INSTITUTO DE QUÍMICA DISCIPLINA: QUÍMICA INORGÂNICA EXPERIMENTAL I

ESPECTROSCOPIA ELETRÔNICA / REATIVIDADE QUÍMICA DOS METAIS

NATAL RN SETEMBRO – 2012

RELATÓRIO I . identificando os elementos químicos metálicos pelo teste da chama. comparando os resultados obtidos com uma tabela de cores e elementos. .ESPECTROSCOPIA ELETRÔNICA OBJETIVO Essa atividade visa observar a coloração da chama através da combustão de algumas substâncias.

INTRODUÇÃO O espectro eletromagnético é definido como sendo o intervalo que contém todas as radiações eletromagnéticas que vai desde as ondas de rádio até os raios gama. Bário (metais) em soluções. As ondas eletromagnéticas. O experimento realizado sobre o teste de chama baseia-se no fato de que quando certa quantidade de energia é fornecida a um determinado elemento químico (no caso da chama do bico de Bunsen. O método da espectroscopia tem suas grandes aplicações na identificação de elementos como Sódio. fluidos biológicos e fogos de artifício. ele libera a energia recebida anteriormente em forma de radiação. Quando um desses elétrons excitadores retorna ao estado fundamental. tecidos. se diferem uma das outras quanto ao valor da frequência de propagação e quanto à forma que são produzidas. energia em forma de calor) alguns elétrons da última camada de valência absorvem esta energia passando para um nível de energia mais elevado. O conhecimento sobre as ondas eletromagnéticas tem evoluído desde a época de Maxwell. os quais se propagam perpendicularmente um em relação ao outro. amostras. é possível identificar a presença de certos elementos devido à cor característica que eles emitem quando aquecidos numa chama. produzindo o que chamamos de estado excitado. o olho humano é capaz de enxergá-las através de cores. . pois a quantidade de energia necessária para excitar um elétron é a única para cada elemento. ou seja. Lítio. Cálcio. Cada elemento libera a radiação em um comprimento de onda característico. geralmente. A espectroscopia eletrônica nos ajuda a entender (e até visualizar) melhor a dinâmica da composição e das interações existentes num átomo. Assim. Potássio. sabemos que as mesmas são formadas pela combinação dos campos elétricos e magnéticos. Atualmente. A radiação liberada por alguns elementos possui comprimento de onda na faixa do espectro visível.

até que a presença do cátion não causa-se mais nenhuma coloração à chama.PARTE EXPERIMENTAL Materiais     Alça metálica. Repetiu o procedimento para as demais amostras. . mergulhando-a numa solução de ácido clorídrico concentrado que estava em um béquer e em seguida levou-a a chama da lamparina. Se houvesse dúvidas quanto à cor. na sua parte externa. Sais ou soluções de alguns elementos químicos. Verificou a cor que a chama adquiriu e anotou. repetia-se o teste quantas vezes achávamos necessário. Procedimento Experimental        Limpou a alça de platina. Mergulhou a alça em uma das amostras. Béquer. Limpou a alça de platina a cada teste. Repetiu a operação para cada amostra até observar bem a cor da chama característica do íon (cátion). Lamparina a álcool. Para fazer a limpeza mergulhou a alça na solução do ácido clorídrico e aqueceu na chama.

produz uma cor verde intensa no teste de chama que tende a dominar sobre as outras cores. daí o motivo pelo qual ocorreu à variação de coloração nos sais metálicos. afim de que essa oxide o cátion e o remove da alça passando-o para a solução. ao fornecer calor a solução os elétrons absorvem energia saindo de um nível mais baixo e ao retornar ao mesmo eles emitem fótons com a mesma energia absorvida e comprimento de onda característico. No experimento é necessária a lavagem da alça de platina na solução de ácido clorídrico. O teste de chama fundamenta-se na propriedade em que a energia dos eletróns é quantizada. A tabela abaixo mostra a coloração da chama com o respectivo metal. . que é um componente comum em muitos compostos. já que as radiações emitidas é característica de cada átomo. METAL Cobre Lítio Cálcio Estrôncio Bário Sódio Potássio COLORAÇÃO DA CHAMA Verde Carmim Vermelho-tijolo Vermelho Verde Pálido Laranja Lilás Obs: O sódio.RESULTADOS E DISCUSSÃO Ao terminar a parte experimental percebemos que cada substância metálica se comportou de maneira distinta.

além disso. . No teste de chama.CONCLUSÃO O experimento possibilitou mostrar os procedimentos principais em uma análise química de natureza qualitativa. os resultados alcançaram os objetivos mostrados na tabela da apostila adotada pelo professor. foi possível verificar a simplicidade na identificação de certos cátions a partir da visualização das diferentes cores apresentadas em uma chama.

net/trabalho/42483-relatorio-de-aula-pratica-de .ebah.br/content/ABAAABdyQAJ/teste-chama-transicoeseletronicas-cores http://amigonerd.BIBLIOGRAFIA Disponível em:   http://www.com.

