INSTRUMENTO DE PESQUISA Homossexualidade no Brasil: uma bibliografia anotada

Homossexualidade no Brasil...

Lance Arney1 Marisa Fernandes2 James N. Green3

HOMOSSEXUALIDADE

NO

BRASIL: UMA BIBLIOGRAFIA ANOTADA
Agradecimento especial a Luiz R. B. Mott.

APRESENTAÇÃO

specialistas que analisarem a produção intelectual sobre a homossexualidade masculina, no século XX, no Brasil, certamente apontarão a Unicamp como o berço do trabalho acadêmico nesta temática, nos campos da História e das Ciências Sociais. Em meados dos anos de 1970, o antropólogo Peter Fry, na época professor da Unicamp, iniciou um debate importante sobre gênero e a homossexualidade com o seu estudo pioneiro do comportamento sexual entre homens na cidade de Belém, Pará. O trabalho de Peter Fry inspirou uma geração de pesquisadores que incluiu Carmen Dora Guimarães, Edward MacRae, James N. Green, Nestor Perlongher, Richard Parker e Veriano Terto Júnior. Os estudos destes pesquisadores, sobre homossexualidade, estimularam uma explosão na produção acadêmica em mais de uma geração de novos pesquisadores, alguns dos quais são ativistas experientes no movimento brasileiro de gays, de lésbicas, e de transgêneros. Antônio Moreno, Augusto José de Abreu Andrade, Celeste Zenha Guimarães, Cláudio Roberto da Silva,

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Lance Arney é mestrando em Antropologia Aplicada na Universidade da Flórida do Sul, Tampa, Flórida, EUA. <lance_arney@hotmail.com> Marisa Fernandes é Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo e coordenadora do Coletivo de Feministas Lésbicas desde 1990. <cslmari@usp.br> James N. Green, que é também o autor da apresentação desta bibliografia, é brasilianista, professor, estudioso dos movimentos sociais na América Latina e se dedicou ao estudo da história da homossexualidade no Brasil, onde viveu durante as décadas de 1970 e 1980. (Nota da Assessoria Editorial.) <James_Green@brown.edu>

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L. Arney, M. Fernandes, J. N. Green

Cristine Luci Câmara da Silva, Graziela Zanin Kronka, José Ronaldo Trindade, Juan Pereira Marsiaj, Luiz Almeida, Marisa Fernandes, Marko Synésio, Alves Monteiro, Nádia Nogueira, Pedro de Souza, Regina Facchini, Tereza Christina Vallinoto e muitos outros têm ampliado os limites dos estudos de gênero, da homossexualidade, movimentos sociais, e AIDS. A riqueza da produção intelectual ao longo da última década é surpreendente. Outro importante pioneiro da pesquisa acadêmica sobre homossexualidade no Brasil, que também foi professor na UNICAMP, é Luiz R. B. Mott, apesar do seu trabalho de doutorado não enfocar o assunto. Atualmente, professor de Antropologia na Universidade Federal da Bahia, Luiz fundou o mais duradouro grupo político gay do Brasil, o Grupo Gay da Bahia. Tanto como líder ativista no movimento gay, tanto como acadêmico, ele produziu dezenas de artigos e livros sobre homossexualidade no período colonial, como também sobre temas contemporâneos, especialmente tópicos relacionados à violência e aos direitos humanos. Suas publicações bibliográficas sobre a homossexualidade têm sido ferramentas imprescindíveis para qualquer pesquisador do tema. A pesquisa acadêmica sobre lésbicas continua nos estágios iniciais, como se pode observar refletido no número bem menor de trabalhos sobre o tema. Ainda assim, diversos pesquisadores trabalham atualmente, em projetos de pesquisas inovadores, o que sugere que mulheres que têm amado e vivido com outras mulheres podem já não estar tão invisíveis no mundo acadêmico como estiveram por tanto tempo. Se a UNICAMP pode ser considerada o berço dos estudos sobre a homossexualidade em História e nas Ciências Sociais, o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) merece reconhecimento como centro de pesquisa de excelência, vinculado a uma Universidade que tem continuadamente apoiado os trabalhos na área de preservação e memória dos movimentos sociais. No final dos anos de 1980, quando ativistas da primeira geração dos grupos gays e lésbicos organizados enfrentaram sérias ameaças de saúde causadas pela A IDS , João Antônio Mascarenhas, um dos fundadores do movimento, junto com outros amigos e militantes, convenceram pessoas que mantinham arquivos pessoais, coleções, e outros materiais a doarem ao AEL. Este material tornou-se a base para o maior acervo sobre a homossexualidade no Brasil, abrigado em uma universidade pública. A documentação tem sido

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2003 319 . James N. Por causa de limites de espaço. v. n. O apoio do AEL.18/19. cuidadosamente guardada e mesmo sem estar totalmente organizada está à disposição para consulta dos especialistas e também do grande público.. é um exemplo vivo de quanto as coisas têm mudado ao longo do tempo. desde os primeiros textos publicados no início dos anos de 1970. as quais refletem métodos moralistas. preconceituosos e não científicos de estudo sobre a homossexualidade no Brasil. com alguns exemplos da produção acadêmica de décadas anteriores. em especial o encorajamento da equipe editorial desta publicação. Green Cad.Homossexualidade no Brasil.10. enfoca prioritariamente as áreas de História e Ciências Sociais. esta bibliografia parcial. predominantemente produzidas nas décadas de 1980 e 1990. AEL..

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VASCONCELOS. 2003 . SAMPAIO. In: RIBEIRO. a autora publicou mais de 50 livros. n. entre eles: Nicoleta Ninfeta. Marcos (Org. histórias de vida. São Paulo: Gente. depoimentos. TABAIESKY. v. Diário de uma entendida . que vendeu mais de 200 mil exemplares. v. relaciona a homossexualidade feminina com a educação sexual encorajando educadores a substituírem a atitude homofóbica por uma atitude nova de respeito e inteligência.G. Ao longo das décadas de 1950.10. O Capítulo. São Paulo: Rede de Informação Um Outro Olhar. tribo de mulheres guerreiras : a derrota do matriarcado pelos filhos do sol. 1998. Trabalho curioso com ilustrações que contam sobre cultura indígena e fala das mulheres amazonenses. escrito por uma psicanalista feminista.5532. Carne em Delírio. Green REVISTA UM OUTRO OLHAR. 1. São Paulo: Aquarius. etc. 219-234. em São Paulo. M. 1960 e 1970. Trimestral. ISSN 1415.). violência. As Amazonas. Ateniense. p. Tara e Ariella . [19—]. J. Fernandes. Obras literárias. saúde. Depoimento de uma lésbica expondo as aventuras e dramas do seu cotidiano.18/19. Arney. M. sobre os Seminários Nacionais de Lésbicas (SENALE ). Curitiba: Ed. A homossexualidade feminina. N. 1999. Tradução: Antônio Eduardo de Oliveira Revisão técnica da catalogação: Danielle Dantas de Souza e Maria Helena Signorelli 348 Cad. Através dos exemplares deste periódico trimestral é possível encontrar artigos sobre a história do movimento de lésbicas. RIOS. Fonte importante para visualizar e construir o comportamento das lésbicas nas décadas de 1950 e 1960. AEL. Fernando G.L. O prazer e o pensar: orientação sexual para educadores e profissionais de saúde. Cassandra. Naumi A. legislação.

1988.Revista Gay Hotsa. 20. . fev. Bilbao. p./mar.