You are on page 1of 446

Crimes contra a

Ordem Tributária

A visão dos Tribunais Federais

JOSÉ ALVES PAULINO

Crimes contra a
Ordem Tributária

A visão dos Tribunais Federais

Tomo 1

PROJECTO
EDITORIAL

Direitos autorais reservados – © –
José Alves Paulino

PROJECTO
EDITORIAL
Projecto Editorial Ltda.
Brasília Shopping – SCN – Q. 05 – Bl. A – Sl. 1.304 – Torre Sul
Brasília-DF – Tel.: (0xx61) 314-1284/321-9555/327-6610 – CEP 70715-900
EDITORAÇÃO
Livraria Suspensa
PREPARAÇÃO
Vanderlei Veloso
Elisabete Vinas
Arlene Medeiros
AUXILIARES DE PESQUISA
José de Souza Lima Neto
Paulo Sérgio Ribeiro
Winan Rodrigues Alexandre
C APA
Rones Lima
EDITOR
Reivaldo Vinas

PAULINO, José Alves.
Crimes contra a Ordem Tributária: a visão dos Tribunais Regionais Federais /
José Alves Paulino. Brasília: Projecto Editorial, 2003.
456p.
ISBN 85-88401-08-8
1. Brasil – 2. Direito Tributário – Brasil 3. Direito Penal – Brasil 4. Jurisprudência
I. Título.
CDDir 343.8104

Sumário
Apresentação ................................................................................................................
Prefácio .........................................................................................................................

vii
ix

Índice Temático .............................................................................................................

xv

Dos Crimes contra a Ordem Tributária .......................................................................
Da Conduta Suprimir e/ou Reduzir Tributo .................................................................

01
05

Da Natureza Jurídica dos Tipos Previstos ...................................................................

09

A Figura do Inciso V do Art. 2.º da Lei n.º 8.137/90 ....................................................
A Questão da Inviolabilidade de Dados de Computador .............................................

15
21

Inteiro Teor dos Acórdãos
Apelação Criminal n.º 2.230/SE .............................................................................
Apelação Criminal n.º 2.373/AL .............................................................................

33
39

Recurso Ordinário em Habeas Corpus n.º 8.433/MG ............................................

47

Recurso em Habeas Corpus n.º 5.633/RS ...............................................................
Apelação Criminal n.º 1998.04.01.063623-0/RS ....................................................

50
54

Habeas Corpus n.º 16.390/SP .................................................................................

62

Recurso em Habeas Corpus n.º 10.183/SP (2000/0059096-7) ...............................
Recurso Especial n.º 96.836/RN .............................................................................

66
71

Recurso Criminal n.º 2001.38.00.009962-8/MG ....................................................

75

Recurso Criminal n.º 1998.38.00.024138-5/MG ....................................................
Recurso Criminal n.º 2000.38.00.001467-3/MG ....................................................

80
83

Recurso Criminal n.º 2000.38.00.005460-4/MG ....................................................

92

Apelação Criminal n.º 1999.04.01.138966-3/RS ....................................................
Recurso de Habeas Corpus n.º 5.805/SP ................................................................

99
102

Apelação Criminal n.º 97.03.036910-3/SP ..............................................................

107

Apelação Criminal n.º 9.077/SP (Reg n.º 1999.03-99.074829-1) ............................
Apelação Criminal n.º 18.829/98 – DF ...................................................................

112
118

Recurso de Habeas Corpus n.º 5.068/RS ................................................................

135

Recurso Criminal n.º 93.01.35114-5/MG ...............................................................
Habeas Corpus n.º 93.01.20039-2/DF ....................................................................

139
145

Habeas Corpus n.º 76.847-4/MG ...........................................................................

149

Apelação Criminal n.º 651/RJ – Proc. n.º 92.02.16410-0 .......................................
Recurso Criminal n.º 96.01.47892-2/DF .................................................................

155
158

Recurso de Habeas Corpus n.º 1.506/SP ................................................................

167

Apelação Criminal – Processo n.º 96.02.28075-1/RJ .............................................
Habeas Corpus n.º 7.618/RS...................................................................................

184
193

v

José Alves Paulino
Habeas Corpus n.º 5.154/RJ ...................................................................................

200

Recurso Especial n.º 17.776-0/RS ..........................................................................
Recurso de Habeas Corpus n.º 1.145/MT..............................................................

206
214

Apelação Criminal n.º 97.03.047268-0/SP .............................................................

223

Habeas Corpus n.º 80.797-6/SP .............................................................................
Habeas Corpus n.º 97.02.05532-6/RJ ....................................................................

230
239

Habeas Corpus n.º 98.02.33103-1/RJ ....................................................................

241

Habeas Corpus n.º 77.711-9/RS .............................................................................
Recurso de Habeas Corpus n.º 4.425-0/SP .............................................................

247
268

Recurso Especial n.º 79.393/DF .............................................................................

272

Recurso de Habeas Corpus n.º 5.315/SP ................................................................
Habeas Corpus n.º 2000.03.00.026468-2/SP .........................................................

277
281

Recurso Criminal n.º 97.03.066473-3/SP ...............................................................

290

Habeas Corpus n.º 2000.04.01.105641-1/RS .........................................................

310

vi

Apresentação
Nesta obra, verificar-se-á a evolução da jurisprudência no que diz respeito à interpretação das condutas delituosas traçadas na Lei n.º 8.137/90,
que veio disciplinar os crimes contra a ordem tributária.
Seguem-se, em ordem cronológica de julgados, os acórdãos dos Tribunais Superiores – STF e STJ –, bem como os dos Tribunais Regionais
Federais – TRF/1.ª Reg., TRF/2.ª Reg., TRF/3.ª Reg., TRF/4.ª Reg. e
TRF/5.ª Reg., e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
– TJDFT –, proferidos nos feitos recursais ou nos de competência originária.
Sem dúvida, prevalecem as últimas interpretações dos Tribunais Superiores – STF e STJ – sobre o tema. Portanto, é salutar fazer o confronto
das teses desenvolvidas pelos Tribunais de segunda instância e aquelas
fixadas pelo STJ e STF.
A Lei n.º 8.137 foi editada em 27 de dezembro de 1990, por isso, só
vem a lume a íntegra dos acórdãos proferidos após essa data.
O autor desenvolveu trabalho de pesquisa árduo sobre a matéria e
espera não ter esquecido ou deixado de mencionar nenhum acórdão alusivo à Lei n.º 8.137/90, para o completo mérito desta publicação.

vii

Prefácio

Esta obra de José Alves Paulino, Procurador Regional da República, a qual
tenho a honra de prefaciar, é o resultado de intenso e sistemático trabalho de pesquisa sobre os delitos tributários quando enfrentados por decisões judiciais.
A persistência do autor resultou em que ele apresentasse para conhecimento
dos estudiosos do direito os fenômenos concretos revelados pela jurisprudência
e a contribuição que esta exerce na interpretação das normas jurídicas que tratam
desse tipo de infração penal.
O livro é composto de um bem elaborado índice por assunto dos acórdãos, que será apresentado em tomo específico. Essa técnica facilita a consulta a
ser feita pelo leitor, tornando-a célere e eficaz.
O círculo abrangido pelo decisum colacionado, citado na íntegra, compõe
toda a disciplina instituída pela Lei n.º 8.137/90. Os arestos são mencionados em
ordem cronológica, permitindo que o operador do direito analise a evolução
jurisprudencial recebida pelas entidades apreciadas, bem como identifique se estão ou não em harmonia os pronunciamentos de segundo grau com os do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal.
É de relevo acentuar a contribuição do estudo ora examinado para o aperfeiçoamento das linhas estruturais de determinados ilícitos tributários quando
envolvidos com ambientes já configurados no ordenamento jurídico como o
crime-meio pelo crime-fim, a causa supralegal como exclusão da culpabilidade,
os crimes conexos, o conflito aparente de normas, a continuidade delitiva, a
inexigibilidade de conduta diversa, o crime autônomo, a absorção delituosa e o
crime omissivo.
É de se considerar a importância que a jurisprudência assume, na época
contemporânea, como via utilizada para aperfeiçoar a norma jurídica legislada.
A atividade legislativa caracteriza-se por apresentar-se estática, esgotando a
sua influência quanto aos objetivos da regra de direito criada no instante em que
há a sua entrega, no momento da publicação, ao mundo jurídico.
A partir daí, surge a movimentação dinâmica da doutrina e da jurisprudência dando-lhe contornos definitivos ao buscar compreendê-la em toda a sua
finalidade extrínseca e intrínseca.
A doutrina, ao examinar a norma legislada, utiliza técnica individual e silenciosa. Ela é pronunciamento isolado de cada intérprete que recebe a influência da
escola ideológica a que está filiado. A jurisprudência é formada por caminhos
abertos. O direito legislado é discutido em sítio colegiado, com a participação
das partes interessadas no exame de cada caso concreto e de modo público.

ix

José Alves Paulino

Os processos de interação presentes na formação da jurisprudência são
agudos, visíveis e passíveis de modificações.
A realidade jurídica é enfrentada pela jurisprudência com uma autenticidade
de tão intensa potencialidade que provoca, na verdade, uma genuína produção
do direito, embora com base na lei materializada.
José Puig Brutau, na clássica obra A jurisprudência como fonte do direito (Coleção
Ajures 5, trad. de Lenine Nequete, 1977), adverte, na p. 12, que:
“Na verdade, porém, quando o juiz faz uso de raciocínio jurídico para
alcançar uma norma concreta à base do que é apenas um princípio de
raciocínio, ou quando qualifica juridicamente uns fatos discutidos para
determinar-lhes a correspondência com esta ou aquela figura jurídica, o
que ele está exercendo é uma verdadeira função criadora que trata de
encobrir-se com a máscara da interpretação”.
A jurisprudência observa a realidade jurídica com amplitude. Atua vinculada
aos fatos concretos examinados e transforma o estágio abstrato da norma, a indefinição dos seus efeitos, em ação materializada e revestida de eficiência, eficácia e efetividade. Ela adapta o direito legislado às circunstâncias surgidas e que provocaram a
sua invocação, tornando sua função ajustada à relação jurídica vivenciada pelas partes.
Com razão, portanto, José Puig Brutau (ob. cit. p. 19), ao afirmar que:
“À aspiração de segurança jurídica e de estabilidade do direito se opõe
o fato real da sua contínua evolução, da sua incessante adaptação às novas
circunstâncias. O direito está, de fato, em transe de contínua reelaboração,
a jurisprudência dos Tribunais e, em geral, a atividade de todos os profissionais do direito (juízes, advogados, notários, etc.) ensejando o fenômeno
da criação jurídica permanente, do direito dos juristas, que é em última
análise a fonte primária do Direito Objetivo”.
Eros Roberto Grau, na obra O direito posto e o direito ressuposto (Malheiros, 2.
ed., p. 178), afirma que a norma jurídica é um preceito abstrato, genérico e inovador – tendente a regular o comportamento social de sujeitos associados – que
se integra no ordenamento jurídico.
Em outra passagem da obra citada, Eros Roberto Grau enfatiza, considerando essa mesma norma jurídica, que, quando ela se submete ao fenômeno
da interpretação, passa por fases que mostram algo de intensa influência para a
formação de sua consistência. Ensina, a respeito, Eros Roberto Grau (p. 154):
“A Interpretação não é apenas compreender. A Interpretação consiste
em mostrar algo: ela vai do abstrato ao concreto, da fórmula à respectiva

x

Em acepção jurídica. ed. pois. Cabe à jurisprudência. v. dirige-se ao processo com o meio. Ela tem um pressuposto substancial para se fazer acreditar: é que não se forma de modo isolado. embora a jurisprudência não seja. pode ou deve decidir a causa afirmando que o fez com xi . vai-se do concreto ao abstrato. dela extraindo o máximo que ela contém como norma reguladora de conduta. e quem diz a última palavra sobre tudo são os Tribunais. na interpretação de fatos. em suma.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais aplicação. do modo espelhado por Eros Roberto Grau. Manual de Direito Processual Civil. de forma mais expressiva. p. RT. o ensaio da disciplina. As decisões dos Tribunais aplicam as leis aos fatos concretos. fazer com que a sua vontade mais intensa seja exteriorizada e produza efeitos. dependendo a sua força de aceitação pela forma de sucessivas decisões uniformes sobre a aplicação da lei a determinadas situações litigiosas concretas. A interpretação. É a última palavra reiterada e uniforme dos tribunais expressa numa linguagem a que se convenciona. fonte de direito. ainda. de modo definitivo. tradicionalmente. 1. 5. 134. Parte Geral. ou. tem significação literal expressiva: é a ciência do direito examinada e compreendida com sabedoria. visando a tornar mais compreensível o objeto ao qual a linguagem se aplica”. Na antigüidade romana. Embora não seja. 134). nenhum juiz. contudo. os livros de doutrina. Na verdade. as cogitações puramente acadêmicas. uma função de natureza estabilizadora por valer como contida e extraída da lei pela função interpretativa feita pelos juízes. ciência do direito.). p. a jurisprudência era definida como a ciência do justo e do injusto. pelo que. os livros de comentários de leis. como já afirmado. isto é. dar o nome de jurisprudência” (Arruda Alvim.. cit. e prudentia – solidária). tirando-as do estágio de inatividade e colocando-as em ação vibrante e pacificadora. consubstancia uma operação de mediação que consiste em transformar uma expressão em uma outra. Estes reconhecem que “A elaboração legislativa. à sua ilustração ou à sua inserção na vida (Ortegues 1987. 220. tudo. tenho o seguinte pronunciamento: O vocábulo jurisprudência. Sobre a importância da jurisprudência como via interpretativa do direito. realizar esse trabalho interpretativo. ao contrário. como adverte Arruda Alvim (ob. oriundo do latim jurisprudentia (de jus – direito. considerada fonte de direito. exerce. da experiência à linguagem). A importância da jurisprudência tem sido destacada em inúmeros pronunciamentos dos doutrinadores. sob o ponto de vista jurídico. o conhecimento das causas divinas e humanas. o vocábulo jurisprudência é entendido como sendo a postura do juiz em interpretar e aplicar a lei com sabedoria.

especialmente quando oriundos de Tribunais Superiores e do Supremo Tribunal Federal. O precedente de jurisprudência formado sobre determinada matéria. A influência desse procedimento em nosso modo de decidir alcançou patamar tão elevado que incentivou o Supremo Tribunal Federal a instituir. o Sistema de Súmulas. em face do sistema escrito por nós adotado.). políticos e comportamentais. A realidade contemporânea demonstra que. tem alto prestígio no sistema processual americano. incluindo-se os fenômenos sociais. 135. sobre o procedimento da uniformização da jurisprudência. cuja conclusão deve ser pela elaboração da Súmula pelo Tribunal respectivo e que passa a ser considerado como precedente de alto valor para julgamentos futuros sobre casos iguais. A norma positiva tem vinculação com aspectos diversos da natureza. conforme lembra Arruda Alvim (in p. A revelação de seu teor demonstra que o direito não pode ser visto como algo cristalizado em fórmulas incisivas e de características fechadas. xii . não obstante o juiz brasileiro não se encontrar obrigado a obedecê-la. haja vista. São fontes seguras de estabelecimento de um padrão de convencimento sobre o querer do legislador. A força da jurisprudência deriva da criatividade que o juiz empregar ao interpretar a lei. há de se considerar que não se pode ignorar a influência exercida pelo precedente judicial. O certo é que. há mais de duas décadas. quando emitida pelo Supremo Tribunal Federal ou por Tribunais Superiores. econômicos. tem sido ela utilizada. tem sido comum o seu apego aos precedentes jurisprudenciais já firmados sobre a matéria em apreciação. há fortes correntes no âmbito do Poder Legislativo e do Poder Judiciário defendendo uma evolução dos efeitos da súmula para torná-la vinculante. nos arts. Essa tendência foi observada pelo Código de Processo Civil de 1973. em face do prestígio que a jurisprudência tem assumido em nosso ordenamento jurídico formal. ao dispor. Na atualidade. de modo crescente. 476 a 479. estar vinculado somente à lei. quando exercita a função jurisdicional solicitada e que lhe foi confiada pelo Estado. A jurisprudência sobre certa matéria só é considerada consolidada quando surge antecipada de grandes debates de hermenêutica sobre o significado da norma aplicada às relações litigiosas denunciadas pelas partes. ob. para o julgamento da causa.José Alves Paulino base em precedentes jurisprudenciais. como é sabido. como via para acelerar a entrega da prestação jurisdicional. cit. em nosso sistema jurídico. O papel interpretativo do magistrado e a contribuição de seu esforço para adequar a lei ao fato concreto constituem caminhos de aperfeiçoamento para a compreensão do texto legal. por Cortes Superiores.

RT. quando se a considera capaz de assumir tal relevância. provê uma base para que o militante do direito possa prever a decisão que a Corte proferirá com relação a casos que o militante traga à Corte para decisão” (Charles D. não encontrando uma solução./dez. in Precedente judicial: a experiência americana. Cole. O estabelecimento desse sistema vinculante existente na cultura americana bem caracteriza o valor que aquele povo empresta à jurisprudência sedimentada pela Corte Maior. deve extraí-la dos princípios tradicionais do direito. RT). Cole. a doutrina define o precedente como a “regra de direito usada por uma Corte de segunda instância no sistema judiciário em que o caso está para ser decidido. xiii . e. artigo citado. constitui marco de importância para se compreender o direito quando aliado aos fatos da vida.UU. O juiz deve procurar saber como foi decidido o caso por outros juízes ou tribunais através dos tempos. aplicado aos fatos relevantes que criaram a questão colocada para a Corte para a decisão” (Charles D. deve decidir da mesma forma como foi decidido antes. há determinação no sentido de que deve ser guardada obediência por todos os juízes ao precedente fixado por uma Corte de recurso. mantendo a uniformidade de jurisprudência. além disso. de Processo. A reunião dos julgados sobre crimes tributários. Na medida do possível. pela certeza que tem de que tal proceder reflete maior grau de igualdade a caracterizar os pronunciamentos judiciais. sendo campo fértil para adaptá-la aos usos e costumes vivenciados pela sociedade no momento de sua aplicação. p. ano 23. A dinamicidade com que ela atua e a extensão de seus efeitos determinando a fixação de uma melhor interpretação da lei quando aplicada a cada caso concreto justifica o aplauso que sempre recebe por todos os profissionais do direito. ano 23. O mesmo autor define stare decisis como a “política que requer que as Cortes subordinadas à Corte de segunda instância que estabelece o precedente sigam o precedente e que não disturbem um ponto estabelecido”. que o juiz inglês e o norteamericano seguem (o último em menor medida). que o autor nos entrega para análise e discussão. cuja expressão latina está definitivamente consagrada na cultura dos EE. Rer. Por ela. Do pouco que foi exposto. conclui-se a forte influência que a jurisprudência exerce para o aperfeiçoamento da interpretação da lei./dez. 1998. Repro 92. contribuidora para disciplinar a uniformidade da entrega da prestação jurisdicional em casos iguais. 71. out. 1998). Em face dessa regra comportamental imposta aos julgamentos.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais A doutrina do stare decisis do direito anglo-americano – cuja origem é: “stare decisis et non quieta mover” (apoiar as decisões e não perturbar os pontos pacíficos) – designa a doutrina dos precedentes judiciários. Certo é que o “uso do precedente na cultura jurídica americana cria uma estabilidade para os propósitos do processo decisório e. out.

agente estudioso do direito e sempre preocupado com o aperfeiçoamento da sua evolução. portanto. com rigorosa seriedade e espírito científico. nesse patamar. A doutrina e a jurisprudência foram trabalhadas de modo ordenado. José Augusto Delgado Ministro do STJ xiv . caminhos facilitadores da operacionalização da profissão. de forma sistêmica. Brasília Jurídica. 17 de janeiro de 2001. portanto. à doutrina brasileira. transcende o querer do legislador e cristaliza-se pela concretude de sua aplicação. O nosso apoio. a pesquisa desenvolvida por José Alves Paulino. Brasília. O direito vivo é o posto nas linhas jurisprudenciais. a empreendimentos culturais de tão alta expressão. Ele. Louvo. anteriormente. sob o título: Crimes contra a Ordem Tributária (Ed.José Alves Paulino Abre-se oportunidade para utilização de instrumentos jurídicos úteis ao crescimento do saber jurídico e a se ter. 1999). Esta obra completa o ensaio doutrinário que o autor entregou.

.............. – ACr 2............................................373/AL ............................ – ACr 97...................................... Extinção de Imposto STJ – RHC 8....................99..805/SP .......... – ACr 1999...ª Reg........................829/98 – DF .............................38................Índice Temático* Abolitio Criminis 1.........................138966-3/RS ....................01.....................ª Reg............ – ACr 1998..............................00..... – RHC 10.........................ª Reg............... – REsp 96....................................................00... TRF/1................................................... TRF/4...............036910-3/SP .........04.................. TJDFT – ACr 18.............005460-4/MG ....................ª Reg....................................433/MG ..........03...............................230/SE .. – RCr 1998..............836/RN ................... – RCr 2000..................................................................................... 2......................................... xv . Pagamento do Débito STJ – RHC 5..........183/SP ...........................................ª Reg.................. Atipicidade de Conduta.........................373/AL . TRF/3....ª Reg..............ª Reg...................................................................................................................074829-1/SP ................................................................063623-0/RS ..... Contribuições Previdenciárias STJ – HC 16.38.... Novo Tipo Penal TRF/1....................... Exclusão de Culpabilidade TRF/4.....00......................... 5.............. 3.. – ACr 2..............390/SP ...........................230/SE ..................................009962-8/MG ....................... 4............................... Inocorrência...........38....................................................633/RS . Impossibilidade STJ – RHC 5................................. 102 107 112 118 * Os tópicos e os acórdãos sem referência de página constam nos próximos tomos desta publicação.........024138-5/MG ..001467-3/MG . 99 Absolvição Sumária...................................... – ACr 2................................ Ausência de Dolo Específico TRF/5......04.... Inexistência de Comprovação.38....00....03.......... – ACr 1999.................................. – ACr 2.. 33 39 47 50 54 33 39 62 71 66 75 80 83 92 Absoluta Impossibilidade de Pagamento 1........01..... TRF/5.......... – RCr 2001............ – RCr 2000....

.........................José Alves Paulino Absorção 1................ 2........ 3....ª Reg............................................................................................................ Crime-Meio pelo Crime-Fim STJ – RHC 5...............776-0/RS ...... TRF/1.......................................................................... – Ag 97.......................................047268-0/SP ...........05132-8/SC ..................................02..........ª Reg....................... Estelionato.03................. – ACr 97........................................ – ACr 96.................20039-2/DF .......... Crime-Meio........... Peculato TRF/2................... Prescrição..............................................436/PR ........047268-0/SP .....ª Reg.............305-0/SP .................................28075-1/RJ ... – RHC 1.......... Uso de Documento Falso.... 5.........ª Reg................................. Parcelamento TRF/3........ Ação de Depósito STJ – RHC 10.......... 2.........35114-5/MG .....16410-0/RJ .................... 206 214 Ação Cautelar Fiscal TRF/4..........................................................................03............ 6............. STJ – HC 7............. Depósito Judicial STJ – REsp 17........................................47892-2/DF ...................... Pretensão punitiva STF – HC 76. – RCr 96......02.......................618/RS .......... Operação de Compra e Venda de Ouro STJ – HC 5.................. – RCr 93........................................ 4.....................................01.... 135 145 139 167 149 158 155 184 193 200 Ação Anulatória do Débito Fiscal 1................ª Reg........... Ação de Consignação para Pagamento de Débito 1........................................01.........068/RS .....01............... Crime-Meio.. xvi 223 223 ......................... Falsidade Ideológica.............. – ACr 92........ Falta de Conduta Delitiva TRF/3............ Princípio da Especialização STJ – RHC 1.......................... TRF/1......... – HC 93.................................... Tipicidade ou Atipicidade STJ – RHC 1............................................ TRF/2...ª Reg................ Sigilo Bancário e Sigilo Fiscal........................847-4/MG ........ – ACr 97......................506/SP ............................................... 2............145/MT ..04..ª Reg.......154/RJ .............................................

... Responsabilidade TRF/3............... 4...................................... – ACr 97............................... STJ – REsp 79. Condição de Procedibilidade STF – HC 77....01..03........ – HC 9..066473-3/SP ...ª Reg........02...............................................................742/SP .......260/RJ ...043921-4/DF .............ª Reg................................... xvii 230 239 241 247 272 102 268 277 281 290 310 . Sujeito Ativo do Delito TRF/2.........805/SP . – HC 2000..............º 9.....................................................016510-2/SP .................. – HC 97........ TRF/3...ª Reg......................04...425-0/SP ............................ – HC 2000.........514/SP ........ Denúncia Descrição da Conduta STJ – HC 6.................................. – RHC 5.......................... – RHC 5...............................01.......................... – HC 98.........014380-4/RS .......................02...04................. TRF/4........711-9/RS .......02...094569-9/RS .......................................... TRF/2..................................................................................00...03......105641-1/RS ..............03..........................................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Ação Penal 1............................................33103-1/RJ ............................. – HC 2000.............................00........ Administradores...... Aferição de Documentos..................ª Reg................315/SP .............19080-8/SC ................................... Trancamento por Inépcia da Denúncia TRF/3.............................................................................................430/96 TRF/1...................... – ACr 2000... – RCr 97..... Dilação Probatória........ Adequação Típica....................797-6/SP ...................01............026468-2/SP ......ª Reg.................................................... 3...................ª Reg....................................05532-6/RJ .......... – HC 2000................... – RHC 4.....................00.......... 2...................................04...........ª Reg.......................ª Reg............................................................... – HC 2001...... Alcance do art......................................... – ACr 97.19140-8/RJ .......014465-2/SP ........................... – ACr 1998............ Suspensão TRF/4......03...01..............................................................00.......ª Reg. TRF/3....... – HC 97............................... 83 da Lei n.....075696-4/SP .......276/SP ... Error in Procedendo STJ – RHC 7............................................................................................................................. Ausência de Justa Causa STF – HC 80.........................393/DF ..010930-8/RS ...............03..... – HC 97........................................................04..........04........................ Administrador de Empresa............ – RCr 1.........

........ Agentes Políticos STJ – REsp 202...... TRF/3.......................... TRF/2.... Animus Apropriandi STJ – RHC 10....... – RCr 1999..... – ACr 98........................................ – ACr 97.................... – (EDcl)ACr 1999.......... TRF/2.. – ACr 12........... – ACr 1999......................189/RS ...José Alves Paulino Ameaça de Prisão.................... – RCr 21/PB .......................................................................................203/PB ..........................................................99.......... – HC 99........... – RCr 1999.......... – RCr 99.........................................ª Reg..... Trancamento da Ação STJ – RHC 6... Conta Corrente Fantasma STJ – RHC 2...... TRF/1.........331/PE .....................................ª Reg........................ª Reg.........................043625-0/SP ........................................098945-2/SP ........03...... Anistia Fiscal 1................ – ACr 2000............................................ – ACr 1999........030657-9/SP ................013/RS ......................03....03...ª Reg.............................................03....................ª Reg..............033761-8/SP ...99............163/SC ...........576/SP ................................................................................................01................................ Benefício............551/PR ..................020527-1/RJ ...ª Reg........................................................................647/RS ..........................................................99............074829-1/SP .....054615-1/PA ...................99.......................99... – RHC 9..........02.....................................145-0/SP .ª Reg..003103-4/SP .......... 2.................03...021675-5/SP .................................................... – REsp 229.......ª Reg........................... xviii 662 668 672 655 676 683 112 ...............................................................................99............ – ACr 96........... – ACr 2000........................03..............03.....03.....................................................................03.......................035251-0/SP ...... – RCr 612/RJ ......038336-1/SP ....................................................... TRF/3.................... – REsp 231...... Micro e Pequena Empresa TRF/5................................. Animus Rem Sibi Habendi STJ – REsp 137................. – ACr 1996....................................................06.......................................................................03................ – ACr 96....61.......................... 2....01................... Anistia 1......... Fiscalização TRF/5...............03.................091226-3/SP ............00......... Analogia In Bonan Partem TRF/3.........................................................................................118670-3/SP ..110778-5/SP ..

.......03......ª Reg............................... Configuração TRF/2..................................99........................... Atipicidade da Conduta TRF/2.............043625-0/SP .............. – HC 2001...............ª Reg......02............................ – ACr 95.....................................55/95 ....436/PR .............ª Reg.............. – ACr 97....... – ACr 97..00... – ACr 2000..ª Reg..................................153-0/PI ............... – ACr 97... TRF/5....................................................................03...........ª Reg.................. – ACr 2........................576/SP ....... TRF/5. Bem Fungível STJ – RHC 10.... 3.................. Aplicação da Pena..................... 6..........................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Aplicação Analógica....04943-0/SC ..............03................ – HC 97........... Exacerbação TRF/1........................................................................... Procedimento Fiscal TJDFT – ACr 36.02..... Medida Provisória TRF/4............................................... 4.. Apreensão de Documentos........................... Registro de Notas Fiscais STJ – RHC 2....................................................... Crime Continuado TRF/1..... Contribuição Previdenciária.................... – ACr 2000............. Animus Apropriandi STJ – RHC 10...089581-6/SP ..............................861/96 ...................071966-0/SP ..............207/PB .......... – REOMS 91....04....................ª Reg.................. Alegação de Inépcia da Denúncia...................03................. – RO 7.......................003914-5/SP ....................... – RCr 98.... TRF/3............ª Reg......01.....................05....................................................................................................................................................31959-8/GO ...163/RJ ....639/96 .... 7...........03..........................01.......... 5.... – RCr 2000...............ª Reg...................................036910-3/SP ....03... – ACr 41....................... xix 239 107 .......... Apreensão de Mercadorias.................................................886/SP .......................036912-0/SP ................. Apreensão.. Apropriação Indébita 1...01.. Pagamento Espontâneo TRF/3................................................................... Conduta Diversa STJ – REsp 193................................................................................. 2..........ª Reg................05532-6/RJ .............. Escritório STJ – HC 4.............................00........................................................020527-1/RJ ...........034616-8/MG .............010677-1/CE ......... – ACr 97........

........ 20... – ACr 2..................................... Fungibilidade Recursal TRF/1.......38... 18. – HC 99.......................................... 16..... Omissão de Recolhimento TJDFT – ACr 1998................................................... 12............ Novo Tipo Penal TRF/1.......... 11........585/BA ....... – RCr 1999......... – REsp 68........................ 9.............................. Ressarcimento STJ – RHC 10.034686-8/MG .... – RCr 2001..................... – ACr 2000. Falta de Justa Causa........00... – RCr 2000................00... Apuração do Tributo. Modalidades Equiparadas TRF/5........................... Não-Repasse STJ – HC 10........................... Índole Civil TRF/3.........38...009962-8/MG ....... Fato Atípico TRF/5....................................009962-8/MG ........................ – RCr 2000............ Exacerbação da Pena TRF/1..............436/PR . 21.010285-1/PR ........................00...005460-4/MG .........................................983/00 TRF/1.ª Reg..............................................º 9.............ª Reg....... 14.38.................................ª Reg.................................. Prazo TRF/1......... 13.........................00..01..00.....001467-3/MG .................... Lei n......... – ACr 95.........ª Reg..... 10.024138-5/MG ....09798-7/RJ ......ª Reg.......207/PB .....................00.31959-8/GO .......03............................................ ICMS.......01..............ª Reg.....ª Reg...... – HC 2001.........................38..........347/RS .............................38.............. – RCr 1998...... Forma Continuada TRF/1..............38................... 17..ª Reg..ª Reg................00...............05....... – RCr 1998. 15.............28793-9/BA ....00.............................. Nomem Juris TRF/1.......... 19............................................... – RCr 2000.................ª Reg...............................01.......00.......... xx 80 75 80 75 83 92 ......38....04..010677-1/CE .....02............. – RCr 2001.............José Alves Paulino 8........................024138-5/MG ...........................029953-6/MG .......................... Equitação...........ª Reg..ª Reg..01...............064567-0/SP ............. Retratação em Juízo TRF/4.............................. Natureza Jurídica TRF/2...1....................... – ACr 95.........041748-4/DF ..... – ACr 95....01........................

...ª Reg.................................................................03........842/94 – DF .................................751/95 – DF .............................. TRF/3...............Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Arbitramento de Fiança STJ – RHC 2.....01................... – ACr 23...................514/95 – DF .............. – HC 9....................................................................... Ato de Promotor................................... 2............................... Compreensão TRF/4......................... – REsp 182........................................ Cancelamento STJ – RHC 8.............04......... – ACr 96................................04................................................................ª Reg..................22611-7/DF .................................. Competência STJ – RHC 5....................................183/SP .. Arrecadação.. Tributação STJ – HC 7.........................762/DF ........... – Ag 97..............................................................02............ Autenticação de Documentos STJ – HC 10.................................................................01..................ª Reg........ª Reg.............................05132-8/SC .....02...............529/96 – DF ........................................................ – HC 94.................... Denúncia Anterior TRF/1.........................762/RS ..................396/SP ............................ TRF/2........................................................41824-6/SC ............... – RHC 97..... – ACr 96. – ACr 36....... Argumentos Metajurídicos TRF/3............................................................ª Reg.....................13627-4/RJ ....................118670-3/SP .....066801-1/RS ...ª Reg............................................ Auto de Infração 1............... TRF/4........... TJDFT – ACr 20...................563/RJ ................. – EIACr 19........ Insubsistência STJ – RHC 10......04.. Atos Complexos....... Arresto de Bens TRF/4............ª Reg........................136/SP ..........42515-8/RJ ................. – ACr 98.........................................444/RS ..............ª Reg....................................039-1/RS ...................................................99...... Parcelas de Condutas TRF/2........... 3................. – ACr 36............ xxi 66 ...................530/90 – DF ............................................. – (EDcl)ACr 1999..................................... Atividades Ilícitas.....

............................................. – HC 7...........................................ª Reg.......... – RHC 3................................ª Reg....99......................062552-9/RS ....... Prova TRF/4......... Cálculo de Prescrição................................................04...... – ACr 98... Desnecessidade STJ – HC 3...401-2/SC ......ª Reg... Autoria........... – HC 1998....912/RJ ...............................01................ Busca e Apreensão STJ – HC 3............. – ACr 2000...............38693-6/RJ ...............295-0/PR ....................035251-0/SP ............. – ACr 97.............. Coisa Julgada TRF/1............... – ACr 97............. Conta Bancária TRF/4.................. – RHC 4................................................ 1........................... Redução STJ – HC 7....................... Bis In Idem .........02.......... Balanço Patrimonial 1..............................................................03............................... Em Escritório de Advocacia TRF/2....................................................................................02.............735/PR ..01033388-1/RS ........................ Base de Cálculo do Imposto.................. – ACr 1999.......................................... Auto de Infração STJ – (EDcl)HC 7...084693-8/SP .............01........................16410-0/RJ ....... Caixa-Dois TRF/1.............................. TRF/3.....6144-9/MG ......... Cancelamento Administrativo..01.117-0/SP ............. – RHC 4......................ª Reg................. Autoria Coletiva 1............. xxii 155 ...........................................................02...........000494-4/SC ....................................143203/TO ........................................ª Reg.................................................. – ACr 92...........04. Bloqueio de Valores.............00...................... – MS 99...... – HC 96...............ª Reg.......................................01..................ª Reg........... Individualização da Conduta............................028523-0/RJ ..................03.......... – HC 2000....01.............................................ª Reg..044/MG ............................846/PE ..04.........931/RJ ........... – HC 3........................ª Reg........................José Alves Paulino Autofalência TRF/4...........972-8/RS .......ª Reg... Elementos TRF/2...... Comprovação Documental TRF/3.................................. Bagagem Acompanhada TRF/2......

.................................................... 2...................................ª Reg..............ª Reg.................................091226-3/SP ...................07..............080-3/MG ............................... – HC 2000....... 3.............................................335/SP ............................ Indeferimento de Deligências TRF/4...03.......................... – ACr 98................................. xxiii 54 .................................140678-1/RS ....093958-7/SP ...................................ª Reg........................03.....047007-4/SP .........5................023238-8/SP ......................................04.03......................................... Exclusão de Culpabilidade TRF/2............... Fato Danoso e Culpa STJ – HC 4..........................103906-1/RS . Cédula de Crédito..................03................................................... – ACr 97.....................153/SP ................... Impenhorabilidade STJ – REsp 36...... – RHC 8.................................... TRF/3..... Substituição de Testemunha TRF/3..................... – ACr 97............. Cancelamento de Hipoteca TRF/4...554/ES ....................04............................... Intenção de Pagar o Débito TRF/3.................... ITBI.... – ACr 98......... – ACr 96............................. – ACr 97.................03...... – ACr 96.................03............................023840-0/SP .........................................04........03.. Cheque Sem Fundos TJDFT – ACr 2000..... – ACr 1999.........005443-9/DF .................01...............................03.....178/SP ................ – RHC 5.... – ACr 96..............04..............ª Reg......01.035251-0/SP ................... – ACr 97....01...... – ACr 1998................................................060407-2/SP .........................ª Reg...084482-0/SP ........805/MA .............................. Promessa STJ – RHC 5..... – ACr 96...ª Reg.063623-0/RS .... – ACr 97................. Causa Supralegal......038336-1/SP ... Cessão de Direitos..................................................................................089581-6/SP ........ – ACr 1....04...........................................................................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – RHC 7...........................03...........ª Reg....................... – ACr 97....01......................................................................699-0/SC ....735/PR ............. Nexo......... Cerceamento de Defesa 1........... TRF/4......................................................................................................020931-8/RS .........097349-1/SP ................03.............................03................................................................................ – ACr 2000....................................................... Causalidade...... – ACr 1996............................48053-7/RS .031305-1/SP .......................... Cancelamento... Ato Fiscal STJ – RHC 2.............03.........................................................................

.................... Circunstâncias Elementares do Tipo TRF/1............04........04............ Co-Autoria STJ – HC 7........................................ª Reg.......ª Reg.........01..ª Reg....................................... – ACr 96.ª Reg........044/MG .......247/PA ......244/RJ ................ Circunstâncias Judiciais TRF/4.................. TRF/4.............................................. 3........01..............01....................02...........ª Reg............01066801-1/RS ............................................... Classificação Penal 1.39564-7/PR ............................... Cobrança Coativa.19140-8/RJ ..... – ACr 1998........................ – RHC 5.................................... – ACr 98...ª Reg..........11037-6/RJ .................................................... – HC 97.............................................................. Prisão por Dívida TRF/2.....639/96 – DF ................................ TJDFT – ACr 36.... – HC 97......................01......... Circunstâncias Atenuantes 1......760/RJ .....................................125-0/PR .....................................................................................................02.01... Mínimo Legal TRF/1....................................José Alves Paulino Cobrança.........................................................................................00052048-8/MG ...... Denúncia............................... – HC 99.....................ª Reg.............. Crime Contra o Sistema Financeiro TRF/2...............02.....................................39891-0/DF .........04................... Confissão Espontânea TRF/4............ – ACr 1998...................................... Erro da Denúncia STJ – RHC 4.ª Reg.......................04.....................ª Reg...................... – ACr 96... Cobrança Coativa TRF/2........................ – ACr 1...................................055/SC.......ª Reg.069651-1/PR ............................445-1/SP ..074479-7/SC ....... TRF/1...... 2....... Circunstância Indiciária STJ – HC 9..........09798-7/RJ .............. Ação Penal TRF/2......... xxiv ........ – RHC 7................. – HC 96............................... Pena-Base..................39891-0/DF ....... Irregularidade STF – RHC 74................ 2....................... – ACr 97........................................

...105/RJ ......... 7............ Arma de Fogo STJ – CC 19........................................................................................... Lugar da Sonegação TRF/1.......... Comprovação 1....136/SP ...............866/RS .........................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Cobrança de Dívida....01.........................ª Reg... – ACr 98............ª Reg......... 5...01........................................00. 2...... Federal e Estadual TRF/1........... – RCr 215/ES .......................................................ª Reg..04.....................................................................ª Reg..........................................................030657-9/SP .........726/PR ..... – RHC 7................ xxv ............... – HC 97...... Coerção Ilegal......... – HC 98.. – ACr 97...................... Competência 1.........01............. Emissão de Notas TRF/4..................................ª Reg....................... Ação Penal STJ – RHC 3..........................................................................04.........73388-7/RS ......................................28610-6/AM .................... Deixar de Recolher Contribuição TRF/2......... – ACr 1999.................... – HC 98.......................01017017-3/RS ..........................01........................ COFINS STJ – HC 12.......................................... Compensação TRF/4.......................04... – CC 93.......04.......6144-9/MG .. Sonegação Fiscal........ Bis In Idem TRF/1.......... Munição........ 6................. Ato de Promotor STJ – RHC 5........ 4............... Fatos Remanescentes STJ – HC 5.......017482-8/RS .............................. – CC 99... Local.........................................972-8/RS ......38693-6/RJ ......04........... Argumento Metajurídico TRF/3...067775-2/RS ........ Autoria e Materialidade do Delito TRF/2....................................... Prefeito.. – HC 98..........03...........................................01.........00057774-9/MG ............... Coisa Julgada..... TRF/4.................... 3........................06043-4/RS .............02.99.........ª Reg......................... Ação Fiscal TJDFT – RO 755/95 ............................................... – RCr 98.............ª Reg.............ª Reg.ª Reg...............................471/PA .......................................... Crimes Conexos...............01. 2..........

.......................................99........ 155 Concurso de Pessoas TRF/1.......................................................................01.............. – ACr 98. – ACr 1999............ Prescrição TRF/3...........................................................................01......042/DF .................................579/SP ........ Pagamento............................................633/RS ..03......04................................. Dívida TRF/4...........30451-8/SC ........................ Concurso Material 1.......................... 1....... TJDFT – ACr 16............................................................... xxvi 135 ........................................... Concurso de Normas TRF/2................................................770/SP ..... – ACr 97......04.....ª Reg...04.......0057774-9/MG .......01....................... Contagem STJ – HC 12....ª Reg.... Contagem TJDFT – RSE 1999........ Concordata e Falência 1............................1..........................ª Reg.......... TRF/5... Tributo STJ – RHC 5. – ACr 95.......... – HC 581/96 – CE ....01..................ª Reg..........................................03. – ACr 7... – HC 97...........................16410-0/RJ ..1 – Prazo.................................................................009076-9/DF .................ª Reg....... 50 Concordata TRF/3.074183-1/SC .........................34346-4/DF .......04931-7/SC ................. Concurso de Crime 1............. – ACr 96....................164/95 – DF ............ª Reg........22485-6/BA ................. – HC 95.............068/RS ............ Suspensiva STJ – HC 16.0033704-8/BA .......... Prestação.....ª Reg..........José Alves Paulino 3................................................... Glosa da Dedução TRF/1................................... TRF/1....... TRF/4. – ACr 97..01...... Prescrição 2.................................................. 4................................................. Concurso Formal de Crime STJ – RHC 5..................021448-3/SP ......... 2...........................ª Reg.................ª Reg......... – ACr 2000..............0895778/SP .......02............ – ACr 92.............................................................................................01........

....571-1/DF ..............................................ª Reg........................ª Reg....................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – ACr 96..50927-6/SC ...............0006483-6/AM ... TRF/5....................................51750-3/SC ..............................726/PR .........25276-6/RJ ....... Configuração do Tipo................................ Condição............... – HC 581/CE ................................................... Conexão STJ – HC 7............764-0/SP ...............ª Reg............................................................. – ACr 1998...................................... – RCr 97................................... Poder Executivo STJ – RHC 7.. Condição Objetiva de Punibilidade STJ – RHC 7...........................03........ – HC 96.... Extrajudicial TRF/4.......ª Reg....04........ – (QO)ACr 2001....ª Reg......... – (EDcl)ACr 96....04......031138-8/RS . xxvii 290 ........... Condição de Procedibilidade........................... Atenuantes TRF/4......................................726/PR ...04...........02........ª Reg.....................................04.....430/96) STJ – RHC 7..................... Concurso Material de Crimes TRF/2................................................ – HC 1999....027540-7/SP .................. Ação Penal STF – ADIn 1.............................. – RHC 7.............. TRF/3.. 2......... Condenação Justiça Estadual.................................001155-3/RS .......01............................ Mesmos Fatos TRF/3................043/SC ..................................................... – ACr 1999....... – RHC 7...71... Condição de Procedibilidade........... Condição de Procedibilidade...01.. Decisão Administrativa TRF/1........... – ACr 97............................01.............................................º 9.......04...........................................................035/SC .......................................00...........03......056955-1/RS .................. (Art.63202-9/RS ..................ª Reg..................................................066473-3/SP ... Confissão 1................... Processo Administrativo STF – HC 80..................................... – HC 99.......................................................................... 83 da Lei n....................444/RS ............................ Representação..............................................................118/SP ...... STJ – RHC 7.......................................................157/SP ....................03........................................................................

............................................................. 1.......... – HC 581/96 – CE ... – RHC 4....................................................................ª Reg....... Falso Lançamento TRF/4.........ª Reg.............066473-3/SP ................................01..........José Alves Paulino Conflito Aparente de Normas.....07279-9/DF ....... – HC 94.................ª Reg.... Consumação TRF/1.................................01..01066801-1/RS .......ª Reg......... – ACr 95....................ª Reg................. – ACr 96....945-2/DF ...ª Reg.............. Antecedentes TRF/4.....................................01... TRF/4...............................ª Reg.........................04....................01.........17093-4/DF ........................................01........................ª Reg.................. – RCr 90..............................12536-0/DF ...........20494-4/DF .................................. Dano STF – HC 75...............................................12562-9/DF ....04........................05603-6/RS ...........04....................................................................................01.............01.......................26476-7/DF .......................................................25212-4/DF .................................................................. – HC 95............ – HC 95.................01.........01.......797-6/SP ..............01...... – ACr 96. xxviii 290 .........01............. – ACr 97........ – HC 95. Critério da Especialidade STJ – HC 4.................................. TRF/5.................03......................... – ACr 98........................................................................................................ – ACr 96..............................01066801-1/RS .13627-4/RJ ..............24420-4/DF ......................................... – HC 95............ 2. – ACr 98............02........ Contabilização Paralela da Empresa TRF/2................................................ – HC 95.................... Consideração Negativa.................................................. – ACr 94............... – HC 95...............26255-3/DF .............................. TRF/3...................01............. Imputação de Responsabilidade STF – HC 809...................................... TRF/2...... – RCr 97....19140-8/RJ ..............03.........912/PR .................................... – HC 97............ Concurso Formal......................933/RJ ..... – HC 95.........................................................................................................................................47877-9/DF ..................02.....22485-6/BA .....................................................01............................... – HC 95.....................675/SP ....................................................03106-3/DF ........ Constrangimento Ilegal TRF/3..........22460-0/DF ................. 2......ª Reg...... Efetiva Vantagem STJ – RHC 5........................................ Contador 1.002110-4/SP ...........................

....................................... TRF/5... Contrato de Financiamento... – HC 95....................138966-3/RS .............................. – ACr 1998............04.....................................009076-9/DF ........................................... – ACr 2000................................. Continuidade Delitiva STF – HC 76................................................................................. – ACr 2000........ – ACr 1999.................. Procurador da Empresa STJ – RHC 305/SP ............... – ACr 97.......04.................................................................56894-0/PR . Contágil TJDFT – RSE 1999.............056955-1/RS ..04........................................................................... TRF/4... – HC 77.....................51750-3/SC ............... – ACr 903/94 – PB ......................... 3................................................ Prescrição........................... TRF/2..............689/GO ...016467-4/SC ....03................... – ACr 97........... Aumento da Pena TRF/3............018615-9/SP ....................................................30451-8/SC ....................... – ACr 2000............................................03................................................ – (EDcl)ACr 96.01............... – ACr 96.........04.................................................03...................................................................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Contador................. xxix 99 ...........41651-0/SC ..................... – RCr 98......04.....04.04..........071966-0/SP .......094552-3/RS .......... TRF/4.................... – ACr 97.......04......04... – ACr 98..............................................01....................................................................01.. – ACr 96.........................71851-9/PR ...01081-8/PR ........................................01..................... Recurso STJ – CC 21..............ª Reg.. Não-Ocorrência STJ – REsp 189.............................. – ACr 97........ – ACr 745/93 – RN ...... TRF/3...............169-79/DF ..04......928-8/BA .............01....................................073084-9/RS ............................... – ACr 97.01......................030/SC ..........18195-6/RJ ....................................321/SP .....091830-1/RS ...04...................................................................................................04.................................ª Reg...............................................................................................................................04.....02................... – (QO)ACr 2001...........01................................ª Reg..........................................................146427-6/RS .................................................. – ACr 2000...........01066801-1/RS ......... STJ – RHC 3910-8/PA ...........978-1/RS .01.................. 1............ª Reg....................................... 2..................054756-7/SP ......................ª Reg.................................................... TJDFT – ACr 18........................... – RHC 5.............................1............ª Reg......................04.

....................................140/RJ .. 7........1 – Puro TRF/1.............074970-3/MG ....03......... – REsp 244.. Crime Omissivo 7..............................................03... – ACr 97......................ª Reg.............031/SP ......................ª Reg..................... – RCr 1999............00.............702/SP ...................03..........39867-1/RJ ............................... – Inq 95................. 4.ª Reg.................................................... Presidente 1...........02....ª Reg........................................... Animus Rem Sibi Habendi STJ – REsp 137............... Ato do Diretor-Presidente STJ – HC 6.................. Conduta Fraudulenta TRF/1.....260/RJ ... TRF/3.............................................. 5................. Sócio TRF/2.................ª Reg........ 6.......01............................................ 2.................... 3....03......................................................... – HC 1999................ 2........................01............060429-3/SP .............2 – Não-Repasse STJ – HC 10............................................ – HC 1999...............................................................................00.......................................................................................... Figuração.............. – REsp 231.................203/PB .... – ACr 97........060472-2/SP .............................. TRF/3............................ – ACr 8............................ª Reg..................00.189/RS .............03.......................ª Reg..................091226-3/SP .... – RCr 99....................... Crime Formal TRF/3. – HC 8............................................................... – ACr 1999.... Controvérsia. xxx ......ª Reg............................. 2.............273/SC............................................................................ – HC 2000.............. Data Recebimento da Denúncia STJ – RHC 9........... 2... Ato de Gerência TRF/3.........585/BA ............. Apropriação Indébita TRF/1.............................................020/SC ....................................................................................01..... Constrangimento Ilegal Caracterizado TRF/3..........................00074970-3/MG ........03........... – RHC 7.045336-0/SP ...462/SE ...................24637-0/MG . – RCr 96.......00...1 – Administrador STJ – REsp 135.. Contribuição Previdenciária..José Alves Paulino Contrato Social 1....014465-2/SP ...ª Reg................. 3...043410-8/SP ...............

..........128/RS ...................14097-0/MG ............................................... – ACr 7......... TRF/5.........................................................060429-3/SP ............................................. – REsp 244.....016855-9/SP ...... – ACr 96...........................ª Reg........................................................023238-8/SP ............................. TRF/1.....ª Reg........ – APn 97.......................031305-1/SP .......................09499-2/RJ .. 9....................03........................ Crime Plúrimo STF – HC 76..................................................................................................047007-4/SP ....................................084482-0/SP ..............................ª Reg......................................... Dificuldades Financeiras STJ – RHC 9.........054756-7/SP ....................01....089577-8/SP ........................941/AL .. 11..99......................03............................03................986/AL ....................03...................................................................................... – REsp 202........................02... Desconto e Falta de Recolhimento TRF/1.....03............. – ACr 1999....021675-5/SP .. – ACr 97.......................................................... 12............................................098945-2/SP .............................. – ACr 1.................... – RCr 2000.............ª Reg................579/SP .....671/CE ..............ª Reg.01........... – ACr 96...........008679-6/PA ................03......................................................................... – ACr 1999.........055691-9/RJ ........462/SE .........060429-3/SP ...........163/SC ...................... 7....................03................. – ACr 97....... – ACr 9........................03.........ª Reg................ – ACr 903/94 – PB ....................................... Dolo Genérico STJ – REsp 230.......................................................197/RS .......03....................................................031305-1/SP ...................ª Reg............................ – ACr 97.................................................03.............................978-1/RS ..................................................... Dolo Específico STJ – REsp 173...................01..................................................... – ACr 97........................ 8.............. TRF/3........... – ACr 96............................................023238-8/SP .................03..........................005460-4/MG .................... 10.38........................................ – ACr 97.. – ACr 96................................................ª Reg...............................03................03..................................................... – ACr 97................................................ – Inq 95.....................577/SP ....577/SP ...........................ª Reg..........03......097349-1/SP . – RHC 9............. xxxi 92 .......... – ACr 1997.....2 – Próprio STJ – REsp 218.......... – ACr 9.........................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/2................. – ACr 97........................02...................................................................... – ACr 97.554/ES ................................ TRF/3....................... TRF/2......................................00........................00...... – ACr 97............................... TRF/1............................................................ TRF/3......................

............................... Comprovação TRF/5.......... 20................... 15........... 18.................03................... – ACr 2000..........098945-2/SP ... TRF/5..............................................084693-8/SP ..........................008679-6/PA .........734/SE ..........................................................ª Reg............................... – ACr 96..............................................579/SP ............................................ – ACr 7........................093958-7/SP ............................ª Reg................................03......................... – ACr 98.....................................03..........................941/AL ..060407-2/SP ......035251-0/SP ....02..................................................................... – REsp 231.ª Reg........021675-5/SP ................................................ TRF/4...........1 – Omissão no Recolhimento..........................................ª Reg........................031305-1/SP ................................................03.................................ª Reg.................. – RHC 10.......José Alves Paulino 13..... – ACr 1996.. – ACr 97.............. – ACr 98............................................... – ACr 97................................... – RCr 1999............068/SC ......................................543/SP ................................................ 16..........................085730-4/SP ........ – ACr 1...... – REsp 189.... xxxii .....047007-4/SP ..023238-8/SP .................................ª Reg.............................................................01........................................ – REsp 173.........................................066/RJ ........................... – ACr 1997......... – ACr 96................... Pagamento Parcelado STJ – RHC 9...........................060429-3/SP ...............189/RS .....03...........................................................941/AL ......... Pagamento Parcial Antes da Denúncia STJ – HC 10......................................................................99............... Elemento Subjetivo STJ – REsp 153...................03................................................................. – HC 99..............99..03......088/RJ ........................................ – REsp 230..03....................197/RS .......... Grave Crise Financeira TRF/2... 19.......................................... – HC 11.................................................005797-3/RS ..056460-0/SP ........................ Estado de Necessidade TRF/1........................................................ 17..............................671/CE ...033761-8/SP ..............04..........03...........ª Reg........ª Reg... – ACr 96......00................... – ACr 97.....................................020/SC .....01.................03............... – ACr 97......................... – RHC 9..... Ilegitimidade Passiva TRF/3.03.......091226-3/SP ...........................03..197/RS .... – REsp 173............................ Materialidade e Autoria.............03................... – ACr 1999...................................................................... 14. Omissão no Recolhimento STJ – REsp 135.......................................... – RCr 277/CE ... TRF/3...........................................00............... 19.......................... – RHC 7................................................................ Inexigibilidade de Conduta Diversa TRF/3........... – ACr 97...........007/RS .........03..... – ACr 96...........................................31049-2/RJ ..............................................................................................................278/RN .................................................................................

.. TRF/3..002752-0/SP ....................ª Reg...............................01.. Substituição da Pena TRF/3.............................................................074364-4/PI ............. TRF/4...................... xxxiii 71 223 112 ..........879/RS .......................091226-3/SP ...............................................................................632/SP ................... 21................. – ACr 97.03....................940/SC .... – REsp 157............ – REsp 200........01... TRF/3........04..................................... – ACr 96...........................................................................ª Reg............ª Reg...............................03.03....023238-8/SP . – RCr 1999............................190/SC ................................................. – ACr 97.... Parcelamento........................................03... TRF/5............................ª Reg.......... – RHC 10........ª Reg............03..........00..................................................... Sócio Dirigente STJ – RHC 4............ 24.................... Princípio da Insignificância TRF/1................03...... – ACr 97..........ª Reg.051798-5/SP ... – REsp 173...................... 26.....03.... TRF/3....607/BA .......... 23........ 25..............................197/RS ...........................ª Reg...................026391-6/PR .......................................... 22................... – ACr 1996................. TRF/3..............................................................ª Reg............... – ACr 97......................................................... – REsp 223.............03.......836/RN ....... – ACr 97..................ª Reg..........ª Reg....................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – REsp 96...............................................................................035251-0/SP ....................1 – Repasse STJ – RHC 7.........................................23551-8/SC ................................................................................03.....ª Reg.......................113-7/SP .............03............... Recolhimento Parcial TRF/4...075696-4/SP ....393/PR ..................2 – Prova TRF/3............. – ACr 97. – ACr 97.............................................................. – RCr 277/CE ................................ – ACr 1999............. 24......047268-0/SP .................082751-8/SP ...........................99.........089577-8/SP .................................................074829-1/SP .......03........................ – ACr 1998....... – ACr 97........................................ Consumação TRF/3........................... Contribuição Social 1.............................00........................................ – HC 2000............... Pagamentos Atrasados STJ – RHC 4................031305-1/SP .........399/BA ...................... – RCr 1999............03...99..04....................................................................... Parcelamento STJ – MC 1....................................... Retenção 24.....084811-5/SP .....

................................................ª Reg....................................................584-8/RS ....................................04..............................01...............ª Reg........................183/SP .......995-3/SP ..................................ª Reg...................47892-2/DF ............... – RCr 96.......... Controle Paralelo TRF/4.... 277 50 66 Correição Parcial..................28428-4/RS .. Corrupção Ativa TRF/1....... Liquidação Extrajudicial TRF/4......................45049-4/PR .................................................................................. Dificuldade Financeira TRF/4......... – HC 73............04..........................ª Reg.....................308-2/RS ... – ACr 2......... – RHC 5...........04.... Fato....................315/SP .............. – ACr 97... Vestígios.....641/PR ............................................................................... Cooperativa 1...........760/RJ .............................................. 2....... Corrupção Passiva STJ – RHC 10...........................03...................................... – ACr 1999..................... – ACr 97.............. TRF/5..... – ACr 98..04.71851-9/PR .............. – CParc 99..................................... TRF/2.... Denúncia e Sentença STF – HC 76................. Fraude STF – HC 72.103369-8/RS ....................... Creditamento 1... xxxiv 158 ..................ª Reg. Corpo de Delito...................................04......................044223-2/PR ......... Contrato de Depósito TRF/4........03.038336-1/SP ........... – RHC 5.........................ª Reg...........................................................................089/DF ............ 3.....................................04...........................240/SE ......................................... Corpo de Delito............01.......................ª Reg.......... Desnecessidade STJ – RHC 7................................. – ACr 1..... Suspensão do Processo TRF/4.............. – ACr 1999.... Perícia STJ – RHC 2..........ª Reg.............................. – RHC 10....................................................................ª Reg.....01.................José Alves Paulino – ACr 97............................... Correlação................................... – ACr 97......590-8/SP ...............................01010152-0/PR ................................ Corrupção Ativa e Passiva TRF/4.......................508-0/MG .................................633/RS ...060407-2/SP ........................................... – RHC 3.........................................................................................

..........01...................ª Reg........04...........................................04.............................................................01..519/RJ ....................................................768/98 ..02.......... Conexos TRF/4....38168-3/RJ ........................... – ACr 97....................... TRF/2........................................................................99....................... Crime 1....04........................368/PI .. – HC 93.. – HC 6........... Autônomo STJ – RHC 4........ – HC 1998002000524-2/DF .......... TRF/5................................ – HC 5............................. – HC 7......................................... Coletivo STJ – HC 5................ – HC 97...........................................33152-7/PA .....................043921-4/DF ....01017017-3/RS ................... Crédito Tributário.............28428-4/RS ................................... Autoria Coletiva ou Conjunta STF – HC 71....... Alíquotas Diferenciadas STJ – RHC 5.................537/DF .............................................................................. – HC 98.. – ACr 1999........108684-1/SC ....................ª Reg...................................................................... – HC 521/95 – CE .................................... 5................................................................................................. TRF/4......................................................... – HC 6................................... 3................. – RCr 2000.......Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2...............ª Reg......................... ICMS......985/SP ... – HC 97........................................ – RHC 5..............657/SP ................754-0/SP ...... Ilícito..................01066801-1/RS .....ª Reg.....00057774-9/MG ......................................227/96 – DF .............................................ª Reg................ Constituição TRF/1............................................................................................ Diferimento STJ – HC 3.....077648-1/SP ........... 4.................................... – HC 1998002002663-5/DF ...........ª Reg...................................00.......... – ACr 98...........................................797/SP ................................................................................................................ xxxv ..........................................077/AM ..............................................896/MG ..............................03. TRF/3....... – RHC 4..................................................................06043-4/RS ........................................ 2..........................01................ TRF/1........260/RJ ...................... – ACr 98.................................................01.............................. TJDFT – EIRSE 1.............................788-8/SC .04.................... – HC 98........... STJ – RHC 11.......... 3.............269-1/SP ......................04.....ª Reg................... Continuado STF – HC 74........................... Indevido........................

....... Individualização da Conduta STJ – Inq 163-7/DF ................................... – ACr 97......................879/RS .....................................................................537/DF ..................................057020-5/RJ ..................... Omissivo 14..04..ª Reg.030/SC .................................. Formal........50777-1/RS ................................. 6...............01.......... TRF/4.........................................006403-5/SP ................... – HC 2001.....04.........................................................01....99.........04...... – (QO)ACr 2001........................................01......016467-4/SC .................. – ACr 2000..................................... 10......... TRF/3......................................................................... Nulidade....847-4/MG ...................02.........................163/SP ...................................................................................................................... – RHC 11.....................959-7/SP ..................... – HC 95............. Denúncia STJ – HC 4.... xxxvi 149 .......................... Dirigentes.......01....000-9/RJ ..............................................................657/SP .016324-7/SC .................................03.......................................................................... Prazo de Validade Vencido STF – RHC 80.......................................... Falso TRF/2..........71851-9/PR ..805/SP ........................00......................... 13......01............ Contra Relações de Consumo..... – RHC 5................ 12.....................28428-4/RS .792/SP .................... – RHC 4............... 5.... – RHC 4....................056955-1/RS ......... – RHC 5.......... – ACr 1998............ª Reg......................................ª Reg.................... 8..............................................................01......... 14....26620-0/RJ .... – ACr 97......................................... 11........................... Venda Mercadoria.....090-4/SP ........... – RHC 5.....1 – Não-Ocorrência STJ – REsp 189.......................... 7..................................... Meio da Sonegação STF – HC 76......... – RCr 1999........................................ – RHC 4... Responsabilidade STJ – RHC 4.............................379/SP .........04................ª Reg........................ – ACr 1999........................................................................04........................................................055/SC......................................................José Alves Paulino TRF/1.ª Reg... – HC 3.......125-0/PR .04...........1 – Competência TRF/2..034616-8/MG ............................. Fato Genérico.....................................................805/MA .............................. Impossível TRF/4. Mera Conduta STF – HC 76.......................ª Reg...................................... 9.......................................02...............04..................................................................031536-2/RS ........ – RHC 5................... – ACr 2000. – ACr 97.......................

..................................08075-5/PA .................... – HC 2000.............ª Reg............................................036239-6/ES ...............................889/SP ......................................... 15.. – HC 94.................... – HC 14............807/RJ ................ TJDFT – HC 6......................03.................................................................... TRF/4. 15..........04.................00.... Responsabilidade TRF/1......01.............01............................... – REsp 105.............................ª Reg.............................. 14............ TRF/5............................ – ACr 1999..060472-2/SP ..........647/SP ............70................ TRF/3..............................ª Reg...........3 – Complexo STJ – HC 13.................................ª Reg...............4 – Condição de Sócio ou Diretor STJ – REsp 132.......................03........................... – RHC 6.....................01...............................170/RJ .117/MG ............256/MG ...........ª Reg.99............. – RCr 2001.........................................................016855-9/SP ..016510-2/SP ....................676/SP ......................................... – ACr 1999...................822/95 .........003191-8/PR ....................................04.................................... TRF/1... – ACr 1999. – HC 5......................................... – ACr 1. – RHC 10.................................ª Reg..............................................009962-8/MG .............0028271-9/MG ..........986/AL ........................ª Reg..................00230-0/SC .............09...........570/RJ .............................03.................................................. – REsp 79.......02.......ª Reg............................ – ACr 97.................................... xxxvii 75 ............ TRF/3. – ACr 96..051/DF ............. – RHC 6...01........................................38............................. – HC 99.. – ACr 1998.........................................................................00.............. Societário STJ – HC 5.......................................... – CR 312/CE ......................................................................................................084693-8/SP .............03......01...............04.........................ª Reg................................ TRF/3................. – HC 97......2 – Próprio STJ – Ag 95....................44183-3/SC .............................ª Reg....................................................262/RS ................... 15................................................... TRF/2.................734/SE ..1 – Acionista Contratado TRF/1..............03...................................................2 – Administradores......................................................... – HC 1999.....030657-9/SP ..............079607-9/MG ....Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/4.................04.........................497/SP ..................026391.....................01.........................................016104-8/RS .................. – ACr 97..........99................. – REsp 218........................ 15...........99........................... – ACr 1999...6/PR ....................................................... – ACr 1999........................................ 15..............................

....... – RCr 96........... – ACr 98............................................. 15........950/BA .. TRF/3..............01..................8 – Elevado Número de Dirigentes TRF/2...................................................................................04..................................... – RHC 11. – HC 1999..............ª Reg.......02.01....................5 – Detalhamento da Conduta TRF/4..... – HC 1999.............................12 – Gerência...............10 – Fraude Comercial STJ – HC 14..03.....9 – Exclusão de Sócio STJ – RHC 7..........09499-2/RJ .............. – ACr 2000..............7 – Dirigente Empresarial TRF/1...............02.............00.............................. – ACr 2000......6 – Dirigente..................... 15.....089581-6/SP .......... 15..........13 – Gestor da Empresa TRF/3.............ª Reg.................................................................... – HC 97.................142/MG ......256/SC.....14 – Individualização da Conduta STF – HC 79........... 15.........................................................02............ – ACr 97...............................00211-6/PR ................. – HC 98.................01....... 15...........043410-8/SP ...........................00.José Alves Paulino TRF/3............................................................ª Reg.................. TRF/4...537/DF .. – HC 96..04.................... 15...047013-9/SP ...................... TRF/2..............01...263-2/MA ............................11 – Gerência STF – HC 75............................009392-2/MA ........... – APn 97...............03......................................... TRF/1.....................................399/SP ............................... 15...................... TRF/4...... TRF/3........ª Reg. – HC 99................. 15.......529/GO ................597/PA .........................71................ Aptidão Formal STJ – HC 6...............ª Reg...............036239-6/ES ...ª Reg...........................ª Reg............................... – RCr 96. Participação TRF/1.................079607-9/MG .......ª Reg......................ª Reg....................................................ª Reg............................................................... – RHC 9..... 15....03........ – ACr 1999............................... STJ – HC 13..............047013-9/SP ..31157-6/RJ .........................ª Reg............00005067-3/GO ..ª Reg............ª Reg.......02.................... TRF/2....020527-1/RJ ....01........................................ 15.076592-0/SC .......03.............................021633-1/RS ........ xxxviii ................01......................................................................................

................. – REsp 135........................ 15.264/GO .....304/ES ...............................................................................................003163-9/MA ...........035/SC .......... TRF/3............................................................................. – HC 96.........................19140-8/RJ ....ª Reg..................16 – Participação de Cada Sócio no Fato Denúncia................00...........02... Desnecessidade STF – HC 80..................... Gerência STJ – RHC 6....................377/SP ........ – APn 97................19 – Particularização...................... 15.016510-2/SP ........... – RHC 7...................................................... – HC 2000....................ª Reg...... TRF/2..................................................... 15............01.....ª Reg........00.... xxxix ........................................ – ACr 94................................15 – Não-Participação na Gerência STJ – RHC 6.. 15......................... Gerência TRF/2..696/BA .............. – HC 97.007997-0/SP ........ª Reg..............ª Reg.......23 – Sócios da Empresa TRF/1........................................................ª Reg........... STJ – RHC 6.................................18 – Particularização da Conduta STF – RHC 74..19140-8/RJ .......ª Reg.... – HC 96........... – HC 2000.....................................................256/SC ................................ª Reg.........................................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 15............611-2/RJ ........................00....... – RHC 7.....03................................... TRF/3.....................................................ª Reg............... TRF/1...............01................................................................................................ – HC 1999.............. STJ – HC 6........................................01...00004635-8/AC ..... TRF/2...................................ª Reg........................ – RHC 6..............02.....02..ª Reg.............. – HC 98....................30103-4/DF ......445-1/SP ............................................................. – HC 96....02................ 15.....24 – Sócio Proprietário.............0019611-2/PA ...................................38978-8/RJ .......03.014/MA ..09499-2/RJ ..................00.......................................................01...... 15.03................... 15...............................01................................................. Administração da Contabilidade TRF/2................................... – HC 97....377/SP .01.............................. – HC 97...............043410-8/SP .... – HC 99...22 – Sócio-Gerente TRF/1........... 15................................................ – RHC 6...............14320-3/TO .....................................................03...................20 – Responsabilidade.........007657-5/SP ............................. – HC 97..........21 – Responsabilidade Técnica TRF/3.... 15..............807/RJ .17 – Participação de Sócio TRF/1..................................56419-5/AC .........................

.........4....... Crimes Conexos.................01........................... – RHC 8......... – RHC 8.. Vínculo Entre Sócios TRF/2.........4...................... – RHC 7........................024-6/SC ............................................................ TRF/4......140/RJ ...............01..805/MA ..... 16...........ª Reg.............04...............2 – Individualização da Conduta STJ – RHC 4................... Crime Confirmado TRF/4................ – RHC 4.........355/SP ......... 16........................735/PR ....................................2 – Participação.........................862-9/SC ........................ 16......................50927-6/SC ................................................ 16...................................... 17..............1 – Dirigentes da Empresa......................................... – HC 7.....02.............04....................... Cláusula Contratual STJ – RHC 3...........................4 – Sócio Cotista.....3 – Sócio Acionista STJ – HC 4....279-0/SC ........... – RHC 7... Bem do Gerente........ 16.......279-0/SC ............... – ACr 97..................................................134/RS ......................... – RHC 6....................... Participação STJ – RHC 2............................................................174-7/SP ....................... STJ – REsp 36............... – ACr 97......078167-5/MG ..36535-0/ES ..................... 16........ – ACr 98....4 – Poder de Gerência................................................................... Competência STJ – CC 12...........ª Reg..... xl .......066801-1/RS ................................ Consolidação STJ – RHC 3....ª Reg..................................................................................................................................6 – Sócio Sem Gerência TRF/1........................................ 16.....................................4......4.................................................................................................................................................... Participação STJ – RHC 9...........................................244/RJ ..320/SP . Denúncia. Deliberação STJ – RHC 2................................. 16..04...................................................................................................00...1 – Detalhamento.28428-4/RS .................................................................................. – ACr 96.........José Alves Paulino 16..846/PE ..117-0/SP .......................................................... 16......010/MG ..................5 – Privacidade na Administração...............3 – Penhora...ª Reg.................................728/SC..................................951/SP ................. – HC 99.......... – HC 8.............080-3/MG ....... Participação STJ – HC 7............................................................ Pormenorização.......4..........4............ 16..................................................

........................................01..30103-4/DF ............................................................ Crime de Quadrilha...........ª Reg............ Exame em Bloco TRF/1.....ª Reg...01.....................ª Reg.......................................... – ACr 8.......03. – HC 2001.... – RCr 98....01....01......01..............07279-9/DF ...... 4.......................... 2..01....542/RJ ..........................ª Reg... Apropriação Indébita TRF/1. – HC 93...............................................................01........................................................... Insubsistências STJ – HC 6..................006718-7/DF ...... – ACr 97...............ª Reg.... Prazo Contagem STJ – HC 12..........ª Reg.................................. Crime Contra o Sistema Financeiro e Ordem Tributária TRF/1.04............03...............ª Reg.......................................... Crime Impossível TRF/1.090173-7/SP ...ª Reg................... TRF/3. Crime Único TJDFT – ACr 19990110221445/DF ..................04...............................702/SP . 3.........................................................36168-3/DF ..... – (QO)ACr 2001. – ACr 97........................... 5..... – HC 98..... – ACr 94................................ TJDFT – (EDcl)ACr 19980110175553/DF .770/SP ..Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Crime Continuado 1....60429-3/SP .. 1........ Crime de Bagatela TRF/4....................................000093313-0/MG .................... – ACr 96......................33152-7/PA ................................ Utilização de Notas Fiscais Frias STJ – HC 5..01......................215/MA ................................................ Prescrição............................................................................................................................. xli ..ª Reg....770/SP ....... – ACr 95..ª Reg....06378-4/SC ..................................................................... 6..............................ª Reg.. TRF/3.....................................034616-8/MG ................................................00.............056955-1/RS .......................................... Crime Fiscal e Descaminho TRF/1..................................... Crime Formal TRF/1... Sonegação Fiscal STJ – HC 12................................... – HC 98.. Acréscimo TRF/4...... Crime de Dano TRF/1..............

José Alves Paulino

Crime Material ou de Resultado
TRF/1.ª Reg.
– ACr 96.01.07283-7/DF .............................................................................
– ACr 96.01.09080-0/DF .............................................................................
– ACr 1998.01.00.050427-0/MG .................................................................
TRF/2.ª Reg.
– ACr 1.861/RJ .............................................................................................
TRF/4.ª Reg.
– ACr 1998.04.01.046009-6/PR ..................................................................

Crime-Meio
STJ
– MC 1.191/SC .............................................................................................
TRF/1.ª Reg.
– HC 98.01.087474-7/DF ............................................................................
– HC 99.01.00.105654-2/DF .......................................................................
1. Absorção
STJ
– RHC 1.767-0/SP .......................................................................................
– RHC 2.145-0/SP .......................................................................................
– RHC 4.675/SP ...........................................................................................
– RHC 5.068/RS ..........................................................................................
TRF/1.ª Reg.
– ACr 95.01.18471-4/DF .............................................................................
2. Falsidade Ideológica para a Sonegação
STJ
– HC 4.340/RJ ..............................................................................................
3. Medida Constitucional. Criminal. Parcelamento. Após Denúncia
STJ
– MC 1.191/SC .............................................................................................
4. Quebra de Sigilo Bancário
STJ
– RHC 6.566/PR ..........................................................................................

135

Crime Multitudinário
STF
– RHC 74.445-1/SP .....................................................................................

Crime Omissivo
1. Contribuição Previdenciária
TRF/1.ª Reg.
– RCr 2001.38.00.009962-8/MG .................................................................
TRF/2.ª Reg.
– APn 97.02.09499-2/RJ ..............................................................................
– ACr 97.02.36535-0/ES ..............................................................................
TRF/4.ª Reg.
– ACr 1999.70.09.003191-8/PR ..................................................................

Crime Omissivo Puro
TRF/1.ª Reg.
– RCr 1999.38.00040568-6/MG ..................................................................
TRF/2.ª Reg.
– ACr 1.554/ES ............................................................................................

xlii

75

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Crime Único
TRF/4.ª Reg.
– ACr 97.04.01081-8/PR ..............................................................................

Crise Financeira
1. Contribuição Previdenciária
TRF/2.ª Reg.
– APn 97.02.09499-2/RJ ..............................................................................
– ACr 97.02.36535-0/ES .............................................................................
2. Repercussão. Vida Pessoal do Sócio
TRF/4.ª Reg.
– ACr 1998.04.01.055709-2/SC ...................................................................

Custódia Provisória
TRF/2.ª Reg.
– HC 95.0217100-4 .......................................................................................

Débito de Pouca Monta
TRF/3.ª
– ACr 96.03.091243-3/SP ............................................................................
– ACr 96.03.93971-4/SP ..............................................................................
– ACr 97.03.060472-2/SP ............................................................................
– RCr 97.03.019914-3/SP ............................................................................
TRF/4.ª Reg.
– ACr 97.04.01928-9/SC ..............................................................................
– ACr 97.04.06378-4/SC ..............................................................................
– ACr 1998.04.01.022454-6/SC ...................................................................

Débito. Discussão Extra Penal
STJ
– REsp 189.145/RS ......................................................................................

Decisão Administrativa. Precedentes
TRF/1.ª Reg.
– ACr 94.01.30103-4/DF .............................................................................

Decisão Administrativa. Repercussão
STJ
– RHC 3.064-0/PR .......................................................................................
– REsp 23.789-4/RS .....................................................................................
1. Área Penal
STJ
– RHC 6.536/SP ...........................................................................................

Declaração Falsa à Autoridade Fiscal
STJ
– REsp 174.666/DF .....................................................................................
TRF/1.ª Reg.
– RCr 2000.01.00.059696-9/DF ..................................................................
TRF/3.ª Reg.
– RCr 1.514/SP .............................................................................................

Declaração Falsa no Imposto de Renda
STF
– RHC 75.818-1/DF .....................................................................................
STJ
– REsp 169.805/DF .....................................................................................

xliii

José Alves Paulino
TRF/3.ª Reg.
– HC 2000.03.00.020007-2/SP ....................................................................
1. Abatimentos
TRF/1.ª Reg.
– ACr 94.01.23120-6/DF .............................................................................
2. Omissão Quanto à Aquisição de Bens
TRF/2.ª Reg.
– ACr 98.02.38693-6/RJ ..............................................................................
3. Prova Indiciária
TRF/1.ª Reg.
– ACr 94.01.26476-7/DF .............................................................................
– ACr 94.01.37793-6/DF .............................................................................
– ACr 95.01.032065-0/DF ...........................................................................
– ACr 95.01.30818-9/DF .............................................................................
– ACr 95.01.31307-7/DF .............................................................................
– ACr 95.01.36168-3/DF .............................................................................
– ACr 96.01.08997-7/DF .............................................................................
– ACr 96.01.20257-9/DF .............................................................................
– ACr 96.01.24990-7/DF .............................................................................
– ACr 96.01.26920-7/DF .............................................................................

Defensor Dativo
TRF/4.ª Reg.
– ACr 1999.04.01.020936-7/SC ...................................................................

Defesa
1. Desinteresse. Despreocupação Justiça Criminal
TRF/4.ª Reg.
– ACr 1999.04.01.020931-8/RS ...................................................................
– ACr 1999.04.01.020936-7/SC ...................................................................
2. Processo Fiscal
TRF/3.ª Reg.
– RCr 99.03.031313-2/SP e 97.03.035262-6/SP ........................................

Defesa. Fatos Narrados na Denúncia
TRF/5.ª Reg.
– HC 251/92 – CE ........................................................................................

Deixar de Recolher
TRF/2.ª Reg.
– RCr 94.02.21674-0/ES ..............................................................................
– ACr 95.02.03306-0/ES ..............................................................................

Delito Caracterizado
STJ
– RHC 10.183/SP .........................................................................................

66

Delito Continuado
TRF/1.ª Reg.
– HC 93.01.20039-2/DF ..............................................................................
1. Crime Autônomo
TRF/1.ª Reg.
– HC 93.01.20039-2/DF ..............................................................................

Delito de Bagatela
TRF/4.ª Reg.
– ACr 1998.04.01.022454-6/SC ...................................................................

xliv

145
145

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Delito de Evasão de Divisas
1. Lei do REFIS
TRF/4.ª Reg.
– HC 2000.04.01.103906-1/RS ....................................................................

Delitos Distintos. Fatos Distintos
TRF/1.ª Reg.
– HC 98.01.00.01.6144-9/MG .....................................................................

Delito Omissivo Próprio
TRF/3.ª Reg.
– ACr 1999.03.99.016855-9/SP ...................................................................
– ACr 1999.03.99.118.670-3/SP ..................................................................

Delito Societário
STF
– HC 73.590-8/SP ........................................................................................
– HC 74.807-4/MT ......................................................................................
TRF/2.ª Reg.
– ACr 94.0211841-1/RJ ................................................................................
TRF/3.ª Reg.
– ACr 2000.03.99.006404-7/SP ...................................................................
– HC 2000.03.00.026468-2/SP ....................................................................

Denúncia
STJ
– REsp 79.506/DF .......................................................................................
1. Aditamento
TRF/4.ª Reg.
– MS 1999.04.01.136715-1/SC ....................................................................
– RCr 2000.04.01.108684-1/SC ...................................................................
2. Anterior ao Auto de Infração
TRF/1.ª Reg.
– ACr 96.01.03756-0/DF .............................................................................
– ACr 96.01.07283-7/DF .............................................................................
– ACr 96.01.22611-7/DF .............................................................................
– ACr 96.01.24992-3/DF .............................................................................
– ACr 96.01.24995-8/DF .............................................................................
3. Anterior ao Processo Fiscal. Carência de Ação
TRF/1.ª Reg.
– ACr 95.01.34346-4/DF .............................................................................
– ACr 96.01.07283-7/DF .............................................................................
– ACr 96.01.09080-0/DF .............................................................................
4. Anterior ao Término da Procedibilidade Fiscal
TRF/1.ª Reg.
– EACr 96.01.24420-4/DF ...........................................................................
– RCr 95.01.20327-1/DF .............................................................................
5. Apócrifa. Irregularidade.
STJ
– REsp 116.858/DF .....................................................................................
– RHC 3.651-6/DF .......................................................................................
6. Ausência de Dolo
TRF/5.ª Reg.
– RCr 279/CE ...............................................................................................

xlv

281

José Alves Paulino
7. Condição (Art. 83, Lei n.º 9.430/96)
TRF/1.ª Reg.
– HC 97.01.00004635-8/AC ........................................................................
– HC 97.01.00013639-8/MA .......................................................................
8. Condição de Procedibilidade
STJ
– RHC 2.308-2/RS .......................................................................................
9. Condição de Procedibilidade. Processo Administrativo
STJ
– HC 8.749/PE .............................................................................................
TRF/1.ª Reg.
– HC 98.01.0045648-9/MT ..........................................................................
10. Condição de Procedibilidade Fiscal
TRF/1.ª Reg.
– HC 98.01.0045648-9/MT ..........................................................................
11. Delimitação de Conduta
TRF/2.ª Reg.
– RCr 392/RJ ................................................................................................
12. Desconstituição do Lançamento
TRF/1.ª Reg.
– ACr 1998.01.00.050427-0/MG .................................................................
13. Descrição da Participação. Exata Dimensão
STJ
– RHC 6.695/BA ..........................................................................................
TRF/2.ª Reg.
– HC 96.02.38978-8/RJ ...............................................................................
14. Descrição. Fatos
TRF/1.ª Reg.
– HC 97.01.00052048-9/MG .......................................................................
TJDFT
– RSE 19990110119100/DF .......................................................................
15. Dimensão. Conhecimento
TRF/4.ª Reg.
ACr 98.04.01066801-1/RS ...........................................................................
16. Diretor da Empresa
STJ
– HC 4672/RJ ...............................................................................................
– HC 5.368/PI ..............................................................................................
– HC 5.519/RJ ..............................................................................................
– HC 5.647/SP .............................................................................................
– REsp 79.051/DF .......................................................................................
– RHC 5.896/MG .........................................................................................
17. Duplicidade
TRF/4.ª Reg.
– ACr 2000.04.01.040888-5/PR ..................................................................
18. Fato não Alcançado
TJDFT
– RSE 19990110058199/DF .......................................................................
19. Fato Remanescente
TRF/4.ª Reg.
– RCr 95.04.38203-7/RS ..............................................................................

xlvi

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais
20. Genérica. Autoria Coletiva
TRF/4.ª Reg.
– HC 97.04.43684-0/RS ...............................................................................
21. Indicação da Conduta
STJ
– HC 4.470/PB .............................................................................................
– HC 5.368/PI ..............................................................................................
– HC 5.647/SP ..............................................................................................
– HC 6.260/RJ ..............................................................................................
– RHC 4.985/SP ...........................................................................................
– RHC 6.889/SP ...........................................................................................
22. Indícios de Autoria
TRF/3.ª Reg.
– HC 98.03.090173-7/SP .............................................................................
23. Individualização de Conduta
TRF/2.ª Reg.
– HC 1999.02.01.036239-6/ES ....................................................................
TRF/3.ª Reg.
– RCr 96.03.047013-9/SP ............................................................................
24. Mera Exposição do Fato
STJ
– HC 8.051/PI ..............................................................................................
25. Novo Procedimento
TRF/4.ª Reg.
– MS 1999.04.01.136715-1/SC ....................................................................
26. Núcleo
STJ
– HC 9.247/PA .............................................................................................
27. Participação. Sócio
STJ
– RHC 2.174-7/SP ........................................................................................
– RHC 2.399-9/RS .......................................................................................
28. Peça Estereotipada
TRF/1.ª Reg.
– ACr 96.01.08816-4/DF .............................................................................
29. Prova-Base
TRF/1.ª Reg.
– ACr 96.01.08816-4/DF .............................................................................
30. Recebimento. Capitulação
TRF/1.ª Reg.
– HC 96.01.49227-5/MG .............................................................................
31. Recebimento Parcial
TRF/4.ª Reg.
– RCSE 2000.72.01.005169-2/SC ................................................................
32. Recebimento Tácito
TJDFT
– RSE 19990110369806/DF ........................................................................
33. Relações de Consumo
STJ
– RHC 8.320/SP ...........................................................................................

xlvii

José Alves Paulino
34. Retificação de Declaração. (Art. 147, CTN)
TRF/1.ª Reg.
– ACr 96.01.07283-7/DF .............................................................................
35. Revogação. Recebimento. REFIS
TRF/4.ª Reg.
– (EDcl)RCr 2000.71.00.009945-8/RS ........................................................
36. Revolvimento da Prova
STJ
– HC 8.051/PI ..............................................................................................
37. Sintética
STJ
– RHC 2.308-2/RS .......................................................................................
38. Superveniente
STJ
– RHC 9.844/MG .........................................................................................

Denúncia. Acusação Genérica. Mera Qualidade de Sócio
STJ
– HC 9.906/PE .............................................................................................
– HC 11.831/MG .........................................................................................
– HC 13.038/SP ...........................................................................................
– HC 13.170/RJ ............................................................................................
– HC 14.117/MG .........................................................................................
– REsp 218.986/AL .....................................................................................
– RHC 10.497/SP .........................................................................................
– RHC 11.231/MA .......................................................................................

Denúncia. Descrição da Participação. Sócio
STJ
– RHC 4.657/SP ...........................................................................................
– HC 4.805/MA ............................................................................................
TRF/2.ª Reg.
– ACr 97.02.36535-0/ES ..............................................................................
– APn 97.02.09499-2/RJ ..............................................................................
– HC 96.02.38978-8/RJ ...............................................................................
– HC 97.02.42515-8/RJ ...............................................................................
TRF/3.ª Reg.
– HC 99.03.00.043410-8/SP ........................................................................

Denúncia Espontânea. Débito Fiscal
STJ
– HC 8.938/RS .............................................................................................

Denúncia. Inépcia. Sentença Condenatória
STJ
– RHC 2.565-2/DF ......................................................................................

Denúncia. Sócio-Gerente. Conduta. Individualização
1. Condição de Procedibilidade. Proc. Adm.
STJ
– HC 8.749/PE .............................................................................................
2. Cotista Minoritário. Poder Gerencial
STF
– HC 73.590-8/SP ........................................................................................

xlviii

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais
3. Diretoria da Empresa
STJ
– HC 4.672/RJ ..............................................................................................
– HC 5.368/PI ..............................................................................................
– HC 5.519/RJ ..............................................................................................
– REsp 79.051/DF .......................................................................................
– RHC 5.896/MG .........................................................................................
4. Dispensa
STF
– HC 71.788-8/SC ........................................................................................
– HC 75.774-0/R ..........................................................................................
5. Espontânea
STJ
– HC 8.938/RS .............................................................................................
6. Exaurimento da Via Administrativa. Desnecessidade
TRF/2.ª Reg.
– ACr 94.0211841-1/RJ ................................................................................
– HC 96.0243417-1/RJ .................................................................................
– HC 97.0205658-6/RJ .................................................................................
– HC 97.0207620-0/RJ .................................................................................
– HC 97.0218159-3/RJ .................................................................................
– HC 97.0218976-4/RJ .................................................................................
– HC 97.0233774-7/RJ .................................................................................
7. Exaurimento da Via Administrativa. Necessidade. Interesse de Agir
TRF/2.ª Reg.
– HC 96.0220225-4/RJ .................................................................................
– HC 96.0235616-2/RJ .................................................................................
– HC 96.0238001-2/RJ .................................................................................
– HC 97.0211064-5/RJ .................................................................................
– HC 97.0214848-0/RJ .................................................................................
– RCr 97.0220064-4/RJ ................................................................................
TRF/5.ª Reg.
– HC 581/96 – CE ........................................................................................
8. Incidência da Conduta
STJ
– HC 4.470/PB .............................................................................................
– HC 5.368/PI ..............................................................................................
– HC 5.647/SP ..............................................................................................
– HC 6.260/RJ ..............................................................................................
– RHC 4.985/SP ...........................................................................................
– RHC 6.889/SP ...........................................................................................
9. Mera Exposição do Fato
STJ
– HC 8.051/PI ..............................................................................................
10. Núcleo
STJ
– HC 9.247/PA .............................................................................................
11. Princípio da Correlação. Descrição do Fato. Definição Jurídica Diversa
TRF/2.ª Reg.
– ACr 96.0208081-7/RJ ................................................................................

xlix

ª Reg............... TRF/1..................... Ação Anulatória STJ – REsp 17......872-1/SP ..............................742-3/PA ............... Relação de Consumo STJ – RHC 8. 2.............................. Da Quantia.......... – HC 95........... 13............... – HC 99....................... Ação Ordinária STJ – RHC 3.................................................................................................................................................. Indicação STF – HC 71......01013351-0/PR .....0211841-1/RJ ......................................................... Descabimento de Habeas Corpus................ TRF/2..............04.................. Imunidade Parlamentar............... – HC 2000................ – RHC 1............................ – RHC 1................... – ACr 2000.... Deputado Distrital 1...........01100243-8/PR ......................................125305-8/PR ......................................320/SP ........... Deliberação da Câmara TJDFT – ACr 1955099/DF ..........0218193-0 ................................04.. Depósito Judicial...039/DF ........................ Pretensão..505/95 – DF ..............ª Reg.............................051/PI .....................................788-8/SC ...............................776-0/RS .............145/MT ............ – REsp 141881/RJ ........... Trânsito Injulgado STJ – RHC 3........... 3..................................... – ACr 94................... – HC 99.............................................. Responsabilidade.......................................................................... 15....... Nulidade de Débito TRF/4......01.......... 2........872-1/SP ...00079607-9/MG .......................................................... l 206 214 ... 214 Depósito Judicial............................. Sentença Condenatória................. Discussão TRF/2............................................................................................................................... Revestimento da Prova STJ – HC 8...................ª Reg.............145/MT .633/RS ... 1................................................................. In Dubio pro Societate TJDFT – RSE 1.................................................................................ª Reg.................. Ação Ordinária STJ – RHC 3.... 14............. Depositário Infiel STJ – RHC 5............ TRF/4.........01.............. Endereçamento STJ – HC 4........04..José Alves Paulino 12................................................................ Depósito Judicial da Quantia...................................................................... Princípio...............ª Reg.....................

...03.....103906-1/RS ...................01................................................ – RCr 98..............01..............04...........................................020527-1/RJ .........31471-7/DF ......... – ACr 96..............................036910-3/SP .03............................................ – RCr 97..0218087-3/RJ .........023830-2/SP ........................ Despesas Glosadas.........................93971-4/SP ................04... – HC 2000.......................................819/GO ....ª Reg........ Desclassificação STJ – RHC 1.............................. Descabimento de Habeas Corpus ..... Descaracterização do Ilícito Penal 1.............ª Reg.........ª Instância STJ – REsp 120.......................................................... Desídia do Repasse TRF/2.... Descaracterização do Ilícito Penal e Tributário TRF/3.......... – ACr 2000.......43150-0/DF ...01..................089577-8/SP .... Desclassificação do Delito.03.........ª Reg......................... Trânsito Julgado STJ – RHC 3............................ Ausência de Dolo TRF/3........02............................019914-3/SP ........................................................ª Reg...ª Reg........................ Receita Federal TRF/1.......................01............767-0/SP ........... – ACr 97......... – ACr 97...............................08940-4/RS ........................................................................03................................................... Sonegação Fiscal TRF/2............................060429-3/SP ...................99....... Desestabilização Econômica................................................742-3/PA . li 107 ........... Desclassificação.....ª Reg.................... Sentença Condenatória...........006403-5/SP ................ – ACr 96.......................................... Falsificação Documento Público.ª Reg....767-0/SP .. Argumento Metajurídico TRF/3....................... Descriminalização Indireta TRF/3.. 2.............ª Reg.... – RCr 92..................ª Reg..Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Desbloqueio de Conta Bancária TRF/4....03......... – ACr 96....................................03............... Desclassificação de Conduta TRF/4...ª Reg................. Desclassificação do Delito STJ – RHC 1.. – ACr 2000.. Descriminalização da Conduta TRF/3................ – ACr 96....................03............................................ – ACr 97.................

.................. lii 112 .......................118670-3/SP .....047007-4/SP .......... – ACr 97... – ACr 96............. – ACr 97...................... – HC 96.............038336-1/SP . Devido Processo Legal 1........................... Excludente de Culpabilidade TRF/5............. Auto-de-Infração TRF/2................00.794/SC .............................99...03............................ª Reg....... Fase Judicial TRF/2... – ACr 2000.....03...................21772-8/DF ................................................................. – ACr 2000......................03................. – ACr 97................................................01............................................. Diligência........................035251-0/SP ................... 2..............................054756-7/SP ..... – ACr 97........................003814-0/SP .................577/SP .................99.... Excludente de Punibilidade TRF/3............................ – ACr 95......043625-0/SP .................................................ª Reg.......................02.......................................................................................03...... – ACr 97..............579/SP .......... 2.............................04.........................03.. – ACr 96........................................................... – ACr 97......089529-9/SP ....................03.......... – ACr 7..... – ACr 96...José Alves Paulino 1........... Da Empresa e do Réu TRF/4.................. – ACr 96......99...................ª Reg............................................. – ACr 1999......0214273-1/RJ ....................074829-1/SP ....................ª Reg.......................................................... – HC 95........................03................................................................................. – ACr 97.................................. – ACr 96..................................................03...99.....................................................091226-3/SP .097349-1/SP ..................................03....... Juntada de Documentos STJ – HC 4..............093958-7/SP ...............11037-6/RJ ......................................................................................ª Reg....240/SE ......................................03.......03............021675-5/SP .........................................060429-3/SP ...... – ACr 97................................. – ACr 1999.............060407-2/SP ....................... 3..................................03.........064567-0/SP ..........................................03..................01........ 3............................................................ Ocasião....01........061547-4/SP .............. – (EDcl)ACr 1999....................................................... – HC 96.......... – ACr 97...................114721-0/SC ..ª Reg...089581-6/SP ...........01..................................ª Reg................................................ – HC 1999............077648-1/SP .. Prova TRF/1........................03....................03.. – ACr 1999..........................99.........03..... – ACr 98. Dificuldade Financeira 1............03.............. Dificuldade Econômica TRF/1..........03.....12207-9/DF ........03......................03.........................089577-8/SP ...........................0015713-9/RO ................ – ACr 1999...02328-8/SP ..03........................................ – ACr 2..... – ACr 9...........

...............129160-2/PR e 1999..............................................................052320-3/RS ... – ACr 1999...............115585-8/RS ...... 6..... – ACr 1999...............01................ª Reg....................01.............. – ACr 1999..04............04.....01......................444/SC ............................ª Reg......ª Reg...................... Diligência............... liii ......................045138-1/RS . – ACr 96............978-1/RS ............ – ACr 2000.....................044242-6/RS .............. – ACr 1999..............ª Reg...................07330-7/RS ...........................................055954-8/RS .....................04......................................................01...........................................940/SC ................................01.... Responsabilidade do Administrador STJ – REsp 293..................... – ACr 1998..045362-8/DF .....45345-0/RS .................................................................04......04..................... – ACr 96...........01......01........................................04...........01........017419-5/RS .....04...........53754-7/SC .. Perícia.........04.................................................04...........26921-5/DF ............. – HC 96...... 4..053734-0/RS .............04....... – ACr 1998............... Documentos Contábeis TRF/4......... Direito à Intimidade e Vida Privada TRF/1................. Diligência........ – ACr 98.......... – ACr 1998........................04..................................................04..ª Reg........04.. – ACr 1999.............016104-8/RS ........................................00............................. – ACr 1999..........................ª Reg......... TJDFT – ACr 16............................................. – ACr 96...............014380-4/RS .................01.......................... Juntada de Documento STJ – HC 4.......01......04..... 5.......52901-3/SC ................04............41651-0/SC .013620-7/RS ....................................01.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/4................................01.................................... – HC 2000...............04...............048730-2/RS .............................................................164-95 – DF ..........................091521-3/RS ........ Comprovação TRF/4.ª Reg........................................01............... – ACr 2000..................................................... – ACr 1999.....................................................04......01. Inexigibilidade de Conduta Diversa TRF/4..........794/SC.................... – HC 76....................... Direito de Recorrer em Liberdade STJ – RHC 10............. Direito de Apelar em Liberdade TRF/4..................................... Direito Intertemporal STF – (EDcl)HC 76...04..847-4/MG ....01..... – ACr 1998.....................................129161-4/PR ...01.... Dirigente de Sindicato 1..... Ônus da Prova TRF/1.................. – ACr 97................04.......................

...................................................................................... – ACr 97.........................................087474-7/DF .............................. – HC 9....................... – RCr 95. 2..... Despesa Operacional TRF/1....00...................... – ACr 1999...................... Apropriação Indébita...........03............... – RCr 98. – Inq 49/91 – PB .............075542-9/SP ...............................................01..................................................................00................................01........ – RHC 96.. Demonstração na Denúncia STJ – HC 3.........04......03...........091243-3/SP .........José Alves Paulino Discussão do Débito em Juízo TRF/4....... Denúncia Genérica....................ª Reg................... TRF/1............017482-8/RS .................396/SP ......................ª Reg.......................... 1................ Ausência STJ – REsp 76...163/SC . – ACr 96.........................ª Reg................................. Dissídio Jurisprudencial..............................................................................................................................27791-9/AM ..........................................03......................... Documento Falso TRF/1.......... Causas Elisivas ou Excludentes TJDFT – 20000150048800/DF ......315/RN ..... Dolo uti dominio TRF/5...............01. 6..................061547-4/SP .............93971-7/SP .............................. Processo Administrativo TRF/3..... – REsp 202.......................................059696-9/DF ................................................................................. 3...................................01.................................. – Inq 62/92 – PB .. – RCr 2000...... – ACr 97.........20327-1/DF ......232/CE ....................ª – RCr 277/CE .......01............ Documento Não Autenticado.......................................ª Reg................................ Dívida Simulada....... Dolo STJ – HC 10......................................................002002663-5 ..03........................................ª Reg.. De Locupletamento TRF/3......................................ª Reg..................................................... 7.................. 5..... – ACr 98.........089581-6/SP .................03................................. Hipóteses STJ – REsp 103..................... liv .. Apreciação na sentença TRF/5.. Demonstrações...........543/SP ...........ª Reg.......................................335-3/DF ..........ª Reg.......................... TRF/3..... 4........... Dolo não demonstrado TJDFT – HC 1998............................... – ACr 96................................

...... – HC 97........................... TRF/5.................................................. Eventual TRF/4......... – ACr 97....................................................... Exame...................................ª Reg.........01..... – ACr 2...... TRF/1......060429-3/SP ................................... – RSE 1............. 9...................035251-0/SP ..................ª Reg............................................... Genérico STF – HC 76...................978-1/RS .... Dolo Presumido TJDFT – EIC 42......................................................................03.................038336-1/SP ..................................0015713-9/RO ....29280-0/RJ .................. TRF/2.......................................................................... Fato Atípico STJ – REsp 165........ – RCr 98......768/97 ........ª Reg.........................0218193-0/RJ ..........................630/97 – DF ...ª Reg......01066801-1/RS ....060407-2/SP .................03.................. Demonstração STJ – REsp 153.....571-7/BA ............. 11............................................ª Reg......................................................................12578-4/SP ......242/SE .......2 – Exigência TRF/5.. – RCr 309/CE .................................................. – ACr 1999. – ACr 97........................................................................................................02......................02...03..... 12...............................................3 – Inexistência TRF/2.... – ACr 9........................... TRF/3..... TRF/2..979-5 .....03..................................ª Reg.. – ACr 97.................................................. 9................................ lv .............................908/PB ........................... – ACr 97.............................. – ACr 98................... Fato Público e Notório..............031305-1/SP ............... Instrução STF – HC 74........................99........................01............................................. Elemento Subjetivo..............023238-8/SP .................................1 – Contribuição Previdenciária TRF/3.....................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 8..............03........0020000524-2 ............................................................00005067-3/GO ..........03....ª Reg......................................................... – RCr 98....... Específico TRF/3.............. 13....................... 9.............................. TJDFT – HC 1998..... – ACr 97..04.....................03........ – ACr 97......................ª Reg...........................278/RN .........................ª Reg...................... 9........................... 14...... – HC 95....................... – ACr 98..................016855-9/SP ...... 10............577/SP .... – HC 2.ª Reg...............................

..............................................822/95 .. 15................... – APR 18....0214273-1/RJ ................ 20.................... lvi .......................01..................................................422025/DF .......... 16............................0205237-0/RJ ....................................................................................99.......... Quadrilha TRF/2.............................. – RSE 1.....................................811/97 ........................ TJDFT – ACr 16.............................1 – Antes da Denúncia STJ – REsp 165............................ – APR 16................... Curso da Ação de Conhecimento TRF/2.............230/96 ................................................................ – HC 1998............... – HC 9............ – ACr 95........002002663-5 .........1 – Valoração........José Alves Paulino – ACr 97.......................................................................................... – ACr 1999.....ª Reg.................. – HC 6..................................................ª Reg.................... TRF/3.........................768/SP .....479/95 .......................0228299-0/RJ .....230/96 – DF ....938/RS .....................10....................................................00.......2 – Valor do Tributo Indeterminado..768/98 .....788/98 – DF ...................................................908/PB ........................................ TRF/2...... 17.............788/98 .........71..................... – HC 95................. – ACr 97.............................939/96 ................033/SP ......... – EIACr 19.0203306-0/ES ...............040/95 ......ª Reg.............................................ª Reg..........................................725/DF ............................................ Não-Recolher STF – HC 76......................................04..............................ª Reg.............044-9/RS .................................................... Parcelamento 17........03.............................................................................03..99...... TRF/4...03.021633-1/RS .................................. 20........ – HC 7...00230-0/SC – ACr 1999.................................227/96 – DF ................................ – ACr 1999.............ª Reg..006403-5/SP .842/94 – DF ...... – ACr 2000........ 19.......................................................................... Sonegação.......................................... – ACr 18.......................................................... Inquérito Policial TRF/2........................................................................ Elemento Subjetivo Indispensável TJDFT – APR 16...................................... 18... 20............................................................................................................................ – HC 7..030657-9/SP ...........089603-0/SP ............ – HC 96.............................. – EIRSE 1................ – HC 98.................................................................................................................. Inexistência STJ – HC 8............................................................ – REsp 184............................... Perigo Presumido STJ – HC 9............................... – HC 7....

