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06/08/2012

• Origem dos contratos = surgiu a partir do momento em que o homem passou a viver em sociedade. No Direito Romano, o contrato tinha obrigatoriamente de se revestir de determinadas solenidades, formalidades. Ela possui maior importância que o acordo entre as partes, pois era necessário a “actio”, ou seja, a pessoa teria que ter uma ação. Quando não se observava formalidade alguma, era um pacto. Portanto, a diferença entre contrato e pacto era que no contrato, que era um tipo de pacto, possuía formalidades que seriam mais importantes que a vontade das partes. Posteriormente, começaram alguns pactos a possuírem actio, tornando-se contratos, acabando pois o formalismo excessivo. A ideia então do contrato passa a ser um acordo de vontades entre as partes no sentido de produzir, modificar ou extinguir direitos. • Estado Liberal = paradigma que se adéqua à nova definição de contrato. Surge após a revolução francesa sob os anseios da burguesia. O Código Napoleônico, grande influenciador dos códigos civis mundo afora, consagra todos os ideais liberais e normatiza a relação contratual, de postura estatal abstencionista. • Principiologia contratual clássica (durante o Estado Liberal) = a) princípio da autonomia (auto = próprio, nomia = norma) da vontade. São normas estabelecidas pelas próprias partes através da vontade delas. b) princípio do consensualismo = consenso, acordo entre as partes no tocante às normas estabelecidas. c) princípio da relatividade dos contratos = o contrato só pode produzir efeitos para as partes contratantes. O contrato não gera direitos nem obrigações a pessoas que são alheias, estranhas ao contrato. Ele se amolda ao princípio da autonomia pois os terceiros não anuíram, não tiveram a vontade de firmar o contrato, portanto, não gera direitos nem obrigações para aqueles que não manifestaram vontade nesse sentido. d) princípio da obrigatoriedade contratual = princípio do pacta suunt servanda ( os pactos devem ser observados). A partir do momento que é formado um pacto, as partes são obrigadas a cumpri-la. Naquela época, mesmo havendo desbalanceamento do contrato, como uma situação de injustiça, o Estado não poderia adentrar no mérito da questão. O Estado só poderia interferir se uma vontade tivesse sido viciada. • Estado social = ocorre uma mudança no Estado. Ela então atinge a noção de contrato. A postura estatal repercute nas relações contratuais. O Estado Social é um estado intervencionista, interferindo nas relações econômicas, seja nas sociais. Com isso novos direitos surgem, os chamados direitos de 2 geração, com uma postura mais ativa nas relações.

Estado democrático de Direito = o EDD, do ponto de vista jurídico, é um amálgama, é uma combinação de princípios do Estado Liberal com o Estado social. Nenhum desses princípios teriam supremacia sobre o outro, abstratamente (somente no caso concreto pode-se ter). Aqui ocorre o neoliberalismo, com uma intervenção estatal mas no sentido regulador e não tao intervencionista como no Estado social.

Nova principiologia contratual = a principal mudança foi no princípio da autonomia da vontade. O Estado social era intervencionista, significando que o Estado começa até a impor determinados contratos, como o DPVAT, o seguro obrigatório. Em outros casos, o Estado até mesmo proíbe determinadas vontades. A autonomia das vontades então cai por terra, prevalecendo pois a autonomia privada agora, substituindo a autonomia das vontades. A autonomia privada significa o poder que é dado pelo ordenamento às pessoas para que elas possam regular seus próprios interesses, celebrando contratos, estabelecendo cláusulas, etc. Na autonomia das vontades, a fonte geradora é a vontade das partes. Os efeitos decorrem da vontade, do consenso, do acordo. Já na autonomia privada, o poder é dado pelo ordenamento, será exercido pelas pessoas mas em consonância com o que diz o próprio ordenamento. Os efeitos de um contrato então decorrem do ordenamento, e não mais da vontade. A vontade não gera mais os efeitos. Outro princípio importante a dizer é o princípio do dirigismo contratual. Ele pressupõe uma interferência estatal nas relações contratuais seja no sentido de impor determinados contratos, seja no sentido de impor ou proibir determinadas cláusulas. Outros princípios passaram por uma relativização, como o princípio da obrigatoriedade contratual. Agora, existe a possibilidade atual do estado interferir nas relações contratuais, revendo alguns contratos que, em função da mudança no aspecto fático, tornam o contrato difícil de ser cumprido. É a chamada revisão contratual. Celebrado o contrato e ocorrendo alguma iniquidade, a parte pleiteante pode pedir uma revisão contratual, implicando então uma relativização no princípio da obrigatoriedade contratual. Atenção! = relativizar não é suprimir. Portante as partes ainda ficam obrigadas a cumprir, somente ocorre a mitigação do princípio, ele não é mais absoluto como antigamente no Estado liberal. Outro princípio mitigado é o do relatividade dos contratos. Como agora o que vale é o ordenamento e não mais a vontade como fonte inicial, os contratos podem atingir pessoas que não se comprometeram no contrato, como ocorre em diversos casos no Código de Defesa do Consumidor.

10/08/2012
• A partir do advento do EDD, surgiram outros princípios importantes, como o da boa-fé

• Função Social = um titular de direito ao exercê-lo não pode levar em conta somente seus interesses. É importante distinguir da boa-fé subjetiva. 422 = art. um instrumento de circulação de riquezas. Já a eficácia extrínseca é aquela que diz respeito a produção de efeitos em relação a terceiros estranhos à relação contratual. ou com determinadas cláusulas . O credor e devedor então são responsáveis pelo bom andamento do contrato. A eficácia intrínseca é aquela que diz respeito à produção de efeitos do referido princípio entre as partes contratantes. uma em relação a outra. É caso de desconhecimento de que uma TV comprada foi roubada anteriormente e repassada para mim. O contrato antigamente tinha um interesse meramente patrimonial. mas sim os interesses do grupo social no qual ele esta inserido. Esta muito em voga hoje. execução e após a extinção do contrato. A boa-fé objetiva é uma norma de conduta que obriga as partes a proceder de forma correta e justa. 13/08/2012 • Dirigismo contratual = nova postura do Estado em relação aos contratos. Os deveres da boa-fé objetiva vinculam os deveres tanto do credor quanto do devedor. caso ocorra um desequilíbrio. • Justiça Contratual = durante o estado liberal o estado se mantinha omisso frente as relações contratuais. Os deveres são: a) dever de informação. Hoje já uma preocupação em se manter um equilíbrio entre as partes contratantes. Ou seja. A doutrina moderna vem relacionando uma eficácia extrínseca e intrínseca à função social. o ônus não recai somente sobre aquele que deve. São os chamados deveres anexos! Não se confunde com o dever principal. c) de lealdade. como o DPVAT. sendo o princípio motor da nova CF.objetiva. até mesmo podendo extinguir o contrato. de desconhecimento acerca de uma determinada situação fática. • Com a CF/88. que é o de realizar a prestação. há o realce do princípio da dignidade da pessoa humana. o Estado pode rever o contrato devendo se fazer presente. Ou seja. A boa fé objetiva dá origem a uma série de deveres que devem ser observadas pelas partes contratantes. b) de cooperação. O CC prevê com base na função social o abuso de direito no art. O contrato também precisa desenvolver a dignidade dos contratantes. servindo como uma série de intervenções estatais. A boa-fé objetiva deve permear em todo o fomento. Art. 177. da boa-fé objetiva. Eu sou possuidor da TV em boa-fé subjetiva. A boa-fé objetiva cria um terreno seguro para que o intérprete da lei possa fazer uma exegese correta. adequada. A subjetiva revela o estado de ignorância.

