Setembro 2011 - Ano 1 - Nº1

Editorial
Esta é a primeira edição da “Conexão Academia” A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos, criada pela ABRELPE para fomentar a discussão e divulgar estudos acadêmicos sobre o setor de resíduos sólidos no Brasil. Por acreditar no potencial do pesquisador e saber que só com pesquisa há desenvolvimento, a Entidade lança essa publicação. Em uma fase de maturidade, no ano em que completa 35 anos, seguindo os preceitos que a norteiam desde a sua fundação, a ABRELPE investe em uma publicação que visa o desenvolvimento técnico-operacional do setor. Desta forma, divulgando trabalhos dos que estudam a melhoria da gestão dos resíduos sólidos é que pode-se alcançar o modelo ideal. Essa busca incessante, da qual todos nós fazemos parte, foi o que motivou a criação da revista Conexão Academia. A primeira edição surge como um marco dos 35 anos da Entidade, com a divulgação dos excelentes trabalhos apresentados em um simpósio, realizado em abril, durante o Fórum Brasileiro de Resíduos Sólidos, mas pretende ser ampliada à medida que se consolida. Para isso, precisa da colaboração de instituições e pesquisadores. Enfim, a ABRELPE visa, com a iniciativa, disseminar o conhecimento científico sobre a gestão de resíduos sólidos, promover o desenvolvimento de técnicas, além do aperfeiçoamento dos modelos de gestão e políticas públicas. Desta forma, certamente, haverá ampliação da visibilidade dos pesquisadores que se dedicam ao tema, incentivando novos estudos. A publicação é um espaço de convergência, de conexão, para aproximar o mercado com a academia e incentivar o estudo e viabilizar as melhores práticas para a gestão de resíduos sólidos. Desejamos uma boa leitura. Contamos com a sua participação nas próximas edições. Carlos R V Silva Filho Diretor Executivo ABRELPE

Expediente
Revista Conexão Academia é uma publicação online de periodicidade semestral da ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Editor responsável: Carlos Roberto Vieira Silva Filho • Coordenação e revisão: Natalia Mekbekian • Projeto Editorial: Mistura Fina Comunicação Organizacional • Projeto Gráfico e Editoração: Grappa Editora e Comunicação • Capa: Shutterstock.com • Tradução: Ione M. Koseki Cornejo - Tradutora Juramentada de Inglês (JUCESP 1032). Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. Os artigos são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição da ABRELPE. Dúvidas, críticas ou sugestões podem ser encaminhadas para o e-mail: comunicacao@abrelpe.org.br.

NATIONAL MEMBER OF

Conselho de Administração (2009-2012) Alberto Bianchini (Mosca Grupo Nacional de Serviços Ltda) • Carlos Alberto A. Almeida Jr. (Vega Engenharia Ambiental S/A) • Edison Gabriel da Silva (Litucera Limpeza e Engenharia Ltda) • Gilberto Domingues de Oliveira Belleza (Empresa Tejofran de San. e Serv. Ltda) • Ivan Valente Benevides (Construtora Marquise S/A) • João Carlos David (CAVO Serviços e Saneamento S/A) • José Carlos Ventri (EPPO Saneamento Ambiental e Obras Ltda) • José Eduardo Sampaio (Vital Engenharia Ambiental S/A) • Oswaldo Darcy Aldrighi (Silcon Ambiental Ltda) • Ricardo Gonçalves Valente (Corpus Saneamento e Obras Ltda) • Walmir Benediti (Sanepav Saneamento Ambiental Ltda). Diretoria Executiva Carlos Roberto Vieira Silva Filho

Conselho Editorial Alberto Bianchini (Diretor da ISWA para América Latina) • Carlos Roberto Vieira Silva Filho (Diretor Executivo da ABRELPE) • Cláudio Mahler (Professor da COPPE – Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador 1C no CNPq) • José Fernando Thomé Jucá (Diretor do CETENE - Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste e Professor Titular da Universidade Federal de Pernambuco) • Wanda Risso Gunther (professora associada da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – USP e vice-coordenadora da Área de Concentração Saúde Ambiental do Programa de Pósgraduação em Saúde Pública).

. 45 Gestão de Resíduos Sólidos de Serviço de Saúde........................ 55 Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde por Indicadores em Estabelecimento de Saúde em São Carlos/SP.............. p...... 27 A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que foram gerados............ 9 Avaliação da Viabilidade de um Cenário de Tratamento – Disposição de Resíduos Sólidos em Países em Desenvolvimento................ 33 Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região Metropolitana de Campinas-SP.......................... p.............. p.. p...................... ........ p... 17 Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo........................................... 19 A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Uso Indiscriminado de Resíduos Sólidos pela Sociedade Brasileira... 83 .................... 75 Normas para publicação........................................................ p................. 57 Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saúde dos Hospitais Públicos Mineiros no Contexto da Acreditação pela Metodologia ONA............ 73 Geração de Energia Renovável Através do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários......... p.... .......... p.......... 11 Política Nacional de Resíduos Sólidos......Sumário Destaque.... p............ 65 Novas Tecnologias para Gestão de Resíduos............................. p........... p................................................. nos anos 2004 a 2010: subsídios para a implementação da Política Nacional........................... p................ p........................

.

Destaque Avaliação da Viabilidade de um Cenário de Tratamento – Disposição de Resíduos Sólidos em Países em Desenvolvimento .

.

A fase de tratamento e disposição tem também algumas particularidades. os principais progressos na GIRS vêm de países desenvolvidos onde existe uma situação completamente diferente em todos os parâmetros relacionados. Este trabalho traz a afirmação de que as ferramentas científicas atuais de GIRS não são 100% adequadas para enfrentar a GIRS em países de baixa renda de maneira a ter sucesso. no pior cenário. a solução dos problemas da GIRS parece ser um luxo quando existem problemas muito mais urgentes a serem solucionados como a pobreza grassante. arcabouço legal. A ciência da GIRS é um campo relativamente novo na história das ciências. Coordenador do Comitê Técnico Científico da ISWA.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . estrutura institucional. incineração e compostagem) estão se tornando ao mesmo tempo mais complicadas e ambientalmente con- . Existe também outra razão que resulta do fato de vários planos terem falhado porque tentaram enfrentar o problema da Gestão de Resíduos Sólidos nos países em desenvolvimento utilizando o arcabouço que foi formulado em países desenvolvidos e industrializados. os RS são. CEO da EPEM SA . as tecnologias tradicionais (aterro. parcialmente coletados e levados para longe da vista. • O relacionamento direto com o nível social e econômico. Ao mesmo tempo. A falta de desenvolvimento institucional e a ausência de uma abordagem estratégica sistemática do problema são também importantes razões. recursos financeiros disponíveis. • A relativa incerteza que caracteriza os dados expe- rimentais disponíveis. Restringindo-se apenas à parte que trata do tratamento e da disposição de resíduos na ciência da GIRS. existem duas principais particularidades que tornam os problemas da GIRS mais complicados. coletados e destinados em áreas fora das cidades ou. incineração ou emissões atmosféricas de um aterro).Ano I . na maioria dos países em desenvolvimento. a principal razão é a falta de recursos financeiros. na melhor hipótese. o problema da Gestão dos Resíduos Sólidos nos países em desenvolvimento permanece um grande problema ambiental e socioeconômico. Embora existam vários esforços significativos em planejamento estratégico. digestão anaeróbica e várias outras tecnologias comprovadas (e algumas vezes não comprovadas) estão agora disponíveis para o tratamento e/ou disposição dos RS. HISTÓRICO Na maioria dos países em desenvolvimento e nas suas regiões metropolitanas. termólise. NOVOS PRODUTOS E A DEMANDA POR NOVAS FERRAMENTAS CIENTÍFICAS Os últimos dez anos são caracterizados pela rápida expansão das tecnologias de tratamento e disposição de RS disponíveis. especialmente com relação ao comportamento de longo prazo dos complicados sistemas físico-químicos encontrados nas instalações de disposição.amavrop@epem. sem dúvida nenhuma. etc. O objetivo deste trabalho é descrever uma metodologia generalizada que possa ajudar os responsáveis pelas decisões nos países em desenvolvimento (e não apenas) a responder a questão: Como escolher a tecnologia adequada para o tratamento e disposição dos RS? A resposta a esta questão é crucial quando existem numerosas alternativas disponíveis. 2.gr . mas também pesquisa científica. Em particular para os países em desenvolvimento. a falta de água potável.blogspot.com/ 1. pelo menos no tocante ao tratamento e disposição de resíduos. E isto se deve às particularidades que caracterizam o desenvolvimento da ciência da GIRS. Gasificação. não faz mais do que 50-60 anos desde que o problema da disposição dos RS foi reconhecido como um problema que requer não apenas uma abordagem sistemática. importantes estudos de caso e numerosos experimentos bem-sucedidos em pequena escala. • A dificuldade existente em determinar os exatos impactos ambientais. etc.http://mavropoulos. tais como: • A pressão social que normalmente existe e torna cada problema muito mais difícil. Existem várias razões que podem explicar esta situação e. incluindo quantidades e composição dos resíduos. Em segundo lugar.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 9 Avaliação da Viabilidade de um Cenário de Tratamento – Disposição de Resíduos Sólidos em Países em Desenvolvimento Mavropoulos Antonis. especialmente nos casos onde os impactos não são locais (por exemplo. Em primeiro lugar.

No contexto da globalização. algumas vezes. fiáveis. existem várias soluções alternativas e os desenvolvedores de tecnologias podem fornecer várias informações (normalmente propaganda) sobre seus produtos. existe um princípio básico: cada passo que é dado deve estar bem conectado com os possíveis próximos passos ou. A metodologia proposta consiste das seguintes fases: FASE 1 1. A concordância sobre este ponto é algo muito comum. mais difícil é selecionar entre produtos diferentes. É sempre bom lembrar que a proteção do Meio Ambiente só pode acontecer como resultado de uma abordagem dos sistemas onde todo o pro- blema é enfrentado.. ele pode ajudar a avaliar o custo da má gestão dos resíduos. Outra observação útil é que quando alguém tem que decidir sobre tecnologias de tratamento e disposição. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 6. a metodologia proposta pode ser utilizada em dois casos diferentes: • Quando alguém tem que avaliar a viabilidade de um cenário proposto de tratamento e/ou disposição de RS. Mais especificamente.. o problema está se tornando ainda mais complicado nos países em desenvolvimento devido ao fato de que seus mercados são normalmente um alvo importante para o setor das grandes empresas de resíduos. o potencial de alcançar as mesmas metas com mais eficiência fazendo outra coisa. a seleção do cenário apropriado de tratamento e disposição para cada caso se torna um problema muito difícil. Existe uma necessidade urgente do desenvolvimento de ferramentas e metodologias de avaliação científicas que forneçam um modo de comparar as tecnologias disponíveis e.10 Mavropoulos Antonis Avaliação da Viabilidade de um Cenário de Tratamento – Disposição de Resíduos. Portanto. . Muitas dessas empresas promovem seus produtos de tal modo que se torna impossível compreender seu real valor e. ajudem no processo de tomada de decisões. • O fato de que várias das tecnologias mais disseminadas são desenvolvidas dentro dos laboratórios de grandes empresas que lidam com os resíduos e. O perfil da área analisada (supondo-se que esta área já esteja definida) é criado. Este é um erro comum porque um estudo detalhado sobre a situação existente pode ajudar a: • Definir as oportunidades para melhorias • Identificar as barreiras ou as restrições da situação • Determinar os passos necessários a serem seguidos Um estudo detalhado da situação existente pode também fornecer informação muito útil sobre os principais problemas que surgiram devido à má gestão dos resíduos e. parece que quanto mais informação eles fornecem. ela tem que ser enfrentada como um processo interativo para todas as partes envolvidas que buscam soluções possíveis com uma visão estratégica. sem uma solução única ou simples. • A falta de metodologias científicas geralmente aceitas que possam ser usadas para avaliar a viabilidade de cada tecnologia de tratamento e disposição. portanto. isto é. não deve ser dado nenhum passo que não esteja correlacionado com o planejamento estratégico global. ANÁLISE CUSTO-BENEFÍCIO 3. tem muito mais a ver com recursos financeiros e organizacionais. mas o que não é comum é a criação de estudos detalhados sobre a situação existente. De fato. Portanto. • Quando alguém tem que comparar diferentes cenários de tratamento e/ou disposição de RS. inversamente. a partir dos elementos que estão apresentados na Tabela 1. Este é sempre um primeiro ponto essencial para a construção de um sistema de gestão de resíduos eficiente. ao mesmo tempo. CRIAÇÃO DE UM PERFIL DA ÁREA ANALISADA 2. Existem três causas que tornam esse problema muito difícil: • O crescente custo de investimento e operacional que caracteriza as novas soluções alternativas de tratamento. o acesso aos dados reais sobre seus produtos é praticamente impossível. De fato. Então. especialmente aquelas que parecem mais ambientalmente confiáveis. parecem ter algum tipo de “mágica” e soluções que não custam nada que os tornam muito atrativos. portanto. os tomadores de decisão devem ter em mente o Princípio Comparativo: Todas as ações que requeiram gastos de recursos devem ser justificadas no contexto do custo de oportunidade. No entanto. no mínimo. CRIAÇÃO DE UM PERFIL DAS TECNOLOGIAS ANALISADAS 3. CRIAÇÃO DE CENÁRIOS COMPLETOS 5. A metodologia que será apresentada pode ajudar na formulação de soluções estratégicas possíveis e também pode ser utilizada na avaliação de planos estratégicos e de propostas de tratamento e disposição. o foco deve estar no Todo e não na Parte. A escolha da tecnologia de tratamento e disposição apropriada não é meramente uma questão técnica. CRIAÇÃO DE PERFIS E ANÁLISE O primeiro passo deve sempre ser um extenso diagnóstico da situação existente. CRIAÇÃO DE UM PERFIL DOS PRODUTOS DE CADA TECNOLOGIA ANÁLISE FASE 2 4. e com a gestão do relacionamento entre todos os atores importantes ou interessados no processo.

antes da mico. Quais são os produtos finais de todo o processo? 9. Este perfil consiste das respostas para as questões OO próximo passo éé aa criação do perfil das tecnologias analisadas. Quais tipos de resíduos podem ser aceitos? 5. óbvio que a prevenção dos resíduos é o pri. nenhuma alternativa é em princípio respondidas.tendências Fração orgânica estimada Variações sazonais Fração estimada Fraçãoinerte combustível estimada Fração reciclável estimada Instalações existentes Fração orgânica estimada ELEMENTOS MÍNIMOS COMENTÁRIOS Ponto essencial para as soluções propostas Base para Diz a estimativa de viabilidade respeito a todos os tipos de RS Base para a estimativa de viabilidade Verificar se algumas delas podem ser utilizadas Custo atual de coleta e transferência Fração inerte estimada Custo atual existentes de tratamento e disposição Instalações Custo atual de coleta e econômicas transferência Principais atividades Custo atual de tratamento e disposição Base para comparação com custos futuros Base para comparação com custos futuros Verificar se algumas delas podem ser utilizadas Base para comparação com custos futuros Base para delinear o mercado dos produtos resultantes com do tratamento Base para comparação custos futuros Tendências paraeconômicas o desenvolvimento Principais atividades econômico Tendências para desenvolvimento econômico Tendências paraoo desenvolvimento social Tendências para o desenvolvimento social Base para a definição de o um limite superior Base para delinear mercado dos produtos resultantes do tratamento para o custo da GRS Base para para a definição de um limite de superior para o Base a determinação medidas custo da GRS educacionais – de sensibilização – de Autoridades envolvidas com a GRS Autoridades envolvidas com a GRS conscientização Base para a determinação de medidas educacionais – de sensibilização – de conscientização Base para o futuro desenvolvimento institucional institucional Base para o futuro desenvolvimento passo criação do perfil das tecnologias analisadas. Portanto. No entanto. não dos produtos finais pode ser muito útil para este processo. Quais são os processos mecânicos.rativa deveem ser uma feita abordagem ponto por ponto. alguns comentários devem feitos como sobre as tecnologias disponíveis. A 4 existe alternativa fora de discussão por ser um “desastre am. físicos e químicos do tratamento dos resíduos? 6. Qual é o custo de investimento? 12. é existem. Qual é o custo operacional líquido por tonelada de resíduo processado? 3 Neste ponto. Cada solução tem umecusto significativo ambiental e econômico. Este perfil consiste O próximo passo é próximo a criação do perfil das tecnologias analisadas. Se as de tratamento e disposição. Existe uma lista lista de referência com instalações similares? similares? Existe uma de referência com instalações 3. 7. desastres não há solução mágica tratamento e ambiente. Deve ficar útil. respostas para as questões da Tabela 2.metas com mais eficiência fazendo outra coisa. Quais são os resíduos mais adequados? Quais são os resíduos mais adequados? 4. das Tabela 2: 2: Questões para a formulação do perfil tecnológico Tabela Questõescríticas críticas para a formulação do perfil tecnológico 1. Qual é a composição dos resíduos remanescentes e como eles podem ser geridos? processo em separado? 8. tecnologias disponíveis.éMas as coisas são muito mais complicadas quando se tem queexistem decidirpelo sobre soluções meiro princípio em uma abordagem integrada da GIRS.analisadas não existe alternativa fora de produto final cidir sobre soluções de tratamento e disposição. Quais são os resíduos remanescentes e os subprodutos de cada 7.Volume 1 tratamento e disposição. Mas que ajudam a apenas economizar tempo e dinheiro. físicos e químicos do tratamento dos resíduos? Quais os processos mecânicos. 5. a metodologia propos espacial Tabela 1: Dados mínimos para o perfil da área analisada Composição dos RS .do produto e os possíveis mercados para o mesmo. tudo precisa ser analisado em detalhe e uma análise compaóbvio que a custo prevenção dos resíduos éo primeiro princípio integrada da Cada solução tem um significativo ambiental e econô .Tabela 3 mostra algumas questões relevantes que devem ser biental”. Quais são possíveis mercados para os produtos finais? Qual é os a composição dos resíduos remanescentes e como eles podem ser geridos? 10. Mais especificamente. Uma que os resíduos realmente ambientais – nem de salvadores do meio disposição. 2. 3. da Tabela 2. não há solução mágica de tratamento disposição. Por outro lado. Nem Uma vez que os vez resíduos realmente existem. A tecnologia está comprovada? A tecnologia está comprovada? 2. Um perfil provadas e confiáveis (ou combinações das mesmas).tendências Diz respeito a todos os tipos de RS 11 Variações sazonais Problemas devido à má gestão dos resíduos Fração combustível estimada Quantidade de RS – tendências – distribuição espacial Fração reciclável Composição dos RSestimada . Quais tipos de resíduos podem ser aceitos? 4. então o processo de triagem deve ser sobre a disposição bem claro que quando se trata apenas de tecnologias com. menos dois processos de GIRS. A metodologia que será apresentada pode ajudar na formulação de soluções estratégicas CONEXÃO ACADEMIA Revista Científica sobre possíveis e também pode ser utilizada na avaliação de planos estratégicos e Ade propostas de Resíduos Sólidos Setembro 2011 . 1. Quais sãosão os resíduos remanescentes e os subprodutos de cada processo em separado? 6. Deve ficar bem clarotriagem que quando se trata de tecnologias as coisas são muito mais complicadas quando se tem que de-dastecnologias produzem algum tipo de comprovadas e confiáveis (ou combinações mesmas). . Neste ponto. Qual será o valor agregado pelo uso da tecnologia específica? 11. Portanto.Ano I . Este perfil consiste das respostas para as questões da Tabela 2. alguns comentários devem ser feitos sobre as ser preferível sendo um “salvador do meio ambiente”.análise comparativa.

tecnologiaatmosféricas que resultar em um custo não alenergia não é sugerida. O limite mínimo é foram considerado um gregas em 1997. locais específicas (levando em consideração não apenas a um limite técnico e econômico para a viabilidade de cada da disponibilidade das sua informações triagem é apenas indicativa diz mas se for comprovada utilidade. então o processo de Tabela 3: Questões críticas para a formulação do perfil do produto final triagem deve ser sobre a disposição do produto e os possíveis mercados para o mesmo. por exemplo.000 t de resíduos orgânicos/ano compostagem Tabela 4: Limites mínimos sugeridos para as tecnologias selecionadas Incineração sem recuperação de energia** 14. Digestão anaeróbica* ..12 questões relevantes que processos devem serde respondidas. forma.tamento limite. mas. então a incineração com recuperação de energia Algumas vezes. alguém pode fazer a pergunta: Se o custo atual existem tecnologias que passaram com sucesso pela prida GIRS (per capita ou por tonelada) é X. Com operação contínua com do incinerador e de controle total toda das emissões tíveis por então a incineração recuperação máximo.000 t de resíduos combustíveis por ano. Os limites da Tabela 4 foram propostos técnico e econômico para a viabilidade de cada tecnologia comprovada. em geral. . a operação de respeito às quantidades mínimas que são necessárias para a operação confiável de uma projeto piloto é o único modo de testar as condições do mercado.000 t de resíduos combustíveis/ano TECNOLOGIA LIMITE MÍNIMO Incineração com recuperação de energia** 28. por exemplo.)? Qual poderia ser o preço mínimo do produto? Existem mercados adequados ou potenciais usuários do produto na área analisada? A disposição do produto é garantida? Existe alguma oportunidade de transferência do produto para outro lugar? Qual é a capacidade total do mercado para o produto? Uma boa abordagem para a triagem é descartar as tecnologias que criam produtos que Quem realizará a entrega do produto? não Qual podem ser ser assumidos pelo do mercado poderia o preço mínimo produto?e pelos usuários potenciais. podem seré assumidos pelo mercado pelos usuários potenciais. Como algumas características gerais das mesmas. forma.000 t de resíduos combus. Deste modo. um Uma abordagem para a triagem é descartar as tecnologias que criam produtos que respeito às quantidades que sãolocais necessárias para Uma não boa abordagem para a triagem é de descartar ase tecprojeto piloto o único modo testar as condições do mercado. eles podem se tornar populares. mas as tendências ou disposição de resíduos. Esta cara triagem é quiser apenas indicativa diz obrigado a que alguém definir tal limite. Nestes casos. A definição do “que é possível e do que não é nários detalhados para cada tecnologia. nativas que devem ser analisadas em detalhe. O limite mínimo é considerado pelo mercado e Existe pelos usuários potenciais. existem várias alternativas que 4. etc. por exemplo. ajudar a reduzir número de limites alternativas que devem ser utilizar limite para reduzir ainda mais as alterOouso de tais significa que. alguns produtos podem não ser facilmente recebidos na primeira vez. alguns não ser facilmente na primeira vez. Esta triagem é apenas indicativa e diz pesquisa de mercado para os produtos disponíveis. limites da Tabela 4 propostos para as ilhas pode ser usado dependendo da disponibilidade das inforsignifica que sempre que alguém quiser tal Os limite. Portanto. A Tabela 3 mostra algumas perfil dos de Tratamento – Disposição de uma Resíduos. mas também as tendências futuras). existem pelo menos dois triagem que ajudam a economizar tempo e dinheiro. seráselecionadas obrigado a realizar uma TECNOLOGIA LIMITE MÍNIMO pesquisa de mercado para os produtos disponíveis. A Tabela 5 mostra alguns pontos críticos que será a abordagem em relação à resposta real (levando em devem ser incluídos no desenvolvimento de um cenário. será to é o único modo testar as condições do mercado. limite. Estee limite da disponibilidade das informações necessárias. o uso destes limites pode cançável (acima do limite) deve ser excluída. O limite mínimo é considerado um de tralimite também depende da evolução dos processos na primeira vez. se a área consideração todos os parâmetros relevantes). Na primeira fase. um projeto pilo. É claro que. Este limite também depende da evolução dos processos de tratamento e/ou disposição dos resíduos e isto Tabela 4: Limites mínimos sugeridos tecnologias significa que sempre que alguém quiser definirpara tal as limite. É claro que. mesmo que se apliquem os dois processos prévios de triagem. etc. o julgamento da viabilidade das tecnologias se baseou em existem alguns modos de fazer esta abordagem. mínimas nas condições confiável detambém uma instalação de tratamento e/ nologias que criam produtos que não podem ser assumidos específicas (levando em consideração não apenas a a operação situação atual. que. Um Mavropoulos Antonis Quais são os usos possíveis para o produto? Avaliação da Viabilidade deprodutos um Cenário finais pode ser muito útil para este processo.das emissões 9. É claro tecnologia comprovada.000 t de resíduos combustíveis por ano. ANÁLISE COMPARATIVA devem ser analisadas em detalhes. eles podem Esta se tornar populares. necessárias. e um situação atual. eles limite técnico e econômico para a viabilidade de cada tecnologia comprovada. 28. Se as tecnologias analisadas produzem algum tipo de produto final útil.)? Existem mercados adequados ou potenciais usuários do produto na área analisada? Tabela 3: Questões para a do formulação do perfil do produto final Existe alguma oportunidade de críticas transferência produto para outro lugar? Quais são os usos possíveis para o produto? Qual é a capacidade total do mercado para o produto? Existe uma experiência comprovada do uso do produto? Quem realizará a entrega do produto? Quais são as especificações do produto (composição. se a área produz menos que Incineração com recuperação de energia** 28. Nestes casos. Os limites da Tabela 4 foram propostos Separação mecânica compostagem 9.000 t de resíduos combustíveis/ano 28. nas condições locais específicas (levando em consideração A disposição do produto é garantida? não apenas a situação atual.000 t de resíduos combustíveis/ano Separação mecânica compostagem 9. mais bem sucedida tecnologia.000 t de resíduos orgânicos/ano *: Incluindo processo de separação de orgânicos Digestão anaeróbica* . tambémoutro depende da evolução dos processos de tratamento e/ou disposição dos resíduos e isto disporespeito às quantidades que são que necessárias para a operação confiável uma realizar uma pesquisa de mercado parade os produtos Existe também processo demínimas triagem preliminar níveis. Quais são as especificações produto (composição.recuperação de . não houve necessidade de se criar ceto possível. Abaixo deste Existe também outro processo de triagem preliminar que pode ser usado dependendo e/ou disposição dos resíduos e isto significa que podem se tornar populares. masde se for comprovada sua utilidade. pode ser útil 5 definir outro processo de triagem que seja baseado no cusAté este ponto. mas também as tendências futuras). possível” é algumas vezes difícil de fazer. maçõeslimite necessárias. a de operação de uma instalação é muitosempre mais ou menos eficiente. Este instalação tratamento e/ou disposição de resíduos. será obrigado a realizar uma instalação de tratamento e/ou disposição dedefinir resíduos.idéia da resposta ou definindo alguns preços como limite **:ano.000 t de analisada resíduos combustíveis/ano O uso de tais limites de significa que. Uma vez que exemplo. nas condições também outroprodutos processo podem de triagem preliminar que recebidos pode ser usado dependendo futuras). Existe experiência comprovada do uso do produto? questões relevantes que devemdo ser respondidas..000 t de resíduos orgânicos/ano para as ilhas gregas em 1997.recuperação de energia 9. existe a necessidade de uma análise comparatichegar nos próximos 5 anos? Quanto mais detalhado for o va e isto significa a criação de cenários completos para cada perfil da área analisada (ver Tabela 1). Abaixo deste limite. mas se for boa comprovada sua utilidade. então a incineração com recuperação de energia O uso de tais limites significa que. Abaixo deste para as gregas em 1997. ailhas operação de uma instalação é muito mais cara ou menos eficiente. Nestes casos. Portanto. se a áreaeste analisada produz menos que 5 pode-se analisadas em detalhes. alguns produtos podem não ser facilmente recebidos uma instalação é muito mais cara ou menos eficiente.000 t de resíduos orgânicos/ano **: Com operação contínua do incinerador e energia controle total atmosféricas compostagem Incineração sem recuperação energia** 14. Tendo uma *: produz Incluindo processo de separação de orgânicos analisada menos que 28. a quanto ele pode meira fase.

