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CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS

ÍNDICE
DIREITO CONSTITUCIONAL .................................................................................................................. 4 CONSTITUIÇÕES .................................................................................................................................. 4 Classificação das Constituições ........................................................................................................... 4 Espécies de poder constituinte ........................................................................................................... 5 A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO.......................................................................................... 6 Elementos do Estado........................................................................................................................... 6 Entidades federativas .......................................................................................................................... 6 Os alicerces da Federação ................................................................................................................... 7 SEPARAÇÃO DE PODERES .................................................................................................................... 7 PODER LEGISLATIVO............................................................................................................................ 7 PODER EXECUTIVO .............................................................................................................................. 7 PODER JUDICIÁRIO .............................................................................................................................. 8 PROCESSO LEGISLATIVO ...................................................................................................................... 8 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ......................................................................................................... 13 DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS .......................................................................................... 14 Requisitos para o mandado de injunção: .......................................................................................... 16 Dispensa de advogado ...................................................................................................................... 17 OS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS............................................................................................ 18 ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADES .......................................................................................... 21 ESPÉCIES DE CONTROLE .................................................................................................................... 22 VIAS DE CONTROLE ........................................................................................................................... 22 INSTRUMENTOS DE CONTROLE CONCENTRADO............................................................................... 23 ESTADO DE EXCEÇÃO ........................................................................................................................ 28 ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO ............................................................................................ 29 DIREITO ADMINISTRATIVO ................................................................................................................ 33 CONCEITO: ........................................................................................................................................ 34 FONTES.............................................................................................................................................. 34 PRINCÍPIOS ........................................................................................................................................ 35 ATO ADMINISTRATIVO ...................................................................................................................... 37 ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO ............................................................................................. 38 CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ................................................................................. 38 MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO .................................................................................................. 39 REVOGAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO........................................................................................... 39 ANULAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO ............................................................................................. 39 CONVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ................................................................................ 39 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E SUA COMPOSIÇÃO .............................................................................. 39 ÓRGÃOS PÚBLICOS............................................................................................................................ 40 ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA ............................................................................................... 41 ADMINISTRAÇÃO INDIRETA .............................................................................................................. 41 SÃO ENTIDADES PARAESTATAIS: ....................................................................................................... 42 LICITAÇÃO ......................................................................................................................................... 43 OBJETO.............................................................................................................................................. 43 PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO................................................................................................................. 43

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LICITAÇÃO DISPENSÁVEL ................................................................................................................... 45 INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO ........................................................................................................ 45 PROCEDIMENTO DA LICITAÇÃO ........................................................................................................ 46 MODALIDADES DE LICITAÇÃO ........................................................................................................... 47 TIPOS DE LICITAÇÃO .......................................................................................................................... 48 REVOGAÇÃO DA LICITAÇÃO .............................................................................................................. 48 ANULAÇÃO DA LICITAÇÃO................................................................................................................. 48 SANÇÕES PENAIS............................................................................................................................... 48 CONTRATO ADMINISTRATIVO ........................................................................................................... 48 PENALIDADES CONTRATUAIS ............................................................................................................ 49 CONTEÚDO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO ................................................................................. 49 DIREITO DAS PARTES REFERENTE AO CONTRATO FIRMADO............................................................. 49 EXTINÇÃO DO CONTRATO ................................................................................................................. 50 INEXECUÇÃO DO CONTRATO ............................................................................................................ 51 REVISÃO OU SUSPENSÃO DO CONTRATO ......................................................................................... 51 AGENTES PÚBLICOS........................................................................................................................... 51 DIREITO E DEVERES DOS SERVIDORES PÚBLICOS .............................................................................. 52 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO .............................................................................................. 52 REPARAÇÃO DO DANO ...................................................................................................................... 53 AÇÃO REGRESSIVA ............................................................................................................................ 53 CARGO PÚBLICO................................................................................................................................ 53 INVESTIDURA, PROVIMENTO, NOMEAÇÃO... “Quem é quem”? ....................................................... 54 ESTABILIDADE ................................................................................................................................... 54 PERDA DO CARGO PÚBLICO .............................................................................................................. 55 ACUMULAÇÃO DE CARGOS ............................................................................................................... 55 APOSENTADORIA .............................................................................................................................. 56 BENS PÚBLICOS ................................................................................................................................. 56 FORMAS AUTORIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DO BEM PÚBLICO ............................................................. 56 CARACTERISTICAS DOS BENS PÚBLICOS ............................................................................................ 57 SERVIÇOS PÚBLICOS .......................................................................................................................... 57 PODER DE POLÍCIA ............................................................................................................................ 58 DESAPROPRIAÇÃO............................................................................................................................. 59 FORMAS DE DESAPROPRIAÇÃO ........................................................................................................ 60 OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA DESAPROPRIAÇÃO ........................................................................... 60 SERVIDÃO ADMINISTRATIVA ............................................................................................................. 60 OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA ................................................................................................................. 60 REQUISIÇÃO ...................................................................................................................................... 60 TOMBAMENTO ................................................................................................................................. 60 PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO .................................................................................................... 61 CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO.................................................................................................... 61

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DIREITO CONSTITUCIONAL

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sem compromisso. d. IMPORTANTE: A finalidade deste material é dar base às pessoas sem conhecimento.CESARFELIPE.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS DICAS PARA O ESTUDO 1. no mínimo. aposte. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . 4ª vez: Leia e reflita. NÓS ACREDITAMOS EM VOCÊ! WWW. 3. apenas para se familiarizar b. Se não entender o que leu.B pú R bl ic os 5.COM. servirá muito para você. procure interligar todos os tópicos e encontre a relação entre eles para entender a lógica da matéria Quando este material estiver completamente compreendido você poderá buscar outras fontes de estudo mais aprofundadas.BR 3 . ou com pouco. 1ª vez: Leia descontraidamente. já tentando gravar as partes que pareçam ser mais fáceis c. Caso tenha dúvida em algum termo pare e procure resposta imediatamente. quatro vezes.CESARFELIPE. sobre a matéria.C . sendo: a. AGORA VAMOS AOS ESTUDOS. Estude apenas uma matéria por vez Mantenha seu material de estudo sempre organizado Quando estiver lendo preste atenção “sobre o que você está lendo” Leia este material. 2. Ele foi elaborado na intenção de cobrir muito do que cai em concursos públicos e. Em W pr W eg W os . repita a leitura do trecho.COM. 4. 2ª vez: Leia com mais atenção.C ur O so M s . 3ª vez: Leia com atenção total.WWW.

Quanto ao conteúdo: a) Constituição material .. naqueles países que possuem um sistema jurídico baseado na lei escrita.. O direito constitucional é destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado e tem por objeto de estudo a constituição política desse ser que se convencionou chamar de Estado.COM. é que a Constituição passa a ser reconhecida como Lei Fundamental. Quanto à forma: a) Constituição escrita . 1. por ser a base de todo o direito positivo da comunidade que a adote. é o mais alto estatuto jurídico de determinada comunidade. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . que recebem a denominação de Constituição. Paulino Jacques).CESARFELIPE. que representa idealmente o conjunto de normas jurídicas vigentes em determinado âmbito espacial. sendo o ramo do direito público responsável pelo seu estudo. costumes. “(. estando tais normas em geral expressas no texto de uma ou de várias leis fundamentais.WWW.É aquela codificada e sistematizada em um texto único. Quanto ao modo de elaboração: 4 . b) Constituição não escrita . Direito Constitucional é.C ur O so M s . em especial.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS DIREITO CONSTITUCIONAL O instrumento formal de organização do Estado é modernamente denominado de Constituição.Consiste no conjunto de regras materialmente constitucionais. estejam ou não codificadas em um único documento.: Constituição inglesa). chamado de direito constitucional. Em W pr W eg W os . pois.C .É aquela consubstanciada de forma escrita. Portanto. Assim.B pú R bl ic os CONSTITUIÇÕES Classificação das Constituições Pode-se também afirmar que a Constituição é o conjunto de normas e princípios que organizam os elementos constitutivos do Estado (território. 3. povo e governo). por meio de um documento solene estabelecido pelo poder constituinte originário. normas que estabelecem a forma de elaboração de outras normas e que fixam os direitos e as responsabilidades fundamentais dos indivíduos. sobrepondo-se aos demais atos normativos por estar situada no vértice da pirâmide jurídica.É o conjunto de regras não aglutinadas em um texto solene. 2. por conter normas que dão estrutura ao Estado.) o ramo do direito público que estuda os princípios e normas estruturadoras do Estado e garantidoras dos direitos e liberdades individuais” (cf. b) Constituição formal . mas baseado em leis esparsas. jurisprudências e convenções (ex.

a partir de princípios e idéias fundamentais da teoria política e do direito dominante.WWW.CESARFELIPE.C ur O so M s .B pú R bl ic os Nossa atual Constituição é classificada da seguinte maneira: formal. promulgada. Distingue-se. rígida e analítica. 1934.: CF de 1824. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . alguns autores apontam nossa Constituição como super-rígida. Quanto à origem: a) Constituição promulgada (popular ou democrática) .Pode ser livremente modificada segundo o mesmo processo estabelecido para as leis ordinárias. Quanto à estabilidade: a) Constituição imutável . Atua tanto no surgimento de uma primeira Constituição quanto na elaboração de qualquer Constituição posterior.É estabelecida sem a participação popular. pois decorre de uma regra jurídica de autenticidade constitucional.: CF de 1891. b) Constituição rígida . escrita. tornando-se relíquia histórica.É a Constituição escrita que pode ser alterada por um processo legislativo mais solene e dificultoso.COM. principalmente.Examina e regulamenta todos os assuntos que entenda relevantes à formação. 1937. dogmática. b)Poder constituinte derivado É proveniente da própria Constituição. Espécies de poder constituinte a) Poder constituinte originário Estabelece a Constituição de um novo Estado.Deriva do trabalho de uma Assembléia Nacional Constituinte composta de representantes do povo.Apresenta-se como produto escrito e sistematizado por um órgão constituinte. 4. 1946 e 1988). a) Em W pr W eg W os . c) Constituição flexível . b) Constituição sintética Prevê somente os princípios e as normas gerais de regência do Estado.É um meio-termo entre as duas anteriores. b) Constituição histórica ou costumeira – É fruto da lenta e contínua síntese da história e tradições de determinado povo. eleitos com a finalidade de sua elaboração (ex. destinação e funcionamento do Estado. 5. Quanto à extensão e finalidade: a) Constituição analítica .C . 1967 e 1969). em que algumas regras podem ser alteradas por um processo legislativo ordinário. d) Constituição semi-rígida . por conhecer limitações constitucionais expressas e implícitas e é passível de controle de 5 .É aquela em que se veda qualquer alteração. b) Constituição outorgada . 6.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Constituição dogmática . por meio de imposição do poder da época (ex.

de se auto-organizarem por meio de suas respectivas Constituições estaduais. assim como de consulta prévia. integram-se na organização político-administrativa cercados de plena autonomia.CESARFELIPE. 2. Municípios . pois este é pessoa jurídica de direito internacional. Soberania . por meio de Constituições estaduais. objetivos e cultura. 3. às populações interessadas. mediante plebiscito.Entidade federativa autônoma. no plano interno. Elementos do Estado Território .Poder de um país de dizer e aplicar o Direito dentro de seu território com efeito erga Entidades federativas 1.C ur O so M s .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS constitucionalidade. A União age em nome de toda a Federação quando representa o país no plano internacional ou quando intervém em um Estado membro. em virtude de sua autonomia político-administrativa.B pú R bl ic os A ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO 1. Não se confunde com Estado federal. respeitada regulamentação especial prevista na própria Constituição e exercida por órgãos de caráter representativo (no Brasil.C . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . A criação. pelo Congresso Nacional). • Poder constituinte derivado reformador – É responsável pela alteração do texto constitucional. 2. sempre respeitando a Constituição Federal.Consiste na possibilidade que os Estados membros têm. Povo . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. caput. dentro do período determinado por lei complementar federal. O artigo 25 da Constituição Federal. Em W pr W eg W os . • Poder constituinte derivado decorrente .Espaço físico delimitado por fronteiras naturais ou não. Estados membros . em consonância com o artigo I I . cabe-lhe exercer as atribuições da soberania do Estado brasileiro. após a divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.Auto-organizam-se por meio do exercício de seu poder constituinte derivado decorrente e. fusão e desdobramento do Município depende de lei estadual.WWW. por meio de sua própria legislação. União .COM. permite aos Estados membros a auto-organização.Número determinado ou não de indivíduos que habitam o território unidos por uma mesma língua. incorporação. desde que observados os princípios Estabelecidos por nossa Lei Maior. posteriormente.Consagrados como entidades federativas indispensáveis ao nosso sistema federativo. 3. apresentados 6 .

• competência comum entre os entes políticos (art.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS e publicados na forma da lei. 22). 4. Entre suas funções atípicas estão o ato de legislar e o de julgar seu contencioso 7 .CESARFELIPE.União.B pú R bl ic os A forma federativa do Estado possui dois alicerces imutáveis a sua estabilidade e funcionamento. é exercido pelo Congresso Nacional. Os alicerces da Federação SEPARAÇÃO DE PODERES PODER LEGISLATIVO a) b) O Poder Legislativo Federal. consagrando o equilíbrio entre as partes da Federação. legislativas e tributárias. encontram-se representantes de todos os Estados membros e do Distrito Federal. Dessa forma. Distrital e Municipal.A Constituição garante ao Distrito Federal a natureza de ente federativo autônomo. O bicameralismo do Legislativo Federal está intimamente ligado à escolha pelo legislador constituinte da forma federativa de Estado. bicameral. 23). São eles: a) Autonomia dos entes políticos Um ente político é autônomo quando possui as seguintes características: • arrecadação .C . designadas desta maneira: • competência privativa da União – delegável aos Estados membros (art. Estados e Distrito Federal (art. vedando-lhe a possibilidade de subdividir-se em Municípios. nos quais se consagra o sistema unicameral. • competência concorrente .WWW. não é Estado membro nem tampouco Município. da chefia de governo e da administração geral do Estado. PODER EXECUTIVO a) O Poder Executivo constitui órgão cuja função típica é o exercício da chefia de Estado. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. todas as competências legislativas e tributárias reservadas aos Estados e Municípios. 24). Distrito Federal . No Senado Federal.servidores concursados (estáveis). • administração pública . É fundamental que se diferenciem os Legislativos Estadual. Em W pr W eg W os . tendo. em regra.tributos próprios.C ur O so M s .COM. b) Repartição de competências Cada ente político recebe da Constituição competências específicas para suas atividades administrativas. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . • representante do Poder Executivo eleito diretamente.

