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LEI Nº 7.765 DE 23 DE JULHO DE 2002. Regula o Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais -TARF e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO MARANHÃO, Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa do Estado decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

TÍTULO I DA ESTRUTURA CAPÍTULO I DA FINALIDADE E COMPOSIÇÃO

Art. 1º- Fica regulado o Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais - TARF, previsto no art. 3o da Lei no 7.581, de 18 de dezembro de 2000.

Art. 2º - O Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais, com sede na cidade de São Luís e jurisdição em todo o território maranhense, inclusive onde se reconheça a extraterritorialidade das leis deste Estado, compõe a estrutura organizacional da Gerência de Estado da Receita Estadual, em nível de administração superior.

Art. 3º - O TARF é composto pela Primeira e Segunda instâncias de julgamento e tem por finalidade julgar em caráter definitivo os processos administrativos resultantes de infração à legislação tributária.

Art. 4º - O TARF tem a seguinte composição: I - Presidência; II - Tribunal Pleno; III - Câmaras Julgadoras; IV - Autoridade Julgadora de Primeira Instância.

Art. 5º- São órgãos auxiliares do TARF: I - Unidade de Apoio Administrativo; II - Unidade de Apoio Técnico e Normativo.

Art. 6º- A representação dos interesses do Estado, junto ao TARF, compete à Procuradoria Geral do Estado, em consonância com o disposto no art. 103 da Constituição do Estado do Maranhão.

Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8.685/07)

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indicada dentre os Auditores Fiscais da Receita Estadual. que deverá ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias. nomeados pelo Governador do Estado para um mandato de 2 (dois) anos. contados do recebimento do ofício da Gerência de Estado da Receita Estadual. elaborada pela associação de classe respectiva. A Autoridade Julgadora. tem competência para proferir decisões. § 1º Para cada vaga de representante dos contribuintes. dentre os servidores ativos da carreira de Auditor Fiscal da Receita Estadual . designados pelo Gerente de Estado da Receita Estadual.O TARF compõe-se em Primeira Instância de no mínimo 10 (dez) julgadores tributários. II .685/07) Página 2 . CAPÍTULO III DA SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO Art. com formação acadêmica superior.3 (três): 1 (um) da Associação Comercial. c)agricultura . Parágrafo único.6 (seis) representantes dos contribuintes efetivos e 06 (seis) suplentes. contendo os dados cadastrais dos candidatos. 1 (um) da Federação do Comércio e 1 (um) da Câmara dos Diretores Lojistas. despachos e solicitar diligências nos processos a ele distribuídos.CAPÍTULO II DA PRIMEIRA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO Art.2 (dois) da Federação das Indústrias. ficando administrativamente subordinado à Presidência do Tribunal e tecnicamente à Unidade de Apoio Técnico e Normativo. permitida a recondução e observada a paridade. distribuídos da seguinte forma: I . com nível superior. denominados Autoridade Julgadora de Primeira Instância. haverá uma lista tríplice.1 (um) da Federação da Agricultura.7 (sete) representantes efetivos da administração tributária e 06 (seis) suplentes indicados pelo Gerente de Estado da Receita Estadual.AFRE. denominados igualmente de Conselheiros. titular e suplente. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. 8º. com a seguinte distribuição entre as diversas classes: a)comércio . 7º. b) indústria .O TARF compõe-se em Segunda Instância de 13 (treze) membros titulares e 12 (doze) suplentes.