Existem também casos nos quais a 6 Outra observação importante é que. Embora isto possa não ser uma solução de longo prazo. a ser avaliação dos avaliadas. incluindo consumo de energia e de recursos. Este sistema é apresentado na Tabela 6. incluindo composição e projeções de qualidade Com quantificação quando possível Por exemplo. pessoal. algumas vezes é melhor começar Deve-se observar que a criação dos cenários deve estar sempre de acordo com os a opção critérios de disposição final – utilizados ou a opção sem avaliar alternativa com a definição dos critérios de avaliação. pela dade instalação?” devem sempre respondidas e as respostas devem possa não ser operação uma solução longo prazo. se necessário Para todo o processo Para cada produto. então. bem definido. que serão para tais cenários. muitas vezes. existe a necessidade de uma análise comparativa eCONEXÃO isto ACADEMIA A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos significa a criação de cenários completos para cada tecnologia. também um bom primeiro passo. Existem vários sistemas multicritérios que podem ser utiDeve-se observar que a criação dos cenários deve estara avaliação lizados para comparação integrada. As perguntas “Quem to – disposição sempre contando com um aterro sanitário.Volume 1 pontos críticos que devem ser incluídos no desenvolvimento de um cenário. os ceclaramente definidos. manutenção. isto devem ser avaliadas. um aterro para resíduos Estimativa dos custos de transferência estimativa da viabilidade perigosos se torna necessário. instalação?” devem sempre ser respondidasserá e as respostas responsável pela transferência dos Embora resíduos para a instalação?” e “Quem será responsável este é sempre um primeiro passo de sucesso. algumas vezes é melhor começar com a definição dos critérios de aplicação de tecnologias específicas produz resíduos peri. Uma boa sugestão é Necessária começarpara o a desenvolvimento das Estimativa da potencial da renda da Sem superestimar contribuição e com as variações instalações decontribuição tratamento – disposição sempre contando com a um aterro sanitário. PONTOS CRÍTICOS Tabela 5: Pontos críticos para o desenvolvimento de um cenário COMENTÁRIOS Para cada corrente de resíduos.instalação?” “Quem será responsável pela operação da ou determinação da gestão institucional das novas instalações. os e cenários não incluem propostas é começar o desenvolvimento das instalações de tratamen . o julgamento da viabilidade das tecnologias se baseou em algumas características gerais das mesmas. a transição dos lixões existentes para aterros sanitários é mesmos requer um conjunto de critérios bem definido. Maneiras alternativas de financiamento devem ser analisadas Sem a contribuição potencial da renda da venda dos 13 Estimativa detalhada da entrada de resíduos Balanços de massa e de energia Estimativa dos resíduos remanescentes e das emissões Estimativa dos produtos finais úteis Estimativa dos impactos ambientais Descrição de todas as necessidades operacionais e práticas da instalação Estimativa do custo de investimento necessário Estimativa do custo operacional líquido per emcapita qualquer sistema. se os critérios não estão – em qualquer sistema. a transição dos lixões existentes para aterros sanitários é também um Nenhum cenário deve ser desenvolvido sem aterros sanitários porque os aterros bom primeiro passo.nários não incluem propostas ou determinação da gestão avaliação. se os critérios não esnitários porque os aterros sanitários são necessários como tão claramente definidos. Este Após o desenvolvimento dos cenários. este é venda dos finais sazonais sempre um produtos primeiro passo de sucesso. sãoser necessários como a opção disposição final – ou a opção sem alternativa – Nenhum sanitários cenário deve desenvolvido sem aterrosde sapara avaliar tais cenários. algumas vezes. gosos em pequenas quantidades e. ser Após o desenvolvimento dos cenários. dosuma mesmos requer um conjunto de sistema é sempre critérios de acordo com os critérios que serão utilizados apresentado na Tabela 6. Na primeira fase.Ano I . Portanto. incluindo variações sazonais Para todo o processo. Tabela 6: Um sistema multicritérios proposto para a comparação dos cenários GRUPOS DE CRITÉRIOS CRITÉRIOS CRITÉRIOS SOCIAIS Cumprimento da legislação Aceitação social CRITÉRIOS AMBIENTAIS Impactos ambientais irreversíveis Efeitos de longo prazo na Saúde Humana Contribuição para o efeito estufa e para a chuva ácida Emissões e controle de odores Produção e controle de esgotos Produção e controle de rejeitos Consumo de terra Poluição sonora Poluição estética Recuperação de materiais Recuperação de energia Redução do Volume de Resíduos CRITÉRIOS ECONÔMICOS Custo de investimento Modo de financiamento .tecnologia. Uma vez que existem tecnologias que passaram com sucesso pela primeira fase. algumas vezes. etc. Portanto. Existem vários sistemas multicritérios que podem ser utilizados para uma comparação integrada. muitas vezes. um aterro para institucional das novas instalações. A Tabela 5 mostra alguns Setembro 2011 . Existem também casos nos quais a aplicação de tecnologias específicas e/ou por tonelada produtos finais produz resíduos perigosos em pequenas quantidades e. As perguntas “Quem resíduos perigosos se torna necessário. Uma boa sugestão será responsável pela transferência dos resíduos para a Outra observação importante é que. então. consumo de energia e de recursos.

A metodologia apresentada pode ser utilizada na formu5. algumas transforma a forma de poluição de RS em poluição atmos. Portanto. esgotos. Finalmenesperados são suficientes para o custo necessário?” De qual. rejeitos remanescentes ou lodo.14 Mavropoulos Antonis Avaliação da Viabilidade de um Cenário de Tratamento – Disposição de Resíduos.ser enfatizado. Todo cenário de tratamento e disposição de resíduos transforma a forma de poluição .mento.. a economizar dinheiro. A metodologia consiste de duas fases. • Qual forma parece ser mais fácil de administrar? então. na realidade.alternativas. a triagem preliminar vem para reduzir o número de O resultado da comparação deve ser completo com a aná.. rejeitos remanescentes ou lodo. na realidade. deve sempre haver uma análise de custo-benefício.te. esgotos. uma fase de triaé. é muito útil pensar que a comparação dos impactos ambientais de diferentes cenários férica. uma análise de custo-benefício deve sempre se completam todo o processo. Ela pode ajudar os tomadores e/ou disposição de RS cria uma demanda por novas ferra. pois é o principal pressuposto para o sucesso 7 blemas reais são: de todo o processo. Ela também pode ajudar a rísticas gerais da ciência da GIRS. o desenvolvimento do cenário detalhado e a comparação quer modo. seguir aos resultados da comparação entre cenários. lhados. Para a tecnologia selecionada. vezes. Neste ponto. a única questão que permanece com o limite mínimo da capacidade ou com o custo máximo é uma questão mais política e menos técnica: “Os benefícios para cada tecnologia ou com a combinação destes.desenvolvimento parece muito mais difícil. Portanto. A criação de perfis das tecnologias ana• Qual é a forma mais apropriada às condições locais? lisadas e dos possíveis produtos é da maior importância e. Devido a algumas caracte. a comparação entre diferentes formas de poluição e osfase problemas reais são: algumas vezes. CRITÉRIOS ECONÔMICOS CRITÉRIOS TÉCNICOS Emissões e controle de odores Produção e controle de esgotos Produção e controle de rejeitos Consumo de terra Poluição sonora Poluição estética Recuperação de materiais Recuperação de energia Redução do Volume de Resíduos Custo de investimento Modo de financiamento Custo operacional sem a renda da venda dos produtos Compatibilidade com as tendências do desenvolvimento socioeconômico Renda estimada das vendas dos produtos Flexibilidade – adaptação a variações sazonais Exigências operacionais Confiabilidade – lista de referência Todo cenário de tratamento e disposição de resíduos apropriada de tratamento e/ou disposição nos países em de RS em poluição atmosférica. CONCLUSÕES lação de soluções estratégicas possíveis e também pode ser utilizada na avaliação de planos estratégicos e de propostas A multiplicação de tecnologias disponíveis de tratamento de tratamento e disposição. O diagnóstico detalhado da situação existente deve a comparação entre diferentes formas de poluição e os pro.de decisão a economizar tempo e os países em desenvolvimentas científicas de avaliação. lise detalhada dos resultados esperados da aplicação do meA triagem pode ser feita com a disposição do produto ou lhor cenário. a seleção da tecnologia melhor explorar os recursos financeiros limitados. é muito útil pensar que a comparação dos gem preliminar e uma de comparação de cenários detaimpactos ambientais de diferentes cenários é.

nos anos 2004 a 2010: subsídios para a implementação da Política Nacional A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Uso Indiscriminado de Resíduos Sólidos pela Sociedade Brasileira A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que foram gerados Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região Metropolitana de Campinas-SP .Política Nacional de Resíduos Sólidos Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo.

.

RESUMEN El área metropolitana de São Paulo. resíduos sólidos domiciliares. organización de colectores de material reciclable. solid waste. Resultados servem de subsídio à implementação da política nacional. residuos domiciliários. ABSTRACT The metropolitan area of São Paulo.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 17 Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo. its 39 municipalities and 20 million inhabitants. La investigación se baseó en dados primarios y secundarios. en los annos 2004/5 y 2009/10. in the period 2004 to 2010. política nacional de resíduos sólidos. account for about 10% of household solid waste (MSW) collected in Brazil. Keywords: Metropolitan area of Sao Paulo. sobre resíduos domiciliares na RMSP indicou: aumento da disposição em aterros sanitários. Ribeiro. nos anos 2004 a 2010: subsídios para a implementação da Política Nacional Besen. con 39 municipios y 20 millones de habitantes. The research was based on primary and secondary data.Ano I . Palabras clave: Región Metropolitana de São Paulo. . The results were: improvement of final disposal in landfills and in other districts. baseada em dados de 2004 a 2010. y la ampliación de la recogida selectiva de 23 municipios en 2004 a 29 en 2010. Günther. Gina Rizpah. do número de organizações e de membros. Helena. coleta seletiva. Pesquisa. la mayoría (28). Se realizó una encuesta sobre la gestión de los residuos sólidos . Almost. in 2010. and expansion of separate waste collection from 23 municipalities in 2004 to 29. política nacional relativa a los residuos sólidos. en conjunto con las organizaciones de colectores de reciclables. organizações de catadores. de municípios com coleta seletiva (23 para 29) e de programas em parceria com organizações de catadores (19 para 28). é responsável por 10% dos resíduos sólidos domiciliares coletados no país. com 39 municípios e 20 milhões de habitantes. Wanda Maria Risso RESUMO A Região Metropolitana de São Paulo. recogida selectiva. Palavras-chave: Região Metropolitana de São Paulo. The research may subsidize implementing the National Solid Waste Policy.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . produce aproximadamente el 10% de los residuos domiciliarios urbanos (RSU) recogidos en el Brasil. mas também da exportação de resíduos e redução da renda média mensal. 28 in partnership with waste pickers organizations. La investigación tendrá que determinar los efectos de la aplicación de la Política Nacional de Residuos Sólidos en la región. Los principales resultados fueron: aumento de la eliminación en vertederos. selective waste collection. We conducted a survey on the management of solid waste in the Metropolitan Area. waste pickers organizations. national policy on solid waste.

tais como a Política Nacional de Saneamento BásicoPNSB (Lei 11. o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e a Petrobrás têm financiado a construção de centrais de triagem. com aplicação de questionários. melhorias nas condições sanitárias e de trabalho nas centrais de triagem e fortalecimento de redes entre as organizações. A coleta seletiva de materiais recicláveis é uma atividade que contribui direta e indiretamente para a redução do volume de resíduos destinados a aterros e lixões. 2009). 2010) apontou a existência de 994 municípios brasileiros que prestavam o serviço de coleta seletiva. 23 milhões de toneladas/ano de RSU ainda não têm destinação adequada.404/2010). a inclusão socio-produtiva de catadores de materiais recicláveis. tendo como foco principal a coleta seletiva municipal operada conjuntamente com organizações de catadores.000 (SNIS. em 2005. cessão de galpões de triagem. 2010. Portal da coleta seletiva.4% do PIB nacional. 24. A inexistência. 2010) e 173. Isto representa quase 10% dos resíduos sólidos domiciliares (RSD) gerados no país (ABRELPE. Portanto.305/2010). a gestão de resíduos sólidos urbanos tem avançado e apresenta indicadores que refletem melhorias significativas na cobertura da coleta regular e na disposição final dos resíduos sólidos.18 BESEN. na maioria dos municípios. cada vez mais. Estima-se que cerca de 19. 2010).. gerem 16.3% do PIB estadual e 19. os municípios e as organizações de catadores têm recebido financiamentos a fundo perdido.br.. Outro estudo. no país. Quanto à disposição final. de forma comparativa.3% em aterros controlados e 18. Desta forma. desenvolvimento de cursos de capacitação de catadores. 2011). 2010). Disponível em: http://www. disponibilização de veículos de coleta. estima-se que 57.6% da massa de resíduos coletados seja depositada em aterros sanitários. INTRODUÇÃO As 26 Regiões Metropolitanas do país concentram 34% da população brasileira e 84% da população urbana do país. ABRELPE. e a sexta maior área urbana do mundo. aquisição de equipamentos. 2. Apoiados por políticas públicas afirmativas no âmbito federal. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é o maior centro urbano do Brasil e da América do Sul. pagamento de gastos com água e energia elétrica. CONTEXTUALIZAÇÃO No Brasil. a coleta seletiva para a reciclagem e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos potencializam. e. 2009). Günther Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo. MÉTODOS E TÉCNICAS A realização do estudo na RMSP deveu-se à opção de continuar levantamento e análise feitos sobre coleta seletiva municipal e organizações de catadores na RMSP. 1. 2008) e 1. O município de São Paulo é responsável pela geração de mais da metade (62. mostra que fatores como: a criação da PNRS.9 milhões de habitantes (IBGE. As projeções de pesquisas realizadas no país apontam que são coletadas entre 140. nos anos 2004 e 2010. O apoio das prefeituras municipais às organizações de catadores tem se limitado ao repasse de equipamentos. foi realizado estudo de caso.. principalmente referentes à operacionalização da coleta e triagem. a redução da emissão de gases de efeito estufa causadores do aquecimento global (QUEIROZ E GARCIA. aprovada e já regulamentada (Decreto Federal 7.233 ton/dia. 2010). na pesquisa COSELIX2 (RIBEIRO et al. foi possível manter atualizado o cenário da gestão desses resíduos na RMSP e oferecer subsídios às políticas públicas para a melhoria de sua eficiência. de forma significativa.1% 1 em lixões (ABRELPE.gov. por meio de levantamento de dados primários nos 39 municí- Presidência da República. RIBEIRO. esforços de educação. vem assumindo. dos quais 653 em parceria com catadores organizados e 279 com catadores atuando de forma isolada. ou quase 6 milhões de toneladas/ano de resíduos sólidos domiciliares (BESEN. no Brasil. na forma de materiais recicláveis que poderiam ser recuperados e gerar trabalho e renda.coletasolidaria. 3. O objetivo deste artigo é analisar. Em 2004 havia sido levantado o número de municípios que praticavam a coleta seletiva na RMSP e. de uma política de planejamento e gestão integrada e eficiente para as Regiões Metropolitanas também se reflete na gestão dos resíduos sólidos que se dá de forma fragmentada e sem a necessária união de esforços para o seu equacionamento. de 2010. a gestão de resíduos sólidos domiciliares na RMSP. A prestação do serviço de coleta seletiva. Estes dados foram atualizados. 2009) que vivem nos 39 municípios da RMSP. em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental/PROCAM /USP e o Centro Universitário SENAC – Área de Ciências Ambientais./2011. 2011). Estudo recente do IPEA (2010) mostrou que mais de R$ 8 bilhões são enterrados anualmente. 2008. auxílio na divulgação do programa e alguns aspectos de educação ambiental à população.Acesso em: 23/fev.2 kg (IBGE. A geração diária per capita varia entre 1 kg (SNIS. a Fundação Banco do Brasil (FBB).583 toneladas/dia de RSU (ABRELPE. organizados em cooperativas de trabalho e associações.107/2005) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS (Lei 12. 2 . realizado pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (CETEA). Coordenada pela Faculdade de Saúde Pública/FSP – Departamento de Saúde Ambiental da USP. Vários Ministérios1. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2008 (IBGE. em março de 2010. ainda é considerada como um programa ambiental e/ou social paralelo e não foi integrada aos sistemas de limpeza urbana. para a sustentabilidade urbana e a saúde ambiental e humana. no período de 2004 a 2005. gerenciamento integrado impulsionando a não geração. nos 11 municípios da região que desenvolviam coleta seletiva há mais de um ano. Importante centro econômico é responsável por 57. capacitação dos cooperados. no Brasil.5%) desses resíduos. CETESB.

Paris. As Figuras 1 e 2 apresentam um comparativo da localização e de condições da disposição final dos RSD na RMSP. Disposição final dos resíduos domiciliares A disposição final de resíduos sólidos da RMSP. 2010). 2010) trouxe uma estimativa. de forma geral. Em 2009. Estudo contratado pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo – SELUR e pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública.213 t/dia nos outros 38 municípios. em 2005. analisou os gastos (per capita) dos serviços de limpeza urbana em relação à quantidade de RSU gerados em cidades brasileiras (base de dados do SNIS. tais como: Tóquio. 3 A estimativa se baseia na geração média per capita e no número de habitantes. Os dados do município de São Paulo foram disponibilizados pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal a partir de registros internos da prefeitura. recebia de 8 municípios.213 t/dia. Belo Horizonte. é realizada em sua maioria em aterros sanitários que operam em condições adequadas. em sua maioria. a estimativa de geração total foi de 16. ou eletrônica para aqueles que assim o solicitaram. Custos de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos Não foram identificados estudos ou pesquisas atualizados sobre o custo da coleta regular focados nos municípios da RMSP. Em 2005. Em 25 de abril de 2011. Em alguns casos. estudo contratado pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (SELUR). Embora a Cetesb alerte para que estas estimativas não sejam utilizadas indiscriminadamente.com. Em 2009. sendo 11. 2006).3%) ainda estavam sendo dispostos em condições controladas.estadao. Esse tipo de disposição final. 2008) e grandes cidades. Disponível em: www. adequada (25 municípios) e inadequada (4 municípios). na qual os critérios sanitários e ambientais necessários não foram obedecidos. Os dados referentes à geração3 e disposição final dos resíduos sólidos domiciliares dos municípios da RMSP foram atualizados com base no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares da CETESB (CETESB. considerando a quantidade. Os dados do Censo 2010 (IBGE) ainda não estão disponíveis. Goiânia. Geração de resíduos sólidos domiciliares na RMSP Não há dados oficiais atualizados e totalmente confiáveis sobre a geração e coleta de resíduos sólidos domiciliares nos 39 municípios da RMSP. cabe ressaltar que são os únicos dados existentes para o período analisado. diante de chuvas excessivas.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . aumentando impactos ambientais e sanitários6. que analisou custos de limpeza urbana em 196 municípios brasileiros. de 20104.Ano I .0. de tempo e de gastos com transporte. apenas o aterro controlado de Itaquaquecetuba. Nova Iorque. Representantes do órgão municipal responsável pela coleta seletiva ou gestores municipais responderam ao questionário. baseada no valor de geração per capita atribuído a cada município. em 2010. devido às dificuldades de obtenção de áreas apropriadas para implantação de aterros sanitários próximas aos centros geradores e. e indicam melhoria significativa da disposição final.php. em função de seu porte. São Paulo. Barcelona. A pesquisa também apontou o incremento da disposição final em aterros privados. uma explosão no aterro de Itaquaquecetuba causou uma instabilidade geotécnica que acarretou desabamentos. para 29.. Ainda. a condição da disposição no solo era: controlada (11 municípios). Rio de Janeiro.213 t/dia de RSD gerados nos 38 municípios (excetuando-se São Paulo que dispõe em condições adequadas) 2. Esses aterros.065 t/dia (39. em 2009. O estudo concluiu que o gasto pode atingir valores três a 13 vezes maiores do que em cidades brasileiras estudadas5. 4 Brasilia. Londres e Buenos Aires (SELUR/ ABLP. 2010). a receita tem-se mostrado insuficiente para manter as atividades do serviço na maioria desses municípios. Na RMSP. aplicado por via telefônica. Cidade do México. quando existentes. os gestores solicitaram o contato direto com as organizações de catadores. 5 6 . estas áreas podem sofrer problemas operacionais e piorar sua condição ambiental. caracteriza uma situação de risco ao ambiente e à saúde humana. Nas regiões metropolitanas e em cidades grandes e médias.. considerando os dois aterros sanitários do município de São Paulo.ABLP e realizado pela PriceWaterhouseCoopers. Salvador. em 2005 e 2009 respectivamente. há resistência das comunidades à sua proximidade (GÜNTHER e GRIMBERG. Acesso em: 27/maio/2011. No entanto. utilizando-se instrumento de coleta de dados estruturado (questionário). do total estimado de 5./not_imp710667. a tendência observada é de disposição final em aterros instalados em áreas cada vez mais distantes.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 19 pios da RMSP. O Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares (CETESB.br/estadaodehoje/. assim como desgaste das vias públicas. uma vez que. Estas distâncias maiores representam aumento de emissões de CO2. operam em condições adequadas. segundo o SNIS (2008).000 t/dia no município de São Paulo e 5. O número de municípios da RMSP que exportam seus resíduos a outros municípios aumentou de 20.

em 2009 Figura 2 .Destinação e condição da disposição final dos resíduos domiciliares na RMSP.Destinação e condição da disposição final dos resíduos domiciliares na RMSP.Destinação e condição da disposição final dos resíduos domiciliares na RMSP. Figura 2 . 1 . em 2005. em 2009 .. em 2005.Destinação e condição da disposição final dos resíduos domiciliares na RMSP.Destinação e condição da disposição final dos resíduos domiciliares na RMSP. em 2009 Figura 1 .Destinação e condição da disposição final dos resíduos domiciliares na RMSP. Figura 1 .. 8 8 Figura 2 . em 2005. Günther Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo. RIBEIRO.20 Figura BESEN.

2004. permitindo ver sua ampliação. Apenas um município apresentava coleta seletiva em 2004. As Fide 2004 e 2010.Coleta seletiva na Região Metropolitana de São Paulo. 23 e 29 municípios (59%). .seletiva e triagemem realizadas por empresa contratada pela prefeide administrativa. houve interrupção do projeto. fundada em 1989. 29 (74%). a coleta parceria com organizações a Coopamare. em em1989. Muitos municípios implantaram coleta município. Apenas um e doava o município apresentava coleta seletiva e triagem realizadas por empresa contratada pela e VIVEIROS. No período. por meio de projeto piloto em parceria com vam a coleta seletiva. O município de São Paulo de foi pioneiro na implantação da foi implantada em 9 municípios. houve interrupção do projeto. seis deles possuíam projeto de implantação em parceria com organizações de catadores. coleta seletiva em parceria com organizações de catadores 28 (72%). em 2003 a coleta seletiva solidária foi retomada (JACOBI material reciclável para uma cooperativa sediada em outro Figura 3 . passando de 19 (49%) para 28 (72%). por Setembro 2011 meio de projeto piloto em parceria com a Coopamare. em 2004. Somente em 2003 a Evolução da coleta seletiva municipal Constata-se que houve ampliação da coleta seletiva muni- coleta seletiva solidária foi retomada (JACOBI e VIVEIROS. 2010. em 2010. As Figuras 3 cipal com inclusão de catadores na RMSP. Muitos municípios guras 3 e 4 apresentam a coleta seletiva na RMSP. 2006). para 29fundada (74%). Devido à . O município de São Paulo foi pioneiro na implantação da coleta seletiva. 2006). Devido à descontinuida . a e 4 apresentam a 39 coleta seletiva na RMSP.Ano I . Houve descontinuidade na coleta seletiva em apenas um município. passando de 19 (49%) para coleta seletiva. Somente tura municipal e outro realizava a coleta seletiva de catadores foi implantada em 9 municípios. em 2004 e 2010.realizanos anos deem 2004 epara 2010. permitindo ver O número municípios que praticava a coleta seletiva passou de 23 (59%). 9 Figura 3 . Dentre os municípios. no período estudado. respectivamente. sua ampliação.municípios realizavam a coleta seletiva. em 2004 e 2010. entre os anos 2004 de municípios que praticava a coleta seletiva passou de 23 e 2010. No período. respectivamente. nos anos seletiva entre os anos de 2003 e 2005 e 2007 a 2009. em 2004.Coleta seletiva na Região Metropolitana de São Paulo. O número implantaram coleta seletiva entre os anos de 2003 e 2005 e 2007 a 2009. Dentre os 10 municípios que não praticavam a coleta seletiva.Volume 1 A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos CONEXÃO ACADEMIA 21 descontinuidade administrativa. prefeitura municipal e outro realizava a coleta seletiva e doava o material reciclável para uma cooperativa sediada em outro município.

Coleta seletiva na Região Metropolitana de São Paulo.2009) para entre 35%. 30 organizações de catadores atuavam na coleta seletiva municipal. Dessas. em dois desses municípios. pois. a cobertura de atendimento 15% confirmado da área 0. da pesquisa identificaram que 48 municipal em programasda de Serra. coleta seletiva. No entanto. 15 delas atuando no município de São Paulo. entre 60.Coleta seletiva na Região Metropolitana de São Paulo..9%. sobre a área eEm 2005. de em 3 municípios. urbana atendida. pois. atingia fato não pelas organizações de catadores nicípios. eresultados 7 municípios afirmaram urbana.1% (São Paulo) a 3. em pelas organizações de catadores parceiras. no período estudado. optou-se pelo uso da fórmula: TRMR comercializada = Quantidade de recicláveis comercializada x 100 Quantidade RSD coletados + Quantidade recicláveis comercializada . entre 60.2% a 17. Em 2004. houve ampliação do número de não nicípios a TRMR variou de 1. pois permite avaliar a participação da população na coleta seletiva. e se reflete na renda obtida pelos catadores. 81%) estava constituída legalmente como cooperativa e nove (19%) como associações.descontinuidade na coleta seletiva em apenas um município. o cálculo foi sobre o número de habitantes e. NoVerificou-se entanto.. 22 BESEN.0% 99. Dois mu. nos 27 municípios da RMSP. entre os municípios da RMSP. em parceria com 28 prefeituras municipais. em 2004. A taxa de recuperação de materiais recicláveis é um dos indicadores importantes. passando dese 2encontravam (2004) para municípios.02%. situava-se entre 30% e 35%. RIBEIRO. Em 12 municípios. 10 Para avaliar a quantidade de material desviado dos aterros para reciclagem.0% e 99.7%) número de 3 municípios.de Juquitiba (17.. em 2010. não souberam informar este dado.que a maioria dos municípios chegava a atender 50% da área municípios com cobertura entre 75 e 100% da área urbana. em 4 municípios. Doisdas municípios. Bem abaixo. e 18 cooperativas no município de São Embora o cálculo da TRMR seja dado pela fórmula: TRMR = Quantidade coletada seletivamente – Quantidade de rejeitos na triagem . os obtidos (RIBEIRO et al.7%). Ferraz de Vasconcelos e Itapecerica da Serra. Salesópolis e Santana do Parram atender a 100% da área entre urbana.4%). a maioria (39. estimada pelos respondentes. Verificou-se que houve ampliação do (16. Biritiba Mirim municípios com cobertura e não 100% da áreanaíba urbana. Günther Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo. a maioria Características organizações Ferraz de catadores Vasconcelos e seus Itapecerica não souberam dado. em dois desses atender a 100% da área urbana. a eficiência dos processos de coleta seletiva 7 organizações de catadores atuavam na coleta seletiva.2%. Nos demais mu- urbana municipal em seus programas de coleta seletiva.informar Em 2010. sobre a área urbana atendida. devido às x 100 Quantidade coletada seletivamente + Quantidade coletada de lixo comum prefeituras municipais não possuírem dados de quantidade de rejeito.21% a 3. estimada pelos respondentes. em 2010 Figura 4 . Em 12 muNão foi possível realizar comparação entre a cobertura e de triagem. o cálculo que determina a sua permanência ou não nas organizações. este os resultados nicípios. dos municípios não chegava a atender 50% da área urbana (7. foi utilizado como indicador a Taxa de Recuperação de Materiais Recicláveis – TRMR7.9%. em 2004.9%). foram identificadas 35 organizações parceiras de 18 municípios. Em 2010. o a taxa de recuperação de materiais recicláveis variaram de taxa variou de 0. situava-se de coleta seletiva em 2004 e 2010. em 4 municípios. destacando-se. em 2010. Figura 4 . os municípios foi 30% sobre oenúmero habitantes e. 8 (2010).2%).4%. de passando de 2 (2004) para 8 (2010). Em 2010. a cobertura de atendimento atingia 15% da área urbana.75 fato confirmado (16. Barueri (5. em 2010 Não foi possível realizar comparação entre a cobertura de coleta seletiva em 2004 e 2010.7%) e Santo André (4. essa parceiras. e 7 municípios afirma.

