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SUMÁRIO DE URINA

Fatores isolados na urina não interferem, não são suficientes para diagnóstico. Ex.: a cor da urina. ELEMENTOS ANORMAIS E SEDIMENTOS – TIPO I

O exame rotineiro de urina é um método simples não-invasivo capaz de fornecer uma variedade de informações úteis em relação às patologias envolvendo os rins, o trato urinário e, por dados indiretos algumas patologias sistêmicas. *Sumário de urina, exame de urina tipo I e elementos anormais e sedimentos (EAS) são algumas sinônimas empregadas na identificação desse exame. Apesar de simples, diferentes técnicas encontram-se envolvidas na sua realização, em quatro etapas distintas: _ Avaliação da amostra _ Análise física _ Análise química _ Análise microscópica dos sedimentos

AVALIAÇÃO DA AMOSTRA
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Como na maioria dos exames laboratoriais, a qualidade dos resultados depende da coleta. A urina deverá ter sido colhida recentemente, com um volume mínimo de 20ml, sem adição de preservativos, refrigerada e nunca congelada, para garantir sua melhor preservação. Deve estar claramente identificada e colhida em recipiente adequado. A coleta deverá ser realizada após assepsia da área genital, desprezando o primeiro jato e colhendo o jato intermediário. O recomendável é a coleta da primeira micção da manhã ou uma amostra com pelo menos quatro horas de intervalo da última micção, em recipiente plástico esterilizado. Se necessário a amostra poderá ser colhida a qualquer tempo, lembrando-se da existência durante o dia, de variações em relação a dieta, exercícios físicos, concentração da urina e uso de medicamentos. O exame do primeiro jato da urina é recomendado quando o objetivo é a investigação do trato urinário inferior, mais especificamente, a uretra. Tornandoa uma boa amostra indireta para outras avaliações como as uretrites com pouca secreção. A diferença da celularidade entre o primeiro e segundo jatos auxilia a localizar a origem do processo.

COR:             A cor habitual da urina é amarelo citrino. Essa coloração pode apresentar variações em situações como a diluição por uma grande ingestão de líquidos. Mulheres descamam mais q homens essas células). Também frequentemente a cor âmbar ou amarelo-acastanhado. que torna a urina amarelo-pálido ( bebendo liquido os cristais se dissolvem). AMARELO CITRINO e AMARELO OURO. Estas é que vão determinar onde está o problema do paciente. em sua maior parte. vermelha. A turvação patológica pode ser conseqüência da presença de células epiteliais (células de revestimentos. bactérias e leveduras. pela presença de bilirrubina levando a urina a se apresentar verde-escura em quadros mais graves (hepatite deixa a urina acastanhada quase marrom. Pode ocorrer a presença de depósito por excesso de muco em função de processos inflamatórios do trato urinário inferior ou do trato genital. Portanto. O uso de diversos medicamentos e a ingestão de corantes alimentares também podem causar alteração da cor da urina (os corantes são liberados pela urina). Entretanto. o que se deve.Volume (quantidade de urina utilizada) – Densidade.ANÁLISE FÍSICA São analisados: Aspecto – Cor . hemácias. sendo a mais freqüente a cor avermelhada (rosa. estão presentes na urina. uma ligeira turvação não é necessariamente patológica. a cor da urina pode servir como avaliação indireta de hidratação e da capacidade de concentração urinária. hemoglobina. cristais. As cores que iremos trabalhar: AMARELO CLARO ou AMARELO-PÁLIDO. A cor avermelhada pode acontecer na presença de medicamentos. ou pela presença de grande quantidade de outros elementos anormais. metaemoglobina e mioglobulina (vermelho está associado a presença de sangue. As porfírias (medicação) também podem causar coloração vermelha ou púrpura na urina. leucócitos. ao pigmento urocromo. Em mulheres deve-se sempre afastar a possibilidade de contaminação vaginal. Os aspectos que iremos trabalhar: LÍMPIDO. mas pode ser pela presença de corantes). Vem da bilirrubina). hemácias. Há numerosas possibilidades de variação de cor. Uma cor mais escura pode ocorrer por privação de líquidos. vermelho-acastanhada). ASPECTO:     O aspecto adequado é o límpido. Cor quase transparente indica que está diluindo excessivamente os sedimentos urinários. LIGEIRAMENTE TURVO e TURVO. podendo ser decorrente da precipitação de cristais e de sais amorfos (cristais não dissolvidos – como uma poeira) não-patológico. .

