Processo Penal I

Sistemas processuais
 Sistema inquisitivo Ex: Ação de inquisição na Idade Média. Definição:

Sistema acusatório Definição: as funções de acusar, defender e julgar estão confiadas a pessoas distintas, sendo que o juiz nunca terá a iniciativa do processo e o réu é cercado de direitos e garantias individuais. Juiz

M.P

Réu

Sistema Misto Ex: Sistema francês (quem investiga é o juiz) , sistema italiano ( quem investiga é o promotor). Definição: Existe uma primeira fase de investigação do crime conduzida pelo juiz ou promotor de forma inquisitiva (sem direito de defesa), e uma segunda fase conduzida por outro juiz de forma acusatória garantindo todos os direitos do acusado.

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1.1 Arbitrada pelo delegado: crime com pena máxima até 4 anos. o Formas da liberdade provisória: 1. o A liberdade se obtém por relaxamente ou liberdade provisória.Persecução penal Definição: São os meios jurídicos pelos quais o Estado investiga a ocorrência do crime que responsabiliza o seu autor através do devido processo legal. ou nela mantida quando a lei admitir a liberdade provisória. o Esse direito ao silêncio é perante a polícia. 1ª Fase – Do investigado Garantias :   Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem judicial. o Na polícia o preso deverá se comunicar com a familia pelo telefone.ao juiz. A prisão de qualquer pessoa no local onde se encontre serão imediatamentes comunicados ao juiz e a família do preso. O preso será informado dos seus direitos. a autoridade deve respeitar os direitos e garantias individuais contidos no art. com ou sem fiança. desntre os quais permanecer calado.     2 . Ninguém será levado a prisão. Com fiança: 1.   Inquérito policial Processo criminal Obs: Em qualquer dessas fases. sendo necessário este valor pode ser aumentado até 1000 vezes. O preso tem direito à indentificação pelos responsáveis de sua prisão ou pr seu interrogatório policial. Valor: de 10 a 200 sálarios mínimos. o O investigado não é obrigado a colaborar com a polícia (o investigao é um mero espectador). mas a defesa não será justa em juízo. Valor: de 1 a 100 salários mínimos. 5º da constituição sob pena e nulidade do processo de eventual crime de abuso de autoridade. sendolhe assegurado assistência da familia e do advogado.2 Arbitrada pelo juiz: crime com pena superior a 4 anos. podendo até mentir. o O preso querendo pode até não possuir advogado. A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.

2ª Fase – Do acusado Garantias:  Direito a um juiz natural. 2. dividindo-se em 2 espécies: 1. não podendo ser afastado do processo imotivadamente. Defesa técnica: é patrocinada por um advogado criminalista apresentando suas teses jurídicas na defesa do seu cliente. Auto-defesa: direito que tem o réu de ser ouvido em juízo e de participar de todas as audiências. o Não existe prova secreta. o A falta de contraditório gera a nulidade do processo. Proibição de provas ílicitas: É quando a prova é produzida com ofensa aos direitos e garantias fundamentais. o juiz poderá aplicar medidas cautelares previstas no artigo 319 do CPP. o Sendo o juiz incompetente. e no caso concreto o réu não precisa ficar preso preventivamente. o O juiz tem a garantia da inamovibilidade. também chamado competente ou constitucional.2.2 Quando o preso não vai criar obstáculos para o andamento do processo. devendo os autos serem encaminhados para um juiz competente. sendo todas elas acessíveis às partes. Direito ao contraditório. Direito ao prototor natural. Sem fiança: 2. Isso não impede que o juiz decrete a prisão preventiva do acusado para garantir o resultado do processo. deve ser efetiva. Nesse caso. sob pena de nulidade por cerceamento de defesa. direito de ser informado de todas as provas contidas nos autos e de ter a possibilidade de contraditá-las. Direito à prescrição de inocência: Niguém pode cumprir pena antecipadamente. formando a dialética processual. 2. 2. pois o juiz poderá destituir o advogado. o A prova ilícita será desentranhada e inutilizada por decisão judicial. quando intimado. mas a prisão preventiva é descecessária. 2.4 Quando o crime for considerado inafiançável. sendo solto sem fiança e com as condições dos artigos 327 e 328 do CPP.3 Quando o réu pode criar embaraços durante o processo.1 Quando o preso não tiver condições a prestá-la. instituido antes da ocorrência dos fatos porque a constituição proíbe os juízos ou tribunais de exceção. atendendo-se aos artigos 327 e 328 do CPP. 3      . que é um membro do ministério público pré-estabelecido nas leis para dar início ao processo contra o cidadão que também não pode ser afastado do processo devido sua inamovibilidade. o processo é nulo. senão após sentença transitada em julgado da sentença condenatória. Direito à ampla defesa que é um reforço para o contraditório.

