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Curso de Férias de IFVV (Etapa 3) INTEGRAIS DUPLAS

VOLUMES E INTEGRAIS DUPLAS Objetivando resolver o problema de determinar áreas, chegamos à definição de integral definida. A idéia é aplicar procedimento semelhante para calcular o volume de um sólido e, no processo, chegar à definição de integral dupla. Considere uma função f de duas variáveis definida em um retângulo fechado R = [a,b] x [c,d] = {(x,y) ∈IR2| a < x < b, c < y < d } y d R

c a b x

e vamos, inicialmente, supor f(x,y) > 0. O gráfico de f é a superfície de equação z = f(x,y).

z S

y

R

x

Seja S o sólido que está contido na região acima de R e abaixo do gráfico de S, ou seja, S = {(x,y,z) ∈IR3| (x,y) ∈ R, 0 < z < f(x,y)} Nosso objetivo é determinar o volume de S.

b] em m subintervalos [xi-1 . y j].y) | x i-1 < x < x i . podemos aproximar a parte de S que está acima de cada Rij por uma caixa retangular fina (ou um prisma) com base Rij e altura f(xij . calculamos o valor de f no ponto amostra escolhido. adicionamos os resultados. formamos os sub-retângulos. yij)∆A. yij) em cada Rij. xi]. para cada sub-retângulo. obteremos uma aproximação do volume total de S: V≈ ∑ ∑ f (x ij . de mesmo comprimento ∆x = (b – a) / m.x i] x [y j-1. O volume desta caixa é dado pela sua altura vezes a área do retângulo da base: Vij = f(xij .d] em n subintervalos [yj-1 . Se seguirmos com esse procedimento para todos os retângulos e somarmos os volumes das caixas correspondentes. então.O primeiro passo consiste em dividir o retângulo R em sub-retângulos. yij). Rij = [x i-1. de mesmo comprimento ∆y = (b – a) / n.y j ] = {(x. y ij )∆A i =1 j=1 n m Essa dupla soma significa que. . multiplicamos esse valor pela área do sub-retângulo e. y j-1 < y < y j } cada um dos quais com área ∆A = ∆x∆y. traçando retas paralelas aos eixos coordenados passando pelos extremos dos subintervalos. y R d • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • R ij ∆y yj yj-1 • • • (xij . Faremos isso dividindo o intervalo [a. e o intervalo [c. yij) y2 y1 c a x1 x2 xi-1 ∆x xi b x Se escolhermos um ponto arbitrário (xij .

y) é V = ∫∫ f ( x. Pode ser provado que o limite existe sempre que f for uma função contínua. se f(x. portanto. y)dA = lim R m . yij ) S Vij y R • (xij . R .n →∞ ∑ ∑ f (x ij .n →∞ ∑ ∑ f (x ij . i =1 j=1 n m Usamos essa expressão para definir o volume do sólido S que corresponde à região que está acima do retângulo R e abaixo do gráfico de f. y ij )∆A i =1 j=1 n m se esse limite existir.z f (xij . então o volume do sólido que está acima do retângulo R e abaixo da superfície z = f(x. y ij )∆A . y ij )∆A melhora quando i =1 j=1 n m aumentamos os valores de m e de n e. Além disso. y)dA . Mesmo f não sendo uma função positiva. devemos esperar que: V = lim m .y) > 0. podemos dar a seguinte definição: A integral dupla de f sobre o retângulo R é ∫∫ f (x. yij ) x Nossa intuição diz que a aproximação V ≈ ∑ ∑ f (x ij .

