Unidad II Clase 1

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LA

FILOSOFÍA

la rechaza, ni se jact a allí d o n d e se la escucha. Vive en la atmósfera de la u n a n i m i d a d que en el fon d o de la h u m a ­ n i d a d p u e d e u n i r a todos con todos. E n gran estilo s i st e m á t i c a m e n t e desarrollada h ay filo­ sofía desde hace dos mil q ui n i e n t o s años en O c c i d e n t e , en C h i n a y en la I n d i a , U n a gran t ra di c ió n nos d i ri g e la p a ­ labra. La m u l t i f o r m i d a d del filosofar, las c ont ra di cci ones y las sentencias con p re te n si on e s de v e r d a d p e r o m u t u a m e n ­ te exc luye nt es no p u e d e n i m p e d i r que en el f o n d o op er e una U n i d a d qu e n a d i e posee p e r o en t o r n o a la cual giran en t o do t i e m p o todos los esfuerzos serios: la filosofía una y e te r na , la fh ílo s o fh ia fere-nnis. A este f o n d o histórico de n ues tr o pensar nos e n c o n t r a m o s re mi ti dos , si q u er e m o s p e n ­ sar es enci al ment e y con la conciencia más clara posible.

LA

II
LOS O R Í G E N E S D E LA F IL O S O F Í A La historia de la filosofía c o m o pensar m e t ó d i c o t i e ne sus c om ie nz o s hace dos mil q u i n i e n t o s años, p er o c o mo pensar m í t i c o m u c h o antes. Sin e m ba r g o, c o m i e n z o n o es lo m i s m o qu e o r i g e n . El

¿ c o m i e n z o es hi st óri co"^ acarrea para los que v i e n e n después
'"un c o n j u n t o cr eci en fe de supuestos sentados p o r el t r ab a jo m e n t a l ya ef e ct u ad o. O r i g e n es, en ca mb io , la f u e n t e de la que m a n a en t o do t i e m p o el i mpulso q ue m u e v e a filo­ sofar. U n i c a m e n t e gracias a él resulta esencial la filosofía actual en cada m o m e n t o y c o m p r e n d i d a la filosofía a n t e ­ rior. Este o r i g en es m ú l ti p le . Del asombro sale la p r e g u n t a y el c o n o c i m i e n t o , de la duda acerca de lo c on o c i d o e) e x a m e n c r ít i c o y Ja clara ce rt eza , de ia conm oción del h o m ­ bre y de la concienci a de estar p e r d i d o la cuesti ón de sí pr op io . R e p r e s e n t é m o n o s a nt e t odo estos tres motivos.

P rim ero. P l a t ón d e a * qíur-cl aso??zbro es el o r i g e n de la fi­ losofía. N-uestros ojos nos “ h acen ser p a r ti c i pe s del es­ p ec tá c ul o de las estrellas, del sol y de la bóveda crj.est e ” . Es te espect ácul o nos ha “ d a d o el i mpulso de investigai el uni verso. D e aquí br ot ó para nosotros l a ' filosofía, el mayoi de los bienes d ep arad os p o r los dioses a la raza de los m o r ­ tales” . Y Aristóteles: “ P u es la a d m i r a c i ó n es Jo que i m ­ pulsa a los h o m b r e s a filosofar: e m p e z a n d o p o r a dmi ra rs e de l o q ue les s o r p r e n d í a p o r e x t r a ñ o , a v a n za r on poco a poco y se p r e g u n t a r o n p o r las vicisitudes de la l u n a y del sol, de los -astros y p o r el o r i g e n d e l u n i ve r s o . ” E l a dm i r a r s e i mpel e a conocer. E n la a d m i r a c i ó n co­ b r o con cie nci a de n o saber. Busco el saber, p e r o el saber m is mo, no “ para satisfacer n i n g u n a nec es id ad c o m ú n ” . E l filosofar es como un d es pe rt ar de la vi ncu lac ió n a las nec es idades de la vida. Es te de spe r ta r t iene l u g a r mi15

mí di ch a. l u ego existo' * era para él i n d u b i t a b l e m e n t e cierta c u a n d o d u d a b a de t o do So d e má s. p r e g u n t a n d o que sea t o do ello y de d ó n d e l odo ello v e n ­ ga. p u e d e e n g a ñ a r m e acerca de mi exi st encia m i e n t r a s m e e n g a ñ o al pensar.. p r a c t i c a n d o la d u d a c ó mo la vía de la ce rt eza . n i n g ú n v e r d a d e r o filosofar. mi s a l v a c i ó n . p er o ant e el e x a me n ' c r ít i c o no h a y nada cierto. pues ni siquiera eJ p e r f e c t o e n g a ñ o en m a t e r i a de c o n o c i m i e n t o . o bi en g o z á n d o m e en Ja nega ci ón m e d i a n t e ella. en mis fines. la d u d a mi sma el t e r r e n o d e Ja ce rt eza. P or todas par tes se alzan unas af ir ma ci ones f r e nt e a otras. pero que por su par te t a m p oc o logra d a r un paso más. p r e g u n t a s cuva respuesta no serviría para nada útil. Segundo. A b u e n segur o que se ac u mu l an los conoc imi ent os. La cnsa se vuelve otra c u a n d o me doy c u e n t a de mí mi s mo en mi situación. X M á s bien estoy o l vi d ad o de m í y sa­ t isfecho d e al ca nzar s e m e j a n t e s cono ci mi ent os . mas. q ue ya no respeta n ada . E n t r e g a d o al c o n o c i m i e n t o de Jos o b j e t o s del m u n d o . al cielo y al m u n d o . N u e st r as formas m e n ­ tales son las de n u e st ro h u m a n o i ntelecto. o bi en p r e g u n t á n d o m e d ó n d e estará 3a c er teza que escape . vivo e n t r e y para Jas cosas. ■ ■ El estoico E p i c t e t o d ec í a : “_E1 o r i g e n d e la filosofía es el_ fercatarse de la jle lfilid á d ^ e i m p o t e n c i a ¿C ó m o . U na yez^. D e aquí que sin una d u d a radical. Se e n r e d a n en con tr a di cc io n es insolubles. La famosa frase de Descart es “ pienso. La d u d a se vuelve co mo d u d a m et ó d i c a la fu e nt e deJ e x a m e n c r ít i c o de t o do c o no c i m i en t o .que he satisfecho mi asombro y ad m i r a c ión con el c o n o c i m ie n t o de lo que exi ste7~pronto se a n un c ia la d u d j .a toda d u d a y resista ant e toda crít ica h o n r a d a . sin pens ar en m í . F il os of and o m e a p o d e r o de Ja duda* i n t e n t o hacerla radicad.íO LA FILOSOFIA rancio d e s i n t e r e s a d a m e n t e a las cosas. sino que resulta satisfactoria por sí sola. P e r o lo decisivo es c óm o y d ó n d e se conquista a través ele. Las p er cepc io ne s sensibles están c on di ci on ada s por nuestros órganos sensoriales y son engañosas o en lodo caso n o c o n c o r da nt e s con lo que existe fuera de m í i n d e p e n d i e n ­ t e m e n t e de que sea p e r c i bi d o o en sí. Y féretro . aquel que q u i zá ni perci bo.

n o v uel ven más. que m a n e j a m o s a n u es t r o gusto y a las que r eacc iona mos a c t u a n d o según planes en el m u n d o . las ocasiones se suce den . estamos jubilosos de nuest ra fuerza. P e r o h ay si­ tuaciones p or su esencia p e r m a n e n t e s . c u a n d o nos d a ­ mos cu e nt a r e al m e n t e de ellas. n o sabe­ mos de otras cosas que las de n u es t ra i n m e d i a t a circuns- . Es tamos s i e m ­ p r e en situaciones. aun c u a n d o se altere su apari enci a m o m e n t á n e a y se cubr a de un velo su p o d e r s obr ecog ed or : no p u e d o m en o s de m o r i r . ya. p o r el c o n tr a ri o . estoy s o m et i d o al acaso. c o mo la d. a saber. me h u n d o i n ev i t a b l e ­ m e n t e en la culpa. ya velándolas. en c ambi o. y. t e ne mo s un a c o n f ia n za i rreflexiva. i m p u l s a ­ dos por nuestros intereses vitales. C e r c i o r é m o n o s de n ues tra h u m a n a situación. M i e n t r a s somos felices.escoitftanza que m crecc iodo ser m u n d a iu ü . más p r o f u n d o a ún. E n la vida c o r r i e n t e h u i m o s f r e c u e n t e m e n t e ant e ellas c e r c a n d o los oj os y h a c i e n d o como si n o existieran. ni de p a de c er . N u e s t r a i n g e n u i d a d toma ei m u n d o por el ser p u ra v s i m p l e m e n t e . o l v i ­ damos nuest ro ser culpables y n ues t ro estar e n t r e g a d o s ai acaso. la forma y el c o n t e n i d o de mis represent aci ones. con la desesperación y con la r e co ns t it uc ión : Ll ega mo s a ser nosotros mi smos en una t r ans f or maci ón de la con cie nci a de n ues t ro ser. P u e d o t r a b a j a r p o r hac er qu e cambi e la situación. O l v i d a m o s que t e n e m o s que m o r i r . La c on ci en ci a eje estas situaciones l í ­ m it es es después del as ombro y de la d u d a el o r i g e n . Estas situaciones f u n d a m e n t a l e s d e n u e s ­ tra existencia las l lamamos situaciones lím ites. Las situaciones c a m b i a n .LA SITUACIÓN HUMANA 17 salirjde la i mp ot en ci a? La respuesta d e E p i c u r o de c ía : c o n ­ s i d e r a n d o t odo lo que n o está e n mi p o d e r c o m o i n d i f e ­ r e n te para m í e n su n ec e si d ad . Q u i e r e d e ­ cirse que son situaciones d e las que n o p o d e m o s salir y que n o p o d e m o s alterar. ni de l uch ar . A las s ituaciones l í mi t e s reaccionamos. de la filosofía. P o n g á m o n o s en claro nuest ra h u m a n a situación de ot ro m o d o . Si éstas n o se a p r ov ec ha n . E n t o n c e s sólo t e ne mo s que habérnoslas con las si t ua­ ciones concretas. p o n i e n ­ d o en claro y e n l i b e r t a d por m e d i o del p e n s a m i e n t o lo qu e reside en m í .

C u a n t o hay d i g n o de co nf ia nza en la n at ural eza d o m i n a d a se l i mi t a a ser una parcela d e n t r o dél m ar c o del to/do i n d i g n o de ella. S e m e j a n t e p rot ec ci ón fue la bella ilusión de t iempos tranquilos en los que p e r ­ m an e c í a vel ado el l ími t e. en plena d o m i n a c i ó n de la nat u ra l ez a su b­ siste lo incalculable y con ello la p e r p e t u a ame na z a. en la ay ud a miftua q ui ere l ograr la s egur ida d. o bi en son sólo i n d i v id u os sueltos.18 LA FILOSOFÍA t a n d a . Sólo allí d o n d e los Estadjos se hallaran en situación de que cada c i u d a d a n o fuese para el o t ro tal co mo lo requiere la s ol idari dad abso­ luta. la v e je z . hay el fon d o en que todo se apoya: el hogar y la pat ri a. los h er m a n o s y los amigos. E n el m u n d o hay lo d i g ­ no de fe. lo c[ue -despierta la co n fi an za . p or la p e n d i e n t e de ía vida feliz. ni iglesia. sólo allí p o d r í a n estar seguras e n c o n j u n t o la justicia y la l i ber tad. N o hay Es t ad o. en la flaqueza. M as nurrtía ha sido así. Per o t a m b i é n aquí subsiste ol l í m i t e . la e n f e r m e d a d y la m ue r t e . los que se asisten r e a l m e n t e unos a otros en los casos más e x tr e ma do s . Y una vez que h emos salido del t ranc e y se­ gui mos vi vi end o. El h o m b r e se apodera de la n at ural eza para p o ne r la a su servicio. S i e mp re es u n c írcul o l i m i t a d o de h o m ­ bres. La d o ­ mi n ac ió n de la nat ural eza y la s ociedad h u m a n a d eb e n g ar ant izar la existencia. olvidados -de nosotros mismos. incluso e n m e d i o de la i mp ot enci a. Las amenazas le e m p u j a n a asegurarse. la ciencia y la t écni ca se e n c ar ga n d e hacerla d ig na de con fianza.l í m t e s y aí cabo e l i m in a r la lucha sin fin de todos co n tr a to­ dos. nos d e j a m o s deslizar de n uevo. P e r o el h o m b r e se vuelve p r u d e n t e con s e m ej a nt es e x­ periencias. H a y el fo nd o . C o n todo. y a la postre el fracaso en c o n j u n t o : no hay m a n e r a de acabar con el peso y la fatiga del t raba jo. la esposa. ni sociedad que p r o t e j a ab sol ut ament e. Pues sólo en to nce s si se le hace i nj us ti ci a a alguien se o p o n e n los d e m á s como un solo h o m b r e . Y el "hombre se congrega en s oci edad para poner. los padr es y los a n t e ­ pasados. E n el dolor. P e ro en cont ra de esta total des confi anza que mere ce el m u n d o habla este o t r o hecho. e n la i mp ot en ci a nos desesperamos.

m i r á n d o s e a sí m i s m o o sacándolo de su p r o p i o f ond o.'Las | situaciones l í m ites — la m u e r te . porque a éste le falta todo c o n t e n i d o propi o. co nf ia nza. P e r o lo que qu i er e el estoico es a ut ént ica filosofía. el retraerse al f o n ­ do de la pro pi a l i be rt ad en la i n d e p e n d e n c i a del pe ns a­ mi ent o. d e los poetas y artistas. U n í n d i c e que p rohi be hallar satisfacción en c ] ' m u n d o . ni siquiera ella da un a c onf ia nza absoluta. E n t o d o m o m e n t o tiene el h o m b r e que d es cubri r. P e r o ni siquiera toda esta t ra di c ió n da un a l b e r g ue se­ guro. d o m m á n c í o í e ai cabo sólo l á c t i c a m e n t e . a la visión del c u al no p u e d o s us traerme c u a n d o me r e p r e ­ s en to las cosas h o n r a d a m e n t e ? N o nos basta el cons ejo del estoico. N o s d e j a sin esperanzas. El estoico nos d e j a sin consuelo en In mera i n d e p e n d e n c i a del p e n s a m i e n t o . \ _en vTsIa"cTc este fracaso aljsolul o. P e r o esa d es confi anza que d es pi er ta t o do ser m u n d a n a l es co mo un índi ce l evant ado. el p e r m a ne ce r l e oculto. El estoico er raba al n o ver con bastante r adical idad la i m p o t e n c i a del h o m b r e . pues tal como se ad el an ta hacia nosotros es toda ella obra h u m a n a . cuestionable. en la obra de los pens adores . u n í n d i ce que se­ ñala a algo di st in to del m u n d o . De sc on oci ó la d e p e n d e n c i a i n ­ cluso deí pensar. toda satisfacción lograda m e d i a n t e un a e n ­ trega amorosa v la e spe ranz ada expect at iva de lo posible. y la posibilidad de la locura. La t r a d i c i ó n sigue s iendo s i e m pr e.soluciones y u n a t r a n q u i l i d a d iluso* . 'además. o bien el ec har m a n o a . ser. la _culpa y la d es c on fi an za que d espi erta _el m u n d o — m e e ns e ña n l o que es fraca s a r . está r e d u c i d o a lo que se le da. que en sí es vacío. el acaso. . lo que es para él ce rt eza. p o r q u e falla t od o i n t e n t o de s uper aci ón e s p o n ­ tánea e í n t i m a . en la fe. o bien el p o d e r verlo sin velos y tenerl o present e como l í mi t e constante de la p rop ia existencia. El origen de ésta qu e hay en las situaciones l í m i t e s da el i m ­ pulso f u n d a m e n t a l que mu ev e a e n c o n t r a r en el fracaso el ca mi no que lleva al ser. fcs ^cc is iv a para el h o m br e la f or ma en qu e e x p e r i m e n ­ ta el fracaso’* .LAS S I T U A C I O N E S L I M I T E S IQ histórico de Ja t ra di c ió n en la l e n gu a m a t e r n a . en n i n g u n a p ar te del m u n d o está Dios.

D i c h o de otra m a n e r a : el h o m b r e busca la salvación. L a pat enc ia del ser para la a d m i r a c i ó n nos hace r e t e n e r el al ient o. É?ta se la b r i n d a n las g r a n d e s r eli gi ones universales de ja salvación. C a d a u n o d e estos estados de t ur bac ió n t iene su v e r ­ d a d .20 LA FILOSOFÍA rías.de ella c o n d u c e al acto de la conversi ón del i n di v i d u o . El c a mi n o . es t odo filosofar u n s u p e r a r el m u n d o . Pla tón y Arist ót el es p a r t i e r o n de la a d m i r a c i ó n en bus­ ca de la esencia d e l ser. d e la p r o f u n d i d a d del ser. e n la con ci en ci a de estar p e r d i d o . \ L a f or ma en que e x p e r i m e n t a su fracaso es lo que d e t e r m i n a en q u e acabará el hombre}. Los estoicos buscaban e n m e d i o de los dolores de la exi st encia la p a z del alma. Re su ma mo s . de e t e r n iz ar se . a va n­ za mos a través de ellos hasta los o r í g en e s. o b ien el acept arl o h o n r a d a m e n t e e n silencio ante lo indescifrable. Ha st a la desesperación se c onv ie r te p o r obra de su e f e c t i v i d a d . o b i e n se hace sensible lo q ue r e a l m e n t e existe a p e ­ sar y p o r e n c i m a de t odo eva nes ce nte ser m u n d a n a l . La nota di stintiva de éstas es el d ar una g ar a nt í a o b j e t i v a de la v e r d a d y r e al i dad de la salvación.. A p r o p i á n d o n o s h i s t ó i i c a m e n t e éstos. p e r o nos tienta a sustraernos a los h o m b r e s y a caer presos d e los he- . e n Ja d u d a . E l o r i g e n del filosofar reside e n la a d m i r a c i ó n . Descart es buscaba en m e d i o de la serie sin fi n de lo i nc ie r to la c e r t ez a imperiosa. E l af án es de u n suelo seguro. vestida h i s t ó r i c a m e n t e en cada^caso de las respectivas ideas y l e n g u a j e . algo a n á lo go a la salvación. E n t o do caso c o m i e n z a el filosofar con u n a c o n m o c i ó n total del h o m b r e y s i em p r e trata dé. P e r o q u i z á n o es n i n g u n o de estos o r í g e n e s el más o r i ­ gi nal o el i n co n d i c i o n a l para nosotros. d e su ser posible e n el m u n d o . o b i e n hace su a pa ri ci ón la nada. Y sin e m b a r g o . saÜV del estado de t u r b a c i ó n hacia una met a. aún p re sen tes en nosotros. E n 3as situaciones l í mi t es . Esto no p u e d e dar lo la filosofía. e n í n d i c e qu e señala más allá de éste.

E n la historia ha h a b i d o hasta h o y u na n at ur al v i n cu l a­ ción de h o m b r e a h o m b r e en c o m u n i d a d e s d ign as de c o n ­ fianza. por decir lo así. N a d a de t o do esto es acce­ sorio ni inesencial. fa flaqueza y la falta de e n e r gí a hace a los faltos de fe o b ien a dh e ri rs e c i e g a m e n t e o bi en obstinarse t er c a m e n t e . H a s t a el solitario t e n í a . p er o e n sí m i sm a carece de c o n t e n i d o y de aliento. La di sol uci ón actual es sensible sobre t od o en el h e c h o de que los h o m b r e s cada vez se c o m p r e n d e n menos. que r e p r e s e n t a n el corte más radical de la historia. t i em po s de u na disol uci ón i n a u d i t a y de p o ­ sibilidades sólo o s cu r a m e n t e atisbadas. en el h e c ho de qu e ya no hay l ealtad ni c o­ m u n i d a d q ue sea incuest ionabl e y d i gn a d e c o n f i a n z a . Ese do lo r de la falta de c o mu ni c a c i ó n y esa satisfacción p ec ul ia r de la . T o d o ello p o d r í a pasar si hubi ese para m í en el aisla­ m i e n t o u n a v e r d a d con la que t e n e r bastante. m u t u a m e n t e i n d if er e nt es . mi fe.LA C O M U N I C A C I Ó N E N T R E LOS H O M B R E S 2 1 chizos de un a pura met af ísi ca. choca con otras fes. La c e r t ez a i mp eri os a t iene sus únicos d o m i n i o s allí d o n d e nos o r i e n t a m o s e n el m u n ­ do p or el saber c ie n t í f i c o . son sin d u d a válidos. La i m p e r t u r b a b i l i d a d del alma en el estoicismo sólo t iene valor p ar a nosotros c o m o ac ti tud t ransitoria en el ap ri et o. se e n ­ c u e n t r a n y se al ej an c o r r i e n d o unos de otros.Estos tres i n fl uyent es mot ivos — la a d m i r a c i ó n y el c o ­ n o c i m i e n t o . j u s t o c u a n d o estoy s egur o de m í . Yo p u e d o h a c e r m e u n o con el p r ó j i m o e n la v e r d a d y no lo p u e d o . e n inst it uci ones y en u n ^espíritu g en e ra l. los tres mot ivos expuestos hasta aquí . u n a l ucha sin m á s salida que la s umisión o la a n i q u i l a c i ó n . en al gún p u n t o l í m i t e sólo parece q u e d a r la lucha sin es pe ranz a p or la u n i d a d . la d u d a y la c e rt ez a . . E n la actu al ida d se t orna r e s u el t a m en t e decisiva una situación gene ral qu e de h e c h o h a bí a ex i st i do s i em p r e . un sostén e n su soledad.! E n estos tiempos. c omo a c t it u d salvadora a n te la i n ­ m in e n c i a de la ca íd a c ompl et a. Estos m ot ivo s resultan s u b o r d i n a d o s a una c o n d i c i ó n . pero n o suficientes. el sentirse p e r d i d o y el enc on tr ar se a sí m i s m o — no agotan lo q ue nos m u e v e a filosofar e n la actualidad. la de la com unicación e n t r e los hombres .

sino h e n c h i e n d o d e p l e n i t u d la vida. la ce r ­ teza i mperiosa es p ar ti c ul ar y relativa.\solo. Y este filosofar t iene al p ar sus raíces en aquellos tres estados de t ur bac ió n filosóficos que p u e d e n someterse todo3 a la c on d i ci ó n de lo que s i gni fi qu en. El o r i ge n de la filosofía está. La f u n d a m e n t a l a c t i t u d filosófica cuya ex pr es ión i n t e ­ lectual he expu es to a ustedes t iene su r a í z en el est ado de t u rbac ió n p r o d u c i d o por la ausencia de la c om un i ca c ió n. en la e x p e r i e n c i a de las situaciones lími tes. La lu cha es un a l uch a amorosa en la que cada cual e n t r e ga al o tro todas las armas. U n a c o m u n i c a c i ó n que no se l i mi t e a ser de intel ect o a intelecto. no soy nad a. de e s pí ri t u a es p ír it u . el estoicismo se c onvi er te e n u n a a c t i t u d vacía y p ét re a. Así se mu es tra d es de un p r i n c i p i o ya en el h e c h o de que . sea c o m o auxiliares o sea como e ne mi go s. Di os sólo se man ifi es ta i n d i r e c t a m e n t e y n u n ca i n ­ d e p e n d i e n t e m e n t e del a m o r de h o m b r e a h o m b r e . si y o estuviera seguro de m í m i s m o e n la absoluta soledad de la v er d a d . p er o. t o do trat o con el p r ó j i m o es sólo p r e l i m i n a r . U n i c a m e n t e en la co mun i ca c ió n se realiza cu alqu ie r otra v e r d a d . per o en el m o m e n t o decisivo se exige m u t u a m e n t e t o do . para la c o mu n i ca c i ó n de h o m b r e a hombre. r e a l m e n t e e n la a d ­ m i r ac ió n.2 2 LA. FILOSOFÍA c o m un i ca c i ón a u t én t i ca no nos a fect ar ía n fil osófi camente como lo h ac en . se hacen p r e g u n t a s radicales. esto. no l i m i t á n d o m e a vivir. La c er teza de ser p r o ­ p i a m e n t e sólo se da en esa c o m u ni c a ci ó n e n q ue la l ibert ad está con la l i b e rt a d en franco e n f r e n t a m i e n t o en p le na so­ l i d a ri d a d . en el afán de una c o mu n i ca c i ó n au té nt i ca y e n la posibili­ d a d d e una l ucha amorosa que vi ncul e en sus p r o f u n d i d a d e s yo con yo. P e r o yo sólo existo en c o m ­ p a ñí a del p r ó j i m o . no para lograr p o d e r . en ella sólo soy y o mi smo . sino q ue ll egue a ser de existencia a existencia^ tiene sólo p o r un si mple m e d i o to­ das las cosas y valores impersonales. e n ú l t i m o t é r m i n o y e n c e r r a n d o e n sí todo. pues. sino para acercarse. J us t if i cac io ne s y at a­ ques son ent on ce s medi os. e n -Ja d u d a . en la v o l u n t a d de la c o m u n i c a c i ó n p r o p i a m e n t e tal. está s u b o r d i n a d a al t o d o .

la p l e n i t u d del reposo.LA C O M U N I C A C I Ó N E N T R E LOS H O M B R E S 23 toda filosofía impulsa a la c om u n i c a c i ó n . en el que está f u n d a d o en ú l t i m o t é r m i n o el s e n ­ ti do de todos los fines: el i nt eri ori za rse del ser. la cl ar idad del am’or. en el h e c h o de que su esencia es la c o p a r t i c i p a ­ ción mi sma y ésta es i ndisoluble del ser v e r da d. . q ui si e­ ra ser o í d a. U n i c a m e n t e en la c o m u n i c a c i ó n se alcanza el íin de la filosofía. se expresa.

este círculo no es más que un punto muy delicado. Que el hombre. partes incomparablemente más pequeñas... un mundo. Que un gusano le ofrece. cuyo centro está en todas partes.). en comparación con la realidad de las cosas. vapores en estas gotas. nuestra imaginación llega más lejos. Por más que hinchemos nuestras concepciones más que todo lo imaginable. dentro del recinto de este resumen que es el átomo. agote sus fuerzas en estas concepciones. al volver en sí. con su alta y plena majestad. vista la nada a que se puede llegar? Quien se considere de esta suerte se espantará de sí mismo y. y el último objeto al que pueda llegar sea el de nuestro razonamiento. las villas y a sí mismo en su justo precio. Que vea una infinidad de universos cada uno de los cuales tiene su firmamento. que aparte sus miradas de los objetos bajos que le rodean. la Naturaleza entera. ¿Qué vale un hombre en el infinito? Mas para presentarle otro prodigio no menos asombroso.Bias Pascal Fimtud Cuando considero la pequeña duración de mi vida. humores en esta sangre. o más bien un todo. Que el hombre contemple. no solamente el Universo visible. que observe esta deslumbradora luz colocada como una lámpara eterna sobre el Universo. Infinitamente lejano a estos dos extremos. pues. que busque en lo que conoce las cosas más tenues.. me espanto y me asombro de verme aquí y no ahí. absorbida en la eternidad que le precede y que le sigue. en comparación con el que los astros que ruedan en el firmamento describen. no producimos sino átomos. imperceptible en el seno del todo. gotas en sus humores. ¿A quién no sorprenderá que nuestro cuerpo. y dividiendo aún más estas últimas cosas. desde esta pequeña celda en que se encuentra alojado. sangre en sus venas. la circunferencia en ninguna. y que.. considere lo que es él. Pero si nuestra vista se detiene aquí. considerándose sostenido en la masa que la Naturaleza le ha dado entre dos abismos de infinito y de nada.. ¡Cuántos reinos nos ignoran. abismado en la infinita inmensidad de los espacios que ignoro y que me ignoran. venas en sus piernas. en la pequenez de su cuerpo. cambiada su curiosidad en admiración. ahora y no entonces (. piernas con articulaciones. pero aún se cansaría antes ella de percibir que la Naturaleza de dar. el fin de las cosas y su principio están para él infinitamente ocultos en un secreto . Yo quiero hacerle ver ahí dentro un nuevo abismo. y que asombra al pensar que. el más visible carácter de la omnipotencia de Dios es este hecho de que la imaginación se pierde en ese pensamiento. que la Tierra le aparezca como un punto en el vasto círculo que aquel astro describe. en comparación a lo que es. estará más dispuesta a contemplarlas en silencio que a buscar con presunción. Porque en fin ¿qué es un hombre en la Naturaleza? Una nada en comparación con lo infinito. Esta es una esfera infinita. Todo este mundo visible no es más que un rasgo imperceptible en el vasto seno de la Naturaleza. sino la inmensidad que se puede concebir en la >Naturaleza. Tal vez piense que ha llegado a lo extremadamente pequeño en la Naturaleza.. aprenda a estimar la Tierra. Ninguna idea se puede ni aproximar. sea ahora un coloso. que se vea como perdido en esta pequeñísima provincia apartada de la Naturaleza. su tierra en la misma proporción que el mundo visible. Quiero pintarle. que hace poco hemos considerado como imperceptible al Universo. un todo en comparación con la nada: un término entre todo y nada. . El silencio eterno de estos espacios infinitos me espanta. el pequeño espacio que lleno y aún el que veo. quiero decir el Universo.. y creo que. sus planetas. a su vez. temblará a la vista de tales maravillas. los reinos. En fin. pues no hay razón para que yo esté aquí y no ahí.

y si le seguimos. Conozcamos pues nuestro alcance. Nada se detiene para nosotros.impenetrable y es igualmente incapaz de ver la nada de donde ha sido extraído y el infinito donde está sumido. escapa a nuestras amarras. y lo poco que tenemos de ser nos esconde la visión del infinito. pero todo nuestro fundamento cruje. nada. siempre inciertos y flotantes. Este estado nos es natural. Vagamos siempre en un medio vasto. Esto es lo que nos hace incapaces de saber con certeza o de ignorar en absoluto. en una fuga eterna. Pensamientos. . He aquí nuestro estado verdadero. más contrario a nuestras inclinaciones.. no somos todo. Edición de Port Royal. oscila y nos abandona. y la Tierra se abre hasta los más profundos abismos. Cualquier cabo a que pensemos ligamos para afianzamos. Capítulo XVII: Conocimiento general del hombre. ardemos del deseo de encontrar una base constante para edificar una torre que se eleve a lo infinito. BLAISE P a s c a l . nos resbala y nos huye.. sin embargo. lo que tenemos de ser nos veda el conocimiento de los primeros principios. somos algo.. arrastrados de uno a otro extremo.. que nacen de la nada.

sino del espíritu de su ley en conjunto. que nos dice cómo la criatura humana al nacer fue regalada con toda clase de bendiciones y no obstante. en toda la extensión de la palabra. la muerte. En torno a ese hecho.. No hay otro camino. un molinero es el padre de Juan. maldecida con la muerte. son necesarias. las cosas en las cuales más creo ahora. según la cual una cosa debe ser amada ANTES de ser amable. no sean tres. Por ejemplo. Tales son las continuidades matemáticas y lógicas.. allí andan complicados seis animales y dieciocho piernas: esto es verdadero racionalismo. Allí está la lección de “Cenicienta”. puede dulcificarse hasta ser sueño. Haeckel puede hablar todo lo que guste de fatalismo. Según la experiencia del país de las hadas. comparadas con ellos. Es un motín valiente contra la soberbia. creada en mí por los cuentos de hadas. entre ambas cosas existe una enorme diferencia. pero que desde entonces. aquella en lá cual creo con fe inquebrantable. Pero fácilmente se imaginan árboles que no . Pero no es tan necesario. Allí está la caballeresca lección de “Juan el Gigante”. son mayores que Cenicienta.. fue humildemente confirmada por los hechos. y cómo a veces la muerte. No son fantasías. que es la prueba de la imaginación. Allí está la gran lección de “La Bella y la Bestia”. si las hermanas feas. el amanecer. la aprendí en la nursery..Asombro Mi primera y última filosofía. Aquí me ocupo de demostrar que la ética y la filosofía vienen alimentándose.. El país de las hadas. la aprendí de una niñera. no es más que la radiante patria del sentido común. Que. Si me ocupara de ellos detalladamente podría mencionar muchos nobles y saludables principios que de ellos provienen. según la cual se debe matar a los gigantes porque son gigantescos. Nosotros. son los llamados "cuentos de hadas”. Pero cuando asomo la cabeza por encima del cerco de los elfos y comienzo a estudiar el mundo natural.. Hablaban como si el hecho de que los árboles den frutas. Si Juan es hijo de un molinero. en el país de las hadas. que es la misma lección que la Magníficat: Exultavit humiles. Pero no me ocupo de los estatutos aislados del país de los elfos. Porque el rebelde es más antiguo que todos los reinos y el Jacobino tiene más tradición que el Jacobita. Las cosas en las cuales más creía entonces.. etc. Allí está la terrible lección de “La Bella Durmiente”. Me ocupo. La fría razón lo decreta desde su trono imponente: y nosotros. hablaban de cosas actuales que sucedían. No es posible imaginar que dos y uno... y el país de las hadas rebosa de él.. de una cierta manera de mirar la vida. como si fueran razonables e inevitables. Si tres hermanos pasean a caballo. en el país de las hadas (que son las más razonables de todas las criaturas) admitimos esa razón y esa necesidad. nos sometemos. Y vagamente. fuera tan necesario como el hecho de que dos árboles y un árbol son tres árboles. otras cosas son las fantásticas. con cuentos de hadas. observo algo extraordinario. Me parecen ser las cosas más razonables. Observo que los hombres cultos y con anteojos. en toda la extensión de la palabra. es NECESARIO que Cenicienta sea menor que las hermanas feas. su ley que aprendí antes de saber hablar y recordaré cuando no pueda escribir. Podría exponerse de este modo: Existen ciertas continuidades o desenvolvimientos (cosas siguiendo a otras cosas) que son razonables.

si ésta le preguntara por qué los ratones se convierten en caballos y sus vestidos desaparecerían al dar medianoche. o árboles que den candelabros dorados. Cuando nos pregunten por qué los huevos se convierten en aves y por qué los frutos caen en otoño. del mismo modo que no podemos decir por qué un oso pudo convertirse en príncipe. Pero podemos concebir muy bien que la manzana no cayera sobre su nariz. hablaban de un tal señor Newton que fue golpeado por una manzana y descubrió una ley. No hurga en su cabeza hasta imaginar una conexión mental necesaria entre el cuerno y el castillo tambaleante. Concedido que existen ciertas transformaciones. en la cual no existen leyes sino solamente repeticiones extrañas.dan fruta. pero esto no altera nuestras convicciones en la cuestión filosófica de cuántas habas suman cinco. no hay huevos con aspecto de pollo mientras que hay príncipes con aspecto de oso. El hombre de ciencia dice: “corte el cabo y la manzana caerá”. Sin duda dio ese mismo consejo a muchos campeones y ha visto caer muchos castillos. es esencial que las consideremos desde el punto de vista filosófico de los cuentos de hadas y no a la antifilosófica manera de la ciencia y de las “Leyes de la Naturaleza”. Esos hombres con anteojos. no que tengamos sólo una vaga idea de sus efectos. Dos jeroglíficos negros formando una respuesta blanca. Creemos que un tallo de habas trepó hasta el cielo. Pero los científicos hurgan en sus cabezas hasta imaginar una conexión mental entre la manzana abandonando el árbol y la manzana llegando al suelo. Sienten que por el hecho de que una persona incomprensible constantemente siga a otra cosa incomprensible.. Y aquí reside la perfección peculiar de la verdad y el tono de las fábulas infantiles. Una ley implica que conozcamos la naturaleza de su generalización y de su establecimiento. porque en sí. pero no en imposibilidades mentales. pero lo dice tranquilamente. Esto es una necesidad cierta: porque no podemos imaginar que ocurra lo uno sin lo otro.. Como ideas. la nariz de Newton golpeó la manzana. como si una idea condujera en realidad hacia la otra. debemos contestar exactamente como le contestaría el hada madrina a Cenicienta. sino una verdad que conecta entre sí dos hechos. Pero no podemos decir por qué un huevo pudo convertirse en pollo. pero no lo dice como si hubiera algo por lo cual evidentemente el efecto proviniera de la causa. siempre hemos conservado esta diferencia penetrante entre la ciencia de las relaciones mentales. son más remotas entre sí que la de oso y la de príncipe. o árboles de cuyas ramas cuelguen tigres asidos por la cola. . implica que hay una conexión mental imaginable entre la idea de prisión y la idea de ratería y sabemos cuál es la idea. podemos imaginarla volando anhelosa por el aire para ir a golpear otra nariz cualquiera hacia la cual sintiera una aversión más definida. Hablan como si realmente hubieran descubierto no sólo una cantidad de hechos maravillosos. la de huevo y la de pollo. La bruja en el cuento de hadas dice: "sopla el cuerno y caerá el castillo del ogro”. en las cuales existen leyes. según la cual los rateros deben ir a la cárcel. pero no pierde su aire expectante ni su razón. no pueden llegar a ver la diferencia que existe entre una ley necesaria. En nuestros cuentos de hadas. y la ciencia de los hechos físicos. una ley razonable y el mero hecho de unas manzanas cayendo. Hablan como si la conexión física de dos cosas extrañas las conectara también filosóficamente. Podemos explicar por qué privamos de libertad a un hombre que se toma libertades. Si existe una ley. Pero esos hombres. Si la manzana golpeó la nariz de Newton. de algún modo las dos forman algo comprensible. Creemos en milagros corpóreos.

