DURABILIDADE DO CONCRETO BRANCO: ESTUDOS REALIZADOS

A. P. KIRCHHEIM 1, A. PASSUELO2 , D. C. C. DAL MOLIN3, L. C. P. SILVA FILHO4
(1) anapaula.k@bol.com.br Doutoranda / Pesquisadora M.Sc. UFRGS (2) passuelo@gmail.com Pesquisadora M.Sc. UFRGS (3) dmolin@vortex.ufrgs.br Professora / Pesquisadora Dra. UFRGS (4) lcarlos@ppgec.ufrgs.br Professor / Pesquisador Ph.D. UFRGS

Resumo
O uso do cimento Portland branco estrutural vem mantendo um intenso crescimento em todas suas magnitudes, no entanto, há um número restrito de publicações e estudos sobre suas características e propriedades. O emprego do concreto branco se justifica nas obras estruturais por motivos estéticos, podendo-se eliminar o revestimento, bem como trabalhar com texturas e pigmentos. No entanto, novos materiais necessitam de caracterização, e estudos relacionados à durabilidade permitem um melhor entendimento do seu comportamento frente aos agentes agressivos do meio ambiente. Sendo assim, este artigo objetiva apresentar os trabalhos já realizados pelos laboratórios NORIE/LEME, mostrando o estado da arte das pesquisas realizadas em concreto branco, muitos dos quais foram utilizados na prática para caracterização do concreto branco utilizado no Museu Iberê Camargo.

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Introdução

Sendo o concreto o material de construção civil mais utilizado atualmente, é justificável o elevado número de pesquisas destinadas a compreender o seu comportamento, contribuindo, assim, para o seu melhoramento. Nos últimos anos, inúmeros materiais foram investigados para serem acrescentados no proporcionamento do concreto, permitindo que as suas características de resistência e durabilidade sejam superadas. Como exemplo pode-se citar o crescente desenvolvimento da indústria de aditivos químicos, a utilização de fibras de aço e polipropileno e principalmente a utilização de adições minerais _______________________________________________________________
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com características de superpozolanicidade, como a sílica ativa e o metacaulim. Mais recentemente, outros aspectos, além do comportamento mecânico e durabilidade, estão sendo levados em conta quando o assunto é estrutura em concreto, principalmente nos casos de concretos aparentes. A exigência em relação à característica estética deste material tem sido foco de discussões realizadas no meio técnico, gerando, então, a necessidade de produzir concretos com valor estético agregado, não apenas pelas suas formas arquitetônicas, mas também através de cromaticidades diferenciadas. Em função da demanda pela cor é que a produção do cimento branco ganhou força no mercado mundial. A capacidade deste material em aumentar de forma significativa as possibilidade na produção de concretos cromáticos incrementou o número de obras realizadas com este tipo de concreto. As obras em concretos cromáticos que têm se destacado são aquelas produzidas em cimento Portland branco estrutural sem que qualquer tipo de pigmento seja acrescentado à mistura, produzindo então um concreto de cor extremamente clara, denominado concreto branco. Neste âmbito, arquitetos reconhecidos internacionalmente, entre eles Álvaro Siza, Santiago Calatrava e Richard Meyer, têm utilizado o concreto branco, definindo um estilo diferenciado em seus projetos arquitetônicos. Pode-se citar como projetos mais recentes destes arquitetos a construção do “Museu Iberê Camargo”, em Porto Alegre, do aeroporto “La Paloma”, em Sondika, e da Igreja “Dives in Misericórdia”, em Roma (Passuelo, 2004). Sabe-se que o uso do concreto branco em concreto arquitetônico (aparente) despende cuidados especiais desde a escolha dos materiais até o perfeito planejamento da sua execução. Por outro lado, a grande quantidade de finos utilizada, necessária para dar bom acabamento, acaba por fornecer a este concreto algumas características particulares importantes para sua durabilidade. O CIB W80/RILEM 71-PSL (1983) conceitua durabilidade como “a capacidade que um produto, componente ou construção possui de manter o seu desempenho acima dos níveis mínimos especificados, de maneira a atender às exigências dos usuários, em cada situação específica”. Isaia e Helene (1993) destacam que a “durabilidade adquire especial importância quando enfocada sob aspecto estrutural, tornando-se propriedade crítica se houver perda de desempenho que signifique tanto diminuição da segurança quanto redução da vida útil da construção”. Justificam que as conseqüências desta situação podem ser cruciais porque a segurança de uma estrutura envolve aspectos referentes à sobrevivência (proteção à vida) e à integridade (proteção à propriedade). Desta forma, as obras produzidas em concreto branco destacam-se pelo forte apelo estético da construção. Entretanto, paralelamente, é necessário manter suas características tradicionais de adequada durabilidade e comportamento mecânico. Neste sentido, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, _______________________________________________________________
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UFRGS . e um tipo de cimento cinza convencional (CPV-ARI) para comparação. ainda existem lacunas no conhecimento de seu comportamento em serviço. através de ensaio de resistência à compressão axial. Kirchheim et al. Todos os ensaios seguiram normas e recomendações de ensaios. Kirchheim et al. mostrando o estado da arte das pesquisas realizadas em concreto branco. No entanto. Todos os resultados foram analisados estatisticamente através dos softwares Statistica e o modelados através do software SPSS 8. são necessárias novas análises. a principal limitação deste tipo de pesquisa é que retrata apenas o concreto analisado sob aspectos específicos.Porto Alegre . (2003). ao longo dos últimos anos. 2. há um aumento expressivo na produção e uso de concretos com cimento branco. sendo 2 estrangeiros (CPB3 e CPB4) e 2 nacionais (CPB1 e CPB2). água e aditivos) ao longo da vida útil da edificação e diferentes condições de exposição. (2004b). _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .RS . 2 Ensaios realizados Primeiramente foram realizados ensaios de caracterização mecânica e de durabilidade visando entender o comportamento do concreto com cimento branco quando comparado ao concreto com cimento de cor cinza. além de apontar as potencialidades e limitações do emprego destes materiais. mesmo com diversos estudos já realizados. Sendo assim. agregados. Tem se produzidos concretos sem e com adição de sílica ativa e metacaulim. o comportamento da durabilidade dos concretos produzidos com cimento branco foi avaliado através de ensaios de carbonatação e absorção de água por capilaridade.através dos grupos de pesquisa NORIE/LEME. por outro. brasileiras e internacionais. estudando o comportamento de concretos e argamassas de cimento Portland branco.0. Cabe salientar que se por um lado. utilizados para estes os estudos em questão. com o objetivo de melhorar a qualidade dos materiais empregados nas estruturas de concreto. Kirchheim et al. Dados mais completos podem ser visualizados em Kirchheim (2003). Além disso. (2004a). bem como dosagem experimental de diversos traços de concreto branco.Salão de Atos II .1 Análise do comportamento de cimentos brancos em relação ao cimento cinza convencional (CP V-ARI) Nesta etapa foram realizados estudos de caracterização mecânica.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . A seguir são descritos brevemente os principais resultados. conforme exposto nas referências bibliográficas. vem. Em se tratando de outras regiões e materiais. a principal motivação deste artigo é apresentar os trabalhos já realizados pelos laboratórios NORIE/LEME. especialmente em relação às formas de interação entre seus materiais constituintes (cimento. Analisaram-se 4 tipos de cimentos brancos.

