TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 Objeto: Contratação por Excepcional Interesse Público Relator: Auditor Renato

Sérgio Santiago Melo Responsáveis: José Carlos Vidal e outro Advogados: Dr. Johnson Gonçalves de Abrantes e outros Procurador: Arthur Martins Marques Navarro EMENTA: PODER EXECUTIVO MUNICIPAL – ADMINISTRAÇÃO DIRETA – ATOS DE GESTÃO DE PESSOAL – ADMISSÕES TEMPORÁRIAS DE SERVIDORES – CONTRATAÇÕES POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO – APRECIAÇÃO DA MATÉRIA PARA FINS DE REGISTRO – ATRIBUIÇÃO DEFINIDA NO ART. 71, INCISO III, DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA, E NO ART. 1º, INCISO VI, DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N.º 18/1993 – EXAME DA LEGALIDADE – Preenchimento de diversos cargos típicos da administração pública sem a realização do devido concurso público – Transgressão ao disciplinado no art. 37, inciso II, da Constituição Federal – Necessidade imperiosa de imposição de penalidade, ex vi do disposto no art. 56 da Lei Orgânica do TCE/PB, e de fixação de prazo para diligência, por força do instituído no art. 71, inciso VIII, da Constituição Estadual. Irregularidade. Aplicação de multa. Estabelecimento de termo para pagamento. Assinação de lapso temporal para restabelecimento da legalidade. Determinação. Recomendação. Representação. ACÓRDÃO AC1 – TC – 00726/13 Vistos, relatados e discutidos os autos do processo acima caracterizado, relativos ao exame da legalidade das contratações por excepcional interesse público realizadas pelo Município de Gurjão/PB nos anos de 2007 e 2008, acordam os Conselheiros integrantes da 1ª CÂMARA do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA, por unanimidade, em sessão realizada nesta data, na conformidade da proposta de decisão do relator a seguir, em: 1) CONSIDERAR IRREGULARES as contratações discriminadas às fls. 379/380 dos autos. 2) APLICAR MULTA ao antigo Prefeito Municipal de Gurjão/PB, Sr. José Carlos Vidal, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF sob o n.º 048.454.634-15, no valor de R$ 2.805,10 (dois mil, oitocentos e cinco reais e dez centavos), com base no que dispõe o art. 56, inciso II, da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993 – LOTCE/PB. 3) FIXAR o prazo de 30 (trinta) dias para recolhimento voluntário da penalidade ao Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, conforme previsto no art. 3º, alínea “a”, da Lei Estadual n.º 7.201, de 20 de dezembro de 2002, com a devida comprovação do seu efetivo cumprimento a esta Corte dentro do prazo estabelecido, cabendo à Procuradoria

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 Geral do Estado da Paraíba, no interstício máximo de 30 (trinta) dias após o término daquele período, velar pelo seu integral cumprimento, sob pena de intervenção do Ministério Público Estadual, na hipótese de omissão, tal como previsto no art. 71, § 4º, da Constituição do Estado da Paraíba, e na Súmula n.º 40 do eg. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba – TJ/PB. 4) ASSINAR o lapso temporal de 60 (sessenta) dias para que o atual Chefe do Poder Executivo de Gurjão/PB, Sr. Ronaldo Ramos de Queiroz, promova o restabelecimento da legalidade na composição do quadro de pessoal da Urbe. 5) DETERMINAR o traslado de cópias desta decisão para os autos do processo de prestação de contas originários do Município de Gurjão/PB, relativos ao exercício financeiro de 2013, objetivando subsidiar a análise das referidas contas e verificar o cumprimento do item “4” supra. 6) FAZER recomendações no sentido de que o atual Alcaide, Sr. Ronaldo Ramos de Queiroz, não repita a irregularidade apontada no relatório da unidade técnica deste Tribunal e observe, sempre, os preceitos constitucionais e infraconstitucionais pertinentes. 7) Com fulcro no art. 71, inciso XI, c/c o art. 75, caput, da Carta Constitucional, REMETER cópia das peças técnicas, fls. 129/130, 132/134, 369/370, 378/381, 579/581 e 658/660, dos pareceres do Ministério Público Especial, fls. 372/374 e 662/665, bem como desta decisão à augusta Procuradoria Geral de Justiça do Estado para as providências cabíveis. Presente ao julgamento o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas Publique-se, registre-se e intime-se. TCE – Sala das Sessões da 1ª Câmara, Mini-Plenário Conselheiro Adailton Coêlho Costa João Pessoa, 04 de abril de 2013

