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Serviço Público Federal Universidade Federal do Pará Instituto de ciências exatas e naturais Faculdade de Química Bacharelado em Química Física

teórica IV Turma: 08910

Discentes:

Introdução: Teorias propostas pelo físico Albert Einstein que revolucionam a física no século XX. As duas teorias: da Relatividade Restrita e da Relatividade Geral sustentam a noção de que não há movimentos absolutos no Universo, apenas relativos. Para Einstein, o Universo não é plano como na geometria, nem o tempo é absoluto, mas ambos se combinam em um espaço-tempo curvo. Enquanto para a geometria clássica a menor distância entre Dois pontos é a reta, na teoria de Einstein é a linha curva. Na verdade, as duas teorias formam uma só, mas são apresentadas por Einstein em momentos diferentes. A Teoria da Relatividade Restrita é proposta em 1905. Com base nela são postulados o princípio da relatividade - isto é, que as leis físicas são as mesmas em todos os sistemas de referência inerciais - e o princípio da constância da luz. De acordo com a relatividade restrita, se dois sistemas se movem de modo uniforme em relação um ao outro, é impossível determinar algo sobre seu movimento, a não ser que ele é relativo. Isso se deve ao fato de a Velocidade da luz no vácuo ser constante, sem depender da Velocidade de sua fonte ou de quem observa. Com isso se verifica que massa e energia são intercambiáveis - o que resulta na equação mais famosa do século: E = mc² (energia, "E", é igual à massa, "m", multiplicada pelo quadrado da Velocidade da luz, "c²"). Um dos empregos dessa fórmula é na energia nuclear, seja em reatores para produzir eletricidade, seja em armas nucleares. Uma massa pequena de urânio ou plutônio, de alguns quilos, basta para produzir uma bomba capaz de destruir uma cidade, pois a quantidade "E" equivale a "m" multiplicado pelo quadrado de 300 mil km/s. Também se depreendem da relatividade restrita fenômenos de que o senso comum duvida: para um observador parado, um relógio em movimento parece andar mais devagar do que um relógio estacionário, ou a massa de um objeto aumentar com sua Velocidade. A Teoria da Relatividade Geral, de 1916, amplia os conceitos a outros sistemas, como os sistemas de referência acelerados, e às interações gravitacionais entre a matéria. Einstein explica essas interações como resultadas da influência dos corpos - como os planetas - na geometria do espaço-tempo curvo (um espaço de quatro dimensões, sendo a quarta, o tempo). A confirmação prática disso vem em 1919, quando é possível notar a curvatura da luz das estrelas ao passar perto do Sol durante um eclipse solar. Esta Teoria, desenvolvida matematicamente por Einstein, leva a conclusões tais como: (1) Velocidade da luz no vácuo é constante e independe da Velocidade relativa da origem e do observador; (2) a Velocidade da luz é um máximo que a Velocidade de um corpo material nunca poderá atingir; (3) as formas matemáticas das leis da Física são invariáveis em todos os sistemas inertes; (4) a massa de um corpo depende da sua Velocidade, ou seja, existe equivalência de massa e energia e de mudança de massa, dimensão e tempo com o aumento de velocidade; (5) o tempo é uma

Mach expressa críticas à dinâmica de Newton. Tais críticas não causaram muito efeito de imediato. A compreensão moderna do Buraco Negro é toda baseada na Teoria da Relatividade Geral. Caso essa massa remanescente seja superior a duas ou três vezes a massa do Sol. é lógico que suas propriedades devem de alguma forma estar conectadas com o movimento. Esta concepção Newtoniana está bem ilustrada na seguinte passagem dos "Principia": "Absolute. gerou uma . Esse processo ocorre quando a estrela esgota seu combustível termonuclear interno. como por exemplo a questão sobre o referencial no qual são feitas as medidas e a influência do método de medida sobre as grandezas em questão. O buraco negro é formado a partir dos restos da explosão de uma estrela com massa dezenas de vezes superior à do Sol. O campo gravitacional criado torna-se tão forte que não deixaria nenhum tipo de radiação escapar. O resultado é uma grande explosão e resíduos extremamente condensados. O primeiro físico a questionar alguns conceitos Newtonianos foi o físico alemão Ernst Mach. Desenvolvimento: A Física proposta por Isaac Newton no séc. Tão convincentes. Estes conceitos estavam tão fortemente enraizados que atravessaram vários séculos sem que alguém questionasse seus fundamentos. discutiu o problema da inércia dos corpos e acima de tudo apontou como ponto fraco da dinâmica Newtoniana sua concepção de espaço e tempo absolutos. Mach levantou a questão sobre a distinção entre movimento absoluto e relativo. muito diferente do absolutismo Newtoniano.Esta Mecânica caracteriza-se por não questionar a validade de seus conceitos. flows uniformly on.quarta dimensão. como por exemplo um pendulou o movimento da Terra. Mesmo nos nossos dias. o conceito de espaço deve estar intimamente ligado com as propriedades do sistema de medida. que foi amplamente utilizada nos séculos seguintes sem ser questionada. passando a se contrair e elevar intensamente a temperatura. of itself and by its owntrue nature. relativa ao espaço" Uma extensão da teoria de Einstein inclui gravitação e o fenômeno da aceleração relativa. XVII tinha como base fatos fortes e convincentes. mas ocasionalmente foi de profunda importância para um jovem físico chamado Albert Einstein. Em seu texto intitulado "TheScience of Mechanics" de 1883. Este pensamento. true and mathematical time. e não deve ser considerado como algo absoluto. os conceitos estabelecidos pela Mecânica Newtoniana permanecem firmemente ligados ao nosso raciocínio cotidiano. Einstein foi fortemente atraído pelas idéias de que os conceitos físicos devem ser definidos em termos de grandezas mensuráveis. Os princípios da Mecânica Newtoniana determinaram praticamente todo o desenvolvimento técno-científico dos dois séculos que à precederam. a sua densidade passa a crescer indefinidamente. without to anything external" Mach observa que sendo o tempo medido necessariamente pelo movimento repetitivo de um corpo ou sistema físico. Semelhantemente. Portanto a maneira de observação e realizaçãode medidas físicas devem influenciar os conceitos físicos.

