ARTIGO DE REVISÃO

REVISTA PORTUGUESA

CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

DE

Crescimento compensatório em bovinos de corte Compensatory growth in beef cattle
Dorismar David Alves
Universidade Federal de Viçosa - Departamento de Zootecnia, Viçosa, Estado de Minas Gerais, Brasil.

Resumo: O crescimento animal é conseqüência da multiplicação das células e do aumento de tamanho das mesmas. A ação dos hormônios e de fatores externos, principalmente a alimentação, permite que os indivíduos manifestem a sua herança genética de crescimento. O estresse nutricional, resultante de uma limitação quantitativa ou qualitativa de nutrientes fornecidos pelos alimentos, impede o animal de expressar o seu potencial de crescimento. O crescimento compensatório refere-se ao fenômeno manifestado em animais, que após um período de restrição alimentar suficiente para deprimir o crescimento contínuo, ao acabar a injúria alimentar e reiniciar uma alimentação adequada, apresentam taxa de crescimento acima do normal, em animais da mesma idade e tamanho e em condições similares de ambiente. O animal pode apresentar compensação completa, parcial ou não apresentar compensação, após um período de restrição alimentar. Dentre os fatores mais importantes que influenciam na magnitude do crescimento compensatório, destacam-se a idade do animal no início da restrição, a severidade e a duração do período de estresse nutricional e a natureza da restrição alimentar. Durante o crescimento compensatório, têm sido reportadas na literatura alterações nos animais concernentes à ingestão de nutrientes, tamanho e crescimento dos órgãos internos, exigência de energia, composição corporal e endocrinologia. Summary: The animal growth is consequence of the increase in number and size of the cells. The action of hormones and external factors, mainly feeding, allows the individuals to manifest their genetic inheritance of growth. The nutritional stress, due a quantitative or qualitative limitation of nutrients supplied by feeding, impedes the animal of expressing its growth potential. The compensatory growth referring to the phenomenon manifested in animals that, after a period of alimentary restriction enough for depress the continuous growth, when the alimentary stress is over and an appropriate feeding restarts, present growth rate above the normal, in animals of the same age and size and in similar conditions of environment. The animal can present complete, partial compensation or do not present any compensation, after a period of alimentary restriction. The age of the animal in the beginning of the restriction, the severity and the duration of the period of nutritional stress and the nature of the alimentary restriction are the most important factors influencing the magnitude of the compensatory growth. Alterations are observed in the animals during the compensatory growth, mainly related with ingestion of nutrients, size and growth of the internal organs, demand of energy, corporal composition and endocrinology.

Introdução
Em regiões onde a parcela mais significativa da exploração de bovinos ocorre em condições de pastagens, a sazonalidade de produção qualitativa e quantitativa das forrageiras predispõe os animais a desempenhos intermitentes. Este é o grande entrave da natureza imposto à exploração de bovinos em condições de pastagens. Diversas são as práticas que buscam contornar as conseqüências da sazonalidade de produção das forrageiras, desde o armazenamento das mesmas na forma de silagens ou fenos, até a suplementação alimentar racional dos animais, em períodos estratégicos. As práticas concernentes à suplementação nutricional dos bovinos em pastejo devem ser fundamentadas em preceitos que possibilitem o incremento do consumo de matéria seca (MS) e que sejam viáveis economicamente. Para atender esses pré-requisitos, há que se maximizar a atividade da microbiota ruminal e conhecer a dinâmica de crescimento dos bovinos. Assim, torna-se imprescindível rever os fatores envolvidos no crescimento animal, a fim de buscar sua exploração em sincronia com a sazonalidade de produção das forrageiras. Face às considerações feitas, o escopo desta revisão será abordar as bases teóricas do crescimento normal e do crescimento compensatório em bovinos, salientando que o enfoque do trabalho será direcionado apenas aos bovinos de corte e, mais especificamente, aos animais destinados ao abate, tendo em vista que nesta categoria animal não há maiores preocupações relacionadas aos efeitos dos períodos de restrição alimentar sobre a reprodução.

