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2011

Autoria: Profª. Enfª SHEILA DE FÁTIMA GONÇALVES FANTE
Colaboração: Daniel G. Costa e Enfª Silvana RL Filholino

PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE ENFERMAGEM – MÓDULO III

Sumário
Sumário.........................................................................................................................2 1 PRONTUÁRIO........................................................................................................3 1.2 COMPONENTES PRINCIPAIS DE UM PRONTUARIO.................................4 2 SEMIOTÉCNICA NA AFERIÇÃO DOS SSVV....................................................6 2.1.1 Temperatura: A temperatura corpórea é o grau de calor que o corpo humano apresenta, indicando o equilíbrio entre a produção e eliminação do calor. A temperatura normal do corpo humano varia ente 36 e 37ºC. Por razões patológicas, podemos encontrar variações para mais ou menos. Os objetivos da medição da temperatura são:................................................................................6 2.1.2 Pulso: É a concentração e expansão alternada de uma artéria, correspondendo aos batimentos cardíacos. O pulso joga o sangue....................8 2.1.3 Frequência Cardíaca: É o número de batimentos cardíacos por minuto. Quanto à freqüência o pulso ser:...........................................................................8 2.4 PRESSÃO ARTERIAL (P.A): É a pressão exercida pelo sangue nas paredes dos vasos sanguíneos. Depende da força da contração do coração, da quantidade de sangue e da resistência das paredes dos vasos.........................10 3 TIPOS DE FEBRE................................................................................................12 4 MENSURAÇÃO DOS PERIMETROS CEFÁLICOS (PC), ABDOMINAL (PA) E TORÁCICO (PT) EM RÉCEM-NASCIDOS.............................................................12 5 TÉCNICAS DE LAVAGENS DAS MÃOS.............................................................14 6 CALÇAR E REMOVER LUVAS ESTÉREIS.........................................................14 7 TRATAMENTO DE FERIMENTOS E CURATIVOS.............................................15 8 CATETERISMO VESICAL....................................................................................16 9 CALCULO DE MEDICAÇÃO (REVISÃO) ...........................................................18 10 DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS .....................................................................21 11 DOSAGEM DE SOLUÇOES – SONDAGENS NASOGASTRICAS...................22 12 SONDAGEM NASOENTERAL...........................................................................23 12.1 DEFINIÇÃO: È a introdução de uma sonda pelo orifício nasal até o duodeno. Tem como objetivo alimentar o paciente e administrar medicamentos. 2

A sonda utilizada neste procedimento de uso prolongado, maleável, radiopaca e em cuja extremidade possui um peso de tungstênio, também radiopaco, que permite a progressão da sonda...........................................................................23 13 CUIDADOS COM COLOSTOMIA – IRRIGAÇÃO E TROCA DE BOLSA.........25 14 LAVAGEM GÁSTRICA ......................................................................................27 15 OXIGENOTERAPIA............................................................................................29 16 CUIDADOS COM A TRAQUEOSTOMIA...........................................................34 Se a secreção for rolhosa utilizar ambu com O2 umidificado.................................37 REFERÊNCIAS:......................................................................................................37

1 PRONTUÁRIO
É o conjunto de documentos escritos, formulário padronizado, destinados aos registros da assistência prestada ao cliente, desde a sua admissão até sua alta ou óbito. 1.1 FINALIDADES DO PRONTUÁRIO • • • • • • Registrar toda a assistência prestada ao cliente durante o período de internação; Documentos a vida do cliente sob o ponto de vista clinico, facilitando o tratamento atual e futuro; Oferecer importante subsidio à justiça, para instruir um processo jurídico Propiciar um excelente campo de pesquisa, estudo e aprimoramento aos profissionais (medico enfermeiros, estudantes, etc.); Servir como embasamento para o médico e enfermeiro planejar a abordagem diagnóstica e terapêutica do cliente; Servir como forma de comunicação aos profissionais envolvidos na assistência ao cliente; 3

Aceitou ou não o desjejum. bem como das condições de saúde do Município. internações hospitalares e óbitos. Formulário para histórico e exame físico. Deve abranger todos os cuidados prestados como: • • • • • Verificação dos sinais vitais. aberto ou fechado). Estado e País. alimentando os dados epidemiológicos.• • • Servir como fonte de informações para o enfermeiro no estabelecimento do plano de assistência ao cliente. Servir como fonte de informação sobre a ocorrência de doenças infectocontagiosas. Formulário de parecer de especialidades.2 COMPONENTES PRINCIPAIS DE UM PRONTUARIO • • • • • • • • Formulário de admissão/ internação. • • Servir como fonte de dados para prevenção e controle das infecções hospitalares. 1. local. Formulário para relatório de enfermagem. Constituir fonte de informações estatísticas usadas pelo governo na complicação de informações acerca do estado de saúde das pessoas. Formulário de evolução. Formulário para prescrição. Servir como fonte para auditoria de enfermagem e médica. • Servir como base para elaboração de planos para o futuro e antecipação das necessidades de saúde do povo como as informações estatísticas: nº de nascimentos. c/ ou s/ auxílio). Massagem de conforto. Formulário de Comissão e Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). 4 . Formulário de exames complementares. Banho (leito ou chuveiro. Troca de curativos (tipo.

hidratado. Ausculta pulmonar com presença de murmúrios vesiculares s/ ruídos adventícios. contactuando. Refere melhora da tontura. hipertenso com pressão variando de 150x90-100mmHg. pele íntegra. se não porque?). Sondas (fechada ou aberta). Fezes (-) ausente. sudorese intensa e prudiro em panturrilha. Mantendo jejum (sim ou não/24hs. hidratado. corado. contactuando. deambulando sob supervisão. periférica: IC ou SCVD). Ausculta cardíaca BRNF. deambula sem auxílio da enfermagem. Aceitou totalmente o desjejum. apresenta-se calmo. catéter). Acuidade auditiva e visual diminuída. orientado em tempo e espaço. Venóclise e dispositivo de infusão (onde. (seu nome). Exemplo 2º dia: 08:20hs: paciente consciente. deambula sob supervisão. realizado dextro (186mg/dl). quantos dias) Queixas (náuseas. dor. evolui sem queixas e sem êmese. Exemplo 1º dia: Paciente no 1º dia de internação por DM descompensada (+) labirintite. pele ressecada e descrita isquemação nas mãos. mantém venóclise em MSE. indolor a palpação 5 . anotar valores SSVV). corado.Exemplo 1º dia: 08:00hs: paciente consciente. Incisão cirúrgica abdominal (aspecto da secreção drenada). Diurese (+) espontânea. tipo. dextro variando entre 282 a 186 mg/dl. Na evolução deve abranger • • • • • • • • • • • Nível de consciência (sonolento. etc. deambulando). orientado em tempo e espaço. Sono ou repouso (sim ou não/24hs. refere ter evacuado a noite e ter dormido bem. Locomoção (acamado. se não porque?). Abdômen flácido. PA (elevada. aceitou parcialmente o desjejum. Incisão cirúrgica (dreno. refere ter dormido em. afebril. Eliminações urinárias e fecais (ausente. Mantém scalp salinizado em MSD. corado. eupnéico. confuso). normocárdio. consciente. calmo. apresenta equimoses em MMSS e MMII. presente.