6. Observa-se que a influência da relação água/cimento diferencia-se dependendo do tipo de cimento. variando cerca de 110% neste intervalo.1 Resistência à compressão Como pode ser visualizado na figura 1.Porto Alegre .5 a/c 0. 45 40 35 fc (MPa) 30 25 CP-V 20 CP-B1 CP-B2 CP-B3 15 3 dias 14 dias Idade 28 dias CP-B4 Figura 1 Resistência à compressão em função da interação entre o tipo de cimento e a idade No gráfico da figura 2 são apresentados os valores da interação significativa entre o tipo de cimento e a relação água/cimento. possui um desempenho superior aos cimentos brancos analisados. No entanto.RS .2.4.6 para 0. percebe-se que o CPV-ARI. o CP-B4 possui a maior resistência para a relação água/cimento 0. ou seja.6 CP-V CP-B1 CP-B2 CP-B3 CP-B4 Figura 2 Resistência à compressão dos concretos em função da interação entre a relação a/c e o tipo de cimento _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .4 0.1.Salão de Atos II .4 e a menor para a relação água/cimento 0.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . os resultados foram bastante próximos. 45 40 35 fc (MPa) 30 25 20 15 0. podendo se afirmar que os concretos com cimentos brancos analisados possuem desempenho similar ao concreto moldado com CPV-ARI. para resistência à compressão. variando cerca de 65% da relação a/c 0. Já o CP-V mantém-se com as maiores resistências para todas as relações água/cimento.UFRGS .

o método utilizado foi o proposto por Kelham (1988). mesmo com relação a/c maior (0. 2.Nota-se que.3 Análise da absorção de água Na análise da absorção de água por capilaridade.6).5 a/c 0. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . como esperado.6 CPV CPB1 CPB2 CPB3 CPB4 Figura 3 Curva prevista para profundidade de carbonatação variando a relação a/c Ao analisar conjuntamente todos os concretos nota-se que concretos moldados com CP-B3.Salão de Atos II .3 0. e na figura 5 observa-se os resultados para resistência capilar dos concretos analisados. Além disso.UFRGS .5.RS . A figura 4 apresenta os resultados para taxa de absorção. a resistência à compressão dos cinco tipos de cimento estudados decresce significativamente com o aumento da relação água/cimento. 2. além da relação a/c.5 praticamente se igualaram aos valores encontrados para todos os cimentos na relação a/c=0. novamente.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . os valores previstos para este concreto na relação a/c 0.1. Isto comprova. 16 14 12 PMF24 (mm) 10 8 6 4 2 0 0. obtiveram melhor desempenho frente à carbonatação do que concretos moldados com CP-B1 com relação a/c=0. que para o fenômeno de carbonatação.Porto Alegre .1.2 Profundidade de carbonatação Os estudos de carbonatação geraram modelos que permitiram traçar as curvas visualizadas na figura 3.4 0. também o tipo de cimento é significativo.4.

obtiveram desempenho superior ou similar aos produzidos com cimento de cor cinza. nos três ensaios realizados.Salão de Atos II . Em resumo. nota-se que.Figura 4 Taxa de absorção dos concretos analisados Figura 5 Resistência capilar dos concretos analisados Como era esperado. nesta etapa comprovou-se o desempenho adequado dos concretos moldados com cimento branco. Analisando os resultados percebe-se que todos os concretos brancos obtiveram redução dos valores. bem como definiu o tipo de agregado a ser utilizado no concreto. destacam-se os valores elevados de resistência capilar para a relação a/c 0.RS . _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . já que estes. para todos os tipos de cimento.4.Porto Alegre . Para os concretos moldados com CP-B2 e CP-B4.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .UFRGS . quanto maior a relação água/cimento. confirmando que concretos moldados com cimento Portland branco possuem desempenho satisfatório. A etapa seguinte analisou o tipo e a quantidade de adição superpozolânica. maior a taxa de absorção de água e menor a resistência capilar. quando analisada a taxa de absorção de água por capilaridade. quando comparados ao concreto moldado como referência.

