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LIVRO I
A FUNÇÃO DA DIVISÃO DO TRABALHO CAPÍTULO I
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Método para determinar esta função
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A palavr~ empregada de duas maneiras muito diferentes. Designa ~ sistema de mOVimentosvitais, abstração feita de suas consequencias, ora a relação de correspondência que eXisteentre estes movimentos e algumas necessidades do organismo. E assim que se fala da função de digestão, de respiração, etc.; mas diz-se também que a digestão tem por função presidir à incorporação no organismo de substâncias líquidas ou sólidas destinadas a reparar suas perdas; que a respiração tem por função introduzir nos tecido~ do animal o gás necessário à manutenção da vida, etc. É nesta segunda acepção que entendemos a palavra. Perguntar-se QMl é a fun~ão da divisão do trabalho, portanto,~_Qroc!!r:Jr :J qual necessidadeeIa corresponde; Quando resolvermos esta questão, poderemos ver se esta necessidade é da mesma natureza que aquelas às quais correspondem outras regras de conduta cujo caráter moral não é discutido. Se escolhemos este termo, foi porque qualquer outro seria inexato ou equívoco. Não podemos empregar o termo fim ou objetivo e falar da finalidade da divisão do trabalho, porque isto seria supor que a divisão do trabalho existe em vista de resultados que iremos determinar. O termo resultado ou efeito não nos satisfaria mais, porque ele não desperta nenhuma idéia de correspondência. Ao contrário, a palavra papel oufunção tem a grande vantagem de implicar esta idéia, mas sem prejulgar nada sobre a questão de saber como esta correspondência se estabeleceu, se ela resulta de uma adaptação intencional e preconcebida ou de um ajustamento repentino, Ora, o que nos importa é saber se ela existe e em que consiste, não se foi pressentida de antemão nem mesmo se foi sentida ulteriormente. I Nada parece mais fácil, à primeira vista, do que determinar o papel da(~ t~~eus esforços não são conheci.dos por tO?? mundo? Tendo em vist~ que e ~ --~aumenta simultaneamente a força QrodutIva e a habilidade do trabalhador, ela e a condição necessária do desenvolvimento intelectual e material das sociedad~ ela é a fonte da civilizaçã()~" Por outro lado, como se atribui de bom grado à civilização um valor absolu- " "Tõ,-iiâüSetenta nem mesmo procurar uma outra função para a divisão do trabalho. Que ela realmente tenha este resultado, é algo que não se pode pensar em discutir. Mas, se ela não tivesse outro e não servisse para outra coisa, não se teria nenhuma razão para atribuir-lhe um caráter moral. Com efeito, os serviços que ela assim presta são completamente estranhos à vida moral ou, pelo menos, têm com ela apenas relações muito indiretas e muito distantes. Mesmo que hoje esteja muito em voga responder aos libelos de Rousseau por ditirambos em sentido inverso, não está completamente provado que a civilização seja uma coisa

Com efeito. pois o número destes fenômenos mórbidos parece crescer na medida em que as artes. a arte não é moral por si mesma. (N. De todos os elementos da civilizaç~. Ela reduz-se. a atividade industrial nifo existeJenl.Ver Alexandre von Oettingen. Moralslalistik. pois não vê com muita rapidez que é preciso mudar.servir ao progresso da moral. em certas sociedades. nem em qual sentido é preciso mudar.s que sãoexigidosde todos só porqueestão ao alcancede todos. ela é moralmente indiferente. fora da moral. esta unidade de medida nos falta. as sociedades tendem <?a. mas não é necessária a tal ponto que a sociedade a reclame imperativamente. apre~ ~moraLCom efeito. Não se é obrigadoa ser sábiocomonão se éobrigadoa serartista. enquanto que a moral nos obriga a seguir uma via determinada em direção a um fim definido: quem diz obrigação diz igualmente constrangimento.. se não é moral. o pequeno industrial.Lnão ----~ãomorais~ -Com maior razão acontece o mesmo com a arte. pois as vantagens econômicas que ela apresenta são compensadas por inconvenientes morais e. Isto é verdadeirosobretudopara a atividadeeconômicaque acompanhasempre a civilização. nos indivíduos que a cultivam. A arte responde à necessidade que temos de difundir nossa atividade. É vantajoso estar munido dela.. pão cotidiano sem o qual as sociedades não podem viver. como a arte e a indústria.estas faculdadesmédiasquetodos os homenspossuem. Por outro lado. se ela tem -sobrea vida moral uma influênciapositivae favorável.. Não se é obrigado a jogar-se no grande conflito industrial.industriais.que os crimes e os -.Q. Ela é um campo de ação que permanece aberto à iniciativa de todos. supondo que exista uma zona neutra em moral. para que as sociedades possam viver nas condições de existência que lhes são agora feitas. a ciência que se requer que todo mundo assim a possua não merece 8uase ser chamada por este nome.estaé muitofraca. Não é a ciência. A consciência moral das nações não se engana nisto: ela prefere um pouco de justiça a Jodos_os-aperfeiçoamentos.científicas que sãô' estabelecidas. por outro lado. do A.. que dele foram propostas.mas disposiçõesespeciais. Para encerrar a questão. Não compreende apenas isto que é vergonhoso ignorar. é preciso que o campo da consciência.não é obrigatória. seria preciso conhecer um fato que pudesse servir para medir o nível de moralidade média e observar em seguida como ele varia na medida em que a civilização progride. haveria alguma leviandade em concluir deste fato que a civilização é imoral. mas não tem nada de moralmente obrigatório. um desenvolvimento intemperante de faculdades estéticas seja um grave sintoma do ponto de vista da moralidade. Se. tanto mais é refratária à mudança.) Erlangen. O verdadeiro. obrigado a ser artista.38 Se não é boa. visto não haver nada na civilização que apresente este critério da moralidade. Ela é um luxo e um adorno que talvez seja bom ter. do A. mas POSStÚmos uma para a imoralidade coletiva. 3 I ( - Se houve tantas controvérsias sobre o caráter moral da clvilização foi porque.) r I J . como é impossível subtrair uma da outra L 3. por conseguinte.~!~r. §§ 37 ss. Portanto.. dos crimes de todo tipo. Moral..-mas..9-a vez iI1ats a ver como 'um deve~_c!!>-Índiví<:lu~d~se_~\. do A.- 37 "O caráter essencial do bem comparado ao verdadeiro é portanto o de ser obrigatório. mas pelo menospode-seficar certo de que. Ora.) (N. pelo prazer de difundi-Ia. com efeito. 38 Pois ela está em antagonismo com a regra moraL (N. Aliás.Portanto. 36 Sem dúvida. que resistem a esta corrente geral e perseveram obstinadamente em seus modestos empreendimentos. sem fim.~ ( moral. é no máximo sua parte comum e a < mais geral. Esta obrigação é mesmo tão fortemente sentida que. pág. e foi graças a esta extensão abusiva da palavra que se fez a civilização penetrar na moral.A ciênciapropriamente dita ultrapassa infinitamente este nível vulgar. sendoacessívelsomentea uma elite. ao contrário.. a um pequeno número de conhecimentos indispen' sávei. F. não há nada de imoral em não adquiri-Ia. que é absolutamente refratária a tudo o que se assemelha a uma obrigação. se ela não serve para outra coisa. Foi porque geralmente não se deu outra função à divisão do trabalho que as teorias. não se é 'u ! \. as pequenas oficinas pelas manufaturas. são tão inconsistentes. tonão tem este caráter. a moral é o núnimo indispensável.\. mesmo que possa estar animada por idéias morais ou achar-se misturada à evolução dos fenômenos morais propriamente ditos..únicoque. junto aos indivíduos como nas sociedades. todo este desdobramento de atividades é geralmente visto como útil. vê-se que os elementos dos quais está composta estão desprovidos de todo''caráter moral. parada.dLciência-é. Eis por que é necessário que a inteligência guiada pela ciência tome uma parte maior no curso da vida coletiva. Existe desde agora um certo número de conhecimentos que devemos todos possuir. Ao contrário. quanto mais uma consciência é obscura. se analisa este complexus mal definido que chamamos civilização. participariada mesma neutralidade moral. estas-necessidacl§. as ciên- 1 " " cias e a indústria progridem. cumprem igualmente bem seu dever como o grande manufatureiro que cobre um país de usinas e reúne sob suas ordens todo um exército de operários. É que a ciência não é outra coisa senão a consciência levada ao seu mais alto ponto de claridade.JJortanto. Por conseguinte. o estrito necessário. Alcan).r\f . Assim. mas onde ninguém está constrangidoa entrar. mas que não se pode ter o dever de adquirir: o que é supérfluo não se impõe.o. Mas não é preciso que o donúnio da ética seja tão indeterminado. A ciência está. ele compreende todas as regras de ação que se impõem imperativamente à conduta e às quais está ligada uma sanção. Ora. os moralistas não têm critério objetivo para distinguir os fatos morais dos fatos que não o são. cada vez mais móveis. se a divisão do trabalhonão tivesseoutro papelalémdo de tornar a civilizaçãopossível. mas agora todo mundo é obrigado a não permanecer ignorante. é nos grandes centros indusmais suicídios s~onmãisnumerosos. Portanto. pois ela é o donúnio da liberdade.em--certas-collJlições. cai-se em insolúveis antinomias.ü \r 24 '1 DURKHEIM I DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 25 . Com efeito." (Janet. mas tudo o que é possível saber. é uma rtÚna moral. Muito loqge d~Jia. pode com efeito servir para marcar a elevação da imoralidade em uma dada sociedade.~\l~ }nteliltência. .é uma coisa útil e bela..) L.. tudo o que é objeto de aspirações um pouco elevadas. Criminalidade Com- mado em si mesmo. é impossível que a divisão do trabalho faça parte dela. ela não redundará em honra para a civilização.JlÕ:iiiiifidQ-:seffiduvida. Substi~ ttÚmos as diligências pelas estradas de ferro. 1882. não apenas é sancionada pela opinião pÚblica como também pela lei.Üuilando_as"y'eId~des.razãO-de-selTela--cQI:r-esponde-a-necessidades. se estenda e se ilumine. ~. não é impossível entrever de onde vem este privilégio especial da ciência. é evidente que elâ ~--. Tem-se o hábito de qualificar de moral tudo o que tem alguma nobreza e algum valor. os barcos a vela pelos transatlânticos. Infelizmente. para durar é preciso que elas mudem freqüentemente. em-todOcaso-. ( Ao menos.. O artesão. é má.. - Tarde. mas não vai mais longe. se fizermos a experiência. Talvez a própria observação estabeleceria que. O número médio dos suicídios.. Ela não supõe apenas. capo 11(Paris. tanto individual quanto social. 139. freqüentemente. uma consciência esclarecida sabe preparar previamente a maneira de adaptar-se a isto. não podemos nos referir a análises de conceitos que necessariamente são subjetivas.--não apresenta os signos exteriores pelos quais se reconhecem os fatos morais. como os meios nos quais elas vivem tornam-se cada vez mais complexos e.

y"á!t1!s . na infância e até a puberdade. nem os de caráter correto e franco aquela dos hipócritas e dos dissimulados. 41 Ainda agora. Eurípides diz que a terra ressecada está sequiosa de chuva e que o céu sombrio carregado de chuva se precipita com um amoroso furor sobre a terra. mas não se percebe qual razão de ser ela pode ter. outro J' Ética a Nicômaco. tudo nos convida a procurar uma outra função para a divisão do trabalho.tI:abalhosob um novo aspecto. é a divisão do trabalho sexual que é a fonte da solidariedade conjugal e eis por que os psicólogos observaram corretamente que a separação dos sexos tinha sido um acontecimento capital na evolução dos sentimentos. Segundo uns.porque os serviços que ela prestaria reduzir-se-iam a reparar as perdas que ela causa. um outro que atrai. 135. ao contrário. 11 Todo mundo sabe que gostamos de quem se assemelha a nós. pessoas um sentimento de solidariedade. estender-se a todas as funções orgânicas e sociais. o hQmeme a mulher isolados um do outro são somente partes diferentes de um mesmo todo concreto que eles formam unindo-se. como aumento da restauração de forças.Q!L. Em outros termos. existe neste fato o ponto de partida de um charme positivo. Se uma (das duas pessoas) possui algo que a outra não tem. e reciprocamente. mas que ela deseja. Mas. ou. seriam para ele sem interesse. participamos de alguma maneira da sua natureza e nos sentimos então menos incompletos. os moralistas hesitaram sobre a verdadeira natureza da amizade e a derivaram ora de uma ora de outra causa. Antropologia. ao contrário. "Existe". como no caso precedente. Nestas condições. mas não haveria nenhuma razão de querê~la. VIII. assadas pré-históricas testemunham que a diferença entre a força do homeme a da mulherera relativamentemuito menordo que é hoje. somos conduzidos a considerar a divisão dO. diz M. Um protege."39 O que prova esta oposição das doutrinas é que ambas as amizades existem na natureza. unindo-nos a eles. segundo outros. o fraco. A divisão do trabalho sexual é suscetível de mais ou de menos. Não é menos verdade que o que dá a esta inclinação seu caráter específico e o que produz sua particular energia não é a semelhança. e sua verdadeira função é criar. 32.pr' 26 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 27 estas duas quantidades heterogêneas e incomparáveis. Estes fatos são aparentemente tão contraditórios que. completam-se mutuamente. Entretanto. pode-se ver na história que ela se desenvolveu exatamente no mesmo sentido e da mesma maneira que a solidariedade conjugal. este aconselha.) 4' Il . mas a dessemelhança das naturezas que ele une. Heráclito afirma que se ajusta apenas o que se opõe. fr. . 1155 a. se a divisão do trabalho não respondesse a outras necessidades além daquelas. Se se admite que o desenvolvimento do indivíduo reproduz resumidamente o da espécie.Kcaso. são aquelas que. pelo forte. pois. o esqueleto dos dois sexos não difere de um modo apreciável: seus traços são sobretudo femininos. e outros ditados similares. além desta ultima ratio ser um golpe de Estado científico. Formam-se assim pequenas associações de amigos onde cada um tem seu papel conforme o seu caráter. éela que suscita estas sociedades de. um que tende a levar à rivalidade. os espíritos amáveis e doces não sentem nenhum gosto pelos temperamentos duros e malevolentes. não se saberia dizer qual das duas leva vantagem sobre a outra. que por si mesma a civilização não tem valor intrínseco e absoluto. Existem outras explicações buscadas em épocas mais remotas e tomadas da consideração da natureza. (N. Entretanto. Há mais: se a divisão do trabalho não preenche outro papel. o outro consola. entre_duas. I. do A. com efeito. Quanto mais voltamos ao passado. existem apenas diferenças de um certo gênero que tendem uma para a outra. para empregar a expressão consagrada. estes bens da civilização que. consiste em uma certa semelhança e aqueles que se assemelham se amam: daí o provérbio quem se assemelha se reúne e o gaio busca o gaio. tomar um partido. tanto mais ela se reduz a pouca coisa. do A. a evidente necessidade da especialização torna uma tal posição impossível de sustentar. Por mais ricamente dotados que sejamos. como a semelhança. Alcan. F. De qualquer maneira que este resultado seja obtido. Portanto. em todos os tempos. (N. e é esta partilha de funções. . pág. (N. 146.1lrç~-c()m-~eu-'cunho)\--A história da sociedade conjugal nos oferece do mesmo fenômeno um "exempktriíáis admirável ainda. ela tornou possível talvez a mais forte de todas as inclinações desinteressadas. Os gregos já tinham colocado o problema. com efeito. ao sentido correto e às intuições rápidas. A dessemelhança. A mulher destes tempos distantes não era de maneira alguma a criatura frágil que se tornou com o progresso da moralidade. nem. que a de curar as feridas que ela mesma fez. i Sem dúvida. "um gênero de dessemelhança que repele. Veremos. sempre nos falta alguma coisa. Não encontramos nenhum prazer em ver em outro uma natureza simplesmente diferente da nossa. poderia ser necessário suportá-Ia. aquele executa. É porque buscamos em nossos amigos as qualidades das quais carecemos. "dá lugar a muitas discussões. não é um contraste puro e simples que faz eclodir estes sentimentos recíprocos: apenas diferenças que sesupõem e se completam podem ter esta virtude. pelas pessoas decididas e resolutas. ao invés de se oporem e se excluírem. os melhores dentre nós têm o sentimento de sua insuficiência. que a discórdia é a lei de todo devir. Ora. É porque o homem e a mulher diferem um do outro que se procuram com paixão. de quem pensa e sente como nós. Paris. Há mais.) q b I I I ~ I a conduzir à amizade. a atração sexual só se faz sentir entre indivíduos da mesma espécie e o amor supõe geralmente uma certa harmonia de pensamentos e sentimentos. não' são quaisquer dessemelhanças capazes de produzir este efeito. É porque esta não prossegue sem um acréscimo de fadiga que o homem é constrangido a buscar. tem-se o direito de conjeturar que a 40 Emoções e Vontade. por conseguinte.) Topinard..amigose ela_Q~S !l1. o que faz seu valor é que corresponde a certas necessidades." 40 É assim que o teórico com espírito sagaz e sutil tem freqüentemente uma simpatia toda especial pelos homens práticos. Acontece muitas vezes que nos sentimos atraídos por pessoas que não se nos assemelham. esta divisão do trabalho qUt:determina estas relações de amizade. diz Aristóteles. o tímido. Portanto. todos aqueles que se parecem são oleiros uns para os outros. que a mais bela harmonia nasce das diferenças. Mas o fenômeno contrário não é menos freqüente. os serviçoseconômicos'que-ela podeprestar=são-::pl)uca=eQi~Çl=I!() lado do efeito moral que ela produz. Invocar-se-á a primazia da moral para condenar radicalmente a divisão do trabalho. pág. de outra forma. pode ser causa de mútua atração. -ondehá uma verdadeira troca de serviços. do A. Assim. ela pode ou não versar apenas sobre os órgãos sexuais e alguns caracteres secundários que deles dependem. "

Assim. precisamente porque são diferentes. Ora. "A amizade". trad. Bain. estas necessidades são conseqüências da divisão do trabalho. ou. Com efeito. ela apenas tem caráter moral. Mas. esta proposição será demonstrada mais adiante. Os pródigos não procuram a companhia dos avaros. Portanto. Alguns fatos de observação corrente vão colocar-nos no caminho da solução. não teria outra função que a de atenuar os efeitos que ela própria produz. Nes.

Paris.) se chama assim. Ademais. ~ os homense lutamao lado deles4 7. O estado do casamento nas sociedades onde os dois sexos são fracamente diferenciados testemunha portanto que a própria solidariedade conjugal é muito fraca. simultaneamente. 391. (N. com efeito. Hoje. Se esta é muito forte. um antropólogo alemão. vê-se o casamento desenvolver-se.!. m. o casamento reduz-se a um pequeno número de regras sem rigor e sem precisão.os natchez. ao mesmo tempo. Vendo. que as ocupações dos dois sexos tendem a voltar a ser homogêneas. diz ele. primeiramente imposto apenas à mulher. regras muito complexas vêm fixar os direitos respectivos de cada esposo sobre sua própria fortuna e sobre a do outro. Lebon demonstrou. que ligam o marido aos pais da mulher. este retorno à homogeneidade primitiva poderia bem ser o começo de uma nova diferenciação. Ora. não é mais um contato exterior. durável. o trabalho sexual dividiu-se cada vez mais. Viajantes narram-nos.. as formas gerais são muito dessemelhantes no homem.) ir . é muito desenvolvida. há muito tempo sua vida concentrou-se totalmente no interior da família. 154.) 45 Waitz.) 49 Vide particularmente Smith.(N. seu papel não fez senão especializar-se mais. o cérebro.pág.i' Ir r- 28 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 29 mesma homogeneidade se encontrava no começo da evolução humana e de ver na forma feminina uma imagem aproximada do que era originalmente este tipo único e comum do qual a variedade masculina se desprendeu pouco a pouco. que houve uma época na história da família onde não havia casamento. a sociedade conjugal carece de coesão. os elos que unem os esposos são numerosos e complexos e. Igualmente. poder-se-ia crer.. estatura e peso iguais. do A.46 na Nova Zelândia. a mulher traz sua natureza própria e seu papel permanece muito especial. e. são tão guerreiras quanto i . conhecemosum tipo familiarque é relativamentepróximode nós 48 e em que o casamento ainda está no estado de germe indistinto: é a família materna. do A. "que a média dos crânios parisienses masculinos os coloca entre os maiores crânios conhecidos. narra muitos fatos do mesmo gênero. o distanciamento progressivo seria devido. muitas vezes indissolúvel de duas existências inteiras. trad. 67. A rede de elos que ele cria estende-se cada vez mais. em sua Antropologia dos Waitz. no Daomé. 1880. do A. pág. se as relações do homem e da mulher são instáveis e intermitentes. fr. As condições nas quais ele pode ser concluído. conseqüentemente. o peso. como os iroqueses. ela não pode tomar uma forma bem determinada e. o outro sexo parece abandoná-Ias para dedicar-se mais especialmente à ciência.) el. ao contrário. é certo que. A diferença que existe. Nestas mesmas sociedades. consiste unicamente em obrigações de extensão restrita. 76. l Spencer. as obrigações que ele sanciona multiplicam-se. portanto. Lebon pôde estabelecer diretamente e com uma precisão matemática esta semelhança original dos dois sexos para o órgão eminente da vida fisica e psíquica. Se. Mas. faziam-se e desfaziam-se à vontade as relações sexuais sem que nenhuma obrigação jurídica ligasse os pares. mas as de dois esposos são muito vagas. Alcan. em uma dada sociedade o conjunto destas regras jurídicas que constituem o casamento somente simboliza o estado da solidariedade conjugal. Sociologia. assim como os efeitos desta dissolução. As relações da mãe com suas crianças são aqui muito definidas. mais tarde torna-se recíproco.a doçura. apresenta diferenças consideráveis em favor do homem e esta desigualdade vai igualmente crescendo com a civilização. "Agora". 101-102. do A. tr. Bischoff. do A. Não apenas a estatura. O dever de fidelidade se organiza. chegou aos mesmos Estas semelhanças anatômicas são acompanhadas de semelhanças funcionais. VI. a mulher leva uma existência completamente diferente daquela do homem. Ora. entre a média dos crânios dos parisienses é quase o 1 dobro daquela observadaentre os crânios masculinose femininosdo antigo Egito. Comparando um grande número de crânios. cit. Limitado primeiramente apenas às funções sexuais. excitá-Ios ao combate e mesmo tomar parte nele de uma maneira muito ativa. Breslau. em certas classes. dos negócios públicos. nestes mesmos povos. Além do mais. Mutterrecht und Raubehe im GermanischenRechte. (N. Já em certas espécies de animais a fêmea faz-se notar antes pelo caráter contrário.. cit. o Dr. pág. do A.42 Enfim. Antropologia. que com o progresso da civilização o cérebro dos dois sexos diferencia-se cada vez mais.. ao desenvolvimento considerável dos crânios masculinos e a um estacionamento ou mesmo a uma regressão dos crânios femininos. ele reduz-se a pouca coisa. Cambridge. Portanto. aquelas nas quais ele pode ser dissolvido delimitam-se com uma precisão crescente.(N. que. pág. A. fr. pág. bem abaixo do crânio das chinesas e um pouco acima do crânio das mulheres da Nova Caledônia.. em Samoa."43 resultados. mesmo nesta esfera de ação. Paris. mas o Dr.vêem-secom freqüência mulheres acompanharem os homens na guerra. a mulher tende a diferenciar-se cada vez mais do homem. aliás. Há muito tempo a mulher retirou-se da guerra. um Estudo. do ponto de vista da massa do cérebro e. nos povos cultivados. se as artes e as letras começam a tornar-se coisas femininas.(N. Elas podem cessar desde que as partes o queiram. mas os dois sexos levam quase a mesma existência. por exemplo. que um dos sexos açambarcou as funções afetivas e o outro as funções intelectuais. senão absolutamente demonstrado.49 A fidelidade conjugálaqui não é aindaexigida. Depois. por conseguinte. por conseguinte. freqüentemente. muito diferente daquele dos homens. estas diferenças funcionais tornam-se materialmente sensíveis pelas diferenças morfológicas que determinaram. que tem por objeto defini-Ios. é verdade. F. mas uma associação íntima. Em todo caso. 1885. não parece ter-lhe pertencido primitivamente. como vimos. F.4 5 no Havaí onde a mulherparticipa de mil maneirasda vida dos homens. estendeu-se pouco a pouco a várias outras. m.e na mulher. (N.O casamento. 300 Povos Primitivos. o casamento está num estado completamente rudimentar. Bonn.) 44 O Peso do Cérebro do Homem.) 46 47 Waitz. a regulamentação matrimonial. (N. Dargun. Existe ainda agora um número muito grande de povos selvagens onde a mulher toma parte na vida política. Em Cuba. ou ainda se realizam apenas por um tempolimitado. na medida em que se avança rumo aos tempos modernos. Ora. M. de maneira que. É o que se observou notadamente nas tribos indígenas da América. Segundo este observador. do A. Ensaios Científicos. as funções femininas não se distinguem claramente das funções masculinas. o homem e a mulher apresentam na estrutura e aspectogeral uma semelhançamaior do que se vê em outros lugares.V. é suficiente dar uma olhada nos códigos para ver que lugar importante neles ocupa o casamento.lI. 1883. 121. as mulheres se ocuparem de arte e de literatura como os homens. escolhidos em raças e sociedades diferentes. Casamento e Relação Familiar na Arábia Antiga.. op. pág. de curta duração.união dos dois esposos deixou de ser efêmera. 154.4 4 Sobre este ponto. Quando o dote aparece.ou o que 42 Ver Spencer. chegou à conclusão seguinte: "O volume do crânio do homem e da mulher. Aliás. do A." 50 50 Op. mesmo quando se comparam pessoas de igual idade. a média dos crânios parisienses femininos os coloca entre os menores crânios observados. Alcan. (N. do A. passageiro e parcial. em um certo número de tribos da América do Sul.) 46 A família materna certamente existiu entre os germanos.' Ao contrário. Dir-se-ia que as duas grandes funções da vida psíquica como que se dissociaram. (N. Umdos atributoshojedistintivosda mulher. págs. É mesmo verossímil. da inteligência. .) 43 OHomem e as Sociedades.

pois as necessidades de ordem. sofremos por causa de todas as circunstâncias que. a simples usos materiais". é preciso verificar a hipótese que acabamos de lançar sobre o papel da divisão do trabalho. antes de examinar se esta opinião comum está fundada. Encontram-se idéias análogas em Schaeffie. a repartição contínua dos diferentes trabalhos húmanos que constitui principalmente a solidariedade social e que se torna a causa elementar da extensão e da complicação crescente do organismo social". mas com mais amplidão. 425. é um fenômeno completamente moral que. foi por se ter desconhecido o que a troca implica e o que dela resulta. sendo indistintas. É por ela..) L t . se é um fator essencial da coesão social. e Clement. exatamente determinado. fazendo-o passar para o estado de percepção atual. são-solidárlõSe de uma solidariedade que não age apenas nos curtos instantes em que os serviç-osse trQÇJlm. Fazei regredir além de um certo ponto a divisão do trabalho sexual.~ . Mas. ao invés e seesen. se. Indivíduos que sem isso seriam inde endentes estãQJigadQS uns aos outros. aqui não pode jamais haver solidariedade entre o outro e nós a não ser que a imagem do outro se una .. não teria por função integrar o corpo social. ele ultrapassa infinitamente a esfera dos interesses puramente econômicos. tal comoexiste hoje nos povos mais cultivados.JIla:>-que se estende bem além. (N. eles coni. ~ - ~ . a tal ponto que não podemos mais passar sem ela e procuramos tudo o que pode aumentar-lhe a energia. A solidariedade conjugal. quando a união resulta da semelhança das duas imagens. ela seria uma condição de sua existência. mas também.. nao se presta à observação exata nem sobretudo à medida. III Mas. des sozia/enKoerpers. assegurar sua unidade. os sentimentos não poderiam ser os mesmos nos dois casos.~. porque a presença do objeto que ela exprime. ele foi o primeiro que tinha assinalado na divisão do trabalho outra coisa além de um fenômeno puramente econômico. Considerada sob este aspecto. comparar este elo social aos outros.lloL~paradamente. de solidariedade social geralmente passam por morais. estas sociedades que a divisão do trabalho cria não podem deixar de carregar sua marca. A troca supõe que dois seres dependam mutuamente um do outro. pois ambos são incompletos. visto que a divisão do trabalho aqui está muito desenvolvida e produ:z. invejável talvez. Mas.'~. portanto. É possível que a utilidade econômica da divisão do trabalho valha para alguma coisa neste resultado. e a sociedade conjugal esvanece-se para deixar subsistir apenas relações sexuais eminentemente efêmeras. em todo caso. pode-se entretanto entrever desde agora que. com efeito. não podem assemelhar-se àquelas que a atração do semelhante pelo semelhante determina. a divisão do trabalho desempenharia um papel muito mais importante do que aquele que se lhe atribui ordinariamente. parte integrante e permanente de nossa consciência. A imagem daquele que nos completa torna-se em nós mesmos inseparável da nossa. não faz sentir sua ação em cada momento e em todos os detalhes da vida? Por outro lado. Portanto.. e são solidárias só na medida em que se confundem. nas sociedades contemporâneas onde ela tomou o desenvolvimento que sabemos.passim. como é muito comum.II. Ao contrário. de harmonia. que se a aplique ao conjunto de quaisquer de nossas diversas operações. Mas é preciso sobretudo determinar em que medida a solidariedade que ela produz contribui para a integração geral da sociedade: pois é apenas então que saberemos até que ponto é necessária. IV. os diferentes povos como participando simultaneamente. mas sobretudo porque ela é seu complemento natural: torna-se. É. De todos os sociólogos que conhecemos.~. mas supérfluo.à nossa. somos conduzidos a perguntar-nos se a divisão do trabalho não desempenharia o mesmo papel nos grupos mais extensos. nestes tipos de sociedade. mas tornar possíveis sociedades que. pág. Para proceder tanto. Para responder a esta questão é preciso. como proceder a esta verificação? Não temos simplesmente que investigar se. Se freqüentemente se fez consistir apenas na troca as relações sociais oriundas da divisão do trabalho. Por isto mesmo. 51 Curso de Filosofia Positiva. não apenas porque aí está freqüentemente associada. o mais notável efeito da divisão do trabalho não é que aumenta o rendimento das funÇõesdivididas. e não faz senão traduzir exteriormente esta mútua dependência. como o distanciamento ou a morte. do A. que a divisão do trabalho é a fonte. diz ele.g. embora ainda não estejamos em condição de resolver a questão com rigor. ao contrário. estão fora uma da outra e estão ligadas apenas porque são distintas. Vejamos se.. É legítimo supor que os fatos que acabamos de observar se reproduzam aqui. Sem dúvida.)_fI . Portanto. contanto que se a conceba "em toda a sua extensão racional.. apelar para outros sentimentos. Bau und Leben ~.. se tal é realmente a função da divisão do trabalho. lhe dá mais realce. Por mais breve que seja esta análise.. Ela não serviria apenas para dotar nossas sociedades de um luxo. portanto. - - \~ A solidariedade social. Por este motivo amamos a sociedade daquele que ela representa. também os cooperadares atuais à série de quaisquer de seus predecessores e mesmo à série de seus diversos sucessores.!r I' I 30 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 31 Em todos estes exemplos.!!.. ou pelo menos é sobretudo por ela.~!!l_~esfQf.<. que também estas grandes sociedades olíticas odem manter-se em e uilíbrio só gra as à especialização das tarefas. aliás. não existiriam. é ela que determinaria os traços essenciais de sua constituição. I. nem as relações sociais que derivam. Ao contrário. Visto terem elas esta origem especial. Ele viu ali a "condição mais essencial da vida social". sem ela. ela é a expressão superficial de um estado interno e mais profundo. portanto. Seu papel em todos estes casos não é simplesmente embelezar ou melhorar as sociedades existentes. devem ser constituídas de uma outra maneira. "conduz imediatamente a considerar não apenas os indivíduos e as classes.CiênciaSocial. pois ele consiste no estabelecimento de uma ordem social e moral sui generis.51 Se esta hipótese fosse demonstrada. que estaria assegurada sua coesão. podem ter por efeito impedir o retorno ou diminuir sua vivacidade. é suficiente para mostrar que este mecanismo não é idêntico àquele que serve de base aos sentimentos de simpatia dos quais a semelhança é a fonte. numa obra imensa e comum cujo inevitável desenvolvimento gradual liga. e para isto é indispensável começar por classificar as diferentes espécies de solidariedade social. Precisamente porque este estado é constante. suscita todo um mecanismo de imagens que funciona com uma continuidade que a troca não tem. existe uma solidariedade social que vem da divisão do trabalho. consiste em uma aglutinação. por si mesmo. nas sociedades em que vivemos é dela que deriva essencialmente a solidariedade social. mas que as toma solidárias. no caso da divisão do trabalho. 235 ss. senão única.§. quer dizer.. ela deve ter um caráter moral. As duas representações tornam-se solidárias porque. se mesmo os sexos não tivessem se separado completamente. mas. confundem-se e não fazem mais senão uma.-pe1o. Assim. em lugar de limitá-Ia. a fim de medir a parte que lhe cabe no efeito total. toda uma forma da vida social não teria nascido.menos-pt:Íncl a so I ane a e soclaJ:Já Comte se tinha colocado sob este ponto de vista.Ço.~. repousar sobre outras bases.. porém. sob muitos aspectos. se é só uma condição acessória e secundária. ou. pág..:. por exemplo. totalmente ou em parte. É uma verdade evidente.a sólidariedade. segundo um modo próprio e um grau especial.

Portanto.eles são animados de um espírito completamente diferente. dependeriam uns dos outros apenas de uma maneira intermitente e fraca. Com efeito. A rigor.\ malgrado seu caráter imaterial. dizemos algumas palavras da influência do estado gregário sobre a formação do estado social em geral. seja com o grupo tomado coletivamente: pois. estas considerações complementares. com efeito. não é nem mesmo ela propriamente falando. para conhecê-Ia verdadeiramente. é verdade. uma vez que se a despojou de suas formas sociais? O que lhe dá suas características específicas é a natureza do grupo do qual ela assegura a unidade. 52 ou então indicamos rapidamente as principais relações sociais das quais a sociabilidade depende da maneira mais' aparente. mesmo neste estado de indeterminação. Para que ela tome uma forma apreensível. que a solidariedade. . Cada uma tem sua natureza própria. Além do mais. são certamente muito secundários. pela força do hábito. e estudar o primeiro através' do se@!}do~l\ \Este símbolo visível é o diretto. É um fato social que se pode conhecer bem só por intermédio de seus efeitos sociais. Portanto. vemos unicamente a parte mais indistinta e menos especial. é preciso que o direito não corresponda mais ao estado presente da sociedade e que. O que existe e vive realmente são as formas particulares da solidariedade. . podemos estar certos de encontrar refletidas no direito todas as variedades essenciais da solidariedade social. Por que a solidariedade social seria uma exceção? Que subsiste dela. Paris. j t . Quanto mais os membros de uma sociedade são solidários. mas é que elas carecem de importância e continuidade. coloca-os freqüentemente em contato. por conseguinte. ela não permanece no estado de pura potência. A vida geral da sociedade não pode se desenvolver num ponto sem que a vida jurídica se estenda ao mesmo tempo e na mesma proporção. É assim que o antagonismo explode. ao contrário. ao contrário. Para que ela possa existir. Por exemplo. em todas as partes em que ela existe de uma maneira durável. É certo. portanto. (N. Normalmente. o estudo da solidariedade pertence à sociologia. . lá onde a solidariedade social existe. Mas. se ela resulta deles.. . F. se mantenha. Não poderia então ocorrer que eles manifestem outros tipos de solidariedade social que aqueles que exprime o direito positivo? '~'. mas. não ultrapassam o estádio dos costumes e não chegam a penetrar na vida jurídica propriamente dita. é suficiente constatar que estas duas ordens de fatos estão ligadas e variam no mesmo tempo e no mesmo sentido. o direito reproduz todos aqueles que são essenciais. a de hoje. o direito não é outra coisa senão esta organização mesma. O direito reflete. Existem algumas cuja regulamentação não chega a este grau de consolidação e de precisão. Mas não é necessário para o momento elucidar a questão.\. no que ela tem de mais estável e de mais preciso. entretanto.) 53 Spencer. todas as variedades tornam-se indiscerIÚveise podemos perceber apenas o que é comum a todas. F. enquanto permanece no estado de simples predisposição de nossa natureza psíquica. PortaÍlto. pág. Por outro lado. a solidariedade doméstica. se podem existir tipos de solidariedade social que os costumes são os únicos a manifestar. Emoções e Vontade. Eliminaram do fenômeno tudo o que há de mais social para dele reter apenas o germe psicológico do qual ele é o desenvolvimento. a de ontem. é preciso que nossa constituição física e psíquica a comporte. Há mais: acontece freqüentemente que os costumes não estão de acordo com o direito. É uma virtualidade intangível que não oferece chance à observação. seja uns com os outros.:. Por isso."-. tende inevitavelmente a tomar uma forma definida e a organizar-se. é preciso que algumas conseqüências sociais a traduzam para o exterior. apesar dele. ~. as relações novas que se estabelecem.5. os casos anormais mencionados\~ortanto. etc.'Com efeito. para melhor determinar sua natureza. Neste caso. aliás. tanto mais mantêm relações diversas. porque necessariamente deixam escapar o que há de concreto e vivo. que além do direito e dos costumes há o estado interno de onde ela deriva e que. a saber. são a sua base. 53 Sem dúvida. só uma parte da vida social e."'" '" ê'. a solidariedade profissional. não estamos ligados à nossa pátria como o romano à cidade ou o germano à sua tribo. neste caso. introduzidas sem método. não deixam de se organizar. salvo. Pode haver relações sociais que comportem apenas esta regulamentação difusa que vem dos costumes. pois elas não podem subsistir sem procurar se consolidar. isto'uma forma jurídica. multiplica as ocasiões de relacionamento. não pode ser separada. inclina fortemente os homens uns em direção aos outros. mas manifesta sua presença por efeitos sensíveis. é porque contornaram a dificuldade. . a ciência apenas escolhe. VIII parte. \ Poder-se-ia objetar. Alcan. com efeito. Este estudo abstrato não poderia ainda ser muito fecundo em resultados. é por isso que ela varia segundo os tipos sociais. mas. cap. algumas vezes diz-se mesmo que .) ". estas generalidades poderiam em todo caso dar somente uma explicação bem incompleta do fenômeno. é preciso substituir o fato interno que nbs escapa por um fato exterior que o sim~olize. que estas a exprimem só em parte e imperfeitamente. Pois. a solidariedade é algo muito indefinido para que se possa facilmente atingi-Ia. portanto.Paris. Falando exatamente. a eletricidade através de seus efeitos fisico-químicos. como elas estão em conflito com o antigo direito que persiste. é' verdade." '" Mas esta oposição é feita unicamente em circunstâncias completamente excepcionais.. ao invés de serem reguladas pelo direito. (N. elas o são pelos costumes. a solidariedade nacional.j. diz-se constantemente que eles temperam seus rigores.. corrigem seus excessos' formalistas. mesmo sendo um fato social de suma importância. Acontece. tendência que é sempre e em toda parte a mesma e não está ligada a nenhum tipo social em particular. que sobre esta base nada se constrói. Se tantos moralistas e psicólogos puderam tratar a questão sem seguir este método. ela depende de condições sociais que a explicam e das quais. do A. 52 Bain. em conseqüência. Por isso. se os homens se aproximam porque é enérgica ou se é enérgica porque eles se aproximaram uns dos outros. Alcan. nos fornece apenas dados incompletos para resolver o problema. o número destas relações é necessariamente proporcional àquele das regras jurídicas que as determinam.32 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 33 a esta classificação quanto a esta comparação. Princípios de Psicologia. no ponto a que chegamos é dificil dizer se foi ela que produziu estes fenômenos ou. a vida social. depende de nosso organismo individual. que as relações sociais podem fixar-se sem tomar por "

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Ir-se-á mais longe e sustentar-se-á que a solidariedade social não está inteiramente em suas manifestações sensíveis. podemos contentar-nos em estudá-Ia sob este aspecto. Ela estuda o calor através das variações de volume que produzem nos corpos as mudanças de temperatura. ao 'contrário. por conseguinte. é muito raro que a estas análises de pura psicologia não se encontrem misturadas algumas considerações sociológicas. é preciso atingi-Ia em si mesma e sem intermediário? Mas não podemos conhecer cientificamente as causas senão pelos efeitos que produzem. se seus encontros fossem raros. Mas este resíduo é apenas uma abstração. a tendência geral à sociabilidade. Apenas. os costumes não se opõem ao direito. Ali onde ela é forte. bem entendido. e. do A. não permanecem indeterminadas por isto. I os mais objetivos e que se prestam melhor para medida. a força através do movimento. que não podem durar sem perigo. Ela não é a mesma no seio da família e na sociedade política. Mas. só podemos apreendê-Ias através das diferenças que apresentam os efeitos sociais da solidariedade.:.1". e estes são os únicos que temos necessidade de conhecer~. Mas ele pode se produzir somente nos casos raros e patológicos. se negligenciamos estas últimas. porque estas diferenças dependem de causas sociais. entre estes resultados. 117 5S. mas antes o que a torna possível. sem razão de ser. pois a sociabilidade em si não está em parte alguma.