Auxiliar o tratamento. SSVV apresentando hipotermia (35. náuseas ou vômitos. Por razões patológicas. Variações de Temperatura • Hipertemia: Temperatura acima do normal (>=37. indicando o equilíbrio entre a produção e eliminação do calor. Refere ter dormido bem. apresenta equimoses em MMSS e MMII.1. Eliminações fisiológicas presentes (refere ter evacuado às 22 horas de ontem). Apresenta dextro variando de 146 a 194. Refere prurido em panturrilha. mantém scalp salinizado em MSD. A temperatura normal do corpo humano varia ente 36 e 37ºC. 2 SEMIOTÉCNICA NA AFERIÇÃO DOS SSVV 2.com presença de ruídos hidroaéreos. deambula com auxílio. Mantém venóclise em MSE. 2.5ºC) no período da manhã. apresenta sudorese intensa. pele ressecada e escamações em dorso e palma das mãos. consciente. podemos encontrar variações para mais ou menos. tontura. (seu nome). (seu nome). Exemplo 2º dia: paciente no 2º dia de internação por DM descompensada e labirintite.7ºC) 6 . Auxiliar no diagnóstico. perfusão periférica normal. apresenta-se calmo. evolui sem queixas. esporadicamente queixa-se de pele ressecada. contactuando. orientado em tempo e espaço. Os objetivos da medição da temperatura são: • • • Obter dados sobre o estado do paciente.1 VERIFICAÇÃO DOS SINAIS VITAIS. Eliminações fisiológicas presentes.1 Temperatura: A temperatura corpórea é o grau de calor que o corpo humano apresenta.

b. bolas de algodão embebidas em álcool. após ingestão de alimentos gelados ou quentes. porém oferece menor precisão que a tomada por via oral ou retal. Normotermia: Temperatura normal (36. idosos. com: termômetro. posicionando-o no canto dos lábios. • • Limpar o termômetro com algodão embebido em álcool. com a própria vestimenta. doentes graves. Colocar a bandeja já preparada sobre a mesa de cabeceira. AXILAR: É a verificação mais freqüente no nosso meio. em decúbito lateral. c.• • • Hipotermia: Temperatura abaixo do normal (<36º) Febrícula ou Estado Febril: Temperatura entre 37º a 37. passar vaselina e flexionar a perna e levantar. RETAL: O termômetro possui bulbo arredondado e calibre grosso. porém. Procedimento: • • • Avisar o paciente Deixar o paciente deitado ou recostado confortavelmente na cama ou na cadeira. A verificação da temperatura oral é contra indicada em crianças. inconscientes e psiquiátricos. saco para algodão limpo e saco para depositar algodão sujo. introduzindo-o cerca de 1 cm. A verificação mais freqüente no nosso meio. sendo contra indicado a sua verificação. 7 . Locais utilizados para a verificação da temperatura a. Também é de uso individual. Enxaguar a axila do paciente. nos seguintes casos: intervenções cirúrgicas do reto e períneo e processos inflamatórios locais. oferece menor precisão que a tomada por via oral ou retal. ORAL: O termômetro deverá ser colocado sob a língua. O uso do termômetro deverá ser individual.5ºC. O termômetro deve ser lubrificado e posicionado no paciente. após fumar. Após o uso deverá ser lavado com água e sabão. portadores de lesões orofaríngeas.1 a 37º C).

Ler a temperatura na escala.1. 2. segurando o termômetro firmemente e sacudindo-o com cuidado para não quebrá-lo. retirar o termômetro. Bradicárdico. Depois de 5 a 7 minutos.2 Pulso: É a concentração e expansão alternada de uma artéria. Bradicárdico: É o número de batimentos cardíacos abaixo do normal. Quanto à freqüência o pulso ser: • • • Taquicárdico. Quanto ao ritmo o pulso pode ser: • Regular ou Rítmico: batimentos uniformes. 8 .3 Frequência Cardíaca: É o número de batimentos cardíacos por minuto. Limpar com algodão embebido em álcool. 2. O pulso joga o sangue . Normocardíco Taquicárdico: É o número de batimentos cardíacos acima do normal. É a resistência da artéria á pressão dos dedos devido à pressão do sangue dentro dos vasos. Colocar o termômetro na axila do paciente mantendo-o com o braço bem encostado ao tórax. Ritmo: É a cadência com que o pulso bate.• • • • • • Descer a coluna de mercúrio até o ponto mais baixo. Anotar a temperatura verificada. correspondendo aos batimentos cardíacos.1. MÉDIA DE BATIMENTOS CARDIÁCOS Primeira Infância Segunda Infância Adulto 120 a 130 bpm 80 a 100 bpm 60 a 80 bpm Tensão.

Anotar no prontuário.3 RESPIRAÇÃO: É a troca dos gases dos pulmões com o meio exterior. Procedimento • • • • OBS.: • • • • Ter as mãos aquecidas.• Irregular ou Arrítmico: batimentos não uniformes (sempre será não rítmico). comprimindo-a levemente. Material para verificação de pulso e frequência cardíaca • • Relógio usado com marcador de segundos. Contar durante 1 minuto inteiro. ritmo e tensão do pulso. Consiste na absorção do oxigênio (O2) e eliminação do Gás Carbônico (CO2). Nunca fazer pressão muito forte sobre a artéria. Certificar-se primeiro do ritmo. Papel para fazer anotações. 2. 14 a 20 movimentos/ minuto . Local: O local mais usado para ser verificar o pulso é sobre artéria radial. MÉDIA DE RESPIRAÇÃO POR MINUTO Crianças: Adultos Alterações da respiração 9 30 a 40 movimentos/ minuto. depois contá-lo. Em casos de pacientes atletas. Colocar o dedo médio e o indicador sobre a artéria. o pulso poderá apresentar-se freqüência diminuída (condicionamento físico). Verificar a freqüência.