100206 0.66 4. podendo-se afirmar que da mesma forma que é utilizada em concretos cinzas.67 1. a granulometria do traço.41 Valor de P 0. 1996. conforme a situação. primeiramente foi feita uma análise.20 1. Dal Molin. 5. 1999. Para a análise da significância em relação ao percentual de adição. Já está consolidado. Maiores elucidações. 1995.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . 2002. Em ordem de importância. Não Signif.570788 0.000109 0. Isaia.75 3. como metodologia de ensaio e materiais utilizados. tipo de adição e tipo de agregado e a interação entre o percentual de adição e o tipo de adição foram estatisticamente significativos no resultado de resistência capilar e taxa de absorção.457466 0. Foram realizados ensaios de absorção de água conforme recomendações internacionais (Método de Kelham (1988)).000000 0. onde se obtiveram os resultados que constam na tabela 1. Segundo Serra (2003). No gráfico da figura 6 são apresentados os valores da taxa de absorção em função da interação entre o percentual de adição e o tipo de adição. em 5 teores diferentes (0. que a utilização de pozolanas melhoram as propriedades do concreto.Porto Alegre .Salão de Atos II .RS . Tabela 1 Análise de variância Fonte 1–% de adição 2–tipo de adição 3–tipo de agregado Interação 12 Interação 13 Interação 23 Interação 123 SQ 0. as adições garantem aumento de resistência.307854 0. Silveira. decidiu-se que seria interessante utilizar um tipo de adição superpozolânica na mistura do concreto. o emprego de aditivos plastificantes ou superplastificantes.051689 0. Malhotra e Mehta. Kulakoswki. melhorando: as propriedades reológicas do concreto fresco.2 Seleção do tipo e teor de adição mineral e agregado Em relação às questões de durabilidade e estética. Contudo. Não Signif.5. entre outros). a sílica ativa contribui triplamente para melhorar o desempenho do concreto. aumenta a demanda de água.000000 0. tornando a mistura mais compacta.718891 0. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .0. com todas as variáveis. Ferreira. (2004c).859054 0. no programa Statistica. a resistência da pasta e sua durabilidade. os fatores isolados percentual de adição. 1996.84 14. 2002. bem como suas interações. podem ser encontradas em Kirchheim et al. 1994. sendo necessário.155479 0. 7. na capacidade de redução de absorção de água em argamassas produzidas com cimento Portland branco estrutural e dois tipos de agregado calcário.2. compacidade e coesão da mistura. 2.5 e 10%).206184 Efeito Significativo Significativo Significativo Significativo Não Signif.000018 0.1 Análise da absorção de água em argamassas Para esta definição realizaram-se ensaios para verificar a influência de dois tipos de adições (sílica ativa e metacaulim). tipo de adição e tipo de agregado. 2.98 43.UFRGS .763469 GDL 8 2 2 8 8 2 8 SQR 78 39 39 78 78 39 78 F 14. segundo diversos autores (Nagataki.2.

5% 6 Sílica Ativa Metacaulim 10% Figura 6 Taxa de absorção da interação entre o percentual de adição e o tipo de adição Quanto menor a taxa de absorção de água. quando comparado às com adição de metacaulim nestes mesmos teores. mais resistente será o material frente à entrada de agentes deletérios do meio ambiente. em todos os teores de adição. (g/cm².Salão de Atos II . que podem levar o material (concreto ou argamassa) a sofrer com problemas de durabilidade.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .5% e 10%). 7. O mesmo comportamento pode ser observado para resistência capilar (figura 7). em todos os teores de adição. Para teores abaixo de 5%.5% 5% 8 7 7. Capilar (h/m²) 35000 30000 25000 0% 20000 2. foram observadas nas argamassas moldadas com sílica ativa. Destacase a redução significativa da taxa de absorção nas argamassas moldadas com sílica ativa em teores elevados (5%.5% Sílica Ativa Metacaulim 10% Figura 7 Resistência capilar da interação entre o percentual de adição e o tipo de adição Percebe-se que as argamassas moldadas com sílica ativa apresentaram maiores valores de resistência capilar.RS . _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .14 13 12 Taxa de abs.Porto Alegre .5% 15000 5% 10000 5000 7. 55000 50000 45000 40000 Res. Em termos de desempenho.UFRGS . as menores taxas de absorção.h1/2) 11 10 9 0% 2. não houve diferença representativa nos resultados obtidos para cada adição.

O mesmo comportamento pode ser observado para a resistência capilar (figura 9). comprovando também a influência do tipo de agregado na absorção de água por capilaridade destas argamassas.RS .Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .UFRGS . Figura 9 Resistência capilar em função do agregado Percebe-se o aumento significativo na resistência capilar das argamassas moldadas com o agregado B.Salão de Atos II .Porto Alegre . _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . Figura 8 Taxa de absorção em função do agregado Nota-se que as argamassas moldadas com o agregado B obtiveram menores taxas de absorção.O gráfico da figura 8 apresenta os valores para taxa de absorção em função do tipo de agregado. O gráfico da figura 10 apresenta a taxa de absorção em função da interação entre o percentual de adição. o tipo de adição e o tipo de agregado.

O mesmo comportamento pode ser verificado para resistência capilar destas argamassa (figura 11).UFRGS .(g/cm².5% 5% Agregado B 7. para ambos os agregados.5% 10% Agregado A Sílica Ativa Metacaulim Figura 10 Taxa de absorção da interação entre o percentual de adição e o tipo de adição Observa-se que.Porto Alegre . a taxa de absorção diminui com o aumento do percentual de adição.5% 5% 7.5% 5% 7.5% 10% Agregado A Agregado B Sílica Ativa Metacaulim Figura 11 Resistência capilar da interação entre o percentual de adição e o tipo de adição _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . comprovando a influência benéfica da utilização de sílica ativa e metacaulim.5% 10% 0% 2.5% 5% 7. para ambos agregados. bem como a interferência dos teores destas adições nestas argamassas.RS . Nota-se também a redução significativa.Salão de Atos II .5% 10% 0% 2. da taxa de absorção das argamassas moldadas com sílica ativa. Capilar (h/m²) 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0% 2.h1/2) 11 10 9 8 7 6 5 4 0% 2. 60000 55000 50000 45000 Res.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .15 14 13 12 Taxa de abs.