conforme disposto no artigo 130-A da Constituição. Tal função será exercida por meio do Conselho Nacional de Justiça. Dessa maneira. Esse procedimento tem como objetivo estabelecer limites no exercício das funções típicas e atípicas e nas distribuídas pela Constituição. Exatamente por esse motivo. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . pois a matéria objetiva deve ficar no texto legal. I. o chefe do Executivo é eleito pelo povo e possui várias prerrogativas e imunidades. Sua composição multifacetada está prevista no artigo 103-B do Texto Maior.COM. PROCESSO LEGISLATIVO a) b) Processo legislativo pode ser entendido juridicamente como um conjunto de disposições coordenadas que disciplinam procedimento a ser observado pelos órgãos competentes na produção e elaboração das leis e atos normativos.B pú R bl ic os PODER JUDICIÁRIO Completando a tripartição dos poderes. Dica . sujeito. responsável pelo controle externo desse órgão. tais como vitaliciedade. inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos. Estrutura e finalidade semelhantes apresenta o Conselho Nacional do Ministério Público. pode-se contar com um órgão independente e autônomo para guardar as leis e garantir a ordem governamental. ao controle repressivo de constitucionalidade. A Emenda Constitucional 45 estabeleceu o único procedimento que ainda faltava ao Estado brasileiro: o controle externo do Poder Judiciário. justifica-se a aplicação de certas garantias a seus membros julgadores. a) Sistema de freios e contrapesos (controle externo) Cada um dos três poderes exerce parcialmente um controle sobre as atividades do outro.C ur O so M s . Esses controles serão estudados detalhadamente mais adiante. tanto em sua forma difusa quanto concentrada.Procurou-se. portanto. sugere-se a leitura do artigo 84 da Constituição Federal. seu produto será um objeto inconstitucional.WWW. Não observadas as etapas do processo legislativo. Sua presença garante o verdadeiro Estado democrático de direito. Assim. aqui.CESARFELIPE.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS b) administrativo. II. Da mesma forma que os congressistas.C . evitar ao máximo a transcrição de texto constitucional. está o Poder Judiciário. em sua divisão clássica. Em W pr W eg W os . 8 . quanto às atribuições do presidente da República. as quais são garantias para o independente e imparcial exercício de suas funções.

a promulgação demonstra um ato perfeito e acabado. caso o projeto de lei seja aprovado nas duas Casas Legislativas. o legislador 9 . o chefe do Poder Executivo deverá participar do exercício vetando ou sancionando o projeto (deliberação executiva). 3. extraparlamentar: chefe do Poder Executivo. à observância incondicional dos Estados membros. detalhadamente. Fase constitutiva Apresentado o projeto de lei ao Congresso Nacional. A regra geral é que o próprio presidente da República promulgue a lei. e. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . Em W pr W eg W os .C . de compulsório atendimento. Esse trabalho é chamado de deliberação parlamentar. STF. Mais adiante serão estudados os instrumentos normativos. 1. toma-se aqui a lei ordinária como exemplo e regra geral.C ur O so M s . a primeira confere executoriedade à norma.CESARFELIPE. Esse alguém pode ser: a) b) parlamentar: membros e comissões do Congresso Nacional e suas duas Casas.B pú R bl ic os 2.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS É importante saber que o Supremo Tribunal Federal considera. enquanto a segunda lhe dá notoriedade.WWW. procurador-geral da República. Emenda constitucional a) Consagrando a idéia da supremacia da ordem constitucional. cientes de sua existência e conteúdo. Tribunais Superiores. 4. Assim. Iniciativa de lei é a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei ao Poder Legislativo. Fase complementar a) Compreende a promulgação e a publicação da lei. as regras básicas de processo legislativo previstas na Constituição Federal como modelos obrigatórios às Constituições estaduais. impõe-se. haverá ampla discussão e votação nas duas Casas. Ministério Público e cidadãos. tal como delineado em seus aspectos fundamentais pela Carta da República. ficando o Senado como Casa Revisora. c) á publicação significa uma comunicação dirigida àqueles que devam cumprir a norma. Tais projetos de lei terão início na Câmara dos Deputados. declarando que o modelo estruturador do processo legislativo. como padrão normativo. em seus acórdãos.COM. Fase introdutória c) A fim de simplificar. mesmo nos casos em que seu veto tenha sido derrubado pelo Congresso Nacional. A essa projeção chama-se princípio do paralelismo ou da simetria constitucional. uma vez que ela está publicada e conta com a eficácia que o ato lhe dá. b) Promulgar é declarar a existência de uma lei e a inovação da ordem jurídica.

°. Ainda que a Constituição seja omissa quanto à publicação. entende-se que esta é competência do Congresso Nacional.B pú R bl ic os 10 .CESARFELIPE. o quorum que aprova a lei ordinária é o simples ou relativo. o presidente da República não veta ou sanciona proposta de emenda. visto na introdução deste tema. enquanto as demais matérias devem ser objeto de leis ordinárias. um terço. considerando--se aprovada se obtiver em ambas três quintos dos votos dos respectivos membros.C ur O so M s . incisos I a IV. c) A segunda diferença. Lei complementar e lei ordinária a) A razão da existência da lei complementar se dá pelo fato de o legislador constituinte entender que determinadas matérias. Lei delegada a) Elaborada pelo presidente da República em função de autorização expressa do Em W pr W eg W os . c) A deliberação da proposta de emenda constitucional consiste na discussão e votação em cada Casa do Congresso. f) Em relação ao alcance. § 4. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . também chamada de formal. 5. no mínimo e separadamente. e) Finalmente. b) Pode-se dizer que existem duas diferenças básicas entre a lei complementar e a lei ordinária. da Constituição Federal. não devem ser tratadas no texto da própria Constituição. d) Não existe deliberação executiva em relação às emendas. ainda que importantes.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS constituinte elegeu a emenda constitucional como um instrumento capaz de alterar a Constituição Federal. presentes no artigo 60. acabou por classificar nossa Constituição como uma Constituição rígida. b) Uma proposta de emenda constitucional tem a seguinte iniciativa concorrente: presidente da República. d) O rito de elaboração da lei complementar segue o modelo do processo legislativo. Assim. já que só pode ser objeto de lei complementar a matéria expressamente prevista na Constituição Federal. em dois turnos. dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. ou seja.COM. manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. ao escolher um processo legislativo especial mais complexo do que o ordinário. as emendas constitucionais não podem alterar as chamadas cláusulas pétreas.WWW. a emenda deve ser promulgada pelas Mesas das duas Casas em conjunto. 6. refere-se ao processo legislativo na fase de votação. A primeira delas é uma diferença material. Enquanto o quorum para aprovar a lei complementar é o absoluto.C .

constitui delegação externa da função de legislar. Assim. o que também acarreta a perda de eficácia da medida. c) No caso de aprovação. sendo possíveis três ocorrências: aprovação com ou sem alteração do texto. o que não afasta a existência de eventual ADIn como instrumento de controle da constitucionalidade. prorrogáveis por igual período.CESARFELIPE.C ur O so M s .WWW. presentes tais requisitos.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Poder Legislativo e nos limites impostos por este.B pú R bl ic os c) 7. e) Se a análise não terminar no prazo de 120 dias. d) Se for rejeitada expressamente. será submetida a votação pelas duas Casas. Medida provisória a) Alterado pela Emenda Constitucional 32/2001. b) Em W pr W eg W os . o presidente da República poderá editar medidas provisórias com força de lei. Decreto legislativo 11 . rejeição expressa ou rejeição tácita.C . e. b) O Congresso Nacional. o artigo 62 da Constituição Federal é bem claro em definir como requisitos da medida provisória: relevância e urgência. o atual artigo 62 traz diversas limitações novas. ficará caracterizada a rejeição tácita. será arquivada e caberá ao presidente do Congresso Nacional baixar ato declarando-a ineficaz.COM. A resolução. que a remeterá ao presidente da República para publicação. se aprovada por maioria simples. para analisar o texto da medida provisória. por sua vez. por isso. possibilitando ao Executivo regulamentar assuntos mais próximos de si com maior grau de eficiência. Assim. por sua vez. deverá especificar os limites do ato do presidente e se existe necessidade ou não de remessa do texto ao Congresso para análise final antes da promulgação. o Congresso Nacional poderá se valer de um decreto legislativo para sustar os efeitos da lei delegada. Na hipótese de o presidente extrapolar os limites impostos pelo Legislativo. além de as medidas provisórias não poderem regulamentar assuntos reservados às leis complementares. a medida provisória se converterá em lei ordinária. Uma vez encaminhada a solicitação do presidente ao Congresso Nacional. sugere-se um estudo detalhado do próprio texto da Constituição atualizada. 8. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . terá forma de resolução. f) Um dos principais pontos alterados pela Emenda 32 é em relação ao alcance das matérias a serem regulamentadas por meio de medidas provisórias. em sessão conjunta ou separadamente. devendo estas ser submetidas ao Congresso Nacional imediatamente. sendo promulgada pelo presidente do Senado Federal. tem 60 dias.

ato-condição da função legislativa (autorização da elaboração de lei 12 . basicamente previstas no artigo 49 da Constituição Federal.aprovados pelo Congresso Nacional em dois turnos em cada Casa e quorum de 3/5 em cada votação — o status de texto constitucional. que o presidente da República nem sempre participa desse processo. do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados. A isso denomina-se Internacionalização do Direito Constitucional e dos Direitos Humanos. porém.Compete privativamente ao presidente da República celebrar tratados internacionais. c) Como melhor exemplo do uso dos decretos legislativos está a incorporação de tratados internacionais no Direito interno. exceções em que uma resolução pode ter efeito externo quando dispõe sobre delegação de legislar. devidamente promulgado pelo presidente do Senado Federal e publicado. destinado a regulamentar suas matérias internas ou de competência privativa. 3ª fase . Existem. O processo legislativo dessa espécie não se encontra na Constituição Federal. as de coparticipação na função judicial (suspensão de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal) e. finalmente.C ur O so M s . ainda.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS a) Constitui espécie normativa cujo objetivo é veicular as matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional. b) Exemplos de resoluções são as políticas (Senado referendando uma nomeação). as deliberativas (ao fixar alíquotas).CESARFELIPE. Nota .C . 9. A deliberação do Parlamento será realizada por meio da aprovação de um decreto legislativo. Resolução a) É ato normativo do Congresso Nacional. b) Os decretos legislativos são instruídos.O Congresso Nacional tem competência exclusiva para resolver definitivamente sobre tratados internacionais. Ressalte-se.B pú R bl ic os 1ª fase .Edita-se um decreto do presidente da República ratificando o tratado internacional devidamente homologado pelo Congresso Nacional.WWW. na qualidade de presidente do Congresso Nacional. discutidos e votados em ambas as Casas Legislativas e. pois cabe ao próprio Congresso Nacional discipliná-lo. d) Isso se dá em três fases distintas: Em W pr W eg W os . que também determina sua publicação.COM. ª fase .A Emenda 45 estipula que deve ser dado aos tratados e convenções internacionais voltados aos direitos humanos . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . se aprovados. são promulgados pelo presidente do Senado Federal.

CESARFELIPE. o Direito Administrativo tem interpretação diversa deste princípio.Direito de acesso às condições mínimas de uma vida digna (moradia.Todos são iguais perante a lei. gozar. No caso de resolução do Congresso. Publicidade . Supremacia do interesse público sobre o privado . fruir e dispor dele de acordo com sua vontade. cabendo a seu presidente a promulgação. e nenhuma norma infraconstitucional ou internacional pode feri-lo. o Direito tutelado e a pena a ser aplicada deverão surtir efeito sobre pessoa certa e identificada.A Constituição é o ordenamento jurídico soberano de um Estado.COM. O processo legislativo das resoluções também não se encontra no texto constitucional.Na medida do possível.O proprietário de um bem tem o direito de usar. a aprovação será bicameral. senão em virtude de lei. incluindo a publicação destes. o bem deve ter fim social. alimento e vestimenta) e ao livre exercício de pensamento. novamente. nos quais o princípio vincula todos os atos à previsão legal.Ninguém pode arguir o desconhecimento da lei. Legalidade . inclusive à educação. o primeiro tem predominância sobre o segundo.WWW. cabendo a seu presidente promulgá-la e determinar a publicação.C ur O so M s . Moralidade . Exceção foi a adesão do Brasil às decisões do Tribunal Penal Internacional (TPI). Pessoalidade .Estando em conflito o interesse coletivo ante o individual. discutida e votada. Dignidade da pessoa humana .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS c) delegada). Isonomia .Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo. saúde e trabalho.B pú R bl ic os PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Supremacia do texto constitucional . expressão.C . em que todo ato depende de publicidade.A Administração Pública fica obrigada a demonstrar transparência e probidade em seus atos. aqui existem exceções que abrangem o Direito Administrativo e o Direito Tributário. 13 . Em W pr W eg W os . Propriedade . há exceção no Direito Tributário. Uma vez que elas podem se originar em três fontes. Note-se que sob a ótica constitucional tal previsão se destina prioritariamente aos direitos fundamentais. Impessoalidade .É vedada ao Estado a concessão de privilégios ou a discriminação. apresenta-se a premissa básica válida de forma geral: a resolução isolada de cada Casa Legislativa somente por ela será instruída. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .

em que o exercício de um implicará a invasão do âmbito de proteção do outro (ex. o que implica que os indivíduos não podem deles dispor.WWW. A evolução dos direitos fundamentais A doutrina reconhece três níveis de direitos fundamentais.São aqueles que surgem com a DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 14 .Os iguais serão tratados de forma igual e os desiguais de forma desigual. perpassando pelos direitos humanos.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Igualdade . Irrenunciabilidade . em qualquer fase processual ou instância.CESARFELIPE. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .Os direitos fundamentais não são absolutos. Suas principais características são: a) b) c) d) e) Historicidade . os direitos fundamentais podem ser acumulados. A desigualdade deve ser motivada. e hoje se encontram ainda em plena discussão. a saber: a) Direitos fundamentais de primeira geração . Em W pr W eg W os . Por exemplo. salvo em Direito Penal ou sanção tributária.Por esse critério. Os direitos fundamentais têm por finalidade proteger a dignidade humana em todas as dimensões.: choque entre o direito de informação e o de privacidade). 1. dentre outros. na medida de suas desigualdades.COM. Universalidade . Concorrência .B pú R bl ic os Os direitos e garantias fundamentais se constituem em um amplo rol em que estão inseridos os direitos de defesa do indivíduo perante o Estado. suscitar incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. Para assegurar o cumprimento dos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja signatário. nasceram com o cristianismo. depois de transmitir a informação. opinião e comunicação. os direitos políticos. Irretroatividade . fez uma crítica exerceu os direitos de informação.Os direitos fundamentais são irrenunciáveis. o procurador-geral da República poderá. caso entenda ser pertinente. É um processo que não possui epílogo. podendo haver um choque de direitos.Os direitos fundamentais possuem caráter histórico.C ur O so M s . os direitos fundamentais são dirigidos a todos os seres humanos.C . os relativos à nacionalidade e os direitos sociais.A lei não retroagirá.Por esse critério. Limitabilidade . o jornalista que.

d) Direitos fundamentais de quarta geração . à solidariedade (ex. A liberdade de locomoção deve ocorrer no: Em W pr W eg W os . à preservação do meio ambiente).: serviço de proteção ao crédito) possuam a seu respeito. A jurisprudência do STJ firmou-se no sentido da necessidade de negativa da via administrativa para justificar o ajuizamento do habeas data. Exigem uma atividade prestacional do Estado (ex.WWW. Por meio do habeas data. de modo que inexistirá 15 .: direito à paz.Seguindo as doutrinas mais atualizadas.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS idéia de Estado de Direito. à intimidade.C ur O so M s .: os direitos sociais. clonagem.São aqueles relativos à existência do ser humano. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . • direito de deslocamento dentro do país. os econômicos e os culturais). à inviolabilidade do domicílio). ao destino da humanidade. conteúdo e rito sumário. portanto. Não se trata. de uma espécie de recurso. c) Direitos fundamentais de terceira geração . b) Direitos fundamentais de segunda geração . que visa a evitar ou cessar violência ou ameaça na liberdade de locomoção.COM. 3. criogenia. objetiva-se fazer com que todos tenham acesso às informações que o Poder Público ou entidades de caráter público (ex.São aqueles que tratam da satisfação das necessidades mínimas para que haja dignidade e sentido na vida humana.C . São os direitos de defesa do indivíduo perante o Estado (ex. por ilegalidade ou abuso de poder. 2. apesar de regulamento no capítulo a ele destinado no Código de Processo Penal. eugenia. organismos geneticamente modificados. tais como: células-tronco.B pú R bl ic os • direito de acesso e ingresso no território nacional. de caráter civil. Habeas corpus O habeas corpus é uma ação constitucional de cunho penal e de procedimento especial. somam-se aos demais direitos fundamentais temas relacionados ao biodireito.CESARFELIPE.: direito à vida. isenta de custas. • direito de permanência no território nacional. que tem por objeto a proteção do direito líquido e certo do impetrante de conhecer todas as informações e registros relativos a sua pessoa e constantes de repartições públicas ou particulares acessíveis ao público. para eventual retificação de seus dados pessoais. reprodução assistida e identidade sexual. Habeas data O habeas data é uma ação constitucional. • direito de saída do território nacional.

BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS interesse de proceder a essa ação se não houver relutância do detentor das informações em fornecê-las ao interessado. Ação popular Adotando a previsão do artigo 5. mais um exercício da soberania popular. ou repressiva. da Constituição Federal. nas ocasiões em que o exercício de um direito. de uma liberdade ou de uma prerrogativa inerente à nacionalidade. cidadania ou soberania se tornar inviável ou prejudicado em razão da falta de uma norma regulamentadora. aquele que se sentir prejudicado pode fazer uso do mandado de injunção.B pú R bl ic os Assim. antes de se verificar a lesão.°. o que significa que sempre haverá necessidade de vácuos na estrutura legal que necessitem correção por meio de leis ou atos normativos. Requisitos para o mandado de injunção: • • falta de norma reguladora de um dispositivo constitucional (inércia do Estado).°. previsto no artigo 5. a fim de suprir omissão do Poder Público. Mandado de injunção Não se confundindo com sua origem anglo--saxã. inciso LXXI. insere outra novidade do Direito Constitucional. contra a moralidade administrativa. na busca da indenização pelo 16 . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .C ur O so M s . a ação popular constitui. Assim como o mandado de segurança. a ação popular pode ser utilizada de forma preventiva. Contudo.CESARFELIPE. soberania e cidadania.C . o mandado de injunção. As situações fáticas e os dispositivos constitucionais que permitem a utilização do mandado de injunção são similares aos da ação direta de inconstitucionalidade por omissão. 5. o mandado de injunção destina-se às normas constitucionais de eficácia limitada. da Constituição Federal. Sem dúvida. o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural. impossibilidade de exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. 4. por meio da qual se autoriza o povo a exercer diretamente a fiscalização do Poder Público.COM. ou de entidade em que o Estado participe. Em W pr W eg W os . entende-se que qualquer cidadão é legitimado para propor ação popular que vise à anulação de ato lesivo ao patrimônio público. inciso LXXIII.WWW. ao lado de outras prerrogativas como sufrágio e iniciativa de lei.

da Constituição Federal.C .°. alguns doutrinadores indicam a necessidade de capacidade postulatória para as três últimas garantias citadas. habeas data. 6. independentemente de serem atos discricionários ou vinculados. Dispensa de advogado Não é necessária a contratação de advogado para as ações de habeas corpus. Isso significa dizer que se deve analisar se nenhuma outra garantia constitucional é aplicável ao problema apresentado. inciso LXIX.WWW. Em W pr W eg W os . consultar a Lei da Ação Popular — 4. isso não impede que o mandado de segurança seja 17 .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS dano causado. A natureza jurídica do mandado de segurança é a de uma ação constitucional. de natureza civil. Utilizando esse critério. a fim de certificar-se de que só resta um mandado de segurança. mandado de injunção e ação popular. Afinal. Mandado de segurança Tanto na vida prática quanto nos desafios apresentados em provas jurídicas. acaba por ficar mais claro o porquê da necessidade de um advogado para assinar esse instrumento.CESARFELIPE.B pú R bl ic os Dica — Para quem deseja se aprofundar nas características e procedimentos dessa ação. Conforme o artigo 5. cujo objetivo é a proteção de direito líquido e certo lesado por ato ou omissão de autoridade pública ou de pessoa jurídica nas funções do Poder Público. • requisito objetivo: o ato ou a falta dele deve ser comprovadamente lesivo ao patrimônio público. é bastante útil manter o mandado de segurança como um caminho por exclusão. Ainda que sua natureza seja civil. Observação: não existe unanimidade nesse entendimento. o mandado de segurança está à disposição dos indivíduos que necessitam se proteger de atos ilegais ou praticados com abuso ou desvio de poder. essas ações não possuem custas e sucumbência. o fato de o indivíduo apresentar uma situação em que apenas o mandado de segurança é cabível significa que a situação em pauta é mais complexa tecnicamente falando.C ur O so M s . Requisitos para a propositura de ação popular: • requisito subjetivo: somente o cidadão tem legitimidade para propor a ação popular.COM.717/65. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .

como em face do direito de propriedade. em observância ao princípio da dignidade da pessoa humana.É um direito de resistência em face do Estado. aborto e criogenia possuem regulamentação própria e atualizada. A intimidade implica o "eu" do indivíduo. OS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS • • • • • O artigo 5. abaixo relacionados e agrupados na medida das relações existentes entre eles Direito à vida . Direito à liberdade . Podem-se enumerar três requisitos do mandado de segurança: • ato comissivo ou omissivo de autoridade do Poder Público ou particular em sua função.533/51. a ilegalidade é gênero.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS usado em matéria criminal. Em W pr W eg W os . tais como a vida familiar e os segredos de negócios. Só deixará de fazer algo se a norma limitar ou proibir determinados atos e comportamentos. em face do artigo 6. que tem direito de criar um espaço impenetrável mesmo aos mais próximos (ex. mediante prova documental. ficar ou permanecer sem que seja molestado pelo Poder Público. é possível pedir ao juiz que determine à autoridade coatora que traga ao processo o documento necessário à prova. O direito deve ser comprovado ab initio. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . Contudo. do qual são espécies ilegalidade em sentido estrito e abuso de poder. Direito de propriedade .Genericamente. a propriedade é um direito subjetivo que assegura ao indivíduo o monopólio de exploração de um bem e de fazer valer essa faculdade contra tudo e contra todos. Direito de locomoção .B pú R bl ic os • lesão ou ameaça de lesão a direito líquido e certo. • ilegalidade. Todavia.C .O indivíduo exerce sua liberdade por meio da autonomia da vontade.C ur O so M s . algumas modalidades de eutanásia. podendo o indivíduo ir. vir.Por privacidade entendem-se os níveis de relacionamento social que o indivíduo mantém oculto do público em geral.COM.CESARFELIPE. 18 . Direito à intimidade e privacidade .° da Lei l .A Constituição protege a vida como um bem maior.: segredos pessoais e orientação sexual)." da Constituição Federal enuncia os direitos individuais e coletivos. Esse direito sofre várias restrições. desvio ou abuso de poder.WWW.

É o direito de ação coletiva que tem por objetivo a concretização de um propósito comum aos partícipes.Divide-se em imagem retrato. envolve a coligação voluntária de duas ou mais pessoas.A Constituição assegura o direito de livre manifestação de pensamento.B pú R bl ic os • • • • • • • • • • 19 . assim. na fotografia. É norma de eficácia contida. Direito de associação . tendo em vista a realização de um objetivo comum.É o direito de ação coletiva que.Envolve o direito de passar.A informação jornalística é composta pela notícia e pela crítica. sob direção única. a qualquer título que seja.Protege o sigilo das comunicações pessoais. Direito à honra . desenho. Direito de opinião . tal como ocorre na música. A primeira. o direito de expressão consiste na possibilidade de livre manifestação de sentimentos e de criatividade. Direito de reunião .Enquanto a opinião diz respeito a um juízo de valor. A liberdade de informar só existe diante de fatos cujo • Em W pr W eg W os .Possui dois aspectos: o da honra subjetiva e o da honra objetiva. abrangendo.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS • Inviolabilidade de domicílio . receber e buscar informações. filmagem). mediante a demonstração de legítimo interesse.Sua finalidade é proibir que o Poder Público crie normas ou critérios que levem o indivíduo a exercer ofício ou profissão em desacordo com sua vontade.O domicílio.COM. em apertada síntese. Liberdade de profissão . que implica o direito à reprodução gráfica (foto. a segunda parte do parâmetro do conceito social que o indivíduo possui. no teatro. deve ser considerado uma projeção espacial da privacidade e da intimidade. Direito à imagem . etc.C ur O so M s . podendo a lei infraconstitucional limitá-la. Direito de informação jornalística . e imagem atributo. Direito de certidão . Inviolabilidade de correspondência .C . das comunicações telegráficas. Direito de informação .A certidão pode se referir tanto a direitos individuais quanto coletivos perante órgãos públicos. na pintura. até uma residência ocasional.WWW. para efeito de proteção constitucional. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . que compreende as características do conjunto de atributos cultivados pelo indivíduo e reconhecidos pelo conjunto social.CESARFELIPE. Direito de expressão . criando requisitos ou qualificações para o exercício de determinadas profissões. dotado de caráter permanente. de dados (inclusive informática) e das comunicações telefônicas. implica o sentimento de autoestima do indivíduo.

material e processual.Significa que ninguém será considerado culpado até que se prove o contrário.CESARFELIPE. • Em W pr W eg W os . mas também em qualquer situação de agravo. Pressupostos constitucionais para a privação da liberdade .A extradição pode acontecer em casos em que o estrangeiro. independentemente do pagamento de taxas. abarca o contraditório e a ampla defesa. Proibição da prisão civil . Garantia constitucional do júri . o direito ao juiz natural. o direito à igualdade entre acusação e defesa. proibindo qualquer forma de designação de tribunais ou juízos para casos determinados. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .B pú R bl ic os • • • • • • • • • • 20 . faculta ao indivíduo direito de ação.A regra é a liberdade.É condição para a privação de liberdade individual. seu conteúdo jurídico implica a necessidade de predeterminação do juízo competente. A privação de liberdade tem como pressupostos a prisão em flagrante delito e a ordem judicial fundamentada. Previsão de extradição .Possui caráter individual ou coletivo. implicando a observância da igualdade na lei. para determinados crimes.Possui sentido genérico .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS conhecimento seja importante para que o indivíduo possa participar do mundo em que vive. Em sentido processual. Presunção de inocência . abrange a substância dos atos normativos. incluindo o duplo grau de jurisdição.COM. o direito a prévia citação. a excepcionalidade.C ur O so M s . Direito de informação pública – Esse direito restringe-se aos organismos públicos que possuem a obrigação de manter o cidadão constantemente informado acerca das atividades públicas.Esse princípio. outorga ao Poder Judiciário o monopólio de jurisdição e. de outro. Direito de petição* . Inafastabilidade de jurisdição . salvo as transgressões e crimes militares. comete crime no exterior.Também conhecido como princípio do juiz legal.C . salvo nos casos de inadimplemento de obrigação alimentícia e do depositário infiel. Da ótica material. de um lado.A prisão somente é admitida em caso de inobservância da norma penal. ou excepcionalmente o brasileiro naturalizado.Por esse direito. podendo ser exercitado em face de abuso de poder ou de ilegalidade. Devido processo legal . e sua privação. Juiz natural* . fica garantida ao indivíduo a resposta não só em casos de ofensa à honra.WWW. Direito de resposta .

esta apresenta um vício insanável em termos de matéria.aplicação da norma interpretada ao caso concreto. independentemente do procedimento das Casas Legislativas ou de quem teve a iniciativa da norma. *Dica: muito importante lembrar que o princípio do devido processo legal consiste em uma dinâmica de direitos (ação. ou seja. proibindo a prática de tortura. Vício material .COM.°.WWW. ou seja.CESARFELIPE.É a inconstitucionalidade no processo de realização.O constituinte preocupou-se em assegurar a higidez física e mental dos indivíduos. Assim. que. Quer dizer. entre outros). Classifica-se em: 21 . por exemplo). Vício formal . do assunto tratado por ela.Ocorre em virtude do conteúdo da norma.C ur O so M s . obedecendo a um fluxo lógico.B pú R bl ic os CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADES 1. Nada tem a ver com seu conteúdo. 2. da Constituição Federal. ou na hipótese de as Casas Legislativas não obedecerem ao número correto de turnos para aprovação de uma norma. durante a elaboração e aprovação da norma. Em W pr W eg W os . confere ao Direito Constitucional condições para sua concretização . Pode-se exemplificar essa subespécie por meio de uma proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa do Estado brasileiro ou qualquer das cláusulas pétreas presentes no artigo 60.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS • Proibição de tortura . b) Vício formal objetivo . estar-se-á lidando com uma inconstitucionalidade formal objetiva. ofendendo a Constituição Federal em seu texto e limitações. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . § 4. petição. contraditório e ampla defesa. Essa ocorrência tem lugar no processo legislativo e se divide em duas subespécies: a) Vício formal subjetivo . Se um parlamentar apresentar um projeto de lei cuja iniciativa compete exclusivamente ao presidente da República (Forças Armadas.Ocorre na fase de iniciativa do processo legislativo. no caso de uma norma ser aprovada por quorum inadequado com sua espécie normativa.C . esse ato configurará por si só uma inconstitucionalidade formal subjetiva. Tendo estudado a matéria e sabendo que iniciativa é a competência de alguém ou algum órgão para solicitar ou apresentar projeto de norma. a estrutura responsável pela construção da norma possui falha. de formação da norma.Ocorre durante as demais fases do processo legislativo. torna-se bem simples compreender como esse vício se dá.

Ocorre quando a inconstitucionalidade contamina todo o texto da norma. do cumprimento da lei 22 . a pronúncia do Judiciário sobre a inconstitucionalidade não é feita como manifestação sobre o objeto principal da lide. foi adotado o controle de constitucionalidade repressivo jurídico ou judiciário. em regra. difuso ou aberto (via de exceção ou defesa). diz-se que o vício é parcial.Se apenas alguns artigos isolados da norma são inconstitucionais e.CESARFELIPE. desde que contrários à Carta Magna. tornando-a completamente ineficaz. em que o próprio Poder Judiciário realiza o controle da lei ou do ato normativo. Nesse caso. indispensável ao julgamento do mérito. perante a Constituição Federal. o que distingue as duas espécies de controle é o ingresso da lei ou ato normativo no ordenamento jurídico. tem o escopo de retirar do mundo jurídico-legal qualquer norma que esteja em desacordo com o texto constitucional. Via difusa ou controle concreto a) Também conhecida como via de exceção ou defesa. caracteriza-se pela permissão a todo e qualquer juiz ou tribunal de realizar. mas sim sobre questão prévia. para retirá-los do ordenamento jurídico. vilipendiando a Carta Maior.C . Há dois sistemas ou métodos de controle de constitucionalidade repressivo judiciário. b) Na via de exceção. a) b) 2. Nessa via. uma vez retirados.C ur O so M s . Vício material parcial .COM.WWW. Em relação ao momento de realização. e o segundo. Controle preventivo . Controle repressivo .Realizado depois da publicação da norma.Ocorre antes da publicação da norma e seu objetivo é impedir que qualquer norma contaminada com alguma inconstitucionalidade possa adentrar o ordenamento jurídico. VIAS DE CONTROLE 1. no caso concreto. o que é outorgado ao interessado é obter a declaração de inconstitucionalidade somente para o efeito de isentá-lo. os artigos conflitantes são vedados pelo legislador (preventivamente) ou em decisão judicial (repressivamente). no caso concreto. Em W pr W eg W os . No Direito Constitucional brasileiro. a norma pode surtir ainda a desejada eficácia.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS a) b) Vício material total . 3. O primeiro denomina-se concentrado ou reservado (via de ação). c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .B pú R bl ic os ESPÉCIES DE CONTROLE 1. a análise sobre a compatibilidade do ordenamento jurídico com a Constituição Federal. já editados.

o Poder Judiciário deverá solucioná-lo e. portanto. torna obrigatório à parte recorrente demonstrar.CESARFELIPE.C ur O so M s . para tanto. pelo fato de ser exercitável apenas perante um caso concreto a ser decidido pelo Poder Judiciário. Em W pr W eg W os . característica básica do judicial review do sistema norte-americano. é distribuído nos Tribunais de Justiça. extinguir o recurso em decisão monocrática. cabendo agravo em caso de inconformismo da parte. Assim. É fundamental saber que o parágrafo 3. o principal instrumento do controle difuso é o recurso extraordinário. que não podem ser baseadas em normas inconstitucionais. a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Endereçado ao presidente do STF. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . deve a parte justificar o recurso levando em consideração os proveitos efetivos da coletividade em caso de provimento.um no próprio TJ e outro no STJ. da mesma forma que ocorre nas cortes constitucionais européias.B pú R bl ic os d) e) 2. diferentemente do ocorrido no controle difuso. Além das garantias constitucionais originárias. é o objeto principal da ação. independentemente da existência de um caso concreto.C .COM. visando à obtenção da invalidação da lei. para a admissibilidade do recurso. ou seja. Ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) A finalidade da ação direta de inconstitucionalidade é retirar do ordenamento jurídico 23 . O controle difuso caracteriza-se. INSTRUMENTOS DE CONTROLE CONCENTRADO 1. poderá o relator da turma.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS c) ou ato produzido em desacordo com a Lei Maior. ao chegar ao STF. principalmente. iniciada a lide. estando sujeito a dois exames de admissibilidade . procura-se obter a declaração de inconstitucionalidade da lei ou ato normativo em tese. observando jurisprudência dominante daquela Corte. inserido pela Emenda 45.° do artigo 102. Mesmo sendo admitido em ambos. analisar a constitucionalidade ou não da lei ou do ato normativo. Via concentrada ou controle abstrato a) O Supremo Tribunal Federal tem competência para processar e julgar originariamente a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual. a fim de garantir a segurança das relações jurídicas. b) Por meio desse controle. incidentalmente.WWW. c) A declaração de inconstitucionalidade.