se tivesse se tornado bastante monomaníaco. Na realidade. Esta surpreendente declaração contém uma valiosa crítica como um todo. Segundo Einstein. no domínio científico. ao contrário. Besso constituía o melhor banco de ensaio para as idéias novas em toda a Europa. Einstein respondeu: "Isto é um bom sinal . Besso que se encontrava próximo. foi o trabalho conjunto de ambos. publicada pela editora Hermann de Paris. fácil de se comprovar pela correspondência que mantiveram no período de 1903 a 1955. quando já havia crescido. a razão e que todo adulto normal não se preocupa com os problemas propostos pela conceituação de espaço e tempo. Paul Winteler. dizia Einstein. Em conseqüência. Besso logo compreendeu a sua importância científica procurando atrair a atenção de Einstein para inúmeros outros pontos novos. ao que juntou Einstein: "Persisto em acreditar que você poderia ter provocado o surgimento de idéias de grande valor. o que uma criança de desenvolvimento normal não teria feito". Einstein conheceu Michele Angelo Besso. forçou uma explicação mais minuciosa. engenheiro italiano. como me desenvolvi muito lentamente. Uma borboleta não é uma toupeira mas nenhuma borboleta deve se lamentar ". no processo educativo. que possibilitou a concretização de uma longa e profunda amizade. Tudo o que aprendemos. pude penetrar mais profundamente no interior do problema. no desenvolvimento desta teoria. muito interessado em diversos assuntos para se tornar um monomaníaco. Michele é um humanista. tem muito de teoria e especulações". como natural. somente comecei a propor tais questões sobre o espaço e o tempo. no Departamento de Patentes. um determinado . quando Einstein lhe expôs as suas idéias sobre a teoria da relatividade. Suiça. em suas conversas com James Flanck. Algumas dessas sugestões foram utilizadas. mais tarde. sociologia. assimila e ou aceita. esposa mais tarde. casado com Ana. com quem Einstein gostava de trocar idéias. em 1972. cujo irmão. possuía profundos conhecimentos enciclopédicos em filosofia. culminando com o aparecimento da Relatividade. Maja. matemática e física. Tudo o que precisamos saber além sobre este assunto imaginamos já do nosso conhecimento desde a infância. Numa das célebres reuniões de grupo de Berna. vamos encontrar as próprias explicações de como havia chegado a sua tão original concepção de tempo e espaço: "Pergunto. "Para mim. a irmã de Besso certa vez interrogou Einstein: "Porque Michele (Besso) não fez nenhuma descoberta importante em matemática ? Sorrindo. um espírito universal. Uma criança que se desenvolve normalmente.Michele Besso.revolução nos conceitos da Física. sugestivamente conhecido por Academia Olímpia. irmã de Einstein. acredita-se proveniente da experiência. A criacão da Relatividade Durante sua permanência em Berna. Só os monomaníacos conseguem aquilo que denominamos de resultados ". como consta nos primeiros artigos que Einstein publicou sobre a relatividade.Além destas relações familiares. Outra vez comentando sobre o aspecto revolucionário das suas teorias teria afirmado Einstein: "O que se aprende antes dos dezoito anos. e recentemente. Aliás. como se fez que fui o único a desenvolver a teoria da relatividade?” Segundo afirmava Einstein. às vezes.