depois laranja (parecendo marrom) até vermelho (telha). UROANÁLISE EXAME FÍSICO . PROTEINÚRIA Coloca um pouco da urina no tubo de ensaio de vidro grande.GLICOSÚRIA   ANÁLISE FÍSICA (Tubo de ensaio – vidro) ANÁLISE QUÍMICA (Tubo de ensaio – plástico). Se a fita der alteração esse teste não mascara a presença de glicose e outras “úrias” na urina. Com a pinça de madeira leva o tubo de ensaio ao fogo (num vai-e-vem) com a boca do tubo direcionado p longe das pessoas.5ml do reagente de Benedict em tubo grande de vidro. Reagente de Benedict (2. Tendo glicose fica verde. Colocar 2. Introduzir a pipeta na urina numa amostra a parte. Fervendo a mistura. Ascender Bico de Bunsen ou Fifo. Passar a fita antes de centrifugar. Leva ao bico de Bunsen com a pinça de madeira. depois amarelo.5ml do reagente de Benedict. se não mudar a cor não tem glicose. Qualquer outra proteína na urina apresentará aparência de mingau. Pingar com pipeta 5 gotas da urina e homogeneizar.5ml) Urina (5 gotas) Leva aquecimento e observa a coloração: Verde= traços Amarelo= + Laranja= ++ Vermelho (telha)= +++ PROCEDIMENTO Pipeta graduada de 5 ml por precisar de 2. Se tiver ALBUMINA na urina ela forma precipitado como clara de ovo.

CARACTERÍSTICA FÍSICA DA URINA    Anormalidades nas características físicas da urina podem fornecer pistas significativas de doenças renais ou metabólicas. Conforme varia a concentração da urina. Algumas vezes. Urinas diluídas são polidas. algumas vezes. ODOR DA URINA        Uma urina fresca. Mudanças no odor da urina são dadas pela dieta. Uma urina recém emitida que tem odor fétido sugere infecção no trato urinário. mas não desagradável. Para uma acurada avaliação das características físicas da urina. alguma bactéria presente pode degradar a uréia para formar amônia. químico e microscópico. Variações na cor podem ser causadas por dietas. o odor resultante é similar à amônia (amoníaco). tem vários outros tipos de exames que estão incluídos. a amostra deve ser examinada imediatamente após a micção. não é uma característica suficientemente confiável para usar sozinho no diagnóstico de doenças. O odor da urina de um paciente com diabetes é dito FRUTAL por causa da presença de CETONAS. É dividido em 3 partes. essas variações são produzidas pelo manuseio das amostras. OBS: a uroanálise não se resume ao sumário de urina. 2. assim varia a cor da mesma. Apesar do odor da urina não ser usualmente relatado no formulário de uroanálise. é uma propriedade perceptível que pode alertar aos técnicos para possíveis anormalidades na amostra de urina. Alimento como alho e aspargo podem produzir em odor anormal na urina. a cor da urina pode.   O exame de urina de rotina consiste em 3 partes: físico. recém emitida. tem aroma característico e aromático. fornecer uma pista para diagnóstico de certas doenças ou condições. medicações. atividade física e doenças. A urina vermelho-turvo (vermelha e turva) é causada pela HEMATÚRIA. a presença de . doença ou presença de microrganismos. que são produtos do metabolismo das gorduras. Ainda que o odor na urina seja extraordinário em alguns casos. O exame físico é a primeira parte da uroanálise feita e pode fornecer informações úteis ao médico. Se a urina é deixada sem refrigeração por poucas horas. Esta parte inclui a observação da cor. É a mais fácil e rápida parte da uroanálise de rotina. 1. URINA VERMELHA: A cor normal mais vista é a vermelha ou vermelho pardo. variações em características como cor ou aparência (transparência) nem sempre refletem mudanças patológicas. Todavia. URINA AMARELA: O pigmento que produz a cor normal amarela à âmbar é o UROCROMO. COR DA URINA   A cor da normal da urina é amarela. da aparência da urina e a medida da gravidade específica (densidade). mais concentradas são amarelo escuro ou âmbar.

