Faculdade de Economia  Universidade Coimbra 

Profissões de Risco 
     

      Liliana Rodrigues      Coimbra, 2008

 

                   

  Faculdade de Economia  Universidade Coimbra 

 

  Profissões de Risco 
Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Fontes de Informação Sociológica da  Licenciatura em Sociologia sob orientação de Paulo Peixoto 

     

      Imagem da capa disponível em  http://www.smh.com.au/ffximage/2007/08/22/snaps_tightrope_g allery__470x285.jpg            Liliana Sofia Ramalho Rodrigues  Nr de estudante: 20082861          Coimbra, Dezembro de 2008

2 Risco profissional e acidente de traballho: definições                        3    2.1 Estado das Artes  2    2.ÍNDICE  1.5 Outras profissões…Outros riscos  8    2. Avaliação de página da Internet  13    4. Conclusão  17    6.4 Em Portugal  7    2. Introdução  1    2. Ficha de Leitura  15    5. Referências Bibliográficas  18        ANEXO I    Página da Internet avaliada    ANEXOII    Texto de suporte da ficha de leitura     . Desenvolvimento  2      2.6 Descrição detalhada da pesquisa  11    3.3 Sectores de maior risco profissional  4    2.

 Mas não são as únicas.  1. tornou‐se em mais um elemento criador de factores de risco no mundo  do trabalho.  as  profissões  que  exercemos  têm  também  os  seus  riscos.   Com este trabalho pretendo dar a conhecer um pouco melhor os sectores de  actividade  mais  sujeitos  a  riscos  para  os  seus  intervenientes.  mas  aquilo  que  deveria  servir  para  auxiliar  os  indivíduos. é certo. Mais tarde avançarei com a ficha  de  leitura  de  uma  das  obras  que  consultei  e  por  fim  procedo  à  avaliação  de  uma  página da internet que consultei.  umas  mais que outras. não só com prejuízos para a saúde verificados no imediato. Aliás.  mas também mais tarde.  não  só  a  nível  físico. e como o trabalho  faz  parte  da  vida.  Já  diz  a  sabedoria popular que viver é um risco permanente.  Vou  primeiramente  proceder  a  uma  breve  apresentação  do  tema. Assim sendo. são a parte mais pequena do problema. INTRODUÇÃO        Desde  sempre  que  a  sociedade  sofre  constantemente  riscos.  seguidamente apresentar os sectores mais afectados (a partir da análise do número  de acidentes de trabalho ocorridos nesse sector).  mas também psicológico.                    .   Com a evolução veio a inovação e hoje em dia a tecnologia está presente um  pouco  por  todas  as  profissões.

1   Se  em  tempos  mais  antigos.  1995). DESENVOLVIMENTO    2.  1997).  que  exigem  esforço  físico  ou  que  envolvem  situações  que  podem  pôr  directamente  a  vida  da  pessoa  em  perigo. militar ou polícia.  A  propósito  da  inovação  das  técnicas.  os  causam  a  longo  prazo.  por  exemplo.     Estado das Artes                2 .  quando  falávamos  em  profissões  de  risco.  verificamos  ainda  que  o  erro  humano  tem  vindo  a  assumir  cada  vez  mais  importância  e  pode  mesmo  causar  consequências  trágicas  ao nível  humano  (Faria.  hoje  em  dia  qualquer  profissão  pode  ser  considerada  de  risco.  Depois  temos  também  as  profissões  que.  apesar  de  aparentemente  não  causarem  danos  físicos  aos  trabalhadores. mas a evolução tem trazido também mudanças no perfil dos  profissionais  e  na  maneira  como  profissões  consideradas  respeitosas  vêm  a  ser  encaradas:  hoje  em  dia.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 2.  são  mais  propícias  aos  acidentes de trabalho.  É claro que as profissões que envolvem contacto mais directo com matérias  perigosas.  ser  professor  ou  enfermeiro.  pode  já  ser  sinónimo  de  estar  em risco  (Martins.  pois  em  todas  elas  existem  factores  que  se  não  forem  tomados  em  atenção  podem  levar  a  graves  complicações a nível físico ou psíquico.  com  armas.  o  senso comum pensava logo em profissões como as de bombeiro.  provocando  dissabores na saúde dos seus profissionais.