Taquipnéia: respiração acelerada. Divergente: é quando há afastamento entre a máxima e mínima. Dispnéia: respiração dificultosa. Procedimento: Não deixar que o paciente perceba que está sendo contados os movimentos respiratórios. para isso segurar como se estivesse verificando o pulso e fazer anotações no prontuário. Alterações da PA: • • Hipertensão: significa pressão arterial elevada. EX: 120 x 100 mmHg. 10 . Depende da força da contração do coração.• • • • • • • • • Apnéia: parada respiratória. Respiração Cheynes – Stockes: respiração agônica ou estertosa.4 PRESSÃO ARTERIAL (P. da quantidade de sangue e da resistência das paredes dos vasos. 2. Material para anotar. Hipotensão: significa pressão arterial abaixo do normal. Ex: 120 x 70 mmHg. Hipopnéia: diminuição da freqüência respiratória. OBS. Objetivos: Determinar a pressão sistólica e diastólica. Hiperpnéia: aumento da freqüência respiratória. Ortopnéia: paciente só consegue respirar sentado.A): É a pressão exercida pelo sangue nas paredes dos vasos sanguíneos. Material Relógio com ponteiro de segundos.: A pressão arterial (PA) pode ser: • • Convergente: é quando há aproximação da máxima e mínima. Material: Aparelho de pressão (esfignomanômetro) e Estetoscópio.

Explicar o que vai ser feito.Máxima). Fechar a válvula de ar e insuflar com único ritmo o manguito. e levar junto ao paciente. IDADE Recém-nascido 4 anos 6 anos 10 anos 12 anos 16 anos Adulto Idoso PRESSÃO ARTERIAL(mmHg) Sistólica: 50-52 Diastólica 25-30 e Média 35-40 85/60 95/62 100/65 108/67 118/75 120/80 140/60 a 90/100 11 . Procedimento • • • • • • • • • • Arrumar o material em uma bandeja. através da “Pêra” até aproximadamente 200 mmHg.• Normal: é quando a pressão arterial está aproximadamente 120 x 80 mmHg. Colocar o manguito no braço e ajustá-lo acima do cotovelo. Abrir a válvula vagarosamente. Colocar o paciente deitado ou sentado com o apoiado. Anotar no relatório de enfermagem. Colocar o estetoscópio sobre a artéria branquial. Observar o ponto onde o som foi ouvido por último (Pressão Diastólica – Mínima). Observar no manômetro o ponto em que o 1º ruído é ouvido (Pressão Sistólica .

5 cm 0. dependendo de sua ação farmacológica. tendo seu pico no final da tarde ou começo da noite e diminuindo a seguir. devido ás alterações hormonais normais. Ondulante ou intermitente. Quando a variação de sua curva não ultrapassar de 1 (um) grau. porém não chega ao normal. Remitente. Hormônios: As variações da pressão sanguínea podem se manifestar com o passar dos anos.Ansiedade. 3 TIPOS DE FEBRE • • • Constante. Drogas: Podem aumentar ou diminuir a pressão sanguínea. Quando a variação de sua curva de temperatura apresenta de 1 ou 2 graus durante 24 horas. aumentando durante o dia. ABDOMINAL (PA) E TORÁCICO (PT) EM RÉCEM-NASCIDOS PERIMETRO CEFÁLICO: medidas no primeiro ano de vida Faixa Etária RN 3 meses 6 meses 9 meses 1 ano Valor do PC 34-35 cm 40 cm 42-43 cm 44. Cotidiano: As variações podem incluir pressão sanguínea mais baixa pela manhã. Dor e Estresse Emocional: Podem aumentar a pressão sanguínea devido ao aumento da freqüência cardíaca e resistência vascular periférica. 4 MENSURAÇÃO DOS PERIMETROS CEFÁLICOS (PC).5 cm 12 . Medo. as variações individuais são significantes. com dias de temperatura normal. É uma febre que alternam dias de temperatura. A gravidez pode provocar elevações discretas ou graves da pressão sanguínea. permanecendo alta durante 24 horas.5 cm 45-46 cm Aumento PC cm/mês 2 cm 1 cm 0.

PT ligeiramente maior que PC. com a criança em decúbito dorsal até os 3 anos de idade ou em pé no apêndice xifóide nos adolescentes com o tórax moderadamente cheio Perímetro abdominal È a medida da circunferência do abdômen. em seguida passa a predominar o PT. A fita métrica passa pela cicatriz umbilical. tumores e visceromegalias. O PC é maior que o torácico ao nascimento. Fita métrica passa pelos mamilos.A medição do periódica do PC até os 3 anos de vida. Fontanelas • • Anterior: fecha totalmente entre o 9º e o 18º mês de vida Posterior: fecha aos 2 meses. Reflete o crescimento do cérebro em condições fisiológicas ou traduz um crescimento patológico ( tumor. Até 6 meses: até 6 meses PC maior que PT. È útil para monitorizar a evolução de certas patologias: ascite. é de grande importância para a monitorização do crescimento craniano. 80 a 85% do crescimento do PC se faz até 4-5 anos e 95% até 6 anos.5 cm 1 ano 47 cm È a medida da circunferência do tórax em centímetros. principalmente no primeiro ano. Pode não ser palpável desde o nascimento PERIMETRO TORÁCICO: medidas no primeiro ano de vida Faixa Etária Valor do PC • • • RN 33 cm 3 meses 40 cm 6 meses 43 cm 9 meses 45. Com um ano de idade a criança deve ter aumentado cerca de 10 a12 cm de PC e mais 10 cm nos 20 anos seguintes. quando atinge o valor médio máximo de 49. hidrocefalia). se for realizada após a alimentação ou em caso de meteorismo excessivo. Tem valor relativo. Até os 2 anos de idade tem valor como índice do estado nutritivo. • • Até os 2 anos: aproximadamente PT=PC=PA. a seguir: influência do exercício.5 cm. 13 . O PC é a última medida a ser comprometida nos casos de desnutrição. Fita métrica passa pela glabela e o ponto mais saliente do occipital. pois a medição pode variar bastante num mesmo indivíduo. a seguir.