......................01....... Elementos de Cálculos...... – ACr 2000....... – ACr 97..99................................... – ACr 98... – ACr 97...............03..................04.......... 3..... Exacerbação TRF/4... – ACr 1999......... Duplicatas STJ – RHC 1..................053734-0/RS .03.................... Multa TRF/4..................50777-1/RS ...............................03.................06477-2/PR ........... 4..........703-0/SP .. TRF/1..........ª Reg......04...............03.......... – ACr 96.. – ACr 97......00087474-7/DF ....... – ACr 97........................................ª Reg...... 1.....................99.......................... – ACr 98......04... – ACr 2000..........014689-8/SP ...........................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Dosimetria da Pena STJ – HC 10..04..........................................ª Reg...... 5...................................... Exclusão do Aumento TRF/3.............................................. TRF/3...........760/RJ .......................016324-7/SC ......... Isenção da Pena TRF/4...........99..016855-9/SP ........................ lvii ....... 069381-2/RS e 069382-4/RS ...........................................................................................................................................016855-9/SP .... 7..04.....ª Reg..................ª Reg.118670-3/SP ............................01......... – ACr 1....... 6......040888-5/PR ....069380-0/RS................ª Reg..ª Reg............................01066801-1/RS .03....................................................... Duplicata Simulada STF – HC 78.... 2......................................... – ACr 1999...03........................... – ACr 98..........03..............................................41651-0/SC .................. Impugnação TRF/2.01.....ª Reg..................762/RS ................................ª Reg...... Duplicidade de Denúncia TRF/4....... Cálculo TRF/4..........ª Reg......................................................................................................04.......700/PR ...............................04.........01.. – (EDcl)ACr 1999.................. – ACr 1999....... – ACr 1999...............ª Reg.......................016855-9/SP .... TRF/4..........................01..... – ACr 1999.............................. Restrição de Direito TRF/3. Fiscalização.....ª Reg.....99........035251-0/SP ..........038336-1/SP ......99..06477-2/PR ...04..... Exclusão da Pena de Multa TRF/3. – ACr 1998..........04...

.075542-9/SP ....... – ACr 94.............02.057092-0/DF ...........04...............36535-0/ES ......................................... – ACr 97.............................................. TRF/2...... – (EDcl)ACr 1999.......................01...........03..................99.......................... Configuração TRF/2......................... STJ – REsp 17....084482-0/SP ........................... TRF/5....................02... 2...............................................................................................420-1/SP ..............03.....01............... TJDFT – ACr 1912798/DF .........ª Reg...003103-4/SP ....29280-0/RJ ..................02...............047268-0/SP ...... – ACr 98............ª Reg...ª Reg....... lviii 223 ....... Contabilidade TRF/1....01................................01...........61.................José Alves Paulino Elemento Normativo STJ – REsp 184....................... Nota Fiscal STF – HC 76........................ – ACr 2000.......................... 1................................................................ª Reg.........................................30103-4/DF .38978-8/RJ ..........99.......................................... Inserção TRF/3.... – ACr 97......... – ACr 309/CE ...............................................ª Reg...............................725/DF ........................................................... – RCr 97.. Fatura....................................04........044242-6/RS .............ª Reg.089603-0/SP ........03............................................... – ACr 97........................... – HC 99....................................... – ACr 97.. – ACr 1999............................................................. TRF/4...016855-9/SP ..............................................01........................................................ – ACr 97...........ª Reg....................01.................00...................... Elementos Inexatos............335-3/DF ...04......... Elementos Indiciários STJ – HC 3........... TRF/4..................140678-1/RS ....... – ACr 2000................................057020-5/RJ ...... – ACr 20000150042572/DF ..........03......................06.......................016467-4/SC ......................................ª Reg.......047286-9/SP ..... – RCr 1999....02................................................................ – ACr 1999.................766/RS ................................066473-3/SP . – ACr 97........................................03...............................ª Reg....118670-3/SP .....03.............03...................................03...........................................................................................04......016104-8/RS ............ – RCr 1999... – ACr 1999.. 1........................ 290 Elemento Subjetivo do Tipo TRF/1.... TRF/3.............. – ACr 98.....00054615-1/PA ...................................................01.....................................................01..... – HC 96....................

...................229/97 ..... Declaração 1.....................057/RJ ............... Empresa 1...............760/RJ ...................................... Instância Recursal TRF/1....... Emendatio Libeli ........025616-5/PA ........... – (EDcl)ACr 96..........................ª Reg.............................................. Escrituração Fiscal..................... Domínio do fato TRF/4.......... Baixa no CGC TRF/4...........355/SP ......ª Reg.......... – ACr 1998........ Embargos Infringentes.................................................................01. – RHC 8....................03........ – ACr 96..............Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2.................................. Bloqueio de Inscrição TJDFT – ACr/RMO 46.......ª Reg....................... – HC 98.................................... TRF/4............ Conduta do Diretor TRF/2.....................................................................ª Reg..................... 2.742/SP ....ª Reg..... Escrituração e Controle Contábil STJ – RHC 305/SP ....... Laranja TRF/1.......... – ACr 2......076592-0/SC .728/SC ...........................089603-0/SP ....ª Reg.....................ª Reg.........13863-3/DF .............................01066801-1/RS .................01....................................... lix ...................... – RHC 7...............................................04................. 3................. Impossibilidade TJDFT – RSE 19990110058199/DF . Limite de Impugnação TRF/1. Empréstimo Bancário.......... – HC 95...... 4...........................04...046009-6/PR ..........0206079-2/RJ ...........................01...................ª Reg................................................................... Responsável Técnico...... Familiar 2. TRF/4............. – EACr 96..................51750-3/SC ..........01....04.04..... – ACr 1.. Mutatio Libeli TRF/3............................................................ Emendatio Libeli .......... – ACr 98......................... Fantasma TRF/2..............01...............................ª Reg................. Exame de Plano....................... 3. – ACr 97........24420-4/DF ................................... Ônus da Acusação TRF/2..........ª Reg................. Error in Procedendo STJ – RHC 7..........1 – Individualização...ª Reg................................... – ACr 2000............................

....... – ACr 94.......... – RCr 98............................. – ACr 1998...01....422/RJ ....... – ACr 1997.....José Alves Paulino Escrituração Regular TRF/2......... Estelionato e Sonegação Fiscal TRF/4.........................................................................ª Reg..03.........01...........03...............................03............025616-5/PA ...........................................075696-4/SP ............................................ª Reg..............................ª Reg.........................01......847-1/RS ................................0243417-1/RJ ....................01066801-1/RS .......................... – ACr 98................................. Estado de Necessidade STJ – REsp 68............04.............................. TJDFT – (EDcl)ACr 1998...0205658-6/RJ ..............01.....................347/RS .....02.... Confirmação da Responsabilidade Tributária STJ – RHC 6...................ª Reg....................04.016324-7/SC ....................00............................................03....020936-7/SC ................................ TRF/1...................99.........572/RS ........... Desnecessidade TRF/2.............. 1.....01...................... Exame Corpo de delito..04................................................0211841-1/RJ ..................................................................... lx ............................760/RJ ..... TRF/3............. – ACr 97..... Estelionato TRF/1............04......01......................0207620-0/RJ ..................10......... Vestígios TRF/2................12578-4/RJ ........................ – HC 98................. – ACr 1......................................... Exasperação da Pena TRF/4.... – RCr 90................062201-5/PR .01.......................... – ACr 1999.............ª Reg......... 2....... – (EDcl)ACr 1999......................................ª Reg............ – ACr 1998................... – HC 96.......ª Reg.................... TRF/4..........098753-4/SP ................................................................................ – HC 97................. Exacerbação da Pena TRF/4.........ª Reg.............................. 1... – HC 97......................ª Reg.........029844-0/RS ............ª Reg................ – ACr 1999........................ Comprovação TRF/3......ª Reg...........................................................04...118670-3/SP ...........008679-6/PA ...............175553/DF ................................. Exaurimento da Via Administrativa STF – HC 75............... – REsp 236.. – ACr 98............................................002110-4/SP .............................

.................. – ACr 1999............................. – ACr 1999............. – ACr 97............... – ACr 96.........................115585-8/RS .... 2.........0220064-4/RJ ...................................04...........04..........................0211064-5/RJ ................................................................................................................. – HC 97.................044242-6/RS .................................ª Reg...........................0214848-0/RJ ............. – ACr 1999...01................ TRF/5....04.....02................................... – ACr 18................ Excludente da Punibilidade 1......41651-0/SC ......................................00...... – HC 96.............091521-3/RS .... TRF/4....................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – HC 97........... – HC 97......................0220225-4/RJ .........................ª Reg...... – RCr 97.................................. Causa Supralegal TRF/2.............................. – HC 581/CE .......319/BA .. – ACr 1999.............................895-5/RS ................................04......................................................02................ª Reg.................... Causa Supralegal TRF/2.............221/RJ ....700/PR ... – HC 97...............................................................................04............................................01...03......99...........................221/RJ ...... – RHC 1..........................129160-2/PR e 129161-4/PR .............029953-6/MG ...................................... 2....... – HC 96......................................0233774-7/RJ ......01......399-9/RS . Crise Financeira STJ – HC 8.0218976-4/RJ . – HC 97................................................................03............................................ – RHC 3.... – RHC 2.......0235616-2/RJ ........ 3..........01......................................................... Interesse de Agir STJ – HC 2.................................... Excludente de Culpabilidade 1...........................................0238001-2/RJ ...........................ª Reg......38..................................................... – ACr 1999....29617-0/RJ ........... – HC 96.......................................... – RHC 1.........ª Reg..... Excludente de Criminalidade 1.. – ACr 1998............. Dificuldade Financeira TRF/1....01.............................357-9/RS .................872-1/SP ...ª Reg.....0218159-3/RJ ...............018615-9/SP ..................................................ª Reg.....ª Reg................... Dificuldade Financeira TRF/3................................................ TRF/3............................ TRF/2....... – RCr 1999.............................................................................. – ACr 18............ – ACr 1999.......................................................... TRF/3...........................ª Reg....................04................. – RCr 98....................... Necessidade.............................................................................030657-9/SP ...............................................................01.................................................................055691-9/RJ .......................048730-2/RS ........................... lxi ...........................

....00.04............ª Reg..........240/SE ................. 2.........ª Reg.... – ACr 1998................094552-3/RS ...................................................... TRF/1....... 4...03.............04.03....................................................................... – RCr 99............ 5.................ª Reg.... – RECr 117... Depósito Judicial do Valor TRF/2.......00......................................................... 4....097349-1/SP ..04.......090006-4/MG .........084693-8/SP .....................................................................089529-9/SP .......... Dificuldade Econômico-Financeira TRF/2.................................................04........... – ACr 96............000616-3/SC ........................061547-4/SP ....... – ACr 18........................................077648-1/SP .. Inexistência de Recursos Financeiros STF – HC 76....José Alves Paulino – ACr 1999...........069380-0/RS.............................655-1/SP .................003814-0/SP ... 5..................ª Reg.............044-9/RS ..................................................48053-7/RS ........99........ 3............. – ACr 1998.................... 069381-2/RS e 069382-4/RS ............ – ACr 1999........................................ Impossibilidade Financeira STF – HC 76....................... lxii 54 ......................................................04...........03................99.................................. TRF/2..................................089581-6/SP ..............................221/RJ ...................................0203306-0/RJ ........843/SP .....................01.03.......... TRF/5................. Excludente de Ilicitude 1...................... – ACr 97.....01................................. – ACr 97...03.ª Reg...........978-1/RS .......................0218193-0/RJ ...................063623-0/RS ....... Anistia Fiscal STF – RECr 118................................................. – ACr 98......................01....... – ACr 2000................... Estado de Necessidade STJ – RHC 5......... Inexigibilidade de Conduta Diversa STJ – RHC 10...................................................................................................................03.............................................................................. Falência TRF/4......... – HC 95....... – ACr 1999....088/RJ .............01084911-0/PR ... 3...............................................198-7/SP ................08007-0/MG ............99.......089603-0/SP ....................................043625-0/SP . – ACr 1999........................99.....01.......03........................01.... – ACr 2. – ACr 2000..................... TRF/1. TRF/4................................................................................ – ACr 98.00. – ACr 96....ª Reg.....ª Reg.............. TRF/3...................... – ACr 97.................................................01.................. – HC 1999. – ACr 95........03....................ª Reg............04.....................................03.........ª Reg......................................

...........07106-3/MG ........ª Reg.655-1/SP ..........................................ª Reg................004735-9/MG ..................... Causas Supra Legal TRF/1............ Evento Morte TRF/5.....................03......................... – RCr 96................... 5................... Extinção da Punibilidade 1.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 6....... Exigência Tributária.... – RCr 99................................... – ACr 96............... – ACr 94........... – HC 650/PE .................ª Reg...42244-7/MG ................. Inconstitucionalidade TRF/1.. 8................ Ato Anterior à Denúncia STJ – RHC 1. – ACr 97............................................... – ACr 97........ – ACr 95..03................058430-7/RJ ... – ACr 97.................................... 7. Oscilação TRF/1... – RECr 117................... – ACr 97......................................................... Benefício......99......................... – HC 94............................ 10..198-7/SP .................................................ª Reg...060400-5/SP ...................ª Reg.................................................................................506/SP ..02.................. – ACr 96............................... Estado de Necessidade TRF/1.......... 2..................................01..............768/SP .............01..............................01........093966-8/SP .........01....... Exclusão da Ilicitude do Fato TRF/3.......ª Reg....03936-8/DF .... 11.... Hipótese de Antijuridicidade TRF/1......................03.110778-5/SP ................................... – HC 99..........................01............ª Reg...................ª Reg........ª Reg..004735-9/MG ............ Dificuldades Financeiras TRF/1........................ª Reg.. lxiii 167 ............... TRF/3......ª Reg................... 6........................................................................................ – HC 94.. Cancelamento TRF/2.......ª Reg............................. 3.............................................................. Expor à Venda STJ – HC 9....................01.................................. Anistia Fiscal STF – RECr 118.... Dificuldades Econômico-Financeiras TRF/1........03... – ACr 96.................01.......01...ª Reg......13627-4/RJ ........ Exclusão do Benefício TRF/1............021675-5/SP . Exigibilidade do Crédito TRF/2.... 4.....................................02..................................................004735-9/MG .......14661-8/DF ......... 9................14929-1/MG ..............01....

...........39890-2/DF ..............20327-1/DF ........ 14........ª Reg.........01..30817-0/DF .. – ACr 1999............03.... – RCr 97..........01.................. – REOMS 91..................................... 14............................ Pagamento 14......... Lei n.........ª Reg......198-7/SP ..... – HC 2000............. – ACr 96......... (Art........................ – RECr 117.............. Pagamento do Débito STF – HC 75...... Limite Temporal................................... – Inq 95...............................01........................................3 – Data TRF/1.......20280-1/DF ................º 8........................................................4 – Espontâneo TRF/3... 14..................................ª Reg.........José Alves Paulino 12.....002002634-3/DF ................................6 – Prazo.............. – RCr 95................020007-2/SP .................... Notificação TRF/1.2 – Curso Processo Administrativo TRF/1.................. 13....060407-2/SP .................................................. – RECr 117..... 14............................ 14. – ACr 95..................ª Reg....................019914-3/SP . 15.....ª Reg......... Delito de Pouca Monta TRF/3.03.....................651-6/DF .................................................... 14..........019914-3/SP ..393/DF ..................... (Art............................01.........04... – ACr 97.................... 14......................................ª Reg...ª Reg...........636-2/SP ............01.......................... – RCr 97............................................ – RCr 96................................... TRF/4...... Irretroatividade da Lei Mais Severa TRF/1.199-5/SP ......................7 – Revogação......................................... – ACr 95.....137/90) STJ – RHC 3......................................01......01...... TJDFT – HC 1998....... – RCr 96...............01................8 – Tributo...........1 – Após Recebida a Denúncia STJ – RHC 3......................................... 14...................................00...........º 8..01..... Lei n............................ª Reg......... 14...........03..............................9 – Vigência.137/90) STJ – REsp 79..................................... 14......... – HC 94...03..07106-3/MG ........ª Reg...........38081-7/DF ................................................................01.........03936-8/DF ..03.....03796-9/DF ...........5 – Integral TRF/3..................................ª Reg...................01.............. lxiv 272 ....07283-7/DF ....................................................................................................................723-5/SP .....066844-8/RS .................. 14..... TRF/3......... – ACr 96.......... Inconstitucionalidade TRF/1.. Medida Provisória.......................24637-0/MG ..................003914-5/SP ........ – ACr 96....

............. 34) ........................... – RCr 6..........................249/95...... – HC 96............ 16........249/95.........................2 – Irregularidade na Concessão do Pagamento TRF/2......ª Reg..........1 – Fato Anterior TRF/2......... 15.03991-5/RS ..............................................................ª Reg..................... – HC 96.............................. 16............ – RHC 2000......................................16407-3/ES .0219181-3/RJ ......º 9............751/97 – DF ......................01...... art...........2 – Após Recebimento da Denúncia STF – HC 74...................................................009/SP ..........................054615-1/PA ............................ 16...07098-4/RJ ....... 16.......00014266-5/MG ............................................5 – Posterior TRF/1.. – HC 96............ Não-Cabimento STJ – HC 5.... 34) ... 15.02.................909/PE ....ª Reg............................ – HC 99.................................................. TRF/4.....ª Reg.....04.......................ª Reg.................... 15........................................ 16...........................................................27791-9/AM ..3 – Atualidade das Prestações TRF/1.02.......01.....................................................................12898-4/RJ ......Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – RCr 1....................................................... – RCr 1....................3 – Lei Posterior STJ – RHC 7.........215/MA .º 9......................................................................01...08199-6/RJ ..... 16............... – HC 9.....ª Reg...................... Parcelamento TRF/1............... – HC 251/92 – CE ..............................................................062759-5/RS ................. – RCSE 98.... art............................................................ – ROHC 96...... 16............02................................................................01..................... – HC 96...................................................02............. TRF/2................... – HC 99........................ª Reg...............05151-5/RJ ...............ª Reg.................. – ACr 94.....................................................14097-0/MG – (Lei n........ – HC 95................754-0/SP .................... 15..........................01.414/SP .............01.................04.....02.........145/SP .............4 – Pagamento Integral TRF/1................ª Reg.................................................... lxv .................... 15....................710/97 – DF ........1 – Anterior à Denúncia STJ – HC 9.....670/SC.......................................18826-0/RJ ....17723-0/BA – (Lei n................. – HC 96.......4 – Necessidade de Comprovação TRF/5.............................................5 – Restabelecimento STJ – RHC 6................................6 – Posterior......822/95 – DF .................................. – RHC 96....02................... – HC 6................... – Inq 95.....

56894-0/PR ... – ACr 97............084809-3/SP .... 18.............................ª Reg.........033761-8/SP .............1 – Anterior à Denúncia TRF/2..03098753-4/SP .......................................................................03.......................................03...................99....................... Erro na Contas da F. 17............ TRF/5........ Suspensão do Processo................... 18.01........006126-3/SP – ACr 98........................................ Irrelevante Penal TJDFT – RSE 1..................................... – HC 253/96 – CE ........................................ – ACr 96................3 – Modalidade Superveniente TRF/3......................02...... – RCr 1.........973-6/RS ....02..ª Reg.......................4 – Parcelamento......................................33554-8/RJ .........................00130-6/RS .......................... TRF/4.................... Parcelamento do Débito STF – HC 74.....ª Reg.......19080-8/SC ................................ 17...........ª Reg...... – HC 94................ª Reg.............04.......ª Reg..................1 – Abertura TRF/4...................................... lxvi ...................... 17....................... – HC 94...04.........ª Reg......................... – ACr 97....ª Reg.....................................2 – Pagamento das Parcelas em Dia TRF/5............. – HC 304/93 – CE .....ª Reg.................... TRF/2........................509-0/RS ............................................. TRF/3.........38836-3/RS .........15820-5/BA ............................................04............................ 17...................................710/97 – DF ...... – ACr 95.. – ACr 98...............................02.................ª Reg.............. 18.........084809-3/SP ......ª Reg..............................................2 – Da Pena Concretizada na Sentença TRF/3........ TRF/4.............................. 18........................................... 17.........................ª Reg..............................04.......03306-0/RJ ....................................... 19....José Alves Paulino 17......03............................995-0/MG ............. P.........02........................ – HC 96..............5 – Débito Quitado. Prescrição TRF/1................................. Prescrição da Pretensão Punitiva STJ – REsp 67...................16694-7/RJ ........... STJ – RHC 3.... – ACr 96......... TJDFT – EIRSE 1................ Verificação do Pagamento das Parcelas TJDFT – APR 17.....574/97 – DF ..................... – RCr 1999..... – RCr 93........................956/98 .....................768/98 ... – ACr 96.................................3 – Parcelamento do Débito Quitado TRF/2...........................03......................................................16694-7/RJ ................. – ACr 96..............................................

.28220-0/DF ...............137/90..................... Acessórios TRF/1....... – RCr 312/CE . – ACr 95.......................... – ACr 1999.... – HC 98.. 26.01... 20......249/95..... 14) ..................... 34) ............................ – RCr 98........... – ACr 94......................º.......................01...249/95.. Única Pena de Multa TRF/4.ª Reg............. Vigência....................ª Reg.....................................ª Reg.......... Retroatividade da Lei TRF/1....10.............00........................................077789-5/SP . (Art.035/SP . Lei n......01...............................º 9...... Pretensão............... – ACr 95.02968-7/MG ..........137/90) TRF/1....... – ACr 95............. 25.. Questão Prejudicial 23....................................º 8.........03.......01.......21687-8/DF ........................01...119100/DF ............................ 34) .............. – ACr 95.07205-3/BA (Lei n.......................01..1 – Compensação TRF/4..01....º.... – ACr 94.....................01.729........ Prescrição In Concreto TJDFT – ACr 1999..........................ª Reg..................03...............005067-3/GO .....2 – Solução de Controvérsia Administrativa TRF/4..... I.27500-0/DF – (art......ª Reg.........º 8.....................º 4........................ – ACr 97..01................ 23.......ª Reg.......99............ Prescrição Retroativa STJ – REsp 166................................. II) .... – RCr 95.............01079-6/RS – (QO)ACr 2001... – HC 95......44508-1/PR ....ª Reg.......005067-6/SP ....................................................30737-9/DF – (Lei n...................................................00465-3/GO – (Lei n.. – ACr 94............. art.......................01023566-0/RS ................................. – ACr 98.. Verificação do Dolo TRF/5.............. 24. 2.... art........... 23......... parágrafo único........ 22... – ACr 94.............................017482-8/RS ........... CP) .Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TJDFT – RSE 2000150048800/DF ............. 27........... 14... lxvii ..04.085730-4/SP ............................ª Reg.01........................... art................................01.......01.. – HC 96......................................... TRF/3...............04...................... 98 – Lei n...02043-4/MG ......383/91.......03.......... TJDFT – RSE 1999......................... Pagamento................................. 1......01.............................................................01.07106-3/MG ...... art............ª Reg..........01................ – HC 94........ – ACr 96... TRF/4.........................01............... – HC 94.. – HC 95.............38198-4/MG .....04...................................04........04.......01......04.................056955-1/RS ..14929-1/MG ....10.....................38203-7/RS ........................................ 21..............ª Reg.........21791-4/DF ...................01.....26556-0/DF – (Lei n...º 8......................º 9.. – HC 94.. – HC 97........ art..............523154/DF ................................................ TRF/1..........

085841-2/SC ...................................................................................................... – ACr 1998...........................................01.......... – ACr 98...................................................ª Reg....... 3....... 2......... Prova TRF/4....................433/MG ............ 47 Extrato Bancário STJ – RHC 6.........340/RJ .........18024-5/MG .......................................................247/SP .................04................................................................ª Reg..71.. – HC 1999................................................01.................... – ACr 2000.........................04..............01084911-0/PR .... Lei Aplicável ao Caso STF – HC 77.........231/DF .....................................097349-1/SP ..................................000616-3/SC ............01... TRF/4....... Acessórios TRF/4.48053-7/RS .....04.. – ACr 1999....................... Extinção do Tributo................................................. 1.03..................02499-5/MG .03...........04.................................................. lxviii 247 .....ª Reg...............................................ª Reg. Erro da Denúncia............................ Inexigibilidade de Conduta Diversa TRF/4.......................................................................020451-1/SC ........ – RCr 94.................... – ACr 97........... Julgamento STJ – (EDcl)HC 5........711-9/RS .ª Reg.................... Evasão de Divisas STF – HC 77.......................... Falsidade Ideológica STJ – HC 4...04.....................................................................04...........01.....................José Alves Paulino – RCr 94................ TRF/4......... – ACr 1999.............................................. – ACr 97. – ACr 96.....01............. – ACr 96........................................................... – REsp 175.........36535-0/ES .........02... Falência Decretada 1.......................045138-1/RS ................................. Exclusão da Culpabilidade TRF/3..........................414/SP ............. Extra Petita ..............................0445345-0/RS ............. – ACr 1998..03.............. TRF/4.......... Falência TRF/2...........ª Reg....ª Reg.............................................381/RJ ...........................................................................................928-8/BA ... Como Causa de Injusta Causa STJ – HC 8............... Extinção do Critério Tributário STJ – HC 7..........00061547-4/SP .....................ª Reg....01...................001155-3/RS ...........

.......................................... – HC 95........................ – RHC 1. – ACr 99................................................................................................ Falsum ............. 1.145-0/SP ..ª Reg.....................................072/GO .. Falta de Justa Causa TRF/2................025616-5/PA ........ 2.... – ACr 97....675/SP .. – ACr 97.........................1 – Meio para a Sonegação STJ – HC 4.... – HC 95........Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – RHC 4... Documento Particular TRF/1......................................................105/RJ ....04............................. Ocorrência TRF/1.....................04...................................................... – ACr 98....340/RJ ........ª Reg.................................................... Nota Fiscal TRF/2...01081-8/PR ..............................................01........................................................................................................................................01............................. – HC 95.................................................ª Reg................................................................. – Inq 49/91 – PB .............. Documentos TRF/2....................................................... Fato Anterior à Lei TRF/2............ – HC 320/93 – CE ........... 3..................................01..............................................................305-0/SP ............................ TRF/4...........ª Reg........... 2............. – RCr 392/RJ ...........................ª Reg............................767-0/SP ............043921-4/DF ..... TRF/1....... Falsificação STJ – RHC 4...............................................00..........ª Reg.. 1.................................................000-9/RJ .............022454-6/SC ...26476-7/DF ......ª Reg................0207098-4/RJ ..105654-2/DF .................................................. – ACr 94............... TRF/5...................................................................... Falsificação de Documento Público STJ – RHC 1...........01............ TRF/5...... – HC 5............01.........ª Reg...............................ª Reg................................................. – HC 95.......... Crime 1................ Falta Juízo de Censura Penal TRF/4.......................................................ª Reg....................... ICMS STJ – CC 19.......... lxix ...................21035-2/RJ ................ – ACr 1998.0217102-0/RJ ................02..........0226620-0/RJ .............................. – RHC 2..........00....ª Reg......

.01.............01.............................019685-3/RJ ........................................... Redimensionamento TRF/4................03.............02..........026391-6/PR ......ª Reg.. Ausência dos sócios TRF/2........04.................. 3.......803/RS ........01............................01.................00..........................03.. 2.........ª Reg..........031549-0/RJ ........ Ação Administrativa............137/90) .......ª Reg.........02..061547-4/SP ................019685-3/RJ ............30103-4/DF .............01.......... Favor Fiscal TRF/1.. – HC 1999.......03147-0/DF – (Lei n....... – ACr 2000................00. Fotocópia de Processo Administrativo TRF/2............ Justa Causa TRF/3..... – ACr 94.....ª Reg.....................º 8.......................... – RCr 2000.......02............ Fato Excusante 1......................... Fiscalização.. – ACr 1998........................................04... Possibilidade TRF/1................ Exacerbação TRF/1.........................................ª Reg....560/RJ ....................................................... – HC 2000...... Nova Classificação.......................01........069791-3/SC ........................... Fato Gerador..... Fiança..... – ACr 96....... Fixação da Pena 1.....03.....18024-5/MG – (Lei n.................... – ACr 97................... lxx .............. – RCr 21/PB ...ª Reg. – HC 95...............................ª Reg......................ª Reg.01...............ª Reg...................13863-3/DF ................... Fechamento de Empresa TRF/3............... Crime de Sonegação TJDFT – RSE 1............................. Valor......01.....................383/91) . – RCr 2000..01...... – HC 2000..º 8................... – RCr 94............ Fiscalização.............ª Reg...............006875-3/SP ...............................075542-9/SP ........810/97 .............. Limites STJ – RHC 8................... Ameaça de Prisão TRF/5.............................José Alves Paulino Fato Atípico TRF/2.....ª Reg................................................... Inocorrência STJ – REsp 106..... Fiscais.. Fiança TRF/4......

......................00................................................418/AM ...............................ª Reg...........................................................01..........................................................024188-1 (11649) ....................... TRF/3......14097-0/MG .................. lxxi 290 .....................2 Omitir Informações à Autoridade Fazendária TRF/3......................................................................... – RCr 97.............10.....................269-1/SP ...................................418/AM .............................................ª Reg............................................................................................................................. 2............... – RCr 97.......................................................700/PR ............................. – HC 96.023819-1/SP ......00465-3/GO ...................01.................................. Fração da Pena Benigna STJ – HC 5............ – ACr 2000................04....418/AM ....................... – RHC 7........................... – HC 5............... – ACr 98.03.............................................03.................................................910-8/PA ...................01............................................................. – RCr 97.. – Inq 95...... TRF/1......................539/SE ............... 3....................... TJDFT – ACr 1999.......ª Reg..... Fiscal 2..... 4....................... Falta de Recolhimento TRF/1........................................ª Reg.................................................................................................................................................................. – RHC 3............. 1.................114/SP ...... Fraude STJ – CC 1...938/RS ..089/DF ......... – ACr 97..............01............... 2................50.................... Associada TRF/1.. – HC 3............ Isenções Fiscais STJ – CC 1......................................1 Guia de Recolhimento STJ – RHC 6..00013641-8/MG ..03.........................................................................269-1/SP .......................647/SP .............Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Formação de Quadrilha TRF/4...066473-3/SP ......................................................................0016295-4/MG ..... – HC 2001......................399-9/RS .. Lançamentos Contábeis STJ – HC 3..................... – RHC 2.......042572/DF ..ª Reg....................................................432025/DF ............ 1.....01..............................71851-9/PR .............................. Franquia Legal STJ – CC 1...................... – RHC 1............. Franquia................01...ª Reg................................. Perícia STJ – HC 8...

..........................................................ª Reg..................... Coisa Pública................01......................................................................................... – ACr 1999............................................................. – ACr 97............ Corpo de Delito STF – HC 76.....................03....02...................................................0016295-4/MG ............................... Responsabilidade TRF/2................ – RHC 7................. Falta de Conduta Delitiva TRF/3.......................................................... Gestor de Empresa 1...... Cabimento TRF/2.... TRF/2................................. Gerência Fraudulenta..... – HC 94........................................ Garantia do Juízo Fiscal 1............ Funcionário Público 1.420-1/SP ....... Compra STJ – RHC 7.......................................760/RJ ...001155-3/RS .............................. – ACr 1..... – ACr 97............... – HC 96... Habeas Corpus 1........ Gado Bovino.....524/CE .................01.................. Equiparação TRF/4......... Meio TRF/1.......03.......................................................... Gado........ª Reg................. – HC 9...005169-2/SC ..................... Fraude........................... Gerente Formal da Empresa STJ – RHC 9................................................ Gerente....................................................José Alves Paulino Fraude à Fiscalização Tributária..................... Competência STJ – CC 15................................ Função Técnica na Empresa TRF/3................118/SP .....276/SP .........249/SP ........... ICMS STJ – RHC 3.....ª Reg...........29475-0/RJ .............................508-0/MG ......................ª Reg....ª Reg..................72................08907-5/RJ ......................... lxxii 223 ......71...................... Participação TRF/4............................................ª Reg.....................................0213627-4/RJ ......ª Reg.............. .... Funcionário...................... – HC 95.......................575/SP ..............ª Reg........02. – RSCE 2000..047268-0/SP ......

.....................................................................803/RS .......................................................... – HC 97...............700/PR ............269-1/SP ..... TJDFT – ACr 20000150042572/DF ......................... – RSE 1...........................................................................................................................37813-4/DF .......................... 3........68300-6/RS ..............002000524-2/DF .......................ª Reg..................................................................................001155-3/RS ......ª Reg................ 2............................... TRF/5.........466-4/SP ..................................1 – Extemporâneo STJ – HC 7.......................ª Reg.. 1.........................................................................18159-3/RJ ........... ICM 1.................... – HC 7..... ICMS STJ – REsp 106........ – RSE 1..... Preventivo TRF/5...........................................01... – HC 97.................................................................................. 2...........................................................................................................................02..................... – HC 1998................ Concessionária............................ Homologação do Lançamento TRF/1.. – HC 251/92 – CE ...................... TRF/4.............. 2.01......................27413-3/RJ ..............Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – HC 96......................02.......... – HC 7.......................................040/95 – DF ................................................................38801-3/RJ .. – HC 97.......811/97 – RJ ................................ Alíquotas Diferenciadas STF – HC 72........... – EIRSE 1........................................ Aproveitamento de Crédito..........ª Reg.....................227/96 – DF .........................04.. lxxiii ...........................................041748-4/DF ................................................ – HC 1998................... Ausência de Recolhimento TJDFT – ACr 1998.ª Reg................................................................................................................. Diferença de Alíquotas STJ – RHC 7.................. – HC 7..............71..................................................03............... – RHC 7......768/98 – DF ........................ – ACr 1999............................................584-8/RS ..................... Preço Baixo STJ – REsp 38.........................479/95 – DF ...002002663-5/DF ........................... Fraude STJ – HC 3...480/95 – DF .. Habitualidade TRF/4.811/97 – DF ........................................................ TJDFT – HC 1998.......... 2........................................................................02................... – HC 21/90 – PB ...............798/PR .............................................002000524-2/DF ..................................................................1............ – ACr 94..........

.....................................................................................................................................700/PR ..José Alves Paulino 4.............................................1 – Lançamentos Contábeis STJ – HC 3.. 10.....269-1/SP .......................................................................... 13........ 6................................................. 7......................................................... Crédito Indevido STJ – HC 4......................................................................315/SP ...................... Crime Conexo................................ Importações de Produtos STJ – RHC 7.................................................. lxxiv 277 ........................ – HC 4......... Falsificação de Documento Fiscal STF – HC 74........... 16..............093/SP ........................................................................ 12................. Lançamento Livro Próprio TJDFT – ACr 1912798/DF ........................ Diferença de Alíquotas STJ – RHC 7...............................................................................2 – Recolhimento STJ – HC 4.................................811/97 – RJ ..... Diferimento STJ – HC 3.........798/PR ........ Inserção de Elementos Inexatos STJ – RHC 7....................................................................... Fraude STJ – HC 3....................... Lançamento STJ – RHC 9.................................1 – Ilícito................................................. 14.........................................................093/SP .......... 5........................ Creditamento Fraudulento STJ – RHC 5.............................................412-8/SC ..............................571-7/BA ...........................................................................................134/RS ..................788-8/SC ......................................... Não-Recolhimento....... (IR) STJ – CC 12....................................... 8...........................................141/SP ...... 4............ Crédito Acumulado STJ – RHC 10..........601/SP ............................................................ 11............... Imunidade de Produtos STF – HC 71..................269/SP .................................................842/DF .... – RHC 7.................................. 15.................... 11.......... – HC 7... – ACr 19990110523154/DF ................... 9...........269-1/SP .... Estabelecimento Descabido STJ – REsp 96............... 11.......................267/SP ...........................798/PR ..........................................

056532-2/SC .....090173-7/SP ...............601/SP ........................................... 19............084811-5/SP ............................................ Tributo Não Cumulativo................................................................................. – HC 97.............. – HC 96.................................04.....................02...................... – HC 2000........ – HC 96..01..02.....028523-0/RJ ............................. Arbitramento com base apenas em extratos ou depósitos bancários..................................................120/SP ...................03............. – REsp 23......................................................536/SP ...... Ilegitimidade TRF/2......................... – HC 2000.........ª Reg................... 20.......... Insignificância do Valor TJDFT – ACr 19980110308596/DF ........................................................................................................................18075-1/RJ ...............................01.ª Reg................................ Ilegitimidade Passiva................................979-5/DF ...................................................02.................................002752-0/SP ........ – ACr 98....................... Vendedor STJ – REsp 96................................................03...00................................ – ACr 96... 22........37740-2/RJ .... Comerciante....ª Reg................ Suspensão............... – ACr 97...............01............ Nota Fiscal Calçada STJ – CC 19..............1 – Posterior à Denúncia STJ – RCr 11................. Apropriação Indevida TJDFT – HC 2..... TRF/3................................................ Parcelamento TJDFT – RSE 19990110369806/DF .. 21................................... – HC 99.................... TRF/4........ Imposto de Renda 1.......................... – HC 96.....02...................056460-0/SP ........................................ 23...................20225-4/RJ ........ Contribuição Previdenciária TRF/3........ Perícia TJDFT – ACr 19980110397648/DF ............ Quitação Integral 21.........789-4/RS . Ilícito Tributário e Ilícito Penal STJ – RHC 6.....08199-6/RJ ...................03.........................................072/GO ......058430-7/RJ .. Ilicitude da Prova TRF/2...................................... Omissão................................... Ilícito Penal e Tributário STJ – Inq 163-7/DF ........02................................................................................................ª Reg............ª Reg..... – HC 99... 18..................................03..................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 17......................02...................................... lxxv .......

....ª Reg....... ICMS STJ – CC 12..603/98 – DF ..............ª Reg........................02..........................ª Reg.28428-4/RS ...........................04......... 3......43684-0/RS . – RCr 1999..............00........................04..... Falta de Recolhimento.......035266-9/SP .............................................02....................................... – ACr 97................ Pessoa Física STJ – HC 3............. – HC 7........................................... – RCr 97...................04..................03.......04....................................04.....ª Reg................ TRF/4.................41651-0/SC ............................................................. Origem Não Comprovada TJDFT – ACr 18.............. Fisco TRF/1......01.... Inadimplência e Sonegação Fiscal TRF/2.................. Imposto Sobre Produtos Industrializados 1.04...................... Apropriação TRF/4............................................................................ Processo Fiscal TRF/3............................. Imposto Sobre Serviços 1...ª Reg........ Inadimplência 1.....................ª Reg...... Inadimplemento de Obrigação Legal TRF/4....723/PR ................. – HC 99....... Crime Conexo...00.............28428-4/RS ............... – HC 97.....134/RS ..........................................760/RJ . Parcelamento Parcial e Pagamento Integral TRF/4.......... – ACr 2000............ – HC 1998....... Presunção Juris Tantum..................................... 4.................072830-5/GO ........01................................ Pessoa Jurídica STJ – RHC 7.........020527-1/RJ . Elementos de Cálculos TRF/2.......... – ACr 97............... Impugnação do Contribuinte...........................................057020-5/RJ ............José Alves Paulino 2......................175/MA ..... – HC 97....... Inadimplemento de Obrigação Previdenciária TRF/2....................03........ – HC 97.....04....................792/SP ...........68300-6/RS ..................ª Reg.. – ACr 1................................................. Depósitos Bancários....... – RCSE 98................................................................................................. Imposto Devido............. – ACr 96.....23551-8/SC . lxxvi ......... Impugnação. Exclusividade..........................01......................ª Reg......03991-5/RS ...........007657-5/SP ...............ª Reg.......................................................................................

.........................................................00452-1/DF ..ª Reg.......953/RJ ......00030701-0/DF ................................ª Reg.....953 .......................... – HC 2000..... – REsp 258.... Inexistência STJ – RHC 5............................................264/RJ (2000......................................... – ACr 97........................................ª Reg..................................00451-3/DF ... Trancamento da Ação STJ – HC 939-0/SP ...................................39029-4/MG .01..............................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Incentivos Fiscais............ Inquérito Policial 1..................529/GO ...................................................................... Indiciamento TRF/3......ª Reg......................... – HC 96.............01.....................................................01..............02......................................0031284-6/DF .................... – ACr 2........... Possibilidade STF – (AgRg)Inq 1......03........ – ACr 1........... – ACr 96..............................026468-2/SP .......................01...........................................................................08940-4/RS ....................................... Inexistência de Crime 1......................04....... – RCr 96.................................................. – ACr 96.....ª Reg.00........... – ACr 96....219/GO ..169-0/DF ............000999-8) .............01.............02............. TRF/2.........................................................01........ lxxvii 281 .............760/RJ ................................................ Projeto STJ – AR 202/PA ............39867-1/RJ ...............................02......... Denúncia TRF/1.......... Indivisibilidade de Ação Penal TRF/4................................................ – ACr 96....................... Indícios 1............ Indiciamento........ Individualização da Conduta STJ – HC 14............. 4.....15307-1/DF .... Inépcia da Denúncia STJ – REsp 258...... Simples TRF/2..................... Atipicidade da Conduta TRF/2.......................... Habeas Corpus de Ofício.......................................................01............. 2..... – ACr 97... – HC 96...................................01............................ª Reg........................31157-6/RJ .. Incompetência.......................................22612-5/DF ................................................. TRF/2................. 3..................................... – RCr 392/RJ ................ Contra Indícios TRF/1...........................................ª Reg.........ª Reg.......... – ACr 96............................

............. – ACr 1998...ª Reg.............................................................................................................01............01.....04...... TRF/2........ – ACr 1998................. – ACr 97...............................................03....084693-8/SP ............................................................................. – ACr 98............ TRF/4...........129160-2/PR – 129161-4/PR .......................04.. – ACr 1999.055691-9/RJ .................01....48053-7/RS ...........99...01............. 2.......ª Reg....99...............ª Reg............057/RJ .......José Alves Paulino TRF/4..........................03.....063623-0/RS ....................035251-0/SP ......... – ACr 97..............04....... – ACr 7...... – ACr 1999.............................................096608-1/SP ......03.........................060475-7/SP .........99.01............... – HC 2000......................03............................................................ Estado de Necessidade TRF/3........ – ACr 96.............................................ª Reg....01........................01..........................044242-6/RS ..........................060429-3/SP ... – ACr 1999.........................................ª Reg......................................... – ACr 1999.............................01..................04.............03................................. Trancamento TRF/3.......................01......... – ACr 97.................04.........................04....................... – ACr 97........... – HC 2000..................052320-3/RS ...03..........03.021675-5/SP ........................................... Dificuldade Financeira TRF/4....................................03..............02........................ TRF/1...031536-2/RS ...............04.......... – ACr 96.......048730-2/RS .... – ACr 1999.... 3......................00................03.......016855-9/SP ...ª Reg........... – ACr 1999........01.......... – ACr 96........................030657-9/SP ....... – ACr 2... – ACr 97..03......................................03..... 281 Inexigibilidade de Conduta Diversa 1...................03..........................060407-2/SP ...............026468-2/SP ..................... – ACr 97................886/SP ........................................03................... – ACr 1996.................... – ACr 1999.......01............... TRF/3...................... – ACr 97...... – ACr 1998.............04.....................................................................091521-3/RS ...........031305-1/SP ...........091226-3/SP .....................ª Reg.....................04....................................04.................................99...................047007-4/SP .... – ACr 1998.....00............................ – ACr 1999................077648-1/SP ......094552-3/RS ......................................................................04...............................093958-7/SP ............. – ACr 2000.......................................03..........99.........................000616-3/SC .... – ACr 1999................................. – ACr 99.........115585-8/RS .......................................................................................................................074829-1/SP ...........................................ª Reg......056532-2/SC ....................... – ACr 98......01................................579/SP ................ Excludente da Culpabilidade STJ – REsp 193...03.............................................. – ACr 1999.................03.............. lxxviii 112 54 ..........03........08007-0/MG ....023238-8/SP ................. – ACr 96...04............... – ACr 98..........................................04.... 2............41203-7/SC ........038336-1/SP .03......................

.......................................................... 1.................................................................................. Supressão de Instância STJ – RHC 4................. Inexistência de Nulidade 1.............................................2 – Pedido de Parcelamento STJ – RHC 9................ Arquivamento 1..........................831/MG ..01038015-9/SC ............................. 1... Suspensão............................. Investigação..338/RS .................................................................... Pendência de Recurso na Esfera Administrativa TRF/3...ª Reg....ª Reg............. Inquérito STJ – HC 6..................................13627-4/RJ ...... 1.........1 – Justa Causa STJ – RHC 10...............04.... – RHC 9... Inquérito Policial 1.............................. – RHC 9...... Provas Ilícitas TRF/2..... lxxix 290 ......................... TRF/2........ Bis In Idem STJ – HC 12...... Não-Trancamento..................................................... – HC 2000... Inquérito.............................................941/AL .1...................................088/RJ ...............02............066473-3/SP ..........575/SP .................................. Resultado STF – HC 75.........Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Inexistência da Certeza do Ilícito Tributário 1.........................................................................02...ª Reg................. – HC 94.... – RHC 10.................................866/RS ...................................................................................................................1 – Atipicidade do Fato STJ – HC 11.............................088/RJ .....01..127-7/SP ..............................013/RS ................03...... – RCr 97.... Infração Material STJ – RHC 5............. Inexistência de Débito Fiscal TRF/4..................................................................................ª Reg..............................................................................665-1/SP ......................................1................ 2........ – HC 99.945-2/DF ...................038/SP .. Infração Material.....................................912/PR ... Nota Fiscal STJ – RHC 4.................... – HC 13.....................028523-0/RJ .........................................................................

..........060/SP ........................................ Juízo Incompetente........ Ausência de Justa Causa STJ – RHC 4..........................059/PA .............................. Financiamento STJ – RHC 5..... Trancamento 1...... 5..............................118-8/SP ................. 9.................................................. – RHC 7... ITBI STJ – RHC 5.................................................................. Denúncia STJ – RHC 5.....................................797/SP ............... Decisão Administrativa............ Crime Remanescente STJ – CC 2....... Ilícito Fiscal STJ – RHC 4....... Coisa Julgada STJ – HC 6.. – RHC 7.................................................José Alves Paulino 2............368-7/SP . Indiciamento STJ – HC 4.......... 7.................... 7....... Competência..........862-9/SC ..................178/SP ............. 4...178/SP ........................... 2........................................435/SP ................................................................. Ato de Promotor STJ – RHC 5............................................... 6........... 8..... Recurso Provido STJ – RHC 4...23120-6/MG .......................................................................... 4...............................................................................189/SP .......................................... Inquérito....... Instauração STJ – RHC 2................................................................... lxxx ..01....................................................................... Manifesta Atipia STJ – RHC 6.............................. Condição............ 6.568/MA ....................... – RHC 5.................................140/SP ............. – (EDcl)ACr 94..................................... Instância Administrativa STJ – HC 6..............................866/RS ..........................................................ª Reg..................................................................... Fato Atípico STJ – RHC 5.........................................136/SP ............................................................................. Peça Investigatória TRF/1.... 5....................085/SP .....219/GO ............................................................. 3..... 3.. Prejudicialidade de Trancamento do Inquérito............276/SP .............................................................

................. – RHC 2.....01......... TRF/4......... 3..............04.71851-9/PR ....... Notificação.......111497-6/RS .............. Prosseguimento..............04..03......04..................01......04............................ Excludente de Culpabilidade TRF/3................129161-4/PR) ......... Multa Fiscal STJ – RHC 5.......................................711-9/RS ..................... – ACr 1999... – ACr 1998.. – ACr 1998......................283/SP ......... 9.01..........04............... Empresa TRF/4.......................04... Inserção de Dados Inexatos...........000616-3/SC ......................................................091830-1/RS ....01......................00....................04. – ACr 2000....ª Reg.................. Independência STJ – HC 6.......091521-3/RS .....01..........................04..04.........................................368-7/SP .....097349-1/SP .................... Contabilidade STF – HC 77..............ª Reg.......................................................055709-2/SC .... TRF/4..........................................111497-6/RS ..........................04...................... Decisão Administrativa STJ – RHC 4.....................................093/SP ..............................111519-1/RS ........................................01.............................. – ACr 2000.............................. Insolvência 1.....01...... Declarações STJ – HC 4.......... – ACr 2000...... – ACr 2000..........ª Reg..............699-0/SC ..............315/SP .................. Absoluta TRF/4............ – ACr 96........................04................ª Reg..................01...... – ACr 1999..................... – ACr 97..........01............................45345-0/RS ..............ª Reg.......01.... 4...................................... lxxxi 277 ...... 247 Inserção de Elementos Inexatos STJ – RHC 5..129160-2/PR (1999.............. – ACr 97.......................................... – ACr 2000...............ª Reg................. Gestores Sociais TRF/4.....................01..................... – HC 1997.......................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 8......................038707-6/BA ..... 1...... – ACr 2000........ª Reg......................014380-4/RS ..........................................................338/RS .........................04............................ 10...............04...............01. 2.......................... Instância Administrativa e Penal TRF/1......................................................111519-1/RS ......

............................................ Conhecimento de Tributo depois do Recebimento da Denúncia STJ – REsp 79................................................089/DF .ª Reg....................ª Reg............. Intimação do Contribuinte...................................................................................953/SP ...............02............... TRF/1..........ª Reg..........................................038546/DF ................................ Divergência de Entendimento........................................................................... Instância Penal e Administrativa..........................01...... Ausência de Dolo TJDFT – EIRSE 1.04.......................00.................. 2.......... – HC 94..811/97 – DF ........................... – HC 7............................02...506/DF .................................................. Repercussão STJ – RHC 3..02..................................... – HC 96.............................................. 1......... – RHC 7...14700-8/RJ ........................................... – ACr 1998..... Suspensão STJ – (AgRg)HC 2....................... – HC 7...................................069651-1/PR .................................................................227/96 – DF ............................. – HC 96.............................................. – RHC 7.................................................................................. Intercomunicação............ Recurso Administrativo TRF/1....................... – RHC 6.........040/95 – DF ... Repercussão nas Instâncias STJ – RHC 3....................................ª Reg..........33152-7/PA ........................... Autônomas STJ – RHC 4...................01......................................José Alves Paulino – RHC 6....538-5/RS ........742/SP ................. Restrição.. – ACr 98.....064-0/PR ..................................01............ Inventariante do espólio do ex-sócio TRF/1...... 3.. – HC 2001.................................................851/SC........................................................ TRF/1...064-0/PR . Interceptação Telefônica TRF/2... – RHC 7....... – HC 7...........................768/98 – DF ...... 1..................... Interpretação Legal 1........ – ACr 1998...............38693-6/RJ .................................ª Reg........ – HC 93...................................118-8/SP .. Inviolabilidade de Domicílio TRF/3.......................................017124-9/MA ...........................00..38801-3/RJ ................ lxxxii ................................ Interrogatório......................................539/MG ................. Intercomunicação..... Poder de Polícia TRF/2......01........................................................ª Reg.............ª Reg...........................01....050427-0/MG ...................

......... – ACr 98........................30451-8/SC .... – HC 7.........023819-1/SP .................ª Reg...... ICMS STJ – CC 12........................ TRF/4..................04...04....................................................................024188-1/SP ............062186-2/PR ........ª Reg.......................... 1........ – ACr 96....................................................59978-0/SC ..........................................625/CE .. TRF/3..............04.....010750-9/RS .28428-4/RS ....... – ACr 1999.................................792/SP ............. Perícia STJ – RHC 9....... – ACr 1999............04..03................................... Falta de Recolhimento..................... Pis – RHC 7............................................41651-0/SC .. – ACr 97...................03........................ª Reg............... Apropriação TRF/4............................................ TRF/3............ Omissão de Recolhimento TRF/4. IR...................51750-3/SC .......... – ACr 96........................................................... – ACr 96.............................................................................. Crime Conexo...... 3................................... 2........................... IR 1................134/RS ...175/MA ...............................................................01.............. – ACr 96..... – ACr 98........................................04.......01.........................50927-6/SC ........04..... 1.......... – HC 97.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais IPI 1.................023819-1/SP ....................43684-0/RS ...04.. IRPF STJ – HC 3.........................04..................................... – ACr 96........ – ACr 97..........03...................... – HC 97..........................................................ª Reg............68300-6/RS ................................................................... 3..........................00........... Redução de Valores TRF/3................. lxxxiii ......04.. IRPJ STJ – RHC 7................................... – HC 97.............. – ACr 96..04................................................................... 2............625/CE ...............04........ – HC 2001...................726/PR .ª Reg................................726/PR ....ª Reg...ª Reg.........30451-8/SC ................04....................................................28428-4/RS ..............................ª Reg... Cobrado e Não Recolhido TRF/4................. Suprimir Recolhimento TRF/4.......04..................................................................................................... Selo de Controle STJ – RHC 9..................................19080-8/SC .........................

............ Cancelamento....................................... Fato Escusante STJ – RHC 2.................................................................................................................. – RHC 3................ Instância Administrativa STJ – HC 7.................................................. Origem Não Comprovada TJDFT – APR 18.......................ª Reg.....................................603/98 ................... Parcelamento do Débito TJDFT – ACr 20000150016952/DF ..... Irregularidades Fiscais STJ – HC 75...................................................................................... – RCr 1999.............174-7/SP ........ Pagamento Total do Débito TJDFT – ACr 18........................................61............................................................01....04.......................................... Ausência de Recolhimento TRF/4........ ISS 1................. Ação Penal................... 5............04...................................................... Norma Mista TRF/4............... 2......................................................................... Justa Causa....... Parcelamento Anterior à Denúncia TJDFT – ACr 2000150016952/DF ................................. Irretroatividade 1............................................ Juris Tantum TRF/3..........................................................51750-3/SC ............ 4.ª Reg................................................................................ Juízo Cível e Criminal STJ – RHC 5.............. – ACr 96.....................06.................................453-0/RS .........263-2/MA ............................. Presunção Juris Tantum........ 2..................... Parcelamento Após a Denúncia TJDFT – ACr 19990110422025/DF .. Omissão de Recolhimento TJDFT – ACr 19990110422025/DF .. Depósitos Bancários.829/98 – DF ........... – RHC 2.............ª Reg..........321/SP ........................... – HC 2000...037488-7/PR ................... Lançamento.............003103-4/SP ..... Lei Mais Grave STJ – RHC 3... – RHC 5........... 3..................219/GO ............ lxxxiv 118 .................475-0/RS .............................910-8/PA ... 6..................José Alves Paulino IRRF 1.....846/PE ............................................................

...........................04...ª Reg.................................................................................................02........ – ACr 1998.......01.............. Apropriação indébita previdenciária TRF/1..................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – RHC 7..................050427-0/MG .......... Diferença de Apropriação indébita (Art...... – HC 98......................................02043-4/MG ........ Lançamento do Crédito TRF/4...................ª Reg.......01..................ª Reg.... – (EDcl)ACr 94...... 168-A do CP) TRF/1....................... 2.04..............................70....................................... Lei n.335/SP ..................................... – RCr 2000........... – ACr 98.....................026391-6/PR .............. 2......... – HC 95.. – ACr 94..........................ª Reg..ª Reg...........066801-1/RS .18024-5/MG ................ª Reg............. – RCr 2000............ TRF/1............01077-0/SC ....ª Reg.....02...... Laudo Pericial 1......00......................... TJDFT – ACr 1912798/DF ..........23120-6/DF .................................... Levantamento Fiscal........................... – RCr 2000... Manifestação da Autoridade Administrativa TRF/2.............................................029687/MG ...... – Correição Parcial 2000...01.... Lei de Regência 1...........249/95..... Quesitos Suplementares TRF/4..... Data do Fato TRF/1.......01.. – RCr 94...........................ª Reg....................ª Reg.....................38.......... Lançamento Contábil TRF/4...........100260-8/RS .............01.735/PR .....001369-2/MG ........................................ Lei n................. Lançamento Fiscal TRF/4............................04...03147-0/DF ....... – RCr 94..... – RHC 8..ª Reg..................................................................................................... 1........ª Reg..37813-4/DF .............................. Inaplicabilidade TRF/4...01........ – ACr 95............01... Definitivo TRF/1.....................01........01....ª Reg............. (Art.....02................38168-3/RJ .................072830-5/GO ...........................38................ 34) 1... – Inq 97. – ACr 98....01.04.......................11207-1/DF . – ACr 1998..º 9...º 9................................................... Tipificação da Conduta TRF/1..00...........983/2000 1.......................................................01..001369-2/MG ............011306-4/PR ............... – HC 94.. lxxxv ........................01..............................................

..............................................075696-4/SP .......................ª Reg...... – RCr 1999..006404-7/SP .........................331/PE ................................018615-9/SP ... – ACr 1999..... Materialidade 1...68300-6/RS ..José Alves Paulino Levantamento de Seqüestro TRF/4...........075537-2/SP ................................ Macrocriminalidade STJ – HC 3...........................................................ª Reg.................... Liquidação Extrajudicial TRF/4...............................................................................259-4/RN ..................03........02.................... lxxxvi .................003103-4/SP ............530-4/RS .........060475-7/SP ................... – RHC 3.................103906-1/RS ............................................................. – ACr 2000...........................ª Reg.....................................028523-0/RJ .....ª Reg.....03......057092-0/DF ....03..... Lucro Líquido Declarado e Lucro Líquido de Balanço TRF/5...........01............... – ACr 96.................. Lucro............................... TRF/3...............ª Reg...ª Reg............................. Autoria Delitiva Comprovada TRF/3...................................... Livros Fiscais......03...........002752-0/SP ............03....................................ª Reg..61. Liberdade Provisória STF – HC 75.02..........04992-6/ES ...... Lex Mitior TRF/2......03............................. – HC 2000.....ª Reg.................................... Atividade Criminosa STF – HC 77......................03...........103369-8/RS .........................04....... – ACr 95..........04.............................................04.... Livro de Saída de Mercadorias TRF/4.................. – ACr 97......... – RCr 95.............................01...............00.....................295-0/PR .... – ACr 97....084811-5/SP ...................972-8/RS .....077789-5/SP ............................................... – ACr 97.............03..... Inserção de Elementos Inexatos TRF/1................. – HC 97..................... – ACr 12................. – ACr 98.................................................................... Lex Gravior TRF/3......06............................................................................ª Reg..01........................................ – HC 2000.............01....... – ACr 97........99... Liberdade Ambulatorial TRF/2.............. – ACr 98...ª Reg.......................................................

...................... TRF/4.. – ACr 96....... 4................. – ACr 98.........................023819-1/SP ......................760/RJ ... – ACr 2000........................................ Atuação STF – ADIn 1................................................. Medida Cautelar Criminal STJ – MC 1......03.................................................. – ACr 1999..... Ministério Público 1...................................................................... lxxxvii 290 .....................016855-9/SP ....................................................04........................571-1/DF .... Meio de Obtenção de Provas TRF/4........ Meio Ilícito de Prova...03.........071966-0/SP ........................ – RCr 97...........090-4/SP ....24420-4/DF ....36920-0/DF ........03....................................03................1 Impossibilidade. – HC 1999...............03........Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – ACr 98.........027540-7/SP .....038336-1/SP ....................... – HC 98.........03................08940-4/RS ......................... – EACr 96.................... – ACr 1............. Prazo de Validade Vencido............................ Mercadoria............ª Reg......ª Reg.....................................................ª Reg............ 2.... – ACr 2000...096608-1/SP ...................005797-3/RS ...................... – ACr 95........................... Condenação TRF/3.......00........ – RCr 98................03.....01.......ª Reg...........................590-8/SP ......0217102-0/RJ .... 3.................01.......................................ª Reg......... Comprovação TRF/3........ – HC 95.....066473-3/SP .........03......................................01......................03................................04............ – HC 73. Interesse de Agir TRF/1.......... Medida Provisória TRF/3...ª Reg.........023830-2/SP ... – ACr 97.ª Reg.............. Dúvidas TRF/1....................................... TRF/3..................006404-7/SP ........... Exibição do Auto de Infração TRF/2.......................... Ausência...03..............ª Reg...090173-7/SP ......................99............................... Do Delito TRF/3.....99....................................... – ACr 98......................................... 2.......................................................... Venda STF – RHC 8................ Sonegação TRF/2............................ª Reg................................ Mesmos Fatos...............ª Reg................ 3................ª Reg.190/SC .............

......................................565-2/DF .............0078820-8/MG .............. 8...................03936-8/DF .........ª Reg.................................................... Operação Ilícita STF – HC 80.....690/DF .... – HC 98.................. Competência STJ – CC 19... Dissolvição parcial da sociedade TRF/1.......... 7.... Recebimento TRF/1............. 4.. Denúncia................... Arma de Fogo....................... 2............. Inquérito...ª Reg.....................................................01...............................................ª Reg.ª Reg......... – ACr 2............ Quebra.................................................017124-9/MA ............ Legitimidade.......... Indispensável à Sentença STJ – HC 2....................... – HC 2001.............................................. – ACr 98.................. Modificação da Capitulação Legal.....................................................230/SE ...........ª Reg..04..... – ACr 95......................... Recurso TRF/1.. Manifestação STJ – (EDcl)HC 7.....................ª Instância TRF/1..................ª Reg.......49227-5/MG ..... – ACr 96......01.......611-2/RJ . – HC 96....10454-0/DF .................... Condição de Procedibilidade TRF/1................... lxxxviii 33 39 ...........................................................373/AL .....................................................José Alves Paulino 3..............................................................................04931-7/SC ... Recurso........................................ Denúncia STJ – RHC 5.597/SP .... – ACr 96. Sigilo Bancário TRF/1.....735/PR ....... Morte de Sócio 1....................................00027824-6/PA .... 5............ Modalidades Equiparadas TRF/5....01.. – RHC 98...........01...... Não-Repasse TRF/4.. Desnecessidade..............................00066648-8/MG ............... Ministério Público........................................01...........01..................ª Reg..................................................... Prazo STJ – REsp 92...ª Reg......01...................................................039878-3/DF ......... – MS 98...................00.......... Modus Faciendi 1...........471/PA ........... 6........... – ACr 2.01... Motivação....... Munição........................................................

........................................... – RHC 9................. – RCr 90............. Aplicação Retroativa TRF/4..00... Ação............... 1....754-0/SP ................................ lxxxix .........................ª Reg.......................ª Reg...................... – RCr 2000.................................................................... 5..................................766/RS ..........ª Reg.072/GO ...............................................01............................. – HC 75......70............ Resultado Danoso STJ – HC 6............. Nota Fiscal TRF/4. – RHC 5..153/SP ..................... – ACr 92...............57774-9/MG ..............................03.............................335-3/DF .................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Negativa de Autoria STJ – HC 11......................... TRF/3....... STJ – CC 19.....04.ª Reg.. – ACr 745/93 – RN ..................................................................................................074485-2/SC ..............................................05603-6/RS ......... 3........................ 2.....04...................... Emissão.......... Resultado STJ – HC 3...............................................105632-0/RS ............831/MG ...... TRF/5...........ª Reg...............................................................01............002110-4/SP .................. Calculada STJ – CC 19... Elementos Inexatos STJ – REsp 17.......... – ACr 2000. – ACr 1997...00................................... Adulterada TRF/1............................................................................... 6.....09392-2/MA .. 4.................................026381-1/PA .........657/SP .................... – ACr 1997..............02.04..........01.. Nexo de Causalidade 1..................011306-4/PR .....575/SP ...ª Reg...... – ACr 1998...................................... Norma Regulamentar “Não Observada” TRF/2........ Calçada STF – HC 74...................................... – HC 1998..............................00...................................................................... – ACr 97........................................01.......08309-6/RJ ....................................................072/GO .. Fraudulenta STJ – RHC 4...................................... Emissão em Desacordo com o Serviço TRF/4............847-1/RS ......................................... 2...... Norma Mista 1..................................00....................................ª Reg.......01.......................................................014/MA ............................

........................ – HC 5......... TRF/1......01......... Sonegação TJDFT – ACr 16..................................................... 11..... Falta TRF/1............................................... Fraude TRF/4........... 19... – ACr 1998...................046009-6/PR .......................01.ª Reg..................... Falsificação............................ª Reg. 8.................... Dúvidas TRF/4.......................................................... Falsa STJ – CC 21....................................... 9.... 16............................................................................................. – ACr 720/93 – CE ....... Competência STJ – CC 3..................................... Outros Elementos TJDFT – ACr 16........ TRF/3................... – ACr 98....692-5/CE ....... Inscrição Numérica Errada TJDFT – ACr 32........................................................164/95 – DF ........ Fria STF – RHC 74. Falsificação............ 13...........................................01...............José Alves Paulino 7................................. xc .................672/DF .......................................................... Falsificação STJ – HC 75........................................................................................00031916-7/BA ...... Não-Emissão TRF/1...00105654-2/DF .. – HC 99.. 10....... Responsabilidade STJ – REsp 120............190/ES . Fato Atípico..196/95 – DF ..............................ª Reg................................... TRF/5...........263-2/MA .................. Omissão em seu Aferimento................................... 12..689/GO .....................................127-7/SP .................0028486-6/BA ....... Falsidade.............................01..04...............023819-1/SP . Emissão....................... 14......519/RJ ....807-4/MT ...... 18.......................................819/GO .............................. 20...................56894-0/PR ....ª Reg...ª Reg..............................01................ – ACr 97......................................... 17....ª Reg......................04.. – ACr 95................................................28793-9/BA ........................... – ACr 97...................................... Não-Fornecimento STJ – RHC 4..........................ª Reg....03....... 15....... – HC 97.............. Majoração de Despesa STJ – RHC 8....................................

............00........................03756-0/DF – ACr 96................................................................ Notificação Fiscal........... Impugnação TRF/2... Notificação 1...................................ª Reg..... – HC 99..........ª Reg................ TRF/4.......................... Notitia Criminis STF – ADIn 1....055245-8/RJ ....01................................................................ Notificação.......571-1/DF ....ª Reg......... ...............01................................ 23.....0028486-6/BA ........................04..............................................................07279-9/DF – ACr 96.............01...................................................... Notificação Fiscal 1.... Notas Frias STJ – HC 5............ – CC 99................................................................................ª Reg......0049798-4/GO ... ...................................016510-2/SP ...002624-0/RS .... – ACr 1.................. – RCr 1999............................................................. – ACr 96..... 22...24995-8/DF – ACr 96................... – ACr 94.. Emissão............. Prazo Para Pagamento STJ – RHC 7.................... – RCr 2001......... – HC 2000....01..............067775-2/RS ......................ª Reg.......... Registro Número e Valor STJ – RHC 2....ª Reg..................................01...... Pagamento TRF/1...02................04...................03.........ª Reg.01.............ª Reg...............71........Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 21....................760/RJ ....ª Reg.................542/RJ ................................155/SP .......................... Notificação no Processo Administrativo TRF/4........... – HC 97... 2.......................... Perícia TRF/1..... Notificação Antes do Recebimento da Denúncia TRF/3.....100208-2/RS .......................37813-4/DF ............ª Reg.....04. – ACr 97.....01. .........00.....153-0/PI ................ xci ...................................01..01.... Notificação Fiscal de Lançamento de Débito TRF/4..01.... Pagamento TRF/2.............31381-8/DF ....... Superfaturada TRF/1.........03...........................................................007783-3/SP ......................... Notificação Administrativa.......................................................... Fraude TRF/3......... Fase Ação TRF/1.................................ª Reg..... – HC 2000..

.ª Reg..........ª Reg...............ª Reg..........................038015-9/SC ..... TRF/4......00..................................................................................................................................01...153/SP .........05228-1/DF ..............................04..........................................952/RS ............................... – HC 97..............................................................José Alves Paulino STJ – RHC 7............................01..ª Reg....................... xcii 102 ....................ª Reg.............................................01................................................ Subfaturamento STJ – RHC 3.......................04........................ – Inq 97.... – ACr 98..................... Oitiva de Testemunha.39564-7/PR .....04............01......................................... Omissão de Informações TRF/1..38... Nullum Crimen Sine Culpa TRF/4......01..ª Reg...... Falta de Fundamentação STJ – HC 15.ª Reg............04.......... – RCr 93.........066/RJ ................805/SP ............................ Abolitio Criminis TRF/1................ Novação TJDFT – RSE 19990110118657/DF ...... 139 Omissão de Operações Financeiras TRF/1............753/CE ... Dispensa TRF/4............ – RCr 2000.................................................. TRF/1.... – ACr 1998...............001467-3/MG ........................................... 139 Omissão de Receita......................................01077-0/SC .01... – ACr 97................................................................................................................................ – RCr 93....01..... Omissão Fraudulenta de Receita TRF/1...... Omissão de Declaração STJ – Inq 163-7/DF .................................................. Omissão de Recolhimento STJ – RHC 5.....................ª Reg..00014700-9/MA .............ª Reg......094569-9/RS ..........35114-5/MG ........... Omissão de Renda (IR) STJ – REsp 189................. 83 Nulidade.......35114-5/MG ................................... – HC 99......04................... Novo Tipo Penal 1....................................066801-1/RS ....... Nulidade do Auto de Infração TRF/4................. – ACr 95..............................

.... – ACr 1999.........01.......................269-1/SP .........43684-0/RS ....................................... Crime Comum STJ – RHC 8........................................... Operação Mista STJ – RHC 10.............. Operação de Crédito...................01.............. Omissão TRF/4................. xciii 223 .... Operação Conjunta...... – ARHC 2000...................04.04....................062759-5/RS ........03...............689/GO ...................................05603-6/RS .. Omissão........ – ACr 97...... Ônus da Prova TRF/2.......................................... – RECr 117.......................................03............198-7/SP ............04931-7/SC ...................... Pacto de São José da Costa Rica STJ – REsp 244...... – ACr 2000....... – ACr 98.............705/PR .............................................................................. 069381-2/RS e 069382-4/RS ...............069380-0/RS............ Polícia Federal e Receita Federal STJ – HC 4........................................ª Reg..............047268-0/SP ..................................... Operação Day-Trade STF – RECr 117....... – ACr 1.................................. Pagamento de Débito 1... Após a Denúncia TRF/3....ª Reg.............ª Reg...........005797-3/RS .....................04..........ª Reg......................... Operação de Câmbio....................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/4.......................................................074479-7/SC ..01.........................................................................................................................ª Reg........................01..................................760/RJ ..........................04......... – HC 97....04..................ª Reg..... TRF/4...........................199-5/SP .......................................... – ACr 1998............ TRF/3.68300-6/RS .....................04....ª Reg.......................163/RJ .................... – HC 97............ – RCr 97...............019914-3/SP .............. Operação Isenta STJ – HC 3...... – ACr 97........................... TRF/4................. Operação de Vendas..................................246/SC ............262/RS ........... Não-Reconhecimento da Contribuição STJ – (AgRg)Ag 95...053734-4/RS .........462/SE .................................................04.................. – ACr 2000............04..............................................................................................04.............01..................... Consumação STJ – CC 21................. TRF/4..........................ª Reg..

.............003914-5/SP ..04.31049-2/RJ ....04943-0/SC ........................... 2..........................ª Reg...... – EDACr 96..............07........... Prova Inconclusiva STJ – RHC 7............ª Reg............01010152-0/PR ..03......99...................................................................... Pagamento de Tributo 1.. Posterior à Denúncia STJ – REsp 11....... 4.........005443-9/DF ............51750-3/SC...... – ACr 95.........................064567-0/SP ....... 3...........ª Reg..................................................ª Reg................... – RCr 98............................. Pagamento de Tributo........ – ACr 97................ Pagamento de Dívida TRF/2........ 2............41824-6/SC .......................................... Do Tributo TRF/3........120/SP .........º 157/67 STJ – RHC 4............. – ACr 98........... TRF/3. Pagamento de Débito...........................03............José Alves Paulino Pagamento de Débito Fiscal 1............. Anterior à Denúncia STF – (AgRg)Inq 1. Retroação da Lei STJ – RHC 7.ª Reg........ – RCr 98.......................................... – ACr 96...........................04...................................118670-3/SP ...... Pagamento de Dívida........04....363-6/SP .............................03........ Pagamento Espontâneo 1....................... – (CP) MC 99.........ª Reg..........399/BA ............... – REOMS 91.....................04.......169-0/DF ...... – (CP) MC 99.............04943-0/SC ........................ Decreto-Lei n...........................ª Reg............ Cheque Sem Fundo TJDFT – ACr 2000.......................................................675/SP ..... Pequena Parcela TRF/4...............................02........5.......... Pagamento de Títulos Protestados TRF/4................. Não Impede Ação Penal STJ – RHC 4................................539/MG .. – (EDcl)ACr 1999.....................................................................................ª Reg..................................................................075696-4/SP ..............03. Medida Provisória TRF/4.......................................... Medida Provisória TRF/4......................... 2................................................................... TRF/3............................01010152-0/PR .04........... xciv .......04....................................

.. Crédito Não Exigível STJ – HC 7. Anterior à Denúncia STJ – REsp 184..................................................................................ª Reg.010467-0/SC ...............05264-4/RS .............ª Reg.................................................................................................................................. – RHC 9...............057774-9/MG .. Pagamento Parcelado TJDFT – HC 20000020055650/DF ............................190/SC .........................................................................145/RS ...1 – Atipicidade STJ – RHC 76.ª Reg............ª Reg. TJDFT – ACr 20000150016952/DF .... xcv ....... – ACr 97.....231/DF ...........670/SC .... 1. Posterior à Denúncia TRF/3..................................... TRF/3....................... Investigação STJ – REsp 189..................................................................................... – HC 2001.. TRF/4....................ª Reg..... 4..................43963-6/RS ...............................................................................................04.01.............................338/SC .175/MA ............. Comprovação STJ – HC 7.......................ª Reg..............................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Pagamento Integral do Tributo TRF/4.........232/CE .......... TRF/4............................................................................... 5....................................................... – REsp 174.........03....................................... – ACr 97............. Pagamento Parcial do Débito 1...................... Após Denúncia STJ – MC 1.............036912-0/SP ..........................................................................67231-2/PR ............... – HC 97.......................409/MA .....04.01...................................101/DF ............................................................. – ACr 1998................. – ACr 96........................................................... Cumprimento das Obrigações STJ – RHC 6....................066844-8/RS .... 2............................01................................ Pagamento Parcial TRF/1.......................04...... – HC 6. 3............060407-2/SP ......................00..............................................03............................................04................. – ACr 97....04.......269/SP ........... – HC 98....................... Parcelamento 1......... 2.............................................

...ª Reg.... Repercussão....013639-8/MA ....973-6/RS ........................062759-5/RS ............ª Reg.............................................. – ARHC 2000.....................ª Reg..................973-6/RS .......................... 2............................................04...................ª Reg...........26568-2/BA ............................ 8................................................................ Inadimplência TRF/4................................................... Anterior à Denúncia TRF/4...............153/SP ............. – RSE 19990110118657/DF ............. – HC 97............ – HC 9.................00.....................01............................04...............................03......... – RHC 3................... Repercussão STJ – RHC 3.................03....................................................................00. xcvi 223 ...066844-8/RS ....... Questão Prejudicial STJ – RHC 7............................02....026468-2/SP .................. 9....... Excludente de Punibilidade STJ – HC 7..01........................................................................ – ACr 96........ – RHC 3.04................. Situação Regular STJ – HC 8..........033/SP ..........................05264-4/RS ...................................201/MG ..........................................01...................................................052320-3/RS ................................................................... 7..ª Reg................................ Animus Rem Sibi Habendi TRF/1....... – HC 2001..............010467-0/SC ............. – ACr 1998........................ – ACr 2000.....ª Reg............. Descaracterização do Dolo TRF/2........01....................................................................... Exclusão do Crime TRF/1.................846/PE ....... 3.......... Parcelamento do Débito TRF/4........ – ACr 97...047268-0/SP ............016261-2/RJ ........................................... TRF/3.............01...091243-3/SP ........ – ACr 1998............................ 10.... 281 Parcelamento de Tributo TRF/4... – HC 98......................... Dolo.......ª Reg...............................04.... 12.....José Alves Paulino 6. 1....03..231/DF ............................. TJDFT – ACr 19990110422025/DF ........................149/SC.04..... – HC 2000...... TRF/3................................ª Reg........................................................................................ Não-Equivalência a Pagamento STJ – RHC 5............973-6/RS . Relação Jurídica STJ – HC 7...........................ª Reg................01...........................01.. 4................................... 11... – ACr 94................. Inexistência..........

.....ª Reg................ª Reg...................ª Reg..................................................020007-2/SP ..03991-5/RS ....01................ Peculato TRF/4...........................00. 7........................... – ACr 2000......03.................................04........ Suspensão da Prescrição TRF/4.04..03....ª Reg..............................04............563/RJ ........01........................ – ACr 1998.............. Particular 1.................. – ACr 1998.......ª Reg......03991-5/RS ................ Alternantes de Confissão e Reparação de Danos STJ – HC 11.......00...ª Reg.. Parcial e Pagamento Integral TRF/4.................... – HC 2000.....................04.... 9..ª Reg....03.ª Reg... Inadimplência TRF/4..6126-3/SP ........01..................................................03....70..............ª Reg..059147-6/SC ...011306-4/PR ............ Suspensão da Exigibilidade do Tributo TRF/4............................. – HC 2000...................................................................................................................... xcvii 281 ..............001155-3/RS ... Pena 1..................00..ª Reg........105632-0/RS .........00.....03991-5/RS .............. Suspensão da Ação Penal TRF/4............04....................... – HC 2000.020007-2/SP ....... – RCr 2000...... – RCSE 98.......... 2.... – RCSE 98.......................... 10............... Peculato e Sonegação Fiscal STJ – REsp 182....01.ª Reg.... Não-Honrado TRF/3............... 12..066844-8/RS .......... – ACr 96.. 13................ª Reg..... Inexistência de Dívidas TRF/4.........................03......... Rescisão por Inadimplência TRF/3.............................................04.............00... – ACr 2000.........71....Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/3.........026468-2/SP ................................................ 8..... – ACr 1999.....068/SC. Suspensão da Pretensão Punitiva do Estado e da Prescrição TRF/4........ 11... TJDFT – ACr 19980110397648/DF ...............ª Reg. 5........................ Suspensão do Processo TRF/4................................................ – RCSE 98.. 6...1 – Dosimetria TRF/3....................... De Multa 2...........105632-0/RS ..............04.......

........................... – ACr 94. Desconsideração da Continuidade Delitiva TRF/4........... – ACr 2000....... – ACr 2000.........................................01....................................01.................... 9...........ª Reg.........060475-7/SP ..........01.......ª Reg.ª Reg....04...020170-5/PR ...04...2752-0/SP ..................118670-3/SP ....................04.........José Alves Paulino TRF/4..................03..................04....01.................... Desconsideração da Continuidade delitiva TRF/4..............04...........098753-4/SP ............091244-7/RS ......029844-0/RS ..01..............03..................... 3....... – ACr 97.....04... – ACr 98.......ª Reg....01............99........................................... xcviii ...............................00.................006126-3/SP ...... 7.............. Exacerbação TRF/4..................... 2................04....... Pena de Multa 1.................. 5.1 – Exacerbada TRF/4.053734-0/RS ...... 4...........................ª Reg.01............04....ª Reg.......................................................114721-0/SC ... Substituição de Ofício do Regime Prisional TRF/3........... Restritiva de Direitos TRF/3.........................01...ª Reg.......ª Reg.....03..........03... – ACr 1999........................111519-1/RS ..........01..........06..2 – Moderada TRF/4....... – ACr 2001................ – ACr 98............... Em Perspectiva TRF/4............04.. – ACr 2000.... – ACr 97............ – ACr 1999....................... Reprimenda 6........ Dosimetria TRF/1................01................................... TRF/4....... – 2000....7419-5/RS .............01................060407-2/SP .......ª Reg................. – ACr 96...............01.......146427-6/RS ......029844-0/RS ................ª Reg......04............................ – RCr 2000............ 6......... – (EDcl)ACr 1999...................... – ACr 1999. Substituição TRF/3.03................ª Reg.... TRF/3............ TRF/4....................................ª Reg... – ACr 1999..ª Reg...ª Reg......... 8............. Pena-Base 1.................... Redimensionamento TRF/4.........04............04....................03...................963-6/PR ................020938-0/SC ..........37793-6/DF ............... – ACr 97........... 6..........................005797-3/RS .. – ACr 2000.ª Reg......................

. – ACr 97................................. Perícia Contábil STJ – RHC 2.................................... – ACr 1998.........04.........................................................19080-8/SC ................................41203-7/SC .................................. – (EDcl)ACr 1999..................................ª Reg............ – ACr 1999..........04...................01................ – ACr 1998................................04...... – ACr 97........035/SC ................... 3...... – HC 2000...0020-0/SP ................................................................... – REsp 132... – ACr 97....04.................01....01........... Penúria Financeira da Empresa TRF/4.03...........................................................183/SP ..........99..... – RHC 10......................... Pequena Empresa TRF/3.............................585/BA ........094569-9/RS .........ª Reg................99....................................................ª Reg......................................... xcix 66 .................ª Reg...................03...............ª Reg.................. Perícia TRF/1................................................. – ACr 96..118670-3/SP ....................................................04.....................03....31284-6/DF .......... Penhora TRF/3.. Pena Pecuniária Substitutiva TRF/3.......................................01..................... 1........... Redimensionamento TRF/4...............19080-8/SC ........... – HC 98..............................01..ª Reg.....04........................ – HC 2000........174-7/SP ............. Aumento..........................056532-2/SC .04.................................................. – ACr 97.......ª Reg................................................. TRF/4......Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/4............................... – RHC 7..ª Reg..........1 – Patamar Mínimo STJ – HC 10....04..........01......................04............................09..............0028486-6/BA ..........................................................................256/MG ... Penal...302/SP ........080133-1/RS ............ 2.............44183-3/SC ............................ª Reg.. – REsp 5...........06477-2/PR ..........03.........................060472-2/SP ........... – ACr 97................. Limitação TRF/4.................. – ACr 97.........909/SP ................. Pena Mínima 1........... Execução Fiscal TRF/3................. Inadimplência STJ – RHC 6.................................................042049-6/SC ............................... – ACr 96...........................014689-8/SP ..ª Reg.......

........335-3/DF .......................... 5.............................. Pró Judicato TRF/1...............................................04.................................................................ª Reg........................................................ Juiz TRF/4....... Pluralidade de Condutas TRF/4......074479-7/SC ..... – ACr 97.............................................................ª Reg.................. PIS STJ – RHC 7.............. – RHC 5..... – RHC 4..... Valor Econômico do Tributo TRF/3............ 6.................. Ponto Polêmico STJ – RHC 6.. Pluralidade de Agentes STJ – HC 3.................ª Reg............................................................................71...........................................................................................04............56894-0/PR .. – ACr 96........................ c 118 50 ..03....866/RS .................................. Dispensa TRF/4....829/98 – DF .. Prática Contábil....03...................... TJDFT – ACr 18.............01................ 3............04.................................036912-0/SP ....................... Pluralidade Ofensiva TRF/4..........ª Reg........ Conhecimento....................................... – ACr 97........04.........ª Reg......................José Alves Paulino 1.......001155-3/RS ......41651-0/SC .............ª Reg....................01.........726/PR ....................172/DF ............ Prova Documental...305-0/SP ................ – ACr 97...........01..............04................................................................04......075537-2/SP ......... – ACr 1999................ª Reg...............066801-1/RS ............. 2..... Desnecessidade TRF/4...................................189/SP ..ª Reg.......036912-0/SP ........................633/RS ...................... Preclusão 1.. Compra e Venda STJ – RHC 1..............22485-6/BA .. Vestígios STJ – RHC 5......... Objeto Material do Delito TRF/3............51750-3/SC ................................................................... Consumativa TRF/3......03..... – ACr 1998.......020938-0/SC ................................. – ACr 97.... – ACr 1999....01...........................03................. – ACr 98...............................ª Reg........................ 2............................ 4......................................... Ouro...................... – ACr 96. – HC 95.......

.................. Deixar de Recolher STJ – RCr 215/ES ......................... Medida Cautelar.....973-6/RS ................. 4...........99.. Contagem de Prazo TRF/3............................................................ Prescrição 1. – ACr 1999..............................074479-7/SC ...........................................ª Reg.......... ci 206 ....................................... Depósito Judicial STJ – REsp 17. – ACr 1998............ Ausência. Competência 1...........01.....ª Reg........................................................................ – RCr 2000................................ Parcelamento do Débito............................01..... 2..........630/97 – DF .. – ACr 2000............. Erro TJDFT – ACr 36................................ Prejudicial 1.....770/SP ......................091253-8/RS ........................................................... Antecipação STJ – RHC 4.............................. Apuração............ 6.... 7.........149/SC ................564/95/DF . Preliminar....................... Contribuição Previdenciária............04......................01...................ª Reg.......................927/MT ..................................................................................... Débito STJ – HC 4........ De Parcelas TRF/4.....................................................................ª Reg..... Repercussão Penal STJ – RHC 3.............................. 5.... – HC 9..........................021448-3/SP ................ – HC 8.. 3... 3.............................031536-2/RS ................................933/RJ ..........908/PE ................ Ano-Base STJ – HC 4...................................776-0/RS ........................770/SP ................04...707-0/PR .............................................. Crime Continuado STJ – HC 12. Preferência do Crédito Previdenciário TRF/4............ Declaração Ex Officio TRF/4............. Prejuízo ao Erário.......................................... 4........03...............04.. Parcelamento do Débito STJ – RHC 7................. Cerceamento de Defesa TJDFT – EIC 42...........................................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Prefeito........................ 2. Concurso de Crime STJ – HC 12....................................749/PE .........................................................

..........................................037488-7/PR ..... – RHC 5................... – RCr 1999.................................................... – RHC 7...............03.......................912/PR .........04........... Lapso Prescricional TRF/3.. TRF/3..091244-7/RS ...................... Pretensão STJ – (EDcl)REsp 17...................................................... TRF/2.......... STJ – (AgRg)Inq 1.José Alves Paulino 8..445-1/SP ...............509-0/RS .................................04............................... – ACr 745/93 – RN ................035/SP ........................04.........175553/DF ....... 14...........................03.....................................................091253-8/RS ........... Pretensão Executória TRF/4.................... – ACr 1999.................................. Pretensão Punitiva STF – (EDcl)HC 76.................50..... TRF/4..........................................................................356/RJ ........03........ 13...... – RHC 74.ª Reg..................... Ordem Pública TRF/4.........................37552-9/RS ..........................................847-4/MG ................................ – HC 95................ª Reg..23577-0/RJ ...............031536-2/RS .............016952/DF .. 15........ 10...033761-8/SP ...ª Reg................... – HC 95........28299-0/RJ ............. – RCr 2000.........................01........................................03...01..................04.....ª Reg....... – RCr 2000...............020007-2/SP ................01........ – HC 2000........................ – HC 2000.......... TRF/5. – ACr 2000.............ª Reg..169-0/DF ............. Retroativa STJ – REsp 166............. 12.....................................................................ª Reg...............10................................ 9.....01........... TJDFT – ACr 1998. Pena em Concreto STJ – RHC 4......................... – ACr 2000.................................................01........................ – ACr 95..........................................................................................................928-8/BA .......ª Reg............ – HC 77..........................707-0/PR .......................................04..776-0/RS .......00....01....................01................................................................... – HC 2000....... – ACr 96.......... TRF/4.......................00.... – RHC 8........ – REsp 67.............................................................................................................................. – HC 76.....99.........ª Reg....014380-4/RS .....................847-4/MG ................ Em Perspectiva TRF/4.........................020007-2/SP ................................ cii 149 ...........04.02.............................................................................................190/ES .............................ª Reg..... 11..02.........................................................................................093966-8/SP ...................

...... – ACr 97...............................04.........51703-0/MG ..............................................026381-1/PA ...................... – ACr 96...01.......................01........................................................ – ACr 1999................................ª Reg.......................... 16..............................................00............035/SP ..........01................ – ACr 96.....003191-8/PR ............................... TRF/4.....................ª Reg..........51703-0/MG ..ª Reg................. – ACr 97................................ – ACr 98...............ª Reg........................ – RCr 97.......0033704-8/BA ...................01....... – ACr 96.....34041-6/DF . 15........................01..... – ACr 96........ – ACr 96.007239-5/MG ............00.....................................52906-4/RS .04. 15................................3 – Intercorrente TRF/1...........................................00.................4 – Pretensão TRF/1....... – HC 2000..31959-8/GO ................. ciii 310 ....................................105641-1/RS ...........5 – Subseqüente TRF/4.........................................................................39878-3/DF .................................... – (EDcl)RCr 2000..ª Reg.......... – ACr 97..............................................................................013641-8/MG .................................ª Reg...04..... – ACr 96...............39878-3/DF .......... – ACr 97............................................007239-5/MG ........................71....................01................. Superveniente TRF/1.........ª Reg...........ª Reg.........................077789-5/SP ................ TRF/1........462/SE ......................42244-7/MG ..................... Prescrição Retroativa STJ – REsp 166.................ª Reg............010930-8/RS ......................................... 15.................................................. – ACr 95....ª Reg................. – ACr 96...01........01..2 – Crime-Fim TRF/1...... – ACr 95....... – HC 2001.........................ª Reg...........................04.... Suspensão TRF/3...................31959-8/GO ....03............ – HC 2000...01........................... 15.............01.ª Reg.....51703-0/MG ......................009945-8/RS ............ – ACr 96......59978-0/SC ........... – ACr 95..............031888-5/SP ....................01........00130-6/RS ................ TRF/4.....21850-8/RS ..................... 18........... – REsp 244..............03.......18471-4/DF ................. 17..01..............1 – Contagem TRF/1......................... – ACr 97..... – ACr 96......... TRF/4................01....................................ª Reg....................01......................... Réu Maior de 70 Anos TRF/4..............01......09...70........................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/3.....04................................04.....................00............. – ACr 95.......01...........00..................... 15..................................00..................... – HC 97...................04......................43609-2/PR .........01.......

..... 5.... – ACr 2000....01..... Excludente de Punibilidade TRF/4......04..... Crime-Fim.... – RCr 97..........01............... – ACr 96...01....21850-8/RS . Pena Concretizada TRF/3..............01.. – ACr 96........... – ACr 97.....00... Intercorrente TRF/1.............ª Reg........51703-0/MG .............01.............................0033704-8/BA ...................... TRF/4.............................03.............................. – ACr 96..091830-1/RS ..........................................01079-6/RS .................................1................ – ACr 98. 1.................................................01..........026381-1/PA ........... – ACr 96....ª Reg.....42244-7/MG ....... – ACr 2001....... 6.......................................007239-5/MG ........ – ACr 1998....04.............. 4.........31959-8/GO ..... – ACr 95.........................ª Reg..............04............................. – ACr 1998............................. Pretensão Punitiva TRF/1..18471-4/DF .ª Reg.........04... Prescrição Superveniente STJ – (EDcl)REsp 231..................................01....................................................................00.........ª Reg.........01... 2..........................................ª Reg............. civ ..01....................................................... 7........99. 3....... TJDFT – ACr 1998.....................................005067-6/SP ......... Subseqüente TRF/4..01.....01................01..........................01..ª Reg.............................................................020170-5/PR ....................... – ACr 97...41824-6/SC ....354/SP ............................. 8...............................ª Reg..............................39878-3/DF ............. – ACr 97......... – ACr 96........00..............................51703-0/MG ..............ª Reg...............................................04...........01........ – ACr 96....111519-1/RS .................. – ACr 95..........................................................041748-4/DF ............085730-4/SP ..............04..... – ACr 99.......................03................................44508-1/PR ........................04................................04......... – HC 97..........José Alves Paulino TRF/3........014689-8/SP ...................013641-8/MG ....... – ACr 96...... – ACr 1999......... TRF/4.....01............................................................................................ TJDFT – (RSE)ACr 19990110119100/DF ..... – ACr 97......................................................34041-6/DF ............................................ – ACr 96............. Contagem TRF/1.................031229-0/PR .............................52906-4/SC ..99.....ª Reg.............. Crime Continuado TRF/4......................ª Reg.01........................................ TRF/1...03................................ª Reg.........04...... Crime-Meio TRF/1..........

............. – RCr 98..............................................04....................... Princípio da Correlação Lógica TRF/3............. cv 281 ...................................................... – RCr 2000............................................... – ACr 97...378-4/SC .7286-9/SP – ACr 97............ª Reg....01........03.....ª Reg..........04...............................060475-7/SP .......... Princípio da Especialização STJ – RHC 1......................................................... – ACr 97.7268-0/SP – ACr 97....ª Reg.......................ª Reg..........082751-8/SP .................................04................ Princípio da Consunção TRF/4......99......................... Presunção de Inocência TRF/3............06........................03.......................03....................5542-9/SP .........04...............ª Reg............................ TRF/3...............................................99.......................... – HC 2000...06..................................05............................. – ACr 1999... Princípio do Tempus Regit Actum TRF/3.....928-9/SC .......... Instância Penal e Administrativa TRF/3...................... – RCr 1999...... Princípio da Correlação da Acusação e do Contraditório TRF/3......02.........ª Reg..................................................08........................... 167 Princípio da Fungibilidade TRF/3..................03......06.....00....04........00.... – ACr 97....0472-2/SP – ACr 97................ ................................. ................................ TRF/4.................7286-9/SP ..........................03. – ACr 97..........................228-1/DF .01.....ª Reg.ª Reg.............16295-4/MG ................3830-2/SP ....................... – ACr 97...........0472-2/SP ........01...........ª Reg....ª Reg..... – RCr 98.026468-2/SP .......................9603-0/SP .........01..................01.ª Reg..........................07.........03.............08....... – ACr 96...03......03..04... Princípio In Dubio Pro Reo TRF/3................03.......................................................... – ACr 97........059696-9/DF .....04........................940-4/RS ...............................................03... Princípio da Independência 1....... Princípio da Insignificância TRF/1......016855-9/SP .............. – ACr 95...03...........506/SP .....062201-5/PR .... – ACr 97.....ª Reg.......................... – ACr 96.............03..................... TRF/4.............. ...03.ª Reg......................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/3............................................................... – RCr 97............ – ACr 96............38836-3/RS .3830-2/SP ..............04.......02.................. – ACr 1999......................00..............084809-3/SP ...............03.........

..................... In Dubio Pro Reo TJDFT – APR 18..........03........................... – ACr 96...........................................................................................ª Reg......03................................ª Reg......................................... Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa TRF/3.............. Processual Penal 1......................................................... 3............... – HC 95.................. – ACr 97....... – ACr 97... In Dubio Pro Societate TJDFT – RSE 1.... – Inq 62/92 – PB .....................................................705/PR ....975537-2/SP ..............ª Reg........ – ACr 95.............José Alves Paulino – ACr 1998............................. Princípio do Tempus Regit Actum TRF/3....... – HC 2000.....................01.....603/98 ............................. Princípio da Isonomia 1...........01........... Princípio da Reserva STJ – HC 7..........03. Princípio da Retroação TRF/1....................ª Reg..........................................................................641/PR ..................................... Princípio.. 2............. cvi ........................ Princípio da Preponderância STJ RHC 10............................................................480/95 ........................................................................................... – RSE 1.38081-7/DF ....................033761-8/SP ......................... Princípio da Proporcionalidade TRF/3...............00......................................................... – ACr 97.................075537-2/SP ....075537-2/SP ............ª Reg.........................................................................................04........01.... Princípio do Contraditório TRF/1.......................18232-0/DF ...04...........01......... – Inq 49/91 – PB ..................................... – ACr 2001..........ª Reg.........................811/RJ ...03................................................................. Princípio da Razoabilidade STJ – RHC 10....................... Descabimento TRF/3.......... Anterioridade da Lei Penal TRF/5.........ª Reg..01.03...........505/95 ... – RCr 96.............................ª Reg......................01. – EIACr 19.531-9/DF .........12...........................009658-2/SC ................................... Princípio da Objetividade Material TRF/1...................................842/94 – DF ..................................................99...022454-6/SC ..................01..796-9/DF .................045362-8/DF ............... – RCr 1999...................

.............. – HC 96...........04.....02.............................04............................................ Preventiva STJ – HC 13...............02....... 2.................. 5............................ – ACr 903/94 – PB ................ 2......... Arbitramento STJ – RHC 3...... Retroatividade da Lei mais Benigna............... cvii ..................... Norma Penal TRF/2..... 2..................... – HC 2000.................................... 6............................ TRF/4...........................ª Reg.......... – Inq 62-92/PB ..............................06..... – ACr 98............................. 2.............................7102-0/RJ ...........................................02..............................................01................................................043-4/RS ..................262-6/RS ........................659-9/RS ....................ª Reg...........................35837-8/RJ ..01.............................014561-0/RS ............................ 2...3 – Crimes de Ação Violenta STJ – RHC 3..........................................................262-6/RS ...Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 4...... TRF/5.......... – HC 95........................... Prisão 1............................. – HC 1998...... Reformatio in Mellius TRF/5........ª Reg.... – HC 96........696-6/PB ......................................... TRF/2............04.............................................4 – Fato Típico STJ – RHC 2.ª Reg.................12...........921/CE .......02..............................................................ª Reg. – HC 95...........................ª Reg...................056532-2/SC ..1 – Atos Concretos................................................................................................. 2................069791-3/SC ............38801-3/RJ .......04.....ª Reg.......................... TRF/5......6 – Fuga STJ – HC 6.................................ª Reg...03098753-4/SP ......039-1/RS ....077/AM ............................... – HC 96.......5 – Fiança.......14273-1/RJ ....... – HC 2000................... TRF/4............................................................. Cautelar TRF/2.....................................01.................. – ACr 745/93 – RN ................... Irretroatividade da Lei Prejudicial TRF/3......................................................................... – ACr 720/93 – CE ..................................... – HC 98... Indiciação STJ – RHC 3............................ 2.....................................18195-6/RJ ...........................02..........ª Reg.2 – Confirmação Delitiva STJ – RHC 3....

.....12 – Magnitude da Lesão TRF/1.................. Pagamento Tributo.............................................................069791-3/SC ................................ª Reg. 2.....................01..........................01.................... 2................................................8 – Fundamentação Insuficiente STJ – HC 3.1....00........................ – HC 1999.......01............................3 – Pressuposto da Ação Penal......04.....758/PR .............................................2 – Prejudicial Superveniente STJ – REsp 184.........7 – Fugir à Ordem de Prisão STJ – HC 2..............ª Reg. TRF/4.......18............. 2.................356-6/RJ ...............................666/DF ................................................150/MG ........................................................546/PR ................................... cviii .................................... – HC 98..01..ª Reg.................................................. 2.............. Inadmissibilidade STJ – RHC 9..........................................1....... 2............13 – Motivos............... – HC 2000...........693/RJ ...............275/SP ............11 – Liberdade Provisória TRF/1..... – HC 1997...1 – Notificação Prévia... 2.................... – HC 97.15 – Oitiva de Testemunha de Acusação.......... – HC 97..14 – Natureza das Infrações e Penalidades do Réu STJ – RHC 3. 2....................................... Inexistência TRF/1. 2.......... Necessidade STJ – REsp 174..... Influência na Prova TRF/1........... Menor Importância STJ – RHC 3....18.. 2....18................ 2..010805-2/MG .................................................................1.................ª Reg... 2.......ª Reg.........01............043920-1/DF .................................190-5/PE .................025-1/ES ... 2...........1 – Procedimento Administrativo 2............17 – Participação.....317-7/PA ...... 2.......10 – Garantia da Instância STJ – HC 4...00.........................................................................0093313-0/MG .................................................055912-4/GO .........18 – Princípio da Razoabilidade STJ – RHC 10.....................01........................ª Reg..........José Alves Paulino 2..................16 – Paciente Perigoso TRF/1.18.........9 – Fundamentação Posterior STJ – HC 5.00055766-2/DF .... 2........

.....................................04. TRF/3.............. 2............... – ACr 1999......04.....ª Reg......................ª Reg........................043-4/RS ............................................... 2...............................................................................................................ª Reg.................... TRF/4...............................031536-2/RS .........01........01...............01................................. Prisão em Flagrante TRF/1..................................04..21 – Revogação STJ – HC 7............................ – ACr 96..........ª Reg.. Prisão Civil por Dívida TRF/2.......................02............................ – ACr 1998................................19 – Profissão............................... – ACr 1999.............ª Reg................................... – ACr 1....22 – Sócio Retirante da Sociedade STJ – HC 7........................ TRF/5.............52901-3/SC .......................................................................062759-5/RS ....................02.................24 – Suposição de Risco STJ – HC 5.............. TRF/4.....04...04................... 2............055766-2/DF ..03............... Prisão por Dívida TRF/2............................................... – ACr 1999..................052320-3/RS ....................... – ACr 97................................................................... – HC 7............. – HC 97..........99........ – ACr 2000...................................................44508-1/PR .....04....................016855-9/SP ...........................00..............................................ª Reg........107/SP . – ARHC 2000.......................04............................01.. TRF/4.................................................................. Alienação Fiduciária TRF/2.......06.........04........................... – RCr 279/CE .ª Reg......................01...........760/RJ ...............444/RS ............... – HC 97......216/RS ..01.................... – ACr 96....ª Reg.................................066473-3/SP ........................ª Reg.............................. 2...03.......... – ACr 98.............................................. cix 290 .357-9/RS .............................................04. Prisão Civil...........04931-7/SC .........................20 – Réu Revel STJ – HC 2....055689-0/RJ ............................................................. 2......43684-0/RJ ...23 – Sonegação não é Crime de Ação Violenta STJ – HC 3.........................693/RJ ... – HC 98...........................................................................................................016261-2/RJ ..... – RCr 97.................................... Residência STJ – RHC 3.931/RJ .........................................190-5/PE ..23551-8/SC ...... – RHC 3...............Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2.......275-8/PE .

............................... Oitiva de Testemunha de Acusação...............01...ª Reg........................ – ACr 94.....................................................699-0/SC .......... Fundamentação... Fuga STJ – HC 6..................................... Condição TRF/1...................ª Reg................356-6/RJ ..... Decisão Posterior e Primarium Decisum STJ – HC 3.... – ACr 95.......................................... 6.................03106-3/DF . – ACr 94................................................................................................ – HC 99...................... Cancelamento....... Referência STJ – HC 8................ Procedimento Fiscal TRF/2........................ Sonegação não é Crime de Ação Violenta STJ – HC 3.ª Reg............01....... cx 247 .......................................20494-4/DF ............................................................................00010805-2/MG . Trânsito em Julgado de Decisão STJ – HC 3..... Direto...871/RS .......................... TJDFT – RO 755/95 – DF .................................................. – ACr 95..................26476-7/DF ..... 5...... Procedimento Administrativo 1.. Decretada STF – HC 77.................. 2....................01......21855-2/DF ................26486-0/RJ ................... Prazo para Pagamento e Defesa TRF/1...........................01.............................. Influência na Prova TRF/1......................01...................................12562-9/DF ......... Fundamentação Insuficiente STJ – HC 3..................................................................... – ACr 95..............711-9/RS ..................01........José Alves Paulino Prisão Preventiva 1....ª Reg..356-6/RS ..................... – HC 95......................................... – HC 95........ Ato Fiscal STJ – RHC 2..............................931/RJ . Recolhimento.................................0093313-0/MG .. Magnitude da Lesão TRF/1............................ – HC 95.................................. 2.............................................ª Reg..................................................... 7......749/PE .......01............... Contribuinte............................ 4...... Processo Administrativo 1................................02........ Conclusão..................................03147-0/DF ...................22265-9/DF ......................01...... – HC 98.... 3...... 2..01..... 8......................................................077/AM .........................................................................

.................................................................................................396/SP ................ – RCr 97........... – RHC 3................................01................................................................ – HC 9....Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TRF/3...............................435/SP .... 6........................30817-0/DF .......................26255-3/DF ......................................................................................................... – RHC 7.........243/SP ............01........872-1/SP ...... – HC 95....................................................895-5/RS ................. – HC 95........................................... 5..................................ª Reg.................................................498/SP ......................................................................276/SP ................. Não é Óbice a Ação Penal...................................................................................279-0/SC .............................141/SP ....................................................................357-9/RS ....................................................................................................................03. 4................. – RHC 7............... – RHC 1.........................................................................498/SP ..... – RHC 7................................ – RHC 7........................... – ACr 95........................................................... 8....................................................................... 3.................................................. – RHC 7....................01. – RHC 1.................. – RHC 2........................................07283-7/DF ............060/SP ................. 7.............................................. Pendência.................. TRF/4...430/96) STJ – HC 6.......................... – ACr 94................................................ Lançamento Suplementar TRF/1.......................................................................................................... – HC 95.................................................... – RHC 7............................................................. – RHC 7........................................................ª Reg...................................... – ACr 95. – RHC 7............................................276/SP .... – RHC 3................................066473-3/SP .........................º 9................................................................ª Reg.....01........................01...... – REsp 153....................... – RHC 6.......... Pagamento de Débito TRF/1.................................................................................... – ACr 96..................249/SP ......................ª Reg.........01........................... – RHC 7....... – RHC 7..394/PR ..............007/RS ......410/SP ......... Exaurimento STJ – HC 2....03796-9/DF ....... Lei n.................... (Art....................................................................................12536-0/DF ..................................................... – RHC 7.. – ACr 96........................................................394/SP ................................. – RHC 7................447/SP ............. – HC 95..01.........................20280-1/DF .......................... Ação Penal STJ – HC 6................................................. 83.................. Prazo.........01.............. Cópias Não Autenticadas TRF/3............01066801-1/RS ...................04...............247/SP ...............377/SP ...................... cxi 290 ...25212-4/DF ...........700/PR .24995-8/DF ....................................................................... – REsp 98.......................271/SP .........................957/MG .........................................................................................01.22460-0/DF ........................ Etapa Prévia............399-9/RS ...... – RHC 6............ – RHC 6.....ª Reg......