A pesquisa sobre a evolução da gestão de resíduos sólidos na RMSP.00. Nasalário RMSP.00. por serviço tados. a remuneração das orga. número total de membros entre 2004 e 2010 é sempre suTabela 1 . Indicam organizações e a redução da renda média desses trabalhadores podem ser Figura 5 . em 2010. nos anos Houve aumento do total membros organizações no perior a 60%. Em 2010. nos 28 municípios pesquisados. o crescimento do número de membros em da renda aumentou para R$ 537.049 Variação (%) 66. Indicam ainda que este serviço não está sendo considerado dentro do gerenciamento municipal de resíduos sólidos urbanos. Na RMSP. Em da renda. o valor do salário mínimo era R$ 260. equivalente a 1. 8 Em 2004. nos anos 2004 e 2010 Com relação à renda média mensal dos membros das organizações. Dentre os municípios. 2004 e 2010 Organizações de catadores na RMSP 2004 Número em 28 municípios Número em 27 municípios (exceto São Paulo) Em São Paulo 1.64 salários o preço de recicláveis no mercado.5 75. pelas prefeituras municipais. 12 Figura 5 . Dentre 16 municípios. desganizações. embora a coleta e a destinação tenham melhorado. houve redução de 1.00. no período de 2004 a 2010.00.64 saláriosdesta mínimos. o aumento do valor do salário mínimo. municípios da RMSP. e de RIBEIRO et al. (número de salários mínimos).Número de membros das organizações e variação percentual.Variação percentual da TRMR. só dois apresentaram redução e 14 ambas. Estes fatores afetam disegundo. Apenas um município tem parceria com um grupo de aumento. no período. o aumento do valor do 8 . . pelas prefeituras municipais. mostrou que. no primeiro por tonelada coletada e. Em 2005. no primeiro por tonelada coletada e. 2010.05 salários mínimos8. Oe aumento da TRMR a e sustentabilidade do número de membros prestado. por serviço prestado. equivalente a 1. a renda média (em Com relação à renda média mensal dos membros das or. ocorre apenas nos de Diadema Biriti..retamente financeira das e a capacidade de ba Mirim. modernização tecnológica destes empreendimentos. 2009 Fonte: Elaborado pelas autoras a partir de informações das prefeituras municipais em março de 2010.Variação percentual TRMR. em municípios da de RMSP.gerenciamento municipal de entre resíduos sólidos urbanos.Ano I . do número de membros e da renda média (número de salários mínimos).00.00. no segundo. os anos membros das organizações e a redução da renda média desem . em 2010. a remuneração das organizações equivalia apenas 1. salários mínimos mínimos.00.05pesquisados. a renda média (em 11 municípios tacam-se: a crise econômica global de 2008. entre os anos 2005 e et 2010.327 662 645 Número total membros 2010 2. no nizações de catadores pela prefeitura municipal.6%) têm parceria com período. A Tabela 1 mostra que a variação percentual do catadores não formalizado. correspondia a R$ 510.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 23 Paulo.de Número de das membros das organizações e variação percentual. Em 2005. que impactou o preço de recicláveis no mercado. por municípios meio de convênio. e de RIBEIRO al.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . destacam-se: a crise 2005 e 2010.210 1.. O aumento da TRMR da e do número do de número ainda que este serviço não sendo considerado dentro do visualizados na Figura 5. mas equivalia a apenas relação ao volume de material a ausência de rede catadores pela prefeitura municipal. de membros e está da renda média por meio de convênio.64 para 1. ocorre coletado apenas e nos 1.00. Como fatores responsáveis desta redução da renda. o valor da renda aumentou para R$ 537.05 salários Como fatores responsáveis redução mos. 6 (21.4 62. nos quais foi possível estaCooperativas.64 para 1. a disposição final em muitos municípios ainda não está equacionada.muneração das organizações de catadores por serviços presmunicípios de Diadema e Biritiba Mirim. econômica global de 2008. 2009 Fonte: Elaborado pelas autoras a partir de informações das prefeituras municipais em CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES 8 Em 2004.4%) com Associações e 2 (14. nos a 28 municípios o valor mínimo. Estes fatores afetam diretamente a sustentabilidade financeira e a capacidade de modernização tecnológica destes empreendimentos. o valor do salário mínimo era R$ 260. houve redução de 1. correspondia a R$ 510.05 salários mínimos. mas que impactou pesquisados) foi de R$ 427. 11 municípios pesquisados) foi de R$ míni 427. o crescimento do número de membros em relação ao volume de material coletado e a ausência de remuneração das organizações de catadores por serviços prestados.161 1.6 Tabela 1 . 22 (78.3%) com belecer a comparação. março 2010. no período.ses trabalhadores podem ser visualizados na Figura 5.

Mesmo que aterros privados operem em condições ambientalmente adequadas. Rio de Janeiro: IBGE.gestão de resíduos sólidos domiciliares em São Paulo entre 1989 e 2004. 2010. Centro de Tecnologia de Embalagem. com ganhos ambientais e de saúde... 2011. 2006. . R. Um investimento para o futuro das cidades. 2009. com muitas suspeitas no meio do caminho. Há. . RIBEIRO. Rio de Janeiro: IBGE. Recomenda-se. 4. REFERÊNCIAS ABRELPE . (Org. São Paulo: Cetesb. ed. .Facul- dade de Saúde Pública. também. Coleta seletiva com inclusão social: cooperativismo e sustentabilidade..Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil. VIVEIROS. G. Recomendam-se.2010. embora a coleta e a destinação tenham melhorado. 2002. W. sobretudo. 1. São Paulo: Annablume e Fapesp.Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil.Pesquisa Nacional de Saneamento Básico. GUNTHER W. /2011.Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. IBGE . GÜNTHER.. Tese (Doutorado) . v22. 2010.O impacto da nova lei contra o aquecimento global. que as prefeituras cobrem da população geradora taxas que cubram o custo real do sistema de gerenciamento e operação dos RSU e contratem serviços das organizações de catadores. a disposição final em muitos municípios ainda não está equacionada. no período de 2004 a 2010. In: JACOBI. H. Günther Gestão de resíduos sólidos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo. a partir da recém instituída Política Nacional de Resíduos Sólidos. 3 julho/agosto/ setembro. assim. ainda são baixas nos municípios. São Paulo.selurb. Política Nacional de resíduos sólidos.br/upload/estudo_ selur_2010. Brasília: MCIDADES/SNSA. Gestão da Limpeza Urbana. o solo e áreas verdes e por situações de injustiça ambiental que geram. R. São Paulo: ABRELPE. M. assim. Esta ampliação ocorreu. P.pdf>. 2010.DEMAJOROVIC J. Coleta seletiva com inclusão de catadores: construção participativa de indicadores e índices de sustentabilidade. por meio da logística reversa. 5.Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares – 2005. R. Programa de modernização do setor de saneamento: Diagnóstico da gestão e manejo de resíduos sólidos urbanos. IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. . uma vez que esta região representa o motor principal da economia paulista e brasileira. Rio de Janeiro: IBGE..Censo 2010. de se firmar acordos setoriais com as cadeias produtivas de vários bens e produtos para viabilizar. BESEN G. as distâncias mais longas percorridas para disposição em municípios vizinhos preocupam por seus impactos ambientais adicionais sobre a atmosfera.. 2011. C. GRIMBERG. São Paulo: Asociación Interamericana de Ingeniería Sanitária y Ambiental-AIDIS. também. 2010. CETEA INFORMATIVO Campinas: CETEA. 2010. 2010. . . São Paulo: ABRELPE. São Paulo: Annablume. 275p. mas em proporções ainda pequenas face a seu potencial. E. o financiamento desta prestação de serviços. Disponível em: <http://www. Tudo isto indica que há muito para avançar em termos de aplicação da Política Nacional para a sustentabilidade da gestão dos resíduos sólidos na Região Metropolitana de São Paulo.. estudos sobre a logística de transporte de resíduos sólidos urbanos na RMSP e.. Brasília: IPEA. VIVEIROS M. Relatório de Pesquisa. 2006. R. C. R.. incluindo-os no gerenciamento integrado. SELUR/ABLP. 2006 QUEIROZ. P. R. Da vanguarda à apatia. a possibilidade. Pesquisa sobre pagamento por serviços ambientais urbanos para gestão de resíduos sólidos. São Paulo: Cetesb. G. M.2008. R. n. CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES A pesquisa sobre a evolução da gestão de resíduos sólidos na RMSP. Gestão Compartilhada de Resíduos Sólidos no Brasil. RIBEIRO.2009.. BESEN.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. de membros das organizações e do índice de recuperação dos materiais recicláveis. 2010. mecanismos de redução da produção de resíduos. Acesso em: 5/fev. com efeitos multiplicadores em todo país. JACOBI.Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2009.Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do estado de São Paulo . Universidade de São Paulo. E. .Censo 2000. Embora as taxas de recuperação de materiais recicláveis tenham aumentado.24 BESEN.com. CETESB . São Paulo: Selur/ABLP. 2011. SNIS .inovação com inclusão social.). Os postos de trabalho gerados são reduzidos em relação à quantidade de catadores atuando nas ruas. 2010. a ampliação da coleta seletiva. Directrices para la gestión integrada y sostenible de residuos sólidos urbanos en America Latina y el Caribe. assim como do número de organizações de catadores. JACOBI. P. GARCIA.Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. 2008. mostrou que. E. M. em especial a praticada pelos municípios em parceria com organizações de catadores.

Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 25 A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Uso Indiscriminado de Resíduos Sólidos pela Sociedade Brasileira Ribeiro. la recientemente aprobada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) se presenta como un marco normativo. El propósito de este trabajo es presentar y discutir aspectos relacionados con este tema de creciente preocupación en nuestra sociedad y llamar la atención sobre los problemas derivados del uso . São Carlos/SP . objetivos. Brazilian National Policy For Solid Wastes And The Solid Waste Indiscriminate Use By The Brazilian Society Abstract It is common sense in contemporary society that solid wastes should be reused to the maximum. Brasil.Rodovia Washington Luis. Dentro deste contexto. diretrizes. The purpose of this paper is to present and discuss aspects related to this issue of growing concern in our society and draw attention to the problems arising from the solid waste indiscriminate use. reuse. reaching one of the sustainability principles. PNRS.verasribeiro@hotmail. llegando a uno de los principios de la sostenibilidad.Ano I . recently approved. de interesse crescente em nossa sociedade e alertar para os problemas decorrentes do uso indiscriminado dos resíduos sólidos. a recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) apresenta-se como um marco regulador. herramientas. presents itself as a regulatory framework. directrices. bringing together a set of principles. objetivos y acciones con miras a la gestión integrada y ecológicamente racional de de residuos sólidos. reutilização. que reúne un conjunto de principios. O intuito deste trabalho é apresentar e discutir aspectos referentes a esta questão. reunindo o conjunto de princípios. PNRS.com Departamento de Engenharia de Materiais . Within this context. reciclagem. Dentro de este contexto. objetivos. objectives. 13565-905. Daniel Véras . recycle. RESUMO É senso comum na sociedade contemporânea que os resíduos sólidos devem ser reaproveitados ao máximo. sustainability. guidelines. La Política Nacional De Residuos Sólidos Y El Uso Indiscriminado De Los Residuos Sólidos En La Sociedad Brasileña Resumen Es de sentido común en la sociedad contemporánea que los residuos sólidos deben ser reutilizado al máximo. goals and actions with a view to integrated and environmentally solid waste management.Universidade Federal de São Carlos .A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . Km 235. Keywords: solid waste. atingindo a um dos princípios da sustentabilidade. Palavras-chave: resíduos sólidos. the Brazilian National Policy for Solid Waste. instrumentos. metas e ações com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos. sustentabilidade. tools.

90 Mton são industriais (RSI) e 50. Mas. As principais preocupações estão nas conseqüências que estes podem ter sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente (solo. al. No Brasil. literalmente “monte de conchas”). são depósitos construídos pelo homem constituídos por materiais orgânicos. os recursos naturais são vistos como ilimitados. 2009). os resíduos passaram a ser um problema de toda a humanidade. ar e paisagens). água. tem-se o fato de que o crescimento das áreas urbanas não levou em consideração a necessidade de adequação de locais específicos para depósito e tratamento destes resíduos sólidos gerados. gerado para o conforto e o bem-estar humanos.3 Mton são de construção e demolição (RCD). a sociedade considera os resíduos orgânicos como uma responsabilidade do cidadão. os resíduos gerados pelo homem eram quase que exclusivamente excrementos e restos de animais mortos. com participação ativa da população. O fator cultural também pesa bastante na forma como o resíduo é visto. A partir daí. foram gerados cerca de 215 milhões de toneladas de resíduos sólidos (superior a 1 tonelada por habitante!). processos visando a eliminação do lixo passaram a ser 1 motivo de preocupação. Este tipo de valor cultural facilita a introdução de métodos mais racionais de controle dos resíduos sólidos. fixando-se em determinados lugares e abandonando os hábitos de andar de lugar em lugar à procura de alimentos ou pastoreando rebanhos. trazendo riscos à saúde humana. 2009). Do ponto de vista histórico. então. do gerador.26 Ribeiro. Em outras palavras. utilizando suas grandes reservas de carvão) e o crescimento desenfreado e sem qualquer preocupação com o meio ambiente. berbigueiros ou até mesmo pelo termo em inglês shell-mountains. ocasionando um aumento da quantidade de resíduos gerados e não utilizados pelo homem. levou à intensificação do material descartado. produzido a partir da Revolução Industrial. também conhecidos como concheiros. no Brasil. 1999). esse problema foi bastante acentuado. os resíduos urbanos. após sua utilização (Bidone & Povinelli. gerados em grande quantidade. ocorridas na Inglaterra (primeiro país a gerar energia em larga escala. apud Peixoto et. em termos tanto de composição como de volume. 8 Mton são provenientes de serviços de saúde (RSS). a era dos descartáveis. casqueiros. em que grande parte dos produtos é inutilizada e jogada fora com enorme rapidez. Nesse paradigma. a massa de resíduos sólidos gerada pela sociedade industrial é muito superior à massa de produtos consumidos: todos os bens que consumimos ao final da sua vida útil serão resíduos. indiscriminado de residuos sólidos. com o início da atividade agrícola e da produção de ferramentas de trabalho e de armas.. por exemplo. Ainda segundo este autor. surgiram os restos da produção e os próprios objetos. em 2009 (ABRELPE. 66. Ambas operam sem questionar a lógica do ciclo de produção aberto (o que sobra vai para o lixo). por terem origem essencialmente natural e por serem gerados em pequena escala. 2010). variam em função das práticas de consumo e dos métodos de produção. Com as Revoluções Industriais. todo e qualquer processo de mineração. O homem passou a viver. o lixo surgiu no dia em que os homens passaram a viver em grupos. mas sim como uma solu- Sambaquis (do tupi tamba’kï. calcáreos e que. Assim. Destes. acabaram por sofrer uma fossilização química. Ao longo da história da humanidade. empilhados ao longo do tempo e sofrendo a ação da intempérie. Estes resíduos. Daniel Véras A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Uso Indiscriminado de Resíduos Sólidos. Presentes em todos os estágios das atividades humanas. ninguém quer gerar resíduos. como registro de épocas pré-históricas. a idéia de crescimento se confunde com um crescente domínio e transformação da natureza. 1. na prática. O desenvolvimento tecnológico.7 milhões de toneladas (Mton) são urbanos (RSU). segundo pesquisa realizada pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). extração ou industrial gera resíduos (Ribeiro & Morelli. Nossa indústria se concentra na fase de produção. com a era da informática e do apelo ao consumismo. Existem algumas referências na história antiga ao enterramento e ao uso do fogo como métodos de destruição dos restos inaproveitáveis. ou melhor. segundo Dias (2008. reutilizar. Palabras Clave: Basura. Na China. sostenibilidad. reciclar. não são vistos como um problema. . Inicialmente. PNRS. como se as matérias primas naturais fossem infinitas e a gestão e manejo dos resíduos isenta de problemas e riscos... não geravam impactos ao meio ambiente. ignorando o ciclo de vida do produto. INTRODUÇÃO Resíduos são todas as “coisas” indesejadas geradas na produção ou consumo de bens. Para piorar a situação. Posteriormente. embora as soluções visassem unicamente transferir os resíduos produzidos para locais afastados das aglomerações humanas primitivas. desde simples restos de animais mortos até baterias de celulares de última geração. são encontrados sambaquis1 e o lançamento de detritos em locais desabitados a céu aberto ou em rios e córregos. muitos deles provocando a contaminação do meio ambiente. Nas últimas décadas. os resíduos. basicamente nas áreas urbanas. no entanto.

De forma geral. toda a sociedade (consumidores. o Brasil estabelece um marco regulatório completo para o setor de resíduos sólidos. com a aprovação da Lei nº 12. estabelece que todos os agentes envolvidos na fabricação. isoladamente ou em regime de cooperação com Estados. A humanidade vive um momento em que as questões ambientais são discutidas em todas as esferas da sociedade. A Política Nacional de Resíduos Sólidos reúne o conjunto de princípios. Este conceito de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos é caracterizado pelo conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes. Existem no mercado brasileiro muitos casos práticos de materiais reciclados que expõem trabalhadores e usuários a riscos de saúde. Ou seja. Ainda gerará trabalho. sancionada em 02 de agosto de 2010 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro mecanismo importante da nova legislação é a Logística Reversa. públicas ou privadas. que vem ao encontro de um dos grandes desafios a ser enfrentado pelos governos e pelo conjunto da sociedade brasileira: a magnitude do problema da geração de resíduos sólidos e o seu manejo adequado. de necessidade de descontaminação. que geram resíduos sólidos por meio de seus produtos e atividades. menor controle da composição. Morelli. 2010). Municípios ou particulares. que apresentam durabilidade muito baixa. pois haverá uma diminuição do consumo dos recursos naturais e proporcionará a abertura de novos mercados. importadores. Além disso. bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos (BRASIL. e conduzirá à inclusão social de catadores de materiais recicláveis. com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos (BRASIL. emprego e renda. com certeza. entre outros) é responsável pelos resíduos sólidos gerados. O aumento da reciclagem é. dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. na forma de novos insumos. distribuidores e comerciantes. Projetos desta Política Nacional tramitaram por muitos anos no Congresso Nacional que enfim chegou à aprovação do que pode vir a ser um importantíssimo marco regulatório. comerciantes. Assim. são estabelecidas diretrizes de gestão em todo o país. ou que simplesmente não funcionam adequadamente (Ribeiro. E o detalhamento das responsabilidades será definido na regulamentação e nos acordos setoriais. destinados a facilitar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. inclusive consumo. Dessa forma. distribuição. a Logística Reversa induzida potencializará a reciclagem no Brasil e é importante. diretrizes. IMPACTOS DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA SOCIEDADE BRASILEIRA Após 21 anos de espera. 2010). possibilitará a inserção de diretrizes do desenvolvimento sustentável na gestão de resíduos sólidos do País. Significa dizer que o Poder Público e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações que envolvam os resíduos sólidos gerados. em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. fabricantes. disponibilização para coleta. indústrias. o que nunca havia acontecido anteriormente em toda a história. para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados. enfim o Governo Federal aprovou e sancionou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). a iniciativa privada e o poder público. oferece diversas van- . que institui a PNRS. bem como as que desenvolvem ações que envolvam o manejo e o fluxo de resíduos sólidos.Ano I . Estabelece também o fechamento de todos os chamados lixões – locais em que o lixo é depositado sem tratamento ou separação – até o ano de 2014. um conjunto de ações. metas e ações adotados pelo Governo Federal. como também nos aspectos sociais e econômicos. No ordenamento brasileiro havia a lacuna de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). procedimentos e meios. Produtos reciclados passam a ser imediatamente percebidos como mais eco-eficientes que os produzidos a partir de matérias primas naturais. a implantação da Lei trará impactos positivos ao meio ambiente com incentivos à redução da geração. uma delas. os fabricantes não se sentem responsáveis por seus produtos após o consumo. pois grande parte dos produtos usados é jogada fora de maneira inadequada. com a descentralização político-administrativa das ações e estabelecendo-se parâmetros da responsabilidade compartilhada entre a sociedade.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . 2. assim como minimizará os impactos ambientais provocados pela disposição inadequada dos rejeitos. deixando muitas vezes à margem deste processo a preocupação com a segurança e a eficiência. Assim. a ânsia pelo reaproveitamento de resíduos sólidos de torna crescente.305. instrumentos. o que estimula a formação de uma extensa rede de compostagem e biodigestão de resíduos (Kraemer. Essa Política deve obrigar a sociedade e o Poder Público a buscarem alternativas para o resíduo produzido nas cidades. Tradicionalmente. A PNRS. Muitas vezes o impacto da logística reversa. revendedores. Distrito Federal. a PNRS define que os geradores de resíduos sólidos são as pessoas físicas ou jurídicas.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 27 ção para a fertilização dos solos. pois. à reutilização e à reciclagem de resíduos. 2010). Agora. Assim. 2009). tratamento e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos. venda e consumo de produtos sejam responsáveis pelos seus resíduos. A PNRS estabelece que o gerador de resíduos sólidos é responsável pela geração. Ocorre que muitos produtos reciclados são menos eco-eficientes do que seus primos gerados a partir de matérias primas naturais. objetivos. compreendendo as etapas de acondicionamento. além da natural degradação de materiais com o seu envelhecimento fazem com que produtos reciclados tenham maior impacto que os similares não reciclados.

agrega valor ao produto e se diferencia estrategicamente no mercado competitivo. As empresas que fazem a logística reversa melhoram sua imagem junto ao consumidor consciente. principalmente após a aprovação da PNRS. PERIGOS ASSOCIADOS AO USO INDISCRIMINADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS. observa-se que a PNRS atende a grande parte dos anseios dos ambientalistas. Estima-se que o comércio de resíduos industriais movimente em torno de R$ 250 milhões por ano no Brasil. Esta legislação precisa ser cumprida e assimilada pela sociedade de uma forma geral. a Lei precisa “pegar”.305 indicar a prioridade. principalmente os industriais. 3º (. muitas vezes não basta uma legislação adequada e completa. mas tem potencial para chegar a R$ 1 bilhão por ano (Ribeiro & Morelli.305 define destinação final ambientalmente adequada.. um grande problema não tem sido discutido pela sociedade e órgãos competentes: a falta de normatização própria e ausência de fiscalização no tocante ao uso de resíduos.. realçando o exposto no parágrafo anterior: Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12. por exemplo. de maior periculosidade. tagens à sociedade: preservação do meio ambiente e recursos naturais. 3.305/2010) “Art.. É certo que o ideal seria a não geração de resíduos. o Art. De acordo com o § 1º poderão ser utilizadas tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos. prometendo resolver o problema e passivo ambiental das empresas geradoras. favorecer a logística reversa e cobrar dos governantes atitudes concretas para acabar com os lixões em todo o país. amenizando impactos ambientais e diminuindo o consumo de matérias-primas. entre elas a disposição final. O Art.. Apesar de o panorama aparentar-se totalmente favorável ao reaproveitamento dos resíduos.28 Ribeiro. em sua maioria. seja melhorando seus processos para reduzir a geração ou investindo em projetos que viabilizem utilizar seus resíduos em outros processos ou até mesmo dentro da empresa. No entanto. programas de educação ambiental massivos são de fundamental importância para que o cidadão absorva a necessidade do cumprimento desta Lei e incorpore ao seu cotidiano as ações que devem ser tomadas. No entanto. Profissionais que buscam desenvolver novos produtos ao utilizar de forma empírica estes resíduos aparecem a cada momento. As empresas geradoras têm se esforçado nessas duas vertentes de tomada de decisões. Para tanto. mesmo sendo. reutilização. serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis e dar incentivos ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos. no sentido de contribuir com a coleta. restam duas possibilidades: buscar reduzir a geração ou buscar alternativas economicamente viáveis para reutilizar e/ou reciclar estes rejeitos. bens. Daniel Véras A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Uso Indiscriminado de Resíduos Sólidos. redução. informais como para os catadores de materiais recicláveis. do SNVS e do Suasa. Assim.destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização. dificilmente os processos industriais e a atual sociedade altamente consumista deixarão de gerá-los. nas aquisições e contratações governamentais. Sem a participação da sociedade. desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica e ambiental e com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão ambiental. A incineração é uma possibilidade de geração de energia a partir dos resíduos sólidos. economia de energia e a geração de empregos. incluídos a recuperação e o aproveitamento energético. tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. 9º refere-se à gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. 3º. reduzir o consumo para níveis sustentáveis. apesar de pensamentos utópicos defenderem esta idéia. só é possível depois de esgotadas as formas de reutilização e reciclagem dos resíduos sólidos. Dentro deste contexto. mas como a Lei define. 2009). De uma forma mais popular. Outras vezes. item VII da Lei 12. a reciclagem. a compostagem. nem isso fazem.) VII . Outra questão que pode ser um divisor de águas para o aumento da utilização de novos produtos que utilizem resíduos como matérias-primas é o fato da Lei 12. observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos. a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama. Isso decorre do fato da logística reversa conseguir diminuir a descartabilidade de produtos implicando em uma redução dos custos para as empresas. no Brasil. deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração. Então.” Além disso. além de contribuir para o incremento da reutilização e da reciclagem de material. reciclagem. O fato é que o uso de resíduos industriais como novos insumos para um processo produtivo deve passar por uma . como a coleta seletiva. Na grande maioria das vezes limitam-se a realizar ensaios técnicos para verificar se estes materiais atendem aos requisitos mínimos de utilização. para produtos reciclados e recicláveis. dificilmente a Política Nacional de Resíduos Sólidos atingirá plenamente os seus objetivos.

será utilizado como exemplo o processo de fabricação de telhas. Projetos que tenham como objetivo utilizar resíduos como matérias primas devem ocorrer de forma meticulosa. Pelo menos este deveria ser o procedimento padrão. comprimento e largura) e empenamento. contaminando solo. sistemática e de forma a reduzir ao mínimo as chances de contaminação do meio ambiente e dos seres humanos.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . Assim. Além desta contaminação pós-utilização.Terminologia. Este é um produto que apresenta grandes possibilidades de incorporar diversos tipos de resíduos perigosos e é um dos mais estudados como absorvedor de resíduos em todo o mundo. requisitos e métodos de ensaio”. tais como ABNT. ambientais. sempre. a análise destas leis e normas torna-se fundamental. dentre outros. Devido ao seu aspecto granular. segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o INMETRO. a reciclagem de resíduos sem uma base científica bem desenvolvida pode resultar em problemas ambientais maiores que os do próprio resíduo. Como conseqüências destacam-se: a alta concentração dos metais nos manguezais do estuário do rio Subaé. Um exemplo de grande relevância ocorreu na cidade de Santo Amaro da Purificação. Normalmente os operários não têm conhecimento do risco a que estão submetidos e manuseiam estes materiais sem quaisquer equipamentos de proteção. cidade localizada no Recôncavo Baiano. O Instituto Nacional de Metrologia. Só após o conhecimento de todas estas leis. financeiros. lençol freático e contaminando animais e moradores da região. INMETRO. Toda esta catástrofe ambiental se deu pelo fato de a indústria geradora considerar a escória inócua. foram utilizadas de forma indiscriminada cerca de 500 mil toneladas de escória de chumbo pela Companhia Brasileira de Chumbo (COBRAC). O sucesso de uma pesquisa e do desenvolvimento de um novo material ou componente usando o resíduo como matéria-prima é um desafio complexo e multidisciplinar. Assim sendo. Estes projetos devem ter como início. Nas cidades vizinhas de São Brás e Cachoeira da Vitória houve distribuição sem controle da escória para a população. a análise preliminar de mercado e clientes alvo. de forma resumida. existe também a contaminação que ocorre durante o manuseio destes resíduos. ANVISA. envolvendo aspectos técnicos. contaminando moluscos que servem como base alimentar da região. com o intuito de evitar acidentes ambientais. proibiu o uso de alguns tipos de amianto (amianto crisotila) para a produção de telhas e outros artefatos. . devem ser somados esforços na direção de superar a desconfiança da sociedade. onde durante mais de três décadas. uma análise ampla da literatura (artigos. O desenvolvimento destes projetos deve ser realizado por pessoas capacitadas tecnicamente para tal. de marketing.Ano I . análise das leis e normas vigentes sobre o produto a ser proposto. as principais etapas para o desenvolvimento de um produto que utilize resíduos como matéria-prima são: a conscientização dentro da empresa da necessidade de se destinar adequadamente os resíduos. uma caracterização detalhada do resíduo em questão. a determinação da massa. por questões de saúde pública. CONAMA. para que se conheça a composição química e as propriedades mais importantes deste material. exige a padronização de alguns fatores. além de uma cooperação entre instituições de pesquisa. distante cerca de 100 km de Salvador (BA). a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). que apresenta elevadas concentrações de chumbo e cádmio no sangue. Assim. Entre estes itens. juntamente com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). depositá-la sem critérios técnicos e disponibilizá-la para diversos usos. está a verificação da impermeabilidade. parece evidente que apesar de toda a empolgação que envolve atualmente o reaproveitamento de resíduos e este processo ser cada vez mais necessário no mundo contemporâneo devido ao grande acúmulo destes materiais nos pátios das indústrias. com o objetivo de visualizar as melhores alternativas para sua utilização de forma segura. que ainda tem os resíduos (ou “lixo”) como algo de que se deve manter distância. Apesar de terem aprovação em todos os requisitos técnicos. tais como dimensões nominais (altura. Para atender as exigências mínimas de desempenho. Após estes exemplos apresentados. da absorção de água e da carga de ruptura à flexão. legais e sociais.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 29 intensiva caracterização ambiental e de durabilidade para que estes novos produtos não liberem substâncias tóxicas ou se degradem de forma nociva aos usuários e/ou ao meio ambiente. verificação da viabilidade técnico-econômica e ambiental. Para ilustrar o que foi dito. ela dever ser aprovada em todos os itens existentes na norma técnica ABNT NBR 15310 – “Componentes cerâmicos . trabalhos e patentes). em rebocos de construções civis e recobrimentos em jardins públicos e pátios de escolas. contaminação da população. normas e resoluções e a conseqüente aprovação em todas elas é que se deve partir para a criação e avaliação de um novo produto.Telhas . acima dos índices permitidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Muitas vezes uma fórmula que deu certo em um dado país é pega como exemplo para a utilização indiscriminada de resíduos sem estudos prévios. semelhante à brita. devem ser feitas análises de lixiviação e solubilização para saber se estes novos produtos contendo resíduos não fazem mal à saúde pública. Além de se comprovar a eficácia técnica e ambiental do material. além do exigido pela NBR 15310. Exemplos semelhantes a estes existem por todo o país e surgem novos casos a cada dia. Um produto que não atenda às exigências de qualidade e segurança apresentadas pelos órgãos competentes. por riscos de contaminação. a escória de chumbo foi utilizada como agregado para a base do calçamento de várias ruas da cidade (a escória está a 30-40 cm abaixo do calçamento). não poderá ser legalmente comercializado.

