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ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA

LS706-04 DEPARTAMENTO DE ESTUDOS DALMob

MOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL CMG Ref Ney Marino Monteiro

Trabalho elaborado pelo CMG Ref'' NEY MARINO MONTEIRO

Os textos de Leitura Selecionada, de caráter doutrinário, teórico, ou conjuntural, destinados à distribuição interna, às vezes discordantes entre si, visam a trazer novos subsídios aos estudos que aqui se realizam e expressam opiniões dos respectivos autores, não, necessariamente, as da ESG.

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ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA LS706-04 DEPARTAMENTO DE ESTUDOS DIVISÃO DE ASSUNTOS DE LOGÍSTICA E MOBILIZAÇÃO

MOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL

Rio de Janeiro 2004

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Presidente da República LUIS INÁCIO LULA DA SILVA

Ministro de Estado da Defesa Dr. JOSÉ VIEGAS FILHO

Comandante e Diretor de Estudos da Escola Superior de Guerra Major-Brigadeiro-do-Ar ANTONIO LUIZ RODRIGUES DIAS

Subcomandante e Chefe do Departamento de Estudos General-de-Brigada EDUARDO RAMALHO DOS SANTOS

Divisão de Assuntos de Logística e Mobilização (DALMob) Chefe CMG Ref NEY MARINO MONTEIRO Autorizada a reprodução e divulgação deste documento, desde que seja citada a Escola Superior de Guerra Escola Superior de Guerra Divisão de Biblioteca, Intercâmbio de Difusão Av. João Luís Alves, s/nº CEP: 22291-090 - Urca - Rio de Janeiro/RJ - Brasil Telefone (21) 3223-9899 Telex: (21) 30107 - ESSG FAX: 3223-9971 LS - Leitura Selecionada

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SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ..........................................................................7 1 - INTRODUÇÃO ..........................................................................9 2 - CONCEITOS BÁSICOS ........................................................... 11 3 - MOBILIZAÇÃO NA EXPRESSÃO PSICOSSOCIAL ...............13 3.1 - Considerações Iniciais .............................................................13 3.2 - Conceito ..................................................................................13 3.3 - Objetivo Síntese .......................................................................14 3.4 - Abrangência ............................................................................14 3.4.1 - Mobilização Psicológica.........................................................14 3.4.2 - Mobilização Social ................................................................16 4. - ELEMENTOS BÁSICOS DE MOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL ..20 4.1 - Educação Cívica .....................................................................20 4.1.2 - Conceito ..............................................................................22 4.1.3 - Objetivo ................................................................................22 4.1.4 - Divisão .................................................................................22 4.2 - Comunicação Social ................................................................24 4.2.1 - Comunicação ........................................................................24 4.2.2 - Comunicação Social ..............................................................26 4.2.3 - Tipos de Socialização ............................................................26 4.2.4 - O Processo de Comunicação ..................................................27 4.2.5 - Propaganda ..........................................................................28 4.2.6 - Programas de Comunicação Social ........................................29 5 - DESMOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL .....................................30 6 - CONCLUSÃO ........................................................................... 31 BIBLIOGRAFIA ..............................................................................33

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APRESENTAÇÃO O assunto desenvolvido nesta publicação é pela primeira vez publicado pela DALMob. Trata-se portanto de uma pioneira formulação sobre o Tema que, como tal, não tem a pretensão de abordar toda a sua complexidade, nem a convicção de ter esgotado os argumentos pertinentes ao seu estudo. Esta Leitura Selecionada é resultante da compilação de vários trabalhos de estagiários do CAEPE, de estagiários do Curso de Introdução à Mobilização Nacional (CIMN), do Curso de Atualização da ESG (CAESG) e do extrato de algumas publicações sobre o assunto. O Tema está aberto para receber a colaboração dos seus leitores.