O de execução diferida é aquele que gera uma obrigação diferida e o continuada gera uma obrigação continuada. Art. • À luz do CC os requisitos necessários para rever ou extinguir os contratos são: a) contrato de execução futura [ pode ser um contrato de execução diferida ou de execução continuada. além de superveniente. necessitando então de provar que o fato. • A revisão contratual também está presente no CC. A doutrina dominante entende que basta que a imprevisibilidade seja relativa para que possa ocorrer a revisão dos contratos. A revisão se baseia também na teoria da imprevisão = toda vez que surgir um fato novo extraordinário e imprevisível que venha a alterar o equilíbrio entre as prestações das partes contratantes. definiu o contrário (junto com o STJ). c) além de extraordinário. O CC adora claramente a teoria da imprevisão. ◦ Diferida = nasce mas será cumprida futuramente mediante uma única prestação . A imprevisibilidade absoluta é sempre que não puder ser previsto por ninguém. não precisando demonstrar que o fato superveniente era imprevisível e extraordinário. d) é necessário que esse fato novo venha a alterar o equilíbrio entre as partes contratantes. que não é corriqueiro. que foge da normalidade. porém. deve haver a modificação das cláusulas contratuais. O fato imprevisível é aquele que não poderia ser previsto pelas partes contratantes. A imprevisibilidade relativa ocorre sempre que um determinado fato não tenha sido previsto pelas partes embora fosse previsível ainda que por uma pessoa um pouco mais experiente naquele tema. ele tem que ser imprevisível. que não é comum. A doutrina dominante.] Eles são contratos de obrigação futura. nenhuma pessoa. • A revisão dos contratos se baseia nos princípios da justiça contratual [ que preza pelo equilíbrio entre as partes contratantes. b) necessário haver um fato extraordinário. Ex: o atentado de 11 de setembro. • Em algumas vezes o Estado revisa algum contrato para poder ocorrer a revisão contratual. 6). 317 e 478. Fato extraordinário é aquele que foge da normalidade. Alguns autores entendem que o CDC adotou a teoria da imprevisão. (Art. Os de obrigação instantânea não tem como ter a revisão contratual. que deve ser mantido durante a execução dos contratos]. é extraordinário e imprevisível (Cesár Fiuza). • A revisão contratual está prevista nos direitos do consumidor. no sentido que o CDC adotou a revisão contratual sem a teoria da imprevisão. que nasceu a partir do Estado Social.contratuais. O 478 = extinção // 317 = revisão. decorrência do dirigismo contratual. do que se normalmente se espera. A doutrina costuma diferenciar a imprevisibilidade relativa da absoluta.

objeto lícito. então. a vontade perde seu caráter absoluto). como uma compra e venda) ou plurilateral (todos tem o mesmo fim. à função social e à justiça contratual. em várias parcelas (aluguel) • O juiz deve dar primazia à revisão ao invés da extinção. • Conceito de Contrato = atualmente é entendido como negócio jurídico bilateral ou plurilateral emanado da autonomia privada das partes e que se caracteriza pela criação ou modificação de uma relação obrigacional pautada no respeito à dignidade. possível. Enquanto a capacidade de fato é genérica. Ao lado do fato jurídico existe o ato jurídico. à boa-fé. É aqui que ocorre a capacidade negocial. Ex: autorização de descendentes para venda de imóveis para outros descendentes.em sentido estrito – que é aquele acontecimento natural que propicia modificações no mundo jurídico como a morte. ou seja. forma prescrita ou não defesa em lei). normalmente. ◦ Agente capaz = capacidade de fato e capacidade negocial. 17/08/2012 • Requisitos de validade = art. determinado ou determinável. O próprio ordenamento exige o preenchimento de certos requisitos para o agente se tornar capaz. O ilícito não. Capacidade de fato é aquela genérica para a prática de atos da vida civil.( pagamento futuro de uma TV) ◦ Continuada = nasce e é exercida aos poucos. O ato jurídico em sentido estrito. 104 ( agente capaz. Essa liberdade é chamada de autonomia privada ( e não autonomia da vontade – uma vez que o Estado pode prever alguma obrigação. O contrato. devido ao princípio da função social dos contratos. Existem os fatos jurídicos “strictu sensu” . como o contrato de constituição de empresa). a capacidade negocial é específica para determinados atos/ negócios jurídicos. Existe o ato jurídico lícito e o ilícito. É adquirida aos 18 anos de idade. • Natureza dos contratos = negócio jurídico [ parte do tema de “fato jurídico em sentido amplo – lato senso]. Já no negócio jurídico há liberdade para estabelecer os efeitos que não estão previamente delimitados no ordenamento. é um negócio jurídico bilateral (partes contrárias. ◦ Objeto lícito é aquela que não contraria nem a ordem jurídica nem a ordem nem os bons . seus efeitos já estão previstos no ordenamento jurídico. O lícito é o que está de acordo com o ordenamento.

Ex: o termo “a proposta está sujeita a avaliação”. ◦ Para a validade do contrato. mas não qual boi em específico. A outra parte retira a aplicação. Ou seja. Do ponto de vista prático. A venda de toda a água do mar é impossível. perdendo esta então seu teor vinculatório. O ordenamento proíbe algumas formas de testamento. A retratação tem que chegar antes ou concomitantemente à proposta. é uma fase de estudo. b) proposta. A proposta também deixa de ser obrigatória se feita entre presentes e não for imediatamente aceita. no qual as partes se aproximam para discutir a viabilidade do contrato. Quando a proposta é dirigida ao público de um modo geral. o contrato será inválido. A proposta também pode ser retratada. Elas não são obrigatórias. vende seu carro e na hora H. ela perde seu efeito vinculante. com deslealdade. com lealdade.costumes. precisa ser realizável. Do ponto de vista físico é possível. se uma das partes agir com má-fé. b) deve conter as condições do negócio. Objeto determinado é aquele que é totalmente individualizado. As vezes o ordenamento proíbe uma forma. Agora. Ou seja. ou seja. de conhecimento. não existe ainda um vínculo. c) aceitação. A responsabilidade pré-contratual pode ser do gênero responsabilidade contratual ou de responsabilidade extracontratual. ◦ b) proposta = declaração de vontade do proponente. factível do ponto de vista físico e jurídico. Existem situações em que a proposta não é obrigatória. Ou seja. o cidadão não vende o carro. tanto no ponto de vista físico e jurídico. há uma discussão da doutrina. a princípio a forma é livre. como o testamento por vídeo. Ex: cidadão quer vender o carro para o outro. Ex: venda da praça da liberdade. O fundamento dessa responsabilidade é a boa-fé objetiva. é necessário que a forma seja a prescrita ou não proibida em lei. Para que de fato seja uma proposta. Ex: um boi. deve preencher alguns requisitos: a) deve ser clara e precisa. Ela tem que ser imediatamente aceita. ◦ a) negociações preliminares (possibilidade de responsabilidade pré-contratual) = é aquela fase de aproximação das partes. mas não no jurídico. ela vem da responsabilidade contratual. caso contrário perde seu . causando prejuízo para uma das partes. surge a responsabilidade pré-contratual. Se o objeto for ilícito. ela é denominada de oferta. O objeto também que ser possível. se as partes agirem de acordo com a boa-fé. aquele que não é totalmente individualizado. pode-se pular alguma dessas fases. Admite-se também o objeto determinável. Normalmente. por má-fé. • Formação do contrato = a doutrina costuma identificar 3 fases: a) negociações preliminares. se a proposta traz em si uma cláusula excluindo sua obrigatoriedade. no sentido de concretizar um contrato que é do seu interesse. Indicou-se aqui o gênero.

