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Orçamento
para projetos
de organizações
Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

de base

Programa Construção de Capacidades Institucionais

Orçamento
para projetos
de organizações

de base

MANUEL GUILLERMO GONZÁLEZ BARRERA DIANA CAROLINA GONZÁLEZ RUBIO
JULHO DE 2007

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

Programa Construção de Capacidades Institucionais

Ajustes Gráficos Arte & Mouse Comunicação Ltda.org. Arquivo eletrônico em Cd Arte & Mouse Comunicação Ltda. Gravado em Timóteo.© 2007. Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base RedEAmérica Autores Manuel Guillermo González Barrera Diana Carolina González Rubio Coordenação Programa Construção de Capacidades Institucionais Alexandra Gaviria Fundação ArcelorMittal Acesita Wanda Silva Tradução Antônio Carlos Santini Revisão Wanda Silva Arte & Mouse Comunicação Ltda.co .redeamerica.org Programa Construção de Capacidades Institucionais pcci@consorcio. dezembro 2008 Tiragem: 100 exemplares RedEAmérica www.

CONTEÚDO APRESENTAÇÃO INTRODUÇÃO UNIDADE UM O orçamento como parte integrante do projeto UNIDADE DOIS Modelo de orçamento UNIDADE TRÊS Acompanhamento e controle do orçamento BIBLIOGRAFIA GLOSSÁRIO SINÔNIMOS ANEXO 1 ANEXO 2 ANEXO 3 7 10 13 29 79 113 115 117 119 149 153 5 .

Perguntas introdutórias

Ferramentas

Exemplos

APRESENTAÇÃO

A Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base, RedEAmérica, agrupa cinqüenta e cinco (55) entidades de doze (12) países das Américas que, em meio à diversidade de opções metodológicas existentes em seu interior para o desenvolvimento de programas sociais, decidiram construir, de forma compartilhada, princípios de atuação e marcos de referência para fortalecer a gestão autônoma e o protagonismo das organizações de base no Continente, em três níveis: 1. O nível micro da organização individualmente considerada; 2. O nível médio das organizações que participam de redes e alianças; 3. O nível macro das organizações, redes ou alianças que participam de espaços de entendimento sobre as questões públicas. Para consegui-los, a RedEAmérica trabalha dois aspectos intimamente entrelaçados: por um lado, a consolidação das capacidades coletivas das organizações de base, especialmente nos níveis micro e médio, e, pelo outro, a promoção de ambientes institucionais favoráveis para a ação e a participação de tais organizações, principalmente no nível macro. Nessa perspectiva, as entidades sócias da RedEAmérica adotaram a estratégia de acompanhar e cofinanciar iniciativas surgidas de organizações de base, de redes que agrupam várias dessas organizações e de alianças de tais organizações com atores públicos e privados. Este trabalho é desenvolvido pelos membros da RedEAmérica de forma constante e sistemática, com o fim de contribuir para a estruturação de processos participativos e que geram a inclusão, que reduzam a pobreza e aprofundem a democracia nos países do Continente.

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SEGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â

Esta aposta se apóia em um longo caminho percorrido. Com efeito, as diferentes entidades que formam a RedEAmérica acumularam em seus respectivos países, ao longo de vários anos de trabalho, uma ampla experiência no acompanhamento e co-financiamento de projetos sociais nos níveis micro, médio e macro, anteriormente mencionados. Essa estratégia demonstrou possuir enorme potencial para qualificar as capacidades coletivas das organizações, melhorar sua interlocução com a empresa privada e com o Estado, incrementar suas possibilidades de êxito nas gestões que empreendem e garantir a rentabilidade social dos recursos investidos. Por sua parte, as organizações de base existentes nos países que configuram as Américas mantiveram, ao longo de várias décadas, uma atividade por meio da qual aglutinam e mobilizam grupos populacionais, gerenciam e executam projetos de desenvolvimento, participam de diferentes cenários de debates e de tomadas de decisões públicas, promovem ou asseguram sentidos de pertença e canalizam reivindicações de cidadania. Em sua interação com a cidadania, a empresa privada e o Estado, estas organizações realizaram contribuições notáveis para o melhoramento das condições de vida dos habitantes, geraram maiores possibilidades de eqüidade e justiça e desencadearam processos sociais democráticos. Nesse contexto, a RedEAmérica assumiu a tarefa de publicar uma coleção de manuais que, a partir da experiência de seus membros, apresente caminhos a seguir para empreender processos sustentáveis de fortalecimento das organizações, redes e alianças, de modo que a voz dos excluídos tenha presença de protagonista na sociedade e seja ouvida por esta com espírito de inclusão.

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em 2004. assim como o “Manual de avaliação de impactos do desenvolvimento de base” e o “Manual de orçamento para projetos de desenvolvimento de base”. Proposta metodológica para a oficina de reflexão sobre o marco de desenvolvimento de base da RedEAmérica. Caderno 3: Modelos e estratégias de intervenção utilizadas pelos membros da RedEAmérica. conjunto de quatro cadernos editados pela RedEAmérica.1 Este é um material de referência e uma ferramenta de trabalho que espera ser útil para que as entidades membro da Rede avaliem os impactos dos programas e dos projetos de desenvolvimento de base que promovem em suas instituições no nível micro. Guia. Uma proposta para fazer desenvolvimento de base. médio e macro. 9 .MANUAL DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à REDEAMÉRICA â De tal coleção. O enfoque comum que guia estes manuais achase registrado na publicação Construir Juntos. Caderno 4. faz parte este “Manual de acompanhamento e co-financiamento de processos organizacionais para o desenvolvimento de base”. Caderno 2: Orientações estratégicas para a promoção do desenvolvimento de base. A aprendizagem na RedEAmérica. 1 Caderno 1: Níveis de intervenção no desenvolvimento de base.

além da consulta e análise de documentos. Na segunda unidade. tanto com OB como com entidades ONG e empresas que hoje fazem parte da RedEAmérica. Tudo isto constituiu valioso insumo para o documento registrado nestas páginas. dando uma explicação dos mesmos. que é entendido como um instrumento ou ferramenta chave para o trabalho de formulação. realizaram-se reuniões de trabalho. ocorreu um constante diálogo com a equipe técnica da Rede. aborda-se o que diz respeito ao controle e acompanhamento da execução orçamentária do projeto. b) os suportes básicos que devem acompanhar os registros contábeis. 10 . apresenta-se o modelo de orçamento que se propõe e seus correspondentes formulários. Durante a elaboração do Manual. O Manual apresenta-se em três unidades. O Manual vai acompanhado de três anexos que fornecem detalhes de aspectos pontuais e de vital importância. Na terceira unidade. conceituam-se os elementos básicos do orçamento. como: a) a conceituação e instruções sobre o custo ou valorização dos conceitos ou rubricas de entradas e gastos do projeto. consultas diretas e/ou oficinas.SEGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â INTRODUÇÃO O processo de elaboração do Manual parte da revisão e análise de múltiplos e diferentes modelos de orçamentos. Entretanto. Na primeira. planejamento e execução dos projetos de desenvolvimento de base. informes de execução orçamentária e prestações de contas apresentadas por Organizações de Base (OB) e Organizações Não-Governamentais (ONG) a entidades de cooperação que apóiam seus projetos.

incluídas as oficinas em Córdoba (Argentina). Os orçamentos originam-se das próprias OB. Da elaboração e aperfeiçoamento do Manual e do Aplicativo. elaborou-se um “Aplicativo de orçamento” que é apresentado em documento separado do presente Manual. seja com suas contribuições nas diversas reuniões de trabalho e encontros realizados. O Manual de Orçamento e seu Aplicativo foram elaborados para serem utilizados principalmente. O Manual oferece os formulários ou modelos básicos para registrar ou apresentar os orçamentos e para registrar sua execução. 11 . pela equipe técnica e promotora das entidades que integram a RedEAmérica. seja com seus comentários e sugestões por correio eletrônico. sem perder de vista a importância de ir dispondo de informação básica que seja homologável e comparável entre os diferentes projetos que são apoiados pelas Organizações da Rede. ou mediante sua orientação. por parte de todas as organizações que recebem apoio da RedEAmérica. ir aprimorando-os e adaptando às circunstâncias cambiantes do contexto e dos projetos. participaram representantes técnicos da maior parte das organizações integrantes da Rede. A equipe de trabalho das organizações que fazem parte da RedEAmérica encontram no Manual um instrumento de apoio para seu trabalho. O passo seguinte consiste em pôr em prática o Manual e o Aplicativo e. progressivamente. e que são aquelas que dão acompanhamento às OB beneficiárias de seu apoio. que são as solicitantes dos projetos junto às entidades membro da Rede.MANUAL DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à REDEAMÉRICA â Para facilitar o registro acumulado e devidamente sistematizado da informação sobre orçamento e aplicação de recursos. São Paulo (Brasil) e Bogotá (Colômbia). enquanto seja pertinente.

economista e mestre em Análise de Problemas Políticos. da parte das entidades que formam a RedEAmérica.SEGUIMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO â O Manual de orçamento foi elaborado sob a direção de Manuel Guillermo González Barrera. julho de 2007. A todas as pessoas participantes. Bogotá. além do apoio de uma equipe de trabalho formada por profissionais especializados no assunto: Martha Lucía Gómez Rojas. Patrícia Vesga. especialista em formulação e avaliação de projetos de desenvolvimento de base. da equipe técnica e coordenadora da Rede e daqueles que contribuíram com seu trabalho para a elaboração do Manual e do Aplicativo. Miguel Castellanos e Jairo Fernando González Acosta. 12 . nosso profundo agradecimento e reconhecimento. O projeto do Aplicativo do orçamento esteve a cargo de Carlos Giovanni Wiesner e Oscar Gómez. Contou-se com a assistência da Administradora de Empresas Diana Carolina González Rubio. Econômicos e Internacionais.

Orçamento para projetos de organizações de base UNIDADE UM O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRANTE DO PROJETO Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais .

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3. MARCO CONCEITUAL CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO RELAÇÃO ENTRE PROJETO E ORÇAMENTO ALERTAS 17 19 22 25 27 27 QUADRO SÍNTESE 15 .CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 1. 4. 2.

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tabelas ou matrizes para elaborar orçamentos. gasto. projeto. assim como as características mínimas que deve reunir. fluxo oportuno de recursos. que é igualmente necessária. CONCEITOS-CHAVE CONSIDERAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS • Plano de contas. PROPÓSITO • Reconhecer conceitos básicos e específicos para a elaboração de um orçamento. PROPÓSITO • Reconhecer os principais termos de referência e que são necessários para refletir sobre o que é o orçamento de um projeto de desenvolvimento de base. financiamento. e é inútil esperá-la apenas de sua benevolência. o homem necessita da ajuda de seus semelhantes. “A cada passo. contabilidade transparente. saídas. saídas. PROPÓSITO • Compreender porque os recursos a serem investidos devem ter uma relação direta com as atividades que se previu realizar durante o projeto e com o seu objetivo. 17 . formulários. atividades. desenvolvimento de base. entradas. equilíbrio orçamentário. ser-lhe-á mais fácil conseguila se puder atrair em seu favor o amor próprio daqueles a quem recorre e fazê-los ver que é isso que se pede a eles. controle orçamentário. gastos. metas.Quadro sintético TEMAS MARCO CONCEITUAL CONCEITOS-CHAVE • Orçamento. despesas ou conceito de gasto. será tratada em capítulo posterior.” CONCEITOS CHAVE RELAÇÃO ENTRE ORÇAMENTO E PROJETO • Objetivos. A definição detalhada do que corresponde aos diferentes conceitos do plano de contas para entradas e saídas. orçamento. investimento. investimento.

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validando suas características Elaborar orçamento de entradas e saídas por atividade Definir fontes de financiamento do projeto Elaborar orçamento em dólares Fazer acompanhamento e controle de orçamento (entradas e saídas) 19 . para que estes conceitos sejam aplicados tanto a uma organização quanto a um projeto. QUE É E PARA QUE ME SERVE O ORÇAMENTO? O orçamento é antes de tudo uma ferramenta que permite saber com que recursos econômicos se conta. para em seguida considerar o funcionamento real do projeto e saber se foram cumpridas as metas e objetivos nele propostos. apresenta-se um esquema gráfico com os aspectos mais importantes do processo de elaboração e acompanhamento de um orçamento. FIGURA 1 Infograma do Manual de orçamento Dispor de conceitos básicos sobre orçamento Estabelecer relação entre projeto e orçamento Definir atividades a serem desenvolvidas no projeto Estimar gastos por atividades e recursos necessários para cobri-los Elaborar orçamento de entradas e saídas por rubrica Elaborar orçamento.1 MARCO CONCEITUAL Antes de desenvolver os conceitos desta unidade.

MECANISMOS E FONTES DE FINANCIAMENTO. UM ORÇAMENTO DEVE SER ELABORADO EM FUNÇÃO DAQUILO QUE SE NECESSITA PARA COBRIR OS CUSTOS DE REALIZAÇÃO DAS DIFERENTES ATIVIDADES DO PROJETO. É POSSÍVEL SABER SE ESTES SE CANALIZAM. AO OBSERVAR EM QUE SE INVESTEM OS RECURSOS. por ser este a unidade de análise e. A ANÁLISE COMPARATIVA DO ORÇAMENTO FACILITA AOS INTERESSADOS SABER COMO FORAM INVESTIDOS OS RECURSOS E PERMITE À ADMINISTRAÇÃO TOMAR DECISÕES OPORTUNAMENTE. E A FORMA E MOMENTO EM QUE ESTES DEVEM ACHAR-SE DISPONÍVEIS PARA CUMPRIR COM AS ATIVIDADES E ALCANÇAR AS METAS E OBJETIVOS DO PROJETO. PARA IDENTIFICAR COM CLAREZA OS RECURSOS NECESSÁRIOS. PORQUE É UTILIZADO COMO PARÂMETRO PARA COMPARAR O INICIALMENTE PREVISTO COM A SUA EXECUÇÃO REAL. Na elaboração de um orçamento. inicia-se este manual com a identificação das atividades do projeto. custos e investimentos) previstas no desenvolvimento das atividades de uma instituição ou de um projeto em particular. Para que serve o orçamento de um projeto? AS RESPOSTAS SÃO VÁRIAS E COMPLEMENTARES. Este manual faz referência direta ao orçamento em relação ao projeto. 1 Ibid. As características básicas do enfoque do orçamento são assinaladas no box seguinte. Como primeiro passo do processo de elaboração de um orçamento. Para maior clareza sobre alguns conceitos. onde ele é pensado e elaborado com base em um projeto determinado. recomenda-se rever a conceituação relacionada com desenvolvimento de base própria da RedEAmérica. SEJA PORQUE ESTES SE OBTENHAM COMO CRÉDITO. ÀS QUAIS SE RECORRE EM BUSCA DE RECURSOS. tema que será desenvolvido na segunda unidade. PARA DAR SUPORTE E CREDIBILIDADE JUNTO ÀS DIFERENTES FONTES DE FINANCIAMENTO. ENQUANTO O ORÇAMENTO É APENAS UMA FERRAMENTA OU INSTRUMENTO DE APOIO. no “Manual de acompanhamento e co-financiamento”. OU NÃO. METAS E OBJETIVOS DO PROJETO. como tal. A SABER: COMO INSTRUMENTO DO PROJETO. 20 . EM FUNÇÃO DAS ATIVIDADES. SEJA COMO ACORDO DE COOPERAÇÃO NÃO REEMBOLSÁVEL. COMO APOIO AO PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DAS ENTRADAS E SAÍDAS DO PROJETO.O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO UNIDADE UM â O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO Denomina-se orçamento o cálculo aproximado das entradas necessárias para cobrir as saídas (gastos. dado que este Manual sobre orçamento está particularmente orientado para projetos que se promovem e executam dentro do referido marco. deve-se definir prévia e claramente o período de tempo e de onde se espera obter os recursos. O Modelo para a elaboração de orçamentos da RedEAmérica é proposto a partir de um enfoque instrumental. COM O FIM DE CUMPRIR COM SEUS OBJETIVOS. O MAIS IMPORTANTE SÃO OS OBJETIVOS DO PROJETO. seu ponto de partida.

honorários. móveis e equipamentos de escritório. papelaria e material de escritório. publicidade etc. GASTOS Pagamentos por bens ou serviços que se consomem no desenvolvimento do projeto. assim como o valor dos aportes em espécie que sejam aplicados em favor do projeto. FINANCIAMENTO É o resultado de aplicar a estratégia de consecução dos recursos orçados a partir das diferentes fontes possíveis. como: entradas. ordenada e avaliada os recursos necessários e os conceitos nos quais serão investidos para poder realizar um projeto. em forma de esquema. Contudo. ENTRADAS Recursos obtidos pela OB para cobrir os diferentes pagamentos que exigem a execução e administração de atividades do projeto. entre outros. Outros conceitos são desenvolvidos ao longo do manual. guia e instrumento de informação e controle que permite visualizar de forma concreta. projeto e projeto de desenvolvimento de base. financiamento. A entrada leva a refletir. serviços públicos. contemplam-se tanto os considerados gastos como os que se aplicam a investimentos. é conveniente uma aproximação conceitual que ajude na unificação de critérios. e quais são os conceitos ou componentes que o formam. aquilo que neste Manual se entende por orçamento. SAÍDAS Pagamentos que se realizam por bens e serviços adquiridos. ou de entrar em polêmica sobre uma ou outra definição entre as várias que se podem encontrar em textos sobre orçamento. 21 . por sua vez. e que não passam a fazer parte dos ativos da OB. onde se apresenta. Não se trata de dar definições detalhadas ou excludentes. Em relação às saídas de um projeto. saídas. INVESTIMENTO Recursos destinados à aquisição de ativos da OB para o desenvolvimento do projeto. contabilidade e economia. relação que também aparece com novos detalhes na figura 4. Na figura 2. terrenos e edificações. lanche. ou um fundo de crédito para moradia etc. por serem estes os componentes do orçamento. Esta figura apresenta a relação de dependência existente entre o orçamento e o projeto. Os conceitos considerados pertinentes encontram-se na figura 2. na medida do necessário. A definição de investimentos aborda o conceito de ativos no sentido de bens ou recursos que permanecem no tempo e não se gastam ou desaparecem a curto prazo. como investimentos. assinala um elemento fundamental: o financiamento de recursos. gastos e investimento.MANUAL DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à REDEAMÉRICA â Tão logo esteja claro como a RedEAmérica concebe os conceitos de desenvolvimento de base. sobre o tema do financiamento e. descreve-se o que se entende por entradas e saídas. Também a constituição de um fundo para créditos a pequenos produtores. maquinaria para a produção. abordam-se alguns termos próprios do tema do orçamento. FIGURA 2 Definições PROJETO ORÇAMENTO Ferramenta de planejamento. como pagamentos de salários.

dólares ou euros. Os cálculos em uma ou em outra moeda serão registrados nos formulários previamente definidos para tal fim. por exemplo. utilizar-se-á a taxa de câmbio vigente no último dia do mês imediatamente anterior à data de elaboração do orçamento. É habitual que as agências de apoio que financiam projetos em outras moedas.2 CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO As características que devem identificar os orçamentos levados à consideração dos membros da RedEAmérica correspondem. o que facilita. às seguintes: 1 Formulários de apresentação pré-definidos 3 Unidades de valor O orçamento deve ser elaborado nos formulários propostos neste manual pela RedEAmérica. • Verificar as variações de entradas e saídas entre diferentes períodos. primeiramente. e que constituem guias padronizados para apresentar orçamentos e informativos de entradas e saídas de qualquer projeto aprovado pelas organizações que fazem parte da RedEAmérica. como o euro. como. entre outras coisas. na moeda do país onde será executado. Todo orçamento deve ser elaborado. entre outras. 22 . como se pode observar nos formulários incluídos neste Manual. As unidades de valor a serem utilizadas. • Consolidar por rubricas de entradas e saídas os orçamentos e execuções de diferentes organizações. 2 Plano de contas de entradas e saídas pré-definido No momento de elaborar o orçamento. Daí a importância de dispor de um plano de contas pré-definido. deve-se proceder à sua conversão em dólares dos EUA. solicitem a elaboração do orçamento também em tal moeda. o seguinte: • Confrontar o orçado com o executado. deve-se trabalhar sobre um mesmo padrão para classificar as saídas e entradas do projeto. será impossível a acumulação de saídas e entradas. do contrário. no caso dos projetos apoiados pela RedEAmérica. mas também. Para tal fim. pesos. também devem ser previamente definidas ou.

um exame da diversidade e segurança das fontes de financiamento e a redução de riscos de dependência de fontes inseguras ou exclusivas. 23 . Lembrar que estas percentagens não são fixas. 5 Especificidade e concreção Sustentabilidade Os valores estimados para entradas ou saídas devem ser feitos sobre rubricas precisas e incluídos entre as rubricas de entradas ou saídas contempladas nos formulários preparados para a elaboração do orçamento. ou se é uma única fonte de caráter interno. 8 Equilíbrio Os fatores mais importantes que determinam um projeto são: • Que as saídas sejam iguais às entradas. Em relação às entradas. A sustentabilidade financeira do projeto implica que este conte com os possam ser classificados ou registrados claramente no plano de contas da recursos necessários para cobrir todos os seus gastos durante a sua vigência. critérios e prioridades de sua possível fonte de financiamento. nem sempre se definem previamente os montantes do financiamento. e que os custos (anexo 02) são os mínimos possíveis para alcançar as metas propostas. Aqui. Este ponto requer especial cuidado. 7 Relação custo e benefício positiva 4 Realismo ao apresentar a informação Os argumentos de sustentação que se apresentam sobre o orçamento devem demonstrar e justificar que o benefício a ser obtido com os recursos investidos é altamente favorável. os valores estimados são correspondentes ao preço real de mercado no momento em que se projeta adquirir o produto ou serviço pago. deve-se rever se estes gastos estão elevados em relação ao total.REDEAMÉRICA â ACOMPANHAMENTO E CO-FINANCIAMENTO PARA PROCESSOS ORGANIZACIONAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE BASE à No momento de produzir informes financeiros da execução do projeto. no caso particular das entidades de cooperação. Ao orçar os recursos a serem solicitados a uma entidade financiadora. metas e Haverá maior dependência se a fonte de entradas é um único agente externo que apóia. e exige. além disso. se os gastos de funcionamento representam uma porcentagem maior que 20% do total do orçamento. porquanto. dependendo do projeto concreto e daquilo que se considere gastos de funcionamento ou gastos de operação e investimentos. devese estabelecer valores possíveis e razoáveis para tal entidade. contabilidade que realiza a organização executora do projeto. • Que exista lógica e proporcionalidade entre aquilo que se considera gastos de funcionamento e gastos de operação e investimentos. e que. Por exemplo. é determinante o conhecimento que a OB tenha das políticas. Em relação à saídas. estes informes deverão ser feitos nas mesmas moedas em que se apresentou o orçamento. por sua vez. por seu número reduzido. Haverá menor depenatividades de projeto. os valores estimados devem corresponder a rubricas de entradas altamente prováveis de serem obtidas. Coerência 9 6 Cada rubrica do orçamento deve ter sentido dentro dos objetivos. e valores diferentes poderiam ser plenamente justificados.

à saúde. 24 . ao financiar esse tipo de gastos. será considerado não viável e. e para o qual não se previu sua própria sustentação. existe o temor de que. Em muitas entidades de cooperação. brar. nua e dinâmica. papelaria e utilidades de escritório etc. privadas. pertinente. Este é um ponto que se deve lem. entre os quais se destacam: • Agilidade e clareza nos processos e decisões sobre os gastos. dificilmente pode contribuir para cobrir os custos do serviço requerido. ao O orçamento é um instrumento para aplicar e acompanhar de forma contíatendimento de emergências e outros similares. mesmo com o apoio de terceiros. a partir da renda que ele mesmo gere em um período de tempo determinado. e sobretudo se provêm de uma atividade produtiva ou de comercialização que se controla e depende da própria entidade. tanto para elaborar o orçamento quanto para sua posterior execução. aumente a dependência e o projeto e a organização executante não demonstre capacidade para se autosustentar. Controle de execução orçamentária nestes casos. • Cumprimentos das atividades em função dos objetivos e metas do projeto. os recursos para financiar gastos de caráter administrativo. agrava-se ainda mais quando os projetos não são de caráter produtivo ou geradores de renda. portanto. como os relacionados à educação.O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO UNIDADE UM â O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO dência se as fontes de entradas são diversas. O Estado pode e deve apresentar-se aqui como um possível contratante de Estes formulários devem registrar as diferenças que se apresentem entre o serviços à ONG ou à organização de base. Um projeto cujo propósito seja a geração de rendas.executado e o orçado e facilitar as explicações que sejam necessárias. nacionais ou internacionais. 10 Informação transparente Os projetos que apresentam maior dificuldade para financiar-se com recursos próprios são os dirigidos à população indigente ou extremamente pobre que. como salários de pessoal de direção e administração. A dificuldade para se financiar com recursos próprios. e para tanto deve-se contar com formulários pré-definidos. A RedEAmérica e as entidades que a integram pretendem que as organizações às quais dão apoio possam ser auto-sustentáveis mediante ações combinadas que permitam fortalecer as fontes próprias de renda e diversificar as fontes externas públicas. por suas condições. ainda que nem sempre seja fácil concretizar a contribuição de governos se não se possuem recursos suficientes. com as entidades de apoio. A informação deve ser oportuna. • Disponibilidade de recursos. Os registros e informativos contábeis e financeiros com bom controle interno são a fonte de informação. clara e confiável. 12 Oportunidade do fluxo de recursos O cumprimento cabal de um orçamento depende de diversos fatores. difícil de sustentar-se. 11 Vale a pena assinalar a dificuldade que têm as OB para conseguir. serviços públicos.

3 RELAÇÃO ENTRE PROJETO E ORÇAMENTO FIGURA 3 O orçamento no projeto PROJETO Antes de passar à segunda unidade. onde se descreve o processo e se apresentam os formulários para a elaboração do orçamento. deve-se observar o seguinte gráfico que sintetiza a relação entre os componentes de um projeto e o orçamento. Despesa ou rubrica de gastos Atividade 1 Atividade 2 Atividade 3 Despesa ou rubrica de gastos Despesa ou rubrica de gastos Orçamento Orçamento Orçamento 25 .

são registradas nos formulários.O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO UNIDADE UM â O ORÇAMENTO COMO PARTE INTEGRAL DO PROJETO FIGURA 4 Exemplo de relações entre os componentes de um projeto OBJETIVOS METAS ATIVIDADES DESPESAS / RUBRICA ORÇAMENTO Honorários para 80 horas de capacitação honorários conferencistas Curso de criação de gado Salários e serviços de secretária por um mês Hospedagem e alimentação para estudantes. 26 . instrutores CAPACITAÇÃO DE SÓCIOS EM TÉCNICAS DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Aluguel de salão e outros Curso de comercialização Compra de equipamentos audiovisuais As despesas se traduzem em rubricas que. junto com seus valores.

2 USO E UTILIDADE • Suporte e credibilidade • Instrumento do projeto • Identifica com clareza os recursos necessários. A legitimidade do orçamento é dada pela clareza dos objetivos do projeto em que ele se insere. enquanto este contempla os recursos que tornam viável o cumprimento de metas e objetivos.4 ALERTAS Quadro síntese ORÇAMENTO 1 Evitar o risco de transformar o orçamento em fim ou razão de ser da ação institucional. guia e instrumento de informação e controle que permite visualizar de forma concreta. O QUE É? Ferramenta de planejamento. OBJETIVO META ATIVIDADE ORÇAMENTO DESPESA 27 . ordenada e avaliada os recursos necessários e os conceitos em que se irá investir para poder realizar um projeto. mecanismos e fontes de financiamento • Instrumento de acompanhamento e monitoramento ENTRADAS Financiamento Gastos COMPONENTES SAÍDAS Investimentos RELAÇÃO COM OS OBJETIVOS DO PROJETO Todos os componentes de um projeto têm uma relação direta com o orçamento. Esta última se define por sua missão.

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Orçamento para projetos de organizações de base UNIDADE DOIS MODELO DE ORÇAMENTO Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais .

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3. 2. ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA A ADMINISTRAÇÃO DE UM ORÇAMENTO EM UM PROJETO MOMENTO OPORTUNO PARA ELABORAR O ORÇAMENTO AS ATIVIDADES DO PROJETO COMO PONTO DE PARTIDA PARA ELABORAR O ORÇAMENTO ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO ORÇAMENTO SEGUNDO RUBRICAS CONTÁBEIS O ORÇAMENTO EM DÓLARES. 5. 6. DESVALORIZAÇÃO E INFLAÇÃO ALERTAS 33 35 37 38 46 75 77 78 QUADRO SÍNTESE 31 .CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 1. 4.

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gastos PROPÓSITO • Aprender a classificar adequadamente as rubricas do orçamento a partir do plano de contas estabelecido CONCEITOS-CHAVE O ORÇAMENTO EM DÓLARES • Taxa de câmbio.” A ATIVIDADE DO PROJETO COMO PONTO DE PARTIDA PARA ELABORAR O ORÇAMENTO • Desenvolver habilidades para elaborar oportunamente um orçamento CONCEITOS-CHAVE • Orçamento consolidado de gastos por atividades. valorização. metas financeiras.Quadro sintético TEMAS CONCEITOS-CHAVE ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA A ADMINISTRAÇÃO DE UM ORÇAMENTO EM UM PROJETO • Administração de recursos. desvalorização. financiamento. metas. custos ou gastos indiretos. inflação PROPÓSITO • Apresentar o orçamento na moeda que as entidades de cooperação utilizam 33 . sub-contas. custos totais PROPÓSITO • Dispor de instrumentos e metodologias para desenvolver exercícios de aproximação de um orçamento de gastos para as atividades do projeto CONCEITOS-CHAVE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO SEGUNDO RUBRICAS CONTÁBEIS • Plano de contas. a partir da elaboração do orçamento CONCEITOS-CHAVE MOMENTO PARA ELABORAR O ORÇAMENTO • Orçamento. gastos e entradas PROPÓSITO “As idéias são capitais que só assumem valor nas mãos do talento. cumprimento de compromissos orçamentários PROPÓSITO • Reconhecer os critérios básicos para administrar os recursos orçamentários de um projeto. custos diretos. atividades. período orçamentário. agências ou fontes financeiras. objetivos.

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por isso é básico planejar a partir das metas financeiras da OB e assinalar claramente o que se quer.1 ENFOQUE E ASPECTOS BÁSICOS QUE LEVAM EM CONTA A ADMINISTRAÇÃO DE UM ORÇAMENTO EM UM PROJETO Quantos e quais recursos são necessários para executar o projeto? Que dinheiro se requer e de quanto se dispõe? Como estimo e apresento o orçamento de entradas e saídas do projeto? Depois de um percurso pela Unidade 1. para que serve e como se relaciona um orçamento com os objetivos do projeto. permitem definir o enfoque do modelo de orçamento próprio da RedEAmérica. para o que devem ser aproveitadas as oportunidades que se apresentam e prever as ameaças que possam recair sobre as finanças da organização. 35 . onde se desenvolveram os temas que permitem entender em que consiste. A administração do orçamento de um projeto leva em conta fundamentalmente: • • • • Elaboração do orçamento Obtenção de recursos Aplicação de gastos Controle do orçamento A sustentabilidade e o êxito financeiro de um projeto dependem da forma como sejam administrados os recursos. Os formulários de apresentação da informação orçamentária que este Manual apresenta nas unidades 2 e 3 são aqueles que particularizam o modelo de orçamento da RedEAmérica. Estes dois últimos temas. e em particular o segundo. cabe abordar nesta Unidade 2 os temas sobre como fazer o orçamento e quais são os instrumentos disponíveis para sua elaboração.

MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Os recursos financeiros de um projeto são o instrumento vital. entre outros. 36 . para o que se assumem compromissos a serem cumpridos. tanto por seriedade e responsabilidade como pela necessidade de conquistar e manter a confiança das fontes financiadoras. Na Unidade 3. Nos convênios ou acordos entre a organização que executa o projeto e as agências financiadoras. Entre os compromissos que se assumem. em conseqüência. retoma-se este tema como parte fundamental do processo de controle e acompanhamento do projeto. figuram aspectos como: • Em quê e como se vai investir o dinheiro • Período em que os recursos podem ser aplicados • Destinação que se pode e deve dar aos recursos que sobram ou obtidos de forma extraordinária • Uso que se deve fazer dos rendimentos financeiros ou ganhos no câmbio de moeda estrangeira • Exigências sobre a administração dos recursos aportados pelas entidades de cooperação A administração do orçamento equivale a responder por todos estes aspectos. e isto exige necessariamente que os responsáveis pela administração permaneçam atentos ao desenvolvimento da obtenção de recursos e à aplicação dos gastos. mas também estão obrigados a verificar se os gastos foram feitos com todas as exigências institucionais. de entidades de cooperação. a organização deixaria de existir. assinam-se compromissos sobre o manejo do orçamento. As OB costumam obter os recursos. para que possam ser efetivamente considerados como parte dos gastos previstos no orçamento. sem o qual os propósitos e a razão de ser do projeto não se desenrolariam e. Tais responsáveis não somente registram quanto se gasta e quanto entra.

37 . O período que transcorre entre a apresentação de uma proposta. e há outras que os recebem a qualquer momento do ano. para adotar as medidas pertinentes. metas. sua aprovação e o primeiro e subseqüentes desembolsos. da definição prévia desses elementos do projeto. A data de entrega do projeto a uma entidade de cooperação não está padronizada e depende das normas que cada uma delas estabelece. então. Uma elaboração adequada e oportuna do orçamento depende.2 MOMENTO OPORTUNO PARA ELABORAR O ORÇAMENTO O orçamento é parte integral do projeto e como tal deve corresponder aos objetivos. atividades e recursos nele previstos. Há entidades que abrem seleção para a apresentação de projetos. O mais importante para a OB é conhecer como deve responder a cada entidade de apoio e tomar as providências necessárias para saber com que recursos econômicos poderá contar e em que momentos se produzem os fluxos de entrada. Qual é o melhor momento para elaborar o orçamento? O momento mais oportuno para elaborar o orçamento é quando estão definidas as atividades do projeto e as exigências para sua realização. Estes são aspectos sobre os quais a OB não tem controle e por isso deve adaptar-se ao estabelecido. varia de uma entidade para outra.

visitas. assistência técnica. por exemplo: oficinas de capacitação. se evidencia o procedimento para elaborar o orçamento por atividades. estudos. por isso é importante recordar. elaboração de documentos. 3. tais como aluguéis. Para melhor compreensão acerca do conceito de custo. a partir destes. indicadores e estrutura operacional. • Elaborar o orçamento de um projeto por atividades e por períodos de execução orçamentária. objetivos. o que se necessita para realizar a atividade prevista e se situa tal despesa dentro do conceito contábil estabelecido no 2 3 Elaborar um orçamento a partir de atividades não exclui que também se possa fazer a partir de conceitos de gastos de funcionamento. Na medida do possível. vem um fluxograma onde por exemplo.2 Determinação de despesas e rubricas de saída por atividade Assinala-se. construção de construção de tanques para criação de peixes. etc. Por exemplo: pode-se estimar o custo total de um curso de formação.3 AS ATIVIDADES DO PROJETO COMO PONTO DE PARTIDA PARA ELABORAR O ORÇAMENTO2 É importante recordar que o modelo para a elaboração de orçamentos que a RedEAmérica propõe neste manual concentra seu enfoque na relação entre projeto e orçamento e se inicia com a identificação das atividades do projeto. metas. Ao elaborar o orçamento de saídas em função das atividades. tal como se expôs nas figuras 3 e 4. começa-se nas OB por estimar os gastos para uma atividade durante um período de tempo determinado e. atividades. 38 . e não necessariamente por todo o período de vigência do projeto. A seguir. recomenda-se: • Avaliar o custo de execução de cada atividade. Por exemplo: por semestres. entre outros – deverão ser formulados antes de selecionar e preencher os formulários propostos neste modelo. deve-se buscar um sadio equilíbrio entre os detalhes necessários para identificar as atividades essenciais e evitar o excesso de detalhes que pode chegar a confundir. os recursos ou entradas necessários para cobri-los. despesas. 3. • Detalhar ou agrupar atividades na medida do necessário 3. pagamento de pessoal e serviços. • Verificar se as atividades estão relacionadas com as metas e objetivos propostos para o projeto. em primeiro lugar. justificativa. avaliações. ou também detalhar cada uma das atividades de realização desse curso.1 Definição de atividades Formula-se cada uma das atividades a serem realizadas no marco dos objetivos e metas do projeto. sugere-se ver o anexo 02: Que são os custos e qual sua aplicação no orçamento. que os diferentes componentes do projeto – diagnósticos. trimestres ou anos. Habitualmente. A prática irá indicando o nível de detalhamento pertinente.

Então.5 Consolidação de saídas É a soma de saídas de cada atividade e as de caráter administrativo ou geral do projeto. entre outros recursos. O formulário 1 refere-se ao orçamento por atividade. 3.3 Estimativa de saídas por atividade ATIVIDADES Estima-se o custo de todas as despesas de cada atividade. administrativas ou indiretas ESTIMATIVA DE OUTROS GASTOS ADMINISTRATIVOS E/OU CUSTOS INDIRETOS (Formulário 2) ESTIMATIVA DE SAÍDAS POR ATIVIDADE (Formulário 1) Correspondem às saídas que afetam as diversas atividades do projeto e que não podem ser atribuídas a uma única atividade. folha de pagamento de pessoal. 3. enquanto o formulário 2 recolhe a informação que consolida o orçamento de todas as atividades e as saídas de caráter geral. estima-se que se necessita. pode-se trabalhar com base no formulário 1: Orçamento de saídas por atividade.FIGURA 5 Fluxograma de elaboração do orçamento por atividades “plano de contas de saídas ou gastos”. Exemplo: serviços públicos. apresentam-se os formulários modelo sugeridos para elaborar o orçamento por atividades. 39 . o qual será preenchido tantas vezes quanto seja necessário até que se consiga orçar cada atividade. etc. CONSOLIDAÇÃO DO ORÇAMENTO DE GASTOS POR ATIVIDADE A seguir. DESPESAS E RUBRICAS OU CONCEITOS DE SAÍDA 3. aluguel de escritório.00 cada um. de 50 lápis ao preço de RS$1. Exemplo: para realizar um curso de formação. Para cada atividade. No exemplo anterior. a atividade é o curso e as despesas são os lápis.4 Definição e avaliação de saídas de caráter geral. Pode-se tomar como guia o formulário 2. a rubrica de saída ou gasto é “utilidades e papelaria”. administrativo ou de custos indiretos.

MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Formulário 1 Orçamento de saídas por atividade NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO: ATIVIDADE Nº DE DESCRIÇÃO ATIVIDADE/RUBRICA VALOR UNITÁRIO QUANTIDADE VALOR TOTAL milhares de reais VALOR TOTAL milhares de dólares TOTAL NOTA: CADA UMA DAS CIFRAS DEVE IR COM A RESPECTIVA EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA. ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 40 .

Sub-total outras saídas em geral Custo total do projeto NOTA: cada uma das cifras deve ir com a respectiva explicação ou justificativa.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário 2 Orçamento consolidado de saídas do projeto por atividade NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO: ATIVIDADE / RUBRICA Atividade 1 Atividade 2 Atividade 3 Atividade 4 Sub-total saídas por atividades Outros gastos do projeto Salários Diretor Aluguel Serviços públicos Utilidades e papelaria Correio Etc. VALOR TOTAL Miles de pesos VALOR TOTAL Miles de dólares PARTICIPAÇÃO Porcentagem ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 41 .

toma-se como referência o formulário 1. Por exemplo. incluem gastos e investimentos. estimando à parte outras indiretas que podem ser distribuídas entre várias atividades do projeto ou que correspondem à operação geral da OB. no caso dos projetos de DB.000 b)Atividade 3: US$ 5.000 Os custos indiretos e de administração geral do projeto são os seguintes: a) Salários do pessoal do projeto: US$ 12. f) Transporte para 20 participantes.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO 3.000 Exemplo Elaborar um orçamento de saídas por atividade. d) Custos de hospedagem para 20 participantes durante 15 dias.000 c) Serviços públicos: US$ 2. • As saídas de caráter geral e que não são específicas de uma atividade concreta são as seguintes: um coordenador por um ano. e) Alimentação para 22 pessoas durante 15 dias. convocação e realização do curso durante um mês. b) Custo do instrutor: 80 horas de aula a US$ 10 por hora. • Tempo de execução (vigência do projeto): o tempo durante o qual se aplica o gasto ou investimento. a US$ 20 por participante.000 b) Aluguéis: US$ 6. os serviços públicos. ver o formulário 3 e sua correspondente explicação).400 d) Papelaria: US$ 3.500. que se preenche de acordo com a informação do exemplo. no valor de US$ 500. o custo total da secretária para esse curso será de US$1. se é necessária uma secretária por três meses e o custo mensal é de US$500. • Atividade / Rubricas de saída: os conceitos ou rubricas de saída que. deve-se ter em conta: • Custos diretos por atividade (valor): quando o orçamento é feito por atividades. levando em conta a seguinte informação: • Identificam-se quatro atividades no projeto. a US$ 10 diários por pessoa. ao preço médio de US$ 5 por participante. a US$10 diários por participante. o aluguel de escritório. As despesas ou rubricas de gasto para o curso do exemplo são: a) Pagamento de uma secretária para apoiar a organização. cuja duração é de um ano. inclui-se como custo das mesmas somente aquelas saídas diretas e específicas de cada atividade. devem coincidir com as rubricas do plano de contas da organização e as que se acham incluídas nos formulários pré-definidos para a elaboração do orçamento (para mais detalhes.6 Estimativa e registro de custos de cada atividade Ao estimar os custos para cada rubrica de saídas em geral ou de atividade.000 e) Correio: US$ 1. c) Material de apoio para 20 participantes. h) Outros custos diretos no valor de US$ 100. Detalhamento do exemplo 1 Para detalhar este exemplo.000 c)Atividade 4: US$ 15. a papelaria e utilidades de escritório e o custo mensal do correio (incluídos os benefícios sociais). cujos custos totais são: a) Atividade 2: US$ 3. 42 . g) Custo pelo aluguel de salas para a realização do curso no valor de US$100. Supõem-se outras três atividades. • Identifica-se como atividade 1 do projeto a realização de um curso de capacitação sobre engorda de gado e solicita-se a discriminação e cálculo de custos diretos desta atividade.

3 0.325 2.5 1.060 7.950 8.2 0.4 3.1 0. AUTORIZADO POR: N. VALOR UNITARIO $ QUANTIDADE 80 1 VALOR TOTAL x mil reais VALOR TOTAL x mil dólares 26.325 530 0.525 ELABORADO POR: N. DATA: 28/11/2004 DATA: 29/11/2004 DATA: 1º/12/2004 43 .5 0.5 53 26.1 0.N.N.120 1.745 265 265 265 22.5 26.5 13.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário 1 preenchido Exemplo do orçamento de saídas por atividade NOME DO PROJETO: Formação para atividades produtivas dos camponeses da vereda San Juan PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: 1º/01/2005 a 31/12/2005 PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: 1º/01/2005 a 30/06/2005 DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO: 1º/12/2004 ATIVIDADE Nº 1 DESCRIÇÃO: curso sobre engorda de gado ATIVIDADE / RUBRICA Honorários conferencistas (horas) Honorários secretária (meses) Material de apoio para conferencistas Material para participantes Hospedagem de 20 participantes durante 15 dias (dias x participante) Alimentação de 22 pessoas durante 15 dias (dias por participante) Transporte de 20 participantes (nº de Viagens de ida e volta) Aluguel de salas durante todo o evento Outros custos TOTAL NOTA: CADA UMA DAS CIFRAS DEVE IR COM A RESPECTIVA EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA. REVISADO POR: N.1 8.0 3.8 0.N.25 265 265 20 15 x 20 15 x 22 20 1 1 1.

apresenta-se a forma de avaliar ou estabelecer os custos de cada pagamento que se estima dentro do projeto. segundo a rubrica contábil indicada pelo plano de contas sugerido mais adiante. mas que são necessários para que a OB e o projeto possam funcionar (formulário 2 preenchido). Toma-se como referência o formulário 2. desenvolve-se um formulário de orçamento ou estimativa de custos similares ao anterior. mas também os recursos de investimento (fundos de crédito. Aqui também devem ser incluídos os custos indiretos que não foram contemplados dentro de alguma atividade específica. Como foi indicado no formulário 1 preenchido.). Procede-se ao registro dos custos que não se aplicam a uma atividade específica. No anexo 1 deste manual.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO 2 3 4 Para cada uma das demais atividades do projeto. onde se consolida a informação de cada atividade registrada com base no formulário 1. 44 . edificações. do ponto de vista orçamentário são saídas do projeto os recursos contabilizados como gastos. compra de ativos fixos etc.

0 DATA: DATA: DATA: ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: 45 .4 39.5 12.5 3.0 1.0 31.0 15.0 24. Sub-total outras saídas em geral Custo total do projeto NOTA: CADA UMA DAS CIFRAS DEVE IR COM A RESPECTIVA EXPLICAÇÃO OU JUSTIFICATIVA. VALOR TOTAL Milhares de reais VALOR TOTAL Milhares de dólares PARTICIPAÇÃO Porcentagem 8.0 6.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário 2 preenchido Orçamento consolidado de saídas do projeto por atividades NOME DO PROJETO: Formação para atividades produtivas dos camponeses da vereda San Juan PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: 1º/01/2005 a 31/12/2005 PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: 1º/01/2005 a 30/06/2005 DATA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO: 1º/12/2004 ATIVIDADE / RUBRICA Atividade 1 Atividade 2 Atividade 3 Atividade 4 Sub-total saídas por atividade Outros gastos do projeto Salários Diretor Aluguel Serviços públicos Utilidades e papelaria Correio Etc.0 2.0 5.4 3.

Vale a pena recordar que. posteriormente. convém neste momento especificar alguns conceitos sobre orçamento de funcionamento e investimento. define-se cada uma das contas e subcontas que o compõem. e que são a base para elaborar o orçamento e. fundos de apoio a projetos (anexo 01 e formulário 3). fazer o registro e análise da execução orçamentária. os dois nomes.4 ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO ORÇAMENTO SEGUNDO RUBRICAS CONTÁBEIS Depois de identificar as atividades e despesas do projeto. mas daqui para frente. será utilizada a denominação “rubrica”. gastos5. Podem-se utilizar.1 Plano de contas de saídas Para facilitar a compreensão e proporcionar acordos conceituais mínimos. saídas. e para efeito do presente Manual. IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO 46 . independentemente de se realizar como pagamento por funcionamento ou pela compra de equipamento durável que irá formar parte dos ativos do projeto. 4 IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO IDENTIFICAÇÃO DE DADOS DO PROJETO E PERÍODO ORÇAMENTÁRIO 5 Entenda-se por rubrica o nome que se dá à conta ou sub-conta utilizada para registrar as entradas e saídas da OB. como exemplificado anteriormente. que permitam envolver-se na elaboração daquilo que é um plano de contas para elaborar orçamentos e fazer os registros contábeis. toda saída constitui gasto. Com o “plano de contas de saídas”. neste Manual. FIGURA 6 Fluxograma dos passos para elaborar o orçamento por rubricas de entradas e saídas 4. cabe agora apresentar o orçamento detalhado em função dos conceitos ou rubricas4 que propõe o plano de contas da OB. de forma genérica.

Grupos de contas de saídas Mais adiante. Gastos: “Entendem-se como gastos contábeis aquelas desembolsos que representam fluxos de saída de recursos. neste caso específico. comercialização. apresentam-se outros comentários pertinentes para compreender e preencher com maior agilidade o referido formulário “tabela de contas de saídas”. Tais fundos se reproduziram e. seriam investimentos. em atividades de administração. e o significado de cada conta de saídas que nele aparece. podem ser mostrados como um claro exemplo dos resultados multiplicadores das alianças. Muitas das fundações da RedEAmérica. investimento na produção de material didático que será posto à venda etc. Orçamento de investimento: apresenta os recursos que se utilizam para adquirir ou elaborar bens e serviços que servem para apoiar ações futuras da organização. valores ou ações. Juan Carlos. ou uma combinação de ambos. serviços públicos. papelaria. de um fundo de apoio a projetos produtivos. consideradas básicas. a forma de avaliar cada rubrica do plano de contas aparece no anexo 1 do manual. Fundos de apoio a projetos: são somas de dinheiro para as quais se fixa um propósito definido que. investigação e financiamento”6. de um depósito. Exemplo: compra de um veículo. Régimen tributario especial. por si mesmas ou com o apoio da Interamerican Foundation (IAF). são as compras de ativos fixos. 47 . Exemplo: aluguel. ou para a geração de novos recursos. vigilância. Desenvolvidas as reflexões introdutórias sobre o plano de contas de saídas. Existem fundos cujos recursos se outorgam sob a forma de doação à organização que o solicita. Entidades sin ánimo de lucro. constituição de um fundo de crédito. secretária. Orçamento de funcionamento: refere-se aos gastos de administração. buscam manter-se no tempo com o retorno do capital emprestado e os juros que se cobram de quem tem acesso ao crédito. hoje em dia. explica-se a seguir em que consiste e o que contém o referido plano (formulário 3). para a produção de novos bens ou serviços. assim como as definições conceituais. Outros. como os de crédito. Saídas: saídas de dinheiro que. aparecerá o formulário 3 com as recomendações e explicações sobre como deve ser preenchido. Bogotá. pagamento do diretor etc. neste particular. foram constituindo fundos para o apoio de pequenos projetos apresentados pelas OB. e não um gasto. em forma de diminuição de ativos ou incremento de passivos.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Como já foi mencionado. é apoiar o financiamento de projetos dentro de políticas e critérios previamente definidos. Estes vão-se esgotando com a entrega dos recursos aprovados. 6 Jaramillo. incluem tanto os gastos quanto os investimentos. no caso de isto se apresentar. e vão-se “alimentando” com a entrada dos recursos novos ou “frescos”. Posteriormente. Ainda que não seja habitual em um projeto de DB incluir a compra de títulos. de insumos para a produção. operação e manutenção da organização.

3 3.2 OUTROS Gastos médicos Medicamentos 3 3.9 2. luz.14 2.6 7 PROPRIEDADE. terrestre. ou para utilizá-lo posteriormente como guia de informação para a execução do orçamento de saídas.9 5.2 5.1 7.2 1.4 FUNDOS Fundo para educação Fundo para assistência médica Fundo para recreação Fundo para programas de nutrição No momento de preencher o formulário 3.7 2.1 2. reparos locais e gastos de instalação Publicidade Gastos de auditoria Outros 5 5.4 5.15 2. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTO Terrenos e edificações Maquinaria e equipamentos (máquinas de escrever.3 2.13 2.2 7.4 3.1 5.3 5.17 2.11 2. publicações e informação eletrônica Cotas de filiação e contribuições para outras entidades Limpeza Lanche Gastos bancários e custos de financiamento (inclui custos de câmbio de moedas) Gastos legais / impostos Manutenção.8 5.1 4.3 7.2 3.11 INVESTIMENTOS EM ATIVIDADES PRODUTIVAS Comissões de venda Honorários de consultores.5 5. “dobrando” o orçamento de gastos.1 1. ainda que apenas para apresentar o orçamento no início de um projeto.4 2. audiovisuais.10 2.6 CAPACITAÇÃO E ASSITÊNCIA TÉCNICA Honorários de consultores.8 2.16 2.5 4.7 5.1 6.4 4.1 3. instrutores e/ou conferencistas Transporte Hospedagem e alimentação Material didático Aluguel de salas e equipamentos Compra de maquinaria e equipamentos 2 2.2 4.12 2.5 3.6 5.6 2. instrutores e conferencistas Transporte Fundos de crédito Capital semente Animais Compra de insumos.18 GASTOS OPERACIONAIS DE ESCRITÓRIO Utilidades e papelaria Aluguéis Serviços públicos (água. fotocopiadoras. fretes e cargas) Diárias de viagem Seguros Revistas. 48 .5 2. deve-se ter cuidado de não estimar um mesmo gasto em duas rubricas diferentes do orçamento. materiais e embalagens Maquinaria e equipamentos Terrenos e edificações Investimentos em tecnologia Pesquisas em tecnologia e desenvolvimento 6 6.2 2. equipamento de computação e comunicações etc.10 5.3 4. telefone) Correio e comunicações Vigilância Transportes (aéreo.3 PESSOAL Salários e obrigações sociais (anexar planilha de nomes) Honorários Outros gastos de pessoal 4 4.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Formulário Três Plano de contas de saídas 7 1 1.) Móveis e utensílios Veículos Biblioteca – livros Outros 7 7. jornais. fluvial.

disponham de rubricas orçamentárias próprias no projeto. poder-se-ia ter custos de “aluguel” dentro do grupo 2 de gastos operacionais de escritório e. na conta do grupo 4 “eventos de capacitação” (número 4. sala ou equipamentos”. é melhor incluir tal gasto na atividade específica. e estas. produção ou alguma outra. como poderia ocorrer com uma atividade e projeto com ênfase em saúde. e não na rubrica geral do projeto ou dos gastos gerais do escritório. Nestas contas incluem-se tanto os gastos em termos estritos. deve-se lembrar que as contas 1 (pessoal) e 2 (gastos operacionais de escritório) se aplicam ao projeto em geral e correspondem aos gastos denominados indistintamente administrativos. e a 5 (investimentos em atividades produtivas) para atividades de produção. A conta 4 (capacitação e assistência técnica) é para registrar as saídas por atividades específicas de capacitação e assistência técnica. São fundos que podem ser previstos para serem executados até seu esgotamento. o melhor seria incluir o pagamento de arrendamento ou aluguel de uma sala para uma atividade de capacitação dentro da sub-conta “aluguel. Neste exemplo. e não como gasto. como os descritos nas sub-contas ali assinaladas. é possível ter sub-contas similares que repetem nome ou rubrica. e não na sub-conta “aluguéis” que faz parte da conta do grupo 2 de “gastos operacionais de escritório” (número 2. ou para que permaneçam no tempo. a compra de tais equipamentos é catalogada como um investimento.6 do plano de contas de saídas). instalações e equipamento) faz referência aos ativos fixos que se adquirem para o funcionamento geral do projeto. atua como qualquer gasto ou aplicação dos recursos a favor do projeto. A norma geral a seguir. se estiver previsto o retorno do dinheiro que sai ou o entrada de novos recursos. Por exemplo. como também as compras de ativos fixos. Foi incluída uma conta 6 (outros) com o propósito de assinalar que podem surgir outras contas de atividades específicas. A mesma situação poderia ocorrer em rubricas como pagamentos de pessoal. indiretos ou gerais (anexo 01). ao mesmo tempo. e não a atividades várias dentro do escritório. seja de educação. assistência técnica e outros. Outros comentários importantes referentes ao formulário 3: Dentro de cada grupo de gastos ou contas. nesses casos. A conta 7 (fundos) é para registrar o valor estimado para constituir fundos de destinação específica. é a seguinte: na medida em que uma rubrica de gastos possa ser identificada como o gasto de uma ação específica de capacitação ou de uma atividade produtiva.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à O plano apresenta seis grupos de contas para saídas. Isto é válido na medida em que o projeto seja de capacitação e o aluguel se destine à atividade específica de capacitação. Estas contas servem para orçar e registrar tanto as atividades específicas de capacitação e produção em um projeto de múltiplas atividades temáticas como também aquilo que é orçado para um projeto de temática única. por sua vez. fundos de crédito e/ou apoio a projetos ou investimentos. pois são bens que permanecem no tempo. segundo a realidade de cada projeto. Para seu desenvolvimento. “aluguel de salas e equipamentos” dentro do grupo 4 de eventos de capacitação (formulário 3). 49 .3 do plano de contas de gastos). A conta 3 (propriedade. do ponto de vista do projeto e das entidades de cooperação. Do ponto de vista contábil. entretanto.

