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Tecnologia dos Materiais 2010 / 2011 Engenharia Mecânica

Aços para trabalho a quente
Regime: PL Turno Prático: PL1 Docente do Turno Prático: Drª Milena Vieira

Nome: Ilídio Marques Número: 2100788

Nome: Lécio Lourenço Número: 2101082

..........................................................Tecnologia dos Materiais................. 3 3......................................................................................................................................................................................................................... 4 5. 7 6...................................................................... BIBLIOGRAFIA ......... SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO ................................................ EM 2010/2011 ÍNDICE 1................... 8 8........................................................... 3 2. QUÍMICAS).................................... FORNECIMENTO MAIS USUAL DA MATÉRIA PRIMA ................. 4 4.............................................................................................. FÍSICAS E TÉRMICAS.......... 8 2/8 ............. APLICAÇÕES ........................ PROPRIEDADES (MECÂNICAS....... TRATAMENTOS TÉRMICOS .............. INTRODUÇÃO .... COMPOSIÇÃO QUÍMICA E MICROESTRUTURA ............................ 8 7...............................

acima dos 0. Introdução Os vários intervenientes na transformação de aço. EM 2010/2011 1. Quanto à composição química. entre 0.30% usuais dos outros tipos de aços. 3/8 .45% para o H11 e. isto é. por volta da década de 1970.35 e 0. Transformações essas. são os aços H11 e H13.Tratamento do aço. tungstênio. é necessário conhecer aprofundadamente as suas propriedades em função da sua composição e também as modificações provocadas pelos diversos tratamentos. Este tipo de aço basicamente é usado no fabrico de ferramentas para a transformação a quente de metais ferrosos e não ferrosos e suas ligas. Dependendo da utilização pretendida e de forma a tirar o máximo partido do aço. ao tungsténio e ao molibdénio. molibdénio e vanádio entre 6 e 25%.3%Mo. tem na sua frente basicamente duas questões fundamentais: . De seguida. com 5%Cr e cerca de 1.Escolha do aço. é apresentada uma tabela com a composição química dos aços para trabalho a quente. fundição. a grande diferença está no teor de V: 0. os dois possuem composição química próxima. o H13. estão classificados na série H (classe Hot) da AISI (American Iron and Steel Institute). Os aços do grupo H normalmente possuem teores médios de carbono. 0. De seguida. . 2. será apresentada uma abordagem a aços para trabalho a quente. começou a ser usado um pouco mais tarde. e teores combinados de cromo. como por exemplo: forjamento a quente. os mais importantes.90% para o H13. O grupo é dividido em aços ao cromo. também possuem uma característica comum – ter 1% de Si. Composição química e microestrutura Os aços para trabalho a quente. O H11 e o H13. O aço H11 começou a ser usado na indústria na década de 1930.45%. Dentro desta série de aços. extrusão.Tecnologia dos Materiais.

Elevada resistência ao revenido: Como a ferramenta terá como principal função o trabalho a quente. sem que este sofra qualquer modificação de estrutura e ao baixar a temperatura até a temperatura ambiente adquire novamente a dureza original. 4/8 . bem como teor de carbono. Propriedades (mecânicas. Fornecimento mais usual da matéria prima São fornecidos como recozidos. cujas quais são obtidas adicionando adequadamente alguns elementos de liga tais como silício. 4. Para a sua utilização há necessidade de temperá-los e a microestrutura é constituída de finíssimos carbonetos em matriz martensítica revenida. tungsténio. ou até mais. esta irá sofrer diferentes alterações de temperatura. EM 2010/2011 3. químicas) De seguida são enumeradas algumas propriedades necessárias neste tipo de aços. manganês. vanádio e cobalto. níquel. molibdénio. físicas e térmicas. A elevada resistência ao revenido. permite aquecer o aço a temperaturas da ordem de 500ºC. com microestrutura de pequenos carbonetos esferoidizados dispersos em matriz ferrítica.Tecnologia dos Materiais. crómio. sendo que a ferramenta tem que garantir as propriedades iniciais.