foram feitos estudos em concretos para caracterizar os efeitos da adição de 5% de sílica ativa em relação à massa de cimento. b*). a*. Os resultados demonstraram que há um menor custo/benefício na utilização de sílica ativa nesta proporção. os teores ideais desta adição situam-se nesta faixa. Já as de metacaulim aproximam-se do alaranjado. em termos de durabilidade.RS . Por fim. é de que o tipo de adição afeta. cabe citar que o uso do agregado B tornou as superfícies mais refletivas. Diante disto. Sendo assim.Outro fator importante.5%. é pertinente salientar a importância de definir-se um teor de adição que ao mesmo tempo seja agradável ao olho humano e permita a execução de um concreto de boa qualidade e durabilidade.0% e 7.Porto Alegre . tendo aparência rosada devido a sua elevada reflectância. Maiores informações podem ser encontradas em Passuelo et al. na verificação do _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . em ambos os tipos de agregado. como pode ser observado na figura 12. Adicionalmente.UFRGS . principalmente. o que é especialmente interessante considerando-se que. a tonalidade da amostra. Figura 12 Aspecto dos corpos-de-prova de argamassa com o aumento do teor de adição As amostras com adição de sílica ativa possuem tendência ao cinza com o aumento dos teores. (2004). o que pode ser percebido visualmente nos teores mais elevados.Salão de Atos II . que cabe destacar. decidiu-se considerar a adição de 5% de sílica ativa como a estratégia mais adequada para equilibrar os efeitos sobre a cor e a durabilidade. Nas amostras confeccionadas com adição de sílica ativa evidencia-se a baixa variação na tonalidade das amostras entre os teores 5. conforme ensaio realizado em um aparelho espectrofotômetro capaz de fazer medidas de coordenadas CIELAB (L*. que estendeu os testes para corpos-de-prova de concreto. Estes resultados influenciaram a montagem do plano experimental da fase seguinte.

2.2 resume os resultados encontrados. (2004d). Monteiro et al.. Foram analisadas três relações a/agl (0. 1999.incremento de durabilidade.60 Alta Moderada Baixa Figura 13 Penetração de íons cloreto em função da interação entre os teores de adição e a relação a/c Como se pode observar o aumento da relação água/aglomerante resultou no incremento na carga total passante.42.60).Salão de Atos II .RS .. A interação entre adição e a relação a/agl não foi significativa. e Cascudo. 1992) foram avaliados através de uma análise estatística dos dados (ANOVA). Francinete Jr. 2000. 1999.51 e 0.. 1999. 6000 5500 5000 Carga Passante (Coloumbs) 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 0% a/c 5% 0. os quais fazem parte de um programa experimental mais amplo. No gráfico da figura 13 são apresentados os valores da carga passante observados em função da relação água/aglomerante dos concretos com e sem adição de sílica ativa. (2004). Outros estudos realizados nestes e em outros concretos brancos. sendo que este comportamento já está consolidado no meio científico e já foi avaliado por diversos autores citados por Mattos e Dal Molin (2003). com um nível de confiança igual a 95%.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .51 0. 0. Os resultados encontrados na análise da significância indicam que tanto a presença da adição como a relação água/aglomerante foram estatisticamente significativos. pode ser visualizado em Passuelo (2004) e Passuelo et al. Wee et al.Porto Alegre .UFRGS . entre eles Irassar et al. 2. e verificação da resistência à compressão. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . o qual foi feito com a análise da resistência à penetração de cloretos.2. O item 2.42 0. devido ao aumento da porosidade da pasta. sendo que maiores informações sobre o método e materiais utilizados podem ser encontradas em Kirchheim et al.2 Análise da penetração acelerada de íons cloreto no concreto Os resultados obtidos para o ensaio de penetração acelerada de íons cloreto (ASTM C 1202.

fundamentada em Mehta e Monteiro (1994).4. nas mesmas condições e agregados. observase que os concretos sem adição de sílica ativa. o acréscimo foi de 71%. obtendo uma penetração moderada. quando comparado ao concreto moldado sem adição de sílica ativa.1%. um incremento de 3% e de 29%. obtiveram um acréscimo na carga total passante de 4.RS .5 e 0. foi devido à incorporação de ar ocasionada pelo aditivo nos concretos com cimento branco.6% e 11. quando a relação a/agl passou de 0. os concretos sem adição de sílica ativa.9% e 21. respectivamente. Conforme o critério de classificação da resistência à penetração de cloretos da ASTM C 1202 (1992). _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . a concretos moldados com clínquer cinza (CP-I).Porto Alegre . respectivamente. Utilizando o mesmo método de ensaio deste trabalho. nas relações água/cimento 0.5 e 0. A redução mais significativa se deu para os concretos na relação a/agl 0.UFRGS .2. utilizando agregado graúdo basáltico e miúdo quartzoso.50 para 0. e quando passou de 0. nas relações a/c 0. Mattos e Dal Molin (2003) observaram em concretos moldados com cimento branco. respectivamente. obtiveram uma redução significativa da carga passante (30% e 43%. nas relações 0.60. de 9%. comparando os resultados para concreto cinza analisado por Mattos e Dal Molin (2003) aos concretos brancos deste experimento. Os concretos com adição de 5% de sílica ativa.Salão de Atos II . sendo que para estes a penetração foi baixa.42. da relação a/agl 0.51 e 0. As autoras compararam os resultados obtidos em concreto branco.5%. respectivamente).51 e 0. 2.60.40 para 0.4. obtendo uma redução de 46% na carga passante.6 (nota-se que difere um pouco das utilizadas nessa pesquisa que foram 0.51 para 0. para a relação 0.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . já os na relação a/agl 0. respectivamente.3 Análise da resistência à compressão Da mesma forma que na análise dos concretos para o ensaio de penetração de cloretos.4%. 38.6). Já os concretos sem adição de sílica ativa. apresentaram alta penetração. 9. reafirmando a influência benéfica da adição de sílica ativa em concretos moldados com cimento Portland branco.42 apresentaram penetração moderada.6%.51. sendo que estes concretos com CP-I obtiveram menor penetração de íons cloreto.60.8%. onde se obtiveram os resultados que constam na tabela 2. 0.51. 0.60. 0.60.4% e 1. de 61%.51 e 0. No entanto.Para os concretos produzidos com a adição de 5% sílica ativa houve um incremento na carga total passante. quando a relação a/c passou de 0.42 para 0. com adição de sílica ativa.42 para 0.51 para 0. foi de 34%. 20. e de 0. Uma das justificativas dada pelas autoras.42.6 esta redução foi de 23%.50 e de 0. os resultados de resistência à compressão foram analisados no programa Statistica. Enquanto que os concretos brancos com adição de sílica ativa obtiveram redução de 43.