Crescimento normal
O crescimento é um fenômeno biológico complexo, bastante estudado, porém ainda não perfeitamente esclarecido, apresentando magnitude variável. A ação dos hormônios e de fatores externos, principalmente a alimentação, permite que os indivíduos manifestem a
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Correspondência: e-mail: dorismardavid@hotmail.com

1991). Sob o ponto de vista produtivo. impede o animal de expressar o seu potencial de crescimento.8 g músculo 0.8 g para 0. mas aumenta rapidamente. O animal aumenta de peso. crescimento inclui também deposição de gordura. impossibilitando sua superposição.: deposição de apatita). músculo esquelético) perdem a sua capacidade de multiplicação e crescem somente por hipertrofia ou incorporação de células satélites (Allen et al. nos músculos. quando a taxa de crescimento é reduzida (Grant e Helferich. Os órgãos e tecidos apresentam diferentes taxas e velocidades de crescimento e maturação. Na Tabela 1 pode ser verificada a eficiência de deposição de energia. devido a diferenças no tamanho do esqueleto. lipídios. todos os tecidos crescem por hiperplasia. muscular e adiposo) e dos constituintes químicos do corpo (água. Por definição. o crescimento pós-natal é lento. respeitando-se um certo padrão de prioridades. quando a síntese dos tecidos (anabolismo) excede a degradação dos mesmos (catabolismo). outros tecidos (ex. Grant e Helferich (1991) salientaram que. Em sistemas de produção de bovinos. até estágios mais avançados. Desta forma a composição corporal muda ao longo do tempo devido as diferenças na velocidade de crescimento e maturação tecidual (Owens. 1993). 1979). mas. suprimento de nutrientes. As curvas de crescimento de tecidos individuais e órgãos apresentam comportamento sigmoidal. 1993). em seguida. O crescimento pré-natal é rápido. Segundo Owens (1993). devido à proliferação de células e aumento no número de núcleos. (ex. ocorrendo aceleração do crescimento dos tecidos adiposos em estágios mais avançados do crescimento pós-natal (Grant e Helferich. D.5 kcal (35%) Componentes Químicos 0. Crescimento líquido é a diferença entre a síntese e degradação do tecido corporal. cerca de três unidades de água são depositadas em associação (Lanna. estando as respectivas taxas de síntese e degradação tecidual em função do balanço energético do animal (Di Marco. Estudos em culturas de células musculares sugerem ser a inibição do crescimento conseqüência da limitação de recursos (espaço. 1993). 1991). A intensidade desse estresse pode causar redução ou até mesmo taxas negativas de crescimento (Hogg.Alves. muscular e finalmente tecido adiposo. Crescimento usualmente é definido como aumento de massa tecidual (Di Marco.: células hematopoiéticas. ectoderma) continuam sua divisão e multiplicação através da vida. O animal cresce ou ganha peso devido ao acúmulo dos respectivos tecidos. percebe-se que a deposição de peso na forma de músculo é cerca de quatro vezes mais eficiente que a deposição de tecido adiposo (2. 1993. de peso dos componentes químicos e dos diferentes tecidos. 1993). proteínas. mas as maiores taxas de ganho ocorrem em momentos diferentes. expresso no aumento do tamanho e peso (Ryan. aumento celular (hipertrofia) ou ainda incorporação de componentes ambientais específicos (ex. os músculos. quando maduras. Tabela 1 . desacelerando-se a partir da puberdade. 1991). órgãos do trato digestivo. os principais componentes do peso de um animal são os ossos. o potencial genético de ganho em peso. cresce. 