§ 1º As sessões das câmaras serão pública e solene e presididas pelo Presidente do TARF. dentre comerciantes. conforme o caso. dentre os Auditores Fiscais da Receita Estadual. quando for o caso. § 3º Compete às Câmaras Julgadoras conhecer e julgar os: Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. 9º . CAPÍTULO V DAS CÂMARAS JULGADORAS Art. Câmaras Julgadoras. para um mandato de 2 (dois) anos. § 4º O mandato do atual conselheiro será prorrogado até a efetiva posse do novo Conselheiro. em número de 3 (três). denominadas de primeira.§ 2º A inobservância do prazo do parágrafo anterior tornará a nomeação de livre escolha do Governador do Estado. § 5º Na renovação do mandato de Conselheiro representante da administração tributária observar-se-á o disposto no art. podendo ser removidos a qualquer tempo. ou pelo Vice-Presidente. CAPÍTULO IV DA PRESIDÊNCIA Art. 8º inciso I. preferencialmente com formação acadêmica em Direito. de 4 (quatro) conselheiros. que proferirá. designados pela Presidência. § 2º As Câmaras Julgadoras funcionarão em dia e hora fixados pela Presidência.O Tribunal será dirigido por um Presidente. indicado pelo Gerente de Estado da Receita Estadual e nomeado pelo Governador do Estado. industriais ou agricultores.685/07) Página 3 . permitida a recondução. § 2º A posse dos indicados fica condicionada à apresentação dos dados cadastrais previsto no parágrafo anterior. § 3º O mandato a que se refere o caput não ultrapassará o mandato do Governador que os nomeou. 10. o voto de desempate. cada uma. segunda e terceira câmaras permanentes serão constituídas. observada a paridade. de uma câmara para outra. observada a quantidade de processos para julgamento.

§ 1º O Tribunal Pleno será presidido pelo Presidente do TARF. 11. § 3º O Presidente do TARF nas sessões do Tribunal Pleno poderá exercer a função de relator. assumindo a presidência o Vice-Presidente. em dia e local determinados pela Presidência.recursos de ofício interpostos pelo julgador de primeira instância. § 2º A sessão plenária. § 5º As câmaras só funcionarão quando presente a maioria de seus membros. Art. CAPÍTULO VI DO TRIBUNAL PLENO Art. fraude ou conluio. ordinária ou extraordinária. II . presididas pelo Presidente do TARF ou pelo Vice-Presidente. será pública e solene podendo ser reservada para tratar de matéria interna corporis do Tribunal na qual só poderá ser tratado assuntos que forem objeto da sua convocação. serão compostas pelos Conselheiros Suplentes. A pedido do Presidente do TARF. O Tribunal Pleno será composto pelos Conselheiros titulares das câmaras permanentes e poderá reunir-se em sessão ordinária 1 (uma) vez por mês. sempre no último dia útil. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8.I .recursos voluntários interpostos pelos contribuintes e. § 4º As propostas de aplicação de equidade apresentadas pelas câmaras atenderão as características pessoais ou materiais da espécie julgada e serão restritas à dispensa total ou parcial de penalidade pecuniária nos casos em que não houver reincidência nem sonegação.685/07) Página 4 . o Gerente de Estado da Receita Estadual poderá criar câmaras suplementares que funcionarão em caráter provisório. sendo as suas decisões tomadas pela maioria simples de votos. § 1º As câmaras suplementares. § 2º A representação da Procuradoria Geral do Estado será integrada por um Procurador designado pelo Procurador-Geral. no TARF. observado o direito do voto de desempate do Presidente. 12. dentre os representantes do órgão.

13. (Alteração pela Lei 8. § 5º Compete ao Tribunal Pleno: I .conhecer e julgar os recursos de revista. na ausência do anteriormente designado. nos Recursos de Oficio e de Revista e.685/07) Art.685/07) Página 5 . 14. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. observado o disposto no Regimento Interno. Na apreciação de resolução Interpretativa será sorteado outro Conselheiro relator. independente de inclusão em pauta e publicação. extraordinariamente. observado o direito do voto de desempate da Presidência. CAPÍTULO VII DA REPRESENTAÇÃO DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO Art. § 2º O parecer de que trata o caput deste artigo será emitido no prazo de 30 (trinta) dias consecutivos. § 6º O Tribunal Pleno funcionará quando presente a maioria de seus membros. Art. A representação da Procuradoria-Geral do Estado será integrada por três procuradores credenciados que. III .decidir sobre proposta de aplicação de eqüidade apresentada por qualquer uma das câmaras. A proposta de resolução interpretativa será apreciada. por escrito. na forma que dispuser o regimento interno. que para tanto terá o prazo de 15 (quinze) minutos para examinar e relatar a matéria.aprovar propostas de Resolução Interpretativa. 14. objetivando a fiel aplicação da legislação tributária. A representação da Procuradoria Geral do Estado será integrada por 3 (três) Procuradores credenciados que emitirão parecer escrito nos processos submetidos ao Tribunal. de forma preferencial. somente quando solicitado pelo Conselheiro-Relator ou Presidente do TARF. Parágrafo único. objetivando a fiel aplicação da legislação tributária.§ 4º O Tribunal Pleno poderá ser convocado. tratando-se de Recursos Voluntários. sendo as suas decisões tomadas pela maioria simples de votos. na Procuradoria. § 1º Os Procuradores serão designados pelo Procurador-Geral do Estado. quando necessário. pelo Tribunal Pleno. se manifestarão previamente. II . contados da data do recebimento do processo.