Como o pagamento a consultores contratados para a realização de trabalhos específicos e por períodos determinados durante o desenvolvimento do projeto. 2. pagamentos ou cotas para a seguridade social. publicações e informação eletrônica: compra de revistas.2 Aluguéis: uso de instalações que estejam a serviço do projeto. redes ou programas. como auxílio-transporte. planos de saúde. Recomenda-se elaborar uma planilha ou relação de nomes que registre os pagamentos de pessoal (formulário 9). prêmios anuais.7 Diárias de viagem: gastos de hospedagem.8 Seguros: seguros. são descritos e explicados os pagamentos ou saídas incluídos em cada conta ou sub-conta do plano de saídas. 2. marítimo ou fluvial. Internet. apólices e garantias. A seguir. licenças. horas-extra etc. 2. Pessoal 1. 2. maquinaria e implementos. seguridade social e outros pagamentos similares. 2. quando predomina o fator intelectual sobre o puramente material ou mecânico. água encanada e rede de esgotos. Aqui se incluem os pagamentos a pessoas que não têm uma relação de trabalho permanente com o projeto nem com a organização. utilidades e implementos de escritório.10 Cotas de filiação ou contribuições para outras entidades: filiações e vinculações junto a outras organizações. Recomenda-se elaborar uma planilha de honorários que registre os respectivos pagamentos (formulário 1). 1. Também se pode incluir o correspondente a fretes e carga de materiais. terrestres.9 Revistas. fluviais ou marítimos do pessoal do projeto ou dos participantes em atividades do mesmo. A rubrica prestações ou benefícios sociais faz referência a somas adicionais ao salário básico. alimentação e outros menores para a realização de viagens. 1. segundo as leis trabalhistas de cada país. 50 .MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO 2. 2. gás.1 Utilidades e papelaria: fotocópias. Gastos operacionais de escritório 2. 2. 2. papéis. 2. publicações diversas e informação eletrônica.2 Honorários: remunerações pelo trabalho prestado por uma pessoa física ou jurídica sem que exista contrato de trabalho. jornais. incluindo luz. terrestre. jornais. férias. obrigações sociais.3 Serviços públicos: serviços públicos que a organização utilize durante o período de vigência do projeto.6 Transportes: transportes aéreos. 1.1 Salários e obrigações sociais: pessoal habitual e permanente do projeto: salários.5 Vigilância: serviços de vigilância das instalações e equipamentos do projeto. limpeza.3 Outros gastos de pessoal: qualquer outro tipo de gasto que represente pagamento ao pessoal da obra.4 Correio e comunicações: correio aéreo. telefone.

2.5 que se conserva em biblioteca para uso do projeto. custos de transferências e cheques. convém registrar em tais contas específicas e separadas. fotocopiadoras.15 Manutenção. já que os investimentos maiores que significam incremento do valor dos ativos devem ser registrados na conta de propriedade. equipamentos audiovisuais.1 Terrenos e edificações: espaços sem construir ou construídos (bens imóveis). mesas.13 Gastos bancários e custos de financiamento: pagamentos a entidades financeiras como juros. estantes e similares. 3.4 Biblioteca / livros: compra de livros.14 Gastos legais / impostos: gastos de cartório. licenças de funcionamento. predial. de indústria e comércio etc. comissões de transferência de dinheiro. juros de financiamento. aduaneiros. ou vice-versa. 2. serviços e atividades do projeto.2 Maquinaria e equipamentos: máquinas e equipamentos diversos que se projeta adquirir para o apoio e desenvolvimento das diferentes atividades.3 Móveis e utensílios: móveis de recepção.17 Gastos de auditoria: serviços de auditoria externa que seja necessário contratar e que podem ser exigidos pelas próprias entidades financiadoras do projeto. 3. tanto de equipamentos como de imóveis. instalações e equipamentos.16 Publicidade: promoção e propaganda a respeito dos bens. de computação e comunicações etc. Esta rubrica refere-se a custos menores. gastos com reparo de escritórios e locais do projeto e gastos de instalação e adequação de móveis e imóveis.12 Lanche: alimentos e materiais utilizados para atendimento ao pessoal de escritório do projeto. 3. 2. 3. Deve-se ter o cuidado de não orçar duplamente e em contas ou sub-contas similares. 2. O salário das pessoas que realizam trabalhos de limpeza e têm uma relação de trabalho é registrado como pagamento de salários.). considerados contabilmente como gastos. 2. de selo ou registro. Nos casos em que as máquinas serão utilizadas especificamente em atividades educativas de produção ou outras para as quais existam contas separadas. instalações e equipamentos 3. comissões e gastos pelo câmbio de moeda estrangeira a nacional. Apenas se incluiria nesta rubrica o pagamento a pessoas que realizam trabalhos de limpeza mas são contratadas por serviços prestados. já construídas. quanto as que se pensa construir com recursos do projeto. Veículos: compra de veículos. registro mercantil. Nesta rubrica são orçadas tanto as edificações que se projeta adquirir. entre os quais estariam máquinas de escrever. Inclusive. 51 . impostos que devem ser pagos segundo as normas e legislação de cada país (imposto de renda. 2. Propriedade. pagamentos consulares.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 2. reparos locais e gastos de instalação: serviços de manutenção. vídeos e outro material de ensino 3. dentro do “plano de contas de saídas”.11 Limpeza: material de limpeza.

se foi incluído o custo do aluguel dentro do funcionamento geral do projeto. 4. capacitação e assistência técnica do projeto. mas deve-se escolher uma das duas opções e dar-lhe a explicação correspondente.6. pagamento de pessoal.3 Transporte: transporte aéreo. assessores. tais como gastos de funcionamento diretamente identificados com as ações de capacitação e assistência técnica (papelaria. pessoas que participarão. fotocópias e materiais utilizados em atividades pedagógicas ou de ensino no projeto. Investimentos em atividades produtivas 5. Também seria possível incluir mais sub-contas dentro de “capacitação e assistência técnica”.1 Comissões de venda: comissões de vendas que as pessoas ganham por seu trabalho de vendedores.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO 4. material de apoio necessário. papelaria. instrutores e conferencistas: consultores. Capacitação e assistência técnica O ponto de partida para estimar o orçamento nas sub-contas de capacitação e assistência técnica consiste em determinar o número de eventos de capacitação e ações de assistência técnica. não se pode incluir o mesmo custo dentro da atividade de capacitação. Compra de maquinaria e equipamentos: máquinas e equipamentos diversos que se projeta adquirir para o apoio e desenvolvimento das atividades de capacitação e assistência técnica. Por exemplo. de laboratório etc. instrutores e conferencistas que são contratados temporariamente para atividades específicas de orientação das atividades produtivas e geradoras de entradas previstas no projeto em favor de sua população beneficiária ou da própria OB.3 Hospedagem e alimentação: hospedagem e alimentação dos participantes (professores.2 Honorários de consultores. sua duração média.2 Transporte: transporte aéreo. instrutores e conferencistas que se contratam temporariamente para atividades específicas de formação. 4. 4. 4. instalações e equipamentos”.). disponibilidade de infra-estrutura e logística necessárias. 4. aluguéis. 5. deve-se ter o cuidado de não os ter incluído anteriormente na conta “propriedade. terrestre ou de outro tipo que se utilize para mobilizar as pessoas que participam dos eventos ou atividades de capacitação. etc. instrutores e conferencistas: consultores. assessores ou consultores. professores.5 Aluguel de salas e equipamentos: arrendamento ou aluguel de salas de palestra. Ao incluir maquinaria e equipamentos dentro da conta “capacitação e assistência técnica”. Pode-se distinguir entre transporte de conferencistas e funcionários do projeto e o transporte dos participantes na qualidade de estudantes ou assistentes ao evento de capacitação. 52 . bem como de equipamentos audiovisuais. assistentes. de computação ou outros que apóiem a atividade específica de capacitação.4 Material didático: material didático. 5. 5. entre os quais poderiam estar equipamentos audiovisuais. estudantes) ao evento de capacitação e atividades de assistência técnica. 4. terrestre ou de outro tipo que se utilize para mobilizar as pessoas que participam do desenvolvimento dos eventos ou atividades produtivas. Novamente deve-se ter o cuidado de não orçar duas vezes o mesmo gasto.1 Honorários de consultores.

5. materiais e embalagens para a produção: compra de matéria-prima como sementes.10 Investimentos em tecnologia: compra de novos desenvolvimentos tecnológicos: software. medicamentos para controle de pragas.6 Animais: animais para apoio de atividades produtivas e geradoras de entradas (cavalos. Ao incluir maquinaria e equipamentos dentro da conta “investimentos em atividades produtivas”.2 Medicamentos: recursos para compra de remédios destinados a pessoal determinado pela organização. porcos etc. buscando manter e incrementar o capital inicial.).4.3 Recreação: recursos para programas de recreação do pessoal e dos beneficiários da organização. 5.2 Medicamentos: medicamentos que não estejam incluídos nos benefícios de saúde exigidos pelo país de origem da OB. 6.1 Educação: recursos destinados a programas educativos. fertilizantes. Fundos 7. O propósito do capital semente é dispor de dinheiro para o funcionamento do negócio. que não são cobertos pelos benefícios que o trabalhador dentro da OB já possui por lei. vacas.11 Pesquisas em tecnologia e desenvolvimento: recursos investidos em processos de pesquisa para o desenvolvimento de processos de produção e serviços a cargo da organização. instalações e equipamento”. isto é. 5. e não destinar os recursos para gastos.8 Compra de maquinaria e equipamentos: equipamentos especificamente destinados à atividade produtiva. 7. 5. NOTA: Para ver qual seria a utilização dos documentos de suporte e o melhor procedimento para realizar o controle de saídas. 6. 7. 5. Outros 6. São fundos para que a própria OB desenvolva a atividade produtiva. Também se podem incluir nesta rubrica gastos médicos relacionados a projetos específicos de saúde. carneiros. patentes.5 Capital semente: recursos iniciais para financiar e iniciar investimentos em atividades de caráter produtivo. 7.7 Compra de insumos. Programas de nutrição: recursos para programas de nutrição. 5. rever o anexo 03. 53 . 7. é um dinheiro que se deve recuperar com as vendas dos produtos ou serviços oferecidos.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 5. ou que se vão financiar mediante a entrega de tais produtos. licenças.4 Fundos de crédito: recursos de capital que se destinam dentro do projeto para conceder créditos. embalagens e outros necessários para a produção e venda de um bem ou serviço resultante das atividades previstas no projeto. mas o propósito é manter o capital como investimento. e não para distribuí-lo ou esgotá-lo no curto prazo.1 Gastos médicos: gastos médicos adicionais e de contingência. ter o cuidado de não os haver incluído anteriormente na conta “propriedade.9 Terrenos e edificações: terrenos e edifícios destinados diretamente a atividades produtivas da organização. 5. Exemplo: dinheiro para a compra de maquinaria e matéria-prima que é necessária para a produção de roupas. ou também para que o façam diretamente os seus beneficiários.

assistência técnica e assessorias não sejam registradas na contabilidade. Os bens materiais que se constituam em ativos fixos e passe a ser parte da propriedade da OB são avaliados e registrados na contabilidade. Entretanto. Também constituem entradas para os projetos das OB as contribuições ou colaborações que recebem em bens. Elas são a base para elaborar o orçamento de entradas e. além de uma coluna que as totaliza. é necessário prever também a entrada correspondente. apresentam-se as contas e subcontas que formam o plano de contas de entradas para o período da vigência orçamentária ou tempo em que se executará o projeto. de qualquer forma fazem parte das entradas do projeto e.2 Plano de contas de entradas NO ORÇAMENTO DE UM PROJETO. CONSTITUI ENTRADA TODO RECURSO POSTO À DISPOSIÇÃO DA OB PARA COBRIR OS DIFERENTES PAGAMENTOS EXIGIDOS PELA EXECUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE ATIVIDADES DO PROJETO. 54 . ainda que não tão variadas como as rubricas de saída. ou simplesmente como trabalhadores voluntários. o qual deve manter equilíbrio com as saídas orçadas. colaboração de pessoas que trabalham por designação e financiamento de outra organização. Ainda que as contribuições como trabalho voluntário. fertilizantes. posteriormente. Ao preencher o formulário 4. ASSIM COMO AS DIFERENTES COMPRAS DE BENS E SERVIÇOS PREVISTOS. Os próprios beneficiários e membros de uma comunidade contribuem com trabalho etc. No formulário 4 “orçamento de entradas”. detalham-se os passos e são dadas instruções para avaliar cada rubrica de entradas e proceder o seu registro no respectivo formulário de orçamento. As rubricas de entradas possíveis são diversas. Para poder responder a todas as saídas por gasto ou investimento do projeto. apresentam-se diferenciadas por coluna as entradas orçadas em espécie e as orçadas "in natura". como material de trabalho. por isso. assim como todas as entradas em dinheiro vivo (em espécie). papelaria. AS ENTRADAS CORRESPONDEM A DINHEIRO VIVO (EM ESPÉCIE) E DEVEM TER SEU CORRESPONDENTE REGISTRO CONTÁBIL. de modo que se facilite a informação a seu respeito. cada uma das colunas acima mencionadas se subdivide para apresentar os valores em moeda nacional e em dólares. equipamentos e móveis. é pertinente manter registros estatísticos dos mesmos. Na segunda parte do anexo 1 deste manual. veículos. Também podem receber serviços de assistência técnica. fazer o registro e análise da execução orçamentária. obtém-se o total de entradas disponíveis para a execução do projeto. HABITUALMENTE.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO 4. maquinaria (anexo 01).

2. São também conhecidas como dividendos. assim como renda obtida por recuperações ou outras vendas de bens ou serviços que não fazem parte da atividade principal da organização. 55 . Aporte solicitado: (RedEAmérica) Corresponde aos recursos que foram previstos para serem solicitados à entidade membro da RedEAmérica. 1. e não de uma fundação membro em particular. Aportes da comunidade Recursos que se espera obter das pessoas que fazem parte da comunidade beneficiária do projeto. Incluem-se também no formulário 4 as entradas que se espera obter como resultado dos serviços de financiamento não-reembolsável (doações) junto às diferentes entidades de apoio externo à cooperação e diferentes das entidades que fazem parte da RedEAmérica.1 Membro local da Rede: é o aporte de uma fundação membro da Rede para uma organização de base de seu próprio país.2 Rendas de capital: renda que se projeta obter pela rentabilidade dos investimentos ou bem pelo manejo da liquidez. diferentes dos anteriores. inclui os rendimentos de ações que possam ter em outras entidades. 5. 1.3 Fundo global da Rede: é o aporte recebido pela OB e proveniente de um fundo pertencente à própria Rede. através de uma entidade financeira.3 Aportes de sócios e afiliados: recursos que se espera obter dos membros que integram a OB executante do projeto.2 Alianças de membros locais da Rede: é o aporte oferecido conjuntamente por várias fundações integrantes da Rede a uma OB do país delas. como aportes de outras entidades públicas ou privadas. Crédito Recursos que se projeta obter por via de créditos junto a entidades financeiras. ou investimentos em outras sociedades. 2.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à A seguir. sejam elas integrantes ou não da organização que executa o projeto. 3. 1. Outros aportes Recursos diversos que se vislumbra obter para o projeto. 2.1 Vendas: renda que se projeta obter por meio de atividade produtiva ou de serviços que a OB oferece. 1. 4. são apresentadas e descritas as contas e sub-contas que formam o plano de entradas: 2. Aportes própios São os recursos disponíveis e gerados pela própria OB.

1 Membro local da Rede 1. 5.1 Vendas 2. dividendos etc. 4. Aportes da comunidade Crédito Outros 5.3 Fundo global da Rede Subtotal 1 2. afiliados Subtotal 2 3.2 Aliança de membros locais da Rede 1.Formulário Quatro Orçamento de entradas NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICA R$ 1.3 Aportes de sócios. Aportes próprios 2.2 Governo local 5.) 2.2 Rendas de capital (juros. Aporte solicitado (RedEAmérica) 1.3 Entidades de cooperação nacionais 5.1 Governo nacional 5.4 Entidades de cooperação internacionais Totais 1/ EM ESPÉCIE US$ 1/ R$ IN NATURA US$ TOTAL R$ US$ PARTICIPAÇÃO % TAXA DE CÂMBIO ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 56 .

por isso. organizações de base. A contribuição de diferentes atores para o desenvolvimento do projeto reflete o nível de compromisso e de responsabilidade destes com a causa do projeto e. Promover o DB em geral e seus projetos em particular requer a união de esforços e sinergias mediante alianças entre pessoas. 29. “As alianças entre os setores público. por isso. A confluência de recursos aportados pelos diferentes atores comprometidos com a causa do projeto constitui uma ação de financiamento co-responsável. que pode ser em espécie ou "in natura" (formulário 6). p. As OB são as primeiras que. Banco Mundial. QUAIS SÃO NOSSAS FONTES DE FINANCIAMENTO E QUANTO ASPIRAMOS OBTER DE CADA UMA DELAS? As OB concebem e desenvolvem projetos para solucionar as necessidades identificadas como prioritárias. dentro de suas possibilidades. além de informar de onde provêm os recursos. pode-se fazer referência ao financiamento coresponsável dos atores. Como parte da sociedade civil. Fundação Corona e outros. 1998”. “Alianças entre setor privado. privado e civil são um reconhecimento dos limites do absolutismo do Estado. as OB reconhecem suas limitações e. buscam sócios ou aliados para a implementação de projetos que lhes permita melhorar suas condições de vida. A diversidade de fontes de financiamento de um projeto. 57 . As possíveis fontes de financiamento se agruparam de início como aparece no formulário 5. é a oportunidade de saber quem se compromete com ele.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 6. do mercado e da sociedade civil na solução dos problemas sociais9”. governo e organizações cidadãs para a superação da pobreza. por fonte de financiamento e com valores (formulário 5). que se constitui no formulário de saída informativa para apresentar o orçamento de saídas por rubrica. elaborado por Jairo Chaparro. Também se pode apresentar o orçamento de saídas em função da modalidade do gasto. Fontes de financiamento A combinação das rubricas de entradas do formulário 3 com as fontes de financiamento permite elaborar um novo formulário. devem considerar-se como contribuintes para o financiamento dos projetos que elas mesmas propõem. clubes. Bogotá. Só assim poderão apresentar-se como legítimos proponentes junto a possíveis entidades de apoio. 8 9 Ver mais detalhes no Manual de acompanhamento e co-financiamento de projetos de desenvolvimento de base. é importante defini-lo como financiamento co-responsável8. Por esta razão. empresas. governos e entidades de cooperação nacional e internacional que compartilham dos princípios e valores do DB.

15 Manutenção.14 Gastos legais / impostos 2. 1.1 1.2 1. reparos locais e gastos de instalação 2.Formulário Cinco Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICAS Aporte solicitado Doação Crédito 1.7 2.11 Limpeza 2.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte 58 .1 2.10 Cotas de filiação ou contribuições a outras entidades 2. publicações e inf.6 2.16 Publicidade 2.12 Lanche 2.5 2.3 2. Gastos operacionais de escritório 2.2 2.4 2.9 Utilidades e papelaria Aluguéis Serviços públicos (água.8 2.3 Pessoal Salários e contribuições sociais Honorários Outros gastos de pessoal Recursos próprios FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte da Outras comunidade fontes* Total valor Participação % Subtotal 1 2. jornais. telefone) Correio e comunicações Vigilância Transportes Diárias de viagem Seguros Revistas. eletrônica 2. luz.13 Gastos bancários e custos de financiamento 2.

3. instrutores e conferencistas 5.11.4.7. Material didático 4. Transporte 4.2. instrutores e/ou conferencistas 4.3.3. Capital semente 5. Compra de insumos.Formulário Cinco (continuação) Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento RUBRICAS Aporte solicitado Doação Crédito 3.1. Capacitação e assistência técnica 4.6. Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte Recursos próprios FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte da Outras comunidade fontes* Total valor Participação % 59 . Honorários de consultores.5.2. Terrenos e edificações 5. Investimentos em atividades produtivas 5.9. Aluguel de salas e equipamentos 4. Maquinaria e equipamentos 5.4.2. Honorários de consultores. instalações e equipamento 3.1. Animais 5. Biblioteca.4. livros Subtotal 3 4. Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5. Maquinaria e equipamentos 3.8. Veículos 3. Móveis e utensílios 3. Transporte 5.6.1.5.10. Terrenos e edificações 3. Investimento em tecnologia 5. Fundos de crédito 5. materiais e embalagens 5. Comissões de venda 5. Propriedade. Hospedagem e alimentação 4.5.

FONTE: AUTORES Recursos próprios FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte da Outras comunidade fontes* Total valor Participação % ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 60 . ENTIDADES GOVERNAMENTAIS. Outros 6. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total (soma de subtotais) Participação (%) *OUTRAS AGÊNCIAS DE APOIO. APORTES DE EMPRESAS OU PESSOAS ETC. Fundos 7.3. Fundo para medicamentos 7. Fundo para educação 7.4.2.1. Gastos médicos 6.1.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Formulário Cinco (continuação) Orçamento consolidado de saídas e fontes de financiamento RUBRICAS Aporte solicitado Doação Crédito 6. Fundo para recreação 7.2. Medicamentos Subtotal 6 7.

vai o valor estimado que se orça como factível de outras fontes diferentes das anteriores. antes. • Aporte solicitado: nesta coluna. adiante de cada rubrica de gastos. adiante de cada rubrica. Também se pode elaborar por partes. Tal valor é estimado para todo o período orçamentário descrito. Associação de Pequenos Produtores de Jalapa. à fundação ou entidade a quem se dirige o pedido de apoio. apresentando-se a informação em moeda nacional e em dólares. Isto é fundamental ao elaborar um único formulário que inclua tanto o orçamento de entradas como o orçamento de saídas ou gastos. registra-se o valor estimado que previu aportar o executante do projeto. Exemplo: pessoal. Estima-se o valor do aporte para todo o período orçamentário previsto e apresenta-se a informação em moeda nacional e em dólares. A seguir. sementes. adiante de cada rubrica de gastos. Tal como indicado para a coluna de aporte próprio. Se necessário. e provêm de créditos com entidades financeiras. Se necessário. com cada uma das seis contas. entidades públicas. pessoas físicas amigas ou simpatizantes do trabalho que realiza a organização executante do projeto etc. serviços públicos. adiante de cada rubrica de gastos. • Rubrica: nesta coluna se descreve cada uma das rubricas de gastos que fazem parte do plano de gastos. permite ao mesmo tempo prever a fonte de entradas a partir da entidade ou grupo de onde se presume que virá a entrada. fornecedores e outros créditos. com agentes de cooperação para o desenvolvimento. 61 . Estima-se o valor do aporte para todo o período orçamentário previsto e a informação é apresentada em moeda nacional. registra-se o valor estimado que pode aportar a comunidade beneficiária do projeto. para cada rubrica. Estima-se o valor do aporte para todo o período orçamentário previsto. etc. • Data de elaboração: é a data em que se elabora o orçamento. como diferentes agências de cooperação para o desenvolvimento. incluindo apenas os valores totalizados das seis contas. na parte superior esquerda do formulário. e detalhando as sub-contas para cada caso (anexo 1). • Aporte da comunidade: nesta coluna. empresas privadas patrocinadoras. • Recursos de crédito: são os recursos que se aplicam ao projeto durante sua vigência.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Fazer a matriz de gastos de forma bem definida. Exemplo: 1º de janeiro de 2005 / 31 de dezembro de 2005. põe-se o valor estimado que se solicita. este formulário pode ser elaborado de forma resumida. • Período orçamentário: é o período de tempo para o qual está prevista a execução do orçamento. O formulário 5 registra detalhadamente as sete contas de saídas com suas correspondentes sub-contas. é pertinente fazer os cálculos em bases realistas e de alta factibilidade. recomenda-se apresentá-los separadamente. • Nome da organização: é o nome da organização responsável pela execução do programa ou projeto e do orçamento que é parte integral do mesmo. incluindo as colunas de fontes de aportes. construções. Há quem apresente o aporte próprio da organização e o aporte da comunidade consolidados em uma única cifra. • Outras fontes de aportes: nesta coluna. descreve-se cada uma das partes que compõem o formulário 5: • Recursos próprios: nesta coluna. poder-se-ia elaborar um formulário adicional onde se registre informação discriminada para cada fonte de financiamento prevista dentro da coluna de outras fontes. por exemplo.

o aporte é o empréstimo temporário de um imóvel ou máquina. bens imóveis. • Totais (vertical): corresponde à última linha do formulário. A primeira é segundo a fonte de financiamento. 10 O aporte como trabalho pode ocorrer sob diversas modalidades ou formas: mão-de-obra em trabalhos agrícolas. móveis recebidos em propriedade ou para serem utilizados por determinado tempo. outros aportes e total consolidado de aportes). e a segunda de acordo com a modalidade de aportes. somam-se horizontalmente os valores por linha. por exemplo. e nela vão-se somando verticalmente os valores registrados em cada coluna. 7. Modalidade dos aportes O aporte é o recurso que entra no projeto. É importante que o valor do aporte próprio indicado no orçamento corresponda a cálculos realistas. assessorias. esta é a única forma prática pela qual a comunidade ou outros contribuintes podem ajudar no projeto. etc. Quando o bem aportado passa a ser propriedade do projeto. Deve-se também ter o cuidado de não cair no extremo oposto de subestimar a real capacidade de aporte próprio. e que efetivamente tenham alta probabilidade de realização. O valor de cada aporte "in natura" é fixado de acordo com o preço no mercado local onde se faz o aporte do respectivo bem ou serviço. como se mostra no formulário 6 “Orçamento de saídas segundo a modalidade de aportes”. como assistência técnica. próprio. pois são os pontos de referência disponíveis para avaliar posteriormente a entidade executante. A soma total do formulário 5 deve coincidir com a coluna similar do formulário 6. na segunda registra-se o valor dos aportes em espécie segundo o gasto a que será destinado. O não-cumprimento do aporte próprio ou de qualquer outra fonte de financiamento durante a execução do projeto geraria a retirada do seu financiamento. correspondentes a cada rubrica de gastos e indicados tanto em moeda nacional quanto em dólares. conforme seja em espécie ou "in natura". 62 . Quando. segundo a fonte (solicitado. e a quarta coluna para a soma de aportes "in natura" e em espécie. comunidade. Assim são obtidos os totais de aportes. Para efeito do projeto. a comunidade e as entidades de cooperação.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO • Total (horizontal): nesta coluna. a terceira coluna é para registrar os aportes "in natura". o valor atribuído é o de seu aluguel pelo tempo que o referido bem se põe a serviço do projeto. alimentos. A modalidade de aporte também deve ser especificada. Inclusive. transporte. o valor dos aportes "in natura" é registrado ao mesmo tempo como entrada e como saída. A avaliação de tais aportes pode ser registrada em uma matriz. o valor que se lhe atribui é o de seu custo. Estes últimos podem ocorrer também sob diferentes formas: como aporte em trabalho10 ou equipamentos. etc. A primeira coluna corresponde às rubricas orçamentárias. papelaria. construção ou outras atividades. há agências de cooperação que condicionam seus aportes ao cumprimento efetivo da parte percentual comprometida por outras fontes. maquinaria. Em muitas ocasiões. Não é conveniente superestimar a capacidade de aporte próprio apenas pelo propósito de acreditar que isto demonstre maior compromisso e sirva de argumento para conseguir aprovações de apoio da parte das entidades de ajuda às quais se recorre.

jornais.% Subtotal 1 2. luz.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte 63 .9 Utilidades e papelaria Aluguéis Serviços públicos (água.Formulário Seis Orçamento de saídas por modalidade de aporte NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICAS EM ESPÉCIE $ 1.3 2.1 1.6 2.2 2. Pessoal 1.2 1. terrestre.7 2.1 2.14 Gastos legais / impostos 2.16 Publicidade 2.13 Gastos bancários e custos de financiamento (inclui câmbio de moedas) 2. Gastos operacionais de escritório 2.8 2.5 2.15 Manutenção. fluvial. reparos locais e gastos de instalação 2.10 Cotas de filiação ou aportes para outras entidades 2. fretes e cargas) Diárias de viagem Seguros Revistas.12 Lanche 2.4 2.11 Limpeza 2. publicações e informação eletrônica 2. telefone) Correio e comunicações Vigilância Transporte (aéreo.3 Salários e contribuições sociais (anexar planilha de nomes) Honorários Outros gastos de pessoal MODALIDADE DE APORTE "IN NATURA" $ TOTAL $ US$ 1/ PARTICIP .

