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MÓDULO DE

:

INFOVIA E GLOBALIZAÇÃO NA INFORMÁTICA

AUTORIA:

ANGELA DOS SANTOS OSHIRO

Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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Módulo de: Infovia e Globalização na Informática Autoria: Angela dos Santos Oshiro

Primeira edição: 2008

Todos os direitos desta edição reservados à ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA http://www.esab.edu.br Av. Santa Leopoldina, nº 840/07 Bairro Itaparica – Vila Velha, ES CEP: 29102-040 Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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A

presentação

Todos os lugares do mundo estão passando por transformações de ordem política e econômica nas últimas décadas. O caráter principal dessa mudança é a integração dos mercados em uma abrangente “aldeia global”, a partir de iniciativas de grandes corporações internacionais. É o fenômeno conhecido por “Globalização”. Neste contexto, muitos países aumentam suas barreiras tarifárias para proteger suas produções locais enquanto outros aderem a esse novo comércio e abrem-se ao capital internacional. As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm grande participação nessas atividades comerciais, culturais e sociais. Neste curso temos como principal tema a Infovia, que é o conjunto de recursos utilizados para interligar, conectar, processar, controlar, compatibilizar as transmissões de informações e disponibilizar serviços em meio eletrônico, com o objetivo de propiciar a aproximação entre os cidadãos. Nas unidades I, II, III e IV são apresentados os conceitos de Globalização, Infovia e um pouco da história desses dois novos conceitos modernos, incluindo os principais projetos em curso nos consórcios das Redes Metropolitanas de Alta Velocidade. São unidades que tratam basicamente da infraestrutura de Infovia no mundo atual. As unidades V, VI, VII VIII e IX descrevem a Sociedade da Informação, seu histórico, e os principais Objetivos do Programa da Sociedade da Informação no Brasil, a Nova Economia e suas relações de negócio; é feita uma breve descrição da Convergência da Base Tecnológica e seus objetivo e ainda, as consequências da Nova Economia da Sociedade da Informação: os novos mercados, novos negócios e novos desafios. As Unidades XII e XIII apresentam o conceito de Ecologia da Informação e a importância de uma gestão consciente do Conhecimento sugerindo sua aplicação em sistemas como o egovernment.

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Concluída a unidade XXIV. o aluno estará apto a responder à lista 1 de exercícios. Atualmente. a aplicação prática e a tomada de decisões a partir do conhecimento adquirido e o objetivo social de toda a tecnologia desenvolvida. e retorno. Na Unidade XXX é apresentada. O bjetivo O curso de Infovia fornece uma visão sobre os sistemas de Telecomunicações. a Lei de Incentivo à Informática e como ela tem contribuído para o crescimento das atividades produtivas no setor de informática e microeletrônica. comunicação é mais do que troca de informações – envolve a seleção de informações. a lista 3. a lista 2 e ao término do curso. a transformação de informações em conhecimento. antes de iniciar um novo bloco de estudos (tema). com seu tutor. com melhor possibilidade de assimilação e compreensão do conteúdo discutido neste curso. Recomendamos ainda. diante do fenômeno da globalização. investimentos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 4 . a importância de esclarecer possíveis dúvidas. recomendamos a confecção das listas de exercícios na seguinte ordem: Concluída a unidade IX. Acompanhando esse Copyright © 2007. tornando o estudo mais interativo. bem como as tendências de investimentos referentes ao tema: Infovia. a Sociedade e suas transformações frente às tecnologias.A partir da Unidade XIV. ampliando a possibilidade de comunicação entre diversos segmentos da sociedade. Ao final de cada bloco de temas. Lembre-se que sua participação no fórum é de extrema importância. apresentamos as tecnologias chaves viáveis ao país e como elas poderão trazer um diferencial à Sociedade da Informação – no que se refere à tendências. de maneira sucinta.

Possui diversas publicações sobre os temas – Segurança da Informação. conteúdos técnicos que compõe a grade de seu curso e recomendamos a participação com temas nos fóruns. garantindo a padronização das informações. Copyright © 2007. no intuito de desenvolver o espírito crítico e a maturidade. tendo participação ativa e produção de pesquisas nas áreas de Telecomunicações e Informática aplicada à Educação. E menta Infraestrutura da infovia no mundo atual. com foco em Tecnologias para EAD. busca-se a convergência entre as tecnologias disponíveis. Tecnologias Emergentes em TI.fenômeno mundial de interação. tecnologias chaves viáveis ao país. Tecnologias aplicadas à educação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 5 . a sociedade da informação. fatores necessários ao profissional que trabalha com Informações. bem como as leituras complementares e contato com seu tutor. S obre o Autor A autora é pós-graduada em Análise de Sistemas pela UNIMEP – Piracicaba Certificações CCNA e CISCO e membro da BICSI e SBC. Trabalhamos neste curso. ecologia da informação e a importância de uma gestão consciente do conhecimento. e Fundação Ubaldino do Amaral – Sorocaba/SP. é também professora das faculdades Sumaré – SP. Membro do fórum Centaurus sobre segurança em TI e Ecologia da Informação. EAD e Realidade Aumentada. seu histórico e as consequências da nova economia da sociedade da informação. Mestranda em Educação.

..................................................................................................................................................................... 18 UNIDADE 4 .................... 13 UNIDADE 3 ....................................................................................................................................................... 53 As Novas Fronteiras do Conhecimento ....................................................................... ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 18 Infovia – Benefícios ................................................................................................. 44 UNIDADE 9 ......................................................................... 29 UNIDADE 6 ............................................................. 63 UNIDADE 13 .................................................................... 58 A importância da Educação na Sociedade da Informação ................................................................. 63 Ecologia da Informação .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 23 UNIDADE 5 .................................................................................................................................................................................................... 33 Breve Histórico da Sociedade da Informação ............................................................................ 78 Comunicação Celular de Terceira Geração................................................................................................................................................................................................................ 68 UNIDADE 14 .................................................................................................................................................................................. 68 O Governo Eletrônico .................................................................................................................................................................................................................................................. 58 UNIDADE 12 ........................... 75 UNIDADE 15 ................................................................................................................................................................................................................................................................................ 53 UNIDADE 11 .................... 13 Globalização e Infovia................................................. 8 Infovia – Conceitos ............ 48 Emergência da base tecnológica .................... 44 Nova Economia .......................... 8 UNIDADE 2 ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 39 UNIDADE 8 ................................................................ 82 6 Copyright © 2007........................................... 48 UNIDADE 10 ...............................................................................................S UMÁRIO UNIDADE 1 ......................................................................................... 23 Redes Metropolitanas de Alta Velocidade ....................................................................................................... 78 UNIDADE 16 .................................. 75 Tecnologias e Aplicações ..................................................................... 39 Conhecimento X Informação............................................................ 33 UNIDADE 7 ................................................................................................. 29 A Sociedade da Informação ....................................................................................

.............................. 95 Robótica e Processamento de Imagens ............................... 120 UNIDADE 29 .................................................................. 116 Mobilidade ........................................................................................................ 124 Política Nacional de Informática ...................................................Protocolo de Aplicações sem-Fio – Wireless Application Protocol – WAP .............. 98 UNIDADE 22 ......................................................... 88 Conteúdos para Internet ....................................................................... 95 UNIDADE 21 ........................................................................................... 133 Copyright © 2007................... 82 UNIDADE 17 .................................. 113 UNIDADE 27 ...................................................................................................................... 124 GLOSSÁRIO ................................................................................................................ 116 UNIDADE 28 ................................................................................ ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 7 .................................................................................................................. 122 UNIDADE 30 .................................. 88 UNIDADE 19 ........................................................................................... 107 Telemedicina ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 85 UNIDADE 18 ............................. 110 Televisão de Alta Definição..................................................................................................................................................................................................................... 85 Global Positioning Service .................................................... 105 UNIDADE 24 .............................. 107 UNIDADE 25 ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 92 Processamento de Linguagem Natural .......................................................................................................................... 98 Criptografia ....................................................................... 129 BIBLIOGRAFIA ........................................... 122 Tecnologias e Aplicações ................................................................ 113 WiMax ...................................................................................................................................................... 92 UNIDADE 20 ........................................... 120 Second Life ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 101 UNIDADE 23 ........................ 110 UNIDADE 26 ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 8 . cabos submarinos e muitos canais de satélites. de cabos telefônicos. Infovia – Conceitos Introdução A infraestrutura. Superinformation Highway. essa “rodovia” é formada por caminhos fisicamente instalados que proporcionam o tráfego de qualquer tipo de informação e de conteúdo eletrônico em altas velocidades. Nesta unidade apresentaremos alguns conceitos e tecnologias básicas. Também já foi chamada de Rodovia da Informação ou Superestrada da Informação. que suporta e cria condições de oferecer serviços avançados. em milhões de quilômetros de fibra ótica. fios de cobre. está baseada em milhares de computadores.U NIDADE 1 Objetivo: Conceituar esse conjunto de recursos de telecomunicações e informáticas . Estes termos foram traduzidos do inglês: Information Highway. Copyright © 2007. que a Sociedade da Informação consome e a Nova Economia demanda. Conceitos Infovia é: O nome atribuído para uma nova Estrutura da Informação. Esses caminhos físicos são formados por quilômetros de fibras óticas. Na realidade. cabos de par trançado.chamado de Infovia. para compreensão da abrangência do curso. Esse conjunto de recursos de telecomunicações e informática chama-se Infovia ou Super Estrada da Informação. frequências em micro-ondas e canais de satélites. cabos coaxiais.

Os cabos de fibra óptica transportam os dados modulados na frequência da luz e os de modula. do outro lado. Se mantivéssemos somente o cabo metálico como condutor de informações. Uma fibra ótica tem capacidade de transportar até 26 mil ligações telefônicas simultaneamente.com.” – Bodas. “Com capacidade de transmissão até 1 milhão de vezes maior do que o cabo metálico. Cristina – repórter terra http://www. através de um fotodetector.Enquanto as fibras óticas possuem características que permitem a transmissão dos dados em alta velocidade.terra. Além de permitir grandes alcances físicos. Campos Copyright © 2007. Outras vantagens da fibra óptica são: ela é isenta de interferências eletromagnéticas. Chuvas. em alguns casos seria mais rápido enviar um motoboy para fazer uma entrega do que mandá-la via rede. nuvens. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 9 . em cada fibra! Daí a analogia com a estrada. quem está conectado usando a velha linha telefônica e seus fios de cobre passam por um “engarrafamento“ no tráfego de dados. possui baixo nível de ruído e não é passível de contaminação pela radioatividade. a fibra ótica oferece a vantagem de permitir a transmissão dos dados a uma velocidade de cerca de 1. a fibra ótica é hoje a base das relações de comunicação no mundo. recebendo um sinal de baixa qualidade.htm Fibra ótica Cabo Coaxial Rádio Satélite Par Trançado Sinais Transmissão Feixes de laser Sinais da Informação via Interferências Nenhuma Campos elétricos Ondas Ondas eletromagnéticas eletromagnéticas elétricos Chuva.7 bilhões de bits por segundo. na saída.br/reporterterra/fibra/materia1.

mundivox. o cabo de fibra óptica é flexível e resistente.500 metros para que o sinal não enfraqueça. Além de muito rápido. cabos elétricos. Tem um tempo de vida maior. interferência montanhas.br/tabela_vantagens.com. inclusive em condições físicas muito adversas. Difícil de interceptar. precisam de um repetidor a cada 1.magnéticos. além de muito mais lentos.000 metros sem precisar de repetidores.000 Mbps disponíveis no Brasil Fonte: http://www. magnéticos. rádio do Captação sinal motores do Intercepção do trançado par Intrinsecamente Interceptação Captação segura do cabo sinal a Depende banda da Depende de banda da Pior de cabo que fibra ótica frequência e das frequência e das coaxial condições atmosféricas Capacidades 400. ionosférica. cabos outras ondas de manchas solares elétricos. Os cabos tradicionais. garante a Copyright © 2007. Menos sensível às interferências. motores Segurança contra violação dos dados Qualidade Excelente Pior que espelhos d'água. é adequado à instalação de redes locais de computadores.htm 155 Mbps 622 Mbps condições atmosféricas 155 Mbps 8 Mbps O cabo de fibra óptica permite transmitir dados na velocidade de 1 bilhão de bits por segundo e a uma distância de 4. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 10 .

Os cabos de fibra óptica não podem ser dobrados nem submetidos a uma pressão excessiva. mas ainda assim suficiente para captar os sinais transmitidos. Desta forma uma grande desvantagem desta tecnologia é o alto custo da implementação de segurança. Além disso.fio utilizam frequências de rádio e também são grande aliadas no processo de comunicação atual. Quando isso acontece. pode ter seu tráfego capturado por um atacante posicionado em um local visualmente distante. se perdem. por exemplo. Em geral. São mais flexíveis. as redes de fibras ópticas eram chamadas de rodovias da comunicação. seu rendimento diminui muito. em ambientes abertos e no modelo Infraestrutura. os sinais luminosos que transportam. as frequências podem cobrir distâncias por volta de 500 metros. não pode provocar incêndios. de modo praticamente instantâneo. As redes sem . pois. Usamos redes de fibras ópticas quando assistimos a um filme por televisão a cabo ou temos acesso a redes de computadores. é preciso um equipamento de grande precisão. Por elas circulam todo tipo de informação. Até a popularização da internet. de custo mais baixo que as redes por fibra óptica. Os cabos de fibra óptica são mais caros do que os cabos convencionais.segurança de dados confidenciais e. têm maior possibilidade de receber investimento privado e oferecem um bom desempenho. para ligá-los. além do próprio risco com a privacidade. como não produz descargas elétricas. Hoje são conhecidas como infovias. independentemente das distâncias. Copyright © 2007. se não ficarem bem-alinhados. pois o alcance da rede pode ser um fator de risco. Um usuário acessando em um aeroporto. No caso de redes Wi-Fi. E este é um aspecto a ser levado em consideração. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 11 .

br/fo/fibraopt.cgi.br/noticias/debatedor-defende-criacao-de-infovia-publica http://www. A partir desta constatação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 12 .pdf Links complementares – http://idgnow.html Case 2 – Infovia Brasília http://www.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju226pg03.com. sons e imagens a uma velocidade centenas de vezes maior que a praticada no mercado.revistapesquisa.com/watch?v=vWTtbg1uOf8 Copyright © 2007.fapesp.youtube. a Procempa deu início ao processo de constituição de uma rede de cabos de fibras ópticas com capacidade para transmitir informações.uol. Fonte: http://www.br/internet/2007/11/12/idgnoticia.br/?art=1962&bd=1&pg=1&lg= http://djmeucci. fator imprescindível para alavancar novos empreendimentos na cidade.unicamp. com infraestruturas de serviços.Case1: Projeto de Infovia – Porto Alegre A ampliação do uso dos espaços públicos. tornou necessário preparar a cidade para a modernização das telecomunicações.br/wrnp2/2000/palestras/remavs/Remav_bsb.2007-11-12.sites.uol.rnp.htm http://br.com.0225672576/ http://governanca. capaz de dotar a cidade uma infovia de telecomunicações.

U NIDADE 2 seu Objetivo: Conceituar globalização e sua importância para a sociedade e desenvolvimento social. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 13 . globalização é a “interdependência dos mercados internacionais. abrangendo desde a convergência das nações em torno de valores ou princípios básicos. como: democracia. a realidade nos mostra que a globalização está no nosso dia a dia e estamos envolvidos nela e por ela. É um caminho sem volta. as nações em desenvolvimento têm uma oportunidade ímpar de encontrar novos mercados ou. direitos humanos. Globalização e Infovia De acordo com a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP). combinado com o avanço da tecnologia e com a desregulamentação e/ou flexibilização das normas da economia interna de cada país”. sendo consequência natural da liberalização do comércio internacional. o termo globalização é impreciso. Porém. Para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). econômico. economia de mercado. Independente de qualquer que seja o conceito. pois descreve diversos fenômenos em um mesmo conceito. passando pelos processos de integração regional e da abertura econômica e comercial até o surgimento dos novos paradigmas tecnológicos que têm facilitado todas as formas de comunicação. Copyright © 2007. onde os países mais desenvolvidos saíram na frente. sucumbir diante das pressões socioeconômicas oriundas dos mercados internacionais.

atendendo as províncias locais e os arquipélagos do Mar da China e a da Índia. com negócios voltados para o Mar do Norte. Indonésia e Malásia compunham a “região da seda”. a partir da região de Flandres. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 14 . No sudeste europeu A Turquia dominava a região através do Império Bizantino e sua economia era a dominante na região. inclusive aos mercadores árabes. através das cidades de Antuérpia. Milão. Até os meados do século XV havia apenas 5 economias no mundo: Na Europa A da Europa italiana. por meio das cidades de Hamburgo e Lübeck. com seu imenso mercado de especiarias e tecidos finos. indo da Rússia até a Inglaterra. onde as cidades de Gênova. Na Ásia China. indo do Oceano Índico ao Mar Vermelho. Veneza e Florença dominavam o comércio no Mediterrâneo. a da Europa alemã.Globalização – Um pouco de história Alguns historiadores registram que a globalização é um fenômeno antigo. chegando. que concentravam suas atividades na região do Mar Báltico. Bruges e Lile. a da Europa francesa. atingia um raio econômico maior.

os historiadores consideram a aproximação das culturas um fenômeno recente de “apenas” cinco séculos. Por isso. no Peru. Todas essas regiões passaram anos sem estabelecerem relações significativas de negócios. enquanto que a parte ao sul. isolada pelas florestas tropicais e pelo deserto do Saara. no México e a Inca. ou a internacionalização do comércio. sendo autosuficiente. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 15 . Períodos da Globalização Tabela I – Períodos da Globalização Períodos Fases Caracterização Expansionismo mercantilista Industrial-imperialista-colonialista 1450-1850 Primeira fase 1850-1950 Segunda fase Pós-1989 Globalização recente Cibernética-tecnológico-associativa Copyright © 2007. Nas Américas A última economia era formada pelas civilizações pré-colombianas: Asteca. pelo cultivo do milho e na confecção de tecidos.No continente africano O norte da África mantinha relações com os portos europeus. como é dita nos dias de hoje. ficava à mercê de seu próprio comércio.

através da venda de escravos e a América. A ligação dos bancos com as indústrias foi considerada. Segunda Fase da Globalização . Além desses fatores. caracterizaram a entrada no processo mercantil da burguesia industrial e bancária. tornou-se menor. Além do barco e do trem a vapor. onde acontecia o refino e a distribuição. Com o advento da aviação. máquina a vapor. Bélgica. França e Itália. Um exemplo interessante da globalização dessa época acontece com o açúcar brasileiro. com a expansão das estradas de ferro. Globalização recente: A Cibernética Tecnológica Associativa Copyright © 2007. o mundo.Primeira Fase da Globalização . A industrialização ocorreu. na Inglaterra e em seguida na Alemanha. Ele era produzido por escravos nos engenhos e transportado pelos portugueses para os portos holandeses. Esta fase também é caracterizada pelo comércio triangular entre a Europa. em busca da posse de colônias e da hegemonia. na tentativa de conquistar “o resto do mundo”. verdadeiramente. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 16 . à época. por meio do fornecimento de produtos manufaturados. contribuindo com o desenvolvimento de feitorias europeias na Índia. beneficiados pelo barco a vapor. inicialmente. a África. o pai da Economia. um fenômeno da política econômica moderna. Para Adam Smith. nos lugares dos administradores mercantis. os transportes marítimos. China e Japão. a partir do século XVIII. As nações europeias mais desenvolvidas partiram para as políticas expansionistas. com a exportação de produtos coloniais. A transição da primeira para a segunda fase ocorre em virtude de inovações no campo técnico e político. o telégrafo e o telefone são tecnologias da época que ajudaram a encurtar as distâncias entre os mercados. este período foi o que conquistou os maiores feitos.o expansionismo mercantilista Esta fase foi caracterizada pela intensa procura da rota do caminho às Índias.o avanço industrial nas colônias. aproximando os continentes e seus interesses.

satélites e canais submarinos de comunicação. os barcos a vapor. seja através da educação. tais como o MERCOSUL. Os países ricos que dominam as tecnologias de ponta aprofundam as diferenças entre os países mais pobres. Os benefícios dessa fase. sujeitando o braço ao cérebro. A produção de produtos agregados de tecnologia (microeletrônica. na fase atual. ou até onde a tecnologia alcançou. obrigando-as a formarem blocos e mercados supranacionais ou intercontinentais. a saída dos soviéticos da Alemanha e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). COMUNIDADE ECONÔMICA EUROPEIA. NAFTA. criando um verdadeiro fosso tecnológico. dos transportes. Japão. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 17 . máquinas e robôs. o telégrafo e o telefone. Se nas fases passadas os mecanismos de integração foram os barcos à vela. medicina e biologia e químicos orgânicos) encontra-se concentrada nos países desenvolvidos: EUA. da saúde. que detêm mais de 50 % da exportação mundial desses produtos. enfraquecerá as nações. passa a autorizar a implantação de indústrias multinacionais – um contrassenso ideológico ao governo comunista do país. aeroespaciais. computadores. Há quem creia que o prosseguimento da globalização nos atuais moldes. a queda do Muro de Berlim. a partir da década de 70. A China.Este período é marcado pelo término da Guerra Fria. equipamentos científicos de precisão. equipamento de telecomunicações. da cultura. temos computadores. são vistos em todos os lugares. Reino Unido e França. O trabalho braçal de africanos. liderado pelo Japão). Alemanha. Internet. Copyright © 2007. o trem. que também havia iniciado seu processo de modernização. a COMUNIDADE ECONÔMICA INDEPENDENTE (ex-URSS) e a APEC (Bloco asiático. indígenas e da classe operária deu lugar à robótica e à informática.

pois pretendia que sua equipe tivesse uma sintonia tal. Dentre várias áreas. O uso dessas tecnologias tem agregado valor aos processos produtivos. de serviços e até de lazer. o sistema econômico tem sido um dos mais beneficiados. transações comerciais e investimentos. porque é através dele que surgem novos mercados. Tanto acreditava no processo de comunicação entre os homens. Que atualmente. Infovia – Benefícios Quando Santos Dumont idealizou sua invenção. Ele ainda não podia imaginar que o processo de comunicação entre as pessoas sofresse tantas modificações. vamos abordar alguns dos benefícios que as tecnologias de comunicações estão nos proporcionando e. promovendo transformações em diversas áreas. pretendia aproximar as pessoas entre os continentes. Os benefícios da Infovia A cada dia novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são incorporadas ao cotidiano da sociedade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 18 . fomentando melhorias nas condições de trabalho. que passava horas e horas trabalhando em silêncio. pudéssemos nos comunicar facilmente com qualquer parte do mundo sem nem mesmo. sairmos de casa. buscando um aprimoramento desse processo. que se comunicassem além das palavras – pensassem juntos – num processo de inspiração e criatividade. Nesta Unidade. com o mesmo sonho de Dumont: Que um dia todas as pessoas utilizem essas tecnologias com o intuito de realmente se aproximarem. Copyright © 2007. de produtos. negócios.U NIDADE 3 Objetivo: Abordar alguns dos benefícios proporcionados pela tecnologia na comunicação e buscando um aprimoramento desse processo.