A diferença entre tácita e presumida é a diferença de existir um dispositivo legal que deduz o comportamento que presume a aceitação. msn. Ele não se confunde com este. não pode haver retratação. Salvo disposição em contrário. Eu aceito por meio de uma carta mas mando uma retratação do aceite por meio de outra carta. 432 = aceitação presumida (legislador diz qual o comportamento que levou ao OK). pode ser meio de skype. Para que de fato tenhamos uma aceitação do oblato. 20/08/2012 • Uma 4 fase poderá existir. Fora essa hipótese. Proponente = policitante (que é aquele que faz a proposta). Temos então o promitente comprador e o promitente vendedor. Ou então que na proposta venha um prazo para o aceite. O aceite pode ser tácito ou expresso. poderá ocorrer as desistência. A Aceitação pode deixar de ser obrigatória. Na tácita. embora seja mais comum em compra e venda de imóveis. A execução específica recai sobre a obrigação específica. A . restrições. Admitese ainda uma aceitação presumida. que são os mesmos que são referidos para o contrato normal. Art. o instrumento de compra e venda poderá ser feita por instrumento particular. é necessária que sua declaração seja pura e simples. contanto que o contato esteja sendo direto. etc. considera-se contraproposta. Art. ◦ Aceitação = ocorre quando o oblato aceita a proposta. Com a pessoa ausente (que não está em contato direto). O contato direto não precisa ser presente. Essa fase é o contrato preliminar. As partes são denominadas de promitente.efeito vinculante. não é o legislador que predetermina esse comportamento. Quando ocorre a aceitação. Oblato = é o destinatário da proposta. como a ação de busca e apreensão. Significa uma declaração sem adições. A expressa é aquela que resulta de uma declaração expressa de vontade. e feita dentro do prazo. escrita ou através de mímica (como o sinal de ok com a mão). É o contrato que é celebrado para criar obrigação de celebração do contrato definitivo. passa a existir o contrato. menos no tocante à forma conforme o Art. Na presumida é o legislador que determina tal comportamento. 462. Art. as partes não podem desistir desse instrumento. A aceitação torna o oblato em aceitante. 427 e 428. Existem requisitos para se celebrar o contrato preliminar. Assim. Caso seja inserida nesse instrumento uma cláusula de arrependimento. é necessário um prazo razoável para o aceite. o aceite vincula as partes e forma-se o contrato. que é sempre que legislador presumir de um determinado comportamento de aceitar os termos de determinado contrato. pode ser de forma oral. mas cria a obrigação de se celebrar o contrato. A aceitação com a adição ou modificação de algum termo. mas estão prometendo celebrar um contrato definitivo. 433 = versa sobre retratação do aceite.

Caso contrário. O lesado terá que entrar com perdas e danos contra aquele que o fraudou. exigindo que aquele que não cumpriu. é cabível a execução específica. b) teoria da expedição. Se não ocorrer tal registro. A diferença entre a teoria da recepção e da informação é que a da recepção considera que o momento é da recepção. não será possível a execução específica. A teoria da declaração defende a tese de que o contrato se torna celebrado no momento em que o oblato declara a sua aquiescência. O registro não é uma obrigação. A teoria da expedição defende a tese de que o contrato reputa-se celebrado no momento em que o aceitante expede a sua aceitação. ou seja. A diferença é que se houver registro. a teoria da informação defende a tese de que o contrato reputa-se celebrado no momento em que o proponente toma conhecimento da aceitação do aceitante. • O contrato preliminar deve ser levado a registro. A outra parte também poderá considerar desfeito o contrato e pedir perdas e danos. havendo uma venda de imóvel com o contrato preliminar registrado. aquele lesado poderá caçar o imóvel aonde quer que esteja. Se não for levado a registro.pergunta é: é cabível execução específica em contrato preliminar? Se o contrato definitivo tiver por objeto uma prestação consistente na realização de uma atividade. • O contrato preliminar pode ser unilateral ou bilateral. Ele será bilateral quando criar a faculdade para os dois contratantes de exigir a celebração do contrato definitivo. Ou seja. Art. pode haver sim uma ação específica. Agora. Mesmo não havendo registro. esse contrato preliminar dará um direito real de aquisição. Ele terá oponibilidade erga omnes. uma sentença poderá ser proferida substituindo o valor do contrato principal. o contrato preliminar terá valor. Existem algumas teorias que explicam: a) teoria da declaração. ele perde o valor? Não. cumpra a obrigação. Art. d) informação. a princípio. devido ao poder de sequela. mas tão somente a adoção de meios visando a constranger o devedor a cumprir a sua prestação. c) recepção. Um exemplo de contrato unilateral é o leasing. entre as partes (inter partes) somente. A teoria da recepção defende a tese de que o contrato reputa-se celebrado no momento em que o proponente receber a aceitação do aceitante. 464 e 465. se a prestação recai sobre um objeto físico. o lesado não poderá correr atrás do imóvel se a parte vendedora vendeu para um outro. pode não ter havido ainda o conhecimento do aceite. caso contrário. Por fim. tendo poder de sequela. Já a da . ele é facultado. Assim. O contrato preliminar será unilateral apenas quando uma das partes tiver a faculdade de exigir a celebração do contrato definitivo. • Momento de celebração do contrato = adquire importância entre contratos feitos com ausentes. 463. se houver recusa em uma promessa de compra e venda irretratável de um imóvel. mas não terá direito ao imóvel. haverá somente direito de crédito.

Com relação ao critério da reciprocidade das prestações. Por sua vez. • Lugar da celebração do contrato = O CC diz claramente que o contrato reputa-se celebrado no domicílio do proponente. Ou seja. As duas teorias mais aceitas são a da expedição e da recepção. A doação é um contrato gratuito e. O encargo não seria uma contraprestação. então. Ex: realizo uma doação com encargo de se realizar uma doação a um orfanato. Ex: a compra e venda é um contrato oneroso e bilateral. Todavia. A doação modal. • Classificações dos Contratos = critério da tipificação legal. Os contratos atípicos são aqueles contratos que não estão regulamentados expressamente no ordenamento jurídico. As partes também podem estabelecer no contrato a teoria da recepção. é gratuito. aplica-se a lei do país no qual ele foi constituída. A doação. adotando a da recepção. é também unilateral. O contrato gratuito é aquele que mediante uma prestação. o contrato poderá ser oneroso ou gratuito. normalmente unilateral. sendo então bilateral. Se assim fosse. como regra geral. Esse encargo gera uma obrigação para o donatário. É o famoso “toma-lá-dá-cá”. que continua sendo gratuito. observando as limitações do CDC. O contrato oneroso é aquele contrato que pressupõe de uma lado uma prestação que corresponde do outro uma contra-prestação. 435. é a doação que é feita com um encargo.) = critério quanto às obrigações das partes pode-se falar em contrato bilateral e unilateral. Ex: uma doação. deverá ser aplicado o direito chinês! Podem as partes pactuarem qual ordenamento poderá ser usado. locação. Art. a teoria da expedição. Aqui a teoria da recepção faz frente à da expedição. O contrato pode ser típico ou atípico. 434 e 433. não há uma contra-prestação correlata. Art. Em uma compra pela internet com um produto na China. É o lugar onde foi proposto o contrato. o próprio legislador afasta essa teoria. podendo ser bilateral através da doação modal. Ex: compra e venda... Tanto é que eu não posso restringir o bem entregue mediante a realização do encargo. requer o devido conhecimento do aceite. O legislador adotou. ou doação onerosa. quando pura e simples. É o que ocorre com a retratação. [A diferença entre encargo e . A doação modal continua sendo um contrato gratuito. seria uma contraprestação. O contrato bilateral é o contrato que gera obrigações para as duas partes. 24/08/2012 • Classificação dos contratos (continuação. comodato. será unilateral se ele gerar obrigações para somente uma das partes.informação. O contrato típico é aquele que esta previsto e regulamentado no ordenamento jurídico brasileiro. mas sim uma restrição à liberalidade. a tese da expedição não foi adotada de forma absoluta. Para qualificar e reger obrigações.