contorno ou forma.este fantasma da física.meio no qual se propagariam as ondas luminosas. tomou uma conotação propriamente científica quando o físico e astrônomo holandês Christian Huygens (1629-1695) formulou a teoria ondulatória da luz. não possuindo jamais uma firme convicção dos problemas fundamentais do mundo. a ausência de ar não permitia que se produzisse nenhum som. Foi à dificuldade de aprendizagem (segundo afirmam na infância. a propagação retilínea. Depois destas considerações.imediatamente. no seu tratado Ótica (1704). sugeriu. como havia sido proposto por Huygens? Diante deste dilema. Pode-se afirmar que o processo mental de inúmeras crianças e adolescentes repete.número de conceitos e interpretações relativos ao que denominamos de realidade. Como explicar que a luz se propagava no vácuo. sem um meio material capaz de transportar suas ondas. estes parecem os grandes segredos dos pensadores e artistas que. na Academia de Ciências de Paris. à semelhança do que ocorria com uma lâmina metálica cujas vibrações produziam som. No entanto. os cientistas já haviam constatado que se um sino tocasse no vácuo. Aliás. Depois de vários séculos o éter. Assim. aliada a sua capacidade de olhar sempre o mundo sobre pontos de vista diferentes e novos. em determinado sentido. Um Século sem o Éter Faz cem anos que a existência do éter deixou de ser aceita como um meio elástico através do qual as ondas luminosas se propagavam por milhões de anos luz sem perder ou diluir sua energia inicial. é mais fácil deduzir como foi importante a monomania de Einstein. com relação aos problemas quase sempre aceitos como resolvidos. começou a questionar a existência real do éter . o desenvolvimento do pensamento humano em seu conjunto. e sobre os quais se baseiam os conhecimentos a serem transmitidos. primeiro prêmio Nobel de seu país. para explicálos. Desse modo Newton explicou. a refração em superfícies de separação de dois meios de densidades diferentes. Segundo Huygens. sem corpo. substituídas por outros interesses mais específicos. Tal evolução educativa os torna conformistas e submissos . a existência do éter. em fins do século XIX. no século XVII. que a luz fosse constituída de corpúsculos muito pequenos emitidos pela fonte luminosa. os consideram ainda insaliveis. Como a teoria corpuscular era insuficiente para explicar a interferência luminosa Newton aceitou também a existência das ondas etéreas de Huygens. após estudar os fenômenos óticos. Ora. em 1678. em geral implícitos. assim como uma pedra lançada sobre a superfície da água causava uma onda que se propagava nesta superfície. que o próprio Isaac Newton (1642-1727). os corpos luminosos produziam ondas que se propagavam até o observador. a absorção e a pressão. Tão evidente parecia. o físico norte-americano Albert Abraham Michelson (1852-1931). negar a existência do éter seria a maior asneira possível. as idéias sobre a realidade física uma vez aceitas são. . conceito que surgiu nos tempos antigos. a reflexão nas superfícies. durante séculos. Huygens recorreu à velha idéia do éter .o que os priva da possibilidade de questionar sobre os pressupostos. deve ter tido muita dificuldade em aprender a falar) que permitiu que Eintein desenvolvesse a sua faculdade em adotar atitudes críticas. Assim.

Em 1881.e de comparar o intervalo de tempo gasto por dois feixes emitidos de uma mesma fonte em duas direções perpendiculares. inventou um instrumento capaz de medir a velocidade da luz . se a luz percorre uma distância x. teremos:c=x/t Em relação a outro referencial R'. a Terra estava em repouso! Aparato real do experimento de Michelson-Morley que deu significante impulso ao desenvolvimento da teoria da relatividade especial Prelúdio à Relatividade de Einstein A tentativa de Fritzgerald. No entanto. Se o éter existisse. onde t permanece imutável-tempo absoluto-como prevê a Mecânica Newtoniana. no sentido de resolver a contradição surgida em conseqüência da experiência de Michelson-Morley. no referencial R. Como esta variação da velocidade da luz não foi registrada na experiência de Michelson-Morley. pelo princípio da Relatividade de Galileu. a distância percorrida x'será: c'=x'/t. na época em Berlim. não variava. É a distância x que se transforma em x'e a velocidade c que se altera em c'. uma diferença de intervalos de tempos deveria ser detectada.Mas inacreditavelmente. no laboratório do físico alemão Hermann Helmholtz (18211894). De fato. quer o feixe se deslocasse na mesma direção ou perpendicular ao movimento terrestre. o éter mostrou não ter qualquer efeito sobre a velocidade da luz. verificou-se que a velocidade C da luz era constante (exigência de teoria do eletromagnetismo).o interferômetro de Michelson . com o objetivo de demonstrar a realidade do éter. Se uma dessas direções fosse a do movimento da Terra em sua órbita ao redor do Sol e a outra perpendicular. Michelson. indubitavelmente orientou as pesquisas de Einstein na revisão das idéias sobre o tempo e as grandezas espaciais. a velocidade c deveria variar. na Mecânica Clássica. Para . ou seja . com a velocidade c num tempo t.