 apenas deixa em aberto essa  possibilidade. 2003).  acontecem  os  acidentes  de  trabalho:  ocorrências  imprevistas.2   Risco profissional e acidente de trabalho: definições  “Risco  profissional  é  a  possibilidade  de  um  trabalhador  sofrer  um  dano  (doença. Estatísticas e Planeamento do Ministério  da  Segurança  Social  e  do  Trabalho).  A  própria  noção  de  “risco  profissional”  não  afirma que o trabalho envolve qualquer tipo de risco.   Mas  quando  o  risco  ultrapassa  a  noção  de  probabilidade  e  se  torna  real.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 2.  A  expressão  “durante  o  tempo  de  trabalho”  é  entendida  como  “no  decorrer  da  actividade  profissional  ou  durante  o  período em serviço” (Ministério da Segurança Social e do Trabalho.  durante  o  tempo  de  trabalho.  risco não é mais que uma probabilidade.                              3 .  que  provocam  dano  físico  ou  mental. patologia ou outra lesão) provocada  pelo trabalho” (Instituto Nacional de  Estatística apud Departamento de Estudos.  O  que  nos  remete  para  a  própria  noção  de  risco  que  temos:  afinal.

     Entre  estes  elementos  constam. passo a apresentar os sectores que a Organização  Internacional do Trabalho considera particularmente perigosos:       A agricultura é um dos sectores de actividade mais perigosos.  as do sector agrícola têm‐se mantido altas (OIT. ruído e vibração.  Segundo  o  Instituto para a Segurança.d. E mais grave ainda é que.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 2.  a  contaminação do ar.  por  exemplo. enquanto as taxas de  mortalidade da maioria dos restantes sectores de actividade têm vindo a diminuir.  o  que  significa  um  risco  de  morte  no  trabalho  pelo  menos  duas  vezes  maior  para  estes  trabalhadores em relação a outros. o manuseio de  produtos  tóxicos. de lesões dorso‐ lombares. São estes os chamados sectores de risco.: 1)  Este  sector  emprega  actualmente  cerca  de  metade  da  mão‐de‐obra  mundial  (aproximadamente  1.  no  sector  da  construção. a movimentação de cargas.  as  fibras. Higiene e Segurança no Trabalho:   “Para  além  da  sua  habitação  os  agricultores  desenvolvem  parte  da  actividade  agrícola  em  instalações  onde  se  realizam  diversos  trabalhos  de  preparação  para  as  sementeiras  e  colheitas  (…). 2003). a concepção dos equipamentos e o tipo  de  tarefas  a  realizar  (por  exemplo.  2003).  o  nível  de  radiação  ou  substâncias  químicas  a  que  as  pessoas  estão  expostas. 2003).  mas  existem  alguns  mais  expostos  a  estes  elementos que outros. de intoxicações. de incêndio e electrocussão.  a  utilização  de  energia  eléctrica  a  que  se  associam  os  riscos de atropelamento ou esmagamento.  que  envolve  riscos  físicos) (OIT.000  trabalhadores  agrícolas  morrem  por  ano.3  mil  milhões  de  pessoas)  e  a  Organização  Internacional  do  Trabalho  estima  que  170. Assim sendo.  4 .  diariamente  [são]  executadas operações que implicam a circulação de veículos e máquinas  agrícolas. de  quedas. tanto nos países  industrializados  como  nos  países  em  desenvolvimento  (OIT.” (s. fogo. o maneio de animais.3       Sectores de maior risco profissional  A maioria dos elementos que afectam a saúde e segurança no local de trabalho  é  comum  à  maior  parte  dos  sectores.  o  pó.

