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APOSTILA 1 - Do Trovadorismo ao Simbolismo Literatura Brasileira – 1ª e 2ª séries. QUADRO SINÓTICO DOS PERÍODOS LITERÁRIOS 1.

PORTUGAL Período Trovadorismo Humanismo Classicismo Barroco Arcadismo Romantismo Realismo/Naturalismo/Parnasianismo Simbolismo Modernismo 2. BRASIL Período Literatura Informativa sobre o Brasil e Literatura Jesuítica Barroco Arcadismo Romantismo0 Realismo/Naturalismo/Parnasianismo Simbolismo Pré-Modernismo Modernismo Obs.: A literatura atual, de mais ou menos 1950 em diante, é chamada de pósmodernista, seguindo a tendência das Artes. Época 1500 - 1601 1601 – 1768 1768 – 1836 1836 – 1881 1881 – 1893 1893 – 1902 1902 –1922 1922 aos dias de hoje Época 1189(98) –1434 1434 –1527 1527 –1580 1580 –1756 1756 – 1825 1825 –1865 1865 –1890 1890 –1915 1915 aos dias de hoje

Estudo dos Períodos I. TROVADORISMO Representou o início da atividade literária da língua portuguesa. A Ribeirinha, de Paio Soares Taveirós, foi a primeira composição literária portuguesa. As canções dessa época chamadas, de cantigas classificavam-se em: cantigas de amor, de amigo; de escárnio e de maldizer. Características principais: 1. 2. 3. 4. 5. Lirismo amoroso. Predomina a arte poética (trovadores). Presença do ambiente campestre. Referência a aspectos da vida na Corte, onde se encontravam os nobres. Presença constante do aspecto religioso. Teocentrismo (devido ao predomínio da Igreja na época, Deus era considerado o centro do universo e era disseminada entre o povo a idéia de que a sociedade estava dividida entre dominados e dominadores porque "era a vontade de Deus". Os dominados somente seria possuidores de uma grande riqueza no céu, após a morte, e, nesta vida, se alguém desejasse mudar de classe social era contrariar a vontade de Deus). Lamentos de amores impossíveis ou já passados. Refrões (repetição de determinados versos). Atos heróicos dos cavaleiros (nas novelas).

6. 7. 8.

Abaixo, você vê um exemplo de cantiga de amigo: Cantiga de amigo (J. J. Nunes) Levad’, amigo, que dormides as manhãas frias; (Levad’: levantai) Todalas aves do mundo d’amor dizian: Leda m’and’eu! (Leda: contente) Levad’, amigo, que dormide’las frias manhãas; Todalas aves do mundo d’amor cantavan: leda m’ande’eu! Todalas aves do mundo d’amor dizian: do meu amor e do voss’en ment’avaian (En ment’avian: traziam na mente) Leda m’and’eu! Todalas aves do mundo d’amor cantavan: do meu amor e dos voss’i enmentavam: (i: aí; enmentavam: traziam na mente) Leda m’and’eu!’’ do meu amor e do voss’en ment’avian; vós lhi tolhestes os ramos en que siian: (Siian: pousavam)| Do meu amor e do voss’i enmentavam; Vós lhi tolhestes os ramos en que pousavam: leda m’and’eu! Vós lhi tolhestes os ramos en que siian: E lhe secastes as fontes en que bevian: leda m’and’eu! vós lhi tolhestes os ramos en que pousavam: E lhi secastes as fontes u se banhavan: Leda m’ande’eu!

1. 2. 3. 4. 5. 6. I.

Interpretação: O eu-lírico dessa cantiga é masculino ou feminino? Justifique. Que papel a natureza desempenha no texto? Que observações você faria com relação à linguagem da cantiga? Que refrão encontramos no texto? Como você definiria refrão? Que tipo de sentimento o eu-lírico expressa nessa cantiga? Com relação ao número de versos, a cantiga está composta de que tipo de estrofe? HUMANISMO O Humanismo foi um período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, entre o teocentrismo e o antropocentrismo (homem como centro do universo). É a época dos grandes descobrimentos marítimos e do aparecimento da burguesia como classe social. Características principais: 1. 2. 3. 4. 5. 6. Surgimento do teatro, com Gil Vicente. A poesia separa-se da música, embora coexistam as cantigas. Maior interesse pelo ser humano e questionamento de suas atitudes. Presença de um espírito mais crítico. Importância à historiografia (arte de escrever a história). Valorização dos escritos que encerrassem ensinamentos (prosa doutrinária) Trecho da Farsa de Inês Pereira, peça teatral de Gil Vicente. Inês queria casar-se com um homem que fosse inteligente ("avisado") e trovador, não importando que fosse pobre. Acaba escolhendo um charlatão, que a maltratava, o Escudeiro. Um dia, estando o marido na guerra, ela recebe uma carta do irmão: Lê Inês Pereira a carta, a qual diz: Muito honrada irmã, esforçai o coração e tomai por devoção de querer o que Deus quer. Inês E isto que quer dizer? (Prossegue): E não vos maravilheis de cousa que o mundo faça, que sempre nos embaraça com cousas. Sabei que, indo vosso marido fugindo da batalha para a vila, a meia légua de Arzila, o matou um mouro pastor. ............................................... Inês Mas que nova tão suave! Desatado é o nó!

Se eu por ele ponho dó. repetenado insolente) que em figura de avisado é malino e sotrancão dissimulado) Agora quero tomar.. inteligentes. dai ao demo a opinião! Vai Lianor Vaz por Pero Marques. barbudo... e finge Inês Pereira estar chorando.. (asinha: (avisados: .. Inês Pereira? Inês Muito triste.) Isso me haveis de dizer? Quem perdeu um tal marido...... o diabo me arrebente! Para mim era valente e matou-o um mouro só! Guardar de cavaleirão.. Lianor Pois tendes esse saber. não tomeis tristura... Não no quero já sabido. mas vós quereis avisados.... já esse tempo passou" Sobre quantos mestre são..... Quereis ora quem vos quer.. Pois tão caro há-de custar. Que a morte todos gasta... Lianor Filha. Para boa vida gozar. e diz Lianor Vaz: Como estais. E tão amigo de minha vida.... Inês Jesus! Jesus! Tão asinha! depressa.. dizendo: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja.) Inês Não.. Pero Marques tem que herdou fazenda de mil cruzados.. ............. Tão discreto e tão sabido..... O que havedes de fazer? Casade-vos. minha filha. (dó: luto) (repetenado: (sotrancão: Aqui vem Lianor Vaz. Lianor Dai isso por esquecido e buscai outra guarida.. Um muito manso marido... a experiência dá lição. e fica Inês Pereira só.. Lianor Vaz..

7. 2. O que importa é descobrir e conquistar o mundo e não buscar o caminho para o céu (entre as descobertas. asno que me leve quero. Características principais: 1. e não cavalo folão. 4. Personificação (atribuição de qualidades humanas a seres não-humanos).Por usar de siso mero. 1. CLASSICISMO Tendo suas origens no Humanitismo. o homem volta-se mais para os acontecimentos terrenos. Imitação dos clássicos greco-latinos. 6. da política e da religião. Dê sua opinião: Será que ainda existem pessoas que vêem no casamento um "investimento" e não um ato de amor? I. Tente encontrar alguma no trecho acima e copie-a. Inês sempre fez questão de homem inteligente. cuja produção literária abrangeu o lírico e o épico (Os lusíadas). 4. Uma das características do Humanismo era a crítica às atitudes humanas. com utilização da mitologia greco-latina. o Classicismo representa uma reação aos valores da Idade Média. considerados como modelo de perfeição. 2. Pelo trecho que você leu. 5. Culto da beleza e da perfeição formal. além de peças teatrais. Universalidade ( a obra deveria valer para todos e não estar voltada a problemas pessoais do autor). Foi um século de muita agitação no campo da cultura. do Escudeiro e de Lianor Vaz. Encantado com os sucessos exploratórios e materiais. O homem passa a ser o principal centro de interesse. e o saber humano emanado da cultura greco-latina é valorizado e ressuscitado. Paganismo. deixando de lado o conceito divinizante anterior. Após a morte do marido. Clareza e objetividade. trace um perfil de Inês. ainda era essa sua postura? Explique. Racionalismo (sentimentos e emoção controlados pela razão). O principal representante do Classicismo português foi Luís Vaz de Camões. violento) antes lebre que leão. antes lavrador que Nero. 9. Rigor na métrica e na rima. 8. Correção gramatical e uso da ordem inversa. 10. Quantas vezes se fala em amor? 5. No texto falou-se muito em casamento. 3. inclui-se a do Brasil ). Valorização da épica (feitos dos heróis contados em verso). . Interpretação (folão: irrequieto. 3. A Igreja Católica encontra-se em crise em função das idéias protestantes da Reforma.

explique o que é perfeição formal. LITERATURA INFORMATIVA SOBRE O BRASIL E LITERATURA JESUÍTICA A Literatura Informativa abarca tudo o que cronistas e viajantes registraram sobre o Brasil no Século XVI. Mas a Razão. Analisando o esquema de rimas. É dessa época a "certidão de nascimento" do Brasil: a Carta. de Pero Vaz de Caminha. Que perde suas forças a afeição. Cultrix. Manuel os fatos que aconteceram e o que observou na nova terra encontrada. 4. o número de sílaba nos versos e a estrofação. e nova dor! Estranheza de grande admiração. teatro) voltados à catequização dos índios. logo após sua descoberta pelos portugueses. Depois. Não creio que é Razão. Pelo que se depreende da terceira estrofe. 5. mas há de ser Inclinação que eu tenho contra mim. org. Luís de Camões. I. o amor é um sentimento forte ou fraco? Explique. 1988.) Interpretação 1. Mas antes muito mais se esforça assim Um contrário com outro por vencer.Soneto Luís Vaz de Camões Sempre a razão vencida foi de Amor. Esplique o significado do segundo e do terceiro verso da primeira estrofe. escrivão da esquadra de cabral. . A que conclusão o eu-lírico chega na última estrofe? 7. Segundo o eu-lírico. relatando ao rei D. porque assim o pedia o coração. Mas. Ora que caso pode haver maior! Novo modo de morte. representada sobretudo por José de Anchieta. (In: Massaud Moisés. 3. envolve textos religiosos (poesia. Quis Amor ser vencido da Razão. quem foi sempre o vencedor: o amor ou a razão? Justifique através do texto. relacione sua conclusão a uma característica do Classicismo. Explique o significado da segunda estrofe. lírica. SP. que a luta vence. Que elementos se encontram personificados no soneto? 2. 6. enfim. Por que não perca a pena o seu rigor! Pois nunca houve fraqueza no querer. A Literatura Jesuítica.