............................... Imprestabilidade TRF/2... – ACr 96...................... 407 Processo Fiscal 1..................................01... – HC 2000................ – HC 1997................45049-4/PR ............... – EACr 96. TRF/3...... – ACr 96...........1 – Caracterização do Tipo TRF/1............................................. – ACr 96.........00.......07283-7/DF .... Produtos Rurais TRF/4...........José Alves Paulino – ACr 96...... Balanço Patrimonial TRF/4..................................315/SP ...............................................ª Reg................................................... Resultado STJ – RHC 5................. Incidência de Norma STJ – REsp 120........ – ACr 1.......................04........ – ACr 96................ Suspensão de Processo Penal STJ – REsp 59. 10.............................ª Reg........................01.......ª Reg.............................. Semelhante........03.......................................... Produtor........................................................... Ausência de Decisão Final STF – HC 77......... – ACr 96..................2 – Desnecessidade TRF/1................ Desfecho STJ – HC 4................062552-9/RS ................ Comerciante.........877/SP ......ª Reg...................... 11..........................................................................051/SP .................24992-3/DF ...................... Industrial.ª Reg........ª Reg................3 – Necessidade TRF/1................................................03796-9/DF ..470/PB ........... – RHC 6...20280-1/DF .. 9....... 277 Processo Administrativo-Fiscal 1.............711-9/RS ................................................512-6/SP ....................................31381-8/DF ................................. Produção de Prova pelo Credor................... 11.........01.................01........01.................................................................... – ACr 97............................................. 11.ª Reg....................... – ACr 97...............................................................24420-4/DF .......................... cxii 281 ........................................760/RJ ......01...............01.....................47877-9/DF ........026468-2/SP .............819/GO .. – ACr 95........................................................ Condição STJ – RHC 6...09080-0/DF ............... Recurso Administrativo....... Término 11.........01.......................00.................................... Prova 1......038707-6/BA ............04......................01......... 2...

............042049-6/SC ........................... Prova Ilícita STJ – HC 4...01...........560/RJ ....04.......... – ACr 2000..............................01........................................ Inexistência TRF/4.........................................091226-3/SP .....04...... Emprestada 3............028523-0/RJ .........024302-8/RS ......................................................................................1 – Ônus de Provar TRF/4.760/RJ .. – HC 2000......................... – ACr 98.......... – ACr 1999................01.....04...... Testemunhais TRF/2............. – HC 2000...................... Indiciária 4........... – ACr 1998................ – HC 2000.................36920-0/DF .........08940-0/RS ................ Prova da Glosa................ª Reg.........ª Reg...... Pericial TRF/3...........ª Reg.....03..............085730-4/SP ....... 6............... Obscura TRF/4.....23965-6/RJ ...539/MG ......1 – Desnecessidade TRF/4............................... – ACr 96.......................ª Reg.................. – HC 5........052320-3/RS .................04.......04........................................ – RHC 6...................... – ACr 1...... cxiii ...........................04....................................163/RJ ................. 7................................45345-0/RS ..ª Reg....................04.....042049-6/SC .... – ACr 98................................ª Reg..... Prova de Dívida..........ª Reg.. Ônus TRF/1.............056532-2/SC ........693/RJ ..566/PR ...........02...............03..ª Reg.... 5............................................................01.096608-1/SP ...................02.......01.04.... – ACr 1996................01..........................................................................03........... 3...................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Contábil TRF/4.........ª Reg..................................01....000616-3/SC .. Prova Incontroversa STJ – RHC 7........................................... TRF/4........................ – ACr 1999................................ª Reg................ 7.... – ACr 97.......................... – RHC 8..............................01... 8.1 – Materialidade TRF/4......................ª Reg.......................................................... TRF/2...... – ACr 95..04......085841-2/SC ...................................................ª Reg..01............................ – ACr 97............................................. – HC 2000................... Prova de Fato Negativo TRF/2.............................................. 4..

...............04........ Prova Pericial TRF/2..............................912/RJ ................. – HC 1999. TRF/3................... 1............................................................618/RS ..03.......................26921-5/DF ...................................... – ACr 98...........ª Reg....................... TRF/4............. Ictu Oculi TRF/3........................ Provar Supressão do Tributo TRF/1.............................. – EACr 96....................................... – HC 15......... 5.........021675-5/SP ....................................................931/RJ ............................................04........................................................................01013351-0/PR .............. 4........03...................................566/PR ....................................00...................... Acusado Cego STJ – HC 4............................672/RS ..................01........ – ACr 1...01066801-1/RS .......................................... – HC 3..................................................031935-8/DF ..03............. Prova Indiciária TRF/1.... Prova Incontroversa 1..... – ACr 95....................24420-4/DF ..047007-4/SP ............... – ACr 96.................. – REsp 175.. – ACr 9........................................760/RJ ...................................................................ª Reg.. – ACr 96............ – ACr 1997...... Quebra de Sigilo Bancário STJ – RHC 6................................ Materialidade TRF/1.. – ACr 96........................................................................... 2.......577/SP ............. Medida Cautelar Criminal.ª Reg.........01....381/RJ .............. Condição TRF/1...................191/SC .....ª Reg.ª Reg............... Sigilo Bancário e Fiscal STJ – HC 7................José Alves Paulino TRF/4......ª Reg...........01...ª Reg..................... 2.......................................... Impossibilidade.............ª Reg.......01.................. 1....................................01........... – ACr 96.............................. – HC 99.............................. cxiv 193 .............. 3................. – ACr 96.........................01........................................................................ Procedimento Após Denúncia STJ – MC 1..............24420-4/DF ..........................................31471-7/DF .. Apreensão sem Modelo STJ – HC 3.................................................................753/CE ...................ª Reg..................00....061547-4/SP ................................14661-8/DF ..................

2................................02..................514/95 – DF .......768/97 – DF .........04892-0/ES .... Imprestável como Prova TRF/2................ Extratos Bancários.......................... Instrução TJDFT – HC 2........................... Prova Robusta TJDFT – HC 16...20............................... Ação Penal............. – RSE 1................... Processo Administrativo-Fiscal................. – HC 95...............02............................................ – RSE 1......... – ACr 96......... Dolo...0217102-0/RJ .. – ACr 92. Do Ilícito TRF/2............29379-9/RJ ............... Pericial TJDFT – ACr 36. Responsabilidade.............................................................................................. Auto-de-Infração........505/95 – DF .... cxv ..603-98/DF . 4...939-96/DF ......04891-1/ES ...................... Novas Investigações Policiais TRF/2.............................. TRF/2.... Inexistência TRF/2.08075-2/RJ ............................................................................. – ACr 95....02....... 5..979-5/DF ....................... – HC 97.......................ª Reg..... Materialidade Demonstrada...................................................................ª Reg...............00................ª Reg.......19952-0/ES ...............................ª Reg.............................................0207620-0/RJ ...............612/96 – DF . 10........... Cotista Majoritário............................................0238801-3/RJ .......... 7......02496-0/ES . 13.................. – HC 96..................................02663-5/DF .0212898-4/RJ .......ª Reg................................. – RSE 1.....20................... Ônus da Acusação TJDFT – ACr 16............... – HC 1998........... Condenação Penal..............................................20064-4/RJ ..............................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Provas 1.................00............................807-4/MT ........ 12......................................... 8..............02........................... – ACr 95........02................................................................ – HC 96........... – HC 96..............00524-2/DF ..................................ª Reg.............................................480/95 – DF ..................................................... 3..............................................................ª Reg..................... Imprestável como Prova Única TRF/2......... – HC 96....... Ilícita STF – RHC 74............................................... 6.................................. – HC 97....... Prova Insuficiente TJDFT – APR 18... ISS........ 11.......................02.................. Oportunidade........ 9..............................02............. Registros Contábeis TRF/2............................. Incabível TJDFT – HC 1998.................

ª Reg......................... cxvi ...04............................................................................... Quebra de Sigilo Bancário e Fiscal TRF/1................. 2.04...................... Questão Nova..........136715-1/SC ..................ª Reg................................. Quadrilha STJ – RHC 10.... Questão Prejudicial STJ – RHC 6......141100-4/SC ..... Prática de Nova Infração Penal TRF/4................. – ACr 1............................. Tema Estranho ao Pedido STJ – RHC 7........ Quebra de Sigilo Bancário 1...01.ª Reg.......341-5/SC ..................................908/PE ............................01..........José Alves Paulino TRF/5...........................01...... Quadrilha ou Bando TRF/1......... Autoria TRF/2........................ª Reg............................................................................. Pressupostos STJ – RNS 10......................................................................................................... – HC 1998..... – ACr 43.......................... – MS 1999...................... Adiantamento à Inicial STJ – RHC 4.........851/SC. Questão não Apreciada no Tribunal Original STJ – HC 9......... Impertinência TRF/4....................... Denúncia STJ – RHC 3.... Qualificação Funcional......... Falta Decisão Judicial............. Quantum Devido STJ – RHC 7.............069791-3/SC ....................................ª Reg.......045362-8/DF ..................................570/94 – PE ..........................................................................º 2000........................... Quadrilha.... Desentranhamento STJ – HC 4..................394/PR ...00.....475/MT ................... – HC 2000..................... – HC 2000.....................................................ª Reg......... 1......531-5/SC .............01..155/SP ..................................................... Questão Já Decidida na Esfera Administrativa...760/RJ ........................04................ Quebra de Fiança 1.................641/PR ..927/MT ...............................................................01..................................................025616-5/PA .......................................00. – Correição Parcial n..

...................................38168-3/RJ .................................................. TRF/3....052234-4/SP ..066473-3/SP ........................................................ Questão Prejudicial TRF/2...................... – ACr 98............................... Lei Tributária STJ – RHC 7............. TRF/3............................. – HC 99........ – RHC 7.................03. Erro de Interpretação...........01....................................844/MG .................................728/SC .....02........ Despacho Sem Fundamento STJ – RHC 4.............................953/SP ...................... 3........... – RCr 97................. Reconhecimento do Débito TRF/2..............035262-6/SP .....................................007657-5/SP ... 6.................................... Parcelamento TJDFT – ACr 1998..........035266-9/SP ..............ª Reg...ª Reg................. Reconhecimento da Dívida Tributária na Via Administrativa............... – RCr 97......Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – RHC 6................. Instância Administrativa STJ – HC 6............................ Caracterização....................00............................ Suspensão do Processo TRF/3................................................................................................268 ......................... Crime contra a Ordem Tributária STJ – REsp 180.02..01............03. Recolhimento de Exação STJ – RHC 9............03.... – ACr 98......338/RS .......................38136-4/DF .. – RCr 97............................ 4... – ACr 94.397648/DF .......................................................................... 5. Recurso Especial 1...............................................................................................355/SP ..................ª Reg......................... – RCr 97.................................. cxvii .................................. 2................................. 1. Elementos Inexatos.....................03.... Recibo Falso TRF/1............00....................... – RHC 6...........03....................10... – RHC 7...... – RHC 6.................................................... 290 Recebimento da Denúncia..035267-7/SP ...........................................................................ª Reg............ Admissibilidade................ – RHC 8..............................798/PR ...089/DF .......................03.......ª Reg............................................................742/SP ..........................................ª Reg........657/SP ....................031313-2/SP e 97..................03......798/PR ................................851/DF .....................................................953/SP .................................. Fraude STJ – RHC 7...................................................................................... – HC 1999.............38168-3/RJ ....................... – RHC 7.........................

... Reconhecimento da Parcial Prescrição TRF/4..................... Redução da Pena TRF/1.006403-5/SP .......................021633-1/RS .....03............ – ACr 1999....00............................072478-7/RS ...................00................................................. Redução da Continuidade Delitiva 1......................................04.............................059250-7/RS ......010467-0/SC ......422/RJ ......................... – ACr 1999.....03...............ª Reg........... – HC 2001..... Divergência Jurisprudencial...................003191-8/PR ... Reflexo Tributário 1.........04......01......... 1.................. – RCr 93..................... Prequestionamento.............37552-9/RS ....01......... – HC 2000........................................................ – ACr 2000......................ª Reg............................................................................. cxviii ......................................ª Reg... Ajustamento de Parcelas do Refinanciamento TRF/4... Embargos Declaratórios STJ – REsp 236.... – RCr 2001....................71................01.04....................031888-5/SP .. – HC 2001............................ª Reg...01...... – ACr 2000.04. Momento do Pagamento TRF/2...ª Reg....................037488-7/PR ....422/RJ ..... – HC 2001.........ª Reg........................................04.................347/RS .00................................... 3...01.................................077648-1/SP ............. – RCr 2001....671/CE .. – HC 2001...004372-3/RS .. – HC 2000...00...... – HC 2000...... TRF/4.....ª Reg.....04.103906-1/RS ............. – HC 2001................ – REsp 230...... – RCr 2000... – RCr 1999............................................................018263-9/RS ....................01....15820-5/BA ...........99....00..................................055245-8/RJ ...........................................000265-5/SP ...............................................ª Reg...... Anterior ao Recebimento da Denúncia TRF/3............03...........007783-3/SP ......José Alves Paulino 2.................................................................04.. REFIS TRF/3........ Redução do Lucro Líquido Tributável STF – HC 75.......70.......................01......... – HC 2000.............010930-8/RS .............................................. Demonstração STJ – REsp 68.........................02...............774-0/RJ .................................71.71..................99......................01....................................................................056950-2/RS ...... – REsp 236.................................. 2......................018660-4/RS ...............................................01....................................... Reflexos da Sonegação TRF/4......09.................03.. TRF/4................................. – ACr 95.............................ª Reg.... – ACr 1999..........00...................04..03.04....01............................

........ª Reg.......... 13..072478-7/RS ......00.. – HC 2001......... 10..000265-5/SP ...........00........04............................01....................... – ACr 1998...................71......Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 3..............067057-2/RS . – RCr 2001.............70...............ª Reg.......... Comitê Gestor................. Anulação da Denúncia e do Processo TRF/3......... – RCr 2001...04.....01.029796-3/RS .......008993-0/RS .............º 9..01...034616-8/MG .................113477-0/RS ...... – HC 2001....000265-5/SP .... TRF/4....004372-3/RS ...01........00.... 15 da Lei n....... – ACr 1999........03....001227-0/PR .................... 6..00...00.....01. Benefício do Réu TRF/4.....01.............................. Ausência de Justa Causa TRF/3............ – Correição Parcial 2000..71....... – RCr 2000.....04....03......... Homologação..........71.056950-2/RS ..........04.......... 5....ª Reg.............ª Reg..ª Reg.... Atenuante Relevante TRF/4......00.........00................. Termo de Opção TRF/4.................... – ACr 96....................... 12...................018263-9/RS ........... – RCr 2000..............ª Reg.........ª Reg........01.................................. Extinção da punibilidade TRF/3....059250-7/RS .......................................................... – HC 2001.............. – RCr 2001............... 34 da Lei 9. Apropriação Indébita TRF/1.046015-1/SC ..067057-2/RS . 15) TRF/1... 8............. – RCr 1999... – HC 2001.........018263-9/RS .................00........ Ausência de Prova TRF/1... – Correição Parcial 2001.........................04................................ – Correição Parcial 2001.............04.....00................01.....................01.. TRF/4................01..... Desnecessidade TRF/4.......03..............01.....................021633-1/RS .....072478-7/RS ......... – HC 2001............018660-4/RS .............................ª Reg............................. – HC 2001............ 8....01...................ª Reg........................ – HC 2001...034616-8/MG . – ACr 2000....04.034616-8/MG ....000265-5/SP ..... cxix ..................... 11....º 9..................... – HC 2001.... Aplicação do Art.....................................00...... Denúncia Recebida anterior a Lei n..... – ACr 2000.......04.....................71. Homologação .....964/2000........... Inaplicabilidade do Art........................... – HC 2001.53754-7/SC ..... 4................04........04.................................ª Reg.............................ª Reg.............01....01................................................ (Art....ª Reg........................ª Reg..............04....................... 9...............71................................... 7........................249/95 TRF/4.....ª Reg......00.964/2000 TRF/4...

01..............01......... Lapso Prescricional......................00......ª Reg................ 23...... Opção Posterior TRF/4....01...........71.................... 21...................................04........................103769-6/PR ....01..................................04... – HC 2000........................................04................. – RCr 2000..01...................70............... – RCr 2000........71....... 15....... Norma Mista TRF/4.........01....................... – RCr 2001......056950-2/RS .......01.............01. Inclusão no Programa TRF/4..........71........................... Princípio Constitucional da Isonomia e Moralidade TRF/4.......00. – ACr 2000........01..096724-2/PR .. – RCr 1999......020732-2/RS .....71.......ª Reg....................04............ 17............................022106-6/SC .................. – ACr 2000........04.............059250-7/RS ................................ª Reg...........................................71.....ª Reg.... Posterior ao Recebimento da Denúncia TRF/4..................................001227-0/PR ...................................................................ª Reg. – RCr 2000.......018660-4/RS ............. Suspensão da Pretenção Punitiva e da Prescrição TRF/4................... 16..........................04...................70.......ª Reg....01. Antes e Depois da Lei Nova TRF/4.... – HC 2000..04.00............. 20. – RCr 2001.. – RCr 2000..José Alves Paulino 14.......... – (EDcl)RCr 2000.............................00..................ª Reg................. TRF/4... 18.................056950-2/RS .... – HC 2001.........01........113477-0/RS ................. – RCr 2001.......001227-0/PR ....... – ACr 2000.................00................................... – RCr 2000....020732-2/RS .........................04..009945-8/RS ..........04............ – RCr 2000................... Substituição de pena TRF/4.................01... – RCr 1999...........04...............056950-2/RS .................04............ Retroatividade da Lei Mais Benéfica TRF/1...................01..... 22......... – HC 2001... Suspenção da Ação Penal TRF/4.....021210-7/RS ....................................................................004372-3/RS ..............04.00............00....... – HC 2000.........71.................ª Reg..04.....................029796-3/RS ....105641-1/RS .........059250-7/RS ..029796-3/RS ..........018660-4/RS .......... 19..018263-9/RS ...............034616-8/MG ......00.....ª Reg...... cxx 310 ..........71... Interrupção TRF/4......ª Reg..ª Reg......0212210-7/RS .... Situação do Réu. 24........ – HC 2001..................120519-2/PR ..01............ – RCr 2001.................01.......................................04.............00.....71............................. – Correição Parcial 2001.............ª Reg..................... Súmula 49/STJ TRF/4. 25.... – HC 2000..................01..........01.........ª Reg.......... – Correição Parcial 2001......

............ TRF/5........02............. 3......................................ª Reg.............. – ACr 97................................04...........01..........................38...... – ACr 1998............... – ACr 97.. – RHC 8..............................01...... TJDFT – APR 18.............................................02.....12578-4/RJ .......................................... Regime Prisional TRF/4..... Diretores Estatutários STJ – HC 8.....................072478-7/RS ........ª Reg............Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – RCr 2000........... – ACr 745-93 – RN ...001369-2/MG ..................... 2..... Relação de Consumo STJ – HC 10...............ª Reg...169/97 – DF ........01.. Absolvição sumária TRF/1............01.......................00.....04....................................ª Reg.................00...001227-0/PR ..... Contraditório TRF/1......ª Reg......00028486-6/BA .... – RCr 2000...762/RS ......ª Reg.....................008993-0/RS ................. Reincidência TRF/4.......................ª Reg................................... – HC 2001............................................ – ACr 1998........ 2.....01081-8/PR ......................... Remessa Ilegal de Moeda TRF/4............... – RCr 2000..........ª Reg........... Delimitação da Conduta TRF/2..............020732-2/RS .............................................................. – HC 2000.. Rejeição da Denúncia 1... – RCr 98......................... 26.... – RCr 000......................018660-4/RS ...ª Reg........... – RCr 2001.......818/RJ ....................01..............................................04....................... cxxi ........140/RJ ................. – ACr 1998...............................................71.............094552-3/RS .......00........................04.............. Ausência de Justa Causa TRF/2..023179-4/PR ........ Remessa Ilegal de Dólares ao Exterior TRF/4......................71.................................70........ª Reg.. – RCr 2000...................................... Suspensão do Processo TRF/4...............04..............................................01..................01.............................. Relatório Fiscal 1..............120624-0/PR .........................71....320/SP ....................023179-4/PR ...............................................................................018263-9/RS ..........04.....04........ – Correição Parcial 2000...............01................

..................................................... Fiscal STJ – HC 6........................0213627-4/RJ ..................... TRF/2....04.................................................................................. cxxii ........................................846/PE ..... – ADIn 1................. – HC 7....ª Reg................... – HC 1997............................ Renda Tributável.381/RJ .......... Responsabilidade 1... STJ – RHC 6........ – RHC 6..... Administração Fazendária STJ – RHC 6..... Crime de Sonegação... 5........................................338/RS ............ª Reg... Objetiva................ Resíduo de Comportamento Delituoso TRF/1........ Abuso do Poder TRF/4.....ª Reg. – HC 7.........................................................00..... – RHC 6......044/MG ............................... – HC 1997................ – HC 98.............951/SP ....................728/SC...............................0006483-6/AM ..............02..................01.......................................... 3...............338/RS ...953/SP ... – HC 7.......................................................................................42515-8/RJ .................................. – REsp 175..............ª Reg............................................................................................. – HC 98.....................................................735/PR .................... Fiscal............. Incabível TRF/2.......................................01017017-3/RS .......01023566-0/RS .................................................................. – HC 97..............01............. – HC 98............ – HC 99.........153/SP .....................409/MA ..José Alves Paulino Renda da Atividade Ilícita TRF/4......................00.............................................................................................................. – HC 94.................................................................. – RHC 7.................................................................ª Reg...... Limites............. – RHC 7..............................................................851/SC.....723-5/SP .......... – HC 9... – ACr 98............................................666/DF ...........................01.................................04.162/SP .....................................................................................................ª Reg..16288-4/RJ .......................... Representação 1..ª Reg..................... 2........02...006492-9/MG ...................... Condição TRF/1....................906/PE ......................................................................06043-4/RS .........................................5238-2/MG .... Afastamento do Crédito TRF/2............................. – RHC 6........ 4..........................................................04......................571-1/DF ............................. – HC 6............... Conclusão do Processo Fiscal STF – HC 75.................................................................................................................................. – REsp 174..

.............231/MA ...... 1.........................................ª Reg.................06963-6/PR ........................................... TRF/3.............. – ACr 2000...04........................00..................... cxxiii 281 .........................000-9/RJ . – MS 95.....................................01............... Responsabilidade Individual 1........016510-2/SP . Penal e Administrativo-Fiscal......0207620-0/RJ .......................ª Reg..........................39867-1/RJ ...... – HC 1998.......... Ressarcimento de Dano.....................................00......0212132-7/RJ .............................................00.................................612-96/DF ............. 2................................................................02......00210-8/PR ....... TRF/4...ª Reg..............ª Reg....... – ACr 97.............................031549-0/RJ .......026468-2/SP ...... – HC 2000.....................................00...........20................ Derivação do Contrato Social TRF/4.................................03..04............02............ – HC 96.. – ACr 97. 2................................................................................. Sócio-Gerente TRF/4. Medidas Cautelares TRF/1........................................................811-97/DF ...... – HC 2000... Sócio-Gerente TRF/3..262/RS ............. Responsabilidade Pessoal do Sócio-Gerente TRF/2.......... – HC 7................................ 3..Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TJDFT – ACr 16................ Por herança TRF/1......... – MS 98................ – ACr 98....ª Reg...01.........................02663-5/DF ............ Penal Objetiva STJ – HC 11.. – RCr 96............................................017124-9/MA .304/ES ...... Responsabilidade Penal 1....................................................ª Reg...............................................................41203-7/SC ...... Responsabilidade Tributária e Penal STJ – RHC 4.......04.............ª Reg.ª Reg....................32242-4/MA ..................... – HC 2001............................................................................................04.................................... Responsabilidade Objetiva e Subjetiva STJ – (AgRg)Ag 95...... Responsabilidade Objetiva STJ – RHC 6.......03.................... Responsabilidade de Terceiros TRF/4..... – HC 97..................ª Reg......................................................................ª Reg........22381-1/PR .....01....... Independência TRF/2.............

..................... Afronta à Lei n.ª Reg.........................José Alves Paulino Retenção de Documentos STF – HC 80.........381/RJ .............................................. Lei n... – HC 7.....70................00.... 1................ – MS 98.............52901-3/SC ..... Seqüestro de Bens TRF/2....01.......................04........ – ACr 95....................... Apropriação Indébita TRF/4......................04.... – RCr 2000................................................................ – ACr 2000...........................04... 168-A do Código Penal TRF/4......................01......... 2...... Sigilo Bancário 1.............ª Reg........ Retroatividade da Lei mais Benigna TRF/3... Absolutória TRF/4... Retroatividade da Lei STJ – RHC 8.................................. – REsp 175......................................... Armazém STJ – REsp 120..04..ª Reg..114721-0/SC ....... – HC 2000..03...... Sentença..ª Reg. – ACr 2000....077789-5/SP ..38693-6/RJ .. – REsp 132.. Retroatividade do Art.............................ª Reg.......................................ª Reg.................................ª Reg.............01................º 4.......................................................02..............011306-4/PR ......................120519-2/PR .......01.....010285-1/PR .04....................................539/SC ..........595 TRF/2................................... Substituição na Forma TRF/4.......................... Sigilo Fiscal TRF/2....ª Reg...... Não-Equiparação....................103769-6/PR .................. – ACr 96........ 1.........................014380-4/RS ........................ Relação Entre o Ilícito TRF/4...................04.....................01.º 8............. Sentença........... TRF/4......... Retratação em Juízo 1........ cxxiv 193 .................. – ACr 2000............190/ES .......................................... – ACr 98......... – HC 2000...... Retirada de Milho.......819/GO ......04.................. TRF/4...................ª Reg....618/RS ...............................................................137/90 TRF/2............ª Reg......ª Reg.............00210-8/PR ........................ª Reg....611-2/RJ ..

........................04.................................................................................................01014561-0/RS ................ – ACr 1999...... 4.................................024302-8/RS ................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 3......................................04..068/RS .............04..........475/MT .... Sindicato 1.............. Regularidade Fiscal STJ – HC 10...01............... – ACr 97.......................................................... – HC 98............ – ACr 95..................................................807-4/MT .............................................ª Reg.................................... Sobrestamento do Feito STJ – (EDcl)HC 5............................................ Prova Mínima STJ – RMS 10.952/RS ..................01..............414/SP ................ª Reg..... 5..... 2...................................04............ Pressupostos STJ – RMES 10..... Situação Financeira 1.........ª Reg.............................. Prova Ilícita STF – RHC 74..... Sistema Financeiro e Tributário STJ – RHC 5......... – CC 21..... Simulação.............ª Reg................................04......................... cxxv 135 ......... Arrumadores TRF/4........689/GO .................... Sigilo Fiscal e Bancário.. – REsp 193...................... 1. Sistema Financeiro................... TRF/4....................ª Reg. – RHC 3....................06477-2/PR .....................................475/MT ...ª Reg................................. Quebra TRF/4.......................... Difícil TRF/1................ – HC 99..............................................38.. Isenção Fiscal TRF/4.029953-6/MG ...................................................... – ACr 98....................................... Contrato de Financiamento TRF/2.............066801-1/RS .........................01013351-0/PR .......886/SP .............. Diretoria TRF/2........................ Sistema Financeiro e Ordem Tributária TRF/4.04..762/RS ...........................................ª Reg........ Simulação STJ – RHC 305/SP ...................................................ª Reg........................... – RCr 1999.....00..........................................................37552-9/RS .........

.04...................................................... Administrador TRF/4.....01.....................................ª Reg.........................ª Reg........................................231/MA .........ª Reg.031/SP .....................02..831/MG ..........................036239-6/ES ..........02..................... Conselho TRF/1..........906/PE ...............................................03154900/RJ ......... Sociedade 1................. Citação Via Editalícia TRF/2.............................................. – RHC 7......ª Reg..........03998-8/MA ......... Acionista TRF/1...........00............37552-9/RS .....71........... Sociedade Limitada 1.................................37001-1/MA ......................José Alves Paulino Sobrestamento do Feito e da Prescrição TRF/2....ª Reg............................ Sócio-Gerente TRF/1.............. 3..............................002624-0/RS ........ª Reg................ – HC 99.............................01..... 2.................. Particularização da Conduta STJ – HC 9....... – HC 99... – HC 5.............................. – HC 11..............114/MG ...................... Sócio Cotista.............................. – RCr 2001.... Sócio-Gerente da Empresa TRF/4.........ª Reg................................ – HC 95. Sócio da Empresa Retirada TRF/2.. Participação..... Exclusão da Responsabilidade STJ – HC 5........ Individualização da Conduta TRF/2............................... Sócio ou Diretor da Empresa 1..... Sócio Não Participante da Empresa TRF/1................... 3.... Sócio 1...647/SP .............. Integrante.......078167-5/MG .ª Reg........ – HC 96......04...01.............01.............................. – ACr 95..... Ilícito TRF/5..................................... – ACr 2000... – HC 95..................................... – HC 1999.............................................. Responsabilidade.....................ª Reg.......ª Reg........37001-1/MA .ª Reg...................01... – HC 650/PE ................. cxxvi ..058430-7/RJ ............................ Sócio.....01......................... 2.... Diretoria..................... Minoritário STJ – HC 11.......................................................02.........01........................... Participação....................

.......20........................................................................................ – HC 13..............0214700-8/RJ ...........01....04........................ cxxvii . Sonegação de Tributo Estadual STJ – RHC 10..................................................36919-6/DF ..............6144-9/MG ..............01................................................ 7..............177/MG ......038/SP ........... – ACr 95..01.........00......................... Auto-Escola TRF/2.......................... 9.............................. Desclassificação de Conduta TRF/4............770/SP ...................01.... TRF/4............ – HC 14...... 3..............................................497/SP ............ – ACr 1998............................................01.....04............ – RHC 10.................ª Reg......056532-2/SC ..........01.00... Sonegação TJDFT – ACr/RMO 46.................10.................069791-3/SC ..................... 5...........01........04.................ª Reg.........................................................ª Reg.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – HC 13.. Declaração Falsa TRF/1......... – HC 98....10.............................021340-1/DF ........................ª Reg...........................................ª Reg............ – HC 96.01...........055650/DF ....... 8.......................................... – HC 2000......................... – EACr 97........................... Crime Único TJDFT – ACr 1999............. – HC 2000..........01.......................ª Reg..................................10.....................................08940-4/RS ..... TJDFT – HC 2000........................................................................................... Crime Continuado STJ – HC 12............................... – ACr 96.... 2......00.........................04....... Apropriação de Valores Relativos a ISS TJDFT – ACr 1999......170/RJ ..221445/DF .......221445/DF ................... Consumação TRF/1...01................................ Corrupção Ativa e Passiva STJ – RHC 10......................................229/97 – DF ..........021340-1/DF ............. – EACr 97....................................... 4.......................01........ Solidariedade..................031138-8/RS ...............................705/PR .............................................................ª Reg...... Sonegação Fiscal 1.....926/PR ..................... Fatos Típicos Distintivos TRF/1........ 6................422025/DF .......... TRF/4.................... TJDFT – ACr 1999..........................

....................... – ACr 1998....................040568-6/MG ... TJDFT – ACr 18.............ª Reg....................................... Sonegação Fiscal Previdenciária TRF/1......01.......625/CE ..........................................04.................... Prestação de Serviços Comunitários TRF/2..................03.089577-8/SP ..........03................38...........028523-0/RJ . Subfaturamento de Preço 1...... Redução de Valores no IRPF.............ª Reg..... – ACr 1999..............ª Reg..............................ª Reg.... Subsidiariedade do Delito Fiscal TRF/4..... Veículo STJ – HC 3......................... TRF/3..... – ACr 97.................................03............. – ACr 97....036912-0/SP .............006404-7/SP ....ª Reg................ 2..............ª Reg..........ª Reg..................... Notas Fiscais Frias TRF/3... IRPJ e Contribuição Social TRF/3...........023179-4/PR ................ – ACr 2000.. – HC 2000.......... Substituição da Pena TRF/3.......José Alves Paulino 10.....031138-8/RS .................................. – ACr 97...................ª Reg............. – ACr 98.......02........00............................. 3..............ª Reg............ 11......................................................060429-3/SP ................. 13................. Falta de Correspondência Entre Valor da Nota Fiscal e Valor do Produto STJ – RHC 9..........................04.00.ª Reg........... cxxviii 118 .................. TRF/4.........0238819-1/SP .................. 2....... 12..........04.....................................................................062186-2/PR ..............................................03................. – RCr 1999............... Recibo TRF/4..023238-8/SP ..... Emissão/Omissão de Expedição de Notas Fiscais TRF/3...........03...................... – HC 2000...............................19080-8/SC .................089581-6/SP ............ – ACr 98. Omissão de Receita STJ – RHC 3................................... – ACr 97.........................952/RJ .............023819-1/SP ..03.............03................................... – ACr 97.........................................016510-2/SP ...............................03.. – ACr 2..........................01...... – ACr 1998......03...04.................................................................... Superfaturamento TRF/5.................. 1............................01..............................ª Reg.....................99................ – ACr 97...........................031305-1/SP .......340/CE ......................829/98 – DF .........01...........................03............406-6/RJ ....... – ACr 97..................................................

......... Inexigência da Descrição Explicitada da Atuação de Cada Diretor TRF/2.... Denúncia............................... – HC 97.............368/PI .............................................................02.....................41203-7/SC .............. – HC 5......................01.............................................. – ACr 97................... – HC 97............ª Reg...................................................................................................... Sujeito Passivo da Obrigação Tributária TJDFT – ACr 23....... – ACr 1998...................................Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2.........02.......... – HC 96............................. 2................................01.......... Inexigência TRF/2.......................058430-7/RJ .................... – ACr 97.....................0243417-1/RJ ...................... Sujeito Ativo do Crime 1.............50777-1/RS ...ª Reg............ cxxix .........................ª Reg................ – HC 96.........................................844/MG ................... – ACr 1999................................04.......ª Reg. Prestação de Serviços Comunitários e Multa TRF/4..........ª Reg.................. Responsabilidade Objetiva.....479/95 – DF ..............048730-2/RS ....031536-2/RS ......... – RSE 1.01............. 4.........................................................02................0208907-5/RJ .........................................02............38978-8/RJ .....39179-0/RJ ...........04....... Cerceamento de Defesa TRF/3.......................0205658-6/RJ ....................03................................... Individualização da Participação dos Sócios ou Diretores....04.... – HC 97......04... – HC 96......................330/97 – DF ................. – ACr 1998............................................................................. – HC 97.................... SubstiutiçãoTributária STJ – RHC 9.....04....... TRF/2....... Supressão de Instância STJ – HC 4. Exigência TRF/2...................05603-6/RS ...................................... – (AgEx)APn 1999...................................02..............094569-9/RS ..04.05566-0/RJ ............................................. Prestação de Serviços Comunitários e Prestação Pecuniária TRF/4..02............................................04...........................................................08666-1/RJ ...........01.. 3.................................... – ACr 97.............. 3................. – HC 99..............................01..... Individualização da Participação dos Sócios ou Diretores................ – HC 96..................04..............................................21184-9/RJ ..............................612/96 – DF ....059147-6/SC ................................................................. – ACr 1998.....ª Reg...............02........ Substituição de Testemunha...................ª Reg. – HC 96..............02.......................105682-0/RS ......... Incabível TJDFT – ACr 16....023840-0/SP ...........................................794/SC..........................................................................01............................................... – ACr 98..................................10686-9/RJ ...................................08625-6/RJ ... – HC 96......

................03991-5/RS ..................................................................03.......... Anterior à Denúncia TRF/3.................. Suspensão da Ação Penal 1..ª Reg...............04..............................04...723-5/SP .....04........ – HC 2000...............................031313-2/SP e 97...................................... Inclusão no Programa REFIS............. – ACr 1999..........99...............023830-2/SP .. – RCSE 98.................................................. – HC 2000... TRF/4.................................................. – ACr 98. – RHC 10........037488-7/PR .................01................................... 1.....José Alves Paulino Supressão de Instância..... Suspensão da Pretensão Punitiva TRF/4.............. Sursis TRF/2.. – HC 2000............077648-1/SP .ª Reg...........035262-6/SP ..................01.................................. 2.............. Parcelamento TRF/4..ª Reg..................04..............ª Reg..031888-5/SP ....006875-3/SP ............................. – HC 97..........................................................ª Reg....... Pendência de Processo Administrativo-Fiscal TRF/3.....512-6/SP .............99.......................................... Recurso STJ – RHC 10.103769-6/PR ...................ª Reg...................................01010152-0/PR ....03........................066844-8/RS .................. – RCr 97............006404-7/SP ...........546/PR ... Suspensão da Exigibilidade do Tributo 1.............................................................01............................ª Reg.......00..07330-7/RS .04.........................................ª Reg................ – RCr 98................ – HC 2000.................. Suspensão.....04........ 1..................................03....................... – ACr 2000.......... – CP 99............................. 1...... Suspensão do Processo STJ – REsp 59................................................................ TJDFT – ACr 17......... – RCr 98..............................ª Reg..............00........................................................................04.........................03........................... cxxx 66 ................................. Curso da Ação Penal STF – HC 75..............04...........43963-6/RS ....03...............01..........574/94 – DF .....04................ Parcelamento TRF/4......03...........017482-8/RS ... Autorização Legislativa TJDFT – ACr 1955099/DF ... – ACr 1998. – ACr 95..................... Parcelamento do Tributo TRF/4.183/SP ..... TRF/3...........03...37552-9/RS .............................

............10.. – ACr 1998................ Aterrorização STJ – HC 13................................... Tipificação do Delito TRF/3.. Criminoso TRF/1...................04.........................01........ª Reg..........00..... Alínea d) STJ – REsp 293......... 3........... 3............................................................01....04......................... Dispensa STJ – HC 10.........04........................................ 2................397648/DF ....ª Reg........................... – ACr 97...ª Reg........................................... Réu Revel TJDFT – ACr 1999.............. – HC 97............. Tipicidade l.....Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais TJDFT – ACr 1998.....031916-7/BA . – ACr 98...............................024302-8/RS ... Tentativa de Sonegação Fiscal TRF/4.................01.........444/SC .........................................................01.................01. 95............ Vigência do Parcelamento STJ – HC 78............01...............04........ (Art....................212/91..066801-1/RS . – HC 98.......................01.......100243-8/PR .............................................ª Reg.........022976-3/SC .......................00....01.....ª Reg... – HC 97. TDA TRF/4.............03... – HC 2000.................... Tipo Múltiplo TRF/4............... Tipicidade Duvidosa TRF/4............................................... Tempo do Crime TRF/4.............. – RCr 2000....047286-9/SP .................... Denúncia.. – ACr 1999.......... cxxxi .....0078820-8/MG .......................033704-8/BA .. 2.......01..ª Reg............ Delitos Diversos TRF/1..... Materialidade da Infração TRF/1.................221445/DF ................ª Reg................01........ Testemunhas 1...921/CE ..................016-2/RS ................................................. Suspensão do Processo........... Lei 8...............ª Reg................ª Reg...................762/RS .....108684-1/SC .............. 1..10.....................04..............

........20............................. – HC 98...... Transporte de Cargas STJ – RHC 10.......................03.... Tributo 1....ª Reg.............................00........................................ª Reg.............00..705/PR ..............02.................... – HC 97..................... Após a Denúncia STJ – REsp 11.......ª Reg............................................. Matriz/Filial STJ – REsp 106........................ TRF/2...026468-2/SP ................ TRF/1................................. – HC 99..........01........... Pagamento Total do Tributo............................... – HC 2000........ – ACr 96......ª Reg.. Transferência de Mercadoria.............................................01.................27192-3/MG . Conhecimento Após o Recebimento da Denúncia STJ – REsp 79...................................... – ACr 94.......................................844/MG ..................................................05532-6/RJ ......... Ultra-Atividade da Lei TRF/1...................37813-4/DF ..........................................002624-0/RS ....................................................... Falta Justa Causa STJ – HC 5......014465-2/SP ............................. cxxxii 239 241 281 .........02...... 2...........................71....................... TRF/3........... – HC 93.............02968-7/MG .......628/RJ .....................................................................................03.................03....................09798/RJ ..........................00............................ 2..705/PR ..................120/SP ............03.....01................................................................ – RCr 97....... – RHC 10............... – HC 94.............................................. – HC 98............................. 1....................................................................ª Reg........................................... – HC 2000...........02..........007997-0/SP ..........03...93971-4/SP ...... – HC 96.019914-3/SP ................017124-9/MA ....00.................. Transação Penal TRF/4.... Trancamento de Inquérito 1.... Parcelamento do Débito TJDFT – HC 2000................................................090173-7/SP .01...............................33103-1/RJ ........................................... – HC 2000..............03..................00...... Policial STJ – RHC 9................... Quantum Debeatur TRF/1......................................31157-6/RJ .................................José Alves Paulino Trancamento de Ação Penal...............04......................................803/RS ............................................. – RCr 2001............... – HC 2001....506/DF .....055650/DF ............................................................ª Reg..........02.....

.... “Por Fora” TRF/4...........ª Reg......ª Reg...........ª Reg......................................064/SC ................................................01............................... Venda de Peças TRF/4.........22460-0/DF .......................................................................01............. – HC 95........... cxxxiii 200 ................. – ACr 1999.................................................. Valor Diverso do Registro Contábil STJ – RHC 5..02499-5/MG ......ª Reg....... Vestígio. – ACr 1998.....Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais – HC 94..........03986-9/SC ...................... Uso de Documento Falso STJ – HC 5.. Verbas Salariais 1........................................................046009-6/PR .......... Cooperativa TRF/4...01... – RCr 2000.......001369-2/MG ... – RCr 94................................ – HC 96.... Violação de Princípio....................................................... Venda....760/RJ ..611-2/RJ ..................................01......... – ACr 1................................02........................................154/RJ ..................................04....................................................... Violência 1............................04........................ª Reg...01............................................................................. Venda de Estoque 1.........0220225-4/RJ .....767-0/SP ...................38....01...................... Processo Legal TRF/1.............25212-4/DF ...........04.............. – HC 95...07106-3/MG ......................................................................ª Reg......................... Violação do Sigilo Bancário TRF/2................ – RHC 1.. Exame Corpo de Delito TRF/2...044223-2/PR ... Agentes Fiscais e Policiais STF – HC 80............ – ACr 98.............................................

que é 1 Manual de redação da Presidência da República. O preâmbulo. a parte inicial da lei que não está incluída no seu texto. a ementa. 59 da Constituição. as disposições atinentes aos “crimes contra a ordem tributária”. o fundamento do poder de legislar e a ordem de cumprimento ou de execução da lei. a alteração e a consolidação das leis.137/90 é visível. dispondo sobre a elaboração. como qualquer outra lei. permitindo o conhecimento do que é legislado. A norma complementar estruturou a lei em três segmentos básicos: a) a preliminar.º. o que faz com que o jurista compreenda prontamente tais comandos como um todo ou o geral da ordem tributária como sistema de princípios tributários.º 8. que é a parte indispensável à sua identificação. no caso. interessando.137/90 traz em sua estrutura. sendo também aplicável aos decretos e aos demais atos de regulamentação. a redação. um preâmbulo. 1. todos definem “os crimes contra a ordem tributária”.Dos Crimes contra a Ordem Tributária A Lei n. a começar pelo seu preâmbulo. 1 . econômica e contra as relações de consumo”. ou seja.1 No preâmbulo da lei vê-se a ementa. Esta sintetiza o conteúdo da lei. Recentemente. o qual abrange não só a eventual justificação da lei – a sua declaração programática –.º 95/98. o preâmbulo.º 8. ed.º 8. 1991. A falta de técnica ou má redação da Lei n. b) a normativa. acompanhada do clichê “e dá outras providências”. bem como o título. o capítulo primeiro e o próprio caput do art.137/90 constata-se esta síntese: “Define crimes contra a ordem tributária. mas que serve para identificá-la na ordem legislativa. que traz a epígrafe. o legislador editou a Lei Complementar n. enfocando o tema central ou a finalidade principal da lei. As disposições contidas nessa lei complementar aplicam-se às medidas provisórias e aos demais atos normativos. a ementa. na busca de se saber quais são as condutas delituosas que podem afetar a “ordem tributária”. o enunciado do objeto e a indicação do âmbito de sua aplicação. no qual consta “dos crimes contra a ordem tributária”. quando melhor seria “dos crimes contra a Administração Tributária”. Na própria ementa da Lei n. para atender a exigência do art.

º O preâmbulo indicará o órgão ou a instituição competente para a prática do ato e sua base legal. à cláusula de vigência e à de revogação.º A epígrafe. da Constituição. pertinência ou conexão. 7. e não a infração tributária cometida por contribuinte que. Art. teria deixado de recolher ou pagar tributo devido à Fazenda Nacional. propiciará identificação numérica singular à lei e será formada pelo título designativo da espécie normativa. exceto quando a subseqüente se destine a complementar lei considerada básica. “Art. em tese. III – o âmbito de aplicação da lei será estabelecido de forma tão específica quanto o possibilite o conhecimento técnico ou científico da área respectiva. pois o sistema tributário nacional está disciplinado no Capítulo I.José Alves Paulino o texto da norma de conteúdo substantivo relacionado com a matéria regulada. às disposições transitórias. a ementa. 2 . IV – o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por mais de uma lei.137/90. observados os seguintes princípios: I – excetuadas as codificações. de 26 de fevereiro de 1998.º 95/98 explicitou o que são a epígrafe.2 Crimes contra a ordem tributária são aquelas condutas reputadas delituosas praticadas contra o sistema tributário. cada lei tratará de um único objeto. Em razão do disposto na Lei n.º O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de aplicação. bem como no Código Tributário Nacional. A LC n. 6. pelo número respectivo e pelo ano de promulgação. o preâmbulo e o artigo primeiro da lei.º 8. A Lei n. entende-se que o particular não tem como praticar delito contra a ordem ou o sistema tributário.º 95. verifica-se que a conduta delituosa do cidadão é vista contra a estrutura organizacional do sistema tributário. c) a final. 4. Entretanto. que compreende as disposições que dizem respeito às medidas necessárias à imputação da norma de conteúdo substantivo. o objeto da lei. do Título VI. de modo conciso e sob a forma de título. Art. coletivamente. A ordem tributária está definida a priori na Constituição.137/90 define como “crimes contra a ordem tributária” (como consta nela mesma) aquelas condutas ou crimes que afrontam o chamado “sistema” de órgãos e instituições preservadores da “ordem tributária”. e equivale ao sistema tributário nacional. Por meio de uma análise sistemática da “ordem tributária”. II – a lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada por afinidade. 5. chega-se à conclusão de que esta é um conjunto de regras jurídicas que disciplinam 2 Lei Complementar n. vinculando-se a esta por remissão expressa”. dos direitos e deveres dos contribuintes.º 8.º A ementa será grafada por meio de caracteres que a realcem e explicitará. Art. grafada em caracteres maiúsculos.

o que implica certa coordenação dos diversos tributos entre si. ao Distrito Federal e/ou aos municípios instituírem tributos. taxas e contribuição de melhoria. o “sistema tributário” é constituído pelo conjunto de tributos vigentes em um país em determinada época. da Constituição. com a ressalva de obediência e respeito aos direitos individuais e nos termos da lei. 145. em outros termos. A finalidade dessa lei foi aumentar a arrecadação dos tributos. mas fazendo o destaque quanto à proteção ao contribuinte.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais os tributos. sendo. utilizou-se de conceitos normativos retirados 3 . sem distinção entre os de competência federal. estadual ou municipal. E. na sua capacidade de pagar os tributos. ao tipificar as condutas enumeradas exaustivamente. aos estados. ao disciplinar acerca do sistema tributário e de sua ordem tributária.º. o que vem em paralelo com o princípio do Direito Penal de que a conduta criminosa não passa da pessoa do delinqüente.º 8. é remeter o contribuinte à observância das normas do Direito Tributário e às regras ditadas pelo Fisco.137/90 –. de natureza pessoal. Para os doutrinadores. Ainda quanto ao art. o conceito de “sistema tributário” tem similitude com o sistema econômico dominante e com os fins fiscais e extrafiscais da tributação. portanto. pois dita a Constituição que “os impostos terão caráter pessoal”. baseado no seu potencial econômico ou financeiro. § 1. ou seja. Essa proteção ao contribuinte deve ser levada em consideração pelo juízo criminal. para garantir ou conferir efetividade a esses objetivos de proteção ao contribuinte ficou facultado à administração tributária identificar o patrimônio. permitiu à União. o sistema tributário compreende os tributos e as regras jurídicas que o disciplinam. que é importante para a valoração da conduta delituosa em tais tipos de crimes. O objetivo jurídico dessa lei é a proteção à legislação tributária. A Constituição. o que ofenderia essa proteção estatal. e pelo conjunto de regras jurídicas que disciplinam os tributos. E mais. o que é outro princípio regedor de proteção ao contribuinte. a Constituição ainda fixa que os impostos “serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte”. coibindo determinadas condutas reputadas como sonegadoras fiscais. A norma penal especial – Lei n. não podendo haver exigência tributária excessiva ou “impagável”. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. Por outro lado. quais sejam: impostos.

São Paulo.José Alves Paulino do Direito Tributário e. Infrações tributárias e delitos fiscais. p.3 É o Direito Tributário que deverá explicar e definir o que é “tributo”. se o “tributo é devido” ou “não é devido”. e Zelmo Demari. é esse ramo do Direito que deverá ser consultado para precisar e detalhar o alcance daquela norma penal. sem dúvida. com o fim de buscar a tipificação do crime contra a ordem tributária. 4 . 1995. 3 Paulo José da Costa Jr. o que é “contribuição social” e quem é o “sujeito passivo da obrigação tributária”. Saraiva. 101.

º Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo ou contribuição social e qualquer acessório mediante as seguintes condutas: No art. ou os atos ou fins do agente ativo. há a necessidade de coexistirem a ação. que consiste na supressão ou na redução de tributo. da Lei n. c) fim.137/90. fatura. Esse crime. “suprimir” ou “reduzir” 5 . 1. emitir ou utilizar documento falso ou inexato” – figuras do inciso IV. “negar ou deixar de fornecer nota fiscal ou documento equivalente” – figuras do inciso V.Da Conduta Suprimir e/ou Reduzir Tributo Art. nota de venda ou outro documento tributável” – figuras do inciso III. Para que haja a configuração dos tipos previstos no artigo. exige-se: a) ação. O objeto do tipo previsto no caput do art. ou contribuição social e qualquer acessório”. da lei em comento. cuja redação foi dada pela Emenda Constitucional n. além daquelas condutas de “deixar de recolher”. é que somente lei específica pode “suprimir” ou “reduzir” tributo. Esse § 6. no sistema tributário nacional – art. está definido que “constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo. “elaborar. o resultado e o fim. A conduta reprimida do contribuinte. no caso. fornecer.º 3/93.º. Para isso. na forma de sua descrição. § 6. o que está previsto na ordem tributária. da Constituição –.º usa a expressão “redução de base de cálculo”. 150. posto que é impossível qualquer contribuinte. No entanto. em virtude de sua impossibilidade jurídica.º. “fraudar a fiscalização” ou “omitir operação” – figuras do inciso II. 1. duplicata. “falsificar ou alterar nota fiscal. é impossível de ser realizado.º. 1. seja pessoa física ou jurídica. que se materializa no “omitir informação” ou “prestar declaração” – figuras do inciso I. é suprimir ou reduzir tributo ou contribuição social e acessórios.º 8. não bastando para sua concretização a simples conduta descrita. é “suprimir” ou “reduzir” tributo ou contribuição social e qualquer acessório. distribuir. é importante fazer o destaque sobre qual tipo de conduta do agente pode resultar ou ter como fim a supressão ou a redução de tributo ou contribuição social. O crime de sonegação fiscal é crime de resultado. b) resultado. que é eximir-se ou deixar de pagar tributo devido. daí essa supressão ou redução ser um ato impossível de ser praticado pelo contribuinte – é o crime impossível.

mesmo por meio da atividade legislativa. Na verdade. agente ou contribuinte é pagar a menor ou deixar de pagar o tributo devido ao Fisco. também. o qual tem a natureza jurídica de lei complementar. na prática. 21. 39. O fim colimado ou objetivado pela conduta do indiciado. ou seja. incisos I. não signifique uma multa. do CTN. suspensão e extinção de créditos tributários. § 6. se. ou sua redução. conforme preceitua o art. norma jurídica extintiva ou modificativa de determinado tributo ou contribuição. e art.4 Suprimir tributo é acontecimento do mundo do Direito que somente pode acontecer mediante norma legal. por mais que se esforce ou tente. ressalvado o disposto nos arts. quer dizer.VI – as hipóteses de exclusão. que não seja sanção de ato ilícito. “suprimir” ou “reduzir tributo”. 6 . no sentido de que somente a lei formal pode estabelecer “as hipóteses de exclusão. “os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte”. 5 CTN. por intermédio do Legislativo ou do Poder Executivo. . 97. 26. É mais do que evidente que suprimir ou reduzir tributo é coisa e matéria muito diferente de suprimir ou reduzir o pagamento de tributo devido. inciso I. inciso II. do CTN. ou a sua extinção. “Art. que é o preceito do inciso VI desse artigo. o que leva o 4 Essa tese também é sustentada pelo jurista Lindemberg da Mota Silveira. Constitucionalmente. a teor do art.. ao final. nunca. ou de dispensa ou redução de penalidades”. que somente a lei pode fazê-lo. o que o contribuinte ou agente pode fazer. que têm natureza tributária..º. II – a majoração de tributos. ou de dispensa ou redução de penalidades”. é suprimir ou reduzir o pagamento de tributo. suspensão e extinção de créditos tributários. 97. e que seja administrativamente cobrada. não se compreender como crime impossível de realização. II e VI. Reduzir tributo é. pode ser de três espécies: impostos. 145 da Constituição. taxas e contribuições de melhoria. aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo Chefe de Estado – art. com poder fiscal. naqueles casos em que a Constituição lhes dá essa competência – art. ato juridicamente impossível de ocorrer. do CTN. pois tributo é toda prestação pecuniária compulsória. instituída em lei. O tributo. Pode-se considerar ainda as contribuições sociais.José Alves Paulino tributo ou contribuição social. Somente a lei pode estabelecer: I – a instituição de tributos. 150. 57 e 65. pois o que pode ocorrer é a redução da alíquota ou da base de cálculo. 5 Tem um destaque necessário. 97. 97.

7 . refere-se simplesmente ao princípio basilar que norteia o Direito Tributário brasileiro. como garantia fundamental. que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. além de expressamente registrado no Título VI da Constituição. A Constituição outorgou poderes à União. conforme o art. ex vi do art. o princípio da legalidade.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais jurista a concluir. bem demonstradas. que disciplina a tributação e o orçamento. aos estados e aos municípios somente para criarem tributos e restringiu à lei complementar sua definição. a saber. Este último. A taxa é devida em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. de se fazer o pagamento do tributo. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. A contribuição de melhoria é a exigência decorrente de obras públicas. de serviços públicos específicos e divisíveis. 145. 150 da Constituição. também. 5. ou nullum tributum sine lege. no art. o poder de tributar dos respectivos entes. no Título II da mesma fonte. II. da Constituição Federal. efetiva ou potencial. Limitou. O citado princípio. ou seja. vedando a exigência e o aumento do valor do tributo sem lei que o estabeleça. II. está também caracterizado. com suporte na excludente de antijuridicidade do estado de necessidade. que não existe capacidade ou possibilidade.º.

.

197/90. in DJU de 13. Rel. Gerd W. duvidosa. Sepúlveda Pertence. p. p. Pedro Roberto Decoma. 42-43. no caso. Obra Jurídica. nota de venda ou outro documento tributável” – figuras do inciso III. Ed. 9 . “falsificar ou alterar nota fiscal.98. o resultado objetivando o fim.6 eis que o resultado danoso se realiza posteriormente à conduta do agente. e Zelmo Denari. Min. entretanto. haja resultado efetiva supressão ou redução do tributo: circunstância elementar. Revista dos Tribunais.º 8. “negar ou deixar de fornecer nota fiscal ou documento equivalente” – figuras do inciso V. crime material. p. 1995.º 75. “Crimes contra a ordem tributária”. que se materializa no “omitir informação” ou “prestar declaração”– figuras do inciso I. que consiste na supressão ou na redução de tributo. fornecer.7 pois a conduta “omissão da informação devida ou de prestação da informação 6 Cf. 48. não bastando para sua concretização a simples conduta descrita. a qual constitui simples meio. 52. em cuja verificação. duplicata. art. o resultado e o fim.º. a qual terá de produzir uma conseqüência. Aristides Junqueira Alvarenga. O STF admite a tese de que se trata de “infração material”.729/65 – a consumação da qual é essencial que. 1995. emitir ou utilizar documento falso ou inexato”– figuras do inciso IV. além daquelas condutas de “deixar de recolher”. p. coordenado por Ives Gandra da Silva Martins. em Simpósio Nacional IOB de Direito Tributário. Rothmann. não se detiveram às decisões condenatórias: nulidade” – HC n. Crimes contra a ordem tributária. em livro de igual nome. 7 “Crime contra a ordem tributária (Lei n. b) resultado. Hugo de Brito Machado. Volume de Apoio. 100-101. como elemento integrante do tipo.945-2/DF. há a necessidade de coexistirem a ação.’ O crime de sonegação fiscal é crime de resultado. 1. sobre crime de dano. Florianópolis. A lei versa. in RTJE 157/42. distribuir. I): infração material – ao contrário do que suceda no tipo similar da Lei n. Paulo José da Costa Jr. Para que haja a configuração dos tipos previstos no artigo. A extinção da punibilidade nos crimes contra a ordem tributária. São Paulo. “fraudar a fiscalização” ou “omitir operação” – figuras do inciso II.º 4. “elaborar. da omissão da informação devida ou da prestação da informação falsa.Da Natureza Jurídica dos Tipos Previstos Essas condutas materializam-se com uma ação do agente ativo. c) fim. que é eximir-se ou deixar de pagar tributo devido. 1994. Infrações tributárias e delitos fiscais. que consiste no eximir-se ou deixar de pagar tributo devido. exige-se: a) ação. fatura. sem dúvida. Saraiva.2. São Paulo.

que faz parte do tipo (“Reflexões sobre os crimes econômicos”. Mas se sob a égide da lei revogada essas figuras assumiam as formas de crimes formais ou de mera conduta.137/95 passaram a ser materiais ou de resultado. posto que agora o dolo consiste na consciência e na vontade de suprimir ou reduzir tributos. n. 99). sonegar. Acerca dos debates. segundo a lei em vigor.º 11. eis que os núcleos do caput do art. quer dizer. os crimes previstos no art. julho – setembro de 1995. São Paulo. a fraude. comissivos ou omissivos. inserir elementos inexatos. A só prática dessas condutas. ou seja. passou a ser o instrumento de realização do tipo.º 9. in Revista Brasileira de Ciências Criminais.º da Lei n. exigindo a ocorrência de modificação no mundo físico. p. do capitulado sobre sonegação fiscal: “Os crimes são. vale dizer. 1. da Lei n. um dano.º.º 8. igualmente representada por várias condutas. O precedente mencionado cita passagem de Rui Stocco aludindo às diversas figuras do art. 1. como “circunstância elementar” do tipo. sem que o resultado material de suprimir ou reduzir ocorra (exceto as hipóteses de tentativa).José Alves Paulino falsa” tem de resultar em “efetiva supressão ou redução de tributo”. conforme as hipóteses.º encerram a conduta delituosa. não mais se cingindo à conduta descrita pelo núcleo sem ter presente o alcance de um resultado. Revista dos Tribunais. Significa que as ações físicas descritas no tipo de omitir informação ou falseá-la. Ed. o precedente do STF afastou tal dúvida ao firmar como sendo crime material ou de resultado: “É que – diferentemente do que ocorria no art. 1.º da Lei n.728. a fraude era o núcleo do tipo representado pelos vários verbos definidores das várias condutas.º 4.137/90.º 8. agora. Como observou com pertinência Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. o tipo deixa de constituir crime formal ou de mera conduta e a supressão ou redução do tributo – que antes figuravam no tipo como dolo específico – passam a ser elementos materiais da sua consumação”. 10 . I. Hoje.729/65 – na Lei n.137/90. ano 3. se se tratava de crime formal ou de mera conduta e de crime material ou de resultado. portanto. que se concretiza por meio de outras condutas complementares. falsificar ou alterar nota fiscal e outras fraudes constituem apenas conduta ou meios através dos quais se busca suprimir ou reduzir tributo. 1.º 4. com a ocorrência do resultado. de acordo com a Lei n. que se concretiza com a supressão ou com a redução dos tributos.

v. 11 ACr n. 10 ACr n.98.11 Pesquisas desenvolvidas no STJ não apresentaram julgados acerca do tema quanto à natureza do delito. Relator para acórdão Juiz Eustáquio Silveira.8 O acórdão do STF entendeu não consumada a infração com a redução do tributo.2. Nessa parte. A Lei n. de 9 de dezembro de 1993. Leis penais especiais e sua interpretação jurisprudencial.9 bem assim no sentido de que a conduta criminosa “mediante declaração falsa. mas não crime contra a ordem tributária”. Juiz Tourinho Neto.31311-5/DF.5.97. in DJU de 10. 8 Alberto Silva Franco. b) retificação de prejuízo fiscal. e sim com a apresentação da declaração do Imposto de Renda. in DJU de 22. Seção 2.07279-9/DF. inclusive na linha de que “não se consuma com a lavratura do auto de infração. c) aplicação de penalidade isolada) impõe de modo cogente a formalização em autos de infração ou notificações de lançamento.10 Nesse Tribunal tem ocorrido divergências quanto a essa tese. laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. leva o jurista a uma só conclusão. não só pelas próprias expressões e termos usados no seu texto. frisa que a instrução desses autos de infração ou das notificações de lançamento deve conter todos os termos.º 94. se crime material ou de resultado ou crime formal e de mera conduta.26476-7/DF.748.01. a demonstrar que se trata de crime material. 1997. Rel. voto vencido Juiz Cândido Ribeiro e Rel.ª Região.º 95.º 96. na orientação de que o crime previsto no inciso I “é formal e se perfaz com a declaração falsa prestada às autoridades fazendárias”. que veio alterar a legislação reguladora do processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários da União.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais poderá constituir crime autônomo previsto na legislação codificada. mas por qualquer meio de interpretação que se dê aos dispositivos alterados.95. in DJU de 16. Seção 2.01.10.º 8. A enumeração de tais obrigações para o Fisco (a) exigência de créditos tributários. se consuma com a entrega à Receita Federal da declaração do Imposto de Renda”.01. Seção 2. Em sentido oposto ao STF. depoimentos.087. 9 ACr n. 2/2. 11 . para acórdão Juiz Tourinho Neto. de maneira que sejam “distintos para cada imposto”. onde foi feita uma afirmação falsa”. encontram-se alguns acórdãos do Tribunal Regional Federal da 1.

p. para que o crime de sonegação fiscal de mera conduta seja considerado formal. é imprescindível a existência de um “tributo devido”. com segurança. n.137/90. 1. Tempo do lançamento do crédito tributário.º da lei. poderá manifestar-se acerca da subsistência do tributo.137/90 são crimes materiais e de resultado. 2. porque a conduta material do tipo é a “supressão” ou a “redução” de “tributo devido”.º 8. sendo o delito descrito no art.º. com exigência de sua produção normal. e art.12 Conclui-se.98. depoimentos e laudos. seguramente. 12 . quanto à sua qualificação profissional para o desempenho desse munus. só veio pontificar essa tese recentemente. Ficou resguardada. Condição de procedibilidade. 1. somente após a decisão final no plano administrativo se apresente o ‘resultado‘ da sonegação total (supressão) ou parcial (redução) de tributos” – Professor Damásio E. havendo recurso. maio 1997.005078/96-74 16. o endereço e a qualificação profissional do seu perito. Rel. que. pois no princípio divergia do nosso entendimento. Cons. a 2. pois está dito na própria lei que a comprovação dos ilícitos depende dos elementos de prova. a realização de diligências ou perícias. O tributo devido é apurado pela Administração Pública.7. in Del Rey Revista Jurídica. no entanto. a lei obriga a declinar o nome. Art. Seção 1. após processo administrativo em que se discute a própria existência do crédito tributário.José Alves Paulino É uma conclusão lógica de que se trata de crime material. A Lei n. 15 –. Acerca do tema. que os delitos de que trata a Lei n.º 8. afirmando que: “Sonegação fiscal. Tudo isso leva a crer.º. 1.137/90 não estipula condições específicas de procedibilidade para a propositura da ação penal. in DJU de 17. que.ª Câmara de Coordenação e Revisão (matéria criminal e controle externo da atividade policial).7.º 8. 13 PGR/MPF – Proc. pois que. de conduta e resultado. Parecer pela ratificação do pedido de arquivamento”.13 12 Os crimes contra a ordem tributária definidos nos arts. de Jesus.96).137/90. há que existir o ‘tributo devido’. da Lei n.º da Lei n. é objeto de outro capítulo. Wagner Batista.º e 2.º 8. 2. Nesse caso. Processo administrativo. 26. I e III. “são materiais. delito de resultado. para a autoridade julgadora de primeira instância. I. I.º. quando esta entendê-la como necessária. A lei referida também alude às diligências e à perícia que o contribuinte pretenda fazer. que. salvo nas hipóteses do art.º 08100. do Ministério Público Federal. ao passo que o perito da União recairá sobre auditor fiscal do Tesouro Nacional – art.

11. Rel. quando não a tipicidade.º 77.002/RJ. uma vez que a competência para constituir o crédito tributário é privativa da administração fiscal. j. é necessário o encerramento do procedimento administrativo. Néri da Silveira. cuja existência ou montante não se pode afirmar até que haja o efeito preclusivo da decisão final do processo administrativo”. a insuficiência de elementos probatórios da conduta imputada ao ajuste ativo do delito. e. que são materiais ou de resultado. No particular o Min. ainda. haja vista que a punibilidade da conduta.14 Nesse precedente do STF o voto-vista do Min.137/90.) a circunstância de uma decisão administrativa ser condicionante da instauração de um processo judicial não ofende o princípio da separação e independência dos Poderes. está subordinada à decisão de autoridade diversa do juiz da ação penal”.01. mas ainda destaca o voto-vista que: “(. 14 STF HC n.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Mais recentemente o STF retomou o debate sobre o tema falta de interesse de agir do Ministério Público tendo em vista que.) no crimes do art.º da Lei n. 7. a decisão definitiva do processo administrativo consubstancia uma condição objetiva de punibilidade...º 8. Néri da Silveira rejeita essa tese. 1. para a instauração de ação penal. 13 . Sepúlveda Pertence é no sentido de que: “(. Min... sem a qual a denúncia deve ser rejeitada.

consistindo na ação comissiva “utilizar” ou “divulgar” o objeto material do delito. por lei”. e o crime-fim. ou seja. por lei. – Dec. p. de 18 de dezembro de 1987. de 18. o de sonegar. Quem utiliza. que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de 15 . n. Crimes fiscais e abuso de autoridade. os agentes do software e do hardware responsáveis pelos programas de processamento de dados. qual seja. – Samuel Monteiro. 189. ed. A conduta descrita tem como sujeito ativo da infração o contribuinte e/ou o terceiro.12.º 7.87 – “Dispõe quanto à proteção da propriedade intelectual sobre programas de computador e sua comercialização no País e dá outras providências”. fornecida à Fazenda Pública.5.646. capaz de causar dano potencial à Fazenda Pública. ambos se completando.º da Lei n. 1994. Parece existir a figura isolada do terceiro. “programa de processamento de dados”. Vislumbra-se no tipo o crime-meio. Para o agente ativo alcançar o seu fim. Embora o tipo não externe.646. a sugerir a pirataria eletrônica.º 7. por lei”.º 96.15 15 “Pirataria Eletrônica.137/90 V – Utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é. o conteúdo da informação de que trata o objeto do programa de processamento de dados deve ser falso em relação à informação verdadeira ou àquela prestada à Fazenda Pública.88 – “Regulamenta a Lei n. com a gravidade de que o alvo em potencial é o interesse público.. e que seja sabidamente “possuir informação contábil diversa daquela que é. 2. que consiste em deixar de pagar ou pagar a menor tributo devido. ou seja. ou seja. Hemus. ele induz existência de um tipo de ‘pirataria eletrônica‘: quem divulga (porque montou ou criou através de software ou comprou de terceiros) um programa com esse tipo de informação está no campo daquele ilícito técnico. essa informação contábil diversa deve e tem de ser juridicamente relevante.036.º . que consiste na falsidade.A Figura do Inciso V do Art. de 12.º 8. O tipo penal traz a figura da falsidade ideológica na expressão “informação contábil diversa daquela que é. o faz através de um hardware ou produto do computador: recebe o software e o transforma em informação contábil diversa daquela que fornece ou presta à Fazenda Pública”. 2. – Lei n.

606.º 9. assim como nas redes de computadores.. acerca das mais variadas condutas cometidas pelos “internautas” ou manuseadores dos sistemas de informática. define a conduta de “utilizar ou divulgar programa de processamento programas de computador e sua comercialização no País. Mais concretamente. de 1987 – já revogada –. Essa informação contábil. entretanto. definindo e garantindo. que é a única existente no ordenamento jurídico brasileiro atual que apresenta algumas infrações e penalidades cometidas no âmbito da informática e/ou do computador. 2. Internet. etc. Tem-se discutido muito. mas essas normas foram elaboradas sob a ótica de outra realidade. portanto a obrigação imposta ao contribuinte é aquela criada “por lei”. da Lei n. Cabe salientar.º. bem como sobre a utilização desses sistemas de forma ilícita para a obtenção de vantagem ilícita. sob o ponto de vista do Direito. 151 e 152 (violação de correspondência). 171 (estelionato) e 297 a 299 (falsificação documental) à incriminação dos delitos porventura praticados em redes de computadores. o art. expressamente. 16 .98 – “Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador. regulamento. convênio. telemática. inciso V.646.137. porque senão não configurará o tipo. 153 e 154 (divulgação de segredo). – Lei n. sua comercialização no País. inclusive. redes de computadores. de modo que não são contempladas pelo Código Penal. lei formal.José Alves Paulino A informação contábil a que alude o dispositivo só pode ser aquela exigida por força da lei. pouco se tem em termos de norma legal repressora de condutas ilegais ou ilegítimas.º 8. que é um dever do contribuinte em relação à Fazenda Pública. pois o próprio inciso traz a expressão “por lei”. A Lei n. de 19. Talvez com muito esforço poderiam ser aplicados os arts. portaria. nos últimos dias. Essa lei foi revogada pela Lei n.2. e dá outras providências”. que em relação a essas condutas. a titularidade do direito de autor de programas de computador. foi o primeiro instrumento legal que passou a descrever condutas ou infrações de informática e/ou de computador.º 7.609. transmissões de dados. fins nocivos ou prejudiciais a terceiros. de 1998. Essas condutas são muito específicas e contemporâneas. hoje. e dá outras providências”. não pode ser uma obrigação criada por decreto.º 9. de 1990. e a figura contemplada no dispositivo refere-se àquela exigida “por lei”.

É ver as condutas importar. parágrafo único.983. “para fins de comercialização”. Por oportuno. que a recente Lei n. como um ato comissivo do agente. nos dizeres da lei. porém.º 76. deve-se frisar ainda. Sepúlveda Pertence.º 9. Em face da falta de norma legal específica e tendo em conta caso concreto ocorrido recentemente. para fins de sonegação fiscal.º. em seu art.º 9.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais de dados” como crime.º 7. 313-A –. em estado avançado. 313-B. tenham como propósito ou alcance o comércio dos softwares. que os tenham. que implica o fazer ou o alterar sistema de informação ou programa de informática sem autorização ou solicitação da autoridade competente – é o art. O objeto material do tipo ou do delito é importar. 1. expor e manter em depósito softwares como ação humana. Min. o STF enfrentou o tema da veiculação de cena de sexo infanto-juvenil na Internet. nessa categoria de crimes de informática puros. de 1996 (arts. de 2000. Também os casos de “interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática”. fez contemplar no Código Penal. sob a condição 17 . expor e manter em depósito “programas de computador de origem externa”. bem como a nova conduta “modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações”. como conduta delituosa. consistente em alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública – é o art. e 10) são casos típicos de crime de informática puro. relacionou várias condutas típicas como crimes de programas de computador.º 9. de 1987. porque somente realizáveis por meios informatizados. A Lei n. 37. HC n. entre outras providências. a “inserção de dados falsos em sistema de informações”. de 1996 – entre outros tipos. Concluiu a Corte pela necessidade de realização de prova pericial. Rel. mas o fez aplicando o art. cuja autoria foi atribuída a menores. É necessário.689-0/PB. da valia do e-mail como prova e as conseqüências de sua interceptação – sendo essa a hipótese de remeter para a Lei n.296.296. Já existem no Congresso Nacional diversos projetos de lei. sobre esses temas.646. que todas essas condutas. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente – STF. o que implica estar na posse de “programas de computador de origem externa”. sem distinção. conforme previsto na Lei n. Não há dúvidas quanto à necessidade de criação de novas leis que venham a estabelecer regras acerca da inviolabilidade do sigilo de dados.

º 8.º 9. 2. quanto aos arts. não haverá a consumação do crime. É a condição satisfativa do tipo.609. de 2000. consistentes na “inserção de dados falsos em sistema de informações” e na “modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações”. há novas condutas. desde que “não cadastrados”. de 1990. somente se evidenciam as regras especiais traçadas na Lei n. ou seja. A necessidade de leis que disponham sobre o tema é imperiosa e urgente. Daí. isto é. de 1940. porque as hipóteses previstas não se adaptam aos tipos modernos. podem também ser assim classificados aqueles constantes da Lei n. a exemplo do art. o agente tem a vontade deliberada de fazer tal violação de direitos. 12. “quebrar. os agentes do software e do hardware responsáveis pelos programas de processamento de dados. seria forçoso fazer a aplicação do Código Penal. de 1998. que no seu caput define a figura da violação de direitos de autor. No ordenamento jurídico brasileiro. Sem ela. chega-se à conclusão da existência de pirataria eletrônica.º 9. também crimes de informática puros. quanto “à interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática”. e o tipo previsto no inciso V do art. Noutro passo.º 9. 313-A e 313-B. ou seja. de 1998.137.609. cuja conduta é “utilizar ou divulgar programa de processamento de dados” que resulte em sabidamente “possuir informação contábil diversa” daquela que é exigida por lei. a eventuais condutas que pudessem ser tidas como delituosas. cuja pena é de detenção de um a quatro anos e multa. inseridas no Código Penal por força da Lei n. cuja conduta consiste em o agente violar. Esse tipo de crime dar-se-á caso os programas de computador de origem externa não estejam cadastrados. Além dos casos típicos de crimes de informática puros acima citados. 18 .º da Lei n. o que leva a compreender a figura de um terceiro. A pena prevista para esse tipo de crime é a de detenção de seis meses a dois anos e multa. o da necessidade do registro ou do cadastro do programa de computador no órgão próprio.José Alves Paulino necessária para a configuração do crime. melhor dizendo. São os chamados crimes de informática puros. hoje. ou no campo da informática. Fora essas duas questões. rachar e desfazer” os direitos do autor de programas de computador. em se tratando de condutas delituosas via computador. Essa conduta delituosa do agente exige dolo. qual seja. daí o requisito indispensável.983. invadir. talvez não seja de boa técnica ou.

desde que este tenha sido “produzido com violação de direito autoral”. E mais ainda: o legislador. expõe à venda. Ainda se tem outra ressalva: quando. submeteu a conduta do agente – infrator – a uma segunda condição para a configuração do delito: a de que a conduta “reproduzir programa de computador”. a ação penal se dará de forma incondicionada. pois. perda de arrecadação tributária ou prática de quaisquer dos crimes contra a ordem tributária ou contras as relações de consumo – no que concerne à utilização ou à divulgação de programas de processamento de dados que contenham informação contábil diversa daquela exigida por lei –. É claro que há de ser ressalvado o caso de ocorrência de prejuízo de entidade de direito público. o que leva à compreensão de que. somente se procede mediante queixa. até relativamente alta. praticado o ato delituoso. resultar sonegação fiscal. para a hipótese prevista na norma. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo poder público. quando então ocorrerá a ação penal pública incondicionada. não há a qualificadora. mas desde que quaisquer dessas condutas sejam ou tenham sido praticadas com a destinação final ou “para fins” de comércio. por se tratar de uma qualificadora do tipo “violar”. É a chamada ação penal privada. por qualquer meio. é o “original ou a cópia de programa de computador”. Aqui se fala na finalidade da conduta ou no resultado do crime. introduz no País. Ficou consignado na norma que a reprodução há de ser necessariamente para o comércio. de programa de computador. A pena prevista para esse crime é de reclusão de um a quatro anos e multa. fora disso. em qualquer uma das hipóteses da lei em comento. parcial ou total. seja realizada “sem autorização expressa do autor ou de quem o represente”. para fins de comércio. quanto a essa qualificadora. A ação penal. no todo ou em parte. adquire. que. o que implicou a incidência de uma pena mais grave. autarquia. Nessa mesma pena de reclusão incorre todo aquele que vende. Pode-se dizer que se trata de crime qualificado quando a “violação” de direitos de autor de programa de computador “consistir na reprodução”. empresa pública. Deve ser levado em consideração o objeto material do delito.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais O legislador acrescentou algumas formas qualificadoras do tipo “violar”. 19 . não seria crime. em se a destinando para outro fim. oculta ou ainda tem em depósito o produto da violação.

20 .º 9. não só a ação penal. O § 4.º 9. o qual poderá “ordenar a apreensão das cópias produzidas ou comercializadas com violação de direito de autor. será sempre precedida de vistoria promovida pelo juiz. mantendo em depósito. reproduzindo ou comercializando”. de 1998. de 1996.José Alves Paulino bem assim aquela que se originar da interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática – Lei n. suas versões e derivações. em que se procede somente mediante queixa do titular do direito de autor de programa de computador.º do art. No caso.609. em poder do infrator ou de quem as esteja expondo.296. É a diferenciação entre a exigibilidade tributária na via administrativa e na via penal. da contribuição ou dos acessórios – a qual se processará independentemente de representação. traz a figura da exigibilidade do tributo. como também qualquer diligência preliminar de busca e apreensão. 12 da Lei n.

como prova. (. havendo a degravação sido feita com inobservância do princípio do contraditório.º da Constituição. 5. no processo. 5.. A primeira interpretação sobre esse tema foi dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). além de ter sido apreendido com violação de domicílio. LVI. cuja fundamentação está centrada no art. 5. 5.. por estar-se diante de microcomputador que. pois nem mesmo 16 RTJ 162.. (. no segundo caso. e.º 307-3/DF está assim ementado: “AÇÃO CRIMINAL. da CF).) PRELIMINARES: INADMISSIBILIDADE DE PROVAS CONSIDERADAS OBTIDAS POR MEIO ILÍCITO. Diante desse julgado.) 1. da Constituição Federal). O acórdão do Tribunal Pleno do STF proferido na referida APn n. as provas obtidas por meios ilícitos. sem conhecimento do outro.. obtidos por meios ilícitos (art. ainda que se pudesse levar em conta que os arquivos de computador são assimiláveis a documento. Os princípios constitucionais da inviolabilidade à intimidade e à vida privada (art.º 307/DF.º. incisos: X – são invioláveis a intimidade e a vida privada.º. 5. XII – é inviolável o sigilo de dados.º. e LVI – são inadmissíveis. não há dúvidas de que é impossível promover a quebra de dados de computador ou ingressar nesse banco de dados. no julgamento da APn n.º. de laudos de degravação de conversa telefônica e de registros contidos na memória de microcomputador. teve a memória nele contida sido degravada ao arrepio da garantia da inviolabilidade da intimidade das pessoas (art.A Questão da Inviolabilidade de Dados de Computador “É inviolável o sigilo de dados” é expressão constante do inciso XII do art.1. X e XI. 16 no sentido da inadmissibilidade da prova contida em dados de microcomputador. inciso X) não podem ser quebrados. 5. 21 .º. por se tratar de gravação realizada por um dos interlocutores. Inadmissibilidade. da CF)”. X. no primeiro caso. e utilizada com violação à privacidade alheia (art.

no recinto da empresa. razão pela qual a Polícia Federal não poderia ter-se apropriado dos dados contidos naquele microcomputador. como fez. 5. de 1996. acobertados que se achavam pelo sigilo.º 9.º 9. cujo dispositivo não admite que sequer o juiz ou qualquer outra autoridade promova ou determine a realização de perícia para a degravação de dados de computador. A inviolabilidade dos dados de computador é absoluta. para mandar decodificá-lo ao seu alvedrio. de qualquer natureza”. 17 RTJ 162/40-42. inciso XI).17 assim sustenta: “(.º da Carta Federal. ainda assim.º. O Relator.296.. sendo que o próprio dispositivo não faz qualquer ressalva de admitir. Foi editada aí a Lei n. pois o próprio texto constitucional veio a admitir a possibilidade da quebra e da degravação nas expressões “salvo”. cometer essa intromissão à intimidade das pessoas e à sua vida privada. Igualmente. 22 . quer à lei. alertando a essa possibilidade “nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer”.296/96 apenas para disciplinar a “interceptação de comunicações telefônicas. e ainda frisou “por ordem judicial”. São preceitos que dizem respeito à dignidade das pessoas e são intocáveis. 5. não estaria nela compreendido o conteúdo ideológico de sua memória.José Alves Paulino decisão judicial pode cometer essa invasão à privacidade alheia. isto diz respeito à garantia da inviolabilidade da intimidade das pessoas (art. bem como determinou a aplicação do mesmo procedimento “à interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática”. O legislador editou a Lei n. no que toca à degravação de dados constantes de microcomputador. Ilmar Galvão. mas o caso em tela – quebra de sigilo de dados e degravação de dados constantes de microcomputador – em nada diz respeito ao que cogita a referida lei. o qual.) mesmo que a apreensão material do microcomputador.. Min. ainda não existe qualquer lei fixando “as hipóteses e formas” admissíveis para proceder à quebra ou à degravação de dados de computador. quer ao juízo. ou houvesse sido feita em cumprimento a determinação judicial. se houvesse dado em uma das situações fáticas previstas no inciso XI do art. quanto ao sigilo de dados. só que. consignando “no último caso” (comunicações telefônicas). conquanto se possa ter por corolário da inviolabilidade do próprio recinto dos escritórios da empresa.

. para declarar inadmissíveis.) bem como o laudo de degravação da memória do microcomputador apreendido na empresa (. acolho as ponderações da defesa. ao lado da correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas”. 18 quanto às preliminares de ilicitude da prova – degravação de programas de computador – sustentou. o seguinte: 18 RTJ 162/138-140. em que todos os trabalhos datilográficos das empresas são realizados por meio de digitação. a invasão da memória dos computadores implica fatalmente a quebra do sigilo não apenas de dados em geral. A conclusão do voto do Min. E.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais acha-se especificamente contemplado no inciso XII do mesmo artigo. envolvem remetente e destinatário. nessa parte”. em relação aos quais o manto constitucional é de natureza absoluta. Ilmar Galvão foi para acolher a ilicitude da prova e disse: “Por isso. não restando espaço para controvérsias como as que. reforça a convicção de que se estava diante de dados estritamente particulares. mas também de toda correspondência. A prova em foco. além de acentuar a gravidade da ilicitude praticada pela Polícia Federal. 23 .. Sobre os dados de computador. nos tempos modernos. como prova (.º 307-3/DF. como se fez com as comunicações telefônicas”. por haverem sido obtidas por meios constitucionalmente reprováveis. devem ser consideradas ilícitas”. desde os relativos a simples agenda até os relacionados a fórmulas e cálculos.. Min. mais.. epistolar e telegráfica. Ilmar Galvão em seu voto: “Trata-se de revelação que. relativamente às correspondências. portanto. do mesmo modo que as consistentes nas comunicações telefônicas anteriormente apreciadas. O Revisor da APn n. disse o Min. em preliminar. o Relator destaca ainda mais o seguinte: “Aliás. já que não deixou espaço reservado ao trabalho normativo do legislador ordinário.) É como voto. em seu voto. cuja disponibilidade não era compartilhada senão pelos titulares da empresa. Moreira Alves.

a recuperação de arquivos apagados pelos dirigentes da VERAX.José Alves Paulino “No tocante à decodificação dos registros contidos no microcomputador apreendido pela Receita Federal na empresa (. estão eles cobertos pela garantia do disposto no inciso XII do art. no dizer do Min.º 307-3/DF. de dados e das comunicações telefônicas.) também o teor dessa decodificação é prova ilícita”.. inclusive. 1193-1195). o sigilo de dados de computador não pode ser quebrado. cujo teor convém novamente transcrever: ‘XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. a inviolabilidade de dados de computador. salvo. com destaque. houve. os constantes de computador. também com relação aos dados em geral – e. Ilmar Galvão. nem por isso poderia a Polícia Federal apoderar-se dos dados contidos nesse microcomputador. dando margem posteriormente à declaração de perdimento dele em favor do Estado. é possível sustentar-se que as demais inviolabilidades só admitem sejam afastadas por texto constitucional expresso. Nesta parte. pelo voto do revisor da APn n. por ordem judicial. Min. como destacado acima no voto do Min. Para o Tribunal Pleno do STF. mesmo com autorização judicial. disse o Min. no último caso. E agora. A clareza é solar. Com efeito. que só abre exceção para as comunicações telefônicas. que pode armazenar as mais sigilosas informações de seu proprietário –. E – note-se – pelos termos do ‘laudo de exame em microcomputador’ (fls. mormente no que toca à falta de leis que estabeleçam as hipóteses e/ou formas em que o juiz pode decretar a decodificação de dados de computador. conseqüentemente. Ilmar Galvão. ou de “natureza absoluta”. mandando decodificá-los para deles utilizar-se como prova em processo penal. O Min. o que é certo é que não há lei que 24 . 5. ainda quando se admita que possam ser postas de lado nas hipóteses e na forma prevista na lei. Moreira Alves. Mas.º da atual Constituição. por se tratar de questão de caráter absoluto. Moreira Alves destacou assim a questão em seu voto: “Ainda que se pretendesse que a apreensão do microcomputador fosse lícita. o seguinte: “Pelos termos em que está redigido esse dispositivo. fica mais clara essa impossibilidade. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Moreira Alves..

pois. LVI. Acolho. não podendo. O Min. estou de acordo com os votos dos Srs. quanto à prova decorrente dos disquetes de computador. uma vez que se trata. com as restrições que já lhe opus – à eliminação desta decodificação. da Constituição. inciso XII.º da Constituição. Ministro Celso de Mello. O voto-vogal do Min. as preliminares de inadmissibilidade dessas provas ilícitas”. assim: “Referentemente à prova decorrente dos disquetes apreendidos ao arrepio da lei. Sepúlveda Pertence. naquele inciso. 21 RTJ 162/255-256. o que se protege é o sigilo de qualquer dado armazenado por alguém ou o sigilo da comunicação de dados. aí. acompanhou os Ministros Relator e Revisor. provas derivadas desse misterioso esquema decodificado”. não tenho elemento para saber se há. acompanho o voto do Sr. Carlos Velloso. resumindo o meu voto. quanto a essa preliminar. O Min. 20 RTJ 162/252-255. No seu voto sobre as “preliminares de ilicitude de provas”. de diversas formas de comunicação intersubjetiva. 5.19 ao votar. Quanto às outras provas. prova ilícita o teor da decodificação dos dados contidos no computador em causa. Sidney Sanches21 fala da ilicitude da decodificação e reprodução dos registros constantes do computador. assim: 19 RTJ 162/244-245. 25 . A conclusão do voto do Ministro Moreira Alves.º.20 existe uma distinção entre sigilo de dados contidos no computador e sigilo das comunicações de dados. assim – por força do art. Para o Min. foi assim: “É. diante do inciso XII do art. e não do sigilo de arquivos”. faz a seguinte observação acerca “do que se chamou de ‘sigilo de dados’ no que toca a saber se.º. Ministros Relator e Revisor”. 5. portanto. assim: “Por estas razões. 5.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais disponha a respeito no concernente – que é o que importa no momento – à inviolabilidade dos dados aludidos no citado texto constitucional”. da Constituição Federal – ser admitido como prova neste processo. Pertence foi conclusivo. é bastante a ilicitude da apreensão. para mim. quanto ao resultado da decodificação do arquivo do computador. no art.

nem é preciso cogitar-se da outra violação. também.º da Constituição. ou. Ele vem regular a garantia constitucional 22 RTJ 162/258. nem mesmo decisão judicial poderia autorizar a decodificação e/ou a degravação desses dados do computador. ao menos. sem ordem judicial. e encontra-se hoje na Câmara dos Deputados. seguida de apreensão do computador). Rel.º da CF)”.º 4.º 152/91. sob pena de violação do disposto no inciso XII do art. inadmissível sua produção no processo (inciso LVI do art. no caso concreto julgado pelo STF. E porque ilícito o meio de obtenção de tal prova.º da CF. afirmo a imprestabilidade dos dados relativos ao que foi extraído do microcomputador da empresa do segundo acusado”. 5. nos autos.22 então Presidente do STF. da comunicação de dados. o qual se encontra na Câmara dos Deputados sob o n.96. inclusive de computador. tanto a prova consistente no laudo de degravação de conversa telefônica. do Senado. in DJU de 7. conferindo.6. para aprovação. Sobre o tema. o Ministro Néri da Silveira concluiu o seu voto dizendo: “Assim sendo. que teria consistido na reconstituição. mesmo que tal ordem judicial existisse. 5. Néri da Silveira.José Alves Paulino “E sendo ilícita a forma de obtenção da prova (invasão das dependências da empresa. 26 . acompanhou os Ministros Relator e Revisor. a apreensão dos computadores se deu sem ordem judicial. “para declarar inadmissível. onde teve trâmite normal. É bem verdade que. Min. 5. segundo o qual é inviolável o sigilo de dados. acolhendo a preliminar.102/93. dos registros constantes do computador. diante do disposto no inciso XII do art. quanto no laudo de degravação de registro de memória de computador”. O Ministro Octávio Gallotti. O projeto de Lei n. a natureza absoluta ao sigilo de dados de computador. mas. Existem outros julgados do STF acerca da inviolabilidade de dados de computador e sua comunicação. Esse projeto de lei teve início no Senado Federal. trata da disciplina da garantia constitucional da inviolabilidade de dados. a exemplo e modo do EDInq n. no caso de sigilo de dados de computador. sob autoria do então Senador Maurício Corrêa. decodificação e reprodução.º 731-5/DF.

º estabelece as circunstâncias agravantes nas hipóteses das condutas dos incisos I e II. no projeto. A redação. de um a dois anos e multa de dois mil a vinte mil reais. 1. § 2. autárquica ou de empresas estatais. em decorrência 27 . em sistema de computação ou em rede de comunicação de dados. IV – comercializar ou fornecer informações. programa destinado a funcionar clandestinamente em sistema de terceiro.º Constituem crime contra a inviolabilidade dos dados e sua comunicação: I – violar dados por meio de acesso clandestino ou oculto a programa ou sistema de computação. dada a seriedade da matéria. de seis meses a um ano. de bancos de dados da administração pública direta. à imprudência e à imperícia do agente. Dos dispositivos. indireta. punido com pena de multa de dois mil a vinte mil reais. II – violar o sigilo de dados. o projeto contempla. às informações contidas em bancos de dados. fica sujeito o empregado às penas instituídas pela legislação trabalhista.º Se o ato é causado por força do estrito exercício da profissão. Por outro lado. está a redação dos dispositivos assim: “Art.º Se o ato for não intencional por negligência. para fins de habeas data. e multa de mil a dez mil reais. III – inserir em suporte físico de dados. consistente na vontade deliberada do agente de praticar o ato. desse tipo culposo está assim posta: “§ 1. De forma singela. Pena: detenção. Pena: detenção. administrativa ou de outra ordem. que possa causar prejuízo ao titular ou ao usuário do sistema. de um a dois anos e multa de dois mil a vinte mil reais”. quando constatada a negligência profissional”.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais da inviolabilidade de dados e define os crimes praticados por meio de computador. a figura da culpa quanto à negligência. constitui crime culposo. Pena: detenção de um a dois anos e multa de dois mil a vinte mil reais. que impossibilite acesso. de seis meses a um ano. de forma clandestina. Pena: detenção. também. V – criar impedimento de natureza técnica. e multa de mil a dez mil reais. quando o acesso ocorrer com o uso indevido de senha e/ou processo de identificação de terceiro e que. imperícia ou imprudência. acessando informação contida em sistema ou suporte físico de terceiro. Pena: detenção. O § 3. percebe-se que todas as condutas descritas exigem o dolo específico.

é agravada de 1/6 (um sexto) até a metade. lei complementar veio disciplinar. observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil. Essa lei complementar define algumas condutas que não se constituem em violação do dever de sigilo. 3.º do projeto define bem o “documento” do sistema eletrônico. Nesse particular. porque põe como circunstância agravante o uso ou a prática das condutas descritas nesse projeto de lei como meio para a prática de qualquer outro crime. 2.º 105. 11 da Lei n. com muito critério. III – o fornecimento das informações de que trata o § 2.º desta Lei”. para fins cadastrais.2001. a entidades de proteção ao crédito.º do art. assim: “Art. Acredita-se que o projeto contempla também a penalização do crime-meio. punindo-se a sua adulteração material ou ideológica nos termos do Código Penal. com a qualificação prevista no art. de 24 de outubro de 1996. inclusive por intermédio de centrais de risco. observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil. mas procurando manter o sigilo da vida privada e da intimidade do cidadão – LC n.311. às autoridades competentes. Em face da inviolabilidade de dados de computador ou de rede de computadores. sobre o sigilo das operações de instituições financeiras. II – o fornecimento de informações constantes de cadastro de eminentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes.José Alves Paulino desse ato delituoso. 3.º Constitui documento o dado ou informação constante de sistema eletrônico e cuja autenticidade seja preservada por meios de segurança adequados. venha a se dar a inutilização de dados e/ou alteração de dados que produzam resultado consistente em prejuízo ao titular e ao usuário do sistema. de 10. o art. abrindo ao máximo a definição legal do que venha ser “instituições financeiras”. Nessa hipótese.º 9. A pena. Por outro lado.1. sempre se perguntou muito a respeito da valia jurídica do e-mail como prova e qual o valor do e-mail para fazer valer direitos nas operações virtuais. abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de 28 . com o fim de impedir operações financeiras clandestinas. IV – a comunicação. da pratica de ilícitos penais ou administrativos. a pena é elevada em 1/3 (um terço). nesse caso. tais como: “I – a troca de informações entre instituições financeiras.

3. conversões de moeda estrangeira em moeda nacional. relativamente à requisição. transferências de moeda e outros valores para o exterior. contra o sistema financeiro nacional. sempre. Comissão de Valores Mobiliários ou outro órgão competente. lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. 4.º e 9. notas promissórias e outros títulos de crédito.º. munições ou material destinado a sua produção. o seguinte: “depósitos à vista e a prazo. ativo financeiro.º.º 105/2001. Por outro lado a norma legal define. contra a ordem tributária e a previdência social.º. o que pode ser considerando “operações financeiras”.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais qualquer prática criminosa. notadamente “as referentes contas de depósitos e aplicações financeiras”. contratos de mútuo. operações de arrendamento mercantil e quaisquer outras operações de natureza semelhante que venham a ser autorizadas pelo Banco Central do Brasil. descontos de duplicatas. Esse sigilo inerente às operações financeiras pode ser quebrado “em qualquer fase do inquérito ou do processo judicial”. 6.º.º. inclusive de poupança. da LC n. O tema impõe grande responsabilidade às autoridades públicas e aos seus “agentes fiscais tributários”. de informações referentes a operações e serviços das instituições financeiras e das entidades a elas equiparadas. acesso e uso pela Secretária da Receita Federal. 2. direitos e valores e praticado por organização criminosa. em numerus clausus. aplicações em fundos de investimentos. contra a Administração Pública. livros e registros de instituições financeiras. O legislador através do art. operações com ouro. 6. tanto é que o Poder Executivo regulamentou o art. também. aquisições e vendas de títulos de renda fixa ou variável. 5. de extorsão mediantes seqüestro. manterão a chamada de “sigilo”. de contrabando ou tráfico de armas. 29 . os quais. e em especial na ocorrência dos crimes de terrorismo. aquisições de moeda estrangeira.º. pagamentos efetuados em moeda corrente ou em cheques.º desta Lei Complementar. de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins. emissão de ordens de crédito ou documentos assemelhados.º da LC n. operações com cartão de crédito.º 105/2001. fez uma limitação às “autoridades” e aos “agentes fiscais tributários” quanto ao exame dos documentos. V – a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados e VI – a revelação de informações nos termos e condições estabelecidos nos arts. quando necessário para a operação de ilícito. resgates em contas de depósitos à vista ou a prazo. 6. inclusive em contra de poupança. 7.

12. Configura infração do servidor aos deveres funcionais de exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo e de observar normas legais e regulamentares. arquivos ou a autos de processos que contenham informações mencionadas neste Decreto.2724. será responsabilizado administrativamente. 116.112. com infração ao disposto no art.112. inciso IX.º 8. sem prejuízo da responsabilidade penal e civil cabível. 10. 198 da Lei n. será responsabilizado administrativamente por descumprimento do dever funcional de observar normas legais ou regulamentares. sem prejuízo de sua responsabilização em ação regressiva própria e da responsabilidade penal cabível. O servidor que permitir ou facilitar.172.112. 132. o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações. na forma dos arts. nos termos do art. de que trata o art. em finalidade ou hipótese diversa da prevista em lei. nos termos da legislação específica. fornecimento ou empréstimo de senha ou qualquer outra forma. da Lei n. sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis. Art. do acesso restrito. revelar ou facilitar a divulgação ou revelação de qualquer informação de que trata este Decreto. constante de sistemas informatizados. ficará sujeito à penalidade de demissão. põe da seguinte forma a responsabilização daquele que quebrar os ditames da lei complementar e do próprio regulamento: “Art. sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis. se o fato não configurar infração mais grave. ou por abuso 30 . arquivos de documentos ou autos de processos. que contenham informações protegidas por sigilo fiscal. da citada Lei n. O sujeito passivo que se considerar prejudicado por uso indevido das informações requisitadas. da Lei n. da Lei n. II – acessar imotivadamente sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal. 9. Art. de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional). de 10 de junho de 2001.º O servidor que utilizar ou viabilizar a utilização de qualquer informação obtida nos termos deste Decreto. indevidamente. de 11 de dezembro de 1990.º 3. Art. 8. regulamento ou ato administrativo.112.º 8. 121 a 125 da daquela Lei.José Alves Paulino Esse Regulamento é o Decreto n. banco de dados. inciso VIII. de 1990. Parágrafo único. 116. 11. ainda que habilitado. nos termos deste Decreto.º O servidor que divulgar. arquivos de documentos ou autos de processos protegidos por sigilo fiscal. O disposto neste artigo também se aplica no caso de o servidor utilizar-se. incisos I e III.º 5. prevista no art.º 8. ou no art. inciso III.º 8. mediante atribuição. 116. de 1990. Art. se o fato não configurar infração mais grave: I – não proceder com o devido cuidado na guarda e utilização de sua senha ou emprestá-la a outro servidor.

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais da autoridade requisitante. 31 . poderá dirigir representação ao CorregedorGeral da Secretaria da Receita Federal. à aplicação de penalidades cabíveis ao servidor responsável pela infração”. se for o caso. com vistas à apuração do fato e.

INEXISTÊNCIA. LEI N. – É imprescindível à caracterização.212/91.212/91. INOCORRÊNCIA.º.ª Região. no caso. que o agente tenha agido dolosamente. ATIPICIDADE DA CONDUTA.Inteiro Teor dos Acórdãos Apelação Criminal n. – Improvado o dolo específico.11.230/SE* APELANTE: JUSTIÇA PÚBLICA APELADO: JOSÉ LAÉRCIO PASSOS ADVOGADOS: JOSÉ AUGUSTO COSTA SOBRINHO E OUTROS RELATOR: JUIZ RIDALVO COSTA EMENTA PENAL. de natureza civil. art.º 8. 33 . – É necessária a prova inequívoca da ocorrência do dolo específico. ao disciplinar a figura do depositário infiel de valores da Fazenda Pública. nos termos do relatório e voto anexos que passam a integrar o presente julgamento. ABOLITIO CRIMINIS. não se tipifica o crime capitulado na Lei n.º 2. DECIDE a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5. ACÓRDÃO Vistos. * In DJU de 27. LEI N.º 8. – A Lei n.º 8. 95.2000. § 1. APROPRIAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. Seção 2. por unanimidade. a apropriação de contribuições sociais. tanto do crime de apropriação indébita como das modalidades equiparadas. negar provimento à apelação. etc. alínea d.666/94. da Lei n. 14 de setembro de 2000 (data do julgamento).866/94. consistente no especial fim de agir o réu com intenção de não restituir aos cofres públicos a contribuição previdenciária descontada da folha de salários. não descriminalizou a conduta tipificada no art. Recife. – Recurso improvido. 95.º 8.º 8. alínea d. Inocorrência da abolitio criminis.212/ 91. EXIGÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO PARA A CONFIGURAÇÃO DO DELITO.

não podendo. descriminalizar a conduta tipificada na alínea d. da Lei n. teria ele deixado de descontar do salário de seus empregados a contribuição previdenciária correspondente aos períodos compreendidos entre abr. por isso..º 8. 95. de fazer o devido recolhimento dos valores aos cofres do INSS. prevista na alínea d. c. da Lei n. ou seja.º 8. ao exigir a prévia qualificação de depositário da pessoa obrigada a recolher impostos.212/91. como incurso nas penas do art. deixando. Ao final.492/86.212/91. pugna o apelado pela manutenção de sua absolvição.866/94 têm natureza civil. a sentença deixou claro em sua fundamentação que ele nunca agiu com consciência criminosa. ao fundamento de inexistência do dolo específico necessário à configuração do delito previsto no art. a necessidade de condenação do réu nas penas do art.º.José Alves Paulino RELATÓRIO JUIZ RIDALVO COSTA: O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra JOSÉ LAÉRCIO PASSOS.º da Lei n.º 8. alínea d. O denunciado foi absolvido. § 1. argüindo que além da descriminalização da conduta. em face da abolitio criminis prevista no art.º 8.866/94.212/91 pela Lei n. art. não se configurando a abolitio criminis.212/91. taxas e contribuições aos cofres públicos e possibilitar o ajuizamento de ação civil para a cobrança dos valores que eventualmente não forem repassados. retirou do campo da ilicitude penal a retenção provisória das contribuições previdenciárias. 95./92. entende que houve a descriminalização da conduta prevista no art.º 8. Em suas contra-razões.º 8. portanto. da Lei n.º 7. 95.212/91. alínea d./86 a out.º 8. uma vez que registrou nos livros contábeis da empresa os lançamentos referentes às contribuições devidas ao INSS e comprovou que 34 .º 8.º. 5. art.212/91. 95. § 1. da Lei n. Irresignado. o ânimo de não recolher aos cofres públicos os valores descontados a título de contribuição previdenciária. uma vez que a Lei n. uma vez que permite ao INSS recuperar o seu crédito.º da Lei n. § 1. o art.666/94.º 7. 52 da Lei n. alegando que as disposições contidas na Lei n. persistindo. 22 do CP.º 8. Salientou também a sentença absolutória que o fato de existir norma legal permissiva do parcelamento do débito previdenciário afasta o crime de apropriação indébita. apela o MPF. 95. alegando que.492/86. na qualidade de representante legal da INDÚSTRIA DE MASSAS ALIMENTÍCIAS DOCE LAR LTDA. previsto na Lei n.c. em conseqüência. alínea d.

c.º.º 8.º 7.º. VOTO JUIZ RIDALVO COSTA: O réu foi absolvido do delito tipificado no art. da Lei n..492.º No caso dos crimes caracterizados nas alíneas a. 27. por si sós. 95. na época própria.º da Lei n. descriminalizar a conduta tipificada na alínea d. aplicando-se à espécie as disposições constantes dos arts. 95. § 1. sustentando a inocorrência da abolitio criminis uma vez que as disposições contidas na Lei n. consistente na conduta de não efetuar o recolhimento. aos cofres do INSS.. A Procuradoria Regional da República opina pelo improvimento da apelação.212/91.º 7. Dispõe o art.) § 1. que torna impassível de reforma a sentença impugnada.212/91. cada um dos quais suficientes.º 8. para justificar a absolvição do réu e. 95. 52 da Lei n. por isso. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público.º 8.) d) deixar de recolher. § 1. o art. 30.492/86. ainda assim restaria o outro (a ausência de dolo específico) como motivo para a sua absolvição. (.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais não descontou dos empregados os valores referentes à contribuições previdenciárias face às dificuldades financeiras da empresa. art. 35 .666/94). sob os fundamentos de inexistência de dolo específico necessário à configuração do delito e ocorrência da abolitio criminis prevista na Lei n. c.866/94 teriam natureza civil. Pedi revisão. da Lei n. tendo a apelação limitado-se a apenas um deles (descriminalização promovida pela Lei n. da Lei n. não podendo. alínea d.º 8. Constitui crime: (. de 16 de junho de 1986.º 8.866/94. O recurso do Ministério Público Federal insurge-se contra a absolvição do réu. 95. ao argumento de que a sentença absolutória embasa-se em dois fundamentos.212/91: “Art.º 8.. dos valores descontados dos empregados a título de contribuição previdenciária. alínea d.. É o relatório. a pena será aquela estabelecida no art. e e f deste artigo. 5. 26. 31 e 33 do citado diploma legal”.

