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ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ASSISTINDO AO PACIENTE EM PÓS-OPERATÓRIO NA UTI - ASPECTOS GERAIS

HELENA HARCO NOMA; MÔNICA ALEXANDRE MALTA; VERA MÉDICE NISHIDE I- INTRODUÇÃO Pós-Operatório é o período durante o qual se observa e se assiste a recuperação de pacientes em pós-anestésico e pós "stress" cirúrgico. Os objetivos da equipe multidisciplinar durante este período são: a manutenção do equilíbrio dos sistemas orgânicos, alívio da dor e do desconforto, prevenção de complicações pós-operatórias, plano adequado de alta e orientações.11 A unidade de Pós-Operatório ( UPO ) tem por principal objetivo atender aos pacientes vindos da sala cirúrgica ou da Recuperação Pós-Anestésica (RPA) e que foram submetidos a cirurgias eletivas - de uma única ou de várias especialidades. Nela também podem atender a cirurgias de urgência e transplantes, conforme a estrutura organizacional da Instituição. O paciente, assistido nesta unidade, se portador crônico de alterações funcionais em órgãos ou sistemas, poderá apresentar repercussões importantes no pós-operatório. Nas cirurgias eletivas estas alterações são tratadas ou compensadas antes do ato operatório. Entretanto nas cirurgias de urgência tais disfunções nem sempre são compensadas no préoperatório.17 Os pacientes que evoluem com estabilidade hemodinâmica na RPA podem voltar à enfermaria para completar sua recuperação. Aqueles que manifestam instabilidade na RPA, ou que têm antecedentes mórbidos passíveis de complicações, geralmente são transferidos à UPO para observação intensa e contínua. O período cirúrgico é dividido em três fases: a primeira é a pré-operatória; a segunda, a intra-operatória e, a terceira, pós-operatória. Nesta última, a enfermagem desempenha o importante papel de proporcionar ao paciente o retorno às atividades rotineiras.

O pós-operatório inicia-se com os períodos pós-anestésico e pósoperatório imediato, nos quais o paciente está se recuperando dos efeitos anestésicos. O pós-operatório tardio é o tempo de cicatrização e prevenção das complicações, este período pode durar semanas ou meses após cirurgia. A assistência de enfermagem durante o período pós-operatório imediato concentra-se em intervenções destinadas a prevenir ou tratar complicações. Por menor que seja a cirurgia, o risco de complicações sempre estará presente. A prevenção destas, no pós-operatório promove rápida convalescençia, poupa tempo, reduz gastos, preocupações, ameniza a dor e aumenta a sobrevida. Após a avaliação, pelo enfermeiro, dos controles gerais, dos antecedentes clínicos, da fisiopatologia da doença, das intercorrências intra-operatórias e anestésicos, e de um exame físico completo, é possível elaborar um plano de cuidados individualizado. A transferência do paciente para sua unidade de origem é um momento de grande ansiedade para ele. A fim de evitar este sentimento, o paciente deve ser preparado num estágio precoce à hospitalização. A evolução clinica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico são sinais de que a fase critica do pós operatório terminou e que será transferido. Durante sua internação na UPO deve-se orientar o paciente, sempre que possível, sobre seu estado, a fim de prepará-lo para uma transferência ou para sua permanência na unidade, diminuindo assim sua ansiedade Os familiares devem ser orientados sobre a rotina da unidade, estado geral do paciente, possíveis complicações, perspectiva de permanência na UPO e transferência para enfermaria. Este capítulo tem por objetivo orientar os enfermeiros sobre os cuidados serem realizados a pacientes pós-cirúrgicos incluindo desde o preparo do leito, transferência para UPO, admissão, período de internação até a alta para enfermaria.

2. ADMISSÃO DO PACIENTE O período pós-operatório imediato é um momento crítico para o paciente, sendo importante a observação cuidadosa para manter as funções

fisiológicas vitais dentro dos parâmetros da normalidade, até que os efeitos da anestesia desapareçam. É atribuição da equipe de enfermagem providenciar o leito e prepará-lo para receber o paciente. A unidade deve estar provida de materiais e equipamentos em perfeitas condições de uso, a fim de atender qualquer situação de emergência. MONTAGEM DO BOX EQUIPAMENTOS E MATERIAIS:
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Cama com grades laterais de segurança, se possível, antropométrica; Monitor Multiparamétrico: contendo ECG e opicional para pressão arterial não invasiva e invasiva (PAP,PVC,PIC,DC), oximetria de pulso, capnografia, temperatura e respiração. Incluindo os acessórios: cabo paciente, sensor para oximetria de pulso, cabo para transutor de pressão, suporte de transdutor, kit de monitorização completo ou para montagem (transdutor, domo, intraflow, torneirinha, tubo extensor e bolsa de pressão); Respirador; Bomba de Infusão; Esfigmomanômetro; Estetoscópio; Termômetro; Suporte de soro; Painel de gases checado (manômetro de oxigênio, ar comprimido e vácuo, e fluxometro de oxigenio e ar comprimido); Aspirador a vácuo (coluna d’água); Aspirador de secreção (frasco coletor e redutor); AMBÚ com máscara; Nebulizador com traquéia e máscara; Umidificador.

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EQUIPAMENTOS DISPONÍVEIS
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Carrinho cardiorespiratório, contendo desfibrilador , materais e drogas; ColchãoTérmico; Eletrocardiógrafo; Gerador de Marcapasso; Balão Intra-aórtico; Bomba de Aspiração à vácuo Intermitente.

MATERIAIS DISPONÍVEIS NO BOX
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Eletrodos; Cateter para aspiração de secreções; Cateter de oxigênio nasal; Luvas; Máscaras; Gaze; Régua de nível.

3. TRANSPORTE E RECEPÇÃO DO PACIENTE O enfermeiro do Centro Cirúrgico ( CC ) ou da RPA notifica o da UPO que o paciente está pronto para ser transferido. Durante a transferência, o paciente é acompanhado pelo anestesista e pela enfermeiro do CC ou da RPA. A equipe multidisciplinar da UPO transfere o paciente para a cama, certificando-se da correta e confortável posição do corpo e observando os cuidados com tubo endotraqueal, cateteres, drenos e sondas. Após a transferência para o leito , todas as sondas e equipamentos são identificados e ajustados apropriadamente. Recomenda-se que todas as infusões sejam substituídas por prescrições médicas atualizadas.

referido pelo paciente ou verificado pela tiragem intercostal. suporte nutricional e de eliminações. intercorrências no intra-operatório e na RPA. normas e rotinas da unidades aos familiares.O enfermeiro da RPA ou do CC dá informações verbais. drenos. pneumonia . posicionamento. dos acessos venosos. cornagem. Também será observado a presença ou não de desconforto respiratório. o risco de complicações pósoperatórias está presente em toda intervenção. informações e orientações sobre a cirurgia.1 . tubo endotraqueal. respiratório. ou médico intensivista. Ficarão sob a responsabilidade do cirurgião. alterando o equilíbrio hidroeletrolítico. efeitos depressivos dos anestésicos. oxigênio e aumento da secreção na árvore brônquica. Uma criteriosa percursão e ausculta dos ruídos pulmonares. os sinais vitais e a temperatura do corpo. seu estado. imobilidade pós-operatória prolongada. ASPECTOS GERAIS DO PÓS-OPERATÓRIO A cirurgia altera a homeostase do organismo. ferida cirúrgica. O enfermeiro da UPO procede a avaliação inicial do paciente quando este é admitido na unidade. Os problemas respiratórios mais frequentes no pós-operatórios são: atelectasia (colapso dos alvéolos em porções do pulmão ). permitindo a entrada destes para a visita. segurança e conforto do mesmo. A avaliação imediata consiste na observação de: 4. Esta avaliação incluirá as condições dos sistemas neurológico.SISTEMA RESPIRATÓRIO: O paciente no pós-operatório será cuidadosamente observado quanto à permeabilidade das vias aéreas e à ventilação pulmonar. amplitude e ruídos. O enfermeiro da UPO informará as condições gerais do paciente. broncoaspiração. batimentos de asa de nariz e uso da musculatura acessória. em freqüência. As complicações respiratórias estão entre as mais comuns e podem ser causadas por vários fatores. que incluem a história do paciente. prevenindo complicações. Independentemente do tempo cirúrgico. cardiovascular e renal. tais como: doença respiratória prévia. 4. dor. deve ser realizada com o objetivo de detectar as complicações respiratórias o mais precocemente possível. Os cuidados de enfermagem na assistência ao paciente no pós-operatório são direcionados no sentido de restaurar o equilíbrio homeostático.