Utilizam-na como anteparo contra o inimigo. Chamavam-na Ubatuba. moços e velhos das cabanas. e tive que lhes gritar em sua língua: "Aju ne xé peê remiurama". Bem perto trabalhavam as mulheres numa cultura de plantas de raízes. Os homens se retiraram com os arcos e flechas para suas moradias e deixaramme com as mulheres.. chamados Maracá. vossa comida". Cronistas e viajantes. SP. Abril Educação. isto é: "Estou chegando eu. e de novo vieram. Orgs. Dirigimo-nos para uma praia. preocupada com as idéias da Reforma Protestante. que eles chamavam mandioca. mas durante meia hora não houve nenhum homem perto de mim. Os homens estavam durante este tempo reunidos em uma outra choça. fortificação de estacas longas e grossas que rodeia suas choupanas como a cerca dum jardim. A que se deve a denominação "de viagens ou informativa" dada a essa literatura? V. que ficavam num outeiro. Por quê? 4. Lá bebiam cauim e cantavam em honra de seus ídolos. BARROCO O Barroco é literatura do conflito e dos extremos. A igreja Católica. explorados e exploradores? Que Deus era aquele que cobrava impostos e absolvia em troco de um pedaço de terra? Que Deus era aquele que condenava o prazer e só sabia castigar? . bateram-me. outras atrás. Havia. aberta ao mar. nos índios um desejo de vingança contra os brancos. Quais são? 3. com a ambição desmedida de seus representantes. (In: Carlos Vogt e José Augusto Guimarães de Lemos. e queriam ver-me. Depois introduziram-me elas na choça. Estavam aí muitas delas. ameaçadoras. inicia a Contra-Reforma. que me rodearam.avistamos sua habitações". ricos e pobres. que são matracas feitas de cabaças. O canto eu ouvia. entoavam aos prisioneiros que tencionavam devorar. trinta milhas.Texto: Como os selvagens se portaram comigo no primeiro dia em sua aldeia Hans Staden No dia seguinte – às ave-maria a julgar pelo sol – avistamos suas habitações.. e os grandes avanços verificados no conhecimento humano levaram o homem a valorizar-se mais e concluir que tinha autonomia. a que o cronista se refere? 2. Em se tratando da época do Descobrimento do Brasil. Literatura comentada). escarapelaram-me os cabelos e significaram-me. dando-me socos. onde tive que deitar-me numa rede. que arrancavam raízes. questionando o discurso da Igreja: que Deus era aquele que determinava a existência de escravos e senhores. Podemos dizer que o texto em questão é literário? Por quê? 5. Acudiram então todos. No texto há referência a duas praias lusitanas bastante freqüentadas atualmente. Fomos à terra. onde eu tinha sido aprisionado. dançando e cantando uma canção quem segundo seu costume. apenas mulheres e crianças. isto em função das diferentes visões de mundo advindas da Idade Média (teocentrismo) e da Idade Moderna (antropocentrismo). Tínhamos levado três dias de caminho percorrido de Bertioga. Interpretação 1. No interior da caiçara arrojaram-se as mulheres todas sobre mim. Algumas foram à minha frente.. Quando nos aproximamos. como iriam devorarme. 1982. Assim trouxeram-me elas até a caiçara. os quais talvez lhes houvessem profetizado que iriam fazer-me prisioneiro. vimos uma pequena aldeia de sete choças. A própria corrupção da Igreja Católica. arrepelando-me a barba. ao lermos ". e diziam em sua linguagem: "Xé anama poepika aé!" "Com esta pancada vingo-me pelo homem que os teus amigos nos mataram".

Principais representantes do Barroco: padre Vieira e Gregório de Matos Guerra Texto: Ao divino sacramento Gregório de Matos Tremendo chego.Se. essa mudança de atitude levou a progressos. 7. Tentativa de conciliar matéria espírito. se é triaga da virtude e veneno da maldade? Como comerei de um pão. trocadilhos. Pessimismo. e realmente não existir o pecado? Toda essa situação levará a atitudes contrditórias e questionadoras. . pois ficou uma grande dúvida no ar: Deve-se. meu Deus. Presença de paradoxos (figura de linguagem que apresenta idéias aparentemente absurdas). predominante na prosa. 5. sobretudo na poesia ( cultismo). 11. Jogos de palavras. E se eu viver em função do divino. 9. Busca da essência das coisas. lutar por si mesmo. levou a uma incerteza com relação à realidade. Uso de motivos religiosos. por outro. 2. que me dais. 6. À vossa mesa divina como poderei chegar-me. que a fé é muito animosa mas a culpa mui cobarde. viver em função do terreno ou do divino? E se eu viver em função do terreno e a Igreja tiver razão? Vou para o inferno. 4. e não ficar esperando as coisas "caírem do céu". 10. afinal. um pão que a todos dá vida. por que me salve. Presença de antíteses (figura de linguagem que joga com idéias contrárias: vida/morte. e a mim temo que me mate? Como não hei de ter medo de um pão. Sentimento de insegurança. privando-me para isso de alguns prazeres. por um lado. luz/trevas). através de sua análise ( conceptismo). Preocupação com a morte. 3. Linguagem rebuscada. 8. Ordem inversa. pois o homem percebeu que deveria agir. que se revelarão na arte da época. ante vossa divindade. que é tão formidável. Características principais 1.

único meio de se chegar à verdade. Com a superioridade da razão.. A doutrina iluminista guia o pensamento no século XVIII....vendo que estais todo em tudo... vossos juízos são fundos. O Arcadismo começa.. org. com a fundação da Arcádia Lusitana.... da liberdade individual...... você diria que o poeta está seguro ou inseguro quanto ao rumo a seguir? 4.. dando-se a conhecer através da natureza... .... Cultrix.. São Paulo.. ARCADISMO OU NEOCLASSICISMO Arcádia era. pois como quereis que eu o beba. na mitologia. é uma reação aos abusos do clero e da nobre. em Portugal. . entre tais perplexidades de salvar-me ou de perder-me.. (Apud José Miguel Wisnik.. Na verdade.... Relendo as duas últimas estrofes.... 1975. Qual é a única certeza que o poeta tem? VI.. O que você entende do que foi colocado na quarta e quinta estrofes? 3..) Interpretação 1. o Século das Luzes: exaltação da razão. de Cláudio Manuel da Costa. Eu confuso neste caso. 2. cujas leis regeriam tudo o que existe (teoria mecanicista).. Poemas escolhidos. sem necessidade de orações e outras cerimônias religiosas. Gregório de Matos. cada um com liberdade de lutar para obter o que deseja.. um monte grego onde se reuniam pastores. Reveja as características do Barroco e indique quais se aplicam ao texto. Contrariando os princípios da Idade Média... isso não. e perdoai-me: como quem tanto vos ama.. para confirmarmos pazes? Senhor... há de beber-vos o sangue? Beber o sangue do amigo é sinal de inimizade.. Deus aparece representando a suprema Inteligência.... prega-se a igualdade entre os homens. com a publicação de Obras.. econômica e da igualdade perante a lei.. eu não vos entendo: vossos preceitos são graves. vossa idéia inescrutável. e estais todo em qualquer parte? Quanto a que o sangue vos beba.. no Brasil...