641/CE. com o que não se há de falar em abolitio criminis. Em casos como o presente. criada pela Lei n.98. 4. DJU de 10. 3. 95.º 8. Não há que se confundir diploma que impõe sanção meramente civil (Lei n. bastando a apuração feita pela respectiva fiscalização. não se faz imprescindível. segundo a Jurisprudência do eg.866/94).º 8. Rel. nem o parcelamento. LEI N.97.º 8. descontadas dos empregados. – Recurso especial conhecido e provido” (REsp n.6. STJ: “EMENTA: PROCESSUAL PENAL.º 8. Entretanto.º 8. 36 .º 41. Em tal hipótese. No crime decorrente da falta de recolhimento das contribuições previdenciárias. nem o pagamento parcial antes da denúncia é que faz extinguir a punibilidade. não configura hipótese de supressão da figura delituosa prevista no art. DJU de 1.212/91.212/91. 57.212/91 – PERÍCIA CONTÁBIL – PARCELAMENTO E PAGAMENTO PARCIAL DO DÉBITO. DA LEI N. entendo que ela não merece reforma. 1.11. inexistindo. d.º 8.212/91). ANSELMO SANTIAGO. ABOLITIO CRIMINIS. p. 2. 95. VICENTE LEAL. não estaria tipificado o delito. ANTES DA DENÚNCIA – ABOLITIO CRIMINIS”. no caso.866/94.º 8. tal prova poderá ser produzida no decorrer da ação penal. sem o qual.881/RJ.º. da Lei n. Recurso improvido” (RHC n. p. HABEAS CORPUS. Rel. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. com o outro que trata de punição no aspecto penal (Lei n. esta Corte tem reconhecido a necessidade da ocorrência de dolo específico. LETRA D. Havendo necessidade. somente o pagamento integral. ART.José Alves Paulino Entendo que assiste razão ao MPF quanto à inocorrência da abolitio criminis. a realização de perícia contábil. DEPOSITÁRIO INFIEL. qualquer interferência de um sobre o outro. para o ato de denunciar.º 95. – A figura de depositário infiel de valor pertencente à Fazenda Pública. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA.866/94. ADIÇÃO DA LEI N. Min. 00201). ILÍCITO CIVIL.839). neste ponto. MIN. a sentença impugnada também reconheceu a inexistência do dolo específico do réu para a configuração do crime em comento e. INOCORRÊNCIA. 95. de não-recolhimento de contribuição previdenciária descontada do salário dos empregados. “EMENTA: RECURSO DE HABEAS CORPUS – FALTA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS EMPREGADOS – ART.

ART. ainda que não seja causa de extinção da punibilidade. Recurso improvido” (RCr n. consistente no especial fim de agir o réu com intenção de não restituir aos cofres públicos a contribuição previdenciária descontada da folha de salários. em 19. que o dolo seja específico. j. É imprescindível à caracterização do crime previsto no art. o parcelamento do débito antes mesmo do oferecimento da denúncia.212/91. Inteligência do art. As dificuldades por que passam as empresas são do conhecimento público. com a inscrição do débito na Dívida Ativa. Tribunal. no passivo da empresa. sem que haja intenção manifesta de não as restituir. Na ausência de dolo. que o agente tenha agido dolosamente. por conseqüência. ausente a antijuridicidade. da Lei n. ABSOLVIÇÃO.º 8.137/90. j. E mais. ou seja. em 3. No caso. E mais. a apropriação de contribuições sociais. o agente tem a intenção de não restituir” (ACr n. que o dolo seja específico. torna-se atípica a ação inquinada de ilegalidade. no caso. não configura o delito. I. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO.94).º. LEI N.8. embora não as isentem do cumprimento da lei. 37 .º 77/CE. CRIME CONTRA A ORDEM ECONÔMICA E TRIBUTÁRIA. ainda. ou seja. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO. DENÚNCIA NÃO RECEBIDA.95). inciso II. precedido de processo administrativo instaurado com a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito ou. 43. do CPP. deixou evidente que o agente não tinha a intenção de não restituir. que o agente tenha agido dolosamente. NÃO-RECOLHIMENTO DE IPI. razão pela qual a decisão de primeiro grau não merece ser reformada. 91.º 8. Dessume-se dos autos inexistir a intenção de não restituir aos cofres públicos o que foi recolhido. em processos dos quais fui Relator. O simples atraso no recolhimento das contribuições descontadas. e. 2.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Inexistindo a prova inequívoca da ocorrência do dolo específico. “PENAL. tanto do crime de apropriação indébita como das modalidades equiparadas. que deve acontecer naturalmente ou com o devido recolhimento. Nesse sentido já decidiu este eg.º 1295/SE. atipifica-se a conduta descrita na denúncia. assim ementados: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. o agente tem a intenção de não restituir. Escrituração do débito tributário não recolhido.5. APROPRIAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. É imprescindível à caracterização.

É o que se depreende de suas declarações: “(. o apelado atribuiu às dificuldades financeiras o não-recolhimento. somadas à desordem contábil de sua empresa. causada pela ausência de recursos suficientes para o pagamento de todas as despesas da sociedade. fl. aqui. sistema esse que também é adotado pelo seu filho na loja em Rosário do Catete/SE de forma que nunca houve apropriação de descontos previdenciários da folha de empregados. a 38 . quanto ao recolhimento previdenciário de empregados de sua firma.. em Aracaju.). 33). em nenhum momento o apelado teve a intenção de não recolher aos cofres públicos a contribuição previdenciária. quando o fez recolheu a previdência”.. que ora exibe a autoridade processante. esclarece que fazia diretamente aos empregados o pagamento dos salários.” (declarações no inquérito policial de José Laércio Passos. muito embora mantenha a folha de salários dos empregados. deixou de fazer esses descontos porque o pagamento era por semana..93.) (interrogatório de José Laércio Passos.º 35448... não descontava dos empregados. ato que mantém até hoje. 80-80v). levando em consideração as dificuldades financeiras da empresa. de fato em estado de falência. inclusive. por semana. Que todo o trabalho contábil era feito por um contador. com relação aos empregados da loja em Carmópolis. mas como a situação era difícil não pode pagar tudo. Em seu interrogatório. e só descontou contribuição previdenciária dos empregados no início e. o que dá entender que os descontos eram realmente efetuados (.) Que. cujo processo foi dado entrada no dia 30. tanto assim é que encontra-se desativada provisoriamente. “(. QUE não chegara a efetuar o recolhimento previdenciário porque a situação financeira da firma não permitia. que. que não será requerida porque o declarante está pondo em dias os pagamentos dos débitos com relação aos fornecedores (. depois. QUE apesar do não-desconto.). estando. a firma encarregada da contabilidade fazia o registro de acordo como manda a legislação trabalhista/ previdenciária.. QUE também o declarante já está providenciando o parcelamento das contribuições previdenciárias.José Alves Paulino O dolo específico não restou provado ao longo da instrução probatória. Que da parte que descontou dos empregados. Em conclusão.020408/93-14..) Que teve um débito levantado no INSS e até conseguiu parcelamento. que tem como protocolo n. sem efetuar qualquer desconto no salário deles.... e como era pouco. (.6. já que não havia tais descontos. fls.

tanto do crime de apropriação indébita como das modalidades equiparadas. 39 . sentença não merece reforma. 95. – Recurso improvido. não descriminalizou a conduta tipificada no art. – Improvado o dolo específico. Com essas considerações. sobre extensão aos particulares da anistia concedida aos agentes políticos que cometeram o delito de não-recolhimento das contribuições previdenciárias. – É necessária a prova inequívoca da ocorrência do dolo específico. – É imprescindível à caracterização. Seção 2. da Lei n. INOCORRÊNCIA.º 9. EXIGÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO PARA A CONFIGURAÇÃO DO DELITO.º 8. consistente no especial fim de agir o réu com intenção de não restituir aos cofres públicos a contribuição previdenciária descontada da folha de salários. * In DJU de 27.373/AL* APELANTE: JUSTIÇA PÚBLICA APELADO: JOSÉ PESSOA DE QUEIROZ BISNETO APELADO: HERBERT DE MORAES SOUZA ADVOGADOS: ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES E OUTRO RELATOR: JUIZ RIDALVO COSTA EMENTA PENAL. alínea d. de natureza civil. É como voto.º 8. razão pela qual entendo que a r. LEI N.º.º 8.635/98. 95. não se tipifica o crime capitulado na Lei n. ao disciplinar a figura do depositário infiel de valores da Fazenda Pública. Apelação Criminal n.866/94. a apropriação de contribuições sociais.º 8.11.º 9. art. ATIPICIDADE DA CONDUTA.212/91.º 130 do STF) – A Lei n. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. que o agente tenha agido dolosamente.639/98. no caso. Inocorrência daabolitiocriminis. (Informativo n.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais registrou na contabilidade da empresa. – Inconstitucionalidade do parágrafo único do art. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.2000. nego provimento à apelação do Ministério Público Federal. alínea d. ANISTIA CONCEDIDA PELO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART.APROPRIAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. 11 DA LEI N.212/91.º 2.212/91. 11 da Lei n. § 1.

95./90 a jul. DECIDE a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5. alínea d.º da Lei n. etc./91.639/98. 238).º 7. na qualidade de sócios dirigentes da COMPANHIA AÇUCAREIRA USINA JOÃO DE DEUS. da Lei n. no prazo legal. tratou a conduta incriminada como se fosse produto da fusão dos prefalados dispositivos.º. ou seja. nos termos do relatório e voto anexos que passam a integrar o presente julgamento. 14 de setembro de 2000 (data do julgamento). de fazer o devido recolhimento dos valores aos cofres do INSS.212/91 combinado com a penalidade prescrita no art. da Lei n.º. da Lei n. como incursos nas penas do art. apela o MPF.639/98.ª Região. 11 da Lei n. o art. teriam eles descontado do salário de seus empregados a contribuição previdenciária correspondente ao período compreendido entre mar.º 8. tendo afrontado o princípio da legalidade penal. § 1.º 9. alegando que. § 1.º 7. Alega que no período em que foram efetuados os recolhimentos das contribuições previdenciárias dos empregados a empresa possuía recursos 40 . negar provimento à apelação. alínea d.º 9. os valores descontados a título de contribuição previdenciária.c. Alega que os réus foram denunciados pelo delito descrito no art.º 8. § 1.º 8.º. 5. da Lei n.212/91. Os denunciados foram absolvidos. Irresignado.212/91.º da Lei n. o ânimo de não recolher. 95. Recife. que produziu seus efeitos imediatamente tão logo foi publicada” (fl.212/91. deixando. no entanto.º 8. Salientou também a sentença absolutória a descriminalização da conduta prevista no art. aos cofres públicos.º.492/86 e a sentença. alínea d. ao fundamento de que a “nova publicação já se tratava de lei nova que não podia mais repristinar a punibilidade já anistiada pela Lei n. por unanimidade.José Alves Paulino ACÓRDÃO Vistos. alínea d. c. 95. em face da anistia prevista no parágrafo único do art. RELATÓRIO JUIZ RIDALVO COSTA: O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra JOSÉ PESSOA DE QUEIROZ BISNETO e HERBERT DE MORAES SOUZA. sustentando o equívoco na sentença consistente na tipificação da conduta incriminada. 5. ao fundamento de inexistência do dolo específico necessário à configuração do delito previsto no art.492/86. § 1. erroneamente. 95.

mas. ocasionando uma crise de liquidez na empresa e. para solucioná-la. serve para caracterizar que a empresa obteve receitas em nível capazes de suportar os encargos sociais decorrentes de suas atividades. 95 da Lei n.212/91 tem natureza omissiva própria.º 9. alegando que não se apropriaram das contribuições previdenciárias. É o que elucida a perícia” (fl.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais suficientes para proceder ao recolhimento das referidas contribuições. uma vez que a anistia aprovada pelo Congresso Nacional diz respeito apenas aos agentes políticos que. pois republicada a referida lei no dia seguinte à primeira publicação e sem o referido parágrafo. tais recursos foram levados para inversões de outra ordem. porém preferiu realizar imobilizações ao invés de priorizar os pagamentos e a aquisição de insumos. os denunciados deixaram de cumprir suas obrigações sociais. sustentam que teria ocorrido a prescrição da pretensão punitiva do Estado por ocasião da instauração da ação penal e a extinção da punibilidade seja pela ocorrência da abolitio criminis prevista na Lei n. Em suas contra-razões.639/98.º 9. consumando-se com o não-cumprimento de uma obrigação de fazer. ficou explícita a vontade do legislador de não aplicar o texto defeituoso. por força de atitudes gerenciais. Ao final. aos cofres do INSS.639/98. sendo irrelevante observar se o agente teve ou não a intenção de apropriar-se dos valores recolhidos. Além disso. ao argumento de que inexiste anistia para os particulares que 41 . com a ausência de repasse. argüindo a inexistência do elemento subjetivo para a prática do delito. trabalhistas e tributárias. deixando de efetivar o recolhimento face às dificuldades financeiras pelas quais atravessou a empresa e às despesas realizadas para a manutenção da sociedade e pagamento do pessoal. Salienta que o dolo simples. como as imobilização e os investimentos. pugnam os apelados pela manutenção de suas absolvições. ao contrário dos empresários. e tal conduta “longe de se constituir causa absolutória para os acusados. dando origem a tal falta de liquidez. ou seja. vertem os recursos não repassados à Previdência em benefício da comunidade. A Procuradoria Regional da República opina pelo provimento da apelação.866/94.º 8. Argúi também que o delito previsto na alínea d do art.º 8. seja pela anistia concedida pela Lei n. 11 da Lei n. caracterizado pela vontade consciente do sujeito ativo de não recolher o tributo no prazo legal é suficiente para a caracterização do crime em comento. 248). sustenta o incabimento da anistia prevista no parágrafo único do art. dos valores descontados a título de contribuiçãoprevidenciária.

a pena será aquela estabelecida no art. e e f deste artigo.639/98. da Lei n.José Alves Paulino cometem o crime de não-recolhimento das contribuições previdenciárias devido à declaração de inconstitucionalidade. § 1. 5. 27. aos cofres do INSS. Pedi revisão.º 8. o art. sem indagação do dolo ou culpa do delinqüente.º.) d) deixar de recolher. consistente na conduta de não efetuar o recolhimento. 11 da Lei n. Salienta que o crime previsto no art.º 7..639/98. 11 da Lei n. do parágrafo único do art.212/91 é omissivo próprio. alega que os denunciados não comprovaram. não necessita de dolo específico para a sua consumação. uma vez que a conduta delituosa consiste apenas na efetivação do fato delituoso legalmente descrito na norma penal.212/91: “Art. Constitui crime: (. portanto.º da Lei n. para efeito de exclusão da culpabilidade. salientando a desnecessidade do dolo específico para a 42 . 95. alínea d. 52 da Lei n. § 1. de mera conduta e. VOTO JUIZ RIDALVO COSTA: Os réus foram absolvidos do delito tipificado no art.492/86. alínea d.. 30. da Lei n. 95. dos valores descontados dos empregados a título de contribuição previdenciária.º 9. (.. da Lei n. pelo eg. c. O recurso do Ministério Público Federal insurge-se contra a absolvição dos réus. de 16 de junho de 1986.212/91. aplicando-se à espécie as disposições constantes dos arts.492. Ao final.º 7. sob os fundamentos de inexistência de dolo específico necessário à configuração do delito e incidência da anistia estabelecida no parágrafo único do art. na época própria. É o relatório.º.c. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público.º 8.º 9. STF.º. 95. 95. alínea d. § 1..º No caso dos crimes caracterizados nas alíneas d. 31 e 33 do citado diploma legal”.) § 1. Dispõe o art. 26. a impossibilidade absoluta de recolhimento das contribuições previdenciárias face às dificuldades financeiras atravessadas pela empresa.º 8.

º 77. da Lei n.º 77. incluído na publicação primitiva não fora aprovado pelo Congresso Nacional quando da votação do projeto de lei.881/RJ.734/SC. publicada em 26. 95. Rel. considerando inválida a extensão.866/94. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA.212/91 (‘deixar de recolher.212/91.º 9.º 41.866/94. indeferiu habeas corpus impetrado por paciente condenado pelo crime do art.98. contribuição ou outra importância devida à seguridade social e arrecadada dos segurados ou do público’) em que se pleiteava a aplicação do parágrafo único do art. ADIÇÃO DA LEI N.11. decidiu pela inconstitucionalidade do prefalado dispositivo. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.º 8. 4. INOCORRÊNCIA. Rel.º. sendo que a referida lei foi republicada no dia seguinte com exclusão do citado parágrafo (v. Rel. uma vez que o Col. 11: “O Tribunal. incidenter tantum.º 8. Informativo 127). Quanto à inocorrência da abolitio criminis. na época própria. – Recurso especial conhecido e provido” (REsp n.º 9. criada pela Lei n.6. 11 da Lei n. STF.º 9. Min. Min. a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. por unanimidade. d. DEPOSITÁRIO INFIEL.212/91. ficando evidente a sua invalidade por inobservância do processo legislativo. 201).98. Considerou-se que o parágrafo único do art. p. que concedia anistia a todos os responsáveis pela prática do aludido crime. argüida pelos apelados em suas contra-razões.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais caracterização do delito e a ausência de prova das dificuldades financeiras da empresa dos réus suficientes à exclusão de suas culpabilidades. LEI N. existindo apenas em decorrência da inexatidão material nos autógrafos encaminhados à sanção do Presidente da República. ILÍCITO CIVIL.º 130 – HC n.639. entendo-a inexistente. – A figura de depositário infiel de valor pertencente à Fazenda Pública. 95. o Tribunal declarou.º 8. explicitando-se que a declaração tem efeitos ex tunc” (STF – INFORMATIVO N. aos particulares.639/98. 95.º 8. Com relação à alegada anistia prevista no parágrafo único do art. por unanimidade. Vicente Leal. STJ em sentido contrário: “EMENTA: PROCESSUAL PENAL. Conseqüentemente.639.98). ABOLITIO CRIMINIS. inclina-se a Jurisprudência do eg. 11 da Lei n. 11. não configura hipótese de supressão da figura delituosa prevista no art. d.º 8.5. ART.724/SP. 43 . 11 da Lei n. em sua publicação de 26 de maio de 1998. Néri da Silveira. DJU de 1. Min. Marco Aurélio e HC n. HABEAS CORPUS. da anistia concedida aos agentes políticos pelo caput do art. da Lei n.

º 8. de não-recolhimento de contribuição previdenciária descontada do salário dos empregados. ANTES DA DENÚNCIA – ABOLITIO CRIMINIS. deve ser reconhecida a necessidade da ocorrência de dolo específico.866/94). Havendo necessidade. tanto do crime de apropriação indébita como das modalidades equiparadas. 95. para o ato de denunciar. por conseqüência. tal prova poderá ser produzida no decorrer da ação penal. não estaria tipificado o delito. somente o pagamento integral. Min. DJU de 10. da Lei n. a apropriação de 44 . assim ementados: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. Tribunal. alínea d. nem o parcelamento. APROPRIAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.212/91.839). com o outro que trata de punição no aspecto penal (Lei n. inexistindo. nem conjugação dos arts. no caso.º 7.º. DENÚNCIA NÃO RECEBIDA. LEI N. LETRA D. p. 3. No crime decorrente da falta de recolhimento das contribuições previdenciárias. 57. sem o qual. no caso.º 8. É imprescindivel à caracterização.212/91 – PERÍCIA CONTÁBIL – PARCELAMENTO E PAGAMENTO PARCIAL DO DÉBITO.641/CE. Rel. ausente a antijuridicidade. 1. 95. Tribunal. Anselmo Santiago. a realização de perícia contábil.97.212/91). § 1. Recurso improvido” (RHC n. entendimento este que vem sendo esposado por este eg. qualquer interferência de um sobre o outro. nem o pagamento parcial antes da denúncia é que faz extinguir a punibilidade. em casos como o presente.º 8. em processos dos quais fui Relator. Entendo que não houve erro na tipificação do delito.212/91 e 5.11.º 8.º 8. e. Não há que se confundir diploma que impõe sanção meramente civil (Lei n. não se faz imprescindível. mas sim aplicação do entendimento de que. descontadas dos empregados. Nesse sentido já decidiu este eg. 91. Inexistindo a prova inequívoca da ocorrência do dolo específico. ART.º da Lei n. DA LEI N. com o que não se há de falar em abolitio criminis. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. 4. bastando a apuração feita pela respectiva fiscalização.492/86. torna-se atípica a ação inquinada de ilegalidade.José Alves Paulino “EMENTA: RECURSO DE HABEAS CORPUS – FALTA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS EMPREGADOS – ART. Em tal hipótese. consistente no especial fim de agir o réu com intenção de não restituir aos cofres públicos a contribuição previdenciária descontada da folha de salários.º 5. 2.

tendo em vista que. da Lei n. em 3..5. com a inscrição do débito na Dívida Ativa. ainda. somadas à desordem contábil de sua empresa. houve uma forte crise financeira que se abateu sobre o setor sucro-alcooleeiro. não configura o delito. Dessume-se dos autos inexistir a intenção de não restituir aos cofres públicos o que foi recolhido. no passivo da empresa. como por exemplo 45 . É o que se depreende de suas declarações: “(. que o agente tenha agido dolosamente. 43. Recurso improvido” (RCr 77/CE.95). inciso II. que o dolo seja específico. deixou evidente que o agente não tinha a intenção de não restituir. CRIME CONTRA A ORDEM ECONÔMICA E TRIBUTÁRIA. que deve acontecer naturalmente ou com o devido recolhimento.) que a acusação que contra si pesa é falsa. ainda que não seja causa de extinção da punibilidade. O dolo específico não restou provado ao longo da instrução probatória. ABSOLVIÇÃO.94). 2.137/90.º 8.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais contribuições sociais. E mais. o agente tem a intenção de não restituir” (ACr n. As dificuldades por que passam as empresas são do conhecimento público. E mais. Em seus interrogatórios. em 19. Inteligência do art. O simples atraso no recolhimento das contribuições descontadas. j. No caso. como é de conhecimento público e notório. o agente tem a intenção de não restituir. j.º. os apelados atribuíram as dificuldades financeiras o não-recolhimento.8.º 1295/SE. ou seja. precedido de processo administrativo instaurado com a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito ou. atipifica-se a conduta descrita na denúncia. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO. causada pela ausência de recursos suficientes para o pagamento de todas as despesas da sociedade. I. razão pela qual a decisão de primeiro grau não merece ser reformada. que o dolo seja específico. que o agente tenha agido dolosamente. É imprescindível à caracterização do crime previsto no art. Escrituração do débito tributário não recolhido. em conseqüência de vários fatores que contribuíram para o seu desfecho. Na ausência de dolo. embora não as isentem do cumprimento da lei. “PENAL. do CPP. NÃO-RECOLHIMENTO DE IPI. o parcelamento do débito antes mesmo do oferecimento da denúncia. sem que haja intenção manifesta de não as restituir.. ou seja.

fls. pelo que entende o interrogado que não se pode falar em apropriação indébita” (. 66-67). 64-65). optando por pagar aos trabalhadores o valor dos respectivos salários. para.José Alves Paulino o fato de o Banco do Brasil haver deixado de atuar como agente financeiro das empresas.. não fora realizado nenhum desconto. cujo momento mais grave se deu no período a que se refere a denúncia. que persiste ainda hoje. por tais motivos.. em suas palavras. tendo em vista que como é de conhecimento público e notório. deste modo afirmou o interrogado não ter havido nenhum desconto.) (interrogatório de José Pessoa de Queiroz Bisneto.. quando as empresas sequer dispunham de recursos suficientes para honrar a todos os compromissos preferindo a empresa a que pertencia o interrogado honrar.) que a acusação que contra si pesa é falsa. resumindo-se os pagamentos a obrigações indispensáveis ao funcionamento da empresa? 3) A despeito da crise.. sendo certo que. em algumas ocasiões de forma parcelada. os débitos de natureza trabalhista. prioritariamente.. a empresa contabilizou. os orçamentos dos compromissos semanais não eram cumpridos em sua totalidade. situação esta agravada pelas medidas adotadas pelo Governo Collor e por uma seca. houve uma forte crise financeira que se abateu sobre o setor sucro-alcooleeiro. simplesmente porque não havia dinheiro. Essas declarações são confirmadas pelo laudo pericial elaborado pelos peritos contábeis da Superintendência da Polícia Federal: “DOS QUESITOS CONTIDOS ÀS FLS. pelo líquido da folha. concluiu que. tendo ocorrido uma grande desvalorização dos produtos dessas empresas no mercado. acrescentou que. nessas ocasiões. não foram recolhidas as contribuições sociais e produtores rurais da empresa. a Companhia Açucareira Usina João de Deus não teve condições de honrar a todos os seus débitos. 140-141 1) os baixos preços da cana-de-açúcar praticado no mercado levaram a empresa a profunda crise econômica financeira? 2) Com efeito.. correspondente ao valor bruto diminuído dos encargos.. uma vez que o pagamento era realizado apenas em relação à parte líquida da folha. não abrir uma crise social de maiores proporções e de conseqüências imprevisíveis. fls. “(.. por tais razões. na conta INSS A RECOLHER os créditos da Previdência Social? (. não se podendo falar em apropriação indébita” (.) (interrogatório de Herbert de Moraes Souza. que afetou de forma brutal a produção das empresas.) 46 .

fls. Ao quesito 2) Muitas das obrigações contraídas pela empresa não eram saldadas.433/MG* RELATOR: O EXMO. 40.) (Laudo pericial. Em conclusão. 10 deste Laudo. * In DJU de 31. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. em nenhum momento os apelados tiveram a intenção de não recolher aos cofres públicos a contribuição previdenciária. A ação penal não deve ser trancada. É como voto. que. a registraram na contabilidade da empresa. SONEGAÇÃO PRATICADA QUANDO VIGENTE A OBRIGATORIEDADE DO RECOLHIMENTO DO TRIBUTO. Com essas considerações. por diversas vezes essa empresa contraiu empréstimos.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais DAS RESPOSTAS AOS QUESITOS CONTIDOS ÀS FLS. SR. pode também ter contribuído a política de preços adotada pelo Governo.. seja porque se interprete o art. o que contribuía ainda mais para tal crise no setor. levando em consideração as dificuldades financeiras da empresa. sentença não merece reforma.º 8. onde os custos de produção superavam os preços de vendas. 148 e 156). JOSÉ ARNALDO DA FONSECA RECTE: EVANDRO DE OLIVEIRA GARCIA E OUTROS ADVOGADO: SILVERIO CARVALHO NUNES E OUTROS RECDO: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS PACTE: EVANDRO DE OLIVEIRA GARCIA PACTE: JOSÉ DE ALENCAR GARCIA PACTE: OLGA DE OLIVEIRA GARCIA EMENTA RHC.5. Ao quesito 3) Sim” (. nego provimento à apelação do Ministério Público Federal.. inclusive. 47 . Ao quesito 1) O que levou a empresa a profunda crise além dos fatores já citados no quesito 4 apostos à fl. razão pela qual entendo que a r. MIN. 140-141. Seção 1. Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. NÃO-CARACTERIZAÇÃO DA ABOLITIO CRIMINIS.1999. seja porque não houve abolitio criminis em relação à sonegação de tributos.

que denegou a ordem de habeas corpus que objetivava o trancamento da ação penal em curso perante o Juízo da 8.96. 4 de maio de 1999 (data de julgamento). MINISTRO JOSÉ ARNALDO DA FONSECA: Fulcra-se a irresignação no trancamento da ação penal em curso perante o juízo da 8. Votaram com o Relator os Srs. como in casu.º 3.º 3/93 ter extinguido o imposto sobre vendas a varejo de combustíveis. a ação penal deveria ser trancada por inexistência da norma penal a tipificar a conduta narrada como delito. por unanimidade. SR.ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte – Processo n. Brasília-DF. FÉLIX FISCHER e GILSON DIPP. SR. indícios de autoria e materialidade do delito. O Parquet Federal opinou pelo desprovimento do recurso. da lavra da il. ACÓRDÃO Vistos. negar provimento ao recurso.º 02496.º 024. de 18 de março de 1993. a ação merece continuidade. Colho do parecer ministerial. não mais existindo o tributo em função do qual foram denunciados. 69-70: 48 . Dessa forma.ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte – Processo n.427-7 – em razão da Emenda Constitucional n. havendo a descrição de conduta típica. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. extinguiu o imposto sobre vendas a varejo de combustíveis (IVVC) e.097. relatados e discutidos estes autos.427-7. Cláudia Sampaio Marques. MINISTRO JOSÉ ARNALDO DA FONSECA: Tratase de recurso ordinário interposto em nome próprio pelos ora recorrentes Evandro de Oliveira Garcia. RELATÓRIO O EXMO. Subprocuradora-Geral da República. Ministros EDSON VIDIGAL. VOTO O EXMO. como dispositivo legal excepcional ou temporário. José de Alencar Garcia e Olga de Oliveira Garcia.José Alves Paulino da EC/93. Aduzem os recorrentes que a Emenda Constitucional n.097. contra aresto prolatado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Recurso desprovido. Dra. posto às fls.

É entendimento de livre trânsito nas Cortes de Justiça que o trancamento da ação penal só tem cabida se acene uma dessas hipóteses: atipicidade da conduta sob o ponto de vista penal ou ausência de qualquer elementoindiciário em que se apóia o libelo acusatório. como dispositivo legal excepcional ou temporário.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais “A conduta criminosa por ventura praticada pelos Pacientes foi descrita como sonegação de tributo. a Emenda Constitucional n. em função de os terem eles descontado do consumidor parcela relativa ao IVVC. em janeiro de 1996.º da EC/93. seja porque não houve abolitio criminis em relação à sonegação de tributos. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência’. como é o caso dos autos. 4. Assim não há que se falar no trancamento da ação penal. haja vista esta não constituir medida apropriada para apreciar aspectos que envolvam o exame acurado do elenco probatório. seja porque se interprete o art. procedimento vedado em sede de habeas corpus. 3. segundo a qual ‘a lei excepcional ou temporária. sabe-se que o réu defende-se da conduta descrita como ilegal e não da tipificação arrolada na denúncia.º da emenda citada. que deveria ter sido repassado à Fazenda Municipal. o fato de o IVVC não mais existir. Aliás. no entanto não houve abolitio criminis porque não se descriminalizou a conduta “sonegação de tributos”. Assim. dispositivo atualmente revogado. ensejando para a sua comprovação o exame aprofundado de provas. no caso o IVVC. não seria o caso de se reconhecer a abolitio porque a lei na qual se baseou a denúncia foi a 8. De fato. omitindo-se. O próprio § 4. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. que define os crimes contra a ordem tributária. evidenciadas de plano. pois não há evidência de que o fato não constitui crime. Assim.º 3/93 extinguiu o IVVC. previu que a eliminação do IVVC ocorreria gradativamente até sua extinção total. não afasta a declaração falsa ou a omissão relativa ao tributo perpetrada pelos denunciados. no recolhimento do valor correspondente.º do Código Penal. 49 . Ademais. indícios de autoria e materialidade do delito. havendo descrição de conduta típica. porém. mesmo que se entendesse que a sonegação está atrelada com o imposto em espécie. mesmo que se seguisse o raciocínio defendido pelo Impetrante. Desta maneira. a ação merece continuidade”.137/90. entende-se que a ação penal não deve ser trancada. Assim. fato típico penal pelo qual foram denunciados os Pacientes. aplicar-se-ia a regra do art.

252. CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA.99). de sorte que apenas será possível se chegar a uma conclusão sobre as questões referentes à ausência de dolo ou ao fato de ter tentado devolver o dinheiro após regular instrução criminal. nego provimento ao recurso ordinário. a propósito. Seção 1. Brasília. 50 . por unanimidade. MINISTRO CID FLAQUER SCARTEZZINI RECORRENTE: ANTÔNIO DIONÍSIO LOPES ADVOGADO: ANTÔNIO DIONÍSIO LOPES RECORRIDO: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4.3. Min. o seguinte precedente: “APROPRIAÇÃO INDÉBITA. Proferiu a seguinte decisão: A Turma. O referido é verdade. Ante o exposto.633/RS* RELATOR: EXMO. em sessão realizada nesta data.1997.José Alves Paulino Confira-se. Recurso desprovido” (RHC n. Félix Fischer e Gilson Dipp.º 8. Recurso em Habeas Corpus n. Rel. José Arnaldo da Fonseca. Votaram com o Relator os Ministros Edson Vidigal. Dou fé. negou provimento ao recurso. SR.ª REGIÃO PACIENTES: IVAR LUIZ NUNES PIAZETTA FRANCISCO SALES VELHO BOEIRA * In DJU de 18. não se justificando o trancamento penal vergastado. ao apreciar o processo em epígrafe. DJU de 29. RHC. O pleito ora formulado encerra necessidade de um exame aprofundado de provas. 4 de maio de 1999. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXAME APROFUNDADO DE PROVAS. razão pela qual não há que se falar em justa causa ensejadora do trancamento da ação penal. Fato penalmente típico descrito na denúncia.11. inviável nos limites estreitos do writ. DENÚNCIA.º 5.

– A inexistência de perícia a embasar a denúncia. contra o v. por unanimidade. posto que. 34). na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. 95. posto que a denúncia não se 51 . não prospera ante a iterativa jurisprudência deste e. MINISTRO FLAQUER SCARTEZZINI: Trata-se de recurso ordinário constitucional interposto em favor de Luiz Nunes Piazetta e Francisco Sales Velho Boeira. – Inexiste a alegada abolitio criminis pela superveniência da Lei n. de haverem sido pagos os débitos anteriormente ao recebimento da denúncia para que possa ser buscado o benefício contido na Lei n.º 9. RELATÓRIO O EXMO. dando. tratamento mais benéfico que a lei penal.249/95 (art. que dispõe sobre a prisão do depositário infiel de valores pertencentes à Fazenda Pública.866/94. eis que realizado o pagamento integral do débito. em que pretendiam os pacientes ver trancada a ação penal contra si instaurada.212/91. por violação ao art.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais EMENTA RECURSO EM HABEAS CORPUS – SONEGAÇÃO FISCAL – FALTA DE JUSTA CAUSA – INEXISTÊNCIA DE PERÍCIA – PAGAMENTO DO DÉBITO ANTES DA DENÚNCIA – ABOLITIO CRIMINIS – INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO – IMPROVIMENTO DO RECURSO. Superior Tribunal no sentido de que nos delitos que não deixam vestígios. relatados e discutidos estes autos. conhecer do recurso e lhe negar provimento. acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. SR. da Lei n.ª Região denegatória da ordem ali postulada.º 8. não é de se exigir exame de corpo de delito ou perícia contábil para o oferecimento da denúncia. ACÓRDÃO Vistos. 14 de outubro de 1996 (data do julgamento). d. acórdão prolatado pela e. Ministros José Arnaldo. como argumento para a falta de justa causa. supostamente. tal dispositivo não descriminalizou a conduta prevista no art. Edson Vidigal e José Dantas.º 8. Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4. Votaram com o Relator os Srs. Brasília. – Recurso conhecido e improvido. por alegação de constrangimento ilegal decorrente da falta de justa causa para a Ação Penal. argumentando inexistir crime. – Inexistência de comprovação. nos autos. 158 do CPP.

MINISTRO FLAQUER SCARTEZZINI: Sr. Por outro. 95 da citada Lei n. nos delitos que não deixam vestígios.º 9. como perfeitamente exposto pela dra. contrariando o do Relator. foi o condutor do acórdão ora vergastado. primeiramente.º 8. A parte pertinente foi transcrita pela douta Subprocuradoria-Geral da República. a jurisprudência deste e.212/91. Ao tratar da falta de recolhimento de 52 . não há se falar em abolitio criminis. Agora. nesta Superior Instância. o INSS (fl. não é de se exigir exame de corpo de delito ou perícia contábil para o oferecimento da denúncia.212/91 pela Lei n. da Lei n. os únicos pagamentos acostados aos autos pelos impetrantes (fls. 34. certamente não podem se referir aos débitos sub examen. Presidente.º 8. Superior Tribunal é assente no sentido de que. quanto à não-existência de perícia a embasar a denúncia.José Alves Paulino ampara em prova pericial. que restabeleceu tal benefício. 89) aduzindo o não-pagamento do débito pelos ora pacientes. Subiram os autos e. VOTO O EXMO. que teria descriminalizado a conduta definida no art.212/91.º 8. que dispõe sobre a prisão do depositário infiel de valores pertencentes à Fazenda Pública. somente em 27 de março de 1995.866/94.249/95. 95. não resta comprovado nos autos haverem os pacientes-recorrentes pago seus débitos anteriormente ao recebimento da denúncia para se beneficiarem das disposições contidas na Lei n.866/94. antes vetado pela Lei n. não há cabal prova. o que se deduz não serem os mesmos e que dos últimos não houve quitação. nestes termos: “Inexistente a alegada abolitio criminis pela superveniência da Lei n. Desta forma. 100 usque 155). se houve. cujas datas variam de junho de 89 a dezembro de 1993. 300). SR.º 8. cujo voto. a fiscalização objeto da declaração do débito para com o INSS ocorreu em novembro de 1993 (informações do próprio recorrente – fl. Juíza Tânia Escobar. que emitiu parecer no sentido do improvimento do recurso. e que houve revogação do art. em seu art. Conforme os autos. É o relatório. Por último.º 8. remete os autos ao Ministério Público para providências. foram à douta Subprocuradoria-Geral da República. d. Por outro lado.

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais tributos e contribuições retidas ou recebidas de terceiro como ilícito civil. No entanto. não implica a descriminalização da conduta também tipificada pela Lei Penal..357/64. 244 do mesmo Diploma Repressivo. em Direito Penal.) para que estes efeitos da norma extrapenal se produzam é necessário que ela altere as características abstratas da norma penal. e não seus dados secundários’. que trata do crime de defraudação de penhor. no Habeas Corpus n.º 8. mesmo na plenitude da vigência da Lei n. tratamento mais benéfico que a lei penal. a previsão legal de sanção civil.212/91. Cretella Júnior. que incriminava a falta de recolhimento de contribuições previdenciárias descontados dos empregados segurados. não exclui a esfera de atuação das disposições contidas na Lei n.º 8. por exemplo. de conteúdo eminentemente civil. em Do ilícito Administrativo.. o que não ocorre com a lei civil que coage. mediante prisão da mesma natureza. na esfera penal e na esfera civil. Ed. 171 do CP.. o inadimplemento da obrigação exigível.866/94.º 71. Em segundo lugar. dando. Na esfera penal. de Jesus.807/60. v. A possibilidade de prisão civil de depositário infiel não afasta a incriminação da conduta também prevista na Lei Penal.. que incriminava a falta de recolhimento do imposto de renda descontado na fonte e do IPI. tanto em caráter geral. Neste sentido as lições de J.º 4. conforme um ou outro caso. sendo forma indireta de execução. Sabe-se que a figura típica se integra de elementos extrapenais.ª Turma do Supremo Tribunal Federal.060.º 1. atua dentro de limites estanques. não é figura inusitada no Direito Brasileiro. o que se protege é o interesse ou o patrimônio do particular. como se sabe.212/91. a Lei n. dando. No caso. Essa figura já era prevista pelo Decreto-Lei n. a exemplo da instituída pela Lei n.866/94. que prevê o crime de abandono material. Em primeiro lugar. O legislador. porquanto. a lei extrapenal sequer alterou dados secundários da norma penal.). Saraiva: ‘(. o que se tutela é um interesse geral.º 8. aquele dispositivo não descriminalizou a conduta prevista no art. já decidiu a 1. da Lei n.º 8. de 21 de outubro de 1969. e o art.038/MG (. como particular. muito além do interesse ou do patrimônio particular. 86 da Lei n.) Nos precisos termos do entendimento ora esposado. relevância ao bem jurídico tutelado ou aos interesses envolvidos de forma diferenciada. que modifique a figura típica. mesmo que posteriormente estabelecida. Parte Geral. Na esfera civil. 95. letra d. O depositário infiel de valores devidos à Fazenda Pública.º 3. e do art. 1. Portanto.. estariam revogados (e não estão) o inciso III do art.. como diz ainda Damásio E. (. social. supostamente. em 53 . Fosse assim. a lei penal tem por função precípua a prevenção e a repressão do crime.

PROVA DEFICIENTE.º 8. INOCORRÊNCIA. CRIME DE OMISSÃO DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. suspendeu a vigência dos §§ 2.10. É como voto.º e 3. cumpre lembrar que o Supremo Tribunal Federal. 14 de outubro de 1996. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. Por último. por unanimidade. na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. O referido é verdade. DA LEI N.212/91. proferiu a seguinte decisão: A Turma. INEXISTÊNCIA DE ABOLITIO CRIMINIS.º 8. Votaram com o Relator os Ministros José Arnaldo.063623-0/RS* RELATOR: JUIZ JOÃO PEDRO GEBRAN NETO APELANTE: VERA LÚCIA GOMES PEREIRA ADVOGADO: JOSÉ NIVALDO BORGES APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ADVOGADO: CARLOS EDUARDO THOMPSON FLORES LENZ EMENTA PROCESSO PENAL E PENAL. CONDENAÇÃO MANTIDA. considerando o que ficou assentado e do trecho do judicioso voto proferido pela eminente Juíza.José Alves Paulino ambos os casos e concomitantemente. Desta forma. 95. INCIDÊNCIA DO ART. 54 . Dou fé. em sessão realizada nesta data. DIFICULDADES FINANCEIRAS.2000.01. D.º 1998. 4. Edson Vidigal e José Dantas. * In DJU de 25. conheceu do recurso e lhe negou provimento. conheço do recurso e lhe nego provimento. CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA. cautelarmente. ao apreciar o processo em epígrafe.º da Lei n.866/94” (fls. Apelação Criminal n. Seção 2. Brasília. PARCELAMENTO.º do art. 325/327).º 1055-7.04. os agentes causadores dos ilícitos estão sujeitos à prisão respectiva – civil e penal.

A Lei n. 8. substituição da pena que se aplica de ofício. Recurso improvido. A inexistência de provas suficientes para demonstrar a excludente de culpabilidade impõe a manutenção da sentença condenatória.866/92 não despenalizou o crime previsto no art. 6. com fulcro na Lei n. O indeferimento do pleito não implica cerceamento de defesa. Incabível o pedido de prova testemunhal formulado na fase do art.º 9.º. quando amplamente demonstradas as dificuldades financeiras. imputando-lhes a prática de crime tipificado no art. d.º 8.212/91. Por força do ônus da prova. 499 do CPP. Somente o parcelamento. decide a egrégia Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4. antes do recebimento da denúncia. em face 55 . 2. negar provimento ao recurso e.212/91. bem como contra outro réu que restou absolvido. Age segundo as faculdades que a lei lhe confere para presidir a instrução processual o magistrado que indefere pedido de diligências inúteis.º 8. 44 e seu § 2. Ante o advento de lei penal mais benéfica. Não se compadece com a ampla defesa a reabertura de prazos para dilação probatória. nos termos do art. da Lei n. 34 da Lei n. Do contrário. 5.º 8. 9. extingue a punibilidade. descaracterizando.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 1. que se aplica retroativamente. a justificadora invocada. do Código Penal. nos termos do art. 7.º 9. Só se reconhece a inexigibilidade de conduta diversa – causa supralegal excludente de culpabilidade. por maioria. 3. pela defesa. somente os documentos que não puderem ser obtidos pela própria parte é que deverão ser trazidos aos autos por intermediação judicial. substitui-se a pena privativa de liberdade por uma restritiva de direito e multa. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas. vislumbra-se a ocorrência de priorização de pagamentos de débitos. porquanto a primeira verse exclusivamente sobre matéria extrapenal. quando não se trate de diligência decorrente da instrução processual realizada até então. 95.714/98.249/95. promover a substituição da pena corporal. d. da Lei n. nos termos do relatório e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.ª Região. cabendo ao magistrado evitar expedientes procrastinatórios. 4. 31 de agosto de 2000. 95. Porto Alegre. quando a parte omitiu-se na defesa prévia. de ofício. RELATÓRIO Trata-se de processo penal movido contra a apelante nominada em epígrafe.

a ser cumprida em regime aberto. sobreveio sentença penal condenatória para o acusado. finalmente. a fim de beneficiar a ré. a efetivação de pedido de parcelamento. Nesse preciso sentido existem precedentes jurisprudenciais. criando a figura do depositário infiel para o responsável tributário não importa em abolitio criminis.º 8. 95. inclusive do egrégio Tribunal Regional Federal da 4. É que a matéria versada na lei mencionada é de natureza civil. impondo. abolitio criminis.866/94.º 8. da Lei n. que a empresa se achava em dificuldades financeiras e. tratamento mais rígido que o precedente.1. SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. No transcurso do feito.866/94. O Ministério Público Federal contra-arrazoou sustentando o acerto do decisum. É o relatório.ª Região. 99-100). A nova Lei n. Ao revés. Quanto à Lei n. que segundo a acusada teria descriminalizado a conduta. no âmbito do direito privado. foi declarada a extinção da punibilidade em relação aos fatos relativos às competências dos meses de junho/90 a fevereiro de 1991 (fls. não lhe assiste razão. A Procuradora Regional República ofertou parecer opinando pelo improvimento do recurso. apela a ré aduzindo. Contudo. HABEAS CORPUS. asseverando que as dificuldades financeiras alegadas deveriam ter sido provadas. ausência de animus rem sibi habendi. FALTA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. somente vem a complementá-lo e reforçá-lo. fixando-se-lhe pena de 2 anos e 8 meses de reclusão. 1 – O delito capitulado no art. letra d.212/91 não se identifica com a apropriação indébita prevista no art.José Alves Paulino de conduta praticada no período compreendido entre junho de 1990 e dezembro de 1993. VOTO 1. alega a recorrente a ocorrência de abolitio criminis e a extinção da punibilidade em face do parcelamento da dívida.666/94. Inconformada. impondo obrigação até então inexistente ao responsável tributário pelo tributo.º 8. “PROCESSO PENAL.º 8. 168 do Código 56 . Após tramitação regular do processo. Ao revisor. além de multa. Preliminarmente. isto não importa na extinção do tratamento penal dado à matéria. Pede a absolvição. 1.

Não socorre à ré melhor sorte quanto à alegação de extinção da punibilidade em face do parcelamento da dívida.º 9. por não se tratar de sonegação fiscal. p.571-7. que em suas sexta e sétima edições. necessariamente. para fins penais. 3 – Inocorre abolitio criminis pela superveniência da Lei n. 7.866/94. do dolo específico. centrada no verbo nuclear deixar de recolher. O art.249/95 reconhece como causa extintiva da punibilidade o pagamento integral da dívida antes do recebimento da denúncia. não incide o favor legal. forte no disposto no art.571-7. Rel. Ao tratar da falta de recolhimento de tributos e contribuições retidas ou recebidas de terceiro como ilícito civil. O dolo é o genérico e está configurado na vontade livre e consciente de descontar dos salários dos empregados os valores correspondentes à contribuição previdenciária e deixar de recolhê-las à Previdência Social.º 8. 4 – Ordem denegada.95.212/91.º 95. e do prejuízo efetivo. autorizava a suspensão do processo enquanto perdurasse o parcelamento.6. Por construção pretoriana. § 6. 34 da lei supra referida.º 8. da qual divirjo. A inexistência de fraude na contabilização não implica. Ocorre que. com suas razões recursais. tratamento mais benéfico que a lei penal. Juíza Tânia Escobar. 34 da Lei n.º. na ausência de falta de recolhimento das contribuições previdenciárias descontadas dos salários dos empregados. firmou-se a jurisprudência pátria que o parcelamento se equipara ao pagamento. DJU de 7. aquele dispositivo não discriminalizou a conduta prevista no art. da Lei n. dando. A recorrente fez juntar.º 1. para fins de extinção da punibilidade. Sequer favorece à ré o beneficio da MP n.º: 57 . de 23 de outubro de 1997 (sétima reedição). estabelecia. supostamente. tenha sido efetuados antes do recebimento da denúncia.16177-4/SC. A Medida Provisória n. que dispõe sobre a prisão do depositário infiel de valores pertencentes à Fazenda Pública. 95. cópia de seu pedido de parcelamento. que depende da prova da fraude. tendo o parcelamento sido requerido após mais de três anos do recebimento da denúncia.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Penal. tem se reconhecido ao parcelamento da dívida o mesmo efeito. A conduta descrita naquele referido dispositivo é daquelas contida no tipo dos crimes omissivos próprios.04. Unânime” (HC n. no caso vertente. o procedimento contábil da empresa. 1. no seu art. 35. letra d.º 1. datada de maio de 1998.594). 2 – É irrelevante. um ou outro. Sobre o tema. sempre que.2.

Ocorre que esta redação não foi repetida na edição seguinte. está representado pela abstenção da conduta imposta pela lei.º As dívidas provenientes das contribuições descontadas dos empregados e da sub-rogação de que trata o inciso IV do art. 30 da Lei n.11. ou seja.212. em decorrência de legislação tributária e. sem redução da multa prevista no caput. motivo pelo qual não se reconhece este benefício ao réu. no caso de crime omissivo.97. motivo pelo qual deixou de ter validade a partir do dia 20. Não há que se falar em vontade de apropriar-se.212/91.98. ou qualquer outra conduta positiva por parte do agente. não lhe favorece a tese de não haver prova de que se apropriou dos valores. de 1991. Tal fato (apropriação) não é elementar do tipo penal. por força da aplicação da lei (no caso medida provisória) vigente ao tempo dos fatos. Assim.José Alves Paulino “§ 6. O mero descumprimento deliberado e consciente do dever de agir preenche o tipo penal subjetivo. No caso dos autos. principalmente penal. de 1991.5. incorre nas sanções penais. O cerne da questão reside na alegação de ser inexigível conduta diversa da apelante (causa supralegal de exclusão da culpabilidade). Se. 2. O fato é típico. estava obrigado a promover o recolhimento dos valores que foram descontados dos salários de seus empregados. 3. afasta-se a incidência desta causa extintiva da punibilidade. poderão ser parceladas em até dezoito meses. Por isso. quando nova reedição foi publicada. 95. bem como que esta teria descontado dos salários de seus empregados e deixado de recolher aos cofres públicos as contribuições previdenciárias. porque 58 . o pedido de parcelamento foi protocolado em 30.º 8. Este se perfez com a omissão da ré em agir em conformidade com o dever legalmente imposto. d. amoldando-se a conduta do agente naquela prevista no art. somente os parcelamentos requeridos e deferidos entre 23 de setembro e 20 de novembro de 1997 é que faziam jus ao benefício. Não se controvertem as partes sobre autoria e materialidade delitiva. enquanto se mantiverem adimplentes os beneficiários do parcelamento”.212. da Lei n.º 8. 95 da Lei n. ficando suspensa a aplicação da alínea d do art. deixando de fazê-lo. estando fartamente demonstrado – e confessado – que a apelante era a responsável pela administração financeira da empresa.º 8. O elemento anímico. Assim. quando já não mais vigia o dispositivo que determinava a suspensão do feito.

59 . quando não lhe era exigível comportamento diverso. devendo e podendo o sujeito agir de maneira conforme o ordenamento jurídico. em contrapartida. Então. que constitui o delito. 340-342). Tenho admitido a inexigibilidade de conduta diversa como causa excludente da culpabilidade. tendo em conta que a empresa enfrentava sérias dificuldades financeiras e não possuía condições econômicas para saldar todos os seus compromissos. embora não haja prova de regular encerramento das atividades da empresa. então. a ré informa que entre abril e maio de 1994 a empresa demitiu todos os seus empregados. Saraiva. realiza conduta diferente. pois o ônus da prova para demonstrar a existência de causa de exclusão da culpabilidade incumbe aos próprios acusados. 13. 1. A inexigibilidade de conduta diversa é. Isto porque “só há culpabilidade quando. alegou-se que a empresa teria passado por sérias dificuldades financeiras. Nesse sentido noticia ADALBERTO CAMARGO ARANHA (in Da prova no processo penal. causa de exclusão da culpabilidade” (DAMÁSIO E. p. p. ed. 18). em detrimento do adimplemento do dever penal-tributário de recolher aquilo que descontava. 420). No caso vertente. excluindo-se a culpabilidade. que optava e privilegiava o pagamento de créditos outros. A prova carreada aos autos resumiu-se em declarações testemunhais. bem como discorreu-se sobre os parcos recursos e reduzido patrimônio da ré. documentação relativamente a exames e atestados médicos e alguns poucos documentos da empresa. nos termos do art. também é possível concluir-se que. honrando praticamente todos os seus compromissos. resta flagrante que o não-recolhimento das contribuições descontadas dos empregados da empresa era medida administrativa corriqueira da empresa. Deste dados é possível concluir com segurança que a empresa efetivamente atravessou por um período de dificuldades. Assim. faz-se objeto do juízo de culpabilidade.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais outro não poderia ser o seu comportamento. in Direito Penal. Finalmente. desde que comprovado pela defesa sua ocorrência. a demonstrar a impossibilidade de recolhimento. v. não incide o juízo de reprovação. encerrando suas atividades. com exceção dos créditos tributários. malgrado a crise econômica.. DE JESUS. Mas. Ao contrário. conseguiu manter-se em atividade desde 1991 até 1994. relativamente a dívidas e relação de ações trabalhistas contra a empresa (fls. 1994. 156 do Código de Processo Penal.

juntada do livro de registro de empregados ou folha de pagamentos. Assim. o de que os crimes contra o patrimônio público são menos graves do que aqueles que lesam o patrimônio privado.) Nada disso o demoveu de subordinar aos interesses desta o interesse público de que os tributos sejam pagos atempadamente. protestos. T. ou alienação de imóveis particulares dos sócios para carrear recurso à empresa. para comprovar documentalmente a diminuição de seus quadros e problemas trabalhistas. 60 . tais como prova de execuções de títulos contra si. Ao revés..2000). Justificam a inflação. ac. especialmente à míngua de provas da sua quebra. Em parágrafo muito realista sobre a cultura nacional. merece crítica a atuação da defesa.04. Rel. os salários dos empregados das empresas brasileiras consistem na justificativa para todas as mazelas. Juiz Ari Pargendler.45149-5/ RS. finalmente. outro. do TRF/4. justificam a ausência de recolhimento de tributos. não sofre qualquer temperamento. Com certeza. ‘o preconceito de classes’. publ.º 94. Por isso não há justificativa racional para que o tratamento do apelado seja diferente” (ACr n. o que não é suficiente para caracterizar a excludente de culpabilidade. empréstimos bancários. porque subjaz na nossa cultura o sentimento de que os delitos praticados por pessoas bem situadas não são puníveis. Por isso. Na verdade. Ao que parece. A repressão dos pequenos estelionatos à Previdência Social. tenho que não restou demonstrado que a ré teria agido de acordo com as possibilidades e meios que tinha a seu dispor. um.José Alves Paulino Destaque-se. simplesmente alegou que os recursos existentes destinavam-se ao pagamento de salário e fornecedores. unânime da 1. em brilhante passagem do acórdão: “(. venda de parte de seu patrimônio. justificam os incentivos fiscais e os benefícios governamentais. o preconceito é um só. asseverou o hoje Ministro ARI PARGENDLER.ª Reg. diante das circunstâncias e provas carreadas aos autos. o de que as pessoas bem situadas são imunes à repressão penal. na Revista do TRF/4.. que visam só à percepção de uma renda mensal diminuta.ª. Parece que aí há dois preconceitos. que deixou de providenciar a juntada de documentos importantes para comprovar a insolvência da empresa ao tempo dos fatos.. praticados por pessoas pobres. Nem mesmo a circunstância de que essa conduta era tipificada como crime. A lei se lhes abate sempre com rigor. que o fato da empresa ter encerrado suas atividades não pode ser equiparado à falência da empresa. ainda mais quando a lesão atinge o patrimônio público.ª de 20.5.

44 e § 2. substituo a pena privativa de liberdade por uma restritiva de direito e multa (art.02711-3/SC.1.714/98.º. DJU de 20. 2. DA LEI N. “PENAL. Aplica-se retroativamente. dentro da capacidade profissional da ré. realizada na forma do art. Assim. publ. ser relegado à posição secundária. Juiz Vilson Darós.º. Ao tipificar como crime o não-recolhimento de contribuições previdenciárias.212/91. do Código Penal. NÃORECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. antes. somente em situações particularmente especiais é que se reconhece como excludente de culpabilidade as dificuldades financeiras da empresa. pelo mesmo período da pena privativa de liberdade.º 9.12. 2.. à toda evidência.212/91. A multa-substitutiva fixo 61 .16293-0. Sobre o tema é importante lembrar que o pagamento de tributos é um dever do empresário que corresponde a uma necessidade do Estado.. o legislador atribuiu a tal compromisso do empregador superlativa prioridade. 95.95. O Tribunal Regional Federal da 4. por se tratar de crime formal omissivo.º 94. Rel. não lhe socorrendo a alegação de dificuldades financeiras de boa-fé ou de desconhecimento da lei.) 2. O responsável por empresa que não recolhe contribuições previdenciárias descontadas dos salários de seus empregados infringe o disposto no art. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. 88. INCIDÊNCIA DO ART.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Assim. que o legislador achou por bem incriminar a conduta de quem não pratica o recolhimento na época oportuna.º 8. Considerando a presença dos requisitos objetivos e subjetivos da lei. ALÍNEA D. Apelação improvida” (ACr n. CONDENAÇÃO MANTIDA.ª Região. o que. não podendo. inclusive com fornecedores” (ACr n.º 8. por isso mesmo. maioria. 5.878). assim decidiu a esse respeito: “(. 95. CP) as disposições da Lei n. p. CP). Teori Zavascki. p.95. a todos os demais compromissos. já que os valores arrecadados destinam-se a atender pessoas hipossuficientes.04. p. da Lei n. não é o caso dos autos. Aquela deverá ser feita por meio de prestação de serviços à comunidade. Rel.º 95. por se tratar de lei mais benéfica (art. 1387). não se configura como hipótese de exclusão da ilicitude a insuficiência de recursos para atender. 46.04. DJU de 18. alínea d. Essa finalidade de cunho social é tão importante e imprescindível. 1. que se consuma com a omissão ou retardamento no recolhimento da contribuição.

voto pelo improvimento do recurso de apelação. Seção 1. ACÓRDÃO Vistos. NÃO-RECOLHIMENTO ART. NÃO-OCORRÊNCIA. relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas. CRIMES CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL. negar a ordem e cassar a liminar anteriormente concedida. não afastando a ilicitude da conduta praticada. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.º 9. Edson Vidigal e José Arnaldo da Fonseca votaram com o Sr. 62 . do Código Penal. 6.º 16. para fins de conceder à ré a substituição da pena. conquanto tenha revogado o disposto no art. uma vez que a novatio legis (art.983/00).º.º 9. 95 da Lei n. Do exposto.212/91. Writ denegado.º 8.714/98. Brasília (DF). manteve a figura típica anterior pela qual o paciente restou condenado. ABOLITIO CRIMINIS. acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça.983/00.212/91. 2 de agosto de 2001 (data do julgamento). cuja destinação será feita pelo Juízo da Execução a uma entidade assistencial.José Alves Paulino em idêntico valor ao da sanção pecuniária. § 1.ª REGIÃO PACIENTE: PAULO SIMONELLI EMENTA PROCESSUAL PENAL. * In DJU de 27. acrescentado pela Lei n. 95 DA LEI N.2001. por unanimidade. reconhecendo de ofício a aplicação da Lei n.8. Ministro Relator. REVOGAÇÃO PELA LEI N. 168-A. Habeas Corpus n.º 9. Ministros Gilson Dipp. Jorge Scartezzini.390/SP* REDATOR: MINISTRO FÉLIX FISCHER IMPETRANTE: ANTÔNIO LUIZ GOMES IMPETRADO: TRIBUNAIS REGIONAL FEDERAL DA 3. Inocorrência da alegada abolitio criminis. HABEAS CORPUS.º 8. Os Srs.

em face do v. operando a abolito criminis.983/00. 62-65. Interpôs a Defesa Recurso de Apelação junto ao Tribunal impetrado o qual. a retroatividade opera como abolitio criminis. § 1.212/91. As informações de estilo foram prestadas às fls. que se pronunciou pela negação da ordem (fls. d. Afirma que o dispositivo legal pelo qual o paciente restou condenado. foi revogado pela Lei n. 95.º 9. sustentou: “Se é certo que a Lei nova não mais considera crime o fato praticado. qual seja. o direito de punir do Estado desaparece (fl. da Lei n. No habeas corpus. negou provimento ao recurso. 97-111. sustando a ação penal até o julgamento final deste writ. 71 do Código Penal. A segunda Turma do Tribunal a quo. por votação unânime. o Paciente e co-réus foram denunciados e condenados pelo Juízo Federal da 6.º. Nesse ponto. rejeitou os Embargos”. em regime aberto. MINISTRO FÉLIX FISCHER: Versam os autos a respeito de habeas corpus. por infração ao art. em petição de fls. 91. com vistas à absolvição do Paciente e.212/91 teria sido revogado pela Lei n.ª Região. Com manifestação da doura Subprocuradoria-Geral da República. 95 da Lei n. o impetrante alega que o paciente está padecendo de constrangimento ilegal consubstanciado no afastamento da hipótese de exclusão de punibilidade pela e. 63 . Segunda Turma do egrégio Tribunal Regional Federal da 3. 64). 95. ao cumprimento de uma pena de dois anos e quatro meses de reclusão. modificativo’. à unanimidade de votos. d. O retrospecto encontra-se delineado às fls. impetrado em favor de PAULO SIMONELLI. 113-117).c.212/91.º 8.º 8. da Lei n. in verbis: “Pelo que se infere da narrativa dos autos. o art. 114-115. SR.º. É o relatório.ª Região.ª Vara Criminal da Seção Judiciária de São Paulo. com pedido de liminar. requereu o Embargante a Distinção da punibilidade estatal.983/2000. acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Regional Federal da 3. sob o argumento de que o art. § 1. e por isso.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais RELATÓRIO O EXMO. Foram opostos Embargos Declaratórios (fls.º 9. ‘com efeito. A liminar restou deferida à fl. notadamente em virtude de sua revogação. art. 44-58).º 8. c.

1. Ao contrário.º Nas mesmas penas incorre quem deixar de: I – recolher.º 8. conforme preleciona LUIZ FLÁVIO GOMES (in Crimes Previdenciários. in verbis: “No que diz respeito especificamente às alíneas d. 168-A. não ocorreu nenhuma abolitio criminis porque todas as figuras típicas anteriores acham-se devidamente inscritas nos novos tipos penais. § 1. e multa. § 1. e e f. entendo não estar caracterizada a alegada abolitio criminis.983/00 ter expressamente revogado todas as alíneas do antigo art. v. III – pagar benefício devido a segurado. no prazo legal. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada ele pagamento efetuado a segurados a terceiros ou arrecadada do público. manteve a figura típica anterior pela qual o paciente restou condenado. RT. Conforme dicção do art.993/00). conquanto tenha revogado o disposto no art. Não se deu.º da Lei n.” De fato. d. in casu. o impetrante afirma que o paciente estaria padecendo de constrangimento ilegal consubstanciado no afastamento da hipótese de exclusão de punibilidade pelo egrégio Tribunal a quo. tudo a que estava nos tipos anteriores encontra-se presente nos novos.212/91. 3. uma descontinuidade normativo-típica. teria sido revogado pela Lei n. fls. ex vi: “Art. SR. 95.º. O fato de o art. da Lei n.º 8. § 1. 18-22). Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes.º 9. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. Inicialmente. Pena – reclusão.983/00. uma vez que o dispositivo legal pelo qual o paciente restou condenado. que já retratavam figuras delituosas.º. quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social.José Alves Paulino VOTO O EXMO. 95 (Lei n. verifica-se que a novatio legis.º 9.º 8. MINISTRO FÉLIX FISCHER: No presente writ. por análise do acima exposto. art.212/91. 168-A.212/91) não significa abolitio 64 . do Código Penal (acrescentado pela Lei n. II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços. não afastando a ilicitude da conduta praticada.º 9. 95 da Lei n. como veremos. Alega que. no prazo e forma legal ou convencional. em suma. qual seja. 2001. Série: As Ciências Criminais do Século XXI. operou-se a abolitio criminis.

) (. uma nova qualidade. por unanimidade. Por todo o exposto. o emérito jurista citado chega ao ponto nevrálgico da questão ao responder com critério e razoabilidade a seguinte indagação: quando uma lei nova. a propósito. (. De outro lado. CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA.. deu-se uma “continuidade normativo-típica”. proferiu a seguinte decisão: A Turma.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais criminis porque o conteúdo da proibição anterior continua intacto nos novos dispositivos legais. Edson Vidigal e José Arnaldo da Fonseca votaram com o Sr.. que restrinja o âmbito de incidência do tipo anterior. 168-A. p. Logo. em sessão realizada nesta data. Os Srs. mas nele não compreendida). ed. Taipa de Carvalho (Sucessão de leis penais. 95. É o voto. Não é o caso de abolitio criminis”. mantendo uma aparente continuidade normativo-típica em relação ao direito anterior. Coimbra. 2. Dou fé. Ministro Relatar. Com esse critério. 1997.. e e f deixou de encontrar ressonância típica no art. consiste no seguinte: tudo depende do seguinte: se a nova descrição agregou ou não algum dado novo. qual foi o dado típico novo agregado: se se trata de um dado especial (uma nova característica. O referido é verdade. d. 65 . ao apreciar o processo em epígrafe. a lei nova é descriminalizadora. 181). 180 e ss. estamos em condições de afirmar o seguinte: nada do que antes estava criminalizado no art. Coimbra Editora. Brasília. 176). se se trata de um dado meramente especificador (sem alteração do injusto a lei nova não é. Jorge Scartezzini. Ministros Gilson Dipp. ao menos totalmente. é descriminalizadora? E quando não seria? A resposta estampada nas p. casso a limitar anteriormente concedida. descriminalizadora (p. que é Américo A. Com base no critério da continuidade (ou descontinuidade) normativo-típica (p. 32 e ss. 2 de agosto de 2001... que é razoável e suficientemente capaz para resolver o problema das alterações legislativas em que se dá uma real ou aparente “continuidade normativo-típica”. denegou a ordem e cassou a liminar anteriormente concedida. as magistrais lições de um dos maiores experts do mundo no tema “sucessão de leis penais”.) Impõe-se recordar.). e denego o writ.

José Alves Paulino Recurso em Habeas Corpus n.º 8. Ausente. 4. OMISSÃO.º 8. Recurso conhecido em parte mas improvido. RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.866/94. o Ministro William Patterson. O advento da Lei n.2000. relatados e discutidos estes autos. conhecer parcialmente do recurso. Brasília.12. PRESCINDIBILIDADE DE PERÍCIA CONTÁBIL. 2. * In DJU de 18. MATÉRIA NÃO DEBATIDA E DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO. da Lei n. 3. alínea d. mostra-se impróprio o debate perante esta Corte. ABOLITIO CRIMINIS. Seção 1. 1.ª REGIÃO PACTE: VALDIR GABRIEL DA SILVA PACTE: TÂNIA RODRIGUES DA SILVA EMENTA RHC. sendo suficiente a apuração realizada pelo órgão arrecadador. 95.212/91. não importa em supressão da figura típica prevista no art. por unanimidade.212/91. Fontes de Alencar e Vicente Leal. fundada em auto de infração julgado em parte insubsistente e reformado administrativamente. em sede de recurso ordinário. É prescindível a realização de perícia contábil para a caracterização do crime de omissão do recolhimento de contribuições previdenciárias.º 10. CARACTERIZAÇÃO. sob pena de supressão de instância. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.183/SP (2000/0059096-7)* RELATOR: MINISTRO FERNANDO GONÇALVES RECTE: VALDIR GABRIEL DA SILVA RECTE: TÂNIA RODRIGUES DA SILVA ADVOGADO: CÉLIA ROSANA BEZERRA DIAS RECDO: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3. Se no Tribunal a quo não foi abordada a questão da falta de solidez da denúncia. PENAL. 27 de novembro de 2000 (data de julgamento). Votaram com o MinistroRelator os Ministros Hamilton Carvalhido. acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. por motivo de licença. EXAME PELO STJ. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. INOCORRÊNCIA. DELITO. mas lhe negar provimento. LEIS 8. INCONSISTÊNCIA DA DENÚNCIA.866/94 E 8. de natureza civil. ACÓRDÃO Vistos. 66 .

ao disciplinar a figura do depositário infiel de tributos e contribuições. da Lei n. no âmbito penal. em face da não-realização de perícia. LEI N.866/94. AÇÃO PENAL.º 8. da Lei n.866/ 94.º 8. consumando-se o crime pela simples omissão do recolhimento. um tratando do cível e tendo por fim a instituição de meios que levam à recuperação dos valores não recolhidos.º 8. alínea d. condenados à pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e ao pagamento de 70 (setenta) dias-multa. alínea d. DA LEI N. art. bem como por outros elementos de convicção. e outro. fixando nova disciplina para a hipótese do 67 .ª Região. a qual. pois o delito imputado aos pacientes é material e deixa vestígios.º 8. podendo a materialidade delitiva restar demonstrada pela própria constatação da autarquia previdenciária quanto à inércia no recolhimento. O crime capitulado no art. 34-35). PROVA DA MATERIALIDADE DELITIVA. SR. 95. d.212/91 foi revogado pela Lei n. relativamente aos valores descontados dos segurados ou de terceiros. um delito formal. nas épocas próprias. A Lei n. NÃO-REALIZAÇÃO DO EXAME DE CORPO DE DELITO.212/91. 3. 2. Ordem de habeas corpus denegada” (fls. 4. 95. D. não revogou a Lei n. portanto. INOCORRÊNCIA.º 8. CRIME TIPIFICADO NO ART. das contribuições ou outras importâncias devida à Seguridade Social e arrecadas dos segurados ou do público. Afirmam. imprescindível na espécie. 95. Declinam as razões a nulidade do processo. nas épocas próprias. ORDEM DENEGADA. denegatório de habeas corpus impetrado em favor de VALDIR GABRIEL DA SILVA E OUTRA.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais RELATÓRIO O EXMO. ainda. NULIDADE PROCESSUAL.212/91 não precisa o agente tomar para si os valores das contribuições previdenciárias. sendo. que o art. assim ementado.º 8.º 8.º 8. 1. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES: Trata-se de recurso ordinário interposto contra acórdão da Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3.212/91. 95.212/91 nem sempre é passível de exame de corpo de delito.866/94. da Lei n. 95. Para a caracterização do crime tipificado no art. d. tendente à punição do agente do crime. ao criar a figura do depositário infiel de tributos e contribuições. dado que os textos legais tem âmbitos diversos de abrangência. verbis: “HABEAS CORPUS.

por ser mais benéfica ao réu. 95. PERÍCIAS NECESSÁRIAS.º 8. XL.º do Código Penal. 95.212/91. INOCORRÊNCIA. VOTO O EXMO. 5. EXTINÇÃO.º 8. transcrevo: “PENAL. retroage por força do art.º 8. da Lei n. A norma em apreço.º 9. LEIS 8. NOVAÇÃO. d. NÃO-REALIZAÇÃO.249/95 é aplicável no caso de crime por falta de recolhimento das contribuições previdenciárias arrecadadas dos segurados. 2. – Em se tratando de ação penal que apura delito de apropriação indébita de contribuições previdenciárias. 2. 95. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. quando verificado o pagamento antes do recebimento da denúncia.José Alves Paulino não-recolhimento de valores descontados em favor do erário.212/91. 34 da Lei n. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. é extintiva da punibilidade. nos dados da fiscalização. À guisa de exemplo.212/91. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES (RELATOR): De início. – Pela denegação da ordem” (fl. 1. alínea d. APROPRIAÇÃO INDÉBITA. pois tal dispositivo. em parecer que guarda a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO.º 8. 34 DA LEI N. 68 .º 8. não discriminaliza a conduta típica prevista no art. A douta Subprocuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem. alínea d. da Lei n. de natureza civil. 66). da Constituição Federal e parágrafo único do art. podendo a denúncia basear-se. O art.º. a ausência de perícia contábil não tem consistência jurídica como causa de procedibilidade. – A Lei n.866/94 não importa em supressão da figura prevista no art. não há falar em abolitio criminis pela superveniência da Lei n.866/94. PUNIBILIDADE.212/91. RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS ARRECADADAS ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.249/95.137/90 E 8. na medida que em esta cuida de delito penal.º 9. da Lei n. ART.º 8. O advento da Lei n. É o relatório. ABOLITIO CRIMINIS. HABEAS CORPUS.866/94 não constitui o abolitio criminis para o tipo previsto no art. SR. enquanto aquela trata de sanção civil. simplesmente. 3.

º 170. norteada pela elemento subjetivo. Fernando Gonçalves.º 8. “PROCESSUAL PENAL. ABOLITIO CRIMINIS. não tem repercussão na esfera penal. (Precedentes)” (REsp n. pois não foi objeto de decisão pelo Tribunal a quo.4. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.212/1991.º 8. Recurso especial não conhecido” (REsp n. consubstanciado no dolo. alínea d. da Lei n.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 4.615/RS. NÃO-RECOLHIMENTO. expresso em deixar de recolher. imputando-lhes a prática de fatos típicos de modo a ensejar-lhes o pleno exercício de defesa. A figura do dispositivo criado pela Lei n. não tendo discriminado a conduta típica inscrita no art. Min. caracteriza-se por ser uma omissiva. CRIME CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL – LEI N.212/91 E 8. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA. A propósito.º 8.º 5. TRANCAMENTO.866/1994. da Lei n. AÇÃO PENAL. LEIS 8. Rel. DJU de 29. DJU de 22. DISCRIMINAÇÃO DA CONDUTA. 95. – Recurso ordinário desprovido” (RHC n. – A Lei n.634/RN.º 8. fundada em auto de infração julgado em parte insubsistente e reformado administrativamente. HABEAS CORPUS. “PENAL.3. constata-se que há impetração de fato atípico ou que não existe qualquer elemento indiciário indicativo de autoria.866/94. INOCORRÊNCIA. – O trancamento da ação penal por falta de justa causa só se viabiliza quando. Min. Rel.2000). Rel. RECURSO ESPECIAL.º 96. é prescindível a realização de perícia contábil para a caracterização do crime de omissão do recolhimento de contribuições previdenciárias. Min. a questão referente à falta de solidez da denúncia. pelo exame da simples exposição dos fatos na peça de acusação.212/91. DJU de 10. – Não é inepta a denúncia que descreve suficientemente a conduta dos réus. irreparável o julgado impugnado quando assevera: “O tipo jurídico. Por fim. De outra parte.866/94 não caracteriza hipótese de supressão da incriminação prevista pelo art.º 8. 69 .99). IMPROCEDÊNCIA.4. CONCURSO DE AGENTES DENÚNCIA.212/91. não merece conhecimento.836/RN. 95. sob pena de supressão de instância. Félix Fischer. Vicente Leal. que definiu como depositário infiel quem retém valores pertencentes à Fazenda Pública.97). sendo suficiente a apuração realizada pelo órgão arrecadador.

Recurso improvido” (RHC n. Em tal hipótese.José Alves Paulino A consumação. Assim é que o crime capitulado no art. alínea d. qualquer interferência de um. 27-28).º 8. Min. (fl.212/91). ocorre com o não-recolhimento das contribuições descontadas dos segurados ou do público nas épocas estabelecidas legalmente. LETRA D. sendo que a materialidade do delito em comento pode restar demonstrada pela própria constatação da autarquia previdenciária quanto à inércia no recolhimento. bem como por outros elementos de convicção. para o ato de denunciar. em Juízo.º 8. não se faz imprescindível. oportunidade em que reconheceu a verdade dos fatos descritos na denúncia. com o outro que trata de punição no aspecto penal (Lei n. Havendo necessidade. em especial acerca da falta de recolhimento das contribuições previdenciárias” (fl. destarte.641/CE. 2. consoante têm entendido os nossos Tribunais (fls. tal prova poderá ser produzida no decorrer da ação penal.º 8. a realização de perícia contábil. com o que não se há de falar em abolitio criminis. 3. nem o parcelamento. bastando a apuração feita pela respectiva fiscalização. DA LEI N.º 8. bem como na confissão de Tânia Rodrigues da Silva. na situação em tela. sem necessidade da inversão da posse no tocante aos valores. ANTES DA DENUNCIA – ABOLITIO CRIMINIS. é que faz. Nesse sentido: “RECURSO DE HABEAS CORPUS – FALTA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS EMPREGADOS – ART.º 5. É. Não há que se confundir diploma que impõe sanção meramente civil (Lei n. inexistindo.212/91 – PERÍCIA CONTÁBIL – PARCELAMENTO E PAGAMENTO PARCIAL DO DÉBITO. 95. nas épocas próprias.212/91 nem sempre é passível de exame de corpo de delito. nem o pagamento parcial antes da denuncia. sobre o outro. 8 daquele auto). no caso. posto que a omissão. 70 . Anselmo Santiago.º 97.866/94). da Lei n. a materialidade do crime restou devidamente caracterizada pela prova documental constante dos autos da ACr n. 95.97). das contribuições ou outras importâncias devida à Seguridade Social e arrecadadas dos segurados ou do público.03. descontadas dos empregados. portanto. Ora. No crime decorrente da falta de recolhimento das contribuições previdenciárias.11. tem o condão de caracterizar o delito. 29). um crime formal e não material.012221-3. somente o pagamento integral. extinguir a punibilidade. Rel. 66). 4. DJU de 10. expressa na Notificação Fiscal de Lançamentos de Débito – NFLD (fl. 1.

LEIS 8. quando verificado o pagamento antes do recebimento da denúncia.212/91. o Sr.º do Código Penal. conheço em parte do recurso mas lhe nego provimento. XL. Brasília. ABOLITIO CRIMINIS.249/95.137/90 E 8. CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEXTA TURMA. Dou fé. 27 de novembro de 2000.2000. da Constituição Federal e parágrafo único do art. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. O referido é verdade. ao apreciar o processo em epígrafe. 71 . Ministro-Relator os Srs. Recurso Especial n.º 8.4. por unanimidade. 34 DA LEI N. proferiu a seguinte decisão: A Turma.º. 4 – Recurso especial não conhecido. em sessão realizada nesta data. mas lhe negou provimento. Ministro-Relator.866/94 não importa em supressão da figura prevista no art. Ausente. * In DJU de 10. Seção 1. 2 – O art. 3 – A norma em apreço.836/RN* RELATOR: MIN. 95.º 9. por ser mais benéfica ao réu.º 9. nos termos do voto do Sr. Fontes de Alencar e Vicente Leal. 1 – O advento da Lei n. conheceu parcialmente do recurso.º 96. ART. por motivo de licença. Ministro William Patterson. RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS ARRECADADAS ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. 2.212/91.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Ante o exposto. FERNANDO GONÇALVES RECTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL RECDO: JOANES BOSCO RAMOS DE OLIVEIRA CAVALCANTI RECDO: MARIA DO SOCORRO FARIAS DE OLIVEIRA CAVALCANTI ADVOGADO: CARLOS ROBERTO DE MEDEIROS E OUTRO EMENTA PENAL. da Lei n. alínea d. 5.º 8. Ministros Hamilton Carvalhido.Votaram com o Sr.249/95 é aplicável no caso de crime por falta de recolhimento das contribuições previdenciárias arrecadadas dos segurados. 34 da Lei n. INOCORRÊNCIA. retroage por força do art.

4.José Alves Paulino ACÓRDÃO Vistos. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. Ausentes. Burla à Constituição Federal. alínea d e § 1. com fundamento nas letras a e c do permissivo constitucional. justificadamente. SR. os Ministros William Patterson e Fontes de Alencar. É o relatório.866/94 só prevê o ilícito civil. RELATÓRIO O EXMO. Pagamento do débito antes do oferecimento da denúncia.º da Lei n. Sem contra-razões e admitido o recurso na origem.ª Região. 80).º 8. relatados e discutidos estes autos. – Ordem concedida” (fl.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5. – O art.212/91 e 98 da Lei n. assim ementado: “PENAL. 14 de março de 2000 (data de julgamento). Habeas Corpus deferido para trancar a ação penal. Votaram com o Ministro-Relator os Ministros Hamilton Carvalhido e Vicente Leal. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES: Trata-se de recurso especial interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. bem como divergência jurisprudencial. APROPRIAÇÃO INDÉBITA. PAGAMENTO PARCELADO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS ANTES NÃO RECOLHIDAS. Falta de recolhimento.383/91. 95. acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Crime tipificado no art.º 8. não conhecer do recurso.º 8. contra acórdão proferido pela 3.212/91. – Parcelamento do débito previdenciário concedido antes de instaurada a ação penal. Recurso que não deve ser conhecido” (fl. por unanimidade. ascenderam os autos a esta Corte. enseja a extinção da punibilidade.º. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. com prisão de noventa dias para o depositário infiel. Declinam as razões do recurso violação aos arts. A douta Subprocuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso em parecer que guarda a seguinte ementa: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. Recurso Especial. 72 . com o recebimento da denúncia. Brasília. Crime inexistente. da Lei n. 97). 95 da Lei n.º 8. Contribuições Previdenciárias.

313/DF. NULIDADE DE CLÁUSULA.97. “CIVIL E PROCESSO CIVIL.. De outra parte. incidindo. DJU de 24. do permissivo constitucional” (REsp n. transcrevo: 73 .º 8. torna inviável o especial. da Lei n. 95. consoante salientado no relatório. não se aperfeiçoando pela simples citação de ementas. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. SR. dado a ausência de pressupostos básicos à sua admissibilidade.º 8. RECURSO ESPECIAL. A respeito do tema. que ‘a juntada à petição do recurso especial de cópia de acórdão que o recorrente entende como paradigma não o exime de proceder à demonstração analítica do conflito de decisões suscitado’” (REsp n.212/91. não obstante o fato de o recorrente sustentar dissídio pretoriano. A guisa de exemplo. ademais. DJU de 29. pois tal dispositivo não discriminaliza a conduta prevista no art. o óbice da Súmula n. Rel. RECURSO NÃO CONHECIDO. no contexto delineado. d. sem a particularização de qualquer artigo. de forma analítica. não há falar em abolitio criminis pela superveniência da Lei n. – A referência genérica à lei federal porventura vulnerada. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES (RELATOR): De início. não logrou demonstrar. pelas alíneas a e c. DISSÍDIO INDEMONSTRADO. este Superior Tribunal de Justiça já se manifestou inúmeras vezes: “RECURSO ESPECIAL – AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTOS. valendo ressaltar. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.º 284 da Suprema Corte.4. I – (.2. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA). FLAQUER SCARTEZZINI.037/SP.. bem como a falta de indicação de arestos visando à demonstração da dissidência jurisprudencial. pois. ao conhecimento do recurso especial. o verberado dissenso jurisprudencial. sendo necessária a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e paradigma e o cotejo analítico das teses. Min. PERDA DE PARCELAS PAGAS.96). Min.) II – A divergência não se figura pela simples transcrição da ementa.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais VOTO O EXMO.866/94.º 43. com transcrição de trechos divergentes de acórdãos paradigmas.º 102.

º 8. ABOLITIO CRIMINIS.º 8.634/RN. Em decorrência do seu caráter benéfico.3.866/94. 34 da Lei n. ante o integral cumprimento do acordo.º 8. A figura do dispositivo criado pela Lei n.99). ABOLITIO CRIMINIS. 2. com quitação das parcelas antes da denúncia.º 169. a norma em apreço retroage (Código Penal – parágrafo único do art. Rel.729. DEPOSITÁRIO INFIEL. da Lei n.º 8.º 8. não configurou hipótese de supressão da figura delituosa prevista no art. de 1995. no caso de recolhimento a destempo de 74 . XL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.137.20/CE. ART. EDSON VIDIGAL. PROCESSUAL. antes do recebimento da denúncia”.º. da Constituição Federal. ex vi do art. ART. revogando o art. Min. quando o agente promover o pagamento do tributo ou contribuição social. DERROGAÇÃO EM TESE PELA LEI N. 14 da Lei n.º 8. quando já em vigor a Lei n.º 4. inclusive acessórios. alínea d. (Precedentes)” (REsp n. FÉLIX FISCHER. 2. NÃO-RECOLHIMENTO. 95. INOCORRÊNCIA. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos na Lei n.4. alínea d. NÃO-RECOLHIMENTO.º 8. “PENAL. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL.99). Min. DJU de 22. 95. e na Lei n.212/91. DJU de 29.212/91. conquanto o parcelamento do débito tenha sido realizado em julho de 1993. de 14 de julho de 1965. da Lei n. HABEAS CORPUS. VICENTE LEAL. 5. LEI N. Recurso desprovido” (RHC n. haja vista a sua aplicabilidade.º 9.96). encontram-se os recorridos albergados pela letra do art. DJU de 27. de 27 de dezembro de 1990. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA.º 8.º 8.José Alves Paulino “PROCESSUAL PENAL.383/91. INOCORRÊNCIA. criada pela Lei n. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.º 170.903/AL. LEI N. “PENAL RECURSO ESPECIAL.212/91 E 8. Min.212/91. verbis: “Art. Rel. 95.137/90. Por fim.866/94. LEI N. ILÍCITO CIVIL. D.9. NÃO-OCORRÊNCIA.866/94.212/91. Rel. A figura de depositário infiel de valor pertencente à Fazenda Pública. 34.º 8. Recurso Especial provido” (REsp n.º 8. EDIÇÃO DA LEI N.866/94 não caracteriza hipótese de supressão da incriminação prevista pelo art. 95. 1. O advento da lei civil não afasta a responsabilidade penal do acusado.249.º 8.866/94.º) para impor a extinção da punibilidade.º 51.

CRIME OMISSIVO. não conheceu do recurso.º 8.º 2001. * In DJU de 9.00. Dou fé. Ministro-Relator os Srs. em relação ao tipo penal do art. 1. os Srs.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais contribuições previdenciárias – STF – HC n. Seção 2.º 5080/RS e Emb. Recurso Criminal n. d. diferentemente da apropriação indébita prevista no caput do art. Ministros Hamilton Carvalhido e Vicente Leal. Ausentes. A Lei n. Embora o legislador tenha dado ao tipo penal do art. O referido é verdade. abolitio criminis.418-9/RS e STJ – RHC n. justificadamente. da Lei n.212/91.38. nos termos do voto do Sr.888/PR.983/00.009962-8/MG* RELATOR: JUIZ I’TALO FIOVAVANTI SABO MENDES RECORRENTE: JUSTIÇA PÚBLICA PROC/S/OAB: JOSÉ NILSO DE LIRIO RECORRIDO: MARCUS REZENDE KFOURY ADVOGADO: HERALDO DA COSTA VAL EMENTA PENAL. Ante o exposto. proferiu a seguinte decisão: A Turma.º 73.º 9.º 4. 168-A o nomen juris de “apropriação indébita previdenciária”. REVOGAÇÃO. 95 DA LEI N. por unanimidade. uma vez que o fato delituoso – deixar de recolher contribuição previdenciária arrecadada dos segurados – permaneceu sendo considerado como crime. não conheço do recurso. de Decl. Ministros William Patterson e Fontes de Alencar. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEXTA TURMA. ART.2001. ART. PROCESSUAL PENAL. 168 do Código Penal.983/00 não acarretou.º 9. ao apreciar o processo em epígrafe.212/91. ABOLITIO CRIMINIS. 95. contudo. no RHC n. Votaram com o Sr. LEI N. 168-A DO CÓDIGO PENAL. 75 . 2. Brasília. INOCORRÊNCIA. 14 de março de 2000.11. em sessão realizada nesta data. Ministro-Relator.º 8.

a vontade livre e consciente de apropriar-se do bem.) a omissão de recolhimentos não se coaduna com a necessidade da existência do animus rem sibi habendi para implementação do tipo da apropriação indébita” (fl. 76 . conduta essencialmente omissiva (fls. A peça acusatória narrou as principais circunstâncias do fato delituoso. não é necessária a existência do animus rem sibi habendi. valores devidos a título de contribuição previdenciária. RELATÓRIO O EXMO. Incidência do art. descontado da remuneração de seus empregados. que “(. Precedentes da Quarta Turma deste Tribunal Regional Federal. após o que o MM. Juízo Federal a quo se pronunciou. o art. conduta essencialmente omissiva. O recorrente ofereceu contra-razões ao recurso (fls. Recurso criminal provido. mantendo a decisão recorrida (fl.4. o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito. Juízo Federal a quo rejeitou a peça acusatória.º. 226-227). 41 do Código de Processo Penal. 229). I. 207-222). todos do Código Penal. 204). § 1. por entender. JUIZ I’TALO FIORAVANTI SABO MENDES (RELATOR): O Ministério Público Federal denunciou MARCUS REZENDE KFOURY como incurso nas penas do art. em que argumentou. Em 9. e indicou as testemunhas a serem inquiridas. 5. 71. bastando a vontade de deixar de recolher valores arrecadados a título de contribuição previdenciária.1. procedeu à sua classificação. no período compreendido entre março de 1994 a setembro de 1996 (fls. 3.10. Para a configuração do delito previsto no art.2001. no prazo e forma legal. 4. o MM. mas não recolhido à Previdência Social. ACÓRDÃO Decide a Turma. requisitos esses indispensáveis para o recebimento da denúncia.ª Turma do TRF da 1ª Região – 23. em suma. 168-A do Código Penal. c. 168-A. que. basta a intenção de não repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos contribuintes. 2-4). 4.José Alves Paulino naquela não se exige. por haver. bem como qualificou o sujeito ativo.c. em síntese. Irresignado. na condição de sócio-administrador da empresa ARQUEL ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA.. dar provimento ao recurso criminal. e não o restituir. para a realização da conduta típica.. por unanimidade. SR.. para a configuração do crime de apropriação indébita previdenciária.

a mesma Lei n. com pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa: “Deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos contribuintes. 1. acrescentou ao Código Penal o art.º 8. 4. ainda. da Lei n. e vigente 90 (noventa) dias após a sua publicação. inclusive a alínea d.212/91. 95. sujeita à pena de reclusão de 2 (dois) anos a 6 (seis) anos e multa (art. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados. Estabeleceu.983. II – recolher contribuições devidas à Previdência Social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços. 231-234). contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público”.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Subiram os autos a esta Corte Regional Federal.º do citado art. 77 . JUIZ I’TALO FIORAVANTI SABO MENDES (RELATOR): Presentes os requisitos de admissibilidade deste recurso.2000. Entretanto. o § 1. prevendo. ser crime. nos termos do disposto no art.º. na época. dele conheço.º.212/91 c. 168-A: “Nas mesmas penas incorre quem deixar de: I – recolher. ocasião em que o Ministério Público Federal.º 9.º 8.983/00. própria. d. no prazo legal. no exercício da função de custos legis.7. É o relatório. a Lei n. VOTO O EXMO. revogou expressamente o art.492/86): “Deixar de recolher. publicada em 17. em seu art. no prazo e forma legal ou convencional”. proferiu parecer em que opinou pelo provimento do recurso (fls.c. quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social”. que previa como conduta típica. 168-A.º 9. 95 da Lei n. o art. sob a rubrica “Apropriação indébita previdenciária”. III – pagar benefício devido a segurado.º 7. e seu § 1. 5.º da Lei n. SR. No mérito.º. a terceiros ou arrecadada do público.

“deixar de pagar”. aliás. 168-A do Código Penal. conforme se verifica da leitura das ementas a seguir transcritas: “PROCESSO PENAL. Ao contrário.º 8. é o entendimento firmado pela Quarta Turma desta eg.983/00 deva ser aplicada aos fatos ocorridos na vigência da Lei n.212/91. em relação ao tipo penal do art.º 9. revogado o art. 1 – Não há que se falar em abolitio criminis por ter o art. LEI N. INOCORRÊNCIA. 168-A o nomen juris de apropriação indébita previdenciária. ainda. ao aperfeiçoar o tipo penal antes previsto na Lei n.º 8.983/00 e o até então previsto na Lei n.º 8. Por se tratar de norma mais favorável ao agente. 2.º 9. ora “deixar de recolher”.º 8. e não o restituir. no prazo e forma legal. diferentemente da apropriação indébita prevista no caput do art. especificamente no caso sob exame. a vontade livre e consciente de apropriar-se do bem.983/00 caracteriza-se como lex mitior. ABOLITIO CRIMINIS. Destaque-se que.José Alves Paulino A mera leitura dos dispositivos legais acima transcritos é suficiente para verificar que a Lei n. ou.212/91. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. como aqueles prevêem condutas omissivas.º 8. Corte Regional Federal. D. consistindo ora em “deixar de repassar”. deixar de recolher contribuição previdenciária arrecadada dos segurados – permaneceu sendo considerado como crime. contudo.º 9. ART. Outrossim.212/91. LEI N. 95 da Lei n.º do Código Penal. 95. abolitio criminis. tenho que a Lei n. já que conduta idêntica passou a ser prevista no art. CRIME OMISSIVO PURO (OU PRÓPRIO). embora o legislador tenha dado ao tipo penal do art. tal como prevê o parágrafo único do art. pois tanto este. Na verdade. 168 do Código Penal. 78 . a conduta omissiva de não repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas dos contribuintes. merece ser ressaltada a semelhança entre os tipos penais criados pela Lei n. 3º da Lei n. pois. da Lei n.212/91. Esse. ART. a Lei n.º 9. 95.º 9. d.º 9.983/2000. 168-A do Código Penal. para a realização da conduta típica. 168-A DO CÓDIGO PENAL. naquela não se exige.983/00 não acarretou. detalhando os fatos considerados delituosos. basta para a configuração do delito previsto no art.983/2000. uma vez que o fato delituoso – qual seja.º 8. reduziu a pena máxima cominada em abstrato para 5 (cinco) anos de reclusão.212/91.212/91. OMISSÃO NO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.

reformando a decisão recorrida.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2 – O simples fato de o legislador haver optado pelo nomem juris apropriação indébita previdenciária para o crime previsto no recém criado art. REVOGAÇÃO. 41 do Código de Processo Penal. e indicou as testemunhas a serem inquiridas. a verificação do elemento volitivo consistente no animus rem sibi habendi (opinativo da douta PRR 1. Rel. encontra-se.ª T. 4. DJU de 23. da Lei n. 168-A do Código Penal. razões pelas quais deve ser recebida a denúncia. LEI N. da análise dos autos constata-se que. 168-A do Código Penal. RCr n. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA.00. para.38.. No caso ora em exame.º 2001. ABOLITIO CRIMINIS. 22).1. ART.6. 168-A do Código Penal. pois. O objetivo do legislador ao promover as alterações. CONSTRIBUIÇÕES.00.ª Reg. “PENAL. p. 95.01.015282-0/ MG. d. 3. não sendo necessário. do art. foi de aperfeiçoar o tipo legal então existente e não o de deixar de considerar como infração fato que anteriormente era penalmente punido. Rel. DJU de 7. agora... p. dou provimento ao presente recurso criminal. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. definida no § 1.º. LEI N.050000-0/ MG.ª Reg. sob a denominação de apropriação indébita previdenciária (Lei n. uma vez que se subsume inteiramente ao previsto no art. procedeu à sua classificação. A conduta antes abrangida pelo art. 95. 5.4.00.1. O delito de apropriação indébita previdenciária não se confunde com a apropriação indébita do caput do art. Recurso provido” (TRF/1. 3 – Recurso provido” (TRF/1. 4. RCr n. 168 do Código Penal. para a sua configuração a demonstração do animus rem sibi habendi (apropriar-se). Juiz Mário César Ribeiro.012744-0/MG). 168-A do Código Penal. requisitos esses indispensáveis para o recebimento da denúncia.983/2000. Outrossim.212/1991. 174).983/2000). receber a denúncia. 4.212/1991.ª Região no RCr n. típica. nos termos do art. para a realização do tipo.º 9. Hipótese de extinção da punibilidade não configurada. bem como qualificou os sujeitos ativos.38.º 8. via art.. Juiz Hilton Queiroz. com o 79 .º 1998.º 1997. Diante do exposto. além de a conduta imputada aos réus ser. o presente caso não se amolda a qualquer das hipóteses previstas no art. 43 do Código de Processo Penal. em princípio.º 8. não impõe.ª T. 2.º 9. verifica-se que a peça acusatória narrou as principais circunstâncias do fato delituoso. inciso I. 1.

168-A). ao inserir no Código Penal a “apropriação indébita previdenciária” (art. deu provimento ao recurso criminal. Recurso Criminal n. nos termos do voto do(a) Exmo. 95. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público”.º 9. sem alteração substancial nos elementares do tipo. para o regular prosseguimento da ação penal em discussão.(es) a(s) Juiz(es) a(s) MÁRIO CÉSAR RIBEIRO. OMISSÃO DO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.º 8.º 1998. pois o fato era e continua a ser tipificado criminalmente. 2. 80 .024138-5/MG* RELATOR: JUIZ OLINDO MENEZES RECORRENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADOR: JOSÉ NILSO DE LIRIO RECORRIDO: MARCIO DELLARETTI LEONARDO ADVOGADO: CLESIO FERREIRA EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. tipificada no art. Mesmo em face da nova denominação legal (nomen iuris).º 9. à unanimidade. É o voto. Juízo Federal de origem. CERTIDÃO Certifico que a(o) egrégia(o) QUARTA TURMA.38.José Alves Paulino conseqüente o retorno dos autos ao MM. proferiu a seguinte decisão: A Turma.2001. da Lei n. na época própria. Não se registrou a abolitio criminis. alínea d. ABOLITIO CRIMINIS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. LEI N.983. 1. Seção 2. Brasília. não pretendeu descriminar a conduta consistente em “deixar de recolher.212/91. Participaram do Julgamento os(as) Exmos(as) Sr.7.00. 23 de outubro de 2001. a “apropriação indébita previdenciária” não contém o núcleo “apropriar-se” entre os requisitos * In DJU de 9. A Lei n.(s) a(s) Sr.(as) Juízes CARLOS OLAVO e HILTON QUEIROZ.983/00.00. ao apreciar o processo em epígrafe. Ausente(s) justificadamente o(s) a(s) Exmo. de 14.11. em Sessão realizada nesta data.(a) Senhor(a) Juiz(a) Relator(a).

alínea d. da vontade livre e consciente de ter a coisa para si (apropriar-se). ao inserir no art. que exige o ânimo de ter a coisa para si. 81 . 95.ª Turma do TRF da 1. à unanimidade. conseqüentemente.212.ª Região – 23.º 8. na época própria.91. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público”. na época própria. ao fundamento de ter havido abolitio criminis. constituir crime “deixar de recolher. 195 a 205). firmado pelo Ministério Público Federal. em parecer da lavra da Procuradora Regional Dra.212. conclui pelo seu provimento (fls. da Lei n. RELATÓRIO O EXMO. onde a Procuradoria Regional da República.983. É o relatório. 95. ACÓRDÃO Decide a Turma dar provimento ao recurso criminal. inconformado com decisão que. JUIZ OLINDO MENEZES (RELATOR): Dispunha a alínea d do art. VOTO O EXMO. a Lei n.7. Provimento do recurso criminal. ascendendo os autos a este Tribunal. SR. em ação penal intentada pelo cometimento do crime previsto no art.2001. de 24. Sustenta o recorrente. 168-A do Código Penal a figura da “apropriação indébita previdenciária”.10.º 9. 3. prescindindo. JUIZ OLINDO MENEZES (RELATOR): Cuidase de recurso em sentido estrito.2000. que a nova lei não deixou de considerar crime o fato de “deixar de recolher. julgou extinta a punibilidade. deixou de considerar crime a conduta típica de crime omissivo puro previsto no referido art. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público”. Segundo o entendimento do julgador. que resultou expressamente revogado. SR.7.4. Elizeta Maria de Paiva Ramos. Processado o recurso. no essencial.91.º 8. 3. 95 da Lei n.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais específicos do delito. de 14. procedendo apenas a aperfeiçoamentos no tipo legal. resta mantida a decisão recorrida. de 24.

no seu inciso I. à luz da matriz conceitual da apropriação indébita comum. 2. de 14.º da Lei n. passou a constar “que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados. 95 da Lei n. elemento que não existia pelo traçado típico do art. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público”. art. a figura criminal da abolitio criminis.º 7. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados. onde constava. onde constava “deixar de recolher. 168-A do Código Penal. A análise comparativa dos dois textos deixa claro que o legislador nunca pretendeu descriminar a conduta consistente em “deixar de recolher. a terceiros ou arrecadada do público”. como consta expressamente da Exposição de Motivos Interministerial n. Dir-se-á que a consumação da “apropriação indébita previdenciária”.º 8. ali inserido pela Lei n. foi reduzida de seis (cf. como dolo específico.º 9.º do Código Penal. 168 do Código Penal.492.º 52. na época própria.983.6. Com efeito. com a finalidade de coibir com mais abrangência a sonegação fiscal previdenciária. contribuição ou outra 82 . no prazo legal. a caracterizar lei mais benéfica (lex mitior).º do Estatuto Penal Incriminador. tendo a nova lei apenas inserido aperfeiçoamentos no tipo penal. inserida no art. o delito consistente em deixar de “recolher. não se configurando. a terceiros ou arrecadada do público”.José Alves Paulino Já o art. e. nos termos do parágrafo único do referido art. Houve apenas modificações redacionais que não alteraram a tipicidade da figura delituosa. O fato era e continua a ser crime.212/91. que deve retroagir no ponto. Mas. “e arrecadada dos segurados ou do público”. no prazo legal.86) para cinco anos. que encaminhou ao legislativo o projeto de lei que se converteu na Lei n. na época própria. passou a constar deixar de “recolher. estabelece. dos Ministros de Estado da Justiça e da Previdência e Assistência Social. de 16. 5. incidir nas mesmas penas do caput quem deixar de “recolher. Não se registra nenhuma alteração substancial nos requisitos específicos do delito. contribuição ou outra importância destinada à Previdência Social”. para detalhar e aumentar o universo de condutas típicas atribuídas ao contribuinte. privativa de liberdade.2000. exige a vontade livre e consciente de ter a coisa para si. 2. portanto. traçada no art. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social”. aqui ou acolá. mas isso não tem relevância no perfil do tipo.983/2000. no prazo legal.7.º 9. A pena máxima em abstrato. como se vê da literalidade da nova redação.

não consta entre os elementares do tipo.38.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados. Rel. no prazo legal (.027687-7/MG.)”. como ocorre com a apropriação indébita clássica. 83 . continuou a ser um crime omissivo puro. para a realização da conduta típica.001467-3/MG* RELATOR: JUIZ MÁRIO CÉSAR RIBEIRO RECORRENTE: JUSTIÇA PÚBLICA PROCURADOR: LA ENE PEVIDOR LANCA RECORRIDO: RUBALDO PATRESI JÚNIOR RECORRIDO: CARLOS EDUARDO PATRESI RECORRIDO: RUBALDO PATRESI ADVOGADO: ANTONIO AIRTON MORENO DA SILVA E OUTRO(A) * In DJU de 7. senão o fato de “deixar de recolher. consistente na vontade livre e consciente de ter a coisa para si (animus rem sibi habendi).6.º 2000.2001.00.º 2000. na “apropriação indébita previdenciária”. a vontade livre e consciente de apropriar-se do bem e não restituir (DJU de 20. Em que pese a adoção da denominação legal “apropriação indébita previdenciária” (nomen iuris). ou dolo específico. enfatizando não exigir o legislador. Nesse sentido são os precedentes deste Tribunal. 132). Seção 2.9.00. o crime continua a ser omissivo próprio. esgotando-se o tipo subjetivo apenas no dolo genérico. visto pelo viés da teoria finalista da ação.38. apesar da denominação imprópria. o núcleo do verbo “apropriar-se”. como pode ser visto no RCr n. Juiz I’talo Mendes. dou provimento ao recurso para. 2. e em outros precedentes. Diante do exposto. e não comissivo. determinar que o processo tenha regular andamento.. sem necessidade de comprovação do fim especial de agir. tudo a fazer ver que. É como voto.1 – p.. seguramente por um erro técnico. Recurso Criminal n. a terceiros ou arrecadada do público”. reformando a decisão recorrida.

