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I. José, o filho favorito 37.1-36 Odiado por seus irmãos 37.1-24 Vinda ao Egito 37.25-36 II. Judá e Tamar 38.1-30 III.

José: escravo e governante 39.1-41.57 José em prisão 39.1-20 Interpretação dos sonhos 39.21-41.36 Governante perto do Faraó 41.37-57 IV. José e seus irmãos 42-.1-45.28 A primeira viagem – Simeão tomado como refém 42.1-38 Segunda viagem com Benjamim –José se identifica a si mesmo 43.1-45.28 V. A família de José se estabelece no Egito 46.1-50.26 Gósen distribuído aos israelitas 46.1-47.28 As bênçãos patriarcais 47.29-49.27 O sepultamento de Jacó em Canaã 49.28-50-14 A esperança de José para Israel 50.15-26 Numa das mais dramáticas narrações da literatura mundial, as experiências de José entretecem a vida patriarcal no Egito. Enquanto os contatos anteriores tinham sido primariamente com o ambiente da Mesopotâmia, a transição ao Egito resultou numa mistura de costumes, conseqüência daquelas duas formas tão adiantadas de civilização. Nesta narrativa, percebemos a continuidade da antiga influência, a adaptação ao ambiente egípcio e, acima de tudo, toda a guia protetora e o controle de Deus nas fascinantes fortunas de José e seu povo. José, o filho de Raquel, foi o orgulho e a alegria de Jacó. Para mostrar seu favoritismo, Jacó o engalanou com uma túnica, aparentemente a marca externa de um chefe de tribo 49. Seus irmãos, que já estavam ressentidos contra José elos maus informes que lhes concerniam, foram incitados por este fato a um Dio extremo. A questão chegou a um ponto álgido quando José lhes seu rancor jurando tirar-se de cima a José na primeira ocasião. Enviado por seu pai a Siquém, José não pôde achar a seus irmãos até que entrou em Dotã, aproximadamente a 130 quilômetros ao norte do Hebrom 51. Após submetê-lo ao ridículo e ao abuso, os irmãos o venderam aos mercadores midianitas e

Além disso. como podia esperar-se. seu cordão e seu cajado como prova. O embalsamamento de Jacó e a mumificação de José também seguiam as . Os nomes egípcios e títulos aconteceram. dispuseram dele como de um escravo para Potifar no Egito. a prática do levirato 52 é mantida no matrimônio. Oficiais importantes da corte egípcia estão apropriadamente identificados como "chefe de mordomos" e "chefe dos padeiros". pode refletir um costume levado a Canaã pelos indo europeus. Potifar é designado como "capitão da guarda" ou "chefe dos executores". Mt 1.ismaelitas. provavelmente uma palavra egípcia que significa "tomar nota". já que subministra o passado genealógico da linha davídica (Gn 38. Os costumes egípcios estão igualmente refletidos. O leitor fica em suspense pelo bem-estar de José com o episódio de Judá e Tamar (38. As experiências de José na terra do Nilo foram demonstradas como autênticas em muitos detalhes (39-50).18-22. é a ordem para todos os egípcios ao produzir-se a designação de José (Gn 41. Já que a lei hitita permitia a um pai fazer cumprir as obrigações do levirato ao casar uma nora viúva. Tamar não foi submetida ao castigo sob a lei local por seu estratagema em enrolar o plano de Judá ao ignorar seus direitos de matrimônio. Ao mostrar-lhe a capa que vestia José. As fontes ugaríticas e mesopotâmicas testemunham o uso de três artigos para significar a identificação pessoal. em quem conseqüência. a estipulação foi feita para o matrimônio do levirato (Dt 25) 53. teve de ser raspado de conformidade com as formas egípcias. Na legislação mosaica. levava barba. se converteu na esposa de José. Tamar estabeleceu a culpabilidade de Judá por sua impregnação ao utilizar seu selo. Este relato tem significação histórica. porém para sua presença ante o Faraó. tais como os hititas e os filisteus. Azenate (nome egípcio).1). que era usado como o título que se dava à guarda pessoal do rei. a despeito da conduta pouco exemplar de Judá.29. a filha de um sacerdote de Om (Heliópolis). o colar de ouro e o anel com o selo enfeitaram a José na típica forma egípcia quando assumiu o mando administrativo sob a divina autoridade do Faraó. "Abrek".43) 54. A demanda de Judá de que Tamar fosse queimada pelo delito de prostituição.1-30). Jacó chorou e se enlutou pela perda de seu filho favorito na crença de que tinha sido morto pelas bestas selvagens. Sendo José um semita. Rt 4. A fina roupa de linho. suja de sangue.

25-36). A posição de José e seu prestígio fizeram possível o distribuir a terra do Gósen aos israelitas quando emigraram ao Egito. Manassés.normas egípcias do cuidado próprio dos falecidos. Também tomou a Deus em consideração em sua interpretação da história: ao revelar sua identidade a seus irmãos. José logo foi considerado com responsabilidades de supervisão que utilizou sabiamente para ajudar a seus companheiros de encarceramento. Inclusive no fato de dar nome a seu filho. não somente guiou o Egito através dos anos cruciais da abundância e da fome. Através do mordomo. José não cedeu. nos sonhos do Faraó. A todo o longo Tentado pela esposa de Potifar.9). que provou sua valia. Depois da morte de Jacó.4 15). Aquilo foi uma enorme vantagem para eles. "O camponês eloqüente".15-21). a causa de seus interesses como pastores. O engrandecimento feito de Deus por José através de muitas vicissitudes. Na casa de Potifar. Não queria pecar contra Deus (Gn 39. Como chefe administrador.51). senão que foi o instrumento adequado para salvar a sua própria família. Em prisão. São também de grande valor os paralelos na vida de José e na literatura egípcia. foi recompensado por sua própria elevação. quem por dois anos falhou em lembrar sua ajuda.8). José confessou abertamente que a interpretação dos sonhos somente correspondia a Deus (40. foi tão fiel e tão notável e eficiente que foi elevado à categoria de superintendente. Quando apareceu frente ao Faraó. comportam igualmente uma grande similitude com uma velha tradição egípcia 55. tem um grande parecido com o clássico egípcio. Em seu leito de morte. José reconheceu a Deus como a fonte de sua promoção e o alívio de suas dores (41. pronunciou sua última . mais uma vez. As bênçãos de Jacó formam uma conclusão que encaixa na idade patriarcal do relato do Gênesis. Deus tinha ordenado os eventos da história para o bem de todos (50. José voltou. Lançado na prisão por falsas acusações. Foi certamente um momento oportuno: o governante do Egito tinha a necessidade de contar com um homem como José. a dá-lhes a segurança de que não buscaria vingança. humildemente deu crédito a Deus por levá-lo a ele ao Egito. José reconheceu que Deus se valia dos sonhos para revelar o futuro (41. José foi levado subitamente na presença do Faraó para interpretar os sonhos do rei. Os sete anos de abundância. Não disse em nenhum momento que eles o haviam vendido como escravo (41. A transição de José desde ser um escravo a converter-se num governante.

Ainda se achasse no Egito. o lar original. Schultz pgs.vontade e seu testamento. Livro: A História de Israel no Antigo Testamento – Samuel J. Mantendo as promessas divinas feitas aos patriarcas. tiveram uma significação profética. dadas em forma poética. suas bênçãos refletem o costume da Mesopotâmia. 28 a 30 . as bênçãos de Jacó. onde os pronunciamentos orais eram reconhecidos como fiel testemunho de fé ante um tribunal.