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FACULDADE CATHEDRAL

CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

MARIANA DE FREITAS CORREIA

O CINEMA NACIONAL

Projeto de Monografia apresentado à Faculdade Cathedral de Boa Vista como pré-requisito parcial para a obtenção do Grau de Bacharel em Direito.

ORIENTADOR: __________________________

BOA VISTA 2011

MARIANA DE FREITAS CORREIA

O CINEMA NACIONAL

Projeto de Monografia apresentado à Faculdade Cathedral de Boa Vista como pré-requisito parcial para a obtenção do Grau de Bacharel em Direito.

ORIENTADOR: ___________________________

BOA VISTA 2011

gênero popular que tem forte aceitação pelo público brasileiro. Tem-se então a Bela Época do cinema brasileiro. Surgem então. 2. influenciados pelo requinte das produções estrangeiras. conforme aceite. Na década de 40. sendo ele um curta metragem.TERMO DE APROVAÇÃO MARIANA DE FREITAS CORREIA O CINEMA NACIONAL Projeto de Monografia aprovado pelo orientador para depósito junto à Coordenação de Monografias da Faculdade Cathedral de Boa Vista. No século seguinte. Prof. utilizando uma técnica moderníssima para a época. a criação do estúdio Vera Cruz representa o desejo de diretores que. que. Affonso Segretto. impressionado com a beleza do Porto do Rio de Janeiro.________________________ Orientador 1. e o pioneiro cinema nacional concorre com o poderoso esquema de distribuição norte-americano. ESTADO DA ARTE: Datado de 1898. TEMA: O cinema nacional 1. 12 de novembro de 2011. nos anos 30 inicia-se a era do cinema falado. . realiza o primeiro filme nacional. procuravam realizar um tipo de cinema mais sofisticado. o cinema brasileiro surge com um imigrante italiano. Delimitação do tema: A evolução do cinema nacional face a lei de incentivo a cultura. as Chanchadas. recém chegado ao país se depara com a beleza natural do lugar e. Boa Vista.

financiar. possibilitando o abatimento do valor investido. que tem papel fundamental no exercício da produção de cinema por ser a principal fomentadora de recursos da época. surgindo então a necessidade de maiores incentivos financeiros para o audiovisual do país. Extinta a Embrafilmes. em reação ao cinema da Vera Cruz. surge um movimento que divulga o cinema nacional conhecido como o Cinema Novo. uma empresa de capital misto. pelo então presidente Fernando Collor visando uma política de abertura do mercado e privatização. responsável por produzir. Com intuito de sanar a eminente crise. pode ser usada por empresas e pessoas físicas que desejem financiar projetos culturais. o Cinema Novo rejeita o popular das Chanchadas e defende uma arte revolucionária que promova uma transformação social e política. sob controle da União. para incentivar especificamente o setor audiovisual. popularmente conhecida como Lei Rouanet. exportar e importar obras audiovisuais. Nesse parâmetro. e posteriormente. foi criada a Lei 8. É nesse período que o cinema nacional sofre uma vertiginosa crescente. PROBLEMA A relação entre estado e cinema no Brasil se estreitou a partir da década de 60. em 1990. a Lei 8. JUSTIFICATIVA Tendo em vista o incentivo a cultura. quando o Estado deixou de ser apenas legislador e assumiu uma perspectiva industrial para o setor.A. aqui voltada para o audiovisual? De que forma incentivar a aplicação de recursos de empresas e pessoas físicas em projetos capacitados? Como organizar o mercado cinematográfico nacional de forma a existir uma real condição de disputa com o cinema estrangeiro? Quem seriam os beneficiados? 4. de 08/11/1993.313/91. A lei institui . co-produzir. (Embrafilme). como promover a captação de recursos para a existência da atividade cultural. Imbuídos de forte temática social. O cinema das décadas seguintes relava-se a época de ouro da produção cinematográfica brasileira. o país se viu a beira de um colapso financeirocutural.685/93. são criadas então as leis de incentivo a cultura: Lei 8. publicar estudos e armazenar dados. nasce a estatal Embrafilmes. O principal pilar dessa política foi a Empresa Brasileira de Filmes S. 3. tanto pelas empresas quanto por pessoas físicas no Imposto de Renda. A fim de organizar o mercado cinematográfico e angariar recursos.No final dos anos 50.313/91. que institui o Programa nacional de apoio à cultura. regulamentada através do Decreto nº 974. formar profissionais.