18. com atuação na área de suporte normativo.685/07) Art. na forma que dispuser o regimento interno. A Autoridade Julgadora de primeira instância recorrerá de ofício. O Procurador do Estado junto à Primeira Câmara será o que funcionará junto ao Tribunal Pleno. improcedência total ou parcial e tempestividade do ato impugnado. 17.§ 3º Nas demais hipóteses.685/07) . com atuação na área de secretariado e protocolo. TÍTULO II DO JULGAMENTO CAPÍTULO I DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA Art. denominados: I . Parágrafo único. 16. determinando a intimação do sujeito passivo. na forma que dispuser o regimento interno. jurisprudencial.00 (cinco mil reais). Junto a cada Câmara Julgadora e ao Tribunal Pleno funcionará um representante da Procuradoria Geral do Estado. Art. Página 6 Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8.Unidade de Apoio Administrativo. CAPÍTULO VIII DOS ÓRGÃOS AUXILIARES Art. O valor de que trata o caput será atualizado através de indexador a ser definido pelo Estado. Parágrafo único. controle e avaliação de resultados.Unidade de Apoio Técnico e Normativo. (Incluído pela Lei 8. II . Art. sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e/ou multa de valor superior a R$ 5. a manifestação obrigatória dos representantes da ProcuradoriaGeral do Estado será oral. na ata de julgamento. Os processos que contiverem indício de crime contra a ordem tributária terão preferência no julgamento. O TARF será composto de 2 (dois) órgãos auxiliares diretamente subordinados à Presidência. reduzida a termo pela secretária da sessão.000. 15. 19. O julgamento resolverá todas as questões suscitadas no processo e concluirá pela procedência. pesquisa.

685/07) Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. Art. Da decisão proferida em primeira instância cabe pedido de reconsideração.Art. 25. A Autoridade Julgadora proferirá decisão em processo contencioso fiscal. § 1º O prazo de que trata o caput poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias. Art.00 (dez mil reais) (Alteração pela Lei 8. 21. podendo propor a formulação de Resolução Interpretativa. interposto pela Autoridade Julgadora quando da decisão de improcedência no todo ou em parte do Auto de Infração. que resultar valor superior a R$ 10. Art. sendo convocado o suplente. No julgamento dos processos perante o Tribunal Pleno não poderá ser relator o Conselheiro que tenha exercido esta função perante a Câmara Julgadora. Compete a Segunda Instância julgar: I . 20. Compete.000. 24. no prazo de 10 (dez) dias. ainda. fará a devolução com pedido de inclusão em pauta para julgamento.685/07) Página 7 . mediante justificativa. O processo encaminhado ao Tribunal será distribuído a um relator que. CAPÍTULO II DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA Art. o relator não participará de outra sessão de julgamento até a devolução do processo à secretaria do Tribunal. 22. contados da data da distribuição do processo. Parágrafo único. O prazo para a conclusão do julgamento é de 30 (trinta) dias. 23. § 2º Não observado o prazo de prorrogação de que trata o parágrafo anterior. Art. 26.recurso de ofício. a Autoridade Julgadora apreciar a Revisão de Ofício de competência da Autoridade Preparadora. Art. exceto se incompatíveis. Na decisão em que for julgada questão preliminar ou prejudicial será também julgado o mérito.