Conselheiro Arthur Paredes Cunha Lima
PRESIDENTE

Auditor Renato Sérgio Santiago Melo
RELATOR

Presente:
Representante do Ministério Público Especial

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 RELATÓRIO AUDITOR RENATO SÉRGIO SANTIAGO MELO (Relator): Cuidam os presentes autos do exame da legalidade das contratações por excepcional interesse público realizadas pelo Município de Gurjão/PB nos anos de 2007 e 2008. Os peritos da Divisão de Auditoria da Gestão de Pessoal – DIGEP, com base nos documentos encartados aos autos, emitiram relatórios, fls. 129/130 e 132/134, constatando, sumariamente, que as contratações foram precedidas de processo seletivo simplificado de etapa única, contemplando exame de currículo e entrevista com o candidato. Em seguida, os técnicos da unidade de instrução destacaram que o certame foi extremamente subjetivo e não se adequou aos princípios constitucionais previstos para a Administração Pública. Além disso, apontaram as seguintes eivas: a) ausência de envio dos contratos originais; b) carência de comprovação de recolhimento das contribuições securitárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS; c) falta da legislação local autorizadora da contratação por excepcional interesse público; e d) não apresentação de motivos para as citadas contratações. Realizada a citação do antigo Chefe do Poder Executivo da Comuna de Gurjão/PB, Sr. José Carlos Vidal, fls. 135/138, este apresentou contestação e documentos, fls. 140/367, onde asseverou, resumidamente, que anexou ao feito todo o procedimento simplificado, os contratos originais de admissões e a publicação da legislação pertinente ao caso. Em seguida, os analistas da DIGEP, após esquadrinharem as citadas peças de defesa, emitiram relatório, fls. 369/370, onde informaram que nem todos os contratos originais foram remetidos. E, quanto às demais irregularidades, mantiveram in totum o posicionamento exordial. O Ministério Público junto ao Tribunal pugnou pela irregularidade dos atos de admissão decorrentes de contratação por excepcional interesse público, pela imputação de multa à autoridade responsável e pelo envio de recomendação à administração municipal no sentido de conferir estrita observância aos ditames constitucionais e infraconstitucionais para não mais incorrer em vícios transgressores da legalidade, fls. 372/374. Depois da solicitação de pauta para a sessão do dia 17 de julho de 2008, fls. 375/376, o feito foi remetido à DIGEP e os seus especialistas emitiram nova peça técnica, fls. 378/381, na qual destacaram os nomes, as funções e os salários dos contratados, como também o prazo de vigência dos ajustes, inclusive as prorrogações de acordos ocorridas. Ademais, mantiveram as eivas anteriores e incluíram as seguintes irregularidades: a) desobediência à ordem de classificação do certame, pois o candidato Antonildo Vicente Nunes foi contratado em detrimento da candidata Maria Francinete da Silva; b) não realização de outro procedimento seletivo simplificado no ano de 2008, haja vista que os contratos por

