch:lV('f. Né1urício Anis'io de Ar. Clóvis Bezcrr:t :. Fr~ncisco \~ill bm de Hon tcncr. ('32) (33) ..- do PCB de Brasilia(CM/ exercicios marcha e o para a luta armada. AC/SP Edmur P~ricles de Camargo.por ser partidário da luta armada.· No início de 1969.. a maioria oriunda do antigo 01!rCI3/13sb Sofrido este primeiro abalo. JOI"!~e Albertl. Foram presos n~ t)pC'ra~. Robel'ts Pcricris ~itori:mo GO\llt'S c m:1is Ulll el('l1H?nt:o.d~l.. l'. foi .sa tC'ntativu: Fubbni Cunha. Brasilia....__..------ [~E-~-. apos o VI Cbngresso.imundo ~on3to dos S:mto5.1Stl·O Fil!lo c Thomils ~lir..da.1mur aguardava uma definiç50 da di. tido.ll. .. em segu. no campo já havi~m si l\J.o Dittar e Jaime Hélio Dick.N do realizados e Ec.li~.lçãoem crever e carimbos (32).[enwd: de C.~~··~_!.'e la. Fr:mC'Í.sco Gonç:llvcs Vil~ira.~~~() I .:lrC(ucs c Ronaldo Dlltnl t-1~('hil<lO.

o mesmo ~ue havia· cedido a Flávio Tavares as ~etralhadoras para as ações do MAR. enviados por "Toledoll namento do grupo.~. tempo.. ' (34) Cine e. A equipe as~altante 'era composta de Jaime Hélio Dick ("J. 4t. II'C:: ("r..oca").-. Fazia freqüentes contatos com Jos~ Carlos Vidal em Brasília e r~ cebia recursos para manter o grupo em Goiãnia. _ . realiza das . A idéia inicial era formar uma rede de para a futura guerrilha rural~ I 4t Jeová recebeu dinheiro de Marighela e arrendou a Embira._~ .•. LRESERVhO~ 338 Flávio Tavares.em função das investigações sobre o desaparecimento do estudante menor Carlos' . Nicolau Jos~ de Seixas. enviado de são Paulo por "Toledo".• •..Guilher me Hodcsto Gonzaga ("Gustavo"). pass~do algum. ~assado.'-" __ • ••• _. endereço e telefone dos oficiais do BPEB e um croqui da unidade.- ._ •.'" RESERVADO/ -: . passara urna relacão contendo nome. na rodovia Fazenda Goiânia-Nerópolis. ficou decidido o deslocamento de pessoal paapoio ra a área de Goiânia e Anápolis.io·Estelita Lins'de Salvo Coim= bra ("Lucas"). fez contato com José Carlos Vidal para estabelecer as diretrizes do trabalho no camno~ Nas reuniões. Je~ vá recebeu de José Carlos 2 metralhadoras INA e'urna pistola e de para o trei são Paulo 2 FAL com munição. o Karin ernBrasília solina.. ainda. Gast. um documento sigiloso. Anteriormente.• _. ficou constatado que na casa-do diplomata Marco Antonio de Sal. George Nichel Sobrinho e o soldado d~ Exército Paulo Ccsar Lopes da Silva Ro . um posto de ga- A integração do soldado do Exército Paulo Cesar Lopes Como integrante do grupo. Em setembro e outubro.. Rearticulado. __ •._.. Em agosto de 1969. Na ocasião. comunista.em Taguatinga. __ . Na Fazenda Embira.----- -------~. • . Furtou.J. Dias antes de desligar-se do (BPEm. ficou configurada a t~am~ subversiva que provocou o desmantelamento (34) da ALN em Brasília 'e em Goiânia.-•. por intermédio de Roberts Pericris Vitoriano Go mes. Vários elementos foram desloc~ dos para Goiânia. o grupo assaltou. foi orientado para agir do movimento metralhàdoras de Policia do Ex~rcito de Brasília em da Silva Rodrigues no grupo rendeu dividendos preciosos para a ALN. no dia 7 de maio. __ •. Jeová Assis Gomes.---.. o grupo realizava treinamentos de tiro e de guerrilhas. que mais tarde foi encontrado no escritório do ex-coronel. proveito Batalhão 2 e as subversivo. _ •• _.Paulo Cesar retirou INA da reserva de armamento da '3~ Companhia entregou a José Carlos Vidal.. -- . Gustavo do Nasc~to. em Brasília. no município de Goiãnia.

-..1 "I.. Jeová Assis Gomes. iniciou-se o·desmantelamento a prisão de diversos universitários das prisões em Brasi em Goiânia.~ "~~J--------_-:""'_---' ..33l) rR E' S E R V 1\ O ~ vo Coimbra mênia -.'Gastão Estelita Lins de Sal Benedito Jos~ que ~l ' . ALN . . . e foi constatado que f grande maioria de estudantes presos era de secundaristas do Centro Integrado Médio e do Colégio Elefante Branco.Ações na Guanabara No Rio de Janeiro.. que eram.1m esse grupo.çãocaracterística tista e Zilda de Paula Xavier Pereira podiam tinham com Marighela. de acordo com'orie~tação recebida de Marighela em são Paulo. o coordenador da impla~ tação da área estratégica em Goiás. ~- --. Em março. . vo Coimbra.. a 12 de novembro.. enquanto' 5&0 Paulo era mantida como área prioritária para açocs de guerrilha urba- na.ad:l Silva. Artur Carvalho Neto. um grupo -----(35) Foram presos em Goi5nia: de estudantes..I 'I 1 ~ 1 . 'José Anibas de Moraes. " •. em conseqüência lia. eram utilizados nos treinamentos • . Culminando a operação dos orgaos de segurança._-~_ :. cosEstelita que estava servindo na embaixada do Brasil na Rofuncionava um "aparelho" da ALN. respectivamente. Luiz Afonso Mir3nd~ da Costa Rodriflues. Lá foram presos HarLins de Salvo Coimbra. Foi apreendido farto armamento. O plano do grupo. As "quedas~l prosseguiram. " _ • f } [lI~-.. _.Do início do ano até abril.• --. No final de outubro. urnametralhadora Cabr~l e Ricardo Moreira Pena.com da organização egressos da UnB e de um resido pórter do Correio Braziiiensc.•••. JO... limitara~ de textos de l1arighela (36).. inclusive os dois FAL que haviam remetidos de' são Paulo (35). da l\LN. entre outros: Jósé rere·~r. ..-..•. . Domi.. Marcos Non:lto da 'onscc~ c Al~o $3 Drlto de Souza Neto. jornn}ista e pedreiro. O grupo preso tinha em seu poder ~NA e dez revólveres de diversos'calibres. todos os demais ~ram es t~dantcs universit5rios. inclusive com a prisão de de José Ensino Carlos Vidal. José 'Anibns de Moraes e Aristcu Rom5o dos Santos. (36 ) Compunh. Aldir Silva de Almeida Nunes. - ..ngos Fcrn:lndcs. ~ exceçio dos dois ~ltimos.... foi preso. era desencadear aç6es de guerrilha no norte de Goiás.. os adeptos de Marighela se a treinamentos e distribuição iniciaram a pr~ paração para a guerrilha . ser os coordenadores da ALN na Guanabara. ii . " . o menor Carlos Gustavo do Nascimento.. em função da ligação liderado por Carlos Ed~ Mircio Jos~ dos Santos.:lO Da considerados que Apesar da de~centralizé1. Jorge Alberto 8ittar.. 16.

ao final. dando início ao tiroteiro. que sacou a arma.-. e. neto do Marechal Lott. porém. e dia a ~gênciadea~ 29. ram-se à bilheteria.. O assaI to. No dia 12 de junh~ era assaltada a agência Uruguai do Banco. Essas ações. a agênci~ são Cristóvão do I Banco de Crédito Territorial.._----_.. (39) . Paulo Henrique Olivcira da Rocha Lins c Jorgc Raimundo Júnior. na rua B4la n9 597. _.a ida para o Rio de Janeiro de Frei Osvaldo Augusto de Re zende Júnior ("clãudio"'). Com'o r'eforço do grupo de Fayal e o assessoramento de Frei Osvaldo...par~ estruturar a organização. solveu por seu ingresso na ALN (37).-----. ainda em julho.__ --:. suas armas na retiradireção do guarda Antonio.. Fredcrico Eduardo Mayr. baleado.-I:~. Luis Afonso Miranda da Cos ta Rodrigues e o Dr.-:~ER A D." •. Flávio ae Carvalho Molina. a ALN/GB reencetou suas atividades. Carlos de Vasconcelos ton Leão Duarte (37) Saens Pena do Banco do Estado de Minas Gerais._-.. " ---.. . assessorado por'Valen tim Ferreira'.' de abril de .preparados para ela. sendo arre~adados. dia 12.. de armas na mao. a agência na Rua e tornóveis Novocar. foram presos Ne~ e Jorge Wilson Fayal de Lira. comanda-' do por Domingos Fernandes.lnEsERvAc~ ardo Fayal de Lira.Pereira ~a Silva. que estava em contato com a Ala V~llia. (38). Iberê Brandão Fonseca.Faziam parte do bando assaltante: Dulce Chaves Panclolfi que se amasia ra a Ronaldo Dutra Machado. ) A partir dessa ação. . orientador dos dominicanos em são Pau lo. Carlos Róberto Nolasco Ferreira e Nelson Luis Lott de Morais· Costa. a título de ensinamento. _~ . Foram obstados pelo guarda Antonio - de Moraes. José Pe reira da Silva e Domingos F~rn~ndes descarregaram guão. Carlos Eugênio Coelho Sarmento da Paz.foi a tentativa de a~ salto ao Cine Opera. na praia de Botafogo. I __ . situada (39). Aldo sã Brito Souza Neto. sob o comando de Domingos Fernandes . . Os subversivos dirigiGuedes entraram no saguão do Cine Opera. ensejaramaatu~ ção dos órgãos de segurança e. O fracasso da ação provocou uma reflexão autocrítica na tt ALN/GB. na rua Uruguai n9 234. teve sucesso. Não estavam. Jorgc Wilson Fayal ~e Lira. quando iam a~ O novo grupo que engrossava as hostes da ALN/GB era constitu{do por: Ronaldo Dut~a Machado. a ALN/GB realizou uma série de assaI tos bem sucedidos: dia 8._---._-----"--_ V ~. Surpreendidos. em 27 1969. ficou prostrado no sa os terroristas debutantes ram-se sem conseguir perpetrar o roubo. Newton Leão Duarte..•.'. mento. Boa Vista. 34 re A primeira ação da ALN na Guanabara . O levantafoi'realizado pelo próprio Frei' Osvaldo. que. Tal constatação pr~ vocou. . (38) Participaram dcssa ação: José .qua-' tro mil cruzeiros novos.

Ap6s de onde Xavier v5rias fugiu.-E S E H V fi ----~~·-r· ~-de uma açao. ferãncias para mado" atuar de área. em dois Volksw~gcn. Josi mas este chegou jãa de depósito à residência abandona~o tornado mais de João Batista Xavier PeMaria de havia com a sua empregada sua arnaJltc. grupo bião. mili t.:..:tc1(1 ·---·-----------111 L r----. a ALN participara tro do embaixador dos Estados No dia 9 de setcmLro pu.. da resid6ncia Antonieta da Paz. no Jardim Botânico. A pOlíCia reira..o atncoll dois a ALN realizou soldados .(\o Nilitar com o prido seqüeE. foram "passados" para as ativi- são Paulo. mas da organizacão.. que fossem retirados do r~ís. Fon Filho no Rio de Janeiro. Nessa Mendes Filho époc~.antcs <lue estipara as ar 1 vessem sendo perseguidos.. Pereira em ~eados foi presa acabou perip~cias.rmas. entação a ALN. m~is uma a<. sempre que o militante est. e Maria Apareci- 4 de setembro. de segurança na Regional tinha-se Gu~ r. Edunrdo na rua O Se- de Domingos Fernandes.. Ronaldo Ronaldo Dutra manteve Machado contato recebeu de Narighela e Vicente a de fa~er contato com um grupo em Recife "ganhã~ com Francisco a atuar retqrnou de orientar dentro ao o lider. Nesse diu. que teri'l a finalidade alem cl'b guardar de servir Mourão 1 do Vale.do grupo. Aton Dé são Paulo. seria que se haVia encontrado.---..1) . do rl.. do ano seguinte.. dos militantes caminho "queim~ ] todos tinham o era a clandestinidade.ru. Janeiro. As prisões nabara do".6 . r: St I: v :.. nu rua dos internada Araúno IIos para o Zilda jos 76. e convenceu-o Ronaldo da ori Rio de preconizada por Marighe~a.ivesse "que! foram atuar ou com problemas de segurança. casa pital PineI.ncn~um vida ~egal. seqüestro Em "frente".-. ------------[~ _-.:1Uc1.------. um "aparelhO"._ _---------~--..j -_.:1 de u.. tarde. para a realizaçao uma crise 1 geraram j j I Até então. Em agosto.lCiosa .1."exproprinçfio" orgu. O 341 u~ car. a naçao Unidos foi sUrpreendid~ da América. in~umbência lo" para Ferreira.:i.• .ç. de Paula 5. mas ficou com a responsabilidade dades na 5rea do Nordeste. exterior. no Pais.. em outra seja para área.. Eram comuns Sebastião essas trans seja e Joseph Berthold Calvert... O material na garagem Silvério.ro roubado. .1 em são Cristóvão.:1 POlicia I:~t. da da Costu. atrav~s de Francisco consegui. Campos sua casa de Maria . No dia meiro em setembro.! . da ALN. _.nizu.