agitação. estimular a mobilização precoce no leito e a deambulação. Os sinais e sintomas de complicações pulmonares incluem: aumento da temperatura. se há secreções em excesso na cavidade oral e fossas nasais. a fim de verificar anormalidades nas trocas gasosas. temperatura e grau de umidade. evitando-se o rompimento da sutura. manter o nebulizador e o umidificador com nível de água adequado. o enfermeiro da UPO registra e avalia o ECG. desequilíbrios eletrolíticos. uma vez que. observando se há vazamento de ar pela cânula em virtude do "cuff " insuflado inadequadamente e ainda. os mais freqüentes são: mudar o paciente de decúbito. apoiando a área da incisão cirúrgica. a ventilação do paciente e colhe amostras sanguineas para dosagem bioquímicas e hematológicas. As causas de arritmias cardíacas pós-operatórias incluem: hipovolemia. As complicações cardiovasculares mais comuns são: arritmias cardíacas. O enfermeiro avalia a cânula oro / nasotraqueal ou de traqueostomia. para que seja mantida uma via aérea permeável. dispnéia. hidratar o paciente. A avaliação dos gases sanguineos é de vital importância.2 . Os idosos e aqueles com história de doença cardíaca e vascular periférica são os de maior risco. o paciente cirúrgico tem risco de apresentar problemas cardíacos ou de perfusão. tempo de enchimento capilar (perfusão). coloração da pele e mucosas. alteração do murmúrio vesicular. a saturação de oxigênio. verificação dos gases sangüíneos. O paciente em pós-operatório deverá ser avaliado quanto aos sinais vitais. hemoptise. expectoração viscosa e espessa.( infecção aguda que causa inflamação no tecido pulmonar ) e embolia pulmonar ( causada por coágulos de sangue ou êmbolos de gordura ). ausculta e percussão cardíaca. se necessário. monitoriza a pressão arterial. 4. hipertensão. Dentre os cuidados de enfermagem. edema pulmonar. infarto agudo do miocárdio e hipoperfusão periférica. verificar a consistência e o aspecto das secreções. Neste caso. dor. promover alívio para desconforto e dor. hipotensão que resultam em trombose venosa profunda. Os objetivos principais da assistência de enfermagem no pós-operatório são: monitorizar o ritmo e a hemodinâmica da função cardíaca adequada e estimular a perfusão tecidual. administrar oxigênio. estimular a tosse. taquicardia.SISTEMA CARDIOVASCULAR: O cuidado básico na análise da função cardiovascular é a monitorização do paciente em relação aos sinais de choque e hemorragia. hipoxemia e acidose. Também discute .

que pode ocorrer em relação à perfusão tecidual. balanço hídrico adequado. controle da dor e desconforto. é a perda excessiva de sangue. O diagnóstico de hipertensão arterial pode ser considerado num contexto de elevação da pressão arterial. diminuição do débito urinário. A hipertensão não é uma ocorrência incomum no pós-operatório imediato. taquicardia. Uma queda significativa da pressão arterial. Os sinais e sintomas incluem hipotensão postural. Outra complicação pós-operatória. de hemorragia no intraoperatório ou de complicação pós-operatória. abaixo do valor básico préoperatório do paciente. fisioterapeuta e médico do paciente) as condutas a serem tomadas. No paciente pós-operatório isto pode ser conseqüência de uma doença preexistente (anemia. aumento da agitação e apreensão associados com hipotensão caracterizam o choque. . comparada aos níveis pressóricos do paciente no pré-operatório e durante o intra-operatório. acompanhada de aumento ou diminuição da freqüência cardíaca. uso de aspirina). controle das drogas anti-hipotensoras. Na presença destes sintomas. A hipotensão pós-operatória é atribuída a uma redução da pré-carga. Após o diagnóstico. da idade avançada. O diagnóstico e tratamento são urgentes. efeitos de agentes anestésicos ou medicamentos pré-operatórios. administração de medicações. mudança rápida de posição. como prescrito. monitorizará e avaliará continuamente sinais e sintomas.com a equipe multidisciplinar (médico intensivista. ou elevará as pernas do mesmo acima do nível do coração. colocará o paciente em Trendelenburg. Mais comumente a hipertensão pós-operatória está relacionada à sobrecarga de fluidos. aumentará a velocidade das soluções intravenosas. Outros sinais que incluem: pulso fraco e filiforme. insuficiência circulatória ou desvio de líquidos. pode indicar hemorragia. à contractilidade do miocárdio e à resistência vascular sistêmica. notificará o intensivista. o enfermeiro administrará oxigênio ou aumentará o fluxo do mesmo. pálida ou cianótica. pele fria. dor. (caso esta posição não seja contra-indicada pela cirurgia). Pode ter como causas a ventilação inadequada. distúrbio de coagulação. perda de sangue ou líquido e sequestro de sangue na circulação periféria. registrando as alterações. aumento da atividade do sistema nervoso simpático ou hipertensão preexistente. levando à conseqüências cardiovasculares e intracranianas significantes. o tratamento agressivo está indicado. administrará a medicação ou o volume líquido adicional. Pode aparecer como um episódio transitório. porque a hipotensão prolongada pode resultar em hipoperfusão de órgãos vitais e danos isquêmicos. úmida. taquipnéia. As intervenções de enfermagem em paciente hipertenso no pós-operatório incluem: monitorização contínua e (ou) freqüente da pressão arterial.

Os sintomas destas complicações incluem desidratação. papa de hemácias. trombose venosa profunda (TVP). em busca de anomalias. circulação inadequada. tamanho das pupilas e sua reação à luz. Os sinais e sintomas são: dor torácica. inflamação leve das veias periféricas. em associação com coagulação do sangue ou tromboflebite. hidratação adequada e baixa dose de heparina. 4. avaliação e pesquisa dos sons respiratórios. padrão de motricidade e mobilidade dos membros e da musculatura da face. Os cuidados de enfermagem são: monitorização eletrocardiográfica. para aumentar a pré-carga. hiperemia. que envolve a formação de coágulos.pele fria e pegajosa e diminuição do nível de consciência. cianose e arritmias. dor. Os dados laboratoriais abrangem hemoglobina. hiperestesia das extremidades e presença do sinal de Homan. crioprecipitado. minimizará a mobilização ou posicionamento do paciente para diminuir as necessidades de oxigênio. verificação da presença de efeitos secundários ou tóxicos causados por medicações. inflamação moderada ou severa das veias.SISTEMA NEUROLÓGICO: Na avaliação neurológica a enfermeira verificará e anotará os seguintes parâmetros: nível de consciência. Os cuidados de enfermagem no pós-operatório abrangem exercícios com as pernas. . colocará o paciente em decúbito dorsal. incluem: manter o ambiente tranqüilo. se distúrbio de coagulação). sangue total. manutenção do repouso no leito ou posição Semi-Fowler. ausculta de sons cardíacos. diminuição da pré-carga e redução do trabalho cardíaco. de acordo com a prescrição. o enfermeiro da UPO administrará volumes conforme prescrito ( expansores de plasma. coração ou cérebro. administração de oxigênio. com elevação dos membros inferiores. para detectar sinais de congestão pulmonar. efeitos remanescentes da anestesia. Poderão ocorrer. albumina. meias antiembólicas.3 . administração de medicamentos. Alguns pacientes podem apresentar infarto agudo do miocárdio ( IAM ). Neste caso. resultante de hemorragia. resposta à estimulação verbal e/ou a dor. para diminuir o retorno venoso. PFC. taquicardia.reduzindo ruídos. os quais podem se destacar da parede venosa e ser levados como êmbolos até aos pulmões. deambulação precoce. diminuir a sobrecarga sensorial e permitir períodos de repouso. ainda. Outros cuidados que a enfermagem pode proporcionar ao paciente. edema. hematócrito e provas de coagulação. dispnéia.

As intervenções de enfermagem incluem: avaliação de infusão. Uma dieta normal promove o retorno precoce da função gastrintestinal uma vez que. independentemente da ingestão de líquidos. sendo afetada pela disponibilidade de nutrientes e pelo fluxo sangüíneo intestinal. drenagem de feridas e fluidos corporais). Os desequilíbrios pós-operatórios podem levar a uma retenção dos produtos catabólicos. passagem de bactérias e toxinas a partir da luz intestinal para linfonodos mesentéricos.verificará a permeabilidade e a drenagem. a cicatrização da ferida cirúrgica.5 . hiperventilação. perdas excessivas por sudorese. para os pacientes com sonda nasogástrica (SNG). prevenindo broncoaspiração. diminuindo o risco de translocação bacteriana.SISTEMA RENAL: Alterações da função renal e do equilíbrio hidroeletrolítico também podem aparecer logo após a cirurgia. favorecendo. muitos pacientes podem apresentar náuseas e vômitos. a mucosa intestinal renova-se constantemente. Estima-se que o paciente em pós-operatório. assim. Os principais objetivos do tratamento hidroeletrolítico no pós-operatório são: mantenção do líquido extracelular e do volume sangüíneo dentro dos parâmetros da normalidade (por meio da administração de quantidades suficientes de líquidos). O volume urinário diminui. o mais precoce possível após a cirurgia.cirurgia. de hiper/hipohidratação (administração excessiva de líquido ou função renal inadequada. a problemas neurológicos.4. pulsação. verificação da pressão arterial. Neste caso.operatória. evitando a sobrecarga hídrica conservando-se a pressão arterial e o débito cardíaco e urinário adequados. causando retenção hídrica. prevenção da sobrecarga hídrica. ou seja.o enfermeiro. caso contrário colocará o paciente em decúbito lateral para facilitar a drenagem. ingestão e eliminação adequadas de líquidos. . assim.SUPORTE NUTRICIONAL E DE ELIMINAÇÃO: É benéfico para o paciente retornar a dieta normal.4 . O procedimento cirúrgico e a anestesia estimulam a secreção de hormônio antidiurético( HAD) e da aldosterona. evitando-se. 4. reposição inadequada intra e pós. cardíacos. circulação portal e órgãos sistêmicos. insuficiência cardíaca congestiva ( ICC) ou edema pulmonar. apresente um débito urinário de aproximadamente 50 a 60 ml por hora. eletrólitos séricos e registro de ganhos e perdas. Durante as primeiras 24 a 36 horas pós. com função renal normal. se necessário administrará antieméticos conforme prescrito. A manutenção hidroeletrolítica após a cirurgia requer avaliação e intervenção do enfermeiro.