Designando t'como novo valor de t. A idéia da invariância da velocidade da luz. conhecida como equação de Einstein ou equação da experiência de massa-energia. através de uma seqüências de exemplos e de forma indiscutível e inequívoca. um jovem físico alemão. supor que tempo variava ao mesmo tempo que x-comprimento percorrido pela luz. Tal princípio da Relatividade aboliu toda significação que se poderia dar à noção de referencial absoluto.uma constante fundamental das leis do eletromagnetismo possuía o mesmo valor em relação a todo referencial Galileano.Lorentz(1853-1928). Einstein. foi necessário fazer c=c'. Ele postulou que as leis da Física tem a mesma formulação em todos os referenciais Galileanos. A teoria da Relatividade Restrita estabelece que a energia cinética de uma partícula de massa m. propôs estender o princípio da Relatividade já conhecido na Mecânica Clássica à toda a Física. e confirmou a invariância da velocidade da luz no vácuo.A. pois a rapidez da luz . é expressa pela equação: E=Km(c)2 Esta expressão mostra que uma partícula em repouso possui uma energia de massa expressa por Ei=mi(c)2 onde i é a condição inicial das variáveis Esta célebre relação. que não há sentido em se cogitar de eventos que se sucedem simultaneamente em sistemas não relacionados entre si. após demonstrar. realizada no referencial R'. ou seja. Com efeito. fosse ela mecânica. ótica ou eletromagnética. poderemos escrever: c=x/t=x'/t' A análise Einsteiniana acabou com o espaço-tempo absoluto. admite que uma partícula em repouso possui energia em sua massa. e afirmou que seria possível colocar em evidência o movimento de um referencial em relação a outro R'por intermédio de qualquer tipo de experiência. Einstein cuidou de relacionar as grandezas vigentes num sistema com as aplicáveis a outros. Este princípio da Relatividade de Einstein explicou o fracasso da experiência de Michelson-Morley. foram as mesmas formuladas pelo físico holândes H.eliminar esse impasse. que variava segundo o sistema de referência. As relações empregadas por Einstein. Relatividade Especial: . conduziu Einstein a estabelecer uma nova cinemática compatível com o princípio da Relatividade Einsteiniana. Relatividade Restrita ou Teoria Especial da Relatividade Em 1905. incompatível com a lei Newtoniana de adição e subtração das velocidades de referenciais que se deslocam. animada de uma velocidade c.

Partícula livre é aquela sobre a qual não atuam forças ou. as posições são indicadas por coordenadas diferentes e o movimento de uma dada partícula é diferente. para indicar os instantes de tempo.Referenciais Inerciais A trajetória de uma partícula só pode ser definida depois da escolha de um referencial. sempre. Cada posição da partícula num dado referencial é indicada por três números (chamados de coordenadas de posição). se atuam. . ainda. Dados os referenciais R e R’. um outro eixo. a velocidade relativa v deve ser constante. Um referencial é um sistema de três eixos cartesianos perpendiculares entre si. diz-se que R’ se move com velocidade v em relação a R se todos os pontos associados aos eixos de R’ se movem com essa velocidade em relação a R. A primeira lei de Newton é a afirmação da existência dos assim chamados referenciais inerciais. A descrição do movimento de uma partícula exige. Em referenciais diferentes. referenciais inerciais. A figura representa um caso particular. Nas discussões que se seguem. Relatividade de Galileu Para a mecânica clássica pode-se enunciar o assim chamado princípio da relatividade de Galileu: As expressões matemáticas que representam as leis da mecânica clássica têm a mesma forma em todos os referenciais inerciais. Se R e R' são referenciais inerciais. referenciais esses em relação aos quais uma partícula livre qualquer ou está parada ou em movimento retilíneo uniforme. a resultante é zero. os referenciais considerados são.

Com um pouco de álgebra. R' se movendo com velocidade v ao longo do eixo X de R. segue-se que ma' = ma. Os vetores r' e r. Assim. estão relacionados pela expressão: [1] r' = r . segue-se a expressão da transformada de Galileu para a velocidade: [3] u' = u . elas podem ser invertidas para calcular as coordenadas de posição e tempo no referencial R a partir das coordenadas de posição e tempo no referencial R'. Por extensão. respectivamente. que representam a posição de uma partícula em R' e em R. essas expressões matemáticas devem ter formas diferentes em R' e em R e. levando em conta que o ritmo do tempo é absoluto e que v é constante.v Agora. Em outras palavras. a expressão matemática da segunda lei de Newton tem a mesma forma nos dois referenciais inerciais considerados. por extensão. É usual referir-se a esse fato dizendo-se: As leis da mecânica clássica são covariantes sob as transformadas de Galileu. respectivamente. respectivamente. E como o módulo da velocidade da luz pode ser calculado com as expressões matemáticas que representam as leis do eletromagnetismo clássico. o tempo é absoluto. R' se movendo em relação a R com velocidade v e origens coincidentes em t = t' = 0. E multiplicando os dois lados dessa igualdade pela massa m da partícula. clássico não são covariantes sob as Essa afirmativa pode ser discutida considerando-se os referenciais inerciais R e R’ com eixos paralelos. a expressão [3] mostra que ela deve se propagar com velocidade de módulo c + v ao longo do eixo X de R. resulta a' = a. . Por outro lado: As leis do eletromagnetismo transformadas de Galileu. o ritmo do tempo é independente do referencial.Esse princípio pode ser discutido considerando-se os referenciais inerciais R e R’ com eixos paralelos. considerada a mesma em R' e em R. Elas permitem calcular as coordenadas de posição e tempo no referencial R’ a partir das coordenadas de posição e tempo no referencial R. pode-se dizer que todas as expressões matemáticas que representam leis da mecânica clássica têm a mesma forma em todos os referenciais inerciais. Assim: [2] t' = t As expressões [1] e [2] constituem as transformadas de Galileu. Derivando a expressão [1] em relação ao tempo. em todos os referenciais inerciais. derivando essa expressão em relação ao tempo e escrevendo a' e a para a aceleração da partícula em R' e em R. Se a luz (ou qualquer outra radiação eletromagnética) se propaga ao longo do eixo X' de R' com velocidade de módulo c.vt Na mecânica clássica. e escrevendo u' e u para a velocidade da partícula em R' e em R.