contraprestação é que no encargo. com exceção da forma. Assim. O contrato formal. Um contrato pré-estimado é aquele contrato no qual as duas partes conhecem. contrato preliminar. é aquele cuja validade pressupõe a observância de uma determinada forma. Entre as partes. bastando o acordo de vontades somente. [O registro no DETRAN de uma venda de um carro é necessário somente para efeitos em cima de terceiros. Quando o risco diz respeito a existência. você não pode se imiscuir de entregar o bem com base no não cumprimento do encargo. todo no cartório.]. mesmo o objeto não existindo. Ex: a compra e venda de um bem móvel. A promessa de compra e venda. mas não de contraprestação]. o risco é inerente a um contrato aleatório. [Instrumento público = é redigir. ou solene. o conteúdo da contraprestação da outra. 482. Ex: a compra e venda de um bem imóvel. O contrato consensual é aquele contrato que se celebra só no consenso. O comprador sabe a prestação do vendedor e este sabe a contraprestação do comprador. O oficial irá redigir um contrato. independentemente da forma que será observada ou adotada. basta o consenso entre as partes para que exista o contrato. podendo ser um instrumento particular. deve observar os requisitos necessários de uma compra e venda comum. de antemão. nem os bilaterais ou plurilaterais. Sempre que o contrato tiver valor superior a 10 salários mínimos. o contrato pode ser préestimado (comutativo).A maior parte dos contratos é consensual. Ex: contrato de mútuo [ empréstimo de bem fungível] e contrato de depósito. Quanto à previsibilidade das prestações. 03/08/2012 • Quanto ao critério de caráter intuitui personae (se fala “persone”) = o contrato pode ser . o contrato será aleatório quando pelo menos uma das partes não conhecer de antemão o conteúdo da contraprestação da outra. o contrato pode ser consensual. pode se utilizar de encargos. você pode revogar a doação e tomar o bem de volta. Ex: compra e venda. Quanto à forma. Ex: troca de safras de café futuras por sacas de trigo futuras. eu sou obrigado a realizar o contrato. Você entrega o bem e. Na doação. Art. Por sua vez. uma vez que o contrato é um tipo de negócio jurídico somente bilateral ou plurilateral. ele não poderá ser provado somente por prova exclusivamente testemunhal. formal ou solene. ou aleatório. a mera tradição das chaves do carro já transfere a propriedade]. [ o contrato jurídico unilateral não se confunde com negócio jurídico unilateral. depois se o encargo não for cumprido. Não se sabe de antemão o valor.] O contrato real é aquele contrato em que pressupõe a entrega da coisa para que possa produzir os seus efeitos [efeitos do contrato!!!!]. podendo até as partes levar uma minuta do contrato. Deverá haver um começo de prova por escrito. fazer o contrato. ou real.

impessoal ou intuitu personae. importa mais a obrigação do contrato do que as partes que irão cumpri-lo. O diferida é executado mediante uma prestação futura apenas. O simples fato da parte poder discutir alguns aspectos do contrato não desnatura o tipo de contrato como de adesão. tão somente. o contrato deixa de ser de adesão. cabendo. b) presença de cláusulas contratuais gerais (são aquelas cláusulas que são estabelecidas não apenas para valer em uma situação específica mas sim para toda e qualquer situação que envolva a prestação de um serviço ou o fornecimento de um determinado bem). Ver art. Características do contrato de adesão = a) ele será sempre de adesão quando a maior parte da cláusulas contratuais for pré estabelecida por um dos contratantes. O instantâneo é o que nasce e se extingue imediatamente. mas alcança também terceiros estranhos à relação contratual . 54 do CDC. tão somente aderir ou não às cláusulas que já foram pré-fixadas. o acessório é aquele contrato . O diferida será quando ele surgir em um momento e for executado em um outro momento no tempo através de uma única prestação. O contrato de execução continuada nasce em um determinado momento e será executado em outro em diversas prestações. (Tais aspectos devem ser pontuais). O impessoal é aquele contrato que é celebrado independentemente de quem sejam as partes contratantes. No impessoal. Agora. personalíssima. como o caso do aluguel. (Como é o contrato de aluguel que se compra em supermercado). à outra. o contrato por adesão é aquele em que é possível discutir questões contratuais. de contrato de execução diferida. Gera uma obrigação infungível. se ele puder discutir aspectos substanciais. • Contrato de Adesão = é aquele contrato no qual a maior parte das cláusulas contratuais é estabelecida por um dos contratantes. aderir ou não àquilo que já se encontra pré-estabelecido. Contrato individual é aquele que a princípio só produz efeitos para as partes contratantes. Por sua vez. não podendo discutir nem modificar substancialmente as cláusulas contratuais que se encontram pré-estabelecidas. e o continuado através de várias prestações futuras. • Quanto à extensão dos efeitos: contrato individual e contrato coletivo. com seu cumprimento. e contrato de execução continuada. De acordo com Fiuza. O intuitu personae é aquele se celebra em função de características pessoais dos contratantes. c) fato de caber ao aderente. mas uma das partes se utiliza de um modelo contratual pré-existente. • Contratos principais e acessórios = principal é aquele contrato cuja existência não depende da existência de qualquer outro contrato. O coletivo é aquele que produz efeitos não somente entre as partes. • Quanto ao critério momento de cumprimento : contrato de execução instantânea.

Ex: vou a um bar. 439 CC. É importante que o promitente não tenha poderes plenos para representar a banda. pois se tiver. na promessa de terceiro. 437. Quem se vincula é o promitente. o promitente e o beneficiário. o terceiro não se vincula. A doação remuneratória é aquela que é realizada em virtude de um serviço prestado em face do qual porém não se pode exigir o pagamento. este que será sempre principal. Na promessa. 17/09/2012 – Início da 2 matéria • Sempre que alguém se comprometer a alcançar ou obter uma manifestação de vontade ou um fato proveniente de um terceiro = promessa de terceiro. a princípio. • Estipulação em favor de terceiro = muito comum em contrato de seguro. nada ocorre com o principal. Se ele for incapaz. Sempre que o contrato estabelecer expressamente que o beneficiário poderá executar o contrato. os requisitos da capacidade são fixados entre promitente e estipulante. Ex: prometo levar o Pink Floyd para Teófilo Otoni. por exemplo. Se o acessório se extingue. o promitente não pode ter poderes para representar o terceiro. estipula-se que o imóvel ficará com os filhos. Art. . Normalmente. Na execução. ◦ Requisitos = 1) é necessário que o bem tenha sido adquirido por contrato oneroso e comutativo ou pelo menos em decorrência de uma doação de virtude onerosa. O contrato de fiança. O contrato está sempre vinculado a um outro contrato. o responsável terá que representá-lo. Em caso de doação onerosa = existe a doação remuneratória e doação modal ou doação com encargo. Consiste em uma cláusula contratual que estabelece um benefício para uma pessoa estranha à relação contratual. O beneficiário só entrará na obrigação quando ele for executado. Ou seja. o estipulante perde o direito de exonerar o promitente. Nesse contrato teremos sempre 3 partes: estipulante. • São defeitos ocultos que afetam determinado bem diminuindo consideravelmente seu valor ou prejudicando o uso = vícios redibitórios.cuja existência depende diretamente da existência de um outro contrato. O contrato é celebrado entre promitente e estipulante. estará sempre vinculado ao contrato de locação. Ex: em um divórcio. o beneficiário dirá sua vontade. quem se obriga é a banda. se aceita ou não o benefício que foi estipulado. Art. o acessório também se extinguirá. O CC diz que o promitente não responderá se o terceiro for o seu cônjuge ou se a responsabilidade do promitente poder repercutir sobre o terceiro. O acessório segue o principal! Se o principal for inválido. a pessoa está simplesmente agindo em nome e no interesse da banda. Assim. é possível ao estipulante exonerar o promitente como é possível trocar o beneficiário.

