Interação entre patógenos hospedeiros e meio ambiente.

A ocorrência de uma doença infecciosa dentre elas a dengue e a poliomielite depende de muitos fatores algum dos quais citaremos abaixo: 1°fatores relacionados ao meio ambiente:. Fatores físicos como localização geográfica, clima, temperatura, umidade e estação do ano. Disponibilidade de reservatórios apropriados. Hospedeiros intermediários. Vetores. Condições sanitárias e de moradia. Eliminação adequada de dejetos. Disponibilidade de água potável que pode ser ingerida. 2°.fatores relacionados as patógenos:. A virulência do patógeno;alguns patógenos são mais virulentos que outros. Existência de uma via para o patógeno penetrar no organismo; uma porta de entrada. Quantidades de organismos que penetra no corpo; isto é, quantidade suficiente para causar infecção. 3°. fatores relacionados a hospedeiros ( isto é, a pessoal que pode se tornar infectada):. estado de saúde do individuo. Estado nutricional. Moradia. Higiene. Nível sócio econômico. Condição imunológica.

ciclo de infecção.
1°. primeiro é necessário um patógeno. Como exemplo o mosquito. 2°. é necessário uma fonte do patógeno isto é, um reservatório. Como exemplo a água limpa parada. 3°. é necessário uma porta de saída. 4°. é necessário uma porta de entrada. 5°. é necessário um hospedeiro susceptível.

Reservatórios de infecção.

Os reservatórios humanos e animais podem ou não se tornar doentes de fato. Entretanto. Os portadores passivos transportam o patógeno sem jamais terem desenvolvido a doença. geralmente. a criança não morre quando é contaminada. As conseqüências mais comuns ocorrem nos membros inferiores. o patógeno pode ser transmitido do portador a outros que podem. Um portador incubador é a pessoa capas de transmitir o patógeno durante o período de incubação de determinada doença infecciosa. poeira. insetos. Quanto ao meio ambiente os reservatórios incluem o solo. alimentos contaminados. animais domésticos. certos insetos. ate que seja transferido para um hospedeiro. tanto diretamente. então tornar-se doentes. Secreções respiratórias ou fezes são. Na maioria das vezes. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral. mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia. entrar em contato com o alimento. água. A pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que. Os portadores convalescentes abrigam e podem transmitir determinado patógeno enquanto se recuperam da doença infecciosa. principalmente em um ambiente em que o saneamento básico é desfavorável. mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. Os portadores ativos se recuperam completamente da doença. O mais importante reservatório de doenças infecciosas humanas é o próprio ser humano. mas continuam abrigando o patógeno indefinidamente. animais silvestre infectados e outros. Portadores humanos. Um portador é uma pessoa que esta colonizada por determinado pato patógeno. Reservatórios vivos. atinge quem não foi devidamente imunizado. Um reservatório é qualquer lugar onde o patógeno pode se multiplicar ou meramente sobreviver. com os brinquedos. mas o patógeno não esta causando doenças a esta pessoa. Poliomielite: A poliomielite é uma infecção grave. Os reservatórios vivos incluem o ser humano. Uma pessoa que teve a poliomielite. Os reservatórios podem ser hospedeiros vivos ou objetos inanimados. Figura. ou atingir a criança por via oral ou pela ingestão de água contaminada. dependendo dos patógenos que estejam abrigando. certos aracnídeos. quanto indiretamente através de alimento ou água. Como o vírus é muito leve. de um portador para um individuo susceptível. animais silvestre. os veículos pelos quais o patógeno é transferido. o solo e o . em contato com o ambiente. o vírus pode contaminar a água. ele pode ser levado pelo ar.São muitas e variadas as fontes de microrganismos que causam doenças. São conhecidas como reservatórios de infecção ou simplesmente reservatórios.