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1 - INTRODUÇÃO

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A Pessoa Humana é essencialmente original e distinta dos demais seres do Universo, é consciente, racional e livre, é dotada de vontade e de capacidade de conviver. Os traços que distinguem o Homem das demais espécies são a sua Humanidade, característica que encerra as noções de racionalidade temporalidade; capacidade de modificar e ser modificado; aptidão para absorver condutas e elegê-las; de afetividade consciente; e de comunicação, principalmente através da linguagem. Dentro do grupo social a que se integra, o Homem é o agente das ações e o paciente de suas conseqüências, positivas ou negativas. Ao abordarmos a Mobilização na Expressão Psicossocial devemos levar em conta que sua preocupação primordial é atuar sobre as mentes e como tal, as responsabilidades a ela inerentes são de grande vulto, na condução desse processo. Como fator positivo a ser considerado podemos afirmar, sem dúvida, que o instinto de conservação é um dos mais fortes do Homem. Daí afirmarmos que a segurança é uma necessidade e um direito inalienável do ser humano. Sendo a Mobilização Nacional assunto diretamente ligado à Segurança Nacional, o estudo dos fatores que influenciam os fundamentos da Expressão Psicossocial merece relevo e pesquisas aprofundadas. Conciliar o respeito pelos direitos da pessoa humana com os interesses da coletividade nacional não é tarefa exclusiva do Estado, mas responsabilidade de toda a Sociedade e de cada um, sendo grandemente facilitada se for possível conseguir desenvolver no indivíduo a compreensão do seu próprio papel nesse universo mais amplo. Para isso, em termos da sociedade brasileira, no planejamento da Mobilização Psicossocial devem ser considerados os traços mais acentuados do caráter nacional como: individualismo, adaptabilidade, improvisação, cordialidade, comunicabilidade e vocação pacifista. Ao Estado cabe a condição intransferível de orientar a Sociedade, de quem é preposto, na consolidação do sentimento patriótico e de sua sobrevivência como Nação.

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2 - CONCEITOS BÁSICOS

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Para iniciarmos os estudos sobre a Mobilização Psicossocial é importante que abordemos alguns conceitos básicos a ela relacionados: Povo - no sentido de multidão, pessoas que vivem e se movem por conta própria; no sentido político, é a parcela da população que possui condições básicas para o exercício da cidadania; População - pessoas nacionais e estrangeiras que tenham se fixado no território sob a soberania do Estado; Massa - conjunto de indivíduos que espera por influências externas; Opinião Pública - consenso, mais ou menos generalizado, dos diversos grupos sociais de uma sociedade – local, regional, nacional ou internacional – em relação a determinados assuntos como: idéias, situações, problemas ou acontecimentos que possam influenciar, positiva ou negativamente, os interesses comuns; Grupo Social - agrupamento humano permanente cujos componentes vivem em constante interação (ação entre); Família - grupo social fundamental, pessoas ligadas por fatores genéticos, hereditários e de afinidade; berço inicial da educação; Comunidade - grupo social coeso de relações estreitas, ligado por fortes laços de amizade e interesses comuns; Sociedade - grupo social formado pela reunião de várias comunidades, onde os interesses nem sempre são comuns; é o super grupo social ou o grupo de vários grupos sociais;

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Nação - genericamente, conjunto de pessoas que se sentem como tal; no sentido amplo, conjunto de pessoas que, ocupando espaço geográfico definido, revela consciência de uma identidade própria, advinda dos aspectos culturais nele predominantes; Objetivos Nacionais (ON) - são objetivos que, por representarem interesses e aspirações vitais, subsistem por longo tempo: - Democracia; - Integração Nacional; - Integridade do Patrimônio Nacional; - Paz Social; - Progresso; e - Soberania. Expressão Psicossocial do Poder Nacional – é a manifestação de natureza preponderantemente psicológica e social, do conjunto dos homens e dos meios que constituem o Poder Nacional, capaz de favorecer a plena realização da pessoa e a sua possibilidade de contribuir para o aprimoramento da sociedade, com vista a alcançar e manter os Objetivos Nacionais. A Mobilização Psicossocial deve atuar sobre a vontade nacional levandoa a se predispor às ações de defesa que venham a garantir a conquista e a manutenção dos Objetivos Nacionais Permanentes, principalmente no que se refere à Integridade do Patrimônio Nacional e à Soberania.

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3 - MOBILIZAÇÃO NA EXPRESSÃO PSICOSSOCIAL 3.1 - Considerações Iniciais A Mobilização na Expressão Psicossocial se processa diretamente na população, através de atividades que procuram orientar e atenuar carências e deficiências, nela constatadas, relacionadas com o nível técnico-cultural, bem como com relação às condições de atendimento às necessidades básicas de saúde, educação, habitação, segurança, etc, a serem completadas por uma Mobilização Nacional. Por essas razões, podemos afirmar ser na Mobilização Psicossocial onde mais se acentua a identidade de propósitos que deve haver entre as atividades do Preparo da Mobilização Nacional e as medidas normais de Desenvolvimento, a quem cabe contemplar logisticamente tais elementos. Sua atuação é primordial na área de Comunicação Social, a fim de manter o moral da Nação, através do apoio da opinião pública, quanto às medidas restritivas a serem adotadas por uma Mobilização Nacional, principalmente na Expressão Econômica e emergentes na Expressão Militar. A Mobilização Psicossocial pressupõe atividades de caráter antecipador para a capacitação dos Órgãos da Expressão Psicossocial a, fim de que valorizem os fatores da Expressão, no sentido de manter a Nação, como um todo, voltada para o apoio às ações de Mobilização Nacional nas demais Expressões do Poder Nacional.