Aquí sólo trato de describir las enormes emociones que no pueden ser descritas. pese a no saber a quién. La prueba de toda felicidad es la gratitud. y arte y éxtasis. a todos nos gustan las fábulas asombrosas porque tocan la fibra del antiguo instinto de asombro. de él deriva todo el fuego de los cuentos de hadas. es la única persona que puede leer una novela realista moderna. La bondad de los cuentos de hadas no se afectó porque en ellos puedan haber más dragones que princesas. y me siento agradecido. “hechizo". un bebé. Fue un éxtasis porque fue una aventura. sin aburrirse. ya era bondad figurar en un cuento de hadas. expresan la arbitrariedad del hecho y de su misterio.. no necesitamos cuentos de hadas. porque hay en ellos un instinto de sexo.Debemos contestar que es magia.. El asombro tiene un positivo elemento de alabanza. Por eso dije que solamente las historias de magia pueden . este asombro no es una mera fantasía derivada de los cuentos de hadas. con el único fin de resucitar el momento olvidado en que descubrimos que eran verdes. ¿Podría no estar agradecido a Santa Claus cuando ha llenado mis medias con dos piernas milagrosas? Agradecemos a la gente regalos de cumpleaños como cigarros y zapatillas. fue una aventura porque fue una oportunidad. A los chicos les gustan los cuentos románticos. pienso que aproximadamente. Todo lo que llamamos espíritu. Pero un chico de tres. fue tan hermosa como desconcertante. sino que apostamos sobre él. al contrario. Esto prueba que aun las fábulas infantiles sólo son eco de un sobresalto. Estas fábulas dicen que las manzanas son doradas. ¿Puedo no agradecer a nadie el regalo de cumpleaños de mi nacimiento? Estas convicciones subconscientes se manifiestan mejor con el colorido y el tono de ciertos cuentos.. No es una necesidad.. son las empleadas en los libros de cuentos de hadas. Las únicas palabras que siempre me satisficieron para describir la Naturaleza. Los niños están agradecidos a Santa Claus. de interés y de asombro. tales como "encanto”. En realidad. En el próximo capítulo hablaré del aspecto intelectual del optimismo y del pesimismo. Y no contamos con el curso ordinario de las cosas. Sin embargo. casi pre-natal. solamente necesitamos cuentos. cuando llena sus medias de juguetes y dulces. tanto cuanto tengan uno. significa que solamente por un magnífico instante. El sol brilla porque está encantado. Así como a todos nos gustan los cuentos de amor. No es una ley. Un chico de siete años se entusiasma.. no tenemos derecho a decir que siempre han de suceder. porque los encuentran románticos. Un árbol da frutas porque es un árbol mágico. Y la emoción más fuerte de la vida. La vida resulta bastante interesante. para recordarnos por un loco momento que corren ríos de agua. Este es el próximo mojón que hemos de pasar para hallamos definitivamente resueltos en nuestro camino a través del país de las hadas. se entusiasmará si le dicen que Tomás abrió una puerta. porque a pesar de dar prácticamente por descontado que esas cosas suceden. “encantamiento”.. El agua cae de la montaña porque está embrujada. El hecho de que contemos con el curso ordinario de los acontecimientos no es argumento suficiente para fundar la inmutabilidad de una ley. si le dicen que Tomás abrió una puerta y vio un dragón. Dicen que corren ríos de vino. pero al os bebés les gustan los cuentos realistas. Esto lo prueba el hecho de que cuando somos muy niños. recordamos que habíamos olvidado. porque no entendemos su fórmula general.

y lo más extraño.. lo que sentí antes de poder pensar. decirlo de esta joya sería literalmente exacto. Así concluye con una imperfección inevitable este intento de decir lo indecible. Pero la explicación del conjuro. la cosa es de magia. Cada hombre ha tenido una horrible aventura como un oculto nacimiento fuera del tiempo: él. Y es mejor aún el ejercicio de recordar cómo todo se salvó por un pelo: cada cosa que tenemos se salvó de un naufragio. Falsa o cierta. recién evadido del mar que se ha instalado sobre un peñasco con unas pocas comodidades. Puedo expresar esa otra sensación de la confortable intimidad del cosmos. pese a tener defectos. si ha de satisfacerme. no era. hallé hermoso su objeto y sus designios. lo significaba violentamente. Que haya dos sexos y un sol. Lo que significara aquello. porque Crusoe pudo haberlo dejado caer al mar. Segundo. El hombre ha salvado su bien como Crusoe salvó sus bienes: los ha salvado de un naufragio. El más grande de los poemas es un inventario. Crusoe es un hombre. Este cosmos ciertamente es sin par y sin precio: porque no existe otro. y era común decir de muchos de ellos que eran: “Grandes pudieron ser”. Me sentí económico con las estrellas. En el mundo. un remanente salvado de la primera ruina. vino a mi mente una vaga y vasta impresión de que en cierto modo. Para mí es un hecho más cierto y sorprendente que cualquier hombre que cruzó por la calle es un: "grande pudo no haber sido”. primero. Sentí en mis huesos. me sentí avaro con las montañas. . que este mundo no se explica a sí mismo. era como que hubieran allí dos armas de fuego y un hacha. Las resumo ahora para luego proseguir fácilmente. Puede ser un milagro como una explicación sobrenatural. había algo personal como una obra de arte. no se pudiera agregar ninguna. comprendí que la forma adecuada de agradecerlo. Porque el universo es todo. Esta es mi ulterior posición frente a la vida. todo bien era un remanente a almacenar y a conservar como sagrado. Tercero. Lo más lindo del libro es la enumeración de las cosas salvadas del naufragio. que a esas. Pero aunque parezca tonto. los surcos para la simiente de la doctrina. igual que los niños que nunca llegan a la luz. decir inapreciable e incomparable a una joya. En mi infancia se hablaba mucho de hombres de genio disminuidos o arruinados. no bebiéndolos en exceso. y cuando vi al Matterhorn me alegré de que no hubiera sido olvidado en la confusión del momento. siempre leído en la infancia “Robinson Crusoe”. como serían por ejemplo los dragones. una sola joya y si es natural en sentido figurado. y un significado debe tener alguien que lo signifiqué. Era absolutamente urgente que ninguna de estas cosas se perdiera. Y finalmente. Cuarto. lo que pensé en cierta forma obscura antes de poder escribir. Cada utensilio de cocina se convierte en el utensilio ideal. mirarlo todo y pensar cuán feliz uno puede sentirse de haberlo salvado del barco zozobrante y llevado luego a la isla solitaria. como si fueran zafiros (y así las llama Milton en el Paraíso). Debemos también obediencia. a quienquiera nos haya hecho. puede ser el truco de un hechizo como una explicación natural. Los árboles y los planetas parecían cosas salvadas del naufragio. pero en cierta forma era bastante extraño.. Es un buen ejercicio para las horas ingratas o vacías del día. realmente sentí como si el orden y el número de las cosas fueran los románticos restos del barco de Crusoe. tiene que ser mejor que las explicaciones naturales que ya he oído. llegué a sentir que la magia tenía un significado. refiriéndome a otro libro.expresar mi sensación de que la vida no es sólo un placer sino también una especie de privilegio excéntrico. es tener una especie de humildad y restricción: debemos agradecer a Dios la cerveza y el Borgoña.

Y en todo ese tiempo había ni siquiera pensado en la teología Cristiana. C h e s t e r t o n .Todo eso sentí. Ortodoxia. G. y los años me dieron valor para sentirlo. . K.

Con esta misma palabra ha expresado la misma Iglesia el sentido de la encarnación del verbo: ut dum visibíliter Deum cognoscísmus. no en una tensión extrema. Esto no es una interpretación romántica y par­ ticular. qué por lo visible de este sacramento primario seamos «arrebatados» al amor de la realidad invisible2 0 . que el «hombre nacido para el trabajo» sea transporta­ do de la fatiga del día de esfuerzos a un intermi­ nable día de fiesta. arrebatado de la angostura del ambiente laboral y centrado en el mundo. sino como en un arrobamiento. so Preíacio de Navidad del Misal Rom ano. Ahora bien: éste es precisamente el sentido de la visi­ bilidad sacramental: que el hombre «arrebatado» por ella se sienta «arrobado». como prefacio sacramental. Nuestra esperanza es que este verdadero senti­ do de la visibilidad del Sacramento se maniñeste de tal forma en la celebración del culto. este prefacio. per hurtó invisibilium amoren rapiamur. . es también el de la festividad del Oorpus.70 JOSEF PIEPKR do laboral del día de trabajo. es decir.

) 1 : i /? ^ 0 .¿QUE SIGNIFICA FILQBOFAB? «El motivo por ei que el filósofo se asem e­ ja al poeta es que los dos tienen que habér­ selas con lo ’ m aravilloso». í ( S anto T o m As de A q u i n o . ^ \o^ L veA o' c v o ^ o y ú ^ \ v A ^ . ^ . 0 >cfe.i . i i . \ s&A .

no se hace ya física— . ¿qué es la investigación física?. plenamente de filosofía y hace filo­ sofía.I Cuando el físico se pregunta: ¿qué significa h a ­ cer física?. . es evidente que. sino eminentemente filosófica. se sitúa uno con ella en el centro mis* Las palabras de Santo Tomás de Aquino que figuran al co­ mienzo del capítulo proceden de su C om entario a la M etafísica de A ristóteles (1. sin embargo. no se hace todavía física— no se hace to­ davía. quien plantea y trata de contestar la pre­ gunta ¿qué significa filosofar? No es ésta una cuestión previa a la filosofía. también. o. Trata. 3). al preguntar de esa manera y al buscar una res­ puesta. plan­ tea con ello una cuestión previa.

F. pertenece.:i mundo del trabajo es el mundo del día de . A . no podrá ser contestada de una forma definitiva. No nos pro­ metamos. y después qué quiere decir «tras­ cender» ose mundo. por eso pre­ cisamente.80 id o JOf?BF PIKFKR de la filosofía. pues es esencial a la pregunta filosófi­ ca el que no se pueda obtener la respuesta como una «bien redondeada verdad» (según la expre­ sión de Parménides). al de la antropología filosófica. nuestra pregunta «¿qué significa filosofar?» Y por ser una pregunta filosófica. pues. pues. T . Sobre esto. Más precisamente: no puedo decir nada sobre la esencia . que precisar en seguida qué se entiende por «mundo del trabajo». ese territorio. una definición manejable.n una primera aproximación puede decirse que filosofar es un acto en el que se sobrepasa o trasciende el mundo del trabajo. que no se la pueda tener en lar. aun prescindiendo por completo de que cua­ tro cortas conferencias apenas si bastan para po­ ner en claro todo lo que abarca y hasta dónde se extiende la cuestión. sobre la estructura de esperanza propia de la filosofía y del filosofar en general. por tanto. y con ello designamos ya un territorio central de la filosofía misma.manos como una manzana madura que se cof^e del árbol. Hay. una respuesta que abarque por todos lados el ob­ jeto.de la filosofía y del filosofar sin afirmar algo sobre la esencia del hombre. hablaremos más adelante.

En la actualidad. mientras que justamente no se puede decir que la contemplación. el mundo del trabajo empieza a ser. La «utilidad comiím es una parte esen­ cial del 'bonum commune. 20.< OCIO V LA VIDA INTELECTUAL u labor. El proceso del trabajo es el proceso de la rea­ lización de la «utilidad común». al bonum commune pertenece el que se haga filosofía.. es el mundo de las necesidades y del rendimiento. la filosofía. pero este concepto con­ tiene mucho más. útil (a la que es propio al mismo tiempo la actividad y el esfuer­ zo). es también verdad. el mundo del hambre y de su satis­ facción. y viene a ser lo mismo. < í . del ejercicio de una función. el mundo de la utilización. en virtud de ello. nuestrq mundo a secas. sirva a la «utilidad común». 1 In Sent. del servicio a fines. la exigencia del mundo del tra­ bajo se vuelve cada vez más totalitaria. se apo­ dera cada vez más de la existencia humana en su totalidad. cada vez más excluyentemente. Al bonum commune pertenece. 2. bonum commune y «utilidad común» se identifican cada vez más. que. concepto que no hay que tomar como equivalente de bonum com~ mane. 4 d>. Ei mundo del trabajo está regido por esta meta: realización de la «utilidad común». del resultado o producto. amena­ za a ser. £>or ejemplo (como dice Santo Tomás) \ que haya hombres entregados a la inútil vida de la contemplación. es éste el mundo del trabajo en la medida en que trabajo es sinónimo de acción.K 7 . 1.

La filosofía — ¡necesariamente!— reviste cada vez más el ca- . para encontrarnos en un mundo en el que el proceso del trabajo. esta pregunta tan «teórica» y «abstracta». informa todo el ámbito de la existencia humana. casi más que por el contenido de sus problemas. Mientras más totalitaria se hace la exigencia del mundo deí trabajo tanto más intensamente se presenta es< a inconmensurabilidad. de la que estamos muy cerca tanto interior como exteriormente. consecuente­ mente.82 JOSEF PIEPER Si es verdad que filosofar es un acto que sobre­ pasa. a ese mundo de i bonuvi utile. sólo hay que saltar una frontera. este no-pertenecer a él. en el pensamiento y geo­ gráficamente. se transforma imprevista y repentinamente en una cuestión histórica de la máxima actualidad. que trasciende el mundo del trabajo. es aquello por lo que se caracteriza propiamente la situación actual de la filosofía. sino ser esencialmente inconmensurable con él. Y quizá se pueda decir que esta exacerbación. el proceso de la realización de la «utilidad común». para llegar al mundo total del trabajo en el que. Nos basta dar un paso. de la «utilidad común». en­ tonces nuestra pregunta «¿qué significa filoso­ far?». de necesidad y producto. no habría ya ninguna verdadera filosofía ni ningún verdadero filosofar. si es verdad que filosofar significa trascender el mundo del traba­ jo y que es esencial al acto filosófico no perte­ necer a ese mundo de utilidades y de aptitud práctica. este éstar en peligro por parte del mundo del trabajo.

sobre todo en nuestra patria. por la comida. mientras más excluyentemente se in­ cauta del hombre la exigencia del mundo de los días de trabajo. Por todas partes máxima tensión y sobrecarga. sólo aparentemente aligerada me­ diante desviaciones y pausas acabadas apresura­ damente: periódicos. pe­ ro también en Europa. cines. incluso de algo verdaderamente intolerable e in­ justificable. No es . no es preciso para ello ningún especial esfuerzo de imaginación: nos encontramos metidos drástica­ mente en el centro mismo de este día de labor. nuestro día de trabajo. las necesidades de una nueva ordenación y reconstrucción. No es pre­ ciso que siga componiendo el cuadro. las carreras y persecu­ ciones de todos los días por la simple existencia física. Hay que hablar de esto de forma ab­ solutamente concreta. sobrepasando las preocupaciones del individuo y condicionándolas al mismo tiem­ po. después. Hay que decir primero algo sobre esta incon­ mensurabilidad del acto filosófico. en el mundo entero. el calor. el vestido. sobre este tras­ cender el mundo del trabajo que se produce en el filosofar. la vivienda. oposición de intereses en lo grande y en lo pequeño. cigarrillos. por de pronto. Lu-* chas de poder para la explotación de los bienes de esta tierra. del mero lujo intelectual. Ahí están. todos sabe­ mos el aspecto que presenta este mundo.EL OCIO y LA VIDA INTELECTUAL 83 rácter de lo extraño. Recordemos las cosas que dominan hoy el día corriente del hombre.

im a­ ginemos. decía. metas que hay que tener a la vista con una mirada fija. considerar sólo estas for­ mas extremas. que se muestran preci­ samente hoy. orientada a lo cercano y a lo inmediato.84 JOSEF PIEPER preciso. ese mundo de los días de labor es parte esencial del mundo del hombre. antiquísima y primaria exclamación de asombro filosófico. en el que hay que poner manos a la obra. sin embargo. M. . Basta pensar sencillamente en el numdo del trabajo de todos los días. 19*3. que entre tales voces se alzase de repente una preguntando: «¿Por qué existe el ser y no más bien la nada?». imaginémonos que entre las voces que llenan los talleres y el mercado («¿có­ nto hay que obtener estas o aquellas cosas nece­ sarias para la existencia cotidiana? ¿De qué for­ ma se consigue eso? ¿Dónde hay de esto?»). partiendo de una posición. críticas. es precisamente en él donde se crean los fundamentos de la existencia física sin la que ningún hombre puede filosofar. sin embargo. en el que se rea­ lizan y logran ñnes muy concretos. que ha califi­ cado Heidegger como la pregunta fundamental de toda m etafísica2. de ocio filosófico. pá­ gina 22. a la que supongamos superior. ¿Hay que decir expresamen­ te hasta qué punto esta pregunta del filósofo es * HEn>£GGEn. Pero. Sobre esto no hay que gastar palabras. Estamos muy lejos de querer menospreciar este mundo de los días laborables. : Was Ist M etaphysik? Frankfurt.

La pregunta filosófica que lo es verdadera­ mente atraviesa la cúpula bajo la que está ence­ rrado el mundo de la jornada burguesa de tra­ bajo. . cantan los pájaros y en las caderas de Dios descansa feliz la esfera de la creación 3. hombres preocupados del rendimiento y del éxito.» 3 Konrad W eiss : «In exitu» (versos iniciales). La voz de la poesía. No de otra forma sucede también con la y o z de quien reza: «Te alabamos.EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 85 algo por completo inconmensurable con el mun­ do de utilidad y de servicio a fines concretos de los días de trabajo? Si se formulase inesperada y repentinamente entre hombres de acción y de negocios. suena igualmente en el ámbito de me­ tas activamente alcanzadas como algo por com­ pleto extraño. ¿no se tendría por loco al que la hi­ ciese? En tales contraposiciones extremas se hace visible la diferencia realmente existente. El acto filosófico no es la única forma de dar este «paso más allá». no es menos incon­ mensurable con el mundo del trabajo que la pre­ gunta del filósofo: Álzase en el confín el árbol. Munich. 1921. de la yerdadera creación literaria. te glori­ ficamos. te damos gracias por tu inmensa gloria. Tal voz. incluido en la selección de poesías Die cumüische Sibylle. se hace claro que con aquella pregunta se da un paso que trasciende el mundo del trabajo y lleva lejos de él.

80 JOSEF PIEPER jCómo podría ser comprendido esto sirviéndose do las categorías de la utilización racional y de la organización utilitaria! Y también quien ama se sale de la cadena de fines de este mundo del día de trabajó. en la experiencia de la cercanía de la muerte o en cual­ quiera otra cosa. así como la oración. de la experiencia de la muerte o de lo que sea.'da un paso más allá. en tal conmoción. en general. que es siempre al mismo tiempo una con­ moción de la relación con el mundo. existe una notable y poco co­ nocida frase de Santo Tomás de Aquino. En semejante conmoción (tén­ gase en cuenta que también el acto filosófico. la vi­ vencia creadora. el de creación y contemplación artísti­ ca y también la relación con el mundo realizada en una conmoción exlstencial en virtud del amor. el religioso. decimos. en su . la verdadera creación poética y. Por razón de esta fuerza de trascendencia y rompimiento que les es común tienen una cierta unidad natural todas esas formas de actitudes fundamentales del hombre: el acto filosófico. se apoyan en una conmoción). asi cómo todo aquel que. Y por lo que respecta a la unidad de filosofía y creación poética. por ejemplo. sea. Todo el mundo sabe hasta qué punto ha unido Platón en su pensamiento el filosofar y el eros. por una profunda conmoción exis­ te ncial. experimenta el hombre el carácter no definitivo do este mundo de todos los días lleno de cuidados. J f> trasciende. pisa los li­ mites de la existencia.

es decir. lo digno de admiración. de modo que en un mundo totalitario del trabajo todas esas formas de trascendencia del mismo tienen que agostarse (o digamos me­ jor: tendrían que agostarse. por razón de la común orientación a lo admirable ( mirandum ) ( ¡y lo maravilloso no se presenta en el mundo del trabajo!). si fuera po­ sible destruir por completo la naturaleza huma­ na). tienen tanto más peso cuanto que ambos pensadores. \ . Aristóteles y San­ to Tomás. 3. acercándose a él y emparentándose con él más que con las ciencias exactas especia­ lizadas. lo que provoca admiración \ Estas palabras. 4 ln M e t„ 1. en razón de esa común fuerza de tras­ cender se asemeja y aproxima el acto filosófico al poético. Sobre ello habrá que hablar todavía. / La copertenencia es a tal punto válida que ¡ siempre que se niega esencialm ente ano de los miembros de esta trama no florecen tampoco los restantes. Donde lo religioso no puede crecer. cuya profundi­ dad no es fácil sondear.Eh OCIO y LA VIDA INTELECTUAL 87 Comentario a la Metafísica de Aristóteles : el fi­ lósofo tiene de afín con el poeta el que los dos tienen que habérselas con lo maravilloso ( mirandum). ahí tampoco florecen el filosofar y la filosofía. donde no hay lugar para la creación y contemplación artís­ ticas. son cabezas de extraordinaria sobrie­ dad. totalmente opuestas a cualquier confusión romántica de dominios. pues. Así. donde la conmoción por el eros y la muerte pierde su profundidad y se banaliza.

con mayor o me­ nor disimulo. Existen seudorrealizaciones de esas actitudes fundamentales. Existe una forma de orar mediante la cual no se trasciende «este» mundo. Hay también seudoformas de la creación y contemplación artísticas. que el simple enmudeclmiento y extinción paulatina es su corrupción en for­ mas bastardas y falsas. Hay una co­ rrupción de la religión en magia. una seudopoesía. sino un intento de adueñarse de lo divino para disponer de ello.JÜSXT PIEPSR Peor. que. por así decir. semejante «poesía» no trasciende. se pone al servicio del mundo del trabajo como «poesía útil». sino con la que más bien se intenta incluir lo divino en la cadena de fines de los días de trabajo como algo que funciona en ella a modo de parte integrante de la misma. que sólo aparentemente traspasan la cúpula. a pintar adornos engaña­ dores en su pared interior y que. privada o también política. se pervierte la oración haciendo de ella una práctica que siga haciendo posible la vida bajo la cúpula. se limita. desde luego. ni siquiera aparentemente. en lugar de romper la bóveda del día de trabajo. en la que no se realiza la entrega a lo divino. Y existe también una degeneración del eros por la que se pretende poner al servicio de los fines del limitado yo su capacidad de entregarse y que resulta de un miedoso protegerse frente a la con­ moción que produce el mundo más amplio y pro­ fundo en el que sólo puede entrar quien ama de verdad. (Es claro que el ver­ dadero filosofar tiene más en común con la .

cuya característica es precisamente ésta: que en ella el mundo del trabajo no es sobrepasado tam ­ poco. sobre todo.EL OCIO T LA VIDA INTELECTUAL ciencia especializada exacta que con tal seudopoesia). para la administración de su casa como para los del Estado. que no trasciende. el talento para conducirlos perfectamen­ te mediante palabras y obras. mucho más desesperanzador que.» Este es el progra­ ma clásico de la filosofía concebida como saber de formación. estos formas ficticias y. y es que todas estas seu~ dorrealizaciones coinciden en que no sólo no tras­ cienden. encie­ rran al hombre aún más en el mundo del trabajo. el sencillo ce­ rrarse frente a lo no cotidiano del hombre mun­ dano. hay también una seudofllosofia. El hombre sencillo. ser afectado al­ gún día por la fuerza de conmoción que se oculta en una cuestión filosófica verdadera o en una poe* Protáf/oras. son algo mucho peor. . puede. esta apa­ rente filosofía. 318 y sigs. tanto para sus asuntos propios. Así. En Platón pregunta Sócrates al sofista Protágoras 5: «¿En qué instruyes tú a los muchachos que se agolpan en torno tuyo?» Y Protágoras res­ ponde: «El objeto de mi enseñanza es la buena deliberación. con todo. sino clausuran al mundo bajo la cúpula todavía más y de foi’ma más definitiva. Y. por ejemplo. Hay algo todavía peor. pág. cautivo en el mundo de los días de labor. por último. de una filosofía aparente.

Sin embargo. no habla sólo ni principalmen­ te mediante palabras expresas y en tesis forma­ les. en lo fundamental. el contempla­ dor del' rielo. Esta historia de la muchacha tracia se encuentra al comienzo de la filosofía occidental. permanente. ^ Platón. a un seudofilósofo no hay nada que lo conmueva. pero a un sofista. no se trata aquí de hacer crítica del tiempo. extraño al mundo. Y «siempre de nuevo» (así se dice en el Teetetes 6 de Platón). sino más bien mediante figuras. «siempre de nuevo» es el filósofo mo­ tivo de risa «no sólo para las muchachas tracias. cae en el pozo y en otras muchas per­ plejidades diversas». Y es claro que una pregunta semejante y un planteamiento de ese tipo posee hoy como problema una especial fuerza y agude­ za histórica. precisamente con la pregunta. del inundo del trabajo. Ahí está. Volvamos al camino de la cuestión inicial: si se pregunta por la verdadera esencia de la filosofía se sale uno. hoy en que precisamente este mundo dél trabajo se presenta con una exigencia totali­ taria desconocida hasta ahora en Occidente. es para Platón la representativa res­ puesta a la filosofía de la sólida razón de todos los días. Hablamos de una desproporción que es. empero.JOSEF PIEPER sía. por . La carcajada de la muchacha tracia que vió caer en un pozo a Tales de Mileto. porque él. sino en general para la masa.

exceptuado el sin par Só­ crates.» Pero ahora se ha entregado de una forma exaltada a Sócrates y a la filosofía. en los que Platón quizá se ha querido representar a sí mismo. y después vuelve a sentirse nuevamente desgraciado porque 110 ha logrado todavía lo verdaderamente importante. a la ventura. Apolodoro es uno de aquellos muchachos irrefle­ xivamente entusiastas que rodeaban a Sócrates. ser como Sócrates. En la ciudad íe llaman «el loco» Apolodoro. . el enajena­ 7 Fedón .EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 91 ejemplo. sin embargo. se enfurece contra todos y aun contra si mismo. Apolodoro. Acerca de Apolodoro se cuenta en el Fedón 7 que cuando Sócrates se llevó a la boca en la prisión el vaso de cicuta. justamente aquellos que le llaman ahora el' loco. «Antes vagaba yo de un lado para otro. un personaje secundario (asi parece en principio) en el Fedón y El Banquete. y. «Tú conoces ya a este hombre y cómo es. creía servir para algo. Este Apolodoro se encuentra un día con algunos amigos de antes.» De sí mismo cuenta Apolodoro en El Banquete que desde hacía años había estado siempre celoso de saber cada día lo dicho o he­ cho por Sócrates. 59. fué el único entre los presentes que prorrumpió en llanto y en sollozos incontenibles. era más desdichado que nadie. Con perfecta ingenuidad proclama por to­ das partes cómo se pone «contento más allá de toda medida» cuando puede hablar de filosofía u oir hablar a otros de ella.

El no puede ca­ llar. por su parte. . Les echa. no servís para nada. empero. gen­ te de negocios. y creo que tenéis razón. 172 y sigs. por laf frases bien dichas. no lo creo. por lo gracioso. que saben muy bien cómo hay que hacer las cosas y que «opinan que han de hacer algo» en el mundo. hombres de fortuna.mt El Banquete 8 platónico tiene la forma del * FJ Banquete. Apolodofo. en realidad. no se hace tampoco ilusiones sobre eventuales «intereses filosóficos» de sus in­ terlocutores. lo que entra aquí en juego. como Platón observa expresamente.j o s si' pxrpjui do. a Apolodoro que les cliente algo del discurso sobre el amor que se habÍH pronunciado en cierto banquete en casa del p o t a Agatón. Está claro que estos hombres de foj tuna. por la elegancia formal de la discusión.» A pesar de ello. y muy bien. dados a los resultados prácticos. sino que lo sé. Y entonces relata Apolodoro ¡justamente el Symporiv. «si vosotros así lo queréis. en cara ha-ita qué punto les compadece. pág. porque «creéis servir para algo cuando. Son. por el contrario. . no sen­ tían de ninguna manera la necesidad de ser adoc­ trinados sobre el sentido del mundo y de ía exis­ tencia.y menos todavía por Apolodoro! Es tan sólo el interés por lo picante. yo tengo que h a­ cerlo»— aunque se le tenga por un insensato— . no sé niega a rela­ tarles el discurso sobre el amor. Y quizá ahora opináis que soy un in­ fortunado. pero en lo que concierne a vosotros. Es­ te r amigos piden.

no pu­ do Platón expresar de forma más clara la esen­ cial inconmensurabilidad del filosofar y del mun­ do del trabajo satisfecho consigo mismo. abandonado a un en­ tusiasmo sin critica. La filosofía es «inutilizable» en el sentido de una utilización y aplicación inmedia­ ta. esto es una cosa. sino un saber «libre». a este fanático estudiantino que es Apolodoro. una tentación de desesperación a la que sólo puede resistir (esta es la opinión de Platón) la búsque­ da juvenilmente impertérrita de la sabiduría. como ha dicho John Henry New m an 9 . En todo caso. Hay algo sin esperanza en esta situación. no un sa­ ber «útil». ella mjr>ma es un fin. que ni puede ni tampoco quiere aceptar estos pensamientos o. tomarlos seriamente en consideración. la verdadera «philosophia». en AttsgewdJilte Werke. no deja que se disponga de ella para fines que se encuentren fuera de sí misma. Con todo. la otra cara se llama libertad. Maguncia. 1937. al menos. Esta «Übertad> pftgíra 127 . sino. y además ante un auditorio de gente rica y afortunada en la vida.*L OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 93 discurso indirecto. Otra es que la filosofía no se deja utilizar. * «Ufliversit&tsreden». del relato. un saber de gentlemen. . este aspecto negativo es sólo una ca­ ra de tal inconmensurabilidad. La filosofía no es un saber de funcionarios. j de labios de Apolodoro! Me parece que ha producido demasiado poco asombro el hecho de que Platón haga expre­ sar en palabras sus más profundos pensamientos a este muchacho exaltado.

94 JOSEF PIEPER significa que el saber filosófico no recibe su legiti­ mación de su utilidad y de su aplicabilidad. de su función social'. rigurosamente h a­ blando. universitario.. Pero la filosofía ha sido entendida desde antiguo como la más libre de las artes libres (en la Edad Me din. de artes liberales). o decir que el saber filosófico es inutilizable o que la filosofía es un «arte libre». o significa «fi­ losófico» o no significa nada). sólo puede darse la aspiración a la liber­ tad académica si lo académico mismo se realiza en ol sentido de «filosófico». Así. que. Aquí se encuentra— tanto histórica' como objetivamente— el verdadero sen­ tido de la libertad académica o universitaria (pues «académico». de hecho. la Facultad de Filosofía se llamaba «Fa­ cultad do Artistas». como dice San­ to Tomás. Justamente en este sentido ha sido pensada la libertad de las «artes liberales». da lo mismo decir que el acto filosófico trasciende el mundo del trabajo. Y también histórica­ mente. de su posible relación a la «utili­ dad común». «están ordenadas a un bien útil que ha de alcanzarse mediante una actividad» 10 . Esta libertad corresponde a las ciencias espe­ ciales sólo en la medida en que son tratadas de uní». forma filosófica. en oposición a las artes serviles. es así: la libertad académica se pierde precisamente en la medida en que se pierdo el carácter filosófico de los estudios uni~ .

a diferencia de las cien­ cias especiales. «El saber es en el sen­ tido más verdadero libre— así se dice en Newman en cuanto y en la medida en que es saber filosófico». para llevar a cabo un plan Op. por ejemplo.EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 95 versitarios o. las ciencias especiales sólo en la medida en que son tratadas filosófi­ camente. pág. Pero. ahí yace la raíz m etafísica. son las ciencias especiales por completo y esen­ cialmente «disponibles para fines». digamos todavía algo sobre la «libertad» de la filosofía. libertad entendida como 110 dis­ ponibilidad para fines. de la filosofía moderna misma! Sobre lo que tendremos que decir en se­ guida unas palabras. en nota 0. expresado de otra forma. como hemos dicho. son esencial­ mente referibles a «una utilidad que se alcanza mediante la actividad» (como dice Santo Tomás de las «artes serviles»). . Desde luego. De momento. consideradas en sí mismas. lo que se llam a «politización» es sólo consecuencia y sinto­ nía. «Libres» en tal sentido son. en la medida en que participan de la libertad de la filosofía. cit. Hablemos más concretamente. El gobierno de un Estado puede muy bien decir: necesitamos ahora. en la me­ dida en que las aspiraciones totalitarias del mun­ do del trabajo conquistan el ámbito de la Uni­ versidad. 123. hay que observar en este punto que esto es de form a totalmente precisa el fruto i justamente de la filosofía.

En el mismo instante.. esta libertad del filosofar .. i No es que no exista relación alguna entre el bien común y la filosofía que se enseña en un pueblo! Pero esta relación no puede ser configu­ rada y regulada desde el bien común.. no puede ser convertido en medio para otro fin. o ne­ cesitamos médicos que logren trabajando cientí­ ficamente un remedio más eficaz contra la gripe. sí. la fundamenten y la defiendan. así sólo puede hablarse con una simultánea destrucción de la poesía...» ¡Así sólo puede hablarse con una simultánea destrucción de la filosofía! Sería exactamente lo mismo si se di­ jese: «Necesitamos ahora poetas. ¿qué? Nuevamente sólo puede haber una cosa: «que (como reza la expresión) utilicen la. físicos que alcancen en este o aquel campo superioridad sobre el extranjero. fijados teniendo en cuenta los fines del Estado.». }asi como no se puede amar a una persona «a fin de que» y «para»! Esta disponibilidad.» Sí. de la creación literaria.! JOSKF PIEFBR quinquenal. Pues sólo hay una cosa: «. Fero «necesitamos ahora fi­ lósofos que. la poe­ sía dejaría de ser poesía y la filosofía dejaría de ser filosofía. escritores. que desarrollen la siguiente ideología.. lo que es en sí mismo fin. lo que en sí mismo tiene su sentido y su fin.».. Se puede hablar y disponer de esa forma.. sin que con ello se obre en contra de la esencia de estas ciencias especiales. palabra como un arma en la lucha por deter­ minados ideales. ¿qué?... que.

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está— y observarlo me parece algo de la mayor importancia— ligada de la forma más íntima, más todavía, es absolutamente idéntica al carácter teorético de la filosofía. Filosofar es la forma más pura del theorein, del speculari, de la mirada pu­ ramente receptiva a la realidad, de forma que las cosas sean lo único que da la medida, que decide, y el alma sea exclusivamente lo que es medido por ellas. Siempre que se tenga a la vista de forma filosófica algún ser se pregunta de for­ ma «puramente teórica», de una forma, por tan­ to, absolutamente intangible por todo lo práctico, por todo voluntad de transformación, y precisa­ mente por ello elevada por encima de toda clase de servicio a fines. Pero la realización de la theorici en este sen­ tido está., a su vez, ligada a una condición, pre­ supone una determinada relación con el mun­ do, una relación que parece anteceder a toda disposición y fundación conscientes. «Teórica­ mente», en este sentido pleno (mirar de forma puramente receptiva, sin rastro alguno de una intención de modificar las cosas, sino precisa­ mente al contrario, estando dispuesto a hacer depender el sí o el no de la voluntad de la reali­ dad del ser, que toma la palabra en el conoci­ miento esencial); «teoréticamente», en este sen­ tido no debilitado, sólo podrá serlo la mirada del hombre si lo que existe, el mundo, es para él algo distinto y algo más que el campo, el material, la materia prima de la actividad humana. «Teóri­

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camente», en un sentido pleno sólo podrá mirar la realidad aquel para quien el mundo es crea­ ción, creación de un Espíritu absoluto. Es, por tanto, una relación con el mundo muy precisa aquella cuyo suelo es el único sobre el que puede florecer lo «puramente-teórico», que es esencial a la filosofía. ¡Sería, así, una atadura de la ín­ dole más profunda y radical la que haría posible internamente la libertad del filosofar, y, por tan­ to, el filosofar mismo! Y no habría que extra­ ñarse entonces demasiado de que la ruina de di^cha actitud respecto al mundo, de esa última atadura (en virtud de la cual el mundo es visto como creación y no como mera materia prima), marche exactamente al mismo paso que la deca­ dencia del genuino carácter teórico de la filoso­ fía y de la libertad y superioridad sobre la méra función de la filosofía, así como de la filosofía misma. Un camino recto conduce de Francis Bacon (que ha dicho: «Saber y poder son lo mis­ mo; el sentido de todo saber es dotar a la vida humana de nuevos inventos y recursos» l2) a Descartes (quien en el Discours ha formulado ya expresamente de forma polémica que su inten­ ción es poner en el lugar de la antigua filosofía «teórica» una filosofía «práctica», mediante la cual pudiésemos hacernos «señores y poseedores de la naturaleza» 13) hasta la conocida fór­ mula de K arl Marx: hasta entonces la filosofía
» Novum Organum, 1, 3; 1, 81. 5Í Discours de la M éthode, 8.

EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL

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había considerado que su tarea era interpretar el mundo, pkro lo importante es modiñcarlo. Este es el camino por fe l* que ha progresado his­ tóricamente la autodestrucción de la filosofía, mediante la destrucción de su carácter teorético, destrucción que reposa, a su vez, en que el mun­ do es visto cada vez más como mera materia pri­ ma para la actuación humana. Cuando el mundo no es visto ya como creación, no puede darse nin­ guna theoria en un sentido pleno. Pero la caída de la theoria trae consigo eo ipso la de la libeitad del filosofar y aparece la funcionarización, lo exclusivamente «práctico», la necesidad de una legitimación basada en la función social; surge el carácter de «trabajo» de la filosofía* de lo que todavía sigue llamándose filosofía. Mientras que nuestra tesis, que quizá haya obtenido ahora más claros perfiles, afirma precisamente que pertene­ ce a la esencia del acto filosófico trascender el mundo del trabajo. Esta tesis, que incluye tanto la libertad como el carácter teorético de la filo­ sofía, no niega el mundo del trabajo, al que, por el contrario, presupone expresamente como ne­ cesario, pero afirma que la verdadera filosofía se apoya en la fe en que la verdadera riqueza del hombre no consiste en saciar sus necesidades, n) tampoco en que lleguemos a ser «señores y po­ seedores de la naturaleza», sino en que seamos capaces de ver lo que es, la totalidad de aquello que es: Esta es, así dice la antigua filosofía, la suma perfección a la que podemos llegar: que

3.. Un pensamiento que la tradición cristiana ha incorporado en el concepto de la visio beatifica: «¿Qué es lo que no ven quienes contemplan a aquel que todo lo ve?» 1 5 i-* V e r . 2.too JQSKF P1EPER se dibuje en nuestra alma* el orden de la totali­ dad de las cosas existentes14. 2. S anto 15 San Gregorio el Grande. T om ás de Aqui- . citado por n o : Ver. 2..

Por eso he­ mos de seguir preguntando: ¿adonde llega el hombre que filosofa en tanto trasciende el mun­ do del trabajo? Manifiestamente. ¿qué clase de ámbito es el que se en­ cuentra más allá de esa frontera? Y ¿cómo se comporta el dominio en el que se adentra el acto filosófico con respecto al mundo que es atravesa­ do y rebasado justamente por ese acto filosófico? ¿Es quizá ese ámbito lo «auténtico» y el mundo del trabajo lo «inautèntico» . el «todo» . es.II Quien filosofa da un paso más allá del mundo de trabajo del día ordinario. traspasa una frontera. acaso. El sentido de un paso está determinado menos por el de dónde que por el de adonde.

en consecuen­ cia. desde muy abajo. Para Jlegar a una respuesta que sea en alguna medida clara. lo cier­ to es que ambos dominios. «junto a». está. «con». el mundo del trabajo y el ámbito aquel en que se adentra el acto filo­ sofeo en cuanto lo trasciende. Ser vi­ viente quiere decir: ser «en» el mundo. que anda rodando por cualquier parte. que posee. ni tampoco con las cosas vecinas «junto a* las cuales y «con» las cuales está «en» el mundo. ¿No está la piedra también «en» el mundo? ¿No está ab­ solutamente todo lo que hay «en» el mundo? Parémonos a considerar la inerte piedra. Esta es. una estructura en la que se articulan diver­ sos estratos. son palabras que designan relaciones. evidentemente.relación en un sentido verdadero . «en* el mundo junto a otras cosas y con otras cosas. una pre­ gunta que. en «su. «En». Lá. no puede ser contesta­ do si se prescinde del hombre mismo. una relación con el mundo «en» el que ella está. pues. tener mundo.10' W K F PIKPBR fronte a la parte. desde luego. realmente. pero la piedra no tiene. pertenecen los dos al mundo del hombre. nuestra siguiente pregunta: ¿de qué índole es el mundo del hombre?. tenemos que empezar por el prin­ cipio. Es esencial al ser vivo el ser y vivir en un mundo.» mundo. es la verdadera realidad fren­ te a una mera sombra y apariencia? • 3 cá la que sea la contestación particular a cada una de estas preguntas en cualquier caso.

y la que se da. que se encuentran en el suelo en el ámbito de sus raíces. de la inclusión): los alimentos son introducidos en el recinto de la vida vegetal desde el verdade­ ro interior de la planta. al que es referido y en el que es reunido todo lo que se recibe y padece. como hecho objetivo. sino verdadera relación (en el sentido originario y genuino. Sólo un ser capaz de relación. es decir. Es una clase esencialmente distinta de estar Junto a otro la que se da en el caso de los gui­ jarros tirados en el camino en un montón. Aquí no es ya mera cercanía espacial. en el caso de una planta respecto a las materias de que se nutre. lo que quiere decir sólo un ser vivo. «inte­ rior» significa poder de relación y de inclusión. pues del «interior» de la pie­ dra sólo puede hablarse en el sentido de la posi­ ción espacial de sus partes). . por otro lado. sólo existe relación cuando hay una intimidad. La interioridad (en este sentido cualitativo. tiene mundo. Y todo esto que es abar­ cado por el poder de interiorización de la planta. mediante su poder de re­ lación y de asimilación. sólo a él corresponde existir en medio de un campo de relaciones. ¿Y mundo? Mundo equivale a campo de rela­ ción.EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 103 es anudada de dentro afuera. unos junto a otros y que son vecinos por eso. activo. donde existe aquel centro dinámico del que procede toda actuación. sólo un ser con interioridad. de ponerse en relación con algo exterior. lo interior es la fuerza que un ser real' posee de tener relación.

del animal corresponde a su más poderosa fuerza de relaf ción. visto «en abstrac­ to». puede captar (pues tiene ojos justamente nara ver y oídos para oir). he ahí un modo de ponerse en rela­ ción con algo externo totalmente especial y com­ pletamente nuevo en relación con el ámbito pu­ ramente vegetal. El mundo. ya de más alto ni­ vel y también mayor espacialmente. Tener mundo quiere decir: ser cen­ tro y sustentáculo de un campo de relaciones. La capacidad de relación y de relacionar­ se del animal es más potente en la medida en que el animal puede conocer sensiblemente. el guijarro no. nía por contacto. Dicho de otra manera: mientras más alto se encuentra un ser en la escala de la realidad de tanto mayor y más alto nivel es su mundo. Así. que no va más allá en su amplitud espacial de la cerca. tanto más gran­ des y más altas dimensiones tiene el campo de relación correspondiente a ese ser. Ahora bien. por decir así. per­ cibir algo. que todo eso perte­ nezca de hecho al mundo de ese animal. esto es lo primero: mundo es campo de relación. o sea mientras mayor y más capaz es un poder de relación. pues. no es de ningún modo que todo lo que un animal.104 JOSEF PIEPER todo esto constituye el campo de relación. El mundo más bajo es el de la planta. no es . Y lo segundo es: mientras de más alto nivel es la interioridad del ser. el mundo de la planta. La planta tiene un mundo.