5 TÉCNICAS DE LAVAGENS DAS MÃOS • • Abrir a torneira com a mão dominante e molhar as mãos. Calçar a luva na mão direita. atingindo Palma. . cuidando para não contaminar a mão enluvada. friccionando-as por aproximadamente 15 a 30 segundos. e com a mão esquerda retirar a luva pela parte interna do punho. Com a mão esquerda. levantar a parte de cima do pacote à esquerda e colocar a mão direita enluvada dentro do punho dobrado. Articulações. Com a mão direita. levantar a parte de cima do pacote à direita. Ensaboar as mãos. Enxugar com papel-toalha. Quanto á outra mão enluvada.Espaços Interdigitais. • • • Enxaguar as mãos. segurá-la pela parte interna. Ajeitar as luvas externamente com as mãos enluvada. Dorso das mãos. atentando para mão contaminar a sua parte externa. 6 CALÇAR E REMOVER LUVAS ESTÉREIS Objetivo: Prevenção e evitar infecções hospitalares e Proteção individual. 14 . sem encostar-se a pia. Polegar. Procedimento: • • • • • • • Abrir o pacote de luva e posicioná-la com a palma da mão virada para cima. Calçar a luva na mão esquerda. retirar a luva de uma mão puxando-a externamente sobre a mão. puxando-a e virando-a pelo avesso. Fechar a torneira utilizando o papel-toalha. virando-a pelo avesso. Após o uso. Unhas e extremidades dos dedos e Punhos.

Curativo. Minimizar o acúmulo de fluídos. Promover uma melhor e precoce cicatrização. • • • Ocluso fechado: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluído com gaze ou atadura. que após tratamento permanecem abertos (sem proteção de gaze). Finalidades • • • • • • • • Proteger o ferimento. 7.1 TIPOS DE CURATIVOS A classificação dos curativos é feita em função das características da lesão. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. Promover hemostasia. A irrigação é feita com seringa. podendo ser: • Aberto: curativo em feridas sem infecção. 15 . Aliviar a dor. Absorver secreções e facilitar a drenagem.: Curativos de intracath. Imobilizar o ferimento. independente do tecido envolvido. Com irrigação: nos ferimentos com infecção dentro da cavidade ou fistula. ferida cirúrgica limpa. Compressivo: é o que faz compressão para estancar hemorragia ou vedar uma incisão. É o tratamento local dos vários tipos de feridas. Evitar o aparecimento de infecção em feridas assépticas.7 TRATAMENTO DE FERIMENTOS E CURATIVOS Ferida: É qualquer interrupção da continuidade do tecido corpóreo. Ex.

Pela presença de água em sua formula.S. Por ser solução aquosa e passível de contaminação por gram-negativos.operatório. Nunca em ferida aberta o PVP-I inibe a cicatrização 8 CATETERISMO VESICAL 16 . Tem por finalidade a limpeza da ferida e área adjacente.: O PVP-I só é usado: • • • Em limpeza de área que ira ser cirurgiada. PVP-I detergente.2 SOLUÇÕES ANTI-SÉPTICAS MAIS UTILIADAS Solução Salina Isotônica (Soro Fisiológico. Polvidine (PVPI): Possui três formas de apresentação: • • • PVP-I tintura.indicado para anti-sepsia da pele e demarcação de campo operatório.para realização de curativos. semanalmente.PVP-I + álcool. S. não há necessidade de friccionar a solução na ferida durante a aplicação. 7.PVP-I + solução degermante. bem como esterilização dos frascos para fracionamento. Para este controle é necessário que se anote no próprio frasco o horário e a data em que foi aberto. PVP-I tópico – PVP-I + água. Deve sempre ser aquecido a uma temperatura de 37º C antes do uso. Em curativos com pontos. Colocam-se drenos. cateteres ou bolsas de colostomia. Indicado para antisepsia de mucosas e curativos. Após aberto o frasco de soro. devera permanecer com sua protegida tampa estéril e sua validade será de no Máximo 24 horas em geladeira ou 12 horas em temperatura ambiente.indicação para degermação das mãos e preparo da pele no pré. alem do nome de quem abriu o frasco. principalmente pseudômonas é necessário haver rotina rigorosa de troca de soluções fracionadas em frascos.• Com drenagem: nos ferimentos com grande quantidade de exsudato. tubos. OBS. I): Possui a mesma osmolaridade do sangue.

porém. procedimento que deve ser realizado com todo o rigor da técnica asséptica. podendo permanecer no paciente por vários dias. • Pacote de cateterismo contendo 1 cuba-rim. Havendo necessidade de irrigação contínua da bexiga.1 pinça cheron.O cateterismo vesical consiste na introdução de um cateter estéril na bexiga.1 TIPOS DE CATETER MAIS UTILIZADOS • Alívio: o cateter é introduzido com a indicação de esvaziamento da bexiga de pacientes com retenção urinária. • Demora: o cateter é introduzido com a finalidade de manter a drenagem contínua da urina nos casos de controle rigoroso de volume urinário. 17 . cirurgias e pacientes com obstrução urinária. 8. reduz a colonização local. devido ao alto custo. 1 campo fenestrado e 1 ampola de água destilada . com a finalidade de drenar urina. 1 cuba redonda. encontram-se disponíveis no mercado outras opções de cateteres uretrovesicais. utiliza-se um cateter similar de três vias. realizada antes do cateterismo vesical. seu uso ainda é restrito.2 INSTALANDO O CATETER VESICAL Material necessário: . (três vias): composto de látex com balão de retenção na extremidade. 8. tendo como vantagem promover menor risco de infecção. como o de silicone . Atualmente. sendo retirado em seguida. tornando o meio mais seguro para a introdução do cateter. pela uretra. • Seringa de 10 ml • Polvidine tópico • Lubrificante estéril • Sistema de drenagem fechado (para cateterismo vesical de demora) • Micropore. gazes. esparadrapo ou similar • 1 par de luvas estéril • Sonda Folley ou uretrovesical simples • 1 pacote de compressas • Biombo A higiene íntima. • Folley.