  porque  as  doenças  associadas  podem  manifestar‐se  já  quando  o  operário  não  trabalha  na  mina:  perda  de  audição  ou  doenças  como  a  silicose  ou  a  pneumoconiose  (ou  pulmão  negro). não  existem  números  certos  de  quantas  pessoas  são  afectadas  pelos  malefícios  do  trabalho em minas.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica O  sector  do  trabalho  em  minas  representa  apenas  1%  da  mão‐de‐obra  mundial.  2003). Mas não só o  stress leva ao erro.d).  humidade  e  o  mais  perigoso:  amianto  (OIT. Sem contar as  doenças  manifestadas  a  longo  prazo. Mais que em outros sectores.  o  que posteriormente vai afectar o seu desempenho profissional.  Segundo Lima (2004).000  lesões  mortais e outras centenas de milhar sofrem lesões graves e doenças. levando um aumento  das probabilidades de erro.  uma  vez  que  a  percepção  das  suas  limitações  contribuiu  para  o  aumento  do  stress  entre  estes. das quais advêm os acidentes de trabalho.000 por ano e mais de 40 por dia).  vários  anos  depois  de  terem  terminado o seu trabalho (Merck Sharp & Dohme. E este sector  é  particularmente  perigoso.  As  principais  causas  de  morte  no  sector  incluem  lesões  causadas  por  quedas  (do  trabalhador  ou  objectos  de  trabalho).  problemas  de  coluna  e  musculares.  exposição  a  substâncias  nocivas.  esmagamento e electrocussão.  por  ano  registam‐se  pelo  menos  60.  podem  manifestar‐se  nos  ex‐operários. Entre os principais problemas de saúde encontram‐ se  as  síndromes  de  vibração. s.  resultaram  num  aumento  dos  riscos  para  os  trabalhadores. 2003). Apesar de todos os esforços  para combater estes malefícios. mas estima‐se que é responsável por mais de 5% dos acidentes  de trabalho mortais (pelo menos 15. o sector da construção é talvez o que envolve mais trabalho de  imigrantes  ilegais  e  mão‐de‐obra  com  falta  de  qualificação.  a  pó.  que  não  sabe  utilizar  correctamente as máquinas e aparelhos ou que não toma as medidas de segurança  5 . o sector do trabalho em minas é ainda o sector mais  perigoso na maioria dos países onde está presente. as alterações verificadas ao nível da organização do trabalho  provocadas  pela  globalização  e  consequente  necessidade  de  inovação  e  desejo  de  competitividade  e  as  mudanças  na  estrutura  empresarial  que  daí  derivam. mas nem por isso deixa de ser perigoso.  que  são  doenças  das  vias  respiratórias  associadas  à  exposição  continuada  a  determinados  componentes  das  minas. se tivermos em conta o número  de pessoas expostas aos seus riscos (OIT.  No  sector  da  construção.

 vivem em condições miseráveis junto aos locais de trabalho.  A pesca encontra‐se entre as indústrias mais perigosas em inúmeros países. 2004).Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica adequadas  no  seu  local  de  trabalho  (Lopes.  por  serem  desconfortáveis  ou  pouco  práticas  ou  por  acharem  que  os  acidentes  só  acontecem  aos outros (Lima.  que  não  têm  qualificações  para  aquele  serviço  e  que. uma vez que não há  apostas em medidas de segurança.  A demolição de barcos é também particularmente perigosa. A segurança dos trabalhadores vê‐se menosprezada. a taxa de mortalidade de pescadores foi calculada 16 vezes acima do número  de  acidentes  de  profissões  como  bombeiro  ou  polícia  e  40  vezes  a  taxa  média  nacional.  Na  Dinamarca.  em  1996. 2003).  entre  1989  e  1996  foi  cerca  de  25  a  30  vezes  maior  que  para  os  trabalhadores  em  terra.  particularmente  cancerígenas.  2002). em muitos casos. especialmente nas  “cabeças  de  praia”  asiáticas. Na China verifica‐se mais de 400 mortes de pescadores por acidentes por  ano (OIT.  muitas  vezes  não  o  fazem.000.        6 . por exemplo. entre 1982 e 1984.  Nos  Estados  Unidos  da  América.  na  sua  maioria  imigrantes. a taxa de mortalidade entre pescadores  foi  de  143/100.  com más condições sanitárias e de habitabilidade. a juntar à poluição sonora a que  estão sujeitos e à contaminação geral. Estes factores de risco constituem perigos para a saúde tanto a curto  como a longo prazo (OIT. planificação de trabalho ou formação da mão‐de‐ obra.  Verifica‐se  ainda  uma  falta  de  cuidado com as regras de segurança. 2003).  onde  se  realiza  actualmente  em  maior  escala  esta  actividade. Na  Austrália. pois mesmo os trabalhadores que conhecem e  sabem  aplicar  as  medidas  de  segurança. Entre os perigos deste trabalho contam‐se a  forte  exposição  a  toxinas  e  a  outras  substâncias  nocivas.