. Alrededor o con­ torno. debería pensarse que un grajo. 78. puesto que tiene «ojos en la cara». sino a una reducida vivienda pobremente amueblada. incluso un contorno perceptible «en sí». como dice el propio Uexküll \ se «había aceptado generalmente que todos los animales dotados de ojos ven los mismos objetos». pero que no puede reconocerla como unidad a consecuencia de las hierbas que se interfieren 1 Der unsterblíche G elst in der Natur. Hamburgo. Suponemos que la forma del saltamontes en reposo es perfectamente conocida para el gra­ jo. pá­ gina 03. hasta ellas. no es todavía un mundo.EL OCIO y LA VIDA INTELECTUAL 105 que todas las cosas visibles de su alrededor sean vistas de hecho o puedan ser vistas por un ani­ mal dotado de sentido visual. 1Í&3. pás. o. {Pero precisamente no es éste el caso! Sino que pasa lo siguiente (cito nuevamente a Uexküll): «El grajo es completa­ mente incapaz de ver a un saltamontes que esté quieto. El des­ cubrimiento de Uexküll es que sucede algo total­ mente distinto: «Los mundos circundantes de los animales— así dice U exküll2 — no se asemejan en absoluto a la vasta naturaleza. puede ver a un sal­ tamontes. que es un objeto especialmente apete­ cible para él. siempre que lo tenga a la vista.» Por ejemplo. digamos más precavidamente. Esta era la opinión gene­ ral hasta las investigaciones sobre el mundo cir­ cundante del biólogo Jakob von Uexküll. 2 Ibldem . siempre que lo tenga ante los ojos.

Kl animal está. en oposición también. Este corte de realidad determinado y delimitado por la fi­ nalidad vital del individuo o de la especie. es lla­ mado por von XJexküll «mundo circundante» (en oposición a «contorno».108 JOSEF 3PIEPER con ella. sólo al saltar se aísla la forma de las perturbadoras imágenes conjuntas. y aun contando además con un órgano de búsqueda en apariencia perfectamente dotado para ello. quedándose como muertos. . entonces que­ dan con seguridad fuera del mismo. Si su forma en reposo no se presenta en absoluto en el mundo de percep­ ción del enemigo que le persigue. 40. 1934. Según esta con­ cepción. Pero según posteriores experiencias. totalmente adaptado a este medio recortado. hay que aceptar que el grajo no conoce de ningún modo la forma del saltamontes en reposo sino que está adaptado a la forma en movimiento. del mismo modo que nosotros sólo con dificultad podemos encontrar en los espejos de­ formantes una forma conocida. y no pueden ser encontrados aun­ que aquél les busque» 3 . por una parte. por otra. * Ukxk’ ü u^ K riszat : Streifzüge durch die Umwelt&n von Tierev mui Menschen. vive completamente encerrado en él. Esto aclara el hecho de que muchos insectos adopten una postura como si estuvieran muertos. pág. Berlín. pues «ni siquiera buscando». pue­ de hallar un objeto que no corresponda al prin­ cipio selectivo de este mundo parcial. a tal pun­ to que no puede traspasar de ninguna forma sus frenteras. pero.

pues. el aspecto desde el cual el concepto de «mundo circundante» de Uexküll se torna de un interés inmediato es que.TI. nuestro mundo humano «no puede pre­ tender de ningún modo ser más real que el mun­ do de percepción de los anim ales»4. a «mundo»). el hombre per­ cibir ni «encontrar aún mediante la búsqueda» algo situado fuera de tal mundo circundante (tampoco como el grajo al saltamontes en re­ poso). OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 107 como ha demostrado una posterior discusión. Por supuesto. que el hombre. . de la misma manera que el animal. Se preguntará qué tiene que ver esto con nues­ tro tema «¿qué significa filosofar?» Pues bien. está esencialmente. tampoco podría. limitado a su mun­ do circundante. p*g. Pots<5«-m~Zurích. 131. esto es. a un medio recortado elegido desde el punto de vista de la finalidad biológica. * Dle Lébem lehre. limitado a su propio mundo. El campo de relación del animal no es su contorno. 1930. por tanto. la conexión no es tan lejana e indirecta como puede parecer. si­ no su «mundo circundante». hacer investigaciones sobre los mundos circundantes en general. un me­ dio recortado al que su propietario está adapta­ do y en el que está al mismo tiempo encerrado. en este sentido pre­ ciso: un mundo del que es omitido algo. según su opinión. ni mucho menos «el mundo». Preguntábamos últimamente por el mundo del hombre. podría preguntarse cómo puede entonces un ser semejante.

que se ha llamado siempre fuerza de conocimiento espiritual. como el podr. sino como de­ le nnina. diri­ giendo. capacidad de tal fuerza para captar y contener que el campo de relación que le está coordinado traspasa esencialmente los límites . como defini­ ción. la tradición filosófica de Occidente ha entendido el poder de conocimiento espiritual.'la mirada al hombre y al mundo que le e > 4 á coordinado.ción esencial del mismo. esencialmente irrealizable en el ámbito ele la vida vegetal y animal? Y ¿no e. esto es un mundo. ¿de que clase y ele qué íuerza es Jn . e incluso lo ha definido directamente. frente a las plantas. Según su esencia. dr hecho. una fuerza de re­ lación nueva y de índole más abarcadora. dejamos pasar do momento esta cuestión y preguntamos. de dimensiones esencialmente dis­ tintas? A esta pregunta hay que contestar que.JOSEF PIEPER Pero no queremos polemizar.si-ará coordinado a este poder de relación esen­ cialmente distinto un campo de relación. el espíritu no está deter­ minado tanto por el rasgo de la incorporeidad como por ser primariamente fuerza de relación orientada a la totalidad del ser. Espíritu signi­ fica una.r ^e ponerse'en relación con la totalidad de las cosas existentes. capacidad de relación del ser humano? He­ mos dicho que la capacidad de percepción del animal es. Y a digo que esto no se ha pen­ sado como simple característica. ¿No es quizá también el modo de conocer propio del hombre. un modo nuevo de po­ nerse en relación.

o sea el alma es todo en cuanto que.. conociéndose. El alma espiritual— di­ ce Santo Tomás en sus investigaciones sobre la verdad— está esencialmente dispuesta para con venire cum omnií ente 6 . 3 ■ . afirmemos una vez más que el alma es en el fondo todo lo existente». 1. . el espíritu no tiene mundo circundante sino mun­ do. el todo.KL 00X0 Y LA VIDA INTELECTUAL 109 del mundo circundante. 8 (4 3 1 b ). 5 se dice: «Resumiendo lo hasta aquí dicho sobre el alma. Pertenece a la naturaleza del ser espiritual hacer saltar el mundo circundante (y suprimir así las clos cosas. se manifiesta ya aquí la liberación y el peligro que están simultáneamente dados con la esencia del espíritu). el alma es en cierto senti­ do tocio. la adaptación y la clausura. para convenir con to­ do lo existente. una frase que en la antropología de la A lta Edad Media se ha con­ vertido en una locución corriente: anima. 1 . De Aiiim a. Es esencial al espíritu el que su campo de relación sea el mundo. est quodavimodo omnia. para entrar en relación con la totalidad de aquello que tiene ser. sobre lo que no puede hablarse aquí más detalladamente). «Cualquier otro ente posee sólo una parcial participación en el 5 * A r is tó te le s : V er. pue­ de ponerse en relación con la totalidad de los seres (y conocer algo significa: identificarse con lo real conocido. «En cierto sentido». En el libro de Aristóteles Sobre el olmo.

la afirmación de la tra­ dición occidental. 2. ser espíritu. que responden uno a otro. lo que va todavía más lejos.1: el hombre no está encerrar C. En tanto hay espíritu. 2. Gehlen se vuelve con razón contra UexküJ. «es posible que en un solo ser tenga existencia la perfección del todo en su conjun­ to» 8 . este intento es el empren­ dido en el muy comentado y voluminoso libro de »Arnold Gehlen Ber Mensch . tener espíritu. .. Seine Natur und sei na Stellung in der Welt*. mundo en el sentido de visibüia omnia el invislbüia . a la vista de la totali­ dad del ser. mientras que el ser dotado de espíritu «pue­ de captar al ser en su conjunto» 7. " Ver. Esta es. el inten­ to de atribuir al hombre superioridad sobre el mundo circundante. es decir: el hombre tiene mundo (no mundo circundante).. 3. sino en «el» mundo. por tanto. Un inten­ to semejante (señalémoslo de pasada). Espíritu y realidad en su conjunto son concep­ tos correspondientes. G. 112. No se puede «tener» uno sin el otro. ser espiritual.no JOSEF PIEPER ser». afirmar que este hecho de que el hombre tenga mundo y no meramente mundo circundan­ te no tiene nada que ver con que el hombre es un ser dotado dé espíritu. todo esto significa: existir en medio de la realidad en su conjunto. 1940. más bien. sin hablar de su espiritualidad. vis-à-vis de Vunivers. n Berlin. El espíritu no vive en «un» mundo o en «su» mundo.

San Agustín. sino que pertenece también a la esencia de éstas el encon­ trarse en el campo de relación del espíritu. no entendiendo por tal una espiritualidad que se «cierne libremente» en cualesquiera significación . el hombre es libre del mundo circundante y está abierto al mundo. ¡Pero es que el poder de tener mundo es precisamente el espíritu! ¡El espíritu es. no sólo es esencial al espíritu que su campo de relación sea la totalidad de las cosas existentes. como el animal. Santo Tomás— . están relacionadas con el espíritu». poder para captar el mundo! Para la antigua filosofía— para Platón. y esto en un sentido muy preciso. la esencial rélacionalidad al espíritu dé todas las cosas existentes. que de pronto apenas si nos atreve­ mos a aceptar literalmente. del espíritu». Aristó­ teles. según su esencia. sin embargo (sigue diciendo Gehlen). en un mundo circundante.JSL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 111 'lo. sino también la otra proposi­ ción sobre. Toda­ vía más: para la antigua filosofía es incluso lo mismo decir «las cosas tienen ser» que decir «las cosas se encuentran en el campo de relación del espíritu. Por tanto.. esta diferencia entre el animal como ser de mundo circundante y el hombre como ser abierto al mundo no descansa «en el rasgo. la copertenencía de los conceptos «espíritu» y «mundo» (en el sentido de realidad en su conjunto) está incluso tan íntima y profundamente anclada en ambos miembros que no sólo es válida la proposición «el espíritu es poder de relación a la totalidad de las cosas existentes»..

a las cosas existentes el ser conocidas y cognoscibles. creado! Para la antigua ontología pertenece a la esencia del ente el encontrarse en el campo de re­ lación. en el radio de acción del alma espiritual. «tener ser» es sinónimo de «encontrarse en el cam­ po de relación del alma espiritual». cuya comprensión ha llegado a perdérsenos por completo: todo ser es verdadero (omne ens est verum) y de la otra proposición que significa lo mismo: «ser» y «verdadero» son conceptos con­ vertibles. si la antigua filoso­ fía dice que es esencial. co­ nocida por el Espíritu absoluto. y tampoco sóio Dios. desgraciada­ mente. así. no absoluto. Josef Pieper: W ahrheit der D inge . 1948. cognoscible por el espíritu no absoluto.T0 9 EF PIEFKFC abstracta. i sino también el espíritu humano. Este y no otro es el sentido de la antigua proposición. Tengo que rogarles que acep­ ten sencillamente esto. Cognoscidad.espíritu cognoscente! Y. . poder de re­ lación fundado en sí mismo. (¿Pues qué quiere decir «verdadero» en el sentido de la verdad de las cosas? «Una cosa es verdadera» significa es conocida y cognoscible.la antigua filosofía dice incluso ’ " Cfr. posible fundamentar con detalle esta interpretación'1 0 ). que no existe ser alguno que no sea conocido y cognoscible (todo ente es verdadero). y si. Eine Untersu­ chung zur Anthropologie de s H ochm ittelalters. sino un espíritu personal. cognoscibilidad. Munich. ambas afir­ maciones mientan una y la misma realidad. aquí no es. i qué otra cosa es esto más que relacionalidad al .

así lo veíamos. por un lado. de campos de relación.) Resumamos: el mundo coordinado al ser espiri­ tual es la totalidad de las cosas existentes. los mundos circundantes de los animales. finalmente. . que el uno puede ocupar el lugar del otro. por encima de éste. son convertibles. tanto más amplio de dimensiones el campo de relación. (Y en rela­ ción con nuestra cuestión. el mundo coor­ dinado al espíritu.EL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 113 que los conceptos de «ente». esto es a tal punto verdadero que esta coordinación pertenece tanto a la esencia del espíritu (espíritu es poder de captación de la totalidad del ser) co­ mo también a la esencia de las mismas cosas exis^ tentes (ser ente significa estar relacionado al es­ píritu). lim ita­ do espaciálmente a. la cercanía de contacto. el verdadero mundo como to­ talidad del ser. por otro. corresponde. con ello ha dicho justamente al mismo tiempo que reside en la esencia de las cosas mis­ mas el estar relacionadas al espíritu. trascendiendo todos es­ tos mundos pequeños y parciales. de for­ ma que es lo mismo decir «las cosas tienen ser» que decir «las cosas son conocidas y cognosci­ bles». y «cono­ cido». la serie jerárquica de los poderes de re­ lación: mientras más puede abarcar el' poder de relación. esto es lo que nos im­ porta del concepto «verdad de las cosas». «cognoscible». y. Y a esta serie jerárquica de mun­ dos. el «mundo» a él coordinado. Se nos mostraba una serie escalonada de «mun­ dos»: el' de las plantas. como el más bajo.

como es propio del espíritu. Mientras mayor es la fuerza de relacionarse al ser objetivo. no sólo el poder de relación orientado al todo del mundo y de la realidad. sa­ ber: que a una mayor capacidad de relación co­ rresponde un grado más alto de intimidad. sino también una máxima capacidad de habitar en sí mismo. tanto más hondamente ancla el con­ trafuerte de tal captación en la intimidad del sujeto. estar relacionado a la totalidad de las cosas existentes sólo puede corresponder a un ser que se fundamenta en sí . Tener mundo. o sea la dirección a la totalidad. sino también el grado más pequeño de ser-en-sí. 9. ambas cosas juntas la esencia del es­ píritu. mientras que al espíritu. tiene que co­ rresponder también la forma más alta de ser-ensí. que. pues. de autonomía. es más abarcador y más amplio el po­ der de relación en la misma medida en que tiene una mayor intimidad el portador de la relación. como eJ poder de rela­ ción dirigido a la totalidad del ser. se alcanza también el nivel esencialmente más alto del fundamentarse en sí mismo. que. justamente aquello que en la tradición occidental ha sido designado siempre como ser-persona. Consti­ tuyen.114 JO S E F PIE PE R Hay que añadir todavía un tercer elemento ar­ quitectónico a esta doble serie escalonada. on consecuencia. co­ mo personalidad. Y donde es alcanzado un grado esencial­ mente definitivo de «amplitud de mundo». ai ínfimo poder de relación no sólo corresponde la forma inferior de mundo. de independencia. por tanto. de ser-en-sí.

Aquélla era: ¿de qué índole es el mundo del hombre?. ad. hagamos aún una observación sobre la forma constitutiva del mundo coordinado al es­ píritu. no a un que. co­ nexión que la antigua doctrina del ser ha enten­ dido de esta manera: que tanto el universo como también la esencia de las cosas es «universal». aquello por lo que se distin­ gue el mundo coordinado al ser espiritual del mundo circundante del ser no-espiritual 110 es sólo la mayor amplitud espacial (esto no ha sido en algunas ocasiones tomado en cuenta en la dis­ cusión en torno al mundo y al mundo circundan­ te). a un yomismo. sino a un quien. . ésta: ¿qué significa filosofar? Pero antes de reanudar formalmente su consi­ deración. En realidad. Y sólo por­ que el espíritu es capaz de alcanzar la esencia de las cosas le es dado abarcar su totalidad. sino al mismo tiempo la «esencia de las cosas» aquello por lo que se constituye el mundo coordinado al espíritu. una más cercana y otra más alejada. No es sólo la «totalidad de las cosas».EL OCIO y LA VIDA IN T E LE C TU A L 115 mismo. El animal está encerrado en los límites de un mundo recortado porque permanece ce­ rrada para él la esencia de las cosas. 4. Santo Tomás dice: «Porque puede captar lo uni­ versal. ‘6. Es ya tiempo de volver la vista a la cuestión de que hemos partido. Naturalmente. la otra. por eso tiene el alma capacidad para in­ finitas cosas» u . a una persona. eran dos. Quien alcanza con el conocín 1.76.

Primero. sino que es espíritu finito. ¡en tanto que y en la medida en que es espíritu! Pero no sólo no es espíritu puro. un puesto de avanzada desde el que puede verse el campo del universo.. sino «en esperanza». de todas las cosas existentes: en el conocimiento espiritual se alcanza. No es desacostumbrado expresarla en forma de lamen- . pase­ mos a la cuestión inmediata: de qué índole sea el mundo del hombre.JO S E F PIE PE R miento la esencia universal de las cosas gana jus­ tamente con ello una situación desde la que se hace accesible y captable el conjunto y la tota­ lidad del ser. Ja esencia y là totalidad de las cosas. consideremos esto: el hombre no es espíritu puro. visà-vis de Vunivers.. así. ambas cosas. en primer lugar. del ■espíritu.u conjunto. del conocimiento. Volvamos ahora a la pregunta en busca de cufya contestación hemos arrancado. Ahora. que el hombre vive en medio y a la vista de la totalidad de las cosas existentes. Sobre ello ha­ blaremos más extensamente en el próximo capíi-ulo. pero que conduce al centro mismo de una doctrina filosófica del ser. Esta proposición pue­ de expresarse con entonaciones diferentes. o es alcanzable. ¿Es el mundo coordinado il espíritu el mundo del hombre? Habría que con­ s t a r que el mundo del hombre es la realidad en . no le son dadas con el carácter definitivo de un concebir sin residuos. Se abre aquí una co­ nexión a la que solamente podemos lanzar una mi­ rada.

Y. La frase puede ser también pronunciada de tal forma que venga a decir: ciertamente. que es in­ corpóreo. una proposición no fácil de concebir que afirma no Sólo que el hombre es corpóreo. porque posee de forma más perfecta su propia naturaleza» 12.E l. tanto por los cristianos como por los que no lo son.ión. sino que. r>. Santo Tomás contesta así: «El alma unida al cuerpo es más semejante a Dios que la separada del cuerpo.» Así reza la objeción en la que la te­ sis «el hombre verdadero es el alma espiritual» se presenta con el brillo tentador de elevados ar­ gumentos teológicos. las almas en el estado dé beatitud final estarán separadas de los cuerpos. un tipo de acentuación que acostumbra ser tenido por específicamente cristiano. por tanto. Pero a Dios. OCIO Y LA VIDA IN T E LE C T U A L 117 tac. si el hombre esencialmente «no es sólo espíritu». En Tomás de Aquino se encuentra una fórmula en este aspecto que es muy aguda y poco conocida. el hombre no es espí­ ritu puro. si el hombre es un ser en el que so unen los ámbitos de ser de la vida vege­ « F o t. Se propone la si­ guiente objeción: «El fin del hombre es la per­ fecta semejanza con Dios. i o . . sin embargo. Estas opiniones. no tienen apoyo alguno en la enseñanza tradicional clási­ ca del Occidente cristiano. pero el «hombre verdadero» es el alma espiritual. se asemeja más el alma separada del cuerpo que unida a él. 5.. a d . Pero si esto es asi. incluso el alma misma lo es. en cierto sentido.

e no vive tampoco esencialmente de form a ex­ clusiva de cara a la realidad en su conjunto. animal y espiritual. En una palabra: a una vida realmente humana pertono ce también el mundo circundante (en el sen­ tido en que se distingue del mundo). de un quedarse a la zaga de su propio ser. Por­ que el hombre no es espíritu puro. sino que necesita un techo sobre su ca­ beza. necesita la cercanía sensible de lo concreto. A tal punto es el alma espiritual la que configura todo lo demás que incluso si el hombre «vegeta» esto sólo es posible por razón ctel espíritu (jla planta no «vegeta» y tampoco el animal!). vis-á-vis de 1’u.JO S E F PIE P E R tal. la toma. al mundo total de las esencias. no en razón de una defi­ ciencia. Y también esto in-humano. por ejemplo. y ello de forma necesaria. (te alimento por el hombre es algo distinto a la de 1 animal (aun prescindiendo de que en el ám­ bito humano existe la «comida». algo totalmente espiritual). a tal punto que. correspondiendo a la naturaleza del hombre.nivers. fa ­ miliar. la auto- . no puede vivir tuncamente «bajo las estrellas». necesita el mundo circundante cercano. Pero pertenece también a la esencia del hombre corporal-espiritual que los ámbitos de lo vegeta­ tivo y lo sensitivo sean conformados por el alma espiritual. el ámbito cotidiano. sino positiva y genuinamente. sino que su campo (te relación es un ensamblaje de «mundo» y «mundo circundante». entonces el homb. la inclusión en las formas a él adoptadas de las relaciones habituales.

jQuién podrá pensar formalmente poder . Pero con esto hemos dado de forma totalmente imprevista el paso hacia nuestra verdadera y pri­ mera cuestión: ¿qué significa filosofar? Filosofar significa justamente esto: experimentar que el cercano mundo circundante de los días corrien­ tes. captar más allá del familiar receptáculo de la adapta­ ción habitual a lo cotidiano la totalidad de las cosas existentes. Hemos preguntado: ¿adonde se interna el acto filosófico en tanto trasciende el mundo del día de labor? Pues bien. las es­ trellas no son un techo sobre la cabeza. pues. más allá del mundo circundan­ te. filosofar quiere decir : dar el paso desde el me­ dio recortado del mundo del día de labor al visà-vis. Un paso. que lleva a vivir a la intemperie. es: saber que sobre el techo se encuentran las estrellas. más aún. de la realidad total que espejea las imágenes esen­ ciales eternas de las cosas. puede ser conmovido. en el corte del mundo determinado por las inmediatas finalidades vitales). y abarcándolo. por lo demás.de Vunivers. tiene que ser conmovido constante y renovadamente por la llamada in tranquilizador a del «mundo». el mundo. por el contrario. que mantendrá siempre abierto el camino de vuelta. determinado por las finalidades inmediatas de la vida. pues así no puede a la larga vivir el hombre. sin morada. un paso. también esta corrupción sólo es posible por una corrupción es­ piritual Humano.EL OCIO y LA VIDA IN T E LE C TU A L 119 clausura del hombre en el mundo circundante (esto es.

apoyán­ donos en lo hasta ahora elaborado. desde luego. el conjunto de las cosas existentes? No. Es. así lo hemos dicho. de forma ab­ solutamente concreta y por así decir sólida. t. ni sopesada. ¿es una pregun­ ta filosófica (y sólo ella) la pregunta que tiene . a no per que emigre de la misma realidad huma­ na! . Entonces.120 •TOSEF PIE PE R emigrar por completo y definitivamente del mun­ do de la jornada de labor de la mu chacha tracia. la ouestión «¿qué significa filosofar?» y tratar de contestarla mediante una nueva aproximación. es también el mismo hombre algo sobrehumano. sed superhumanau . dirigir la mirada a la t otalidad del mundo.sentimental. el hombre sobrepasa indefinida» monto al hombre. dice Pascal.Mediante qué se distingue una cuestión filosófi­ ca de una cuestión no filosófica? Filosofar signi­ fica. cierto que lo propio y distintivo de una cuestión filosófica es que no puede ser planteada.Es válido aquí lo mismo exactamente que ha dirho Santo Tomás de Aquino de la vita contem­ plativa: que es algo verdaderamente sobrehuma­ no. Pero no queremos desarrollar más en este mo­ mento estas ideas que parecen acercarnos a lo . ni contestada (en la me- . non proprie humana. sino plantear una vez: más.•oxpresa y formalmente como tema esta totalidad del ser. el' intento de una tersa y terminante definición no alcanza al hombre. Desde luego.

¡Veámoslo! La pregunta puede plantearse de tal modo que se espere una respuesta en primer plano de índole técnica y de organización. «¿Qué pasa aquí?» «Pues aquí se está dando una conferencia dentro del marco de la Semana Universitaria de Bonn. en la masa de oyentes se refleja aproximadamente el mismo proceso intelectual. una vez más. incluido en el propio tejido de ideas. la fisiología de los sentidos y la . de forma absoluta­ mente concreta.ET. Se da esta respuesta orientando la mirada a lo que está más cercano.. otros oyen las palabras que dice y quienes escuchan «comprenden» lo dicho. acep­ tado con reservas. de un mundo circundan­ te). y basta­ sen para hacerlo. La pregunta puede apuntar a la respuesta de las ciencias especiales. sopesado. lo dicho es capta­ do.» Es ésta una afirmación clara y orientadora. pensado. evidentemente. Hablemos. totalmente iluminado (o más bien. pen­ sarse de diversas formas. Pero la pregunta puede también pensarse de otra forma. puede también ser pensada filosóficamente. admitido. puede pensarse de tal forma que fuesen llamadas a contestarla. «¿Qué hacemos aquí y aho­ ra?» Uno habla. rechazado. OCIO Y LA VIDA IN TE LE CTU AL 121 dida en que es posible una respuesta) sin que al mismo tiempo entren en juego «Dios y el mundo». que está dentro de un inundo claramente delimitado. La pregunta «¿qué hacemos nos­ otros aquí y ahora?» puede. o sea la totalidad de lo que es. pudiera ocu­ rrir que quien pregunta no se diese por contento con tal contestación.

«no se aprende. entonces no es eso posible. de la verdad o aunque sólo sea por la esencia de la enseñanza. sólo h a y recuerdo» 14. por la esencia del conocimiento.atón: Menón. . por ejemplo. Semejante respuesta estaría en un mun­ do más amplio. etc. si Ja pregunta es pensada de tal' forma que al Búrnio tiempo se pregunta. 81. fíe acerca otro y dice: Nos­ otros los hombres estamos todos frente a la mis­ ma realidad: el maestro señala hacia ella y el » Pt. de más altas dimensiones que la anterior respuesta.f: especiales no estaría aún en el horizonte de la realidad en su conjunto. pero esta respuesta de las ciencia. es como si uno se pone sano: no es el médico quien le ha curado sino la naturaleza.U 2 JO S E F PIE PE R psicología (de la percepción. en general y en su última fundamento. 85. ¿Qué es. del aprendizaje. referida a la pura técnica de la organización. Viene otro y dice: Dios es quion enseña interiormente con ocasión de la en­ señanza humana. podría ser dada sin que al mismo tiempo se tuviese que hablar «de Dio?? y del mundo». el médico sólo ha desatado (quizá) su noder de curación.). En cambio. de la conceptuación. de la conservación en la memo­ ria. Se acerca Sócrates y dice: el que enseña sólo hace que el que aprende «obten­ ga de sí mismo el saber». si la pregunta «¿qué hacemos aquí y ahora?» es pensada como pregunta filosófica. eso: en­ señar? Llega entonces uno y dice: un hombre no puede enseñar realmente.

es lo propio y distintivo de una cues­ tión filosófica: que en ella se hace presente con pureza lo que constituye la esencia del espíritu: el convenire cum omni ente. algo entre Dios y el mundo.EL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 123 que aprende. pues. la ve entonces él mismo. en el marco de una serie de conferencias. «Dios y el mundo». el conjunto de las cosas existen­ tes. el que escucha. Esto. «¿Qué hacemos aquí. qué es lo que pasa aquí?» Algo que tiene que ver con la organización. No se puede preguntar ni pen­ sar filosóficamente sin que entre en juego la to­ talidad del ser. algo captable e investigable mediante la fisiología y la psi­ cología. . la toma de contacto con todo lo que es.

como dos espacios separados y que el hombre pueda abandonar uno y entrar en el otro. a la totalidad de lo existente y que ía esencia del acto filosófico reside en trascender el «mundo circun­ dante» y llegar hasta el «mundo».III Hemos dicho que es peculiar del hombre nece­ sitar la adaptación al «mundo circundante» y. no son mundo circundante y mundo (tal como nosotros enten­ demos estos conceptos) dos ámbitos separados de . no es que haya cosas caracterizadas por te­ ner -su lugar en el «mundo circundante» y otras que no se den en él sino sólo en el otro dominio. en el «mundo». Esto no quiere decir naturalmente que haya. por así decir. al mismo tiempo. estar orientado al «mundo». Evidentemente.

EL OCIO Y LA VIDA IN T E LE C T U A L 125 la realidad. se les pregunta por su última y universal esencia. no aparta la vista de las cosas de ese mundo. estas realidades son interrogadas de una forma especial. i T e e te te s . por el contrario. más allá del mundo em­ pírico de todos los días. estas cosas. No. no saber si un rey que posee mucho oro es feliz o no. que se extien­ de ante nuestros ojos. con lo que el horizonte de la pregunta se convierte en horizonte de la reali­ dad en su conjunto. la contemplación filosófica se orienta también a es­ te mismo mundo tangible. 175. Ei hombre que filosofa no vuelve la cabeza. de tal forma que el que inquiere filo­ sóficamente se traslada de un ámbito al otro. visible. no se dirige a algo que estuviese «fuera del mun­ do» o «en otro mundo». . útiles. no mira en otra dirección para contemplar allí el mundo uni­ versal de las esencias. manejables. Pero la pregunta filosó­ fica reza: «¿qué es «esto» en general y en su úl­ timo fundamento ?» Platón dice que lo que anhe­ la poner en claro el filósofo no es si yo con esto cometo una injusticia contigo o no la cometo. del día laborable. La pregunta filosófica va a «esto» o «aquello» que está ante nuestros ojos. pero este mundo. la felicidad. la desgracia. sino qué es. de las cosas concretas. el poder. al tras­ cender en el acto filosófico el mundo circundan­ te de los días de trabajo. sino qué sean en general la justicia y la injus­ ticia. en general. en general y en su último fundamento l.

se compara a sí mismo a la tembladera que. al pin­ charle. que se «tiene» y «posee» todo eso. «mi» casa. El inquisitivo Sócrates. Y esto no en virtud de una decisión de distinguirse. sino porque repontinamento se manifiesta un nuevo semblante de las cosas. pierde su carácter compacto.3 46 JO S E F PIE PE R El preguntar filosófico se orienta. y en su último fundamento. todas esas «posesiones»? ¿Pueden. o como se le quiem llamar. de pensar de otra forma que los nnichos. A diario se dice «mi» amigo. en general. que sabe quitar ele repente a las cosas su aparente evidencia. contrapuesta a lo cotidiano). ¿«tenemos». le deja a uno de piedra. i o sólita. su apariencia de oigo definitivo. do las valoraciones de estas cosas que rigen ordi­ nariamente. Pero de repen­ te quedamos perplejos. no de las cosas co­ tidianas. su obviedad. ser «tenidos»? ¿Qué es. en general. extraña. «mi» mujer. poseer algo? Filosofar significa alejarse. que a la mirada dirigida a las cosas que no? encontra­ mos en la experiencia diaria le sale al paso lo no . desconocida. sino de sus interpretaciones corrientes. por tanto. que el vulgo. Muestran las cosas una más profunda faz. total­ mente a lo cotidiano que está ante nuestros ojos. Exactamente. es esta realidad: que en las mis­ in o cosas que manejamos todos los días se hace perceptible una faz más profunda de lo real (no en una esfera de lo «esencial». realmente. poro esto que está a nuestra vista se hace por un momento transparente para quien así pregunta. pues.

por así de­ cir. sin embargo. Teetetes. Y sigue entonces. ya que el asombro es algo anti­ burgués (si se nos permite utilizar por un mo­ mento. des­ pués que Sócrates. Sócrates. no salgo de mi asombro sobre la significación de es­ tas coses y a veces me da vértigo el mirarlas.EL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 127 habitual.» Aquí ad­ quiere expresión por primera vez con m atinal cla­ ridad y. . y con la conciencia no del todo tranquila. le h a llevado tan lejos que reco­ noce y confiesa su ignorancia. 155. de forma nada solemne casi como dicho de pasada el pensamiento que des­ pués. lo que no es en absoluto obvio y eviden­ te de esas cosas. Pues ¿qué ® T e e te te * . por los dioses. «Verdaderamente. este término en exceso manoseado). a lo largo de la historia de la filosofía.» Asi exclama el joven matemático Teetetes. Es justamente a esto a lo que está coordinado el acontecimiento intimo en el que se ha situado desde siempre el comienzo del filosofar: el asombro. éste y no otro es el comienzo de la filosofía. en el diálogo. de la filosofía. la irónica respuesta de Sócrates: «Exactamente esa dispo­ sición es la que caracteriza a los filósofos. ha llegado a convertirse casi en un tópico: el asom­ bro es el comienzo de la filosofía. de Platón 2. el sagaz y bondadoso interrogador que sabe dejar confuso y atónito (j atóni­ to de asombro!). JSn este su comenzar por el asombro se paten­ tiza el esencial carácter antiburgués.

el que se asombra. Pero ¿qué es en verdad obvio. no enturbiada por las voces Interrupto­ ras del querer (acordémonos de lo dicho en el .128 JOSF. que seamos. pura captación receptiva de la realidad. no se da. que uno tome el mundo próximo de­ terminado por los fines vitales inmediatos como algo tan compacto y definitivo que las cosas con que nos encontramos no pueden ya transparen­ tarse. aunque sólo . profundo y genuino. que haya una cosa como ver? Así no puede preguntar quién está encerrado en lo cotidiano.F PIE FE R significa aburguesamiento en sentido espiritual? Ante todo.^ea duran­ te ese momento de atónito mirar a la faz m ara­ villosa elel mundo. evi­ dente? ¿Lo es. y únicamente él. de las esencias. Así. el hombre no es ya capaz de asombrarse. callan esos fines. comprensible por sí mismo. por ejemplo. La sensibilidad burguesa embo­ tada lo encuentra todo evidente. no se mues­ tra más. no hay ni vislumbre del mundo más am­ plio. es quien lleva a cabo en forma pura aquella prima­ ria actitud ante lo que es que desde Platón se llama «theoria». lo asombroso. al primer momento «invisible». hom­ bre perplejo ante el semblante más hondo del mundo. mientras que justamente lo que ca­ racteriza a quien se asombra es que para él. no puede desde el momento en que no es capaz (ni siquiera cuando sus sentidos es­ tán bien despiertos y mucho menos cuando está aturdido) olvidar por una vez los inmediatos fi­ nes vitales. en el interior de lo cotidiano.

incluso cuando gusta de presentarse bajo la máscara de la bohemia.Kii OCIO y LA VIDA IN T E LE C T U A L 129 primer capítulo). y. y a los ochenta años dice a Eckermann a: «Lo más alto a que puede llegar el hombre es al asombro. mirandum. como di­ cen Santo Tomás y Aristóteles. Y por ello.» 3 Conversaciones con Eckerm annt 18 de febrero de 1829. Por lo que toca al poeta. preci­ samente por ello. es señal inequívoca de haber perdi­ do la verdadera capacidad de asombro. es el comienzo del filosofar. tanto el filósofo como el poeta tendrían que habérselas con lo asom­ broso.se») con este verso: «Pata asombrarme exis­ to». no es lo que prende y atiza el asombro filosófico. Goethe. sino sólo aquello donde una sensibilidad embo­ tada capta algo así como un sustitutivo del ver­ dadero asombro. Quien necesita de lo desusado para caer en el asombro demuestra precisamente con ello que ha perdido la capacidad de respon­ der adecuadamente a lo admirable del ser. Sólo existe theoria en la medi­ da en que el hombre no se ha vuelto ciego para lo asombroso que yace en el hecho de que algo sea. se emparentan el acto filosófico y el poético. cuando tenía setenta años. Captar en lo cotidiano y habitual lo verdade­ ramente desacostumbrado e insólito. La necesidad de lo que causa sensación. ha concluido un breve poema («Paraba. señal también de una hum ani­ dad aburguesada. Lo «nunca visto». l:o enorme y sensacional. con lo que provoca y exige la admiración. .

y a la inversa.su trato ordinario con ellas. tiene que estar dispuesta a la posibilidad de perder alguna vez la orientación en el mun­ do do los días corrientes. de que así no pue­ de a la larga vivir ei hombre. el peligro profe­ sional. siendo cierto que el poder de asombrarse se encuentra entre las más elevadas posibilidades de la humana naturaleza. Tomás de Aquino ve francamente en esto una prueba de que el hombre sólo puede satisfacerse en la contemplación de Dios. como hemos di­ cho?). Sigue. la alineación del mun­ do y de la vida es. considera que esta ordenación del hombre al conocimiento del fundamento absoluto del mundo es la causa de que pueda asombrarse. ser conmovido. Es opinión de Santo Tomás que con el primer asombro se pisa un ca­ . con todo. pues asombrarse significa. El asombro no hace a uno hábil. el ser?». A quien se le vuelve asombroso todo lo que encuentra puede olvidár­ sele alguna vez la forma de entendérselas con esas mismas cosas en. en general. on realidad. llamémosle así. del filósofo y del poeta (¿a pesar de que no existen propiamente filósofos de profesión en la misma medida en que no hay tampoco poetas profesionales. Quien se lanza a vivir bajo el signo de la antigua excla­ mación de asombro «¿por qué existe.130 JO SEF PIE PE R Este carácter «aburgu'és» del filósofo y del poeta el que mantengan la capacidad de asombro en una forma tan pura y profunda— alberga en sí el peligro de desarraigarse del mundo de los días de trabaja La extrañeza.

en la filosofía mo­ derna. la captación. sobre todo. como he­ mos dicho. . se de­ muestra en que el hombre es capaz de conocer lo admirable de la creación. por un momento. es capas de asom­ brarse. desarraigarle. sino también en el sentido más peligroso de que amenace fal^tarle el suelo bajo los pies no simplemente como actuante. de forma que la antigua proposición que el asombro es el principio de la filosofía ha recibido el significado de que al principio de la filosofía está la duda. haya sido vista. 69. pero no sólo de tal for­ ma que pierda la seguridad en el trato diario (lo que en el fondo es algo inofensivo). Es algo muy extraño que. de la última causa. incluso casi exclusivamente. que ahora. esta cara del asombro.EL OCIO Y LA VIDA IN T E LE C TU A L 131 mino a cuyo término se encuentra la visio bea­ tifica. pierde su compacta evidencia. que nos hace felices. sino como cognoscente . Que la naturaleza humana no está hecha para nada menos que semejante fin. La conmoción experimentada por el que se asombra. Así. la conmoción de lo hasta entonces evi­ dente. de improviso. que lo principal en esto es el desconcier­ to: «Este hecho meramente negativo es lo prin4 2. dice Hegel en sus lecciones sobre historia de la filosofía \ al hablar sobre Sócrates y so­ bre su método de conducir al interlocutor al asombro a la vista de lo que es evidente en apa­ riencia. puede.

cotidiana. no puesta hasta entonces en duda. óConsiste. se saca a la luz que tales evi­ dencias no son definitivas.132 JO S E F PIEPER eipal». realmente. La interna orientación del asombro r>btiene su cumplimiento en el sentido del miste' Wiwdeuund. en la producción de la duda? O ¿no consiste más bien en hacer posible y necesario un nuevo y más profundo enraizami ento? En el asombro. . abandonar iodos los presupuestos para mantenerlo luego como producido por el concepto».: Einleitung in die Philosophie . más amplio. que viene a sor como una desilusión. G . más rico on misterio de como aparece a la razón común. . ha acuñado Ches1er ton la certera frase de <que hay una clase es­ pecial de locura consistente en haber perdido to­ do menos la razón.es más profundo.9-3. «con el desconcierto es con lo que la filo­ sofía en general tiene que comenzar y es lo que la produce. efectivamente. cuando en su célebre Intro­ ducción a la filosofía. hay que dudar de todo. pierden. el verdadero sentido del asombro en el desarraigo. Windelband se fitíia de lleno en e^ta orientación fundamental­ mente cartesiana. Tubinga. pero el sentido del asombro es. algo positivo en el fondo porque libe­ la de una ilusión. las pen­ últimas evidencias su validez. sin embargo.1. experimentar que el mundo. W . traduce la palabra griega OxojidCetv por «extravío del pensamiento en si mirunos* \ Digamos de pasada que refiriéndose a tal «falta de presupuestos». pög.

que poner ante la vista de forma más exacta la forma interna del asombro. no cohoce ío que «está de­ trás» . es incomprehensible y misterioso. no comprende. primer estadio. no contrasentido. origen permanente. primer escalón. La forma interna del filosofar es idénti­ ca a la del asombrarse. que una realidad es incomprehensible a causa de que su luz es insondable e inagotable.EL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 133 rio. sino en el de princípium . puesto que hemos planteado la pregunta «¿qué significa filosofar?». «la causa de aque- . no simple infranqueabilidad. comienzo. por el con­ trario. de que el ser mismo es misterio. como dice Santo Tomás. justamente. No es como si el que filo­ sofa viniese «desde el asombro». misterio en el ver­ dadero sentido. 110 apunta como a su fin a producir la duda. Esto es lo que el que se asombra capta propia­ mente. interiormente constante del filosofar. esto es. Lo negativo es que el que se asombra no sabe.. ni siquiera propiamen­ te oscuridad. sino a despertar el‘ conocimiento de que el ser. Se ve claro que el asombrarse y el filosofar es­ tán unidos en un sentido mucho más esencial del que a primera vista parece expresarse en la pro­ posición *el asombro es el comienzo de la filoso­ fía». En el asombrarse hay algo negativo y algo po­ sitivo. en cuanto ser. no sale del asombro. a no ser que deje de filosofar de verdad. Por eso tenemos. misterio quiere decir. El asombro no es simplemente el principio de la filosofía en el sentido de initium.

es lo mismo lo que suscita asombro y io que produce alegría. y donde haya capacidad de alegría. 6 . el que se asombra no sabe. el asombro incluye en sí que el hombre enmudezca perplejo por un ins­ tante y que se ponga a la busca. activa exigencia de saber. de Santo Tomás. porque Dios sabe de la forma más perfecta. ^ rat. de un espíri­ tu dispuesto y en tención para algo siempre nue­ vo. el que se asom­ bra no solamente no sabe. di­ ce A ristóteles8 . Quien comprende no se asombra. 8. no es éste el no saber de la resignación. f i neiórica. . y la Edad Media lo ha repetido: omvia admirabilia sunt delectábília. se percata de que no sabe. i. La alegría del que se asom' bra es la alegría de un principiante. el asombro es exac­ tamente definido mediante el desiderium scien di 7. sino que el que se asombra es alguien que se mueve en camino.2 . En la Summa Theologica. o no sabe perfectamente. el asombro no es solamente no resignación: del asombro proviene alegría. Más allá de esto. allí hay también capaci­ dad de admiración.. deseo de saber. % 1 r-ir. Aunque no^-saber. Sin embargo.Así. No se puede decir que Dios se asombra. inaudito. no comprende. pues. 32. Qui'/<á debamos aventurar la proposición siguien­ te: ‘doquiera hallemos alegría espiritual podemos encontrar también lo asombroso.134 J Q Sn F PIE PE R lio de que nos asombramos está oculta para nos­ otros» e.

la forma arquitectónica de la esperan­ za. {Quién podría decir que posee ya el ser a él reservado! «No somos. se dice en Pascal. por el contrarío. como dice Santo Tomás. Apolinar había sentado la tesis de que el Logos . Sólo puede asombrarse quien «todavía no» sabe. en que él asombro tenga la misma forma arquitectónica de la espe­ ranza. Y en esto. se muestra hasta qué punto pertenece a la existencia humana. A tal punto valía para los antiguos el asombro como algo distintivo del hombre que en las dispu­ tas de las doctrinas cristológicas pudo darse in­ cluso un «argumento del asombro» en pro de la verdadera humanidad de Cristo. Arrio había ne­ gado la divinidad de Cristo. se manifiesta la estructura de esperanza del asombro. en camino. porque. De hecho. Nosotros somos esencialmente viatores. sólo se asombra el que no comprende del todo. «no corresponde al alma sensible preocuparse por el conocimien­ to de las causas». seres que «todavía^ no» son. la cual es propia también del filósofo. porque no le corres­ ponde el aspecto negativo. El espí­ ritu absoluto no se asombra. ya que en Dios no hay no-saber. de sí y no. incluso de la misma existencia humana. esperamos ser». Pero tampoco el animal se asombra.E L OCIO y LA VIDA IN T E L E C T U A L 135 En este nexo de afirmación y negación. la antigua filosofía ha entendido el asombro como algo distintivo del hombre. porque en el animal no se da el aspecto positivo que hay en la estructura de esperanza del asombro: la dirección al saber.

valga la expresión. el alma espiritual humana. no soy digno. y esto es la. dice Santo Tomás n .) Contra esta doctrina de Apolinar. 32. entonces tenía que aceptar la existencia en Él.». entre otros argumentos.. 4. según la cual no ha de atribuirse a Cristo humanidad plena. uno to­ mado del asom bro9 . nuestro objeto no es aquí lo teológico. poco a poco. 7. Dice Santo T o m ás10: en la Sagrada Escritura (Lc. pero en semejantes nexos de ifleas teológicas se encuentra expresada la opi­ nión de la antigua doctrina del ser como «bajo palabra». Sólo a una potencia de conocimiento espiritual.JOSRF PISPSR eterno había tomado en Cristo el lugar del alma espiritual y se había unido inmediatamente con el cuerpo. *» Ibidem. mens humana . 1 0 C. Pero si Jesús podía asom­ brarse. de forma que para el que se p i-rr. (Naturalmente. «además de la divi­ nidad del Verbo y además del alma sensible» (de las que es propio no asombrarse) de algo de acuerdo con lo cual pudiese atribuírsele el asom­ bro. . 33. pero di una sola palabra.. corpóreo espiritual alguna. puede hacerse transparente el mundo cerca­ no circundante de la realidad ofrecida a los sen­ tidos. 9) se refiere que Cristo so lia asombrado (en el relato del capitán de Cafarnaúm. «Señor. que no lo posee y penetra todo de una ve£. Santo Tomás de Aquino ha aducido... 8. se dice después: «Jesús lo oyó y se »sombró: éOa-jjiaosv»). O.