Sendo o bem móvel.consumo. ◦ CDC = Não se exige que o vício seja oculto. Art. Se o bem for imóvel. ◦ Consequências do vício redibitório = 1) resolução ou redibição do contrato com aquilo que pagou pelo bem juntamente com as despesas do contrato juntamente com perdas e danos se o alienante teve má-fé. que é tão somente o abatimento do preço. O prazo de 180 dias e 1 anos é para manifestação do vício! Após a manifestação. tem-se 30 dias para apresentar ação e 1 ano para bens imóveis para representar ação. O adquirente pleiteia a resolução por meio de ações. objeto do contrato. ele atribui ao fornecedor um direito importante: ele tem o direito de sanar o vício dentro do prazo de 30 dias. Além disso. Esses prazos todos não correm enquanto perdurarem o prazo de garantia dado pelo vendedor. 2) O bem. Ex: o carro estava locado e o comprador decide comprá-lo. 30 dias. O prazo pode ser reduzido para 7 ou aumentado para 180 dias. O vício pode ser aparente. 445 CC. Doação Modal ou com encargo = você faz uma doação mas exige que a pessoa realize um encargo. padeça de um defeito grave ou diminui consideravelmente o seu valor. A princípio a resolução cabe ao adquirente. se o alienante agiu de má-fé ele responde por perdas e danos. pela sua natureza. 441 CC. Existe um prazo para a proposição dessas ações? Sim. de fácil constatação. permanecendo o contrato. 2) manutenção da relação contratual havendo porém abatimento no preço pago pelo adquirente. Se o adquirente já possuísse a posse da coisa. só puderem ser percebidos futuramente: 180 dias para bem móvel e 1 anos para bem imóvel no caso do vício por sua natureza só puder ser conhecido mais tarde. o prazo depende da natureza do bem. A gorjeta é dada em função de uma doação remuneratória. em caso de bem móvel. 443 CC. 1 ano da transferência da posse. O garçom não pode exigir tal pagamento de gorjeta. Art. O adquirente pode também pode promover a ação “quanti minoris”. desde que haja uma convenção expressa . O defeito já existia. Quando o CDC regula o vício do produto. aí sim o adquirente tem a faculdade de exercer as 3 opções de resolução. existe uma terceira possibilidade: a substituição do bem por um de mesma característica ou então pagando uma diferença em caso de oferecido um bem melhor. os prazos são reduzidos pela metade. Se não for solucionado em 30 dias. Além das possibilidades de resolução ou de abatimento do valor. 3) É necessário que o defeito seja pré-existente à celebração do contrato. Esses prazos são tanto para ação redibitória ou quanti minoris. não pode ter aparecido após o contrato. Art. mas o princípio da função social deve permear a resolução do conflito. Ex: um Touro infértil. e ao final chega a conta com os 10% de gorjeta. as chamadas ações redibitórias. Agora os prazos se alteram em caso do vício.

Eu denuncio a lide para que a seguradora pague à vítima caso eu seja condenado. 30 dias. quem vendeu primeiro o item entra no polo passivo. 21/09/2012 • Evicção = Perda de um determinado bem adquirido em virtude de um contrato oneroso em decorrência de uma decisão judicial ou administrativa fundada em uma causa jurídica anterior à celebração do contrato. Art. ele deve se valer da denunciação da lide = parte da doutrina requer! [ instituto que prevê e incide em toda vez que o demandando tiver uma ação regressiva em face de terceiro ] . que é aquele contrato que pressupõe de um lado uma prestação e uma contraprestação correlata. Ex: A seguradora se recusa a pagar indenização à vítima pelo meu acidente. o prazo é de 90 dias. se o vício só se manifesta posteriormente. Art. EM se tratando de durável.sesse sentido. Em de não durável. b) perda do bem. o prazo começa a correr tão somente da data da ciência do vício. d) é necessário que o adquirente do bem não tenha conhecimento de que o bem por ele adquirido pertença a uma terceiro ou que já é objeto de litígio. O prazo é contado da tradição do bem. c) A decisão judicial ou ato administrativo tem que ser fundada em uma causa jurídica anterior ao contrato de aquisição do bem. Posso tanto acionar a loja quanto o fornecedor-produtor do bem. O consumidor é o destinatário final do serviço. Lembrar que o prazo no CC começa a correr da tradição do bem o se o vício por sua natureza ocorre posteriormente. que pode ser total ou parcial. 457 CC. Até mesmo em hasta pública. A doutrina entende que se aplica também nas doações onerosas. O prazo do consumidor depende da natureza do bem = aqui no CDC não se diferencia em imóvel ou móvel. no prazo máximo de 180 dias em caso de bem móvel ou 1 ano no caso de bem imóvel). . A responsabilidade dos fornecedores é solidária. O fornecedor é aquele que se dedica habitualmente à produção ou circulação de bens ou serviços. de forma profissional. ◦ Requisitos = a) contrato oneroso. Agora. com habitualidade. o prazo começa a correr da data da ciência do vício. Se há a denunciação da lide não é necessária nova ação. e) para que o adquirente possa alegar evicção. ◦ Relação de consumo para ocorrência do CDC = de um lado consumidor. não existe prazo máximo. No CDC. 18 do CDC. do outro fornecedor. A diferença é entre durável e não durável. decorrente de uma decisão judicial ou de um ato administrativo. como existe no CC (de 180 dias ou de 1 ano dependendo do bem. se o vício é de fácil constatação.

450 CC. Ele será parte no contrato desde que o contrato foi celebrado e não no momento da aceitação. 24/09/2012 • Extinção do Contrato ◦ Existem vários tipos: normal. ele será indenizado pelo valor de compra. Art. O evicto só perde o valor todo do bem incluindo indenização se ele sabia dos riscos de perda do bem e assumiu tais riscos. Art. o evicto terá que ser indenizado pelo valor do momento da evicção. 468. a aceitação deverá ser feita também por instrumento público. mas será somente pelo valor do bem. o contrato continuará fazendo efeito entre as partes originárias da relação contratual. Art. diminuir ou até mesmo excluir a possibilidade de se alegar a evicção. Se o terceiro não aceita a nomeação ou se a nomeação não é eficaz (ou seja se a aceitação não adota a mesma forma da celebração do contrato). 448/449. Se o bem tiver sido valorizado.◦ Obs em evicção = as partes podem reforçar. ◦ Espécies = evicção total e parcial. Se a evicção foi parcial tem q se verificar se ela foi considerável. só caberá a ele o direito a uma indenização. por fato anterior. por fato posterior. 467. Art. • Extinção Normal = se dá em decorrência do seu cumprimento. Caso tenha havido desvalorização. Agora. ◦ Efeitos = sendo total. Ex: se o contrato foi feito por instrumento público. Art. o alienante ainda assim terá responsabilidade. o evicto terá 2 possibilidades: poderá pedir uma indenização pelap arte que perdeu ou rescindir o contrato e pedir indenização integral. se a evicção não for considerável. A aceitação deverá ser da mesma forma que a adotada pela celebração do contrato. É a mais comum. Essa notificação tem que ser feita à outra parte em 5 dias após o contrato se outro não estiver sido estipulado. • Contrato com pessoa a declarar = tipo de contrato firmado entre duas partes distintas por meio do qual uma delas reserva o direito de indicar uma terceira pessoa que lhe substituirá nos direitos e obrigações decorrentes do contrato. os efeitos são: caso não haja uma cláusula de exclusão da evicção. 471. anterior à evicção. o evicto terá o direito de ser indenizado pelo valor do bem + as despesas de realização do contrato + valor da causa + valor das despesas com advogado + indenização pelos frutos pelos quais ele foi obrigado a devolver. Mesmo havendo exclusão da evicção. . ◦ A aceitação produz efeitos ex tunc. Se for.