mas que tem afinidade com as políticas públicas e relevância para o contexto no qual irão se realizar. com esse recurso. fruição de bens. 6. a lei buscava uma política de maior acesso: facilitar o acesso e a operalização através de oficinas e maior divulgação. sua limitação. o Fundo de Investimento Cultural e Artístico (Ficart).ainda. esse era o cenário vigente no Brasil no início da década de 90. HIPÓTESE Abertura de mercado. o Pronac e seus mecanismos. produtos e serviços culturais. bem como a sua fiscalização. OBJETIVOS 1. Objetivo Geral Demonstrar a efetiva aplicação da Lei 8. Quando criada.685/93. o setor cultural ficou enfraquecido e a criação da Lei Rouanet tinha objetivo de resguardar as consequências da avalanche cultural importada que estaria por vir com as políticas adotadas na época. sendo eles: o Fundo Nacional de Cultura (FNC). para a produção independente e buscando a descentralização cultural. visa-se à democratização por meio de ações que promovam igualdade de oportunidades. em seus dispositivos principais. o processo de privatização e a remodelação do setor público.. Como reflexo da descentralização governamental e consequente transposição da responsabilidade para o empresariado. o Incentivo Fiscal (Mecenato).685/93 (Lei do Audiovisual) definindo-se os parâmetros de sua utilização. Objetivos Específicos . tem por finalidade a captação de recursos junto à pessoas físicas e jurídicas. apoio para propostas que não se enquadram em programas específicos. 5. concessão de prêmios. Além disso. e. tais como. realiza-se uma série de ações.313/91 (Lei Rouanet) e da Lei 8. determina o montante a ser deduzido do Imposto de Renda de empresas que financiem a produção de obras audiovisuais e a dedução do imposto sobre remessas ao exterior de distribuidoras estrangeiras que investirem na produção nacional. A lei é pensada para abranger o público. Já a Lei 8. 2.

faculta às pessoas físicas ou jurídicas a opção pela aplicação de parcelas do Imposto sobre a Renda.Demonstrar a efetividade da utilização dos recursos investidos no cinema nacional. como através de contribuições ao FNC. II. b). de gastos.Investigar os principais aspectos e dimensões das leis de incentivo fiscal. entre outros. a) e patrocínio (art. tanto no apoio direto a projetos culturais apresentados por pessoas físicas ou por pessoas jurídicas de natureza cultural. de qualquer vantagem financeira ou material em decorrência do patrocínio que efetuar. 25. . 7. em seu § 1º que a pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá abater as doações e patrocínios como despesa operacional. 18. pelo contribuinte do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. 26: O doador ou patrocinador poderá deduzir do imposto devido na declaração do Imposto sobre a Renda os valores efetivamente contribuídos em favor de projetos culturais aprovados de acordo com os dispositivos desta Lei. considera-se patrocínio a transferência de numerário. Estabelece ainda que as contribuições feitas para os projetos previamente aprovados pelo Ministério da Cultura terão a forma de doação (art. § 2º.313/91. estabelece os mecanismos que deverão constar nos projetos a serem apresentados no seguimento de produção cinematográfica.313/91. Essa forma permite maior benefício fiscal do que o patrocínio. com finalidade promocional ou a cobertura. em seu capítulo IV. 23.Esclarecer quais projetos podem ser beneficiados. A doação consiste na transferência definitiva e irreversível de dinheiro ou bens para pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural.no caso das pessoas físicas. para a realização. com o objetivo de incentivar as atividades culturais. sem a transferência de domínio. ainda da Lei 8. inciso II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A Lei n° 8. não se pode fazer uso de publicidade paga para divulgar a doação. deverão beneficiar exclusivamente as produções independentes. II . . art. 18. dispõe que os projetos culturais relacionados com o segmento de produção cinematográfica. Esclarece ainda. quarenta por cento das doações e trinta por cento dos patrocínios. § 1º. pelo patrocinador. nem exigir gratuitamente parte do produto cultural. . No que tange a dedução na declaração de Imposto de Renda. O art. Constituindo infração o recebimento. ou a utilização de bem móvel ou imóvel do seu patrimônio.. O parágrafo primeiro. De acordo com o art.Conceituar e definir a natureza jurídica das Lei Rouanet e Audiovisual. No entanto. a título de doações ou patrocínios. 18. tendo como base os seguintes percentuais: I . sem fins lucrativos. do citado artigo.no caso das pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real. . por outra pessoa física ou jurídica de atividade cultural com ou sem finalidade lucrativa. apregoa o art. oitenta por cento das doações e sessenta por cento dos patrocínios.