as crianças não correrão risco de adquirir a doença”. Datas importantes para a erradicação da poliomielite no Brasil • 1961: Realização das primeiras campanhas com a vacina oral contra poliomielite • 1971: Implantação do Plano Nacional de Controle da Poliomielite • 1977: Definição das vacinas obrigatórias aos menores de um ano em todo o território nacional e Aprovação do modelo da Caderneta de Vacinações válida em todo território nacional. Índia. náusea e vomito. • 1989: Ocorrência do último caso de poliomielite no Brasil.meio ambiente de forma geral. Quênia. • 1980: Início dos Dias Nacionais contra a paralisia infantil no Brasil. • 1987: Mudança na formulação da vacina oral contra a poliomielite. Mali. • 1990: Criação na OPAS/OMS da Comissão Internacional para Certificação da Erradicação da Poliomielite nas Américas. Outros 15 países têm registro de casos importados: Sudão. • 1986: Criação do personagem-símbolo da erradicação da poliomielite. É importante se manter a vigilância e as crianças imunizadas. além disso. aumentado a concentração do poliovírus tipo 3. Benim. em crianças mais velhas e adultos. A doença mais grave ocorre. “O Brasil tem um comércio com algumas dessas nações e. Agente Etiológico: Poliovírus. A Poliomielite e o mundo: Existe um movimento mundial de erradicação da pólio. cefaleia. Niger. Chade. • 1994: Brasil recebe o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem. República Central da África. Burkina Faso. Togo. Gana. mais provavelmente . Nigéria e Paquistão. existe um fluxo migratório de pessoas de lá para cá. Embora tenha sido um grande problema de saúde a OMS esta tentando erradicar a doença em todo o país. Angola. Ela é endêmica (a transmissão da doença é constante) em quatro países: Afeganistão. Nepal e República Dominicana do Congo. Se alguém trouxer o vírus de um desses países. explica a coordenadora. Sintomas: A maioria dos pacientes constitui enfermidade de pouca importância com :febre. Em cerca de 1% dos pacientes a doença progride para intensa dor muscular. Costa do Marfim. o Zé Gotinha. um vírus RNA da família Picornaviridae (pequenos vírus RNA) Reservatório e Forma de transmissão: . não é motivo para descanso. • 1984: Introdução em alguns estados da estratégia de multivacinação por meio dos Dias Nacionais de Vacinação contra a poliomielite para as crianças de 0 a 4 anos de idade. Uganda. mal estar. O fato de a pólio estar erradicada no Brasil. rigidez de nuca e costas com ou sem paralisia flácida.

na vacinação de rotina. também por secreções orofaríngeas. Além do esquema básico – as três doses de rotina – a criança de até cinco anos de idade tem de tomar todos os anos as duas doses da campanha. “As várias doses se justificam por isso. CSF ou secreções orofaríngeas. utilizando-se técnicas de cultura de células e de imunodiagnóstico. contendo os três tipos de Poliovírus (1. . Produto utilizado para erradicar a doença poliomielite do meio ambiente: vacina oral. ela tem oportunidade de se imunizar Idade para vacinação: A partir dos dois meses. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um vírus. utensílios ou boca da criança. trivalente. atenuados. principalmente através da via fecal-oral. Cuidados na aplicação: Deve-se tomar cuidado máximo em não contaminar o recipiente e/ou contagotas. da-se ai a necessidade de erradicar a doença do meio ambiente. Durante a campanha pode ser aplicada desde o nascimento como dose válida. Diagnóstico: Isolamento do vírus pólio de amostras de fezes. com as várias doses.Ser humano infectado. A transmissão é pessoa a pessoa. Até porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus.2 e 3). A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e disponível durante todo o ano nos postos de saúde. Estes não devem entrar em contato com móveis. Caso isso aconteça precisam ser desprezados.