▪ Resolutiva: não impede a produção de efeitos. fazendo com que tenha validade. quando um menor de 15 anos realiza um contrato de locação e mora no imóvel durante 1 ano até que se descobre o vício grave. Ex: o negócio celebrado por um menor de 15 anos de idade. ◦ Vício leve: pode ser sanado. pois analisam a apenas a validade e a eficácia. o negócio será nulo. ▪ Pode ocorrer também do contrato ser inexistente. • 2) Extinção por cláusula resolutiva expressa: (condição resolutiva) ◦ A condição resolutiva é um evento futuro e incerto. ▪ Suspensiva: impede o negócio de produzir efeitos até que haja o seu implemento. faz cessar os efeitos com seu implemento. eficácia. ou seja. salvo quando isto não é possível. portanto. por exemplo. Pode ser suspensiva ou resolutiva. . os pais desse menor podem assinar o contrato. não é justo devolver o dinheiro ao menor durante o ano que ele pagou o aluguel. 3) aquela que tem cláusula de arrependimento. ▪ O negócio nulo (vício grave) pode ser conhecido pelo juiz de ofício. ◦ Sentença c/negócio NULO: ex tunc ( retroage) ◦ Sentença c/negócio Anulável: ex nunc ▪ Essa corrente que explica os efeitos da sentença com negócio nulo e anulável vem sendo muito debatida. portanto. absolutamente incapaz. Essa teoria é defendida pela teoria dos 3 planos de análise do negócio: existência. ele já está previsto no contrato anteriormente. pois entende-se que sendo nulo ou anulável ele deveria produzir efeitos ex nunc. Embora o implemento se dê posteriormente. o efeito deve ser ex nunc (não retroativo). 2) aquela que tem cláusula resolutiva expressa. • 1) Extinção por fato anterior em função da nulabilidade ou anulabilidade do negócio jurídico: ◦ vício grave: aquele que não pode ser sanado = negócio nulo. validade. pois haveria enriquecimento ilícito. corrigido = negócio anulável.• Extinção por fato anterior = Podem ser: 1) aquela que se dá em função da nulabilidade ou da anulabilidade do contrato. Alguns doutrinadores discordam dessa teoria. ao contrário. Já se for celebrado por um menor de 16 anos de idade logo relativamente incapaz. nesse caso. Nesse caso. o negócio é anulável.

Portanto. mas o devedor resolve não cumprir. 473). o credor não poderá exigir a resolução mas. mesmo que haja inadimplemento temporário. pode ser unilateral ou bilateral. O contrato tem uma grande importância do ponto de vista social. Como exemplo. por ser um instrumento de circulação de riqueza. realiza-se um contrato de depósito. a qualquer momento. Outro exemplo é o contrato de mandato. É possível em caráter excepcional. da função social. A resilição também pode ser unilateral = é a que se dá em decorrência da manifestação de uma vontade. Essa teoria restringe o direito do credor de pôr fim ao contrato em função do inadimplemento.1 ◦ Resolução = quando a rescisão decorrer do não cumprimento do contrato. Ao deixar o carro em um estacionamento. 472). art. Recebe o nome de distrato ( tipo de contrato que visa por fim a uma relação contratual. O distrato deve observar a mesma forma do contrato. ◦ Pode se dar em decorrência de um fato novo que venha a gerar um desequilíbrio na relação contratual. O credor.• 3) Extinção em virtude de exercício de direito de arrependimento = ocorre se no contrato tiver prevista uma cláusula de arrependimento. Art. No entanto. No entanto. Ver art. ocorre a . tem-se o contrato de depósito ( guardar e conservar o bem). Fala-se aqui em rescisão contratual. vez que o depositante pode exigir que. onerando demasiadamente uma parte em detrimento da outra. 473. Por isso o juiz deve tentar mantê-lo. p. Bilateral = as duas partes contratantes manifestam a vontade de por fim ao contrato. o pagamento das prestações remanescentes. a regra geral é a de que não existe resolução unilateral (art. que não estava previsto. em alguns caos. tao somente. preferindo a revisão à resolução. • Teoria do adimplemento substancial = se o contrato tiver sido cumprido substancialmente. esta é excepcional. 478. Vimos isso na revisão contratual. o depositado devolva o bem. Rescisão pode se dar por resilição ou resolução. Ex: eu vendo um carro para a Maria e antes de entregá-lo a ela o bato. nesse caso. ◦ Resilição = forma de extinção da relação contratual que se dá em virtude da manifestação da vontade de uma das partes ou das duas partes. b) pode ser que seja possível cumprir a obrigação. Hipóteses admitidas: a) pode estar ligada ao não cumprimento voluntário da obrigação pelo devedor. pode exigir o cumprimento do contrato ou por fim à relação contratual. • Extinção por fato posterior (superveniente) = fato posterior é um fato novo. resultando em perda total. Essa teoria está em consonância com os princípios da boa-fé.

que retira a vontade pura do outro. Ato ilícito. A indenização será a mesma. pois ganhou um impulso muito grande na época romanda devido à lex aquília. Assim. Existem algumas situações em que haverá responsabilidade embora não proveniente de um ato ilícito. dentre outros. A culpa aqui seria no sentido amplo. Eles podem perder a guarda. geralmente. 186 do CC. Cabe ressaltar que. nexo causal = são elementos necessários para que se configure a responsabilidade extracontratual. ◦ Quando o negócio jurídico é gratuito. ele responderá pelos danos do filho] • Responsabilidade extracontratual [aquiliana] = é a que decorre. tem-se o ilícito indenizante = é aquele que se caracteriza por gerar um dano e consequentemente o dever de indenizar. indenizante. Art. Nem todo ato ilícito acarreta em responsabilidade civil. Civilmente pouco importa que tenha deixa o celular cair no chão ou que tenha arremessado o celular com o intuito de destrui-lo. Por fim. . caducificante. Ilícito caducificante = gera como consequência a perda de um determinado direito. a parte a qual o negócio jurídico não favoreça. resume-se em conduta ilícita. para resolução são necessários os mesmos requisitos da revisão. A responsabilidade objetiva é a que existe independentemente de culpa. Ex: os pais que deixam de prover seu filho baseando-se no poder familiar. [ o filho que estoura o cofre onde estavam as chaves do carro. ◦ A distinção entre dolo e culpa no CC não tem a mesma relevância que tem no D. Ex: a coação na outra parte..resolução. Ex: estado de necessidade [ quando uma pessoa fugindo de um bandido quebra os vidros da janela de uma loja]. A responsabilidade leva em conta a extensão do dano. pois conduta abarca tanto a comissão quanto omissão. da prática de um ato ilícito. ele poderá ser tanto um ato comissivo quanto omissivo. dano. A subjetiva é a que pressupõe a prática de um ato ilícito culposo.. A extracontratual é também denominada de aquiliana. Tipos de ilícitos = ilícito invalidante. 28/09/2012 • Tipos de responsabilidade civil: Responsabilidade contratual e extracontratual: a extracontratual é a que normalmente decorre da prática de um ato ilícito. e não a culpabilidade. Apesar do cuidado do pai. A responsabilidade também pode ser subjetiva ou objetiva. O ilícito invalidante é aquele que gera como consequência a invalidade de um negócio jurídico realizado. Assim. ◦ Ato ilícito = é toda ação ou omissão culposa e portanto incompatível com o ordenamento jurídico.Penal. abrangendo tanto o dolo quanto a culpa no sentido estrito.