na esfera administrativa. II . 28. na ata de julgamento. II . 27. que resultar valor superior a R$ 5. interposto pelo Contribuinte.000.685/07) Página 8 . decorrido o prazo para recurso voluntário. São definitivas. após discussão e aprovação pela respectiva Câmara Julgadora. No processo. (Incluído pela Lei 8. não tenha sido interposto no prazo.de Primeira Instância. § 1º Os recursos previstos nos incisos I e II serão apreciados pelas câmaras julgadoras e o previsto no inciso . quando cabível. o Conselheiro Relator. § 3º O recurso voluntário interposto de decisão que discute matéria essencialmente técnica receberá manifestação oral do representante da Procuradoria-Geral do Estado. a questão preliminar ou prejudicial será julgada antes do exame do mérito.recurso de ofício.recurso de revista interposto pelo Contribuinte e/ou Procurador do Estado quando divergirem as decisões camerais. o conselheiro vencido deverá votar no julgamento de mérito. para formação do seu livre convencimento. CAPÍTULO III DA EFICÁCIA E EXECUÇÃO DAS DECISÕES Art. Parágrafo único. interposto pela Autoridade Julgadora quando da decisão de improcedência no todo ou em parte do Auto de Infração.de Segunda Instância.recurso voluntário. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8.I . Relator e Procurador do Estado.00 (cinco mil reais). que será reduzida a termo pela secretária da sessão. as decisões: I . § 2º O acórdão será assinado pelo Presidente da Câmara ou do Tribunal Pleno. Rejeitada a questão preliminar ou prejudicial. de que não caiba recurso ou. III pelo Tribunal Pleno. (Incluído pela Lei 8. III . poderá solicitar parecer escrito da Procuradoria-Geral do Estado.685/07) Art.685/07) § 4º Tratando-se de recurso voluntário. se presente à sessão de julgamento.

TÍTULO III DO PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO CAPÍTULO I DOS ATOS E TERMOS PROCESSUAIS Art. CAPÍTULO V DA AUTORIDADE PREPARADORA Art. 31. Consideram-se Autoridade Preparadora a Agência Central.Parágrafo único. o Procurador do Estado e os Gestores Chefe da Célula para Gestão da Administração Tributária da Gerência de Estado da Receita Estadual. de adoção obrigatória. Parágrafo único. tem por finalidade dirimir conflitos de entendimentos entre Autoridades Julgadoras de Primeira Instância ou entre Câmaras Julgadoras e uniformizar a jurisprudência do Tribunal. 29. apuração das infrações fiscais e controle da legalidade do lançamento. Especial e Local de Atendimento da Gerência de Estado da Receita Estadual. A fase litigiosa do processo inicia-se com a apresentação tempestiva da impugnação ao auto de infração. revisão ou cancelamento da Resolução Interpretativa o Presidente do Tribunal. mediante publicação no Diário Oficial do Estado. O Processo Administrativo Tributário regulado por esta lei compreende o processo contencioso fiscal para determinação e exigência dos créditos tributários.685/07) . CAPÍTULO IV DA RESOLUÇÃO INTERPRETATIVA Art. A decisão definitiva deverá ser cumprida a partir da data em que adquirir essa condição. o Conselheiro Efetivo. Compete à Autoridade Preparadora a Revisão de Ofício do Auto de Infração não impugnado que deverá ser remetida ao TARF para julgamento pela Autoridade Julgadora de Primeira Instância. Art. § 1º Têm legitimidade para propor a formulação. A Resolução Interpretativa. 32. § 2º A expedição da Resolução Interpretativa será de competência do Gestor Chefe do Corpo Técnico para Tributação da Célula para Gestão da Administração Tributária da Gerência de Estado da Receita Estadual. a Autoridade Julgadora. 30. Página 9 Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8.