Mas. A primeira compreende todo o direito penal. A unidade do efeito revela a unidade da causa. seja suscetível de variar quando eles variam. o que. segundo tenham sanções repressivas organizadas ou sanções apenas restitutivas. I I 34 " DURKHEIM a título de exemplos e segundo os acasos da sugestão. a linha de demarca-ção. enquanto que as do direito penal são aplicadas pelo intermediário de um órgão definido. 5 4 Estas variações do -. Portanto. apenas da contemplação dos organismos e sobretudo dos organismos superiores.I. funcionários da sociedade. Ora. convém classificar as regras jurídicas segundo as diferentes sanções a elas vinculadas. O que o prova é que a reação que eles determinam por parte da sociedade. todo direito é público. é o c. ou. Buscar qual é este elo é. salvo diferenças de grau. todo preceito de direito pode ser definido. o primeiro deve regular as relações do indivíduo com o Estado. ela não implica necessariamente um sofrimento do agente. privá-Io de algo que ele desfruta. em que consiste essencialmente o crime. em qualquer-grau. entre todas estas espécies.. quer seja anulado._!. qualificados como crimes. sendo essencial aos fenômenos jurídicos. podem ser muito cômodas sob este ponto de vista. não é científico fazer repousar uma classificação fundamental sobre uma noção tão obscura e mal analisada. privado de todo valor social. mas entre todos aqueles que foram ou que são reconhecidos e punidos nos diferentes tipos sociais. no sentido de que é uma função social e de que todos os indivíduos são. mas a ciência não pode contentar-se com estas classificações empíricas e inexatas. quando se tenta analisar os conceitos de perto. têm por objeto atingi-Io em sua fortuna. Pois. Ora. ou em sua vida ou em sua liberdade. aliás. isto é. Por mais diferentes que pareçam à primeira vista. mais claramente. chamamos por este nome todo ato que. a segunda o direito civil. Quanto ao outro tipo. O biólogo teria dado uma definição muito inexata dos fenômenos vitais se tivesse desenhado a observação dos seres monocelulares. não menos seguramente. Portanto. atos reprimidos por castigos definidos. a pena. pelo menos. pois. Existem dois tipos. aquelas dos indivíduos entre si. ou em sua honra. por conseguinte. precisamos apenas classificar as diferentes espécies de direito para buscar em seguida quais são as diferentes espécies de solidariedade social que a elas correspondem. porque se aplicaria somente às exceções. Fazer abstração deles seria expormo-nos a ver a essência do crime ali onde ela não está. o lugar que ocupam na consciência pública. Todo direito é privado. existem seguramente semelhanças essenciais. se bem que sob diversos títulos. mas consiste somente na restituição das coisas nas devidas condições. ou. são delimitadas e organizadas como as funções ministeriais e legislativas. abstração feita das regras penais que podem aí encontrar-se. quer o ato incriminado seja reconduzido à força ao tipo do qual foi desviado. são organizadas.. perguntar-se qual é a causa da pena. Portanto. um tal método só nos poderia dar uma noção singularmente truncada do fenômeno. determina contra seu autor esta reação característica chamada pena. é preciso depreender os traços que são idênticos em todas as variedades criminológicas dos diferentes tipos sociais. o que quer que se tenha dito. é. Diz-se que são repressivas. se. paternais. Portanto. Por -Outro lado.. Sem dúvida. mas. que parecia tão clara à primeira vista. O meio de encontrar este elemento permanente e geral não é evidentemente enumerar os atos que foram. no sentido m:que sempre e em toda parte se trata de indivíduos e suas ações. em todos os tempos e em todos os lugares. As funções maritais. o que é o Estado? Onde começa e onde acaba? Sabe-se quanto esta questão é controvertida. As concepções jurídicas das sociedades mais inferiores não são menos dignas de interesse que aquelas das sociedades mais avançadas. parece renunciar a ele quando reconhece a impossibilidade de lavrar uma lista de fatos universalmente punidos (Criminologia. Todos são crimes. elas são a minoria ínfima e. a saber. Pois em toda parte afetam da mesma maneira a consciência moral das nações e produzem em toda parte a mesma conseqüência. numa diminuição infligida ao agente. há. sempre e em toda parte a mesma. isto é. este método que seguiu M. nosso método está completamente traçado. pelo menos. se apaga. é excessivo. pág. Mas finalmente retoma a ele porque.so do direito penal. o segundo. é impossível que os atos assim qualificados não tenham algum fundamento comum. Procuremos agora a que tipo de solidariedade social corresponde cada uma destas espécies. etc. mas. Imaginadas para a prática. não poderiam ser suficientes para elucidar muito a natureza social da solidariedade. teria concluído falsamente que a vida consiste essencialmente na organização. C APITULO II / ~~~ ==. 5' Foi. Umas consistem essencialmente numa dor. é evidente que as sanções mudam segundo a gravidade atribuída aos preceitos. Não apenas entre todos os crimes previstos pela legislação de uma única e mesma sociedade. uma regra de conduta sancionada. existem ações que foram universalmente vistas como criminosas.~. o papel que desempenham na sociedade. Para proceder metodicamente. precisamos encontrar alguma característica que. entretanto. Existem sem dúvida crimes de espécies diferentes. que exista uma que simbolize esta solidariedade especial da qual a divisão do trabalho é a causa. Para este trabalho não podemos nos servir das distinções usuais dos jurisconsultos. o direito processual. que o ponto de vista sociológico se impõe mesmoaos psicólogos. f te -- Solidariedade mecânica ou por similitude I O elo de solidariedade social ao qual corresponde o direito repressivo é aquele cuja ruptura constitui o crime. para observar as características que apresentam. portanto. sobretudo. algo de comum. Garofalo. A mais difundida é aquela que divide o direito em direito público e em direito privado. no restabelecimento das relações perturbadas sob sua forma normal.. desde já. Não existe nenhum que possa ser negligenciado. É provável. em suma. para medir a parte desta última. o direito comercial. se queremos saber em que consiste essencialmente o crime. Visto que o direito reproduz as formas principais da solidariedade social. É verdade que aquelas ligadas às regras puramente morais têm o mesmo caráter: apenas são distribuídas de uma maneira mais difusa por todos indistintamente. Isto feito. não sendo sem razão que o direito romano qualificava a tutela de munus publicum. devemos dividir as regras jurídicas em duas grandes espécies. Demonstram. o crime natural é para ele aquele que cont l d . as propriedades essenciais de uma coisa são aquelas que se observam em toda parte em que esta coisa existe e que pertencem só a ela. Por outro lado. o direito administrativo e constitucional. ser:ásuficiente comparar o número das regras jurídicas que a exprimem com o volume total do direito. 5). elas são fatos não menos instrutivos.

Todo direito escrito tem um duplo objeto: prescrever certas obrigações. como estas necessidades variam com as sociedades. Que é um homem a menos na sociedade? Que é uma célula a menos no organismo? Diz-se que a segurança geral estaria ameaçada para o futuro se o ato permanecesse impune.. uma crise econômica. para um mesmo tipo social. as duas palavras desafinam. a estreitar artificialmente os quadros da criminalidade. porém. é graças a um concurso de circunstâncias excepcionais. Mesmo em tempo de paz não temos pelo homem que trai sua pátria pelo menos tanta aversão como pelo ladrão e pelo escroque? Nos países em que o sentimento monárquico ainda está vivo. inadequada. por elas mesmas. Pode-se dizer que um fato social é anormal em relação ao tipo da espécie. modificando-a. Também é vaga. para quem a vida social é verdadeiramente natural só nas sociedades industriais. é como se disséssemos que as sociedades julgam as regras necessárias porque elas as julgam necessárias. Sua autoridade viria. Entretanto. casos. pois estes objetos variaram infinitamente e podem variar ainda. No direito penal dos povos mais civilizados. por outro lado. e jamais um tal estado de coisas pode durar. esta última teoria não é sem algum fundamento. Garofalo. pois. explicar-se-ia assim a variabilidade do direito repressivo. Portanto. a única característica comum a todos os crimes é que eles consistem . não o faz todavia com um método suficientemente preciso e exato. Sem dúvida. por conseguinte. definilos em função de seus objetos particulares. que lugar ocupa no direito repressivo de muitos povos a regulamentação do rito. do A. a realidade do fato que acabamos de estabelecer não é contestável. É isto que explica a maneira particular pela qual o direito penal se codifica. os exemplos que acabamos de citar mostram que um ato pode ser desastroso para a sociedade sem sofrer a menor repressão. Esta definição do crime é. pois. de comer certas carnes. definir as sanções que -:\ 55 Não vemos qual razão científica M. porque eles apresentam uma tal diversidade. não as condições essenciais à vida social. Mas não vamos entrar nestas discussões. de sua necessidade. não o que deve ser. etc. Com efeito. mas de um desenvolvimento sempre crescente" (pág. ou então. se ocorre que uma disposição penal se mantenha algum tempo.em atos universalmente reprovados pelos membros de cada sociedade. mas uma espécie não poderia ser anormal. um animal ou um homem impuro ou consagrado. e. Enfim. enumerar uma lista dos sentimentos cuja violação constitui o ato criminoso. são os sentimentos altruísticos que apresentam esta característica da maneira mais marcada. os crimes de lesa-majestade não despertam uma indignação geral? Nos países democráticos. póde alguma vez constituir um perigo social? Sabe-se. O fato de tocar um objeto tabu. distinguem-se dos outros apenas por um traço: são comuns à grande média dos indivíduos da mesma sociedade. e se disse que as regras penais enunciavam para cada tipo social as condições fundamentais da vida coletiva. há uma variedade de atos que foram e ainda são vistos como criminosos. entretanto. a parte invariável do sentido moral e aquele apenas. pois. Além de uma tal teoria fazer com que o cálculo e a reflexão ocupem um lugar muito grande na direção da evolução social. Ora. É preciso apenas abrir o Pentateuco para se convencer disto e. na sua utilidade. que os atos criminosos são aqueles que parecem nocivos à sociedade que os reprime. Agora ainda. é preciso que o grau de nocividade que apresenta esteja regularmente em relação com a intensidade da repressão que o atinge. as sociedades se enganaram e impuseram práticas que. por si mesmos. por conseguinte. Mas é contraditada pelos fatos. por mais real que seja. pois. o assassínio é sempre um mal. Isto é verdadeiro pelo menos quanto ao estado normal. isto"seria uma explicação. Mesmo que o ato seja certamente nocivo à sociedade. com ou sem razão. o crime fere sentimentos que. de qualquer maneira. O que nos seria preciso dizer é por que elas as julgam assim. do cerimonial. do A. se as sociedades obrigam assim cada indivíduo a obedecer a estas regras. Igualmente. Se existem adultos que ignoram estas regras fundamentais ou não reconhecem sua autoridade. 9).. de não pronunciar exatamente a fórmula ritual. que as regras penais exprimem. Garofalo tem para dizer que os sentimentos morais atualmente adquiridos pela parte civilizada da humanidade constituem uma moral "não suscetível de perda. como o quer M. uma quebra na bolsa. se encontram em todas as consciências sãs. mas nada prova que seja o maior mal. Resulta disto que sua noção do crime é singularmente incompleta. Pergunta-se hoje se esta reprovação é racional e se não seria mais sábio ver no crime uma doença ou um erro.salvo algumas exceções aparentes que serão examinadas mais adiante . sem que. Juntas. que esta obediência regular e pontual Ihes é indispensável. não explica nada. as injúrias dirigidas ao povo não desencadeiam as mesmas cóleras? Não se poderia. mas as que parecem tais ao grupo que as observa? Tal explicação. pois não nos faz compreender por que. Garofalo é assim levado a recusar o caráter de crime a atos que foram universalmente reconhecidos como criminosos em certas espécies sociais. sejam nocivos à sociedade. é preciso que a simpatia negativa por outro seja. É o que mostra a expressão delito natural que usa.) o. Acreditou-se encontrar esta relação num tipo de antagonismo entre estas ações e os grandes interesses sociais. isto é. por que o crime que contraria algum sentimento particular de certos tipos sociais seria menos crime que os outros? M. Definitivamente. a questão permanece inteira.~ 36 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 37 direito repressivo provam ao mesmo tempo que esta característica constante não poderia encontrar-se entre as propriedades intrínsecas dos atos impostos ou proibidos por regras penais. mas houve uma época. (N. Entretanto. a única a produzir este resultado. como estes fatos se encontram normalmente em certas espécies sociais. da etiqueta. anormais. é com razão que ela busca em certos estados do sujeito as condições constitutivas da criminalidade.omalias e casos patológicos que se tem o direito de negligenciar. é porque disto fazem questão energicamente. domésticos e mil outros sentimentos tradicionais tinham exatamente os mesmos efeitos. se bem que seja contestada por todos. uma tal ignorância ou uma tal indocilidade são sintomas irrecusáveis de perversão patológica. procuramos determinar o que é ou foi. nada é mais falso. Garofalo para chegar a uma noção científica do delito. Por mais interessante que seja o esforço de M. pois o autor não insere em suas comparações todos os tipos sociais. O que permite marcar assim um limite às mudanças que se farão num sentido ou noutro? (N. Como estão gravadas em todas as consciências. mas exclui um grande número que trata de anormais. o assassínio é universalmente visto como o maior dos crimes. Dir-se-á. de não celebrar certas festas. de não imolar sobre o túmulo dos pais o sacrificio tradicional. Se este sentimento tivesse sua causa na necessidade objetiva das prescrições penais ou. não eram nem mesmo úteis.). quer dizer. é evidentemente porque estimam. as regras que proíbem estes atos e o direito penal sanciona são as únicas às quais o famoso axioma jurídico ninguém pode ignorar a lei se aplica sem ficção. das práticas religiosas. Infelizmente. Todos os delitos não seriam naturais? É provável que exista aí um retorno da doutrina de Spender. e a da pena: a desproporção é flagrante. Não é possível determinar de outra maneira a natureza destes sentimentos. muito próxima à nossa. Mas já nos explicamos sobre este ponto. mas nas relações que eles mantêm com alguma condição que Ihes é exterior. :Q"~ I \ . mesmo uma falência podem desorganizar muito mais gravemente o corpo social do que um homicídio isolado. de deixar apagar o fogo sagrado. pelo menos. é impossível ver aí simples ap. num número tão grande de traria os sentimentos que em toda parte são a base do direito penal. onde os sentimentos religiosos.. esta pretensa solução do problema reduz-se a um verdadeiro truísmo. mas que se observe a importância deste perigo. 55 Hoje. Mas. todo mundo as conhece e sente que são fundadas.

isto não representa que fossem ignorados ou desconhecidos dos hebreus nem que fosse necessário revelá-Io a eles. sua sociedade. Gilbert. Estão gravados em todas as consciências. I. Assim. porém. Desde a época das Doze Tábuas. se o costume continuasse a funcionar silenciosamente. 63. e. uma variedade de disposições novas foi introduzida no direito civil. os sentimentos aos quais estas regras correspondem não fossem imanentes a todas as consciências. o legislador aborda e resolve separadamente estes dois problemas. no capítulo de nosso Código Civil consagrado aos deveres respectivos dos esposos. ao contrário. do A. é porque todos sentemsua autoridade. pág. pelo fato de os sentimentos coletivos não reagirem mais senão através de certos intermediários. as mudanças constatadas são muito poucas ao lado daquelas que sofreu o direito civil durante o mesmo tempo. nominalmente. aliás fortemente gravados. 1882. por conseguinte. pode-se estar seguro que tudo o que ele contém estava escrito em todas as consciências. não se definiu o crime quando se disse que consiste numa ofensa aos sentimentos coletivos. Quando um direito costumeiro passa ao estado de direito escrito e se codifica. (N. I. Por exemplo. mas a sociedade inteira dele participa em maior ou Cf. o direito é inteiro penal. 58 Em Roma. ao contrário. Os sentimentos coletivos aos quais corresponde o crime devem. É antes de tudo um resumo das tradições de todo tipo pelas quais os judeus se explicavam a si mesmos e à sua maneira a gênese do mundo. suas principais práticas sociais. a determinação da pena torna-se algo acessório. Não diz primeiramente. É verdade que. Leipzig. 24 e 27. fixando-as.. Inversamente. a jurisdição criminal pertencia em parte aos heliaía. no direito comercial. e mais geralmente em toda espécie de direito com sanções restitutivas. onde. (N. pág. tal como a Lei das Doze Tábuas fixou-o em Roma. sob a legislação de Sólon.f. embora faça o oficio de código. Neste caso. É o caso dos antigos germanos. as inovações nas matérias de direito penal são extremamente raras e restritas. Portanto. em outros casos. /881. Algumas vezes está mesmo completamente subentendida. o incesto é objeto de uma aversão muito geral. 59 Em Atenas. 56 57 menor medida. Binding. 138. Handbuch der Griechischen Staatsalterthümer. algumas vezes. Esta delegação. trad. como faz o direito civil: "Eis o dever". O estado de difusão em que se encontra assim esta parte do poder judiciário seria inexplicável se as regras das quais ele assegura a observação e. deste ponto de vista. Não apenas se modifica mais lentamente que os costumes. capo XII. bem como à grande importância tomada por certos personagens ou certas classes e que faz delas os intérpretes autorizados dos sentimentos coletivos. 6. Para isto pode haver só uma razão: a regra é conhecida e aceita por todos.) do direito penal produzem-se quando é um ato da é geralmente definido independentemente da sando A. O que o prova é a extrema lentidão com que o direito penal evolui. grande colégio que. 57 É pela mesma razão que o funcionamento da justiça repressiva tende sempre a permanecer mais ou menos difuso. fr. do A. se singularizar dos outros por alguma propriedade distintiva: devem ter uma certa intensidade média. mas não diz nada das obrigações às quais elas se relacionam. pode ser devida à multiplicidade maior dos negócios que acarreta a instituição de fJmcionarios especiais.. representada pelo júri. o artigo 214 do Código Civil ordena à mulher habitar com seu marido: disto se deduz que o marido pode forçá-Ia a reintegrar o domicílio conjugal. o dever ção. Mas o Pentateuco. sem despertar discussões nem dificuldades. É o caso dos dez mandamentos. mas esta sanção não é em parte alguma formalmente indicada. entretanto. Não tem por objetivo reunir em um sistema único e precisar em vista da prática regras penais seguidas pelo povo hebreu. pelas assembléias centuriais. Nas sociedades primitivas. quase contenha só disposições penais. o Pentateuco não promulga sanções. O motivo de o direito penal se codificar só para estabelecer uma escala graduada de penas é porque apenas estas estão sujeitas a dúvida. não é. com o estado em que se encontra na época clássica. permaneceu em princípio o juiz supremo para estes tipos de processos. enquanto que os negócios civis incumbiam ao pretor. por exemplo. ela não se exerce pelo órgão de um magistrado especial. é a assembléia do povo que faz a justiça. não se segue que tenham cessado de ser coletivos para se localizarem num número restrito de consciências. se a ação é punida. se bem que. não haveria razão para que se transformasse. primeiramente pelas assembléias curiais e em seguida. As Normas e Sua Transgressão. os principais crimes e delitos estão constituídos: "Durante dez gerações. (N. a briga e talvez o p/agium ': 61 Quanto aos delitos 1872.5 6 É verdade que.) 61 Esboço histórico do direito criminal da antiga Roma.) 60 cr. (N. Direito Criminal dos Romanos. se bem que ele delegou seus poderes a comissões permanentes. Mas é que se tratava essencialmente de reproduzir. No direito civil. e é apenas em seguida que diz a maneira pela qual deve ser sancionada. o catálogo dos crimes públicos foi aumentado apenas por algumas leis que punem o peculato. mas é a parte do direito positivo mais refratária a mudança. é porque é contrária a uma regra obrigatória. mais longe dar-se-á conta da causa desta exceção.) 59 Cf. pois existem entre estes últimos alguns que podem ser ofendidos sem que haja crime.) . Não são de forma alguma veleidades hesitantes e superficiais. (N. do A. Determina primeiramente a obrigação com toda a precisão possível. mas nada aqui é dito do que acontece quando estes deveres são violados por uma parte ou outra. { 58 Tácito. se enuncia alguns deveres que certamente eram sancionados por penas. é porque questões litigiosas reclamam uma solução mais definida. portanto.~? 38 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 39 a isto estão ligadas. pág. (N. É preciso buscar esta sanção em outro lugar. do A. pois. 60 Enfim.) '. a partir da Lei das Doze Tábuas. como o veremos. mas condenar à morte o assassino. as crenças populares sobre a origem destes preceitos sobre as circunstâncias históricas nas quais tinham sido promulgados. Que se compare o direito penal. estes direitos e estas obrigações são enunciados de uma maneira positiva. é porque não são objeto de nenhuma contestação. como o veremos. . os casos criminais eram julgados pelo povo. imediatamente: "Eis a pena". do A. Assim. Mas estes fatos não diminuem o valor demonstrativo do que precede. entre as nações germano-Iatinas. O direito penal. mas. pelo fato de alienar totalmente sua liberdade nas mãos de outro ou de aceitar de outro uma tal alienação. o que fez a legislação desde o começo do século nas diferentes esferas da vida jurídica. no direito administrativo e constitucional. porque o livro é apenas um tecido de lendas nacionais. mas esta regra não é expressamente formulada. Que se observe. ora. As únicas exceções verdadeiras a esta particularidade autoridade pública que cria o delito. História do Processo Civil e do Direito Criminal entre os Romanos. Ocorre o mesmo com as faltas à honra sexual que comete a mulher fora do estado de casamento. Rein. enquanto que. um código propriamente dito. se as regras cuja pena pune a violação não têm necessidade de receber uma expressão jurídica. a sociedade intervém no exercício destas mesmas funções. Sem dúvida. Walter. compreendia todos os cidadãos acima de trinta anos. mas emoções e tendências que estão fortemente enraizadas em nós. Todavia. págs.velleRevue Historique du Droit et Étranger. Germania. § 829. Leipzig. tais como se encontram formulados no capítulo 20 do Êxodo e no capítulo 5 do Deuteronômio. é mesmo tão pouco uma codificação que as diferentes partes de que está composto parecem não ter sido redigidas na mesma época. in No!!. sobre as fontes de sua autoridade. Não manda respeitar a vida do outro. entretanto. é uma ação simplesmente imoral. diz Mainz. ao contrário. ele é detido por uma classe privilegiada ou por magistrados particulares. promulga apenas sanções. Em tipos sociais muito diferentes. até o fim da República.

o direito. a relação de variação é inversa. mas é um crime porque o reprovamos. O primitivo é a tendência. existem. mas não podemos fixar de que maneira nem em que medida. tudo como os tipos individuais. Sem dúvida. ou foram mais recenternente adquiridos e ainda não tiveram tempo de penetrar profundamente nas consciên" cias. é impossível especificá-Ia. Um ato é socialmente mau porque é repelido pela sociedade. Assim. Esta prática pode ser simples ou complexa. como não podem ser compreendidos de diferentes maneiras. mas é sempre determinada. do A. Portanto. Portanto. de realizar tal rito. Mas. mas admite-se que a reprovação.()mo os termos coletivo e social são freqüentemente tomados um pelo outro. Todavia. Não se contesta que todo delito seja universalmente reprovado. sem prejulgar. de não matar. É. suas condições de existência. eles passam. porque os sentimentos que encarnam as regras penais são determinados. mas que é criminoso porque fere a consciência comum. Por esta palavra designamos simplesmente o conjunto das similitudes sociais. aqui há lugar para variações e nuanças. é preciso que sejam precisos. Com efeito.'As funções judiciárias. Inversamente. Da mesma forma. é também muito estacionário. Podemos dizer. que se deve trabalhar. Sua natureza indecisa faz mesmo com que. resumindo a análise que precede. o prazer e a dor são apenas fatos derivados. ao contrário. Ao contrário. como o emprego de uma palavra nova. pois. os sentimentos protegem sanções simplesmente morais. sobretudo nas sociedades superiores. não existem sentimentos coletivos que resultem do prazer ou da dor que a sociedade experimenta ao éontato de seus objetos? Sem dúvida. Encontra-se o mesmo fato em toda parte. Se. de uma maneira muito geral. esta imoralidade particular que a sociedade reprime por meio de penas organizadas e que constitui a criminalidade. em geral. É a mesma no norte e no sul. É entendida como se exprimisse não a propriedade essencial do crime. cada um deles é relativo a uma prática bem definida. ela é só uma parte muito restrita:. A psicologia contemporânea retoma cada vez mais à idéia de Espinosa segundo a qual as coisas são boas porque as amamos e não que as amemos por serem boas. Para evitar uma confusão62 que foi cometida. Evidentemente ela não pode vir senão de uma ou várias características comuns a todas as variedades criminológicas. fica-se em seguida muito embaraçado para dizer em que consiste esta delituosidade. estão evidentemente fora da consciência comum. o mau filho e o egoísta mesmo o mais endurecido não são tratados como criminosos. governamentais. ela permanece. quaisquer que sejam sua origem e seu fim. embora de uma outra maneira. encontra-se em todas as consciências com um certo grau de força e de precisão. seja dificil dar-lhes uma fórmula fixa. Assim. se designa toda a vida psíquica da sociedade. isto é. Mas. Por conseguinte. todas estas definições são inadequadas. mas. mas se lhe atribui ordinariamente um sentido muito diferente daquele que ela deve ter. enquanto que as regras puramente morais têm geralmente algo de flutuante. difusa em toda extensão da sociedade. mas eles não têm todos esta origem. nas diferentes profissões. Uma última adição é ainda necessária para que nossa definição seja exata. eles têm os objetos mais diversos e não se poderia dar uma forma única.~ 40 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 41 privados. os sentimentos como o amor filial ou a caridade são aspirações vagas para objetivos muito gerais. O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem sua vida própria. Acontece o mesmo na vida social. nas grandes e pequenas cidades. de pronunciar tal fórmula. isenta de ambigüidades--~. Esta fixidez do direito penal testemunha a força de resistência dos sentimentos coletivos aos quais ele corresponde. acredita-se. de não ferir. seu modo de desenvolvimento. poderemos chamá-Io: a consciência coletiva ou comum.'-' "-"'. ora. não se apresenta livre de inconvenientes. etc. a inclinação. Muitos. Todavia. é. são em toda parte os mesmos. como o veremos. Com razão. etc.Aquela que empregamos mais acima não está. esta oposição que faz o crime. se bem que se realize somente entre indivíduos. 63 A letra desta proposição quase não é contestada. em uma palavra.a categoria pela qual este sistema de fenômenos deve ser definido. apenas porque um sentimento. nós o veremos. sendo que. o direito religioso é sempre repressivo: é essencialmente conservador. visto consistirem em sistemas de representações e de ações: entretanto. tem o direito de ser designada por uma palavra es{>ecial. por definição. liga umas às outras as gerações sucessivas. por conseguinte. é verdade. mas é responder à questão pela questão e colocar uma palavra no lugar de outra. Em outros termos. é quase que exclusivamente penal. é-se indú~ldo a crer que a consciência coletiva é toda a consciência social. tipo que tem suas propriedades. Nas sociedades inferiores.o melhorseria talvezcriar uma expressãotécnica que' designasse especialmente o conjunto das similitudes sociais. ou estão prestes a perder raiz e sobem do fundo para a superficie. tudo depende do sentido que se dá à palavra. quando não é absolutamente necessária. Com efeito. reconheceram-se dois novos: a rapina (actio bonorum vi raptorum) e o dano causado injustamente (damnum injuria datum). positiva ou negativa. resulta de sua delituosidade. a única que satisfaz esta condição é a oposição que existe entre o crime. Se representa similitudes sociais. pois. Ela é o tipo psíquico da sociedade. Podemos. todo ato que o fira é um crime. não muda a cada geração. não há nenhuma razão para admitir que a piedade filial média ou mesmo as formas elementares da compaixão pelas misérias mais aparentes sejam hoje sentimentos mais superficiais que o respeito pela propriedade ou pela autoridade pública. difusas. 63 Não entramos na questão de saber se a consciência coletiva é uma consciência como a do indivíduo. pois trata-se de saber precisamente o que é imoralidade e. todavia. estende-se tão longe quanto a vida psíquica da sociedade. pois. Portanto. dizer que um ato é criminoso quando ofende os estados fortes e definidos da consciência coletiva. é completamente diversa das consciências particulares. isto é. senão a maior 62 A confusão não é sem perigo. Sabe-se que ele fere sentimentos muito gerais e muito enérgicos. (N. De uma maneira geral. não é suficiente que os sentimentos sejam fortes. Trata-se de fazer ou não fazer isto ou aquilo. sobretudo. Não se pode dizer que eles se relacionam nem aos interesses vitais da sociedade nem a um mínimo de justiça. mas lembrando-nos sempre do sentido estrito no qual a empregamos. Quanto à natureza intrínseca destes sentimentos. não é preciso dizer que um ato fere a consciência comum porque é criminoso.) . Não o reprovamos porque é um crime. é preciso distinguir. a relação é direta. do A. dir-se-á. têm maior uniformidade. isto é. mas uma de suas repercussões. ter piedade do'outro. entretanto. . (N. e certos sentimentos coletivos. ela não tem por substrato um órgão único. freqüentemente. manteremos a expressão mais habitual de consciência coletiva ou comum. são menos intensos e menos solidamente organizados do que aqueles que protegem penas propriamente ditas. qualquer que seja.. permanece inteiro para se definir. científicas.) "". todas h funções especiais são de ordem psíquica. industriais. porém. que esta generalidade e esta energia provêm da natureza criminosa do ato que. consistir em uma ação ou em uma abstenção. a maior plasticidade das regras puramente morais e a rapidez relativa de sua evolução demonstram a menor energia dos sentimentos que estão em sua base. em vez de derivar dele. Numa imoralidade particularmente grave? Eu o consinto. da qual ele é objeto. pergunta-se algumas vezes se a consciência individual varia ou não como a consciência coletiva. Também as regras penais são notáveis por sua claridade e sua precisão. exceções. é independente das condições particulares em que os indivíduos estão colocados. mas não deixa de ter caracteres específicos que fazem dela uma realidade distinta. Ao contrário.

pois. Esta por sua vez pode ser medida seja pela extensão da autoridade que ela exerce sobre os cidadãos. meSII. mas honrado e proposto como exemplo. mesmo quando esta última não reage de maneira completamente unÍssona. Assim. é dela que. a violação. Vamos proceder a esta verificação. dos contratos. Uma vez que esta força se constituiu sem libertar-se da fonte da qual ela decorre e onde continua a se alimentar. Entretanto. isto é. quando a multa é toda a pena. Portanto. as tradições. ela é apenas uma derivação da força que é imanente à consciência comum. Por mais numerosas que sejam suas variedades. ela deve dar conta de todas as caracteristicas da pena. Assim ele se torna seu símbolo. o mesmo critério externo. são estas últimas tendências que. Também. esta. não há força moral superior ao indivíduo. porqueapresentamtodos. ou não deriva inteiramente da vivacidade dos sentimentos coletivos que são ofendidos. tem necessariamente as mesmas propriedades e reage da mesma maneira. . Existe. da autoridade que este último exerce sobre as consciências e é de lá que lhe vem sua força. Mas antes é preciso estabelecer quais são estas caracteristicas. em todos os casos deste gênero. existem casos em que a explicação precedente não parece explicar-se. De onde vem. É capaz. capaz de produzir espontaneamente movimentos próprios que nenhuma impulsão externa determina. são verdadeiramente fundamentais. mas tem uma outra causa. como as afinidades de idéias se comunicam às palavras que as representam. ela repele toda força antagônica como faria a alma difusa da sociedade.Ú' . uma vez instituido um poder governamental.) "=- . é preciso ainda que seja sentida de uma certa maneira.gravidade mais elevada. a invasão das autoridades judiciárias pelas autoridades administrativas. pois. as doenças de um como as do outro são ameaças à vida. decorre toda a criminalidade.C. Ele não é mais uma função social mais ou menos importante. É preciso apenas ver comoM. É porque. um mesmo fato não pode ter duas causas. A extensão da ação que o órgão governamental exerce sobre o número e sobre a qualificação dos atos criminosos depende da força que encerra. não há nenhuma razão para separar completamente estes delitos dos outros. se não é repugnada pela opinião pública. o aparelho de direção desempenha um papel eminente na vida social. ele tem por si mesmo muita força para ligar espontaneamente a certas regras de conduta uma sanção penal. e eis aí como ele adquire uma caracteristica que o coloca fora de comparação. que o menor dano causado ao órgão governamental seja punido. Além de ela não poder vir de outro lugar e entretanto não poder vir de nada. do A. Garofalo distingue o que ele ch:Jma os verdadeiros crimes dos outros. Além do mais. todos os atos que acabamos de citar apresentam a caracteristica comum de serem dirigidos contra algum dos órgãos diretores da vida social. que. com efeito. é preciso que a sensibilidade coletiva já esteja constituida de maneira a poder apreciá-Io. Se o 'cérebro tem sua importância. Precisa-se. derivam de causas completamente diferentes.6 5 É. o ato mais funesto à sociedade poderá ser não apenas tolerado. a menos que esta dualidade seja só aparente e que no fundo as causas sejam apenas uma. E. a pena. Como. a delituosidade não deriva. abandonada a si mesma. para encantar-se com tal ou tal objeto. salvo a força coletiva. de onde ele viria? Da gravidade dos interesses que gere o Estado e que precisam ser protegidos de uma maneira toda particular? Mas sabemos que a única lesão de interesses. pode apenas ligá-Ia àqueles que existem com tal ou tal fim particular. é certo que. a falta constante de probidade nas relações econômicas obrigam só à reparação do prejuizo. ou não a reclamaria ou mostrar-se-ia menos exigente. que serão amplamente desenvolvidos em toda a seqüência desta obra. (N. confirmam esta explicação. e. o ato éstá nos limites do dirçito penal e do direito restitutivo. mesmo grave. a expressão viva aos olhos de todos. é nestes mesmostipossociaisquea consciênciacoletivatemmais potência. . Entretanto. Acontece mesmo que o ato punido não fira diretamente nenhum sentimento coletivo. precisamente por causa desta supremacia que ela conquistou. Ora. . não muda de natureza por isso. mesmo que esta não sinta este antagonismo ou não o sinta tão vivamente. mas existem outros cujo interesse não deixa de ser vital e cujo funcionamento não é entretanto assegurado desta maneira.. seja pelo grau da gravidade reconhecido nos crimes dirigidos contra ela. é o tipo coletivo encarnado.. de criar certos delitos ou de agravar o valor criminológico de outros.. sempre a esta última que é preciso retomar. O prazer é incapaz de criar por si só uma inclinação. pois. as práticas coletivas. os fatos seguintes. veremos que é nas sociedades inferiores que esta autoridade é maior e esta. defender a consciência comum contra todos os inimigos internos e externos. é uma ofensa contra uma autoridade de alguma forma transcendente. Se os sentimentos correspondentes são abolidos. o crime é em toda parte essencialmente o mesmo. porque determina em toda parte o mesmo efeito. em nenhum destes exemplos a pena parece injusta.2 . Com efeito. Por que este privilégio atribuido ao que se chama às vezes de cérebro social? A dificuldade resolve-se facilmente se observamos que. O que caracteriza o crime é que ele determina a pena. Portanto. não há nada em nós que proteste contra o fato de pescar ou caçar em épocas proibidas ou de fazer passar viaturas muito pesadas sobre a via pública. Sem dúvida. sua primeira e principal função é fazer respeitar as crenças. se pode ser mais ou menos intensa. a coalizão dos funcionários. do A. Mas é destes últimos que ela recebe toda a energia que lhe permite criar crimes e delitos." I l' . o estômago também é essencial. quando desordens muito mais terriveis em outros órgãos sociais são reparadas apenas civilmente? A menor infração à polícia rodoviária é castigada com uma multa. Também a vida que está nela comunica-se a ele. . Aliás. aliás. quer dizer. Ora. Existem atos que são mais severamente reprimidos do que fortemente reprovados pela opinião. se nossa definição do crime é exata. admitir que existem dois gêneros de crimes dependentes de duas causas diferentes? Não se poderia permanecer com uma tal hipótese. por sua ação própria. aliás. (N. O poder de reação próprio ao Estado deve portanto ser da mesma natureza que o difuso na sociedade. segundo uma apreciação pessoal que não repousa sobre nenhum caráter objetivo. toda distinçãoradical 6 4 seria arbitrária. por outro lado.-. ela marca como crimes atos que a ferem sem entretanto ferir com o mesmo grau os sentimentos coletivos. a saber. O crime não é apenas a lesão de interesses mesmo graves. não é suficiente para determinar a reação penal.) '\ ." 42 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 43 parte. sozinhas. contanto que este esteja em relação com sua natureza inicial. As outras são formas especiais e melhor determinadas. Sem dúvida. Ele participa. das funções religiosas pelas funções civis. são objeto de uma repressão que não está em proporção com a indignação que elas suscitam nas consciências. A subtração de dinheiro público deixa-nos muito indiferentes e entretanto é punida com castigos muito elevados. uma maneira de controlar o resultado a que chegamos. em toda parte onde um poder diretor se estabelece. Ora. pois. como ela é apenas uma reparação cujo montante é fixo. ela torna-se entretanto um fator autônomo da vida social. por outro lado. experimentalmente. Tudo o que determina a atividade a tomar uma forma determinada pode originar hábitos dos quais resultam tendências que desde então é preciso satisfazer.lO repetida. direta ou indiretamente.em diferentes graus.