Na negligência. No negócio jurídico gratuito. Ex: a velocidade permitida é 60km e o motorista trafega a 100km. ela nasce lícita mas que se torna ilícita em virtude da violação a um dever de cuidado. não leva e o carro dá problemas. Ex: doei um boi a um criador de gado. temos a violação negativa ao dever de cuidado. Esse boi estava doente e disseminou a doença a toda a manada. patente. 01/10/2012 • Espécies de Culpa = culpa grave. A pessoa errou. A culpa leve é a que pressupõe também uma violação do dever de cuidado sem implicar contudo em erro grosseiro por parte do autor do ilícito. Ex: a pessoa tinha que agir e não agiu. A culpa grave é o erro grosseiro. ◦ A conduta dolosa já nasce ilícita. A imperícia normalmente está associada a não observância de normas técnicas que deveriam ter sido observadas e não foram. torna importante distinguir a culpa. ou seja. ◦ A culpa grave se equipara ao dolo. culpa leve e culpa levíssima.somente responde em caso de dolo. mas ela poderia ter evitado se tivesse uma atenção acima da média exigida. pois este somente será obrigado a indenizar se o negócio gratuito for feito a título de dolo . • Existem situações em que o ordenamento. a culpa grave equivale ao dolo. então. em caráter excepcional. imprudente ou imperito. É o caso de ver que o boi já estava capenga. ◦ A violação ao dever de cuidado pode se dar por um comportamento negligência. A culpa grave é a que decorre de um erro grosseiro. o agente já tinha a vontade de produzir um resultado anti-jurídico. grosseiro. Se não agi como dolo de má-fé. por parte do autor do ato ilícito. houve a violação do dever de cuidado em função de um comportamento de erro grosseiro. não se trata de nada evidente. Já na conduta culposa. Dever de cuidado = o dever que cada um de nós tem de agir com atenção necessária no sentido de não violar o ordenamento e não causar dano a outrem. Civil não se distingue pois a indenização é valorada em cima da extensão do dano. nada responderei. A culpa levíssima também pressupõe a violação ao dever de cuidado que poderia ter sido evitada se a pessoa tivesse uma atenção um pouco acima de média. A imprudência é a violação positiva ao dever de cuidado. Desde o primeiro momento. [ imprudência = positiva X negligência = negativa]. pois no d. Ela deveria levar o carro para fazer manutenção. uma pessoa mediana poderia ter evitado o erro cometido. com as patas traseiras se arrastando.

culpa in comitendo [aqui o comportamento é por meio de uma ação]. 402 CC. que está impedindo da pessoa ter essa chance de sucesso. O “bem jurídico” são aqueles bens protegidos pelo ordenamento jurídico. por exemplo. como também aqueles que são insuscetíveis de avaliação financeira. reduzindo a influência desta na medida da indenização. a culpa irá influenciar na extensão do dano. Hoje em dia a responsabilidade é objetiva]. mas sim ocorreu a perda da oportunidade de concorrer a uma vaga de emprego. em decorrência da prática de ato ilícito.(má-fé) ou culpa grave. aqui. A responsabilidade hoje também é objetiva]. poderá o juiz reduzir equitativamente a indenização. excepcionalmente. pois ele deverá indenizar de todo o jeito. A indenização irá incidir tanto no dano emergente quanto no lucro cessante. Dentre eles. A perda de uma chance não é de certeza absoluta que iria ocorrer. O dano emergente é o prejuízo efetivamente sofrido. Perda de uma chance = indenização que incide sobre a chance efetiva que a pessoa tinha no momento do dano e que não poderá ser realizada por conta do dano ocorrido. tenha sido privada da possibilidade efetiva e concreta de usufruir de um acréscimo patrimonial que era iminente. • Dano = significa a lesão a um bem jurídico. O lucro cessante corresponde ao que “razoavelmente” a pessoa deixou de ganhar. “Bem” é tudo aquilo que é útil para o homem. existem aqueles que possuem valoração em moeda. é necessário alguns requisitos: a) a pessoa. Hoje em dia ela é objetiva]. não importa a distinção. em detrimento da regra de somente verificar a extensão do dano. culpa in omitendo [ aqui o comportamento é por meio de uma omissão]. Ou seja. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano. culpa in custodiendo [era a culpa atribuído pelo detentor do animal por dano por ele causado. O lucro cessante seria o que ele deixou de ganhar. Aqui. culpa in eligendo [culpa que era atribuído pelo empregador por ato praticado pelo empregado. Art. O dano material é aquele que implica uma lesão a um bem jurídico suscetível de avaliação econômica. a indenização terá que ser este valor. que equivale ao dolo. Ela não se confunde com o lucro cessante pois nesse a certeza é absoluta quanto à vantagem patrimonial que não ocorreu. o juiz levaria em conta a culpabilidade do agente. ◦ Costumava-se distinguir a culpa também em: culpa in vigilando [era a antiga culpa dos pais pelo ato dos filhos. Já nos negócios onerosos. Para ocorrer a perda de uma chance. . Ex: um dano patrimonial absurdo causada por uma culpa levíssima. Caso a outra parte tivesse certeza de que iria ganhar a quantia X em tal dia. 944 = a indenização mede-se pela extensão do dano. Art. ◦ Espécies de dano = dano material e dano moral. não importa qual culpa ou dolo.

É a lesão que ofende um atributo inerente à pessoa humana objeto de uma categoria própria de direitos. Compreende os danos emergentes e os lucros cessantes. Na culpa concorrente há culpa tanto da vítima quanto do autor.. Ex: batida no seu carro. Pode acontecer de ocorrer uma culpa concorrente ou exclusiva da vítima.. A culpa concorrente gera consequências. Seria o caso de uma pessoa sem habilitação ser condenada a título de culpa.(continuando. 945 CC. Essa menor responsabilidade será baseada em uma perícia. Se a pessoa viola o ordenamento jurídico. A . Ou seja. • Ao mesmo tempo. não existe indenização. eu posso sofrer um dano material e um dano moral. se configurando em ato lícito. Quanto maior for a contribuição da vítima para efeito danoso. Tanto quem sofreu dano direito quanto indireto tem direito à indenização. integridade física. moral etc. como o patrimônio.. imagem. já basta para caracterizar a conduta culposa. Existe ainda a culpa contra legalidade = é aquela que se configura única e exclusivamente pelo fato de ter sido violado o ordenamento jurídico. Existe também a figura do dano indireto. Ela será reduzida proporcionalmente à culpabilidade da vítima. atribui-se culpa a determinada pessoa por ela não ter observado determinada regra.05/10/2012 • Retomando a questão da culpa. ou figura do ricochete. A dificuldade consiste em fixar o valor da indenização por dano moral. pois indenização quer dizer “voltar ao que era antes” e não se cogita disso em caso de dano moral.) = o dano material é aquele que atinge um bem da vítima suscetível de mensuração econômica.. menor será a indenização devida. em tese. A consequência disso é a exclusão do nexo causal. pois não há como voltar a esse estado. Quando há dano moral.) = a culpa também pode ser dividida em concorrente e exclusiva da vítima. mas ela incide sobre o valor da indenização somente. Também pode ocorrer a “perda de uma chance”. Possuem característica extrapatrimonial. direito ao nome. o que não é verdade. • Dano direto = é aquele que repercute diretamente sobre o patrimônio da vitima.. • Dano moral = o bem jurídico afetado não é suscetível de mensuração econômica. mas sim compensação. Art. Não se configura ato ilícito do agente. Essa ideia de culpa não se sustenta na prática.. assim como da ilicitude do comportamento do agente. A culpa exclusiva da vítima é fruto somente da culpa da vítima... • Dano (continuando. São os bens pertencentes aos direitos da personalidade. O dano indireto é aquele que recai sobre o patrimônio ou sobre a pessoa de um determinado indivíduo e que como consequência acaba também repercutindo indiretamente sobre uma outra pessoa ligada à vítima.