Kh OCIO Y LA VIDA IN T E LE C TU A L

137

asombra se manifiestan profundidades cada vez más esenciales. Precisamente esto, el ser algo específicamente humano, corresponde también al filosofar, «Nin­ guno de los dioses filosofa», asi dice Dio tima en El Banquete , de P la tó n 12; «tampoco filosofan los ignorantes, pues la desgracia de la ignorancia es que cree tener bastante con lo que tiene». «¿Quié­ nes son entonces, Diotima, pregunté yo (Sócrates), los que filosofan, puesto que no son ni los sabios ni los Ignorantes? A lo que contestó ella: Está claro hasta para un niño que son aquellos que se encuentran en medio de ambos.» Este medio es el ámbito de lo verdaderamente humano. Es lo verdaderamente hum ano: por una parte, no com­ prender o concebir de una forma plena (como Dios); por otra, no endurecerse, no encerrarse en el mundo de lo cotidiano al que se supone total­ mente esclarecido; no darse por contento con el no-saber; no perder ese estar abierto, que se ex­ pande infantilmente, que es propio del que espe­ ra, sólo de él. Así, el que filosofa, como el que se asombra, es­ tá situado por encima de la desesperada lim ita­ ción del embotamiento; i él espera! Pero está de­ bajo de aquel que posee, sabe, concibe definiti­ vamente; es un hombre que espera, él, el que se asombra, el que filosofa. Esta estructura de esperanza es también (en3 2 El Banquete, 2tM .

m

JO SE F PIE P E R

tro otras cosas) lo que diferencia a la filosofía de las ciencias especiales. Hay una relación al ob­ jeto esencialmente distinta en la ciencia especial y en la filosofía. La pregunta de las ciencias es­ peciales es por principio definitivamente contes­ table, o, por lo menos, no es esencialmente incon­ testable. Se puede decir definitivamente (o supo­ nemos que se podrá decir definitivamente algún día) cuál es la causa de una determinada enfer­ medad infecciosa. Es por principio posible que un día se diga: está desde ahora científicamente de­ mostrado que esto se comporta de esta manera y no de otra. Pero nunca podrá ser contestada definitiva y terminantemente una pregunta filo­ sófica (¿qué es esto «en general y en su último fundamento»?, ¿qué es, en general, enfermedad, conocer, qué es el hombre?) «Ningún filósofo ha podido nunca sondear por completo la esencia ni siquiera de una sola mosca», es ésta una frase de Santo Tomás de Aquino 13 (de quien, desde lue­ go, proviene también la otra frase de que «el espíritu cognoscente penetra hasta la esencia de las cosas» n ). El objeto de la filosofía es dado «al que filosofa sólo en esperanza. Viene bien aquí lo dicho por Dilthey: «Las exigencias que se plan­ tean a la persona que filosofa no pueden ser sa­ tisfechas. Un físico es una realidad agradable, útil para sí mismo y para los demás; el filósofo,
»
1<

ilustración del símbolo apostólico de la fe. Introducción.
M I. 33, 5.

EL

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LA

VIDA

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139

igual que el santo, sólo existe como ideal» ís. Es esencial a la ciencia especializada el salir del asombro, en la medida en que llega a «resulta­ dos», Pero el filósofo no sale del asombro. Con esto hemos nombrado al mismo tiempo el límite y la grandeza de la ciencia, y también si­ multáneamente la jerarquía y la problematicidad de la filosofía. Indudablemente, es «en sí» más grande morar «bajo las estrellas». jPero el hombre no está creado de tal forma que pueda soportar a la larga tal morada! Ciertamente, es «en sí» de más alta categoría una pregunta que se dirige al todo del mundo y a la última esencia de las cosas, pero la respuesta no nos es senci­ llamente accesible como la respuesta a la pre­ gunta de las ciencias especiales. Este aspecto negativo, dado en la estructura de esperanza, ha sido propio del concepto de filo­ sofía desde el principio, precisamente en el prin­ cipio, Desde su origen, la filosofía no se ha toma­ do de ningún modo por algo así como una forma especialmente superior del saber, sino de modo expreso, como una forma de sapiente resignación. Los términos «filosofía» y «filósofo» han sido acu­ ñados por Pitágoras, según la leyenda, según una ya antigua leyenda, y lo han sido en acentuada contraposición a las palabras sophia y sophos : ningún hombre es prudente y sabio, sabio y pru15 B riefwechsel zwischen W ilhelm D ilth ey und dem G ra ­ fen Paul Yorck von W artem burg (1877-1897). Halle-Saale. 1923. pägina 39.

que es alguien que bus­ ca con amor la sabiduría. no de forma meramente pasaje­ ra y accidental. dos cosas: en primer lugar. a lo sumo. y que no la poseemos. ¿Qué es exactamente lo que expresa? Funda­ mentalmente. y Sócrates decide: «Lla­ marle sabio me parece. 370. en el Fedro se lan­ za la pregunta de qué nombre convenía a Solón. Y por eso del hombre po­ dría decirse. amigo de la sabidu­ ría o algo por el estilo» ir\ Ambos relatos son bien conocidos. un philosophos . que se trata aquí de un eterno todavía no. sin embargo. perteneciente al dominio de las frases hechas. y también a Homero. sería más justo llamarle filósofo.140 JO S E F PIKPBR dente sólo lo es Dios. Concebir signifi­ ca (así dice Santo Tomás de Aquino) conocer ™ r e d r o . que hay fundamento bastante para ser muy exactos en este punto y tomar seria y precisamente en con­ sideración en lo que quiere decir esta proceden­ cia del vocablo. Creo yo. sino porque no la podemos tener esencialmente. pero nos in­ clinamos en demasía a tomarlos por al’go pura­ mente anecdótico. De forma idéntica habla Platón. . Pedro. La pregunta por la esencia contiene la preten­ sión de concebir perfectamente. que no «tenemos» o poseemos el saber. algo demasiado grande y que sólo conviene a la divinidad. la sabiduría a que aspira como m eta el preguntar filosófico.

Pertenece a la naturaleza de la filosofía el tender hacia una sabiduría. Esto es lo primero que se expresa en la inter­ pretación pitagórica y socràtico-platònica de la palabra. . pues. en el comenta­ rio que Santo Tomás de Aquino ha escrito sobre estos párrafos de la Metafísica aristotélica.EL OCIO Y LA VIDA IN T E LE CT U A L 141 algo en toda la medida en que es cognoscible en sí. pJiilosophia. Pero no hay absolutamente nada que el hombre pueda conocer de esa forma. por ejemplo. se encuentran algunas notables y profundas varia­ ciones sobre este tema. Así. a las obras de los grandes pen­ sadores medievales.. i . sin embargo. que. Por ejemplo. es justamente para ella inalcanzable. ha sido después tomado y precisado con más amplitud en la Metafísica de Aristóteles y ha llegado. no como algo ente­ ramente poseído. transformar en conocimiento toda su cog­ noscibilidad. en la for­ ma del concebir en estricto sentido. 11. conocer algo por completo y «hasta el fin» 1T . dice. o sea de la pregunta filosófica (en la medida en que es expresada por un hombre) que no pue­ da contestarse en el mismo sentido en que es planteada. claro está que no de tal manera inalcanzable que no se lle­ gue a lograr nada en absoluto de ella. a la naturaleza de la pregunta por la esen­ cia. pero como algo que se busca amorosamente. Pertenece. in J o b . proviniendo en parte del mismo Aristóteles. Esta sabi­ duría es objeto de la filosofía.

a . pre­ cisamente eso. por tanto.sabiduría que no. Con rilo se formula una pretensión que sobrepasa In Met. de la filosofía que «ten­ ga» su objeto en la forma de un amoroso buscar.. esencialmente pro­ pio de esta sabiduría buscada con amor por si misma el ser imputada o atribuida al hombre como un préstamo (sicut aliquid mutatum ) 1S. Fero lo que nos puede satisfacer de esa forma y. Con esto se expresa algo muy importante. parece oponerse expresamente a tal au~ Indefinición de la filosofía cuando dice en el pró­ logo a la Fenomenología del espíritu que lo que pe ha propuesto «es colaborar a que la filosofía .JO SE F PIEPER gne la sabiduría no puede ser propiedad plena :del hombre porque es buscada por sí misma. corresponde al hombre copio una posesión» (así se encuentra dicho en Santo Tomás). no nos es dado más que en espe1 ranza: «sólo es buscado por sí misma aquella . pero pertenece a la naturaleza de esas in ­ formaciones el ser «medios». i. es. por ejemplo. algo que no es en absoluto indiscutido. ser buscado por sí mismo. no nos pueden sa­ tisfacer de tal’ modo que pudiéramos determi­ narnos a buscarlas nada más que por si mismas. Es natural. por el contrario. Hegel. La información que nos dan las ciencias especiales ' s¡ la podemos «poseer» de forma total y com'pleta. c :e acerque a la meta de poder abandonar el nom­ bre «amor al saber» y ser un saber efectivo». en consecuencia.

. da una mayor fuerza . el alma. rechazándolos iróni­ camente. Tanto en las legendarias manifes­ taciones de Pitágoras como en el Fedro de Platón y en Aristóteles. En esa originaria interpretación de la palabra ñlosofía se contiene también una segunda afir­ mación. no es filo­ sofía la amorosa búsqueda del hombre orientada a cualquier sabiduría. Aristóte­ les ha caracterizado directamente la filosofía mis­ ma como «ciencia divina» porque en ella se po­ nen las miras en una sabiduría que sólo Dios posee con propiedad plena 2 f> . Esta segunda afirmación contenida en la ori­ ginaria autodeterminación de la filosofía tiene varios aspectos. el límite que aquí se establece es deter­ minado de forma más precisa como el límite en­ 1 5 En una carta a Zelter de 27 de octubre de 1827.1o pronto. el philosophos «humano» es con­ trapuesto al soplios «divino». como de «aquellos señores que creen dominar a Dios. el mundo y todo lo que nadie es capaz de comprender perfectamente. pues.A VIDA IN T E LE C TU A L 143 esencialmente las posibilidades humanas y que ha dado motivo a Goethe para hablar de Hegel y de los filósofos de su clase. Así. 2 0 M etafísica. que sólo en raras ocasiones se considera expresamente.El* OCIO Y I. 983 a.a la primera afirmación de que la filosofía no puede abarcar de una manera definitiva su objeto. sino que la filosofía se re­ fiere a la sabiduría como Dios la posee. llámese como se llame» 19. Por .

significa conocer el «de donde» y el 2 1 I I . la fe. conocer la causa suprema de la totalidad de las co^as. 9. «conocer la causa más alta». en consecuencia. Ahora bien.144 JO SE F PXKPEtt tre hombre y divinidad. no la causa de algo determinado y especial. Más allá de esto. lo que se piensa es princi­ palmente la causa final). Pero ¿qué es lo que se quiere decir con la ex-* presión «sabiduría como Dios la posee»? El con­ cepto de sabiduría que está en el fondo de esto apunta a lo siguiente: «absolutamente sabio es quien conoce la causa más alta» 2 1 (expresión on la que «causa» no debe entenderse meramente como causa eficiente. una apertura a la teología. algo que se opone completamente al concepto de filosofía que se ha hecho corriente en los tiempos modernos. en el antiguo con­ cepto originario de la filosofía. Y todavía se expre­ sa en la antigua autodeterminación de la filoso­ fía una tercera cosa: la negativa de la filosofía a tomarse a sí misma por una doctrina de salva­ ción. .H . se afirma también que pertenece al concepto de filosofía el incluir una ordenación a la teología. sino «en general» la causa más alta de l odo. 2. por jo mismo que no puede dejar de ser hombre. el hom­ bre no puede poseer esa genuína sabiduría. pues este nuevo concepto de filosofía afirma precisamente que el rasgo deci­ sivo del pensamiento filosófico es el separarse de la teología. la tradición. Se expresa aqui.

el principio que rige su contrucción y la estructura. Pertenece por ello a la esencia de la filosofía el estar «en camino» hacia esa meta (jamando. el sentido y la configuración ordenada de la realidad en ge­ neral. Con esto es afirmado. es la meta a la que se tiende con la filosofía: la comprensión de la realidad desde un último principio de unidad. Sólo Dios comprende el mundo «desde un punto». Esta.EX. a saber. Se afirma. OCIO Y LA VIDA IN T E LE C TU A L 145 «adonde*. el «mundo» en general y en su último fun­ damento. Aristóteles ve en la filosofía. en el sentido de un saber comprehensivo. La pretensión de poseer la «fórmula del mundo» es por necesidad concep­ tual. desde sí mismo coxtio su última unitaria causa. al espíritu absoluto. 10 . de tal modo sólo puede llamarse sabio a Dios. al de­ cisivo : que es imposible. entre otras cosas. esperan­ do!). sólo puede ser atribuido a Dios. buscando. «Sabio es quien conoce la causa más al­ ta» . ambas cosas pertenecen al concepto de filosofía. afilosófica y seudofilosófica. de la «causa suprema». pues. pues. sin embargo. pero no está por su propia esencia en con­ diciones de alcanzar esta meta. conseguir de forma filosófica una interpretación racional del mundo derivada de un único principio. Y. Pero un conocimiento semejante. tal como los antiguos lo han desarrollado y comprendido. que no puede darse un «sistema ce­ rrado» de la filosofía. el origen y la meta. en virtud del concepto mismo de filosofía.

Y Santo Tomás comenta esto así: «Este poco que en ella es ganado pesa más que todo lo que es conocido en las ciencias» 23. la más alta de las ciencias22. 1. en esto de que se pise asombradamente en ella y se siga un camino que no tie­ ne fin. bifronte estructu­ ra de la filosofía.. 9B3 a.146 JO SE F PIEPER en la metafísica. en esto de tener la forma constitucional de Ja esperanza. . justamente en virtud de esa meta (conocer la úl­ tima causa). Precisamente en esta doble. aunque sólo sea accesible en la for­ ma de la esperanza y entregada a modo de un préstamo. In Mot. n » M etafísica. 3. incluso en cierto sentido como el aca­ bamiento y perfección de la misma existencia hu­ mana. precisamente en esto se nos mues­ tra la íHosofía como algo total y completamente humano.

«Ya de siempre». afecta y tiene por objeto al mundo como todo.religiosa de enseñanzas que ofrece una imagen del mundo como totalidad. se da al hombre una interpretación de la realidad. preyaciendo siempre a ella. justamente. una tradición (de enseñanzas y acontecimientos históricos). que.I IV Hemos dicho que en el acto filosófico se realiza la posibilidad que el hombre tiene de relacionar­ se con la totalidad del ser/que el filosofar se di­ rige al mundo como un todo. «Ya de siempre» se encuentra el hombre en una tradición . Ahora bien. «desde antes». Y ésta es una interpretación de la realidad. antes de toda filosofía. Es esencial a .

Lo im portante. a una comunicación acontecida al comienzo de la historia del hombre. Platón y Aristóteles. si la encon­ trásemos. antes de toda filosofía. . y es por esa razón no ’ F e d r o t 274. sin embargo. de toda interpreta­ ción del mundo construida a partir de la expe­ riencia. en los mitos y tradiciones de los pueblos.en nuestro contexto de ideas es ver que los grandes iniciadores de la filosofía oc­ cidental. Existe una opinión teológica que retrotrae esta tradición primera a la primaria revelación. quien dice. y. encubierta y como incrus­ tada en ellos. además. han filosofado partiendo de esa in­ terpretación del mundo existente «ya desde siem­ pre». es de­ cir. una manifestación. sino que.148 JOSEF PIEPER semejante tradición existir y valer «ya de siem­ pre». además. «Los antiguos saben la verdad. pervive. que. a un desvelamiento (revelatio) del sentido del mundo y del significado de la historia del' hombre en su conjunto. no sólo han encontrado y precisado una tal in­ terpretación del mundo dada de antemano. Sobre esto no pode­ mos hablar ahora más detalladamente. ¿para qué necesitaríamos entonces se­ guir preguntando por las opiniones de los hom­ bres?» \ afirma Platón. sobre todo. muy a menudo de tal o cual doctrina que «está trans­ mitida por los antiguos». de los que sigue viviendo todavía el filo­ sofar de hoy.

715. intangible incluso. natura­ leza entera». Las investigaciones más recientes. así habla Platón. transmitida. «Por los antepasados y por los más antiguos (dpyaú»v xaí na^aXaícov) nos ha sido transmitido a quienes venimos después que lo divino contiene la. anteriores a los de Atenas. frente a la tradi­ ción. el fin y el medio de todas las cosas y las dirige a lo que es mejor según su natura­ leza». 2 Leyes. Lo mismo sucede con Aristóteles. «Según afirma una antigua doctrina. es importante verlo. ha equi­ parado el comienzo del filosofar a un separarse el pensamiento de la tradición. tiene Dios en sus manos el comienzo. dice en la Metafísica \ Las grandes figuras. fueron y son en­ tendidos completamente como hombres de la «Ilustración». domina­ da por la fe racionalista en el progreso. en las Le­ yes 2. sobre todo.074 b. .IL OCIO Y LA. estimando que el filosofar descansa precisamente en que la ratio alcanza la «mayoría de edad». 1. ya que la historiografía filosófica moderna. sino también verdadera de forma sobresaliente. 8 Metafísica. paradigmas de la filosofía occidental. que. ya anciano. pues los filósofos presocráticos. la repulsa de la tradición religiosa es esencial a la filosofía y que esto es lo que se muestra justamente en el nacimiento de la filosofía griega. se ponen en relación de forma «cre­ yente» con una interpretación del mundo previa­ mente dada. VIDA IN T E L E C T U A L 149 sólo venerable.

habiendo sido la pretensión . de la filosofía occidental. lo que parece mostrar la historia del comienzo de la filosofía. Platón va todavía más lejos. y los antiguos. «Es de los dioses de donde ha venido a los hombres este don. fué considerada como una especie de «teología de la Ilustración». así se dice en el Filebo con la mirada puesta en la doctrina de las id eas4. han hecho ver la probabilidad •de que la teología homérica. es que a todo filo­ sofar precede una interpretación del mundo transmitida por tradición como algo dicho «ya desde siempre» y que en ella se enciende la llama del filosofar. mejores que nosotros y que vivían más cerca de los dioses. contra la que desde luego se han situado de hecho y con gran fuer­ za los presocráticos desde Tales a Empédocles.150 J O S E F P IE P E R por el contrario. No sólo dice que hay una tradición que viene desde los «antiguos» y que ha de honrar quien filosofa. pues. Así. ib . el primer florecimiento que nunca ha vuelto a desarrollarse de ta l for­ ma. 4 Filebo. nos han transmitido esta revelación». lanzado desde la altura de las regiones divinas por algún Prometeo al mismo tiempo que el fuego más luminoso. .de los presocráticos restaurar una teología prehomérica más primitiva. sino que está convencido de que este «saber de los antiguos» es en última instancia de procedencia divina.

en tanto que es esencial a la tradición preyacente «ya de siempre» el ser previa tam ­ bién a la experiencia y a su penetración intelec­ tual. dado de antemano. que yace ante nuestros ojos. con el interrogatorio a las cosas que topamos en la experiencia diaria. que abren para el que bus­ ca profundidades nuevas cada vez más «asom­ brosas». sino algo regalado. el filosofar. se nos ha dado a conocer y hecho accesible de alguna manera la «sabiduría. expresado ya de siempre. en que el filosofar comienza «desde abajo». según la opinión de Platón. como Dios la posee» an­ tes de que comience la amorosa búsqueda de tal sabiduría. no es en absoluto concebible la filosofía como amoroso buscar esa «sabiduría como Dios la posee». aun­ que. Si queremos reducir a unas lineas fun~ . el no ser un «resultado» conseguido «desde abajo». Está aquí en cuestión la relación esencial de teología y filosofía (concebida la teología en el sentido general de interpretación del acervo de tradición). OCIO Y LA VIDA IN T E LE C TU A L 151 Por tanto. Sin el contrapunto previo de la sabiduría divina. derivado de una divina re­ velación.EX. revelado. consiste en que el acto filosófico co­ mienza con la contemplación de la realidad em­ pírica visible. que centellea de al­ gún modo y que es ofrecida como un regalo antes de todo esfuerzo propio de pensamiento. por otra parte. es decir. se expresa también con ello la independencia del filosofar. Esta autonomía del filosofar frente al acervo de tradición dado «ya desde siempre». concreta.

que ha de precisar el sentido de esn. no meramente en el sentido de sucesión temporal. esencialmente unida a la teología. del que recibe constante y renovadamente su impulso y dirección el movi­ miento del preguntar filosófico. sino en el de una interna relación de origen. como conservador e intérprete del acervo de tra­ dición. la llama del preguntar filosófico se pren­ de en una interpretación de la realidad que afec­ ta al mundo como todo. pero el teólo­ go. independientemente de Ja experiencia. dicha relación podría formularse quizá de esta mane­ ra: la teología antecede «ya de siempre» a la filo­ sofía. El teólogo como teólogo. Esto no quiere decir que el teólogo posea lo que el filósofo busca.z m t t r f f lt e R damentales— simplificando algo. por ejemplo. el objetivo de una «sabiduría como Dios la posee». Es cierto que.s palabras . las palabras reveladas acerca del Logos por el que todo ha sido hecho. pues. En el ámbito teológico se hace captable. admisible. no hay filoso­ f a r alguno que no reciba su impulso e ímpetus de nna visión del mundo en su conjunto que está antes y que es aceptada sin crítica. esto es. pero de una ma­ nen'. que busca con amor a través del mundo de la experiencia. son también una afirma­ ción sobre la forma constitucional o arquitectó­ nica de la realidad en su conjunto. no tiene el saber que posee el verdadero filósofo sobre el ser. según creo— la relación esencial de teología y filosofía tal como resulta de Platón y de la filosofía antigua en su conjunto. La filosofía está.

pág. por otra parte. por ejemplo. . cortados después en trozos («como se parten las peras para hacer dulce»). busca aho­ ra cada uno su correspondiente mitad y justa­ mente esto es el eros: «el deseo y la persecución de la totalidad». tan grotesca y casi humorística a primera vista. La estructura fundam ental de la Historia. mostrable en las cosas). que habían te­ nido inicialmente forma esférica. sino totalmente filosófica. la falta de prejuicios ante la teología es lo característico del filosofar platóni­ co. y poseían ambos sexos.EL OCIO Y LA VIDA XNTSLKCTUAL 163 en el conjunto de la verdad revelada transmitida y ha de velar por ellas defendiéndolas. mientras que. 189 y sigs. de la considera­ ción de la realidad. en El B a n q u e t e hace relatar a Aristófanes la his­ toria. no posee ya con ello el conocimiento del mundo que crece para el filósofo «desde abajo». es que antes. La naturalidad. puede llegar en el interrogatorio de las cosas mis­ mas a conocimientos que de otra forma perma­ necerían cerrados para él (conocimientos no de índole teológica. Platón habría mirado con asombro a quien le hubiese indicado que había ampliado la jurisdic­ ción del pensamiento filosófico «puro» hasta el ámbito de la teología cuando. el filósofo. de los hombres primitivos. visible bajo esos detalles más o me­ nos cómicos y pintorescos. en el co■ r > El Banquete. estaban dota«dos de cuatro piernas y cuatro brazos. iluminado por semejantes palabras.

imposible querer hacer una filosofía consciente y radicalmente separada de la teolo­ gía e invocar para ello a Platón. No se puede. Indudablemente.JOSKF PIEPJER mienzo. a causa de una . tan íntegramente abarcador del ámbito de la existencia humana? Es. pero ¿no se funda justamente en esto. pues. De forma plató­ nica. esta consumación. «si ve­ neramos a los dioses». que es lo que acontece en el acto filosófico. decimos. logrará. en que al considerar la cues­ tión «qué es el eros en general y en s u :último fundamento» se tenga en cuenta la respuesta de la tradición religiosa. y con pretensión platónica. hay la esperanza de que el eros. a atreverse con los dio*ses. esto no es «filosofía». dejar a un lado. y en castigo de esta arrogancia de querer ser como los dioses perdieron su originaria integri­ dad. que es el deseo de retornar a la primaria e integra forma. indudablemente no puede idearse una cosa así ni obtenerse como un resultado de la experiencia de la realidad. sólo se puede filosofar partiendo de un contrapunto teológico. nuestra naturaleza era sana e íntegra. no se funda. si real y seriamente se pregunta por la raíz de las cosas. por la conciencia de su gran fuerza y de sus «grandes pensamientos». efectivamente. pre­ cisamente en esta unión de filosofía y teología el elemento del diálogo platónico que nos hace conocerlo vitalmente como algo que afecta de verdad al hombre? ¿No proviene precisamente de esto su carácter total. pero los hombres fueron arrastrados por la hybris.

que no fuera cris­ tiana? Quiere decir esto que en el eon cristiano sólo desde el contrapunto de la interpretación cristia­ na del mundo puede filosofarse de tal modo que se satisfaga la exigencia bajo la que ha colocado Platón a la filosofía. en reali­ dad. 18. es algo que. no se puede hacer seriamente. . ¿Cuál es la forma actual­ mente asequible de esa «manifestación hecha descender hasta nosotros por un desconocido Prometeo como un don de los dioses». es una pregunta que parece mu­ cho menos difícil de contestar que la otra de «cómo es posible una filosofía que no sea cristía« m e b o . si se prescinde de la cristiana.EL OCIO y LA VIDA IN T E L E C T U A L 155 pulcritud metódica. en el sentido pleno de la palabra. ja no ser que ya no se acepten tales afirmaciones! Pero aceptarlas. No hay boy en Occiden­ te teología alguna. la tradi­ ción religiosa previa y aquellas afirmaciones de la misma que atañen justamente a las raíces de las cosas. cualquiera que sea. naturalmente. según dice Platón? * Hay que contestar que desde el fin de la antigüedad no hay en Occidente más tra­ dición prefilosóflca que ataña a Vi totalidad del mundo que la cristiana. ¿Dónde podría encontrarse una teología. Surge. la cuestión de saber dón­ de se puede encontrar aquí y ahora la legítima tradición prefilosófica. «creerlas» y dejar­ las a un lado al filosofar. «¿Cómo es posible la filoso­ fía cristiana?».

de modo que ya no se supiese en absoluto de qué se hablaba cuando se expresasen las palabras «Dios». que es interrogatorio del mundo y penetración del ser. por mucho que tales propo­ siciones pretendan ser «puramente racionales». sólo entonces de­ jaría de florecer también la filosofía. Precisamente por haberse vuelto insípida la filosofía de especialistas. la sal de lo existencia!. «Revelación». De lo teológico proviene para ella el sabor. de forma que también entonces se conserva la estructura del legítimo filosofar. «Logos».^tp convertirse en una disciplina especial. a lo cristiano sólo puede oponerse uno mediante proposiciones de fe.15« JCmiCF PIKPKR na». Un filosofar vivo puede darse tam ­ bién en la oposición a lo cristiano. camino «desde abajo» y vinculado por ello a la genialidad natural de la mirada dirigida al mundo. ahora bien. No debe decirse tam­ poco que sólo la filosofía cristiana puede ser filo­ sofía viva.) Su vitalidad y su tensión interna las consigue la filoso fía mediante su contrapunto con lo teo­ lógico. en contrapun­ to con y desde las proposiciones de fe. dando por supuesto que se entiende por filo­ sofía lo que Platón ha entendido. (Sólo don­ de la tradición religiosa se agostase por completo. no puede decirse que basta ser cristiano o reconocer como verdadera la tradi­ ción cristiana para poder hacer ya en sentido grande filosofía. enco­ gida ha. hay también proposiciones de fe del racionalis­ mo. Desde luego. por haber evitado miedosamente todo contacto .

jus­ tamente porque no es en absoluto «puramente filosófico» o «científico». afecta al hombre j jus­ tamente porque gira en torno del todo. sino más bien por una proposición teológica de fe. El ateísmo «existencialista» puede dar a una filoso­ fía uno. Por tratarse de una seudoteología y una antiteología. sucede algo parecido. Sartre dice. cuestiones que exigen por sí mismas una respues­ ta teológica y en haber rechazado ésta al mismo tiempo de. del filoso­ far de Heidegger. jPero obliga al pensamiento a situarse en el pía- . en parte. yendo más allá de la simple moda. coii provocativa radicalidad y en vir­ tud de un impulso originariamente teológico.EL OCIO Y LA VIDA IN TELECTU AL 157 con los temas teológicos (lo que. no habrá nadie que tome esto por una tesis filosófica. puede aplicarse incluso a la llamada filosofía «cristia­ na»). precisamente por eso se explica el efecto excitante y sorprendente. cuyo carácter explosivo no ra­ dica en ninguna otra cosa más que en haber planteado. sino una posición teoló­ gica. una forma igualmente radical. dimensión esencialmente teológica. esta filosofía no se torna más ver­ dadera. que «el existencialismo ateo deduce de la no existencia . según su definición. pero sí más viva.de Dios que hay un ser que exis­ te sin estar determinado por voluntad alguna más alta y que este ser es el hombrea. con el que la filosofía. por ejemplo. por ejemplo. jRe­ pentinamente se notaba de nuevo en la lengua la sal de la teología! Y en Francia. tiene que ver esencialmente! Cuando P.

post Christum natum. sólo es posible desde el contra­ punto de una teología verdadera. sólo se hace posible desde la totalidad de la existencia humana. Pero repitamos que no todo filosofar que invoca de hecho la teología cristiana realiza ya por ello esta unión de verdad y vitalidad.158 JOSJEF PIKPSR no de la teología! Partiendo de tal contrapunto. en virtud de la naturaleza del acto filo­ sófico. Esto no es ya una afirmación filosófica «pura». que puede deli­ mitarse y aislarse sólo teorética y metódicamen­ te. filosofar de forma viva y al mismo tiempo verdadera. o si se realiza enton­ ces tiene que hacerlo como una filosofía cristiana (en el sentido dicho). y esto. se puedo filosofar de una forma viva. pero no de una forma existencia!. que puede ser distinguido conceptualmente muy bien. Desde luego. jDe otra forma no se puede filosofar! Y no se puede. es inevitable que quien filosofa traspase el ámbito de la filosofía «pura». pero que no es realmente segregable. quiere decir desde la teología cristiana. porque filosofar. en la medida en que es una petitud hum ana fundamental ante la rea­ lidad. pero en virtud de la esencia de la filosofía. justa y precisa­ . es inevitable que traspase ese ámbito y ocupe una posición teoló­ gica. que se ha tomado a sí misma desde su origen por amorosa búsqueda de la «sabiduría como Dios la posee». a la que. una filosofía verdadera y al mismo tiempo viva o no se realiza (y es perfectamente posible que tuvié­ semos que esperar en vano).