casa 4. ·5 em 19 de dezembro.I R E . os irmãos Pedro Henrique e Alfredo Carlos de Miranda Pacheco. do Banco Financial. As metralhado ras forám incorporadas ao arsenal da ALN/GB. I I Foram presos._.•.por acaso. reforçado por elementos do PCBR conhecidos como "pessoal do racha" (40). um fuzil Mauser com munição.Dutra Machado. armados de metralhadoras. na Rua das Palmeiras 77. . em 27 Ago. Luciano AI mClda. -"-r<'"'''~-- . Os ir::ãos Y. urna série de assaltos para s9brevivência: ~ agência Catete do ~anco Novo Mundo. no mesmo endereço. foram presos. ainda em 1969. ' IR _________ E S E R V_A o~-I -/-----_ . donos da Agência de Turismo Riviera" na Rua Erasmo Braga 227/419.i..ra~da Pacheco :facilitavam á saída para o e~ terior de ele~entos co~ no=es falsos. em Jaboatão. Erá o "aparelho" de' imprensa da organização •.. No dia se. o grupo. onde foi presa sua esposa Tânia Regina Rodrigues Fernandes. que "abriu" o. era pre~o Domingos Fernandes.fo e vários estênceis. assaltou a agência Cavaleiro. Ronaldo Machado retomou seu contato em Recife e encontrou o grupo de Fran cisco Ferreira.._. sendo que o primeiro levou violenta coronhá da na cabeça desferid~ por Ronaldo. a ALN mandava para o exterior os militantes que iam fazer curso ez:1 Cuba.#. .. pat'rulhavam as dependên~ias da TV Excelsior. em Botafogo.raro rendidos os soldados PMEG Sérgio Rodrigues Teixeira e Hélio Guimarães Monteiro.. Valentim. que. Fo. Em 19 de dezembro.guinte. na rua Domingos Soares n9 21. que se estabelecera em Recife jun to com Dulce Chaves Pandolfi.__ :-. es. Através da Agência. em com panhia de Valentim Ferreira. A partir do dia 8 de dezembro. guardava em sua casa. por um policial paulista em férias no Rio de Janeiro. prontos para rodar.Maria Aparec~da ~~'Costa foi presa._ --'~ . já então contando com a assis tência permanente de Ronaldo. quando de sua volta ao Nordeste. O 0"1 342 da Guanabara (PMEG). Aton Fon Filho e Linda Tayah'-militante 'do setor de apoio --. Em outubro._ . A ALN no Rio de Janeiro praticou. l.S E n V fi. um mimeógrç. iniciaram-se as "quecJ. na Rua Visconde de Pirajá. quando foi'reconhecida.__ .é:ls" de fim de ano da ALN/GB. também em dezembro. Em decorrência da prisão de Maria Aparecida.. Pcrlv Cipriano e Hauricio Anísio de Araújo. à agência Bonsucesso do Banco de Crédito (40) Ro~aldo travou contato com Rholine Sonde Cavalcanti Sil~a. _. tudante de 18 anos. "apar~lhott da Rua República"do 'peru 143/1106.

na esquina das ruas 19 de Janeiro e Mirassol.~'~. na esquina da Rua são Luiz .hia. no Su Seriar. enquanto Antcnor ficava ao Ao dar voz (.o ficou ('i um til:"O n.ut:7. Volkswagen. em 5 Dez. loja viram-se Francisco entraram na loja. na Rua Tomaz Gonzaga. e o fllncion:\rio d. Frnnvolante Fingindo guardns cisco José de Oliveira e Maria Augusta Thomnz. ALN . em 15 Out. a açao dos órgãos de segurança atingi ria profundamente a organização. de onde levou oito mil cruzeiros novos em dinheiro 'doze mil em cheq~es.\ em são Pau lo.elacsok Net. que ia apanllar o gravador.:l COX. Alexandre Malavazzi e José Jo fre de Farias. Wilson num e Antenor Meyer e mais José \\Ii150n Lessa Sabag. JOl:t. J. os guardas e aqueles que estavam dentro dd feLi cl( '._~ ~~~~~. José e a mulher saltava do carro e se postava na calçada. sob o nome falso de Luiz Rodolfo Goldmano Temerosos em verificarem se os cheques havia~ sido compe~ gravador Avenida com sados. a firma Construtora Presidente. ao tentar descontar o cheque. .. foi informada que a conta tinha sido alimentada com 'cheques roubados e que a polícia dev~ ria ser avisada caso os compradores retornassem para apanhar compra~ No dia seguinte. •• ti _ 17.. em 16 1 Dez. O gUilrda civiJ.'Fcrranc1o. dirigiram-se a à loja.no dia 7 de maio.As quedas em Sao Paulo Após as prisões e mortes ocorridas no início do ano.um füncionãrio alertou tr6s çivis que tinhnnl sido colocados na vigilância. em'29 Nov. pagando com um cheque em nome de Luiz Rodolfo Gold~~~. os militantes Rolando Fratti. a agência Castelo do Banco Bordalo ga 11 Brenha. No dia 8.:1. o grupo de ação de jos6 Wilson Lessa Sabag. Ipiranga. a agência da Rua Bela do I3ancoda Bahia.!: --- . ~ ~ fi E S t: nVAUO -I 343 em 25 Set. na Rua Mayrink Vei29 andar.h.a ALN sofreria mais três lI(lUedas 11 • presos. e a "agência Mé.icr do Banco da Ba.-----------1 Territorial.assaltou o. João S7. são aos terroristas.eio inici.:ltlopel():.:l.em zano . A loja. os terroristas resblveram fazer a compra de um na loja Lutz Ferrando.~ L _~{ (:"1 ~:l i'J r: :.Curso Objetivo. mesmo dia em que assaltava a União de Bancos Brüsileiros.~ Pl-i..~~~'. bisonham8nte..1 envolvidos· num inten90 tirot. A partir de agosto.. ItT I roristils. Resolveram depositar os cheques na e conta que Antenor Meyer tinha.

assumiu o controle do grupo A violência não~podia parar. veio a falecer mais tarde. ferido na ocasião. Teve início a perseguição. ao iniciar o conflito e os terroristas José Wil son. Este. no apart~ Acolhidos no apartamento. de nome Cômodo. manteve-se irredutível e quando saiu. No dia se se havLa ligado ao no grupo . placa 44-52-77. ferido no braço esquerdo. Francisco conseguiu sair do carro e abandonar 6 local. Ante-' outros apa~tamentos. não aguentou o peso de seu e estatelou-se na área interna. ao conduzir uma poderosa bomba azul.344 Borba. recusou-se e afirmou que resistiria à prisão.. nor subia as escadas... onde.. adotando uma atitude suicida. José Wilson e Antenor permaneceram expectativa do sinal abrir e só abandonaram o veículo ao observarem que um dos guardas civis falava com o soldado da FPESP que " . pela manhã. atirando em todas as Q que provocou sua morte.f-R· E S E ~ V A O O . Roberto correRicardo ram para o edifício da Rua Epitácio Pessoa 162. I desalojado a por bombas de gás. ma tou a tiros o soldado da FPESP João Guilherme de Brito. tentando. Instado a entregar-se. José Wilson. que auxiliava de ação de José Wilson. Rober~o Ricardo Cõmodo foi preso sem resistir à pri- sao. direções. Ao atingir o 49 andar. resolveu esc~ par por um encanamento d'água existente na parte externa do edi fício. morrendo estraçalhado _. o fez de forma violenta. ao atinqir o 79 andar. foi surpre'endido explosão prematura do petardo.quando o apartamento foi invadido. Perseguidos. Desesperado.. os dois terroristas mento 46. refugiando-se no banheiro. para um atentado. os terroristas verificaram que o prédio estava c~rcado"ocasião em que Antenor propôs' a José Wilson que se entr~qassem.. e Francisco conseguiram retornar ~~ c~~~o que arrancou rapidamente na direção da Rua da cao. homizio em Enq~an• I to Roberto Cõmodo descia para tentar despis. obrigando os policia~s a revidarem. fanatizado pelas idéias ~e Mariqhela. virgílio 'Go- mes da Silva 'na coordenação do GTA.. ~ r Carlos Eduardo Pires Fleury. se encontrava no local. morava um apoio de Antenor. sem sucesso. Maria Au- gusta evadiu-se. Consola o acaso obrigou o carro a ficar retido no primeiro semáfo na ro. sendo preso com uma perna corpo e a bacia fraturadas. Ishiro NagamLque de José Wilson.tar a polícia.pela Volkswagen junto a ou 'guinte.

:\ SilveJ._----.-.. também por indicação de Francisco. _- _------------~l ES( i{ V fi. foram presos.---'---'. quando iam apanhar dois carros roubados para prati Como era de se esperilr. apartamento no da C. vindo a falecer em conseq~Encia com o dono da casa. foi presa de sctumhro. na Rua ua Con o desintegrado na explos5o. Takao Aconfusão.:lsa.O S~11tO Amaro..j. esqu"ina da . defronte ~o n9 758. No "Solar dos Brizolas"....- . João Katsonobu Amano foi preso. L O 3t15 tro terrorista. graças ~o trabalho intensivo dos órgãos de segurança. a outra foragida. Francisco Gomes da Silva. junt. feridos. I ---------------I . Celso Antunes Horta foi preso no dia 29 de setembro ao 'to brir o ponto" que tinha marcado com Francisco Gomes d. Luis Fogaça Balboni e Carlos Liclltsztejn. ~ . na Avenida Duque de Caxias 312..---~ _-~_.veira Neto. de 25 de setembro. lenta..n"o. Em consequencla desse encontro. apartamento estavam homizia. de prisões continuou dia 30 de setL'ml. reagiu a dos ferimentos recct)j. e Manoel Cytilo Oliveira Netto.o Maria Aparecida dos Santos.Rua Maria Antônia.llda Mar de tins da SilveJ.. : ll.. A explosão deu-se às 0545 horas.- .---------. to da l\LN.\l~eHio 11 era dcpó~.. e ofici. na Praça F10riuno Peixoto n9 12. ~ . na Alame da Campi._-_ . No dia 24. esposa do falecido Virgílio. nao solação. preso na noite de 28 de los Fon. pela mística que envnlviu os elementos pertencentes ao qrup?. o final de setembro seria melancólico para a ALN em são Paulo..<~ .dos dois perigosos terroristas. na pc~nsaoo~ 'de morava com seu irmão TakélO.nas._-~-----_. O do di<1 nu mesma oC. A onda.--_. na'méldrugada. o coordenador do GTA. em são Sebastião. Virgíl~o Gomes da Silva. . bala.. dentista. elementos do GT7\ foram surpreendidos car açôes. Hospital mano.ião 1\1nc1<1 no ap.. :~:... foi identificado. foi c confessou que o 11 32.. conseguiu evadir-se Manoel Cyrilo de Olj. De UTTl. em 30 . . foi desbaratado o GTA da ALN e parte do setor de apoio.al R/2. I~_~. -. em PEUf. C:lrlos Edu ardo Pires Fleury foi preso na casa de Jos5 Paulo Reis.ffi presos.dos. .--.:1~. a resistência Após cerrado à prisão foi Na vio- tiroteio. e desditoso acompanhante de. indicou a residência de Ant6nio' Car 23.:l forma pr.--. Luis Fogaça nao resistiu aos ferimentos e morreu na mesma data no das Clinicas.. foreJ. setemonde bro na pensão onde morava.Nagamii.------. no espaço de uma semana.~ visivel..