Capital semente 5. instrutores e/ou conferencistas 4.6. Investimentos em atividades produtivas 5.5 Aluguel de salas e equipamentos 4.3. Propriedade.4 Material didático 4.7.1.1 Honorários de consultores. instalações e equipamento 3.3 Hospedagem e alimentação 4.2 Transporte 4.2 Maquinaria e equipamentos 3. livros Subtotal 3 4.3 Móveis e utensílios 3.4. Terrenos e edificações 5.5 Biblioteca.4 Veículos 3. Animais 5. materiais e embalagens 5.1 Terrenos e edificações 3.Formulário Seis (continuação) Orçamento de saídas por modalidade de aporte RUBRICAS EM ESPÉCIE $ 3.% 64 . Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte MODALIDADE DE APORTE "IN NATURA" $ TOTAL $ US$ 1/ PARTICIP . Fundos de crédito 5.8. Honorários de consultores. Transporte 5.10. Comissões de venda 5. Compra de insumos.11.6 Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5. Investimento em tecnologia 5. instrutores e conferencistas 5.2.9. Capacitação e assistência técnica 4. Maquinaria e equipamentos 5.5.

% TAXA DE CÂMBIO: ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 65 .3.1.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário Seis (continuação) Orçamento de saídas por modalidade de aporte RUBRICAS EM ESPÉCIE $ 6. 2.1. 4. 5. Medicamentos Subtotal 6 7.4.2. Fundo para educação 7.2. 3. Fundo para medicamentos 7. Fundo para recreação 7. Fundos 7. 6) Total US$ 1/ Participação (%) 1/ MODALIDADE DE APORTE "IN NATURA" $ TOTAL $ US$ 1/ PARTICIP . Outros 6. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total $ (soma de subtotais 1. Gastos médicos 6.

66 . por exemplo. É um formulário onde se registra o nome do trabalhador. elaborar uma planilha para orçar o pagamento de pessoal. A coluna de rubricas é a mesma. No caso dos projetos que se apresentam à consideração das entidades que formam a RedEAméica. sementes para um projeto produtivo.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO O formulário 6 é elaborado de forma similar ao de saídas e fontes de financiamento. comprovado com atas ou planilhas onde se especificam. • In natura: são bens materiais ou serviços postos à disposição do projeto. No formulário 9. etc. disposição de um espaço para escritório ou salões para cursos e reuniões. sua quantidade e o valor atribuído. pelo menos.3 Planilha de suporte de saídas Ao estimar os gastos para algumas das contas. • Planilha para registro de honorários: é um formulário que registra o nome do consultor. deve-se levar em conta um registro estatístico dos mesmos. sugere-se. aportes em serviços da comunidade. mostra-se um exemplo da planilha para estimar os gastos de pessoal do projeto. Para conhecer o detalhamento do orçamento de aportes "in natura". o valor das obrigações e benefícios sociais. 4. Quando. benefícios sociais e horas extra. O procedimento para preencher este formulário é o mesmo que já se indicou para o formulário 6. o aporte é o empréstimo temporário de um imóvel ou maquinaria. • Planilhas para pagamento de salários. professores. quer se trate de pessoal contratado para a realização de trabalhos temporários ou esporádicos. plano de contas de saídas). como mão-de-obra para construção de infra-estrutura comunitária. onde seja indicado o tipo de bem ou serviço aportado. Para a avaliação dos aportes "in natura". O valor de cada aporte "in natura" fixa-se de acordo com o preço do mercado no local em que se faz o aporte do respectivo bem ou serviço. assessoria. quer faça parte da folha de pagamento habitual dos projetos. por tipo de aporte. Exemplos típicos de aportes "in natura" que podem ser oferecidos pelas entidades executantes de projetos são o trabalho voluntário de seus membros.1 (formulário 3. convém ter planilhas de suporte mais detalhadas: a decisão a respeito de quais rubricas exigem discriminação e detalhamento na hora de elaborar o orçamento depende das exigências internas de cada organização e das solicitações particulares das fontes de financiamento. empréstimo de salas para reuniões. Quando o bem que se aporta passa a ser propriedade do projeto. enquanto para as modalidades de aporte leva-se em conta o seguinte: • Em espécie: são os aportes que somente se fazem em moeda líquida ou dinheiro de fato. o salário-base. material de trabalho. as horas-extra e qualquer outro pagamento relacionado com o trabalho que se orçou dentro do projeto. discriminação de aportes "in natura". a função que desempenha e o valor que foi orçado (formulário 10). o valor que se lhe atribui é o de seu custo. Dos totais deste formulário resultam os valores a serem orçados nas rubricas de saídas 1. devese elaborar um formulário complementar ou de suporte (formulário 7). aportes de entidades cooperadoras em serviços de assistência técnica. papelaria. a quantidade e o valor. o valor das contribuições à previdência social. o valor atribuído é o de seu aluguel pelo tempo que o referido bem é posto a serviço do projeto. empréstimo de máquina. só que na coluna de detalhamento do aporte são descritas brevemente as características da contribuição.

4 Correio e comunicações 2.12 Lanche 2. jornais.14 Gastos legais / impostos 2.1 Salários e obrigações sociais 1.Formulário Sete Discriminação de aportes "in natura" NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICAS DETALHE DO APORTE $ 1.7 Diárias de viagem 2.5 Vigilância 2.1 Utilidades e papelaria 2.8 Seguros 2.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte MODALIDADE DE APORTE VALOR US$ PARTICIPAÇÃO % 67 . telefone) 2.15 Manutenção.3 Outros gastos de pessoal Subtotal 1 2. fluvial. publicações e informação eletrônica 2. luz. terrestre. Gastos operacionais de escritório 2.3 Serviços públicos (água.16 Publicidade 2.10 Cotas de filiação ou aportes para outras entidades 2.11 Limpeza 2. fretes e cargas) 2. reparos locais e gastos de instalação 2.2 Aluguéis 2. Pessoal 1.13 Gastos bancários e custos de financiamento 2.6 Transporte (aéreo.2 Honorários 1.9 Revistas.

3 4.2 5.3 5.1 4.5 4.6 5. materiais e embalagens Maquinaria e equipamentos Terrenos e edificações 5.4 5.7 5.4 3.10 Investimento em tecnologia 5.5 Terrenos e edificações Maquinaria e equipamentos Móveis e utensílios Veículos Biblioteca. instalações e equipamento 3.1 3.2 3.11 Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte 68 . instrutores e conferencistas Transporte Fundos de crédito Capital semente Animais Compra de insumos.6 Honorários de consultores.8 5. Investimentos em atividades produtivas 5. instrutores e/ou conferencistas Transporte Hospedagem e alimentação Material didático Aluguel de salas e equipamentos Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5. livros MODALIDADE DE APORTE VALOR US$ PARTICIPAÇÃO % Subtotal 3 4. Capacitação e assistência técnica 4.9 Comissões de venda Honorários de consultores.4 4.3 3. Propriedade.2 4.1 5.Formulário Sete (continuação) Discriminação de aportes "in natura" RUBRICAS DETALHE DO APORTE $ 3.5 5.

5. 6) MODALIDADE DE APORTE VALOR US$ PARTICIPAÇÃO % 1/ TAXA DE CÂMBIO : ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 69 .2.1. Fundo para recreação 7. Medicamentos Subtotal 6 7. 2. Fundos 7. Outros 6. 3. Gastos médicos 6. 4. Fundo para medicamentos 7. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total (soma de subtotais 1. Fundo para educação 7.3.1.4.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário Sete (continuação) Discriminação de aportes "in natura" RUBRICAS DETALHE DO APORTE $ 6.2.

4 Correio e comunicações 2.7 Diárias de viagem 2.11 Limpeza 2.2 Honorários 1.6 Transporte (aéreo.3 Serviços públicos (água.16 Publicidade 2.5 Vigilância 2.1 Utilidades e papelaria 2. jornais.12 Lanche 2. publicações e informação eletrônica 2. reparos locais e gastos de instalação 2.9 Revistas. fluvial. Pessoal 1. Gastos operacionais de escritório 2. terrestre.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte US$ $ US$ Recursos próprios $ FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte da Outras fontes comunidade de aportes* $ US$ $ US$ $ Total valor US$ US$ 70 .8 Seguros 2.13 Gastos bancários e custos de financiamento 2. luz.Formulário Oito Orçamento de gastos e fontes de financiamento NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS Aporte solicitado Doação Crédito $ 1.15 Manutenção. fretes e cargas) 2.1 Salários e obrigações sociais 1.2 Aluguéis 2. telefone) 2.14 Gastos legais / impostos 2.10 Cotas de filiação ou aportes para outras entidades 2.3 Outros gastos de pessoal Subtotal 1 2.

1 Comissões de venda 5.5 Aluguel de salas e equipamentos 4.8 Maquinaria e equipamentos 5.4 Fundos de crédito 5.10 Investimento em tecnologia 5.3 Hospedagem e alimentação 4. Propriedade.6 Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5. instrutores e/ou conferencistas 4.1 Terrenos e edificações 3. instrutores e conferencistas 5.9 Terrenos e edificações 5.5 Capital semente 5.4 Material didático 4.2 Honorários de consultores. materiais e embalagens 5.3 Transporte 5.5 Biblioteca.4 Veículos 3.Formulário Oito (continuação) Orçamento de gastos e fontes de financiamento RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS Aporte solicitado Doação Crédito $ 3.1 Honorários de consultores. Capacitação e assistência técnica 4.3 Móveis e utensílios 3.2 Maquinaria e equipamentos 3. livros Subtotal 3 4.2 Transporte 4.6 Animais 5. instalações e equipamento 3.11 Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte US$ $ US$ Recursos próprios $ FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte da Outras fontes comunidade de aportes* $ US$ $ US$ $ Total valor US$ US$ 71 . Investimentos em atividades produtivas 5.7 Compra de insumos.

MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Formulário Oito (continuação) Orçamento de gastos e fontes de financiamento RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS Aporte solicitado Doação Crédito $ 6. 3.1. Fundo para medicamentos 7. 6) US$ $ US$ Recursos próprios $ FONTE DE FINANCIAMENTO ($) Aporte da Outras fontes comunidade de aportes* $ US$ $ US$ $ Total valor US$ US$ 1/ TAXA DE CÂMBIO: ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 72 . 2. 5.4. Gastos médicos 6. Outros 6. Fundos 7.3. 4.1. Fundo para educação 7.2. Medicamentos Subtotal 6 7. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total (suma de subtotales 1.2. Fundo para recreação 7.

REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário Nove Planilha para gastos de pessoal NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: NOME E SOBRENOME IDENTIDADE CARGO SALÁRIO $ OBRIGAÇÕES E BENEFÍCIOS $ CONTRIBUIÇÃO PREVIDÊNCIA $ HORAS EXTRAS $ TOTAL $ ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 73 .

MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Formulário Dez Planilha para honorários NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: ÁREA DE CONSULTORIA RAZÃO SOCIAL/NOME TEMPO HONORÁRIOS ESTIMADOS TOTAL ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 74 .

dependendo de aumentar ou diminuir em comparação com outras moedas estrangeiras. etc. deve-se utilizar a taxa de câmbio oficial do último dia do mês imediatamente anterior à elaboração do orçamento. libras esterlinas. pedirão que o orçamento lhes seja apresentado em euros. É necessário sempre tomar o valor bruto da taxa de câmbio. que se apresenta com valores em moeda local. No momento de elaborar um orçamento. O câmbio de valor de uma moeda. razão pela qual o conceito de desvalorização é completamente oposto ao de valorização. pode-se tomar a taxa de câmbio da data em que se elabora o orçamento. No caso de existirem comissões e gastos com o câmbio. O formulário 8 constitui-se em um dos sugeridos para apresentar o orçamento de saídas avaliados em dólares. e não o seu valor líquido depois dos gastos e comissões. A valorização ocorre quando a moeda de um país aumenta seu valor em comparação com outras moedas estrangeiras. passa-se a efetuar a respectiva conversão em dólares. A partir dos cálculos de orçamento feitos nas moedas nacionais. As entidades que fazem parte da RedEAmérica pedirão a elaboração do orçamento na moeda de seu país sede e em dólares americanos. 75 . além da moeda do país sede da organização que solicita o apoio financeiro. taxa de câmbio11 e inflação: • Desvalorização e valorização: assim como as coisas têm um valor. assim como para facilitar a consolidação de informes que são recebidos de diferentes países.5 O ORÇAMENTO EM DÓLARES DESVALORIZAÇÃO E INFLAÇÃO Normalmente. 11 Em todos os países. as moedas dos países (pesos. RedEAmérica exige os orçamentos e informes de execução em dólares para efeito de estudos e análises comparativos. denomina-se valorização ou desvalorização. tanto nos orçamentos de entradas como nos de saída. estes devem fazer parte dos gastos a serem também orçados. valorização. já que este trabalho corresponderá às fundações membro da Rede. Para fazer a conversão da moeda nacional ao dólar. mas a este são adicionadas as colunas correspondentes para o registro em dólares. as entidades de cooperação solicitam que o orçamento do projeto também seja apresentado na moeda utilizada por elas. enquanto a desvalorização acontece quando a moeda de um país reduz seu valor em comparação com outras moedas estrangeiras. regularmente. unificandoos à mesma moeda. As colunas e valores em dólares não necessitam de preenchimento pela OB. respectivamente. existe um organismo oficial que publica diariamente o valor equivalente entre a moeda nacional e a moeda estrangeira. As entidades de cooperação que têm sua sede em países da União Européia. além da coluna correspondente ao valor em moeda local. convém levar em conta os conceitos de desvalorização. Em vários dos formulários inclui-se uma coluna para apresentar o orçamento em dólares.) também possuem um determinado valor. Para isto. reais. dólares. Trata-se basicamente do mesmo formulário 5.

000. em janeiro de 2004. se desvalorizou.000 Total orçamento salário diretor Da mesma maneira. Com os dados anteriores. enquanto em 2002 eram necessários aproximadamente $2. • Taxa de câmbio: é o valor equivalente entre uma moeda local e uma moeda estrangeira. Por princípios contábeis.000 X 1.000 $ 26. Ano 1 (2005): Ano 2 (2006): Ano 3 (2007): $2.040. e mesmo para as legislações respectivas de cada país.000 = $ 31.MODELO DE ORÇAMENTO UNIDADE DOIS â MODELO DE ORÇAMENTO Para entender o que foi dito.300. A inflação é um conceito que se aplica aos preços internos em cada país e se relaciona com as variações de preços médios na moeda de uso regular no país.400.000 X 1. deve-se ter em conta o crescimento projetado no índice de preços ao consumidor desde o momento de elaboração do orçamento até o momento de execução do gasto correspondente. o orçamento do salário do diretor do projeto durante sua vigência seria assim: Tendo em conta o que foi dito. deve-se proceder o cálculo do efeito do câmbio do valor da moeda nacional em relação à moeda estrangeira. • Inflação: a inflação se define como o aumento percentual dos preços para o consumidor final.040.650 pesos colombianos. de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2007. de um período a outro. analisemos o caso específico de como funciona a desvalorização do peso colombiano em relação ao dólar dos EUA: no ano de 1995. Se o orçamento é apresentado em moeda estrangeira. Isto permitirá elaborar um orçamento mais próximo da realidade dos custos que efetivamente se apresentarão no momento de sua execução. o projeto está previsto para uma vigência de três anos.944. é $2. efetua-se a conversão e se procede ao registro em moeda estrangeira (formulário 8). projeta-se uma inflação média de 10% ao ano.000 X 1.000 mensais. para comprar um dólar norte-americano. a contabilidade deve ser registrada nas respectivas moedas nacionais. dizer que a inflação foi de 10% no ano de 2003 significa que a porcentagem média dos preços dos produtos comprados pelo consumidor final subiu 10% entre 1º de janeiro e 31 de dezembro. estima-se o efeito inflacionário para todas as demais rubricas de gastos. isto é. e por isso faz-se necessária maior quantidade da moeda local para comprar uma unidade da moeda estrangeira. por exemplo.000. procede-se à elaboração dos formulários requeridos: primeiro registram-se os valores em moeda nacional e. Isto vale especialmente para as OB que têm acesso a recursos de financiamento internacional.000 pesos colombianos. 76 . Que aconteceu? É muito simples: o peso colombiano perdeu o valor em relação ao dólar dos EUA. Exemplo: elabora-se o orçamento de pagamento do salário do diretor do projeto em janeiro de 2004 e o projeto está previsto para ser iniciado em janeiro de 2005.400.10 2005 – 2007 = $ 29. 1 dólar americano é igual a 2.000 = $ 87.10 $ 29.10 X 12 = $ 26. Ao elaborar o orçamento. Por exemplo. A informação contábil é a fonte de conhecimento do movimento de dinheiro da organização e a base para estimar os respectivos orçamentos. o salário normal do diretor. onde entra moeda estrangeira. eram necessários $1. a seguir.384.

6
ALERTAS

1

Ao elaborar o orçamento a partir das atividades a serem realizadas no projeto, é importante recordar posteriormente a inclusão de gastos de caráter geral que afetam a toda a organização, ainda que estes não sejam totalmente atribuíveis às atividades particulares do projeto. A elaboração de um orçamento a partir das atividades e os posteriores relatórios da execução orçamentária, de nenhum modo implica desconhecer a importância de fazer e apresentar orçamento e execução em função de rubricas orçamentárias, como é habitualmente organizado o plano de contas de saídas e entradas da organização. Isto se observa com clareza e em detalhes na unidade 3 deste manual. Antes de elaborar um orçamento, é importante ter clareza de conceitos sobre o mesmo e, especialmente, compreender que ele se estrutura com as entradas e saídas, e não apenas com estas últimas, como em muitas ocasiões se observa nos orçamentos apresentados pelas organizações de base. Sem desmerecer a importância das particularidades de cada projeto e organização que elabora o orçamento, é importante seguir ao máximo possível os formulários previamente destinados a esse fim.

5

Ao elaborar o orçamento de um projeto financiado por uma entidade externa, inclusive as da RedEAmérica, é importante considerar que estas, habitualmente, solicitam o orçamento de todas as saídas, mesmo que correspondam ao pagamento de gastos correntes, compra de ativos ou investimentos. Ao estimar o orçamento de entradas por aportes próprios, da organização ou da comunidade, convém registrá-los de forma separada, e não em uma única cifra. Ao avaliar os aportes "in natura", no momento de orçá-los ou de registrar sua execução, deve-se ter o cuidado de fixar-lhes um valor real de mercado, evitando tanto a supervalorização como a subvalorização. Conforme os princípios contábeis e, inclusive, a respectiva legislação de cada país, a contabilidade deve ser registrada nas respectivas moedas nacionais. A informação contábil é fonte de conhecimento do movimento de dinheiro da organização e a base para avaliar seus orçamentos.

2

6 7

3

8

4

77

Quadro síntese

UNIDADE 2

ENFOQUE PARA ADMINISTRAR ORÇAMENTO

CONSIDERAÇÕES PARA ELABORAR ORÇAMENTO

MÉTODO PARA ELABORAR ORÇAMENTO QUANDO SE ELABORA? Sua adequada elaboração depende da definição prévia de objetivos, metas, atividades e recursos do projeto. • Deve ser elaborado antes de começar sua execução. COMO SE ELABORA? 1. Identificação do projeto e período orçamentário. 2. Elaborar matrizes de orçamento por atividades. 3. Elaborar matrizes de orçamento de entradas e saídas. 4. Preenchimento do formulário de orçamento de saídas. 5. Preencher formulário de orçamento de entradas.

CATEGORIAS DE ENTRADAS E SAÍDAS PLANO DE CONTAS DE SAÍDAS 1. Pessoal 2. Gastos operacionais 3. Propriedade, instalações e equipamento 4. Eventos de capacitação 5. Investimento em atividades produtivas 6. Outros

ORÇAMENTO EM DÓLARES

A administração do orçamento parte de sua elaboração e inclui: • Consecução de recursos • Registro de gastos • Controle de orçamento Deve-se planejar a partir das metas financeiras da OB analisando oportunidades e riscos.

O orçamento se constitui na expressão concreta da atividade financeira, dá a conhecer as fontes de financiamento e a forma de empregar os recursos (gastos ou investimentos).

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS • Pré-definições • Realismo • Especificidade e concretude • Coerência • Relação B/C positiva • Equilíbrio • Sustentabilidade • Informação transparente • Controle de execução orçamentária • Oportunidade de fluxo de recursos

PLANO DE CONTAS DE ENTRADAS 1. Contribuição solicitada 2. Contribuição própria 3. Contribuição da comunidade 4. Créditos 5. Outros

78

Orçamento
para projetos
de organizações

de base

UNIDADE TRÊS ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base

Programa Construção de Capacidades Institucionais

.

2. 5. SENTIDO E ENFOQUE DO CONTROLE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA CONTROLE DE ORÇAMENTO POR ATIVIDADES CONTROLE DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA POR RUBRICAS DE SAÍDAS E ENTRADAS AUDITORIAS ALERTAS 83 85 88 96 110 112 112 QUADRO SÍNTESE 81 .CONTEÚDO QUADRO SINTÉTICO 1. 3. 4.

.

acompanhamento. CONCEITOS CHAVE CONTROLE DE ORÇAMENTO POR ATIVIDADES •Monitoramento. monitoramento. controle orçamentário. acompanhamento. CONCEITOS CHAVE CONTROLE DE ORÇAMENTO POR RUBRICAS DE SAÍDAS E ENTRADAS •Monitoramento. 83 . execução orçamentária. PROPÓSITO •Aprender a utilizar as ferramentas de acompanhamento ou controle do orçamento como meio para conhecer sua evolução em tempo real e dispor de bases para a tomada de decisões que sejam pertinentes. rubricas de entrada e saída. atividades. controle. aquilo que todas as coisas realmente custam ao homem que quer adquiri-las. entrada. controle. é o esforço e o sofrimento que envolve a sua aquisição. CONCEITOS CHAVE •Controle interno. execução orçamentária.” •Aprender a fazer o acompanhamento e controle do orçamento em função das atividades.Cuadro sintético TEMAS CONCEITOS CHAVE SENTIDO E ENFOQUE DO CONTROLE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA •Orçamento e execução de entradas e saídas. PROPÓSITO •Aprender a fazer o acompanhamento e controle do orçamento em função das rubricas de contas de entrada e saída. AUDITORIAS PROPÓSITO •Compreender a tarefa básica e a importância da auditoria que certifique o uso adequado dos recursos do projeto. saída. formulários de controle orçamentário. PROPÓSITO “O verdadeiro preço de todas as coisas. acompanhamento.

.

a valores efetivamente realizados. Deve-se verificar o que está sendo realizado. e no segundo. 1. Os resultados da análise da execução orçamentária facilitam a direção do projeto à tomada de decisões tais como agilizar a consecução de recursos. cabe agora abordar. nesta unidade 3. em que foram desenvolvidos os temas a respeito de como fazer o orçamento e quais os instrumentos disponíveis para sua elaboração.1 SENTIDO E ENFOQUE DO CONTROLE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA Depois de um percurso pela unidade 2. como vem detalhado na unidade 2) e a explicação das variações apresentadas nos respectivos valores12. os passos e instrumentos que devem ser utilizados para seu devido controle e acompanhamento. indagar pelas causas das diferenças que possam apresentar-se. Este controle se faz mediante o uso de indicadores (rubricas orçamentárias. acelerar a execução de algumas tarefas orçamentárias. o que se deixou de realizar e. 85 . é necessário estabelecer uma comparação entre o orçado e o executado em tempo real. Existe uma diferença real entre o orçamento e a execução orçamentária? Enquanto o orçamento é uma “suposição ou estimativa” das entradas e saídas durante um período de tempo estabelecido. tanto nas ações como nos recursos nelas utilizados. No primeiro caso. controlar gastos excessivos. faz-se referência a valores que se esperam.1 O controle orçamentário Para executar o controle orçamentário de um projeto. a execução orçamentária leva em conta “entradas e saídas efetivamente realizadas” durante esse mesmo período. suspender alguns gastos inicialmente previstos. a seguir. introduzir novas rubricas de gastos etc.

dispõe-se dos ajustes envolvem os recursos que elas aportam. mensais.3 Os ajustes ao orçamento haviam sido feitas as correspondentes previsões orçamentárias. consulta e o acordo com essas últimas dão-se particularmente quando os Para facilitar tal controle. O controle orçamentário se faz através de revisões permanentes ou. embora tenham sido cumpridos os objetivos e as metas solicitarem: trimestral. • Não terem sido cumpridas as atividades e metas previstas. comparação da execução orçamentária com a periodicidade que estas • Não terem sido realizadas algumas atividades que.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 1. Um superávit poderia originar de: Às entidades de cooperação deve-se remeter os informes de controle ou de • Uma economia pela racionalização de gastos durante a execução. os mesmos utilizados para a elaboração do orçamento (unidade Deve-se levar em conta que. conhecer se houve déficit ou superávit. ao finalizar a execução do projeto. A execução. e 86 . habitualmente transferem seus recursos orçadas.2 Periodicidade do controle orçamentário no caso em que estes se apresentaram. por sua vez. com o fim de fazer oportunamente os ajustes adequados. para a tomada de decisões. o que. em algumas ocasiões. não foram necessárias. formulários em que devem ser registradas É importante recordar que as agências de cooperação que decidem apoiar o tanto as cifras de saídas e entradas desenvolvimento de um projeto. na prática. efetuada sobre a execução dos recursos financeiros disponíveis e previstos 1. a aprovação formal de 2). se refletiria na falta de cumprimento dos objetivos do A decisão a respeito do ajuste do orçamento depende tanto da análise projeto.respectivamente. metas e objetivos do projeto e da necessidade Os formulários para o controle da execução orçamentária são basicamente de continuar. com uma parte ou a totalidade das mesmas. como também as de com destinação específica. aos quais se adicionam colunas para registrar sua um ajuste do orçamento exige envolver. os informes de execução orçamentária permitem execução orçamentária. tanto as execução e observar as diferenças entre orçamento e instâncias de direção pertinentes na OB quanto as fontes financiadoras.4 Formulários de controle orçamentário em cada rubrica de entradas e saídas. a não ser que se obtenha a prévia permissão para tanto. Um controle de orçamento oportu. e estes não podem ser aplicados de forma sua execução real para o período que se relata e para diferente. no e bem feito deve demonstrar em seus resultados que. devem aparecer em tais informes as evidências de que foram tomadas oportunamente as decisões adequadas. como também da verificação do cumprimento das atividades. não se verificou um déficit ou superávit significativo. previstos. no mínimo. o período acumulado de Ao finalizar o projeto. para as quais 1. semestral ou anual. ou não.

impostos ou comissões de câmbio. pela diferença de critérios que se utilizam na aplicação da taxa de câmbio às saídas em moeda local. por sua vez. 1. no momento de elaborar o orçamento. torna-se uma operação relativamente fácil e que não apresenta maiores complicações. Os gastos que são informados em moeda nacional serão convertidos em 2. 87 . Nesse manual. Recomendação especial Para a conversão de moeda local em moeda estrangeira. devem ser registrados como tal. As complicações surgem no momento de converter o valor da execução registrada em moeda nacional para moeda estrangeira. também o controle da execução de saídas pode ser feito a partir desses mesmos critérios. já que durante o tempo de tal execução. recomenda-se ter um critério homogêneo para todos os projetos financiados pela RedEAmérica. a conversão de moeda nacional a dólares ou a outra moeda estrangeira. O problema também se apresenta. no momento de prestar informes sobre a execução de entradas e saídas do projeto. fundamentalmente. porque esses constituem gastos que. com a taxa de câmbio utilizada para o cálculo das entradas recebidas em moeda estrangeira. outros utilizam a taxa média apresentada entre a data de início do projeto e a data final do informe de contas. dólares com a taxa de câmbio vigente no período de execução relatado. porque se supõe uma mesma taxa de câmbio para todo o período de execução do projeto. As confusões se apresentam. Se as entradas em espécie e os aportes "in natura" foram avaliados e registrados em moeda nacional. 1. que se vão executando ao longo da vigência do projeto. Exposto o que veio acima. ainda que em menor medida. registrar-se-á o valor enviado em dólares por parte da entidade financiadora. apresentaram-se variações na taxa de câmbio em relação aos cálculos feitos quando se elaborava o orçamento. e antes de seguir com o desenvolvimento dos temas dessa unidade e a apresentação dos formulários de controle de execução orçamentária.5 A conversão de entradas e saídas executadas de moeda nacional para moeda estrangeira Como se observou no final da unidade 2 desse manual. As entradas em contabilidade registram-se pelo valor bruto que se recebe em moeda nacional. no informe de execução eles serão convertidos em dólares com base na taxa de câmbio vigente no período de execução orçamentária relatado. Há quem utilize como taxa de câmbio a mesma com a qual receberam os recursos do exterior. No momento de elaborar o formulário de controle orçamentário de entradas. convém abordar o tema da prestação de contas de entradas e saídas em moeda estrangeira. sem descontar taxas. existem procedimentos diferentes.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Assim como o orçamento de saídas pode ser organizado a partir dos custos por atividade ou a partir dos custos segundo cada uma das rubricas definidas no plano de contas de saídas.