                                    7 .  alugueres  e  serviços  prestados  às  empresas. 12 deles resultantes em morte.  21  deles  resultantes  em  morte  e  com  menor  relevância  o  sector  das  Actividades  Imobiliárias.  o  Comércio  grosso e retalho. que registaram 74 698 acidentes.   Em Portugal  Segundo dados do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (2008).  com  o  registo  de  51  790  acidentes. reparação de veículos automóveis e bens de uso pessoal doméstico.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 2. os  sectores de actividade onde ocorreram mais acidentes de trabalho em 2006 foram  as Indústrias Transformadoras.  83  deles  mortais.  a  Construção. com o registo de 14 406 acidentes. 43 deles mortais.4.  com  36  961  acidentes  registados.

   Como se pode ver.  infligidos  pelas  pessoas  para  quem  trabalham:  alunos  e  pacientes.5. algo está mal quando professores são agredidos ou  alvo  de  chacota  ou  agressões  verbais  pelos  seus  alunos  ou  pelos  pais  dos  alunos.  Esta  situação  tem  vindo  a  agravar‐se e sendo noticiada pelos meios de comunicação social.         8 . 2006).   É algo de grave quando uma profissão que deveria por si só impor respeito  no  local  onde  é  exercida. na medida em que  muitos  dos  seus  profissionais  sofrem  danos  físicos  e  psicológicos.   Outras profissões… Outros riscos  Hoje  assiste‐se  cada  vez  mais  a  uma  perda  de  autoridade  em  certas  profissões a que anteriormente se olhava com respeito e admiração. o avanço dos tempos e as mudanças de mentalidades não  trazem só benefícios à nossa sociedade.  algo não vai bem quando um enfermeiro é vítima de agressões por um paciente ou  pelos seus familiares e a situação não é tida em causa pelos seus superiores.  é  negligenciada  e  muitas  vezes  descredibilizada  pelos  supostos subordinados. Algo está mal quando numa sala de aula são os alunos quem  fala mais alto ou dão as ordens. que dão cada vez  mais relevo a esta situação (Mateus e Antunes.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 2.   Profissões como professor ou enfermeiro estão em risco.

Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica Reflectindo…    “•  Segundo  estimativas  da  OIT.7% dos  trabalhadores  adultos  (357.  Num  terço destes casos. as mortes e as doenças dão origem.  Metade  destes  óbitos  ocorre  na  agricultura.  aproximadamente  2  milhões  de  trabalhadores  nos  Estados  Unidos foram vítimas de violência no trabalho.000 vidas.  Só  o  amianto ceifa 100.000  trabalhadores  por  ano.     • Todos os anos morrem 22.     • Calcula‐se que 10% de todos os cancros da pele se devem à exposição a  substâncias perigosas no local de trabalho.000  pessoas  perdem  a  vida  devido  a  acidentes  de  trabalho.353  milhões  de  dólares dos Estados Unidos) perde‐se devido aos custos das ausências de  trabalho. das incapacidades e das pensões  de sobrevivência a que as lesões.     •  Anualmente.000  trabalhadores)  foram  vítimas  de  um  ou  vários casos de violência no trabalho.  todos  os  dias  morrem.  5.  sector  que  emprega  50%  dos  trabalhadores  do  todo  o  mundo.     •  Todos  os  anos  aproximadamente  355.     •  As  substâncias  perigosas  matam  340.000  pessoas devido a acidentes ou doenças relacionados com o trabalho.     •  4%  do  produto  interno  bruto  (PIB)  mundial  (1.251. dos tratamentos das doenças. No Reino Unido. a doença provoca a perda de pelo menos quatro dias  de trabalho.  em  média.     •  Em  2002.  os  trabalhadores  sofrem  cerca  de  270  milhões  de  acidentes  de  trabalho  (mortais  e  não  mortais)  e  são  registados  aproximadamente  160  milhões  de  casos  de  doenças  profissionais.  9 .     • As perdas do PIB resultantes do custo das mortes e das doenças que a  população activa sofre são 20 vezes superiores a todo o apoio oficial ao  desenvolvimento. 1.000 crianças em acidentes de trabalho.