. ambos do setor de apoio. Márcio Beck Machado..Coincidentemente.. foram presos José Luiz Novaes Lima e Gontran Guanaes Netto. prefixo P?-VJX..---- I ..em fren .'.. Márcio evad{u-se junto os demais militantes.ismo. O'grupo de Carlos Eduardo Pires Fleury'.. Vários terroristas remanes~entes do GTA de são Paulo fug! I . foi detido.-. •. Brizolas". - te à Universidade Mackenzie. foi preso. . militante do setor de apoio. R E S. o deslocamento desses dois para o do Rio de Janeiro a fim de aguardar uma oportunidade de saírem serviu para reforçar a estrutura da ALN na Guanabara. 'dos ferimentos. 4 de novembro Com nomes falsos e chefiados por Ay! Carlos ton Adálberto Mortati. on<1e. da Silv~. " .. três elementos que faziam a sua cobertura intervieram. veio a falecer mais tarde em conseqüência Carlos Alberto Lobão da Silveira Cunha e Denison Luiz de Olivei -.atirando Canto.. ~. .. apesar do pronto atendimento. em vigilância montada pela força policial local no "Solar dos 'Na mesma data..-_ .ria Augusta Thomaz.e no "estouro" de doze "aparelhos". E R V A O O .--. entre eles Rui Vieira Berbet. oito terroristas. após esbanjarem o r. em são Sebastião. e ferindo o agente do DPF/SP cláudio Ernesto com Aproveitando-se da confus~o. de apoio... remanescentes do grupo de Takao Amano.. militantes ram para o Uruguai. acéfalo. Essa ação fulminante dos órgãos de segurança' resultou na prisão de dezenove terroris tas. Lauribcrto Jose Reyes c Ma!: .._----. era preso mais um militante do setor Abel·Bella.-. O grupo de ação de 'Takao Amano foi todo preso. o cooE denador do setor de apoio Paulo de Tarso Venceslau. __ .- . a dinheitu- ro dos assaltos. Esses elementios. I_.de setembro.346 30. No dia 19 de outubro. que fazia o võo Buenos Aires-Santiago. Terminando as "quedas". Quando era conduzido para a viat~ ra policial.. ra. -._-.._. . enquanto Cláudio Ernesto Canto. ~---_. . desestruturaram Essas "quedas" criaram urna crise de segurança na organiza cão. : [ . ainda em outubro. dirigiram-se para Buenos. . foram presos. na rua Maria Antõnia.. -----------. Maria Aparecida da Costa e Aton Fon Filho fugiram País •. somadas' ao desaparecimento da indiscutível liderança de virgílio Gomes a ALN em são Paulo.-. também sofreu consideráveis perdas.. Mv. hospedando-se em hotéis de luxo e fazendo sequestraram o Boeing 707 da Varig.--. que.~. Aires.também no dia 30..

engenhei no a .. a prisão a série da organização. tempo.To o Uruguai. das atividades específicas. ce um carro"da 0E. já em são Paulo..Freis a rede de apoio e Jorge.. Os pa~~sageiros ameaçados panfletos ·Em Cuba. t{ E S E H V ___ '. o casal ele ex-diretor ex~Fr8i Barros Luis da responsável Roberto "Folha C1auzet e Rosemeire João setor que Clauzet. No dia presos. os No dia 2 de novem~ro. c seus as esquerdas por essa não perdoarum fraqueza. da organização" Por intermédio proporcionado subversiva.' fo:am Freis Fernando e Ivo. _. Para nhecendo so'vivo..•. E S E H V A~ . distribuiram brasileiro.•. em são Paulo. responsável engenheiro dé imprensaiRober~o registrou do metrô Ca~los levar ganização em seu nome. frades em 19 de com várias outupri- bro} .1 -- O· 347 I I Krieger fizeram com que o aV~aose durante Os desviasse todo o p~ foram mantidos.. no Rio de Janeiro. pres- a homiziar os fugitivos "abriram". emprestava ("Toledo ll ) Maurício. sob tensão. 4-. como Castro Qili- de Tarso. uO "po~ Ape-: Frei to" da 1\lameda Casa sar de uma Fernando série onde morreu o lider comunista. Manoel para Guimarâes Morais. pelo Antônio Caldas Valença . Câmara sua: casa-para Ferreira dos os.elementos tavam-se presos. coordenador do setor de apoio em são Paulo fora preso setor. ~ .: ex-rep6rter documentos Nogueira Tito Carlos Guil~erme pelas "Folha.. curso tantes com ·armas e dinamite.---. de Paulo (que. Pereira. vimos. de contato que nao e levou o esquema Branca. de aleguções. policial. ro que emprestou final o carro "'l'oledo'" para que de setembro i e Genésio Homem reuniões de Joaquim além de Oliveira. de Brito seguidores que pri- vou a "revoluçiio brasileira" de seu líder m\1is respeitado. Frei o temperamento "9briu" de Marighela.--------- . Frei 3. Fernando.•.. provocando culminar no Rio Grande do Sul. ---.---1 r. 'sos. de Frei o esquema Beto de saída para Os dominicanos o Uruguai.."fi cílio Cesar Ramos ra Cuba. da Tarde". desmascarando o restante deste dos a velada atuação dominicanos. fotos para Fernando os da fal- "abriu" .. D/O !---------------~ .. da ALN. também.mesmo admitia a policia ser 'co pre- de delações. -----. seqüestradores o governq além -- e leram um"manifesto atacando contra de de se protegerem tiveram a perseguição freqüentar aos o os terroristas a oportunidade por Fidel de guerri~hus. da Tarde". Foram presos Penafiel. foi desmantelado soes..

Mais ~arde. Frei Ivo apresenta~ ria Frei Timóteo a Frei Fernando de ._~_" . Frei Fernando e Frei Ivo "abriram" toda a estrutura de. negava-se a admitir a possibilidade de contatar q líder da organização.Leão ~ foi pre- 'so pela polícia carioca. forneceu nome de Frei "Ivo" corno sendo a pessoa a quem procuraria.__ '~ '. quando denunciou a participação de Alberto Libãnio Christo integrante de organização terrorista. Levados para são Paulo. I de dos dominicanos. que havia assumido a coordenação dos dominicanos da ALN' em são Paulo. O encontro seria com o ex-monge beneditino Sinval Itacararnbi Leão (Frei "Timóteo"). da Ordem Dominicana. Frei No Rio de Janeiro. de Janeiro. dentro do maior sigilo. im- prensa. em são Paulo.trabalho de inteligência desenvolvidos pelos Orgãos de·Segurança. fornecimento de documentos fàlsos. por ocasião d~ sua pri são. as ~risões dos integrantes do setor de apoio em são Paulo. Em seguida.' __ " __ '_'~_r'. com quem já havia fei-· to contato. 'E!! fim. os religiosos admitiram que estavam no Rio de Janeiro para fazer contatos políticos. após urnaoperação de vigilância. Esse dado ia ao encontro das informações prestadas Frei por Carlos como Isalas do Vale Almada. incluindo outros reli ----- IR E S E R V A O O . domingo. apurou-s~ (Frei "Ivo") faria urnaviagem que ao Frei Rio (Frei Beto) . levaramã possibilidade conduzissem de Paulo de Tarso Venceslau ao alvo principal da~peração: conclusão da fornecer os dados que Carlos Marighela. em julho. no dia 2 de novembro. Os dominicanos levam Marighela ã morte A persistência e o.acabou confessando que a chave era o fone 62-2324. foram desencadeadas. Leva dos a prestar esclarecimentos num órgão policial. militante da VPR. No prosseguimento Yves do Amaral Lesbaupin da~ investigações.o ex-monge Sinval Itacarambi. etc. Fernando e Frei Ivo foram presos no interior de um ônibus. nas Perdizes. para fazer contato~ para a organização. pertencente Convento dos Dominicanos. pressionado insistentemente pela pergunta "Onde buscariaCO!! ao o tato com a organização. caso fosse colocado em liberdade?". Paulo de Tarso.Brito. homizio de terroristas. apoio da ALN que est~va sob responsabi1ida. incluindo atividades de aliciamento. Em conseqüência das declarações dos dois religios?s. para verificar a possibilidade de infiltração no meio religioso no Rio de Janeiro. em março. Preso desde o dia' 19 de outubro.!RESERVAOO 348 18. " ".

'20 horas. na Rua Bento Freitas n9 são Paulo. às 20 horas.o:. arrancou até uns poucos metros adiilllte. indo par~r prõximo do carro onde se encontrava ' - um delegado do DEOPS!SP com a investigadora Estelél norgcs ~Iora~o.J'----------- .as luzes. quando desejasse ligaria 158.--. na Livraria Duas Cidades.' ~~ .-. em junho. parou desconhecido (41) Antes nÇl desligou . O delegado. Já a senha IIAquié o Erncst~ou aqui e por parte do ll EE com as ne. marcaria o contato rioRio de Janeiro e. no'Méier.1tnp. Frei Fernando foi levado.Frei Fernando admitiu que era o rcspons5vcl pela coorden~ çao das atividades do setor de apoio da ALN em são Paulo e que . Ao atender o telefone. em são Pau~o (41).:lndo o n.o • c10 dC'f. um i~ diyiduo mulato.349 giosos dominicanos. 1101 :!1tu!::! pois ~bril'. Quinze minutos antes da hora combinada.. no dia 4. A tradução está pronta e voce pode vir buscá-Ia lecia que o contato seria na ~s9uina da Rua Dias da estabe- Cruz Rua Carolina Santos. simulando e estar se sentindo incomodado com a indiscriçEio do till individuo. e os freis Ivo e Fernando dirigiram-se para o local do encontro. na altura do n9 800. em horãrios e lug~res pré-combinados. através de senhas s50 Paulo.:lnloro. representando um casal de namorados. Cerca de 19 horas e 50 minutos. escutou: "Aqui é por parte Ernesto. -l~~_:. na cidade do Rio de Janeiro. partir.ch:lVa IllllÍlll PI't"Íl'.hcla o . ou aqui é por parte do Ernesto.---' .oseu local de trabalho. em ou em fazer contato Gom os dominicanos._-. para a Livraria Duas 'Cidades. pré-estabelecidas. . de propriedade dos dominicanos. do A .lda a Rua TC(hloro S. desceu a rua. continuou enccn.. às 16 horas e 30 minutos. \Itiliz. ou um preposto. Esteja hoje na gráfica 11 significava que o contato seria na Alameda Casa Branca.sC nl.lS 110. Em seguida. Após colaborar nas prisões e confessar o esguem~ de cont~ to'com Marighela. o carro dos domi nicanos estacionou em frente ao n9 80G da Alameda Casa Branca e desl~gou as luzes. era f 01 mudndo. dai. Marighela combinou que._~_~_:"~~~~. no Volkswagen da organização que se encontrava no nome de Roberto Barros Pereira. para. A senha 11 Aqui é o Ernesto.sto.desde a saída de Frei Osvaldo de são Paulo.. ele..:ldo Cerca de local. Toda a área em redor estava sendo vigiada. a pe.' O permaneceu obser~ando o carro do dclcg.do. foi montado um 'dispositivo. mantinha éontatos com Harighcla.. Esteja hoje na gréÍfica". ligou o carro..

um os 32.. Diante do gesto de resistência. -\~------_ •. Conforme o cornbinado. pae seguiu no sentido rua abaixo. com um ocupante. expedida pelo Instituto Pereira Faustino. 0'1 .calçad~ atravessou percorrido pelo seu segurança. no sentido contrãrioao va pela...os saltaram do carro. Quase que instantaneament~.exata 'do que ocorria. J 350 apãs o que._. Quanto ao tiroteio que envólveu. ce~ca de mil dólares e 2 cápsulas cianureto... em Santo Amaro. desceu a rua. sem anteced. __ •. acercou-se dominicanos do carro e deu voz de prisão.. o v~icuIa foi metralhado. os "policiais empenhadosna operação.•. Tratava-se de Friedrich Adolf Rohrnann. Usava de Janeiro.~ emocional ao ouvir o de Bar- identidade falsa._. mas nao conseguiram a fuga de dois carros suspeitos. ordenando que M~ righela saísse com as mãos para o alto. 'R E S E R V A O O . na abrir a bala o caminho para a. As 20 horas. do Estado do Rio penumbra da rua e sem ter noção.. dispositivo estabeleceu-se impedir violento tiroteio na Alameda Casa Branca. . Friedrich sofria de neurose de guerra e deve ter sofrido um desequilíbrio tiroteio. mesmo após tiros e gritos de àdvertência e de ter um dos pneus traseiros furado. ao invés de obedecer. falecido no local. oposta a que estava estacionado o carro dos re- ligiosos. Frei Fernando desceu do carro para.c~ primentou os frades. tentando romper o cerco policial. marca Buick. Dando a ni~ida impressão de trata~-se da cobertura de Marighela._------' . Neste exato momento. pantes resolveram . dentista. Um terceiro carro. tendo seu único ocupante._--~--~._._.!""'-------------I cinco minutos. Carlos Marighela usava roupa esporte e tinha nos bolsos aI guns rascunhos. .~uga. Marighela. permitir a entrada de Marighela no banco traseiro. abriu uma pasta de couro que trazia consigo e tentou ~~ revólver Taurus calibre policiais atiraram. aproximando-se do veiculo. a equipe de policiais que estava pró xima.em nome de Mário Reis ros. Os demais veiculas do cercaram o quarteirão. rompeu o cerco policial e continuou a avançar. ficou razoavelmente'esclprecido que·os dois carros que seus pcuconseguiram escapar faziam parte d~ segurança de Marighela e.. _ .I .entes criminais ou policiais. ~iudezas. residente à Rua Flórida n9 135. Quando atingiu a altura onde estava parado a rua em linha reta e.. passou pelo carro. Carlos Marighela subiu a Alameda Casa Branca. Pelo que foi apurado. Caminhao carro. rou novamente R E S E R V A O .