Em W pr W eg W os . pois atua como curador especial do princípio da presunção da constitucionalidade das leis e atos normativos. mas a função eminentemente defensiva. governador de Estado ou do Distrito Federal. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. o advogado-geral da União está impedido de manifestar-se contrariamente a ela. Mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. dos atos incompatíveis com o texto da Constituição.CESARFELIPE.Cabe ao advogado-geral da União. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . c) Advogado-geral da União . Esse exame tem como escopo evitar o excesso de ações com o mesmo objeto e fundamento jurídico e evitar que ações de cunho meramente político ingressem no Supremo Tribunal Federal. não poderá a ação ultrapassar seus fins de exclusão.COM. não lhe competindo opinar nem exercer a função fiscalizadora já atribuída ao procurador-geral da República. pois os atos inconstitucionais jamais se convalidam pelo decurso do tempo.WWW. V. em virtude de sua natureza e finalidade especial. Mesa do Senado Federal. sob pena de ofensa frontal à função que lhe foi atribuída pela própria Constituição Federal e que configura a única justificativa de sua atuação processual.C . Dessa forma. III.C ur O so M s . a saber: I. em ação direta de inconstitucionalidade.O ajuizamento da ADIn não se sujeita à observância de qualquer prazo de natureza prescricional ou de caráter decadência!. Mesa da Câmara dos Deputados. a defesa da norma legal ou ato normativo impugnado. VII. IV. II. independentemente de sua natureza federal ou estadual.Os autores legitimados para a propositura da ADIn encontram-se no artigo 103 da Constituição Federal. VI.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS lei ou ato normativo incompatível com a ordem constitucional. b) Procurador-geral da República . não é suscetível de desistência. a fim de verificar se os requisitos exigidos processual e materialmente estão nela presentes. atuando como curador da norma infraconstitucional. procurador-geral da República.B pú R bl ic os a) Prazo . A ADIn.Cabe ao procurador-geral da República realizar o exame de admissibilidade de cada ADIn proposta. presidente da República. Assim. 24 . do ordenamento jurídico. d) Legitimidade . nesse caso.

A Constituição Federal prevê que.WWW. previstos no artigo 103 da Constituição Federal. 3. de 17 de março de 1993. uma vez que inexiste ato impugnado a ser defendido. 2. IX. declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. porém. 25 .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS VIII. O Ministério Público.B pú R bl ic os b) Objetivo .São legitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade por omissão os mesmos nove autores legitimados para propor a ADIn propriamente dita. tem cabimento a presente ação quando o Poder Público se abstém de um dever que a Constituição lhe atribuiu. em se tratando de órgão administrativo. Assim. antes da análise do Plenário. será dada ciência ao poder competente para a adoção das providências necessárias e. introduziu em nosso ordenamento jurídico constitucional uma nova espécie dentro do controle de constitucionalidade. O procedimento a ser seguido pela ação direta de inconstitucionalidade por omissão é o mesmo da ação de inconstitucionalidade genérica.COM. Ação declaratória de constitucionalidade (ADeC) a) A Emenda Constitucional 3. Legitimidade e procedimento . que já tenha permitido a edição da norma faltante. sempre deverá se manifestar. partidos políticos com representação no Congresso Nacional. foi conceder plena eficácia às normas constitucionais que dependessem de complementação infraconstitucional. Ação direta de inconstitucionalidade por omissão Trata-se de ação que visa a combater a inércia do Estado em legislar ou regulamentar assunto previamente estipulado na Constituição Federal. necessidade de aferir caso a caso a existência do transcurso de tempo razoável.O objetivo pretendido pelo legislador constituinte de 1988. sobre a ação proposta É incompatível com o objeto da referida demanda a concessão de liminar. Não é obrigatória a oitiva do advogado-geral da União na ação direta de inconstitucionalidade por omissão. com a previsão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão.CESARFELIPE. havendo.C . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . entidade de classe ou associação de âmbito nacional.C ur O so M s . É importante salientar que inexiste prazo para a propositura da presente ação. a) Em W pr W eg W os . para fazê-lo em 30 dias. porém.

para seu ajuizamento.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS b) Compete. Outra decisão da Suprema Corte reforça essa posição e deixa claro que. que consiste em típico processo objetivo destinado a afastar a insegurança jurídica ou o estado de incerteza sobre a validade de lei ou ato normativo federal. como consta de decisão do Supremo Tribunal Federal. e não somente de entendimentos doutrinários diversos. c) Em W pr W eg W os .WWW. 26 . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . o Judiciário e também o Executivo ficam vinculados à decisão proferida.COM. pressuposta. "impõe-se que se faça comprovada.CESARFELIPE.C . uma vez que. Portanto. afastando-se o controle difuso da constitucionalidade. o objetivo primordial da ação declaratória de constitucionalidade é transferir ao Supremo Tribunal Federal decisão sobre a constitucionalidade de um dispositivo legal que esteja sendo duramente atacado pelos juízes e tribunais inferiores. A comprovação da controvérsia exige prova de divergência judicial.B pú R bl ic os d) e) Objeto . porém. a demonstração. busca preservar a ordem jurídica constitucional. ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar. a existência de controvérsia em torno da validade ou não da lei ou ato normativo federal". bem como o modo pelo qual estão sendo decididas as causas que envolvem a matéria. a fim de permitir ao Supremo Tribunal Federal o conhecimento das alegações em favor e contra a constitucionalidade. declarada a constitucionalidade da norma. a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. exigindo-se a "existência de inúmeras ações em andamento em juízos ou tribunais. Nesse ponto situa-se a finalidade precípua da ação declaratória de constitucionalidade: transformar a presunção relativa de constitucionalidade em presunção absoluta em virtude de seus efeitos vinculantes.Somente poderá ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade lei ou ato normativo federal. nos casos de ação com decisão materialmente jurisdicional. originariamente. de comprovada controvérsia judicial que coloque em risco a presunção de constitucionalidade do ato normativo sob exame.C ur O so M s . A ação declaratória de constitucionalidade. juntamente com a petição inicial. desde logo. sendo. em que a constitucionalidade da lei é impugnada". portanto.

B pú R bl ic os 4. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . CF).C . • para reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato do Poder Público. ou seja. Hipóteses de cabimento: a lei possibilita a arguição de descumprimento de preceito fundamental em três hipóteses: • para evitar lesão a preceito fundamental resultante de ato do Poder Público. nas esferas federal. o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e confederações sindicais ou entidades de classe de âmbito nacional. § 1.Também fruto da Emenda 45. estadual ou municipal. a Mesa da Câmara dos Deputados. a Mesa do Senado Federal. a mesma Emenda 45 insere a súmula vinculante com efeito impeditivo no sistema constitucional pátrio. o procurador-geral da República. as Mesas das Assembléias Legislativas e da Câmara Legislativa.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Em W pr W eg W os .C ur O so M s . III. 103. de 3 de dezembro de 1999.° do artigo 102 prevê que as decisões definitivas de mérito nas ADIns e ADeCs devem produzir efeito contra todos e vinculante aos demais órgãos do Judiciário. estadual e municipal. portanto.°. A lei regulamentou a arguição de descumprimento de preceito fundamental da seguinte forma: I. II.WWW. cabe reclamação dirigida ao STF.COM. assim como à Administração Pública Direta e Indireta. desde que por decisão de 2/3 dos membros do STF. o presidente da República.882. Órgão competente para o processo e julgamento: Supremo Tribunal Federal. o parágrafo 2. os governadores de Estado. Legitimados ativos: são os mesmos colegitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade (art. partidos políticos com representação no Congresso Nacional. Arguição de descumprimento de preceito fundamental a) A Constituição Federal determina que a arguição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da Constituição Federal será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal. na forma da lei. de norma constitucional de eficácia limitada. que depende de edição de lei. I a IX. incluídos os Nota . c) O Congresso Nacional editou a Lei 9. 27 . • quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal. da Constituição Federal. b) Trata-se. Em caso de desobediência.CESARFELIPE. estabelecendo a forma pela qual será apreciada a arguição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da Constituição. Além dessas decisões. em complementação ao artigo 102.

a saber: a) a competência para conhecimento da ação é dos Tribunais de Justiça.COM. ela não está agindo em seu próprio nome. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . b) A regra é a não-intervenção. é possível relacionar algumas características estabelecidas pela Constituição Federal. nos termos do artigo 34. c) campo material: normas estaduais e municipais. d) Haverá intervenção espontânea quando da ocorrência de uma das hipóteses constantes dos incisos I.CESARFELIPE. por meio da União. e) No que tange à intervenção provocada.B pú R bl ic os Nesse contexto. ESTADO DE EXCEÇÃO 1.C . inciso I. de requisição do Supremo Tribunal Federal. § 2. 5. que intervém nos Estados. da Constituição Federal estabelece disciplina específica para a hipótese de intervenção federal. o artigo 36. e a provocada. Logo. quando o presidente da República age de ofício. de forma discricionária ou vinculada. que pode ser quebrada em face de determinadas condições excepcionais expressamente previstas no artigo 34 da Constituição Federal.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS anteriores à Constituição. conforme o caso. o presidente da República não estará vinculado 28 . III e IV do artigo 34 da Constituição Federal. Todavia. Intervenção federal a) Quando a União intervém em algum Estado membro.WWW. a intervenção dependerá de solicitação. qual seja: no caso de coação ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo. da Constituição Federal da República atribuiu às Constituições estaduais a competência para a instituição da ação direta de inconstitucionalidade de âmbito estadual. quando o presidente age. c) Há dois tipos de intervenção federal: a espontânea. mas sim representando os interesses de toda a Federação. f) Em se tratando de solicitação. Em W pr W eg W os . II. inciso IV. é impossível enumerar as características dessa ação. e.C ur O so M s . é a Federação. uma vez que seus parâmetros devem ser estabelecidos por cada uma das unidades federadas. de nossa Lei Maior. no caso de coação ao Poder Judiciário.°. O controle da constitucionalidade de âmbito estadual O artigo 125. b) a Constituição Federal foi expressa ao vedar a legitimação para a propositura da ação de um único órgão.

CESARFELIPE. nem a União Federal poderá intervir nos Municípios localizados em Territórios Federais. salvo nas hipóteses insculpidas no artigo 35 da Constituição Federal. sustentado pela Constituição Federal. 29 . interventor. o estado de defesa e o estado de sítio são o conjunto de faculdades públicas atribuídas ao Poder Executivo Federal. nasce um regime de legalidade extraordinária. Saliente-se que a intervenção federal dependerá sempre de decreto do presidente da República. Princípio da proporcionalidade . de modo a possibilitar o exercício de poderes excepcionais para superar uma crise. b) Registre-se que as hipóteses previstas nos incisos I e II do artigo 35 são de caráter espontâneo.C ur O so M s . que. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .As medidas adotadas devem ser proporcionais aos fatos que justificaram a adoção do estado de sítio ou de defesa. Nesse sentido. vinculadas. cedendo seu lugar às regras excepcionais. e as dos incisos III e IV.C . g) Em W pr W eg W os . Diferentemente. o presidente da República ficará vinculado à intervenção. devendo agir com discricionariedade. especificando a amplitude.A declaração dos estados de defesa e de sítio fica condicionada ao preenchimento de pressupostos fáticos que justifiquem a decretação (comprometimento da ordem pública e da paz social por instabilidade institucional ou por calamidade pública). o prazo e as condições de execução.WWW. Em outro giro.B pú R bl ic os 2. por força da Constituição Federal. Intervenção estadual a) O Estado não poderá intervir nos Municípios. os poderes de crise devem estar em consonância com os seguintes princípios: a) b) c) Princípio da necessidade .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS à. ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO O estado de defesa e o estado de sítio são instrumentos normativos colocados à disposição do Estado com o objetivo de debelar situações de crise. afasta temporariamente o conjunto de normas jurídicas regentes das relações sociais. nomeando. Com a adoção dos princípios acima explicitados. Princípio da temporariedade . quando for o caso.Existe uma limitação temporal à adoção das medidas necessárias para debelar a crise. quando se tratar de requisição.COM. decretação da intervenção federal.

as áreas abrangidas e quais as medidas adotadas. a ordem pública ou a paz social ameaçadas por iminente instabilidade ou atingidas por calamidade pública de grandes proporções na natureza. O estado de defesa pode ser decretado para preservar ou restabelecer. dentre as seguintes: restrição aos direitos de reunião. com apreciação do decreto em dez dias. O juiz competente será comunicado. ficar circunscrito a uma localidade determinada. podendo-se solicitar a qualquer momento a realização do 30 . a comunicação da prisão será acompanhada de declaração do estado físico e mental do preso. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . podendo relaxá-la. será convocado. no prazo de cinco dias. ocupação e uso temporários de bens e serviços públicos. com tempo de duração do estado de defesa. b) b)decreto do presidente da República.WWW. é fato que as medidas adotadas quando da utilização do estado de defesa são menos gravosas que aquelas apropriadas para o estado de sítio. c) submissão do ato. Na hipótese de o Congresso Nacional não estar reunido.C ur O so M s . O estado de defesa deve. b) que a ordem pública ou a paz social não possam ser restabelecidas pelos instrumentos coercitivos normais. Em W pr W eg W os . São pressupostos de ordem material do estado de defesa: a) grave perturbação da ordem pública ou da paz social. na hipótese de calamidade pública. com respectiva motivação. Já os pressupostos formais são: a) a)prévia oitiva do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional.CESARFELIPE. necessariamente. respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. Eventual rejeição implicará a imediata cessação do estado de defesa. sigilo de correspondência e de comunicação telegráfica e telefônica.C .B pú R bl ic os O estado de defesa outorga ao Executivo Federal poderes mais restritos do que aqueles conferidos no estado de sítio. sendo vedada sua extensão a todo o país. ESTADO DE DEFESA Embora tanto o estado de defesa quanto o estado de sítio tenham como pressuposto a superação de uma situação de crise. em locais determinados ou restritos.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS 1. as garantias de proteção da liberdade do indivíduo ficam substituídas pelas seguintes: a) b) prisão por crime contra o Estado pode ser determinada pelo executor da medida. ao Congresso Nacional em 24 horas. No estado de defesa.COM.