anti-séptico na cuba redonda) e a colocação da sonda propriamente dita. Instalado o cateter. abertura do pacote de cateterismo e de todo o material necessário sobre o campo esterilizado (sonda vesical. com todo o material esterilizado. insufla-se o balão com a água destilada e. todo o material a ser utilizado no cateterismo deve ser esterilizado e manuseado estritamente com técnica asséptica. A visualização do meato urinário é importante para o sucesso do cateterismo. há coletores com válvula anti-refluxo).no caso. desinfetar o lacre antes de perfurar com agulha estéril . para evitar o refluxo da urina e. Para a introdução do cateter no canal uretral. em movimento unidirecional do púbis em direção ao ânus. infecção urinária ascendente. pois sua posição retraída pode vir a causar edema. seringa e água destilada. solicitando-lhe que respire profundamente para relaxar e diminuir a resistência esfincteriana. Por ser um procedimento invasivo e a bexiga um local isento de microrganismos. entre as pernas do paciente. Outros cuidados são fixá-lo ao leito . o pênis deve ser seguro numa posição quase vertical. momentos em que deve ser realizada a anti-sepsia com polvidine tópico: na mulher. Para evitar a contaminação do lubrificante. procurando diminuir os ângulos e a resistência esfincteriana.sem que toque no chão e para possibilitar o fluxo contínuo da urina. do meato urinário para o corpo da glande até a sua base. No sexo feminino. no homem. Na mulher. conseqüentemente. pinçar o tubo coletor (atualmente. no homem. no masculino. reduzindo o atrito e traumatismo de mucosa. a sonda é fixada na face interna da coxa. Assim.o lubrificante visa facilitar a introdução do cateter na uretra masculina ou feminina.cuidado que reduz a curva uretral e a pressão no ângulo peniano-escrotal. é necessário manter os grandes e os pequenos lábios afastados com o polegar e o primeiro ou segundo dedo. na mulher introduz-se o cateter após o afastamento dos pequenos lábios. Nos casos de transporte do paciente. a posição mais adequada do paciente é aquela que permite sua melhor visualização . bem devagar. o traciona-se até que atinja o colo vesical. A fixação adequada é aquela que evita a tração da sonda. No homem.A utilização de água morna e sabão promovem a remoção mecânica eficiente de secreções e microrganismos. Com relação ao coletor. retrair o prepúcio com o pênis elevado perpendicularmente ao corpo. lubrificante. No sexo masculino. 9 CALCULO DE MEDICAÇÃO (REVISÃO) 18 . devemos considerar a anatomia geniturinária masculina e feminina. Basicamente. o decúbito dorsal tem sido usual nesse procedimento. deve ser mantido abaixo do nível da bexiga. após a sondagem vesical o prepúcio deve ser recolocado sobre a glande. prevenindo a formação de fístulas. os aspectos técnicos do cateterismo vesical compreendem: posicionamento do paciente. evitar dobras. na região hipogástrica . sistema de drenagem fechado. Ressaltamos que se faz necessário dispor um espaço livre junto ao períneo. para colocar o campo.

uma dica é fazer a seguinte reflexão: se 500mg equivalem a 2 ml. Assim. portanto: (500) x (x) = (150) x (2) 500x = 300 Para se saber o valor de x é necessário isolá-lo. ou seja. 19 . o que vai gerar uma divisão. porque nem sempre a dose prescrita corresponde à contida no frasco. colocar todos os valores numéricos do mesmo lado. Utilize os três elementos para montar a regra de três e descubra o valor da incógnita x. Resolução: • • Monte a regra de três dispondo os elementos da mesma natureza sempre do mesmo lado. e a partir deles determina-se o 4º elemento. todavia. Algumas regrinhas práticas podem auxiliarnos no cálculo. quase sempre podem ser feitos com base na regra de três simples . muitas vezes ele deve efetuar cálculos matem áticos. 9.Uma das atividades que o auxiliar de enfermagem realiza freqüentemente é a administração de medicamentos. 150mg serão equivalentes a x ml: 500mg = 2 ml 150mg = x Na regra de três. ou seja. peso sob peso. Os cálculos. volume sob volume. Para facilitar a montagem. não são muito complicados. Para fazê-lo corretamente.1 CÁLCULO DE MEDICAÇÃO UTILIZANDO DA REGRA DE TRÊS Na regra de três simples trabalha-se com três elementos conhecidos. Passa-se o valor 500. conforme demonstram o exemplo: Exemplo: O médico prescreve a um paciente 150mg de amicacina e na clínica existem apenas ampolas contendo 500mg/2 ml. a multiplicação de seus opostos igualam-se entre si. ou qualquer outro valor que acompanhe a incógnita (x). para o outro lado da igualdade. o oposto de 500 é x e o oposto de 150 é 2. na dose exata.

é possível obter o que falta mediante a utilização de regra de três simples: 1ml .Assim: x = 300 500 x = 0. É possível calcular o gotejamento de infusões venosas pelos seguintes métodos: Método A Calcular o nº de gotas que existem no frasco de solução... 20 gotas 500ml .6ml Portanto. uma quantidade em cada 100..6ml de amicacina.. A porcentagem é a representação de um número fracionário: 15% = 15 = 0.3 CÁLCULO DE GPOTEJAMENTO DE INFUSÃO VENOSA Exemplo: Calcular o gotejamento..Calcular quantos minutos estão contidos em 8 horas: 1h .15 100 30% = 30 = 0.... 60 minutos 20 . de 500 ml de solução glicosada (SG) a 5%..2 CALCULO DE MEDICAÇÃO UTILIZANDO PORCENTAGEM O sinal % quer dizer por cento.. ou seja. lembrando-se que cada ml equiva a 20 gotas...000 gota 1 2º passo . para correr em 8 horas. o paciente deve receber uma aplicação de 0. .30 100 9. 9. x x = 500 x 20 = 10. Com três dados conhecidos.

.000 gotas .. se não houver contraindicação..Calcular o número de gotas por minuto... Água fresca deve ser usada para aumentar o paladar. resultando em precipitado. caso não haja contra-indicação. x x = 8 x 60 = 480 minutos 1 3º passo ..8h .. dose.. métodos e precauções na administração de drogas. 480 minutos x .. não é aconselhável misturar medicamentos líquidos.. efeitos colaterais... devem ser diluídas..000 x 1 = 21 gotas/minuto 480 Cálculo de microgotas: multiplicar o resultado por 3 = 63 mgt/min Método B Aplicar a fórmula: nº de gotas = volume .. Requer conhecimentos de farmacologia e terapêutica médica no que diz respeito a ação. Normalmente. tempo x 3 sendo 3 uma constante 10 DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS Administração de medicamentos é um dos deveres de maior responsabilidade da equipe de enfermagem. 21 . Poderá ocorrer uma reação química. 1 minuto x = 10. com os dados obtidos da seguinte forma: 10. 10.1 CUIDADOS NA DILUIÇÃO • • • Todas As drogas que provocam irritações e com gosto forte.

