You are on page 1of 8

UnB - Prof.

Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal

KARL MARX (1813-1883)

Questões exegéticas:
1º) Marx e o marxismo: paternidade bastarda? 2º) O socialismo pré-marxista: enfoque moral da industrialização? 3º) Dialética inacabada da obra de Karl Marx: a) tese – filosofia alemã e crítica das Idéias (Introdução crítica à filosofia do direito de Hegel...); b) antítese – socialismo françês e crítica do estado (O manifesto comunista...); c) síntese – economia política inglesa e crítica da mercadoria (O capital...)? 4º) Obscuridade intencional de três conceitos-chave de Marx: a) classe social; b) ideologia e c) ciência? 5º) Pseudo-dialética de um pseudo-conceito ou a ideologia como ciência positiva (Destutt de Tracy), falsa consciência (Marx) e mito político (Sorel, Lênin e Gramsci)? 6º) Possibilidades de conceituação científica e filosófica de ideologia (Daniel Bell sobre a conveniência das explicações simplistas e Eric Vöegelin sobre a gnose revolucionária)?

CLASSE SOCIAL 1) CLASSE SOCIAL (1848)
(Disponível em www.culturabrasil.org/download.htm )

“A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta. (...) Nos países onde a civilização moderna está florescente forma-se uma nova classe de pequeno burgueses, que oscila entre o proletariado e a burguesia; fração complementar da sociedade burguesa, ela se reconstitui incessantemente. Mas os indivíduos que a compõem se vêem constantemente precipitados no proletariado, devido à concorrência; e, com a marcha progressiva da grande indústria, sentem aproximar-se o momento em que desaparecerão completamente como fração independente da sociedade moderna e em que serão substituídos no comércio, na manufatura, na agricultura, por capatazes e empregados. (...) Finalmente, nos períodos em que a luta de classes se aproxima da hora decisiva, o processo de dissolução da classe dominante, de toda a velha sociedade, adquire um caráter tão violento e agudo, que uma pequena fração da classe dominante se desliga desta, ligando-se à
1

do modo mais clássico. em sua estruturação econômica. Quando são revolucionárias é em conseqüência de sua iminente passagem para o proletariado. Indubitavelmente. empresas medias e arrendamento.combatem a burguês porque esta compromete sua existência como classes médias. pois pretendem fazer girar para trás a roda da História. Contudo. cujos componentes. mas seus interesses futuros. só o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária. ” [Grifos nossos – BTPM] [Transcrito de O Manifesto Comunista. reacionárias. artesãos. mais ainda. assalariados.pequenos comerciantes. As classes médias . indiferente para nossas considerações.UnB . não defendem então seus interesses atuais. Do mesmo modo que outrora uma parte da nobreza passou-se para a burguesia.Prof.”(Die Ackervenfassung. estágios intermediários e de transição (embora incomparavelmente menos no campo do que nas cidades) encobrem por toda parte as determinações de limites. De todas as classes que ora enfrentam a burguesia. uma parte da burguesia passa-se para o proletariado. mas com o advent do comércio e das indústrias entraram em seu lugar. Isso é. abandonam seu próprio ponto de vista para se colocar no do proletariado. de indústrias locais e de cidades ricas. E a essa tendência corresponde por outro lado a separação autônoma da propriedade fundiária do capital e do trabalho1 ou a transformação de toda a propriedade na forma de propriedade fundiária correspondente ao modo de produção capitalista. pois. de meios de comunicação. os proprietários de capital e os proprietários da terra. que se baseia no modo de produção capitalista. 2 . a classe que traz em si o futuro. revolucionárias. Não são. mas conservadoras. Antigamente ele também preponderava na Inglaterra. As outras classes degeneram e perecem com o desenvolvimento da grande indústria. p. está desenvolvida ao máximo. em nossos dias. portanto transformar o trabalho em trabalho assalariado e os meios de produção em capital. pequenos fabricantes. contudo. Viu-se que a tendência constante e a lei do desenvolvimento do modo de produção capitalista é separar cada vez mais do trabalho os meios de produção e concentrar cada vez mais em grandes grupos os meios de produção dispersos. decompondo-o. de seu capital e de sua propriedade fundiária. A próxima pergunta a ser respondida é esta: o que constitui uma classe? E é claro que isso se depreende obviamente da resposta a esta outra questão: o que faz com que assalariados. 1983) Os proprietários de mera força de trabalho. List observa corretamente: “O predomínio do cultivo auto -suficiente em grandes fazendas demonstra apenas a falta de civilização. Abril Cultural. Sem referência à edição] 2) CLASSE SOCIAL (1867) O capital – Vol III – Tomo 2 . 1 F. capitalistas e proprietários de terra. die Zwergwirtschaft und die Auswanderung .Capítulo LII (São Paulo. os indivíduos que os formam. revolucionária. da valorização de sua força de trabalho. 10). constituem as três grandes classes da sociedade moderna. é seu produto mais autêntico. Por isso é que ele é encontrável por toda a parte na Rússia. vivem respectivamente de salário. Hungria e Mecklemburgo. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal classe . é na Inglaterra que a sociedade moderna. lucro e renda fundiária. o proletariado pelo contrário. capitalistas e proprietários de terra se tornem os formadores das três classes sociais? À primeira vista. essa divisão em classes mesmo lá não aparece de modo puro. portanto. cujas respectivas fontes de rendimentos são o salário. Polônia. especialmente a parte dos ideólogos burgueses que chegaram à compreensão teórica do movimento histórico em seu conjunto. a identidade de rendimentos e as fontes de rendimento. camponeses . o lucro e a renda fundiária. Também lá. São três grandes grupos sociais.