Uma boa tenacidade em 5/8 . Esta propriedade está relacionada com a dureza e depende igualmente da presença de carbonetos complexos distribuídos uniformemente pela matriz.Tecnologia dos Materiais. EM 2010/2011 A experiência tem mostrado que. Resistência à abrasão em temperaturas elevadas: Esta propriedade é bastante importante no caso da ferramenta vir a ser usada em situações em que o material trabalhado desliza em alta temperatura pela ferramenta. conservando em temperaturas de 550-600ºC com elevados valores de resistência mecânica e dureza. vanádio e tungsténio. Esta característica é assegurada pela presença de carbonetos de elementos de liga como cromo. tem que resistir ao amolecimento do calor. isto é. Tenacidade: Tenacidade é a capacidade do aço de sofrer deformações sem se romper e também de resistir aos choques e impactos mecânicos. a temperatura de revenido adoptada deve situar-se cerca de 80 a 100ºC acima da temperatura máxima de serviço esperada. peças de prensas de extrusão. molibdénio. Boa resistência mecânica a quente: Este tipo de aço tem que ter uma grande resistência mecânica a quente. principalmente no caso de matrizes de forjamento para martelos de queda ou outras ferramentas que venham a ser submetidas a situações análogas. para maior segurança. moldes para fundição sob pressão etc. nos aços para trabalho a quente. Esta situação aplica-se por exemplo em matrizes utilizadas em prensas de forjamento. Esta propriedade tem especial importância.

Resistência à fadiga: As ferramentas para trabalho a quente estão frequentemente sujeitas a esforços mecânicos alternados ou de intensidade variada. Estas solicitações requerem que o aço possua elevada resistência à fadiga nas temperaturas normais de trabalho. É um factor bastante contributivo para evitar o aparecimento de fissuras térmicas. implica o uso de baixos teores de elementos de liga. tais como as condições de serviço. Estas propriedades são até certo ponto contraditórias e assim a escolha do aço sob este aspecto já representa normalmente uma solução de compromisso. o sistema de refrigeração da ferramenta. o estado de oxidação de sua superfície. etc. alta resistência à fadiga e boa tenacidade em temperaturas elevadas. distribuídas em forma de rede. EM 2010/2011 temperaturas elevadas é também um factor essencial. esta propriedade. 6/8 . A maior ou menor incidência de fissuras térmicas está também relacionada com outros factores. conhecidas como fissuras térmicas. a resistência do aço à formação de fissuras térmicas é um requisito de grande importância na selecção de materiais utilizados neste campo de aplicação. Tendo em conta os prós e contras apresentados. A capacidade do aço de retardar a formação destas trincas depende de uma boa condutividade térmica (condicionada por baixos teores de liga). seja como resultado das expansões e contracções produzidas pelas variações periódicas de temperaturas. já que evita a formação de fissuras térmicas. seja devido ao ciclo de forças aplicadas em serviço. No entanto. Esta propriedade é importante para retardar a formação de fissuras térmicas. Resistência à formação de fissuras térmicas: Variações repentinas de temperatura na superfície de ferramentas para trabalho a quente dão origem a fissuras de aspecto típico. Deste modo. o que geralmente resulta em detrimento de outras propriedades relacionadas com a resistência mecânica em temperaturas elevada. Esta situação é um defeito que praticamente é inevitável e sua presença constitui frequentemente o factor principal que limita a vida da ferramenta.Tecnologia dos Materiais. Condutividade térmica: Boa condutividade térmica permite que a temperatura fique uniforme mais rapidamente em toda a massa da ferramenta e como consequência reduz as tensões resultantes de aquecimento irregular. este aspecto deve ser levado em consideração durante a fase de escolha do aço.