Baunsteinejfir eine allgemeine . Ainda em Roma. uma expiação do passado. 4 e 5.) o assassinato. não era necessário que a primeira se tornasse outra coisa senão ela mesma para acomodar-se ao papel que desempenha em nossas sociedades civilizadas. a expressão vindita pública. hoje. O que o prova são as precauções minuciosas que tomamos para proporcioná-Ia tão exatamente quanto possível à gravidade do crime. Ora. à mercê das causas cegas que a . se bem que instintivo e irrefletido. do A. para triunfar. mas pensamos sempre que deve haver uma equação entre estes dois termos. Se. embora a consciência individual ou social não seja desprovida de influência sobre a realidade que ela ilumina. é uma arma grosseira. com efeito. o ladrão devia não apenas devolver o objeto roubado. Aliás. Um ladrão incorrigível seria tratado como um assassino incorrigível. não porque o castigo lhe ofereça por ele mesmo alguma satisfação. para que se tenha o direito de distinguir tão radicalmente estes dois tipos de penas. Neste caso. não é mais para vingar-se que a sociedade castiga. desempenhar já o mesmo papel que antes. é o ultraje feito à moral. nenhuma vantagem do sofrimento que lhe impõem. lhe restam forças. A estrutura interna dos fenômenos permanece a mesma.) Ver Êx 20. A natureza de uma prática não muda necessariamente porque as intenções conscientes daqueles que a aplicam modificam-se. a resistência que oferecem os primeiros não é inferior à dos segundos. é para defender-se. (N. elas seriam inexplicáveis se acreditássemos que o culpado deve sofrer porque fez o mal e na mesma medida. Não medimos mais de uma maneira tão material e grosseira nem a extensão da falta nem a do castigo. 230-231. do A. tenhamos ou não proveito em estabelecer esta balança. É daí que provêm os refinamentos de dor acrescentados ao último suplício. a pena permaneceu para nós o que era para nossos pais. não segundo a natureza do ato criminoso. é um erro acreditar que a vingança seja apenas uma inútil crueldade. Toda diferença vem do fato de ela produzir seus efeitos com mais consciência do que faz. desde o princípio. um verdadeiro ato de defesa. (N. Como ela não tem consciência dos serviços que presta automaticamente. a intensidade da segunda deveria ser unicamente medida segundo a intensidade da primeira. dever-se-ia recorrer aos mesmos meios. portanto. só pára uma vez esgotada. por conseguinte. págs. Os ladrões estão tão fortemente inclinados ao roubo quanto os assassinos ao homicídio. Hoje. Dt12. Ora.8 12-13. pois. mas ainda pagar uma multa do dobro ou quádruplo do preço. fazem sofrer o culpado unicamente por fazê-Io sofrer e sem esperar.. Assim. mas sem que isto se percebesse. O que nós vingamos. Com efeito. antes de tudo. mesmo quando estivesse verificado que um culpado é definitivamente incurável. Mas. não é preciso que a vingança tenha tido na história da humanidade o papel negativo e estéril que se lhe atribui. a pena consiste numa reação passional. ss. esta graduação não seria necessária se a pena fosse só um meio de defesa. (N. Lev 20. o que ela tende a destruir era para nós uma ameaça. pelo menos em parte. O que o prova é que não procuram castigar nem justa nem utilmente. o que o criminoso expia. Esta característica é tanto JTlaisaparente quanto menos cultivadas são as sociedades. Talvez não tenhamos razão. não é uma expressão vã. não pode regrar-se conseqüentemente. Supondo que a pena possa realmente servir para proteger-nos no futuro. estende-se freqüentemente bem além do culpado e atinge inocentes. de fato. não se saberia demais tomar precauções. Freqüente-" mente. . que é a alma da pena. Procuramos no momento definir a pena tal como é ou foi. Dir-se-á que os autores dos menores delitos têm naturezas menos perversas e que. se. como conhecemos mais o fim a atingir. Com efeito. etc. a pena tão geral de talião não é uma satisfação concedida à paixão da vingança? Mas. um abismo e. ela não serve para nada. do A. 68 É porque a paixão. que retoma incessantemente nos tribunais. Entre a pena de agora e a de antes não existe. É a prova de que permanecemos fiéis ao princípio de talião. 170 e 178 impelem e sem que nada modere sua exaltação. sentir-nos-íamos ainda preocupados em não aplicar-lhe um castigo excessivo. A dor que ela inflige é apenas um instrumento metódico de proteção. I. mas. se bem que de uma maneira mais imperfeita. mas não é isto que está em questão. É assim que castigam os animais que cometeram o ato reprovado 6 6 ou mesmo os seres inanimados que foram seu instrumento passivo. Nós só nos vingamos daquilo que nos fez mal. os povos primitivos punem por punir. págs.16. O instinto de vingança é em suma o instinto de conservação exasperado pelo perigo. pois. se suas inclinações são menos viciosas. seus filhos. e. a pena mudou de natureza. previsão refletida que determina a repressão. As observações precedentes não poderiam. Ela podia. por conseguinte. ela faz sentir sua presença pela tendência que tem em ultrapassar em gravidade o ato contra o qual reage. diz-se. Sem dúvida. se bem que o entendamos em um sentido mais elevado que antes. se os segundos fossem assimilados aos primeiros. mas não poderia haver senão vantagem. para neutralizar seus maus instintos. quando ela destruiu aquele que a suscitou o mais imediatamente. não são por isto menos intensas. E com efeito a pena permaneceu. Mas. Ela constitui. Portanto. Mesmo quando é bastante moderada para prender-se só ao culpado. haveria perigo para a sociedade se os atentados mais graves fossem assimilados a simples delitos. Não é mais a cólera mas a. ser generalizadas: concerniriam só à forma primitiva da pena e não poderiam ser estendidas à sua forma atual. mais eficazmente. Coni efeito. compreender apenas um pequeno número de graus. não como deve ser. Vide Êx 21. Existe sobretudo uma pena em que este caráter passional está mais manifesto: é a vergonha que acompanha a maior parte das penas e que cresce com elas. pois. por conseguinte. são suficientes penas mais fracas? Mas. sua mulher. estimamos que deva ser. É uma arma defensiva que tem seu preço. 6 7 Quando a pena é aplicada a pessoas. de fato. I. Ela é ainda um ato de vingança porque é uma expiação. não é bastante constatar que são empregadas em vista de fins diferentes. Podemos. Portanto. para si mesmos. É bem -possívelque ela mesma consista numa reação mecânica e sem fim. Ora. Thonissen. Estudos de História do Direito Criminal. sabemos utilizar melhor os meios de que dispomos. - Ver Post.28. mas apenas castigar. Para que aviltar um homem que não deve mais viver na . sem que a qualidade desta entrasse em consideração.7 Por exemplo. É o que ocorre com a pena. mas a fim de que o temor da pena paralise as más vontades. unicamente. mas difunde-se um pouco ao acaso. sejam conscientes ou não. por que se transformaria apenas pelo fato de que se dá conta de maneira melhor dos efeitos que ela produz? Ela se adapta às novas condições de existência que lhe são assim feitas sem mudanças essenciais. numa necessidade irracional de destruir. a pena deveria variar na medida em que o criminoso fosse mais ou menos endurecido. Ela pune.~ 44 DURKHEIM II DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 45 Em primeiro lugar. o resultado era obtido. não tem o poder de mudar sua natureza.) . a faca que serviu para perpetrar Rechtswissenschaft. pois. não é menos verdadeiro que achamos justo que ele sofra. protegemo-nos com mais método e. Dizse que não fazemos sofrer o culpado apenas por fazê-Io sofrer. na realidade. se tratasse apenas de recalcar uma força nociva por uma força contrária. na maior parte dos casos. seus vizinhos. e o que nos fez mal é sempre um perigo. como se disse. Contra um inimigo. estende-se mais longe de uma maneira completamente mecânica. esperar que os elementos essenciais da pena sejam os mesmos de antes. uma obra de vingança. num movimento passional e ininteligente. A escala penal deveria.

pois é às paixões que se dirigem o magistrado que acusa e o advogado que defende. então. 111. págs. Pode-se mesmo dizer que a sociedade recorre aos castigos legais só quando os outros são insuficientes. 28). o roubo. (N. São um produto de sentimentos instintivos. 17. 266. sendo sob a influência destas paixões contrárias que o juiz se pronuncia. pois. provavelmente porque os gere melhor. ou que não pode ter outra causa senão a necessidade de compensar o mal pelo mal.) 74 Thonissen. a violação de depósito. 77 por práticas arcaicas que subsistiram tardiamente e pela prósocial. História do Direito Alemão. Também nas sociedades inferiores os delitos mais numerosos são os que lesam a coisa pública: delitos contra a religião. Mas ela ainda permanece a alma da penalidade.) 73 graduada. Assim. se a sociedade está hoje armada com o direito de punir.69 Mas de onde emana esta reação? Do indivíduo ou da sociedade? Todos sabem que é a sociedade que pune. V.chamados privados (delicta privata). mas todojuiz era o representantede Deus. ora. Mas. a natureza da pena não mudou essencialmente. estes seriam sempre senhores de perdoá-Ia: não se concebe um privilégio imposto e ao qual o beneficiário não pode renunciar.). 7 o Essesdelitos. caso contrário. É porque repousa e sempre repousou sobre o princípio que eles combatem (Vide Fouillée. ele a contém em certos limites.) Na Judéia.) 77 Walter. Basta ver na Bíblia. I/íada.- 46 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 47 sociedade de seus semelhantes e que provou abundantemente pela sua conduta que as ameaças mais terríveis não eram suficientes para intimidá-Io? Compreende-se o aviltamento quando não há outra pena ou como complemento de uma pena material muito fraca.. os instrumentos que lhe serviram. as causas que determinam esta repressão difusa são também as da repressão organizada que acompanha a primeira. porque aí o direito que era praticado era tido como revelado. O espírito de previsão que se despertou não deixa mais o campo tão livre à ação cega da paixão. pág. § 788. No princípio. em nome da sociedade. mas.) 75 Zoepl1. Se é apenas a sociedade que dispõe a repressão. como tende a prová-Io o uso da vendetta. (N. (N. pág.) . 303-311). 7 4 Acontecia o mesmo na antiga Germânia. mesmo para satisfazer-se. a injúria. que podia renunciar a ela ou fazê-Ia objeto de uma transação: era o roubo não manifesto. cf. isso pode ocorrer. (N. pelo menos aparentemente. (N. opunham-se aos crimes propriamente ditos cuja repressão era exigida em nome da cidade. (N. ed. 384 ss. nada de propriamente social. Aliás. do A.) 75 "Foi o filho de Saturno". Júpiter. Esse é um fato evidente para a Índia. a importância desses fatos do ponto de vista da doutrina é que freqüentemente se sustentou que a vendetta tinha sido primitivamente a única forma da pena: esta teria. I. opõe-se às violências absurdas. apenas em virtude de um tipo de delegação dos indivíduos. a religiãoé uma coisaessencialmente perseguir apenas fins individuais. etc. os golpes eram tratados como delitos privados. Este procura excitar a simpatia pelo culpado.as origensreligiosasdo direitop'enalsão tornadasmanifestas por velhas tradições. 307 ss. v.. "que deu aos homens a justiça" (Os Trabalhos e os Dias. 909. 27-36. exerce sobre o indivíduo um constrangimento perene. a sacrificios. é suficiente ver nos tribunais como a pena funciona para reconhecer que seu motor é completamente passional. mas essa função era vista como essencialmente religiosa (Manou. mas então por que mantê-Ios? São um tipo de suplício suplementar e sem finalidade. não se a vê mais. e é o atentado dirigido contra ela que é reprimido pela pena. XVI. do A. pág. Tudo o que se pode dizer é que a necessidade de vingança está hoje mais bem dirigida do que antes. do A. e Élien afirma que em toda a antiguidade os padres egípcios exerceram o poder judiciário. Ihes inflige um pronto castigo. cit. Se ela fosse uma satisfação concedida aos particulares. Ciência Social. Êx 22. as ofensas contra os deuses são ofensas contra a sociedade. do A.o dano causadoinjustamente. . se o direito criminal é primitivamente um direito religioso. que a pena consiste em uma reação pas~ional de intensidade dos elementares de natureza quase familiar que são comodamente designados pelo nome de clãs. Se a sociedade parece aí desempenhar um papel preponderante. 72 O que acresce ainda.) 71 Entre os judeus. contra os costumes. que continham o direito criminal com todas as outras leis relativas ao governo do Estado. op. pág. a concepção tradicional da pena deveria ser totalmente transformada e reformada inteiramente.o homemde Deus (Dt I. pois. alguns delitos eram punidos com uma multa em beneficio da parte lesada. pois. 71 Nos povos primitivos a pena parece ser algumas vezes algo ainda mais privado. Muito pelo contrário.) (N. (N. a distância. vingavam-se por si mesmos. renunciar mesmo à vida se os deuses o ordenam. Mais esclarecida.a rapina. Portanto. nas leis de Manou. agora é ela que os vinga. é assim que o lugar do crime. podem-se citar casos em que a execução da pena depende da vontade dos particulares. os pais do culpado participam às vezes do opróbrio com o qual castigamos este último. ele não teria. e não as dos particulares. VIII. que lhe custam. op. Ele deve tomar dos seus bens as oferendas que deve apresentar à divindade. ao que parece. 73 No Egito. São os interesses deles que ela gere em seu lugar." (/bid..Longede pria terminologia jurídica. para ser posta em harmonia com a sua doutrina. 1870. por mais difundida que seja essa teoria. (N. Em Roma. Sociedade Antiga.. 279 e 280. voltar-se contra inocentes. é porque está atingida quando os indivíduos também o são. para a Judéia. os dez livros de Hermes. é somente como substituta dos indivíduos. cit. pág. contra a autoridade. Entretanto. mas poderia acontecer que não fosse por sua conta. às destruições sem razão de ser. como o direito penal não pode ter mudado de natureza em decorrência dessas simples transferências. é certo que o direito penal na origem era essencialmente religioso. O que coloca fora de dúvida o caráter social da pena é que. Mas. do A. irresistíveis. deve impor-se todo tipo de privação que lhe é ordenado. A vida religiosa é inteiramente feita de abnegação e de desinteresse. nos monumentos que nos restam do velho direito 72 Ver particularmente Morgan. do A. 78 Ora. aliás. . pág. 107. Estudos sobre a História do Direito Criminal. cit. Ela não é senão sua mandatária. pois sua conclusão é que. Assim que um atentado é cometido por um ou vários membros de um clã contra um outro. os juízes não eram padres. págs. Encontra-se a mesma distinção na Grécia e entre os hebreus. ela é ambígua. pode ser sustada só pelo governo. difunde-se menos ao acaso. São as ofensas à sociedade que os deuses vingam pela pena. eram chamados sacerdotais. é este último que pune a ofensa que sofreu. é contrária aos fatos mais bem estabelecidos. Podemos dizer. op. Londres. o abuso de confiança. pode-se estar certo de que os interesses aos quais ele serve são sociais. uma vez pronunciada. deve tomar do tempo do seu trabalho ou de suas distrações os momentos necessários à realização dos ritos. do A. mas não os seus próprios. 56. a justiça era considerada como uma emanação de Júpiter e o sentimento como uma vin- gançado deus."Quando os mortais se entregam às ações viciosas. consistido primeiramente em atos de vingança privada. o que reconhecem aqueles mesmos que acham ininteligível a idéia de expiação. do A. aquele procura despertar os sentimentos sociais que o ato criminoso feriu. Ela o obriga a práticas que o pressionam.) 7o Rein.) 78 Rein. Na Índia era o rei que julgava. 7 5 Na Grécia. do A. pequenos ou grandes. (N. diz Hesíodo. Essas sociedades são compostas de agrega59 É. do A. Não se pode citar uma única sociedade em que a vendetta tenha sido a forma primitiva da pena. que freqüentemente se estendem a inocentes. Didot).7 6 Em Roma. Ora.

num grande número de casos. 82 No Egito. . das exigências do cerimonial. cit. pág. o lugar relativamente pequeno dado às prescrições protetoras dos indivíduos e. Lei e Direito na Velha China.) Thonissen. a impiedadeé uma falta maior que o assassinato. a história dessa penalidade é uma seqüência contínua de invasões da sociedade sobre indivíduos. O caráter penal é tanto menos pronunciado quanto mais apagado é o caráter social.mesmoentreas penalidades enunciadas pelo legislador. Os presentes o prendem. na mesma medida não é uma pena. Não é tampouco na instituição de um processo criminal. sobre a negligência dos diversos deveres religiosos. e. os fatos que acabamos de citar demonstram suficientemente que por muito tempo ela fez falta. com efeito. 87 Um homemhavia sido encontrado recolhendo lenha no dia de sabbat:"Os que o encontraramcondU2iram-no a Moisése a Aarão e a toda a assembléia.. 145. Palestina. do A. História do Direito Criminal dos Povos Modernos.84 Mas. mas não sabem como deve ser tratado.sdos seus membros que tenham violado certas regras de conduta. . pois. (N. ibid. verdadeira pena pública. do A.pois não se haviaaindadeclarado o que se lhedeviafazer"(Num 15. O que distingue esta última é. tal qual funciona em nossas sociedades atuais.~c 48 DURKHElM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 49 egípcio. pág. entretanto. que não descreveremos. pois. Ora. mais tarde é ao clã ou à fanúlia que a restituição é paga. 8 1 SegundoConfúcioe MengTseu. é importante observar que a vendella é algo eminentemente coletivo. era ela própria indeterminada. (N. é. pág. mas a sanção penal que devia acompanhá-Io não estavaaindadefinida. op. mesmo até o século XVI. flutuando nos confins dos dois dOllÚnios. não é ela que a aplica.) Germania.. segundo Táci- to: a traição e a deserção. mas seu clã.e puseram-noem prisão.) Munck.32-36). apenas uma pena imperfeita. Se esse tipo de sanção intermediária é. a vendetta é evidentemente um castigo que a sociedade reconhece como legítimo. (N. do A. e vai consultar o Eterno (Lev 24. esses crimes são punidosmais severamente. pois.) 89 Du Boys. e Bouvy. Somente. em vez de ser julgada por cada um. que. pois existem várias sociedades em que essa existe sem estar fixada previamente. mas deve algo mais. apenas dois crimes eram punidos com a morte. 916. então. VI. uma expiação. O juiz dispõe de uma certa flexibilidade para aplicar a cada caso particular essas disposições gerais. mas desde esse momento ela existe. e cuja penalidade era estabelecida só pelo juiz que a aplicava. 11. pág. (N. A organização poderá ser mais completa. que são essas penas privadas das quais dávamos exemplos acima? Elas têm uma natureza mista e participam simultaneamente da sanção repressiva e da sanção restitutiva. e inversamente. (N. 89 Outro efeito desse poder do juiz era o de tornar inteiramente dependente de sua apreciação até a qualificação do ato criminal. 14." 88 Direito Antigo. Entretanto. pois. de intensidade gradual. o que acentua o caráter penal do delito privado é que implicava infâmia. pág. compreenda todo o povo ou somente uma elite.) Plath. e essa operação. Longe de os atentados contra as pessoas terem sido os primeiros a serem reprimidos. dava-se o mesmo na Roma primitiva. pela única razão de que a infração. do A. Esse é um direito que ela confere à parte lesada. Entretanto. 69 e 70. uma coisa privada. se é a sociedade que pronuncia a pena. pág. o menor sacrilégio era punido com a morte. sem dizer que espécie de morte devia ser infligida. ela cessa de ser difusa: é organizada. 8 7 E mais. 8 6 Mas as características precedentes pertencem tanto à repressão difusa que segue as ações simplesmente imorais quanto à repressão legal. Há. e o resultado dessas invasões é substituir cada vez mais o direito dos particulares pelo da sociedade. págs. 35. os textos só falam da morte de maneira geral. Sobre a lrifâmia no Direito Romano.Esses fatos confirmam o que dissemos sobre a natureza da penalidade.Ela é um delito no sentido em que a sanção fixada pela lei não consiste simplesmente na restituição sob condição. o desenvolvimento luxuriante da legislação repressiva sobre as diferentes formas de sacrilégio. do A.passim. que fixava soberanamente a penalidade através de uma lei.. 8 5 Igualmente. VideThonissen. essencialmente numa reação passional. a pena está predeterminada para cada categoria de atos delituosos. a definição que demos do crime presta facilmente contas de todos esses caracteres da pena. o delinqüente não é apenas obrigado a reparar o dano que causou. do A. mas que deixa aos particulares o cuidado de infligi10. no entanto. representa-se um código em que penas muito definidas estão ligadas a crimes igualmente 79 definidos. I. (N. em parte. O caráter penal não é entretanto duvidoso. sobre os grupos elementares que ela contém em seu seio. De qualquer forma que seja composto.. E. mas em que consiste essa organização? Quando se pensa no direito penal. 80 Entre os antigos germanos. siga ou não um processo regular tanto na instrução do caso quanto na aplicação da pena. XII. A pena consiste. muitas há que não estão especificadas com precisão. no cume da escala da criminalidade encontra-se o crimen perduellionis (crime de lesa-majestade). do A. ao contrário. exprimem ao mesmo tempo pelo ato proibido um tal horror que não se pode suspeitar um só instante que tenha ficado impune. na regulamentação da pena que consiste a organização distintiva desse gênero de repressão. se os textos se calam sobre a pena. pela única razão de que a reação coletiva tem como intermediário um órgão definido. que a sociedade exerce por intermédio de um corpo constituído sobre aquelc. os crimina eram julgados diante da assembléia do povo. é submetida à apreciação de um corpo constituído. ao mesmo tempo que estabelecia a realidade do fato incriminado. 9o Não é. muitas narrativas do Pentateuco nos ensinam que havia atos cujo teor criminal era incontestado. (N. (N. Assim. toda razão para se acreditar que esse silêncio da lei advém simplesmente do fato de a repressão não estar determinada. ou antes. ao contrário. do A.etc. 1884. ao contrário. § 803. Não é o indivíduo que se vinga. Assim sabemos que havia diferentes modalidades de suplícios que não eram postos no mesmo nível. pois. pág. em suas linhas essenciais.) .) . ao estabelecimento de um tribunal.) 90 Du Boys. do A. visto que. não se reduziu simplesmente a uma transferência. mas. cit. Entre os judeus. A vingança privada não pode portanto ser o protótipo da pena.'83 Em Roma. Elevaram-se na escala da criminalidade na medida em que a sociedade se inteirou deles completamente.) 85 Entretanto. A única organização que se encontra por toda parte em que há pena propriamente dita se reduz. . do A.Alhures. (N. ao juiz não é permitido inventar penas além daquelas usuais". do A.) 86 Em todo caso. essa organização engenhosa não é constitutiva da pena. 216.) 84 Walter. que dispõedele livremente. Moisés mesmo o ignora. op. o delito privado do direito romano representa um tipo de intermediário entre o crime propriamente dito e a lesão puramente civil. A sociedade sabia perfeitamente que se encontrava em presença de um crime. Paris. 353. trata-se de um homem que havia blasfemado contra o nome de Deus. 79 Ao mesmo tempo. os atentados mais abomináveis são os atentados contra a religião. não são sancionadas por qualquer castigo expressamente formulado. ele não é completamente um delito. Segundo Sumner Maine. doA. cit. (N.)(N. o princípio geral da penalidade "é que a aplicação dela se deixava ao arbítrio do juiz arbitrio et offieio judieis. 1865. op. Ela tem traços de um e de outro. (Vide Rein. Há na Bíblia numerosas proibições que são tão imperativas quanto possível e que.) 80 81 82 83 . ser organizada.88 De resto. nós o dissemos. (N. na origem estão apenas no limiar do direito penal. por conseguinte.12-16).

um sentimento coletivo. reforçam-se uns aos outros. a sucumbir se reservas passionais não surgissem no momento certo. a discussão tenha como efeito tornar mais firmes nossas convicções. A região destas idéias é simultaneamente a mais elevada e a mais superficial da consciência e as mudanças que aí ocorrem. trad. não é porque ele não as contém. Sem dúvida. A força contra a qual o crime se chocou é muito intensa para reagir com moderação. se ela se afirma não apenas por palavrâs mas por atos. etc. Uma representação não é. por conseguinte. que nos esforcemos por afastá-Ia. apenas em virtude de nossa natureza individual. pode haver entre os adversários uma simpatia geral que contenha seu antagonismO e o atenue. que nos é superior. uma sombra inerte projetada em nós pelas coisas. não tem nada de muito doloroso. No estado de paz. tudo o que tende a debilitá-Ia nos diminui e nos deprime. Não apenas a corrente nervosa que acompanha a ideação se irradia nos centros corticais e em tomo do ponto onde nasceu e passa de um plexo ao outro. não pretendemos que toda convicção forte seja necessariamente intolerante. porque eles são estados particularmente fortes da consciência comum. que se volta contra o ofensor. nos afetam só fracamente. Aliás. os mais universalmente coletivos que existam. o mantemos a distância. confunde-se com ela. as causas desse fenômeno são hoje bem conhecidas. Sabe-se que grau de energia podem tomar uma crença ou um sentimento apenas pelo fato de serem sentidos por uma mesma comunidade de homens relacionados uns aos outros. Se alguém exprime diante de nós uma idéia que já era nossa. a observação corrente é suficiente para demonstrar o contrário. nos centros sensoriais onde desperta imagens. não permitimos e não podemos permitir que nela se ponha impunemente a mão. o auxílio assim evocado ultrapassando as necessidades. pois é graças à intensidade da reação que volta a dominar-se e se mantém com o mesmo grau de energia. não podendo se destruir. 91 . Mas é que as causas exteriores neutralizam então aquelas das quais acabamos de analisar os efeitos. inevitável que reajamos energicamente contra a causa que nos ameaça de um tal amesquinhamento. Nem mesmo é necessário que experimentemos por nós mesmos.. Assim. (N.I~ 50 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 51 III Todo estado forte da consciência é uma fonte de vida. Ela tem. as mesmas afinidades. Em todos esses casos. sendo mais viva que cada uma delas tomada isoladamente. Ela opõe assim uma resistência ao jogo de nosso sentimento pessoal e. quanto mais desenvolvido é o elemento emocional. É certo que no fundo da noção de expiação há a idéia de uma satisfação concedida a alguma potência real ou ideal. permutando-se. elas são ao mesmo tempo úteis e necessárias. como é então levada ao seu maximum. Eis por que nas reuniões numerosas uma emoção pode adquirir uma tal violência. lhe queremos mal e os sentimentos assim suscitados não podem deixar de traduzir-se por atos. É. pois. nos indignamos contra ele. Algumas vezes se disse que a cólera era inútil porque era uma paixão destrutiva. porque não tem nada de muito profundo. Fisiologia do Espírito. ela consiste numa superexcitação de forças latentes e disponíveis que auxiliam nosso sentimento pessoal a fazer face aos perigos dando-Ihes força. no seio de uma mesma sociedade. ela tende a despertar as mesmas idéias. como também ressoa nos centros motores onde ela determina movimentos. arriscar-se-ia. todas essas emoções violentas constituem um apelo a forças suplementares que dão ao sentimento atacado a energia que lhe retira a contradição. estando em antagonismo com tudo o que aí encontra. é porque está impedido de produzi-Ias. é porque no mesmo instante ela penetra em nós e. elas contribuem para mantê-Ias. Quando reclamamos a repressão ao crime. enquanto o conflito não explode senão entre idéias abstratas. fr. a representação que fazemos dela acrescenta-se à nossa própria idéia. É suficiente que não sejamos muito refratários para que. A tolerância recíproca que às vezes acaba com as guerras de religião é freqüentemente desta natureza. ~ j I. . Nós nos arrebatamos. em suma. determina verdadeiras desordens. desta fusão sai uma idéia nova que absorve as precedentes. se podemos falar assim. Eis por que uma convicçâo oposta à nossa não pode se manifestar em nossa presença sem nos perturbar. precisamos de uma satisfação mais violenta. para que ele tome em nós uma tal intensidade. Uma simples restituição da ordem perturbada não poderia ser suficiente. a representação de um sentimento contrário ao nosso age em nós no mesmo sentido e da mesma maneira que o sentimento do qual ela é o substituto. estados de consciência idênticos. Mas. quando se trata de uma crença que nos é cara. Por exemplo. I Vide Maudsley. não tendo grandes repercussões. É como se uma força estranha se tivesse introduzido em nós de maneira a desarranjar o livre funcionamento de nossa vida psíquica. os segundos se adicionam. é como se ele mesmo tivesse penetrado em nossa consciência. este não está suficientemente armado para a luta. do A. Ou os dois partidos em questão renunciam à luta quando é averiguado que ela não pode terminar e eles contentam-se em manter suas situações respectivas. Portanto. daí resulta uma impressão de desequilíbrio e de mal-estar análoga à impressão que sentimos quando alguma função importante se interrompe ou torna-se lenta. uma simples imagem da realidade. aí se superpõe. Toda ofensa dirigida contra ela suscita uma reação emocional. ao invés de abalá-Ias. não podemos deixar de resistir a ela com paixão. toleram-se mutuamenté. De fato. os mesmos movimentos. comunica-lhe o que ela mesma tem de vitalidade. se bem que menos vivas. 91 esta ressonância é tanto mais considerável quanto mais intensa é a própria representação. se seu conflito de sentimentos não engendra suas conseqüências naturais. mas I ~. Aliás. muito pouco. com efeito. porque os sentimentos que o crime ofende são. penetrando do exterior com a força que traz de suas origens. é um fator essencial de nossa vitalidade geral. nós fugimos dele. Por conseguinte. atraindo em uma direção contrária toda uma parte de nossa energia. pois. não somos nós que queremos pessoaimente nos vingar.[ 'I . Enquanto que os primeiros se subtraem. com efeito. enfraquece-o. Assim como estados de consciência contrários enfraquecem-se reciprocamente. mais ou menos violenta. pág. Sobretudo se esta contradição não é puramente teórica. Pode-se explicar assim uma característica dessa reação que freqüentemente se assinalou como irracional.) f pois de outra maneira ela não lhe sobreviveria. a cólera é uma mobilização destas reservas. pois a vivacidade com a qual ela se reproduz em cada consciência ressoa em todas as outras. ele se imponha a nós. Mas é preciso que esta simpatia seja mais forte que esse antagonismo. mas isto é vê-Ia apenas por um de seus aspectos. o exilamos de nossa sociedade. 270. excita algumas vezes começos de ilusões e pode mesmo afetar até as funções vegetativas. No primeiro plano das causas que produzem este resultado é preciso colocar a representação de um estado contrário. Na realidade. Sem dúvida. Além de derivarem das causas que as produzem. é uma força que suscita em torno de si todo um turbilhão de fenômenos orgânicos e psíquicos. Pode mesmo acontecer que. I I 1 I j I I I . a fim de manter a integridade de nossa consciência. é impossível que tolerem a contradição. as mesmas emoções. pois o que nós lhe acrescentamos é. ela não poderia fazê-Io sem se enfraquecer.

assim como os sentimentos contrários se repelem. inútil ater~se a este caráter quase religioso da expiação para fazer dele um tipo de superfetação parasita. de todas as cóleras que se exprimem. mas a emoção que se formou pouco a pouco leva violentamente uns em direção aos outros todos os que se assemelham e reúne-os num mesmo lugar. o erro é só parcial. Ao contrá~ rio. mas é com paixão e não apenas com prazer que os procuramos ao sair de discussões em que nossas crenças comuns foram vivamente combatidas. Por outro lado. pois. torna também mais fáceis todos os movimentos do conjunto. Sem dúvida. e esta correspondência. -além do mais. mas à sociedade. ele seria insuficiente. Como a contradição é um perigo que os exaspera. como a moral. sem que seja necessário fazer computações engenhosas para calculá-Ia. pois. porque é em nós e apenas em nós que estão os sentimentos ofendidos. é superior àquela que somos. pois. Entretanto. Pois. não poderiam deixar de ser abaladas com o decorrer do tempo. se o estado negado é fraco ou se é apenas negado fracamente. de sua intensidade intrínseca. Explicar-se-á esta última característica se se observa que a repressão organizada não se opõe à repressão difusa. ao contrário. pode servir para alguma coisa. é a ela e não a nós que vingamos. visto não serem as emoções que a determinam sempre as mesmas. De resto. seria preciso que houvesse em nós apenas sentimentos coletivos de uma intensidade medíocre. Com efeito. nós o concebemos de maneiras diferentes segundo os tempos e os meios. Como. Jamais se experimenta tanto a necessidade de rever os compatriotas do que quando se está num país estrangeiro. separaram-se radicalmente do resto de nossa consciência cujos estados são mais fracos. Pára-se na rua. as reações emocionais.se unificar. Apenas ela. implica que não são absolutamente coletivos e rompe esta unanimidade. de uma forma ou de outra. mais freqüentemente. Esta miragem é de tal maneira inevitável que. se fossem muito diversas. mais ou menos determinada segundo o caso. amamos todo tempo a companhia dos que pensam e sentem como nós. todo o grupo atingido se estreita em face do perigo e se reúne sobre si mesmo. De todas essas impressões similares que se trocam. mas a metáfora não está isenta de verdade. aliás variáveis segundo os casos. como eco de uma força que nos é estranha e que. É. são mais ou menos vivas segundo a vivacidade do sentimento ferido e também segundo a gravidade da ofensa sofrida. ao mesmo tempo. Com efeito. sobretudo numa pequena cidade. não haveria mais pena. por outro lado. É a cólera pública. Não nos contentamos mais em trocar impressões quando temos ocasião. mas distingue-se dela apenas por diferença de graus: aqui a reação tem mais unidade. Quanto ao caráter social desta reação. que este caso particular é uma anomalia. esta representação é ilusória. relacioná-Ia a algum objeto exterior. compreende-se que a reação penal não seja uniforme em todos os casos. a intensidade maior e a natureza mais definida dos sentimentos que a pena vinga dão conta facilmente desta unificação mais perfeita. não deixa de ser ao mesmo tempo útil. o que não é a mesma coisa. segundo são mais ou menos violentamente contraditos. para que fosse de outra maneira. pois é bom que o recurso de forças esteja em relação com a importância do perigo. e isto de maneira mais forte quanto mais intensos eles são. e além do mais aju~ dam. Portanto. Mas esta ilusão é necessária. mas coletiva. que a resistência seja coletiva. sentimentos semelhantes se atraem. às vezes é uma simples idéia. fazem-se visitas. desprende~seuma cólera única. ele pode determinar apenas uma concentração fraca das consciências ultrajadas. A reação não apenas é geral. com uma espontaneidade mecânica. por conseguinte. ele não pode mudá-Ias. O que faz a graduação dos crimes faz também a das penas. em decorrência de sua origem coletiva. seria impossível uma fusão completa entre esses elementos parcialmente heterogêneos. estes sentimentos têm uma força excepcional. por conseguinte. se é forte e se a ofensa é grave. Visto que a gravidade do ato criminoso varia em função dos mesmos fatores. Com efeito. de sua universalidade. Ora. e. que é a de todos sem ser a de ninguém em particular. nós o representamos sob a forma de um ou vários seres concretos: os ancestrais. ser ou conceito. Sem dúvida. jamais o crente se sente tão fortemente levado em direção de seus correligionários do que nas épocas de perseguição. Seguramente. É por esta mesma razão que nos explicamos a nós mesmos como eles parecem reclamar de nós uma sanção superior à simples reparação com que nos contentamos na ordem dos interesses puramente humanos. pois. tornando mais íntima a penetração mútua dos espíritos. Eles nos aparecem. os sentimentos que estão em jogo tiram toda a sua força do fato de serem comuns a todo mundo. todos resistem ao ataque. nas mais favoráveis condições para. também é preciso que seja ela que resista e. estão. neste caso. o dever. seja em qualidade. aliás. o crime aproxima as consciências honestas e as concentra. O que faz o respeito particular do qual são objeto é o fato de serem universalmente respeitados. ela não se produz isoladamente em cada um. É preciso que elas se reconfortem e se assegurem mutuamente que estão sempre em uníssono. por conseguinte. " tt' cita em todos aqueles que foram sua testemunha ou que sabem de sua existência uma mesma indignação. muito forte. e . amplifica sua força atrativa. Um estado forte reage mais que um estado fraco e dois estados de mesma intensidade reagem desigualmente. o crime só é possível se esse respeito não é verdadeiramente universal. se produzirá enquanto houver um sistema repressivo. por assim dizer. Resta dizer por que ela se organiza. o único meio para isso é que ajam em comum. ele exprime sua natureza de uma maneira apenas metafórica. a divindade. têm por assim dizer algo de sobre~humano e. deixar de corresponder-se. Portanto. em aproximar-nos aqui ou ali segundo os acasos ou a maior comodidade dos encontros. Precisamos assim projetá-Ia fora de nós. O entendimento pode ensinar-nos a interpretar nossas sensações. por ser necessária. Muito fraco. promovem-se encontros nos lugares convenientes para falar d~ acontecimento e indignacse em comum. das quais cada consciência é o teatro. ligam-nos a objetos que estão fora de nossa vida temporal. Essas variações produzem-se necessariamente. Diremos que o erro se dissipará por si mesmo assim que os homens dele tiverem tomado consciência? Mas sabemos que o sol é um globo imenso e o vemos sempre como um disco de algumas polegadas. de sua permanência na duração. Este algo. Com efeito. Eles nos dominam. por conseguinte. a infração cometida sus- i ! ~. Portanto. ela é algo superior ao indivíduo. porque foi a consciência comum que foi atingida. as consciências que ele fere não se unissem para testemunhar umas às outras que elas permanecem em comunhão. sabemos hoje como se fazem estas alienações da personalidade. a proporcionalidade que se observa em todas as partes entre o crime e o castigo estabelece-se. Esse estreitamento material do agregado. se. não é a nós que eles representam. mas com um conjunto e uma unidade. Em uma palavra. Eis por que o direito penal não apenas é essencialmente religioso na origem. e. seria uma perda inútil. Visto os sentimentos serem coletivos. quando ele se produz. vingando-os.~~~ f 52 DURKHEIM I DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 53 algo de sagrado que sentimos mais ou menos confusamente fora e acima de nós. seja em quantidade. Basta ver o que se produz. são enérgicos porque são incontestes. ele deriva da natureza social dos sentimentos ofendidos. Todos são atingidos. as duas escalas não podem. é um elemento integrante da pena. quando um escândalo moral é cometido. em um sentido somos nós que nos vingamos. Porque estes se encontram em todas as consciências. mas ainda guarda sempre uma certa marca de religiosidade: é que os atos que ele castiga parecem ser atentados contra algo de transcedente. nós que nos satisfazemos. fonte de sua autoridade. Ora.

mas pelá corpo social assim constituído. Com efeito. tOI1Jados ao Pentateuco. (N. I. (N. ~nquanto Que OJ esta. p0r--€ense-gumt~. 9 4 A primeira representa nossa personalidade individual e a constitui. querem-lhe como querem a si mesmos.) 93 Vide Thonissen. Um é apenas o reflexo do outro. acabamos de ver que todas as características da pena derivam. as tendências que o indivíduo recebeu de seus ancestrais ou que formou para si no percurso. Com efeito. mas esta complicação não muda nada em relação ao que estamos prestes a estabelecer. Ora. Pois ela se enfraqueceria se o órgão que a representa não participasse do respeito que ela inspira e da autoridade particular que ela exerce. solidárias.Jjpo. supomos que o indivíduo pertence apenas a uma sociedade. pois. liga diretamente o indivíduo à sociedade. se bem que a pena não esteja predeterminada. tem por efeito n1anter_~~~XQsosiãlgue resulta destas similitudes. mas não podem ter-se introduzido aí elementos mais ou menos numerosos que não tenham nenhuma relação com a utilidade social. I I j IV )1 d t? ~Assim. Mas sabemos que os sentimentos que as determinam são muito definidos e. aliás. Elas participam. Além do mais. Disto resulta uma solidariedade sui generis que. ela. desta natureza do cri~. Com efeito. da mesma uniformidade que. formou-se sob o império de causas muito diversas e mesmo de encontros fortuito. a extensão do primeiro varia como a do segundo. do A. com efeito. torna-se necessário que persistam malgrado sua irracionalii 9 4 Para simplificar a exposição. traz a marca das circunstâncias de todo tipoj6er~s quais a sociedade passou em sua história. em toda parte produzem os mesmos efeitos. Em alguns casos era o próprio povo que executava coletivamente a sentença logo após pronunciá-Ia. porque parcialmente ela lhes vem de outras causasl Acontece o mesmo com as paixões coletivas. ali onde a assembléia se encarnou na pessoa de um chefe. . porque. ela é um produto de similitudes sociais mais essenciais.) i 92 Vide nota supra 87. qualquer que seja a origem deste sentimento.cadà. não apenas todos os membros do grupo são individualmente atraídos uns pelos outros porque se assemelham. Entretanto. e impondo-nos o respeito ao sím- quandoela não está diretamenteafetada. muito uniformes. existe toda uma parte de sua vida psíquica cujo funcionamento estaria entravadO'. os atos que ele proíbe e qualifica ..a. com efeito. mas existem algumas que se mantêm sem ser úteis. Seria.. O seu nascimento não foi necessariamente útil. assim que 'surgiram. por si mesmos. Sem dúvida. É esta solidariedade que exprime o direito repressivo. o. porque isto é uma condição de sua coesã?-~\Existemem nós duas consciências: uma contém apenas estados que são p-eSSQais. isto é.:.s<S'Produto do desenvolvimento histórico.. mas estão também ligados à condição de existência deste grupo coletivo. do A. pois. São. Por conseguinte. ele não pode participar disto sem que todos os atos que a ofendem sejam reprimidos e combatidos como aqueles que ofendem a consciência coletiva. /~/ /' Explica-se assim por que certos atos foram freqüentemente reputados como criminosos e punidos como tais sem que. almejam que dure e progrida. a análise da pena confirmou nossa definição do crime. Tanto num caso como no outro.) As testemunhas do crime desempenhavam às vezes \ \ \ . Sabe-se. este tornou-se total ou parcialmente o órgão da reação penill e a organização se dirigia conforme as leis gerais de todo desenvolvimento orgânico// l/É. por co~~eguinte.. uma vez que duraram. É porque M regras que ela sanciona exprimem similitudes sociais mais essenciais~" \ Vê-se assim que espécie de solidariedade o direito penal simboliza. por conseguinte. as vontades movem-se espontaneamente e com o conjunto no mesmo sentidCJ. Todos os atos que as ferem não são peri~ sos por si mesmos ou.de crimes são de dois tipos: ou manifestam diretamente uma diferença muito violenta entre o agente que os realiza e o tipo coletivo. Muitos fatos tendem a provar que tal foi historicamente a gênese da pena. a ~ \ "Sêg. Nestas condições.. De fato fazemos parte de vários grupos e existem em nós várias consciências coletivas. pois. Começamos estabelecendo indutivamente que este consistia essencialmente em um ato contrário aos estados fortes e definidos da consciência comum.-e. a natureza dos sentimentos coletivos que presta contas da pena e. a reação se faz com unidade. a força atingida pelo crime que o recalca é a mesma. tudo o que contribui para abalá-los abala simultaneamente a coesào social e compromete a sociedade._sã~_comuns . a reprovação de que eles sào o objeto não deixa de ter uma razão de ser. como esses móveis coletivos são em toda parte os mesmos. sefIl.. nascida das semelhanças..dOLq~omp-reendem a O!lJX_a.-----.I~ 54 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 55 irredutíveis.:"" .-a-sQ=âac!. todos sabem que há uma coesão social cuja causa está numa certa conformidade de todas as consciências particulares a um tipo comum que não é outra coisa que o tipo psíquico da sociedade. que na origem era a assembléia do povo inteiro que fazia o papel de tribunal. Com efeito. com efeito. o povo se reúne e. pelo menos._o-ttpo-coletivo. fossem maléficos para a sociedade. certamente muitas ou não servem para nada ou custam mais do que produzem.'Inversamente. confundem-se em uma resultante única que Ihes serve de substituto e que é exercida não por cada um isoladamente.esem a quaJ--ele-n-ãe. se perdem naturalmente umas nas outras. Acrescentemos. assim como o tipo individual.xisti~i~_Quando é um dos elementos desta última que determina nossa conéiuta.celeÜvQ. sobretudo se são seus elementos essenciais. mas também torna harmônico o detalhe dOS movimentos.ií-ão-é~-em vista de nosso interesse pessoal que agimos.Assim que a notícia do crime se difunde. mas amam sua pátria. 'um papel preponderante na execução. e isto mesmo oda sociedade. Ora. pois.. e mesmo aquelas cujos serviços são incontestáveis freqüentem ente têm uma intensidade que n ão é proporcional à sua uti- lidade. porque em suma são ( \ l apenas uma. essas duas consciências são ligadas uma à outra.-. etc. 30 e 232.maa sejILesenta. mas.do crime. a sociedade almeja que\t~dos apresentem semelhanças fundamentais. no próximo capítulo poderemos mostrar melhor por que temos tenção de chamá-Ia mecânica. que a instituição deste poder serve para manter a própria consciência comum. havendo para as duas um mesmo substrato orgânico. é apenas uma emanação do que está difuso na sociedade. Esta solidariedade não consiste apenas num vínculo geral e indeterminado do indivíduo ao grupo. 93 Depois.em I1 bolo/que exprime e resume essas semelhanças ao mesmo tempo que as garante. Reportando-nos aos exemplos que citamos há pouco..uÍIL. à sociedade que formam por sua reunião. uma vez que eles fazem parte do tipo coletivo. págs. 92veremos que as coisas se passam como acabamos de escrevê-Ias/. não poderiam ser nocivas em sua maioria. pelo menos no que ela tem de vital.. exigindo simultaneamente de cada um de nós um mínimo de semelhanças sem as quais o indivíduo seria uma ameaça para a unidade do corpo social. nestas condições. vê-se novamente que o poder de reação de que dispõem as funções governamentais. pois. o ser não poderia viver. Entre as inclinações. do A. Estudos. por conseguinte.d~ nós e que nos caracterizam. milagroso se tudo o que nele se encontra estivesse ajustado a algum fim útil. se bem que distintas. Os cidadãos não só se amam e se procuram de preferência aos estrangeiros.. pois. (N. pois nasce dela. ou ofendem ~ órgão da consciência comum. mas perseguimos fins coletivos. É esta força que o direito penal prOtege-êõntrã todô enfraquecimento. não são tão perigosos como insinua a sua reprovação. cada vez que eles entramem jogo.

