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SUMÁRIO

BIBLIOGRAFIA BÁSICA.......................................................................................................02 PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA........................................................................ 03 PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.............................................................................25 SERVIÇO PÚBLICO.............................................................................................................38 ATO ADMINISTRATIVO......................................................................................................51 ÓRGÃOS PÚBLICOS............................................................................................................62 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA.................................................................64 AGÊNCIAS, SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS, OS E OSCIPS...............................................109 BENS PÚBLICOS...............................................................................................................137 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO............................................................................156 LICITAÇÕES.....................................................................................................................218 CONTRATOS ADMINISTRATIVOS......................................................................................227 INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA................................................... 264 SERVIDORES PÚBLICOS...................................................................................................343 IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA......................................................................................412 CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO......................................................................................429

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA RECOMENDADA

● ALEXANDRINO, Marcelo, e PAULO, Vicente. Direito Administrativo Descomplicado. São Paulo: Método, 18ª Ed., 2010. ● BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros, 27ª Ed., 2010. ● CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 23ª Ed., 2010. ● CARVALHO, Raquel Melo Urbano de. Curso de Direito Administrativo. Salvador: JusPodium Editora, 2ª Ed., 2009. ● DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 23ª Ed., 2010. ● FIGUEIREDO, Lúcia Valle. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros, 9ª Ed., 2008. ● FURTADO, Lucas Rocha. Curso de Direito Administrativo. Belo Horizonte: Editora Forum, 2ª Ed., 2010. ● MEDAUAR, Odete. Direito Administrativo Moderno. São Paulo: RT, 14ª Ed., 2010. ● MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 36ª Ed., 2010. ● MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 15ª Ed., 2009.

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PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A) Princípios basilares do regime jurídico-administrativo:
1. Supremacia do interesse público 2. Indisponibilidade do interesse público

B) Princípios expressos no art. 37, caput, da CF:
1. 1.1. 1.2.

Legalidade:
Conceito; Legalidade e juridicidade (Lei Fundamental Alemã/1949, art. 20, item 3; Constituição Espanhola/1978, art. 103, item 1; Lei do Processo Administrativo Brasileiro, nº. 9.784/99, art. 2º, parágrafo único, I); Teoria das circunstâncias excepcionais como pretensa exceção

1.3.

2.

Moralidade: Impessoalidade:

3.

PROIBIÇÃO DE ATRIBUIÇÃO DE NOME DE PESSOA VIVA A BEM PÚBLICO O Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Procurador-Geral da República contra diversos artigos inseridos na Constituição do Estado do Ceará. Inicialmente, não se conheceu da ação quanto ao art. 25 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, em razão de sua declaração de inconstitucionalidade no julgamento da ADI 289/CE (DJU de 16.3.2007). Em seguida, julgou-se prejudicado o pedido em relação aos artigos 33, §§ 1º e 2º, e 42, caput e § 1º, submetidos a alteração substancial pelas Emendas Constitucionais 6/91 e 47/2001. Relativamente aos §§ 6º a 8º do art. 37, considerouse, por maioria, não prejudicado o pedido, tendo em conta a inexistência de alteração substancial da norma de parâmetro (CF, art. 29, V), ficando vencidos, no ponto, os Ministros Menezes Direito, Cármen Lúcia, Cezar Peluso e Gilmar Mendes. ADI 307/CE, rel. Min. Eros Grau, 13.2.2008. (ADI-307) Por vislumbrar afronta ao princípio da autonomia municipal, declarou-se a inconstitucionalidade do art. 30, que impõe aos Municípios o encargo de transportar da zona rural para a sede do Município, ou Distrito mais próximo, alunos carentes matriculados a partir da 5ª série do ensino fundamental, bem como do § 3º do art. 35, que dispõe que as Câmaras Municipais funcionarão em prédio próprio ou público, independentemente da sede do Poder Executivo. Reputaram-se inconstitucionais, da mesma forma, os §§ 6º a 8º do art. 37 - que tratam da remuneração, composta por subsídio e representação, do Prefeito -, também por ofensa ao princípio da autonomia municipal, e o § 9º desse mesmo dispositivo, que proíbe que o Prefeito se ausente por mais de 10 dias, sem prévia licença da Câmara Municipal, em face do desrespeito ao art. 49, III, da CF, de observância

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obrigatória pelos Estados-membros, que impõe a autorização legislativa somente nos casos em que o Chefe do Executivo se ausente por prazo superior a 15 dias. Reconheceu-se, ainda, a inconstitucionalidade do § 2º do art. 38, que prevê que o Vice-Prefeito, ocupante de cargo ou emprego no Estado ou Município, ficará, automaticamente, à disposição da respectiva municipalidade, enquanto perdurar a condição de Vice-Prefeito, sem prejuízo dos salários e demais vantagens, ao fundamento de colisão com o art. 38, III, da CF, que estabelece uma única hipótese de acumulação, no que se refere aos Vereadores. Por fim, declarou-se a inconstitucionalidade do § 3º desse mesmo art. 38, por violação ao princípio da autonomia municipal. Quanto ao art. 20, V, que veda ao Estado e aos Municípios atribuir nome de pessoa viva a avenida, praça, rua, logradouro, ponte, reservatório de água, viaduto, praça de esporte, biblioteca, hospital, maternidade, edifício público, auditórios, cidades e salas de aula, o Tribunal, julgou o pedido improcedente, por reputá-lo compatível com o princípio da impessoalidade (CF, art. 37, caput e § 1º). ADI 307/CE, rel. Min. Eros Grau, 13.2.2008. (ADI-307)

4.

Publicidade: Eficiência:

5.

5.1 Conteúdo: profissionalização dos serviços públicos, otimização dos gastos com pessoal, controle da Administração pelos usuários dos serviços estatais, ampliação da autonomia dos órgãos e entidades da Administração direta e indireta, gestão associada de serviços públicos (art. 241), criação das escolas de governo, avaliação especial de desempenho (art. 41, § 4º) 5.2. Doutrina de Alexandre de Morais: ―direcionamento da atividade e dos serviços públicos à efetividade do bem comum; imparcialidade entendida como independência de interesses privados ou partidários; neutralidade como vedação à defesa apriorística de interesses a considerar; transparência das atividades dos órgãos e agentes públicos, com o objetivo de combater práticas contrárias ao desenvolvimento normal das condutas administrativas, como subornos, corrupção e tráfico de influência; democratização dos serviços públicos, isto é, exigência de aproximação dos serviços públicos à coletividade e participação desta na gestão dos serviços administrativos; eficácia material na execução das competências atribuídas legalmente aos órgãos e servidores; desburocratização do aparelho estatal, com combate a práticas arcaicas e aos vícios inerentes às estruturas burocráticas; e, por fim, busca da qualidade, relacionada à otimização de resultados.

C) Princípios implícitos ou reconhecidos (decorrentes de norma distinta do 37, caput, CF, ou apontados pela doutrina):

1. Motivação

(art. 50, Lei nº. 9.784/99):

―Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

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II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; V - decidam recursos administrativos; VI - decorram de reexame de ofício; VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. ‖

2. Autotutela:
SÚMULA Nº 473 DO STF ―A ADMINISTRAÇÃO PODE ANULAR SEUS PRÓPRIOS ATOS, QUANDO EIVADOS DE VÍCIOS QUE OS TORNAM ILEGAIS, PORQUE DELES NÃO SE ORIGINAM DIREITOS; OU REVOGÁ-LOS, POR MOTIVO DE CONVENIÊNCIA OU OPORTUNIDADE, RESPEITADOS OS DIREITOS ADQUIRIDOS, E RESSALVADA, EM TODOS OS CASOS, A APRECIAÇÃO JUDICIAL.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 03.10.1969 e publicada no DJ de 10.12.1969) SÚMULA Nº 346 DO STF ―A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PODE DECLARAR A NULIDADE DOS SEUS PRÓPRIOS ATOS.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 13.12.1963) Art. 53, Lei nº. 9.784/99: ―A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.‖ SÚMULA Nº 6 DO STF: A REVOGAÇÃO OU ANULAÇÃO, PELO PODER EXECUTIVO, DE APOSENTADORIA, OU QUALQUER OUTRO ATO APROVADO PELO TRIBUNAL DE CONTAS, NÃO PRODUZ EFEITOS ANTES DE APROVADA POR AQUELE TRIBUNAL, RESSALVADA A COMPETÊNCIA REVISORA DO JUDICIÁRIO. (Aprovada na Sessão Plenária de 13.12.1963)

3. Prescritibilidade dos ilícitos administrativos e imprescritibilidade do ressarcimento ao erário (art. 37, § 5º, CF):
STF: O Tribunal, por votação majoritária, indeferiu mandado de segurança impetrado contra decisão do Tribunal de Contas da União - TCU que condenara a impetrante a pagar determinado montante, a título de devolução de valores, em decorrência do descumprimento da obrigação de retornar ao País após o

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término da concessão da sua bolsa de estudos no exterior. Na linha da orientação fixada no MS 24519/DF (DJU de 2.12.2005) — no sentido de que o beneficiário de bolsa de estudos no exterior, às expensas do Poder Público, não pode alegar o desconhecimento de obrigação prevista em ato normativo do órgão provedor, e de que o custeio dessas bolsas de estudo é justificável na medida em que ao País sejam acrescidos os frutos resultantes do aprimoramento técnico-científico dos nacionais beneficiados —, entendeu-se não haver direito líquido e certo da impetrante. Considerou-se que, no momento em que solicitara a bolsa de estudos para o exterior, e preenchera o formulário com essa finalidade, que tem natureza contratual, assumira o compromisso de cumprir com os deveres a ela atribuídos em razão dessa concessão, dentre os quais o de retornar ao Brasil quando concluísse o curso de doutorado, sob pena de ressarcir os recursos públicos que recebera (Resolução 114/91, item 3 e Resolução Normativa 5/87, item 5.7). Afastou-se, também, a apontada prescrição, ao fundamento de incidir, na espécie, o disposto na parte final do art. 37, § 5º, da CF (―A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.‖). O Min. Cezar Peluso fez ressalva quanto à interpretação do art. 37, § 5º, da CF, p or julgar estar-se diante de uma exceção, a ser interpretada restritivamente, à previsão de prescrição para ilícitos, que não se aplicaria ao caso, por não haver ilícito. Reputou, entretanto, não configurado o caso típico de prescrição, podendo a matéria ser rediscutida na ação própria de cobrança. Vencido o Min. Marco Aurélio que concedia a ordem por vislumbrar a ocorrência da prescrição. MS 26210/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 4.9.2008. (MS-26210) STJ: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RESSARCIMENTO DE DANOS AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. IMPRESCRITIBILIDADE. I - A ação de ressarcimento de danos ao erário não se submete a qualquer prazo prescricional, sendo, portanto, imprescritível. (REsp 810785/SP, Rel. MIn. FRANCISCO FALCÃO, DJ 25.05.2006 p. 184). II - Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, improvido. (REsp 705715/SP, RECURSO ESPECIAL 2004/0154227-4, Relator: Ministro FRANCISCO FALCÃO, PRIMEIRA TURMA, Data de Julgamento: 02.10.2007, Publicação: DJe 14/05/2008)

4. Controle jurisdicional 5. Segurança jurídica:
5.1.

(art. 5º, XXXV, CF);

Delimitação do conceito: necessidade de estabilizar as relações jurídicas (progênie de institutos jurídicos tais como decadência, prescrição, preclusão, irretroatividade de nova interpretação – art. 2º, parágrafo único, XIII, da Lei nº. 9.784/99) Segurança jurídica e Proteção Substancial da Confiança (Princípio da Confiança ou da Confiança legítima) DO STF: CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO: PROVIMENTO DERIVADO: INCONSTITUCIONALIDADE: EFEITO EX NUNC. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. I. - A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos. CF, art. 37, II. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu, mediante concurso interno, a progressão de servidores públicos. Acontece que, à época dos fatos 1987 a 1992 , o entendimento a respeito do tema não era pacífico, certo que, apenas em 17.02.1993, é que o Supremo Tribunal Federal suspendeu, com efeito ex nunc, a eficácia do art. 8º, III; art. 10, parágrafo

5.2.

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único; art. 13, § 4º; art. 17 e art. 33, IV, da Lei 8.112, de 1990, dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27.8.1998: ADI 837/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, "DJ" de 25.6.1999. II. - Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade. Ademais, os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos. III. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - RE conhecido, mas não provido. (RE 442683/RS, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, julgado em 13/12/2005, DJ 24-03-2006 PP-00055, EMENT VOL-02226-04 PP-00814, LEXSTF v. 28, n. 330, 2006, p. 282-299) Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Prestação de Contas da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO. Emprego Público. Regularização de admissões. 3. Contratações realizadas em conformidade com a legislação vigente à época. Admissões realizadas por processo seletivo sem concurso público, validadas por decisão administrativa e acórdão anterior do TCU. 4. Transcurso de mais de dez anos desde a concessão da liminar no mandado de segurança. 5. Obrigatoriedade da observância do princípio da segurança jurídica enquanto subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de estabilidade das situações criadas administrativamente. 6. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. Presença de um componente de ética jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de direito público. 7. Concurso de circunstâncias específicas e excepcionais que revelam: a boa fé dos impetrantes; a realização de processo seletivo rigoroso; a observância do regulamento da Infraero, vigente à época da realização do processo seletivo; a existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista. 8. Circunstâncias que, aliadas ao longo período de tempo transcorrido, afastam a alegada nulidade das contratações dos impetrantes. 9. Mandado de Segurança deferido. (MS 22357/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Teribunal Pleno, julgado em 27.05.2004, DJ 05-11-2004 PP-00006, EMENT VOL-02171-01 PP-00043, LEXSTF v. 26, n. 312, 2005, p. 135-148, RTJ VOL 00192-02 PP-00620
MANDADO DE SEGURANÇA. SECRETÁRIO DE RECURSOS HUMANOS DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO STF. PENSÕES CIVIL E MILITAR. MILITAR REFORMADO SOB A CF DE 1967. CUMULATIVIDADE. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS DO CONTRÁRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da ação mandamental, dado que é mero executor da decisão emanada do Tribunal de Contas da União. 2. No julgamento do MS nº 25.113/DF, Rel. Min. Eros Grau, o Tribunal decidiu que, "reformado o militar instituidor da pensão sob a Constituição de 1967 e aposentado como servidor civil na vigência da Constituição de 1988, antes da edição da EC 20/98, não há falarse em acumulação de proventos do art. 40 da CB/88, vedada pelo art. 11 da EC n. 20/98, mas a percepção de provento civil (art. 40 CB/88) cumulado com provento militar (art. 42 CB/88), situação não abarcada pela proibição da emenda". Precedentes citados: MS nº 25.090/DF, MS nº 24.997/DF e MS nº 24.742/DF. Tal acumulação, no entanto, deve obversar o teto previsto no inciso XI do art. 37 da Constituição Federal. 3. A inércia da Corte de Contas, por sete anos, consolidou de forma positiva a expectativa da viúva, no tocante ao recebimento de verba de caráter alimentar. Este aspecto temporal diz intimamente com o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito. 4. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de

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aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, é de se convocar os particulares para participar do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias do contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5º). 5. Segurança concedida. (MS2448/DF, Tribunal Pleno, Relator: Ministro Carlos Britto, julgamento: 27/09/2007,DJe-142 DIVULG 13-11-2007 PUBLIC 14-11-2007, DJ 14-11-2007 PP-00042 EMENT VOL-02299-01 PP-00146)

DO STJ:
Na espécie, o Tribunal de Contas estadual determinou a exoneração de doze servidores do quadro efetivo da assembléia legislativa estadual, alegando vício no provimento ocorrido em 1989, pois o ato de nomeação que os efetivou no serviço público não atendeu ao requisito de aprovação em concurso público. Para o Min. Relator, esse ato que os efetivou é, induvidosamente, ilegal, no entanto o transcurso de quase vinte anos tornou a situação irreversível, convalidando seus efeitos ex ope temporis, considerando que alguns nomeados até já se aposentaram e tiveram os respectivos atos aprovados pelo próprio Tribunal de Contas. Observou, entre outros aspectos, que a Administração atua sob a direção do princípio da legalidade (art. 37 da CF/1988), que impõe a anulação de ato que, embora praticado por um de seus agentes, contenha vício insuperável, a fim de restaurar a legalidade ferida. O vício, no caso, é o da inconstitucionalidade e, à primeira vista, esse vício seria inconvalidável, entretanto o vício de ser inconstitucional é apenas uma forma qualificada de ser hostil à ordem jurídica e a convalidação não vai decorrer da repetição do ato (o que seria juridicamente impossível), mas sim do reconhecimento dos efeitos consolidadores que o tempo acumulou em favor dos recorrentes. Hoje, o espírito da Justiça apóia-se nos direitos fundamentais da pessoa humana, apontando que a razoabilidade é a medida preferível para mensurar o acerto ou desacerto de hierarquia constitucional, pela evidente razão de que os administrados não podem ficar, indefinidamente sujeitos à instabilidade originada do poder de autotutela do Estado. Daí o art. 55 da Lei n. 9.784/1999 fundar-se na importância da segurança jurídica no domínio do Direito Público e ter estabelecido o prazo decadencial de cinco anos para revisão dos atos administrativos, permitindo a manutenção de sua eficácia mediante o instituto da convalidação. Essa lei ressalva, entretanto, hipóteses nas quais esteja comprovada a má-fé do destinatário do ato administrativo no qual não incidirá o prazo decadencial. No caso dos autos, não há notícia de que os recorrentes tenham se valido de ardis ou logros para obter seus cargos; embora essa circunstância não justifique o comportamento administrativo ilegal, não uma solução jurídica. Ressaltou que o poder-dever de a Administração convalidar seus próprios atos encontra limite temporal no princípio da segurança jurídica, também de pode ser ignorada na solução da causa. Por tais fundamentos, a Turma deu provimento ao recurso, assegurando o direito dos impetrantes de permanecer nos seus respectivos cargos e preservar suas aposentadorias. RMS 25.652-PB, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 16/9/2008.

6. Realidade: as normas administrativas não podem ser aplicadas sem atenção aos
fatos a que se referem; deve haver sintonia entre a norma e a realidade prática a que se destina

ESTABILIDADE - SERVIDORES NÃO CONCURSADOS - TEMPO DE SERVIÇO - CARÁTER CONTINUADO ALCANCE DO ARTIGO 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. Descabe ter como conflitante com o artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta de 1988 provimento judicial em que se reconhece a estabilidade em hipótese na qual professor, ao término do ano letivo, era "dispensado" e recontratado tão logo iniciadas as aulas. Os princípios da continuidade, da realidade, da razoabilidade e da boa-fé obstaculizam defesa do Estado em torno das interrupções e, portanto, da ausência de prestação de serviços por cinco anos continuados de modo a impedir a aquisição da estabilidade. (RE 158448/MG - MINAS GERAIS, Relator(a): Min. Marco Aurélio,

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24 e PARS.1993.LEI ESTADUAL QUE CONCEDE GRATIFICACAO DE FERIAS (1/3 DA REMUNERACAO) A SERVIDORES INATIVOS .05. 80. Incide o legislador comum em desvio ético-jurídico. CANDIDATOS APROVADOS EM NÚMERO INFERIOR AO DE VAGAS OFERECIDAS. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ement VOL01719-01 PP-00071) STJ CONFUNDINDO RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE DIREITO ADMINISTRATIVO. além de violação ao princípio de proporcionalidade e razoabilidade das leis restritivas de direitos: plausibilidade jurídica da argüição que aconselha a suspensão cautelar da lei impugnada. 25. 238. sessão de julgamento ocorrida em 01. enquanto projeção concretizadora da cláusula do ‗substantive due process of law‘.VANTAGEM PECUNIARIA IRRAZOAVEL E DESTITUIDA DE CAUSA .12. art. no caso de vir a declarar-se a inconstitucionalidade: liminar deferida. acórdão publicado no DJ de 01.com. acórdão publicado no DJ de 26. VI. 2. ANULAÇÃO.10. CF) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE .Rua Buenos Aires. CONCURSO PÚBLICO. EMENT VOL-01924-02 PP-00232) 7.A norma legal. Tribunal Pleno. Proporcionalidade: fundamento da Lei nº.1995. CF. RECURSO PROVIDO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. . com pagamento imediato de eventual diferença a menor: argüição de inconstitucionalidade fundada nos arts.‖ (ADIN-MC 1158/AM. ofende o critério da razoabilidade que atua.br www. caput. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.. Razoabilidade: fundamento na dimensão substantiva do devido processo legal (art. 5º. LIV.784/99) no art. NÃO-PREVISÃO DE VAGAS PARA AFRODESCENDENTES.br Julgamento: 29/06/1998. 2º. sob o fundamento de que não fora observada lei estadual que determina a 9 . 22. a fim de evitar danos irreparáveis a economia do setor. que concede a servidor inativo gratificação de ferias correspondente a um terço (1/3) do valor da remuneração mensal. 1. parágrafo único. Recife/PE. PAR. Tribunal Pleno. Gás liquefeito de petróleo: lei estadual que determina a pesagem de botijões entregues ou recebidos para substituição a vista do consumidor. Sepúlveda Pertence. quando concede a agentes estatais determinada vantagem pecuniária cuja razão de ser se revela absolutamente destituída de causa.07. Relator: Min. 1º. A anulação de concurso público no qual foram aprovados candidatos em número inferior ao de vagas oferecidas. Órgão Julgador: Segunda Turma.. Relator: Min.1993. sessão de julgamento ocorrida em 19. Celso de Mello.1994. PP-15154. ement VOL-01788-01 PP-00051) 8. DJ 25-09-1998 PP-00020. 9.atfcursos. Espinheiro.‖ (ADIN-MC 855/Paraná. como insuperável limitação ao poder normativo do Estado.LIMINAR DEFERIDA. IV e VI (energia e metrologia).com.