:final de menstruação). Gorduras ou lipídios fazem com que a urina tenha aparência opalescente (ou leitosa). células vermelhas do sangue (hemácias). células epiteliais (epitélio vaginal.a membrana causa turvação na urina). A causa de turbidez em uma urina usualmente torna-se evidente durante o exame microscópico. O muco na urina também pode causar uma aparência opaca. da uretra. um pigmento escuro. mioglobina podem fornecer uma cor vermelho pardo (bufado) em urinas ácidas.células vermelhas do sangue(hemácias integras. Isso não quer dizer que é sempre liberado. também pode fazer com que a urina se torne escura ou preta quando em repouso. OBS: agitar a urina.) e bactérias e também fungos. hemoglobina. etc. A formação de MELANINA.). Uma urina límpida usualmente tem um exame microscópico de sedimento normal. Assim que a urina atinge a temperatura ambiente. 1. Células vermelhas. qualquer anormalidade em uma amostra límpida é usualmente detectada no exame físico ou químico. APARÊNCIA DA URINA (Aparência/aspecto/transparência)     A aparência ou transparência da urina pode dar pistas para possíveis problemas. / Sulfa – cristais pelo uso de medicamentos (antibióticos). ou após refrigeração. CONDIÇÕES QUE AFETAM A APARÊNCIA DA URINA ANORMAL E NORMAL . OBS: filamentos de muco: no homem-sémen / na mulher – ovulação. pode tornar-se turvo (quando a urina resfria os cristais começam a se formar. Quatro causas comuns de urina turva são: células brancas do sangue (leucócitos ou piócitos). URINA MARROM ou PRETA: A hemoglobina torna-se marrom em urinas ácidas em repouso (ex. problema hepático (não é normal liberar bilirrubina na urina). As células vermelhas na urina dão umas aparências turvas. opacas e vermelhas. A urina vermelha e límpida é causada pela presença de HEMOGLOBINA ou MIOGLOBINA uma proteína pigmentada encontrada no tecido muscular (pigmento q dá cor vermelha ao    músculo). Bilirrubina pode estar presente na urina de pacientes com hepatite. AMARELO PARDO ou VERDE-PARDO: Bilirrubina ou pigmentos biliares podem causar uma urina amarelo-esverdiada quando agitadas. logo após a emissão. Urina fresca normal é usualmente límpida. renal. esta turbidez pode ser causada por cristais de uratos amorfos ou fosfatos. Dependendo do pH da urina. OBS: Normalmente a urina ácida libera cristais de uratos e a urina neutra e alcalina libera cristais de fosfato.     Turbidez (aumento da concentração de sedimentos na urina) em uma urina recém emitida pode ser indicativo de doença. se formar espuma tem presença de bilirrubina.