Caso tenham-se apresentado ajustes ao orçamento ao longo de sua execução. tanto os valores efetivamente pagos. ou também o orçamento previsto para a vigência total do projeto (por ex. se realiza em um curto período de execução (por ex. procede-se de modo a registrar na coluna do orçamento os valores que foram sendo modificados e aprovados. utilizam-se os formulários 11. até o momento. 2. Levar em conta que qualquer modificação do orçamento. como parte do orçamento executado. 3 anos) com o que. como também aqueles que contabilmente tenha sido provisionados para pagamento. Para o registro da execução. deve ser previamente aprovado pelas instâncias pertinentes na OB e. Para relatar a execução orçamentária por atividades. segundo a atividade ou rubrica de saída indicada em cada linha. recomenda-se: 3 4 88 . um semestre). para poder registrar. particularmente. 1 2 Nas colunas de orçamento em moeda local (2) e em dólares (3). 12 e 13. o de saídas.1 Considerações e instruções básicas para preencher os formulários de controle orçamentário por atividades Ao preencher quaisquer dos formulários sugeridos para o controle orçamentário por atividades.. como é o caso das depreciações.. O controle orçamentário por atividades pode comparar orçamento e execução de períodos similares.2 CONTROLE DE ORÇAMENTO POR ATIVIDADES O controle orçamentário por atividades consiste em comparar os custos ou saídas das atividades efetivamente realizadas com os custos ou saídas das atividades inicialmente previstas. nos casos solicitados pelas próprias fontes de financiamento. tendo em conta que o orçamento é manejado sob o conceito de caixa (as saídas por investimentos em ativos são consideradas como se fossem gastos). registram-se os valores aprovados para toda a vigência do projeto. Realizam-se os ajustes necessários à informação contábil. A formatação desses se faz a partir dos formulários apresentados para a elaboração do orçamento por atividades (formulários 1 e 2). tomam-se como fonte de informação os informes contábeis. mas que não serão efetivos. ou também para descontar gastos provisionados. inclusive.

aparecerá mês a mês como $500. Considerar que os períodos contábeis e de relatório de execução do orçamento podem não coincidir (p.. que não ficaram incluídas nas atividades específicas. o mês no qual se cancelou.000. Quanto aos gastos que foram ativados para serem aplicados dentro de um período determinado.2 Controle de execução orçamentária de atividades por período O formulário 11 permite comparar o orçamento total de saídas do projeto com a execução de um período parcial do mesmo. é necessário dispor dos orçamentos por período parcial. ex. no primeiro mês de relatório de execução. Por exemplo: o prêmio anual dos seguros. compra de ativos etc. são registradas nas linhas correspondentes a outras saídas (gastos gerais. a partir do movimento mensal). registre-se 100% do valor executado.00. comparam-se as diferenças em moeda local. indiretos.00 nos gastos. e não só por períodos totais. Para efeitos orçamentários. cujo custo foi de $6. 5 6 Agrupam-se as saídas dentro da atividade correspondente.00 nos registros contábeis. e na segunda em dólares.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Eliminam-se as provisões. Na primeira. estado de resultados janeiro/março. A diferença seria a base temporal de comparação. 7 8 A partir do que foi proposto nos números 3. Essas diferenças devem ser analisadas para determinar quais são as causas. posteriormente.). procede-se ao registro de saídas nas colunas de execução em moeda local (4) e em dólares (5). Calculam-se as diferenças entre o orçado e os valores executados e transpõe-se para as colunas 6 e 7. seguindo as mesmas pautas utilizadas para a elaboração do orçamento. registra-se como execução pelo valor de $6. A utilidade dessa comparação se baseia em conhecer o saldo que ainda resta por executar para toda a vigência do projeto ou até onde se executou em excesso. Para comprar os mesmos períodos entre orçamento e execução. relatório de execução orçamentária do projeto novembro/março).000. 89 . administrativos. O mesmo formulário serve também para registrar o orçamento de períodos parciais com a execução orçamentária do mesmo lapso de tempo. as entradas são consideradas executadas quando efetivamente se recebe o dinheiro. considera-se o movimento no estado de resultados (e não no acumulado no transcorrer do período. continuase acumulando nos relatórios subseqüentes. As saídas do período por relatar. Eliminam-se as amortizações referentes a gastos diferidos. 2. 4. 5 e 6.

Subtotal outras saídas Total $ (2) ORÇAMENTO US$ (3) $ (4) EXECUÇÃO US$ (5) $ (6) DIFERENÇA US$ (7) ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 90 .Formulário 11 Controle de execução orçamentária consolidado de saídas do projeto por atividade NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA: DATA DE ELABORAÇÃO DO INFORME DE EXECUÇÃO: ATIVIDADE / RUBRICA (1) Atividade 1 Atividade 2 Atividade 3 Atividade 4 Subtotal saídas por atividades Outras saídas do projeto Salários diretor Aluguéis Serviços públicos Utilidades e papelaria Correio Compra maquinaria e equipamentos Etc.

Esta coluna se subdivide para registrar valores em moeda local e em dólares. comparando-as com as orçadas para o mesmo período. • Diferença: diferença em valores absolutos entre o orçamento e a execução. habitualmente. deve-se levar em conta que os valores a registrar nas colunas de execução do formulário 11 são os correspondentes ao período de execução orçamentária que se está relatando. Para efeito de análise comparativa. Exemplo: Associação de Pequenos Produtores de Jalapa. • Período de vigência do projeto: período de tempo no qual está prevista a execução do projeto.• Nome da organização: nome da organização responsável pela execução do programa ou projeto e do orçamento. Exemplo: 1º de janeiro de 2005 – 31 de dezembro de 2005. Exemplo: 1º de janeiro de 2005 – 30 de junho de 2005. Esta coluna se subdivide para registrar valores em moeda local e em dólares. • Execução: valor executado durante o período informado por atividade ou também por rubricas de saída que não fazem parte dos custos diretos de cada atividade. deve-se ter em conta o indicado no box de recomendações e instruções básicas para preencher formulários de execução orçamentária por atividades. • Período de execução orçamentária: período sobre o qual se faz o relatório da execução de saídas. que é parte integrante do mesmo. que aparece em páginas anteriores. Exemplo: 15 de julho de 2005. Os valores das colunas do orçamento. • Data de elaboração: data em que se elabora o relatório da execução. • Atividade/rubrica: atividades identificadas e previstas no desenvolvimento dos objetivos do projeto. Esta coluna se subdivide para registrar valores em moeda local e em dólares. • Orçamento: registra-se o valor orçado por atividade ou também por rubricas de saída que não fazem parte dos custos diretos de cada atividade. são os que correspondem a toda a vigência do projeto. 91 . mas também poder-se-iam registrar os valores orçados para um período parcial igual ao que se está executando. Procedimento sugerido para o preenchimento do formulário 11 Controle de execução orçamentária consolidado de saídas do projeto por atividade Para preencher este formulário.

Formulário Doze Controle de execução do projeto por atividades NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA: ATIVIDADES PLANEJADAS (1) ATIVIDADES REALIZADAS (2) ORÇAMENTO $ (3) EXECUÇÃO $ (4) DIFERENÇA $ (5) CAUSAS DE DESVIO (6) MEDIDAS E AÇÕES PARA PRÓXIMOS PERÍODOS (7) TOTAIS ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 92 .

a execução real de tais atividades e. A seguir. 2. Explicação das causas dos desvios. 5. O preenchimento do formulário 12 se desenvolve a partir da comparação do orçamento e sua execução em um mesmo período. 2. No formulário 12. 7. 4. • 08 e 09 Acumula os novos saldos de execução na data de encerramento do relatório.3 Controle de execução de atividades do projeto Esta atividade implica realizar uma análise sobre o que aconteceu com as atividades previstas. São os seguintes os passos sugeridos para preencher esse último formulário. discriminam-se as atividades planejadas e as realizadas. 93 . Diferenças entre as colunas 3 e 4. É importante ter presente que a comparação no formulário 12 é apenas de atividades e seus custos diretos. • 06 e 07 Execução orçamentária do novo período que se está informando. Valor executado por atividade que se pode colher dos relatórios de contabilidade classificados por atividade. Valor orçado por atividade. • 02 e 03 Orçamento em moeda local e em dólares. a justificativa das causas dos desvios. 6.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 2. Procedimento sugerido para preenchimento do formulário 12 Controle de execução do projeto por atividades 1. se existirem. • 04 e 05 Saldos de execução de saídas que provêm do relatório acumulado do período anterior. Nesse formulário comparam-se recursos e atividades previstos com sua execução real. Atividades realizadas para o período de execução orçamental. o montante nelas investido. a execução orçamentária. 3. apresenta-se o formulário 13. • 10 e 11 Diferenças em moeda local e em US$. O procedimento e as recomendações já sugeridas para preencher os formulários 11 e 12 aplicam-se nos pontos fundamentais para o 13. com o orçamento. caso existam. entre o valor do orçamento e a execução acumulada de saídas. finalmente. ilustra-se com um exemplo o controle de orçamento por atividades através do preenchimento do formulário 12. enquanto no formulário 11 inclui-se a comparação de outros custos que não fazem parte de atividades específicas.4 Controle de execução orçamentária de saídas acumuladas do projeto por atividade Naqueles casos em que são elaborados mais de dois relatórios de execução orçamentária durante a vigência de um mesmo projeto. convém dispor de um formulário em que se visualize a informação da execução orçamentária do período que se está relatando e o saldo da execução que já se traz de um relatório anterior. Atividades previstas para realizar conforme o orçamento aprovado por período. Com este propósito. e as ações que serão tomadas para corrigí-los. Ações que serão tomadas.

292 crianças tomaram emprestados 680 livros. MEDIDAS E AÇÕES PARA PRÓXIMOS PERÍODOS (7) Estão sendo realizadas campanhas de proteção do livro.000 CAUSAS DE DESVIO (6) Infelizmente. portanto. Os livros dos 2 primeiros semestres foram comprados no segundo. Anexo. ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 94 . por motivos de saúde da bibliotecária encarregada de selecionar e comprar os livros. Além disso.000. ORÇAMENTO $ (3) 5. tomam-nos emprestados e não os devolvem. o empréstimo de livro será afetado no mês de dezembro. se não os estragam.000 (3. Compra de 200 livros novos no primeiro e segundo semestres.000. Some-se a isto que.000. em nossa comunidade ainda não há uma cultura do cuidado e conservação dos livros. com a média de 2 livros por crianças.000.000 9.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Formulário Doze preenchido Exemplo: controle de orçamento por atividade NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO DE COMPARAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: ATIVIDADES PLANEJADAS (1) Empréstimo de livros a 200 crianças.000 DIFERENÇA $ (5) 2. foram emprestados dois livros a 15 usuários por dia ATIVIDADES REALIZADAS (2) De julho a 31 de outubro. informe estatístico mensal. 6.000 EXECUÇÃO $ (4) 3. em média.000.000) Foi tomada esta decisão porque as crianças estão danificando muitos livros.000. será realizado inventário para determinar a quantidade de livros estragados e perdidos. Está sendo realizada uma campanha para o cuidado dos livros. Seleção e renovação semestral de material bibliográfico e compra de livros e processo técnico.

REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formulário Treze Execução orçamentária de saídas acumuladas do projeto por atividade NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA: DATA DE ELABORAÇÃO DO INFORME DE EXECUÇÃO: ATIVIDADE/RUBRICA (1) ORÇAMENTO $ (2) Atividade 1 Atividade 2 Atividade 3 Atividade 4 Subtotal saídas por atividades Outras saídas do projeto Salários diretor Aluguel Serviços públicos Utilidades e papelaria Correio Compra maquinaria e equipamento Subtotal outras saídas Total US$ (3) EXECUÇÃO SALDO RELATÓRIO ANTERIOR $ US$ (4) (5) EXECUÇÃO PERÍODO $ US$ (6) (7) EXECUÇÃO ACUMULADA $ US$ (8) (9) DIFERENÇA $ (10) US$ (11) ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 95 .

Registrar as somas orçadas na coluna correspondente e nas linha de cada rubrica. recomenda-se: 1 2 3 Nas colunas de orçamento. Tal como no caso do controle por atividades. seja para as saídas. no controle da execução orçamentária por rubricas trata-se de comparar o orçamento de cada rubrica com sua execução real.1 Considerações e instruções básicas para preencher os formulários de controle orçamentários por rubricas de entrada e saída Ao preencher qualquer dos formulários sugeridos para o controle orçamentário por atividades. em moeda local (2) e em dólares (3). 96 . No caso de se haver apresentado ajustes ao orçamento. ao longo da execução do mesmo. segundo a atividade ou rubrica de saída indicada em cada linha. deve ser previamente aprovada pelas instâncias pertinentes na OB. Também pode ser feito contrastando a execução de um período determinado com o orçamento que se tinha estabelecido para esse mesmo período. seja para as entradas. e não somente do orçamento da vigência total do projeto. inclusive nos casos exigidos pelas mesmas fontes de financiamento. registram-se os valores aprovados para toda a vigência do projeto. procede-se de modo a registrar na coluna do orçamento os valores que se foram modificando e aprovando. como em consideração da fonte de recursos utilizada.3 CONTROLE DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA POR RUBRICAS DE SAÍDAS E ENTRADAS Outra forma de controlar a execução orçamentária é através das rubricas de saídas e entradas que aparecem nas respectivas planilhas do plano de contas de saídas (formulário 3) e do plano de contas de entradas (formulário 4). Também se poderia fazer controle discriminando por modalidade da saída e da entrada (em espécie ou "in natura"). caso em que é necessário dispor de orçamentos por períodos parciais. essa comparação se realiza tomando-se como base o orçamento para toda a vigência do projeto e contrastando-o com a execução de um determinado período. Levar em conta que qualquer modificação do orçamento. 3. particularmente de saídas. Em geral. Recomenda-se fazer o controle da execução orçamentária tanto em função do montante total investido em cada rubrica.

Tendo em conta os itens 4 a 5 procede-se o registro de saídas e entradas nas colunas de execução em moeda local e em dólares. Realizam-se os ajustes necessários à informação contábil para poder registrar. no caso de controle por rubricas. mas que não serão efetivos. para o que se trabalha primeiro com os valores em moeda local e. sugere-se o formulário 14. tendo em conta que o orçamento se maneja sob o conceito de caixa (as saídas por investimento em ativos são tomadas como se fossem gastos). os períodos contábeis e de relatório de execução do orçamento podem não coincidir. em moeda local e em dólares.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 4 Para o registro da execução. Contudo. toma-se como fonte de informação os relatórios contábeis. o mesmo tipo de formulário pode ser feito também em moeda local. Sugere-se a elaboração dos seguintes formulários. Tal como nas recomendações para preencher os formulários de controle de orçamento por atividades. no equivalente em dólares. que apresenta de forma ordenada. como no caso das depreciações. a seguir. 6 97 . de acordo com a rubrica de saída. tanto os valores efetivamente pagos. são convertidos na data de elaboração do orçamento. simultaneamente. pois resultaria excessivamente extenso. considerem-se as entradas executadas quando efetivamente se recebe o dinheiro. Eliminam-se as amortizações realizadas para gastos diferidos. a execução orçamentária por fonte de financiamento. para comparar saídas orçadas com saídas efetivamente realizadas: • Controle de execução orçamentária de saídas do período (formulário 14) • Controle de execução orçamentária de saídas acumuladas (formulário 15) • Resumo do controle orçamentário de saídas acumuladas (formulário 16) 5 Controle de execução orçamentária de saídas por período Para tal fim.2 Controle de execução de saídas O controle de execução orçamentária por saídas pode ser visualizado tanto em função das fontes de financiamento como segundo a modalidade do pagamento ou registro de saída (em espécie ou "in natura"). Consideram-se apenas as entradas efetivamente recebidas. e não as apenas provisionadas. Para efeito desse manual. considera-se suficiente o formulário que apresenta a comparação de saídas orçadas e executadas por fonte de financiamento. como parte do orçamento executado. 3. como aqueles que contabilmente tenham sido provisionados para pagamento. ou também para descontar gastos provisionados. e com os critérios aqui apresentados. Não se elabora o formulário. Eliminam-se provisões.

luz.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte 98 . fluvial. Pessoal 1.5 Vigilância 2.10 Cotas de filiação ou aportes para outras entidades 2.11 Limpeza 2. telefone) 2.12 Lanche 2.2 Aluguéis 2.1 Salários e obrigações sociais 1.16 Publicidade 2.7 Diárias de viagem 2. fretes e cargas) 2.8 Seguros 2.Formulário Catorze Controle de execução orçamentária de saídas do período por fonte de financiamento NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO DO RELATÓRIO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS APORTE SOLICITADO US$ DOAÇÃO Orça (2) Exem (3) FONTE DE FINANCIAMENTO ($) CRÉDITO Orça (4) RECURSOS PRÓPRIOS US$ CONTRIBUIÇÃO DA OUTRAS FONTES COMUNIDADE US$ DE RECURSOS US$ Exem (9) Orça (10) TOT AL VALOR US$ Exem (13) Exem (5) Orça (6) Exem (7) Orça (8) Exem (11) Orça (12) 1. publicações e informação eletrônica 2.13 Gastos bancários e custos de financiamento 2.4 Correio e comunicações 2. Gastos operacionais e de escritório 2.3 Outros gastos de pessoal Subtotal 1 2.6 Transporte (aéreo. reparos locais e gastos de instalação 2.1 Utilidades e papelaria 2.15 Manutenção.9 Revistas.3 Serviços públicos (água. jornais.14 Gastos legais / impostos 2. terrestre.2 Honorários 1.

4 Fundos de crédito 5. instrutores e/ou conferencistas 4. livros 3.2 Transporte 4.4 Veículos 3.6 Outros Subtotal 3 4.11 Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte 99 .9 Terrenos e edificações 5.5 Biblioteca.Formato Catorze Controle de execução orçamentária de saídas do período por fonte de financiamento RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS APORTE SOLICITADO US$ DOAÇÃO Orça (2) Exem (3) FONTE DE FINANCIAMENTO ($) CRÉDITO Orça (4) RECURSOS PRÓPRIOS US$ CONTRIBUIÇÃO DA OUTRAS FONTES COMUNIDADE US$ DE RECURSOS US$ Exem (9) Orça (10) TOT AL VALOR US$ Exem (13) Exem (5) Orça (6) Exem (7) Orça (8) Exem (11) Orça (12) 3.2 Honorários de consultores.6 Animais 5. Investimentos em atividades produtivas 5.1 Comissões de venda 5.5 Capital semente 5. Propriedade. materiais e embalagens 5. instrutores e conferencistas 5. Capacitação e assistência técnica 4.2 Maquinaria e equipamentos 3.10 Investimento em tecnologia 5.3 Móveis e utensílios 3.8 Maquinaria e equipamentos 5.7 Compra de insumos.3 Transporte 5.1 Honorários de consultores.4 Material didático 4.1 Terrenos e edificações 3.5 Aluguel de salas e equipamentos 4.6 Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5. instalações e equipamento 3.3 Hospedagem e alimentação 4.

1.2.4. 2. Gastos médicos 6.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Formulário Catorze Controle de execução orçamentária de saídas do período por fonte de financiamento RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS APORTE SOLICITADO US$ DOAÇÃO Orça (2) Exem (3) FONTE DE FINANCIAMENTO ($) CRÉDITO Orça (4) RECURSOS PRÓPRIOS US$ CONTRIBUIÇÃO DA OUTRAS FONTES COMUNIDADE US$ DE RECURSOS US$ Exem (9) Orça (10) TOT AL VALOR US$ Exem (13) Exem (5) Orça (6) Exem (7) Orça (8) Exem (11) Orça (12) 6.3. 6) DATA: DATA: DATA: ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: 100 . Medicamentos Subtotal 6 7.1. 3.2. Fundo para educação 7. Fundo para recreação 7. 4. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total (soma de subtotais 1. 5. Outros 6. Fundo para medicamentos 7. Fundos 7.

Na coluna 1. tomam-se os valores orçados em dólares para cada rubrica e fonte. entre o valor do orçamento e a execução acumulada de saídas. 3. 2. caso tenha havido motivo de fazer algum. 4. com os valores registrados para o período que se está relatando. Na coluna 1. Procedimento sugerido para preencher o formulário 15 O processo é muito semelhante ao sugerido para o formulário 14.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Procedimento sugerido para preencher o formulário 14 1. Nas colunas 6 e 7. registra-se a execução orçamentária do período que se está relatando. apresentado a seguir. Do formulário 8. 6. 2. 9 e 11). registram-se os valores orçados em dólares e em moeda local que já tenham sido estimados para elaborar os formulários 8 e 13. 5. 101 . 1. em moeda local e US$. então as colunas “execução saldo anterior” teriam um valor igual a zero. nas colunas seguintes. 10 e 12). totaliza-se o valor da execução de saídas no período relatado. Se o que está sendo elaborado é o primeiro informe e se utiliza para tanto o formulário 15. e registram-se esses mesmos valores nas colunas similares de orçamento do formulário 14 (colunas 2. e registram-se em cada coluna correspondente (3. O valor das saídas apresentadas em cada rubrica e fonte é convertido em dólares segundo o câmbio da data do orçamento reportado. registram-se os saldos de execução de saídas que provêm do informe acumulado do período anterior. para cada rubrica e segundo a fonte de financiamento que se tenha empregado. somando os saldos da execução acumulada do informe anterior. Nas colunas 10 e 11. Controle de execução orçamentária de saídas acumuladas O ponto de partida para a elaboração deste relatório equivale aos informes parciais de execução orçamentária anteriormente relatados. incluem-se as rubricas de saída incluídas no orçamento do projeto. Nas colunas 4 e 5. Preenche-se com seus respectivos valores. 5. 7. mudando apenas em referência ao período que se está relatando como execução orçamentária. Na coluna 13. 7. 6. e em moeda local. os valores totais que se registram em dólares e em moeda local são os mesmos que devem ser registrados nas colunas 4 e 5 do formulário 15. 4. Parte-se da informação relatada nos informes anteriores e seus ajustes. Nas colunas 2 e 3. Da contabilidade. registram-se as diferenças. 8. 3. Para este relatório. Nas colunas 8 e 9. sugere-se o formulário 15. No caso de o informe anterior corresponder ao informe para o primeiro período de execução orçamentária. 5. acumulam-se os novos saldos de execução na data de fechamento do relatório. 4. extrai-se a informação pertinente e efetuam-se os ajustes sugeridos e necessários no que corresponde à execução de saídas. incluem-se as rubricas de saída pré-definidas. as rubricas que se espera executar e as que foram executadas.

luz.6 Transporte (aéreo.1 Salários e obrigações sociais 1.7 Diárias de viagem 2.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte 102 .11 Limpeza 2.15 Manutenção.9 Revistas.8 Seguros 2.2 Honorários 1.5 Vigilância 2.16 Publicidade 2. publicações e informação eletrônica 2. fretes e cargas) 2. Pessoal 1.Formulário Quinze Controle de execução orçamentária de saídas acumuladas NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: PERÍODO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA: DATA DE ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO: RUBRICAS ORÇAMENTO EXECUÇÃO SALDO RELATÓRIO ANTERIOR $ (4) US$ (5) EXECUÇÃO RELATÓRIO DO PERÍODO $ (6) US$ (7) EXECUÇÃO ACUMULADA $ (8) US$ (9) DIFERENÇAS $ (2) US$ (3) $ (10) US$ (11) 1. Gastos operacionais e de escritório 2.2 Aluguéis 2. telefone) 2.3 Outros gastos de pessoal Subtotal 1 2. reparos locais e gastos de instalação 2.12 Lanche 2.14 Gastos legais / impostos 2. fluvial. terrestre.4 Correio e comunicações 2.10 Cotas de filiação ou aportes para outras entidades 2.3 Serviços públicos (água. jornais.1 Utilidades e papelaria 2.13 Gastos bancários e custos de financiamento 2.

2 Terrenos e edificações Maquinaria e equipamentos 3.3 Móveis e utensílios 3. Propriedade. materiais e embalagens Maquinaria e equipamentos Terrenos e edificações 5.3 4. livros Subtotal 3 4.8 5.4 5.4 4. Investimentos em atividades produtivas 5. instrutores e conferencistas Transporte Fundos de crédito Capital semente Animais Compra de insumos.5 Biblioteca.6 Hospedagem e alimentação Material didático Aluguel de salas e equipamentos Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5.9 Comissões de venda Honorários de consultores.7 5.2 5.5 5. Capacitação e assistência técnica 4.4 Veículos 3.2 Transporte 4.1 Honorários de consultores. instalações e equipamento 3.5 4.6 5.Formulário Quinze Controle de execução orçamentária de saídas acumuladas RUBRICAS ORÇAMENTO EXECUÇÃO SALDO RELATÓRIO ANTERIOR $ (4) US$ (5) EXECUÇÃO RELATÓRIO DO PERÍODO $ (6) US$ (7) EXECUÇÃO ACUMULADA $ (8) US$ (9) DIFERENÇAS $ (2) US$ (3) $ (10) US$ (11) 3.3 5.1 3. instrutores e/ou conferencistas 4.1 5.10 Investimento em tecnologia 5.11 Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte 103 .

Gastos médicos 6. O preenchimento deste formulário não exige nenhum procedimento adicional. Fundo para recreação 7. Fundos 7.2. apresenta-se o formulário 16. Outros 6. 104 . 6) ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: Resumo controle orçamentário de saídas acumuladas A seguir. que equivale a um resumo do formulário anterior. incluindo somente as colunas de orçamento. Medicamentos Subtotal 6 7. execução acumulada e diferença entre orçamento e execução.Formulário Quinze Controle de execução orçamentária de saídas acumuladas RUBRICAS ORÇAMENTO EXECUÇÃO EXECUÇÃO SALDO RELATÓRIO RELATÓRIO DO ANTERIOR PERÍODO $ (4) US$ (5) $ (6) US$ (7) EXECUÇÃO ACUMULADA $ (8) US$ (9) DIFERENÇAS $ (2) US$ (3) $ (10) US$ (11) 6. Fundo para educação 7. Fundo para medicamentos 7. 3. 2.3. a não ser simplesmente extrair os dados respectivos do formulário 15. 4. 5.2.4.1. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total (soma de subtotais 1.1.

10 Cotas de filiação ou aportes para outras entidades 2.12 Lanche 2.15 Manutenção.17 Gastos de auditoria Subtotal 2 Continua na página seguinte 105 .4 2.3 2.14 Gastos legais / impostos 2.Formulário Dezesseis Consolidado de controle de execução orçamentária de saídas acumuladas NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO DE VIGÊNCIA DO PROJETO: DATA DE FECHAMENTO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA: RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS (1) 1. Pessoal 1.7 2.11 Limpeza 2. fretes e cargas) Diárias de viagem Seguros Revistas.5 2.2 2. fluvial. publicações e informação eletrônica 2.9 Utilidades e papelaria Aluguéis Serviços públicos (água.13 Gastos bancários e custos de financiamento 2.1 Salários e obrigações sociais 1.6 2.3 Honorários Outros gastos de pessoal ORÇAMENTO $ (2) US$ (3) $ (4) EXECUÇÃO US$ (5) DIFERENÇA $ (6) US$ (7) Subtotal 1 2. terrestre.16 Publicidade 2. jornais. Gastos operacionais e de escritório 2.1 2.2 1. luz. telefone) Correio e comunicações Vigilância Transporte (aéreo.8 2. reparos locais e gastos de instalação 2.