1997). embora a proliferação das células satélites durante o crescimento muscular pós-natal não implique em aumento do número de células musculares. Este aumento da massa tecidual ocorre por multiplicação celular (hiperplasia). Crescimento inicia-se pelo tecido nervoso. uma vez que para cada unidade de ganho de proteína. Ainda de acordo com a Tabela 1. Considerando que o desenvolvimento ponderal é conseqüência do aumento de peso dos tecidos (ósseo. ou seja. Ganho Energia 3. mas a taxa de crescimento varia entre as espécies. peso ao nascer e duração da gestação (Grant e Helferich. fatores de crescimento) ou devido ao acúmulo de produtos ou fatores que inibem a divisão celular (Owens. cada tipo de tecido formado demanda maior ou menor quantidade de determinado nutriente. células especializadas de mamíferos. devido à subseqüente fusão das células com as fibras musculares existentes. de peso dos componentes químicos e dos diferentes tecidos Energia Metabolizável Disponível Para deposição de proteína (10 kcal) Para deposição de lipídio (10 kcal) FONTE: Lanna (1997). Durante o desenvolvimento embrionário..: nervos. D. RPCV (2003) 98 (546) 61-67 sua herança genética de crescimento. após. Percebe-se que a deposição de proteína é menos eficiente energeticamente. epitélio gastrintestinal. as vísceras e a gordura. este processo acaba sendo considerado um evento hiperplásico. Owens. embora massa muscular seja de interesse primário na produção de carne. 1991). porém é mais eficiente em termos de peso de tecido depositado. O crescimento do animal após o nascimento (peso em função da idade) pode ser ajustado em uma curva sigmóide. 62 As razões para a desaceleração pós-puberdade não são bem entendidas.Eficiência de deposição de energia. influenciadas pelo nível nutricional.7 g tecido/10 kcal).64 g lipídeo (60%) Crescimento compensatório As limitações do ambiente determinam a magnitude do crescimento animal.0 kcal 0. A desaceleração do crescimento ocorre mais precocemente nos órgãos vitais. nos ossos e. folículos capilares. ocorrendo a uma taxa exponencial em todas as espécies animais. seguido pelo tecido ósseo. 1990). O estresse nutricional. baseados exclusivamente em pastagens.64 g proteína Tecidos 2. principalmente de animais de maior .7 g tecido adiposo 6. resultante de uma limitação quantitativa ou qualitativa de nutrientes fornecidos pelos alimentos. minerais e vitaminas). Neste sentido.

O máximo ganho em peso vivo diário obtido nessas circunstâncias. o que também poderia ser favorecido pela consideração de um sistema completo envolvendo cria. em sistemas de exploração animal em pastagens. resultante da redução da idade de abate Tratamento Suplementação na 1ª seca Suplementação na 2ª seca Suplementação na 1ª e 2ª seca Suplementação na 1ª e confinamento na 2ª seca Sem suplementação a Ordem da rentabilidade Idade de abate Mês (meses) de abate 1ª Situaçãoa 2ª Situaçãob 30. A suplementação alimentar. Os autores salientaram. corresponde à aproximadamente metade do potencial genético do animal (Mannetje. ou seja. verifica-se a compensação parcial como sendo a mais comum após o período de restrição alimentar. em animais da mesma idade e tamanho e em condições similares de ambiente (Doyle e Lesson. sendo que o tratamento que apresentou maior valor presente líquido foi aquele em que os animais foram suplementados a pasto nas duas estações secas. Neste sentido. mas não o suficiente para que o mesmo peso de abate seja atingido a uma mesma idade. apresentam taxa de crescimento acima do normal. bem como para a sensibilidade das alternativas estudadas com relação a variações no preço da ração e do boi. Apesar disso. Nas regiões tropicais. foi considerada nos cálculos da rentabilidade.6 35. Segundo Ryan (1990). no entanto. Na compensação parcial.7 26. avaliando o desempenho de novilhos em pastagens de Brachiaria decumbens submetidos a diferentes regimes alimentares. O grande problema está na correta identificação de cada fator que o afeta e o entendimento dos processos biológicos que o desencadeia. com preços médios para o boi gordo e preços correntes para a ração. 