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 excepcional interesse público devem ser pelo período de 06 (seis) meses; e c) não inclusão das despesas com pessoal na Lei de Diretrizes Orçamentária – LDO e na Lei Orçamentária Anual – LOA, conforme dispõe o art. 169, § 1º, incisos I e II, da Carta Magna. Processada a notificação do antigo Alcaide de Gurjão/PB, Sr. José Carlos Vidal, fls. 383/388, este protocolou defesa, fls. 389/563, justificando, em suma, que: a) os contratos originais, os comprovantes de recolhimentos previdenciários das competências setembro de 2007, julho e dezembro de 2008 foram insertos, por amostragem, ao caderno processual; b) a Sra. Maria Francinete da Silva trabalhou até o dia 30 de setembro de 2007, quando saiu por livre e espontânea vontade; e c) a cópia da Lei Municipal n.º 151, de 08 de janeiro de 2007, demonstra a autorização para as despesas com pessoal. Instados a se pronunciarem, os peritos da Divisão de Auditoria da Gestão de Pessoal – DIGEP emitiram relatório, fls. 579/581, considerando esclarecidas as máculas concernentes à ausência dos contratos originais, à carência de comprovação do recolhimento das contribuições securitárias devidas ao INSS, à falta da legislação local autorizadora da contratação por excepcional interesse público, bem como à desobediência à ordem de classificação do certame. E, por derradeiro, além de sugerirem o envio da folha de pagamento para comprovação da permanência ou não dos contratados nos quadros de pessoal da Comuna, mantiveram as seguintes máculas: a) ausência de motivos para as contratações por excepcional interesse público; b) não encaminhamento da LDO e da LOA respeitante ao exercício financeiro de 2008; e c) carência de realização de outro procedimento seletivo simplificado no ano de 2008. Diante da inovação processual, o ex-Prefeito do Município de Gurjão/PB, Sr. José Carlos Vidal, foi novamente notificado, fls. 582/588 e 611/617, tendo, mais uma vez, encaminhado contestação, fls. 589/609 e 619/648, onde a citada autoridade alegou, sinteticamente, que: a) as contratações ocorridas por meio de certame simplificado foram para os programas sociais do Governo Federal que podem se extinguir a qualquer momento; b) o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, em resposta à Consulta n.º 657277, se posicionou favoravelmente à contratação temporária para tal situação; c) o edital do procedimento simplificado estabeleceu o prazo de 12 (doze) meses, podendo o acordo ser renovado por igual período; e d) a LDO e a LOA do exercício de 2008 foram anexadas ao caderno processual. Remetido mais uma vez o feito aos técnicos desta Corte, estes emitiram relatório, fls. 658/660, onde informaram que a mácula respeitante ao não envio da LDO e da LOA não mais persistia. Além disso, mencionaram que o simples fato do edital prever a contratação por 12 meses, com possibilidade de renovação dos acordos, não acobertava as prorrogações ocorridas. Por fim, enfatizaram que a autoridade responsável deveria ter realizado concurso público, pois as funções exercidas eram típicas de cargos efetivos e os serviços de natureza permanente.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 O Ministério Público Especial, ao se manifestar conclusivamente acerca da matéria, fls. 662/665, pugnou pela (o): a) irregularidade dos atos de admissão decorrentes de contratação por excepcional interesse público; b) imputação de multa à autoridade responsável, com fulcro no art. 56, inciso II, da LOTCE/PB; c) encaminhamento de recomendação à administração da Urbe de Gurjão/PB no sentido de evitar a contratação por excepcional interesse público fora das hipóteses legais; e d) assinação de prazo para o restabelecimento da legalidade, notadamente o afastamento dos prestadores de serviço irregularmente contratados e a adequação do quadro de pessoal da Comuna aos moldes estabelecidos pela Constituição Federal. Nova solicitação de pauta, conforme fls. 666/667 dos autos. É o relatório. PROPOSTA DE DECISÃO AUDITOR RENATO SÉRGIO SANTIAGO MELO (Relator): Inicialmente, cabe destacar que a contratação de servidores por excepcional interesse público está prevista no art. 37, inciso IX, da Constituição Federal e trata-se de uma exceção à obrigatoriedade do concurso público para ingresso nos quadros funcionais dos órgãos e entidades que compõem a administração pública (art. 37, inciso II, da Lei Maior), devendo vigorar apenas em período predeterminado. Além do atendimento aos dispositivos constitucionais pertinentes, devem tais contratações enquadrar-se nas hipóteses previstas em lei ordinária federal, estadual ou municipal, dependendo do ente envolvido. In casu, os peritos do Tribunal, com base nos contratos firmados nos anos de 2007 e 2008 pela Comuna, fls. 145/242, evidenciaram que os ajustes foram para funções relacionadas aos serviços contínuos da Comuna. Com efeito, os mencionados ajustes foram realizados para o preenchimento de diversos cargos típicos da administração pública, não podendo, portanto, serem enquadrados na excepcionalidade estabelecida no art. 37, inciso IX, da Lex Legum, pois as serventias deveriam, na verdade, ser executadas por servidores efetivos, ou seja, devidamente selecionados mediante a implementação de concurso público de provas ou de provas e títulos. Neste sentido, cumpre assinalar que a ausência do certame público para seleção de servidores afronta os princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade administrativa e da necessidade de concurso público, devidamente estabelecidos na cabeça e no inciso II, do art. 37, da Lei Maior, ipsis litteris:

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: I - (omissis) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (grifamos)

Abordando o tema em disceptação, reportamo-nos, desta feita, à jurisprudência do respeitável Supremo Tribunal Federal – STF, senão vejamos:

AÇÃO POPULAR – PROCEDÊNCIA – PRESSUPOSTOS. Na maioria das vezes, a lesividade ao erário público decorre da própria ilegalidade do ato praticado. Assim o é quando dá-se a contratação, por município, de serviços que poderiam ser prestados por servidores, sem a feitura de licitação e sem que o ato tenha sido precedido da necessária justificativa. (STF – 2ª Turma – RE n.º 160.381/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio, Diário da Justiça, 12 ago. 1994, p. 20.052)

Ademais, é importante realçar que as referidas contratações podem ensejar ato de improbidade administrativa, conforme disciplina o art. 11, inciso I, da lei que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional (Lei Nacional n.º 8.429, de 02 de junho de 1992), verbum pro verbo:

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres da honestidade, imparcialidade, legalidade e a lealdade às instituições, e notadamente: I – praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência; (grifos nossos)

Destarte, diante da possibilidade de saneamento da eiva, cabe a este Pretório de Contas assinar prazo ao atual administrador do Município de Gurjão/PB, Sr. Ronaldo Ramos de

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 Queiroz, com vistas à adoção das providências necessárias ao exato cumprimento da lei, ex vi do disposto no art. 71, inciso VIII, da Constituição do Estado da Paraíba, verbatim:

Art. 71. O controle externo, a cargo da Assembléia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete: I – (...) VIII – assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

Assim, resta configurada, além da irregularidade das contratações por excepcional interesse público, concorde relação constante no relatório técnico, fls. 378/381, a necessidade imperiosa de imposição da multa de R$ 2.805,10, ao antigo Chefe do Poder Executivo do Município de Gurjão/PB, Sr. José Carlos Vidal, prevista no art. 56 da Lei Orgânica do TCE/PB (Lei Complementar Estadual n.º 18, de 13 de julho de 1993), sendo o ex-gestor enquadrado no seguinte inciso do referido artigo, verbo ad verbum:

Art. 56 – O Tribunal pode também aplicar multa de até Cr$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de cruzeiros) aos responsáveis por: I – (omissis) II – infração grave a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial;

Ante o exposto, proponho que a 1ª CÂMARA do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA: 1) CONSIDERE IRREGULARES as contratações por excepcional interesse público dos beneficiários discriminados às fls. 379/380 dos autos. 2) APLIQUE MULTA ao antigo Prefeito Municipal de Gurjão/PB, Sr. José Carlos Vidal, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF sob o n.º 048.454.634-15, no valor de R$ 2.805,10 (dois mil, oitocentos e cinco reais e dez centavos), com base no que dispõe o art. 56, inciso II, da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993 – LOTCE/PB. 3) FIXE o prazo de 30 (trinta) dias para recolhimento voluntário da penalidade ao Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, conforme previsto no art. 3º, alínea “a”, da Lei Estadual n.º 7.201, de 20 de dezembro de 2002, com a devida comprovação do seu efetivo cumprimento a esta Corte dentro do prazo estabelecido, cabendo à Procuradoria

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC Nº 01414/07 Geral do Estado da Paraíba, no interstício máximo de 30 (trinta) dias após o término daquele período, velar pelo seu integral cumprimento, sob pena de intervenção do Ministério Público Estadual, na hipótese de omissão, tal como previsto no art. 71, § 4º, da Constituição do Estado da Paraíba, e na Súmula n.º 40 do eg. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba – TJ/PB. 4) ASSINE o lapso temporal de 60 (sessenta) dias para que o atual Chefe do Poder Executivo de Gurjão/PB, Sr. Ronaldo Ramos de Queiroz, promova o restabelecimento da legalidade na composição do quadro de pessoal da Urbe. 5) DETERMINE o traslado de cópias desta decisão para os autos do processo de prestação de contas originários do Município de Gurjão/PB, relativos ao exercício financeiro de 2013, objetivando subsidiar a análise das referidas contas e verificar o cumprimento do item “4” supra. 6) FAÇA recomendações no sentido de que o atual Alcaide, Sr. Ronaldo Ramos de Queiroz, não repita a irregularidade apontada no relatório da unidade técnica deste Tribunal e observe, sempre, os preceitos constitucionais e infraconstitucionais pertinentes. 7) Com fulcro no art. 71, inciso XI, c/c o art. 75, caput, da Carta Constitucional, REMETA cópia das peças técnicas, fls. 129/130, 132/134, 369/370, 378/381, 579/581 e 658/660, dos pareceres do Ministério Público Especial, fls. 372/374 e 662/665, bem como desta decisão à augusta Procuradoria Geral de Justiça do Estado para as providências cabíveis. É a proposta.

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