y ij )∆A é chamada soma dupla de Riemann e é usada como i =1 j=1 n m aproximação do valor da integral dupla.2) R12 1 R22 (1.2) ∆A + f(2. Aproximando o volume pela soma de Riemann com m = n = 2. y (1.2] e abaixo do parabolóide elíptico z = 16 – x2 – 2y2 pode ser aproximado pela subdivisão de R em quatro quadrados iguais e a escolha do ponto amostra como o canto superior de cada quadrado Rij. Exemplo 1: O volume do sólido que está acima do quadrado R = [0. temos: V≈∑ i =1 2 ∑ f (x ij . y ij )∆A = f(1.A soma ∑ ∑ f (x ij .2) 2 (2.y) = 16 – x2 – 2y2.1) ∆A + f(2. O parabolóide é o gráfico de f(x.2] x [0.1) R11 0 x Solução: Os quadrados estão ilustrados na figura acima e a área de cada um vale 1. como mostra a figura abaixo: .1)∆A + f(1.1) R21 1 2 (2.2) ∆A j=1 2 = 13(1) + 7(1) + 10(1) + 4(1) = 34 Esse é o volume das caixas aproximadoras.

. conhecido como Teorema de Fubini. INTEGRAIS ITERADAS Se f for contínua no retângulo R = { (x. c < y < d }. como mostrado abaixo: b ⎡d d ⎡b ⎤ ⎤ = = f ( x . então calculamos a integral dupla de f em R através de integrais iteradas. y ) dy dx ⎥ ⎢ ∫ f ( x.Obtemos melhor aproximação do volume quando aumentamos o número de quadrados. podendo ser descontínua em um número finito de pontos de R. A figura abaixo mostra como as figuras começam a parecer mais com o sólido verdadeiro e as aproximações correspondentes vão se tornando mais precisas quando usamos 16. y)dx ⎥ dy ∫∫ ∫⎢ ∫ ∫ ⎥ ⎥ R a ⎢ c ⎢ ⎣c ⎦ ⎣a ⎦ Este resultado. y ) dA f ( x . vale sempre que f for limitada em R. 64 e 256 quadrados.y) | a < x < b.

Exemplo 2: Calcule o valor da integral y ∫∫ x R 2 ydA .5 2 2 2 O valor obtido é o volume do sólido acima de R e abaixo do gráfico da função f(x.2] 2 R 1 0 3 3 2 x 2 Solução: 3 3 ⎡2 2 ⎤ ⎡ 2 y2 ⎤ 1⎞ ⎛ 2 4 = = = − x 2 ⎟dx = x x ydA x ydy dx dx ⎜x ⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ∫ ∫∫ ∫ ⎢∫ ∫ 2 2⎠ 2 ⎦1 ⎥ 0⎝ 0 ⎣1 0⎣ R ⎦ 3 x3 ⎤ x3 ⎤ 27 ⎛3 2⎞ x dx = = ⎥ = = 13. onde R = [0.3] x [1.5 ⎟ ⎜ ∫⎝2 ⎠ 2 3 ⎥ 2 ⎦0 2 ⎦0 0 ou 3 2 2 ⎡3 2 ⎤ ⎡x3 ⎤ ⎛ 27 ⎞ x ydx ⎥ dy = ∫ ⎢ y ⎥ dy = ∫ ⎜ y − 0 ⎟dy = ∫∫ x ydA = ∫ ⎢ ∫ 3 ⎦0 3 ⎠ ⎢0 ⎥ 1⎣ 1⎣ R 1⎝ ⎦ 2 2 3 3 3 9y 2 ⎤ = ∫ (9 y )dy = ⎥ = 2 ⎦1 1 2 2 36 9 27 − = = 13.y) = x2y (Veja figura ao lado) = .

a resolução das mesmas irá requerer a aplicação de técnicas de integração. invertendo as integrais iteradas. . 2) O valor obtido nesta integral representa a diferença do volume da parte do sólido que está acima do retângulo R e do volume da parte do sólido que está abaixo de R.Exemplo 3: Calcule Solução: ∫∫ y sen(xy)dA . Portanto é importante observar o tipo de função que iremos integrar e fazer uma boa escolha da ordem de integração.π].2] x [0.: 1) Se mudarmos a ordem de integração. R ∫∫ y sen(xy)dA = ∫ ∫ y sen(xy)dxdy = ∫ [− cos xy]1 dy = 2 R 0 1 0 π2 π 1 ⎤ = ∫ (− cos 2y + cos y)dy = − 2 sen 2y + sen y⎥ ⎦0 0 − 1 1 sen π + sen π + sen 0 − sen 0 = 0 2 2 π π Obs. tornando o trabalho mais demorado. estes volumes são iguais. Como o resultado foi zero. onde R = [1.