ao sigilo das comunicações e à liberdade de imprensa. na medida em que seu objetivo é debelar situações aflitivas mais graves. No estado de sítio defensivo. por oportuno. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . as normas 31 .C .B pú R bl ic os Estado de sítio repressivo . ESTADO DE SÍTIO O estado de sítio é a medida mais gravosa. d)suspensão da liberdade de reunião. I. a cada vez. após o transcurso do prazo de 60 dias. IV. 2. Os estados de sítio repressivo e defensivo dependem de decreto do presidente da República.Tem como pressuposto material a ocorrência de comoção grave de repercussão nacional ou a existência de fatos que demonstrem a ineficácia do estado de defesa. No estado de sítio podem ser adotadas as seguintes medidas: I. Saliente-se. busca e apreensão em domicílio sem as formalidades constitucionais. O decreto deverá conter o prazo de duração da medida. Pode ser repressivo ou defensivo. obrigação de permanência em localidade determinada. V.CESARFELIPE. VI. embora sejam possíveis sucessivas renovações. a) Em W pr W eg W os . esse pressuposto é de singular importância.não pode haver supressão . não vinculantes. Entenda-se por comoção grave aquela que não pode ser superada por instrumento de segurança ordinário do Estado. No que diz respeito à repercussão nacional. pois sua falta seria a hipótese do estado de defesa.COM.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS c) exame de corpo de delito. qualquer garantia constitucional pode ser suspensa. que o estado de sítio não pode ser decretado por prazo superior a 30 dias nem renovado. restrições . III. Além disso. é vedada a incomunicabilidade do preso. após prévia autorização do Congresso Nacional e prévia oitiva do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional. detenção em edifícios não destinados a essa finalidade. II.à inviolabilidade da correspondência. intervenção em empresas de serviço público.C ur O so M s . pode-se decretar o estado de sítio. por período superior. b) Estado de sítio defensivo — Seu pressuposto material é a declaração de estado de guerra ou a resposta a agressão armada estrangeira. II. podendo ser decretado por todo o tempo que durar a guerra ou agressão armada estrangeira. se depois da decretação do estado de defesa a situação de crise não for superada.WWW. requisição de bens.

C ur O so M s .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS necessárias a sua execução. as garantias que ficarão suspensas.COM. com expressa designação do procedimento. por último. as áreas abrangidas.C . Em W pr W eg W os .B pú R bl ic os 32 . e. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .CESARFELIPE.WWW.

CESARFELIPE.C .WWW.C ur O so M s .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Em W pr W eg W os . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .COM.B pú R bl ic os DIREITO ADMINISTRATIVO 33 .

Tais Leis atuam no poder executivo. gerência de seus agentes diretos e indiretos. que é classificado como “costumeira”. é proibido” No dizer acima notamos uma diferença ímpar com relação às outras leis. permissiva. visando criar um conjunto de regras que regessem as atividades de órgãos e agentes públicos. 34 . seus agentes e as atividades por eles exercidas.WWW. DA DOUTRINA o Com base em estudos anteriores feitos sobre o assunto. pois elas têm cunho proibitivo enquanto o conjunto de leis que rege a administração pública é. servindo como horizonte para o funcionamento e organização dos atos. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . legislativo e judiciário. assim como nosso conjunto de Leis. em sua maioria.B pú R bl ic os “No direito administrativo. FONTES: As Leis do direito administrativo nascem: • • • • DA LEI o Da Constituição o Das Leis ordinárias o Das Leis complementares o Das Leis delegadas o Dos regulamentos administrativos DA JURISPRUDÊNCIA o Pois quando há matéria que o Direito administrativo não prevê. Neste ramo do direito há uma premissa interessante que diz: Em W pr W eg W os . de acordo com os valores e princípios atuais da sociedade. tudo que não for expressamente permitido. sofre mutações com o passar dos tempos. bem como a administração dos bens públicos.CESARFELIPE. DOS COSTUMES o Porque.C .COM.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS DIREITO ADMINISTRATIVO CONCEITO: Conjunto regras e princípios que regem os órgãos.C ur O so M s . esta é submetida à apreciação do poder jurisdicional ou administrativo para que seja proferida decisão relacionada à matéria.

no exercício de sua atividade. onde tudo se baseia. dos princípios abaixo listados existem alguns retirados da própria carta magna brasileira (Nossa constituição). no item anterior. em alguns casos. Por este motivo que. Sempre será toda vez que o ato ofender a moral. perante o poder público. obrigatoriamente. Tal agente responde processo penal e administrativo podendo. uma vez que seu objetivo é o interesse público. No caso em tela são eles que norteiam a administração pública. É o sustentáculo do conjunto de Leis. podendo o agente executor do ato responder civil. 6. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . lembrando que é possível responder em mais de uma esfera pelo mesmo ato. atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. IMPESSOALIDADE: Tem por objetivo evitar privilégios em detrimento de outros e. sob pena do ato não surtir efeitos e reabrindo novamente a janela de prazos processuais.WWW.B pú R bl ic os LEGALIDADE: todo ato deve estar de acordo com o que reza a Lei e de acordo com as necessidades públicas. decisão no âmbito penal ter efeitos no âmbito civil). O desrespeito a este princípio caracteriza ato inválido. Importante falar que.C ur O so M s . MORALIDADE (PROBIDADE ADMINISTRATIVA): É pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública. atropela e mata pedestre. objetivos que atendam ao interesse público da melhor maneira possível. o que nos mostra a importância desta para todos os demais conjuntos de leis. Significa que é onde tudo começa. devem ter iguais benefícios e obrigações. (Exemplo: Agente público motorista. que nos faz lembrar “início”. pois para estes serve de base. inclusive. pois sem a publicidade o ato é falho e. a serviço. a eqüidade. conforme for o caso. por consequência. ou agente público. as regras da boa administração.CESARFELIPE. consequentemente. obrigado à re-execução do ato falho. EFICIÊNCIA: Todo ato administrativo visa atingir um objetivo.COM. 2.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS PRINCÍPIOS: Princípios. A publicidade é requisito de eficácia (surtir efeito) de qualquer ato administrativo. 3. O fato de não dar publicidade ao ato administrativo. a Justiça. a idéia de honestidade. São princípios do direito administrativo: 1. PRINCÍPIO DA ISONOMIA (IGUALDADE ENTRE OS ADMINISTRADOS): A Administração não pode estabelecer privilégios de tratamento entre os cidadãos e todos. não surtirá os efeitos legais. onde uma empresa “A” beneficia-se sobre a empresa “B” por ter recebido informações privilegiadas de um agente público. 5. os costumes. A Administração não pode. Em W pr W eg W os . PUBLICÍDADE: É a divulgação oficial do ato administrativo para conhecimento de todos e representa o início de seus efeitos externos. 4. pode levar à nulidade de tal ato. 35 . penal e/ou administrativamente.C . do próprio interesse público. falo que a publicidade é pré-requisito da eficiência. porque é partindo dos princípios que as Leis são criadas. Um excelente exemplo para ilustrar tal princípio é no caso de licitações. sendo o órgão.

mas que também contenham uma decisão razoável. Muito importante salientar.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS 7. analisados e/ou anulados.COM. Vemos aí o desrespeito com o interesse e o dinheiro público. no exemplo dado. Contudo é muito importante saber que o fato de “não ser necessária a intervenção do judiciário” que os atos administrativos não possam ser. apenas para favorecer o fabricante “A”. encontrar com os amigos. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . As leis administrativas exprimem a posição de superioridade do público sobre o particular. com ouro 18 kilates! Entenderam o princípio da razoabilidade? Lembram que. 36 . pois neste último. como o disciplinar do poder público. proporcional idade entre as causas que estão ditando o ato e as medidas que vão ser tomadas. PRESUNÇÃO·. o desrespeito. AUTO-EXECUTORIEDADE: Todo ato administrativo já é. RAZOABILIDADE: Exige que os atos não sejam apenas praticados com respeito às leis. Desse princípio resultam outros poderes. AUTOTUTELA: A própria administração pode julgar seus atos falhos anulando-os. INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: Administrar é observar e respeitar os interesses públicos e não podendo a Administração pública dispor de tal interesse. 10. mas existe. no congresso. 13. Isto significa que dispensa auxílio do judiciário.. sem motivo algum. existiram congressistas que quiseram instalar torneiras banhadas a ouro nos banheiros de seus gabinetes? Não fere o princípio em tela?! 14. algumas vezes sem que haja necessidade da existência de motivo. etc. Em W pr W eg W os .. pelo judiciário.DE LEGITIMIDADE (OU DA PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO): Este princípio pressupõem que todo agente observará os pré-requisitos para execução dos atos administrativos. por exemplo. Exemplo fácil para você entender: Todos querem uma boa praça. Imagine que o poder público resolve reformar uma praça.WWW. etc. fora atingir os objetivos.B pú R bl ic os 9. HIERARQUIA: É a existência de uma estrutura de ordenação e subordinação. e não privadas. Sempre deve haver uma razoabilidade. Assim. é intrínseco. ou revogando-os sem que haja necessidade da intervenção do poder judiciário por simples oportunidade ou conveniência. inclusive ao princípio da “moralidade e da “eficiência”.C ur O so M s . o fato de que. Um exemplo simples é a mudança de sentido de uma rua. SUPREMACÍA DO INTERESSE PÚBLICO: As ações do agente público devem objetivar a realização dos fins previstos na lei. 12.CESARFELIPE.. adequação. MOTIVAÇÃO: A Administração é obrigada a indicar os fundamentos fáticos e de direito de 8.C . inclusive que ele mesmo tem competência para a execução de tal ato. reconhece-se a predominância do primeiro. havendo conflito entre o coletivo e o individual. Um exemplo excelente de desrespeito a tal princípio é quando o agente público restringe um produto para que seja de determinada marca. por si só auto-executável. cujo interesse representa conveniências e necessidades da própria sociedade. 11. se for o caso. a multa imposta a alguém. que tem maior preço e menos qualidade que o fabricante “B”. para passear com as crianças. é importante fazer o melhor negócio para o governo.

3. Entretanto é importante observar os pré-requisitos para a execução de um ato administrativo perfeito. resguardar. modificar. etc.” = Forma Competência Objetivo Motivo Finalidade A falta de qualquer um desses requisitos pode conduzir à invalidação do ato administrativo e. seja em que fase eles estiver. de modo a permitir o controle dos atos administrativos. extinguir e declarar direitos ou obrigações. Contudo nem sempre a indicação dos motivos faz-se necessária. COMPETÊNCIA: É o poder atribuído ao agente público para o desempenho de suas funções. no decorrer de um processo. 5.C . ou anulado. o que gera nulidade absoluta do ato. a entrega da coisa descrita no edital. 4. a execução do serviço. MOTIVO: É a situação de fato e de direito que determina ou autoriza a realização do ato administrativo. da vontade imediata de adquirir. tem sua função pré-definida. 37 . COM F. dependendo da gravidade do vício presente no ato. estadual ou municipal. Aplicando exemplo no âmbito do judiciário podemos utilizar o fato do Juiz. transferir.COM. A alteração da finalidade caracteriza desvio de poder ou desvio de finalidade. Para que tal ato seja classificado como portador de vício (neste caso sanável).C ur O so M s .CESARFELIPE. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . Cada integrante do quadro de pessoal do poder público. este deverá ser ratificado a partir da existência do erro. É o caso da destituição de alguém de um cargo de confiança. Tal forma deve ser observada em documentos escritos e/ou em simples atos não-escritos da administração pública. FORMA: Todo ato administrativo tem forma. sob o regime jurídico normatizado pelas leis do direito público e sujeito ao controle estatal. por exemplo.É o conteúdo do ato administrativo. 2. Citando como exemplo a imposição de multa para uma pessoa pelo simples fato de querer multar. Outro bom exemplo é um agente de saúde aplicar multa de transito. ATO ADMINISTRATIVO Em W pr W eg W os . sentenciar em nome do Juiz.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS suas decisões. FINALIDADE: O ato administrativo visa sempre ao interesse público. pois tais agentes não têm competência para tanto.WWW. que são: 1. de agente público ou daqueles que agem em nome da administração pública.B pú R bl ic os É todo ato. não adicionar a ordem de citar ou intimar as partes. OBJETO . seja ele federal. Assim não é permitido ao assistente administrativo de uma vara judiciária. DICA DA HORA: “F. ou seja. sem que tal pessoa tenha desrespeitado a lei (fato típico – atitude cometida por alguém que a lei define como punível).

WWW. Lembrando que tais atos só entram em vigor após publicação.B pú R bl ic os AUTO-EXECUTORIEDADE: Determinados atos públicos podem ser executados diretamente. Sendo o agente público obrigado a executá-los. 38 .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO 1. remédios e outros mantimentos podem ocasionar a ocorrência de assassinatos (pela garantia da sobrevivência na briga por alimentos. 2. 3.C . são: a. Atos regulamentares: aplicáveis a todos b. por exemplo) onde a demora no envio de mantimentos. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . bastando apenas observar se há oportunidade e conveniência para isto. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 1. toda segunda-feira da semana os legumes que serão utilizados nas merendas escolares. PRESSUNÇÃO DE LEGITIMIDADE: Todo ato emanado da administração pública toma-se por legal em todos os sentidos. Expressamente autorizado por lei b. Em W pr W eg W os . Atos vinculados: São aqueles atos que necessitam de requisitos. ou não. Quanto aos destinatários. todos os princípios e pré-requisitos foram observados e respeitados. Significa que. Atos discricionários: São aqueles onde o administrador poderá.CESARFELIPE. por exemplo). IMPERATIVIDADE: Todo ato do estado é coercivo e. sentidos pelo público. normas e procedimentos específicos para serem executados.COM. Atos especiais (individuais): aplicáveis è pessoas específicas. possivelmente. executar o ato administrativo. Exemplo: è obrigação do agente de saúde prestar socorro à quem precisa. deve ser cumprido por todos a partir de sua vigência. Atos externos: Causam efeitos externos. Para entender melhor imagine o setor público responsável por adquirir. por isso. b. Quanto ao regramento: a. O que acontece em duas ocasiões: a. sem que haja a necessidade de intervenção do poder judiciário. É o caso da compra imediata de diversos tipos de mantimentos para atender às vítimas de ações destruidoras da natureza (enchentes. Tal atitude é considerada infração administrativa. Situação de urgência: Quando a demora na execução de determinado ato pode acarretar consequencias desastrosas. mas na sexta-feira aparece uma oportunidade excelente de adquiri-los por um preço bem menor que o normal. Atos internos: Destinados a causar efeitos dentro da administração pública b.C ur O so M s . Quanto ao alcance: a. no entanto não o faz. 3. como o caso de uma ação judicial 2.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E SUA COMPOSIÇÃO É através de seus órgãos e entidades representativas que o estado faz-se presente perante a sociedade. No tocante às entidades. que não atende mais ao interesse público e tem feito ex nunc. Existe somente nos atos de cunho discricionário (Você está lembrado do que escrevi no princípio da motivação?). sem a necessidade de motivo aparente. ENTIDADES ESTATAIS: Pessoas jurídicas de direito público que integram a estrutura estatal tendo poderes políticos e administrativos são elas: a. feita pela própria Administração ou pelo Judiciário e tem efeito ex tunc. Em suma significa torná-lo válido. outro cargo de confiança?! Em W pr W eg W os . Não seria importante oficializar o acontecido (alegar os motivos) para que esta pessoa não ocupasse.COM. no futuro. mas foi descoberto que estava privilegiando outros com informações importantes (desrespeito ao princípio da moralidade.WWW. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . da igualdade. caso ache viável fazê-lo. c. MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO É a avaliação da oportunidade e da conveniência para a prática do ato administrativo.C . São aqueles que executam ações administrativas que influenciam direta e indiretamente na vida da sociedade e no próprio funcionamento do estado através dos atos de seus agentes (servidores efetivos do quadro. suscetível de anulação. A União b.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS É claro que ele poderá comprar. ocupantes de cargo de confiança e prestadores de serviço). CONVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Convalidar um ato significa ratificá-lo (consertá-lo) a partir da parte onde se iniciou o vício (erro) que o tornou inválido. continuaria no cargo. (retroagem. ficando a seu critério apenas. É o caso do ocupante de cargo de confiança que. caso o agente executor do ato discricionário achar que há motivo ele deve alegar os motivos que o levaram a tomar tal decisão. entre outros). Contudo. legal e eficaz. estas se dividem em: 1. ANULAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO Invalidação de ato administrativo ilegítimo ou ilegal. (Não retroagem por terem sido legais enquanto em vigência). Os Estados membros Os Municípios 39 . em um comportamento descente. revertendo seus efeitos devido à irregularidade de sua existência).B pú R bl ic os REVOGAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO É a extinção de um ato administrativo legítimo.CESARFELIPE.C ur O so M s . da impessoalidade.