br reserva de 10% das vagas para candidatos afrodescendentes. 80. . Recurso ordinário provido. Porto Alegre: Editora Verbo Jurídico. Princípios Constitucionais da Administração Pública. São Paulo: Saraiva. Luciano Benetti (Org.Em nosso sistema jurídico. O controle de constitucionalidade da lei ou dos atos normativos é da competência exclusiva do Poder Judiciário. REVOGAÇÃO. independentemente de prévio pronunciamento do Poder Judiciário no âmbito do controle de constitucionalidade. Direitos Fundamentais.). ou não. 8ª Ed. 2002. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 2008.Rua Buenos Aires. 2006. Recife/PE. por sua Chefia . Interpretação e Aplicação da Constituição. Emerson.atfcursos. 2002. convertida em Lei. José Guilherme. e TIMM. fere os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Os Princípios da Proporcionalidade e da Razoabilidade no Direito Administrativo Brasileiro. Orçamento e “reserva do possível”. Humberto. ● GIACOMUZZI. Belo Horizonte: Del Rey. ● MAFFINI. 2. conferida ao Chefe do Poder Executivo ou do Legislativo. ● GABARDO. ● OLIVEIRA. São Paulo: Malheiros. ● SARLET. JURISPRUDÊNCIA: A) Possibilidade. não é admissível seja retirada do Congresso Nacional a que foi remetida para o efeito de ser. 2006. de determinar aos órgãos a ele subordinados que deixem de aplicar administrativamente certa lei ou ato normativo que reputa inconstitucional. . ● ROCHA. não se admite declaração de inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo com força de lei por lei ou por ato normativo com força de lei posteriores.Por ser a medida provisória ato normativo com força de lei. 2007. São Paulo: Malheiros. Rafael.br www. José Roberto Pimenta. Luís Roberto.com. Os Poderes Executivo e Legislativo. São Paulo: Malheiros. 1994. Princípio Constitucional da Eficiência Administrativa. ● BARROSO. Cármen Lúcia Antunes. Princípio da Proteção Substancial da Confiança no Direito Administrativo Brasileiro. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora. A Moralidade Administrativa e a Boa-fé da Administração Pública. (RMS 24469/PR RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2007/0149664-6 Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA QUINTA TURMA20/08/2009DJe 14/09/2009) BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● ÁVILA. Ingo Wolfgang.e isso mesmo tem sido 10 . Teoria dos Princípios.. São Paulo: Dialética. Espinheiro.com. PEDIDO DE LIMINAR. 2008. MEDIDA PROVISÓRIA.

do Secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí. 80. Informativo 477) Com base no entendimento supracitado.Rua Buenos Aires. da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão.8.03. 30. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. em face desse sistema de ab-rogação.1993) A. salientou-se que a portaria impugnada reveste-se de generalidade e abstração. certo como é que essa concessão só tem eficácia de suspender ‗ex nunc‘ a lei ou ato normativo impugnado. sendo apta a figurar como objeto do controle concentrado de constitucionalidade. 29.‖). a um só tempo. a suspensão do que já esta suspenso pela ab-rogação decorrente de outra medida provisória em vigor. porém.br questionado com o alargamento da legitimação ativa na ação direta de inconstitucionalidade -.os 153 e 156. Preliminarmente. Vencido o Min. com efeito ex nunc. .A Medida Provisória n.10. não impede que as medidas provisórias suspensas se revigorem. . I. neste momento em que a ab-rogação está em vigor. Espinheiro. evidentemente.legislar sobre assuntos de interesse local. que altera e fixa os horários de funcionamento dos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no referido Estado-membro. portanto.CNC para suspender. só estão suspensas pela ab-rogação sob condição resolutiva. pode ser interpretada (interpretação conforme a Constituição) como ab-rogatória das Medidas Provisórias n. é o pedido de concessão de liminar. julgou procedente pedido formulado em ação direta ajuizada pela Confederação Nacional do Comércio – CNC para declarar a inconstitucionalidade formal da Portaria 17/2005. Reputou-se que o pedido. ab-rogação que só se tornará definitiva se a Medida Provisória n.DISTRITO FEDERAL –Relator: Min. o periculum in mora consistente no risco de prejuízos irreparáveis aos estabelecimentos comerciais. . podem tão-só determinar aos seus órgãos subordinados que deixem de aplicar administrativamente as leis ou atos com força de lei que considerem inconstitucionais. asseverou-se que a resolução questionada reveste-se de características que autorizam a sua impugnação por meio de ação direta de inconstitucionalidade. também. ADI 3731 MC/PI. MOREIRA ALVES – Sessão de julgamento ocorrida em 29. E. Min. (ADI-3731) (v. revelaria razoabilidade jurídica. da preliminar de que a presente ação direta de inconstitucionalidade está prejudicada. Entendeu-se que a competência para disciplinar o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais é municipal. neste momento.atfcursos.com.000-001 GS/2005.1990 .º 175. à primeira vista. até o julgamento final da ação.O que está prejudicado.os 153 e 156. consubstancia ato administrativo com pretensões de autonomia e guarda caráter normativo de eficácia geral e abstrata. o Tribunal. Sistema de ab-rogação das Medidas Provisórias no direito brasileiro.2007. o princípio da legalidade e invadido mais de uma esfera de competência não reconhecida aos Estados-membros.Rejeição. da CF (―Compete aos municípios: I . Inicialmente. não há que se examinar.br www. Recife/PE.1) ATOS ADMINISTRATIVOS (AINDA MAIS SE FOREM ESTADUAIS) NÃO PODEM DISCIPLINAR O HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO Por vislumbrar aparente ofensa ao art.‖ (STF – Plenário – ADI-MC 221 / DF . Pedido de liminar julgado prejudicado ‗si et in quantum‘.com. em votação majoritária.º 175 vier a ser convertida em lei. E essa suspensão. no caso de não conversão da ab-rogante. porquanto o diploma contestado aparenta haver desrespeitado. 11 . deferiu medida liminar em ação direta proposta pela Confederação Nacional do Comércio . pois as medidas provisórias n. a eficácia da Resolução 12. o Tribunal. neste instante. Cezar Peluso. Ademais. por maioria. uma vez que não retira seu fundamento de validade de nenhuma lei. Carlos Britto que indeferia a liminar. Considerou-se presente.Acórdão publicado no DJ de 22. que regulamenta o horário de fechamento do comércio no âmbito daquela unidade da federação. rel.

atfcursos. § 3º da Constituição da República. Vencido o Min.ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA . Gilmar Mendes. estabelecer ressalvas à incidência da cláusula geral que lhe impõe a compulsória utilização de instituições financeiras oficiais. art.EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE ESPECÍFICO FIRMADO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL .DEFERIMENTO DA MEDIDA CAUTELAR. mediante ato legislativo próprio. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE . qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência.com. 80. em instituições financeiras oficiais. das disponibilidades de caixa do Poder Público em geral (CF.IMPOSSIBILIDADE CONTRARIEDADE AO ART. O PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA CONSTITUCIONAL REVESTIDO DE CARÁTER ÉTICO-JURÍDICO LEGITIMIDADE E A VALIDADE DOS ATOS ESTATAIS. à União Federal. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. para.PLAUSIBILIDADE JURÍDICA . 164. na 12 . definir as exceções autorizadas pelo art. DA OFERTA DO DEPÓSITO DAS DISPONIBILIDADES DE CAIXA DO TESOURO ESTADUAL . cabendo. desviando-se do modelo normativo inscrito no art. Rel. Recife/PE.As disponibilidades de caixa dos Estados-membros. está necessariamente subordinada à observância de parâmetros ético-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa.8. pelo Estado-membro. . COM EFICÁCIA EX TUNC. AS DISPONIBILIDADES DE CAIXA DOS ESTADOS-MEMBROS SERÃO DEPOSITADAS EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFICIAIS. 164. ao impor limitações ao exercício do poder estatal. § 3º da Carta Política. .600-ES. Espinheiro. RESSALVADAS AS HIPÓTESES PREVISTAS EM LEI NACIONAL. confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos sobre os quais se funda a ordem positiva do Estado. que compromete a validade e a eficácia jurídicas da lei local. Min.br www. Carlos Britto que o julgava improcedente.O Estado-membro não possui competência normativa. Min. § 3º) reflete. Precedente: ADI 2. 164. legitima o controle jurisdicional de todos os atos do Poder Público que transgridam os valores éticos que devem pautar o comportamento dos agentes e órgãos governamentais. Esse postulado fundamental. § 3º da Lei Fundamental.CONDICIONA A . rel. (ADI-3691) (v. A ratio subjacente à cláusula de depósito compulsório.com.LEI ESTADUAL QUE AUTORIZA A INCLUSÃO. faz instaurar situação de inconstitucionalidade formal. vem a permitir que as disponibilidades de caixa do Poder Público estadual sejam depositadas em entidades privadas integrantes do Sistema Financeiro Nacional. que. O princípio constitucional da moralidade administrativa. instituída em favor da União Federal. ENQUANTO VALOR . O desrespeito. NO EDITAL DE VENDA DO BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO S/A.‖). dos órgãos ou entidades que os integram e das empresas por eles controladas deverão ser depositadas em instituições financeiras oficiais. unicamente.Rua Buenos Aires.AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA NORMATIVA DO ESTADO-MEMBRO . mediante lei de caráter nacional. para os fins referidos no art. que rege a atuação do Poder Público. 164. Informativo 477) B) Conteúdo do princípio da moralidade administrativa. dessa reserva de competência legislativa.br asseverou-se que a Corte já possui orientação nesse sentido.A atividade estatal. 164. 29.2007. § 3º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA . consolidada no Enunciado da sua Súmula 645 (―É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. ELLEN GRACIE. ADI 3691/MA.

expressamente. violando o princípio do devido processo legal. 164. o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.661/MA – Relator: Ministro Celso de Mello – Sessão de julgamento ocorrida em 05. no entanto. Por outro lado. ELLEN GRACIE. A EFICÁCIA EX TUNC DA MEDIDA CAUTELAR NÃO SE PRESUME. Eros Grau deu provimento ao regimental para dar seguimento ao recurso extraordinário. Para que se outorgue eficácia ex tunc ao provimento cautelar. com repercussão sobre situações pretéritas (RTJ 138/86). § 1º). impõe-se que o Supremo Tribunal Federal assim o determine. Excepcionalmente. 37. ―A Turma iniciou julgamento de agravo regimental em recurso extraordinário interposto contra decisão monocrática do Min. da CF.983/SP – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. 37. EM SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Rel. em ação direta de inconstitucionalidade. Marco Aurélio. Aduz-se que.ADI-MC 2. ao fundamento de pretender-se o reexame de elementos probatórios. As exceções à regra geral constante do art. ressaltando o que assentado no acórdão impugnado. Recife/PE. apta a justificar a outorga de provimento cautelar com eficácia ex tunc. Espinheiro. . CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. § 1º.br www. 1. No caso concreto. uma exigência fundada no valor essencial da moralidade administrativa.A medida cautelar. reveste-se. a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal a defere" (RTJ 124/80). outorgado a determinadas instituições financeiras de caráter privado. Salientando que o aludido art. o Min. de eficácia ex nunc.com. outrossim. CELSO DE MELLO). O Min. Situação excepcional que se verifica no caso ora em exame.Rua Buenos Aires. "operando.2002) C) O princípio da impessoalidade e a vedação de promoção pessoal de Chefe do Poder Executivo. não seria vedada a veiculação de nome. porquanto a interpretação dada pelo Tribunal de origem ao dispositivo constitucional seria irrazoável. ELLEN GRACIE.atfcursos. Min.600-ES. em ordem a impedir que eventuais desvios ético-jurídicos possam instituir situação de inaceitável privilégio. na espécie. em embargos infringentes. em caráter retroativo.2002 – Acórdão publicado no DJ 23. a medida cautelar poderá projetar-se com eficácia ex tunc. POIS DEPENDE DE EXPRESSA DETERMINAÇÃO CONSTANTE DA DECISÃO QUE A DEFERE.08.com. julgara procedente pedido formulado em ação popular ajuizada contra prefeito. símbolo ou imagem do Chefe do Poder Executivo. que negara seguimento ao recurso.apenas definíveis pela União Federal . não estando configurada a promoção pessoal. Rel. Min. portanto. por afronta aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa (CF. igualmente. 508. Marco Aurélio. destituído de causa legítima. § 3º da Carta Política . e para que não se frustrem os seus objetivos. a qualificação jurídica dos fatos. o enquadramento normativo dos fatos e não a reapreciação de provas. relator. negou provimento ao agravo. em sede de ação direta de inconstitucionalidade. considerou que se debate. na decisão que conceder essa medida extraordinária (RTJ 164/506-509.br concreção do seu alcance. art. Precedente: ADI 2. da CF não impede a propaganda institucional. esse postulado básico.600-ES.‖ (STF – Plenário . STF – PRIMEIRA TURMA – RE-AgR 366. 13 . em razão de publicações com caráter de promoção pessoal. Reafirmou seu entendimento sobre a inviabilidade do reexame dos elementos probatórios.06. Min. Repisa-se a alegação de ofensa ao art. § 1º. no sentido de tratar-se de publicidade com promoção pessoal. 80. 37. das quais resulte indevido favorecimento. Precedente: ADI 2. relator. ordinariamente. requerendo-se. que representa verdadeiro pressuposto de legitimação constitucional dos atos emanados do Estado.hão de respeitar. Rel.

símbolos e imagens. em embargos infringentes. 37.2005 – v. contendo nomes. Reapreciação da matéria fática em sede extraordinária. por se tratar de entidade de classe de âmbito nacional. 2. Segundo. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos‘. por afronta aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa (CF.04. NÃO OBSERVÂNCIA DO DISPOSTO NA SEGUNDA PARTE DO PRECEITO CONSTITUCIONAL. O art. Cezar Peluso.com. ―AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Primeiro. 1. porque evidenciado o estreito vínculo objetivo entre as finalidades institucionais da proponente e o conteúdo do ato normativo por ela defendido (inciso IX do art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.Rua Buenos Aires.br Após.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 14.1998 – Acórdão publicado no DJ de 05. o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Agravo regimental não provido. Informativo 407) ―A Turma. art. 80. DECISÃO PROFERIDA À LUZ DAS PROVAS CARREADAS PARA OS AUTOS. na espécie. informativo ou de orientação social. 10) D) Resolução do Conselho Nacional de Justiça que proíbe o nepotismo no âmbito do Poder Judiciário: Aplicação direta dos princípios expressos no art. No caso concreto. de 18/10/2005. Informativo 416) 2. Eros Grau que dava provimento ao regimental para dar seguimento ao recurso extraordinário. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. Recife/PE. julgara procedente pedido formulado em ação popular ajuizada contra prefeito. 37. obras. Súmula 279/STF.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 27.br www. ao fundamento de pretender-se o reexame de elementos probatórios. p.02.2006 – v. MEDIDA CAUTELAR. realizada às custas do erário. programas. 14 . 1.06. no sentido de tratar-se de publicidade com promoção pessoal.AMB para propor ação declaratória de constitucionalidade. Impossibilidade. da CF. Patente a legitimidade da Associação dos Magistrados do Brasil . ART. Publicidade de caráter autopromocional do Governador e de seus correligionários. Não observância do disposto na segunda parte do preceito constitucional contido no art. que negara seguimento ao recurso. caput. com redação dada pela EC 45/04).025/RJ – RELATOR: MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA. concluindo julgamento de agravo regimental em recurso extraordinário. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min.com. 37. Marco Aurélio. 37. Decisão proferida à luz das provas carreadas para os autos. 103 da CF. 37. § 1º da Constituição Federal preceitua que ‗a publicidade dos atos. manteve decisão monocrática do Min. DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Ressaltou-se o que assentado no acórdão impugnado. dela não podendo constar nomes. PUBLICIDADE DE ATOS E OBRAS PÚBLICAS. EMENTA: ―AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. Vencido o Min. o enquadramento normativo dos fatos e não a reapreciação de provas. Informativo 407.10. por entender que se debatia. STF – PLENÁRIO – ADC-MC 12/DF – RELATOR: MINISTRO CARLOS BRITTO. relator. Espinheiro. em razão de publicações com caráter de promoção pessoal — v. STF – SEGUNDA TURMA – RE-AgR 217. REEXAME DE PROVAS. AJUIZADA EM PROL DA RESOLUÇÃO Nº 07.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 25. IMPOSSIBILIDADE: SÚMULA 279/STF. § 1º. § 1º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. § 1º).1998.atfcursos.

dedutíveis dos republicanos princípios da impessoalidade. Donde o juízo de que as restrições constantes do ato normativo do CNJ são. ainda. especialmente o da impessoalidade. até o exame de mérito desta ADC. sob a equivocada proposição de que o Poder Executivo e o Poder Legislativo estariam inteiramente libertos de peias jurídicas para prover seus cargos em comissão e funções de confiança. tem uma singular compostura de âmbito nacional. da eficiência. o art. mas não é menos certo que esse mesmo art. A Resolução nº 07/05 se dota. 37 da Constituição Federal. pois claramente vocacionado para renovar de forma contínua o liame que prende suas hipóteses de incidência aos respectivos mandamentos). 103-B da Carta-cidadã e tem como finalidade debulhar os próprios conteúdos lógicos dos princípios constitucionais de centrada regência de toda a atividade administrativa do Estado. 92. Logo. 125 da Lei Magna defere aos Estados a competência de organizar a sua própria Justiça. Espinheiro. neles incluídos os constantes do art. mais expletivamente positivado. do Conselho Nacional de Justiça. Noutro giro. Poder Judiciário. então. com efeito vinculante: a) emprestar interpretação conforme para incluir o termo ‗chefia‘ nos inciso II. Não se trata. o da igualdade e o da moralidade. de discriminar o Poder Judiciário perante os outros dois Poderes Orgânicos do Estado. Recife/PE. porém. da igualdade e da moralidade. após a Emenda 45/04. dado que arranca diretamente do § 4º do art. porquanto. do CNJ e d) suspender. o Conselho Nacional de Justiça editou a Resolução nº 09/05. o Conselho Nacional de Justiça fez adequado uso da competência que lhe conferiu a Carta de Outubro.com. porque ele. razão por que não há antinomia de conteúdos na comparação dos comandos que se veiculam pelos dois modelos normativos: o constitucional e o infraconstitucional. 37. 15 . 125.com. Ademais.Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br www. alterando substancialmente a de nº 07/2005. Carta Maior. agora. Isto porque a interpretação dos mencionados incisos não pode se desapegar dos princípios que se veiculam pelo caput do mesmo art. em 06/12/05. segundo. cabeça. 3º da resolução. caput. CF) e não está a submeter esse Poder à autoridade de nenhum dos outros dois. 37).br Ação declaratória que não merece conhecimento quanto ao art. perfeitamente compatibilizada com o caráter estadualizado de uma parte dele. V do artigo 2° do ato normativo em foco b) suspender. o julgamento dos processos que tenham por objeto questionar a constitucionalidade da Resolução nº 07/2005. III. c) obstar que juízes e Tribunais venham a proferir decisões que impeçam ou afastem a aplicabilidade da mesma Resolução nº 07/2005. Medida liminar deferida para. o da eficiência. O ato normativo que se faz de objeto desta ação declaratória densifica apropriadamente os quatro citados princípios do art. naquelas situações em que os respectivos ocupantes não hajam ingressado na atividade estatal por meio de concurso público. junge essa organização aos princípios ‗estabelecidos‘ por ela. Primeiro. É dizer: o que já era constitucionalmente proibido permanece com essa tipificação. de caráter normativo primário. 37. 80. com eficácia ex tunc.atfcursos. as mesmas restrições já impostas pela Constituição de 1988. A Resolução nº 07/05 do CNJ reveste-se dos atributos da generalidade (os dispositivos dela constantes veiculam normas proibitivas de ações administrativas de logo padronizadas). O modelo normativo em exame não é suscetível de ofender a pureza do princípio da separação dos Poderes e até mesmo do princípio federativo. impessoalidade (ausência de indicação nominal ou patronímica de quem quer que seja) e abstratividade (trata-se de um modelo normativo com âmbito temporal de vigência em aberto. IV. no rigor dos termos. os condicionamentos impostos pela Resolução em foco não atentam contra a liberdade de nomeação e exoneração dos cargos em comissão e funções de confiança (incisos II e V do art. pela consideração de que o CNJ não é órgão estranho ao Poder Judiciário (art.

atfcursos. 80. extrapolou as competências constitucionais que lhe foram outorgadas ao editar a resolução impugnada. no sentido de afastar ou impedir a sobredita aplicação. o julgamento dos processos que tenham por objeto questionar a constitucionalidade da Resolução 7/2005. em ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual. visto que as restrições por ela impostas são as mesmas previstas na CF.2006.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16.09. Espinheiro. ofensa aos seguintes artigos da Constituição: a) 5º. primariamente. do Conselho Nacional de Justiça. em razão da ilegitimidade do Ministério 16 . Recife/PE.br www. a. haja vista a existência de ação popular com o objetivo de anular a referida lei. 103-B da CF.com. não usurpou o campo de atuação do Poder Legislativo. por não possuir poder normativo. 15) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 416 DO STF. por maioria. p. já proferidas. e suspender. os efeitos das decisões já proferidas.AMB. tendo em vista a alteração de redação introduzida pela Resolução 9/2005. limitando-se a exercer as competências que lhe foram constitucionalmente reservadas. III. que indeferia a liminar. por meio de lei municipal de efeitos concretos: Ofensa aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa. XXXVI. Marco Aurélio.02. impedir que juízes e tribunais venham a proferir decisões que impeçam ou afastem a aplicabilidade da mesma resolução. detém competência para dispor. as quais. não havendo que se falar em ofensa à liberdade de nomeação e exoneração dos cargos em comissão e funções de confiança. concedeu pedido de liminar formulado em ação declaratória de constitucionalidade proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil . sobre as matérias de que trata o inciso II do § 4º do art. e condenara solidariamente o prefeito que sancionara a lei. como órgão central de controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. em especial os da impessoalidade. I. 3º da aludida resolução. b) 29. Inicialmente. não estar a resolução examinada a violar nem o princípio da separação dos Poderes.2006 – Acórdão publicado no DJ de 01. Em seguida. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTA MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE ADC: ―O Tribunal.Rua Buenos Aires.‖ E) Concessão de pensão vitalícia à viúva de determinado ex-Prefeito. 37. já que ‗a competência para zelar pela observância do art. julgada extinta com exame de mérito. os vereadores que a aprovaram e a viúva a restituir ao erário os valores recebidos. Vencido o Min. extraídas dos citados princípios. não se conheceu da ação quanto ao art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. VIII.CNJ. por ter o acórdão recorrido declarado a nulidade da lei municipal. 37 da CF e de baixar os atos de sanação de condutas eventualmente contrárias à legalidade é poder que traz consigo a dimensão da normatividade em abstrato. c) 102. considerara imoral e lesiva ao patrimônio público a Lei municipal 825/86. suspender. também. vedam a prática do nepotismo. na espécie. porquanto o CNJ. Afirmou-se. Sustenta-se. asseverou-se que o Conselho Nacional de Justiça . e d) 129. a qual instituiu pensão vitalícia a viúva de ex-prefeito. Ressaltou-se que a Resolução 7/2005 está em sintonia com os princípios constantes do art.br os efeitos daquelas decisões que. da eficiência e da igualdade. com eficácia ex tunc. ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que. até o exame de mérito da ação. tendo em conta a inviolabilidade dos vereadores pelas opiniões que proferem no exercício de suas funções.‘. nem o princípio federativo. ao fundamento de que o CNJ. determinaram o afastamento da sobredita aplicação. para. com efeito vinculante e erga omnes.com.