Sem esta satisfação necessária. Resulta deste capítulo que existe uma solidariedade social que provém do fato de que um certo número de estados de consciência é comum a todos os membros de uma mesma sociedade.>' '" A . é bom que os atos que os ofendem não sejam tolerados. aliás útil. mais a coesão social deriva completamente desta cau~ e traz a sua marca. Trata-se somente de uma justificação em geral. não pode desaparecer sem que o elo social se afrouxe. porém. Numa palavra. como não há razão para supor que a relação entre o direito e os costumes seja diferente nestas diversas esferas.c. não é porque.) \o 1 ~. mesmo contribuindo para assegurar a harmonia social. sua eficácia é justamente duvidosa e. e é isto que as consciências sãs obscuramente sentem. essas d~trinas apenas poderiam ser praticadas em uma sociedade na qual toda consciência comum estivesse quase abolida. determinando qual fração do aparelho jurídico representa o direito penal. tem uma razão de ser.Eispor que se tem razão de dizer que o criminoso deve sofrer na proporção de seu crime. esta dor não é uma crueldade gratuita. apenas pode ser imperfeitamente ajustada ao seu papel. Poder-se-ia.. o próprio número destas relações é proporcional ao de regras repressivas. Dizendo que a pena.I "" :. Não existe nenhuma que seja completada por costumes e. mesmo sendo um produto necessário das causas que a engendram. Mas acontece o mcsmo com as outras partes do direito. pois. são aqueles protegidos 'por penas simplesmente difusas. não levaremos em conta certos elementos da consciência coletiva que. que ela se afirme com brilho no momento em que é contradita. que a comunhão dos espíritos na m~~ma fé permanece inteira. Sem dúvida. esta eliminação não oferece o risco de alterar os resultados de nossa comparação\ I1 . Se ele desapareceu ou se enfraqueceu. procedendo desta maneira. Assim. Mas. resultando disto um afrouxamento da solidariedade social. mas porque só -. dizer. Pode mesmo acontecer que seja preciso combater uma prática que foi comum. uma vez que o horror a este alimento se tornou parte integrante da consciência comum. se deve ser expiatória. Sem dúvida. aquela que aí vê uma expiação e aquela que faz da pena uma arma de defesa social. Ela não serve.5 Isto não quer dizer que seja preciso conservar uma regra penal porque num dado momento ela correspondeu a algum sentimento coletivo. Ela só tem razão de ser se este último ainda está vivo e enérgico. não dizemos que seja perfeita e não possa ser melhorada. a chamada consciência moral não poderia ser conservada.~ I i 'I 'I I ji ~ podeproduzirseu efeitosocialmente útil sobesta únicacondição. raciocinando abstratamente pode-se facilmente demonstrar que não há razão para que uma sociedade se prive de comer tal ou tal carne por si mesma inofensiva.)3ua verdadeira função é manter intata a coesão social mantendo toda a vitalidade dá consciência comum. doA. esta necessariamente perderia sua energia se uma reação emocional da comunidade não viesse compensar esta perda. (N. nada mais vão e mesmo mais maldoso do que tentar manté-la artificialmente e pela força. A parte que ela tem na integração geral da sociedade depende evidentemente da maior ou menor extensão da vida social que a consciência comum compreende e regulamenta.contece o mesmo com a pena. é preciso reconciliar as duas teorias contrárias que foram dadas. sob este. com efeito. mas o faz por ser expiatória. Embora proceda de uma reação completamente mecânica. É preciso. Com efeito. por causa de sua menor energia ou de sua indeterminação. É que. de movimçntos passionais e em grande parte irrefletidos. em qualquer caso.~ 56 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL ~7 dade. pois. É verdade que. e o único meio de afirmar-se é exprimir a aversão unânime. para se fazer uma idéia da pena. É evidente. porque serve para curar as feridas feitas nos sentimentos coletivos. Negada tão categoricamente. do A. por um ato autêntico que apenas pode consistir em uma dor infligida ao agente. Eis por que. mas não o é mais e opõe-se ao estabelecimento de práticas novas e necessárias. tal qual é. pelo menos no que ela tem de essencial.) . nesta questão de casuística.' . mediremos simultaneamente a importância relativa desta solidariedade. por outro lado. permanecem estranhos ao direito repressivo.a dor resgata a falta. sendo produzida em parte por causas completamente mecãnicas. que o castigo está destinado a agir sobretudo sobre as pessoas honestas. 9)// /~. ela repara o mal que o crime fez à sociedadie:'. medíocre. pois as teorias que recusam à pena todo caráter expiatório parecem a tantos espíritos teorias subversivas da ordem social. Quanto mais existem relações diversas em que esta última faz sentir a sua ação. mas esse resultado. ou não serve senão secundariamente para corrigir o culpado ou intimidar seus imitadores possíveis. (N.luplo ponto de vista. pois.9 6 . através disto. ao contrário. que o crime continua a inspirar. Mas. Ela é o signo que atesta que os sentimentos coletivos são sempre coletivos. sem paradoxo. em conseqüência de não sei que virtude ITÚstica. e. que. ele pode impedir a multiplicação dos atentados. Não entraremos. não deixa de desempenhar um papel úti(Este papel apenas não está ali onde se o vê ordinariamente. em geral. só pode preencher este papel onde estes sentimentos existem na medida em que estão vivos. mais também ela cria elos que ligam o indivíduo ao grupo. é certo que tem por função proteger a sociedade. É a ela que o direito repressivo figura materialmente. é apenas um contragolpe particular.f . prevenindo entre os espíritos já abalados um novo enfraquecimento da alma coletiva. por outro lado.

"i:(. F. Para que existisse pena. pág. Sem dúvida há exceções. mas aceitamos muito bem que o direito sucessorial seja modificado. admitimos sem problemas que o direito das servidões e dos usufrutos seja organizado de outra maneira. Um sofrimento proporcional a seu malfeito não é infligido àquele que violou o direito ou que o desconheceu: é simplesmente condenado a se submeter a ele. Não toleramos a idéia d~. i I ~ I Tarde. sob sua forma normal.~'-' I . no sentido próprio da palavra. M. É ao menos uma questão que não recusamos discutir. sua honra não fica maculada. reencontrar uma espécie de penalidade civil na condenação às custas que estão sempre ao encargo da parte derrotada. mas isso não basta para fazer delas uma pena. (N. A omissão dessas regras não é nem mesmo punida por uma pena difusa. o juiz os estabelece tais quais teriam sido. O litigante que perdeu seu processo não é aviltado. que as obrigações do vendedor e do comprador sejam determinadas de uma outra maneira.:. aquele que perde o processo paga as custas mesmo quando suas intenções tenham sido puras. que as funções administrativas sejam distribuídas segundo outros princípios. a sanção penal de suas faltas. uma vez que esta ciência não foi feita. que segue de ordinário a preguiça ou a negligência. Criminalidade Comparada. elas não têmraízes entre a maioria de nós. Tarde acreditou.fj d. tomada neste sentido. seria preciso que houvesse pelo menos alguma proporção entre a punição e a falta. a palavra tem somente um valor metafórico.. É possível. mas se reduz a uma simples restituição sob condição.'2~. não diz penas. no entanto. e para isto seria necessário que o grau de gravidade dessa última fosse seriamente estabelecido. Como essas prescrições não correspondem em nós a nenhum sentimento. Paris.) ."t"' ~ ~ ! . Alcan. parece eqüitativo que suas injunções sejam suportadas por aquele que as ocasionou. O que distingue esta sanção é o fato de não ser expiatória. pode tornar o negociante ativo e aplicado. que a perspectiva dessas despesas detenha o litigante temerário. do A. e no entanto a ruína não é. As razões desta regra parecem ser completamente diferentes: sendo dado que a justiça não é feita gratuitamente.~~e~~~. e muitos chegam a conceber que possa ser suprimido. Igualmente. 9 7 Mas. 113. é verdade. Ora.. Ele diz o direito. e como geralmente não conhecemos cientificamente suas razões de ser. são apenas um meio de regredir ao passado para instituí-Io tanto quanto possível. Podemos imaginar que estas regras sejam diferentes. As perdas e ganhos não têm um caráter penal. CAPÍTULO lU A s~lidariedade orgânica ou devida à divisão do trabalho i I j A própria natureza da sanção restituitória é suficiente para mostrar que a solidariedade social à qual corresponde esse direito é de uma espécie completamente outra. Se já existem fatos consumados. O receio da ruína. A idéia de que o homicídio possa ser tolerado nos indigna. sem que isso nos revolte. de fato..q iOJ}b UT.~ 97 fil " I " [1. mesmo quando ele não tenha sido culpado senão por ignorância.

Acontece o mesmo com todas as outras relações t domésticas e. com mais forte razão.cultúratoda especial. Entretanto. Igualmente. I{ \f . Às duas classes de regras que determinam umas e outras correspondem duas espécies de solidariedade social que é necessário distinguir. isto é.papeLgraças. as regras puramente morais são dele uma parte já menos central. aos outros o de pessoais. que. mas entre partes restritas e especiais da sociedade que as relações ligam entre si. se o contrato tem o poder de ligar. intervém mais ou menos de perto e mais ou menos ativamente. a hipoteca pertencem à primeira espécie. entretanto. ou dela são estados frágeis.MaS. são conformes às regras do direito~ós veremos que às vezes sua intervenção é ainda mais positiva. mas se reduzia ao de conciliador dos interesses privados. "\. É que os diferentes donúnios da vida moral não estão radicalmente separados uns dos outros. E preciso.~. quando a opinião pública se encontra diante de um caso deste gênero. 98\~od~ con~rato supõe que. todo particular podia preenchê-Io. Embora o casamento seja um contrato. Suponhamos que ela não sancione as obrigações Fontraídas. não ernr. enfim.a-enLeXemcia-seBãü-graças. estas se tornam simples promessas que têm apenas uma autorida~e moral. é necessário que ela esteja nisto mais ou menos interessada. Os jurisconsultos. É ela que dita o direito através do órgão de seus representantes.trás das partes ~ue se comprometem. tem um objeto completamente outro que o interesse dos litigantes.Ir II 60 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 61 compromisso contrário aos costumes ou obtido seja pela violência seja pela fraude possa unir os contratantes.Y2s jle todos os ti~ Mesmo em sua parte mais geral. com todas aquelas que o direito administrativo regulaIllenta. quer dizer. Tais são particularmente as que concernem ao estado das pessoas. é preciso observá-Ia não somente no momento em que se aplica a sanção. essa característica é manifestada pela maneira como funciona. que esse papel não tinha nada de propriamente social. a. Estas relações são. Então. \ t\) \ As coisas. é preciso que seja solicitada pelos interessados.\ ~' ~ relação negativa que pode servir de tipo às outras é a que une a coisa à pessoa. porém. do A. uma vez que esta não está ausente. É verdade que as obrigações propriaIllente contratuais podem ser feitas e desfeitas apenas pelo acordo das vontades. o direito que tenho sobre a coisa exclui qualquer outro que viria estabelecer-se após o meu. e nela desempenham um papel eS{Jecífi. da sociedade. por não ser sentida. quer dizer. (N. Aliás. a segunda hipoteca não pode em nada restringir os direitos da primeira. O juiz que examina uma demanda de divórcio não se preocupa em saber se esta separação é verdadeiramente desejável para os esposos.'c 99 Devemos nos deter aqui a essas indicações gerais. o direito re~titllitów:w:1:Ía órgaos maIS e maIS especiais: tribunais consulares. O direito de propriedade. Neste caso. . em que é restabelecida a relação interrompida. Sustentou-se.. conselhos Drnd'hommp~. Quando é levada a intervir. por conseguinte. mas também quando esta é instituída.. se a sociedade dele se encarregou. por exemplo. segundo a vivacidade com que os sente. com efeito. Mas é necessário não esquecer que. Mas nada é mais inexato que fazer da sociedade uma espécie de terceiro ár):>itro entre as partes. Mas. É verdade que geralmente não intervém por si mesma e por seu próprio movimento. o direito de crédito à segunda. Mas essas relações podem tomar duas formas muito diferentes: ora são negativas e se reduzem a uma pura abstração. pois. não entre o indivíduo e a sociedade. É a prova de que as regras de sanção restituitória ou não fazem absolutamente parte da consciência coletiva. sua intervenção não deixa de ser a engrenagem essencial no mecanismo. os esposos nào podem nem estabelecê-Io nem rescindi-Io a seu bel-prazer. e que. Enauanto que o direito repressivo tende a permanecer difuso na sociedade. distinguem duas espécies de direitos: dão a uns o nome de reais. centro da consciência comum.) . Por outro lado. \ . trihunais admJ!1i~~[1!ti..a-úmcianÍ1I:i!1s. Se.. advog~-do. são contínuos e em seqüência. não é para fazer acordo entre interesses individuais. a proposição precedente permanece verdadeira na maior parte dos casos. pois as rel~ões ~ue ele ~eg~lame~~_~~!. 99 Uma vez que as regras para a sanção restituitória são estranhas à consciência comum. por outro lado. . ora são positivas ou de cooperação. há entre eles regiões linútrofes onde características diferentes se encontram simultaneamente. - 1 0". mesmo naquelas que parecem as mais completamente privadas. um bem foi sucessivaIllente hipotecado a dois credores. para melhor apreciar a importância da ação social. muito diferentes daquelas que regulamentam o direito repressivo. mostra-se menos indiferente do que dizíamos ainda há pouco e agrava pela sua repreensão a sanção legal. Mas. Com efeito. pois estas ligam diretamente e sem intermediário a consciência particular à consciência coletiva. por ser provocada. Ela está. pelo menos no estado normal. também é necessário que suas relações com o. por intermédio de órgãos especiais encarregados de representá-Ia. se meu devedor vender a coisa sobre a qual tenho um direito de hipoteca. ao contrário. está a sociedade prestes a mtervlr para fazer respeitar os compromissos que fora~. o direito restituitório nasce em regiões muito excêntricas para se estender muito além. "'". não interessam somente aos particulares. isto é. presente em todas as relações que o direito restituitório determina.) 98 . sem ligá-Ios à sociedade\~eriam simples acontecimentos da vida privada. o direito restituitório não teria nada em comum com a solidariedade social.(N. com efeito. ela é necessária.1Íriam os indivíduos uns aos outros. do A. quer dizer. pois. o direito é uma coisa primeiramente social. Ora. comuns a todas as formas do direito re~tituitório. O que caracteriza os direitos reais é o fato de apenas eles darem origem a um direito de preferência e de continuidade. visto ser ela que a faz funcionar. e sua presença. as relações de amizade. o direito civil. como são. mas aplica ao caso particular que lhe é submetido as regras gerais e tradicionais do direito. este não é lesado em 0'_' E ainda esta autoridade moral provém dos costumes. que a sociedade esteja ausente desta esfera da vida jurídica. não procura qual pode ser a solução mais vantajosa para os adversários e não Ihes propõe compromissos.etc"que-se-tornaram-aptos 'paFa-esse. mas se as causas que são invocadas entram em uma das categorias previstas pela lei. Quanto mais se torna ele mesmo.co.!Ulma. que sinta os contragolpes.. é a sociedade que o comunica. Pode-se então dizer que há uma solidariedade das coisas cuja natureza é bastante especial para se traduzir exteriormente por conseqüências jurídicas de um caráter muito particular. quer para modificar numerosas relações jurídicas que regem esse direito e que o consentimento dos interessados não basta nem para criar nem para mudar. tanto mais se distancia. Se assim fosse.~ nismo social sejam determinadas. as relações que elas determinam não são aquelas que atingem indistintamente a todos.I 6. não é por isto menos essencial. O direito repressivo corresponde ao coração. quer para fundar. o indivíduo à sociedade.-particulares: magistrados. ela também comunica esta força obrigatória só aos contratos ~ue têm por si mesmos um valor social. foi unicamente por razões de comodidade. Mas. elas se estabelecem imediatamente.tOlnados. ainda que essas regras estejam mais ou menos fora da consciência coletiva. por exemplo. fazem parte da sociedade assim como as pessoas.

deixam de ser minha garantia saindo de seu patrimõnio. resulta. mas por não ter efetuado a prestação prometida. (N... a ruptura provém de uma falta e.) 100 / ~ Mas_existenu:. elas surgem apenas para separar melhor o que se uniu pela força das coisas.. 1014). fazendo abstração dos outros homens.~.~ ~ulta desta integração é completamente negailila. a relação mais completa que possa existir entre uma coisa e uma pessoa é aquela que coloca a primeira sob a inteira dependência da segunda. do A.. a relação jurídica é diretamente estabelecida. do A..§ . 658).g~_Ls. não haveria nenhum comércio jurídico. quer ele se abra após um ato judiciário.o.. pois. .. que os redatores do Código não Ihes deram nenhum lugar à parte. de circunstâncias determinadas e previstas pela lei.se reina sozinho . não entre duas pessoas. pois.çe_dente.legítimos de ou1!:Q.. não entram em conflito. artística.. no outro. 660).onédio de ]Lessoas CJueas coisas são integradas na sociedade. Ao contrário.o.. coi_~~_gr. de minha reputação.q. mas o terceiro comprador é obrigado ou a me pagar.. o privilégio e a hipoteca (art. vasq lIaI1t. de minha saúde. etc. Esta obrigação é evidentemente pessoal.O as. (N.. Elas não fazem convergir as pessoas que colocam em contato. Ora. se ele os vender. ou a perder aquilo que adquiriu.llatuJeZfL. quando o direito é pessoal. Acontece o mesmo com a doação testamentária que é apenas o exercício do direito real que o proprietário tem sobre os seus bens. (N. Mas. Segundo o que precede. Algumas vezes já se disse que as qualidades de pai.. Com efeito.2.. Esta relação é muito complexa.daUQ. é o caso de certas servidões. neste caso. Mas a solidariedade que estas relações exprimem não difere daquela que acabamos de falar: apenas se estabelecem para reparar ou prevenir uma lesão. e sem o intermédio de nenhuma outra pessoa. Aliás. os direitos cuja lesão dá origem a estas obrigações são reais..1-a-repara.ws. as próprias pessoas de seus detentores a se defrontarem.§!!!. cada um permanecendo sozinho.:. Igualmente...Q. industrial.smao. Por conseguinte. mas trataram-nas ao mesmo tempo que os direitos reais. os diversos elementos de que está formada podem tornar-se o objeto de vários direitos reais secundários. pode-se exercer um direito real acreditando-se sozinho no mundo. Mas.Tõ1 COl1Lefeito+obrigam_cada. nas condições novas que se produziram.D.. tais como as regulamenta o segundo livro de nosso Código Civil. não faz com que as vontades se mova~ par~fiI1LC9!)1. como o usufruto.e. todo proprietário de um muro médio que quer aumentá-Io deve pagar ao co-proprietário a indenização da despesa (art..iam acrescentar os artigos sobre a repetição irrcgular. _c!Í!~Lontades. 1 02 Aliás. EE. a anticrese. contraindo novas obrigações. As relações são. visto que quando é declarada ela cria um tipo de sucessão provisória...Poder. ou pelo menos sobre a porção aqui disponível.2.. ao mesmo título e da mesma maneira que coisas materiais a mim submetidas.) - ~.e gatL-. esta coisa determinada à minha personalidade jurídica. esta solidariedade negativa da qual as circunstâncias vieram perturbar o funcionamento.Q]iQi![iedag~_Lme. Mas a ordem perturbada é a mesma. de filho.°m gue ~. pode-se dizer que os direitos reais compreendem o direito de propriedade sob suas diversas formas (propriedade literária. dar-me co-credores cujo direito é igual ao meu. ele apenas "deve pagar ao outro o valor da coisa que foi unida" (art. 2071-2203).Qrejudicar.elaçõe s en tre p-~:>.q ue causou com sua !. ao direito de testar e. Toda a diferença que existe entre estas relações e as precedentes é que. a herança é uma coisa ou um conjunto de coisas sobre as quais os herdeiros e os legatários têm um direito real. 1382. ou para impedi-Io. pág.pQLIlàCLSerenueais. f ((j . Uma tal solidariedade não faz assim dos elementos que ela aproxima um todo capaz de agir como um conjunto..sãoiodayia.~R(. O elo do qual elas sancionam a ruptura é completamente exterior. como P.exprjrn_emJ!J11a. à ausência.. . é necessário que o vínculo de direito una diretamente. Por exemplo. ao co_ntrário. embora tenha um direito sobre esta desde a morte do signatário do testamento (art.tã. Suponha-se um tal acordo tão perfeito quanto possível.umQ. mas não há concurso ativo. para que isto seja assim. mas elas nada têm de positivo.. a posse e a habitação. eram o objeto de direitos reais (vide Ortolan. Em primeiro lugar estão as ocasionadas pelo exercício do direito real propriamente dito. Em suma. o direito do pai sobre a fortuna dos filhos menores). da própria definição que foi dada resulta que o direito de propriedade é seu tipo mais perfeito.â. do A.PQiu~esso~. 62 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 1i3 nada. Não é por ter prejudicado que o violador do contrato paga.. num caso. necessárias para reparar o prejuízo. imobiliária) e suas diferentes modalidades.. tenta-se evitar as hostilidades.. para restabelecer os limites que foram violados e recolocar cada um em sua esfera própria..r.-i-.L àcailiio desses direitos formam um sistema definido que tem Ror funcao nao a de ligar entre si partes diferentes da sociedade mas. quando uma coisa vem acrescentar-se a outra. Enfim. É inevitável que o funcionamento destas últimas leve. mas restauram simplesmente ou mantêm.. Mas estas qualidades são apenas símbolos abstratos de direitos diversos. masem niiQ.. não de uma convergência. A razão disso é que não há uma relação especial entre esses bens e eu mas entre a pessoa de seu proprietário e minha própria pessoa.uD. a solidariedade.em s~rvir. é o que acontece com os legados. mobiliária.a_s. de fato.ão. I. 566). não posso desfrutar de meu direito sem prejudicar o de outro. São tão idênticas às relações da coisa com a pessoa..que. Em todos estes casos. a conseqüência da solidariedade própria às coisas.. Longe de unir. outros pessoais. . não há consensus. Ora.L~Qr___. Esta situação privilegiada é. _mas não as Qessoas entre si..l)1as a solidariedade à qüal ~respõllaemT~e. pois sou proprietário de meu corpo.colocá-Ias exterior~s 101 Art.l1te.aQ. mas que são apenas auxiliares e substitutos eventuais de direitos pessoais: a garantia.) 102 O contratante que não cumpre seus compromissos também deve indenizar a outra parte._1l1l§' m'!~.. De fato.Yorque os direitos reais são assim delimitados.parecerá uma imensa constelação onde cada astro se move em sua órbita sem perturbar os movimentos dos astros vizinhos. como acontece para os herdeiros indiretos e legatários particulares. Institutos. os aluguéis. quer seja este adquirido ipso facto pelo óbito do proprietário.. não supõem nenhuma cooperação.ao. é fácil determinar qual é a parte do direito restituitório à qual corresponde esta solidariedade: é o conjunto dos direitos reais.. embora eu tenha por garantia todos os bens de meu devedor.-t~~es.. Fora deste livro.J ru:~ visto cOllsis1iLn.~JJL. mas entre uma pessoa e uma coisa. ~. a coisa à qual tenho um direito está nas mãos de um outro. Convém acrescentar a isto tudo o que é relativo ao direito sucessoral.se.te"~.86 do Código Civil..j< falt. a sociedade em que ele reina . a pessoa que é obrigada perante mim pode. mas de uma abstenção. uns reais (por exemplo.a~Iegrasre0rentes aos direitos reais e às relações pessoais que se estabelecem . acontece constantemente que estes diferentes direitos são de tal forma emaranhados uns nos outros que não se pode valorizar um sem invadir aqueles que o limitam. A rigor..!~§. o proprietário daquela reputada como principal torna-se simultaneamente proprietário da segunda.som~nte -pm:J. se está consumado. nosso direito reconhece ainda quatro outros direitos reais. Aqui. não contribui em nada para a unidade do corpo social.~item em ord. às vezes.. as perdas e danos servem de sanção a um elo positivo. Um legatário particular é obrigado a dirigir-se ao legatário universal para obter a liberação da coisa legada.. por conseguinte. as obrigações que nascem do delito e do quase delito têm exatamente o mesmo caráter. Elas sãQ.. 1oo ~ 'l Vê-se em que consiste est~ade real~ liga diretamente as coisas às pessoas. de minha honra. Se o detentor de cada direito real pudesse sempre exercê-Io sem jamais ultrapassar seus limites.

esta limitação mútua só pôde ser feita num espírito de entendimento e de concórdia. A distinção é tão radical que. mas essa simples trégua não pode ser mais durável do que a lassidão temporária que a determina. por outro lado." 64 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 65 umas às outras.Q)ltr.§. 419. É verdade que se vêem algumas vezes sociedades independentes entenderem-se para determinar a extensão dos seus direitos respectivos sobre as coisas. Com efeito. sobre o papel do conselho de família frente ao primeiro e ao segundo. É costume distinguir com cuidado a justiça da caridade.. é certo que. o que permanece constitui um sistema não menos definido. Hoje. é apenas um movimento 103 Curso de Filosofia Positiva. sobre os efeitos da adoção. apenas a justiça seria necessária para o bom funcionamento da vida social. etc. isto é. Muitos vêem com inquietude a sua intervenção na vida pública. mas que a sociedade pode muito bem dispensar.-a--pr. Foi dito algumas vezes que se podia deduzir a extensão normal do desenvolvimento do indivíduo seja do conceito de personalidade humana (Kant). para que os homens reconheçam e garantam mutuamente seus direitos. Ao contrário." da qual é simultaneamente a resultante e a condição\ Com efeito. Esta tem seus pesos e suas vantagens. pai. as formalidades necessárias para que o casamento seja válido. mas é o acompanhamento necessario de toda~ecIeâesofiQãfiêãaae. como essa concepção concorda pouco com os fatos. (N. marcar nitidf\JI!~J!s barreiras que as separam. supondo-se uma multidão de indivíduos sem laços prévios entre si. pelo que precede. não foi sobre essas considerações abstratas que a ordem moral se fundou. etc. de todo ato que ultrapasse esta virtude puramente negativa. a sociedade que os envolve.vO-. seja da noção de organismo individual (Spencer). . na realidade histórica. Comte: a união doméstica exclui "todo pensamento de cooperação direta e contínua para uma meta qualquer". de natureza positiva. Vê-se.###BOT_TEXT###11.? 2.° Quem é o encarregado das diferentes funções domésticas? Quem é esposo.. mas que toma cada vez mais consciência de si. pág. ainda incoerente.e l!m<LI1atlJJç.) h. o desinteresse seria apenas uma virtude privada que é bom para o particular perseguir.Imaexistência própri:J. acredita-se freqüentemente que o que faz a sua coesão é exclusivamente a comunidade dos sentimentos e das crenças.. segundo os partidários de uma certa moral. do A. os sentimentos que os inclinam uns para os outros moderam naturalmente as exaltações do egoísmo. embora o rigor desses raciocínios seja muito contestável.iu~. Ora.. qual nos _servimos. Os homens apenas precisam da paz na medida em que já estão unidos por algum elo de sociabilidade. O que se chama de equilíbrio europeu é um começo da organização dessa sociedade.semêlfiãllte peloJ'~méihJ!ntec III Se do direito restituitório separamos as regras que foram mencionadas.~19. não apenas na lógica mas na prática da vida. uma cooperação que deriva essencialmente da divisão do trabalho. resulte esta da divisão do ~ãDalllõsoCiárõu da afraçãõ. da qual lembramos sumariamente as linhas essenciais. nada de específico. h.emanação_deJlma. existem tantas coisas comuns entre os membros do grupo familiar que o caráter especial das tarefas atribuídas a cada um deles escapa-nos freqüentemente. sociais que vêm de uma outra fonte. na esfera dos dir~itQsJ.s12ecial. exprimem um concurso positivo.de-5entim. São tão provisórios e precários quanto os tratados que põem fim às guerras internacionais.solidariedade negativa apenas é possível onde existe uITlaoutra. e.a~olidari~gade de natureza positiva: é a repercussão. Na realidade. se apeguem uns aos outros e a uma mesma sociedade da qual façam parte. tanto sobre si mesmos como sobre as coisas..gatUla. IV.. filho legítimo. só pode ser determinado graças a compromissos e a concessões mútuas. o direito comercial. o simples respeito dos direitos de outrem. foi preciso que consentisse em limitar os seus e. o direito contratual. demonstra a realidade dessas diferenças funcionais e sua importância. que compreende o direito doméstico. o direito dos indivíduos. De fato. o direito administrativo e constitucional. 1 03 Mas a organização juridica da família. a fadiga pode durante algum tempo pôr fim às hostilidades. Isso é possível. tutor. é verdade. A história da família. pois tudo que é concedido a uns é necessariamente abandonado pelos outros.. (. a segunda questão é resolvida pelos capítulos sobre os direitos e os deveres respectivos dos esposos.-pojs+-a-um-elo-sQGial-PQsiti. Elas não correspondt:m. Mas esse acordo externo não faz a coesão.. sobre seus territórios. Ela não tem. anulação de casamento. se esta parte do direito internacional que regula aquilo que se poderia chamar de direitos reais das sociedades européias tem talvez mais autoridade do que antes. Neste caso. As relações que aqui são reguladas são de natureza totalmente diferente das precedentes.. natural. hncontra-se necessanamente em toda parte onde os homens vivem uma vida comum. todas fazem parte de uma mesma sociedade. o direito de processos. ao contrário. Portanto.não-~perfeitamente-exat<h-Não-é-uma-s0Iidariedade-\l€I'dadeira. As questões que o direito doméstico resolve podem ser reduzidas aos dois tipos seguintes: 1. esta parte do direito civil tem por objetivo determinar a maneira pela qual se distribuem as diferentes funções familiares e o que devem ser em suas relações mútuas. a caridade seria seu coroamento. separação de corpos e bens. sobre a administração do tutor e suas relações com o pupilo.solidariedade. por causa disto dizia A. adotiva.ópria-expr~ssãO-de..eais. sobre o papel dos pais nos casos de interdição e de conselho judiciário. Com mais razão acontece o mesmo com os desfechos devidos apenas ao triunfo da força.~ra retomar nossas eXRressõ. para que o homem tenha reconhecido direitos a outrem. a supõe. sobre o poder paterno. em certos aspectos. é porque as diferentes nações da Europa também são muito menos independentes umas das outras.es+-a.é.uma. por uma razão qualquer. Mas a extrema instabilidade dessas relações é a melhor prova de que a solidariedade negativa não é por si só suficiente. a partir de sua origem. não há em todos os tempos indivíduos dos quais ela é a paixão? Os instintos a que ela responde não são menos fortes do que aqueles que a paz satisfaz.\.. pesa com toda a força sobre eles para obrigá-Ios a fazer as concessões necessárias. é porque.ne. sobre o estado de suas relações em caso de divórcio. que razão poderia levá-Ios a esses sacrificios recíprocos? A necessidade de viver em paz? Mas a paz por si mesma não é mais desejável que a guerra. isto é.aõ.justiça plena de caricl:JrI.. Em todo caso. podendo viver apenas sob a condição de não ser a cada instante sacudida por conflitos.solidar-iedade-negaÜva da . por conseguinte. as condições da filiação legítima. Vêem-se estes dois tipos de prática como duas camadas independentes da moral: a justiça por si só formaria suas bases fundamentais.:z. mas antes o lado negativo de toda espé- cie de solidariedade. é dizer que ele exprime a solidariedade particular que une entre si os membros da família em decorrência da divisão do trabalho doméstico. A primeira condição para que um todo seja coerente é que as partes que o compõem não se choquem em m<?_yimentos discordantes. É verdade que não se está habituado a enfocar a família sob este aspecto. que. se entre os povos cultivados ela parece ter mais força.-tendo 1. Sem dúvida. é preciso primeiramente que se amem. pois. Não houve povos.° Qual é o tipo normal dessas funções e das suas relações? É à primeira dessas questões que respondem as disposições que determinam as qualidades e as condições referidas para contratar casamento. a maneira pela qual o tutor deve ser escolhido.

. Spencer pôde qualificar. não sem justeza.civilou comercial- desem- ~ç!i. esta especialização das funções aparece mais imediatamente no Código de Comércio que regulamenta sobretudo os contratos especiais de comércio: conrratos entre o comissionário e o comitente.pleCisas e-deg:!:. O que é.trabalho. (N.' . seria preciso apenas separar dele um certo número de regras que geralmente são classificadas sob esta rubrica.llte dita entre os contratantes.Qutr_em. om efeito.. Mas não se pode esquecer que o direito figura apenas os contornos gerais.r~s!-!lt~gL paraJUilILo.-há-GQop=ção. mas precisaria ser definida e não estam os em condição de fazê-Jo.. entre o segurador e o segurado. Portanto.' apenas gratuita ou_u~ila!~ral. assim.esta.1:. em uma classificação racional das regras jurídicas.. e'.. aquela que sobretudo se exprime mais geralmente no contrato. malgrado a simplicidade relativa desse esguema. entre o locatário da coisa e o locador. e não nos parece ser possível tomar uma outra quando se quer proceder cientificamente. entre o mandatário e o mandante. etc. porque todo direito é social. alIás.1CSeefas's'ãüâe nafüreza-êliferenfe:naa1Vísão do trabalho composta.trate-sede processocriminal. entre o almocreve e o expedidor.. esta recIprocI-d. cada um desses tipos de contratos supõe uma variedade de outros mais particulares.ende . Parece-nos.. por excelência. relações de dependência.o direitoconstitucionalfaz a mesmacoisa para as funções governamentais.y.v-ez. deste ponto de vista.s:. entre o fretado e o fretador. de defensores. primeiramente indivisas e confundidas umas nas outras.cia. pois é apenas excepcionalmente que os atos de benfeitoria se incluem na regulamentação legal.'> de materiaisque se faz a cada instanteentreos diferentesórgãos do corpo vivo. 105 Mantemos a expressão empregada correntemente. funções de magistrados. pág. mas onde as relações se estabelecem entre funções mais especiais.1l<fu:~~Lse me obrigo gratuitamente a um âepõ-=sito ou a um mandato. do corretor. constituíram-se à parte. Ura.. repartidas entre os diferentes parentes segundo seu sexo.~~e-1()ü~_a..i. há divisão do trabalhQsimples. que se coloque a multiplicidade dos contratos que têm por objetivo ajustar umas às outras funções especiais e diferentes: contratos entre comprador e vendedor. a fim de assegurar a solidariedade de todas as partes do aparelho comercial.. não existe concoII~nci1!. 124. em ora m IspensaveIs umas as outras. dos quais é como que o selo comum e simultaneamente 104 Bases da Moral Evolucionista. Ele determina seu tipo normal e suas relações. de contrato fisiológico a troca penha o mesmo papel no aparelho judiciário.1 o 6 Enfim. separaram-se pouco a pouco. do A. seria preciso admitir que há verdadeiramente um direito privado.l!11l: Se esta da divisão Oõ o regulador. Espantar-se-á talvez em ver reunidos numa mesma classe o direito administrativo e político e o que é ordinariamente chamado de direito privado. Todas as funções da sociedade são sociais. contratos de troca. O direitoprocessual."'.) . Portanto.:d~ a~_llas. Com efeito.maneira a fazer de cada um deles um funcionário especial . como todas as funções do organismo são orgânicas.ii:..a!go~.. entre o que empresta e o que toma emprestado. entre o proprietário do navio e seus credores..fQP!:ii!1n!. contratos entre empresários e operário~. não existe nenhuma que não esteja mais ou menos submetida à ação do aparelho governamental. Mas muitas distinções seriam necessárias. pois as relações que elas determinam são negativas.-m. do A.. grosso modo. TQgayia-. as obrigações às quais el~s dão origem são correlativas..I!!. a expressão iurídica da cooperaçã~ _tem'. entre o que empresta e o que toma emprestado. '

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ou de prestações já efetuadas>\? compromisso de uma parte resulta ou do compromisso assumido pela outra ou de urn'. Paris.-a. Além do mais.EpQssWel.seClmdário. Aliás._. especialização propriamente ditá:~ Esta última forma de cooperaçao é. Frente a estas espécies raras. 10 5 assim como o precedente o fez para as funções judiciárias. por exemplo.dt:p. é claro que a troca supõe sempre alguma divisão do trabalho mais ou menos deseRto 1vida..0 .Q. seja umas com as outras. seria suficiente para manifestar a extrema complexidade dos fatos que resume~/ Aliás. Quando o Código de Comércio não regulamenta contratos propriamente ditos.da sociedade doméstic~'1QI!ge de ser apenas um fenômeno acesSÓI:io e.. as grandes linhas das relações sociais.aos quais apenas uma das partes está ':in~l!I~~~. sendo que acreditamos que todo direito é público. a doação. de jurados. (N. Aliás. determina o que devem ser certas funções especiais.onde. embo- ra tenhamum caráter penal..contrato é.serviço já prestado por esta últIma. Parece-nos que. aquelas que se encontram identicamente nas diferentes esferas da vida coletiva. o direito administrativo propriamente dito regulamenta as funções mal definidas que são chamadas administrativas. As sanções das regras jurídicas de toda espécie só podem ser aplicadas pelo concurso de um certo número de funções..sua. ou de obrigações recíprocas.(acOffi. Quanto aos outros contratos.. é preciso ainda que o contrato de sociedade coloque todos os associados no mesmo nível.e.. para separar completamente estes dois tipos de direito. (N. entre o hoteleiro e o viajante. são muito raros. que estas funções são imediatamente colocadas sob a ação dos centros governamentais.J2. também o contrato de casamento enquanto determina a parte contributiva dos esposos a expensas do casal.~ooperação nãô-eSta-ãusenfeaõfei'iõmêliô-.1o 4\bra. como o prova o lugar importante dado ao direito consuetudinário no direito comercial. visto nãô-haver obrigações senão de um-JadQ. e este é um caso que jamais surge exatamente nas relações matrimoniais. entre o credor e a caução do devedor. Portanto.-é-. idade. entre o primeiro e o segundo capitão e o pessoal das máquinas. que suas contribuições sejam idênticas. É verdade que os contratos que acabamos de citar têm ainda um caráter um pouco geral.:tare... O que quer que seja desta visão. Igualmente.. cOWJ~ra_r é dividirym. Ele diz o que devem ser e qual a parte de cada uma na vida geral do órgão. d\:. o direito processual deveria ser considerado como uma variedade do direito administrativo: não vemos qual diferença radical separa a administração da justiça do restante da administração. A relaçao da dIvIsao do trabalho com o dIreito contratual nao e menos'acusada.. M. o contrato é o símbolo da troca.i!t_~das-:-Ent~ tanto. do juiz comissário em caso de falência.) 106 E também aquelas que concernem aos direitos reais das pessoas morais da ordem administrativa. de promotores e advogados de defesa. talvez. Para que isto seja assim.!?. senãoumaperii1Utã-semobrigações recíprocas? Esses tipos de contratos são portanto apenas uma variedade dos contratos verdadeiramente cooperativos. O único que tem uma outra significação é o contrato de sociedade e.Qida em_!~ ~nte similares.e~~~lvimentoda~a~llil~". em decorrência da divisão do trabalho conjugal. é verdade. mesmo entre as mais difusas.Q. de advogados. entre o portador da letra de troca e o sacador.. que são a imensa maioria. ainda aqui há uma grande distância entre a generalidade relativa das prescrições jurídicas e a diversidade das funções particulares das quais elas regulam as relações. do A.. De uma maneira geral. entre elas há apenas diferenças de graus.T:J>. como a do agente de troca. .':I?~_ci. entre o depositário e o depositante.) 'J . etc. seja com as funções difusas da sociedade.. que suas funções sejam as mesmas.ou::dlÜ~rimeiro gra. os contratos ditos de benefu:ên.-pQ. Mas este relacionamento se impõe quando se toma por base da classificação a natureza das sanções.66 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 67 ininterrupto de dissociação no decorrer do qual estas diversas funções. esta dWisão ciotr.JJ.briiiçõ.. As funções econômicas têm este caráter como as outras. o processo fixa a maneira pela qual devem entrar em cena e em relações.lllhofarni~~r~~~1!:' ~()_contr~io-. do capitão.