na escola e em qualquer lugar por onde se estendam as novas redes de comunicação. Obter. baseadas nas Tecnologias de Informação e de Comunicação. atualmente. Bombardeados por essa onda de informação por todos os lados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 19 . coloca em risco a sobrevivência daqueles que não se ajustam aos padrões impostos pela Nova Economia. seja no dia a dia dentro de casa. hoje são acessíveis por meio das novas tecnologias. Copyright © 2007. viabilizando a expansão de negócios. Atenta a todas essas mudanças. os cidadãos modernos. Ao processo de agregar valor à informação. no trabalho. integram a chamada. ágeis e avançadas permitem que empresas. onde os competentes e visionários partem na frente. as novas tecnologias trazem significativos benefícios aos mercados já consolidados e segmentados. Se por um lado. seja no lazer. tem muito valor. atividades. mesmo sem sentir.As atividades produtivas desse sistema. Pessoas e empresas precisam estar preparadas adequadamente para lidar com esse novo paradigma. Por trás dessas redes circula a mais nova veia de negócios dos dois últimos séculos: A INFORMAÇÃO. Nova Economia. organizações e países desfrutem de novas estratégias para seus negócios. Redes modernas. a sociedade do século XXI usufrui melhores serviços. E conhecimento. dá-se o nome de conhecimento. venda e compra de produtos e serviços de forma abrangente e globalizada. processar e difundir informações necessita de uma infraestrutura compatível aos novos tempos e de pessoal especializado e qualificado afeto aos novos desafios. antes longínquos. por outro. Sob este enfoque. A nova sociedade passa a consumir e devorar o bem que impulsiona empresas e atividades de negócios: a informação. integram a chamada Sociedade da Informação. não existem mais barreiras físicas ou geográficas. Mercados e empresas.

através do uso intenso da videoconferência.Todos os lugares do mundo estão passando por transformações de ordem política e econômica nas últimas décadas. seja nas áreas econômicas. culturais ou sociais. Copyright © 2007. Os avanços da computação.  Utilização da assinatura eletrônica. do ensino a distância. PACCITTI (2000) enumera algumas novas concepções financeiras advindas do uso da Infovia:  Expansão do dinheiro digital (cartão de crédito. sistemas de biometria (reconhecimento da escrita. Crescimento rápido. menores tarifas. Essa nova “Superestrada da Informação” tem por finalidade proporcionar um alto fluxo de transmissão de dados. mais serviços. mais empregos (?). O alcance mundial da informação e a popularização da Internet auxiliam o desdobramento da globalização. A Nova Economia é fruto da expansão da globalização. As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm grande participação nessas atividades comerciais. aliados aos sistemas de telecomunicações e redes devem resultar em um novo redirecionamento tecnológico das atividades da Sociedade da Informação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 20 . Alguns países são obrigados a aumentar barreiras tarifárias para proteger suas produções locais da concorrência dos produtos estrangeiros. pela possibilidade de menor intermediação. a partir de iniciativas de grandes corporações internacionais. das impressões digitais ou traços físicos). Assim é o fenômeno conhecido por “Globalização”. O caráter principal dessa mudança é a integração dos mercados em uma abrangente “aldeia global”. da voz. Outros aderem a esse novo comércio e abrem-se ao capital internacional. da convergência do local de trabalho.  Novas formas de comunicação digital. mais usuários.  Descentralização das atividades. cartão de caixa eletrônico e talão de cheque).  Livre mercado.

com um padrão de qualidade e segurança muito superior ao atual. entretenimento para a Internet. então. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 21 . enquanto a qualidade dos serviços de comunicação aumenta (o equivalente a uma rede telefônica própria. As redes locais passam a contar. Isto se traduz em um melhor aproveitamento dos recursos existentes. possibilitar debates entre estudantes e Copyright © 2007. poderá ser disponibilizada uma rede de telefonia interna. facilitando inclusive a ampliação do número de computadores em uso nos órgãos. que serão substituídos por documentos eletrônicos. permitindo reuniões entre órgãos e escritórios regionais sem a necessidade de deslocamento físico. e controle do fluxo da informação pelos países mais ricos. na área da educação. em todos os pontos atendidos pela rede corporativa.  Novas interfaces (mais amigáveis) nas aplicações. Isto contribuirá em muito para a redução dos custos com papel e sua tramitação. agilizando o andamento de processos e permitindo um atendimento rápido e de qualidade ao cidadão. principalmente na Internet. com os custos de administração reduzidos proporcionados pelo gerenciamento centralizado. Aumentar a utilização de transporte de voz. privada). Convergência da televisão. independente da rede pública. Os custos de comunicação são drasticamente reduzidos. Permitir o gerenciamento centralizado de todas as redes locais dos órgãos atendidos pela rede corporativa. Aumentar a utilização de videoconferência: pessoas que estão em locais distantes participarão de conferências em tempo real. telefone. aproveitando-se da largura de banda oferecida pela Infovia. Case: : BENEFÍCIOS DA INFOVIA-MT Redução do tráfego de documentos impressos entre os órgãos do Estado.

br/pressreleases_detalhe. esta. obtém-se redução de custos e melhoria na qualidade do atendimento aos usuários. oferecer aulas com multimídia. o uso de padrões abertos e a interoperabilidade entre eles. por princípio. mantém-se a liberdade de escolha de fornecedores. permitir o treinamento à distância (formação profissional).php?id=51 Copyright © 2007.professores.br/html. contribuindo para a qualificação da mão de obra. atendendo desde as escolas primárias até a universidade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 22 . possibilitando disponibilizar os dados corporativos a quem necessita deles para a tomada de decisões.com. uma necessidade.hartz. php?codigoPagina=151 http://www. aliás.mt. Flexibilidade na escolha dos equipamentos e grande possibilidade de expansão.cepromat. A rede corporativa do Estado tem.gov. é uma tendência mundial. Aderindo aos padrões abertos. oferecendo uma saída moderna e eficiente na substituição das antigas tecnologias. Fonte: Governo do Estado de Mato Grossohttp://www. Novamente. permitindo um melhor aproveitamento dos quadros docentes e minimizando as dificuldades decorrentes das grandes dimensões do nosso Estado. e no caso do Estado.

U NIDADE 4 Objetivo: Compreender a importância das redes metropolitanas como veículo de acesso a conteúdos educacionais e de pesquisa. públicas e de pesquisa). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 23 . interligadas em nível nacional. você irá encontrar indicações sobre temas de pesquisas desenvolvidas por essa rede de colaboradores. As REMAV fazem parte de um consórcio entre diversas Instituições (educacionais. Nesta unidade iremos fornecer um panorama geral sobre as pesquisas e projetos em desenvolvimento para ampliação de toda a infraestrutura que compõe a infovia. em 1997. acesso a bibliotecas virtuais e ensino a distância). Redes Metropolitanas de Alta Velocidade As Redes Metropolitanas de Alta Velocidade mais a Internet2 são a reunião de instituições colaboradoras que visam melhorar o acesso de estudantes e da população. a conteúdos educacionais e de pesquisa. do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). destinadas a “promover. Copyright © 2007. os serviços de tecnologia multimídia (vídeoconferência. diagnóstico médico remoto. dentre outros. a criação de infraestrutura e serviços de redes de alta velocidade”. em diversas regiões do país. O Projeto Remav O Projeto de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (REMAV) surgiu a partir da iniciativa do Programa Temático Multiinstitucional de Ciência em Computação (ProTem-CC). Em anexos. São redes de alto desempenho. destinadas a oferecer.

Não há uma linha de trabalho única e pré-determinada que oriente as pesquisas das novas possibilidades de aplicações que estão sendo desenvolvidas na Internet 2. para a modernização das telecomunicações com a constituição de uma rede de cabos de fibras ópticas com capacidade para transmitir informações.Cada consórcio é formado por Estabelecimentos de Ensino Superior e instituições parceiras. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 24 . com infraestruturas de serviços. Tornou-se necessário preparar as cidades. As aplicações de telemedicina deverão incluir o INCOR (Instituto de Coração) do Hospital das Clínicas e a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. possibilitar a troca de imagens resultantes de exames médicos cardiológicos realizados em tempo real. As de tele-educação mobilizam esforços da PUC-SP e da NET (Operadora de TV a Cabo). A Internet 2 brasileira iniciou para atender as necessidades das áreas da Medicina e da Educação.Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (que operam a 155 Mbps) foram o ponto de partida para a criação da RNP2 (a Internet 2 no Brasil). Copyright © 2007. com a finalidade de viabilizar os projetos que demandam redes de alto desempenho. As REMAV . sons e imagens a uma velocidade centenas de vezes maior que a praticada no mercado capaz de alavancar novos empreendimentos. RNP e Internet 2 Liderado pela USP (Universidade de São Paulo). Ainda há muito a ser pesquisado sobre a necessidade dos usuários e o potencial das tecnologias para redes de alto desempenho. entre outros avanços. visando a ampliação dos serviços públicos. atualmente integra diversas áreas de pesquisa acadêmica. o consórcio da rede paulistana prioriza a telemedicina para.

Atualmente apenas as instituições localizadas em PoPs com este tipo de infraestrutura e banda (GigaPoPs) podem dispor de aplicações Internet2 de forma contínua. Teleimersão. 25 Copyright © 2007. 4. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . são quatro as principais linhas de pesquisa da Internet 2: 1. utilizando equipamentos à distância. imagens e sons. O alcance de novos grupos de pesquisa em outros estados será resultado da implantação e atualização de novas facilidades em outros PoPs da RNP. São Paulo e Belo Horizonte. Laboratórios coletivos. Entretanto. como também diversos setores da indústria e até mesmo o governo. é importante assegurar que as deficiências de conectividade entre cada instituição e o PoP sejam equacionadas. Bibliotecas digitais. para que se possa trabalhar em pesquisa com estruturas complementares de outras instituições. 2. visando gerar uma grande rede de instituições de ensino onde o usuário tem um vasto leque de opções de formação via Internet. pode-se dizer que o foco principal da Internet2 reside no desenvolvimento de aplicações avançadas com uso intensivo de tecnologias multimídia em tempo real. Demonstrações dos novos potenciais da Internet2 vêm sendo apresentadas em vários eventos e workshops promovidos com o intuito de sensibilizar não só a comunidade acadêmica. Brasília. Educação à distância. Tipicamente são necessários equipamentos de comunicação e computação de grande capacidade. com intenção de constituir uma grande rede de bibliotecas virtuais. Os experimentos e desenvolvimentos de aplicações Internet2 requerem uma conectividade e infraestrutura de maiores requisitos. Além disto. 3. não se conhece ainda o limite do que é tecnicamente possível. para promover atividades em conjunto ao redor do mundo através da rede. Nos principais países do mundo. incluindo dados em forma de texto. Nos Estados Unidos. as linhas de ação já estão bastante definidas. Estes requisitos são atendidos basicamente nos PoPs localizados no Rio de Janeiro.De uma forma geral.

onde são comuns alterações de cenário decorrentes da troca ou incorporação de novos paradigmas. Deverá haver ampliação da matriz de fontes de financiamento considerando a abrangência do programa. os recursos foram suficientes. de uma forma geral. A proximidade do programa junto ao público alvo garante legitimidade às ações e sintonia com as demandas da sociedade. com claros objetivos econômicos e sociais. Os Fundos Setoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia poderão contribuir no desenvolvimento das aplicações em Tecnologia da Comunicação e Informação. em especial nas ações de Processadores de Alto Desempenho .é imprescindível. o programa em apenas 2 anos revelou-se de fundamental importância para a inserção do Brasil no grupo das nações efetivamente empenhadas na construção da Sociedade da Informação.Quanto à concepção do programa há necessidade de redimensionamento de metas físicas de algumas ações. Adicionalmente. pois este atingiu a plenitude operacional que permite a consecução dos objetivos propostos e mesmo o alcance de objetivos. No que tange à implementação cabe ressaltar que. Copyright © 2007. em especial no âmbito da cooperação Universidade/ Empresa. Processadores de Alto Desempenho – PAD.PAD. Dada a dinâmica própria da área de Tecnologia de Informação e Comunicação.2001. a busca de outras fontes de recursos através de convênios auxiliou na execução desta ação. No entanto. Na ação. indicando novas necessidades. alguns dos indicadores do programa podem ter se tornado vulneráveis ou obsoletos. havendo necessidade de adequações. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 26 . a dotação orçamentária dificultou a organização e o planejamento de projetos de mais longo prazo. A manutenção da condição de "Estratégico" do programa Sociedade da Informação – Internet2 . o que facilitou a execução das ações em sua implementação . Por se tratar de programa estratégico os recursos foram liberados com fluxo regular e compatível com a programação.

que nasceu na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. Leonardo Mendes viu em Morungaba. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . O professor Leonardo Mendes. único. a oportunidade de levar o Multicom 21 a campo. "Alguns problemas.Projeto é alternativa para "ressaca" nas comunicações A Infovia Municipal de Morungaba é uma evolução do Projeto Multicom 21. que considera de "ressaca" do setor de comunicações. que assumiu a coordenação do Multicom 21 em 1995. como o projeto de redes metropolitanas (que na região ganhou o nome de Remet-Campinas). afirma o pesquisador. Queremos um projeto integrador. Outro problema foi a crise de janeiro de 2000. da infraestrutura de transporte de informações até as aplicações. "Existem outras experiências no país. cidade que abriu os braços para a experiência. seriam conectados o Hospital das Clínicas da Unicamp ao Instituto do Coração (Incor). que tenha a participação e financiamento de várias 27 Copyright © 2007. afetaram a continuidade destas iniciativas. e essas atividades nem sempre receberam a atenção necessária. por exemplo. Inicialmente. Este grupo aderiu à ideia do Projeto Bercom (Berlin Communication) de construir um modelo de interconexão entre laboratórios. fazendo despencar a quantidade de recursos e a expectativa de uma grande evolução das tecnologias de Internet e de comunicações". levou a mudanças de políticas controladoras. que atingiu todas as empresas de alta tecnologia do mundo. por iniciativa de um grupo de professores da unidade. A privatização das comunicações no Brasil. mas não com esta envergadura. e a FEEC à Politécnica da USP. lembra que o CNPq financiou outras iniciativas semelhantes no Brasil. entretanto. Neste contexto mundial. Estamos construindo um modelo de infovia municipal em sua totalidade. em 1992.

referência mundial no campo das telecomunicações e informática. voz e imagens e acesso Internet. como Campinas e Guarulhos". "Queremos mostrar que é possível ir muito além das limitações da comunicação que temos hoje. A proposta é investigar não apenas as aplicações tecnológicas. a Prefeitura de Porto Alegre. a geração de empregos. com uma quantidade de recursos muito menor". finaliza Leonardo Mendes.rnp. que permite maximizar as operações.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju226pg03. Fonte: http://www. que utiliza a mais avançada tecnologia de acesso digital. é possível o tráfego de circuitos de dados. Através da Infovia.php http://www.unicamp.instituições. implantar e testar equipamentos. Outras redes com estrutura e objetivos semelhantes:    http://www.br/conexao/instituicoes. a fim de que pesquisadores do país possam estudar. sendo 84 km de cabos subterrâneos e 120 km de aéreos. A rede experimental de Morungaba vai se conectar à Unicamp. o sistema tem disponibilidade permanente: 24 horas por dia. Empresas já acenaram com doações para utilização e aperfeiçoamento de seus produtos. os negócios que podem ser estabelecidos na rede. Devido ao anel óptico redundante. Na montagem desta rede municipal. inédito no país. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 28 .html Esta Infovia sustenta um sistema de comunicação de dados confiável e econômico. como: o melhor modelo para manter financeiramente o sistema. criou um sistema de gerenciamento do espaço público. O gerenciamento da rede utiliza a tecnologia ATM/IP/MPLS. mas também os aspectos sociais e econômicos. a distribuição de recursos e de renda. explica.rnp. É formada por uma rede com 204 km de extensão. empresas e também de outros municípios que manifestaram interesse.rnp. 7 horas por semana.br/pd/planetlab/ Copyright © 2007.br/pd/giga/ http://www.

Desde então. contudo.U NIDADE 5 Objetivo: Compreender o significado e importância da sociedade da informação A Sociedade da Informação Nos últimos anos a expressão "Sociedade da Informação" tem sido muito utilizada. televisão. no âmbito deste estudo. É conveniente. então. sua origem remonta aos anos sessenta. como rádio. telefone e computadores. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 29 . empresas e administração pública) de obter e compartilhar qualquer informação. foram numerosos os significados atribuídos à "Sociedade da Informação" sem. demonstrar o sentido que se dá à expressão. o processamento e a distribuição da informação por meios eletrônicos. quando se percebeu que a sociedade caminhava em direção a um novo modelo de organização. Comportamentos e padrões A Sociedade da Informação está baseada nas tecnologias de informação e comunicação que envolve: a aquisição. o armazenamento. ter sido elaborada uma definição aceita em todo o mundo. Copyright © 2007. conforme veremos nesta Unidade. Sociedade da Informação é um estágio de desenvolvimento social caracterizado pela capacidade de seus membros (cidadãos. de qualquer lugar e da maneira mais adequada. instantaneamente. no qual o controle e a otimização dos processos industriais eram substituídos pelo processamento e manejo da informação como “chave” econômica. entre outros. No entanto.

reconhece e dignifica as diversidades e dá voz às minorias e os valores passariam a ser construídos a partir desta perspectiva participativa. sob as dimensões. através da disseminação veloz da informação por meios nunca imaginados. proporcionando o intercâmbio de dados e informações de imediato. cirando novas formas de inter-relações humanas e sociais ainda que por vezes ocorram conflitos neste processo de transformação. identificando a informação como ponto central da sociedade contemporânea. tanto político quanto econômica. ditando. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . incentiva a participação. é plural. por ser a alavancadora de mudanças nas estruturas das atividades sociais e econômicas. sem transparecer que existem quilômetros de distância separando as partes interconectadas. trazendo impactos diretos nas atividades socioeconômicas. A Sociedade da Informação é fruto de novos comportamentos e padrões culturais que a revolução tecnológica tem proporcionado. a Sociedade da Informação está inserida num processo pelo qual a noção de espaço e tempo tradicional está em transformação pelo surgimento de um “espaço virtual”. trazendo mais benefícios aos usuários desses sistemas e serviços. Para Javier Echeverria. mas são utilizadas pelas pessoas em seus contextos sociais. criando uma nova comunidade local e global. esta sociedade pós-moderna ou transparente. múltipla ou até mesmo caótica. que formará uma telecidade em uma tele-sociedade que se sobreporá mesmo aos Estados clássicos. Essa sociedade já é vista como um novo paradigma técnico e econômico. econômicos e políticos. transterritorial. Inúmeros meios de comunicação interligam países. qual região ou área é mais capaz de atrair 30 Copyright © 2007. transtemporal.Essas tecnologias não transformam a sociedade por si só. povos e nações. A definição de Sociedade da Informação deve ser considerada tomando diferentes perspectivas: Segundo Gianni Váttimo. continentes. A qualidade dos serviços de transmissão e recepção oferecidos cresce a cada instante. O conceito de Sociedade da Informação surgiu dos trabalhos de Alain Touraine (1969) e Daniel Bell (1973) sobre as influências dos avanços tecnológicos nas relações de poder.

os primeiros efeitos de sua aplicação nos processos. na medida em que possibilita integrar pessoas e nações. A partir daí. O fator diferencial da Sociedade da Informação é que cada pessoa e organização não só dispõem de meios próprios para armazenar conhecimento. mas também têm uma capacidade quase ilimitada para acessar a informação gerada pelos demais e potencial para ser um gerador de informação para outros. de comercialização e de consumo de produtos e serviços. as atitudes e o comportamento e. E quando várias formas de atuar sofrem modificações. cultural e econômico entre diversos segmentos sociais. a cultura e a própria sociedade. as novidades tecnológicas chegam a transformar os valores. A disponibilidade de novos meios tecnológicos provoca alterações nas formas de atuar nos processos. A forma final que a Sociedade da Informação adotará é algo imprevisível nos dias de hoje. Definitivamente. As novas tecnologias se apresentam como instrumentos capazes de promover a inclusão plena dos menos favorecidos. A Sociedade da Informação é um importante fenômeno que. ao mesmo tempo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 31 . pode estreitar o fosso educacional. com isso. se bem utilizado. Suas características também são de elevado valor na dimensão social. surge o seguinte questionamento: é possível disseminar informação e tecnologia a pessoas e regiões menos assistidas e desfavorecidas de muitos benefícios? Ao futuro está destinada essa resposta. o peculiar da Sociedade da Informação é o caráter geral e ilimitado de acesso à informação. resultam em mudanças inclusive na maneira de ser. de forma seletiva e mais ou menos rudimentar. Copyright © 2007. já é percebida e.vultosos investimentos de novos negócios ou empreendimentos. Essa mudança que permite facilidades no acesso à informação é o principal fator que desencadeia uma série de transformações sociais de grande alcance. Embora essa capacidade sempre tenha existido. reduzindo a distância entre elas pela difusão de informação. O emprego de tecnologia envolve elevados custos. Embora em fase inicial de criação de infraestruturas. fornecendo estratégias e estruturas para criar novas práticas de produção.

No Brasil.O impacto final nos valores e atitudes. além de ser imprevisível. que amplia enormemente as possibilidades de transformação. Copyright © 2007. a disponibilidade de acesso geral e praticamente ilimitado à informação deve ser considerada como um elemento meramente facilitador. uma tarefa fundamental. também. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 32 . o reflexo de um mecanismo que deva produzir de forma inevitável um resultado determinado. que se encontra fora do âmbito tecnológico e deve ser assumido pela sociedade como um todo. a Sociedade da Informação vem revestida do importante papel de acompanhar os passos das nações mais desenvolvidas que já iniciaram e desenvolvem esse processo de compartilhamento de informações entre todos os segmentos da sociedade. Apesar dos meios tecnológicos atuais serem conhecidos. não será. que é a de decidir o objetivo final. Existe. ainda é uma incógnita o tipo de sociedade que se quer atingir. Muito pelo contrário. em absoluto.