í.direçã6.emunescente do grupo Fleury. . na coxa ~squerda. A seguir.1nl o Comando "Vi. A invest! gador~ do DEOPS!SP Estela ~or'ges t10r. J. IR E S E Il V A ~ ~J Cardoso 351 de No entrevero..da. •••••. necessitando assaltar para partidá- sobreviver. solicitou e obteve apoio das organizações rias da luta armada.ente.1n .ica (/1 2) Compunll. passou a usar a denominação de Comando "Virgílio Gomes" (42).tin.1lcs. FJ. foram deslocados do Rio de Janeiro para são Pa~ e lo Carlos Eugênio Coelho Sarmento da Paz ("Clemente") e !\na Burns ztyn.s daGua tt nabara e de Minas Gerais se'encontravam desorganizadas. 19. da ação do GTA.rr.ivio.lio Gome!>": Carlos Chn.José Idézi. convocação de Marighela e por ele di. . em são Paulo. A .Tucunduva foi ferido a bala.r. ~ue contava com ciri co militantes. De qualquer forma. assumiu sua.s". o delegado do DEOPS/SP Rubens Meilo . Desarticulados os GA. sendo que a segunda estava praticamente desarticulada com a "quoc1a"de da Corr. Apoiada pela VPR. a ALN realizou em 29 de dezembro de 1969. ALN . Édio . Isto porque as coordenações regionaj. O grupo.a partir do final desse m6~. !\urOl'a N"ri. a ALN.ta de qUadros para substituir os élcmentos preparados para a açãornilita~ Em fl. .c~o d0. principal ponto de sustcnt~ ção da organização. ( ~~I~:~.mção das "queda. p. com desprezo pelas normas de segurança.o Briancz i c Rt'innl do ~Ior:\no F i lho.•"I~~ . fraquejaram dian te da realidade~da prisão e do desmascaramento. gra~emente na cabeça. S. Guiomar Silva Lopes.gida. fim de auxiliar o soerguimento e a continuidade . foi res saltada a importância de são Paulo.~.~~ . um assalto simultãneo nos bancos ItaG-Am6r. '/ ! (Il E :.i\ugusto Xt'VCf.uto. O~ Freis Fernando e Ivo. com a desestruturação de uma das mais bem montadas apoio e dos 'Grupo de Ação (GA) do GTA de s50 Paulo. deposit~rios da confiança de Marighela. pelo HR1' e pela REDE.'\parecido de Lima e mais um militant('~juntar-se-iam a esse grupo. afetad~ num conseqüênredesde Marco Roberto Zanconato e da maioria dos militantes tamente a Regional de são Paulo seria profundamente processo que culminou com a sua própria morte e. a constituição açodada de grupos.Remanescentes reestruturam-se Durante a Gltima reunião de em são Paulo realizada por autocritica. em setembro. ex~ cia.t i denll. demonstrava a fal.rigi.1 do N:~sc:ilOenlo l:-lIrtado. veio a falecer no dia 7 de novembro~ o te~ror perdia o seu maior inspirador.para a realização de umo uçao. em Marighela mal podia prever que.

Geraldo Nascimento'. buscando preparar . '. dentre eles favoráveis a luta armad~ • . iniciada a estocagem de artigos diversos visando às atividades futuras da organização.----- .A aproximução com a Igreja e o seu desmantelamento Em 1968.foram adestr. no Estado de são Paulo.352 ./ .I ~ E S E R V A O~. que era a fonte ·de recursos da organização.Agostinho M*niz Batista. a FALN apr~ financeiro alguns' e material de diversos de seus integrantes. realizados exercícios de tiro e de técnicas de guerrilhas.- --.Ana Burnsztyn e Antonio dos Tres Reis de Almeida. e~ ~unção ~as diversas de atuar das várias organizações. Passaram. 20. participar. também. foi planejado por Mário Bugliani. foram estimulados e desenvolvidos ção Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN) pela organizaos trabalhos de recrutamento em diversos municípios da região de Ribeirão Pre to. pois.:lmpo era Mário Bugliani~que recebeu o titulo de "capitão". também em Ri Em 1969. beirão Preto. o sofrível nível militar de seus integrantes. ainda em fase inicial de implantação.' que. (44) O responsável pelo c. só pod~ria ser realizada esp~ radicamente e.:ldos. S E n V A O 0'1 . distrito de Guatapará. com o assessoramento de Djalma Quirino de Ca~valho e de~César Marcelinoda Sil (43) Pela ALN. O segundo. os passava a Âurea Moretti. 'matas da Fazenda Boa Vista.:lr M. foi destruído pelo fogo. obtendo o apoio moral. FALN. a FALN instalou o "Campo de Treinamento dos ComanAs atividades do campo eram reguladas pelo "Regimento Inte'rno do Campo de Trei o empirismo da organizaçao e.--. Em 1969. seguida.e dinamizar o desencadeamento dos do Exército Popular de Libertação Nacional". Os contatosiniciais com membros do "ele ro progressista" eram feitos através de Mário Lorenzato. namento". na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio Os remanescentes (43).:lrcelino dn Silvnlc Djnlma Quirino de 'Carvalho. fizeram uma avaliação da situação e conmaneiras cluíram que a união em frente.:lm:todo o Comando "Virgil io Gomes" . foi desmantelado pela polícia em"outubro de (44). instalado riasmatas das pr9ximidades da nas 1969 eram Fazenda Capão da Cruz. ximou-se da Igreja Católica. seria necessário refazer o GTA. à zona rural e Auem Mário Bugliani estendia o recrutamento rea Moretti à zona urbana. Foi. Paulo I\ntonio Palciros Rocha. e Mercantil. C~s. José Felipe.. o primeiro campo.:lbilidadc. cujos artigos caracterizavam da luta armada. Sob sua respons. portanto.--. também. a trabalhar com essa finalidade. Neste campo. l~ '--'------"-: --'--' E. No ano de 1968.

corno o centro conhecimento Mário destacava-se da o do IILar Santana". durante do a açao policial. o.:l~.. favor5veis' P:ll·ti(~-ip. o seqUestro da região. estampava pelos as contribuições bem como financcir. presos ru e são Paulo. semana~ conseguiu delongar evasivas. "clero re- a participação. por usineiro de abas não. são José s50 Joaquim Foram da Barra. dos Campos.o. o I If I! n\entos da organização.1ram da açãn: \~~ndcrlcy Caixl'.rlns Nicol:1l1 l~ iSilvio Rego Rallgl'l. de Ribeirão Franca.Des. "aparelhos" capitalif~ estourados" Dentre os vários lI.são Paulo.'~ção dos bo.tc "aparelho" la teirorista: na Borges considerado só tinham Wanderley nervoso três organização. e apreendideca~ material destinado à luta armada. __ I):'::~j . a organização Sertãozinho. pouca coisa restou.I!~ cientemente (45) religiosos. desbaratou seus intentos a FALN.-.. . Os planos II 1 I.l existente Madre Maurina. ram 11 cerca de 50· militantes como Só em . bro de um relatório MorcLti. de segurança. J05~~ Ivo V:mIl1lchi. do farto panha. feitas as suas idl>Í. Dentro elaborado por Áurea apreendida. de religiosa.ilho~ 0ntonio Inocêncio Gomes. por mais a confissão o tempo de sua implicação necc~s5rio no inqu6rito para ins- com a organização. pelos municípios Preto. do líder da organização. da cúpuMa~ri docudiário para elementos Caixe..II"lO Lor<.--. que a organização efetivasse já Be Ba~ criminosos. se concretizou falta condiçõcs desse e em razão dos acontecimentos de outubro Na noite de 12 para 13 de outubro.:. se estendia bedouro..". que obteve a documentação serviria d~ prova As investigações velaram junto procedidas.. i-'~----'" "--". com . Ao ser desbaratada. uniformes armas.:. eram guardados de tarefas os principais futuras.aparelhos" da FALN.qual da organização E S E nv A.-'. Vil'cnt't. 1969. Nele.de logístico seis padres progreSsista" c1ü (1'ocumcntaç~o 0m'setcm~ con~ ao setor da orgél~izaç5. desse rou A pronta r(. na condição de uma Desta no "aparelho". H. -~ ~~_~_~'_.-------- --. Nelson Agellor '~'t>IIl'lIl. AIC's::i F. .~~ ! ---fn va. forma. tado ano. I Do materia.JoãoC:.'nzato. d'a organização. uma parte da munição ~ de ácidos e I' a confecção panfletos de explosivos.~~ 353 de um membro da família Marchesi.. subversivos os esquemas de assaltos diversqs ficavam sob a guarda da Irmã Maurina. foi realizado Preto. um assaI to de onele à pedreira foi roubada da PÍ"efeitura Municipa! grande quantidade órgãos impedindo de Ribeirão de dinamite e estopim a partir (45). munição três e explosivos. destruir taurado. Lorenzat6 e a madre da Silveira.

21. são Romao. .----------. Edmur apresentou um plano de ocupação da cidade de Unai. sendo setorizado no Comitê Estadual de são'Pau ficando responsável pela i~pressão dos órgãos m\.-. . Edmur foi e. Ali permaneceu por .--- / ' . até . mas tutelado estrategicamente nada pelo líder da ALN. .. e politicamente. Não possuía uma linha política definida nem uma estrutura que a tornasse carecendo. trocada pela vida docôn sul japonês Nobuo Okuchi.. ' fRESER~~r . no Estado de Goiás.Após se exilar no Uruguai. em Minas Gerais. militar ainda. que.em vista as condições fisiográfi~as desfavoráveis e a falta de motivação dos habitantes locais.- . Nascida sob a inspiração das idéias de Marighela. Edmur o acompanhou.--. Na realidade. tornar-se-ia mais um grupo revolucionário com au tonomia tática. Realizado o levantamento.~EnVAD 35 OJ atra- ã luta armada (46).. retornou e lo (CE/SP). os padres: Angélico Toldo. tendo. de elementos capacitados a dirigi-la tt - ligando-se...des pela orientaçãoema operacional. Plinio Luís Eu~ênio Peres e Joaquim Corrca Leandro..1. escondia munição e explosivos nas dependências da entidade. Enzo Campos Gusso. ---------. a FALN.!! viado a Brasília para fazer um levantamento da região e verificar a possibilidade de instalação de uma área de treinamento de guerrilhas nos arredores das cidades de Formosa.. Marighela e Guevara ....--- - . Marx. IRI. foi banida do Brasil.. ã sombra da caridade prestada vés do Lar Santana.M3"':G Edrnur Péricles de Camargo era um homem de confiança de Ma righela •. que Marighela ficou de apreciar junto com a Coorde(46) Eram citados. Na mesma oca~ião. João Ripoli. Edmur pela inviabilidade concluiu do projeto de implantação de'uma área estra- tt· tégica.Mao. Edrnur recebeu ordem de a9uardar em Brasília novas instruções da organização.nominalMente.---. voltou coa militar no PCB. dois meses. Pirapora e são Domingos. também. . do partido.nistas "Tema" e "Combate". a extinta FALN comportou-se muito mais como um grupo do que como uma organização. Po?se. caso vingasse. no relatório de Áurea.---. Em agosto de 1968. No encontro. em 1964. Sândalo BcrnaLdino..' . Com o afastamento de Marighela do PCB e a criação do Agr~ pamento Comunista de são Paulo (AC/SP).que foi orientado para se encontrar com Marigh~ la em Formosa. Madre Maurina.

. No Rio Grande do SUl.j I (48) Em fevereiro de 1969.va com o cmpl'(. 1f (!~ f: S_: "u V.r. o projeto foi descartado desde o início sua inviabilidade ação prática. Paulo Roberto (47) . Edmur tentou integrur-senas 'organizações que ali atuavam.r.\.1vali o militantc.I.I.1do por Narip. .J CI rt .11 i7. Du Vl\E-l\IlJl1ares.~J. Desgastado. O M2-G foj eJ)0rossa do no contato feito com as outras organizações. Edmur entregou a "Toledo" carta pedindo desligamento da ALN (48). I aproximaram-se de Edmur. :1l'l'.o lndlr. li I: Através de um antigó militante do PCB.cvcria ter o caraU'r :.pois eru considerado "qu. Edmur expôs n opinião. pela presença de dois estudantes na reunifio. Edmur ficou do contatos semanais com "Toledo".ático independente. •• Fin. índio Brum Vargas aproximou-se de Edmur levando consigo alguns seguidores. [:\ •. onde.1ção dos grupos.crlllllo:\do uil V10 Illl'l.hel. . Edmur acusava Narighcl<. por contrnriar um dos princípios da ÀLN de liberdade tiitic.I111CIllO (1:1. o militante José Gomes da Silv. mantencom o que consiuma derava pouco caso·de Marigbela. ta prcconlz. ('odo-o 'vivl'r tot:llIllL'ncc. Edmur .m.durante dois meses.1 ("Ric:1l'd~") fez contato com Edmur em Br<lsília e informou que o plaoo de' OCllP:!(::lO de Unai tinha sido rCJ'eitado. . No início de maio. esperava continuar seu trabalho re volucionário.:llli::ilÇão. Miguel Marques. no primeiro encontro com Marighela. considerado de caráter secreto. Influenci:ulo pelo resultado do levant.1" 1 I'lll' 1 '. Edmur viajou para Porto Alegre. O ~rupo propunha-se a li I atuar em frente com outras organizações so fosse necessário.1 de .l'I'\llldarlo e divcrs ioni.I 355 1 naçao Nacional.cl('IH'nd('llll' (:\ Ol')'.l ~ ('r:l 111:. Edmur dirigiu-se a são Paulo para pedir explicações a Ma righela.. Mao e Guevara). atu.. mas foi delicadamente recusado. "por cons'iderar-se o comandante da área de Goiás.' Telles .:lrta. de que a guerrilha rUI'. que ~ ~. Tal fato fez com Edmur partisse para a estruturação de um grupo próprio.1 dI'. cbm' o? conta~os que possuía. J • Na c. Miguel concordou com a formaçao de um grupo t. • " . nua foi possível tocar no assunto. Miguil Marques ficou como elemento dclig~ çao entre o M2-G e as ou~rus organizações.' 'I q \ Il' li ( • nao concortl:1.Fnas.eimado" em todo 'o País. Contrariado aguardando um novo encontro cQm o chefe da ALN . Através de Miguel Marques. Edmur contatou Jorge Fischer Nunes. Na verdade. o que colocava em risco as estruturas existentes no Sul.dar um passo maior para realizar que ~s pe.:~: l:.•. Em são Paulo.lIb~~ iste~ te sem n gucrrilh:\ urhanil~ que n~o d.c~ Marx.não possuía meios suficientes pela do a 1 (47)..l de "centralismo élutocr:lI1co.:1nd~ ~. Ataíde Teixeira.Goi5~. . ~dmur queria. gla que homenageava que 'tomou' o nome r-I2-G (si:do Rio Grande do SLll.