Ora.uma reação penal. ele depende da sociedade. J. quanto mais elas se especializam. funções administrativas e governamentais das quais algumas relações são reguladas pelo direito repressivo. mesmo nos círculos especiais em que se aplicam e onde. Além do mais. A outra representa. que o desenvolvimento da divisão do trabalho não possa repercutir no direito penal.. que esteja presente em todas as consciências e que todas possam representá-Ia de um único e mesmo ponto de vista. pode-se dizer.do\. pois. . esta autoridade transcendente que.fazer-se uma fisionomia própria e pessoal. em oposição àquela que faz a unidade dos orpos vivos. -. portanto. É dizer que se pode igualmente medir o grau de concentração ao qual chegou uma sociedade em decorrência da divisão do tr~balho social. nesses mesmos tipos s2Çia~s. em decorrência da divisão do trabalho fisiológico. pois nao somos [I]it. Pois. como elas fixam a maneira pela qual as diferentes funções devem concorrer nas diversas combinações de circunstâncias que se podem apresentar.so lâarle~ dade pó~discriminados com as características seguintes: 10 7 OA:O~ . por conseguinte.< (N no A. :f. Igualmente..estes dois tipos de solidariedade:'~. aliás. mas a sociedade inteira vivendo e agindo dentro de nós. só poderiam pois mover~se com o conjunto na medida em que não têm movimentos próprios. Sem dúvida. é o que o distingue dos outros. é uma simples.. Igualmente. Por outro lado. em geral. O que completa para justificar esta denominação é o fato de o elo que une assim o indivíduo à sociedade ser completamente análogo àquele que liga a-c~isa à pes- \ o '.e. "--. não poderia ser o de assemelhar-se a todos:.. Existe em cada uma de nossas consciências. segundo o desenvolvimento do direito cooperativo com sanções restituitórias. h.-:" Jne entre si os elementos dos corpos brutos. eSta supoe que difiram soa.ência individual. Existem. . 1 08 A solidariedade que deriva das semelhanças está em seu maximum quando a consciência coletiva recobre exatamente nossa consciência total e coincide em todos os pontos com ela: mas. ter esta força superior. Mas.MA 00. em suas partes vivas.d[fe~ente !:Enquanto a precedente Implica do tipo coletrvo. os elos de solidariedade que unem certas funções sociais podem ser tais que de sua ruptura resultem repercussões demasiadamente gerais para suscita~. nem a alma comum da sociedade nem mesmo.consideradasob ~steaspecto. são representadas pelos espíritos.. por causa do caráter particular do órgão da consciência comum e de tudo que a ele se relaciona. nossa individualidade é nula. embora essas funções h. Portanto. exercê-Ios em tal ou qual condição.o.lsao.cia Eis por que o direito que regula as relações das funções domésticas não é penal.lém do mais. Nas sociedades em que esta solidariedade é muito desenvolvida. a primeira condição é que ela seja comum. mas oenetram-se por todos os lados.reconheceremos apenas OlS lpoS li. Prevêem-se todos os serviços que esse critério nos prestará. nem mesmo a alguma espécie de estado emocional. É tanto mais enérgica quanto este excedente é mais considerado. como o .. não tem nada de espeCl ICO.'0.i~ós IJteSmQS~maS_O_$. Existem aí duas forças contrárias..tra?alho. sobretudo. porque depende das partes que a compàe(ll. isto é. que apenas dessa maneira seria~' coerentes. . quando ela é ofendida.neaf. É por isso que propomos chamar mecânica >« . pelo menos em geral. A violação dessas regras não atinge. nossa personalidade se esvai. esses contragolpes são excepcionais. uma centrípeta e outra centrífuga. que nào podem crescer ao mesmo tempo. não correspondem a sentimentos muito vivos. do A. Ora. Ela só pode nascer se a comunidade ocupa menos lugar em nós. As regras que as determinam não podem. os objetos aos quais elas se relacionam não estão sempre presentes às consciências. assim como a das regras penais. essas duas consciéncias não são regiões geograficamente distintas de nós mesmos. São duas~es de uma única e mesma realidade. para que uma coisa seja objeto de sentimentos comuns. as relações que o direito cooperativo regula com sanções constitutivas e a solidariedade por elas expressa resultam da divisão do trabalho social. Em outros casos. 2. assim como o objeto posstUdo segue aqueles que lhe imprime seu proprietário. o que faz nossa personalidade é o que cada um de nós tem de próprio ~ e de característico. ele literalmente uma coisa da qual a sociedade dispõe. esta solidariedade apenas pode crescer na razão inversa da personalidade. nem. pois.) . o que temos de pessoal e distinto. todos podem ter algum sentimento: mas. que os'mdlVlduos se assemelhem. Ao contrário. nós o dissemos.\ Definitivamente. o indivíduo não se pertence. o que âesigna por este nome é um conjunto mais ou menos organizado de crenças e de sentimentos comuns a todos os membros do grupo: é o tipo coletivo. duas consciências: uma é comum com o nosso grupo inteiro e."" 6R DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 6Y

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ReSumindo.7~ li sol~dafi~dade produzida pela.LcpJe~ 0 ~ \ \~-s moléculas sociais. a dos grupos especiais. ainda.° sociedade não é vista sob o mesmo aspecto nos dois casos. nas diferentes etapas da escala animal. "o 1

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~ ssa espécie de solidariedade. Se o ideal é. por conseguinte. Com efeito. seguramente. é suficiente que seja restabelecida. a sociedade à qual somos solidários no segundo caso é um sistema de funções diferentes e especiais que unem relações definidas. sem nenhum intermediár~ segunda. Chamamo-Ia assim apenas pela analogia com a coesão que . cada vez mais. Este tem como tarefa regular as diferentes funções do corpo. explica-se por que. fazem as moléculas dos corpos inorgânicos. etc. por conseguinte.! r ~ "\ primeira liga diretamente o indivíduo à sociedade.'6Aprimeira só pode ser forte na medid~'em que as idéias e as tendências comuns a todos os membros da sociedade ultrapassam em número e em intensidade as que pertencem pessoalmente a cada um deles. estas duas sociedades são apenas uma. nós o veremos mais adiante. Não se tem sempre que administrar uma tutela. No primeiro caso. neste momento. mais também se circunscreve o número daqueles que têm consciência de cada uma delas.o Desta segunda diferença decorre uma terceira.) 108 Entretanto. pela razão que dissemos. 1o7 nem exercer seus direitos de credor ou de comprador. mas de uma opinião localizada em regiões restritas da sociedad~. já o sabemos. reclama uma expiação. esse direito desempenha na sociedade um papel análogo ao do sistema nervoso no organismo. as relações cooperativas não comportam outras sanções. os direitos pessoa~snão s~ disti~gue~ ainda dos difeitos reais:4~-. Isso não é dizer. de maneira a fazê-Ias trabalhar harmonicamente: exprime assim. é da natureza das tarefas especiais escapar à ação da consciência coletiva. É igualmente da opinião que Ihes vem sua autoridade. Nào podemos desenvolver-nos simultaneamente em dois sentidos tão opostos. uma curatela. mas que precisam ser distinguidas. não podemos estar fortemente inclinados a pensar e a agir como os outros.~dtv. Se temos uma viva inclinaçào a pensar e agir por nós mesmos. A consci. que segue todos os seus movimentos. se esta regularidade é abalada. no momento em que a solidariedade exerce a sua açi!2. . não somos nós mesmos. pode-se medir o grau desta concentração segundo o desenvolvimento do sistema nervoso. IV ~ q '\ \ E completamente. (N.p~#-. ao contrário. enquanto as funções têm uma certa generalidade. Aliás. por definição. naturalmente. o estado de concentração a que chegou o organismo.'pois.. não podendo por conseguinte determinar senão uma reação muito moderadà)0{'udo o que precisamos é que as funções concorram de uma maneira regular. Esta palavra não significa que seja produzida por meios 1I!lecânicos e artificialmente. os estados de consciência são fortes na medida em que são permanentes.~ ~ v. que nos vai permitir caracterizar e no. elas transbordam a consciência comum. - "Porque a solidariedade negativa não produz por si mesma nenhuma inte ração e porque. o que faz de nós um indivíduo. dependên.

) Modalidadesdiversasdo direÍlo de propriedade ( Direilo de propriedade sob suas diversas formas usufruto._ao_mesmo~empo que cada um de seus elementos tem mais movimentos pró.. uma personalidade. ~ t { Determinadas pelo exercício normal dos direitos reais. além disto. Por conseguinte. { Com as funções difusas da sociedade. Regras com sanções restituitórias determinando: Da coisa com a Relações negativas ou de abstenção Das pessoas entre si.a individuação das partes.etc.-Est~ solidariedadê'assemeTfia::seàquela que se observa nos alllmals supenores.) .laJism-n1LITIi. entretanto. Por outro lado. desenvolvemos no quadro seguinte a classificação das regras jurídicas. Sem dúvida. A primeira só é possível na medida em que a personalidade individual é absorvida pela personalidade coletiva. isto é. \ Entre si.). Entre as funções econômicas difusas. Entre si. a práticas que nos são comuns com toda a nossa corporação. pois. Relações contratuais em geral. aqui a individualidaçle do todo cres_ce ao mesmo tempo que a das partes. r. E preciso. .:dp-tratwJl!. porqueo direitovariasemprecomoas relaçõessociaisque regula.ê. A segunda é apenas possível se ca~a um tem uma esfera de ação que lhe é própria. cada um depende tanto mais estreitamente da sociedade quanto mais dividido .u~speclal. . é suficiente comparar a extensão respectiva dos dois tipos de direitos que os exprimem. Entre as funções domésticas.imobiliária. implicitamente encerrada neste capítulo e no precedente: I 11 Regras com sanção repressiva organizada. ~ Com as funções políticas difusas. etc. balho e.t~!JU). a unidade do \~ada . Com as funções administrativas. por conseguinte. Com as funções governamentaís..70 DURKHEIM ( .~ Ao mesmo tempo. Relações positivas ou de cooperaçào Das funções administrativas. Determinadas pela violaçào faltosa dos direitos reaís. Sabemos sob quais formas exteriores se simbolizam estes Idois tipos de solidariedade.1 09 ~ 109 Para precisar as idéias.rg-anismo é tanto maior quanto mais marcada.oesta~ãnâTõgT~2~~pomos"chamar orgâhica a-solid~éVíaa:-à âi:visão. sua autonomia e. a sociedade torna-se maiS éàp~z de mover-se COI]JO ( conjunto. ) (mobiliária. e deixa muito mais lugar à livre ação de nossa iniciativa. quanto mais extensa esta região. ~ Das funções governamentais. para conhecer sua importância respectiva num tipo social dado. este capítulo e o precedente nos fornecem os meios de calcular a ' I ~arte que cabe a"cada um desses elos sociais no resultado total e comum que concorrem a produzir por vias diferentes. qual corpo de regras jurídicas corresponde a cada um ~ eles. Contratos especiais. Portanto. I I uns dos outros. do A. nao e Jamais comp etamente ~nlO no exercício de nossa profissão. tanto mais forte é a coesão resultante desta solidariedade. ~ (servidão. ~!!?iã~~qui. a atividade de cada um é tanto mais pessoal quanto mais especializada. Mas. conformamo-nos a usos. pessoa. prlOs. (N. Em razao . por mais clrcunscnta que seja. mesmo nesse caso. para que aí se estabeleçam estas funções especiais que ela não pode regulamentar. que a consciência coletiva deixe descoberta uma parte da consciência individual.). o jugo que sofremos é menos pesado do que quando a sociedade inteira pesa sobre nós.

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Assim. precisamente porque são diferentes. Ora. "A amizade". trad. Bain. estas necessidades são conseqüências da divisão do trabalho. ou. Com efeito. ela apenas tem caráter moral. Mas. esta proposição será demonstrada mais adiante. Os pródigos não procuram a companhia dos avaros. Portanto. Alguns fatos de observação corrente vão colocar-nos no caminho da solução. não teria outra função que a de atenuar os efeitos que ela própria produz. Nes.

Paris.) se chama assim. Ademais. ~ os homense lutamao lado deles4 7. O estado do casamento nas sociedades onde os dois sexos são fracamente diferenciados testemunha portanto que a própria solidariedade conjugal é muito fraca. simultaneamente. 391. (N. com efeito. Hoje. Se esta é muito forte. um antropólogo alemão. vê-se o casamento desenvolver-se.!. m. o casamento reduz-se a um pequeno número de regras sem rigor e sem precisão.os natchez. ao mesmo tempo. Vendo. que as ocupações dos dois sexos tendem a voltar a ser homogêneas. diz ele. primeiramente imposto apenas à mulher. regras muito complexas vêm fixar os direitos respectivos de cada esposo sobre sua própria fortuna e sobre a do outro. Lebon demonstrou. que ligam o marido aos pais da mulher. este retorno à homogeneidade primitiva poderia bem ser o começo de uma nova diferenciação. Ora. não é mais um contato exterior. durável. o trabalho sexual dividiu-se cada vez mais. Viajantes narram-nos.. as formas gerais são muito dessemelhantes no homem.) ir . é muito desenvolvida. há muito tempo sua vida concentrou-se totalmente no interior da família. 154.) 45 Waitz.) 49 Vide particularmente Smith.(N. seu papel não fez senão especializar-se mais. o cérebro.pág.i' Ir r- 28 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 29 mesma homogeneidade se encontrava no começo da evolução humana e de ver na forma feminina uma imagem aproximada do que era originalmente este tipo único e comum do qual a variedade masculina se desprendeu pouco a pouco. que houve uma época na história da família onde não havia casamento. a sociedade conjugal carece de coesão. os elos que unem os esposos são numerosos e complexos e. Igualmente. poder-se-ia crer.. estatura e peso iguais. do A.46 na Nova Zelândia. a mulher traz sua natureza própria e seu papel permanece muito especial. e. são tão guerreiras quanto i . conhecemosum tipo familiarque é relativamentepróximode nós 48 e em que o casamento ainda está no estado de germe indistinto: é a família materna. do A. "que a média dos crânios parisienses masculinos os coloca entre os maiores crânios conhecidos. narra muitos fatos do mesmo gênero. o distanciamento progressivo seria devido. muitas vezes indissolúvel de duas existências inteiras. trad. 67. A rede de elos que ele cria estende-se cada vez mais. em sua Antropologia dos Waitz. no Daomé. 1880. do A. pág. se as relações do homem e da mulher são instáveis e intermitentes. fr. As condições nas quais ele pode ser concluído. conseqüentemente. o peso. como os iroqueses. ela não pode tomar uma forma bem determinada e. o outro sexo parece abandoná-Ias para dedicar-se mais especialmente à ciência.) el. ao contrário. é certo que. A diferença que existe. Nestas mesmas sociedades. consiste unicamente em obrigações de extensão restrita. 76. l Spencer. as obrigações que ele sanciona multiplicam-se. portanto. Lebon pôde estabelecer diretamente e com uma precisão matemática esta semelhança original dos dois sexos para o órgão eminente da vida fisica e psíquica. Se. Mas. faziam-se e desfaziam-se à vontade as relações sexuais sem que nenhuma obrigação jurídica ligasse os pares. mas as de dois esposos são muito vagas. Alcan. em uma dada sociedade o conjunto destas regras jurídicas que constituem o casamento somente simboliza o estado da solidariedade conjugal. Sociologia. assim como os efeitos desta dissolução. As relações da mãe com suas crianças são aqui muito definidas. mais tarde torna-se recíproco.a doçura. apresenta diferenças consideráveis em favor do homem e esta desigualdade vai igualmente crescendo com a civilização. "Agora". 101-102. do A. tr. Bischoff. do A. Não apenas a estatura. O dever de fidelidade se organiza. chegou aos mesmos Estas semelhanças anatômicas são acompanhadas de semelhanças funcionais. VI. a mulher leva uma existência completamente diferente daquela do homem. Ora. entre a média dos crânios dos parisienses é quase o 1 dobro daquela observadaentre os crânios masculinose femininosdo antigo Egito. Comparando um grande número de crânios. cit. Limitado primeiramente apenas às funções sexuais. excitá-Ios ao combate e mesmo tomar parte nele de uma maneira muito ativa. Breslau. em certas classes. dos negócios públicos. nestes mesmos povos. Além do mais. Mutterrecht und Raubehe im GermanischenRechte. (N. Já em certas espécies de animais a fêmea faz-se notar antes pelo caráter contrário.. cit. o Dr. pág. do A.42 Enfim. Antropologia. que com o progresso da civilização o cérebro dos dois sexos diferencia-se cada vez mais.. ao desenvolvimento considerável dos crânios masculinos e a um estacionamento ou mesmo a uma regressão dos crânios femininos. ele reduz-se a pouca coisa. Cambridge. Portanto. aquelas nas quais ele pode ser dissolvido delimitam-se com uma precisão crescente.(N. que. pág. A. fr. pág. bem abaixo do crânio das chinesas e um pouco acima do crânio das mulheres da Nova Caledônia.. em Samoa."43 resultados. mesmo nesta esfera de ação. Paris. mas o Dr.vêem-secom freqüência mulheres acompanharem os homens na guerra. a mulher tende a diferenciar-se cada vez mais do homem. aliás. Há muito tempo a mulher retirou-se da guerra. um Estudo. do ponto de vista da massa do cérebro e. nos povos cultivados. se as artes e as letras começam a tornar-se coisas femininas.(N. Elas podem cessar desde que as partes o queiram. mas os dois sexos levam quase a mesma existência. por exemplo. que um dos sexos açambarcou as funções afetivas e o outro as funções intelectuais. senão absolutamente demonstrado.49 A fidelidade conjugálaqui não é aindaexigida. Depois. por conseguinte. por conseguinte. freqüentemente. muito diferente daquele dos homens. estas diferenças funcionais tornam-se materialmente sensíveis pelas diferenças morfológicas que determinaram. que tem por objeto defini-Ios. é verdade. F. mas uma associação íntima. Em todo caso. 1885. não parece ter-lhe pertencido primitivamente. como vimos. F.4 5 no Havaí onde a mulherparticipa de mil maneirasda vida dos homens. estendeu-se pouco a pouco a várias outras. m.e na mulher. (N.O casamento. 300 Povos Primitivos. o casamento está num estado completamente rudimentar. Bonn.) 44 O Peso do Cérebro do Homem.) 46 47 Waitz. a regulamentação matrimonial. (N. Dargun. Existe ainda agora um número muito grande de povos selvagens onde a mulher toma parte na vida política. Em Cuba. ou ainda se realizam apenas por um tempolimitado. na medida em que se avança rumo aos tempos modernos. Ora. M. de maneira que. É o que se observou notadamente nas tribos indígenas da América. Segundo este observador. do A. Ensaios Científicos. as funções femininas não se distinguem claramente das funções masculinas. o homem e a mulher apresentam na estrutura e aspectogeral uma semelhançamaior do que se vê em outros lugares.V. é suficiente dar uma olhada nos códigos para ver que lugar importante neles ocupa o casamento.lI. 1883. 121. as mulheres se ocuparem de arte e de literatura como os homens. escolhidos em raças e sociedades diferentes. Casamento e Relação Familiar na Arábia Antiga.. op. pág. de curta duração.união dos dois esposos deixou de ser efêmera. 154.4 4 Sobre este ponto. Quando o dote aparece.ou o que 42 Ver Spencer. chegou à conclusão seguinte: "O volume do crânio do homem e da mulher. Aliás. do A." 50 50 Op. mesmo quando se comparam pessoas de igual idade. a média dos crânios parisienses femininos os coloca entre os menores crânios observados. Alcan. (N. do A. passageiro e parcial. em um certo número de tribos da América do Sul.) 46 A família materna certamente existiu entre os germanos.' Ao contrário. Dir-se-ia que as duas grandes funções da vida psíquica como que se dissociaram. (N. Umdos atributoshojedistintivosda mulher. págs. É mesmo verossímil. da inteligência. .) 43 OHomem e as Sociedades.

pois as necessidades de ordem. sofremos por causa de todas as circunstâncias que. a simples usos materiais". é preciso verificar a hipótese que acabamos de lançar sobre o papel da divisão do trabalho. antes de examinar se esta opinião comum está fundada. Encontram-se idéias análogas em Schaeffie. a repartição contínua dos diferentes trabalhos húmanos que constitui principalmente a solidariedade social e que se torna a causa elementar da extensão e da complicação crescente do organismo social". mas com mais amplidão. 425. é um fenômeno completamente moral que. foi por se ter desconhecido o que a troca implica e o que dela resulta. sendo indistintas. É por ela..) L t . se é um fator essencial da coesão social. e Clement. exatamente determinado. fazendo-o passar para o estado de percepção atual. são-solidárlõSe de uma solidariedade que não age apenas nos curtos instantes em que os serviç-osse trQÇJlm. Fazei regredir além de um certo ponto a divisão do trabalho sexual.~ . Mas. ao invés e seesen. se. Indivíduos que sem isso seriam inde endentes estãQJigadQS uns aos outros. aqui não pode jamais haver solidariedade entre o outro e nós a não ser que a imagem do outro se una .. não teria por função integrar o corpo social. ele ultrapassa infinitamente a esfera dos interesses puramente econômicos. tal comoexiste hoje nos povos mais cultivados.JIla:>-que se estende bem além. (N. eles coni. ~ - ~ . a tal ponto que não podemos mais passar sem ela e procuramos tudo o que pode aumentar-lhe a energia. A solidariedade conjugal. quando a união resulta da semelhança das duas imagens. ela seria uma condição de sua existência. mas também.. nao se presta à observação exata nem sobretudo à medida. III Mas. des sozia/enKoerpers. assegurar sua unidade. os sentimentos não poderiam ser os mesmos nos dois casos.~. porque a presença do objeto que ela exprime. ele foi o primeiro que tinha assinalado na divisão do trabalho outra coisa além de um fenômeno puramente econômico. Considerada sob este aspecto. comparar este elo social aos outros.lloL~paradamente. de solidariedade social geralmente passam por morais. estas sociedades que a divisão do trabalho cria não podem deixar de carregar sua marca. A troca supõe que dois seres dependam mutuamente um do outro. pois ambos são incompletos. visto que a divisão do trabalho aqui está muito desenvolvida e produ:z. invejável talvez. Mas.'~. portanto. É possível que a utilidade econômica da divisão do trabalho valha para alguma coisa neste resultado. e a sociedade conjugal esvanece-se para deixar subsistir apenas relações sexuais eminentemente efêmeras. em todo caso. pode-se entretanto entrever desde agora que. com efeito. não podem assemelhar-se àquelas que a atração do semelhante pelo semelhante determina. a divisão do trabalho desempenharia um papel muito mais importante do que aquele que se lhe atribui ordinariamente. parte integrante e permanente de nossa consciência. A imagem daquele que nos completa torna-se em nós mesmos inseparável da nossa. não faz sentir sua ação em cada momento e em todos os detalhes da vida? Por outro lado. Portanto.. e são solidárias só na medida em que se confundem. nas sociedades contemporâneas onde ela tomou o desenvolvimento que sabemos.passim. como é muito comum.II. Ao contrário. de harmonia. que se a aplique ao conjunto de quaisquer de nossas diversas operações. Mas é preciso sobretudo determinar em que medida a solidariedade que ela produz contribui para a integração geral da sociedade: pois é apenas então que saberemos até que ponto é necessária. IV. os diferentes povos como participando simultaneamente. mas sobretudo porque ela é seu complemento natural: torna-se. É. De todos os sociólogos que conhecemos.~. mas supérfluo.à nossa. somos conduzidos a perguntar-nos se a divisão do trabalho não desempenharia o mesmo papel nos grupos mais extensos. nestes tipos de sociedade. mas tornar possíveis sociedades que. pág. Para proceder tanto. Para responder a esta questão é preciso. como proceder a esta verificação? Não temos simplesmente que investigar se. Se freqüentemente se fez consistir apenas na troca as relações sociais oriundas da divisão do trabalho. Por isto mesmo. 51 Curso de Filosofia Positiva. não apenas porque aí está freqüentemente associada. o mais notável efeito da divisão do trabalho não é que aumenta o rendimento das funÇõesdivididas. e não faz senão traduzir exteriormente esta mútua dependência. como o distanciamento ou a morte. do A. que a divisão do trabalho é a fonte. diz ele.g. embora ainda não estejamos em condição de resolver a questão com rigor. ao contrário. estão fora uma da outra e estão ligadas apenas porque são distintas. Vejamos se.. É legítimo supor que os fatos que acabamos de observar se reproduzam aqui. Sem dúvida.)_fI . Portanto. contanto que se a conceba "em toda a sua extensão racional.. apelar para outros sentimentos. Bau und Leben ~.. se tal é realmente a função da divisão do trabalho. lhe dá mais realce. Por mais breve que seja esta análise.. Ela não serviria apenas para dotar nossas sociedades de um luxo. portanto. - - \~ A solidariedade social. Por este motivo amamos a sociedade daquele que ela representa. também os cooperadares atuais à série de quaisquer de seus predecessores e mesmo à série de seus diversos sucessores.!r I' I 30 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 31 Em todos estes exemplos.!!.. ou pelo menos é sobretudo por ela.~!!l_~esfQf.<. que também estas grandes sociedades olíticas odem manter-se em e uilíbrio só gra as à especialização das tarefas. aliás. não existiriam. é ela que determinaria os traços essenciais de sua constituição. I. nem as relações sociais que derivam. Ao contrário. Visto terem elas esta origem especial. Ele viu ali a "condição mais essencial da vida social". sem ela. ela é a expressão superficial de um estado interno e mais profundo. portanto. Seu papel em todos estes casos não é simplesmente embelezar ou melhorar as sociedades existentes. devem ser constituídas de uma outra maneira. "conduz imediatamente a considerar não apenas os indivíduos e as classes.CiênciaSocial. pois ele consiste no estabelecimento de uma ordem social e moral sui generis.51 Se esta hipótese fosse demonstrada. que estaria assegurada sua coesão. podem ter por efeito impedir o retorno ou diminuir sua vivacidade. é suficiente para mostrar que este mecanismo não é idêntico àquele que serve de base aos sentimentos de simpatia dos quais a semelhança é a fonte. numa obra imensa e comum cujo inevitável desenvolvimento gradual liga. e para isto é indispensável começar por classificar as diferentes espécies de solidariedade social. Precisamente porque este estado é constante. suscita todo um mecanismo de imagens que funciona com uma continuidade que a troca não tem. existe uma solidariedade social que vem da divisão do trabalho. consiste em uma aglutinação. por si mesmo. nas sociedades em que vivemos é dela que deriva essencialmente a solidariedade social. mas que as toma solidárias. no caso da divisão do trabalho. 235 ss. senão única.§. quer dizer.. ela deve ter um caráter moral. As duas representações tornam-se solidárias porque. se mesmo os sexos não tivessem se separado completamente. mas. confundem-se e não fazem mais senão uma.-pe1o. Assim. em lugar de limitá-Ia. a fim de medir a parte que lhe cabe no efeito total. toda uma forma da vida social não teria nascido.menos-pt:Íncl a so I ane a e soclaJ:Já Comte se tinha colocado sob este ponto de vista.Ço.~. repousar sobre outras bases.. porém. sob muitos aspectos. se é só uma condição acessória e secundária. ou. pág..:. por exemplo. totalmente ou em parte. É uma verdade evidente.a sólidariedade. segundo um modo próprio e um grau especial.

Portanto.eles são animados de um espírito completamente diferente. dependeriam uns dos outros apenas de uma maneira intermitente e fraca. Com efeito. A rigor.\ malgrado seu caráter imaterial. dizemos algumas palavras da influência do estado gregário sobre a formação do estado social em geral. seja com o grupo tomado coletivamente: pois. estas considerações complementares. com efeito. não é nem mesmo ela propriamente falando. para conhecê-Ia verdadeiramente. é verdade. uma vez que se a despojou de suas formas sociais? O que lhe dá suas características específicas é a natureza do grupo do qual ela assegura a unidade. 52 ou então indicamos rapidamente as principais relações sociais das quais a sociabilidade depende da maneira mais' aparente. mesmo neste estado de indeterminação. Para que ela tome uma forma apreensível. que a solidariedade. . Cada uma tem sua natureza própria. Além do mais. são certamente muito secundários. pela força do hábito. e estudar o primeiro através' do se@!}do~l\ \Este símbolo visível é o diretto. É um fato social que se pode conhecer bem só por intermédio de seus efeitos sociais. Portanto. vemos unicamente a parte mais indistinta e menos especial. é preciso que o direito não corresponda mais ao estado presente da sociedade e que. O que existe e vive realmente são as formas particulares da solidariedade. . podemos estar certos de encontrar refletidas no direito todas as variedades essenciais da solidariedade social. Por que a solidariedade social seria uma exceção? Que subsiste dela. Paris. j t . Quanto mais os membros de uma sociedade são solidários. mas é que elas carecem de importância e continuidade. coloca-os freqüentemente em contato. por conseguinte. ela não permanece no estado de pura potência. A vida geral da sociedade não pode se desenvolver num ponto sem que a vida jurídica se estenda ao mesmo tempo e na mesma proporção. É assim que o antagonismo explode. ao contrário. ao contrário. Para que ela possa existir. Por exemplo. em todas as partes em que ela existe de uma maneira durável. É certo. portanto. (N. Normalmente. o estudo da solidariedade pertence à sociologia. . lá onde a solidariedade social existe. Mas. se ela resulta deles.. . F. se mantenha. Não poderia então ocorrer que eles manifestem outros tipos de solidariedade social que aqueles que exprime o direito positivo? '~'. mas. não ultrapassam o estádio dos costumes e não chegam a penetrar na vida jurídica propriamente dita. é suficiente constatar que estas duas ordens de fatos estão ligadas e variam no mesmo tempo e no mesmo sentido. o direito reproduz todos aqueles que são essenciais. a de hoje. o direito não é outra coisa senão esta organização mesma. O direito reflete. Existem algumas cuja regulamentação não chega a este grau de consolidação e de precisão. Mas não é necessário para o momento elucidar a questão.\. no que ela tem de mais estável e de mais preciso. entretanto.) 53 Spencer. todas as variedades tornam-se indiscerIÚveise podemos perceber apenas o que é comum a todas. F. enquanto permanece no estado de simples predisposição de nossa natureza psíquica. PortaÍlto. pág. Por outro lado. a solidariedade doméstica. se podem existir tipos de solidariedade social que os costumes são os únicos a manifestar. Emoções e Vontade. Eliminaram do fenômeno tudo o que há de mais social para dele reter apenas o germe psicológico do qual ele é o desenvolvimento. a de ontem. é preciso que nossa constituição física e psíquica a comporte. Há mais: acontece freqüentemente que os costumes não estão de acordo com o direito. É uma virtualidade intangível que não oferece chance à observação. seja uns com os outros.:. Por isso."-. tende inevitavelmente a tomar uma forma definida e a organizar-se. é preciso que algumas conseqüências sociais a traduzam para o exterior. apesar dele. ~. as relações novas que se estabelecem.5. os casos anormais mencionados\~ortanto. etc.'Com efeito. para melhor determinar sua natureza. Neste caso. aliás. tanto mais mantêm relações diversas. porque necessariamente deixam escapar o que há de concreto e vivo. que além do direito e dos costumes há o estado interno de onde ela deriva e que. a saber. são a sua base. 53 Sem dúvida. só uma parte da vida social e."'" '" ê'. a solidariedade profissional. não estamos ligados à nossa pátria como o romano à cidade ou o germano à sua tribo. neste caso. introduzidas sem método. não deixam de se organizar. salvo. Pode haver relações sociais que comportem apenas esta regulamentação difusa que vem dos costumes. pois elas não podem subsistir sem procurar se consolidar. isto'uma forma jurídica. multiplica as ocasiões de relacionamento. não pode ser separada. inclina fortemente os homens uns em direção aos outros. mas manifesta sua presença por efeitos sensíveis. é porque contornaram a dificuldade. . a ciência apenas escolhe. VIII parte. \ Poder-se-ia objetar. Alcan. com efeito. Este estudo abstrato não poderia ainda ser muito fecundo em resultados. é por isso que ela varia segundo os tipos sociais. mas. cap. algumas vezes diz-se mesmo que .) ". estas generalidades poderiam em todo caso dar somente uma explicação bem incompleta do fenômeno. é preciso substituir o fato interno que nbs escapa por um fato exterior que o sim~olize. que estas a exprimem só em parte e imperfeitamente. Pois. a solidariedade é algo muito indefinido para que se possa facilmente atingi-Ia. portanto.Paris. Falando exatamente. a eletricidade através de seus efeitos fisico-químicos. como elas estão em conflito com o antigo direito que persiste. é' verdade." '" Mas esta oposição é feita unicamente em circunstâncias completamente excepcionais.. ao invés de serem reguladas pelo direito. (N. elas o são pelos costumes. a solidariedade nacional.j. diz-se constantemente que eles temperam seus rigores.. corrigem seus excessos' formalistas. mesmo sendo um fato social de suma importância. Acontece. tendência que é sempre e em toda parte a mesma e não está ligada a nenhum tipo social em particular. que sobre esta base nada se constrói. Se tantos moralistas e psicólogos puderam tratar a questão sem seguir este método. ela depende de condições sociais que a explicam e das quais. do A. 52 Bain. em conseqüência. Por isso. se os homens se aproximam porque é enérgica ou se é enérgica porque eles se aproximaram uns dos outros. Alcan. nos fornece apenas dados incompletos para resolver o problema. o número destas relações é necessariamente proporcional àquele das regras jurídicas que as determinam.32 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 33 a esta classificação quanto a esta comparação. Princípios de Psicologia. no ponto a que chegamos é dificil dizer se foi ela que produziu estes fenômenos ou. a vida social. depende de nosso organismo individual. que as relações sociais podem fixar-se sem tomar por 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Ir-se-á mais longe e sustentar-se-á que a solidariedade social não está inteiramente em suas manifestações sensíveis. podemos contentar-nos em estudá-Ia sob este aspecto. Ela estuda o calor através das variações de volume que produzem nos corpos as mudanças de temperatura. ao 'contrário. por conseguinte. é muito raro que a estas análises de pura psicologia não se encontrem misturadas algumas considerações sociológicas. é preciso atingi-Ia em si mesma e sem intermediário? Mas não podemos conhecer cientificamente as causas senão pelos efeitos que produzem. se seus encontros fossem raros. Mas este resíduo é apenas uma abstração. a tendência geral à sociabilidade. Apenas. os costumes não se opõem ao direito. Ali onde ela é forte. bem entendido. e. do A. não permanecem indeterminadas por isto. I os mais objetivos e que se prestam melhor para medida. a força através do movimento. que não podem durar sem perigo. Ela não é a mesma no seio da família e na sociedade política. Mas. só podemos apreendê-Ias através das diferenças que apresentam os efeitos sociais da solidariedade.:.1". e estes são os únicos que temos necessidade de conhecer~. Mas ele pode se produzir somente nos casos raros e patológicos. se negligenciamos estas últimas. porque estas diferenças dependem de causas sociais. entre estes resultados. 117 5S. mas antes o que a torna possível. sem razão de ser. pois a sociabilidade em si não está em parte alguma.

Mas. A primeira compreende todo o direito penal. A unidade do efeito revela a unidade da causa. seja suscetível de variar quando eles variam. o que. segundo tenham sanções repressivas organizadas ou sanções apenas restitutivas. I I 34 " DURKHEIM a título de exemplos e segundo os acasos da sugestão. a linha de demarca-ção. enquanto que as do direito penal são aplicadas pelo intermediário de um órgão definido. 5 4 Estas variações do -. Portanto. apenas da contemplação dos organismos e sobretudo dos organismos superiores.I. funcionários da sociedade. Ora. convém classificar as regras jurídicas segundo as diferentes sanções a elas vinculadas. O que o prova é que a reação que eles determinam por parte da sociedade. todo direito é público. é o c. ou. Buscar qual é este elo é. salvo diferenças de grau. todo preceito de direito pode ser definido. o primeiro deve regular as relações do indivíduo com o Estado. ela não implica necessariamente um sofrimento do agente. privá-Io de algo que ele desfruta. em que consiste essencialmente o crime. em qualquer-grau. entre todas estas espécies.. quer seja anulado._!. qualificados como crimes. sendo essencial aos fenômenos jurídicos. podem ser muito cômodas sob este ponto de vista. não é científico fazer repousar uma classificação fundamental sobre uma noção tão obscura e mal analisada. privado de todo valor social. mas entre todos aqueles que foram ou que são reconhecidos e punidos nos diferentes tipos sociais. no sentido de que é uma função social e de que todos os indivíduos são. mas a ciência não pode contentar-se com estas classificações empíricas e inexatas. quando se tenta analisar os conceitos de perto. têm por objeto atingi-Io em sua fortuna. Pois. Ora. ou em sua vida ou em sua liberdade. aliás. isto é. Por mais diferentes que pareçam à primeira vista. mais claramente. chamamos por este nome todo ato que. a segunda o direito civil. Quanto ao outro tipo. O biólogo teria dado uma definição muito inexata dos fenômenos vitais se tivesse desenhado a observação dos seres monocelulares. não menos seguramente. Portanto. atos reprimidos por castigos definidos. a pena. pelo menos. pois. Existem dois tipos. aquelas dos indivíduos entre si. ou em sua honra. por conseguinte. precisamos apenas classificar as diferentes espécies de direito para buscar em seguida quais são as diferentes espécies de solidariedade social que a elas correspondem. porque se aplicaria somente às exceções. Fazer abstração deles seria expormo-nos a ver a essência do crime ali onde ela não está. o lugar que ocupam na consciência pública. Todo direito é privado. existem seguramente semelhanças essenciais. se bem que sob diversos títulos. mas consiste somente na restituição das coisas nas devidas condições. ou. são delimitadas e organizadas como as funções ministeriais e legislativas. abstração feita das regras penais que podem aí encontrar-se. quer o ato incriminado seja reconduzido à força ao tipo do qual foi desviado. são organizadas.. perguntar-se qual é a causa da pena. Portanto. um tal método só nos poderia dar uma noção singularmente truncada do fenômeno. determina contra seu autor esta reação característica chamada pena. é preciso depreender os traços que são idênticos em todas as variedades criminológicas dos diferentes tipos sociais. o que quer que se tenha dito. é. Diz-se que são repressivas. se. paternais. Portanto. Por -Outro lado.. Sem dúvida. mas. que parecia tão clara à primeira vista. O meio de encontrar este elemento permanente e geral não é evidentemente enumerar os atos que foram. no sentido m:que sempre e em toda parte se trata de indivíduos e suas ações. em todos os tempos e em todos os lugares. As funções maritais. o que é o Estado? Onde começa e onde acaba? Sabe-se quanto esta questão é controvertida. As concepções jurídicas das sociedades mais inferiores não são menos dignas de interesse que aquelas das sociedades mais avançadas. parece renunciar a ele quando reconhece a impossibilidade de lavrar uma lista de fatos universalmente punidos (Criminologia. Todos são crimes. elas são a minoria ínfima e. a saber. Pois em toda parte afetam da mesma maneira a consciência moral das nações e produzem em toda parte a mesma conseqüência. numa diminuição infligida ao agente. há. sempre e em toda parte a mesma. isto é. este método que seguiu M. nosso método está completamente traçado. pelo menos. se apaga. é excessivo. pág. Mas finalmente retoma a ele porque.so do direito penal. o segundo. é impossível que os atos assim qualificados não tenham algum fundamento comum. Procuremos agora a que tipo de solidariedade social corresponde cada uma destas espécies. etc. mas. Imaginadas para a prática. não poderiam ser suficientes para elucidar muito a natureza social da solidariedade. teria concluído falsamente que a vida consiste essencialmente na organização. C APITULO II / ~~~ ==. 5' Foi. Umas consistem essencialmente numa dor. é evidente que as sanções mudam segundo a gravidade atribuída aos preceitos. Não apenas entre todos os crimes previstos pela legislação de uma única e mesma sociedade. uma regra de conduta sancionada. existem ações que foram universalmente vistas como criminosas.~. o papel que desempenham na sociedade. Para proceder metodicamente. precisamos encontrar alguma característica que. entretanto. Existem sem dúvida crimes de espécies diferentes. que exista uma que simbolize esta solidariedade especial da qual a divisão do trabalho é a causa. Para este trabalho não podemos nos servir das distinções usuais dos jurisconsultos. o direito processual. que o ponto de vista sociológico se impõe mesmoaos psicólogos. f te -- Solidariedade mecânica ou por similitude I O elo de solidariedade social ao qual corresponde o direito repressivo é aquele cuja ruptura constitui o crime. para observar as características que apresentam. portanto. sobretudo. algo de comum. Garofalo. A mais difundida é aquela que divide o direito em direito público e em direito privado. no restabelecimento das relações perturbadas sob sua forma normal.. desde já. Não existe nenhum que possa ser negligenciado. É provável. em suma. para medir a parte desta última. o direito comercial. se queremos saber em que consiste essencialmente o crime. Visto que o direito reproduz as formas principais da solidariedade social. É verdade que aquelas ligadas às regras puramente morais têm o mesmo caráter: apenas são distribuídas de uma maneira mais difusa por todos indistintamente. Isto feito. não sendo sem razão que o direito romano qualificava a tutela de munus publicum. devemos dividir as regras jurídicas em duas grandes espécies. Demonstram. o crime natural é para ele aquele que cont l d . as propriedades essenciais de uma coisa são aquelas que se observam em toda parte em que esta coisa existe e que pertencem só a ela. Por outro lado. o direito administrativo e constitucional. ser:ásuficiente comparar o número das regras jurídicas que a exprimem com o volume total do direito. 5). elas são fatos não menos instrutivos.