8251 0.UFRGS .51 não seguiram esta tendência. como esperado.861012 4.RS .020372 30 8.7217 0.634 Interação 23 18.Salão de Atos II . os concretos com relação a/agl 0.567224 Efeito Significativo Significativo Significativo Significativo Não significativo Não significativo Não significativo Os fatores isolados adição.0715 0.7478 0. no entanto.921 2 – água/agl.861012 10.Porto Alegre . No gráfico da figura 2 são apresentados os valores de resistência à compressão em função da interação entre os teores de adição e a relação a/agl.51 a/c 0.000000 30 8.744 Interação 12 39.109160 30 8.626 (ANOVA) – resistência à compressão GDL SQR F Valor de P 30 8.42 0.4457 0.Tabela 2 Análise de variância Fonte SQ 1 – adição 95. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . maior a influência da sílica no incremento da resistência à compressão. 1958.861012 220. No gráfico da figura 15 são apresentados os valores de resistência à compressão em função da interação entre a porcentagem de adição e a idade dos concretos.002564 30 8.9811 0. As demais interações não foram significativas. 60 55 Resistência à compressão (MPa) 50 45 40 35 30 25 20 0.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .861012 0. Embora a interação teor de adição e a relação a/agl tenha sido significativa estatisticamente.374 Interação 123 6. o gráfico mostra que existe uma tendência de quanto menor a relação a/agl.393 Interação 13 0.000000 30 8.861012 127. a resistência à compressão dos concretos sem e com adição de sílica ativa estudados decresce significativamente com o aumento da relação água/cimento.931148 30 8. idade e a interação adição e relação a/agl foram estatisticamente significativos no resultado da resistência à compressão dos concretos analisados.116 3 – idade 1131.0736 0.861012 2. relação água/aglomerante.60 sem adição 5% sílica ativa Figura 14 Resistência à compressão em função da interação entre os teores de adição e a relação a/agl Nota-se que.861012 0.

Chegou-se a concretos com trabalhabilidade superior a 180 mm.42 apresentaram para as três idades (3. Para tanto.8%. na relação a/agl 0. pois corpos-de-prova de controle atingiram valores 60% superiores aos requeridos em função da durabilidade. foi necessário a otimização do esqueleto granulométrico da mistura. respectivamente.5%. sem que prejudique certas características do material que são importantes para garantir sua resistência e durabilidade. Esta etapa não se deteve na avaliação da resistência mecânica. resultando em um refinamento de sua estrutura de poros. para garantir uma _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . Analisou-se o comportamento do concreto no estado fresco através da avaliação da trabalhabilidade e coesão da mistura. e pequena quantidade de aditivo superplastificante.Porto Alegre . 2. Considerou-se ainda a necessidade de se ter uma proporção de pasta superior àquela que seria considerada adequada em concretos tradicionais. promovendo assim o aumento da resistência mecânica. se comprova que a interação entre os teores de adição e a idade não foi significativa para misturas sem e com adição.55 Resistência à compressão (MPa) 50 45 40 35 30 sem adição 25 3 7 Idade (dias) 28 5% sílica ativa Figura 15 Resistência à compressão em função da interação entre a porcentagem de adição e a idade Pelo paralelismo de retas mostradas pelo gráfico.1% e 16.RS .3 Otimização de traço Também foram realizados ensaios para ajustar o melhor proporcionamento dos materiais. obtido através da curva de Fuller. Os concretos com adição de sílica ativa. pois permite inclusive que se utilize uma relação a/aglomerante levemente superior. 22. favorecendo a trabalhabilidade e o acabamento superficial do concreto. quando comparados aos sem adição.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . 7 e 28 dias) acréscimo de resistência de 26. O melhor desempenho destes concretos pode ser atribuído à densificação da pasta de cimento hidratado. conseguido com baixa relação água/aglomerante. proporcionado pela sílica. a adição de sílica ativa é vista como positiva. Em termos gerais.UFRGS .Salão de Atos II .

2.RS . a fim de definir o mais eficiente quanto ao espalhamento inicial. A temperatura ambiente foi fixada em 23±1ºC com umidade relativa do ar de 65±5%. com base na NBR 11581 – Determinação dos tempos de pega de cimento Portland (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1991).5 2. temperatura ambiente e dos materiais e teor de aditivo para controle de hidratação.5 Média espalhamento (cm) 7.5 0 15 30 45 Tempo (min) 60 75 90 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 TIPO 5 TIPO 6 TIPO 7 TIPO 8 TIPO 9 Figura 16 Minislump das pastas ensaiados Os resultados demonstram que o aditivo tipo 7 obteve melhores resultados. A figura 18 apresenta os resultados das pastas ensaiadas. reduzindo a porosidade e potencializando o efeito cromático. requer atenção quanto ao seu reduzido início de pega. e a manutenção deste espalhamento.Salão de Atos II .Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . 32º e 40º C.5 8.0. Sendo assim. 1:1. devido as suas características especiais. já que o cimento branco. Foram feitos estudos analisando sete diferentes aditivos superplastificantes à base de policarboxilatos. nas temperaturas 25º.5 3. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .qualidade superficial. 9. 1:1.UFRGS .5 5. para tanto foi utilizado o ensaio de abatimento com cone de Kantro.Porto Alegre . foram feitos ensaios de tempos de pega. O gráfico da figura 16 apresenta os resultados obtidos. para verificar a interferência das proporções entre cimento/pó da mistura.0. percebeu-se a necessidade de utilização de aditivo de controle de hidratação do cimento.5 6. Iniciando a aplicação deste concreto em obra.5 4. Analisou-se as proporções (cimento+sílica ativa:pó): 1:1. sendo que o tipo 9 obteve resultados bastante similares.6 e 1:2.