Bertolino Garcia Silva. .Alegre. dentro de seus des varias. e. o ex-tenente do Exér. em abril de 1970.R E S E R V A O O . assaltou Econômica Federa~da Rua José do Patrocínio. realizado pela VPR. . Edmur já tinha planejado.. 356 RE S E R V A O O Frank e Gustavo Buarque Schiller. Edmur P~riclcs de Cam~r~o tomou· parte em ~odas as aç~cs. cito Dario Viana dos Reis. Em 23 de julho.-------------1 guns militantes. através de indio Vargas e Miguel Marques.alimentícios i I I para toda a popul~ I I ! (49 ) Participaram desses assaltos: João Batista Rita. uma "grande ação". Bertolino Garcia da Silva. carregaram de alugar "aparelhos". ---- 1---------! --.--_. a Caixa em Porto .. em 4 de abril de 1970. que foi preso. Paulo Roberto Telles Frank. em Porto Alegre. Curtis Cutter._-----_. Edmur._~----_. . junto com os treze integrantes de seu grupo. com a participação de al O M2-G resolveu·partir direto para a açao._---_. e ~o PTB. da VPR. Ao ser preso. A intensificação da atividade policial atingiu em cheio a organização de Edmur. que se a ag~ncia Petr6polis do Sulbanco.:-~.-.•._-.com a ocup~ção da c~dade de Caxias do Sul e a distribuição de gêneros. assessorado por Jorge Fischer.I Também do POC o M2-G teve a colaboração. en- O dinheiro arrecadado destinou-se à montagem da infra-estrutura do grupo. Ãngelo Cardoso da Silva e Dario Viana dos Reis. no dia 13 de junho. foi assaltada O fim do M3-G foi apressado pela tentativa frustrada de se qüestro do cônsul norte-americano em Porto Ale~re.

do Banco do Brasil.I cito Dario Viana dos Reis. Foram assaltadas: a agência da União de Bancos.R E S E R V A O O . em Porto Alegrei e.-------. . 'em Cachoeirinhai a agência Tristeza. A intensificação da atividade policial atingiu .---- --- ----.356 _------------\. -. em 28 de janeiro de 197Q. até o dia 2.-------. Bertolino Garcia da Silva. e Edmur nao conseguiu contato com Marighela. Edmur.em cheio a organização de de seu grupo. e. Edmur já tinha planejado. e ~o PTB.alimentícios para toda a popula Edmur. Edmur. realizado pela VPR. Paulo Roberto Telles Frank.. Em 23 de julho. No lnicio de outubro. em (ou seja.•. .' Enquanto tentava a aproximação.com a ocup~ção da c~dade de Caxias do Sul e a distribuição de gêneros. .. em 4 de abril de 1970. Ângelo Cardoso da Silva e Dario Viana dos Reis. Marx. Curtis Cutter.de março de 1970. da mort~ de Marighela.------ . o M3-G assaltou mais três estàbelecimentos de créditos no Rio Grande do Sul. __ ·_------. com as "quedas" de setembr%utubro. O M2-G resolveu'partir direto para a açao. em abril de 1970. a Caixa em Porto 'Alegre. Também do FOC o M2-G teve a colaboração. pelo rádio. que foi preso. A partir daí.assaltos: João Batista Rita. I I . dentro de seus des varios. ..- .. atravês de Indio Vargas e Miguel Marques. no dia 13 de junho. o líder do M2-G viajou para são Pau lo para saber a solução dada pela Coordenação Nacional da ALN a seu pedido de desligamento. finalmente. prestou-lhe ~g~. com a participação de al guns militantes. tomoll'conhecimento.de do Sul. assessorado por Jorge Fischer. em dezembro. '~_··. Mao. Naquela ocasião. modificando o nome de seu grupo para M3-G Marighela e Guevara). 'Nadama~ restava afazer em-São Paulo.. ao retornar a Porto Alegre. em Porto Alegre. Edmur périclcs de Cam~r~o tomou'parte em todas as ações. Viamão (49). assaltou Econômica Federa~da Rua José do Patrocínio. a ALN vivia uma cri se de segurança. en- O dinheiro arrecadado destinou-se a montagem da infra-estrutura do grupo. ._.---. RE S E R V A O O Frank e Gustavo Buarque Schilleri da VPR. o ex-tenente do Exér. em 2 de marC9. foi assaltada o fim do M3-G foi apressado pela tentativa frustrada de se qüestro do cônsul norte-americano em Porto Ale~re. junto com os treze integrantes i I (49) I I II Participaram desses .. Abalado com a morte de seu antigo líder. do Banco do Estado do Rio Gran. Bcrtolino GarcinSilva. que se a ag~ncia Petr6polis do Sulbanco.:. uma "grande ação". a agência Viarnão. Ao ser preso. carregaram de alugar "aparelhos"._-.

para definir Nesse ano. e oficial da reservado Exér cito.Partido (50). também. O grupo deveria. passarmn a residir em um sítio adquirido em Coiinas.~V~_t---------- --J . • I a Comissão Militar (CN). Libero Gin~carlo Gonticli:t.namento de gueE. a mesma cujo planejamento . ligada diretamente à Comissão Executiva (CEx) e integrada por João Amazonas. teve fim o M3-G. João Carlos Haas Sobrinho foi deslocado para Por to Franco..Jm-sc par:t o sul do Pnr:i. pr6~ria subsist~ncia.. ocupação causara seu·afastamento da ALN~ . rilha na República Popular da China. dimir Ventura Torres PÇlmar" juntamc'nte' dom Nelson Lima PiauhiDo~ rado e um elemento de codinome "Augusto"'. nascido da vaidade contrariada de um megalomano que não aceitou a interferência da direção da ALN nos seus planejamentos irreais. que com o tempo evoluiu para um hospital. ainda. com trei. 22. norte de Goiás.foi deslocado par~ a reg~ão sul do Pará. no sudeste do Parã. como area prioritária para a instalação do núcleo guerrilheiro. que mais tarde se constitui ria na prinç!pal ãrea de campo do partido. no Estado de Goiãs. em 1967: Naul"lcio Gr:t!wis. Em 1967. N~sse ano. o PC do B iniciou. - Araguaína. A missãp principal recebida pelo grupo era o reconhe cimento dOa área. O PC do B e a Guerra Popular Com o objetivo de desenvolver a luta armada no campo. no futuro. num raio de:: aproximadamente 30km. !-1aurício Grabois e 1\ngelo Arroyo. Dessa forma. As informações levantadas deviam ser passadas a João Amazonas de Souza Pédroso ou a Ângelo Arroyo. a montagem de uma estrutura -- 357 militar na de cidade ' de Unaí. no ~1aranhão. Planejava. Os componengarantindo a tes do grupo deveriam trab~lhir como agriçultor~s.~_E":1 ~_::'. em Minas Gerais. havia esco lh1do a região do baixo Araguai~.ãrea de implantação de um foco do Orlando Costa - . servir de" apoio à guerr. ( El ':. e travar contato fazendo amizade com os vi zinhos. onde abriu uma clínica médica. os primeiros reconhecimentos a. município si tua~o ao longo da rodovia Belém-Brasília e a 100 km ao sul de . EL::l de Limn Noncr:tt. nessa 5rea mais cinco militantes .-' ' [R E S E íl V fi C O· ção. uniu-se a eles André Dcsloc:tl". formado no CPOR do Rio de Janeiro -. nai do an~ desembarcariam (50) Atq o fido GrõDois.Wla . guerrilheiro. Ap6s os reco~hecimentos real~zados.ilha. No início de 19G8.. Osval militante do partido. em 1966. Dnniel Rih0iro C:tllndo c Pl\ulo Hcnucs Rodrigues.

em gl~ lar .A O ~ ---. O documento· af~rma qU. . em colaboração com ã CIA. 'A Guerra p~pular derro tará as Forças Armadas" • . os serviços secretos das Forças Armauas. visando à criação de um "Exéi:' cito popular". Carlos Nicólau Danielli.§.. que . Maurício Grabois e Ãngelo "Arroyo.da.. Sua tradição milita~ é quase nula.r. Utiliza~am-se de um barco. Em janeiro de 1969. Criméia Alice Schmidt Almeida.ao do baixo Araguaiamais cinco militantes (53). até mesmo des das Forças Armadas tendem à desagregação combatividade. no qual reafirma que a primeira etapa . 'unida.além dos su Jover plcntes Dynéas Fernandes de Aguiar. Em 1969.. . Gilberto Olímpio ~aria. Empenharam-se pouquíssimas vezes em renhidos combates. com o "curso de urnaguerra de vários anos". -------_. Os elementos deslocados para a área eram de absoluta CO?~~~~ç~_~adi~eção '. numa casa em são Paulo. -. comercialmente na. .. onde vendiam os artigos que interessavam aos habitantes locais e deles pravam o que produ~iarn. apoiada nos recur-' sos existentes no próprio País (52)._-------------------- .com- Esses primeiros militantes estabelecera~-se área~ adquirindo urna farrnáci~ e pequenos armazéns.---. através da "guerra de guerrilhas". elementos isolados e.Caminho da Luta Armada no Brasil". ·sem na área. . . terpretação da realidade. têm fomentado atos de terrorismo e assaltos a bancos". possibilitando.. Pedro Poma.-. revolução será "nacional e democrática". globando "amplas massas da populacão". o Comitê Central (CEx) (51). o documento comete um grosseiro erro de in. (52) Colocando como seu principal inimigo os "i~peria1istas norte-americanos" e as Forças Armadas.e "no' curso da Guerra popular.. o sustento dos bas que se localizavam no interior da selva.deslocaram-se para a regl. o PC do B rea lizou urna reunião de sua Comissão Executiva se mes.AUrla ne~ "Guerra Pop~ en(CC) publicou o documento militantes que lá se encontravam e a compra de "direitos de posse". Luiz Guilhardini eM3noel Telles. partidária e a missão dos. com o controle e a identificação dos est~anhos que chega... estarão reservados 05 movimentos' de massa. (53) Nessa época foram de3locados os militantes: Antonio Guilherme Ribeiro Ribas. 'João Bis po Ferreira Borges e José Huberto Bronca. As cidades. a fim de obrigar "a reacão a . Lincoln Cordeiro Oest.. ' f R E S E R V . Integravam a CEx: João Amazonas. .A' luta armada deverá ser prolongada.as quais. mes- (51) . R E S E R V A O O 'I 'I ::_. conservar nas cidades ponde .e não terão grande . ao afirmar que "ulti mamente. estabelecimento desse comércio em diversos lugarejos o permitia aos subversivos exercer um efetivo sistema de informacões.--._~ J--/----. dirigidas pelo "partido do proletariado"~ desencade~rão a luta armada no~. --J . ráveis forças militares "'.I permiti~ a c~?~a ~'venda ao longo dos rios... ou om erro intencional..358 . também.

" . partes a são José dos Camp~s. Paulo Cavalcanti llrasil. composta por 11 membros. Edg~lrd dc Allllcidn:-Iartins.:lO. que teuma linhq teria política (55). faria dezenas de jovens rem em armas e embrenharem-se na~ matas do Araguaia. Paulo Ribeiro Nartins. criaram-se Em conseqüência.lapc los 11 primciros . do uma reunião num (AV/PC do B) promoveu no Estado reunião. seções-militares de selecionar para nos os comitês futuros 'encarregadas O PC do B preparava-se a luta.Carvalho. Olyr llatist. quando aprovou o docume~ da Di tadura com a Intensificação das to "Responde'r ao Banditismo Lutas do Povo". no Partido".. de são Paulo. JélnlCSAllcn Luz c RailllunJo Gonç. as reivindicações de trabalhadores das massas rurais e organizar o recrutamento suas lutas". Paulo dc Tarso Giannini. Nessa e da linha d'a AV/PC do B. Canitês "o envio do PC'do B deveriam para tornar as medidas e$tudar que assegurassem de elementos camponesas. na 9apital paulista. uma Dire • cao Nacional Provisória ria a missão ria". .10$05 <. Concluiu-se uma organização. por um futuro (54) (DNP).:tlvcs de Figuciredo. F01ipe Jos~ Lin doso.. Resolveu-se uma linha e objetiva.----[nESERVf\CO . Em dezembro em seu "aparelho" para de 1969. Derly José de. regionais e municipais.comforum tratadas que de 17 militantes da direção at. mas sim um amc>ntoodo de pela criar falta de que não se entendiam pOlitica clara c nem se coordenavam.é então. Era "provisó_ qud ser ratificada que só a ou retificada parti! dessa de elaborar porque temporãria. Dl!V~mir . Nos pr. A primcira DNP dn AV ficou constilllí<. co~ sua pena.lc C. citados dentrc os que comparcccram a (55) - milit. flio Cabral de Souza. A consolidação da Ala Vermelha 1969. Jaimc de Almeida. novamente. Jo[io Francisco dú Pinedo Knsper.:t Corrca. desenvolver o campo. rCUnl. -receberem um maior e mais 359 Contí mos era preparar o caminho nuo fluxo de militantes. 23. José Horcira Chllmbinho. o CC do PC do B reuniu-se. (54). Fcrnando Sanna Pinto.mento de r~ a volucionarizaçfro Guerra Popular ideológica no campo. a fim de desencadear os diversos Por esse documento.1rvn=lho. através do qual foi lançado um "movi. congresso da organização. Renato Carvnlho Tapã jós. peg~ João Amazonas. Estiveram presentes: Diniz Cabral Filho. sitiq próximo a presença as questões ela não eFa.:tnt~s I" .imeirC'ls dias de fevereiro'de Partido Comunista do Brasil a Ala Verme1hq. ~guerrilheiros".