ou seja.vt. pelas transformadas de Lorentz. é apropriada se v << c. as coordenadas de posição e tempo de diferentes referenciais inerciais passam a ser relacionadas não mais pelas transformadas de Galileu e sim. a transformada inversa pode ser escrita: x= ( x' + vt' ) . A teoria da relatividade especial é construída estendendo a exigência de covariância às leis do eletromagnetismo clássico.vt ) com o fator gama tendendo à unidade para v << c. Desse modo. esse módulo deve ter o mesmo valor em todos os referenciais inerciais. Sob as transformadas de Galileu.Postulados da Teoria da Relatividade Especial A teoria da relatividade especial é construída a partir do postulado de covariância (ou princípio da relatividade de Einstein) e do postulado da velocidade da luz: As relações matemáticas que expressam as leis físicas têm a mesma forma em todos os referenciais inerciais. De qualquer forma. para os fenômenos descritos pela mecânica clássica. Segundo as transformadas de Galileu. Essa expressão não está de acordo com o postulado que estabelece que o módulo da velocidade da luz no vácuo é o mesmo em todos os referenciais inerciais. Como conseqüência. as leis da mecânica clássica são covariantes mas as leis do eletromagnetismo clássico não são. as expressões matemáticas que expressam certas leis da mecânica são substituídas por outras. Por outro lado. com implicações muito interessantes. Pela mesma razão. Por isso. R' se movendo em relação a R com velocidade v e origens coincidentes em t = t' = 0. como o módulo da velocidade da luz (ou de qualquer outra radiação eletromagnética) pode ser calculado com as expressões matemáticas que representam as leis do eletromagnetismo clássico. Transformadas de Lorentz As transformadas de Lorentz podem ser discutidas considerando-se os referenciais inerciais R e R’ com eixos paralelos. a transformada apropriada para valores arbitrários de v deve ter a forma: [1] x' = ( x . O módulo da velocidade da luz no vácuo tem o mesmo valor em todos os referenciais inerciais. x' = x .

t0 representa o intervalo de tempo próprio. A fonte emite dois pulsos de luz. ainda.t'1. os pulsos são emitidos na mesma posição nesse referencial. essas transformadas permitem calcular as coordenadas de posição e tempo no referencial R’ a partir das coordenadas de posição e tempo no referencial R.t1 e t0 = t'2 . Como a fonte está em repouso no referencial R'. uma fonte de luz imóvel na origem de R'. De qualquer modo. respectivamente: [2] ct' = ct = (c-v)t ( c + v ) t' Isolando a variável t’ numa dessas expressões e substituindo -a na outra vem. Aqui. O primeiro pulso no instante t'1 em R' e t 1 em R e o segundo pulso no instante t'2 em R' e t2 em R. ou seja. de acordo com o postulado da velocidade da luz. Dilatação Temporal Sejam R e R' dois referenciais inerciais com eixos paralelos e com R’ se movendo ao longo do eixo X de R com velocidade v. as expressões acima ficam. Em palavras: o intervalo de tempo entre dois eventos medido num referencial inercial qualquer é sempre maior do que o intervalo de tempo entre os mesmos dois eventos medido no referencial em que os eventos ocorrem na mesma . Ainda. Para discutir a dilatação temporal seja. Com isso. se um raio de luz é emitido em t = t’ = 0 por uma fonte em x = x’ = 0. Aqui deve-se observar que tanto em R' quanto em R o módulo da velocidade da luz é c. Pelas transformadas de Lorentz. t1 = t= t'1 e t2 = com t = t2 . depois de um pouco de álgebra: e com x' = ct' e x = ct nas expressões [1] e [2]: Estas são as transformadas de Lorentz para a situação particular representada na figura. ele atinge a posição x’ = ct’ no referencial R’ e a posição x = ct no referencial R no instante de tempo t. o intervalo de tempo medido no referencial em relação ao qual os pulsos são emitidos na mesma posição.Agora. como v < c vem > 1 e t > t0. segue-se que: t= t0 t'2 e destas expressões.

