You are on page 1of 3

A Dimensão Antropológica A pós-modernidade surge a partir de uma sociedade pós-industrial.

Daniel Bell sociólogo e professor da Universidade de Harvard, afirma que existem três marcas dessa sociedade pós-industrial:

Um rápido crescimento do setor de serviços, em oposição ao manufaturado (Estabelecimento industrial que fabrica seus produtos em grande quantidade)

Um rápido aumento da tecnologia de informação, frequentemente levando ao termo Era da Informação.

Conhecimento e criatividade tornam-se as principais forças na economia da produção.

Essas três características valorizam demasiadamente a individualidade do homem, criando um pensamento antropocêntrico. Acredita-se que dento do ser de todo homem existe um enorme poder para resolver todos os problemas, essa crença distancia a cada o individuo da imagem de Deus em sua existência. O homem crê nele mesmo, nas suas forças, poder e realizações. Esta inversão cria uma das mais graves crises existenciais no homem, no que diz respeito às relações humanas em diversos setores, sociais, culturais, econômicos e religiosos. Se na modernidade o homem era visto como sujeito da história, na pósmodernidade ele é visto como objeto do mercado. O modelo moderno apresentava um homem triunfalista na pós-modernidade desenvolve-se uma visão altamente pessimista do ser humano. Existe uma enorme descrença nas instituições trazendo como resultado uma falta de fé na construção de uma sociedade melhor, por medo extremo de um envolvimento e comprometimento em todo o processo histórico. A fé agora é antropocêntrica e, por consequência, uma fé nos projetos individualistas. Como resultado dessa individualização, o homem pós-moderno se afasta das ideologias e se torna pragmático e utilitarista.

ficar sobrecarregado de bens agora indesejáveis. Este individualismo pós-moderno desloca de forma acentuada a objetividade humana para sua subjetividade. Essa enorme ênfase no exterior exalta um corpo glorificado.9): As preocupações mais intensas e obstinadas que assombram este tipo de vida são os temores de ser pego tirando uma soneca. A indústria de imagens transmite algo fundamentado no “eu”. subversivas. O resultado dessa corrida infinita ao pódio da juventude e perfeição estética traz como resultado o vazio existencial. O relativismo gera alguns princípios à sociedade e a identidade das pessoas. multiformes. a mídia como instrumento do poder econômico provoca sérias alterações no comportamento humano. Como consequência. belo. Se você não for mais belo do que todos os outros será liquidado pela maioria. . estamos de volta à triste verdade evolucionista. tudo é relativo dependendo do momento e do indivíduo. ficar para trás. a busca pelo corpo forte. deixar passar as datas de vencimento. preciso perfeito. são imagens do corpo.Um belíssimo exemplo dessa preocupação voltada para si mesmo é descrita por Zygmunt Bauman (2005. veloz. fetichizado. p. jovem. criando imagens heteróclitas (fora de ordem). e nós somos sonhados pelos ícones dessa cultura. não conseguir acompanhar a rapidez dos eventos. inacreditavelmente perfeito é extremamente valorizada. pensamento que afirma todo conhecimento é relativo. a cultura midiática sonha nossos sonhos. nesse contexto. descentradas. instáveis. com ou sem remorso. o mais apto que invariavelmente sobrevive. o corpo reificado. Outra das principais características do pós-modernismo é o relativismo. modelizado como ideal de ser atingido em consonância com o cumprimento da promessa de umas felicidades sem máculas. o que mais se encaixa nos valores estéticos sociais. perder o momento que pede mudança e mudar de rumo antes de tomar o caminho de volta.

não há parâmetros éticos universais. falta-lhe segurança antológica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. o relativismo rejeita a ideia de que a racionalidade é objetiva. Como consequência. isto é. Este relativismo é extremamente prejudicial. e seria uma grande presunção sabê-lo. não sabem se é possível conhecer alguma coisa como verdade e com certeza.Na busca de serem politicamente corretas. Zygmunt. a verdade para um não tem que ser certo para o outro. 2005 Bauman. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. os indivíduos perdem seu fundamento epistemológico. Zygmunt. as pessoas perdem suas opiniões pessoais. Vida Líquida. pois nega que existam padrões universais e transculturais como até mesmo as leis da lógica. ou seja. Bibliografia Bauman. Modernidade Líquida. não existe racionalidade predefinida. no momento em que emitimos uma opinião. 2005 . esta própria afirmação que rege o pensamento relativista é uma afirmação falsa. Por conseguinte. Negar estes últimos dois conceitos fazem com que o relativismo seja auto refutável. os indivíduos não têm clareza nem firmeza quanto à sua identidade. sem saber. na verdade. ignorando quem é. pois. partindo da afirmação “não existe verdade tudo é relativo”. estamos impondo nossa cosmovisão. E por último.