FORMAÇÃO DE PROFESSORES E O ESTÁGIO SUPERVISIONADO: UM PROBLEMA REAL NAS ESCOLAS DE ENSINO BÁSICO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP.

Carla Toneli Fernandes1, Luciana Pereira Dias1, Karen Cristiane Martinez de Moraes2
Graduandas do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) - carlinha_toneli@hotmail.com - lucyanna01@hotmail.com 2 a Prof . Dra. Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D) e Faculdade de Educação e Artes (FEA), Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) – Av. Shishima Hifumi, 2911 – Urbanova, CEP 12.244-000, São José dos Campos – kamoraes@univap.br Resumo - O estágio supervisionado nos cursos de formação inicial de professores tem sido objeto de estudo há décadas e sempre foi considerado componente curricular importante na formação dos profissionais da Educação. Atualmente, as propostas curriculares dos cursos de Licenciatura priorizam a figura de um profissional qualificado e participativo da remodelação constante dos preceitos e necessidades do sistema educacional e o estágio supervisionado colabora diretamente com essa qualificação profissional. Entretanto, mesmo respaldado por diretrizes do Ministério da Educação, que tornou obrigatório o estágio curricular aos alunos de graduação em Licenciatura, os alunos dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas freqüentemente enfrentam dificuldades em realizar esses mesmos estágios, considerando-se a pouca disponibilidade de vagas para estágio nas escolas de Educação Básica. Frente a essa realidade, um estudo junto às escolas de São José dos Campos foi realizado no intuito de se averiguar o comprometimento dessas instituições com a formação e qualificação de novos professores dessa mesma Educação Básica. Palavras-chave: Formação de professores; estágio supervisionado; entraves do sistema educacional. Área do Conhecimento: Educação Introdução O estágio supervisionado nos cursos de formação inicial de professores tem sido objeto de estudo há décadas e freqüentemente envolve discussões entre o curso/ percurso dessa formação (FERNADES E SILVEIRA, 2009). Durante toda a história de formação de professores no Brasil, independente dos diferentes enfoques, o estágio curricular dos cursos de Licenciatura foi sempre aceito como um componente curricular importante na formação prática inicial dos professores. Basicamente a finalidade do estágio supervisionado é fazer com que alunos-estagiários possam refletir a respeito da realidade escolar e analisar as conexões existentes entre esse ambiente educativo e as teorias pedagógicas estudadas e conhecidas em seu processo de formação acadêmica, contribuindo, portanto, com a formação da identidade profissional do futuro professor. Atualmente, as propostas curriculares dos cursos de Licenciatura priorizam a figura de um profissional qualificado e agente participativo da remodelação constante dos preceitos e necessidades do sistema educacional, que procura acompanhar as necessidades sociais vigentes. Entretanto, a formação de professores qualificados demanda um conjunto de competências que só podem ser construídas na prática e na reflexão coletiva sobre essa mesma prática (LUDWIG E GROENWALD, 2007), vivenciada durante o estágio supervisionado. Para alguns autores (CARVALHO 1985; PIMENTA 2001; FREIRE 2001; SANTOS, 2004) o estágio curricular exerce importantes funções na formação de professores à medida que colabora com a construção da aprendizagem do aluno, é um elemento articulador no currículo do curso de formação de professores, colabora com a aproximação da Universidade das escolas de Educação Básica, e funciona como um elemento articulador da relação teoria e prática. Para o Ministério da Educação, a importância do estágio curricular transparece na resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE)/ Conselho Pleno (CP) de 18 de fevereiro de 2002, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais, e no que tange a formação dos professores da Educação Básica, há a ênfase na valorização da prática profissional durante toda a formação acadêmica do licenciado. Nas escolas de Educação Básica a presença de alunos estagiários revigora o ambiente à medida que esses mesmos alunos desenvolvem atividades inovadoras e colaboram com a conscientização de educadores mais antigos da
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XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba

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Figura 2.4% nada responderam (N.7% 22. Respostas das direções das escolas públicas estaduais joseenses quanto à aceitação de estagiários. pois nem sempre os estabelecimentos de ensino públicos e/ou privados os aceitam em seus estabelecimentos. Respostas das direções das escolas joseense quanto à aceitação de estagiários. pública municipal e particular). Durante as visitas as seguintes perguntas fechadas foram feitas: 1. acima da média geral de aceitabilidade de estagiários de licenciatura pelas escolas de São José dos Campos. à medida que atuando como um agente multiplicador de conhecimentos contribui com a formação de mais cidadãos participativos e possuidores de espírito crítico. na tentativa dos mesmos de conseguirem locais para a realização do estágio curricular obrigatório aos licenciados e/ou a autorização para o desenvolvimento de seus TCCs junto às instituições de Ensino Básico. 24. Quando essas mesmas análises foram tabuladas de acordo com o tipo de escola visitada (pública estadual.1% das instituições autorizaram a prática de estágios curriculares pelos alunos (Figura 2). portanto. apesar de todo o incentivo pelas políticas públicas no que tange a viabilização do estágio supervisionado a alunos de graduação em Licenciaturas. 2. Os dados coletados foram tabulados em gráficos comparativos a fim de avaliarmos a real situação do município quanto à participação e cooperação das instituições de Ensino Básico na formação novos profissionais do ensino. 16. observamos que a realização do estágio supervisionado é significativa no preparo profissional de novos licenciados que anualmente se lançam no mercado de trabalho.7% aceitam estagiários não aceitam estagiários N. Estagiários são aceitos na escola? Sim ( ) Não ( ).4% 43. esse momento específico de aprendizagem e reflexão no contexto do cotidiano escolar é sempre considerado um desafio gratificante e necessário. diversos são os entraves enfrentadas pelos graduandos na realização de seus respectivos estágios. Nas escolas públicas estaduais 61. Para o aluno. Pelo exposto. o objetivo do presente trabalho focou na busca de dados que demonstrassem a realidade das escolas do município de São José dos Campos. No entanto. quanto à aceitação de alunos no desenvolvimento de seus estágios supervisionados e/ou nos seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) de graduação.A.7% dos estabelecimentos recusaram imediatamente o pedido de estágio pelos alunos. Figura 1. e 24. nenhuma das opções anteriores) (Figura 1). Um professor bem qualificado profissionalmente exerce seu verdadeiro papel de cidadão dentro do contexto social. encontrandose. 22.2% 61. 18 estaduais e 9 municipais). Sendo assim.9%) concordou com o desenvolvimento de estágio curricular por parte desses alunos.A. 31. Metodologia Para a realização do trabalho 41 escolas do município de São José dos Campos foram visitadas pelos alunos de Graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Vale do Paraíba. Essas visitas foram realizadas pelos alunos.importância da constante reciclagem de conhecimentos. resultados diferentes foram obtidos. TCCs podem ser desenvolvidos na escola? Sim ( ) Não ( ). Resultados Baseados nos dados coletados ao longo do primeiro semestre foram observados que menos da metade das escolas de Educação Básica visitada pelos alunos no município de São José dos Campos (43.2% das escolas não aceitaram a presença de estagiários e 16.1% aceitam estagiários não aceitam estagiários N.7% ignoraram o pedido dos alunos. XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 2 .A. SP.9% 31. verdadeiro objetivo da Educação Nacional. durante o primeiro semestre letivo do ano de 2009 (14 escolas particulares.

39. Respostas das direções das escolas joseenses quanto à aceitação de alunos desenvolvendo projetos de TCCs.7% dos estabelecimentos negaram de prontidão e 38.3% das escolas municipais autorizaram alunos a desenvolverem seus estágios curriculares nessas instituições.6% 16.2% dessas instituições não responderam ao pedido dos graduandos.Nas escolas públicas municipais os resultados destoaram daqueles obtidos nas escolas públicas estaduais (Figura 3). podendo-se. Respostas das direções das escolas particulares joseenses quanto à aceitação de estagiários.1% de aceitação. aceitam estagiários não aceitam estagiários N. Respostas das direções das escolas públicas estaduais joseenses quanto à aceitação de alunos desenvolvendo seus TCCs Já nas escolas públicas municipais o grau de aceitação (33.3% 55. traçar o perfil das escolas de São José dos Campos quanto à aceitabilidade de alunos desenvolvendo seus TCCs.A.7% 57.1% recusaram imediatamente o pedido dos alunos e mais da metade dessas instituições não responderam aos pedidos dos graduandos.2%) e 14.6% 11.8% aceitam estagiários não aceitam estagiários N. os resultados divergem dos anteriores (Figura 5).3%) e/ou recusa (11. No geral. 11.9% 44.1% 26. Essas mesmas análises foram tabuladas separadamente para as escolas públicas estaduais e municipais e para as escolas particulares.2% 28. 38. Nas escolas estaduais a aceitação de alunos desenvolvendo seus projetos de TCCs caiu para 44. Figura 4.A.1% de não posicionamento pela direção das escolas. Respostas das direções das escolas públicas municipais joseenses quanto à aceitação de estagiários. Nas escolas particulares uma porcentagem de 28. a média de respostas positivas obtidas nas escolas ficou em 34. Figura 6.9% ignoraram o pedido (Figura 6).4% 14.2% aceitam estagiários não aceitam estagiários N. Quando comparamos a aceitação dos mesmos graduandos nessas escolas no que tange o desenvolvimento de seus Trabalhos de Conclusão de Curso.1% 34.1% Figura 5. Figura 3.A.6% das instituições se mostrou disponíveis a presença de estagiários na instituição (Figura 4). portanto. sendo que a grande maioria das escolas negou o estágio curricular aos alunos (57.1%) da presença de alunos e o desenvolvimento de projetos de TCC permaneceu igual à porcentagem de aceitação e/ou recusa de alunos estagiários nessas escolas.4% enquanto que 16. aceitam estagiários não aceitam estagiários N. 33.8% de negação e 39.A. 26. XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 3 . Somente 33.

Uma análise comparativa geral dos resultados obtidos. observamos a resistência de muitas escolas em aceitar esses alunos-estágiários em seus estabelecimentos de ensino. atua negativamente no sentido de cooperar com a formação de professores da própria Educação Básica.80% 24. a presença de um aluno-estagiário é considerada como um elemento perturbador do planejamento escolar inicial.6% 11. algumas experiências passadas como a presença de alunos graduandos na escola possam ter tumultuado o recinto escolar. Formosinho (2001) evidencia a importância da prática pedagógica intencional durante os cursos de Licenciatura.40% Figura 8. o que indiscutivelmente pode ser considerado como obstáculos na qualificação dos novos professores e de todo o sistema educacional.4% de respostas positivas (Figura 8). Pelos dados apresentados.0% aceitam estagiários não aceitam estagiários N. 28. demonstra uma resistência ainda maior quanto a aceitação do último (Figura 9). 50% 45% 40% 43.A. Respostas das direções das escolas públicas municipais joseenses quanto à aceitação de alunos desenvolvendo seus TCCs. Várias podem ser as explicações para tais resultados. Ao tratar da prática no processo de formação inicial de professores. Assim. apesar da obrigatorieda do desenvolvimento de tais atividades didáticas. a direção escolar compreende a importância da participação direta dos alunos na sua instituição. o aluno vê-se muitas vezes impossibilitado de sua realização. Muitas vezes.A.90% 39% 34.3% 55.4% dos estabelecimentos se omitiram de um posicionamento.1% aceitam estagiários não aceitam estagiários N. 28.4% 50. mas por entraves do sistema educacional que limita o número de aulas destinadas aos cursos de Ciências e /ou Biologia. Na grande maioria das escolas joseenses o desenvolvimento de projetos de conclusão de graduação na área das Ciências Biológicas não é freqüentemente bem aceito. Discussão A formação do professor começa antes mesmo de sua formação acadêmica e prossegue durante toda a sua vida profissional. formação do aluno. Infelizmente pelos resultados obtidos com o desenvolvimento do presente estudo. outras vezes. Respostas das direções das escolas particulares joseenses quanto à aceitação de alunos desenvolvendo seus TCCs. pois somente o conhecimento adquirido em sala de aula não é suficiente para a formação adequada da formação profissional do futuro educador. observa-se claramente que uma porcentagem considerável das escolas da Educação Básica.6% 21. que indiscutivelmente enriquecem a formação profissional e o universo de alunos graduandos em cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas. Análise comparativa sobre a aceitação de alunos estagiários e alunos desenvolvendo seus TCCs nas escolas de São José dos Campos. Nas escolas particulares. cabe ainda uma consideração sobre a postura de alguns professores que não gostam da presença XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 4 . quanto a aceitabilidade de alunos para desenvolvimento de estágio curricular ou projetos de conclusão de graduação nessas escolas.33. o desenvolvimento de projetos de TCC recebeu uma resposta negativa de 50% dos estabelecimentos e 21. Considerando-se a relevância do processo de articulação de idéias e prática profissional para a 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Estágio TCC sim não ignorado Figura 9. o Ministério da Educação respalda a obrigatoriedade do estágio curricular obrigatório no processo de formação profissional com a resolução CNE/CP de 18 de fevereiro de 2002.20% 31. Figura 7. Compreender o estágio curricular como um tempo destinado a um período de ensino e de aprendizagem é fundamental.70% 26.