Todo direito escrito tem um duplo objeto: prescrever certas obrigações. como estas necessidades variam com as sociedades. Que é um homem a menos na sociedade? Que é uma célula a menos no organismo? Diz-se que a segurança geral estaria ameaçada para o futuro se o ato permanecesse impune.. uma crise econômica. para um mesmo tipo social. as duas palavras desafinam. a estreitar artificialmente os quadros da criminalidade. porém. é graças a um concurso de circunstâncias excepcionais. Mesmo em tempo de paz não temos pelo homem que trai sua pátria pelo menos tanta aversão como pelo ladrão e pelo escroque? Nos países em que o sentimento monárquico ainda está vivo. inadequada. por elas mesmas. Pode-se dizer que um fato social é anormal em relação ao tipo da espécie. modificando-a. Também é vaga. para quem a vida social é verdadeiramente natural só nas sociedades industriais. é como se disséssemos que as sociedades julgam as regras necessárias porque elas as julgam necessárias. Sua autoridade viria. Entretanto. casos. pois estes objetos variaram infinitamente e podem variar ainda. No direito penal dos povos mais civilizados. por outro lado. e jamais um tal estado de coisas pode durar. esta última teoria não é sem algum fundamento. Garofalo. pois. explicar-se-ia assim a variabilidade do direito repressivo. Portanto. a única característica comum a todos os crimes é que eles consistem . não o faz todavia com um método suficientemente preciso e exato. Sem dúvida. por conseguinte. definilos em função de seus objetos particulares. que lugar ocupa no direito repressivo de muitos povos a regulamentação do rito. do A. a realidade do fato que acabamos de estabelecer não é contestável. É isto que explica a maneira particular pela qual o direito penal se codifica. os exemplos que acabamos de citar mostram que um ato pode ser desastroso para a sociedade sem sofrer a menor repressão. Esta definição do crime é. pois. de comer certas carnes. definir as sanções que -:\ 55 Não vemos qual razão científica M. porque eles apresentam uma tal diversidade. não as condições essenciais à vida social. Mas não vamos entrar nestas discussões. de sua necessidade. não o que deve ser. etc. Com efeito. mas de um desenvolvimento sempre crescente" (pág. ou então. se ocorre que uma disposição penal se mantenha algum tempo.em atos universalmente reprovados pelos membros de cada sociedade. mas uma espécie não poderia ser anormal. um animal ou um homem impuro ou consagrado. e. Enfim. enumerar uma lista dos sentimentos cuja violação constitui o ato criminoso. são os sentimentos altruísticos que apresentam esta característica da maneira mais marcada. os crimes de lesa-majestade não despertam uma indignação geral? Nos países democráticos. póde alguma vez constituir um perigo social? Sabe-se. O fato de tocar um objeto tabu. distinguem-se dos outros apenas por um traço: são comuns à grande média dos indivíduos da mesma sociedade. e se disse que as regras penais enunciavam para cada tipo social as condições fundamentais da vida coletiva. há uma variedade de atos que foram e ainda são vistos como criminosos. entretanto. a parte invariável do sentido moral e aquele apenas. pois. Além de uma tal teoria fazer com que o cálculo e a reflexão ocupem um lugar muito grande na direção da evolução social. Ora. É preciso apenas abrir o Pentateuco para se convencer disto e. na sua utilidade. que os atos criminosos são aqueles que parecem nocivos à sociedade que os reprime. Agora ainda. é preciso que o grau de nocividade que apresenta esteja regularmente em relação com a intensidade da repressão que o atinge. as sociedades se enganaram e impuseram práticas que. por si mesmos. por conseguinte. Mas é contraditada pelos fatos. por mais real que seja. pois. o assassínio é sempre um mal. Isto é verdadeiro pelo menos quanto ao estado normal. isto"seria uma explicação. Mesmo que o ato seja certamente nocivo à sociedade. com ou sem razão. o crime fere sentimentos que. de qualquer maneira. O que nos seria preciso dizer é por que elas as julgam assim. do cerimonial. do A. se as sociedades obrigam assim cada indivíduo a obedecer a estas regras. Igualmente. Se existem adultos que ignoram estas regras fundamentais ou não reconhecem sua autoridade. 9).. de não pronunciar exatamente a fórmula ritual. que as regras penais exprimem. Garofalo tem para dizer que os sentimentos morais atualmente adquiridos pela parte civilizada da humanidade constituem uma moral "não suscetível de perda. como o quer M. uma quebra na bolsa. se encontram em todas as consciências sãs. mas nada prova que seja o maior mal. Resulta disto que sua noção do crime é singularmente incompleta. Pergunta-se hoje se esta reprovação é racional e se não seria mais sábio ver no crime uma doença ou um erro.salvo algumas exceções aparentes que serão examinadas mais adiante . sem que. Juntas. que esta obediência regular e pontual Ihes é indispensável. não explica nada. as injúrias dirigidas ao povo não desencadeiam as mesmas cóleras? Não se poderia. mas as que parecem tais ao grupo que as observa? Tal explicação. pois não nos faz compreender por que. Garofalo é assim levado a recusar o caráter de crime a atos que foram universalmente reconhecidos como criminosos em certas espécies sociais. sejam nocivos à sociedade. é preciso que a simpatia negativa por outro seja. É o que mostra a expressão delito natural que usa.) o. Acreditou-se encontrar esta relação num tipo de antagonismo entre estas ações e os grandes interesses sociais. isto é. por que o crime que contraria algum sentimento particular de certos tipos sociais seria menos crime que os outros? M. Definitivamente. a questão permanece inteira.~ 36 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 37 direito repressivo provam ao mesmo tempo que esta característica constante não poderia encontrar-se entre as propriedades intrínsecas dos atos impostos ou proibidos por regras penais. mas houve uma época. (N. Entretanto. a única a produzir este resultado. como estes fatos se encontram normalmente em certas espécies sociais. da etiqueta. anormais. é com razão que ela busca em certos estados do sujeito as condições constitutivas da criminalidade.omalias e casos patológicos que se tem o direito de negligenciar. é porque disto fazem questão energicamente. domésticos e mil outros sentimentos tradicionais tinham exatamente os mesmos efeitos. se bem que seja contestada por todos. uma tal ignorância ou uma tal indocilidade são sintomas irrecusáveis de perversão patológica. procuramos determinar o que é ou foi. nada é mais falso. Garofalo para chegar a uma noção científica do delito. Por mais interessante que seja o esforço de M. pois o autor não insere em suas comparações todos os tipos sociais. O que permite marcar assim um limite às mudanças que se farão num sentido ou noutro? (N. Como estão gravadas em todas as consciências. mas exclui um grande número que trata de anormais. o assassínio é universalmente visto como o maior dos crimes. Dir-se-á. de não celebrar certas festas. de não imolar sobre o túmulo dos pais o sacrificio tradicional. Se este sentimento tivesse sua causa na necessidade objetiva das prescrições penais ou. não eram nem mesmo úteis.). quer dizer. é evidentemente porque estimam. as regras que proíbem estes atos e o direito penal sanciona são as únicas às quais o famoso axioma jurídico ninguém pode ignorar a lei se aplica sem ficção. das práticas religiosas. Infelizmente. Todos os delitos não seriam naturais? É provável que exista aí um retorno da doutrina de Spender. e a da pena: a desproporção é flagrante. Não é possível determinar de outra maneira a natureza destes sentimentos. muito próxima à nossa. Mas já nos explicamos sobre este ponto. mas nas relações que eles mantêm com alguma condição que Ihes é exterior. :Q"~ I \ . mesmo uma falência podem desorganizar muito mais gravemente o corpo social do que um homicídio isolado. de deixar apagar o fogo sagrado. pelo menos. é impossível ver aí simples ap. num número tão grande de traria os sentimentos que em toda parte são a base do direito penal. onde os sentimentos religiosos.. esta pretensa solução do problema reduz-se a um verdadeiro truísmo. mas que se observe a importância deste perigo. 55 Hoje. Mas. todo mundo as conhece e sente que são fundadas.

isto não representa que fossem ignorados ou desconhecidos dos hebreus nem que fosse necessário revelá-Io a eles. sua sociedade. Gilbert. Estão gravados em todas as consciências. I. Assim. porém. Desde a época das Doze Tábuas. se o costume continuasse a funcionar silenciosamente. 63. e. uma variedade de disposições novas foi introduzida no direito civil. os sentimentos aos quais estas regras correspondem não fossem imanentes a todas as consciências. o legislador aborda e resolve separadamente estes dois problemas. no capítulo de nosso Código Civil consagrado aos deveres respectivos dos esposos. ao contrário. do A. é porque todos sentemsua autoridade. pág. pelo fato de os sentimentos coletivos não reagirem mais senão através de certos intermediários. as mudanças constatadas são muito poucas ao lado daquelas que sofreu o direito civil durante o mesmo tempo. nominalmente. aliás fortemente gravados. 1882. por conseguinte. pode-se estar seguro que tudo o que ele contém estava escrito em todas as consciências. não se definiu o crime quando se disse que consiste numa ofensa aos sentimentos coletivos. Quando um direito costumeiro passa ao estado de direito escrito e se codifica. (N. I. Por exemplo. mas a sociedade inteira dele participa em maior ou Cf. o direito é inteiro penal. 58 Em Roma. ao contrário. Os sentimentos coletivos aos quais corresponde o crime devem. É antes de tudo um resumo das tradições de todo tipo pelas quais os judeus se explicavam a si mesmos e à sua maneira a gênese do mundo. suas principais práticas sociais. a determinação da pena torna-se algo acessório. Não diz primeiramente. É verdade que. Leipzig. 24 e 27. fixando-as.. Inversamente. a jurisdição criminal pertencia em parte aos heliaía. no direito comercial. e mais geralmente em toda espécie de direito com sanções restitutivas. onde. (N. pág. tal como a Lei das Doze Tábuas fixou-o em Roma. sob a legislação de Sólon.f. embora faça o oficio de código. Neste caso. É o caso dos antigos germanos. as inovações nas matérias de direito penal são extremamente raras e restritas. Portanto. em outros casos. /881. Algumas vezes está mesmo completamente subentendida. o incesto é objeto de uma aversão muito geral. 59 Em Atenas. 56 57 menor medida. Binding. 138. Handbuch der Griechischen Staatsalterthümer. algumas vezes. Esta delegação. trad. como faz o direito civil: "Eis o dever". O estado de difusão em que se encontra assim esta parte do poder judiciário seria inexplicável se as regras das quais ele assegura a observação e. deste ponto de vista. Não apenas se modifica mais lentamente que os costumes. capo XII. bem como à grande importância tomada por certos personagens ou certas classes e que faz delas os intérpretes autorizados dos sentimentos coletivos. 6. Para isto pode haver só uma razão: a regra é conhecida e aceita por todos.) do direito penal produzem-se quando é um ato da é geralmente definido independentemente da sando A. O que o prova é a extrema lentidão com que o direito penal evolui. grande colégio que. 57 É pela mesma razão que o funcionamento da justiça repressiva tende sempre a permanecer mais ou menos difuso. fr. do A. se singularizar dos outros por alguma propriedade distintiva: devem ter uma certa intensidade média. mas não diz nada das obrigações às quais elas se relacionam. pode ser devida à multiplicidade maior dos negócios que acarreta a instituição de fJmcionarios especiais.. representada pelo júri. o artigo 214 do Código Civil ordena à mulher habitar com seu marido: disto se deduz que o marido pode forçá-Ia a reintegrar o domicílio conjugal. o dever ção. Mas o Pentateuco. sem despertar discussões nem dificuldades. É o caso dos dez mandamentos. mas esta sanção não é em parte alguma formalmente indicada. entretanto. Não tem por objetivo reunir em um sistema único e precisar em vista da prática regras penais seguidas pelo povo hebreu. pelas assembléias centuriais. Nas sociedades primitivas. quase contenha só disposições penais. o Pentateuco não promulga sanções. O motivo de o direito penal se codificar só para estabelecer uma escala graduada de penas é porque apenas estas estão sujeitas a dúvida. não é. com o estado em que se encontra na época clássica. permaneceu em princípio o juiz supremo para estes tipos de processos. enquanto que os negócios civis incumbiam ao pretor. por exemplo. ela não se exerce pelo órgão de um magistrado especial. é a assembléia do povo que faz a justiça. não se segue que tenham cessado de ser coletivos para se localizarem num número restrito de consciências. se a ação é punida. se bem que. não haveria razão para que se transformasse. primeiramente pelas assembléias curiais e em seguida. As Normas e Sua Transgressão. os principais crimes e delitos estão constituídos: "Durante dez gerações. (N. a briga e talvez o p/agium ': 61 Quanto aos delitos 1872.5 6 É verdade que.) 61 Esboço histórico do direito criminal da antiga Roma.) 60 cr. (N. Direito Criminal dos Romanos. se bem que ele delegou seus poderes a comissões permanentes. Mas é que se tratava essencialmente de reproduzir. No direito civil. e é apenas em seguida que diz a maneira pela qual deve ser sancionada. o catálogo dos crimes públicos foi aumentado apenas por algumas leis que punem o peculato. mas é a parte do direito positivo mais refratária a mudança. é porque é contrária a uma regra obrigatória. mais longe dar-se-á conta da causa desta exceção.) 59 Cf. pois existem entre estes últimos alguns que podem ser ofendidos sem que haja crime.) . Não são de forma alguma veleidades hesitantes e superficiais. (N. do A. Determina primeiramente a obrigação com toda a precisão possível. mas nada aqui é dito do que acontece quando estes deveres são violados por uma parte ou outra. { 58 Tácito. se enuncia alguns deveres que certamente eram sancionados por penas. é porque questões litigiosas reclamam uma solução mais definida. portanto.~? 38 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 39 a isto estão ligadas. pág. (N. É preciso buscar esta sanção em outro lugar. do A. pois. 60 Enfim.) '. a partir da Lei das Doze Tábuas. como o veremos. mas condenar à morte o assassino. as crenças populares sobre a origem destes preceitos sobre as circunstâncias históricas nas quais tinham sido promulgados. Que se compare o direito penal. estes direitos e estas obrigações são enunciados de uma maneira positiva. é porque não são objeto de nenhuma contestação. como o veremos. . os casos criminais eram julgados pelo povo. imediatamente: "Eis a pena". do A. Assim. Mas estes fatos não diminuem o valor demonstrativo do que precede. entre as nações germano-Iatinas. O direito penal. mas. pelo fato de alienar totalmente sua liberdade nas mãos de outro ou de aceitar de outro uma tal alienação. o que fez a legislação desde o começo do século nas diferentes esferas da vida jurídica. no direito administrativo e constitucional. porque o livro é apenas um tecido de lendas nacionais. mas esta regra não é expressamente formulada. Que se observe. ora. As únicas exceções verdadeiras a esta particularidade autoridade pública que cria o delito. História do Processo Civil e do Direito Criminal entre os Romanos. Ocorre o mesmo com as faltas à honra sexual que comete a mulher fora do estado de casamento. Rein. enquanto que. um código propriamente dito. se as regras cuja pena pune a violação não têm necessidade de receber uma expressão jurídica. a sociedade intervém no exercício destas mesmas funções. Sem dúvida. Walter. compreendia todos os cidadãos acima de trinta anos. mas emoções e tendências que estão fortemente enraizadas em nós. Todavia. págs.velleRevue Historique du Droit et Étranger. Germania. § 829. Leipzig. tais como se encontram formulados no capítulo 20 do Êxodo e no capítulo 5 do Deuteronômio. é mesmo tão pouco uma codificação que as diferentes partes de que está composto parecem não ter sido redigidas na mesma época. in No!!. sobre as fontes de sua autoridade. Não manda respeitar a vida do outro. entretanto. é uma ação simplesmente imoral. diz Mainz. ao contrário. ele é detido por uma classe privilegiada ou por magistrados particulares. promulga apenas sanções. Em tipos sociais muito diferentes. até o fim da República.

o direito. a relação de variação é inversa. mas é um crime porque o reprovamos. O primitivo é a tendência. existem. mas não podemos fixar de que maneira nem em que medida. tudo como os tipos individuais. Sem dúvida. ou foram mais recenternente adquiridos e ainda não tiveram tempo de penetrar profundamente nas consciên" cias. é impossível especificá-Ia. Um ato é socialmente mau porque é repelido pela sociedade. Assim. Esta prática pode ser simples ou complexa. como não podem ser compreendidos de diferentes maneiras. mas é sempre determinada. do A. Portanto. Portanto. de realizar tal rito. Mas. mas admite-se que a reprovação.()mo os termos coletivo e social são freqüentemente tomados um pelo outro. Todavia. Não se contesta que todo delito seja universalmente reprovado. sem prejulgar. de não matar. É. suas condições de existência. eles passam. porque os sentimentos que encarnam as regras penais são determinados. mas que é criminoso porque fere a consciência comum. Por esta palavra designamos simplesmente o conjunto das similitudes sociais. aqui há lugar para variações e nuanças. é preciso que sejam precisos. Com efeito.'As funções judiciárias. Inversamente. Da mesma forma. é também muito estacionário. Podemos dizer. que se deve trabalhar. Sua natureza indecisa faz mesmo com que. resumindo a análise que precede. o prazer e a dor são apenas fatos derivados. ao contrário. Ao contrário. como o emprego de uma palavra nova. pois. os sentimentos protegem sanções simplesmente morais. sobretudo nas sociedades superiores. não existem sentimentos coletivos que resultem do prazer ou da dor que a sociedade experimenta ao éontato de seus objetos? Sem dúvida. Encontra-se o mesmo fato em toda parte. Se. de uma maneira muito geral. esta imoralidade particular que a sociedade reprime por meio de penas organizadas e que constitui a criminalidade. em geral. É a mesma no norte e no sul. É entendida como se exprimisse não a propriedade essencial do crime. cada um deles é relativo a uma prática bem definida. ela é só uma parte muito restrita:. A psicologia contemporânea retoma cada vez mais à idéia de Espinosa segundo a qual as coisas são boas porque as amamos e não que as amemos por serem boas. Para evitar uma confusão62 que foi cometida. Evidentemente ela não pode vir senão de uma ou várias características comuns a todas as variedades criminológicas. fica-se em seguida muito embaraçado para dizer em que consiste esta delituosidade. estão evidentemente fora da consciência comum. o mau filho e o egoísta mesmo o mais endurecido não são tratados como criminosos. governamentais. ela permanece. quaisquer que sejam sua origem e seu fim. embora de uma outra maneira. encontra-se em todas as consciências com um certo grau de força e de precisão. seja dificil dar-lhes uma fórmula fixa. Assim. se designa toda a vida psíquica da sociedade. isto é. Mas. Por conseguinte. todas estas definições são inadequadas. mas. mas se lhe atribui ordinariamente um sentido muito diferente daquele que ela deve ter. enquanto que as regras puramente morais têm geralmente algo de flutuante. difusa em toda extensão da sociedade. mas eles não têm todos esta origem. nas diferentes profissões. Uma última adição é ainda necessária para que nossa definição seja exata. eles têm os objetos mais diversos e não se poderia dar uma forma única.~ 40 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 41 privados. os sentimentos como o amor filial ou a caridade são aspirações vagas para objetivos muito gerais. O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem sua vida própria. Acontece o mesmo na vida social. nas grandes e pequenas cidades. de pronunciar tal fórmula. isenta de ambigüidades--~. Esta fixidez do direito penal testemunha a força de resistência dos sentimentos coletivos aos quais ele corresponde. acredita-se. de não ferir. seu modo de desenvolvimento. poderemos chamá-Io: a consciência coletiva ou comum.'-' "-"'. ora. não se apresenta livre de inconvenientes. etc. a inclinação. Muitos. Todavia. é. são em toda parte os mesmos. como o veremos. Com razão. etc.Aquela que empregamos mais acima não está. esta oposição que faz o crime. se bem que se realize somente entre indivíduos. 63 A letra desta proposição quase não é contestada. em uma palavra.a categoria pela qual este sistema de fenômenos deve ser definido. apenas porque um sentimento. nós o veremos. sendo que. o direito religioso é sempre repressivo: é essencialmente conservador. visto consistirem em sistemas de representações e de ações: entretanto. tem o direito de ser designada por uma palavra es{>ecial. por definição. liga umas às outras as gerações sucessivas. por conseguinte. é verdade. mas é responder à questão pela questão e colocar uma palavra no lugar de outra. Em outros termos. é quase que exclusivamente penal. é-se indú~ldo a crer que a consciência coletiva é toda a consciência social. tipo que tem suas propriedades. Nas sociedades inferiores.o melhorseria talvezcriar uma expressãotécnica que' designasse especialmente o conjunto das similitudes sociais. ou estão prestes a perder raiz e sobem do fundo para a superficie. tudo depende do sentido que se dá à palavra. quando não é absolutamente necessária. Com efeito. reconheceram-se dois novos: a rapina (actio bonorum vi raptorum) e o dano causado injustamente (damnum injuria datum). positiva ou negativa. resulta de sua delituosidade. a única que satisfaz esta condição é a oposição que existe entre o crime. Se representa similitudes sociais. pois. Ela é o tipo psíquico da sociedade. Podemos. todo ato que o fira é um crime. não muda a cada geração. não há nenhuma razão para admitir que a piedade filial média ou mesmo as formas elementares da compaixão pelas misérias mais aparentes sejam hoje sentimentos mais superficiais que o respeito pela propriedade ou pela autoridade pública. difusas. 63 Não entramos na questão de saber se a consciência coletiva é uma consciência como a do indivíduo. pois trata-se de saber precisamente o que é imoralidade e. todavia. estende-se tão longe quanto a vida psíquica da sociedade. pois. Portanto. dizer que um ato é criminoso quando ofende os estados fortes e definidos da consciência coletiva. é completamente diversa das consciências particulares. isto é. senão a maior 62 A confusão não é sem perigo. Sabe-se que ele fere sentimentos muito gerais e muito enérgicos. (N. De uma maneira geral. não é suficiente que os sentimentos sejam fortes. Trata-se de fazer ou não fazer isto ou aquilo. sobretudo. Não se pode dizer que eles se relacionam nem aos interesses vitais da sociedade nem a um mínimo de justiça. mas lembrando-nos sempre do sentido estrito no qual a empregamos. Quanto à natureza intrínseca destes sentimentos. não é preciso dizer que um ato fere a consciência comum porque é criminoso.) . Não o reprovamos porque é um crime. é preciso distinguir. a relação é direta. do A. dir-se-á. têm maior uniformidade. isto é. mas uma de suas repercussões. ter piedade do'outro. entretanto. . (N. e certos sentimentos coletivos. ela não tem por substrato um órgão único. freqüentemente. manteremos a expressão mais habitual de consciência coletiva ou comum. são menos intensos e menos solidamente organizados do que aqueles que protegem penas propriamente ditas. qualquer que seja.. permanece inteiro para se definir. científicas.) "". todas h funções especiais são de ordem psíquica. industriais. porém. que esta generalidade e esta energia provêm da natureza criminosa do ato que. consistir em uma ação ou em uma abstenção. a maior plasticidade das regras puramente morais e a rapidez relativa de sua evolução demonstram a menor energia dos sentimentos que estão em sua base. em vez de derivar dele. Numa imoralidade particularmente grave? Eu o consinto. da qual ele é objeto. pergunta-se algumas vezes se a consciência individual varia ou não como a consciência coletiva. Também as regras penais são notáveis por sua claridade e sua precisão. exceções. é independente das condições particulares em que os indivíduos estão colocados. mas não deixa de ter caracteres específicos que fazem dela uma realidade distinta. Ao contrário.

pois. Esta por sua vez pode ser medida seja pela extensão da autoridade que ela exerce sobre os cidadãos. meSII. mas honrado e proposto como exemplo. mesmo quando esta última não reage de maneira completamente unÍssona. Assim. é dela que. a violação. Vamos proceder a esta verificação. dos contratos. Uma vez que esta força se constituiu sem libertar-se da fonte da qual ela decorre e onde continua a se alimentar. Entretanto. isto é. quando a multa é toda a pena. Portanto. as tradições. ela é apenas uma derivação da força que é imanente à consciência comum. Por mais numerosas que sejam suas variedades. ela deve dar conta de todas as caracteristicas da pena. Assim ele se torna seu símbolo. o mesmo critério externo. são estas últimas tendências que. Também. esta. não há força moral superior ao indivíduo. porqueapresentamtodos. ou não deriva inteiramente da vivacidade dos sentimentos coletivos que são ofendidos. tem necessariamente as mesmas propriedades e reage da mesma maneira. . Existe. da autoridade que este último exerce sobre as consciências e é de lá que lhe vem sua força. Mas antes é preciso estabelecer quais são estas caracteristicas. em todos os casos deste gênero. existem casos em que a explicação precedente não parece explicar-se. De onde vem. É capaz. capaz de produzir espontaneamente movimentos próprios que nenhuma impulsão externa determina. são verdadeiramente fundamentais. mas tem uma outra causa. como as afinidades de idéias se comunicam às palavras que as representam. ela repele toda força antagônica como faria a alma difusa da sociedade.Ú' . uma vez instituido um poder governamental.) "=- . é preciso ainda que seja sentida de uma certa maneira.gravidade mais elevada. a invasão das autoridades judiciárias pelas autoridades administrativas. pois. as doenças de um como as do outro são ameaças à vida. decorre toda a criminalidade.C. Ele não é mais uma função social mais ou menos importante. É preciso apenas ver comoM. É porque. um mesmo fato não pode ter duas causas. A extensão da ação que o órgão governamental exerce sobre o número e sobre a qualificação dos atos criminosos depende da força que encerra. não há nenhuma razão para separar completamente estes delitos dos outros. se não é repugnada pela opinião pública. o aparelho de direção desempenha um papel eminente na vida social. ele tem por si mesmo muita força para ligar espontaneamente a certas regras de conduta uma sanção penal. e eis aí como ele adquire uma caracteristica que o coloca fora de comparação. que o menor dano causado ao órgão governamental seja punido. Além de ela não poder vir de outro lugar e entretanto não poder vir de nada. do A. Garofalo distingue o que ele ch:Jma os verdadeiros crimes dos outros. Além do mais. todos os atos que acabamos de citar apresentam a caracteristica comum de serem dirigidos contra algum dos órgãos diretores da vida social. que. com efeito. é preciso que a sensibilidade coletiva já esteja constituida de maneira a poder apreciá-Io. Se o 'cérebro tem sua importância. Precisa-se. derivam de causas completamente diferentes.6 5 É. o ato mais funesto à sociedade poderá ser não apenas tolerado. a menos que esta dualidade seja só aparente e que no fundo as causas sejam apenas uma. E. a pena. Como. a delituosidade não deriva. abandonada a si mesma. para encantar-se com tal ou tal objeto. salvo a força coletiva. de onde ele viria? Da gravidade dos interesses que gere o Estado e que precisam ser protegidos de uma maneira toda particular? Mas sabemos que a única lesão de interesses. pode apenas ligá-Ia àqueles que existem com tal ou tal fim particular. é certo que. a falta constante de probidade nas relações econômicas obrigam só à reparação do prejuizo. ou não a reclamaria ou mostrar-se-ia menos exigente. que serão amplamente desenvolvidos em toda a seqüência desta obra. (N. confirmam esta explicação. e. o ato éstá nos limites do dirçito penal e do direito restitutivo. mesmo grave. a expressão viva aos olhos de todos. é nestes mesmostipossociaisquea consciênciacoletivatemmais potência. . Entretanto. Acontece mesmo que o ato punido não fira diretamente nenhum sentimento coletivo. precisamente por causa desta supremacia que ela conquistou. Ora. . não muda de natureza por isso. mesmo que esta não sinta este antagonismo ou não o sinta tão vivamente. mas existem outros cujo interesse não deixa de ser vital e cujo funcionamento não é entretanto assegurado desta maneira.. seja pelo grau da gravidade reconhecido nos crimes dirigidos contra ela. é o tipo coletivo encarnado.. de criar certos delitos ou de agravar o valor criminológico de outros.. sempre a esta última que é preciso retomar. O prazer é incapaz de criar por si só uma inclinação. pois. as práticas coletivas. os fatos seguintes. veremos que é nas sociedades inferiores que esta autoridade é maior e esta. defender a consciência comum contra todos os inimigos internos e externos. é uma ofensa contra uma autoridade de alguma forma transcendente. Se os sentimentos correspondentes são abolidos. o crime é em toda parte essencialmente o mesmo. porque determina em toda parte o mesmo efeito. em nenhum destes exemplos a pena parece injusta.2 . Com efeito. Por que este privilégio atribuido ao que se chama às vezes de cérebro social? A dificuldade resolve-se facilmente se observamos que. O que caracteriza o crime é que ele determina a pena. Portanto. não há nada em nós que proteste contra o fato de pescar ou caçar em épocas proibidas ou de fazer passar viaturas muito pesadas sobre a via pública. Sem dúvida. sua primeira e principal função é fazer respeitar as crenças. se pode ser mais ou menos intensa. a coalizão dos funcionários. do A. Mas é destes últimos que ela recebe toda a energia que lhe permite criar crimes e delitos." I l' . o estômago também é essencial. quando desordens muito mais terriveis em outros órgãos sociais são reparadas apenas civilmente? A menor infração à polícia rodoviária é castigada com uma multa. Também a vida que está nela comunica-se a ele. . Aliás. aliás. quer dizer. Ora. Existem atos que são mais severamente reprimidos do que fortemente reprovados pela opinião. se nossa definição do crime é exata. admitir que existem dois gêneros de crimes dependentes de duas causas diferentes? Não se poderia permanecer com uma tal hipótese. por sua ação própria. aliás. (N. O poder de reação próprio ao Estado deve portanto ser da mesma natureza que o difuso na sociedade. segundo uma apreciação pessoal que não repousa sobre nenhum caráter objetivo. toda distinçãoradical 6 4 seria arbitrária. por outro lado.-. ela marca como crimes atos que a ferem sem entretanto ferir com o mesmo grau os sentimentos coletivos. a saber. O crime não é apenas a lesão de interesses mesmo graves. não é suficiente para determinar a reação penal.) '\ ." 42 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 43 parte. sozinhas. contanto que este esteja em relação com sua natureza inicial. As outras são formas especiais e melhor determinadas. Sem dúvida. Ele participa. das funções religiosas pelas funções civis. são objeto de uma repressão que não está em proporção com a indignação que elas suscitam nas consciências. A subtração de dinheiro público deixa-nos muito indiferentes e entretanto é punida com castigos muito elevados. uma maneira de controlar o resultado a que chegamos. em toda parte onde um poder diretor se estabelece. Ora. pois. como ela é apenas uma reparação cujo montante é fixo. ela torna-se entretanto um fator autônomo da vida social. por outro lado. experimentalmente. Tudo o que determina a atividade a tomar uma forma determinada pode originar hábitos dos quais resultam tendências que desde então é preciso satisfazer.lO repetida. direta ou indiretamente.em diferentes graus.

Baunsteinejfir eine allgemeine . Ainda em Roma. uma expiação do passado. 4 e 5.) o assassinato. não era necessário que a primeira se tornasse outra coisa senão ela mesma para acomodar-se ao papel que desempenha em nossas sociedades civilizadas. a expressão vindita pública. hoje. O que o prova são as precauções minuciosas que tomamos para proporcioná-Ia tão exatamente quanto possível à gravidade do crime. Ora. à mercê das causas cegas que a . se bem que instintivo e irrefletido. do A. para triunfar. mas pensamos sempre que deve haver uma equação entre estes dois termos. Se. embora a consciência individual ou social não seja desprovida de influência sobre a realidade que ela ilumina. é uma arma grosseira. com efeito. o ladrão devia não apenas devolver o objeto roubado. Aliás. Um ladrão incorrigível seria tratado como um assassino incorrigível. não porque o castigo lhe ofereça por ele mesmo alguma satisfação. para que se tenha o direito de distinguir tão radicalmente estes dois tipos de penas. Neste caso. não é mais para vingar-se que a sociedade castiga. desempenhar já o mesmo papel que antes. é o ultraje feito à moral. nenhuma vantagem do sofrimento que lhe impõem. lhe restam forças. A estrutura interna dos fenômenos permanece a mesma.) Ver Êx 20. A natureza de uma prática não muda necessariamente porque as intenções conscientes daqueles que a aplicam modificam-se. a resistência que oferecem os primeiros não é inferior à dos segundos. é para defender-se. (N. elas seriam inexplicáveis se acreditássemos que o culpado deve sofrer porque fez o mal e na mesma medida. Não medimos mais de uma maneira tão material e grosseira nem a extensão da falta nem a do castigo. 230-231. do A. tenhamos ou não proveito em estabelecer esta balança. É daí que provêm os refinamentos de dor acrescentados ao último suplício. a pena permaneceu para nós o que era para nossos pais. não segundo a natureza do ato criminoso. é um erro acreditar que a vingança seja apenas uma inútil crueldade. Toda diferença vem do fato de ela produzir seus efeitos com mais consciência do que faz. desde o princípio. um verdadeiro ato de defesa. (N. Como ela não tem consciência dos serviços que presta automaticamente. a intensidade da segunda deveria ser unicamente medida segundo a intensidade da primeira. dever-se-ia recorrer aos mesmos meios. portanto. só pára uma vez esgotada. por conseguinte. págs. Os ladrões estão tão fortemente inclinados ao roubo quanto os assassinos ao homicídio. Hoje. Dt12. Ora.8 12-13. pois. mas ainda pagar uma multa do dobro ou quádruplo do preço. fazem sofrer o culpado unicamente por fazê-Io sofrer e sem esperar.. Assim. mas sem que isto se percebesse. O que nós vingamos. Com efeito. antes de tudo. mesmo quando estivesse verificado que um culpado é definitivamente incurável. Mas. não é preciso que a vingança tenha tido na história da humanidade o papel negativo e estéril que se lhe atribui. a pena consiste numa reação passional. ss. esta graduação não seria necessária se a pena fosse só um meio de defesa. (N. Lev 20. o que ela tende a destruir era para nós uma ameaça. pelo menos em parte. O que o prova é que não procuram castigar nem justa nem utilmente. o que o criminoso expia. Esta característica é tanto JTlaisaparente quanto menos cultivadas são as sociedades. Talvez não tenhamos razão. não é uma expressão vã. não pode regrar-se conseqüentemente. Supondo que a pena possa realmente servir para proteger-nos no futuro. estende-se freqüentemente bem além do culpado e atinge inocentes. de fato. não se saberia demais tomar precauções. Freqüente-" mente. . que é a alma da pena. Procuramos no momento definir a pena tal como é ou foi. Dir-se-á que os autores dos menores delitos têm naturezas menos perversas e que. se. como conhecemos mais o fim a atingir. Com efeito. etc. a pena tão geral de talião não é uma satisfação concedida à paixão da vingança? Mas. um abismo e. ela não serve para nada. do A. 68 É porque a paixão. que retoma incessantemente nos tribunais. Entre a pena de agora e a de antes não existe. É a prova de que permanecemos fiéis ao princípio de talião. 170 e 178 impelem e sem que nada modere sua exaltação. sentir-nos-íamos ainda preocupados em não aplicar-lhe um castigo excessivo. A dor que ela inflige é apenas um instrumento metódico de proteção. I. mas. se bem que de uma maneira mais imperfeita. mas não é isto que está em questão. É assim que castigam os animais que cometeram o ato reprovado 6 6 ou mesmo os seres inanimados que foram seu instrumento passivo. Nós só nos vingamos daquilo que nos fez mal. os povos primitivos punem por punir. págs.16. O instinto de vingança é em suma o instinto de conservação exasperado pelo perigo. pois. se suas inclinações são menos viciosas. seus filhos. e. a pena mudou de natureza. previsão refletida que determina a repressão. As observações precedentes não poderiam. Ela podia. por conseguinte. ela faz sentir sua presença pela tendência que tem em ultrapassar em gravidade o ato contra o qual reage. diz-se. Sem dúvida. se bem que o entendamos em um sentido mais elevado que antes. se os segundos fossem assimilados aos primeiros. mas não poderia haver senão vantagem. para neutralizar seus maus instintos. quando ela destruiu aquele que a suscitou o mais imediatamente. não são por isto menos intensas. E com efeito a pena permaneceu. Mas. Ela constitui. Portanto. Mesmo quando é bastante moderada para prender-se só ao culpado. haveria perigo para a sociedade se os atentados mais graves fossem assimilados a simples delitos. Não é mais a cólera mas a. ser generalizadas: concerniriam só à forma primitiva da pena e não poderiam ser estendidas à sua forma atual. mais eficazmente. Coni efeito. compreender apenas um pequeno número de graus. não como deve ser. Vide Êx 21. Existe sobretudo uma pena em que este caráter passional está mais manifesto: é a vergonha que acompanha a maior parte das penas e que cresce com elas. pois. por conseguinte. são suficientes penas mais fracas? Mas. sua mulher. estimamos que deva ser. É uma arma defensiva que tem seu preço. 6 7 Quando a pena é aplicada a pessoas. de fato. I. Ela é ainda um ato de vingança porque é uma expiação. não é bastante constatar que são empregadas em vista de fins diferentes. Podemos. Portanto. para si mesmos. É bem -possívelque ela mesma consista numa reação mecânica e sem fim. Ora. Thonissen. Estudos de História do Direito Criminal. sabemos utilizar melhor os meios de que dispomos. - Ver Post.28. mas apenas castigar. Para que aviltar um homem que não deve mais viver na . sem que a qualidade desta entrasse em consideração.7 Por exemplo. É o que ocorre com a pena. mas a fim de que o temor da pena paralise as más vontades. unicamente. mas difunde-se um pouco ao acaso. sejam conscientes ou não. por que se transformaria apenas pelo fato de que se dá conta de maneira melhor dos efeitos que ela produz? Ela se adapta às novas condições de existência que lhe são assim feitas sem mudanças essenciais. numa necessidade irracional de destruir. a pena deveria variar na medida em que o criminoso fosse mais ou menos endurecido. Ela pune.~ 44 DURKHEIM II DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 45 Em primeiro lugar. o resultado era obtido. não tem o poder de mudar sua natureza.) . a faca que serviu para perpetrar Rechtswissenschaft. pois. não é menos verdadeiro que achamos justo que ele sofra. protegemo-nos com mais método e. Dizse que não fazemos sofrer o culpado apenas por fazê-Io sofrer. na realidade. se tratasse apenas de recalcar uma força nociva por uma força contrária. na maior parte dos casos. seus vizinhos. e o que nos fez mal é sempre um perigo. como se disse. Contra um inimigo. estende-se mais longe de uma maneira completamente mecânica. esperar que os elementos essenciais da pena sejam os mesmos de antes. uma obra de vingança. num movimento passional e ininteligente. A escala penal deveria.

pois é às paixões que se dirigem o magistrado que acusa e o advogado que defende. então. 111. págs. Pode-se mesmo dizer que a sociedade recorre aos castigos legais só quando os outros são insuficientes. 28). o roubo. (N. São um produto de sentimentos instintivos. 17. 266. sendo sob a influência destas paixões contrárias que o juiz se pronuncia. pois. provavelmente porque os gere melhor. ou que não pode ter outra causa senão a necessidade de compensar o mal pelo mal.) 74 Thonissen. a violação de depósito. 77 por práticas arcaicas que subsistiram tardiamente e pela prósocial. História do Direito Alemão. Também nas sociedades inferiores os delitos mais numerosos são os que lesam a coisa pública: delitos contra a religião. Mas ela ainda permanece a alma da penalidade.) 73 graduada. Assim. se a sociedade está hoje armada com o direito de punir.69 Mas de onde emana esta reação? Do indivíduo ou da sociedade? Todos sabem que é a sociedade que pune. V.chamados privados (delicta privata). mas todojuiz era o representantede Deus. ora. Mas. a natureza da pena não mudou essencialmente. estes seriam sempre senhores de perdoá-Ia: não se concebe um privilégio imposto e ao qual o beneficiário não pode renunciar.). 7 o Essesdelitos. caso contrário. É porque repousa e sempre repousou sobre o princípio que eles combatem (Vide Fouillée. ele a contém em certos limites.) Na Judéia.) 77 Walter. Basta ver na Bíblia. I/íada.- 46 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 47 sociedade de seus semelhantes e que provou abundantemente pela sua conduta que as ameaças mais terríveis não eram suficientes para intimidá-Io? Compreende-se o aviltamento quando não há outra pena ou como complemento de uma pena material muito fraca.. os instrumentos que lhe serviram. as causas que determinam esta repressão difusa são também as da repressão organizada que acompanha a primeira. porque aí o direito que era praticado era tido como revelado. O espírito de previsão que se despertou não deixa mais o campo tão livre à ação cega da paixão. pág. § 788. No princípio. em nome da sociedade. mas.) 75 Zoepl1. Se é apenas a sociedade que dispõe a repressão. como tende a prová-Io o uso da vendetta. (N. (N. pág.) . 303-311). 7 4 Acontecia o mesmo na antiga Germânia. mesmo para satisfazer-se. a injúria. que podia renunciar a ela ou fazê-Ia objeto de uma transação: era o roubo não manifesto. cf. isso pode ocorrer. (N. pelo menos aparentemente. (N. opunham-se aos crimes propriamente ditos cuja repressão era exigida em nome da cidade. (N. ed. 384 ss. nada de propriamente social. Aliás. do A.) 75 "Foi o filho de Saturno". Júpiter. Esse é um fato evidente para a Índia. a importância desses fatos do ponto de vista da doutrina é que freqüentemente se sustentou que a vendetta tinha sido primitivamente a única forma da pena: esta teria. I. opõe-se às violências absurdas. apenas em virtude de um tipo de delegação dos indivíduos. a religiãoé uma coisaessencialmente perseguir apenas fins individuais. etc. os golpes eram tratados como delitos privados. Este procura excitar a simpatia pelo culpado.as origensreligiosasdo direitop'enalsão tornadasmanifestas por velhas tradições. 307 ss. v.. "que deu aos homens a justiça" (Os Trabalhos e os Dias. 909. 27-36. exerce sobre o indivíduo um constrangimento perene. a sacrificios. é suficiente ver nos tribunais como a pena funciona para reconhecer que seu motor é completamente passional. mas essa função era vista como essencialmente religiosa (Manou. mas então por que mantê-Ios? São um tipo de suplício suplementar e sem finalidade. não se a vê mais. e é o atentado dirigido contra ela que é reprimido pela pena. XVI. do A. pág. Tudo o que se pode dizer é que a necessidade de vingança está hoje mais bem dirigida do que antes. do A. e Élien afirma que em toda a antiguidade os padres egípcios exerceram o poder judiciário. Ihes inflige um pronto castigo. cit. Se ela fosse uma satisfação concedida aos particulares. Ciência Social. Êx 22. as ofensas contra os deuses são ofensas contra a sociedade. do A.o dano causadoinjustamente. . se o direito criminal é primitivamente um direito religioso. que a pena consiste em uma reação pas~ional de intensidade dos elementares de natureza quase familiar que são comodamente designados pelo nome de clãs. Se a sociedade parece aí desempenhar um papel preponderante. 72 O que acresce ainda.) 71 Entre os judeus. contra os costumes. que continham o direito criminal com todas as outras leis relativas ao governo do Estado. op. pág. a concepção tradicional da pena deveria ser totalmente transformada e reformada inteiramente.o homemde Deus (Dt I. pois. alguns delitos eram punidos com uma multa em beneficio da parte lesada. pois. 71 Nos povos primitivos a pena parece ser algumas vezes algo ainda mais privado. Muito pelo contrário.) (N. (N. a distância. vingavam-se por si mesmos. renunciar mesmo à vida se os deuses o ordenam. Mais esclarecida.a rapina. Portanto. nas leis de Manou. agora é ela que os vinga. é assim que o lugar do crime. podem-se citar casos em que a execução da pena depende da vontade dos particulares. os pais do culpado participam às vezes do opróbrio com o qual castigamos este último. ele não teria. e não as dos particulares. VIII. que lhe custam. op. Ele deve tomar dos seus bens as oferendas que deve apresentar à divindade. ao que parece. 73 No Egito. São os interesses deles que ela gere em seu lugar." (/bid..Longede pria terminologia jurídica. para ser posta em harmonia com a sua doutrina. 1870. por mais difundida que seja essa teoria. (N. Em Roma. Sociedade Antiga.. 279 e 280. voltar-se contra inocentes. é porque está atingida quando os indivíduos também o são. para a Judéia. os dez livros de Hermes. é somente como substituta dos indivíduos. cit. pág. contra a autoridade. Entretanto. mas poderia acontecer que não fosse por sua conta. às destruições sem razão de ser. como o direito penal não pode ter mudado de natureza em decorrência dessas simples transferências. é certo que o direito penal na origem era essencialmente religioso. O que coloca fora de dúvida o caráter social da pena é que. Mas. do A. irresistíveis. deve impor-se todo tipo de privação que lhe é ordenado. A vida religiosa é inteiramente feita de abnegação e de desinteresse. nos monumentos que nos restam do velho direito 72 Ver particularmente Morgan. do A. 78 Ora. aliás. . pág. 107. Estudos sobre a História do Direito Criminal. cit. Ela não é senão sua mandatária. pois sua conclusão é que. Assim que um atentado é cometido por um ou vários membros de um clã contra um outro. os juízes não eram padres. págs. Encontra-se a mesma distinção na Grécia e entre os hebreus. ela é ambígua. pode ser sustada só pelo governo. difunde-se menos ao acaso. São as ofensas à sociedade que os deuses vingam pela pena. eram chamados sacerdotais. é este último que pune a ofensa que sofreu. é contrária aos fatos mais bem estabelecidos. Podemos dizer. op. Londres. o abuso de confiança. pode-se estar certo de que os interesses aos quais ele serve são sociais. uma vez pronunciada. deve tomar do tempo do seu trabalho ou de suas distrações os momentos necessários à realização dos ritos. do A. mas não os seus próprios. 56. a justiça era considerada como uma emanação de Júpiter e o sentimento como uma vin- gançado deus."Quando os mortais se entregam às ações viciosas. consistido primeiramente em atos de vingança privada. o que reconhecem aqueles mesmos que acham ininteligível a idéia de expiação. do A. aquele procura despertar os sentimentos sociais que o ato criminoso feriu. Ela o obriga a práticas que o pressionam.) 7o Rein.) 78 Rein. Na Índia era o rei que julgava. 7 5 Na Grécia. do A. pequenos ou grandes. (N. diz Hesíodo. Essas sociedades são compostas de agrega59 É. do A. Não se pode citar uma única sociedade em que a vendetta tenha sido a forma primitiva da pena. que freqüentemente se estendem a inocentes. Didot).7 6 Em Roma. Ora.

