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CONFLITO ÁRABE-ISRAELENSE

Resumo Visão geral do conflito árabe-israelense incluindo uma descrição da origem do conflito. ONU. suas principais guerras. conflito árabe-israelense. Palavras-chave: Israel. árabes. judeus. alguns elementos diferenciadores dos dois povos e possibilidades para o futuro do referido conflito. OLP . Palestina. ingleses.

destruiu o templo judaico na cidade de Jerusalém. Alguns elementos diferenciadores 4.seria a terra prometida por Deus. matou um grande número de judeus. Judeus e cristãos acreditam que. Nesta ocasião. Possível futuro 1. Origem A razão de ser do conflito árabe-israelense é o vínculo religioso. Judéia e Galiléia. Moisés e David. e. o Império Romano mudou o nome da Terra de Israel para Palestina.tem com a região em conflito. Deus deu esta terra para os judeus (também conhecido como hebreus ou israelitas). Israel: primeiro povo a colonizar a região Para o povo de Israel. os antigos judeus desde os tempos bíblicos chamaram sua terra de Israel. cultural e histórico que cada um desses povos – os árabes e os israelenses . . de acordo com a Bíblia e a Torá. Historicamente. mas a maioria dos judeus não retornou até aproximadamente os séculos XIX e XX. Canaã. a região que abrigou os antigos Reinos de Israel e da Judéia – atualmente conhecidos como Palestina . e forçou muitos outros a deixar sua terra natal em um êxodo chamado diáspora. Cerca de 2 milênios atrás. conhecida pelos judeus como Terra de Israel e pelos árabes como Palestina. Alguns judeus permaneceram na área.sobre quatro aspectos do conflito árabe-israelense: 1. o Império Romano dominou esta área. Guerras e fatos importantes 3. Origem 2.Introdução A proposta para esse trabalho é prover uma visão geral – refletindo uma opinião pessoal do autor . conforme descrito no velho testamento. liderada por homens como Abraão. ao suprimir várias rebeliões judaicas.

000. tornaram-se o grupo étnico dominante. por meio de compra de terras dos otomanos e compra direta de árabes proprietários de terrenos. Após a diáspora. formando e aumentando comunidades judaicas na Palestina.Reinos de Israel (azul) e Judéia (laranja) – ambos de origem judaica – Século VIII AC Israel em lilás – quase 3000 anos depois. dos quais 94% eram árabes. durante a expansão do Islã. No ano de 1900. por conta de perseguições. Choque de Culturas As tensões entre judeus e árabes começaram a emergir a partir da década de 1880 do século XIX. . os árabes muçulmanos vieram a habitar a Palestina. começaram a emigrar. quando judeus provenientes da Europa. os muçulmanos de língua árabe. uma conformação territorial semelhante. a população da Palestina era 600. Árabes: novos habitantes Apenas no século VII. por exemplo.

teriam de conviver em uma mesma área geográfica apesar de suas religiões e culturas agudamente distintas. Um dos primeiros países a apoiarem uma crescente imigração dos judeus para a região do atual Israel foi o Reino Unido através da Declaração de Balfour.Enquanto muitos árabes estavam dispostos a vender terras aos judeus que chegavam. e a população árabe da região que veio a ser conhecido como "palestinos". A Declaração de Balfour . de acordo como o antigo nome de sua antiga pátria de Israel. muitos outros árabes palestinos estavam preocupados sobre como a tendência a se tornar uma minoria em um país que consideravam seu próprio. de acordo com o antigo nome romano e grego da área. É a partir desse momento que se configura o conflito tal como o entendemos hoje. que começaram a chamar a si mesmos de " israelenses". Os judeus.