levemente turva. Cristais de oxalato de cálcio de ácido úrico. bactérias. com muitas amostras ficando entre 1010 1 1025.  Para observar a aparência da urina. proteínas e açucares que estão dissolvidos na urina. Colocando de outra maneira. é usada para determinar a habilidade do rim em concentrar ou reabsorver água e produtos químicos essenciais. células do epitélio renal. Células sanguíneas brancas. EXECUTANDO UM EXAME FÍSICO DA URINA . 1. A gravidade específica da urina indica a concentração de sólidos como uréia. A gravidade específica (densidade) da urina normalmente varia entre 1005 e 1030. uratos e fosfatos amorfos. cloretos. Urinas mais escuras são usualmente mais concentradas que urinas mais pálidas. A urina deve então ser observada na claridade. Hoje a densidade é medida com tiras de reagentes e este método será descrito no Exame Químico da Urina. com suave rotação e colocada em um recipiente transparente. a amostra deve ser agitada bem. URINAS ANORMAIS Aparência: Vermelho turvo Turvo CAUSA: Células vermelhas sanguíneas. fosfatos. A densidade pode ser medida pelo urodensímetro. GRAVIDADE ESPECÍFICA       A gravidade específica de uma solução é a razão entre o peso de um determinado volume de solução (urina) com o peso de igual volume de água. muito turva ou leitosa (opalescente). usando uma boa fonte de luz. células epiteliais escamosas. A densidade é um indicador da função renal.URINAS NORMAIS Aparência: Levemente turva Turva CAUSA: Muco (mulheres). refratômetro ou fitas reagentes. Pacientes que estão desidratados tem uma urina altamente concentrada. leveduras. a gravidade específica é a densidade de uma solução comparada com a densidade da água. A aparência é usualmente reportada como límpida (clara).

Estes testes são usualmente feitos como parte de uma técnica de rotina de uroanálise. sangue. Os resultados do exame químico da urina fornecem informações sobre o metabolismo de carboidratos do paciente. nitritos. A urina deve ser bem homogeneizada e colocada em um tubo transparente. Se a urina não for examinada dentro do período de 1 hora após a emissão. leucócitos e algumas vezes densidade. urobilinogênio. aparência e odor. REALIZANDO TESTES QUÍMICOS COM TIRAS REAGENTES    As tiras reagentes algumas vezes chamadas de “dipsticks” foram desenvolvidas para serem usadas uma só vez e descartadas. usualmente no rótulo do recipiente das tiras reagentes. UROANÁLISE EXAME QUÍMICO     Vários testes químicos podem ser feitos fácil e rapidamente devido ao desenvolvimento das tiras reagentes. glicose. as amostras refrigeradas devem ser deixadas à temperatura ambiente antes de examinar. . bem homogeneizada. Outros métodos de testes químicos na urina são os testes manuais que medem isoladamente cada componente da urina. os resultados devem ser anotados e a amostra deverá ser retida para exames químicos e microscópicos.  Uma amostra de urina fresca deve ser obtida. cetona ou bilirrubina. deve ser refrigerada a 4° C por até 8 horas. 1. As tiras podem ser disponíveis com um só teste como glicose. cetonas. Devem ser observados cor. O técnico deve estar familiarizado com estas instruções antes de fazer o teste e reportar os resultados. Eles são usualmente chamados confirmatórios e são feitos usando uma variedade de métodos. bilirrubinas. proteínas. tocando a borda da tira brevemente em um papel absorvente. As análises químicas usualmente incluem: pH. O excesso deve ser removido. As instruções detalhadas de uso estão inseridas em cada embalagem e devem ser seguidas à risca para obter resultados acurados. normal e alta). O desempenho das tiras deve ser testado diariamente usando soluções de controle da urina (baixa. MÉTODO MANUAL:   Os testes são feitos mergulhando rapidamente as tiras em uma urina recente. ou uma tira pode conter até 10 testes. funções renais e hepáticas e equilíbrio ácido-básico. MÉTODOS DE ANÁLISE QUÍMICA DA URINA    A Tira de Reagentes é a técnica mais amplamente usada na detecção de substâncias químicas na urina. Uma escala de comparação de cores é anexada às tiras reagentes.