quando a lei não prescrever forma. 33. O sujeito passivo tem capacidade postulatória. rasuras ou emendas não ressalvadas. O processo será desdobrado no caso de impugnação parcial. 37. § 1º A nulidade do ato será declarada pela autoridade competente para julgar a sua legitimidade. resultante de confissão ou desistência do sujeito passivo. conterão somente o indispensável à sua finalidade. consignando esta circunstância no processo original. Art. II . § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade. sem espaço em branco. Os atos e termos processuais. a Autoridade Julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. entrelinhas.685/07) Página 10 . realizado de outra maneira. alcançar a sua finalidade e não resultar prejuízo ao contraditório e à ampla defesa.com preterição do direito de defesa. a autoridade julgadora considerará válido o ato se. São nulos os atos e termos: I . Art. 34. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. não cumprida a exigência relativa à parte não litigiosa do crédito. Parágrafo único. 36. a autoridade dirá os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. para estar no Processo Administrativo Tributário. 35. Art. em causa própria.lavrados por autoridade incompetente ou impedida. A Autoridade Julgadora determinará a formação de autos apartados para a imediata cobrança da parte não impugnada. § 2º Na declaração de nulidade. Quando a norma prescrever determinada forma.Art. Art.

Na sessão de julgamento havendo ausência. inclusive aquelas decorrentes de cálculo ou de capitulação de infração ou de multa. Todos os meios legais. 43. A autoridade Julgadora poderá solicitar que o sujeito passivo apresente documentos comprobatórios de suas alegações. constituindo o mesmo em confissão da matéria para todos os efeitos legais. impedimento ou suspeição do Presidente.Art. não acarretarão a sua nulidade. Art. salvo se este lhes houver dado causa ou quando não influírem na solução do litígio. desde que fique traslado ou cópia nos autos. Os atos do contencioso têm preferência sobre os demais atos administrativos.685/07) Página 11 . Art. será este substituído pelo Vice-Presidente. Art. 44. Parágrafo único. será este substituído por um representante da administração tributária. O pedido de desistência de recurso só poderá ser conhecido se apresentado antes de concluído o julgamento. 40. impedimento ou suspeição do Conselheiro efetivo. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. 38. mais antigo ou idoso. a critério da Presidência. Art. incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior. As incorreções ou omissões do Auto de Infração. bem como os moralmente legítimos. impedimento ou suspeição do VicePresidente. são hábeis para provar a verdade dos fatos em que se funda o auto de infração ou a defesa. 46. Os documentos que o interessado fizer juntar ao processo poderão ser restituídos mediante requerimento. não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo. CAPÍTULO II DA SUBSTITUIÇÃO Art. Art. se do processo constarem elementos suficientes para determinar com segurança a infração e o infrator. pela ordem. Na sessão de julgamento havendo ausência. 41. As irregularidades. A convocação do suplente ocorrerá na hipótese da ausência. 45. Art. com antecedência mínima de 24 (vinte quatro) horas da sessão de julgamento. 42. Art. 39.

A intimação far-se-á: I . III . mediante assinatura do sujeito passivo. A Autoridade Julgadora de Primeira Instância será substituída por decisão exclusiva do Gerente de Estado da Receita Estadual. por via postal ou telegráfica. pessoa jurídica em inatividade. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. 49. Art. ou da declaração de quem fizer a intimação ou termo de recusa.na data do recebimento.na data da ciência do intimado. seu mandatário ou preposto e.§ 1º O Conselheiro suplente convocado e em exercício terá os mesmos direitos e obrigações dos demais Conselheiros. 50. se pessoal.30 (trinta) dias após a data de publicação ou afixação do edital se este for o meio utilizado.pelo autor do procedimento ou por agente de órgão preparador. 47. Considera-se realizada a intimação: I . far-se-á a intimação na pessoa dos sócios ou co-responsáveis.por via postal ou telegráfica. Art. com prova de recebimento. § 2º Ao Conselheiro suplente é facultado comparecer às sessões. II . CAPÍTULO III DAS INTIMAÇÕES Art. na própria peça lavrada. com declaração escrita de quem o intimar. independentemente de convocação. II . no caso de recusa. Não localizado representante legal do sujeito passivo. Art. 48. se tiver conhecimento da ausência ou impedimento do Conselheiro efetivo. IV .na hipótese do inciso anterior. quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos anteriores. se a data for omitida. 15 (quinze) dias após a entrega da intimação à agência postal telegráfica. III .por edital.685/07) Página 12 .