O Distrito Federal. Têm direito ao processo especial de execução Presunção de veracidade e auto-execução de seus atos administrativos Prescrição qüinqüenal de suas dívidas 4. Quando eu falo em “centro de competência” estou dizendo que cada órgão será responsável por fazer uma coisa. como é o caso do banco Central. Tem personalidade privada b. Inexigibilidade de inscrição de seus atos constitutivos no Registro Civil das Pessoas Jurídicas b. (Exemplo: Fundações culturais. f.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS d. Realiza serviços de interesse público ÓRGÃOS PÚBLICOS Estes são os centros de competência do estado. Não é suscetível à fiscalização do Ministério Público Seus bens são impenhoráveis d. já a secretaria de saúde é responsável pela administração dos hospitais municipais. b. c. Seus rendimentos são patrimônio público Contratos sujeitos a licitação Seu corpo funcional é composto por servidores públicos IMPORTANTE: Autarquias “especiais” são aquelas que têm maior autonomia em relação às comuns. c.WWW. Por exemplo: A secretaria de finanças do município é responsável pela administração do caixa de uma cidade. Contudo lembre-se que as atividades de um órgão podem influenciar diretamente nas 40 .C . ENTIDADES FUNDACIONAIS: Pessoas jurídicas de direito público assemelhadas às autarquias se instituídas pelo Poder Público. a. Desta forma vemos que cada órgão tem sua função específica. e. a.COM.CESARFELIPE. ENTIDADES PARAESTATAIS: Pessoas jurídicas de direito privado cuja criação é autorizada por lei específica para a realização de obras. etc) a. f. 2. centro de saúde e a gerência de todo o seu quadro de pessoal. educacionais. serviços ou atividades de interesse coletivo.C ur O so M s . e. Criadas por Lei Auto-administráveis Serviço público descentralizado Em W pr W eg W os .B pú R bl ic os d. ENTIDADES AUTÁRQUICAS: Pessoas jurídicas de direito público de natureza meramente administrativa. (Exemplo: Caixa econômica Federal – prestadora de serviços bancários). 3. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .

pagamento de pessoal. DESCONCENTRAÇÃO: é a transferência de competências dentro da mesma pessoa jurídica.C ur O so M s . Auto-administráveis Serviço público descentralizado 41 . por exemplo. E agora que estamos falando de transferência de competências veja o seguinte: 1. mas que também têm atividade de administração pública como..BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS atividades de outro órgão. que são: 1. o DETRAN. e outras que executam atividades econômicas como o Banco do Brasil (que é de economia mista. o governo divide o comando societário do banco com a iniciativa privada). seja agente) puxa para si a execução de uma tarefa (que seria de seu subordinado) para que ele mesmo a execute. ou parcial. consequentemente. quando se “passa tarefa” para outro agente executar nós temos dois momentos distintos. E tal medida não pode ser ultrapassada sobre pena de invalidação total. DELEGAÇÃO: é quando o superior (seja órgão. atrasaria a aquisição de medicamento.C . c. para o melhor atendimento do interesse público tal regra pode ser quebrada. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . ou seja. ou seja. pois é fácil de entender e muita gente se confunde! ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 1. 2. 2. ou seja. DICA DA HORA: Entenda bem desconcentração e descentralização. 2.B pú R bl ic os Ainda com relação à competência é importante saber que a regra é que esta é improrrogável e intransferível. seja agente) repassa a execução de uma tarefa (que seria sua) para que outro a execute. Em W pr W eg W os .WWW.. Tudo aquilo que nós sabemos que acontece! DICA DA HORA: Lembre-se que “competência” nada mais é que a medida de poder que se pode exercer. Como seria o caso da secretaria de finanças atrasar o repasse de verba para o setor de saúde que. DESCENTRALIZAÇÃO: é a transferência de competência para outra pessoa jurídica. o “poder” é repassado de baixo para cima. ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA Aí vai um macete para você! 1. a. o “poder” é repassado de cima para baixo. Contudo. AVOCAÇÃO: é quando o superior (seja órgão. do ato administrativo. DIRETA: São órgãos ou pessoas políticas que tem função semelhante à função administrativa do estado. em seu nome. enfim.CESARFELIPE. INDIRETA: São órgãos ou pessoas jurídicas diferentes do estado. Desta forma.COM. Criadas por Lei ENTIDADES AUTÁRQUICAS: b.

f.WWW. c. seja na organização ou no funcionamento Executam atividades de interesse do poder público f. Sociedade de economia mista a. Realiza serviços de interesse público SÃO ENTIDADES PARAESTATAIS: 1.CESARFELIPE. Seus rendimentos são patrimônio público Contratos sujeitos a licitação Seu corpo funcional é composto por servidores públicos ENTIDADES FUNDACIONAIS: a.C . Agências reguladoras a. Tem personalidade privada b.B pú R bl ic os b. ENTIDADES PARAESTATAIS: a. e. Têm direito ao processo especial de execução e. Criadas por Lei b.C ur O so M s . São pessoas jurídicas de direito privado Utilizam capital público d. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . Criadas por lei b. c. Empresas públicas a. Participação de capital do poder público e de particulares c. Têm todas as características de empresa privada. e.COM. nos termos da lei 42 . Estão sujeitas às leis regulamentadoras da empresas privadas com modificações feitas pela própria Lei que as criou. Visam lucro através de atividades financeiras ou de interesse público d. Presunção de veracidade e auto-execução de seus atos administrativos Prescrição qüinqüenal de suas dívidas 3. f.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS d. Estão sujeitas às leis regulamentadoras da empresas privadas 2. Têm função reguladora. Inexigibilidade de inscrição de seus atos constitutivos no Registro Civil das Pessoas Jurídicas Não é suscetível à fiscalização do Ministério Público Seus bens são impenhoráveis Em W pr W eg W os . d. 2. 3.

WWW. celebrar negócios vantajosos para a administração. 3. 5. JULGAMENTO OBJETIVO: Deve basear-se e respeitar. Não deixando. as normas do edital. ritos e prazos previstos em Lei. 7. Supervisionam os contratos de concessão e permissão de execução de serviço público Agências executivas a. 6.C . também. ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA: O vencedor da licitação tem o direito à execução e/ou 43 .CESARFELIPE. 6. Serviço Compra de bens Alienação Concessão Permissão Locação PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO 1. b. 5.: Serpro. quanto os interessados no negócio. 4.C ur O so M s . PUBLICIDADE: Visando a transparência do negócio todos os atos da licitação devem ser em público e/ou informados ao público ISONOMIA: Todos os interessados em negócio com a administração pública devem participar em pé de igualdade 4. PROCEDIMENTO FORMAL: Todos os atos devem respeitar os tipos. Celebram contratos com as entidades da administração direta às quais estão vinculadas Ex. à risca. VINCULAÇÃO AO EDITAL: É a lei da licitação e norteia tanto a administração. exclusivamente. OBJETO Pode ser objeto de uma licitação: 1. 2.COM. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . em resumo. de ser um dos atos mais importantes por ser o responsável por adquirir todos os bens e serviços dos quais a administração pública necessita para o melhor exercício de suas funções. que é vinculado ao poder executivo Em W pr W eg W os . A Licitação é um excelente exemplo de ato que deve respeitar.B pú R bl ic os LICITAÇÃO É um procedimento adotado pelo poder público que visa.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS b. 4. os princípios e pré-requisitos do Direito administrativo. 3. Obra 2.

COM.quando imóveis. c) permuta.B pú R bl ic os Inexigibilidade de licitação LICITAÇÃO DISPENSADA . observada a legislação específica. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência.A Lei 8. de qualquer esfera de governo. c) venda de ações. não havendo como o administrador criar outras figuras: "Art. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação. sendo: 1.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS entrega do objeto da licitação. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. que se apresentam por meio de uma lista que possui caráter exaustivo. na forma da legislação pertinente." (grifos nossos) 44 . I e II da Lei n°.666/93 Licitação Dispensada As hipóteses de ocorrência de licitação dispensada estão dispostas in verbis no art. 17. por órgãos ou entidades da administração pública especificamente criados para esse fim. locação ou permissão de uso de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de interesse social. relativamente à escolha de outra forma de alienação. II . 17. para todos. Licitação dispensada Licitação dispensável Em W pr W eg W os . será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I . 2. inclusive as entidades paraestatais. incs. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. b) doação. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. 8. d) venda de títulos. Inclusive existem momentos que até aquilo que seria obrigatório adquirir-se por licitação acaba sendo “desrespeitado”.CESARFELIPE. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública. momento onde a licitação recebe três classificações. dependerá de avaliação prévia e de licitação. de qualquer esfera de governo. e. não podendo este ser entregue a outro. d) investidura. concessão de direito real de uso. f) alienação.C ur O so M s .C . subordinada à existência de interesse público devidamente justificado.WWW.quando móveis. dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. 24 desta Lei. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. A alienação de bens da Administração Pública. que poderão ser negociadas em bolsa. b) permuta. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . em virtude de suas finalidades.666/93. Contudo não é sempre que a administração pública é obrigada a contratar através de licitação. 3. sem utilização previsível por quem deles dispõe. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art.

ainda. sem ferir o interesse público. LICITAÇÃO DISPENSÁVEL • QUANDO A LICITAÇÃO FOR DESERTA: Isto acontece quando não aparecem pessoas interessadas pela licitação. o que não a torna inexigível. da alienação de alguns itens. INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO • PRODUTOR OU VENDEDOR EXCLUSIVO: Quando o bem que se deseja adquirir só pode ser fornecido por representante exclusivo. ao alcance da administração pública. tal bem tem um representante exclusivo na capital. com a definição de um valor mínimo. o art. realmente. para fim de orientar os procedimentos. sendo obrigada a manter igualdade com o edital anterior. quanto de bens imóveis. • SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA OU CALAMIDADE PÚBLICA: Nesta situação a administração pública está autorizada a adquirir os bens necessários para o atendimento da situação do momento. Além desses incisos. Este é um daqueles casos onde a demora na ação do estado (processo de licitação) poderá gerar problemas muito maiores. desta forma observe que existe. e outros representantes em outras cidades. deve ser precedida de uma avaliação prévia da Administração.C . da doação. na dação em pagamento. é que qualquer alienação. da investidura.. Neste caso a administração pública poderá executar contratação direta. e esse uso se destinar a outro órgão ou entidade da Administração Pública. já se tem o destinatário certo do bem. não há muito o que se fazer.WWW. outros fornecedores localizados em outras cidades. que dispõe sobre a possibilidade de licitação dispensada quando a Administração conceder direito real de uso de bens imóveis. essas figuras têm como característica a impossibilidade de se obter um procedimento competitivo. SERVIÇOS TÉCNICOS PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS: Quando a qualidade técnica e • 45 .COM.CESARFELIPE. da permuta.B pú R bl ic os Por fim. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . O caso exposto aqui aplica-se melhor nos casos de representante exclusivo em nível nacional onde. Contudo é importante ressaltar que à administração é necessária a observação do alcance da exclusividade. da concessão do direito real de uso. o § 2o. Em W pr W eg W os . pois em alguns casos. tanto de bens móveis.C ur O so M s . como por exemplo. um fator importante a ser considerado na aplicação desse permissivo. Como dissemos. inclusive.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Pelo dispositivo acima transcrito. No próximo artigo. Por exemplo: O governo de determinado estado deseja adquirir um bem “X”. analisaremos algumas hipóteses de licitação dispensável. da locação e da permissão de uso. 17 apresenta. verificamos que as principais hipóteses de licitação dispensada estão voltadas para os institutos da dação em pagamento.

HABILITAÇÃO DOS LICITANTES: Esta etapa analisará os interessados nos seguintes requisitos: i.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS profissional são reconhecidas e aprofundadas para a prestação do serviço cuja administração pública necessita.CESARFELIPE. Idoneidade financeira v. entrega do bem. PROCEDIMENTOS INTERNOS: Pois a administração pública precisa se reunir para definir claramente o que deseja contratar e definir as especificações do bem ou serviço (ou os dois) de forma a respeitar os princípios basilares do Direito administrativo e licitatório. A carta-convite já é uma espécie de edital mais simplificado e que dispensa a formalidade do edital devido ao baixo valor do que se deseja adquirir poderá ser enviada para empresas escolhidas pela própria administração pública sem prejuízo aos princípios da Lei. além de servir para informar a população do ato do governo.C . ADJUDICAÇÃO: É a entrega do objeto da licitação ao vencedor do processo (execução do serviço. é ato de respeito ao princípio da publicidade. 2. c. f. JULGAMENTO DAS PROPOSTAS: É a analise do que foi oferecido à administração pública de acordo com o previsto no edital. EDITAL OU CARTA-CONVITE: Através do edital é informada a modalidade da licitação. a. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . PROCEDIMENTO DA LICITAÇÃO 46 . bem como reservar.C ur O so M s . AUDIÊNCIA PÚBLICA: Ocorre 15 dias (no mínimo) antes da divulgação do edital. etc) e. b.B pú R bl ic os 1. a descrição do bem ou serviço e as regras do processo licitatório. Recebimento das propostas e documentação da empresa Analise da capacidade jurídica da empresa ii. PROCEDIMENTOS EXTERNOS: Inicia-se com a divulgação do edital ou carta convite. ou prever no orçamento o montante em dinheiro que será necessário para o pagamento de tal licitação. Contudo é importante informar que nem sempre o menor preço é o que interessa. iii. Analise da capacidade técnica iv. Regularidade fiscal d. Em W pr W eg W os .COM. mas isso depende da modalidade de licitação. indicando que tudo foi conforme a Lei. Nesta fase que o público toma conhecimento da necessidade de contratar do estado. Vale lembrar que esta fase (publicar). HOMOLOGAÇÃO: É a aprovação da licitação e de seu processo.WWW. • CONTRATAÇÃO DE ARTISTAS: desde que artista reconhecido pela opinião pública e crítica especializada.