Na figura 19 pode-se visualizar o ensaio em andamento. sendo que o pó de calcário favorece a cromaticidade.2 32º C 1:1.0 25º C 1:1. Constatou-se que o aumento da quantidade de pó calcário afeta o início de pega principalmente em altas temperaturas. colabora para evitar a segregação e aumentar a densidade da pasta.6 32º C 1:2.4 Análise do sistema concreto branco armado Analisou-se nesta etapa do trabalho o sistema concreto branco armado.RS .2 25º C 1:1. desenvolvido no Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais no decorrer dos últimos anos.2 40º C 1:1. verificando sua durabilidade frente à corrosão da armadura ocasionada pelos íons cloreto.0 32º C Figura 18 Resistência à compressão em função da interação entre a porcentagem de adição e a idade Os resultados explicitam que quanto maior a proporção de pó calcário na mistura e maior a temperatura ambiente e dos materiais. 2. mais rapidamente acontecerá o início de pega. Maiores informações poderão ser encontradas em Kirchheim et al. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . O procedimento de ensaio adotado foi o CAIM (Corrosão Acelerada por Imersão Modificada).Porto Alegre .Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 .0 40º C 1:1.6 40º C 1:2.UFRGS . a quantidade de pó incorporada no concreto. encontra-se em uma faixa de 100 – 120% da quantidade de aglomerantes.6 25º C 1:2. (2005). (1997).Salão de Atos II . definida a partir de resultados experimentais.45 40 penetração (mm) 35 30 25 20 15 10 5 0 0 50 100 150 t (min) 200 250 300 1:1.0 32º C 1:1. Isto garante uma boa quantidade de finos na mistura. Desta maneira. Também analisaram-se sistemas de proteção da armadura a base de zinco e epóxi para verificar qual seria mais eficiente frente a esse fenômeno. baseado numa concepção inicial utilizada por Lima (1990) e por Marchesan et al. podendo inclusive ocorrer uma pega aparente em tempos mais curtos.

ambos foram aplicados produtos a base de zinco. Cabe ressaltar que nos corpos-de-prova F1 e S2.RS . R2 – barra referência.UFRGS .Salão de Atos II . após o término do ensaio. S2 – base zinco B2. M3 – base epóxi 2.½ referência. no entanto de fornecedores diferentes.Figura 19 Ensaio em andamento A figura 20 apresenta o aspecto dos corpos-de-prova moldados com sílica ativa. Figura 20 Aspecto dos corpos-de-prova após o término do ensaio de corrosão O gráfico da figura 21 apresenta as correntes de corrosão. F1 – base zinco A1.Porto Alegre . M2 – base epóxi. para os concretos moldados com sílica ativa.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . já o base epóxi são o mesmo produto. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . F10 – ½ base zinco 1A . Sendo da esquerda para a direita os corposde-prova nomeados como Z2 – barra galvanizada. onde se variou o cuidado na aplicação do produto. por isso foram identificados como A e B. lidas no tempo estipulado.

00% À BASE ZINCO 1 À BASE EPÓXI REFERÊNCIA À BASE ZINCO 2 1/2 BASE ZINCO 1/ REFERÊNCIA 8. estes não obtiveram a mesma resposta frente ao ensaio.6 1. faz-se uma ressalva quanto à aplicação destes produtos.Salão de Atos II . Atribui-se a isso.2 À BASE ZINCO 1 GALVANIZADA 1 icorr 0.00% 6.54% 3. Para este ensaio.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . bem como o aço galvanizado (Z2). Estes resultados podem ser observados no gráfico da figura 22 que apresenta a perda de massa das barras ensaiadas.53% 0.00% 4. no entanto.6 0.0 1500.74% 3.1. comprovando a interferência da forma de aplicação.0 500.00% 2.8 0.RS .4 1. problemas durante a aplicação do produto.0 2500.02% 0. 14.77% 8.0 Tempo (min) À BASE EPÓXI À BASE ZINCO 2 REFERÊNCIA À BASE EPÓXI 2 1/2 À BASE ZINCO 1/2 REFERÊNCIA Figura 21 Corrente real x tempo em concreto com sílica ativa Nota-se que todos os sistemas de proteção.4 0.00% 12. Foi calculada a perda de massa a partir da massa inicial das barras e sua massa depois de sua limpeza. Percebe-se que ao serem ensaiados dois corpos-de-prova em que foram aplicados o mesmo tipo de produto base epóxi (M2 e M3). conduzindo esta resposta diferenciada perante o ensaio. O corpo-de-prova com barra galvanizada apresentou corrente um pouco mais elevada e uma corrosão leve principalmente nas extremidades da barra.0 1000. os produtos que obtiveram melhores resultados foram os base zinco 2B (S2) e base epóxi 2 (M2).09% 1. Acredita-se que isso ocorreu devido a não galvanização da parte serrada desta barra.Porto Alegre .0 2000. O resultado quanto ao produto de base epoxi é a soma das perdas de massa dos dois corpos-de-prova ensaiados.2 0 0.00% Perda de Massa (%) 10.00% Figura 22 Perda de massa de concretos com sílica ativa _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .UFRGS .00% GALVANIZADA 5. apresentaram correntes de menor intensidade que o concreto moldado com a barra referência (R2).