1998). b situação na qual o benefício indireto da liberação de pastagens. concluíram que na avaliação conduzida para o segmento recria/engorda de forma isolada. resultante da redução da idade de abate. principalmente severidade e duração do período de restrição alimentar. que não receberam qualquer suplementação. ocorre apenas o restabelecimento parcial do peso. no entanto. o ângulo de inclinação da curva de crescimento dos animais que passaram por restrição é maior do que o dos animais que não passaram por restrição. onde animais com condição corporal melhor têm desconto em relação a animais mais magros. mostrou-se uma atividade economicamente viável. refere-se ao fenômeno manifestado em mamíferos e aves. Euclides et al. Destarte. em particular. Neste sentido. que a situação exposta na Tabela 2 não é dogmática.3 22. O crescimento compensatório parcial tem sido apontado como uma das justificativas para a viabilidade econômica da suplementação de bovinos em pastejo. Essa compensação na taxa de crescimento pós-restrição. 2001). Os resultados contrastantes dos trabalhos de Euclides et al. Euclides et al. ao acabar a injúria alimentar e reiniciar uma alimentação adequada. parcial ou não apresentar compensação. (1998). permite que o mesmo peso de abate seja atingido à mesma idade. sem qualquer suplementação. que após um período de restrição alimentar suficiente para deprimir o crescimento contínuo. denominação proposta por Bohman (1955). D. e à suplementação de bovinos na seca. pois os confinadores sabem que o segundo terá um desempenho superior (Sainz. (1998) e Euclides et al. 1982). revelam a necessidade de se direcionar esforços de pesquisa no sentido de avaliar o impacto da manipulação dos fatores que afetam o crescimento compensatório sobre a viabilidade das estratégias de suplementação de bovinos de corte em pasto. RPCV (2003) 98 (546) 61-67 tamanho corporal. combinada ou não com confinamento. o ângulo de inclinação da curva de crescimento dos animais que passaram por restrição é maior do que o dos animais que não passaram por restrição. Há que se ressaltar. quando o ângulo de inclinação da curva de 63 . recria e engorda. tendo em vista a exploração da pecuária bovina de ciclo curto.6 28. No caso de compensação completa.Ordem da rentabilidade da suplementação de bovinos. Por fim. (2001). considerando ou não o benefício da liberação das pastagens. (2001) concluíram que os resultados revelaram o risco associado à adoção de inovações. não foi considerada nos cálculos da rentabilidade.Alves.3 Maio Março Janeiro Outubro Outubro 3º 2º 1º 4º 5º 4º 3º 1º 2º 5º situação na qual o benefício indireto da liberação de pastagens. O fenômeno do crescimento compensatório já está incorporado no mercado americano de confinamentos. resultante da redução da idade de abate. Pequena redução no custo da ração pode tornar a suplementação econômica. a melhor rentabilidade da suplementação em comparação ao tratamento sem suplementação poderia ser afetada pelo preço dos insumos e pela manipulação dos diversos fatores que podem afetar o crescimento compensatório. D. ou porque a taxa de ganho não foi adequada. O crescimento compensatório. e o menor pelos animais Tabela 2 . (1998) ressaltaram a viabilidade econômica da prática de suplementação de bovinos em pastejo. ou o tempo de realimentação não foi suficiente. em geral. o animal pode apresentar compensação completa. atentar para as particularidades de tal experimento. após um período de subnutrição ou restrição alimentar. é preferível manter os animais na pastagem. FONTE: Euclides et al. nunca é atingido. conforme pode ser observado na Tabela 2. (2001). ainda falta informação suficiente para incorporar o efeito do crescimento compensatório de maneira eficaz nos modelos de previsão de exigências ou desempenho. Euclides et al.