3.2 - Conceito

A Mobilização na Expressão Psicossocial, tratada como Mobilização Psicossocial, é estudada em seu aspecto doutrinário nos Fundamentos Doutrinários da ESG e na Nota Complementar de Estudo (NCE - Mobilização Nacional); repetiremos aqui alguns pontos que nos parecem relevantes neste estudo mais aprofundado do assunto. Seu conceito é o seguinte:

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“Conjunto de atividades planejadas, empreendidas ou realizadas pelo Estado, desde a situação de normalidade, com o propósito de preparar a Nação, social e psicologicamente, para fazer face a uma situação de emergência decorrente da declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira”. 3.3 - Objetivo Síntese O objetivo síntese da Mobilização Psicossocial é a formação e consolidação de uma MENTALIDADE DE MOBILIZAÇÃO, assim entendida: “Atitude eminentemente consciente e participativa, tendo como estímulo preponderante a possibilidade da ocorrência de guerra que envolva, direta ou indiretamente o país.” 3.4 - Abrangência A Mobilização Psicossocial se desenvolve em dois segmentos interrelacionados e interdependentes que assim podemos dividir: – Mobilização Psicológica (Individual e Grupal); e – Mobilização Social. 3.4.1 - Mobilização Psicológica - Objetivo A Mobilização Psicológica tem por objetivo preparar a população, moral e espiritualmente, a fim de proporcionar ao Estado condições indispensáveis para enfrentar uma situação de emergência, configurada pela possibilidade de um conflito armado.

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– Fatores de Influência Os principais fatores capazes de influir nas atividades de Mobilização Psicológica são os seguintes: - Nível de educação e higidez da população; - Grau de desenvolvimento, na população, dos sentimentos cívicos em geral; - Orientação para consolidação dos valores nacionais; - Grau dos sentimentos de cidadania; - Diferença de padrões culturais (população urbana X rural, metrópoles, periferia, etc); - Grau de sensibilidade da população para os problemas de Segurança Nacional; - Grau de intensidade das operações psicológicas adversas; e - Atuação e alcance da Comunicação Social de massa. – Fases As atividades da Mobilização Psicológica se desenvolvem, também, em duas fases, a saber: a) Preparo Na fase do Preparo da Mobilização Psicológica, o Governo desenvolve ações visando a difundir uma série de medidas básicas, dentre as quais ressaltam as seguintes: - Fortalecer o caráter nacional e o moral do povo, cultivando o espírito de solidariedade nacional; - Desenvolver o espírito cívico e o sentimento patriótico, inspirados nas tradições nacionais; e - Modificar, ou mesmo eliminar deficiências (valores, preconceitos, etc.).

No interesse direto da Execução da Mobilização Psicológica, o Governo deverá planejar, dentre outros, programas visando a:

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- Obter a adesão e a colaboração ativa dos órgãos de Comunicação Social de massa; - Motivar a população para que adote o comportamento desejado e útil aos fins previstos no Planejamento da Mobilização; e - Obter o entendimento e a compreensão da população para as medidas substantivas que ele tiver que determinar, buscando alcançar o seu consentimento e a sua participação. b) Execução Na fase da Execução da Mobilização Psicológica, destacam-se as seguintes medidas, a serem adotadas na conformidade da Constituição e Leis Específicas: - Informação ao público sobre as necessidades prementes e as providências adotadas; - Intensificação do controle e da orientação dos meios de comunicação de massa; - Estabelecimento da censura dos meios de comunicação social e, se necessário, estabelecimento da mesma na correspondência particular; - Incentivos ao desenvolvimento do espírito de civismo e de patriotismo; - Adaptação do Sistema Nacional de Ensino à nova situação, buscando “motivar” os jovens e enfatizar o seu apoio à posição nacional; - Engajamento da população a participar no esforço de guerra e apoiar a posição nacional; - Engajamento de vultos/personagens de notória importância, bem como de artistas/atores de reconhecida popularidade para a divulgação de campanhas motivadoras do esforço nacional; - Combate, através de propaganda antecipada ou de outras técnicas da contrapropaganda, à guerra psicológica adversa e ao noticiário alarmista, visando a minimizar seus efeitos; - Incentivo à realização de operações psicológicas para abalar o inimigo em suas convicções e procurando reduzir sua vontade de lutar; - Adoção de medidas visando a obter simpatias no exterior para a causa nacional; e - Realização de campanha interna alertando a população para possíveis ações de espionagem e sabotagem.