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.º). dar provimento ao recurso. Brasília. 2. CONTRIBUIÇÕES.212/1991. § 1.212/91.212/91. 168 do Código Penal sob a denominação de apropriação indébita previdenciária (Lei n.º 8. O delito de apropriação indébita previdenciária não se confunde com a apropriação indébita do caput do art. pela prática do crime previsto no art. A conduta antes abrangida pelo art. 71 do Código Penal. c. por unanimidade. 168 do Código Penal. LEI N. REVOGAÇÃO. RELATÓRIO O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ofereceu denúncia contra RUBALDO PATRESI JÚNIOR.ª Região. LEI N. ART. d.º 9. d. c. por isso que “o legislador optou por tipificar a conduta como 84 . foi de aperfeiçoar o tipo legal então existente e não o de deixar de considerar como infração fato que anteriormente era penalmente punido. 4. por terem deixado de recolher aos cofres do INSS as contribuições previdenciárias descontadas dos empregados da empresa DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS CARDEAL LTDA. Recurso provido.º 8. via art. no período de maio de 1997 a fevereiro de 1999. inciso I. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. encontra-se. foram revogados os crimes previstos no art. 107. 3. pois. 2. da Lei n. não configurada.983/2000. 1.º 8. o art.. CARLOS EDUARDO PATRESI e RUBALDO PATRESI. ABOLITIO CRIMINIS. ACÓRDÃO Decide a Quarta Turma do TRF da 1.º 9. 95. Sentenciando o feito. 95.º. “ocorrendo a abolitio criminis das referidas infrações penais”. da Lei n. 5. não sendo necessário. inciso III. 95 da Lei n. O objetivo do legislador ao promover as alterações. nos termos do voto do Sr. para a sua configuração a demonstração do animus rem sibi habendi (apropriar-se).c. ambos do Código Penal.º.c. Hipótese de extinção da punibilidade.212/91. o MM.º 8. agora. 168-A do Código Penal. do art.º. 3. 15 de maio 2001.José Alves Paulino EMENTA PENAL. definida no § 1. Juiz-Relator.º 9. Juiz a quo declarou extinta a punibilidade com base no art. o art.983 de 14 de julho de 2000 (art. ao argumento de que com o advento da Lei n.983/2000). 95.

com vacatio legis de 90 (noventa) dias.ª Vara da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais.º 9. no mérito. Dr. determinando o normal prosseguimento do rito processual perante o Juízo a quo a partir da fase em que foi erroneamente paralisado”. exigindo-se para tanto. Inconformado com essa sentença. prescrevendo em seu art. Além disso.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais modalidade de apropriação indébita e atribuiu ao tipo o título de apropriação indébita previdenciária” e. de 24 de julho de 1991. em síntese. sentença recorrida. CARLOS EDUARDO PATRESI e RUBALDO PATRESI. declarou extinta a punibilidade do crime previsto no art. subiram os autos a esta Corte onde receberam parecer ministerial pelo provimento do recurso.212/91. Com contra-razões e mantida a r. 95 da Lei n. acrescentou novos artigos ao texto do Código Penal. seja-lhe dado provimento a fim de anular a decisão declaratória da extinção de punibilidade por abolitio criminis. d. destaco: “No dia 14 de julho de 2000 foi publicada a Lei n.848. fls. o crime omissivo próprio de deixar de fazer ou recolher. não mais caracterizando como na lei anterior. Decreto-Lei n. “em estando inseridas debaixo da rubrica de apropriação indébita. Juiz Federal Substituto da 4. 85 . ocorrendo a abolitio criminis das referidas infrações penais.º 8. Diante disso.983.º 8. exige-se para a configuração do delito a presença do elemento volitivo consistente no animus de ter para si os valores não recolhidos”. que com o advento da nova lei.212. É o relatório.212/91. sustentando. 95. requer “o conhecimento do recurso para que. a vontade de se apropriar das contribuições devidas à seguridade social (cf. O MM.º 2. permanecendo o tipo penal caracterizando crime omissivo próprio.º a revogação dos crimes previstos no art. da Lei n. 3. esta veio para ampliar e aperfeiçoar o “detalhamento do universo das condutas tipificadas na Lei n. RONALDO SANTOS DE OLIVEIRA. com base nos seguintes argumentos. VOTO 1.º 8. mas nunca a descriminalização com abolitio criminis. 141-143). recorre o Ministério Público Federal. por cuja prática foi atribuída aos denunciados RUBALDO PATRESI JÚNIOR. de 7 de dezembro de 1940.. sócios-gerentes da empresa DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS CARDEAL LTDA.

em estando inseridas debaixo da rubrica de apropriação indébita.º 8.º 9. É a abolitio criminis. na época própria. configurava o crime. É que deve ser analisada não apenas a interpretação gramatical ou literal.º. caput. exige-se para a configuração do delito a presença do elemento volitivo consistente no animus de ter para si os valores não recolhidos. segundo o dispositivo em menção.º. 86 . de modo a diagnosticar qual o critério de política legislativa adotado para a sua edição. caracterizando-se como delito omissivo próprio. 2. O crime em tela teria lugar. Ocorre abolitio criminis quando uma lei posterior deixa de considerar como infração um fato que era anteriormente punido. 95. mas também a sistemática. conforme majoritária orientação jurisprudencial e doutrinária. 95 da Lei n. da Lei n. 5. é de se concluir que. Código Penal. expresso no art. do CP: a lei nova retira do campo da ilicitude penal a conduta precedentemente incriminadora. 2.José Alves Paulino A questão em tela rege-se pelo art. Na antiga redação do art. que previa os crimes praticados em detrimento da previdência social.212/91. e aferir sua compatibilidade tanto com as diretrizes constitucionais em vigor como em relação aos princípios de Direito Penal correntes no nosso sistema. o tipo era autônomo e não-modalidade de apropriação.º 8.º. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória’. independente da destinação dada a esses recursos. quando o agente atuasse no sentido de ‘deixar de recolher. caput. Investigando a estrutura e o conteúdo das novas disposições. da Constituição Federal de 1988 (retroatividade da lei benéfica) e pelo princípio da abolitio criminis. cuidando-se na verdade de crime omissivo puro (ou próprio) que prescinde da intenção de apropriar-se dos valores não recolhidos.212/91. É que. in verbis: ‘Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime.983/2000 o legislador optou por tipificar a conduta como modalidade de apropriação indébita e atribuiu ao tipo o título de apropriação indébita previdenciária. alínea d. ao publicar a Lei n. Uma análise mais atenta da espécie deve ter como ponto de partida a conformação dada ao tipo penal descrito no art. estando o mesmo inserido debaixo da rubrica de Apropriação Indébita. quando estivesse legalmente obrigado a assim proceder. XL. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público’. A simples conduta de o agente não recolhê-la aos cofres da previdência. hipótese do art.

A Lei n. antes das alterações introduzidas pela Lei n. deve-se levar em conta não apenas os seus verbos regentes.212/91. 61 do Código de Processo Penal”. 95.º 8. Assim sendo declaro extinta a punibilidade do delito imputado ao(s) réu(s). inclusive por sua localização topográfica dentro da mesma. para interpretar o novo dispositivo.983. 5. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público. de 24 de julho de 1991.º 8. ambos do Código Penal. sentença recorrida. 168-A. 107. In casu. do Código Penal. A análise da matéria em discussão revela que a conduta delituosa então prevista no referido art. 168-A. expressamente revogou o caput e a alínea d. do Código Penal. nesses termos: “Art.º 9.º 9. 107.c. tendo a Lei n. inciso III.º.212. em combinação ainda com o art. verifica-se não existir sequer indícios da presença do elemento volitivo consistente no animus de ter para si os valores não recolhidos.983/2000 deixado de “considerar como infração um fato que era anteriormente punido” (abolitio criminis) e a Constituição Federal consagrado o princípio da retroatividade da lei benéfica (art. alínea d.º. 168-A.) d) deixar de recolher. Portanto. 2.” Foi editada a Lei n.º 9. de 14 de julho de 2000. foi reproduzida no art.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Pela interpretação sistemática. § 1. o art. com base no art.º. de 2 (dois) a cinco anos e multa. com pequenas alterações. 87 . Vejamos. no caso: ‘DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA’. da Lei n. Diante disso. na hipótese. no seu art. inciso I. dispunha no seu art. 95. art. 95. na época própria. CF/88). c. acrescido pela mencionada Lei n.983/2000.983/2000 que. 3. do aludido art. XL..º. em face dos termos da r.º 9. no prazo e forma legal ou convencional: Pena: reclusão. mas também o capítulo no qual se insere. o seguinte: “Art. d. III.. 95. cabe indagar se está correta ou não ao sufragar o entendimento segundo o qual. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes. por força do disposto no art. Constitui crime: (. o significado da norma deve ser buscado através dos demais dispositivos da lei que a contém. extinta está ou não a punibilidade dos denunciados.

212/91). leciona HELOISA ESTELLITA SALOMÃO: “Aparentemente.. Lei n. no caput. é a responsável pelo desconto e recolhimento das contribuições devidas pelos 88 .212/91. a. empresários. contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público’.)”.º 8. Comentando tal alteração. num segundo momento. em perfeita consonância com o disposto no art. Constitui crime: (.) d) deixar de recolher.º. aos segurados empregados.º incriminariam condutas idênticas e reproduziriam. fala em deixar de recolher contribuições ou outras importâncias descontadas de pagamento efetuados a segurados ou a terceiros. deverão ser repassadas pela instituição ao INSS.. ou. 30. assim como as contribuições a seu cargo..º. inciso I.º. com pequenas alterações. 30. descontando-as da respectiva remuneração’ (art. mas na condição de empregadora) que.212/91) e a ‘recolher o produto arrecadado na forma da alínea anterior. 95. Já no § 1. d. Talvez seja possível antever.º 8. a terceiros ou arrecadada do público. o caput e o inciso I do § 1. e na hipótese que mais nos interessa. Há. arrecadadas do público. a e b.212/91: ‘Art. onde são depositadas as quantias devidas à Previdência Social e que. inclusive adiantamentos. na época própria. (. 30. o autor do delito seria a ‘empresa’ (ainda que instituição bancária. trabalhadores avulsos a seu serviço. do § 1. b. uma incriminação envolvendo as instituições bancárias. Tecnicamente. da Lei n. Lei n.º 8. incidentes sobre as remunerações pagas ou creditadas.José Alves Paulino § 1. no dia 2 do mês seguinte ao da competência. prorrogado o prazo para o primeiro dia útil subseqüente se o vencimento cair em dia em que não haja expediente bancário’ (art. da Lei n..º 8. o inciso I. ainda. contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados. um elemento que talvez permita diferenciar as duas hipóteses: enquanto o caput fala em deixar de repassar contribuições recolhidas dos contribuintes. 95. porém. a empresa é obrigada a ‘arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. a antiga norma incriminadora descrita no art. no prazo legal. Nas mesmas penas incorre quem deixar de: I – recolher. a qualquer título.

em 1991 criou-se outra figura: a do art. do PCSS: ‘deixar de recolher. o que permite.º. do art. De qualquer forma. ou fazer coisa diversa. 168.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais segurados empregados e trabalhadores avulsos. com a deliberada intenção de não confundir com a apropriação indébita do caput que. 168.212/91.º. de que tem a posse ou a detenção’. 95. sobre o tema escreveu. 168-A. Por outro lado. hoje. da Lei n. d. 95. inciso I. destaco: 89 . e de maior incidência. em epígrafe. de fato. 95. a demonstração do animus rem sibi habendi (apropriar-se). inciso I. contra as instituições bancárias enquanto órgão competente para o recebimento dos pagamentos feitos ao INSS. a conduta do art. uma espécie previdenciária de apropriação indébita.212/91. inciso I. Com efeito. perfeitamente. podendo a ilicitude ser designada como apropriação indébita previdenciária. Mas esta aparente diferenciação cai por terra quando nos atentamos para a circunstância de que o § 1. contribuições ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do público’ (letra d). e desse modo entendo que é desnecessária a exigência da apropriação da quantia descontada e. A propósito. do art. d. o ilustre Procurador da República FRANCISCO DIAS TEIXEIRA. É não fazer o que a norma jurídica determina.º 8. 168-A do Código Penal. para a configuração daquele delito. acrescenta ‘e arrecadadas do público’. sob a denominação de apropriação indébita previdenciária não se confunde com a apropriação indébita do caput do art. A omissão não é simples não-fazer. com propriedade. conseqüentemente.º 64 – p. dessa forma. encontra-se definida no § 1. a conduta antes abrangida pelo art. em essência. 168-A” (in Revista Dialética de Direito Tributário n. aqui também. Esse último ditame inspirou o art. afirmar que a incriminação se volta. Trata-se de crime omissivo (deixar de fazer).º 8. o Código Penal prevê a apropriação indébita: ‘Apropriar-se de coisa alheia móvel. em sua parte final. Nessa mesma linha de orientação escreve WLADIMIR NOVAES MARTINEZ: “No caput do art.º. encontra-se agora definida no § 1. apesar de controvertido o tema em debate. convencido de que a hipótese prevista no art. nesse sentido. 168-A do Código Penal. Como a descrição não se ajustava bem à pretensão do INSS. da Lei n. 73-74 – grifei). na época própria. adquire a condição de gênero” (in Revista LTr 64-09/1123). o cuidadoso exame dos dispositivos em questão revela que.

Conforme sabemos. É que. É que. tradicionalmente. os tipos descritos tanto no caput quanto nos incisos I e II do § 1. 168-A do Código Penal prescindem do animus rem sibi habendi. findo o qual caracteriza-se a infração ao dever de agir. (. verificamos que as condutas ali descritas mantêm a mesma diferença básica (verificada na legislação precedente) do tipo da apropriação indébita descrita no art. 168-A não contém nenhuma dessas elementares. 168: enquanto o art. é estabelecido a determinadas pessoas o dever de entregar ao Fisco o tributo por eles contabilizado.º do art. além dessa diferença básica entre os tipos da apropriação indébita comum e da apropriação indébita previdenciária. 168 (‘apropriar-se de coisa alheia móvel de que tem a posse ou a detenção’) prevê uma apropriação. nesse particular são: o desconto (quando de algum pagamento – inciso I) ou o acréscimo no preço (quando da venda de algum produto ou serviço – inciso II) de valor a título de contribuição previdenciária. Ao contrário do que já se ouve afirmar. independentemente do dolo de se apropriar daqueles valores. a razão básica de. não se pode partir do pressuposto de que o legislador tenha produzido uma inutilidade. Assim.José Alves Paulino “Outra questão relevante aqui diz respeito ao chamado animus rem sibi habendi. prever a figura da apropriação indébita de tributo (mesmo que ainda não denominasse assim) é. e que o apropriante tenha a posse dessa coisa. agora. 168-A e seus incisos I e II. Mas. porque sua apropriação faz-se de maneira meramente escritural (como. conforme se sabe. perfazendo-se o tipo penal. realmente não o produziu.) Lendo o art. o art. se a apropriação indébita previdenciária fosse a mesma apropriação indébita comum. o fato de um indivíduo efetuar um pagamento a menos não significa que ele passou a ter a posse do valor correspondente a essa diferença. exatamente. alcançar aquelas condutas nas quais o contribuinte de direito ou retentor de tributo não têm a disponibilidade física da coisa (tributo). pois. já prevista no Código Penal. nas hipóteses da contribuição previdenciária sobre salário.. a 90 . concorde ou não com ele. por exemplo. Ora. Suas elementares. implícito à norma incriminadora. a legislação previdenciária. desenhados conscientemente pelo legislador. e quando um indivíduo efetua uma venda também não significa que ele passe a ter a disponibilidade (= posse) do valor referente ao preço da venda (especialmente no que diz respeito ao acréscimo a título de contribuição previdenciária). e o não-recolhimento desse valor à Previdência Social. e do IPI e ICMS). a circunstância de os dois tipos figurarem ao lado (melhor dizendo: um abaixo do outro) no Código Penal evidencia que se trata de tipos penais diversos.. ou tributária em geral. num determinado prazo. não haveria o menor sentido em se prever aquela forma especial de ‘apropriação indébita’. Mas.

está a indicar. Ano III. p. consoante esclarece HELOISA ESTELLITA SALOMÃO: “(. basta pensar no caso do art.º 9. Para nos restringirmos aos crimes contra a arrecadação tributária. ou política-ideológica.º aos tipos já anteriormente definidos” (ob. Também não impressiona o argumento invocado por aqueles autores que. como observa Sérgio Rosenthal. É que. o vocábulo ‘apropriação’ está a indicar que se trata de um crime para cujo perfazimento exige-se o animus rem sibi habendi. que. o nomem juris ‘apropriação indébita’ (previdenciária). consigna: 91 . e que é fruto de uma intervenção legislativa muito parecida com a feita pela novel Lei n. outubro/2000. as contribuições sócio-previdenciárias descontadas a esse título. ou seja.. 334 do Código Penal que tutela tanto a arrecadação tributária (descaminho). nos termos acima explicitados. p. fl. nela. verifica-se que se trata de espécies diversas de ‘apropriação indébita’. o adjetivo ‘previdenciária’. A crítica que se pode fazer à escolha do nomem juris feita pelo legislador. ao se dar ao tipo descrito no art. 3). em favor do INSS. Não é o nome do crime (que pode haver ou não) que define sua natureza. ou da estrutura do tipo penal por ele criado. é de ordem puramente doutrinária. 72).) o fenômeno da existência de normas incriminadoras tutelando bens jurídicos diversos no interior de um mesmo artigo não é novo.983/00.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais partir da análise dos elementos dos respectivos tipos. referentes aos períodos de 5/97 a 2/99” (cf. mas esta é definida pelos elementos do tipo. exatamente. não se exige o animus rem sibi habendi. Assim sendo. 168-A.º e 2. na folha de pagamento dos salários de seus empregados. como a saúde e a moralidade públicas (contrabando). justificando as alterações sub exame. no caso. imputa-se aos denunciados o fato de terem os recorridos deixado de recolher “na época certa. que em 1965 introduziu os §§ 1. na medida em que. na espécie. essa é a interpretação que melhor se harmoniza com a intenção do legislador externada na Exposição de Motivos Ministerial n..º 33. 5). em razão da localização topográfica do novel dispositivo. estou certo de que. Ora. Não. Também não parece relevante o argumento no sentido de que. ‘a redação atualmente estampada no Código Penal brasileiro é fruto da alteração trazida pela chamada Lei dos Crimes de Sonegação Fiscal. n. Ademais.º 52. que se trata de ‘apropriação indébita’ diversa da primeira. sustentam que o delito em questão foi submetido ao regime jurídico de apropriação indébita. cit. nada interferindo na aplicação da norma” (in Boletim dos Procuradores da República.

A presente proposta é fruto de uma demorada maturação sobre a experiência adquirida após a Lei de 1991 e de discussões internas dos diversos setores jurídicos e técnicos integrantes da Instituição. Portanto. evidenciado que o objetivo do legislador foi “o aperfeiçoamento do tipo legal então existente” e não o de deixar de considerar como infração fato que anteriormente era penalmente punido.212.) 7. o desenvolvimento e a modernização da Previdência Social nestes últimos anos estão a exigir. No art. Recurso Criminal n.. 95 da Lei n.6. JUIZ HILTON QUEIROZ RECTE: JUSTIÇA PÚBLICA PROCUR: EDUARDO MORATO FONSECA RECDO: MARIA DA PENHA MARQUES RECDO: ALBERTO JUDICE FILHO RECDO: ALESSANDRO MARQUES ADV: RICARDO SILVEIRA FERREIRA DE MELO E OUTRO * In DJU de 7. a sonegação fiscal.º 2000.005460-4/MG* RELATOR: O EXMO... visando dotar o aparelho repressivo e judiciário de instrumentos mais eficazes no combate a essa espécie de criminalidade. Buscou-se aqui o aperfeiçoamento do tipo legal até então existente”. resulta.º 8. na mesma linha de alteração legislativa previdenciária já realizada e da que se encontra em curso. em última análise.José Alves Paulino “2. (. 92 . o Projeto detalha e aumenta o universo de condutas atribuídas ao contribuinte que se alguma forma visam. 4. Isto posto. (. Seção 2. na prática. indevida a extinção da punibilidade.00. uma modernização sistematizada da legislação também no que se refere à tipicidade criminal de condutas que venham ofender bens específicos da Previdência Social. O crescimento. se constitui em patrimônio do trabalhador. 5. dou provimento ao recurso. 168-A. Esta é mais uma dentre as várias medidas que se vem adotando paulatinamente no combate às fraudes e desvios do patrimônio previdenciário que. SR. A atual legislação que define crimes específicos contra a Previdência Social data de 1991 e se constitui no art.) 6.. 3. É como voto.38.2001. pois.

º da Lei n. 5. o qual consigna: ‘Ninguém pode ser punido por fato que a lei posterior deixa de considerar crime (.º. ABOLITIO CRIMINIS. OMISSÃO NO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. LEI N.c. caput.º 8.ª Região no RCr n. d.ª Região assim sumariou os fatos: “Cuida-se de recurso em sentido estrito. 1 – Não há que se falar em abolitio criminis por ter o art. houve por bem se utilizar dos princípios insculpidos no art.00. interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. favoravelmente à irresignação.º 9.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais EMENTA “PROCESSO PENAL. 107. o art. com a edição da Lei n.º 9. à unanimidade.)’. 168-A do Código Penal. RELATÓRIO EXMO. ambos do Código Penal.º 8. relativamente à prática do delito imputado a MARIA DA PENHA MARQUES E OUTROS pela prática do crime previsto no art. 95. 95 da Lei n. ART. XL.º 2001. JUIZ HILTON QUEIROZ (Relator): Ao manifestar-se nos autos.012744-0/MG).ª Turma do TRF da 1.212.º. CRIME OMISSIVO PURO (OU PRÓPRIO). contra decisão que julgou extinta a punibilidade com base no art.492/86. e 61 do Código de Processo Penal. de 24 de julho de 1991.º 8. c. 2 – O simples fato de o legislador haver optado pelo nomem juris apropriação indébita previdenciária para o crime previsto no recém criado art. 168-A DO CÓDIGO PENAL.983/2000. o art..º. c. e § 1. inciso III.2001. do CP.5.c. revogado o art.º da Lei n. e com o art. a verificação do elemento volitivo consistente no animus rem sibi habendi” (opinativo da douta PRR 1. a retroatividade da lei benéfica.983 de 14 de julho de 2000.ª Região – 8. 95 – D.212/91. 3. SR. 4. entendendo que o princípio da abolitio criminis. não impõe. a douta PRR/1. da CF/88 e art. LEI N. já que conduta idêntica passou a ser prevista no art.. 5. 71 do Código Penal.º 7. 95 da Lei n.º da Lei n. em sua decisão. ACÓRDÃO Decide a Turma dar provimento ao recurso. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 3 – Recurso provido.º 8. Ocorre que o juiz. 168-A do Código Penal.212/91. 93 .01. 2. para a realização do tipo.212/91.º 9. se efetivou devido à revogação dos crimes previstos no art. ART. 2. INOCORRÊNCIA.983/2000.

º M-2.º M-4. Nesta qualidade. portador da C. dentre os quais: folhas de pagamentos. MG. esclareceu que foram examinados diversos documentos.68. VOTO EXMO. a presença do elemento volitivo consistente no animus de ter para si os valores não recolhidos.º grau. para oferecer denúncia em face de: MARIA DA PENHA MARQUES. residente na Rua das Paineiras. Trabalho: Rua Monsenhor Bicalho. 300. apartamento 701. n. 759-760).º M-1. para a configuração do delito. A Fiscal de Contribuições Previdenciárias.434. 1760. profissão do lar. natural de Belo Horizonte. Exa. ALESSANDRO MARQUES. 94 . brasileiro. Bairro Santa Efigênia. Minas Gerais. JUIZ HILTON QUEIROZ (Relator): Esse o teor da denúncia. Coimbra. natural de Campo do Meio. Antônio de Gouveia.9. CGC n.819/0001-70. Eldorado. solteira. Minas Gerais. nascido aos 14. profissão empresário.º 22. procederam aos descontos das contribuições sociais devidas por seus empregados à Previdência Social. casado.José Alves Paulino Entendeu o douto magistrado que a lei acima mencionada – ao ter tido seu conteúdo inserido no capítulo ‘Da Apropriação Indébita’ do Código Penal Brasileiro –. 1021. residente na Rua Dr. contrato social e alterações contratuais (fl.46. brasileiro.º 001. no período de setembro de 1991 a janeiro de 1993. 95. Durante o mencionado período deixaram de recolher os respectivos valores ao INSS. 8.826.I. através do Procurador da República infra-assinado.153 SSP/MG.65687. 766. Belo Horizonte. o que não foi verificado” (fls. pela prática das condutas delituosas a seguir descritas: Os denunciados eram sócios administradores da empresa Temporis Prestação de Serviços Ltda. divorciado. End. portador da C. cujo crime nela descrito se afirma abolido: “O Ministério Público Federal comparece perante V. n.830 SSP/MG. filha de José Marques Machado e de Leonina Marques Machado. É o relatório. 10).408. Contagem/Minas Gerais. conforme NFLDs discriminadas às fl. instrução 2.I. Contagem. Eldorado.106. nascida aos 22. SR. Bairro Pajuçara. Alagoas.344.. filho de Maria da Penha Marques. passou a exigir. localizada na Avenida Babita Camargos. residente e domiciliado na Rua Tenente Anastácio.1. Contagem. considerando a localização topográfica da norma. CPF n. Regina Maria G. n. portadora da C. administrador de empresas.I.717 SSP/MG. brasileira. ALBERTO JUDICE FILHO.

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

No caso, está comprovado que a ausência de recolhimento efetivou-se
em vários meses, imperiosa a aplicação da majorante pela continuidade
delitiva do art. 71 do Código Penal.
Ante o exposto, o Ministério Público Federal pugna pela condenação
dos acusados MARIA DA PENHA MARQUES, ALBERTO JUDICE
FILHO, ALESSANDRO MARQUES e LAINOR CORREA DA SILVA nas penas do art. 95, alínea d, da Lei n.º 8.212/91, c.c. o § 1.º da mesma
lei e com o art. 5.º da Lei n.º 7.492/86, em concurso material” (fls. 2-3).

Apreciando-a, sustentou o magistrado:
“Trata-se de ação penal em que o Ministério Público Federal imputa
ao(s) acusado(s) Maria da Penha Marques, Alberto Judice Filho e Alessandro
Marques, devidamente qualificados nos autos, a prática do delito descrito
no art. 95, alínea d, e § 1.º da Lei n.º 8.212/91, c.c. arts. 5.º, da Lei n.º
7.492/86 e 71, do Código Penal, em concurso material, pelo fato de
haverem os mesmos, na qualidade de administradores da empresa
TEMPORIS PRESTAÇÃO SERVIÇOS LTDA., deixado de recolher
aos cofres do INSS, no prazo legal, as contribuições previdenciárias descontadas nas folhas de pagamento de seus empregados, nos meses de
setembro de 1991 a janeiro de 1993.
Em razão da entrada em vigor da Lei n.º 9.983/2000, que acrescentou
novos dispositivos ao Código Penal, vieram-me os autos conclusos para
decisão.
É o sucinto relatório. Decido.
No dia 14 de julho de 2000 foi publicada a Lei n.º 9.983, com vacatio
legis de 90 (noventa) dias, prescrevendo em seu art. 3.º a revogação dos
crimes previstos no art. 95 da Lei n.º 8.212, de 24 de julho de 1991, ocorrendo a abolitio criminis das referidas infrações penais. Além disso, acrescentou novos artigos ao texto do Código Penal, Decreto-Lei n.º 2848, de 7
de dezembro de 1940.
A questão em tela rege-se pelo art. 5.º, XL, da Constituição Federal de
1988 (retroatividade da lei benéfica) e pelo princípio da abolitio criminis,
expresso no art. 2.º, caput, Código Penal, in verbis:
‘Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais
da sentença condenatória’.
Ocorre abolitio criminis quando uma lei posterior deixa de considerar
como infração um fato que era anteriormente punido. É a abolitio criminis,

95

José Alves Paulino

hipótese do art. 2.º, caput, do CP: a lei nova retira do campo da ilicitude
penal a conduta precedentemente incriminadora.
É que, ao publicar a Lei n.º 9.983/2000 o legislador optou por tipificar
a conduta como modalidade de apropriação indébita e atribuiu ao tipo o
título de apropriação indébita previdenciária, estando o mesmo inserido
debaixo da rubrica de Apropriação Indébita.
Na antiga redação do art. 95 da Lei n.º 8.212/91, que previa os crimes
praticados em detrimento da previdência social, o tipo era autônomo e
não modalidade de apropriação, cuidando-se na verdade de crime omissivo puro (ou próprio) que prescinde da intenção de apropriar-se dos
valores não recolhidos. A simples conduta de o agente não recolhê-la aos
cofres da previdência, independente da destinação dada a esses recursos,
configurava o crime.
Uma análise mais atenta da espécie deve ter como ponto de partida a
conformação dada ao tipo penal descrito no art. 95, alínea d, da Lei n.º
8.212/91, de modo a diagnosticar qual o critério de política legislativa
adotado para a sua edição, e aferir sua compatibilidade tanto com as diretrizes constitucionais em vigor como em relação aos princípios de Direito
Penal correntes no nosso sistema.
O crime em tela teria lugar, segundo o dispositivo em menção, quando
o agente atuasse no sentido de ‘deixar de recolher, na época própria, contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada
dos segurados ou do público’, quando estivesse legalmente obrigado a
assim proceder, caracterizando-se como delito omissivo próprio, conforme majoritária orientação jurisprudencial e doutrinária.
Investigando a estrutura e o conteúdo das novas disposições, é de se
concluir que, em estando inseridas debaixo da rubrica de apropriação indébita, exige-se para a configuração do delito a presença do elemento
volitivo consistente no animus de ter para si os valores não recolhidos.
É que deve ser analisada não apenas a interpretação gramatical ou literal, mas também a sistemática.
Pela interpretação sistemática, o significado da norma deve ser buscado através dos demais dispositivos da lei que a contém, inclusive por sua
localização topográfica dentro da mesma.
Portanto, para interpretar o novo dispositivo, art. 168-A, deve-se levar
em conta não apenas os seus verbos regentes, mas também o capítulo no
qual se insere, no caso: ‘DA APROPRIAÇÃO INDÉBITA’.
In casu, verifica-se não existir sequer indícios da presença do elemento
volitivo consistente no animus de ter para si os valores não recolhidos.
Assim sendo, declaro extinta a punibilidade do delito imputado ao(s)
réu(s), com base no art. 107, inciso III, c.c. o art. 2.º, ambos do Código

96

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Penal, em combinação ainda com o art. 61 do Código de Processo Penal”
(fls. 728-730).

Entendo que essa decisão não deve subsistir.
Com efeito, dispunha o art. 95, alínea d, da Lei n.º 8.212/1991:
“Constitui crime: (...) deixar de recolher, na época própria, contribuição ou outra importância devida à Seguridade Social e arrecadada dos segurados ou do
público”.
Dispunha, anotei, colocando o verbo no passado, porque referida
disposição foi expressamente revogada pelo § 3.º da Lei n.º 9.983, de 14
de julho de 2000.
Entretanto, a despeito dessa revogação, não foi o crime abolido, porque o art. 1.º da lei por último referida acresceu ao Código Penal o art.
168-A, que estabelece:
“Deixar de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas
dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional; pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa”.

Comparando-se as duas disposições, infere-se terem o mesmo enunciado lógico, apenas o tipo nela previsto foi deslocado da Lei da Seguridade Social para o Código Penal, sem a pretendida descriminalização da
conduta.
Em razão disso, entendo que a interpretação adotada pelo magistrado conduz ao absurdo de se ter por descriminalizada conduta
em virtude de norma revogatória que continuou a tipificá-la como
criminosa.
A lógica do sistema normativo leva a afastar, sem dúvida, a insuperável contradição de que se ressente a decisão recorrida.
Por oportuno, transcrevo as considerações quanto ao tema contidas
no opinativo ministerial, da lavra da eminente Procuradora Regional da
República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, no Recurso
Criminal n.º 2001.01.00.012744-0/MG, que, por sua pertinência, também adoto como razões de decidir, nesses termos:
“Os argumentos do Ministério Público são exatos e merecem ser acolhidos.
O instituto do abolitio criminis existirá quando lei posterior deixar de
considerar crime fato que anteriormente era legalmente qualificado como

97

José Alves Paulino

fato típico (art. 2.º do Código Penal). A ação do agente, anteriormente
reprovável e punível, passa a ser, por novo dispositivo legal, socialmente
admitida e aceita, perdendo inteiramente sua relevância para o Direito
Penal.
Claramente, não é o que ocorreu na hipótese da nova Lei n.º 9.983/
2000 com relação ao crime de ‘deixar de recolher contribuições previdenciárias descontadas dos segurados’. Embora a referida lei tenha revogado
o art. 95, d, da Lei n.º 8.212/91, introduziu no Código Penal o art. 168-A,
que trata de incriminar a mesma hipótese, com a única diferença de atribuir-lhe nome específico: apropriação indébita previdenciária. A simples
nomenclatura expressamente conferida ao fato típico em questão e a sua
inclusão sob a rubrica genérica de apropriação indébita, não significa que a
conduta tenha deixado de integrar a categoria dos chamados crimes omissivos puros (ou próprios) para reclamar, na realização do tipo penal, a
intenção do agente de apropriar-se dos valores recolhidos e não repassados ao Erário.
A ação punível, seja na nova redação do art. 168-A do Código
Penal, seja naquela prevista no revogado art. 95, d, da Lei n.º 8.212/91,
é a mesma: ambas referem-se a condutas omissivas – deixar de repassar e deixar de recolher – e jamais a uma conduta comissiva como no
caso do verbo apropriar-se, contido no art. 168 do Código Penal.
Assim, nenhuma alteração houve no tratamento jurídico do tipo penal
em questão.
A inversão da posse somente é exigida na apropriação indébita comum em função do núcleo do tipo que é apropriar-se (art. 168 do Código Penal), que significa fazer sua a coisa, tomar para si. O tipo deve ser
analisado segundo suas elementares e não em função do nome fixado
pelo legislador. A nova redação do dispositivo referente ao fato típico em
questão não retira sua natureza de crime omissivo puro.
Com efeito, o simples fato de o legislador haver optado pelo nomem
juris apropriação indébita previdenciária para o crime previsto no recém
criado art. 168-A, do Código Penal, não impõe, para a realização do
tipo, a verificação do elemento volitivo consistente no animus rem sibi
habendi”.

À vista do exposto, dou provimento ao recurso, a fim de anular a
decisão declaratória da extinção de punibilidade por abolitio criminis, determinado o normal prosseguimento do rito processual perante o Juízo a
quo a partir da fase em que foi erroneamente paralisado.
É o voto.
98

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Apelação Criminal n.º 1999.04.01.138966-3/RS*
RELATOR: JUIZ AMIR SARTI
APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO
ADVOGADO: CARLOS EDUARDO THOMPSON FLORES LENZ
APELANTE: PAULO RICARDO ARAÚJO LEAL
ADVOGADO: ALEXANDRE OLIVEIRA SOARES DA SILVA E OUTRO
APELADO: (OS MESMOS)
PAULO FERNANDO ARAÚJO LEAL
FABIO JOSÉ ARAÚJO LEAL
ADVOGADO: ALEXANDRE OLIVEIRA SOARES DA SILVA E OUTRO

EMENTA
CRIME CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL – NÃO-RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – DOLO VERIFICADO –
DOSIMETRIA DA PENA – CONTINUAÇÃO DELITIVA – MULTA.
A punição pelo delito de não-recolhimento de contribuição previdenciária não se caracteriza como prisão por dívida civil, que é vedada pelo ordenamento jurídico, pois o motivo da sanção penal não é a dívida, mas a
“fraude” realizada pelo agente quando desconta a contribuição previdenciária
de seus empregados, a pretexto de recolhê-lo aos cofres da autarquia previdenciária, e não o faz.
O delito previsto no art. 95, d, da Lei n.º 8.212/91 é omissivo-formal,
consumando-se com a simples abstenção da atividade legalmente devida,
independentemente da produção de qualquer resultado ou efeito diverso da
própria omissão. Na medida em que o dolo se caracteriza pela consciência
(representação) e pela vontade de realizar a conduta típica, abstraindo-se qualquer elemento valorativo da atuação do agente, é muito difícil sustentar que
não é dolosa, no sentido finalístico, e portanto não é típica, a omissão de
quem, devendo fazê-lo, deixa de recolher, no prazo legal, tributo ou contribuição que cobrou e que deveria recolher aos cofres públicos.
A causa supralegal de exclusão da culpabilidade aceita pela jurisprudência, em tais casos, é a absoluta impossibilidade de pagamento, diante do
qual não seria exigida conduta diversa. Não comprovada a impossibilidade
de pagamento das contribuições em virtude das dificuldades financeiras da
empresa não há como se reconhecer causa excludente de culpabilidade.
Tendo sido verificado que o não-recolhimento se deu de 7/94 a 8/96,
mostra-se consentânea com a ordem jurídica a fixação da percentagem a título
de continuidade delitiva em uni terço. Precedente do STF.

* In DJU de 14.6.2000, Seção 2.

99

José Alves Paulino

A fixação do número de dias-multa deve obedecer às circunstâncias
judiciais do art. 59 do CP, sendo que, no caso vertente, estando estas circunstâncias inteiramente favoráveis ao réu, deveria ser fixada em 10 dias-multa,
acompanhando a pena-base, também fixada no mínimo legal.

ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
decide a egrégia Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, por unanimidade, negar provimento ao recurso do MP e dar parcial provimento ao recurso do réu, nos termos do relatório e notas taquigráficas que
ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 16 de maio de 2000 (data do julgamento).
VOTO
Quanto à absolvição dos réus Paulo Fernando e Fábio, a apelação
ministerial não merece prosperar. Ocorre que evidenciado nos autos através do contrato social da empresa e pelos depoimentos dos réus, que o
denunciado Paulo Ricardo é quem exercia os atos de gerência da sociedade. Com efeito, o réu Fábio confirmou que apenas no ano de 1986 é que
veio a dedicar-se mais à empresa, “(...) em razão até das dificuldades que ela
enfrentava” (fl. 60). Isso, entretanto, de forma alguma quer significar o
reconhecimento de que exercia atos de gerência.
Quanto ao réu Paulo Ricardo, cumpre lembrar que o delito de não-recolhimento de contribuições previdenciárias e omissivo-formal, consumando-se com
a simples abstenção da atividade legalmente devida, independentemente da
produção de qualquer resultado ou efeito diverso da própria omissão: “Ou o
agente atua, e não há crime, ou se omite, e o crime está consumado” (Heleno Fragoso.
Lições de Direito Penal. José Buschatsky Editor, 4. ed., parte especial, v. 2, p. 250).
Certo, a ausência de dolo – elemento subjetivo do tipo, segundo a
teoria finalística da ação – afastando a tipicidade, exclui o crime. Mas, na
medida em que o mesmo dolo se caracteriza pela consciência (representação) e pela vontade de realizar a conduta típica, abstraindo-se qualquer
elemento valorativo da atuação do agente, parece muito difícil, senão
impossível, sustentar, pelo menos na generalidade dos casos, que não é
dolosa, no sentido finalístico, e portanto não é típica, a omissão de quem,
devendo fazê-lo, deixa de recolher, no prazo legal, tributo ou contribuição
que cobrou e que deveria recolher aos cofres públicos.
100

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Muito mais adequado, em vista do que ordinariamente acontece e
em face de situações excepcionais – que com alguns identificam, p. ex.,
certamente com boa dose de liberalidade, na impossibilidade de recolher
o tributo devido, quando está em jogo a capacidade de pagar os salários
dos empregados ou a própria sobrevivência da empresa – é falar em ausência de culpabilidade, vale dizer, ausência de reprovabilidade ou censurabilidade, ainda conforme a teoria finalística, o que também exclui o
crime, mas absolutamente não afasta a tipicidade.
A causa supralegal de exclusão da culpabilidade aceita pela jurisprudência, em tais casos, é a absoluta impossibilidade de pagamento, diante do
qual não seria exigida conduta diversa, e não a simples alegação de dificuldades financeiras.
Essa Turma já decidiu em casos análogos que “somente a situação de
absoluta insolvência da empresa, plenamente comprovada nos autos, é capaz de acarretar um juízo absolutório, diante da gravidade do delito imputado” (ACr n.º
97.04.19083-2/SC, Rel. Juiz Fábio B. da Rosa, j. 17.2.98). O “contribuinte só
se exime do recolhimento das contribuições de lei em prejuízo da receita pública em casos
excepcionalíssimos, quando a prova documental é incontestável e amplamente demonstrativa das dificuldades financeiras da empresa” (ACr n.º 96.04.53755-5/SC, Rel
Juiz Gilson Dipp, DJU de 30.4.97, p. 29.526).
No caso vertente, a materialidade está demonstrada pela NFLD juntada com o respectivo demonstrativo de débito, e a autoria não foi por ele
negada. A justificativa para o não-recolhimento foi o fato de a empresa
passar dificuldades financeiras.
Com efeito, a prova idônea para a demonstração da absoluta impossibilidade de pagamento em razão das dificuldades financeiras da empresa é
puramente documental, bastando, para tal, a apresentação dos balanços
financeiros da empresa, declaração de falência, concessão de concordata,
declarações do imposto de renda, certidão do cartório de protesto de títulos, execuções judiciais, reclamatórias trabalhistas, etc., contemporâneos
ao período denunciado, o que efetivamente não foi apresentado, no caso.
Do conjunto probatório acostado aos autos, verifica-se que o réu
não logrou demonstrar a absoluta incapacidade de pagamento das contribuições previdenciárias descontadas do salário dos empregados durante
o período referido na denúncia, conforme aduziu a defesa em juizo, sendo que tal ônus lhe competia.
Quanto à pena fixada, o STF já se manifestou no seguinte sentido:
“(...) Tratando-se de continuidade delitiva, observa-se a lei em vigor na data dos
101

José Alves Paulino

procedimentos condenáveis mais recentes. (...) A percentagem há de ser fixada considerando o número de atos praticados. Contendo o decreto condenatório a notícia de
prática diuturnas no período de dois anos, (...) mostra-se consentânea com a ordem
jurídica a fixação da percentagem em um terço” (HC n.º 74.250/SP, 2.ª Turma,
Rel. Min. Marco Aurélio, DJU de 29.11.96, p. 47.158).
E, no tocante à fixação do número de dias-multa, este deve obedecer às circunstâncias judiciais do art. 59 do CP, sendo que, no caso vertente, sendo estas circunstâncias inteiramente favoráveis ao réu, deveria
ser fixada em 10 dias-multa, acompanhando a pena-base, também fixada
no mínimo legal.
Nessas condições, nego provimento ao recurso do Ministério Público Federal
e dou parcial provimento ao recurso do réu, apenas para reduzir para 10 (dez) o
número de dias-multa.
É o voto.

Recurso de Habeas Corpus n.º 5.805/SP*
RELATOR: EXMO. SR. MINISTRO VICENTE LEAL
RECORRENTES: VICTOR MANOEL COSTA GOMES E OUTRO
RECORRIDO: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PACIENTES: VICTOR MANOEL COSTA GOMES
FLORINDA MARQUIOLI GOMES
ADVOGADOS: WRADEMIR GERIM E OUTROS

EMENTA
PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. AÇÃO PENAL.
TRANCAMENTO. OMISSÃO NO RECOLHIMENTO DE TRIBUTOS.
PENDÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONDIÇÃO DE
PROCEDIBILIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA. EXAME DE PROVAS. DENÚNCIA. INÉPCIA. NÃO-CONFIGURAÇÃO.
– Consoante reiterada orientação pretoriana, não constitui condição
de procedibilidade, da ação penal por infração de sonegação fiscal, a apuração
do débito tributário na instância administrativa.
– O trancamento da ação penal por falta de justa causa não é admissível quando para afastar a imputação é necessário o revolvimento da prova
* In DJU de 2.12.1996, Seção 1.

102

11.137/90. por motivo de licença. ao fundamento de que são autônomas as instâncias fiscal e penal. porque teriam fraudado a fiscalização tributária estadual. na conformidade dos votos e notas taquigráficas a seguir. negar provimento ao recurso. por unanimidade. não se podendo exigir em crime societário a descrição da conduta de cada um dos pacientes. bem como inépcia da denúncia. uma vez que há suspeitas fundadas de sua participação nos fatos e que a mesma tem responsabilidade penal. Ministro William Patterson. que não é instrumento processual para obter-se absolvição sumária. pois tal providência é descabida por via de habeas corpus. (fls. acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. omitindo operações referentes ao ICMS. caput.º. o Sr. remetendo-se para a instituição criminal a apuração completa da culpa. os arts. A. Ausente. SR. 103 . e ao art. 1. o que não acarreta ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Ministros Fernando Gonçalves. relatados e discutidos estes autos. Ari Oliveira Pinto e Wrademir Gerim impetraram perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ordem de habeas corpus em favor de VICTOR MANOEL COSTA GOMES e FLORINDA MARQUIOLI GOMES.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais dos fatos. Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 8 de outubro de 1996 (data do julgamento). ACÓRDÃO Vistos. O writ foi denegado pela eg. causa e interesse de agir do Estado. a responsabilidade. denunciados por infração aos arts.c. é dos dirigentes da empresa.. – Indústria Química de Anilinas Ltda. a ilegitimidade passiva da paciente Florinda Gomes. tudo c. ainda. Acentua o acórdão que não há que se falar em ilegitimidade passiva da paciente. Brasília-DF. Alegaram. da Lei n.º 8. Participaram do julgamento os Srs. do Código Penal. II. sócios-proprietários da empresa I. Pleitearam o trancamento da ação penal por falta. e que a denúncia descreveu adequadamente os delitos imputados aos pacientes. 234-238). não se exigindo na peça acusatória inicial a precisa individualização da conduta dos agentes. RELATÓRIO O EXMO. 69 e 71. Q. MINISTRO VICENTE LEAL (RELATOR): Os advogados Adelmo da Silva Emereciano. Anselmo Santiago e Luiz Vicente Cernicchiaro. IV e V. – Em tema de crime de sonegação de tributos. – Recurso ordinário desprovido. em tese.

poder-se-á. A douta Subprocuradoria-Geral da República. Exercido o direito de ação. 260-262). porque não individualizou a conduta de cada um dos denunciados. opina pelo desprovimento do recurso. No voto condutor do julgamento. MINISTRO VICENTE LEAL (RELATOR): Como salientado no relatório.José Alves Paulino Irresignados. b) ilegitimidade passiva da recorrente Florinda Marquioli Gomes. invocando lições de doutrina de Miguel Fenech. de sorte que a discussão do lançamento naquela não impede a instauração de processo para punir crime conexo às manobras de sonegação do tributo ou que nelas consistiu.245/95 erigido.º 9. SR. pois a denúncia foi oferecida e recebida antes de sua vigência. o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo rebateu o primeiro fundamento desenhado na petição de habeas corpus. indagar do prejuízo para a Fazenda Pública. Nas contra-razões. que está suspensa em face da impugnação administrativa. verbis: 104 . o ilustre Desembargador Dante Busana. c) inépcia da denúncia. Ao decidir a causa sob enfoque. reeditando os mesmos fundamentos aduzidos na peça de impetração (fls. pois ainda não há a exigibilidade do tributo. 268271. ainda. não haveria exigir a condição de procedibilidade retroativamente” (fls. os impetrantes interpõem o presente recurso ordinário. uma vez que não houve dano ao Erário Público. inclusive. 236-237). 242-258). No âmbito deste e para seus fins. VOTO O EXMO. a apuração do débito fiscal na via administrativa em condição de procedibilidade (não o fez. em parecer de fls. por via oblíqua. porque a extinção da punibilidade a esse título já existiu e nunca teve esse caráter) e não influiria na hipótese em debate. invocando precedentes desta Corte de Justiça e acentuando litteris: “Tranqüilo o entendimento da autonomia das esferas fiscal e penal. após afastar a alegada ilegitimidade passiva da paciente. Tivesse a Lei n. salientou. o pleito formulado no presente recurso ordinário objetiva o trancamento da ação penal sob a invocação de triplo fundamento: a) falta de justa causa e interesse de agir do Estado. a Procuradoria-Geral da Justiça pugna pelo desprovimento do recurso (fls. sob a alegação de que jamais exerceu atividade na empresa. É o relatório. limitando-se sua participação à simples condição de sócia-quotista da sociedade.

º 5. praticado pelos pacientes. 2 – O habeas corpus não é via adequada para o exame aprofundado de provas. depende de prova. os seguintes precedentes desta Corte. As instâncias são autônomas.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais “Ora. MÁ-FÉ. a administrativa eventualmente. 1 – Denúncia que descreve crime. que só o marido gerenciava. Não merece censura a decisão do Tribunal a quo. DA LEI N. Rel. a descrição da conduta de cada um dos pacientes. ambos com poderes de gerência” (fl. em tese. E no tocante à alegação de inépcia da denúncia foi acentuado no acórdão recorrido: “A denúncia descreve os delitos que imputa. Assis Toledo. PROCESSUAL PENAL – ILÍCITO FISCAL – DENÚNCIA. na hipótese a afirmação de que Florinda Marquioli Gomes jamais exerceu qualquer atividade na empresa. CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL (ART. em todas as suas circunstâncias (fls. 238). 181-183).º 8. 3 – A pendência de recurso em processo administrativo não impede a propositura da ação penal. “RHC. constitui questão de alta indagação. Com efeito. na área do Direito Penal. 1. Min. Merecem destaque.315/SP.6. é incontroverso na doutrina e na jurisprudência o entendimento de que a apuração do débito tributário na instância administrativa não é condição de procedibilidade de ação penal por crime de sonegação fiscal. não se podendo reclamar. de maneira absoluta. a jurisdição penal. uma poderá repercutir sobre a outra.º. EXAME DE PROVAS PENDÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA – As instâncias penal e 105 . em crime societário. DJU de 24. verbis: “HABEAS CORPUS. não é pressuposto para o oferecimento da denúncia a exaustão da instância administrativa. II.96). impossível de ser solucionada no âmbito angusto do remédio constitucional” (fl. neste sentido. 237). Todavia.137/90). 4 – O resultado de processo administrativo semelhante não vincula a decisão a ser proferida no processo criminal” (RHC n.

proferiu a decisão: A Turma. negou provimento ao recurso. nego provimento recurso. em tese. A primeira poderá repercutir de maneira absoluta na segunda. imprópria é a via do habeas corpus para obstar a realização da investigação. Assis Toledo. que não é instrumento processual próprio para se obter sentença de absolvição sumária. embora se intercomuniquem.º 5. No que tange à alegação de ilegitimidade passiva da recorrente Florinda Marquioli Gomes. como condição de procedibilidade. Ora. o esgotamento da instância administrativa.José Alves Paulino administrativa são autônomas. exigindo para a sua exata compreensão exaustivo exame de provas. nos termos do voto do Sr. remetendo-se para a instrução criminal a apuração completa da culpa.085/SP. não se exigindo. TRANCAMENTO.6.6. 2 – O oferecimento da denúncia prejudica o presente pedido. INQUÉRITO POLICIAL. não merece acolhimento. Min. como é sabido. Rel. é tema que apresenta complexidade fática. Ministro-Relator. DJU de 24. o tema não comporta exame na via estreita do habeas corpus. o recebimento da denúncia. CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEXTA TURMA. Isto posto. Esta não é pressuposto. DJU de 6. agora. nem condição jurídica necessária para imputação do Ministério Público” (RHC n. é dos dirigentes da empresa. cabendo ao interessado atacar. Luiz Vicente Cernicchiaro. E quanto à alegação de inépcia da denúncia por falta de individualização da conduta. Deste modo. “HABEAS CORPUS. Participaram do julgamento os Srs. em tese. Rel. em tema de crime de sonegação de tributos.96). em sessão realizada nesta data. no crime de sonegação fiscal. SONEGAÇÃO FISCAL. 3 – Não exige. 4 – Recurso ordinário improvido” (RHC n.º 3. ao apreciar o processo em epígrafe.94). Ministros Fernando 106 . na peça acusatória inicial. É o voto. a responsabilidade. O oferecimento da denúncia dispensa esgotar a via administrativa. a precisa indicação da conduta dos agentes. por unanimidade. Min.064-0/PR. 1 – Constituindo o fato objeto de investigação ilícito penal.

Anselmo Santiago e Luiz Vicente Cernicchiaro. não abrangendo a norma incriminadora. dele não surtindo conseqüências de eliminação do tipo penal.11. 107 . IMPOSSIBILIDADE.º 9. sentença. o Sr. DECIDE a 2.2000.ª Região. SR. São Paulo. Seção 2.03.º 97. * In DJU de 16. por unanimidade. dar provimento ao recurso para reformar a r. JUÍZO DE ATIPICIDADE FULCRADO EM NORMA INSTITUTIVA DE CAUSA DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. Brasília. CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DESCONTADAS DOS SALÁRIOS DOS EMPREGADOS. devendo os autos retornar à Vara de origem. O referido é verdade. por motivo de licença. Ausente. 5 de setembro de 2000 (data do julgamento). Recurso provido. II – O art. nos termos do relatório e voto. III – Tipicidade do fato reconhecida. que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.036910-3/SP* RELATOR: EXMO.249/95 não vai além da previsão da extinção da punibilidade nas hipóteses que especifica e às quais cingem-se os indiretos efeitos de descriminalização.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3. mas retira a punição apenas de certas condutas.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Gonçalves. DESEMBARGADOR FEDERAL PEIXOTO JÚNIOR APELANTE: JUSTIÇA PÚBLICA APELADO: PAULO DE MENEZES APELADO: ALFREDO MARTINS ADVOGADO: DALTON RAMOS MARANHÃO EMENTA PENAL. Dou fé. I – A instituição de causas de extinção da punibilidade traduz atividade de descriminalização indireta. Apelação Criminal n. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas. 8 de outubro de 1996. 34 da Lei n. Ministro William Patterson.

d. Em contra-razões a defesa corrobora os fundamentos da sentença.º 9.º 8. segundo a preambular acusatória. no arrazoado apresentado alegando nulidade da decisão por ter o magistrado de primeiro grau absolvido os réus sem entrar no mérito da demanda penal ao reconhecer descriminalizada a conduta com fundamento no art. absolvendo o réu por entender descriminalizada a conduta por obra do art. pelo que se requer a anulação e retorno dos autos à primeira instância para que outra decisão seja proferida. em aditamento opinando o ilustre Procurador Regional da República contrariamente à aplicação do disposto no art. parágrafo único. VOTO A tese sustentada no arrazoado recursal é de nulidade da sentença por se basear a absolvição dos réus em juízo de descriminalização da conduta extraído da previsão legal do art.212/91.c.º 9. 11. terem deixado de recolher os valores das contribuições previdenciárias descontados dos salários dos empregados no período de outubro de 1989 a fevereiro de 1992.639. O feito percorreu seus trâmites cabíveis. 14. III. c.249/95.98. publicada em 26.249/95 que dispõe sobre a extinção da punibilidade do delito nas condições que especifica. 108 . fundamentada no art. alegando-se que a sentença limitou-se a negar a aplicação da lei sem entrar na análise do mérito. da Lei n. É o relatório. 386. sobrevindo sentença de absolvição dos réus. da Lei n. combatendo ainda a imputação na linha de argumentação de dificuldades financeiras sofridas pela empresa. 34 da Lei n. 34 da Lei n.5.º 9. na qualidade de sócios-gerentes da empresa Mareval Manutenção e Reparação de Vagões Ltda. do Código Penal por. do Código de Processo Penal.º 9. 95. O parecer ministerial é pela anulação da sentença. I.José Alves Paulino RELATÓRIO O DESEMBARGADOR FEDERAL PEIXOTO JÚNIOR: Paulo de Menezes e Alfredo Martins foram denunciados pelo Ministério Público Federal por infração ao art. O juiz da causa em primeiro grau proferiu a sentença na linha de consideração da tipicidade do fato. o art. Da sentença recorre a acusação.249/95. 34 da Lei n.. À revisão.

tornando a norma penal indevidamente em via coativa para o recebimento de dívida e não como forma eficaz de impedir condutas lesivas aos relevantes valores sociais que. mas na opinião pessoal. apenas a opinião pessoal. Com isto explicita que com a edição da norma permissiva da extinção da punibilidade seu único interesse era mesmo a dívida fiscal (civil lato senso). a declaração do Estado em não ter interesse no processamento de quem devendo para a Seguridade Social quita o seu débito anteriormente à denúncia. podem ser praticadas à vontade. cabendo ao criminoso tão somente pagar sua dívida antes do recebimento da denúncia”. A norma do art. apesar da inútil tentativa de enquadramento jurídico. ainda que passando despercebida ao prolator da decisão. relegados. Só a lei nova. então. como transparece da motivação. a final. que efetivamente dispõe sobre o fato típico é hábil a ensejar efeitos de descriminalização. com base em um dispositivo legal que dispõe sobre uma causa de extinção da punibilidade pronunciou um juízo de descriminalização da conduta.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais O juiz de primeiro grau. pouco importando a efetiva lesão causada ao bem jurídico tutelado expressado no prejuízo aos serviços mantidos pela Seguridade Social. então. Nenhum dos motivos elencados se qualifica como argumento de ciência do Direito Penal. implica. in verbis: “E esta possibilidade de extinção de punibilidade tem como corolário. em verdadeiro abuso do Estado em face do cidadão. que não se baseia em autênticos raciocínios de interpretação mas exatamente no arbítrio individual. como tal não deixa de ser. As conclusões do magistrado de primeiro grau não se fundam na lógica. 34 – inserida sintomaticamente em lei que trata de Imposto de Renda –. como refere Ney Fayet (A sentença criminal e 109 . Fere a técnica do Direito Penal semelhante decisão. E se o Estado não tem este interesse é porque está declarando que basta o pagamento para deixar de aplicar as conseqüências penais à conduta do devedor. Se a sentença não fornece válidos fundamentos para a conclusão de atipicidade da conduta velhos e nela ignorados conceitos de Direito Penal dão o desmentido de suas conclusões. A instituição de causas de extinção da punibilidade traduz atividade de descriminalização indireta. a um plano de absoluta impunidade não obstante a violação causada. Não há liame lógico entre as premissas e conclusões. que.

A conclusão de atipicidade da conduta ensejada pela preliminar intelecção do fato narrado em face da previsão abstrata da norma penal prejudica necessariamente as demais cabíveis indagações e seria mesmo impróprio. figura de que cuida o art. no Código de Processo Penal anotado. O art. 5.249/95 não vai além da previsão da extinção da punibilidade nas hipóteses que especifica e às quais cingem-se os indiretos efeitos de descriminalização. de Damásio E. exaurindo a jurisdição do juiz prolator.. 34 da Lei n. no silogismo que considera a regra de direito como premissa maior e o fato descrito na denúncia como premissa menor. A questão que nesse quadro demanda solução concerne à possibilidade de. lê-se. No tocante à extensão da apelação da Justiça Pública.José Alves Paulino suas nulidades. p. limitadas ao pedido de anulação da sentença e retorno dos autos ao juízo de origem. destarte. poder ou não o Tribunal. apreciado o delito em tese na prolação da sentença com a conseqüência da absolvição do réu e ensejo para o recurso de apelação. por exemplo. A irrelevância criminal do fato pode resultar do exame de provas. do CPP como hipótese de rejeição da denúncia. dele. do mesmo estatuto processual penal. conseqüentemente. Não obstaculiza o julgamento da apelação extensivo ao exame da pretensão punitiva o teor das razões do recurso. uma vez reconhecido o caráter criminoso do fato. 581. caso. 43. tem-se o exame do delito em tese. prosseguir na apreciação do pedido acusatório. A absolvição fundada no juízo de atipicidade da conduta de regra caracteriza conhecimento no mérito da demanda penal.º 9. Rejeitada a solução adotada na sentença. o seguinte: 110 . 24) mas como ressalva o doutrinador a norma penal. prosseguir o juiz no exame da materialidade e autoria de um fato previamente não reputado criminoso. I. porque motivação não gera preclusão. retira a punição apenas de certas condutas. ou pode emergir de plano. na hipótese. ed.. não abrangendo a norma incriminadora. p. com possibilidade de revisão da decisão em recurso em sentido estrito nos termos do art. e também inútil. em que a materialidade resulta provada mas também alguma circunstância que suprime qualquer elemento integrativo da figura delituosa. ed. não surtindo conseqüências de eliminação do tipo penal. 383). Na segunda hipótese. de Jesus (8. cabe perquirir sobre o rumo a ser seguido no julgamento do processo criminal.

porquanto absolvido o réu por motivação que substancialmente versa matéria de admissibilidade da ação penal e não de mérito. ainda que possam ser interpretadas como parciais. contra sentença de primeiro grau.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais “Se o Ministério Público não especifica de que parte do julgado recorre. Outra consideração que se impõe é que a situação configurada não se enquadra em quaisquer das hipóteses do art. por outro lado. São Paulo.534).79. obrigam ao conhecimento total’ (STF. fosse o prosseguimento do julgamento no mérito recursal. que só se revelaria cabível se admissível. É como voto. o que é defeso (STF. Como ensina José Frederico Marques.º 9. se o Ministério Público apelou. ‘suas razões. CJ 6.6.045852-1 de minha relatoria. No mesmo sentido: RT 525/393. 564 do CPP e não caracteriza nulidade processual. entende-se que o faz de toda a decisão. Assim. Ampla é a cognição na prolação da sentença e nada impede o juiz de fundamentar sua decisão no campo da tipicidade abstrata do fato. IV/207). vedado lhe está diminuir ulteriormente o âmbito do procedimento recursal’ (Elementos de Direito Processual Penal. Por estes fundamentos. se apela amplamente. o que equivaleria à desistência parcial.114. baixando-se os autos para que outra seja prolatada com apreciação do mérito da demanda penal. não havendo qualquer irregularidade ao reputar prejudicada a matéria remanescente. e sob este aspecto não há impedimento ao conhecimento do pedido acusatório no julgamento do recurso. 111 . no rigor técnico. RTJ 51/414). de supressão de um grau de jurisdição se me parece atendível. valendo a determinação ora prolatada de tipicidade do fato e nestes limites ficando substituída a decisão de primeiro grau. daí a inevitabilidade de retorno dos autos ao juízo de primeiro grau. A hipótese não se me parece de anulação. mas de reforma. A mesma orientação também foi adotada por esta Turma no julgamento da Apelação Criminal n. RTJ 93/471”.639/ 98 suscitada no aditamento ao parecer ministerial. p. 4. até porque o recebimento da denúncia é ato que não gera preclusão. A sentença. porém. sem estabelecer limitações. restando prejudicado o conhecimento da matéria pertinente à Lei n. não é nula. Saraiva. dou provimento ao recurso para reforma da sentença nos termos supra. ‘por exemplo. A alegação. DJU de 8.03. realizado no dia 28 de setembro de 1999.º 97. 521/414 e 615/262.

FED. Preliminar rejeitada. Recurso provido. Evidente a crise financeira enfrentada pelo agente.077/SP (Reg n. ao apreciar os autos do processo em epígrafe. proferiu a seguinte decisão: A Segunda Turma. SR. 2. por unanimidade. 386 do CPP. Seção 2.º 77. 95.2000.212/91 – ANISTIA – INOCORRÊNCIA – DIFICULDADES FINANCEIRAS DEMONSTRADAS – CAUSA EXCLUDENTE DA ANTIJURIDICIDADE DA CONDUTA – ABSOLVIÇÃO. * In DJU de 6. 11 da Lei n. LEI N.639/98. Aplica-se ao caso o princípio de inexigibilidade de conduta diversa. Votaram os(as) JUIZ CONV. o impossibilitou de efetuar o recolhimento das contribuições previdenciárias.5. ARICÊ AMARAL. deu provimento ao recurso da Justiça Pública determinando o retorno dos autos ao Juízo de origem. 3. 1. nenhum efeito produziu a anistia criminal por ele concedida. Presidiu o Sr. Desembargador Federal Aricê Amaral em face da ausência ocasional da Sra. em sessão realizada nesta data.98. DESEMBARGADOR FEDERAL OLIVEIRA LIMA APELANTE: OSCAR PIACENTINI ADVOGADO: JOSÉ AREF SABBAGH ESTEVES APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA EMENTA APELAÇÃO CRIMINAL – RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DESCONTADAS DE EMPREGADOS – ART.º 1999.º 8. 112 . D.724/SP). Em conseqüência. o que.º 9.03-99. Apelação Criminal n. 4.º 9. inclusive com a decretação da falência de sua empresa. Desembargadora Federal Sylvia Steiner.6.074829-1)* RELATOR: EXMO. O Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o parágrafo único do art.José Alves Paulino CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA. explicitando que aludida declaração tem efeitos ex tunc (HC n. MANOEL ÁLVARES e DES. a toda prova. em sua publicação no DOU de 26. devendo ser o réu absolvido nos termos do inciso V do art.

65. opinado pelo provimento parcial do recurso. 65. Dr. nos períodos de novembro/1992 a abril/1993. do Código de Processo Penal. sentença de fls.º 7.º 8. lacrada após a decretação de falência. teria descontado dos salários de seus empregados.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais ACÓRDÃO Vistos. alegou as seguintes preliminares: – nulidade da sentença. 95. subiram os autos a este E. os arts. alínea d.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3. – extinção da punibilidade. Narra a denúncia que o ora recorrente. – cerceamento de defesa. por não ter aplicado a atenuante do art. para aplicar-se ao caso a atenuante do art. inciso VI. da Lei n. não as repassando à autoridade previdenciária. por não ter tido acesso à documentação de sua empresa.639/98. parágrafo único. a co-ré Palmira Bovi Piacentini. tendo em vista a anistia concedida através do art. RELATÓRIO O EXMO.c. Com contra-razões.ª Região. I. 61. A sentença absolveu.. contra a r. O apelante. tendo o ilustre representante do Ministério Público Federal. g. na qualidade de administrador da empresa Oscar Piacentini & Cia. Tribunal. 51 da Lei n. No mérito.c. com fulcro no art. do Código Penal. São Paulo. discutidos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas DECIDE a 1. pugna pela aplicação da excludente da ilicitude.º 9. II. 113 . do Código Penal. DESEMBARGADOR FEDERAL OLIVEIRA LIMA: Trata-se de apelação criminal interposta por OSCAR PIACENTINI.492/86. contribuições devidas à Seguridade Social. eis que contava com mais de 70 anos na data da sentença. 386. nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. 11. do Código Penal. da Lei n. em suas razões. tendo em vista o estado de necessidade. Ltda. I. 25 de abril de 2000 (data do julgamento). Ricardo Nahat. c. que o condenou à pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão por infração ao art.212/91 c. SR. 192-197. e 71. por unanimidade. o art. O regime estabelecido para o cumprimento da pena foi o aberto. rejeitar a preliminar e no mérito dar provimento ao recurso.

foi reconhecido oficialmente pelo Congresso Nacional que o texto relativo ao parágrafo único do art. São igualmente anistiados os demais responsabilizados pela prática dos crimes previstos na alínea d do art. diz a culta Desembargadora Federal Suzana Camargo. 95 da Lei n. No entanto.4. bem como cópias autenticadas da documentação. mas agora com a supressão do parágrafo único. 11. tendo ele juntado os documentos de fls. em brilhante e profundo estudo por ela realizado a respeito da matéria: “Acontece que. 95 da Lei n. VOTO O EXMO. Parágrafo único. logo em seguida à publicação.212. Essa disposição legal foi publicada no Diário Oficial da União de 26 de maio de 1998. É o relatório. e no art. de 1960”. 86 da Lei n. sem que fosse atribuição legal sua. SR. Ocorre que.José Alves Paulino O apelante foi intimado para apresentar sua certidão de nascimento original. decorrente da Medida Provisória n. da Lei n. de 26 de agosto de 1960. relativa à falência de sua empresa. de 1998. que ratificou seu parecer. e no art. sendo que tal inserção ocorreu ao tempo em que foi apresentado o Projeto de Lei de Conversão de n. de 1991. DESEMBARGADOR FEDERAL OLIVEIRA LIMA (RELATOR): Analiso. de 25. Ao revisor.º 8.212.º 160814 a concessão de anistia. aos acusados da prática do delito aqui examinado. a título de conter erros a anterior. a questão da anistia concedida.º 9. 11 retromencionado não havia sido objeto de aprovação pelo Poder Legislativo. Na verdade. Explicando a razão da nova versão dada à lei.º 3807.807.98.º 3. houve a deliberação no sentido de ser expungido de seu texto o parágrafo único 114 .º 4. com a seguinte redação: “Art. no dia seguinte. São anistiados os agentes políticos que tenham sido responsabilizados. 259-269.639. quando da discussão e deliberação do Projeto de Lei de Conversão n. nova publicação foi feita do aludido diploma legal. 11. não constava nem mesmo da Medida Provisória n. de 1998. parágrafo único.º 8.º 4. Nova vista foi aberta ao parquet Federal. 86 da Lei n. pela prática dos crimes previstos na alínea d do art.º 1608-14. por primeiro. pelo art. apresentado o projeto pelo relator para discussão. de 1991.

Entretanto.5.639. 11. embora contivesse incorreções. por equívoco foi tomada como base a primeira versão constante do processo.5. de 1960. letra d. 11. Cabe esclarecer que.º 8. 1.º 220/98.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais do art. 11. § 4. Presidente da República. No momento da confecção dos autógrafos a serem encaminhados à sanção do Senhor Presidente da República.807. firmado pelo Sr. então. promulgado e publicado.98.ª que o Plenário do Congresso Nacional.º 1608-14. da Lei n. sem o parágrafo único do art. 86 da Lei n. Secretário-Geral da Mesa do Senado nos seguintes termos: ‘Com referência à Lei n.5. ao ser encaminhado o texto à sanção presidencial. 95. novamente constou o parágrafo único do art.º 3.98. Constatado o equívoco. e com essa última versão é que veio a ser aprovado pelo plenário do Congresso Nacional.98’”.98. forte corrente doutrinária logo se formou. de 1991. A trajetória e os percalços pelos quais passou o Projeto de Lei de Conversão n. de imediato. 11. que concedia anistia a todos os que tivessem sido responsabilizados pela prática dos crimes previstos no art. de 16 de junho de 1998. advindo da Medida Provisória n.5. aprovou o Projeto de Lei de Conversão n. deixou de constar o parágrafo único do art. produzira todos os efeitos que lhe são próprios. Tendo em vista o ocorrido. assim a ser sancionado. destarte. na sessão de 12. em sua inteireza. informa a V. entendendo que o texto primitivo. na sessão de 12. o que veio a ocorrer no dia seguinte.5. na sessão em que houve sua aprovação. de 25 de maio de 1998.º. “as correções a texto de lei já 115 .212. dele não constando o parágrafo único do art. já que. da Lei de Introdução ao Código Civil.º 4. o Relator da matéria apresentou uma versão do mencionado projeto de lei de conversão com o dispositivo em questão. 11.S. a despeito dessas circunstâncias. de 1998. ou seja 27. nova mensagem foi enviada ao Sr. e no art.º 9. no Ofício SGM n. quando. vindo. ensejando a publicação da lei no Diário Oficial da União de 16. foi enviada mensagem ao Senhor Presidente da República comunicando o fato e ensejando a republicação da lei.º 4 estão retratados. ficando mantido somente o caput. Mas. o Relator apresentou novo texto do projeto de lei de conversão. a republicação da lei em 27 de maio de 1998. contendo o mencionado dispositivo.º. Constatado o erro.98. versão esta que veio a ser aprovada pelo Plenário. na sessão do dia 5. face ao art. propiciando.

Assim.º 9.º 9. 263). Ltda. da Lei n. do qual participam. contra ato desta Turma. a exemplo de qualquer ato jurídico. ou seja. 10).639/98.º 8. Ora.212/91. Em conseqüência.José Alves Paulino em vigor consideram-se lei nova”. na verdade. um cunho acadêmico. em sua publicação no Diário Oficial da União de 26. As preliminares seguintes. contudo.4. com o termo legal de quebra fixado no 60. explicitando-se que a declaração tem efeitos ex tunc” (DJU de 11. dizia essa corrente.724-3/SP. não é bem assim. letra d. que logo foi seguida por pequena parcela de juízes federais de primeiro grau. resulta não ter ele produzido qualquer efeito. resulta ser nulo o questionado parágrafo único por dele não ter participado um dos agentes capazes – o Congresso Nacional – e por não haver obedecido a forma prescrita. ajuizou pedido de concordata preventiva (fl.639.5. o Congresso Nacional.11. 11 da Lei n. a concessão dessa espécie de extinção da punibilidade criminal é um ato complexo.98. obrigatoriamente.º 31. inciso VIII). relativas ao cerceamento de defesa e dosimetria da pena. 11 da prefalada Lei n.94 foi decretada a falência da empresa. sua aprovação pelo Legislativo e posterior sanção pelo Executivo.4. a competência para concessão de anistia (art. 95. Em 13. por ter vigorado por um dia. confiou-lhe.891. exceção feita aos agentes políticos. 48. serão apreciadas juntamente com o mérito. exige.639/98. sendo que em data anterior (14. A vigente Constituição Federal. Produzindo essa declaração de inconstitucionalidade efeitos desde a publicação do questionado dispositivo legal. 11 da Lei n.313-5 foi lançada em 16 de março de 1994. com a sanção do Presidente da República.º 77. conforme já se viu. vale dizer.98 – p. ao cuidar das atribuições do Congresso Nacional. o Congresso Nacional e o Presidente da República. não participou da feitura do parágrafo único do art. objeto lícito e forma prescrita ou não vedada pela Constituição. já que o Supremo Tribunal Federal. previstos no caput do art. 116 . “declarou a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 265). o delito foi cometido no período de novembro de 1992 a abril de 1993. A NFLD n.º dia contado retroativamente do ajuizamento do pedido de concordata (fl. aludida disposição legal anistiara todos os delitos da espécie até então praticados. para sua perfeição. A questão.89) a empresa Oscar Piacentini & Cia.º 9. não tiveram extinta sua punibilidade pela pretendida anistia. Essa matéria tomo-a. ao apreciar o Habeas Corpus n. Como a lei. agente capaz. De acordo com a denúncia. os acusados pela prática do crime previsto pelo art.

ª Reg. 1. 2.. DJU de 5. Federal Sylvia Steiner. Des..º 8. aplicando-se o princípio de inexigibilidade de conduta diversa. Provimento do recurso para reformar a r. 5. face a não-comprovação do dolo na conduta. ser o caso de reconhecer-se um tipo especial de “estado de necessidade”. sem o qual não se aperfeiçoa o delito.ª Turma. autoriza o reconhecimento do estado de necessidade.062936. Sentença mantida” (ACr n. 1. “PENAL – NÃO-RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DESCONTADAS DOS SALÁRIOS DOS EMPREGADOS – LEI N.ª Reg. 1. 2. esse numerário não lhe pertence e nem à sua empresa mas é de propriedade de 117 .03. 98. Des. A difícil situação financeira da empresa que veio a falir. Rel. aplicável o princípio da inexigibilidade da conduta diversa.11.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Verifica-se.2. APROPRIAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – DIFICULDADES FINANCEIRAS DA EMPRESA – ESTADO DE NECESSIDADE – CARACTERIZAÇÃO E RECONHECIMENTO – DOLO – NÃO-COMPROVAÇÃO – PROVIMENTO DO RECURSO. Assim. causa excludente da antijuridicidade da conduta. 3.97. Quando a lei atribui ao contribuinte o dever de descontar dos salários dos empregados o valor da contribuição social.46994.ª Turma. Impõe-se a absolvição do réu. Federal Roberto Haddad. sentença recorrida e absolver o réu da imputação trazida na inicial” (ACr n.º 96.03.º 96. trago a colação os seguintes julgados: “PENAL. Rel. ele age como mero depositário dos recursos públicos. Parece-me necessário esclarecer bem o meu entendimento a respeito desta tormentosa questão.278).97. TRF/3. TRF/3.212/91 – DIFICULDADES FINANCEIRAS COMPROVADAS – APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INEXIGIBILIDADE DA CONDUTA DIVERSA – RECURSO IMPROVIDO – SENTENÇA MANTIDA. p.208). Apelo não provido. Nesta esteira de entendimento. p. conforme devidamente comprovado nos autos. DJU de 18. Tendo sido comprovada as alegadas de dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa quando do não-recolhimento das contribuições previdenciárias. destarte. 2.

Obrigação tributária * In DJU de 29. para absolver o apelante.11. um pormenor que modifica todo esse panorama. ao apreciar os autos do processo em epígrafe. meu voto dá provimento ao recurso. com fulcro no art. como termo legal da quebra. FED. 386. ROBERTO HADDAD e JUIZ CONV. Sonegação fiscal (ISS). Decretada a falência da empresa. inciso V. GETÚLIO PINHEIRO EMENTA Apelação criminal. em sessão realizada nesta data. impossibilitado se encontra o administrador da firma de promover qualquer recolhimento. Apelação Criminal n. Inocorrência de cerceamento ao direito de defesa. No caso. no momento oportuno. Votaram os(as) DES. contudo. proferiu a seguinte decisão: A Turma. muito embora permaneça no caixa da sociedade jurídica. Ausente justificadamente o(a) DES. O seu não-recolhimento aos cofres públicos. Diante do exposto. CERTIDÃO Certifico que a egrégia PRIMEIRA TURMA. Seção 3. restando prejudicada a análise das demais questões postas no apelo.José Alves Paulino terceiro. deve ser reformada a sentença de primeiro grau. 118 .829/98 – DF* ÓRGÃO: SEGUNDA TURMA CRIMINAL CLASSE: APELAÇÃO CRIMINAL APELANTE: ANTÔNIO JOÃO DOS SANTOS APELADA: A JUSTIÇA PÚBLICA RELATOR: DES. Assim sendo. por unanimidade. nomeado o síndico e fixado. GARDÉS VOGAL E RELATOR DESIGNADO: DES. VAZ DE MELLO REVISOR: DES. FED. THEOTÔNIO COSTA. deu provimento à apelação nos termos do voto do(a) Relator(a). JOAZIL M.º 18. a fim de absolver Oscar Piacentini da imputação prevista na denúncia. há. GILBERTO JORDAN.2000. data anterior ao vencimento da primeira parcela a ser recolhida. Perícia contábil indeferida. do CPP. já se consubstancia na prática do delito aqui em exame.

de acordo com a ata do julgamento e as notas taquigráficas. um total de R$26. inciso I. GARDÉS – Revisor e GETÚLIO PINHEIRO – Vogal e Relator designado. VAZ DE MELLO – Relator.137/90. no período compreendido entre março/95 e dezembro/95.º.249/95. 1.137/90.º. e art. para efeito de contagem do prazo prescricional. Não pode o responsável ser dela eximido mediante contrato em que a transfere a terceiro. na condição de representante da Federação Brasiliense de Voleibol. devendo ser desconsiderado o aumento de pena.º. Desnecessária a realização de perícia para apurar esse fato. inciso II. Incide nas penas cominadas no art. DA MESMA LEI. 3. 2.º 8. ambos por 10 (dez) vezes. 1. 4. da Lei n. INCISO II. 1.º 9. deixou de recolher. Narra a peça acusatória que. JOAZIL M. por maioria.º 8. pois essa convenção só é juridicamente válida entre as partes. Brasília.º. RELATÓRIO ANTÔNIO JOÃO DOS SANTOS.º. no vencimento. exige-se prova do parcelamento do débito antes de recebida a denúncia. A continuidade delitiva foi instituída em benefício do réu. encontrando-se embutido no preço. 34 da Lei n. Extinção da punibilidade pelo parcelamento do débito. inciso I. 5. DA LEI N. MANTER A CONDENAÇÃO NAS PENAS DO ART. 1. da Lei n.64 (vinte 119 . ACÓRDÃO Acordam os Senhores Desembargadores da Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. com fulcro no art.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais estabelecida em contrato. com o intuito de suprimir ou reduzir tributos. O valor correspondente ao imposto sobre serviços é repassado ao consumidor. E SUBSTITUIR A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE. INCISO I. foi denunciado como incurso nas penas do art. 2. Contagem do prazo da prescrição na continuidade delitiva. 19 de outubro de 2000.137/90. em EXTINGUIR A PUNIBILIDADE PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO ART. 2. Para a extinção da punibilidade. devidamente qualificado nos autos. dela decorrente. sob a presidência do Desembargador VAZ DE MELLO.º 8.182. A obrigação tributária decorre de lei. o contribuinte que omite informações ao Fisco acerca das rendas provenientes de suas atividades.

30 (quatrocentos mil. todos da Lei n. e 2. no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à data do fato.º 8. pugnando que seja negado provimento ao recurso.00 (quatro milhões. já que não lançou em seus livros fiscais. apresentando as Razões de fls. 69. sobreveio a decisão de fls. da Lei n. inciso I.137/90.José Alves Paulino e seis mil. Oficia a douta Procuradoria de Justiça em seu Parecer de fls.º 8. 71.004. cento e oitenta e dois reais e sessenta e quatro centavos) de ISS. cada um c. quatro mil.º. R$400. também de ISS. requer a improcedência da denúncia. totalizando 4 (quatro) anos de reclusão.º. 1.137/90. inciso II.553. omitiu às autoridades fazendárias receita auferida em venda das referidas cartelas num total de R$4. inciso I.c. pela manutenção do decisum de primeiro grau. do Código Penal (dez vezes). em 3 (três) anos de reclusão. da Lei n. além do pagamento das custas processuais. 250 (duzentos e cinqüenta) dias-multa. 2. Processo devidamente instruído. 298-309. A pena definitiva restou fixada para o crime descrito no art.º 8. do CPB). objetivando exame pericial.137/90. 498509. quinhentos e cinqüenta e três reais). utilizando escrituração paralela. No período compreendido entre fevereiro/95 a novembro/95. no valor acima referido. No mérito. inciso II. e ambos em concurso material (art. É o relatório. VOTO O Senhor Desembargador VAZ DE MELLO – Relator: PRIMEIRA PRELIMINAR 120 . 469-482. 385-438. Apela a defesa do réu. 1.455. cobrado do consumidor na venda de serviços de bingos. em 1 (um) ano de reclusão e 100 (cem) dias-multa. alegando em preliminar cerceamento de defesa. bem como alega ausência de responsabilidade tributária e ainda a extinção da punibilidade haja vista ter quitado integralmente o débito. o art. E para o delito previsto no art. aos cofres do Distrito Federal. suprimindo os tributos na condição de sócio-gerente e administrador da sociedade comercial MELO E SANTOS LTDA. a serem cumpridos no regime inicial aberto. Contra-razões ministeriais às fls. condenando-o às sanções dos arts. tendo recebido do consumidor. referente a dito crédito.º. quatrocentos e cinqüenta e cinco reais e trinta centavos).º. e 150 (cento e cinqüenta) dias-multa.

quanto a acusação. já que se trata de não-recolhimento de ISS em um determinado período”.) é contribuinte do ISS a empresa Melo & Santos LTDA. onde se decidiu pela prescindibilidade do exame pericial. no que se refere tanto a materialidade como a culpabilidade. existentes outros meios de provas que poderia utilizar-se com êxito tanto a defesa. ou seja. Infere-se pois do conjunto de provas constantes dos autos que a perícia técnica não é absolutamente necessária para a formação da convicção do julgador in casu. recolher 5% do ISS sobre o valor recebido pela administração do evento (.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Argúi a defesa preliminarmente o cerceamento de defesa. repassado ao consumidor (contribuinte de fato) o ônus financeiro devido pelo contribuinte de direito. Em decisão de fl. Quanto a necessidade de perícia para tal comprovação foi objeto de análise por este Tribunal no Julgamento do Habeas Corpus n. o imposto sobre serviços (ISS) é tributo indireto. autorizado em nome de Federação Brasiliense de Voleibol. em razão de prestar serviços de administração. os elementos probatórios carreados aos autos dão conta da cobrança do ISS embutido nos preços das cartelas vendidas aos consumidores. como destacado pela defesa.. 160: “(.) que apreenderam um caderno de brochura no qual estava inscrita receita de venda de cartela de bingo”. é dever da Melo & Santos LTDA.. eis que no caso dos autos não ficou provado a efetiva cobrança do ISS no preço das cartelas comercializadas. à fl. 225.º 8. Como é cediço. Salienta a necessidade deste para a comprovação do recolhimento do imposto em questão.. Nesse sentido declarações prestadas por Celso Simões Alves... por ocasião da realização de bingos...) vejo que não há necessidade de laudo pericial contábil..) Omissis (. 121 . decorrente da ausência de exame pericial. com propriedade salientou a ilustre magistrada: “(. apresentando-se pois embutido no preço. neste caso.137/90. De fato. caracterizando assim a repercussão econômica do imposto. porque o fato delituoso pode ser provado por testemunhas.

de 15. aduzindo que tal responsabilidade é decorrente de lei. Em relação ao ISS..º 406. Na tentativa de se eximir da responsabilidade. Salienta. rejeito a preliminar..) Desse modo.1987. restringindo o seu alcance por um lado. Mostra-se cristalina a sua condição de administradora de negócios de terceiro. constituindo a cláusula primeira do contrato celebrado entre a empresa MELO & SANTOS e a FEDERAÇÃO BRASILIENSE DE VOLEIBOL. assim vazado: 122 . Segundo a Lei Complementar n. que tem valor apenas entre os contratantes. a sentença utilizou o contrato de agenciamento existente entre a empresa do apelante e a entidade desportiva. a indicação do contribuinte está feita de forma intimamente ligada ao próprio núcleo da hipótese de incidência. a efetuar o recolhimento do ISS..º 56. ou seja. alegando não ser a empresa MELO & SANTOS responsável ou contribuinte do ISS. em defesa de sua tese: “(. Conforme o art. Admite a existência de contrato de prestação de serviços à FEDERAÇÃO BRASILIENSE DE VOLEIBOL.. para fazer existir responsabilidade tributária onde não tem”. entretanto. a prejudicar o apelante e. tenta o apelante desvirtuar a natureza da sua empresa.) que a atividade da empresa do apelante consiste no agenciamento de clientes às dependências do salão do bingo.) Omissis (.12. 10. com vistas a propiciar que a entidade desportiva – titular exclusiva a atividade de bingo ou venda de cartelas – realize os sorteios e obtenha o resultado de receita (. em que se obriga. criando conceitos e serviços que a própria lei não cuidou em criar. além de interpretar equivocadamente a lista de serviços. do Decreto-Lei n. pondera que a responsabilidade tributária não se transfere através de contrato. a prestação do serviço. contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador autônomo que presta o serviço tributável. não sendo oponível à Receita contrato particular celebrado entre as partes. SEGUNDA PRELIMINAR Suscita ainda o apelante preliminar de ausência de responsabilidade tributária.José Alves Paulino Do exposto... é tributável pelos Municípios o serviço de administração de bens e negócios de terceiros e de consórcio. negando a qualidade de administradora de bens e negócios de terceiros. por outro.

de 11 de novembro de 1993. a quem cabe a condição de sujeito passivo da obrigação tributária. inobstante constar do contrato celebrado entre as partes. de 6 de julho de 1993. de 11 de novembro de 1993.º 8. entre elas.. item “i” que obriga-se a contratada a: “i) arcar com todas as despesas atinentes aos encargos sociais. Reza a Claúsula Contratual Segunda. mas suas estipulações não podem ser opostas à Fazenda Pública. No caso em tela. e não como quer parecer ao apelante. 40 a 48”. As convenções particulares podem ser feitas e são juridicamente válidas entre as partes contratantes. administração. Desprovida portanto de qualquer sustentáculo a intenção do apelante em fazer crer que o seu contrato com a entidade desportiva cuida-se de simples “agenciamento” de clientes para o salão de bingos. Terá esta. em seus arts. ser obrigação da contratante arcar com os ônus tributários em razão do empreendimento. editora Malheiros.” É sabido que o contrato é obrigatório para as partes contratantes. nos termos do art. ed. a sua condição de responsável tributário decorre da lei. in Curso de Direito Tributário. não obstante o estipulado em convenções particulares o direito de exigir o cumprimento”. da Lei n. não sendo oponível à Fazenda Pública as suas definições para modificar a definição legal do sujeito passivo. Nesse sentido. assessoria.672. 100: “Isto significa que as pessoas podem estipular. 123 . regulamentada pelo Decreto n. passemos a análise da responsabilidade tributária. ou. p. em outras palavras.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais “CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO: CLÁUSULA PRIMEIRA – DO OBJETO O presente Contrato tem por objeto precípuo a prestação. regulamentada pelo Decreto n.º 981. em certas situações.º 981. tão-somente do contrato. a quem cabe a responsabilidade pelo pagamento de tributos. trabalhistas e previdenciários do pessoal alocado. a lição do ilustre professor Hugo de Brito Machado. assim como os tributos e taxas incidentes sobre a operação do empreendimento. apresentando as respectivas contas no prazo da Cláusula Quinta. sob sua supervisão. 12. pela CONTRATADA. 57. implantação e manutenção de sorteios na modalidade denominada bingo ou similar. mas nenhum efeito produzem contra a Fazenda Pública. dos serviços de operação.

a efetiva prática pelo autor das condutas descritas na Lei n. inciso III. conforme se apreende da Declaração da Federação de Voleibol (p. Aduz em suas razões recursais.º 8. na condição de responsável tributário pelo recolhimento dos impostos devidos. a mesma não possui sequer livro apropriado para efetivar escrituração fiscal. inciso I. inciso II. inciso I.137/90. 1. teria in tese.º. 1. 71. que nos casos de impossibilidade do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. derivado da lei. pelos tributos devidos por estes. 71.º. exige-se duas condições para que seja o administrador responsabilizado pelos tributos devidos pelo contribuinte: a primeira é que o contribuinte esteja impossibilitado de cumprir a sua obrigação. MÉRITO Insurge-se o apelante contra a sentença prolatada pela ilustre juíza a quo que condenou-o às sanções dos arts. Mostram-se presentes no caso em tela as duas condições acima citadas. do CTN. e ambos em concurso material (art. cada um c. o que aliás.137/90. 89). respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões que forem responsáveis. É preciso portanto que exista uma relação entre a obrigação tributária e o comportamento daquele a quem a lei atribui a responsabilidade.c. que o Fisco não poderia ter abandonado os livros comerciais da empresa. pois o segundo requisito. os administradores de bens de terceiro. para atribuir valor ao caderno de brochura encontrado.José Alves Paulino Dispõe o art.c.º 8. é que condiz com as normas penais que vedam a responsabilidade penal objetiva. e não somente do contrato. 69. Resta evidente que o apelante. condições de praticar as condutas delitivas descritas na citada norma. e também que não foi prestada nenhuma declaração 124 .º 8. ignorando os seus documentos contábeis. do CPB). Do exposto. o art. com inexatidões. do Código Penal (dez vezes). Afirma a inexistência de provas nos autos que levem a atestar a omissão de declaração.º. c. e 2. e a segunda é que o terceiro tenha participado do ato que configure o fato gerador do tributo. ou em relação a este se tenha indevidamente omitido. todos da Lei n. o art. Portanto.137/90. onde com base em valores ali discriminados teria sido feito o arbitramento da quantia devida. do Código Penal (dez vezes). com relação a conduta descrita no art. é irrelevante para a configuração do crime em questão. 134. rejeito a preliminar. da Lei n.

553. Se assim fosse. teria operado com pouco mais de 10% do valor mínimo estimado como necessário.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais falsa às autoridades fazendárias. Se fossem estimativas ou projeções. 291.63. e não para a receita do mês anterior. O depoimento da testemunha à fl.553. e sem incorrer em ‘quebra’. Também não escapou à incisiva observação do sempre diligente Promotor de Justiça o detalhe de que. o que indubitavelmente a levaria a falência. pois estima-se ‘o que ainda vai acontecer’”. Se fez estimativa de receber R$4.832.37. 19) quadro demonstrativo do ISS devido incidente sobre receita auferida nas vendas de cartelas apurada mediante documento de controle interno (Caderno de Brochura). ao longo do período de fevereiro a novembro. à fl. 244. Referido caderno foi anexado aos autos de onde se extrai que a receita da empresa ao invés dos R$523. desconsiderar esses elementos é reduzir a prática de tais crimes a condição de total impunidade.00.480. conforme bem observado na sentença vergastada: “Com efeito. se se tratasse de meras expectativas de ganhos. Consta do Auto de Infração (fl. como constou no caderno. e que a arrecadação de documentos não é declaração e sim ato administrativo do Fisco. somente estava preenchido o caderno até o mês anterior. conforme o quadro demonstrativo elaborado pelo douto Promotor de Justiça.37 (quinhentos e vinte e três mil.720. comprova a ciência pelo apelante de que haviam irregularidades a serem sanadas com o Fisco: 125 . seria razoável conceber-se que o preenchimento chegaria até dezembro.00 (quatro milhões. iniciada a fiscalização no dia 8. empresa nenhuma conseguiria operar com tal prejuízo. Não assiste razão ao apelante nessa parte. e só recebeu R$523. oitocentos e trinta e dois reais e trinta e sete centavos) lançados no livro fiscal foi de R$4. quatro mil e quinhentos e cinqüenta e três reais).95. e também.004. conforme lançou no livro fiscal.832. a sua empresa teria funcionado com aproximadamente 10% (dez por cento) da receita estimada ao longo de 10 meses (fevereiro/95 a novembro/95). com uma diferença do porte de R$3.12. pois foram carreados aos autos provas suficientes a embasar o decreto condenatório. seriam obviamente lançadas para o futuro.004. não merecendo nenhuma credibilidade a afirmativa do apelante que os lançamentos constantes do caderno seriam apenas estimativas de ganhos.

espelhando lições do já citado autor Hugo de Brito Machado: “Em qualquer caso.º 8.º 8.. consistente na vontade de se apropriar do tributo recolhido. O dolo é a ‘vontade livre e consciente de o sujeito se apropriar de coisa alheia móvel de que tem a posse ou detenção’. 1.137/90. a uma porque a conduta do réu consiste justamente na omissão de declaração. As alegações relativas a ausência da conduta.. 298 a 309). da Lei n. E com essa vontade. inclusive a pena. resta ausente o elemento subjetivo do tipo penal. que é elementar na apropriação indébita. ou seja. é inteiramente incompatível a 126 . os valores a serem pagos ao Tesouro.) que o Sr. em sua contabilidade. e não-declaração. restando sobejamente provado a autoria do delito e a materialidade. Com relação ao cometimento deste crime mantenho a condenação tal qual insculpida na sentença (fls. a duas porque a fiscalização é uma das atividades da administração revestida de legalidade. em virtude da nãoemissão de declaração falsa. acertadamente individualizada considerando as circunstâncias judiciais prescritas no art. e que a apreensão constitui ato administrativo. fixada em quantum suficiente para a reprovação do delito. da Lei n. Antônio João encarregou-se da regularização da empresa junto ao Fisco do DF.º. que inquirido nesta assentada. não são merecedoras de qualquer consideração. Tal posicionamento vem se consolidando na jurisprudência. Conclui-se do exame dos autos que a conduta do apelante subsume ao tipo descrito no art. 2.137/90. eis que devidamente lançado nos livros contábeis. sendo inclusive o entendimento desta egrégia Turma. o Bingo paralisou as atividades e que em relação a estas cartelas apreendidas é que o acusado se encarregaria de regularizar a empresa junto ao Fisco”. Merece reforma entretanto no que tange ao delito tipificado no art. e estribado na melhor doutrina.José Alves Paulino “(. alega que essa regularização foi dita no seguinte sentido: que como as cartelas de realização de bingos foram apreendidas pelos agentes tributários do DF. Verifica-se que com relação a esse delito resta ausente o dolo específico. Presente então o dolo consistente na vontade de praticar a referida conduta.º. se o contribuinte escritura. omitiu informação ao Fisco sobre as efetivas rendas auferidas com a atividade desenvolvida. inciso II. 59 do CP. com o intuito de suprimir ou reduzir tributo. inciso I. a absolvição se mostra impossível.

UNÂNIME” (APR n. inciso III. CONHECIDO. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. para configurar a infração tributária basta a lavratura do auto de infração. não é elemento suficiente à condenação. INEXISTÊNCIA DE DOLO.º 8.º 8.º. 127 . Des. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. impondo-se. o trancamento da ação penal por ausência de justa causa. Assim. consistente na vontade livre e consciente de fraudar o Fisco.99).º 8. exige para sua configuração o dolo específico. mantendo-se a decisão guerreada.º 23-4/99.99). Embora o fato descrito na denúncia configure em tese o crime contra a ordem tributária tipificado no art. É uníssona a posição da jurisprudência: “PENAL.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais escrituração contábil.137/90. 2. devendo haver o dolo específico que mova o infrator a burlar o Fisco. c. das quantias correspondentes aos tributos a serem pagos”. ambos da Lei n. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ICMS. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. HABEAS CORPUS. da Lei n. Rel. ATIPICIDADE. se por um lado. inciso II. Concessão da ordem” (HC n.347/98. CONDENAÇÃO. como débito do contribuinte. Vaz de Mello. por conseguinte. ABSOLVIÇÃO.1. Hermenegildo Gonçalves.º 19. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO.ª Turma Criminal. 1. sob a ótica do direito penal tributário.º.12.137/90. Rel. o elemento subjetivo do tipo.964/97. ATIPICIDADE DA CONDUTA. Des.c. a crédito do Tesouro. aplica-se o princípio in dubio pro reo. IMPOSSIBILIDADE. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.º 17. por si só.137/90. Para que se configure crime contra a ordem tributária necessário se faz a comprovação no bojo dos autos do elemento subjetivo do tipo que é dirigido ao especial fim de suprimir ou reduzir tributo. imputado ao apelado. FRAUDE. julgado 10. 2. NEGOU-SE PROVIMENTO AO RECURSO. torna-se atípica a conduta a ele imputada. ELEMENTO SUBJETIVO. julgado 8.97). CONCESSÃO DA ORDEM. PROCESSUAL PENAL E LEI N. julgado 25. este. Inadmissível a modalidade culposa. de forma clara e precisa. A prova carreada aos autos não logrou demonstrar. expurgada de dúvidas. não havendo nos autos qualquer indício de que o paciente tenha agido com dolo. Na dúvida. “PROCESSO PENAL. “FRAUDE. IN DUBIO PRO REO.4. O crime previsto no art. 11. UNÂNIME” (APR n. PROVA. Vaz de Mello. CONJUNTO PROBATÓRIO DUVIDOSO E IMPRECISO. Relator Des. o art. PENAL. por outro.

e com relação ao crime previsto no art. inciso I. Rel. integrante. Conselho da Magistratura. GARDÉS – Revisor: Senhores Desembargadores. Hermenegildo Gonçalves.º. 298 a 309). Des. mantenho a condenação tal qual insculpida na sentença (fls. reformando a sentença quanto a condenação pelo crime previsto no art.º 8.97). correta a prolação de sentença absolutória” (APr n. no período de fevereiro/95 a dezembro/95. é medida que se impõe. CONCESSÃO DA ORDEM.137/90. dou parcial provimento ao recurso interposto. que se constitui como um dos elementos do fato típico. 2. Aparecida Fernandes. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. inciso II. Concessão da ordem pleiteada visando ao trancamento da ação penal” (HC n.99). PROCESSO PENAL. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. a absolvição quanto ao crime descrito no art.º 8. 2. da própria conduta.1. “PENAL. da Lei n.º. Conheço do recurso. 34. elementos subjetivo do tipo. da citada lei. configurando em tese o crime contra a ordem tributária tipificado no art. a escrituração contábil mostra-se como inequívoca vontade de responder pela débito. não é correto que o Fisco se utilize da sanção penal para compelir o contribuinte ao pagamento do tributo. 2. 1. inclusive a pena. embora após o oferecimento da denúncia. sendo odiosa a condenação por dívida. Relator Des. HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.º 2978-7/99. da Lei n. consistente na cobrança de ISS na venda 128 . É como voto.º. Não obstante a tipicidade do fato imputado ao paciente.137/90. a partir da Teoria finalista da ação. demonstra claramente a ausência do animus.137/90. 2. da Lei n.José Alves Paulino “PROCESSO PENAL.10. acertadamente individualizada considerando as circunstâncias judiciais prescritas no art. Com essas considerações.249/95.ª Turma Criminal. do CP. Denunciado. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. Portanto. 347 a 357 o apelante já efetuou o pagamento destes tributos (ISS) lançados no livro e os consectários de lei.º.º 8. o que não induz à extinção da punibilidade nos termos do art.º 9. inciso II. 59. da Lei n. por prática de crime contra a ordem tributária. Ausente portanto o dolo.º 18.042/97. julgado 29. Inexistindo o dolo de fraudar. para absolver o apelante. O Senhor Desembargador JOAZIL M. fixada em quantum suficiente para a reprovação do delito. Conforme atestam os documentos de fls. inciso II. julgado 25.

porquanto. 347-357. em regime aberto. embora no 129 . o recolhimento do tributo. e multa. MÉRITO No mérito. não os lançar nos livros fiscais.40 (vinte e seis mil. o entendimento vigente. ANTÔNIO JOÃO DOS SANTOS. entre outras teses. tem efeito equivalente com pagamento do imposto. antes da prolação da sentença. 7. questão de mérito. no período de março/95 a dezembro/95. foi condenado a 3 (três) anos de reclusão e pelo não-recolhimento do tributo em 1 (um) ano de reclusão. conforme se vê nos Documentos de Arrecadação – DAR. diante da norma contida no art. anterior à propositura da ação. em concurso material. em preliminar.º. arrazoando. interpôs recurso de apelação. após o recebimento da denúncia. ainda que já tenha sido iniciada a ação penal. num total de R$26. Todavia. seja integral ou parcial em razão de composição com o erário.182. 347-357. É certo que nos delitos fiscais. ao longo de fastuosas 55 (cinqüenta e cinco) laudas.º. que houve cerceamento de defesa. derivado do acordo celebrado com o Fisco. e não os recolher aos cofres da receita fazendária.729/95 (sonegação fiscal). PRELIMINAR Deixo de examinar a preliminar de cerceamento de defesa. pelo crime de omissão de informações à fazenda pública.571. 34). e Federação Brasiliense de Voleibol. da Medida Provisória n. que restou extinta a punibilidade. não é outra a compreensão dos demais Tribunais.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais dos serviços de bingo. Aliás. uma vez ocorrido o recolhimento do tributo. Turma Criminal. Ora. conforme consta do seu conteúdo. é o de que esse benefício também é aplicável se até a data do julgamento do processo o débito fiscal vem a ser pago ou celebre acordo de pagamento. a qual se aplica. por haver efetuado o recolhimento do tributo. efetuou o recolhimento do ISS cobrado. para Mello & Santos Ltda. Leis 8. por ausência de perícia contábil e no mérito.249/65. § 6. por ausência de perícia técnica e de ausência de fundamento legal a que seja processado. porquanto o devolvimento do prazo para o recolhimento dos impostos. o pagamento efetuado antes do recebimento da denúncia (Lei n. inclusive.º 9. conforme se vê às fls. conforme temos julgado nesta e. o direito de punir. art.º 1. tem como causa de extinção da punibilidade. Inconformado. afeta a culpabilidade. dando causa a que se afaste do Estado. cento e oitenta e dois reais e quarenta centavos). de fls.137/90 (crimes contra a ordem tributária) e 4.

não podendo ser adotada para dilatar o prazo prescricional.º 8. Relator. Des. no que concerne à extinção da punibilidade de somente um dos delitos. a sentença condenatória. 109. A continuidade delitiva foi instituída pelo legislador em benefício do réu. 34). Esta turma.137. Revisor. em face do pagamento do tributo posterior ao recebimento da denúncia. 130 .249. É como voto. por outro fundamento.137. de 1990 – pelo qual o apelante foi condenado – foi-lhe imposta a pena de um ano e dois meses de detenção. dou provimento ao recurso e declaro extinta a punibilidade. antes do recebimento da denúncia” (art. mas do seu pagamento integral. DECISÃO PARCIAL Deu parcial provimento ao recurso o e. dessa forma. No que concerne ao delito tipificado no art. peço vista para melhor exame da divergência. 2. “quando o agente promover o pagamento do tributo ou da contribuição social. O Senhor Desembargador GETÚLIO PINHEIRO – Vogal: A Lei n.º 9. prevê a extinção da punibilidade dos crimes definidos na Lei n. para a incidência desse dispositivo legal. da Lei n. acompanho o Desembargador Joazil M. inciso II. posto que não se trata de simples parcelamento do tributo.José Alves Paulino curso da ação penal. Uma vez que a sentença foi publicada em cartório no dia 18. é prescindível o pagamento do tributo antes do recebimento da denúncia. Gardés. inciso I.95.98 – mais de dois anos transcorreram desde então – incidindo. Des Vogal. de 26. inclusive acessórios. mantendo. faço-o. o eminente Relator negou provimento à apelação. Assim sendo.º.º. de 1990. tendo em vista a consideração de que o crime foi em sua forma continuada. Total provimento do e. Ocorre que pela prática do crime previsto no art. contentando-se com o reconhecimento do débito tributário pelo agente e o requerimento para seu parcelamento. o disposto no art. tem considerado que. como o ocorre na presente apelação. da Lei n.º 8. contudo. O Senhor Desembargador GETÚLIO PINHEIRO – Vogal: Senhor Presidente. ISTO POSTO. O não menos eminente Revisor a ela deu provimento para declarar extinta a punibilidade.12. Pediu vista o e. por conseqüência. inciso VI.º 8. do Código Penal.2. tenho por extinta a punibilidade. Des.173/90. A pena de um deles é de apenas oito meses. 1. na esteira das inúmeras decisões do Superior Tribunal de Justiça.