2 Transporte 4. instalações e equipamento 3.10 Investimento em tecnologia 5. Propriedade.1 Terrenos e edificações 3.7 Compra de insumos.4 Veículos 3. livros Subtotal 3 4.6 Animais 5.4 Material didático 4. Capacitação e assistência técnica 4.1 Comissões de venda 5. instrutores e/ou conferencistas 4.4 Fundos de crédito 5.11 Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Subtotal 5 Continua na página seguinte ORÇAMENTO $ (2) US$ (3) $ (4) EXECUÇÃO US$ (5) DIFERENÇA $ (6) US$ (7) 106 .5 Biblioteca.3 Hospedagem e alimentação 4.5 Capital semente 5.8 Maquinaria e equipamentos 5.9 Terrenos e edificações 5. materiais e embalagens 5. Investimentos em atividades produtivas 5.3 Móveis e utensílios 3.3 Transporte 5.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Formulário Dezesseis Consolidado de controle de execução orçamentária de saídas acumuladas RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS (1) 3.1 Honorários de consultores.2 Maquinaria e equipamentos 3. instrutores e conferencistas 5.2 Honorários de consultores.5 Aluguel de salas e equipamentos 4.6 Compra de maquinaria e equipamentos Subtotal 4 5.

A informação para elaborar os relatórios orçamentários é obtida da contabilidade.1.4. com o fim de não causar desequilíbrios no orçamento. já que qualquer defasagem na execução do orçamento daria um sinal de alerta. Fundo para educação 7. Gastos médicos 6. Fundos 7. Fundo para programas de nutrição Subtotal 7 Total (soma de subtotais 1. 4. 107 . Outros 6. Medicamentos Subtotal 6 7. O formulário 17 . 6) ORÇAMENTO $ (2) US$ (3) $ (4) EXECUÇÃO US$ (5) DIFERENÇA $ (6) US$ (7) ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 3. deve-se fazer com as entradas.2.3 Execução orçamentária de entradas Da mesma maneira como se deve avaliar a execução das saídas.apresentado a seguir.1.execução orçamentária de entradas . identificando a rubrica a que pertencem. Fundo para recreação 7.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Formato Dezesseis Consolidado de controle de execução orçamentária de despesas acumuladas RUBRICAS ORÇAMENTÁRIAS (1) 6.3. com os necessários ajustes. 3. 5. principalmente no que se refere ao provisionamento: as entradas somente são consideradas executadas quando efetivamente se recebeu o dinheiro ou o aporte "in natura" (não funciona o conceito de provisionamento). 2.2. permite verificar o comportamento das mesmas. Fundo para medicamentos 7.

1 Vendas 2.3 Contribuições sócios. Aportes próprios 2. Aporte solicitado (RedEAmérica) ORÇAMENTO $ (2) US$ (3) $ (4) EXECUÇÃO US$ (5) DIFERENÇA $ (6) US$ (7) 2.2 Rendimentos de capital (juros.) 3. Crédito 5. afiliados Contribuição da comunidade 4.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Formulário Dezessete Consolidado de controle de execução orçamentária de entradas acumuladas NOME DA ORGANIZAÇÃO: NOME DO PROJETO: PERÍODO ORÇAMENTÁRIO: DATA DE ELABORAÇÃO: RUBRICAS (1) 1. Outros Totais ELABORADO POR: REVISADO POR: AUTORIZADO POR: DATA: DATA: DATA: 108 . dividendos etc. 2.

109 . igualmente. deve-se efetuar os ajustes à informação contábil. registram-se os valores efetivamente recebidos para cada rubrica: para aportes próprios. e soma-se ao valor relatado nos informes anteriores. aquelas cujo pagamento tenha sido arrecadado. as entradas são registradas como executadas na medida que vão entrando efetivamente. 3. dentro dos critérios sugeridos ao longo desse manual. expresso em dólares americanos (US$): colunas (3) . 2. No caso dos recursos provenientes do exterior.(5). em moeda local: colunas (2) . registram-se as entradas recebidas expressas em dólares: as provenientes de moeda local são convertidas em dólares com a taxa do momento do período orçamentário relatado no primeiro informe. afiliados e da comunidade. registram-se os desvios ou variações entre o valor orçado e o executado. Para efeitos orçamentários. Nas colunas 2 e 3. pelo valor bruto dos mesmos. nesta coluna. Uma vez realizado o fechamento contábil do período que se quer revisar e elaborados os respectivos relatórios. registram-se os valores orçados de entradas por rubrica. Na coluna 7. toma-se o que foi executado no período. nas colunas que totalizam as entradas. registram-se os desvios ou variações entre o valor orçado e o executado. registram-se de acordo com o valor bruto recebido (de acordo com a taxa de câmbio vigente nesse momento). Os valores recebidos em dólares são registrados. registram-se todas as rubricas de entrada consideradas na formulação do orçamento.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Procedimento sugerido para preencher o formulário 17 1. dividendos que tenham entrado. 6. Nas colunas 4 e 5. ou de recursos de crédito. 5. Na coluna 1. 4. Na coluna 6. Para os informes posteriores. em moeda local e em dólares. no caso das vendas. Antes de registrar os valores das diferentes rubricas de entrada executadas. as contribuições de sócios. Na coluna 5. os recursos recebidos da parte de entidades de apoio. toma-se a informação contábil pertinente ao projeto. converte-se em dólares com a taxa de câmbio desse momento. Estes podem ser tomados do formulário 4. 7.(4). seja da RedEAmérica ou de outras entidades. Para os rendimentos de capital: os juros.

A auditoria de um projeto tem como propósito verificar o cumprimento de: • As normas e procedimentos estabelecidos para a administração e execução do projeto. e com o cumprimento do objeto para o qual foram aprovados tais recursos. a situação financeira do projeto e da OB. e se realiza a partir do marco geral da missão. • As normas e procedimentos fixados para a administração da organização responsável pela execução do projeto.2 Caráter e exigibilidade da auditoria As auditorias poderão ser de caráter externo ou interno. razoavelmente. Neste caso. • Os convênios e acordos com a organização responsável pelo projeto. tributários. As entidades integrantes da RedEAmérica poderão exigir auditoria para os projetos que apóiam.4 AUDITORIAS 4. uma auditora deve apresentar recomendações que facilitem a prevenção de futuros problemas e promovam o melhoramento nos procedimentos e na eficiência das operações institucionais. tratar-se-ia de uma auditoria externa. independentes da organização responsável pela administração e execução do projeto. As auditorias de projetos devem ser orientadas e executadas de tal maneira que favoreçam o fortalecimento organizacional das instituições e OB auditadas. 4. as provas de controle e as provas substantivas. A auditoria deve emitir opinião sobre se os relatórios financeiros apresentam. organização e administração da OB. objetivos. como a avaliação de riscos. 110 . Essa opinião se fundamenta na evidência obtida através de procedimentos de auditoria. incluídos particularmente os aspectos contábeis. • As leis e normas do país sede da entidade responsável pelo projeto. As primeiras são realizadas por pessoas físicas ou jurídicas.1 Propósito A auditoria é um mecanismo de acompanhamento da administração e uso dos recursos orçamentários de um projeto. Além de detectar e prevenir possíveis falhas e limitações no desenvolvimento administrativo do projeto. trabalhistas e de registro e informação perante as entidades oficiais do país. em particular aqueles relacionados com a administração e registro dos recursos financeiros. e sobre seu sistema de controle interno.

Para tanto. • Estudo da documentação legal da OB (atas. Estes fatores. seu processo contábil. financeira. Estes conhecimentos são adquiridos através de: • Estudo dos relatórios anteriores de auditoria (caso existam). • Realizar as provas de cumprimento e substantivas. Ao desenvolver o plano. adota-se a seguinte metodologia: • Fazer entrevistas. • Opinião e recomendações sobre o cumprimento de normas legais (contábeis. levam-se em conta primeiramente. tributária. tanto com os dirigentes como com os demais membros da entidade ou encarregados do projeto específico. • Observações e recomendações gerais cabíveis. entre outras coisas. as denominadas áreas críticas. a confiabilidade de seu controle interno. portanto. os procedimentos a serem seguidos e as provas a realizar para obter um adequado plano de trabalho. 4. documentação tributária. a presença de áreas críticas. permitem determinar o tipo e os níveis de risco. trabalhistas). etc. observação. • Estudar e analisar o sistema de controle interno. o qual inclui: • Opinião sobre a racionalidade dos relatórios financeiros e a adequação e confiabilidade do sistema de controle interno. legal etc. entre outros) e do projeto (convênio e correspondência estabelecida entre a entidade e a agência financiadora).4 Planejamento Nesta etapa. inspeção. confirmação e outros procedimentos de auditoria que permitam alegar bases razoáveis para produzir um juízo sobre os relatórios financeiros submetidos à auditoria. 111 .3 Fases ou etapas de um processo de auditoria A RedEAmérica tem a intenção de que os trabalhos de auditoria incluam basicamente as seguintes etapas de trabalho com os resultados e produtos internos inerentes às mesmas.5 Execução do plano de auditoria O desenvolvimento desta etapa baseia-se na informação reunida nas atividades que a precedem. O resultado da aplicação das provas e procedimentos determinados na etapa de planejamento será a obtenção de evidência válida e suficiente por meio da análise. o que permite determinar sua confiabilidade e. assim como das funções e procedimentos institucionais exigidos. com base nos objetivos e alcance da auditoria. de sua atividade. certificados. trabalhista. para as quais foram identificados riscos específicos e determinadas as provas a serem realizadas. gera-se o relatório de auditoria. a natureza e o alcance das provas a serem realizadas. • Opinião e recomendações sobre o cumprimento de normas estatutárias e regulamentares da entidade. estabelece-se o plano de trabalho e a metodologia a ser seguida. contábil. 4. • Cumprimento das condições pactuadas em possíveis convênios firmados entre a entidade e a agência ou fontes financiadoras.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 4. Nessa etapa. interrogatório. • Estudar a documentação necessária. tributárias. • Solicitar a informação pertinente sobre a qual se realizará a auditoria.6 Preparação e apresentação do relatório Com base na evidência apresentada. 4. • Estudo da situação financeira. é necessário obter um adequado conhecimento da OB. em conjunto.

ele é feito com o orçamento para toda a vigência do projeto. conhece-se o saldo que ainda resta por executar para toda a vigência do projeto. Ter o cuidado de adotar um critério unificado e constante. • Recomenda-se fazê-lo tanto em função do montante total investido em cada rubrica como em relação à fonte de recursos. tanto no momento de elaborar o orçamento em dólares como no próprio ato de relatar nessa mesma moeda a execução efetiva de entradas e saídas.5 ALERTAS 1 Ter em conta que. •Pode-se visualizar a informação da execução orçamentária do período que se está relatando e o saldo da execução que já se obteve de um relatório anterior. • O controle de saídas é visualizado em função das fontes de financiamento ou segundo a modalidade do pagamento (em espécie ou "in natura"). • Os formulários de controle de execução orçamentária são iguais aos de elaboração de orçamento. tal comparação. e estes não podem ser aplicados de forma diferente. CONTROLE DE ORÇAMENTO POR ATIVIDADE •Ao comparar o orçamento total do projeto com a execução de um período parcial do mesmo. metas e objetivos do projeto. CONTROLE DE ORÇAMENTO POR RUBRICAS DE ENTRADAS E SAÍDAS Este controle compara o orçamento de cada rubrica com sua execução real. incluindo. Pode ser por saídas por período ou no acumulado. porém. ou quanto se executou a mais. • A informação para elaborar os relatórios de entradas é obtida da contabilidade principalmente em relação com o provisionamento. contrastando-o com a execução de um período determinado. • Faz-se através de revisões periódicas. e o conjunto de ações e medidas que derivem de tal comparação. em algumas ocasiões. • Pode-se realizar o controle de execução orçamentária de saídas e entradas. AUDITORIA 2 3 112 . habitualmente. Recordar que as agências de cooperação que decidem apoiar o desenvolvimento de um projeto. Quadro síntese UNIDADE 3 SENTIDO E ENFOQUE DO CONTROLE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA O controle orçamentário é a comparação entre o orçado e o executado. ou o previsto para a vigência total do projeto com o que foi realizado em um curto período de execução. transferem seus recursos com uma destinação específica. a aprovação formal de um ajuste do orçamento exige envolver na tomada de decisões tanto as instâncias de direção pertinentes na OB como as fontes financiadoras. • Um controle de orçamento oportuno e bem feito não apresenta como resultado nem déficit nem superávit significativo. • A decisão sobre o ajuste do orçamento depende da análise sobre a execução dos recursos financeiros e da verificação do cumprimento das atividades. a não ser que se obtenha a correspondente permissão prévia. •Permite fazer uma análise simultânea de atividades previstas com a execução real das mesmas e o montante real finalmente investido. Este controle compara as atividades orçadas e seu custo com a execução de períodos similares.

marzo.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à BIBLIOGRAFIA Asociación de Fundaciones Petroleras. Términos de referencia para consultoría para la elaboración de un modelo de presupuesto para proyectos de desarrollo de base y un manual de instrucciones para la aplicación del modelo”. Fundación Arcor – Fundación Antorchas. 1998. ________. Programa de desarrollo comunitario. 2003. Bogotá. julio. Fundación Mineti. Colombia (vinculado a la red Amigo). 2004. Burbano Ruiz Jorge E. 2002. Informe programa oportunidades educativas comunitarias. Fundación Interamericana / Corporación Consorcio. Fundación Corona y otros. Fondo programa para apoyo al fortalecimiento de organizaciones comunitarias en los departamentos del Cauca y Valle del Cauca. Pautas para informar avances y resultados del pdc a la fundación. gobierno e organizaciones ciudadanas para la superación de la pobreza. Corporación Andina de Fomento. Fondo Focus. _________. Informe de rendición de cuentas. Abril. 2002. Reglamento de cofinanciación. “Alianzas entre sector privado. 2003. Fundación Interamericana. Estrategia de seguimiento y evaluación. Fundación Arcor. Córdoba. Fondo programa para apoyo al fortalecimiento de organizaciones comunitarias en los departamentos del Cauca y Valle del Cauca. enfoque moderno de plantación de control y recursos. Marzo de 2004. Asociación de Fundaciones Petroleras. W. Condiciones generales de los apoyos y contribuciones. Unión Gráfica Ltda. Fundación Mineti. Región Andina. reglamento operativo. Presupuestos. 2000. “Manual de acompañamiento y cofinanciación a proyectos comunitarios para el desarrollo de base”. Agencia Colombiana de Cooperación Internacional. Evaluar. Abril. Chaparro Jairo. Proyecto oec. Aproximación al desarrollo de base en Colombia. Fundación Interamericana. 113 . Editorial MacGraw Hill. Creación y consolidación de alianzas – elementos metodológicos. Informe programa oportunidades educativas comunitarias. valorización de estos componentes y cálculo de los aportes de contraparte a los proyectos de desarrollo de base. Octubre. Formulario de presentación de proyectos. Instructivo para la elaboración y presentación de proyectos. Bosquejo del reglamento de crédito. 1997. RedEAmérica. _________. _________. 2003. _________. Convenio de otorgamiento de subsidio. 1998. Línea de apoyo a la calidad educativa. Colombia. Programa infancia y desarrollo. Versión de febrero de 2004. Fundación Arcor. Banco Mundial. Convenio de otorgamiento de subsidio. 2003. 2003. Documento de trabajo: Lineamientos para la identificación de los componentes del proyecto. Fundación Corona. _________. Fundación Antorchas. Prince y equipo técnico. Colombia. Guía para presentación de solicitudes de cooperación técnica. Fondo para financiamiento de proyectos. Informe cualitativo-cuantitativo para el nivel de actividades.

2003. Juntos es mejor – módulos de metodologías participativas para la gestión de las organizaciones sociales. Jaramillo Juan Carlos.org www.eurosur.com. 1999. Documento en elaboración para RedEAmérica. 1999.org www.org Www.tlmsn. Civicus. Prince y equipo Tecnico. Sistema de seguimiento y evaluación del proyecto lecturarte. ¿Cuánto vale lo que hacemos? Medellín. Villar Rodrigo. Cartillas en elaboración solicitadas por RedEAmérica y conceptualizando el desarrollo de base. Fontes electrônicas www. _________. Misereor. Redacción de una propuesta financiera.transforma. Saphiro Janet.comminit. Módulo 6.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO ________.mx www. Paisa Joven y otros.thebeehive. Fundación Interamericana. Red empresarial de las Américas para el desarrollo de base. El capital social y los niveles e intervención en el desarrollo desde las bases. Presupuesto de insumo-producto. Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo. Fundación Ratón de Biblioteca. Desarrollo de una propuesta financiera. Línea calidad educativa y fortalecimiento de la sociedad civil local. Programa de desarrollo comunitario. Juntos es mejor.socialia. Entidades sin ánimo de lucro. Lineamientos para identificación de los componentes del proyecto. 1999.eurosur. Régimen tributario especial. valorización de estos componentes y cálculos de los aportes de contraparte a los proyectos de desarrollo de base. __________.org www. Programa de desarrollo comunitario. Civicus. 2004.com www. Guía para la elaboración de un presupuesto.org 114 . Formulario base para presentación de proyectos. __________. Editorial Legis. 1993. W. ________. 2003. Medellín.

denomina-se valorização ou desvalorização. real. • Auditoria: Revisão e inspeção da contabilidade de uma empresa. edificações. Ou a constituição de um fundo para créditos a pequenos produtores. tais como investimento. papelaria e utilidades de escritório. honorários. • Fontes: Origem de algo. A mudança de valor de uma moeda. 115 . princípio. lanche. • "In Natura" : São bens materiais ou serviços postos à disposição do projeto. realizada por um auditor. entidade ou instituição.) também têm um valor determinado. maquinaria para a produção. tais como pagamentos por salários. publicidade etc. • Investimento: Recursos destinados à aquisição de ativos da OB para o desenvolvimento do projeto. • Desvalorização / Valorização: Assim como as coisas têm um valor. libra esterlina etc.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à GLOSSÁRIO • Atividade: Conjunto de operações ou tarefas próprias de uma pessoa ou entidade. terrenos. • Inflação: A inflação se define como o aumento percentual dos preços ao consumidor final de um período a outro. ou um fundo de crédito para moradia etc. • Financiamento: É o resultado de aplicar a estratégia de consecução dos recursos orçados a partir das diferentes fontes possíveis. serviços públicos. móveis e equipamentos de escritório. a moeda dos países (peso. obra ou materiais que servem de informação ou de inspiração para um autor. em que o fator intelectual predomina sobre o puramente material ou mecânico. documento. • Controle: Limitação ou verificação de uma coisa. • Gasto: Pagamentos por bens ou serviços que se consomem no desenvolvimento do projeto e que não passam a fazer parte dos ativos da OB. • DB: • Entrada: Recurso obtido pela OB para cobrir os diferentes pagamentos que exige a execução e administração das atividades do projeto. conforme aumenta ou diminui em comparação com outras moedas estrangeiras. • Honorários: Remunerações pelo trabalho prestado por uma pessoa física ou jurídica sem que exista contrato de trabalho. • Associação: União de várias pessoas para atingir um fim. causa. dólar.

ACOMPANHAMENTO

E CONTROLE DO ORÇAMENTO

UNIDADE TRÊS â

ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO

• Manual: Documento ou livro que reúne o essencial ou básico de um assunto. • OB: Organizações de base. • Período: Espaço de tempo que inclui a duração ou o processo de uma coisa: período de aprendizagem, de incubação, de crescimento. • Projeto: Plano e organização detalhados que se preparam para a execução de uma coisa. • Orçamento: O orçamento é antes de tudo uma ferramenta que permite saber com que recursos econômicos se conta, para em seguida examinar o funcionamento real do projeto e saber se foram cumpridas as metas e os objetivos orçados no mesmo.

• Recurso: Procedimento ou meio de que se dispõe para satisfazer a uma necessidade, realizar uma tarefa ou conseguir algo. • Rubricas: São os conceitos ou contas em que se descrevem os gastos e as entradas. • Saída: Pagamentos que se realizam por bens ou serviços adquiridos, assim como o valor dos aportes "in natura" que sejam aplicados em favor de projeto. • Salários: Remuneração que uma pessoa recebe por seu trabalho vinculado, diretamente, mediante contrato fixo. • Taxa de câmbio: É o valor equivalente entre uma moeda local e uma moeda estrangeira.

116

REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

SINÓNIMOS

CONCEITO
Atividade Auditoria Associação Controle Entrada Fontes Financiamento Gasto Honorários

SINÔNIMOS
Ação Assistência Controle Sociedade Grupo Inspeção Vigilância Ingresso Incorporação Origem Nascimento Crédito Empréstimo Consumo Saída Teórico Simbólico Saída

CONCEITO

SINÔNIMOS
Descarga Gasto Incremento Mudança Transformação Guia Instrutivo Espaço Plano Hipótese Suposição Cálculo Técnica Contas Itens Soldo Jornal

Inflação Investimento MANUAL Período Projeto ORÇAMENTO Recurso Rubricas Salários

117

Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais .Orçamento para projetos de organizações de base ANEXO 1 PROCESSO DE AVALIAÇÃO E REGISTRO DO ORÇAMENTO DE SAÍDAS MANUEL GUILLERMO GONZÁLEZ B. DIANA CAROLINA GONZÁLEZ R.

.

4. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS CAPACITAÇÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA INVESTIMENTOS EM ATIVIDADES PRODUTIVAS OUTROS FUNDOS 123 124 125 135 137 140 144 144 146 146 146 147 147 148 II. 6. 5. 2. 2. PROCESSO DE AVALIAÇÃO E REGISTRO DO ORÇAMENTO DE ENTRADAS 1. 4.CONTEÚDO I. 5. 7. PESSOAL GASTOS OPERACIONAIS DE ESCRITÓRIO PROPRIEDADE. 3. 3. PROCESSO DE AVALIAÇÃO E REGISTRO DO ORÇAMENTO DE SAÍDAS 1. APORTE SOLICITADO: (REDEAMÉRICA) APORTES PRÓPRIOS APORTES DA COMUNIDADE CRÉDITO OUTROS APORTES 121 .

.

123 .. comprovado com atas ou planilhas em que sejam detalhados segundo o tipo de aporte. Para efeito do projeto. O valor de cada aporte "in natura" é fixado de acordo com o preço no mercado do lugar onde se faz o aporte do respectivo bem ou serviço. • Espécie: são exclusivamente os aportes que se fazem em moeda líquida ou dinheiro de fato. o valor atribuido é o de seu aluguel pelo tempo que tal bem se põe a serviço do projeto. Quando o aporte é. alimentos. o empréstimo temporário de um imóvel ou maquinaria.1 REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à PROCESSO DE AVALIAÇÃO E REGISTRO DO ORÇAMENTO DE SAÍDAS MODALIDADE DOS APORTES O aporte é o recurso que entra para o projeto. • "In Natura": são bens materiais ou serviços postos à disposição do projeto. transporte etc. sementes para um projeto de produção. maquinaria. registra-se o valor de seu custo. Para a avaliação dos aportes "in natura". O aporte "in natura" pode ocorrer de diferentes formas: como trabalho ou equipamentos. etc. móveis que são recebidos em propriedade ou para serem utilizados durante determinado tempo. quer se trate de aportes em espécie ou "in natura". impressos. Em muitas ocasiões. A modalidade de aporte deve ser especificada. o valor dos aportes "in natura" é registrado ao mesmo tempo como entrada e como saída. Quando o bem que se aporta passa a ser propriedade do projeto. contribuições em serviços da comunidade como mão-de-obra na construção da infra-estrutura comunitária. empréstimo de maquinaria etc. deve-se realizar um registro estatístico deles. por ex. São exemplos típicos de aportes "in natura" que podem oferecer as entidades executoras de um projeto: o trabalho voluntário de seus membros. aportes de entidades cooperadoras em serviços de assistência técnica. material de trabalho. assessoria. a quantidade e o valor.. impressos. bens imóveis. professores. disposição de um espaço para escritório ou salas para cursos ou reuniões. o aporte "in natura" é a única forma prática com que a comunidade e outros doadores podem contribuir com o projeto.

ACOMPANHAMENTO

E CONTROLE DO ORÇAMENTO

UNIDADE TRÊS â

ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO

1. PESSOAL
1.1. Salários e encargos sociais
Salários: incluem os pagamentos que se fazem ao pessoal habitual e permanente do projeto: salários, encargos sociais, segundo exigido pelas normas trabalhistas de cada país, pagamentos ou cotas para a seguridade social, horas-extras etc. Encargos e benefícios sociais: o conceito encargos ou benefícios sociais faz referência a somas adicionais ao salário básico, tais como subsídios de transporte, prêmios anuais, férias, pagamentos por planos de saúde e seguridade social e outros similares. Horas-extras: é o pagamento pelo trabalho fora do habitual que o trabalhador realiza. Recomenda-se elaborar uma planilha ou lista nominal que comprove os pagamentos periódicos de pessoal (formulário 09 do Manual).

4.

Considerando a base salarial, calculam-se os pagamentos periódicos a que teria direito o pessoal do projeto e as contribuições a outras entidades, de acordo com a legislação trabalhista vigente em cada país, como por exemplo na Colômbia:

Relação de encargos sociais e para-fiscais na Colômbia
AUXÍLIO-TRANSPORTE: AOS TRABALHADORES QUE GANHEM MENOS DE DOIS SALÁRIOS MÍNIMOS: $41.600 MENSAIS PARA O ANO DE 2004 CESANTÍAS (poupança): SALÁRIO DEVIDO (INCLUÍDO AUXÍLIO-TRANSPORTE) X Nº DE DIAS TRABALHADOS / 360 JUROS NAS CESANTÍAS: LICENÇAS X 0,12 X Nº DE DIAS TRABALHADOS / 360 FÉRIAS: SALÁRIO DEVIDO (SEM AUXÍLIO-TRANSPORTE) X Nº DE DIAS TRABALHADOS / 720 PRÊMIO DE SERVIÇOS: SALÁRIO DEVIDO (INCLUÍDO AUXÍLIO-TRANSPORTE) X Nº DE DIAS TRABALHADOS / 720 CONTRIBUIÇÕES PARA-FISCAIS: 9% DO VALOR DA FOLHA DE PAGAMENTO: 4% PARA A CAIXA DE COMPENSAÇÃO FAMILIAR, 21/2% PARA O SENA E 21/2% PARA O INSTITUTO COLOMBIANO DE BEM-ESTAR FAMILIAR CONTRIBUIÇÃO PARA SAÚDE: 8% DO SALÁRIO CONTRIBUIÇÃO PARA PENSÕES: 10,875% DO SALÁRIO (VIGENTE PARA 2004)

Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente:
1. Parte-se do pessoal exigido para a execução do projeto, com sua respectiva remuneração ou salário mensal e seu tempo de permanência enquanto dure o projeto. Calcula-se o valor do salário mensal que se deverá pagar ao pessoal, o somatório do valor mensal corresponde ao valor anual ou ao período para o qual esteja elaborado o orçamento. Para orçar o pagamento de horas-extras, estima-se o número de horas exigidas na jornada habitual de trabalho e que serão pagas. A seguir, estima-se o valor correspondente, tendo em conta a legislação trabalhista vigente em cada país.

2.

CONTRIBUIÇÃO PARA RISCOS PROFISSIONAIS: DEPENDE DO TIPO DE TRABALHO; DEVE-SE COTIZAR (TRABALHO EM ESCRITÓRIO 0,522%)

3.

5. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento e planilhas de comprovação em que apareça a rubrica de gastos de pessoal.

124

REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à

1.2. Honorários
É o pagamento aos consultores contratados para a realização de trabalhos específicos e por tempo determinado, durante o desenvolvimento do projeto. Aqui se incluem os pagamentos a pessoas que não têm uma relação trabalhista permanente com o projeto nem com a organização. Recomenda-se elaborar uma planilha que comprove os pagamentos por honorários de pessoal (formulário 10 do Manual).