Esta solução consiste em aquecer a ferramenta a cerca de 150ºC. ou até a temperatura de cozimento.Tecnologia dos Materiais. com prejuízo da tenacidade. de forma a que este seja suficiente para que se obtenha a solubilização mais completa possível dos carbonetos complexos. revenido. ou banho de sal. mergulhar em solução saturada de bórax em água fervente. há ainda outra possibilidade. é recomendável usar um forno de atmosfera controlada. e também da eficiência/durabilidade que pretendemos. e condições de serviço. Na impossibilidade do uso deste tipo de equipamentos. esta deve ser submetida a um alívio de tensões depois da maquinagem. Outro ponto a ter em conta. Tendo em conta os variadíssimos tipos de ferramentas. ou excesso de tempo em altas temperaturas. depois de retirar a ferramenta. de forma a evitar empenos. bem como ter em atenção certos aspectos na execução destes tratamentos. Devido ao facto deste tipo de aços possuir baixa condutividade térmica. Se a ferramenta irá ser submetida a diferentes variações de secção ou grande remoção de material na sua fabricação. sendo considerada apenas como solução de emergência. não é possível tabelar todos estes dados. nitruração. do 7/8 . já que após a têmpera há uma grande probabilidade de aparecerem fissuras devido à tensão a que a peça é submetida. estes aços devem ser previamente aquecidos de forma lenta até à temperatura de pré-aquecimento (na têmpera). pois os mesmos dependem das propriedades desejadas na peça. e antes da têmpera. os aços para trabalho a quente são fornecidos no estado recozido. durante o aquecimento para a têmpera. O mesmo cuidado deve ser tomado no revenido. Geralmente. que dificilmente entram em solução. tais como determinação de tempo e temperaturas ideais para cada caso. e fissuras internas. Tratamentos térmicos Dependendo do uso que pretendemos dar à ferramenta para trabalho a quente. Quanto aos tratamentos finais. Para o caso de nenhuma das soluções apresentadas anteriormente ser possível de efectuar. O tempo e a temperatura de têmpera. em condições para ser maquinado. Por forma a evitar a descarbonatação superficial. ou em coque queimado. é recomendável envolver as ferramentas em limalha de ferro fundido. é evitar super aquecimento. etc geralmente ficam ao cuidado do utilizador. sendo que a experiência do temperador é muito importante para o processo. EM 2010/2011 5. já que isso irá ajudar ao aumento do tamanho do grão. como têmpera. deve ser previamente calculado. devemos ter em atenção que tratamentos térmicos é que o mesmo foi submetido.

1992. estão classificados na série H (classe Hot) da AISI (American Iron and Steel Institute).pdf http://www. Ferramentas essas que podem ser: punções.Soares.acosrodman.com.br/portuguese/files/FT_12_TENAX300IM. matrizes de forjamento. .com.villaresmetals.br/br/b_1110.br/acosparatrabalhoaquente.com. Porto.asp 8/8 . não ferrosos e suas ligas. Sistemas de classificação Os aços para trabalho a quente. bronze e latão. na extrusão de ligas de cobre e ligas de níquel e na extrusão e injecção de alumínio.htm ftp://ftp. Livraria Libroluz.com. matrizes de extrusão e mandris. Estão divididos em três subgrupos: ao cromo (que vai do H10 ao H19).Catálogo da Thyssen – Tratamentos térmicos e de Superfície.php http://java. Aplicações Conforme foi referenciado anteriormente.cimm. 7. esperar que ela seque e a seguir executar normalmente o pré-aquecimento e o aquecimento. ao tungsténio (H21 ao H26) e ao molibdénio (H42 e H43).pdf http://www. Estes componentes são comuns no forjamento em aço.Tecnologia dos Materiais. 6. EM 2010/2011 banho.br/disciplinas/TM206-B/Acos_ferramenta..ufpr.br/site/produto/index/cid/2 http://www.bohler-brasil.br/cimm/construtordepaginas/htm/3_24_10263. este tipo de aços. P. Internet: http://www.moldesinjecaoplasticos. 8. Aços Características e Tratamentos. sendo que foram desenvolvidos para suportar condições de calor.demec. pressão e abrasão.com. Bibliografia Livros: . tem como finalidade o fabrico de ferramentas para a transformação a quente de metais ferrosos.