. este problema de la «filosofía cris­ tiana». Aunque la filosofía cristiana piensa desde el contrapunto de certezas totalmente indudables. ¿Puede afirmarse seriam ente que en ese nuevo helenismo sn acepta en sentido estricto la teología antigua como verdad. puede reali­ zar. pero sin pretender de modo alguno esclarecer de forma exhaustiva. Hay que hacer. entone'?* no puede hablar de una teología «en sentido pleno». el cual. pertenecen también las últimas tomas de posición. Otto. descansa en un no saber. Uno de los gran­ des pensadores de nuestro tiempo orientado por Santo Tomás de Aquino ha dicho que la caracte7 Al término de la Sem ana Universitaria de Bonn se me advirtió que podía señalarse hoy una renovación de la teolo­ gía antigua . Esto no es así. por ejemplo en la obra de Walter F. entre otras cosas. A esto hay que decir que la admiración no es todavía té. a la vista de la muerte) podría rezarse a Apolo o a Dionysos? SI esto no es así. sin embargo.E L OCIO y LA VIDA IN T E LE C T U A L 15» mente. que es tan plenam ente «creída» que en una si­ tuación extrem a de la existencia (por ejemplo. de ma­ nera que no podía ya afirmarse que la única teología a nuestro alcance es Ja cristiana. hay que oponerse a una opi­ nión corriente 7 según la cual la filosofía cristiana (o una filosofía cristiana) se distingue. En primer lugar. o en sus líneas fundam enta­ les tan sólo.ahora algunas observaciones sobre el concepto de una filosofía cristiana. que es extremadamente complejo. justamen^ te. de la que no lo es por la posesión de solu­ ciones más simples. de forma más pura el verdadero sentido del asombro filosófico. co­ mo término de nuestro esfuerzo por encontrar respuesta a la pregunta ¿qué significa filosofar?.

sin embargo. «a pesar de la revelación. 113 y siga. 8 y ßigs. 1041» pá£. Podría preguntarse cómo es que una filosofía cristiana tiene alguna superioridad respecto a una no cristiana. sino poseer «en mayor medida que cualquier otra filosofía» el sentido del misterio \ Incluso en el ámbito de Ja fe y la teología. permanecen. más bien. podría suceder que la mayor verdad consistiese en ver el mundo con su real carácter de misterio. Edi­ torial Jopef Höf er. si permanecen los pro­ blemas y las cuestiones. no' es todo «claro» para el creyente. también son incomprensibles (en sentido absoluto) las verdades de la razón. 1937). J . no está re­ suelto todo problema. 9 Scherben. de la traducción alemana. Podría suceder que en la experiencia de que el ser en cuanto tal es un mysterium que no se puede coger y tener en la mano mediante una afirmación que lo abarque por completo. M. Las verdades del cristia­ nismo son. en su insondabilidad. Fftderboro. : Dir: M ysterien des C hristentum s. ocultas» para nosotros9 . pero lo que distingue a las verdades del cristianismo es que. Pues bien. si no llega a asir por completo respuesta alguna. . si no logra un grado superior en cuanto a soluciones. R : El sentido del m isterio y el cla­ roscuro intelectual ípág. Frifourgo.160 JO S E F FIEPKR rístlca distintiva del íllosofar cristiano no es dis­ poner de soluciones más sencillas. incomprensibles de una forma muy especial. a pesar de la certeza de la fe. como ha dicho Mathias Joscph Scheeben. se cap8 Qarpig o u~LiAgran GE.

un ámbito que. no tiene el sen­ tido de hacer posibles soluciones más simples. Justamente es ésta la pretensión de la filosofía cristiana: ser más verdadera precisamente por la aceptación y reconocimiento del carácter de misterio del mundo. el ámbito del misterio. Precisamente. 11 301. como podría qui­ zá ocurrírsele a alguien. Con esto. si es justa la interpretación 10 según la cual Platón ha explicado el filosofar como algo trágico por estar en permanente de­ pendencia del mito. Frankfn. 10 L»ü de G erh ard pág. 1939. por definición. el recurso expreso a argumentos teológicos (por ejemplo. el filosofar no se hace de ningún mo­ do más sencillo.SL OCIO Y LA VED* INTKLKCTTJAL 101 tase la realidad de forma más profunda y ver­ dadera que en una diáfana sistemática capaz de fascinar al espíritu con su claridad y distinción. porque la interpretación filo­ sófica del mundo no se deja redondear hasta constituir un cerrado círculo. sino el de romper el metódico encierro y estre­ chamiento en lo filosófico «puro» a fin de abrir y dejar libre más todavía para el impulso filosó­ fico verdadero y genuino. También Platón parece haberlo visto y sentido. en la filosofía de Santo Tomás). El filosofar cristiano no se ha hecho tampoco más sencillo intelectualmente por el hecho de que la fe «ilumina» a la razón. . amorosa búsqueda de la sabiduría. por poderse avanzar en él indefinidamente. K rü ger : Einsichti und Leidenschaft.rt. se caracteriza por ser ilimi­ tado.

sin llegar nunca a acabar del todo. y 'no podía esperarse en absoluto otra cosa. con que la historia. Por otra parte. ¡De tal forma. se. la que impide al pensamiento filosófico fluir reposadamente co­ mo por un cauce perfectamente canalizado. silenciosa e inflexible roca de la verdad revolada. de Hölderlin. que el filósofo cristiano tiene intelectualmente más difi­ cultades que uno que se sabe no ligado a la ver­ dad de fe recibida. se ha «pensado». En el Hyperyon. por tanto. el sentido de estas ver­ dades teológicas sobre el mundo en su conjunto y sobre el significado de la existencia humana. no se hace «más sencillo» el filosofar! Por el contrario. Una filosofía de la historia. hablando hu­ . encuentran estas palabras: «La ola del cora­ zón no subiría espumeante de forma tan hermo­ sa y no se haría Espíritu si no se alzase frente a ella la vieja y silenciosa roca del Destino». al ca­ rácter cerrado de sistema (y ahí está el sentido do )a expresión corriente según la cual la verdad do fe es la «norma negativa» del pensamiento filosófico). pues. a la transparencia.162 JO S E F PIE P E R sin «estar listo» Jamás. que no puede ablandarse. la * función de salvación» de la teología consiste en oponer un «no» al espíritu que tiende por n a­ tu raleza a la claridad. Es por la complicación del pensamiento que provoca eefca oposición por lo que se distingue la filosofía cristiana de la que no lo es. por ejemplo. y. que ha de contar con el señorío mundial del Anticristo como estado final. es la antigua.

de la revelación cristiana. desemboca en una catástrofe y que. El pensa­ miento filosófico no se hace más sencillo si se liga a la norma. Es una exigencia mayor aque­ lla a la que se somete el filosofar cristiano. Se caracteriza éste de forma distintiva porque se co­ loca en la obligación dé sostener una tensión que va más allá del ámbito de las meras dificultades conceptuales. no se vuelve una mera filosofía de la desesperación. por­ que. implantado en una fecunda inquietud al te­ ner la vista puesta en la verdad revelada. . a no darse por contento con la superficiali­ dad de los armonismos racionalistas.EL OCIO y LA VIDA IN T E LE C T U A L 163 manamente. a pesar de ello. La resistencia que la verdad revelada opone al pensamiento filosófico es creadora y fe­ cunda. mientras que la filosofía del «progreso» es tan sencilla (evi­ dentemente. fructífera. está forzado a pensar de forma más amplia. pero si más verdadero. de escoger. Es más complicado porque se pro­ híbe la pretensión de llegar a formulaciones «evidentes» por el procedimiento de prescindir de las realidades. Este «es­ pumear del espíritu al chocar con la roca de la verdad revelada es lo que distingue al filosofar cristiano. sobre to­ do. más ajustado al ser (preten­ sión que para el cristiano es obvia. una filosofía cristiana de la historia es imposible que llegue a una imagen intelectualmente sencilla de la misma. de dar de lado. de absoluta evidencia). hoy ya no puede decirse lo mismo) porque aparta la vista del Apocalipsis .

natural­ mente. Pues no puede llamarse negativo el que se impida al pensamiento caer en determinados errores. superflua para los cristianos. seguro. por tanto. concluye con estas palabras: «L& escolástica ha decaído no por falta de ideas. Más positivo todavía es que el espíritu humano recibe fuerzas para asen­ tir con mayor certeza. ¿No basta la teología o. Ciudad de Dios. de San Agustín. sino de cabezas. tan poco evidente es!). según esto. A condición. claro está. a ciertas verdades filosóficas que «en sí» son accesibles y ’fundam entabas de forma natural. asequible a la inteligencia.» Así. Un célebre libro sobre la historia de la filosofía medieval. «Los estados sin justicia no son más que grandes partidas de bandidos». opone al pensamiento filosófico es todo menos algo «negativo». esta afirmación es. el' de Maurice de Wulf. pero no es en absoluto un azar el que no se encuentre en un tratado de filosofía del derecho. . de que no sólo sea fuerte y verdadero su ca­ rácter cristiano. Puede plantearse ahora la cuestión de si la filosofía no es.164 JOSKF PIEPBR Es. sino en un libro teológico sobre L a . sino también su carácter filosó­ fico (jhay que repetirlo constantemente. en razón del creyente re­ conocimiento de la verdad revelada. sencillámente. como norma ne­ gativa. un enriquecimiento en su conte­ nido de saber del mundo lo que recibe el filoso­ far cristiano por estar ligado al contrapunto pre­ vio de la verdad de Cristo. el «no» que la teología.

no puede filosofar co­ mo si su salvación dependiese de la investigación de las relaciones existentes entre las cosas del mundo.EL OCIO Y LA VIDA INTKLKÚttJAI. esta identificación que podría llamarse existencial con los problemas intelectua­ les es extraña al hombre creyente. una actitud estrecha­ mente emparentada con el humor. El filosofar es la realización de la disposición a la totalidad que es esencial por naturaleza al espíritu humano. ¡Pero quién podría determinar . El cristiano no puede esperar de ésta una respuesta a la pregunta por la sal­ vación del hombre o incluso esa salvación. para la salvación no es necesaria la filosofía. No puede filosofar con tales esperanzas y en virtud de semejantes resultados. 16§ la fe? Dice Windelband en su Introducción a la filosofía 11 que «quien tiene ya nna concepción del universo y está decidido a seguir creyendo en ella en todas las circunstancias (¡y éste es el caso del verdadero cristiano!) no necesita en absoluto la filosofía para su persona». El perderse en los problemas. que es lo característico de un filosofar asentado por com­ pleto en sí mismo. y ésa no es precisa­ mente la filosofía. sólo una cosa es necesaria. De hecho. En Tomás de Aquino parece apreciarse una alegre serenidad del no-poder-comprender. La filosofía es exactamente tan necesaria y exactamente tan superfiua como necesaria o no necesaria es la perfección y acabamiento natural del ser hum a­ no.

y en cómo se hayan de ligar. lo pensado es claro y también acertado. sino que se trata do que el filosofar se convierta en un filosofar cristiano mediante el enraizamiento del que filosofa en la realidad cristiana y en saber de qué manera se realiza era conversión. pensando en al­ guien cuyas opiniones filosóficas se encuentran de acuerdo con la doctrina de Kant. verdad. expresión.? el cristianismo es esencialmente rea­ lidad. Hasta aquí hemos hablado como si «lo cristiano» fuera. Pero si se dice que alguien es cristiano en su filosofar. esto no oueio significar tan sólo que su visión del mui > do coincide con el cristianismo como doctri­ na. exclusiva o principalmente. Y a en el ámbito del saber na­ tural ro pasa que para llegar a entender y ver . Y he­ mos hablado de un «filósofo cristiano» en un sen­ tido semejante a aquel en que se acostumbra ha­ blar de un «filósofo kantiano». y su realización n atu ral! Todavía una última cosa. i Pne. ro mera doctrina! El problema de una filo­ sofía c :'Miana no consiste solamente en que se hayan de ligar. tira fórmula poco afortunada. De Fichte procede la frase de que «la filosofía que se elige depende de la clase de hombre que se er?». pues lo que pasa n < > ts algo así como si se «eligiese» una filo­ sofía. doctrina. este poder ser. J)e todas formas.106 JOSEF PEEP KR (en concreto) el grado de necesidad que encuen­ tra esta potentia. teo­ réticamente el conocimiento natural del mundo y la fe sobrenatural.

el cual no tiene que ser necesariamente un hombre bueno.*L OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 167 una verdad sólo tenga uno que esforzar más o menos su cabeza. el conocimiento en razón de un parentesco esencial. cuanto más éste se abre a eHa. el conocimiento per cognttlonem .. ahí ya no basta ser simplemente una «buena cabeza». entre dos formas de conoci­ miento: el conocimiento propiamente teorético conceptual. de la se­ gunda forma. de otra. sobre el bien un moralista. No es ésta la ocasión de hablar más detalladamente de estas cosas. En Tomás de Aquino 12 se encuentra la dis­ tinción. de la segunda. se conoce lo propio. por ejemplo. Ahora bien. que podría tomarse por total y completa­ mente moderna. 0. De la primera forma. 4S. ni es tampoco mi oficio. como persona. . de una parte.2. De la primera forma juzga. un ético. conoce el hombre bueno lo que es bueno. 1. y el conocimiento per connaturalitateni. Baste lo dicho para hacer discernible la estructura existencial de un filosofar cristiano. hay también que ser algo como hombre. en razón de la in­ mediata participación. esto és sobre todo cierto cuan­ do esa verdad afecta al sentido del mundo y de la vida. per connaturalitateiv. se conoce algo extraño. el ser cristiano es una realidad que tanto más completamente inform a y confi­ gura al hombre en todas sus fuerzas (también en la de su conocimiento). en el inequívoco clima del 1 2 X .

por tanto. en el curso de la Semana Universitaria de Bonn. aquello por lo que nace Ib con naturalidad. sino que deja a lo cris­ tiano hacerse realidad en él mismo. sino «pa­ deciendo». y que. en virtud de un real parentesco esencial. a comienzos de 1947. en una pura ligazón conceptual. experimentando la realidad. 46. . en palabras de Dionisio Areopagita. filosofa luego sobre los fundamentos natu­ rales de las realidades del universo y sobre el significado de la vida. en virtud de la interna resonancia en él de ese clima (el amor es aquello por lo que lo ex­ traño se hace propio. & Observación. por S fcn fcQ T o m * » e n l a gamma Theotofflc*. como dice también Santo To­ ra ¿ s 1\ De las cosas divinas juzga en virtud de un parentesco esencial como sobre algo propio aquel que es. no meramente sabiendo y aprendiendo. non fiolurn discens ser et patiens divina 14. X H X » ' 2 ). consigue apropiarse' la verdad cristiana y. % « prowinTo Atisopaoita : D$ áivinls nómlntbu% 4 (cit. dadas por el f'ut.— Este capítulo reproduce con algunas le­ ves vnriaclones el texto de cuatro conferenciar. JJn consecuencia.or. realizará en su filosofar de forma plena la filosofía cristiana aquel que no sólo «aprende» y sabe lo cristiano y para quien lo continuo no es solamente «doctrina» con la que lia de mantener después en coincidencia y compatibilidad teóricas sus conclusiones. partiendo de elía. W IT-n.jo ssx PIKPKS quo ama.

a quien no habrán pasado Inadvertidas tales disonancias formales. Por una parte. densidad. no se trata. forzosa y naturalmente. precisión en las citas y en la justifi­ cación de lo dicho. confiando al misino tiempo «n la comprensión del crítico lector. por ejemplo. Faltan también eu el texto. la exposición recibió su forma. interrogan­ tes. de la fructífera participación de los amigos. distinto del propio de la lectura. pensativas o de asentimiento de los oyentes. ni el enrique­ cimiento por así decir puramente textual emanado de la estimulante atención de I09 oyentes de Bonn y.t h o c i o y hA v td a nrm jG C T üA t lflfi Propiamente. . El autor no quería omitir esta indicación. sobre todo. Por otra parte. que es propia por naturaleza de la palabra viva. no podía entrar en esta ■ versión escrita ni la mayor inmediatez. digre­ siones qtio son las que dan al monólogo algo semejante al carácter de una conversación. en ritmo. por tanto. las digresio­ nes provocabas por las miradas dubitativas. tanto en su fondo conceptual como en su expresión oral. en cuyo círculo fueron expuestos los mismos pensamientos a lo largo de algunas Inolvidables noches estivales. ajustándose al patrón de lo que es oído. ni de una exposi­ ción oral ni de una exposición escrita. etc.

Unidad II Clase 2 .

LO ACADEMICO. EL FUNCIONARIO Y EL SOFISTA .

es una mera coincidencia exterior. El nombre «Academia». . jardines y comunidad de maestros y dis­ cípulos— se debió a una pura casualidad. La causa y ocasión de tal nombre fué la vecindad puramente espacial de la Escuela de Platón y de un bosquecillo dedicado al héroe ateniense Academos. que nada tiene que ver con lo esencial de la Escuela: nada dice que exprese tal esencia. que los griegos del si­ glo iv a.I ¿QUE ES LO ACADEMICO? Un concepto occidental. dieron a la Escuela de Platón— edi­ ficios. de C.

se apoye también en una semejanza externa y ac­ cidental. porque.m JOSEF PIEPER Y ahora cabe preguntar: ¿No puede ocurrir que nuestra genérica denominación de . sobre . caprichosamente entendida.«acadé­ mico». Y ya esto último toca el nudo de la cuestión. ¿Significa algo más que una relación accidental y externa o es sólo un modo de hablar? Si no fuera más que esto. lo académico es. efectivamente. Otro ejemplo más a propó­ sito: del nombre «Liceo» nadie querrá deducir en reno una relación interna y precisa entre nues­ tros institutos de enseñanza media y la comuni­ dad investigadora y docente que creó Aristóteles. sería de muy escaso inte­ rés y ni siauiera tendría sentido discutir desde el punto de vista de la herencia tradicional de Oc­ cidente qué es lo que expresa sobre todo el con­ cepto de lo académico. también hablamos de las lámparas Júpiter y del cinema Apolo sin que nadie se haga cuestión de si hay alguna impor­ tante relación interna entre tales cosas y las di­ vinidades antiguas. derivada del nombre propio original. poco sentido tendría estudiar nuestra cuestión sobre lo académico re­ firiéndonos a Platón. Otra vez hay que preguntar si es un caso dis­ tinto la asociación con la antigüedad de la deno­ minación y concepto de lo académico. de nuestros c'entros superiores de enseñanza con la Escuela platónica del jardín de Academos? No sería nada extraño.

La paternidad espiritual de esta primera Uni­ versidad cristiana debe atribuirse propiamente a una mujer ateniense. . Se puede afirmar con cierto fundamento que hay continuidad histórica y de hecho entre nues­ tras Universidades y la prim itiva Academia pla­ tónica. pro­ bablemente discípula de la academ ia platónica y de Plutarco. subió al tro­ no de los emperadores de Bizancio como esposa i Cfr. apenas se entiende sin el supuesto del modelo bizantino y romanoo rie n ta l1. Y esto es algo importante. de la que deriva la denominación de aca­ démico. escolar entonces en Atenas. O tto 1924). y en su principal sentido. No es sufi­ ciente relacionar la Universidad moderna con la medieval. h ija de un filósofo y dedi­ cada ella misma a la filosofía y a la música. un concepto oc­ cidental. por su parte. fundada por Teoflosio IX seiscientos años antes (425) y más o menos expresamente como filial y a la vez como contra de la escuela platónica todavía en­ tonces existente en Atenas. Xmmisch : Academ ia (Friburgo de Brisgovla. ésta. Poco antes de nacer las Universidades de Occidente habría sido erigida por el empera­ dor Constantino Monómacos la Universidad im­ perial de Bizancio. a una mujer.EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 175 todo. que por aventurado destino. no era más que la reaparición de algo que existía desde antiguo con otro nombre: la Academia imperial. en realidad.

tenido como la primera configuración poética del tema del Fausto.). pág. que Pla­ tón fuera descubierto al principio de la Edad Mo­ derna. Stellung (Leipzig y Berlín. ? Frjx? H albauer: Mutianus Rufus und seine geistesgeschinhüichf. por el contrario. 767 y sigs. llamada an­ tes de su bautismo «Athenais» 3. Realmente es admirable cómo se unen aquí los hilos de la tradición y entre ellos uno— no el úni­ co— que relaciona la Escuela de Platón con las formas de educación que hoy llamamos acadé­ micas. que la tradición platónica arriesgó su sano crecimiento en esa ex­ clusividad consciente y refleja. dignifica. interprétese como se quiera. J.01 y sigs. Platonissare y accademicum se facere signifi­ can casi lo mismo en el lenguaje de los hum anis­ ta! \ Esto no quiere decir.). pá-g. Más importante que esta continuidad tácti­ co-histórica es el hecho de que la Escuela pla­ tónica siempre ha sido entendida y propuesta como obligado modelo de nuestras escuelas supe­ riores. es un hecho que la figura predominante de la Edad Media es el ? Ferdinand GREGonmtfR: A thenais . De ella descien­ de el poema del mago Cipriano.J 0 KSF PJEFKR de Teod. 1929. Copiado tam bién en su obra Athen und A lie n á is íDresdé. W hitehead (1861-1947) vivió la Universi­ dad inglesa de Cambridge com o «a replica of th e platonic . 1927. Todavía Alíred N.osio: la emperatriz Eudoxia. Historia de una em­ peratriz bizantina. sin embargo.

ante­ cesor y maestro de otros muchos maestros de Oc­ cidente.. incluso de Rabano Mauro. no como hombre interesado sobre 13 . y hasta en los aristotélicos del siglo xrn estuvo fir­ me la autoridad de San Agustín.JCL OCIO y LA VIDA INTELECTUAL I7T platónico San Agustín. dio al modelo de su extenso proyecto el nombre de Atenas. aunque nada se supiera de las demás huellas en otras figuras del cristianismo medieval. Esto aclara un poco más por qué en todas las lenguas de la comunidad occidental la palabra académico significa una norma y exigencia cuyo sentido. Tal posibilidad se ha he­ cho por primera vez evidente en nuestro tiempo como un agudo peligro interno. que para él había sido la ciudad de la Academia platónica. que el anglosajón Alcuino. Esto debería bastar para obligar a la reflexión. según el modelo del bosquecillo de Academos. Y esto da ya un nuevo aspecto a la cuestión sobre lo académico que adquiere así importancia en un sentido muy actual y casi político: supera lo meramente aca­ démico y lo subyace. según parece. jam ás se ha borrado del todo sin que haya sido destruida la sustancia es­ piritual de Occidente. el de Fulda.. Filosofía quiere decir teoría. que fundó sus comunida­ des doctrinales en el apartam iento del mundo. aunque no se supie­ ra. Quien se haga cuestión sobre el significado de lo académico. por ejemplo.

sino como quien tiene su vista puesta en los sucesos actuales. pues siempre que se quieran designar unidamente la actividad. se verá remitido a la Escuela de Platón. o al monos quo así debería ser si quiere adjudicárse­ los con rPTión el predicado de académicos. o al menos formación que tiene fundamentos filosóficos. método y doctrina de la Escuela do Platón. Claro está que esto no quiere decir que la apa­ rición histórica y concreta de la actual form a­ ción académica tenga algo que ver con la apari­ ción concreta e histórica de la Academia plató­ nica o viceversa. cuya característica íntim a es. Con e. una comunidad de filósofos. dejando a un lado los informes de la pura estadística social. tratar una ciencia académicamente significa considerarla de modo . quiere decir que los caracteres inf ernos y esenciales de la Escuela de Platón son también ol principio íntimo y conformador de nuestros centros académicos de formación. a pesor de todas las opiniones: que la Escue­ la platónica de Atenas fué una escuela filosófica.na JOSEF PIEPER todo por la Historia. se encontrará algo indiscuti­ ble. Así que como primera determinación de lo aca­ démico vale esta tesis: académico quiere decir filosófico.^ío se ha dicho algo muy radical e im ­ portante. formación académica es lo mismo que formación filosófica. el modo y estilo filosóficos de considerar el mundo. la filosofía. por tanto. quien pre­ gunte sobre lo esencial y específico de lo acadé­ mico.

Tomás de Aquino. ¿Qué significan las palabras teórico y teoría? Ser mo­ vido por la verdad y ño por otra cosa. Naturalmente.EL OCIO V LA VIDA IN TEL EC T U A L *79 filosófico. * Ibldem. surge la pregunta: ¿y qué quie­ re decir filosófico? Vamos a contestarla teniendo en cuenta a Platón y a la luz de los antiguos. % 993 b. el estudio no determinado por un filoso­ far no es académico. Filosófico. aunque también los prácticos intenten conocer la verdad y cómo se relaciona con ellos en determinadas cosas. * Xn Met-. agresivo y casi revolucio­ nario. en cuanto se decide tomarla en serio. dice Aristóteles en su Meta­ física \ esta vez completamente de acuerdo con Platón. significa teórico . Por tanto. tal es la esencia de la teoría. una formación no funda­ mentada en la filosofía ni conformada filosófica­ mente. 2. pero la filosofía— y so­ bre todo la doctrina de ser o m etafísica. . la buscan no como lo propio y último pensado. dice sin reparos: «el fin del saber teórico es la verdad. en cualquier caso. que es disciplina filosófica en sumo grado-—es de un modo especialísimo scienüa verítatis \ teoría en * Metafísica. el fin del saber prác­ tico es la acción». Tal explicación puede parecer a primera vista bastante desvaída y casi banal. 2. pero la tesis ad­ quiere sentido crítico. nr. no puede ser correctamente llamada aca­ démica. sino ordenán­ dola al fin de la a cció n 5. 290. y el comentarista medieval de Aristóteles.

V ista desde el clásico concepto de filosofía. estas expresiones acuñadas parecen signi­ ficar implícitamente que el puro conocimiento de la verdad no es una tarea real. aplicabilidad o utilidad. la destruye. algo no-moderno. Aristóteles. * D i í s c M i T * n ! Dlscours la métho&e. de lo que es justamente el fundamento de la filosofía moderna. con la que identifica la ciencia el Novum Organum de Bacon 7. sin embargo. que es la atención a la nota de poder que tiene el saber. Tal es la común doctrina de Platón. Tal consistencia de la filosofía en su carácter teórico no es. porque ensombrece la pureza de la teoría y. a la potentia humana . pues. que debe poner­ nos en situación de llegar a ser dueños y posee-r áores de la naturaleza*. La clásica definición del filosofar como una re­ lación puramente teórica con el mundo se apar­ ta. No es algo casual el hecho de que la historia de la filosofía occidental empiece con )a risa de una fám ula tracia al ver caer en un * 1. es el dirigirle hacia la practicidad. el orien­ tarse hacia la filosofía práctica. . más bien es un reto intemporal y lleno de fuerza contra ello. esta añadidura de Bacon y Pescartes no es filosófica. Contemplar una cosa o ver una realidad filosó­ ficamente debe significar apartarse expresamen­ te de todo lo que se llam a vida práctico/ o vida real .180 JQSKF PISPKR sentido estricto. Santo Tomás y de todos los antiguos . en definitiva. 3.

pero. enuncia lo esencial de la filosofía y. por tanto. Esta es una formulación muy esquematizada sin duda. no se puede de­ fender rectamente el carácter académico de la Universidad diciendo que será tanto más acadé­ mica cuanto menos lo sea.KL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T O AJ. como su herencia sucesiva. es decir. de lo académico. el apartamiento del mundo secuela perduradera del estricto filosofar. financiera o militar. porque lo filosófico es teórico. no-práctico. Tales intentos apa­ recen como absurdos en cuanto se atiende al concepto originario de lo académico. Sin embargo. sino substantivo y esencial del filosofar mismo. 181 pozo al contemplador de los cielos. 174. Una defen­ sa tal tiene como decisivo el argumento de la practicidad. deberían en­ tenderse como algo de ningún modo accidental. por su significación para la praxis téc­ nica. sin embargo. o para cualquier otra especie de praxis. olvidando así justamente lo esencial 9 P la tó n : T e e t e t e s . lo expresa con precisión mucho mayor que todos los intentos de demostrar el íntimo derecho de la formación académica por su «proximidad a la vida». Asi el hecho de que el filósofo parezca ridículo a los muchos . porque él— el extraño al m u n d o cae en el pozo y en toda clase de apuros 9 . respecto a esto comenta Platón en el Teetetes: Nunca han faltado tal risa y tal motivo. 3f . siempre será ridícu­ lo el ñlósofo para aquella esclava tracia y para otros muchos.

sólo puede significar lo mis­ mo que filosófico. Destrucción por la «puesta en servicio ». Resumamos en dos puntos todo lo dicho hasta aquí: si lo académico es algo más que una deno­ minación extrínseca. Vistas así las cosas. pero se alude a una nota esencial de ella. aparece ante los ojos una realidad con solo aprehender y conocer.1831 JTQSKF FXEPXE de lo académico que pretende defender: tal de­ fensa ha tomado ya partido por la esclavina tracia y por los muchos. ¿no ingresa . ¿ocurrirá sin que se abstraiga del poder unido al conocimiento de la utilidad y aplicabilidad para cualquier praxis? El apartar la mirada de todo lo que tenga «sig­ nificación práctica» pertenece a la esencia de lo académico. Es ya tiempo de lanzar un interrogante y dar paso a una objeción que salta en seguida. Filosófico quiere decir teórico. Cuando se pregunta filosóficamente. ¿No es absurdo definir lo académico como lo filosófico y teórico? A fin de cuentas. con ello no se ha determinado exhaustivamente el concepto de filosofía. tal inteligencia aprehensiva— que por lo demás es ella misma una forma alquitarada de acción y realización— . formación académica significa lo mismo que formación filo­ sófica. el carácter académico de los estudios uni­ versitarios consistirá en que incluso las ciencias particulares sean tratadas filosóficamente.

sino como que la misma formación profesional— en toda auténtica Universidad— debiera ser acadé­ mica.EL OCIO y LA VIDA INTELECTUAL 183 cada estudiante de la Universidad en una profe­ sión determinada. 1948. Pero. en la que tiene que hacer fructífero el saber adquirido? ¿No es. por ejemplo. sección B. lo que sin duda no fué la escuela de Platón. mejor que el sentido de la formación universita­ ria sea el preparar hábiles médicos. es que las Universidades sean algo más que institutos de enseñanza profesional 10 . 3. con esto se ha concedido un elemento no académico a las Universidades modernas que ya tenían también las medievales. ¿Cómo puede justificarse esa exigencia y en qué puede consistir ese «plus» sino en lo académico y filosófico? Por eso tal exigencia no se ha enten­ dido como que lo académico debiera estar junto a la formación propiamente profesional. lo académico debe determinar el carácter de la formación profesional en cuanto tal. G u tach ten zur Hochschulreform.. sita junto al bosquecillo de Academos. la exigencia unánime. Hamburgo. en Ale­ m ania al menos. químicos o juristas? ¿Por qué no va a ser académico preocu­ parse de tales fines? ¿Cómo puede hacerse filosóficamente — decimos nosotros— un estudio espe­ cializado y concreto de la química? A la primera objeción contestamos que natu­ ralmente nuestras Universidades son lugares de formación profesional. 5 0 Cfr. de . todavía proclamada. por tanto. Introducción.

na­ turalista o jurista. la perderá. acombrada y aprehensiva? ¿No pudiera ocurrir que el efecto práctico de utilidad dependiera justam ente de que antes hubiera sido .. hay bienes que sóJo f?e consiguen «como que fueron dados». expresan un contenido— no limitado ex­ clusivamente al dominio religioso— que no puede entenderse más que en este sentido contradicto­ rio precisamente. quien la pier­ de ganará la Vida para sí» (Lc. «Quien quiere salvar su alma. una visión pura­ mente teórica. es un magnífico y deseado fruto de los estudios académicos.m josef raapxa Réplica: ¿No se contradice la esencia de lo aca­ démico al dedicarlo a los fines de la praxis? No se puede resolver esta cuestión a la ligera. Hay también ñnes en el dominio de lo humano que el hombre no consigue ju sta­ mente cuando le son evidentes. es difícil de comprender. que nace ca^i de ella misma. pero ¿no puede ocurrir que para superar la medianía y la téc­ nica transmisible pedagógicamente esa habilidad suponga un desinteresado hundimiento en el ser. Relacionemos esto con nuestro tema: natural­ mente la habilidad profesional del médico. La relación entre la teoría y la utilidad. un completo descuido del éxito. 33). como qun rueran. 17. por así decirlo. estas pa­ labras del Señor están lejos de ser una antítesis retórica. recompensa de una búsqueda que se orienta hacia otra cosa. «Querer expresamente que algo no suceda» y «no quoror expresamente que algo suceda» son dos co­ sas distintas.

La dife­ rencia consiste en este modo «puramente teóri­ co» del volverse hacia el objeto. por ejemplo. es decir. es donde está el ser en cuanto tal ser. destruya radicalm ente el elemento teórico-académ ico. que se dirige a aquella hondura en que las cosas no están deter­ minadas de esta o la otra manera.) Con esto ya está en parte contestada la se­ gunda pregunta: pues deben distinguirse con­ cretamente el estudio especializado hecho filosó­ ficamente del hecho no-filosóficamente. cuando el proyecto último dé la totalidad del trabajo. pero al menos. aunque tal efecto fuera intentado final y absolutamente. es el sor­ prendente y arrebatador entusiasmo en la inves­ tigación cada vez más profunda a la vista de la insondable profundidad del mundo. a la vista del carácter misterioso del ser. o son útiles para esto o lo otro. lo distintivo es esa m anera especial de mirar. de su carácter académico. sea estéril. (Obsérvese que hemos dicho «aunque fuera intentado» y no «por haberlo sido». que es probable que la investigación que ha sido privada de los fundamentos de la pura teoría.KL OGK) T UK VXDA INTXLKCTUAX» IB S realizada la pitra teoría? Quizá suene esto a irrealidad y romanticismo. sino que son form as y figuras de lo más admirable que se puede pensar: del ser. es el olvido de . útil. que la investigación no causaría el efecto. delante del mis­ terio de que algo exista y sea. En esta salida desde el entorno y los aspec­ tos fijos hasta el libre cielo de la realidad total. dice.

que acon­ tece al que asi se admira (¿afortunada o desgra­ ciadam ente. fundam enten y defien­ dan esta determinada ideología. en eso consiste la liber­ tad académica. todo esto es lo que distingue exactamente la interna estructura y actitud.*a expresión «libertad académica» puede tam ­ bién ser sustituida por la de «libertad filosófica». sin que simul­ táneamente sea aniquilada la filosofía misma.. I.o distintivo es. sofocada tan pronto como las ciencias se convierten en pura organización fina­ lista de una agrupación de poderes organizados. Hablemos concretamente. sobre todo. la atmósfera del estudio de una ciencia particular hecha filosóficamente.. o también: necesitamos que se trabaje científicamente un remedio eficaz contra la gripe. Pero jam ás podrá decir necesitamos filósofos que desarrollen.. Ocurre que las ciencias particulares pueden muy bien ser puestas al servicio de fines utilitarios. Sólo podrá haber teoría filosófica en la medida en que sea libre.?). J. Cualquier política puede hablar o disponer eso sin contradecir la esencia de tales ciencias par­ ticulares. para cumplir un plan quinquenal.im JOSEF PIEPER todos los fines inmediatos de la vida. tal puesta en servicio no contradice a su esencia. Con esto no se afirma la in­ compatibilidad lógica o psicológica de la teoría .. una determinada politica puede sin duda decir: necesitamos. ese estar libre de cualquier fin utilitario. físicos que logren un adelanto sobre los extranjeros en tal o tal cosa.

evidentemente no debe enten­ derse que la filosofía pueda ser libre de la nor­ ma de la verdad objetiva. Esta dificultad de percibir tal diferencia es un hecho bastante expresivo de la situación de nuestro tiempo. Se puede pensar en poner la filosofía al servicio de algo. Las ciencias particu­ lares.OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 157 y de la puesta al servicio de ñnes utilitarios. Se entiende aquí por libertad— sub­ rayémoslo otra vez— la independencia de toda finalidad práctica. Pero la realización de esta dependencia entre filosofía y norma obje­ tiva de verdad supone justamente la otra li­ be i'tad. sólo pueden ser libres en cuanto sean tratadas de modo filosófico. pero hay que tener en cuenta que lo que se ponga en ser­ vicio no será filosofía. Sin duda que la diferencia tanto de hecho como de principios entre el estudio especializado académico y el de estilo no-académico difícil­ mente llega a los límites de lo perceptible. La filosofía es libre o no es filosofía de ningún modo. pero tal unión es realmente mortal: la teoría filosófi­ ca es ahogada por el servicio. acadé­ micamente. por el contrario. Se debería hacer un «test» sobre la si­ guiente cuestión: En qué se distingue propia­ mente la facultad de Química de una Universi­ dad de las grandes agrupaciones modernas de laboratorios químicos y farmacéuticos. Es de te­ mer que a simple vista fuera difícil hacer dis­ tinciones . jQuizá hubiera no pocos que vieran como única diferencia el hecho de que las orga- .

economía política 12.188 JOSKF FIKPXK tú? aciones industriales están mejor equipadas y financiadas que las académicas! Esto significa­ ría que ya no se sabe la distinción entre lo aca­ démico y no académico. por ejemplo la sociología o lo. junto a las demás es­ pecialidades. H *2 Ibldem. Por la pura agregación aditiva de saberes especializados— in­ cluso de filosofía técnica— no se logra nada. como modo y es­ tilo de considerar el mundo y relacionarse con él. obligando a hacer estudios generales antes de los estudios especializados respectivos n . filosófico. pero no se puede esperar de él que funda­ mente el carácter académico de la Universidad. Tal carácter puede ser constituido únicamente por el hecho de que todas las ciencias—incluso las particulares— sean tratadas justam ente de modo académico. ni tan » poco por otras técnicas propuestas como «form ativas en general». Tal situación se hace evidente en propuestas de reforma como ésta: Se podría salvar o res­ taurar el sentido académico de los estudios uni­ versitarios. sección S tu diw n generales. la que logra un estudio académico. Tal studium generale es sin duda muy desea­ ble. . e incluso la filosofía en cuanto especialidad puede estudiarse muy poco filosóficamente. No es la filosofía técnica. sino la filosofía como principio. es decir. situación a la que en resudad parecemos aproximarnos. Ibidem.

Tal modo de h a­ blar— muy empleado y evidente— supone la opi­ nión de que el aspecto filosófico puede aplicarse a discreción. psicoló­ gico.KL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 189 Y viceversa. Según esto* es insoportable la especialización cada vez más cerrada. en el supuesto de un estudio de las ciencias particulares académicamente hecho. en la que con raro acuerdo y desde hace tiempo todos ven el primer síntoma de la crisis de la Univer­ sidad.. según se quiera: histórico. Nos hemos acostumbrado a decir y pensar que una cosa puede ser tratada desde distintos pun­ tos de vista. de que se puede llegar fácilmente al lugar filosófico y abandonarlo otra vez. sociológico o filosófico. puede decirse que Incluso el estudio de la filosofía como especialidad podría aprender algo del estudio de las ciencias particulares. sin duda. Aristóteles. de una raíz escondida. de que sólo se necesita una operación pensamental para completar la consideración filosófica del objeto. que hay que desenterrar ahora. no ocurriría ese daño de la especialización. Lo filosófico en el sentido clásico vive. Platón. Asi el mismo concepto de lo académico resultará más profundo de lo que a primera vista parecía.. si éstas fueran tratadas filosóficamente. Propiedad exclusiva de los dioses. San Agustín y Santo To­ más de Aquino tuvieron tal opinión por com- .

.

Sólo puede haber teoría en pleno sen­ tido. te es completamente evidente e íntimo el ver la realidad del mundo como algo en cierto sentido divino y.190 jo sk f p ie p e r plenamente desatinada. ante todo. como algo que en todo caso es otra cosa y siem­ pre más que mera materia bruta de la actividad humana? De haber escuchado nosotros esa conversación. apenas hubiéramos podido imaginar la relación de ¡al pregunta con la filosofía. es comprendido como m aterial de práctica. ante todo. Si se hubiera acercado a ellos un discípulo con la exigencia de querer aprender a tratar ñlosóñcamente un de­ terminado sector de la realidad y preguntando cómo se debe hacer. ahora recordamos que los conceptos de lo teói ico. digno de veneración. no depende de nuestra de­ cisión el comprender una cosa ñlosóñcamente: tal es la opinión de los antiguos . por tanto. S . Para ellos filosofar es. una relación fundam ental con la realidad.ei an a su vez preguntado: ¿Te ha sido conce­ dido. ¿Por qué? Porque es íntimamente imposible ob­ servar teórica y filosóficamente un mundo que. pero justamente concierne a la posibilidad de la teoría filosófica. los antiguos maestros le hubi. filosófico y académico se implican inti­ mamente y que más allá de la libertad acadé­ . sólo es realizable como actitud cuando se considera el mundo como creación. relación que precede a toda posición cons­ ciente y que se substrae a cualquier caprichoso mandato do la ratio .

es evidente que todo lo académico— y más que nada su libertad— se apoya en un funda­ mento del todo insospechado. La fundación de la Academia platónica des­ cansa en la idea de que el reino de libertad crea­ do por la teoría no podrá ser afirmado contra los poderes diabólicos y absorbentes de una volun­ tad de poder. y tan pronto como se une al poder político o se identifica con la voluntad del mismo. sobre todo. que trata de hacer de todo lo real campo y m ateria bruta de planes útiles. también es claro que sin tal fundamento está desenraizado y ni siquiera puede existir.g l. bajo la protección de los dioses . nptural- . sin embargo. Quien se alimentó de necesidad y se justificó por ella tiene una elemental voluntad de utilidad. Quizá estemos inclinados a tomar esta relación por una simple «historia del espíritu». pues ocurre que se da. y en ellos se pensó ya entonces. Pero ya se tuvieron suficientemente en cuenta estos poderes reales en la primera concepción de lo académico. en lo que respecta a la libertad de la ciencia. por algo que no es propiamente real . creemos saber por experiencia que más que por la pérdi­ da de sus fundamentos m etafísicos está am ena­ zada por poderes muy reales. de que la libertad de la teoría está indefensa y sin am­ paro. OCIO y LA VIDA INTELECTUAL 101 m ica no hay más que la libertad de la teoría frente a toda finalidad y servicialidad de la pra­ xis. su nolun­ tad utilitaria intenta'— por decirlo así.

Articulo «Arb<*itsruhe».M AifN U n sen er : «Organización dol trabajo cien­ tífico». fué lo que ocurrió en la A ca­ demia platónica: fué en estricto sentido una aso­ ciación religiosa. pág. En ella hubo como cargo especial el de preparador de sacrificios 14. Sean las Mu­ * * Reallexicon für A ntike und C hristen tum CUúpsig. por ejemplo. 1942. nacido para el tr a b a jo 15. Platón mismo las llam a en Las Leyes compañeras de fiesta para los sucesivos días de culto. pero cae fue­ ra de nuestra exposición aclarar. M S r! . incluso al hombre y sus fuerzas su­ periores (aunque a la larga esto no sea útil de ninguna manera) y esto de tal modo. pá­ gina 7ff y stes.192 JQSKF PIKPEB mente— constituirse en absoluta y mediatizar todo lo que existe. justamente. un thiasos. 7-T. en Vorträge und Aufsätze (Leipzig-Berlín. 3914. Foro se sabe sobre el particular. i* Cfr. 590). eran llamadas Musas.vn. para substraer por principio a la utilidad un determi­ nado dominio de la vida de form a que sea— según la antigua form ulación romana — propiedad ex­ clusiva de los dioses Esto. que los dioses han dado al género humano. » Ley**. pero se sabe muy poco de su rango teológico. la cuestión de si Platón debe la idea de tal comuni­ dad a las escuelas pitagóricas del sur de Italia y de Sicilia (lo que es verosímil) o investigar qué divinidad gozó el culto de la Academia. que lo me­ diatizado debe parece?: irremisiblemente tal. una comunidad cul­ tural que se reunia determinados días para h a­ cer sacrificios.

i* . con las cuales las mo­ dernas concepciones del «servicio de las Musas». como simulación de la realidad. Para nosotros. • 6 Banquete. en todo caso se . nacida de la ima­ ginación y por ella (son palabras de Goethe 17> .trata de potencias rea­ les del ámbito religioso. como Platón dice del Eros 16 medianeras demónicas entre Dios y los hombres. En la Academia la independencia del poder político se veía de un modo puramente jurídico y estaba. La supresión de la Academia platónica de A te­ nas por el emperador Justiniano. políticamente intan­ gible. o divinidades menores. 26 de marzo de 1814. por ejemplo.EL OCIO T LA VIDA INTELECTUAL m sas. «estados sagrados de la ciencia y del arte» no se relacionan más que como una fantástica imitación. lT G oethe a Fizmer. es de sumo interés lo siguiente. El principio ju rí­ dico todavía válido en tiempos del imperio ro­ mano. «Cesar non est supra grammaticos» da por supuesto que los gramáticos pertenecen al dominio religioso-cultual. fundada en ese sacro ca­ rácter de asociación cultual. en estricta con­ cordancia serían poderes angélicos y espacio li­ túrgico. 202 c. después de h a­ ber logrado validez pública la religión cristiana. Unicamente en temas religiosos podía el poder estatal oponerse a un thiasos. en caso de conflicto con el culto público de la polis. «templo de las Musas». en definitiva.