Alguns dos piores acontecimentos nesse período foram o Massacre de Hebron de 1929. resultando em mortes em ambos os lados. a Conferência de San Remo. . as tensões aumentaram com crescentes ocasiões de violência tais como as revoltas de Nebi Musa em 1920 e as revoltas de Jaffa em 1921. Assinado em janeiro de 1919. a Liga das Nações estabeleceu oficialmente o Mandato Britânico para a Palestina e Transjordânia. Logo após. dava ao Reino Unido a área que hoje constitui a Jordânia. os ataques realizados pelo grupo terrorista Irgun e o atentado do Hotel Rei Davi em 1946. foi criado. Em 1922. A França ficava com a Síria e o Líbano. certos acordos buscavam harmonizar o retorno do povo judeu para a área. o parcialmente independente Emirado Árabe da Transjordânia. Já na década de 1920. 2. o Acordo Faysal-Weizmann promoveu a cooperação árabe e judaica para o desenvolvimento de uma Terra de Israel na Palestina e uma nação árabe numa larga parte do Oriente Médio. Ela começou após a retirada britânica com a declaração do Estado de Israel em 1948. Para satisfazer os árabes e por conta da dificuldade britânica em controlar a violência instalada no Mandato. suportada em grande medida pelo Acordo Sykes-Picot (acordo anglo-francês de 1916). as atividades da organização islâmica conhecida como “Mão Preta”. deixando a parte a oeste da Jordânia como o Mandato Britânico da Palestina. a revolta árabe de 1936 a 1939.Ao mesmo tempo. Guerras e fatos importantes Guerra de 1948 – Guerra de Independência A guerra árabe-israelense de 1948 foi também conhecida como a "guerra de independência". o que corroborava os acordos assumidos pelo Reino Unido estabelecidos anteriormente: todas as terras a leste do rio Jordão seriam do Emirado da Jordânia (em parte em dependência do Reino Unido). A violência continuou a aumentar durante as décadas de 30 e 40. O líder religioso muçulmano Amin al-Husayni foi um dos que se manifestaram mais claramente de forma contrária a transformar parte da região da Palestina em Israel – mais especificamente a qualquer forma de residência para os judeus. em todos os territórios a leste do rio Jordão.

cerca de dois terços dos árabes da Palestina deixaram os territórios que ficaram sob controle judaico – muitos por ter vendido as suas propriedades. Dentro desse contexto. mas muitos outros também por serem expulsos ou preferirem fugir à situação de descontrole. Tropas da Transjordânia. União Soviética e o Secretário-Geral da Nações Unidas apontaram o episódio como uma agressão ilegítima. Eles consideravam que o plano das Nações Unidas era ilegal porque era contrário à vontade da população árabe da Palestina. Os estados árabes buscavam a proclamação de um "Estado Unido da Palestina" em lugar de um estado árabe e de um estado judaico. Síria e outros estados árabes invadiram a Palestina. Praticamente todos os judeus (ainda em número menor) que habitavam territórios ocupados pelos árabes (como por exemplo na cidade de Jerusalém) também fugiram ou foram expulsos dessas zonas em particular para zonas delimitadas para os judeus. Milícias árabes deram início a campanhas objetivando controle de territórios dentro e fora das fronteiras estabelecidas. Egito. As Nações Unidas estimam que cerca de 711 mil Capitão Adan levantando a bandeira judaica ao final da guerra árabes tornaram-se refugiados como consequência do conflito. que por sua vez “esquecia-se” do fato de ter vendido e ainda continuar vendendo as suas terras para o povo judeu. . ao mesmo tempo em que Israel e os seus aliados da época: Estados Unidos. que propunha o estabelecimento dos estados árabe e judaico na Palestina. tornando necessário a proteção por meio da força dos estados árabes dos cidadãos árabes e das suas propriedades – novamente falhando em reconhecer o fato de que a essa altura uma grande proporção das propriedades da Palestina já serem possuídas por judeus. Os árabes também alegaram que a retirada britânica tinha deixado um vazio legal em termos de autoridade.Os árabes rejeitaram o plano de alocação da Palestina (Resolução 181 de 1947 da Assembleia Geral da ONU).

Em muitos casos isto foi devido a um sentimento anti-judeu. entre 700 e 900 mil judeus abandonaram os países árabes onde viviam como Egito. Ambos os territórios foram conquistados (mas não anexados) por Israel durante a Guerra dos Seis Dias. Conhecida como “A Guerra do Suez”. Até a Guerra dos Seis Dias a Jordânia controlou a Cisjordânia e o Egito controlou a Faixa de Gaza. Durante as décadas seguintes ao fim da guerra de 1948. em 1956. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente foi criada para melhorar as condições destes refugiados. Reino Unido e França. abandonaram ou foram expulsos das áreas ocupadas deslocaram-se para campos de refugiados localizados em países vizinhos tais como o Líbano. foi uma operação conjunta de Israel.As lutas terminaram com a assinatura do Armistício de Rodes. de motivação econômica. na qual Israel invadiu a Península do Sinai e as forças aliadas ocuparam o porto de Suez para alegadamente separar as partes conflituosas. A Jordânia e o Egito resistiram à criação de um estado palestino nestes territórios. Guerra de 1956 Essa guerra. Estados Unidos da América e para outros países ocidentais incluindo a América Latina. ou devido a expulsão ou ainda devido a opressões por meio de lei. Logo após. mas tal anexação foi reconhecida apenas pelo Reino Unido. a Jordânia. que formalizou o controle israelita das áreas alocadas ao estado de Israel juntamente com mais de metade da área alocada ao estado árabe. Iraque e Síria. A real motivação do Reino . Deste número. visou a nacionalização do Canal de Suez. Pós-guerra de 1948 Os palestinos que venderam. enquanto que os restantes migraram para França. a Transjordânia anexou a Cisjordânia. a Síria e para a área que mais tarde se tornaria conhecida como a Faixa de Gaza. cerca de dois terços acabaram por se deslocar para campos de refugiados em Israel.