Infraestrutura Nacional de Informações. Breve Histórico da Sociedade da Informação A Sociedade da Informação na América do Norte A Sociedade da Informação (SI) teve origem a partir da década de 90. Tecnologia Avançada de Software. inicialmente destinado ao meio acadêmico. através do programa High Performance Computing and Communications (HPCC) – Alta Performance de Computação e Comunicações. Este programa foi voltado para o desenvolvimento da tecnologia de redes de computação. e 33 Copyright © 2007. os EUA lançaram como desafio a todos os governos a idéia da Global Information Infraestructure (GII) – Infraestrutura Global de Informações.U NIDADE 6 Objetivo: Conhecer o histórico da sociedade da informação e que este programa inicialmente destinado ao meio acadêmico. O Programa de Alta Performance passou a direcionar as atividades da SI sob os seguintes enfoques:     Sistemas de Processamento de Alta Performance. Rede para Educação e Pesquisa. A partir de 1993. Em 1994. foi criado voltado para o desenvolvimento da tecnologia de redes de computação. nos Estados Unidos da América (EUA). cuja abordagem era atender os objetivos da economia e sociedades americanas. o enfoque foi modificado para atender os objetivos da National Information Infraestructure (NII) – Infraestrutura Nacional de Informações. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .

A expressão Sociedade da Informação. A figura 2 exemplifica os estágios de evolução da Sociedade da Informação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 34 . Se por um lado os EUA enfatizavam a infraestrutura. Figura 2 . é a consolidação das iniciativas voltadas à Infraestrutura e à Economia.  Pesquisa Básica e Recursos Humanos. como a que conhecemos hoje. destinadas a prover serviços e aplicações em prol da sociedade.Fonte: SocInfo Copyright © 2007. onde a privatização das telecomunicações havia sido o foco principal. para atender demandas multiculturais e linguísticas. isto é a plataforma de telecomunicações e computação como meio mais adequado à oferta de serviços e aplicações. a UE optou por direcionar estes serviços e aplicações sob a ótica da informação. A Sociedade da Informação na Europa A União Europeia (UE) decidiu que o seu projeto de SI passaria pela informatização da administração pública dos países integrantes.

pilar base da democracia política.A Sociedade da Informação no Brasil As iniciativas para o Programa da Sociedade da Informação no Brasil (PSIB) somente tiveram início em 1999. Trabalho e Oportunidades. e Infraestrutura Avançada e Novos Serviços. Pesquisa e Desenvolvimento. Conteúdos e Identidade Cultural. chave e aplicações.  criar a sustentabilidade de um padrão de desenvolvimento. Proposta do Programa de Sociedade da Informação (Livro Verde) e Plano de Execução (Livro Branco). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 35 . respeitando as diferenças. Copyright © 2007. Governo ao Alcance de Todos. buscando o equilíbrio regional. e  fomentar a participação social. observando princípios e metas relativos à preservação da identidade cultural. Os objetivos do PSI no Brasil são:  construir uma sociedade justa. por meio do Grupo de Implantação da Sociedade da Informação. Educação na Sociedade da Informação. Tecnologias. O planejamento adotado consistiu em definir três fases distintas: estudos preliminares e lançamento formal do Programa. Universalização de Serviços para a Cidadania. O PSIB foi estruturado para atuar nas seguintes áreas:        Mercado. fundada na riqueza da diversidade. do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT).

As TIC provocam um salto quantitativo e qualitativo na precisão do acesso e da mobilização sob medida de fontes espacialmente dispersas. a identificação e a integração dos conceitos e dos métodos suscetíveis de tirar proveito disso. em organizar e em acionar os meios que concretizam os fins que nos propomos a atingir. em inclinações ou em hobbies compartilhados. esta prosa da existência cujo objeto sempre consistiu em conceber. prontas a desenvolver sua paixão e a pesar econômica ou politicamente. sua concentração global torna-as. Como pensar as novas formas da estratégia. qualquer que seja o domínio de aplicação. Em que medida a força dos novos meios tecnológicos não retroage sobre os fins a que servem? Redefinindo a natureza das relações entre global e local. é nas sombras que se desenha e se formaliza a novidade.A Revolução da Precisão Consequências Estratégicas do Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação Pierre Fayard Que mudanças as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) provocam na estratégia. a ubiquidade numérica fundada sobre uma conectividade planetária cada vez mais refinada. o que não deixa de ser surpreendente! O espaço não representa mais o desacelerador ou o protetor que até agora ele encarnava. econômica e informacional. virtualmente. contudo. em gostos. O conhecimento disponível no mundo cibernético autoriza uma seletividade crescente nas escolhas fora da limitação das distâncias. Comunidades de valores reúnem-se. Articulada estrategicamente. a fim de tirar proveito da convergência tecnológica que se traduz sob a forma de um "coquetel numérico"? Os efeitos Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 36 . redefinindo as relações entre o local e o global. redesenha a Geografia da utilidade. representam um aspecto essencial que essa contribuição tem por ambição esclarecer. global e em tempo real abre-se para novas formas de organização e de concepção da ação em que as redes constituem a base de uma nova logística onde o virtual e o real sofrem um processo de hibridização. Se a tecnologia introduz fatores de ruptura. Como é comum nos períodos de mutação. de modo pertinente. com base em interesses. Proporções negligenciáveis localmente. A precisão. uma concentração virtual se revela às vezes mais eficaz do que a sua contraparte material.

Assim é também a superioridade do cérebro humano sobre a máquina terminada. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . mas que é também suscetível de enriquecer as bases de dados dos atores de cada uma das transações. A rede é um instrumento ideal para a extração de sinais fracos pertinentes a partir de uma intenção que não repugna ser a reposta em questão. a velocidade das transmissões e a sua inteligência se traduzem por ganhos de tempo na apreciação das circunstâncias e da consequente tomada de decisão.ainda fracamente metabolizados desse coquetel nos afastam de uma lógica local de produtos e de estoques pré-definidos para nos conduzir a uma época dominada por uma lógica global de serviços e de fluxo. Até certo ponto. Ao contrário. Cristovão Colombo não deu as costas às Américas sob o pretexto que eram as Índias que ele procurava atingir! Um projeto mecanicamente amarrado à sua definição tem dificuldades em tirar partido de uma vantagem não programada. a definição final dos produtos e dos serviços passa por uma interatividade informacional.. acabada na sua capacidade e cuja degradação é o destino. Num mundo veloz e incerto 37 Copyright © 2007. não somente caminha para um alto nível de precisão. Sua estrutura e o potencial que ela articula tornam-a apta a enfrentar condições imprevistas apoiando-se em uma leveza adaptativa. Aí a estratégia se preocupa em organizar e garantir o domínio das condições do fluxo muito mais do que dos próprios estoques. Nas redes. que mediações criativas e inteligentes calibram em função da natureza das demandas expressas e afirmadas. a partir do qual ele perde coerência e dilui-se numa profusão de interesses divergentes.) Em 1492. (. O desconhecido não desintegra a rede. É o que permitem precisamente as estratégias da rede. Na era do numérico. A interconexão planetária permite dispor dos produtos somente onde e quando eles se mostram necessários. As vias e os dispositivos de comunicação conferem vantagens no conhecimento que em geral se traduzem em vantagens temporais e qualitativas. uma vigília ativa sobre os meios e os seus conceitos de uso. ele se constitui em codefinição evolutiva a partir de potenciais disponíveis. alimenta de maneira dinâmica as novas formas de relação dialética com os fins. que.. Rapidez e precisão se impõem tendo como pano de fundo o apoio necessário de cartografias globais. O produto não pré-existe à demanda. mas a enriquece e a faz crescer.

com/cultura/pierre_levy_tecnologia_para_qual_educacao_/5196/ Copyright © 2007. A rede integra uma parte de incerteza dispondo dos trunfos da malha operacional de suas fontes e de uma natureza não finita. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 38 .nominuto.aceitar não saber tudo antes de agir aparece como uma condição de sobrevida e inovação. O contrário significa domesticar a surpresa e perder o rumo às suas custas. na Universidade de Caxias do Sul (RS) – fonte – Revista Consciência – 10/03/2001 http://www. É professor na Universidade de Poitiers e professor visitante da Universidade Pompeo Fabra (Barcelona). Pierre Fayard é doutor em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade de Grenoble III (França).

A cada dia se passam muitas coisas. portanto “A experiência é o que nos passa. também apresenta o seu revés . o que nos toca.conforme cita Jorge Larrosa em notas sobre a experiência e o saber de experiência. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 39 . Conhecimento x Informação A “Sociedade da Informação” – com toda a tecnologia e benefícios que nos traz. dar sentido. porém. objetivando a construção de um conhecimento coletivo. como nos tem sido ensinado algumas vezes. ou o que toca. mas tem por obrigação fomentar e resgatar as potencialidades individuais do ser humano. calcular ou argumentar”. onde a experiência de um se correlaciona com a vivência de outro1”. vem-se criando diversos projetos e estimulando parcerias que envolvem a informatização do ensino. Não o que se passa. quase nada nos acontece. iremos tratar dos elementos básicos que integram a Infovia e a Sociedade da Informação. Nesta unidade. “Pensar não é somente racionaciar. o que nos acontece. Copyright © 2007. a capacitação de docentes e a prática do ensino à distância. Conhecimento X Informação “A educação hoje não assume apenas o dever de repassar informação. Tendo a educação como elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na informação. mas é sobretudo. ao mesmo tempo. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça”. no conhecimento e no aprendizado.U NIDADE 7 Objetivo: Compreender o real significado de comunicação e informação e suas possibilidades de utilização para melhorar o nível de relações e saberes.

O que acontece é que nada lhe aconteçe. É a língua mesma que nos dá essa possibilidade. porém. O sujeito da informação sabe muitas coisas. Após assistir a uma aula. passa seu tempo buscando informação. E mais. Tudo é pretexto para sua atividade. e toda a retórica destinada a constituirmos como sujeitos informantes e informados. podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos que temos mais informação sobre alguma coisa. Sempre está a se perguntar sobre o que pode fazer. ela é quase o contrário da experiência. o que mais o preocupa é não ter bastante informação. O sujeito da informação sabe muitas coisas.Informação não é experiência. ao mesmo tempo. A primeira coisa que gostaria de dizer sobre a experiência é que é necessário separá-la da informação. E o que gostaria de dizer sobre o saber de experiência é que é necessário separá-lo de saber coisas. com essa obsessão pela informação e pelo saber (mas saber não no sentido de “sabedoria”. Em primeiro lugar pelo excesso de informação. cada vez está melhor informado. Por isso a ênfase contemporânea na informação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 40 . a informação não deixa lugar para a experiência. em estar informados. O sujeito moderno se relaciona com o acontecimento do ponto de vista da ação. A informação não é experiência. Cada vez sabe mais. porém. com essa obsessão pela informação e pelo saber. passa seu tempo bucando informação – o que mais o preocupa é não ter bastante informação. que nada nos tocou que com tudo o que aprendemos nada nos sucedeu ou nos aconteceu. cada vez está mais bem informado. a informação não faz outra coisa que cancelar nossas possibilidades de experiência. Mas ao mesmo tempo. 1 Genoveva Batista do Nascimento – Mestranda em Educação . o que consegue é que nada lhe aconteça. quase uma antiexperiência. cada vez sabe mais. tal como se sabe quando se tem informação sobre as coisas. mas. quando se está informado.Universidade Federal da Paraíba Copyright © 2007. podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos. ler um livro ou feito uma visita. mas no sentido de “estar informado”). podemos dizer também.

parar para sentir. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 41 . requer um gesto de interrupção. olhar mais devagar. um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar. produzir algo. suspender o automatismo da ação. E por isso. a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque. Nós somos sujeitos ultrainformados. e escutar mais devagar. os arquitetos. os sindicalistas. abrir os olhos e os ouvidos. suspender o juízo. os cientistas. porque estamos sempre em atividade. as habilidades e as competências que sustentam hoje Copyright © 2007. Os conhecimentos. demorar-se nos detalhes. cultivar a arte do encontro. ter um perfil de competência que o mercado de trabalho passou a requerer. suspender a opinião. falar sobre o que nos acontece. calar muito. não podemos parar. também. suspender a vontade. regular algo. os pedagogos e todos aqueles que põem no fazer coisas. cultivar a atenção e a delicadeza. o sujeito moderno está atravessado por um afã de mudar as coisas. os industrialistas. aprender a lentidão. porque estamos sempre mobilizados. transbordantes de opiniões e superestimulados. mas também sujeitos cheios de vontade e hiperativos. sentir mais devagar. os políticos. os médicos. A experiência. pensar mais devagar. E. parar para olhar. porque sempre estamos querendo o que não é. E nisso coincidem os engenheiros. As Reformulações na Educação O trabalhador do novo século deve ser alguém capaz de tomar conta de sua própria carreira e de si mesmo. os jornalistas. ter paciência e dar-se tempo e espaço. a sua existência. por não podermos parar. nada nos acontece. Independentemente de este desejo estar motivado por uma boa vontade ou uma má vontade. parar para escutar. Precisa.Sempre está desejando fazer algo. escutar aos outros.

o desempenho profissional configuram um conjunto de características bastante distintas daquelas que, ao longo de décadas, definiram os perfis profissionais demandados. Nesse sentido, trabalhar significa, cada vez mais, não apenas o domínio técnico associado a uma determinada área de atuação, mas, sobretudo, a capacidade de interagir, ser criativo, trabalhar em equipe, atualizar-se permanentemente e saber gerenciar informações. Dentro dessa perspectiva, a missão de educar para o trabalho e para a cidadania passa a requerer enfoques educacionais sintonizados com tais exigências. Novos paradigmas surgem a todo instante nas várias áreas científicas, que evoluem e se especializam mais e mais para atender o homem moderno. Os avanços tecnológicos tornam as distâncias menores e o trabalho mais leve, desde que o homem saiba administrar seu tempo, para que não se torne escravo do trabalho. Entretanto, o homem precisa acompanhar a corrida desenfreada da globalização. A disputa é injusta, e o tempo parece ficar cada vez mais curto, enquanto a idade avança. E os mais jovens, contemporâneos da modernidade, parecem assimilar com mais facilidade a nova ordem mundial. Não podendo e não devendo esperar. O homem dos novos tempos torna-se o promotor da educação que necessita, pois as armas precisam ser recarregadas a todo instante, nessa luta desleal, onde o saber tem preço de ouro. Escritórios, galpões de fábricas, canteiros de obras, etc., tornam-se salas de aulas de animados grupos ou de solitários estudantes, que não desejam perder o trem da história. Diante de professores, de aparelhos de TV, de computadores, de livros ou de qualquer outro material impresso ou gravado que possa promover a atualização do profissional, a educação se efetiva. Com o tempo insuficiente para o trabalho e para a frequência a uma instituição escolar, o homem moderno recorre aos inúmeros meios de propagação do conhecimento e assim determina como, quando e onde aprender os conteúdos de seu interesse. As instituições que implementam o ensino a distância elaboram cursos nas áreas específicas que o mercado vem exigindo. O aluno trabalhador conta com um tipo de ensino que, apesar

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de ainda não ser aceito pelo conservadorismo dos paradigmas tradicionais, vem sendo a solução para uma boa parte de a população recuperar o tempo perdido. A maioria dos estudantes de cursos a distância já está no mercado de trabalho e dispõe de autonomia para gerenciar seu tempo e disponibilidade financeira quanto à sua formação continuada. De suas atitudes empreendedoras dependerão as mudanças no comportamento social e profissional de uma dada realidade. Cada indivíduo sabe o que gostaria de ser e de ter, mas nem sempre conhece os meios que possam levá-lo ao sucesso pessoal e profissional. O receio de errar e de não chegar ao seu intento, o faz desistir antes mesmo de tentar, e nos dias atuais, alguns minutos de indecisão podem levar a significativas perdas. O acerto é o oposto do erro, e para acertar ou errar primeiro é preciso tentar. Em educação nenhum investimento é perdido, e o trabalhador brasileiro aos poucos vem percebendo a necessidade de se atualizar, fazendo uso do ensino a distância, evitando assim custos com passagens, com alimentação, com hospedagem, além de não se afastar do convívio familiar. Hoje as novas tecnologias estão incorporadas no dia a dia e não há como dissociá-las do processo educativo.

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Objetivo: Entender o conceito”Nova Economia”, que diz respeito a um novo modelo de negócios, baseado nas tecnologias da informação e de comunicação, sob alta velocidade, para transferência de informações

Nova Economia Tércio Pacitti, falando sobre o Presente e o Futuro, caracteriza esse período de Nova Economia: Para entrar na Modernidade, é preciso existir aqueles que produzem os Produtores da Modernidade (integrantes de um primeiro grupo de Nações mais desenvolvidas) e aqueles que a consomem, os consumidores da Modernidade (integrantes de um segundo grupo de Nações menos desenvolvidas), consequência da infalível lei econômica da oferta e da procura. (PACITTI, 1998, p. 312)

Conceito de Nova Economia O conceito de Nova Economia diz respeito a um novo modelo de negócios, baseado nas tecnologias da informação e de comunicação, sob alta velocidade, para transferência de informações. Novas regras para a competição globalizada estão sendo impostas às empresas e países, como questão de sobrevivência. Os negócios digitais transformaram a informação em uma nova moeda nesta Nova Economia. O beneficiário deste novo paradigma é o cliente, que passa a desfrutar de novos produtos, serviços e oportunidades. Novos negócios baseados em tecnologia surgem a cada instante, promovendo o amadurecimento e a modernização de empresas e organizações. E ao

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onde a distância mais longa está a um clique do computador mais próximo. ágil e inovador. mesmo que o fator segurança ainda iniba a viabilização de muitos negócios. as empresas e o governo. (TAPSCOTT. Copyright © 2007. sem dúvida. Para concorrer nesse novo mercado de produtos e serviços baseados nas tecnologias da informação. baseadas em redes eletrônicas. 2000) A Internet é. A produção de seus bens não é focada apenas na produção em escala e sim em toda a cadeia produtiva. pela Internet. As empresas encontraram nela um eficiente meio de comunicação com seus clientes. administrativas e contábeis. As empresas da Nova Economia possuem diferentes estratégias de competição. incentivos fiscais. onde haja disponibilidade e capacitação de mão de obra. desenvolvem-se em transações comerciais. Os negócios eletrônicos são transações que envolvem três importantes agentes: os consumidores. As relações entre esses agentes. A produção passa a ser realizada em locais mais vantajosos. próprios das economias mais avançadas. A Nova Economia vive o momento da globalização – expansão das atividades para mercados distantes – em tempo real. é preciso ter o domínio de tecnologias-chave e efetuar grandes investimentos em capacitação de pessoal. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 45 . o grande ambiente virtual que mais contribuição tem dado à Nova Economia. independentemente de fronteiras geográficas. O Comércio Eletrônico “O segredo da Nova Economia é inventar modelos de negócios”.mesmo tempo põem em risco as empresas que não têm condições de competir com a mesma tecnologia ou não encontram espaço nesta nova égide.

2. G2C/C2G – Government to Consumer – transação entre governo e consumidor final. C2C – Consumer to Consumer – transação entre consumidores.Os ambientes de Negócios Eletrônicos estão identificados na figura 3.1 Descrição das relações dos Negócios Eletrônicos: B2B – Business to Business – transação entre empresas. B2G/G2B – Business to Government/Government to Business – transação entre empresas e governo.Fonte: SocInfo 4.Os 10 Princípios da Nova Economia Princípio Valor Copyright © 2007. B2C/C2B – Business to Consumer/Consumer to Business – transação entre empresas e consumidores. G2G – transação entre governo e governo.2. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 46 . 4.2 Os 10 princípios da Nova Economia Tabela 2 . Figura 3 .

Acelerado e sempre à frente das atuais necessidades. Fator determinante do sucesso. devemos ir além do tratá-lo como ele espera. mas por vantagens e serviços agregados. Atitudes e decisões não podem esperar. Motivo de sua existência. As distâncias desapareceram. Valor hoje significa: informação. Mantê-lo cliente é mais difícil que consegui-lo. Na era em que os concorrentes estão a apenas um clique adiante. Usá-la para descobrir cada elemento de informação de seu cliente. mas o que o acompanha. serviço e qualidade. o mais sólido ou o mais pesado significa o mais valioso.com/e-commerce/nova_economia/nova_economia. Interatividade instantânea é fundamental. e eles sabem Espaço Tempo Crescimento Clientes disto. Conhecer o cliente é mais importante que ter o cliente. Está colapsando. Esteja preparado. Todo produto está disponível em todos os lugares. Marketing viral e aceitação maciça promovem crescimento instantâneo. Cresce exponencialmente. Não mais é medido por unidade. Fonte: http://www. Significa sobrevivência. O mundo é o seu cliente e seu concorrente. A estratégia está em convencer o cliente a apertar o botão “compre”. Procurar oferecer sempre algo além. Valor não é mais o produto.visgraphics.Importância Não mais o maior. São os elementos mais importantes. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 47 . portanto. Fazer o cliente saber que seu produto agrega valor e lhe traz vantagem. O espaço entre querer e Impulso comprar está fechado. Questões exigem respostas imediatas. para Valor Eficiência Mercado Informação retornar como serviços e oportunidades.htm Copyright © 2007. não há espaço para o menos eficiente.

mercadológica. seja técnica. utilizando-os como base de apoio para seus desenvolvimentos tecnológicos e acabam. Essas EBT adotaram. Copyright © 2007. resultantes da geração e adaptação intensiva de conhecimentos científicos e tecnológicos com elevado valor agregado. a microeletrônica e a informatização como novo padrão de tecnologia mundial e oferecem Objetivo: Entender que uma das missões de um empreendimento de base tecnológica é fornecer ao mercado soluções tecnológicas que contribuam para seus clientes e elevem sua performance. no entanto. o que acaba exigindo um alto investimento em Pesquisa e Desenvolvimento. ao contrário de empresas convencionais de outros setores.U NIDADE 9 A expressão “Base Tecnológica” tem sido usada indistintamente. Para cumprir esta missão. tem a sua origem ligada às organizações que adotaram uma nova postura no mundo moderno. Em função desta necessidade. que possuem seu capital centrado nas instalações e na infraestrutura ou em equipamentos. tais como universidades e institutos de Pesquisa e Desenvolvimento. os Empreendimentos de Base Tecnológica precisam assegurar uma dinâmica de inovação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 48 . os Empreendimentos de Base Tecnológica normalmente possuem uma forte relação com entidades geradoras de conhecimento. na década de setenta. naturalmente. produtiva ou financeiramente. se tornando uma ponte ou canal de ligação entre entidades geradoras de conhecimento/tecnologia e empresas/instituições consumidoras de tecnologia. As EBT possuem conhecimento ou capital intelectual. Emergência da base tecnológica produtos e serviços modernos. em direção ao desenvolvimento: as Empresas ou Empreendimentos de Base Tecnológica (EBT).

devem seguir o padrão digital. oferecendo serviços de grande alcance. A convergência da base tecnológica diz respeito à representação de qualquer tipo de informação sob o formato digital. nações. se faz necessário. 16 do computador pessoal e 38 do rádio. o aparecimento de redes e as economias especializadas. contra 13 da televisão. a redefinição do papel do Estado e a globalização impulsionaram o crescimento das EBT. tudo terá o formato digital. A liberação dos mercados. empresas. Comparativamente a outros meios de comunicação. A dinâmica da indústria é a resposta que as EBT oferecem ao passarem a produzir equipamentos de excelente qualidade. a Internet atingiu à marca de 50 milhões de usuários em apenas quatro anos. transmissão e recepção de dados e os conteúdos culturais. principalmente computadores. Foram identificados três fenômenos que estão intrinsecamente ligados à operacionalização dos serviços da Sociedade da Informação: a convergência da base tecnológica: a dinâmica da indústria e o crescimento da Internet. que a Sociedade da Informação vai proporcionando a interação entre pessoas. comunicações. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 49 . Todas as atividades e processos desenvolvidos ou baseados em computação. organizar e convergir em direção a padrões técnicos e tecnológicos. Essa convergência possibilita a existência de inúmeras atividades antes não imaginadas. O crescimento da Internet é um dos maiores fenômenos tecnológicos do final do século XX e início do século XXI. Copyright © 2007. etc. o meio e o produto. permitindo a popularização deles. Seja qual for a mídia. Extensas malhas de comunicação dão suporte à transmissão e recepção de sinais e dados. a televisão e o rádio. Para viabilizar os recursos e a infraestrutura necessária para oferecer os serviços e aplicações que a Sociedade da Informação demanda. como o computador.A partir dos anos oitenta surgiram a produção flexível. É por meio dessa convergência. informática. a preços acessíveis.

seja técnica. Dentre eles. produtiva ou financeiramente.Dentre os objetivos da convergência da base tecnológica estão:   migrar as mídias impressas e não digitais para as digitais. O Surgimento de Novos Mercados Copyright © 2007. O uso intensivo dessas tecnologias tem acarretado grandes mudanças na forma de se promover negócios.   implementar protótipo de domínio público para validar a arquitetura proposta. mercadológica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 50 . fornecer ao mercado soluções tecnológicas que contribuam para seus clientes e elevem sua performance. Conseqüências da Nova Economia na sociedade da informação A Nova Economia. está fundamentada em novos modelos de negócios advindos da infraestrutura que as novas tecnologias da informação e da comunicação têm proporcionado. propor uma arquitetura para implementação de bibliotecas digitais multimídia e distribuídas. como foi visto no capítulo 4. destacam-se os negócios de comércio eletrônico (ebusiness).