51. emissão de parecer jurídico pelo Procurador.Parágrafo único.15 (quinze) dias para: a) relator apresentar voto escrito no processo de Resolução Interpretativa. o ato do sujeito passivo será praticado naquele fixado pela autoridade julgadora observando o prazo máximo de 30 (trinta) dias.30 (trinta) dias para: a) b) c) de impugnação. dentro do prazo de 30 (trinta) dias da ciência da intimação.10 (dez) dias para: a) recurso de revista. IV . III . é facultada vista do processo nos expedientes normais do órgão preparador. Não havendo prazo expressamente previsto. § 4º A parte pode renunciar o prazo estabelecido exclusivamente em seu favor. apresentação prolação da decisão de primeira instância. b) devolução do processo pelo Relator com pedido de pauta. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. Ao sujeito passivo. CAPÍTULO IV DOS PRAZOS Art. § 1º Computar-se-ão os prazos excluindo o dia do início e incluindo o do vencimento. § 3º Os prazos começam a correr a partir do primeiro dia útil após realizada a intimação. § 2º Considera-se prorrogado até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado ou na situação de não haver expediente normal na repartição em que se deva praticar o ato.685/07) Página 13 . II .20 (vinte) dias para: a) recurso voluntário. 52. Os prazos processuais são contínuos e não se interrompem. § 5º Vencido o prazo extingue-se o direito do sujeito passivo à prática do ato. Art. Os atos processuais realizar-se-ão nos seguintes prazos: I . Parágrafo único.

7. receberá. de 18 de dezembro de 2000. Art. O Conselheiro. o valor de que trata o caput do presente artigo. 60. 58. exonerar-se ou for demitido do seu cargo na Gerência de Estado da Receita Estadual. previsto na Lei nº 7. sem prévia justificativa perante o Presidente. que fará a devida comunicação ao Gerente de Estado da Receita Estadual.685/07) Página 14 . por cada sessão que efetivamente venha participar.685/07) Art. mensalmente. de 18 de dezembro de 2000. (Vetado) Art. proporcionalmente. de Primeira e Segunda Instância. previsto na Lei no. A posse de Conselheiro e Julgador Tributário dar-se-á perante o Presidente do Tribunal. Art. mensalmente. Art.581.581. 54. “jeton” equivalente ao limite do valor de um cargo em comissão Símbolo DGA. (Vetado) Art. 55.TÍTULO V DOS MEMBROS DO TRIBUNAL Art. Considerar-se-á renúncia tácita ao mandato o não comparecimento de qualquer Conselheiro a 3 (três) sessões seguidas ou a 10 (dez) não consecutivas. 57. titular e suplente. o servidor que se licenciar para tratar de interesses particulares. (Vetado) Art. mediante a apresentação do ato de nomeação e assinatura do Termo de Posse. Os processos pendentes de decisão definitiva. TÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. (Vetado) Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. durante o mandato. Art. pela efetiva participação nas sessões de julgamento. 56. 54. 61. jeton ao limite do valor equivalente ao Cargo de Gestor da Receita Estadual IV. Perde o mandato de Conselheiro ou a função de Julgador Tributário. Os Conselheiros e Procuradores do Estado receberão. Símbolo DAS-1. anualmente. 53. Os Conselheiros e Procuradores do Estado receberão. passarão a compor o acervo de processos do Tribunal. pela efetiva participação nas sessões de julgamento. 59. Parágrafo único. (Alteração pela Lei 8.

62. 70. 65. (Vetado) Art. 64. 181º DA INDEPENDÊNCIA E 114º DA REPÚBLICA. 23 DE JULHO DE 2002. (Vetado) Art. (Vetado) Art. 69.Art. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO. 68.685/07) Página 15 . EM SÃO LUÍS. (Vetado) Art. (Vetado) Art. A Excelentíssima Senhora Chefe do Gabinete do Governador a faça publicar. (Vetado) Art. O chefe do Poder Executivo regulamentará esta Lei por decreto. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais –TARF (atualizado até Lei 8. portanto. (Vetado) Mando. 66. 67. imprimir e correr. 63. Art. a todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução da presente Lei pertencerem que a cumpram e a façam cumprir tão inteiramente como nela se contém. (Vetado) Art.