palpação e ausculta abdominal. Geralmente a dieta inicial pós-operatória é liquida.6 . preferencialmente de único lúmen. O volume e o aspecto das secreções serão registrados. É importante que o enfermeiro anote as evacuações no período pós-operatório. de maneira que a absorção seja previsível e o efeito se inicie rapidamente24. É indispensável que os pacientes em pós-operátorio tenham acesso venoso central. infusão de soluções e medicamentos.7 . A função intestinal pode ser prejudicada pela imobilidade. Conforme o tipo de cirurgia e a tolerância do paciente é prescrita uma dieta livre.As avaliações a serem feitas pelo enfermeiro antes de alimentar o paciente em pós-operatório são: inspeção. entretanto. 4. 24 A escolha do cateter deve ser. manipulação dos orgãos abdominais. condições do paciente e necessidade de infusões. por diminuir o risco de contaminação das conexões durante a manipulação. dependendo do tipo de cirurgia. O peristaltismo normal retorna durante as primeiras 48 a 72 horas após a cirurgia. um controle rigoroso das pressões de enchimento cardíaco. O tipo de líquido infundido e a velocidade de infusão devem ser rigorisamente avaliados para garantir a permeabilidade dos catéteres. permitindo além da administração de drogas vasoativas.DRENOS: Os tubos para drenagem de secreções (gástrica. quando necessário. torácica e do mediastino) serão drenados por gravidade ou. ligados à aspiração contínua ou intermitente. percussão. . geralmente indica-se suporte nutricional por via parenteral. para promover o equilíbrio de vitaminas e sais minerais e um balanço nitrogenado adequado. anestesia e uso de medicamentos para dor. Aos pacientes impossibilitados de receberem dieta oral ou enteral por tempo prolongado. pode ser indicada a utilização de catéteres de dois ou três lúmens.ACESSO VENOSO: A grande maioria dos medicamentos administrados ao paciente critico é infundida por via endovenosa. 4.

A necessidade de controle da dor. Os fatores que afetam a cicatrização da ferida são a localização da incisão. e esta indicada quando score maior ou igual a 5.22 O curativo pós-operatório objetiva basicamente. intensidade e qualidade da dor25. Algumas horas após seu fechamento primário.POSICIONAMENTO NO LEITO: O paciente deve ser avaliado quanto ao posicionamento que melhor favorecer a ventilação. com score de 0 a 10. para comparações posteriores de evolução da mesma e alterações da pele.Quando houver drenos exteriorizados por contra-abertura. 4. 4. pode-se adaptar uma extensão da bolsa a um frasco coletor. objetivando o conforto e a redução da dor.10 . drenos e curativos. nas primeiras 24 a 48 horas. A mensuração da dor é avaliada através de uma escala numérica de intensidade de dor. mudança de posição no leito e massagens. O paciente pode manter um controle adequado da dor evidenciado por resposta verbal num score menor que 5. é recomendável que se retire o curativo da incisão. através do uso de analgésicos narcóticos. estado nutricional.9 . O enfermeiro indaga ao paciente a respeito da localização. 4. estes serão adaptados a um sistema de coletor fechado. evitar a infecção da ferida. tais como. pois nesse tempo ocorre a formação de um selo fibrinoso que protege a ferida contra a penetração de bactérias17. que obrigue a troca repetida. o espaço é preenchido com exsudato inflamatório e por volta de 48 horas. é analisada pelo intensivista. Ao término de 72 horas. o exame histológico mostra que a cobertura epitelial está intacta.8. Quando a ferida cirúrgica é fechada primariamente.DOR: A resposta do paciente a dor é um processo subjetivo. Se o volume de material coletado for excessivo. presença de doença. . As medidas de enfermagem destinadas a promover a cicatrização da ferida cirúrgica incluem: avaliar. nesta escala. As posições variam de acordo com a natureza da cirurgia. isolando as estruturas profundas do meio externo. medir e anotar a área da ferida. tipo de fechamento cirurgico.FERIDA CIRÚRGICA: A manutenção de uma assepsia durante a cirurgia e no período pós-operatório é o fator mais importante na promoção da cicatrização. as células epiteliais marginais migram para a superfície da ferida. infecção. iniciando as medidas que visam conforto.

As indicações da cirurgia torácica podem ser para retirada de tumores e drenagem de abscessos. sondas. a ICC e a angina instável. Caso a imobilização seja necessária. os enfermeiros deverão ponderar seus riscos e benefícios. tosse. cardíaca. .2 Na avaliação do paciente deve ser considerada a função cardiopulmonar. 4. maior é a otimização das vagas e agendamento das cirurgias. deambulação. ou reparação do esôfago e vasos torácicos. entre elas: torácica. queda do paciente: manutenção de grades de proteção até que paciente acorde. os pacientes que apresentarem instabilidade hemodinâmica na RPA. 5. vascular. porque o paciente precisa responder às instruções quanto a mobilização no leito. transplantes e as grandes cirurgias programadas. o enfermeiro verificará a cor. avaliando se deve ou não ser dada continuidade ao procedimento. São contra-indicações para a cirurgia. as disritmias não-controláveis.20 O sucesso da cirurgia não depende somente da habilidade da equipe que opera. cabeça e pescoço. uma vez que a recuperação do paciente neurológico é mais demorada e. quanto maior a rotatividade de pacientes. também. sistema de campainha ao alcance do paciente. respiração profunda e. o IAM. da qualidade dos cuidados de enfermagem durante os períodos pré e pós-operatório. gastrointestinais. capacidade de mobilização e sensibilidade dos membros imobilizados. evitando danos aos nervos e distensão muscular. urológica.1 CIRURGIA TORÁCICA A cirurgia torácica refere-se a diversos procedimentos cirúrgicos que implicam na abertura da cavidade torácica (toracotomia) e (ou) órgãos da respiração.SEGURANÇA E CONFORTO: Algumas medidas de segurança serão adotadas para evitar a retirada inadvertida de cateteres.É muito importante que a dor seja tratada. apoio e acolchoamento das áreas de pressão. PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS Tem indicação para recuperação em UPO. mas. Para as cirurgias neurológicas recomenda-se unidades específicas. posteriormente. 5. Considerando-se os efeitos indesejáveis da imobilização.11 .

tumores benignos e malignos. 5. a seguir. . 5.1. em virtude do tamanho do leito vascular.5.1. Está indicada em estenose significativa do orifício da traquéia. relacionada com a pressão mecânica ou "cuff" da sonda traqueal (pressão que produz isquemia da parede da traquéia. ainda.20. procedimentos cirúrgicos torácicos com indicação de recuperação em UTI: 5. a medida que o tecido pulmonar se reexpande.26 5. Para reduzir o tamanho dessa cavidade e paralizar o diafragma em uma posição elevada. inflamação. 5. Indicada em lesões cavitárias crônicas e coleções de empiema. tuberculose.Toracoplastia : colapso cirúrgico de uma região da parede torácica mediante múltipla ressecção de costelas para redução intencional do hemotórax.Ressecção segmentar : ressecção de um segmento ou lobo pulmonar . 5. quistos ou bolhas enfisematosas congênitas.7. preenchendo o espaço anteriormente ocupado pelo segmento removido. neoplasia.Ressecção em cunha : remoção de pequenas secções periféricas do lobo . lesões unilaterais selecionadas .2. O risco de remoção do pulmão direito é maior em relação ao esquerdo. O lado removido da cavidade torácica torna-se um espaço vazio. 5. Está indicada em infecções tais como.1.6.1.Descrevemos. infecção generalizada do pulmão e neoplasias. redução do espaço morto torácico após ressecções externas. infecção segmentar por tuberculose ou bronquiectasia.3.Timectomia : remoção do timo . o nervo frênico e o lado afetado são ressecados.1.1. seguida de anastomose topo a topo.Lobectomia : remoção de um ou mais lobos de tecido pulmonar. que implica em sobrecarga fisiológica. Após a cirurgia ocorre enfisema compensatório não-patológico.1. ulceração e tumores).Pneumectomia : remoção total de um pulmão. Está indicada em abscesso crônico extenso. fugas de ar recorrentes. É indicada nos casos de abscesso pulmonar crônico.o tecido pulmonar restante expande-se novamente.indicada em neoplasia primária do timo ou miastenia gravis. Está indicada em casos de granulomas subpleurais e pequenos tumores periféricos e.4. enchendo o espaço torácico ocupado pelo tecido ressecado.Ressecção de traquéia: ressecção parcial da traquéia.1.a estrutura e função pulmonares permanecem relativamente inalteradas após a cicatrização. tumor benigno.