o processo legislativo ocorrera sem a participação do Poder Executivo. já que não se verificaria. 29. porque dotaria um cidadão. a alegação de ofensa à imunidade em sentido material dos vereadores (CF.Rua Buenos Aires. da CF. salientou que essa imunidade parlamentar. a ele negou provimento. julgou procedente pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para declarar a inconstitucionalidade do art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Asseverou que o diploma municipal. O Min. ao cônjuge supérstite. 80.br Público para figurar no pólo ativo de ação civil pública em que se pretende o ressarcimento de dano ao erário em face da prática de improbidade do administrador. caput e §§ 1º. e 129. 2º e 3º. 1º) e outros princípios que dele se desdobram.347/85. Asseverou-se que ter-se-ia instituído uma graça remuneratória mensal e vitalícia. o princípio da impessoalidade. relatora.com. 29-A. art. reduzindo-o à metade do que seria devido ao titular — v. Informativo nº 432) E. incluído pela Emenda Constitucional 35/2006. XXXVI. conheceu em parte do recurso (Súmulas 282 e 356 do STF) e. pela lesividade ao erário municipal. 3º da Lei 7.br www. fiscalização e legislação. DA IMPESSOALIDADE E DA MORALIDADE O Tribunal. embora possua a forma de lei. ainda. o de que a inconstitucionalidade dos dispositivos impugnados apenas poderia advir da violação. 102. Ellen Gracie.atfcursos.2007. Vencido o Min.386/RJ – Relatora: Ministra Ellen Gracie – Sessão de julgamento ocorrida em 20. no caso. a. esta qualificada. que confere aos ex-Governadores do Estado que tiverem exercido o cargo em caráter permanente. estas compreendidas como as atividades de representação. no caso. III. entendeu que a concessão da pensão vitalícia representa privilégio que viola os princípios contidos no art. Min. e o princípio da moralidade pública.06. a qual não se confundiria nem com subsídio nem com aposentadoria ou pensão. nesta assentada. e que violaria o princípio republicano (CF. destina-se a protegê-los de eventuais crimes contra a honra a eles imputados. pelo poder constituinte decorrente. Recife/PE. tendo em vista que. Informativos 463 e 474. privilegiada. por ausência de prequestionamento dos artigos 5º. art. em se tratando de Emenda à Constituição estadual. revelando-se como mero ato autorizativo emanado do Poder Legislativo municipal. Eros Grau. Eros Grau pediu vista dos autos. todos da CF. com o propósito único de favorecer pessoa específica. do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição do Estado do Mato Grosso do Sul. rel. que julgava o pedido improcedente. por maioria. interesse público para a adoção da medida impugnada. qual seja.9. não apresenta os requisitos de abstração. porquanto evidenciada a expedição de ato administrativo autorizativo e não de norma jurídica resultante do exercício das atividades inerentes ao mandato parlamentar. Cármen Lúcia. I. na parte conhecida. caput. Rejeitou. de condição excepcional. (ADI-3853) (v. ADI 3853/MS.1) CONCESSÃO DE PENSÃO VITALÍCIA A EX-GOVERNADOR VIOLA OS PRINCÍPIOS REPUBLICANO. que foi e tenha deixado de ser agente público. e o transfere. Informativo nº. generalidade e impessoalidade. VIII). 37. do princípio da divisão de poderes. 12. Salientando ser próprio da República a transitoriedade dos mandatos e dos mandatários e que o regime constitucional dos agentes políticos não comporta ampliação. Ademais. Gilmar Mendes. Assim. os da impessoalidade e da moralidade administrativa. A Min. considerou-se que a benesse em questão afrontaria o princípio da igualdade. impondo-se a condenação prevista no art. Após. subsídio mensal e vitalício idêntico ao percebido pelo Chefe do Poder Executivo. 479) 17 .com. Espinheiro. mas por fundamento diverso.2006 – v. em especial. o Min. uma vez que desigualaria os cidadãos que se submetem ao regime geral da previdência e os que provêem cargos públicos de provimento transitório por eleição ou por comissionamento. acompanhou a conclusão do voto da relatora.‖ (STF – Primeira Turma – RE 405. assegurada constitucionalmente aos vereadores no plano do direito penal e do civil.

com. ―ADMINISTRATIVO.784/99 foi promulgada justamente para introduzir no nosso ordenamento jurídico o instituto da Mora Administrativa como forma de reprimir o arbítrio administrativo.Rua Buenos Aires. 1. espera já há cinco anos. em sede de ação direta de inconstitucionalidade. DESPROVIMENTO. 174) G) Suspensão cautelar da eficácia de lei.2004 – Acórdão publicado no DJ de 09. II do Código de Processo Civil quando o decisório combatido resolve a lide enfrentando as questões relevantes ao deslinde da controvérsia.2004.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 531. DO DECRETO 2615/98 EM FACE DA AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS DEMAIS ARTIGOS ELENCADOS PELA RECORRENTE. com fundamento na ofensa aos princípios da razoabilidade e/ou da proporcionalidade. p. MORA DA ADMINISTRAÇÃO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO PELA ALEGATIVA DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 6º DA LEI 9612/98 E 9º.atfcursos. O fato de não emitir pronunciamento acerca de todos os dispositivos legais suscitados pelas partes não é motivo para decretar nula a decisão. sob pena de violação aos princípios da eficiência e da razoabilidade.CONSIDERAÇÕES EM TORNO DAS LACUNAS 18 .349/RS – Relator: Ministro José Delgado – Sessão de julgamento ocorrida em 03. Merece confirmação o acórdão que julga procedente pedido para que a União se abstenha de impedir o funcionamento provisório dos serviços de radiodifusão. 2. 1. RÁDIO COMUNITÁRIA. pois não obstante a discricionariedade que reveste o ato da autorização. posto que visa a efetiva observância da lei em cada caso concreto. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE . 4. AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO NA SEARA DO PODER EXECUTIVO.LEI DISTRITAL QUE USURPA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA OUTORGADA À UNIÃO FEDERAL PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA . STF – PLENÁRIO – ADI-MC 2. Não existe afronta ao artigo 535. sim.br www. tendo cumprido as formalidades legais exigidas. não se pode conceber que o cidadão fique sujeito à uma espera abusiva que não deve ser tolerada e que está sujeita. 3. sem que tenha obtido uma simples resposta da Administração. Espinheiro. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA EFICIÊNCIA E DA RAZOABILIDADE.LEI DISTRITAL QUE DISPÕE SOBRE A EMISSÃO DE CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DO CURSO E QUE AUTORIZA O FORNECIMENTO DE HISTÓRICO ESCOLAR PARA ALUNOS DA TERCEIRA SÉRIE DO ENSINO MÉDIO QUE COMPROVAREM APROVAÇÃO EM VESTIBULAR PARA INGRESSO EM CURSO DE NÍVEL SUPERIOR . INCISO II. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ‗O Poder Concedente deve observar prazos razoáveis para instrução e conclusão dos processos de outorga de autorização para funcionamento. Recife/PE. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido. ao controle do Judiciário a quem incumbe a preservação dos direitos.com. não podendo estes prolongar-se por tempo indeterminado‘. PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO. 5. ESPERA DE CINCO ANOS DA RÁDIO REQUERENTE.06.667/DF – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO. A Lei 9.br F) Mora de cinco anos da administração pública em apreciar requerimento de emissora de rádio: Ofensa aos princípios da eficiência e da razoabilidade. VULNERAÇÃO AO ARTIGO 535. PROCESSO ADMINISTRATIVO. INEXISTÊNCIA. até que seja decidido o pleito administrativo da recorrida que. 80. II DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.08.

mediante legislação autônoma. . por sua vez. 80. quando aplicada ao plano das atividades legislativas.A teoria do desvio de poder. QUANDO PRATICADA POR QUALQUER DAS PESSOAS ESTATAIS. nas hipóteses de competência concorrente (CF. Recife/PE. no desempenho de suas atribuições. à União. .com.A exigência de razoabilidade . IX) -. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. § 3º). não observa padrões mínimos de razoabilidade.A Carta Política. em ‗inexistindo lei federal sobre normas gerais‘. art.com. . item n. À INDECLINÁVEL OBSERVÂNCIA DE PADRÕES MÍNIMOS DE RAZOABILIDADE.A Constituição da República. . no processo de sua formulação. por sua importância. 19 . QUALIFICA-SE COMO ATO DE TRANSGRESSÃO CONSTITUCIONAL. notadamente no desempenho de suas funções normativas . exercer competência suplementar (CF.NORMA DESTITUÍDA DO NECESSÁRIO COEFICIENTE DE RAZOABILIDADE OFENSA AO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE . deferiu ao Estado-membro e ao Distrito Federal. ‗Estudos de Direito Constitucional‘. 24. aos Estados-membros e ao Distrito Federal.Os Estados-membros e o Distrito Federal não podem. § 2º). transgredir a legislação fundamental ou de princípios que a União Federal fez editar no desempenho legítimo de sua competência constitucional e de cujo exercício deriva o poder de fixar.atfcursos. APLICABILIDADE DA TEORIA DO DESVIO DE PODER AO PLANO DAS ATIVIDADES NORMATIVAS DO ESTADO. Del Rey). Lei Distrital que. cabendo.ATIVIDADE LEGISLATIVA EXERCIDA COM DESVIO DE PODER .que visa a inibir e a neutralizar eventuais abusos do Poder Público.dentre as quais avulta. dar causa à instauração de situações normativas que comprometam e afetem os fins que regem a prática da função de legislar. 1995. § 1º).DEFERIMENTO DA MEDIDA CAUTELAR COM EFICÁCIA ‗EX TUNC‘. Espinheiro. desde que ‗para atender a suas peculiaridades‘ (art. daí resultando clara repartição vertical de competências normativas entre essas pessoas estatais.PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO . no caso. .As normas legais devem observar. p. 24. 366. na espécie). estabelecer normas gerais (CF. 24. 24.Considerações doutrinárias em torno da questão pertinente às lacunas preenchíveis. e. a possibilidade de exercer a competência legislativa plena. critérios de razoabilidade que guardem estrita consonância com os padrões fundados no princípio da proporcionalidade. aquela concernente ao ensino (art. . art. PARA EFEITO DE SUA VALIDADE MATERIAL.br PREENCHÍVEIS . como verdadeiro parâmetro de aferição da constitucionalidade material dos atos estatais. 24 . pois o Estado não pode. enquanto categoria fundamental de limitação dos excessos emanados do Estado. validamente. permite que se contenham eventuais excessos decorrentes do exercício imoderado e arbitrário da competência institucional outorgada ao Poder Público. agindo ‗ultra vires‘. 2. estabeleceu verdadeira situação de condomínio legislativo entre a União Federal. pois todos os atos emanados do Poder Público devem ajustar-se à cláusula que consagra. art. . TODOS OS ATOS EMANADOS DO PODER PÚBLICO ESTÃO NECESSARIAMENTE SUJEITOS. ao instituir um sistema de condomínio legislativo nas matérias taxativamente indicadas no seu art.Rua Buenos Aires.br www. 24).atua. A USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. o princípio do ‗substantive due process of law‘. diretrizes e bases gerais pertinentes a determinada matéria (educação e ensino. em sua dimensão material. A EXIGÊNCIA DE RAZOABILIDADE QUALIFICA-SE COMO PARÂMETRO DE AFERIÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DOS ATOS ESTATAIS. os Estadosmembros e o Distrito Federal (RAUL MACHADO HORTA.

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A EFICÁCIA EX TUNC DA MEDIDA CAUTELAR NÃO SE PRESUME, POIS DEPENDE DE EXPRESSA DETERMINAÇÃO CONSTANTE DA DECISÃO QUE A DEFERE, EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - A medida cautelar, em sede de fiscalização normativa abstrata, reveste-se, ordinariamente, de eficácia ‗ex nunc‘, ‗operando, portanto, a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal a defere‘ (RTJ 124/80). Excepcionalmente, no entanto, e para que não se frustrem os seus objetivos, a medida cautelar poderá projetar-se com eficácia ‗ex tunc‘, com conseqüente repercussão sobre situações pretéritas (RTJ 138/86), retroagindo os seus efeitos ao próprio momento em que editado o ato normativo por ela alcançado. Para que se outorgue eficácia ‗ex tunc‘ ao provimento cautelar, em sede de fiscalização concentrada de constitucionalidade, impõe-se que o Supremo Tribunal Federal expressamente assim o determine, na decisão que conceder essa medida extraordinária (RTJ 164/506-509, 508, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Situação excepcional que se verifica no caso ora em exame, apta a justificar a outorga de provimento cautelar com eficácia ‗ex tunc‘.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 19.06.2002 – Acórdão publicado no DJ de 12.03.2004, p. 36) 2. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1.910/DF – RELATOR: MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE. ―Ação rescisória: argüição de inconstitucionalidade de medidas provisórias (MPr 1.703/98 a MPr 1798-3/99) editadas e reeditadas para a) alterar o art. 188, I, CPC, a fim de duplicar o prazo para ajuizar ação rescisória, quando proposta pela União, os Estados, o DF, os Municípios ou o Ministério Público; b) acrescentar o inciso X no art. 485 CPC, de modo a tornar rescindível a sentença, quando ‗a indenização fixada em ação de desapropriação direta ou indireta for

flagrantemente superior ou manifestamente inferior ao preço de mercado objeto da ação judicial‘: preceitos que adoçam a pílula do edito anterior sem lhe extrair, contudo, o veneno da
essência: medida cautelar deferida.

1. Medida provisória: excepcionalidade da censura jurisdicional da ausência dos pressupostos de relevância e urgência à sua edição: raia, no entanto, pela irrisão a afirmação de urgência para as alterações questionadas à disciplina legal da ação rescisória, quando, segundo a doutrina e a jurisprudência, sua aplicação à rescisão de sentenças já transitadas em julgado, quanto a uma delas - a criação de novo caso de rescindibilidade - é pacificamente inadmissível e quanto à outra - a ampliação do prazo de decadência - é pelo menos duvidosa: razões da medida cautelar na ADIn 1753, que persistem na presente. 2. Plausibilidade, ademais, da impugnação da utilização de medidas provisórias para alterar a disciplina legal do processo, à vista da definitividade dos atos nele praticados, em particular, de sentença coberta pela coisa julgada. 3. A igualdade das partes é imanente ao procedural due process of law; quando uma das partes é o Estado, a jurisprudência tem transigido com alguns favores legais que, além da vetustez, tem sido reputados não arbitrários por visarem a compensar dificuldades da defesa em juízo das entidades públicas; se, ao contrário, desafiam a medida da razoabilidade ou da proporcionalidade, caracterizam privilégios inconstitucionais: parece ser esse o caso na parte em que a nova medida provisória insiste, quanto ao prazo de decadência da ação rescisória, no favorecimento unilateral das entidades estatais, aparentemente não explicável por diferenças reais entre as partes e que, somadas a outras vantagens processuais da Fazenda Pública, agravam a conseqüência perversa de retardar sem limites a satisfação do direito do particular já reconhecido em juízo.

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4. No caminho da efetivação do due process of law - que tem particular relevo na construção sempre inacabada do Estado de direito democrático - a tendência há de ser a da gradativa superação dos privilégios processuais do Estado, à custa da melhoria de suas instituições de defesa em juízo, e nunca a da ampliação deles ou a da criação de outros, como é preciso dizê-lo - se tem observado neste decênio no Brasil.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 22.04.1999 – Acórdão publicado no DJ de 27.02.2004)
3. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1.158/AM – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL QUE CONCEDE GRATIFICACAO DE FERIAS (1/3 DA REMUNERACAO) A SERVIDORES INATIVOS - VANTAGEM PECUNIARIA IRRAZOAVEL E DESTITUIDA DE CAUSA - LIMINAR DEFERIDA. - A norma legal, que concede a servidor inativo gratificação de ferias correspondente a um terço (1/3) do valor da remuneração mensal, ofende o critério da razoabilidade que atua, enquanto projeção concretizadora da cláusula do ‗substantive due process of law‘, como insuperável limitação ao poder normativo do Estado. Incide o legislador comum em desvio ético-jurídico, quando concede a agentes estatais determinada vantagem pecuniária cuja razão de ser se revela absolutamente destituída de causa.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 19.12.1994 – Acórdão publicado no DJ de 26.05.1995) 4. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 855/PR –RELATOR: MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE. ―Gás liquefeito de petróleo: lei estadual que determina a pe sagem de botijões entregues ou recebidos para substituição a vista do consumidor, com pagamento imediato de eventual diferença a menor: argüição de inconstitucionalidade fundada nos arts. 22, IV e VI (energia e metrologia), 24 e PARS., 25, PAR. 2., 238, além de violação ao princípio de proporcionalidade e razoabilidade das leis restritivas de direitos: plausibilidade jurídica da argüição que aconselha a suspensão cautelar da lei impugnada, a fim de evitar danos irreparáveis a economia do setor, no caso de vir a declarar-se a inconstitucionalidade: liminar deferida.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 01.07.1993 – Acórdão publicado no DJ de 01.10.1993)

5. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 2.472/RS – RELATOR: MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA CAUTELAR. LEI 11.601, DE 11 DE ABRIL DE 2001, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. PUBLICIDADE DOS ATOS E OBRAS REALIZADOS PELO PODER EXECUTIVO. INICIATIVA PARLAMENTAR. CAUTELAR DEFERIDA EM PARTE. 1. Lei disciplinadora de atos de publicidade do Estado, que independem de reserva de iniciativa do Chefe do Poder Executivo estadual, visto que não versam sobre criação, estruturação e atribuições dos órgãos da Administração Pública. Não-incidência de vedação constitucional (CF, artigo 61, § 1º, II, e). 2. Norma de reprodução de dispositivo constitucional, que se aplica genericamente à Administração Pública, podendo obrigar apenas um dos Poderes do Estado sem implicação de dispensa dos demais. 3. Preceito que veda "toda e qualquer publicação, por qualquer meio de divulgação, de matéria que possa constituir propaganda direta ou subliminar de atividades ou propósito de governo, bem como de matéria que esteja tramitando no Poder Legislativo" (§ 2º do artigo 1º), capaz de gerar perplexidade na sua aplicação prática. Relevância da suspensão de sua vigência.

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4. Cláusula que determina que conste nos comunicados oficiais o custo da publicidade veiculada. Exigência desproporcional e desarrazoada, tendo-se em vista o exagero dos objetivos visados. Ofensa ao princípio da economicidade (CF, artigo 37, caput). 5. Prestação trimestral de contas à Assembléia Legislativa. Desconformidade com o parâmetro federal (CF, artigo 84 inciso XXIV), que prevê prestação anual de contas do Presidente da República ao Congresso Nacional. Cautelar deferida em parte. Suspensão da vigência do § 2º do artigo 1º; do artigo 2º e seus parágrafos; e do artigo 3º e incisos, da Lei 11.601, de 11 de abril de 2001, do Estado do Rio Grande do Sul.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 13.03.2002 – Acórdão publicado no DJ de 03.05.2002, p. 13)

H) Outras hipóteses de aplicação do princípio da razoabilidade.
1. STF – SEGUNDA TURMA – RE 192553/SP – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. ―PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE - INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS - REPRESENTAÇÃO PELO ESTADO - DISPENSA DA COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE PROCURADOR. O princípio da razoabilidade, a direcionar no sentido da presunção do que normalmente ocorre, afasta a exigência, como ônus processual, da prova da qualidade de procurador do Estado por quem assim se apresenta e subscreve ato processual. O mandato é legal e decorre do disposto nos artigos 12 e 132, respectivamente do Código de Processo Civil e da Constituição Federal.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 15.12.1998 – Acórdão publicado no DJ de 16-04-1999, p. 24) 2. STF – SEGUNDA TURMA – RE-ED 199066/PR – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. ―EMBARGOS DECLARATÓRIOS - OMISSÃO - POSTURA DO ÓRGÃO INVESTIDO DO OFÍCIO JUDICANTE. Ao apreciar os embargos declaratórios, o órgão investido do ofício judicante deve fazê-lo atento à necessidade de aperfeiçoar-se, ao máximo, o provimento formalizado. Constatada omissão relativamente a certa matéria, impõe-se o acolhimento dos embargos declaratórios, jamais podendo esse recurso sui generis ser tomado como crítica à arte de proceder e julgar. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - CONHECIMENTO E PROVIMENTO - BALIZAS. O acórdão decorrente do julgamento do recurso extraordinário há de ficar restrito às balizas subjetivas e objetivas por ele reveladas. Versando tão-somente sobre a Unidade de Referência de Preços, de fevereiro de 1989 e consectários, não cabe assentar a improcedência do pedido formulado na ação, quando envolvidas questões outras. RECURSO - REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO - PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. O princípio da razoabilidade é conducente a presumir-se o que ocorre no dia-a-dia e não o extravagante. Estando o instrumento de mandato, a procuração, subscrito por quem se diz representante da pessoa jurídica, mencionando o cargo ocupado no âmbito da respectiva administração, não há como presumir-se a irregularidade. A parte contrária, visando a demonstrar a falsidade, há de asseverar a improcedência do que consignado, provocando um incidente de falsidade. Isso não ocorrendo, prevalece a presunção alusiva à boa procedência do que conste da citada peça.‖