PROTEÍNAS      A condição na qual está presente uma quantidade aumentada de proteína na urina é chamada de PROTEINÚRIA.5 a 8. Indicadores químicos. . Esses instrumentos detectam as mudanças de cor nas almofadinhas de reagentes eletronicamente. doenças renais e doenças metabólicas. A tira reagente é mergulhada na amostra pelo técnico e a tira úmida é inserida no aparelho. o desenvolvimento de qualquer cor verde na almofadinha do reagente de proteínas é devido a presença de proteínas. O uso desses instrumentos elimina o erro técnico devido as diferenças de tempos de leitura ou à interpretação das cores. a verde-amarelado ou verde para positivo. sem alterar o pH. LEITURA AUTOMÁTICA DAS TIRAS     Alguns laboratórios tem leitoras automáticas de tiras. como vermelho de metila e azul de bromotimol na almofadinha do reagente de pH formam cores do amarelo-laranja para urinas ácidas ou verde-azulado para urinas alcalinas. GLICOSE   A presença de glicose detectável na urina é chamada de GLICOSÚRIA. pH acima de 7 indica urina alcalina. A um pH constante. O reagente da tira é específico para glicose. PRINCÍPIOS DOS TESTES QUÍMICOS DAS TIRAS REAGENTES Ph:      É a medida do grau de acidez ou alcalinidade da urina. medicações. como diabetes mellitus. Esse é um importante indicador de doença renal. Essa condição ocorre na diabetes mellitus. o que indica que a glicose sanguínea ultrapassou o limiar renal da glicose. O pH da urina pode mudar de acordo com a dieta. Um pH abaixo de 7 indica urina ácida. As cores variam do amarelo para negativo. 2. O teste da tira de reagente para proteínas é baseado no princípio de que proteínas podem alterar a cor de alguns indicadores ácidos-básicos. Normalmente.  As áreas de teste da tira devem ser observadas nos intervalos de tempo específicos. As mudanças de cor das almofadinhas de reagentes devem ser comparadas visualmente com a cor da escala fornecida junto com as tiras. Os resultados são mostrados em um painel digital e pode ser impresso automaticamente. como infecções no trato urinário.0. mas também pode ser causada por outras condições. a urina recém emitida pode ter um pH de 5.

quando o uso de carboidratos como principal fonte de energia fica comprometido e os estoques de gorduras do organismo precisam ser metabolizados para suprimento de energia. aumento da perda de carboidratos por vômitos. o tempo de vida das hemácias é de aproximadamente 120 dias. é um produto da degradação da hemoglobina. sendo relativamente constante em todas as amostras as proporções de 78% de ácido beta-hidroxibutírico. A enzima presente na almofadinha reage com a glicose.  O ferro e a proteína são reutilizados pelo organismo e a protoporfirina é convertida em bilirrubina pelas células do sistema reticuloendotelial. a bilirrubina circulante não pode ser . A hemoglobina liberada é composta em ferro. uma condição chamada CETONÚRIA. e ingestão insuficiente de carboidratos associada a carência alimentar e redução de peso. se não for testada rapidamente. A intensidade da cor formada é proporcional à concentração de glicose. Normalmente. Neste ponto. muito pigmentado. ácido beta hidroxibutírico e ácido acetoacético. A acetona e o ácido beta-hidroxibutírico são produzidos a partir do ácido acetoacético. o ácido acetoacético em meio alcalino reage com o nitroprussiato de sódio para produzir a cor púrpura. pode-se detectar cetonas na urina. CETONAS         Quando o organismo metaboliza gordura de forma incompleta. Como as acetonas evaporam na temperatura ambiente. As provas com tiras reativas utilizam o nitroprussiato de sódio (nitroferricianeto) para medir as acetonas. Produção de bilirrubina:  Em condições normais. a urina deve ser bem tampada e refrigerada. são excretadas cetonas na urina. pois toda gordura metabolizada é completamente degradada e convertida em dióxido de carbono e água. sua presença pode ser pressuposta. 20% de ácido acetoacético e 2% de acetona. As razões clínicas para esse aumento do metabolismo das gorduras são: incapacidade de metabolizar carboidratos como ocorre no diabetes mellitus. proteína e protoporfirina. uma vez que esses compostos são derivados do ácido acetoacético. Nessa reação. BILIRRUBINA   Composto amarelo.  A bilirrubina é então liberada para a circulação onde se liga à albumina e é transportada para o fígado. não aparecem quantidades mensuráveis (que dá para medir) de cetonas na urina. Contudo. após o que. Este teste não mede a ácido beta-hidroxibutírico e é pouco sensível à acetonas na presença de glicina. Contudo. O termo cetona engloba 3 produtos intermediários do metabolismo das gorduras: acetona. Os três compostos da cetona não se apresentam em quantidades iguais na urina. é destruída no baço e no fígado por fagócitos do sistema reticuloendotelial. não sendo necessário realizar testes específicos.