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3.4.2 - Mobilização Social. - Objetivo A Mobilização Social tem por objetivo promover condições básicas para a consolidação e o fortalecimento da estrutura social da Nação, a fim de proporcionar ao Estado condições indispensáveis para enfrentar uma situação de emergência decorrente da iminência de concretização de um conflito armado. – Fatores de influência Os principais fatores que podem influir nas atividades de Mobilização Social são os seguintes: - Níveis gerais de educação e higidez da população; - Problemas sociais gerais, como de habitação e urbanismo; - Importação e evasão de mão-de-obra altamente qualificada; - Problemas decorrentes da distribuição de renda; e - Desigualdades no desenvolvimento e possibilidades regionais. – Fases A Mobilização Social desenvolve suas atividades à semelhança da Mobilização Nacional, isto é, em duas fases, a saber: a) Preparo Na busca do Bem-Comum, o Governo, desde a situação de normalidade, desenvolve ações e persegue metas preconizadas para o campo do Desenvolvimento que valorizam, em especial, o Fundamento Homem e que se confundem com as do Preparo da Mobilização Social. São elas, dentre outras, as seguintes:

- Elevação do índice qualitativo dos recursos humanos, pela educação, instrução e higidez; - Estímulo à integração social, eliminando estereótipos e preconceitos sociais;

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- Melhoria do nível de vida da população no que diz respeito a meio ambiente, saúde/saneamento, trabalho/previdência social e habitação/urbanismo, tendo em vista aumentar o bem-estar social; e - Atendimento e suprimento das deficiências, de percepção imediata. Visando à consecução destas metas, os seguintes programas deverão ser elaborados, na fase do Preparo da Mobilização Social, no Campo do Desenvolvimento ou sob o enfoque da Segurança Nacional: - Programas educacionais objetivando elevação dos níveis técnico, cultural e moral; - Programas que proporcionem melhores condições de trabalho, treinamento e ascensão funcional; - Programas de higiene, saúde e habitacionais; e - Programas assistenciais e previdenciários. b) Execução Na fase da Execução da Mobilização Social, destacam-se as seguintes medidas: - Incentivo à maior participação comunitária, visando a fomentar a coesão dentro dos grupos sociais e entre eles; - Adaptação do Sistema Nacional de Ensino à nova situação, ressaltando aos jovens novas responsabilidades imediatas, com informações sobre os porquês e motivá-los para apoiar a posição nacional; - Ajustamento da mão-de-obra não engajada diretamente no conflito, com programas para preparar e aperfeiçoar o pessoal especializado necessário; e - Intensificação de medidas de ordem sanitária, visando a diminuir os riscos de epidemias; e - Incremento de providências buscando aprimorar os Sistemas Assistenciais e Previdenciários. 4. - ELEMENTOS BÁSICOS DE MOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL Ao estudarmos a Expressão Psicossocial consideramos que as Funções dos seus Órgãos são, essencialmente, de socialização e controle, e dentre elas destacam-se as seguintes:

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Educativa - principal processo de socialização pelo qual o indivíduo recebe e observa os valores e os padrões de ação adquiridos pela sociedade na qual ele está inserido. É exercida por todos os Órgãos da Expressão Psicossocial e perdura ao longo de toda a vida, através das próprias vivências, adquiridas no convívio da sociedade; e De Proteção – considerada como processo compensatório da fragilidade individual; é movida pelo grupo familiar, pela seguridade social, pelos órgãos previdenciários, assistenciais e de representação trabalhista. A partir do conhecimento destas funções podemos alinhar como ELEMENTOS BÁSICOS DE MOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL os seguintes: • – EDUCAÇÃO CÍVICA • – COMUNICAÇÃO SOCIAL 4.1 - Educação Cívica O homem é o elemento fundamental na grandeza das Nações. Fundamental, através da sua inteligência, sua cultura, seu vigor, sua moral, suas convicções patrióticas, etc. Notável se torna, então, a cultuação do sentimento patriótico nas mentes e nos corações dos cidadãos. A preparação cívica da Nação é imprescindível na consolidação do sentimento pátrio e da integridade nacional para uma Mobilização. Podemos entender civismo como a devoção pelo interesse público, pelo bem público, pela causa pública, pelo bem-comum. Essa virtude voltada essencialmente para o bem nos leva à noção de patriotismo, como amor à pátria e orgulho de a ela pertencer. Por outro lado, nas concepções de Bertrand Russel, Jacques Maritain e Abgar Renault a educação é certamente a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações jovens para adaptá-las à vida social, atentas porém à advertência do pensador inglês de que “a educação deve visar e capacitar a pensar e não a fazer pensar o que os professores pensam”. Para Abgar Renault “a educação é imanência tão consubstancial da vida das nações, que não há, nunca houve, em país algum, nenhuma política nacional, boa ou má, péssima ou ótima, sem uma política de educação com ela coerente, suficientemente forte para servir-lhe de infra-estrutura, molde e carta de guia”. Eis porque, na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini, a escola foi o