bovinos restringidos nutricionalmente antes de três meses de idade tendem a não apresentar crescimento compensatório. podendo ficar permanentemente raquíticos. tendo em vista a interdependência destes períodos com os fatores de severidade e natureza da restrição. é menor ou igual ao dos animais que não passaram por restrição. Nicol e Kitessa (1995). observaram que a suplementação dos animais. e o mesmo peso de abate será atingido a idades mais avançadas ou até mesmo não será atingido. Em contrapartida. sempre é atingido. levou em média 14 a 18 meses para compensar 70-80% no atraso no seu crescimento. 1990). citados por Boin e Tedeschi (1997). a quantidade de nutrientes que o animal terá disponível no período de restrição. diz-se que não houve compensação. quando comparados com animais muito precoces. avaliando 207 comparações entre grupos submetidos ou não à restrição alimentar. Esta afirmação de Ryan (1990) é corroborada pelos trabalhos de Wadsworth (1988) e 64 Nardon et al. Isto reflete em uma recuperação com rápidas taxas de ganho em peso para os animais de elevado peso adulto. visando atender as exigências de mantença no período seco do ano. Severidade e duração do período de restrição Alimentar A severidade da restrição. enquanto que animais que sofreram restrição após a desmama levaram de 4 a 7 meses para apresentar o mesmo grau de compensação. Apesar de Ryan (1990) afirmar que a taxa de ganho compensatório aumenta. possivelmente seja a explicação para ausência de compensação completa em animais restringidos próximo ao peso adulto. Trabalhando com bovinos mestiços antes do desmame. não atingindo o mesmo peso à maturidade de animais que não sofreram restrição alimentar. A intensidade da restrição está relacionada mais com o tempo de permanência do animal em crescimento compensatório do que com a taxa de compensação (Ryan. ou seja. concluíram que a recuperação animal é aparentemente maior.08 kg/dia (nível de mantença) e 0. Idade do animal no início da restrição Berge (1991) compilou dados de diversos trabalhos onde a idade dos animais variou de 0 a 25 meses. mesmo que em idades avançadas. (1972) ressaltaram que o crescimento compensatório pode ser completo. Segundo os autores. RPCV (2003) 98 (546) 61-67 crescimento dos animais que passaram por restrição. Parece-nos razoável afirmar que há uma relatividade em quantificar períodos curtos. o grupo de animais que sofreu restrição durante a fase de amamentação. apesar da baixa taxa de maturação (menor precocidade). Considerando a idade como um fator que afeta o crescimento compensatório. Desse modo. quando comparados com animais de menores pesos à maturidade. animais de elevados pesos à maturidade. influencia a resposta do animal após o restabelecimento da alimentação normal. 1990). quando os animais são submetidos a períodos curtos ou médios de restrição. torna-se necessário considerar que animais taurinos (Bos taurus taurus) e zebuínos (Bos taurus indicus) apresentam diferenças nas taxas de maturação. trabalhando com animais mestiços (Zebu x Taurinos) exclusivamente em condições de pastagens. Nicol e Kitessa (1995) ratificaram a afirmação de Ryan (1990). tempo menor que os 180 dias obtidos pelos animais mantidos em sub-mantença. após perda elevada de peso em um período curto. apresentam maiores taxas de crescimento (ganho em peso/dia). Até três meses de idade parece ser o período crítico que os bovinos não devem ser restringidos nutricionalmente. A menor eficiência de deposição de peso na forma de gordura. médios e longos de restrição alimentar. D. de acordo com o início da restrição alimentar (antes ou depois dos sete meses). destacam-se a idade do animal no início da restrição. de acordo Ryan (1990). pois requer maior tempo de recuperação dos animais. foi a . sendo estes divididos em 2 grupos. quando comparada à mesma perda ocorrida em um período longo. não permitiu a manifestação do crescimento compensatório. O peso à maturidade pode até ser atingido. (1972). Fatores que afetam o crescimento compensatório Ryan (1990) afirmou