H. Acesso em 19 agos. C. A. . Portugal. educ.ul. Cabe a escola participar! Agradecimentos Agradecemos aos alunos do Curso de Ciências Biológicas turma LBio-5UMA.org. Acessado em 19 agos. -FORMOSINHO. 2009..PIMENTA. . no que tange o favorecimento e cooperação das escolas com a formação de novos professores. A. Ed. Acesso em 19 agos. que muitas vezes se sentem inseguros mesmo após a obtenção do diploma universitário. com a formação de novos cidadãos. Disponível em: http://www.L. Caxambu. Formação inicial de professores de matemática: Situações vivenciadas pelos alunos na realização do estágio.B. Colóquio: modelos e práticas de formação inicial de professores. J. nenhuma dessas justificativas pode ser considerada relevante e significativa no respaldo do posicionamento de algumas escolas que se negam a aceitar o desenvolvimento de estágios e TCCs de alunos de graduação em Licenciatura. GROENWALD.M. Mariana de Conti Pescinelli. O estágio curricular na formação de professores: diversos olhares.FREIRE. Leonardo de Castro Silva. Disponível em: http://www.pdf. Esperamos. Entretanto. pois entraves no desenvolvimento profissional de jovens professores colaboram negativamente com o desenvolvimento qualitativo do sistema educacional. 2009.br/reunioes/30ra/trabalhos/G T04-3529--Int. Disponível em: www. P.anped. São Paulo. disponível em: http:// www. portanto. 2009. 2009. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.P. 2007. 2007.O. que serão os novos profissionais da educação e que contribuíram. Conclusão Com o desenvolvimento do presente trabalho pudemos comprovar de maneira quantitativa a realidade dos entraves educacionais quanto a formação inicial de professores de biologia. num futuro breve. 2007. Táyla Gabrielle Gonçalves de Souza. 2001. .I. Michele Souza Pinheiro.pdf. S.M. 2004.doc. buscamos obter um panorama geral da real situação educacional no município de São José dos Campos. D.anped. 46-64.LUDWIG. João Gabriel Cunha. Lisboa. Acesso em 19 agos.SANTOS.MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Formação inicial de professores: desafios do estágio curricular supervisionado e territorialidades na licenciatura. 2009.mec. 2007. Maiara Paparele dos Santos. 1995. Katia Alves Martins. 2001. Prática de Ensino: Os Estágios na Formação do Professor. p.M. Carolina Genúncio da Cunha Menezes Costa. sbem. .pdf. 2001. Acessado em 19 agos. Pioneira.pt/recentes/ mpfip/ pdfs/afreire. A formação prática de professores. Cortez.. no 1º Semestre de 2009 por terem colaborado com a coleta da maior parte dos dados aqui apresentados: Alessandro Eustáquio Campos Granato.doc>. Cristiane Maria Picanço Alvarenga. Anais da 30ª Reunião anual da ANPED. Belo Horizonte.br/reunioes/28/ textos/gt08/gt0875int.FERNANDEZ. O Estágio na Formação de Professores: Unidade Teoria e Prática? 4ª ed. SBEM. Referências -CARVALHO. br/files/ix_enem/ Comunicacao_Cientifica/Trabalhos/CC983076570 91T.gov. C. Urge uma maior colaboração e participação das instituições de ensino na qualificação profissional de alunos dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas. Anais do IX Encontro Nacional de Educação Matemática. Com esse trabalho.de alunos estagiários observadores e/ou participativos em suas aulas. In: IX Encontro Nacional de Educação Matemática.fc. In: Formação profissional de professores no ensino superior. Cidadãos críticos e participativos só se estruturam com orientações adequadas.G. SILVEIRA. PARECER CNE/CP 28/2002. Disponível em: portal.org. São Paulo. Universidade de Lisboa. XIII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba 5 . Universidade do Vale do Paraíba. .br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02. In: 30ª Reunião Anual da ANPED. Fernanda Graziele Ferreira Renó. com. Esse erro colabora negativamente com a formação inicial de professores. Ed. Porto: Porto Editora. Concepções orientadoras do processo de aprendizagem do ensino nos estágios pedagógicos.M. 2001.N. . uma conscientização dessas instituições quanto à temática em questão.