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MODALIDADES DE LICITAÇÃO
1. 2. REGISTROS CADASTRAIS: São cadastros que são feitos pela administração pública para pré-qualificar os interessados em negócios com o governo. TOMADA DE PREÇOS: Realiza-se entre interessados previamente cadastrados ou que atendam a todas as condições para cadastramento até três dias antes da licitação.

Em W pr W eg W os .C , c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .C ur O so M s .B pú R bl ic os
3. CONCORRÊNCIA: Utilizada para grandes valores, com a participação de quaisquer interessados, independente de cadastro anterior, que satisfaçam a todas as condições estabelecidas no edital. 4. CONVITE: Modalidade mais simples, para contratos de pequeno valor, consistindo na solicitação escrita a pelo menos três interessados do ramo, para que apresentem suas propostas no prazo mínimo de cinco dias úteis. Uma cópia do instrumento convocatório deve ser afixada em local próprio, estendendo-se automaticamente aos demais cadastrados na mesma categoria, desde que manifestem seu interesse em até 24 horas antes da apresentação das propostas. 5. CONCURSO: Destinado á escolha de trabalho técnico ou artístico, predominantemente de criação intelectual e de projetos. LEILÃO: Aplicável à venda de a. 6. Bens móveis que não servem para a Administração Produtos legalmente apreendidos Produtos penhorados b. c. d. e. f. Imóveis Privatizações Alienação de ações g. Arrendamento h. Locação i. Comodato j. Cessão de bens e instalações k. Concessão, permissão ou autorização de serviços públicos. 7. PREGÃO: Modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, qualquer que seja o valor estimado da contratação, em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e lances em sessão pública. As fases licitatórias são invertidas. A primeira fase é o da abertura das propostas comerciais, proclamando-se as ofertas de preços dos licitantes, admitindo-se, a partir dai lances verbais sucessivos. O licitante que ofertar o

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menor preço, após os lances verbais, terá o seu envelope documentação aberto, sendo declarado vencedor na hipótese da documentação encontrar-se formalmente em ordem. As licitações na União devam ser feitas preferencialmente por pregão eletrônico.

TIPOS DE LICITAÇÃO

Em W pr W eg W os .C , c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .C ur O so M s .B pú R bl ic os
1. Menor preço; 2. Melhor técnica; 3. Técnica e preço; Melhor oferta. 4. DICA DA HORA: Muita gente confunde “modalidade de licitação” com “tipos de licitação”. Cuidado!

Serve para informar qual será o tipo de julgamento adotado no processo licitatório, e são:

REVOGAÇÃO DA LICITAÇÃO

É o fim da licitação por motivo de interesse público por ser inoportuno e inconveniente ao governo. Só é cabível para o ato legítimo. Nesse caso, a decisão revocatória deve ter seus motivos oficializados, tendo o interessado direito ao contraditório e a ampla defesa, por respeito ao princípio de devido processo legal.

ANULAÇÃO DA LICITAÇÃO

Toda licitação é suscetível de anulação, a qualquer tempo. Anulação é a invalidação de ato administrativo ilegítimo ou ilegal feita pela própria administração ou pelo Poder Judiciário (lembre-se que os atos administrativos são autônomos ao poder judiciário, mas que há uma máxima jurídica que diz: “nada será afastado da observação do judiciário”). Para tanto, deverá a Administração observar o princípio de devido processo legal, consagrado constitucionalmente, concedendo aos interessados o direito ao contraditório e a ampla defesa.

SANÇÕES PENAIS

A Lei 8.666/93, em seus artigos 89 a 98, prevê as condutas criminosas e penas, detenção e multa. Tais crimes sujeitam seus autores à perda do cargo, emprego ou mandato eletivo.

CONTRATO ADMINISTRATIVO

Contrato administrativo é aquele que a Administração Pública celebra com um particular ou outra entidade administrativa para a consecução de objetivos de interesse público. Uma de suas características mais marcantes é a exigência de prévia licitação, só excluída nos casos expressamente previstos em lei. Contudo é observado o exercício da supremacia do poder da administração pública, pois os termos e condições do acordo a ser firmados entre as partes são antecipadamente definidos pela administração, de forma unilateral.

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Sabemos que todo o contrato celebrado entre a administração pública e terceiros tem por finalidade atender ao interesse público. Também sabemos que tal interesse pode variar o que levaria á modificação de tal contrato, de forma unilateral, em atendimento ao interesse do poder público. É o caso do contrato firmado para a construção de uma rodovia. Imaginemos agora que logo no começo de tal obra o local por onde fosse passar tal rodovia fosse inundado e destruído de forma que inviabilizasse o projeto inicial, sendo necessárias algumas modificações para que tal rodovia ainda pudesse ser construída, existiria interesse público em continuar o projeto anterior? Poderia, neste caso, e se fosse possível, modificar o contrato anteriormente firmado para que fosse feito novo projeto, novo acerto de valores e que a execução continuasse. Caso não fosse mais possível, ou não houve mais interesse devido ao elevado custo em relação ao projeto anterior, a administração pública poderia rescindir unilateralmente o contrato, cabendo ao executor da obra o contraditório, ampla defesa e direito à indenização, dependendo do caso.

Em W pr W eg W os .C , c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .C ur O so M s .B pú R bl ic os
PENALIDADES CONTRATUAIS
São aquelas impostas aos que celebram contratos com a administração pública pela não-execução, ou má-execução, do contrato. Tais penalidades são: 1. 2. Advertência Suspensão Multa 3. 4. Declaração de inidoneidade 5. Impedimento de licitar

CONTEÚDO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
1.

INTRUMENTO DO CONTRATO: É feito em livro próprio da repartição que está contratando. Obrigatório nos casos de originários de tomada de preços e concorrência

2. 3.

CONTEÚDO: É o contrato em si, que trás todos os dados referentes às partes, ao objeto do contrato, condições e formas de execução, prazos, cláusulas rescisórias, garantias, etc.

GARANTIAS: Parte de escolha do contratado pela administração pública. As opções de garantia são: a. Dinheiro

b.

Títulos da dívida pública

c.

Fiança bancária

DICA DA HORA: Existem outros tipos de instrumentos de contrato, como: nota de empenho e carta-contrato.

DIREITO DAS PARTES REFERENTE AO CONTRATO FIRMADO

A Administração exerce seus direitos sem a necessidade de recorrer ao Judiciário

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c. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . b. Judicial: promovida pelo poder judiciário quando uma das partes necessitar de tal tutela. a. Concluído o contrato a administração pública recebe o bem temporariamente para que seja feito um “teste”. Dissolução da sociedade Morte do contratado 50 . orientar. Por perecimento do objeto contratado ii. fiscalizar. A contratada não tem obrigação de refazer o que foi destruído às suas próprias expensas. Insolvência civil iv.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS • O governo tem o direito/dever de acompanhar a execução do contrato. • Em W pr W eg W os .WWW. 3. Falência da empresa iii. Neste caso a administração pública deve fazer um reajuste do valor acertado anteriormente para cobrir todos os gastos referentes ao que foi destruído. 2. Administrativa: é unilateral (apenas por parte da administração): Pelo descumprimento do contrato pelo contratado (com ou sem culpa) ou em respeito ao interesse do governo (neste caso caberá indenização ao contratado). dependendo do caso A contratada tem o direito de receber o valor acertado para a execução do serviço/entrega do bem. v. intervir e penalizar a contratada. assim como tem direito à manutenção de seu equilíbrio econômico.CESARFELIPE. Transcorrido o prazo e estando o bem de acordo com o acerto inicial a administração pública recebe o bem definitivamente.C .B pú R bl ic os • EXTINÇÃO DO CONTRATO A extinção dar-se-á por: 1. Conclusão do serviço ou entrega do bem Término do tempo determinado para a prestação do serviço Rescisão do contrato pelo não cumprimento de uma das partes.C ur O so M s . De pleno direito i. Para entender melhor este tópico basta imaginar a construção de uma rodovia onde a chuva destruiu um trecho relevante do que já fora feito.COM. Caso exista algo incompatível com o acertado caberá à contratada ajustar-se ao que fora contratado às suas próprias expensas.

INTERFERÊNCIAS IMPREVISTAS: Devido ao não conhecimento de algo que só ocorreu.C ur O so M s . Em W pr W eg W os . imprudência ou negligência. Exemplo: Acabou a guerra no país que fornecia tal liga metálica. 4. podendo ser por: 1. Exemplo: uma guerra 2. ou foi descoberto no decorrer da execução do contrato. seja definitivamente. AGENTES ADMINISTRATIVOS: São os que ingressam através de concurso público e têm 51 . em respeito ao interesse público. etc. mas no meio da execução tal liga tornou-se indisponível para aquisição. Exemplo: Não desapropria as áreas que sofreram transformação em virtude da execução do contrato 4. Exemplo: No orçamento para a construção de uma ponte seria utilizada determinada liga metálica. ajustando-o à nova realidade ou suspendê-lo até que cessem os motivos que o levaram à impossibilidade de execução.B pú R bl ic os Caracteriza-se pela não–execução do acertado entre a administração e terceiros. FATO DA ADMINISTRAÇÃO: O poder público não toma as devidas providências para possibilitar a execução do contrato.C . CASO FORTUITO: ação da natureza. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . AGENTES POLÍTICOS: São os eleitos através do voto ou os nomeados para a execução de alguma atividade constitucional como Juízes.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS d. com ou sem culpa. Exemplo: Chuva que destrói algo ou retarda a execução 3. Contudo tais agentes podem ser classificados da seguinte forma: 1. INEXECUÇÃO DO CONTRATO REVISÃO OU SUSPENSÃO DO CONTRATO Em situações como as previstas acima as partes poderão revisar o contrato. 2. FATO PRÍNCIPE: Ato governamental que onera a execução do contrato tornando-o impossível para a contratada. políticos. FORÇA MAIOR: ação do próprio homem. fazendo o minério e comércio deste produto ser normalizado. AGENTES PÚBLICOS São todas as pessoas físicas que atuam em nome do governo. Amigável: Por convenção das partes Anulação: Devido à ilegalidades no contrato. por imperícia. deste que respeitados os pré-requisitos e mantido o objeto do contrato inicial. DICA DA HORA: O contrato também pode ser renovado ou prorrogado. seja temporariamente.CESARFELIPE.WWW. É o que acontece com matérias que vem de outros países e este entram em guerra paralisando o minério do produto e impossibilitando seu comércio.COM. Ministros. Exemplo: Aumentar os impostos 5.

C .CESARFELIPE. Com relação aos deveres fica claro que são bem vinculados aos princípios como. tendo direito de regresso sobre o servidor posteriormente. 4. Responderá apenas quando tal dano for causado pelo servidor que estiver a trabalho da administração pública. mas seguindo as ordens impostas pelo governo. 52 . desde que tenha sido causado por culpa ou dolo de seu agente. TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA: Leva em conta a falta do serviço para impor à Administração o dever de indenizar. 3. TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO: Segundo esta teoria. 3. sem o concurso do lesado (basta que a vítima demonstre o fato danoso e injusto ocasionado por ação ou omissão do Poder Público). Em W pr W eg W os . Com relação às infrações cujo servidor poderá incidir. que responde por atos cometidos por seus agentes durante o exercício da função. Exemplo: Pessoas que trabalham como mesários nas eleições AGENTES DELEGADOS: Recebem do estado a tarefa de execução de alguma atividade governamental por sua conta e risco. AGENTES HONORÍFICOS: São cidadãos comuns convocados para prestar serviços ao estado sem remuneração pelos seus serviços. Infração administrativa: Violação das normas internas 2. Exemplo: Facilitar a entrada de estranhos dentro do órgão público com a intenção de furtar equipamentos lá existentes.COM. moralidade. No caso em tela o servidor responderá penal e administrativamente. Exemplo: Concessionárias e permissionárias de serviços públicos. Infração civil: dever do servidor de ressarcir aos cofres públicos dano causado ao bem público ou a terceiros.B pú R bl ic os DIREITO E DEVERES DOS SERVIDORES PÚBLICOS Estes estão dispostos na Constituição e no estatuto dos servidores públicos. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . abandonada na prática. não é necessária a falta do serviço público nem a culpa de seus agentes. dependendo do caso. É a chamada responsabilidade civil do estado. obediência. independentemente da culpa subjetiva do agente administrativo. por exemplo.WWW. tais como as telecomunicações.C ur O so M s . por conduzir ao abuso e à iniqüidade social (a Administração fica obrigada a indenizar todo e qualquer dano suportado por terceiros. bastando a lesão. Vale lembrar que a administração responde por danos causados a terceiros. 3. Infração criminal: Devido a crimes funcionais previstos em Lei. etc. jamais foi acolhida entre nós. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 1. 2. eficiência. ainda que resultante de culpa ou dolo da vítima). estas se dividem em: 1. TEORIA DO RISCO INTEGRAL: É a modalidade extremada do risco administrativo.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS relação de emprego com o estado.

16 da Medida Provisória 1573-10. Originário (inicial): para pessoas estranhas ao quadro funciona 2.WWW.(Revogado pelo art. 53 . Neste caso os cofres públicos deverão indenizar o particular pelos danos sofridos. II .C ur O so M s . mas aos poucos em uma porcentagem determinada por lei até o reembolso total aos cofres públicos. Derivado: Para pessoas já pertencentes ao quadro. modificado ou extinto por lei. VI . Em outros termos isto significa que basta o dano causado por omissão ou ação dela ou de quem em seu nome executa determinada função para que já seja responsável pela indenização ao dano causado por imprudência. AÇÃO REGRESSIVA É o ressarcimento aos cofres públicos pelo valor pago (conforme expliquei acima). Uma vez indenizada a vítima.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS PARA VOCÊ ENTENDER MELHOR: “concurso do lesado” = sem que a vítima tenha contribuído para o acontecido. 5. Neste caso o evento da natureza não havia sido o exageradamente forte para suplantar a estrutura construída pela Administração. 4. de 31/07/97) IV .reversão. imperícia ou negligência de seus agentes. VIII .nomeação.reintegração.C . 7. de acordo com cada situação. No Legislativo o cargo é criado pela câmara legislativa do lugar.readaptação. São formas de provimento derivado 3. III . Contudo é importante que você saiba que o valor da indenização no é descontado do servidor na íntegra. o Governador ou o prefeito). CARGO PÚBLICO Lugar no serviço público com denominação. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . por meio da ação regressiva. é necessário que a Administração já tenha sido condenada a indenizar a vítima do dano sofrido e que se comprove culpa ou dolo do funcionário no evento danoso. 9. É com o provimento que se ocupa o cargo público.CESARFELIPE.(Revogado pelo art. Nos casos de danos causados por forças da natureza fica a definição da responsabilidade a critério do Judiciário. fica a entidade com o direito de reaver do agente os valores pagos à vitima (ação de regresso) . 6. nos tribunais mediante iniciativa deles mesmos no executivo mediante iniciativa do chefe do poder (O Presidente.promoção. ou que pertenceram. O cargo público é criado. atributos e responsabilidades específicas. 10. “engolindo” alguns veículos. VII . Para isto.COM. Exemplo: Choveu um pouco e tal evento provocou o afundamento da via de trânsito. Este provimento pode ser: 1. de 31/07/97) V . I . 16 da Medida Provisória 1573-10. o que demonstra alguma falha na execução do projeto. 8.B pú R bl ic os No direito Brasileiro a Administração pública tem responsabilidade objetiva. REPARAÇÃO DO DANO A reparação do dano causado pela Administração a terceiros é obtida amigavelmente ou por ação de indenização. Em W pr W eg W os .aproveitamento.