que há uma variabilidade das respostas do crescimento compensatório. porém em idades bem mais avançadas. Morgan (1972) percebeu que a tenra idade em que ocorreu a subnutrição. à medida que aumenta a duração da restrição. mas o mesmo peso à maturidade dos animais que não foram restringidos nutricionalmente. French e Ledger (1957) e Vilela et al. Dentre os fatores mais importantes que influenciam na magnitude do crescimento compensatório. D. tendo em vista o comprometimento das estruturas ósseas e nervosas (Ryan.230 kg/dia (nível de sub-mantença). De acordo com Ryan (1990). dificilmente é acompanhada de crescimento compensatório completo após o término da restrição. tendo em vista os diversos fatores que podem estar envolvidos na manifestação do fenômeno. a restrição alimentar de animais próximo ao peso adulto. Scales e Lewis (1971). trabalhando com novilhos perdendo pesos de 0. ao examinarem os resultados de 57 publicações sobre o crescimento compensatório em bovinos. em uma extensa revisão bibliográfica. sendo que a capacidade de recuperação diminui à medida que a severidade e a duração da restrição são aumentadas.Alves. observaram que os animais em nível de mantença apresentaram crescimento compensatório durante 82 dias. Wilson e Osbourn (1960) e Fox et al. a severidade e a duração do período de estresse nutricional e a natureza da restrição alimentar. dependendo da severidade e extensão da restrição. quando comparada com a deposição de músculo..

relaciona o crescimento compensatório como sendo uma “tentativa” de restabelecimento entre o tamanho corporal e a idade cronológica. Neste sentido. sugeriu uma segunda teoria. As principais alterações durante o crescimento compensatório estão relacionadas com a ingestão de alimentos. Percebe-se. Este seria.. citado por Doyle e Lesson (2001). onde os tecidos controlariam per se o tamanho corporal. que é linearmente relacionado com peso vivo. endocrinologia e composição do ganho em peso. Guimarães (1999) concluiu que o ganho em peso mais elevado dos animais. está em parte associado ao aumento de peso dos órgãos. apesar de discutir o efeito da res- trição alimentar no consumo de alimentos. nas condições estudadas. porém há outros em que não se observaram alterações no consumo. são responsáveis por 40% da energia de mantença de um animal em jejum (Koong et al. que o sistema nervoso central. após o término da restrição alimentar. prevenindo danos permanentes na atividade fisiológica. Como o animal apresenta pequenas reservas protéicas. rins. a razão para os grandes aumento de ganho de peso no período inicial do crescimento da forragem. após o período de restrição. há trabalhos em que o consumo aumentou após o restabelecimento da alimentação normal. D. Alterações durante o crescimento compensatório Segundo Doyle e Lesson (2001). durante o período de restrição ocorre uma redução no tamanho dos órgãos internos em termos de peso vivo. (1991) observaram uma melhor taxa de crescimento compensatório em animais que passaram por restrição energética. o crescimento dos mesmos. Avaliando o ganho compensatório em novilhos originários de rebanhos leiteiros. proposta por Wilson e Osbourn (1960). tamanho e crescimento dos órgãos internos. Sainz (1998) cita que poderia haver relação entre a menor quantidade de tecido adiposo e menor produção de leptina e que níveis mais baixos deste hormônio explicariam uma mudança no ponto de saciedade do animal. é mais afetado do que o crescimento do animal como um todo (tendência a crescimento alométrico negativo). 