mas também sobre um região D de forma mais geral.2 − 4. Definimos. Mas. o que significa que D pode ser cercada por uma região retangular R. Vamos supor que D seja uma região limitada. não somente sobre retângulos. primeiro. uma nova função F com domínio R por se (x . se ( x .Exemplo 4: Determine o volume do sólido S que é delimitado pelo parabolóide elíptico x2 + 2y2 + z = 16.2] x [0. y) = ⎨ ⎩0.8 = ⎢ y−4 ⎥ = = 48 3 ⎦0 3 ⎣3 2 2 2 INTEGRAIS DUPLAS EM REGIÕES GENÉRICAS Para integrais simples. como mostra a figura abaixo. Solução: Observemos. y ) está em D ⎧ f ( x . y). queremos ser capazes de integrar a função f. y) está em R mas não está em D y y D D R D D 0 x 0 x . F( x. Vamos calcular o volume deste sólido usando integral dupla: V = ∫∫ 16 − x 2 − 2 y 2 dA ( ) R = ∫ ∫ 16 − x 2 − 2 y 2 dxdy 0 0 2 2 ( ) ⎡ ⎤ x3 = ∫ ⎢16 x − − 2xy 2 ⎥ dy 3 ⎦0 0⎣ 2 2 8 ⎛ ⎞ = ∫ ⎜ 32 − − 4 y 2 ⎟dy 3 ⎠ 0⎝ ⎞ ⎛ 88 = ∫ ⎜ − 4 y 2 ⎟dy 3 ⎠ 0⎝ ⎡ 88 y3 ⎤ 88. como mostra a figura. para integrais duplas. que S é o sólido que está abaixo da superfície z = 16 – x2 – 2y2 e acima do retângulo R = [0. os planos x = 2 e y = 2 e os três planos coordenados.2]. então. a região sobre a qual integramos é sempre um intervalo.

y)dydx D a g1 ( x ) b g2 (x) sempre que f for contínua em D.Se a integral dupla de F sobre R existe. as regiões D representadas abaixo: y y = g2(x) D D y y = g2(x) D D y = g2(x) y D D 0 a y = g1(x) b x 0 a y = g1(x) b x 0 a y = g1(x) bx A integral dupla de f em D é calculada pelas seguintes integrais iteradas: ∫∫ f (x. y)dA = ∫∫ F(x. ou seja: D = { (x. então definimos a integral dupla de f sobre D por ∫∫ f (x. . y)dA D R Cálculo da Derivada Dupla sobre Regiões Planas Genéricas 1) Regiões planas inscritas em faixas verticais: Consideremos uma região D inscrita na faixa vertical a < x < b e entre o gráfico de duas funções contínuas de x.y) | a < x < b. g1(x) < y < g2(x) } onde g1 e g2 são contínuas em [a. Por exemplo.b]. y)dA = ∫ ∫ f (x.

calculamos a integral dupla através das seguintes integrais iteradas: 1 x . ou seja: D = { (x.2) Regiões planas inscritas em faixas horizontais: Consideremos uma região D inscrita na faixa horizontal c < y < d e entre o gráfico de duas funções contínuas de y. 2x2 < y < 1 + x2 } Assim. Por exemplo. pois essas são as abscissas dos pontos de intersecção das duas parábolas e podemos escrever: D = { (x.y) | c < y < d.y) | –1 < x < 1. y)dA = ∫ ∫ f (x. y)dxdy D c h1 ( x ) d h 2 (x) sempre que f for contínua em D. Exemplo 5: Calcule y = 2x2 e y = 1 + x2. Solução: y = 1 + x2 y = 2x2 –1 y ∫∫ (x + 2 y)dA D onde D é a região limitada pelas parábolas A região D está inscrita na faixa vertical –1 < x < 1.d]. h1(y) < x < h2(y) } onde h1 e h2 são contínuas em [c. as regiões D representadas abaixo: y d x = h2(y) y d D D x = h2(y) y d D D x = h2(y) D D x = h1(y) c 0 x = h1(y) c x 0 x = h1(y) x c 0 x A integral dupla de f em D é calculada pelas seguintes integrais iteradas: ∫∫ f (x.