O paciente será reposicionado pelo menos a cada 2 horas para prevenção da estase de secreções e manutenção do equilíbrio da ventilação/perfusão. facilitando a ventilação com menor esforço possibilitando a drenagem da sonda torácica. as atelectasias e acúmulos de secreções são freqüentes no período pós-operatório. ajuda na avaliação da eficácia desta. favorecendo. Devido ao posicionamento intra-operatório e à terapêutica pré e peri-operatória. para fluidificação das secreções. o apoio estabiliza a zona afetada e reduz a dor durante a realização destes procedimentos. É necessário orientar o paciente a tossir e respirar fundo a cada uma ou duas horas. controle da dor e auxilio ao paciente na recuperação de sua função cardiopulmonar. cateter de oxigênio ou qualquer outro método. auxiliando-o a amparar a incisão com uma almofada ou cobertor durante a respiração profunda e enquanto tosse. Na presença de ventilação mecânica assegurar a umidificação das vias aéreas. o paciente será colocado na posição Semi-Fowler. A umididficação das vias aéreas pode ser feita através de nebulizacão com máscara. pois a hidratação adequada é o agente mucolítico mais eficaz. é muito importante verificar a presença de muco espesso e aderente o que sugere insuficiente aporte de líquidos e(ou) insuficiente umidificação externa. . antes e após a tosse. Auscultar o murmúrio vesicular. para a formação de atelectasias e estase das secreções. a respiração profunda dilata as vias aéreas. mantendo a vigilância das complicações. A ventilação do paciente pode ser superficial em conseqüência da dor pós-operatória. o que contribui. A tosse ajuda-o a movimentar e a expelir as secreções traqueobrônquicas. hidrata-se o paciente de acordo com sua superfície corporal. Além disso.INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO As intervenções têm por objetivo otimizar a oxigenação e ventilação. verificando a cada 6 horas o nível de água do umidificador e trocando quando necessário. Após a estabilização dos sinais vitais. a expansão dos pulmões. também. assim. Na ausência de alterações da função renal ou cardíaca. estimula a produção de surfactante e expande o tecido pulmonar.

embolia pulmonar (uma possível complicação no pós-operatório e causa de hipoxemia). fazendo com que o líquido penetre no tecido pulmonar. a realização de cirurgia para corrigir defeitos cardíacos congênitos. arritmias cardíacas (bastante comuns. enfisema subcutâneo (devido a vazamento de ar no local da incisão pulmonar). exceto. edema pulmonar (a hipóxia aumenta a permeabilidade capilar. a sobrecarga circulatória pode resultar da redução do tamanho do leito vascular em virtude da remoção do tecido pulmonar. porque. nesta intervenção. diminuição do esforço respiratório devido a dor e. hipóxia. focos de arritmias e transplantes cardíacos. hemorragia. Após a mobilização do paciente verifica-se a posicão de tubos e drenos. caso a drenagem torácica fechada não esteja funcionando adequadamente). proporcionando ao paciente segurança e confiança na equipe que o está assistindo. hemotórax. 5. resultam da associação de vários fatores. desvio do mediastino e pH sangüíneo anormal). planos teciduais do tórax bastante extensos e vascularizados). reinsuflação pulmonar incompleta. . diminuindo o retorno venoso e a deposição periférica de sangue). O conhecimento prévio de tais complicações. tornaram possível. fato que retarda a reexpansão do pulmão). Nos casos de ressecção em cunha ou segmentectomia não se deve posicionar o paciente sobre o lado da cirurgia. tromboflebite (a anestesia e imobilidade reduzem o tônus vasomotor. ainda. visto que promove estabilidade hemodinâmica e previne broncoaspiração. porém. limpeza inadequada da via aérea). atualmente. pneumotórax hipertensivo e desvio de mediastino (podem ocorrer por vazamento de ar através das linhas de incisão pleurais. tais como: insuficiência respiratória (provavelmente resultante da alteração do nível de consciência pelo uso de anestésicos. O enfermeiro permanecerá alerta para possíveis complicações da cirurgia torácica.A mobilização do paciente será indicada conforme a fase de recuperação e o tipo de cirurgia realizada. obstruções nas artérias coronárias. choque hipovolêmico (devido a vazamento capilar. como aumento do tônus vagal. o mediastino pode ser deslocado e a mudança de posição excessiva possibilitaria o desvio do mesmo e a compressão do pulmão restante.2 CIRURGIA CARDÍACA O progresso tecnológico contínuo dos meios diagnósticos. O decúbito lateral é indicado após a cirurgia até a recuperação da sua consciência. anestesia e técnica cirúrgica. pois este procedimento dificulta a expansão do tecido pulmonar restante. faz a diferença na assistência de enfermagem especializada. acrescente-se o fato que. medicações para dor. após pneumectomia.

Existem dois tipos de prótese valvulares: as mecânicas. de durabilidade limitada. O resultado é a alteração do fluxo sangüíneo através da válvula. A doença causa fusão das comissuras e contraturas das fibras das cúspides.2. Existem dois tipos de lesões: as estenóticas. estão disponíveis três procedimentos cirúrgicos: comissurotomia (tratamento da estenose mitral). tumor degenerativo da válvula mitral (40%). . escolhidas para pacientes mais idosos.Insuficiência Mitral: Ocorre quando a incompetência e distorção da válvula mitral impedem que as margens livres se ajustem durante a sístole. A área da válvula mitral normal é de 4 a 6 cm2. calcificação degenerativa ou como conseqüência do envelhecimento. de maior durabilidade. calcificação congênita de uma válvula bicúspide. obstruindo o fluxo do ventrículo esquerdo. aumentando a pressão de trabalho do coração e a regurgitação valvular. 5.1 .2. No que se refere à mitral. Geralmente resulta do envelhecimento do tecido valvular ou de uma valvulite reumática aguda . revascularização do miocárdio ou transplante cardíaco.2. mitral ou tricúspide).A doença valvular do coração é uma alteração da função cardíaca produzida por anomalias estruturais ou funcionais de uma ou mais válvulas. Pode-se desenvolver como resultado de febre reumática. A insuficiência mitral crônica pode resultar de doença reumática (49%). que provocam uma obstrução do fluxo que passa através da válvula.Estenose Mitral: Trata-se de um estreitamento progressivo do orifício da válvula mitral. ou dilatação ventricular esquerda. que provoca um fluxo bidirecional. As lesões valvulares cardíacas estão assim classificadas: 5. isquemia do miocárdio (4%).que provoca espessamento.2 . as biológicas ou teciduais. Quando este valor for menor que 1. 5. destinadas preferencialmente a indivíduos jovens e.3 . difuso do folheto ou um fibrótico das margens de encurtamento. A correção cirúrgica consiste na plastia ou substituição de uma ou mais valvas cardíacas (aórtica.Estenose Aórtica: Estreitamento do orifício entre o ventrículo esquerdo e a aorta. significa que há estenose mitral grave e a cirurgia está indicada. O tratamento cirúrgico da doença aórtica está limitado a substituição da válvula.5 cm2. aumentando o volume de trabalho do coração. reparação valvular (tratamento da regurgitação mitral) ou substituição da válvula.

Estenose Tricúspide: Raramente é uma lesão isolada.2. sífilis. Atualmente a artéria gastroepiplóica. transportada através do diafragma.2.7 . Durante a CEC a temperatura corporal do paciente é reduzida até cerca de 280C. também tem sido utilizada.6 . Solução de cardioplegia é reinfundida a intervalos regulares durante a CEC para manter o coração arrefecido e parado. permitindo que o sangue reflua da aorta para o ventrículo esquerdo. hipertensão sistêmica.2. e o fluxo sanguíneo através da microcirculação sistêmica e pulmonar durante a CEC. 5.2. Ocorre habitualmente em processo simultanêo com a doença aórtica e (ou) mitral.4 . envelhecimento do tecido valvular ou estenose subaórtica discreta. artrite reumatóide. 5. 5. portanto.8 .2. Antes do início da CEC os circuitos da bomba são preenchidos com solução hidroeletrolítica balanceada. as necessidades de oxigênio do miocárdio.5. chegando a diminuir em 50% as necessidades de oxigênio dos tecidos.Revascularização do Miocárdio: Envolve o uso de derivações destinadas a controlar as artérias coronárias obstruídas.Insuficiência Aórtica: Fechamento incompleto do orifício aórtico durante a diástole ventricular. artéria radial e veia safena.Minimamente Invasiva: Trata-se de um enxerto da artéria coronária introduzido recentemente na cirurgia cardíaca. Síndrome de Marfan. 5.Circulação ExtraCorpórea ( CEC ): A CEC ou "bypass" cardiopulmonar corresponde a uma forma mecânica de fazer circular e oxigenar o sangue do paciente.2. enquanto a maior parte da volemia é desviada do coração e pulmão durante a cirurgia cardíaca. O procedimento promete tornar-se uma importante adição ao tratamento cirúrgico de .9 . A hemodiluição é também utilizada para melhorar a oxigenação tecidular. sendo a principal origem a febre reumática. Os enxertos com maior sucesso são os realizados com a artéria mamária interna. O sangue é reaquecido até a temperatura normal antes do término da cirurgia. 5. Heparina é administrada através da CEC para evitar formação de coágulos no circuito. diminuindo. Ocorre como conseqüência da febre reumática.Insuficiência Tricúspide: Ocorre habitualmente como resultado de falência avançada do lado esquerdo do coração e de hipertensão pulmonar grave. protegendo os órgãos vitais de lesões isquêmicas.5 .