1985). Tamanho e crescimento dos órgãos internos Os órgãos internos do corpo. Paulino (1982) também sugeriu como benéfica a suplementação que assegure a mantença de peso dos animais em períodos críticos do ano. Assim. A primeira. baseados em dados de Lawrence e Pearce (1964). uma relação direta entre tamanho de órgãos internos e exigências para mantença. quando comparados com animais que tiveram apenas restrição protéica. O NRC (1996). não inclui no modelo de ingestão nenhum fator para incorporar o efeito do crescimento compensatório. com a taxa de crescimento dos órgãos internos maior do que a observada para o animal como um todo (tendência a crescimento alométrico positivo). Ryan (1990) salientou que são necessários 70 a 90 dias para que o trato gastrintestinal e o fígado possam atingir pesos e tamanhos normais após cessação da restrição. por sua vez. a ingestão de alimentos é variável durante as três a quatro semanas após o período de restrição alimentar. através do número de células ou conteúdo total de DNA. Moiser (1986). coração e trato gastrintestinal. principalmente fígado e intestinos. em que haveria um mecanismo. (1976). D. De acordo com Winter et al. Natureza da restrição alimentar Segundo Wilson e Osbourn (1960). Drouillard et al. citado por Doyle e Lesson (2001). mas pela disposição de permanecer na atividade de pastejo por períodos mais longos e aumentar esse período de maneira mais rápida quando comparado a animais sem restrição. principalmente o fígado. RPCV (2003) 98 (546) 61-67 opção mais interessante economicamente. assim. afirmou que os mecanismos de percepção da deficiência no tamanho corporal em relação à idade cronológica. exigência de energia. a restrição de proteína geralmente promove maiores danos do que a energética. o crescimento de um animal pode ser retardado se um nutriente qualquer da dieta faltar. ou seja. através de respostas hormonais. principalmente se energia e proteínas estiverem limitando o ganho em peso. assegurando uma maior disponibili65 . principalmente fígado e intestino delgado. para os animais na fase de crescimento compensatório. Para esses autores esse seria o motivo pelo qual animais em compensação tem uma ingestão superior logo no início da realimentação em relação à animais melhor alimentados previamente. chamado de “controle periferal”.Alves. Segundo Ryan (1990). No entanto. Zubair (1994). Ferrer Cazcarra e Petit (1995) descobriram que a maior ingestão a pasto após período de restrição não foi devido ao aumento do tamanho de bocado. não estão elucidados. duas teorias tentam explicar o fenômeno do crescimento compensatório. Ingestão de alimentos Os resultados encontrados na literatura são controversos quanto ao consumo alimentar. sugerem a hipótese que animais provenientes de restrição alimentar têm menor enchimento ruminal para explicar o aumento de ingestão. Lawrence e Fowler (1997). Exigência de energia A exigência de energia metabolizável para mantença é reduzida. sugerindo assim. Segundo Hogg (1991). ocorre o inverso. estaria controlando a taxa de crescimento acelerado após a restrição alimentar. No período pós-restricional.

Para os animais que passaram por restrição alimentar. Merkel. como sendo os hormônios mais relacionados com o crescimento compensatório. Acima de 450 kg de PV.. Journal of Animal Science. em relação ao peso vivo do animal (Hogg.J. Berge. Carstens et al. 17% e 11. para prever uma redução de 20% no requerimento de energia para mantença em animais muito magros. Livestock Production Science. 2687-2695. Fox et al. (1972) observaram em seus trabalhos.75 para animais em compensação. o crescimento compensatório não alterou a composição do ganho em peso. Compensatory gain by Holstein calves after underfeeding protein. (1991).O. Tudor et al. D.Alves. produziu 17% de redução no requerimento de energia para mantença. P. aumentando rapidamente com o início da realimentação (Hogg. RPCV (2003) 98 (546) 61-67 dade de energia para o ganho (Hogg.A. respectivamente. Reduções de 18%. Young. Quanto a tiroxina (T4). Bibliografia Abdalla. Considerando que existem regiões onde os períodos de estiagens normalmente atingem 7 a 8 meses.. 1989). Allen. O aumento na concentração sanguínea do hormônio de crescimento estimula a produção de IGF-I e esse por sua vez diminui a produção do HC.75 para animais sem crescimento compensatório. contra 21% de aumento em dietas restringidas pela baixa qualidade da forrageira. Fox. 66. R. cuja principal função é aumentar a permeabilidade da célula à entrada de glicose. comprometendo o desempenho animal. Journal of Animal Science. O NRC (1996) utiliza-se de fatores empíricos (condição corporal). Crecimiento compensatorio de ganado . Alterações na composição corporal A influência do crescimento compensatório sobre a composição do ganho em peso é complexa.. 