ou naturalizado. torna-se sem efeito o ato de provimento. 7. Vestir. Exemplo: Um estrangeiro.WWW. impossível ser diferente.C ur O so M s . Provimento = Nomeação (1ª etapa) + posse (2ª etapa) + exercício do cargo (3ª etapa) 2. PROVIMENTO. Promoção Remoção Reaproveitamento Em W pr W eg W os . Os naturalizados e estrangeiros também. INVESTIDURA. Investidura...BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS 11.. DICA DA HORA: cargos em comissão não precisam de concurso público e são de livre nomeação e exoneração. 5. Nomeação é quanto o poder público divulga seu nome no diário oficial (por exemplo) Investidura inicia-se com a posse 4..recondução 12. Acontece quando você “toma” ele pra si (posse) 6. A seqüência sempre será a descrita no item “1”. mas com ressalvas. NOMEAÇÃO. No esquema que eu mostrarei abaixo nunca mais você vai se confundir. Lembra?) ESTABILIDADE A estabilidade é adquirida quando: 54 .CESARFELIPE. c.B pú R bl ic os d. não poderá ser chefe do executivo.. Reintegração Os cargos públicos estão disponíveis aos brasileiros natos. Veja: 1.COM. mediante as normas atuais. a.C . Caso uma das etapas seja descumprida. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . O provimento inicia-se com a nomeação 3. “Quem é quem”? Esta parte sempre cria a maior dúvida nas pessoas quando “pinta” em uma questão de concurso público. IX .. Fica totalmente a critério da administração pública decidir quanto entra e quando sai (ato discricionário. entrar no cargo. b.

com remuneração proporcional ao tempo de serviço. A pedido Demissão a. Em ambos os casos o servidor terá direito à ampla defesa e contraditório. Extinguindo-se o cargo em que se encontrava o servidor estável. vai logo pro processo administrativo disciplinar.CESARFELIPE. 3. Professor + professor Professor + técnico científico Área de saúde + área de saúde (desde que profissão regulamentada) DICA DA HORA: Deve haver compatibilidade de horários DICA DA HORA: A soma dos ganhos pela acumulação não pode exceder o teto salarial dos ministros do STF.C . Por cometimento de infração disciplinar b.C ur O so M s . com o pagamento integral dos vencimentos e vantagens do tempo em que esteve afastado. Exoneração: a. pois são três ocasiões onde é possível acumular: 1. Estados. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . em virtude de aprovação em concurso público Efetivo exercício por três anos (estágio probatório) Avaliação especial e obrigatória de desempenho PERDA DO CARGO PÚBLICO Em W pr W eg W os . Por interesse da administração b. Cometimento de crime funcional Quando a despesa com pessoal ativo e inativo da União. às vezes é suspenso (situação já meio complicada) ou. Contudo é importante salientar que em alguns casos o servidor é advertido (situação menos grave).B pú R bl ic os A perda do cargo público pode acontecer por: 1. 2. 2. uma vez reconhecida a ilegalidade da demissão em decisão judicial. 55 . ACUMULAÇÃO DE CARGOS A regra é simples. Distrito Federal e Municípios exceder os limites estabelecidos em lei complementar. 3. A reintegração (uma das formas de provimento derivado) é o retorno do servidor ao mesmo cargo de que fora demitido. Tudo depende da gravidade da infração e das provas.WWW. dependendo da situação ele nem passa por essas etapas. ficará ele em disponibilidade remunerada. até seu adequado aproveitamento em outro cargo.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS • • • É Nomeado o servidor para provimento em cargo efetivo.COM.

DO PATRIMÔNIO ADMINISTRATIVO (BENS INDISPONÍVEIS): São os que se destinam especialmente à execução dos serviços públicos.C ur O so M s .COM. BENS PÚBLICOS São todas as coisas corpóreas ou incorpóreas.WWW. Fica vedada a percepção de mais de uma aposentadoria. COMPULSÓRIA: aos 70 anos de idade. tais como os edifícios das repartições públicas. AUTORIZAÇÃO DE USO a. não possuem destinação pública. Estes bens dividem-se em: 1.C . desde que respeitados os limites de teto salarial. embora integrando o domínio público como os demais. rios. FORMAS AUTORIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DO BEM PÚBLICO 1. direitos e ações. moléstia profissional ou doença grave. Permite particular explorar área pública com exclusividade PERMISSÃO DE USO 56 . desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. 2. Em W pr W eg W os . os mercados e outras serventias que o Estado põe à disposição do público. móveis e semoventes. Ato unilateral (por parte da Administração pública) b. os veículos da Administração. 3. Precário (a autorização pode ser retirada a qualquer tempo) d.CESARFELIPE. DO PATRIMÔNIO DISPONÍVEL/PATRIMÔNIO FISCAL: São aqueles que. BENS DOMINIAIS. imóveis. 2. ou não. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. contagiosa ou incurável.B pú R bl ic os 2. estradas. sem justificativa) c. 3. praias. BENS DE USO ESPECIAL. ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis. BENS DE USO COMUM DO POVO (DOMÍNIO PÚBLICO): São os mares. VOLUNTÁRIA: quando requerida pelo servidor. Os tipos previstos em lei são: 1. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . ruas e praças.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS APOSENTADORIA É a garantia dada ao servidor de receber mesmo em períodos de inatividade temporária ou permanente. com destinação especial. Gratuito ou oneroso e. que pertençam ao governo. especificada em lei. INVALIDEZ PERMANENTE: com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Discricionário (depende apenas do interesse da administração em conceder. créditos. exceto se decorrente de acidente em serviço.

Serviços de utilidade pública: São os que a Administração. especial IMPRESCRITIBILIDADE: São inalienáveis enquanto destinados ao uso comum ou uso IMPENHORABILIDADE: O patrimônio público não pode ser penhorado. Ato unilateral b. Em W pr W eg W os . Serviços administrativos: São os que a Administração executa para atender a suas necessidades internas ou preparar outros serviços. edificação ou qualquer outra forma de exploração de interesse social CESSÃO DE USO a. Exemplo: Compra de 57 .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS a. industrialização.B pú R bl ic os 5. Exemplo: transporte coletivo. Gratuito ou oneroso b.C ur O so M s . energia elétrica. CARACTERISTICAS DOS BENS PÚBLICOS 1. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . Para fins específicos de urbanização. gás. Os tipos são: 1. Tempo determinado ou indeterminado 3. NÃO ONERAÇÃO: Não podem ser onerados SERVIÇOS PÚBLICOS São aqueles prestados pela própria administração.WWW. Gratuita apenas b.COM. reconhecendo sua conveniência para os membros da coletividade. presta diretamente ou permite que sejam prestados por terceiros.CESARFELIPE. Para utilização pré-estabelecida d. telefone. Exemplo: policia e saúde pública. 4. b. 2. 2.C . Permite particular explorar área pública com exclusividade CONCESSÃO DE USO a. Para exploração com destinação específica CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO a. 3. Serviços públicos: São os que a Administração presta diretamente à comunidade. Quanto à essencialidade: a. Gratuito ou oneroso e. Gratuito ou oneroso b. por seus servidores ou por seus agentes delegados. Quanto à finalidade: a. Ocorre de um órgão para outro c. Discricionário c. Precário d.

mas foi repassado para empresa particular).C ur O so M s . Serviços industriais: São os que produzem renda para quem os presta. 4. PODER DE POLÍCIA É o poder de permitir ou restringir do uso e gozo de bens. para impedir ações anti-sociais. gás. dos serviços apresentados no parágrafo acima. Para a execução dos serviços públicos são competentes a União. b. Serviços gerais: São os que a Administração presta para atender a coletividade no todo. Portanto toda ação particular. estado e município prestam serviços de saúde.C .CESARFELIPE. através de postos de saúde estaduais. como os de policia. não mensuráveis e mantidos por imposto. Serviços públicos próprios: São os que constituem atividade administrativa tipicamente estatal. água. É claro que. mediante a remuneração (tarifa ou preço público) da quantidade usada ou consumida. conforme vemos em alguns estados a existência de bancos estaduais. notamos a presença da iniciativa privada prestando os mesmos serviços. Quanto aos destinatários: a. embora satisfaçam necessidades coletivas. Exemplo: Serviços de telefonia 3. iluminação pública. Exemplo: telefone. etc.COM.WWW. executada direta ou indiretamente. As características do poder de polícia são: auto-executoriedade e coercibilidade O poder de polícia é executado: • PELA POLÍCIA ADMINISTRATIVA: com caráter preventivo. pois a União. visando o bem-estar social e a proteção ao interesse público e o patrimônio e direitos individuais. municipais. Serviços públicos impróprios: São os que. e assim respectivamente. Exemplo: Serviços de telefonia (que seria uma obrigação do governo. os estados e os municípios.B pú R bl ic os b. de educação. etc. Quanto à natureza: a. Serviços individuais: São os que têm usuários determinados e utilização particular e mensurável para cada destinatário. Em W pr W eg W os . que afete o interesse público.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS material de escritório b. Inclusive serviços bancários. Assim vemos que há divisão e colaboração na execução de tarefas. são atividades privadas. atividades e direitos individuais. São serviços indivisíveis. mediante fiscalização do governo. em alguns casos. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . ou que vá de encontro às normas vigentes poderá sofrer intervenção do poder de polícia do estado. 58 . Exemplo: Fazer uma blitz e apreender arma de fogo (O fato de tal arma ser apreendida acaba com a possibilidade de ser utilizada no futuro para o cometimento de algum crime). Etc.

Decreto executório: Com a estimativa do valor a ser pago e a transferência do bem para o estado O destinatário do bem desapropriado sempre será o estado ou aqueles que atuam em seu nome Outras características da desapropriação: • • A posse legítima ou de boa-fé poderá ser expropriada Bens públicos podem ser desapropriados por entidade superior. 3.B pú R bl ic os Demolir construção Destruir objetos Embargar obra 5. desde que comprovadamente exista a necessidade do atendimento ao interesse público. O estado tem o poder de incorporar ao patrimônio estatal bem particular. São características da desapropriação: 1. DESAPROPRIAÇÃO É o exercício de império sobre a propriedade particular.C ur O so M s . 6. A comprovada necessidade de desapropriação para o atendimento ao interesse público O bem expropriado fica livre de qualquer ônus que sobre ele exista e seus credores adquirem direitos sobre a quantia indenizatória a ser paga O processo de desapropriação PE dividido em duas partes. 59 . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . Aplicar multa Fechar estabelecimento Proibir atividade Em W pr W eg W os . inclusive com lucros cessantes. Declaração expropriatória: que indicará o bem a ser desapropriado e seus motivos (Feito através de lei ou decreto) b.COM. É o caso de desapropriação de residências para demolição e construção de uma avenida.WWW. 5. 3. 4. Na utilização do poder de polícia. Exemplo: União pode desapropriar terra do estado ou do município. sendo: a.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS • PELA POLÍCIA JUDICIÁRIA: com caráter curativo. poderá o estado: 1. O estado poderá desapropriar do município. 6. A amostra do poder de império do governo A incorporação do bem ao patrimônio público Pagamento prévio e do valor atual do bem. 4. para punir os infratores da lei penal.CESARFELIPE. apreender a carteira de motorista de um infrator de transito. 2. Exemplo: Mandar prender um assassino. 7. 2. mediante indenização ao proprietário do bem.C .

B pú R bl ic os • Processo judicial (rito especial): O procedimento expropriatório tem natureza administrativa. Um bom exemplo é o de construção. pelo público. Contudo fica o proprietário resguardado ao direito à indenização por quaisquer danos causados ao seu patrimônio decorrentes de sua utilização. onde vemos que o poder público utiliza uma área das propriedades particulares para guardar materiais e equipamentos. FORMAS DE DESAPROPRIAÇÃO • Via administrativa: as partes entram em acordo com relação ao preço. REQUISIÇÃO Utilização de bem particular independente da vontade do proprietário para atendimento à situações de emergência. Exemplo: Uma estrada que passe por dentro de uma fazenda OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA É a utilização de propriedade particular para a realização de algum serviço ou obra. exige escritura pública para a subseqüente transcrição no registro imobiliário. OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA DESAPROPRIAÇÃO • • O foro da ação será o da localização do bem Quando o interesse em desapropriar for da união será o foro da capital do estado onde se localiza o bem. TOMBAMENTO 60 .COM. Exemplo: Ocorre uma enchente em determinada cidade e há uma casa que serviria. Neste caso o poder público requisita a propriedade. ou reforma das estradas. constando em contrato para a transferência do bem expropriado. • SERVIDÃO ADMINISTRATIVA Nesta modalidade não há transferência do bem para o patrimônio da administração pública. O que acontece é a utilização da área. ou pelo governo. ou parte dela. Exemplo: Município não pode desapropriar bem do estado.WWW.C .CESARFELIPE. se imóvel. Em W pr W eg W os .C ur O so M s .BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS OBSERVAÇÃO: Entidade inferior não pode desapropriar de entidade superior. Tal utilização pode ser gratuita ou onerosa. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . temporariamente. respondendo posteriormente por quaisquer danos . Pode ser declarada anulada pela administração ou pelo judiciário. havendo a intervenção do Poder Judiciário somente quando não se chegar a acordo quanto ao valor da indenização. de base para o pessoal do socorro ás vítimas. o qual.

4. 6. Discricionário 3. Suas características são: 1. Depende sempre de licitação. 3. 7. 3.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS Declarada pelo poder público devido ao valor histórico ou artístico do bem. assegurada a remuneração mediante tarifa paga pelo usuário. A tarifa tem a natureza de preço público e é fixada em contrato. passando para terceiros apenas a execução O concessionário executa o serviço em seu próprio nome e corre os riscos normais do empreendimento O usuário tem direito à prestação dos serviços. 6. para que o faça em seu nome. desde que autorizado pelo proprietário. Compulsório: Sobre o bem de particulares. O tombamento classifica-se em: 1. Em W pr W eg W os . 8. O objeto é a execução de serviço público. Exemplo: prédio antigo que. É feita através de licitação.C . era utilizado pelo governo Voluntário: Sobre o bem de particulares. sem autorização pelo proprietário. 2.COM. em tempos passados. Suas características são: 1. O serviço é executado pelo permissionário por sua conta e risco. Acontece através de licitação e pode sempre ser alterado ou revogado pela Administração por motivos de interesse público. O permissionário se sujeita à fiscalização do Poder Público.C ur O so M s .WWW. 5. 61 .CESARFELIPE. É unilateral 2. De ofício: sobre bens da própria administração pública. com objetivo de atender ao interesse público de preservar parte de seu passado. Precário (pode ser alterado ou revogado a qualquer tempo) Gratuito ou oneroso. 5.B pú R bl ic os PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO A permissão é um contrato de adesão (as cláusulas do contrato são definidas unilateralmente pela administração pública). Só é concessão quando se trata de serviço próprio do Estado. precário e revogável unilateralmente pelo governo. por sua conta e risco. 2. definido em lei. c ES ur A so RF s E e LI co PE nc . na modal idade de concorrência O Poder Público continua a ser seu titular. 4. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO Através deste contrato o poder público delega a terceiros a execução de um serviço público.

CESARFELIPE.WWW. DICA DA HORA: encampação é a rescisão unilateral da concessão antes do prazo estabelecido DICA DA HORA: caducidade ou decadência é a rescisão unilateral por inadimplemento contratual.COM.BR CURSO COMPLETO DE DIREITO E VÍDEO AULAS 7.B pú R bl ic os 62 . Em qualquer caso de extinção da concessão é cabível a reversão. mediante indenização. Em W pr W eg W os .C . c ES ur A so RF s E e LI co PE nc .C ur O so M s . que é a incorporação dos bens dos concessionários ao patrimônio público.

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