enquanto viva. material e estético. A doutrina admite outras consequências. em relação à vítima [ uma pensão]. evitar que a situação danosa persista. de que deste dependiam. O seguro DPVAT por exemplo é um exemplo de tarifação legal. pode-se cobrar também danos morais além das indenizações previstas acima. A revista deverá divulgar uma nota ou matéria no sentido de afastar o ato ilícito. A doutrina propõe alguns critérios para o juiz se basear: situação sócio-econômica da vítima e do autor do fato. Não cabe prisão aqui por não pagamento de prestação de alimentos. Outro critério é com base na gravidade do ato praticado. Dano moral PJ = art.. pois é atentatório à dignidade humana. Ex: uma revista que divulga uma informação errada. A PJ tem uma honra objetiva e não subjetiva. Mas uma coisa não afasta a outra.compensação então visa a amenizar o sofrimento da vítima. • • • Tutela inibitória = para evitar o dano moral. Prevalece então o critério do arbitramento. A jurisprudência fixa a idade média da vítima em 65 anos. Outro critério são as decisão proferidas pelos tribunais em decisões semelhantes. além da compensação ao dano moral. • Indenização em caso de lesão corporal (art. De acordo com esse critério. como um corte profundo no rosto. Seu aspecto físico. Por isso que não se deve levar em conta somente o fator sócio-econômico. Esse dano pode acarretar . pertence ao juiz a competência de arbitrar o valor da compensação. Ele não se confunde com o dano moral. mas também a gravidade da lesão. A fixação da pensão se baseia nos rendimentos em carteira assinada menos 1/3 a título das despesas pessoais que a vítima gastava e a duração provável da vida da vítima. b) despesas com funeral e com o luto da família. A indenização também compreende a prestação de alimentos. tentando amenizar o que foi praticado em relação à vítima.”). a retratação. As vezes a pessoa possui um dano moral. 08/10/2012 • Indenização em caso de homicídio (art. É direito da vítima o direito à retratação do autor. Com base no caput. 948 CC) = a) despesas com tratamento da vítima.. (“sem excluir outras reparações. Mas esse critério não se sustenta. os lucros cessantes e outros danos a serem comprovados pela vítima. Ao fixar o valor da compensação. Critério da tarifação legal = o legislador estipula uma tabela com valores de acordo com o dano realizado. A sentença então teria um caráter pedagógico de evitar que novos ilícitos sejam praticados pelo autor. 52. Ela terá direito à compensação e se for o caso. o juiz deve punir o ato danoso do autor. Dano estético = é aquele dano que ofende a imagem física da pessoa. 949) = abrange as despesas com o tratamento.

o fato é irrelevante.. .. e o fato ainda persiste. ◦ Teoria da equivalência dos antecedentes causais = teoria da “conditio sine qua non [sem a qual o evento não ocorreria]”. Essa teoria é bem aceita. Em outro giro. Ele será condenado a restituir a coisa. ◦ Teoria da causalidade adequada = será considerada causa de um evento danoso apenas aquele evento que abstratamente considerado seja considerado suficiente para a sua produção. O dano tem que ter sido consequência do ato ilícito que foi praticado.. pagando uma indenização pela deterioração da coisa e ainda lucros cessantes. Caso não haja esse dever. Essa teoria não é muito aplicada. 19/10/2012 • Nexo causal em caso de conduta omissiva = o ato ilícito pode ser comissivo ou omissivo. Se a pessoa contribuiu para o evento danoso. pois o evento ainda assim aconteceria. é necessário o nexo causal entre ato ilícito e o dano causado. Art. (Art. o juiz irá deduzir o valor a receber da vítima do DPVAT. haverá o nexo causal. 952 CC). 186. 950). • 3 requisito ( os outros foram. • Indenização em caso de esbulho (perda da posse de um determinado bem em caso de ato ilícito praticado por outrem). não há o nexo entre o dano e a conduta omissiva. retiro o fato referente à pessoa da cadeia causal. ela irá responder também pelo evento.) = nexo causal! ◦ Para que haja o direito a indenização. Só vai existir o nexo causal entre a conduta omissiva e o dano se houver o dever de agir. Se o dano for consequência do ato ilícito causado. se o fato é suprimido e o resultado danoso não ocorre. • Indenização em caso de acidente de trânsito = do valor da indenização. é que o evento tem causar direto e imediatamente o evento. ◦ A diferença entre as teorias da causalidade e dano direto. (art. Se mentalmente. ato ilícito e dano.em redução ou supressão da capacidade de trabalho. Ex: o salvavidas. As duas teorias são as mais aceitas. Leva-se em conta o valor da coisa e o valor afetivo dela. o fato então é relevante. ◦ Teoria do dano direto e imediato = defende a tese de que o evento danoso só vai ser considerado causa de um determinado dano se este foi consequência direta e imediata do referido evento.

embora exclua a responsabilidade penal. se a vítima não tiver sido responsável pelo perigo produzido. possuirá direito a entrar em ação regressiva contra aquele que produziu o perigo ao agente que realizou o dano. Passageiro que toma um tiro no ônibus. 188. Ex: dirijo um carro.). alguém vem na contramão e bate no meu. O Estado não poderá se voltar contra o agente. O 735 é em questão de acidentes de trânsito.• Excludentes do nexo causal = são situações que excluem a própria ilicitude do comportamento do agente. com os usos e costumes do local em que o direito é exercido. (fato imprevisível e inevitável) e a força maior a inevitabilidade ( previsível mas inevitável). A vítima então. A legitima defesa putativa não tem o condão de excluir a responsabilidade no âmbito civil. . mas nem sempre é válida. ◦ Estrito cumprimento do dever legal = o agente não responde.. 929 CC e 930 CC. perco o controle e atropelo um pedestre. Cláusula muito comum em estacionamentos (não nos responsabilizamos pelos danos ou itens. Art. Sujeito bêbado tropeça e cai no meio da rodovia e é atropelado por um carro que estava com sua velocidade permitida. Art. ◦ Força maior e caso fortuito = associa o caso fortuito à imprevisibilidade de um determinado evento.. 930 CC. o agente responderá objetivamente (não subjetivamente). ◦ Fato de terceiro = a pessoa causa um dano a um determinado indivíduo devido à conduta praticada por um terceiro. também consideram essa cláusula nula. II CC) causa um dano a uma coisa alheia ou a uma determinada pessoa. ◦ Estado de necessidade = se configura toda vez que uma determina pessoa visando a se livrar de uma situação de perigo (art. Art.. 25 CDC. mas o Estado poderá responder. ela não terá sua responsabilidade afastada devido ao 735 do CC. a operadora do ônibus não responde pois é considerado caso fortuito. Ainda assim. ◦ Legítima defesa = ocorre toda vez diante de uma injusta agressão iminente. No caso da transportadora. se a vítima não contribuiu. ◦ Culpa exclusiva da vítima = o responsável pelo dano foi a própria vítima. que realizou a conduta de acordo com a lei. Em função da batida. ◦ Exercício regular do direito = é o exercício do direito que se dá de acordo com a boa-fé. excepcionalmente. 734 CC. = muito comum em contratos. ◦ Cláusula de não-indenizar. se não tiver causado o dano. Art. Contratos regidos pelo CDC.