Salicilatos. preferencialmente. Pacientes inconscientes não devem tomar medicamentos por via oral. digital. Acima de 120 p. Devem ser com leite. no período da manhã. Gelo também desestimula as papilas gustativas. Gotas devem ser medidas com conta-gotas. não com leite ou distantes das refeições. É bom tomar com substâncias efervescentes e geladas (coca-cola.m. OBS. aguardar orientação médica. de modo geral. Diminui-se o amargor colocando-se gelo na boca antes e depois da medicação.• Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. devem ser ingeridos com água. Exemplo: os diuréticos devem ser administrados. café ou chá. irritam a mucosa gástrica e podem produzir náuseas e vômitos. • Antibióticos. guaraná).: • • • • • Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos em água. corticóides. contar pulso radical e apical.m.b. leite. Dissolver os medicamentos para os pacientes que tem dificuldades em deglutir. e ou durante as refeições. Se estiver abaixo de 60 b. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja ou de limão. Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. pode indicar intoxicação digitálica. • • • • Medicamentos amargos podem ser diluídos na água. Ao administrar digitálicos. suco de frutas ou acrescentando açúcar. que pode ser melhorado. 11 DOSAGEM DE SOLUÇOES – SONDAGENS NASOGASTRICAS 22 . se não houver contra-indicação. dissolvendo-se o medicamento em água. • Considerar sempre o melhor horário para administrar os medicamentos.p.

Técnicas de precauções padrão para manipulação de material biológico. Procedimento: • • Início Mensurar e anotar no impresso próprio os líquidos ingeridos e ou infundidos e os eliminados. Material: Um par de luvas de procedimento e um cálice graduado. Tem como objetivo alimentar o paciente e administrar medicamentos. A sonda utilizada neste procedimento de uso prolongado. Assistência de enfermagem: • • • • • Peso diário. infundida e eliminada pelo paciente com o objetivo de identificar a retenção e ou perda excessiva de água. Líquidos eliminados = vômitos. sangramentos. Observar presença de edema.1 DEFINIÇÃO: È a introdução de uma sonda pelo orifício nasal até o duodeno. diarréias. também radiopaco.1 DEFINIÇÃO: É o resultado da mensuração da quantidade de líquidos ingerida. diurese. via nasogástrica/enteral. solução parenteral. transfusão. drenagens em geral. Pesar fraldas.11. lençóis que contenham excretas 12 SONDAGEM NASOENTERAL 12. toalhas. que permite a progressão da sonda. Líquidos infundidos = soros. Auscultar pulmonar. • • • Líquidos ingeridos = via oral. radiopaca e em cuja extremidade possui um peso de tungstênio. fechando as somas a cada hora em UTI e a cada 24 horas fora da UTI. maleável. medicações. 23 .

Procedimento • • • • • • • • • • • • • • • • Verificar prescrição médica Orientar o paciente sobre o procedimento.: Essa técnica só é realizada por médico e enfermeiros. Promover privacidade ao paciente Lavar as mãos Preparar o material Calçar as luvas Posicionar o paciente sentado ou em posição Fowler Cobrir o tórax do paciente com toalha Medir a sonda da asa do nariz ao lóbulo da orelha.Material • • • • • • Uma sonda nasoenteral com fio-guia. Um estetoscópio. sem forçar. enquanto a sonda é introduzida até atingir a marca estipulada Testar a sonda. Uma toalha. certificando-se de que esteja no estômago. em uma das narinas. Só algum tempo depois ela migrará para o duodeno Retirar o fio. Um anestésico local tópico (xylocaina 2%). Uma seringa de 20 ml.guia da sonda com cuidado 24 . aspirando com a seringa. marcar com fita adesiva Lubrificar a sonda com anestésico com o auxilio de gaze Certificar-se de que a sonda esteja com fio-guia Introduzir a sonda lentamente. solicitando sua colaboração. do lóbulo da orelha até a cicatriz umbilical. Fletir a cabeça do paciente quando a sonda ultrapassar 1º obstáculo Solicitar ao paciente que faça movimentos de deglutição. Um copo com água para teste: OBS.

Lavar as mãos. Dispor o material sobre a mesa de cabeceira.• • • • • Fixar a sonda com a fita adesiva. Água esterilizada (frasco esterilizado em autoclave) Material de curativo. Forro para leito. Explicar ao cliente o que será feito. conforme solicitação. Dirigir-se ao quarto do cliente. Comadre. 13 CUIDADOS COM COLOSTOMIA – IRRIGAÇÃO E TROCA DE BOLSA Material: • • • • • • • Bandeja. Bolsa coletora adaptável ao ostoma. Luvas de procedimento. de modo que fique segura Promover conforto do paciente e ordem na unidade Retirar as luvas Lavar as mãos Anotar o procedimento no prontuário do paciente Assistência de enfermagem • Encaminhar o paciente para controle radiológico. evitando a compressão da asa do nariz ou narina. Calçar as luvas. Procedimentos para troca da bolsa • • • • • • Reunir o material e colocá-lo sobre a bandeja. 25 .

Calçar as luvas. Lavar o interior da bolsa dentro da comadre. Fechar novamente o fecho da extremidade. 26 . Adaptar a nova bolsa. Fazer os registros no prontuário. Secar a pele ao redor do ostoma. Deixar o cliente confortável e o ambiente em ordem. Desprezar o conteúdo da comadre no vaso sanitário e lavar a comadre. Retirar as luvas. Lavar as mãos. Abrir o fecho oclusivo da extremidade da bolsa. Levar o material utilizado ao expurgo. Proceder a limpeza e o tratamento do ostoma com o material e técnica de curativo. Desprezar o material no expurgo. Lavar as mãos. Realizar as anotações no prontuário. Procedimentos para a limpeza da bolsa • • • • • • • • • • • • • OBS. Desprezar o conteúdo da bolsa dentro da comadre. Colocar a comadre sobre o forro. Retirar a bolsa em uso. Lavar o interior da bolsa com água estéril até que fique sem registro.: Reunir o material. Colocar o forro sobre o leito.• • • • • • • • • • Colocar o forro sobre o leito.

Não usar a benzina ou outro produto que retire a proteção natural da pele. Deixar a bolsa ou em ângulo de 45º para as primeiras trocas e após o cliente estar habilitado a trocá-las deixar em ângulo de 90º. Sempre esvaziar a bolsa quando estiver com um terço de sua capacidade. • No período intra-operatório o enfermeiro do centro cirúrgico deve posicionar a bolsa cirúrgica num ângulo de 45º pois isso prevenirá transtornos. Retirar pelos em excesso com tesoura evitando o uso de aparelhos de tricotomia. com a finalidade de remover substâncias tóxicas ou 27 . Orientações • • Limpar a bolsa com água tratada ou fervida. pois eles diminuem a resistência e podem lesar a pele.inclusive as infecções da ferida cirúrgica. • Fornecer todas as informações sobre a ostomia visando auto cuidado após a alta. Colocar o fecho da extremidade adequadamente para que não danifique a bolsa. 14 LAVAGEM GÁSTRICA 14.1 DEFINIÇÃO: Consiste na limpeza do estomago com o uso de uma sonda nasogástrica orogástrica.• No período pré-operatório de uma cirurgia para ostomia o cliente deve ser informado e preparado para todas as modificações que irão acontecer na sua rotina. Encaminhar o ostomizado a um grupo ou associação onde ele possa encontrar apoio emocional e ter acesso a material (bolsa) de qualidade como também a orientações. inclusive eliminar os gases que estiverem na bolsa pois eles propiciam o seu deslocamento. • • • • • • Recortar o orifício da bolsa o mais próximo possível do ostoma.