já que aquilo que busca e deve necessariamente buscar é a sua verdadeira realidade. em que os rendimentos dos membros de cada um deles fluem da mesma fonte.UnB . É a realização fantástica da essência humana por que a essência humana carece de realidade concreta. A existência profana do erro ficou comprometida.Prof. agricultores. A crítica da religião é a premissa de toda crítica. o protesto contra ela. donos de pesqueiros. de um lado. Este Estado. O homem é o mundo dos homens. seu entusiasmo. A religião é o soluço da criatura oprimida. ao contrário. a sociedade.htm ) “Na Alemanha. Mas o homem não é um ser abstrato. Por conseguinte. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal Desse ponto de vista. A miséria religiosa é. a luta contra a religião é. o coração de um mundo sem coração. no entanto. mas. A religião é a teoria geral deste mundo. por exemplo. já não se sentirá inclinado a encontrar somente a aparência de si próprio. o espírito de uma situação carente de espirito. seu complemento solene. A verdadeira felicidade do povo implica que a religião seja suprimida. sua dignidade espiritualista. de outro. indiretamente. isolado do mundo.culturabrasil. sua sanção moral. O mesmo seria válido para a infinita fragmentação de interesses e de posicionamentos em que a divisão do trabalho social separa tanto os trabalhadores quanto os capitalistas e proprietários de terra – estes últimos. seu compêndio enciclopédico. criam uma consciência invertida do mundo. esta sociedade. engendram a religião.] IDEOLOGIA 1) RELIGIÃO (1843) Karl Marx (Disponível em www. a expressão da miséria real e. O homem que só encontrou o reflexo de si mesmo na realidade fantástica do céu. [Aqui o manuscrito se interrompe. o homem faz a religião: este é o fundamento da crítica irreligiosa. sua razão geral de consolo e de justificação. onde buscava um super-homem. É o ópio do povo. por exemplo. A religião não faz o homem. a luta contra aquele mundo que tem na religião seu aroma espiritual. o não-homem. ao fim. A religião é a autoconsciência e o autosentimento do homem que ainda não se encontrou ou que já se perdeu. donos de florestas. porque eles são um mundo invertido. a crítica da religião chegou. sua lógica popular. A exigência de abandonar as ilusões sobre sua condição é a exigência de 3 . no essencial. também constituiriam duas classes. em viticultores. médicos e funcionários públicos. enquanto felicidade ilusória do povo. donos de minas. o Estado.org/download. uma vez refutada sua celestial oratio pro aris et focis [oração pelo lar e pelo ócio]. pois pertencem a dois grupos sociais diferentes.