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instrumento primeiro e permanente da ideologia nazista e da ideologia fascista. Eis porque George Washington pôde dizer lapidarmente: “a educação é a força da República”. Maritain aponta como a principal tarefa da educação, antes de tudo, a de formar o homem ou alimentar o dinamismo por meio do qual o homem se faz homem. Ensinar é, sem dúvida, a base, o caminho singular, sem o qual tudo o mais se faz distante e inatingível. Nas democracias, é a dignificação da criatura e a obra do bem-comum. Nelas, a educação tem por fim formar o homem autêntico, transmitindo-lhe, não apenas os conhecimentos e as habilidades que ensejam a satisfação de seus interesses pessoais, mas os valores que encaminhem o cidadão na direção do bem-estar social, do bem-estar da comunidade nacional e do bem-estar da humanidade. O entendimento moderno de civismo reúne o significado clássico de cultuar o passado, bem dizer os símbolos nacionais, a bandeira, os hinos, etc, aos sentimentos de amor ao próximo, crença na democracia, trabalho pela grandeza da pátria, superação da ignorância , da miséria e da dor, enfim de realização da grande obra do bem-comum. Um civismo da escola ativa, da vivência, do exemplo.

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4.1.1 - Conceito Podemos conceituar Educação Cívica como: “educação para a cidadania, para habilitar a ser cidadão, a ter qualidades do verdadeiro cidadão.” 4.1.2 - Objetivo Tornar o cidadão capaz de conhecer as leis de seu país, os direitos e os deveres que elas asseguram ou impõem e habilitá-lo a prestar melhores serviços a seus concidadãos e à Pátria. Ou, nas palavras de NUMA DROZ, “tem por finalidade formar o cidadão, ensinando-o a conhecer as instituições de seu país e ministrando-lhe regras de conduta, firmes e seguras, que o dirijam na vida pública.” 4.1.3 - Divisão A Educação Cívica pode ser expressada em cinco grandes áreas: a) Familiar; b) Escolar; c) Militar; d) Comunitária; e e) Popular. a) Educação Cívica Familiar: interioriza principalmente valores éticoemotivos, morais e espirituais. Estimula a obediência e o respeito; a generosidade e a solidariedade; a verdade e a lealdade; a honestidade e o sentimento do dever; a operosidade e a paciência; a autoconfiança e a iniciativa; o amor, o perdão e a renúncia. Seus veículos básicos de comunicação são o exemplo e a palavra; b) Educação Cívica Escolar: interioriza, sobretudo, valores culturais, espirituais, políticos e sociais. Cultua vultos históricos, exemplos vivos e concretos. Desenvolve as bases para consolidação do sentimento de nacionalidade. Estimula a tenacidade e a auto-afirmação, o antipreconceito e a tolerância; a fraternidade e a humildade; a imaginação e o anseio de renovação; a independência e a responsabilidade; o espírito construtivo e o pioneirismo. Seus

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veículos variam com o nível escolar, mas o livro e o mestre estão sempre presentes; c) Educação Cívica Militar: interioriza principalmente valores morais e sociais. Estimula a disciplina e o sentimento do dever; a solidariedade e a cooperação; a coragem e a abnegação, bem como hábitos de higidez física e moral. Aqui se dá ênfase ao amor à pátria, aos seus símbolos, aos seus heróis, às suas realidades e às suas perspectivas, num sentido dinâmico e construtivo. Aprende-se nas escolas militares e na prestação do serviço militar; d) Educação Cívica Comunitária: deve estar a cargo da comunidade de trabalho, da comunidade religiosa, da comunidade esportiva, da comunidade recreativa, do sindicato, da rua, do bairro, do campo e da cidade. Cabe-lhe interiorizar principalmente valores sociais e estimular, sobretudo, o espírito comunitário. Vale-se da reunião, da atuação consciente e responsável de suas lideranças, do debate, da visita e da obra social; e e) Educação Cívica Popular: deve estar a cargo da grande comunidade nacional. Cabe-lhe interiorizar valores políticos e sociais. É a grande escola de civismo da imensa parcela da população brasileira que não freqüenta escola. Trata-se de ensinar a todos o que é democracia; o valor do voto; a importância de votar bem; a arte de conviver; de cooperar; e, sobretudo, a de servir e não a de servir-se. Enfim, de educar os sentimentos do povo, de aperfeiçoar o seu caráter e de fortalecer o seu moral. Seus veículos principais são o rádio, a imprensa, a televisão, o cartaz e o livro.