testes em escala laboratorial e protótipo e. Figura 1 . 1ª edição.. transferência de tecnologia para o mercado (Ribeiro & A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Uso Indiscriminado de Resíduos Sólidos. análise das leis e normas vigentes sobre o produto a ser proposto. a análise preliminar de mercado e 30 Ribeiro. D. 2009).br/objeto/ arquivos/111.V.ampla da literatura (artigos. 2009.ime. de sua destinação final e do tratamento inadequado. 158 p. Morelli. K. A questão ambiental e os resíduos industriais. Disponível em: <www. 210 p. MORELLI. de 02 de agosto de 2010. Editora Interciência. F. São Carlos. Morelli.. Abrelpe. estas etapas podem ser resumidas no cimostrado(Ribeiro na Figura tecnologia para o mercado & 1. Com exceção da última. verificação da viabilidade técnico-econômica e ambiental. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2009. Acesso em: 22/07/2010. Vale destacar a promoção da Educação Ambiental como vetor de conscientização e também o incentivo à criação de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. M. 2009). 5.E.. 120 p. EESC/USP.A. Sem o apoio maciço da sociedade. trabalhos e patentes). como uma das premissas básicas da PNRS. com a proteção à saúde pública e à melhoria da qualidade ambiental.org. 2009). Disponível em: <www.. Apesar de todos estes esforços para o reaproveitamento de resíduos. Acesso em 30/06/2010. CONSIDERAÇÕES FINAIS A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) representa um marco na resolução de problemas ambientais resultantes do excesso de resíduos sólidos. Resíduos Sólidos: problema ou oportunidade? 1ª Edição.R. CAMPOS. transferência deestas exceção da última. 2009.eb. determinando novos comportamentos. J.br/~webde2/ prof/vania/pubs/%287%29 coletaresiduossolidos.C. etapas podem ser resumidas no ciclo testes em escala laboratorial e protótipo e. REFERÊNCIAS 12 ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. RIBEIRO.A.amda. V.B. aproximando a academia do setor produtivo nacional. A PNRS prevê que a União e os governos estaduais possam conceder incentivos à indústria de reciclagem. BIDONE. BRASIL. Conceitos Básicos de Resíduos Sólidos. D’AGOSTO M. Os municípios só receberão verbas do Governo Federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão. M. KRAEMER.Ciclo de etapas1. devem-se tomar os devidos cuidados para não colocar em risco a saúde dos trabalhadores e dos consumidores que apostem nestes novos produtos reciclados. da metodologia proposta para o desenvolvimento produtos que envolvem a utilização de Figura Ciclo de etapas da metodologia proposta para de o desenvolvimento de resíduos (Ribeiro & Morelli. 4.pdf>. POVINELLI. Política Nacional de Resíduos Sólidos . PEIXOTO. Isto só é possível com pesquisas sérias e comprometidas. Rio de Janeiro.R..305. 1999. esta Lei não trará os resultados relevantes para os quais foi criada. Daniel Véras clientes alvo.P. Está previsto um período de adaptação de quatro anos.Lei nº 12. o que exige empenho desde logo para que esta verdadeira mudança de paradigma ocorra.pdf>.. 2009). A Coleta Seletiva e a Redução dos Resíduos Sólidos. produtos que envolvem a utilização de resíduos (Ribeiro & Morelli. . Com clo mostrado na Figura 1.

the amount of CADRIs identified. Leandro dos Santos RESUMO O trabalho proposto visa analisar os CADRIS das indústrias de Guarulhos do ano de 2005 a 2009 e verificar o potencial de reciclabilidade dos resíduos industriais no próprio município. señala que no todas las empresas obligadas a declarar el destino de sus residuos. may signal that not all companies obliged to declare the destination of their wastes are fulfilling their environmental role. logística reversa. pode sinalizar que nem todas as empresas obrigadas a declarar a destinação de seus resíduos estão cumprindo com seu papel ambiental.56% de la deposición/ disposición se centró en Guarulhos y el 90. É possível afirmar que 9. a quantidade de CADRIS identificados. reciclagem. Finally. Reciclaje de residuos industriales generados en la cadena productiva municipal Resumen El presente trabajo tiene como objetivo analizar los CADRIS de las industrias de Guarulhos entre los años 2005/2009 y verificar la reciclabilidad de los residuos industriales en el municipio.56% das aprovações totais de deposição ou destinação centraram-se em Guarulhos e 90. Finalmente la cantidad de CADRIS identificados.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 31 A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que foram gerados Souza. el 9. Palavras-chave: resíduos industriais. The recycling of industrial waste in municipal supply chain that were generated Abstract The proposed work aims to analyze CADRIs Guarulhos industries from 2005 to 2009 and check the potential recyclability of industrial waste in the municipality. compared to the number of industries in the municipality. en comparación con el numero de industrias del município. estén cumpliendo con su rol ambiental.Ano I .A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . responsabilidade compartilhada. Por fim.44% were to foreign localities outside the city limits.44% foram destinadas a localida-des exteriores aos limites da cidade. It is possible to say that 9.44% fue destinado fuera de los limites de la ciudad. . comparados ao número de indústrias do Município.56% of total approvals deposition or disposition focused on Guarulhos and 90. Es posible afirmar que del total de las aprobaciones.

alimentício.). passa a ser uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social da através de análise do resultado do rateio do PIB dos mucaracterizado por um conjunto de ações. transbordo. reativas. resíduos sólidos industriais são “os provenientes de atividades de pesquisa e de transformação de matérias-primas e substâncias orgânicas ou inorgânicas em novos produtos..305/2010. equipamentos de proteção individual contaminados. calçadista. o gerenciamento de resíduos transforma-se em um conjunto de ações exercidas direta ou indiretamente nas etapas de coleta. ção final desde que ambientalmente adequada. de montagem e manipulação de produtos acabados e aqueles gerados em áreas de utilidade. para reaproveitamento. Sendo que o Estado de São Paulo possui 12 dos 30 neste ciclo ou em outros ciclos produtivos. segundo dados do IBGE e Seade de síduos sólidos ao setor empresarial. petroquímico. A importância econômica de Guarulhos pode ser constataA Logística Reversa. a qual institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água. cavacos de metais não ferrosos e todo refugo de um processo industrial. etc. Objeto tratamento.. corrosivas. moveleiro. Segundo a NBR ABNT 10004. escórias. 2. as necessidades das atuais geraçõesTabela 1 – Ranking do PIB Municipal – Brasil (2006 – 2007) podem não mais comprometer o atendimento das necessi2006 2007 dades de gerações futuras porque se cria um círculo virtuoso de padrões sustentáveis de produção e consumo. inclusive resíduos provenientes de Estações de Tratamento de Água . INTRODUÇÃO Com a recente aprovação da Lei 12. resíduos alcalinos.maiores municípios do país. ou outra destina. Grande parte dos Resíduos Classe I é proveniente dos resíduos industriais.ETAs e Estações de Tratamento de Esgoto – ETEs. aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição. óleo lubrificante proveniente da manutenção de máquinas e equipamentos. por processos específicos. de acordo com o ramo de atividade. e podem ser exemplificados pelos efluentes das indústrias gráficas. Resíduos Industriais Resíduos industriais são os rejeitos originados nos diversos processos fabris. transporte. 10 Salvador 11 Campinas 12 Campos dos Goytacazes 13 Duque de Caxias 14 Fortaleza 15 São Bernardo do Campo 16 Betim 17 Recife 18 Osasco 19 Vitória . retalhos de fibra de vidro e resinas.. subdivididos em Classe IIA (não inertes) e Classe IIB (Inertes).. tais como químico. latas impregnadas com tintas.na participação do PIB. lodos. que resultam de atividades de origem industrial (. instrumento previsto na Lei. metalúrgico. Guarulhos ocupa o nono lugar meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos re. tóxicas e patogênicas iminentes (ABNT 10. são considerados resíduos sólidos industriais “resíduos nos estados sólido e semissólido.300/2006 do Estado de São Paulo.” De acordo com a Lei 12. cerâmicas. papeleiro. Já a Classe II são os resíduos não perigosos.004). 1. Leandro dos Santos A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que. 3. apoio. Consequentemente. 2007. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água. depósito e de administração das indústrias e similares. procedimentos e nicípios em âmbito nacional. Esta classe de resíduo apresenta periculo1 2 3 4 5 6 7 8 9 São Paulo Rio de Janeiro Brasília Belo Horizonte Curitiba Manaus Porto Alegre Guarulhos Barueri São Paulo Rio de Janeiro Brasília Belo Horizonte Curitiba Manaus Porto Alegre Duque de Caxias Guarulhos Campinas Salvador São Bernardo do Campo Barueri Osasco Fortaleza Betim Campos dos Goytacazes Recife Santos sidade à saúde pública e ao meio ambiente por possuírem características inflamáveis. bem como os provenientes das atividades de mineração e extração. destinação e disposição ambientalmente adequadas em parceria entre o Setor Público e o Setor Privado.32 Souza. ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. Tais resíduos são distintos entre si.

juntos. somente seis municípios são participação no PIB (Seade.601 unidades são lâmpadas. em geral. e a capital responde centrado que a atividade industrial. responNas mais tabelas abaixo. emitido pela Cetesb) das indústrias de Guarulhos do ano de 2005 a 2009 e verificar o potencial de reciclabilidade dos resíduos industriais no próprio município.conforme tabulação de dados do Relatório CADRIs. em 2007. 279.733 toneladas.414. 4. os serviços também se concentram nos mesmos municípios.000 l de rejeitos eu tenha 1 última comparação. São Bernardo do Campo.391.000 l de rejeitos eu tenha Na escala estadual. por quase 40% valor. Ainda mais con. pois a demanda está ligada à atividade industrial. óleo ampos. como os cinco José dos Campos. Guarulhos e Campinas permaneceram. São Paulo. juntos. 5.799 m3 sponsáveisa por metade da riqueza produzida no estado. Ainda dendo. Guarulhos ocupa aautor segunda posição na participação • Resíduos Classe II: 176. dos se encontram em umPaulo. em ou outro tipo de produto químico os quais não foram pesaunicípios com maior participação na geração do valor adicionado do 2007. O PIB per capita de Guarulhos.534. eati todos eles se que para cada 1. era de R$ 22. e todos eles Segundo a Seade. respondendo. os resíduos industriais de Guarulhos gerados e informados de 2005 a 2009 para tal órgão público assim foram classificados e quantificados. era de R$ 22. São Bernardo do Campo.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 33 pital responde por 40% do valor adicionado. o que não é o caso de Guarulhos. Devido à intensa concentração das . 2009b).587 unidades. Guarulhos ocupa a segunda posição na 1 m3) e 25. no ano de 2007.014 unidades.010 toneladas. é demonstrado o histórico de geração stado.Ano I .46.391. caracterizam-se ela pequena dimensão relativa de suas populações diante do tamanho de uas economias. Diagnóstico dos Resíduos Industriais do Município de Guarulhos De acordo com levantamento dos CADRIs. como os cinco municípios com maior participação na industrial dos ou medidos no momento da emissão dos CADRIs.509. solvente. estão os serviços. conforme ABNT 10004: • Resíduos Classe I: 262.m3) e 2. Adaptado pelo autor oncentram nos mesmos municípios.000 l de rejeitos eu tenha 1 m3) e 2. posição mantida desde a última comparação. s municípios com PIB per capita mais elevados. Guarulhos e Campinas permaneceram.(admitindo-se vidades econômicas. que possui a segunda aior população do estado. Os municípios com PIB per capita mais elevados. . estão os serviços. tensa concentração das atividades econômicas. geração do valor adicionado industrial do desse Estado. por quase 40% desse valor. que possui a segunda maior população do estado. Adaptado pelo Na escala estadual.46.977. obtidos na CETESB – Agência Ambiental Guarulhos. cupando a 76ª posição em relação aos municípios do Estado de São Paulo. em geral. pois a demanda está ligada à atividade O PIB per capita de Guarulhos. Objetivo Analisar os CADRIs (Certificados de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental. no ano de 2007.980.534. somente são responsá. raio de São menos de 100 km da capital.m3 Devido à (admitindo-se que para cada 1. tambores e bomboSegundo a Seade. 248. 30.371. or 40% do valor adicionado.19 m3 (admitindo-se que para cada 1. Fonte: IBGE. dustrial. De modo geral. posição mantida desde • Resíduos totais: 439. 2009b). ocupando a 76ª posição em relação aos municípios do Estado de São Paulo. São José As 2. Emitidos oncentrado que a atividade industrial. os serviços também se Tabela 1 – Ranking do PIB Municipal – Brasil (2006 – 2007) Fonte: IBGE. Seade. veis por metade da riqueza produzida no estado.15 São Bernardo do Campo 16 Betim 17 Recife 18 Osasco 19 Vitória 20 Santos 21 Goiânia 22 São José dos Campos 23 Belém 24 Santo André 25 Ribeirão Preto 26 Contagem 27 Jundiaí 28 São Luís 29 Joinville 30 Uberlândia Fortaleza Betim Campos dos Goytacazes Recife Santos Vitória São José dos Campos Goiânia Jundiaí Belém Santo André Ribeirão Preto Uberlândia Contagem São Luís Sorocaba A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 .202.em 2005 a 2009.601 unidades ncontram em um raio de menos de 100seis km municípios da capital. Seade. o que não é o caso de Guarulhos. caracterizam-se pela pequena dimensão relativa de suas populações diante do tamanho de suas economias. De modo geral.727 toneladas.18 o PIB (Seade. e a ca. São nas contaminadas por algum tipo de resina.202.

534.013.520 1.371.117.560 113.275 26.024 1.842.910.759.799 651.727 120.619 83. Sólidos Adaptado pelo autor.443.520 13.601 CETESB. Leandro dos Santos A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que..335 2.900 59. Adaptado pelo autor.480. 2010.761.959.unidades 34 Souza.173.Total Gráfico 1 – Resíduos Gerados .625 385. Gráfico 1 – Resíduos Gerados .431. 2010.127.478. Tabela 2 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais de Guarulhos RESÍDUOS GERADOS TOTAL 2009 2008 2007 2006 2005 TOTAL QUANTIDADE (T) QUANTIDADE (M3) QUANTIDADE (UNID) 97. 2010.Total Tabela 3 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe I de Guarulhos RESÍDUOS GERADOS CLASSE I 2009 QUANTIDADE (T) QUANTIDADE (M3) 2.385.224..340 439.210 49.258 165.258 165. QUANTIDADE (UNID) 651.737 4.359 205.127.350 51.024 1.689 279. Adaptado pelo autor.625 385.000 23.798.335 2.571.525 55.240 1.822.751.457 67.534.473.140 262.240 180.914.391.007 2008 2007 2006 2005 TOTAL .000 28.610 28.350 636.509 30.359 205. Tabela 2 – Fonte: Geração de Resíduos Industriais de Guarulhos Fonte: CETESB.414.601 Fonte: CETESB.

200 176.535.600 20.414.Ano I .035 57.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 35 Tabela 3 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe I de Guarulhos RESÍDUOS GERADOS CLASSE I 2009 2008 2007 2006 2005 TOTAL QUANTIDADE (T) QUANTIDADE (M3) QUANTIDADE (UNID) 83.007 2.525 55. Adaptado pelo autor.914.473.270 53.457 67.350.622 32.271.509 30.275 26.619 640.761. 2010.140 262.910.480.727 .565 377. 2010.751.478.350 636.000 23.014 Tabela 3 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe I de Guarulhos Fonte: CETESB.822. Fonte: CETESB.694 164.610 28.275 2.520 1.679 202.385. Gráfico 2 – Resíduos Gerados – Classe I Gráfico 2 – Resíduos Gerados – Classe I Tabela 4 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe II de Guarulhos RESÍDUOS GERADOS CLASSE II 2009 2008 2007 2006 2005 TOTAL QUANTIDADE (T) 13.571.366.463.240 1.986. Adaptado pelo autor.801 1.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 .123.509.

123.000 51. e 70.521. óleos. Adaptado pelo autor.587 Tabela 4 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe II de Guarulhos Fonte: CETESB. Gráfico 3 – Resíduos Gerados – Classe II Gráfico 3 – Resíduos Gerados – Classe II Em 2009.986.060 7.000 5.156. bombonas e tambores contaminados com restos de tintas.200 176.035 57. resinas e diversos produtos químicos. em Guarulhos.180 10.325.000 12. Adaptado pelo autor.4 t. 15 empresas de Guarulhos coletaram 3.350. entre Classe I e II. Em 2005 atuavam.529. solventes. gerados dentro dos limites municipais.180 248.622 32.388 unidades de lâmpadas.680 3.600 20.223 3. Fonte: CETESB.271.463.366.727 1.000 178. 15 empresas e as mesmas coletaram .36 Souza.977.564 1.270 53. 45 m3..535. 2010. 2010.479.. Tabela 4 – Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe II de Guarulhos RESÍDUOS GERADOS CLASSE II 2009 2008 2007 2006 2005 TOTAL QUANTIDADE (T) QUANTIDADE (M3) QUANTIDADE (UNID) 13. conforme análise dos CADRIs. colas. Leandro dos Santos A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que.060 25.

para 30. Guarulhos. pode-se e II.56% das aprovações totais de Em 2007Logo. incineradores e ETEs) e indústrias de revalorização e/ou transformação de resíduos.92% foram exportados. ventes. conforme análise concluir que aproximadamente 69. bombonas e tamJá em 2008.156. entre Classe I Do total de CADRIs gerados entre 2005 e 2009. Em relação rejeitos Classe de 5. Fonte: CETESB. ram emitidos para Resíduos Classe I e.1 t. gerados dentro dos limites municipais.48%.192 unidades de resí. aproximadamente. 67. em relação a emissões de CADRIS. de Classe I e Classe II).Ano I .52% e as mes. II.35% foram exportados duos (soma de Classe I e Classe II). e 92. 7.4 t.48% dos Certificados fodos CADRIs. quanto foi destinado para empresas de tratamento (aterros sanitários.023 unidades de resíduos (soma rulhos e 92.como destino o próprio município e 89.08% ficaramII dentro de Guaasempresas cidadesecitadas no parágrafo anterior. é possível estimar. é possível estimar. sol. . Em 2005 Classe atuavam. Adaptado pelo autor.52%).642. Dos 69. 2010.52%). 12 empresas guarulhenses coletaram 3. Utilizando-se dos dois mapas abaixo e levando-se em consideração que todos os aterros listados estão em funcionamento.2 m3 e 81. quanto foi destinado para empresas de tratamento (aterros sanitários. em relação a emissões de CADRIS.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 .Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 37 Em 2009. e.92% exportados. Em relação Em 2006 para eram 17 a coleta de resíduos total foi aos rejeitos Classe II aos (30.65% tiveram mas coletaram 837.435 t. incineradores e ETEs) e indústrias de revalorização e/ou transformação de resíduos. resinas e diversos produtos químicos. 15 empresas de Guarulhos coletaram 3.388 unidades de lâmpadas. e 70.52% para Resíduos Classe Dos 69.I em 15 empresas 30. Gráfico 4 – Resíduos Gerados – Total x Classe I Gráfico 4 – Resíduos Gerados – Total x Classe I Fonte: CETESB. deposição/destinação centraram-se em Guarulhos e 90. dos para as cidades citadas no parágrafo anterior. aproximadamente. 2010. ainda eram 17 empresas e a coleta total foi de deposição/destinação centraram-se em Guarulhos é possível afirmar que 9. é possível foram afirmar que 9.494.35% foram exporta10.590 unidades de resíduos (soma de Classe I e Classe II). 7.820 unidades de resíduos (soma de ram destinadas a localidades exteriores aos limites da cidade. 45 m3.200 m3 e 59. óleos.5 t bores contaminados com restos de tintas.56% das aprovações totais de e 90.08% ficaram dentro de Guarulhos Logo. Resíduos Classe II.e 23. 10. Adaptado pelo autor.44% foram destinadas a localidades exteriores aos limites da cidade. 46.48%.31m3 e 81.44% fo2. 175. Utilizando-se dos dois mapas abaixo e levando-se em consideração que todos os aterros listados estão em funcionamento.65% tiveram como destino o próprio município e 89. Classe I e Classe II). colas. (30.10 t.

2006 Fonte: ABRELPE...Localização dos aterros para resíduos industriais classe IIA Figura 2.38 Souza. Leandro dos Santos A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que. 2006 . Figura 1– Localização dos aterros para resíduos industriais classe I Figura 1– Localização dos aterros para resíduos industriais classe I Fonte: ABRELPE.Localização dos aterros para resíduos industriais classe IIA Figura 2.Fonte: 2006 ABRELPE. 2006 2. 2006 Figura Fonte: ABRELPE. 2006 Figura 1– Localização dos aterros para resíduos industriais classe I Fonte: ABRELPE.Localização dos aterros para resíduos industriais classe IIA Fonte: ABRELPE.

são reinseridos na economia de Guarulhos. pelos dados sobre áreas contaminadas fornecidos pela CETESB. aproximadamente 60. Figura 3 . 2004 Figura 4 – Deposições irregulares de resíduos industriais . basicamente. Em estudo denominado “Descarte de Resíduos Químicos no Estado de São Paulo decorrente do Atendimento de Emergências. Em relação aos resíduos Classe II. 2004 Figura 3 .Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 39 Dos CADRIs Classe I 7.51 m3 e 316.Atendimento emergencial de descarte de resíduos químicos na RMSP (1978 – 2004) Fonte: CADAC/CETESB. importadoras de rejeitos e que há uma capacidade de internalização dos refugos industriais gerados. enquanto 92.Atendimento emergencial de descarte de resíduos químicos na RMSP (1978 – 2004) Fonte: CADAC/CETESB.Ano I . transporte e destinação e. não explorada. Considerações Finais As carências ou deficiências em relação ao controle e gestão de resíduos industriais em Guarulhos podem ser constatadas de duas maneiras: primeiro pelos números sobre coleta. é encaminhado para empresas ou indústrias de revalorização ou transformação de materiais. feitos pela CETESB. transporte e destinação demonstram que dos resíduos gerados na cidade. Os números sobre coleta.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . óleos. por exemplo. enquanto 40.358. bombonas. A figura abaixo representa o mapeamento e o número de atendimentos feitos na Região Metropolitana de São Paulo. Os resíduos da ETA Cabuçu são destinados ao Centro de Disposição de Resíduos Pedreira e.00% foram destinados a empresas de tratamento.00% foram encaminhados para indústrias ou empresas de revalorização e/ou transformação de resíduos. entulho.63% foram destinados a empresas de tratamento. materiais gradeados e retidos nas caixas de areia das ETEs serão encaminhados ao Aterro Sanitário Municipal Quitaúna. lodos.37% foram encaminhados para indústrias ou empresas de revalorização e/ou transformação de materiais.11 toneladas.013 unidades de processos de reciclagem de tambores. borras de tintas e solventes. 6.575. Isso significa que 15. de acordo com o SAAE. Esses valores demonstram que as 237 empresas cadastradas no município ligadas ao mercado de resíduos são. segundo. 175. feitos na Região Metropolitana de São Paulo. lâmpadas. e consequente aumento da atividade econômica. no período de 1978 a 2004” os autores Gouveia e Günther computaram e localizaram os atendimentos emergenciais. uma peque- A figura abaixo representa o mapeamento e o número de atendimentos na parcela é reinserida nos processos industriais municipais e um baixo percentual dos resíduos Classe II. para acidentes ambientais gerados a partir do descarte de resíduos químicos em vias públicas. os lodos.

Referências bibliográficas Paulo: CETESB. 2010. ALBERONI.. CEnem todas as empresas obrigadas a declarar a destinação de TESB. Logo. 2006. de 07 de julho de 2009.tica Nacional de Resíduos Sólidos. químicas. de 22 de novembro de 2009. 2004. seus resíduos estão cumprindo com seu papel ambiental. Vinícius Goulart & NEVES. fornecido pelas Diretoria Ministério das Cidades.Fonte: CADAC/CETESB. Diário Oficial da União. Resolução SMA 24 de 30 de março de 2010. pode-se afirmar que CETESB –. Institui normas e procedimentos para a reciclagem. O im03 de agosto 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.645. não as geradoras de tais contaminações. entre 1978 e 2004. ABRELPE. para fins do disposto no artigo 19.33% do total. Qualidade e Avaliação Ambiental da CETESB. Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos InPor fim. é possível concluir chamados emergenciais. 2009. teve 28 chamados emergenciais. é possível concluir que a mé. entre 2002 metalúrgicas. de 16 de março de É válido reforçar que as empresas locadas atualmente no município . Leandro dos Santos A reciclagem de resíduos industriais na cadeia produtiva municipal em que. 23 ESTADO DE SÃO PAULO. teve 28 BRASIL. LIMA. Resolução CONAMA 313/2002. Adicionalmente. Lei 12. Rosimeire Suzuki – Brasília: no município de Guarulhos . têxteis. ou seja. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2006. indústrias de papel e papelão e fabricantes de produtos alimentares. Marinete.08 por ano. Institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos e define princípios e diretrizes. São Paulo. Gestão de Resíduos Industriais como Facilitador da Gestão do Conhecimento e da Otimização do Processo Produtivo. foram identificados 299 CADRIS diferentes em dustriais. de 17 de março de 2006. Fonte: Secretaria de Serviços Públicos de Guarulhos. Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Institui a Políentre 1978 e 2004. Lei 13. contaminadas na região. 33. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Note-se que Guarulhos. Estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental. gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico. de 05 de agosto de 2009. comprometimento e Ambiental. Note-se que Guarulhos.305 de 02 de agosto de 2010. das 60 áreas BRASIL. As demais pertencem a postos de gasolina. a to ambiental e a exposição da população local a produtos Secretaria Nacionalambiental de Saneamento nocivos à saúde. Figura 4 – Deposições irregulares de resíduos industriais Figura 4 – Deposições irregulares de resíduos Públicos industriais Fonte: Secretaria de Serviços de Guarulhos. 2005. 2007.08 por ano. Logo.Classificação/ nov – 2004. Inventário estadual dos resíduos sólidos. segundo relatório “Áreas Contaminadas letiva com inclusão social. São 7.300. que regulamenta a Lei Estadual nº 12. de dia de atendimentos para Guarulhos é de 1. de 29 de outubro de 2002. O impacto pacto dessas deposições irregulares são o comprometimendessas deposições irregulares são o BRASIL. ESTADO DE SÃO PAULO..300 de 16 de março de 2006. Secretaria de Meio Ambiente. É válido reforçar que as empresas locadas atualmente no a 25 de outubro de 2002. Comparando esse valor com as 4. que a média de atendimentos para Guarulhos é de de 1. Rio de Janeiro: ABNT. São Paulo. ABRELPE. Resíduos sólidos domiciliares: Um programa de coleta seexposição da população local a produtos nocivos à saúde. 2004 40 Souza. de Licenciamento e Gestão Ambiental e Diretoria de Tecnologia. do Decreto Estadual nº 54. Cadastro de Acidentes Ambientais . XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção Curitiba – PR. 2004.2008”. Diário Oficial da União. NBR10004: Resíduos Sólidos . 20 pertencem às indústrias. município podem podem não serser as geradoras de tais contaminações. São Paulo. Lei 12.576 de 06 de julho de 2009.CADAC. Diário Oficial do Estado.079 indústrias. CETESB. ESTADO DE SÃO PAULO. Diário Oficial do Estado. 2010. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2005.

The Recycler´s Manual for Business. David. Arquitetura e Urbanismo da Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. Tipologia dos Municípios Paulistas Baseada no PIB Municipal (dados 2007). 1992.Ano I . de 31 de março de 2010. Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em Engenharia de Produção da Faculdade de Engenharia. Fundação Seade. e dá providências correlatas. New York. Melinda. IBGE. Impactos Socioambientais dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos: estudo da cadeia pós-consumo no Brasil. Government and The Environmental Community. Pesquisa Nacional de Saneamento Básico – PNSB. 2007. . Angela Cássia. Rio de Janeiro: IBGE. Relatório disponibilizado no site. POWELSON. Diário Oficial do Estado.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 41 2006. Santa Bárbara d’Oeste. 2009a. Van Nostrand Reinhold. 2002.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . Relatório disponibilizado no site. Fundação Seade. RODRIGUES. POWELSON. 2009b. PIB dos municípios paulistas em 2007. A.

.

A partir das informações do “Plano Integrado de Resíduos Sólidos do Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas. In view of the search for integrated solutions across the municipalities the study suggests the adoption of logistics premises cargo consolidation and routing of transportation logistics principles as fundamental to improving waste management and the integration of municipal waste transport network. Faculdade de Engenharia Civil. detailing their shortcomings. elencando suas deficiências. Juliana Chaves Fontes1. Brasil” identified the transmission of waste from each municipality. Nesta perspectiva. Amanda2. São Paulo. In this perspective. the adoption of certain techniques and lack of optimization of processes can result in higher maintenance costs in the system of waste management. UNICAMP . consórcio intermunicipal. Palavras-chave: gestão de resíduos sólidos urbanos. Arquitetura e Urbanismo. Tendo em vista a busca por soluções integradas entre os municípios o estudo sugere a adoção das premissas logísticas de consolidação de cargas e roteirização do transporte como princípios logísticos fundamentais para a melhoria do gerenciamento dos resíduos e para a integração intermunicipal da rede de transportes de resíduos. . a adoção de certas técnicas e a falta de otimização dos processos podem acarretar em maiores custos de manutenção no sistema de gerenciamento de resíduos. Faculdade de Engenharia Civil. a análise logística passa a ser fundamental no processo de coleta. Lima. Arquitetura e Urbanismo. UNICAMP 1 RESUMO A rede de transporte pode ter uma grande importância no processo de destinação dos resíduos e em combinação com práticas como a reciclagem. Integration of the Transportation of Municipal Solid Waste in the Metropolitan Region of Campinas-SP ABSTRACT The transportation network can have a great importance in the process of waste disposal and in combination with practices such as recycling. Brasil” foram identificadas as redes de transporte de resíduos de cada município.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . rede de transporte de resíduos. Rutkowski. pode minimizar significativamente a disposição em aterros sanitários. Emília Wanda1.Ano I . can significantly minimize the disposal in landfills.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 43 Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região Metropolitana de Campinas-SP Lima. Uma vez que gasto com o transporte dos resíduos sólidos urbanos representam elevadas quantias e investimentos dos orçamentos municipais. São Paulo. From the information of the “ Plano Integrado de Resíduos Sólidos do Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas. Once worn with the transport of solid waste and investments represent large amounts of municipal budgets. tratamento e transporte dos resíduos. processing and transportation of waste. the logistic analysis becomes crucial in the process of gathering. 2 Departamento de Transportes. Avoleta. Orlando Fontes Jr2 Departamento de Saneamento e Ambiente.