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(Sessão de julgamento ocorrida em 14.04.1997 – Acórdão publicado no DJ de 01.08.1997) 3. STF – SEGUNDA TURMA – HC 71408/RJ – RELATOR: MIN. MARCO AURÉLIO. ―JUSTIÇA - PARTÍCIPES - RESPEITO MÚTUO. Advogados, membros do Ministério Público e magistrados devem-se respeito mútuo. A atuação de cada qual há de estar voltada à atenção ao desempenho profissional do homem médio e, portanto, de boa-fé. Não há como partir para a presunção do excepcional, porque contrária ao princípio da razoabilidade. JÚRI - ADIAMENTO - POSTURA DO MAGISTRADO. Ao Estado- juiz cumpre a prática de atos viabilizadores do exercício pleno do direito de defesa. O pleito de adiamento de uma Sessão, especialmente do Tribunal de Júri, no que das mais desgastantes, deve ser tomado com espírito de compreensão. JÚRI - AUSÊNCIA DO ADVOGADO CONSTITUÍDO - CONSEQÜÊNCIAS. Ausente o advogado por motivo socialmente aceitável, incumbe ao presidente do Tribunal do Júri adiar o julgamento. Injustificada a falta, compete-lhe, em primeiro lugar, ensejar ao acusado a constituição de um novo causídico, o que lhe é garantido por princípio constitucional implícito. Somente na hipótese de silêncio do interessado que, para tanto, há de ser pessoalmente intimado, cabe a designação de defensor dativo. Inteligência dos artigos n.os 261, 448, 449, 450, 451 e 452 do Código de Processo Penal, à luz da Carta da República, no que homenageante do direito de defesa, da paridade de armas, alfim, do devido processo legal. Júri realizado com o atropelo de garantias asseguradas à defesa e, por isso mesmo, merecedor da pecha de nulo.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16.08.1999 – Acórdão publicado no DJ de 29.10.1999)
I) NO QUE DIZ RESPEITO A CARGOS PÚBLICOS, A REGRA É QUE PREVALEÇAM OS CARGOS EFETIVOS E QUE SE TENHA COMO EXCEÇÕES OS CARGOS COMISSIONADOS. OFENDE O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE A EXISTÊNCIA DE 42 CARGOS COMISSIONADOS DE UM TOTAL DE 67

A Turma manteve decisão monocrática do Min. Carlos Velloso que negara provimento a recurso extraordinário, do qual relator, por vislumbrar ofensa aos princípios da moralidade administrativa e da necessidade de concurso público (CF, art. 37, II). Tratava-se, na espécie, de recurso em que o Município de Blumenau e sua Câmara Municipal alegavam a inexistência de violação aos princípios da proporcionalidade e da moralidade no ato administrativo que instituíra cargos de assessoramento parlamentar. Ademais, sustentavam que o Poder Judiciário não poderia examinar o mérito desse ato que criara cargos em comissão, sob pena de afronta ao princípio da separação dos poderes. Entendeu-se que a decisão agravada não merecia reforma. Asseverou-se que, embora não caiba ao Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, a análise de sua discricionariedade seria possível para a verificação de sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à finalidade que ensejam. Salientando a jurisprudência da Corte no sentido da exigibilidade de realização de concurso público, constituindo-se exceção a criação de cargos em comissão e confiança, reputou-se desatendido o princípio da proporcionalidade, haja vista que, dos 67 funcionários da Câmara dos Vereadores, 42 exerceriam cargos de livre nomeação e apenas 25, cargos de provimento efetivo. Ressaltou-se, ainda, que a proporcionalidade e a razoabilidade podem ser identificadas como critérios que, essencialmente, devem ser considerados pela Administração Pública no exercício de suas funções típicas. Por fim, aduziu-se que, concebida a proporcionalidade como correlação entre meios e fins, dever-se-ia observar relação de compatibilidade entre os cargos criados para atender às demandas do citado Município e os cargos efetivos já existentes, o que não ocorrera no caso. RE 365368 AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 22.5.2007. (RE365368) (v. Informativo nº. 468)

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PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. Caráter instrumental, indeclinabilidade e de irrenunciabilidade do exercício dos poderes administrativos; 2. Crítica à afirmação da existência de poderes vinculado e discricionário; 3. Poderes reconhecidos:

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3.1. Poder hierárquico: 3.1.1. Conceito; 3.1.2. Prerrogativas decorrentes da hierarquia: dar ordens, fiscalizar e rever os atos dos subordinados, delegar e avocar, editar atos normativos (de efeitos internos). Lei nº. 9.784/99: Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. § 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. § 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. § 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial.

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Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. DECORRE DO PODER HIERÁRQUICO DECRETO QUE PROÍBE A VENDA DE ALIMENTOS EXCESSIVAMENTE CALÓRICOS EM ESCOLAS PÚBLICAS A Turma negou provimento ao recurso, por entender que não interfere nas normas gerais de vigilância alimentar (CF/1988, arts. 24 e 200) o decreto municipal, proibindo, em determinadas escolas integrantes do complexo administrativo municipal, a venda de alimentos excessivamente calóricos, como balas, caramelos, pirulitos, doces de mascar à base de gomas, sódio, corantes artificiais, saturados em colesterol, bem como bebidas alcoólicas, prejudiciais à saúde das crianças. RMS 16.694-RJ, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, julgado em 28/10/2003. 3.2. Poder disciplinar: 3.2.1. Conceito; 3.2.2. A ―discricionariedade‖ do poder disciplinar e a ausência de uma rígida tipicidade; 3.2.3. Aplicação dos postulados básicos do direito penal como crítica à práxis brasileira; 3.2.4. Limites

DIREITO ADMINISTRATIVO. ATIVIDADE SANCIONATÓRIA OU DISCIPLINAR DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL COMUM. ARTS. 615, § 1o. E 664, PARÁG. ÚNICO DO CPP. NULIDADE DE DECISÃO PUNITIVA EM RAZÃO DE VOTO DÚPLICE DE COMPONENTE DE COLEGIADO. RECURSO PROVIDO. 1. Consoante precisas lições de eminentes doutrinadores e processualistas modernos, à atividade sancionatória ou disciplinar da Administração Pública se aplicam os princípios, garantias e normas que regem o Processo Penal comum, em respeito aos valores de proteção e defesa das liberdades individuais e da dignidade da pessoa humana, que se plasmaram no campo daquela disciplina. 2. A teor dos arts. 615, § 1o. e 664, parág. único do CPP, somente se admite o voto de qualidade - voto de Minerva ou voto de desempate nos julgamentos recursais e mandamentais colegiados em que o Presidente do órgão plural não tenha proferido voto quantitativo; em caso contrário, na ocorrência de empate nos votos do julgamento, tem-se como adotada a decisão mais favorável ao acusado. 3. Os regimentos internos dos órgãos administrativos colegiados sancionadores, qual o Conselho da Polícia Civil do Paraná, devem obediência aos postulados do Processo Penal comum; prevalece, por ser mais benéfico ao indiciado, o resultado de julgamento que, ainda que por empate, cominou-lhe a sanção de suspensão por 90 dias, excluindose o voto presidencial de desempate que lhe atribuiu a pena de demissão, porquanto o voto desempatador é de ser desconsiderado. 4. Recurso a que se dá provimento, para considerar aplicada ao Servidor Policial Civil, no âmbito administrativo, a sanção suspensiva de 90 dias, por aplicação analógica dos 26

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arts. 615, § 1o. e 664, parág. único do CPP, inobstante o douto parecer ministerial em sentido contrário.
(RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 24.559 - PR (2007/0165377-1) RELATOR: MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, 03 de dezembro de 2009, não publicado) 3.3. Poder normativo: 3.3.1. Conceito; 3.3.2. Contraste entre as expressões ―normativo‖ (existência de outros atos normativos, tais como regimentos, resoluções, deliberações, instruções e portarias) e ―regulamentar‖; 3.3.3. Atos administrativos normativos como ―atos derivados‖; 3.3.4. Fundamento do poder-dever de regulamentar leis; 3.3.5. Admissibilidade de ―decreto autônomo‖ a partir da emenda 32/2001; 3.3.6. Controle

PROCESSUAL CIVIL – MANDADO DE SEGURANÇA – COMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE ÁGUAS – ATO ADMINISTRATIVO BASEADO EM DECRETO ESTADUAL AUTÔNOMO CONFLITANTE COM LEIS ESTADUAL E FEDERAL – INVALIDADE. 1. O ordenamento jurídico nacional não permite a edição de Decretos autônomos, salvo nos casos do inciso VI do artigo 84 da Constituição Federal/88. 2. O Decreto Estadual em comento veicula restrições inexistentes nas leis regulamentadas, o que invalida as restrições apresentadas. 3. Ainda que houvesse lei estadual restringindo a perfuração e captação de águas em poços artesianos, sua validade restaria afastada com base na competência da UNIÃO para legislar sobre águas - artigo 22, inciso IV, da Constituição Federal/88. Agravo regimental improvido. (AgRg no RMS 27679/RS
(AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2008/0191344-7, Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgamento: 13/10/2009, publicação: DJe 21/10/2009) 3.4. Poder de Polícia: 3.4.1. Conceito: Código Tributário Nacional Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.

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XII.com.POSSIBILIDADE DE A UNIÃO FEDERAL OUTORGAR. ART. no sentido da indelegabilidade.EMPRESA PÚBLICA FEDERAL VOCACIONADA A EXECUTAR. como atividade-fim. como já decidiu o Plenário. 22.br Parágrafo único. 58. 3. A ESSA EMPRESA PÚBLICA.1998. leva à conclusão.649. Decisão unânime.649.JURISPRUDÊNCIA . FOI DEFERIDO. 80. 3. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. Isso porque a interpretação conjugada dos artigos 5°. A ELA OUTORGADO. O EXERCÍCIO DESSE ENCARGO. SEM QUE ESTE PERCA O ATRIBUTO DE ESTATALIDADE QUE LHE É PRÓPRIO . Julgamento: 07/11/2002. Supremacia geral como fundamento.Rua Buenos Aires. DA PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL FUNDADA NA GARANTIA DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA (CF. 150.05. ART. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. executa. 58 da Lei nº 9. 4º.2.1998. 149 e 175 da Constituição Federal. parágrafo único.OPÇÃO CONSTITUCIONALMENTE LEGÍTIMA .PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL . . QUE. serviços de infra-estrutura 28 . Órgão Julgador: Tribunal Pleno.DOUTRINA . QUANTO ÀS ATIVIDADES EXECUTADAS NO DESEMPENHO DO ENCARGO. DE EXECUTAR TÍPICO SERVIÇO PÚBLICO (LEI Nº 5. 21. A UMA EMPRESA GOVERNAMENTAL. 7º e 8º do mesmo art. sem abuso ou desvio de poder. À UNIÃO FEDERAL . de tributar e de punir. (ADI 1717/DF DISTRITO FEDERAL.br www. com observância do processo legal e.IMUNIDADE TRIBUTÁRIA DA INFRAERO. XVI. de atividade típica de Estado. POR LEI. 3.O ALTO SIGNIFICADO POLÍTICO-JURÍDICO DESSA GARANTIA CONSTITUCIONAL. de 27. Polícia judiciária e polícia administrativa. Poder de polícia originário e delegado. CONSTITUCIONALMENTE. EM FUNÇÃO DE SUA ESPECÍFICA DESTINAÇÃO INSTITUCIONAL. 3. Espinheiro. 58 E SEUS PARÁGRAFOS DA LEI FEDERAL Nº 9. 2.com. 6º. 2º. publicação: DJ 28-03-2003 PP-00061 EMENT VOL-02104-01 PP-00149) OPINIÃO DE RELATOR NO SENTIDO DE QUE EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA PODEM EXERCER PODER DE POLÍCIA INFRAERO .MATÉRIA SOB RESERVA CONSTITUCIONAL DE MONOPÓLIO ESTATAL (CF. XXIV. quando apreciou o pedido de medida cautelar. quanto ao mais. que é empresa pública. Recife/PE.4. "A") .atfcursos.4. SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA AEROPORTUÁRIA .A INFRAERO.4.3. QUE TRADUZ UMA DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS DO POSTULADO DA FEDERAÇÃO . VI. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. declarando-se a inconstitucionalidade do "caput" e dos § 1º. como ocorre com os dispositivos impugnados. XIII. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. NÃO ADMITINDO QUE OS CONSELHOS PROFISSIONAIS SEJAM PESSOAS DE DIREITO PRIVADO DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. QUE TRATAM DOS SERVIÇOS DE FISCALIZAÇÃO DE PROFISSÕES REGULAMENTADAS.CONSEQÜENTE EXTENSÃO.4. em regime de monopólio. 5º. NESSA CONDIÇÃO INSTITUCIONAL. Estando prejudicada a Ação. a uma entidade privada.05. 21. EM MATÉRIA DE IMPOSTOS. EM FACE DO ISS. 1. COMO ATIVIDADEFIM. quanto ao § 3º do art.CRIAÇÃO DA INFRAERO COMO INSTRUMENTALIDADE ADMINISTRATIVA DA UNIÃO FEDERAL.862/1972) . tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. a Ação Direta é julgada procedente. INCUMBIDA.AGRAVO IMPROVIDO.Relator(a): Min. SYDNEY SANCHES. DE 27. que abrange até poder de polícia. "C") . 70. no que concerne ao exercício de atividades profissionais regulamentadas.

PODER DE POLÍCIA. poder de polícia pode ser conceituado como o dever estatal de limitar-se o exercício da propriedade e da liberdade em favor do interesse público. se e quando as empresas governamentais explorarem atividade econômica em sentido estrito.br aeroportuária constitucionalmente outorgados à União Federal. "a"). DA REGRA INSCRITA NO ART. Conseqüente inexigibilidade. O ALTO SIGNIFICADO POLÍTICO-JURÍDICO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. por não concorrerem com as empresas privadas. dos dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro arrolados pelo recorrente (arts. a emissão da carteira corporifica a vontade o Poder Público (consentimento). inciso XII. em matéria de impostos. a disciplina prevista no art. por efeito da imunidade tributária recíproca (CF. como consectário natural do postulado da livre concorrência (CF. 2. aplicação de multas de trânsito por sociedade de economia mista). 150. não se sujeitam aos ditames do precitado art. DJe-177 DIVULG 18-09-2008 PUBLIC 19-09-2008. Embora o fundamento da origem tenha sido a lei local. Espinheiro. As atividades que envolvem a consecução do poder de polícia podem ser sumariamente divididas em quatro grupo. 80. convém assinalar que. (iii) fiscalização e (iv) sanção.REG. não há dúvidas que a tese sustentada pelo recorrente em sede de especial (delegação de poder de polícia) é retirada. 4. EMENT VOL-02333-03 PP-00611) Trecho do voto do relator: Quando. SANÇÃO PECUNIÁRIA APLICADA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. À INFRAERO. do poder de tributar dos entes políticos em geral. 173. (ii) consentimento. DA CONSTITUIÇÃO. VI.A submissão ao regime jurídico das empresas do setor privado. § 3º. como entidade delegatária dos serviços públicos a que se refere o art. Recife/PE.atfcursos. O enfrentamento da tese pela instância ordinária também tem por conseqüência o cumprimento do requisito do prequestionamento. do ISS referente às atividades executadas pela INFRAERO na prestação dos serviços públicos de infra-estrutura aeroportuária e daquelas necessárias à realização dessa atividade-fim. INAPLICABILIDADE. somente se justifica. IMPOSSIBILIDADE. No que tange ao mérito. 29 . § 1º.Rua Buenos Aires. em sentido amplo. Julgamento: 07/08/2007. às sociedades de economia mista e às suas subsidiárias que se qualifiquem como delegatárias de serviços públicos. às empresas públicas (caso da INFRAERO). A controvérsia em debate é a possibilidade de exercício do poder de polícia por particulares (no caso. DOUTRINA. art. por parte do Município tributante. a empresa pública ou a sociedade de economia mista são delegatárias de serviços públicos ou de poder de polícia. não se aplicando. e também a Administração sanciona aquele que não guarda observância ao CTB (sanção). CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Órgão Julgador: Segunda Turma. NÃO ADMITINDO QUE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA POSSA EXERCER O PODER DE POLÍCIA DO TRÂNSITO ADMINISTRATIVO. por isso mesmo. art.com. IV). convém afastar a preliminar de conhecimento levantada pela parte recorrida. esses grupos ficam bem definidos: o CTB estabelece normas genéricas e abstratas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (legislação).com. 150. CELSO DE MELLO. No âmbito da limitação do exercício da propriedade e da liberdade no trânsito. QUE REPRESENTA VERDADEIRA GARANTIA INSTITUCIONAL DE PRESERVAÇÃO DO SISTEMA FEDERATIVO. 1. . inclusive quanto aos direitos e obrigações tributárias. 21. em razão de sua específica destinação institucional. alínea "c". (RE 363412 AgR/BA – BAHIA. a Administração instala equipamentos eletrônicos para verificar se há respeito à velocidade estabelecida em lei (fiscalização). da Constituição. elas. da Lei Fundamental. 3. porém. a saber: (i) legislação. 173. AG. 21 e 24). Relator(a): Min. o que exclui essa empresa governamental. PRECEDENTES DO STF. Antes de adentrar o mérito da controvérsia. qualificando-se. na medida em que estes artigos tratam da competência dos órgãos de trânsito. quando o assunto é trânsito. TRÂNSITO. 170.br www.

5. nos termos da legislação específica.Compete ao Comandante: I . II . Recurso especial provido. IV . da embarcação ou da carga.com.proceder: a) à lavratura.br www. inclusive.aplicação de multas para aumentar a arrecadação.cumprir e fazer cumprir a bordo.ordenar o desembarque de qualquer pessoa. no exercício de suas funções e para garantia da segurança das pessoas. 10 .determinar o alijamento de carga.cumprir e fazer cumprir a bordo.537/97 Art. 6.atfcursos. 9° Todas as pessoas a bordo estão sujeitas à autoridade do Comandante. nos termos da legislação específica.. comprometido pela busca do lucro . Polícia geral (segurança. se necessário com algemas. quando imprescindível para a manutenção da integridade física de terceiros. as normas e os regulamentos. 3. . o bom desenvolvimento por particulares estaria. Espinheiro. b) ao inventário e à arrecadação dos bens das pessoas que falecerem a bordo.4. entregando-os à autoridade competente. II .com. No que tange aos atos de sanção. 80. Art.impor sanções disciplinares previstas na legislação pertinente.6. de termos de nascimento e óbito ocorridos a bordo.ordenar a detenção de pessoa em camarote ou alojamento. 7. em viagem. da embarcação e da carga transportada. pode: I . os procedimentos estabelecidos para a salvaguarda da vida humana.Rua Buenos Aires. da própria embarcação e da carga. 8° . (REsp 817534/MG RECURSO ESPECIAL 2006/0025288-1. tranqüilidade e salubridade) e polícia especial (demais setores).4. nos termos da legislação específica. IV . SEGUNDA TURMA. pois aqueles referentes à legislação e à sanção derivam do poder de coerção do Poder Público. bem como os atos e as resoluções internacionais ratificados pelo Brasil. data de julgamento: 10/11/2009. Recife/PE.br 5. c) à realização de casamentos e aprovação de testamentos in extremis. para a preservação do meio ambiente e para a segurança da navegação. Art.. 3. Somente o atos relativos ao consentimento e à fiscalização são delegáveis. 30 . III .O Comandante. Atributos (ou características): A) Atividade de abstenção (?). III . a legislação. Relator: Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.manter a disciplina a bordo. publicação: DJe 10/12/2009) PODER DE POLÍCIA EXERCIDO POR CAPITÃES DE NAVIOS LEI 9.

230. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO APENADA COM MULTA EM QUE A LEI PREVÊ.MG. no sentido de que. 543C DO CPC E RESOLUÇÃO STJ N. 250 p. 80. PENAS DE MULTA E APREENSÃO. há de ser reformado o acórdão para. o art. Recife/PE. 1. julgamento: 06/05/2010.810 .br www. 181) D) Coercibilidade 3. por mais de trinta dias. Espinheiro.8. bem como o condicionamento da respectiva liberação ao pagamento de multas e de despesas com remoção e estadia. APLICAÇÃO DO ARTIGO 543-C DO CPC. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MEDIDA ADMINISTRATIVA DE REMOÇÃO. concluir que o veículo pode ficar no depósito. Nesse passo.br B) Discricionariedade (?). VEÍCULO. V. 1. PRIMEIRA TURMA. SEGUNDA TURMA. penalidade de apreensão. 262 DO CTB. de 7. C) Auto-executoriedade. em abstrato. LIBERAÇÃO NÃO CONDICIONADA AO PAGAMENTO DE MULTAS E OUTRAS DESPESAS. regulamentado pela Resolução n. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Agravo regimental não provido. julgamento: 10/08/2010.Rua Buenos Aires. Sob esse enfoque. é ilegal e arbitrária a apreensão do veículo. COMO MEDIDA ADMINISTRATIVA. 231. ―Proporcionalidade‖ como limite. 1.º 08/2008. do CTB. por força da remoção. nos termos do art. presume-se perfeito e exigível o ato administrativo. DO CTB. Ministro CASTRO MEIRA. ART. (AgRg no REsp 1156682/TO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2009/0175445-7. (AgRg no REsp 1155978/RS AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2009/0171897-9. AUSÊNCIA DE REGISTRO E LICENCIAMENTO. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO N. porquanto o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência do STJ. Ministro BENEDITO GONÇALVES. ESTAS LIMITADAS AOS PRIMEIROS TRINTA DIAS. VIII. 8 do STJ.144. cumpre registrar que a quaestio iuris. ao exercício do poder de polícia. 3.810 . 2. mas simples medida administrativa de retenção.144. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO PACIFICADO PELA PRIMEIRA SEÇÃO.2008. no bojo do REsp n. No caso concreto. em harmonia com a interpretação dada por este Tribunal Superior aos dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro. por sua natureza repetitiva. V. o recurso especial merece provimento. Como não houve ataque à regularidade da notificação das multas. por excelência. Agravo regimental provido. até que o proprietário regularize a situação que deu ensejo ao depósito.atfcursos.com. o valor da taxa respectiva não poderá exceder os trinta dias de permanência. publicação: DJe 13/05/2010 LEXSTJ vol. Todavia. publicação: DJe 19/08/2010) ILEGALIDADE DE SE CONDICIONAR A LIBERAÇÃO DE VEÍCULO AO PAGAMENTO DE MULTA QUANDO A LEI PREVÊ APENAS A MEDIDA ADMINISTRATIVA DE REMOÇÃO ADMINISTRATIVO. LIBERAÇÃO CONDICIONADA AO PAGAMENTO DE MULTAS JÁ VENCIDAS E DAS DESPESAS COM REMOÇÃO E DEPÓSITO. 2.com. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. A MÁXIMA DA PROPORCIONALIDADE NÃO JUSTIFICA O CANCELAMENTO DE MULTAS IMPOSTAS POR EXCESSO DE VELOCIDADE DURANTE A NOITE 31 . em se tratando de infração de trânsito em que a lei não comina. PRECEDENTE SOB REGIME DO ART. tendo sido o veículo apreendido por trafegar sem o licenciamento anual. foi submetida ao regime previsto no artigo 543-C do CPC. e resolvida no âmbito da Primeira Seção do STJ. ART. por acórdão publicado no DJe 18/03/2010. A MERA RETENÇÃO DO VEÍCULO. Com efeito. 1.7. do CTB comina a penalidade de apreensão do veículo e a medida administrativa de remoção ao depósito. LEGALIDADE DE SE CONDICIONAR A LIBERAÇÃO DE VEÍCULO AO PAGAMENTO DE MULTA SE A LEI PREVÊ A SANÇÃO DE APREENSÃO ADMINISTRATIVO. 230.MG. 3. TRANSPORTE IRREGULAR DE PASSAGEIROS.4.