O método a ser utilizado será o indutivo. |Redação da monografia | | | | | |X |X | | | . entende-se aquela cujo produtor majoritário não é vinculado. com base na qual será feito um apanhado geral sobre os principais estudos já realizados e revestidos de importância sobre o tema. análise dos resultados da pesquisa. em que. Tem-se então. a empresas concessionárias de serviços de radiodifusão e cabodifusão de sons ou imagens em qualquer tipo de transmissão. METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa essencialmente teórica de revisão bibliográfica. versando. também. procurar-se-á. para fins de dedução fiscal. Regulamentando mecanismos de fomento à atividade audiovisual no país.685/93. 8. no art. abater o total dos investimentos efetuados na forma de despesa operacional. interpretação. seja capaz e suficiente para que se possa construir um referencial teórico coerente acerca do tema em análise. através de uma investigação bibliográfica interdisciplinar.ANCINE. direta ou indiretamente. CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO |ETAPAS | |Seleção do material |Leitura preliminar – Fichas Bibliográficas |Orientação |Entrega do Projeto de Monografia |Sistematização dos resultados | |S |O |N |D | |X |X |X | | | |X |X | | | |X |X | | | |X |X | | | | |X | | | |Leitura.Por produção independente. apontamentos e redação de |X |X | | |textos. tem-se a Lei 8. § 2º o limite de três por cento do imposto devido pelas pessoas físicas e de um por cento do imposto devido pelas pessoas jurídicas. De acordo com o § 4º a pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá. entre outros aspectos. sobre a matéria de dedução e abatimento do patrocínio sobre o Imposto de Renda para projetos previamente aprovados pela Agência Nacional de Cinema . 1º.

Lei 8. BRASIL. Editora: Escrituras. OBRAS A CONSULTAR MARSON. de 08 de novembro de 1993. Ismail. Cinema e Políticas de Estado. Fábio de Sá. 2002.685. Introdução a história do cinema brasileiro – das origens aos anos 50. de 23 de dezembro de 1991. v.505.|Orientação e Revisão |Depósito da Monografia |Defesa da Monografia | |X |X | | | |X | | | | | |X | | REFERÊNCIAS BRASIL. Cria mecanismos de fomento à atividade audiovisual e dá outras providências. que cria mecanismos de fomento à atividade audiovisual. 1. São Paulo: Editora Paz e Terra. 1997.313. OLIVERI. GOMES. . de 2 de julho de 1986. institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências. Cinema Trajetória no Subdesenvolvimento. Decreto-lei nº 974. 2001. IMS. e dá outras providências. Instituto Moreira Salles. São Paulo.685. Guia do Incentivo à Cultura. Cristiane Garcia. O Cinema brasileiro moderno. de 20 de junho de 1993. 2010. Editora: Escrituras. CESNIK. 2002. Melina. Paulo Emilio Salles. Cultura neoliberal – leis de incentivo à cultura. Restabelece princípios da Lei n° 7. BRASIL. Editora Manole. de 20 de julho de 1993. XAVIER. 2004. Regulamente a Lei nº 8. Lei º 8. Paz e Terra.

Elaine Thome. 2011. Manual técnico sobre leis de incentivo a cultura. ----------------------2011 . Editora: Elaine Thome.PARIZZI.