com o roubo de mais de de cruzeiros. o ato na roubo de sabotagem contra a empresa de ônibus Jurema. de onde foram levad9s mais de 17 milhões de cruzeiros. em 14 de abril. James Allen Luz. na Alameda Barão de Campinas. seqüestro do soldado da Força pública do Estado de são Paulo deir Gomes. Estruturada p. assalto à kombi do Banco Francês-Italiano. de Ala Vermelha (AV). ''" f- . em Santo André. (57) Participaram da ação: tlio Cabral de Souza.J -.i que se iniciaram as divergênRevo- cias da CEN com os. de são Bernardo do Campo. assalto ao Banco Francês-Italiano.Barreto. posterior (56) A primeira CEN da AV ficou constitu~da pelo~ 5 primeiros militantes ci tados dentre os que compareceram ã reunião. Da niel José de Carvalho. DerlY'José de Carvalho. uma Comissão Executiva Nacional função permanente Foi. [1R· E S E R V A O O :I-. J 360 \ r l reunião passou a chamar-se.série de ações armadas. composta por 5 membros e que teria urna (56). O grupo expulso. a DNP realizo~ uma reunião. entre os membros da DNP. no Jardim &1nto Ama ro. em 19 de maio. Em meados de maio de 1969. liderado'pelos exe por nao acairmãos De (este. os quais. por estarem ligados ao trabalho mais secreto e clandestino da AV.membros do Gru~o Especial Nacionalista (GENR). para a transmissão de uma fita gravada por Derly José de Carvalho. com orou bo de 20 milhões de cruzeiros -. com o lançamento de "coquetéis Molotov" e o disparo de raj~ das de metralhadora. ~ey Jansen Ferreira Júnior. oficialmente. queriam uma série de privilégios. com de cerca de 250 milhões de cruzeiros. taIT~ém.--- . Devanir 'José de Carvalho. Rua pacaembu. a propósito do Dia do Tr~ balho. em 17 de março.-----_.. Gilberto Giovanetti. a AV reiniciou a sua (FPESP) Valescapassem 8 milhões . em são Paulo: em 15 de março. __ /~_-_. na Avenida Utinga. na qual a quase totalidade dos membros do GENR foi pulsa da AV. em 5 de maio.:. Ader vaI Alves Coqueiro.-. nessa reunião .". em Osasco. assalto ao Banco F •.. em Santos. lucionário (CEN).nesta açao foram assassin~aos o motorista Francisco Bento da Silva eo guarda bancário Luiz Ferreira da Silva (57). por seu extremo caráter militarista vanir e Derly José de Carvalho tar as ordens da CEN. assalto ao Banco de Crédito Nacional.roo- 1R ES E R V A O O. Foi eleita.--- -----~- '. Lúcio da Costa Fonseca.. membro da CEN). ------. e em 14 de maio. na Vila Paulicéia.com o nome definitivo. a fim de que elementos da organização de uma vistoria de carros. tornada da Rádio Indepen- dência. em Osasco. em são Bernardo. Genésio Borges de Melo e Antônio Hcdciros' Neto. ainda. em-7 de abril..

vicente Sílvio N05chesc.~ c Haq~arida 1-1:)ria do Am. descontentes com esses dois grupos.ovis6 (58) Os cinco pr~sos inict31mcnte fotam: S~rgio Frnnci~co dos Snntos. alegando "diVe~gências l~lit~cas in~ superaveis". 361 me:nte.0 o •. viriam. docu~ e \ i Ainda nesse m~s. liderados por James Alen o- gueiredo. . Paulo Brasil.. dando origem ao Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT). reira dos Snntos. de onde leva- ram grande quant. /\lípio Raimundo Vi:ma Frcin~. . Em setembro. a afastarem-se da Essas prisões levaram alguns militantes \ i AV.do da comissão para a el'jiboração do documento "Os 16 Pontos". também." \ i I (59) . I I I i J ---------------l. çao (59). estava conduzindo a organização ao isolamento e ã destruição. Ao retornarem de um treinamento de tiro.O Cianuini. em Embu-Guaçu. vicente Eduardo GOtlll'~. As investigações procedidas levaram à descober·ta de tr~s "aparelhos" da AV.idade de material gráfico. Carlos \'ot:hika: .ll Lopcs. . nos dois últimos dias de agosto.no dia 5 de agosto. e no Banco de Gerais.1cl PcprcsoS: Ncl!ion Briss3c Peü:oto.1 por. _•• -. ~~~..1da Fclicc Noschc5C.:. em bro de 1969. a AV pro moveu uma nova reunião. com a apreensão de grande quantidade de armamento e muni çao.: f:lio l\r:l5il Edr. a AV a reformular a sua linha política. elcJ.a.:. foram presos cinco de seus militantes.' .-) C:\v3Jt:anti I~ P:. Dos cinco membros da CEN. 50 restavam dois. Levaram. 1'. onde !-tinas na firma Kelmaq. considerado o "tc6rico" da organização I Cavalcanti c que havia par- ticipa.l1\ fot"nm o Hiz. Luiz Tolcuo Barros. arrecadando quase 4 milhões de cruzeiros. a Comissão reuniu-se e elaborou o mento denominado "0S 16 PontoS".al"u de /\lnll'i(l~ H:1nin~ .". Fvl ice No~('hcsc c Troíimcn:l H. segundo a visão de boa parte dos dirigentes.~!~2-~~ ~-. membro da (EN.'.i .o veio a fundir-se com o "Grupo do Gaúcho". na ten tabiva de afastar-se do foquismo militarista.0' C~\)}". . Cerca de dez militan Fioututes. a AV prosseguiu nas açocs armadas e " . em Guarulhos. em julho e agosto. quando foram presos o~tros olto militantes da organização 1 (58).ü foramaprovados os "Estat. RCU:o'lOCalovallw Tnp~ljós.:1I:o. L:lís Furt:H\o Tílpajús. mais um membro da CEN.ta em fevercl . a CEN designou uma Comissao Auxiliar a fim de refazer a linha política da organiz~ \ \ .utos pr.ROll. . Assim. No rin:!l de a.resolveu desligar-se.1l'. Apesar das expulsões. tr~~assaltos: foram roubados seis mimeógrafos.lk:lo\.1l 'r.o:. que. Nos últimos dias de outubro e começo de novembro.l.'O I de T:II":.--. dentre os quais ~oão Francisco Pinc~o Kasper.11 l\e SlllI:'. a ingressar na VAR-Palmares (VAR-P). Lcopl)llh.:\.lOl~ra compost. A C()mi~~~. executou. na Casa Odcon.na qu.----IRESEHV/\L ar Luz e Raimundo Gonçalves de .lO. Lamuc.1\:1.

que básico era uma autocritica e atacan da AV __ . contra Nove o ano de 1969 com um ato ~imultãneo em 16 de dezembro do Serviço e a outra (Dia do Reservista) Militar.6~a. a.Jtia. pJte.lho no /j elo da.Jta.. José Anselmo da Silva..Jta. nas proximidades da qual roubaram Avenida 23 de Maio. mas a colocava a AV não abandonava mais junto a estratégia da l~ t~ annada. a perua da América do Sul. a. Honõrio Amorim Bezerra. por Devanir tando José de Carvalho. Sérgio Massaro. ' de· dois militantes com os codinomes de "Joaquim" e "Cláudio". do Banco rciniciou as ações armadas. bombas ao lançar. luza.Jta. James Allen Luz.6 a. Raimundo Gonçalves de Figueiredo.da.~ão e. Daniel.de Mello./tma. a.6 pa.. lu. "Os 16 pontos". O surgimento EXpulso formou-se do Movimento da Ala Vermelha. expropria- ção". organização.6 JtevoI lucionâ. Ney Jansen Ferreira Júnior e Lúcio da Costa Fonsec~.ção. inconseqüente dos anos. para traria uma desagra- a. ~ oJtga. Em dezembro de 1967 ~ a AV divulgara o "critica ao Oportunismo e ao Subjetivismo da União dos Brasileiros para Livrar 6 Pais da Crise. Derly. do ano. Genésio Borges .~ão e. na capital paulista.za. divergindo do.ltia. além ..sal da cerca 24.conhecidos como os "irmãos' Metralha". da Ditadura e da Ameaça Neocolonialista". A AV encerrou tagem. propaganda entretanto..6a. Revolucionário em meados Tiradentes o GENR (MRT) transLiderado as.6. rece no 129 "pont6": "0 zlta. . a ser desencacomo apa- um trabalho de preparaçao às massas. ma. ~oli~ica. duas - as placas de Julho de dotada proxrnudades em são Pa~o. armada e de sabo . José Couto Leal. Eliezér Vaz Coelho.compunham o grupo: Aderval Alves Coqueiro.~ ma. c. no Grupo de Expropriaçã9 e Operação (GEO). deada apo5 numa visão ampla. a.pa. O inIcio dável surpresa do ano seguinte. a. e da. Jairo e Joel. ( ••• )" a AV carac~erizou-se a autocrítica o seu anterior como a da../j/jie o peltâ. e a repudiar outras decorrer organizações alcançariam a mesma sao.ba.RESERVADO 362 rios" e o documento "Os 16 Pontos" do seu documento o foquismo (60). Com anterior.. • I • RESERVADO . polZzica. de 50 milhões (60) de cruzeiros (61). violentamente. uma nas Pequena. do túnel na Ponte linha Apesar dicava ~e uma nova a AV náo ab11 das ações de sabotagem. (61)' O GEO era composto por quase duas dezenas de militantes. pa. Por organização rismo esse documento.6 primeira militaCom o vi- subversiva a realizar do seu foquismo. destacandose os cinco irmãos "José de CarValho": Dcv9nir. Além desses.niza.6 vi. educa.la.

Pelo GEO. l{oberto d. Sérgio. ji ' I' 1 .---J . gueircclo faziam contatos com a 'recém-surgida VAR. em 8 q. Debilitado pelas quedas. adotavam a luta armada.:lcl Charlcs Sdlrcicr. Iyl) _. canunistas que de investiAmaro. leou o soldDdo da TPESP Apa~ccido dos Santos Oliv~ira. em conseqüência pelfr'policia. assaltaram a agênc ia da J.-------------. Lllnbém participou EJu:lruo Leite ("B. pela extremada violência. no bairro Belém. (62) (63) Eram eles: Adcrva1.e agosto. de onde foram arrecadados quase 7 milhões de cruzeiros (63).50 t.. o impasse entre os militantes dois grupos: integração dos reuni- i ã VAR-P ou formação de umn nova organi- zação? Assim. Daniel. Jairo e JoC' 1. Devanir e o seu GEO iniciaran~no inicio de julho. .-Palmares (Vl-J~-P). em "frente". participaram: Devanir.Pe lo Grupo do Gaúcho: P1i:niot Dornfngos Quintino dos S~\I)lOS c Ch. Avultava. NC'y c Jos6 Couto.q'o. conversações com o "Grupo do GaGcho" . que. desfechados por 1 Dómingos Quintino dos Santos.o dl'poi~. recebeu o impacto ~eom~is quatro tiros. lor. James Alen Luz e Raimundo Gonçalves a cc Fi de . além de 91 " atestavam os propósitos desse grupo.'. . em 23 de julho. o GEO e o "Grupo ! j l do Gaúcho" o. Jnmns.:l" . Dissidéncj. em meados de setembro. Genésio. a "bananas" grande quantidade de armamento e munição.. gações procedidas foram presos oito de seus militantes de dinamite.~no ano anterior.er minaria de forma trãgica: Raimundo Gonçalves de Figueiredo ba. durante dois'dia~.-------------- 0 [R E S E H V A ü O 363 Tudo indicava que o grupo de Devanir.do da AV. [.l:. Pela VAR-P: Ch. liderado por Plínio Petcrsen Pereira ("Gaúcho") . Duas semanas depois. qlle se :1p"V<WOll I.J •• _ "o ~··I . em 26 de maio.lS c Si1vã e Carl11('\l }Iontciro d. í . em Santo (62).' fup. . exccutaram. no bairro de Perdizes. Assim. levando cerca de 15 milhões de cruzeiros..em "frente" com a REDE.DE. a~rav6s de mili~antes quc haviam pertencido são Pàulo (DI/SP) e à VPR. Essa a. n.:lCllri").I :1..a . A intenção era a de fundir os dois grupos ~estruturar ~ma n~va organização. Raimundo.iu.)$ S:mtos Jélc(Jinini. alcançaria projeção entre as organizações . Josê Anselmo c qll:1tro elos 11 irmaos Nctra1h.' j' I. Foi o primeiro a&sassinato do gr~ po de Devanir. i. Em seus aparelhos. o assalto ! I I ao Bradcsco da Rua Turia~su. i 1 caido.wlJky Ab bara.Dcr1y. entretanto. que também havia sai. que.jo :lceita ria a VAR-P e iria formar a RE. Ao mesmo tempo.tght da Rua Siqueira Bueno. 'i I H E _____ $ E n V :.li [. Ch. Entretanto.