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4.2 - Comunicação Social 4.2.1 - Comunicação No estudo da evolução histórica da comunicação podemos observar quatro fases bem definidas: dos sofistas, dos enciclopedistas, dos filósofos sociais e dos cientistas sociais. É na fase dos cientistas sociais que os estudos sobre os fenômenos da comunicação se caracterizam por uma linha de estudos quantitativos. Nos períodos anteriores, os estudos eram exploratórios, sem metodologia definida. A partir de 1930, os estudos passaram a utilizar instrumentos matemáticos e estatísticos e a técnica da observação. A comunicação desempenha papel fundamental em todo mecanismo de formação e evolução de uma cultura. A comunicação representa o próprio motor da configuração do simbolismo que marca o fenômeno cultural porque é a base do processo social. É através da comunicação que as gerações mais velhas transmitem às gerações mais novas o seu acervo de conhecimentos, experiências, símbolos, normas, mitos e crenças. Nela se dá o intercâmbio de conhecimentos e se garante a sua renovação. A cultura clássica e a cultura popular, sociologicamente situam-se em extremos, pois a primeira em algumas sociedades detém o poder instituído, enquanto a segunda é uma cultura peculiar à grande massa populacional. Pode-se dizer que são faces de uma moeda que é a sociedade e que, nos dias de hoje, as barreiras entre a cultura da elite e a cultura do povo começam a ser demolidas, em conseqüência do fenômeno da socialização produzido pelos meios de comunicação coletiva. Utilizando todos os recursos de tecnologia moderna, o rádio, a televisão, o cinema e a imprensa, desencadeiam uma revolução no panorama cultural. Eliminando as diferenças entre os estratos sociais (de classes, educação, crenças, raças e etárias), os meios de comunicação coletiva criam uma nova cultura, a cultura de massa. A cultura de massa, segundo Edgar Morin, é o “produto de uma dialética produção - consumo”. Ela atua como veículo de interação entre as culturas clássica e popular. Tem características marcantes de cosmopolitismo e universalidade. A comunicação está praticamente presente em todas as formas de interação social. Significa que comunicação é um conceito que se liga a influência, poder, consentimento, cooperação, participação, liderança e

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solidariedade. O poder da comunicação pode alterar estados de comportamento e, dependendo da forma como é utilizado, poderá ser decisivo para o tipo de participação do cidadão e para a eficácia global de uma Mobilização. Conceitos: a) Etmológico; b) Biológico; c) Histórico; d) Antropológico; e) Psicológico; e f) Sociológico. a) Conceito etmológico - comunicação vem do latim “communis”, comum. O que introduz a idéia de comunhão, comunidade; comunicar significa tornar comum, estabelecer comunhão, participar da comunidade, através do intercâmbio de informações; b) Conceito biológico - comunicação atividade sensorial nervosa. Essa atividade nervosa e sensorial inclui, segundo Wilbur Schramm, “a coleta de informações de diferentes partes do ambiente e diferentes partes do corpo, a armazenagem e restabelecimento da informação, a disposição, processamento e avaliação que ocorre no processo de tomada de decisão, a circulação de informações para os centros de ação e, especialmente, o preparo de ordens que resultam no envio de mensagens para o ambiente”. Comunicação pode ser entendida como ato de exprimir e transmitir o que registra ou se passa no sistema nervoso do indivíduo; c) Conceito histórico - a comunicação funciona sob esta perspectiva como instrumento de equilíbrio, entre forças divergentes, permitindo que os homens busquem formas de coexistir. Em termos históricos, a comunicação afigura-se como a única forma de sobrevivência social, como o próprio fundamento da existência humana, solidificada através da cooperação e da coexistência; d) Conceito antropológico - preocupação de Lévi-Strauss que propôs uma interpretação da sociedade “no seu todo, em função de uma teoria da comunicação”. Comunicação como vínculo de transmissão de cultura ou como formador de bagagem cultural de cada indivíduo na sociedade;