Desta forma normalmente. Na detecção de urobilinogênio na urina através de tiras reativas com o reagente de Ehrlich (p-dimetilaminobenzaldeído). pigmento responsável pela característica cor das fezes. Aproximadamente metade do urobilinogênio é reabsorvido pelo intestino. produzindo cores que variam do bronze ou rosado ao violeta. O urobilinogênio que fica no intestino é excretado nas fezes. por estar ligada à albumina e também por ser insolúvel em água.  Geralmente.S. respectivamente. formando o diglicuronídio de bilirrubina. que é hidrossolúvel. que reage em ácido.4-dicloroanilina ou 2. As provas rotineiras para detecção de bilirrubina com tiras reativas utilizam a diazotização.    A bilirrubina conjugada aparece na urina quando o seu ciclo normal de degradação é interrompido pela obstrução do ducto biliar ou quando a integridade do fígado está comprometida. pode passar pelos rins e ser filtrado pelos glomérulos. é reduzida pelas bactérias intestinais e convertida em urobilinogênio e.  No intestino. convertendo-se em UROBILINA.6-diclorobenzeno-diazônio-tetrafluorborato em meio ácido. onde é oxidado. permitindo o seu extravasamento para a circulação. essa bilirrubina conjugada não aparece na urina porque passa diretamente do fígado para o ducto biliar e daí para o intestino. se encontra pequenas quantidades de urobilinogênio na urina. excretada nas fezes na forma de urobilina. A bilirrubina combina-se com o sal de diazônio 2. as cores produzidas vão do bronze ao laranja. UROBILINOGÊNIO       Assim como a bilirrubina. A hepatite e a cirrose são exemplos comuns de doenças que produzem lesão hepática com resultante BILIRRUBINÚRIA. caindo no sangue.: Extravasamento de urobilinogênio quando há distúrbio nos rins.acertada pelos rins. finalmente. circula e volta para o fígado. a bilirrubina conjuga-se com o ácido glicurônico pela ação da glicuronil-transferase. menos de 1 mg/dl (Na tira reagente dá-se vestígios quando o valor encontrado é menor que 1mg/dl. o urobilinogênio é um pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina. SANGUE . P. Observa-se que grande quantidade de urobilinogênio na urina nas hepatopatias e nos distúrbios hemolíticos (hemácias). É PRODUZIDO NO INTESTINO A PARTIR DA REDUÇÃO DA BILIRRUBINA PELAS BACTÉRIAS INTESTINAIS. sendo mandado de volta para o intestino através do ducto biliar. ao circular no sangue a caminho do fígado.  No fígado. O urobilinogênio aparece na urina porque.