194 JOSEF PIEPER tuvo ese mismo sentido. sobre todo. Y — dicho sea entre paréntesis— podría pregun­ tarse. con algún derecho. si las reformas de la enseñanza superior discutidas de tiempo en tiem­ po— ya sobre cambios concretos. Se hiere de plano el concepto occidental de lo académico y. en su carácter cultual. que es a la vez ocio y escuela u . lo llamamos hecho porque ya el cumpli­ miento del culto por sí mismo y antes que todo estatuto legal hace interiormente libres a los hombres gracias a su fuerza liberadora desligán­ dolos de toda atadura a los inmediatos fines de la vida. págs. ya sobre trans­ formaciones programáticas— no pudieran tener a la base más o menos oculta alguna «mutación de la figura de los dioses». el mismo en que San Benito fundó el Monasterio de Mon­ te Casino). el de libertad académi­ 18 V. pues. . es precisamente el culto lo que hace po­ sible y constituye desde dentro esa libertad fá c­ tica y jurídica de la scholé. más arriba Ocio y culto. alguna transformación de la estructura religiosa del ser o alguna finali­ dad de tipo religioso. 9-76. La libertad fáctica y jurídica de la Academia se fundaba. ya que la Academia te­ nía aún un señalado carácter religioso-pagano (tal supresión tuvo lugar el año 529. Pero no hay que olvidar que a este hecho del orden ex­ terno de la existencia corresponde otro más pro­ fundo.

cuando se los separa de este fundamento que no es puramente exterior y fáctico. aunque indefenso tes­ timonio a favor de la verdad. que puede conservar toda su fuerza. en la otra— aún más peligrosa— está dolosamente afirmado: pertenecen al funciona­ rio y al sofista . Aunque lo académico como institución no tuviera ya nin­ guna existencia pública. sino porque generalmente no respeta a ninguno) haya franqueado desde hace mucho la intangibilidad jurídica de la libertad académica bajo pretexto de que es un «contrasentido Überaloide». El «trabajador » y el sofista. conociéndolo y venerándolo mediante la teoría cuya libertad siempre debiera hacerse valer como firme. hasta ahora esquemáticamente dibujado.JCL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 195 ca. Basta destacar un poco los contornos del cua­ dro. Si ahora hablamos del funcionario— dicho más . incluso cuando el poder político (y cier­ tamente no porque él adore a otros dioses. sino intimo y siempre generoso. bosquejando las figuras de contraste. Con esto hemos dado a la vez la últim a deter­ minación del concepto de lo académico y la úl­ tim a respuesta a la pregunta sobre su significado. por sus fundam entos metafísicos podría realizarse todavía en una soli­ taria celda de contemplación: poniéndose de acuerdo con el ser. en una de ellas lo académico aparece negado directa y ex­ presamente. respectivamente.

sino por el hecho de que sas estudiantes deberían ser trabajadores. Seguramente se preguntará por qué sr ha omitido aquí toda determinación y delimi­ tación social de lo académico. ¿Qué ea lo que entendemos entonces por tra­ bajador y funcionario . parece ir evitable. sin . tenemos la convicción do q ie el hombre sencillo y popular.JW S F PIEP8R peligros uaente del «trabajador»— como de una fin ir á opuesta a la esencia de lo académico. La primera parte de esta petición parece. m ientras puede acreditar realmente su sencillez (lo que logra bajo determinadas condiciones) tiene en su modo da p e n s a r y en sus fiestas un modo especial de orientarse hacia la totalidad del mundo. al contrario. pág. .9 Cua/tono de abril.emos podido ver m uchas veces. No es el estamento sí cial del trabajador ni el conjunto del pueblo sf ncillo lo que se h a pensado aquí como contra­ partida de lo académico y como apartado de su á abito. 8 . si no se trata del hombre trabajad or» ? En el primer cuaderno del año primero de «•’’rankfurter Hefte» se encuentra la siguiente form ulación: La nueva Universidad debería ca­ racterizarse no sólo por estar abierta a los tra~ b ijadorea de talento. sfgírn )). que ju s­ tamente realiza lo más capital y propio de la actitud académica. es c< n la intención de evitar un malentendido que. aunu te no descendieran de ellos.

como cualidad cuasi moral (lo mismo que se habla del «orante» o «mi­ litante»). expresamente se preconiza lo -» BlüUer und Steiner (Hamburgo.El. en resumidas cuentas. ¿Qué significa. de él y sólo de él se h a­ bla aquí como contramodelo de lo académico.. ninguna elevación sobre las condiciones de tra­ bajo o sobre la renta puede dar un discrimen para saber si uno es «trabajador» según ese mo­ delo ideal y abstracto. como imagen rec­ tora ideal y abstracta. . No es que se haya encontrado una rea­ lización concreta de tal figura modélica. 1934. pero ¿qué se entiende por tra­ bajador al decir que el estudiante que no lo es debe serlo? Hay que distinguir entre el trabaja­ dor cómo tipo real dentro de la sociedad y el tra­ bajador como. pág.. color cuando se ve con la. como un completo ajustam iento del hombre en el engranaje de las planificaciones organizadas. L75). vehemencia afectiva y fer­ vor religioso con que los fanáticos creyentes en ella procuran que sea afirmada y proclamada la «transformación del individuo en trabajador»2 0 . ¿comó qué?. ese tipo ideal del trabajador? Significa que la vida ha sido entendida como un estado de «servicio». Este completo consumirse en función de otras cosas es presentado como el ápice de una nueva nobleza hum ana.. sin duda. evidente. OCIO í LA VEDA INTELECTUAL 197 duda. pero el campo de esta realización no se identifica con el estamento social de los trabajadores manuales. Este destino del trabajador gana.

habla— o mejor. Cfr. en esta fase su poder de fascina' ¡ón alcanza su punto culminante. cuyas fórmulas hemos citado. que es «como de metal fundido '* como tallada en maderas preciosas»21. la «falta de alma de la historia del funcionario». . 207. Desde luego.m JOSJBF PTKPER uniforme-enmascarado y como ejemplar para el hombre nuevo. El proceso histórico de esta herejía pasa por )-i fase de hacerse destacar en un conglomerado '■ 'o heroísmos. Es difícil de­ cidir si este punto sumo ha sido alcanzado ya por el absolutismo heroico del «funcionario». 211. parece que no. más ¡'un: Ernst Jünger.). pág. 2. pág. pág. B latter und Steiner. según parece es justamente entre la elite (le la juventud estudiosa donde va ganando pres­ tigio el ideal de la «dedicación heroica a ser úni­ camente funcionario». 1933. 133. 116 y sigs. sobre todo después que tal si Ibidem. tam biéa Der Arbeifar. a» Ibidem.a edición (Hsmburgo. hablaba— del ' rango cultual» 3 3 de este acontecimiento. pág. fHce que quien ha realizado el carácter del tra ­ bajo está en situación «de poder ser sacrificado Mn escrúpulos»22. de la ^construcción» y de la «dureza» de las planifi( aciones que debieran cumplir como «tarea hisK>rica» los trabajadores. no se debe creer que la fascina­ ción del prototipo del trabajador sea exclusi­ va de la situación de los regímenes totalita­ rios y que haya decaído al mismo tiempo que ellos.

EL OCIO Y LA VIDA INTELECTUAL 199 ideal se ha amalgamado de modo casi diabólico con otro muy legítimo. en cambio. por así decirlo. ni tampoco en cualquier habilidad [todo esto es ciertamente muy importante para la vida. lo siguiente: la verdade­ ra y auténtica riqueza del hombre no consiste en llegar a ser «dueño y poseedor de la naturaleza». . que fa l­ samente se cree y se llam a «proletaria». sino como en­ tes) la dignidad del hombre consiste en que per­ cibiendo y conociendo. No es necesario decir que la teoría filosófica y la actitud de estar siempre dispuestos al cum­ plimiento de un plan obligatorio absolutamente legislado se excluyen completamente. pero no es necesario]. utilizables o no-utilizables. paga el ser-hombre y consiste en el hecho de que el hombre puede descubrir lo que es. Lo «académico» ( = filosófico-teórico) quiere decir. la riqueza más importante y propia es aquella con la que. que ha nacido de la nece­ sidad— y hace precisamente de la necesidad vir­ tud— : me refiero al ideal de una ascética y dis­ ciplinada tacañería en el modo de vivir. capaz de convenir con todo lo que es [«convenire cum omni ente»] 24 . el ser mismo. las cosas mismas. se hace «capax universi». no sólo como útiles o perjudi­ ciales. El modelaje de la figura del trabajador no tiene más base que el hecho de que la satisfacción' de las necesida­ des está ataviada con símbolos de heroísmo y ha sido elevada al rango metafísico de un proceso salvador.

evidente. a la producción. sea por la exigen­ cia masiva de que toda acción hum ana sirva a la utilidad. y de cualquier modo que influya tal ideal— sea por fascinación. es decir. El sofista es una figura intemporal. es lo que conviene al sofista. por la principal y verdadera riqueza del hombre. al progreso— está claro asimismo que el poder de ese contramodelo no puede ser vencido por realidades hum anísticas o pedagógicas. sino por la fuerza prim itiva y siempre cautivadora de lo teórico. sin ese fundamento último. el desconcertante por sus muchos saberes. sin embargo. que tuvo ju sta­ mente orientación antisofistica: académico quie­ re decir antisofístico. Pero ¿qué es un sofista? Se dan varios tipos de ellos: el relativista Pro­ tágoras. Pero es igualmente evidente que en esta oposición a lo académico empiezan ya a fluir fuerzas elementales. Siempre volverá a ella quien invoque la Academia. Lo humanístico y pu­ ramente formativo. Hipias. que formuló por vez primera el principio fundam ental de todo humanismo sofista de que el hombre es medida de todas las cosas . despertada mágicamente por virtud de una teoría filosófica que se abre a lo venerable de la creación. por tanto. Pró- . ni por lo meramente académico. destinadas propiamente al ámbito de lo sagrado y. no se ha acabado la lucha que Sócrates y Platón hicieron contra Protágoras y Gorgias.200 JOSKT |>IKP®H La incompatibilidad de lo académico con la figura modélica del trabajador es. no puestas a su servicio.

el nihilista corrompido por la ele­ gancia formal que rodea la nada con la ilusión y el encanto de la «haute litterature». el espíritu del hombre — como un oyente— recibe su medida de la reali­ dad. Y puesto que desliga la atadura más íntim a y esencial del es­ píritu— la dependencia de 1& norma del ser ob~ . en cuanto se refiere a la estructura de la realidad en su tota­ lidad. y sobre todos. por­ que la palabra de los «antiguos». no por querer la mera antiquitas . Concretamente: es común a todas las formas de la sofística el no al siguiente prin­ cipio: la form a fundam ental del saber es la teo­ ría. que se orienta hacia el' ser mismo y se dirige a la verdad y sólo a ella. por tanto. Común a todas estas variadas formas de la sofística es lo que las separa de Sócrates. a la vez el hombre está ligado a los «anti­ guos» de palabra respetable y verdadera. es la sujma y vehículo de la tradición pri­ mitiva. sino porque [y en tan ­ to que] en ellos está guardado el testimonio de los dioses sobre el verdadero ser del mundo. entendido en explicar lo alto por lo bajo y desenmascarar la grandeza como lo demasiado humano disfrazado: la realidad propiamente debe ser calculada según el término medio. Platón y Aristóteles. a hacer patente el ser de las cosas.EL OCIO 7 LA VIDA IKTKL)ECTtJAX* 201 dioo. Gorgias. Contra todo esto está la sofística: el respeto a los «antiguos» y a la «tradición» debe parecer tan sin fundamento como insoportable a la auto­ nomía ilustrada y crítica del sujeto.

JOSEF PIEP EH jefivo— para el sofista el contenido será indife­ rente frente a lo puramente formal. Tal vez el sofista no ha comprendido que puede en­ contrar en su propio camino la figura del traba­ jador. no puede pasar por académico. y quizá tal encuentro le pareciera poco simpático. en la realidad política puede decirse que se impone. Tal vez no sospeche el sofista que Justamente esta doble liberación le hace accesible y maduro para la puesta en servicio dentro de un poder totalitario: quien niega la normatividad del es­ píritu por la verdad. B) Más disputable es la cuestión de si el conocimiento científico y sistemático de una dis­ ciplina particular ya acabada debe llamarse eo . que del fundador de la Academia. Pero eso no impide que tal relación entre las dos deformaciones de la actitud ante la verdad exista en realidad. En esto se estará de acuerdo segura­ mente. hace posible la atadura a la finalidad exterior. J’ero digamos algo más de cómo se presenta en concreto la deformación sofística de lo acadé­ mico. a la finalidad arbitraria­ mente legislada de una praxis impuesta. sino que la activa: como una ciencia tal sería continuamente acelerada. A) El puro amontonamiento de materiales científicos y conocimientos— por lo demás ya bas­ tante criticado— está más cerca del sofista Hiptas. Una ciencia del es­ píritu sofística y deformada no sólo no puede re­ trasar la decadencia de la libertad académica. el de los muchos saberes. por tanto.

por decirlo así. Pero todo esto es. no fundadas en la veneración . toda comunidad edu­ cadora. son esa extrema contrafigura. en el sentida originario de la pa­ labra. debe ser llam ada ahora por su nombre: toda form a­ ción. sería la única manera de sobrepasar realmente el aspecto de ciencia especializada y conseguir el horizonte de la realidad total. es decir. la «retórica» en tal sentido es.2X OCIO Y LA VIDA . no sólo tal objeto determinado. no aca­ démica la del educado sólo en lo formal. Se debería decir: el puro investigador es­ pecializado es académico. por tanto. C) Es una figu­ ra completamente sofística y. si ha conseguido su ob­ jeto. la extremada erudición que a nada compromete y el formalismo sin contenido no llegan a oponerse extremamente a la esencia de lo académico. allí está destruido en .IN T E L E C T U A L 203 ipso académico. que— como dice Platón— están tan extraviados que llaman «poderoso por la palabra» al que dice la verdad. es un escritor»]. el escritor [en el sentido que dió Confucio a tal designación: «aquel en quien la forma supera al contenido. sino en cuanto ser. el cul­ tivado sólo estética y literalmente. allí está el máximo modelo de la sofística antiacadémica. Esa última y extrema contra­ dicción. la dimensión de lo filosófico. el terreno propio de los sofistas. sin duda. todo intento de saber. inocente: la erudición. Donde la actitud crítica llega a ser tan determinante que destruye todo ademán reverente. que bajo máscara de academicismo trai­ ciona justamente lo más esencial de ello.

es irrealizable. en la que so expresa y aclara el ser del mundo antes de to­ dos los esfuerzos del pensamiento. ente mismo que por el hecho de ser— o mejor por el hecho de haber sido creado— ev s venerable. en su pleno y no debilitado sentido. es herido en su medula cuandc no se tiene esa actitud reverente? Porque sin ve­ ri oración la teoría. el cual cumple a su vez la esencia de lo acad único. o absolutamente— así en determinados estilos de existenciansmo— como ín o y completo cinismo. Con esto se acaba de cerrar el círculo de núest a discusión. porque la teoría es lo mismo que el silencioso percibir pasivo de la rea­ lidad. sino los representantes de la tradición integral. o más aguda y agresivamente como postura denunciatoria. ¿Por qué la veneración es la nota más íntima do lo académico. como pura voluntad de desenmascaramiento. Son también objeto de esta veneración los anti­ guos. entre los que no suelen encontrarse los pioj oros de las ciencias particulares— generalmente ya aventajados y con razón olvidados— .JOSEF P3EPSR su esencia lo académico mismo. en ella ocurre lo decisivo del acto Alosóreo . Recordemos rápidamente la respuesta.a dos cuestiones: ¿cuál es el objeto de esa veneración? Fí. tal actitud crí­ tica aparece bajo distintas formas: como iguala­ ción pretendidamente objetiva de-todos los valo­ res hecha contra la existencia y realidad de lo venerable. es én el concepto de teoría donde .

en cuanto ejecución real. por otra parte. la multitud. un nuevo tema. esto debe entenderse como sigue: en opinión de Platón el contratipo del filosofar y de la actitud filosófica es el hombre medio. el filosofar es algo extraño. debe contradecir a todos los planes de utilidad hechos por el trabajador. En el Teetetes de Platón la fám ula tracia con su risa realística está expresamente de parte de los m uchos 25. el hombre de la vida diaria. . por tanto. a su vez.KL OCIO T LA VTDA IN T E L E C T U A L 205 el trabajador y el sofista aparecen como típicas contrafiguras de lo académico: el sofista des­ truye la interna y fundam ental posibilidad de la teoría. que. la realización de la teoría no es cosa de los mu­ chos. no puede con­ testar del todo. la masa. una coda en figura de cuestión. a la que. a la esencia de lo académico el estar expresamente limitado contra la multitud? ¿Qué quiere decir esa limitación? 25 174 c. Ahora una observación final. Es evidente la cuestión que esto plantea: ¿per­ tenece. Limitación contra la m ultitud . sospechoso y risible en opinión de los muchos . Es algo esencial al filosofar el ser faena impopular en doble sentido: ininteligible y an ti­ pática. completamente aparte. sino que generalmente se hace a despecho de ellos.

Pero por eso. » 1. de quo es sen­ sible a ella «la gran masa de esclavos*. pero añade resignándose que su opinión es que sobre eso no se puede hablar o escribir lo sufi­ ciente «delante de muchos» 27. 344 c.200 JOSEF PIEPER M I reflexionamos en la explosiva problemática que late actualmente en el combativo concepto de democracia. y. Fste es. una fundamental experiencia de los hombres. ciertamente lo académico es un ámbito limitado contra la masa. se interpretaría ese pa­ saje falsamente si se creyera que el concepto de ™ Carta séptima. habla del «común encan­ to » de ciertas form as de música. aun con el agravante de saber que en la tradi­ ción occidental ha sido contestada afirm ativa­ mente..341 a. una decisión apriorística. el motivo de la aversión de Platón a la palabra escrita. Y cuando Aristó­ teles. «¿Qué cosa más hermosa podríamos hacer en la vida que aclarar para todos la esencia de las cosas?» — exclamaba el viejo P la tó n e n la carta séptima— . lbidem f ¿41 (3. apenas necesitaremos decir que con esta cuestión nos estamos moviendo en un campo de minas. piensa también en los muchos. . porque no se pue­ de callar. en la P o lítica 29. casi po­ dría decirse. de la naturaleza hum ana. No hay. sino un juicio de experiencia. a bi base de esta aversión. cuando el silencio es debido2 (!. por así decirlo. por ejemplo. no debemos dispensarnos de ratificar la cuestión.

% ad. mientras él mismo aceptaba y repetía la cita de esta frase: «jla verdad debiera quedarse en­ tre nosotros. pero sería peligroso aislarla y favorecerla con la conciencia de elite . ¿Quién entiende todavía lo que significan el hecho y los motivos de que — según cuenta San Clemente de A lejan d ría3 0 — tanto los bárbaros como los griegos mantuvieron ocultas «las fundamentales doctrinas sobre las cosas»? También Goethe habla con toda seriedad de esa incapacidad de distinguir lo exotérico y lo esotérico como de «un mal y hasta desgra­ cia». n Carta a Passow del 20 de octubre de 1811. además. Ciertamente debería haber una elite. * > stro m a ta . l. . y esotérico completamente extraña al pensamiento moderno. 21. II. justamente la clase rectora » I.EL OCIO Y LA VIDA IN T E L E C T U A L 207 esclavo significa para él algo que puede desapa­ recer por la «abolición de la esclavitud» o por el progreso social. Dejemos ahora hablar a los adversarios: la exclusividad de lo académico sería hoy un ana­ cronismo y. en ningún caso debiera ser establecida y alentada. los académicos!» 31. agravaría las luchas socia­ les. 2. 5. Incluso el doctor cristiano de la Iglesia Tomás de Aquino habla de la «multitud de necios» [«muí** titudo stultorum»] que persigue el dinero sin dar­ se cuenta de que la sabiduría no se puede com­ prar 2 0 . Aquí entra en juego la vieja distinción de lo exotérico.

ciertamente. el hombre medio. si se inter­ preta lo democrático valorando positivamente lo plebeyo. no «exclusividad social». que la multitud.JW KF PTBFEH deberla estar en contacto con la realidad diaria de los m uchos . a la multitud. desde luego lo académico no es demo­ crático. el concepto de lo académico aquí formulado sería no-democrático. el «common sense» d o pueden ser tenidos como una instancia digna de consideración y menos como definitivamente valedera cuando está en cuestión lo más valioso. La fámula ir acia representa. etc. ¿Qué hay que decir a esta objeción? Si lo democrático se entiende como que lo aris­ tocrático estuviera de ello excluido. pues lo académico significa que hay dis­ tinciones de rango. verdadero y bueno para el hombre. que el ser del hombre puede realizarse de modo más o menos digno. Por lo que respecta a su exclusividad . pero no una clase social: puede pertenecer a cual­ quier estamento y pertenece a todos. nuestro concepto de lo aca­ démico nada tiene que ver con la justificación (le cualquier privilegio formativo a favor de de­ terminadas clases sociales. quere­ mos decir «limitación contra la multitud». creyendo a la vez que la formación académica debe ser accesible a todas las clases del pueblo: lo uno no impide lo otro. Puede mantenerse la idea de la exclusividad como carácter esencial de Jo académico. incluso no-cristiano y censurable. no de otra manera que los sensibles al común encanto de la .

los muchos . no por ser una postura contra ellos. Jus­ tamente. Sin duda hay aquí un peligro: no debe ser olvidado y hay que luchar contra él haciendo destacar. sino tomándole la palabra como a ser espiritual y enseñándole a sentir lo insuficien­ te de la existencia media y diaria. ésta es. 203 m úsica .a los pequefios y senci­ llos pueden mantenerse por muy respetables que sean. y seguramente mucho más cuanto menos fundada sea su aspi­ ración al modelaje. no es tampoco re­ chazado.EL OCIO Y LA VIDA INTKLECTÜAJ. no de «los senci­ llos o pobres de espíritu». Ni el desagrado con que los cristianos suelen oír hablar de la limitación contra. la tarea pedagógica de lo académico en el pueblo. ni la sospecha de que en esa forma de hablar hay un desamorado desdén. tal peligro no puede ser negado a priori. pues es constitutivo de esa actitud: toda elíte se expone interiormente al orgullo. Se trata de «los muchos». las gra­ ves obligaciones que acompañan a la actitud aca­ démica. el mismo hombre de la multitud. pero el orgullo no es la esen­ cia de la elite. 14 . El modelaje de lo académico significa algo muy distinto: que al hombre de la multitud no se le puede ayudar aceptando su modo de vida y su mundo. sobre todo. La postura académica se caracteriza por dis­ tinguirse de la actitud de los mucho*. ya hemos dicho también que lo mejor de la actitud académica es realizable en cual­ quier estamento social. en cuanto persona.

Pero se debe poner limites y opo­ ner un rotundo no a la exigencia de validez de tal realidad apariencial.-JQSKF PIK PÍR Finalmente. de reflexión y de ocio. se comprende también la objeción de que hay que mantener contacto con la reali­ dad diaria de la multitud. que sólo sirven para aquietar vanamente el aburrimiento público y que siempre tienen el aplauso y la participación de la multi­ tud. es la verdadera para la multitud. las formas epidémicas de m atar el tiempo. más bien habría que cerrar los ojos y oídos para no darse cuenta: son las sensaciones de los deportes [cir­ censes] las últimas novedades industriales. en esto se enfrenta lo académico contra la multitud y con la sola inten­ ción de que sea libre la mirada hacia la propia realidad. Pertenece a la situación de nuestro tiempo el que la validez de tal realidad apariencial haya hecho fluctuar toda consistente distinción de clases y grupos so­ ciales: sin duda debiera darse a conocer esta ima­ gen si tu ación al. es una caricatura del académico. que. y que por eso pide siempre novedades. Pero hablamos aquí de aquella reali­ dad apariencial. pensamos en esa misma reali­ dad inflada y vacía de las cosas atrayentes que nace de la incapacidad de pensamiento y de sosie­ go. No se necesita ningún esfuerzo especial para entender de qué se trata en concreto. el hombre culto que cree poder o deber ignorar la vida del trabajador y del pueblo. . Sin duda tiene razón en cuanto habla de realidad real . sin duda.

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Así, pues, si apenas llega al ámbito de lo es­ trictam ente académico y no se valora con aten ­ ción lo que mantiene a la m ultitud en aliento, no es por el simple deseo de distinguirse, sino para que la verdadera realidad permanezca o se haga visible. Y también porque la realidad descubre un aspecto más profundo e interesante a quien Ja contempla desde una actitud teórica y filosófica que a quien está agobiado por la tarea de cada día. La distinción que, según esto sería objetiva y nada presuntuosa, sino más bien humilde, so funda en la experiencia; el apartam iento de lo que todo el mundo aprecia y quiere debe ser te nido como esencial e irrenunciable, y, por tanto, lejos de ser sospechoso debe ser alentado. Naturalmente, después de estas insinuantes ob ­ servaciones resta el problema de la relación entre lo académico y lo esotérico , que es aún más am ­ plio. Planteada ahora por primera vez debe que­ dar pendiente como tal cuestión. Parece que aún nos queda mucho que recuperar de lo que fuó fundam ental en lo académ ico; más de lo que nos otros podríamos ya lograr. Pero reflexionar sobre el planteamiento de la cuestión, al menos una vez, me parece indispensable.

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escuela latitud ina ria24-, cuando se Jes presenta la teología de la Iglesia primitiva tendrán a m enudo una viva sensación de crecimiento mental y experim entarán que han conseguido algo muy valioso, al caer en la cuenta de que existen doctrinas, opiniones, venas de pensamiento, principios, objetivos, a los que hasta entonces habían sido ajenos. ; -, (Estudios sobre los verdaderos yfa lso s profetas ) . .. 18. Los libros que tratan del ministerio de los profetas en las distintas etapas de la historia de la salvación, de la naturaleza y características de su cometido, por qué se instituyeron y qué realizaron; el contenido, el orden y el desarrollo de sus vaticinios; las miras de la Providencia divina, los designios y atributos divinos, que sus oráculos nos sugieren; y el contraste de éstos con las sim ulaciones de conocim iento profetico que proporciona el mundo en la persona de secuaces de una ideología po­ lítica o de adivinos famosos25; estos tratados de discernimiento profètico, conio todos admitirán, puede decirse con razón que ensanchan las perspectivas de la mente, (El estilo analógico de relacionar las cosas) ' 19. libros como la Analogía del obispo Butler, que descubren en el meollo dei orden de las realidades visibles la prolongación de los ras­ gos característicos de la revelación del Evangelio y que, p o r así decirlo, encuentran la raíz de éstos en la naturaleza y en lá sociedad, no sólo presentan a la mente una amplísima perspectiva de los temas que tratan, sino que con seguridad podem os decir, en un sentido auténtico, que agrandan las dimensiones de la m ente bien informada de su contenido, (Dimensiones del conocimiento en la teología de san Pablo) 20. Los ejemplos precedentes m uestran incuestionablem ente que la denom inada filosofía, sabiduría^ o am plitud m ental, d ep en d e en cieno m odo íntimamente de la adquisición de conocim ientos. La Es­ critura parece que nos dice lo mismo: «Dios dio a Salom ón sabiduría
2 4 La «latitudinana» o «Jiberal», ¡a «evangélica» y ia angiocatólica, son las tres tendencias teológicas típicas dentro del anglicanism o. Pero -d e c ía N ew m an en 18Ó5, en su prólogo a ¡a edición francesa d e ia A pologia - hay una cuarta tendencia, b más num erosa, que no gusta m ucho de, teoiogías y vive ia religión unida sobre todo a los sentim ientos patrióticos nacionales. 24 Frase original: «Os contrast w ith the p re ten ce s to p ro p h etica l kn ow ledge w bicb tfv u vrld fu rn ish es in mere politica l p a r tis a n s o r p o p u la rfo rtu n e -telle rs ».

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y entendim iento, en gran m edida, y am plitud de corazón com o la arena que está a la orilla de) mar... Salomón pronunció tres mii parábolas y proverbios, y sus cánticos fueron más de mil. S upo.de ios vegetales, desde el cedro q ue está en el üb an o hasta el hisopo que brota en el muro. Supo también de los cuadrúpedos y de las aves, de los reptiles y de ios peces» (I lili] R 5: 9.12 s.). Y cu an d o llegó la reina de Saba, «Salomón le respondió a todas sus preguntas; no había nada escondido para el rey, q ue n o se lo pudiese resolver» (Ibid, 10: 3). De m anera análoga san Pablo, d esp u és de hablar de la sabiduría de los perfectos^ la denom ina revelación, conocim iento d e las realidades divinas, las q u e el hom bre natural «no discierne» (í Co 2: 10-14). En otra epístola, hablando evi­ dentem ente de la misma sabiduría, ruega que a sus herm anos se les co nceda «com prender con todos los creyentes cuál es ¡a anchura y la longitud, la altura y ja profundidad del am or de Cristo; Un amor que supera todo conocimiento y que os llena de la plenitud misma de Dios» (Ef 3:18 s.). (SABIDURÍA, RAZÓN QUE ELABORA LO CONOCIDO) (No mera acum ulación de conocimientos) 21. Sin em bargo, bastará una brevísima consideración para poner de manifiesto que los conocimientos én sf m & m 5s^^ve'rsMHcíos^"especializados-, au n q u e necesarios para la a n ^ ir u d m ental, no son lo que p ro p ia­ m ente expansiona el entendim iento. Los ejemplos precedentes m uestran que su m adurez consiste en com parar entre sí los contenidos del saber. Tenem o s la sensación de am pliar profusam ente nuestra inteliflencia cuando no sólo aprendem os algo, sino q ue además lo relacionamos con lo que sabíamos antes. La madurez no es la simple adición a nuestros conocimjentós, sino la'trayectoria, el movimiento hacia adelante, de aquel núcleo m o £ F a cuyo alrededor gravita por así decirlo, lo que sabemos y lo que vamos adquiriendo, o sea, la totalidad ele nuestros conocim ientos. 'AsTpues, u n a d isp o sic ió n filosófica del p en sa m ie n to, o una m ente am plia y com prehensiva, o la sa b id u ría d e llevar bien las cosas propias y ajenas, en traña una visión de las relaciones de lo antiguo con lo nuevo; u na pers­ picacia para penetrar en los aspectos de una parte que influyen en cada aspecto de la otra. Sin esto n o hay globalídad ni podría haber centro neurálgico o p u n to de referencia. Se trata de saber no sólo las cosas, sino sus relacion es mutuas. Es un saber organizado y, por lo tanto, vivo27 ?
26 E x p resió n original: « m o r a l c en tre» . En Idea d e u n a u n iv e r s id a d d ic e : « m e n ta l c e n í re» (disc. VI, ap. 5). 27 Esta p resentación del verd adero crecim iento intelectual por la' relación m u­ tua entre los diversos c o n o c im ien to s e s una anticipación de io que desarrollará o n c e añ os m ás tarde, ya c o m o c atólico, en su Idea d e u n a u n iversidad.

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sean cuales fueren sus m éritos. p ero no correlativam ente.\ \ 1 1 .quienes han visto m ucho m undo y han conocido a m uchos de los p ersonajes que e n su día desem peñaron un p apel destacado.' objetivos. ensanchen o iluminen “ ei espíritu. el obje vo de la universidad seg ú n la id e a de N ew m an. m edidas o 'p lan e s ele acción. y que nunca se asocian men­ talm ente con el verdadero saber o /ilo s ofía. com o tam poco un diccionario es lo mismo q u e un tratado. que a m enudo son muy grandes.de vista sean m uy diferentes. 2a En esta serie de ejem p los se afina m u ch o más ei c o n c e p to d e sabiduría. Pueden ser lingüistas. una gran m emoria nunca se considera s inónimo de sabiduría. que acum ulan hechos sin formarjuicios. anticuarios. p ero q ue. sobre personas y cosas. no tienen derecho a que se les considere verdaderos_sabios o filósofo s^ " " (Grandes convenadores incapaces de fo rv ia r un ju icio prudente) 24."que se sienten s atisfe’clios coTPmucha erudición o información. personas con capacidad para relacionar los distintos aspectos de tos p roblem as y para juzgar sob re ellos. las opiniones. Podrían aducirse fácilm ente num erosos casos en que los meros conocim ientos se e ncuentran separados cf^esteTratam lehto’añalítico de su conten icio y 'ctesusréíáH onesIfnutuas. Se trata del cultivo de! intelecto. Pertenecen a la misma categoría -a u n q u e desde otros puntos. ni se considera que abran. m ás q u e ejem plos. so n la ap roxim ación a la realidad de la sabiduría desde distintos ángulos. Por ejem plo. * * (Ejemplos en que aparecerá la diferencia) 22. S erm o n es U n iversitarios .) « \ . quienes están cargados de inform ación curiosa y en­ tretenida. Hay personas q ue estu d ian jas cosas erí su conjunto e individuaImente. de educarlo efectivam ente para relacionar entre sí tod os ios c on ocim ien tos. al n o^h a b e r_v{v ido b ajo_e1 influjo de_jgrin cigios bien claros^y js im jla d o ^ habjan_de cada persona y de cada'cosa com o simples hechos históricos. la qu e forma p erson as aptas para dirigir Ias so cied a d es hum anas. pero. (Am plia capacidad de recordar no equivale a sabidu ría)2* 23. biógrafos o naturalistas. pero hay q u e entenderlo en el sen tid o de ¡a verdadera sabiduría. no debaten ni enseñán’ i’sirio"‘q u e ’solam ente conversan. 342 . no tratan de iluminaj. 29 El original d ice solam en te apbilosophers ». De h ech o. cronistas.

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' i » ■ * * l a sabiduría, con trap u esta a Sa fe y al fan atism o

(Ver muchos países sin razon ar sobre ellos) 25. Otro ejemplo, tam bién muy distinto, son las personas de poca inteligencia y carentes de instrucción, que quizá han estado en diversas países lejanos, y que re cib en d e manera .pasiva " ,‘o cjo sa/é Infructuosa los num erosos hechos que se les im ponen. Hay m arineros, por ejempio, que recorren las costas ele un extrem o ai otro de la tierra, pero la mul­ tiplicidad de fenóm enos con que se han encontrado no forma ningún cuadro ánrñónioso y coherente eri'sü im aginación. Ven, por decirlo así, el tapiz de la vida hum ana por el lado que no tiene sentido. Duermen, y se levantan, y se hallan ahora en Europa, después en Asia; ven grandes ciudades y regiones selváticas; están en los em porios del com ercio o entre las islas del océano; contem plan los Andes o están rodeados de hielo; y nada de lo que percibe su vista les transporta a ninguna idea más allá de dicha percepción. Nada tiene significado, nada tiene historia, ' nada está relacionado. Cada cosa se sostiene p o r sí misma, llega y se va en su m om ento, com o una serie de vistas fijas, dejando al espectador allí mismo donde estaba, O bien, en otras circunstancias, cualquier cosa leV parece a estas personas extraña, m onstruosa, m ilagrosa y trem enda; com o, en la imaginación clásica, Íes parecieron a Ulises y a sus com pa­ ñeros ias tierras y mares de su periplo. (Atiborrar la mente no es sabiduría) 2ó. Tam bién el juicio crítico q u e m uchas veces se formula contra las lecturas no digeridas nos muestra ^ ! T |os~ coñoam ie n coTásis tem áticos no son verc(aclera~'s ab id u nía o~'fi loso fía. Los "estudiantes que acum ulan tanta abundancia de literatura o de ciencia, que no les q ueda espacio para d eterminarjsjs relacionesjrespe'cüvaiT q^ mientos qu e han aclquiriclo, se dice que han agobiado su m ente más . .............. -.............., , que ex p an d irla.

(Rehuir las preguntas fu n dam en tales no es sabiduría) 27. Ei escepticism o en m ateria religiosa proporciona o tro ejempio q ue viene a propósito. Los que deliberadam ente se niegan"a7orm ar su ^ juicio sobre el más im p ó rta m e le todos íoTaJum osflos que se contentan '.¿oc, con pasar p o r la V B F p e ñciT sobre qufen nos ' laTia otorgado, y por qué, y cual es su d e?üño["los qué~s<Tresígnan a . estar sin criterios de verdad y errór~ élT su^hdücra7sÍ rTri o rm a~ñí~med ida para ios principios, personas y^Hechos cofT queT éeñcT ^ díaj_a_ éstos, aun^ cuando a m enudo"lo'recl’ a man'^nfriguñ cristiano les concederá el nom bre de auténticos filósofos. .
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(La razón deduce consecuencias y establece relaciones.)
28. Todo esto es más que suficiente para poner de manifiesto que algún p ro ceso analítico, alguna esp e cie de profundización o de sistematización de ías relaciones m utuas de las cosas, es esencial para ja madurez de! entendim iento o talante filosófico, que se suele atribuir a la adquisición de saber. En otras palabras, filosofía es ía razón ejercida sofxeloT l^ñocT m íém ós; p ues, donde los hechos vienen dados, como aquí se supone, razón es sinónim o de análisis, ya que no tiene otra función que la de averiguar las relaciones entre aquellos hechos. La razón es ía capacidad de avanzar hasta nuevas ideas p or medio d e ja s que ya tiene. D onde sólo se da una idea principal^puede ocuparse en desarrollar sus consecuencias. Así, a partir de escasos da tos e! a bora a m enudo un sistema entero com pleto, en ef cual cada ^elem ento tiene establecidas sus relaciones, colaterales o lineales, con el resto, todo ello coherente en su conjunto, porque todo procedePde un mismo o r i g e n 30, Y sise Hallara un m odo de averiguar directam ente algunos de los hechos que la razón ha deducido m edíante este proceso abstracto, entonces 3a coincidencia de estos hechos con los juicios a p r io ti servirá para com­ probar la exactitud de sus deducciones. En cam bio, don de tanto los hechos com o las doctrinas en cuestión se'co n o cen d esde él principio, allí, en lugár''de'avanzar”de una Id e a ~ a o tra , J a ^razón no,„hace sino vincular un hecho con otro; en lugar de descubrir, no hace sino anali­ zar; y lo que era; en é! primer casó,' una sene"SemférlsriciásTse convierte en un trazado de relaciones31.

30 En el serm ón XV, y e n el libro sob re el Desarrollo, tratará a fo n d o de la uni­ dad de la «Idea» de ¡a revelación cristiana, de ias form ulaciones de fe arraigadas en la misma (m isterios de ia Santísima Trinidad, de la Encam ación y de la Redención), y de con secu en cias o «ideas» que se d ed u cen d e ia misma. 31 El m otivo de estas ob servacion es aparecerá en el ap. 30. La £eye laci*n de Dios nos llega por el testim onio a p o stó lico perpetuad o e n la Iglesia, que Ñewm an ve. en concreto en ias personas de los «santos» cjue ha trabado (serm ón V); en cambio,, no insiste m ucho en com probacion es fácticas de milagros o profecías^ Recibido el testim onio, la tarea de la razón apologética consiste mÜs bien en poner d c j c llë v e Tas"anaíogias I l i l o rê^èlad^ÇÎncTûso entre cSfversas etapas ~de" la historia sulvifica: en este sentido habla de ia estructura de ia profecía) y su cc>rrelación' profunda con. las n ecesid ad es hum anas. A la razón específicam ente teológica, pa­ rece qué le adjudica la tarea del desarrollo s iste m á tic o - N o hay q u e olvidar la importante advertencia del padre H enry de Lubac: «A p ologétique et théologie sp éculative s o nt b eau cou p plus solidaires qu^on n e Se p e n se parfois». Citado por R. Aubert: Le pro b lèm e de l'acie d e f o i , p. 747 nota, d on d e da la referencia ai a rticu lo de De Lubac en «N ou velle Revue T h éologiq u e» Cl930), pp. 361-378.