As empresas têm visto nessas características vantagens competitivas que lhe permitam abocanhar um filão ainda pouco explorado. As transações que têm proporcionado o maior volume de negócios por meio eletrônico ainda são as realizadas entre empresas. O Surgimento de Novos Negócios O ramo de prestação de serviços também tem se beneficiado das facilidades oferecidas pela Internet. onde mudanças ocorrem em várias áreas e em várias frentes. os processos e atividades precisam estar ajustados e em permanente adequação. busca de novos parceiros e novos mercados para acompanhar a velocidade do e-business.Não existem mais barreiras físicas ou geográficas que não possam ser ultrapassadas ou vencidas pelas redes eletrônicas disponíveis. abrangendo mercados globais e locais. Business – to – Business . O Surgimento de Novas Formas de Trabalho 51 Copyright © 2007. A complexidade dessa nova modalidade de negócios. a fim de oferecer ganhos de produtividade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . principalmente quando o alvo é o consumidor final. rentabilidade e resultados finais satisfatórios. implica no oferecimento de novos produtos. O Surgimento de Novos Desafios O comércio eletrônico não traz apenas novas oportunidades. pois a concorrência na Nova Economia tende a ser mais agressiva e mais intensa.B2B. Os Sistemas de Informação. mas implica em novos desafios. A Internet é a grande infraestrutura que viabiliza isso. particularmente o comércio eletrônico. aos concorrentes devem ser impostas barreiras ou dificuldades e aos investidores o lucro esperado. Aos clientes serão oferecidos produtos diferenciados. Novas empresas têm sido formadas para oferecer serviços baseados em tecnologia.

informática e serviços. A solução é proporcionar mais educação para todos. sempre de mais alto nível. três.. cujas vagas não são de imediato preenchidas. p. particularmente nas áreas de comunicações. que dirá em dois séculos. correm o risco de perder seus empregos ou de ficarem estacionados. Luiz Pinto de Carvalho. 1998. destinado a desenvolver. assistindo a ascensão de outros mais capacitados ou mais esforçados. frutos de uma educação antiga e mal-orientada. (PACCITTI.). A tendência em longo prazo é toda a humanidade deslocar-se para trabalhos de alto nível intelectual.. Confortáveis posições ou empregos vitalícios são cada vez mais escassos no mercado de trabalho. Isto requer certa ênfase nos conhecimentos básicos”.O emprego já não pode ser encarado como o era anteriormente. (. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 52 . treinadas ou conscientizadas a respeito da nova realidade tecnológica. ajustar e controlar novos métodos (hoje. automatizados e extremamente técnicos? Novos empreendimentos têm surgido a cada dia. a quantidade de gente em universidades e laboratórios de desenvolvimento já é incomparavelmente maior que há um século.). caracterizando a abertura de mais empregos..389) Copyright © 2007. e que seja uma educação capaz de formar pessoas com maior flexibilidade e adaptabilidade. em depoimento a Tercio Pacciti. Profissionais acomodados. por falta de pessoas preparadas. A rápida evolução tecnológica da atualidade traz em seu bojo uma preocupação cada vez mais constante: como compatibilizar o trabalhador clássico às novas demandas de empregos especializados.. por exemplo. diz que: “As pessoas desempregadas têm dificuldades em ser reabsorvidas pelo trabalho porque não estavam preparadas para as novas funções que surgem.

O resultado mais visível deste processo tem sido a rápida obsolescência do conhecimento. construindo novos paradigmas. Essa nova visão é frequentemente apontada como uma das possibilidades de ser gerador de uma transformação. levando as pessoas a reciclarem-se continuamente. que nos transforma e que é transformado por nós. que permita à sociedade superar todos os seus impasses. proporcionar o desenvolvimento econômico equilibrado e com justiça social. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 53 . derrubando mitos. gerando uma multiplicidade de informações de assimilação complexa. Vivemos em um mundo que se transforma. O acelerado desenvolvimento científico e tecnológico dos últimos anos tem induzido a profundas reflexões sobre o impacto da tecnologia sobre as novas formas de organização da produção e sobre as relações humanas.U NIDADE 10 Objetivo: Entender a necessidade da educação permanente que consolida a ideia que o homem deve ser um eterno aprendiz As Novas Fronteiras do Conhecimento O contexto atual de globalização. alterando os costumes e padrões culturais da sociedade. Esta necessidade de educação permanente consolida a ideia que o homem deve ser um eterno aprendiz. ultrapassando os limites dos espaços geográficos e sociais. Copyright © 2007. coloca a educação em uma posição estratégica e de um valor altamente desejado pelos diversos setores dessa sociedade. As fronteiras do conhecimento têm sido expandidas. promover a disseminação da cultura. crescer harmoniosamente. o que vem questionando verdades.

É exigida versatilidade. mas também estar preparado para sair dela a qualquer momento. Hoje. agir diferente. Planejar. A empregabilidade está condicionada ao comportamento do trabalhador na sociedade. o profissional precisa ser mais criativo. Precisa conhecer a rotina. mercados são ampliados. Na atual sociedade. Para o mercado de trabalho não basta ser o melhor especialista em determinada área. estar em condições de participar de vários tipos de trabalho. ter capacidade de inovação. não existindo espaço para os demais. atualizar e desenvolver-se profissional e pessoalmente.O Novo Cidadão da Sociedade da Informação O perfil do cidadão moderno. identificarem novas oportunidades. Este mundo de experimentação. estamos inseridos numa roda viva. multiespecializado. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 54 . são valores que proporcionam mais satisfação no trabalho e na convivência social. na era da globalização. mudanças e transformações são necessárias para gerar novas oportunidades de trabalho. Empregabilidade é a capacidade que um profissional tem de estar empregado. Com a globalização da economia. Vivemos num mundo que caminha para novas ideias e a vida trata as pessoas de acordo com suas atitudes. as pessoas com maior empregabilidade estarão fadadas ao sucesso. está centrado no poder da realização. Portanto. Copyright © 2007. precisa saber trabalhar em equipe e ter visão global. onde os bem sucedidos são aqueles que antecipam cenários. estarem comprometidas. deverá estar de acordo com o conceito de empregabilidade. É determinada pelos conhecimentos atualizados que tem e pela habilidade para desempenhar várias tarefas e funções. terem qualidade. que rege o destino. ser um grande gerador de ideias. isto é. As pessoas precisam ter iniciativas próprias.

mas também ser humilde para aprender sempre. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 55 . esteja em busca do maior acúmulo de informações possíveis. mas também estar preparado para ser líder. mas também saber quando acatar ordens. Precisa estar seguro do que sabe. Precisa ser inovador.Precisa ter o desprendimento para fazer parte de uma equipe. A este conceito de difusão de acesso às redes e aos serviços on-line. mas também ser discreto. Precisa trabalhar como máquina. A universalização. Precisa ter iniciativa. Precisa saber todos os detalhes. mas também ter cuidado para não invadir espaços alheios. expressa o sentido de democratização. mas também os olhos no futuro. Precisa desempenhar bem sua função. mas também desprezar as antigas técnicas. A velocidade das informações. pois para tornar possível o acesso de todos à Internet é necessário incluir a alfabetização digital. Precisa ser bem relacionado. a Copyright © 2007. mas também estar preparado para aprender mais e mais. para não ficar defasado ou obsoleto. A universalização dos serviços Um dos maiores problemas enfrentados pela Sociedade da Informação diz respeito à busca de soluções que facilitem ou promovam a inserção ou acesso de todos os indivíduos aos serviços oferecidos pelas tecnologias da informação e da comunicação. o domínio de diversos idiomas. principalmente com o advento da Internet. Precisa ser criativo. Precisa ter os pés no presente. mas também ser humano. na amplitude da palavra. para garantir sua condição de empregabilidade. exige que este cidadão. Pessoas de diversas regiões e de diversos segmentos sociais devem. mas também ter a visão do todo. e o conhecimento compartilhado. ter acesso à Internet e aos serviços disponíveis na grande rede. também. chama-se universalização.

conhecimento e comunicações são requisitos prévios para o desenvolvimento do ser humano. bem como as destinadas a permitir a utilização das telecomunicações em serviços essenciais de interesse público”. atender as demandas cada vez maiores por serviços on-line. Parcerias com o setor privado são bem-vindas e capazes de mobilizar setores em prol das comunidades. Ele acredita ser fundamental pensar nas tecnologias. o atendimento a portadores de necessidades especiais e aos interesses individuais e comunitários. Para Utsumi. no seu artigo 79. mas 56 Copyright © 2007. que “a Sociedade da Informação provocará uma transformação muito profunda nas nações e exigirá o estabelecimento de uma estratégia global para que os benefícios das tecnologias da informação cheguem a todos os povos”. O presidente da União Internacional de Telecomunicações (UIT). A Lei Geral de Telecomunicações. além de ferramentas essenciais para a consolidação social. informação para a cidadania e serviços de acesso público à Internet. parágrafo 1º. capaz de buscar soluções na velocidade em que as novas tecnologias vão se desenvolvendo. conceitua que as “obrigações de universalização são as que objetivam possibilitar o acesso de qualquer pessoa ou instituição de interesse público a serviço das telecomunicações. em 16 de agosto de 2002. política e cultural das nações. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . independentemente de sua localização e condição socioeconômica. informação. em Washington. no Fórum de Altas Autoridades das Telecomunicações. Diversos governos têm buscado oferecer a universalização ao acesso à Internet através de três linhas de ação: educação pública.aquisição de habilidades ao trato com o computador. Yoshio Utsumi. Propor a universalização dos serviços é um desafio constante. acompanhar as necessidades de ampliação e melhoria da infraestrutura de telecomunicações e de acesso do cidadão aos serviços disponíveis na Internet. declarou. Cabe ao Estado tomar a iniciativa de atender aos segmentos da sociedade de baixa renda e aos mais desfavorecidos.

Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 57 . muitas iniciativas vêm sendo dirigidas no sentido de proporcionar investimentos que viabilizem a rede pública o acesso à Internet. dando-lhes condições de desenvolver novas metodologias que resultem em melhoria na qualidade da educação e do ensino. como a erradicação da pobreza. para que a sociedade atinja objetivos mais amplos.também nos acessos à informação e suas aplicações. Outros investimentos são dirigidos ao treinamento de professores. Na área do ensino público.

Os recursos econômicos básicos passam a contar. bem treinado. tecnológica e de marketing. de especialistas. cada vez mais as empresas precisam de pessoal qualificado. produtividade e competitividade. assume um papel central e importante para o desenvolvimento pessoal e da sociedade. A manipulação da informação e do conhecimento incorporado e gerado pela própria organização tem auxiliado na inovação e na gestão dos novos negócios. com o aporte dos conhecimentos necessários aos processos produtivos e de negócios”. bastando às empresas identificarem o que desejam. Para atender as novas demandas.U NIDADE 11 Segundo SILVA (2002). As novidades tecnológicas estão acessíveis em qualquer parte do mundo. na “sociedade atual e futura. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 58 . além do capital. cada vez mais. Objetivo: Saber que na “sociedade atual e futura. financeira. cada vez mais. sendo a razão da abertura de novas oportunidades nos mercados competitivos e globalizados. assume um papel central. administrativa. proporcionaram positivas mudanças na gestão de negócios. Copyright © 2007. de pessoas criativas e agentes da nova gestão do conhecimento. as palavras-chave para as empresas alcançarem a sobrevivência no mundo globalizado são: qualidade. o conhecimento. A importância da educação na sociedade da informação Nos dias de hoje. o conhecimento. dos recursos naturais e da mão de obra. Os avanços obtidos pelas empresas nas áreas de manufatura.

Esse profissional é o novo personagem da economia no século XXI.1% da produção científica mundial. conforme dados de um dos principais órgãos de acompanhamento de produção científica do mundo. Copyright © 2007. capaz de utilizar novas mídias. capaz de operar habilmente diversos meios de produção e novas ferramentas de trabalho. As oportunidades ao desenvolvimento. demonstrando um acréscimo de cerca de 150%. capaz de participar das tomadas de decisões fundamentadas no conhecimento. Atualmente. capacitar os cidadãos a serem competentes em suas atividades e participantes na produção de bens e serviços. A educação na Sociedade da Informação vai além do simples treinamento de pessoas em uma habilidade específica. Esse cidadão. tendo atingido 1. capaz de gerar riquezas a quem o detém. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 59 . Essa comunidade científica tem mostrado excelência na produtividade internacional. onde o número de mestres e doutores aumentou muito. Os profissionais da Sociedade da Informação devem ter um perfil que permitam às suas organizações terem confiança suficiente em sua capacidade de usar adequadamente e interpretar a informação.O profissional que atenda ao perfil dessas novas organizações é dotado de capital intelectual. capaz de viver. o Brasil possui os melhores índices nos cursos de pós-graduação da América Latina. o Institute for Scientific Information dos EUA. trabalhar e contribuir com a transformação da base tecnológica é o agente desejado pelas organizações da Nova Economia. sobretudo. matéria-prima do conhecimento. O grande desafio para as organizações está em compatibilizar o desnível entre indivíduos. Ela precisa voltar o foco para o uso intensivo das novas tecnologias da informação e comunicação e também. pois é dotado do principal recurso competitivo das empresas: O conhecimento. empresas. à capacidade de aprender e acesso às inovações são desiguais e muitas vezes injustas. na medida em que forem surgindo e incorporadas ao cotidiano da sociedade. nas últimas décadas. regiões e países. sendo ainda.

pois implica em grandes gastos iniciais na aquisição. o Schistosoma mansoni têm demonstrado que a comunidade científica brasileira tem valor e está apta a enfrentar novos desafios. Disponibilizar e manter essa infraestrutura básica são empreendimentos de alto custo. ao grande número de usuários. nas empresas de base tecnológica e nas indústrias que buscam agregar tecnologia em seus produtos e serviços. do câncer e do microorganismo causador da esquistossomose. Desafios para o uso intensivo de Tecnologias de Informação na Educação A instalação de uma infraestrutura básica que atenda as necessidades das escolas e instituições de ensino é vista como um dos grandes obstáculos devido a pouca atratividade de investimentos. -computadores e software educacionais. A infraestrutura necessária para vencer os desafios é composta de:   -disponibilidade de linhas telefônicas ou conexão direta das escolas com a Internet. laboratórios ou salas de aula adequadas ao ensino de informática. Copyright © 2007. à alta capilaridade de alcance e a uma grande gama de serviços a oferecer. A dificuldade é absorver todos esses mestres e doutores no mercado de trabalho.A participação dos cientistas brasileiros no desenvolvimento e sequenciamento genético da bactéria Xylella Fastidiosa — responsável pela praga do amarelinho. custos dos serviços de comunicação (incluindo o acesso à Internet) e custos para atualização do hardware disponibilizado às instituições (upgrade). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 60 . que afeta 34% dos pomares de laranja — e os êxitos nos projetos dos genomas da cana-de-açúcar.

Desafios da Formação Tecnológica Não existem dúvidas de que a Tecnologia da Informação é um importante meio para alcançar a modernidade e a e a competitividade de todos os setores produtivos da atividade econômica do País e. somente através da Educação. dos bens e serviços incorporados à tecnologia. Figura 4 . Os planos de Capacitação Tecnológica. conforme figura 4. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . será possível treinar e capacitar técnicos que atendam às demandas solicitadas. em nível de graduação e principalmente em nível de pós-graduação. se faz necessário apoiar o seu desenvolvimento. incluindo as áreas de especialização e de extensão. abrangem uma visão em que as tecnologias de informação e comunicação devem ser baseadas nos seguintes aspectos: Geração. consequentemente.Fonte: SocInfo O aspecto de Geração de Tecnologias diz respeito às conquistas obtidas através de pesquisas. Os enfoques na área educacional para capacitar os recursos humanos em Tecnologias de Informação são:  promover Alfabetização Digital do ensino fundamental ao ensino superior. em todos os níveis de ensino. através de novos currículos. No Brasil e nos países em desenvolvimento faltam pessoas capacitadas e aptas a participar da geração e aplicação de tecnologias de informação e comunicação.  produzir a Geração de Novos Conhecimentos. nas áreas relacionadas com a Tecnologia 61 Copyright © 2007. revistos a partir da década de 90. Aplicação e Uso. Essas tecnologias são transferidas ao setor produtivo que se encarrega de aplicálas em bens e serviços. Para que essa carência seja resolvida. A disseminação das tecnologias ocorre por meio do uso pelos clientes.

por meio de cursos técnicos. Os materiais instrucionais também têm sofrido grandes modificações com o advento de ‘. A Educação a Distância surge como um novo paradigma a ser vencido. cursos e treinamentos. oferecem interatividade e boa comunicação entre instrutores e instruídos. facilitada pela Internet. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 62 .l tecnologias. A possibilidade de facultar o estudo continuado. O e-learning (ensino eletrônico) tem proporcionado significativo aumento de alunos em palestras. dotando os profissionais daquelas áreas de alfabetização digital habilitando-os a de lidar com o ambiente tecnológico de forma competente. Benefícios do uso de Tecnologias de Informação na Educação Vencidos os desafios iniciais. tem sido uma bandeira do Ensino a Distância. também. como saúde ou transporte. em qualquer horário em qualquer lugar. aos cursos de graduação e de pós-graduação para a produção ou aperfeiçoamento de bens e serviços.  promover. não presencial. particularmente nos cursos de Ciência e Engenharia de Computação Telecomunicações. Novas formas de interação e comunicação. em quaisquer áreas não ligadas à Tecnologia da Informação.  promover a aplicação de tecnologias.da Informação. desde o Ensino Médio. Copyright © 2007. entre tutores e alunos. estendendo. a Educação só tem a ganhar com o uso de tecnologias no ensino. a aplicação de Conhecimentos em Tecnologias de Informação. Duas grandes áreas já vêm sendo exploradas na área de Tecnologia Educacional: a multimídia e o uso intensivo das redes para trabalhos colaborativos. Ciências da Informação e outras.

Ecologia da Informação Ao mesmo tempo em que aumenta o volume de informações disponível aos profissionais e empresas. procurando conviver com esses avanços e adaptá-los aos métodos e rotinas de trabalho. Cada um em seu trabalho. a informação e o conhecimento são criações humanas. cada vez mais. Neste cenário. apresentam-se propostas revolucionárias sobre a forma de administrar os sistemas de informação. a exemplo de Henry Mintzberg. e os profissionais das diversas áreas do conhecimento. são as preocupações da Ecologia da Informação. A utilização da expressão ecologia.U NIDADE 12 Objetivo: Ampliar o papel dos profissionais que lidam com a informação. Copyright © 2007. trabalhando de maneira integrada. não de equipamentos. mas. das facilidades promovidas pelo processo de comunicação entre as pessoas. sem sombra de dúvidas. buscando uma abordagem ecológica que leve em conta o fluxo e o controle da informação na empresa como um todo. no lugar da tecnologia e associar os conhecimentos. como metáfora. as dificuldades em lidar com os dados disponíveis de maneira produtiva e rentável começam a se tornar preocupantes. Não sabemos bem se o processo de globalização é tão benéfico quanto alardeado. foi provocado e impulsionou o avanço tecnológico. vem da experiência dos estrategistas de negócios e estudiosos das organizações. . Conceito e Aplicações São inegáveis os benefícios do avanço tecnológico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 63 . Sob esta ótica. e as grandes organizações só serão bem-sucedidas se perceberem que o fluxo de informações depende das pessoas. gerenciar a informação.

associar os conhecimentos. e quais sistemas de informação já estão instalados apropriadamente (tecnologia). nem mesmo o bibliotecário. O planejamento do ambiente de informação de uma empresa é tratado em sua totalidade. O uso eficiente de uma pequena quantidade de informação substitui a preocupação com a geração de enormes quantidades de informação. segundo suas necessidades. não assusta nenhum usuário. controles. orçamento. as armadilhas que podem interferir no intercâmbio de informações (política). os sistemas por eles desenvolvidos. como poder. o modo como as pessoas realmente usam a informação e o que fazem com ela (comportamento e processos de trabalho). substituindo a prática de privilegiar pequenos nichos organizacionais independentes. concentrar esforços em algumas áreas (tecnologia. O ponto essencial dessa nova abordagem é que ela procura devolver o homem ao centro do mundo da informação. Por sua vez. e tornou-se filosofia de trabalho dos profissionais de desenvolvimento de tecnologias que transferem aos usuários a capacidade de manipular. são as preocupações da Ecologia da Informação. gerenciar a informação em vez da tecnologia. hoje se torna mais disponível e de fácil acesso a todos. levando em conta: os valores e as crenças empresariais sobre informação (cultura). por exemplo. Navegar nos sistemas de informação disponíveis é questão de tempo. por exemplo) em detrimento de outras e do negócio principal das instituições. Copyright © 2007. que enfatiza o ambiente da informação em sua totalidade. o processo de gestão da informação está associado aos princípios fundamentais de gestão organizacional.Se antes convivíamos com os computadores de grande porte. Ampliar o papel dos profissionais que lidam com a informação. ou seja. Se antes a informação era privilégio de uns poucos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 64 . extrapolou barreiras e códigos profissionais. O conceito de gestão da informação e de informação. colocando a tecnologia a serviço dele (homem) e não no seu comando. hoje estamos familiarizados com os micro-computadores.