Adilson Abreu. Rel. 2007. BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● CRETELLA JUNIOR. Do Poder de Polícia. propôs ação anulatória de multa de trânsito.com. JURISPRUDÊNCIA: A) Possibilidade de revisão dos atos praticados pelos subordinados: Decorrência do poder hierárquico. José. por entender não haver motivo que justificasse a referida limitação de velocidade. à velocidade de 54 Km/h. ● CYRINO. Daniel Marques. 1999.. não guardando a multa proporção com o fim colimado. qual seja. O ato impeditivo da apresentação de todos os documentos pela entidade social. pois a conduta do motorista em trafegar acima da velocidade estabelecida pela administração pública. É inerente ao poder hierárquico da Administração a prerrogativa de rever os atos praticados por seus subordinados. 2. Belo Horizonte: Editora Fórum. 80. em decorrência do arrombamento de sua sede e do extravio destes documentos de seu acervo. 2001. ● OLIVEIRA. SEGURANÇA DENEGADA. ● FERREIRA.. Espinheiro. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br www. ● OSÓRIO. Min. Fábio Medina. da madrugada. desautoriza o cancelamento da multa sob o prisma do princípio da proporcionalidade. Delegação e Avocação Administrativas. 2005. Regis Fernandes. de redução de velocidade a 40 Km/h também durante a madrugada. Processo Administrativo. São Paulo: RT. inconformado. RECURSO HIERÁRQUICO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EXIGIDOS NO ATO DE HABILITAÇÃO PELA ENTIDADE SOCIAL. São Paulo: Malheiros. 2ª Ed. a segurança no trânsito. ―MANDADO DE SEGURANÇA. OCORRÊNCIA DE EVENTO DE FORÇA MAIOR.242-RS. 2005.atfcursos. consoante enuncia a nova ordem constitucional. 2005. no ato da habilitação. e FERRAZ. ESCOLHA DE VAGAS PARA O CNAS. ATENDIMENTO AO INTERESSE SOCIAL E À FINALIDADE DA LEI PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 2ªEd. constatada por equipamento eletrônico.Rua Buenos Aires. julgado em 11/2/2003.com. Luiz Fux. no exercício de seu poder de polícia. André Rodrigues. O condutor. em rodovia. Rio de Janeiro: Forense. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. O Tribunal a quo entendeu ausente motivo suficiente para justificar a manutenção. visto que não cabe ao Judiciário substituir o administrador. Sérgio. REsp 451. Sanções Administrativas. decorreu de força maior e alheia à sua vontade. A Turma deu provimento ao recurso do Detran. São Paulo: Malheiros. Direito Administrativo Sancionador. 1. ● DALLARI. Recife/PE. O Poder Regulamentar Autônomo do Presidente da República. quando a permitida na via era de 40 Km/h. 32 .br O motorista foi multado por trafegar à 1h18min. PARTICIPAÇÃO NO CERTAME ELEITORAL DEFERIDA. São Paulo: RT.

a questão 33 . pelas infrações disciplinares porventura detectadas.atfcursos. quer porque tenha este se projetado ultra legem. que o demitiu do cargo de policial rodoviário federal em razão de processo administrativo disciplinar instaurado com o fim de apurar irregularidades caracterizadas por sua atuação como procurador constituído de outro servidor em autos de processo disciplinar instaurado em desfavor deste.12. torna ilegal a reprimenda aplicada. quando a sanção imposta não guarda observância com as conclusões da comissão processante. 1.br 3.358/DF – Relatora: Ministra Laurita Vaz – Sessão de julgamento ocorrida em 13. que naquela oportunidade apresentou os documentos faltantes.2005 – v. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 996/DF – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO.br www. quer porque tenha permanecido citra legem.AÇÃO DIRETA NÃO CONHECIDA. sem prejuízo de eventual imposição de pena menos severa. Recife/PE. 861/93 . Informativo 242) C) Controle concentrado da constitucionalidade de decretos (regulamentares ou autônomos). bem como a proporcionalidade da sanção aplicada ao fato apurado. 80.DECRETO FEDERAL N.2002 – Acórdão publicado no DJ de 16. p. 231) B) Limites do poder disciplinar: observância dos princípios do devido processo legal.CONFLITO DE LEGALIDADE . Espinheiro. ainda. sujeitando-se. legalidade do ato que aplica a sanção. A afronta ao princípio da proporcionalidade da pena no procedimento administrativo. Com esses fundamentos.‖ (STJ – Terceira Seção – MS 9. que vier a consubstanciar-se em decreto executivo. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. A Autoridade Coatora. porque tenha investido contra legem. à revisão no Poder Judiciário. contraditório e ampla defesa ao longo do procedimento administrativo disciplinar. ―ADIN .04.‖ (STJ – Primeira Seção – MS 8. no processo administrativo disciplinar. isto é.Rua Buenos Aires. 175/2003.com. O controle jurisdicional em mandado de segurança é exercido para apreciar a legalidade do ato demissionário e a regularidade do procedimento à luz dos princípios do devido processo legal.2002. ―O impetrante insurge-se contra ato do Ministro da Justiça consubstanciado na edição da Portaria n.SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR (SNDC) . agiu de forma razoável e sensata ao sopesar a justificativa da CUT.com. a Seção concedeu a ordem para determinar a reintegração do impetrante ao cargo público. contraditório e ampla defesa.LIMITES DO PODER REGULAMENTAR . Viola o princípio da proporcionalidade a imposição da pena de demissão ao servidor se. o qual possui competência para realizar o controle de legalidade e legitimidade dos atos administrativos. a partir do procedimento administrativo disciplinar em questão.11. portanto. não restar caracterizada a prática de conduta apenada com essa reprimenda máxima. 4. Segurança denegada.Se a interpretação administrativa da lei. divergir do sentido e do conteúdo da norma legal que o ato secundário pretendeu regulamentar. e proporcionalidade da sanção aplicada ao servidor público. . ao prover o recurso hierárquico.621/DF – Relatora: Ministra Laurita Vaz – Sessão de julgamento ocorrida em 13. quer.

qualquer disposição sobre o assunto tende a ser adotada em lei formal. DECRETO Nº 3.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 21.07. INEXISTÊNCIA.295/96 não sana a deficiência do ato impugnado. Não havendo lei anterior que possa ser regulamentada. concorre. II E 31. nos termos da lei. Recife/PE. circunscrevendo-se em área que.01. Decretos existem para assegurar a fiel execução das leis (artigo 84-IV da CF/88). LIMINAR DEFERIDA. pelo ato regulamentar. A ponderabilidade da tese do requerente é segura. QUE ALTERA OS ARTIGOS 20. concessão ou permissão. ainda assim estar-se-á em face de uma situação de inconstitucionalidade reflexa ou obliqua.435. DECRETO AUTÔNOMO: POSSIBILIDADE DE CONTROLE CONCENTRADO. .br caracterizará. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. OFENSA AO ARTIGO 84-IV DA CF/88. o decreto em exame não possui natureza autônoma. a inviabilizar. uma potencial violação da Carta Magna. já que ela é posterior ao decreto. cuja apreciação não se revela possível em sede jurisdicional concentrada. mas por inconstitucionalidade. 18) 34 .01.77. TELECOMUNICAÇÕES: CONCESSÃO OU PERMISSÃO PARA A EXPLORAÇÃO. é tema que se situa no plano da legalidade. se possa vislumbrar. dos limites a que materialmente deve estar adstrito poderá configurar insubordinação executiva aos comandos da lei.atfcursos.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 27. A Emenda Constitucional nº 8. a pretexto de regulamentar determinada lei. o requisito do perigo na demora.1994) 2. 80. p. típica crise de legalidade. os serviços de telecomunicações.com. num desdobramento ulterior.435/77.721. em conseqüência.240.é expressa ao dizer que compete à União explorar. DE 15. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Pela ótica da maioria.1996 – Acórdão publicado no DJ de 06.2003.78. a partir desse vício jurídico.719/95. QUE DISCIPLINA O FUNCIONAMENTO DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA FECHADA.br www.12.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 11. relativa à determinação de padrões mínimos adequados de segurança econômico-financeira para os planos de benefícios ou para a preservação da liquidez e da solvência dos planos de benefícios isoladamente e da entidade de previdência privada no seu conjunto. Medida liminar deferida. extrapola o seu âmbito de incidência. STF – PLENÁRIO – ADI 2.02. INCISOS IV E V DO DECRETO Nº 81. DE 8. sempre. é passível de regulamentação. por força da Lei nº 6. e não no da constitucionalidade. a utilização do mecanismo processual da fiscalização normativa abstrata. Mesmo que. ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. já que supriu a lei onde a Constituição a exige. e não de inconstitucionalidade. por igual. MEDIDA LIMINAR. DE 20.05. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1435/DF – RELATOR: MINISTRO FRANCISCO REZEK.com. DECRETO AUTÔNOMO. A Lei 9.2001.387/DF – RELATORA (PARA ACÓRDÃO): MINISTRA ELLEN GRACIE. Ação direta de inconstitucionalidade não conhecida.1994 – Acórdão publicado no DJ de 06.03.que alterou o inciso XI e alínea a do inciso XII do artigo 21 da CF .O eventual extravasamento. No caso.11.2001 – Acórdão publicado no DJ de 05.Rua Buenos Aires. O decreto seria nulo. LEI Nº 6. DECRETO 1.1999) 3. não por ilegalidade. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que a questão relativa ao decreto que. Espinheiro. diretamente ou mediante autorização.08. de 1995 .

implicitamente.12. no Estado do Paraná. para suspender a eficácia. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 2. ao item 78 do Anexo I. entre várias unidades da Federação. de 05. 51. também no caso presente. no campo referido. já produziram os respectivos efeitos antes de sua propositura. e não mediante a A. 51.1996. se o Decreto exceder os limites da Lei. portanto. no Estado do Paraná. SOBRE O DESCABIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. conforme inúmeros precedentes do Tribunal.I. que dispõe sobre o ICMS. Tem razão o Governador. Assim. na qual se processa.I. § 2º. de 5. do Paraná): I . quanto ao art. 51. envolvendo o I. ressalvando.S. Precedentes. impugnação de normas de Decreto meramente regulamentar. ficando sujeitas ao controle difuso de constitucionalidade. a Lei nº 11.br 4. 4. BEM COMO OS ARTIGOS 1º E 2º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 24/75. Algumas das normas impugnadas não podem ser objeto de consideração desta Corte. de 05. QUE DISCIPLINA O ICMS NAQUELA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. nas vias e instâncias próprias. estará incidindo.12.atfcursos. IV.D. PORQUE O DECRETO IMPUGNADO É MERO REGULAMENTO DA LEI Nº 11. 51. e ao item 22 da Tabela I do Anexo II. o Decreto nº 2. apenas. III . pois considera que. E. INCISO XII.D.11.12.736. a respeito.com. desfruta de certa autonomia.1996. Conclusões: a) não é conhecida.11.D. Espinheiro. "d". a Ação está prejudicada e por isso não é conhecida.I. pois. II . a questão. e não ao controle concentrado. Recife/PE. III. e deferida a medida cautelar. para conceder imunidades. 155. ICMS: ‗GUERRA FISCAL‘.D. ao menos nesses pontos.I. em ilegalidade. "a". ou seja. 15.C. em A. porém. 6. 80.1996 (Regulamento do ICMS do Paraná). a Ação Direta de Inconstitucionalidade. em ações outras. XVI e § 15.. a plausibilidade jurídica (‗fumus boni iuris‘) e o ‗periculum in mora‘ estão caracterizados. Admissão da A. ESTA ÚLTIMA NÃO ACOIMADA DE INCONSTITUCIONAL. DE 05. expressamente. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. temporárias. para impugnação de normas de Decretos. quanto aos demais dispositivos impugnados na inicial. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ―DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. XV e § 15. antes.. porque.art..1996. uma vez observadas as normas constitucionais e complementares. admitido a propositura de A. das seguintes normas do mesmo Decreto (nº 2. ainda que sem enfrentar. tem. ambos do Decreto nº 2. relacionados à chamada "guerra fiscal". XVII e § 35 . A Ação é.580. 1.Rua Buenos Aires.580. MEDIDA CAUTELAR. ao item 6 da Tabela I do Anexo II.. No caso. Quanto a elas. o Plenário do Supremo Tribunal Federal. Em situações como essa.1996. o Regulamento do ICMS. ALEGAÇÃO DE QUE TAIS NORMAS VIOLAM O DISPOSTO NO § 6º DO ART. ‗in abstrato‘.12. o controle concentrado de constitucionalidade.art. 5. que regulamenta.D. conhecida no que concerne às demais normas referidas na inicial. DE 14. 7. a observância das normas da Constituição e da legislação complementar. 3. inciso V. QUESTÃO PRELIMINAR.art. É que esta se coíbe no controle difuso de legalidade.. não é meramente regulamentar.I. de 14. IV . em A.736. SUSCITADA PELO GOVERNADOR.art.art. §§ 3º e 4º. 150 E NO ART.155/PR – RELATOR: MINISTRO SYDNEY SANCHES. porque prejudicada.M. 577. 51. V . ao inciso I do art. 2.br www.I. a partir desta data.com. enquanto sustenta que esta Corte não admite. conferiu certa autonomia ao Poder Executivo. e seu § 5º. ao item 17-A da Tabela I do Anexo II.736. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS DO REGULAMENTO DO ICMS (DECRETO Nº 2. segundo jurisprudência já pacificada no Tribunal. b) conhecida a A. nãoincidências e benefícios fiscais.1996) DO ESTADO DO PARANÁ.736. porém.D. nesse caso. LETRA ‗g‘. apenas.

por intermédio de equipamento próprio.br www. consideradas as qualidades pessoais. 1. na preservação do interesse da coletividade. a qual. VII .artigos 572 a 584. 6. A utilização de óculos de sol. por meio do poder de polícia. PODER DE POLÍCIA. apenas por estabelecimentos comerciais do ramo de ótica. p.2001 – Acórdão publicado no DJ de 01. Não fere direito líquido e certo ao livre exercício do comércio a expedição de Portaria por Secretaria de Saúde Estadual com o objetivo de determinar a venda de óculos de proteção sem grau. que atentem aos requisitos atinentes à efetiva proteção dos usuários. Espinheiro.art. Acórdão que denegou segurança contra ato do Secretário de Saúde do Estado de Mato Grosso.atfcursos. 4. Recurso não provido. para a venda de óculos de sol. relativo à licença para comercialização de óculos de proteção solar sem grau. 3. representa restrição ao direito individual do administrado. pode restringir a venda de óculos de sol. 80.com. PORTARIA EDITADA POR SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. id est. O poder de polícia. LEGALIDADE.br 16. 57. 78 e seu parágrafo único.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 10. impõe-se à Administração Pública o dever de agir preventivamente. 76) D) Conceito de poder de polícia e proporcionalidade como limite a seu exercício. EMENTA: ―PROCESSUAL CIVIL.06. I do art. ainda que seus efeitos maléficos não se apresentem de imediato. STJ – PRIMEIRA TURMA – RMS 16. apenas. 235) TRECHOS DO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.2003 – Acórdão publicado no DJ de 15. ao apontar obrigação positiva ou negativa. Recurso Ordinário em Mandado de Segurança interposto contra v.2001.02. IX art. § 2º. por ser medida da Administração que preserva a saúde visual da população. X . VI . 8. Em contrapartida. 7. São necessárias. ou praticando os atos executivos correspondentes. RESTRIÇÃO DE COMERCIALIZAÇÃO A ESTABELECIMENTO COMERCIAL CLASSIFICADO COMO ÓTICA.Rua Buenos Aires. Recife/PE. 1.2003. desprovidos de lentes fotossensíveis ou fotocromáticas. e sua compatibilidade com cada cliente. técnicas adequadas. 577.09. excetuado. COMÉRCIO DE ÓCULOS ESPORTIVOS. PROTEÇÃO AO INTERESSE COLETIVO E À SAÚDE VISUAL DO CONSUMIDOR. em favor do interesse público. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.082/MT – RELATOR: MINISTRO JOSÉ DELGADO. VIII . A proteção à saúde visual do consumidor é dever da Administração Pública. o inc. p. as óticas. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO NEM AO LIVRE COMÉRCIO. 54. I. mesmo desprovidos de grau. inc.art. aos estabelecimentos comerciais especializados. capaz de aferir a qualidade dos óculos comercializados. CITADOS PELO MINISTRO RELATOR EM SEU VOTO: 36 . 2. 5.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 15. 92-A. ainda que desprovidos de grau.06.com. ameaçado de dano de alguma espécie. editando o elenco normativo aplicável. Todas as questões decididas por unanimidade. "a" e "c". podem resultar em danos irreversíveis à saúde visual.art. com ou sem cor.

capaz de aferir a qualidade dos óculos comercializados. dentro da sua esfera de atuação. ou fotocromáticas. não classificados como ótica. a utilização de óculos de sol. desprovidos de lentes fotossensíveis. Espinheiro. da Constituição Federal. § 1°.restrição à comercialização de óculos sem grau a estabelecimento especializado . guarda a devida proporção entre o meio empregado . ainda que seus efeitos maléficos não se apresentem de imediato. Por outro lado. 22. em favor da coletividade.) 21. Acrescente-se que. à finalidade a que se propõe . e em proporcionalidade. inserindo-se na ordem constitucional vigente a teor do disposto no art. e da proporcionalidade. Recife/PE.. tratando-se de ato administrativo regular e legítimo. tendo em vista que adota técnicas adequadas.‖ 37 . No caso em tela.br www. constata-se que a medida restritiva imposta funda-se em razoabilidade. o Estado-membro. 24. da Lei n° 8. 23.com. atende aos princípios da razoabilidade. resguarda a população de eventual dano à saúde visual. alcançando a finalidade a que se propõe proteção da saúde pública. (.com.proteção da saúde visual da população. que atendam aos requisitos atinentes à efetiva proteção dos usuários. 196.. 80. consideradas as qualidades pessoais. A proibição de venda de óculos de sol em estabelecimentos comerciais outros.atfcursos. podem resultar em danos irreversíveis à saúde visual.080/90.Rua Buenos Aires. por fim. o art. 17 da Portaria n° 121/2000. oriundo de autoridade competente. Logo. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 6°. através de equipamento próprio.br ―19. não viola direito líquido e certo da recorrente. atendendo.e o fim a que se propõe proteção da saúde visual da população. a medida preventiva ora hostilizada (Portaria n° 121/2001). o Secretário Estadual de Saúde. porquanto a medida restritiva ao direito individual. e sua compatibilidade com cada consumidor. e no art.

Conceito de serviço público: 2.2. Definição de Sylvia Di Pietro: ―Toda atividade material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de seus delegados. Critério formal 2. Recife/PE. Concepção moderna (restrita).com.2. 2.7. 4. 2. 3.3.com. 4.4.3. 1. Critérios para definição de serviço público: 1. Art. Segurança. Princípios regentes: 4. Regularidade.1.4. 3.2. 2.1. Serviço público e fomento 4.atfcursos. Serviço público e intervenção na economia. Síntese 3. Concepção ampla. 3. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 4. prestado pelo Estado ou por quem lhe faça as vezes. com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas. sob regime jurídico total ou parcialmente público‖.6.5.3. 4.5. Cortesia.br SERVIÇO PÚBLICO 1. Eficiência. 80. Critério material. Atualidade.Rua Buenos Aires.br www. Serviço público e outras atividades estatais: 3. quando: 38 . 1. Universalidade (generalidade/igualdade).1. da Lei 8. 4. 2. 4. Espinheiro. 6º. Critério subjetivo ou orgânico.1. Definição de Celso Antônio Bandeira de Mello: ―toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível diretamente pelos administrados. Serviço público e poder de polícia.3. Serviço público e obra pública.987/95 § 3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso.4.2. Continuidade (permanência). sob um regime de direito público – portanto consagrador de prerrogativas de supremacia e de restrições especiais – instituído pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como próprios no sistema normativo‖.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. da Lei 11. AGRAVO REGIMENTAL. do pagamento das tarifas. Por isso. Precedentes. II . PÓLO PASSIVO OCUPADO POR CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. 40. Recife/PE. ART. sem prejuízo das ações de responsabilização pela falta de pagamento que motivou a medida. SUBSTITUIÇÃO DE IMÓVEIS POR VEÍCULOS. 39 . V. Art.manipulação indevida de qualquer tubulação. por falta de pagamento. e V . e. § 1o O Poder Público que receber a comunicação adotará as providências administrativas para preservar a população dos efeitos da suspensão do fornecimento de energia elétrica. 678 DO CPC. Art. 1. 10. a penhora não comprometer o desempenho da atividade. 17.inadimplemento do usuário do serviço de abastecimento de água. especialmente quando está em jogo a consecução do interesse público primário (transporte). da Lei 9.com. 3. O Tribunal de origem. Essa lógica se aplica às empresas privadas que sejam concessionárias ou permissionárias de serviços públicos (como ocorre no caso). do fornecimento de energia elétrica a consumidor que preste serviço público ou essencial à população e cuja atividade sofra prejuízo será comunicada com antecedência de quinze dias ao Poder Público local ou ao Poder Executivo Estadual.br I . medidor ou outra instalação do prestador.atfcursos. considerado o interesse da coletividade. por parte do usuário. ainda que afetados. Espinheiro.situações de emergência que atinjam a segurança de pessoas e bens.445/2007 Os serviços poderão ser interrompidos pelo prestador nas seguintes hipóteses: I .motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. 6. IV . incidindo na espécie o art. o que é suficiente para desautorizar sua penhora.necessidade de efetuar reparos. RAZOABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. modificações ou melhorias de qualquer natureza nos sistemas. A aplicação dos arts. EXECUÇÃO FISCAL. 80.negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de leitura de água consumida. II .por inadimplemento do usuário. 678 do CPC. inclusive dando publicidade à contingência. 11 e 15 da Lei n. INADMISSIBILIDADE DE PENHORA DE BENS DE CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO SE A RESTRIÇÃO AFETAR A PRESTAÇÃO DO SERVIÇO TRIBUTÁRIO. soberano para avaliar o conjunto fático-probatório. após ter sido formalmente notificado.com. PENHORA DE IMÓVEIS.Rua Buenos Aires. considerou que eventual restrição sobre os bens indicados pela agravante comprometeria a prestação do serviço público. esta Corte Superior vem admitindo a penhora de bens de empresas públicas (em sentido lato) prestadoras de serviço público apenas se estes não estiverem afetados à consecução da atividadefim (serviço público) ou se.830/80 e 656 do CPC deve ser feita com razoabilidade.br www.427/96 A suspensão. após ter sido previamente notificado a respeito. III . 2.