Como se encoleriza....... Principais representantes do Arcadismo: Manuel Maria du Bocage (Portugal)...Características principais: 1. nos sentemos À Sombra deste cedro levantado. E os seus assim sustenta.. 7.. Um pouco meditemos Na regular beleza. 9. Rio de Janeiro. 13. Simplicidade..... Paixões controladas. Cláudio Manuel da Costa (participantes da Conjuração Mineira)... 12. ó cara.. Fuga do ambiente urbano (fugere urbem).. como aquela vaca preta O novilhinho seu dos mais separa E o lambe... Excesso de adjetivos... Atende... Santa Rita Durão.. Tecnoprint.. substituindo o luxo. Personificação.... Tomás Antônio Gonzaga. Atende mais..... 3.) . 11. 5. enquanto chupa a lisa teta.. Que junto deles pisa. .. (Marília de Dirceu. E salta sem receio a todo o vulto.. 2. 6. como cheia de ternura Entre as asas ao filho essa ave aquenta... busca da natureza (locus amenus). Repara.. Presença da mitologia greco-latina.. E salte em cima dela... Como aquela esgravata a terra dura. Silva Alvarenga... nos descobre A sábia natureza. A arte como imitação da natureza. 8.. Obras em verso.. Temas pastoris e campestres (artista = pastor)... Basílio da Gama. culto ao homem simples (aurea mediocritas).. Uso da razão Volta ao estilo clássico (de onde o nome "Neoclassicismo")... Que em tudo quanto vive.... Como a ruiva cadela Suporta que lhe morda o filho o corpo.. Objetividade.. Lira XIX Tomás Antônio Gonzaga Enquanto pasta alegre o manso gado... 4. 10. Preocupação com a forma... Minha bela Marília.

o aperfeiçoamento e a expansão da imprensa favorecem a publicação de diversos gêneros. a ascensão da burguesia e a Revolução Industrial reforçaram as bases do capitalismo. sobretudo na Inglaterra. Outros fogem para o sonho. é natural que começasse a se desenvolver um espírito nacionalista. a partir da Segunda metade do século XVIII. com a publicação do poema Camões. que perderá efeito em 1834. há uma mudança na escala de valores da sociedade. 3. VII. em busca de um mundo ideal. de Gonçalves de Magalhães. As monarquias absolutistas entram em crise. como meio de esquecer essa realidade que choca. A vinda da corte real portuguesa em 1808 acarreta algum desenvolvimento ao Brasil. Após a Revolução Francesa (1789) toda a Europa passa por um período de transformações. tentando libertar-se das influências europeizantes. onde a Revolução Industrial tinha efeitos mais marcantes. O texto apresenta preocupação com a forma? Justifique. na Inglaterra e na Alemanha. 1. A cultura e a sociedade Se a Revolução Francesa fortaleceu o desenvolvimento das idéias liberais.Interpretação. amedronta. Com a ascensão da burguesia. No âmbito cultural. Que características do Arcadismo você encontra no texto? 2. Em Portugal. de perda de valores. passando a prevalecer a posse do dinheiro. . estabelecendo-se o regime monárquico. João VI para o Brasil. para o restante da Europa e para a América. . De qualquer forma. 1. de Aluísio de Azevedo. dali. Daí o saudosismo que se pode detectar em muitas obras românticas e o culto a heróis medievais. o que acarreta maior popularização da arte. e vai até 1881. para um certo segmento da sociedade surge o sentimento de frustração. em 1836. e vai até 1865. que se revelará nas obras de arte. Que visão o poeta tem da natureza? 4. na primeira estrofe. e Memórias póstumas de Brás Cubas. o movimento romântico começa com a publicação de Suspiros poéticos e saudades. de Almeida Garrett. Em função da ânsia de ganhos que começa a prevalecer na mente das pessoas. os ideais da Revolução Francesa fixam no homem o desejo de "liberdade. ROMANTISMO O Romantismo surge. já que o homem começa a degradar-se para conseguir uma boa posição social. igualdade e fraternidade". irradiando-se para a França e. Brasil No Brasil. devido a uma revolução iniciado no Porto. a invasão napoleônica (1807) provoca a mudança de D. voltadas sobretudo ao cenário brasileiro. quando se inicia o próximo movimento (Realismo). Portugal O Romantismo português tem início em 1825. pois o passado aparece como a real fonte de valores autênticos. Em 1822. os portugueses organizam uma Constituição liberal. Explique o significado de "regular beleza". Momento Histórico 1. quando são publicados os romances O mulato. corrompe. a burguesia se firma juntamente com o liberalismo sóciopolítico. gerando movimentos de libertação e tentativa de restituição do equilíbrio à nação portuguesa. que culmina com a Proclamação da Independência em 1822. de Machado de Assis. Tornando-se uma nação independente.

valorização do "eu". da sociedade. evasão. escapismo. Pessimismo. almejando reformas na estrutura da sociedade. não conhecemos nem tivemos a Idade Média. 3. existe motivo para uma certa euforia. 15. 6. a falta de essência no posicionamento de pessoas e a ausência de perspectivas de reversão dos valores levarão muitos a uma vida desregrada que atrai prematuramente a morte. especificamente. 9. 14. divididas no que chamamos de gerações: nacionalista. Revalorização do místico e do religioso. restringindo-se a meros lamentos (em alguns casos. 12. Valorização do índio. uma vez que. que aparece como reflexo do estado de espírito do artista. Na Europa. A existência da escravidão negra tocará poetas como Castro Alves.No Brasil. O índio. Aversão ao purismo e formalismo clássico e neoclássico. a liberação dos sentimentos dos sentimentos. Uso da imaginação. nossa origem. 2. gerada pela Independência. reaparecem os motivos medievais. em alguns casos. com expressão de dores. 5. 4. sonhos irrealizáveis. os românticos pretendem o predomínio da emoção sobre a razão. 1. Amores impossíveis. da história do índio. com valorização da infância. diferentemente dos europeus. Daí o romântico ser considerado um sonhador. em meio a isso. Subjetivismo. 7. Valorização da pátria. também. 11. numa tentativa de resgatar o passado histórico e os heróis nacionais. o conteúdo passa a ter mais importância que a forma. Contrariamente aos clássicos. Na poesia social ou condoreira. Volta ao passado individual. no Brasil. 10. 13. Principais autores e obras Portugal . referência à vida do escravo. você poderá ter oportunidade de conhecer maiores detalhes. sofrimentos. Visão da morte como solução para os problemas humanos. 1. 8. a liberdade de produção. embora encontremos. inicialmente publicado em capítulos nos jornais (folhetins). Liberdade de expressão. musas inatingíveis. Ao analisar alguns textos. ultra-romântica (ou do "mal do século" ou byroniana) e social. Busca de refúgio na natureza. por sua vez. na primeira fase do Romantismo. Conseqüentemente. Teremos artistas falando da paisagem brasileira. embora essa atitude nada representasse de prático na solução de problemas. Importante notar que nessa época é que surge o romance propriamente dito. Espírito revolucionário. As características que são apresentadas a seguir são bem gerais e servem apenas para se ter uma idéia do espírito da era romântica. será eleito nosso "herói nacional". Fuga da realidade. denúncias) e busca de asilo no sonho. a degradação da classe dominante e dos que desejam ascender socialmente a qualquer preço. 16. Principais características da produção artística Fora muitas as tendências da arte romântica mas sobressaíram-se três delas.

Iracema. Antônio Augusto Soares de Passos: Poesias. O monge de Cister. Anchieta ou O evangelho nas selvas. Cinco minutos. Escavações poéticas (poesia). O bobo. O tronco do ipê. Lírica de JoãoMínimo. o poema mais popular na época. Til (prosa social ou urbana). Franklin Távora: O Cabeleira. O estandarte auriverde. seguindo o exemplo: . Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade): Gusa errante. As asas de um anjo. Bernardo Guimarães: A escrava Isaura. O Encilhamento (prosa). O seminarista. Dois amores. O gaúcho. Últimos cantos. Gonçalves Dias: Primeiros Cantos. Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um sargento de mílícias (prosa). A viuvinha. Leonor de Mendonça (teatro). Amor de salvação. Júlio Dinis (Joaquim Guilherme Gomes Coelho): As pupilas do senhor reitor. o presbítero (prosa). Flores sem fruto (poesia). José de alencar. Um sertanejo na corte (teatro). que contém "O noivado do sepulcro". Quem casa quer casa. Sextilhas de Frei Antão. Encarnação. Viagens na minha terra. Lucíola. Diva. Eusébio Macário. A família e a festa da roça. Antônio Feliciano de Castilho: Cartas de Eco a Narciso. Cantos meridionais. A pata da gazela. A queda de um anjo. As minas de prata. Harpas selvagens (poesia). A luneta mágica (prosa). O moço loiro. Cantos e fantasias. O noviço. Álvares de Azevedo: Lira dos vinte anos. cantos religiosos. A Confederação dos Tamoios (poesia épica). TEXTOS PARA ANÁLISE Indentifique as características correspondentes ao movimento romântico. Brasil Gonçalves de Magalhães: Suspiros poéticos e saudades (cujo prefácio marcou o início do Romantismo no Brasil. A noite do castelo. Lendas e narrativas. Noturnas. o judas em Sábado de aleluia. Visconde de Taunay (Alfredo d’Escragnole Taunay): Inocência. Dona Branca. Contradições poéticas (poesia). Castro Alves: Espumas flutuantes. Cantos do ermo e da cidade. Casimiro de Abreu: Primaveras (poesia). Folhas caídas. Alexandre Herculano: "A cruz mutilada" (poesia). Mãe. Junqueira Freire: Inspirações do claustro. O garimpeiro. Uma família inglesa (prosa). A doida de candal (prosa). A primavera. A Guerra dos Mascates (prosa histórica). O ermitão de Muquém (prosa).Almeida Garrett: Camões. Arco de Sant’Ana (prosa). Gonzaga ou A revolução de Minas (teatro). Os ciúmes do bardo. Fagundes Varela: Vozes da América. Eurico. Noite na taverna (prosa). O jesuíta (teatro). Ubirajara. Os escravos (poesia). Macário (teatro). Os timbiras (poesia). O matuto (prosa). O conde lopo (poesia). O sertanejo (prosa regionalista). João de Deus: Campo de flores (poesia). Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha. Camilo Castelo Branco: Amor de perdição. Sonhos d’ouro. Diário de Lázaro (poesia). Martins Pena: O juiz de paz na roça. A Cachoeira de Paulo Afonso. O guarani (prosa indianista). Os fidalgos da casa mourisca. O demônio familiar. Romanceiro. A retirada da Laguna. poesia). A morgadinha dos canaviais. senhora. Frei Luís de Sousa (teatro). Segundos cantos.