pressões de enchimento e coletar gaso arteriovenosa assim que possível. uma vez que. . nos primeiros 15 a 30 minutos da admissão. avaliar a sensibilidade. no quinto espaço intercostal. observar se a freqüência e o ritmo estão ajustados. atribuição do enfermeiro aferir o débito cardíaco. também. No pós-operatório imediato a enfermagem planeja cuidados que visam a manutenção adequada da ventilação. certificando-se da localização do tubo endotraqueal. sendo que. encaminhar solicitação de raio X e coletar amostra de sangue para exames laboratoriais de rotina e gases sangüíneos arteriais. quando ocorrerem mudanças nas condições do paciente. sem circulação extracorpórea. aproximadamente 41% dos pacientes são extubados na sala cirúrgica. é menos comum a ocorrência de infarto miocárdico. Por não ser necessário o uso de CEC. enzimas cardíacas. onde se recupera dos efeitos anestésicos e permanece por um período aproximado de 24 a 48 horas. Um dreno em pericárdio é mantido. reoperações. proporcionando retorno venoso adequado. Os drenos . São necessários um rápido reconhecimento e intervenção. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO Após o término da cirurgia o paciente é transferido para a unidade de pósoperatório. Na presença de marcapasso. A média de internação na UTI é de 3 a 12 horas e.8 a 2. geralmente através de uma pequena toracotomia ântero-lateral (7-10 cm). O enfermeiro deve auscultar sons respiratórios. de 0. Este procedimento está associado com significante redução de recursos. Se a hemostasia é evidente o dreno é removido após 24 horas.5 dias. Na admissão o paciente deve será posicionado em decúbito dorsal. É. A técnica pode ser realizada com o coração batendo. para prover adequada drenagem de fluidos acumulados no local da cirurgia . anastomosando enxerto para a artéria coronária descendente anterior. falência renal. com significante diminuição da morbidade. insuficiência respiratória e AVC. oxigenação e estabilidade hemodinâmica. amplitude e a modalidade de comando.pacientes que requerem revascularização de artérias coronária descendente anterior. devido aos efeitos da CEC e da manipulação cardíaca. no hospital. com via de acesso menor que o habitual. oito horas após a cirurgia. a pessoa submetida à cirurgia cardíaca é freqüentemente mais instável que outros pacientes cirúrgicos. providenciar monitorização da oximetria de pulso. detectando um possível pneumotórax e secreções.

diurese pós-operatória e vasodilatação súbita (fármacos). (usualmente em aspiração com pressão de 20cm de água). A drenagem dos tubos é considerada normal até 100ml nas primeiras 8 horas após a cirurgia. Efeitos da Circulação extracorporéa • • Hipotensão (déficit de fluido intravascular): por perda para o 30 espaço. estimulação da glicogênese. Métodos considerados indicadores precisos para controle de temperatura são: artéria pulmonar ou membrana timpânica. O paciente pode apresentar hematúria em decorrência da hemólise durante a CEC. acúmulo de fluidos no interstício pulmonar. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS Pacientes de cirurgia cardíaca têm risco de desenvolver complicações devido à doença de base e ao trauma cirúrgico. Hemorragia (coagulação): devido à heparina sistêmica. 1. tempo prolongado da CEC e doença cardíaca preexistente.do toráx e (ou) do mediastino devem ser colocados em aspiração a vácuo em coluna d’água. Diminuição do débito cardíaco (depressão do miocárdio): devido à hipotermia. aumento da resistência vascular sistêmica. repetindo o procedimento de hora em hora. traumatismo mecânico das plaquetas. Aumento de peso e edema (30 espaço): devido à diminuição da concentração das proteínas plasmáticas. O paciente será aquecido lentamente através de sistemas de aquecimento (mantas térmicas) para prevenção de instabilidade hemodinâmica decorrente da rápida vasodilatação. Além disto. Diminuição da mecânica pulmonar (disfunção pulmonar): por diminuição da produção de surfactante. deverá mensurar e registrar a quantidade e característica da drenagem. microembolias pulmonares. • • • • • . Hemoglobinúria (hemólise): por destruição de eritrócitos no circuito da bomba. A temperatura. é freqüentemente 35 a 360C. o enfermeiro deve lidar com problemas relacionados à CEC e à hipotermia pósoperatória. na admissão do paciente. Aumento da glicose sérica (hiperglicemia): por diminuição da liberação de insulina.

ativação do mecanismo renina-angiotensina-aldosterona. pós-carga e contratilidade. Diminuição do Débito cardíaco A redução do débito cardíaco pode resultar em alterações da freqüência cardíaca. • • • 2. causando edema. Hipovolemia intravascular se manifesta por diminuição da Pressão Venosa Central ( PVC). Alterações de fluidos e balanço eletrolítico Em virtude da CEC o volume total de fluido aumenta. Hipocalemia pode ocorrer como resultado de grande acúmulo de solução de cardioplegia ou falência renal aguda. É comum. Diminuição do estado de consciência. Aumento transitório da pressão arterial (hipertensão): devido à liberação de catecolaminas e à hipotermia sistêmica. A excreção renal do excesso de fluido do corpo resulta em diurese espontânea e perda de peso. um desequilíbrio no balanço hidro eletrolítico e um nível anormal de potássio. 3. aumento da liberação de vasopressina. O balanço de fluido na admissão do paciente pode estar aumentado cerca de 20% em relação ao pré-operatório. déficits motores e sensoriais (disfunção neurológica): devido à perfusão cerebral diminuída e microembolias cerebrais. volume sistólico ou de ambos. . O nível de potássio será verificado na admissão do paciente e reposto com base nos exames laboratoriais e prescrição médica.• Diminuição do potássio sérico (hipocalemia): por transferências intracelulares durante a CEC. especialmente de face. provocando vasoconstrição. se não tratada podem ocorrer baixo débito cardíaco e hipotensão. desenvolvendo freqüentemente um déficit no volume intravascular. como resultado da hemodiluição. Diminuição do magnésio sérico (hipomagnesemia): devido à diurese pós-operatória secundária a hemodiluição. no período pós-operatório. pescoço e mãos. O volume sistólico depende da pré-carga. redução da perfusão renal. Uma anormalidade em um ou mais destes parâmetros pode causar diminuição do débito cardíaco.

Se necessário administra-se um vasodilatador. O paciente é usualmente considerado hipotenso se a pressão sistólica for menor que 90mmHg. administrando-se analgésicos ou sedativos. Considera-se que um paciente está hipertenso quando sua pressão arterial sistólica (PAS) estiver acima de 150 mmHg.34. charter 16 5. Embora o sangramento através dos drenos ( do mediastino. Usualmente a drenagem é de aproximadamente 100ml por hora na primeira ou segunda hora. Se o paciente está hipovolêmico. toráx ou pericárdio) seja esperado. trombocitopenia.4. diluída. Normalmente resulta de rompimento das linhas de sutura. vasodilatação resultante de reaquecimento. aumento do nível de catecolaminas. intervenções de enfermagem serão direcionadas para impedir tais mudanças e prevenir ou restaurar rapidamente a pressão sangüínea. A hipotensão pode ser causada por volume intravascular reduzido. diminuindo subseqüentemente. Tal fato pode ocorrer devido hipertensão prévia. serossanguinolenta e sem coágulos por causa da ação da heparina. devendo-se intervir imediatamente. O sangramento arterial é raro e exige tratamento emergencial. o enfermeiro deve diferenciar entre o normal e excessivo. administram-se volumes expansores para aumento da pressão sangüínea. contratilidade ventricular direita diminuída ou arritmias. A hipertensão é particularmente perigosa porque pode causar ruptura da linha de sutura e aumento do sangramento. O aumento da pressão pode ocorrer em virtude de dor ou quando o paciente é estimulado por barulho ou procedimentos. Sangramento Pós-Operatório O sangramento pós-operatório pode ter como causa: a não-reversão da atividade da heparina pela protamina ao término da cirurgia. liberação de renina. O sangue é . devido à lesão traumática das plaquetas ou hemostasia inadequada. sendo o mais utilizado nestas situações o nitroprussiato de sódio. podendo ser controlada proporcionando um ambiente calmo. Alteração da Pressão Sangüínea Depois da cirurgia não é raro ocorrer hipo ou hipertensão. hipotermia ou dor. A coloração normal da drenagem é vermelho-escura.

prevenir a necessidade de reexploração cirúrgica. impedindo o retorno venoso. . o risco deve ser bem calculado. As intervenções de enfermagem visam: assegurar a permeabilidade dos drenos. visto que a pericardiocentese não pode ser utilizada em tamponamento cardíaco pós-operatório. Tamponamento Cardíaco Pode ocorrer por acúmulo de sangue em torno do coração e compressão do miocárdio. que mostra fluidos dentro do espaço pericárdico. procedimento que provoca menor pressão negativa e diminui o risco de hemorrgia. tendo-se em vista a possibilidade de ocorrer tamponamento cardíaco se o sangue não for convenientemente drenado. manter drenos permeáveis para prevenir tamponamento cardíaco e manutenção adequada do volume intravascular são ações essenciais no cuidado do paciente com sangramento.vermelho vivo e o frasco-drenagem se enche em minutos. fato que contribui para desencadear hemorragia. em virtude da presença de coágulos no sangramento mediastino que não podem ser aspirados com agulha. 6. diminuindo o débito cardíaco e a pressão do sangue. também. pressão de pulso reduzida. No entanto. Todavia. quando ocorre é perigoso e deve ser reconhecido e tratado rapidamente. pois crê-se que a elevada pressão negativa gerada por este método provoque lesão nos tecidos intratorácicos. Estas intervenções visam. Controlar a hipertensão. O sangramento venoso é mais comum que o arterial. observar aumento ou redução da drenagem. Diagnóstico definitivo é feito com raios X de tórax que mostram alargamento do mediastino ou por meio de ecocardiograma. pulso paradoxal pode estar presente. Os sinais e sintomas incluem: redução da pressão arterial. A ordenha dos drenos é controversa. os drenos sejam ordenhados. bulhas cardíacas hipofonéticas e taquicardia. o paciente se torna hipovolêmico e rapidamente hipotenso. na presença de coágulos. É causado por problemas cirúrgicos ou coagulopatias. Por essa razão é recomendado que. manter controle da infusão de fluidos e drogas vassopressoras para o débito cardíaco e a pressão arterial adequados. Trata-se de uma complicação incomum se as drenagens forem mantidas permeáveis. acompanhada de aumento da pressão venosa central e da capilar pulmonar.