com. 131.9. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Administrativos: são os que a Administração executa internamente ou como meio para os serviços oferecidos ao público. 6. Existe autorização de serviço público como forma de delegação? (v. publicação: DJe 15/12/2008) 4. por sua conta e risco e por prazo determinado (art. que atenda às exigências do respectivo edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempenho.1.4. Próprios: são da titularidade do Estado que os presta diretamente ou por concessionários ou permissionários.8.br 4. 6. art.1. 5. § 1º. Concessão patrocinada (L. concessão. da Lei nº. 6.atfcursos. Permissão de serviço público: contrato ou ato unilateral? (v. 6. CF). (AgRg no REsp 1070735/RS AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2008/0135288-0. 6.8. art.079/04. VII. Uti universi: prestados à coletividade sem que os usuários possam ser individualizados. 2º. regulamentação e fiscalização do Poder Público.5. Agravo regimental não-provido. Uti singuli: são aqueles cujos usuários podem ser individualizados. Mutabilidade do regime jurídico.br www. § 1º). saúde. 5. permissão e autorização: 6. Classificação: 5. do direito de praticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade de manejo. Natureza contratual. Impróprios: atendem a necessidades coletivas mas são prestados por particulares que se submetem a autorização. Comerciais ou industriais: são os que o Estado executa com o objetivo de satisfazer as necessidades coletivas de natureza econômica (art. 11. mediante licitação. 5. § 2º) 6.4.2. à pessoa jurídica. 2º. 4. 80. 3º. 11284/2006) 6.2.6. 9. SEGUNDA TURMA. art. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES.472/97) 40 . 5. Recife/PE. 175.). previdência etc. (?) concessão florestal: delegação onerosa.3.079/04.5. L. Modicidade 5.9. Concessão administrativa (L. julgamento: 18/11/2008.7. feita pelo poder concedente.3. Concessão de serviço público simples. Espinheiro. Sociais: visam a atender necessidades essenciais.7. Concessão de serviço público precedida da execução de obra pública. Execução dos serviços públicos por particulares delegatários. 11. mas só são públicos quando prestados pelo Estado (educação. 5. Objeto: a lei pode criar serviços a serem concedidos? 6. em consórcio ou não.com.6. Informativo 117/STF) 6.Rua Buenos Aires. 5.

com. 3. 24 da Constituição do Brasil). 6ª Ed. Joana Paula. ● GROTTI. Benedicto. Estudo sobre Concessão e Permissão de Serviço Público no Direito Brasileiro. JURISPRUDÊNCIA: A) A educação como serviço público. O Serviço Público e a Constituição Brasileira de 1988.. Tratando-se de serviço público. São Paulo : Malheiros. São Paulo : Malheiros. ● PORTO NETO. Fernanda Stracke. São Paulo : Malheiros. Recife/PE. VÍCIO FORMAL.br www. configuram serviço público não privativo. 8. Controle Social de Serviços Públicos. ● BATISTA. seja os prestados pelo Estado. 2005.‖ TRECHO DO VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: ―4. 2003. ● ROCHA. Parcerias na Administração Pública. 1996. No que tange ao mérito. Belo Horizonte: Del Rey.584/94 DO ESTADO DA BAHIA.987/95 – Conceitos e Princípios. seja 41 . permissão ou autorização. São Paulo: Saraiva. no exercício de competência legislativa suplementar (§ 2º do ar. São Paulo: Dialética. INEXISTÊNCIA. 2002. 80. seja os prestados pelo Estado. Fernando Herren. Teoria Geral das Concessões de Serviço Público.com. São Paulo: Max Limonad. 1999. São Paulo: Atlas. ● PIETRO. incumbe às entidades educacionais particulares. O Fomento da Administração Pública. 2. 1. Espinheiro.br BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● AGUILLAR. 6. 2ª Ed. 2003. Concessão de Serviço Público. 1998. podendo ser prestados pelo setor privado independentemente de concessão.266/DF – RELATOR: MINISTRO EROS GRAU. seja os prestados por particulares. ● AMARAL.atfcursos. Marçal. Remuneração dos Serviços Públicos. EMENTA: ―AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE.Rua Buenos Aires. ● MELLO. Maria Sylvia Zanella di. rigorosamente acatar as normas gerais de educação nacional e as dispostas pelo Estado-membro. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado improcedente. Célia Cunha. STF – PLENÁRIO – ADI 1. SERVIÇO PÚBLICO. LEI N. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ADOÇÃO DE MATERIAL ESCOLAR E LIVROS DIDÁTICOS PELOS ESTABELECIMENTOS PARTICULARES DE ENSINO. Dinorá Adelaide Musetti. Os serviços de educação. 2002. na sua prestação. que os serviços de educação. Porto Alegre: Livraria do Advogado.. O Regime de Delegação da Prestação de Serviços Públicos. lembro ter afirmado. ● MOOR. Antônio Carlos Cintra do. 1. Cármen Lúcia Antunes. Concessão de Serviço Público no Regime da Lei nº. ● JUSTEN FILHO. 2008. 2003. em outra ocasião. São Paulo: Malheiros.

Salientou-se. mas um conjunto de serviços que a União deve garantir e. de 1º e 2º graus. desde então. isso significando que o setor privado pode prestar esse serviço público independentemente da obtenção de concessão ou permissão. eventualmente. após a promulgação da CF/1988.ECT. respectivamente). em razão de a medida cautelar ter sido indeferida há dez anos.br www. ―O Tribunal iniciou julgamento de argüição de descumprimento de preceito fundamental proposta pela Associação Brasileira das Empresas de Distribuição – ABRAED. 3º da Lei 9. configuram serviço público não privativo. IX e § 2º). contida no inciso X do art. para tanto. 24. Espinheiro.atfcursos. prestar de forma direta. que estabelece normas para a adoção de material escolar e de livros didáticos pelos estabelecimentos particulares de ensino pré-escolar. evoluindo no sentido de significar. Marco Aurélio. 1º. que. O Min. acolheu o pedido formulado para declarar a não-recepção pela CF/88 dos artigos da Lei 6. também.04. A lei impugnada dispõe sobre material escolar e livros didáticos adotados pelos estabelecimentos particulares de ensino. inicialmente. na sua prestação. não mais monopólio.538/78 que disciplinaram o regime da prestação de serviço postal como monopólio exclusivo da União.com. Tratando-se contudo de serviço público. permissão ou autorização. pela CF/88. O artigo 209 da Constituição do Brasil afirma que o ensino é livre à iniciativa privada. em regime de exclusividade. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino . isto é. por maioria.882/99. sem sombra de dúvida. diante da realidade vigente. nos termos do disposto no artigo 24. 80. as mutações ocorridas no Direito Administrativo brasileiro.CONFENEN contra a Lei 6. Recife/PE. XIII.586/94. se inexistente interesse econômico para o desenvolvimento da atividade em certos locais do território brasileiro.538/78. no exercício de competência legislativa suplementar (§ 2º do art. o dispositivo questionado estaria.‖ TRECHO DO INFORMATIVO Nº 382 DO STF. art. Marco Aurélio. caput. Ressaltando. IV. 170. Entendeu-se que a norma impugnada não se afastou do âmbito da competência concorrente dos Estados-membros (CF. em razão do reconhecimento da sua ineficiência na prestação 42 . do Estado da Bahia. serviço público. rigorosamente acatar as normas gerais de educação nacional e as dispostas pelo Estado-membro. arts. 24 da Constituição do Brasil). 5º. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTA ADI: ―O Tribunal. São. que instituiu monopólio das atividades postais pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .2005) B) Possibilidade de prestação do serviço postal. por considerar que o tema somente poderia ser regido por lei federal.Rua Buenos Aires.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 06.com. O Estado-membro detém competência concorrente para legislar sobre a matéria. a necessidade de se interpretar a Constituição de modo a lhe dar a maior eficácia possível. Considerou. porém. da livre concorrência e do livre exercício de qualquer atividade econômica (CF. IV e parágrafo único. relator. incumbe às entidades educacionais particulares. no contexto social presente. considerou que a expressão ‗manter o serviço postal‘. que julgava procedente o pedido. da Lei 6. inserida na primeira Constituição e repetida nas seguintes. pela União.br os prestados por particulares. Vencido o Min. 5. inciso IX da Constituição. em que se pretende a declaração da não-recepção. decorrentes da gradativa redução da participação direta do Estado na atividade econômica. produzindo efeitos. teria adquirido alcance diverso com o passar do tempo. podem ser prestados independentemente de concessão. bem como para a cobrança desses materiais. ao fundamento de que eles violam os princípios da livre iniciativa. da liberdade no exercício de qualquer trabalho. após afastar a preliminar de ilegitimidade ativa e reputar atendidos os pressupostos de que trata o art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 21 da CF.

e. Por fim. Isso por melhor atender ao interesse da coletividade a garantia de que o serviço postal seja prestado em regime de concorrência entre as várias empresas do mercado consumidor. em relação à ECT.. 174 da CF. permitindo. afastando-se sua intervenção desnecessária em área sustentada. Espinheiro. haja vista que exatamente a potencialidade desse privilégio incentiva a prestação do serviço público pelo setor privado quando este atua na condição de concessionário ou permissionário.‖ (STF – Plenário – ADPF 46/DF – Relator: Ministro Marco Aurélio – Sessão de julgamento ocorrida em 15. Informativo nº 392) ―Retomado julgamento de argüição de descumprimento de preceito fundamental proposta pela Associação Brasileira das Empresas de Distribuição .‘). estando o âmbito do serviço postal bem delineado nos artigos 70 e seguintes da Lei 6. a redução dos custos operacionais e dos preços dos serviços. o qual seria exaustivo quanto à instituição do monopólio na atividade econômica (CF. Ressaltou que o serviço postal é prestado pela ECT. na forma da lei. da Lei 6..com. Tendo em conta a orientação fixada pelo Supremo na ACO 765 QO/RJ (pendente de publicação). considerou inócua a argumentação em torno da ofensa aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência. em regra. sempre através de licitação. 199. O ensino é livre à iniciativa privada. a qual deve atuar em regime de exclusividade (em linguagem técnica. concluiu não ter sido recepcionado. pelo setor privado – titular da atividade econômica. eis que esse modelo promove o aperfeiçoamento tecnológico. julgando insuficiente a atuação subsidiária do Estado para solução dos conflitos da realidade nacional. 209. que foi recebido pela CF/88. haver-se-ia de exigir um Estado forte e apto a garantir a todos uma existência digna.538/78. ademais. em situação de privilégio. portanto.. por inexistir previsão a ele relativa no texto constitucional. Distinguindo o regime de privilégio de que se reveste a prestação dos serviços públicos do regime de monopólio.br de serviços públicos e na realização dos investimentos tecnológicos necessários à melhoria dos mesmos. . o atraso tecnológico. em prol da preservação do interesse público. sendo. salientando. Prosseguindo no julgamento. arts. . possível a existência de duplo regime (público e privado) na realização da referida atividade.538/78. Joaquim Barbosa. Diante disso. diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão. afirmou que os regimes jurídicos sob os quais são prestados os serviços públicos implicam que sua prestação seja desenvolvida sob privilégios. tal como o fez em relação à saúde e à educação. em regime de monopólio). no ponto. nos termos do disposto no art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. pela CF/88. a prestação de serviços públicos. em linguagem corrente. as diversas falhas observadas em sua administração. pela CF/88. passando o Estado a posicionar-se como agente normativo e regulador das atividades econômicas.Rua Buenos Aires. Eros Grau divergiu e julgou improcedente o pedido. 175. que são serviços públicos. 80. o da exclusividade na exploração da atividade econômica em sentido amplo a que corresponde essa prestação. Art. Asseverou. inclusive. Asseverou que. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. Art. que instituiu monopólio das atividades postais 43 .. que a prestação do serviço postal por empresa privada só seria possível se a CF afirmasse que o serviço postal é livre à iniciativa privada.2005 – v. empresa pública criada pelo Decreto-Lei 509/69. O julgamento foi suspenso com o pedido de vista do Min. e os elevados custos e preços dos serviços prestados. ao se reconhecer que a atividade econômica não é própria do Estado. em razão do disposto nos artigos 199 e 209 (CF: ‗Art. e 177).06.atfcursos. XXIII. considerou que. Incumbe ao poder público. o Min. Recife/PE.com. a atuação do Estado deveria ser subsidiária. inclusive. em que se pretende a declaração da não-recepção. não atividade econômica em sentido estrito.ABRAED. também recebida pela CF/88. seria dispensável definir-se serviço postal ou como serviço público ou como atividade econômica em sentido estrito. 21. Entendeu ainda que.br www. dessa forma. vigentes os artigos 1º e 3º da CF. os quais podem ser prestados independentemente de concessão ou permissão por estarem excluídos da regra do art. o monopólio do serviço postal. 175. de forma satisfatória. a liberdade de iniciativa e de concorrência. sendo incompatível com a Constituição a proposta de substituição do Estado pela sociedade civil. no sentido de que o serviço postal constitui serviço público.

na forma do disposto no art.2005 – v. de continuar atividade de transporte interestadual de passageiro. Logo. 37 e 175 da CF.2004 – v. Após. De acordo com o contrato social da recorrente. conheceu do recurso e lhe deu provimento para julgar improcedente a ação.br www. tendo sido recepcionada pela CF/88 a Lei 6. Sua construção tem que ter uma finalidade. Ellen Gracie.Rua Buenos Aires. o que está intimamente ligado à construção do cemitério.br pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .101/RJ – Relator: Ministro José Delgado – Sessão de julgamento ocorrida em 20. 8. Os Ministros Joaquim Barbosa e Cezar Peluso acompanharam o voto do Min. o julgamento foi suspenso em virtude do pedido de vista da Min. relator. conforme o art. Eros Grau.DNER o prolongamento da linha que já explorava entre dois grandes Municípios do Estado de Pernambuco. vedado é ao município conceder ou permitir a prestação do mesmo sem prévia autorização legislativa e licitação. Entendeu que o acórdão recorrido. também considerando que o serviço postal é serviço público. entretanto. 175 da CF/1988. que a recepção da Lei 6. e o Min. ressalvou. no caso vertical e horizontal com capacidade para oito mil jazigos.ECT — v. que é prestado pela ECT em regime de privilégio. na Lei n.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 622. e não atividade econômica em sentido estrito.com. não alcançando. desprestigiando aspectos fundamentais da própria noção de 44 .538/78 estaria restrita às atividades que impliquem comunicação privada e comunicação telegráfica. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ao fundamento de que o serviço postal constitui serviço público. independentemente de licitação. cuja concessão ou permissão deve ser precedida de licitação. Votaram pela procedência parcial do pedido o Min. 9. Informativo nº 409) C) Exploração de cemitérios: Serviço público de competência municipal. Informativo nº 206) D) Inadmissibilidade de prestação de serviço público por particular sem prévia licitação. que tratam da criminalização da violação ao monopólio postal da União. por entender que. 44 e 45 da lei impugnada. confirmando decisão de primeira instância reconhecera o direito da recorrida. não pode estar dissociada de sua exploração. Sustenta a recorrente a impossibilidade de concessão de serviço público sem processo licitatório por ofensa ao disposto nos arts.atfcursos. 43. portanto.11. sua intenção é explorar os serviços funerários. Gilmar Mendes.04. Carlos Britto. 9. caracterizando-o como de interesse público. que declarava a não-recepção somente dos artigos 42.074/1995. ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto pela União contra acórdão do TRF da 5ª Região que. O Min. nem ficará desativado. que. que.‖ (STF – Plenário – ADPF 46/DF – Relator: Ministro Marco Aurélio – Sessão de julgamento ocorrida em 17. ―A Turma negou provimento ao recurso. ao pretender atender o interesse de potenciais usuários do serviço de transporte. julgou improcedente o pedido formulado. porém não obtivera resposta da autoridade. Espinheiro. de modo que teria havido concordância tácita do Poder Público. Joaquim Barbosa. uma vez que não será um monumento. em afronta ao princípio da reserva legal estrita.666/1993 e na Lei n.074/1995. a edificação de cemitério. abrindo divergência. 80. Recife/PE. a exploração de serviço funerário é um serviço público.538/78. Informativo 392. 2º da Lei n. o fizera sem nenhuma referência a dados ou circunstâncias concretas. dado o caráter aberto da disposição. A recorrida afirma ter requerido administrativamente ao Departamento Nacional de Estradas e Rodagens . as de caráter eminentemente mercantil.com. empresa de transporte particular. de prestação exclusiva por parte da União.

Informativo 367. ainda. Asseverou que a observância do procedimento licitatório é o único adequado a garantir a efetiva proteção do interesse público e que a omissão administrativa poderia. que. que. sem justificativa. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1. ―Cumprida a diligência determinada na sessão do dia 20. sem justificativa. indeferiu o pedido de cautelar para a suspensão de eficácia do art. ao pretender atender ao interesse de potenciais usuários do serviço de transporte. Asseverou-se que a observância do procedimento licitatório é o único adequado a garantir a efetiva proteção do interesse público e que a omissão administrativa poderia. Informativo nº 367) A Turma concluiu julgamento de recurso extraordinário interposto pela União contra acórdão do TRF da 5ª Região que. diante do fato de a empresa estar explorando o serviço sem licitação desde 1996. a teor dele.br www. o fizera sem nenhuma referência a dados ou circunstâncias concretas. mas não justificar a legitimação de uma única empresa para a exploração direta do serviço. Informativo nº 375) E) Natureza contratual da permissão de serviço público. 13.621/CE – Relator: Ministro Joaquim Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 26. ‗que dispõe sobre os serviços de telecomunicações e sua organização. 1. a Min.. Entendeu-se que o acórdão recorrido. a fim de esclarecer se as permissões do serviço a que alude o art.295/96 e que.. quando muito.br serviço público. no exercício do poder de polícia da União sobre o transporte interestadual de passageiros da região. mas não justificar a legitimação de uma única empresa para a exploração direta do serviço. 80. resultar em responsabilização na esfera administrativa ou determinação judicial para a realização de certame.10.‖ (STF – Segunda Turma – RE 264.2005 – v.02. sobre o órgão regulador e dá outras providências‘. O Min. 4º (‗O Poder Executivo transformará em concessões de Serviço Móvel Celular as permissões 45 . Ellen Gracie pediu vista dos autos.v. resultar em responsabilização na esfera administrativa ou determinação judicial para a realização de certame.491-DF – RELATOR: CARLOS VELLOSO. a mera eficácia da decisão recorrida estaria interferindo. A Turma deu provimento ao recurso para julgar improcedente a ação.7. ainda. desprestigiando aspectos fundamentais da própria noção de serviço público. a mera eficácia da decisão recorrida estaria interferindo. independentemente de licitação .621/CE – Relator: Ministro Joaquim Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 01. a qual traz como implicações necessárias a obrigação de continuidade e o poder de Fiscalização da autoridade pública.com. Considerou. (STF – Segunda Turma – RE 264. caracterizandoo como de interesse público.02. confirmando decisão de primeira instância reconhecera o direito da recorrida.295.96. § 2º..com. deverão transformar-se em concessões. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. empresa de transporte particular. diante do fato de a empresa estar explorando o serviço sem licitação desde 1996. de continuar atividade de transporte interestadual de passageiro.. relator. são apenas as conferidas às empresas do sistema TELEBRÁS e em que termos e.atfcursos. com que base legal ou regulamentar ou mediante que processos seletivos foram elas outorgadas a terceiros. Após.97 (solicitação de ‗informações complementares. a qual traz como implicações necessárias a obrigação de continuidade e o poder de Fiscalização da autoridade pública. 10º e seu parágrafo único e do parágrafo único do art. em caso contrário.2004 – v. 4º e seu parágrafo único da Lei 9. Espinheiro. quando muito. no exercício do poder de polícia da União sobre o transporte interestadual de passageiros da região. da Lei 9. iniciou-se o julgamento da medida cautelar na ação direta ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores e pelo Partido Democrático Trabalhista contra os artigos 4º e seu parágrafo único. Recife/PE. após a promulgação da CF/1988. 5º. de 19.‘).Rua Buenos Aires. Carlos Velloso. 8º. Considerou-se.