Neste lençol tão largo. que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente. Falam deuses nos cantos do Piaga. (Almeida Garrett) "Verdes mares bravios de minha terra natal.. Junto ao cipreste alvejas. Não gorjeiam como lá." (Gonçalves Dias) "Amo o silêncio. pensa mais livre. O espírito somente É que quebrou-lhe um elo da matéria." (Castro Alves) "Não. entre incensos.. As aves... não é louvo. onde. no chão. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!" (Casimiro de Abreu) "Minha terra tem palmeiras. Onde canta o Sabiá. e o pôs num paraíso de delícias. (. Aproxima-se mais à essência etérea" (Junqueira Freire) "Formou Deus o homem.. sobre a campa. Ó Guerreiros. Ó Guerreiros da tribo Tupi. meus cantos ouvi.. O anjo da morte pálido cosia Uma vasta mortalha em Pirajá. o dolorido afã. "Oh! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida. As preces te rodeiam." (Fagundes Varela) "Lá na úmida senzala. A pugna imensa Travara-se nos cerros da bahia. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!" (Álvares de azevedo). Porque minh’alma é de ilusões vazia. subjetivismo.. "Era no dous de julho. tornou a formá-lo a sociedade e o pôs num inferno de tolices. O homem –não o homem que Deus fez. Porque meu seio como a sombra é triste." (Alexandre Herculano)." (José de Alencar). os areais extensos. Junto ao braseiro.) indigestão de ciência que não comutou seu mau estômago. Liberdade formal. tão extenso... Verdes mares. Pensa melhor que vós. Os vastos brejos e os sertões sem dia. Entoa o escravo o seu canto. é o animal mais absurdo. que aqui gorjeiam. mas o homem que a sociedade tem contrafeito. apertando e forçando seu moldes de ferro àquela pasta de limo que no paraíso terreal se afeiçoará à imagem da divindade – o homem assim aleijado como nós o conhecemos. Amo-te sobre o altar."Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória." (Gonçalves Dias) "Ó Guerreiros da Taba sagrada. onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba.. Amo-te quando à noite. oh cruz. o mais disparatado e incongruente que habita na terra. morte como solução. no vértice firmada De esplêndidas igrejas. . presunção e vaidade que dela se originaram. perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros. "Amo-te. Sentado na estreita sala. E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão.

caracteriza-se pelo individualismo. Obra de destaque: O Cabeleira. urbanos.. Franklin Távora Além de José de Alencar. criticou o regionalismo de José de Alencar em Cartas a Cincinato. Escreveu. teatro. Formado em direito. pela idealização da mulher e do amor. para nossa história e cantar o índio como herói nacional. publicada inicialmente em folhetins. de tuberculose. que permite vislumbrar seu talento." ( Castro Alves. Álvares de Azevedo se eternizou através de sua obra. por voltar-se basicamente para a paisagem brasileira. pelo sofrimento e descontentamento que só vê solução na morte e se refugia no sonho.. Era de família pobre e ficou órfão de pai aos 10 anos. chegando a ocupar altos cargos em Pernambuco. José de Alencar José Martiniano de Alencar nasceu no Ceará em 1829 e morreu no Rio de Janeiro em 1877. indianistas. participou da vida política.. Fagundes Varela . e a angústia de que se viam cercados os poetas dessa fase levaram-nos em geral a uma morte prematura. também conhecida como ultra-romântica. O tipo de vida que tinham. tachando-o de superficial. Qual dos gigantes morto rolará?!. AUTORES ROMÂNTICOS BRASILEIROS – SEGUNDA GERAÇÃO A Segunda geração romântica. Formou-se em letras e em direito. Lembrança de morrer e Meu sonho (poemas). entre outros poemas. É a chamada geração nacionalista/indianista. função da morbidez de seus versos. três autores exploraram o regionalismo. Embora tenha cursado belas-artes e medicina. Sob o pseudônimo de "Semprônio". Apesar de ter morrido muito jovem. do "mal do século" ou byroniana (por influência do poeta inglês Lord Byron – 1788/1824). O mundo perguntava erguendo um grito. em viagem de objetivos eleitorais. desprovido de conhecimento de causa. regionalistas. João Franklin da Silveira Távora nasceu no ceará em 1842 e morreu no Rio de Janeiro em 1888. José de Alencar tornou-se a figura central do Romantismo brasileiro. indispôs se com D. Pela variedade e extensão de sua obra. entre outros. AUTORES ROMÂNTICOS BRASILEIROS – PRIMEIRA GERAÇÃO A primeira geração romântica brasileira corresponde ao momento de implantação da estética e definição de temas. Franklin Távora e Visconde de Taunay. Álvares de Azevedo Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo em 1831 e morreu no Rio de Janeiro em 1852.Como um pedaço roto do infinito.. Escreveu a obra Memórias de um sargento de milícias. Manuel Antônio de Almeida Manuel Antônio d e Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1831 e morreu num naufrágio em 1861. Alencar foi na maioridade um deputado conservador (não era favorável à escravidão. normalmente boêmia. viveu do jornalismo. produzindo romances históricos. Pedro II e abandonou a política por não lhe ser destinado um cargo a que aspirava. profissão em que conheceu o aprendiz de tipógrafo Machado de Assis. só que em escala bem menor: Bernardo Guimarães. Formado em direito. mas defendia a servidão). É considerado o principal representante da Segunda geração romântica. Filho de um senador liberal.

mas o abandonou depois de dois anos por falta de vocação. Meu Deus! Não seja já. Cânttico do calvário. Pedro II. com quem tem três filhos: duas meninas e um menino. mas não como uma obra de poesia". teve como missão. Ela propõe que eles fujam. já casado com outra. as atividades das povoações " (Péricles Eugênio da Silva Ramos). . O poeta continuou. em Salvador. no Rio de Janeiro. onde morrera em 1875. teve negada a mão de Ana Amélia Ferreira do Vale em casamento. moral e social. por ocasião dos festejos da coroação. Seu pai queria que ele se dedicasse ao comércio. Casimiro José Marques de abreu nasceu em 1839 e morreu em 1860. Escreveu Canção do exílio. Nasceu em 1847 e morreu em 1871. nasceu-lhe um filho. dando preferência à vida boêmia. Estudou latim.Luiz Nicolau Fagundes Varela nasceu no Rio de Janeiro em 1841. num naufrágio. Gonçalves Dias Antônio Gonçalves Dias nasceu no Maranhão em 1823 e morreu em 1864. estampados na campanha abolicionista. que viveu paenas atê os três meses de idade. os temores da culpa e os ideais religiosos. Vítima de preconceito racial (era filho de português com mestiça). a área cultivada e a sem proveito. documentos relativos à história e geografia do Brasil. O poeta pertence à terceira geração romântica. a quem também dá o nome de Emiliano e a quem também a morte leva prematuramente comoo primeiro. voltada sobretudo para o problema dos escravos. Como chefe da Seção de Etnografia da Comissão Científica de Exploração. em sua vida errante. de Gonçalves Dias: Se eu tenho de morrer na flor dos anos. um espécie de paráfrase da Canção do Exílio. inspirando seu poema mais popular. Casimiro de Abreu Carioca. de tuberculose. a da poesia social. quando retornava da Europa. Fagundes Varela volta à faculdade. onde iniciou sua carreira literária. tanto que ficou conhecido como "Poeta dos escravos". Cantar o sabiá! AUTORES ROMÂNTICOS BRASILEIROS – TERCEIRA GERAÇÃO Castro Alves Antônio de Castro Alves é baiano de Curralinho (hoje Castro Alves). ele escreve o poema " Como! És tu?". Segundo Alfredo Bosi. Seus primeiros versos foram dedicados ao imperador D. Em 1869 une-se a outra mulher. na tentativa de superar seus problemas pessoais. morrendo no ano seguinte. mas não levou adiante. pois nessa época o Brasil encontrva-se em processo de desenvolvimento da cultura urbana e dos ideais democráticos. Começou a escrever poesias aos 10 anos. em 1859. Encontrando-a alguns anos depois em Lisboa. pesquisar nos cartórios e arquivos. pode-se ver seu livro Inspirações do claustro como "um documento pungente de um moço enfermiço dividido entre a sensualidade. Emiliano. de que castro Alves participou ativamente. Sua primeira esposa morreu antes de completar três anos de casamento. dados estatísticos e informações sobre o comércio das províncias visitadas. sendo encontrado geralmente embriagado. mas ele se nega a trair o amigo. Junqueira Freire Luís José Junqueira Freire nasceu e morreu na Bahia (1832-1855). Aos 19 anos abraçou o sacerdócio. abandonando novamente. "estudar os indígenas brasileiros em seus aspectos físico. Alexandre Teófilo. colher-lhes a opinião a respeito dos brancos e as queixas que por acaso tivessem. Viveu algum tempo em Portugal. Gonçalves Dias foi professor de latim e de história do Brasil no Colégio Pedro II. à tarde. o que lhe foi motivo de revolta. logo em seguida. Esse fato abalou-o. francês e filosofia no Brasil e cursou direito em Coimbra. públicos e particulares. Casando-se aos vinte anos. parente dela e responsável pelo encontro dos dois. até morrer. Iniciou a Faculdade de Direito em São Paulo. talvez mais para fugir dos problemas familiares e da vida . Eu quero ouvir na laranjeira.