7 x 10 5 dado acima para o número de mésons detectados ao nível do mar. sim.( 0.( 0. o valor de t dado acima e N matemática do decaimento fornece: = 10 6. respectivamente. 3 x 10 -6 s. O decaimento de um conjunto de partículas da mesma espécie é descrito pela expressão: N = N0 exp [ .000 m são percorridos pelos mésons m em: t = d / v ( 5. No referencial em relação ao qual a Terra está em repouso. A 5. Para os mésons no referencial em que eles estão em repouso. o resultado seria N 1. A dilatação temporal não se origina de defeitos ou diferenças na fabricação dos relógios mas é. entre outras partículas. conseqüência da própria natureza do tempo.98 ( 3 x 10 8 m/s ) ] 1. os 5.98 )2 ]1/2 3.693 t/ ] onde N0é o número inicial de partículas.posição. que decaem. o ritmo do tempo é relativo e não absoluto.97 x 10 4 (muito diferente do valor detectado). Isso é o que se chama de dilatação temporal. depende do referencial considerado. colidindo com partículas da atmosfera superior. Caso o valor t 1. no mesmo intervalo de tempo. Contração de Lorentz .98 c. produzindo outras partículas. mésons p.000 m ) / [ 0.7 x 10 -5 s )[ 1 . Exemplo Raios cósmicos. Desta forma. 106 e 4. ou seja. que também decaem. criam.0.7 x 105 mésons m com velocidade de módulo v = 0.38 x 10 -6 s 0 Com esse valor de t 0.693 )( 3.38 x 10 -6 s ) / ( 3 x 10 -6 s ) ] 4.7 x 10 -5 s fosse usado.7 x 10 -5 s e no referencial de repouso dos mésons (ao qual a meia vida dada acima se refere): t0 = t/ ( 1. a expressão N 10 6 exp [ . isto é.000 m acima do nível do mar e ao nível do mar são detectados. originando mésons m. o intervalo de tempo durante o qual metade das partículas decaem.58 x 10 5 Esse resultado concorda com o valor 4. N é o número delas que não decairam depois do intervalo de tempo t e t é a meia vida.

sim. como v < c vem g > 1 e L0> L. as expressões acima fornecem: L0 = L Aqui. uma régua paralela à direção do movimento relativo dos referenciais e em repouso em R'. Em R. detectados na posição intermediária x. as dimensões dos objetos são relativas e não absolutas. a posição x de R coincide com a posição x' de R'. cada um emite um pulso de luz. dois relógios A e B idênticos. com extremidades em x'1 e x'2. A contração de Lorentz não vem de qualquer mudança nas distâncias entre os constituintes básicos dos objetos devido a alguma mudança nas forças de interação mas é. depois.vt1 ) ( x2 . com t1 = t2. ainda. ou seja.x'1 e em R por L = x2 . conseqüência da própria natureza do espaço.x1. Nesse sentido. Para discutir o conceito de simultaneidade sejam. Para discutir a contração de Lorentz seja. o comprimento no referencial em que ela está em repouso. Isso é o que se chama de contração de Lorentz. em R. num dado instante. a contração de Lorentz está associada à dimensão paralela à direção da velocidade relativa dos referenciais considerados. ainda. Em R. com as posições das extremidades determinadas no mesmo instante. os relógios estão em repouso e sincronizados e. L0 representa o comprimento próprio da régua. Pelas transformadas de Lorentz: x' 1 = x' 2 = ( x1 . Os pulsos são. os pulsos são emitidos e detectados simultaneamente. No instante em que os pulsos são emitidos. isto é. Para um objeto qualquer. Assim.Sejam R e R' dois referenciais inerciais com eixos paralelos e com R’ se movendo ao longo do eixo X de R com velocidade v. Ainda. dependem do referencial considerado.vt2 ) Como o comprimento da régua é dado em R' por L0 = x'2 . Como A se afasta e B se aproxima de x' e como o módulo da . a régua está em movimento com extremidades em x1 e x2. Em palavras: o comprimento da régua medido num referencial inercial qualquer é sempre menor do que o comprimento medido num referencial inercial em relação ao qual ela está em repouso. Simultaneidade Sejam R e R' dois referenciais inerciais com eixos paralelos e com R’ se movendo ao longo do eixo X de R com velocidade v.

Então. O conceito de simultaneidade é relativo. Por outro lado. Assim. Essa exigência configura o ato de medir. se a régua se desloca com velocidade u ao longo de eixo X do referencial considerado. sempre paralela ao eixo Z. foram emitidos em instantes diferentes. o que se mede é diferente do que se fotografa (ou vê). Assim. Medida e Aparência Visual Um observador em repouso num dado referencial fotografa uma régua.velocidade da luz é finito e tem o mesmo valor em todos os referenciais inerciais. com a régua na posição indicada por A e B. objetos em movimento relativo ao observador com velocidades de grandes módulos são vistos menores na direção do movimento e levemente girados. A imagem da régua é formada no filme fotográfico pelos raios que chegam no mesmo instante. O módulo da velocidade de propagação da luz é finito. Portanto. relógios sincronizados num referencial inercial podem não estar sincronizados em outro referencial inercial. De modo geral. a régua aparece girada. Transformadas de Velocidade . dois eventos simultâneos num referencial inercial podem não ser simultâneos em outro referencial inercial. destas coordenadas. e é observada em O'. Pela fotografia. Em outras palavras. os raios que formam as imagens das extremidades da régua no filme fotográfico. os pulsos não são detectados simultaneamente em x'. calcula o comprimento da régua. A imagem formada na retina do observador em O' corresponde a uma régua com extremidades em A e B’. A contração de Lorentz é deduzida com a exigência de que as posições das extremidades da régua sejam determinadas no mesmo instante. aquele que vem da extremidade mais distante e aquele que vem da extremidade mais próxima. o observador calcula as coordenadas de posição das duas extremidades da régua e. no contexto da teoria da relatividade especial. o raio proveniente da extremidade B’ deve ter partido com a régua na posição indicada por A’ e B’ e o raio proveniente da extremidade A deve ter partido um pouco antes.