etc. do mesmo modo que a imagem invertida dos objetos que se forma na retina é uma conseqüência do seu processo de vida diretamente físico. de um povo. mas os homens reais. o pensamento. a crítica do céu se converte na crítica da terra. metafísica.pstu. O mesmo acontece com a produção intelectual quando esta se apresenta na linguagem das leis.pdf) “A produção de idéias. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal abandonar uma condição que necessita de ilusões. é a linguagem da vida real.UnB . como primeiro objetivo.” [Transcrito de Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel. superada a crença no que está além da verdade. incluindo até as formas mais amplas que estas possam tomar A consciência nunca pode ser mais do que o Ser consciente e o Ser dos homens é o seu processo da vida real. de representações e da consciência está em primeiro lugar direta e intimamente ligada à atividade material e ‘ao comércio material dos homens. portanto. as suas idéias. A crítica arrancou as flores imaginárias que enfeitavam as cadeias. E se em toda a ideologia os homens e as suas relações nos surgem invertidos. consiste no desmascaramento da autoalienação em suas formas não santificadas. (18) . Contrariamente à filosofia alemã. atuantes e tais como foram condicionados por um determinado desenvolvimento das suas forças produtivas e do modo de relações que lhe corresponde.. que está à serviço da história. São os homens que produzem as suas representações. A crítica da religião desengana o homem para que este pense. de seu verdadeiro sol. a crítica da teologia na crítica da Política. a crítica da religião é o germe da critica do vale de lágrimas que a religião envolve numa auréola de santidade. tal como acontece numa câmera obscura (19) isto é apenas o resultado do seu processo de vida histórico. etc.org. Sem referência à edição] 2) IDEOLOGIA (1845/46) Karl Marx (Disponível em www.br/biblioteca/marx_ideologia. não para que o homem use as cadeias sem qualquer fantasia ou consolação. a critica da religião na critica do direito. política. uma vez que se desmascarou a forma de santidade da autoalienação humana. o comércio intelectual dos homens surge aqui como emanação direta do seu comportamento material. E. 4 . a missão da filosofia. que desce do céu para a terra. a missão da história consiste em averiguar a verdade daquilo que nos circunda. Por conseguinte. moral. aja e organize sua realidade como um homem desenganado que recobrou a razão a fim de girar em torno de si mesmo e. mas para que se liberte das cadeias e apanhe a flor viva. A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de si mesmo. Assim. As representações. religião. aqui parte-se da terra para atingir o céu.Prof. Com isto.