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e) Conceito psicológico - O homem é conhecido pelo que consegue comunicar ao seu semelhante, na sociedade em que vive. Comunicação é o processo através do qual o indivíduo (o comunicador) transmite estímulos (geralmente símbolos verbais) para modificar o comportamento de outros indivíduos (receptores); e f) Conceito sociológico - comunicação como elemento responsável e propulsor da interação social. Sob a visão sociológica, “comunicação é o instrumento que possibilita e determina a interação social; é o fato marcante através do qual os seres vivos se encontram em união com o mundo”. 4.2.2 - Comunicação Social “Processo interagente onde atuam tanto as pessoas como as instituições, tendo como resultado, intencional ou não, a troca de informações.” 4.2.3 - Tipos de Socialização Socialização Encadeada - o ponto de partida, o eixo central, é observar-se que hoje, na sociedade contemporânea, coexistem duas grandes formas de socialização dos indivíduos: uma dá-se pelos meios tradicionais, pela comunicação direta, boca/ouvido; são as relações primárias, interpessoais. Por meio desta se pode influenciar e conduzir os indivíduos. Assim como a mãe influencia o filho, o filho os pais, etc. É a comunicação direta, chamada primária do ponto de vista sociológico. São as relações denominadas pelo comunicólogo Muniz Sodré de epidêmicas. Epidemia, no sentido literal da palavra que vem do grego demos que é igual a povo, e épi, que quer dizer sobre. Logo, aí, o que incide diretamente sobre o povo são aquelas relações sem mediações tecnológicas (interpessoais, imediatas, relações primárias). Nessas relações epidêmicas, a mensagem, o contato, se faz quase que epidermicamente, se dá pela proximidade, pela contigüidade física. Esse tipo de socialização é também chamado pelo mencionado professor, de encadeada, isto é, as coisas se dão por contigüidade, por proximidade, por vizinhança, por relacionamento afetivo, profissional ou amoroso; e

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Socialização Irradiada - o outro tipo de socialização da sociedade contemporânea é o que se dá à distância. É o que coexiste e tende a predominar na complexa sociedade contemporânea: a socialização por irradiação. Irradiação tanto pelos meios de comunicação à distância, como também no sentido nuclear da palavra. Para ter esse nível de comunicação basta simplesmente um tipo de organização, um estilo de vida onde a socialização vem como uma irradiação atômica, onde quer que ela esteja. Para estar nela basta estar vivendo, pois esse tipo de socialização se irradia por toda a parte, diferentemente da encadeada. Com efeito, coexistem esses dois Sistemas. Os meios de comunicação de massa fazem parte desse Sistema Irradiado. 4.2.4 - O Processo de Comunicação Uma vez constatada a imprescindibilidade de comunicação nas atividades da Mobilização e da Desmobilização Nacionais, convém refletir sobre esses processos e sua estruturação. Assim, não há processo de comunicação sem a existência de, pelo menos, três elementos: o EMISSOR, o RECEPTOR e a MENSAGEM, mas outros fatores devem ser levados em conta para complementação do processo: o CANAL e o EFEITO. O processo de comunicação há que satisfazer à necessidade de atender à seguinte indagação: QUEM (emissor) diz O QUE (mensagem) para QUEM (receptor), em que CANAL (veículo), com que EFEITO (objetivo desejado)? O comunicador é a pessoa ou organismo que codifica e emite a mensagem, a qual deverá ser captada e decodificada pelo receptor. Para que se processe a comunicação, o comunicador e o receptor precisam conhecer o código utilizado, sem o que a mensagem se perderia. Outros fatores interferem, tanto no comunicador como no receptor, para que haja interação entre ambos, a saber: o domínio dos seus órgãos sensoriais, o domínio do ambiente sócio-cultural, a idealização da mensagem, o processo de codificação e decodificação da mensagem, a atenção, o envio e a captação da mensagem, a expectativa da reação por parte do comunicador e a reação à mensagem por parte do receptor. A mensagem é a idéia codificada do comunicador, destinada a atingir os sentidos e a consciência do receptor e nele provocar um estímulo ou uma reação. O comunicador procura atingir o receptor atuando no seu sentimento ou emoção; no seu intelecto ou raciocínio; na sua forma de agir ou comportamento; assim, a mensagem pode ser:

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Sensorial - onde há predominância do fator emotivo. A mensagem sensorial procura afetar o receptor apelando às suas paixões e hábitos, provocando reações em seu sistema nervoso; e Racional - onde o fator intelectual e reflexivo adquire predominância, atuando sobre a razão, as convicções e idéias do receptor. Este tipo de mensagem é lógico e argumentativo. Contudo, se nos preocuparmos não mais com a direção dos apelos, e sim com o seu conteúdo, a mensagem pode ser: Informativa, quando se noticiam os fatos, idéias e situações; Interpretativa, quando à luz da realidade dos fatos se processa uma análise e interpretações; e Optativa, quando se expõem e se discutem temas, idéias e pontos-devista. Sob o enfoque da finalidade, a mensagem pode ser: Recreativa, quando visa a divertir o receptor; Informativa, quando visa a informar o receptor; Educativa, quando visa a promover a formação e o aperfeiçoamento intelectual dos indivíduos; Propagandística, quando visa, através da utilização dos meios de comunicação, a persuadir grupos, modificar atitudes e comportamentos em busca de benefícios; e Publicitária, quando visa, através do emprego dos meios de comunicação, a vender produtos ou serviços. Para que a mensagem, em qualquer das formas citadas, seja eficiente, deve conter elementos de Persuasão, Originalidade, Persistência, Oportunidade e Motivação. A comunicação pode ser pessoal ou interpessoal, quando se dirige a uma pessoa; ou pública, quando se dirige a um determinado grupo. Com o desenvolvimento dos meios de difusão e a expansão dos veículos de Comunicação Social, é possível falar-se em comunicação de massa, dirigida a um grande número de pessoas, heterogêneas e dispersas, e cujo efeito pode ser medido pelas pesquisas de opinião pública. 4.2.5 - Propaganda