que tem por finalidade reunir informações sobre a ocorrência do crime e de sua respectiva autoria cujo o procedimento sera de base para dar início à ação penal. o Também não se admite a prova ilícita por derivação.  Personalissíma  Únicamente através do requerimento da vítima. salvo quando o juiz decretar o segredo de justiça na defesa do interesse social ou para preservar a intimidade das pessoas envolvidas. o Ação Privada  Exclusiva  Através de requerimento do ofendido ou de seu representante legal.  Condicional  Depende de representação da vítima. Quando uma prova ilícita deu origem a uma prova lícita. o A presença do advogado é facultativa nesta fase. o O juiz pode limitar o número de pessoas nas audiências públicas. Natureza jurídica: É um procedimento inquisitivo (ou inquisitorial). também chamada de polícia judiciária. Publicidade dos atos: Todos os atos processuais são públicos pois compete ao povo fiscalizar os atos da justiça. pois não há nenhuma acusação formal. que é aquela produzida com ofensa às regras do devido processo legal. o Persecução penal 1ª fase – Inquérito policial  Conceito: É um procedimento administrativo conduzido pelo delegado de polícia. pois o delegado conduz as investigações unilateralmente e não é permitido o contraditório porque será observado na fase processual. o Também existe a prova ilegítima.    4 .  Requisição do Ministro da Justiça dos crimes contra honra ao presidente da República ou de chefe de Estado estrangeiro. Quem faz o inquérito é a policía repressiva. o Crimes contra a União (polícia federal) e crimes contra o Estado (polícia civil).  Requerimento da vítima.  Requisição do juiz de direito. ficando esta contaminada. deve ser mantida nos autos. Iniciativa para instauração: Depende da natureza da ação penal do crime investigado. Se a prova ilícita for a única possível para absolver. o Ação Pública  Incondicional  O próprio delegado de ofício. Esta prova ilegítima pode permanecer nos autos.  Requisição do promotor.

o Arrecadar todos objetos relacionados com o crime e providenciar a necessária perícia sobre todos eles. o Reconhecimento: É quando o delegado convoca pessoas para reconhecer o autor do crime. as seguintes pessoas: O condutor do preso(policiais). inclusive reconhecer o autor do crime. Obs1: Antigamente o auto de prisão em flagrante era uma peça interiça(tipo uma ata. 2 testemunhas. A vítima é obrigada a comparecer para depor sob pena de ser conduzida à força. o Acareação: É quando o delegado coloca frente a frente pessoas com depoimentos divergentes visando esclarecer os fatos. é a primeira peça do inquérito. isto é. expondo-a a perigo de transmissão. lagrando-se o respectivo auto de reconhecimento.302 CPP) devendo a autoridade policial documentar esta prisão. Consultando o art. o As provas iniciais são colhidas no local do crime pelos policiais civis responsáveis pela investigação para dar início as investigações. ou seja. uma peça só). o conduzido(preso). A mudança foi para evitar que os policiais permanecessem na delegacia desnecessariamente. 5 . Obs2: Lagrado o auto de prisão em flagrante dá-se início ao inquérito. até mentir. cada um presta seu depoimento em termo destacado. As coisas ilícitas serão confiscadas em favor da União.o Exercício Alguém contaminado por doença venérea praticou relações sexuais com a vítima. Resposta: Ação pública condicionada. O indiciado pode permanecer calado durante o interrogatório ou criar qualquer versão sobre os fatos para facilitar sua defesa. pela ordem. 6º CPP) o Dirigir-se ao local do crime para preservar as coisas até a chegada dos peritos. o Ouvir o ofendido (vítima): É importantíssimo o depoimento da vítima porque ela tem condições de detalhar aspectos importantes da condição criminosa. atualmente os depoimentos são destacados. Geralmente é o último a ser ouvido no inquérito quando o delegado já está convencido de ser o autor do crime.   Formas de instauração o Através do auto de prisão em flagrante: É quando o agente foi encontrado em situação de flagrante (art. Obs1: Esta diligência é infrutífera. Ouvindo. Providência do delegado quando ocorre o crime (art. Obs2: Ao final da diligência será feito um auto de acareação. o Ouvir o indiciado: O indiciado é a pessoa sobre a qual recai indícios de ser o autor do crime. 130 do CP esclareça qual é a ação penal deste crime. o Através da portaria da autoridade judiciária: É quando o agente livrou o flagrante ou autoria do crime é desconhecida. Esse auto de prisão deve ser encaminhado ao juiz para avaliar se é legal. pois todos mantém seus depoimentos anteriores. As coisas apreendidas não poderão ser devolvidas enquanto interessarem ao processo.