1 ⎤ ( x + 2 y)dy⎥ dx = ∫ xy + y 2 ∫∫ (x + 2y)dA = ∫ ⎢ ∫ ⎥ −1 ⎢ −1 D ⎣ 2x 2 ⎦ 1 ⎡1+ x [ ] 1+ x 2 2x 2 dx = ∫ x (1 + x 2 ) + (1 + x 2 ) 2 − 2x 3 + 4 x 4 dx −1 1 [ ] [ ] = = −1 1 ∫ (x + x 1 3 + 1 + 2x 2 + x 4 − 2 x 3 − 4x 4 dx − x 3 + 2x 2 + x + 1 dx 1 ) −1 ∫ (− 3x 4 ) ⎡ x5 x4 ⎤ 32 x3 x2 = ⎢− 3 − +2 + + x⎥ = 3 2 5 4 ⎣ ⎦ −1 15 Exemplo 6: Determine o volume do sólido que está abaixo do parabolóide z = x2 + y2 e acima da região do plano xy limitada pela reta y = 2x e pela parábola y = x2. portanto: D = { (x. Solução: D é uma região inscrita na faixa vertical 0 < x < 2. o volume é: 2 ⎡2 x ⎤ x 2 + y 2 dA = ∫ ⎢ ∫ x 2 + y 2 dy ⎥ dx ⎢x2 ⎥ 0⎣ ⎦ y = 2x V = ∫∫ D 2 ( ) ( ) 2 ⎡ 2 ⎡ y3 ⎤ x6 ⎤ 8x 3 = ∫ ⎢ x y + ⎥ dx = ∫ ⎢2x 3 + − x 4 − ⎥ dx 3 ⎦ 3 3 ⎦ x2 0⎣ 0⎣ 2x y = x2 ⎡14x 4 x 5 x 7 ⎤ ⎛ 14x 3 x6 ⎞ 4 ⎟dx = ⎢ − − ⎥ = ∫⎜ − − x ⎟ ⎜ 3 12 5 21 ⎦ 0 3 ⎠ ⎣ 0⎝ 14. x2 < y < 2x } Assim.y) | 0 < x < 2.16 32 128 216 = − − = 12 5 21 35 2 2 .

pois sua fronteira inferior é constituída por mais de uma curva. preferimos expressar D como: y2 − 6 <x<y+1} D = { (x.256 = = ∫⎜ y 2 + y 2 − 3 24 ⎠ 7 96 ⎦ 0 5 7 96 35 ⎣15 0⎝ 4 Exemplo 7: Calcule ∫∫ xydA . Assim. a região D pode ser considerada inscrita tanto em uma faixa vertical como em uma faixa horizontal.V = ∫∫ D 4 ( Mas também podemos inscrever a região D na faixa horizontal 0 < y < 4.128 − . 2 Logo: . Novamente. o volume pode ser calculado como: y ⎤ 4⎡ y 4 4 ⎛ 32 5 ⎡x3 y3 y3 ⎞ y 2 2 2 2 2⎤ ⎢ ⎥ 2 − dy y + − ⎟ ( x + y dA = ∫ ∫ x + y dx dy = ∫ ⎢ + xy ⎥ = ∫ ⎜ ⎜ ⎟ ⎢ ⎥ 24 2 3 3 ⎜ ⎟ y y ⎦ 2 0⎝ 0⎢ 0⎣ ⎥ ⎠ ⎣ 2 ⎦ ) ( ) 5 13 3 ⎞ 2 7 13 ⎤ 2 2 13 216 ⎛1 3 ⎡2 5 y ⎟dy = ⎢ y 2 + y 2 − y 4 ⎥ = . Solução: y2 = 2x + 6 y=x–1 A intersecção das duas curvas é calculada da seguinte maneira: y2 − 6 y2 − 6 ex=y+1⇒ [y2 = 2x + 6] ∩ [y = x – 1] ⇒ x = = y + 1 ⇒ y2 – 2y – 8 = 0 2 2 ⇒ y = –2 ( x = –1 ) ou y = 4 (x = 5 ) Portanto os pontos de intersecção das curvas são (-1.4). com: y D = { (x. ≤ x ≤ y } 2 Portanto. onde D é a região limitada pela reta y = x – 1 e pela parábola D y2 = 2x + 6.y) | -2 < y < 4.32 + .y) | 0 < y < 4. Mas a descrição de D considerada inscrita na faixa vertical -3 < x < 5 é mais complicada.-2) e (5.