vem: Estas são as transformadas de velocidade. R' se movendo ao longo do eixo X de R com velocidade v e origens coincidentes em t = t' = 0. Assim. uY. uX = u e u’X = u’. dz = dz' e dt = g [ dt' + ( v / c2 ) dx' ] e. a velocidade resultante da soma de duas velocidades não pode ter módulo maior do que o módulo da velocidade da luz no vácuo. dy = dy'. então u < c. respectivamente. R' se move ao longo do eixo X de R com velocidade v e as origens coincidem em t = t' = 0. então u c.Sejam os referenciais inerciais R e R’ com eixos paralelos. dividindo a primeira. ou seja. E se u’ c e v c. a primeira transformada de velocidade dá: Portanto. As coordenadas dessa partícula em R' estão relacionadas às coordenadas em R pelas transformadas de Lorentz: Como v é constante. u'Z para as componentes de u e u'. por simplicidade. a segunda e a terceira pela quarta e escrevendo uX. Escrevendo. . uZ e u'X. se u’ < c e v < c. u'Y. e uma partícula com velocidade u em R e u' em R’. as transformadas de Lorentz para os módulos das componentes de velocidade no caso particular em que os referenciais inerciais R e R’ têm eixos paralelos. As componente s de u ao longo dos eixos Y e Z e as componentes de u' ao longo dos eixos Y' e Z' são nulas. destas. Exemplo 1 Uma partícula se move sobre os eixos X e X’. segue-se que dx = ( dx' + v dt' ).

de modo que as equações não devem mudar de forma ao serem submetidas a substituições arbitrárias das variáveis gaussianas. o espaço pode ser considerado plano e as coordenadas Lorentzianas. é o tensor momentum-energia. mas depende do sistema de coordenadas quando um campo gravitacional está presente. Para pequenas regiões do espaço-tempo. da constante cosmológica . e é a constante gravitacional de Einstein. o termo à direita as forças que atuam neste sistema e o terceiro termo à esquerda. que pode ser nula. A idéia fundamental da relatividade geral é que todos sistemas de coordenadas gaussianos são equivalentes para a formulação das leis gerais da natureza. que normalmente é assumida nula.Relatividade Geral Na relatividade geral. constante cosmológica. Para um gás. A equação de campo de Einstein pode ser escrita como: onde é o tensor espaço-tempo. Neste caso. os dois primeiros termos à esquerda do sinal de igualdade representam a curvatura do espaço-tempo. que depende da é a distribuição e movimento das massas e do campo eletromagnético. a velocidade da luz não é mais mantida constante. são as componentes do tensor métrico e dependem do sistema de coordenadas usado e da unidade da coordenada temporal. onde os dois índices e variam de 0 a 3. representa a energia do vácuo. As transformações de Lorentz não satisfazem esta condição. o tensor energia-momentum em coordenadas curvilíneas pode ser escrito como: . Na equação (22).

é a pressão isotrópica.onde é a densidade de energia da matéria. e é a quadri-velocidade do gás. medida no sistema em repouso com a matéria. incluindo a energia de repouso. A conservação de energia-momentum é expressa pela lei fundamental de geometria: A equação (22) pode ser escrita como: A equação da geodésica (world line) de uma partícula pode ser definida em termos do seu tempo próprio e da sua quadri-velocidade como: Escolhendo-se um sistema de coordenadas tal que: .

e para Para descrever completamente um espaço-tempo curvo. as componentes da ``derivada'' ( ) precisam ser corrigidas pelos termos proporcionais aos símbolos de Christoffel porque as coordenadas generalizadas de Gauss podem variar rapidamente. a equação em coordenadas curvilíneas que define a linha geodésica (linha que seguirá uma partícula livre) conectando dois pontos no espaçotempo é dada por: que pode ser resolvida especificando-se os valores iniciais de . levando a mudanças nas componentes de um vetor mesmo que o vetor não varie. que obteve seu doutorado sob a supervisão de Gauss. o matemático alemão Georg Friedrich Bernhard Riemann (1826-1866). na equação (26).podemos escrever os componentes da equação (25) como: onde são os símbolos de Christoffel [Elwin Bruno Christoffel (1829-1900)]. demonstrou que é preciso de um tensor de ordem 4: . Ou seja. se as coordenadas formam uma base: Note que.

