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A luta pela independência na América espanhola, ocasionou um grande poder político a aqueles que já detinham a maior parte do poder

econômico, como também aos aventureiros que surgiram do seio popular, e se transformaram em chefes militares afortunados. Com a independência que iria se consolidando aos poucos nas colônias da América espanhola, o comércio começou a ficar liberalizado, com a aristocracia criolla vindo a ocupar o topo da pirâmide política, monopolizando assim toda a riqueza expropriada aos trabalhadores nativos, riqueza essa, que não iria ser mais tributada para a coroa espanhola. Essa riqueza a partir de agora iria ser disputada ferozmente pelos diferentes grupos dominantes regionais, que disputaram com a igreja a considerável parte dessas riquezas que esta ficou como detentora durante o período colonial. Na América espanhola houve intelectuais que defenderam umas sociedades democráticas, livres e não dogmática, mas mesmo assim não conseguiram influir com as suas idéias, para que houvesse profundas mudanças no contexto sócio-político-econômico e cultural dessas sociedades. Após a independência da América espanhola, os latifundiários a escravidão e outros males prolongaramse, agora sob a tutela de um novo senhor que será a Inglaterra com todo esse processo também se estendendo para o Brasil. Para finalizar a resenha crítica, a autora aponta que os povos não só lutaram pela independência política de seus respectivos países, mas sem também lutaram pela terra, pelo pão e pela liquidação do servilismo, com essas lutas se configurando como sendo uma luta social, que na melhor das hipóteses quando se proclamaram em favor da independência foi porque associaram na à sua redenção.

resumo
1.O sistema colonial que a independência veio destruir AMÉRICA ESPANHOLA. A autora inicia o texto dizendo, que os processos de independência do Brasil e da América espanhola, foram processos diferentes, mas mesmo sendo diferentes eles marcaram os ponto de ruptura do sistema colonial e que durante a primeira década do século XIX, as aparências do poder espanhol permaneciam inalteradas com o rei sendo a autoridade máxima durante todo os períodos coloniais, sendo este auxiliado pelo conselho das índias e pela casa de contratação de Sevilha. O poder nas colônias era na verdade constituído por quatro vice-reis, pelos governadores, pelos corregedores, nomeados pelo rei e fiscalizados pelo conselho das índias, com essa estrutura burocrático-administrativa espanhola se fazendo presente na colônia de forma sólida, organizada e hierarquizada. A partir de 1782, essa estrutura burocrático-administrativa foi modernizada através da introdução do sistema das intendências, que substituiu os governadores e os corregedores, e que serviu para uniformizar a administração, eliminando assim a superposição de funções e poderes. A sua função na

com a coroa mantendo alguns monopólios de produção. não sendo permitido o comércio destas com as outras nações. com estes ocupando os cargos mais importantes da burocracia administrativa colonial espanhola. etc.verdade seria a de restringir as liberdades municipais. ajudaram esses a fomentar uma certa insatisfação. A Igreja destacava-se em importância frente ao resto da sociedade. entre as quais: o direito da nomeação dos bispos e curas. que acreditavam ser o livre comércio. esse tipo de benefício os tornavam um grupo que detinha uma situação social superior. Quando ao fator econômico. Os militares possuíam um foro particular que os livrava da submissão à justiça. Em compensação a igreja. Em relação a questão social dessas colônias e espanholas. em 1778. ficando desprivilegiada a soldadesca. os dízimos. cai o monopólio do porto de Cádiz. e as rendas das capelanias e censos. havendo assim a permissão. Mas em compensação. nessas colônias durante o período colonial. devido ao fato de suas rendas serem obtidas através de três fontes principais que seriam: os proventos de suas propriedades rurais e urbanas que eram inumeráveis. particularmente aos proprietários rurais. essa ligação evidenciava-se definitivamente através do padroado. o baixo clero. dentro do processo de desencadeamento da emancipação política dessas colônias. até chegarem a ponto de se radicalizem e passarem a criticar ferozmente o sistema colonial. com estes setores transformando-se em importantes figuras. para que estas colônias comercializassem entre si. O exército e a igreja eram detentores de grandes privilégios. serem apenas outorgados aos nascidos na Espanha. a alavanca fundamental para o crescimento da economia. para com o comércio. pequenos comerciantes e manufatureiros. por decreto da coroa. o que o fez tomar partido em favor da manutenção da ordem colonial vigente que tantos privilégios lhe oferecia. a arrecadação de certas impostas. os criollos enfrentavam grandes obstáculos para ascenderem socialmente dentro delas. como também no exército e na igreja. possuía um foro especial que a distinguia ainda mais do restante da sociedade. a partir do momento em que estas colidissem com os interesses metropolitano. mas devemos salientar que haviam outras proibições em relação às atividades manufatureiras. que a transformava em verdadeiro banco que emprestava dinheiro. cobrados sobre todos a produções e rendas. a criação e de marcação de dioceses e paróquias. centralizar o poder e controlar energicamente o recolhimento dos impostos. só tinham direito a esse foro militar. onde o papel evangelizador dos índios seria a outra da dominação colonial da coroa. de todos os privilégios referente a ascensão social. Todos esses fatores sociais que se configuraram contrários à ascensão social. que vivia em uma situação muito próximo às . com as colônias. com elas também contribuindo para que o espaço político dos criollos fosse ainda mais restringido. impostos obrigatórios. Existia uma ligação sólida entre a coroa e a igreja na América Espanhola. onde o papa outorgava aos reis espanhóis uma série de prerrogativas. os oficiais e os suboficiais. devido ao fato. particularmente dos setores médios das cidades. Esta autorização era uma das principais aspirações dos produtores e comerciantes criollos.

como também a subordinação do mundo do trabalho. Espanholas. INDEPENDÊNCIA: LIBERDADE PARA QUÊ? A autora conclui o texto dizendo.com/artigos/resumo-sobre-a-formacao-das-nacoes-latinoamericanas/10854/#ixzz2Piw6RFIA . além de serem discriminados e sofrerem vários tipos de humilhação. Estavam isentos de pagar os dízimos à igreja. além de trabalhar durante toda a sua vida nas fazendas. que os idéias de liberdade. onde o Estado que começava a se organizar depois de atingida a independência iria assumir a tarefa de destruir a velha ordem colonial. esse Estado também estaria preocupado em assegurar a manunteção da ordem social. que iria ser encabeçada pelas lideranças criollas envolvidas no movimento de independência da América espanhola. No início do novo século o que iremos perceber é que houve uma intensa participação dos explorados no movimento de independência. quando contraíam uma dúvida para com o patrão se não conseguisse pagá-la. nunca foram entendidos através de uma única forma.webartigos. tendo este ideal de liberdade atingido diversos significados. que justificavam os interesses dos novos setores dominantes que iriam dirigir política e economicamente as ex-colonias. Para ela o processo de independência se fez em nome dos ideais liberais. Os índios como também as castas tinham uma situação terrível em termos de condições de trabalho. mas ao mesmo tempo. Leia mais em: http://www.dos pobres. que foram apropriados de uma maneira muito particular pelos diversos segmentos sociais das colônias espanholas. A situação das condições de vida dos índios durante o período colonial eram miseráveis. mas eram obrigados a pagar um tributo individual ao rei. seu filho a receberia como herança. tomará posições radicais e contestadoras para os poderes vigentes na época.