que foi ocupada por uma força da Nações Unidas (UNEF). dos Estados Unidos da América e da União Soviética. principal fornecedora de armas dos mesmos. em troca de garantias de utilização e navegabilidade no canal. Durante esse período. que afinal ficou sob o controle do Egito. No período houve disputas entre Israel e Síria relacionadas a áreas fronteiriças terrestres e marítimas. Gamal Abdel Nasser de nacionalizar o canal. Entre 1956 e 1967 A partir de aproximadamente 1956 sugiu o Nasserismo. enquanto Israel se aproximava dos EUA – destino de grande parte dos judeus perseguidos durante a segunda guerra mundial – os estados árabes gradativamente iniciaram o seu alinhamento com a União Soviética. . Israel se retirou da Península do Sinai. que os egípcios reclamavam estar nas suas águas territoriais. que contou com a proclamação da República Árabe Unida em 1958 e o seu colapso em 1961. que conectar o Mediterrâneo e o Oceano Índico por meio do Mar Vermelho. Israel justificou a invasão do Egito pela necessidade de se proteger de ataques à sua população civil e restaurar os direitos de navegabilidade pelo estreito de Tiro. As forças de apoio a Israel concordaram em se retirar sob pressão particularmente A localização do Canal de Suez.Unido e da França foi proteger os interesses dos investidores no Canal do Suez – o que parece ser um interesse suficientemente importante para justificar as suas ações. Esses interesses tinham sido colocados em risco devido à decisão do presidente egípcio. que também tinham interesse geopolítico na região.

Em 6 de Outubro de 1973 os exércitos do Egito e da Síria atacaram de surpresa Israel durante a celebração de uma data sagrada para os judeus . Após a surpresa dos árabes. a Península do Sinai e os Montes Golã. Essa campanha foi iniciada por Israel contra o Egito e a Jordânia como uma guerra preventiva – a primeira de caráter preventivo dos tempos modernos . A parte da Cidade Antiga de Jerusalém. uma lei israelita declarou Jerusalém como capital eterna e indivísivel de Israel – restaurando uma configuração original próxima àquela tida por Israel a quase três mil anos atrás. Israel ocupou a Cisjordânia. formando um único município israelita. mas ganhado território a oeste do canal e nos montes Golan. com o objetivo de reconquistarem os territórios que tinham perdido. que também mobilizavam suas tropas. Guerra de 1973 – Guerra do Yom Kippur Antes do último cessar-fogo entre os judeus e os árabes. A Guerra do Yom Kippur começou com os egípcios e sírios avançando durante as primeiras 48 horas. agravada pela partida de forças das Nações Unidas presentes no Sinai desde 1956. consolidando de forma contundente o antagonismo dos estados árabes em relação ao povo judeu. atacando preventivamente com sucesso. Em 1980.o Yom Kippur – pegando os exércitos de Israel desprevenidos. a Organização pela Libertação da Palestina.No início da década de 1960. a Faixa de Gaza.em que o estado israelita defendeu-se da política pan-árabe do presidente egípcio Nasser com alianças militares com a Síria e a Jordânia. Israel antecipou-se. aumentando consideravelmente o seu território. seria reunificada por Israel com a Cidade Nova. Como consequência da guerra. conhecida como Jerusalém Oriental. os estados árabes estabeleceram a OLP. estratégia repreendida pela comunidade . Sendo iminente um ataque do Egito e da Jordânia. Guerra de 1967 A Guerra dos Seis Dias ocorreu em Junho de 1967. Israel havia perdido território para o Egito.

