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Retângulo áureo e composição No post anterior, citamos especificamente sobre a série de Fibonacci, onde cada número representa a soma

de dois números precedentes para se estabelecer uma relação proporcional, bastante utilizada em diversas áreas do conhecimento, inclusive nas artes gráficas para definição do posicionamento dos elementos na diagramação. Agora, o interesse é pela definição de um retângulo áureo, importante para garantir o rendimento máximo da composição artística, seguindo a proporção do número de ouro (? = 1,618). O número de ouro é considerado para muitos como símbolo da harmonia aplicado desde a antiguidade (no exemplo estão as pirâmides de Gizé, no Egito, construídas sobre o conceito da razão áurea). Para definir o retângulo áureo, definimos aqui o método aplicado por Ribeiro (2007), em seu Planejamento Visual Gráfico. Primeiro, traça-se um quadrado, que é um retângulo simples (ABCD), com a relação existente entre os lados igual a 1. Utilizando um dos lados deste retângulo, traça-se uma nova parte (BGFD) com comprimento igual a 0,618, o qual chamaremos de retângulo dourado ou retângulo pi (?), conforme imagem abaixo explicita melhor:

Passos para construção de um retângulo áureo (Ribeiro, 2003, p. 157) Ribeiro (2003, p. 158-159) cita outros exemplos de retângulos trabalhados na diagramação, a exemplo do retângulo áureo aproximado e do retângulo estático. Minha preocupação aqui não é exibir estas outras formas de definição de um retângulo áureo, mas sim saber a aplicabilidade deste conhecimento para resolver o problema da composição dos elementos dentro desse retângulo. A composição dos elementos requer uma sucessiva divisão dos espaços, para determinar os pontos necessários para inserção de textos e elementos pictóricos. Veja no exemplo abaixo, de um layout para um simples cartão de visita, utilizando este mesmo retângulo citado acima:

Exemplo de Ribeiro (2007, p. 162), mostrando como a sucessiva divisão dos espaços determina o posicionamento dos elementos. A partir da experiência adquirida por meio das técnicas de diagramação, foram definidas diversas soluções de divisão e distribuição dos elementos que hoje auxiliam para uma agilidade na produção de layouts por parte do diagramador. Muitos acabam utilizando modelos já pré-estabelecidos para definição de tamanhos, espaçamento e divisão de colunas para produção de um produto editorial. Mesmo assim, é praticamente imprescindível que o profissional tenha conhecimentos deste tipo para que saiba o que está fazendo e como ele poderá solucionar problemas de distribuição de elementos caso ele tenha de criar um novo formato de diagramação que fuja dos padrões préestabelecidos.

Bibliografia

RIBEIRO, M. (2007). Planejamento visual gráfico. Brasília: LGE Editora. SAMARA, T. (2007). Grid: construção e desconstrução. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Cosac Naify. http://rodrigocunha.jor.br/blog/index.php/2010/10/28/retangulo-aureo-e-composicao/