Constitui-se um processo completo.A importância do desenvolvimento de uma estratégia global para o uso da informação é condição básica e representa a possibilidade de fazer escolhas. O gerenciamento da informação pode ser utilizado tanto para distribuir o poder como para centralizá-lo. Um projeto bem implementado. qual seja: mudar a maneira como as pessoas usam a informação. A essência da política da informação é formada por quem faz a escolha e pelas consequências que essa escolha determina. normalmente encontram-se muito dispersas nas organizações. Algumas instituições efetivamente centralizam o controle da informação. Associando-se aos conceitos de cultura e desenvolvimento organizacionais. ele aponta o papel principal do ecologista da informação. os problemas que surgem – podem indicar o caminho para mudanças que realmente fazem diferença. ou seja. e. identificar seu comportamento. que se constitui em uma série de ferramentas que adaptam os recursos às necessidades da informação. O lugar da tecnologia da informação está reservado ao processo de arquitetura da informação. de fato. Não devemos nos esquecer. outras empregam técnicas similares para promover o acesso às informações e envolver mais pessoas na tomada de decisão. dosar o nível e quantidade de informação que pode ser percebida e internalizada pelos usuários. identificar todos os passos de um processo informacional – as fontes envolvidas. uma questão de escolha. para tanto. Administrar a informação não é um fato isolado. jamais. que por mais desenvolvidas que sejam as informações. sem definir um plano imutável. estrutura os dados e facilita seu uso. É. distribuem e usam a informação e o conhecimento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 65 . e como devem construir uma cultura informacional. as pessoas que afetam cada passo. Copyright © 2007. um conjunto estruturado de atividades que incluem o modo como as instituições obtêm.

poderão encontrar assuntos de seus interesses e/ou negócios! Evidenciar as relações entre atores não é suficiente para enunciar a existência de uma verdadeira rede. Sob os holofotes. responde uma dinâmica potente de construção de redes de atores. literalmente uma "rede que trabalha".A prática da gestão de redes: Uma necessidade estratégica da Sociedade da Informação Ana Cristina Fachinelli . pois rede é "network". novas referências e estratégicas se fazem necessárias assim como. não mais que um anuário de diplomados. A esta expansão. ou seja. Esta referência à malha é mais evidente em inglês. a rede é assim um instrumento de captura de informações. o domínio de alguns aspectos importantes no que concerne a aplicação de estratégia de rede. A etimologia da palavra indica para o latim retis que designava um tipo de malha para prender pássaros. perturbam e inquietam nossas sociedades ocidentais mergulhadas numa complexidade turbulenta. é fundamental bem compreender a noção de redes. Imediatamente a noção de rede aparece mais dinâmica nesta língua que fala mesmo de "networking". as redes tecnológicas transformam profundamente nossa sociedade da informação e alteram ações estratégicas.Nicolas Moinet Mais do que nunca as redes fascinam. pequenas caças ou peixes. Para compreender esse universo. Assim podemos encontrar na capital japonesa um pequeno livro intitulado “Networking in Tokyo". Uma agenda de endereços. todas as pessoas que dominem a língua inglesa. não 66 Copyright © 2007. empresas e organizações tecem laços flexíveis que os tornam coletivamente mais inteligentes. A noção de rede remete primitivamente à de captura. Antes de criar. novas tecnologias de comunicação e informação misturam-se à cultura de redes. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . verdadeiro guia para "fazer redes” e mais precisamente para conhecer as redes de empresas no qual. mais ágeis no processo de adaptação antecipada ou na resposta às diferentes contingências contextuais.Christian Marcon . de dinamizar ou simplesmente de fazer parte de uma rede. Redes e estratégias entrelaçam-se numa noção mais ampla voltada ao desenvolvimento da capacidade de agir e decidir num universo no qual. Indivíduos. de caça. Por transposição.

é a lógica da troca direta e condicionada.. A participação ao projeto não se impõe. (. mas sim uma matéria-prima relacional. Diz-se frequentemente que para receber é preciso dar. todo subalterno beneficia-se.. É preciso implicar os homens mais do que aplicar medidas. coletivo.) Esta aprendizagem permite. é adquirida por adesão. para adquirir uma dimensão estratégica. geralmente.. cada um é corresponsável. estar motivado. As lógicas do management em rede não nos são habituais. uma rede deve interagir com o campo de ação no qual ela se inscreve. (. Mas este tipo de postura é ainda mais prudente e implica outros pensamentos por detrás numa situação de estratégia/rede. Em resumo a estratégia de rede supõe compartilhar um projeto que se inscreve num campo de ação. proporcione uma dinâmica específica às relações pré-existentes.. é necessário que um projeto concreto. A responsabilidade não se segmenta. voluntário. imaginar novas soluções a novos problemas. a rede renuncia às referências habituais que condicionam os comportamentos. de uma autoridade que lhe solicita ao menos. deixando a cada um uma margem de iniciativa e de interpretação pessoal. Se o discurso e a realidade da empresa tendem à distanciar-se desta caricatura de organização hierárquica. Por exemplo. do relativo conforto conferido pela aplicação de medidas decididas em nível superior: a responsabilidade é de outrem. Além disso. é obtida por implicação. dá-se em função do que se recebe e vice-versa. Copyright © 2007. Para que a rede ganhe corpo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 67 . a cada membro. A autoridade não se decreta. Os laços não se auto mantém em razão de uma participação imposta. o mergulho na rede impõe uma ruptura comportamental brutal. Ao escolher regras de organização que rompem com o modelo tayloriano da autoridade hierárquica imposta.) Dentro deste mesmo espírito de continuidade e duração. eles se alimentam da convivência e da confiança que a sociabilidade própria à rede gera.constitui rede. deve-se gerar uma dinâmica de aprendizagem.

cuja finalidade era “examinar e propor políticas. diretrizes e normas relacionadas com as novas formas eletrônicas de interação”. este documento apresenta uma proposta de política de governo eletrônico para o poder executivo federal. um agente democrático. por meio de Decreto Presidencial de três de abril de 2000. com menores custos e mais qualidade. Neste ambiente de transformações. socialmente justo e ao mesmo tempo eficiente na prestação de serviços aos seus cidadãos. estratégico.U NIDADE 13 Objetivo: “Examinar e propor políticas. além de maior transparência e estímulos ao controle social. convergência e integração das redes e dos sistemas de informações do Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 68 . Consiste no desenvolvimento de ações para a melhoria de prestação de serviços pela Internet. Para tanto é necessária a conscientização de ter a informação como fator estratégico de construção da base cultural e comportamental de uma nova sociedade e de um novo modelo de gestão pública.. a transparência e a simplificação de processos. com a redução de custos unitários.estabelecer um novo paradigma cultural de inclusão digital. focado no cidadão/cliente. Dentre os macros objetivos dessa proposta está o seguinte: . Também a cooperação.. a melhoria na gestão e qualidade dos serviços públicos. diretrizes e normas relacionadas com as novas formas eletrônicas de interação”. O Grupo de Trabalho propôs em 20 de setembro de 2000 uma “Proposta de Política de Governo Eletrônico para o Poder Executivo Federal”. que pretende ser. O Governo Eletrônico O Governo Eletrônico (E-Gov) teve início através do Grupo de Trabalho em Tecnologia da Informação – GTTI. no contexto mundial.

A execução do Programa tem a colaboração de todos os ministérios. Os trabalhos desenvolvidos no Programa Governo Eletrônico têm partido do pressuposto do aumento da eficiência da Administração Pública. 2000. call centers e outros 69 Copyright © 2007. fornecedores e servidores. o aperfeiçoamento da relação com fornecedores e melhor atendimento ao cidadão são os principais objetivos do E-gov. que permita uma integração das redes de governo.G2B. p. mas também por meio de telefonia móvel. 5) O Programa Governo Eletrônico consiste no desenvolvimento de ações para a melhoria de prestação de serviços pela Internet. (GTTI. a unicidade e troca de informações entre aplicações. quando se tratar de uma relação intra ou intergovernos. Conceito de E-Gov https://www. com menores custos e mais qualidade.G2G. caracterizado por transações entre governos e fornecedores e Government to Consumer . integrada. respeitando as peculiaridades setoriais dos órgãos.br/acoes-e-projetos E-gov pode ser definido pelo o uso da tecnologia para aumentar o acesso e melhorar o fornecimento de serviços do governo para cidadãos. desempenhando suas funções enquanto organização. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . graças à utilização intensiva das novas formas eletrônicas de interação. Estas transações ocorrem não apenas por meio da Internet.governo são fundamentais. e a responsabilização e credenciamento de gestores da informação. na promoção da melhoria das condições de vida dos cidadãos.gov.G2C envolvendo relações entre governo e cidadãos. O E-gov envolve três tipos de transações: Government to Government . Neste processo será importante o compartilhamento de recursos do governo. eficiente e transparente. televisão digital. além de maior transparência e estímulos ao controle social. Government to Business . com independência. A melhoria do trabalho interno do governo.governoeletronico. A administração pública está voltada para cidadãos.

tipos de aplicações ligadas aos computadores. isto é.  e-procurement. e monitoramento de execução Metas do Governo Eletrônico Copyright © 2007. difusão cultural com ênfase nas identidades locais. alfabetização digital e manutenção de bibliotecas virtuais. aquisição de bens e serviços por meio da Internet.   ensino à distância. O E-gov consiste na oferta de serviços e informações em meio eletrônico e Internet:      de forma contínua (24 x 7 . fomento e preservação de culturas locais. como licitações públicas eletrônicas. especialmente para pequenas e médias empresas. de forma integrada. regulamentação das redes de informação. pregões eletrônicos. com transparência e controle social.  prestação de contas públicas. de qualquer ponto. bolsas de compras públicas virtuais e outros tipos de mercados digitais para bens adquiridos pelo governo. transparência orçamentária. através da criação de ambientes de transações seguras. Em linhas gerais. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 70 . e  estímulo aos E-negócios.24 horas x 7 dias por semana). com rapidez e resolutividade. as funções características do E-gov são:   prestação eletrônica de informações e serviços. envolvendo principalmente governança. certificações e tributação.

da Indústria e do Comércio). Definição de Políticas de divulgação de informações e serviços de todos os órgãos do Poder Executivo Federal. através da coordenação entre os Ministérios da Previdência e Assistência Social. Incentivos gerais à expansão da Internet. para pequenas localidades. empresas e cidadãos. por meio de iniciativas dos Ministérios da Ciência e Tecnologia. Desenvolvimento Indústria e Comércio e da Fazenda. Normatização e implantação da infraestrutura de chave pública (ICP-gov) para garantir a segurança. Ministério do Planejamento e Ministério do Desenvolvimento. da Justiça e do Planejamento. Desenvolvimento e implantação da opção de pagamentos eletrônicos entre governo. Disponibilização na Internet de todos os serviços prestados ao público pelo Governo Federal (todos os ministérios). Implantação do projeto piloto: Ponto Eletrônico de Presença (PEP). da Saúde. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 71 . certificação e privacidade nas comunicações (iniciativas do Gabinete de Segurança Institucional.Para o Cidadão/Cliente e para as Empresas Desenvolvimento e implantação do Cartão do Cidadão Unificado. com previsão de 250 mil PEP’s em todo o país. Desenho e implantação de um sistema de “call-center” e Ouvidoria. Campanha Publicitária de divulgação das iniciativas em tecnologia da informação e comunicações. para o atendimento ao cidadão por número de telefone único. Programa de informatização das ações educacionais (Ministério da Educação). com a implantação inicial de 100 PEP's devendo atender qualquer localidade brasileira com mais de 600 habitantes. Copyright © 2007. Normatização e implantação de documentos eletrônicos intra e extra governo. da Fazenda.

Implantação da Rede Nacional de Informação em saúde (Ministério da Saúde e DATASUS). Investimentos e Tecnologias de Rede No Plano Plurianual de Investimentos em Ciência e Tecnologia foram planejados. gov” Implantação do Pregão Eletrônico para a compra de bens e serviços no âmbito do governo federal. através de iniciativa do Ministério do Planejamento. Para a Gestão Interna do Governo Constituição e implantação do Conselho Interministerial de Governo Eletrônico. Gabinete de Segurança Institucional e Ministério do Planejamento). Realização de inventário dos recursos de tecnologia da informação do Poder Executivo Federal (iniciativa do Ministério do Planejamento). Desenvolvimento e implantação de sistemas de informações estratégicas como suporte ao processo decisório no Governo Federal. Rede Multiserviço . Desenvolvimento e implantação do diretório e mensageria do Governo Federal. aproximadamente. Integração das Redes Governamentais. para colocar o país em condições de operar a Copyright © 2007. Projeto Piloto da rede Br@sil.4 bilhões de reais até o ano de 2004. “Orientação aos órgãos para o desenvolvimento de páginas web.gov. Sistema Iintegrado de Segurança Pública (Ministério da Justiça. investimentos de R$ 3. Elaboração e monitoramento de Planos de serviços e investimentos em tecnologia da informação e comunicações.Br@sil.”. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 72 .gov. Catálogo de aplicações e bases de dados.

são criados endereços eletrônicos para receber reclamações ou sugestões. valores são trocados e Copyright © 2007. usando a Internet. etc. matrículas. Segundo estágio Os sites passam a também receber informações e dados por parte dos cidadãos. Nelas são realizadas operações como pagamentos de contas e impostos. Terceiro estágio As transações se tornam mais complexas. Em outras palavras. que nesse estágio consiste apenas em uma espécie de catálogo de endereços dos diversos órgãos do governo.Internet com todos os requisitos técnicos já existentes nos países mais avançados. compras. Eventualmente. Estágios de Desenvolvimento do E-gov O e-gov abrange quatro diferentes tipos de estágios: Primeiro estágio Consiste da criação de sites na Internet para a difusão de informações sobre os demais diversos órgãos e departamentos dos diversos níveis de governo. firmas se cadastram eletronicamente para o fornecimento de serviços. A comunicação neste caso torna-se uma via de mão dupla. educação à distância. e assim por diante. esses sites são reunidos em um portal. de um departamento para um órgão central. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 73 . tanto no que diz a velocidade de transmissão de dados. dados são transferidos. empresas ou outros órgãos. além da troca informações. quanto aos novos serviços e aplicações. Grande parte das aplicações do governo eletrônico utiliza a infraestrutura das Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (REMAV). O contribuinte pode enviar sua declaração de imposto de renda. marcação de consultas.

Governo e a implementação de certificação digital: http://br. e não segundo a divisão real do governo em ministérios.com/watch?v=-hSLnoXKL2Y Copyright © 2007. são agora realizados usando uma plataforma de rede e uma interface direta e imediata com o cidadão ou empresa. departamentos. O serviço é disponibilizado por funções ou temas. É possível resolver tudo em um único lugar. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 74 . Isto implica adaptação nos processos de trabalho. Quarto estágio As adaptações tornam-se mais complexas. cidadãos ou empresas não precisam mais se dirigir a inúmeros órgãos diferentes. O desenvolvimento é um portal de convergência de todos os serviços prestados pelo governo. ao lidar com o governo. Recursos Financeiros Parte dos recursos financeiros destinados ao Programa do Governo Eletrônico é oriundo do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST).youtube. Este fundo foi instituído com a finalidade de prover recursos para o cumprimento das obrigações de universalização dos serviços de telecomunicações. etc. Assim.serviços anteriormente prestados por um conjunto de funcionários atrás do balcão. Também foram incluídos no Plano Plurianual e de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Anual do Governo Federal propostas para que a Administração Pública Federal tenha recursos de investimento e de custeio nas áreas de Tecnologia da Informação e de Comunicação. sejam em projetos e atividades ou ampliação dos meios existentes. secretarias.

Tecnologias e aplicações A difusão. encontrar e explorar adequadamente e eficientemente as "janelas de oportunidades" nessas áreas constitui-se um grande desafio no contexto da economia mundial. cada vez mais rápida. baseada na trilogia do capital humano. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 75 . encontrar e explorar adequadamente e eficientemente as "janelas de oportunidades" nas áreas capital humano. da tecnologia na Sociedade da Informação coloca os países em desenvolvimento em uma “saia justa”. porque é difícil acompanhar a evolução tecnológica em todas as áreas e não há recursos disponíveis para investimentos na geração de todas as inovações que surgem. tecnologia e flexibilidade institucional constitui-se um grande desafio no contexto da economia mundial. Veremos nesta unidade. a buscarem uma nova estratégia de desenvolvimento. tecnologia e flexibilidade institucional. As transformações que estão ocorrendo na economia mundial estão forçando os países como o Brasil.U NIDADE 14 Objetivo: Identificar. Copyright © 2007. as tendências das aplicações da Infovia sob os aspectos da convergência tecnológica. Tecnologias e Aplicações Foi possível identificar nas unidades anteriores a importância e o uso das Tecnologias de Informação e da Comunicação no seio da Sociedade da Informação. Identificar.

Meio Ambiente. Ao Estado compete: ter uma visão coerente das necessidades do país e suas oportunidades tecnológicas. Essas tecnologias-chave foram classificadas em nove áreas: Construção e Infraestrutura. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 76 . propor uma articulação de parceria entre empresas e instituições voltadas às áreas de Pesquisa e Desenvolvimento. Materiais. isto é passíveis de aplicação imediata. a definição de projetos que apliquem essa tecnologia a médio e longo prazo e que. através da identificação de cenários de possíveis futuros para o desenvolvimento tecnológico. a França fez o levantamento de 100 (cem) tecnologias-chave para identificar o que seria importante para a indústria francesa e onde deveria haver ênfase de investimentos. Copyright © 2007. Em 1996.Para sair dessa “saia justa” é necessário identificar e selecionar um conjunto de tecnologias que permitam a composição de parcerias. Instrumentação e Medidas. também. Energia. Tecnologias Organizacionais e de Gestão e Saúde e Tecnologias de Vida. chamadas de tecnologiaschave. Tecnologias de Informação e Comunicação. são classificadas em dois grupos distintos: as de aplicação em curto prazo em bens e serviços conhecidos como tecnologias capacitadoras e as de aplicação em médio prazo (em torno de 5 anos). Produção. Da área de Tecnologias de Informação e Comunicação foram identificadas outras 32 (trinta e duas) tecnologias. e formular projetos que viabilizem a geração e aplicação dessas tecnologias. permitam a integração com o parque tecnológico existente. As tecnologias consideradas “maduras”. A Alemanha e Grã-Bretanha também tiveram iniciativas de previsão tecnológica (Foresight). de impacto médio e ainda não totalmente maduras.

8 bilhões em iniciativas de capacitação tecnológica. Algumas dessas tecnologias cujo desenvolvimento significa um posicionamento diferenciado do Brasil frente ao ranking mundial de produção científica e acadêmica são – Celulares 3G. etc. em 2001. de R$ 1. nos moldes do Foresight. uma estratégia para os próximos 10 anos. conteúdos técnico-acadêmicos disponibilizados na internet. no período de 2001 a 2005. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 77 . Copyright © 2007. Aplicações e redes wireless. através do investimento.19 bilhão através dos Fundos Setoriais de Informática e de R$ 880 milhões e de Telecomunicações. Espera-se que até o final de 2005 tenham sido aplicados cerca de R$ 5.Tecnologias-chaves viáveis ao Brasil No Brasil. segurança. processamento de linguagem natural. robótica. o Ministério da Ciência e Tecnologia iniciou um estudo para identificar.

com. O serviço permite ainda que mensagens de texto de celular (SMS) sejam convertidas em voz e direcionadas para caixas postais de telefones fixos e vice-versa. a partir da utilização da faixa de freqüência de 1. 3G não é uma tecnologia e sim um conjunto delas (cinco para ser mais preciso) que tem por objetivo oferecer acesso móvel à Internet em alta velocidade —leia-se até 40 Copyright © 2007.br/folha/informatica/ult124u22031.folha. que prevê e permite a construção de redes sem fio com capacidade de transmissão a 144 kbps (kilobits por segundo) em alta mobilidade e a 2 Mbps (megabits por segundo) em comunicação a partir de um ponto imóvel.9 Ghz (gigahertz). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 78 . Comunicação Celular de Terceira Geração Telecommunications 2000 (IMT-2000). para a sua casa durante os finais de semana e para o celular em períodos de viagem.shtml Na verdade. Dentre os recursos oferecidos está um que permite que outras pessoas encontrem você por meio de um único número. O sistema também é compatível com fax. Você pode programar o sistema para as ligações serem direcionadas para o telefone comercial durante o expediente.U NIDADE 15 A Comunicação Celular de Terceira Geração (3G) é uma nova especificação determinada pela International Mobile Objetivo Permitir a construção de redes sem fio com capacidade de transmissão a 144 kbps em alta mobilidade e a 2 Mbps em comunicação a partir de um ponto imóvel.9 Ghz . a partir da utilização da faixa de freqüência de 1.  http://www1.uol.