Informativo 64).‘). ao conferir àquela o caráter contratual próprio desta.1997 – v. pelo referido art. bem como as condições de caducidade. traduz mera impropriedade e não equiparação.295/96. Quanto ao pedido de suspensão cautelar da eficácia do art. ao argumento de que as expressões ‗permissão‘ e ‗concessão‘ não são. Carlos Velloso (v.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. o julgamento foi suspenso por pedido vista do Min. por maioria de votos. ao entendimento de que o art. 175. sob o fundamento de que o art. votou pelo deferimento da liminar para suspender a eficácia do dispositivo. quanto ao art. sinônimas. relator. 4º e seu parágrafo único. divergindo do relator. Néri da Silveira. Nelson Jobim. contra a Lei 9. o Min. Informativo 116). Informativos 64 e 65).quanto ao art. votaram pelo deferimento da medida cautelar por entenderem que os conceitos de ‗permissão‘ e ‗concessão‘ não são sinônimos e que a utilização. da CF/88. parágrafo único. Sydney Sanches proferiu voto de desempate. 175.br www. da expressão ‗o caráter especial de seu contrato‘ para ambos os institutos. acompanhando o entendimento do Min. que autoriza o Poder Executivo a transformar em concessões de Serviço Móvel Celular. 80. De outro lado. no sentido de que o art. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. Pediu vista dos autos. que dispõe sobre serviços de telecomunicações e sua organização (v. o julgamento foi suspenso a fim de aguardar o voto do Ministro Sydney Sanches. Carlos Velloso.‘) afastou qualquer distinção entre permissão e concessão. O Tribunal. Recife/PE.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. bem como as condições de caducidade. I da CF (‗A lei disporá sobre: I . em condições similares às dos demais contratos de concessão de Serviço Móvel Celular.06. que dispõe sobre serviços de telecomunicações e sua organização (v. Ilmar Galvão e Octavio Gallotti. Sepúlveda Pertence.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 26.‘) afastou qualquer distinção conceitual entre permissão e concessão.1998 – v. em condições similares às dos demais contratos de concessão de Serviço Móvel Celular -. Informativo nº 116) ―Retomado o julgamento da medida liminar requerida na ação direta requerida pelo Partido Democrático Trabalhista-PDT e pelo Partido dos Trabalhadores-PT. Após o voto do relator . fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. os Ministros Marco Aurélio. da referida Lei .br do Serviço de Radiocomunicação Móvel Terrestre Público . o caráter especial de seu contrato e de 46 .‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 02. parágrafo único.04. respeitados os respectivos prazos remanescentes.03. Moreira Alves e Celso de Mello.com. 175. § único. Min. Espinheiro.295/96.atfcursos.Rua Buenos Aires.1997 – v. I. parágrafo único. Informativo nº 64) ―Prosseguindo no julgamento da ação direta ajuizada contra a lei que dispõe sobre serviços de telecomunicações (Lei 9295/96). relator. 4º e seu parágrafo único da referida Lei. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Maurício Corrêa. À vista do empate na votação. para apreciar o pedido cautelar de suspensão da eficácia do referido artigo. Informativo nº 65) ―Retomado o julgamento de medida liminar em ação direta requerida pelo Partido Democrático Trabalhista-PDT e pelo Partido dos Trabalhadores-PT. 4º -. O Min. Marco Aurélio. Maurício Corrêa. I da CF (‗A lei disporá sobre: I . o Min. indeferiu o pedido de suspensão cautelar da eficácia do art.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 19.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. votaram pelo seu indeferimento os Ministros Carlos Velloso. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. após o advento da CF/88. ao conferir àquela o caráter contratual próprio desta.Restrito outorgadas anteriormente à vigência desta Lei. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. I da CF (‗A lei disporá sobre: I . Marco Aurélio. 4º da mencionada lei. as permissões do Serviço de Radiocomunicação Móvel Terrestre Público-Restrito outorgadas anteriormente à vigência desta Lei.que autoriza o Poder Executivo a transformar em concessões de Serviço Móvel Celular as permissões do Serviço de Radiocomunicação Móvel Terrestre Público-Restrito outorgadas anteriormente à vigência desta Lei. 175. contra a Lei 9.com.

pelo referido art. formulado na sessão do dia 26. desde que avisada previamente. 152) 2.242/MG – RELATOR: MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI. PREQUESTIONAMENTO. ―PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE. da Lei n. 2. que a continuidade do serviço público. e RESP 302. que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art.º 8.2004.07. não constitui princípio absoluto.04. 1. em situação de emergência ou após prévio aviso: (a) por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 838.98 (v. 1. Rel. INADIMPLÊNCIA. Sepúlveda Pertence.br www. que prevê a possibilidade de interrupção do fornecimento de energia elétrica quando. Embargos de divergência a que se nega provimento. quo.com. ao conferir àquela o caráter contratual próprio desta. Min. POSSIBILIDADE. 8º da mesma Lei. (b) por inadimplemento do usuário.620/SP. considerado o interesse da coletividade. AVISO PRÉVIO. Nelson Jobim. 22 do Código de Defesa do Consumidor deve ser obtemperado. O tema inserto no artigo 1092 do Código Civil não foi objeto de discussão pela Corte a 2. STJ – PRIMEIRA SEÇÃO – EREsp 576. ENERGIA ELÉTRICA. mas garantia limitada pelas disposições da Lei 8. 2ª Turma. CORTE. SUSPENSÃO INADIMPLEMENTO. da CF/88. ―ADMINISTRATIVO. em hipóteses entre as quais a de inadimplemento do usuário.Rua Buenos Aires. que deferiam a medida cautelar por entenderem que os conceitos de ‗permissão‘ e ‗concessão‘ não são sinônimos e que a utilização. em virtude de inadimplemento do usuário. traduz mera impropriedade e não equiparação.2004. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ante a exegese do art. prevê. DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. o julgamento continua suspenso em virtude do pedido de vista do Min. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. A Lei 8. Tem-se. SÚMULA 211/STJ. § único. 6º. p. que. 6º. João Otávio de Noronha.03. Néri da Silveira.‘) afastou qualquer distinção conceitual entre permissão e concessão. p/ o acórdão Min. I.br sua prorrogação. 22 do CDC.1998 – v. 80. 175 da Constituição Federal.987/95.2006. 1. 1ª Seção. Vencidos os Ministros Marco Aurélio. 175. Informativo 116). assegurada pelo art. Precedentes: RESP 363.987/95. O princípio da continuidade do serviço público assegurado pelo art. DJ de 16.6. Humberto Gomes de Barros. bem como as condições de caducidade. AUSÊNCIA. Quanto ao § 2º do art. Informativo nº 117) F) Admissibilidade da suspensão da prestação de serviço público. Recife/PE.2006 – Acórdão publicado no DJ de 15.05. duas hipóteses em que é legítima sua interrupção.atfcursos.02. nos incisos I e II do § 3º do art. Moreira Alves e Celso de Mello. II. Incidência da Súmula 211/STJ. em nome justamente da preservação da continuidade e da qualidade da prestação dos serviços ao conjunto dos usuários.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 01. da expressão "o caráter especial de seu contrato" para ambos os institutos.621/RS – RELATOR: MINISTRO CASTRO MEIRA.com. Espinheiro.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 26.987/95. DJ de 01. assim.943/MG. § 3º. 47 . TEMA INSERTO NO ARTIGO 1092 DO CC. 3. permite.

ginásios de esporte. 175). Quando o consumidor é pessoa jurídica de direito público. ―DIREITO ADMINISTRATIVO – POLÍTICA TARIFÁRIA NO FORNECIMENTO DE ÁGUA – COLOCAÇÃO DE HIDRÔMETROS – PRECEDENTES DO STJ.atfcursos. 3. no sentido de que o não pagamento das contas de consumo de energia elétrica pode levar ao corte no fornecimento. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.º 216/RN.2006. Recife/PE. etc. Precedentes de ambas as Turmas de Direito Público. Legalidade do corte para as praças. 3.2006 – Acórdão publicado no DJ de 29. 1. devidamente chanceladas pelo Judiciário (precedentes desta Corte). distanciando-se da lei. Recurso especial conhecido e provido. prevista na CF (art. p. permanecer inadimplente o usuário. repartições públicas.06.05. condena o valor do consumo mínimo estabelecido pela política nacional de tarifas. 4. Acórdão recorrido que.Rua Buenos Aires.08.2006) 3. revogado em 1991 pelo Decreto 5.br www.com. ruas.2006 – Acórdão publicado no DJU de 07.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 09. ―ADMINISTRATIVO – FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA – FALTA DE PAGAMENTO – CORTE – MUNICÍPIO COMO CONSUMIDOR. p. a mesma regra deve lhe ser estendida.‖ (STJ – Segunda Turma – REsp 759. AgRg na SLS n. deu continuidade à prática do escalonamento de preços. A Primeira Seção já formulou entendimento uniforme. 247) G) Possibilidade de fixação de tarifas diferenciadas para os usuários dos serviços públicos.987/95.362/RJ – Relatora: Ministra Eliana Calmon – Sessão de julgamento ocorrida em 01. Recurso especial provido. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 669. ‗A interrupção do fornecimento de energia elétrica por inadimplemento não configura descontinuidade da prestação do serviço público‘ (Corte Especial.987/95. DJU de 10.808/SP – RELATORA: MINISTRA ELIANA CALMON. 184) 48 .06). foi estabelecida pela Lei 8. com a preservação apenas das unidades públicas cuja paralisação é inadmissível.06. 4.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 27. A política de tarifação dos serviços públicos concedidos. Recurso especial parcialmente provido. de modo a pagar menos pelo serviço o consumidor com menor gasto. como o Decreto 82. 4.587/78. 2.04.2006 – Acórdão publicado no DJ de 05.br após aviso. 1. A Lei 8.06. com escalonamento na tarifação.com.2006. considerado o interesse da coletividade. 2. 80. em nome da política das ações afirmativas. Espinheiro.06. 3.

b) ou ao princípio da dignidade da pessoa humana e seus corolários (CF. da Agência Nacional de Energia 49 . Recife/PE. 61. III e VII. sendo seu exercício submisso integralmente ao princípio da legalidade. ao fundamento de que o dispositivo em questão estaria a obstaculizar a atuação do poder legislativo estadual.atfcursos. caput e parágrafo único. em seu art. ainda. Cezar Peluso. assente a jurisprudência da Corte no sentido de que as regras do processo legislativo federal que devem ser reproduzidas no âmbito estadual são apenas as de cunho substantivo. Vencidos os Ministros Carlos Britto e Marco Aurélio que julgavam o pedido procedente. em afronta à prerrogativa do Poder Executivo de celebrar contratos administrativos. e § 1º. 1º da Lei estadual 11. VII. por maioria. Informativo nº. 17. da CF estaria dirigido exclusivamente aos Territórios. II. 22. no sentido da impossibilidade de interferência dos Estadosmembros nas relações jurídico-contratuais estabelecidas entre o poder concedente federal e as empresas concessionárias.9. não havendo se falar. asseverou-se que o art. da Resolução 456/2000. XII. 80. artigos 1º. Ressaltou-se. por maioria. que ficaria impedido de conceder gratuidade sem proceder à necessária indicação da fonte de custeio. Espinheiro. 18 e 25). § 1º. II. 61. No que se refere ao princípio da separação dos poderes. e 175. 170.2007. especificamente no que tange a alterações das condições estipuladas em contrato de concessão de serviços públicos sob regime federal.Rua Buenos Aires. considerou-se que a exigência constante do dispositivo impugnado constituiria mera restrição material à atividade do legislador estadual. (ADI-3225) (v. ademais. Entendeu-se não estarem configuradas as alegadas ofensas ao princípio federativo (CF.br www.br H) EXIGÊNCIA DE INDICAÇÃO DE FONTE DE CUSTEIO PARA A CONCESSÃO DE GRATUIDADE DE SERVIÇO PÚBLICO PRESTADO DE FORMA INDIRETA NÃO VIOLA A CONSTITUIÇÃO O Tribunal. 203. que estabelece que não será objeto de deliberação proposta que vise conceder gratuidade em serviço público prestado de forma indireta. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Governadora do Estado do Rio de Janeiro contra o § 2º do art. sendo. aduziuse. § 1º. 60. caput.987/95 já dispõe. b. contida no caput do art. 480) I) LEI ESTADUAL NÃO PODE DISPOR SOBRE (IM)POSSIBILIDADE DE CORTE DE ENERGIA ELÉTRICA. 230. ADI 3225/RJ. b. e que tal medida revestir-se-ia de providencial austeridade. III.260/2002. II. § 1º. artigos 1º. alterada pela Resolução 614/2002. uma vez que se preordenaria a garantir a gestão responsável da coisa pública. I. o Tribunal. o que não seria o caso do referido preceito.com. ainda. água e gás canalizado por falta de pagamento sem prévia comunicação ao usuário e dá outras providências. Asseverou-se. que proíbe o corte de energia elétrica. 91. 7º. que a norma estadual impugnada possui previsão expressa no art. sem que houvesse norma similar na CF (art. II e IV. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. o equilíbrio na equação econômico-financeira informadora dos contratos administrativos e a própria viabilidade e a continuidade dos serviços públicos e das gratuidades concedidas. 206. 208. I. sem a correspondente indicação da fonte de custeio. POIS SE TRATA DE SERVIÇO DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO Por entender caracterizada a afronta à competência da União prevista nos artigos 21. § 2º). artigos 2º. todos da CF. julgou procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Governador do Estado de São Paulo para declarar a inconstitucionalidade da expressão ―energia elétrica‖. mediante a edição de leis estaduais. Adotouse a orientação fixada pela Corte. haja vista que a norma não lhe vedaria tal poder. § 4º). I. Min. rel. no que tange ao princípio da dignidade da pessoa humana. 227. que a Lei federal 8. ao princípio da separação dos poderes (CF. 112 da Constituição estadual.com. ademais. que a exigência de indicação da fonte de custeio para permitir a gratuidade dos serviços não seria óbice à concessão desse benefício. I. a respeito dos direitos e obrigações dos usuários dos serviços públicos. II e III. Quanto ao princípio federativo. IV. Por fim.

rel. que mesmo nos contratos de concessão ou permissão assinados antes da promulgação da Constituição.741/2003.. Min. esclareceu-se que o direito dos idosos à gratuidade de transporte coletivo urbano não estaria incluído no rol de benefícios da seguridade social. em parte.2007. Gilmar Mendes. 30. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. da Lei 10. (ADI-3729) J) A NORMA DO ESTATUTO DO IDOSO QUE ASSEGURA GRATUIDADE DOS TRANSPORTES COLETIVOS PÚBLICOS URBANOS E SEMI-URBANOS NÃO VIOLA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL O Tribunal. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos NTU contra o art. o que não ocorrera. Vencido o Min. a ser custeado pela sociedade. 19. 39. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. V.br Elétrica . 80.. além de não prevista na Constituição Federal. ADI 3768/DF. alegar que não sabiam do direito dos idosos ao transporte coletivo gratuito. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. Min. . o Min. Recife/PE. Marco Aurélio que emprestava interpretação conforme a Constituição à primeira parte do art. de modo a lhes caber. da CF. Aduziu-se.2007.9. a previsão dos custos e dos lucros. os delegados dos serviços de transporte municipal e intermunicipal apenas poderiam requerer a alteração dos contratos para cobrir-se. só seria admitida se fosse comprovado prejuízo real para as empresas em regime de concessão ou permissão.9. assegurando sua participação na comunidade. 230 da CF é de eficácia plena e aplicabilidade imediata. A família. no tocante ao seu § 2º.com. pleiteada pela requerente.‖).ANEEL. nesta fase da vida. haja vista ser habitual. e que a facilidade de seu deslocamento físico pelo uso de transporte coletivo deve ser assegurada como garantia da qualidade digna de vida para os que não podem pagar ou já colaboraram com a sociedade em períodos pretéritos. Marco Aurélio que julgava o pleito improcedente. a compensação pela gratuidade de transporte coletivo urbano aos idosos.2002). Por fim. Salientando que a norma do § 2º do art. artigos 194 a 204) não se aplicariam à específica disciplina do direito dos idosos. com os ônus comprovados em planilha sobre o uso dos transportes delegados pelos idosos. 17. Cármen Lúcia. ADI 3729/SP. 230. não podendo. por maioria. rel. 39. entendeuse que o legislador ordinário nada mais fez que dotar de efetividade um dos direitos sociais do idoso (CF: ―Art. Dessa forma. § 2º . também. Vencido.Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos. Acrescentou-se que. por afronta ao art. Espinheiro. Asseverou-se que o direito dos idosos ao transporte gratuito não é um fim em si mesmo. após a promulgação da Constituição da República. tal benefício. (ADI-3768) 50 . razão por que as normas constitucionais a ela atinentes (CF.Rua Buenos Aires.atfcursos. caput. desde então.br www.741/2003 (Estatuto do Idoso). Precedente citado: ADI 2337 MC/SC (DJU de 21. que garante a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos aos maiores de 65 anos.com. da Lei 10. financeiramente. ante um desequilíbrio extraordinário e inesperado. todos os concessionários e permissionários estão submetidos às suas normas. excluindo toda interpretação que afastasse o ônus do próprio Estado e.6. em respeito à garantia do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. entre concessionários e permissionários. concluía pela inconstitucionalidade.

5. 1. O silêncio da Administração pode ser tomado como ato administrativo? Conseqüências. Atos materiais.2. 3. Presunção de legitimidade e veracidade.Rua Buenos Aires. 4. 1.br ATO ADMINISTRATIVO 1. 6. expedida em nível inferior à lei . 3. Imperatividade.3. Atos regidos pelo direito privado.com. Motivo. Auto-executoriedade. Espinheiro. 4. Recife/PE. Finalidade (formas de manifestação do desvio: A) o agente busca uma finalidade alheia ao interesse público. 2.1. 80. Forma. B) o agente busca uma finalidade.1. não prevista na norma. 3. Tipicidade 4. Atos políticos. 1.4. Extinção dos atos administrativos: 51 . 3. Definição de Celso Antônio Bandeira de Mello: ―Declaração do Estado ou de quem lhe faça as vezes. nas palavras de Celso Antônio B.5. 1.1. 1. de Mello). 4.atfcursos. Competência.2. ainda que moralmente lícita e de interesse público.3. satisfazer um interesse privado de beneficiar ou prejudicar indevidamente. Atos normativos (abstratos e gerais). Atos da Administração como gênero: 1.com.7.3. Contratos administrativos.‖ 3. 1.4. Elementos (ou requisitos): 4.a título de cumpri-la – sob regime de direito público e sujeita a controle de legitimidade por órgão jurisdicional. Atributos do ato administrativo: 3. Conteúdo (ou objeto) 5.br www.2.6.4. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Atos enunciativos (atos puros ou meros atos). Atos administrativos propriamente ditos. ―alheia à categoria do ato que utilizou‖.

F) Atos que produziram direitos adquiridos 7.3. 52 . 6.4. 6.1. Invalidação 6. Efeitos. Revogação e dever de indenizar 8. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.1. B) Atos que exauriram seus efeitos. C) Atos vinculados. L. 6.4.1.4.3. Recife/PE. 8. Renúncia (extinção do ato eficaz) ou recusa (extinção do ato ineficaz) 7.784/99 Art. salvo comprovada má-fé. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. Desaparecimento do objeto ou sujeito. E) Atos isolados de um procedimento. 7.2. 9. Conceito. Contraposição ou derrubada. Competência.com.3.4. 8. Retirada: 6.br www. Efeitos. § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos.1.atfcursos. Cassação.3. Competência.3.2. Espinheiro. 8.3. 54. Conceito. D) Meros atos (enunciativos). 54.Rua Buenos Aires.2. Limites: A) Atos que a lei declare irrevogáveis. contados da data em que foram praticados. REVOGAÇÃO 7. 7. o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. 6. 7.3. Limites (―barreiras‖) à invalidação: boa-fé do administrado e o decurso do tempo.5.3. Caducidade. 80. INVALIDAÇÃO 8.br 6. 6. Art.2. 6. Revogação. Extinção natural ou cessação (cumprimento dos efeitos).5.3.com.

AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO NÃO-CONFIGURADA. PRAZO DECADENCIAL. FILHA MAIOR VIÚVA. entre outras irregularidades.br § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato.br www. ADMINISTRATIVO.157-DF. 54 da Lei 9. 3. data de julgamento: 16/09/2003. A Turma conheceu parcialmente do recurso. Precedentes citados: AgRg nos EREsp 644. o ato de aprovação do projeto de reflorestamento ocorreu em 15/10/1997 e sua nulidade foi declarada em 17/6/2003. OS CINCO ANOS NÃO SE APLICAM À HIPÓTESE DE MÁ-FÉ ENSINO SUPERIOR. Rel. QUANTO A ATOS PRATICADOS ANTERIORMENTE. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. Teori Albino Zavascki. sem que seja comprovada a má-fé por parte da beneficiária.Em homenagem ao princípio da segurança nas relações jurídicas. O prazo decadencial de cinco anos para a Administração anular seus próprios atos (art. Min. IMPOSSIBILIDADE. Recurso especial a que se nega provimento. 386) CONSTITUCIONAL. Espinheiro. 1. § único.784/99) não se aplica aos casos de comprovada a má-fé. A divergência jurisprudencial ensejadora do conhecimento do recurso especial pela alínea c deve ser devidamente demonstrada. INAPLICABILIDADE. 2 . DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA AFASTADA. julgado em 15/9/2009.Recurso parcialmente provido. O PRAZO QUINQUENAL DE DECADÊNCIA SÓ COMEÇOU A CONTAR. mas lhe negou provimento. DJ 27/8/2007. 541. 3 . Relator: Ministro PAULO GALLOTTI.784/1999. NÃO-OCORRÊNCIA. do CPC e 255 do RISTJ. O dispositivo. 80. 1 . e MS 9. a Administração não pode rever o ato concessivo de pensão especial por morte. bem como a utilização de áreas de preservação permanente. ainda. AUSÊNCIA DE BOAFÉ NA CONDUTA DO SERVIDOR. 175) DANDO A ENTENDER QUE NÃO HÁ PRAZO NAS HIPÓTESES DE MÁ-FÉ ADMINISTRATIVO. publicação: DJ 05/12/2005 p. não teria atendido às manifestações técnicas produzidas pelo Ibama e. (REsp 603135/PE RECURSO ESPECIAL 2003/0198159-3. PENSÃO POR MORTE.com. DECADÊNCIA. ANULAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO.736-PE. 2. LEI 9. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. porquanto ausente o decurso do prazo quinquenal a contar da vigência da Lei n. Tal ato. no caso. PRIMEIRA TURMA08/06/2004 DJ 21/06/2004 p. tendo em vista que.Rua Buenos Aires. evidenciou-se um flagrante desrespeito ao meio ambiente. (REsp 392831/MG RECURSO ESPECIAL 2001/0157899-4. há que afastar a alegação de decadência. REsp 878. Relator: Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI.467-PE. A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI 9. MÁ-FÉ COMPROVADA. Recife/PE. conforme as exigências dos arts.784/99. RECURSO IMPROVIDO.atfcursos. ATO DE EXPULSÃO. na medida em que houve plantio de bambu em áreas de encostas em diversos estágios de desenvolvimento vegetativo. Hipótese em que as matérias tratadas nos acórdãos paradigmas não foram objeto de discussão pelo acórdão recorrido. que foi paga por mais de quatorze anos. Assim. não pode ser aplicado retroativamente.Precedentes. PROFESSOR E ESCRITURÁRIO.784/99 Trata-se de REsp em que se discute a decadência para a Administração anular ato administrativo que aprovara um projeto de reflorestamento. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. 53 . SEXTA TURMA.com. DJ 7/11/2005. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. 9. ademais.