especialmente hipocalemia. aumenta as secreções. Catecolaminas liberadas durante a cirurgia. Na prática. ansiedade e febre também podem contribuir. A maioria dos pacientes de cirurgia cardíaca são extubados nas primeiras 4 a 12 horas após a cirurgia. O tratamento é direcionado para a correção da causa. ocorre a perfusão dos alvéolos não-ventilados e a troca de sangue não-oxigenado para a circulação sistêmica. diminuir a perfusão da artéria coronária e aumentar a demanda de oxigênio do miocárdio. distúrbios hidroeletrolíticos. relacionada a disfunções valvulares preexistente. por manipulação cirúrgica. visto que esta provoca diminuição da ventilação pulmonar pelo uso do oxigenador. Taquiarritimias podem comprometer o débito cardíaco. Geralmente ocorrem em 20 a 40% e aparecem de 24 a 36 horas após a cirurgia. 8. podem ser resultantes do trauma e manipulação cirúrgica. Quando é restaurada circulação pulmonar. Atelectasias e derrames pleurais podem estar presentes. costuma-se dividir as taquiarritimias em ventricular e supraventricular. Alguns pacientes com doença pulmonar de base. Bradiarritimias e bloqueios ocorrem no período pós-operatório. já que o espaço pleural é invadido durante a cirurgia. . Há aumento da permeabilidade pulmonar. alterações no pH e PO2.7. devido à depressão das células do sistema de condução. Disfunção Pulmonar Pacientes de cirurgia cardíaca apresentam maior risco para desenvolver complicações pulmonares devido aos efeitos da CEC. sendo que fluidos podem passar para o interstício e alvéolo do pulmão. sutura ou edema no local. Arritmias As arritmias no pós-operatório são comuns e ocorrem em aproximadamente 30% dos pacientes. poderão requerer ventilação mecânica prolongada. A taquicardia sinusal pode ser causada por hipovolemia e efeitos colaterais de drogas inotrópicas (especialmente a dopamina). podendo ocorrer hipoxemia. Isto dificulta a difusão gasosa. No período pós-operatório são comuns as taquibradiarritmias. por cardioplegia ou lesão do nódulo e feixes de condução. dor. liberação das catecolaminas devido à dor e à ansiedade.

ambas relacionadas com à CEC. Disfunsão Neurológica: Uma disfunção neurológica transitória é frequente após a cirurgia cardíaca e deve-se. 9. preveninindo deiscência e. eritrócitos são danificadas. Identificando-se os fatores de risco. Placas de ateromas liberadas durante a manipulação cirúrgica e por embolia gasosa do sistema CEC. no local de inserção dos drenos e na incisão do membro inferior . Infecção da ferida Infecção da ferida pós-operatória pode ocorrer na incisão cirúrgica. diabetes . Disfunção Renal Embora falência renal seja uma complicação pouco comum. pacientes de cirurgia cardíaca têm maior risco que outros em virtude da CEC. e a hemoglobina (Hb) é liberada por destruição das células do sangue. bem como a mobilização precoce. que causem deficit neurológico. à redução da perfusão e a microembolias cerebrais. deve-se estimular a tosse e respiração profunda. provavelmente. Para facilitar a higiene pulmonar. é necessário apoiar a incisão. ainda. A "debris "celular e Hb livre podem danificar os túbulos renais. o mais rápido possível. administrar medicação para dor. especialmente se a fibrilação atrial está presente. O risco de complicação neurológica aumenta quanto maior for a idade e o tempo de CEC. sendo possível. O risco de infecção se intensifica quano há obesidade. 10. a avaliação neurológica facilitaria o reconhecimento do potencial problema e possibilitaria um tratamento precoce. doença valvular. 11. A esternotomia e os tubos de drenagem causam dor e podem interferir na tosse e na respiração profunda. também.Após a extubação. Manter adequado volume urinário é imperativo para prevenir danos aos túbulos renais. também. O fluxo sangüíneo renal se reduz durante a CEC. Este risco é maior com o aumento do tempo da CEC e a disfunção renal pré existente. incentivar a respiração profunda e a tosse. se há doenças cérebro-vascular ou de carótida préexistentes e.

12. má-nutrição. e se for necessária nova cirurgia numa mesma admissão. Elevação da temperatura durante as primeiras 48 horas após a cirurgia é uma resposta normal da CEC e.mellitus. pode ser ardente ou em pontada. A angina é normalmente precordial ou subesternal. Infecção não é um problema pós-operatório precoce. e. o enfermeiro deve ser capaz de diferenciar a angina da dor da incisão. proporcionando conforto ao paciente e atenuando os fatores que aumentam a percepção da dor. Portanto. ainda.3 CIRURGIA UROLÓGICA A cirurgia urológica envolve procedimentos realizados nos rins. Dor Pós . uretra e órgãos genitais masculinos. não bem localizada e. bexiga. inserção de tubos de drenagem e devido ao afastamento das costelas durante a cirurgia. não significa infecção. se o tempo operatório for maior que seis horas. pescoço ou maxilar.operatória Depois da cirurgia cardíaca o paciente pode apresentar dor no local da incisão cirúrgica. A enfermagem executará procedimentos para alívio da dor. Os principais sinais de infecção da ferida são: eritema. Os problemas a serem tratados podem ser congênitos ou adquiridos. Angina após cirurgia pode indicar falência do enxerto. respiração profunda ou movimentação. . É evidenciada após a saída da UPO. frequentemente piora com a tosse. a incisão da esternotomia mediana é usualmente menos dolorosa que a da toracotomia e mais intensa nos primeiros tres a quatro dias do pós-operatório. 5. Para prevenir infecção deve-se manter a incisão limpa e seca e renovar curativo com técnica asséptica. normalmente irradia -se para braço. Embora a percepção da dor varie de pessoa para pessoa. usualmente. drenagem e aumento da temperatura por mais de 72 horas no pósoperatório. membro inferior. tais como: ansiedade e fadiga. ureteres.9 A dor típica da esternotomia mediana é localizada e não se irradia.

principalmente. A solução de irrigação será subtraída dos registros de ingestão e excreção. tornando-se rosea e. . contínuo e estéril para reduzir o risco de infecção. geralmente para tratamento de carcinoma ou porções anormais da próstata. pode ser parcial para retirar uma lesão. a urina apresenta-se sanguinolenta. para evitar uma medida inexata da função renal do paciente e da retenção vesical. na contínua. o volume deve ser suficiente para manter o fluxo de drenagem da urina límpido ou ligeiramente rosado. Cistectomia: excisão da bexiga e estruturas adjacentes. assegurando-se que esteja drenando. pois a água destilada pode provocar depleção dos eletrólitos ou intoxicação hídrica. Inicialmente. Realizada para tratar algumas anormalidades congênitas unilaterais e que são causadoras de obstrução renal ou hidronefrose. Realizada após cistectomia total ou radical e remoção da uretra. a fim de proteger e preservar a função renal residual dos rins. a seguir. recorre-se à irrigação contínua. atenção ao balanço hidroeletrolítico. Ureterostomia cutânea: desvio da corrente urinária pela anastomose dos ureteres. Manterá registro preciso da ingesta oral.Nefrectomia: remoção de um rim. O enfermeiro avaliará frequentemente a permeabilidade do cateter. da administração endovenosa e dos débitos. Prostatectomia: é a remoção cirúrgica da glândula e sua cápsula. Este sistema pode ser empregado para lavagem periódica da bexiga. ou total. durante as primeiras 24 horas é essencial. que é exteriorizada na parede abdominal como uma ileostomia. a uma alça isolada do íleo. tumores e lesões graves. A monitorização contínua do débito urinário a cada hora. Intervenções de Enfermagem A avaliação do paciente após cirurgias urológicas envolve. Esta cirurgia envolve geralmente um procedimento adicional de ureterostomia. para excisão de tumores malignos. adquire sua cor normal. O líquido de irrigação será isotônico. Quando está prevista a drenagem de grandes quantidades de fragmentos celulares e coágulos sanguíneos. Deve ser fechado. anotando a quantidade infundida na irrigação. Na irrigação intermitente utiliza-se solução isotônica em pequenas quantidades (60 a 100ml).