Dengue: Entre os fatores para o grande crescimento no número de casos de dengue estão as condições ambientais ambientais. Estes vírus pertencem a família Flavivirus e caracterizam-se por serem vírus envelopados contendo um genoma composto por uma fita simples de RNA e que codifica três proteínas estruturais (capsídeo. ou várias pessoas repetidamente. 2. Entre os fatores para o grande crescimento no número de casos de dengue estão as condições ambientais favoráveis e a falta de conscientização da população. não deixar água nem mesmo limpa parada. pela picada do mosquito infectado. mialgia. O vetor da doença é o mosquito Aedes aegypti. acontece o período de incubação intrínseco. A maioria das infecções pelo vírus dengue são assintomáticas ou oligossintomáticas. Este período é. 3. estes atravessam o intestino médio e alcançam a glândula salivar através da hemocele. Forma de doença com início . onde para se obter resultados positivos é necessário trabalho educativo e sensibilização de limpeza e o principal. cefaleia intensa. Após a inoculação do vírus através da pele. A infecção com qualquer um dos sorotipos virais resultam em imunidade específica e duradoura para o sorotipo responsável pela infecção. o mosquito estará infectado por toda a sua vida e transmitirá a doença durante todas as suas picadas. membrana. ETIOPATOGENIA A dengue é uma doença causada por qualquer um dos sorotipos do vírus dengue (dengue. uma espécie de mosquito de origem africana que chegou ao continente americano na época da colonização. A transmissão da doença ocorre pela picada do Aedes aegypti infectado. A palavra se refere ao estado de moleza e cansaço em que fica a pessoa contaminada pelo mosquito. 4). de quatro a sete dias. exantema maculo-papular. envelope) e sete proteínas não estruturais. em curto período de tempo. já que o vírus da dengue será excretado na saliva destes insetos. "manha". dor retro-orbital. O termo "dengue" vem do espanhol e que dizer "melindre". que corresponde ao tempo necessário para que o vírus se replique no ser humano alcançando etapas suficientes para causar a doença. em média. antropofílico que interrompe facilmente seu repasto sangüíneo picando a mesma pessoa.1. principalmente em crianças. Adolescentes e adultos frequentemente desenvolvem a forma clássica da doença (DC) que consiste em febre alta. Após a inoculação do vírus. caracterizadas por febres e ocasionalmente exantema.

Há registros das primeiras epidemias de dengue no século XVIII. que possui hábitos diurnos. Na década de 80 surgiram epidemias de modo explosivo no Rio de Janeiro. e finalmente. Caracteriza-se por febre alta. que vive no peridomicílio e que se adaptou ao meio urbano. defendem que estas formas da doença estão associadas com uma virulência aumentada de algumas cepas. a nível II caracteriza-se por sangramentos espontâneos.000 de casos e 45. EPIDEMIOLOGIA A virose Dengue. plaquetopenia moderada e hemoconcentração. sendo a presença do choque o fator diferencial. São Paulo. tem distribuição mundial. no Brasil e na Venezuela em 1989. com mortes. . Atualmente a incidência é de mais de 100. Em 1994 ocorreram casos de dengue hemorrágica no Ceará.000 óbitos. Cerca de 2. a replicação viral prossegue no mosquito por sete a quatorze dias. na América. Grande incidência anual no Caribe. sangramentos. Nas Américas o maior número de casos de virose ocorre no Brasil e a maior incidência da forma hemorrágica da doença aparece na Venezuela. É importante ressaltar as epidemias na América e a constante elevação de incidência nas últimas décadas. 1990 e 2002. onde seus vetores: Aëdes aegypti.000.000 casos anuais. a nível III caracteriza-se por insuficiência respiratória. África e Ásia. A FDH nível I é caracterizada por febre e sintomas constitucionais. Aëdes polynesiensis e Aëdes albopictus se proliferam mais facilmente. A maioria dos pesquisadores acredita que as infecções secundárias são o principal fator de risco para a FHD/SCD.abrupto apresentando eritemas por todo o corpo que desaparece em aproximadamente 24 horas. Depois de chupar o sangue infectado. Cuba e praticamente toda a América Latina. Venezuela. México. O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito. No Chile e no Uruguai não foram encontrados vetores. especialmente nos trópicos e áreas de zona temperada. enquanto outros. até que o vetor transmita a infecção para outra pessoa. A patogênese das formas graves da dengue ainda é controversa. No Brasil em 2002 há registros de casos em todos os estados. A febre é alta e pode persistir por cinco a sete dias. A dengue hemorrágica apareceu na América em 1981 (Cuba).5 bilhões de pessoas vivem em área de risco. Aëdes scutellaris. As pessoas infectadas são a principal fonte do vírus para infecção dos mosquitos. Colômbia e Brasil. e na Tailândia é a 3ª causa de hospitalização e morte em crianças. tomando a forma epidêmica. estando em ascensão. o nível IV onde o pulso e a pressão arterial não são detectados. América Central. A gravidade da doença hemorrágica tem sido classificada pela Organização Mundial de Saúde em: moderada (nível I e II) e grave (nível III e IV). norte e nordeste brasileiros. As formas mais graves da doença são a dengue hemorrágica (FHD) ou a síndrome do choque da dengue (SCD) diferenciam-se da DC pelo aumento da permeabilidade capilar e conseqüente extravasamento de plasma para o interstício. a ponto da transmissão ser quase contínua. Desde 1956 foram constatados pela Organização Mundial da Saúde mais de 3.