percebe-se o aumento significativo das correntes.UFRGS . Figura 23 Aspecto dos corpos-de-prova após o término do ensaio de corrosão (face inferior) O gráfico da figura 24 apresenta as correntes de corrosão registradas no tempo para os concretos moldados sem sílica ativa. Sendo da esquerda para a direita os corposde-prova identificados como R3 – barra referência.6 1. F13 – ½ base zinco 1A .4 ampéres. não identificados durante o ensaio. após o término do ensaio. F3 – base zinco 3A. 1. Z3 – barra galvanizada.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . S3 – base zinco 4B. Diferente que o observado nos concretos com sílica. o corpo-de-prova no qual estava imerso a barra protegida com o produto a base de zinco 2B obteve pior resultado. M4 – base epóxi 4. Por isso. Os resultados dos corpos-de-prova de referência foram perdidos devido a problemas de conexão elétrica.½ referência.8 0.A figura 23 apresenta o aspecto dos corpos-de-prova moldados sem sílica ativa. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . Observa-se que as mesmas são bem superiores às registradas nos corpos-de-prova com sílica (figura 21).6 0.2 À BASE EPÓXI À BASE ZINCO 1 1 icorr 0.RS .2 0 0 500 1000 1500 Tempo (min) 2000 2500 GALVANIZADA À BASE ZINCO 2 1/2 À BASE ZINCO 1/2 REFERÊNCIA Figura 24 corrente real x tempo em concreto sem sílica ativa Comparando os resultados dos concretos moldados sem adição de sílica ativa. que não ultrapassaram 0.Salão de Atos II . Novamente o melhor resultado foi para o corpo-de-prova que possuía a barra protegida com o produto de base epóxi.4 1. estes resultados não foram utilizados na análise.Porto Alegre .4 0.

00% 10. devido à sua baixa _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações .00% 1.03% 11.Como relatado anteriormente no caso dos concretos com adição de sílica ativa. Outro aspecto importante. como já discutido por diversos autores e também já pôde ser comprovado nos ensaios realizados anteriormente (penetração acelerada de íons cloreto.UFRGS . bem como nos ensaios de resistência à compressão).Porto Alegre .29% 12.00% Perda de Massa (%) 6.00% 8. Acredita-se que o resultado deste cp seria bem melhor se tivesse sido utilizada alguma forma de proteção do aço exposto nas extremidades da barra durante o processo de corte da mesma. como pode ser observada na figura 25.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . absorção de água por capilaridade. que apresenta a perda de massa das barras ensaiadas. 14. é o benefício da proteção da barra e os problemas de aplicação irregular.37% À BASE ZINCO 1 À BASE EPÓXI À BASE ZINCO 2 1/2 BASE ZINCO 1/ REFERÊNCIA GALVANIZADA 12.00% 4. percebe-se claramente a influência benéfica desta adição na durabilidade do concreto frente ao fenômeno corrosivo. que pode ser visualizado na figura 26.Salão de Atos II .00% 13.RS . Figura 25 Aspecto da corrosão da barra galvanizada Figura 26 Aspecto da corrosão da barra ½ protegida Os resultados deste teste podem ser observados também no gráfico da figura 27.63% Figura 27 Perda de massa de concretos sem sílica ativa Quando se comparam estes resultados aos obtidos nos concretos com adição de sílica ativa (figura 22). Nota-se a diferença significativa na intensidade e características da corrosão na parte da barra onde não foi aplicada a proteção.00% 2.00% 0. o corpo-de-prova com barra galvanizada apresentou corrente um pouco mais elevada do que os revestimentos melhores e uma corrosão leve nas extremidades da barra.30% 6. Os testes realizados deram mostras evidentes de que o concreto analisado é bastante resistente ao fenômeno da corrosão.

majorando assim suas propriedades. São Paulo.R. Contribuição ao estudo das propriedades mecânicas dos concretos de alta resistência com adição de microssílica. C. DAL MOLIN. P. 4 Referências Bibliográficas AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. D. se bem assimilada. 1993. O concreto branco aparente promove um acabamento diferenciado. bem como a quantidade significativa de filer e a utilização de sílica ativa colaboram para que a durabilidade do concreto especificado. 98p. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . promove um ganho considerável para a estrutura de concreto. O “know-how ” adquirido permite afirmar que esta tecnologia. é importante destacar que a utilização de concreto branco proporciona às empresas construtoras o atendimento das suas necessidades na produção de obras em concreto armado com um ganho agregado a sua estética. 1983.L. C.Salão de Atos II . CIB W 80/RILEM 71-PSL. Tese (Doutorado) . Tese (Livre Docência) .Escola Politécnica . mediante aos estudos realizados.Universidade de São Paulo. (Conseil Internacional du Batment Pour la Recherche Létude et la Documentation & Réunion Internationale des Laboratories D´essais et de Recherches sur Matériaux et les Constructions). 231p.Universidade de São Paulo.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . 3 Considerações finais Diante de todos os resultados positivos apresentados no desenvolvimento deste artigo. HELENE. São Paulo. Além desta comprovação da durabilidade. dispensando as atividades de pintura e manutenção desta ao longo do tempo.Escola Politécnica . Rotterdam.RS . e inúmeras outras obras na Europa. pode-se optar por adicionar superpozolanas ao concreto. 286p.Porto Alegre .UFRGS . em condições normais de uso. pode-se destacar que os concretos executados com cimento Portland branco possuem um comportamento similar ou superior aos executados com cimento Portland cinza. seja elevada. São Paulo. Philadelphia. Contribuição ao Estudo da Corrosão em Armaduras de Concreto Armado. Prediction of service life of building materials and components. Proporciona também a existência de ambientes muito reflectivos. muitas vezes. sendo que. como é o caso do Museu Iberê Camargo e a Ponte Irineu Bornhausen no Brasil. ponto este muito importante para as questões de meio ambiente e sociedade. 1995. Os resultados dos diversos ensaios já realizados anteriormente indicam que a reduzida relação água/cimento. As obras civis produzidas com este tipo de material acabam se tornando monumentos para as cidades.permeabilidade e boa resistência. 1992. possibilitando a redução da necessidade de iluminação artificial e favorecendo a diminuição do desperdício de energia elétrica. Standard test method for electrical indication of concrete´s ability to resist chloride ion penetration: ASTM C 1202.