5. a pele ao redor do estoma será limpa com água e sabão. se houver cristais sobre a pele. a urina alcalina irrita a pele e facilita a formação de cristais. pois o vazamento provoca entrada de urina na cavidade abdominal.4 CIRURGIAS GASTRINTESTINAIS. cor. no pós-operatório. pois é corroída pela urina. É necessário trocar curativos sempre que for preciso. porém. Uma compressa de gaze ou tampão será colocada sobre o estoma durante a limpeza. O paciente pode apresentar dor em resposta a cirurgia. Uma cor parda ou cianótica pode indicar um suprimento sanguíneo insuficiente e início de necrose. bem como a presença de sedimentos na urina. visto que. O requisito para assistência intensiva pode ser uma necessidade de observação rigorosa. lavar com solução diluída de vinagre para ajudar a removê-los. condições e permeabilidade do sistema de drenagem.Na presença de estoma. ainda. entre elas: hemorragia. pielonefrite. para evitar que a urina flua sobre a pele. dor adicional se a drenagem dos tubos urinários estiver obstruída. irritação provocada pelo balonete do cateter de demora. pneumotórax e infecção. e estar atento ao débito urinário. tromboflebite. O enfermeiro permanecerá atento aos sinais de peritonite. se o paciente pode tolerá-los por via oral. formato e cor. deve-se escolher esta via. observar o tamanho. odor e concentração urinários. Complicações podem ocorrer. espasmos vesicais causados pela superdistensão da bexiga ou. ABDOMINAL E ANORRETAL Os pacientes em período pós-cirurgias abdominais eletivas freqüentemente precisam de assistência em UTI. Bolsa do tipo "Karaya" não pode ser usada como bolsa urinária. e utilizar barreira a fim de proteger a pele de escoriações causadas pela acidez da urina. Durante as mudanças dos dispositivos deixar a pele exposta ao ar pelo maior período possível. O enfermeiro deve observar o volume. choque. A ingesta líquida adequada é excepcionalmente importante para este paciente. O pH da urina será verificado. A irritação pode resultar também de mudança excessiva da bolsa de drenagem. mais comumente deve-se à multiplas complicações potenciais que possam . Grandes quantidades de líquido são geralmente a regra. Todas as vezes que a bolsa for trocada.

neoplasias. Os distúrbios do pâncreas exócrino enquadram-se em 4 grupos: inflamatório (pancreatite aguda ou crônica). é indicada quando as grandes modificações estão confinadas à cabeça do pâncreas . assim como o fígado. Pode ser subtotal.pela complexidade da cirurgia e dos fatores de risco inerentes ao paciente. incluindo o esôfago e ânus. b)Ressecção pancreaticoduodenal com preservação do piloro. Gastrectomia: ressecção do estômago. A pancreatite aguda é a inflamação do pâncreas que pode resultar em auto-digestão do órgão por suas próprias enzimas. é a principal intervenção para o tratamento de câncer gástrico extenso. As manifestações desaparecem com a eliminação dos fatores causais. traumáticos e genéticos (fibrose cística. c)Pancreatectomia subtotal é indicada quando os ductos são inadequados para descompressão. pâncreas. Genericamente se refere a qualquer cirurgia com remoção parcial ou total do estômago. Geralmente o tratamento é cirúrgico. Hepatectomia: é a ressecção de um ou mais lobo do fígado por neoplasia.ocorrer. vesícula biliar e baço. tendo como objetivos corrigir a doença primaria. que podem estar relacionados com a injestão excessivas de álcool e doença do trato biliar. sendo a intervenção mais comum para remoção de cálculos biliares. aliviar a obstrução ductal e a dor. As abordagens cirúrgicas são: a)Pancreaticojejunostomia caudal é indicada nos casos incomuns de estenose isolada dos ductos pancreáticos proximais sem acometer a ampola. . Pancretite crônica é uma doença progressiva inflamatória e destrutiva do pâncreas. Pancreatectomia: é remoção parcial ou total do pâncreas. embora estes não estejam contidos na cavidade abdominal. pancreatite hereditária e familiares). debridar o tecido inviável e proporcionar drenagem das secreções pancreáticas. Colecistectomia : é a excisão da vesícula biliar. Vários procedimentos cirúrgicos são empregados no trato gastrintestinal. d)Distúrbios traumáticos: o tratamento consiste em cirurgia para controlar hemorragia.

visto que suas funções são também efetuadas por outros órgãos. Os ruídos hidroaéreos serão auscultados pelo menos a cada 8 horas. hemorragias e deiscência da linha de sutura. benéfica em alguns casos de purpura trombocitopênica. obstrução intestinal . É utilizada comumente para tratamento da colite ulcerativa. complicações da doença de Chron. abscessos e fístula. megacólon tóxico. avaliará se ocorrem complicações cirúrgicas gerais. tumores. com fechamento do ânus. hemorragia aguda idiopática e não controlada e. evisceração. tais como: choque. sem prejuízo nos adultos por não ser um órgão essencial. Geralmente durante o período pós-operatório o paciente precisará de uma sonda nasogástrica para prevenir a retenção de secreções gástricas. abertas em drenagem por gravidade. problemas pulmonares. trombose. . Também é indicado no hiperesplenismo (disfunçaõ excessiva de um dos tipos de células sanguíneas). náuseas e vômitos não ocorrerão. A indicação mais frequente da esplenectomia é o rompimento do baço complicado por hemorragia e geralmente causada por acidentes traumáticos. porque a incisão. Nas crianças sua indicação é após 6 anos de idade para não comprometer o sistema imune (cap. Estas sondas serão mantidas na mesma posição. praticada antes de transplante renal para reduzir a probabilidade de rejeição do rim transplantado (cap 46 DuGas) Proctolectomia : é a remoção do cólon e do reto. localizada na porção superior do abdômen e a distensão também interferem na insuflação abdominal. Além disto. Se a sonda nasogástrica estiver permeável (desobstruída). o enfermeiro permanecerá atento às complicações imediatas que incluem: distensão abdominal. que piora com a tosse e a respiração profunda. O paciente submetido a uma gastrectomia é mais vulnerável à dor. Intervenções de Enfermagem O paciente submetido a estas cirurgias pode desenvolver quaisquer das complicações de um procedimento cirúrgico. para avaliar o retorno da atividade intestinal normal. íleo paralítico e infecção. Além dos cuidados pós-operatórios gerais. Geralmente é feita uma ileostomia permanente. 46 Du Gas). também.Esplenectomia : é a remoção do baço.

O material drenado deve ser vermelho vivo num período de 8 a 10 horas. podem ocorrer complicações como hemorragia. que pode variar de hiperemia. que ocorre quando a atividade motora do trato gastrintestinal não volta ao normal devido ao trauma cirúrgico ou escoamento do conteúdo gástrico na linha de sutura. e o estoma. dermatite secretante até ulceração. fístula gastrojejunocólica e obstrução pilórica. A pele será lavada com água e sabão. percurssão torácica. A permeabilidade desta será mantida para assegurar que o coto gástrico não seja distendido por um acúmulo de secreções. gastrite por refluxo alcalino. avaliando a respiração quanto à frequência e esforço. Destas complicações. a hemorragia é causada habitualmente por uma lesão esplênica ou pelo desligamento de uma ligadura. A irritação pode resultar também de adesivos ou remoção frequente do dispositivo. outra complicação é o íleo paralítico. para certificar-se que não esteja sendo exercida pressão sobre o mesmo. esta deve ser mantida em drenagem. Este deve ser moldado de forma a apresentar uma adaptação de aproximadamente 0. O enfermeiro permanecerá atento a ineficácia do padrão respiratório resultante da distenção abdominal. o enfermeiro deve monitorar o estoma (ileostomia). inflamação ou a uma combinação destes eventos. problemas nutricionais. As ileostomias raramente geram problemas no pós-operatório. A cor será avaliada em intervalos freqüentes. que possa interferir na circulação. coberto com gaze entre as trocas. ascite. tornando-se esverdeado. gases ou drenagem. A avaliação deve incluir: ausculta pulmonar.No pós-operatório o paciente manterá jejum e uma sonda nasogástrica em drenagem. a obstrução pilórica se manifesta por vômitos e ocorre no piloro. enxaguada e seca. Considerando-se que uma ileostomia drena continuamente.15 a 0. Na presença de gastrostomia. será usado um kit para drenagem aberta de ostomia. inspeção do .3 cm maior que o estoma. dor na incisão ou complicação respiratória. podendo ocorrer também na presença de hipocalemia. na dilatação gástrica ocorre uma sensação de plenitude. hipóxia e desequilíbrio hidroeletrolítico. Na proctolectomia. sendo secundária à fibrose. evitando-se. Síndrome de Dumping. após 24 horas. Caso torna-se pálida. pardacenta ou cianótica comunica-se ao médico imediatamente. As complicações decorrentes do pós-operatório de gastrectomia são: úlceras marginais. soluços ou vômitos que melhoram após desobstrução ou introdução de uma sonda nasogástrica. devido à bile. porém. assim. hemorragias. que esticariam a sutura e romperiam o coto. dilatação gástrica aguda. edema. irritação da pele.

turgor cutâneo. drenagem nasogástricas. ruidos pulmonares. . observando edemas. ictericia e complicações endócrinas e respiratórias.tipo respiratório. O enfermeiro deve conferir os valores dos exames laboratoriais para detectar modificações significativas e observar os sinais e sintomas. hipoproteinemia. permeabilidade dos drenos abdominais. Se o paciente perdeu toda a função endócrina necessitará de insulina. O paciente deve ser monitorado quanto ao desenvolvimento de hemorragias através de controles dos sinais vitais e medida da circunferência abdominal. devido sobrecarga hídrica podendo ocasionar: edema pulmonar e ICC. hipocalemia e hipocalcemia . problemas hemorrágicos. secreção pulmonar e do Raios X.Também deve estar atento a resposta do paciente à administração de fluidos e hemoderivados. (Dugas 46). A trombocitose predispõe à formação trombos. ascite. edema. desvio de fluidos corporais. O paciente em Poi de pancreatectomia pode apresentar défict de volume de líquidos e desequilíbrio eletrolítico por vômitos. a esplenectomia é seguida de leucocitose e trômbocitose leve. deambulação precoce e a hidratação adequada. incapacidade de biotransformar detritos endógenos e exógenos (drogas). Os cuidados de enfermagem a estes pacientes incluem: monitorização hemodinâmica para avaliação de possíveis mudanças no estado hídrico e alterações de ritmo cardíaco que podem ser a primeira indicação de desequilíbrio eletrolítico. indicativos de hiperglicemia. jejum. avaliação dos gases sanguíneos. O enfermeiro deve monitorar o estado hidroeletrolitico. será necessária uma rigorosa monitorização da hipoglicemia(Dugas 46). possíveis sinais de sangramento devido anastomoses. a obstrução destes drenos podem causar aumento da pressão intrabdominal em virtude do acumulo de ascite e sangue. Para previnir as complicações trombóticas o enfermeiro deve estimular os exercícios no leito. Em geral . porém persistentes. estado de membranas mucosas e monitorar ingesta e excreção. O enfermeiro deve avaliar a capacidade funcional do tecido pancreático restante após a excisão do pâncreas. O risco é aumentado em pacientes após esplenectomia por trombocitopenia (Dugas 46). A assistência de enfermagem aos pacientes em Poi de hepatectomia variam de acordo com o grau de disfunção metabólica . hipertermia e sudorese.