• Guarde as garrafas com os gargalos para baixo. o paciente deve ser internado imediatamente para correção rápida do volume de líquidos e da acidose. mas os pacientes normalmente se recuperam com o uso de hidratação vigorosa e correção dos distúrbios hidro-eletrolíticos. Nos primeiros sinais de choque. protrombina. A medicação é apenas com analgésicos e antitérmicos. • Fure os potes dos vasos das plantas. no caso da dengue o mosquito vetor pode contaminar várias pessoas em um curto período de tempo podendo ser fatal. a densidade demográfica elevada. barris e outros depósitos de água. • Tampe poços. Habitue-se a fazer o seguinte: • Fure ou mantenha os pneus velhos em lugares cobertos isso evita o acúmulo de água e a proliferação dos mosquitos transmissores. eles também acumulam água. trombina. Ao contrario da dengue que está espalhada por todo o mundo e o Brasil está cada vez mais ameaçado. é indicado que a vigilância epidemiológica seja ativa. trombocitopenia. a falta de saneamento. Não há tratamento anti viral específico para a dengue. linfocitose. antitrombina e antiplasmina(diminuição nos tempos). que são armazenados ao ar livre. PROFILAXIA Para que a transmissão da dengue possa ser detectada precocemente. nota-se que as medidas profiláticas são bastante simples e eficazes mas que apesar disso há falta de conscientização por parte do povo. o solo e o meio ambiente de forma geral e foi combatido por meio da vacinação onde em 1994 foi certificada a erradicação da mesma para alivio de todos nós. Fibrinogênio. • Fure e amasse as latas vazias antes de jogá-las fora. assim a água em excesso pode ser eliminada. da mesma forma a poliomielite que outrora fez diversas vitimas fora adquirida de forma fecal-oral e por secreções orofaríngeas onde o vírus era disseminado no meio ambiente. pois muitas pessoas viajam no período de incubação da doença.DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Para dengue clássico: • • • • • Hemograma : leucopenia. Foram analisados sintomas e métodos de tratamento porém nenhum deles convenceu-nos de que o melhor remédio é a prevenção vemos ai necessidade da educação e conscientização da população em cuidar e preservar o meio onde vivemos onde muitas vezes esquecemos que os nossos também viveram . O comércio de pneus. • Enterre ou ponha no lixo sapatos velhos. Coagulograma: Protrombina. CONCLUSÃO Durante o estudo sobre a dengue e a poliomielite concluímos que ambas são patologias associadas ao meio em que vivemos. Devem ser evitados os salicitatos. são fatores de disseminação. tromboplastina parcial. contaminava a agua. o não controle do mosquito e o constante deslocamento de pessoas infectadas. TRATAMENTO Para dengue clássico: Não há tratamento específico. Para febre hemorrágica (FHD): os pacientes devem ser cuidadosamente observados para a identificação dos primeiros sinais de choque. o crescimento urbano.(aumento nos tempos). As viagens também são um importante fator no surgimento de epidemias. Bioquímica: Albuminúria. reservatórios de água a céu aberto.

18 de fevereiro de 2002.Ph. • Beeson.Burton. Paul G. Microbiologia 2º ed.S. Microbiologia e Imunologia 24º ed. editora Ateneu – 1989.nº 201.. • Jornal Zero Hora – 25/05/2002 Microbiologia para as ciencias da saude sétima edição editora guanabara koogan autores Gwendolyn R. editora Melhoramentos.D. Tratado de medicina interna de Cecil-Loeb 14º ed. • Otto Bier. editora Panamericana. bom o trabalho e mais ou menos tudo isto que esta acima juntei algumas pesquisas retiradas de livros e algumas outras que a lidiane me passou. 25 de março de 2002.M. Enfermedades Infecciosas Princípios y práctica 4º ed.BIBLIOGRAFIA • Trabulsi.Ph. Dermott. • Revista Época – ano IV.nº 193. agora vamos colocar nas normas e elaborar a apresentação falta algumas coisas e resta organizar outras mas faremos juntas pra ver o q vcs acham bjhs no coração rs Miriam . editora Interamericana.W. Mandell/ Bennet/Dolin. • Revista Época – ano IV.D..nº 196. 28 de janeiro de 2002. Engelkirk. Mc.Mt(ASCP) 2005 rio de janeiro 426 paginas Boa noite queridas. • Revista Época – ano IV.