Por esta razão.44 lima. as operações de coleta e transporte são serviços importantes para a administração da cidade. la adopción de ciertas técnicas y la falta de optimización de los procesos puede resultar en mayores costos de mantenimiento en el sistema de gestión de residuos. Rutkowski. para uma melhor analise do atual processo de gerenciamento da rede técnica de resíduos nos municípios integrantes deste consórcio. as premissas de transportes empregadas na gestão logística podem trazer grande contribuição para melhorar a eficácia dos processos de coleta. transporte e disposição final. no qual o instrumento utilizado para coleta de dados foi um questionário aplicado as seis 1 cidades integrantes do consórcio. INTRODUÇÃO Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto “Plano Integrado de Resíduos Sólidos do Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas”1. os serviços de limpeza absorvem entre 7 e 15% dos recursos de um orçamento municipal. coleta. A identificação da rede técnica de resíduos sólidos é feita a partir do reconhecimento dos objetos técnicos constituintes desta rede em duas classes: fixos e fluxos. A partir da definição de Rede Técnica de Demantova (2009. lima Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região. analisou-se o diagnostico de resíduos sólidos no território do consórcio de modo a identificar a atual rede técnica de resíduos sólidos nestes municípios. se caracterizando como os próprios resíduos A coordenação técnica para a elaboração do Plano Integrado de Resíduos Sólidos foi conduzida pela Prefeitura Municipal de Sumaré.. por um grupo de consultores do Laboratório FLUXUS e LALT da Faculdade de Engenharia Civil. dos quais cerca de 50% são destinados à coleta e ao transporte dos resíduos.300/06) de Resíduos Sólidos que incentivam a cooperação intermunicipal com a busca de soluções conjuntas para os problemas de gestão de resíduos.. sendo necessária a complementação de algumas informações com dados do relatório da Agecamp (2009). foi desenvolvido. neste caso o fluxo de transporte de resíduos. En esta perspectiva. procesamiento y transporte de residuos. locais e infraestruturas que se relacionam as etapas do fluxo de material e informações. puede minimizar de manera significativa la eliminación en vertederos. el estudio sugiere la adopción de la consolidación de la logística de carga locales y rutas de transporte principios logísticos como fundamentales para mejorar la gestión de residuos y la integración de la red municipal de transporte de residuos. As informações dos questionários revelaram certa imprecisão de dados quantitativos a respeito da gestão de resíduos nestes municípios. Os dados coletados nos questionários foram padronizados.”. el análisis de logística se vuelve crucial en el proceso de recolección. METODOLOGIA O estudo teve uma abordagem metodológica predominantemente qualitativa. Una vez usados en el transporte de residuos sólidos y las inversiones representan una gran cantidad de los presupuestos municipales. mapeados e quantificados através de gráficos e fluxogramas.2305/2010) e Estadual (LE 12. La integración del transporte de los residuos sólidos urbanos en la Región Metropolitana de Campinas-SP RESUMEN La red de transporte puede tener una gran importancia en el proceso de eliminación de residuos y en combinación con prácticas como el reciclaje. O Plano. O consórcio é constituído pelos municípios de Americana. En vista de la búsqueda de soluciones integradas a través de los municipios. Monte Mor. transporte e destinação de resíduos sólidos urbanos. Nova Odessa. Hortolândia. São Paulo. As informações obtidas forneceram uma visão geral do processo de gerenciamento dos resíduos quanto ao fluxo logístico que consiste na geração. de forma participativa. Os fixos são todos os equipamentos. e inclusão socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis. p. .162) como “um sistema integrado de objetos técnicos (fixos no espaço) e de fluxos (matéria. do ponto de vista de seus objetivos classificada como descritiva. alfabetização e educação ambientais para a minimização de produção e a segregação dos resíduos sólidos. Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP e de agentes técnicos das seis prefeituras responsáveis pelas ações de: manejo de resíduos sólidos. serviços e informação em circulação). De la información del “Plan Integral de Residuos Sólidos del Consorcio de Gestión Intermunicipal de Residuos Sólidos en la Región Metropolitana de Campinas. Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré e visa compatibilizar a gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos pautada nas Políticas Nacional (LF 1. 2. 1. Brasil” identifica la transmisión de los residuos de cada municipio. um dos instrumentos legais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PF-12305/10). são estruturas físicas e fixas no território. Desta forma. De acordo com IPT e CEMPRE (2000). que criam conexões entre os objetos técnicos no território. avoleta. detallando sus defectos. Os fluxos consistem nos materiais que circulam no território. Para a execução do projeto foi utilizado recurso do Ministério do Meio Ambiente.

fluxos de transporte na figura a seguir. resíduos recicláveis. resíduos cida por quatro fluxos de transporte conforme tipo de resíde construção civil. informação disseminada na rede de atual nostécnica municípios consórcio sintetizou-se os principais serviços de gerenciamento de resíduos.Rede técnica de transporte de resíduos dostransporte municípios queconforme compõem o consórcio. do consórcio sintetizou-se os principais fluxos de transporte na figura a seguir. resíduos recicláveis. A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . REDE DE TRANSPORTE DE RESIDUOS DO CONSÓRCIO sólidos nos Municípios que compõem o consórcio. resíduos de serviços de saúde. conforme tipo de resíduo: resíduos domiciliares. resíduos de serviços de saúde.consistem nos materiais que circulam no território. estabelecida por quatro fluxos de transporte caracterizar a rede o técnica de transporte de resíduos sólidos nos Municípios As informações dos questionários forneceram elementos para Figura 1: Rede técnica de transporte de resíduos dos municípios caracterizar a de rede técnica de de resíduos sólidos nos Municípios tipo resíduo: resíduos domiciliares. 5 5 para 5 5 caracterizar a rede técnica transporte de resíduos sólidos nos Municípios As informações dos de questionários forneceram elementos para As informações dos questionários forneceram elementos para que compõem consórcio. estabelecida quatro fluxos de transporte conforme tipo de resíduo: resíduos domiciliares. conforme tipo de resíduo: resíduos domiciliares. resíduos recicláveis. As informações de dos questionários forneceram elementos duo: resíduos domiciliares. resíduos recicláveis.Ano I . se caracterizando como os próprios resíduos que transitam por estes fixos e definem um fluxo logístico de transporte dos resíduos. resíduos de serviços de saúde. resíduos recicláveis. resíduos de construção civil. resíduos de serviços de saúde. resíduos Figura 1 . informação disseminada na rede de serviços de gerenciamento de resíduos. As informações dos questionários forneceram elementos - Figura 2 .Fluxos de transporte resíduos nos municípios donos Consórcio Figura 2: de Fluxos de transporte de resíduos municípios do Consórcio Figura 2: Fluxos de transporte de resíduos nos municípios do Consórcio Figura 2: Fluxos de transporte de resíduos nos municípios do Consórcio Figura 2: Fluxos de transporte de resíduos nos municípios do Consórcio - A identificação dos fluxos de transporte revela cinco aspectos negativos do transporte de resíduos municípios: (i) cinco o transporte representa um A identificação dos fluxos nestes de transporte revela aspectos negativos dodos . resíduos deestabelecida serviços de saúde. por quatro fluxos de transporte de construção civil. para caracterizar a rede técnica de transporte de resíduos construção civil. resíduos 3. estabelede construção civil. estabelecida por quatro fluxos de transporte caracterizar a rede técnica de transporte de resíduos sólidos nos Municípios que compõem o consórcio. resíduos 3 compõem REDE DE TRANSPORTE DE RESIDUOSpor DO CONSÓRCIO que o consórcio.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 45 que transitam por estes fixos e definem um fluxo logístico de A partir da identificação dos fixos e fluxos da rede técnica A partir da identificação dos fixos e fluxos da rede atualdo nos municípios transporte dos resíduos.

com a redução dos custos operacionais. controle e administração da carga. encontrando os melhores trajetos que um veículo deve fazer. amortização de investimentos. 3. por exemplo. É preciso um bom gerenciamento para utilizar este método. e da programação dinâmica ou da programação por estágio. na coleta de resíduos e recicláveis. pois gera atrasos. onde através da coordenação entre veículos de grande porte. Roteirização do Transporte A roteirização consiste em reduzir o custo dos transportes e melhorar o serviço prestado. de poda e varrição. Nova Odessa -24km. Considerando a extensão das rotas de coleta dos seis municípios. A estratégia mais simples para se consolidar cargas é postergar os embarques para uma determinada rota. (ii) alto custo de coleta e destinação final. manuseio e preparação de embarques. torna-se possível alcançar consolidação da carga e otimização da capacidade dos veículos de transporte. pois é necessário analisar quais cargas podem esperar um pouco mais e serem consolidadas. a consolidação de cargas consiste em criar grandes carregamentos a partir de vários pequenos volumes. . Nesta perspectiva ressalta-se que a roteirização e a programação do veículo também contribui para o cumprimento da freqüência. No modal rodoviário a consolidação de cargas é um dos principais mecanismos para reduzir os custos de transporte ao trabalhar com grandes volumes utilizando os maiores veículos possíveis. a rede de ligações e de “nós” pode ser mantida em um banco de dados e. 3.5km. compromete a qualidade do serviço de transportes.20km. avoleta. No processo de gerenciamento de resíduos envolvendo os seis municípios.. Trabalhando com todos os modais de transporte. margens de lucros. De modo a minimizar tais aspectos a analisou-se a rede de transporte para a seleção de três premissas logísticas que melhorem a eficiência do transporte de resíduos: roteirização do transporte. etc. sendo assim é aplicável ao transporte de resíduos da construção civil. 2 Considerando a distância média de Paulinia-SP a: Sumaré . No caso de transporte de resíduos essa estratégia pode ser empregada dependendo do tipo de resíduo devendo-se considerar a existência de degradação e risco sanitário de postergar a destinação. até que haja carga suficiente para atingir a capacidade máxima do veículo utilizado. Por meio de soluções computadorizadas. ao selecionar pares particulares da origem e do destino as rotas curtas podem ser desenvolvidas (BALLOU. quando aplicado a modelos de roteamento e logística. para transferências entre terminais. O método mais simples e mais direto é o denominado método da rota mais curta. quanto em termos da qualidade do serviço prestado. relacionadas a seguir. O problema de programação do veículo. de recicláveis e aos resíduos domiciliares (desde que se estabeleça um prazo máximo de postergação desta carga para destinação por este resíduo conter rejeitos orgânicos). pode ser utilizado por diferentes setores (públicos ou privados) como. taxas e tarifas. segundo Ballou (2001).14. 2001). A maneira inteligente de alcançar a consolidação é através da montagem de uma rede de instalações envolvendo estações de cross-docking ou de transferência (ver figura 3). Rutkowski. que pode ser baseado utilizando-se de software. as seqüências e os pontos de parada para coleta em cada roteiro de um dado veículo. (iv) coleta e transporte realizados por empresas licitadas (contratos longos e pagamento por tonelada transportada). e resulta em economia de escala dos custos de fretes. suas capacidades. a plena capacidade. comunicação. existem muitos softwares que facilitam a atividade de roteirização que combinando uma tecnologia de Sistema de Informação Geográfica (SIG) e um sistema de modelagem de capacidades de transporte em uma plataforma integrada. Hortolândia . para coleta e entrega. Se mal executado.46 lima. lima Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região. Consolidação de Cargas De modo geral. o que significa o deslocamento de 15 a 29 Km2. se o consórcio adquirir um sistema de roteirização pode obter ganhos significativos. utiliza-se do modelo denominado rotas mínimas em redes. (iii) geração flutuante (demanda variável). horário e regularidade da coleta do resíduo urbano. Americana -29km.. inclui a determinação do número de veículos envolvidos. uma vez que atualmente quatro destes municípios gastam com o transporte de resíduos domiciliares e aterramento no município de PaulíniaSP. pode-se gerar economia principalmente em relação aos custos de frete e destinação final. seguros.2. Para selecionar o percurso mais eficiente e de menor custo. A identificação dos fluxos de transporte revela cinco aspectos negativos do transporte de resíduos nestes municípios: (i) o transporte representa um dos maiores gastos da administração municipal. e veículos de pequeno porte. este sistema. (v) destinação final em outros municípios.1. tanto do ponto de vista financeiro. Conforme Brasileiro (2008). consolidação de cargas e estações de transferência. A consolidação de cargas gera economias de escala em relação ao custo do pessoal habilitado para comercialização.

transferencia (ver figura 3), onde através da coordenação entre veículos de grande porte, para transferências entre terminais, e veículos de pequeno porte, CONEXÃO ACADEMIA
Setembro para coleta e entrega, torna-se possível alcançar consolidação da carga e 2011 - Ano I - Volume 1 A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos

47

otimização da capacidade dos veículos de transporte.

Figura 3: Ilustração de uma operação de cross-docking de resíduos Figura 3 - Ilustração de uma operação de cross-docking de resíduos com consolidação de carga com nos veículos consolidação de carga nos veículos

De acordo com Ballou (2001) a consolidação de cargas pode ser alcançada de
De acordo com Ballou (2001) aconsolidação consolidação de do cargas pode me veículo até a destinação final. quatro maneiras: estoque, do por veículo, do armazém e temporal. ser alcançada de quatro maneiras: consolidação do estoque, Considerando-se o ganho operacional de utilizar uma esestas, as formar aplicáveis gerenciamento de resíduos do consórcio dos fluxos da do veículo,Dentre do armazém e temporal. Dentre estas, as ao formar tação de transbordo para o gerenciamento aplicáveis ao gerenciamento de resíduos do consórcio são: rede técnica de resíduos, exemplifica-se a seguir metodosão: • Consolidação do estoque: é criado um estoque dos pro- logias de estudo de redes logísticas para se estabelecer a dutos a partir do qual a demanda é atendida. Isto melhor localização de instalações comodo um centro de dis Consolidação do estoque : é permite criado um estoque dos produtos a partir embarques maiores e até cargas completas de veículos. Para tribuição, depósitos e armazéns de cross-docking (estação qual demanda é pode-se atendida. Isto permite maiores e até cargas uma rede técnica de a resíduos sólidos consolidar es- de embarques transferência). toques em ecopontos, cooperativas e associações catado - técnica Assim, de uma estação de transbordo de resíduos deve locacompletas de veículos. Para de uma rede resíduos sólidos pode-se res com estoque de materiais recicláveis. lizar-se mais próxima a região que tem uma maior demanda consolidar estoques em ecopontos, cooperativas e associações deque tem a maior • Consolidação do veículo: quando as coletas envolvem de transporte de resíduos, ou seja, aquela quantidades incompletas de veículo, mais de uma cole- geração de resíduos atrairá para próximo de si uma estação catadores com estoque de materiais recicláveis. ta é colocada no mesmo veículo de modo a alcançar um de transbordo. Bowersox (2001) comenta que, do ponto de transporte mais eficiente. Aplicável a coleta de um mes- vista da economia de transportes, o armazém ou estação mo tipo de resíduo, como a coleta de resíduos de serviço de transbordo é usado para obter máxima consolidação de de saúde, que é realizada em veículos especiais e nem cargas. Desta forma, o potencial de consolidação de carga sempre com capacidade completa, podendo o consórcio justifica o estabelecimento de um depósito. consolidar os veículos de todos os municípios já usados para este resíduo. 3.3. Estação de Transferência • Consolidação do armazém: a razão fundamental para armazenar é permitir o transporte de tamanhos grandes de Segundo Mansur & Monteiro (2001), as estações de transembarque sobre distâncias longas e o transporte de tama- ferência ou transbordo são locais onde os caminhões coletonhos pequenos de embarque sobre distâncias curtas. São res descarregam sua carga em veículos com carrocerias de exemplos os armazéns ou estações usadas para operações maior capacidade para que, posteriormente, sejam enviadas de desmembramento de volumes tipo cross-docking. Pode- até o destino final. O objetivo dessas estações é reduzir o se implantar na atual rede técnica de resíduos de consórcio tempo gasto no transporte e, conseqüentemente, os custos estações de transferência para os resíduos domiciliares e da com o deslocamento do caminhão coletor desde o ponto ficonstrução civil, uma vez que estes consistem nos maiores nal do roteiro até o local de disposição final do lixo. volumes gerados, tendo em vista transportar um maior voluA implantação de uma estação de transferência deve ser

48

lima; Rutkowski; avoleta; lima
Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região...

precedida de estudo de viabilidade que avalie seus ganhos rar que os caminhões de coleta não fiquem retidos nas estaeconômicos e de qualidade para o sistema de coleta. Com ções aguardando para efetuar a descarga dos resíduos. relação à modalidade de transporte, os sistemas de transfe• Estação com armazenamento e compactação: além de rência podem ser: armazenar resíduos têm como principal objetivo obter o au• Ferroviário: indicado para longas distâncias ou para ci- mento da massa específica dos resíduos visando à redução 11 dades que não apresentem boas condições de tráfego rodo- das despesas com transporte. viário. Necessita de sistema rodoviário complementar para Os municípios do consórcio não possuem estação de transtransportar o lixo da área de desembarque de carga até as bordo como o tal é definido, possuem Ecopontos e Postos Uma análise econômica deve ser feita para Voluntaria determinar aque viabilidade da como frentes de trabalho da disposição final. de Entrega –PEV’s podemos considerar • Rodoviário: sistema mais empregado é recomendável uma área de transbordo, porém não uma estação. instalação de uma estação de transferência, uma referencia para tal análise é para distâncias médias de transporte e para locais que não Uma análise econômica deve ser feita para determinar a tenham o sistema depela tráfego saturado. Americana de Proteção viabilidade da instalação de uma 2001) estação de transferência, proposta Agência Ambiental (USEPA, As estações de transferência ou transbordo, podem ser da uma referencia para tal análise é proposta pela Agência seguinte forma: Americana de Proteção Ambiental (USEPA, 2001) • Estação com transbordo direto: Muito empregadas no passado, contam com um desnível entre os pavimentos, para 3.4. Integração da rede de transporte de resíduos 3.4 Integração da rede de transporte que os caminhões de coleta, posicionados em uma cota mais de resíduos elevada, façam a descarga do lixo do caminhão de coleta direAnalisou-se a caracterização desta rede quanto aos fatores tamente Analisou-se no veículo de transferência. Por não contarem com de transporte – carga, veículos e entrepostos. O questionário a caracterização desta rede quanto aos fatores de transporte – local para armazenamento de lixo, estas estações necessitam aplicado para identificar tal rede revela problemas no fluxo de uma maior frota de veículos transferência para de transporte apresentados no Quadro 2 a seguir. carga, veículos ede entrepostos. O asseguquestionário aplicado para identificar tal rede

revela problemas no fluxo de transporte apresentados no Quadro 2 a seguir.
Redes de Transporte de resíduos dos Municípios
Carga fracionada Resíduos domiciliares - carga perecível Características das Cargas Resíduos recicláveis - volume variável Resíduos de serviços de saúde - carga contaminante Resíduos de construção civil - grande peso Veículos inadequados ao tipo de carga e com capacidade restrita Características dos Veículos Roteirização da coleta apenas de RSD nos bairros Os mesmos veículos que coletam fazem o transporte até o destino final (chegando a rodar mais de 100km para a destinação final) Sucateiros e Cooperativas de Material Reciclável Características dos Entrepostos Postos de Entrega voluntária Ecopontos apenas para entulhos (RCC) Aterro Sanitário privado a uma média de 40km de distancia Quadro 2: da Caracterização da rede de transporte de resíduos dos municípios Quadro 2 - Caracterização rede de transporte de resíduos dos municípios

A partir do Quadro 2, buscou-se conceitos de gerenciamento de transportes e

resíduos domésticos, de construção civil e recicláveis;  Consolidação de veículos: uso de veículos diferentes para cada CONEXÃO etapa ACADEMIA
Setembro 2011 - Ano I - Volume 1 do transporte otimizando a capacidade de carga de acordo com a A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos

49

A partir do Quadro 2, buscou-se conceitos de gerencia- para cada etapa do transporte otimizando a capacidade de mento de transportes e premissas logísticas para definir uma carga de acordo com a distancia a ser percorrida;  Roteirização frota: roteirização para fluxo de resíduo; proposta de integração da rede deda transportes para o con- específica • Roteirização da cada frota: roteirização específica para cada sórcio, sugerindo-se a adoção dos seguintes conceitos: fluxo de resíduo;  Operação Cross-docking: centro de transferência e destinação final • Coleta milk-run: organização e planejamento das atuais • Operação Cross-docking: centro de transferência e desrotas de coleta; única e próxima ao município de maior tinação final única e próxima ao município de maior demandemanda. • Consolidação de carga: implantação de estações de da. transferência para resíduos domésticos, de construção civil Com a aplicação destas premissas a rede integrada de resíe recicláveis; duos para o consórcio passa a ser caracterizada da seguinte Com a aplicação destas premissas a rede integrada de resíduos para o • Consolidação de veículos: uso de veículos diferentes forma (Quadro 3).

distancia a ser percorrida;

consórcio passa a ser caracterizada da seguinte forma (Quadro 3).
Rede de Integrada de Transporte de resíduos do Consórcio
Consolidação de cargas nos ecopontos como pequenas estações de transferência Características das Cargas de resíduos recicláveis para as cooperativas Consolidação das cargas na estação de transferência (RSD, RCC ) Coleta milk-run Roteirização de todas as coletas e destinação final Características dos Veículos Veículos distintos conforme tipo de resíduo e a volume de carga Otimização da capacidade dos veículos Cooperativas de Material Reciclável Ecopontos como Área de Transbordo e Triagem – ATT - pequenas estações de Características dos Entrepostos transferência de resíduos distribuídos em raios de 1 Km para receber RCC e RR, onde pode ser realizada uma prévia triagem dos resíduos de construção civil Estação de transferência (RSD, RCC) Aterro Sanitário regional 3: Caracterização da rede integrada transporte de resíduos do consórcio Quadro 3 Quadro - Caracterização da rede integrada de transporte dede resíduos do consórcio

A proposta de integração da rede de transportes de resíduos deve adotar novos fluxos de transportes cada tipo de resíduos de modo a ter etapas

A proposta de integração da rede de transportes de resíduos deve adotar novos fluxos de transportes cada tipo de resíduos de modo a ter etapas intermediarias de transporte

e transferência dos resíduos para otimizar as operações, conforme os seguintes fluxos:

13

13

50

lima; Rutkowski; avoleta; lima
Integração da Rede de Transporte de Resíduos Sólidos Urbanos na Região...

intermediarias de de transporte dosresíduos resíduos para otimizar intermediarias transporte ee transferência transferência dos para otimizar as as
operações, conforme os seguintes fluxos: fluxos: operações, conforme os seguintes

4 : Fluxos de transporte resíduos para a rede integrada Figura 4 - FluxosFigura de transporte dos resíduos parados a rede integrada Ostransportes novos fluxos de transportes resíduos deverão a nova rede Os novos fluxos de de resíduos deverãode configurar a nova redeconfigurar integrada conforme ilustrada na figura 5. integrada conforme ilustrada na figura 5. Figura 4 : Fluxos de transporte dos resíduos para a rede integrada

14

Os novos fluxos de transportes de resíduos deverão configurar a nova rede integrada conforme ilustrada na figura 5.

Figura 5: Rede de integrada Figura 5 - Rede integrada de transporte resíduos de do transporte Consórcio de resíduos do Consórcio

Considerando as operações logísticas e exemplos reais de redes de

CLOSS. Porto Alegre: Bookman Editora. 2001.n. São Paulo: Editora Atlas. os veículos e infraestruturas que o consórcio deve implementar para a operação integrada. 2006. US EPA.Redes técnicas ambientais: diversidade e conexão entre pessoas e lugares / Graziella Cristina Demantova. Plano Diretor de gestão dos resíduos sólidos da região metropolitana de campinas – RMC. O objetivo das estações de transferência é reduzir o tempo gasto no transporte e. Redução do tráfego nos aterros (menos veículos vão para o aterro reduzindo os congestionamentos e os custos operacionais e aumentando a segurança. BOWERSOX. 616 p.p. . H. edição. DEMANTOVA.Waste Transfer Stations: A Manual for Decision Making. roteirização. 2001. redução do tráfego nos aterros.Agência Metropolitana de Campinas. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS AGECAMP .C. torna-se possível alcançar consolidação da carga e otimização da capacidade dos veículos de transporte.Compromisso Empresarial para Reciclagem. podese concluir que a integração das operações de transporte na rede de resíduos do consórcio apresentará benefícios em diversos aspectos.Ano I .Washington. conseqüentemente. 594 p. 14-17. 2001. Através da estruturação de uma rede de instalações envolvendo estações de transferência e coordenação de veículos de grande e de pequeno porte. R. Emplasa: Campinas. 200 p. Entretanto a integração da rede de transportes requer investimento em infraestruturas e equipamentos para atender as premissas logísticas adotadas. redução da poluição do ar pelo menor consumo de combustíveis e menor desgaste das estradas por consolidar o lixo em menos veículos. J. 2009. IPT .A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da identificação da rede de transportes de resíduos nos municípios do consórcio este estudo sugere a adoção da premissa logística de consolidação de cargas como princípio norteador para a melhoria do gerenciamento dos resíduos quanto à eficácia logística. G. 2009. Office of Solid Waste and Emergency Response. os custos com o deslocamento do caminhão coletor até o local de disposição final do resíduo.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 51 Considerando as operações logísticas e exemplos reais de redes de transportes otimizadas com consolidação de cargas e veículos. IBAM. Com a implantação de estações de transferência pode-se alcançar benefícios como maior controle e segurança sanitária no transporte e destinação dos resíduos. Manual de Gerenciamento integrado de resíduos sólidos.. BALLOU. Logística Empresarial – o processo de integração da cadeia de suprimento. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/ Logística Empresarial – 5ª.ed. 2000. operação cross-docking. D.Instituto de Pesquisa Tecnológicas/ CEMPRE . 4. Manual de Gerenciamento Integrado – 2. Rio de Janeiro: IBAM. EPA530-K-01-005. D. 5.. etc.]. São Paulo. redução nos custos de coleta e transporte final. SP: [s.Campinas. J.

.

Gestão de Resíduos Sólidos de Serviço de Saúde Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde por Indicadores em Estabelecimento de Saúde em São Carlos/SP Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saúde dos Hospitais Públicos Mineiros no Contexto da Acreditação pela Metodologia ONA .

.

os quais foram identificados por dados obtidos em entrevistas a 98 funcionários. análise fatorial. foi elaborado um índice para avaliar a situação geral do local. los Sistemas de Apoyo a las Decisiones (SAD) pueden ser preparados de acuerdo con los . Palavras-chave: indicadores de desempenho. Proposed Evaluation Tool of Healthcare Waste Management by Indicators on Health Facility in São Carlos/SP ABSTRACT This paper proposed a tool of evaluation of healthcare waste management in health facility by the use of performance indicators. Katia Sakihama . El programa Statistica se utilizó para calcular el análisis factorial y los indicadores fueron evaluados por expertos con el método AHP para ordenar en orden de importancia. essa proposta pode auxiliar a elaboração de Sistemas de Apoio à Decisão (SAD) para cada estabelecimento. health waste management.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 55 Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde por Indicadores em Estabelecimento de Saúde em São Carlos/SP VENTURA. Statistica program was used to calculate the factor analysis and performance indicators were evaluated by experts using AHP method. They were identified by qualitative data obtained from interviews to 98 employers. factorial analysis. waste management. Hemos preparado un índice que evalúa la situación general del área investigada.katiaventura@yahoo. It was composed a global index that allowed the general evaluation of the analyzed situation. O programa Statistica foi usado para calcular a análise fatorial e os indicadores foram avaliados por especialistas pelo método AHP. AHP method.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 .Ano I . conforme os interesses dos gestores e as exigências legais vigentes. método AHP. que fueron identificados por los datos obtenidos por entrevistas con 98 empleados. Por lo tanto. Além disso. resíduos de serviços de saúde. Desta forma. So. Keywords: performance indicators.com RESUMO Este artigo propõe um instrumento de avaliação do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde com o uso de indicadores de desempenho. Propuesta de Herramienta de Evaluación de la Gestión de los Residuos de Servicios de Salud por Indicadores en Establecimientos de Salud en São Carlos/SP RESUMEN Este artículo propone una herramienta de evaluación de gestión de residuos de los servicios de salud con el uso de indicadores. gerenciamento de resíduos. decision maker systems can be explored to support managers and legal requirements.