2) T 1 x + 2y + z = 2 x = 2y ½ D y x + 2y = 2 (0. 0) A figura acima. ½. à esquerda. z = 0. é prudente desenhar dois diagramas: um do sólido tridimensional e outro da região plana D sobre a qual o sólido está. . x = 0 e z = 0. mostra o tetraedro T limitado pelos planos coordenados x = 0. x = 2y. Igualando as equações dos planos. 0. duas a duas.⎡ ⎤ 4 ⎢ y +1 ⎥ ⎡x2 = xydA xydx dy = ∫∫ ∫⎢ ∫ ⎥ ∫⎢ 2 ⎥ − 2 ⎢ y 2 −6 −2⎣ D ⎢ ⎥ ⎣ 2 ⎦ 4 ⎤ y⎥ dy 2 − y 6 ⎦ 2 y +1 = ∫( −2 4 y 3 + 2 y 2 + y y 5 − 12 y 3 + 36 y − )dy 2 8 = 1 − y 5 + 16 y 3 + 8 y 2 − 32 y dy ∫ 2− 4 2 4 4 ⎤ y3 1 ⎡ y6 4 = ⎢− + 4y + 8 − 16 y 2 ⎥ 8⎣ 6 3 ⎦ −2 = 1 ⎡ 2048 512 32 64 ⎤ − + 1024 + − 256 + − 64 + + 64⎥ = 36 ⎢ 8⎣ 3 3 3 3 ⎦ Exemplo 8: Determine o volume do tetraedro limitado pelos planos x + 2y + z = 2. Solução: Em uma questão como esta. 1. 0) y x = 2y 1 x x (1. o plano vertical x = 2y e o plano x + 2y + z = 2. obtemos as retas que contém as arestas do tetraedro: z (0.

vemos que T está sobre a região triangular D. y)dA D D D 2) ∫∫ cf ( x. y)dA = c ∫∫ f ( x. O plano x + 2y + z = 2 pode ser escrito como z = 2 – x – 2y e a região D como: D = { (x. Portanto o volume de T é: V = ∫∫ (2 − x − 2 y )dA = ∫ D 1 x 1 1− 2 0 x/2 2 ∫ (2 − x − 2y )dydx = ∫ [2y − xy − y ]x 1 0 2 2 1− x 2 2 dx ⎡ ⎛ x⎞ ⎛ x⎞ ⎛ x⎞ x x2 ⎤ = ∫ ⎢2⎜1 − ⎟ − x ⎜1 − ⎟ − ⎜1 − ⎟ − x + + ⎥dx 2 4 ⎥ ⎢ ⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠ 0⎣ ⎦ 1 ⎛ x2 x2 x2 x2 ⎞ ⎟dx = ∫⎜ − − + − + − − + + 2 x x 1 x x ⎜ 2 4 2 4 ⎟ ⎠ 0⎝ ⎡ x3 ⎤ 1 = ∫ 1 − 2 x + x dx = ⎢ x − x 2 + ⎥ = 3 ⎦0 3 ⎣ 0 1 ( 2 ) 1 PROPRIEDADES DAS INTEGRAIS DUPLAS: 1) ∫∫ [f ( x. se D = D1 ∪ D2. D D . possivelmente. y)dA + ∫∫ f ( x. x + 2y = 2 e x = 0. y)]dA = ∫∫ f ( x . nas D D1 D2 fronteiras. x/2 < y < 1 – x/2 }. y) + g( x. onde D1 e D2 não se sobrepõem exceto. y)dA = ∫∫ f ( x. onde c é uma constante 3) ∫∫ f ( x.Como x + 2y + z = 2 intercepta o plano xy (de equação z = 0) na reta x + 2y = 2. y)dA + ∫∫ g( x.y) | 0 < x < 1. y)dA . y)dA . limitada pelas retas x = 2y. do plano xy.