Des. por si. ART. I – De acordo com o insculpido no art. 131 . Joazil M. há de ser aplicado. Supremo Tribunal Federal).º. nesse caso. ACUSADO QUE RESPONDE A OUTROS PROCESSOS. tem efeito equivalente com pagamento do imposto. daquele diploma legal. depois de recebida a denúncia que lhe imputa a prática do delito tipificado no art.249/95. 1.º 1.º 8. CRIME TRIBUTÁRIO.º 9. I – Não obsta a persecutio in iudicio o parcelamento serôdio de débito tributário. não encontra apoio nas decisões deste tribunal e.426 – Relator o Ministro Félix Fischer – DJU de 18.º 9. enseja a incidência da excepcional causa extintiva de punibilidade.249/95). muito menos. conforme julgamentos realizados a 15 de agosto do corrente ano: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. antes do recebimento da denúncia. 34 da Lei n. derivado do acordo celebrado com o Fisco. Segundo Sua Excelência. anterior à propositura da ação”. efetuado após o recebimento da denúncia (art. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ou seja. SONEGAÇÃO FISCAL. nas do Superior Tribunal de Justiça.º do art. inciso I. que o art. Sustenta o eminente revisor. da Lei n.249/95 é “aplicável se até a data do julgamento do processo o débito fiscal vem a ser pago ou celebre acordo de pagamento. “PENAL E PROCESSUAL PENAL.571. 34 da Lei n.249/95. PARCELAMENTO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.º da Medida Provisória n.º 254. II – Com a ressalva do meu entendimento. acompanho a posição da maioria em sentido contrário. BENEFÍCIO DO SURSIS PROCESSUAL. nestes autos. só o pagamento integral do devido.º 9. de que o parcelamento. e pelo qual se viu condenado. HABEAS CORPUS. Recurso desprovido” (REsp n. não pode obstar a ação penal (Precedentes do c. 34.2000.º 9. o § 6. 34 DA LEI N. p. 154). porquanto o devolvimento do prazo para o recolhimento dos impostos. 7. ainda que já tenha sido iniciada a ação penal. isto é.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Provado está.9.137/90. com a devida vênia. que somente considera extinta da punibilidade a promoção do parcelamento do débito tributário – entendendo-se como promover qualquer providência no sentido de sua liquidação – antes do recebimento da denúncia. que o apelante somente liquidou seu débito para com o Fisco no curso da ação penal. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. O elastério que o eminente revisor empresta ao art. 34 da Lei n. Gardés. RECURSO ESPECIAL.

. A peça acusatória imputa-lhe.) § 6. a respeito da extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo devido pelo apelante: “Art. poderão ser parceladas em até dezoito meses.º 1.º As dívidas provenientes das contribuições descontadas dos empregados e da subrogação de que trata o inciso IV do art. além de deixar de recolher tributo no período de março de 1995 a dezembro daquele ano. 38 da Lei n. julgada procedente com os seguintes fundamentos: 132 . de 1991. uma vez que não lançou as operações em seus livros fiscais. exclusivamente. data venia.98. assim. 30 da Lei n. 7. Os dispositivos a que se refere o eminente revisor nada dispõem. as dívidas oriundas de contribuições sociais da parte patronal devida ao INSS até a competência março de 1997.099/95.212 e 8.639.926 – Relator o Ministro Félix Fischer – DJU de 18.98. incluídas ou não em notificação.2000). sobre os tributos cuja sonegação é imputada ao apelante.5.º do art. nos termos do art. a respeito de “amortização e parcelamento de dívidas oriundas de contribuições sociais e outras importâncias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS”. e convertida na Lei n. ambas de 24 de julho de 1991. de 25.4. Afirmou o Ministério Público. “omitiu às autoridades fazendárias receita auferida” com a venda de cartelas de bingo. e da alteração de dispositivos das Leis 8. que o apelante.213.º 9. 1. evidentemente. na denúncia. comportamento incriminado na primeira parte do inciso I do art. 89 da Lei n.º Até 31 de março de 1998. só é possível se o acusado não responde a outro processo criminal. sem redução da multa prevista no caput”. Dispõe esta.212. em 28.José Alves Paulino II – A suspensão condicional do processo.º 9. A medida provisória referida pelo eminente revisor foi reeditada pela última vez sob o n.º 8. “utilizando escrituração paralela”. a omissão de informações às autoridades fazendárias.º 8. de 1991.º 8. Recurso desprovido” (RHC n.º da Lei n.608-14. poderão ser parceladas em até noventa e seis meses sem a restrição do § 5. com redução das importâncias devidas a título de multa moratória nos seguintes percentuais: (.º 8.212.9.137/90. as quais não versam..

inciso I. Esse fato é despiciendo. Crime é fato humano típico.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais “(.. Do cotejo desses quantitativos com os que figuraram no livro fiscal. Só há que se falar em conduta humana. in verbis: ‘Art. Pode a referida FEDERAÇÃO ser acionada pelo FISCO. ao longo do período de fevereiro a novembro. a fim de suprimir ou reduzir tributo. empresa nenhuma conseguiria operar com tal prejuízo. ou contribuição social e qualquer acessório. não se eximindo. conforme o caso. (. não por ela. a conduta do réu também se enquadrou nessa hipótese. durante a fiscalização de que resultou a lavratura dos autos de infração acima referidos. já que a Lei Zico apenas faz referência ao Imposto de Renda. pois ‘o Estado e a sociedade. Trata-se de infração descrita no art. Com efeito. no caso vertente..)’. pois. como sugere. mas. Configura-se.. ed... com uma diferença do porte 133 . como administrador da empresa autuada obrigou-se em contrato celebrado com a Federação Brasiliense de Voleibol.º Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo. 1. quando afirma que não sabia que incidia sobre a atividade o referido imposto. 2.º. consta que foi apreendido o livro que se revelou o verdadeiro ‘caixa 2’ da empresa. da responsabilidade solidária. da Lei n. omnium consensu. Nem se poderia argumentar haver o réu incorrido em erro de proibição. o ‘especial dever de informar-se’. Conforme se apurou. A vedação sobre pactos privados incide quando manejados contra a Fazenda. ao pagamento de todos os tributos que fossem devidos. 249). em relação àqueles que desenvolvem atividades regulamentadas. regulamentam a condição do seu exercício (. 1986. no caso.. não dos efetivamente percebidos..º 8. tendo em vista a solidariedade em matéria tributária. onde os valores efetivamente percebidos foram lançados. p. posto que societas delinquere non potest.)’ (in Princípios básicos de Direito Penal. 1. consistiu na omissão de informações sobre as efetivas rendas auferidas com a atividade que desenvolvia.) O réu. que fogem ao padrão normal de conduta. na linha defensiva exposta em seu interrogatório em juízo. imputada ao réu. A outra conduta descrita. conclui-se que não merece crédito o argumento do réu de que se tratava de meras estimativas de ganhos mínimos necessários à mantença da empresa. permitem ao indivíduo o desfrute dos benefícios decorrentes da prática dessas atividades.137/90. ao mesmo tempo. a que alude FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO. ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. mediante as seguintes condutas: I – omitir informações.

somente estava preenchido o caderno até o mês anterior. rogando vênia ao Des.63. pois a existência de fato gerador. conforme lançou no livro fiscal. como constou no caderno. e ambos em concurso material.004. O Senhor Desembargador JOAZIL M. por esse crime. é perfeitamente aplicável no julgamento desta apelação. Diante do exposto. como se vê no termo de fl. de 25. por sinal. e sem incorrer em ‘quebra’.720.º 9. a pena de três anos de reclusão. fixada esta em cento e cinqüenta diasmulta. Se fez estimativa de receber R$4.11.832. 44 do Código Penal. Pouco importa. pela qual foi dada nova disciplina às penas restritivas de direitos. e só recebeu R$523. acompanho o eminente relator para manter a condenação do apelante nas penas do art. para efeitos penais. cumpria ao apelante provar o cumprimento dessa exigência fiscal. à fl. com a redação dada por esse diploma legal. inciso I. seria razoável conceber-se que o preenchimento chegaria até dezembro.137/90. o que será considerado na etapa oportuna da fixação da sanção” (fls. Ao réu foi imposta. de forma ampla. pois estima-se ‘o que ainda vai acontecer’. 305-307). Não tendo ainda transitado em julgado a condenação.553. A apelação foi interposta pessoalmente pelo réu. Refoge deste processo a apuração exata do débito tributário. se as anotações paralelas eram estimativas de receitas que não espelhavam a totalidade dos serviços prestados. de forma continuada.714. 462. Houve confissão quanto aos fatos do primeiro delito. 291. Gardés. considerando preenchidos os requisitos previstos nos incisos I a III do art. Sucede que após a prolação da sentença veio a lume a Lei n. Joazil M.º 8. iniciada a fiscalização no dia 8.00. Também não escapou à incisiva observação do sempre diligente Promotor de Justiça o detalhe de que. Os dois ilícitos de que se cogita foram perpetrados. da Lei n. por dez vezes. não foi negada.12. no valor unitário de um trigésimo do salário mínimo.480. 1. Tratando-se de crime omissivo.José Alves Paulino de R$3. embora as conseqüências jurídicas pretendidas fossem diversas das cabíveis na espécie. conforme o quadro demonstrativo elaborado pelo douto Promotor de Justiça.º. teria operado com pouco mais de 10% do valor mínimo estimado como necessário.37. em regime aberto.95. Discordo com as substituições das penas privativas de 134 . substituo a pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e multa. GARDÉS – Revisor: Senhor Presidente. cada um.98. Se fossem estimativas ou projeções. Assim sendo.

137/90. inciso II. Ademais. 1. O Senhor Desembargador GETÚLIO PINHEIRO – Vogal: Mas temos lei em vigor. DENÚNCIA. daí porque não posso concordar com a substituição por prestação de serviços à coletividade. Seção 1. inciso I. 1.º 5. da Lei n. MINISTRO ASSIS TOLEDO RECORRENTES: EGON CLÁUDIO SCHMITT E OUTROS RECORRIDO: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO E DE SONEGAÇÃO FISCAL. Maioria. CONCURSO FORMAL.º. LAURO PEREIRA GUIMARÃES EMENTA RECURSO DE HABEAS CORPUS. Recurso de Habeas Corpus n. Relatará o acórdão o Desembargador GETÚLIO PINHEIRO.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais liberdade por prestação de serviços à coletividade porque tenho essa medida como um “faz de conta” de que se está fazendo justiça.º 8. Denúncia que atribui a responsáveis pela empresa a prática de delitos tributários minuciosamente descritos. 2. CRIME SOCIETÁRIO. GARDÉS – Revisor: É uma lei. Se o Ministério Público atribuiu a todos os acusados a autoria do fato.º.ª REGIÃO PACIENTES: EGON CLÁUDIO SCHMITT ROMEU ARTHUR SCHOENARDIE CARLOS LUIZ SCHMITT PAULO ROGÉRIO SCHMITT ADVOGADO: DR. DECISÃO Extinta a punibilidade pela prática do crime previsto no art.137/90 e mantida a condenação nas penas do art.1996.º 8. da Lei n. prolator do voto médio. nesse sentido. substituindo a pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade. data venia. está aberta a via da ampla defesa. já que * In DJU de 20. 135 . ABSORÇÃO. demagógica. o meu voto foi pela absolvição.068/RS* RELATOR: O SR.5. O Senhor Desembargador JOAZIL M. MATÉRIA DE PROVA. INÉPCIA.

III e IV.º 4. Ausente. a absolvição será a conseqüência lógica. relatados e discutidos estes autos. sem dúvida alguma e independentemente de exame probatório. que aquele se exauriu neste. por não se admitir em nosso sistema penal condenação sem culpa ou responsabilidade objetiva. MINISTRO ASSIS TOLEDO: Em habeas corpus impetrado em favor de Egon Cláudio Schmitt. 21. itens I. Alegação de inépcia da denúncia rejeitada. 4. Votaram com o Relator os Ministros JOSÉ DANTAS e EDSON VIDIGAL. a egrégia Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4. 1. resta extinta a punibilidade dos réus pela prática do crime de sonegação fiscal. eis que 136 . 71 do CP).José Alves Paulino ao acusador caberá provar que cada um dos denunciados efetivamente praticou a conduta incriminada. da Lei n. por unanimidade. Se não o fizer. ocasionalmente.ª Região concedeu parcialmente a ordem. Hipótese em que os autos não autorizam de plano essa condenação. não sobejando qualquer potencialidade lesiva a outro bem protegido juridicamente.729/65. da Lei n.º. bastante elucidativa: “PENAL E PROCESSUAL PENAL – HABEAS CORPUS – SONEGAÇÃO FISCAL – ULTRA-ATIVIDADE – DELITOS SOCIETÁRIOS – INÉPCIA DA DENÚNCIA – EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE – ABRANGÊNCIA – FRAUDE CAMBIAL – CRIME-MEIO. Em consonância com a jurisprudência desta Corte. em acórdão com esta ementa. A absorção do crime-meio pelo crime-fim somente pode ser reconhecida em habeas corpus quando os fatos evidenciarem. acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. em relação a um ou a alguns. 16 de abril de 1996 (data do julgamento). na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. RELATÓRIO O SR. Recurso ordinário improvido. negar provimento ao recurso. 3.492/86. ACÓRDÃO Vistos. Matéria a ser deslindada com a sentença de mérito. ambos na forma continuada (art. todos denunciados como infratores dos arts. Romeu Arthur Schoenardie. e 1. Carlos Luiz Schmitt e Paulo Rogério Schmitt. 2.º 7. parágrafo único. o Ministro CID FLAQUER SCARTEZZINI. II. Brasília.

não prejudica a defesa e que a aferição de concurso aparente de normas depende do exame do dolo das condutas. Trata-se de uma tese que só poderá ser debatida após o acertamento do fato típico pendente de instrução probatória. VOTO O SR. insistem os paciente-recorrentes na alegação de inépcia da denúncia.137/90. é inaceitável a argumentação segundo a qual. ilustrada Subprocuradora-Geral da República.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais comprovado o parcelamento do débito anteriormente ao recebimento da denúncia. ante a ausência de elementos no inquérito policial. como. Dá parecer a Dr. incidindo sobre a pena de cada um isoladamente.). qual seja. 2. extinta a punibilidade do crime-fim. Com o recurso. argumentando que a ausência de individualização da participação de cada paciente. Assim.ª Ela Wiecko V. 14 da Lei n. os de sonegação fiscal. Na espécie. inviável em habeas corpus (fls. consistente em prestar “informação falsa através de subfaturamento nas Guias de Exportações – GEs” (. de acordo com orientação do Pretório Excelso. Se isso não ocorreu. 3.º 8. pelo improvimento do recurso. 112). estaria extinta também a do crime-meio. no presente caso. pela prática de fraudes em operações de câmbio. A denúncia. 139-141). os atos que configuram delitos societários ou coletivos. atingindo os fatos – janeiro a março de 1990 – período anterior a revogação do art. já que o ônus da prova incumbe à 137 .. todos foram denunciados na condição de responsáveis legais da empresa CALÇADOS SANDRA LTDA. o que resta inviabilizado em se tratando de habeas corpus” (fl.. Não caracteriza a inépcia.. o fato de não estarem individuados na denúncia. É o relatório. in casu. A extinção da punibilidade não abrange todos os crimes em concurso narrados na denúncia. a fraude cambial. de Castilho. atribuiu a todos os acusados a autoria do crime. tanto melhor para os acusados. na extinção da punibilidade do crime contra o sistema financeiro (fraude cambial) por considerá-lo crime-meio em relação ao crime de sonegação fiscal. bastante minuciosa na descrição das operações fraudulentas. MINISTRO ASSIS TOLEDO (RELATOR): A primeira questão suscitada pelos recorrentes diz respeito à insuficiência da denúncia na descrição da participação criminosa de cada denunciado.

observo que não resulta claro dos autos que o crime contra o sistema financeiro (fraude cambial) se tenha exaurido no crime de sonegação fiscal. aplicando-se-lhe. Aquele. Assim. 138 . daí que seria precipitado afirmar-se. desde logo. A hipótese formulada na denúncia é de concurso formal. inepta a denúncia. Relativamente à possibilidade de se considerar a fraude cambial absorvida pelo crime de sonegação fiscal. É o voto. pelo só fato de alguém integrar a empresa como sócio ou diretor. Assim. enfim. Permite. a extinção da punibilidade já reconhecida ao crime tributário. impossível aferi-la em habeas corpus. a denúncia descreve e imputa aos pacientes a prática de dois crimes. pois. Não é. em concurso formal. 141). em seu parecer. de condenação por responsabilidade objetiva.José Alves Paulino acusação. Entendo que deve prevalecer a conclusão do parecer. por consegüinte. a denúncia não padece de vício insanável. nego provimento ao recurso. que sua prática tivesse como finalidade exclusiva a atividade de arrecadação de tributos do Estado. em que o agente. Por todo o exposto. já que ao órgão do Ministério Público caberá provar que cada um dos denunciados praticou efetivamente a conduta incriminada. narrando fatos típicos e encontrando-se devidamente fundamentada na materialidade em indícios suficientes quanto à autoria. até aqui. mediante uma só ação ou omissão. somente descaracterizável mediante aprofundado exame das provas a serem produzidas no processo criminal. pratica dois ou mais crimes” (fl. a douta representante do Ministério Público Federal. não obstante reconheça o Ministério Público tenha havido recolhimento a menor dos tributos devidos e a sua atuação tenha decorrido de iniciativa tomada pela Receita Federal. afirmou: “6. a amplitude do exercício do direito de defesa. porque depende do exame acurado do dolo que direcionou as condutas. Apesar de aderir à corrente jurisprudencial e doutrinária que admite a absorção. isto é. Assim. numa relação de crime-meio e crime-fim. dada a sua potencialidade lesiva ao sistema financeiro como um todo. visto que não se cogita. está aberta a via da ampla defesa. Quanto à consumação da fraude cambial pela sonegação fiscal. foi tipificado em Lei Especial. um delito mais grave.

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

CERTIDÃO
Certifico que a egrégia QUINTA TURMA, ao apreciar o processo
em epígrafe, em sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso. Votaram com
o Relator os Ministros José Dantas e Edson Vidigal. Ausente, ocasionalmente, o Ministro Cid Flaquer Scartezzini.
O referido é verdade. Dou fé.
Brasília, 16 de abril de 1996.

Recurso Criminal n.º 93.01.35114-5/MG*
RELATOR: JUIZ OLINDO MENEZES
RECORRENTE: JUSTIÇA PÚBLICA
PROCURADOR: LUIZ FERNANDO AUGUSTO
RECORRIDO: MAURÍCIO VIANA DIAS
ADVOGADO: ARIOSVALDO DE CAMPOS PIRES
RECORRIDO: JUVENTINO DIAS NETO
ADVOGADOS: ARIOSVALDO DE CAMPOS PIRES e OUTROS
RECORRIDO: JOÃO BOSCO DE CARVALHO MOL e OUTROS
ADVOGADO: ARIOSVALDO DE CAMPOS PIRES
RECORRIDO: LUIZ FERNANDO DE OLIVEIRA
ADVOGADO: ARIOSVALDO DE CAMPOS PIRES

EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. DESCONTO DE TRIBUTO.
NÃO-RECOLHIMENTO AOS COFRES PÚBLICOS. SONEGAÇÃO
FISCAL. PAGAMENTO ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. CRIME-MEIO. ABSORÇÃO
PELO CRIME-FIM. NÃO-TIPIFICAÇÃO DO CRIME DE OMISSÃO
DE INFORMAÇÕES (LEI N.º 7.492, DE 16.6.86 – ART. 6.º).
1. A omissão de operações financeiras em documento, com a intenção
de exonerar-se do pagamento de tributo, constitui crime de sonegação fiscal
(Lei n.º 4.729, de 14.5.65 – art. 1.º, II), e não crime contra o sistema financeiro
nacional (Lei n.º 7.492, de 16.6.86 – art. 5.º).
2. Descrevendo a Lei n.º 8.137, de 27.12.90, os mesmos tipos previstos como sonegação fiscal (arts. 1.º e 2.º), cabível é a sua aplicação retroativa a
* In DJU de 14.9.1995, Seção 2.

139

José Alves Paulino

fatos ocorridos na vigência da Lei n.º 4.729/65, porque mais benéfica ao
acusado, para operar a extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo e
dos seus acessórios, antes do recebimento da denúncia.
3. O não-registro de aplicações financeiras na contabilidade oficial,
como forma de evitar o pagamento de tributo, constitui meio de execução
(crime-meio) do crime de sonegação fiscal. Esta, como crime-fim, absorve o
crime-meio.
4. Não tendo havido o recolhimento do tributo (IOF) em relação a
operações (aplicações financeiras) realizadas depois de certo tempo, a nãoapresentação de documentos (guias de recolhimento), correspondentes a
esse tempo, não constitui o delito de omissão de informações fiscais (Lei
n.º 7.492/86 – art. 6.º), dada a absoluta impossibilidade de apresentação de
dados inexistentes.
5. Improvimento do recurso em sentido estrito.

ACÓRDÃO
Decide a Turma negar provimento ao recurso, por maioria.
3.ª Turma do TRF da 1.ª Região – 30.6.95.
RELATÓRIO
O EXMO. SR. JUIZ OLINDO MENEZES (Relator): O MINISTÉRIO
PÚBLICO FEDERAL interpõe recurso em sentido estrito contra sentença
proferida na 9.ª Vara da Seção Judiciária de Minas Gerais, que, julgando ação
penal movida contra MAURÍCIO VIANA DIAS, JUVENTINO DIAS
NETO, JOÃO BOSCO DE CARVALHO MOL e LUIZ FERNANDO DE
OLIVEIRA, pelo cometimento do crime de apropriação indébita (art. 168CP), veio a julgar extinta a punibilidade, com aplicação do art. 14 da Lei n.º
8.137, de 27.12.90, combinado com o art. 61 do Código de Processo Penal,
pelo fato de terem os acusados efetuado o pagamento do crédito tributário
antes do oferecimento da denúncia.
Afirma o recorrente que, sendo os acusados responsáveis por instituição financeira, o delito cometido – falta de recolhimento do IOF incidente
sobre operações financeiras – não deveria ser classificado como sonegação
fiscal, nos termos do art. 1.º da Lei n.º 4.729, de 14.7.65, como entendeu o
julgador, e sim do art. 5.º da Lei n.º 7.492, de 16.6.86, que trata dos crimes
contra o sistema financeiro nacional. A extinção da punibilidade, com base
na Lei n.º 8.137/90, seria, portanto, indevida.
Sustenta ainda que o pagamento do tributo não foi efetuado pelos
acusados, e sim pelo liqüidante da empresa DILETA – DISTRIBUIDORA
140

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA., nomeado pelo
Banco Central; e que a denúncia descreve ainda os crimes de movimentação de recursos em paralelo à contabilidade e de indução da repartição
fazendária em erro, como figuras autônomas, previstas nos arts. 11 e 6.º
da Lei n.º 7.492/86, e não como crimes-meio, como entendeu a sentença.
2. O recurso foi respondido e devidamente processado, com manutenção da decisão.
Oficiando nos autos, a Procuradoria Regional da República emite
parecer pelo provimento, na linha do pronunciamento do Ministério Público Federal, na primeira instância.
É o relatório.
VOTO
O EXMO. SR. JUIZ OLINDO MENEZES (Relator): Segundo a denúncia, que se louva em representação de Auditores-Fiscais do Tesouro
Nacional, os acusados, ora recorridos, dirigentes da empresa DILETA –
DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.,
efetuaram pagamentos de resgates de aplicações financeiras sobre saldos
existentes em 14.3.90, mas não registraram as operações na contabilidade
da empresa, deixando de recolher o IOF devido aos cofres públicos. Em
razão disso, deu-os como incursos nas penas do crime de apropriação indébita, previsto no art. 168 do Código Penal.
A denúncia foi recebida no dia 20.5.93 (cf. fl. 248), sendo que, anteriormente, em 28.7.92, houve o pagamento do crédito tributário, no valor
de Cr$107.886.481,80 (cento e sete milhões, oitocentos e oitenta e seis
mil, quatrocentos e oitenta e um cruzeiros e oitenta centavos), como consta dos documentos de fls. 242 a 246.
Processado o feito, a sentença entendeu que o fato descrito não caracteriza apropriação indébita, e sim sonegação fiscal, praticada na vigência da Lei n.º 4.729, de 14.7.65, cujos dispositivos foram inteiramente
contemplados pela Lei n.º 8.137, de 27.12.90, que, no art. 14, previu a
extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo e dos acessórios antes do oferecimento da denúncia.
Em razão disso, e considerando que a Lei n.º 8.137/90 é mais benéfica, fê-la retroagir e decretou a extinção da punibilidade.
2. Entende o Ministério Público que o fato descrito não caracteriza sonegação fiscal, visto à luz da Lei n.º 4.729/65 (art. 1.º), e sim
141

José Alves Paulino

crime contra o sistema financeiro nacional, previsto no art. 5.º da Lei
n.º 7.492/86, consistente em apropriar-se o dirigente de instituição financeira de dinheiro, título, valor ou qualquer outro bem móvel de que
tem a posse, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio.
Embora as figuras criminais tenham similitude, o caso dos autos tem
mais identidade com a sonegação fiscal, porquanto se trata de omissão de
operações financeiras, nos registros da empresa, com a intenção de afastar
o pagamento de tributo, tal como previsto no art. 1.º, inciso II, da Lei n.º
4.729/65. Note-se que a representação fiscal e a denúncia trataram de descontos de IOF e do não-recolhimento aos cofres públicos.
Os fatos ocorreram na vigência dessa lei. Como a Lei n.º 8.137, de
27.12.90, definindo os crimes contra a ordem tributária, econômica e contra
as relações de consumo, reproduziu os mesmos tipos da sonegação fiscal,
especialmente os consistentes em omitir declaração sobre fatos, para eximir-se, total ou parcialmente, do pagamento de tributo, e em não recolher, no prazo legal, o tributo descontado, na qualidade de sujeito passivo
de obrigação tributária, andou bem a sentença, fazendo-a retroagir, porque mais benéfica, para proclamar a extinção da punibilidade prevista no
seu art. 14.
Verdade é que essa possibilidade deixou de existir a partir da Lei n.º
8.383, de 30.12.91, cujo art. 98 revogou o art. 14 da Lei n.º 8.137/90. Mas,
como o crime de sonegação ocorreu anteriormente, a revogação do art.
14, em 30.12.91, não poderia impedir o benefício em relação a fato anterior. O pagamento somente ocorreu em 28.7.92, mas, como o benefício
teve vigência de 27.12.90 a 30.12.91, deve-se dar ao fato (pagamento
antes do recebimento da denúncia) o tratamento da lei da época, porque
mais benéfico aos acusados.
3. Afirma o recorrente que o pagamento foi feito por terceiro – o
liqüidante da empresa, nomeado pelo Banco Central. Mas, em verdade,
não agiu o liqüidante em nome próprio, e sim como representante da
empresa em liquidação. Quem pagou, na realidade, foi a empresa DILETA – DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS,
exatamente a devedora.
Quanto à contabilidade paralela, a denúncia não faz referência explícita e autônoma. Afirma, sim, que foram efetuados “(...) pagamentos de
resgates de aplicações financeiras não registradas em contabilidade oficial,
a clientes seus, com retenção do IOF (...)”, cujo recolhimento não ocorreu. Portanto, a movimentação de recursos, em paralelo à contabilidade,
142

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

com o não-registro, foi precisamente o meio empregado para o não-pagamento do tributo, como crime-fim. Não existiu o crime autônomo do art.
11 da Lei n.º 7.492/86, com este enunciado: “Manter ou movimentar
recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação”.
Sustenta ainda o MPF que, mesmo aceita a tese da absorção do crime-meio (o não-registro das operações na contabilidade) pelo crime-fim
(a sonegação fiscal), subsistiria ainda a figura do art. 6.º da mesma lei, em
relação a fato ocorrido depois da sonegação. Segundo textua, os acusados, intimados a apresentar informações sobre as operações realizadas,
omitiram dados de relevo, isso já em 1992. Estariam, assim, incursos nas
sanções do mencionado art. 6.º, que reza: “Induzir ou manter em erro,
sócio, investidor ou repartição pública competente, relativamente à operação ou situação financeira, sonegando-lhe informação ou prestando-a
falsamente”.
Mas não é exatamente assim. Segundo o texto da representação fiscal,
reproduzido na denúncia, a empresa, em resposta a termo de intimação datado
de 27.2.92, apresentou somente a comprovação do recolhimento do IOF retido em 14.3.90, sobre operações registradas no seu livro Diário.
Não houve a omissão de dados de relevo, como pretende a acusação.
Se não houve o recolhimento do IOF das operações posteriores, e por
isso mesmo foi proposta a ação penal, não havia dados a apresentar a
respeito. Não houve fatos que abonem a figura criminosa da omissão de
dados, tanto que a denúncia menciona o aspecto apenas como um componente do crime cuja punição persegue – a sonegação fiscal, ali dada
como sendo apropriação indébita.
4. Não procedem, portanto, as objurgatórias lançadas contra a sentença, que bem aplicou a lei ao caso concreto. Os fatos narrados pelo
Ministério Público Federal tiveram do julgador a correta classificação jurídico-penal.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso, para confirmar a
sentença extintiva da punibilidade.
É como voto.
VOTO-VISTA
O EXMO. SR. JUIZ TOURINHO NETO: 1. Os recorridos, diretores da empresa Dileta – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.,
foram denunciados por infração ao preceito contido no art. 168 do Código
143

José Alves Paulino

Penal, por se terem apropriado dos valores relativos ao imposto sobre operações financeiras (IOF), descontado de seus clientes. Antes do recebimento da denúncia, os acusados recolheram o tributo devido, o que levou o
MM. Juiz a quo a extinguir o processo, com base no art. 14 da Lei n.º 8.137,
de 1990. Entendeu S. Exa. que o crime descrito na denúncia foi mal capitulado, houve, sim, sustenta o ilustre julgador, infração ao art. 1.º da Lei n.º
4.729, de 1965, cujos dispositivos foram absorvidos pela Lei n.º 8.137, de
1990, que, em seu art. 14, previa a extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo.
Os acusados se apropriaram dos valores do IOF. O art. 1.º, inciso II, da
Lei n.º 4.729, de 1965, trata de omissão de rendimentos, de inserção de elementos inexatos ou omissão de operações determinadas, com a finalidade de
exonerar-se do pagamento de tributos. A sua redação é a seguinte:
“Constitui crime de sonegação fiscal: inserir elementos inexatos ou omitir
rendimentos ou operações de qualquer natureza em documentos ou livros
exigidos pelas leis fiscais, com a intenção de exonerar-se do pagamento de
tributos devidos à Fazenda Pública”.

No caso em tela, isso não ocorreu. Os recorridos descontaram o IOF
e se apropriaram dos valores a ele relativos. Crime de apropriação. Não há
qualquer similitude entre as duas figuras. Na primeira, o tributo já tinha
sido descontado e o seu valor foi apropriado. Na segunda, haveria uma
operação financeira – na hipótese, isto não ocorreu – com intenção de
afastar o tributo.
O fato praticado pelo recorrido se ajustaria mais ao tipo previsto no
art. 5.º da Lei n.º 7.492, de 1986 do que ao art. 1.º, inciso II, da Lei n.º
4.729, que dispõe:
“Apropriar-se, qualquer pessoa mencionada no art. 25 desta Lei – os
administradores da instituição financeira – de dinheiro, título, valor ou qualquer outro bem móvel de que tem a posse, ou desviá-lo em proveito
próprio ou alheio”.

Mas, o tipo violado, a meu ver, foi mesmo o do art. 168 do Código
Penal.
A figura prevista no art. 1.º, inciso II, da Lei n.º 4.729, de 1965, é
que foi encampada pelo art. 1.º, inciso II, da Lei n.º 8.137, de 1990, que
estabelece:
144

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

“Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou
contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condições:
(...)
II – fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou
omitir operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido
pela lei fiscal”.

2. Ante o exposto, pedindo venia ao ilustre e culto Relator, Juiz Olindo Menezes, dou provimento ao recurso para que o processo tenha continuidade até decisão de mérito.
3. É o voto.
VOTO-VOGAL
O SR. JUIZ OSMAR TOGNOLO: Sr. Presidente, entendo que, realmente, se ele não recolheu o IOF na operação feita, então, o crime é
essencialmente contra o Sistema Tributário. Então, vigente na época a
Lei n.º 8.137/90, havendo pagamento antes do recebimento da denúncia, data venia de Vossa Excelência, acompanho o Sr. Juiz-Relator.
CERTIDÃO
Certifico que a egrégia TERCEIRA TURMA, ao apreciar o processo em
epígrafe, em Sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: Após o
voto do Sr. Juiz-Relator, negando provimento ao recurso, pediu vista o Sr.
Juiz Tourinho Neto. Aguarda o Sr. Juiz Osmar Tognolo. Declarou Suspeição
o Sr. Juiz Fernando Gonçalves, na forma do inciso I do art. 254 do CPP.
Brasília-DF, 5 de junho de 1995.
Prosseguindo, no julgamento, a Turma, por maioria, vencido o Sr.
Juiz Tourinho Neto, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Juiz-Relator. Participaram do julgamento os Srs. Juízes Tourinho Neto
e Osmar Tognolo.
Brasília-DF, 30 de junho de 1995.

Habeas Corpus n.º 93.01.20039-2/DF*
RELATORA: EXMA. SR.ª JUÍZA ELIANA CALMON
IMPETRANTE: FLÁVIO RAMOS
* In DJU de 16.9.1993, Seção 2.

145

José Alves Paulino

IMPETRADO: JUÍZO FEDERAL DA 10.ª VARA/DF
PACIENTES: WAGNER CANHEDO AZEVEDO, WAGNER CANHEDO
AZEVEDO FILHO, CÉSAR ANTÔNIO CANHEDO AZEVEDO
E RODOLFO CANHEDO AZEVEDO
ADVOGADO: FLÁVIO RAMOS

EMENTA
Penal – Habeas Corpus – Trancamento da Ação Penal – Prescrição.
1. O iter procedimental do delito continuado enseja uma série de
crimes tratados pela lei, para efeito prescricional, de per si, como autônomos.
2. Sendo certo que os crimes-meio foram absorvidos pelo crime-fim
– sonegação fiscal – este, cometido ao longo dos anos de 88 e 89, não incide
a prescrição, capaz de trancar a ação penal.
3. Continuidade da demanda para apuração de todos os delitos.
4. Habeas corpus denegado.

ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, à unanimidade, denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora, na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Custas, como de lei.
Brasília-DF, 23 de agosto de 1993 (data do julgamento).
RELATÓRIO
A EXM.ª JUÍZA ELIANA CALMON: Trata-se de habeas corpus
preventivo impetrado em favor de WAGNER CANHEDO AZEVEDO, WAGNER CANHEDO AZEVEDO FILHO, CÉSAR ANTÔNIO
CANHEDO AZEVEDO e RODOLFO CANHEDO AZEVEDO, os
quais estão sendo ameaçados de violação na liberdade de ir e vir, por
ato ilegal e abusivo do Juiz Federal da 10.ª Vara da Seção Judiciária do
Distrito Federal.
Alega o impetrante que os pacientes são os únicos sócios da empresa
Transportadora Wadel Ltda., empresa que foi mencionada no relatório da
CPI que, no âmbito do Congresso Nacional, apurou delitos políticos praticados pelo ex-Presidente da República, como favorecedora do processo
eleitoral de 1989.
146

remanesce a pretensão de ser decretado o trancamento da ação penal. a pena prevista para o delito do art. posteriormente. com o fito de trancar a ação penal por falta de justa causa. continua o impetrante.º 4.506/64. as quais serão.º. na hipótese.º. sem entretanto solicitar a decretação da mesma. o que de logo afasta a idéia de decretação da providência cautelar da prisão preventiva.90. a seu tempo.729/65. 1. art. não sendo pertinente na demanda em tela invocar-se a Lei n. 1. afirma haver.º é de seis meses a dois anos de detenção e multa. Segundo a Lei n. distribuído no período de férias. de 27. Após. 47. prescrição pela pena em abstrato. após a impetração e o fornecimento de informações. Daí o justo receio dos pacientes de serem molestados pessoalmente pela responsabilidade penal que lhes pode ser imputada. com imputação de delito plenamente afiançável.º 4.º 4. pela prescrição. continua a argumentação.729/65. O habeas corpus.12.93. Informando.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Tal fato ensejou fosse procedida pela Receita Federal uma devassa fiscal que culminou com autuações da empresa. e na Lei n. por serem réus primários e sem antecedentes penais. voltou o impetrado a peticionar para dizer que o pedido de concessão de liminar para impedir a decretação de prisão preventiva restou prejudicado porque. Argumenta o impetrante que os ilícitos fiscais cuja prática é alegada estão respaldados na Lei n. da Lei n. art. ofereceu o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL denúncia. examinaria o pedido de liminar.º 8. 147 .729/65 – Sonegação Fiscal. pede que seja dada a oportunidade de prestarem os pacientes fiança. disse a autoridade impetrada que não havia na Justiça qualquer ação ou processo por sonegação fiscal instaurado contra os pacientes. concluindo o impetrante pela incidência da prescrição. em face da regra do art. remeteram os Auditores da FAZENDA à PROCURADORIA DA REPÚBLICA peças do processo fiscal.7. porque relativos a fatos ocorridos nos anos de 1988 e 1989. V. alegando ter havido prática do delito previsto no art. IV. Requer o impetrante a concessão do mandamus. Finalizando. foi despachado pelo Presidente do Tribunal que solicitou as informações afirmando que. questionadas na esfera administrativa.º 4. Por conta de uma das autuações. 1. como alardeado pela imprensa. em 9. Assim.137. 109. se ultrapassado for tal argumento. do Código Penal. E.

Oficiando nos autos. apontando-os como incursos nas penas do art. da ordem de quase trezentos e cinqüenta bilhões de cruzeiros. É o relatório. é absorvido pelo delito de sonegação. não pacientes. diz o órgão denunciante que nos anos fiscais de 88 e 89 foram cometidas diversas irregularidades contábeis e fiscais. 304 do Código Penal – Uso de Documento Falso. por entender. os delitos ocorreram no curso de 1988 e 1989.º.) o trancamento da ação penal pura e simplesmente como pretende o impetrante é impossível porque só a instrução criminal poderá dizer o grau de participação de cada paciente nas ações delituosas. não é suficiente para imputar a cada um. ou seja. não servindo assim de empecilho para a decretação da prescrição. Na peça vestibular da ação penal. a tipicidade de conduta. este último pelos dois outros denunciados. sendo apurada uma dívida. em delito continuado cometido no curso de 1988 e 1989. Segundo entende a douta PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA: “(. 148 . incisos I e II. de 14. Sempre presente a idéia de que o crime-meio é absorvido pelo crime-fim. também indicado como transgredido. 1.. argumenta que o crime do art. VOTO A EXM. por cópia. opinou o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL pelo deferimento parcial da ordem. 304 do Código Penal.729.José Alves Paulino Sobre o tema. em valores de 1. eis que deverá prosseguir a ação penal em relação aos fatos ocorridos após o ano de 1988. da Lei n. cópia da denúncia apresentada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra os pacientes. crimes-meio para a sonegação fiscal relativa aos anos-base de 1988 e 1989 (ver item 36 da denúncia. com a modesta descrição comportamental de cada denunciado. este a SONEGAÇÃO FISCAL. 119).65. oficiante. nos autos. à fl. que a só proposta de condenação. A denúncia é taxativa em afirmar como cometidos os delitos de uso de documento falso e falsificação de documentos.93. Concordo com a ilustre Procuradora da República. em favor da UNIÃO. de igual forma.7.7.. de per si.º 4. ou seja. quem incidiu e em que incidiu” (fl. 126).º. em conexão com o crime previsto no art.ª JUÍZA ELIANA CALMON (Relatora): Temos.

Juíza Relatora. sendo lícita a persecutio criminis em relação aos delitos que ainda não sofreram a ação devastadora do tempo.847-4/MG* RELATOR: MIN. conceder a ordem parcialmente.9. cujo prazo prescricional maior é de quatro anos. Assim. na pior das hipóteses. 23.1998. pela continuidade delitiva (art.93. denegou a ordem de habeas corpus. independentemente desse ou daquele proceder dos réus. proferiu a seguinte decisão: A Turma.93. provocando a interrupção do prazo prescricional. Com estas considerações. nos termos do voto da Sra. 149 . contados da data do fato. ou não incide a mesma. em Sessão realizada nesta data.7.º 76. A minha discordância do parecer ministerial está na conclusão. Seção 1.89 a 31. os fatos ocorridos de 23.12 do mesmo ano poderão levar à condenação. Ou há prescrição. Como a denúncia foi recebida em 27. de per si. MARCO AURÉLIO PACIENTE: LUIZ FELIPE HAAS PACIENTE: EMMANUEL AUGUSTO HAAS IMPETRANTE: CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO COATOR: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA * In DJU de 4. o que só a instrução poderá demonstrar. para efeito de prescrição. o certo é que poderão ser condenados. CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUARTA TURMA. porque não é possível. por unanimidade. capaz de trancar a ação penal. porque ainda não atingidos pelo lapso prescricional. 119. Participaram do Julgamento os Srs. do CP).Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Temos como firme a tese da subsunção e do não-cômputo do aumento de pena. pelo crime de sonegação fiscal. denego a ordem de habeas corpus. ora pacientes. no meu entender. Brasília-DF. ao apreciar o processo em epígrafe. Juizes Leite Soares e Nelson Gomes da Silva. Habeas Corpus n.8.7.

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA – VERIFICAÇÃO. 9 de junho de 1998. Define-se a prescrição da pretensão punitiva. Em síntese. concernente ao movimento financeiro da própria empresa ou a aplicações pessoais dos pacientes.º 1. ACÓRDÃO Vistos. RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO: Este habeas é impetrado contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento de Recurso em Habeas Corpus n. 109 do Código Penal. O Estado-acusador. em indeferir o habeas corpus. relatados e discutidos estes autos. Descabe confundir o meio para a prática do crime com a autonomia deste último.º 6. acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal. Teriam sido encontrados recibos bancários relativos ao que se passou a denominar como conta-fantasma. Precedente: Recurso em Habeas Corpus n. em segunda turma. A conduta descrita na denúncia do Ministério Público estaria a evidenciar. Min. 150 .137/90 crimes contra a ordem tributária cuja pena máxima é de cinco anos. quando os fatos hajam ocorrido em 1990 e a denúncia tenha sido recebida em 1996. acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de junho de 1991. aponta-se estar a denúncia ligada à auditoria fiscal promovida pela Receita Federal. de doze anos. Na sonegação fiscal.José Alves Paulino EMENTA COMPETÊNCIA – HABEAS CORPUS – ATO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. a sonegação fiscal. o falso não se mostra crime autônomo. até mesmo considerada a origem do levantamento dos fatos. Rel.692. o caixa-dois. segundo a Receita. Assis Toledo. SONEGAÇÃO FISCAL – FALSIDADE IDEOLÓGICA. na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas por unanimidade de votos. mas meio relativo à prática do primeiro. a teor do disposto no inciso III do art. na espécie. levando-se em conta a pena máxima fixada para o tipo que estaria a consubstanciar. 102 da Constituição Federal. em nome de Robert Olsen. O prazo prescricional é. pelo enquadramento dos fatos constantes da denúncia. a revelar.207/SP. Compete ao Supremo Tribunal Federal julgar habeas corpus impetrado contra ato do Superior Tribunal de Justiça – alíneas c e i do inciso I do art. Brasília-DF.º 8. antes de sentenciada a ação. julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Prevendo a Lei n. descabe falar em prescrição da pretensão punitiva.

poderia haver concurso formal de crimes. que devem ser considerados de imediato para definição do recebimento. tendo em conta a pena máxima prevista para o tipo de sonegação fiscal. dos fatos narrados pelo Ministério Público. Solicitadas informações ao Superior Tribunal de Justiça. isto objetivando afastar a prescrição da pretensão punitiva. Sustenta-se que os fatos narrados na peça primeira da ação penal ocorreram no período de dezembro de 1989 a março de 1990. ao oferecer a denúncia. É o relatório. havendo sido a denúncia recebida. Ministro Antônio de Pádua Ribeiro. 151 . fundada em pena abstratamente cominada a delito diverso do constante da denúncia. da acusação. conforme orientação que o Supremo Tribunal Federal adotou em relação ao falso e ao estelionato. na hipótese dos autos. capitulara o procedimento como sendo falsidade ideológica – art. prestou-as o então Presidente em exercício. com a inicial. Vieram. Pelo conhecimento e denegação da ordem”. A Procuradoria-Geral da República emitiu o parecer de folhas 121 e 122 pelo indeferimento da ordem. assim sintetizando a espécie: “Improcedente a pretensão da defesa em alterar a classificação jurídica dada ao fato. 299 do Código Penal –. relativamente à inépcia da denúncia e à prescrição. consoante o qual somente com a prolação da sentença seria dado cogitar dos institutos da emendatio libelli ou da mutatio libelli. as peças de folha 10 a 103. que pode ser eventualmente aplicada ao caso concreto. pelo Ministério Público. encaminhando cópia do acórdão proferido. Na inicial. ou não. apenas. não se logrando êxito na via do recurso ordinário constitucional. Não há falar-se em possível absorção do falso pelo crime de sonegação pois.ª Região. Pleiteia-se a concessão de ordem que resulte no trancamento da ação penal. O pedido de trancamento da ação penal pelo reconhecimento da prescrição. é tarefa prematura e inviável nos limites estreitos do Habeas Corpus. registrou-se o impedimento do Ministro Carlos Velloso. argumenta-se que o acusado se defende. Sobre a absorção do crime de falsidade pelo de sonegação fiscal. veio a ordem a ser indeferida pelo Tribunal Regional Federal da 1. Rebate-se o fundamento do voto condutor na apreciação do citado recurso. Impetrado o habeas.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais não obstante. À folha 104. em 16 de abril de 1996. São evocados precedentes do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria. de dois anos. aludindo-se ao dissenso jurisprudencial. quando já superado o prazo prescricional. empolga-se o magistério de Rui Stoco.

948. Já os integrantes do órgão apontado como coator. esposa dele. apurou-se que aquele CPF utilizado para abertura das referidas contas pertencia na realidade a Ragnar Olsen. conheço da impetração. em fiscalização na empresa Casa Artur Haas Comércio e Indústria Ltda. informou que seu marido nunca foi correntista das agências do Citibank e do Banco Real. Por isso. mais.José Alves Paulino VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): Eis um dos raros habeas corpus realmente situados no âmbito da competência desta Corte. estão. autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância”. todas tendo por titular Robert Olsen. norueguês de nascimento.º 5705402. submetidos à jurisdição direta deste Tribunal.. além de desconhecer por completo a existência de tal pessoa. auditores-fiscais da Receita Federal..) (.) i) o habeas corpus quando o coator ou o paciente for tribunal. ouvida à folha 38.. o que atrai a propriedade da alínea i: “Art. que não existe nenhum Robert Olsen na família 152 . 102. esclarecendo.. Eis como o Ministério Público estabeleceu os parâmetros da inicial que desaguou na ação a que respondem os pacientes: “No dia 20 de março de 1990. atualmente residindo nos Estados Unidos. Banco Real. ministros de tribunal superior. cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: a) (..) b) (.. 102 da Constituição Federal. Os pacientes não gozam de prerrogativa de foro. agência Savassi. A partir da constatação de que não havia registro do referido nome no cadastro de pessoas físicas – CPF – exigência indispensável para abertura de conta bancária –. lograram encontrar entre diversos documentos pertinentes à diligência vários comprovantes de recibos bancários realizados nas contas bancárias de n. nos crimes comuns e de responsabilidade.98. agência da Rua Espírito Santo. e n. a teor do disposto na alínea c do inciso I do art.º 972. a guarda da Constituição. Maria Alice Perilo Olsen. Compete ao Supremo Tribunal Federal.. Citibank. precipuamente. onde foram abertas as contas de Robert Olsen.

intermediou operações de compra e venda de cruzados novos em março de 1990 – Plano Collor – envolvendo Marco Antônio Avelar. Débora e Paulo. não foram suficientes para apontar o responsável pela abertura da aludida conta corrente junto ao Banco Real. ocasião em que este veio a emitir cheques para pagamento de inexistentes aquisições de mercadorias (v. os mesmos acusados. com o concurso de Débora Chamash e Paulo Antônio Alves Pinto Fraga. após haver narrado os fatos. As diligências intentadas pela Polícia Federal. pela infração relativa à abertura da conta junto ao Banco Real S. fls. o Ministério Público Federal oferece contra eles a presente denúncia. em janeiro do ano de 1990. com o pleno conhecimento da inexistência real da pessoa de Robert Olsen.2. Posteriormente. Paulo. agência Savassi.. em relação a Luiz Felipe e Emanuel Augusto. com o objetivo nítido de operar o caixa-dois da citada empresa ou de suas aplicações pessoais. agindo de maneira idêntica. ainda. foi movimentada até o mês de março de 1990. Virgílio Vileforte e a conta-fantasma de Robert Olsen. 77-78 e 130). para 153 . inclusive. 59-64. sobretudo o réu Luiz Felipe. com o que se requer a citação de todos. a tanto não se prestando o depoimento de fl. de n. ocasião em que ele veio a conhecer os diretores da Casa Artur Haas. com endereço à Rua Espírito Santo. 42. de quem é funcionário aposentado. e sabendo que Ragnar não mais residia no país.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais de Ragnar.º 570540. 142”. respondiam pela gerência da citada agência bancária e foram os responsáveis pela abertura da conta e por sua posterior e contínua movimentação até março do ano de 1990. 190. abriram também uma conta corrente na agência do Banco Real S. aplicando-se. subsidiária da General Motors. partícipes no delito. até aqui. Assim foi que os acusados. 71 do mesmo Código. para o que. de posse de tais informações. Referida conta. o disposto no art. em dezembro do ano de 1989. também em nome de Robert Olsen. Então. dando-os como incursos nas sanções do art. Luiz Filipe e Emanuel Augusto. de falsas declarações de registro civil e identidade..A. fizeram inserir em documento particular falsa declaração de registro civil de pessoa inexistente – Roberto Olsen – para o fim de abertura de conta corrente na agência bancária no Citibank. pois.A. Luiz Felipe e Emanuel Augusto. nesta cidade. a Procuradoria da República concluiu: “E porque agiram conforme antes mencionado. Informou mais: que Ragnar já residiu no Brasil quando trabalhava na Terex. utilizando-se. utilizaram o registro do CPF deste para movimentação financeira de recursos provenientes da Casa Artur Haas. conforme se vê do documento de fl. 299 do Código Penal.

Pois bem. Considera-os para.137/90. presentes os arts. Ora. Ocorre que esta inclusão não é de molde a chegar-se à prescrição da pretensão punitiva do Estado. apontou-se que a abertura de contas. vir a prolatar sentença. com endereço à Rua Espírito Santo. quer pela acusação.José Alves Paulino responderem aos termos desta ação penal. o que não se verificou. de tipo autônomo. Aludiu-se à atuação da Receita Federal e. mais do que isso. Eis o trecho em que revelado o elemento subjetivo: “(. objetivou operar o caixa-dois da empresa ou aplicações pessoais daqueles que lhe dirigiam. É que. Por outro lado. do Código Penal.º. O falso destinado exclusivamente a suprimir ou reduzir tributos não constitui crime autônomo. 154 . “quanto à falsidade ideológica. no Recurso em Habeas Corpus n. na espécie não se pode. cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça de 24 de junho de 1991. somente seria dado concluir pela prescrição da pretensão punitiva uma vez transcorridos doze anos. em assim sendo. que será instruída também com o cumprimento das diligências adiante requeridas” (fl. indefiro a ordem. exsurge da peça inicial narração direcionada à imputação aos acusados do crime de sonegação fiscal perpetrado contra a União. nesta cidade. art. 383 e 384 do Código de Processo Penal. entre os crimes praticados contra a ordem tributária. realmente. quer pela defesa.) para o fim de abertura de conta corrente na agência bancária do Citibank. e não pela classificação precária e efêmera dada a esses fatos pelo Ministério Público.. Conforme ressaltado pelo Ministro Assis Toledo. aí. é sabido não estar o magistrado preso ao enquadramento jurídico emprestado aos acontecimentos. com o objetivo nítido de fazer operar o caixa-dois da citada empresa ou de suas aplicações pessoais”.º 8. cogitar do tipo do art. Este Tribunal tem proclamado responder o acusado pelos fatos narrados na denúncia. tem-se alguns cuja pena máxima situa-se no patamar dos cinco anos – Lei n.º 1. considerado o oferecimento da denúncia e o recebimento. 20 a 23). Ora. tanto assim que a ação foi proposta pelo Ministério Público Federal. Por tais razões. no caso. o procedimento teria visado à fuga ao pagamento de tributos. diferente da sonegação fiscal”.. 294. falsificando-se dados. havendo surgido a ação com o recebimento da denúncia. por particulares. 1.207/SP. IX. não se trata. Conforme os fatos narrados na inicial. em acórdão proferido no Superior Tribunal de Justiça.

neste julgamento.729 de 14.7.137.8.º 4.02.90. pelo paciente.ª VARA/RJ (PROC. que definiu a sonegação fiscal e acrescentou os parágrafos ao art. Maurício Corrêa e Nelson Jobim. Condenação pelo art.ª turma.16410-0* RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL D’ANDREA FERREIRA APTE: SERGIO RENATO RASTOLDO DE SOUZA APTE: FERNANDO ANTÔNIO DE BARROS MADEO ADV: ADELAIDE MOTTA DE BARROS MADEO APDO: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ORIGEM: JUÍZO FEDERAL DA 4. Superveniência da Lei n. Adriana Ramos de Almeida e.10. Bagagem acompanhada. Presidência do Senhor Ministro Néri da Silveira.1993.65.º. Provimento do recurso para a absolvição dos apelantes. do CP.12. § 1. Concurso de normas com referência à Lei n. e 6).5.84 (itens 4.º 77. dada a eventualidade do ato. o Senhor Ministro Carlos Veloso. Mardem Costa Pinto. de 10.º 92.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais DECISÃO Por unanimidade.98. alterados pela de n. Dr. o Dr. Nãoincidência da regra de ultra-atividade do art. 14 serviu de base para requerimento dos apelantes. Não-inserção da tentativa de venda no conceito de “exercício de atividade comercial ou industrial”. justificadamente. 334 do CP.6.º do CP. n.º 8. Apelação Criminal n. 155 . Irrelevância da revogação do referido dispositivo pelo art. a Dra. * In DJU de 26. Falou. 9000437024) EMENTA PENAL E PROCESSUAL PENAL. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Carlos Velloso.12.º 8. de 8. Não-configuração da “introdução clandestina no País” ou da “importação fraudulenta”. 2.º 651/RJ – Proc. de pagamento dos tributos eventualmente devidos. diversas do “ingresso irregular” referido na denúncia. 98 da Lei n. Ausente. anterior à denúncia e não despachado. a Turma indeferiu o habeas corpus. Subprocurador-Geral da República. 9. III. pelo Ministério Público Federal. Seção 2. Limites da Instrução Normativa DRF n. 334. Marco Aurélio.º 30/91. Mardem Costa Pinto. de 27.91.383. de 30. 3. cujo art. Não-caracterização do delito.91. eis que não se trata de lei excepcional ou temporária.

O apelante nasceu em 28. Reporto-me. 37-88. à fl. fls. do comércio. 90-91. 2. que capitulou o delito como o do caput do art. Rio de Janeiro. e) diligências e alegações finais às fls. exerceu para. transcorreu o trânsito em julgado para a condenação.. tendo ao final. 164. 169-170 pela improcedência do recurso. f) relatório policial à fl. 1. 163 pela confirmação da sentença. 16 de junho de 1993 (data do julgamento).7. (fls..56. interposta falam os réus contra sentença (146-149)..91 (fl. enquanto Fernando negou-se a prestar declarações. em que Sergio confirma os fatos alegando intenção de minuta.96. No seguimento judicial apresentam-se: a) interrogatório de Fernando às fls. É o relatório. que a condenação à pena de 1 ano de reclusão.. tendo o recurso sido recebido à fl.. Embora não certificado... c) alvará de soltura. 142-144. Parecer da Procuradoria-Regional da República às fls. 103104). tendo em vista dois aparelhos de fax e uma videocâmera. aos termos da denúncia de fl. acordam os Desembargadores Federais da 2. e) laudo de exame mercadológico às fls. pede-se a absolvição dos apelantes. Nas razões recursais. 139.12. intempestivo (folhas 162-163).) d) defesa prévia à fl. 92.7. d) falhas gerais sem.. e o segundo em 24. 334 do CP.9. Na fase policial. do CP.º. RELATÓRIO Apelação criminal (fls. 93). À douta revisão. relatados e discutidos.56. 4. 26-27.. tendo a prisão em flagrante dos recorrentes ocorrido em 13. 334. 107-108. destacam-se: a) auto de prisão em flagrante às folhas 2-5. fls. com concessão de sursi. na forma do voto do Relator.. Encaminhamento a esta Corte recursal de sentença à fl. por unanimidade. nesta parte. 151-152) alegam..José Alves Paulino ACÓRDÃO Vistos. dar provimento à apelação. 156 .ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2. reiteradamente (. 154. com base no disposto no art. e) interrogatório de Sérgio à fl.. Resposta recursal.ª Região. b) auto de apresentação e apreensão à fl. 141. com razões às folhas 152161. A primeira foi recebida em 16. d) defesa prévia às fls. em que se ratifica a intenção de não-formação. c. 100-112. o qual afirma que.

TFR. no exercício de atividade comercial ou industrial. c. como está expresso em sua tipificação legal. o que não é a mesma coisa. cuja definição legal é a seguinte: “Art. teríamos doação) cf. uma venda isolada.. 334. uma organização. mesmo com o fim de lucro de um resultado econômico positivo (do contrário. e refere-se a que os denunciados foram presos em flagrante. e não apenas. de 2. mantém em depósito ou. se assim não fosse. A denúncia alude à “promoção de ingresso irregular”. os dois elementos: “vender. A denúncia tinha capitulado o fato no caput do art. do CP. sendo primários os apelantes e exercendo outras atividades. Pelo constante dos autos. (. por exemplo.. Ora. exige habitualidade. não como crime de mera conduta.5. DJU. ou pelo menos. que haja a caracterização do “exercício da atividade comercial ou industrial”. 334. que.72.)”.. Ademais. apesar de entendimentos em contrário. a realização dos lucros. “introdução clandestina no país” ou “importação fraudulenta”. com relação ao bem. mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no país ou importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem. de qualquer forma.º. 334. o tipo não englobaria lado a lado. expõe à venda. utiliza em proveito próprio ou alheio.. uma estrutura.) (.) § 1. pois que estavam em poder deles mercadorias de procedência estrangeira. o delito em tela exige. exige-se que tenha havido. Além disso.. 157 . no “manter em depósito”. tratar-se-ia de tentativa de venda eventual. expor à venda” e “no exercício de atividade comercial ou industrial”..) c) vende. (. Outrossim..º Incorre na mesma pena quem: (.. § 1.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais VOTO O DESEMBARGADOR FEDERAL D’ANDREA FERREIRA: A condenação dos apelantes foi por identificação da prática do crime do art. sem que lograssem comprovar a regularidade jurídico-fiscal das mesmas.

84 (itens 4. a repetiu. os apelantes requeriam. não mereceu qualquer despacho e só na decisão final veio a ser indeferida.90.º 8. dou provimento ao recurso.01. É certo. e 6). ainda antes da denúncia. que definiu o crime de sonegação fiscal. 98). em se tratando de problema de conceito de bagagem.383.º 77 de 8. A Lei n. Finalmente. praticamente.º 4. 3. com base no art. é de se gizar que.º 96. 16.º 8.91 (art. sob o argumento de que não se justificaria o não-uso direto da via administrativa. Seção 2.729. Recurso Criminal n. 334. o processamento do pagamento dos tributos eventualmente devidos (fls. haviam sido.º 30/91. sempre houve o questionamento sobre o concurso aparente das normas do art.65.8. judicialmente.93. art. e parágrafos. que. do CP e a Lei n. SR. foi que introduziu os referidos parágrafos.º. Rio.12.12. 1. de 30. que. em 22. Por outro lado. JUIZ OSMAR TOGNOLO RECORRENTE: JUSTIÇA PÚBLICA PROCURADOR: ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS RECORRIDO: JOSÉ MAURÍCIO BICALHO DIAS ADVOGADOS: ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A) * In DJU de 22.José Alves Paulino A defesa acentua que se tratava de bagagem acompanhada e que os limites previstos na instrução Normativa DRF n.91. A petição.137. 95-96). a revogação anterior do mencionado art.5. vigentes na época do fato. como se refere a sentença.8.47892-2/DF* RELATOR: EXMO. iniciativa que excluiria a punibilidade. no caso. elevados pela Instrução Normativa DRF n. portanto logo após o fato.1997. no requerimento.º 4. eis que não se trata de lei excepcional ou temporária.7. de 14. Em face do conjunto de elementos expostos. 158 . I). que. e não haveria a ultra-atividade do art.º do CP. para tal. III. não interferiria. aliás. aforada muito antes do recebimento da denúncia. na descrição dos tipos que interessam (cf. de 27.1. para o fim de absolver os apelantes. ainda. de 10. embora tenha havido explicação.91.6. 14 pela Lei n. 14 do último diploma normativo citado.729/65 veio a ser derrogada pela Lei n.

Juiz OSMAR TOGNOLO (Relator): O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ofereceu denúncia contra JOSÉ MAURÍCIO BICALHO DIAS. Diz a denúncia: “Em 15 de junho. 5. inciso I. O mesmo entendimento há de prevalecer se a falsidade foi o meio utilizado para encobrir a corrupção ativa.6.249/95. de resto. inexiste o crime de corrupção ativa imputada na denúncia que. ACÓRDÃO Decide a Turma. a ele imputando a prática dos crimes capitulados nos arts. nem mesmo indica o ato de ofício que seria omitido ou retardado pelo agente público. não pode o primeiro ser imputado ao acusado em sua figura autônoma. 5-8. Não ostentando o destinatário da vantagem oferecida ou prometida a condição de funcionário público. emitiu as notas fiscais de fls. 1. 333 do Código Penal.97. 3. Sr. nos termos do art. Sendo a falsidade ideológica crime-meio para a prática da sonegação fiscal. Pago o tributo sonegado antes do recebimento da denúncia. de propriedade de Paulo César Cavalcanti Farias.º 9.º. da Lei n. 1. extinta a punibilidade desse pelo pagamento do tributo. 299 e 333 do Código Penal. negar provimento ao recurso. 4.137/90. mantendo-se a sentença que rejeitou a denúncia.. extingue-se a punibilidade do crime contra a ordem tributária.ª Turma do TRF da 1. 3.ª Região – 17. RELATÓRIO O Exmo. 2. atestando 159 . a EPC – Empresa de Participações e Construções Ltda. 34 da Lei n.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais EMENTA PENAL – CORRUPÇÃO ATIVA – OFERECIMENTO DE VANTAGEM OU PROMESSA A QUEM NÃO OSTENTA A QUALIDADE DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO – FALSIDADE IDEOLÓGICA – CRIME-MEIO PARA A SONEGAÇÃO FISCAL – EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PELO PAGAMENTO DO TRIBUTO – CONFIRMAÇÃO DE SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. quando a conduta atribuída ao Réu não reúne todos os elementos para a configuração do tipo descrito no art. Recurso a que se nega provimento.º 8. 15 de agosto e 15 de setembro de 1990. 16 de julho. combinado com o art. por unanimidade.

em termos de recursos humanos. contudo. oitocentos e sessenta e seis mil. esclarecendo que o pagamento à referida empresa se deu exclusivamente em razão de Paulo César ter dado a idéia do empreendimento. através do ora denunciado. 118-112. 97-106). que o estudo contratado com a EPC foi elaborado exclusivamente por técnicos da empresa Andrade Gutierrez. Credibanco.283. restou. 182-190). na época. que desembolsou. 122-125. seiscentos e sessenta e seis cruzeiros) sido depositado em conta corrente do Banco Rural em nome de um ‘fantasma’.866. duzentos e oitenta e três mil. recebeu ajuda financeira da Andrade Gutierrez. o indiciado Paulo César Farias. foi denunciado o principal e direto responsável pela contratação com Paulo César Farias.666.283. novecentos e noventa e oito cruzeiros e dois centavos). comprovada pela ‘Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz’ da Receita Federal (fls. novecentos e noventa e oito cruzeiros e dois centavos) pelos supostos serviços prestados à Andrade Gutierrez. cuja punibilidade deverá ser declarada extinta tão logo anexado o documento comprobatório de seu falecimento. a empresa recebeu financiamento do governo através do BNDES. totalizando onze milhões de dólares.02 (cento e dezessete milhões. afirmou o denunciado. conforme informou a Receita Federal no documento de fl. além de incentivos fiscais e diversos financiamentos no âmbito do PROEX e do extinto FINEX. Diretor de expansão da empresa Andrade Gutierrez. consta das declarações do denunciado que ‘para a viabilização e implantação do projeto. atestando que jamais foram elaborados pareceres para qualquer cliente e demonstrando a deficiente estrutura das empresas. Os cheques utilizados para o pagamento à EPC estão acostados às fls. como os descritos nas notas fiscais em apreço. A falta de capacidade técnica da EPC para a prescrição de qualquer tipo de assessoramento e consultoria.00 (quarenta e três milhões.998. 182.José Alves Paulino prestação de serviço de assessoria econômica e fiscal à empresa Andrade Gutierrez. confessou que. no valor de CR$43.998. cujos estudos a respeito da viabilidade do empreendimento teriam ensejado a emissão das mencionadas notas fiscais e sua respectiva remuneração. relativamente a um projeto de exploração de granito. Ouvido às fls. inclusive para outros empreendimentos”. Em contrapartida. Bamerindus. um valor de CR$117. Além de haver recebido o vultoso valor de CR$117. na campanha eleitoral de 1989. tendo o cheque de n.º 433140.02 (cento e dezessete milhões. ainda. Bandes’. bem como pelas declarações de empregados das empresas de Paulo César Farias (fls. duzentos e oitenta e três mil. 160 .

a empresa pagou a diferença. ao passo que o crime de corrupção ativa exige. para sua caracterização. na verdade. o que resultou em redução do Imposto de Renda. não foram efetivados. Por serem as notas fiscais documentos destinados especificamente a provar a consumação de operações de compra e venda e de prestação de serviços. isto é. ratificando a denúncia em relação aos demais ilícitos. notoriamente. mas servir de justificativa ao pagamento de favores junto ao Governo Federal. pessoa que. O inquérito policial.000. por parte desta. a partir de intermediações de Paulo César Farias. vez que sua finalidade precípua não era iludir o Fisco. razão também não assiste ao magistrado a quo. Afirmou o MM Juiz que a falsidade ideológica não se encontrava devidamente comprovada. Inconformado.ª Vara do Distrito Federal. a falsidade sobre tais fatos reveste-se de evidente relevância. rejeitou a denúncia. in casu. que. pois que buscou condicionar a configuração do delito à necessidade de se apontar a figura do corrompido.00 (onze 161 . Ressalte-se. contudo. No que tange ao crime de corrupção ativa. desconsiderando os fortes indícios em que se baseou a peça acusatória e renunciando à possibilidade de produção de provas no curso da instrução criminal. outrossim. cuja punibilidade foi extinta.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Os valores pagos à EPC foram escriturados como despesa operacional pela ANDRADE GUTIERREZ. insistindo nos termos da denúncia. face ao pagamento dos tributos. permitiu identificar a entrega de vantagens econômicas individuais a Paulo César Farias pela empresa Andrade Gutierrez e o recebimento. Contudo. a inserção de declaração falsa em documento público. Conduta esta consubstanciada na emissão e utilização de notas fiscais atestando a prestação de serviços de assessoria que. em relação a fato juridicamente relevante. por entender serem atípicas as condutas imputadas ao Denunciado. condição não ostentada por Paulo César Farias. reafirmando-a: “Presentes estão todos os elementos do tipo penal. O MM. quanto ao crime de sonegação fiscal. informativo da denúncia. ante o que o Ministério Público pediu fosse declarada extinta a punibilidade. esteve envolvida em atividades ilícitas contra a Administração Pública Federal. o crime de falsidade ideológica não foi absorvido pelo de sonegação fiscal. recorre o Ministério Público. que o oferecimento ou promessa de vantagem indevida seja feito a funcionário público. de financiamento governamental no montante de US$11.000. Juiz Federal da 10.

299 do Código Penal). 333 do Código Penal Brasileiro. da Lei n. corrupção ativa (art.137/90). o trânsito em julgado em relação à sonegação fiscal. 327 do Código Penal. Nesta instância. pois. O Ministério Público recorre apenas quanto aos dois últimos.249/95. Inexistem nos autos provas de que Paulo César Cavalcanti de Farias tenha sido funcionário público em qualquer tempo ou o fosse na época dos fatos. e II) seja ele funcionário público competente para o ato que se pretende seja praticado.José Alves Paulino milhões de dólares americanos). em sua totalidade. 1. inciso I.º. consiste a corrupção ativa em “oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público. requereu o Ministério Público a extinção da punibilidade quanto à sonegação fiscal. Houve contra-razões. tendo havido. e devido em razão de serem falsas as notas fiscais cujos valores foram abatidos como despesas operacionais. Da conceituação legal exsurge claro que: I) o oferecimento de vantagem ou sua promessa deve ser feita a funcionário público. Pago o tributo sonegado. Juiz a denúncia. entendendo não ter ocorrido o crime de falsidade ideológica nem o de corrupção ativa. além de incentivos fiscais e diversos financiamentos no âmbito do PROEX e do extinto FINEX”. VOTO O Exmo. com apoio no art. omitir ou retardar ato de ofício”. Segundo o art. E ainda que o fosse. Antônio Carneiro Sobrinho.º 8. Sr. manifestou-se pelo improvimento do recurso.º 9. mesmo adotando-se o ampliado conceito do art. 3. pugnando pela manutenção da decisão recorrida. 34 da Lei n. 333 do Código Penal) e sonegação fiscal (art. omitido ou retardado. o Procurador-Regional da República. Sem declarar expressamente a extinção da punibilidade quanto à sonegação fiscal. rejeitou o MM. não indicou o ilustre representante do Ministério Público qual o ato que o denunciado estivesse pretendendo fosse 162 . Juiz OSMAR TOGNOLO (Relator): Três foram as condutas delituosas imputadas ao Recorrido: falsidade ideológica (art. para determiná-lo a praticar. É o relatório.

como bem acentuou o ilustre Procurador Regional Antônio Carneiro Sobrinho. 163 .700. o trecho que se segue. nenhum reparo está a merecer a sentença no particular.000. O oferecimento ou promessa deve ser a funcionário público.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais praticado. omita ou retarde ato de ofício. objetivando tirar proveito do ‘prestígio’ do co-réu PAULO CÉSAR FARIAS e. carrear aos autos qualquer prova de que a pródiga empresa tenha tido a contrapartida pela ‘propina’ paga ao denominado ‘Esquema PC’. de triste memória. Destaco.00 (um milhão e setecentos mil dólares norte-americanos) à empresa EPC. PAULO CÉSAR DE CAVALCANTE FARIAS. tão-somente por haver ele levado àquela empresa uma ‘idéia’ para implantação de um empreendimento industrial. também neste ponto. entendo que não lhes assiste razão em pretenderem a reforma do decisum monocrático. 327 do Código Penal)’ (fls. não consta que uma das partes tenha oferecido ou prometido vantagem indevida a funcionário público para determiná-lo a praticar. pertinente a este aspecto do recurso: ‘Com relação à segunda imputação – corrupção ativa. repito. 744-745). verbis: “Com relação ao delito tipificado no art. É até possível imaginar-se que a empresa à qual estava vinculado o recorrido tenha pago a vultosa quantia de aproximadamente US$1. retardado ou omitido. 4. não conseguiu o Ministério Público Federal. o crime de corrupção ativa pressupõe o envolvimento de funcionário público para sua consumação. na hipótese de que estivesse ele ocupando cargo público. 333 do Código Penal com o nomen juris de corrupção ativa. pedindo vênia aos ilustres colegas subscritores do recurso.º grau. a despeito dos sucessivos pedidos de baixa. Porém. mais uma vez. experimentar vantagens ilícitas no trato com órgãos e agentes públicos. omitir ou retardar ato de ofício’. exercesse cargo público para configurá-lo na categoria de servidor público para efeitos penais (art. a quem deva ser oferecida ou prometida indevida vantagem para que pratique. E não consta que o sócio titular da EPC. com isso. Como bem enfatizou o Juiz sentenciante. o órgão de acusação não se desincumbiu da tarefa de apontar qual funcionário público teria sido corrompido pelo recorrido. da decisão recorrida. de propriedade do Sr. Paulo César Farias. Nessa perspectiva. que se arrastaram por quase quatro anos. o que seria indispensável para se verificar se estava na competência de Paulo César Farias. Como bem enfatizou o d. direta ou indiretamente. ao longo das investigações. Juiz de 1.

por conseguinte. assim como entre os pagamentos feitos à EPC e os créditos à exportação obtidos. não se pode cogitar do crime de corrupção ativa. como pressuposto da ação penal. em ambos os casos não se poderia cogitar do crime de corrupção ativa. através de pronunciamento de fls. 5. De qualquer sorte. em 1989. 710-711.José Alves Paulino É de se ressaltar que o il. 164 . Ex. bem como a existência de ato de ofício obtido ou prometido. Paulo César Farias. em troca de vantagem econômica proporcionada. Pois bem. Claro. em se tratando do delito de corrupção.ª o seguinte trecho: ‘Em síntese. devolveu-os por entender haver esgotado todas as frentes investigatórias. motivado por promessa ou paga de vantagem indevida. Acertada. Destaco da manifestação de S. visando a caracterizar qualquer ato de corrupção levado a efeito pelo recorrido. colega Odim Brandão Ferreira. retornaram os autos à polícia que. Procurador-Geral da República para acompanhar os inquéritos instaurados pela Polícia Federal visando a apurar crimes relacionados com o denominado ‘Esquema PC’. cabe empreender esforços no sentido de precisar o interesse eventual da empresa no governo federal. Ausente dos autos qualquer prova prática ou omissão de ato de ofício por funcionário público. Em tais circunstâncias. há de ser observada a exigência feita pela jurisprudência do STF – a indicação do ato de ofício em torno da qual ela girou’. de logo. É que a denúncia não conseguiu estabelecer qualquer vínculo objetivo entre os financiamentos deferidos e as doações de campanha. em sucinto relatório de fls. em se tratando de suspeita da comissão de corrupção. requereu a baixa dos autos à autoridade policial para aprofundamento das investigações. numa clara indicação de que não vislumbrava na prova até então colhida qualquer elemento que apontasse naquele sentido. irrelevantes as referências contidas na denúncia sobre a obtenção de eventuais financiamentos pela empresa ANDRADE GUTIERREZ ou sobre doações à campanha do então candidato Fernando Collor. após relatado o inquérito policial. faz-se necessária a sua comprovação. 704-708. Sr. eis que ausente a qualidade de funcionário público de quem teria recebido a vantagem ou promessa de vantagem indevida. designado pelo Exmo. Não basta a probabilidade de ter ele ocorrido. a decisão monocrática em rejeitar a denúncia por não atender a tal requisito”.

já que não teria havido prestação de serviços. a meu ver. mais correto seria o enquadramento no art. As notas fiscais em questão ou estariam prejudicando direito. ou para a sonegação fiscal. 7. não da ANDRADE GUTIERREZ. a corrupção ativa. ou estariam alterando a verdade sobre fato juridicamente relevante. Essas despesas fictícias foram utilizadas para redução da carga tributária. e não se enquadrando os pagamentos efetuados à EPC na moldura do delito do art. criar obrigação ou alterar verdade sobre fato juridicamente relevante. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”. em documento público ou particular. pelo pagamento do tributo antes do recebimento da denúncia. Quanto à primeira hipótese. certamente com a conduta de inserir ou fazer inserir declaração falsa nas notas fiscais. Indispensável o segundo elemento subjetivo do tipo. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. entendeu o Ministério Público ser o Denunciado coautor da falsidade. que melhor reflete. para configuração do delito não basta a vontade livre e consciente de alterar a verdade dos fatos. Em qualquer situação. a jurisprudência é unânime. no sentido de que absorve a falsidade documental. nessa hipótese. ou para a prática da corrupção. a conduta imputada ao recorrido. como se vê dos seguintes arestos: 165 . por não estarem presentes todos os elementos do tipo ali descrito. ficando absorvida pelo crime-fim. cuja diferença veio a ser paga. 8. Extinta a punibilidade do crime de sonegação fiscal. resta o crime de falsidade ideológica. Conforme a conceituação legal. representado pela emissão de notas fiscais sem a correspondente prestação dos serviços nelas descritos. De qualquer forma. a falsidade teria sido crime-meio. consiste a falsidade ideológica em “omitir. 304 – uso de documento falso. ou dolo específico. travestida de pagamento por serviços efetivamente não prestados. representado pela finalidade de prejudicar direito. No entanto. num enfoque meramente tributário. declaração que dele devia constar.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 6. 333 do Código Penal. visto serem da EPC. Evidente que a conduta imputada ao Recorrido somente poderia sê-lo em co-autoria. as notas fiscais descrevendo serviços não prestados. com o fim de prejudicar direito. de sonegação fiscal. A rigor.

Recurso. 1.º 92. Ocorre que.0065850/SP. 11199) (Grifei). Min. não pode ser imputada ao Recorrido como crime autônomo. 166 . inexistiu crime de corrupção ativa. STF. 2. Rel. Por tais fundamentos.2.José Alves Paulino “Habeas Corpus – Sonegação fiscal e falsidades documentais. II – Arrolar tipos penais em demasia na denúncia não constitui constrangimento ilegal.93. É como voto. merece confirmação a sentença que rejeitou a peça acusatória. Falsidade ideológica. como visto. EDSON VIDIGAL. Anistiado pelo crime de sonegação fiscal. Denúncia excessiva na capitulação legal. DJU de 15. Recurso conhecido. abstraindo-se do crime de sonegação fiscal. Anistia. extinta a punibilidade quanto ao crime de sonegação fiscal pelo pagamento anterior ao recebimento da denúncia. se entendido que o potencial lesivo da falsidade não se esgotou no âmbito meramente tributário. qual o ato funcional que teria sido omitido ou praticado. objetivamente. nego provimento ao recurso. 9. se a falsidade foi o meio empregado para a prática do crime de sonegação fiscal e corrupção ativa. Trancamento.º 88. e não ostentando a conduta imputada ao Denunciado os elementos indispensáveis à tipificação do crime de corrupção ativa. por constituir elementos da sonegação fiscal. a falsidade somente teria tido relevância porque utilizada para permitir o pagamento. Assim.5. seja porque ausente no beneficiário da vantagem à condição de funcionário público. Antônio Carlos de Almeida Castro. com aparência de legitimidade. Sonegação Fiscal. “Penal. I – O ardil documental. Min. SUSTENTAÇÃO ORAL Dr. Rel. p. Ação Penal. 1691) (Grifei). 5.ª Turma. da vantagem indevidamente prometida ou oferecida. Com efeito. FRANCISCO REZEK. Habeas Corpus. ação penal trancada” (RHC n. O mesmo procedimento há de ser adotado em relação à corrupção ativa. Processual. seja porque não indicado.88. DJU de 12. p. não pode ser imputado ao acusado em sua figura autônoma.0002145/SP. o acusado não responde pelo crime de falsidade ideológica praticado como meio para realização do crime de sonegação fiscal. visto que ao juiz compete enquadrar a conduta descritiva nos tipos penais aventados” (RHC n. De outro lado. STJ. pelo recorrido.

o pagamento integral do débito. por unanimidade. rejeitar as preliminares levantadas pela Subprocuradoria-Geral * In DJU de 30. SR. Participaram do julgamento os Srs. genérica para os crimes contra o patrimônio. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. nos termos do voto do Sr. I – O conflito aparente de normas se resolve pela aplicação do princípio da especialização.º 8. ex vi do disposto no art. ao apreciar o processo em epígrafe.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais CERTIDÃO Certifico que a egrégia TERCEIRA TURMA. quantum satis. MINISTRO CARLOS THIBAU RECORRENTE: NAGIB AUDI RECORRIDO: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3. Brasília-DF. 14 da Lei n.137/90.º 1. IV – Recurso improvido. Juízes Olindo Menezes e Cândido Ribeiro. de modo que a lei posterior e específica sobre delitos tributários praticados contra a Fazenda Pública deve ser aplicada em lugar da norma constante do Código Penal. quando esta é o meio fraudulento empregado para a prática do delito tributário. porque não comprovado. Juiz-Relator. SONEGAÇÃO FISCAL OU ESTELIONATO.1992. III – Ocorre a extinção da punibilidade do crime de sonegação fiscal se o agente promove o recolhimento do tributo devido. Decide a SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. Seção 1. em Sessão realizada nesta data.506/SP* RELATOR: O EXMO.3.ª REGIÃO PACIENTE: NAGIB AUDI ADVOGADO: FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO EMENTA PENAL. II – A sonegação fiscal absorve a falsidade. Recurso de Habeas Corpus n. 17 junho de 1997. antes do recebimento da denúncia. proferiu a seguinte decisão: A Turma. por unanimidade. 167 . PRINCÍPIOS DA ESPECIALIZAÇÃO E DA ABSORÇÃO. negou provimento ao recurso. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas.

Juiz da 3. objetivando a extinção da punibilidade dos delitos de que é acusado. o Sr. requereu fosse admitida a pagar seus débitos atinentes a IPI. Os fatos e fundamentos respeitantes ao mencionado habeas corpus estão assim sintetizados por seu eminente Relator. Custas.. do acórdão denegatório de habeas corpus proferido pela e. Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3. na qualidade de diretor superintendente.823. Ausente. por parte do MM.30 (oitenta e seis milhões. Ministros Costa Leite.A. aos 6 de setembro de 1990. industrial. oitocentos e vinte três mil. aos 18 de julho de 1990. por motivo de férias. negar provimento ao recurso.José Alves Paulino da República e. o Sr. confessados num total de Cr$86. trezentos e quarenta e nove cruzeiros e trinta centavos). que o exíguo tempo que lhe foi marcado não determinou outra opção 168 . Ministro Assis Toledo. que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Aduzem que. SR.349. Ministro-Relator. exercício 1990. na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos.A. também por unanimidade.ª Vara da Seção Judiciária de São Paulo. Compareceu à sessão. Votaram os Srs. desprovida de justa causa. FINSOCIAL e PIS. que foi formulada pelo Ministério Público Federal quando já estava em andamento habeas corpus impetrado perante o TRF. acionista majoritário da empresa Química Industrial Paulista S. impetram a presente ordem de habeas corpus sob a alegação de estarem sendo vítimas de coação. Na impetração originária figurava também como paciente ZULMA AUDI. a empresa Química Industrial Paulista S. Vicente Cernicchiaro e Assis Toledo. Ministro José Cândido. 10 de dezembro de 1991 (data do julgamento). como de lei. MINISTRO CARLOS THIBAU: Recorre NAGIB AUDI. Em razão desse pedido. o Juiz Jorge Scartezzini: “NAGIB AUDI e ZULMA AUDI. para compor quorum. tendo sido referida senhora excluída da denúncia. nos termos do voto do Sr. em 60 parcelas. enviou para a referida empresa cinco intimações exigindo o pagamento desse tributo em 72 horas. mulher do recorrente e igualmente acionista da empresa. porque contra ela também fora instaurado inquérito policial. em conseqüência. RELATÓRIO O EXMO.. Brasília-DF. a Receita Federal efetuou levantamento fiscal na empresa constatando débito de IPI. no mérito.ª Região. exercício 1988. representada pelo primeiro paciente.

liquidando não só o débito a que se referem as cinco DARFs que instruem o IPL. da Lei n. esta absorve o crimem falsum. obrigou a mesma a pedir concordata preventiva. estaria também extinta a punibilidade.A. Em abono a esta tese. item I. num valor total de Cr$236. 2. de 14 de julho de 1965. Juiz da 3. ainda.433. os pacientes foram surpreendidos com notícia veiculada pela imprensa O Estado de São Paulo – edição de 30 de setembro – no sentido de que a Receita determinara a instauração de inquérito policial para apurar pretensas fraudes. que celebrou novo acordo com a Receita. A empresa. foi impetrado habeas corpus perante o MM. mas inclusive aquele remanescente que se refere ao item III da peça vestibular. trazem à colação diversos julgados de nossos tribunais. enquadrar-se-ia na moldura do art. Asseveram que. num total de Cr$42. cento e sessenta mil. em razão do pagamento do tributo reclamado antes da decisão administrativa de primeira instância. de 8 de maio de 1965. 1.7.70 (duzentos e trinta e seis milhões.º do Decreto-Lei n.993. o que não era do seu conhecimento. trinta e cinco cruzeiros e vinte e cinco centavos). 2. ainda. efetuou o pagamento.ª Vara.65. que 169 .º 4. entre os dias 20 e 27 de setembro de 1990. aduzindo que.. que com a satisfação do débito fazendário extinta ficou a punibilidade.º 326.035. porque o débito foi pago antes de decisão administrativa de primeira instância. sustentando que poder-se-ia pensar que os fatos de que trata o já citado IPL em causa configurariam não o delito previsto no inciso II do art. O diretor da empresa entrou em contato com a Receita Federal.º da Lei n.º 4. Extinta ficou a punibilidade. Salientam. ficando acertado o pagamento para o dia 31 de outubro. E o fato de ter havido falsidade documental não altera esta assertiva. Este insólito procedimento do Fisco. Dois dias após o avençado. ainda assim.160. novecentos e noventa e três mil. quatrocentos e trinta e três cruzeiros e setenta centavos). eram débitos referentes a IPI vencidos entre julho e setembro de 1988. que evidenciam inquestionável constrangimento ilegal.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais senão satisfazer o débito.729.º. que poderia levar ao caos econômico-financeiro a empresa Química Industrial Paulista S. não se justificando mais a atividade investigatória policial. via simulação de recolhimento com DARFs falsificados.25 (quarenta e dois milhões. uma vez que. mas o do art. Em razão desses fatos. se verdadeiro o incriminado comportamento de que trata o IPL.729. em se tratando de sonegação fiscal. que antes do encerramento do procedimento administrativo-fiscal honraram seus compromissos. remanescendo o pagamento da última intimação. quando tomou conhecimento de que esses novos débitos referiam-se à sonegação de IPI. como única alternativa de sua autodefesa. e ajustado ainda que os tributos já mencionados atinentes ao exercício de 1990 deveriam ser pagos em 12 meses com vencimento a partir de novembro do mesmo ano. Foi novamente intimada a liquidá-lo também em 72 horas. de 14.

em longo arrazoado. Alegam mais que. recebendo os autos do mencionado IPL para manifestar-se sobre o pedido de dilação de prazo. tendo invocado várias decisões neste sentido. permitindo que o pagamento fosse efetuado até o recebimento da denúncia. Aduzem. obrigando os pacientes a dirigirem-se a esta egrégia Corte para que a coação ilegal seja julgada de uma vez por todas. § 3. estabeleceu em seu art. prestou-as a autoridade impetrada às fls. Sustentam a atipia quanto ao alegado crime contra a economia popular. Requisitadas as informações. 94-113. art. denegada a ordem. e. 84. peticionam os pacientes aduzindo. que a lei nova – Lei n. o trancamento do inquérito policial já referido.90.º da Lei n. 116-122. c) que o pagamento dos tributos não extingue a punibilidade. Pelas razões que expendem.º 1. sonegação fiscal e falsum.729/65.137. b) que a falsificação dos DARFs foi o ardil utilizado para simular o recolhimento dos tributos devidos e confessado. nos termos do despacho de fl. 1. o que caracteriza o estelionato. em prejuízo da Fazenda Nacional. Os peticionários. porque o crédito fiscal já estava constituído e vencido e o art. todos do Código Penal. entendendo.12. Inicial instruída com os documentos de fls. pelo fato de a Excelsa Corte desaconselhar trancamento de ação penal quando houver capitulação excessiva no episódio. em resumo. 88-93.º 8. em face da circunstância de o IPL não versar apenas e tão-somente sobre crime de sonegação e apropriação indébita. em se tratando de estelionato. 22-83. por infração aos arts. segundo. Às fls. somente contra o suplicante. A ordem teria sido negada sob dois fundamentos: primeiro. no caso. em suma: a) que os fatos apurados no IPL não configuram o crime de sonegação fiscal previsto na Lei n. apesar de o magistrado ter reconhecido extinta a punibilidade no que respeita aos crimes de sonegação e apropriação indébita dos referidos tributos pelo pagamento.º. que o Procurador da República. Fundamentalmente. ainda entendem inaplicável a decisão da Excelsa Corte no caso presente. asseveram que. pois a empresa dos pacientes não se assemelha a nenhum dos estabelecimentos enumerados no inciso IX. de 27.521/51. 3.José Alves Paulino denegou a ordem. requerem a decretação da extinção da punibilidade e. da Lei n. questionando a juridicidade do sobredito posicionamento. surpreendentemente ofereceu denúncia contra o suplicante.º 4.729/65 cuida de fraude tendente a obstar a constituição de crédito tributário.º. acompanhadas dos documentos de fls. inobstante tivesse o fato sub judice. mas também sobre falsidade documental e crime contra a economia popular. Processado com liminar. mesmo que se entenda inaplicável 170 .º 4. ocultando-se a ocorrência do fato gerador de tributo. mais. e 304. 171. o estado de constrangimento vem se protraindo. 14 o alargamento em relação às leis anteriores. por conseqüência.

137.1990.º. antes da denúncia. portanto. que.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais à espécie a Lei n. não pode impedir o regular prosseguimento do inquérito e a conseqüente ação penal. da Lei n. ao invés de subsumirem na descrição típica do art.90. que define os crimes contra a ordem tributária. FRANCISCO DIAS TEIXEIRA. sustenta que o writ deve ser conhecido quanto ao paciente NAGIB AUDI. da Lei n. por dois fundamentos: a) comina pena menos rigorosa. tendo a mesma se limitado a sobrestar o indiciamento do paciente. assevera que toda prova carreada não demonstra a autoria criminosa de NAGIB AUDI. forçoso será reconhecer a inocorrência do crime consumado. para trancamento da ação penal” (fls. que oficia perante esta Turma. I. de 10 de fevereiro de 1967. representante do Ministério Público Federal. o pagamento do respectivo tributo. por ser julgada prejudicada a impetração no tocante à varoa e pela concessão do writ em favor do varão. opina pelo conhecimento da presente impetração. tal como pretendido pelo nobre Procurador da República. inteira aplicação teria o § 2.º do art. se adequam melhor. os fatos. teria ocorrido a denominada tentativa inidônea. de 27. a vingar a tese do douto Procurador da República. logo. o representante do Ministério Público Federal. Salientam. 149. 18 do Decreto-Lei n. Aduzem. do Código Penal. Opina.º 8. pelo conhecimento da ordem de habeas corpus impetrada por NAGIB AUDI e ZULMA AUDI. SAMIR HADDAD. 171 . No mais. acrescidas de 1/3. À fl. senão meramente tentado e. por entender que. 14. Referida petição foi recebida como aditamento à peça vestibular. o DR. mas julgado prejudicado quanto a sua mulher ZULMA AUDI.º 157. ainda assim estaria extinta a punibilidade. A final. se a conduta retratada possa estar tipificada no Código Penal e não na lei especial. após longo arrazoado. porquanto. cujo preceito sancionador comina penas de reclusão. de 27. dada a não-inclusão desta na denúncia. No mérito. À fl.12. de 1 (um) a 5 (cinco) anos e multa. atento ao princípio da especialidade.137. § 3. DR. no tipo do art. 144. está albergada in abstrato a hipótese concretizada na denúncia. também chamada de delito impossível.12. 167-172). preliminarmente. na espécie. b) porque estabelece. ao tipo do art. extingue a punibilidade dos agentes da fraude.729/65.º 4. 2. 171. I. requer seja explicitado ao MM. cuida-se de lei lex mitior e. nos termos do art. de aplicação retroativa. em seu art.º 8. cujo preceito sancionador comina pena de detenção de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. conclui estarem com a razão os impetrantes ao sustentarem que.º. Argumenta mais que. a extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo antes da denúncia. também. 2. mais.º. 14 da mesma lei. Juiz a quo o conteúdo da liminar concedida. que. em se tratando de sonegação de IPI mediante fraude. induvidosamente.

Dr. 189-203). sustentando que os fatos que lhe foram imputados configurariam não o estelionato. MINISTRO CARLOS THIBAU (RELATOR): Rejeito a preliminar de não conhecimento do recurso porque ele deve ser mesmo interposto perante o Tribunal recorrido. sendo aplicável à hipótese a extinção da punibilidade. 2. No tocante ao mérito. quer aquela prevista no art. Quanto ao mérito.º 4. seu parecer foi pelo improvimento do recurso.. 17.91.729/65. quer a do § 2. de que a falsidade seria apenas o meio. quer a do art. assim. quer do ilustre advogado dos pacientes. 172 . Juiz Dr. porque inicialmente fora impetrado outro habeas corpus perante o MM. A douta SGR opinou. acolhendo o destaque de questão preliminar formulada pelo eminente Relator. conheceu da impetração que. que foi equivocadamente recebido no Tribunal a quo. eis o voto condutor do Exmo. por serem mais consentâneas com a realidade dos fatos objeto do presente writ.9. SAMIR HADDAD. Por isso é que recorreu NAGIB AUDI. tempestivo. O acórdão foi publicado em 16. pelo não-conhecimento do recurso.ª Turma do TRF/3. era substitutiva de recurso de habeas corpus. curvo-me ao conteúdo das informações e da denúncia anexada às fls. na verdade.91 (fl. aquela Turma indeferiu a ordem.ª Reg. havendo esse magistrado singular se tornado autoridade coatora. que deveria incidir sobre a espécie (fls. Sr. 188) e o recurso protocolado no dia seguinte..º da Lei n. 14 da recente Lei n. 123-127. 175-181). Daí a intempestividade do recurso. VOTO O EXMO. sendo. quer por se tratar de lex mitior. quer do Procurador da República. SR. 18 do Decreto-Lei n. na medida em que denegara a impetração. Quanto ao mérito. Jorge Scartezzini: “No mérito. quando deveria ser protocolado na Corte ad quem. entendendo assistir razão mais ao membro do Ministério Público que oferecera a denúncia do que àquele que opinara no Tribunal pela concessão do habeas corpus (fls. É o relatório. Juiz Federal de primeiro grau contra a autoridade policial que determinara a instauração do inquérito. preliminarmente. e sim um crime tributário.º 157/67. como o foi.º 8.º do art.137/90. em que pese o brilho das argumentações.José Alves Paulino A 1.9.

deve comunicar à Polícia. torna seus sócios indiciáveis. razão ao impetrado. Na hipótese. porém se o vincula à sonegação fiscal. Portanto. assim. Assevera que essa fiscalização teve continuidade e foram encontrados outros documentos que apresentavam aparência de falsidade. pois. pois se toma o falso como certo. a autoridade coatora. foram recebidos como prova de quitação de débito e. verificou-se que os documentos apresentados não constavam do registro da arrecadação. além de documentos falsificados e. em primeiro lugar. referentes à empresa dos pacientes. situado nesta Capital. o denunciado apresentou ao órgão arrecadador cópias de documentos de arrecadação fiscal – DARFs comprobatórios de quitação daqueles débitos. que também é minha. Assiste. quando há muitos outros do passado não liquidados. em diligência na empresa. sendo incontroverso que a falsidade resulta de indícios veementes. porque lhes decorrem responsabilidades. quanto ao fato de um devedor confessar débito tributário de 1990.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Bem diz a autoridade impetrada. ‘que no caso é curioso. Esses documentos.. ainda. como é o caso dos pacientes. manifestando possível estranheza. sejam legais ou estatutárias. se a Receita Federal constatou a existência de DARFs falsificados. este foi considerado extinto. FRANCISCO DIAS TRINDADE. é de se fazer avultar a independência existente entre as instâncias administrativa e penal. após o pedido de parcelamento de vários débitos fiscais. analisando as ‘papeletas de controle 173 . in casu. ostentando aparência regular. quando salienta. a Receita acabou por constatar a falsidade dos mesmos. A gravidade dos fatos resulta ainda mais patente se atentarmos para o conteúdo da denúncia oferecida. impõe-se exaustivamente a aferição da materialidade e autoria da mesma. constatando fraude através de falsum. mesmo que todos os acordos tivessem sido celebrados.. não se pode deixar de mencionar que a Receita Federal. noticia os fatos salientando que.)’. no âmbito da configuração da autoria criminal. inicialmente. DR. no sentido de que. ocorrido no seio dos negócios de uma empresa. é de inteira procedência o que consta das informações. que. Ora. cumpria-lhe comunicar o fato à Polícia Federal. para que o mesmo venha a ser investigado. rebatendo a longa argumentação do Impetrante. para efeito de uma jurisprudência que se quer aplicável (. sua estranheza. cuja cópia está anexada à fl. E. posteriormente. são consideradas as ações comissivas e omissivas. Ressalta. sobretudo os que exercem cargos de direção. O simples evento criminoso. os agentes fiscais. 123 e seguintes. segundo os quais o pagamento teria ocorrido através de agência do Banco do Estado do Rio de Janeiro. O ilustre representante do Ministério Público.

o Sr.. ainda salienta o procurador: ‘O que desnuda irremediavelmente a fraude é o fato de que.88. conforme já se disse.89’. Nagib Audi quis ‘antecipar-se às investigações policiais e dirigiu-se.06. e. 57.10.1990.. que se entrelaça ao presente caso em decorrência das informações do Sr. Continua o Ministério Público: ‘(.00 na conta conjunta do Sr. Conclui que não olvida de que o advogado falecido tenha sido o autor ou o intermediário na falsificação material dos documentos. que. sacados aqueles cheques. Superintendente da Polícia Federal.) publicada a notícia na imprensa.000. com isso. e. Seguindo na afirmação de fato de profunda gravidade.5883. mas para quitar uma dívida. fora assassinado em 4. verificaram que foram emitidos os seguintes cheques. Ainda diz o ilustre representante do Ministério Público na denúncia: ‘o assassinato do advogado Fernando Antônio Gravatá Maron constitui-se um capítulo apartado.000. ao Sr. Acrescenta. não para ocultar a incidência do tributo devido numa dada operação.000. mas sintomaticamente.127. Mas o que resultou demonstrado é que o beneficiário da fraude foi o denunciado (.A.00 na conta da empresa de que o denunciado é superintendente. mais.5881. 57. sobretudo. também em dinheiro.José Alves Paulino interno de cheques emitidos’. tendo sido. Mas. e uma insignificante parcela na conta de sua empresa (apenas do troco é que não se tem notícia). obtendo-se a vantagem econômica correspondente à dívida indevidamente quitada. se utilizou do artifício consistente na falsificação dos Documentos de Arrecadação Fiscal para obter-se quitação de dívida tributária.. expendidas naquele requerimento. destinados ao pagamento dos tributos: cheques 57. porque fora misteriosamente assassinado no dia anterior ao em que ia prestar declarações na extinta Carteira de Comércio Exterior – CACEX referentes a outras fraudes ocorridas na mencionada Química Industrial Paulista. em 27. cuida de seus negócios. na mesma data foi depositada. Tais fatos tornaram incontroverso que. no âmbito da empresa Química Industrial Paulista S. requerendo a instauração de inquérito policial para a apuração dos fatos (capitulando-os nos arts. Ou seja.329.5882 e 57. Nagib Audi e sua mulher.7.)’. que apenas circunstancialmente 174 . induzindo a erro o órgão fiscal. agora realmente antecipou-se. e Cz$2. que. o que houve foi a falsificação de documento público. uma importância de Cz$345. através de advogado. Nagib Audi. segundo ele. atribuiu-a ao advogado Fernando Antônio Gravatá Maron. na espécie. da qual. quanto à autoria. num total de Cz$347. 299 e 304 do Código Penal). aquele dinheiro que seria destinado ao pagamento dos tributos foi depositado (praticamente em sua totalidade) na conta pessoal do denunciando.9.. em 30..000. o denunciado é superintendente’.5884.