  Este  valor  aumenta  para  50%  nos  mineiros  com  mais  de  50  anos  de  idade.”      Associação Empresarial de Portugal (2004)  10 .Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica    •  37%  dos  mineiros  da  América  Latina  sofrem  de  silicose  (doença  pulmonar  mortal  que  é  contraída  através  da  exposição  ao  pó  de  sílica).  54.     •  Na  Índia.6%  dos  trabalhadores  que  fabricam  lápis  de  ardósia  e  36.2% dos que trabalham a pedra sofrem de silicose.

  Comecei  por  procurar  “acidentes de trabalho”. Mas este não se revelou uma boa ajuda.  mas  a  verdade  é  que  voltei  a  repetir  o  erro  de  iniciar  a  pesquisa  pela  famosa  expressão “profissões de risco”. desloquei‐me primeiramente à Biblioteca Geral da Universidade  de  Coimbra  para  tentar  obter  alguma  fonte  bibliográfica  que  me  pudesse  auxiliar. Fotocopiei o artigo e quando cheguei a casa  li‐o e sublinhei as expressões‐chave que considerei na altura. uma vez que este  não é de todo um tema desconhecido do senso comum.     Descrição detalhada da pesquisa  No  início. Continuando a pesquisa  11 .  conseguiria facilmente chegar às fontes de informação necessárias. Não obtendo novamente resultados que me fossem  úteis  dirigi‐me  então  ao  Centro  de  Estudos  Sociais  e  lá  obtive  as  primeiras  ajudas  para  o  caminho  que  deveria  escolher  na  minha  pesquisa.   Foi  então  que  comecei  a  minha  pesquisa  na  internet  com  expressões  que  indirectamente  me  levaram  à  temática  que  estudava.  Não  que  me  tenha  sido  propriamente útil como fonte de informação relevante.  não  foi.6. Mas a verdade é que chegar  a  um  qualquer  motor  de  busca  e  escrever  “profissões  de  risco”.  alguns  sítios  da  internet  iam‐me  fornecendo  palavras‐chave  que depois ia usando em pesquisas posteriores.  a  revista  que  encontrei  continha  um  artigo  que  me  pôs  a  pensar  melhor  nos  temas  relacionados  com  o  meu  objecto  de  estudo e a partir daí tudo foi mais fácil. fui‐me lembrando de  não  especificar  tanto  a  pesquisa  e  ir  procurando  também  por  “trabalho+risco”.  quando  escolhi  o  tema. no  google e posteriormente no  altavista.  definitivamente  a  forma  mais  eficaz  de  a  obter.  esperando  obter  logo  informação  útil  à  pesquisa. mas sim por abordar temas  aproximados  do  meu  objecto  de  pesquisa. Assim sendo.  apesar  de  um  pouco  abstracto.  pois  apesar  de  no  início  não  ter  obtido  informação  relevante.  pois não consegui perceber como deveria aceder aos dados.  Mais  tarde  lembrei‐me  também de ver sítios na internet de organizações que elaborassem estudos à escala  global e foi aí que me lembrei do  Eurostat. “profissões+risco”.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 2.  achei  que.  “mortalidade  no  trabalho”  ou  simplesmente  “trabalho”.  A  pesquisa  na  internet  correu  bem. por exemplo.