I. Abelardo Rosa de L~ma. Régis Stephan de Castro An drada. bastante incipiente. era o mesmo confeccionado por Plínio Petersen Pereira no ano anterior. a tentativa de assalto ao supermercado peg-pag. Para ser militante do MRT. Plínio e Waldemar. obser7adores. constituído pelos outros sete militantes. i'tOVé!. que recebeu.~__:___ . o MRT executaria três assaltos "frente" com a REDE. foram raro-se numa casa em Campos do Jordão.R E S E R V A O . ficou como uma espccie de "asses Naci. a reboque da tática das ações.onaI sor do comando".-I R E S E R V A O O J 364 .de 1969.. Como convidados Eduardo Leite. esses sete militantes e mais Jorge Kurban Abrahão reuniram-se em são Paulo Revolucionário Tiradentes (MRT) (65). a "Carta de Princípios". procurando a violência pela violência. Nelson Fer~ci(a. inclusive formalmente fora do Diretório (DN). mesmo. Para o comando do ~ffiT. pela VAR-P. pela VPR. não era preci 50 ter boa formação política. cionário do INPS e feriram outro. pela REDE. disparada por Mocide Ainda em outubro. os mesmos três militantes assaltaram o carro pagador do INPS.1 '-~'--. . apenas' sete militantes decidiram formar UluGi. militante da REDE. com militantes da REDE. Mas nao eram essas as preocupações dos seus militantes: ·e os objetivos e a estratégia diluindo-se. Seu único documento. Joüo de ~orais e Antonio André. Flínio. Devanir José de Carvalho em "Se dez vidas tivesse. . Em 5 de outubro . (65 ) Plínio Petersen Pereira. Bu- logo após. Waldemar. I e criaram o Movimento Como linha política. (64 ) "Bacu- ri" e Denize Peres Crispim. --o . Bastava saber apertar o gatilho e seguir o lema da organização: daria". assaltaram urna perua outros La- da H~liogás. uma rajada de metralhadora cheroni. bal~ou o soldado da FPESP Na aproximação de urnaviatura da policia. dez vidas . acabaria em nova tragédia. estes dois da REDE. mera cópia dos 25 pontos de Mao Tsetung e do PC da China. organizaç~o. Wâldemar e Armênio. diziam. . quando Devanir. . o "Gaúcho". o MRT:nada apresentou de nov~ e era.. tamb'ém na Lapa. Ao final da reunião. "AItair". Armênio. e Joelson Crispin.__ " . "mataram um fun- Optaram por uma nova organização: Devanir. foram eleitos: Devanir. No início de novembro. pelo POC. Nos seguintes 30 dias. em Santo Amaro. Os demais optaram por ingressar na VAR-P (64)· Em f1ns de setembro.apmadas. na pa. Devanir.

-nambuco.·!:\cnte.r5. a fim do primeiro No início MR-B pos!. com o Conselrio de Luta Estudantil lho de Luta aperãria.".. uma reuni fio num ap~ o DN.ficos..~J: i . de Brito no sítio con~ os miliL1n\. . saía re<Jul~ll. roubaram de 68 mill16es de cru- zeiros.--.:1. em são João Clímaco.H Logo após relho ceção 'de Jorge de oito servir ch5caras para E S·E.. (I1Célpiv:lr. possuidor realizou-se Em fins de novembro. por Manoel Entretanto. de seu lí 13orbo ° I. J . tantes houve deiro ção de urna "frente" a primeira multâneo aos bancos uma reunião entre mili~ formada 1969. m2. -..J _____________ ._1 H E . ! I I assjm.·.---o' •• -~ . o MRT realizou na qual compareceu Foi aprovada.'. "A Luta"..10 de Expro.:1. 25. em Palmares.~l'isiio \. todo então. com'a I o MRT prosseguiria nas açoes armadas.0. a PCR atua no campo A expuls50 de Ricardo Zarattini. di- ~ especI.·:. de aco~do no campo.------ l _o· -. para o. e Seu órgão jornalecos" tores namento oficial.uía úm I de 1969. homizio ria ministrado e a guarda de' ma terial. ação armada quando da VPR e do pac.!:.-. ~rca de treiriamento de sobreviv~ncia . atl1avés do Conselho de Luta Campone sa~ e.-. . da Serra.. em conscqUSncia lou o Partido Comunista Revolucion~rio pelo f im da entrada de di da 'saída de' seus infimeros seguidores'e nheiro roubado Mesmo rou-se pc. de curso cm Cuba. com Kurban Abra6ão.- . Luiz Antonio. da ALN.·::.'frente".. '" ..•.. para a Em 26 de dezembro na Avenida político-militar. área de trei Nl A Luta Estudantil" na região e "A Luta Op(':r. e o estrutuConse- para atuar . com ex .d·liculur .. H V 1\ (j 0'/ esse assaI to.. de guerrilha... sua linha pOlitica. I der máximo'. em Recife.:..i --...I oI I.)" :---.por plínio. siBriga- do HRT. ::~lt-cmbe)7<J Borja I \ e Severino i. Chegou .- l o •• - n . o MR-B 0". 26.'.. . da Silva. No ano seguinte. da REDE. dessa Itaú-América '. com o assalto cerca e Hercantil. em dezembro de 1968.·:~.. em 22 de novembro Luiz de Carvalho juntamente Fernando !.1 / li ' j " I. 'i II i I ~ rigida Aleixo da Silva. Amaro leta. .:1..l" . em Itapecerica de militantes rerca de 120 além no mato. para os sede Ribeirão. 1). aba(peR).lo "Bom Burguôs". PCl. inclusive. ne 1969.~1 . ' a aquisição mil de se ~ill i i . além dos a mon ta J' U:H.tua ção do PCR no cumpo.-- I V. .--·-I..

Lages... Antonio Calegari. pretendia deslocar-se do Paraná uma cômoda situação fiSanta Ca adquirir uma fazenda para treinamento de guerrilha em I tarina. Milton Gaia Leite.. tamb'€t=\ na Guanabara.- _. o "Bom Burguês". foram presos: César Cabral. Ronaldo Fernando Martins pinheiro.~. Com esse dinheiro. Em abril UO 1969. Sebastião Meáeiros Filho e Marcos Antonio Farias de Medeiros. mesmo que deu o desfalque no Banco Mercantil de Niterói. entre as cidades de Mafra.. após roubar 5 carros. Ao mesmo tempo.I '. uma série de prisões de militantes. de Abreu Xavier. em 28 de .._-~.ões".. em 16 Mar (66). Entretanto. na "cidade de Laranjeiras do Sul. Marcos Antonio Farias de Medeiros. Joseph Berthold Calvert e Zenaide }tachado. na Guanabara e em Niterói. Martha Mota Lima Alvarez. Ubirajara José dos Reis Loureiro e Paulo Amarante Barcellos. Paulo Roberto das Neves Benchimol. nas proximidades da Serr~ do Pires. Foram presos: Luiz Carlos de Souza Santos. Gerardo Galisa Rodrigues._----_. realizou os seguintes assaltos: ao depósito do Projeto Rondon. outros "aparelhos" .. Tiago An drade de Almeida.. Nilse . foram presos An~onio Ro gério Garcia Silveira. o MR-8 não mais precisou realizar. .~Hélio Gomes de Medeiros. -. entraram em pânico refugiaram-se em outras organizações. Sebastião Medeiros Filho. de onde levaram grande quantidade de para ser usado no campo. e ao Banco Aliança S.\ 11:1 I E S E R V A O .-. A partir do início' de maio. em petrópo(66 ) (67) (68) o "Comando de Expropriações" era integrado por: Reinaldo Silveira pimenta. proporcionaram-lhe roubos. foi a vez de Aluízio Ferreira Palmar.A. material agência Ipa~ nema. dive. sendo preso em 13 de agosto de 1969. No Paraná. em Cascavel. Maria Cândida de Sousa'Gouveia e }!a:: ria da Glória Oliveira Leite._-~-_ .rsos. Luiz Carlos de Souza Santos. João }~noel Fernandes. Tiago Andrade de Almeida. Em J5 Fev~ já havia sido preso Umberto Trigueiros . Gerardo Galisa Rodrigues.pp-_ . "aparelhos" do t-1R-8 foram vasculhados. Após essas quedas. onde houve a prisão de mais seis militantes da organização (68). sendo presos doze militantes (67).Lima. agência Abolição. no Paraná. Ivens Marchetti de Monte Lima.o ingre~ sou no COLINA. os remanescentes. . Zilêia Reznik. esses le. priac. Ainda no Paraná. apesar de já ter vários planos de assaI tos a bancos.Fernandes. em 6 Jan. na Universidade do Estado da Guanabara.foram desco oertos em Curitiba.. Iná de Souza Medeiros.36 I l . ------~----_. Em 4 Abr. Curitibanos e Rio do Sul. ao Banco Lar Brasileiro.._------_ ~.Os VaI e cerca de 400 mil cruzeiros novos recebidos de Jorge Mede~s nanceira. Umberto' Trigueiros Lima7 Ant~nio Rogério Garcia da Silveira. . desbaratou o 1~-8. Rui Cardoso. e Mauro Fernando de Souza. após um acidente de trânsito. que. Ivens Marchetti de Monte Lima. abril. João Ma noel Fernandes.

:1rçO. . <:111 ·'J. de seus "quedas".. mais de pouco de 30 militantes. na praia em Cabo F'rio . a fim de comprar de tiro numa ". atividades. o!1lk de Crédi to 'l'err itorial. ex-MORELN.1':.ne Cl.i. armas.Por ocasião de detalhes conhecida. n'c~~mos 11')\'0:. c. ao Bar Castelinho...:lde 38 mil estava " :::. roubaram Stuart Crl1.inco de la mil cruzeiros· novos. 'se atirou Copacabann. Calvert na fron nunca foi Menos em 27 124. a Dissidência Lopes da GuaSalgado tem- de 1969.367 11s. iniciou através treinamentos fazenda pr6xima a Jequi6. reiro.. ADI/GB inicia as açoes armadas I e assume a sigla MR-8 Decidindo nab~r~ para (DI/GB) iniciar enviou.E de ~es da Silva fevereiro.eX-DI/NIT.t"csc em 26 de outubro Rona~do' Fernando com o Uruguai. ccrc. treinamentos intensificar-se-iam próxima a B~zios. apesar teve l-1artins Pinheiro a 6 anos de ter sido condenado Silveira Pimenta. de junho. da Aeronáutica. ao Hospital João Lopes que tiveram repercussao: onde em 15 d~ Central Salgado. sorte sendo r. Ao mesmo po. cinco mili tantes no bairJ.o. militantes a imprene a sua em do com a organização com abundância ficou bastante a DI/GB . (~I:' 23 Vieira Souto. por ocasião do Embaixador dos Estados da América..o de Donsucesso. as açoes em janeiro ~rmadas.:1uJio 1'0.trou para teira preso. Zenaide I Machado a ALN. lcv<lram . Cid de Queiroz Dan ic. nunca passou li- Na realidade.s. ses quatro cerca roubaram a metralhadora INl\ da sentiJ)('l~l. esses de clá'udio Torres da Silva.l. tt e numa praia Após roubar diversos carros. pretendia desenvolver·-se as pris~es das suas com os fundos e conseguidos acabaram com o "Bom Burgu6s".\U H. a DI/GB realizou três élssalfeve- tos no Rio de Janeiro. setembro seqüestro de 1969. Filho. de um pequeno nha política veu as custas saltos grupo pouco o l-1R-8. em 24 de m.rEio f'\Cis Dcnj am. 'ao ser preso. João o interior da Bahia. de reclusão.. do Per6. vi c em dois as do dinheiro Quando arrecndado a bancos. mui to ncrvo:. assumiria sa noticiou ~igla.~L' i r(l:: Nes- te último assalto. um·. ingrcssou na VPRi Joscph Bcrthold de 1969. Reinaldo que.1 l\.'na·i\veni.. o nome Unidos MR-8. Com uma desenvolvida e sem urna liderança num desfalque definida.rd l\ngel Jonc':.llldc) <l(Hs- .da militantes e mais Stuart onde es- Edgu. dos "aparelhos" do HR-8. Quatro m·:. 27. meses Alguns depois. do apartamento 510 da Rua Bolívar..sesdepoj. MR-8. em en.