Aliás. b) quando. Sobredito posicionamento é. ou efetuar de qualquer forma o direito contido no título captado. como evidencia o inexcedível mestre Nelson Hungria: ‘(. a hipótese. 159. Na espécie. avisado por outrem ou em 175 . que. como in casu. analisando o estelionato no seu tipo fundamental. 158. obtempera: ‘(. porque o enganado. portanto quatro momentos. com documentos forjados.. Como essa fraude. o crime não se concretiza no seu iter. na hipótese dos autos. ou. que se aglutinam em relação de causa e efeito: a) emprego de fraude (isto é. por circunstâncias alheias a sua vontade (por exemplo: a oportuna denúncia de terceira pessoa).) Tal é. todavia. trata-se de puro estelionato. mas não consegue. vê-se repelida a manifestação do ilustre representante do Ministério Público Federal. indiretamente. Dr. retirar a res da esfera de atividade patrimonial do enganado. incapazes de causar lesão à Receita Federal’. em virtude da idoneidade in concreto do meio iludente empregado. iludindo o Fisco com seu apenas aparente pagamento. ardil ou qualquer outro meio fraudulento’). desde um primeiro momento. precisamente.. diz: ‘(. deu-se a denominada tentativa inidônea. comete unicamente o delito de fraude. o princípio da especialidade prevalece sobre o tipo comum do Código Penal’. se alguém. fl. Concluindo. c) locupletação ilícita.) pode dizer-se que em duas hipóteses é rigorosamente identificável a tentativa punível: a) quando o agente chega a receber a coisa. e d) lesão patrimonial de outrem’. à fl. ‘de artifício. ao sustentar: ‘assim. não se consumando a locupletação ilícita ou a lesão patrimonial. por meio de moeda falsa. iminente o perigo da lesão patrimonial. ou o título que o investe no direito a essa traditio. feito. obtendo indevidamente a quitação daquele débito. na qual os DARFs falsificados eram. também chamada de delito impossível (fl. Melhor sorte não socorre a ilustrada Procuradoria quando afirma que.. apresentam-se. Destarte.) Na estrutura do crime. induz a erro o Fisco. na verdade.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais tem origem tributária. mediante qualquer artifício. por motivos alheios à vontade do agente. SAMIR HADDAD. b) provocação ou manutenção (corroboração de erro).. não é obtida a tradição da coisa. para escamotear uma dívida tributária. 158)... Nelson Hungria. de pronto. inadequado e inaceitável. tem por finalidade a sonegação fiscal. se o devedor.

ª Turma. poderiam configurar fato típico. Ora. Min. Se. v.90). Assim. C. Adhemar Raymundo da Silva.José Alves Paulino razão de um incidente qualquer estranho à vontade do agente. 3. deverá ser examinada no procedimento adequado. em tese. eventualmente. Fed. 6. Unânime. no processo penal. impossível coibir-se a atuação do Ministério Público que busca aferir.12. Alberto Nogueira.82). O trancamento da ação penal apenas se justifica quando inexistente qualquer sinal de autoria ou.ª Turma. 228-229). DO CÓDIGO PENAL – TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL SOB ALEGAÇÃO DE FALTA DE JUSTA CAUSA. Unânime. irão configurá-lo. somente os elementos de prova. 334. entre outros. se da investigação policial defluem indícios suficientes da autoria na pessoa do denunciado. ‘EMENTA – HABEAS CORPUS – PACIENTE ENQUADRADO NO ART. p. como se observa. As circunstâncias que servem de base ao pedido de habeas corpus não excluem. DJU de 9. pelo qual responde o ora paciente. Rel. em tese. Des. Se o acusado agiu ou não com dolo. Rel. se a conduta imputada não se ajusta ao tipo legal. o fato descrito se ajusta ao modelo legal. que necessitam ser devidamente esclarecidos para se poder concluir pela responsabilidade penal ou não do acusado. ainda. 176 .02. A inexistência de inquérito administrativo não é óbice ao oferecimento da denúncia. a prova desse elemento subjetivo do crime’ (RCr n. Sobredito entendimento encontra-se assentado na jurisprudência dos Tribunais Superiores. 2. Envolvendo a matéria o plano probatório. verifica-se que os fatos noticiados constituem crime em tese. no procedimento criminal.º 808/SP.3. Há justa causa justificadora da propositura da ação penal quando a denúncia descreve fato típico. não se há de falar em ausência de justa causa. o envolvimento do paciente em atividades que. a prática do fato típico infracional. das peças formadoras dos presentes autos. regularmente instaurado’ (HC n. dos seguintes julgados: ‘EMENTA – PROCESSUAL PENAL – DENÚNCIA – JUSTA CAUSA. 8. É ônus do Ministério Público. A denúncia é afirmação problemática de responsabilidade criminal.º 89. a serem coligidos na instrução criminal. pôde precaver-se a tempo’ (Comentários ao Código Penal.13744-9/RJ.

Min. pois.. Tem suporte legal a denúncia que. un. em alentadas 13 páginas. (Habeas corpus na Jurisprudência. un.º 54. incontroverso que. da Primeira Turma do STF. julgo prejudicada a ordem com relação a ZULMA AUDI. baseia-se em elementos bastantes. Segundo o titular da ação penal. Assim é que.º 54. A simples apuração da notitia criminis não constitui constrangimento ilegal a ser corrigido pela via do habeas corpus para declaração da inexistência de crime antes da apuração dos fatos aparentemente delituosos. entendo que os fatos imputados ao paciente na denúncia não estão desamparados pelos elementos que instruem o processo.093.. ed. 74). 85). expressamente. 79. Rel. Francisco Dias Teixeira de que modo ocorreu a fraude e a frustração do pagamento do tributo. da Segunda Turma do STF. no HC n. Só que. Min. RTJ. vol. tão-somente pelo fato de ter sido excluída da denúncia. fornecidos em inquérito regular. p.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais ‘DENÚNCIA. ao descrever o comportamento supostamente criminoso do paciente.A. utilizou-se do artifício consistente na falsificação 177 . 175-181). como parece que tinha. no RHC n. p. o Dr. Procurador da República denunciar os implicados até mesmo antes da formal conclusão da investigação.4. Antônio de Brito Alves. Procurador saiu da imprecisa capitulação na esfera investigatória e delimitou a área da persecução penal. a liminar concedida” (fls. Recurso improvido’ (ac. se já tivesse. quando assevera que não se pode coibir a atuação do Ministério Público. No inquérito policial surgiram indícios veementes de fraude no recolhimento de tributo federal. de 28. vol. Cordeiro Guerra. p. 1. Rel. Em princípio. podendo o Dr. No dizer da denúncia: “Tornou-se.437. a quitação dos débitos da empresa não ocorreu porque eram falsas as guias utilizadas para o respectivo recolhimento. ‘INQUÉRITO POLICIAL. cassando. Cunha Peixoto. 78.1976. parece-me que assiste razão ao eminente Juiz-Relator. elementos suficientes para fazê-lo.1976. descrevendo com precisão crime em tese. quanto à materialidade do delito e indícios de sua autoria’ (ac. Destarte. pelo meu voto. e a denego quanto a NAGIB AUDI.5. descreveu o Procurador Dr. 138). RTJ. INOCORRÊNCIA. no âmbito da empresa Química Industrial Paulista S. de 27. FALTA DE JUSTA CAUSA. visto que o Juízo de certeza da veracidade só poderá materializar-se através da instrução.

como a antiga. e. deveria ser feito antes do início da ação fiscal na esfera administrativa (art. É óbvio que. para surtir o efeito desejado.º 8. Para a Lei n.729/65. genérica para os crimes contra o patrimônio. 178 . com vista à obtenção da vantagem econômica. A nova Lei n.º 4. 127-128).137/90. da Constituição. cuja potencialidade se exaure no delito tributário.137/90. como. como é. por isso que aplicável segundo o disposto no art.. por ser. para se obter a quitação da dívida tributária.. Esse comportamento tipificaria o crime de estelionato. 14). deve ser por este absorvido. total ou parcialmente. consistindo um dos delitos ali tipificados em: “Art.) I – Fazer declaração falsa ou omitir declaração verdadeira sobre rendas. Por outro lado. Só que. obtendo-se a vantagem econômica correspondente à dívida indevidamente quitada” (fls. 2. relacionados com o delito. na Lei n. esse recolhimento. O recorrente a respeito alega que recolheu todos os tributos e acessórios que devia. de pagamento de tributo” (grifo nosso). enuncia a nossa 3. basta que o recolhimento se faça antes do recebimento da denúncia (art. aliás.º. 2.º (. O conflito aparente de normas se resolverá pela aplicação do princípio da especialização. constante da denúncia. bem ou fatos.729/65 e. Para comprovar essa assertiva.º 17.137/90. 5.º 4. É que se trata de lei mais branda do que as anteriores. a de n. do ardil. crime-meio.José Alves Paulino dos Documentos de Arrecadação Fiscal – DARFs aludidos nos itens 1 e 5. para iludir o Fisco. mais recentemente. a de n. o crime de uso de documento falso. não fosse a circunstância de existir lei específica contemplando os crimes de sonegação fiscal. com isto. embora não o seja em relação às datas das fraudes. a síntese.º).º 8. instituiu a extinção da punibilidade do agente se este promover o recolhimento do tributo devido.º 8. induzindo a erro o órgão fiscal. Essa foi. seria necessária a utilização do meio fraudulento. que é anterior à denúncia. digamos. do comportamento delituoso do recorrente.ª Seção na Súmula n. XL. no tocante à falsidade existente no estelionato. de modo que lei posterior e específica sobre delitos tributários praticados contra a Fazenda Pública deverá ser aplicada em lugar de norma constante do Código Penal. ou empregar outra fraude para eximir-se.

liquidados naquele período”.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais juntou à inicial inúmeras cópias xerox não autenticadas de guias de recolhimento. estou em que não se trata propriamente de absorção. nos autos. o meu voto é pelo improvimento do recurso. Na via heróica. embora vislumbre no comportamento descrito na denúncia o tipo instituído pela lei nova. antes. quantum satis. Mas. deveria ter o recorrente apresentado uma quitação mais precisa da Receita Federal. 179 . Mas isso não está em discussão. supostamente relacionadas com o débito. o equívoco na capitulação é patente. ou não. a prova deve ser produzida de plano. VOTO O SENHOR MINISTRO COSTA LEITE: Senhor Presidente. porque não comprovado. Exa. É como voto. o pagamento integral do débito. Quanto ao falso. pois sequer seria crime de competência de Justiça Federal.: falsificaram-se os documentos de arrecadação? O SENHOR MINISTRO CARLOS THIBAU (RELATOR): Pelo que consta aqui. pois. Na verdade. Não se falsificou para não recolher o tributo. tal como sustentado pelo ilustre advogado impetrante. O falso afigura-se inócuo para a ordem tributária. mais benigna. a conduta descrita na denúncia configura o crime de apropriação indébita. já que o débito subsiste. onde está dito que: “Se houver qualquer dúvida a respeito da afirmação feita de que tais débitos foram liquidados entre setembro e dezembro de 1990. mas de pós-fato impunível. Ora. Tanto mais na fase recursal. reflete-se até mesmo em recente petição que me foi encaminhada pelo ilustre advogado do recorrente. Por isso é que. somente os DARFs de recolhimento. não há elementos suficientes para se ter a certeza do alegado. poder-se-á converter o julgamento em diligência para que a Receita Federal em São Paulo informe se os débitos constantes dos itens 1 e 5 da denúncia foram. da denúncia. sabendo-se que a via do habeas corpus não permite a dilação. aliás. tenho uma indagação a fazer a V. podendo ter relevância penal numa eventual fraude contra terceiros. Essa falta de certeza. O SENHOR MINISTRO COSTA LEITE: Devidamente esclarecido. juntamente com o alegado.

pois. ou seja do prosseguimento dos debates. Invoque-se o art. Exa. que. reiterando o julgamento anterior. foi interposto o respectivo recurso. interpretação meramente gramatical. falar o Ministério Público Federal. 180 . SR. Por isso. e não diretamente ao Superior Tribunal de Justiça. Também nesse ponto não há que se corrigir. que usa a expressão: “recurso para o Superior Tribunal de Justiça”. qual seja. o Eminente Subprocurador-Geral da República suscita três questões quanto ao juízo de conhecimento. o que não se acomoda ao rito sumário do habeas corpus. se o falso constituiria ilícito autônomo ou estaria incluído na conduta delituosa da sonegação fiscal. não se fez prova inconcussa disso. parece-me. o Ministério Público.. Nego. MINISTRO VICENTE CERNICCHIARO: Sr. acompanhando Vossa Excelência. ao fundamento de a respectiva peça haver sido apresentada no Tribunal de Origem. A repetição dos argumentos da impetração. qual seja. De início. é pertinente. como diz a lei. Não faria sentido virem os autos a este órgão judicante. onde se debateu exatamente a matéria. retornarem ao Tribunal de Origem e. da matéria trazida neste recurso. chegando-se mesmo a requerer diligência junto à Receita Federal. VOTO VOGAL O EXMO. na espécie. mas. No tocante à falta do prequestionamento. não há dúvida de que o pagamento antes da denúncia extingue a punibilidade. Presidente. o voto do Relator no Tribunal de Origem. para efeito da extinção da punibilidade.038. mas não posso saber se são realmente correspondentes à totalidade dos débitos. provimento ao recurso. O Eminente Ministro-Relator leu.José Alves Paulino De acordo com a lex mitior.º 8. com seus acréscimos. há de invocar-se. in casu. no caso concreto e estadual. sem nenhum defeito. 37 da Lei n. como decidido em julgamento anterior. deverá opinar em contra-razões. também não acompanho as considerações do Eminente Subprocurador-Geral da República. impugna a tempestividade do recurso. como ressaltou V. O SENHOR MINISTRO CARLOS THIBAU (RELATOR): Gostaria de esclarecer que há guias de recolhimento de alguns pagamentos. na íntegra. o princípio da celeridade. data venia. em seguida. Ainda que se relegue para plano secundário.

carente de justa causa. Além do mais. Em tese. no caso. não há.º 17 deste Tribunal: “Quando o falso se exaure no estelionato. Esgotou-se nesta conduta.207/SP. pelos seus termos. assim. Todavia.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Diferente seria se o acórdão recorrido houvesse se limitado ao conhecimento. absolutamente. quanto ao seu objeto. III.12. por ilegalidade do abuso de poder. Delituosa é a conduta.90. a existência de denúncia. Veda-se o bis in idem. em razão do que poder-se-á invocar analogicamente a Súmula n. constrangimento jurídico que pode afetar o direito de locomoção. diferente da sonegação fiscal”. 1.137. exclusivamente. no caso. a denúncia objetiva. assim se deduz da impetração. o falso aconteceu. reeditam-se os debates da conhecida matéria doutrinária – conflito aparente de normas penais. ou constitui ato da conduta ou post factum impunível. Portanto. do voto e dos debates aqui trazidos. é preventivo ou reparatório. mis en scène a fim de ocultar a ação vedada. o próprio significado demonstra fraude. a recente Lei n. e não os atos que integram essa mesma conduta. reforça o entendimento da impetração de que o falsum destinado a suprimir ou reduzir tributos não constitui crime autônomo. no Habeas Corpus n. o falso. Na sonegação fiscal. Por outro lado. Sem dúvida alguma. é evidente. tratado consoante os 181 . não é autônomo. Quanto ao mérito. falar-se-á ainda em crime autônomo. ora recorrente. observa-se. é por este absorvido”.º.º 1. seja punida duas vezes. sem mais potencialidade lesiva. Aliás. constitui ameaça ao direito de liberdade. para uma conduta. por uma só conduta. já que o estelionato é crime patrimonial e. em seu art. No caso sub judice. que hoje honra a composição desta Turma. Elaborado o falso a fim de mascarar o não-recolhimento. perfeita adequação da via processual eleita. em face do que haverá uma só conduta. o eminente Ministro Assis Toledo. que visa a impedir que uma pessoa. No caso presente. Conseqüentemente. de 27. Evidencia-se. tanto do douto voto como da erudita sustentação oral. assim se manifestou: “A denúncia optou pela capitulação no estelionato.º 8. nenhuma inadequação quanto à postulação do impetrante. É discutível essa opção. visto a Constituição conferir essa ação constitucional para quem sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. No tocante à natureza jurídica do habeas corpus. uma hipótese evidente de evasão tributária.

a indiscutível quitação desse tributo. no tocante ao processo legislativo. a capitulação no estelionato da retenção ou desvio de produto da cobrança do IPI. Pode-se invocar. como de resto acontece na grande maioria deles. O eminente Ministro-Relator traz um fato relevante. desde que a inconstitucionalidade seja meramente formal. e somente por isso.José Alves Paulino princípios do conflito aparente de normas penais.º 8. a Constituição anterior dispunha restritivamente quanto aos efeitos desse processo legislativo. a meu ver. já àquela época. entendia. exclusivamente interpretação formal. Subprocurador-Geral da República que o decreto-lei seria via legislativa imprópria para legislar sobre o Direito Penal. negando provimento ao recurso. de que os recursos são interpostos no Juízo a quo. eis que o recurso de habeas corpus pode reiterar as alegações da inicial. também esse vício. a meu ver. Com uma exceção. vigente de longa data em nosso País. Não há. destacando-se. Desde que elaborado à época em que o Poder Legislativo estivesse em recesso forçado. seria excessivo amor à forma. decisões da egrégia corte constitucional italiana. também rejeito as preliminares do Dr. entretanto. contudo. contém inúmeras imperfeições visíveis. acolhida. em que a lei inconstitucional de natureza penal. é evidente. de qualquer forma beneficia. Presidente. tanto no processo civil como no processo penal. 182 . sou compelido a acompanhar os eminentes colegas. Substancialmente. A Lei n. No mérito.038. Se diminuir o rigor. o que desejo salientar é o seguinte: a denúncia. Todavia. da impossibilidade de. Invoca ainda o Sr. VOTO O SR. e até mesmo para orientação futura das partes interessadas. um vício. depois das manifestações que me antecederam. vale dizer. a doutrina hoje não discrepa dos Tribunais. Traz. É certo. ínsito. entre elas. Subprocurador-Geral da República. disciplinar instituto processual. As demais questões preliminares também não merecem. sem dúvida. Apenas para deixar consignado no acórdão. é aplicada. na elaboração da norma. de 1990. portanto. MINISTRO ASSIS TOLEDO: Sr. através dessa via. impedir-se aplicação. não teria ocorrido a causa da extinção da punibilidade. A tese sustentada da Tribuna parece-me escorreita. inclusive. restaria muito pouco a dizer. ou seja. quando favorecer. Em face dessas considerações. não revogou a sistemática processual. eu. expressa tomada de posição do Estado em relação ao poder de punir. meramente cartesiano.

Mas. como salientaram os eminentes Ministros Costa Leite e Vicente Cernicchiaro. Aliás. O próprio Decreto-Lei n. não há dúvida de que há diplomas legais extinguindo a punibilidade pelo recolhimento dos tributos. e há um prazo para recolhimento aos cofres públicos do valor recebido. estabelece que a retenção ou desvio do valor cobrado pela empresa.º 326. muitas vezes. muitas vezes. na falsificação. em relação à apropriação indébita de tributos. o desvio do IPI já estava consumado. Em acórdão de que foi Relator o Min. e até mesmo de competência de outra Justiça que não a Justiça Federal.º 326. assim dispõe. a justificar ou a acobertar a evasão tributária. porque esse diploma estabelecia o óbvio. por ter incursionado em matéria penal. aqui. também ensejando o recolhimento de valores tributários com extinção da punibilidade. (RTJ 86/412-3. porque ele ocorreu posteriormente. O próprio Decreto-Lei n. que a falsificação visava. ficou claro que só não se decretava a inconstitucionalidade do Decreto-Lei n. relativamente à falsificação de guias de IPI. 183 . notava-se. Discutiu-se muito sobre a constitucionalidade desse decreto-lei.º 326. constitui crime de apropriação indébita. que. De qualquer sorte.) E. não vejo aqui. citado. em geral. segundo tudo indica. forjava quitações para que os demais diretores não dessem conta do fato. 168. A absorção do crime-meio pelo crime-fim supõe um antefato que fica impunível em função dos objetivos do agente. de um pós-fato. que cuida especificamente do IPI. para que os diretores da empresa não tomassem conhecimento do desvio. Todo o valor do IPI é transferido ao consumidor. ou. em inúmeros processos em que tive a oportunidade de atuar. É possível que se trate. quando ainda no Ministério Público. A empresa age como se fosse cobradora desse imposto. era um dos diretores que se apropriava desses valores e. que poderá ou não ser impunível. do finalismo da conduta criminosa. Moreira Alves. ou seja.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais O IPI é um imposto indireto. em bom número de casos. observo um detalhe que me deixou um pouco preocupado: neste caso. Outros diplomas legais vieram posteriormente. o falso não foi um meio para o desvio do produto do IPI. Todavia. Em relação ao falso. quando se forjou a guia de recolhimento. Tratava-se de uma fraude interna corporis. uma conditio sine qua non da concretização do crime da apropriação indébita. a título de IPI. depois. que a apropriação do IPI constitui a apropriação indébita do art. Ou era o contador que falsificava a guia do IPI. no qual a empresa funciona como uma espécie de órgão arrecadador. reputava-se sem interesse para a União Federal. nada teria a acrescentar às considerações feitas pelos eminentes Ministros que me antecederam.

rejeitou as preliminares levantadas pela Subprocuradoria-Geral da República e.º 96. oralmente. Vicente Cernicchiaro e Assis Toledo. estamos diante de uma dificuldade inicial intransponível sobre a quitação. É o meu voto. por motivo de férias. por unanimidade. do débito.02. Compareceu à sessão. pelo recorrente. também acompanho os votos que me precederam. Ausente. Apelação Criminal – Processo n. Apenas estou salientando que há uma série de fatos complexos neste processo que não permitem. Fernando Tourinho Filho.28075-1/RJ* RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL CASTRO AGUIAR APELANTE: ALAÍDE FERNANDES XIMENES ADVOGADO: PAULO FREITAS RIBEIRO E OUTRO * In DJU de 18. e o Dr.1997. o Sr. Faço essas observações. o Sr. em sessão realizada nesta data.José Alves Paulino já que a quitação falsa não produzia qualquer efeito quanto à União. ou não. A meu ver. uma decisão da Corte a respeito de uma absorção total do falso. mas. SUSTENTAÇÃO ORAL Sustentaram. Lineu Escorel Borges. CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEXTA TURMA. Subprocurador-Geral da República. De maneira que. Votaram os Srs. ao apreciar o processo em epígrafe. nos termos do voto do Sr. MinistroRelator. também por unanimidade. Seção 2. na verdade. Ministro José Candido. Ministros Costa Leite. para compor quorum. negou provimento ao recurso. proferiu a seguinte decisão: A Turma. irrelevante em relação à apropriação do IPI. Não estou afirmando que isso ocorreu neste caso. Ministro Assis Toledo. no mérito. negando provimento ao recurso. o Dr. diante disso. desde já. mas que poderia ser um post factum que visou a lesar terceiras pessoas. 184 .11.

b. e pagamento de 475 (quatrocentos e setenta e cinco) dias-multa. que condenou ALAÍDE FERNANDES XIMENES como incurso nas penas do art.c. o art. pois foi proferida por autoridade absolutamente incompetente. Rio de Janeiro. 1.º 96. ambos da Lei n. relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas.º 8. o art. I – Por mais que se queira arranjar caminho outro para obtenção de resultado condenatório. à conclusão de que o apelante está sendo condenado pelo mesmo fato duas vezes. uma vez que já foi condenado por 185 .ª VARA/RJ EMENTA PENAL – PECULATO – CONDENAÇÃO – SONEGAÇÃO FISCAL – POST FACTUM NÃO PUNÍVEL.ª Região. dar provimento à apelação. pelo MM. II– Recurso provido. como definitiva. imputandolhe. 12. por maioria. a ser cumprida em regime fechado. a pena de 6 anos e 9 meses de reclusão. inarredavelmente.02. RELATÓRIO Trata-se de apelação criminal de sentença proferida. Os presentes autos foram distribuídos por prevenção ao HC n. chegar-se-á. I. deixando de apresentar declarações de rendimentos nos últimos anos.º. Decide a Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 2. porque o denunciado não prestou contas à Receita Federal. II. nos autos da ação penal. é o post factum não punível. 21 de outubro de 1997 (data do julgamento). absorvido pelo crime anterior. c.17419-6. alega o apelante ser nula a sentença. I. 61. ACÓRDÃO Vistos. o descabimento da condenação por crime de sonegação fiscal. apesar da indenização milionária que recebeu proveniente de fraude perpetrada contra o INSS e do seu súbito acréscimo patrimonial. do Código Penal. Juiz da 25. Em suas razões.ª Vara Federal/RJ. nos termos do relatório e voto constantes dos autos. porquanto não cabe processar-se por sonegação quem já foi condenado por peculato.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA VARA DE ORIGEM: JUÍZO FEDERAL DA 25. que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. c.137/90. pois a sonegação.c. no caso.

requerendo fosse determinado ao Juízo competente a expedição de Carta de Sentença para. A redistribuição do feito não resultou. a argüição de incompetência. com carga de serviço acentuadamente menor do que a dos demais. Ou se aceita isto. ou teria eu de devolver pilhas de processos que me foram distribuídos.137/90. à época. Não acolho.ª Vara.ª Vara Federal. Às fls. porque era preciso implantar uma Vara nova e dividir o acervo brutal da 13. 1. sempre que se instala nova Turma. O MPF manifestou-se pelo improvimento da apelação. Julgamento do mérito. 2. VOTO Preliminar de incompetência. Ao revisor. juntamente com três outros juízes. À fl. sempre que se criam Varas novas. e não o art. se fosse o caso de condenação. da Lei n. a correta capitulação legal dos fatos previstos na denúncia seria a utilização do art.º. por estar. o Exmo. Não se reveste de caráter absoluto o princípio da identidade física do juiz. com a criação da 25. É o relatório. Esse tem sido procedimento comum nesta Justiça. foi juntada petição do apelante. 407. pois. ou a criação de novas varas passaria por problemas quase intransponíveis. I.º 65. Ou se aceita isto. no caso. de procedimento discriminatório. com a implantação da 4. I.ª Vara com a 25. já bem o decidiu o Supremo Tribunal Federal (RE n. exatamente para que eu não ficasse.ª Turma desta Corte. Também ocorre nesta Corte. posteriormente. sem discriminação entre eles. da referida lei.ª Vara.José Alves Paulino peculato. Com efeito. pleitear o benefício da progressão de regime. sem dar solução eficiente e rápida ao julgamento dos feitos das Varas congestionadas.ª Vara. Não acolho a alegação de incompetência absoluta do Juízo da 25.815/GO). Também não houve prejuízo à defesa. Seria até ridículo. 403-406. a presente apelação criminal pendente de Julgamento. aleatório ou isolado. os processos foram submetidos a nova distribuição.º 8. 186 .º. e que a fixação da pena descumpriu o art. Sr. mas da redistribuição de todos os processos da 13. Presidente deste Tribunal indeferiu o pedido. 59 do Código Penal. com a redistribuição.

inarredavelmente. o que importa é a ocorrência do fato gerador. na esfera penal. É verdade que. e não tributária.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Basta ler a denúncia para a certeza de que o réu. tanto que ofereceu denúncia contra o réu. até porque também não faria sentido o Estado tributar a renda honesta e premiar o desonesto com alegações 187 . chegar-se-á. Em primeiro plano. à conclusão de que o apelante está sendo condenado pelo mesmo fato duas vezes. preocupado em saber se o réu está ou não sujeito ao pagamento de impostos. como fruto de fraude. ser condenado por peculato e condenado por crime fiscal. e pagamento de 475 dias-multa. a meu juízo. Entende o Ministério Público Federal que sim. Vera Lúcia Lima da Silva Ribeiro. expostos no apelo. não profiro meu voto. processado e condenado. pois a sonegação. A questão dos presentes autos consiste em saber se. os argumentos na linha contrária. Por mais que se queira arranjar caminho outro para obtenção de resultado condenatório. a título de indenização por acidente de trabalho. pois. em regime fechado. foi denunciado por sonegação fiscal. Não me impressionam. como descrito na hipótese de incidência. a não ser que ele próprio declarasse que os recursos foram obtidos por meios ilícitos. segundo o qual ninguém é obrigado a se auto-incriminar. que não cabe processar-se por sonegação quem já foi condenado por peculato. porquanto também entendo. distinta da que enfrento aqui.ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Se há o fato imponível. em pronunciamento perante esta Corte. hipótese que afronta o direito natural e jurídico. Vista a questão de outro ângulo. em razão de fraude cometida contra a Previdência Social. por não ter recolhido imposto pela indenização que recebera. Conseqüentemente. e essa indenização seria isenta de tributação. é o post factum não punível. Essa seria questão outra. incide a tributação. para efeitos fiscais. em razão de um ato só. como o apelante. no seu aspecto fiscal. convém observar que se trata de ação criminal. ou seja. pode alguém ser duplamente condenado. por peculato.ª Turma. relativamente aos bens obtidos por fraude. condenação esta ainda em grau de recurso. No mesmo sentido é o parecer da Dra. poderia o réu. perante a 13. distribuído à 3. O MM. à pena de oito anos. no caso. Juiz a quo não apenas acolheu a denúncia. cumpre observar que o apelante recebeu a vultosa importância dos cofres públicos. porque absorvido pelo crime anterior. como condenou o acusado às penas de 6 anos e 9 meses de reclusão.

ambos da Lei n. como se estivéssemos diante de situações autônomas. logicamente subseqüente à prática do peculato.137/90. combinados com o art. o produto que configuraria a hipótese do outro crime. Não seria ela tão simples assim. a fim de absolver o réu. sendo essa segunda condenação juridicamente impossível. inciso I. porque a sonegação. A punição do primeiro absorve a do segundo. pode ser condenado também porque não pagou imposto em relação ao produto desse mesmo crime. pela prática do fato assim narrado na denúncia: “11. evidentemente. Os fatos posteriores. sabendo-se que o fato criminoso envolve. e não de fatos conseqüentes. Juiz Federal da 25. e pagamento de 475 (quatrocentos e setenta e cinco) dias-multa. cada um no valor equivalente a 200 (duzentos) BÔNUS DO TESOURO NACIONAL (BTNs). Juiz NEY VALADARES: ALAÍDE FERNANDES XIMENES apela da sentença do MM.José Alves Paulino voltadas para o contra-senso da sua tributação. combinado com o art. dou provimento à apelação. alínea b. em razão do mesmo fato. terminaríamos chegando ao bis in idem. Isto posto. aí. como incurso nas sanções do art. Sr. onde foi celebrado o acordo administrativo que estabeleceu uma 188 . se a tese. Desenvolveria esse tema longamente.ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro. O fundamental é saber se alguém. deve recorrer à repartição fiscal para declarar seu aumento patrimonial. após praticar o ato ilícito. VOTO O Exmo. condenado por peculato. Dois ilícitos estão sendo atribuídos ao apelante. que o condenou às penas de 6 (seis) anos e 9 (nove) meses de reclusão. Mas tributar ou não tributar não pode ser o ponto central da presente questão. Ora. em regime fechado. chegar ao raciocínio do desespero. não podem ser puníveis isoladamente. Dr. por apropriação indébita. com citação de boa doutrina. GUILHERME CALMON NOGUEIRA DA GAMA. na ação acidentária proposta na comarca de Duque de Caxias. inciso II. como se trata de um fato só. para concluir que o assaltante. inciso I. do Código Penal. seria etapa normal. no seu âmago. sem. que estão na linha normal de exaurimento do primeiro delito.º. Assim. É como voto. 12. Também não é assim. aqui. o apelante realmente não cometeu novo crime. prestasse para alguma coisa.º. 6. Contudo.º 8. 1.

00. o ora denunciado adquiriu uma residência no centro da cidade de Itaperuna. deixando de apresentar declarações de rendimentos nos últimos anos. 12. da mesma Lei n.º. estando.137/90”.º. Na ocasião do pagamento. aleatoriamente. ambos da Lei n.º 8. segundo a denúncia. inclusive porque não foi considerada na sua fixação circunstância atenuante admitida pelo próprio Ministério Público Federal”. a começar pela primeira. inciso I. Com a instalação da 25. município de Cambuci/RJ.ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro. o art.634. Com tal indenização milionária. Em suas razões de apelação (fls. c) desclassificação do delito para o tipo descrito no art. Castelo. um apartamento na Rua Joaquim Nabuco.328. o ora denunciado não prestou contas à Receita Federal. pois. o ora denunciado.00 e mais 4 (quatro) veículos.ª Vara Federal da mesma Seção para aquele Juízo. onde efetuou o depósito de Cr$616. alega o Apelante: “a) incompetência absoluta do Juízo da 25.000.000. sujeito às penas do art.00.752. com o fim de não recolher o Imposto de Renda devido.080. I.00. somente possuindo o recibo de compra. A despeito da indenização milionária recebida e do súbito acréscimo patrimonial. o ora denunciado abriu uma conta corrente no Banco Nacional. 357-377). após a realização do interrogatório. 1.000.000.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais indenização de Cr$20. US$30. a maior paga no país. Desta feita. deixou de apresentar suas declarações de rendimentos. bem como da evolução patrimonial que experimentou. 2.01. desde que a ação penal foi redistribuída da 13. redistribuída para a mesma parte dos feitos 189 . logrou receber do advogado Lison Escossia da Veiga o equivalente a 20% de 3. não sujeito à tributação do Imposto de Renda.c.137/90. 12. omitindo informações acerca da indenização que recebeu.000. I. por violação do princípio do juiz natural. ag. foi.ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro. o qual não se encontra em seu nome. desde que. d) necessidade de modificação da pena. 13. voluntária e conscientemente.º 8. um apartamento na Rua Barão de Lucena. no valor de US$135. c. Passemos ao exame dessas alegações. conforme DOC.000. b) impossibilidade da condenação do acusado por sonegação fiscal. se trata de rendimento ilícito. e sim no nome do antigo proprietário. um sítio na região de Campo Grande.

possuindo todas a mesma competência territorial. classificando-se. e pela folha de antecedentes de fl. A individualização da pena foi feita da seguinte forma (fls. 118. a estabelecer pena-base pelo delito previsto no art. assim.º 8. com sólidos argumentos.ª Varas Federais da mesma Seção. devem ser consideradas tais circunstâncias. e pagamento de 300 (trezentos) dias-multa. da Lei n. do Código Tributário Nacional. foi observada a livre distribuição. que o mesmo apresenta circunstâncias judiciais que lhe são desfavoráveis. antes de mais nada. 190 . qualquer ofensa ao princípio do juiz natural. Como a redistribuição foi feita eletronicamente. e posteriormente atualizada ao momento do recolhimento. 316317): “26. sendo cada dia-multa equivalente a 200 (duzentos) Bônus do Tesouro Nacional – BTN.º e parágrafo único da Lei n. na aplicação da pena devida ao acusado. Entendo que a sentença demonstrou cabalmente a tipicidade do delito imputado ao réu. à luz do art. criada especialmente para esses casos. 59 do Código Penal. Na aplicação das penas ao acusado.º. porquanto. hoje.) não estão isentos do Imposto de Renda. etc. desde que não mais existe no formulário da Declaração de Ajuste Anual a antiga cédula “H”.137/90 (cuja conversão deverá ser efetivada quando da última fixação do BTN. inciso I. como proventos de qualquer natureza. 8. afastando a hipótese de desclassificação. A circunstância da ilicitude do rendimento obtido por meio de fraude não o excluiu da tributação do Imposto de Renda. Acrescente-se que ainda não havia se iniciado a instrução da ação penal quando esta foi redistribuída a outro Juiz com a mesma competência funcional e territorial. Assim.º 8. 1. possui antecedentes criminais (conforme o próprio acusado reconheceu em seu interrogatório. 259). lenocínio. especialmente porque não existe vinculação física de juiz criminal ao processo que lhe foi distribuído originariamente. Os rendimentos obtidos em virtude do exercício de atividades ilícitas (agiotagem. nos termos do art.José Alves Paulino criminais então em tramitação na 4. em 4 (quatro) anos de reclusão. com conduta social irregular. diante da notoriedade do seu envolvimento com a fraude perpetrada contra o INSS. no critério previsto no art.ª e na 13. Resta examinar a questão relativa à dosimetria da pena. O conjunto de tais elementos me leva.137/90. inciso I. devo considerar. não havendo.

considerando a incidência da causa especial de aumento de pena prevista no art. c. CP).c.º 2444598-IFP/RJ. para a qual contribuía obrigatoriamente. Estabeleço como regime inicial de cumprimento de pena o fechado. em regime fechado.ª Vara Criminal de Duque de Caxias pelo delito de alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (art. pois. para estabelecer penas definitivas em 6 (seis) anos e 9 (nove) meses de reclusão e pagamento de 475 (quatrocentos e setenta e cinco) dias-multa. 259) que ele foi absolvido do crime de lesão corporal culposa (art. hoje erigida em garantia constitucional. II. às penas de 6 (seis) anos e 9 (nove) meses de reclusão. a meu ver. Não há prova de que o réu tenha uma personalidade anormal ou incompatível com o meio social em que vive. O réu é tecnicamente primário. e pagamento de 475 (quatrocentos e setenta e cinco) dias-multa. alínea b. ainda mais quando se considera a circunstância de que o réu ainda não foi condenado por sentença com trânsito em julgado. aumento as penas-base para estabelecer penas de 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de reclusão. militando em seu favor a presunção de inocência. e c.c. inciso I.º e 7.º. levando em conta os motivos já referidos. o art. no critério acima mencionado. inciso I. 171. do Código Penal. RG n. no critério já estipulado. 61. inciso I. vítima de acidente. §§ 6. diante do grave dano provocado pelo acusado contra a coletividade. não revelam uma vida pregressa perversa ou voltada para o crime. consta da folha de antecedentes do réu (fl. conforme já analisado. ambos da Lei n. para condenar ALAÍDE FERNANDES XIMENES.137/90.137/90.º. 28. da Lei n. 191 . Esses antecedentes. no critério já referido.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Numa segunda fase. e pagamento de 350 (trezentos e cinqüenta) dias-multa.º 8. inciso II. Numa terceira e última fase. § 2. 61. inciso II. 1. 12. por incurso nas sanções do art. o art. bem como o critério previsto no art. 12.º 8. 129.º. 32. JULGO PROCEDENTE o pedido deduzido na presente ação penal iniciada pela denúncia de fl. além das ações penais decorrentes das fraudes praticadas contra o INSS. § 3. filho de Manoel Gonçalves Ximenes e de Rosalina Fernandes Ximenes. 2. 27. do Código Penal. tendo provido os meios de subsistência com o produto de seu trabalho como motorista de empilhadeira. alínea b. aumento as penas estabelecidas na segunda fase em 1/2 (metade). Ante o exposto. até que. teve de recorrer à Previdência Social.º do CP) e estaria respondendo a processo na 1. considerando a incidência da circunstância agravante prevista no art. do Código Penal”.

no valor de dois salários mínimos. a um só tempo. II. ou seja. a impunidade ou a vantagem de outro crime (agravante essa prevista no art. Além disso. Não resulta da prova dos autos ter o réu cometido o crime para facilitar ou assegurar a execução. pois este se revestiu da maior publicidade. 2. com as do delito de sonegação do Imposto de Renda incidente sobre o produto do primeiro crime. em razão da qual. através da cumplicidade de seus próprios servidores.º e 4. não houve a mínima preocupação na ocultação do crime. ser considerada apenas a circunstância atenuante. da Lei n. assim. I. conseqüências essas da maior gravidade sob o aspecto moral e financeiro. Considerando esse conjunto de circunstâncias. reduzo-a para 2 (dois) anos de reclusão e multa de 60 (sessenta) dias-multa. no caso. b.º. o equivalente a 192 . verbis: “Art.º. A vítima. Serventuários da Justiça e Procuradores da autarquia. 1. Advogados. esta fixada no valor equivalente a dois salários mínimos. do Código Penal). 65. II. parece-nos que a penabase deve aproximar-se do mínimo e eu a fixo em 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 80 (oitenta) dias-multa.137/90. 12.º 8. Na terceira e última fase. cada dia. Deve. parece-nos que não se reveste de tamanha gravidade a causa especial de aumento da pena prevista no art. instrumento e vítima de uma quadrilha organizada neste Estado para fraudar o INSS e que era integrada por Juízes de Direito. ou seja. através de um processo judicial confiado ao patrocínio de um advogado. A própria denúncia admite o fato de que o réu somente recebeu 20% da indenização obtida por meio fraudulento. do Código Penal). o INSS facilitou a prática do crime.º a 7. 12. cada um. Abstração feita de critérios subjetivos da aferição da sinceridade do réu. estaria ele protegido pelo sigilo fiscal. o mínimo legal. Na realidade. pois este é. creio que não pode deixar de ser reconhecida em seu favor a circunstância de ter ele confessado espontaneamente o crime (art. São circunstâncias que podem agravar de 1/3 (um terço) até a metade as penas previstas nos arts. nessa segunda fase da fixação de pena. Se tivesse feito declaração do Imposto de Renda. I – ocasionar grave dano à coletividade”. 61.José Alves Paulino As circunstâncias do crime são favoráveis ao réu. não se pode confundir as conseqüências do crime de peculato praticado contra o INSS. a ocultação. d.

Assim. que foi mera conseqüência daquele. como incurso nas sanções do art. aqui. sendo os restantes 80% destinados à “comelança” da quadrilha organizada pelo advogado ILSON ESCOSSIA DA VEIGA. A pena privativa de liberdade será cumprida no regime aberto (art. não tendo sido convenientemente orientado por seu advogado. alínea b. 193 . que abocanhou a maior parte da indenização que deveria ter sido paga ao réu. etc. 33. Dou. de oito meses de reclusão e 20 (vinte) diasmulta.º.2. assim.ª REGIÃO PACIENTE: NESTOR PERINI * In DJU de 17.000. cada um. 1. observar que o réu.000. infelizmente. cada um.º 7. no valor de dois salários mínimos. ao invés de aumentar a pena de metade.00. Seção 1. combinado com o art. alínea c. ainda não merece a reprovação da sociedade que. como motorista de empilhadeira. em geral. Cabe.º.618/RS* RELATOR: MINISTRO GILSON DIPP IMPETRANTE: MÁRCIO THOMAZ BASTOS IMPETRADA: SEGUNDA TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4. Além disso. inciso II. segundo declarações do próprio réu. Habeas Corpus n. nunca tinha pago Imposto de Renda em sua vida e desconhecia suas obrigações para com o Fisco. 61. parcial provimento à apelação do réu para reduzir a pena que lhe foi imposta para 2 (dois) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 80 (oitenta) dias-multa. a não-declaração de rendimentos tributáveis pelo Fisco. fixando a pena definitiva em 2 (dois) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 80 (oitenta) dias-multa. inciso I. do Código Penal).080. elevo-a apenas de 1/3 (um terço). o que traumatizou a coletividade e o que teve destaque na mídia foi a fraude contra o INSS. O crime de sonegação fiscal. ambos do Código Penal. § 2. ou seja. depois de abatidos os honorários advocatícios.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Cr$3. e não o crime de sonegação fiscal.1999. no valor de dois salários mínimos. considera natural a prática do contrabando.

em acórdão assim ementado: ‘DIREITO PROCESSUAL PENAL. perante o Juízo Federal da Vara de Caxias do Sul/RS. em face da denegação da ordem originária. SR. Edson Vidigal e Félix Fischer. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. RELATÓRIO O EXMO. Votaram com o Relator os Srs. SONEGAÇÃO FISCAL. da Lei n.º 8. estendendo-a. SIGILO BANCÁRIO E FISCAL.José Alves Paulino EMENTA HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO SIGILO BANCÁRIO. desde logo. ORDEM CONCEDIDA. Ministros José Arnaldo. ACÓRDÃO Vistos. como incurso no art. por unanimidade. in verbis: “Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário impetrado em favor do paciente NESTOR PERINI. 1. aos demais réus. denunciado. cuja denúncia foi nela exclusivamente baseada. NÃOEQUIPARAÇÃO. como relatório. ensejando o trancamento da ação penal. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.A. III – Ordem concedida para trancar a ação penal movida contra o paciente. desde logo. juntamente com outros sócios da empresa MICROINOX S. I – Considera-se ilícita a prova obtida em decorrência da quebra do sigilo bancário sem autorização judicial. pela eg. estendendo-a. a parte expositiva do parecer ministerial. acordam os Srs. conceder a ordem para trancar a ação penal movida contra o paciente. Brasília-DF. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. LIMITES DA VIA MANDAMENTAL. inciso II.º. relatados e discutidos estes autos. 3 de dezembro 1998. FUNDAÇÃO DE PRECISÃO. aos demais réus. MINISTRO GILSON DIPP: Adoto. Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. EXTENSÃO AOS CO-RÉUS. HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. Segunda Turma do colendo Tribunal Regional Federal da 4. em conformidade com os votos e notas taquigráficas a seguir. parágrafo único.137/90. 194 .ª Região. II – O sigilo fiscal não se equipara ao sigilo bancário e nem o absorve. PROVA ILÍCITA. SIGILO FISCAL. PROVA ILÍCITA.

Alegações relativas ao atendimento dos pedidos de esclarecimentos formulados pela Receita Federal dependem de dilação probatória. obtida mediante a requisição direta da Receita Federal ao Banco Meridional do Brasil S. 5. Entende tal conduta como violadora dos direitos individuais. porque as 195 .º da Constituição Federal de 1988. 3. Corte. As instituições financeiras devem conservar sigilo sobre suas operações. fornecendo-lhe todos os registros da vida bancária do impetrante e dos demais co-réus. VOTO O EXMO. sem qualquer autorização judicial. com a extensão aos demais co-réus. da Lei n. A d. o que é vedado em sede de writ of habeas corpus. 5. É o relatório. X.A.595/94. consubstanciados no art..º. Ordem denegada’. ainda. Inocorrência de violação à garantia insculpida no inciso X do art. em síntese. 5. sem autorização da autoridade judiciária competente” (fls. 376-377). assim como a administração tributária deve conservar sigilo sobre as informações que colhe durante a atividade fiscalizadora. Subprocuradoria-Geral da República opinou pela concessão do writ. e.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 1. autorizadora da quebra do sigilo. sob o fundamento principal de que não teria havido quebra do sigilo bancário. 38. afrontadora do disposto no art. não houve quebra de sigilo bancário. O e. no sentido de que são ilícitas as provas obtidas mediante quebra de sigilo bancário. 2. de que a denúncia teria por base a quebra ilegal e inconstitucional do sigilo fiscal dos acusados – dentre os quais o paciente – e da empresa respectiva. Na espécie. SR. porque as informações prestadas à Fazenda Nacional pela Instituição Financeira ficaram resguardadas sob o manto do sigilo fiscal. Sustenta o impetrante que a denúncia tem por base única e exclusivamente a documentação resultante da quebra do sigilo bancário.º 4. sob a alegação. da Constituição Federal. 4.º. Tribunal a quo denegou a ordem originária. § 5. onde não consta a expressão ‘processo judicial’. Invoca jurisprudência dessa eg. MINISTRO GILSON DIPP (RELATOR): Trata-se de pedido de ordem para trancamento de ação penal.

autorizar a quebra do sigilo bancário.José Alves Paulino informações prestadas à Fazenda Nacional pela instituição financeira teriam ficado resguardadas pelo manto do sigilo fiscal. SONEGAÇÃO. como passo a demonstrar. – A propositura de ação penal em crime de sonegação fiscal independe de exaurimento de procedimento administrativo. – É ilícita a prova obstada por meio de quebra de sigilo bancário sem autorização judicial. O entendimento referido é todo no sentido de que o procedimento administrativo não pode. Assim agindo. Flaquer Scartezzini. dessarte. QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO.566/PR. PROCESSUAL. pedido parcialmente deferido” (HC n.11. Inobstante. como titulares de contas correntes bancárias. O poder de autorizar tal “quebra”. 1. Rel. Entendo procedente. 3. – Recurso provido” (RHC n. no entanto. elucidativas da controvérsia. por afrontar a garantia constitucional à privacidade do cidadão. a ação de. relativo à omissão de receitas. dentre os quais o paciente. IMPOSSIBILIDADE. 196 . revelam as informações bancárias que teriam violado o art. é dado tão-somente ao Judiciário. Min. a irresignação do impetrante. a prescrição da pretensão punitiva quanto ao ano-base de 1989.º. Desentranhamento dos autos.º.137/90.º 8. in verbis: “Verifica-se que a denúncia increpa aos réus. e o art. PRESCRIÇÃO. DJU de 4. Habeas corpus conhecido. Rel. inegavelmente. 1. DJU de 17. incide.90 e tendo a denúncia sido recebida em 27. da Lei n. 2. à margem da escrituração legal fiscalizada – o denominado ‘caixa-dois’. SONEGAÇÃO FISCAL. São ilícitas as provas obtidas mediante quebra de sigilo bancário sem autorização da autoridade judiciária competente.96.5. ILEGAL QUEBRA DE SIGILO. no sentido da ilicitude de prova obtida em decorrência da quebra do sigilo bancário sem autorização judicial. Tendo os fatos ocorridos em 23. HABEAS CORPUS.º 6. creditarem recursos. acolho as razões exaradas pelo órgão do parquet atuante nesta Corte. Edson Vidigal. nos termos do posicionamento já adotado por esta Turma. trazendo à colação os seguintes julgados: “RHC. inciso II. Min. 1. por si só.96). DESENTRANHAMENTO.97).º 4927/MT. “PENAL.1.11.

4807/MT.12.º 7. desde que decorrentes de procedimento fiscal regularmente instaurado e subscritas por autoridade administrativa competente.º 4. Rel.º do art. j. sem qualquer autorização judicial. Observadas tais vedações. u. Tribunal. as imputações abordam os mesmos fatos. Quebra com base em procedimento administrativo-fiscal.º 732/DF.96).97). decidiu o Supremo Tribunal Federal. MAURÍCIO CORRÊA. Rel. inciso X). Da mesma forma. em matéria tributária. a Primeira Turma desse eg.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais parágrafo único. obtida ilegitimamente. firmou entendimento a respeito da imprestabilidade dessa prova. Min. Solicitação da Delegacia da Receita Federal.º. 5. A propósito. Impossibilidade do atendimento desse pedido em face do disposto no § 1. do mesmo diploma legal. Em verdade. verbis: ‘Tributário. de 31. garantia esta expressamente amparada pela Constituição Federal (art. entendeu o Pretório Excelso que deve ser desentranhada dos autos a prova ilícita caracterizada pela violação do sigilo bancário. Impossibilidade. Sobre isso. do fornecimento de cópia da documentação resultante da quebra do sigilo bancário do indiciado para a instrução de inquérito penal.972/MT. em Brasília.595. MOREIRA ALVES (DJU de 20. por desatenderem à fiscalização. Min. Por isso. EDSON VIDIGAL.6.º 4. nem o absorve. fornecidas diretamente à Receita Federal pelo estabelecimento bancário. Rel. por implicar indevida intromissão na privacidade do cidadão. O sigilo bancário do contribuinte não pode ser quebrado com base em procedimento administrativo-fiscal. 23. Min. verbis: ‘Questão de ordem. 197 . Não há dúvidas de que o sigilo fiscal não se equipara ao sigilo bancário. fincados nas informações das contas bancárias dos réus.64’. 38 da Lei n. cabe-lhes atender às demais solicitações de informações encaminhadas pelo Fisco. Corte no Habeas Corpus n. bem como dos serviços bancários a ele prestados. entendimento esse já esposado por essa eg. no Recurso de Habeas Corpus n. cumpre às instituições financeiras manter sigilo acerca de qualquer informação ou documentação pertinente à movimentação ativa e passiva do correntista contribuinte. no Inquérito n. a respeito do empréstimo dessa prova.9. Sigilo bancário. esclarecendo a origem de tais recursos. v. como pretendeu o acórdão vergastado.

15. 38. FALTA DE JUSTA CAUSA. à combinar o § 5. 357). porque se utiliza o substantivo ‘processo’. pode eximir as instituições financeiras do dever de segredo em relação às matérias arroladas em lei. 142 do Código Tributário Nacional.º 4.830/80)”.º do art. Recorta-se do corpo do acórdão discussão sobre o significado da palavra processo – também levantado no presente caso – em sede do qual a lei permite a quebra do sigilo bancário. 1994. determinando o trancamento da ação penal em hipóteses que tais. 38. in verbis: ‘Ora. a. p. da Lei n. ressalvadas as hipóteses de sigilo (LC n. sob égide da atual Carta Política de 1988. ago. REQUISIÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. por um de seus órgãos. 399.º.º com o sistema do art.290/MG (Registro n. e 197. Interpretação integrada à sistemática dos arts. I e IV). § 5. TRANCAMENTO.º 40/81. Assim. DEMÓCRITO REINALDO.º 1. do CTN. art. II. Corte que nem mesmo o Ministério Público Estadual pode requisitar diretamente a quebra do sigilo bancário. sem discrepância’ (REsp n. pode romper o véu das instituições financeiras.º.595/64. a denotar a relação jurídica processual. inciso II e § 1. a instâncias da parte. 1. § 5. Rel.0012059-6) EMENTA: PROCESSUAL PENAL.º 6. Brasília. utiliza a palavra menos ambiciosa de ‘procedimento’.º. Promotor de Justiça pode requisitar informações e documentos às instituições financeiras destinadas a instruir inquérito policial. quando emprega ‘processo’. no art. o legislador. necessariamente. VI. Além da autoridade jurisdicional. ou então. aí incluído o Fisco.José Alves Paulino Apenas o Poder Judiciário. E mesmo a leitura rigorosa do § 5. Revista do Superior Tribunal de Justiça.º 91. Recurso improvido. 38.º. Min. empregando a paupérrima exegese literal. 6 (60): 195-418. AÇÃO PENAL. também as Comissões Parlamentares de Inquérito ostentam idêntico poder. 2. 198 . em geral. Tem ainda decidido essa eg. sabido que. como se depreende do seguinte acórdão: ‘RECURSO DE HABEAS CORPUS N. só o órgão jurisdicional. a interpretação sistemática conduz.566-5/RS. por exemplo.º 37. na órbita administrativa. sempre adjetiva com ‘administrativo’ (verbi gratia no art. da Lei n. não deixa dúvidas. que menciona os ‘procedimentos administrativos’ do art.

inciso X. desde logo. motivo pelo qual se concede a ordem para trancar a ação penal’ (R.º 40/81. desde logo. de 1964. Assim. submetem-se a essa limitação. concedeu a ordem para trancar a ação penal movida contra o paciente. 5. não se presta para embasar a persecutio criminis” (fls. É como voto. (36): 81-162. foi recepcionada como tal. Somente pode ser alterada por lei complementar. aos demais réus.º 7. 38. Assegurado. agosto 1992. afrontando-se o art. por isso mesmo. Trib. Diante do exposto. o sigilo bancário. art. nada impedindo que o faça através do Poder Judiciário. informação. Brasília. Não há dúvidas de que aqui se violou uma garantia individual. Brasília. da Constituição Federal. concedo a ordem para trancar a ação penal movida contra o paciente. 4. proferiu a seguinte decisão: A Turma. por unanimidade. 3.492 de 1986. A hipótese dos autos aí não se enquadra. Edson Vidigal e Félix Fischer. 114). 378-381). Votaram com o Relator os Ministros José Arnaldo. 4. SUSTENTAÇÃO ORAL SUSTENTAÇÃO ORAL: DR. estendendo-a. a. estendendo-a. O sistema financeiro nacional é estruturado em lei complementar – CF. de crime contra o sistema financeiro nacional.º. caput. 192. para deflagar-se a ação penal. Dou fé. 3 de dezembro de 1998. no entanto. obtendo ilicitamente uma prova indiciária. também inserta na LC n. Sup. ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA (P/PACTE) CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA. as requisições feitas por Promotor de Justiça. que. aos demais réus. 199 .Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2. Tratando-se. si et in quantum. no art.º 4. a Lei n. o Ministério Público Federal poderá requisitar a qualquer autoridade. ao apreciar o processo em epígrafe. em sessão realizada nesta data. documento ou diligência relativa à prova dos crimes previstos na Lei n.595.. O referido é verdade. Just.

ª REGIÃO PACIENTES: JOSÉ TEIXEIRA DE SOUZA ANTONIO CARLOS ALVES DE SOUZA EMENTA PENAL. ABSORÇÃO. Seção 1. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES: Luís Guilherme Martins Vieira. 200 . RELATÓRIO O EXMO. por unanimidade. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. O crime de sonegação fiscal absorve o crime-meio de uso de documento falso. ACÓRDÃO Vistos. Habeas corpus concedido.4. SR. Brasília. 16 de dezembro de 1996 (data de julgamento). acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. impetra ordem de habeas corpus. este é abrangido.José Alves Paulino Habeas Corpus n. Votaram com o Relator os Ministros Anselmo Santiago. PRESCRIÇÃO. USO DE DOCUMENTO FALSO. SONEGAÇÃO FISCAL. conceder a ordem para trancar a ação penal.ª Região. Uma vez extinta a punibilidade daquele pela prescrição.154/RJ* RELATOR: MINISTRO FERNANDO GONÇALVES IMPETRANTE: LUÍS GUILHERME MARTINS VIEIRA IMPETRADA: QUARTA TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2. 1. que sofrem constrangimento ilegal em decorrência de acórdão da 4. William Patterson. em favor de JOSÉ TEIXEIRA DE SOUZA e ANTÔNIO CARLOS ALVES DE SOUZA. substitutiva de recurso ordinário.1997. * In DJU de 28. Luiz Vicente Cernicchiaro e Vicente Leal.º 5. 2. relatados e discutidos estes autos. advogado nos auditórios da cidade do Rio de Janeiro. pela ocorrência da prescrição. Ação penal trancada.ª Turma do colendo Tribunal Regional Federal da 2.

nas penas do art. com a exigência de soma das penas abstratamente cominadas para se constatar a ocorrência daquela causa extintiva.” para deduzir despesas inexistentes no cálculo da base tributável do IRPJ. Presidente do TRF da 2.729. da Lei n. Nas informações.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Segundo o articulado vestibular. sem absorção daquele por este. VOTO O EXMO. incorrendo. 1. É que o crime de uso de duplicata falsa não é meio para a prática do delito de sonegação fiscal. no entanto. por cópia.º 4. com a finalidade da obtenção de deduções descabidas no montante tributável pelo Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ). em seu art. contrariamente. I e III.ª Região. teriam utilizado duplicatas emitidas por firma inexistente. os pacientes foram denunciados porque. de 1965. É o relatório. o Juiz NEY MAGNO VALADARES. Sustenta. opina pela denegação da ordem. conseqüentemente. fez encaminhar. 1. o acórdão impugnado e a certidão do julgamento. e 304 do Código Penal..º da Lei n. no exercício da administração da empresa BRIOSOL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAL DE LIMPEZA LTDA. impetraram habeas corpus para trancar a ação penal.729. sendo a ordem denegada. através do Dr. utilizaram-se de duplicatas supostamente emitidas pela pseudo empresa “Lumar Produtos Químicos Ltda. A Lei n. sendo impossível.º 4. ao argumento de versar a espécie sobre concurso material. 304 do Código Penal. não incidindo. a subsistência da acusação de falsum. Estariam os fatos tipificados nos incisos I e III do art. tipifica como crime de sonegação fiscal: 201 . ao entendimento de se tratar de concurso material. Segundo a denúncia.º. abraçando a tese da extinção da punibilidade do crime de sonegação fiscal. MINISTRO FERNANDO GONÇALVES (RELATOR): O acórdão da lavra do eminente Juiz Clélio Erthal afasta a alegação de extinção da punibilidade pela da prescrição. e art. em decorrência. 1. portanto. Raimundo Francisco Ribeiro De Bonis. Inconformados. A ilustrada Subprocuradoria-Geral da República. como administradores da empresa BRIOSOL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MATERIAL DE LIMPEZA LTDA. os pacientes. a prescrição.º 4. o impetrante. entre 1984 e 1989.729/65. SR. de 14 de julho de 1965.º..

José Alves Paulino

“I – prestar declaração falsa ou omitir, total ou parcialmente, informação que deva ser produzida a agente das pessoas jurídicas de direito público interno, com a intenção de eximir-se, total ou parcialmente, do pagamento de tributos, taxas e quaisquer adicionais devidos por lei;
III – alterar faturas e quaisquer documentos relativos a operações mercantis com o propósito de fraudar a Fazenda Pública”.

Indica a própria definição legal que as duplicatas contrafeitas, dada a
verificação de inexistência da empresa emitente, foram simples
instrumento ou meio, sem causar ofensa jurídica diversa, para a prática
do delito de sonegação fiscal, que, portanto, absorve o crime de uso, como,
aliás, entende prestigiosa corrente jurisprudencial.
É, a meu sentir, data venia, transparente, luzidia, na espécie, a exigência do delito-meio, como diz a própria definição da lei, para a realização do delito-fim. Cumpre observar, por outro lado, que as duplicatas
foram produzidas com o objetivo específico de sonegação, e não consta
hajam, como anota o Ministro ASSIS TOLEDO, continuando “lesando a
fé pública, com potencialidade para a prática de outros delitos”.
Esta Turma, pelo voto do Ministro CARLOS THIBAU, através de
acórdão publicado no DJU de 30.3.92 (p. 3999), decidiu:
“PENAL SONEGAÇÃO FISCAL OU ESTELIONATO. PRINCÍPIOS DA ESPECIALIZAÇÃO E DA ABSORÇÃO. EXTINÇÃO
DA PUNIBILIDADE.
I – O conflito aparente de normas se resolve pela aplicação do princípio da especialização, de modo que a lei posterior e específica sobre delitos tributários praticados contra a Fazenda Pública deve ser aplicada em
lugar da norma constante do Código Penal, genérica para os crimes contra o patrimônio.
II – A sonegação fiscal absorve a falsidade, quando esta é o meio
fraudulento empregado para a prática do delito tributário (...)”.

Também a 5.ª Turma, em caso análogo, em acórdão publicado no DJU
de 15.2.93 (p. 1.691), Relator o Ministro EDSON VIDIGAL, fixou:
“Anistia e crime-meio.
PENAL. PROCESSUAL. SONEGAÇÃO FISCAL. FALSIDADE
IDEOLÓGICA. ANISTIA. AÇÃO PENAL. TRANCAMENTO.
HABEAS CORPUS. RECURSO.

202

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

1. Anistiado pelo crime de sonegação fiscal, o acusado não responde
pelo crime de falsidade ideológica praticado como meio para a realização
do crime de sonegação fiscal.
2. Recurso conhecido. Ação penal trancada”.

Em suma, o crime de sonegação fiscal absorve a falsidade e o uso de
documento falso. Na espécie, a própria denúncia relata que os fatos se
passaram entre 1984 e 1989 (fl. 15), sendo ela recebida em 31.8.95 (fl.
18), decorrendo entre um e outro ato espaço de tempo superior a 5 (cinco) anos, apto a dar ensejo à extinção da punibilidade, pela ocorrência da
prescrição, haja vista o máximo da pena cominada ao delito de sonegação
fiscal (2 anos), ex vi do art. 1.º da Lei n.º 4.729/65.
Ante o exposto, concedo a ordem para trancar a ação penal, porque
extinta a punibilidade, pela prescrição, do crime de sonegação fiscal, abrangendo o crime-meio de uso de documento falso.
VOTO-VISTA
O EXMO. SR. MINISTRO LUIZ VICENTE CERNICCHIARO:
Debate-se, nestes autos, o sedutor tema doutrinário sobre o conflito aparente de normas penais. Especificamente à hipótese sub judice, colocam-se
três correntes: a) configura o falso, sendo o efeito post factum impossível;
b) o crime-fim absorve o crime-meio; c) caracteriza concurso de infrações penais.
No particular, a jurisprudência do STJ cristalizou-se no enunciado
da Súmula n.º 17, verbis:
“Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade
lesiva, é por este absorvido”.

É, sem dúvida, a melhor solução.
A propósito, escrevi em trabalho doutrinário.
“Se me fosse perguntado qual o tema de Direito Penal mais complexo, não teria receio de responder – conflito aparente das normas penais.
Não obstante o excelente trabalho de OSCAR STEVENSON, no volume de Estudos de Direito e Processo Penal em Homenagem a NELSON HUNGRIA. De um modo geral, invocam-se quatro princípios. A
melhor interpretação recomenda, como observa SOLER, trabalhar apenas com o princípio da especialidade. Na verdade, as normas postam-se

203

José Alves Paulino

em relação de gênero/espécie. Materialmente, compreende as colocações da absorção, subsidiariedade e alternatividade.
O problema surge apenas quando duas normas se aproximam, parecendo que o fato as atrai ao mesmo tempo. Não se pode conceber homicídio sem, antes, haver ocorrido lesão corporal. Aquele pressupõe ofensa
à integridade corporal da vítima, a ponto de provocar a morte. Assim o é
porque a norma do art. 121 do Código contém a norma do art. 129 e o
quid diferenciador. A absorção se dá no plano normativo, independentemente da conduta no mundo físico. De outro lado, a suposta relação de
norma primária e norma subsidiária comporta a mesma observação. O
exemplo sempre dado evidencia: o perigo de inundação está contido na
inundação. O perigo, costuma-se dizer, com propriedade, é ‘um trecho da
realidade’. O mesmo acontece com o princípio da alternatividade. O funcionário público comete peculato, e não apropriação indébita – porque
entre ele e o extraneus ao serviço público forma-se relação de especialidade. Todo funcionário é uma pessoa!
A literatura e a jurisprudência sempre enfrentaram, com especial cuidado, talvez, o fato mais freqüente, ou seja, alguém cometer o falso e, em
seguinte, utilizando-o, praticar estelionato. O debate ganha realce, ingrediente
complicador, lembrando-se que o falso é mais severamente punido do
que o crime contra o patrimônio. Digladiam-se quatro correntes: 1) o
falso é ato (meio) da ação fraudulenta, por isso, deve prevalecer o crimefim (princípio da absorção); 2) o falso tem pena cominada maior (seria
contra-senso aplicar a sanção mais branda (a indevida vantagem patrimonial seria o exaurimento do delito); 3) configurar-se-ia concurso material;
4) resta caracterizado o concurso formal.
Acredito, o princípio da especialidade fornece a solução exata.
O falso, antes de tudo, precisa ser conceituado normativamente. Não
basta observá-lo como objeto material.
O falso interessa ao Direito Penal pelo perigo que encerra, como meio,
para ofender bens jurídicos.
Costuma-se repetir, e a observação é ilustrativa: todo falso é mentira,
mas nem toda mentira é falso, no sentido penal do termo. Essencialmente
quer dizer: o falso só interessa se contiver potencialidade lesiva. Posso incluir,
na coleção de selos, várias unidades falsificadas. Se o fizer com o intuito de
satisfazer a vaidade, para dizer que tenho a mais rica coleção filatélica do
País, sem qualquer ânimo de causar dano a outrem, evidentemente, não traz,
remoto que seja, perigo para terceiro. Diferente é se desejar vendê-los, ocultando a falsificação. Aqui, poderá ser útil, idôneo para cometer o estelionato.
O falso, por isso, insista-se, precisa ser analisado conforme apreendido
pela norma.

204

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Se alguém falsificar o registro imobiliário para transmitir a impressão
de ser proprietário, evidenciará (normativamente) características diferentes
(embora, materialmente, seja o mesmo), conforme as circunstâncias do
uso. Assim, se iludir o comprador, fazendo-o acreditar na autenticidade
da cadeia dominial, o falso encerra, para aquela transação, potencialidade
lesiva. Diverso será se o suposto proprietário lotear o imóvel, vender uma
ou duas unidades e continuar valendo-se do engodo para iludir outras
pessoas. Nesse caso, ao contrário do anterior, o falso continua idôneo, não
exauriu a lesividade que apresenta.
As duas situações são bem distintas. No primeiro caso, o projeto
delituoso destinava o falso como ato, meio da ação do estelionato. No
segundo, a falsidade é o centro da atividade e o agente pretende utilizálo várias vezes, enfim, praticar mais de uma conduta delituosa.
Comparece, então, como projeto principal, matriz do plano criminoso.
Os estelionatos configuram exaurimento, vantagem decorrente do crime de falso. A primeira hipótese evidencia o estelionato compreender o
falso; a segunda, ao contrário, o falso é a conduta principal, o engodo é
matriz, envolve (potencialmente) várias investidas contra o patrimônio
alheio (o crime encerra o elemento subjetivo). Há (normativamente) nítida distinção entre as duas hipóteses. Na primeira, o estelionato é norma especial. Na segunda, o falso ganha essa categoria porque encerra,
insista-se, potencialmente, os vários estelionatos.
Nessa linha (em Direito Penal, é importante distinguir as ações, porque
constitucionalmente obrigatório à individualização da pena) o enunciado
da Súmula n.º 17 do Superior Tribunal de Justiça: ‘Quando o falso se
exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por ele absorvido’.
O tema aproxima-se do concurso ideal de infrações penais. Aqui, há
concorrência de normas. O fato não é único. Ao contrário, plúrimo. Evidente, empregando-se o vocábulo no sentido próprio do Direito Penal,
vale dizer, não esquecendo o elemento subjetivo. Se a postura interna do
agente é elaborar o falso para o estelionato, será diferente se a contrafação
destinar-se a ser a matriz para várias mis-en-scénes. Em outras palavras: na
primeira hipótese, o agente elabora projeto delituoso diferente do segundo caso. Naquele, incidiu na falsidade para tê-la como meio para investir
contra o patrimônio. No segundo, o falso é centro, a fim de derivarem
vários estelionatos. Este contém aquele, como explica BETTIOL, com a
clareza de sempre; ter-se-á relação de especialidade quando uma lei, por
necessidade lógica, contiver todos os elementos da lei geral, acrescentando
elemento especial. O segundo caso contém o primeiro, com uma diferença (circunstância especial): num, o falso se esgota com a ação; noutro, o
falso se mantém (normativamente) útil para outras ações”.

205

José Alves Paulino

Acompanho o voto do e. Relator, que reconheceu a extinção da punibilidade. Concedo a ordem.
CERTIDÃO
Certifico que a egrégia SEXTA TURMA, ao apreciar o processo
em epígrafe, em sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: prosseguindo-se no julgamento, após o voto-vista do Sr. Ministro
Luiz Vicente Cernicchiaro, a Turma, por unanimidade, concedeu a
ordem para trancar a ação penal, pela ocorrência da prescrição, nos
termos do voto do Sr. Ministro-Relator. Participaram do julgamento
os Srs. Ministros Anselmo Santiago, William Patterson, Luiz Vicente
Cernicchiaro e Vicente Leal.
O referido é verdade. Dou fé.
Brasília, 16 de dezembro de 1996.

Recurso Especial n.º 17.776-0/RS*
RELATOR: O EXMO. SR. MINISTRO FLAQUER SCARTEZZINI
RECORRENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
RECORRIDOS: RICHARD TSE E OUTROS
ADVOGADOS: ELOAR GUAZZELLI E OUTROS
ADVOGADOS: LUIZ CARLOS BETTIOL E OUTROS
SUST. ORAL: DR. WASHINGTON BOLIVAR DE BRITO (P/RECDO.)

EMENTA
RECURSO ESPECIAL. PENAL. SONEGAÇÃO FISCAL. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE.
O fato, por si só, de haver sido ajuizada ação anulatória de débito
fiscal, precedida de depósito judicial, não constitui óbice à procedibilidade da
ação penal por sonegação fiscal se os fatos, tal como descritos na denúncia,
revestem-se, em tese, de ilicitude penal.
Jurisprudência reiterada da Corte.
Recurso provido para que se prossiga na ação penal.

* In DJU de 20.3.1995, Seção 1.

206

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar provimento para cassar o acórdão e determinar o prosseguimento da ação. Votaram com o Relator os Ministros Assis Toledo,
Edson Vidigal, Jesus Costa Lima e José Dantas.
Brasília, 9 de novembro de 1994 (data do julgamento).
RELATÓRIO
O EXMO. SENHOR MINISTRO FLAQUER SCARTEZZINI:
Trata-se de Recurso Especial, com fulcro no art. 105, III, alíneas a e c, da
Constituição Federal, interposto pelo órgão do Ministério Público, de decisão proferida em habeas corpus, impetrado com o objetivo de trancamento de ação penal, por crime de sonegação fiscal e formação de quadrilha
ou bando, cuja e. Câmara de Férias Criminal do Tribunal de Alçada do
Rio Grande do Sul, por maioria, concedeu a ordem, restando, assim, ementado o r. acórdão (fls. 212):
“MINISTÉRIO PÚBLICO: PODER INVESTIGATÓRIO – PROMOTOR NATURAL. CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. CRIME
DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA OU BANDO.
A Constituição Federal, ao conferir ao Ministério Público a faculdade
de requisitar e de notificar, defere-lhe o poder de investigar, no qual aquelas funções se subsumem.
A unidade e a indivisibilidade, princípios institucionais que a Constituição Federal proclama como características do Ministério Público, impõe
que se empreste ao princípio constitucional da independência funcional o
entendimento de que o último não retirou do Procurador-Geral o poder de avocar procedimentos e de fazer designações especiais, desde que
observados os limites e as autorizações legais.
Não há justa causa para a ação penal pela prática do crime de sonegação fiscal enquanto for possível alterar, na esfera administrativa, o montante do tributo devido. Condição de procedibilidade decorrente do sistema jurídico em vigor.
Não se configura o crime de formação de quadrilha ou bando quando
as pessoas se associam para a prática de uma modalidade, apenas, de
crime, ainda que na forma continuada.
Voto vencido”.

207

José Alves Paulino

Alega o MP contrariedade ao art. 1.º, I e II, e art. 7.º, § 1.º, da
Lei n.º 4.729/65, que disciplina o crime fiscal e dá outras providências, e dissídio jurisprudencial, quanto ao julgamento da inexistência de justa causa para a ação penal pelo crime de sonegação fiscal.
Admitido o recurso somente pela letra c, subiram os autos e, nesta
Superior Instância, a douta Subprocuradoria-Geral da República opina
pelo provimento do recurso.
É o relatório.
VOTO
O EXMO. SENHOR MINISTRO FLAQUER SCARTEZZINI: Sr.
Presidente, fundamentou-se a decisão recorrida em entendimento do eminente Min. Aleomar Baleeiro, que prelecionava pela exigência do procedimento administrativo, cujo acórdão ficou assim ementado:
“MINISTÉRIO PÚBLICO: PODER INVESTIGATÓRIO – PROMOTOR NATURAL. CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. CRIME
DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA OU BANDO.
A Constituição Federal, ao conferir ao Ministério Público a faculdade
de requisitar e de notificar, defere-lhe o poder de investigar, no qual aquelas funções se subsumem.
A unidade e a indivisibilidade, princípios institucionais que a Constituição Federal proclama como características do Ministério Público, impõe
que se empreste ao princípio constitucional da independência funcional o
entendimento de que o último não retirou do Procurador-Geral o poder
de avocar procedimentos e de fazer designações especiais, desde que observados os limites e as autorizações legais.
Não há justa causa para a ação penal pela prática do crime de sonegação fiscal enquanto for possível alterar, na esfera administrativa, o montante do tributo devido. Condição de procedibilidade decorrente do sistema jurídico em vigor.
Não se configura o crime de formação de quadrilha ou bando quando
as pessoas se associam para a prática de uma modalidade, apenas, de
crime, ainda que na forma continuada”.

Resume-se, portanto, a quaestio na exigência ou não, de processo
administrativo-fiscal, como condição de procedibilidade, para a ação
penal por crime de sonegação fiscal, matéria esta posta no memorial
dos recorridos.
208

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais

Evidencia-se do entendimento esposado pelo eminente Ministro e
endossado pelo e. Tribunal de Alçada gaúcho, que o núcleo ensejador do
sobredito entendimento estava na regra do art. 2.º da Lei n.º 4.729/65,
que dispunha sobre extinção de punibilidade pelo pagamento antecipado
do tributo devido.
Conforme perfeitamente entendeu o Dr. Juiz Vice-Presidente do Tribunal de Alçada, no r. despacho que inadmitiu o recurso pela alínea a do
inciso III do art. 105 da Constituição em vigência, os arts. 1.º, incisos I e
II, e 7.º, § 1.º, da Lei n.º 4.729/65, não foram expressamente ventilados
na decisão recorrida, faltando-lhes o prequestionamento obrigatório determinado pelas Súmulas 282 e 356 da Colenda Suprema Corte, mas,
como prossegue o r. despacho, ainda que se admita o prequestionamento
implícito, a razoável interpretação adotada pelo v. acórdão faz incidir os
termos da Súmula n.º 400 do STF, e que, de qualquer forma, o recurso
não seria admitido pela alínea a do permissivo constitucional.
Apenas como informação, em 30 de dezembro último, sobreveio a
Lei n.º 8.383, que em seu art. 98 revogou de modo expresso aquela discriminante do art. 2.º da Lei n.º 4.729/65, inexistindo, atualmente, razão
lógica para se pretender existente o referido pressuposto processual. No
entanto, tal não pode ser levado em conta, pois não ventilada, a legislação citada, no v. acórdão guerreado.
Assim, não conheço do recurso pela letra a do artigo constitucional
invocado.
Por outro lado, a meu ver, a decisão recorrida deu entendimento diverso do que lhe atribui o e. Supremo Tribunal Federal, conforme acórdão trazido à colação pelo recorrente.
Assim é que, no compreender do eminente Ministro Xavier de Albuquerque, proferido no RHC n.º 55.984-4/PR, in DJU de 25.4.78:
“Crime de sonegação fiscal – Ação Penal.
A apuração do débito fiscal, na instância administrativa, não constitui condição de procedibilidade da ação penal, ou condição objetiva de punibilidade.
Jurisprudência do STF.
Recurso de habeas corpus não provido”.

No mesmo sentido, admitiu o extinto TFR, pelo acórdão proferido
pelo eminente Ministro José Dantas, na ACr n.º 8.148/RN, in DJU de
5.12.88, cuja ementa preconizava que: “não importa à tipificação da
sonegação fiscal a falta da prévia inscrição da dívida tributária”.
209

1991. Condição de procedibilidade. de resto. não elide a caracterização da figura típica. Se os fatos descritos na denúncia revestem-se. DJU de 17. FALTA DE JUSTA CAUSA. caso ela for encontrada. A ação penal por crime de sonegação fiscal não se subordina a prévio procedimento administrativo de apuração do débito tributário. III – Recurso improvido”. como também a reparação do dano. Tal orientação vem sendo mantida.8. sob investigação policial. TIPICIDADE OU ATIPICIDADE DE CONDUTA EM CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. não constitui condição de procedibilidade da ação penal. SONEGAÇÃO FISCAL. já na fase inicial deste e. na instância administrativa. nos demais crimes. é prematuro o trancamento do inquérito.José Alves Paulino Tal orientação manteve-se através dos tempos e.145/MT. Recurso improvido” (RHC n. DJU de 3. ainda. verbis: “PENAL.8. o depósito judicial da quantia alcançada para posterior discussão da exigência tributária em ação civil. porque depende de maior exame a suposta boa-fé dos indiciados.º 1. em tese. Rel. Superior Tribunal de Justiça.8. “PENAL. de ilicitude penal. não há falar em falta de justa causa para a ação penal. precedida de depósito judicial. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE. Reiterada orientação pretoriana. proferiu a seguinte ementa. o eminente Ministro Carlos Thibau. I – No crime de sonegação fiscal como.º 17766/RS. Costa Leite.92). Costa Leite. Min. Recurso conhecido e provido” (REsp n. Rel. Min.92). A apuração do débito fiscal. SONEGAÇÃO FISCAL.700/PR. CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. em decisão publicada no DJU de 19.º 1. PROCESSO PENAL. II – Encontrando-se os fatos. na instância 210 . sobre negar à exigência da apuração do débito tributário. Relator para acórdão do RHC n. que não pode ser presumida pelo só fato de haver sido por eles ajuizada ação anulatória de débito fiscal. haja vista as seguintes ementas: “PENAL. pelos diversos julgados mais recentes que neste e. “PENAL. Superior Tribunal se sucedem. O habeas corpus não é meio idôneo para o exame aprofundado da prova.

Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais administrativa. o que só é possível no desenrolar da actio poenale. INFRAÇÕES COMETIDAS ANTES DA DIPLOMAÇÃO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. da impossibilidade jurídica do crime de sonegação fiscal sem a intenção – dolo – do agente. Juiz Tourinho Neto.93). II – O trancamento da ação penal. o caráter condicional de procedibilidade da ação penal por sonegação fiscal” (RHC n. Min. em tese. Indiscutível. DJU de 11. que define os crimes de sonegação fiscal. INOCORRÊNCIA. só é possível. 105. DJU de 2. TRF/1.º 4. fato típico.5.92). FRAUDE. 2. DA LEX LEGUM. RECURSO DE HABEAS CORPUS. AÇÃO PENAL. 1. PROCESSO ADMINISTRATIVO. da ação penal por infração de sonegação fiscal. a condição de procedibilidade penal contra os recorrentes. José Dantas. APURAÇÃO DO DÉBITO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. Rel. caindo por terra suas teses de regularidade das operações fiscais. IV – A aferição da existência ou não de fraude adentra no meritum causae.93). I – Descrevendo a denúncia. Rel. já se perfilha o e. A Lei n. O ex-deputado federal não tem privilégio de foro.º 2. a apuração do débito tributário na instância administrativa. DJU de 19. Pedro Acioli. Min.º 1.729. CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. ART. não havendo dúvida quanto à participação dos denunciados.399/RS.8. FATO TÍPICO. prossegue-se com a ação penal.º 106087/RO. No mesmo sentido. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE. INCISO II.4. SONEGAÇÃO FISCAL. V – Recurso improvido” (RHC n. PROCESSUAL. HABEAS CORPUS. Rel.895/RS. não constitui condição de procedibilidade. assim. “PENAL. se o fato que lhe é imputado ocorreu quando ainda não era parlamentar. EX-DEPUTADO FEDERAL.ª R. nos casos de atipicidade dos fatos ou não-participação evidente dos denunciados. DESNECESSIDADE. COMPETÊNCIA. não estabelece como pressuposto da instauração da ação penal o prévio procedimento administrativo” (HC n. de 1965. III – Consoante reiterada orientação pretoriana. excepcionalmente. LETRA A. via habeas corpus. APURAÇÃO. conforme entendimento assim ementado: “PROCESSO PENAL. e da impossibilidade do crime sem crédito 211 .

ou administrativa. bem como por este Superior Tribunal de Justiça. ante a possibilidade de nele se alterar o montante do tributo devido. ou administrativa. configura crime. VOTO (VISTA) O EXMO. a figura típica descrita na denúncia. É o meu voto. consoante assinalou o em. na instância administrativa. Assim. MINISTRO EDSON VIDIGAL: Senhor Presidente. pelo que apresento o processo para que se retome o julgamento. desde que questões de ordem fiscal. como condição de procedibilidade para a ação penal por crime de sonegação fiscal – decorrência do sistema jurídico vigente. que o acórdão hostilizado. não conheço do recurso pela letra a. Por tais razões. assentou o entendimento de não ter procedência a exigência de prévia inscrição da dívida para viabilizar a ação penal por crime de sonegação fiscal. entretanto. seguindo a linha de raciocínio contida nos precedentes do Supremo Tribunal Federal. e que em tese. colacionados pelo recorrente. “questões de ordem fiscal. que pode ser instaurada caso se encontre. de início ressalto que o atraso no retorno deste recurso a julgamento se deu em razão de constantes pedidos. e assim lhe dou provimento para cassar o v. acórdão recorrido. A matéria já foi enfrentada nesta corte. que pode ser instaurada caso se encontre. haja vista que. temas estes que são postos no alentado memorial dos recorridos e que foram levados em consideração. Relator. mesmo esfumaçada. tem por obrigatório prévio e regular processo administrativo-fiscal. mas. pois demonstrado o inequívoco dissídio jurisprudencial com a orientação seguida pelo Supremo Tribunal Federal. em absoluto interferem na ação penal. no sentido de que: “A operação do débito fiscal. quanto ao tema central do recurso.José Alves Paulino tributário instituído. que em vários julgados. Aduz o recorrente. com apoio em jurisprudência superada do Supremo Tribunal Federal. SR. determinando o prosseguimento da ação penal instaurada. 247). O longo período que passou. manifestados pela defesa. não constitui condição de procedibilidade da ação penal. diverge da orientação que vem sendo firmada no Pretório Excelso. em absoluto interferem na ação penal. mas sim pela letra c. 212 . ou condição objetiva de punibilidade” (fl. não permite mais atender às solicitações dos réus. pessoais e expressos.

Rel. FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 213 . 105. O habeas corpus não é meio idôneo para o exame aprofundado da prova. I – Descrevendo a denúncia. de ilicitude penal. e que em tese. em tese. Dentre os precedentes da Corte. via habeas corpus. Min. FRAUDE. DA LEX LEGUM. Pedro Acioli. CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. V – Recurso improvido”. configura crime”. DJU de 3. APURAÇÃO. além de não existir norma legal que obrigue a prévia apuração do débito fiscal na instância administrativa. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE. Min. Rel. LETRA A. não há falar em falta de justa causa para a ação penal. SONEGAÇÃO FISCAL. FATO TÍPICO. prossegue-se com a ação penal. Rel. “RHC n. sobre negar à exigência da apuração do débito tributário. II – O trancamento da ação penal. fato típico.8. DJU de 2.º 2399 – RS. “RHC n. o caráter condicional de procedibilidade da ação penal por sonegação fiscal”. não havendo dúvida quanto à participação dos denunciados.93. PROCESSO PENAL. esta pode ser iniciada com a notícia-crime apurada no regular inquérito policial. Costa Leite. Reiterada orientação pretoriana. ART. APURAÇÃO DO DÉBITO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. PROCESSUAL. RSTJ – 39/253: PENAL.92: PENAL. só é possível excepcionalmente. destaco: “RHC – 1895 – RS. em tese. na instância administrativa. para se proceder à ação penal. IV – A aferição da existência ou não de fraude adentra no meritum causae. Com efeito. SONEGAÇÃO FISCAL. Condição de procedibilidade. não constitui condição de procedibilidade da ação penal por infração de sonegação fiscal a apuração do débito tributário na instância administrativa. INOCORRÊNCIA. Se os fatos descritos na denúncia revestem-se. Min.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais mesmo esfumaçada. José Dantas. III – Consoante reiterada orientação pretoriana. INCISO II. PENAL. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE. RECURSO DE HABEAS CORPUS.º 1700 – PR.8. a figura típica descrita na denúncia. nos casos de atipicidade dos fatos ou não-participação evidente dos denunciados. o que só é possível no desenrolar da actio poenale.

Jesus Costa Lima e José Dantas. I – No crime de sonegação fiscal como. MIN. 9 de novembro de 1994. em sessão realizada nesta data. o depósito judicial da quantia alcançada para posterior discussão da exigência tributária em ação civil. Dou fé. Recurso improvido”. CARLOS THIBAU RECORRENTE: CID VIEIRA DE SOUZA FILHO RECORRIDO: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1. TIPICIDADE OU ATIPICIDADE DE CONDUTA EM CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL. * In DJU de 19. também.José Alves Paulino A ação penal por crime de sonegação fiscal não se subordina a prévio procedimento administrativo de apuração do débito tributário. 214 . O referido é verdade. de resto.º 1. como.ª REGIÃO PACIENTES: CLOVIS GALANTE. dou provimento ao recurso. nos demais crimes. É o voto. SR. por unanimidade. proferiu a seguinte decisão: prosseguindo no julgamento. Edson Vidigal. CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA. Seção 1. caso ela seja encontrada. JOSÉ CÂNDIDO RELATOR P/ACÓRDÃO: O EXMO.145/MT* RELATOR ORIGINÁRIO: O EXMO. Votaram com o Relator os Ministros Assis Toledo. a reparação do dano. MIN. ao apreciar o processo em epígrafe. Assim. CLOVIS GALANTE FILHO E MANUEL CARLOS RODRIGUES GALANTE EMENTA PENAL. Brasília. nos termos do voto do eminente Relator. conheceu do recurso e lhe deu provimento para cassar o acórdão e determinar o prosseguimento da ação. não elide a caracterização da figura típica.1991. a Turma.8. SR. para que se dê prosseguimento à ação penal. Recurso de Habeas Corpus n.

3. prosseguindo-se no julgamento. Brasília-DF. sob investigação policial. 1). Em 25. que não pode ser presumida pelo só fato de haver sido por eles ajuizada ação anulatória de débito fiscal. empresa agropecuária que se habilitou. instaurado pelo Delegado de Polícia Estadual de Barra do Garças.A. III – Recurso improvido. em 1995. que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. por maioria. nos itens que o esclarecem: “1. vencido o Sr. requereu o advogado Cid Vieira de Souza Filho ordem de habeas corpus em favor de CLOVIS GALANTE.ª REGIÃO. ainda. CLOVIS GALANTE FILHO e MANOEL CARLOS RODRIGUES GALANTE. nos termos da legislação que os concede na área da SUDAM. O fato.A. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas. nos termos do Parecer DAP/DAI n.º 63/95 (doc. Ministro-Relator. na forma do relatório e notas taquigráficas constantes dos autos. como de lei. diretores da empresa agropecuária MATUKARY AGROPECUÁRIA S. Decide a SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. Custas. em tese. apontando como 215 . RELATÓRIO O EXMO. que deu origem ao alegado constrangimento do inquérito policial. Estado de Mato Grosso. sequer. negar provimento ao recurso.. através de seu Conselho Deliberativo. Estariam os pacientes sujeitos a indiciamento em inquérito policial.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais II – Encontrando-se os fatos. é prematuro o trancamento do inquérito. Os pacientes são diretores da Matukary Agropecuária S. 2. por absoluta atipicidade. 18 de junho de 1991 (data do julgamento).89. à obtenção de incentivos fiscais. a MATUKARY solicitou à SUDAM o cancelamento dos benefícios fiscais e financeiros que lhe foram concedidos. SR. brasileiros.7. residentes em São Paulo. porque depende de maior exame a suposta boa-fé dos indiciados. em 19 de dezembro de 1985. por fato que não configura crime. casados. MINISTRO JOSÉ CÂNDIDO: Perante o TRIBUNAL REGIONAL ESTADUAL DA 1. O projeto foi aprovado pela SUDAM. está assim descrito na inicial. precedida de depósito judicial. empresários.

promoveu perante o MM. todavia. dezoito mil. com significativa redução dos recursos fiscais disponíveis (doc.Lei n. 5/6) (fls. a SUDAM solicitou da requerente. mesmo porque entendia que era descabida a pretensão da SUDAM.º 2. maxime considerando-se o posicionamento do então Tribunal Federal de Recursos quanto à matéria. 3-4). devidamente corrigida. informa o impetrante que. a desfavorável conjuntura do setor da economia em que os acionistas atuam. deixar clara e nítida a sua idoneidade financeira.525/76’ (cfr. a MATUKARY.José Alves Paulino causa impeditiva.º 004/90.º 124. Assim. 5. não obstante o ajuizamento da ação ordinária de anulação e do depósito da quantia reclamada.) Não se aplicará.. diante de tais considerações. o pagamento. cento e oitenta e quatro cruzados novos e três centavos).90. 14 do citado Regulamento. Não concordando com o caráter intimidativo daquele ofício. Posteriormente. para a implantação de seu projeto.) considerando que a beneficiária. através do Ofício n. o Superintendente da SUDAM. Juízo Federal da 4. Roberto Pinheiro Klein.018. aprovado pela Resolução CONDEL/SUDAM n. 4). o Conselho Deliberativo da SUDAM. na qual concluiu: ‘(. 4. 6. (. em reunião de 30. motivos esses pela SUDAM julgados pertinentes. homologando o cancelamento do projeto (doc. em devolução. para eliminar qualquer dúvida ou suspeita de que pretendesse auferir vantagens indevidas e.º 750/69) (doc.º do art.. com o depósito integral da importância pleiteada pela SUDAM (doc. em expediente dirigido a esta autarquia. expõe os motivos determinantes da formalização de sua desistência quanto à implantação do empreendimento.. 7. no item 10.89. Adiante. 18 do Dec.. 1). ao mesmo tempo. a sanção prevista na alínea b do § 3. ao grupo empresarial. de 2. 3). solicitou a SUDAM instauração de inquérito policial contra os 216 . no valor de NCr$1. embora tivesse julgado procedentes os motivos de desistência..) omissis (.ª Vara de Belém ação ordinária anulatória. adotou na íntegra a mencionada proposição. e conseqüente processo pela prática de crime equiparado ao de sonegação fiscal (art.1. submeteu ao Conselho Deliberativo daquela entidade a proposição de n. sob pena de execução fiscal e instauração de inquérito policial.).03 (um milhão. Ao se manifestar sobre o pedido de cancelamento. 2. responsável pelo projeto..184. da quantia aplicada. doc.11.

solicitando fosse determinada a suspensão do indiciamento. ao examinar o pedido. determinou o prosseguimento das diligências. ouvido o MPF. até posterior decisão. no parecer da lavra do Procurador De Boni. onde residem. Girava a preliminar em torno de saber se o Juiz de Cuiabá era a autoridade coatora. S. O comportamento do Juiz está descrito no item 14.A. vieram às fls. conheceu do pedido e. em que o ilustre Juiz contesta a assertiva do impetrante de que teria.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais responsáveis pela empresa. tendo S. em preliminar. Ameaçados de indiciamento por precatória. por unanimidade. “tacitamente”. se limitado a encaminhar o 217 . os ora pacientes. solicitando a suspensão provisória de indiciamento dos diretores da Matukary Agropecuária S. e tendo em vista a inexistência de crime de sonegação fiscal. depois de reiteradas. omitindo-se. limitou-se a encaminhar o petitório ao Dr. daí por que a competência desse egrégio Tribunal”. para examinar as provas apresentadas. tacitamente. fatalmente levariam a autoridade policial a estancar o investigatório. denegou a ordem (fls. expedida à Polícia Federal de São Paulo. para. por maioria. Exa. pedido. Concedida a liminar. com arquivamento dos autos. conforme o pedido (despacho à fl. determinado o prosseguimento das diligências policiais (fls. 60-63. Quarta Turma do Tribunal Regional Federal. relatando-o e encaminhando-o à Justiça. consistentes de uma série de indagações. se procedentes. As informações. das quais destaco este parágrafo. peticionou a empresa ao Juiz Federal de Cuiabá. nestes termos: “Entretanto. Ao contrário. data venia. Delegado. determinar o arquivamento. A eg. na Delegacia de Polícia Federal de Barra do Garças.. ‘para exame e tomada de rumo das investigações’. 93-100). Exa. A petição dirigida ao Juiz Federal em Cuiabá. as quais. está às fls. Delegado Federal que preside o inquérito. a proferir qualquer decisão para cessar a ilegalidade noticiada. e isso não me dá o direito de figurar como coator”.. Servi apenas de ‘malote’ ao competente advogado. 68). 81-86. como notou a douta Subprocuradoria-Geral da República. no mérito. 84): “O que fiz foi tão-somente encaminhar a petição ao Sr.

a absoluta ausência de justa causa para instauração do inquérito policial”. Para o vogal Nelson Gomes da Silva. na hipótese. tendo o Juiz impetrado como autoridade coatora. não pediu informações à autoridade. à autoridade policial”. assumiu o procedimento da autoridade policial. por achar que a matéria de fato é controvertida (fls. assim. do Delegado de Polícia Federal de Barra do Garças. entendendo não ter o Juiz de Cuiabá praticado qualquer ato. o segundo vogal. 98). não lhe cabendo. que “espelha perplexidade e contradição”. Os dois outros componentes da Turma. e o juiz lavou as mãos. não tomou conhecimento de coisa alguma e remeteu a petição. A Subprocuradoria-Geral da República. não conheceu do pedido de habeas corpus. O constrangimento partiria. não emanaria do juízo coator que nenhum ato praticou – e isto tudo está dito na ementa – como dar-se por competente o Tribunal Regional Federal?”. A Juíza Eliana Calmon foi contundente: “Na hipótese dos autos. divergiram. 99). No mérito. O ilustre Juiz-Relator. servindo apenas de “malote”. os pacientes. VOTO O EXMO. prevalecendo o entendimento de que a matéria de fato. a Juíza Eliana. quanto a seu mérito propriamente dito. O Relator. daí a sugestão para remessa dos autos à autoridade impetrada. a ordem foi denegada unanimemente. ou seja. denegou a ordem de habeas corpus. ao devolver a matéria para o delegado. assim. por perceber a ocorrência de infração. na hipótese de sua existência. pondo em destaque inexistir “qualquer fundamentação para a denegação do writ. Recurso às fls. no entanto. tendo-se como impetrado o Delegado de Polícia Federal de Barra do Garças”. 103-111. e o terceiro vogal. 218 . aliás. a ele endereçada. 99). MINISTRO JOSÉ CÂNDIDO (RELATOR): O egrégio TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1. “competente para a espécie. achando prematura a impugnação em causa (fls. 98). segundo eles. como ele próprio se denominou. o Juiz. a ilegitimidade passiva do Juiz.ª REGIÃO. é controvertida. É o relatório.José Alves Paulino pedido ao Delegado de Polícia. interferir no inquérito. SR. por unanimidade. indaga: “se o constrangimento. depois de transcrever a ementa do acórdão. não sendo adequada a via mandamental para trancar a ação penal (fl. em tese (fls. através de seu advogado tomaram a atitude de denunciar um irregular inquérito. Afastou.

como alega o PARECER.809/84.A.º 5.7. cento e oitenta e quatro cruzados novos e três centavos).º 15/84 e conseqüente Resolução n. 92. de 31 de maio de 1984 (cópias anexas). Não tenho dúvida em reconhecer a competência do Tribunal a quo. foram cancelados os benefícios fiscais e financeiros concedidos à MATUKARY AGROPECUÁRIA S. correspondentes. porquanto ficou claro haver o Juízo Federal deixado de apreciar. empresa dirigida pelos pacientes. dirigida à SUDAM.º 222/89). com a causa da 219 . dirigida pelo Superintendente da SUDAM. Estado de Mato Grosso.º 5. de 8 de dezembro de 1989. dezoito mil. requerendo o cancelamento de benefícios fiscais e financeiros. de acordo com as cópias anexas. mostre alguma contradição. em janeiro/1990.56 BTN. de acordo com os documentos ora encaminhados.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Essa foi a decisão da Turma. desde que deva prevalecer o texto do acórdão. pelo que deve ser recolhido ao Departamento Financeiro desta Autarquia. com a abertura de inquérito na Delegacia de Polícia Federal de Barra do Garças.. de fls.969.915. do egrégio Conselho Deliberativo da SUDAM. do Colegiado da SUDAM. promulgada pela Resolução n. da Secretaria Executiva. ao Presidente da MATUKARY AGROPECUÁRIA S.018. à quantia de NCz$1.º 6. de 30 de novembro de 1989. pouco importando que a Ementa do acórdão. em virtude de irregularidades constatadas na última fiscalização realizada pela equipe técnica da SUDAM. ROBERTO PINHEIRO KLEIN. e correspondência datada de 25. 101. em função das quais foi procedido o cálculo respectivo. Na correspondência.03 (um milhão. por Vossa Senhoria. pela Proposição n. no início de 1969 (Parecer DAC/DAI n. 13-4. O referido cancelamento foi proposto ao Conselho Deliberativo. promulgada com base na Proposição n.º 124. de 14 de maio de 1984. oriundos dos recursos de incentivos fiscais liberados e devidamente corrigidos.. o constrangimento imposto aos pacientes. localizada no Município de Santa Terezinha. no prazo de 30 (trinta) dias. de fl. Irrelevante a falha da EMENTA. que ao final conclui pela incompetência do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL para julgar a impetração. modificada. 115-116.184. até de ofício. ficou dito o seguinte: “Comunico a Vosso Senhoria que através da Resolução n.855.A. Esse montante é proveniente dos critérios estabelecidos pela Proposição n. indicando a desfavorável conjuntura do setor da economia em que os acionistas atuam. de fls. a contar do recebimento deste. em parte.º 78.89.

propiciando o não-atingimento dos objetivos propostos. 59 e seus parágrafos do Regulamento para concessão de incentivos fiscais.º 756/69. Art.º 2. de 11 de agosto de 1969”. ensejará à SUDAM a propositura da ação de execução fiscal.865 do Conselho Deliberativo. comunico que o não-recolhimento da citada quantia. de 14 de julho de 1965. no prazo prefixado. Com essa advertência. O inquérito policial foi instaurado. em desacordo com o projeto aprovado. com vistas à instauração de inquérito policial.). antes mencionada. tudo isso em decorrência da Resolução n. que consideraram injustificável. ingressando perante o JUÍZO FEDERAL DA 4.º 756/69. apontados na Proposição n.º 4.525/76. a aplicação pela empresa beneficiária em 220 . 18. onde todos os aspectos jurídicos que envolvem o contrato firmado entre as partes foram levados ao exame da Justiça. 17 e 18 do Decreto-Lei n. ficou constatado que o empreendimento não teve sua implantação iniciada no prazo e na forma prevista no art. que expressamente dispõem: “Art. Verificado que os recursos liberados pela SUDAM. com uma AÇÃO ORDINÁRIA ANULATÓRIA contra a SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA – SUDAM. bem como o fornecimento dos elementos indispensáveis ao representante do Ministério Público Federal. Equipara-se a crime de sonegação fiscal. pela prática de crime equiparado ao de sonegação fiscal previsto no art. 18 do Decreto-Lei n. aprovado pela Resolução CONDEL/SUDAM n. Na oportunidade. 17. uma vez que várias cláusulas foram contestadas pela empresa. Com isso. em conseqüência do que ficou a SUDAM autorizada a adotar as medidas previstas nos arts..José Alves Paulino redução considerável do volume de recursos dos incentivos fiscais disponíveis para a execução que lhe competia.. estão sendo aplicados pela empresa beneficiária. observada a Lei n. via Departamento de Polícia Federal e conseqüente processo. como se viu da correspondência da autarquia.º 756. 17 e 18 do DecretoLei n.729. oriundos das deduções do Imposto de Renda.º 6.º 124/69. poderá a SUDAM tomar as seguintes providências: (. por força de suposta violação aos arts.ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARÁ. os pacientes procuraram prevenir os seus direitos. para cobrança do principal e demais consectários legais.

está afastada a má-fé dos recorrentes. ajuizava ação ordinária anulatória.90. se estes foram aplicados de acordo com o projeto” (fl. inviabilizando o projeto. Com estes fundamentos. em se desdobrando a ação ordinária anulatória. 32). em 29. elimina o dolo que se lhe pretende atribuir. desde que. que foram levados ao Juízo civil temas que se relacionam com o problema fiscal. recolhidas ao Banco da Amazônia S. 221 .. de que trata a vestibular. não há. fatos sejam apurados que revelem má-fé dos representantes da empresa. dou provimento ao recurso para trancar o inquérito policial. através da resolução. tais como o atraso na liberação dos recursos financiados. Ali os pacientes alegam a existência de causas impeditivas da realização do pactuado. Observa-se.A. de 2. ao caso. Não há. em meu entender.90. de plano. de fl. se necessário oportunamente. parecendo-me que a questão não ultrapassa os limites do ajuste contratual. 17 e 18 do Decreto-Lei n. 29). se a empresa logo depois de receber a carta. argumentam que não houve aplicação indevida dos recursos recebidos. a justificar o procedimento penal. sem qualquer previsão legal (fl. não se podendo aplicar. não vejo razão para abertura de inquérito policial. e outras que precisam ser avaliadas.560/69. desde que várias irregularidades ainda devem ser apuradas.1. até agora controvertidos e que precisam de definição. A presença do depósito judicial está a prevenir o dano que possa ser debitado aos supostos devedores. é difícil poder-se apurar a responsabilidade penal dos pacientes. que são debitadas à autarquia. das parcelas do Imposto de Renda e adicionais não-restituíveis. Além disso.1. 23). não se pode atribuir responsabilidade aos pacientes. e liberadas pela SUDAM” (fl. os arts.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais desacordo com o projeto aprovado. Com estas afirmações. É o meu voto. Isso. crime no procedimento dos indigitados diretores da empresa. 37) da importância supostamente sonegada. Ora. de logo. sem prejuízo de outro. como prova de depósito judicial (doc. faltando-lhe o dolo. da ação ordinária. na cópia da inicial juntada aos autos. um direito de a ré reaver o valor dos incentivos. a verdade é que. Agora é que não vejo como justificá-lo.º 7. até agora. inclusive a cobrança de correção monetária. É possível que. E conclui a inicial. que: “Pelas normas examinadas. da autarquia. Ainda que se possa afirmar que estejam presentes os elementos objetivos do crime de sonegação.