Curvadas as frontes. E os tímidos velhos Nos graves concelhos. II Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Não chores. No arco que entesa Tem certa um presa. Se morre. Só teme fugir. descansa Dos seus na lembrança. fragueiro. meu filho.TEXTO Canção do tamoio Gonçalves Dias Não chores. o cobarde Seus feitos inveja De o ver na peleja Garboso e feroz. Viver é lutar. os bravos Só pode exaltar. se vive. Escutam-lhe a voz! IV Domina. A vida é combate Que os fracos abate. que a vida É luta renhida. Quer seja tapuia. III O forte. Condor ou tapir. Tamoio nasceste. sê forte! Não fujas da morte. Que a morte há de vir! V E pois que és meu filho Meus brios reveste. Valente serás. Robusto. Sê duro guerreiro. VI Teu grito de guerra Retumbe aos ouvidos . Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Que os fortes. Não cures da vida! Sê bravo. Na voz do porvir.

D’imigos transidos Por vil comoção. RJ. X As armas ensaia. Te arroja nos laços Do inimigo falaz! Na última hora Teus feitos memora. E tremam d’ouvi-lo Pior que o sibilo Das setas ligeiras. quem são os abatidos e quem são os exaltados. Que tipo de ritmo a construção do texto sugere? . Querendo calados Os filhos criados Na lei do terror. 3. segundo a visão indígena? 2.. org. Que aspecto do índio é explorado nesse poema: físico. Assim morre o forte! No passo da morte Triunfa. Impávido. Pelo texto. Se o duro combate Os fracos abate. aos bravos. sem dor! VIII Porém se a fortuna. (In: Péricles Eugênio da S.) Interpretação 1. Resuma o conteúdo de cada uma. Traindo teus passos. Poemas de Gonçalves Dias. Viver é lutar. Quanto ao número de sílabas poéticas. IX E cai como o tronco Do raio tocado. audaz. Ramos. Como você resumiria a moral indígena? 5. como é composto o poema? 6. Tecnoprint. O poema é composto de dez estrofes. Só pode exaltar. Pior que o trovão. Partido rojado Por larga extensão. VII E a mão nessas tabas. Penetra na vida: Pesada ou querida. Aos fortes. Tranqüilo nos gestos. Teu nome lhes diga. Que a gente inimiga Talvez não escute Sem pranto. conquista Mais alto brasão. moral ou social? 4.

abolicionistas e republicanas. com a revolta dos camponeses e o descontentamento geral da sociedade. Ele foi o introdutor do teatro de costumes. postulando que o meio. no posfácio de um livro de Pinheiro Chagas ( Poema da mocidade) criticou as novas idéias e teve como resposta uma carta aberta de Antero de Quental ( Bom senso e bom gosto). Castilho. tachando Castilho de passadista. Ainda nesse século. As novas idéias que circulavam na Europa chegaram também até aqui. pois a natureza seleciona os que devem continuar a procriar. A Europa do século XIX assistiu a um crescente desenvolvimento das ciências sociais enaturais. Darwin desenvolve a lei da seleção natural. introduzindo o Simbolismo no país. Apesar de o teatro ter ensaiado os primeiro passos com alguns poetas e romancistas. publicação de Broquéis. de Eugênio de Castro. com a Questão Coimbrã e vai até 1890. Portugal encontrava-se internamente em crise. iniciada com Antônio Feliciano de Castilho e Antero de Quental. segundo a qual só os mais fortes sobrevivem.O TEATRO ROMÂNTICO Martins Pena Luís Carlos Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro em 1815 e morreu em Lisboa em 1848. e de Memórias póstumas de Brás Cubas. gênero que explora tipos sociais. 1. Fervilhavam idéias liberais. de Machado de Assis (realista). foi com Martins Pena que tivemos os primeiros textos de maior valor. ano da publicação de Oaristos. tentando regressar de Londres ao Brasil. a indústria se desenvolve em ritmo acelerado. devido a seu estado estacionário e dependente. em que este pregava a evolução do pensamento e a liberdade de criação. VII. quando Gustave Flaubert publica o romance Madame Bovary. que marca o início do Simbolismo. teoria segundo a qual tudo pode ser explicado à luz das ciências. Hypolite Taine cria o determinismo. o proletariado e com ele a luta de classes que ainda hoje presenciamos. de Cruz e Sousa. Portugal Em Portugal o Realismo/Naturalismo se inicia em 1865. Augusto Comte concebe o positivismo. dando abertura a uma mudança de mentalidade. e vai até 1893. A novidade consiste no aparecimento de um novo segmento social. de Aluísio Azevedo (naturalista). o capitalismo não pára de crescer. 1857. A Questão Coimbrã foi uma polêmica entre românticos e jovens realistas. REALISMO/NATURALISMO O berço do movimento realista é a França. a raça e o momento histõrico determinam as diretrizes do comportamento humano. com a publicação de O mulato. a burguesia se consolida no poder. Brasil O Realismo/Naturalismo começa no Brasil em 1881. Proudhon aparece como o precursor do socialismo. e assim muitos outros anunciam outras idéias novas. Momento histórico 2. acentuando-lhes características que provoquem riso. acometido de tuberculose. .

enquanto parte da sociedade ansiava por renovações. Contemporaneidade: Ao contrário dos românticos. . Apesar da proibição do tráfico de escravos (1850). Crítica ao homem e à sociedade. e não apenas as aparências: a família e a Igreja. a família. autor e obra procuram ser contemporâneos. só que representa uma tendência mas voltada ao cientificismo. corrupção das grandes instituições. 1. com prevalência da razão sobre a emoção. Características principais da produção artística São as seguintes. Daí a produção literária naturalista apresentar o chamado romance experimental ou romance de tese. Narração de fatos partindo da observação. A cultura e a sociedade O predomínio da concepção capitalista. psicológico e de tese. o país continuava escavista. enfim. Racionalismo. os ideais democráticos ganham campo a cada dia. os fatos se sucedem muito rapidamente. Presença da sexualidade nas obras. pois a partir da Revolução Industrial. como o Estado. 7. dando ênfase nas personagens. considerando o homem em sua condição animal. o realista vai "dissecar" esse mesmo quadro. Se a maior parte dos românticos se limita a lastimar essa visão de mundo que lhe aparece à frente. É. o casamento etc. com aplicação das teorias científicas em voga na época. 4. 3. a Igreja. O Naturalismo é também realista. condenando a exploração do homem pelo homem. 8. no que há também uma dose de materialismo. 5. ou seja. isto é. Surgimento do romance social. A obra realista volta-se às relações sociais. 10. colocando a chaga da corrupção social à mostra. agrário e latifundiário. trouxe também a degradação humana: faz-se qualquer coisa por dinheiro. 11. 6. as características gerais: 3. Duas instituições principalmente serão alvo desse desmascaramento. observando costumes. um período de grandes mudanças e questionamentos. O avanço das ciências desenvolve no homem um espírito de análise. 4. pois a aristocracia pretendia manter-se no poder a qualquer preço. 9. principalmente explorar o próximo. não se pode partir da experimentação com algo distante de nós. 2.A vida política no Brasil encontrava-se bastante tumultuada. que valorizam sobretudo interesses pessoais e econômicos. Linguagem simples e abundância de descrições para que o leitor possa ter a imagem o mais próxima possível. Diferença entre Realismo e Naturalismo: 5. se trouxe progresso material. Objetivismo: a linguagem deve ser clara e não conter dados subjetivos. Com o crescente aumento das diferenças sociais. pondo à mostra o seu âmago. deixando pouco espaço para a reação. ao instintivo e ao patológico. relacionamento familiar e amoroso. Apresentação da realidade sem preocupações morais.