fixo em relação ao vagão. fixo em relação ao solo. Dentro do vagão há um observador O'. Para demonstrar isso. consideremos as situações abaixo. um tendo velocidade constante em relação ao outro. os intervalos de tempo medidos por esses observadores serão diferentes. Uma das conseqüências dos postulados de Einstein é que o valor desse intervalo de tempo vai depender do referencial em que está o observador. Para o observador O'. Com este tensor de quarta ordem podemos construir um tensor de segunda ordem por contração: onde índices repetidos significam soma. O observador O' (fig.chamado de tensor de curvatura de Riemann. e fora dele há um observador O. medida por um observador de quadrivelocidade é dada por: Relatividade do Tempo: Vamos supor que queiramos medir o intervalo de tempo gasto para ocorrer um fenômeno. Esse pulso é refletido por um espelho e volta para a fonte. 7) aciona uma fonte de luz que emite um pulso para cima. Se tivermos dois observadores situados em dois referenciais inerciais diferentes. na ida e na volta o pulso de luz gasta um intervalo de tempo Dt' dado por: 2d' = c . Este tensor de segunda ordem é chamado de tensor Ricci [Georgorio RicciCurbastro (1853-1925)]. ( Dt' ) . que contraído nos dá a curvatura escalar do espaçotempo: A densidade de massa-energia. pela convenção da soma de Einstein. Nas figuras 7 e 8 representamos um trem que se move com velocidade constante V em relação ao solo.

temos: Dt' <Dt Daí podemos concluir que um relógio que está em um referencial que se move em relação a nós "anda" mais devagar do que nosso relógio. Para qualquer outro referencial inercial o intervalo de tempo (Dt) é maior do que o tempo real. ( Dt ) ® Dt = 2d / c Como d' < d. obtemos: 2d' = c. para o observador O o deslocamento do trem foi igual a V. é chamado de tempo próprio. O intervalo de tempo Dt'. Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo retângulo sombreado na figura 9. o qual mede um tempo Dt para o percurso da luz. ( Dt ) Equação II pois a velocidade da luz é a mesma (c) para os dois observadores. em que os dois eventos (emissão e recepção de luz) ocorrem no mesmo local. ( Dt ) ® Dt' = 2d' / c 2d = c. Nesse intervalo de tempo. Essa relação vale para todos os processos físicos.(Dt) enquanto o deslocamento da luz (fig.Equação I em que c é a velocidade da luz. 9) foi: 2d = c . incluindo reações químicas e processos biológicos. temos: . Das equações I e II. Vamos agora encontrar uma equação que relacione Dt com Dt'. Na figura 8 representamos o trajeto da luz como é visto pelo observador O.

108 m / s ) . temos: Como: . o tempo de desintegração é: Dt' = 2. observamos que eles se desintegram com uma vida média de 2. a experiência mostra que múons criados a quase l0 km de altitude são detectados na superfície da Terra. deveriam percorrer.994 .108 m/s Portanto. como resultado do bombardeio dos raios cósmicos. Para um referencial fixo no múon.2 . Isso acontece por causa da dilatação temporal.2 . Muitos múons são criados na alta atmosfera. ( Dt ) d = ( 2. 10-6 s) d = 650 m No entanto.Evidências da dilatação temporal Uma das primeiras evidências da dilatação temporal foi obtida por meio de experimentos com uma partícula chamada múon. em média. l0-6 s. entre o momento em que são criados e o momento em que se desintegram. 10-6 s Para um referencial fixo na Terra.2 . (2. Esses múons movem-se com velocidade próxima da luz: v = 2. Quando fazemos experimentos no laboratório com múons em repouso. uma distância de: d = v .994 .

e não a única como muitos pensam. consistiu em comparar relógios atômicos. Um foi mantido no solo. Vimos que Einstein quebrou alguns parâmetros ao apresentar a Teoria da Relatividade. 10-6 s) D = 10. Conclusão: Desenvolvendo este trabalho. Vimos também que a Teoria da Relatividade foi mais uma de suas teorias. para um observador na Terra. ( Dt ) D = ( 2. Ainda disse que a velocidade da luz era a mais rápida que existia e que se um corpo atingisse essa velocidade.Assim: Portanto: Assim. a distância percorrida pelo múon antes de desintegrar-se é: D = v . ele também se dedicava a estudar física. o tempo sofreria uma dilatação. que marcam intervalos de tempo muito pequenos. entre outros. Terminado o vôo.000 m Outro tipo de teste. enquanto outro foi colocado em um avião que percorreu uma grande distância a uma grande velocidade em relação à Terra. apresentou a equivalência entre massa e energia. como que o espaço e o tempo são relativos e não absolutos como pensavam na época. pudemos observar que além de Einstein já apresentar desde cedo uma tendência ao pensamento lógico.994 . 108 m / s ) . . Ele apresentou também a Teoria do Campo Unificado (Campo Eletromagnético e Campo Gravitacional). os relógios foram comparados e constatou-se que o relógio do avião estava ligeiramente atrasado em relação ao relógio que foi mantido no solo. (35 .

usp.br/licenciatura/trabalhos/relat.com.bbdg.if.com.trabalhonota10.uol.br/fisica/teorias-da-relatividade.htm .com.sc.portalsaofrancisco.htm http://www.Referencias Bibliográficas: http://educar.br/conclusao.ufrgs.htm http://www.br/univ/mat/node11.relatividade.vilabol.php http://astro.html http://www.br/alfa/teoria-da-relatividade-especial/teoriada-relatividade-especial.