É evidente que o uso das redes 3G é maior na Ásia do que em qualquer outro lugar porque essa tecnologia nasceu por lá. Panasonic. Tais tecnologias são uma evolução natural das que já existem. Nokia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 79 . América do Norte e América Latina. Por exemplo. Siemens e Sony-Ericsson foi criado em 1998 com o objetivo de suportar os avanços previstos nas tecnologias de hardware e de rede no mercado de computação móvel. Em outubro de 2000. a coreana SK Telecom foi pioneira no uso comercial da tecnologia 3G. Neste cenário. que são conhecidas como HSDPA. as chamadas de 2G (ou segunda geração). usando o padrão CDMA2000 1xRTT. usando WCDMA. por sua vez. Em 2002. suas velhas conhecidas. No caso dos celulares CDMA. o desenvolvimento de um sistema operacional que opere nos aparelhos celulares de última geração tem um papel altamente relevante. HSUPA (traduza a sopa de letrinhas na tabela abaixo). ainda em terceira geração. a terceira geração de celulares GSM é o WCDMA. a evolução é a tecnologia chamada CDMA 2000. Psion. A japonesa NTTDoCoMo lançou serviços baseados em 3G um ano depois. são mais de 40 operadoras em mais de 37 países que oferecem as facilidades da banda larga nos dispositivos portáteis. CDMA e GSM. A diferença entre elas fica justamente na velocidade de conexão que as tecnologias de terceira geração alcançam na troca de dados e acesso à Internet.Mbps. As arquiteturas de hardware e de rede devem encontrar subsídios na plataforma de software. Samsung. Atualmente existem mais de 40 fabricantes que fabricam aproximadamente 430 aparelhos compatíveis com a tecnologia 3G na Ásia. que são TDMA. um consórcio formado por Ericsson. a SK Telecom inovou novamente ao usar 3G com CDMA2000 1xEv-DO. Com esse intuito. oferecendo serviços multimídia através de celulares que operavam Symbian OS. Europa. tem outras evoluções. Com relação à serviços. Copyright © 2007. que.

mas também ao uso mais eficiente do espectro.4 Mbps.2 Mbps. fabricados por 52 fornecedores. incluindo alguns de custo bastante reduzido.Perspectivas no Brasil Parte 1 para a Tecnologia 3G Newton Cyrano Scartezini Consultor em Telecomunicações Entre as tecnologias de 3G. que prevê velocidades de até 14. além de 163 novas licenças concedidas em 57 países. e já conta com equipamentos operando a até 7. a tecnologia WCDMA conta com 155 redes em operação comercial. O caminho para as redes de banda larga sem fio foi iniciado pelo WCDMA e evoluiu para um novo patamar. conduzida pela GSM Association. resultantes da iniciativa “3G for All”. “A tecnologia 3G é uma tecnologia plenamente estabelecida no mundo. em 68 países. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 80 .” É importante notar que a adoção generalizada e acelerada da tecnologia de terceira geração não se deve exclusivamente à possibilidade de oferta de novos serviços por parte das operadoras. com o HSDPA (High Speed Downlink Packet Access). com economia de escala e um caminho de evolução definido e seguro. como demonstram os dados a seguir: Custo da Infraestrutura de rede por usuário por mês Copyright © 2007. recurso escasso e consequentemente caro e ao seu menor custo por volume de informações transmitido. Existem 650 modelos de terminais WCDMA disponíveis comercialmente. dependendo do terminal usado e da capacidade da rede individual.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 81 .” Copyright © 2007.“O custo de transmissão de informações ao usuário cai significativamente em relação a tecnologia 2G. permitindo a redução dos preços para acesso em banda larga.

o que se conhece por "always on". na maioria dos aparelhos. deve-se criar Conteúdos (funções da aplicação) adequados e específicos. ou seja.org). desenvolvido e controlado pelo WAP Fórum (http://www. A programação dos cards. O desafio a ser vencido diz respeito à quebra do paradigma de transformar o acesso à Internet via celular apenas um modismo e não uma real necessidade. como chamadas a partir de opções. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 82 . Através da programação WML pode-se otimizar aplicações integrando as funções do aparelho celular. mais declarativa e deve ser construída com objetivos claros e diretos. O padrão WAP utiliza a linguagem XML e é um padrão aberto. Os chamados sites da WWW são denominados "decks" e as páginas são os "cards".U NIDADE 16 Objetivo: Saber que o WAP é mais um serviço oferecido de acesso à Internet através da telefonia celular e o seu paradigma é o de transformar o acesso à Internet via celular a uma real necessidade e não apenas um modismo . usar e sair rapidamente e deve possibilitar. utilizando WML é simples. tendo em vista que a conexão da telefonia celular à Internet é uma realidade mundial. sem muitas imagens e ‘cliques’. Por ser uma "tela" (visor do telefone) pequena e. Há grandes expectativas de realizações empresariais nessa tecnologia. get out). como uma agenda. também. entidade que congrega as principais empresas internacionais de telecomunicações e informática.wapforum. A isto chama-se GIGIGO (get in. monocromática. Protocolo de Aplicações sem Fio – Wireless Application Protocol – WAP O WAP é um serviço oferecido de acesso à Internet através da telefonia celular. acessar. get in. Copyright © 2007. estar sempre disponível.

seguro e on-line para qualquer usuário através de um telefone celular WAP e de qualquer lugar. Esta aplicação garante acesso rápido. só era possível acessar a Internet por computador. como DETRAN e outras para acesso restrito da Secretaria de Segurança Pública . o que garante informações atualizadas e on-line. garantindo o funcionamento com qualquer operadora de telefonia. como o Policial On-Line e o DEPEN On-Line. Para o desenvolvimento WAP é bastante importante que se utilize sempre a especificação WML padrão. A partir de estudos e testes. incluído na versão 1. criaram-se aplicações WAP e hoje algumas estão disponíveis ao Público. Até há pouco tempo. Consultas pelo RENAVAN e outros. mas agora a tecnologia WAP (Wireless Application Protocol) traz a possibilidade de acessar sites no próprio celular. A aplicação está totalmente integrada com a base de dados do DETRAN. Mesmo que o browser ofereça facilidades específicas. assim como a WWW fez no uso dos computadores pessoais. além de diversas outras Copyright © 2007. por exemplo.SESP.2 WAP. Há discussões sobre a dificuldade em digitar no teclado do telefone celular e tamanho do display. Deve-se atentar para o fato de que nem todos os aparelhos WAP têm os microbrowsers implementados com esta característica e muitos testes são necessários durante o desenvolvimento É similar às aplicações para WWW.Esta possibilidade de fazer chamadas diretamente de um link é parte da especificação do "Wireless Telephony Applications" (WTA .é uma aplicação aberta ao Público que provê serviços de Débitos de Veículos. há um risco em se desenvolver aplicações utilizando estas facilidades.Aplicações de Telefonia Sem Fio). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 83 . durante uma negociação de carros. as aplicações WAP têm muito a oferecer e facilitar a vida das pessoas. em outros browsers pode não funcionar adequadamente. 1. pois. projetando aplicações para situações adequadas. como protótipo. porém. DETRAN .

vagas disponíveis. DEPEN . a partir da placa e/ou chassi.de detentos por Unidade Penitenciária. para possibilitar acesso on-line às informações de Detentos. Lotação e Vagas disponíveis. Copyright © 2007.possibilidades. 2.é uma aplicação restrita de uso exclusivo da Secretaria de Segurança Pública.é uma aplicação restrita. informações estatísticas de roubos de veículos e conferência de disponibilização de telefone úteis 3. unidade com excedentes. informações sobre Veículos (similar a aplicação do DETRAN). localização de detentos a partir de número do prontuário ou número do Interno na VEP (Vara de Execuções Penais). de uso exclusivo da Polícia Civil. de Diretores das Unidades Penitenciárias do Paraná e de Juízes. Situação. que tem por objetivo possibilitar ao Policial ter acesso on-line a informações de indivíduos. além de outros. a partir do nome ou nome da mãe e/ou pai e/ou data de nascimento. POLICIAL ON-LINE . veículos e outros. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 84 . Algumas das opções que o Policial do Paraná pode ter à mão no seu dia a dia: informações gerais sobre Pessoas. Capacidade de Unidades Penitenciárias. Algumas das opções que a aplicação DEPEN permite: Números contagem .

U NIDADE 17 Objetivo: Entender que GPS é utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita. é um sistema de posicionamento por satélite. Alguns modelos têm mapas muitos detalhados em suas memórias. RECEPTORES GPS Existem receptores de diversos fabricantes disponíveis no mercado. armazenagem de dados. Os receptores fixam a posição calculando o tempo de percurso dos sinais de rádio até pelo menos três de 24 satélites GPS que giram em torno da Terra em órbitas conhecidas. Uma pequena tela de cristal líquido e algumas teclas permitem a interação receptor/usuário O GPS fornece coordenadas de localização geográfica aos terminais com antenas para captar seus sinais. passando pelos que equipam muitos carros modernos. troca de dados com outro receptor ou com um computador. etc. sistemas de medidas. os receptores são verdadeiros computadores que permitem várias opções de: referências. até os sofisticados computadores de bordo de aviões e navios. logo foram desenvolvidas técnicas capazes de o tornar útil para a comunidade civil: Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 85 . por vezes incorretamente designado de sistema de navegação.que custam pouco mais de 100 dólares. Embora o GPS tenha sido desenvolvido para ir ao encontro das necessidades militares. desde os portáteis pouco maiores que um maço de cigarros . sistemas de coordenadas. utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita. Além de receber e decodificar os sinais dos satélites. conhecido por GPS (do acrônimo do inglês Global Positioning System). Global Positioning Service O Sistema de Posicionamento Global.

Os dados são continuamente enviados para o equipamento acoplado ao receptor. 86 Copyright © 2007. distâncias. que os utiliza para outras finalidades: Mapa dinâmico: o receptor envia a posição para um computador portátil que a visualiza através de um ícone sobre um mapa da região. Mapeamento: transferência dos dados obtidos durante sua viagem. Já muitas empresas adotaram sistemas conjuntos GPS/SIG para fazer gestão e monitorização de frotas. Piloto automático: o receptor alimenta continuamente um piloto automático com dados atualizados. Alguns equipamentos úteis apenas recebem informação de um receptor GPS.A ligação do GPS com o SIG (Sistemas de Informação Geográfica) gerou um grande interesse por parte do mundo empresarial ligado ao setor do transporte de mercadorias. Alguns serviços de proteção civil já estão também utilizando o GPS. etc. Primeiro com o aparecimento dos instrumentos eletrônicos de medição de distancias (EDM) e agora mais recentemente com os receptores GPS. que os utiliza para ajustar a direção e permanecer no curso. O GPS é hoje em dia utilizado em todas as aplicações topográficas. áreas. Os avanços tecnológicos da informática e da eletrotécnica vieram revolucionar o modo de praticar topografia. efetuar levantamentos. coordenar pontos. Registro automático de dados: transferência de dados obtidos durante o deslocamento para a memória do equipamento acoplado ao receptor. A esquadra de salvamento Norte Americana utiliza desde 1992 um receptor Trimble Transpak em ambulâncias com o objetivo de guiar os helicópteros de serviços médicos até elas muito mais rapidamente e em situações onde a visibilidade é reduzida. a sua precisão milimétrica permite utilizá-lo para determinar ângulos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .

O receptor GPS deve usar uma linguagem que o equipamento a ele associado possa entender. Copyright © 2007. reduzindo o efeito da disponibilidade seletiva.Pós-processamento: uso dos dados para cálculos posteriores. O receptor é conectado ao piloto automático e o alimenta continuamente com a presente posição usando dados para ajustar a direção e permanecer no curso. esses dados nunca retornam ao receptor. Um piloto automático é um bom exemplo de trabalho associado. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 87 .

um dos muitos serviços oferecidos na Internet. além da Web. tratamento e disseminação de conteúdos para a Internet. etc.U NIDADE 18 A Internet tem crescido avassaladoramente. Blogs). Copyright © 2007. mensagens instantâneas (ICQ. Ao contrário do que normalmente se pensa Internet não é sinônimo de World Wide Web. Objetivo: Compreender que a Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. são o acesso remoto a outras máquinas (Telnet e SSH). correio eletrônico (e-mail normalmente por meio dos protocolos POP3 e SMTP). Esta é parte daquela. YIM. Alguns dos serviços disponíveis na Internet. Conteúdos para Internet A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. sendo a World Wide Web. A Web é um sistema de informação mais recente que emprega a Internet como meio de transmissão. de forma exponencial. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 88 . Grande parte do conteúdo disponibilizado é de textos. boletins eletrônicos (news ou grupos de notícias). Prevê-se que a experiência de pesquisas na área de processamento de textos pode contribuir na geração. transferência de arquivos (FTP). que utiliza hipermídia na formação básica. sem regras rígidas e desorganizadamente. MSN Messenger. Jabber. bate-papo on-line (chat).

pois com essa rede promissora. ela foi usada inicialmente pelas universidades. principalmente nos países desenvolvidos.0 foi lançado. uma subdivisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em 1996 a palavra Internet já era de uso comum.Centro Europeu de Pesquisas Nucleares. Copyright © 2007. Ela foi criada para a guerra. a rede coletiva ganhou uma maior divulgação pública a partir dos anos 90. o HTTP e as poucas primeiras páginas no CERN. criada pela ARPA. os resultados de seus estudos e pesquisas. Contudo. Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire . inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tarde acadêmicas. só se tornou possível pela contribuição do Cientista Tim Berners-Lee e ao CERN. Juntamente com as evoluções da internet. Tim Berners-Lee publicou seu novo projeto para a World Wide Web. Em 1993 o Web Browser Mosaic 1. que criaram a World Wide Web. Em 1985 surge o FTP. e no final de 1994 já havia interesse público na Internet. sigla para Advanced Research Projects Agency.Breve histórico O que hoje forma a Internet começou em 1969 como a ARPANET. se uma bomba explodisse no campus. a Internet como hoje conhecemos. com sua interatividade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 89 . ou Agência de Pesquisa de Projetos Avançados. os dados valiosos do governo americano estariam espalhados em vários lugares. como arcabouço de redes interligadas de computadores e seus conteúdos multimídia. ao invés de centralizados em apenas um servidor. onde os estudantes poderiam trocar de forma ágil. a ARPANET mudou seu protocolo de NCP para TCP/IP. por exemplo. Isso evitaria a perda desses dados no caso de. referindo-se na maioria das vezes a WWW. Em Janeiro de 1983. na Suíça. interligando Universidades. a World Wide Web teve um imenso crescimento quantitativo e qualitativo. Os projetos web deixaram de ser exclusividade de órgãos públicos e grandes corporações. para a época. Em seguida. Em agosto de 1991. dois anos depois de começar a criar o HTML.

escrita e atualizada pelos próprios usuários do projeto e em sistemas de busca como o Google e o Yahoo!. bases de dados e algoritmos que realizam os trabalhos de analisar e indexar as páginas web. milhões de sites. como os celulares. produzido e publicado em tempo real. principalmente devido à banda larga (broadband). videogames. sendo hoje a web o meio de comunicação com maior possibilidade de personalização e interatividade. Em termos de acesso. principalmente na forma de abordagem do usuário (marketing e publicidade online). páginas pessoais e blogs são criados. índices. contudo. Os sistemas de busca de conteúdo são constituídos de computadores. Praticamente todos os conteúdos existentes estão disponíveis para pesquisa na rede em enciclopédias livres como a Wikipedia. automóveis. possibilitou esses acréscimos. não somente em quantidade de conexões como em relação às formas de conexão. como assistir televisão. esse cresce exponencialmente a cada ano. houve melhorias gráficas. Copyright © 2007. O computador deixou de ser o dispositivo exclusivo para a navegação na rede. estruturais e informativas. essa característica tende a desaparecer. Ainda são necessárias melhorias. O foco no usuário alcançou altos patamares. transformando esse procedimento em algo mais natural. seja por meio de enquetes e pesquisas de opinião ou por meio de chats ao vivo (voz ou digitação). armazenar os resultados dessa análise e indexação em uma base de dados e retornar uma resposta a uma solicitação de um usuário. Muitos desses são experimentais e ainda necessitam de navegadores para o acesso. A qualidade da conexão. Ao hipertexto foram agregados recursos de som e vídeo em qualidades inimagináveis há uma década. Ocorreu a transposição do conteúdo estático para o dinâmico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 90 . eletrodomésticos. Em relação à qualidade. Existem agora inúmeros outros.A cada dia. PDAs. além das mudanças culturais e de postura. etc.

ou web . Copyright © 2007.bot. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 91 . Os mecanismos de busca possuem três componentes: um programa de computador destinado a “visitar” as páginas da internet e fazer delas uma cópia. wanderer. são os chamados robôs.Esses sistemas de busca são classificados em diretórios e mecanismos de busca. spider.

Mas. onde para pressionar as teclas é preciso usar uma pinça ( !?!?! ). etc. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 92 . o Português. teríamos que ter. Estas tarefas são. além de unidades de disco. interdependentes. Esse é um trabalho extremamente complexo. o Português. Entretanto. etc. Estas tarefas são. Processamento de Linguagem Natural Atualmente. que se traduz em uma porção de estruturas linguísticas inerentes ao texto original. fazer com que a máquina seja capaz de processar a língua natural que falamos no dia a dia. o Inglês. O PLN consiste de uma série de tarefas que a máquina deve executar para analisar um texto. Copyright © 2007. O PLN pode ser definido de formas diferentes. o que a Inteligência Artificial chama de Processamento de Linguagem Natural (PLN) ou Linguística Computacional. etc. utilizar comandos de voz? Já existem alguns "reconhecedores" e "sintetizadores" de voz. se ao invés de acionar teclas ou botões do mouse. na maioria das vezes.U NIDADE 19 Objetivo: Fazer com que a máquina seja capaz de processar a língua natural que falamos no dia-a-dia. Mas o teclado (e o vídeo) não podem encolher muito mais do que já encolheram. interdependentes. na maioria das vezes. O PLN consiste de uma série de tarefas que a máquina deve executar para analisar um texto. quando se considera que o teclado (e o vídeo. ou seja. o Inglês. Que tal. Todas as definições incorporam a noção de armazenamento em computador e manipulação de dados linguísticos.) são limitantes para a miniaturização do computador. Imagine um teclado minúsculo. o ponto de discussão é o grau de sofisticação envolvido. Não é tão absurdo. observamos que os computadores estão encolhendo cada vez mais. armazenar e manipular. as quais o sistema pode detectar automaticamente. para chegar a eliminarmos por completo outras formas de entrada e saída locais.

2.Existem várias abordagens para o PLN. 5. em uma forma não ambígua que possa ser usada internamente por um sistema de computador. A transposição de uma frase potencialmente ambígua para uma representação interna é conhecida como parsing (análise). O processamento de linguagem natural é geralmente dividido em seis grandes áreas: (Obermeier. a maioria dos trabalhos tratam de processamento da língua inglesa. da transposição de procedimentos e ideias para a língua portuguesa. sistemas de fala para permitir interação de voz com computadores. O problema central dos sistemas de processamento de linguagem natural é a transformação de uma sentença de entrada. 4. é claro. potencialmente ambígua. isto é. tradução de máquina . envolvendo principalmente a Psicologia Cognitiva. geração de texto para produção automática de documentos padrões. que traz grande dificuldade no tratamento de alguns elementos da teoria da sintaxe como sujeito nulo. 3.1987): 1. 6. Estas representações internas variam. ou programas de indexação inteligentes para sumarização de grandes quantidades de textos. portanto. etc. Para se realizar um trabalho sério para a nossa língua há necessidade. Porém. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . 93 Copyright © 2007. interfaces em linguagem natural para bases de dados. E existem muitos trabalhos publicados nas várias abordagens. de uma linguagem natural para outra. a Computação e a Linguistica. ferramentas para desenvolver sistemas de processamento de linguagem natural para aplicações específicas. flexão do infinitivo. Convém salientar que o PLN é uma área multidisciplinar. de uma aplicação para outra. investigação minuciosa de texto. morfologia dos verbos.

outras utilizam recursos linguísticos para permitir a tradução simultânea de conversas. como as que ocorrem em chats.Aplicações No Brasil já existem pesquisas voltadas para tradução de conteúdos da Internet para o Português e outras línguas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 94 . em virtude da maior parte das páginas da Internet possuir conteúdo em língua inglesa. Também é considerada uma área de grande interesse. para simular sistemas conversando com usuários. Algumas aplicações envolvem a área de inteligência artificial. Copyright © 2007.

como áreas externas. em conjunto com os Sistemas de Processamento de Imagens.U NIDADE 20 Objetivo: Compreender que as aplicações dessa tecnologia devem aumentar em um futuro não distante. geoprocessamento e monitoramento do meio ambiente. Os sistemas de navegação autônoma baseados em visão consistem. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . dentre elas destaca-se a robótica móvel. As aplicações dessa tecnologia devem aumentar em um futuro não distante. monitoramento de florestas e reservas ambientais. basicamente. Parte das aplicações tecnológicas do cotidiano tem a interessante característica de se locomoverem de forma autônoma. embarcado ou não dependendo das características do robô como sua capacidade de 95 Copyright © 2007. de um veículo robótico (aéreo. dispositivos de captura de imagens (câmeras e frame grabbers para a aquisição e digitalização de imagens) [Kundur (2000)]. terrestre. Robótica e Processamento de Imagens A utilização da robótica e sistemas especialistas. planejamento urbano. como áreas externas. está sendo aplicada nas áreas de agricultura de precisão. aquático ou subaquático). Experiências de sucesso têm sido observadas no monitoramento de tráfego. um geralmente embarcado que é o responsável pela aquisição de imagens e extração das informações subsistema (referenciado também como sistema de visuais importantes que e pode outro ser controle). Um dos principais desafios da robótica móvel é a navegação em ambientes desestruturados. O sistema é formado por dois subsistemas. inspeção de linhas de oleoduto. Um dos principais desafios da robótica móvel é a navegação em ambientes desestruturados.

O controle. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 96 . O sistema de controle deve ser suficientemente hábil para desviar de obstáculos e corrigir a rota do veículo. baseada na informação visual obtida. provendo um fluxo de informações constante em malha fechada [Kundur (2000)]. nas informações visuais extraídas das imagens. como o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) e proporcionar informações precisas e oportunas. a algum nível. evidentemente. necessitando de um processo que favoreça. Estas informações são convertidas em instruções pelo sistema de controle que ativa ações específicas no robô. Essa tomada de decisões implica na necessidade de um modelo dinâmico do robô que dê ao sistema de controle meios de calcular e prever os comandos a serem enviados aos propulsores2. a tomada de decisões. O sistema deve ser capaz ainda de prover a posição e orientação do robô com base em imagens captadas por sua câmera. Estes sistemas funcionam de forma cíclica. A principal característica dos sistemas de navegação baseados em visão é a necessidade de extrair informações visuais relevantes da cena imageada em tempo real. Aplicações na área de monitoramento ambiental automático podem ser integradas a outros sistemas. que gera os comandos apropriados para o veículo descrever uma navegação segura. 2 JOSÉ LUIZ DE SOUZA PIO .carga e energia. em tempo real. terá de atuar sobre os propulsores do robô de modo a fazê-lo seguir trajetórias pré-programadas. baseado. por sua vez.DCC – FUA – Universidade do Amazonas Copyright © 2007.

http://www.php?codigo=5585 http://www.br/spring/portugues/tutorial/introducao_pro. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 97 .br/artigos/verArtigo.inpe.com.dpi.vivaolinux.html Copyright © 2007.

Especialistas estimam que para alguém conseguir quebrar uma criptografia usando chaves de 64 bits na base da tentativa e erro. sua utilização oferece duas importantes vantagens. O sistema de criptografia usado atualmente é extremamente seguro. Embora existam algoritmos que dispensem o uso de chaves. A chave pública. Objetivo: Entender o que é e o sentido da Criptografia. apenas trocando a chave. levaria cerca de 100. A criptografia é uma fórmula matemática. O interessante dessa jogada é que a partir da chave pública é impossível descriptografar os dados nem tampouco deduzir qual é a chave privada. Há vários usos para a criptografia em nosso dia a dia: proteger documentos secretos. etc. fórmula essa que gera duas chaves.U NIDADE 21 Criptografia é o ato de codificar dados em informações aparentemente sem sentido. mantendo o mesmo algoritmo. A primeira é permitir a utilização do mesmo algoritmo criptográfico para a comunicação com diferentes receptores. "abrir" os dados que ficaram aparentemente sem sentido. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 98 . A segunda vantagem é permitir trocar facilmente a chave no caso de uma violação. uma pública e outra privada (ou secreta). é usada para descriptografar os dados. transmitir informações confidenciais pela Internet ou por uma rede local. que só o destinatário dos dados conhece. Copyright © 2007. Já a chave privada. Criptografia O método de criptografia mais difundido utiliza a técnica de chave pública/chave privada. ou seja. é usada para criptografar os dados. para que pessoas não consigam ter acesso às informações que foram cifradas.000 anos usando um PC comum. que qualquer pessoa pode saber.