. com água e básico). bem como as condições e evidências experimentais da ocorrência de uma reação química. temperatura. levando-se em conta diferenças de potenciais padrões de redução.RELATÓRIO II – REATIVIDADE QUÍMICA DOS METAIS OBJETIVO Experimentar e tirar conclusões acerca das propriedades reativas (nobreza) de alguns metais. e variando-se os meios reacionais (salino. ácido.

corrosão. Tratando-se dos metais essa propriedade perde um pouco do seu caráter qualitativo e passa a ser melhor associada às energias potenciais padrões de redução. O conceito de reatividade química dos metais tem grande importância e aplicabilidade quando estamos tratando das reações de oxirredução (pilhas. Essa fila eletroquímica tem por sua importância prever se uma reação química irá ou não ocorrer.. .INTRODUÇÃO A reatividade química é a propriedade qualitativa da tendência de uma reação química acontecer.). etc. eletrólise. O nosso interesse é de conhecer melhor como essas transformações que envolvem a matéria e a energia acontecem. Esses potenciais são representados pelo que se conhece por „fila de reatividade dos metais‟ ou „fila eletroquímica‟ apresentada aqui em ordem crescente de reatividade. onde os elementos mais reativos (à direita) “deslocam” os elementos menos reativos (à esquerda): ouro < platina < prata < mercúrio < cobre < hidrogênio < chumbo < estanho < níquel < cobalto < ferro < cromo < zinco < manganês < alumínio < magnésio < sódio < cálcio < potássio < lítio .

onde adicionamos 2 ml de HNO₃. pois embora o Al+ seja mais reativo que o H+ do ácido. colocamos pedaços de cobre num tubo de ensaio e o levamos à capela. adicionamos ao primeiro tubo uma solução aquosa de sulfato de cobre.PARTE EXPERIMENTAL ETAPA I: Reações de metais com sais Inicialmente tínhamos três tubos de ensaio cada um com uma pequena lâmina de zinco. permanecendo o tubo em que havia cloreto de sódio inalterado. adicionamos primeiro uma pequena lâmina de alumínio. No quinto tubo também se observou ocorrência de reação em pouco mais de um minuto. mas não é mais reativo que o sódio. . evidenciada pela liberação de gás. comportamento previsto e justificado pelo fato de o cobre não ser mais reativo que o H+ do ácido. o qual protegia o alumínio e que demorou dez minutos para se consumido. ao segundo tubo solução aquosa cloreto de sódio e ao terceiro. pois esse é mais reativo que o H+ do ácido. Por fim. nos tubos 1 e 3 ocorreu reação pois o zinco é mais reativo que o cobre e a prata. O segundo tubo reagiu quase que imediatamente após o zinco entrar em contato com o ácido. O primeiro tubo passou em torno de dez minutos para reagir. Comportamento previsto pela fila eletroquímica dos metais. Observou-se que houve reações apenas nos tubos em que havia sulfato de cobre (caracterizada pela mudança de cor da solução para azul e formação de cobre) e nitrato de prata (caracterizado pela precipitação de prata). ao quarto pedaços de ferro e ao quinto pedaços de magnésio. onde só então pudemos verificar evidência de ocorrência de reação química. solução aquosa nitrato de prata. O que ocorreu nas reações pode ser previsto e explicado com base na fila eletroquímica dos metais. ao terceiro apara de cobre. No terceiro tubo não apresentou evidência de ocorrência de reação química. Ao quarto tubo observou-se uma mudança de coloração da solução e uma lenta liberação de gás hidrogênio. reação que ocorreu pelo fato do ferro ser mais reativo que o H+ do ácido. pois o magnésio é mais reativo que o H+. ao segundo uma apara de zinco. Observamos liberação de gás hidrogênio e a mudança da coloração da solução contida no tubo. Aguardamos por 10 minutos e por fim agitamos os tubos de ensaio e observamos o que acontecera. onde foi observada uma intensa liberação de gás hidrogênio. ETAPA II: Reações de metais com ácidos Inicialmente numeramos 5 tubos de ensaio e os preenchemos com 2 ml de HCl 6 M. havia sobre o alumínio uma camada de óxido.

cada. e em seguida aquecemos. percebemos que o cobre e o ferro não reagem com o hidróxido de sódio. Aquecemos os sistemas. porque mesmo sendo o alumínio e o ferro mais reativos que o hidrogênio da água. mas não houve evidência de ocorrência de reação em nenhum dos tubos. Pois só reagem com agua fria metais mais reativos que o magnésio e o próprio magnésio. ETAPA IV: Reações de metais com bases ou hidróxidos Inicialmente enumeramos quatro tubos de ensaio e os preenchemos com uma solução de 3 ml de NaOH. porque são menos reativos que o sódio do composto.ETAPA III: Reações de metais com água. . esses só reagem com vapor de água ou com água em ebulição. ao terceiro um pedaço de ferro e ao quarto um pedaço de zinco. Ao primeiro adicionamos alumínio. Após esse procedimento. ao segundo cobre e ao terceiro ferro. ao segundo um pedaço de cobre. Adicionamos ao primeiro um pedaço de alumínio. Inicialmente tínhamos três tubos de ensaio com 4 ml de água.

além disso.CONCLUSÃO Com os resultados obtidos podemos confirmar a linha de reatividade mostrada na introdução. quanto mais nobre. quanto mais reativo mais a tendência em perder elétrons. mais a capacidade de ganhar elétrons. . Logo a reatividade varia de acordo com a posição do metal na série eletroquímica.

com.wikipedia.org/wiki/Reatividade http://www.br/content/ABAAAenpAAJ/reatividade-dos-metais .ebah.BIBLIOGRAFIA Disponível em:   http://pt.