  que se revelou muito útil.  para  assim  complementar  a  informação que o documento desta organização me facultou.  fiz  uma  pesquisa  rápida  no  motor  de  busca  Google.  com  a  expressão  “nome  do  sector+acidentes  de  trabalho”  (por  exemplo.  “acidentes  de  trabalho”  ou  “segurança  no  trabalho”  e  fui  encontrando  algumas  fontes  bibliográficas  que  considerei  relevantes.  como  “trabalho”.  “risco”.  Correio  da  Manhã.  E  assim  sendo  achei  que  estaria  preparada  para  repetir  a  pesquisa  bibliográfica.  Recorri depois também ao sítio do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. fornecendo‐me dados estatísticos acerca da mortalidade  no  trabalho.  resolvi  ir  às  páginas  dos  jornais  mais  conhecidos  (Expresso.   Para  a  análise  detalhada  de  cada  um  dos  sectores  que  a  Organização  Internacional  do  Trabalho  considera  mais  perigosos.  Posteriormente desloquei‐me à biblioteca da Faculdade de Economia para adquirir  as  obras  e  dirigi‐me  novamente  para  casa  para  as  analisar  e  dar  início  ao  meu  trabalho.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica na  Web.  “agricultura+acidentes  de  trabalho”).      12 . Jornal de Notícias e Diário de Notícias) para tentar encontrar artigos que me  auxiliassem  de  alguma  maneira  e  foi  assim  que  encontrei  a  página  que  avaliei. Fui então recorrendo a temas aproximados do meu objecto de estudo.

  Ao  longo  do  texto.  ainda  há  uma  falha:  é  que  estes  profissionais. o que torna a leitura  maçadora e cansativa também.  apesar  de  não  ser  propriamente  atractiva.   É  uma  página  que. no  caso dos bombeiros.  ainda não possuem todos os meios necessários para exercerem a sua profissão em  segurança.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica       3.  O  texto  é  redigido  de  forma  clara  e  directa. que estes estão a perder a sua  autoridade  que  lhes  era  característica.    Concordo realmente com o conteúdo deste texto. não só pelo  que se pode ler nos seus testemunhos ao longo do texto.  contém  informação útil para o estudo da problemática das profissões de risco. uma vez que. pode verificar‐se. Como também já referi atrás. a sua profissão ser sempre valorizada e respeitada por todos.  através  de  desrespeitos  por  parte  daqueles  para quem trabalham: pacientes e alunos.  acerca  dos  riscos  que  apresentam  as  suas  profissões  e  penso  que  melhor  fonte  de  informação  que  os  protagonistas da problemática em estudo não há. sou da  opinião que o  sítio  deveria  ser  mais  atractivo.  as  autoras  vão  dando  a  conhecer  os  riscos  daquelas  profissões. como o  facto de o tamanho da letra do texto ser demasiado pequeno. Já no caso dos professores e enfermeiros. Apesar disto aponto algumas falhas.  com texto de Cátia Mateus e Marisa Antunes.  daí  que  a  informação  que  se  transmite passar seja de fácil aquisição. AVALIAÇÃO DE UMA PÁGINA DA INTERNET  A  página  da  internet  que  decidi  avaliar  tem  por  título  “Profissões  de  risco”.   Esta  página  tem  como  objectivo  dar  a  conhecer  as  problemáticas  de  profissões  distintas. apesar de. uma vez que  apresenta  opiniões  de  especialistas  de  profissões  “normais”. mas também por aquilo que  podemos observar nos meios de comunicação social.  como  a  de  bombeiro.  nomeadamente  quando  esta  lhes  causa  (ou  ameaça  causar)  danos  físicos  ou  psíquicos.  não  só  relativamente  ao  tamanho  da  letra.  enfermeiro  ou  professor.  mas  13 .  como  referem  os  próprios  no  texto.  ouvindo  profissionais  daquelas  áreas  a  explicar  os  pontos  menos  bons  da  sua  profissão.

Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica também em relação à própria apresentação da página que.  deveria  conter  elementos  que  chamassem  a  atenção  do  visitante.                          14 . especialmente no título.  nomeadamente  tipos e cores de letras mais atractivos e chamativos. uma vez que tem como  objectivo  realçar  e  chamar  à  atenção  para  os  riscos  das  profissões  de  que  fala.