y) | π/6 ≤ x ≤ 1. π/6 ≤ x ≤ 10 – 3y } Na forma 1). nesse caso. dividi-la em D1 = { (x. ∫∫ 2y cos xdA . x ≤ y ≤ } 3 2) Inscrita na faixa horizontal 1 ≤ y ≤ 3 e. podemos descrevê-la de duas formas: 1) Inscrita na faixa vertical π/6 ≤ x ≤ 4 e. D π . de duas maneiras. nesse caso dividi-la em D1 = { (x. as integrais iteradas que resolvem onde D é a região do plano xy limitada pelos gráficos de x = 3y + x = 10 e x = y2. 6 Solução: No gráfico abaixo. as integrais iteradas são: ∫∫ 2y cos xdA = ∫∫ 2y cos xdA + ∫∫ 2y cos xdA D D1 1 3 D2 4 10 − x 3 = π 1 6 ∫ ∫ 2y cos xdydx + ∫ ∫ 2y cos xdydx 1 x . y = 3. 1 ≤ y ≤ 3 } e 10 − x D2 = { (x.Exemplo 9: Expresse.y) | 2 ≤ y ≤ 3. π/6 ≤ x ≤ y2 } e D2 = { (x. Portanto essa é a região D. Assim. y =3 x =π/6 3 3y + x = 10 D x = y2 y =1 π/6 A região que tem como fronteira todas as curvas citadas é a parte sombreada do plano. y = 1.y) | 1 ≤ x ≤ 4. aparecem as curvas que formam a fronteira de D.y) | 1 ≤ y ≤ 2.

y = 0 e y = 2 – 2x. se a função densidade é ρ(x.0).2) y = 2 – 2x O triângulo D está limitado pelas retas x = 0. y)dA os momentos em relação aos m D D eixos x e y.y) em D é dada por ρ(x.Na forma 2). o centro de massa dessa lâmina é o ponto (X. Podemos expressar D por: D = { (x. (1.0) . y)dA = ∫∫ (1 + 3x + y )dA (1. 0 ≤ y ≤ 2 – 2x } A massa da lâmina é: m = ∫∫ ρ( x .y) = 1 + 3x + y.y) | 0 ≤ x ≤ 1.y). Exemplo 10: Determine a massa e o centro de massa de uma lâmina triangular com vértices (0.. onde X = Y= My m e Mx . respectivamente. sendo M x = ∫∫ yρ( x .0) e (0.2). Solução: (0. onde ρ é uma função contínua sobre D.Y). as integrais iteradas são: ∫∫ 2y cos xdA = ∫∫ 2y cos xdA + ∫∫ 2y cos xdA D D1 2 y 2 D2 3 10 −3 y π = ∫ ∫ 2 y cos xdxdy + ∫ 1π 6 2 ∫ 2y cos xdxdy 6 APLICAÇÕES: MASSA E CENTRO DE MASSA DE UMA LÂMINA Suponha uma lâmina colocada em uma região D do plano xy e cuja densidade (em unidades de massa por unidade de área) no ponto (x.0) D D D (0. y)dA e M y = ∫∫ xρ( x . y)dA D Além disso. Então a massa total m da lâmina é dada por: m = ∫∫ ρ( x .