num grande número de casos. 82 No Egito. . das exigências do cerimonial. cit. pág. o lugar relativamente pequeno dado às prescrições protetoras dos indivíduos e. Lei e Direito na Velha China.) Thonissen. a impiedadeé uma falta maior que o assassinato. a história dessa penalidade é uma seqüência contínua de invasões da sociedade sobre indivíduos. O caráter penal é tanto menos pronunciado quanto mais apagado é o caráter social.mesmoentreas penalidades enunciadas pelo legislador. Os presentes o prendem. na mesma medida não é uma pena. Não é tampouco na instituição de um processo criminal. sobre a negligência dos diversos deveres religiosos. e. os fatos que acabamos de citar demonstram suficientemente que por muito tempo ela fez falta. com efeito. 87 Um homemhavia sido encontrado recolhendo lenha no dia de sabbat:"Os que o encontraramcondU2iram-no a Moisése a Aarão e a toda a assembléia.. 145. Palestina. do A. História do Direito Criminal dos Povos Modernos.84 Mas. mas não sabem como deve ser tratado.sdos seus membros que tenham violado certas regras de conduta. . pois. (N. ibid. verdadeira pena pública. do A.pois não se haviaaindadeclarado o que se lhedeviafazer"(Num 15. O que distingue esta última é. tal qual funciona em nossas sociedades atuais.~c 48 DURKHElM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 49 egípcio. pág. entretanto. que não descreveremos. pois. Ora. mais tarde é ao clã ou à fanúlia que a restituição é paga. 8 1 SegundoConfúcioe MengTseu. é importante observar que a vendella é algo eminentemente coletivo. era ela própria indeterminada. (N. é. pág. mas a sanção penal que devia acompanhá-Io não estavaaindadefinida. op. mesmo até o século XVI. flutuando nos confins dos dois dOllÚnios. não é ela que a aplica.) Germania.. segundo Táci- to: a traição e a deserção. mas seu clã.e puseram-noem prisão.) Munck.32-36). apenas uma pena imperfeita. Se esse tipo de sanção intermediária é. a vendetta é evidentemente um castigo que a sociedade reconhece como legítimo. (N. do A. e vai consultar o Eterno (Lev 24. esses crimes são punidosmais severamente. pois.) 89 Du Boys. e Bouvy. Somente. em vez de ser julgada por cada um. que. pois existem várias sociedades em que essa existe sem estar fixada previamente. mas deve algo mais. apenas dois crimes eram punidos com a morte. 916. então. VI. uma expiação. O juiz dispõe de uma certa flexibilidade para aplicar a cada caso particular essas disposições gerais. mas desde esse momento ela existe. e cuja penalidade era estabelecida só pelo juiz que a aplicava. 11. pág. (N. A organização poderá ser mais completa. que são essas penas privadas das quais dávamos exemplos acima? Elas têm uma natureza mista e participam simultaneamente da sanção repressiva e da sanção restitutiva. e inversamente. (N. 89 Outro efeito desse poder do juiz era o de tornar inteiramente dependente de sua apreciação até a qualificação do ato criminal. 14." 88 Direito Antigo. Entretanto. pois. de intensidade gradual. o que acentua o caráter penal do delito privado é que implicava infâmia. pág. compreenda todo o povo ou somente uma elite.) Plath. e essa operação. Longe de os atentados contra as pessoas terem sido os primeiros a serem reprimidos. dava-se o mesmo na Roma primitiva. pela única razão de que a infração. do A. Esse é um direito que ela confere à parte lesada. Entretanto. 69 e 70. uma coisa privada. se é a sociedade que pronuncia a pena. pág. o menor sacrilégio era punido com a morte. sem dizer que espécie de morte devia ser infligida. ela cessa de ser difusa: é organizada. 8 7 E mais. 8 6 Mas as características precedentes pertencem tanto à repressão difusa que segue as ações simplesmente imorais quanto à repressão legal. Há. e o resultado dessas invasões é substituir cada vez mais o direito dos particulares pelo da sociedade. págs. 35. os textos só falam da morte de maneira geral. Sobre a lrifâmia no Direito Romano.Esses fatos confirmam o que dissemos sobre a natureza da penalidade.Ela é um delito no sentido em que a sanção fixada pela lei não consiste simplesmente na restituição sob condição. o desenvolvimento luxuriante da legislação repressiva sobre as diferentes formas de sacrilégio. do A.passim. que fixava soberanamente a penalidade através de uma lei.. 8 5 Igualmente. VideThonissen. essencialmente numa reação passional. a pena está predeterminada para cada categoria de atos delituosos. a definição que demos do crime presta facilmente contas de todos esses caracteres da pena. o delinqüente não é apenas obrigado a reparar o dano que causou. do A. mas que deixa aos particulares o cuidado de infligi10. no entanto. representa-se um código em que penas muito definidas estão ligadas a crimes igualmente 79 definidos. I. (N. em parte. O caráter penal não é entretanto duvidoso. sobre os grupos elementares que ela contém em seu seio. De qualquer forma que seja composto.. E. mas em que consiste essa organização? Quando se pensa no direito penal. 80 Entre os antigos germanos. siga ou não um processo regular tanto na instrução do caso quanto na aplicação da pena. XII. A pena consiste. muitas há que não estão especificadas com precisão. no cume da escala da criminalidade encontra-se o crimen perduellionis (crime de lesa-majestade). do A. ao contrário. exprimem ao mesmo tempo pelo ato proibido um tal horror que não se pode suspeitar um só instante que tenha ficado impune. na regulamentação da pena que consiste a organização distintiva desse gênero de repressão. se os textos se calam sobre a pena. pela única razão de que a reação coletiva tem como intermediário um órgão definido. que a sociedade exerce por intermédio de um corpo constituído sobre aquelc. os crimina eram julgados diante da assembléia do povo. é submetida à apreciação de um corpo constituído. ao mesmo tempo que estabelecia a realidade do fato incriminado. 9o Não é. muitas narrativas do Pentateuco nos ensinam que havia atos cujo teor criminal era incontestado. (N. (N. Assim. toda razão para se acreditar que esse silêncio da lei advém simplesmente do fato de a repressão não estar determinada. ou antes. ao contrário. do A.etc. 1884. ao contrário. § 803. Não é o indivíduo que se vinga. Assim sabemos que havia diferentes modalidades de suplícios que não eram postos no mesmo nível. pois. pág. em suas linhas essenciais.) .) . ao estabelecimento de um tribunal.) 90 Du Boys. do A. visto que. não se reduziu simplesmente a uma transferência. mas. cit. Entre os judeus. A vingança privada não pode portanto ser o protótipo da pena.'83 Em Roma. Elevaram-se na escala da criminalidade na medida em que a sociedade se inteirou deles completamente.) 85 Entretanto. A única organização que se encontra por toda parte em que há pena propriamente dita se reduz. . do A.Alhures. (N. ao juiz não é permitido inventar penas além daquelas usuais". do A.) 86 Em todo caso. essa organização engenhosa não é constitutiva da pena. 216.) 84 Walter. que dispõedele livremente. Moisés mesmo o ignora. op. o delito privado do direito romano representa um tipo de intermediário entre o crime propriamente dito e a lesão puramente civil. A sociedade sabia perfeitamente que se encontrava em presença de um crime. Paris. 353. trata-se de um homem que havia blasfemado contra o nome de Deus. 79 Ao mesmo tempo. os atentados mais abomináveis são os atentados contra a religião. não são sancionadas por qualquer castigo expressamente formulado. ele não é completamente um delito. Segundo Sumner Maine. doA. cit. (N.)(N. o princípio geral da penalidade "é que a aplicação dela se deixava ao arbítrio do juiz arbitrio et offieio judieis. 1865. op. Ela tem traços de um e de outro. (Vide Rein. Há na Bíblia numerosas proibições que são tão imperativas quanto possível e que.) 80 81 82 83 . ser organizada.88 De resto. nós o dissemos. (N. na origem estão apenas no limiar do direito penal. por conseguinte.12-16).

um sentimento coletivo. reforçam-se uns aos outros. a sucumbir se reservas passionais não surgissem no momento certo. a discussão tenha como efeito tornar mais firmes nossas convicções. A região destas idéias é simultaneamente a mais elevada e a mais superficial da consciência e as mudanças que aí ocorrem. trad. não é porque ele não as contém. Sem dúvida. A força contra a qual o crime se chocou é muito intensa para reagir com moderação. se ela se afirma não apenas por palavrâs mas por atos. etc. Uma representação não é. por conseguinte. que nos esforcemos por afastá-Ia. apenas em virtude de nossa natureza individual. pode haver entre os adversários uma simpatia geral que contenha seu antagonismO e o atenue. que nos é superior. uma sombra inerte projetada em nós pelas coisas. não tem nada de muito doloroso. No estado de paz. tudo o que tende a debilitá-Ia nos diminui e nos deprime. Não apenas a corrente nervosa que acompanha a ideação se irradia nos centros corticais e em tomo do ponto onde nasceu e passa de um plexo ao outro. não pretendemos que toda convicção forte seja necessariamente intolerante. porque eles são estados particularmente fortes da consciência comum. que se volta contra o ofensor. nos afetam só fracamente. Aliás. os mais universalmente coletivos que existam. o mantemos a distância. confunde-se com ela. as causas desse fenômeno são hoje bem conhecidas. Sabe-se que grau de energia podem tomar uma crença ou um sentimento apenas pelo fato de serem sentidos por uma mesma comunidade de homens relacionados uns aos outros. Se alguém exprime diante de nós uma idéia que já era nossa. a observação corrente é suficiente para demonstrar o contrário. nos centros sensoriais onde desperta imagens. não permitimos e não podemos permitir que nela se ponha impunemente a mão. o auxílio assim evocado ultrapassando as necessidades. pois é graças à intensidade da reação que volta a dominar-se e se mantém com o mesmo grau de energia. não podendo se destruir. 91 . Mas é que as causas exteriores neutralizam então aquelas das quais acabamos de analisar os efeitos. inevitável que reajamos energicamente contra a causa que nos ameaça de um tal amesquinhamento. Nem mesmo é necessário que experimentemos por nós mesmos.. Assim. (N.I~ 50 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 51 III Todo estado forte da consciência é uma fonte de vida. Ela tem. as mesmas afinidades. Em todos esses casos. sendo mais viva que cada uma delas tomada isoladamente. Ela opõe assim uma resistência ao jogo de nosso sentimento pessoal e. quanto mais desenvolvido é o elemento emocional. É certo que no fundo da noção de expiação há a idéia de uma satisfação concedida a alguma potência real ou ideal. permutando-se. elas são ao mesmo tempo úteis e necessárias. como é então levada ao seu maximum. Eis por que nas reuniões numerosas uma emoção pode adquirir uma tal violência. lhe queremos mal e os sentimentos assim suscitados não podem deixar de traduzir-se por atos. É. pois. nos indignamos contra ele. Algumas vezes se disse que a cólera era inútil porque era uma paixão destrutiva. porque não tem nada de muito profundo. Fisiologia do Espírito. ela consiste numa superexcitação de forças latentes e disponíveis que auxiliam nosso sentimento pessoal a fazer face aos perigos dando-Ihes força. no seio de uma mesma sociedade. ela tende a despertar as mesmas idéias. como também ressoa nos centros motores onde ela determina movimentos. arriscar-se-ia. todas essas emoções violentas constituem um apelo a forças suplementares que dão ao sentimento atacado a energia que lhe retira a contradição. estando em antagonismo com tudo o que aí encontra. é porque está impedido de produzi-Ias. é porque no mesmo instante ela penetra em nós e. elas contribuem para mantê-Ias. Quando reclamamos a repressão ao crime. enquanto o conflito não explode senão entre idéias abstratas. fr. a representação que fazemos dela acrescenta-se à nossa própria idéia. É suficiente que não sejamos muito refratários para que. A tolerância recíproca que às vezes acaba com as guerras de religião é freqüentemente desta natureza. ~ j I. . Nós nos arrebatamos. em suma. determina verdadeiras desordens. desta fusão sai uma idéia nova que absorve as precedentes. se podemos falar assim. Eis por que uma convicçâo oposta à nossa não pode se manifestar em nossa presença sem nos perturbar. precisamos de uma satisfação mais violenta. para que ele tome em nós uma tal intensidade. Uma simples restituição da ordem perturbada não poderia ser suficiente. a representação de um sentimento contrário ao nosso age em nós no mesmo sentido e da mesma maneira que o sentimento do qual ela é o substituto. estados de consciência idênticos. Mas. quando se trata de uma crença que nos é cara. Por exemplo. I Vide Maudsley. não tendo grandes repercussões. É como se uma força estranha se tivesse introduzido em nós de maneira a desarranjar o livre funcionamento de nossa vida psíquica. os segundos se adicionam. é como se ele mesmo tivesse penetrado em nossa consciência. este não está suficientemente armado para a luta. do A. Ou os dois partidos em questão renunciam à luta quando é averiguado que ela não pode terminar e eles contentam-se em manter suas situações respectivas. Portanto. daí resulta uma impressão de desequilíbrio e de mal-estar análoga à impressão que sentimos quando alguma função importante se interrompe ou torna-se lenta. uma simples imagem da realidade. aí se superpõe. Toda ofensa dirigida contra ela suscita uma reação emocional. ao invés de abalá-Ias. não podemos deixar de resistir a ela com paixão. toleram-se mutuamenté. De fato. os mesmos movimentos. comunica-lhe o que ela mesma tem de vitalidade. se bem que menos vivas. 91 esta ressonância é tanto mais considerável quanto mais intensa é a própria representação. se seu conflito de sentimentos não engendra suas conseqüências naturais. mas I ~. Aliás. muito pouco. com efeito. porque os sentimentos que o crime ofende são. penetrando do exterior com a força que traz de suas origens. é um fator essencial de nossa vitalidade geral. nós fugimos dele. Por conseguinte. atraindo em uma direção contrária toda uma parte de nossa energia. pois. não somos nós que queremos pessoaimente nos vingar.[ 'I . Enquanto que os primeiros se subtraem. com efeito. enfraquece-o. Assim como estados de consciência contrários enfraquecem-se reciprocamente. mais ou menos violenta. pág. Sobretudo se esta contradição não é puramente teórica. Pode-se explicar assim uma característica dessa reação que freqüentemente se assinalou como irracional.) f pois de outra maneira ela não lhe sobreviveria. a cólera é uma mobilização destas reservas. pois a vivacidade com a qual ela se reproduz em cada consciência ressoa em todas as outras. ele se imponha a nós. Mas é preciso que esta simpatia seja mais forte que esse antagonismo. mas isto é vê-Ia apenas por um de seus aspectos. o exilamos de nossa sociedade. 270. excita algumas vezes começos de ilusões e pode mesmo afetar até as funções vegetativas. No primeiro plano das causas que produzem este resultado é preciso colocar a representação de um estado contrário. Na realidade. Sem dúvida. Além de derivarem das causas que as produzem. é uma força que suscita em torno de si todo um turbilhão de fenômenos orgânicos e psíquicos. Pode mesmo acontecer que. I I 1 I j I I I . a fim de manter a integridade de nossa consciência. é impossível que tolerem a contradição. as mesmas emoções. pois o que nós lhe acrescentamos é. ela não poderia fazê-Io sem se enfraquecer.

assim como os sentimentos contrários se repelem. inútil ater~se a este caráter quase religioso da expiação para fazer dele um tipo de superfetação parasita. de todas as cóleras que se exprimem. mas a emoção que se formou pouco a pouco leva violentamente uns em direção aos outros todos os que se assemelham e reúne-os num mesmo lugar. o erro é só parcial. Ao contrá~ rio. mas é com paixão e não apenas com prazer que os procuramos ao sair de discussões em que nossas crenças comuns foram vivamente combatidas. Por outro lado. pois. torna também mais fáceis todos os movimentos do conjunto. Sem dúvida. e esta correspondência. -além do mais. mas à sociedade. ele seria insuficiente. Como a contradição é um perigo que os exaspera. como a moral. sem que seja necessário fazer computações engenhosas para calculá-Ia. pois. porque é em nós e apenas em nós que estão os sentimentos ofendidos. é superior àquela que somos. pois. Entretanto. Pois. não poderiam deixar de ser abaladas com o decorrer do tempo. se o estado negado é fraco ou se é apenas negado fracamente. de sua intensidade intrínseca. Explicar-se-á esta última característica se se observa que a repressão organizada não se opõe à repressão difusa. ao contrário. pode servir para alguma coisa. é a ela e não a nós que vingamos. visto não serem as emoções que a determinam sempre as mesmas. De resto. seria preciso que houvesse em nós apenas sentimentos coletivos de uma intensidade medíocre. Com efeito. nós o concebemos de maneiras diferentes segundo os tempos e os meios. Como. Jamais se experimenta tanto a necessidade de rever os compatriotas do que quando se está num país estrangeiro. separaram-se radicalmente do resto de nossa consciência cujos estados são mais fracos. Pára-se na rua. as reações emocionais.se unificar. Apenas ela. implica que não são absolutamente coletivos e rompe esta unanimidade. de uma forma ou de outra. mais freqüentemente. Esta miragem é de tal maneira inevitável que. se fossem muito diversas. mais ou menos determinada segundo o caso. amamos todo tempo a companhia dos que pensam e sentem como nós. todo o grupo atingido se estreita em face do perigo e se reúne sobre si mesmo. De todas essas impressões similares que se trocam. mas a metáfora não está isenta de verdade. aliás variáveis segundo os casos. como eco de uma força que nos é estranha e que. É. são mais ou menos vivas segundo a vivacidade do sentimento ferido e também segundo a gravidade da ofensa sofrida. ao mesmo tempo. Com efeito. sobretudo numa pequena cidade. não haveria mais pena. por outro lado. É a cólera pública. Não nos contentamos mais em trocar impressões quando temos ocasião. mas distingue-se dela apenas por diferença de graus: aqui a reação tem mais unidade. Quanto ao caráter social desta reação. que este caso particular é uma anomalia. esta representação é ilusória. relacioná-Ia a algum objeto exterior. compreende-se que a reação penal não seja uniforme em todos os casos. a intensidade maior e a natureza mais definida dos sentimentos que a pena vinga dão conta facilmente desta unificação mais perfeita. não deixa de ser ao mesmo tempo útil. o que não é a mesma coisa. segundo são mais ou menos violentamente contraditos. para que fosse de outra maneira. pois é bom que o recurso de forças esteja em relação com a importância do perigo. e isto de maneira mais forte quanto mais intensos eles são. e além do mais aju~ dam. Portanto. Mas esta ilusão é necessária. mas coletiva. que a resistência seja coletiva. sentimentos semelhantes se atraem. às vezes é uma simples idéia. fazem-se visitas. desprende~seuma cólera única. ele pode determinar apenas uma concentração fraca das consciências ultrajadas. A reação não apenas é geral. com uma espontaneidade mecânica. por conseguinte. ele não pode mudá-Ias. O que faz a graduação dos crimes faz também a das penas. em decorrência de sua origem coletiva. seria impossível uma fusão completa entre esses elementos parcialmente heterogêneos. estes sentimentos têm uma força excepcional. por conseguinte. se é forte e se a ofensa é grave. Visto que a gravidade do ato criminoso varia em função dos mesmos fatores. Com efeito. de sua universalidade. Ora. e. que é a de todos sem ser a de ninguém em particular. nós o representamos sob a forma de um ou vários seres concretos: os ancestrais. ser ou conceito. Sem dúvida. jamais o crente se sente tão fortemente levado em direção de seus correligionários do que nas épocas de perseguição. Seguramente. É por esta mesma razão que nos explicamos a nós mesmos como eles parecem reclamar de nós uma sanção superior à simples reparação com que nos contentamos na ordem dos interesses puramente humanos. pois. tornando mais íntima a penetração mútua dos espíritos. Eles nos aparecem. os sentimentos que estão em jogo tiram toda a sua força do fato de serem comuns a todo mundo. todos resistem ao ataque. nas mais favoráveis condições para. também é preciso que seja ela que resista e. estão. neste caso. o dever. seja em qualidade. aliás. o crime aproxima as consciências honestas e as concentra. O que faz o respeito particular do qual são objeto é o fato de serem universalmente respeitados. ela não se produz isoladamente em cada um. É preciso que elas se reconfortem e se assegurem mutuamente que estão sempre em uníssono. por conseguinte. " tt' cita em todos aqueles que foram sua testemunha ou que sabem de sua existência uma mesma indignação. muito forte. e . amplifica sua força atrativa. Um estado forte reage mais que um estado fraco e dois estados de mesma intensidade reagem desigualmente. o crime só é possível se esse respeito não é verdadeiramente universal. se produzirá enquanto houver um sistema repressivo. por assim dizer. Resta dizer por que ela se organiza. o único meio para isso é que ajam em comum. ele exprime sua natureza de uma maneira apenas metafórica. a divindade. têm por assim dizer algo de sobre~humano e. deixar de corresponder-se. Portanto. em aproximar-nos aqui ou ali segundo os acasos ou a maior comodidade dos encontros. Precisamos assim projetá-Ia fora de nós. O entendimento pode ensinar-nos a interpretar nossas sensações. por ser necessária. Muito fraco. promovem-se encontros nos lugares convenientes para falar d~ acontecimento e indignacse em comum. das quais cada consciência é o teatro. ligam-nos a objetos que estão fora de nossa vida temporal. Essas variações produzem-se necessariamente. Diremos que o erro se dissipará por si mesmo assim que os homens dele tiverem tomado consciência? Mas sabemos que o sol é um globo imenso e o vemos sempre como um disco de algumas polegadas. de sua permanência na duração. Este algo. Com efeito. Eles nos dominam. por conseguinte. a infração cometida sus- i ! ~. Portanto. ela é algo superior ao indivíduo. porque foi a consciência comum que foi atingida. as consciências que ele fere não se unissem para testemunhar umas às outras que elas permanecem em comunhão. sabemos hoje como se fazem estas alienações da personalidade. a proporcionalidade que se observa em todas as partes entre o crime e o castigo estabelece-se. Esse estreitamento material do agregado. se. não é a nós que eles representam. mas com um conjunto e uma unidade. Em uma palavra. Eis por que o direito penal não apenas é essencialmente religioso na origem. e. seria uma perda inútil. Visto os sentimentos serem coletivos. quando ele se produz. vingando-os.~~~ f 52 DURKHEIM I DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 53 algo de sagrado que sentimos mais ou menos confusamente fora e acima de nós. seja em quantidade. Basta ver o que se produz. são enérgicos porque são incontestes. ele deriva da natureza social dos sentimentos ofendidos. Todos são atingidos. as duas escalas não podem. é um elemento integrante da pena. quando um escândalo moral é cometido. em um sentido somos nós que nos vingamos. Porque estes se encontram em todas as consciências. mas ainda guarda sempre uma certa marca de religiosidade: é que os atos que ele castiga parecem ser atentados contra algo de transcedente. nós que nos satisfazemos. fonte de sua autoridade. Ora.

mas pelá corpo social assim constituído. Com efeito. tOI1Jados ao Pentateuco. (N. I. (N. ~nquanto Que OJ esta. p0r--€ense-gumt~. 9 4 A primeira representa nossa personalidade individual e a constitui. querem-lhe como querem a si mesmos.) 93 Vide Thonissen. Um é apenas o reflexo do outro. acabamos de ver que todas as características da pena derivam. as tendências que o indivíduo recebeu de seus ancestrais ou que formou para si no percurso. Com efeito. mas esta complicação não muda nada em relação ao que estamos prestes a estabelecer. Ora. Pois ela se enfraqueceria se o órgão que a representa não participasse do respeito que ela inspira e da autoridade particular que ela exerce. solidárias.Jjpo. supomos que o indivíduo pertence apenas a uma sociedade. pois. liga diretamente o indivíduo à sociedade. se bem que a pena não esteja predeterminada. tem por efeito n1anter_~~~XQsosiãlgue resulta destas similitudes. mas não podem ter-se introduzido aí elementos mais ou menos numerosos que não tenham nenhuma relação com a utilidade social. I I j IV )1 d t? ~Assim. Mas sabemos que os sentimentos que as determinam são muito definidos e. aliás. Elas participam. Além do mais. Disto resulta uma solidariedade sui generis que. ela. desta natureza do cri~. Com efeito. da mesma uniformidade que. formou-se sob o império de causas muito diversas e mesmo de encontros fortuito. a extensão do primeiro varia como a do segundo. do A. com efeito. torna-se necessário que persistam malgrado sua irracionalii 9 4 Para simplificar a exposição. traz a marca das circunstâncias de todo tipoj6er~s quais a sociedade passou em sua história. em toda parte produzem os mesmos efeitos. Em alguns casos era o próprio povo que executava coletivamente a sentença logo após pronunciá-Ia. porque parcialmente ela lhes vem de outras causasl Acontece o mesmo com as paixões coletivas. ali onde a assembléia se encarnou na pessoa de um chefe. . porque. ela é um produto de similitudes sociais mais essenciais.) i 92 Vide nota supra 87. qualquer que seja a origem deste sentimento.cadà. não apenas todos os membros do grupo são individualmente atraídos uns pelos outros porque se assemelham. Entretanto. e impondo-nos o respeito ao sím- quandoela não está diretamenteafetada. muito uniformes. existe toda uma parte de sua vida psíquica cujo funcionamento estaria entravadO'. os atos que ele proíbe e qualifica ..a. com efeito. mas existem algumas que se mantêm sem ser úteis. Seria.. O seu nascimento não foi necessariamente útil. assim que 'surgiram. por si mesmos. Sem dúvida. É esta solidariedade que exprime o direito repressivo. o. porque isto é uma condição de sua coesã?-~\Existemem nós duas consciências: uma contém apenas estados que são p-eSSQais. isto é.:.s<S'Produto do desenvolvimento histórico.. mas estão também ligados à condição de existência deste grupo coletivo. do A. pois. São. Por conseguinte. ele não pode participar disto sem que todos os atos que a ofendem sejam reprimidos e combatidos como aqueles que ofendem a consciência coletiva. /~/ /' Explica-se assim por que certos atos foram freqüentemente reputados como criminosos e punidos como tais sem que. almejam que dure e progrida. a análise da pena confirmou nossa definição do crime. Tanto num caso como no outro.) As testemunhas do crime desempenhavam às vezes \ \ \ . Sabe-se. este tornou-se total ou parcialmente o órgão da reação penill e a organização se dirigia conforme as leis gerais de todo desenvolvimento orgânico// l/É. por co~~eguinte.. uma vez que duraram. É porque M regras que ela sanciona exprimem similitudes sociais mais essenciais~" \ Vê-se assim que espécie de solidariedade o direito penal simboliza. por conseguinte. as vontades movem-se espontaneamente e com o conjunto no mesmo sentidCJ. Todos os atos que as ferem não são peri~ sos por si mesmos ou.de crimes são de dois tipos: ou manifestam diretamente uma diferença muito violenta entre o agente que os realiza e o tipo coletivo. Muitos fatos tendem a provar que tal foi historicamente a gênese da pena. a ~ \ "Sêg. Nestas condições.. De fato fazemos parte de vários grupos e existem em nós várias consciências coletivas. pois. Começamos estabelecendo indutivamente que este consistia essencialmente em um ato contrário aos estados fortes e definidos da consciência comum.-e. a natureza dos sentimentos coletivos que presta contas da pena e. a reação se faz com unidade. a força atingida pelo crime que o recalca é a mesma. tudo o que contribui para abalá-los abala simultaneamente a coesào social e compromete a sociedade._sã~_comuns . a reprovação de que eles sào o objeto não deixa de ter uma razão de ser. como esses móveis coletivos são em toda parte os mesmos. sefIl.. nascida das semelhanças..dOLq~omp-reendem a O!lJX_a.-----.I~ 54 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 55 irredutíveis.:"" .-a-sQ=âac!. todos sabem que há uma coesão social cuja causa está numa certa conformidade de todas as consciências particulares a um tipo comum que não é outra coisa que o tipo psíquico da sociedade. que na origem era a assembléia do povo inteiro que fazia o papel de tribunal. Com efeito. com efeito. o povo se reúne e. pelo menos._o-ttpo-coletivo. fossem maléficos para a sociedade. certamente muitas ou não servem para nada ou custam mais do que produzem.'Inversamente. confundem-se em uma resultante única que Ihes serve de substituto e que é exercida não por cada um isoladamente.esem a quaJ--ele-n-ãe. se perdem naturalmente umas nas outras. Acrescentemos. assim como o tipo individual.xisti~i~_Quando é um dos elementos desta última que determina nossa conéiuta.celeÜvQ. sobretudo se são seus elementos essenciais. mas também torna harmônico o detalhe dOS movimentos.ií-ão-é~-em vista de nosso interesse pessoal que agimos.Assim que a notícia do crime se difunde. mas amam sua pátria. 'um papel preponderante na execução. e isto mesmo oda sociedade. Ora. pois.. e mesmo aquelas cujos serviços são incontestáveis freqüentem ente têm uma intensidade que n ão é proporcional à sua uti- lidade. porque em suma são ( \ l apenas uma. essas duas consciências são ligadas uma à outra.-. etc. 30 e 232.maa sejILesenta. mas.do crime. a sociedade almeja que\t~dos apresentem semelhanças fundamentais. no próximo capítulo poderemos mostrar melhor por que temos tenção de chamá-Ia mecânica. que a instituição deste poder serve para manter a própria consciência comum. havendo para as duas um mesmo substrato orgânico. é apenas uma emanação do que está difuso na sociedade. Esta solidariedade não consiste apenas num vínculo geral e indeterminado do indivíduo ao grupo. 93 Depois.em I1 bolo/que exprime e resume essas semelhanças ao mesmo tempo que as garante. Reportando-nos aos exemplos que citamos há pouco..uÍIL. à sociedade que formam por sua reunião. uma vez que eles fazem parte do tipo coletivo. págs. 92veremos que as coisas se passam como acabamos de escrevê-Ias/. não poderiam ser nocivas em sua maioria. pelo menos no que ela tem de vital.. exigindo simultaneamente de cada um de nós um mínimo de semelhanças sem as quais o indivíduo seria uma ameaça para a unidade do corpo social. nestas condições. vê-se novamente que o poder de reação de que dispõem as funções governamentais. pois. o ser não poderia viver. Entre as inclinações. do A. Estudos. por conseguinte.d~ nós e que nos caracterizam. milagroso se tudo o que nele se encontra estivesse ajustado a algum fim útil. se bem que distintas. Os cidadãos não só se amam e se procuram de preferência aos estrangeiros.. pois. (N. pois nasce dela. ou ofendem ~ órgão da consciência comum. mas perseguimos fins coletivos. É esta força que o direito penal prOtege-êõntrã todô enfraquecimento. não são tão perigosos como insinua a sua reprovação. cada vez que eles entramem jogo.

Sem esta satisfação necessária. Resulta deste capítulo que existe uma solidariedade social que provém do fato de que um certo número de estados de consciência é comum a todos os membros de uma mesma sociedade.>' '" A . é bom que os atos que os ofendem não sejam tolerados. aliás útil. mais a coesão social deriva completamente desta cau~ e traz a sua marca. Trata-se somente de uma justificação em geral. não pode desaparecer sem que o elo social se afrouxe. porém. Numa palavra. como não há razão para supor que a relação entre o direito e os costumes seja diferente nestas diversas esferas.c. não é porque.) \o 1 ~. mesmo contribuindo para assegurar a harmonia social. sua eficácia é justamente duvidosa e. e é isto que as consciências sãs obscuramente sentem. essas d~trinas apenas poderiam ser praticadas em uma sociedade na qual toda consciência comum estivesse quase abolida. determinando qual fração do aparelho jurídico representa o direito penal. tem uma razão de ser.Eispor que se tem razão de dizer que o criminoso deve sofrer na proporção de seu crime. esta dor não é uma crueldade gratuita. apenas pode ser imperfeitamente ajustada ao seu papel. Poder-se-ia.. o próprio número destas relações é proporcional ao de regras repressivas. Dizendo que a pena.I "" :. Não existe nenhuma que seja completada por costumes e. mesmo sendo um produto necessário das causas que a engendram. Mas acontece o mcsmo com as outras partes do direito. pois. são aqueles protegidos 'por penas simplesmente difusas. não levaremos em conta certos elementos da consciência coletiva que. que ela se afirme com brilho no momento em que é contradita. que a comunhão dos espíritos na m~~ma fé permanece inteira. Sem dúvida. esta eliminação não oferece o risco de alterar os resultados de nossa comparação\ I1 . Se ele desapareceu ou se enfraqueceu. procedendo desta maneira. Assim. Mas. resultando disto um afrouxamento da solidariedade social. mas porque só -. dizer. Pode mesmo acontecer que seja preciso combater uma prática que foi comum. uma vez que o horror a este alimento se tornou parte integrante da consciência comum. se deve ser expiatória. Sem dúvida. aquela que aí vê uma expiação e aquela que faz da pena uma arma de defesa social. Ela não serve.5 Isto não quer dizer que seja preciso conservar uma regra penal porque num dado momento ela correspondeu a algum sentimento coletivo. Ela só tem razão de ser se este último ainda está vivo e enérgico. não dizemos que seja perfeita e não possa ser melhorada. a chamada consciência moral não poderia ser conservada.~ I i 'I 'I I ji ~ podeproduzirseu efeitosocialmente útil sobesta únicacondição. raciocinando abstratamente pode-se facilmente demonstrar que não há razão para que uma sociedade se prive de comer tal ou tal carne por si mesma inofensiva.)3ua verdadeira função é manter intata a coesão social mantendo toda a vitalidade dá consciência comum. doA. esta necessariamente perderia sua energia se uma reação emocional da comunidade não viesse compensar esta perda. (N. nada mais vão e mesmo mais maldoso do que tentar manté-la artificialmente e pela força. A parte que ela tem na integração geral da sociedade depende evidentemente da maior ou menor extensão da vida social que a consciência comum compreende e regulamenta.contece o mesmo com a pena. é preciso reconciliar as duas teorias contrárias que foram dadas. sob este. com efeito. mas o faz por ser expiatória. Embora proceda de uma reação completamente mecânica. É preciso. Com efeito. por causa de sua menor energia ou de sua indeterminação. É que. de movimçntos passionais e em grande parte irrefletidos. em qualquer caso.~ 56 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL ~7 dade. pois. É verdade que. e o único meio de afirmar-se é exprimir a aversão unânime. para se fazer uma idéia da pena. É evidente. porque serve para curar as feridas feitas nos sentimentos coletivos. Negada tão categoricamente. do A. por um ato autêntico que apenas pode consistir em uma dor infligida ao agente. Eis por que. mas não o é mais e opõe-se ao estabelecimento de práticas novas e necessárias. tal qual é. pelo menos no que ela tem de essencial.) . nesta questão de casuística.' . mediremos simultaneamente a importância relativa desta solidariedade. por outro lado. permanecem estranhos ao direito repressivo.a dor resgata a falta. sendo produzida em parte por causas completamente mecãnicas. que o castigo está destinado a agir sobretudo sobre as pessoas honestas. 9)// /~. ela repara o mal que o crime fez à sociedadie:'. medíocre. pois as teorias que recusam à pena todo caráter expiatório parecem a tantos espíritos teorias subversivas da ordem social. Quanto mais existem relações diversas em que esta última faz sentir a sua ação. mas esse resultado. ou não serve senão secundariamente para corrigir o culpado ou intimidar seus imitadores possíveis. (N.luplo ponto de vista. pois.9 6 . através disto. ao contrário. que o crime continua a inspirar. Mas. Ela é o signo que atesta que os sentimentos coletivos são sempre coletivos. sem paradoxo. em conseqüência de não sei que virtude ITÚstica. e. que. ele pode impedir a multiplicação dos atentados. Não entraremos. não deixa de desempenhar um papel úti(Este papel apenas não está ali onde se o vê ordinariamente. em geral. só pode preencher este papel onde estes sentimentos existem na medida em que estão vivos. mais também ela cria elos que ligam o indivíduo ao grupo. é certo que tem por função proteger a sociedade. É a ela que o direito repressivo figura materialmente. é apenas um contragolpe particular.f . prevenindo entre os espíritos já abalados um novo enfraquecimento da alma coletiva. por outro lado.

"i:(. F. Para que existisse pena. pág. Sem dúvida há exceções. mas aceitamos muito bem que o direito sucessorial seja modificado. admitimos sem problemas que o direito das servidões e dos usufrutos seja organizado de outra maneira. Um sofrimento proporcional a seu malfeito não é infligido àquele que violou o direito ou que o desconheceu: é simplesmente condenado a se submeter a ele. Não toleramos a idéia d~. i I ~ I Tarde. sob sua forma normal.~'-' I . no sentido próprio da palavra. M. É ao menos uma questão que não recusamos discutir. sua honra não fica maculada. reencontrar uma espécie de penalidade civil na condenação às custas que estão sempre ao encargo da parte derrotada. mas isso não basta para fazer delas uma pena. (N. A omissão dessas regras não é nem mesmo punida por uma pena difusa. o juiz os estabelece tais quais teriam sido. O litigante que perdeu seu processo não é aviltado. que as obrigações do vendedor e do comprador sejam determinadas de uma outra maneira.:. aquele que perde o processo paga as custas mesmo quando suas intenções tenham sido puras. que as funções administrativas sejam distribuídas segundo outros princípios. a sanção penal de suas faltas. uma vez que esta ciência não foi feita. que segue de ordinário a preguiça ou a negligência. Criminalidade Comparada. elas não têmraízes entre a maioria de nós. Tarde acreditou.fj d. tomada neste sentido. seria preciso que houvesse pelo menos alguma proporção entre a punição e a falta. a palavra tem somente um valor metafórico.. É possível. mas se reduz a uma simples restituição sob condição.'2~. não diz penas. no entanto. e para isto seria necessário que o grau de gravidade dessa última fosse seriamente estabelecido. Como essas prescrições não correspondem em nós a nenhum sentimento. Paris.) ."t"' ~ ~ ! . Alcan. parece eqüitativo que suas injunções sejam suportadas por aquele que as ocasionou. O que distingue esta sanção é o fato de não ser expiatória. pode tornar o negociante ativo e aplicado. que a perspectiva dessas despesas detenha o litigante temerário. do A. e no entanto a ruína não é. As razões desta regra parecem ser completamente diferentes: sendo dado que a justiça não é feita gratuitamente.~~e~~~. e muitos chegam a conceber que possa ser suprimido. Igualmente. 9 7 Mas. 113. é verdade. Ora.. Ele diz o direito. e como geralmente não conhecemos cientificamente suas razões de ser. são apenas um meio de regredir ao passado para instituí-Io tanto quanto possível. Podemos imaginar que estas regras sejam diferentes. As perdas e ganhos não têm um caráter penal. CAPÍTULO lU A s~lidariedade orgânica ou devida à divisão do trabalho i I j A própria natureza da sanção restituitória é suficiente para mostrar que a solidariedade social à qual corresponde esse direito é de uma espécie completamente outra. Se já existem fatos consumados. O receio da ruína. A idéia de que o homicídio possa ser tolerado nos indigna. sem que isso nos revolte. de fato..q iOJ}b UT.~ 97 fil " I " [1. mesmo quando ele não tenha sido culpado senão por ignorância.