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Propaganda - utilização planejada da Comunicação, influindo psicologicamente em grupos sociais pela persuasão, visando a obter comportamentos que beneficiarão, direta ou indiretamente, os grupos interessados na transmissão de suas ideologias. A Propaganda, simultaneamente, é uma arte e uma técnica que se vale dos meios de comunicação mais variados, como livros, revistas, cartazes, outdoors, redes de computadores, panfletos, jornais, rádio, cinema, televisões, isto é, todos os recursos audiovisuais disponíveis, podendo a sua origem ou fonte transmitir, de forma velada ou ostensiva, seus métodos, conteúdos e palavras de ordem, produzindo os resultados desejados sobre o público-alvo. 4.2.6 - Programas de Comunicação Social Os programas de Comunicação Social devem obedecer a determinados objetivos específicos, dentre os quais podemos enumerar: a - Preparo da Mobilização - Criação de uma mentalidade de defesa e segurança dos interesses nacionais, associada à preocupação com o desenvolvimento econômico e social (bemestar); - Reafirmação de valores de auto-estima, brasilidade (sensação de pertencer à sociedade brasileira), honestidade e outros; - Divulgação de políticas positivas governamentais, a fim de aumentar a legitimidade do Estado; - Defesa da integridade do patrimônio nacional (recursos naturais e bens morais, materiais e históricos); - Divulgação dos direitos e deveres dos cidadãos; e - Difusão de princípios filosóficos e valores morais e democráticos. b. - Execução da Mobilização - Motivação da Sociedade quanto à Posição Nacional adotada; - Informação da população sobre as necessidades prementes e providências decorrentes; - Incentivo à participação geral no esforço de guerra; - Justificativas para as restrições impostas à população; e - Incentivo às campanhas em prol da captação de recursos adicionais.

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5 - DESMOBILIZAÇÃO PSICOSSOCIAL Os Elementos Básicos acima estudados têm igual importância e necessitam do mesmo planejamento e tratamento, no que se refere à Desmobilização Psicossocial, em suas duas fases. A Educação Cívica é muito importante na manutenção da unidade nacional e, consequentemente, na reaglutinação das forças vivas da Nação, para a retomada do seu Desenvolvimento. Quanto à Comunicação Social, sua atuação é essencial na difusão de programas que possibilitem a reorganização da Nacão e ao redimensionamento das Expressões do Poder Nacional. Dentre os programas a serem formulados podemos alinhar: • Divulgação esclarecedora das medidas de caráter político-econômico-social a serem executadas, visando ao retorno, com segurança, à normalidade da vida nacional; • Difusão das leis, normas e providências para o redirecionamento da mão-deobra, antes voltada para o esforço de guerra, com a geração de novos empregos visando, ainda, a absorção de ex-combatentes; • Orientação aos diversos Segmentos e Instituições Sociais quanto aos incentivos para a assistência, recuperação e amparo aos incapacitados e às famílias das vítimas do conflito; e • Motivação da Sociedade para o esforço de recuperação e do retorno ao crescimento da Nação.

6 - CONCLUSÃO

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No desenvolvimento destes estudos sobre os Fundamentos Teóricos de Mobilização Psicossocial ficou evidente a importância dos preceitos da Educação Cívica como meio de cultuação dos valores, tradições e do sentimento de patriotismo. Na análise dos processos da Comunicação Social se firmou a sua vital significação na divulgação daqueles preceitos e da orientação do Estado, quanto ao uso dos instrumentos que melhor e mais direta e eficientemente agirão na interação humana. Eles devem influir no que as pessoas pensam, sentem e como se comportam, estabelecendo opiniões, atitudes e comportamentos que contribuirão efetivamente para o Bem-Comum nas circunstâncias que precederão e perdurarão numa Mobilização Nacional e na situação que se desenrolará posteriormente, quando da conseqüente Desmobilização Nacional.

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BIBLIOGRAFIA

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