é um flagrante facultativo. além de gravissíma falta disciplinar que acarretará na exoneração do cargo.  A investigação criminal serve para reconhecer os reincidentes pois as impressões digitais são únicas. 1.037/2009 prevê em seu art. o A investigação criminal é feita pelo processo datiloscópico. isto é.301 a 310): o Qualquer cidadão pode prender em flagrante o autor do crime estando no exercício regular do direito (art. o Flagrante é quem está (art. colhendo-se as impressões digitais do investigado que serão armazenadas em computadores do Intituto Nacional de Indentificação vinculado à polícia federal de brasilia. 4. 2. Obs: A falta deste exame anula o processo por falta da materialidade do crime.  Os policiais são obrigados a prender em flagrante. Havendo prosão em flagrante serão observado os seguintes dispositivos do capítulo II do títuloIX do CPP (arts. 301 CPP). ninguém tem impressão digital igualn nem mesmo os gêmeos.  Proceder a exame de corpo e delito: Este exame é necessário quando a infração deixar vestígios. Quem esta portando documentos de identidade distintos com informações conflitantes. Quando a identificação criminal for essencial às investigações policiais dependendo de autorização judicial. No entanto a CF 88 afirma que o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal salvo nos casos expressos em lei. 3.3º os casos em que mesmo apresentado o documento de identidade serão submetidos à identificação criminal. 302 CPP) :  Cometendo crime(flagrante próprio ou real). o 6 . O estado de conservação ou a distância temporal que possibilite a completa identificação dos caracteres essenciais. cuja omissão poderá gerar o crime de prevaricação.  A lei 12. Constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. durante e após o crime cujas infoormações serão úteis para o juiz no momento de fixação da pena. A reprodução simulada é a mesma reconstituição do crime cuja providência poderá ser determinada pelo delegado que acompanhado de peritos irá reproduzir todas as cenas do crime visando esclarecer algum ponto divergente do âmbito do inquérito policial lavrando-se o auto de reconstituição assinado pelos peritos juntando-se às necessárias fotografias. Documento com rasura ou indício de falsificação. Este exame pode ser direito (na própria vítima) ou indireto (através de outras evidências que comprovem a morte da vítima). ecônomica e religiosa do investigado bem como seu estado de ânimo antes. o Boletim de vida pregressa: É a vida passada do indiciado no tocante a sua vida social. traço típico do homícidio. 5.

7 . flagrante é feito por perseguição pois os criminosos procuram coometer o crime distante dos policiais que somente após o crime serão acionados. podendo este permanecer calado. ouvindo as seguintes pessoas:  Condutor (é quem apresenta o preso ao delegado).ou seja. Crime permanente é aquele cuja consumação se prolonga no tempo. Havendo prisão em flagrante o delegado deverá proceder ao respectivo auto. que podem ser oculares (que assistiram a cena do crime) e de apresentação(quando não há testemunha do fato e as testemunhas apenas presenciaram a apresentação do crime[entrega do preso à prisão])  Conduzido (preso). meia hora.  Perseguido logo após(imediatamente. § único): Perseguição ininterrupta e através de informações fidedignas sobre a passagem do suspeito e dos policias no encalço sem prazo determinado para perseguição. daí o agente pode ser preso a qualquer momento. Obs: Atualmente cada depoimento é colhido.  Encontrado logo depois com o instrumento do crime (flagrante presumido). assinado e em seguida a pessoa é liberada. uma hora) o crime (flagrante impróprio ou quase flagrante). o o Obs1: Em regra.  2 testemunhas. Acaba de cometer(flagrante próprio ou real). Obs2: Quando alguém é considerado em perseguição (art.390.