(Transcrito de A ideologia alemã. parte-se da consciência como sendo o indivíduo vivo. como a apresentam os empiristas. como a apresentam os idealistas. Sem referências à edição) 5 . quando muito. não têm desenvolvimento. 19. Parte de premissas reais e não as abandona um único instante. Desde que se represente este processo de atividade vital. imaginam e pensam nem daquilo que são nas palavras. Não têm história. a história deixa de ser uma coleção de fatos sem vida. no cérebro humano. ou a ação imaginária de sujeitos imaginários. mas apreendidos no seu processo de desenvolvimento real em condições determinadas. desenvolvimento este que é visível empiricamente. Mesmo as fantasmagorias correspondem. na vida real. que corresponde à vida real. Na primeira forma de considerar este assunto. e que são ainda abstratos. Assim. não isolados nem fixos de uma qualquer forma imaginária. a filosofia deixa de ter um meio onde possa existir de forma autônoma. serão antes os homens que. Não é a consciência que determina a vida. É a partir do seu processo de vida real que se representa o desenvolvimento dos reflexos e das repercussões ideológicas deste processo vital. com esta realidade que lhes é própria. mas sim a vida que determina a consciência. positiva. parte-se dos homens. do processo de desenvolvimento prático dos homens É nesse ponto que termina o fraseado oco sobre a consciência e o saber real passa a ocupar o seu lugar. pelo seu comércio material e o seu desenvolvimento ulterior na estrutura social e política. Ao expor a realidade. destacadas da história real não têm qualquer valor. e na segunda. [Passagem cortada no manuscrito:] e.” [Grifos nossos – BTPM] NOTAS 18. a sublimações necessariamente resultantes do processo da sua vida material que pode ser observado empiricamente e que repousa em bases materiais. a moral. o seu pensamento e os produtos desse pensamento. tomadas em si. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal Isto significa que não se parte daquilo que os homens dizem. Estas abstrações. Estas premissas são os homens.UnB . na imaginação e na representação de outrem para chegar aos homens em carne e osso. tal como as formas de consciência que lhes correspondem. transformam.Prof. a religião. a metafísica e qualquer outra ideologia. Em vez dela poder-se-á considerar. perdem imediatamente toda a aparência de autonomia. a expressão da atividade prática. para sermos precisos. no pensamento. isto é. os homens tais como são condicionados pelo modo de produção da sua vida material. parte-se dos próprios indivíduos reais e vivos e considera-se a consciência unicamente como sua consciência. Esta forma de considerar o assunto não é desprovida de pressupostos. É onde termina a especulação. que começa a ciência real. da sua atividade real. Câmara escura. desenvolvendo a sua produção material e as suas relações materiais. uma síntese dos resultados mais gerais que é possível abstrair do estudo do desenvolvimento histórico dos homens.

humana e sensível.htm) “1 A falha capital de todo materialismo até agora (incluso o de Feuerbach) é captar o objeto. mas não capta a própria atividade humana como atividade objetiva. praxis. Seu trabalho consiste em resolver o mundo religioso em seu fundamento terreno.Prof. a efetividade. em sua contradição. descobrir na família terrestre o segredo da família sagrada. e não como atividade humana sensível. A coincidência da alteração das contigências com a atividade humana e a mudança de si próprio só pode ser captada e entendida racionalmente como praxis revolucionária. a sensibilidade apenas sob a forma de objeto ou de intuição. depois de. Porquanto. Mas que este fundamento se desloque de si mesmo e se fixe nas nuvens como um reino autônomo. Deve por isso separar a sociedade em duas partes uma das quais é colocada acima da outra. cabe aniquilar a primeira teórica e praticamente. como praticamente revolucionado. apenas como autenticamente humano o comportamento teórico.culturabrasil. descontente com o pensamento abstrato. de um modo abstrato. A disputa sobre a efetividade ou nãoefetividade do pensamento isolado da praxis é uma questão puramente escolástica. 5 Feuerbach. 3 A doutrina materialista sobre a mudança das contigências e da educação se esquece de que tais contingências são mudadas pelos homens e que o próprio educador deve ser educado. na Essência do Cristianismo. em oposição ao materialismo. Por isso considera. recorre à intuição. isto só se ilumina a partir do autodilaceramento e da autocontradição do próprio fundamento terreno. Feuerbach.UnB . Mas a essência humana não é abstrato residindo no indivíduo único. mas não capta a sensibilidade como atividade prática. enquanto a praxis só é captada e fixada em sua forma fenomênica. Feuerbach quer objetos sensíveis efetivamente diferenciados dos objetos de pensamento. "prático-crítica". só de um ponto de vista subjetivo. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal CIÊNCIA 1) CIÊNCIA (1845) (Disponível em http://www. por exemplo. Daí. 6 Feuerbach resolve o mundo religioso na essência humana. a criterioridade de seu pensamento. Este deve ser pois entendido em si mesmo. pelo idealismo. É na praxis que o homem deve demonstrar a verdade. 4 Feuerbach parte do fato da auto-alienação religiosa. da duplicação do mundo em religioso e terreno. que não entra na crítica dessa essência efetiva. é por isso forçado: 1) A abstrair o curso histórico e fixar o ânimo religioso como para-si. Em sua efetividade é o conjunto das relações sociais. a saber. a efetividade e o poder. judia e suja.br/feuerbach. o lado ativo ser desenvolvido. 2 A questão se cabe ao pensamento humano uma verdade objetiva não é teórica mas prática. Não compreende por isso o significado da atividade "revolucionária". pressupondo um indivíduo 6 . que naturalmente não conhece a atividade efetiva e sensível como tal.pro.