4.2006. de modo a permitir a exata compreensão da controvérsia. 8. É possível a acumulação remunerada de um cargo público de professor com outro técnico ou científico.839. Por conseguinte. haja vista que o deferimento da Renovação da Certidão de entidade Beneficente e de Assistência Social .br www. de natureza previdenciária.839. inc. pela impetrante.01. 3. Relação jurídica. b) aplicado o percentual de 20% da sua receita bruta anual em gratuidade. Ausência de direito adquirido ao gozo da isenção pretendida. 80. Em conseqüência.atfcursos. 6.1988 e o ato revisor que a cancelou data de 30. de 1991. 6. O cargo de Escriturário do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG não é técnico ou científico.br 1. CEBAS. Inexistência de consumação da decadência. Ausência de comprovação por parte da impetrante de que tenha: a) direcionado as suas ações administrativas para benefício de pessoas carentes e para o atendimento de suas necessidades básicas. 8. Pode ser provido por quem completou o ensino fundamental. o que não pode ser considerado como serviços prestados de forma gratuita. portanto. O Cebas outorga ao beneficiário o direito de gozar. (RMS 24643/MG RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2007/0172460-0. O prazo decadencial de 5 (cinco) anos do direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários não corre quando comprovada má-fé. Afirmou não exercer outro trabalho remunerado pelos cofres públicos. isenção da cota patronal da contribuição previdenciária. (Incluído pela Lei nº 10. na hipótese em julgamento. mostra motivação suficiente. QUINTA TURMA.839. (Incluído pela Lei nº 10. 1º da Lei n.213/91 Art.213. Agravo regimental prejudicado. HAMILTON CARVALHIDO). Os efeitos daquela notificação remanesceram suspensos até a análise do que alegou. contados da data em que foram praticados. embora sucinto. de 2004) § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. DENEGAÇÃO. Denegação da segurança. ainda. de 2004) MANDADO DE SEGURANÇA.242/93. Os autos revelam que. 5. nos termos do art. o prazo decadencial contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. albergando a matéria que lhe era própria. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. após a notificação para que optasse por um dos cargos públicos. 37. Se o acórdão. publicação: DJe 16/02/2009) PRAZO DECADENCIAL NO CASO ESPECÍFICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Art.Cebas ocorreu em 13.com. de 2004) § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos. Min. de descontos lineares nas prestações que lhe eram devidas. 103-A da Lei n. Recurso ordinário improvido.027/BA. Espinheiro. não exige conhecimentos técnicos específicos ou habilitação legal. 2. 3. 4. Recife/PE. 54 . Rel. Relator: Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA. não houve cerceamento de defesa. 7. 5. Concessão. PREVIDENCIÁRIO. pelo prazo estipulado. 1. Hipótese em que a recorrente fez declaração que não correspondia à realidade dos fatos quando assumiu o segundo cargo.com. data de julgamento: 11/12/2008. salvo comprovada má-fé. c) concedido bolsas com observância dos critérios legais.07." 2. 103-A. oportunidade em que se defendeu da forma que julgou necessária contra a alegação de que acumulava cargos. 103-A da Lei 8. XVI. O direito da Previdência Social de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os seus beneficiários decai em dez anos. letra "b". 203 da CF. salvo comprovada má-fé. O art. ADMINISTRATIVO. nos termos do art. em c/c o art. contados da data em que foram praticados. a recorrente protocolizou defesa na esfera administrativa. não há ausência de fundamentação (AgRg no REsp 802. (Incluído pela Lei nº 10. ISENÇÃO. da Constituição Federal. determina que "o direito da Previdência Social de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os seus beneficiários decai em dez anos.Rua Buenos Aires.

quando concedida em desacordo com a lei. NÃO-PREENCHIMENTO DA TOTALIDADE DOS REQUISITOS PARA A OBTENÇÃO DA VANTAGEM PREVISTA NO ART. sendo a aposentadoria ato complexo. 10. PRIMEIRA SEÇÃO. 876. MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. p.3. 5. 8. DO STJ: 55 . conversão e reforma 10.br www. 9. complexos e compostos. que só se aperfeiçoa com o registro no Tribunal de Contas da União. concomitantemente.711/1952. INC.5.6. Espécies.1. o prazo decadencial da Lei n. INAPLICABILIDADE DO ART. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 10. 250 DA LEI N. Julgamento: 07/04/2008. Aposentadoria do Impetrante não registrada: inocorrência da decadência administrativa. 184.112/1990 para a concessão da vantagem pleiteada teve aplicação até 19. Competência.5. data de julgamento: 27/06/2007. Segurança denegada.DISTRITO FEDERAL.4. DJe-097 DIVULG 29-05-2008 PUBLIC 30-05-2008 EMENT VOL-02321-01 PP-00075. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA E OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE SALÁRIOS NÃO CONFIGURADAS.711/1952 exige que o Interessado tenha. Recife/PE. CÁRMEN LÚCIA.com. 8. Conceito. Relator: Ministro JOSÉ DELGADO. quando em vigor a Lei n. 184 da Lei n. Espinheiro. Relator(a): Min. publicação: DJ 13/08/2007 p. DA LEI N.com. APOSENTADORIA DE MAGISTRADO. Convalidação. data em que o Impetrante ainda não havia tomado posse no cargo de Juiz togado do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. RT v.1992. (MS 25552/DF .2. trinta anos) e sido ocupante do último cargo da respectiva carreira.1993.2. CONVALIDAÇÃO 9. 1. 9. Invalidação e dever de indenizar 9. 9. 1.atfcursos.4. Atos de império e de gestão. 316) 8. A redução de proventos de aposentadoria. não ofende o princípio da irredutibilidade de vencimentos.br MS 12460/DF MANDADO DE SEGURANÇA 2006/0273608-5. prestado trinta e cinco anos de serviço (no caso do MagistradoImpetrante. 3. II. APOSENTADORIA COMO ATO COMPLEXO MANDADO DE SEGURANÇA. O Impetrante preencheu apenas o segundo requisito em 13. O direito à aposentação com a vantagem prevista no inciso II do art.112/1990. 2008. A limitação temporal estabelecida no art.784/99 tem início a partir de sua publicação . 2. 1.1. 97. 9. 4. 118-125) CONTRA.Órgão Julgador: Tribunal Pleno. Efeitos. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Atos simples. n. 80. 8.112/1990.Rua Buenos Aires. 9. Precedentes. 250 da Lei n.7. Limites. O Supremo Tribunal Federal pacificou entendimento de que. 9.

1. 2.4. portarias. data de publicação: DJe 03/08/2009) 10.com. 54 DA LEI N. IRREGULARIDADE APURADA PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 9. 4.br www.784/99. O art.1. homologação. visto. 3. 10. Relator: Ministro JORGE MUSSI. ART. Atos declaratórios. (REsp 1047524/SC RECURSO ESPECIAL 2008/0078202-4. dispensa. APOSENTADORIA. Não é viável a afirmativa de que o termo inicial para a incidência do art. pois não se conjugam as vontades da Administração e do Tribunal de Contas para concede-la. Licença: ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração consente ao particular 56 . tendo por precípua finalidade a obtenção de um estado de coisas que enseje estabilidade e previsibilidade dos atos. bem como a garantia de duração razoável do processo. Espécies quanto ao conteúdo: 12. São atos distintos e praticados no manejo de competências igualmente diversas. destruição de coisas. data de julgamento: 16/06/2009. regimentos. Atos punitivos (aplicam sanções aos infratores de disposições legais ou regulamentares): 11.1. resoluções. na medida em que a primeira concede e o segundo controla sua legalidade. 11. após a manifestação dos Tribunal de Contas. QUINTA TURMA.4. atestados. circulares. deliberações certidões. imperfeitos.2.br ADMINISTRATIVO. discricionário e precário pelo qual a Administrativo consente ao particular o desempenho de determinada atividade ou o uso privativo de um bem público. pendentes.5. Atos ordinatórios (disciplinam o funcionamento da Administração e a atuação dos agentes administrativos): instruções. 54 da Lei n. 11. SERVIDOR PÚBLICO. CONTAGEM DE TEMPO. ofícios. Autorização: ato unilateral. autorizações.3. 54 da Lei n. Atos perfeitos. pareceres (mesmo normativo). Atos enunciativos (enunciam uma situação sem implicar em manifestação de vontade): 11. protocolo) 12. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. multa.atfcursos. podendo ser específicos ou prover situações individuais): decretos. 9. Espinheiro. Recurso especial improvido. Atos gerais e individuais.3. despachos. avisos. Atos normativos (são os que contêm comandos gerais e abstratos – de regra geral -. TERMO INICIAL. consumados. 9. pois o período que permeia a primeira concessão pela Administração e a conclusão do controle de legalidade deve observar os princípios constitucionais da Eficiência e da Proteção da Confiança Legítima. A aposentadoria de servidor público não é ato complexo.784/99 é a conclusão do ato de aposentadoria. PRAZO DECADENCIAL. Atos negociais (―declarações de vontade do Poder Público coincidentes com a pretensão do particular‖): licenças. que preencha os requisitos legais o exercício de determinada atividade.Rua Buenos Aires. Recife/PE. 80. aprovação. 10. renúncia. 12. admissão. apostilas. instruções normativas.2. permissão.5. ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS 11. ordens de serviço.784/99 vem a consolidar o princípio da segurança jurídica dentro do processo administrativo.com. regulamentos (?). constitutivos e enunciativos 11. REVISÃO DO ATO. interdição de atividade.

AUDITORIA PELO TCU. e se pretender praticar ato de forma diversa da apresentada à consultoria. RESPONSABILIDADE DE PROCURADOR DE AUTARQUIA POR EMISSÃO DE PARECER TÉCNICOJURÍDICO DE NATUREZA OPINATIVA. Controle externo: É lícito concluir que é abusiva a responsabilização do parecerista à luz de uma alargada relação de causalidade entre seu parecer e o ato administrativo do qual tenha resultado dano ao erário. pelo qual a Administração consente ao particular o uso privativo de um bem público (havendo interesse da coletividade). (iii) quando a lei estabelece a obrigação de decidir à luz de parecer vinculante. particular que preencha os requisitos legais o direito de gozar de determinado serviço público. Admissão: ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração reconhece ao 12. 12.4. II. ADMINISTRATIVO. gratuito ou oneroso. a autoridade administrativa se vincula a emitir o ato tal como submetido à consultoria. Salvo demonstração de culpa ou erro grosseiro. SEGURANÇA DEFERIDA. 12. submetida às instâncias administrativo-disciplinares ou jurisdicionais próprias.5. discricionário e precário. CONSTITUCIONAL.com.com. publicação: DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL-02305-02 PP-00276) 12. não cabe a responsabilização do advogado público pelo conteúdo de seu parecer de natureza meramente opinativa.3. III.8. É sempre posterior. Repercussões da natureza jurídico-administrativa do parecer jurídico: (i) quando a consulta é facultativa. Mandado de segurança deferido. Permissão: ato unilateral. essa manifestação de teor jurídica deixa de ser meramente opinativa e o administrador não poderá decidir senão nos termos da conclusão do parecer ou. 80. No caso de que cuidam os autos. a autoridade não se vincula ao parecer proferido. 13. Espinheiro. Relator: Min. com parecer favorável ou contrário. Tribunal Pleno. I. mas apenas incorpora sua fundamentação ao ato.Rua Buenos Aires. Homologação: ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração faz o controle de 12.br www. deverá submetê-lo a novo parecer. (MS 24631/DF. Recife/PE. Espécies quanto à forma: 13. Joaquim Barbosa. legalidade de um ato ou de um procedimento. então. nem o torna parte de ato administrativo posterior do qual possa eventualmente decorrer dano ao erário. Aprovação: ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração faz o controle de mérito de um ato ou de um procedimento.7. julgamento: 09/08/2007. Visto: ato unilateral pelo qual a autoridade competente atesta a regularidade formal de outro ato. (ii) quando a consulta é obrigatória.1. o parecer emitido pelo impetrante não tinha caráter vinculante. Pode ser anterior (autorização) ou posterior (referendo). Decreto: é a forma de que revestem os atos de competência do chefe do Executivo. não decidir. sendo que seu poder de decisão não se altera pela manifestação do órgão consultivo. Sua aprovação pelo superior hierárquico não desvirtua sua natureza opinativa.atfcursos.br 12. CONTROLE EXTERNO.6. 57 . Parecer: ato pelo qual os órgãos técnicos emitem pronunciamento sobre questões relevantes para o tomada de decisões administrativas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.

Recife/PE. João Antunes dos. 1998. NO USO DA SUA COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL.atfcursos. Weida. São Paulo : Max Limonad.Rua Buenos Aires.U. Da Retroatividade do Ato Administrativo. NÃO PRODUZ EFEITOS ANTES DE APROVADA POR AQUELE TRIBUNAL. Odete. ● ZANCANER.1982) JURISPRUDÊNCIA: 58 . RELATIVOS A APOSENTADORIA. 2002. 2007. 13.com.12. São Paulo : Malheiros. ● NOHARA. Irene Patrícia. BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● MEDAUAR. DE APOSENTADORIA.2.O. ● TALAMINI. RESSALVADA A COMPETÊNCIA REVISORA DO JUDICIÁRIO. São Paulo : Max Limonad. PELO PODER EXECUTIVO.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 13. Sandra Julien. 80. 5ª Ed. Da Anulação Ex Officio do Ato Administrativo. de 09. uniformidade. 1986. NÃO PODEM SER CANCELADOS PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA CONCEDENTE. 2004. 2006.4. Espinheiro..11. Da Convalidação e da Invalidação dos Atos Administrativos. ● MIRANDA. SÚMULAS: SÚMULA Nº 06 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―A REVOGAÇÃO OU ANULAÇÃO. Alvará: forma dos atos de consentimento (licença ou autorização). Revogação do Ato Administrativo. OU QUALQUER OUTRO ATO APROVADO PELO TRIBUNAL DE CONTAS. Resoluções e portarias: formas de que se revestem os atos de outras autoridades que não o chefe do Poder Executivo.‖ (Publicada no D. Limites à Invalidação dos Atos Administrativos. São Paulo : RT. AO APRECIAR-LHES A LEGALIDADE. ● SANTOS NETO. JÁ REGISTRADOS PELO TRIBUNAL DE CONTAS. ● OLIVEIRA. Clarissa Sampaio. Régis Fernandes de.br www. Daniele Coutinho. 2001. REFORMAS E PENSÕES.. São Paulo : Malheiros.3. Ato Administrativo. 13. ● SILVA. São Paulo : Atlas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. OS ATOS ORIGINÁRIOS OU DE ALTERAÇÕES. Do Ato Administrativo Complexo. Belo Horizonte : Editora Fórum.1963) SÚMULA Nº 199 DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ―SALVO POR SUA DETERMINAÇÃO. São Paulo : Malheiros. 2ª Ed.com. Despacho: forma de decisões das autoridades administrativas sobre interesses individuais ou gerais posto a sua apreciação.5. O Motivo no Ato Administrativo. Circular: forma dos atos das autoridades que buscam transmitir ordens internas com 13.br 13. 2001.

Rua Buenos Aires. COMPELIR A ADMINISTRAÇÃO A MANIFESTAR-SE. DECADÊNCIA. 3. 189) 2. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE.br www. 5. Em se tratando de ação mandamental voltada contra ato omissivo. OMISSÃO. ao prolatar uma decisão concessiva.2004 – Acórdão publicado no DJ de 21. não há irregularidade na aplicação da pena de demissão imposta após regular processo administrativo disciplinar. RECURSO ORDINÁRIO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. mormente adotando-se como termo inicial a data em que publicada a referida decisão. Na hipótese trata-se de ato complexo. Recife/PE.com. p. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. o recorrente impetrou mandado de segurança objetivando sanar omissão da autoridade coatora consistente no fato de não ter apreciado pedido de reconsideração de decisão que lhe aplicou a pena de demissão. NÃO-OCORRÊNCIA. Mostra-se inviável a pretensão do recorrente para que seja atribuído efeito suspensivo ao pedido de reconsideração interposto. Recurso ordinário conhecido e parcialmente provido para determinar que a autoridade coatora aprecie o pedido de reconsideração formulado pelo recorrente no prazo de 60 (sessenta) dias. Assim. É firme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que. Recurso desprovido. Espinheiro. já que o art.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 06/12/2005 – Acórdão publicado em DJ 13. não há falar em decadência do direito de pedir segurança. o fará tão-somente para compelir a Administração a se manifestar sobre o requerido pelo impetrante.099/RJ – RELATOR: MINISTRO JOSÉ ARNALDO DA FONSECA. Importa em abuso de poder a omissão da Administração consistente no fato de não ter apreciado pedido de reconsideração de decisão que aplicou a pena de demissão ao recorrente.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16. APLICAÇÃO DA PENALIDADE. PENA DE DEMISSÃO. ABUSO DE PODER RECONHECIDO. 80.br A) Silêncio da Administração e controle jurisdicional. ATO OMISSIVO. STJ – QUINTA TURMA – RMS 17839/SP – RELATOR: MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA. NÃO-APRECIAÇÃO DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO.912/96 determina que os recursos administrativos não terão efeito suspensivo. 2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. o Judiciário. 4. STF – PLENÁRIO – MS 24. AUSÊNCIA DE EFEITO SUSPENSIVO.com.atfcursos. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. não sendo concedido efeito suspensivo ao recurso administrativo ou ao pedido de reconsideração. 131 do Decreto Municipal 35.2006 p.12. ATO COMPLEXO.03. STJ – QUINTA TURMA – RMS 15.02. ―RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ―ADMINISTRATIVO.2005. Na hipótese. 59 . 1. 1.167/RJ – RELATOR: MINISTRO JOAQUIM BARBOSA. 336) 3.

1.2006 – v.PRESCRIÇÃO .310/PR – RELATOR: MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS. tratando do direito em causa (dec.784/99 — que impõem.atfcursos. Recurso extraordinário não conhecido.com.2003 – Acórdão publicado no DJ de 15.1992) 2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 1 .03.F. no prazo de trinta dias. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 16. OBRA NÃO INICIADA.284/PR – RELATOR: MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS.PRAZO PRESCRICIONAL.br www. 49 e 59.10. referente a crédito de ICMS. decisão nos processos administrativos de sua competência —. requerimento dirigido pelo credor à administração. § 1º. à Administração. no prazo de trinta dias. Espinheiro.Não corre prescrição enquanto pender.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 18.REQUERIMENTO .12. p. Entendeu-se haver demora injustificada para apreciação do aludido recurso. II.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05.910/32 . Informativo nº 443) B) Silêncio da Administração e prazo prescricional. Competência do Estado federado para legislar sobre áreas e locais de interesse turístico. todos da Lei 9. a licença para construir pode ser revogada por conveniência da administração pública.art. 4º).‖ 60 . Recife/PE. REVOGAÇÃO.12. Somente a manifestação expressa da administração pode marcar o inicio do prazo prescricional..SILÊNCIO DA ADMINISTRAÇÃO . tendo em conta o que disposto nos artigos 48.SILÊNCIO DA ADMINISTRAÇÃO .ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. art. 20.com. LEGISLAÇÃO ESTADUAL POSTERIOR. Considerou-se. A teoria do silêncio eloqüente é incompatível com o imperativo de motivação dos atos administrativos. ―ADMINISTRATIVO . 15 da Constituição Federal. I. sem que valha o argumento do direito adquirido.910/32 . 20. visando a proteção do patrimônio paisagístico (C. sem resposta. que teria transcorrido lapso de tempo suficiente para o julgamento do recurso.DEC. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 571. 228) C) Possibilidade de revogação de licença para construir.1991 – Acórdão publicado no DJ de 23.Rua Buenos Aires. Antes de iniciada a obra. ―LICENCA PARA CONSTRUIR. precedentes do Supremo Tribunal. ―ADMINISTRATIVO .11. Inocorrência de ofensa ao art.br ―O Tribunal concedeu parcialmente mandado de segurança impetrado pelo Estado de Minas Gerais contra ato omissivo do Secretário de Estado da Fazenda e Controle Geral do Rio de Janeiro para determinar que a autoridade coatora.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16. 80. 180). julgue o recurso administrativo do impetrante. o dever de emitir.2003. já que passados mais de cento e oitenta dias desde a sua interposição.

784/99.atfcursos. à presença nos atos instrutórios. à produção de contraprovas.11. o direito adquirido e a coisa julgada (art. I . AGRAVO REGIMENTAL. passou-se a entender que a administração tem o prazo de cinco anos para anular atos administrativos ilegais.02.‖ (STJ – Sexta Turma – RMS 15. III .634/PR .03.115/DF e 9.br www. ―RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ―ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.com. No âmbito do processo administrativo disciplinar.784/1999. DEMISSÃO. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 4.Anteriormente à edição da Lei nº 9. em estrita obediência aos preceitos contidos no art. CF). O processo administrativo disciplinar transcorreu.03. 5º.09. 9. p. com a comissão processante franqueando ao acusado todos os meios e recursos inerentes à sua defesa. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ainda.04. inclusive os anteriores à sua vigência e que ainda permanecem irradiando seus efeitos . ficando impossibilitado de adentrar na análise do mérito do ato. esta Corte tinha o entendimento de que a Administração poderia rever seus próprios atos a qualquer tempo.2006 – Acórdão publicado no DJ de 10. ou seja 1º. deve ser contado a partir da sua entrada em vigor.Relator: Ministro Francisco Rezek – Sessão de julgamento ocorrida em 20.02. entretanto. 5°. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE.1985 – Acórdão publicado no DJ de 08.br (STF – Segunda Turma – RE 105. 299) E) Prazo para invalidação de atos administrativos: Incidência temporal do artigo 54 da Lei nº 9. Espinheiro.784/99) CONTADO DA SUA ENTRADA EM VIGOR. p.99. 54 DA LEI Nº 9. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.‖ (STJ – Quinta Turma – AgRg no REsp 621. XXXVI. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.112/DF.2006 – Acórdão publicado no DJ de 13.Após. MÉRITO ADMINISTRATIVO. 3. na espécie. que. Precedentes da Corte Especial (RMS nºs 9. Ao Poder Judiciário compete apenas o controle da legalidade do ato administrativo.2006. LV. Recurso a que nega provimento. II . ADMINISTRATIVO. sob pena de usurpar a função administrativa. da Constituição Federal. ocorre ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório na criação de obstáculos ao acusado ou a seu representante legalmente constituído a fim de lhes negar o acesso aos autos. à apresentação de contestação. 357) 61 .1985) D) Impossibilidade de controle jurisdicional do mérito de ato administrativo discricionário. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. Recife/PE. PRAZO DE 05 ANOS (ART.Rua Buenos Aires.959/MT – Relator: Ministro Hélio Quaglia Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 07.2006. desde que eivados de ilegalidade e ressalvados o ato jurídico perfeito.com.Agravo regimental desprovido. 80. INOCORRÊNCIA. ou. 2. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. porém. precipuamente destinada ao Executivo.355/PR – Relator: Ministro Félix Fischer – Sessão de julgamento ocorrida em 02.157/DF). 1.

D) Subalternos (―aqueles que se acham hierarquizados a órgãos mais elevados.br www. Tribunais de Contas. B) Autônomos (―localizados na cúpula da Administração. C) Superiores (―detêm poder de direção. procuradorias administrativas e judiciais. Conceito e natureza jurídica do órgão público. Chefias do Executivo. secretarias. sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional. e só sujeitos aos controles de um Poder pelo outro‖): Corporações Legislativas (Congresso. imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados a seus chefes‖): Ministérios. