Nome: K. R. C. M. Turma: AUMI Professor Orientador: P. C.

“O papel do Arquiteto e Urbanista na sociedade contemporânea”.
Para analisarmos o papel do arquiteto e urbanista na sociedade contemporânea temos que primeiro entender algumas singularidades deste grupo. A sociedade atual possui uma predisposição a misturar conhecimentos, isto é facilmente factível devido à enorme facilidade de comunicação e transporte disponíveis, não se pode afirmar que existem regras a serem seguidas, todas de alguma forma são apropriadas. O arquiteto contemporâneo deve possuir a característica de receber influências diversas e adequá-las para um contexto, fazendo com que seu trabalho seja tão integrado quanto local, sem que seja classificado como certo ou errado. A percepção de beleza, as exigências quanto à mesma fazem parte dos valores humanos e evoluiu constantemente com ela. O homem é um ser dotado de sensibilidade e por isso, o espaço que o circunda deve ser significativo, ser vívido, relacionar-se com que o habita. Não pode ser um espaço indiferente e impessoal. Mesmo com essa sensibilidade por muito tempo a arquitetura foi arte para uma parte da sociedade, baseavam-se no homem padrão ou dito "normal", excluindo as pessoas com algum tipo de limitação ou deficiência e lhes negando o direito de ir e vir, de estudar e ter uma vida no mínimo digna. Cada época histórica tem sua lógica de beleza. Na sociedade atual dita como contemporânea também têm sua beleza ditada as transformações do pensamento e da sociedade. E arquitetura e urbanismo como arte de projetar e organizar espaços pode ser definida como o grande Le Corbusier que declarou: “…debrucei-me muito particularmente sobre o problema habitação-urbanismo, binômio indissociável. Explorei-o segundo uma regra aprendida fora das escolas: de dentro para fora, regra que me parece lei da natureza, e também da arquitetura.” Hoje o Arquiteto e Urbanista além de pensar em projetar com beleza tem o papel primordial de pensar em inclusão social, Banheiros para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, rampas, plataformas, elevadores acessíveis, pisos táteis, sinalização inclusiva, barras de apoio... Novos conceitos e condutas devem ser introduzidos na sociedade, o olhar sobre as diferenças humanas têm que sofrer mudanças. Se arquitetura, como “arte humana”, busca perceber os desejos, anseios e necessidades daquele que pretende erguer sua moradia, seu local de trabalho, em espaços que possam ser sentidos, espaços que interajam com suas características pessoais. Ou seja, se a construção deve ter a “cara” do cliente, concretizar aquilo com que ele sempre sonhou hoje ela tem que ir além, ela deve pensar não somente nas necessidades e características do cliente no presente, e sim nas características que ele poderá adquirir no decorrer do tempo, seja com o envelhecimento ou com as surpresas de um acidente ou doença que pode acarretar mudanças em sua rotina,

Acessibilidade a Edificações. Esse último grupo mencionado vem crescendo a cada ano. é importante que haja uma mudança real por parte dos arquitetos no processo de elaboração dos espaços. pelos avanços da medicina que proporcionaram um aumento significativo da expectativa de vida. Dessa forma a pessoa pode viver na residência desde a infância até a fase madura se quiser. sem a necessidade de mudar por razões como: riscos reais de acidentes. Além das gestantes que ainda não foi mencionado essas pessoas não podem mais ser esquecidas. se a casa própria na grande maioria das vezes é um sonho. que este sonho seja para uma vida inteira e que não se transforme em um pesadelo no primeiro obstáculo. Apesar da sociedade está em constante mudança o preconceito é uma área que ainda precisa ser muito trabalhada. Uma visão de casa para vida toda. Espaços e Equipamentos Urbanos e que tem força de lei federal. acesso sem barreiras em locais de uso público. e diante de uma necessidade é que se era pensado em adequações. mas é comum ouvir comentários de “que pena. certa garantia de que a moradia suporte mudanças e adaptações ao longo dos anos. sem prejuízo ou comprometimento do espaço. é triste. enfim. hoje ela deve ter todas as possíveis características que o cliente possa adquirir ao longo da vida. A legislação está cada vez mais forte.5%. tadinho”. quando um portador de necessidades especiais – PNE. Segundo o censo de 2000 o número de pessoas com deficiência representa 15% do total de brasileiros e os idosos 8. corrimãos.fazendo assim com que a casa que antes havia sido projetada para seu total conforto já não apresente as mesmas características na sua nova fase da vida. mas está caminhando. E está mudança está acontecendo. principalmente quando o PNE é jovem. A falta de acessibilidade é umas das principais barreiras enfrentadas por elas. falta . principalmente em locais públicos. Uma norma técnica brasileira muito relevante é a NBR 9050/04 . porém triste mesmo não é o fato de uma parte da população possuir diferenças e sim a mente do ser humano que está atrasada para um período contemporâneo o dito “moderno”. E a inclusão destas pessoas é um grande desafio. que dó. sinalização. necessita de leis e normas que viabilizem isto. Se até então os projetos possuíam suas características pessoais no momento. a passos curtos. Se a construção deveria ter a “cara” do cliente. Normas técnicas e legislações estão sendo criadas para este fim. Nesse documento existem diversos parâmetros obrigatórios para que as produções arquitetônicas respeitem a diversidade. obrigando a implantação de rampas. Mobiliário. O papel do arquiteto é mudar seus projetos e principalmente repassar para seus clientes está nova forma de projetar. ou mesmo grandes reformas mudando assim toda a estrutura da moradia. de modo que atenda as diversas necessidades que cada fase da vida solicita. sendo elas trocando de imóvel deixando assim muitas vezes uma parte sentimental comprometida de deixar a casa em que viveu por uma vida inteira. transita em áreas públicas. O portador de necessidades especiais não necessita de piedade e sim de melhorias na acessibilidade.

a partir de então teremos certeza que estamos e fazemos parte de uma sociedade contemporânea “moderna”. .. acessibilidade.de espaço ou desníveis acentuados. deficiente físico ou gestante. a implantação da acessibilidade vai crescer e se tornar comum. A população tem que ser informada dessa necessidade de mudança. para que seja deixado para traz todo o preconceito e a falta de respeito para com o portador de necessidades especiais seja ele um idoso. direito de ir e vir vão fazer parte do cotidiano das pessoas... E os termos como inclusão. Com essas medidas. aliadas aos empenhos de organizações não governamentais e por pessoas interessadas. tem que ser preparada para isto.