que também incluía forças árabes.internacional. A organização semi-independente servia para lançar ataques terroristas e covardes a civis israelenses. os sírios já haviam sido completamente expulsos das Colinas de Golã. exceto por uma estreita faixa de terra designado por Israel como a Zona de Segurança Israelense. Na segunda semana da guerra. Guerra do Golfo de 1990-1991 A Guerra do Golfo começou com a invasão iraquiana do Kuwait e não teve inicialmente envolvimento militar direto com Israel. levou à morte milhares de libaneses e foi criticado pela comunidade internacional. durante a guerra civil do país. o conflito começou a pender em favor de Israel. foi montada para retirar as forças iraquianas do Kuwait. Guerra de 1982 e ocupação A Guerra do Líbano de 1982 começou quando Israel atacou o Líbano a fim de remover os militantes Fatah liderados por Yasser Arafat do sul do Líbano. Embora o ataque tenha obtido sucesso em exilar Arafat na Tunísia. As tropas israelitas finalmente retiraram-se da região oeste do canal e os egípcios mantiveram as suas posições sobre uma estreita faixa no leste permitindo-lhes a reabrir o Canal de Suez e clamar vitória – a despeito da clara incapacidade em atingir os seus objetivos por meio da estratégia de uso do fator surpresa. os israelitas atacaram o ponto de encontro de dois exércitos egípcios invasores. embora motivado pelas continuadas ações terroristas. Uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos. Israel se retirou do território libanês. Israel se indispôs com diversas milícias muçulmanas locais como o Hezbollah. O ataque ao Líbano. cruzaram o Canal de Suez e cortaram todo o exército egípcio assim que um cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor. onde tinham estabelecido. Em 1985. Como uma estratégia de . No Sinai ao sul.

Retirada israelita de 2005 Em 2005. os civis foram evacuados e os edifícios residenciais foram demolidos após 15 de agosto. O Kuwait e outras monarquias árabes do Golfo. Demonstrando a firmeza da decisão do estado israelense. a liderança palestina e o Rei Hussein da Jordânia apoiaram a invasão iraquiana do Kuwait. Israel – amparado moralmente pelos EUA . e adotada pelo governo e aprovada em agosto de 2005.dispersão. expulsaram cerca de 350 mil refugiados palestinos e retiraram seu apoio à causa palestina. A retirada da Faixa de Gaza foi Israel remove unilateralmente todas as suas forças das regiões em laranja concluída em setembro de 2005. No entanto. quando o último soldado israelita deixou a Faixa de . então justificadamente. lançando mísseis Scud sobre cidades e instalações nucleares israelenses perto de Dimona. O plano de desocupação foi uma proposta apresentada por Ariel Sharon. o Iraque tentou chamar Israel para o confronto e dividir a coligação multinacional.não promoveu retaliações ao Iraque e a coalizão multinacional afastou as forças iraquianas do Kuwait. Primeiro-Ministro israelense. Israel decidiu evacuar de forma unilateral os assentamentos e os postos militares avançados da Faixa de Gaza e do norte da Cisjordânia. de forma racional e efetiva. incentivando a OLP a assinar os Acordos de Oslo. para remover a ocupação permanente de Israel da Faixa de Gaza e de quatro assentamentos ao norte da Cisjordânia. Durante a guerra.

Alguns elementos culturais Dos judeus Um importante elemento diferenciador dos povos é o aspecto cultural.Gaza. Enquanto a prática religiosa de outros povos restringe-se a uma faceta menor da vida pública e social. Dentre muitos traços. permitiu ao povo judeu o desenvolvimento de um diferenciado poderio econômico e uma consequente sofisticação intelectual e cultural – ainda que mantendo as suas tradições religiosas milenares. . Alguns elementos diferenciadores O elemento religioso O elemento religioso é um fator de difícil conciliação entre os dois povos. incluindo aspectos de repúdio em relação aos que não compactuam os seus credos. Essa vocação. Além da vocação financeira. não menos importante. caracterizando-se por uma quase laicidade em termos práticos (ir à igreja “de domingo”). Apesar das representações de comediantes do “Salim” e do “Judeu Sovina”. A retirada militar do norte da Cisjordânia foi concluída poucos dias depois. que é a sua destreza com finanças e a sua rede de relacionamentos global. tanto os judeus quanto os árabes vivem intensamente em função dos seus credos religiosos. incluindo os “juros”. podemos afirmar que o povo judeu foi autor dos principais instrumentos financeiros existentes. entende-se prontamente a dificuldade de convivência na Palestina. a cultura judaica tem um profundo respeito pelo conhecimento e pelos estudos. Sendo suas religiões profundamente diferentes e. 3. temos um diferencial do povo judeu. fato que pode ser rapidamente comprovado pela qualidade das escolas judaicas e pela prioridade que a educação representa para todos os integrantes da família judaica. aliada a sua grande mobilidade global.