Quincas Borba. O país das uvas. De família humilde. . O cortiço. Ressurreição. Ânsia de explicar tudo cientificamente. 15. Brasil Machado de Assis: Crisálidas. pois as pessoas favoráveis à discriminação racial começaram a hostilizá-lo. Contos amazônicos (prosa). Papéis avulsos. criou textos românticos para folhetins. morrendo em 1908. Fialho de Almeida: Contos. auxiliar de igreja. na mediada em que apresentam desequilíbrios característicos de sua condição. As personagens são semelhantes entre si. Características essencialmente naturalistas: 14. 16. pode haver imposição do meio. A cidade e as serras. Queda que as mulheres têm pelos tolos. Aluísio Azevedo: O mulato. O mistério da estrada de Sintra (co-autoria com Ramalho Orgião). O mandarim. Tempestades sonoras. O mulato. Histórias da meia-noite. O homem e os outros elementos da natureza são vistos como sujeitos às mesmas leis da evolução. em geral. 18. A afilhada (prosa). e outras mazelas humanas. Principais autores e obras Portugal Prosa Eça de Queirós: O crime do padre Amaro. Falenas. Manuel de Oliveira Paiva: Dona Guidinha do poço. Ramalho Ortigão: A Holanda. 19. A velhice do Padre Eterno. Páginas recolhidas. Preferência por enredos que envolvam ambientes sociais em desequilíbrio. Os deuses de casaca (teatro). Esaú e Jacó. O cacaulista. nos moldes naturalistas. Casa de Pensão (prosa). O conde de Abranhos. Primaveras românticas. sendo um dos primeiros escritores brasileiros a viver de literatura. Contos fluminenses. John Bull e a sua ilha. Raul Pompéia: O Ateneu. A par desses romances. AUTORES REALISTAS BRASILEIROS Aluísio Azevedo Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão em 1857 e morreu em Buenos Aires. Poesia Guerra Junqueiro: Os simples. Os Maias. O primo Basílio. Lisboa galante. Notas de viagem. Inglês de Sousa: O missionário. Machado de Assis Joaquim Maria Machado de Assis era filho de um mulato com uma lavadeira portuguesa. Nasceu no Rio de Janeiro em 1839. Memorial de Aires. Helena. As personagens são. seres que encontramos no mundo real: aparece a linguagem de baixo calão.12. O coronel sangrado. e outros fatores influenciáveis). Antero de Quental: Odes modernas. Raios de extinta luz. tipógrafo. Iaiá Gaarcia. 20. Determinismo com relação à atitude das personagens (nem tudo depende de sua vontade. Uma tragédia no Amazonas (prosa). da hereditariedade física e psicológica. 17. Casa de pensão e O cortiço. Escreveu ainda. Preferência a ambientes em que predominem a miséria e a ignorância. A cidade do vício. Sua primeira obra naturalista. Americanas (poesia). Argentina. O homem é encarado como produto da raça. os vícios humanos. A relíquia. Teófilo Braga: Visão dos tempos. Machado de Assis viveu sua infância no morro. do meio e do ambiente. Anticlerical. relíquias da casa velha (prosa). Domingos Olímpio: Luzia-Homem (prosa). Várias histórias. onde estava como cônsul brasileiro. A ilustre casa de Ramires. 13. conseguiu conciliar sua vocação de romancista com sua índole polêmica. Memórias póstumas de Brás Cubas. Dom Casmurro. A mão e a luva. Foi vendedor de doces. em 1913. acabou por levá-lo a deixar sua terra natal e morar no Rio de Janeiro. Cesário verde: O livro de Cesário Verde. A musa em férias.

que a boa mulher o escolheu para confidente das suas desventuras. de Aluísio Azevedo. todos os meses vinte mil-réis em dinheiro!" E segredou-lhe então o que tinha juntado para a sua liberdade e acabou pedindo ao vendeiro que lhe guardasse as economias. possuindo-se de tal delírio de enriquecer. estrompado como uma besta. porém. Por . pr’ali. Casado e com uma vida econômica estável. em pagamento de ordenados vencidos. como a que transcrevemos a seguir. que esta afinal nada mais resolvia só por si. e era também que punha e dispunha dos seus pecúlios. A comida arrranjava-lhe. Abriu-lhe logo uma conta corrente. TEXTO Do livro O cortiço. As principais características próprias do realismo que encontramos em Machado de Assis são a influência do meio sobre o homem e a visão da vida como uma luta em que vence o mais forte ("Ao vencedor. em cuja capa de papel pardo lia-se. o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor. ao retirar-se o patrão para a terra. contou-lhe a sua vida de amofinações e dificuldades. e a quitandeira. tendo os atributos de acordo com a posição nesse corpo. o seu homem. Iaiá Garcia. De manhã vendia angu. depois de correr meia légua. caiu morto na rua. Dormia sobre o balcão da própria venda. Diferentemente de outros realistas. muito o abalou. revisor e colaborador do Correio Mercantil. apesar disso. "Seu senhor comia-lhe a pele do corpo! Não era brinquedo para uma pobre mulher ter de escarrar. fez-se até participante direto dos sofrimentos da vizinha e com tamanho empenho a lamentou. como ainda um conto e quinhentos em dinheiro. No fim de pouco tempo era ele quem tomava conta de tudo que ela produzia. temos em Machado de Assis a teoria do hunanitismo. [João Romão] João Romão foi. iniciada como romance Memórias póstumas de Brás Cubas. Machado de Assis enfatiza a psicologia de sua personagens e parte de acontecimentos simples do cotidiano para revelar a falsidade existente entre as pessoas e criticar as convenções burguesas. pagava de nornal a seu dono vinte mil-réis por mês. já com seus primeiros escritos. o procurador e o conselheiro da crioula. que afrontava resignado as mais duras privações. Um dia. de "Seu João". em 1904. Daí em diante. Bertoleza também trabalhava forte. escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade. Seu João debitava metodicamente essas pequenas quantias num caderninho. como ela dizia. e à noite peixe frito e iscas de fígado. mal escrito em letras cortadas de jornal: "Ativo e passivo de Bertoleza". fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. cuja morte. tinha de parte quase o necessário para a alforria. João Romão mostrou grande interesse por esta desgraça. ao lado da coarroça. em cima de uma esteira. No que tange à luta pela vida. que avaliam o indivíduo pelos dotes materiais e não pelos valores pessoais. nem só a venda com o que estava dentro. todo e qualquer arbítrio. que. Observamos na obra do escritor duas etapas: uma de características mais românticas. crioula trintona. E por tal forma foi o taverneiro ganhando confiança no espírito da mulher. e que se encarregava de remeter ao senhor os vinte mil-réis mensais. Escreveu também poesias. e aceitava dele. pôde dedicar-se mais à sua obra. ou que determina sua vitória ou sua derrota. puxando uma carga superior às usas forças. e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos. lhe deixou. as batatas").balconista e. cegamente. e outra realista. mediante quatrocentos réis por dia. e. dava um pulo até à venda e recebia-o das mãos do vendeiro. empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo. dedicada sua esposa Carolina. a Bertoleza. João Romão tornou-se o caixa. apresentada pela personagem Quincas Borba e segundo a qual os homens estariam distribuídos pelo corpo de um ser denominado Humanitas. uma quitandeira sua vizinha. dos treze aos vinte e cinco anos. A mão e a luva. a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. Proprietário e estabelecido por sua conta. Abriu-se com ele. como Helena. quando precisava de dinheiro para qualquer coisa. porque já de certa vez fora roubada por gatunos que lhe entraram na quitanda pelos fundos.

arrematava já todo o espaço. junto com a amiga. reproduziam-se os quartos e o número de moradores.. se os tiver. e os dois beberam-na em honra ao grande acontecimento. o que lhe constou. contemplava de longe com um resignado olhar de cobiça.. enganando os fregueses. que o velhaco fora de horas. exigia o que era seu! Seu ou não seu. Agora está livre. e. assentado um instante à porta da venda. dentro de ano e meio. e ela concordou de braços abertos. ia o vendeiro conquistando todo o terreno que se estendia pelos fundos da sua bodega. Bertoleza não queria sujeitar-se a negros e procurava instintivamente o homem numa raça superior à sua. foram o ponto de partida do grande cortiço de São Romão. porque. as coisas vão correr melhor para você. Você vai ficar forra. tão engenhosamente construídas. e levantou uma casinha de duas portas. feliz em meter-se de novo com um português. empilhando privações sobre privações. sim.) E o fato é que aquelas três casinhas. com as economias da amiga. Nesse dia ele saiu muito à rua. d uma semana depois apareceu com uma flha de papel toda escrita. para dar à burla maior formalidade. (. não perdendo nunca a ocasião de assenhorear-se do alheio. alguns palmos de terreno ao lado esquerdo da venda. sem perda de tempo. (. João Romão comprou então.. quebrava pedra. porque o esperto aproveitara uma estampilha já servida. trabalhando e mais a amiga como uma junta de bois. sem domingo nem dia santo. abriu-se nesse dia uma garrafa de vinho do Porto. sendo a parte da frente destinada à quitanda e a do fundo para dormitório que se arranjou com os cacarecos de Bertorleza. arrematou-as logo e tratou. tão em grosso que.. Pôs lá seis homens a quebrarem pedra e outros seis a fazerem lajedos e paralelepípedos. deixando de pagar todas as vezes que podia e nunca deixando de receber. que ela ouviu entre lágrimas agradecidas. Doravante o que você fizer é só seu e mais de seus filhos. ) Interpretação . e então principiou a ganhar em grosso. comprando por dez réis de mel coado o que os escravos furtavam da casa dos seus senhores. Acabou-se o cativeiro de pagar os vinte mil-réis a à peste do cego! Coitado! A gente se queixa é da sorte! Ele. Entretanto.) João Romão não saía nunca a passeio. à proporção que o conquistava. indo em hasta pública algumas braças de terras situadas ao fundo da taverna. nem mais se dava ao trabalho de procurá-la. da mesma forma que subtraíam o material das casas em obra que havia por ali perto. representava despesa. ao cair da tarde. isto é. exigia o jornal. a tal carta de liberdade era obra do próprio João Romão. (.. roubando nos pesos e na medidas.) Agora. um ano depois da aquisição da crioula. amanhã seis. Quando deram fé estavam amigados. Tanto assim que. umas oitenta braças de fundo sobre vinte de frente em plano enxuto e magnífico para construir. acabou-se! É vida nova! Contra todo o costume. Hoje quatro braças de terra. de construir três casinhas de porta e janela. Você agora não tem mais senhor! Declarou em seguida à leitura. compreendido entre as suas casinhas e a pedreira. amassava e carregava barro. como meu senhor. eu entro com o que falta.último se alguém precisava tratar com ela qualquer negócio. Ele propôs-lhe morarem juntos. tudo que rendia a sua venda e mais a quitanda seguia direitinho para a caixa econômica e daí então para o banco. foi que a sua escrava lhe havia fugido para a Bahia depois da morte do amigo. (O cortiço. Que milagres de esperteza e de economia não realizou ele nessa construção! Servia de pedreiro. que ele entender de pespegar-lhe em cima. depois mais outras. nem ia à missa aos domingos. como toda a cafuza. disse ele à crioula. que leu em voz alta à companheira. Sempre em mangas de camisa. e nem mesmo o selo. apertando cada vez mais as próprias despesas. João Romão veio afinal a comprar uma boa parte da bela pedreira. pedra. ia logo direto a João Romão. dividida ao meio paralelamente à rua.. furtava à pedreira do fundo. que ele todos os dias. O senhor de Bertoleza não teve sequer conhecimento da fato.