Acontece o mesmo com todas as outras relações t domésticas e. com mais forte razão.cultúratoda especial. Entretanto. Igualmente. I{ \f . Às duas classes de regras que determinam umas e outras correspondem duas espécies de solidariedade social que é necessário distinguir. isto é.papeLgraças. as regras puramente morais são dele uma parte já menos central. aos outros o de pessoais. que. mas entre partes restritas e especiais da sociedade que as relações ligam entre si. se o contrato tem o poder de ligar. intervém mais ou menos de perto e mais ou menos ativamente. a hipoteca pertencem à primeira espécie. entretanto. ou dela são estados frágeis.MaS. são conformes às regras do direito~ós veremos que às vezes sua intervenção é ainda mais positiva. mas se reduzia ao de conciliador dos interesses privados. "\. É que os diferentes donúnios da vida moral não estão radicalmente separados uns dos outros. E preciso.~. quando a opinião pública se encontra diante de um caso deste gênero. 98\~od~ con~rato supõe que. todo particular podia preenchê-Io. Embora o casamento seja um contrato. Suponhamos que ela não sancione as obrigações Fontraídas. não ernr. enfim.a-enLeXemcia-seBãü-graças. estas se tornam simples promessas que têm apenas uma autorida~e moral. é necessário que ela esteja nisto mais ou menos interessada. Os jurisconsultos. É ela que dita o direito através do órgão de seus representantes.trás das partes ~ue se comprometem. tem um objeto completamente outro que o interesse dos litigantes.Ir II 60 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 61 compromisso contrário aos costumes ou obtido seja pela violência seja pela fraude possa unir os contratantes.Y2s jle todos os ti~ Mesmo em sua parte mais geral. com todas aquelas que o direito administrativo regulaIllenta. quer dizer. Tais são particularmente as que concernem ao estado das pessoas. é preciso observá-Ia não somente no momento em que se aplica a sanção. essa característica é manifestada pela maneira como funciona. que esse papel não tinha nada de propriamente social. a. Estas relações são. Então. \ t\) \ As coisas. é preciso que seja solicitada pelos interessados.\ ~' ~ relação negativa que pode servir de tipo às outras é a que une a coisa à pessoa. porém. do A. uma vez que esta não está ausente. É verdade que as obrigações propriaIllente contratuais podem ser feitas e desfeitas apenas pelo acordo das vontades. o direito que tenho sobre a coisa exclui qualquer outro que viria estabelecer-se após o meu. e nela desempenham um papel eS{Jecífi. da sociedade. por não ser sentida. quer dizer. (N. Aliás. a segunda hipoteca não pode em nada restringir os direitos da primeira. O juiz que examina uma demanda de divórcio não se preocupa em saber se esta separação é verdadeiramente desejável para os esposos.'c 99 Devemos nos deter aqui a essas indicações gerais. o direito re~titllitów:w:1:Ía órgaos maIS e maIS especiais: tribunais consulares. O direito de propriedade. Neste caso. . em que é restabelecida a relação interrompida. Sustentou-se.. conselhos Drnd'hommp~. Quando é levada a intervir. por conseguinte. mas também quando esta é instituída.. se a sociedade dele se encarregou. por exemplo. segundo a vivacidade com que os sente. com efeito. Mas é necessário não esquecer que. Mas nada é mais inexato que fazer da sociedade uma espécie de terceiro ár):>itro entre as partes. Mas. É verdade que geralmente não intervém por si mesma e por seu próprio movimento. o direito de crédito à segunda. Mas essas relações podem tomar duas formas muito diferentes: ora são negativas e se reduzem a uma pura abstração. pois. não entre o indivíduo e a sociedade. É a prova de que as regras de sanção restituitória ou não fazem absolutamente parte da consciência coletiva. sua intervenção não deixa de ser a engrenagem essencial no mecanismo. os esposos nào podem nem estabelecê-Io nem rescindi-Io a seu bel-prazer. e que. Enauanto que o direito repressivo tende a permanecer difuso na sociedade. distinguem duas espécies de direitos: dão a uns o nome de reais. centro da consciência comum.) . Por outro lado. \ . trihunais admJ!1i~~[1!ti..a-úmcianÍ1I:i!1s. Se.. advog~-do. são contínuos e em seqüência. não é para fazer acordo entre interesses individuais. a proposição precedente permanece verdadeira na maior parte dos casos. pois as rel~ões ~ue ele ~eg~lame~~_~~!. 99 Uma vez que as regras para a sanção restituitória são estranhas à consciência comum. por outro lado. . ora são positivas ou de cooperação. há entre eles regiões linútrofes onde características diferentes se encontram simultaneamente. - 1 0". mesmo naquelas que parecem as mais completamente privadas. um bem foi sucessivaIllente hipotecado a dois credores. para melhor apreciar a importância da ação social. muito diferentes daquelas que regulamentam o direito repressivo. mostra-se menos indiferente do que dizíamos ainda há pouco e agrava pela sua repreensão a sanção legal. Mas. Com efeito. pois estas ligam diretamente e sem intermediário a consciência particular à consciência coletiva. por ser provocada. Ela está. pelo menos no estado normal. também é necessário que suas relações com o. por intermédio de órgãos especiais encarregados de representá-Ia. se meu devedor vender a coisa sobre a qual tenho um direito de hipoteca. ao contrário. está a sociedade prestes a mtervlr para fazer respeitar os compromissos que fora~. o direito restituitório nasce em regiões muito excêntricas para se estender muito além. "'". não interessam somente aos particulares. isto é. presente em todas as relações que o direito restituitório determina.) 98 . sem ligá-Ios à sociedade\~eriam simples acontecimentos da vida privada. o direito restituitório não teria nada em comum com a solidariedade social.(N. com efeito. ela é necessária.1Íriam os indivíduos uns aos outros. do A. quer dizer. pois. o direito é uma coisa primeiramente social. Ora. comuns a todas as formas do direito re~tituitório. O que caracteriza os direitos reais é o fato de apenas eles darem origem a um direito de preferência e de continuidade. visto ser ela que a faz funcionar. e sua presença. as relações de amizade. o direito civil. como são. mas aplica ao caso particular que lhe é submetido as regras gerais e tradicionais do direito. este não é lesado em 0'_' E ainda esta autoridade moral provém dos costumes. que a sociedade esteja ausente desta esfera da vida jurídica. não procura qual pode ser a solução mais vantajosa para os adversários e não Ihes propõe compromissos.etc"que-se-tornaram-aptos 'paFa-esse. mas se as causas que são invocadas entram em uma das categorias previstas pela lei. Quanto mais se torna ele mesmo.co.!Ulma. que sinta os contragolpes.. é a sociedade que o comunica. Pode-se então dizer que há uma solidariedade das coisas cuja natureza é bastante especial para se traduzir exteriormente por conseqüências jurídicas de um caráter muito particular. quer para modificar numerosas relações jurídicas que regem esse direito e que o consentimento dos interessados não basta nem para criar nem para mudar. tanto mais se distancia. Se assim fosse.~ nismo social sejam determinadas. as relações que elas determinam não são aquelas que atingem indistintamente a todos.I 6. não é por isto menos essencial. O direito repressivo corresponde ao coração. quer para fundar. o indivíduo à sociedade.-particulares: magistrados. ela também comunica esta força obrigatória só aos contratos ~ue têm por si mesmos um valor social. foi unicamente por razões de comodidade. Mas. elas se estabelecem imediatamente.tOlnados. ainda que essas regras estejam mais ou menos fora da consciência coletiva. por exemplo. fazem parte da sociedade assim como as pessoas.

deixam de ser minha garantia saindo de seu patrimõnio. resulta. mas por não ter efetuado a prestação prometida. (N... a ruptura provém de uma falta e.) 100 / ~ Mas_existenu:. elas surgem apenas para separar melhor o que se uniu pela força das coisas.. 1014). fazendo abstração dos outros homens.~.~ ~ulta desta integração é completamente negailila. a relação mais completa que possa existir entre uma coisa e uma pessoa é aquela que coloca a primeira sob a inteira dependência da segunda. do A.. a relação jurídica é diretamente estabelecida. do A..§ . 658).g~_Ls. não haveria nenhum comércio jurídico. quer ele se abra após um ato judiciário.o.. pois. .. que os redatores do Código não Ihes deram nenhum lugar à parte. de circunstâncias determinadas e previstas pela lei.se reina sozinho . não entre duas pessoas. pois.çe_dente.legítimos de ou1!:Q.. não entram em conflito. artística.. no outro. 660).onédio de ]Lessoas CJueas coisas são integradas na sociedade. Ao contrário.o.. coi_~~_gr. de minha reputação.q. mas o terceiro comprador é obrigado ou a me pagar.. o privilégio e a hipoteca (art. vasq lIaI1t. de minha saúde. etc. Esta obrigação é evidentemente pessoal.O as. (N.. Elas não fazem convergir as pessoas que colocam em contato. Ora. se ele os vender. ou a perder aquilo que adquiriu.llatuJeZfL. quando o direito é pessoal. Acontece o mesmo com a doação testamentária que é apenas o exercício do direito real que o proprietário tem sobre os seus bens. (N. Mas. Segundo o que precede. Algumas vezes já se disse que as qualidades de pai.. Com efeito.2.. Esta relação é muito complexa.daUQ. é o caso de certas servidões. neste caso. Mas a solidariedade que estas relações exprimem não difere daquela que acabamos de falar: apenas se estabelecem para reparar ou prevenir uma lesão. e sem o intermédio de nenhuma outra pessoa. Aliás. os direitos cuja lesão dá origem a estas obrigações são reais..1-a-repara.ws. as próprias pessoas de seus detentores a se defrontarem.§!!!. cada um permanecendo sozinho.:. Igualmente...Q. industrial.smao. Por conseguinte. mas trataram-nas ao mesmo tempo que os direitos reais. os diversos elementos de que está formada podem tornar-se o objeto de vários direitos reais secundários. pode-se exercer um direito real acreditando-se sozinho no mundo. Mas.Tõ1 COl1Lefeito+obrigam_cada. nas condições novas que se produziram.D.. tais como as regulamenta o segundo livro de nosso Código Civil. não faz com que as vontades se mova~ par~fiI1LC9!)1. como o usufruto.e. todo proprietário de um muro médio que quer aumentá-Io deve pagar ao co-proprietário a indenização da despesa (art..iam acrescentar os artigos sobre a repetição irrcgular. _c!Í!~Lontades. 1 02 Aliás. EE. a anticrese. contraindo novas obrigações. As relações são. visto que quando é declarada ela cria um tipo de sucessão provisória...Poder. ou pelo menos sobre a porção aqui disponível.2.. ao mesmo título e da mesma maneira que coisas materiais a mim submetidas.) - ~.e gatL-. esta coisa determinada à minha personalidade jurídica. esta solidariedade negativa da qual as circunstâncias vieram perturbar o funcionamento.Q]iQi![iedag~_Lme. Mas a ordem perturbada é a mesma. de filho.°m gue ~. pode-se dizer que os direitos reais compreendem o direito de propriedade sob suas diversas formas (propriedade literária. dar-me co-credores cujo direito é igual ao meu. ele apenas "deve pagar ao outro o valor da coisa que foi unida" (art. 2071-2203).Qrejudicar.elaçõe s en tre p-~:>.q ue causou com sua !. ao direito de testar e. Toda a diferença que existe entre estas relações e as precedentes é que. a herança é uma coisa ou um conjunto de coisas sobre as quais os herdeiros e os legatários têm um direito real. 1382. ou para impedi-Io. pág.pQLIlàCLSerenueais. f ((j . Uma tal solidariedade não faz assim dos elementos que ela aproxima um todo capaz de agir como um conjunto..sãoiodayia.~R(. O elo do qual elas sancionam a ruptura é completamente exterior. como P.exprjrn_emJ!J11a. à ausência.. . é necessário que o vínculo de direito una diretamente. Por exemplo. ao co_ntrário. embora tenha um direito sobre esta desde a morte do signatário do testamento (art.tã. Suponha-se um tal acordo tão perfeito quanto possível.umQ. mas não há concurso ativo. para que isto seja assim. mas elas nada têm de positivo.. a posse e a habitação. eram o objeto de direitos reais (vide Ortolan. Em primeiro lugar estão as ocasionadas pelo exercício do direito real propriamente dito. Em suma. o direito do pai sobre a fortuna dos filhos menores). da própria definição que foi dada resulta que o direito de propriedade é seu tipo mais perfeito.â. do A.PQiu~esso~. 62 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 1i3 nada. Não é por ter prejudicado que o violador do contrato paga.. num caso. necessárias para reparar o prejuízo. imobiliária) e suas diferentes modalidades.. tenta-se evitar as hostilidades.. para restabelecer os limites que foram violados e recolocar cada um em sua esfera própria..r.-i-.L àcailiio desses direitos formam um sistema definido que tem Ror funcao nao a de ligar entre si partes diferentes da sociedade mas. quando uma coisa vem acrescentar-se a outra. Enfim. É inevitável que o funcionamento destas últimas leve. mas restauram simplesmente ou mantêm.. Mas estas qualidades são apenas símbolos abstratos de direitos diversos. masem niiQ.. não de uma convergência. A razão disso é que não há uma relação especial entre esses bens e eu mas entre a pessoa de seu proprietário e minha própria pessoa.uD. a solidariedade.em s~rvir. é o que acontece com os legados. mobiliária.a_s. de fato.ão. I. 566). não posso desfrutar de meu direito sem prejudicar o de outro. São tão idênticas às relações da coisa com a pessoa..que. Em todos estes casos. a conseqüência da solidariedade própria às coisas.. Longe de unir. outros pessoais. . não há consensus. Ora.L~Qr___. Esta situação privilegiada é. _mas não as Qessoas entre si..l)1as a solidariedade à qüal ~respõllaemT~e. pois sou proprietário de meu corpo.colocá-Ias exterior~s 101 Art.l1te.aQ. mas que são apenas auxiliares e substitutos eventuais de direitos pessoais: a garantia.) 102 O contratante que não cumpre seus compromissos também deve indenizar a outra parte._1l1l§' m'!~.. De fato.Yorque os direitos reais são assim delimitados.parecerá uma imensa constelação onde cada astro se move em sua órbita sem perturbar os movimentos dos astros vizinhos. como acontece para os herdeiros indiretos e legatários particulares. Institutos. os aluguéis. quer seja este adquirido ipso facto pelo óbito do proprietário.. não supõem nenhuma cooperação.ao. é fácil determinar qual é a parte do direito restituitório à qual corresponde esta solidariedade: é o conjunto dos direitos reais.. embora eu tenha por garantia todos os bens de meu devedor.-t~~es.. Fora deste livro.J ru:~ visto cOllsis1iLn.~JJL. mas entre uma pessoa e uma coisa. ~. a coisa à qual tenho um direito está nas mãos de um outro. Convém acrescentar a isto tudo o que é relativo ao direito sucessoral.se.te"~.86 do Código Civil..j< falt. a sociedade em que ele reina . a pessoa que é obrigada perante mim pode. mas de uma abstenção. uns reais (por exemplo.a~Iegrasre0rentes aos direitos reais e às relações pessoais que se estabelecem . acontece constantemente que estes diferentes direitos são de tal forma emaranhados uns nos outros que não se pode valorizar um sem invadir aqueles que o limitam. A rigor..!~§. o proprietário daquela reputada como principal torna-se simultaneamente proprietário da segunda.som~nte -pm:J. se está consumado. nosso direito reconhece ainda quatro outros direitos reais. Aqui. não contribui em nada para a unidade do corpo social.~item em ord. às vezes.. as perdas e danos servem de sanção a um elo positivo. Um legatário particular é obrigado a dirigir-se ao legatário universal para obter a liberação da coisa legada.. por conseguinte. as obrigações que nascem do delito e do quase delito têm exatamente o mesmo caráter. Elas sãQ.. 1oo ~ 'l Vê-se em que consiste est~ade real~ liga diretamente as coisas às pessoas. de minha honra. Se o detentor de cada direito real pudesse sempre exercê-Io sem jamais ultrapassar seus limites.

esta limitação mútua só pôde ser feita num espírito de entendimento e de concórdia. A distinção é tão radical que. mas essa simples trégua não pode ser mais durável do que a lassidão temporária que a determina. por outro lado." 64 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 65 umas às outras.Q)ltr.§. 419. É verdade que se vêem algumas vezes sociedades independentes entenderem-se para determinar a extensão dos seus direitos respectivos sobre as coisas. Com efeito. sobre o papel do conselho de família frente ao primeiro e ao segundo. É costume distinguir com cuidado a justiça da caridade.. é certo que. o que permanece constitui um sistema não menos definido. Hoje. é apenas um movimento 103 Curso de Filosofia Positiva. sobre os efeitos da adoção. apenas a justiça seria necessária para o bom funcionamento da vida social. etc. isto é. Muitos vêem com inquietude a sua intervenção na vida pública. mas que a sociedade pode muito bem dispensar.-a--pr. Foi dito algumas vezes que se podia deduzir a extensão normal do desenvolvimento do indivíduo seja do conceito de personalidade humana (Kant). para que os homens reconheçam e garantam mutuamente seus direitos. Ao contrário." da qual é simultaneamente a resultante e a condição\ Com efeito. Esta tem seus pesos e suas vantagens. pai. as formalidades necessárias para que o casamento seja válido. mas é o acompanhamento necessario de toda~ecIeâesofiQãfiêãaae. como essa concepção concorda pouco com os fatos. (N. marcar nitidf\JI!~J!s barreiras que as separam. supondo-se uma multidão de indivíduos sem laços prévios entre si. pelo que precede. não foi sobre essas considerações abstratas que a ordem moral se fundou. etc. de todo ato que ultrapasse esta virtude puramente negativa. a sociedade que os envolve.vO-. seja da noção de organismo individual (Spencer). . na realidade histórica. Comte: a união doméstica exclui "todo pensamento de cooperação direta e contínua para uma meta qualquer". de natureza positiva. Vê-se.###BOT_TEXT###11.? 2.° Quem é o encarregado das diferentes funções domésticas? Quem é esposo.. mas que toma cada vez mais consciência de si. pág. ainda incoerente.e l!m<LI1atlJJç.) h. o desinteresse seria apenas uma virtude privada que é bom para o particular perseguir.Imaexistência própri:J. acredita-se freqüentemente que o que faz a sua coesão é exclusivamente a comunidade dos sentimentos e das crenças.. segundo os partidários de uma certa moral. do A. os sentimentos que os inclinam uns para os outros moderam naturalmente as exaltações do egoísmo. embora o rigor desses raciocínios seja muito contestável.iu~. Ora.. qual nos _servimos. Os homens apenas precisam da paz na medida em que já estão unidos por algum elo de sociabilidade. O que se chama de equilíbrio europeu é um começo da organização dessa sociedade.semêlfiãllte peloJ'~méihJ!ntec III Se do direito restituitório separamos as regras que foram mencionadas.~19. não apenas na lógica mas na prática da vida. uma cooperação que deriva essencialmente da divisão do trabalho. resulte esta da divisão do ~ãDalllõsoCiárõu da afraçãõ. da qual lembramos sumariamente as linhas essenciais. nada de específico. h.emanação_deJlma. existem tantas coisas comuns entre os membros do grupo familiar que o caráter especial das tarefas atribuídas a cada um deles escapa-nos freqüentemente. sociais que vêm de uma outra fonte. na esfera dos dir~itQsJ.s12ecial. exprimem um concurso positivo.de-5entim. São tão provisórios e precários quanto os tratados que põem fim às guerras internacionais.solidariedade negativa apenas é possível onde existe uITlaoutra. e.a~olidari~gade de natureza positiva: é a repercussão. Na realidade. se apeguem uns aos outros e a uma mesma sociedade da qual façam parte. tanto sobre si mesmos como sobre as coisas..gatUla. IV.. filho legítimo. só pode ser determinado graças a compromissos e a concessões mútuas. o direito comercial. o simples respeito dos direitos de outrem. foi preciso que consentisse em limitar os seus e. o direito contratual. demonstra a realidade dessas diferenças funcionais e sua importância. que compreende o direito doméstico. o direito dos indivíduos. De fato. o direito administrativo e constitucional. 1 03 Mas a organização juridica da família. a fadiga pode durante algum tempo pôr fim às hostilidades. Isso é possível. tutor. é verdade. A história da família. pois tudo que é concedido a uns é necessariamente abandonado pelos outros.. (. a segunda questão é resolvida pelos capítulos sobre os direitos e os deveres respectivos dos esposos.-pojs+-a-um-elo-sQGial-PQsiti. Elas não correspondt:m. Mas esse acordo externo não faz a coesão.. sobre seus territórios. Ela não tem. anulação de casamento. se esta parte do direito internacional que regula aquilo que se poderia chamar de direitos reais das sociedades européias tem talvez mais autoridade do que antes. Neste caso. As relações que aqui são reguladas são de natureza totalmente diferente das precedentes.. natural. hncontra-se necessanamente em toda parte onde os homens vivem uma vida comum. todas fazem parte de uma mesma sociedade. o direito de processos. ao contrário. Portanto.não-~perfeitamente-exat<h-Não-é-uma-s0Iidariedade-\l€I'dadeira. As questões que o direito doméstico resolve podem ser reduzidas aos dois tipos seguintes: 1. esta parte do direito civil tem por objetivo determinar a maneira pela qual se distribuem as diferentes funções familiares e o que devem ser em suas relações mútuas. a caridade seria seu coroamento. separação de corpos e bens. sobre a administração do tutor e suas relações com o pupilo.solidariedade. por causa disto dizia A. adotiva.ópria-expr~ssãO-de..eais. sobre o papel dos pais nos casos de interdição e de conselho judiciário. Com mais razão acontece o mesmo com os desfechos devidos apenas ao triunfo da força.~ra retomar nossas eXRressõ. para que o homem tenha reconhecido direitos a outrem. a supõe. sobre o poder paterno. em certos aspectos. é porque as diferentes nações da Europa também são muito menos independentes umas das outras.es+-a.é.uma. por uma razão qualquer. Mas a extrema instabilidade dessas relações é a melhor prova de que a solidariedade negativa não é por si só suficiente. a partir de sua origem. não há em todos os tempos indivíduos dos quais ela é a paixão? Os instintos a que ela responde não são menos fortes do que aqueles que a paz satisfaz.\.. pesa com toda a força sobre eles para obrigá-Ios a fazer as concessões necessárias. é porque.ne. sobre o estado de suas relações em caso de divórcio. que razão poderia levá-Ios a esses sacrificios recíprocos? A necessidade de viver em paz? Mas a paz por si mesma não é mais desejável que a guerra. isto é.aõ.justiça plena de caricl:JrI.. Em todo caso. podendo viver apenas sob a condição de não ser a cada instante sacudida por conflitos.solidar-iedade-negaÜva da . por conseguinte. as condições da filiação legítima. Vêem-se estes dois tipos de prática como duas camadas independentes da moral: a justiça por si só formaria suas bases fundamentais.:z. mas antes o lado negativo de toda espé- cie de solidariedade. é dizer que ele exprime a solidariedade particular que une entre si os membros da família em decorrência da divisão do trabalho doméstico. A primeira condição para que um todo seja coerente é que as partes que o compõem não se choquem em m<?_yimentos discordantes. É verdade que não se está habituado a enfocar a família sob este aspecto. que. se entre os povos cultivados ela parece ter mais força.-tendo 1. Sem dúvida. é preciso primeiramente que se amem. pois. Não houve povos.° Qual é o tipo normal dessas funções e das suas relações? É à primeira dessas questões que respondem as disposições que determinam as qualidades e as condições referidas para contratar casamento. a maneira pela qual o tutor deve ser escolhido.

. Spencer pôde qualificar. não sem justeza.civilou comercial- desem- ~ç!i. esta especialização das funções aparece mais imediatamente no Código de Comércio que regulamenta sobretudo os contratos especiais de comércio: conrratos entre o comissionário e o comitente.pleCisas e-deg:!:. O que é.trabalho. (N.' . seria preciso apenas separar dele um certo número de regras que geralmente são classificadas sob esta rubrica.llte dita entre os contratantes.Qutr_em. om efeito.. Mas não se pode esquecer que o direito figura apenas os contornos gerais.r~s!-!lt~gL paraJUilILo.-há-GQop=ção. mas precisaria ser definida e não estam os em condição de fazê-Jo.. entre o segurador e o segurado. Portanto.' apenas gratuita ou_u~ila!~ral. assim.esta.1:. em uma classificação racional das regras jurídicas.. e'.. aquela que sobretudo se exprime mais geralmente no contrato. malgrado a simplicidade relativa desse esguema. entre o locatário da coisa e o locador. e não nos parece ser possível tomar uma outra quando se quer proceder cientificamente. entre o mandatário e o mandante. etc. porque todo direito é social. alIás.1CSeefas's'ãüâe nafüreza-êliferenfe:naa1Vísão do trabalho composta.trate-sede processocriminal. entre o almocreve e o expedidor.. esta recIprocI-d. cada um desses tipos de contratos supõe uma variedade de outros mais particulares.ende . Parece-nos.. por excelência. relações de dependência.o direitoconstitucionalfaz a mesmacoisa para as funções governamentais.y.v-ez. deste ponto de vista.s:. entre o fretado e o fretador. de defensores. primeiramente indivisas e confundidas umas nas outras.cia. pois é apenas excepcionalmente que os atos de benfeitoria se incluem na regulamentação legal.'> de materiaisque se faz a cada instanteentreos diferentesórgãos do corpo vivo. 105 Mantemos a expressão empregada correntemente. funções de magistrados. pág. mas onde as relações se estabelecem entre funções mais especiais.1l<fu:~~Lse me obrigo gratuitamente a um âepõ-=sito ou a um mandato. do corretor. constituíram-se à parte. Ura.. repartidas entre os diferentes parentes segundo seu sexo.~~e-1()ü~_a..i. há divisão do trabalhQsimples. que se coloque a multiplicidade dos contratos que têm por objetivo ajustar umas às outras funções especiais e diferentes: contratos entre comprador e vendedor. a fim de assegurar a solidariedade de todas as partes do aparelho comercial.. não existe concoII~nci1!. 124. em ora m IspensaveIs umas as outras. dos quais é como que o selo comum e simultaneamente 104 Bases da Moral Evolucionista. Ele determina seu tipo normal e suas relações. de contrato fisiológico a troca penha o mesmo papel no aparelho judiciário.1 o 6 Enfim. separaram-se pouco a pouco. do A. seria preciso admitir que há verdadeiramente um direito privado.l!11l: Se esta da divisão Oõ o regulador. Espantar-se-á talvez em ver reunidos numa mesma classe o direito administrativo e político e o que é ordinariamente chamado de direito privado. Todas as funções da sociedade são sociais. contratos de troca. O direitoprocessual."'.) . Portanto.:d~ a~_llas. Com efeito.maneira a fazer de cada um deles um funcionário especial . como todas as funções do organismo são orgânicas.ii:..a!go~.. entre o que empresta e o que toma emprestado. entre o proprietário do navio e seus credores..fQP!:ii!1n!. contratos entre empresários e operário~. não existe nenhuma que não esteja mais ou menos submetida à ação do aparelho governamental. Mas muitas distinções seriam necessárias. pois as relações que elas determinam são negativas.-m. do A.. grosso modo. TQgayia-. as obrigações às quais el~s dão origem são correlativas..I!!. a expressão iurídica da cooperaçã~ _tem'. entre o que empresta e o que toma emprestado. 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ou de prestações já efetuadas>\? compromisso de uma parte resulta ou do compromisso assumido pela outra ou de urn'. Paris.-a. Além do mais.EpQssWel.seClmdário. Aliás._. especialização propriamente ditá:~ Esta última forma de cooperaçao é. Frente a estas espécies raras. 10 5 assim como o precedente o fez para as funções judiciárias. por exemplo.dt:p. é claro que a troca supõe sempre alguma divisão do trabalho mais ou menos deseRto 1vida..0 .Q. seja umas com as outras. seria suficiente para manifestar a extrema complexidade dos fatos que resume~/ Aliás. Quando o Código de Comércio não regulamenta contratos propriamente ditos.da sociedade doméstic~'1QI!ge de ser apenas um fenômeno acesSÓI:io e.. as grandes linhas das relações sociais.aos quais apenas uma das partes está ':in~l!I~~~. sendo que acreditamos que todo direito é público. a doação. de jurados. (N. Aliás. determina o que devem ser certas funções especiais.onde. embo- ra tenhamum caráter penal..contrato é.serviço já prestado por esta últIma. Parece-nos que. aquelas que se encontram identicamente nas diferentes esferas da vida coletiva. o direito administrativo propriamente dito regulamenta as funções mal definidas que são chamadas administrativas. As sanções das regras jurídicas de toda espécie só podem ser aplicadas pelo concurso de um certo número de funções..sua. ou de obrigações recíprocas.(acOffi. Quanto aos outros contratos.. é preciso ainda que o contrato de sociedade coloque todos os associados no mesmo nível.e.. para separar completamente estes dois tipos de direito. (N. entre o hoteleiro e o viajante. são muito raros. que estas funções são imediatamente colocadas sob a ação dos centros governamentais.J2. também o contrato de casamento enquanto determina a parte contributiva dos esposos a expensas do casal.~ooperação nãô-eSta-ãusenfeaõfei'iõmêliô-.1o 4\bra. como o prova o lugar importante dado ao direito consuetudinário no direito comercial. visto nãô-haver obrigações senão de um-JadQ. e este é um caso que jamais surge exatamente nas relações matrimoniais. entre o credor e a caução do devedor. Portanto.-é-. idade. entre o primeiro e o segundo capitão e o pessoal das máquinas. que suas contribuições sejam idênticas. É verdade que os contratos que acabamos de citar têm ainda um caráter um pouco geral.:tare... O que quer que seja desta visão. Igualmente.. cOWJ~ra_r é dividirym. Ele diz o que devem ser e qual a parte de cada uma na vida geral do órgão. d\:. o direito processual deveria ser considerado como uma variedade do direito administrativo: não vemos qual diferença radical separa a administração da justiça do restante da administração. A relaçao da dIvIsao do trabalho com o dIreito contratual nao e menos'acusada.. M. o contrato é o símbolo da troca.i!t_~das-:-Ent~ tanto. do juiz comissário em caso de falência.) 106 E também aquelas que concernem aos direitos reais das pessoas morais da ordem administrativa. de promotores e advogados de defesa. talvez. Para que isto seja assim.!?. senãoumaperii1Utã-semobrigações recíprocas? Esses tipos de contratos são portanto apenas uma variedade dos contratos verdadeiramente cooperativos. O único que tem uma outra significação é o contrato de sociedade e.Qida em_!~ ~nte similares.e~~~lvimentoda~a~llil~". em decorrência da divisão do trabalho conjugal. é verdade. mesmo entre as mais difusas.Q. de advogados. entre o portador da letra de troca e o sacador.. que são a imensa maioria. ainda aqui há uma grande distância entre a generalidade relativa das prescrições jurídicas e a diversidade das funções particulares das quais elas regulam as relações. do A.. De uma maneira geral. entre elas há apenas diferenças de graus.T:J>. como a do agente de troca. .':I?~_ci. entre o depositário e o depositante.) 'J . etc. seja com as funções difusas da sociedade.. que suas funções sejam as mesmas.ou::dlÜ~rimeiro gra. os contratos ditos de benefu:ên.-pQ. Mas este relacionamento se impõe quando se toma por base da classificação a natureza das sanções.66 DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 67 ininterrupto de dissociação no decorrer do qual estas diversas funções. esta dWisão ciotr.JJ.briiiçõ.. As funções econômicas têm este caráter como as outras. o processo fixa a maneira pela qual devem entrar em cena e em relações.lllhofarni~~r~~~1!:' ~()_contr~io-. do capitão.

Ora.uma reação penal. ele depende da sociedade. J. quanto mais elas se especializam. funções administrativas e governamentais das quais algumas relações são reguladas pelo direito repressivo. mesmo nos círculos especiais em que se aplicam e onde. Além do mais. A outra representa. que o desenvolvimento da divisão do trabalho não possa repercutir no direito penal.. que esteja presente em todas as consciências e que todas possam representá-Ia de um único e mesmo ponto de vista. pode-se dizer.do\. pois. . esta autoridade transcendente que.fazer-se uma fisionomia própria e pessoal. em oposição àquela que faz a unidade dos orpos vivos. -. portanto. É dizer que se pode igualmente medir o grau de concentração ao qual chegou uma sociedade em decorrência da divisão do tr~balho social. nesses mesmos tipos s2Çia~s. em decorrência da divisão do trabalho fisiológico. pois nao somos [I]it. Pois. como elas fixam a maneira pela qual as diferentes funções devem concorrer nas diversas combinações de circunstâncias que se podem apresentar.so lâarle~ dade pó~discriminados com as características seguintes: 10 7 OA:O~ . por conseguinte.< (N no A. :f. Igualmente..estes dois tipos de solidariedade:'~. aliás. mas a sociedade inteira vivendo e agindo dentro de nós. só poderiam pois mover~se com o conjunto na medida em que não têm movimentos próprios. Sem dúvida. é o que o distingue dos outros. é uma simples.. Igualmente. Por outro lado. em geral. O que completa para justificar esta denominação é o fato de o elo que une assim o indivíduo à sociedade ser completamente análogo àquele que liga a-c~isa à pes- \ o '.e. "--. não poderia ser o de assemelhar-se a todos:.. Existe em cada uma de nossas consciências. segundo o desenvolvimento do direito cooperativo com sanções restituitórias. h.-:" Jne entre si os elementos dos corpos brutos. eSta supoe que difiram soa.ência individual. Existem. . 1 08 A solidariedade que deriva das semelhanças está em seu maximum quando a consciência coletiva recobre exatamente nossa consciência total e coincide em todos os pontos com ela: mas. ter esta força superior. Mas.MA 00. em suas partes vivas.d[fe~ente !:Enquanto a precedente Implica do tipo coletrvo. os elos de solidariedade que unem certas funções sociais podem ser tais que de sua ruptura resultem repercussões demasiadamente gerais para suscita~. nem a alma comum da sociedade nem mesmo.consideradasob ~steaspecto. são representadas pelos espíritos.. por causa do caráter particular do órgão da consciência comum e de tudo que a ele se relaciona. nossa individualidade é nula. embora essas funções h. Portanto. exercê-Ios em tal ou qual condição.o.lsao.cia Eis por que o direito que regula as relações das funções domésticas não é penal.lém do mais. Nas sociedades em que esta solidariedade é muito desenvolvida. a primeira condição é que ela seja comum. mas oenetram-se por todos os lados.reconheceremos apenas OlS lpoS li. Prevêem-se todos os serviços que esse critério nos prestará. nem mesmo a alguma espécie de estado emocional. É tanto mais enérgica quanto este excedente é mais considerado. como o .. não tem nada de espeCl ICO.'0.i~ós IJteSmQS~maS_O_$. Existem aí duas forças contrárias..tra?alho. sobretudo. porque depende das partes que a compàe(ll. isto é. que apenas dessa maneira seria~' coerentes. . quando ela é ofendida.neaf. É por isso que propomos chamar mecânica >« . pelo menos em geral. A violação dessas regras não atinge. nossa personalidade se esvai. esses contragolpes são excepcionais. uma centrípeta e outra centrífuga. que nào podem crescer ao mesmo tempo. não correspondem a sentimentos muito vivos. do A. Ora. Ela só pode nascer se a comunidade ocupa menos lugar em nós. As regras que as determinam não podem. os objetos aos quais elas se relacionam não estão sempre presentes às consciências. assim como a das regras penais. essas duas consciéncias não são regiões geograficamente distintas de nós mesmos. São duas~es de uma única e mesma realidade. para que uma coisa seja objeto de sentimentos comuns. as relações que o direito cooperativo regula com sanções constitutivas e a solidariedade por elas expressa resultam da divisão do trabalho social. Em outros casos. 2. assim como o objeto posstUdo segue aqueles que lhe imprime seu proprietário. o que faz nossa personalidade é o que cada um de nós tem de próprio ~ e de característico. ele literalmente uma coisa da qual a sociedade dispõe. esta solidariedade apenas pode crescer na razão inversa da personalidade. nem. pois.) . o que temos de pessoal e distinto. todos podem ter algum sentimento: mas. que os'mdlVlduos se assemelhem. Ao contrário. nós o dissemos.\ Definitivamente. o indivíduo não se pertence. o que âesigna por este nome é um conjunto mais ou menos organizado de crenças e de sentimentos comuns a todos os membros do grupo: é o tipo coletivo. duas consciências: uma é comum com o nosso grupo inteiro e."" 6R DURKHEIM DA DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL 6Y 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~ ssa espécie de solidariedade. Se o ideal é. por conseguinte. Com efeito. seguramente. é suficiente que seja restabelecida. a sociedade à qual somos solidários no segundo caso é um sistema de funções diferentes e especiais que unem relações definidas. sem nenhum intermediár~ segunda. Chamamo-Ia assim apenas pela analogia com a coesão que . cada vez mais. Este tem como tarefa regular as diferentes funções do corpo. explica-se por que. fazem as moléculas dos corpos inorgânicos. etc. por conseguinte.! r ~ "\ primeira liga diretamente o indivíduo à sociedade.'6Aprimeira só pode ser forte na medid~'em que as idéias e as tendências comuns a todos os membros da sociedade ultrapassam em número e em intensidade as que pertencem pessoalmente a cada um deles. estas duas sociedades são apenas uma. nós o veremos mais adiante. Não se tem sempre que administrar uma tutela. No primeiro caso. neste momento. mais também se circunscreve o número daqueles que têm consciência de cada uma delas.o Desta segunda diferença decorre uma terceira.) 108 Entretanto. pela razão que dissemos. 1o7 nem exercer seus direitos de credor ou de comprador. mas de uma opinião localizada em regiões restritas da sociedad~. já o sabemos. reclama uma expiação. esse direito desempenha na sociedade um papel análogo ao do sistema nervoso no organismo. as relações cooperativas não comportam outras sanções. os direitos pessoa~snão s~ disti~gue~ ainda dos difeitos reais:4~-. Isso não é dizer. de maneira a fazê-Ias trabalhar harmonicamente: exprime assim. é da natureza das tarefas especiais escapar à ação da consciência coletiva. É igualmente da opinião que Ihes vem sua autoridade. Nào podemos desenvolver-nos simultaneamente em dois sentidos tão opostos. uma curatela. mas que precisam ser distinguidas. não podemos estar fortemente inclinados a pensar e a agir como os outros.~dtv. Se temos uma viva inclinaçào a pensar e agir por nós mesmos. A consci. que segue todos os seus movimentos. se esta regularidade é abalada. no momento em que a solidariedade exerce a sua açi!2. . não somos nós mesmos. pode-se medir o grau desta concentração segundo o desenvolvimento do sistema nervoso. IV ~ q '\ \ E completamente. (N.p~#-. ao contrário. enquanto as funções têm uma certa generalidade. Aliás. por definição. naturalmente. o estado de concentração a que chegou o organismo.'pois.. não podendo por conseguinte determinar senão uma reação muito moderadà)0{'udo o que precisamos é que as funções concorram de uma maneira regular. Esta palavra não significa que seja produzida por meios 1I!lecânicos e artificialmente. os estados de consciência são fortes na medida em que são permanentes.~ ~ v. que nos vai permitir caracterizar e no. elas transbordam a consciência comum. - "Porque a solidariedade negativa não produz por si mesma nenhuma inte ração e porque. o que faz de nós um indivíduo. dependên.

) Modalidadesdiversasdo direÍlo de propriedade ( Direilo de propriedade sob suas diversas formas usufruto._ao_mesmo~empo que cada um de seus elementos tem mais movimentos pró.. uma personalidade. ~ t { Determinadas pelo exercício normal dos direitos reais. além disto. Por conseguinte. { Com as funções difusas da sociedade. Regras com sanções restituitórias determinando: Da coisa com a Relações negativas ou de abstenção Das pessoas entre si.a individuação das partes.etc.-Est~ solidariedadê'assemeTfia::seàquela que se observa nos alllmals supenores.) .laJism-n1LITIi. entretanto. Por outro lado. desenvolvemos no quadro seguinte a classificação das regras jurídicas. Sem dúvida. A primeira só é possível na medida em que a personalidade individual é absorvida pela personalidade coletiva. isto é. \ Entre si.). Entre as funções econômicas difusas. Entre si. a práticas que nos são comuns com toda a nossa corporação. pois. Relações contratuais em geral. aqui a individualidaçle do todo cres_ce ao mesmo tempo que a das partes. r. E preciso. .:dp-tratwJl!. porqueo direitovariasemprecomoas relaçõessociaisque regula.ê. A segunda é apenas possível se ca~a um tem uma esfera de ação que lhe é própria. cada um depende tanto mais estreitamente da sociedade quanto mais dividido .u~speclal. . é suficiente comparar a extensão respectiva dos dois tipos de direitos que os exprimem. Entre as funções domésticas.imobiliária. implicitamente encerrada neste capítulo e no precedente: I 11 Regras com sanção repressiva organizada. ~ Com as funções políticas difusas. etc. balho e.t~!JU). a unidade do \~ada . Com as funções administrativas. por conseguinte. Com as funções governamentaís..70 DURKHEIM ( .~ Ao mesmo tempo. Relações positivas ou de cooperaçào Das funções administrativas. Determinadas pela violaçào faltosa dos direitos reaís. Sabemos sob quais formas exteriores se simbolizam estes Idois tipos de solidariedade.1 09 ~ 109 Para precisar as idéias.rg-anismo é tanto maior quanto mais marcada.oesta~ãnâTõgT~2~~pomos"chamar orgâhica a-solid~éVíaa:-à âi:visão. sua autonomia e. a sociedade torna-se maiS éàp~z de mover-se COI]JO ( conjunto. ) (mobiliária. e deixa muito mais lugar à livre ação de nossa iniciativa. quanto mais extensa esta região. ~ Das funções governamentais. para conhecer sua importância respectiva num tipo social dado. este capítulo e o precedente nos fornecem os meios de calcular a ' I ~arte que cabe a"cada um desses elos sociais no resultado total e comum que concorrem a produzir por vias diferentes. qual corpo de regras jurídicas corresponde a cada um ~ eles. Contratos especiais. Portanto. I I uns dos outros. do A. nao e Jamais comp etamente ~nlO no exercício de nossa profissão. tanto mais forte é a coesão resultante desta solidariedade. ~ (servidão. ~!!?iã~~qui. a atividade de cada um é tanto mais pessoal quanto mais especializada. Mas. conformamo-nos a usos. pessoa. prlOs. (N. Em razao . por mais clrcunscnta que seja. mesmo nesse caso. para que aí se estabeleçam estas funções especiais que ela não pode regulamentar. que a consciência coletiva deixe descoberta uma parte da consciência individual.). o jugo que sofremos é menos pesado do que quando a sociedade inteira pesa sobre nós.

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