Desta forma. pois estamos aumentando o número de combinações. Neste processo será gerada uma assinatura digital. Copyright © 2007. depois de assiná-la. que será adicionada à mensagem enviada para Maria. Por exemplo. que será comparada à primeira.O número de chaves possíveis depende do tamanho (número de bits) da chave. seria preciso codificá-la com a chave pública de Maria. Maria terá certeza que o remetente da mensagem foi o José e que a mensagem não foi modificada. através da utilização de uma chave privada. Se José quiser enviar uma mensagem assinada para Maria. se José quisesse assinar a mensagem e ter certeza de que apenas Maria teria acesso a seu conteúdo. Assinatura digital A assinatura digital consiste na criação de um código. Para o exemplo anterior. ele codificará a mensagem com sua chave privada. de modo que a pessoa ou entidade que receber uma mensagem contendo este código possa verificar se o remetente é mesmo quem diz ser e identificar qualquer mensagem que possa ter sido modificada. Se as assinaturas forem idênticas. mais difícil quebrá-la. É importante ressaltar que a segurança do método baseia-se no fato de que a chave privada é conhecida apenas pelo seu dono. Neste processo será gerada uma segunda assinatura digital. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 99 . Ao receber a mensagem. mas em um processo inverso. uma chave de 8 bits permite uma combinação de no máximo 256 chaves (28). Quanto maior o tamanho da chave. Maria utilizará a chave pública de José para decodificar a mensagem. é utilizado o método de criptografia de chaves pública e privada. Também é importante ressaltar que o fato de assinar uma mensagem não significa gerar uma mensagem sigilosa.

com. Autenticidade e Disponibilidade. A Integridade busca garantir que os dados não foram modificados ou destruídos por agentes não autorizados. http://br. armazenados ou em trânsito. A Confidencialidade (ou privacidade ou segredo) é a característica de que os dados não podem ser acessados e nem serem divulgados por usuários não autorizados.com/watch?v=ajniLnQTabw http://www. O Gabinete de Segurança Institucional.training. da Presidência da República. a grande diversidade de equipamentos de acesso às redes e o crescimento de aplicações que demandam níveis de segurança. O domínio dessa tecnologia é imprescindível à proposição de políticas e ações para a utilização da criptografia no país.br/lpmaia/pub_seg_cripto. tem pesquisas e estudos nessa área. Integridade. A Autenticidade é um processo que se pode garantir que os dados foram originados por um determinado usuário ou entidade. A evolução tecnológica.youtube.Investimentos. A Criptografia é a ciência que estuda os princípios e técnicas destinadas a proporcionar às informações ou dados.htm Copyright © 2007. exigem cada vez mais. Já a Disponibilidade é a característica que visa ofertar determinados serviços a quem esteja autorizado a recebê-los ou negar a utilização ou ocupação dos serviços a quem não estiver autorizado.. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 100 . o uso da criptografia seja por hardware ou software.. os serviços de Confidencialidade.

Dados geográficos . equipamentos. tratamento. seja por meio de um endereço ou por coordenadas. isto é que estão vinculadas a um determinado lugar no espaço.Para se realizar análises geográficas sobre uma dada porção da superfície terrestre. sendo eles: os dados geográficos. recursos humanos. tratamento. não se consegue obter informações em um mapa acerca da produção agrícola ou comercial ou industrial de um município. Por exemplo. Geoprocessamento georreferenciadas.U NIDADE 22 Geoprocessamento é o conjunto de tecnologias de coleta. programas computacionais e métodos de trabalhos. tratamento. pessoas. de acordo com a aplicação do geoprocessamento que se deseja alcançar. ou ainda 101 Copyright © 2007. quando se observa em um mapa o polígono do limite de um município. Todos esses elementos devem ser modelados ou especificados. armazenamento. Para se realizar o geoprocessamento são necessários cinco elementos. isto é que estão vinculadas a um determinado lugar no espaço. é necessário que exista também descrições precisas acerca dos elementos cartográficos. As principais técnicas são as de coleta. desenvolvimento e uso de informações georreferenciadas. apenas mapas são insuficientes. uma aplicação de geoprocessamento em meio ambiente necessita de um conjunto de dados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . análise e o uso da informação espacial. programas computacionais e métodos de trabalhos. muito diferente de uma aplicação na área de segurança. desenvolvimento e uso de informações Objetivo: Definir Geoprocessamento como um conjunto de tecnologias de coleta. equipamentos. seja por meio de um endereço ou por coordenadas.

sobre a população. linhas e/ou áreas. o geoprocessamento era restrito a laboratórios montados utilizando-se grandes investimentos monetários e temporais. Por que investir tanto se o retorno parece ser tão pouco? Softwares computacionais . Ficava restrito a especialistas e pesquisadores que muitas vezes não conseguiam suprir suas instituições de informações espaciais em quantidade. A legenda é a chave que liga os atributos com os objetos geográficos. foi criado o dado geográfico. Obviamente. etc. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 102 . processamento e saída de informações são auxiliados por programas computacionais. Nas últimas décadas. quantidades e diversidades de equipamentos. tipicamente referenciado como atributos. Mapas são modelos simplificados do mundo real. representados por pontos. quanto por suas características. Este cenário crítico ocorreu em todo o mundo e muitas vezes o geoprocessamento não trouxe resultados efetivos.Há alguns anos. em relação a um sistema de coordenadas. Eles representam registro instantâneo da terra em uma escala específica. que trás as descrições dos elementos espaciais mapeados. a Copyright © 2007.Atualmente todas as etapas do geoprocessamento: entrada. iniciou-se o desenvolvimento dos principais programas computacionais atualmente disponíveis. Um mapa é composto de diferentes objetos geográficos. Por isso. pois não se conseguia gerar as informações geográficas necessárias para o processo de gestão.As aplicações de geoprocessamento. qualidade e em tempo desejáveis. desde então este desenvolvimento não parou e a cada ano. geralmente necessitam de uma grande quantidade e diversidade de equipamentos. O mapa é o principal método de identificação e representação da localização de objetos geográficos em uma paisagem. a aplicação que vai se fazer do geoprocessamento é o fator determinante em relação as características. Cada objeto é definido tanto por sua localização no espaço. Equipamentos . Recursos Humanos .

indústria disponibiliza programas computacionais cada vez mais rápidos, robustos e completos. Métodos de trabalho e/ou Aplicativos - Em uma aplicação de geoprocessamento, todos os elementos anteriormente apresentados, necessitam serem integrados, a fim de que seja possível gerar informações geograficamente referenciadas na quantidade, qualidade e no tempo viável. Para que isso aconteça, é necessária a formulação de métodos de trabalhos ou ainda a materialização computacional de tais métodos através dos chamados aplicativos. Trabalhar com geoinformação significa, portanto, utilizar computadores como instrumentos de representação de dados espacialmente referenciados. É costume dizer-se que Geoprocessamento é uma tecnologia interdisciplinar, que permite a convergência de diferentes disciplinas científicas para o estudo de fenômenos ambientais e urbanos. Podemos afirmar que o geoprocessamento é uma área estratégica, já que sua aplicação auxilia, de maneira eficaz, o monitoramento ambiental, gerenciamento do solo, controle fiscal, fiscalização agrária, controle de tráfego aéreo e zoneamento urbano, dentre outras. As experiências em curso demonstram que o país já detém a tecnologia, principalmente as de iniciativa da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As parcerias com a iniciativa privada podem incrementar as pesquisas e o desenvolvimento de novas aplicações.

Geoprocessamento aplicado à conservação da natureza O geoprocessamento é uma ferramenta de grande utilidade para a conservação da biodiversidade, pois possibilita a coleta de dados espaciais relevantes para diversos estudos, como dados temáticos e de distribuição de espécies, permitindo análises mais detalhadas, como a identificação de áreas prioritárias para a conservação, delimitação de corredores de biodiversidade, base para sistemas de suporte a decisão.

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Na análise ambiental, o geoprocessamento é uma das ferramentas mais utilizadas para monitoramento da cobertura vegetal e uso das terras, níveis de erosão do solo, poluição da água e do ar, disposição irregular de resíduos, biopirataria, etc. Da mesma maneira, ele pode ser usado em análises de qualidade de habitat e fragmentação.

http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/ http://www.mundogeo.com.br/ http://www.mundogeo.com.br/revistas-interna.php?id_noticia=10149

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U

NIDADE

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mundial uma crescente aproximação de grupos de

Objetivo: Alcançar o processamento de alto desempenho através da supercomputação paralela; identificar, especificar, implantar ou desenvolver ferramentas de trabalho, aplicativos e de comunicação de dados. Processamento de Alto Desempenho Observa-se no cenário

pesquisa, empresas, operadoras de serviços de telecomunicações e fabricantes de equipamentos de telecomunicações e de informática. Esses grupos buscam definir uma arquitetura padronizada, baseada em tecnologias de sistemas computacionais distribuídos, que permita a introdução rápida e flexível de novos serviços sobre a infraestrutura de telecomunicações, incluindo facilidades para o gerenciamento integrado tanto dos serviços como da própria infraestrutura de redes.

Pesquisas em Processamento de Alto Desempenho O Brasil tem tradição na pesquisa e na prototipagem de hardware e software para aplicações que exigem processamento de alto desempenho. Pesquisadores da USP, UFRJ, UFRGS e UNICAMP já conduzem experimentos com sucesso nessa área. Essas pesquisas são orientadas e têm por objetivos: alcançar o processamento de alto desempenho através da supercomputação paralela; identificar, especificar, implantar ou desenvolver ferramentas de trabalho, aplicativos e de comunicação de dados. O Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD) tem por finalidade coordenar a execução de pesquisas e aplicações de serviços de alta tecnologia para o país. É organizado em Centros Nacionais de Aplicações de Alto Desempenho (CENAPAD), Núcleos de Apoio (NAR) e Laboratórios de Serviços Especiais (LSE).

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: meteorológica. o SINAPAD consiste de uma rede de extensão nacional para a prestação de serviços de computação distribuída.Com o apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Algumas aplicações de alto desempenho são: a melhoria da qualidade do aço (lingotamento). moderna. previsão Copyright © 2007. compõe-se de uma estratégia para buscar a solução para demandas que exigem processamento de alto desempenho a custos acessíveis. o SINAPAD tem sua ênfase em Processamento de Alto Desempenho (PAD).). pessoal e instalações) integrada com as telecomunicações. O setor privado pode ter uma colaboração expressiva na fabricação desses equipamentos no país. de recursos computacionais. O acesso remoto a sistemas de processamento de alto desempenho através de redes como a Internet permite a utilização econômica destes recursos computacionais para a solução de problemas cada vez mais complexos e de naturezas diversas. desenho industrial. distribuída (hardware. dimensionamento de pilares em minas de carvão. análise vibro/acústica em automóveis. uma infraestrutura. produção de catalisadores para a indústria do petróleo. em solo brasileiro. segurança veicular e extração submarina de petróleo dentre outras. Através dele são disponibilizados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 106 . A união entre o processamento de alto desempenho com as redes eletrônicas de alta velocidade estão viabilizando um conjunto de tecnologias e produtos de hardware e software que. desenvolvimento de materiais refratários. combinados. a exemplo da visualização de imagens em 3 dimensões de modelos matemáticos complexos (ex. Provendo apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico no País. a todos os setores interessados. software. etc. A viabilidade da produção de equipamentos para essas aplicações. estruturas moleculares. tornam possíveis novas aplicações computacionais com desempenho crescente a custos progressivamente menores.

Telemedicina A telemedicina teve início durante a corrida espacial. o crescimento da telemedicina auxilia o monitoramento de pacientes idosos que têm doenças crônicas ou degenerativas. transformando-se hoje em redes sofisticadas. quando as funções vitais de astronautas. Com o desenvolvimento tecnológico.U NIDADE 24 Objetivo: Auxiliar o monitoramento de pacientes idosos que têm doenças crônicas ou degenerativas. diminuindo riscos e aumentando o conforto dos pacientes. chegou-se a Europa. racionalizando custos sem afetar a qualidade dos serviços médicos. Infraestrutura A telemedicina é uma das áreas que mais utilizam a infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação. ou a transmissão remota de Copyright © 2007. a transmissão de dados para diagnósticos já existe desde a década de 70. Em alguns países. Com o envelhecimento da população européia. teleconsultas e a obtenção de segunda opinião. vídeos e informações sobre os pacientes. facilitando o home care e propiciando socorro e tratamento mais rápidos em emergências. facilitando o home care e propiciando socorro e tratamento mais rápidos em emergências. na terra. como a Itália e a Inglaterra. Por demandar de banda larga para transmitir imagens estáticas ou em movimento. eram monitoradas. na década de 60. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 107 . interligando pequenas localidades a grandes centros de estudos de universidades. No Canadá e Estados Unidos a telemedicina auxiliou as comunidades rurais a ganhar melhores serviços. no espaço. por médicos da NASA. os gastos governamentais e de previdências privadas são reduzidos. Com isso. propiciando telediagnósticos.

podem ser processadas de várias maneiras.. acrescentando texto ou indicando uma região de interesse com setas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 108 . etc. A telemedicina também tem por meta difundir cuidados na área de saúde às localidades desprovidas dos mesmos ou deficitários de procedimentos ou serviços médicos. através do armazenamento das informações do paciente e disponibilização de informações bibliográficas. áudio. Para imagens. As tecnologias disponíveis para as aplicações específicas de telemedicina já disponibilizam os seguintes serviços:  teleconsulta via Internet. os meios de telecomunicações são fundamentais pra viabilizar essas aplicações. por exemplo. independente da localização da pessoa. rurais ou de pequena população. por meio de intercâmbio de textos. a utilização de filtros digitais pode realçar detalhes que normalmente passariam despercebidos. o que permite a troca de grandes volumes de informações em tempo real entre os usuários do sistema. por exemplo.dados biomédicos e controle de equipamentos biomédicos à distância. eletrocardiograma. permitem manipular a imagem com rotação. até sistemas de redes digitais de alta velocidade na transmissão de imagens e em videoconferências. As informações médicas. Para utilizar os sistemas é importante a obtenção de equipamentos e de softwares específicos. podendo-se utilizar desde sistemas de telefonia convencional. imagens estáticas de raios-X. Em relação a dados quantitativos. A infraestrutura tecnológica necessária varia de acordo com a complexidade do processo. Copyright © 2007. a monitoração de pacientes com gravidez de risco ou pacientes deficientes ou ainda imobilizados. a informática pode tratá-los estatisticamente e formar bancos de dados. por meio de equipamentos especiais para registrar dados vitais dos pacientes e enviá-los a um centro de interpretação e de alerta. vídeo. quando digitalizadas. zoom e edições. tais como a monitoração cardíaca transtelefônica. incluindo zonas remotas.  telediagnóstico.  telemonitoração.

as vantagens da telemedicina podem ser muito grandes. o Brasil pode beneficiar-se muito com a telemedicina que levará assistência especializada a regiões remotas. facilitadas pelo uso da Internet. facilitando o acesso a informações e diagnósticos. principalmente nas localidades onde os serviços são precários e também na educação continuada de profissionais da saúde. o que aumenta a rapidez e a eficiência dos serviços médicos. e  teledidática. Contando com uma extensa rede de telecomunicações. Copyright © 2007. Essas e outras aplicações. auditivos com cirurgiões especializados em centros de referência. telecirurgias. A distância entre o tempo de diagnóstico e o tratamento diminui. justificando o investimento em equipamentos. utilizada na educação a distância para o treinamento e o ensino na área médica. e dispondo de vários avanços da informática. possuem um grande potencial atrativo de investimentos. através de procedimentos cirúrgicos realizados à distância por médicos guiados e conectados por sinais visuais. No Brasil. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 109 .

Hoje. são a transmissão sem interferências. Em seguida surgiu o interesse em expandir a televisão de alta definição para a transmissão comercial. um primeiro sistema de alta definição surgiu no Japão. cuja performance era rica em detalhes como os filmes de 35 mm. se deverá substituir o padrão existente ou ser utilizado simultaneamente com o padrão atual. tornou-se realidade para a sociedade brasileira. possibilidade de usar recursos interativos. como fazer compras em supermercados. transformados em séries que combinam os dígitos 0 e 1. na indústria cinematográfica. mesma linguagem utilizada por computadores. Dentre as principais vantagens em se adotar um sistema de Televisão Digital. escolher o ângulo de visão em partidas de futebol. até que este caia em desuso. ou TV Digital. melhor qualidade de imagem e som. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 110 . Nos anos 70. O som e imagem são digitalizados. Sua origem veio da idéia de TV de tela larga (wide screen). acessar contas bancárias. além dos efeitos especiais e facilidade de edição de imagens. Trata-se de um Sistema de transmissão de dados por meio de um código binário (a transmissão analógica é feita por ondas eletromagnéticas). Televisão de Alta Definição A Televisão de Alta Definição (High Definition Television – HDTV). desenvolvido pela Sony e NHK.U NIDADE 25 Objetivo: Entender quais as facilidades de se ter uma televisão de alta definição. Copyright © 2007. a HDTV esbarra nos desafios de se adotar (ou impor) um padrão de definição que seja compatível com os 600 milhões de televisores existentes no mundo. acessar cenas de capítulos anteriores etc. ou seja. maior variedade de canais.

com proporção 4x3. Além das diferenças técnicas de recepção. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 111 . escolher o ângulo de visão em partidas de futebol.As informações digitalizadas são transmitidas por via aérea (com uso de satélite) ou terrestre (por ondas ou cabo). são a transmissão sem interferências. que permite a sobrevida do sistema atual. melhor qualidade de imagem e som. o formato do aparelho digital é diferente do analógico. a HDTV teve pouca adesão. É diferente da televisão atual. Nesse caso. as emissoras devem ser obrigadas por lei a transmitir em digital e analógico. Há duas possibilidades de assistir TV digital: comprar um aparelho digital ou um decodificador que pode ser acoplado a qualquer aparelho analógico. Nos EUA. perde-se qualidade. mais horizontal e próxima do cinema. chamada set top box. O aparelho de televisão também pode ser utilizado para mandar e receber emails e acessar a Internet. acessar contas bancárias. Depois serão decodificadas por uma caixa retangular conectada à televisão. Copyright © 2007. A tela da TV digital tem uma proporção de 16x9. No período de transição. como fazer compras em supermercados. A TV digital não tem transmissão falha. possibilidade de usar recursos interativos. Ou o sinal chega bem ou não chega. Vantagens Dentre as principais vantagens em se adotar um sistema de Televisão Digital. A analógica é mais quadrada. Este aparelho transforma sinal digital em analógico para ser recebido pelo seu aparelho. maior variedade de canais (até 150 podem ser recebidos). acessar cenas de capítulos anteriores etc. na Europa optou-se por utilizar um sistema intermediário. que pode ter transmissão com fantasmas ou chuviscos. a analógica.

comciencia.globo.com/tecnologia/mat/2007/10/22/315123110.com.br/reportagens/internet/net02.asp http://www.cfm?id_conteudo=926 Copyright © 2007.br/index.Veja também: http://oglobo.htm http://www.link.estadao. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 112 .

com base na norma 802. também chamado de Wi-MAX ou WiMAX. por exemplo. espera-se que os equipamentos Wi-Max tenham alcance de até 50 Km e capacidade de banda passante de até 70 Mbps. estabelecida pelo grupo de trabalho em padrões de acesso sem-fio de banda larga (Working Group on Broadband Wireless Access Standards). Além de operar em uma ampla faixa de freqüência – de 2 a 66 GHz – as principais vantagens está no tripé banda larga de longo alcance e dispensa de visada. foi desenvolvido para funcionar em redes locais (LAN). construções. baseado na IEEE 802. capaz de atuar como alternativa a tecnologias como cabo e DSL na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha. é um acrônimo para Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade Mundial para Acesso por Microondas). Em teoria. tendo. Trata-se de uma tecnologia de banda larga sem-fio.16 da Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). bem como da existência ou não de visada (significa dizer: se a antena de um ponto consegue "ver" a antena de outro. lideradas pela Intel e pela Nokia. Copyright © 2007. A tecnologia foi desenvolvida por um pool de empresas. se não há obstáculos no caminho.U WiMax NIDADE 26 Objetivo: Saber que wimax uma tecnologia de banda larga sem-fio. capaz de atuar como alternativa a tecnologias como cabo e DSL na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha. Wi-Max.fio. o que não ocorre com outras tecnologias sem.11. O Wi-Fi. Na prática. portanto. curto alcance. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 113 . alcance e banda dependem do equipamento e da frequência usados. montanhas).