com exceção do caso da elite dominante dos países árabes. dentre outras figuras de destaque social. Apoio Internacional Para aqueles mais distantes. Embora o exemplo das comunidades árabes xiitas isolacionistas represente um certo “chavão” utilizado pela crítica ocidental. milionários. Dada a impossibilidade de distanciar-se desse país e de Israel sem distanciar-se de tudo o que é . existe a impressão de que os Estados Unidos da Ámerica seriam um mero parceiro do povo judeu. Para aqueles que. O povo árabe. parece ser um fato que mesmo comunidades menos radicais de prática islâmica tendem a relegar o estudo a um segundo plano. nenhum outro povo chega próximo do povo judeu – em termos de representação proporcional (ex. atletas e empresários. compreensivelmente. interpreta os EUA como “o grande inimigo”. assim como esse autor. elite esta que costuma estudar em grandes centros urbanos mundiais como Londres e Nova Iorque. O efeito que tal postura tem é que a população tem dificuldades de manter-se a par do nível de produtividade de outros povos. Para o mulçumano médio o conhecimento secular é um conhecimento artificial e dispensável que poderia até mesmo afastar o mulçumano de seu caminho de “evolução espiritual”. líder do Centro de Kabbalah Internacional. prêmios Nobel.Os feitos do povo judeu não são apenas financeiros. De acordo com estudos estatísticos realizados nos EUA. Esse elemento sócio-cultural do povo judeu está intimamente ligado aos traços de personalidade reforçados pela religião e cultura judaica. tiveram a oportunidade de viver por quase uma década nos EUA fica claro que existe um relacionamento muito mais embrionário entre as duas nações. Dos Árabes A forma como a religião islâmica se reflete na vida dos árabes representa quase uma versão inversa do que vemos na vida dos judeus. a tal ponto que se torna difícil o estudo das duas como entidades separadas. Como disse o rabino Yehuda Berg. profissionais por população) – no número de cientistas. o judaísmo representa uma “tecnologia de vida” e não apenas uma religião.

. e da reprovação até mesmo de Israel. Provável conflito generalizado Como Joe Walsh autor do "Myth of a Two-State Solution. Após o fracasso de suas iniciativas iniciais. o presidente Barack Obama rapidamente reduziu a prioridade do tema em sua agenda – enviando a triste mensagem velada de que realmente parece não haver uma possibilidade de solução pacífica para a região. a China e a Rússia vêm apoiando os povos árabes em seus anseios. principalmente como uma opção geopolítica – o que mantém um certo balanço nas relações existentes no oriente médio. Possível Futuro Solução amigável do conflito Uma tentativa amigável de convivência dos dois povos tem sido tentada desde o início do presente século.. assim como infelizmente vemos no decorrer da Primavera Árabe. é insano.. em May 3. as mulheres não podem ser educadas em escolas e." publicou em um artigo no respeitado jornal Washington Times... status internacional advindo de sua plataforma política e imagem de homem próximo ao Islã (filho de um pai muçulmano cujo sobrenome do meio é Hussein). 2012: "Decorreram 64 anos desde que a Assembléia Geral da ONU aprovou o Plano de Partilha da Palestina. Hoje. Estrategicamente. A solução de dois Estados não pode funcionar quando uma das .. fazer a mesma coisa vez após vez e esperar resultados diferentes. Mais recentemente o presidente Barack Obama tentou mudar o estado de coisas na região se utilizando de sua poderosa retórica.. Isso me lembra da definição de insanidade: . nunca funcionou e nem nunca vai funcionar . a regra é afastar-se de tudo o que possa lembrar o ocidente. não estamos mais perto para esse fim.moderno. não há tal coisa como uma solução de dois Estados.. as nações árabes recrudescem-se religiosamente e caminham em direção a um mundo onde a televisão é proibida. porém. e a busca da implementação de uma" solução de dois Estados " começou. 4..

.. um conflito de características locais mas com repercussões mundiais continuará a desafiar a nossa sociedade. É hora de deixar de ir a loucura solução de dois estados . seja ela qual for. nem mesmo reconhece ao outro Estado (Israel) o direito de existir e tem como único propósito na vida varrer Israel da face da terra. Resta a impressão de que. .partes. Nunca a paz virá quando um lado possui tanto ódio e rotineiramente expressa que odeiam por meio da violência e do sangue. o Estado palestino. " A resposta à pergunta de qual será o futuro do conflito árabe-israelense só poderá vir pelo tempo.