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PSICOLOGIA E ALEI NA ATUAÇÃO DO JUIZ DE DIREITO

O juiz de Direito costumam enfrentar situações de risco no seu cotidiano, tendo que julgar causas de pessoas violentas ou de grande prestígio social. O juiz deve ser ponderado na análise dos casos concretos para bem julgá-los. Deve encarar cada caso como sendo um problema que se obriga interiormente a tentar resolver com o mínimo de sofrimento para os envolvidos. Existem vários tipos de juízes, como: castigadores, que creem que as penalidades sem são o o melhor do instrumento organismo, educativo. que é sadio. Há outros que, entretanto, realizam um trabalho moral, tratando dos desvios de conduta agredir restante Há os carrascos, que acionam o gatilho para fuzilar os condenados à morte. A fisionomia do juiz, que se vai delineando aos poucos, não pode ser mais a do castigador rigoroso, mas sim a do estudioso da psicologia humana, visando solucionar as questões jurídicas tendo como referência que “o Direito foi feito para o homem e não o homem para o Direito”. Michel de Montaigne foi o primeiro a pensar dessa forma, abrindo caminho para uma evolução que mostra os rumos novos do Direito e da Justiça. Magistrados são homens e mulheres que devem primar pela grande compreensão humana e não meros aplicadores de leis e jurisprudências de forma fria e, algumas vezes, com certo grau de crueldade.

O psicólogo americano Philip Zimbardo realizou no ano 1971 um experimento curioso. Selecionou de mais de 200 candidatos apenas 12 jovens com um perfil psicológico saudável e com desempenho social acima de qualquer suspeita. Seis dos jovens seriam os carcereiros e os outros seis seriam os prisioneiros e deveriam tratar-se como tal. O experimento que deveria ser realizado em duas semanas teve que ser interrompido em seis dias. O motivo foi simples: os jovens carcereiros já estavam -submetendo os jovens prisioneiros a pequenos atos de submissão, humilhação e tortura. Graças a essa análise Zimbardo desenvolveu uma teoria que ele chamou de Efeito Lúcifer. Baseou seu raciocínio no mito do anjo preferido de Deus que sucumbiu ao orgulho, tentou tomar o posto do altíssimo e por isso foi expulso do céu e condenado ao inferno. O psicólogo – professor da Universidade de Stanford – notou que pessoas ditas “normais” podem realizar ações maldosas, sob certas circunstâncias, como qualquer pessoa considerada criminosa.

Essa teoria vai completamente ao encontro da idéia da sombra. realmente não tem problema!” 5 – Obediência cega à autoridade Ex: “todo mundo fez. esse é a escalada da pessoa em direção ao mal. A sombra é sempre um aspecto rejeitado e julgado de nossa personalidade como algo mal. o primeiro pequeno passo Ex: “afinal. traição e menosprezo você poderia se resguardar moralmente por meio de motivos pessoais a tal agressão “fiz isso porque fulano mereceu!” Aí está aberta a primeira concessão para o chamado mal. Você agrediria uma pessoa querida? A resposta imediata seria não. Realizamos o mal em busca de exercer poder sobre os outros. eu fiz também!” 6 – Falta de crítica a conformidade com normas grupo Ex: “realmente não acho que tem problema!” 7 – Tolerância passiva do mal através da inação ou indiferença Ex: “eu não estou nem aí para esse tipo de gente!” Segundo ele. qual o problema?” 4 – Difusão de responsabilidade pessoal por meio de um grupo ou justificativa racional Ex: “várias pessoas já me disseram que não tem problema. desprezível e condenável. afirma Zimbardo. que mal tem?” 2 – Desumanização dos outros Ex: “ele bem que merecia!” 3 – Auto-preservação no anonimato Ex: “todo mundo faz. Mas diante de uma justificativa como abandono. O que você pensa que poderia fazer de mal em nome de um bom motivo? mal . Ele diz que a pessoa comum vai trilhando 7 passos em direção ao 1 – Negligenciando a capacidade de fazer o mal.Ele afirma que as pessoas fazem o mal justificadas por uma razão distorcida que favorece os próprios motivos em desfavor dos outros.