De maneira geral. envolvendo apenas um dos lados da artéria. Os principais objetivos no cuidado aos pacientes vasculares são: suporte do sistema vascular. Aneurismectomia : aneurisma é uma dilatação localizada da parede arterial e que provoca uma alteração da forma do vaso e do fluxo sanguíneo. na cirurgia vascular. Intervenções de enfermagem A assistência de enfermagem pós-operatória. dissecante. incluindo-se as artérias. resultante da rotura de uma artéria.5. é determinada pelo local da cirurgia. estabilização hemodinâmica e controle da dor. remoção da causa. são essenciais para a vida dos tecidos humanos Os problemas vasculares podem ser agudos e constituírem uma emergência que coloque em risco a vida ou um membro. quando ocorre dilatação de um segmento inteiro de uma artéria. evitando-se episódios posteriores de isquemia. Existem quatro formas de aneurisma: fusiforme. quando ocorre rotura da íntima provocando um "shunt" de sangue entre a íntima e a média de um vaso e pseudo-aneurisma. Os objetivos no tratamento dos pacientes cirúrgicos vasculares são: suporte do sistema vascular. Pode ser abdominal ou torácico. produzindo vasodilatação.5 CIRURGIA VASCULAR A integridade e a permeabilidade do sistema vascular. . pela extensão da revisão cirúrgica e anestesia . veias e vasos linfáticos. Simpatectomia : ressecção de segmentos selecionados do sistema nervoso simpático para desnervar o sistema vascular. Endarterectomia : abertura da artéria sobre uma obstrução e alívio desta ou ressecção de material ateromatoso que está provocando o bloqueio. a cirurgia vascular envolve a retirada da obstrução através da ressecção e remoção de trômbos e êmbolos. sacolar. Embolectomia : retirada cirúrgica de um êmbolo de um vaso sanguíneo.

incontinência urinária e retal ou anestesia. através da constatação da estabilidade hemodinâmica. ausência de pulso) . devido à isquemia por baixo fluxo aórtico. redução do débito cardíaco. hidratação inadequada ou pinçamento da aorta acima das artérias renais durante a cirurgia. Êmbolos também podem alojar-se nas artérias das extremidades inferiores ou mesentéricas. A avaliação pós-operatória e os cuidados de enfermagem a pacientes submetidos à cirurgia da aorta incluem: monitorar as condições circulatórias para determinar a permeabilidade do enxerto. parestesia. pois complicações renais podem ocorrer. avaliar o sistema neurovascular através da presença e localização da dor. onde são monitorizados sinais vitais e outros parâmetros hemodinâmicos. quando o aneurisma estiver rompido. através da ingestão e eliminação de líquidos. As manifestações clínicas incluem: sinais de oclusão arterial aguda (dor ou perda dos nervos sensitivos decorrentes da isquemia. É necessário manter o volume hídrico vascular adequado. hipoestesia nos hemisférios de correlação clínica e alteração do tonus vascular podendo resultar em comprometimento da temperatura. . paralisia. coloração e mobilidade dos membros. íleo paralítico. resultando em tetra/paraplegia. poiquilotermia(frieza).na presença de enxertos abdominais ou femorais. Uma das mais sérias é o IAM. necrose intersticial. é vital. Isquemia da medula espinhal pode ocorrer. A monitorização da função dos rins.Geralmente o paciente é internado por 24 a 48 horas numa UTI. parestesias e perda da sensação de posição. palidez cutanea. paralisia e ausência de pulso. para prevenir choque hemorrágico em decorrência da perda de sangue na cirurgia ou no pósoperatório. êmbolos. O paciente é posicionado em decúbito dorsal ou Trendelemburg. O doente é mantido no respirador para facilitar as trocas gasosas. A correção de aneurisma é considerada uma grande cirurgia e várias complicações pós-operatórias específicas podem surgir. diarréia e dor abdominal. há acompanhamento do equilíbrio hídrico e eletrolítico. verificar a temperatura. com cabeceira elevada em 300 a 400 e orientado a não fletir os joelhos ou quadris. decorrente de doença arterial das coronárias. palidez. verificando a presença e qualidade dos pulsos arteriais periféricos e profundos ( femoral e poplíteo e pedioso dorsal).

Manter a cabeça ereta e elevada ajuda na permeabilidade das vias aéreas e minimiza o "stress" no local da cirurgia.6 CIRURGIA DA CABEÇA E PESCOÇO Das cirurgias que envolvem a especialidade cabeça-pescoço. a pulsação e a pressão arterial. Os danos mais comuns são: paralisia das cordas vocais ou dificuldade no controle da saliva e desvio da língua. com indicação de assistência em UPO são: Tireoidectomia total : ressecção total da glândula tireoide. podem surgir coágulos na artéria causando isquemia cerebral. Em geral. nível de consciência. devido à hemorragia intracraniana. Avalia-se o padrão respiratório. à veia cava ou a vasos próximos. em virtude da intolerância ao clampeamento da artéria. As complicações mais comuns da cirurgia vascular são: a hemorragia e o choque. vago(X). função motora e sensorial). perfusão cerebral inadequada. Tireodectomia parcial : ressecção parcial da glândula tireoide . 5. que podem resultar da cirurgia ou de uma lesão associada à aorta. por embolização. que causa oclusão cerebral e isquemia. acessório(XI) e hipoglosso(XII). normalmente feita nos casos de câncer da tireóide (SRPA). o dano é temporário. Se ocorrer está hematoma é indicada aplicação de frio no local da incisão. Os danos mais comuns são: paralisia das cordas vocais ou dificuldade no controle da saliva e desvio da língua. Pode ocorrer obstrução das vias aéreas superiores devido ao engurgitamento do pescoço ou à formação de hematoma localizado.Na endarterectomia de carótida o paciente apresenta grande risco de ter a perfusão cerebral reduzida durante a cirurgia. renais ou lombares. A pressão arterial sistólica será mantida entre 120 e170mmHg para garantir a perfusão cerebral. mas pode durar meses. aumento da Pressão Intracraniana (PIC). Os cuidados de enfermagem a estes pacientes são essenciais nas primeiras 24 horas e incluem: avaliação cuidadosa dos sinais vitais e da função neurológica ( reação pupilar. Laringectomia: ressecção da laringe (SRPA) . É necessário avaliar a função dos nervos cranianos: facial(VII). inclusive artérias e veias ilíacas.

O paciente deve ser posicionado em semi-fowler baixa. com resultante tensão e edema na linha de sutura . Sintomas de inquietação ou dispnéia. A fixação da cânula de traqueostomia deve ser . taquicardia e taquipnéia indicam que as vias aéreas estão obstruídas(dudas). O mesmo deve ser trocado sempre que necessário e a pele mantida limpa e seca para evitar maceração e infecção. Dissecção cervical radical: envolve a retirada de toda gordura subcutânea dos canais linfáticos e de alguns dos músculos superficiais. A pele ao redor do estoma deve ser limpa com soro fisiológico e solução antisséptica. com sondas maleáveis e não traumáticas. O curativo fica sujo devido as secreções e sudorese. É essêncial nesta e nas fases subsequentes atenção às necessidades de conforto. Deve-se manter nebulização continua para facilitar a respiração e fluidificação das secreções. Hemiglossectomia: remoção do segmento lateral da língua. As bordas da traqueostomia protegidas com gazes dobradas.epiglótico junto com a lesão (SRPA). do osso hióde e dos músculos em fita inseridos na laringe e possível exerese do espaço pré . A imobilização da cabeça e pescoço é essencial para evitar a flexão e hiperextensão do pescoço. material de entubação deve estar preparado (tubo orotraqueal ou cânula de traqueostomia)(cp62). reduz o edema. Geralmente a drenagem do estoma da traquestomia é mínima. sendo que na tireoidectomia por dano bilateral do nervo laringeo(cp6l). nariz e boca.Laringectomia total: retirada completa da laringe. Pode ser necessário ventilação mecânica . cartilaginosa. Mobilizar. nutrição e comunicação. com a cabeça elevada cerca de 30 graus. evita a compressão nas linhas de sutura e facilita as respirações. gases sanguíneos e exames laboratoriais. de uma determinada região do pescoço (B e SRP). estimular a tosse e respiração profunda são essenciais para evitar atelectasias e pneumonia hipostática (cp62) e( RPA). Esta pode ser uma resposta ao edema ou hemorragia. A obstrução das vias aéreas é uma das mais sérias complicações no pós operatório. realizar aspiração do estoma. Intervenções de Enfermagem Os cuidados de enfermagem à pacientes com extensa cirurgia de cabeça e pescoço requerem um intenso monitoramento de sinais vitais. Esta posição promove a drenagem das secreções.

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