14. 10. Raimundo Correia: Primeiros sonhos. com respeito a métrica e rimas. Em Portugal foi de pequeníssima expressão. PARNASIANISMO O Parnasianismo é um movimento contemporâneo ao Realismo/Naturalismo. Sarças de fogo.21. Alberto de Oliveira. 22. 24. Pesquisa: Quem são os donos dos "cortiços" hoje? 27. Alma inquieta. . Aleluias. 8. versos e versões. Canções românticas. O movimento parnasiano se inicia na França. no Brasil teve muitos seguidores. O Caçador de esmeraldas. referente à poesia dessa época. Exotismo. A arte deveria constituir um fim em si mesma. Você acha que existem pessoas como João Romão? Justifique. O artista não devia envolver-se emocionalmente com o objeto. Vicente de carvalho: Relicário. Rosa. Retorno ao Classicismo. Como João Romão resolveu o problema de ertoleza com seu "dono"? 26. Versos e rimas. só que com verso alexandrino (doze sílabas) e não com decassílabo como nos clássicos. Ardentias. tarde. Sinfonias. 16. Raimundo Correia e Olavo Bilac. Destaque do texto passagens que comprovem ser Bertoleza um degrau para a escalada social de João Romão. Parnassus era um monte grego onde. Vocabulário erudito. Poesia mais preocupada com a técnica. Poesias. Preferência pelos sonetos. rosa de amor. com exploração de temas mais extravagantes. mestiça de negro e índio. 9. isto é. Poesias. Características principais da produção artística 7. Objetividade. Contudo. Meridionais. com a forma. Como se justifica que muitas pessoas se vejam obrigadas a viver em cortiços? VII. Purismo (preocupação com o apuro da linguagem e correção gramatical). se reuniam os poetas. Como você vê a posição dela com relação aos negros? 25. Impessoalidade. Trace um perfil da personagem João Romão. Bertoleza era cafuza. 11. Lema: "Arte pala arte". e que foram chamados de a "Tríade Parnasiana": Alberto de Oliveira. Olavo Bilac: Via láctea. . valorizando mais a descrição que a análise. Rigidez formal. Poemas e canções. Principais autores e obras brasileiros Temos três autores considerados principais no Parnasianismo brasileiro. Panóplias. através da publicação da antologia Le Parnasse Contemporain (O Parnaso contemporâneo). Essa corrente pretendeu combater o excesso de sentimentalismo presente na poesia romântica e criar algo mais próximo da "ciência". 15. envolvendo utilização de palavras incomuns no linguajar cotidiano. 23. segundo a lenda. 12. 13. não ser reflexo dos sentimentos do artista ou representar preocupações com problemas sociais.

E. Beneditino. 1980). Esfinges. Analise o poema quanto aos aspectos formais. e morreu em Paris. e sofre e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço. É a força e a Graça na simplicidade. Qual é o edifício a que o poeta se refere na terceira estrofe? Que seriam os andaimes? 13. Releia as características do movimento e justifique a afirmativa. o efeito agrade. Francisca Júlia da Silva Munster: Mármores. Volúpia. A flauta encantada. Na última estrofe podemos dizer que temos o lema do Parnasianismo. Formou-se em direito por São Paulo. Por que a obra deveria ser produzida "longe do estéril turbilhão da rua"? 9. Lâmpada antiga. e teima. AUTORES PARNASIANOS BRASILEIROS Alberto de Oliveira Antônio Mariano Alberto de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro em 1857 e morreu em 1937. 11. Apesar de . inimiga do artifício. Trabalha. aonde foi para tratamento de saúde. gêmea da Verdade. foi funcionário público e professor de português e literatura brasileira. natural. Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. Olavo Bilac: posia. 8. Agir. diplomata. Arte pura. Rica mas sóbria. Porque a beleza. a bordo de um vapor. estando entre os fundadores da Academia Brasileira de Letras. em 1911. professor e jornalista. na paciência e no sossego. nas costas do Maranhão. 12. Que idéia lhe dá o último verso da primeira estrofe? 10. e a trama viva se construa De tal modo . como um templo grego.Amadeu Amaral: Urzes. foi magistrado. espumas. Explique. Texto A um poeta Olavo Bilac Longe do estéril turbilhão da rua. Formou-se em farmácia. Qua a imagem fique nua. escreve! No aconchego Do claustro. Sem lembrar os andaimes do edifício. 7. (apud Alceu Amoroso Lima. Esse soneto pode ser considerado uma receita para o parnasiano. e lima. Org. Martins Fontes: Verão. Explique o significado da Segunda estrofe. RJ. Interpretação. Névoa. Raimundo Correia Raimundo da Mota Azevedo Correia nasceu em 1859.

.... Estudou medicina por cinco anos. Que características parnasianas você encontra no soneto? 15... vêm cantando. A literatura brasileira através dos texto) Interpretação 14...... De volta ao Rio...... mas não chegou a casar-se.. mas não chegou a formar-se. dedicou-se ao jornalismo e à literatura.. em ouro.. chegando até a ser um pouco romântico........... move-se.. Encontramos dados subjetivos na abordagem do tema? Justifique 17....... A que se refere o conteúdo do poema? 16... A idéia veste.... O som longínquo vem-se aproximando Do galopar de estranha cavalgada..... E límpida.. "Profissão de fé" (excerto do poema) ... Em 1915.. confuso e brando.. Mas além.... por servir-me. pois este era médico cirurgião do Exército e encontrava-se na Guerra do Paraguai.. Sobre o papel A pena. pouco depois do início da I Guerra Mundial... vêm rindo. . (In: Massaud Moisés. tendo exercido diversas funções administrativas e diplomáticas. Silêncio!.. Compare o primeiro verso do soneto com o último.. E as trompas a soar vão agitando O remanso da noite embalsamada. o qual queria um filho médico e não um poeta e boêmio. Rompeu relações também com o pai... que freqüentou por pouco tempo..... TEXTO A cavalgada A lua banha a solitária estrada. Que diferença você nota? Qual deve ter sido a intenção do poeta? Olavo Bilac Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 1865 e morreu em 1918... Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele.... vindo para São Paulo tentar o curso de direito.. Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem Azul-celeste... enfeita a imagem. Corre: desenha.......parnasiano... o melhor de sua obra está nos textos em que dá vazão à sua sensibilidade..... Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha.... sem mácula........ Vêm alegres. corre.. iniciou campanhas cívicas em prol do serviço militar obrigatório e contra o analfabetismo. o alto relevo Faz de uma flor. Só conheceu o pai aos cinco anos de idade................ estremece.... Foi noivo da irmã do poeta Alberto de Oliveira. E o silêncio outra vez soturno desce.. Por isso.. alvacenta A lua a estrada solitária banha. São fidalgos que voltam da caçada. como prata firme Corre o cinzel. E o bosque estala. ..

a arte passa a representar o subjetivo. houve concentração de capital em países como França. Quero que a estrofe cristalina. No vaso de ouro engasta a rima. Que significaria para o poeta "vestir a idéia"? 20. Surgem os partidos socialistas. saia da oficina Sem um defeito! Interpretação 18. Apesar das diferenças . o homem comum não consegue realizar-se financeiramente. em 1866 e morreu em 1924. Dobrada ao jeito Do ourives. pagamento. grandes empresas de determinado ramo industrial começam a monopolizar a comercialização de um produto. malditos. busca refúgio fora do mundo real. o Simbolismo é considerado uma espécie de continuação do Romantismo. Formou-se em direito. Em 1892. da tecnologia e do capitalismo. Diferentemente dos empreendedores capitalistas. desgostoso do caminho político do país. dando início ao que hoje conhecemos como "imperialismo econômico". Como o capitalismo não se desenvolveu de maneira uniforme no mundo. Como um rubim. Características principais da produção artística . devido ao aumento da concorrência e da falta de mercado consumidor. Apesar de tanta luta. a economia mundial entra em crise. Contrariamente ao cientificismo e objetivismo anterior. A cultura e a sociedade Com a evolução da ciência. entre outras. Inglaterra e estados Unidos (este último aparecendo agora como potência). que passaram a buscar mercado em países menos desenvolvidos. 2. A reação da burguesia foi referir-se a esses artistas como boêmios. já que a exploração da mão-de-obra é um dos meios de auferir grandes lucros. São Paulo. alteia. lima A frase. na medida em que anseia por reformas e. reivindicando reformas sociais.Torce. A esperança cede lugar à frustração e esta leva à busca do lado místico. a classe trabalhadora não melhorou suas condições de vida. já que as empresas pequenas não conseguiam sobreviver e eram encampadas pelas grandes e têm início os cartéis. aprimora. Surgem os primeiros trustes (fusão de empresas do mesmo ramo). à magistratura e ao comércio. refugia-se em sua fazenda no interior de são Paulo. e enfim. dedicando-se à política. mediante estabelecimento de condições de venda. quando se incrementou a construção de ferrovias. X. O que o poema traz em si do Parnasianismo? Vicente de Carvalho Vicente Augusto de Carvalho nasceu em Santos. A que Bilac compara o trabalho com a rima? 21. ao mesmo tempo. o inconsciente. SIMBOLISMO 1. isto é. só saindo de lá por problemas financeiros. 3. espiritual do universo. Momento histórico Após a euforia da Segunda Revolução Industrial. Qual o objetivo de todo esse trabalho? 22. decadentes. buscando a unidade do ser. Por que o autor escolhe o trabalho do ourives para comparar com o trabalho do poeta? 19. o mundo começa a caminhar cada vez mais em direção dos interesses materiais.