004/2004 atribui a responsabilidade do gerenciamento de RSS ao estabelecimento de saúde. segundo dados recentes da ABRELPE (2010). O descarte inadequado ou manejo inseguro dos resíduos têm contribuído para essa problemática. produzem juntos mais de 228 mil toneladas de RSS por ano. aspectos técnicos e processo de disposição final (CONAMA. ii) a Resolução Conama nº 358 de 29/04/2005 dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos RSS e. toxicidade e patogenicidade) deles no meio ambiente e/ou em contato com o ser humano. os ambulatórios.. os resíduos. D – Comuns. entre outros No Brasil. oferecem risco de contaminação ao meio e aos seres humanos. Neste contexto. B – Químicos. os tipos de tratamento e disposição a que esses podem estar submetidos. INTRODUÇÃO Os resíduos de serviços de saúde (RSS) representam materiais de alta periculosidade devido às características biológicas. Palabras-clave: indicadores de desempeño. os laboratórios. residuos de servicios de salud. podem ser classificados em classe I – perigosos e classe II não perigosos (ABNT. 1. bem como a demanda crescente por usos diversificados desses recursos associados à intensa aplicação de tecnologias para aumento de produtividade contribuíram. bem como a necessidade de se elaborar e implantar o PGRSS (artigo 4). corrosividade. portanto. químicas e físicas que lhes são inerentes e. destacando as condições mínimas para evitar os riscos biológicos e químicos.56 VENTURA. 2004) determina que os RSS sejam separados. considerando todas as tecnologias avaliadas (incineração. além das técnicas de tratamento que a empresa ou municipalidade dispõem. tanto as orientações indicadas pela ANVISA. tais como seleção de área. é fundamental mencionar as regulamentações existentes. para os impactos causados ao meio e à saúde do indivíduo e da coletividade. E – Perfurocortantes). apresenta os critérios mínimos para disposição final de RSS. os serviços de tatuagem e depilação. entre outros fatores. desde a geração até a disposição final (artigo 1).. iii) a norma brasileira NBR 10. 2004). segurança e sinalização. Observa-se. assim como. as clínicas médicas. Como reflexo direto da preocupação com assunto dessa natureza. autoclave e microondas). bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência . análisis factorial. Essa norma tem por finalidade “estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. o tipo de tratamento a que esses resíduos devem ser submetidos depende da caracterização e produção diária dos mesmos. Esta resolução afirma a responsabilidade do gerador pelo gerenciamento de seu RSS. AHP. ao longo de fatos históricos. reatividade. do uso e ocupação do solo. desde a geração até a disposição final (artigo 1). De acordo com Ventura (2009). Isto mostra que não há tecnologia disponível ou que as ferramentas de controle e gerenciamento não são eficazes a ponto de minimizar os resíduos na fonte geradora. esta resolução reforça a obrigatoriedade da segregação dos resíduos na fonte (artigo 14) por grupo de resíduos gerados. A autora ainda ressaltou que a prática da segregação adequada e a redução de resíduos na etapa de geração colaboram com os resultados planejados. Além de apresentar a consistência do PGRSS e sua finalidade. intereses de los directivos y los requisitos legales.459 toneladas anualmente. as farmácias. as clínicas odontológicas. a autora identificou que a existência do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). bem como necessidade de se elaborar e implantar o PGRSS (artigo 4). Essa norma classifica os resíduos sólidos. C – Radioativos. que a exploração excessiva dos recursos naturais. as clínicas veterinárias. em duas classes. principalmente quando gerenciados de forma inadequada pelos estabelecimentos geradores. gestión de residuos. Desta forma. os consultórios. 2005). Desta forma. quanto o método de tratamento e disposição. devido às suas propriedades físicas. Entre esses estabelecimentos podem ser citados os hospitais. quanto à periculosidade. iv) a norma Reguladora (NR) 32/2005 do Ministério do Trabalho aborda alguns aspectos de biossegurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. conforme a presença de pelo menos uma das características pertinentes à periculosidade (inflamabilidade. acondicionados e coletados de acordo com sua classificação (A – Potencialmente infectantes. porém com uma capacidade de tratamento no país para apenas 210. aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. tais como: i) a Resolução RDC nº 306/2004 (ANVISA. bem como o descarte dos RSS são informações relevantes quando se avalia o gerenciamento dos mesmos em um estabelecimento de saúde. químicas ou infecto-contagiosas. os estabelecimentos geradores de RSS. bem como a exposição de seu conteúdo aos funcionários e demais colaboradores auxilia no desenvolvimento de atividades rotineiras e possibilita melhorias ao longo da implantação deste. Katia Sakihama Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Saúde.

105 de 24 de março de 2005 institui a Política Nacional de Biossegurança e.808.1 da presente norma (MTE. Atualmente. o cultivo. Os Sistemas de Apoio à Decisão (SAD) representam um instrumento de apoio aos planejadores e gestores no processo de tomada de decisão. Outra forma de qualificar. as normas NBR 12.809 e 12. à experimentação de estratégias. 2. permitindo o acompanhamento de políticas de governo para o setor ambiental. a produção. auxiliares e técnicos de enfermagem. baseada em um instrumento de apoio à decisão com indicadores de desempenho e a formulação de um índice de avaliação. qualidade. 50% do total produzido na cidade (São Carlos. o SAD não simula de forma precisa os acontecimentos investigados. pois é responsável por. O número de funcionários é de aproximadamente. a importação.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . São 22 setores. a exportação. 12. a proteção à vida e à saúde humana. estima os preços dos recursos em análise por meio de técnicas de mercado de bens substitutos (teoria do comportamento do consumidor para custo de viagens e preço hedônico). Neste contexto. desde que haja a disponibilidade de dados para entrada no sistema. a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados. selecionar as variáveis de interesse. 800 profissionais. aproximadamente. O presente trabalho foi realizado em uma unidade de saúde no município de São Carlos. Seleção da área de estudo O local selecionado para avaliar o gerenciamento de RSS foi a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos. bem como a proteção da saúde do trabalhador em qualquer situação em que o funcionário/colaborador tiver a possibilidade de sofrer riscos ambientais (MTE.1. Segundo Tinoco e Kraemer (2004). o transporte. seguido de simulações de cenários situacionais que apontem as medidas preventivas e de melhoria a serem implantadas (O’BRIEN. Além desses instrumentos. à avaliação dos impactos potenciais. e a observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente”. mensurar.810 esclarecem os procedimentos de manuseio internos e externos de coleta. Todos os funcionários e colaboradores foram capacitados de forma mais intensa pela instituição a partir de 2006. segundo Silva (2007). no período de 2006 a 2009. está por volta de 20 a 22 toneladas por mês (São Carlos Ambiental. mas tem como vantagem a possibilidade de avaliar padrões e aprimorar modelos mentais de pessoas que têm o poder de tomar decisões. bem como uma parte especialmente elaborada para os resíduos em que há enfoque na prevenção para os procedimentos operacionais dos trabalhadores que manuseiam RSS e. os indicadores de desempenho são usados como instrumento de apoio às decisões na elaboração de políticas ambientais no intuito de simplificar a informação de fenômenos complexos e melhorar a comunicação entre o decisor e o processo. parâmetro qualitativo qualquer) ou estabelecer uma relação entre grupos de variáveis de interesse pode ser feita pelo uso de indicadores. 2005: 496).Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 57 à saúde em geral”. no Brasil.Ano I . 2. segundo BRASIL (2005) “estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção. foram necessárias a elaboração de um roteiro de entrevista e a re- . A Lei Federal nº 11. a pesquisa. processamento e armazenamento das informações em um banco de dados. animal e vegetal. a comercialização. o armazenamento. 12. Com relação aos instrumentos normativos pertinentes ao assunto no Brasil. não é conhecida uma ferramenta útil que sistematize a construção de indicadores e que inclua a cooperação interinstitucional entre os órgãos produtores de dados estatísticos. tal como aponta o estudo feito pelo IPEA (2010).1. Identificação das variáveis de observação Para identificar e. tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de biossegurança e biotecnologia. no propósito de assisti-los quanto às opções de escolha. O poder público viabiliza todos os custos com o gerenciamento de RSS no município. MATERIAIS E MÉTODOS 2. entre médicos. a 250 km da capital paulista. outros foram elaborados para abarcar novas estratégias a fim de minimizar esses problemas ambientais. a transferência. o consumo. o trabalho desenvolvido por Ventura (2009) apresenta uma proposta de uso de indicadores como metodologia de gestão de RSS em estabelecimentos de saúde. os quais possibilitam a tomada de decisões e auxiliam o sistema de planejamento. os institutos de pesquisa ambiental e cunho científico e. Neste caso. estão presentes os detalhes pertinentes a riscos biológicos e químicos. posteriormente. 2004). com algumas unidades internas de prestação de serviços. destacam-se as ferramentas de valoração ambiental que. o método das preferências e o método de função-efeito que estabelece uma relação de causa e efeito entre o impacto ambiental causado (resposta) e o nível de poluição associado a este (dose). a manipulação. enfermeiros e profissionais da limpeza e administração do hospital. chamadas de variáveis de observação. v) a NR 9/1995 aborda sobre o Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) e visa à preservação dos recursos naturais. Segundo Andrade (1997).807. 1995). 2011). Entre elas. avaliar algo desejável (dano. em na maioria das vezes. fisioterapeutas. localizada no município de São Carlos (SP). a sociedade civil.2. Nela. os quais permitam apontar as medidas preventivas necessárias para evolução da qualidade dos serviços prestados aos usuários e colaboradores de um estabelecimento de saúde. 2010). como exposto no item 32. os responsáveis pela gestão da política ambiental. que atualmente. acondicionamento e transporte de RSS. este artigo tem o propósito de apontar uma estratégia de gerenciamento de RSS.

11.verificou-se que apenas 19 eram as mais significativas naquele estágio do gerenciamento de RSS. a seleção de algumas variáveis. aquelas selecionadas para melhor interpretação da análise fatorial foram 1. Quanto mais detalhada e mais adequada. todos participantes da entrevista assinaram o Termo de Consentimento à Pesquisa. Além disso. 23. alização de um pré-teste deste em outra unidade de saúde.58 VENTURA. este projeto foi submetido e aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade de São Paulo (USP).Conhecimento sobre o transporte interno de RSS 19 .Conhecimento sobre o conteúdo do PGRSS 6 . Como o trabalho teve cunho científico. Katia Sakihama Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Saúde.Freqüência de manuseio de RSS 11 .Conhecimento sobre a quantidade de RSS gerada 17 . o qual deveria ser acima de 0. 6..Conhecimento sobre a existência do PGRSS 26 . 22.Conhecimento sobre normas e leis de gerenciamento dos RSS 7 .Conhecimento sobre o que representam RSS 2 . denominados de indicadores de desempenho. registrando a participação voluntária de forma individual. 2. 20. Para isso. 7. as quais foram consideradas conforme o detalhamento das respostas dos funcionários.Tipo de capacitação a que são submetidos os funcionários 23 .Nível de observação do funcionário para os procedimentos realizados pelos colegas 5 . 25. 15.Conhecimento sobre a periculosidade dos RSS 4 . 9. 8.Conhecimento sobre normas e leis de segurança do trabalho 1-5 1-7 1-7 1-7 1-3 9 . partiu-se de 29 variáveis qualitativas para serem avaliadas pelos funcionários e . foram realizadas algumas simulações com o uso do programa Statistica que permitiu.Importância de normas e leis de biossegurança 10 .Conhecimento sobre o tipo de tratamento dado aos RSS 21 . maior a pontuação atribuída. de selecionar o número mínimo de funcionários entrevistados pelo método proposto por Arkin e Colton (1963).Forma segregação de resíduos praticada pelos funcionários 15 .Conhecimento sobre a responsabilidade de gerenciamento dos RSS 3 .Freqüência de interação da chefia com o funcionário 24 .Tipo de Equipamento de Proteção Individual usado nos procedimentos 14 .Satisfação do funcionário com tipo de capacitação realizado pela chefia 25 . 18. 27. O Quadro 1 lista as 29 variáveis considerados no projeto e suas respectivas escala de resposta. Tomou-se o cuidado de verificar a confiabilidade da amostra por Cronbach (1951).Conhecimento sobre o local acondicionamento interno de RSS 18 . 24.Envolvimento e interesse do funcionário nas reuniões sobre RSS 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-7 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 1-5 . 17..Causas de contaminação por manuseio incorreto de RSS 13 . Estas foram agrupadas em fatores. 14.Conhecimento sobre local armazenamento externo de RSS 20 . 21. Inicialmente.Forma de disposição final dada aos RSS 22 . Escala de Resposta 1-7 1-7 1-5 1-7 Variáveis de Observação 1 .Tipo coleta interna de RSS 16 .70 e. de categoria similar. como exposto pelos trabalhos de Ventura (2009) e Ventura (2010). 5. Das variáveis identificados. pela Análise Fatorial.Conhecimento sobre normas e leis de periculosidade dos RSS 8 .Consequência de manuseio incorreto dos RSS 12 .

proposto por Saaty (1991).0 54.70 39. delimitando as restrições do problema. Elaboração de um Índice Global de Avaliação do Gerenciamento de RSS Para auxiliar de forma prática o entendimento do gestor.Conhecimento de normas e leis sobre segurança do trabalho 5 18 . sempre observando as mudanças ocorridas por esse processo). Adaptação de SAD ao estabelecimento desejado Sabe-se que os sistemas de informação computadorizados sofisticados levam um certo tempo para sua funcionalidade estar totalmente adaptada aos diversos cenários e estágios do gerenciamento de RSS.Conhecimento de normas e leis sobre periculosidade dos RSS 8 .77 18.Conhecimento sobre a responsabilidade dos RSS 2 14 .Procedimento adotado pelo funcionário em caso de dúvida RSS está naquele momento avaliado.64 47.73 Fator Variáveis agrupadas 1. Esse cálculo não teve o intuito de apontar os setores que deveriam ser priorizados e os procedimentos a serem melhorados.Ano I .A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . Análise de Busca de Metas (fixa o valor da variável e simula os resultados até que se atinjam as metas desejadas) e Análise de Otimização (método mais complexo que a análise de busca de metas.Julgamento da viabilidade da coleta seletiva no estabelecimento 28 .7 Procedimento realizado para segregar internamente os RSS 0.Conhecimento da existência do PGRSS no estabelecimento 2. 2.Conhecimento sobre o que representam RSS 1 5 . 2009. 2.Freqüência de interação da chefia com o funcionário Escore Médio Padronizado dos Fatores (0-1): 0. 2.5.Forma de segregação de resíduos praticada pelo funcionário 17 – Conhecimento sobre o local acondicionamento interno de RSS 3 20 .4 7 0. 2009.Nível de consciência ambiental do funcionário para segregar os resíduos recicláveis 29 .0 Quadro 2 – Indicadores de Desempenho Gerados para Avaliar o Gerenciamento de RSS Fonte: Ventura. onde se emprega valores específicos para variáveis e metas.Conhecimento sobre o tipo de tratamento dado aos RSS 21 – Conhecimento sobre a forma de disposição final dos RSS 6 . RESULTADOS E DISCUSSÕES O Quadro 2 apresenta as variáveis selecionadas e os indicadores de desempenho construídos com a proposta. Fonte: Ventura.4. Fonte: Ventura. até que se atinja a simulação esperada).8 Conhecimento das regulamentações associadas ao manejo de RSS Conhecimento da logística de transporte de RSS praticada no local Importância de regulamentações sobre biossegurança Estratégias de treinamento desenvolvidas com os funcionários 1.Conhecimento sobre o transporte interno de RSS 9 – Julgamento da importância de normas e leis para orientação da biossegurança no estabelecimento 22 . com alteração do valor de uma única variável até que se conclua que está em acordo com o desejado com os planos e metas do decisor.59 Alpha por fator Nome do Indicador 0. 2009.Conhecimento sobre o conteúdo do PGRSS 25 . Variância total acumulada (%) 1-5 Quadro 1 – Variáveis identificadas na Santa Casa de São Carlos.4 Conhecimento das informações contidas no PGRSS 0. foi elaborado um índice.8 Noções sobre tratamento e disposição final dos RSS 0.Conhecimento de normas e leis sobre gerenciamento dos RSS 4 7 .47 66. entre 0 (zero) e 1.55 30. o SAD envolve os seguintes tipos de análise: “What if” (realiza diversas simulações até que o decisor esteja satisfeito com os resultados). pois cabe ao facilitador investigar os tipos de análise para tomada de decisão e propor um SAD apropriado ao local destinado. Quadro 2 – Indicadores de Desempenho Gerados para Avaliar o Gerenciamento de RSS . para que o tomador de decisão pudesse mensurar como o gerenciamento de Alpha Cronbach Geral: 0. Análise de Sensibilidade (é uma particularidade do anterior.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 59 1-7 1-3 27 . Segundo O’Brien (2004).2 6 1.3. 3.Tipo de capacitação a que são submetidos os funcionários 23 .0 60. Avaliação de Indicadores de desempenho pelos especialistas Os resultados dos indicadores de desempenho apontados pelos funcionários foram submetidos à apreciação dos especialistas pelo método Analytic Hierarchy Process (AHP).

durante o período de abril a dezembro de 2007.Interrelações das variáveis de observação..C. 2009. adotadas avaliar o gerenciamento dos RSS da Santa Casa de São Carlos.Interrelações das variáveis de a partir do julgamento e acompanhamento da autora. Cada grupo por diferentes tipo de sacos VEGA Engenharia Ambiental RSS Campinas para tratamento de microondas Comum Aterro Sanitário Sala de medicação Manualmente (recicláveis) Área externa coberta (papelão e papéis) Doação Copa Comum W. Katia Sakihama Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Saúde. pronto socorro) Carro de fibra identificado guiado pela equipe de limpeza (RSS e comum) Locais ventilados. 2 . Local Gerador Segregação Por tipo de Resíduo Acondicionamento Local Interno Coleta e transporte Pessoal Veículo Armazena mento Local Externo Coleta externa Empresa VEGA Disposição Final Destino Final Centro Cirúrgico Infectante Perfurocortantes Comum Expurgo (materiais separados) Recicláveis Quartos (internação. Fonte: Ventura. Fonte: Ventura. 2009. durante o período de abril a dezembro de 2007. adotadas para avaliar o para Figura Figura 2 .60 VENTURA. gerenciamento dos RSS da Santa Casa de São Carlos. pósoperatório. 2009. Figura 1 – Cadeia de Resíduos de Serviços de Saúde Identificada na Santa Casa de São Carlos Fonte: Ventura. 2009. a partir do julgamento e acompanhamento da autora. Caixas de papelão específicas para acondicionamento (perfurocortantes) Sacos pretos (comuns) Central de Materiais para reaproveitamento (vidros) Sacos brancos (infectantes) Caixas de papel (recicláveis) Figura 1 – Cadeia de Resíduos de Serviços de Saúde Identificada na Santa Casa de São Carlos Fonte: Ventura. observação.. azulejados. e trancados. .

ineda no local considerou as etapas de gerenciamento de RSS xistência de sistema de avaliação do gerenciamento de RSS. 5. mostrando que algumas ações eram necessárias naquele estágio. considerando a dinâmica operacional e gerencial do mento de saúde. linhas de financiamento) que viabilizem a implantação de ferramentas como a exposta neste trabalho. os demais. Tables for statisticians.L.anvisa. acondicionamento. A Figura 3 exemplifica a geraçãoa geração atender as recomendações de dados no ambiente multidimensional que a análise fato do Conama nº 358/2005. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil (2009). incluindo a geração de elementos Fator 1 gráficos que possibilitem o conhecimento do índice atingido. armazenamento e coleta externos até a disposição do final. os mais relevantes em relevantes 4. o índice global atingiu o valor de 0.R. em termos de atuação profissional e acompanhamento das ações. O método pode ser adaptado em escala local e de forma específica para que se torne uma ferramenta útil e viável ecoFator 3 nomicamente. houve o emprego detalhado de métodos que pudessem permitir a elaboração de um instrumento de avaliação de gerenciamento de RSS. 1997. considerando a dinâmica operacional e um SAD viável a cada estabelecivação. Pensamento Sistêmico: um roteiro básico para perceber as estruturas da realidade organizacional. apas de gerenciamento RSS subdivididas em segregação.das resíduos. A Figura 2 representa percepção de (2009) no tamente cálculos que se refere à interrelação entre as 29 variáveis de obser2010). A. tais como treinamento com funcionários e colaborados para segregação adequada dos ANDRADE. A cadeia geradora de resíduos identifica que oferecesse suporte ezembro de 2007. 2 e 3 junA Figura 2 representa a a percepção deVentura Ventura (2009) no que com se os refere à apresentados por Ventura (2009. com intuito de adequação legal e de melhoria contínua promovidos pela adequada gestão ambiental no estabelecimento. de abril a de. Fonte: Ventura. falta de pessoal capacitado zembro de 2007. a disposição final. H.br/edicoes/pdf/artigo_200. 1963. R.Ano I . coleta e início das ações de sensibilização e mobilização ambiental e transporte internos.adm. As respostas dos especialistas apontaram que os mesmos indicadores de desempenho identificados pelos funcionários foram os mais relevantes e.59. Fonte: Ventura. necessidade de compra de coletores com seus símA Figura ilustra o resultado obtido pelo acompanhamento rotinas diárias dos to das rotinas diárias dos funcionários e da experiência da bolos de risco.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 .4. Disponível em http://e-legis..considerados portanto. de 07/12/02004. pdf Acesso 15/12/2010. de modo a apontar os procedimentos para erencial do estabelecimento estabelecimento avaliado. CONCLUSÕES relação aos demais. deveriam ser priorizados em uma escala de classificação de ações para tomada de decisões. n. Com base nos resultados obtidos pelas Figuras 1. ARKIN. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É fundamental que sejam estabelecidas medidas (legais. leta e transporte internos. REFERÊNCIAS ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. abril durante o período vivenciado no local. O projeto proposto foi elaborado em caráter científico. . acondicionamento. A Figura 3 exemplifica de dados no da RDC nº 306/2004 e Resolução avaliado. subdivididas em de segregação. php?id=13554&word Acesso em: 01/07/05. 2009. portanto. maior frequência de acompanhamento das ncionários autora e da experiência da autora durante o período vivenciado no local. Cabe ressaltar que os três rial possibilita. armazenamento e coleta externos até de segurança trabalho.gov.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 61 A1 Figura 1 ilustra o resultado obtido pelo acompanhamen. entre outras ações. Nova York: Barnes & Nobel. No caso da Santa Casa de São Carlos. 2ª edição. 2009. Figura 3 – Representação das variáveis no espaço de 3 fatores. COLTON. projetos de pesquisa. Figura 3 – Representação das variáveis no espaço de 3 fatores. REAd – Revista Eletrônica de Administração. Resolução RDC nº 306.abrelpe. considerados os mais em relação relevantes e. A cadeia geradora de resíduos identificada no local considerou asao monitoramento das ações. Disponível em http://read.org Acesso em 29/05/2011. Disponível em www. por isso. Cabe ressaltar que os três fatores são os mais tores são os mais relevantes e.atividades de de rotina no a hospital. Fator 2 mas também indiquem as possíveis decisões a serem tomadas para minimizar a geração de resíduos e fortalecer outras medidas preventivas para o manejo seguro desses resíduos. Os resultados encontram-se no trabalho de Ventura (2009). mbiente multidimensional que a análise fatorial possibilita. é possível adaptar errelação entre as 29 variáveis de observação. portanto.ufrgs.br/leisref/public/showAct.

Sustentabilidade ambiental no Brasil: biodiversidade. p. Disponível em http:// www. 2011. p. Modelo de avaliação do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (RSS) com uso de indicadores de desempenho.. NR 32 .php VENTURA. In: Psychometrika.mte. J. Ciência e Tecnologia. SÃO CARLOS AMBIENTAL.E. Realizada em 22/01/2011. TINOCO. J. Secretaria de Desenvolvimento Sustentável. 1951.F.976-987. SAATY. São Paulo: Atlas. M. In: The 25th International Conference on Solid Waste Technology and Management. 2010. São Carlos: São Carlos Ambiental.1208. KRAEMER. L. (Série Eixos Estratégicos do Desenvolvimento Brasileiro. Brasília: IPEA. v.usp.gov. Livro 7) MTE – Ministério do Trabalho. L. 640p. Método de análise hierárquica. n. 3. A Composite Indicator for Medical Solid Waste Management Applied to a Health-Care Facility: a case study. S.E. economia e bem-estar humano.S. 2004.. Entrevista e documentos internos. Contabilidade e gestão ambiental. Estudo de caso: Santa Casa de São Carlos – SP. BRASIL. Resolução CONAMA no 358 de 29/04/2005 Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Coefficient alpha and the internal structure of tests. Portaria MTE nº458 de 11/11/2005.planalto. p.62 VENTURA. Geração de resíduos de serviços de saúde da Santa Casa de São Carlos. 2005 Publicada no DOU 16/11/2005 (Seção I). Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da internet. 1991 SÃO CARLOS – SP. O’BRIEN. T. Disponível em http:// www4. NR 9 . 2009. (Tese de doutorado) Disponível em http://www.L. 297-334. Philadelphia-EUA: 2010.br/legislacao/normas_regulamentadoras/ nr_09_at. .R. 2007. São Paulo: Saraiva. SILVA.P. McGraw-Hill do Brasil. Rio de Janeiro: Makron Books do Brasil. IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas.pdf MTE – Ministério do Trabalho. São Carlos: EESC-SHS. CRONBACH. 2004. K. São Carlos: Prefeitura de São Carlos/ SMDS.PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS: Segurança e Saúde do Trabalho em Serviço de Saúde.J.Segurança e Saúde do Trabalho em Serviço de Saúde. Lei Federal nº 11. REIS. Katia Sakihama Proposta de Instrumento de Avaliação do Gerenciamento de Resíduos de Saúde.gov.A.teses. CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente. VENTURA. 16. 1995.105 de 24/03/ 2005 Dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança. Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde até 2008.C.F. São Carlos: Departamento de Hotelaria da Santa Casa de São Carlos.br/teses/ disponiveis/18/18138/tde-19072009-120104/pt-br. 2010. L. 2ª edição. K.P.br/legislacao Acesso em 20/05/2011.