No âmbito. para conceder a ordem.91). a regra do art. por maioria.. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro-Relator.8. Ministros Costa Leite. SR. Vicente Cernicchiaro. se for o caso. Ministro William Patterson. Com efeito. tal como o eminente Ministro Carlos Thibau. (18. 93 do CPP. 222 . peço licença ao ilustre Relator para acompanhar a divergência. do inquérito policial. a TURMA. não devidamente esclarecidos nesses autos. deverá ser observada. MINISTRO CARLOS THIBAU: Sr. ainda. Sua Excelência deu provimento ao recurso. Se instaurada a ação penal. suspendendo-se. VOTO-VISTA O SENHOR MINISTRO COSTA LEITE: Para rememorar a espécie. não elidem a caracterização da figura típica. obviamente. negou provimento ao recurso. Os Srs. Os fatos em apuração são penalmente relevantes. William Patterson votaram com o Sr. Assim sendo. peço vênia ao Relator para discordar de S. DECISÃO Prosseguindo-se no julgamento. não podendo a ação proposta no Juízo cível interferir na persecução criminal. Nego provimento ao recurso. Presidente.José Alves Paulino VOTO O EXMO. a meu ver. o curso do processo. porque parece-me que essa atipicidade de conduta é uma questão que depende de maior exame dos fatos. nestes termos: (lê). Ministro Carlos Thibau. sendo que a ação ordinária e o depósito para garantir o Juízo. por si sós. entendo prematuro trancar-se a possibilidade de um maior exame da questão. não diviso constrangimento ilegal no prosseguimento do inquérito. se porventura ela for encontrada. vencido o Sr. leio o relatório lançado nos autos pelo eminente Ministro José Cândido: (lê). Exa. Senhor Presidente. Votando.

em que são partes as acima indicadas. 223 . por unanimidade de votos. 5 – Manutenção da r. * In DJU de 20. a condenação dos acusados deve fundar-se em prova inequívoca da conduta delitiva a eles imputada.ª Região.047268-0/SP* APELANTE: JUSTIÇA PÚBLICA APELADO: MARCOS ANTÔNIO GUIMARÃES PEREIRA APELADO: REINALDO FERNANDES ADVOGADO: WILSON JOSÉ IORI RELATORA: DESEMBARGADORA FEDERAL SYLVIA STEINER EMENTA PENAL – NÃO-RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS – ELEMENTO SUBJETIVO – NÃO-COMPROVAÇÃO – ÔNUS DA PROVA. 19 de setembro de 2000 (data do julgamento).2000. nos termos do voto da Desembargadora Federal Relatora. em negar provimento ao recurso. 153-157. ACÓRDÃO Vistos. assim como a garantia do juízo exeqüente. Seção 2.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Apelação Criminal n.12. São Paulo. 2 – Cabe à acusação demonstrar a presença inequívoca dos elementos constitutivos do tipo Penal. No processo penal. 3 – À vista do princípio da verdade real que informa o processo penal.03. RELATÓRIO Trata-se de Apelação Criminal interposta pelo i. relatados e discutidos estes autos. a dúvida acerca da existência de qualquer fato deve sempre favorecer o acusado.º 97. IMPROVIMENTO DO RECURSO. 1 – O pedido de parcelamento do débito. além da Ação de Consignação para pagamento do referido parcelamento descaracterizam o dolo necessário à configuração da conduta delitiva. sob pena de se concluir atípica a conduta imputada aos acusados. ACORDAM os Desembargadores Federais da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3. sentença constante de fls. sentença. representante do Ministério Público Federal contra a r. 4 – Milita em favor dos acusados o princípio do in dubio pro reo.

Regularmente processado o feito.. 2. na forma das razões constantes de fls. pois. da ausência de dolo na conduta dos acusados. 113-114). deixaram de repassar aos cofres da Previdência Social. ao crime de apropriação indébita. denunciados como incursos nos arts. tendo sido parte do débito executado judicialmente com garantia. c. para a sua consumação. 84). referente à NFLD constante de fl. Argumenta o apelante que para a ocorrência do delito basta que o agente proceda ao desconto das quantias devidas à Previdência Social e não efetue o recolhimento aos cofres da autarquia. de penhora. julgando improcedente a denúncia. razão pela qual pugna pela reforma da r. letra d. às épocas devidas. que os acusados. decisão absolutória.137/90 e no art. não se equiparando.º. ao fundamento. no período compreendido entre janeiro de 1991 e dezembro de 1993. discutindo-se o montante das contribuições devidas. adveio a r. 23-29. lavrada aos 31 de janeiro de 1994. inciso II. Às fls. 160-165. 7-8). ambos da Lei n.º 8. documentos juntados pelos réus indicam a existência de Execução Fiscal da dívida e ação em consignação em pagamento ainda em curso. correspondente a 29. nos quais figura os nomes dos acusados como sócios representantes da empresa.515. causando prejuízo à autarquia no valor de Cr$5. 224 . Contra a r. Contra-razões pela manutenção do decisum às fls. e parte objeto de pedido de parcelamento. ao contrário do entendimento expendido na sentença. havendo ação de consignação de pagamento em curso.919.94 (fl.429. Narra a denúncia. recebida aos 24. 95. 115-122. 9. na qualidade de dirigentes da empresa Tuboac Indústria e Comércio de Tubos de Ferro Ltda.c. as contribuições previdenciárias descontadas dos salários dos empregados.212/91. da Lei n. bem como o Contrato Social de Constituição da Sociedade (fls. decisão insurge-se o Ministério Público Federal. 21-22) e Alterações Contratuais (fls. o art.10.José Alves Paulino que. sentença absolutória. ao argumento de que o delito em tela constitui tipo omissivo que. não exige a inversão do título da posse.00 (cinco milhões. 11. eis que a empresa vivenciou dificuldades financeiras. absolveu Marcos Antônio Guimarães Pereira e Reinaldo Fernandes. 171-174. quinhentos e quinze mil novecentos e dezenove cruzeiros).º 8. Juntados aos autos o Relatório Fiscal (fl.19 Ufirs.

trago a colaboração do i. nem poderia ser diferente. É o relatório. d. sob o título “Breves consideraçõe sobre o não-recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas dos empregados”. publicado na revista Lex/58.. a prática da conduta descrita no tipo do art. Ricardo Nahat. deixaram de recolher aos cofres públicos. 95. O recurso não merece provimento. 71 do C.. se os tipos penais transcritos estivessem 225 . 95. a hipótese dos autos não configura o delito de apropriação indébita. com a condenação dos réus.212/91. na época própria. art. porque. Para tanto. 9-17. Juiz Federal do Estado do Rio Grande do Sul. cumpre diferenciar as condutas típicas da apropriação indébita e do não-recolhimento de contribuições previdenciárias previsto no art. 95. ‘é punida com a pena (. VOTO DESEMBARGADORA FEDERAL SYLVIA STEINER (RELATORA): Sustenta o Apelante que o delito previsto no art.)’) Aliás. Celso Kipper. A equiparação existente na legislação anterior à Lei n.. pela clareza e oportunidade. in verbis: “A primeira constatação que se impõe da leitura da legislação passada e presente sobre a matéria é a de que em nenhum momento o delito de falta de recolhimento das quantias descontadas dos salários dos empregados a título de contribuição previdenciária configurou o crime de apropriação indébita. magistrado a quo. p. em brilhante artigo. com a devida venia do i.c. 168 do Código Penal.)’.212/91. descontadas dos salários dos empregados. Assim sendo.º 8. Penal. d.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Parecer da lavra do i. as contribuições previdenciárias. da Lei n.º 8.º 8. sócios-gerentes da empresa Tuboac Indústria e Comércio de Tubos de Ferro Ltda. bastando para a sua configuração deixar de recolher. letra d.º 8.. representante ministerial Dr.212/91 constitui crime omissivo. Dr. Pede a reforma da sentença. Desde logo.. a exigir para a sua consumação. no prazo legal as contribuições previdenciárias descontadas dos salários dos empregados. Em primeiro lugar. opina pelo provimento do recurso para condenar os apelados às penas cominadas na Lei n. Narra a exordial que os acusados. c. art. da Lei n.137/90 entre o delito em questão e o de apropriação indébita foi determinada apenas para o efeito da pena (‘Será punida com as penas (.

e da nãoequiparação ao crime de apropriação indébita.. é a de que não se exige para a consumação do primeiro o animus rem sibi habendi. A fase final consiste na omissão (propriamente dita) do recolhimento aos cofres públicos das quantias arrecadadas (descontadas). visto que se configura com a omissão (a falta de recolhimento.). as condutas descritas nos artigos transcritos são substancialmente diferentes da conduta estipulada no art. 168 do Código Penal. 168 do Código Penal. o sujeito ativo do delito deixa de praticar uma ação que a norma penal determina. crime de apropriação (. O delito em exame. com a deliberada intenção de não-restituir. descumpre. a ação inicial configura-se com a arrecadação dos segurados das contribuições devidas à Seguridade Social. na época própria da contribuição devida à Previdência e arrecadada de terceiros não é.). própria da acepção do vocábulo apropria-se elemento integrativo do tipo penal do segundo delito. portanto. em delito omissivo próprio. O crime de não-recolhimento. pois apresenta uma conduta positiva inicial. Em segundo lugar. trata-se de crime omissivo próprio cometido com uma ação inicial (também denominado de conduta mista). Mais precisamente. A primeira conseqüência da estrutura omissiva do tipo do delito de não-recolhimento das contribuições arrecadadas dos segurados.. No caso. Com efeito. um dever legal que emana da própria norma incriminadora (Coelho. bastaria verificar diretamente a presença dos requisitos necessários à configuração da apropriação indébita nos casos de falta de recolhimento de contribuições previdenciárias. 226 . Os crimes omissivos podem ser próprios ou impróprios.José Alves Paulino subsumidos no art. tornando-se incompatível qualquer equiparação dos elementos dos delitos. é e sempre foi omissivo. ou seja. 1991:85). O delito de não-recolhimento das contribuições arrecadadas dos segurados constitui-se. assim. ao contrário. pois consiste na prática de um fato que a norma penal proíbe (apropriar-se de coisa alheia móvel de que tem a posse ou a detenção). não há equiparação possível entre os dois delitos no tocante às condutas descritas nos tipos penais. visto que a omissão está configurada no verbo nuclear do tipo penal (deixar). mas se consuma com a omissão. o crime de apropriação indébita é comissivo. pois.. Sendo estruturalmente diferentes os tipos de apropriação indébita e do crime de não-recolhimento das contribuições arrecadadas dos segurados. a abstenção da conduta devida é a base central da incriminação (Coelho. não teriam razão de existir. Nos primeiros (omissivos próprios). 1991:77).. deixar de recolher) de um fato que a norma penal ordem (. o propósito de inverter o título da posse passando a possuir a coisa como se fosse sua. efetivada com o desconto de tais quantias dos salários dos empregados.

A r. consistente na intenção de descontar do salário dos empregados as quantias referidas e de deixar de repassá-las à Seguridade Social”. os réus. remanescendo dúvidas acerca da culpabilidade dos acusados. além de pedido de parcelamento do débito e ajuizamento de Ação de Consignação em Pagamento. 95. relata que. ao serem interrogados aduzem que a empresa passou por grandes dificuldades financeiras.94. (. Verifica-se.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Havendo o desconto dos empregados das quantias relativas à contribuição previdenciária.) No presente caso. descaracterizam o dolo necessário à configuração da conduta delitiva. ausente o elemento subjetivo. com razão observa que “vêm os pretórios distinguindo a apropriação dolosa das contribuições previdenciárias da simples mora ou impossibilidade de seu recolhimento.94 e o pedido de parcelamento do débito ocorreu em 5. Afirmam que parte do débito apurado está sendo executado judicialmente. conquanto comprovada nos autos a materialidade e autoria delitivas.212/91. ainda que não permitisse a extinção da punibilidade. sentença.10. onde está sendo feito o pagamento. assim como a garantia do Juízo exeqüente. tenho que a simples existência da dívida é insuficiente à caracterização do delito em questão. e a posterior omissão no seu recolhimento aos cofres da Seguridade Social. consoante noticiado às fls. garantia da dívida. Por outro lado. ao prestar depoimento. que o fiscal de contribuições. evidencia que não tinham os acusados a intenção de não-recolher os valores descontados a título de contribuições sociais. d. ‘deixou no depoente a idéia de que a empresa estava passando por dificuldades financeiras’. 115-117 dos autos. sem que seja preciso investigar. consuma-se o delito. Verifico que a denúncia foi recebida em 24. no animus do agente. pois. 115-117 noticiam a existência de execução fiscal com penhora de bens para. Os documentos de fls. necessário à configuração do delito previsto no art. Tal fato. o pedido de parcelamento do débito. Com efeito. enquanto a outra parte é objeto de um pedido de parcelamento. ao examinar a documentação apresentada.4. em sua Fundamentação. em face dos notórios efeitos do chamado ‘Plano Collor’.. a intenção de restituir ou não as quantias descontadas O dolo necessário é o genérico. além da Ação de Consignação para pagamento do referido parcelamento. 227 .º 8. bem como não constatou qualquer fraude na sua contabilidade”. por si só. restando. da Lei n. outrossim..

sem o que incabível a condenação pretendida no recurso em exame. bem como das circunstâncias que causam o aumento de pena (qualificadoras. No processo penal. etc. pois esta é de antemão presumida e a dúvida o favorece. tenho por não demonstrado o elemento subjetivo necessário à configuração do delito. Nesse passo. (. Sobre o assunto. etc. o renomado mestre Julio Fabbrini Mirabete. Pelo consagrado princípio. bem como das circunstâncias que impliquem diminuição de pena (atenuantes. o pedido de parcelamento e. na feliz definição do renomado Moacir Amaral Santos. sendo certo que não se desincumbiu a acusação da inteira comprovação dos fatos narrados na peça vestibular. que os créditos do INSS estão garantidos em sede de execução fiscal. in Prova judiciária no civil e comercial. à vista do princípio da verdade real que informa o processo penal. Ainda sobre o tema. somando-se as dificuldades financeiras indicadas. julgado. com razão o r. 435. 228 . p. milita em favor dos acusados o princípio do in dubio pro reo. Ademais. com a inexistência de fraude na escrituração contábil. in Processo Penal.José Alves Paulino Assim. a dúvida acerca da existência de qualquer fato deve sempre favorecer o acusado. ao acusado cabe a prova das causas excludentes da antijuridicidade. no âmbito do processo penal. 254. p. Além disso.). Tal conclusão resulta do aprofundado exame dos elementos probatórios coligidos.) ou concessão de benefícios penais. postulado fundamental informador do nosso ordenamento jurídico. da culpabilidade e da punibilidade. ed. não está o réu obrigado a fornecer provas de sua inocência. agravantes. haveria a condenação dos acusados de fundar-se em prova inequívoca da conduta delitiva. prevalece o princípio de que cabe à acusação demonstrar a presença inequívoca dos elementos constitutivos do tipo penal.) Compete ao acusador também a prova dos elementos subjetivos do crime”. oferecida a denúncia ou queixa cabe ao acusador a prova do fato e da autoria. a eles imputada.. “A presunção de inocência importa na dispensa do encargo do ônus da prova para quem a tem a seu favor”. voltado à preocupação humanística da aferição da responsabilidade criminal. 2.. causas privilegiadoras. assim preleciona: “No processo penal condenatório. bem como a noticiada pendência judicial sobre os valores devidos pelos acusados. ainda. Atlas. pois..

não leva necessariamente à procedência da acusação “porque o ônus da prova para a defesa é um ônus imperfeito. PEIXOTO JÚNIOR e JUIZ CONV. p.. ao apreciar os autos do processo em epígrafe. levara à absolvição pelo princípio in dubio pro reo”. julgado que concluiu pela improcedência da ação. que são as elementares do tipo e a autoria do delito. Atlas. Apelação improvida” (TRF. nego provimento ao recurso e mantenho integralmente a r. Refere-se a lei genericamente aos casos em que. É como voto.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Mais uma vez. Saraiva. MANOEL ÁLVARES. in Código de Processo Penal interpretado. u. vale lembrar Julio Fabbrini Mirabete.. inseparável o r. Todavia. Juíza Ramza Tartuce. 3. Assim. não comprovada a intenção deliberada e maliciosa de fraudar os cofres públicos. negou provimento ao recurso. Assim.03. em sessão realizada nesta data. em virtude do princípio in dubio pro reo. ed. 229 .. Vicente Grecco Filho.ª Reg. 182). 1. v.. À acusação incumbe provar o fato constitutivo de sua pretensão ou de seu direito. p. ÔNUS DA PROVA. 1991.03322-8. Nesse mesmo sentido: “PENAL PROCESSO PENAL. É certo que cabe também ao réu produzir a contraprova às acusações que lhe foram imputadas. 2. é cabível quando houver dúvida quanto à existência de uma causa excludente da ilicitude ou culpabilidade alegadas e que. ACr n.. o não-cumprimento de tal ônus. por unanimidade. Não restando tal fato evidenciado. excluídas todas as hipóteses anteriores. DOU de 12/95).. embora não comprovadas. CERTIDÃO Certifico que a egrégia Segunda Turma. 497. milita em favor do acusado o principio in dubio pro reo. sentença de primeiro grau. que leva à absolvição no caso de dúvida quanto à procedência da imputação” (in Manual de processo penal. proferiu a seguinte decisão: A Segunda Turma. 5. FED. Ante o exposto. Rel.) deve ser absolvido o réu se ‘não existir prova suficiente para a condenação’. 3. não pode ser a ação julgada procedente por falta de provas indispensáveis à condenação. ou diminuído.ª T. 5.º 91. Votaram os(as) DES. para quem “(.

ALEGAÇÕES DE NULIDADE E INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE FALTA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL. Ministra ELLEN GRACIE.10. COM ESSAS E OUTRAS ALEGAÇÕES: COMPETÊNCIA.º 80. 11 DA LEI N.797-6/SP* RELATOR: MIN.1990. HC n. 11. também desta Corte. por isso. 11. Min.º 1897-3. “Saber se as operações estavam ou não acobertadas pelo Convênio ICMS 36/92 e pelo RICMS é questão de fato.º 227. A denúncia. 4.1999. RHC n. DJU de 3. HC n.º 8. p. Primeira Turma. Min. oferecida por Promotor de Justiça da Capital. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA: ICMS: SONEGAÇÃO FISCAL. ventiladas somente na impetração perante esta Corte. julgamento a 15. deve ser dirimida pelo juiz da causa”. Segunda Turma. CARLOS VELLOSO. que ultrapassa os limites de writ e. 3. p. As demais alegações.98. DJU de 25. DENÚNCIA OFERECIDA POR PROMOTOR DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO E RATIFICADA PELO PROMOTOR DE JUSTIÇA DE SANTO ANDRÉ. mas não impede o exercício da ação penal pelo Ministério Público. 2. SYDNEY SANCHES PACIENTE: ANTÔNIO APARECIDO MIRANDA IMPETRANTES: ROGÉRIO BORGES DE CASTRO E OUTROS COATOR: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. Primeira Turma. 5. que tem melhores condições para apreciá-las.2001. Seção 1.258.5. Min. MOREIRA ALVES. Informativo STF n.764. Rel. DE 27. Ementário 1961-2. 83 da Lei n. Rel. como salientou o Ministério Público. se for o caso. HABEAS CORPUS. Rel.430/96 é norma dirigida aos agentes fazendários. regulamente designado. DJU de 6.711. foi ratificada pelo competente Promotor de Justiça de Santo André e assim recebida pelo Juiz da comarca.12. Ementário n. É pacífica a jurisprudência desta Corte.º 9. * In DJU de 11. Nesse sentido: Plenário.137. E preenche os requisitos do art.º grau.98. primeiramente.º 80.9. ao juízo de 1. NÉRI DA SILVEIRA. ART. 1. IMPUTADO TAMBÉM A CONTADOR DA EMPRESA. no sentido de que o art. Rel. Ementário 1924.2.2001.º 77.º 1.9. ficando. 230 .º 77. devem ser submetidas. sujeita sua decisão ao controle do Tribunal de Justiça. do Superior Tribunal de Justiça e. depois.José Alves Paulino Habeas Corpus n.571. ADInMC n. 41 do Código de Processo Penal.

RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO SYDNEY SANCHES (RELATOR): 1. MINISTRO EDSON VIDIGAL: Denunciado como incurso nas penas da Lei n. em parte. nessa parte. Brasília. mas. estaria suprimindo as instâncias próprias. por fim. 828-836. em parte. HC conhecido.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Se esta o fizesse. relatados e discutidos estes autos. na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas. veio esta novo mandamus. já que os fatos mencionados na denúncia ainda estavam sendo investigados na esfera administrativa. jamais exerceu cargo de gestão. uma vez que. indeferido. aponta-se ofensa ao princípio do promotor natural. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA. Em face do indeferimento do pedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. o acórdão impugnado (do Superior Tribunal de Justiça) e os demais elementos do processo (fl. por entender incabível a ratificação de denúncia oferecida por membro do Ministério Público que não poderia atuar nos autos e. item 3. ACÓRDÃO Vistos. inclusive): “1. nos crimes contra a ordem tributária. Sustenta-se aqui que. 7 de agosto de 2001.137/90. Aproveito o relatório do acórdão do HC n. O ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. 6.c. art. do pedido de habeas corpus. por unanimidade de votos. art. acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal. a fl. mas. SR. item 1. em substituição ao Recurso ordinário cabível. em conhecer. Código Penal. agora.º 8. 816): ‘O EXMO. c. Antônio Aparecido Miranda teve impetrado em seu favor pedido de habeas corpus. na qualidade de contador. afirma-se a ilegitimidade passiva do paciente. tratando-se de 231 . por sua Primeira Turma. conhecendo de questões a elas não submetidas. o exaurimento da esfera administrativa constitui-se em condição de procedibilidade para a ação penal.612/SP. 71. nessa parte. assim resumiu a impetração.º 13. 11. 830. no parecer de fls. 828. julgado e delegado pela colenda Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (fl. pugnando pelo trancamento da ação penal. o indeferir.

ª Vara Criminal.º da Portaria n. 382 respectivamente). 2. Informações prestadas às fls. g) a empresa aderiu ao REFIS em 25.ª Vara Criminal de Santo André.2000”. local dos fatos. 574-669. f) a empresa pagou o débito antes do oferecimento da denúncia. da 2. TRIBUTÁRIO. 232 . É esta a ementa do acórdão do referido HC n.José Alves Paulino mero empregado. por conseguinte. O exaurimento da instância administrativa não é condição de procedibilidade para a ação penal (Lei n. nomeado especialmente para atuação nos delitos de sonegação fiscal. LEI N. representa bis in idem em relação aos fatos apurados no Inquérito n. o que extinguiu a punibilidade. NÃO-OCORRÊNCIA. Ressalva da posição contrária do Relator. conforme Convênio ICMS n.º 9. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE. Pedido indeferido’.9.º 9. Relatei’. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.º 1.º 9. 2. A ratificação pelo promotor oficiante da denúncia ofertada por promotor de outra comarca não ofende o princípio do promotor natural. 83). porquanto a denúncia foi oferecida por promotor da Capital. Habeas corpus conhecido. e) a Ação Penal n. 815): ‘PROCESSUAL PENAL. ser responsabilizado criminalmente pelos atos da empresa.º 23/97 da Coordenação da Administração Tributária). O Ministério Público Federal é pelo indeferimento do pedido (fls. 3. operações essas sujeitas à base de cálculo zero. 1. regido pela CLT. d) atipicidade. que está preventa. 5. FALTA DE JUSTA CAUSA.430/96 e art. b) ofensa ao princípio do promotor natural. não podendo.430/96. 83 da Lei n. art. sendo mero empregado. 3. e não por promotor da Comarca de Santo André. distribuído à 1. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL.º 13. não tendo nenhuma participação nos fatos narrados na denúncia.º 36/92 e RICMS (cláusula terceira e art.430/96. c) o paciente não é administrador da empresa autuada. tendo em vista que as operações de que trata a denúncia referem-se tão-somente à remessa de mercadorias entre a matriz da empresa em Uberaba e as filiais de Santo André e Osasco. Alega a impetração: a) não pode ser instaurada a ação penal enquanto não decidida definitivamente na esfera administrativa a exigência fiscal (art.277/99.612/SP (fl.º 526/98. 671-675).

710. inclusive): “4.31 de ICMS equivalente a 93. 646. nessa parte.325/0006-03. 830. VOTO O SENHOR MINISTRO SYDNEY SANCHES (RELATOR): 1. agindo como mandatário de Pierfrancesco para obter lucro indevido para a empresa do mandante.A. loja 1.939. PIERPRANCESCO OLIVARI.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2. item 8. a fl. item 8.95. 836. Santo André/SP agindo continuadamente e por meio de sua pessoa jurídica. É este o teor do parecer do Ministério Público Federal. deixou de lançar no livro Registro de Apuração valores correspondentes a ICMS devido por substituição tributária. consistente na omissão de operações e na inserção de elementos inexatos em livro fiscal e por deixado de fornecer nota fiscal relativa a venda efetivamente realizada e pela emissão de documento fiscal em desacordo com a legislação. mediante fraude à fiscalização tributária. suprimiram R$450. 233 . qualificado à fl. com sede a Estrada do Pedroso. ficando encarregado da parte contábil o segundo denunciado Antônio Aparecido.4. opinou o douto representante do Ministério Público Federal pelo conhecimento parcial do pedido e. aplicou alíquotas de 12% em operações cuja alíquota era de 18%. item 4. Segundo apurado o primeiro denunciado Pierfrancesco. o primeiro Diretor Superintendente e o segundo contador e representante legal da empresa SIPCAM AGRO S. na qualidade de Diretor Presidente da Sipcam nomeou bastantes procuradores as pessoas arroladas na procuração de fl. Antônio Aparecido. Em seguida.12.939. CGC 51. no período de 30. item 4.425 ufeps. É o relatório.. 90 e ANTÔNIO APARECIDO MIRANDA. creditou-se indevidamente de ICMS destacado a maior em documentos fiscais relativos à entradas de mercadorias e deixou de emitir notas fiscais relativas à vendas suprimindo R$450. 830. emitiu notas fiscais relativas a operações não tributáveis considerando-as como tributáveis. Narra a denúncia (fls. 90. pelo indeferimento (fl. 90. qualificado à fl.31 de ICMS que deveria recolher aos cofres públicos. 564-566): ‘Consta do incluso inquérito policial que. inclusive). a fl. 836. nas partes dedicadas à fundamentação e conclusão (fl.93 a 31.

c.940-3/3 da 2. a Sipcam deixou de emitir e fornecer notas fiscais obrigatórias relativas a vendas de mercadorias a clientes diversos.10.º 8.137/90 e c.95. As saídas foram constadas a partir do confronto entre as notas fiscais de entrada lançadas no livro Registro de Entrada da Sipcam. 234 . valendo observar que quando da autuação não havia qualquer estoque no estabelecimento. concorre para os crimes definidos nesta lei. o art. o art. 247-248.º. não declinados pela empresa.137/90 que: ‘Quem de qualquer modo. de fl. incide nas penas a este cominadas. Pelo exposto. e Citrocultores de São Paulo e outras empresas com a última nota fiscal de venda emitida pela Spicam. 11 da Lei n. AgroMilho. denuncio-os como incursos no art. 614-617): ‘Diz o art. As infrações são da mesma espécie e era razão da similitude espacial.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – Rel.José Alves Paulino Estas infrações estão discriminadas nos itens 1 a 8 do AIIM. Cafeic. LS Guaira. assim como por ocasião do retorno do produto já industrializado. 50 (arts.º 036728. 8. 5. de número 27367. c. n. inclusive por meio de pessoa jurídica. Penal e requeiro que RA esta. suprimindo R$190. da Lei n. Lê-se no acórdão do HC n.12.º e 11.º 311.922. a testemunha abaixo: 1 – BERILLO MATOS DE ALMEIDA.c. cujas notas fiscais não foram apresentadas ao Fisco. no valor de R$1. 1. Des. arroladas no demonstrativo de fls.95.10. temporal e modal.75.º 8. sejam eles citados para a ação penal e interrogatório inquirindo-se. Coop. Urupes. de emissão de Multisafra. datada de 20.137/90). Agrometa. Egydio de Carvalho (fls.95. na medida de sua culpabilidade’. 1. 71 do C.060. É a chamada co-autoria e a definição jurídica está devidamente capitulada na inicial de fls. gfr. fl.º 8. ambos da Lei n. A versão fornecida pela Spicam segundo a qual as mercadorias podem ter saído para industrialização não arrefece a acusação fiscoministerial na medida em que nas saídas para tal fim também é obrigatória a emissão de nota fiscal.95 a 27. V. Não obstante a pluralidade de infrações fisco-penais porque prescritas as elencadas nos itens 1 a 5 e 7 a 9. a seguir. as subseqüentes devem ser havidas como continuação das primeiras. 209’. No período compreendido entre 23. a acusação se limitará aos ilícitos fisco-penais constantes do item 6 do AIIM.681. Steio. 11.

salvo se a lei diferentemente dispusesse.. o próprio paciente ouvido à fl.) ficando encarregado da parte contábil o segundo denunciado Antônio Aparecido e agindo como mandatário (. 41 do Código de Processo Penal. etc. Pode o procedimento investigatório ser instaurado independentemente de impugnação na esfera administrativa... ampla defesa em obediência aos princípios constitucionais do amplo contraditório. segundo a exordial. O que impede considerar em sede de concurso é se houve adesão intencional ao autor em cometer o delito’ (in Leis penais e sua interpretação jurisprudencial. o paciente agindo como mandatário emitiu notas fiscais relativas a operações tributáveis considerando-as como não tributáveis. p. não se podendo a priori. deixou de lançar no Livro Registro de Apuração. o paciente não é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da ação penal. suprimiram (. 80-83. assinou diversos autos de autuações de multas fiscais. desde que seu concurso tenha sido efetivo e se enquadre nas regras das disposições legais de regência.. Alberto Silva Franco e outros). Ainda. responsável pelos departamentos fiscal. 77. propiciando-lhe a futuro. v. entre outras. (. 235 .. apta nos termos do art. 2. a denúncia precisa com clareza a conduta atípica com que se houve o paciente. definindo com presteza e robustez os fatos. ‘Temos para nós. 142 afirmou expressamente que exerce a função de controler. excluir o terceiro. figurando como um dos responsáveis pela empresa.. ou seja. As esferas penais e administrativa são autônomas. 185-187) para figurar como um dos peritos na realização do laudo de avaliação do passivo e ativo da empresa e às fls. valores correspondentes a ICMS destacados à maior em documentos fiscais relativos e devidos por substituição tributária. Assim.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais E a denúncia ainda articula os fatos: Antônio Aparecido Miranda como contador e representante legal da empresa Sipcam agindo continuamente e por meio de sua pessoa jurídica.. 2102. Saraiva. foi nomeado pela Ata da Assembléia Geral extraordinária realizada aos 25 de janeiro de 1997 (fls.). Destarte. 48-50. fls. 6.). 57-60. nos termos da previsão legal do concurso de agentes que qualquer pessoa pode ser co-partícipe em crime contra a ordem tributária. Tem-se decidido que: ‘As sanções penais e administrativas são autônomas em face do que. ed. Aldir Passarinho – RT 611-229). não é possível pretender-se que a aplicação de uma satisfaça a outra’ (STF – RE – Rel. custos e orçamentos. aplicou alíquotas de 12% em operações cujas alíquotas eram de 18%. E além do mais.

º 8. c. daí resultando que os componentes do ofício podem substituir-se uns aos outros no exercício das funções comuns’ (obra citada p. Inteligência da Lei n. em função da unidade e não da singularidade de seus membros. da Lei n. Lei Orgânica Nacional do Ministério Público.137/90 quando prescreve que..º 4.º 4. exercendo cada um suas tarefas para cumprir sua missão. da Constituição Federal. posteriormente remetida à Comarca de Santo André. citado no referido parecer. Entendimento de que o ilícito penal ainda não estaria caracterizado.º. o espírito da lei de 236 . § 1.º. o art. Não ocorreu eventual violação ao princípio da personalização da responsabilidade criminal. condicionada à prévia definição do real valor do débito tributário do contribuinte. a qual foi recebida pela Douta Autoridade imperada. posto que interligados os princípios da unidade e indivisibilidade que regem o Ministério Público’. denúncia de fls. posto que este último membro do Parquet tinha atribuição para propor a questionada ação penal nos termos do art.729/65. Inadmissibilidade. a prévia investigação policial’ (RT 673-345). ‘o fato da denúncia haver sido oferecida pelo 84. No ilícito penal relativo à sonegação fiscal existe autonomia das instâncias civil e penal não ficando esta. que: ‘pelo princípio da unidade se entende que o Ministério Público é um só órgão sob uma mesma direção. exercendo a mesma função. aonde fora distribuída à Segunda Vara Criminal.º 8.José Alves Paulino ‘Sonegação fiscal – Pretendido o trancamento de inquérito policial sob a alegação de que o valor da dívida tributária ainda está sendo contestada através de recursos junto a Tribunal de Impostos e Taxas do Estado. Promotor de Justiça desta última ratificado a peça acusatória. 11 da Lei n. ‘quem de qualquer modo concorre’. Age.625/93. Claro está. 127. Tanto assim é que o art. Autonomia da responsabilidade civil e criminal.729/65 determina que o procedimento criminal pode ser instaurado pelo Ministério Público com base em elementos comprobatórios da infração dispensado até. não viola o princípio do Promotor natural. cujas razões de decidir ora se adota. Consoante o judicioso parecer do Douto Procurador de Justiça oficiante. parágrafo único. pelo princípio da indivisibilidade. disseminados por comarcas e juizados integram e compõem o mesmo órgão. 1. 312).c. 7. sem que se perca o sentido da unidade. portanto. o paciente e co-réu respondem aos delitos de sonegação fiscal também de acordo com o art. E é do escólio de Júlio Fabbrini Mirabete.º da Lei n. pois como expresso na r. os membros do Ministério Público podem ser substituídos uns pelos outros sempre na forma prevista em lei.º Promotor de Justiça da capital. Todos os seus representantes. tendo então o Dr.

A denúncia. Se houve ou não sonegação de tributos a r. 8.º 9. A denúncia narra suficientemente os fatos ilícitos atribuídos ao paciente.137/90. por isso. 83 da Lei n. Acolho esse parecer. vedado o exame da prova com profundidade. 6. em tese. Com efeito. Por estas breves considerações. A denúncia é apta. sentença afinal irá acolher a tese que maior força probante tiver nos autos. sob pena de supressão de instâncias. outrossim. constitucionalmente investido da titularidade da ação penal. denega-se a ordem impetrada’.º 9. de qualquer modo.31. foi suprimido. de extinção da punibilidade pelo pagamento do débito. nessa parte. mas não impede o exercício da ação penal pelo Ministério Público.430/96 e seus regulamentos não impedem a atuação do Ministério Público. consistentes em elementos tirados do procedimento administrativo. Saber se as operações estavam ou não acobertadas pelo Convênio ICMS n.º 36/92 e pelo RICMS é questão de fato. 237 . O tributo. As questões referentes à duplicidade de inquéritos. esclarece a conduta do paciente. de autoria coletiva. e não será no restrito âmago do habeas corpus. é pacífica a jurisprudência desta Corte. que irá se trancar a ação penal ou inquérito policial instaurado contra o paciente. ser indeferida”. sonegado. Não há ilegalidade no fato de um promotor da capital ter sido designado para o oferecimento da denúncia. opino pelo conhecimento parcial da ordem para. com apoio em elementos coligidos durante a elaboração do inquérito policial. o pedido não comporta conhecimento. 83 da Lei n.430/96 é norma dirigida aos agentes fazendários. no sentido de que o art. razão por que. 3. expresso nos autos de infrações. 7. cuja conduta causou à Fazenda estadual um prejuízo de R$450. Isso posto. E trata-se de crime societário. deve ser dirimida pelo juiz da causa. sendo que.939. Existe a fumaça do bom direito. Como se vê. o pedido é improcedente. bem como sobre as conseqüências penais da adesão ao REFIS. Não foi consagrada a chamada responsabilidade subjetiva. nesse ponto. a inicial foi ratificada pelo promotor com atuação perante o juiz da ação penal.º 8.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais responsabilizar criminalmente todos aqueles que dirigindo ou gerenciando a pessoa jurídica concorram de qualquer forma para a prática dos delitos definidos na Lei n. não foram objeto dos habeas corpus dirigidos ao Tribunal de Justiça e ao Superior Tribunal de Justiça. O art. que ultrapassa os limites do writ e. de inobservância da prevenção. 2.

5. o indeferiu. nessa parte. Presidência do Ministro Moreira Alves. também desta Corte. Rel. Rel. 4.º 36/92 e pelo RICMS é questão de fato.764. MOREIRA ALVES. o parecer do Ministério Público Federal. Rel. que tem melhores condições para apreciá-las. Compareceu à Sessão o Ministro Celso de Mello a fim de retirar de pauta processos a ele vinculados. por isso. 11. conheço. 11. p. RHC n.º 77.98. Ementário n.2.571. devem ser submetidas.2001.258. Min. Min.9. NÉRI DA SILVEIRA.º e 509) e assim recebida pelo Juiz da comarca (fl.º 227.2001.José Alves Paulino Nesse sentido: Plenário. estaria suprimindo as instâncias próprias.º 1. acolhendo. ELLEN GRACIE.º grau. “Saber se as operações estavam ou não acobertadas pelo Convênio ICMS n. sujeita sua decisão ao controle do Tribunal de Justiça. depois. Presentes à Sessão os Ministros Sydney Sanches. Sepúlveda Pertence e a Ministra Ellen Gracie.º grau e menos ainda ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ao Superior Tribunal de Justiça.711. primeiramente. Min. do Superior Tribunal de Justiça e. 5. HC n. 8. DJU de 3. 570). CARLOS VELLOSO. conhecendo de questões sequer submetidas ao 1. do pedido e. 1. DJU de 25.º 80.8. 7.98. ADInMC n. DECISÃO A Turma conheceu.1999. justificadamente. em parte. oferecida por Promotor de Justiça da Capital. integralmente. ficando. do pedido de habeas corpus mas. agora. 564-566. em parte. Primeira Turma.º 77. 41 do Código de Processo Penal.ª Turma. foi ratificada pelo competente Promotor de Justiça de Santo André (fls. Também as demais alegações. ao juízo de 1.º 1897-3. Min. Rel.9. Se esta o fizesse. Informativo STF n. DJU de 6. o Ministro Ilmar Galvão. Dr. Subprocurador-Geral da República. Unânime. Primeira Turma. julgamento a 15. 568v. 7. se for o caso. nessa parte. regularmente designado. como salientou o Ministério Público. p. 238 . Edson Oliveira de Almeida. Ementário 1961-2. o indefiro. Ementário 1924. que ultrapassa os limites de writ. E a denúncia preenche os requisitos do art. Isto posto. e. deve ser dirimida pelo juiz da causa”. 6. A denúncia. HC n. Ausente. somente ventiladas perante esta Corte. Segunda Turma.

ª Região. Rio de Janeiro. I – A jurisprudência tem afirmado reiteradamente que para haver tipicidade na apropriação indébita.ª VARA/RJ PACIENTE: PAULO BOUCAULT JUDICE ADVOGADO: CLEMENTE HUNGRIA E OUTRO EMENTA PROCESSUAL CIVIL – HABEAS CORPUS – AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL. II – Ordem de habeas corpus concedida. conceder a ordem. 30 de setembro de 1997 (data do julgamento). relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas. como de lei.02. 239 . por unanimidade. ACÓRDÃO Vistos.05532-6/RJ* RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL CHALU BARBOSA IMPETRANTE: CLEMENTE HUNGRIA E OUTRO IMPETRADO: JUÍZO FEDERAL DA 25. objetivando o trancamento da ação penal na qual o paciente foi denunciado pela comissão da conduta prevista * In DJU de 2. nos termos do relatório e voto constantes dos autos. Seção 2. é necessário que o agente tenha a posse ou detenção da coisa alheia que lhe foi entregue pelo lesado. Custas.12. A impontualidade numa contraprestação nada tem a haver com o referido crime.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Habeas Corpus n.º 97. que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. não há justa causa para a ação penal. A obrigatoriedade dos recolhimentos previdenciários situa a dívida no âmbito das obrigações civis e infração tributária não é crime. Inexistente o crime apontado. Decide a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2.1997. A simples mora em restituir não é apropriação. RELATÓRIO Trata-se de ordem de habeas corpus impetrada por Clemente Hungria e outro a favor de Paulo Boucault Judice.

º da Lei n. No que se refere à extinção da punibilidade. Além disso. refere o d. É o relatório. o ajuizamento de duas ações penais em juízos diversos com fundamento na mesma conduta. 75-77) opina pelo deferimento da ordem postulada face a inegável extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo devido anteriormente ao recebimento da denúncia. inexistindo qualquer das hipóteses do art. a jurisprudência tem afirmado reiteradamente que para haver tipicidade na apropriação indébita. inexistente o crime apontado. não há justa causa para a ação penal e concedo o HC. é necessário que o agente tenha a posse ou detenção da coisa alheia que lhe foi entregue pelo lesado. A impontualidade numa contraprestação nada tem a ver com o referido crime. d. A obrigatoriedade dos recolhimentos previdenciários situa a dívida no âmbito das obrigações civis. é de rigor o seu recebimento. por preencher a denúncia todos os requisitos do art. 43 do mesmo diploma. 58 a 61. VOTO Todas as ações penais são substitutivas de ações de cobrança. o juízo impetrado disse que. com o que estaria extinta a punibilidade do paciente. ainda. Impugna. 240 . A simples mora em restituir não é apropriação.José Alves Paulino no art. com base na definição atribuída pela peça ao crime em questão – “apropriação indébita”. e §§ 1. inépcia da denúncia. 95. 41 do Código de Processo Penal. por fim. Em informações de fls. Por isso a jurisprudência tende a considerar de menor gravidade o delito quando a contribuição é recolhida antes da denúncia. Alega o impetrante que o débito em questão foi pago anteriormente ao ajuizamento da ação.º e 3. Enfim infração tributária não é crime.º 8. a acarretar o trancamento da ação penal. ficando claro que a simples existência da dívida não caracteriza o delito. Por isso.212/91 (ausência de recolhimento de contribuição social retida dos empregados na fonte). tendo o juízo providenciado o oficiamento do INSS com o intuito de apurar o alegado. O MPF (fls. 61). juízo que não consta dos autos nenhum elemento a comprovar o pagamento do débito anteriormente ao recebimento da denúncia (fl. Aduz. ao argumento de inépcia da denúncia e ausência de justa causa para a persecução.

por unanimidade. * In DJU de 16. IMPÕE-SE O TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.º. 241 . inexistente efetivamente justa causa para a instauração do processo penal.1999. conceder a ordem.33103-1/RJ* RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL FREDERICO GUEIROS IMPETRANTE: ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO IMPETRADO: JUÍZO FEDERAL DA 13. e por isso. Seção 2. concedo a ordem. Habeas Corpus n.º 98. DA LEI N.3. Decide a egrégia Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 2. que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. É como voto. II – ORDEM CONCEDIDA. Custas. nos termos do relatório e voto constantes dos autos.02. 21 de outubro de 1998 (data do julgamento).ª Região. PORQUANTO A EXISTÊNCIA DO DÉBITO É ELEMENTAR DO DELITO DE SONEGAÇÃO FISCAL – INEXISTINDO O TIPO PENAL EM FACE DA INEXISTÊNCIA DO DÉBITO FISCAL. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas.137/90 – FALTA DE JUSTA CAUSA – TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL UMA VEZ QUE A PEÇA INAUGURAL DA AÇÃO PENAL TEVE POR BASE AUTO DE INFRAÇÃO DECLARADO SEM EFEITO EM SEDE ADMINISTRATIVA. I. como de lei. 1.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Assim sendo.ª VARA/RJ PACIENTE: CARLOS AUGUSTO DE SOUZA QUEIROZ PACIENTE: JOSÉ SOTO MARTINEZ ADVOGADO: ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA EMENTA I – PENAL – HABEAS CORPUS – SONEGAÇÃO FISCAL – ART. Rio de Janeiro. NÃO HÁ COMO SE FALAR EM CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA DEFINIDO NO DISPOSITIVO LEGAL MENCIONADO.º 8.

órgão colegiado de segundo grau. em sede liminar. tanto no âmbito da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro. 1. conforme se observa às fls.º 8. Os Impetrantes trouxeram os documentos de fls. elemento inexato nas suas declarações ao Fisco. que. foram os ora Pacientes denunciados. da insubsistência do referido auto de infração. como no Primeiro Conselho de Contribuintes. 37-41. a suspensão do processo em vista da proximidade da data do interrogatório e. que originou a empresa Rio de Janeiro Refrescos Ltda. como incursos nas penas do art. foi recebida a peça inaugural relativamente a eles. em sede administrativa.137/90. 35-54. véspera de Ano-Novo. em infundadas e ilegais presunções quanto à apontada simulação. do que resultou a declaração da inexistência de débito tributário. em caráter definitivo. Conquanto tenha sido reconhecida a inexistência do débito tributário. 35-314. sendo impetrado o Juizo Federal da 13.José Alves Paulino RELATÓRIO Trata-se de habeas corpus. ou seja. sócios das empresas Rio de Janeiro Refrescos S.º. porque teriam reduzido tributo e contribuições sociais mediante a simulação de um contrato de dação em pagamento antedatado. II e III. em favor de Carlos Augusto de Souza Queiroz e José Soto Martinez. da autuação fiscal sofrida pela empresa em dezembro de 1995 – que deu origem a sete processos administrativos e uma representação para efeitos penais –. impetrado por Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Outro. assim.ª Vara/RJ. – posteriormente incorporadas pelo grupo chileno Andina Participações. o trancamento da ação penal. objetivando. descreve a simulação e fornece os motivos para que a mesma fosse engendrada. por sua vez. e rejeitada em relação ao empresário Moshe Boruchi Sendacz. inclusive indicando valores. e Distribuidora de Bebidas Itaoca Ltda. inserindo.A. da Lei n. daí o apontado constrangimento ilegal a ser corrigido pela presente via. apenas. estando a cópia da denúncia às fls. Aponta a referida peça que a denúncia baseou-se. ao argumento da atipicidade do fato e da ausência do corpo de delito a ensejar a deflagração da ação penal. Alegam os Impetrantes que a denúncia teria descrito o fato como ocorrido em um sábado. como se em tal data as pessoas 242 . Aduzem os Impetrantes que recorreram. DOS FATOS Revela a inicial que os ora Pacientes. – foram denunciados.

º 8. destacando o enunciado da Súmula n. vigora o princípio do in dubio pro societate.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais fossem obrigadas a ficar confinadas em casa para não cometer erros na virada do calendário.º 9. a efetiva supressão ou redução do imposto é elementar do crime em questão. 83 da Lei n. Contudo. confirma-se a tese de que a existência do 243 .º 9. que prevê a extinção da punibilidade para o devedor fiscal que saldou seu débito antes do recebimento da denúncia. Aduzem. e.137/90. 34 da Lei n. conquanto sejam as esferas administrativa e penal independentes. não poderia ser eximente da responsabilidade dos Imputados. que no ato de recebimento da denúncia a autoridade coatora utilizou-se de expressões genéricas tais como: no momento da propositura da ação penal. porque considerava-se a falta do interesse de agir – não de condição de procedibilidade para a propositura da ação – do Ministério Público Federal. ainda.430/96.º 9.430/96 – cuja constitucionalidade foi afirmada pelo e. já se pronunciava a ausência de justa causa para instaurar o procedimento penal em face da incerteza acerca da existência do débito. ainda.º 9. Além do mais. com o advento da Lei n. no caso dos autos. ao argumento de que.º 609 do e. bem como entendeu que a afirmação da autoridade tributária no sentido de que a compensação de prejuízos fiscais não discrepa do que determina o ordenamento legal. e do art. e de acordo com a lei acima referida. logrando êxito. Concluem os Impetrantes que mesmo que a alegada simulação tivesse ocorrido. Admitindo-se que o art. 83 da Lei n.249/95. de que salvo comprovada a prática de ato fraudulento. Indagam os Impetrantes o que dizer quanto à presente hipótese. antes da vigência da Lei n. de 87 milhões. não há como opor restrições aos negócios jurídicos efetuados.430/96. STF. DO DIREITO Apontam os Impetrantes a atipicidade do fato. a empresa autuada continuaria a nada dever ao Fisco. os empresários optaram pela impugnação do débito na via administrativa. em que foi reconhecida administrativamente a inexistência do débito? A contrariedade a tal tese poderia levar à aplicação do art. STF – não impõe uma condição de procedibilidade ao oferecimento da ação. bem como que a totalidade do débito apurado pela fiscalização – de aproximadamente 120 milhões de reais – está em contradição com o patrimônio líquido da empresa.

VOTO (DEGRAVADO) Como visto no relatório.ª VARA/RJ. foi declarado sem efeito. Muitas vezes. simplesmente. mas. Tratar-se-ia. 21 (petição inicial) dos autos acórdão de minha lavra. pedi informações e coloquei o feito em mesa para julgamento. a hipótese é de habeas corpus impetrado por ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO em favor de CARLOS AUGUSTO DE SOUZA QUEIROZ e JOSÉ SOTO MARTINEZ. proferido quando do julgamento do HC n. condição de procedibilidade da ação penal. Informações prestadas às fls.José Alves Paulino débito é elementar do delito de sonegação fiscal. neste caso. Afinal.º 96. a afirmação do Fisco de que o contribuinte nada deve fazer desaparecer a materialidade delitiva. às fls. Nesta esteira. pois. ainda. Vinha eu entendendo que a apuração do débito fiscal em sede administrativa constituía. em certos casos. opinando pela denegação da ordem.38001-2/RJ. O segundo argumento trazido pelos Impetrantes é o da ausência de materialidade delitiva. O Ministério Público Federal. Corte. não deferi a liminar. sendo impetrado o JUÍZO FEDERAL DA 13. o Fisco nada poderia receber. No presente caso. ao argumento da atipicidade do fato e da ausência do corpo de delito a ensejar a deflagração da ação penal. Com base nesse entendimento. em caráter definitivo. repise-se. cuja ementa tem o seguinte teor: 244 . É o relatório. com assento nesta e. 337-347. nada devem os Pacientes. 323-334. manifestou-se. ou seja. os Impetrantes invocaram à fl. em sede liminar. ou. suspendo o processo para não haver interrogatório. condição objetiva de punibilidade. apenas.02. e mesmo que quisessem pagar. uma vez que a peça inaugural da ação penal teve por base. o auto de infração. Nesta esteira. objetivando. Reportam-se eles à jurisprudência existente acerca da matéria. que. Em mesa. a falta de elementos de convicção suficientes a conferir credibilidade à denúncia. de fato atípico. a suspensão do processo em vista da proximidade da data do interrogatório e. o que não ocorre na hipótese dos autos. postulam os Impetrantes o trancamento da ação penal por falta de justa causa. o trancamento da ação penal.

há de ser compreendido nos limites de competência do Poder Executivo.430/1996. se quiser. 2 – Ordem concedida para tratar a ação penal – O Ministério Público Federal poderá ofertar nova denúncia.º 9. pode o MP proceder às averiguações cabíveis.12. I. para tanto. 129.137/1990. Recentemente. I. neste caso. 18.571-1/DF. verbis: “Dispondo o art. ut art. Decerto. nem a isso conduz a inteligência de regra legis impugnada ao definir disciplina para os 245 .º 8.º e 2. merece realce. dos meios de prova a que tiver acesso. conhecimento de atos criminosos na ordem tributária não fica impedido de agir desde logo. Dela não cuida o dispositivo imediatamente.º. da Lei n. Prevê. sobre a representação fiscal. à evidência não se poderia obstar por norma legal. 83 da Lei n. pela Suprema Corte. requisitando também diligências investigatórias e instauração de inquérito policial (CF.137/90 – Trancamento de ação penal – Nos crimes contra a ordem administrativa é necessário o exaurimento da via administrativa antes da propositura de ação penal – O oferecimento da denúncia antes do desfecho do processo fiscal caracteriza a falta de interesse de agir do Ministério Público – O contribuinte tem o direito de ter regularmente apurada a existência e determinado o valor do tributo antes de denúncia. 1. que. rege atos da administração fazendária. 1.n. requisitando informações e documentos para instruir seus procedimentos administrativos preparatórios de ação penal (CF. a teor do art. VIII) o que. Bem de entender.º da Lei n. previstos nos arts. acerca de delitos contra a ordem tributária.96) (g. relativa ao art. assim. da Constituição no que concerne à propositura da ação penal. porém. 129.). “após proferida decisão final. exercitar o seu direito de extinguir a punibilidade pelo pagamento.º 8. VI). para que possa. Excerto do voto do Min. art.430/1996. na esfera administrativa. 83 da Lei n. ficou resolvida a questão das atribuições do Ministério Público na investigação de crimes tributários e no oferecimento de denúncia. da Lei Magna da República. Néri da Silveira. I.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais “I – Penal – Habeas corpus – Sonegação Fiscal – Art. o momento em que as autoridades competentes dessa área da Administração Federal deverão encaminhar ao Ministério Público Federal os expedientes contendo notitia criminis. quando do julgamento da ADIn n. que a representação fiscal seja feita. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente”. desde que verificada em definitivo. É de observar. ademais. tomando o MPF pelos mais diversificados meios de sua ação.º 1. 129. art. Estipula-se. o que significa dizer. utilizando-se para isso. 129. para promover a ação penal pública.° 9. é que a norma não coarcta a ação do Ministério Público Federal. a existência da relação jurídico-tributária” (J. desse modo.

430/1996. na pesquisa da verdade.02. 127. E DE OUTRO. NO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL. sem antes concluir o processo administrativo-fiscal. 129. 83 da Lei n. DE UM LADO. com a propositura da ação correspondente”.137/90 – INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL E FALTA DE JUSTA CAUSA – INOCORRÊNCIA – O MINISTÉRIO PÚBLICO TEM A PRERROGATIVA E O DEVER DE PROMOVER A PERSECUÇÃO DAQUELES QUE VIOLAM A ORDEM JURÍDICA PENAL ESTABELECIDA – ESTA PRERROGATIVA É INDELEGÁVEL E IRRENUNCIÁVEL.º 9. desde logo.º. ART. mesmo antes de encerrada a instância administrativa. condição de procedibilidade para a instauração da ação penal pública pelo MP. DA PRÁTICA DE ATOS CRIMINOSOS NÃO FICA IMPEDIDO DE AGIR DIRETAMENTE. 128. B) – ESTE PRINCÍPIO NÃO INIBE A AÇÃO DO ÓRGÃO MINISTERIAL. 83 em foco quer não aja a Administração. VI). DEVENDO SER EXERCIDA NA SUA INTEGRALIDADE – O PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL TEM SUA MATRIZ. I. § 5. cuja ementa tem o seguinte teor: “I – PENAL – HABEAS CORPUS – PACIENTE INCURSO NA PRÁTICA DELITUOSA DESCRITA NO ART. ART. com apoio no art. sempre que assim entender configurado ilícito. COMO OS DOCUMENTOS ORIGINÁRIOS DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO-FISCAL. na forma de direito. NA GARANTIA DE INAMOVIBILIDADE DOS SEUS MEMBROS (CF. DA LEI N. desse modo. que poderá.José Alves Paulino procedimentos da Administração Fazendária. INSTAURANDO. 1. inclusive no plano tributário. PROCEDENDO A AVERIGUAÇÕES REQUISITANDO INFORMAÇÕES E DOCUMENTOS (CF. II – ORDEM DENEGADA”.º 8.16980-1/RJ. DESDE LOGO. que. INCISO I. TOMANDO CONHECIMENTO. Decerto. 129 e seus incisos da Constituição.º. CONSAGRADO PELO § 1. A INSTÂNCIA PENAL – DISPONDO O TITULAR DA AÇÃO PENAL DOS ELEMENTOS NECESSÁRIOS AO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. de forma ampla. PELOS MAIS DIVERSOS MEIOS. QUE. Não define o art.º 97. mas essa conduta imposta às autoridades fiscais não impede a ação do MP. o art. na averiguação de fatos e na promoção imediata da ação penal pública.º DO SEU ART. que é autônoma. poderá proceder. A INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL É PLENAMENTE DISPENSÁVEL. Sobre a questão merece destaque acórdão por mim proferido quando do julgamento do Habeas Corpus n. iniciar a instância penal. 246 .

É como voto.711-9/RS* RELATOR: MIN. PROCESSUAL PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.º.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Destaco. Rio de Janeiro. 4. acórdão da lavra da eminente Desembargadora Federal Vera Lucia Ribeiro. antes do término do processo administrativo-fiscal. Seção 1. ordem vindicada concedida para trancar a ação penar” (1. não representa açodamento do Ministério Público.02.1999.º 77. LIV e LV. porque a denúncia não pode ser vazia.º 8. 2930. Ante o exposto. * In DJU de 28. 21 de outubro de 1998. invocado também pelos Impetrantes às fls. assim ementado: “Direito Penal e Tributário – Habeas Corpus – Trancamento de Ação Penal – Sonegação fiscal – Lei n. O oferecimento da denúncia. 247 . Habeas Corpus n.5. Mas o fato de não estar obrigado a atender a esses requisitos não exime o Ministério Público de apontar os dados. REPRESENTAÇÃO FISCAL.º 97. em que o contribuinte tem o Direito Constitucional assegurado ao devido processo legal – art. posto que a responsabilidade penal e a administrativa fiscal não se confundem.137/90 e Lei n. concedo a ordem para trancar a ação penal deflagrada em conseqüência dos fatos apontados na denúncia. O auto de infração é uma prévia à discussão.97) (g. HC n. sendo imprestável como prova de um delito de sonegação fiscal porque vazia de um suporte probatório mínimo a embasar a acusação.ª Turma. J.430/96 – Inexistência de certeza e materialidade do crime – Auto de infração – Inépcia da denúncia. unanimidade.07620-0/RJ.n.)”. da CF/88. 5.º 9. CARLOS VELLOSO PACIENTE: ADEMAR KEHRWALD IMPETRANTE: PEDRO LUIZ DE ASSIS COATOR: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA CONSTITUCIONAL. ainda. PENAL.6. podendo outra ser oferecida desde que verificada a existência da relação jurídico-tributária.

de 1996. somente será feita após a conclusão do processo administrativo-fiscal.º 8.º 9.137.º da Lei n. nos autos da ação penal instaurada para apurar crimes contra a ordem tributária e contra o sistema financeiro nacional. relatados e discutidos estes autos. art. na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.430/96. de ausência de condição de procedibilidade. o Senhor Ministro Néri da Silveira. arts. neste julgamento.).José Alves Paulino SUSPENSÃO DO CURSO DA AÇÃO PENAL: DECISÃO DEFINITIVA DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO-FISCAL.137/90.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Porto Alegre/RS. Ministro Marco Aurélio. A representação fiscal a que se refere o art. Lei n. Negada a ordem pelo TRF/4. Afirma que a Colenda 5. Rel.. art. Diz o impetrante que..º 9.º 1. que teve sua prisão preventiva decretada pelo Juízo da 2. de 1990.º e 2. I). assim. em que se argüiu. o disposto no art. foi impetrado outro habeas corpus perante o egrégio STJ. Lei n. estabeleceu limites para os órgãos da administração fazendária.3. 13 de abril de 1999.ª Reg.492/86 e 8. justificadamente. Néri da Silveira. em Segunda Turma. Ministro CARLOS VELLOSO: Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de ADEMAR KEHRWALD. RELATÓRIO O Sr. Brasília. a ausência de condição de procedibilidade para que o Ministério Público promovesse a instauração da actio penalis (. Plenário. Min.. por maioria de votos.º 8.97.º. acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal. 129. para rejeitar a tese levantada pelo ora impetrante. o qual foi denegado por maioria de votos.430.ª Turma do STJ.137/90. foi impetrado habeas corpus perante o egrégio Tribunal Regional Federal da 4. entre outras coisas. 83 e seu parágrafo único.430/96.571-1/DF (medida cautelar). 1. I. ACÓRDÃO Vistos.º 9. não restringiu o citado dispositivo legal a ação do Ministério Público (CF. 83 da Lei n. 83 da Lei n. Ausente. HC indeferido. contra essa medida constritiva da liberdade do paciente. 1. definidos nos arts. III.º e 2. indeferir o habeas corpus. invocou o 248 . vencido o Sr. sendo que o acórdão ainda não foi publicado. ao determinar que a remessa ao Ministério Público dos expedientes alusivos aos crimes contra a ordem tributária. II. previstos nas Leis 7. Precedente do STF: ADIn n. 20. malferido.ª Região. Todavia.

onde possui propriedade rural. estabeleceu limites para os órgãos da administração fazendária. Lei n. Oficiando às fls.º 1. ao determinar que a remessa ao Ministério Público dos expedientes alusivos aos 249 .430. de 1990. art. 47-49). 129 da Carta Magna.º e 14.. de que fui Relator.º 8. 34. O parecer foi assim ementado: “EMENTA: HABEAS CORPUS. 83 e seu parágrafo único. 83 da Lei n. Precedentes do STF.º 9. pelo parecer do ilustre Subprocurador-Geral Mardem Costa Pinto. Ministro CARLOS VELLOSO (Relator): No HC n. que o mérito da referida ADIn. 55). no entanto. pede o impetrante a concessão da ordem para determinar seja o paciente posto em liberdade ante a ilegalidade de sua prisão (. O eminente Ministro Presidente do egrégio Superior Tribunal de Justiça prestou informações (fl. SUSPENSÃO DO CURSO DA AÇÃO PENAL: DECISÃO DEFINITIVA DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVOFISCAL.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais voto do Ministro Néri da Silveira. ainda não foi julgado. É o relatório. 1. art. art. art. PROCESSUAL PENAL.º. opina pelo conhecimento e denegação da ordem.º 9. 2. mesmo porque seus bens foram objeto de decreto de seqüestro.º 9. 83.723/SP. A medida liminar foi indeferida (fls. o Ministério Público.430/96.137. decidiu esta Turma: “EMENTA: CONSTITUCIONAL. em que o Chefe do Parquet da União argúi a inconstitucionalidade do art.º 75. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.430/96. I – A representação fiscal a que se refere o art.383.º 8. Depois de outras considerações e de afirmar que o paciente não pretende alienar seus bens e fugir para o Uruguai.º 9. nos termos do art. Pelo conhecimento e denegração da ordem”. de 1996. Lei n. Lei n. Procurador-Geral da República.430/96. A ausência de decisão final em processo administrativo-fiscal não impede a atuação do Ministério Público. Acontece.). Lei n. de 1995.571-1/DF.249. 83 da Lei n. 98. de 1991. condutor do acórdão que denegou a liminar pedida pelo Sr. arts. Relator da ADIn n. Lei n. VOTO O Sr. REPRESENTAÇÃO FISCAL. PENAL. 68-71..º 9.

revogado pela Lei n. não restringiu o citado dispositivo legal a ação do Ministério Público (CF. compõe a própria tipicidade dos delitos contra a ordem tributária e funciona como condição do exercício da ação penal. 1.º 9. c.97.98). de 1990. dando provimento à apelação interposta pelo Ministério Público. art. art. II e IV.º 9. 71. por se tratar de norma processual sem retroatividade. art. 34.137. do Cód..249/95. Disse eu no voto que proferi. o art. da Lei n.3.7.º 9. Pede-se a concessão da ordem de habeas corpus. porque a existência de crédito tributário exigível.º.º 1. deve ser aplicado retroativamente. da Lei n.. Houve embargos de declaração. 83 da Lei n.430/96.137.José Alves Paulino crimes contra a ordem tributária. da Lei n. 20.º 8. segundo consta do acórdão. Néri da Silveira.91 a 23.º 9. 71 do Cód. da Lei n. não incide no caso dos autos. Sustenta-se que o citado art.º 8.430. Penal. Penal. 83. Lei n. Min. 83. 98.383/91.c. Rel.. para o fim de ser anulado o acórdão questionado e suspenso o curso da ação penal. 1. como incurso no art. “porque no período de 8. c. na forma do que dispõe o art.º 8. Informa que o paciente ainda se defende administrativamente nos autos da ação fiscal administrativa.) suprimiu tributo.430. IV – HC indeferido” (DJU de 6.º. eis que. de 1996.137/90. aguardando decisão do Tribunal de Impostos e Taxas. 83 impede a instauração da ação penal antes de solucionada a questão na esfera administrativa. ADIn n.º e 2.571-1/DF (medida cautelar). Lei n. definidos nos arts.12. condenou o paciente à pena de 3 (três) anos de reclusão. não há falar em extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo e acessório: Lei n. art. por força de decisão fiscal definitiva. em 4. III – No caso. verifica-se que o paciente foi denunciado. somente será feita após a conclusão do processo administrativo-fiscal. II – Precedente do STF.º 8. parágrafo único. Plenário. 14. de 27. 1. de 1990.º.92. não há crédito fiscal exigível. de 1996. na ocasião: “O Tribunal de Justiça. tinha sob sua posse notas fiscais confeccionadas em tipografia sem a prévia autorização do Fisco estadual”. Abrindo o debate. E porque o referido dispositivo legal – art.430. omitindo operação de qualquer natureza e elaborando notas fiscais falsas.c.96 – é medida despenalizadora. Todavia. art. 129.92 (. I). que foram acolhidos para o fim de ficar consignado que o art.º 9. o art. A condenação assenta-se no disposto no art.137/90. 83 da Lei n. Destarte.2.12. II e IV.º 8.2. 250 . até que haja decisão definitiva do processo administrativo.

inclusive acessórios. de 1990. 83. da Lei n. foi. 83 e seu parágrafo único: ‘Art. e na Lei n. 14.430.137.º e 2. ou contribuição social (que é também tributo) e qualquer acessório.249. 34. de 26.12.137/90: ‘Art. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária definidos nos arts. em documento ou livro exigido pela lei fiscal. de 26. emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato.º da Lei n. a Lei n. 98 da Lei n.729.’ Conforme se verifica do caput do art. a Lei n. ou contribuição social e qualquer acessório.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Dispõem citados dispositivos..96. de 27. que dispôs.º 9. Constitui crime contra ordem tributária suprimir ou reduzir tributo. 14 da Lei n.º.º 9.12. O art. 14.91. Esse art.º 8.12. será encaminhado ao Ministério Público 251 . distribuir. de 27 de dezembro de 1990. mediante as seguintes condutas: I – (. 1. 34 da Lei n. da Lei n. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos na Lei n. de 14 de julho de 1965. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos nos arts. 34..249. quando o agente promover o pagamento do tributo ou contribuição social. entretanto. art.) IV – elaborar.137.º quando o agente promover o pagamento de tributo ou contribuição social. 1. antes do recebimento da denúncia’ (Art. de 27 de dezembro de 1990.) II – fraudar a fiscalização tributária. art. antes do recebimento da denúncia. restabeleceu a norma do art.º 8. II e IV.137.º 9.137.º 8.12. de 27. inserindo elementos inexatos. então. 1. 1.º.383.º a 3. Todavia. mediante as condutas especificadas nos incisos I a V do citado art.137/90.12.º 4. fornecer. de 30.º. III – (. Sobreveio.90: ‘Art. ou omitindo operação de qualquer natureza. 1. inclusive acessórios. o crime contra a ordem tributária é o agente suprimir ou reduzir tributo.º 8..95). revogado pelo art.º 8.º 8. 14 da Lei n.95. 1. no seu art.º 8. estabelecia: ‘Art..º.

571-1/DF. dispondo sobre a representação fiscal. Lei n. art.º. Parágrafo único. de 27. estabeleceu limites para o Poder Executivo.º 9. de 26. sobre a representação fiscal.º 9. Não cabe entender que a norma do art. 1. pelos mais diversificados meios de sua ação.º e 2.º 9. pelo eminente Relator. utilizando-se.571-1/DF. Dispondo o art. a ação do Ministério Público Federal. Lei n. 83 da Lei n. arts. aplicam-se aos processos administrativos e aos inquéritos e processos em curso. acerca de delitos contra a ordem tributária.430/1996. para isso. coarcte a ação do Ministério Público Federal. desde logo.430/1996. 5.º 1. 83 da Lei n.12. não fica impedido de agir.º 9. 4. 129.º. Relator o Ministro Néri da Silveira. regulando os atos da administração fazendária. na esfera administrativa. no que concerne à propositura da ação penal.º 8. no entanto. rege atos da administração fazendária. Argüição de inconstitucionalidade da norma impugnada por ofensa ao art. há de ser compreendido nos limites da competência do Poder Executivo.José Alves Paulino após proferida a decisão final. As disposições contidas no caput do art.430. da Constituição. ao condicionar a notitia criminis contra a ordem tributária “a decisão final. ainda não publicado.º 1.º 9. apreciando o pedido de liminar na citada ADIn n. no tocante a propositura da ação penal. 83 da Lei n. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente. 34 da Lei n. conhecimento de atos criminosos na ordem tributária. 83. tal como prevista no art. a sua ementa: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade.430/1996.249. da Lei n. pelo seu Plenário. desde que não recebida a denúncia pelo Juiz’. o que significa dizer. tomando o MPF.º e 2.12.º 9.430/96 é objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal – ADIn n. 3. da Constituição.95.º 9. da Constituição. 83 da Lei n. já teve redigida. na esfera administrativa.430/96. certo que a Suprema Corte. conforme previsto no art. pois. no caso. 1.1996. 7. dos meios de prova a que tiver acesso. previstos nos arts. I. A disposição inscrita no art. I. do que resultaria limitar o exercício da função institucional do Ministério Público para promover a ação penal pública pela prática de crimes contra a ordem tributária. prevendo o momento em que as autoridades competentes dessa área da Administração Federal deverão encaminhar ao Ministério Público Federal os expedientes contendo notitia criminis. 6. O acórdão que indeferiu a medida liminar. O art. entendeu que o art.137/1990. 129.º 8. 83 da referida Lei n. não define condição 252 .137/1990. 129. sobre a exigência fiscal do crédito tributário”. sem restringir. 2. I.

I.º 9. desse modo. condição de Procedibilidade para a instauração da ação penal pública. Dela não cuida o dispositivo. 129. 83 da Lei n. 1. rege atos da administração fazendária. nem a isso conduz a inteligência da regra legis impugnada ao definir disciplina para os procedimentos da Administração Fazendária. o que. o que é bastante ao indeferimento da cautelar. da Lei Magna da República. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente’. o momento em que as autoridades competentes dessa área da Administração Federal deverão encaminhar ao Ministério Público Federal os expedientes contendo notitia criminis. pode o MP proceder às averiguações cabíveis. pelo MP. Decerto. desde logo. da Lei n. não fica impedido de agir. ademais. Prevê. 83 da Lei n.º. acerca de delitos contra a ordem tributária. desde logo.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais de procedibilidade para a instauração da ação penal pública. que. requisitando também diligências investigatórias e instauração de inquérito policial (CF. 8. na forma de 253 .º e 2. tomando o MPF. pelo Ministério Público. à evidência.430/1996. Não define o art. para promover a ação penal pública. Bem de entender. no que concerne à propositura da ação penal. VIII). art. ut art. na averiguação de fatos e na promoção imediata de ação penal pública. imediatamente. com apoio no art. da Constituição. sobre a representação fiscal. pelos mais diversificados meios de sua ação.º 9.430/1996. a teor do art. não se poderia obstar por norma legal. sem antes concluir o processo administrativo-fiscal. 83 em foco quer não aja a Administração. Relevância dos fundamentos do pedido não caracterizada. assim. VI). conhecimento de atos criminosos na ordem tributária.º 8. que a representação fiscal seja feita. na pesquisa da verdade. o que significa dizer. que. na esfera administrativa. o art. em seu voto: ‘Dispondo o art. requisitando informações e documentos para instruir seus procedimentos administrativos preparatórios da ação penal (CF. inclusive no plano tributário. dos meios de prova a que tiver acesso. que poderá. Medida cautelar indeferida’.137/1990. ‘após proferida decisão final. para tanto. utilizando-se para isso. 129 e seus incisos. Estipula-se. 129. há de ser compreendido nos limites da competência do Poder Executivo. da Constituição. poderá proceder. previstos nos arts. Decerto. 129. art. 9. 129. é que a norma não coarcta a ação do Ministério Público Federal. desse modo. I. de forma ampla. sempre que assim entender configurado ilícito. Salienta o eminente Relator. mas essa conduta imposta às autoridades fiscais não impede a ação do MP. É de observar.

mesmo antes de encerrada a instância administrativa. formalmente.José Alves Paulino direito.162/SP. A instância administrativa não constitui condição de procedibilidade. O impulso. do contraditório e da defesa plena. dado os princípios da presunção de inocência. Determina que. como escreveu TORNAGHI. No voto condutor do acórdão. na linguagem do Código de Processo Penal.97). A Lei n. Entende-se como ‘ação pública’ a que. Está condicionado apenas a que disponha de elementos de a imputação. a autoridade administrativa deverá comunicar o fato ao Ministério Público’ (DJU de 19. no RHC n. como sistema. conferiu-lhe ‘promover privativamente. verbis: ‘A Constituição da República. que é autônoma. Em havendo indícios de delito.430/96 – O Ministério Público é titular de ação penal. Com efeito. além de. ou mediante. pré-processual. na forma da lei’ (art. decidiu em consonância com o entendimento desta Corte. o eminente Min. iniciar a instância penal. isso sim. Luiz Vicente Cernicchiaro. com a propositura da ação correspondente’.º 9. é uno. Não admite contradição lógica. O acórdão foi assim ementado: ‘RHC – PENAL TRIBUTÁRIO – PROCESSUAL PENAL – CRIME TRIBUTÁRIO – INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA – CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE – LEI N. agindo de ofício. conferindo nomen juris correto – ação penal de iniciativa privada.º 9. A ação penal é indispensável para verificar a imputação de infração penal. será do Ministério Público.5. Essa impropriedade técnica foi saneada com a reforma penal de 1984.430/96 tem outro sentido. 129. ação penal pública. I). O Superior Tribunal de Justiça. Direito cívico. Relator o Min. toda ação é pública (direito de postular-se a prestação jurisdicional).º 6. oferecendo denúncia. dentre as funções institucionais do Ministério Público. representação do ofendido. ajustável a um tipo 254 . havendo indícios de crime. não se confunde com a ‘ação penal privada’. Cernicchiaro reporta-se a estudo publicado sobre a autonomia das instâncias penal e administrativa. cumpre ao Ministério Público agir. O Direito. As normas harmonizara-se. se desenvolve por impulso oficial. A vítima manifestar-se-á mediante queixa. em que deixou registrado.

Diferente se a manifestação operar-se no âmbito do administrativo. ou de autoria. o Ministério Público só poder propor a ação penal se a Fazenda Pública entender existir ilícito. XXXVI). no Direito. privativamente. a mesma obrigação aos agentes do Fisco. ao verificar.430. a Súmula n. em qualquer área. ou anuência do interessado. Se fosse assim o ‘privativamente’ da Carta Política transformar-se-ia em ‘concorrente’. O transcrito art. Reúnem-se. Nesse sentido. existência de crime. o Ministério Público (dentre as funções institucionais. os requisitos formal e material. 255 . 40.º e 2. A inteligência da norma deve ter como pano de fundo a colocação constitucional. evidente (enquanto não desconstituída). havendo indícios veementes. Uma norma não pode opor-se a outra. Se o Judiciário definiu lícita uma situação Jurídica. formalmente. decorrência de. Quanto aos crimes tributários.º 18. 83 dispõe: ‘A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária definidos nos arts. do Código de Processo Penal. Seria contraditório. em autos ou papéis. pelo menos. a ação penal pública’) somente poderia denunciar alguém se o Fisco entender existir o crime. Aliás. não poderá fazer.º 9. ao mesmo tempo. Uma conduta não pode. ocorrer harmonia normativa. ainda que o ilícito esteja caracterizado. como condição de procedibilidade. incumbe-lhe ‘promover. Estaria submetido à manifestação administrativa. ou seja. o juiz. será encaminhada ao Ministério Público após proferida a decisão final.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais legal de crime. de 27 de dezembro de 1996. O tema voltou à mesa de debate com a Lei n. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente’.º da Lei n. Caso contrário. Em termos práticos. Essa colocação não encontrou respaldo Judiciário. a ninguém poderá ser imputada a ilicitude. Aqui. De outro lado. Corresponde ao disposto no art. algumas vozes pretendem estabelecer a prévia manifestação da instância administrativa. O Ministério Público não resta submetido à prévia manifestação. ou seja. cujo art. as decisões não fazem coisa julgada (no sentido constitucional) (art. A jurisdição processual penal prevalece quando proclamada a inexistência do fato. na esfera administrativa. Urge elaborar importante registro. ser qualificada como lícita e ilícita.137. 1. então.º. conclusão oposta encerraria flagrante inconstitucionalidade. não encerra nenhuma novidade. 5. de 27 de dezembro de 1990. 83 fixou. STF. remetê-los-á ao Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia.º 8. ou.

com base nos arts.º 4. condição de agir do Ministério Público’ (RHC n. 6.90.).º 6. ainda.137.4. Não significa portanto. Ministro Néri da Silveira. aí tratada. de 27. o entendimento sustentado pelo eminente Relator. somente com a decisão final no procedimento administrativo é que a crédito fiscal torna-se exigível. outro se evidencia decisivo. Além dos argumentos expostos. É que somente aí é que nasce para o Ministério Público o direito de propor a ação.65. ‘para revisão de aparte. portanto. que ainda não me foi possível rever. Ora. presente o entendimento do Plenário.º da Lei n. julgado pelo STJ.7. sem antes existir a decisão final no procedimento administrativofiscal. Ora.º 8. em caráter definitivo. então. que a prescrição penal somente começa a correr no momento em que o procedimento administrativo-fiscal chega ao fim.12. É que somente aí é que se tem realizado o lançamento (CTN. reforça o entendimento de a conclusão administrativa não ser pressuposto para a oferta da denúncia. 14 da Lei n. de 1990.4. tendo em vista o que dispõe o art. é de ser indeferido. entretanto. Mas há mais. conclusão irrespondível.729. Quando do citado julgamento do pedido da cautelar havido na ADIn n. no citado julgamento. nem se tem.162/SP.º 8. antes do recebimento da denúncia. Como o acusado poderia pagá-lo. não pode ser interpretado no sentido de a instância administrativa ser condição para o atuar do Ministério Público. de 1990.137.97. porque evidenciada existência de possível delito. sustentando que a Ministério Público’ não pode oferecer denúncia.º 1.º 1.137. da Lei n. Ao contrário. de 14.º 256 . se ainda não se tem crédito fiscal apurado. 142 e ss. somente a decisão final no procedimento administrativo é que tem como apurado o crédito fiscal. foi apresentada em 25.º e 2.º 8. 34. não se sabe se o crédito na verdade existe. que estabelece que o pagamento do tributo. o seu exato quantum. extingue a punibilidade dos crimes definidos na Lei n. pela Lei n.571-1/DF. Tem aplicação. Como é ‘para fins penais’. de 1990.José Alves Paulino O dispositivo.137. A denúncia. o princípio da actio nata. em 1. quando estava revogada a disposição inscrita no art. O habeas corpus. inclusive. retro indicado. no caso. A representação. manifestado no julgamento do pedido de cautelar havido na ADIn n.ª Turma).º 8. inclusive acessórios. 1. antes da denúncia? Sustentei.º.94. arts.571-1/DF. Prevaleceu. e na Lei n. é restrita à decisão que concluiu ‘sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente’. porque as notas taquigráficas encontram-se no gabinete de um dos eminentes Colegas. dessa forma. proferi voto.

na espécie.137/90 e da Lei n. uma vez interpretado de acordo com a sistemática do nosso Direito. indeferindo a liminar. Exa. em 26.95.12. Somente em 26. Do exposto. em si. Conforme acima foi dito. indefiro o writ”. Em segundo lugar.95. que o dispositivo não obstaculizaria a atuação do Ministério Público antes do desfecho final do processo administrativo-tributário.95 (fls. antes mesmo do desfecho do processo administrativo-tributário. em primeiro lugar.º 9. quando o Plenário enfrentou a matéria.137. em extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo e acessórios.729/65. no caso.º 9. Relator do feito.249. 34.12.95. que as disposições inscritas no caput do art. 20-24). indefiro o writ. O argumento. se este é.91. a denúncia já tinha sido apresentada e recebida pelo Juiz. É o que está no parágrafo único do art.º 8. devido.249. de 1996. não existia a causa de extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo. a autorizar o Ministério Público a atuar de forma açodada. quando o agente promovesse o pagamento do tributo e acessórios. 257 .º 9.º 9..430/96 – não há falar. porque tive presente que o preceito atacado. são aplicáveis aos processos administrativos e aos inquéritos e processos em curso. Por isso. pois.º 4. O que temos? O Paciente ainda questiona. no campo precário e efêmero da liminar. apontou. desde que não recebida a denúncia pelo Juiz. 34 da Lei n. quando a denúncia foi recebida. creio que a matéria continua aberta na Corte e sinto-me muito à vontade para conceder a ordem. ademais. convindo esclarecer. com a Lei n. por expressa disposição legal – parágrafo único do art.249. É dizer. de 26. quando sobreveio a norma do art. a denúncia há muito que fora recebida.12.12. não estaria. 34 da Lei n. penso que o fez. É dizer. na fundamentação do voto.12. precipitada. 14 da Lei n. 83 da Lei n. inexiste. art. somei o meu voto ao de V.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 8. É certo que V. Ora.º 9. VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO: Senhor Presidente. na esfera administrativa.º 8. Exa. 98. 83 da Lei n. que impediria a apresentação da denúncia. Exa. de 26. Penso que essa foi a visão do Colegiado. com eficácia suspensiva no tocante à exigibilidade do tributo. dado que a sentença é de 17.383. é que foi restabelecida a norma do art. antes do recebimento da denúncia.3. a estabelecer a extinção da punibilidade dos crimes da Lei n. no caso. mas percebi o que lançado como uma opinião pessoal de V. ou não. art.430.95. de 30.. Do exposto. de 1990.

se o tributo é. há campo propício à propositura da ação penal pelo Ministério Público? Para mim. salvo falha de memória. e com a conseqüência mais gravosa: para não ter contra si a ação penal. ou não. afasta a punibilidade. terá de adotar postura contrária à própria manifestação de inconformismo relativa à cobrança do tributo.José Alves Paulino Ora. quanto à exigência do tributo. É o meu voto. antes de recebida a denúncia. em virtude de pedido de vista do Senhor Ministro Nelson Jobim. em questão de ordem. um ex-presidente da Câmara dos Deputados. empunhar a bandeira sustentada pelo Ministro Carlos Velloso e conceder. na esfera administrativa. não posso chegar à conclusão de que. que a matéria está em aberto. se é esse o quadro. estar-se-á afastando do cenário jurídico a suspensividade. mas deixei de fazê-lo porque houve um fenômeno ensejando um novo pronunciamento da Procuradoria-Geral da República. ou não. Senhor Presidente. de certa maneira. com isso. decorrente do processo administrativo. mais do que isso. ou seja. o de questionar. mesmo havendo o pagamento. e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio deferindo o pedido. 258 . mais uma vez. ressaltando. Nele. Tenho um inquérito e o levaria. se se disser que há ambiente favorável para essa propositura. haja oportunidade de o Ministério Público ajuizar a própria ação penal. que é o foro administrativo-tributário. estará prejudicando um direito do próprio contribuinte. devido. estar-se-á. DECISÃO Após o voto do Senhor Ministro-Relator indeferindo o habeas corpus. de certo modo. aguardando o Senhor Ministro Maurício Corrêa e o Presidente. envolvendo o inquérito pessoa que teve grande projeção no campo político nacional. portanto. utilizando a ação penal como um instrumento político para compelir o contribuinte à satisfação do tributo sem discutir a legitimidade. ao Plenário. recebida a denúncia. manifestação já formalizada no foro competente. o Advogado Luiz Carlos Madeira questiona esse tema. o contribuinte não se eximirá da persecução criminal. mesmo porque. a ordem. a resposta é desenganadamente negativa. peço vênia para. Ora. Basta que levemos em conta que. ainda pendente o processo administrativo-tributário. Com essas premissas. porque. se há um preceito a revelar que o pagamento do tributo. o julgamento foi adiado.

137/90. Em 13 de março de 1998.º 8.º. fl. da Lei n. Teria havido “(. Conforme se constata.º. Subprocurador-Geral da República.. 1.º. com o fim de reduzir ou suprimir tributos (.. Fundamento: “para garantir a aplicação da lei penal e da ordem econômica. da Lei n. 2. art. Mardem Costa Pinto.º 7. dezenove reais e quarenta e três centavos – fl. art. 259 . II.492/86 prevê a possibilidade de ser aplicada a prisão preventiva do acusado da prática de crime previsto nesta lei.137/90. O prejuízo causado aos cofres públicos totalizaria R$36. Turma. 22. 14).ª.) inserção de dados inexatos nos livros fiscais legais. 1. 18). parágrafo único e Lei n.492/86 do CP. inciso I. 14). da Lei n. Dr. inciso I e II e art. foi decretada a prisão preventiva. 1. e art. todos praticados na modalidade continuada. art.492/86. Presidência do Senhor Ministro Néri da Silveira. 2. sendo necessária. art.) Merece acolhida a promoção ministerial.12... 1. 30 da Lei n.432.019. existem elementos veementes no sentido de apontar a autoria de Ademar Kehrwald. na qualidade de acionista majoritário e responsável pela administração da empresa DATA CONTROL COMÉRCIO E SERVIÇOS EM INFORMÁTICA LTDA. 312 do CPP.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 2. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Carlos Velloso. Mauricio Corrêa e Nelson Jobim..º 8.) (Lei n. quatrocentos e trinta e dois mil.º 8.. I.43 (trinta e seis milhões. O art. a coexistência dos pressupostos mencionados no art.º 8. I. no entanto.98. e considerando a grandeza e a gravidade do prejuízo causado aos cofres públicos” (fl. da Lei n.137/90. porquanto se encontram presentes os pressupostos autorizadores do decreto da prisão preventiva.º 7. e a materialidade dos delitos tipificados no art. Relato dos fatos: O paciente responde processo por crimes contra a ordem tributária e evasão de divisas sem autorização legal. pela análise da inicial acusatória.. 22. Marco Aurélio. parágrafo único.º.137/90.º. (VOTO-VISTA) O SENHOR MINISTRO NELSON JOBIM: 1. Leio: “(.º 7.º.

260 . A efetivação da medida cautelar é imprescindível para evitar a fuga do agente. ou mesmo. 1. decreto a prisão preventiva de ADEMAR KEHRWALD. ocasionando grave comoção social. Expeça-se mandado de prisão” (fls. e considerando possuir o denunciado imóvel em país fronteiriço. O entendimento é sufragado por aresto da lavra do culto Juiz Teori Albino Zavascki. Rodolfo Tigre Maia tece as seguintes considerações: ‘O aresto do STF. 312 do CPP. onde poderia exercer outras atividades. necessário se faz seu recolhimento a estabelecimento prisional. o grande número de lesados pela conduta típica. sendo esta de grande valor. 30 da Lei n. em que se colhe que ‘o art. 312 do CPP.º 7.96. A conveniência da medida deve ser revelada pela sensibilidade do juiz à reação do meio ambiente à ação criminosa. e considerando a grandeza e a gravidade do prejuízo causado aos cofres públicos.. bem como. Malheiros. não se visa apenas prevenir a reprodução de fatos criminoso mas a acautelar o meio social e a própria credibilidade da Justiça. de outros bens pessoais.) É exatamente neste fundamento que a magnitude da lesão causada ao SFN. Seu efeito foi o de complementar o pressuposto da ‘garantia da ordem pública’. Considerando a intenção de Ademar em desfazer-se do imóvel de sua moradia. o que tornaria o processo criminal ineficaz.8. qual seja. referido por Mirabete. 313 do CPP.6. de 16. (. estabelecido no art. instituições públicas etc.014). 17-18). em face da gravidade do crime e de sua repercussão.86. para garantir a aplicação da lei penal e da ordem econômica. não revogou o art. podará prioritariamente repercutir.. do TRF da 4. dando acento e realce para a ‘magnitude da lesão’. a transferência de seu patrimônio a terceiros. na Folha de São Paulo (fls.492. investidores. noticiado em 18.José Alves Paulino Comentando o referido artigo. o grande valor do prejuízo econômico causados às empresas. de modo a ensejar uma eventual decretação da custódia preventiva. conforme se constata pelo depoimento de seu irmão Vilmar. 169). objetivando assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem econômica. ISTO POSTO. ainda. com fulcro no art. ou.ª Região. p. afiança que “no conceito da ordem pública. e impossibilitaria o ressarcimento do enorme prejuízo causado aos cofres públicos. nos casos de crime contra o Sistema Financeiro Nacional’ (Dos crimes contra o sistema financeiro nacional.

no período da manhã. HC n. situado na Estrada Edgar Pires de Castro. Leio: “Diz a impetração que os pacientes foram denunciados perante o Juízo da 1. como autores do crime de falsidade ideológica (CP. Restinga Nova.93. O STF. VELLOSO. tendo sido os fatos assim descritos na denúncia: ‘No dia 6.º tabelionato. conforme declarações de fls. utilizados em pedidos também falsos de cancelamento de protestos lavrados contra a empresa Data Control Cm.450. 35-45). e Serviços de Informática Ltda.8. 3400. a pretensa falcatrua (vide fls. Ricardo e Ademar. Ademar e Ricardo. art.ª Vara Criminal de Porto Alegre/RS. caput. agindo de acordo com o prévio plano estabelecido com os denunciados RICARDO e ADEMAR. Scalzilli propôs a Jorge Luiz o pagamento de quinze mil dólares americanos para que o mesmo assumisse a autoria da falsificação de carimbos do 1. 26-27). por crime de falsidade ideológica (CP. a quantia prometida. deslocou-se até o local de trabalho do 2. Jorge Luiz resolveu contar toda a verdade e revelar a fraude. oportunidade em que se declarou ex-empregado da firma Data Control (fato não verdadeiro) e confessou. Diretor-Administrativo e Diretor-Presidente.º denunciado (Jorge Luiz). 19 e 22). No local. Investigações posteriores revelam que os diretores da Data Control. 299. nesta. art. 299). de fls.º denunciado (Scalzilli). do qual Scalzilli era consultor jurídico e os denunciados RICARDO e ADEMAR eram. ambos do Código Penal. 299. Ademar e Ricardo. (vide docs. foram seqüestrados os bens adquiridos com o produto do crime (fls. falsamente. indeferiu habeas corpus que visava trancamento da ação penal. em co-autoria com JORGE LUIZ CERVA. 33-34. Aceitando a proposta e seguindo a orientação de Scalzilli. o 1. em conjunto com Scalzilli. respectivamente. haviam causado expressivo dano patrimonial à citada empresa. tentando com a elaboração do citado plano (com a interferência de Jorge Luiz como 261 .ª Delegacia de Polícia. Jorge Luiz deslocou-se até a 16. fls. e 340.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais Na mesma data. 8-17 e 28-29). denunciado como incursos nos arts. por unanimidade. em virtude de não ter recebido dos denunciados Scalzilli.º 73. assumindo a autoria das falsificações e do prejuízo daí por ventura decorrente. Em data posterior.

1 Sustenta que a prisão preventiva só poderia ter sido decretada após o término do processo administrativo (fls. objeto deste feito (HC n. 36-37). tudo com a finalidade de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante” (fls. de 26. Leio no voto do relator. voto de V. será encaminhado ao Ministério Público após proferida a decisão final.430/96.137.º 1. Em 8 de setembro de 1998.. de 27 de dezembro de 1990. esta Turma.430/96. salvo o r. CELSO DE MELLO que a pretensão não se ajusta ao “pronunciamento emanado do Plenário na ADIn n.º tabelionato.430/96.º e 2... aplicam-se aos processos administrativos e aos inquéritos e processos em curso. 83). NÉRI DA SILVEIRA” (fl. 57-58). No presente HC. 83 da Lei n. a vem recusando. em suma. alega ausência de condição de procedibilidade: falta da representação fiscal do art. 83. Com tal desiderato. na esfera administrativa.) Em seqüência. 34 da Lei n. 9 e 12 além da utilização dos carimbos apócrifos do 1.575. desde que não recebida a denúncia pelo Juiz. que atacava o decreto de prisão preventiva. por unanimidade. de fls. substitutivo de recurso ordinário.º 9. 262 . da Lei n.571-1/DF. Rel. JOSÉ DANTAS: “(. pela consideração de que a regra ali escrita não importou em nenhum condicionamento de procedibilidade. lembre-se a recusa devida a interpretação liberante desejada para o art. da forma como.95. os denunciados utilizaram o expediente das falsificações dos docs.José Alves Paulino ‘testa-de-ferro’). fls. art. 4-5). 83. sobre a exigência fiscal do crédito tributário correspondente. 77-81). (. 1.)” (fl. O STJ indeferiu habeas corpus onde (sic) o paciente alegara ausência de condição de procedibilidade (Lei n. Exa. esta Turma indeferiu outro habeas corpus.. O pedido de liminar foi indeferido.º da Lei n. Min. Min. 48). 1 Art.. As disposições contidas no caput do art. livrar-se da suspeita de autores das apropriações de valores da firma. ausência de periculosidade e ausência de indícios de que venha evadir-se do distrito da culpa (fls.º 8. Disse o Min. 61).º 9.º 9. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária definidos nos arts.º 77.249.12. VELLOSO.º 9. Parágrafo único.

(b) pelo delito contra a ordem tributária nacional: 300 dias-multa no valor unitário de 2 salários mínimos vigentes em junho de 1997... parágrafo único. sem prejuízo da correção monetária e multiplicados por 10 em razão do vultoso ganho ilícito e considerável patrimônio auferido (Lei n. somente será feita após a conclusão do processo administrativo-fiscal. 263 . IV – (. Em 1. A pena foi de: (a) pelo delito tipificado no art.º. I e II. o art.430/96. Lei n. 2 de seu voto). abriu o seu voto com citação de precedente da Turma: “HC n.º 8.. 62.. 10). o art. art.º 8. I).º 7.c.)” (fl. parágrafo único da Lei n. 71). art. revogado pela Lei n. Pedi vista. definidos nos arts.) I – A representação fiscal a que se refere o art. teve início o julgamento. 34. Lei n.º 9. (c) pelo delito contra o sistema financeiro nacional: 300 dias-multa ao valor unitário de 20 salários mínimos. art. estabeleceu limites para os órgãos da administração fazendária.º 9. 69).249/95.º 9. 12 do voto). c. art.º 75. art. art.723: (.º da Lei n.137/90. não restringiu o citado dispositivo legal a ação do Ministério Público (CF.383/91. 98.º e 2. Concluiu pelo indeferimento (fl. art. 71): 14 anos. 14..º 8.137/90. c.c.137/90. 12. 129. sem prejuízo da correção monetária. inciso I.º 8. art. da Lei n.. não há falar em extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo e acessório: Lei n. O relator.137/90. 5 meses e 10 dias de reclusão.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais A PGR opinou pela denegação da ordem (fl. Posteriormente. vigentes em maio de 1996.) III – No caso. Em seguida votou MARCO AURÉLIO.º de dezembro de 1998.430/96. art. 1.º 8. 83 da Lei n. 71) e em concurso material (CP. ao determinar que a remessa ao Ministério Público dos expedientes alusivos aos crimes contra a ordem tributária. 1 do Voto). CARLOS VELLOSO. tomei conhecimento que o paciente foi condenado. II – (. Todavia. em continuidade delitiva (CP.992/86 em continuidade delitiva (CP. 1. concedendo a ordem (fl. 83.

a representação fiscal do art. decidiu que a representação fiscal não é condição de procedibilidade (ADIn n. não obstante seus elementos intrínsecos e extrínsecos sejam idênticos. O STF. remanesce a questão de falta de condição de procedibilidade do processo já com sentença condenatória. quando em vigor a Lei n. 129. O Paciente já foi condenado.. Leio doutrina: “(. art. A controvérsia sobre a natureza da ação penal nos crimes de sonegação fiscal não é nova.12. CP. A permanência da eventual coação impõe que a examine. ou não ser. 2. a perda dos bens imóveis adquiridos fraudulentamente.) Ocorre que a representação referida não tem o sentido jurídico que lhe empresta o Código de Processo Penal.430. de 27.º 609. A pena será cumprida em regime inicial fechado. O STF. art. uma condição específica de procedibilidade.. O cerceamento da liberdade agora é decorrente da condenação. Tudo está expresso em certidão que solicito ao Relator a juntada posterior aos autos.º 4.º 9. Perdeu o HC o seu objeto.José Alves Paulino Decretou-se. 264 .º 1. I. 100). Basta que tenha elementos. após ter encerrado o processo administrativo. O Ministério Público pode ajuizar a ação antes da conclusão do processo administrativo. 24 do CPP. 3. O presente habeas corpus objetiva a revogação da prisão preventiva.96. A perda do objeto do HC Prossigo.729/65. 83 da Lei n. em favor da União.º 9. por fato superveniente. A condição de procedibilidade para a ação penal está no CPP. Os limites de atuação do MP estão expressos na Constituição Federal.571-1/DF). 83 dispõe sobre conduta do Executivo. A falta de condição de procedibilidade Mesmo assim.430/96 não é a do art. A representação do art. 83 da Lei n. reconheceu tratar-se de ação pública incondicionada (Súmula n. no exame de cautelar. Agora é necessário o juízo sobre ser. O art.

para os crimes em que a lei penal indica como sendo de ação pública condicionada. na Lei n.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais A representação. que aliás.. como vimos” (Edmar Oliveira Andrade Filho in Direito Penal Tributário – da ação penal dos crimes contra a ordem tributária. o verbo representar.º 9. Ou. é condição de procedibilidade da ação penal. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial. somente se procede mediante queixa.099/95: Art. ao passo que. 83 da Lei n. A lei dirige-se ao Erário. pode ser dada por qualquer do povo. 13. art.º No caso do n. 100. tomar conhecimento desses fatos e dispor de informações suficientes. O termo representação do art. Determina o momento em que deverá levar ao Ministério Público o conhecimento do fato apurado no âmbito administrativo. 225. § 1.º I do parágrafo anterior. 265 . independente de qualquer provocação. 132). inciso IV).º): “Art.º). deverá agir. 13: “Art.º 9. Se o Ministério Público. nada tem com condição de procedibilidade de ação penal (CPP. 88. sem técnica. art. a representação nada mais é que uma notícia do crime. no Código de Processo Penal. Quando o emprego do termo representação é no sentido de condição de procedibilidade.430/96. Por exemplo. na legislação tributária. Nos crimes definidos nos capítulos anteriores. 13. dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. nos crimes contra os costumes (CP. Em algumas hipóteses. § 2. § 2. p.) IV – Representar acerca da prisão preventiva”. art. Incumbirá ainda à autoridade policial: (. não significa condição de procedibilidade para a ação penal. Leio o art. Seria adequado o uso da expressão “requerer a prisão preventiva”. a ação do Ministério Público depende de representação.. O próprio CPP emprega. por seus meios. a referência é expressa (CP. 225.

se for o caso. inadequação de documentos. etc. e há. controvérsias sobre matéria de direito fiscal: sobre base de cálculo. O Direito Penal não é instrumento de arrecadação de tributos. Poderá haver. cálculo equivocado. Quando o contribuinte. Precisamos distinguir. A distinção entre ilícito penal e ilícito fiscal se impõe. Tem. Adota ele a orientação do STJ e de MARCO AURÉLIO. Se houver controvérsia sobre questão fiscal. não é devido o tributo. 266 . adulteração de notas fiscais. Recolhimento de ICMS no desembaraço aduaneiro. inclusive. na esfera judiciária. A questão deve ser resolvida no âmbito administrativo. Não enseja a instauração de ação penal. O contribuinte pode ter juízo diverso do Fisco em relação a matéria específica. não há ilícito penal. sobre o momento da verificação do fato gerador. e há. Não aparece o elemento caracterizador do tipo criminal – o dolo. naquele momento. Poderá haver. Dou um exemplo. Se não fora assim estaríamos inviabilizando qualquer discussão no âmbito administrativo ou judiciário não-penal. – com o fito de não recolher o tributo ou de reduzir o seu valor final. o contribuinte o direito de impugnar o lançamento na esfera administrativa. Nessas hipóteses inexiste conduta delituosa criminal. O contribuinte entende que. nos seus lançamentos. sem adulterações por parte do contribuinte. Quando a questão diz com divergências sobre os fatos.José Alves Paulino Advirto que isso não autoriza ao Ministério Público o oferecimento de denúncias precipitadas. tudo deve ser resolvido fora do âmbito penal. etc. A sonegação fiscal depende da prática de atos ilícitos – falsificação de documentos. expressa entendimento diverso do Fisco e age nessa linha. não está praticando ilícito penal. sobre alíquota incidente. controvérsia sobre matéria de fato: imprecisão de dados. Deixa de recolher. após. Pergunto: É autor de crime de sonegação fiscal? Evidente que não. E. etc.

noticia “a inserção de dados inexatos nos livros fiscais. 267 . vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. justificadamente. DECISÃO Prosseguindo no julgamento a Turma. acolhida já por sentença.. aguardando o Senhor Ministro Maurício Corrêa e o Presidente. O caso não se enquadra nas hipótese suscitadas. o Senhor Ministro Néri da Silveira. acerca dos dados fornecidos à autoridade pública.99. que não correspondem à verdade. Acompanho V. Mardem Costa Pinto. 1. Lei n. justificadamente. com o fim de reduzir ou suprimir tributos (. Dr.12.98.. Presidente. Presidiu.4.)” (fl. Julgo-o prejudicado (RISTF art. indeferiu o pedido de habeas corpus. DECISÃO Após o voto do Senhor Ministro Relator indeferindo o habeas corpus. Situo-me apenas com relação à existência dos delitos. este julgamento. Subprocurador-Geral da República. Conclusão No presente caso.038/90.ª Turma. o julgamento foi adiado. 38).. Acompanho o relator.ª Turma. Presidência do Senhor Ministro Carlos Velloso. neste julgamento. Presidente.º. art. por maioria. o Senhor Ministro Carlos Velloso. Ausente. o Senhor Ministro Néri da Silveira. e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio deferindo o pedido. Já há sentença condenatória.Crimes contra a Ordem Tributária: A visão dos Tribunais Federais 3. a denúncia. 13. Por outro lado. Maurício Corrêa e Nelson Jobim. Conheço do habeas corpus. portanto são ilícitos penais. Ausente. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio. Exa. não admito a concessão de ofício. 2.º 8. em virtude de pedido de vista do Senhor Ministro Nelson Jobim. não vou me comprometer com a tese sustentada pelo eminente ministro Nelson Jobim. Não é a hipótese que levantei acima. 2. 21 inciso IX. MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA: Sr. indeferindo o habeas corpus. 14). VOTO O SR.

MINISTRO ANSELMO SANTIAGO RECORRENTE: ROMUALDO DEVITO ADVOGADO: DR. FALTA DE JUSTA CAUSA. RECURSO DE HABEAS CORPUS. Ministros Vicente Leal. SR. É que o paciente foi denunciado como incurso nas penas do art. Precedentes. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. Recurso improvido.º 4.ª Vara da Cidade de Campinas/SP. 2.1996. 1. Brasília-DF. SONEGAÇÃO FISCAL. vez que a instauração da ação independe do procedimento de apuração de débitos tributários.425-0/SP* RELATOR: O EXMO. Adhemar Maciel e William Patterson. os arts. inciso II. descabe o pedido de trancamento da ação penal. Tratando-se de crime de sonegação fiscal. negar provimento ao recur