(71) Faziam parte da Frente de Camadas Medias i~portantes militantes. . a fim de conseguir fundos' para a DI/GB (72). Mário de Souza Prata.Carioca. " . . . o que lhe valeu a salda do grupo de açao. atuava na "pequena-burguesia'" Cf particularmente. A sua principal atividade foi a organização dos estudantes nas ma nifestações de protesto ocorridas durante a denominada de Rockfeller"._----~-_. assistida por Daniel Aarão Reis Filho e dirigidapor Stuarl: Edgard Angel Jone~. a PO realizaria. estaleiros Caneco c Ishikawajima. -. "Semana A DI/GB resolveu iniciar um trabalho de campo no interior da Bahia e criou um Setor de Imprensa. tinha o objetivo de realizar o traba lho de agitação e propaganda no meio operário.. em junho.. rica.- parar a sua arma. Harcos Aarão Reis e Solange Lourenço Gomes. Posteriormente. chefiado por FeE nando Gabeira e sua amante Helena Bocayuva Khair. José Roberto Spiehner. em A FCM. Em abril·de 1969. na Pen~a. elegeu uma Direção Ge ral (DG) integrada por Daniel Aarão Reis Filho. no Caju. amante de Jose Roberto Spicgner. (70) Entre os militantes da Frente Operária estavam: Lúcia ~ria Murat'Vasconcelos. Metropolitana.' r R E. a Frente de Camadas (FTA). importantes decisões foram tomadas pela organização a fim de melhor estruturar-se para a luta armada._--------_. Ramos (70). S E H V 1\ r. como Carlos Augusto da Silva Zi:liQ. era a responsável pelas ações armadas-roubos e assaltos. a DI/GB realizou a sua III Conferência (69). a F~ente de Trabalho Armado foi constitui: 'do por Cid de Queiroz Benjamin._----------. Franklin de Souza Martins.. panfletagens nas seguintes empr~sas: Remington e Eternit. que publicava (69) Estiveram presentes: Daniel Aarão Reis Filho. no Jardim Amé .-Stuart Edgard Angel Jones. de Souza Martins e José Roberto Spiegner de atuação: a Frente Operária (FCM) e a Frente de Trabalho Armado frentes Médias A FO. assistida por José Roberto Spiegner e dirigida por Carlos Alberto Vieira Muniz. e Ciferal.--_. Marcos Dantas Loureiro. no 29 semestrede 1969. no mei~ universit~rio e ~ecundarista (71). cortume .em Gua dalupe. (72) Além desses dois militantes._ . na FCM. montou "aparelhos". Integrada por di versos militantes._--------'- _. assistida por Franklin de Souza' Martins e dirigida por João Lopes Salgado. João Lopes Sal gado. A FTA. Nela. Franklin e criou 'três (FO). Cláudio Torres da Silva e Vera sílviã Araújo Magalhães.eCarlos Bernardo Wainer. Cid de Queiroz Benjamin e Vera Silvia AraújifMagalhães.. Profissionali zou diversos quadros.' ingressaram Jose Seb~sti~o Rios de Moura e Sergio Rubens'de Araújo' Torres.-~-- . o· 368 .

:1.s. transportava o dinheiro dos supermercados zeiros novos. cx-HOI~ELN) t'SlaV:l cxtinto. assalt6 à Rural Willys do Danco Mercantil de Niter6i. e~ ~rent~ com a ALN.'võ (7/.__ . e assaI tos na Guanl. na Rua O sequestro do embaixador norte-americano. Nascia. :lpcnns. durante a prisão. com o seu prc.:tni do em 5 de ~~e- r----"---"~ E ~~ E . n.loar..r ca de 55 mil cruzeiros novos.:l sntisfcit:l niscências <.I os jornalecos para a FCM.o.ram e roubaram a metralhadora INA do soldado da PM que estava de guarda.. na Rua Djalrna Ulrich. . dentre os quais o seu militante Wladirnir Palmeira. em me de Amoedo.:lndo o nomc de Frenle ESllld.. essencialmente. -:: . no Leblon..-- . detido desde o Congresso de ~biGna. R E S E n V I.da qual levaram cc.:tbana. .i.:tnflct:1gtms lllcion~ria (FER).J. baleou o Sargento da Marinha Jorimar José Igrejas... Copacabana.:1.Serviu.'1 (. . que haviam participado dessa ação. de dois de seus militantes. Visto. realizado cw i 4 de setembro de 1969... na Hua Far- Brasil. em 14 Ago.. e mostrar aos 6rg~os policiais que o MR-8 nao havia sido extino "segundo" Movimento A satisfação pelo sucesso do seqüestro e pela libcrtu.:J 369 "Luta Operária"._ (oi b. I (75) tHadjmir tCl1\hro Gl':lcindo So:n'cs P:llmclr:l ("Harcos") ll(' 1969. a~ salto à usina da Light.assim._.í ri uS. foi um marco na histó como uma aç~o de propagan- ~ia da DI/GB.~m '1l>ri 1 <. os integrantes da FTA iniciaru. de Outubro. . cm face <.:t..llllil I~\. qllc trazia r~mi locniizada. destinado a PO. de ond~ roubaram quase 50 mil d6lares em dinllciro e jóias estimadas no valor de 600 mil cruzeiros novos. da qual levaram cerca de 60 mil 4 Ago.•.sistência11 .prio nomc. eX-DI/GD. c. _ ..:lI·.om 9 de setembro.---~ n 'J •. 'da pOlítica.u:lIlab. o seqüestro serviu para libertar 15 presos. onde agredi. em Copac. na Tijuca. p:lrél o Nc~xi c.m urna série de roubos de carros..l:lpri. qa Avenida Atlântic~. as~alto à Kombi do Banco Portugu~s "Disco".: em 9 [. assalto à Kombi dos supermercados Hadbck Lobo. p. _J -'. também.lc 1 ~69. Revolucionéirio 8 "NR-8". Após a conf~rência._. para a DI/GD assumir a sigla junto ao público (73).aiJlda em agosto .lo PCI3 c a situava zer:l. a fim de ganhar maior repercuss~o to (74).. ' Y i _.ção Wladimir Palmeira (75) sucedeu-se o p5nico pela pris~o. assalto à resid~ncia em do Deputado Federal Edgard de Almeida. . e "Re.. Cláudio Torres ela Silva.io de seus mili lill1tl~S..) Os jornai:: klVi:1nt f:lrt:lmcntc noticindo quc o "primeiro" ~IR-S «'x-Dl NI'!'. L • .1. e. 0ffi 4 que crudo Jul. inclusivc. (3) A DI/Cil niío C$tav. membro da FTl\. que.--.•• I!. 11 I "Mar e 'l'crra". em Ipanema.

no bairro de . . Zaqueu Jose Bento e Solange Lourenco Gomes~. Ronaldo Fonseca Rocha e Edgar Jo" sé Fonseca Fialho. manter. aconteceu o primeiro seqüestro de avião no Brasil. Em dezembro de 1969.r_ ~'" ··. no final do a~o.. levando centenas deiespelhos de carteira de ~dentida I de e de fôrmulários de atestado de bons antecedentes. Sérgio Land~lfõ Furtado. da Cruzeiro do Sul. sem saber que. João Lopes Salgado desenvolvia um trabalho de campo no in terior da Bahia. [R. indo fazer curso em Cu- ba. série de prisões desestruturariam por algum tempo. em 18 de novembro. . ãtaques.. !:anklin de Souza Martin~ membro da DG e líder da FTA. . cria. roubos de armas e explosivos. A repetição sistemática das ações tirava-lhes o impacto do Era neeessário imaginar algo fato novo gerador de curiosidade. levando-o para Cuba~ A f~ de aumentar a sua segurança e dotar seus militantes 4t de documentos falsos. quando voava de Belém para Manaus.Clfu dia Augusto de Alencar Cunha.a sentinelas. O sequestro do Embaixador Charles Burke Elbrick AssaltoS-albàn~õs. Elmar Soares de Oliveira. a partir de fevereiro do ano seguinte. das. (76) Nessa época. Alexandre Lyra de'Oliveira. O G~ era constituído por Carlos ~ernardo Wainer C. _. ---I '. data do aniversário da morte de Guevara.-r'· •.a DG foi completada Cid de Queiroz Benjamin. que havia aluga11 aparelho" da Rua Barão de Petrópolis.PP-PDX. 370 RESERVAOOI~---------~ e Antonio de Freitas Silva. fugiu do Brasil no esquema da ALN. Alguns do' o aparelhos foram desativados.. Preparava-se o novo MR-8' para prosseguir nas ações arma uma a organização e ~ilenciariam. Oliveira. ."aparelho" para onde foi levado o embaixador._. realizóuurna miniconferência queapr. (GF). .. sequestraram o Caravelle .ESERV~ ._. por Luiz Eduardo Prado. Madureira.--------. por. .a violência estarrecia. caseiro do ._. em 8 de outubro. Quatro militantes do MR-8. Na onda das fugas.2 vou urna "Resolução" dando maior ênfase ao trabalho operário. --"o _-· ••• ~··· •••• . de ~endo acompanhada. assassinatos apresentados sob o eufemismo de "jus' " tiçamentos" . porém perdera o ineditis - mo. __" . que assumiu o Grupo de Fogo dó no lugar da FTA (76).. Helena Bocayuva Khair. D~' sestruturada com a saída' de Franklin.o posto de identificação do Instituto Félix Pacheco. sar de Queiroz Benj~min. a sigla que desejava tt " 28. na Rua ~arão de Petrópolis._. o novo MR-8 assaltou. fugiu para a França-.

Il foi alvo t'nC. qualquer revolucion~ria". da "queda" lililnn ç1c 7 de Setembro. miti<. " . dn Silvn.. da ALN. 'I'i ~ 1969. .a perc npl'OVOU o princípios da DI/Gil. 11r':lnc. 11\.!. da DI/Gil. •. era libertar o seu militando o movimento pensamento da DI/GB .:\'o lllC 1on. j i de experi~ncia de seus quadros seria um impedimento a consecu. I t .te e líder estudantil José Dirceu A id~ia . afigurava-se corno o apoio competente Torres a ser tentado.u.•. _. s t __ H I---- V-:~~. . Seria necessário o apoio d~ uma equipe mais experiente. ção de suas intenções. Franklin havia .11 ... I I ! .':loa p(~L\ lem (~!. na Bolívia..ma '1'0 lec10 ".•. membro d~ Fren ·e Em julho te de Trabalho ra Ferreira._ . .. I J • 50S da Rosa. e pela vando A ALN já havia conseguido notori~dadc através .. :._•.:: polí ticos opçõc!:. ~_w..1968. . e Luís de Souza Trava~ que de ..j .\11\ i 1\ -------- __ i~ . alvo mais significativo seria dos o embaixador "interesses i o representante e defensor imperialis- tas norte-americanos em nosso inicial País".c·mbro ou 8 de outubro..t~~inr as comemorações da Scm.~'llatlimir PalHlcira.. a direção em meaaçao a r i .rfalta I os planejamentos preliminares.lapelos planejamento metido 11 de 1969. Cláudio Armado (FTA)..lll:l de 7 ele se silJnjfic... I preso' junto com oSldcma~s líderes até o final : j A direção .. dos Estados 'l "i ! o Unidos. .colhu. l'11l O~ e da intenção de desmóralizar pr~ es I I i I \'. dentro dn autonomia tomou rc.tins.. I1<:lvin duas \. ivo de Gucvara em função dn ur<Jénciu..ranklin de Souza concluiu que a Ma. e Silva .tl foi 1 i \"'rl il}' 1i J O 8 de outubro. o sequestro a finalidade da opinião de um representante diplpmãtico.. EHVAI --da DI/Gil imaginou. '11\11]'0 NO f inal de agos to. I' i de suas. . da intensificação lo._J >1 • '.11·iullcLl/foi pr~ o apoio Durante da· ALN ã empre~tada os preparativos. da c1u. -----.__ • _ ----. ----.A presos de libertar' terroristas pública nacional e de chamar pnra li atençâo e internacional revolucionário a audá I' I.• .Com ~os de ~cria com a opinião esse pensamento.~ •• da j . conhecimcnLo d(! Sem o conhecimento ~1.:lnada P:itria: I ..O" . 'liderada por I.:'ir i. de eSl\l'C i.~tividades.. Cid de Qneiró'z D(~n:i .. ~-----__ .l I:.JonqllimC5.tu. .1 pública... estado de.• O 371 ~ue ~exesse .: i1 !:('lll.( . além de Oliveira partiu I dos dirigentes Gonzaga Martins. divulgaçâo de "violência mais principalmente em sfio Pau incenti Harighe~a constante tipo de textoi de Márighela.I I eia e a determinação do movimento no Drnsil. -. da <:lção. contato foi fazer com ... ap6s da DI/GB.

invariavelmente qualquer segurança. -- "---' . da DI/GB. abordagem do carro do embaixador._---.emocionalmente. representando a direção da ALNt deslocar-se-ia para o Rio de Janeiro para coordenar . transitava de sua residência oficial rua são Clemente.apresen tou-se na casa do embaixador._------~_ •. Os levan'tamentos. O "aparelho". COmes da Silva. A Rua Harques .RESERVAool 372 t • \ I FTA. foi a encarregada de levantar a personalidade rários de saida do embaixador.ranqüilaRua Har pelas suas caracteristicas. tornou a fazer contato com "Toledo".- . Cid Benjamin I e Franklin levantaram e sem na Rua o itinerário do carro do embaixador._~~~---_. e t. havia alugado. Antônio Jamir.. em Botafogo - para a embaixada.na Av. Acertados os detàlhes.--- --. descongestionada. .to. no dia 2 de setembro.. conseguindo os dados necessários .. cláudio Torres. O itinerário. já Fernando Paulo Nagle Gabeira... militante da FTA da DI/GB.. Presi- dente Wilson. iniciava-se na São Ciemente. a casa n9 1026 da Rua Barão de Petrópolis. Da reunião participou virgilio ~I l . pormen~ riz~do detalhes da operaçao.'-' . "Har ta" envolveu-o. todas sob a responsabilidade viam sido tomadas. jornalista do Jornal do Br~ sil e responsável pelo setor de imprensa da DI/GB. e a semelhança de açoes anteriores. passando pela ... além de servir ao setor de imprensa.