  Data de leitura: Dezembro de 2008  Observações: Nenhuma a registar  Notas  sobre  o  autor:  Teresa  Maneca  Lima  é  investigadora  do  Centro  de  Estudos  Sociais.E. estando a concluir a tese  “Vítimas  do  quê  e  de  quem?  Acesso  ao  Direito  e  à  justiça  no  caso  de  Acidente  de  Trabalho Mortal”. Participou em vários projectos de investigação desenvolvidos no  Centro de Estudos Sociais sobre temas como relações laborais e acesso ao direito. dos riscos profissionais e dos direitos humanos no trabalho. Os  seus actuais interesses de investigação centram‐se nas áreas do acesso ao direito e à  justiça.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 4.C  Data de publicação: 2004  Número: 211   Local de edição: Coimbra  Cota: D.  licenciada  em  Sociologia  pela  Faculdade  de  Economia  da  Universidade  de  Coimbra e mestranda em Sociologia pela mesma faculdade.U.4 LIM  Nº de páginas: 13  Assunto: Os riscos profissionais no sector da construção civil  Palavras­chave: riscos profissionais.331. segurança. FICHA DE LEITURA     Título  da  publicação:  Oficina  do  CES  –  Trabalho  e  Risco  no  Sector  da  Construção  Civil em Portugal: Desafios a uma Cultura de Prevenção  Autor: Teresa Maneca Lima  Local onde se encontra: Biblioteca da F.              15 .

 para assim reduzir ao máximo os acidentes  no sector.  que  juntas  resultam  num  grande  número  de  acidentes  de  trabalho  e.  a  autora  termina  referindo  que  deve  batalhar‐se  numa  promoção de  atitudes  de  prevenção. características que fazem deste sector um dos mais propícios  à ocorrência de acidentes de trabalho.     Estrutura    As  alterações  na  organização  do  trabalho  e  as  consequentes  mudanças  ao  nível  da  estruturação  das  empresas  aumentaram  os  riscos  para  os  trabalhadores.Profissões de risco   Resumo    Fontes de Informação Sociológica O texto refere‐se às mudanças nas estruturas da sociedade que  o fenómeno  da globalização tem trazido. Refere‐se também às falhas  no  sector.           16 . como a falta de formação  dos trabalhadores e a pouca utilização dos meios de segurança.    Assim. fazem com que este  sector seja de alto risco para quem lá trabalha. o que leva a mais acidentes de trabalho. a considerar o sector como sendo de elevado risco profissional.  que  implicam rotatividade.  não  só  ao  nível  dos  seus  trabalhadores  mas  também  relativamente  às  condições  e  locais  de  trabalho. nomeadamente a concorrência entre empresas e a sua  modernização.  Isto a  juntar às  deficiências existentes  no sector.  portanto.  que  têm  sido  um  contributo  para  aumentar  o  número  de  erros  dos  trabalhadores.  causando  situações  de  stress  e  posteriormente  mais  erros  na  realização  das  suas  tarefas.  apostando  na  formação  dos  trabalhadores  e  promoção  do  cumprimento das normas de segurança.  tem  características  muito  próprias  que  o  distinguem  dos  demais  sectores.     Este  sector  tem  uma  grande  importância  económica.

  Porque  a  sabedoria  popular  não  é  a  única  fonte  de  saber.   As  empresas  devem  certificar‐se  que  os  seus  colaboradores  trabalham  em  segurança.  não  tendo  de  se  preocupar  se  mais  tarde  ou  mais  cedo  podem  vir  a  sofrer  danos  que  podem  ser  irreparáveis na sua saúde.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 5.  Se  existem  vários  sectores  que  só  por  si  podem  afectar  gravemente  quem  neles  trabalha.  pensar que mais  vale  pagar  para  que  tenham  formação  que  pagar‐lhes  indemnizações  para  tentar  reparar  aquilo  que  deveriam  ter  prevenido.  devem  ser  tomadas  medidas  para  que  os  trabalhadores  possam  exercer  a  sua  profissão  em  segurança.  A  aposta  no  trabalho  qualificado  deve  ser uma das prioridades das empresas.  para  evitarem  ou  pelo  menos  atenuar  situações de risco. quanto mais não seja para obterem melhores  resultados  finais.  a  informação  passada  dos  mais  velhos  para  os  mais  novos  não  é  a  única  fonte  de  conhecimento  e  as  empresas  se  querem  evoluir  devem  apostar  em  qualificações  especializadas  dos  seus  trabalhadores.                          17 . CONCLUSÃO    Não há dúvida que existem duas palavras‐chave para concluir este trabalho:  prevenção  e  formação. não só para o bem deles mas para o seu próprio bem.