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(Rasgos de la filosofía o sabiduría, en contraste con el simple conocimiento o la fe ) 29- Filosofía o sabiduría es, pues, la_ razón ejercida sobre los cono ­ cimientos; o ei conocim iento no sim plem ente de .realidades en general, sino de realidades con sus relaciones m utuas. Es la capacidad de atribuir a cada^una de'ellas ei sitio que le corresponde dentro dei sistema u n i­ versal, de entender ios varios aspectos de cada uno de los elem entos de este sistema, de com prender ei valor exacto de cada uno, de sab er reconstruir su origen y de seguir el proceso d e su desarrollo hasta su fin, de prever con anticipación las tendencias propias de cada uno de estos elem entos, y lo que en concreto Jas puede obstaculizar o neutralizar; la capacidad, en definitiva, de explicar las anom alías, responder a las objeciones, suplir Jas deficiencias, ser indulgente con los errores y respon der a las situaciones críticas que puedan presentarse. La filosofía así entendida nunca considera ninguna porción d e l inm enso cam po del conocimiento, sin tener presente que es sófo una p arte7 n rp rescin d iend orde Jas asociaciones d e ideas que provienen de recordar esto. Consigue que cada realidad lleve a cada una de las dem ás; co m u n icaJajm ag en del organism o _ entero a__todos_ >l_caáa^uno^ de__sus^_distintos miembros, hasta qu e el conjunto se convierte en la im aginación en una especie de espíritu, que se difunde é im pregna por todas partes los elem entos que lo^componen, y les da su único sentido preciso. Así com o al m encionar nuestros órganos corporales nos vienen a la m em oria sus respectivas funciones, así com o la palabra creación sugiere la idea de un Creador, y los súbditos ía de un soberano, del mismo' m odo en la m ente de un filósofo, los elem entos dei m undo físico y moral, las ciencias, a rtes, afanes, rangos, oficios, acontecim ientos, opiniones, individualidades... todas estas cosas se consideran no en sí mismas, sino com o térm inos relativos, que sugieren una multitud de correlaciones, que se van com binando sucesivam ente hasta q u e convergen poco a poco en su verdadero centro. Las personas cuya m ente está dom inada po r algún objetivo aislado"se hacen una idea exagerada de su im portancia, se lanzan febril­ m ente en su busca, y se sobresaltan o se deprim en al hallarse con obs­ táculos en el camino; siem pre están o alarm ados o transportados por su enrusiasmo. Por el contrario, ios que no tienen principios bien arraigados, andan perplejos y pierden fa o n e n ta a o n a ,,a d ^ .u e v Q .j 2 asaiiü £ -d an ; no saben qué pensar" ni q u e décircfe ios nuevos fenóm enos, de cual................. .............. ...................... . * m n i i i B i.i i n i m n if i m n i i i i t n n m nrnm r ~ n i ir n r rhi r i — r i i iv r r " T in i 'i in qm er tipo^con que se encuentran; no tienen parecer propio en cuanto a personas, inciclentes, o simples h e c h o ¿ q u e Je s sqbrevienen déjepente; no pueden formarse un juicio, ni decidirse a seguir una línea de conducta; y p iden la opinión o ei consejo de o tr o s a m odo de aliviopara su alma. A diferencia de todo esto, la filosofía no puede ser parcial, ni exclusiva, ni impetuosa, no puede q uedar sorprendida, ni tener miedo, ní perder
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Estar vivo es estar perpetuamente activo. nadie sabe ni puede imaginar adónde llegará. por eso. Los seres humanos no parten del estado de reposo y pasan súbitamente al de actividad sólo cuando los atrae un propósito que deben lograr. esto es evidente en el caso de las actividades que llamamos “ciencias”. sino el conocimiento que tienen los científicos acerca de cómo lle­ var a cabo una investigación científica.El concepto de universidad* 1950 Una de mis teorías favoritas es que aquello que las personas llaman “ideales” y “propósitos” nunca es la fuente de la actividad humana. son expresiones comunes para designar el verdadero origen de la conducta. es en parte una síntesis de ‘‘Las universidades” . le da ímpetu y marca su rumbo no es un propósito conocido que se debe lograr. que es una predisposición a hacer determinadas cosas y un conocimiento acerca de cómo hacerlas. pp. Jtxnx. que podamos establecer como estándar para evaluar los lo­ gros actuales. Lo que mantiene unida a la ciencia. No existe ninguna definición de perfección.181. Sin embargo. incluida en este resumen. sino que sur* Este trabajo. La actividad científica no consiste en buscar un fin premeditado. 1950. Por ejemplo. . 145. prefigurada en nuestra mente. se la reproduce aquí en su totalidad. tiene algo de material nuevo y provee una introducción sucinta al pensamiento de Oakeshott acerca de este tema y. Los propósitos que atribuimos a de­ terminadas clases de actividades no son más que versiones abrevia­ das de nuestro conocimiento acerca de cómo dedicarnos a una u otra actividad. publicado por primera vez en The Listener. Sus búsquedas y propósitos individuales no se superponen con ese conocimiento.

para dar un tercer ejemplo. algo que podría construirse de la misma manera mañana si uno tuviera suficiente dinero. pero creo que sí saben algo que es m u­ cho más importante. hay que adquirirlo.gen de él. pero discrepar con ellas porque no dejan en claro cuál es su “función” es equivocarnos a la hora de juzgar su carácter. O. y lo que él llama su “misión” es simplemente una expresión com ún para designar su conocimiento y su esfuerzo. Su­ pone que existe algo llamado “universidad”. cómo ocuparse de ser una universidad. e incluso se Ip puede perder. de hecho. quizá definan su “fun­ ción” de manera muy vaga. Pero. es una forma de actividad humana. La universidad no es una máquina que sirve para lograr un propósito determinado o para producir un resultado en particular. es el conocimiento de una tradición. Esto no me sorprende en lo más mí» nimo. creo que entiendo a qué apunta. Sin embargo. Existen muchas cosas en nuestras universidades que sería apro­ piado criticar. siempre está mezclado con el error y la ignorancia. su actividad misionera consiste en saber cómo comportarse de determinada manera y en intentar compor­ tarse de esa manera. pero los términos utilizados me parecen poco felices. y tanto sus proyectos como sus logros se deben a estas destrezas. En otras palabras. algo acerca de lo que es razonable preguntarse: ¿para qué “sirve”? Y una de las críticas a las universida­ des contemporáneas es que no dejan tan en claro cómo deberían establecer cuál es su “función”. se trata de un hombre con destrezas culinarias. un cocinero no es un hombre que pri­ mero tiene una visión de un pastel y luego intenta prepararlo. un hombre puede pensar que tiene una “misión” en la vida y que esta “misión” gobierna toda su actividad. es exactamente lo contrario. mi impresión es que n uestras universidades todavía no han caído tan bajo como para que eso sea necesario. Por este motivo. Pero únicamente . Este conocimiento no es un don de la naturaleza. esto es. Y la universidad necesitaría pregonar que tiene un propósito determinado sólo si estuviera dirigiéndose a personas tan ignorantes que necesitaran que se les hablase como si fueran bebés. o si tuviera tan poca confianza en su capacidad para atraer a quienes se acercan a ella que debiera destacar algunas otras virtudes secundarias. Quizá no sepan para qué “sirven”. una especie de dispositivo. el actual debate sobre la “misión” y la “función” de la universidad me supera ampliamente.

de esta. una escuela para niños pequeños. lo que distingue a la universidad es la m a­ nera especial en que se ocupa de este emprendimiento pedagógico. si no pensáramos que la universidad es un lu­ gar. un espacio en el que se pre­ serva y amplía una tradición de aprendizaje.ente proximidad unos de otros. De los académicos que componen la universidad. Sin embargo. Lo que distingue a una universidad es su manera especial de abordar la búsqueda del conocimiento. Más aun. las universidades no tienen el monopolio. en toda sociedad ci­ vilizada. los soldados. los académicos se encu entran a la altura de los poetas. Ün espacio de aprendizaje sin académicos de esta clase no podría llamarse universidad.El CONCEPTO DE UNIVERSIDAD } 135 explorando este tipo de conocimiento (que para mí no se ha per­ dido) podremos sostener la esperanza de descubrir lo_que_podría llamarse el “concepto” de universidad. y se reúnen ocasionalmente^) ni si­ quier ase reúnen.actiyidad. en consecuencia. de hecho. Un académico ermitaño encerrado en su estudio. pero no son universidades. los p olíticos y los comerciantes. una vez más. Los miembros de esta corporación no es­ tán dispersos por el mundo. nosotros podem os llajmarla "la búsqueda del conoci­ miento”. todos son participantes en esta actividad y todos son adm irables. Es un cuerpo corporativo de académicos donde cada uno se dedica a una determinada rama del conocimiento: lo que lo caracteriza es que la búsqueda del conocimiento es un emprendimiento cooperativo. y donde se ha reunido todo lo necesario para la búsqueda del conocimiento. ía univer­ sidad es un hogar para el conocimiento. otros académicos se dedicarán a enseñar además de apren­ der. viven en perman. Esta actividad es una de las características. quizá. Sin em­ bargo. estaríamos obviando parte de su carácter. Pero. y que sus colegas tengan la ventaja de aprovechar sus conocimientos a través de conversaciones con ellos y que el mundo. La u niversidad consiste en u n grupo de personas dedicadas a un tipo de actividad en particular: en la Edad Media se la llamaba Studium. Aquellos que llegan a la universidad para que les enseñen deben pro- . Y. los sacerdotes. es posible que se espere que algunos de ellos dediquen todo su tiempo ocioso al aprendizaje. se beneficie con sus escritos. una de las virtudes de un estilo de vida civilizado. una academia fa­ mosa en una determinada ram a del conocimiento.

sino una tradición que cambia lentamente. el m undo se equivoca ai m ostrar desdén por los “pobres pedantes”. Pero éste es un estándar falso. Á menudo. Pero un académico es algo más que una persona que reúne datos que no son im portantes o que se ignoran: tiene algún cono­ cimiento acerca de lo que está buscando. De hecho. Esto no sucede tan a menudo como todos creen. los académicos que tam ­ bién son profesores y aquellos que llegan para que les enseñen. Es una diferencia sutil. Y la presencia de estas tres clases de personas. van apareciendo nuevos estudios y los estudios más vie­ jos rejuvenecen gracias al contacto con los nuevos. y las re­ laciones que prevalecen entre ellas. sino que se les ofrece un programa de estudios. sino esa búsqueda a tientas entre fragmentos del conoci­ miento que sólo se conocen como fragmentos en los que a veces de­ genera ese aprendizaje. que será seguido de exámenes y del otorgamiento de un título. no se puede hallar ningún motivo claro (como la utilidad) que justifique la existencia de estos componentes. lo censurable no es la búsqueda de un conocimiento que no será utilizado de inmediato. Consideremos ahora la actividad de estas tres clases de perso­ nas. no existe un a jo rm a sencilla de determinar cuáles son los_componentes del m undo del conocimiento. Entonces.136 I LA VOZ D E L A P R E N D I Z A J E L I B E R A L bar que no son meros p rincipiantes. y la considera pedante cuando lo que ha­ cen parece inútil.búsqueda del conocimiento y la adquisición de información. Es inevitable que un académico sea. y puede distinguir entre lo que sabe y lo que no sabe. No representan un propósito premeditado. determinan cuál es el lugar dis­ tintivo de la universidad dentro del emprendimiento más amplio que denominamos la búsqueda del conocimiento. de alguna manera. un especialista que cultiva el . y no sólo tienen ante sí lo que sus profesores aprendieron. y tal vez sea menos probable que ocurra en una universidad en comparación con otros lugares. Cualquiera que sepa lo mínimo indispensable sobre el tema sabe que existe una diferencia entre la . ni la atención a los detalles que es inevitable en el aprendizaje aca­ démico. los estudiantes. la universidad tai como la conocemos está formada pxtxJxesxjas^&deJiexsanas: los académicos. juzga la actividad de los académicos por su uso. ya que un hombre mal informado no podría llamarse instruido ni mucho me­ nos. A medida que pasan los años.

Y la virtud peculiar de la universidad (en calidad de espacio de diversos estudios) es demostrarlo en ese sentido. no tiene conclusión. Una conversación no necesita un «director. su voz natural no es la del predicador ni la del instructor. No se im­ pone su integración. un m apa en el que se vea con claridad la re­ lación entre las partes del mundo del conocimiento? ¿No sería m u­ cho mejor todo si un poco de pegamento lo mantuviera unido? Ade­ más. Tal vez sería plausible preguntar: ¿no necesitamos un mapa. no parecerá descabellado preguntarnos si no será necesaria alguna fuerza integradora superior para darle coherencia y proporción a la búsqueda en su totalidad. sus partes se mueven dentro de un mismo campo magnético..'y tal vez'a'ménüd'o se encuentre a los académicos pasando de un estudio a otro.es„4§^fe^ra. sino humilde y afable. Pero tanto el diagnóstico como el reme­ dio son consecuencia de una idea tristemente desacertada. y su valor está en los recuerdos que va dejando en la mente de quienes participan en ella. sino que siempre queda para otro día.sL^s~ pechamosjque es lo que parece cuando sólo la n®amp. no nos preguntam os para gué “sirve” y no juzgamos su excelencia teniendo en cuenta su conclusión. un académico es alguien que sabe cómo abordar la actividad del aprendizaje. La búsqueda del conocimiento no es una carrera en la que los competidores se disputan el prim er puesto. No obstante. es una conversación. Pero no es frecuente que este campo sea muy aco­ tado. o entrometiéndose en un tema que no es su principalobjeto de estudio. convencidos de que satisfacen una necesidad acuciante.EL C O N C E P T O DE U N I V E R S I D A D I 137 campo que elige. El m undo desconocimiento no necesita ningún aglutinante ex­ terno que lo mantenga unido.§4. en el que cada estudio aparece como una voz cuyo tono no es tiránico ni retumbante. ni siquiera es un debate o un simposio. no es de sorprenderse que entre los . no sigue un rumbo de­ terminado de antemano. la búsqueda del conocimiento puede parecer un eroprendiimejxtíLAagmmtaríaLeJnd3^. Sin embargo. y la necesidad de que haya mediadores surge únicamente cuando se interrum pe la corriente sin propósito alguno. podemos encontrar a algunos de los defensores más acérrimos de esta postura llenando los intersticios entre las ciencias con una argamasa pegajosa llamada “cultura”. sino que surge de la calidad de las voces que tienen la palabra. Entonces.

y no tendrá nada que ver con la vulgarización del conoci­ miento que considera que éste es sólo un medio para aprobar un examen o para obtener un certificado. de los otros. de su inmersión^ en Ja v b^(g^ieda del conocimiento» que incluso pueden sentir aquéllos poco afectados por las ambiciones de un académico. Uno puede ir a una escuela de bellas artes y le enseñarán diez maneras diferentes de dibujar un gato o una docena de trucos a tener en cuenta cuando se pinta un ojo. se trata de un cuerpo de académicos que compensan las im perfecciones. no está en él hablar sin una voz en parti­ cular. Entonces. pero. No se trata de una academia que se inspira en una única personalidad des­ tacada. sean un tanto distintos de los instructores aplicados. aquellos que son especialmente idóneos para im partir lo que saben. y cada uno se poten­ cia a partir del contacto con los demás tipos. como es académico. pero no estarán muy interesados en enseñar conclusiones. debemos recordar que él no es sólo una mente superlativamente activa. apenas podría existir. Ño todos los académicos tendrán la simpatía necesaria para ser gran­ des profesores.138 ! LA VOZ DEL A P R E N D I Z A J E U B E R A I académicos se encuentren profesores. la universidad es una institución particularmente bien adaptada a la . a quienes sean capaces de reconocerlo. Se debe esperar que induso aqueüosjjue ya aprendieron y tienen la simpatía necesaria. con las que se~Fomumc a á diario: sin ellas. sino a ver. Cuando elogiamos al profesor que tiene el don de expresar fácilmente sus ideas y de dar una respuesta pronta a todas nuestras preguntas. pero todos los académicos genuinos inevitablemente im partirán. pero el académico en tanto que profesor no ense­ ñará a dibujar ni a pintar. sino que suele ser el vocero de otras mentes que no tienen esa facilidad para expre­ sarse pero que tal vez sean más profundas y originales. Sin embargo. o tal vez le resulte difícil deshacerse de sus propias dudas y titubeos. Su capacidad de enseñar_surge de la fuerza y la insp iración de su conocimiento. a la universidad se le puede atribuir una capacidad de enseñanza que supera la de cada uno de sus académicos. tanto personales como académicas. y que la universidad sea un espacio al que uno podría ir con expectativas de aprenderalgo. Se puede confiar en que conocerán las reglas. Alberga m uchos tipos diferentes de profesores. Tal vez se exprese muy bien. parte de su sa­ ber acerca de cómo buscar el conocimiento.

pero tampoco son adultos. como la Cámara de los Comunes o una empresa de larga data. encuentran una fuerte corriente de actividad. aquellos que llegan a la universidad para que les enseñen. . porque su excelencia nodepende de la aparición de un genio universal. hombres y mujeres dedica­ dos a la búsqueda del conocimiento. ¿Y qué es lo que encuentran? Si la suerte los acompaña. podemos suponer que están en sintonía con lo que van a encontrar y que están preparados para usarlo. los profesores y. imparte co­ nocimiento sin necesidad de enseñarlo de manera explícita. en términos morales e intelectuales. de modo que en el mom ento de su llegada se les deba explicar todo con monosílabos. Esta invitación se extiende de igual modo a aquellos que ya ambicionan una vida de aprendizaje y aaqueüos que no tienen esta ambición. y así imparte al menos la forma en la que se debe conversar. Áderrfás. Todavía no han.y esta tradición es parte de nuestro concepto de universidad. En prim er lugar. no son los primeros en pasar de la escuela a la universidad. Durante aproximadamente cuatrocien­ tos años. ios ^studjaHtesTcada estudiante tiene características distintivas. No son niños. en Inglaterra. sino que se encuentran en un extraño momento de transición en sus vidas en el que sólo co­ nocen lo suficiente acerca de sí mismos y del mundo como para que­ rer conocer más. como para darse la oportunidad de lanzarse a nadarsolosen aguas abiertas. los accidentes. en última instancia. La universidad no es una m áquina que fabrica académicos.hallado aquello que los apasiona.EL C O N C E P T O D i U N I V E R S I D A D S 139 debilidad y a la ignorancia de la humanidad. Quizá la siguiente frase sea la que mejor los describe: vienen en busca de su destino intelectual. su ideal no es un m undo p o ­ blado sólo por académicos. Los académicos. pero tam poco se p£eocupan por el tiempo. Pero. Ya recibieron una educación y apren­ dieron lo suficiente. no son extraños que no sa­ ben qué esperar. eso será que en tres años de estu­ dios universitarios no hallarán su destino intelectual de una vez y para siempre. Por ende. ya no son niños. Y si la tradición a la que per­ tenecen ya les ha enseñado algo. los potenciales académicos y los hombres de mundo recibiéronla misma educación. si bien sabe cómo hacer espacio para uno en caso de que aparezca. ni principiantes. además. y una invitación a participar de^dgima^i^anera en_est_a actividad. los riva­ les.

discierne qué enseñar. y la uni­ versidad no tiene ninguna relación con esto. ninguna de estas disciplinas debe su lugar en íos planes de estudio universita­ rios sólo a su utilidad profesional o a que el conocimiento que las ocupa sea fácil de enseñar o fácil de evaluar. no de las funciones) sale sigi­ losam ente por la puerta trasera. La búsqueda del conocim iento ’ por el poder que éste puede conferir tiene su origen en un egoísmo codicioso que no es menos egoísta ni menos codicioso cuando apa­ rece disfrazado de lo que se conoce como propósito social. . Entonces. se espera que la universidad ofrezca a los estu­ diantes una variedad limitada de estudios entre los que elegir. y la form a en que se enseña (profesores interesados en los alumnos por lo que son. parajo s estudiantes. por supuesto. o un politécnico donde sólo se enseñan las características particulares de las voces. En conjunto representan. cada una de ellas tiene -cuando nos sumergimos en ellas. . Sería difícil decir de dónde proviene la elección de asigna­ turas. en consecuencia. otras nuevas. al menos a grandes rasgos. ya que. De hecho. con sus compañeros y consigo mismos. Algunas son antiguas. se trata de un espacio en el que tienen la posibilidad de recibir una educación mediante conversaciones con sus profeso­ res. Cada vez que aparece alguno de estos propósitos ulteriores. La forma de sus planes de estudio no tiene en absoluto esa intención. la conversació n_que se está llevando a cabo en la universidad. Ciertamente. con el apren­ dizaje de los gajes de un oficio. y no todo aquello que capta la atención de los académicos se considera adecuado para los estu­ diantes. otras tienen escasa conexión directa con el m undo exterior. ésta es la marca distintiva de la universidad. la única ca~ racteristica que tienen en común todas ellas es que se trata de ramas reconocidas del conocimiento.la capacidad de educar. algunas (como la medi­ cina y el derecho) parecen semiprofesionales. con la preparación para brindar un determinado servicio futuro a la sociedad o con la adquisición de una especie cíe atavío m oral e intelectual para llevar tocia ta'vida. en cada una de ellas se refleja la búsqueda del conocimiento y. la edu’ cación (que se ocupa de las personas. y donde no se los alienta a confundir la educación con la formación profesional.^3! 140 ¡ LA VOZ DEL A P R E N D I Z A J E L I B E R A L Más allá de esto. y íos estudiantes jamás caerían en la tentación de pensar que la universidad es un ins­ tituto donde sólo se oye una única voz.

El regalo característicp de la universidad es que brinda un intervalo. la universidad tiene algo más para ofrecer a los es­ tudiantes. un período en el que es posible observar el mundo alrededor y observarse a uno m ismo. sin tener la sensación de tener a un enemigo detrás ni la presió. en . no en un vacio intelectual. sino como un medio. además. sino como un medio. no solos. Este intervalo no es de nin­ guna manera algo tan banal como una pausa para tomar aire..n insistente de tener que tom ar decisiones. Un hombre puede comenzar a explorar una nueva ram a del conocimiento o dedicarse a una nueva actividad en cualquier momento de su vida. es­ toy seguro de que ningún joven ni ninguna joven agradecería una oportunidad así. sino combinada con la disciplina que implica estudiar una rama reconocida del co­ nocimiento. no se trata del cese de una actividad.: oportunidad de realizar un tipo Sería difícil determinar cómo’surge eáta oportunidad tan extraor­ dinaria. Aquí está la oportu n idad de dejar de lado las alianzas apresuradas de la juventud. ñi como eí último paso en la educación que prepara a uña persona para el juicio final. no como una ocupación exclusiva. su alma inmortal. Quizá surgió (como Lucrecio imagina que surgieron las ex­ tremidades de los seres humanos) porque había personas que. sino de la . un momento en el que se puede saborear el misterio sin tener que buscar una solu­ ción inmediata. y creo que éste es su regalo más característico. sino en compañía de espíritus afines. sin tener que reemplazarlas por nuevas lealtades. en etapas posteriores de la vida. tiene tantas responsabili­ dades que no le resulta fácil abandonarlo todo.El CONCEPTO DE UNiVERSIOAD [ 1 4 1 lo que piensan. la calidad de su intelecto. y no por saber en qué clase de maestros o administradores se los puede con­ vertir) no tiene esa intención. Aquí se da un re­ ceso en el curso tiránico de los sucesos irreparables. Pero. Y todo esto. pero sólo en la universidad puede hacerlo sin tener que reacomodar sus escasas reservas de tiempo y energía. porque es exclusivo de las universidades y no está arraigado en las caracterís­ ticas de la educación universitaria como un principio o un final. sino rodea do de todo el conocimiento y la bibliografía heredados y de la ex­ periencia de nuestra civilización. y no como el prim er paso de la educación (para aque­ llos que ignoran todo acerca de cómo comportarse o pensar).

que lo que necesitamos son pensamientos. era suficiente como para izar las velas al viento. pero habrá adquirido algo que lo ubica más allá del alcance de los vándalos intelectuales y. Pero llegar a su fin es parte de las características de todo intervalo. reducir esto a una doctrina acerca de las características de la universidad. Quizá incluso haya encontrado un equilibrio para . cualquiera haya sido su objeto de estudio. Intelectualmente. Pero la doctrina no sería más que una breve expresión de lo que se sentía ser un estudiante esa m añana de octubre. creo que es lo que todas las universidades europeas ofrecen. En todo caso. un mundo lleno de hechos poco interesantes se había trans­ formado en un m undo de infinitas posibilidades. Que lo aprovechen o no depende de una prepa­ ración previa (no cabe esperar que una persona que ignora lo que debería haber aprendido en el jardín maternal pueda darle un uso). un mejor dominio de la'prbpia capacidad. hay un tiempo para cada cosa y nada debe llevar más tiempo que el que le corresponde. con el inicio de clases.142 I l A VOZ DEL A P R E N D I Z A J E L I B E R A L mayor o en m enor medida. los deberes ya no eran opresivos. podían usarla. la fatigosa distinción entre el trabajo y el ocio. sino un mar infinito. una comprensión de las consecuencias. los que no perte­ necíamos a una “clase ociosa” habíamos sido liberados por un m o­ mento de la maldición de Adán. No sal­ drá de la universidad con un arsenal de argumentos para probar la verdad de aquello en lo que cree. finalmente. Lo que se abrió delante de nosotros no fue un camino. arriesgándose a que lo malinterp reten. La distracción que impone la urgencia de hallar un destino inmediato estaba ausente. Uno podría. ni de que existe la necesidad de. ¿Y qué hay de la cosecha? Nadie puede salir de la universidad sin alguna marca. se puede esperar que será capaz de buscar algún significado en todo aquello que afectó en gran medida a la humanidad. Quizá sabrá que tener u n “punto de vista” no es suficiente. una cierta disciplina mental. más im portante aun. el ocio. en cierta medida. pero no depende de n i n g ú n privilegio preexistente y definible. se la podría llamar la doctrina del ínterin. El estudiante eterno es un alma perdida. la muerte era impensable. Casi de la noche a la mañana. se puede suponer que ha adquirido a^ETcoñocím iento y. a sus estudiantes. ganarse la vida: es en sí mismo el privilegio de ser un “estudiante” de aprovechar el schole. “aburrim iento” y “decepción” eran palabras sin sentido.

descubrirá que. no habrá adquirido un conjunto de ideas sobre la moral. de una forma u otra. y con un descuido afable es capaz de suponer que aquello que no contribuye con sus propósitos es. pero que realmente poco tienen que ver con la universidad. y éste no es el m undo al que pertenecen las universida­ des. no es el m undo al que pertenece la educación en su verdadero sentido. en los últimos años el concepto de universidad se mezcló con nociones tales como “educación su­ perior”. La universidad debe cuidarse del mecenazgo de este mundo. La universidad no es un velero que se puede m aniobrar para captar hasta la más pa­ sajera de las brisas.ar de dedicarse a buscar hallazgos científicos. cosas admirables. que. no aquellos que creen que la universidad es imperfecta por no ser diferente de lo que es. Y en términos morales. se transformó en una escuela de capacitación para intérpretes. erróneam ente. pero habrá aprendido algo que lo ayudará a tener una vida más significativa. de la adoles­ cencia por algo menos fácil de corromper. inevitablemente conservadora. Porque esas ideas pertenecen al mundo del poder y la utilidad. pero habrá tenido la oportunidad de ampliar el alcance de su sensibili­ dad moral. “cursos de actualización para adul­ tos”. Los críticos a los que debe oír son aquellos in­ teresados en la búsqueda del conocimiento. que. errado. Es un mundo muy poderoso. entrometido^ y bien­ intencionado. en un resultado o lo­ gro trivial. en lu­ gar desestudiar y enseñar las lenguas y las literaturas del mundo. Y es hora de hacer algo para aclarar esta confu­ sión. que es el único m undo. En resumen. del egoísmo social e individual y de la actividad. este período en la universidad quizá no lo haya preparado de manera eficaz para ganarse la vida. y habrá tenido el tiempo libre necesario para reempla­ zar lás nociones absolutas. se ocupa de formar ingenieros en electrónica o químicos industriales.EL C O N C E P T O DE U N I V E R S I D A D i 143 sus afectos intelectuales. estudian y enseñan historia con un propósito . en vez de estudiar la historia. en lua. cuyo significado se encuentra fuera de ellas. un sobretodo moral largo hasta los pies. es rico. Sin embargo. como todas las demás gran­ des^ actividades. vociferantes y conflictivas. en cierto modo. La búsqueda del conocimiento es. o descubrirá que ha vendido su de­ recho de nacimiento por un plato de lentejas. “capacitación avanzada”. de la explotación. es capaz de creer. Pero no se caracteriza por la autocrítica.

sino con una vitalidad tan inerte o tan exhausta que lo único que deseen sea reci­ bir un atavío intelectual y moral que les sirva. y cuando quienes acuden a ella para que les enseñen no lleguen en busca de su destino intelectual. Su ocupación principal es la búsqueda del conoci­ miento (nada puede compensar su ausencia en la universidad) y. cuando su enseñanza se haya transfor­ mado en mera instrucción y ocupe la totalidad del tiempo disponi­ ble de los estudiantes. La universidad habrá dejado de existir cuando su aprendizaje haya degenerado en lo que hoy en día se llama investigación.e e«dxxcax a^Jb.14 4 i I A V O Z D E L A P R E N D I Z A J E U S E R AL ULltórior. pero ese lugar no es el de contribuir con algún otro tipo de actividad en la sociedad. como cualquier otra cosa. se ocupa de la clase de educación que ha descubierto que surge en el curso de esta actividad. tiene un lugar en la so­ ciedad a la que pertenece. en segundo lugar. .°rnbres y a mujeres. los capacitan exclusivamente para cubrir un nicho de la sociedad. sino el de ser ella misma y no otra cosa. La universidad. enj^ez d. cuando lleguen sin en­ tender las peculiaridades de la conversación y sólo deseen obtener una calificación que les permita ganarse la vida o un certificado que les permita participar en la explotación del mundo.

.

resulta igual­ mente importante cuando dirigimos nuestra atención a los estudian­ tes. y en qué sentido la incluye. e incluso exijan. El principio. 1 He dicho que todas las ramas del saber se hallan conectadas unas con otras. de que todo saber es una unidad y que las diversas ciencias son partes de un conjunto. debe tenerse en cuenta no sólo en lo que se refiere a la consecución de la verdad. Si esta consideración es cierta. mantengan una interna simpatía.D iscurso Quinto El saber com o fin en sí m ism o Una Universidad puede ser considerada en relación a sus estu­ diantes o en relación a sus estudios. posean múltiples relaciones unas con otras. porque la entera materia del conocimiento forma en sí misma una profunda unidad. Los distintos saberes se completan. es decir. por ser la acción y la obra de un Crea­ dor. y equilibran mutuamente. corrigen. si la enseñanza universitaria incluye la nota de utilidad. . De aquí deriva que las ciencias. por lo tanto. y admitan. M e ocuparé ahora. expuesto hasta ahora en referencia a los estudios. com paración y ajuste recíprocos. en las que cristaliza nuestro co­ nocimiento. y con ello entro en la segunda cuestión que me he propuesto examinar. para considerar la educación que la Universidad ha de impartirles en base al princi­ pio mencionado. de los alumnos.

de las demás. sin la protección. propuesta por los Tractarianos. John H. el blanco cambian de tono según el contraste al que se les somete. Newman. He indicado ya que conceder prom inencia indebida a una cien­ cia supone injusticia con otras. Así los Clásicos. la A nalogía de la R eligión de Butler'. Es alterar las fronteras entre ciencia y ciencia. y destruir la armonía que las mantiene unidas. Rose. el estudio dependerá de estos respecto al tipo de influencia que ejercerá sobre el alumno. Obispo de Líandaff. 292. nos dice. aunque esta división del trabajo pueda favorecer el progreso en un punto particular— cues­ tión en la que ahora no entro— . 22-23. y por 1. Toda ciencia ha­ bla de modo diferente cuando se la tom a como parte de un todo. Si ese asunto se incorpora a otros. Life ofW illiam P in . y que descuidar o preferir a unas es apartar a otras de su propio objeto. Y de igual manera. según creo. London 1923. obrar sólo en la dirección de la incredulidad. mientras que otros ven en las investigaciones de esta ciencia el mejor paralelo. Este modo de proceder tendrá un efecto corre­ lativo cuando se introduce en un centro educativo. por así decirlo. que influyó tanto en la conversión al Catolicismo de muchos miem­ bros de la Universidad de Oxford. que habían recibido una educación distinta. la incli­ nación y el sentido de una rama del saber varía según el acompaña­ miento de materias con el que se presenta al estudiante. John H. Cfr. padecerá una tendencia a contraer la mente. han servido en Francia para difundir doctrinas revoluciona­ rias y ateas. 2. . les parecía a PittJ y a otros. Y Watson. Si su estu­ dio se limita simplemente a un asunto. que en Inglaterra son un medio de educar el gusto.124 Discursos sobre ei fin y la naturaleza de la educación universitaria que es objetivo de toda ciencia. sino también respecto al influjo que las ciencias ejercen sobre aquéllos cuya educación consiste en estu­ diarlas. su opinión de que las Matemáticas in­ disponen el ánimo hacia la creencia religiosa. obstaculizar su acción. el verde. La Analogía de Joseph Butier (1692-1752) influyó considerablemente en la visión sacramental de la realidad. En una combinación de colores se producen efectos muy diferentes a causa de diferencias en su selec­ ción y yuxtaposición. En Metafísica.1. a como habla cuando se la toma en sí misma. Cfr. El rojo. Permitidme usar un ejemplo. en la historia de su vida. Apología pro Vita srn.

por tanto. De igual modo. Este es el fin principal de una Universidad en el trato con sus estudiantes. se ven lleva­ dos. y sin embargo. aunque éstos persigan sólo unas ciencias determ inadas de entre toda una multitud. y cuyas características son libertad. considerada como un lugar de educación. por trato familiar y en favor de la paz intelectual.El saber como fin en sí mismo 125 ello ia mejor defensa. Ahora se me pregunta: ¿para qué sirve todo esto? Mi respuesta será el asunto central de este discurso. 3. Es en suma lo que en un discurso anterior me he atrevido a deno­ m inar hábito filosófico. Por eso se llama liberal a esta educación. en contraste con otros lugares o modos de enseñanza. Arcesiiao (316-242 a.C. . los principios en los que descansa. Se origina en consecuencia una atm ósfera clara y pura de pensam iento. Un conjunto de hom bres sabios. e interpreta adecuadamente para él las que elige. sentido de la justicia. las proporciones de sus diversas partes. sus luces y sombras. Arcesilao3 no habría manejado la lógica como Aristóteles. y ayudarse unos a otros. a armonizar las pretensiones y relaciones de sus disciplinas. tanto el razonar como la poesía se hallan sujetos a reglas científicas. Aprenden así a respetarse. incluso en beneficio de los es­ tudiantes. ni éste ha criticado a los poetas como lo hizo Platón. Ésta es a mi juicio la ventaja de una sede de saber universal. sus gran­ des y sus pequeños puntos. que es independiente de pro­ fesores individuales y que le guía en la elección de sus asignatu­ ras. y m utuam ente rivales. Esto es lo que considero el fruto singular de la educación suministrada en una Universidad. una excelente medida ampliar el arco de los estudios que una Universidad enseña. que tam bién respiran los alumnos. celosos por sus respectivas ciencias. su­ pongo. como de otro modo no lo aprehendería. Se forma con ella un há­ bito de la mente que dura toda la vida. tenerse en cuenta. El estudiante se beneficia de una tradición intelectual.) fue cabeza de la Academia platónica. Aprehende las grandes líneas del saber. se enriquecerán al vivir entre aquéllos y bajo aqué­ llos que representan el entero círculo de los saberes. y aunque éstos no puedan seguir todas las m aterias que se Ies ofrecen. de los misterios cristianos. Resulta. m oderación y sabiduría. serenidad.

y qué alicientes ofrecemos a la comunidad católica al decidirnos a fundar una Universidad? Se me pregunta cuál es el fin de ia educación universitaria y del saber liberal o filosófico que pienso debe impartir. objetivos prácticos al cultivarla? ¿A qué nos conduce? ¿Dónde termina? ¿Qué efectos opera? ¿En qué beneficia? ¿Qué nos promete? Las ciencias particulares son la base respectiva de activi­ dades concretas. o el momento prelim inar de ciertos ac­ tos en los que naturalmente desembocara. que llevan a resultados tangibles y beneficiosos las verdades que son objeto del saber conseguido. el poder. aun­ que el objetivo no puede separarse del saber mismo. si es auténtico. ¿Cuál es la actividad de esta ciencia de las ciencias? ¿Cuál es el fruto de esa Filosofía? ¿Qué nos proponemos. No voy a examinar el valor de esta adquisición. M antengo. de esta filosofía. y a estim ar con rigor el valor de las verdades que hallamos en torno nuestro. tanto como para servir de compensación al gran esfuerzo de pensamiento que exige analizarlo y al gran trabajo que hace falta para conseguirlo. que se trata de un fin real e innegablemente bueno por su propia na­ turaleza. sin embargo. sino un fin suficiente don- . como la riqueza. a la que doy tanta importancia y de la que me prometo tantas cosas. Respondo que todo lo que he afirmado hasta el momento basta para m ostrar que esa educación posee un objetivo tangible. y espero mostrar. después de todo. Suponiendo incluso que nos capacite para ejercer el nivel de confianza debido a toda ciencia. real. y suficiente. lo es también de esa filoso­ fía específica que he hecho consistir en una visión abarcante de la verdad en todos sus aspectos. de sus mutuas implicaciones. Cuando afirmo que el saber no es solam ente un medio para lo­ grar algo que está más allá. y respectivos valores. El saber es ca­ paz de ser su propio fin. constituye su propio premio. los honores o las comodidades de la vida. me­ jo r o peor. La mente humana está hecha de tai modo que cualquier clase de saber. ¿por qué somos mejores por el hecho de poseer esta visión dominante de las cosas que estoy recomendando? ¿Acaso no atenta contra el principio de la división del trabajo? ¿Conseguiremos.126 D iscursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria 2 Pensadores cautelosos y prácticos me preguntarán qué se obtie­ ne. Si esto es Verdad de todo saber. com parada con otros objeti­ vos que solemos buscar. de las relaciones entre ciencia y cien­ cia.

mientras equivocarnos. Estoy afirmando lo que la opinión pública de hoy procu­ rará no negar. después de satisfacer nuestras necesidades materiales. Digo sólo lo que enteros volúmenes han sido escritos para ilustrar m ediante una «selección extraída de los archivos de la filosofía. Después de 4. no alcanza su perfección de inmediato.El saber como fin en sí mismo 127 de permanecer y que buscar por sí mismo. como una de las ayudas más importantes. el saber. . ser ignorantes y engañados se nos pre­ senta como un mal y una desgracia» [Cicer. Pero independientemente de este hecho. Y mientras nuestra naturaleza. al enumerar los diversos aspectos de la exce­ lencia intelectual. errar. como oposición a la religión. sobre el cultivo de cono­ cimientos variados y extraños. más allá y por encim a del saber en sí mismo.j4 . con el fin de mostrar cóm o las circunstancias más adversas no han logrado apagar el ardiente deseo de adquirir conocimiento» [Pursuit o f Knowledge under Difficulties. de un sinfín de ejemplos. diversamente a la de la creación infe­ rior. de modo que sobresalir en él lo consideram os óptimo. profesor de literatura inglesa en Belfast. Cicerón considera el Saber como el prim er objeto al que somos atraídos. sino que depende para ello de numerosos instrumentos y ayudas externos. estamos satisfaciendo una necesidad directa de nuestra naturaleza simplemente al adquirirlo. y que ha sido siempre opinión común de los filósofos y sentir ordinario de la hu­ manidad.]. Craik (1798-1866). no estoy formulando nin­ guna paradoja. resulta valioso por lo que su simple presencia en nosotros hace por nosotros al modo de un hábi­ to. teniendo en cuenta lo m ucho que hemos oído en los últimos años. la literatura y el arte en todas las edades y países. Autor de esta obra fue George L. menciona la búsqueda del saber por sí mismo como el primero de todos. «Esto es propio máximamente de la natu­ raleza humana — dice— pues todos nos vemos llevados a conseguir el Saber. Introd. No niego en absoluto que determinados bienes nos vengan y de­ semboquen en otros. Offic. pues digo algo que es inteligible en sí. 3 Por eso Cicerón. init. aunque no se emplee para otra cosa ni sirva a un fin directo.

y nos advierte contra cualquier búsqueda del saber que pueda interferir con los deberes respecto a nuestros sem ejantes. ver. respecto a nosotros mismos. De Officiis 1. interludios. y deseo que observen lo claramente que el autor separa la búsqueda del Saber. 18. sobre los bienes materiales de que disponemos por seguridad antes de buscar ese sa­ ber. en servicio de la vida y la persona. por quienes me preguntan para qué sirve la educación liberal o universitaria. Pues la alabanza de la virtud radica en la acción. Consiguientemente. y apartarse de las ocupa­ ciones públicas por buscarla supone una transgresión del deber. el gran Orador viene a decir que sólo cuando nuestras necesidades materiales y políticas se ha­ yan satisfecho y estemos «libres de los deberes y ocupaciones más perentorios». y es entonces cuando nos dedicamos a esa búsqueda de la verdad. aunque pueda parecerles extraño a quienes viven des­ pués de haberse originado la filosofía B aconiana. de la unión familiar y conyugal. oír. sigue — nos dice— «la búsqueda de la verdad. incluso sin ningún esfuerzo por nuestra parte»5. y de los víncu­ los sociales y la seguridad ciudadana. ordenado directa y principal­ mente a nuestro confort y placer físicos. una vez adquirido. por así de­ cirlo. 6 . de aquellos fines ulteriores a los que ciertam ente puede conducir. Le­ jos de soñar en un cultivo del saber. tan pronto como escapamos a la presión de las necesidades imprescin­ dibles. seremos capaces de «desear. y aprender». Tampoco contem pla en lo más mínimo las consecuencias o efectos subsiguientes del saber. Por el contrario. hay. niega expresamente y del todo su incidencia en la vida social. La idea de be­ neficiar a la sociedad mediante «la búsqueda de la ciencia y del sa- 5 . deseamos inmediatamente ver. por el hecho de resultarnos harto familiar. nuestra familia y vecinos. y que son los únicos contemplados. . He elegido este pasaje. no hace falta decir que la continua actividad de la mente resulta suficientemente vigorosa para llevam os hacia conseguir el saber. sin embargo. de la salud. y estimamos el conocimiento de lo oculto o de lo sorprendente corno una condi­ ción de nuestra felicidad». pienso. oír y aprender. «Todos estos m étodos — dice— se usan para investigar la verdad. que es uno de entre muchos similares en una multitud de autores.128 Discursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria las exigencias y deberes de nuestra existencia animal.

cuando Carneades y sus seguidores. han de tener sentido suficiente en sí mis­ mas. Em ­ presas que no rinden nada práctico. como especial o propiedad característica de una Universidad y de un caballero. que son consideradas admirables aunque no se hayan dem ostrado útiles. por ejemplo. 4 Las cosas que soportan verse aisladas de todo lo demás y conti­ núan. mientras que la búsqueda del saber nada prometía más allá del saber mismo. como dicen nuestros catecismos. . Catón despreciaba una educación y un ensanchamiento de la mente de los que no tenía ex­ periencia alguna*. deben tener vida en ellas mismas. de la razón. Catón estim aba las cosas por lo que rendían. en su sentido gramatical. Ésta fue una de las razones de la oposición que el viejo Catón mantuvo contra la introducción de la filosofía griega entre ios roma­ nos.E) saber como fin en sí mismo 129 ber» 110 entra en absoluto dentro de los motivos que Cicerón asigna el cultivo del saber. Es usual hablar de «saber lib era l ». Plutarco. fascinaban a la juventud con su elocuente exposición de aquélla. en los que la m ente desempeña muy escaso o ningún papel. mantienen su terreno por siglos. de «artes y estudios liberales». sea cual sea su naturaleza. y de la reflexión. o esfuerzo material. liberal se opone a se rv il . y de «educación li­ beral». Vida de Calón. en ocasión de su embajada en Roma. no a la habilidad. y por «trabajo servil» se entiende. las práticas y operaciones de un empírico. Paralelas a estos trabajos serviles son aquellas actividades — si merecen tal nombre— de las que habla el poeta. Fiel representante de un pueblo práctico. y que deben su origen y su método al azar. viviendo. Cfr. como. En la medida en que este contraste supone una guía sobre el sentido del término. 32-33. trabajo físico. la educación liberal y las actividades liberales son ejerci­ cios de la mente. y que a pesar de todo. sin embargo. Y llegamos a la misma conclusión si tenemos en cuenta la fuerza del epíteto por el que se designa po­ pularmente el saber que estamos considerando. 6 . ¿Qué quiere significarse realmente con esa pala­ bra? Primero.