Material • • • • • • • • • Um equipo de soro macrogotas. 01 cuba rim. Procedimento • • • • • Orientar o paciente sobre o procedimento. solicitando sua colaboração. Promover privacidade ao paciente Calçar as luvas Prepara o material Paciente Sondado? • • • • • • Se Não: proceder à técnica da sondagem. como auxiliar no tratamento de hemorragias gástricas. no preparo de exames ou cirurgias. Uma toalha.9% geralmente 500 ml). 01 cúpula estéril. Solução para lavagem gelada (solução fisiológica a 0. Se SIM: Conectar o equipo da solução na sonda gástrica e infundir lentamente Realizar sifonagem do próprio equipo da solução ou desconectar o equipo da sonda. 01 extensão mais saco coletor.irritantes. Um balde. Um par de luvas de procedimento. 01 seringa 20ml. deixando fluir o conteúdo no balde Repetir o procedimento até que o líquido de retorno saia claro Promover conforto ao paciente e ordem na unidade Lavar as mãos 28 .

e recolocar nova água. desprezar a água restante. A queda pode provocar explosão.1 MEDIDAS DE SEGURANÇA Sendo o oxigênio inflamável. aspecto e reações do paciente 15 OXIGENOTERAPIA É a administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. Cuidado com aparelhos elétricos que podem emitir faíscas. Transportar o torpedo com cuidado. O ideal é que seja canalizado. dificultando a eliminação do muco e provocando uma reação inflamatória sub-epitelial. Cuidados com o umidificador • O oxigênio precisa sempre ser administrado umidificador. • • • Manter o umidificador sempre com água até a marca no mínimo 2/3 de sua capacidade. para evitar que se torne um meio de cultura. A água usada no umidificador deve ser estéril e trocada diariamente.• Realizar anotação de enfermagem como horário volume infundido e drenado. 15. é muito importante: • • • • Não permitir fumar no local – colocar avisos de “Não fumar”. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. Material Básico 29 . A inalação por longos períodos com baixa umidade lesa o epitélio ciliar da mucosa respiratória. Nunca usar graxa ou óleo nas válvulas e no manômetro de oxigênio.

com 1 ou 2 metros de comprimento. Colocar o paciente em posição confortável. Aviso de “Não Fumar”. Manômetros: para iniciar a quantidade de oxigênio no torpedo e o fluxo de saída (fluxômetro). Solução para resíduos. para permitir que o paciente possa se movimentar. Método 1. Intermediário de látex ou plástico. Acrescentar ao material básico: Cânula nasal. Tendo de O2 para crianças.• • • • • • • • Oxigênio canalizado ou em torpedo. Umidificador. 30 . Preparar o ambiente. micropore ou fita adesiva. Hallo (capacetes). Máscara facial. Cateter nasal. verificando as medidas de segurança. Incubadora (crianças). Gaze. Cânula endotraqueal. 3. • • • • • • • Cânula nasal (óculos para oxigênio ou prolong). 5. 4.2 CANULA NASAL: É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. Adaptar a cânula ao intermediário e este ao umidificador. Conversar com o paciente sobre o cuidado. Esparadrapo. 15. Organizar e trazer o material para junto do paciente. 2. Meios de administração O oxigênio pode ser administrado por intermédio de.

7. Organizar o material e trazer para perto do paciente. a distância entre a base do nariz e o lóbulo da orelha. 6. 31 . Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Ampola de solução fisiológica. e deixar fluir um pouco de oxigênio para evitar acidentes por saída intempestiva de oxigênio. com cateter. Calçar as luvas. verificando as medidas de segurança. 10. Anotar o cuidado e fazer as observações necessárias. Colocar o paciente em posição de Fowler. Hiper estender (para trás) a cabeça do paciente ou tracionar para baixo o lábio superior. 9. para determinar quanto o cateter deve ser introduzido. 15. 2. até o ponto marcado.6. 5. Colocar a cânula no nariz do paciente. Introduzir o cateter pelo assoalho de uma das narinas. Luvas de procedento. marcando com o adesivo.10 ou 12). 8. Umedecer o cateter com solução fisiológica. 7. 11. 9. 10. 8. Explicar ao paciente sobre o cuidado. 4. Abrir o fluxômetro. Medir. fixando-a com fita adesiva. segurando-o com gaze. Abrir o fluxômetro. 3. Unir o cateter ao intermediário e este ao umidificador.6 CATETER NASAL • • • Acrescentar ao material básico: Cateter nasal (nº 6. Manter o fluxo de oxigênio – 3 a 5 litros por minuto ou conforme prescrição médica. 8. Preparar o ambiente. Método 1. conforme a idade do paciente e a quantidade de oxigênio desejada.

14. e este ao umidificador. Por isso é usada com reserva. Tirar as luvas..: • A máscara é desconfortável para o paciente. 18. Tirar as luvas e lavar as mãos. 32 Unir a máscara ao intermediário. observando que não fique incômoda. Cadarço. . Método Seguir técnica de “cateter nasal” até o item 5. Providenciar a limpeza e a ordem do material. 16. Observar a posição do cateter através da boca do paciente – o extremo do cateter deve aparecer atrás da úvula platina. para evitar saída intempestiva. ou conforme prescrição. Providenciar a limpeza e a ordem do material. Se ultrapassá-la. Abrir o fluxômetro e deixar sair um pouco de oxigênio. Regular o fluxo de oxigênio até a quantidade prescrita. Máscara facial Acrescentar ao material básico: • • • Máscara de oxigênio. 17. poderão ocorrer náuseas. Anotar o cuidado. 15. descrevendo as observações. Anotar o cuidado prestado. depois: • • • • • • • • OBS. Adaptar a máscara à face do paciente e fixar com cadarço. Fixar as cânulas com fita adesiva. 13. Manter o fluxo de oxigênio: 3 a 5 litros/min. Deixar o paciente confortável. Geralmente 5 a 8 litros. Tubo de extensão.12. Deixar o paciente confortável.