mas não a de hemoglobina livre produzida por distúrbios hemolíticos ou por lise das hemácias no trato urinário. Proteus e Pseudomonas. o sangue pode ser detectado a olho nu. A hematúria tem mais relação com distúrbios de origem renal ou urogenital. nas queimaduras graves. Por conseguinte. pois muitas vezes os pacientes são assintomáticos ou têm sintomas vagos. O exame microscópico do sedimento urinário mostrará a presença de hemácias íntegras. A prova para detecção de nitrito é útil para o diagnóstico precoce das infecções da bexiga (cistite). chegando aos tíbulos. à pelve renal e aos rins. mas sim a detectar os casos em que a necessidade de cultura pode ser evidente. As bactérias Gram negativas produzem enzimas que convertem os nitratos urinários em nitrito. O achado de hematúria ou hemoglobinúria sempre é considerado de grande importância clínica e deve ser acompanhado por outros exames. pielonefrite e exposição a produtos tóxicos ou a drogas. como resultante de contaminação externa. Não se destina a substituir a cultura de urina como principal prova de diagnóstico e controle das infecções bacterianas. tumores. O nitrito produzido reage com as substâncias presentes na almofadinha da tira reagente para formar uma cor rosa. que levariam o médico a pedir uma cultura de urina. nas infecções e exercício físico intenso. traumatismos. LEUCÓCITOS . A prova com nitrito também poderá ser empregada para avaliar o sucesso da terapia com antibióticos e para examinar periodicamente pessoas que têm infecções recorrentes. pode-se utilizar o exame microscópico para distinguir a hematúria da hemoglobinúria. A hemoglobinúria pode ocorrer como resultado da lise das hemácias no trato urinário ou pode ser causada por hemólise intravascular e a subseqüente filtração de hemoglobinas através dos glomérulos. Exemplos de microrganismo que frequentemente causam ITU )Infecção do trato urinário): escherichia coli. o método mais preciso para determinar as presença de sangue é a nnálise química. Klebsiella. se não tratados.   NITRITO       A prova com tira reativa para nitrito é um método rápido de detectar infecções no trato urinário. nas reações transfusionais. e o sangramento seria resultante de traumatismo ou irritação dos órgãos desse sistema. As principais causas de hematúria são: cálculos renais. e que. Isso ocorre me casos de: anemias hemolíticas. Quando em grande quantidade.     O sangue pode estar presente na urina em forma de hemácias íntegras (HEMATÚRIA) ou de hemoglobina. a hematúria produz urina vermelha e transparente. doenças glomerulares. Acredita-se que a maioria das infecções do trato urinário começa na bexiga. para verificar se esse fenômeno é de origem patogênico ou não. progredirão para as regiões superiores através dos ureteres. que é um produto da destruição das hemácias (HEMOGLOBINÚRIA). uma vez detectado.

que é um método mais padronizado. o que o tornou mais prático. Incapacidade de concentração pelos túbulos renais. a detecção de leucócitos era feita apenas por exame microscópico do sedimento urinário. Por ser uma medida da densidade da amostra. O acréscimo de uma área esférica para prova de densidade nas tiras reagentes eliminou uma etapa demorada do exame físico. O complexo processo de reabsorção muitas vezes é a primeira função renal a se tornar deficiente.   Um dos achados mais freqüentes no sumário de urina é de leucócitos. . a avaliação da capacidade de reabsorção renal é um componente necessário do exame de urina (sumário). Antigamente. Como a urina. o que indica uma possível infecção do trato urinário. na realidade. DENSIDADE   A capacidade renal de reabsorver seletivamente substâncias químicas essenciais e água a partir do filtrado glomerular é uma das funções mais importantes do organismo. a densidade urinária é uma medida de densidade das substâncias químicas dissolvidas na amostra. mas esse processo está sujeito a variações. Outra vantagem de análise bioquímica é a possibilidade de detectar a presença de leucócitos lisados (quebrados) que não aparecem no exame microscópico. A densidade urinária é definida em comparação com a densidade de mesmo volume de água destilada e na mesma temperatura. dependendo do método usado para preparar o sedimento e do pessoal técnico que examina. e os fabricantes recomendam que a quantidade seja feita por exame microscópico. por isso. é influenciada não só pelo número de partículas presentes. Significado clínico desse exame: Estado de hidratação do paciente. por isso hoje se utiliza a análise bioquímica. entre outros. Essa prova não tem o objetivo de medir a concentração de leucócitos. é água que contém     substâncias químicas em dissolução. mas também pelo tamanho dessas partículas.