Anábasis 1. a pe­ sar de ser una profesión áspera. como ahora. fraudes y engaños que entonces. Por ejemplo. 3-7. Re- 7. la palestra de los tiempos antiguos. o absorbido dentro de otra actividad. que es independiente de sus resulta­ dos. dado que hay ejerci­ cios corporales que son liberales. mientras que lo meramente profesional aunque pueda tener gran nivel intelectual. lo cual nos llevaría a otro tema. e incluso pueda considerarse liberal en com ­ paración con las actividades manuales y comerciales. por tanto.130 Discursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria Pero hace falta algo más para explicarlo. y ejercicios de la mente que no lo son. y no puede negarse que tanto el comercio como los oficios proporcionan amplio campo para el ejercicio de ios más altos y variados poderes de la mente. Leemos en Jenofonte7 que la joven no­ bleza persa era enseñada a montar a caballo y a decir la verdad. y hay. y se niega a ser conform a­ do (como suele decirse) por ningún fin. si son autosufícientes y completas. Tales son. y era sin embargo un arte tan intelectual por su naturaleza como elevado por su fin. ejercicios del cuerpo que reci­ ben ese nombre. 9. por­ que ambos cometidos eran propios de un caballero. una gran variedad de actividades intelectuales que técnicamente no se deno­ minan liberales. por ejemplo. Si comparamos estos ejemplos no tendremos dificultad alguna para determinar la raíz de esta aparente variación al aplicar el térmi­ no que estamos analizando. pudieran degradarlo. así como el valor militar. Existe. todo en orden a presentarse adecuadamente a nuestra con­ templación. se estiman li­ berales. Las empresas más corrientes poseen este carácter espe­ cífico. en tiempos antiguos la medicina era generalmen­ te practicada por esclavos. ¿Por qué esta distinción? Porque saber liberal es sólo aquél que se basa en un régimen propio. que no busca complemento alguno. excepto en los casos en que se hace heroica. como tampoco las ocupaciones mercantiles. en los que se premiaban la fuerza y destreza físicas y mentales. Juegos masculinos y de habilidad. diferenciamos una educación liberal de una educa­ ción comercial o artesana. de otro lado. y los Juegos Olímpicos. . De igual modo. aunque son asunto del cuerpo. no se tiene por liberal. siempre se ha considerado liberal. La guerra. y las más altas lo pierden cuando se colocan al servicio de algo que se encuentra más allá. a pesar de las falsedades.

Vemos así que in­ cluso lo sobrenatural no tiene porqué ser liberal. Todo lo expuesto puede resumirse en unas pocas palabras típi­ cas del gran Filósofo. o las manos de un obrero.E! saber como fin en sí mismo 131 sulla absurdo comparar. su finura. mientras que el más intelectual no lleva ese nombre. 5]- . al usar las ciencias físicas en servicio del hombre. han perdido hoy su rango al convertir­ se en ocasión de apuestas. Rhet. y más aún si se ajustan a las estrictas exigencias de esos fines. se limitase a los fines del pulpito o de la catcquesis perdería — no su utilidad. ni un héroe necesi­ ta ser un caballero. la filosofía de Bacon. que eran en Grecia una actividad liberal. en cuanto a su valor e importancia. ni su mérito (más bien gana en su pretensión sobre esos títulos. Porque la Teología cultivada de ese modo no es simple saber. la misma grandeza de sus fines. Si la Teología. consideradas sólo como profesiones. disminuye en vez de incrementar su derecho a llamarse liberal. «Entre las posesiones — dice— son útiles las que producen una ganancia. de la cosa pública. un tra­ tado sobre reducción de fracturas y un juego de cricket o la caza del zorro. y son liberales las que tienden a ser disfrutadas . perdería el atributo particular que estamos consi­ derando. y otra la más importante políticamente. por la sencilla razón de que son ideas distintas. ni su carácter divino. Así. es evidente que cuando el motivo es el lucro se produ­ ce un efecto más acentuado aún sobre la naturaleza de una determinada actividad. la salud del cuerpo. las trasfiere de la categoría de empresas libera­ les a la clase diferente —no digo inferior— de lo útil. como un rostro alterado por las lágrimas y el ayuno pierde su belleza. Igual ocurre con las profesiones cultas. en vez de ser cultivada como contemplación. y del alma. sin embar­ go. por su caritativa con­ descendencia)— . por disfrutables. Y en un ejem­ plo diverso. I. Por lucrativas entiendo las que rinden unos ingresos. las carreras de caballos. y una tercera la más íntimamente espiritual de todas las actividades humanas. por ejemplo. las que nada proporcionan excepto el uso mismo que se hace de ellas» [Aristot. sino que más bien se tra­ ta de una actividad que hace uso de la Teología. De igual modo. pero el que aquí supone ejercicio físico puede ser llamado li­ beral. Aunque una de ellas sea la más popularm ente benefi­ ciosa.

pero aunque esos temas varíen con los tiempos. M ientras dure el mundo durará la doctrina de Aristóteles en estos temas. Séneca la excluía com o medio educativo (Epístolas M orales . Nos ha en­ señado el significado de nuestras propias palabras e ideas antes de que naciéramos. 2). y somos sus discípulos lo queramos o no. de lo sublime. La palestra puede parecerle una actividad liberal a Licurgo. aristotélicos. se manifiesta en una continua tradición histórica y nunca ha salido fue­ ra del mundo desde que entró en él. La actividad del auriga que compite por un pre8. y. 18). la palabra liberal. 88 . como en el caso de los dogmas de fe. porque es un oráculo de naturaleza y de verdad. aplicada a la educación y al saber. Si fuera una simple generalización. Por el contrario. porque el gran Maestro no hace sino analizar las ideas. habría varia­ do junto con los temas a partir de los que se hubiera formado. en gran medida. la idea misma no cambia. sentimientos. 14. La idea que ha mantenido su terreno en medio de conflictos y cambios. Vida de Licurgo. Ha habido desde luego diferen­ cias de opinión de tiempo en tiempo respecto a las empresas y acti­ vidades que debían considerarse liberales. que se ha trasmitido inmutada de una mente a otra. o de lo sórdido. pretendo volver el mundo dos mil años atrás y encandenar la Filosofía a razonamientos paganos. aun­ que no lo sepamos. percepciones y opiniones de la humanidad. como es también específica la idea de lo bello. que ha servido de criterio para medir todo lo que tenía que ver con ella. que siempre ha existido y existirá mientras la naturaleza humana sea la que es. Respecto al asunto que nos ocupa. expresa una idea específica. M ientras seamos hombres no podremos evitar ser. . En muchos asuntos. Se encuentra en el mundo ahora y se en­ contraba también antes. pero estas diferencias no son sino una demostración de que lo liberal existe realmente. y un arte iliberal a Séneca*.132 Discursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria 5 No supongáis que. aí apelar a los antiguos. pensar correctamente es pen­ sar como Aristóteles. de lo ridículo. cuando tantas cosas podían colorear e influir cualquier noción o pensamiento no fundados en nuestra naturaleza: tal idea tiene sus­ tancia en sí misma. Licurgo incluyó la ludia en el sistema espartano de educación (Plutarco.

era famosa por la cría y las carreras de caballos. La razón es el principio raíz de la intrínseca fecundidad del saber. que es una hipótesis o condición previa por la cual se vinculan las opiniones contrarias. . 10. y sin la cual nada habría sobre lo que discutir. la ciencia. La mú­ sica puede ser despreciable a los ojos de algunos modernos. que no se me puede im putar paradoja al­ guna cuando hablo de un saber que es su propio fin. conformado o. las posee en un grado m ayor cuando se le considera no vaga o popularmente.El saber como fin en sí mismo 133 mio puede ser apreciada en Elis9. sino que. es también poder. y República 40 i d. cuando lo lla­ mo saber liberal o saber de un caballero. donde hay una diferencia de gustos y de juicios). impregnado por la razón. La llanura de Elis. Pero estas variaciones implican. Trataré ahora de demostrarlo. en un sentido más amplio. cualquier fin que le sea extrínseco. Política 1339b. es decir. si lo que voy a decir presenta a prim era vista un aspecto algo fantástico. sino en ese saber al que específicam ente he denom inado filosofía. considerado en un sentido vago y general. Porque sean cuales sean las pretensiones del saber a ser tenido por un bien. sea cual sea esta excelencia. E incurro aún menos en esa acusación cuando hago consistir su adquisición no en el saber. la idea arquetípica. y ser al­ tam ente estim ada por Aristóteles y Platón1 0(el caso es el mismo en la aplicación concreta de las ideas de Belleza. y cuando educo para alcan­ zarlo y hago de él el cometido de una Universidad. y condenada en Inglaterra. es algo más. dicho con más contun­ dencia. por tanto. No sólo es excelente en sí mismo. más allá. sino precisa y trascenden­ talm ente como filosofía. en vez de desacreditarla. que constituye su propia recompen­ sa para quienes lo poseen.3340b. tiene que ver con el saber del siguiente modo: el saber se denom ina ciencia o filosofía cuando es influido. o suficiente por sí mismo. ciencia. del Bien. cuando se eleva a una forma científica. Considero. Afirmo entonces que el saber es específi­ camente liberal. 6 Sed tolerantes. Cfr. El saber. y 9. al margen de todo objeto ulterior. en e! Peloponeso. o. La filosofía. siempre que es filosófico. o de Virtud moral. y que prescinde de la necesidad de bus­ car.

Sé bien que el saber puede reducirse a ser una simple actividad y acabar en un asunto técnico y en frutos tangibles. y el del segundo es técnico. y que. quienes lo usan de un modo. es decir.134 Discursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria engendra unos efectos que lo desbordan. y a ellas debemos nuestro bienestar diario. pero éste es también un asunto ajeno a nuestro tema. que lo ver­ tebra con una idea. Una misma persona puede cultivado de ambos modos. uno se eleva hacia ideas universales. no es probable que lo usen del otro modo. dos métodos de educa­ ción. . En el primer caso se llama saber práctico. que ve más cosas de las que perciben los sen­ tidos. Cuando hablo de saber. algo que aprehende lo percibido mediante los sentidos. Su ejercicio es la obligación de muchos. su carácter de fin deseable. El saber se expresa a sí mismo no en un mero enunciado sino mediante un entimema": es propio de la naturaleza de la ciencia desde un inicio. el otro se agota en lo particualr y externo. Forma abreviada de silogismo. pero se trata de una consideración de la que no voy a ocuparme ahora. y que pertenece a las actividades útiles y técnicas. La vida no podría ir adelante sin ellas. algo que adopta una visión del mundo. considerado aparte de sus resultados. y en esto estriba su dignidad. Pero afirmo que el saber. o io ha­ rán muy limitadamente. es la semilla que en 51. el saber es un bien. No es que yo niegue la necesidad o me lamente del bene­ ficio de la atención prestada a lo que es concreto y práctico. y en el segundo saber li­ beral. El fin del primero es filosófico. Sin pretender exactitud m etafísica en mis palabras. El prin­ cipio de verdadera dignidad en el saber. pero puede tam­ bién apoyarse en la razón que lo conforma y resolverse en filosofía. deja de ser saber. su valor. de hecho. que no hace falta en este momento. Digo sólo que an­ tes de ser un poder. en ia que se suprime una premisa. Insisto únicamente en que hay dos modos de usar el saber. en la medida en que tiende a hacerse más y más particular. Así es. que razona sobre lo que ve mientras lo está viendo. me parece impropio llamar saber a la sensación pasiva o percepción de las cosas que parecen tener los animales. me refiero a algo intelectual. Es cuestión de determinar si el saber puede decirse en sentido propio de la creación animal o irra­ cional. no es sólo un instru­ mento sino un fin en sí mismo. que son acreedores a nuestra gratitud por cumplir su deber. Veis aquí. por tanto.

y tienen que ver con unos fines que son externos a esas actividades. de la comunicación del saber como educación. y de otros mañana. que es hoy nuestro. Es algo individual y permanente. además. lle­ gamos de nuevo a la conclusión. de la filosofía. en artes delicadas y útiles. un hábito. Se nos instruye. en oficios. aunque cuando se trata de saber. la instrucción hubiera parecido a primera vista el término más apropiado. porque se trata en estos casos de m é­ todos que producen escasos o ningún efecto sobre la mente misma. Pero educación es una palabra más elevada. en ejercicios manuales. estamos afirmando que el saber es un estado o condición de la mente. como también más frecuente. Haber medido el universo es el orgullo. que puede ex­ traerse de un libro y es fácilmente olvidado. de que hay un saber que es deseable aunque nada se derive de él. que podemos tomar prestado por unos momentos. y en la práctica de negocios. Sem ejante saber no constituye. Así es corno se hace un fin en sí mismo. hablar de una Universidad com o un lugar de educación más que de instrucción. y un don interior. a la tradición o ai uso. Antes de hablar del objetivo que la Iglesia se pro- . que podemos dominar y com unicar a nuestro gusto. llevarlo en la mano. Cuando hablamos. y se suele hablar de ella en conexión con la religión y la virtud. y puede ser llamado liberal. y hacerlo un objeto venal. una ventaja extrínseca o accidenta!. una posesión per­ sonal. Y dado que el cultivo del intelecto es sin duda algo que merece la pena por sí mismo. se contienen en reglas que se confían a la memoria. o al menos la ambición. por tanto. 7 He aquí la respuesta que puedo ofrecer a la cuestión con la que abrí este discurso. Implica una acción que afecta a nuestra naturaleza intelectual y a la formación del ca­ rácter. Es más bien una iluminación adquirida. que las palabras liberal y filosofía ya nos han sugerido. por ejem ­ plo.El saber como fin en sí mismo 135 él se contiene de un proceso científico o filosófico. Desconocer la disposición relativa de las cosas es la situación de esclavos o de ni­ ños. por ser él mismo un tesoro y un premio sufi­ ciente de años de esfuerzo. Esta es precisam ente la razón por la que resulta más correcto.

Han defendido. En consecuencia. estoy dis­ puesto a mantener la tesis de que la filosofía o el saber son su pro­ pio fin. y si es realmente así — que no existe ni un bien fí­ sico o secular. de otro— el saber no puede ser un bien en absoluto y no merece el esfuerzo que cuesta adquirirlo. Estoy preparado a mantener que existe un saber. este fin es doble: es de este mundo o del otro. Además. debe bene­ ficiar al espíritu. y en el tiempo que hoy me resta trataré de eliminar algo de la vaguedad y confusión que sufren algu­ nos acerca de este tema. En una palabra. este planteamiento. sin que nadie tuviera que preo­ cuparse en buscarlos. dado que el saber lleva siem pre a algo más allá de él mismo. han fracasado completamente en sus pretensiones. y no simplemente por lo que hace. de un lado. se diga lo que se diga y por mucho que la idea se haya mantenido perseverantem ente durante siglos. si ese saber liberal. todo el saber es cultivado con un objetivo profano o con uno eterno. y pienso que he comenzado a demostrarla. y. ¿qué ha dado a los hombres la filosofía. carece sencillamente de sentido afirmar que buscamos el saber por sí mismo y por nada más. pues han tratado en todo momento de hacer virtuosos a los hombres. o han asumido al menos que la educación de la mente era virtud.136 D iscursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria pone al ocuparse del saber y del empleo que da a éste. y saber religioso o cristiano si el objetivo es eterno. y lo que lo hace deseable. se nos dice. pero que. Han suministrado así contra sí mismos los motivos y los medios para su propia crítica. desde que Atenas fue la Uni­ versidad del mundo. sino promesas no realizadas y aspiraciones no conseguidas? ¿En qué han terminado los altos y profundos pensamientos de sus discípulos. que es por tanto su fin. de una parte. si el fin es pro­ fano se llama saber útil. no beneficia al cuerpo o a la situación temporal. digno de ser poseído por lo que es. ni un bien moral. de otra. y que ellos consti­ tuían la porción virtuosa de la humanidad. hasta el punto de correr en boca de la gente. tanto de los hombres serios como de los libertinos. como yo mismo he ad­ mitido. sino en palabras elocuentes? . y hacerse por ello el hazmerreír. hablamos de modo inteligi­ ble. Se me puede además decir que los defensores de este saber libe­ ral o filosófico han reconocido siempre ellos mismos estas ideas y han aceptado las consecuencias a las que llevan. Puede objetarse que cuando decimos buscar el saber con un fin determinado más allá del saber mismo.

Cfr. — le dijo— .C. pero que enseguida molestan en la misma proporción que fueron agradables. Su aspecto era venerable. Son bien pocos los que se cuentan entre sus defensores. Samuel Johnson. Comunicaba los diver­ sos preceptos dados de tiempo en tiempo para dominar las pasiones. llegáis en un momento en el que toda amistad humana es 12. El filóso­ fo de R asselas1 5 enseñaba una doctrina sublime.sobre el gobierno de las pasiones. después de la cual el hombre no es ya esclavo del miedo ni un iluso de esperanzas. que al principio derraman suavidad sobre lo que tocan. . tuvieran el mundo por bien perdido a cambio de poseerla. Actuaban como un aire melodioso o como esos fuertes y arrebatadores perfumes. Rasselas. como él mismo confesó. y describía la felicidad de los que habían conseguido esta importan­ te victoria. sus acciones se desarrollaban con gracia. M os­ tró con gran fuerza de sentimiento y variedad de ejemplos. Farsalia Ií. Cfr.. Enumeraba muchos ejemplos de héroes impertérritos ante el dolor o el placer. pero sucumbió sin resistencia ante una tentación de afecto humano. que la naturaleza humana se ve degradada y abatida cuando las bajas po­ tencias predominan sobre las más elevadas. Lucano. que sabían mirar con indife­ rencia esos modos o accidentes que el vulgo denom ina el bien o el mal». Anaxágoras (500-428 a. 15. su pronunciación era clara. «Señor.) dejó sus riquezas y se retiró a una dedicación de reflexión y estudio. como extrañamente encomia su apologista. en su hora de mayor necesidad. 18. como Polem ón!\ hayan abandonado una vida libertina. o fortaleció a Séneca para oponerse a la tiranía imperial? La filosofía abandonó a Bruto. como Anaxagoras'4. sus enseñanzas apenas han logrado algo más que adormecemos con sus lecciones para que nada sintiéramos. a adoptar la falsa postura de desafiar al cíelo. y elegante su dicción.C. Polemón abandonó una vida disoluta. con ojos nublados y cara pálida. y fue ca­ beza de la Academia a ia muerte de Xenócrates {314 a. 13. cap. que. se convirtió a la filosofía.). Rasselas encontró al filósofo en una habi­ tación semioscura.Ei saber como fin en sí mismo 137 Cuando más audaz era en sus remedios para ios males del hom ­ bre. ¿Apoyó a Cicerón la filosofía cuando el orador incurrió en el odio del mutable populacho. «Hablaba con gran energía — leemos— . y forzó a C atón1 3 . 286-288.. 14. o. Al cabo de unos días.

mientras que la verdad y la razón permanecen siempre las mismas». 4 . como le llama el poeta. «¿Qué consuelo. a la altura de los principios que profesaba. «¿Habéis ol­ vidado entonces — dijo Rasselas— . Su misión fue incrementar el goce físico y el bie16. El hombre sensual o el mundano no es en ningún caso víctima de bellas palabras. como quien nunca ha sentido las angustias de la separación». por mucho que las falacias de la educación individual o de los sistemas filosóficos puedan ale­ gar en contrario. y por tanto hemos de estar siempre esperándola». a título personal y sin perjuicio alguno para sus teorías de inducción. «Habláis — respondió el filósofo— . cuando era Lord Canciller de Inglaterra. no estaba en realidad obligado por su filosofía a ser leal a sus amigos o fiel a la confianza en él depositada. 282. Mi hija. mucho mejor. y lo concedo: apuntó bajo. lo fue. no hacer declaraciones de principios —m e diréis— que engañar a otros con lo que no somos. La filosofía de la Utilidad — decís— ha hecho al menos su trabajo. Le contestó el príncipe: «la muerte es un aconte­ cimiento que nunca puede sorprender a un hombre sabio. 8 Es mejor. el precepto que con tanta fuer­ za inculcábais? El de considerar que las cosas externas son de natu­ raleza precaria. en la conducta de su vida. mi única hija. lo que padezco no admite remedio. y escanda­ lizarlos con lo que somos. 17. lo «más m ezquino»'1 de la humani­ dad. sino para recordarme que mi hija nunca me será restituida?». sino que persigue cosas rea­ les y se hace con ellas. por así decirlo.138 D iscursos sobre el fin y la naturaleza de la educación universitaria inútil. de cuya ternura espe­ raba todo el consuelo de mí ancianidad. Tenía derecho a ser así si lo deseaba. A. No se propuso instruir a los hombres en la línea de la virtud moral. sabemos que la muerte se halla siempre cercana. pues lo que he perdido no puede serme devuelto. pueden aportarme la verdad y la razón? ¿De qué me sirven ahora. Essay on Man . — respondió el doliente filo­ sófica—. y aunque hubie­ ra sido. Pope. . pero ha cumpli­ do su tarea. murió la última noche víc­ tima de la fiebre». Si el hombre de gran intelecto que ha sido su profeta1 “ no estuvo. Sir Francis Bacon fue condenado por corrupción en 1621 .

para hablar de él con severidad. previsto por Dios. debe ser privado de su traje glorioso. y antes de que ese método haya dado signos de extinción. como con un malestar profètico por esas tendencias. No sé si él estará de acuerdo conmigo]. que. 18. en sus formas más variadas y en lujosa abundancia. vemos que los bienes de la naturaleza. 391. 19. por desgracia. e insiste en la Teología como instru­ mento de ese Padre benéfico. no debe sino simbolizar. desprecian y pisotean la Teología. no tengo arrestos. debemos. como vemos hoy. Cfr. en la pequenez de su ser moral. . Fue como el dispensador. El suyo es un m éto­ do por el que se trata de elim inar eficazmente el dolor físico y las privaciones temporales en la mayoría de las personas. También Bacon. por simple gratitud. en sus desventajas. la pobreza in­ telectual de su escuela. Pero reconociendo todo esto. y al que tal vez todos no­ sotros. la salud. Nos encontramos casi a diario con nuevos brotes florecidos. y que nos sorprenden mucho más por lo que dijeron que por lo que no hicieron. que llegan a ser frutos. y a pesar de su gran talento.El saber como fin en sí mismo 139 nestar social [Es patente que estoy de acuerdo. Bacon en sus escritos abandona por unos momentos su camino. como Sócrates o Séneca. excepto los más pobres. en conjunto. También Bacon fue a su modo co­ lega de aquellos filósofos paganos que tenían. de F. alguna excusa para sus faltas de coherencia. y ha realizado sus concepciones y su designio de modo maravilloso e impresionante. aparte de lo que pueda pensar sobre él como hombre. que. nobles y serenos. si no la vida presente. al menos el alimento diario. Se refiere a la narración «The Unknown Patient». cuando vino al mundo en forma visible. de beneficios temporales a todos nosotros. y el bienestar general. que parece tan belio y no es sino una burla junto a la majestuosa gravedad de sus frases. London 1851. se ocupó de modo prominente y magnífico de curar las he­ ridas corporales de laZ ión o en los trances de entusiasmo del genio — tan buenos. y también que el heroísmo no era parte de su filosofía. del mágico árbol del saber plantado por él. no puedo negar que Bacon ha logrado abundantemente lo que se propuso. tan grande que. con Lord M acaulay en su Ensayo sobre la filosofía de B acon!S . Criticai and Histórica! Essays. de la Molte (1777* 1843). Y a pesar de las tendencias de la filosofía baconiana.

y si los poderes del intelecto decaen. pueden ser santificados en el servicio de la reli­ gión. así como la tienen quienes la buscan. aunque no fuera más que como la he descrito. son los representantes de esa mag­ nanimidad o señorío de sí mismo. refinarla. Cuerpo y mente son llevados a una situación eterna de ser por los dones de la M unificencia divina. Los héroes de la historia. habilidad y expresión elo­ cuente. Alcanzamos el cielo usando bien de este mundo. recursos. sino lo que es en sí mismo). son la per­ fección de la belleza física. El artista considera la belle­ za de los rasgos y de la forma. como Alejan­ dro. su frente alta y sus armónicos rasgos.142 D iscursos sobre ei fin y la naturaleza de ia educación universitaria simetría de figura. en todas sus funciones. flexibilidad. el poeta busca la de la mente. no lo que vale el objeto de la educación liberal ni el uso que de él hace la Iglesia. y en el orden sobrenatural los llamamos Santos. sagacidad. El intelecto tiene también su belleza. El moralista nos dirá que el hombre. en los que estriba la grandeza de la naturaleza humana. no destruyéndola. y dirigiéndola hacia fines más altos que los suyos. exactitud crítica. . que sin embargo es pasajero. corregirla. Escipión o Saladino. y al igual que un hospital o un asilo. pero así son otras cosas que estimamos mucho y que buscamos con ahínco. 10 Se trata ciertamente de un objeto temporal y de una adquisición transitoria. a menos que un principio más alto aliente sobre él y le haga inmoral. pero al inicio ambos fracasan en un mundo caído. darle poder sobre sus propias facultades. no es sino una flor que se abre y se marchita. aunque ten­ gan un fin efímero. y el pre­ dicador pretende la belleza de la gracia. y aplicación. Ensanchar la mente. dominar. como el culti­ vo de la virtud. regir y usar sus conocimientos. también puede serlo una Universidad. método. César. También el Cristianismo tiene sus héroes. y asimilar. sino añadiéndola lo que es más que na­ turaleza. constituye un objetivo tan inteligible (dado que estamos in­ vestigando. antes de ellos han decaí­ do los del cuerpo. capacitarla para cono­ cer. a la vez que es absolutamente distinto de éste. Perfeccionamos nuestra natu­ raleza.

la excelencia intelectual o perfección de la mente. no es sino una de sus condiciones. Sabiduría es ciertam ente una palabra más comprehensiva que cualquier otra. juicio. Cuando nos fijamos en formas concretas de perfección intelec­ tual. aparecen desde luego términos afines a nuestro propósito. capacidad. pero no aluden a una situación o cua­ lidad del intelecto. gusto y habilidad. poseyera al­ gún término específico para expresar. . usado en referencia al cuerpo. y denota una posesión o un hábito. y «virtud». por ejemplo.D iscurso Sexto El saber considerado en relación a la cultura 1 Bueno sería que el idioma inglés. pero no se refieren a esa exce­ lencia que es el resultado del ejercicio y del entrenamiento. Sofía significa en griego no sólo conocim iento y sabiduría. Pero éstos pertenecen en su mayor parte a potencias o hábitos que tienen que ver con la práctica o la actividad. de modo sencillo y amplio. «salud». pero guarda una relación di­ recta con la conducta y la vida humanas. genio. Saber y ciencia expresan ideas puramente intelectuales. por ejemplo. Talento. como. y no con una condición perfecta del intelec­ to considerado en sí mismo. y cienI. como. por lo que se re­ fiere a nuestra condición moral. como el griego’. sino tam bién habilidad intelectual. en su sentido ordinario. pues saber. No soy capaz de encontrar un tér­ mino semejante. aluden claram ente a la materia prima que constituye la base.

pienso también que es un error lastrar el saber con virtud o religión. por tanto. y si no lo hago. Es bueno ser un caballero. Son. ni la amplitud y acierto de las ideas equivalen a la fe. Pero a pesar de lo que sus amigos o enemi­ gos puedan afirmar. libertina. Pero. . su fin directo es­ triba — como le ocurre al saber religioso— . la objeción de mis adversarios no encierra valor alguno. La educación liberal no hace al cristiano ni al católico. Las defiendo. ni motivos influyentes. por ejemplo. y un comportamiento noble y cortés en los asuntos de la vida. como no lo es tampoco poner en movimien­ to una máquina o dirigir un vehículo de vapor. sino al caballe­ ro. y pueden asociarse a gente munda­ na. que. Ad­ mito y mantengo lo que ellos critican. repito.140 Discursos sobre ei fin y la naturaleza de la educación universitaria llegan ya a nuestra puerta desde todos los rincones de la tierra. todas ellas. que com ete­ ría. tanto como con las actividades útiles. Si sus defensores predican de él ese poder. por ilustrada y profunda que sea. La filoso­ fía. 9 Concedo. los buenos modos no son la humil­ dad. El fin di­ recto del saber no es fortificar el alma contra la tentación o conso­ larla en las aflicciones. desde luego. ni principios vivificadores. Siendo el medio y la condición del progreso material y moral. sin embargo. como es bueno también poseer un in­ telecto cultivado. y continuaré explicán­ dolas e insistiendo en ellas. cometen exactamen­ te la misma clase de interferencia en un campo ajeno. una mente sencilla. no constituyen garantía de santidad ni de recta conciencia. un gusto exquisito. el economista que mantuviera que su ciencia le en­ seña moral o diplomacia. que el saber útil ha hecho su tarea. El saber es una cosa. equilibra­ da y desapasionada. y nos alegramos en ellos. como asumen sus adversarios. pues considero que el saber tiene su fin en sí mismo. cualidades de un saber hondo. considerado en sí y por sí. en hacer mejor al hom­ bre. envuelta en esas cualidades. y sin corazón. no proporciona dominio sobre las pasiones. El buen sentido no es la conciencia. y que el saber liberal ciertam ente no la ha hecho: teniendo en cuenta. que. y la virtud es otra. Pero no estoy dispuesto a aceptar este planteamiento. son el fin de una Universidad. puede resultar agradable y atractiva. el saber mejora nuestros corazones en la misma esca­ sa medida en que eleva nuestro nivel de vida material.

o trigo o tierra de pasto de otro.El saber como fin en sí mismo 141 Contempladas en sí mismas. acudir a ideas de este género. no como si pretendierais hacer un huerto de uno. y la perfección de una no es la perfección de otra. por supuesto. tal como los ha esculpido la escultura. esté más alta o más baja en la escala de los seres. o ama­ rrad el barco con un hilo de seda: entonces podéis esperar combatir contra esos gigantes que son las pasiones y el orgullo del hombre con instrumentos tan finos y delicados como la razón y el saber hu­ manos. que es la virtud natural. y que constituyen los modelos para todos los casos. sino porque hay una especial belleza en todo lo que es placentero en la madera. visibles o invisibles. césped y matorrales. así como vuestros palacios. que la educación liberal. y agrupados en un conjunto. De ahí que se las acuse popularmente de fingimiento e hipocresía. el llano y las ondulaciones. Es evidente que los verdaderos fundamentos en los que sus derechos descansan no son tan sutiles o abstrusos. y es lo que hago ahora. de vues­ tros árboles y alamedas. edifi­ cios públicos. casas de campo e iglesias. es senci­ llamente el cultivo del intelecto como tal. Las divinidades y semidioses griegos. tan extraños e improbables. Extraed de la cantera bloques de granito con hojas de afeitar. que es un objeto de búsque­ da. Hay una belleza física y una belleza moral. con su . Las cosas animadas. no por su propia falta. De le­ jos se asemejan a la virtud. Cada cosa posee su propia per­ fección. y tienen un nivel máximo en sí mismas. el agua. hay una belleza de la persona y una belleza de nuestro ser moral. parecen ser lo que no son. hacia la que los individuos particulares tratan de elevarse. y que su objeto es. para defender el valor y la dignidad del saber liberal. y su belleza a nada conduce más allá de sí misma. Es evi­ dente asimismo que resulta muy inteligible afirmar. la excelencia intelectual. y se animan a tributarles alabanzas que ellas no reclaman para sí mismas. Hay también una perfección ideal en estos diversos ob­ jetos. son todas buenas en su género. ¿Por qué os tomáis tanto trabajo con vuestro jardín o vuestro parque? Cuidáis de vuestros senderos. pero son detectadas por quien las mira de cerca. ni más ni menos. No necesitamos. sino porque quie­ nes las viven y admiran persisten en tomarlas por lo que no son. una perfección del intelecto. las inanimadas. traídos juntos por el arte a una forma determinada. Vuestras ciudades son bellas. considerada en sí misma. y de igual modo hay una belleza y. y también a la larga.

descuidado en gran parte de nuestras escuelas. por una particular predilección. caída desgraciadamente en desuso. sin presumir la importancia extrema que tiene el determinar antes de una manera racional cuáles son las cosas que realmente merecen ser aprendidas. . No tenemos necesidad de insistir sobre el valor del orden de conocimientos que concurren indirectamente a la conservación del individuo. A la par que la mayor parte de lo que se aprende carece de aplicación en la actividad industrial. para poder hallar nuestra dirección racional. En verdad. por un prejuicio. la lectura. Se leen libros. determinan los padres enseñar a su s hijos tal rama de la ciencia con preferencia a otra. en una palabra. se prescinde de un número inmenso de conocimientos relacionados directamente con dicha actividad... preparación y distribución de estos productos? Depende del empleo de métodos adaptados a la naturaleza especial de cada uno de ellos. proporcionándole los medios de ganarse la subsistencia.. es precisamente el que suele examinarse en último lugar. debemos investigar ante todo qué conocimientos es más importante poseer. aparte de algunas clases muy poco numerosas. cual es elegir entre los diferentes estudios que se disputan nuestra preferencia. del exacto conocimiento de sus propiedades físicas. la escritura y la aritmética son enseñadas con inteligente apreciación de su objeto.. Este orden de conocimientos. se oyen m uchos discursos acerca de este objeto. depende. el valor comparativo de las diferentes ciencias. de la ciencia. Pero esto es todo.HERBERT SPENCER ¿Qué conocimientos son m ás útiles? Si se desea aún prueba m ás evidente del carácter primitivo e incompleto de nuestros sistem a de educación. haremos observar cuán poco se ha estudiado y discutido metódicamente. según los casos. preparación y distribución de diferentes productos. es precisamente aquel en que se funda la realización de los progresos que hacen posible la vida civilizada.. ¿en qué se ocupan los hombres? Pues se ocupan de la explotación. o valiéndonos de una frase de Bacon. en efecto. ¿Y de qué depende el éxito en la explotación. con el fin de obtener conclusiones bien definidas.. El problema más importante de la educación. químicas o vitales. m ás no se guían para hacer su elección sino por la costumbre. Para resolverlo. debemos averiguar el valor relativo de cada ciencia.

el albañil que coloca la piedra. de valuar los precios. . Esta ciencia debe servir de guía en la fundición del cobre. dirige todas las actividades industriales. moral y física. Otra ciencia que ejerce influencia directa en la prosperidad industrial de una nación. es indispensable tener también algunos conocimientos en la rama especial de las m atemáticas que les es aplicable. aplica continuamente. El carpintero de aldea que traza el plan de su trabajo según reglas empíricas. Herbert Spencer.Consideremos desde luego las matemáticas. de comprar. que discuten las probabilidades de la mejor o peor cosecha del trigo. por las reglas de la geometría... en su calidad de ciencia de los números.. Su prosperidad depende ante todo de la exactitud de sus previsiones relativas al precio al por mayor y de la extensión del consumo.. Esta ciencia. El blanqueador. de vender o de llevar la contabilidad.. del algodón. el empresario que se encarga de la construcción. 1946. del azúcar. sino que también el comerciante al por menor debe tener en cuenta todas estas consideraciones. La refinación del azúcar. el tintorero. comparación que exige conocimiento concreto de numerosos hechos. del plomo.. la del jabón. del cinc. y que basan en estos datos sus operaciones comerciales. el arquitecto que levanta el plano de la casa que quiere edificar. Buenos Aires. el general de diversos principios sociales. Educación intelectual.. del estaño. de la lana. lo mismo que el constructor de un Britania Bridge... En las artes de construcción. son operaciones químicas en parte. la fabricación del gas. el manufacturero. que pasan revista a los precios corrientes. y lo propio sucede con la fabricación del cristal y la porcelana. de la seda. el fabricante de telas estam padas.. quien debe guiarse en sus transacciones por la comparación entre la oferta y la demanda. y por consiguiente. todos los que ajustan las diferentes partes del edificio. Mucho más numerosas son todavía las aplicaciones de la química. todos son guiados por verdades geométricas. se consagran a la sociología. de la plata y del hierro. que pesan las probabilidades de la guerra y de la paz. El agrimensor que mide la tierra vendida. es la sociología. La construcción de los ferrocarriles está regulada desde el principio hasta el fin.No es sólo el negociante. ya se trate de regular los procedimientos. la de la pólvora. se entregan todos a operaciones que alcanzan más o menos éxito según que en ellas se apliquen o no las leyes de la química. las relaciones de distancia. Los hombres que estudian diariamente la situación del mercado financiero.