Coleção “Os pensadores”. s/d.. seria obrigado a gritar-lhe: De te fabula narratur! (*) Não se trata aqui do grande desenvolvimento mais ou menos completo dos antagonismos sociais..Prof. industriais e agrícolas ingleses. Se o leitor alemão se permitisse um farisaico encolher de ombros a propósito da situação dos operários. 9 O extremo a que chega o materialismo intuitivo. que o próprio "ânimo religioso" é um produto social e que o indivíduo abstrato. o do materialismo moderno. 8 Toda vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios. para se esclarecer acerca dos processos da natureza. até agora. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal humano. é a intuição dos indivíduos únicos e a sociedade civil. 2) Por isso a essência só pode ser captada como "gênero". que induzem às doutrinas do misticismo. a Inglaterra. Eis por que é a este país que vou buscar os factos e os exemplos principais que servem de ilustração ao desenvolvimento das minhas teorias. Trata-se sim destas leis em si mesmas. encontram sua solução racional na praxis humana e no compreender dessa praxis.” (Transcrito de Teses sobre Feuerbach. generalidade interna. analisado por ele. pertence a uma forma social determinada. ou se se embalasse na ideia optimista de que as coisas estão muito longe de ir tão mal na Alemanha. O país industrialmente mais desenvolvido não faz mais que mostrar aos que o seguem na escala industrial a imagem do seu próprio futuro.htm#prefacio1867) “O físico. (. muda. 7 Feuerbach não vê.) 7 . 11 Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo diferentemente.) 2) CIÊNCIA (1867) (Disponível em http://www.marxists. que resultam das leis naturais da produção capitalistas. a sociedade humana ou a humanidade social. de tendências que se manifestam e realizam com uma necessidade de ferro. 10 O ponto de vista do materialismo antigo é a sociedade civil. pois. que liga muitos indivíduos de modo natural. ou procede a experiências em condições que assegurem tanto quanto possível a regularidade do seu movimento.org/portugues/marx/1867/ocapital-v1/prefacioseposfacios.UnB . Abril. cabe transformá-lo. ou estuda os fenómenos quando estes se apresentam sob a forma mais perfeita e menos obscurecida por influências perturbadoras. abstrato e isolado. O que estudo nesta obra é o modo-deprodução capitalista e as relações de produção e de troca que lhes correspondem. o materialismo que não compreende a sensibilidade como uma atividade prática. O lugar clássico desta produção é. São Paulo. a saber.

) 8 . Quanto aos preconceitos da chamada opinião pública.UnB . as palavras do grande Florentino: Segui il tuo corso. e lascia dir le genti!” [Grifos nossos – BTPM] (Transcrito de Para a Crítica da Economia Política. à qual nunca fiz concessões. tenho por divisa.Prof. Sem referência à edição. Bráulio Matos – Cópia para uso pessoal Qualquer apreciação inspirada numa crítica verdadeiramente científica é para mim bem-vinda. agora como sempre.