Compatibilidade: é compatível com as antenas de telefonia de terceira geração (chamadas de "antenas inteligentes") que. os membros do grupo de trabalho do padrão IEEE 802. A emenda IEEE 802. Grande largura de banda: uma estação-base pode permitir simultaneamente o acesso de mais de 60 empresas com conectividade do tipo T1/E1 ou centenas de residências com conexões DSL. vídeos.16 estão investiram na evolução da operação fixa à portabilidade e mobilidade. etc. mesmo que em movimento. Ethernet. Todas essas características ajudarão a fazer com que WiMax fosse uma solução ainda melhor para o acesso à Internet nos países em desenvolvimento. ATM e mais. apontam constantemente ao receptor. O futuro da Wimax Conforme indica a Intel. O nome é a "máscara" da definição técnica da norma 802.16f e IEEE 802. Copyright © 2007. Serviços agregados: pode transmitir Voz sobre IP (VoIP). os usuários poderão se deslocar enquanto têm acesso a dados em banda larga ou a uma sessão de transmissão multimídia em tempo real. graças à emissão de feixe demarcado. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 114 .Alguns detalhes técnicos do Wimax Nome: WiMax vem de Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade mundial para acesso de microondas).16g se encarregam das interfaces de administração da operação fixa e móvel. dados. Os grupos de trabalho das IEEE 802.16e corrigirá a especificação base para habilitar não apenas a operação fixa mas também a portátil e a móvel.16ª. Em um cenário totalmente em movimento.    Independência de protocolo: pode transportar IP.

com/watch?v=00gaWIsaWVM Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 115 .http://www.youtube.com/watch?v=F8KNevfeRn4 http://br.youtube.

mas sim pela quantidade de informação trocada. muita atenção é dedicada a aspectos relacionados à velocidade e à capacidade de transferência das tecnologias de redes de computadores do futuro. como o nome implica. onde á necessário conectar-se. Esses são. Mobilidade Quando se comenta o futuro da Internet. No entanto. não possíveis ou nem mesmo imagináveis com a tecnologia atual. com o provedor no início de uma sessão e desconectar-se ao final. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 116 . no sistema GSRM é possível manter-se conectado o tempo todo. ao contrário do que ocorre com o acesso residencial através de uma linha normal de telefone. a Internet representa uma novidade tão grande em termos de comunicação que muitos novos usos ainda devem ser inventados. Uma vertente interessante nesse sentido é a computação ubíqua. sem dúvida. aspectos importantes que terão grandes impactos no desenvolvimento de novas aplicações para a Internet. e fazer uso da conexão.U NIDADE 27 Objetivo: Conhecer os aspectos relacionados à velocidade e à capacidade de transferência das tecnologias de redes de computadores do futuro. mesmo com a velocidade e capacidade de transferências atuais. refere-se à capacidade de estar conectado à rede. Computação ubíqua Computação ubíqua. Assim. nas mais variadas situações. a todo o momento. através de um modem. constantemente. No sistema de telefonia GSRM o usuário não paga por conexão. Copyright © 2007.

ao lado de quadros de uma exposição ou em museus (para o usuário receber mais informações sobre a obra exposta). aqueles que têm visível utilidade prática. não importando o local. mas que na verdade são apenas casos de teste das possibilidades de novas interfaces. pois em qualquer das situações acima ao invés do botão poderia ser fornecido o endereço da página desejada.O novo negócio da empresa é baseado nessa possibilidade. com a esperada proliferação da disponibilização de informações na Web.assumindo que a empresa de ônibus detecte continuamente a posição de seus veículos. e o usuário digitaria esse endereço em sua agenda/telefone. A agenda/telefone distribuída. pontos de ônibus (para o cliente consultar o tempo de espera até a passagem do próximo ônibus -. também possuía capacidade de comunicação infravermelha. e seu depende do usuário fazer uso da Web constantemente. Copyright © 2007. justificando o uso de botões de acesso. portanto uma condição de comercialização evidente. e ao passar por um desses botões bastava o usuário apontar o seu telefone para o botão e apertar uma tecla para receber o endereço de uma página Web com alguma informação específica. e 2. O mais interessante é que a empresa aposta principalmente na conveniência. tendo. de baixo custo. A ideia da empresa foi espalhar esses botões pelas cidades: em outdoors de propaganda (para o cliente receber maiores informações sobre o produto anunciado ou mesmo adquirir instantaneamente o produto). da mobilidade de dispositivos ou da capacidade de desempenhar determinada tarefa. A ideia é bastante simples. os endereços certamente terão que ser cada vez mais extensos. aqueles que parecem experiências excêntricas desprovidas de finalidade prática. como já fazem algumas). assim como a maioria das agendas eletrônicas modernas. Os produtos desenvolvidos atualmente podem ser divididos em duas categorias: 1.A empresa desenvolveu pequenos botões. No entanto. capazes de comunicação infravermelha de curto alcance. etc. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 117 .

Apesar do pequeno tamanho destes equipamentos. 118 Copyright © 2007. Richard Bruce e uma equipe multidisciplinar que contava com cientistas da computação. uma vez que os primeiros estudos nessa área datam da década de 80 e ocorreram no conhecido Centro de Pesquisas de Palo Alto (PARC-Palo Alto Research Center) da Xerox. Dessa iniciativa derivaram teclados virtuais para PDAs e computadores ou painéis virtuais holográficos para aviões. realidade virtual e agentes inteligentes de software aplicados a periféricos especiais de computador. Esse grupo pesquisava as questões relativas à interface humano/computador.. nível e temperatura do café etc. da cognição humana e até da antropologia. os princípios ali aplicados serão transferidos para dispositivos de evidente utilidade (ou com alto perfil mercadológico). localizar a carteira perdida. carros e casa. implementado no projeto MediaCup do MediaLab teve seus resultados portados para dispositivos sensíveis ao contexto e formadores de comunidades dinâmicas usados na “casa inteligente” (Projeto EasyLive® da Microsoft) ou buttons como o IButton® usados para identificação de seu portador a fim de abrir uma porta eletrônica.Caso esses dispositivos tenham sucesso em seu desenvolvimento. Bob Sprague. passando estados como localização. através das pesquisas de Mark Weiser (considerado o pai dessa nova tecnologia). avisar sua entrada na empresa. da eletrônica digital. de forma a permitir seu uso de maneira natural ou seja: sem que o usuário se aperceba ou precise dedicar sua atenção à utilização desse tipo de computação. informar se um vigia está ativo ou foi imobilizado. como projeção em paredes ou móveis (projeto “Everywhere Display”® da IBM). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . eles nem sempre agradam esteticamente A partir da ideia de reinventar os displays. Tecnologia embarcada Computação ubíqua é um campo da Computação relativamente novo. A ideia de um copo de café que pode se comunicar com a cafeteira. muitos dispositivos de visualização têm sido desenvolvidos.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 119 .A justificativa desse trabalho está baseada no fato de que a utilização de computadores e periféricos requer atenção e treinamentos especiais por parte de seus usuários. handhelds[1] e similares. Copyright © 2007. normalmente não tem nada a ver com as tarefas e a área de aplicação desse usuário. É como se essa tecnologia (informática) invadisse a área de aplicação. exigindo mais atenção que a própria atividade fim de seus usuários. ocorreu uma disseminação de dispositivos computadorizados. telefones celulares. Com o aumento que se previa (e que acabou acontecendo) na utilização da informática. aumentando portanto o ônus de seus usuários de terem que conhecer interfaces diferentes e diferentes formas de operação desses dispositivos como periféricos de computador. que se concentram nas operações do computador e num jargão técnico específico que.

Em Second Life. O estudo à distância. todos podem ser fisicamente diferentes. construir. Todos já nascem com a certeza de sua imortalidade e não o envelhecimento. por exemplo. similar aos games 3D. Na comunidade em que fronteiras e nacionalidades inexistem. o que importa é viver experimentar. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 120 . iniciativas interessantes estão sendo desenvolvidas no campo comercial e institucional para empresas na Ilha Berrini. de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real. basta customizar seu avatar na própria ferramenta de navegação. ao contrário do que ocorre normalmente no ensino e presencial. Second Life é uma plataforma virtual 3D. socializar e brincar. no qual avatares customizados vivem sem se importar com as diferentes temperaturas de ambiente e necessidades existenciais biológicas. Copyright © 2007. o crescimento do sistema é de ordem progressiva exponencial. mantida e desenvolvida pela Cafeína Estúdio Criativo. No entanto. As aplicações do Second Life em ambientes educacionais têm sido exploradas já com resultados favoráveis importantíssimos. os personagens envolvidos estejam participando das atividades. mais de 4 milhões de pessoas povoam o espaço comum da sociedade baseada em poucas regras e nenhuma lei. De acordo com os relatórios oferecidos pela empresa criadora e gestora do SL-Second Life.U NIDADE 28 Objetivo: Conceituar Second Life como uma plataforma virtual 3D. por exemplo. Em termos de Brasil. comprar. Second Life Trata-se de uma bolha digital. no mesmo instante. esse distanciamento físico não implica um distanciamento humano. implica a possibilidade de aprendizado sem que. Atualmente. de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real”. um espaço comum.

e durante uma ou duas semanas. networked learning ou web-based learning. de acordo com o seu tempo e a sua disponibilidade.A EAD. mas isso não faz parte da definição mais ampla de EAD: pode ocorrer educação a distância. A tecnologia. principalmente. da EAD on-line (uma de suas divisões). tecnologias de telecomunicação e transmissão de dados. Ou seja. o aluno se autoprograma para estudar. A possibilidade de criar locais de aprendizagem mais ricos provoca nos alunos uma interação mais intensa e prazerosa no seu caminho para o saber. onde e quando pode. on-line learning. por exemplo. conteúdo e instituições. professores. O aluno estuda onde e quando quer.com/second-life/ Copyright © 2007. portanto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 121 . por exemplo. quando consegue propiciar ambientes de aproximação entre os componentes vivos da educação. passar algumas semanas sem se dedicar muito aos estudos. possibilita a manipulação do espaço e do tempo em favor da educação.joaomattar. dedicar-se com mais energia. a EAD passou a utilizar. Ele pode. torna-se mais rica como forma de compartilhar o conhecimento. com material impresso enviado pelo correio. Hoje. virtual learning. som e imagens que convergem cada vez mais para o computador. que pode envolver qualquer tipo de tecnologia de comunicação para mediar a relação entre alunos. é importante distinguir a EAD em geral. por diversos motivos. http://blog. Recentemente. são bastante utilizadas em EAD mídias eletrônicas e. com maior intensidade. Portanto. então. a Internet. que é também denominada e-learning.

Tecnologia e Inovação”. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 122 . que define os “objetivos e diretrizes estratégicas que o compõe. criando melhores possibilidades para que a população tenha acesso aos frutos do progresso.U NIDADE 29 Objetivo: Conhecer os principais desafios para a construção de uma política para a Ciência. O avanço do conhecimento científico e tecnológico no Brasil passa por alguns desafios. Alguns desses desafios são:  ampliar o contingente de pessoal qualificado para criar a massa crítica necessária para seu processo de desenvolvimento.  orientar os esforços de C&T para resultados de interesse da sociedade. publicação do MCT.  orientar os esforços de Ciência e Tecnologia (C&T) para resultados de interesse da sociedade e. lista os seguintes desafios do Brasil na área de Ciência e Tecnologia:  a dificuldade de acompanhar e contribuir para o avanço do conhecimento científico e tecnológico. reduzir ou superar hiatos socioeconômicos. que o país está procurando enfrentar com as armas disponíveis. Tecnologia e Inovação” Tecnologias e Aplicações Desafios na Área de Ciência e Tecnologia O Livro Branco. Copyright © 2007.  ampliar o contingente de pessoal qualificado para criar a massa crítica necessária para seu processo de desenvolvimento. constitui passo fundamental para a construção de uma política para Ciência. ao mesmo tempo.

  reduzir ou superar hiatos socioeconômicos. com apoio decisivo da comunidade científica. adequado de administração e revisão. criar melhores possibilidades para que a população tenha acesso aos frutos do progresso. Copyright © 2007. pelos fundos setoriais. e  promover. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 123 .  promover. um sistema moderno. novos patamares de desenvolvimento econômico e social para o Brasil.  implantar mecanismos eficientes e inovadores do peer-review-system (painéis de avaliação de propostas). através dos diversos fundos setoriais para o desenvolvimento científico e tecnológico. tecnológica e empresarial qualificada. dinâmico.

U

NIDADE

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Objetivo: Conhecer os planos de incentivo e desenvolvimento da produção local de bens de informática.

Política nacional de informática As ações do fim da reserva de mercado para a informática (outubro de 1992), da liberalização do comércio, da remoção de barreiras não tarifárias e a da dispersão das alíquotas do imposto de importação, proporcionaram ao setor de informática brasileiro a possibilidade de explorar adequada e eficientemente as chamadas “janelas de oportunidade”, incentivando e desenvolvendo a produção local de bens de informática. A reestruturação do setor trouxe investimentos externos e viabilizou a formação de parcerias entre as empresas nacionais, facilitando a entrada em vigor de um novo modelo de negócio produtivo na área de tecnologia. Na década de 90, a política de informática no Brasil já sentia os ares de mudanças, através da redução das alíquotas de importação de diversos itens, da abertura do setor, da identificação da necessidade de oferecer suporte à indústria instalada e do modelo de atração do capital externo. O governo brasileiro é o grande incentivador de pesquisa e desenvolvimento (P & D), sendo o maior investidor. No entanto, a interação entre o setor acadêmico e o setor produtivo ainda é acanhada, havendo a necessidade de expandir o parque industrial de informática, através da geração de mais empregos qualificados e do uso da tecnologia da informação como caminho para modernizar outros setores da indústria e de serviços.

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A Lei de Incentivos Fiscais em Informática Regulamentada somente em 1993, e alterada pela Lei nº 10.176, de 11 de janeiro de 2001, a Lei de Incentivos Fiscais em Informática instituiu benefícios para as “empresas de capital nacional, produtoras de bens e serviços de informática e automação”, através de “financiamentos diretos concedidos por instituições financeiras federais ou, nos indiretos, através do repasse de fundos administrados por aquelas instituições para custeio dos investimentos em ativo fixo, ampliação e modernização industrial” (Art 5º).

Além disso, o Art 6º ressalta: “a produção de bens e serviços de informática no país deduzirão, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) do Imposto sobre a Renda e Proventos de qualquer natureza devida, o valor devidamente comprovado das despesas realizadas no país, em atividades de pesquisa e desenvolvimento, diretamente ou em convênio com outras empresas, centros ou institutos de pesquisa ou entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas.” As empresas para fazer jus aos benefícios da Lei 8.248 devem investir, a cada ano, em Pesquisa e Desenvolvimento, no mínimo 5% do faturamento bruto e sendo o percentual mínimo de 2,3 % da seguinte forma: 1%, em convênios com centros e institutos públicos oficiais, cadastrados no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI), 0,8% em convênios com centros e institutos públicos oficiais das regiões Centro-oeste, Norte e Nordeste, cadastrados no CATI; e 0,5% depositado trimestralmente no Fundo Nacional de Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia – Tecnologia da Informação (FNDCT/CTInfo). Em 2001, o ano do “Apagão”, o setor produtivo de informática, incluindo as áreas de telecomunicações, energia, equipamentos industriais e eletrodomésticos cresceu 11%, com expectativa de manter esse crescimento nos anos seguintes.

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Mesmo em meio a uma boa expectativa de crescimento, o setor ainda mantém um déficit anual de cerca de US$ 8 bilhões. Em vista desse acentuado déficit, as parcerias das empresas que recebem os incentivos da Lei de Informática com os centros de pesquisas e universidades são bem vistas e viabilizam a execução de projetos de pesquisa e financiamentos nessas instituições. Muitos países têm considerado como uma visão estratégica à adoção de parcerias na área de tecnologia da informação, permitindo a manutenção de altos investimentos e manter a dinâmica do setor. A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para os bens de informática, ainda privilegia a aquisição de produtos no exterior, em detrimento da produção local. A produção nacional fica prejudicada com as importações, pois se torna mais vantajoso, em alguns casos, importar produtos do que incentivar a fabricação no Brasil. As conseqüências são a menor geração de postos de trabalho e déficit na balança comercial.

Políticas Atuais O Ministério da Ciência e Tecnologia destacou que uma política para o setor de informática no Brasil deve estar fundamentada em três questões:    desenvolvimento de bens finais (hardware), visando a inovação tecnológica; desenvolvimento de software; reestruturação e desenvolvimento do setor de microeletrônica.

Desenvolvimento de bens finais (hardware) A Lei Nº 10.176, “Nova Lei de Informática” é um valioso instrumento para priorizar as atividades de pesquisa e de desenvolvimento, bem como, provê meios para a
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foi criada uma Política de Projeto de Circuitos Integrados. Desenvolvimento software O desenvolvimento de software no Brasil tem se destacado como integrante de um setor forte. são importantes componentes que agregam conhecimento aos produtos de tecnologia de informação e de microeletrônica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 127 . dinâmico e inovador. no setor de microeletrônica e nos demais setores. a partir da parceria com a iniciativa privada para a produção de bens destinados a países em desenvolvimento. Os circuitos integrados. Esse avanço tem ocorrido. o de eletroeletrônico e o de máquinas industriais (ferramentas). beneficiando o mercado interno. com a finalidade de se criar uma rede de projetistas que possam comercializar Copyright © 2007. visando dotar o setor de microeletrônica de condições de competir com os produtos importados. a modernização da infra-estrutura e o desenvolvimento de produtos no Brasil. Desenvolvimento do setor de microeletrônica A necessidade premente de materiais e produtos eletrônicos e circuitos integrados. Para atender as necessidades desses setores. O desenvolvimento desse setor contribui de maneira eficaz na produção de serviços para a Nova Economia. obrigou à abertura de uma nova frente de ataque. Os setores produtivos que mais sentem os impactos das inovações eletrônicas são o automotivo. caracterizando o país como um “produtor mundial de software”. na maioria importados. na elevada qualificação de recursos humanos e na existência de núcleos de excelência e de incubadoras de desenvolvimento de software em todo o país. sobretudo.descentralização regional do conhecimento. A produção de bens de elevado valor tecnológico agregado contribui para a oferta de novos serviços e empregos. o de brinquedos. hoje cada vez mais complexos.

e que sejam integrados aos projetos de design das empresas que apóiam os setores mais consumidores de componentes de microeletrônica. Sugere-se ao aluno ler os anexos com atenção. O Anexo “A” apresenta a Lei Nº 8248. O Anexo “B” apresenta a Lei Nº 10. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 128 . de 11/01/2001 – sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação. conforme visto no capítulo oito. para tornar-se viável. para ter uma visão ampliada sobre as políticas do governo para os setores de Tecnologia da Informação e de Telecomunicações.produtos. de 23/10/1991 – sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação. Copyright © 2007. conta com a capacitação adequada de pessoal.176. Essa política. protegidos pela Lei de Propriedade Intelectual. O Anexo “C” apresenta um Extrato da Lei Geral de Telecomunicações.

um canal duplex de média velocidade e uma POTS (Plain Old Telephony Services). interligadas em nível nacional. composta de três canais lógicos de alta velocidade para download. identificado pelos números 0 (Desligado) e 1 (Ligado). a linha de voz utilizada pelas companhias telefônicas.G LOSSÁRIO Banda Larga é um canal de comunicação que tem uma largura de banda maior que a linha para voz. É um serviço de troca de mensagens entre usuários dentro da Internet. sendo que cada par é isolado do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. Copyright © 2007. Circuito de linha digital assíncrona. baseados no sistema binário. composta pela unidade central de processamento (CPU) e seus periféricos. Correio eletrônico. É o cabo composto por pares de fios. Os projetistas de rede variam o número de tranças nos fios contidos em cada cabo. Dígito binário. tangível. do computador. sendo potencialmente capaz de maiores taxas de transmissão. Canal de comunicação direta para obter dados do cliente e para lhe oferecer novos produtos e serviços. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 129 . É a parte física. Call-center Central de Chamadas. Forma de transmissão de sinais elétricos. Criptografia – Arte de esconder objetos e símbolos através de um sistema de codificação automatizado. a fim de reduzir o acoplamento elétrico e a diafonia entre os pares. Consórcio composto por 14 instituições destinado a proporcionar infraestrutura e serviços de redes de alto desempenho.

compatibilizar as transmissões de informações e disponibilizar serviços em meio eletrônico.1. conectar. Possuem imunidade total contra diafonia e contra interferências eletromagnéticas e de radiofreqüência.Forma de administrar os sistemas de informação. LAN – Local Area Network Largura de banda .Ecologia da Informação . medida em Hertz.x onde x designa um valor de 8 bits (variando de 0 a 255). a fibra é o meio mais adequado para conectar prédios com diferentes aterramentos elétricos. controlar.x. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 130 . É também a possibilidade de integração de computadores localizados distantes da rede de modo a operarem como se estivessem localmente conectados à mesma.x.233.19. o que proporciona uma velocidade e uma distância maiores do que as obtidas com cabos de cobre. Hardware Infovia: Conjunto de recursos utilizados para interligar.Largura de Banda ou Bandwidth é a faixa de frequência necessária para a sinalização. os cabos de fibra não atraem raios como cabos de cobre. IP – Internet Protocol IP é o endereçamento utilizado para conhecer a localização de um determinado equipamento dentro da Internet. enquanto os de cobre transportam elétrons. Além disso. A falta de ruídos internos e externos significa que os sinais têm um alcance maior e se movem mais rápido. E-Gov – Governo eletrônico – serviços e prestação de informação junto ao Governo. E-mail– Eletronic Mail Estes cabos transportam luz. Como não transporta eletricidade. Modalidade de acesso a um computador localizado em uma localidade fisicamente distante. É composto por um número de 32 bits no formato x. Copyright © 2007. buscando uma abordagem ecológica que leve em conta o fluxo e o controle da informação na empresa como um todo. É a diferença entre a frequência mais alta e mais baixa de uma banda. com o objetivo de propiciar a aproximação entre os cidadãos. utilizando como meio de acesso e divulgação a própria internet. por exemplo 240. processar.

LAN é um sistema de comunicação de dados confinado a uma área geográfica limitada (em torno de 10 quilômetros).544 Mega bits por segundo) até 10 Giga bits por segundo.interdisciplinares colaborando na resolução de um mesmo problema.Modalidade de Educação a Distância baseada na Internet.Rede é um grupo interligado de nós ou estações. com taxas de transmissão moderada a alta (100 Kbps até 1000 Mbps). Rede . Suporta taxas de transferência de dados variando de velocidades subT1 (menos de 1. e serve como padrão para redes de longa distância (WAN’s) e para acesso a Internet. conectadas por canais de comunicação ou por meio de equipamentos de conexões. Copyright © 2007. Aplicativos e Utilitários. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 131 . REMAV – Rede Metropolitana de Alta Velocidade – desenvolvida principalmente para fins acadêmicos e de pesquisa. Processamento de Alto Desempenho – várias unidades do conhecimento . baseado nas tecnologias da informação e de comunicação. Protocolo de Transferência. Ele foi desenvolvido para ser um protocolo roteável. Rede Local de Área. Nova Economia . Modo de Transferência Assíncrono (ATM) é uma técnica de comunicação de pacotes rápidos baseados em célula. A área servida pode consistir em um prédio apenas.Nova Economia é um novo modelo de negócios. Programas de Computador. Redes de Longa Distância. PLN – Processamento de Linguagem Natural – ramo de estudos da Inteligência Artificial. Classificam-se em: Sistemas Operacionais. Second Life – Ambiente de navegação 3D semelhante à internet. As WANs utilizam linhas de transmissão de dados oferecidas por empresas de telecomunicação. um grupo de prédios ou um arranjo tipo campus. São redes interligando computadores em locais fisicamente distantes.

de modo a disponibilizar de modo rápido e eficiente a informação requerida.). Ver WWW. onde uma determinada informação como um texto ou uma imagem pode servir de elo com outros documentos.Sociedade da Informação – A expressão “Sociedade da Informação”. com possibilidades de maior democratização das relações socioeconômicas intra e internacionais (políticas.Teia de Aranha Mundial. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 132 . WAN – Wide Area Network Rede de acesso – alcance através de ondas de rádio novamente. TCP – Transfer Control Protocol . traz a noção de uma nova sociedade. baseada numa economia informacional. É um sistema de busca de informações por hipermídia através de um mecanismo conhecido como hipertexto. comerciais etc. bastante difundida nos discursos acadêmicos de diversas áreas do conhecimento.

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