D. G. A.Salão de Atos II . In: Seminário de Engenharia Oceânica.Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . A. In: Entac. KIRCHHEIM. Sustentabilidade do concreto ou das estruturas de concreto? Uma revisão de durabilidade. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil). 2004a. KULAKOWSKI. G.. ISSN 1415-8876. Metalúrgica e de Materiais) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. SILVA FILHO. L. Concreto de cimento Portland branco estrutural: avaliação da absorção capilar. P. KIRCHHEIM. D. C.. p. Mendoza. 106−110. São Paulo: Instituto Brasileiro do Concreto.. Estudo da absorção capilar em argamassas de cimento Portland branco estrutural com diferentes teores de adições pozolânicas. Influência dos componentes do concreto na corrosão das armaduras. C. Concreto de cimento Portland branco estrutural: avaliação da carbonatação e absorção capilar. A. DAL MOLIN. Rio Grande. São Paulo. v. SILVA FILHO. A.ISAIA. C.. V. A. DAL MOLIN. Avaliação de revestimentos de proteção no controle da corrosão das armaduras em concretos brancos. A.. KIRCHHEIM. RIBEIRO.. A. Contribuição ao Estudo de Carbonatação em Concretos e argamassas compostos com Adição de Sílica Ativa. C. C. DAL MOLIN.. P. P. 46º.. 3. J. L. Tese (Doutorado em Engenharia de Minas. C. V. A. REINHEIMER. Magazine of Concrete Research. p. M. P. Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído. V. P. In: XXXI Jornadas Sud-Americanas de Ingeniería Estructural. L. Ambiente Construído. 2002. Assunción. 2005. 2003. C. D.. Dissertação (Mestrado). n. Florianópolis. DAL MOLIN. C. C. 95-109. Escola de Engenharia. L. PASSUELO.. Paraguay. P. n. DAL MOLIN. L. SOMMER. 2004b. KIRCHHEIM.Porto Alegre . 3. KIRCHHEIM. D. 2004c.. Belo Horizonte. In: Congresso Brasileiro do Concreto. PASA. Proposta de modelagem da carbonatação de concretos de cimento portland branco. C. 167f. A. S. Rio Grande do Sul. LIMA. P. 40. P. Argentina. Curso de Pósgraduação em Engenharia Civil. C. PASSUELO.. Anais. V.UFRGS . C. DAL MOLIN.RS .. Submetido ao CONPAT 2005.. A water absorption test for concrete. In: Congresso Brasileiro do Cimento. KELHAM. 2003. Porto Alegre./set. 2002. A. D. P. 2004d. D. M. C. REINHEIMER. jul. C. Estudo comparativo de formas de medida da frente de carbonatação em concretos de cimento Portland branco e cinza. P. POSSER. June 1988.. PASSUELO. KIRCHHEIM. N. REINHEIMER. a ser publicado no evento. Avaliação da penetração acelerada de cloretos em concretos moldados com cimento Portland branco estrutural. 2003. D. 2002 (CD-ROM).. SILVA FILHO. 44º.. KIRCHHEIM.. C. 1990. Universidade Federal do Rio Grande do Sul... Porto Alegre v. Porto Alegre. D.. 143. C. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre. 178 p. P.

In : XXXI Jornadas Sud-Americanas de Ingeniería Estructural. SILVA FILHO. PASSUELLO. L.. _______________________________________________________________ II Seminário de Patologia das Edificações . V. A. 2003 (CD-ROM). CANMET. S... P.. MATTOS. C. Canadá. In: IV Congresso Ibero Americano de Patologia das Construções. Influência do tipo e teor de adições nas características cromáticas de argamassas à base de cimento Portland branco estrutural. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Salão de Atos II . SILVEIRA. Berkeley. 2004.. 2003. Estudo da influência da aplicação de revestimentos no controle da corrosão. R. Detroit. 2004.. 1994. Porto Alegre. Advances in Concrete Technology. DAL MOLIN. R. CAMPAGNOLO. A. A. P. D.. Mineral Admixtures in concrete: state of the art and trends. Lisboa. and Future. Porto Alegre. (SP-144) PASSUELO. PASSUELO. P. SANTAROSA.Porto Alegre . K. 1997... Pozzolanic and Cementitious Materials . G. In: MEHTA. In: Betão Estrutural. Mohan Malhotra Symposium – Concrete Tecnology Past... SERRA. KIRCHHEIM. Agradecimentos Os autores agradecem ao Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação (NORIE) e Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais (LEME).Novos Materiais e Tecnologias Emergentes 18 a 19 de novembro de 2004 . Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil). C.. Avaliação da influência do cimento Portland branco estrutural na resistência à penetração acelerada de íons cloretos e na absortividade de concretos com diferentes relações água/cimento. Anais. São Paulo: Instituto Brasileiro do Concreto. 1996. L. 1. A. Porto Alegre. P. L. Análise da resistência e módulo de deformação de concretos à base de cimento branco.. J. 2004.. PACHECO. In: Congresso Brasileiro do Concreto. Vol. C. A utilização de cinza de casca de arroz com vistas a durabilidade de concretos: estudo do ataque por sulfatos. p. SILVA FILHO. RS. A. Aos bolsistas e colaboradores de cada etapa deste trabalho. A. M. Mendoza. Anais. D. Escola de Engenharia. 1994. Proceedings.. Vitória. NAGATAKI. American Concrete Institute.RS . 2004. P. 447-483. 45º. Argentina. C. V.UFRGS . L. À Camargo Correia Construtora e Fundação Iberê Camargo. CAMPAGNOLO.. A. C. Perspectivas do concreto de alto desempenho na arquitetura brasileira . SILVA FILHO. MARCHESAN. C. P.. 2003. PACHECO. MEHTA. J.. Universidade do Porto.br/nutau/nutau. acesso em: 04 jan. Brasil. Present. CAMPAGNOLO. A. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Curso de Pós Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. L. G. Análise de parâmetros influentes na cromaticidade e no comportamento mecânico de concretos à base de cimento branco. LEME/CPGEC-UFRGS. PASSUELO. Disponível em: http://www. C. L. 1996. K.usp.MALHOTRA...

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