Portanto: m=∫ 0 1 1 2−2 x ⎡ y2 ⎤ ( ) + + = + + 1 3 x y dy dx y 3 xy ⎥ ∫ ∫⎢ 2 ⎦0 0 0⎣ 1 2−2 x dx 2 ⎛ ( 2 − 2x ) 2 ⎜ = ∫ 2 − 2x + 6x − 6x + ⎜ 2 0⎝ 1 ⎞ ⎟dx = 2 + 4 x − 6 x 2 + 2 − 4 x + 2 x 2 dx ∫ ⎟ ⎠ 0 ( ) =∫ 0 1 ( ⎡ x3 ⎤ 4 8 4 − 4 x dx = ⎢4 x − 4 ⎥ = 4 − = 3 ⎦0 3 3 ⎣ 2 ) 1 Os momentos são: M x = ∫∫ yρ( x . y)dA = ∫∫ x + 3x 2 + xy dA D D ( ) =∫ 0 1 1 2−2 x ∫( 0 ⎡ y2 ⎤ x + 3x + xy dydx = ∫ ⎢ xy + 3x 2 y + x ⎥ 2 ⎦0 0⎣ 2 ) 1 2−2 x dx 2 ⎛ ( 2 − 2x ) 2 2 3 ⎜ = ∫ 2x − 2x + 6x − 6x + x ⎜ 2 0⎝ 1 ⎞ ⎟dx ⎟ ⎠ = ∫ 2x + 4x 2 − 6x 3 + 2x − 4x 2 + 2x 3 dx 0 ( ( ) = ∫ 4x − 4x 3 dx = 2x 2 − x 4 0 1 ) [ ] 1 0 = 2 −1 = 1 . y)dA = ∫∫ y + 3xy + y 2 dA ( ) D D =∫ 0 1 2−2 x ∫( 0 ⎡ y2 y2 y3 ⎤ + ⎥ y + 3xy + y dydx = ∫ ⎢ + 3x 2 3 ⎦0 2 0⎣ 2 ) 1 2− 2 x dx 1 ⎛ (2 − 2 x )2 (2 − 2x )2 + (2 − 2x )3 ⎞ ⎟dx = ∫⎜ + 3x ⎜ ⎟ 2 2 3 ⎠ 0⎝ 1 ⎛ 8 8x 3 ⎞ 2 2 3 2 ⎟dx 2 4 x 2 x 6 x 12 x 6 x 8 x 8 x = ∫⎜ − + + − + + − + − ⎜ ⎟ 3 3 ⎝ ⎠ 0 10 ⎞ 2 5 ⎤ ⎛ 14 ⎡14 = ∫ ⎜ − 6 x − 2 x 2 + x 3 ⎟dx = ⎢ x − 3x 2 − x 3 + x 4 ⎥ 3 3 3 6 ⎦0 ⎠ ⎣3 0⎝ = 14 2 5 5 11 − 3 − + = 1+ = 3 3 6 6 6 1 1 M y = ∫∫ xρ( x.

DESAFIO: Após ler a seção “Área calculada como uma integral dupla”. das páginas 405 e 406 e de nº 1 a 21.Assim: 11 M 1 3 11 3 11 = . das páginas 411/412 e o quadro “Valor médio” da página 414. e resolva os exercícios ímpares de nº 1 a 15 e 19 a 29.2) y = 2 – 2x • D (3/8. o centro de massa da lâmina é o ponto (3/8. . vol2. 415. resolva os exercícios de nº 25 e 27 da pág.0) Para complementar o estudo. indicado na figura: X= My = (0.11/16) (0.0) (1. faça a leitura das páginas 399 a 415 do livro ANTON. 31 a 37 e 41 a 51 das páginas 413 e 414.11/16). Y= x = 6 = = 8 8 m m 8 6 8 16 3 3 Logo. 413 e 57 da pág.