O homem o cruza em meio a um bosque de segredos Que ali o espreitam com seus olhos familiares. RJ. Dona Mística. Doces como o oboé. Antônio Nobre: Só. Com a fluidez daquilo que jamais termina. Na França. já dissolutos. Brasil Cruz e Sousa: Broquéis. com influências parnasianas. 1985). sobretudo na pintura. não mostrando claramente – daí o "símbolo". destacaram-se principalmente Charles Baudelaire. Principais autores e obras Portugal Eugênio de castro: Oaristos. Kiriale. 24. Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade. Como o almíscar. Horas. Referências a cores. Culto da forma. as cores e os perfumes se harmonizam. Subjetividade. Há aromas frescos como a carne dos infantes. 32. 31. Presença de motivos religiosos. verdes como a campina.23. Espiritualismo. Como ecos lentos que a distância se matizam Numa vertiginosa e lúbubre unidade. . Primeiros versos. Os sons. O objeto deve estar subentendido. Faróis. TEXTO Correspondências Charles Baudelaire A Natureza é um templo vivo emque os pilares Deixam filtrar não raro insólitos enredos. Missal. Traduzido por Ivan Junqueira. 30. 25. ricos e triunfantes. 33. Tirésias. cheiro azul). Camilo Pessanha: Clépsidra. Câmara ardente. assonâncias e outras figuras de estilo. Musicalidade (através de aliterações. 4. Uso da figura de linguagem chmada sinestesia. Abordagem vaga de impressões subjetivas e/ou sensoriais (Impressionismo). Alphonsus de Guimaraens: Setenário das dores de Nossa Senhora. Despedidas. (As flores do mal. Sonho e imaginação. 29. E outros. 27. 28. Evocações. Últimos sonetos. a poesia representaria uma espécie de ritual. Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. que representa a fusão de sensações (beijo amargo. Pedro Kilkerry: Re-visão de Kilkerry (organizado por Augusto de Campos). Predominância da emoção. 26. o incenso e as resinas do oriente. Que a glória exaltam dos sentidos e da emente.

Aves de prata e azul. 3. através de cânticos. Dá-me. Filho de negros escravos libertados. ave dos astros. que brote e que floresça A Vinha d’ouro e o vinho resplandeça. . 1. quando se frustrou por apaixonar-se por uma artista branca. A que unidade o eu-poético se refere na Segunda estrofe? Retire um exemplo de sinestesia da terceira estrofe. Das brancas da seda sem desmaios E da lua de linho em nimbo e raios. Trabalhou em teatro. O Vinho d’ouro. Minas gerais. O Bem. Qual o significado de "olhos familiares"? 0. e. ele descobre que está tuberculoso. flores. Regina Coeli das sidérias flores. perde o pai. Que características simbolistas você encontra no poema? Relacione o título do poema a seu conteúdo. essa Vinha brote Do céu sob o estrelado chamalote.. que purifica Das seivas juvenis a força rica. Quem seriam os "insólitos enredos"? a. (atual Florianópolis) em 1861 e morreu em Sítio. no ano seguinte. TEXTO Regina Coeli Ó Virgem branca. Bandolim do luar. não pôde assumir um cargo público em Laguna.. Hóstia da Extrema-Unção de tantas dores.Interpretação 34. Em 1896. que almas acerbas torna ilesas. Ó Rosa pulcra dos Rosais polares! Branca. de rezas. ideal. 2. Ah! Faz surgir. destacando-se em sua obra a evocação da cor branca. lançou um jornal de cunho republicano e abolicionista. com o escritor Virgílio Várzea. Pela Graça imortal dos teus Reinados Que a Vinha os frutos desabroche iriados. do alvor das âmbulas sagradas E das níveas camélias regeladas. a cintilar nos mastros. Que seria o "bosque de segredos"? b. Considerado um dos maiores poetas simbolistas. onde participou do primeiro grupo de poetas simbolistas. Que frutos. Vítima de preconceito racial. Campo de giesta. Cruz e Sousa buscou a unidade com o mundo cósmico. Cor e Som das Ladainhas De Maio e Vinha verde dentre as vinhas. Água Lustral que o meu Pecado asperge. Igreja matinal gorjeando em festa. provavelmente pelos problemas que enfrentou por ser negro. viveu sob a tutela de marechal.. Releia a primeira estrofe e responda: 0.. o que lhe propiciou fazer os estudos secundários. Estrela dos altares. mudando-se para o rio de Janeiro. a esposa enlouquece e. em 1898. SIMBOLISMO NO BRASIL Cruz e Sousa João da cruz e Sousa nasceu em desterro. Santelmo aceso. Aroma. Gôndola etérea de onde o Sonho emrge.

Que a luxúria poreje de áureos cachos E eu um vinho de sol beba aos riachos. Retire do poema três elementos que remetem à cor branca. Que há no poema que nos remete ao Romantismo? Explique. em 1921. (regina (latim): rainha) Vinho é o clarão que teu Amor impele. Toda branca de sol. Eucaristica. Dos laranjais hão de cair os pomos Lembrando-se daquela que os colhia. RJ." E pondo os olhos nela como pomos. Regina. do religioso e considerações com relação à morte."Ai! Nada somos. org. Agoniza o arrebol. Que características simbolistas encontramos no poema? TEXTO A catedral Entre brumas. surge a aurora.. há de envolvê-la Entre lírios e pétalas de rosa. 1975. O hialino orvalho aos poucos se evapora. Em sua obra notamos a presença do místico. E os arcanjos dirão no azul ao vê-la. 10. 5. Interpretação 4. org. (In: Tasso da Silveira. Identifique e explique as personificações presentes na última estrofe. que lhe foi mãe carinhosa. Virgem. Nossos Clássicos). na paz do céu risonho. Cruz e Sousa. Hão de chorar a irmã que lhes sorria. Os meus sonhos de amor serão defuntos. Apresentação da poesia brasileira) Interpretação 9. Pensando em mim: . 11. Agir. Alphonsus de Guimaraens Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto. Delimite as estrofes. Que elemento do poema contraria os princípios parnasianos? Explique.. Minas Gerais.. A Lua. Minas Gerais. A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece. . Ó Regina do Mar! Coeli! Regina! Ó Lâmpada das naves do Infinito! Todo o Mistério azul desta Surdina Vem d’estranhos Missais de um novo Rito!."Por que não vieram juntos?" (Apud Manuel Bandeira. Murchando as flores ao tombar do dia.. o que muito o abalou. 6. Que características simbolistas detectamos no poema? 8. Que a viu nascer e amar. ao longe. As estrelas dirão: . Coeli. (Coeli (latim): celestial) Que desabrocha ensagüentadas rosas Dentro das naturezas luminosas.. TEXTO Hão de chorar por ela os cinamomos Hão de chorar por ela os cinamomos. Pois ela se morreu silente e fria.. estas provavelmente em função da perda de uma prima e namorada na adolescência. Que elementos do poema nos lembram um ritual religioso? 7. poesia. Podemos dividir o poema em duas partes: evocação e pedido. em 1870 e morreu em Mariana.

Explique o significado do refrão em cada estrofe.E o sino canta em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" O astro glorioso segue a eterna estrada. E a catedral ebúrnea do meu sonho Afunda-se no caos do céu medonho Como um astro que já morreu. Ferreira. fevereiro de 2001. A catedral ebúrnea do meu sonho. Uma áurea seta lhe cintila em cada Refulgente raio de luz. considerando o verbo utilizado em cada um e a presença da palavra "lúgubre". Onde os mus olhos tão cansados ponho. DF. E o sino chora em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" O céu é todo trevas: o vento uiva. Org. 14. Que características simbolistas você encontra no poema? 13. E o sino clama em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" Por entre lírios e lilases desce A tarde esquiva: amargurada prece Põe-se a lua a rezar. Apresentação da poesia brasileira) Interpretação 12. Toda branca de luar. Gama. Recebe a bênção de Jesus. Do relâmpago a cabeleira ruiva Vem açoitar o rosto meu. explique o trajeto da "catedral" dos sonhos do eu-poético. . Sabendo que ebúrneo significa "liso como o marfim". A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece. na paz do céu tristonho. E o sino geme em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" (Apud Manuel Bandeira. Apostila compilada por Saulo A.