      Webgrafia    Associação Empresarial de Portugal (2004).ppt  disponível  em:  http://www. Página consultada em 10 de Dezembro de  2008. disponível em  http://www.itcilo.  Higiene  e  Saúde  no  Trabalho  (s.  Coimbra:  Centro de Estudos Sociais.  “Prevenir  os  acidentes nas instalações agrícolas”.pt/Inicio.     Martins. 115‐139.aeportugal. 24.it/actrav/english/calendar/2002/A1_2744/recurosos/avaliacao_ em  18 . Luís (2002).  Página consultada a 26 de Dezembro de 2008. “Prevenção e Segurança no Trabalho”. “Avaliação de Riscos”.).  Sociologia – Problemas e Práticas.  de_riscos.d.Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica 6.pt/downloads/Bolsa_Textos/Bolsa_Artigos_SHST_15.  Teresa  Maneca  (2004).  António  Maria  (1997).  “Trabalho  e  Risco  no  Sector  da  Construção  Civil  em  Portugal:  Desafios  a  uma  cultura  de  Prevenção”.  disponível  http://www.    Lima.  “Sistema  de  emprego e  novos  perfis profissionais”.  211. Lisboa: IDICT. Página consultada a 22 de Dezembro de 2008.ishst.  Oficina  do  CES. Maria da Graça Lobato (1995). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  Bibliografia     Faria. O Erro Humano.pdf    Lopes.asp?Pagina=/Aplicacoes/Noticias/Noticia&Codigo =4302    Instituto  para  a  Segurança.

html    Ministério  do  Trabalho  e  da  Solidariedade  Social  (2003).  “Boletim  Estatístico”.  consultada  a  30  de  Dezembro  de  2008.pdf.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec4_38.d.msd‐ brazil.gov.expressoemprego.pt/estatistica/be/beout2008.Profissões de risco   Fontes de Informação Sociológica Mateus.edu/pdfs/report_esp.  Página  consultada  em  26  de  Dezembro  de  2008. Cátia.mtss.dgeep.pdf  19 .osl.pt/scripts/Actueel/displayarticle.  Página  consultada                          em  20  de  Dezembro  de  2008.    Merck Sharp & Dohme (s.  disponível  em:  http://www.  disponível  em:  http://www.  disponível  em  http://www.  “La  seguridad  en  cifras”.pdf    Ministério  do  Trabalho  e  da  Solidariedade  Social  (2008).asp?ID=1604&artCo unt=2&startPos=1&artsLoaded=1.  disponível  em:  http://clix. Página consultada em  10  de  Dezembro  de  2008.mtss.pt/estatistica/acidentes/atrabalho2003.  Página  consultada  a  29  de  Dezembro  de  2008. “Seção 4 – Distúrbios dos Pulmões e das Vias Aéreas”.gov. Antunes.  Página    Organización  Internacional  del  Trabajo  (2003).upf. Marisa (2006).  “Acidentes  de  Trabalho  2003”.  disponível  em:  http://www.dgeep. “Profissões de Risco”.).

Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica Anexo I – Página da Internet avaliada                                                                                          20 .

Profissões de risco Fontes de Informação Sociológica         Anexo II – Texto de suporte da Ficha de Leitura  Lima.  Teresa  Maneca  (2004).  (versão para impressão)    21 .  “Trabalho  e  Risco  no  Sector  da  Construção  Civil  em  Portugal:  Desafios  a  uma  cultura  de  Prevenção”.  Publicação  seriada  do  Centro  de  Estudos Sociais. Coimbra: Centro de Estudos Sociais.