49. V. M. Com este raciocínio.. (1991). 1991). Mudanças endócrinas Hogg (1991) citou o hormônio de crescimento (HC). e não à produção máxima. 1991). foram encontradas por Carstens et al. ainda há uma diminuição do peso e proporção dos órgãos internos. (1988) afirmaram que a composição do ganho de animais em crescimento compensatório tem um maior conteúdo de gordura. No entanto. hormônio relacionado com a síntese degradação muscular. 28. o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-I). Carstens et al.R.5% na exigência de energia líquida para crescimento (Elg). Pesquisas necessitam ser direcionadas no sentido de esclarecer melhor a influência desses fatores e suas interações sobre a manifestação do crescimento compensatório. D. (1979). ressaltando que é preciso ter cautela na simples aplicação da condição corporal para estimar redução no requerimento de energia para mantença. (1985) encontraram o mesmo conteúdo de gordura entre animais em crescimento normal e compensando. 115-127. contra 140 kcal/PesoVazio0. por ocasião do período da restrição alimentar.L. sendo os dados de literatura controversos. no sentido de fornecer subsídios mais consistentes para se avaliar a viabilidade da incorporação deliberada desse fenômeno às estratégias de exploração em pasto de bovinos de corte. Possivelmente essa menor exigência para mantença estaria relacionada diretamente com os tamanhos dos órgãos internos. 179-201. Essas pesquisas devem possibilitar a criação de modelos mecanísticos que permitam prever com precisão suficiente o crescimento compensatório. que novilhos realimentados ganharam mais proteína do que os animais controle (aqueles que não sofreram restrição alimentar). Conclusões A manifestação do crescimento compensatório está na dependência de uma série de fatores e suas interações.B. (1988) encontraram exigência de mantença de 123 kcal/PesoVazio0. R. Thonney. Sainz (1995) e NRC (1984). A insulina. ao final do período de restrição (Hogg. principalmente quando se considera a viabilidade das estratégias de suplementação em pasto de bovinos destinados ao abate. (1955). 1991). R. em decorrência de um possível crescimento compensatório. Percebese assim que o grau de maturidade dos animais. de forma que os níveis de IGF-I permanecem inalterados enquanto os níveis do HC aumentam (Elsasser et al. durante o crescimento de 260 a 350 kg de PV. Bohman. que se encontram reduzidos nos animais que sofreram restrição. (1991) afirmaram ser este conteúdo menor e Rompala et al. busca-se associar o lucro máximo ao nível de produção ótimo.E. H. Long-term effects of feeding during calf hood on subsequent performance in beef cattle (a review). D. a insulina e a tiroxina (T4). tem seu nível abaixo do normal em períodos de subnutrição. Mesmo quando os animais mantêm o peso vivo ou ocorre ligeira perda de peso durante o período de restrição alimentar. Cellular aspects of muscle growth: Myogenic cell proliferation.. o avanço no conhecimento e manipulação do crescimento compensatório se torna imprescindível. (1980) e 66 Abdalla et al. o que justifica uma variabilidade muito grande na magnitude da resposta animal frente aos períodos de restrição alimentar. Na fase de crescimento (350 a 450 kg de PV). Sainz (1998) observou que a restrição no consumo de um alimento de alta qualidade. em relação aos animais controle. é um dos principais fatores que afetam a composição do ganho em peso. 1991). esta inter-relação parece “desligada” temporariamente. sendo que há um aumento significativo. tem-se observado que há uma diminuição nos seus níveis durante o período de restrição. os animais em crescimento compensatório apresentaram maior deposição de gordura em relação aos animais controle. (1988).

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