SILVA. Logística Reversa. sem englobar toda a cadeia de resíduos. segundo a logística reversa e a acreditação pela metodologia ONA. HcW management is not taken as a priority issue in patient and employee safety. The HcW management in those hospitals has been done fragmented by sector. Health-Care Waste Reverse Logistics Of Minas Gerais State Public Hospitals According To Ona Accreditation Methodology ABSTRACT The Brazilian Health-care System is responsible for the proper management of Health-care Waste (HcW) Reverse Logistics chain. according to the reverse logistics and ONA accreditation methodology.Ano I .A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . por setor. but only as a simply HcW removal practice.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 63 Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saude dos Hospitais Públicos Mineiros no Contexto da Acreditação pela Metodologia ONA LUIZ-PEREIRA. A gestão de resíduos não é levada como prioridade na questão da segurança do paciente e dos colaboradores. Jersone Tasso Moreira RESUMO É de responsabilidade do Sistema Único de Saúde – SUS o adequado gerenciamento reverso da cadeia de Resíduos de Serviços de Saúde . La gestión de RS no se toma como un tema prioritario en la seguridad del paciente y el trabajador. no abarcando toda la cadena de RS. Starting from this perspective. . Palavras-chave: Acreditação. Keywords: Accreditation. Logística Inversa De Residuos Sanitarios De Hospitales Públicos De Minas Gerais En El Contexto De La Metodología Ona De Acreditación RESUMEN El Sistema Brasileño de atención a la salud debe ser responsable por la correcta gestión de la cadena logística inversa de Residuos Sanitarios (RS). Reverse logistic. not encompassing the entire HcW chain.RSS. Health-care waste. the objective of this paper was to examine the HcW management practices in public hospitals of Minas Gerais state. objetivou-se analisar as práticas de gerenciamento de RSS. mas tão somente da retirada de RSS do interior dos hospitais. André. Nessa perspectiva. el objetivo de este trabajo fue examinar las prácticas de gestión de RS en los hospitales públicos del estado de Minas Gerais. sino sólo una simple eliminación de los RS de dentro del hospital. A partir de esta perspectiva. nos hospitais públicos mineiros. O gerenciamento de RSS dos hospitais tem sido feito fragmentado. Resíduos de Serviços de Saúde. La gestión de RS en los hospitales se ha hecho fragmentado por sectores. según la logística inversa y la metodología ONA de acreditación.

pois seu objetivo é “melhorar a qualidade dos serviços prestados. segura e visando o a acreditação hospitalar dos hospitais Pro-Hosp e a promoção da saúde coletiva. 2010): gestão e liderança. As práticas da Secretaria de Saúde de Minas Gerais nesses hospitais têm buscado a acreditação pela Metodologia ONA. que se diferenciam pelos potenciais riscos. 2006b). o Sistema Único de Saúde – SUS deve então responsabilizar-se pelo gerenciamento reverso da cadeia de Resíduos dos Serviços de Saúde. 2009). No âmbito da saúde. bem como catadores. [segundo o Council of Supply Chain Management Professionals] Logística é o processo de planejar. INTRODUÇÃO Os produtos consumidos pela sociedade. é preciso o gerenciamento logístico. gerenciar os Resíduos dos Serviços de Saúde de maneira a prevenir os riscos (biológicos. pois esta última ultrapassaria o fluxo direto . bem como os serviços e informações associados. implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos. foi uma das questões mais importantes do século. segundo Wood et al (1999). não valeria o investimento por hipossuficiência de receita.64 LUIZ-PEREIRA. abastecimento e apoio logístico. atenção ao paciente/cliente. o fim da sua vida útil. conforme Bowersox e Closs (2001). Em Minas Gerais. 2006b). desde a matéria-prima até o ponto de consumo. radioativos) se transformem em dano à saúde da população. A Logística se comporia. perfuro-cortantes. No grupo de Resíduos Urbanos. A acreditação pactua desses conceitos. 1999). químicos. Ballou (2001). a natureza tinha condições de reciclar os resíduos descartados mais rapidamente do que a humanidade era capaz de produzi-los. Podem contaminar o meio ambiente. O Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS/MG – Pro-Hosp foca os hospitais de referência dos municípios pólos macro e microrregionais (MINAS GERAIS. que seria um dos alvos da logística contemporânea. inclusive para os usuários” (BITTAR. de limpeza interna e urbana. A ONA é uma entidade não governamental e de abrangência nacional. Christopher (1997) diz que o acompanhamento do nível de atividades deve sempre pautar-se no questionamento se os custos envolvidos no alto nível de serviço aos clientes não são maiores que as receitas que eles proporcionam. Uma cadeia de resíduos de forma sustentável. de modo a contemplar as variáveis pertinentes. em acordo com a definição do Council of Supply Chain Management Professionals e com Wood et al (1999). radioativos) e atender aos requisitos da acreditação hospitalar. Palabras clave: Acreditación. ser reutilizados indevidamente. provocar acidentes de trabalho em profissionais da assistência. provocando danos ao meio ambiente e comprometendo a saúde e o bem-estar da população. a distribuição física. com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor (NOVAES. de três principais áreas: Transportes. a movimentação dos materiais. ou seja. A atuação coordenada destas questões permite às empresas formas eficientes de agregar valor aos serviços focados nos clientes e trazendo diferenciais competitivos. segura e visando o ganho econômico e a promoção da saúde coletiva. 2001. Residuos sanitarios. a expedição. A última versão do Manual Brasileiro de Acreditação foi publicada em 2010. Cunha e Filho (2002) afirmam que a quantidade de lixo gerada no mundo é enorme. cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo. apoio técnico. é preciso o “apoio ao ciclo de vida”. infraestrutura. a armazenagem. Seu objetivo geral é Promover a implementação de um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos serviços de saúde – conforme descrito no Manual da ONA (ONA. Até certo tempo. gerenciar seus Resíduos dos Serviços de Saúde de maneira a prevenir os riscos (biológicos. Christopher (1997) e Ballou (2001) afirmam que o despontar da logística. então. etc. a embalagem.. Complementarmente. acabam por ser descartados. perfuro-cortantes. É dividido em seis grandes áreas e subdivisões (ONA. A empresa deve estar atenta para a relação do custo/benefício nas decisões de provimento do nível de serviço a ser oferecido aos seus clientes. p. Logística Inversa 1. O SUS pode. Neste caso. químicos. diz que a logística aborda o planejamento e controles produtivos. diagnóstico. Ainda. uma fração menor do total compõe-se de Resíduos dos Serviços de Saúde – RSS. SILVA Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saude dos Hospitais Públicos. a atenção hospitalar à saúde no SUS conta com um programa que estabelece uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos prestadores de serviços para o SUS/MG: Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS/MG – Pro-Hosp (MINAS GERAIS. significa desempenhar em conjunto atividades na organização visando à satisfação dos clientes. de modo a contemplar as variáveis pertinentes. assim. 36). Atender às exigências acima.. requer o gerenciamento logístico. quando atingem os fins para os quais foram criados. Para a compreensão da cadeia de resíduos de forma sustentável. Pode-se assim. sendo o seu mau gerenciamento um desperdício de recursos financeiros significativos. o transporte e os sistemas de comunicação. Estoques e Localização. integrando toda a cadeia de suprimentos.

d) sistemas de Informação. monitoramento.RSS. dentro de suas respectivas esferas de competência (ZAMONER. p. O planejamento das ações em logística reversa. os resíduos não agregam valor.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . possuem normas e procedimentos previstos na legislação. centros de controle de zoonoses. dentre outros similares. assim como as demais etapas. Para efeito deste Regulamento Técnico. Os canais logísticos reversos seriam formas de avaliar a percepção dos consumidores quanto ao nível de atendimento de suas perspectivas. Mesmo quando se trata de produtos descartáveis. segundo Oliveira e Silva (2005. Apesar do pequeno volume. O PGRSS é uma ferramenta de gerenciamento de resíduos. cabe à logística reversa aprofundar na questão. espera-se que se agregue valor aos bens pósvenda ou pós-consumo. A questão dos resíduos dos serviços de saúde possui um rol de normas legais que precisam ser atendidas. e f) relações entre Clientes e Fornecedores. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. serviços de tatuagem. ou seja. serviços de acupuntura.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 65 dos materiais. Desta forma. Somam-se vários geradores e um problema de resíduos urbanos cujos custos crescem indefinidamente.” Remete-se. há medidas em logística reversa adequadas (OLIVEIRA. Mais devoluções poderiam significar menos satisfação. A resolução número 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) determina que caberá ao responsável legal pela organização gerador a responsabilidade pelo gerenciamento de seus resíduos. em que o fornecedor conclama para si a responsabilidade pela gestão da vida do produto. unidades móveis de atendimento à saúde. necrotérios. e) infra-estrutura Logística. distribuidores de produtos farmacêuticos. O Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP. O produto pode ser fracionado. corrosividade. dando origem a materiais secundários ou encaminhado diretamente para o descarte. (CSCMP. deve ainda o responsável legal das organizações prestadoras de serviços de saúde disponibilizar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) para os órgãos ambientais. c) tempo de Ciclo dos Produtos. Do ponto de consumo à destinação final ou retorno ao produtor. Uma parcela dos Resíduos urbanos é composta de Resíduos dos Serviços de Saúde . do início ao fim. quais as atividades que serão realizadas. em que a organização dispõe sobre como se dará o manejo dos resíduos do momento da geração até a coleta. são os resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente. dependendo de suas características de inflamabilidade. 2010) define a logística reversa como Um segmento especializado da logística que enfoca o movimento e o gerenciamento de produtos e bens depois da venda e depois da entrega ao cliente. 2010. distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vidro. O apêndice I da RDC nº 306/2004 discrimina os grupos de RSS. por suas características. Para Lacerda (2002). sendo eles: a) controles de Entrada (Gatekeeping). b) mapeamento e Formalização do Processo. De acordo com a mesma resolução. Quando não há uma cadeia logística reversa. SILVA. A Resolução RDC nº 306/2004. Os resíduos do grupo A são aqueles com a possível presença de agentes biológicos que. definem-se como geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. podem apresentar risco de infecção. Capítulo II. quando se elabora uma cadeia logística reversa. podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. o tipo do material irá determinar o destino final. Ainda segundo o autor. O manuseio. Este gerenciamento reverso de resíduos por cada organização é denominado Plano de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. Os resíduos do grupo D não apresentam risco biológico. No grupo B. mediante o risco de sujeitar-se às penalidades legais decorrentes do descumprimento. mão de obra empregada e destinação final. Fazem parte do grupo C quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas do CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. desde a geração até a disposição final. laboratórios analíticos de produtos para saúde. Inclui o retorno de produtos para reparo e/ou crédito. armazenamento. importadores. p. transporte. 8) deve observar que “a natureza do processo de Logística Reversa. coleta. drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. “entende-se ainda que cabe às Secretarias da Saúde e do Meio Ambiente municipais a principal respon- . neste caso. apresentam riscos potenciais. serviços de medicina legal. De acordo com Bartoli (1997). defi- ne o que são resíduos dos serviços de saúde.Ano I . ao ciclo de vida do produto. reatividade e toxicidade. 2009). funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação). O apoio ao ciclo de vida do produto geraria uma necessidade de considerar os fluxos reversos de produtos. tornando-se um problema crescente ao ser aglutinado em algum lugar distante dos olhos das pessoas. químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente. da ANVISA.161) Rogers e Tibben-Lembke (1999) evidenciam alguns fatores para a elaboração de uma cadeia logística eficiente. Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes compõem o grupo E. depende do tipo de material e do motivo pelo qual estes entram no sistema. 2005). os RSS representam uma das menores partes do total de resíduos gerados nos municípios brasileiros. na etapa “expedir”.

térmico. dele decorre o resíduo.4 25 18 T. conforme represenSão acondicionados vasilhames adequados que não ou tado na Figura 1.1 FIGURA 1 . veículo dedicado apenas analizados a partir da base de informações da Secretaria de . transporte ou rejeição na entrega. São acondicionados em vasilhames adequados e que não lidade) com a respectiva identificação. construída segundo a RDC 306/2004. linhas contínuas representam o à outra como representado naação figurade pelas setas coescuro osAs geradores fora da assistência saúde. A4 e biológico A5). como cantos arredondados. Na coleta de dados. específico 18. metais e vidros vão para reciclagem ou composoferecer risco etc. 2011 2010. A3. Lá recebem o tratamento adequado para a minimiA presente pesquisa teve uma abordagem qualitativa e zação dos riscos.5 18. 2009. transporte ou rejeição na entrega. a prevalência das conforo armazenamento externo. grupo (resíduos comuns) e E (resíduos outro D diferente destes (específico). Alguns restos de tecidos humanos ou animais que ofereçam risco devem encaminhados para traB (risco químico). o veículo As demais questões. As linhas contínuas representam o caminho mais comum abordado Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saude dos Hospitais Públicos. Amanejo. Fonte: (LUIZ-PEREIRA.1 24 T. A2. nas referências utilizadas neste artigo.3 2.OPSS e o azul plificadamente a lógica de inserção destes resíduos em uma tência à saúde. próprias.2 10 transporte interno 9 identificação 8 acondicionamento 22 16 sepultamento 16.5 2.1 4 2. Cada resíduo possui características para a destinação final. 17. de onde a coleta externa virá midades e não conformidades teve um caráter quantitativo. A3. irradiação grupo em C (risco decorrente daeradiação).. recolhê-lo. Em seguida. próprias. Compostos orgânicos. O fluxo neste artigo. sabilidade em relação à orientação. que envia os insumos para outra como manejo. A2.solicitados para as organizações. Os dados foram exige.de Saúde . OPrestadoras círculo maior CONAMA Nº como 358/05 outros e o regulamento para o geren-o aproveitamento maior representa as Organizações de Serviços ciamento de RSS (MINISTÉRIO DA SAÚDE. grupo Bser (risco químico). A segregação se dá pela classificação como grupo A (risco madeira. As linhas pontilhadas representam a cadeia começa no fornecedor. bem como provocada por problemas de estocagem. foram eminentemente qualitativas.1 20 Descarte 17 Retorno ao fornecedor 11armazenamento temporário 12 tratamento 21 Destinação final 16. que se referem ao gerenciamento readequado (que atende aos requisitos de estrutura que a lei verso. representado na figura pelas setas coloridas. grupo D (resíduos comuns) e E (resíduos perfuro-cortantes).1 13 coleta e transporte externo 3 2.o regulamento técnico para o gerenciamento de RSS (MINISTÉRIO DA SAÚDE. Térmico 14 armazenamento externo 5 6 7 2.Cadeia Logística Reversa dos Resíduos de Serviços de Saúde dos hospitais Figura 1 – Cadeia Logística Reversa dos Resíduos de Serviços de Saúde dos hospitais Pro-hosp 2010 Pro-hosp Fonte: LUIZ-PEREIRA. plástico.4 2 segregação 15 coleta 1 geração 19 28.4 16. 1947). A RDC 306 nomeia a ação de uma fase para cadeia logística reversa.ou papel. 2011) coleta de resíduos. Cada resíduo possui como ser reaproveitável não. p. 2006) ilustra sim. é coletado e enviado para quantitativa. tamento externo. grupo tagem..2 16. avaliação e fiscalização gística reversa do fornecedor que recebeu resíduos de volta logística reversa do fornecedor quede recebeu resíduos de volta por ou problemas teve a geração para sustentação dos PGRSS dos seus estabelecimentos ou teve a geração provocada de estocagem. químico 18.3 Tratamento 26 externo Irradiação 18. outros bem fatoA Figura 1. Restos de partes humanas seguem para sepultamento. como ser reaproveitável ou não. Resolução res que inutilizaram o aproveitamento do insumo. ofereçam risco de vazamento ou de perfuração (punctibi perfuro-cortantes).3 Transporte 23 Reciclagem 16. O círculo fatores técnico que inutilizaram do insumo. A segregação se dá pela classificação como grupo A (risco biológico – com seus subgrupos A1. O fluxo começa no fornecedor. por exemplo) recolhe e leva os resíduos O insumo é nos procedimentos organização e a Ousado insumo é usado nosda procedimentos da organização e dele decorre o resíduo. RDC 306 nomeia a uma caminho mais comum abordado nas referências utilizadas loridas. biológico seus subgrupos A1. São transportados 2. por processo químico.2 28 Fornecedor = 28. quando não tratado no local de origem por motivo de segurança. grupo – C com (risco decorrente da radiação). MÉTODOS internamente pelo interior da organização até um local provisório. características oferecer risco etc. A4 e A5).OPSS e o azul escuro os geradores fora da assisrepresenta as Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde . Nesta etapa da cadeia logística reversa. SILVA 2006) ilustra simplificadamente a lógica de inserção destes resíduos em uma cadeia logística reversa. fase As linhas pontilhadas representam a cadeia lo.2 27 T. saúde” (ZAMONER. que envia os insumos solicitados para as organizações. 66 LUIZ-PEREIRA.

nos 127 hospitais Pro-Hosp e foi elaborado a partir da metodologia ONA. determinar se os mapas contemplaram a questão dos resíduos. Nestes hospitais. Uma vez que 100% dos funcionários não estão devidamente imunizados. Para 59. o hipoclorito de sódio: 18. Estes manuais requerem a validação dos Procedimentos Operacionais Padrão – POPs.11% respectivamente). 43.33%. Assim. O xilol. pois não foi possível. pode-se gerenciar a segurança dos profissionais e dos pacientes. é adotado por 0. os métodos de desinfecção química prevalentes são: o glutaraldeído. Manter arquivos de cópia da Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT é uma forma de gerar dados para estatísticas. Pelo instrumento de avaliação inicial da qualidade – hospitais Pro-Hosp 2010. Segundo Marconi e Lakatos (1995).77% dos hospitais adotam também o formol.08 acidentes/mês.33% ao risco severo (hipoclorito e hipoclorito mais glutaraldeído).28%).A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . partindo das teorias e leis.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 67 Estado de Saúde de Minas Gerais. A prevalência do mapa de riscos não foi apresentado. Estes compostos. Nas áreas finalísticas do hospital. A diferença de conformidade entre os setores é algo que precisa ser considerado.73%) e pediatria (91. através da análise de dados.21%). 78.77% dos hospitais. Em relação à segurança dos funcionários em geral. tétano e rubéola gerem contaminação às pessoas. do qual se parte do concreto à realidade estruturada. apenas 0. o programa de imunização é uma forma de prevenir que acidentes envolvendo resíduos contaminados com hepatite B. Todavia. corre-se o risco de que um acidente com material contaminado venha a se tornar um problema de saúde para o acidentado. Destes. no contexto do SUS e da atuação na atenção hospitalar. na maioria das vezes prediz a ocorrência dos fenômenos particulares (conexão descendente).90%). decorrentes do seu Instrumento de Avaliação Inicial da Qualidade – Hospitais ProHosp. RESULTADOS A administração pública.33% dos hospitais.49% dos hospitais realizavam controle da data de validades dos fras- . Este composto apresenta risco de danos extremos à saúde. Alguns instrumentos nos quais os exames são realizados requerem desinfecção. são resíduos do grupo B e requerem medidas de descarte que não agridam ao meio ambiente. que apresentam riscos à saúde e ao meio ambiente ainda são usados em 13. é preciso que o resíduo químico decorrente (grupo B) seja neutralizado com segurança.84%) de todos os setores.91%). já que a amplitude é de 32. o que apresenta menor adequação neste quesito é a neonatologia (61. Em profissionais da limpeza é de 1. Esta média geral elevada pode sugerir que setores que não produzem RSS tenham mais atenção da gestão hospitalar quanto à imunização dos funcionários que as áreas geradoras. igualmente severo.31 pontos percentuais e pode pressupor a falta de uniformidade de práticas de gestão orientadas ao descarte seguro de resíduos sólidos e perfuro-cortantes como um todo. Os dados são de 2010 e 2011. de severo risco à saúde. Assim. Os equipos com mercúrio.06%. apresenta percentual (86. em que os funcionários da área de saúde realizam os procedimentos. os POPs estavam descritos em 53.76% deles. usado por 43.33% dos colaboradores dos hospitais estão expostos ao risco moderado à saúde (glutaraldeído) e 31. Em seis setores hospitalares com grande descarte de resíduos sólidos e perfuro-cortantes foram avaliadas as conformidades com as rotinas da Comissão de Controle da Infecção – CCI. O método de procedimento adotado foi o estruturalista. depois de utilizados.Ano I .42%) também apresentou percentual maior que o laboratório clínico (71. a média mensal de acidentes com perfuro-cortantes é de 4. de risco biológico e perfuro-cortantes é justamente o que menos registra estes eventos. a partir da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.33%.04 acidentes/ mês. a lavanderia (82. que não deveria lidar com perfuro-cortantes.28%).21%) ficaram abaixo da média geral. As áreas que se destacam com a melhor prática são a Internação médica-cirúrgica (94. A lavanderia apresenta percentual maior que a média (79. Entre os seis setores. 3. Traduzindo em riscos.04% dos hospitais Pro-Hosp. O método de abordagem foi o dedutivo. A combinação do hipoclorito mais glutaradeído é de 13.73%) foi o setor que mais se aproximou desta média.95%) e o laboratório clínico (70.33% e 86. havia um desenho estabelecido. Este valor é próximo do nº de hospitais que contavam com laboratórios com manuais de rotinas e procedimentos em plena utilização (55. Outros métodos correspondem a 8.7%. destacando o risco de manejo destacado por Zamoner (2009). Os questionários complementam que 13. As geladeiras são importantes para a correta conservação de produtos sensíveis ao calor ou das amostras que necessitam de refrigeração: 79. obstetrícia (92. desde a hora da coleta até a geração do diagnóstico e descarte. A área de lavanderia. os métodos podem ser subdivididos em abordagem e procedimentos. o setor que mais lida com produtos químicos. A UAN (78. deve atentar para a gestão correta de resíduos de serviços de saúde.57% apresentavam termômetro para controle da temperatura máxima e mínima. A validação das práticas pela CCI é uma forma de garantir que o descarte transcorra de forma a reduzir a probabilidade de acidentes e de contaminação por agentes patológicos. de modo a subsidiar a elaboração de programas que reduzam a ocorrência de tais eventos. É preciso também mapear o fluxo que a amostra segue.49%) maior que o laboratório clínico (71. Para os hospitais que utilizam métodos químicos. centro cirúrgico e Ambulatório apresentam valores próximos (88.7% dos hospitais utilizam desinfecção química que necessita de incineração (xilol). Este instrumento é aplicado uma vez ao ano. disponíveis a todos os funcionários do laboratório.23%).33%. A Unidade de Alimentação e Nutrição apresentou percentual (81. A média geral de armazenamento das CATs em 2010 é da ordem de 83.

61% dos hospitais Pro-Hosp. que orienta as ações de assistência farmacêutica. Complementarmente. o PGRSS deve ser um documento único para todo o hospital. reduzindo assim a probabilidade de descarte sem uso. presente em 87. Na farmácia. conforme 81. os hospitais podem evitar o desperdício proveniente de medicamentos vencidos. O laboratório clínico foi o setor nos hospitais que menos apresentou um PGRSS. com 33. sem englobar toda a cadeia de resíduos daqueles estabelecimentos.67%. seguido da lavanderia. Havia um local adequado para fracionamento de sólidos. O não atendimento a este item pode se tornar impeditivo da acreditação hospitalar pela metodologia ONA.80%.40% das farmácias hospitalares. O que se pode concluir é que os hospitais demonstram que a gestão de resíduos não é levada como prioridade na questão da segurança do paciente dos colaboradores. cos de coleta. Conforme Vanini e Casarin (2007). apenas 33.44% deles atendiam às normas de segurança necessárias. conforme acontece em 86. . Além disso. bem como o acúmulo indevido e descontrolado fora da farmácia central. logo seguido da farmácia em 65. É preciso que o farmacêutico seja membro integrante da Comissão de Controle de Infecção – CCI. presente em 52. 4.46% dos hospitais. A existência de uma saída exclusiva para resíduos é uma das formas de se garantir que não exista contato ou contaminação com os produtos que entram no setor. Um dos pontos principais para prevenção da perda é garantir que os produtos que chegam estejam em condições adequadas de uso. Uma vez que há serviços que compartilham etapas com outras áreas do hospital. Nos hospitais Pro-Hosp. precisa ser validada pelo farmacêutico. seguido da média geral (73. a dispensação de produtos.39%. de 39.. Ao dispensar o medicamento mais antigo que o mais recente. A seção com menor prevalência é o laboratório clínico.47%. um para cada setor terceirizado. A UAN apresentou o maior percentual de ter PGRSS (73.35% dos hospitais havia um sistema de controle de estoque que permitia a rastreabilidade (desde a compra ao uso). por via oral ou parenteral de quaisquer.41% dos hospitais apresentavam registro de treinamentos em biossegurança.57%). delimitar se as práticas internas de gerenciamento reverso de resíduos atendem aos requisitos de acreditação da ONA. Em relação aos resíduos perfuro-cortantes da farmácia. Apenas 34.35% e do almoxarifado.76% dos hospitais.73%).33% apresentavam registros do controle de qualidade dos reagentes e insumos liberados para uso.39% dos hospitais. líquidos e/ou semi – sólidos em 53. com o melhor desempenho (84.61% das farmácias hospitalares) é muito importante. requerendo também a substituição das gavetas plásticas por garrafas de água com corante. ajuda a evitar que os medicamentos sejam encami- nhados para o local errado. A existência de geladeira/câmara resfriada na temperatura mencionada por Vanini e Casarin (2007) é também fundamental para a conservação de termolábeis. com 41. Os dados indicam que este serviço é direcionado muitas vezes apenas para a retirada dos RSS do interior do hospital. como forma de garantir a segurança. O setor em que há maior prevalência de saída para resíduos é a Unidade de Alimentação e Nutrição.25% dos hospitais. descritas no manual de biossegurança.25%.. Esta medida evita que se percam os imunobiológicos quando houver falta de energia ou defeito no equipamento. CONCLUSÃO Através deste estudo foi possível descrever e analisar a atual estruturação da cadeia logística reversa dos Resíduos de Serviços de Saúde dos hospitais Pro-Hosp de Minas Gerais. Esta geladeira exclusiva para imunobiológicos de uso diário aparece apenas em 13. a temperatura ideal de imunobiológicos (vacinas) é de +2ºC a +8ºC. Com vistas à obtenção da acreditação. 63. Na realização de procedimentos que exigiam a prévia administração.87%). a prática farmacotécnica. por setor.60%) e acompanhada de perto pela lavanderia (72. O que se observa é que muitos hospitais possuem um PGRSS geral e vários outros. enquanto que a para os demais imunobiológicos consta em apenas 6. O controle de produtos dispensados para os estoques satélites e para os locais de internação. Numa perspectiva de acreditação.58% dos hospitais contavam com um recipiente rígido para descarte. O controle formal dos preparos de reagentes e insumos foi da ordem de 37. com 69. SILVA Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saude dos Hospitais Públicos. Em apenas 31. Em 65.68 LUIZ-PEREIRA. saída e vencimento é realizado em 89. só 51. os ativos acabam imobilizados em insumos que o hospital não gira o estoque na velocidade adequada. terceirizadas ou não. Ao ter o estoque controlado. O mapa de registro diário de controle da temperatura da geladeira e freezer (presente em 96.33% dos hospitais. cujo modelo aumenta a segurança dos funcionários. Este controle foi relatado em 93.63%. não para a gestão segura e efetiva.50% dos hospitais isso acontecia. para evitar as perdas de material termolábil decorrente da temperatura inadequada.37% de ocorrência de controle de estoque. Procurou-se assim. as chances de que o mesmo atinja o prazo de validade na prateleira é reduzido.70% dos hospitais. observando critérios como: lote data de entrada. caso a gestão de resíduos não seja direcionada a gestão do risco. O local de guarda de medicamentos e imunobiológicos em condições de refrigeração em local exclusivo era adequado em 83. É possível afirmar que os Planos de Gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde dos hospitais Pro-Hosp têm sido feitos de fragmentada.89%.06%. O laboratório clínico apresentava uma média de 62. contemplando todas as áreas. o controle de substâncias ou medicamentos que exigiam monitoramento (médico) durante os seus processos de execução eram da ordem de 47. os hospitais Pro-Hosp poderão enfrentar sérios problemas na avaliação da seção “MA 5 – Abastecimento e Apoio logístico”. materiais e reagentes utilizados. Em 68.50% havia um manual de normas e rotinas técnicas atualizadas e disponíveis.

– Brasília: Ministério da Saúde. Diário Oficial. ZAMONER. Ciênc. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Fumec / FACE. OLIVEIRA. tradução Equipe do Centro de Estudos em Logística.45./set. SILVA.pdf>. Secretaria de Estado de Saúde.ufrj. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento. 10. Reverse Logistics Executive Council. S. 1995. v. Brasília: Ministério da Saúde. MURPHY. 2006b. Assessoria de Gestão Estratégica. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde / Ministério da Saúde. 2011. Disponível em <http://www. J.ANVISA. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 69 5. 2-3. J.cel. 1999.rlec. Gestão & Produção. v. Alessandro Eduardo.pdf > Acessado em 14 jan. REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA . n. D. org. 2/06/2005 . 2004. RDC n.33. 1999 BOWERSOX. Disponível em <www. Brasília. Ed. Controle de Infecção. 2008. Donald F.Ano I . NOVAES. SILVA. Diagnóstico dos resíduos de serviços de saúde no interior do Rio Grande do Sul. n. 13. Revista Associação Médica Brasileira. Gestão de processos e certificação para qualidade em saúde. 2001.. 2002 LACERDA. 10 dez. 2010. São Paulo: Pioneira. Jersone Tasso Moreira. WOOD. 2002. Acessado em 2/06/2010 ONA. Manual Brasileiro de Acreditação: Organização Prestadoras de Serviços de Saúde . A Logística Reversa no Processo de Revalorização dos Bens Manufaturados. JOHNSON. São Paulo. 2010. 196f. Acesso em 30/10/2009. L.coppead. Atlas. Acessado em 1 Fev. Acesso em 30/10/2009. Supply chain and logistics terms and glossary.Julho/Dezembro 2005 ONA. HOPPE. Dez. . D. Acordo de Resultados. MARCONI.C. Belo Horizonte. LAKATOS. Marina de Andrade. COUNCIL OF SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROFESSIONALS (CSCMP).. Dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde.. BITTAR. Disponível em: http://www. ROGERS. operação e avaliação.. TIBBEN-LEMBKE.org/ reverse. Manual do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS/MG (Pro-Hosp). p. Rio de Janeiro: Eng. php?script=sci_arttext&pid=S1413-41522005000200008&lng=en&nrm=iso>. Contemporary logistics. Conheça a ONA. 1997. R. G. Belo Horizonte.br/site/internal_ institucional. Logística Reversa – Uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais. A. OLIVEIRA. Rio de Janeiro: Campus. MINAS GERAIS. n. José Vicente Caixeta. organização e logística empresarial. Sanit. LUIZ-PEREIRA. SP. D. de 7 de dezembro de 2004. Disponível em <http://www. Porto Alegre: Bookmann. Martin. 2001.08.br>. Adriano Abreu de. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços./dez. v.jsp?pagesite=conheca.143-161../ag. V4 . São Paulo: Atlas. BARTOLI. 2001. BALLOU. James C.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . set. setembro/2006a. André. 2006.br/scielo. Modelo para avaliação de planos de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) para Secretarias Municipais da Saúde e/ou do Meio Ambiente. Ronald H. Rio de Janeiro. 6. Paul R. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Disponível em: < http://cscmp. S. 2010.Versão 2010. J. Antônio. Gerência de Acompanhamento e Avaliação.4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. MINAS GERAIS. Acordo de Resultados. jul. D. Valeriana. Secretaria de Estado de Saúde. Carlos Ernando da. FILHO. V. 7ª ed.. Going Backwards: Reverse Logistics Trends and Practice. Franca: REA. 306. n.9.ona. WARDLOW. Maristela. n. 2010. O. Centro de Estudos em Logística – COPPEAD. Gerenciamento da coleta de resíduos sólidos urbanos: estruturação e aplicação de modelo não-linear de programação por metas. saúde coletiva. Eva Maria. Logística Empresarial:o processo de integração da cadeia de suprimentos.2. São Paulo.org/digital/glossary/ document. v. CUNHA. p. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia. & CLOSS.scielo. 1997. N. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 1999. 2009. Logística Reversa de Resíduos de Serviços de Saúde de Minas Gerais. Belo Horizonte. Ambient. CHRISTOPHER. New Jersey: Prentice Hall. Daniel L. v. ago. Metodologia do trabalho científico.. 4ª ed.

.

Novas Tecnologias para Gestão de Resíduos Geração de Energia Renovável Através do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários .

.

as condições operacionais do biogás são definidas. além de analisadas as áreas apropriadas e a vazão mínima de biogás. for to feasibility this type of project. buscando reduzir os impactos globais gerados pela queima dos RSUs. Key Words: Biogas. Las tecnologías de la conversión de energía se estudian.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 73 Geração de Energia Renovável Através do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários VIANA. por la conversión del metano generado en dióxido de carbono. buscando para reducir los impactos globales generados por el burning de las basuras sólidas urbanas. Análise Econômica ABSTRACT The power generation through Biogas from wastes in landfill is a form to produce renewable power energy.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . In this work. más allá analizado las áreas apropiadas y la salida mínima del biogás.Ano I . Landfill and Economical Analysis EXTRACTO La producción de energía através del biogás de basuras en terraplén es una forma para producir la energía reanudable. Palabras claves: Biogás. A contribuição ambiental mais significativa deste projeto é a redução de emissões dos gases de efeito estufa (GEE). in m ³ /h. para viabilizar esse tipo de projeto. Palavras-chave: Biogás. Más significativo la contribución ambiente de este proyecto es la reducción de emisiones de los gases de efecto invernadero (GHG). by conversion of the methane generated in carbon dioxide. Fabio RESUMO A geração de energia através do biogás do lixo em aterros sanitários é uma maneira de produzir energia elétrica limpa. the operational conditions of biogas are defined. por meio da conversão do metano gerado em dióxido de carbono. en el m³/h. São estudadas as tecnologias de conversão energética de biogás em aterros sanitários no Brasil. Neste trabalho. Aterro Sanitário. beyond analyzed the appropriate areas and the minimum outflow of biogas. las condiciones operacionales del biogás se definen. En este trabajo. The technologies of biogas energy conversion in landfills at Brazil are studied. More significant the ambient contribution of this project is the reduction of emissions of greenhouse gases (GHG). em m³/h. terraplén y análisis económico . para a la viabilidad este tipo de proyecto. para la conversión de energía del biogás en los Brazilians landifills. searching to reduce the global impacts generated by the burning of the USWs.

Originalmente era um lixão que a partir do inicio dos anos da década de 1990 passou a receber alguns cuidados para minimizar a agressão que causava ao meio ambiente.de 0 a 2%) e gás sulfídrico (H2S . 2007]. contabilizado no cálculo para emissão de créditos de carbono dentro do mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL). 2009]. a busca de soluções adequadas para a disposição final dos resíduos sólidos de forma integrada. é essencial para o desenvolvimento sustentável [Abreu. próximo da cidade de Porto Alegre. 2001]. Fabio Geração de Energia Renovável Através do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários 1. Uma tonelada de resíduo disposto em um aterro sanitário gera em média 200 Nm³ de biogás.de 0 a 1%) [Polprasert. 2007]. que era uma das principais preocupações dos ambientalistas temendo a contaminação da Baía de Guanabara.de 30 a 40%). (1) apresenta a recuperação projetada do gás de lixo em três cenários (pessimista. A geração de biogás em um aterro sanitário é iniciada algumas semanas após o início do depósito dos resíduos e continua por 15 anos após seu encerramento. A combustão completa do metano produz dióxido de carbono e vapor d’água. Como as prefeituras costumam gastar cerca de 60% de seus recursos com folha de pagamento. O próximo passo é a produção de energia através do biogás do lixo. o aterro sanitário deverá receber no mínimo 200 toneladas/dia de resíduos.de 0 a 1%). segundo a Comlurb [Comlurb. a planta terá capacidade de 335 kilowatt (kW). O aterro de Gramacho.de 55 a 65%). enquanto país signatário do Tratado de Kyoto está habilitado a desenvolver projetos de redução dos GEE e emitir os créditos aos países industrializados que devam reduzir suas emissões até o ano 2012. O Brasil. ESTADO DA ARTE Será apresentado o estudo de viabilidade técnica e econômica realizado pelo Banco Mundial e a SCS Engineers em dois aterros sanitários brasileiros: Santa Tecla (RS) e Muribeca (PE). o estudo da geração de energia elétrica a partir do biogás permite a redução de fugas dos gases de efeito estufa (GEE) e a maximização do índice de conversão do metano. 2. . A negociação de créditos de carbono é a forma transacional do MDL [UNFCCC. Além disso. O aterro tem cerca de 10 ha. 2. Em um período de 100 anos.74 VIANA. 1996]. foi escolhido como o estudo de caso. INTRODUÇÃO A geração de desperdício e excessos no Brasil são reflexos da adoção de um desenvolvimento com a característica de alto padrão consumista. Com isto. “a coleta e a destinação de resíduos sólidos comprometem de 7% a 15% dos orçamentos municipais”. que trata diariamente. e é administrado pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da cidade de Porto Alegre. Tais iniciativas induzem investimentos em projetos sustentáveis onde pode haver redução de emissões e/ou seqüestro de carbono. 2009]. médio e otimista). com capacidade mínima de recepção da ordem de 500. De acordo com Araruna (2008). Já entre 2012 a 2019. hidrogênio (H2 . O biogás gerado nos aterros sanitários é composto basicamente por metano (CH4 . A Fig. dióxido de carbono (CO2 . 960 metros cúbicos de chorume. 1 grama de metano contribui 21 vezes mais para a formação do efeito estufa do que 1 grama de dióxido de carbono [UNFCCC.RS O aterro sanitário de Santa Tecla está localizado em Gravataí. destaca-se a importância de estudos técnicos e científicos que resultem em soluções e/ou alternativas para minimizar o problema dos resíduos sólidos urbanos. A estimativa de recuperação de gás de lixo pode gerar energia na ordem de 1 Megawatt (MW) em uma planta termoelétrica nos 4 primeiros anos de operação.1 Aterro de Santa Tecla . 2005]. da sua origem até a disposição final. onde os custos de implementação de tais projetos são maiores [Cebds. o lixo muitas vezes lidera a lista de outras despesas.000 toneladas em sua vida útil e altura mínima de carregamento de 10 metros [World Bank. situado na cidade de Duque de Caxias (RJ). A gestão adequada do lixo e a geração de energia através do biogás de lixo em aterros sanitários são soluções ambientalmente sustentáveis (gerando energia elétrica renovável e limpa). Para comercializar o biogás através da recuperação energética. O mais recente foi à conclusão da primeira fase da Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos. nitrogênio (N2 . assegurando um modelo de desenvolvimento limpo para os países emergentes. Por isso.

aproximadamente Fonte: World Bank.2. A capacidade o estudo de viabilidade o projeto foi do aterro está no patamar de 2 milhões de toneladas de RSU. a média de depósitos está no patamar de 200. 2009 1. A operação de descarga de lixo no aterro de Muribeca foi aberta em 1994. (1).Tab. são apresentados na Tab. .000 $) -$605 -$667 -$695 -$755 TIR (%) -3. com o valor de venda da $0. analisado em múltiplos cenários. a geração de energia no aterro de Santa Tecla não é viável em nenhum dos cenários apresentados para realização projeto. Aterro de Muribeca .PE A operação de descarga de lixo está ocorrendo atualmente a uma taxa de aproximadamente 1 milhão de toneladas por O aterro sanitário de Muribeca localizado no estado de 10.A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . se econômica encontrados no aterro sanitário de Santa Tecla sanitário de Santa Tecla são apresentados na (1).000 toneladas e em 2005Tecla. De acordo com osdo resultados do EVTE. Tecla foi aberto emo 1999.RS Período do projeto Preço CER (US$ / ton. A operação de descarga de lixo no aterro de Muribeca foi aberta em 1994. Fazendo o estudo de viabilidade econômica.5% * * * 2005-2012 5 100 2005-2012 5 25 Cenários 2005-2019 5 100 2005-2019 5 25 Fonte: World Bank. de O aterro de Santacenários. a média de depósitos está no patamar de 200. o projeto foi analisado em múltiplos com valor de venda Fazendo da energia utilizado foi econômica. Os resultados da análitoneladas e em 2005 alcançou aproximadamente 1.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 75 O aterro de Santa Tecla foi aberto em 1999. Tabela 1: Análise Econômica do aterro de Santa Tecla . lhões de toneladas de RSU.4 milhões toneladas de RSU.2.PE 14. próximo à cidade de Recife.5 milhão tonelaO aterro sanitário de Muribeca está localizado no estado está ano. O aterro tem uma capacidade total de aproximadamente 2. alcançou Figura 1 – Projeção de recuperação do biogás no aterro de Santa RS. 2009 com os resultados do EVTE. Os resultados da análise econômica encontrados no aterro Por ano. 2009 Tabela 1 – Análise Econômica do aterro de Santa Tecla . a geração de energia no aterro de Santa Tecla não é viável em nenhum dos cenários apresentados para realização do projeto. Por ano. A capacidade do aterro está no patamar de 2 milhões de toneladas de RSU. Aterro de Muribeca .Ano I .029/kWh. próximo à cidade de Recife.6 milhões de toneladas de RSU. de Pernambuco. O aterro tem uma capacidade total de aproximadamente 14.) Investimento próprio Inicial (%) VPL (x 1. 2.029/kWh. e teve em 2005 aproximadamente Pernambuco.6 mi .RS acordo Fonte: World De Bank.000 energia utilizado foi de $0.4 milhões toneladas de RSU.

289 m³/h.531 m³/h em 2019.000 $) $1. A Fig. estima-se que haveria gás de lixo disponível para suportar uma UTE de 7.872 m³/h em 2012 e 1. Após 2012. incluindo a duração do proOs resultados da análise de viabilidade econômica do aterTab. A recuperação projetada do gás de lixo em 2006 foi estimada em aproximadamente 8. alcançando 4.3% 28. 5.0% De acordo com os resultados da análise técnica e econômica. Com a implantação de uma central energética em 2007. Em 2019. (2).) próprio Inicial (%) 2005-2012 5 100 2005-2012 5 25 Cenários 2005-2019 5 100 2005-2019 5 25 Fonte: World Bank. Figura 2 – Projeção de recuperação do gás de lixo no aterro de Muribeca – PE Fonte: World Bank. Após o fechamento do local. em todas econômica. ou 100%) e valores dos CERs ($4. No entanto. estimou-se que a recuperação do gás de lixo venha a se declinar rapidamente. com o declínio da produção não haveria gás de lixo. disponíveis para uma UTE de 7.029/kWh. (2). O local compreende uma área total de aproximadamente 60 ha.).42 MW.268 $959 $3.415 $3.113 TIR (%) 11. 2009 Tabela 2 – Análise Econômica do aterro de Muribeca .06 MW. Tabela 2: Análise Econômica do aterro de Muribeca . As operações do local são controladas por Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (EMLURB). 2009 VPL (x 1.76 VIANA. percentual de investimento inicial (25 ro de Muribeca em todas as análises de sensibilidade realizajeto (até 2012 ou 2019).PE Período do Preço CER Investimento projeto (US$ / ton.5% 15. haverá gás de lixo para suportar somente dois motores de 1. De CO2eq. com o período do projeto de 2005 a 2019 o mesmo tem uma viabilidade maior em relação ao período mais curto (2005 a . com uma área adicional adjacente de 83 ha reservado para descargas futuras. as análises de sensibilidade estão presentes na analisado em múltiplos cenários. ou 6/ton. O das estão presentes na Tab. (2) apresenta a recuperação projetada do gás de lixo em três cenários.42 MW com 2012.8% 15. e se elevaria a um máximo de 8.707 m³/h em 2009. o aterro de Muribeca é viável. 2009 Os resultados da análise de viabilidade econômica do aterro de Fazendo oMuribeca estudo de viabilidade o projeto foi valor derealizadas venda da energia utilizado foi de $0. Fabio Geração de Energia Renovável Através do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários das de RSU.PE Fonte: World Bank.

8 m3/ Com relação tributação das receitas do Crédito dede Carbono no (CERs). com o PIS (0.00% Rio de Janeiro e sua região metropolitana. 3. com o período do projeto de 2005 a 2019 o mesmo tem uma viabilidade maior em relação ao período mais curto (2005 a 2012). isso. §3º do Art.0%). Os dados de quantidade de lixo anual são inseridos e os Realizou-se uma análise técnica e econômica das alternativas de parâmetros de velocidade de degradação (k) e potencial de 3.000/ano + 10% acima de 240. RESULTADOS a comercialização de energia elétrica devem ser desconsideradas por força do Serviços (ISS) sobre as operações relativas a comercialização de energia elétrica devem ser desconsideradas por força do O valor para a capacidade de recuperação potencial de §3º do Art. ser gerado. 2009). Esse valor é apropriado para o incidem apenas de IRPJ e CSLL.00% Lucro antes Federal dos impostos *IR = 15% até 240. serão listados os étributos serão na Eq. 2005) os valores para três constantes taxa prevista no art. o modelo utilizado foi o recomendado pela Agência de é necessária apuração dos tributos incidentes de projeto biogás a ser produzido e deaeletricidade a ser gerado. No caso de ISS. Para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica e Ecoprodução de metano está expressa na Eq. prevista no art.Ano I .1. Já asnão operações quesanitário envolvem a exportação de1. A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos Setembro 2011 . realização da análise Realizou-se uma análise técnica e econômica das alternautilizou-se parâmetros e Valor Líquido (VPL) e Taxa como a determinação do potencial de biogás a ser os produzido dePresente eletricidade Para elaboração do Estudo deem Viabilidade Técnica e Econômica do tivas de geração de a eletricidade a partir de biogás de lixo Interna de Retorno (TIR). o modelo foi dos o recomendado Agêncom a vendautilizado da energia elétrica produzida e com os créditos de carbono. Imposto de Renda Contribuição Social sobre o Lucro Tabela 3 – Tributos incidentes em projetos de energia Ressalta-se. pois os CERs são considerados cessões de direito (World Bank. 155 da Constituição Federal . De cia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA) [EPA. (1): 2005]. incidem apenas IRPJ e CSLL. metano L0 para o aterro sanitário de Gramacho está estimaCom relação à tributação dasà receitas do Crédito de Carbodo pelo documento concepção(CERs). No entanto. de precipitação (Comlurb. Tabela 3: Tributos incidentes em projetos de energia O aterro de Gramacho foi escolhido para o estudo de caso devido à sua Tributos Alíquota Incidência Competência 1 COFINS Receita Bruta Federal importância para a cidade do 3. METODOLOGIA econômica utilizou-se os parâmetros Valor Presente Líquido (VPL) e Taxa ca. com o período devido à sua importância para a cidade do Rio de Janeiro e do Interna projeto de 2005 a 2019 (TIR). que na Tabela 3 as tarifas do PIS/COFINS são as (Abreu. da CF. A estimativa de produção de metano está expressa nômica do projeto necessáriaque a apuração dos tributos inciacordo com a Tab. 149. (1): dentes nos ganhos obtidos com a venda da energia elétrica incluídos no fluxo de caixa do projeto. 2005]. que na Tabela 3 as tarifas do PIS/COFINS são as adotadas Ressalta-se.000/ano Nota-se: COFINS: PIS: ICMS: IR: CSLL: Contribuição Permanente sobre Movimentações Financeiras. METODOLOGIA metano (L0) são adotados de acordo com as condições da 3. 2005). Tributos nos ganhos obtidos Proteção Ambiental Estados pela Unidos (USEPA) [EPA. 2009). 149. 2 PIS 0. serão listados os tributos (1) que serão QM =  2 k L0 Mi (e-kti) i =1 incluídos no fluxo de caixa do projeto. adotadas no EVTE que são as cumulativas. nãohá incidem por de imunidade.65%) (ISS) sobre as operações relativas fim. De acordo com a n Tab. . 2005). produzida e com os créditos de carbono. Tributos geração de eletricidade a partir de biogás região de lixo em aterros bem econômica estudada. aterros bem Com como a determinação do potencial a sanitários. E para a realização da análise 5 CSLL 9. 2005). I.140 mm/ano envolvem a exportação “Créditos de Carbono”. do projeto em 84. §2º. (3) (MME. §2º. o mesmo tem uma viabilidade sua região metropolitana.de Muribeca é viável. inciaterro de Gramacho que recebe dem PIS e COFINS por força de imunidade. 2008). de Retorno maior em relação ao período mais curto (2005 a 2012). a incidência de Impostos sobre Serviços e o COFINS (3. No entanto.Volume 1 CONEXÃO ACADEMIA 77 De acordo com os resultados da análise técnica e econômiO aterro de Gramacho foi escolhido para o estudo de caso 3. (3) (MME. I. com o PIS (0. 155 da Constituição Federal . da CF. não incidênciaPIS dessee COFINS De acordo comforça o documento de concepção do projeto imposto.0%). “Créditos de Carbono”. E para a sanitários.1. Já as operações que ton (World Bank. A estimativa de Com isso. pois os CERs são considerados cessões de direito e não prestação de serviços pela jurisprudência majoritária (Abreu.00% Receita Bruta Estadual 4 Lucro antes são adotados de velocidade de IR* degradação 15 (k)+10% e potencial de metano (L0) Federal dos impostos acordo com as condições da região estudada. Por imposto. não há incidência as desse e não prestação de serviços pela jurisprudência majoritária de degradação de metano (k) usadas na modelagem da re- no EVTE que são as cumulativas. No caso de ISS. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.65%) e o COFINS (3. o aterro de Muribeca é viável. Programa de Integração Social. Por fim. a incidência de Impostos sobre 4.65% Receita Bruta Federal de quantidade de lixo anual são inseridos e os parâmetros de 3 Os dados ICMS 0.

É fundamental para0.508 2. É fundamental para alcançar o objetivo proposto. erro sanitário de Gramacho.161 2.403.429. (3).414. com a aplicação da metodologia USEPA no aterresíduos no aterro sanitário de o Fig. ro de Gramacho.390.473. suaGramacho.311 2.409 2. resíduos de composição média: 0.30 por ano.513 2.646. ter o conhecimento da 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2.918 2.359. ter o coNa Tabela 4.30 por ano.834. Por fim.641.374 1.678.800.060 porAtravés ano.754 2.060 por ano.000 m³/h. Após o fechamento do local. Figura 3: Recuperação projetada de biogás no Aterro Sanitário de Gramacho Figura 3 .801.859.1 Determinação Biogás a ser Produzido ergia que poderá ser gerada.Histórico da Deposição de Resíduos. será apresentado obiogás Histórico da Deposição de Resíduos do nhecimento da quantidade de que será produzido para determinar a quantidade de energia que poderá ser gerada. e resíduos de decomposição lenta: por ano. Tabela 4 .adas na modelagem da recuperação do biogás no aterro sanitário de amacho são: resíduos de decomposição rápida: 0.Recuperação projetada de biogás no Aterro Sanitário de Gramacho .715 2. sua recuperação de biogás de lixo em 2009 será no patamar 30.384 1. estima-se que a recuperação do g de lixo venha a se declinar rapidamente pois não haverá a entrada de nov Por fim. Fabio Biogás de Lixo em Aterros Sanitários cuperação do biogás no aterro sanitário de Gramacho são: resíduos de decomposição rápida: 0. com a aplicação da metodologia USEPA no aterro Fonte: Comlurb.669. 78 VIANA. será apresentado o Histórico da Deposição de Resíduos do aterro sanitário de Gramacho.443 1. Após o fechamento do local.715 2.563 Fon Comlurb.015 alcançar o objetivo proposto.692 antidade de biogás que será do produzido para determinar a quantidade de 4.325. 2007 Tabela 4 – Histórico da Deposição de Resíduos. Ano 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Resíduos depositados (toneladas) 1.021 2.078 2.do e resíduos de decomposição lenta: 0.454.417. resíduos de 1 Determinação do Biogás a ser Produzido decomposição média: 0. 2007 Gramacho.015 Geração de Energia Renovável r ano. estima-se que a recuperação do gás de lixo venha a se declinar rapidamente pois não haverá a entrada de novos resíduos no aterro sanitário de Gramacho. conforme o Fig.000 m³/h. recuperaçãoconforme de biogás de lixo em 2009 será no patamar de 30. Na Tabela 4. (3).209 2.

apre- Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR) do projeto.S.045 0. U.359 24. M.481. $17 (geração de empregos e redução de subempregos).RS.2009.673.055 0.Sumário da Avaliação Econômica com tributos Com isso.IX Congreso Iberoamericano de Ingeniería Mecânica (CIBIM). 2009). (5) mostra um sumário dos resultados da avaliação técnica eACADEMIA CONEXÃO 2011 . CO2 eq. F. F. UERJ . com a escolha do aterro de Gramacho para o estudo..045 o projeto .31% $28. (5) mostra um sumário dos resultados da avaliação técnica e econômica no cenário com tributos da UTE. C. F. L. 2009.582 35. $/kWh 0. Como conseqüência. dentre outras. a elevação neration though the biogas from garbage in landfill ..S. limpa . lidade Técnica e Econômica da Geração de Energia Através Por fim. M. alternative of renewable energy generation.. CO2 eq. Dissertação de Mestrado.270. zando cenários com o valor de créditos de carbono a U.S. apresentando o Valor Setembro Presente A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos 79 A Tab. com o valor da energia elétrica no patamar de U.05% $31.S.) TIR VPL 17 17 17 17 23. $17 ton. “Análise de Viabivenda de energia. V.704 25.75% $33. Ressalta-se que foi realizado o EVTE com a inclusão de aterros sanitários para geração de energia renovável e dos tributos.Volume 1 econômica no cenário com tributos da UTE.045 o projeto também é viável com a inclusão mercialização da energia gerada pelo biogás) e para o meio dos tributos.045.) 17 17 17 17 34.045 0. dos odo. CO2eq.47% $29. REFERÊNCIAS sanitários.S.065 0.237 35. $/kWh ABREU.828. F. redução de odores e vetores nos aterros devido a boas práticas de gerenciamento. A. e com o valor da energia no patamar prefeituras (representam uma fonte extra de renda com a cotambém é viável comelétrica a inclusão dos de tributos.075 CERs (US$ / ton.Ano I . do biogás de lixo não tem viabilidade técnica e econômica (Abreu. Biogás 0. ceitas de créditos de carbono..chnical and economical feasibility analysis of energy geres e da poluição ambiental.425.. Teapropriada.A Tab. C.021. Tabela 5: Sumário da Avaliação Econômica com tributos CERs (US$ / ton. CO2eq..an da vida útil do aterro sanitário e segurança ambiental local. CO2eq. In: Já nos cenários onde não é considerada a obtenção de re. L. A.um estudo de viabilidade técnica e econômica.232. cenários com os créditos de carbono a U.393 Investimento Inicial de 100% TIR VPL Valor da energia ($/KWh) 0. a produção de energia através 2009. COSTA FILHO.S.271 Investimento Inicial de 25% Valor da energia ($/KWh) 0.81% $27. In: 20th InÉ possível concluir após realização de estudo de viabilidade ternational Congress of Mechanical Engineering (COBEM). SOUZA. para as ton.077.Universiem aterros sanitários representa ganhos para a sociedade dade do Estado do Rio de Janeiro . técnica e econômica que são viáveis a UTE de Gramacho utili. visto que a única receita do projeto seria a ABREU. $17 ton. proporcionando a redução do chorume.075 Tabela 5 .09% $32. F. V. CONCLUSÕES energético. SOUZA. Com isso.055 0. e da energia elétrica no patamar de U. no caso de aproveitamento 5. M. foi proposta uma destinação final de RSU’s mais ABREU. e Com isso. $/kWh 0.Gramado . M. sentando o Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR) do projeto..926 36. V.065 0. redução do uso de combustíveis fósseis.67% $35. O presente trabalho investigou as condições de produção e viabilidade técnica e econômica de biogás de lixo em aterros 6. cenários com os créditos de carbono a U. COSTA FILHO. a produção de energia através do biogás do lixo do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários”. ambiente com a contenção de emissões de CH4.42% $36.049 25.

. Organic Waste Recyclin Technology And Management.rio. F. 1986. Acessado em 20 de maio 2009. 2002. Conference on Environment and Development . C. Figueredo. S. Landfill Gas Emissions Model (LandGEM) Version 3. EPA. Estudo do potencial de geração de energia renovável proveniente dos “aterros sanitários” nas regiões metropolitanas e grandes cidades do Brasil.bancomundial. P. <Http://Unfccc.htm>. 2007. POLPRASERT. <http://www. D. H. Chichester. United Nations Framework Convention on Climate Change.br/ etc_atgramacho. 2000. P. Environmental Protection Agency.Cebds. .S. Overview of Project Activity Cycle. Melo M.80 VIANA. A. pag. Washington – Dc. JOSÉ .Reportagem sobre Resíduos Sólidos Urbanos com Prof. G.M. José Araruna. UNFCCC. 2001. UN. 21 P. COMLURB : Municipal company of Urban Cleanness <http:// www. acessado em 22 de abril 2009. BRAGA. 70 Pag. 24º Brazilian congress of Sanitary and Ambient Engineers. Almeida T. C. p. 457 . 2005. “Thermoelectric generation: Planning. 120 Pag. E. Guidance Note on Recuperation of Landfill Gas From Municipal Solid Waste Landfills.rj. DUARTE. UN. access in 25 of may 2009. CEBDS . De..Biogas: Research and Projects in Brazil – 182 P. T..A. R. 2001. LORA. Int/2860. Environment and Health: a vision to multidiscipline.M de (Org. World Bank. E. J. New York. C.Php> Access in the 25 Nov. United Nations. A. Kyoto Protocol to The United Nations Framework Convention On Climate Change.rj. United Nations. Solid Wast: Current perspectives In: Sisinno.. FERREIRA.Php> Access in the 26 Nov. 2008. Fabio Geração de Energia Renovável Através do Biogás de Lixo em Aterros Sanitários ARARUNA. Asp>.S. & Oliveira. UNFCCC.gov. Rio de Janeiro: Ibam. Palmer.02 User’s Guide. 412 P. MARIA CRISTINA BORBA – Brazilian projects of MDL in Landfill. coord. L..org. Nobel. Biogas: Energy From Animal Waste.pdf>. 1981. De. CETESB . access in the 15 of mar 2009. A..X.ar/ lfg/archivos/ PrefeasibilityStudies/Spanish_Portuguese/Gramacho_PreFeasibility_Study_Portuguese.gov.L. Kyoto Protocol <Http://Unfccc.Chamber of Climatic Changing of the Brazilian Enterprise Advice Of the Sustainable Development. 2004. P. G. 20 . United Nations Framework Convention on Climate Change. 2007.Br/Cebds/Mc-Convencao-Clima. De. John Wiley & Sons.).F. MONTEIRO. ADRIANA CARNEIRO.Int/2860. A.461 pp.Jornal O Globo. Rio de Janeiro: Fiocruz. R. <Http://www. EPA-600/R05/047 (May 2005). NASCIMENTO. S. F. J.E. Solid residues. Brasília. 2005. Magalhães.br/ comlurb/>. Ministério de Meio Ambiente.1992. MAGALHÃES. 2005. Solar Energy Research Institute. 2005.rio. : Il. COMLURB: Municipal company of Urban Cleanness <http:// comlurb. Research Triangle Park. Paulo. SCS Engineers. – Manual of Integrated Management of Solid Residues.Org. U. A Project of Urban Sanitation. MANSUR. United Nations. M.São Paulo Company of Technology of Ambient sanitation 2006 . 1996. 2nd Edition. 19-40. J. Brito. Biogas. Project and Operation”. 2007. C. NC.

Os textos devem ser enviados obedecendo a reforma ortográfica. tamanho 12. A resolução não deve ser menor que 300 dpi. Data da publicação.Normas para publicação A Revista “Conexão Academia” A Revista Científica sobre Resíduos Sólidos. Sugere-se que o autor faça uma rigorosa revisão do texto antes de enviá-lo. Os textos devem ser escritos em Word.5 pt. 8. As referências bibliográficas (bibliografia) deverão estar dispostas no final do artigo. Publicações em meio eletrônico devem conter o endereço eletrônico e data de acesso no padrão: dd/mm/aaaa. e tenham de. de conexão. 2. tem por objetivos fomentar a discussão e divulgar estudos acadêmicos sobre o setor de resíduos sólidos no Brasil. 10. Visa o desenvolvimento técnico-operacional do setor. é um espaço de convergência. em ordem alfabética. espaço de entrelinha 1. 7. Edição. além da ampliação da visibilidade dos pesquisadores que se dedicam ao tema.jpg). número (n). Título em Negrito (bold). Corpo do Texto e Referências Bibliográficas. ano da publicação: número da página). Nome). o aperfeiçoamento dos modelos de gestão e políticas públicas. Publicações periódicas devem conter dados como volume(v).tif e . Cidade: Editora. PalavrasChave. . Ilustrações e/ou fotografias deverão ser enviadas no formato TIFF ou JPEG (arquivos . ilustrações e fotografias devem ser identificados por legendas e pelo nome de seus respectivos autores. com tamanhos mínimos de 2000 pixels de altura e largura. para ganhar o Prêmio ABRELPE de Estudos Acadêmicos que é conferido anualmente pela Entidade. 5. Após encaminhamento. para aproximar o mercado com a academia. A estrutura do texto deve obedecer à seguinte ordem: Título. 4. mês e ano. no máximo. As obras utilizadas no trabalho. uma vez que a Revista tem caráter de divulgação científica e não comercial. Desenhos. sendo que. sendo que o Título e o Resumo (Abstract) deverão ser acompanhados de versões para o Inglês e Espanhol. devem obedecer à seguinte sequência: Autor (Sobrenome em caixa alta. fonte Arial. 3. apenas o nome da publicação. Resumo (em 600 caracteres no máximo). 15 páginas. Citações e comentários no corpo do artigo deverão ser inseridos ao longo do texto. editada pela ABRELPE. Os trabalhos publicados serão considerados colaborações não remuneradas. página(p). 9. incentivando novos estudos. Normas para publicação de artigos: 1. Tabelas e gráficos devem ser numerados e encabeçados por título. deve estar em negrito. 6. os mesmos serão avaliados pelo Conselho Editorial que definirá a publicação e escolherá o melhor trabalho dentre os publicados na revista. As citações devem seguir o padrão: (Sobrenome. Desta forma.

.

.

org.SP .São Paulo . Paulista.ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais Av.cj.br .CEP: 01311-915 Fone/Fax: +55 11 3254-3566 E-mail: abrelpe@abrelpe. 207 . 807 .