2. GASTOS OPERACIONAIS DE ESCRITÓRIO
2.1. Utilidades e impressos
Inclui todo tipo de gasto em fotocópias, impressos, livros, utilidades e todo tipo de implementos de escritório referentes aos materiais utilizados que se relacionam às atividades da organização de base (OB).

Passos sugeridos para os custos desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente:
1. 2. De acordo com as atividades previstas no projeto, estimam-se as horas necessárias de consultoria/assessoria. Levanta-se o valor da hora de consultoria necessária ou o trabalho específico requerido, incluindo as obrigações fiscais, de acordo com a legislação de cada país. Registra-se os custos totais estimados nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento e planilhas de comprovação onde figurem os honorários.

Passos sugeridos para os custos desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente:
1. 2. Estima-se o consumo mensal de impressos, utilidades e elementos de escritório necessários. Efetuam-se as respectivas cotações ou verificam-se os registros contábeis de consumo no ano anterior (sempre que as condições do projeto sejam similares). Aumenta-se o valor estimado na etapa anterior segundo a taxa de inflação; por exemplo: se o consumo no período anterior foi de $3 milhões e a taxa de inflação de 6%, o orçamento seria de $3.180.000, ou seja, $3.000.000 X 1,06. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a rubrica de utilidades e impressos.

3.

3.

4.

125

ACOMPANHAMENTO

E CONTROLE DO ORÇAMENTO

UNIDADE TRÊS â

ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO

2.2. Aluguéis
Pagamento pelo uso de instalações que estejam a serviço do projeto.

3.

Os valores anteriormente estabelecidos são ajustados considerando o possível aumento pela inflação de preços, reajuste de tarifas anunciadas e aumento previsto no consumo. Registra-se o custo estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de serviços públicos.

Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente:
1. 2. Considera-se as necessidades de espaço físico de acordo com as atividades do projeto. Levanta-se o valor do aluguel do imóvel de acordo com a área exigida e a localização, ou verificam-se os registros contábeis de pagamentos, pela mesma rubrica, no ano anterior e estima-se o valor de acordo com as cláusulas contratuais de reajuste do valor estipulado. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a rubrica de aluguéis.

4.

2.4. Correio e comunicações
Pagamentos por envio de correio aéreo, terrestre, marítimo ou fluvial.

3.

Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente:
Opção I: mediante cotação

2.3.Serviços públicos
Pagamento de serviços públicos utilizados pela organização durante o período de vigência do projeto, incluindo: energia, água encanada e esgotos, limpeza, telefone, Internet e gás.

1. 2.

Verificam-se as tarifas de correio para as diferentes cidades onde se enviaria correspondência. Calcula-se o custo médio de tarifas e estima-se o volume provável de correspondência durante a vigência do projeto. Com base na informação anterior, calcula-se o gasto total com correio e comunicações. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de correio e comunicações.

Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente:
1. Para projetos novos, sem antecedentes de consumo e custos de serviços, estima-se o consumo e verifica-se o custo mensal de cada um dos serviços que serão necessários. No caso de projetos que já possuem registros históricos por consumo e custo de serviços, pode-se estimar o valor revisando tais registros e projetando-os no tempo.

3.

4.

2.

126

2. 2. 4.5. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: mediante cotação 1. Vigilância Pagamento por serviços de vigilância das instalações e equipamentos do projeto. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: mediante cotação 1. 2. maquinaria e implementos do projeto. fluviais ou marítimos do pessoal do projeto ou dos participantes de suas atividades. terrestres. a menos que se preveja que as tarifas irão modificar-se com base em outros parâmetros. 4. Com base na informação anterior. 2. rubrica em anos anteriores.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Opção 2: 1. 3. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de vigilância.6 Transportes Pagamento de transportes aéreos. 2. mediante projeção baseada em registros históricos de custos Opção 2: Verificam-se os registros históricos dos valores anotados por esta 1. a menos que se preveja que as tarifas irão modificar-se com base em outros parâmetros. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de correio e 3. Cota-se junto a pessoas físicas ou jurídicas o custo mensal dos serviços. Ajusta-se a taxa de inflação. Ajusta-se a taxa de inflação. calcula-se o gasto total com correio e comunicações. Estabelecem-se as necessidades do serviço. 4. calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. mediante projeção baseada em registros históricos de custos Verificam-se registros históricos dos valores verificados por esta rubrica em anos anteriores. Com base na informação anterior. 2. Estabelecem-se as necessidades do serviço. calcula-se o custo total do serviço. Com base na informação anterior. Também se pode incluir o correspondente a fretes e carretos de materiais. 3. Levanta-se o custo médio mensal dos serviços ou o custo dos serviços de transporte estimados de forma detalhada. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de vigilância. 127 . comunicações.

em cada caso. a menos que se preveja que as tarifas irão modificar-se com base em outros parâmetros. Diárias de viagem Pagamentos para cobrir os gastos de hospedagem. tanto nacionais como internacionais. calcula-se o custo total do serviço. 3. Opção 2: 1. transporte urbano. 2. convém. Ajusta-se a taxa de inflação.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 2. quer se determinem as diárias com um valor fixo. determina-se o número total de dias por viajar. distinguir entre os custos das rubricas que formam as diárias nacionais e as diárias internacionais. Caso ocorram viagens nacionais e internacionais. tanto para as viagens nacionais quanto para as internacionais. multiplicando o valor pelo número de dias de viagem estimados. Com base na informação anterior. a segunda. 3. 2.7. para efeito de orçamento. pode-se utilizar basicamente o mesmo procedimento. Sobre a base de cotações ou registros históricos de gastos similares em anos anteriores. Estima-se em separado a quantidade de viagens nacionais e as internacionais. Com base na informação anterior. quer sejam pagas com base na verificação de gastos efetivamente realizados. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de transportes. Costuma-se cobrir estes gastos de duas formas básicas: a primeira. 4. alimentação. estima-se o custo diário das diferentes rubricas que se aceitem como diárias de viagem (ex.). procede-se ao cálculo do orçamento em cada uma delas. e o número de dias por viagem. Para estimar o orçamento. 4. alimentação e outros menores que sejam aprovados para realizar viagens em função do desenvolvimento do projeto que realizem os funcionários ou trabalhadores habituais da OB.: hospedagem. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de transportes. alimentação e outros gastos que se realizem durante a viagem. a seguir. calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. determinando um valor fixo por dia de viagem fora da cidade de residência de quem trabalha para a OB. 3. chamadas telefônicas etc. Tendo um valor estimado das diárias de viagem. Verificam-se os registros históricos dos valores anotados para esta rubrica em anos anteriores. mediante projeção baseada em registros históricos de custos Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 128 . verificando exatamente o custo dos serviços de hospedagem.

2. publicações diversas e informação eletrônica que seja necessária ao projeto. Verificam-se os registros históricos dos valores verificados nesta rubrica em anos anteriores. 2. jornais. Ajusta-se a taxa de inflação. publicações e informação eletrônica Pagamentos por compras de revistas. Cota-se o custo das publicações. mediante projeção baseada em registros históricos de custos São os pagamentos que fazem as OB para se manterem como afiliadas ou membros de outras organizações. Seguros Pagamento de seguros.10. 4. apólices e garantias que a organização exija para o desenvolvimento do projeto. Estabelecem-se as necessidades do serviço. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de seguros. 5. mediante cotação Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente 1. Levanta-se o valor com uma companhia de seguros devidamente credenciada pela autoridade competente ou através de concorrência. jornais e publicações. redes ou programas que sejam de interesse em função dos objetivos do projeto e da Organização. 3. 129 . Com base na informação anterior. Soma-se o total do valor de diárias de viagem nacionais e o total das internacionais.9. Com base na informação anterior. Calcula-se o custo de seguros e garantias previstos. calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. Revistas.8. Estimam-se as necessidades específicas deste serviço e/ou produto para o projeto. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de diárias de viagem. 5. calcula-se o custo total do serviço. 3. especialmente se se trata de publicações especializadas e provenientes de outros países.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 4. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: 1. 2. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de revistas. jornais. Cotas de filiação ou contribuições para outras entidades Opção 2: 1. Igualmente. 2. 3. 2. 4. pode-se determinar o orçamento com base na experiência de gastos pela mesma rubrica em períodos anteriores. obtendo-se assim o valor total das diárias de viagem a orçar. a menos que se preveja que as tarifas irão modificar-se com base em outros parâmetros. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de seguros. 2.

2. 3. Estimam-se as necessidades específicas deste serviço e/ou produto para o projeto. 3. 2.12. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: 1. Estabelecem-se as necessidades do serviço. 3. 4. 4. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de limpeza. calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. 2. Somente se incluiria Registram-se os pagamentos por alimentos e materiais utilizados para o nesta rubrica o pagamento a pessoas que realizam trabalhos de limpeza se pessoal de escritório de projeto. 4.11. calcula-se o custo total do serviço. 3. fossem contratadas por prestação de serviços. Com base na informação anterior. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de cotas de filiação. Levanta-se o valor dos produtos e o serviço necessário e se calcula o custo médio mensal do serviço. mediante cotação: 1.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. a menos que sejam previstas mudanças substanciais tendo por base outros parâmetros. Registra-se o custo total nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de limpeza. Opção 2: 1. mediante projeção baseada em registros históricos de custos Verificam-se os valores históricos dos valores anotados para esta rubrica em anos anteriores. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de lanche. Levantam-se preços e calcula-se o custo médio mensal do serviço. Limpeza Pagamentos por material de limpeza necessária ao projeto. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: mediante cotação Estabelecem-se as necessidades do serviço. Lanche salário às pessoas que realizam trabalhos de limpeza e possuem uma relação trabalhista é registrado como pagamento de salários. O pagamento de 2. Ajusta-se a taxa de inflação. Com base na informação anterior. 2. Com base na informação anterior. 130 . 2. Cota-se o valor de cada serviço e/ou produto e totaliza-se.

Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de lanche. extratos. Levantam-se nas entidades financeiras os custos de utilização dos diferentes serviços (talões de cheque. custos de cheques e juros de financiamento. 2. mediante cotação Estabelecem-se as necessidades de serviços bancários. consultas por Internet ou telefone. Ajusta-se a taxa de inflação. 4. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: 1. 3. Indagar no setor financeiro qual é a taxa de juros provável e outros custos adicionais nos quais se possa incorrer de acordo com as normas e o tipo de entidade (p. a menos que estejam previstas mudanças substanciais com base em outros parâmetros. calcula-se o custo total do serviço.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 2. 5. • • 131 . Com base na informação anterior. Para orçar especificamente possíveis custos de financiamento por créditos. 3.: comissão obrigatória sobre dinheiro não desembolsado). trâmites legais relacionados à concessão do crédito (imposto de selo). transferências. Opção 2: 1. financeiros e de administração do dinheiro de que a OB necessite perante entidades especializadas. Calculam-se os juros sobre os saldos de capital de acordo com as modalidades combinadas: período de carência. trimestrais. períodos vencidos ou antecipados. Também poderia ser estimado como um percentual dos gastos de escritório. ex. comissões e gastos no câmbio de moeda estrangeira a nacional e vice-versa. Gastos bancários e custos de financiamento Pagamento previsto às entidades financeiras como comissões de transferência de dinheiro. constituição de garantias. Calculam-se os saldos de capital em cada período de acordo com a periodicidade das amortizações e sua modalidade.). pagamentos mensais. mediante projeção baseada em registros históricos de custos Verificam-se os registros históricos dos valores anotados para esta rubrica em anos anteriores. custos adicionais tais como estudo de crédito. sugere-se o seguinte procedimento: • 2. custos de trâmites. câmbio de moeda estrangeira etc.13.

Determinar os pleitos e processos legais que se presume poderiam gerar gastos para a OB. e) registros em Câmaras de Comércio. licenças de funcionamento. calcula-se o custo total dos serviços bancários e custos de financiamento que se possam prever durante a vigência do projeto. 4. 5. Opção 2: mediante projeção baseada em registros históricos de custos Esta opção poderia ser prática apenas em alguns casos de gastos bancários. registro mercantil. b) obtenção de licença de funcionamento. como custos de talões de cheque.). predial. d) impostos. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de gastos bancários e custos de financiamento. pagaria $200. Verificam-se os registros históricos dos valores anotados para esta rubrica em anos anteriores. c) permissões especiais (ambientais etc.14. Ajusta-se a taxa de inflação. a menos que se preveja que as tarifas irão modificar-se com base em outros parâmetros. como custas de cartório. calcula-se o custo total do serviço. Igualmente. Gastos legais / impostos Pagamentos previstos pela Organização encarregada do projeto. 3. Com base na informação anterior. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de gastos bancários e custos de financiamento. 2. f) outros. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 6. deve-se indagar que tipo de gastos legais e obrigatórios a Organização deve cobrir em função do projeto: a) registro da Organização junto à entidade competente. de indústria e comércio etc. Para orçar o custo por câmbio de moeda estrangeira para nacional. 1. dado muito irregular e sujeito a mudanças em cada OB e projeto.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 5. enquanto não se amortize o capital. e as comissões ou gastos respectivos para o total das mesmas. Com base na informação anterior. pagamentos por impostos que devem ser recolhidos conforme as normas e legislação de cada país (Imposto de Renda. pois este dependerá do montante total de dinheiro que se pretenda trocar. deve-se levar em conta o número e o montante das operações. De acordo com a legislação de cada país. 132 .). de selo ou registro. 2. os passos são os seguintes: 2. por exemplo. mas não para estimar o custo de câmbio de moeda estrangeira. nos casos em que seja pertinente orçar com base na projeção de registros históricos.00 mensais. De toda maneira. um empréstimo de $20 milhões a juros de 12% ao ano. Assim. taxas consulares e aduaneiras.

tanto de equipamentos como de imóveis. Estabelecem-se as necessidades de serviço ou obras por realizar. calcula-se o custo total da rubrica durante a vigência do projeto. instalações e equipamentos. diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de gastos legais / impostos. que normalmente são entidades privadas de caráter não-lucrativo e podem ser alvo de regimes tributários especiais. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: 1. Manutenção. Para o cálculo de impostos. Verificam-se os registros históricos dos valores anotados para esta rubrica em anos anteriores. Com base na informação anterior. gastos com reparo de escritórios e locais de projeto e gastos de Opção 2: instalação e/ou adaptação de móveis e imóveis. Com base na informação anterior. Com base na informação anterior. 2. 133 . reparos locais e gastos de instalação Pagamentos por serviços de manutenção. gastos. reparos locais e gastos de instalação. Ajusta-se a taxa de inflação. sempre que façam referência a reparos locais habituais. Esta rubrica inclui custos menores considerados contabilmente como 1.15. totaliza-se o orçamento de gastos legais e impostos. 4. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondente e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a sub-conta de manutenção. já que os investimentos maiores que significam aumento do valor dos ativos devem ser registrados nas contas de propriedade. calcula-se o custo total do serviço.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 3. 3. 4. reparos locais e gastos de instalação. Cotar os preços dos serviços legais previstos e estimar os pagamentos exigidos por impostos e contribuições legais. 5. é necessário indagar sobre suas respectivas normas tributárias e como estas se aplicam no caso das OBs. a menos que estejam previstas mudanças substanciais com base em outros parâmetros. Levantam-se preços e calcula-se o custo médio do serviço ou obra a ser realizada. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de manutenção. 4. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas 2. mediante projeção baseada em registros históricos de custos 2. mediante cotação 3.

Publicidade Pagamentos para promoção e propaganda sobre os benefícios. 4. Como orientação. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de publicidade. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de auditoria. Outros Pagamentos por outros gastos que possam apresentar-se e sejam estritamente necessários para o êxito do projeto. 2. calcula-se o custo total do serviço. mesmo para efeitos de orçamento. ou fazer uma projeção com base em registros contábeis e estatísticos de gastos por rubricas similares em períodos anteriores. Os passos a seguir para estabelecer o orçamento dependem do produto ou serviço específico que se presume ser necessário. segundo a realidade de cada projeto e OB. mediante cotação Estabelecem-se as necessidades do serviço. convém indicá-los por meio de nota de esclarecimento. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Opção 1: 1.17. Solicita-se a respectiva cotação à pessoa física ou jurídica que presta o tipo de serviço necessário.16. calcula-se o custo total do serviço. 2. é o de reconhecer que poderiam existir contas ou subcontas não contempladas no momento.18. calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. Em todo caso. 4. pode-se tomar a alternativa de cotar ou pedir preços atualizados do que será necessário. 1. 2. Com base na informação anterior. mas que a realidade específica de cada projeto poderá ir definindo. O propósito de incluir neste manual uma conta ou subconta “outros”. 3. 134 . Gastos de auditoria Pagamentos por serviços de auditoria externa que seja necessário contratar e que possam ser exigidos pelas próprias entidades financiadoras do projeto. Verificam-se os registros históricos dos valores anotados para esta rubrica em anos anteriores. Ajusta-se a taxa de inflação. a menos que estejam previstas mudanças substanciais com base em outros parâmetros. Levantam-se os preços nos respectivos meios. e não deixá-los simplesmente como algo genérico e indeterminado. 2. 2. serviços e atividades do projeto. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de auditoria.) e sua periodicidade. mediante projeção baseada em registros históricos de custos Opção 2: Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. TV etc. 3. Com base na informação anterior. 4. rádio. Com base na informação anterior. 3. o meio pelo qual se realizará (escrito. Determinar o tipo de anúncio.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 2.

licenças e demais detalhes que sejam necessários e exigidos legalmente por uma autoridade local competente. entretanto. características do terreno e construção. 2. Maquinarias e equipamentos São máquinas e equipamentos diversos que se pretende adquirir para apoio e desenvolvimento das diferentes atividades. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Determinar o tipo de equipamentos e maquinaria necessários e suas características. conforme o tipo de construção. nacionalização. 3. Para efeito de orçamento. ou se será adquirida já construída. em caso de importação. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. Se a construção será desenvolvida por parte da OB. 2.2. 3. já construídas. portanto. para efeito do projeto e do fluxo de caixa. seguros etc. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de terrenos e edificações. entre os quais se incluem máquinas de escrever. de computação e comunicações etc. Quanto à edificação. do ponto de vista econômico e contábil.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à No momento de elaborar o orçamento de um projeto. 3. Determinar a área do terreno e/ou as características da edificação necessária. Cotar o valor dos equipamentos e maquinarias. indicar se será construída. representam gastos. fotocopiadoras. mas é pertinente dispor de toda a informação necessária sobre áreas. 3. fabricam ou constroem. Terrenos e edificações São espaços sem construir ou construídos (bens imóveis) para desenvolver as atividades do projeto. como aquelas que se pensa construir com recursos do projeto. assessorando-se com pessoal ou firmas especializadas. 135 . Nesta rubrica são orçadas tanto as edificações que se projeta adquirir.1. Também podem ser tomadas como base as propostas de venda ou construção que sejam apresentadas à OB. Pedir as respectivas cotações do terreno e/ou edificações. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de maquinarias e equipamentos. deve-se considerar os custos até sua chegada ao local do projeto: transporte. equipamentos audiovisuais. representam um investimento em ativos fixos. 1. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS Esta conta corresponde a bens que se compram. apresentam-se os valores totais. 3. a palavra “outros” deverá ser substituída por aquela que corresponda a uma conta específica que foi identificada e convém explicitar no projeto. é também pertinente dispor de informação complementar com projetos. PROPRIEDADE.

como os vídeos. vídeos. vídeos e outro material de ensino que se conservam em biblioteca para uso do projeto. convém indicá-los por meio de nota de esclarecimento segundo a realidade de cada projeto e OB. seja para transporte de pessoal ou de carga. mesma para efeitos de orçamento. Determinar. 3. De qualquer modo. se se trata de compras no exterior ou importações. Determinar os títulos e o número de livros a serem adquiridos. com suas características.6. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de veículos. Também se pode incluir outro material de aprendizagem. Móveis e utensílios São móveis como escrivaninhas. 3. 3. 2. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. e não simplesmente deixá-los como algo genérico e indeterminado. Outros Outros ativos de caráter permanente que não foram incluídos nas rubricas anteriores.5.3. ou fixar um valor máximo de recursos que se acredite possam ser investidos na aquisição de livros e material de biblioteca. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 3. vídeos Compra de livros. Orçar o preço do material de biblioteca que pretende adquirir. Orçar o valor dos veículos. 2. Bibliotecas / livros. Orçar o valor dos móveis e utensílios previstos. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de móveis e utensílios. móveis para bibliotecas. 136 . considerar os custos complementares ou adicionais.4 Veículos Compra de veículos para uso do projeto. 3. 2. móveis de recepção e outros similares. Determinar o tipo de móveis e utensílios necessários e suas características.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 3. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de biblioteca / livros. os veículos que se pretende adquirir. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 3. Como em casos anteriormente mencionados.

2. 4. Registrar o total de honorários estimado para assistência técnica e ensino nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento e planilhas de comprovação onde apareça o conceito de honorários para eventos.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Do mesmo modo que para orçar as contas e subcontas de aquisição de ativos. pode-se fazer um levantamento de preço com as entidades ou profissionais especializados nas áreas de ensino requeridas. nos diferentes itens de capacitação. Cotar o valor da hora de assistência e ensino necessários. caso contrário. sua duração média. disponibilidade de infra-estrutura e logística requerida. conferencistas.2. Estabelecido isto. participantes) que devem ser deslocados em cada caso. Indagar o valor de mercado desse tipo de serviço. transporte terrestre ou outro tipo de transporte que se utilize para mobilizar as pessoas que participam do desenvolvimento dos eventos ou atividades de capacitação. instrutores e/ou conferencistas que se contrata temporariamente para atividades específicas de formação ou capacitação do pessoal do projeto. Honorários de consultores. CAPACITAÇÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA O ponto de partida para estimar o orçamento. Determinar os eventos e o número de pessoas (instrutores. Orçar o valor de tais bens. Determinar com suas características o bem que pretende adquirir. Pode-se distinguir entre transporte de conferencistas e/ou funcionários do projeto e o transporte dos participantes na qualidade de estudantes ou assistentes ao evento de capacitação. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. capacitação ou assistência técnica. em alguns países. de acordo com as atividades de educação. os passos ou procedimentos que se sugerem pra prosseguir na valorização do orçamento de cada subconta são os seguintes: 4. 3. Transporte Pagamentos por passagens de avião. formação e assistência técnica. No caso de não se dispor de 137 . 2. Estimar as horas necessárias de assistência e ensino. conhecimentos prévios sobre o custo de honorários para instrutores e/ou assistentes técnicos. as Câmaras de Comércio disponham do valor/hora de consultoria ou.1. é possível que. instrutores e/ou conferencistas É o pagamento aos consultores. incluindo as obrigações fiscais de acordo com a legislação de cada país. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de “outros”. consiste em determinar o número de eventos. 4. o material de apoio necessário. as pessoas que participarão. deve-se proceder da seguinte maneira: 1. pessoal de apoio. 3.

participantes) que assistirão ao evento de capacitação ou assistência técnica. Hospedagem e alimentação Pagamentos por hospedagem e alimentação dos participantes (professores. terrestre ou fluvial. Com base na informação anterior. calcular o custo total do serviço durante a vigência do projeto.). impressos e materiais utilizados em atividades pedagógicas ou de ensino durante o projeto. Determinar os eventos e o número de pessoas (instrutores. pessoal de apoio. 4.3. Registrar o custo total estimado de transporte nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de transportes. 138 . fotocópias. 3. 2. conferencistas. Calcular com base na informação anterior o custo total do serviço 3. CDs etc. Cotar o valor dos serviços de hospedagem e alimentação de todos os assistentes aos diferentes eventos de capacitação e/ou assistência técnica que se realizem. Material didático Pagamentos por material didático. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de material didático.4. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. assistentes. Com base na informação anterior. pessoal de apoio. disquetes. conferencistas. 2. 4. 4. 3. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. estudantes) do evento de capacitação e/ou atividade de assistência técnica. Cotar o valor do material previsto para os diferentes eventos de capacitação e/ou assistência técnica que se realizem. 4. durante a vigência do projeto. Registrar o custo total estimado de hospedagem e da alimentação nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de hospedagem e alimentação. calcular o custo total do material didático necessário durante a vigência do projeto. assessores.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 2. participantes) que assistirão ao evento de capacitação ou de assistência técnica e que exigem material didático (apostilas. Determinar os eventos e o número de pessoas (instrutores. 4. Cotar o valor dos deslocamentos de acordo com o meio de transporte que se utilize para tal fim: empresas de transporte aéreo.

de laboratório. nacionalização. seguros etc.5. Determinar os eventos e o número de pessoas (instrutores.7. deve-se proceder da seguinte maneira: 139 . pessoal de apoio. que possam apresentar-se e sejam estritamente eventos. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta compra de maquinaria e equipamentos. etc. salas e equipamentos. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta aluguel de Tal como para orçar todas as subcontas de “capacitação e assistência técnica”. Cotar o valor de salas e equipamentos necessários para os diversos Pagamentos por outros gastos relacionados diretamente com capacitação e assistência técnica. e não deixá-los simplesmente como algo genérico e indeterminado. 4. no caso de importação. De qualquer modo. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 2.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 4. 3. 4. conferencistas. de computação ou outros que apóiem a atividade específica de capacitação. mesmo para efeito Com base na informação anterior. calcular o custo total do aluguel ou de orçamento. convém detalhá-los por meio de nota de esclarecimento arrendamento de salas e equipamentos. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Determinar o tipo de equipamentos e maquinaria necessários e suas características. Pagamentos por arrendamento ou aluguel de salas de conferência e de equipamentos audiovisuais. participantes) que assistirão ao evento de capacitação ou de assistência técnica e sobre esta base estimar as salas e equipamentos necessários. entre os quais poderiam figurar equipamentos audiovisuais. Aluguel de salas e equipamentos 1. 3. Compra de maquinaria e equipamentos Máquinas e equipamentos diversos que se pretende adquirir para o apoio e desenvolvimento das atividades de capacitação e assistência técnica. segundo a realidade de cada projeto e OB. Cotar o valor dos equipamentos e maquinaria. Outros 2. deve-se considerar os custos até sua colocação no local do projeto: transporte.6. necessários para o êxito do projeto. 4.

instrutores e/ou conferencistas contratados temporariamente para atividades específicas de orientação às atividades produtivas e geradoras de renda previstas no projeto. Determinar com suas características o bem ou serviço necessário. em favor da população beneficiária ou da própria OB. instrutores e/ou conferencistas Pagamentos aos consultores. 5. dia. Estimar o montante das comissões de acordo com o prognóstico de vendas (orçamento de entradas) e com a política adotada. mês). Cotar ou estabelecer o valor dos diferentes bens ou serviços e totalizar o custo dos mesmos. No caso de não se dispor de conhecimentos prévios sobre o custo de honorários para assessores e/ou assistentes técnicos.1. Comissões de venda Pagamento de comissões de vendas que as pessoas ganham por seu trabalho de vendedores. Honorários a consultores. capacitação ou assistência técnica. Determinar as políticas sobre comissões de venda. é possível que em alguns países as Câmaras de Comércio disponham do valor ou. podese cotar com entidades ou profissionais especializados nas áreas de assessoria e consultoria necessárias. 2. 1. 140 . caso contrário.2. 3. 5. 3. Indagar o valor de mercado desse tipo de serviço. Registrar o total de honorários estimado para consultoria ou assessoria nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento e planilhas de comprovação onde apareça o conceito de honorários para eventos de atividades produtivas. Este valor é estipulado pela própria OB. o volume mensal de vendas é de $50 milhões e determinase que se pagará 1%: o valor mensal da comissão de vendas será $500 mil. 2. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de “outros”.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 1. Cotar o valor da assistência ou assessoria por unidade de tempo (hora. INVESTIMENTOS EM ATIVIDADES PRODUTIVAS 5. Por exemplo. quem as recebe e a porcentagem ou valor por unidade vendida. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 3. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Estimar o tempo necessário para consultores e assessores nas áreas de atividades consideradas produtivas. incluindo as obrigações fiscais de acordo com a legislação de cada país. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de comissões de venda. 2.