tirar a máscara de 2/2 horas.ou sentado em uma cadeira. Cuba rim ou escarradeira. que é inalada. O medicamento líquido é transformado em névoa. a fim de evitar irritação e reduzir o desconforto. • • • Existem vários modelos de máscara com funcionamento e cuidados diferentes.• Se possível. Atrovent. 33 . 2. Medicamentos mais usados: Solução fisiológica. Adrenalina. Preparar o paciente para receber o tratamento: em posição de Fowler. quando necessário. Salbutamol. colocando a solução fisiológica com o medicamento no nebulizador. Método 1. deixando o paciente repousar alguns minutos. Saco plástico para resíduos. 15. Trocar a máscara a cada 24 horas ou mais freqüentemente. antes de recolocála.8 Nebulização/Inalação: É a administração de medicamentos por via respiratória. para fluidificar as secreções aderidas na parede brônquica. através de um aparelho chamado nebulizador ou inalador. Organizar o material. Material • • • • • • Fonte de oxigênio ou ar comprimido. Nesse intervalo lavar a pele. Retirar o acúmulo de água no tubo de extensão. Lenço de papel. Intermediário de borracha. Explicar ao paciente o cuidado a ser prestado. 3. Nebulizador (existem diversos tipos) com a medicação e solução fisiológica.

estimular o paciente a tossir. 9. 5. enxaguar e secar. como hipoclorito de sódio. volume e característica do escarro eliminado. Frascos contendo doses múltiplas deverão ser datados. OBS. Retirar o frasco umidificador e ligar o nebulizador à fonte de oxigênio ou ar comprimido. a fim de auxiliar a drenagem de secreções broncopulmonares 16 CUIDADOS COM A TRAQUEOSTOMIA 34 . 6. Atualmente os mais usados são de plástico. Após a nebulização. respirar profundamente e. 11. Anotar o cuidado prestado. o nebulizador deve ser lavado.: • • • No momento de usar o nebulizador. Instruir o paciente para inspirar profundamente a medicação e expirar lentamente. Os nebulizadores são também chamados inaladores.4. inclinar o tronco para frente. Providenciar a limpeza e a ordem do material. Em seguida. para que o fluxo aja diretamente sobre o medicamento que está no nebulizador. Ajudar a saída de secreção. 7. fazendo tapotagem ou vibração onde essa se acumula. tossindo profundamente. Após o uso. permanecendo com a boca semi aberta. por uma hora. podendo ser utilizados até 7 dias após a abertura. Oferecer o lenço de papel e orientar para escarrar. Manter a nebulização até consumir a solução medicamentosa. se possível. 8. 10. sem conversar. adotando uma posição que facilite sua drenagem. enxaguado e depois colocado em recipiente fechado contendo uma solução desinfetante. • • • Os líquidos usados em nebulizadores deverão ser estéreis. Regular o fluxo de oxigênio ou ar comprimido de acordo com a prescrição: Geralmente 3 litros. enxaguá-lo em água corrente para remover o desinfetante.

para que esta não saia durante a troca.16. Dois pacotes de gaze. Procedimento • • • • • • • • • • Lavar as mãos Preparar o material e acomodá-lo em uma bandeja Explicar o procedimento ao paciente Colocar a mascara Abrir os pacotes de gaze Calçar as luvas Retirar as gazes que estão ao redor da cânula de traqueostomia Embeber a gaze em soro fisiológico e promover a limpeza das bordas da cânula Repetir o procedimento até retirar a sujidade Cânula de metal? • NÃO: Trocar o fixador de cânula de traqueostomia. tornando-se o cuidado de segurar as bordas da cânula. Material • • • • • • Uma bandeja. • • • SIM: Retirar a cânula interna e lavá-la em água corrente Utilizar escova apropriada para auxiliar na remoção de crostas Recolocar a cânula interna 35 . Um par de luvas de procedimento. Um fixador de cânula de traqueostomia (cadarço). para limpeza e manutenção de sua permeabilidade.1 DEFINIÇÃO: São os cuidados prestados a pacientes traqueostomizados. Máscara. Soro fisiológico.

Um pacote de gaze (10 unidades). máscara e avental). Ambu com O2. Aspirador elétrico ou rede de vácuo. 10 ml de soro fisiológico ou de água destilada. Material • • • • • • • • • Um par de luvas estéreis. Equipamento de proteção individual (óulos. Uma seringa de 10 ml.• • • • Em ambas: colocar gazes limpas entre as bordas da cânula e a pele do paciente Retirar as luvas Lavar as mãos Anotar no prontuário 17 ASPIRAÇÃO TRAQUEAL 17. por meio de um sistema de sucção (aspiração elétrica ou rede de vácuo). Atenção: observar a saturação de oxigênio na presença de oximetria de pulso. Uma sonda de aspiração (estéril) flexível com diâmetro interno adequado. Procedimento • Lavar as mãos 36 .1 DEFINIÇÃO: É retirada de secreções endotraqueais via tubo endotraqueal ou traqueostomia de forma asséptica.

São Vicente/SP. Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem. REFERÊNCIAS: CIRCUITO ESCOLA. Observar a oxigenação da pele. 2010 BRASIL. Secretaria de Gestão do Trabalho e da 37 . MINISTÉRIO DA SAÚDE. Apostila 9. à cor e à quantidade da secreção aspirada Assistência de Enfermagem • • • • • Observar a saturação do paciente. Manter a oxigenação adequada. Se a secreção for rolhosa utilizar ambu com O2 umidificado.• • • • • • • • • • Orientar o paciente quanto ao procedimento e á finalidade Reunir o material Conectar a sonda de aspiração ao aspirador. Manter o paciente calmo e confortável entre as aspirações. mantendo a extremidade da sonda estéril Utilizar uma seringa com água destilada estéril para fluidificar a secreção O paciente usa aspirador? SIM: desconectar o aspirador NÃO: introduzir a sonda até o máximo do comprimento da cânula Aspirar continuamente por um período mínimo possível e no Maximo por 15 segundos Lavar as mãos Anotar o procedimento no prontuário quanto ao aspecto. Curso Técnico de Enfermagem.

SILVA.Educação na Saúde. Academia UniSantanna. Departamento de Gestão da Educação na Saúde.O. M. 2003.. 2009. 2 ed. São Paulo. 38 . Técnicas de enfermagem. 2 ed. Curso de Graduação de Enfermagem. Brasília.