Determinar o número de pessoas ou grupos. 3. dentro do projeto. 1. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Selecionar o tipo de atividade produtiva que será apoiada com recursos de capital. 141 . 2. terrestre ou fluvial. 5. mas o propósito é o de manter o capital como investimento. 4. Estimar em média as necessidades individuais de crédito de acordo com a atividade produtiva e as condições exigidas (prazo. São fundos para que a própria OB desenvolva a atividade produtiva ou também para que o façam diretamente seus beneficiários. e não destinar os recursos para o gasto. Capital semente Recursos para financiar e iniciar investimentos em atividades de caráter produtivo. 3. terrestre ou de outro tipo que se utilize para mobilizar as pessoas que participam do desenvolvimento dos eventos e atividades produtivas.5. 4. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1.3. e registrá-lo na coluna correspondente do orçamento. Com base na informação anterior. Fundos de Crédito Recursos de capital que se destinam. Estimar o número de pessoas que serão beneficiadas dentro da vigência do projeto. Determinar as necessidades deste serviço. buscando-se manter e aumentar o capital inicial. Estimar o montante total de capital que será destinado a formar o fundo de crédito. período de carência). Estabelecer o montante necessário nas diferentes etapas do crédito de acordo com a circulação do dinheiro (duração dos créditos e forma de amortização dos mesmos). calcula-se o custo total do serviço durante a vigência do projeto. Transporte Pagamentos por transporte aéreo. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. Estimar as necessidades de capital da OB e/ou de seus beneficiários para projetos ou atividades que serão apoiados com capital semente. que serão apoiados com recursos de capital para o desenvolvimento de suas atividades produtivas. Registra-se o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de comissões de transportes. 5. para conceder créditos. 3.4.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 5. 2. com base na informação anterior. incluída a própria OB. Cotar o valor dos deslocamentos de acordo com o meio de transporte que se utilize para tal fim: empresas de transporte aéreo. 2.

Cotar o valor dos equipamentos e maquinaria. Compra de animais para apoio de atividades produtivas e geradoras de renda (cavalos. vacas. 3. Determinar a atividade produtiva a ser empreendida por parte da OB ou de seus beneficiários. materiais e embalagens para a produção Compra de matéria-prima como sementes. 2. 4. determinar o montante total de capital que será necessário para a compra de insumos. carneiros. materiais e embalagens para a produção. 2.8. adubos.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de comissões de compra de insumos. Determinar o tipo de maquinaria e equipamentos necessários e suas características. Animais 4. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de compra de maquinarias e equipamentos. Compra de maquinaria e equipamentos Equipamentos destinados especificamente para a atividade produtiva. nacionalização.7. descontando os recursos que possam ser obtidos como efeito da circulação de venda dos mesmos. 5. com base na informação anterior. o volume e valor daquilo que a OB pretende adquirir. considerar os custos até sua colocação no local do projeto: transporte. no caso de importações.6. 142 . Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Estimar as necessidades da OB para o desenvolvimento de sua própria atividade ou também para possíveis créditos que ela pretende repassar em animais a seus beneficiários. embalagens e demais produtos necessários para a produção e venda de um bem ou serviço a ser produzido como resultado das atividades previstas no projeto ou aquelas que serão financiadas mediante a entrega desses produtos. Estimar o montante total de capital que será destinado a formar o fundo para capital semente. seguros etc. medicamentos para controle de pragas. Cotar o valor dos animais necessários. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de comissões de animais.). 2. porcos etc. Determinar a necessidade de insumos para tal atividade. considerando a atividade produtiva e o volume de produção estimado. e registrá-lo na coluna correspondente do orçamento. Com base na informação anterior. 3. 1. 3. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 5. Compra de insumos. 5.

2. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. considerando a atividade produtiva e o volume de produção estimado. Indagar o valor de mercado desse tipo de serviço. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de investimento tecnológico. 5. No caso de não se dispor de conhecimentos prévios sobre o custo de honorários para assessores e/ou assistentes técnicos. Cotar o valor da pesquisa ou desenvolvimento por unidade de tempo (hora. 2. Determinar o valor da propriedade mediante a avaliação cadastral e. 3. em função desta. incluindo as obrigações fiscais de acordo com a legislação de cada país. Tudo aquilo que se defina como propriedade raiz. para consultoria ou assessoria. Investimento em tecnologia Equipamentos destinados especificamente para a atividade produtiva e cujo fim primordial implique em melhoria tecnológica. garagens. caso contrário. 3.9. depósitos etc. mês). é possível que em alguns países as Câmaras de Comércio disponham do valor ou. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 5. Cotar o valor dos equipamentos e maquinarias. seguros etc.11. Determinar o tipo de equipamentos e maquinaria necessários e suas características. nacionalização. Registrar o custo total estimado nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas de orçamento onde apareça a subconta de terrenos e edificações. Determinar o tipo de propriedade necessária e suas características. 143 . estabelecer o preço comercial. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. 3. Terrenos e edificações São lotes. Registrar o total estimado de honorários. Considerando as atividades consideradas produtivas. em caso de importação. pode-se cotar com entidades ou profissionais especializados nas áreas de assessoria e consultoria necessárias. casas. salário.10. edifícios. Pesquisa em tecnologia e desenvolvimento Recursos investidos em processos de pesquisa para o desenvolvimento de processos de produção e serviços a cargo da organização. 2. estimar o tempo necessário à pesquisa ou ao desenvolvimento. deve-se considerar os custos até sua colocação no local do projeto: transporte. empreitada.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 5. nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas do orçamento e planilhas de comprovação. dia. comissão. apartamentos. considerando a atividade produtiva e a renda que possa gerar. onde apareça o rubrica de pesquisa em tecnologia e desenvolvimento.

Gastos médicos Pagamento de gastos médicos adicionais e de contingência. se possível fixo. FUNDOS São recursos criados para fins específicos. seja para os trabalhadores ou integrantes da OB. deve-se considerar. 7. no mínimo: · • Estimar o valor. 3. Nestas políticas. etc. Registrar o total estimado em gastos médicos nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas do orçamento onde apareça a subconta de gastos médicos. Com base na informação anterior.) que possam ocorrer.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 6. 4. Estimar o valor de possíveis gastos médicos (consultas. 2.2. de acordo com registros de experiências anteriores ou também pelas conclusões obtidas depois de conhecer ou ter informações diversas sobre o assunto. seja para os beneficiários do projeto. seja para os beneficiários do projeto. Cotar o valor dos medicamentos ou estabelecer um fundo para isto. que será atribuído ao fundo.1. Cotar o valor dos gastos médicos previstos ou estabelecer um fundo para isto. que não estão cobertos pelos benefícios legais para o trabalhador dentro da OB. exames. ou como resultado de conclusões acumuladas depois de conhecer ou ter informações diversas sobre o assunto. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: 1. Medicamentos Gastos com medicamentos que não estejam incluídos nos benefícios de saúde exigidos pelo país de origem da OB. 1. que normalmente se utilizam neste tipo de organização para conceder créditos. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Sugere-se que se estabeleçam políticas claras para o estabelecimento do fundo necessário à OB. Passos sugeridos para o custeo desta rubrica e posterior registro na tabela correspondente: Estimar o valor de possíveis gastos com medicamentos nos quais se possa incorrer. Com base na informação anterior. 144 . Registrar o total estimado em medicamentos nas colunas correspondentes e nas diferentes tabelas do orçamento onde apareça a subconta de medicamentos. 3. OUTROS 6. seja para os trabalhadores ou integrantes da OB. Também se podem incluir nesta rubrica os gastos médicos relacionados com projetos específicos de saúde. 4. 2. ajudas. calcular o valor a orçar durante a vigência do projeto. cirurgias etc. calcular o valor a orçar durante a vigência do projeto. isto é. 6. de acordo com registros anteriores.

Registrar o valor que se destinará ao fundo específico na rubrica correspondente a fundos do plano de contas de saídas.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à • • Estabelecer as políticas de desembolso de tal fundo. 7. 145 .4. Recreação Recursos para programas de recreação de pessoal e beneficiários da organização.3. Programas de nutrição Recursos para programas de nutrição. 7. dependendo das rubricas específicas de fundos que existam. 7.1. Medicamentos Recursos para compra de medicamentos destinados ao pessoal determinado pela organização. 7.2. Educação Recursos destinados a programas educativos.

roupas confeccionadas. 2. Calcular a entrada por vendas. 7.). Registrar o total estimado de entradas por vendas nas tabelas de orçamento. Estimar o volume de vendas. cíclico). desenvolvimento do plantel. 6. Determinar o comportamento do mercado (permanente. APORTES PRÓPRIOS São os recursos disponíveis e gerados pela própria OB. Determinar a capacidade de produção ou comercialização. Determinar os preços de venda dos produtos ou serviços. Passos sugeridos para avaliação do orçamento de entradas por esta rubrica e seu posterior registro na tabela correspondente: 1. 3. 2. dentro da coluna e linha correspondente. 8. Vendas Renda que se estima obter por atividades produtivas ou de serviços que a OB oferece. 2. produtos transformados etc. Determinar as políticas de crédito. considerando programas de produção do bem ou serviço a ser 146 . assim como renda obtida por recuperação ou outras vendas de bens ou serviços que não fazem parte da atividade principal da organização.1. 5. Determinar o valor de mercado. comercializado (calendários de semeadura e colheita. APORTE SOLICITADO (REDE AMÉRICA) Corresponde aos recursos previstos a serem solicitados à entidade membro da RedEAmérica. 4.2 PROCESSO DE AVALIAÇÃO E REGISTRO DO ORÇAMENTO DE ENTRADAS 1.

ou investimentos em outras sociedades. 4. sejam integrantes. projetar os investimentos e calcular a renda a ser obtida nos diferentes períodos. da organização que executa o projeto. APORTES DA COMUNIDADE Passos sugeridos para avaliação do orçamento de entradas por esta rubrica e seu posterior registro na tabela correspondente: 1. através de uma entidade financeira.3. Renda de capital Renda que se estima obter pela rentabilidade dos investimentos. 3. Determinar as necessidades de financiamento adicional. 2. através de entidade financeira ou organismo de crédito. 3. fundos de investimento etc.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 2. Passos sugeridos para avaliação do orçamento de entradas por esta rubrica e seu posterior registro na tabela correspondente: 1. Passos sugeridos para avaliação do orçamento de entradas por esta rubrica e seu posterior registro na tabela correspondente: 1.2. 4 Determinar os excedentes de liquidez em cada período e a duração da mesma. 3. Com os parâmetros anteriores. 4. Através de sondagem. 2. dentro da coluna e linha correspondente. 2. ou não. Estimar o montante de aportes e se estes se dariam em espécie (dinheiro) ou "in natura" (bens e serviços). Estabelecer as necessidades de recursos do projeto. 2. Estabelecer a viabilidade de obter os recursos necessários. seja pelo manejo da liquidez. 3. Quantificar e totalizar o montante do que se estima obter por crédito. 147 . depósitos a prazo. estabelecer a possibilidade de obter recursos dos sócios. Registrar o total de ingressos estimados por aportes de sócios e afiliados nas tabelas de orçamento. dentro da coluna e linha correspondente. CRÉDITO Recursos que se estima obter por meio de créditos junto a entidades financeiras. 4. Cotar a rentabilidade em diferentes opções: poupança. Registrar o total estimado de entradas por renda de capital nas tabelas de orçamento. Os passos para avaliar e registrar os aportes da comunidade são os mesmos sugeridos para os aportes de sócios e afiliados. Recursos que se estima obter das pessoas que fazem parte da comunidade beneficiária do projeto. Aportes de sócios e afiliados Recursos que se espera obter dos membros que integram a OB executora do projeto. Registrar o total estimado de entradas por crédito nas tabelas de orçamento dentro da coluna e linha correspondente. afiliados e/ou comunidade.

3. Indicar outras possíveis fontes de entrada. Estimar o montante provável de recursos que seriam obtidos de outras fontes. Registrar o total estimado de entradas por outros aportes nas tabelas de orçamento dentro da coluna e linha correspondente. Aqui se incluem também as entradas que se estima obter como resultado dos pedidos de financiamento não reembolsável (doações) às diferentes entidades de apoio externo para cooperação.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 5. Passos sugeridos para avaliação do orçamento de entradas por esta rubrica e seu posterior registro na tabela correspondente: 1. 2. OUTROS APORTES Recursos diversos que se estima obter para o projeto. diferentes dos anteriores. 148 . tais como aportes de outras entidades públicas ou privadas. e diferentes das entidades que fazem parte da RedEAmérica.

DIANA CAROLINA GONZÁLEZ R. Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais .Orçamento para projetos de organizações de base ANEXO 2 QUE SÃO OS CUSTOS E QUAL É SUA APLICAÇÃO NO ORÇAMENTO? MANUEL GUILLERMO GONZÁLEZ B.

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salário do pessoal administrativo da organização. custos de hospedagem e alimentação dos participantes em um curso de formação. O custo total é o valor que corresponde ao bem ou serviço que se adquire ou o que se deve investir para produzi-lo. Trata-se apenas de uma forma diferente de apresentar o mesmo orçamento. É a soma de todos os custos diretos e indiretos.1 REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à QUE SÃO OS CUSTOS E QUAL É SUA APLICAÇÃO NO ORÇAMENTO? CUSTOS DIRETOS São os custos inerentes à prestação do serviço ou produto que se oferece e se relacionam diretamente com as atividades operacionais do projeto. Em termos gerais. CUSTOS INDIRETOS São os gastos administrativos da organização que se responsabiliza pelo projeto em geral e que não foram identificados como custos ou gastos diretos de uma atividade especificamente diferenciada dentro do projeto. Em um projeto cujo objetivo é a formação de promotores de saúde. que também deve ser igual à soma de custos diretos e indiretos. material de aprendizagem. CUSTOS TOTAIS É a avaliação de todas as saídas por gasto ou investimento atribuíveis ao projeto Fonte. O custo indireto desse mesmo projeto relaciona-se aos gastos gerais de administração da organização executora necessários para que o projeto possa ser realizado. Por exemplo: serviços públicos. compra de equipamentos de apoio para o desenvolvimento do projeto). o custo direto refere-se aos gastos e investimentos relacionados com o processo de formação dos promotores de saúde (pagamento de professores. pode-se dizer que os custos indiretos do projeto são os gastos administrativos da organização que se responsabiliza projeto em geral e que não foram identificados como custos ou gastos diretos de uma atividade específica. A soma total do orçamento de gastos por atividades deve ser igual à soma total do orçamento de gastos por rubrica. Autores 151 .

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Orçamento para projetos de organizações de base ANEXO 3 MANUSEIO DOS DOCUMENTOS COMPROVANTE DE GASTOS E ENTRADAS MANUEL GUILLERMO GONZÁLEZ B. Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base Programa Construção de Capacidades Institucionais . DIANA CAROLINA GONZÁLEZ R.

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CAIXAS MENORES E FUNDOS ESPECIAIS 1.2 1.1 NORMAS 155 .1 1.1 OBRIGADOS A EXPEDIR FATURA 3. HONORÁRIOS 4. REGIME DE FATURAMENTO 2. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS PARA OB 3.1 NORMAS 4.3 DEFINIÇÃO ABERTURA DAS CAIXAS MENORES REEMBOLSO DE CAIXAS MENORES 157 157 157 157 159 160 163 163 164 164 2.CONTEÚDO 1.

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1) Os gastos que se realizam recorrendo aos recursos de caixa menor devem estar de acordo com o estabelecido no documento de Uma vez elaborado o documento. Por conseguinte. Documentar a aprovação da criação do fundo fixo de caixa menor e realizar o registro da abertura (o qual deve ser assinado pelo respectivo responsável da caixa menor).2. o procedimento para a abertura de novas menores são montantes fixos reembolsáveis e que.Reembolso de caixas menores É importante considerar que os recursos entregues para o uso das caixas Segundo normas claras das OB. deve tramitar através de solicitação de recursos. estes reembolsos devem superar o valor aprovado para sua utilização. caixas menores é o seguinte: a) Elaborar um documento no qual se justifique a necessidade de criar a Em acréscimo ao que se disse.1 CAIXAS MENORES E FUNDOS ESPECIAIS REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à 1.1. a OB procederá à respectiva abertura. todo gasto que ultrapasse a soma estabelecida para esse fim. aprovação por um montante fixo. o qual será utilizado durante o atual período de vigência. ano imediatamente anterior e estuda tanto a continuidade das mesmas como o aumento ou diminuição de seu montante.Abertura de caixas menores 1.3. 1. o funcionário responsável pela boa utilização caixa menor e onde sejam especificados os gastos que serão cobertos de um fundo de caixa menor deve considerar os seguintes aspectos: com esses recursos. que são utilizados em dinheiro e estão destinados exclusivamente para atender a gastos menores. 2) Devem obedecer às normas contábeis. por nenhum motivo.Definição Os fundos fixos de caixa menor são recursos da organização de base (OB) em poder de funcionários desta. 157 . individualmente considerado. no início do ano a OB analisa a lista das caixas existentes que foram canceladas no encerramento do Os recursos de caixa menor não devem cobrir gastos que impliquem o provisionamento de algum tipo de imposto. e não através da caixa menor. legais e fiscais em vigor. 3) b) c) Para o caso dos fundos de caixa menor já existentes.

É importante ressaltar que as faturas e/ou documentos equivalentes e demais comprovantes devem corresponder ao período em que se efetua o reembolso. se se apresenta um reembolso para o período de janeiro de 2001. realizada por uma pessoa de nível adequado com vínculo trabalhista com a OB. a assinatura e o número do documento do funcionário beneficiário do pagamento. assim como também a aprovação do gasto. isto tem o fim de cumprir as normas contábeis geralmente aceitas. Os gastos de transporte devem ser apresentados em um vale. 5) Para o reembolso. em nome da OB. acrescentando os devidos comprovantes (faturas e vales de transporte). as quais indicam que os gastos devem ser considerados de tal forma que se consiga o adequado registro das operações na conta apropriada. 8) Os demais gastos cobertos com recursos de caixa menor (exceto os gastos de transporte) devem ser comprovados com fatura de venda. isto é. e não a meses anteriores. registrando os gastos correspondentes a transportes no máximo por uma semana e de cada pessoa beneficiária do pagamento. Além disso.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO 4) Os recursos da caixa menor devem ser utilizados para gastos menores e urgentes. este vale deve incluir o nome. detalhe do gasto (locais aonde se deslocou o funcionário) e o valor do gasto de transporte em cada anotação. ou seu equivalente. indicando: cidade e data. 158 . 7) Os gastos da rubrica de transporte urbano devem cumprir com os seguintes requisitos: preencher e registrar no vale de transporte urbano. os documentos de comprovação devem corresponder a esse período. 6) Os reembolsos devem ser efetuados segundo o estabelecido nas políticas. diretamente relacionados à atividade da OB. de modo a obter o justo cômputo do resultado líquido do período. Estas faturas devem obedecer aos requisitos expostos no regime de faturamento que se apresenta a seguir. pelo montante correto e no período correspondente. deve-se registrar e gerar a planilha de caixa menor.

ademais. a fatura identifica a realização de um contrato de compra e venda ou de prestação de serviços. É obrigatório exigir a fatura ou o documento equivalente. A fatura. as condições de pagamento. já que o pagamento pode ser realizado posteriormente ao faturamento. 159 . no qual se discrimina em detalhe o conteúdo do contrato. a pessoa que intervém na compra. Todos os que adquirem bens móveis ou serviços estão obrigados a exigir a fatura ou documentos equivalentes que estabeleçam as normas legais. o montante da transação. Mediante este documento. Comercialmente. fonte principal do registro contábil da transação Está estabelecido que os fatos econômicos devem ser documentados por meio de comprovantes de origem interna ou externa. gera-se a transferência do bem ou do serviço comercializado. com indicação do preço e seu pagamento. os comprovantes devem ser utilizados para registrar as operações nos livros auxiliares ou de detalhe. bem como apresentá-los quando os funcionários do ente fiscalizador existente assim o exigirem. em muitos casos.2 REGIME DE FATURAMENTO REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à É evidente o direito que todo comprador tem de exigir do vendedor a entrega de uma fatura das mercadorias vendidas. a pessoa que intervém na venda e. devidamente datados e autorizados por aqueles que neles intervêm. sem que se tenha realizado em sua totalidade.

no mínimo. Em certas transações. c) Registrar nome e sobrenome ou razão social do comprador dos bens ou serviços. • Fatura cambial de transporte. 160 . esta obrigação cabe a: Pessoas que tenham a condição de comerciantes. Pessoas que alienem produtos da atividade agrícola ou criação de gado. permite-se a entrega da cópia. por se tratar de um responsável com direito ao desconto correspondente. quando for exigida a discriminação do imposto pago.Obrigados a expedir fatura Atualmente. será suficiente entregar cópia da mesma. e) Data de sua expedição. • Tíquete de transporte (no caso das empresas que vendem tíquetes de transporte. como nestes casos: • Fatura cambial de compra e venda. o documento deve cumprir. sobrenome e identificação do vendedor • Nome e sobrenome ou razão social e identificação do comprador • Numeração consecutiva • Data da operação • Descrição do bem • Valor da operação Eis alguns exemplos: • Comerciantes • Importadores • Prestadores de serviços • Vendas a consumidores finais Entrega do original por parte do vendedor Na expedição da fatura. g) Valor total da operação. não será obrigatório entregar o original da fatura). deve-se entregar o original ao comprador e conservar a cópia com o vendedor.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO Para que seja válido. f) Descrição específica ou genérica dos artigos vendidos ou dos serviços prestados. Pessoas que exerçam profissões liberais ou prestem serviços inerentes a estas. por um documento equivalente que contenha os seguintes dados: • Nome. sobrenome e identificação do vendedor ou de quem presta serviço. b) Registrar nome. d) Conter um número que corresponda a um sistema de numeração consecutiva das faturas de venda. os seguintes requisitos: a) Estar indicado expressamente como fatura de venda ou seu equivalente. como comprovante da contabilidade. exceto quando se trata de pessoas físicas e a transação ultrapasse a quantia de vendedor.1. 2.

como no setor bancário. 2. Podem ser: existem outros documentos comprobatórios da entrada. • Pequenos distribuidores de gás natural comprimido. pois. • Tíquetes de máquinas registradoras. reconhecidos pelo governo nacional. • Fundos de empregados nas operações financeiras. de poupança. • Alienações e arrendamentos de bens que sejam ativos fixos para o alienador ou arrendador que não seja um comerciante. títulos de capitalização e respectivos comprovantes de pagamento. Casos em que não é exigida a expedição de fatura • Cooperativas de poupança e crédito. • Apólices de seguros.1. o original será conservado pelo vendedor até que se cancele a obrigação. É um título valor que o transportador poderá liberar e entregar ou enviar ao remetente ou transportador. 2. Quando se tratar de fatura cambial de compra e venda. corporações financeiras. 2. • Serviços de banho públicos. • Serviços com vínculo trabalhista. • Tíquetes de transporte de passageiros. • Transporte público urbano ou metropolitano de passageiros. Faturas especiais a) Fatura cambial. caracteriza por contar com alguns dos requisitos daquela.1.3. • Pessoas físicas que alienem produtos agrícolas ou pecuários que não ultrapassem um montante estabelecido pela organização de base nas políticas de desembolsos.2. entrega-se a cópia ao comprador.REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à • Papel químico como o sobreflex (papel especial colombiano). habitacionais e as companhias de financiamento comercial.1. 161 . o qual se ou documento equivalente. • Recibos de pagamento de matrícula e mensalidades expedidos por estabelecimentos de educação. • Entradas de espetáculos públicos. Esta fatura não poderá ser liberada se não corresponde a um contrato de transporte efetivamente executado. e não se justifica sua duplicação. • Pequenos distribuidores de combustíveis derivados do petróleo. • Cooperativas multiativas e integrais nas operações financeiras. São os seguintes os casos em que não há obrigação de faturar: • Bancos. • Instituições auxiliares do cooperativismo nas operações financeiras. em certos casos. b) Fatura cambial de transporte. Documentos equivalentes substitutos de uma fatura A obrigação de faturar pode ser substituída (em casos excepcionais) pela Certas transações econômicas são excluídas da obrigação de expedir fatura expedição de documento denominado equivalente à fatura.1. No momento da transação. • Boleto de jogo de apostas. o documenta terá esta denominação. • Órgãos cooperativos de grau superior.

• Contratos de medicina pré-pagos. 2. O sistema de faturamento deverá numerar de forma consecutiva as faturas e fornecer os meios necessários para sua verificação e auditoria. rifas e apostas. • Transação registrada em bolsa de valores. • Fatura eletrônica. por exemplo. empresas de economia mista onde o Estado possua mais de 50%. Recibos expedidos pelas câmaras de comércio e cartórios.1. • Documentos emitidos por entidades de direito público. • Descontos em folha. • Certificado do fornecedor pela venda a empresas de comercialização internacionais. Requisitos dos documentos equivalentes Os documentos equivalentes à fatura deverão apresentar numeração consecutiva. • Comissões de bolsa de valores. • • • Recibos emitidos por empresas prestadoras de serviços públicos domiciliares. empresas industriais e comerciais do Estado.5. poderão conter prefixos alfanuméricos. a fatura eletrônica e por computador. fundos mútuos de investimento. • Loterias.1.4.ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO UNIDADE TRÊS â ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO ORÇAMENTO • Extratos expedidos por entidades fiduciárias. • Venda de produtos agrícolas ou pecuários. e sua transmissão se realiza de forma eletrônica a partir do computador do vendedor até o computador do comprador. alfabéticos ou numéricos. fundos de valores e fundos de pensão. 2. fundos de investimento. fundos de investimento estrangeiros. Cobrança de pedágios. Quando se trata de tíquetes expedidos por máquinas registradoras. Fatura eletrônica É um documento eletrônico que comprova uma transação de venda de bens ou prestação de serviços. 162 .

A solicitação de recursos deve estar comprovada por documentos originais em nome da OB ou com base no orçamento aprovado. As anulações deverão ser efetuadas no mesmo dia em que ocorreu o erro. além da conta de cobrança. 5. Orçamento aprovado Preencher o formulário de solicitação de recursos A solicitação não deve apresentar emendas ou rasuras Toda solicitação deverá apresentar duas assinaturas: SOLICITA: Quem elabora a solicitação AUTORIZA: Assinatura autorizada da OB 6. Todo contrato que se realize com pessoa física deve ser comprovado por um contrato civil de prestação de serviços. 3. 8.Normas 1. Ver requisitos da fatura em reembolso de caixa menor.3 SOLICITAÇÃO DE RECURSOS PARA A OB REDEAMÉRICA â MANUAL DE ORÇAMENTOS PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE BASE à Documento para o trâmite de pagamentos que a OB efetua. Comprovante que não cumpra este requisito não será aceito. 163 . 3. 4. As rubricas orçamentárias da solicitação de recursos devem corresponder à natureza do gasto aceita pelas políticas da Rede (se for o caso).1. 2. 7.

etc.1.Normas 1. concertos. Nota: Ver requisitos da fatura em reembolso de caixa menor. e no qual predomine o fator intelectual sobre o puramente material ou mecânico. Corresponde a contratos civis e não geram obrigações sociais. tradutores. É preciso esclarecer que os honorários serão pagos por aquelas atividades excepcionais que não possam ser desempenhadas por alguém pertencente à OB. Todo pagamento que seja efetuado a pessoa física deve ser comprovado com os formulários simplificados de contrato civil de conferencistas. o pagamento deverá ser comprovado por conta de cobrança e a cópia do contrato.4 HONORÁRIOS Remunerações pelo trabalho prestado por uma pessoa física ou jurídica. Sempre que prestados por pessoas físicas. 4. Para o pagamento de conferências. assessores. Quando se tratar de pessoas jurídicas. sem que exista um contrato de trabalho. o pagamento deverá ser comprovado por fatura e cópia do contrato. deve-se especificar as horas empregadas e o valor de cada uma delas. jurados. auditores. Inclui honorários para consultores. 164 . 2. Não se deve efetuar pagamentos sem que o trabalho tenha sido realizado. etc. modelos para aulas de desenho.

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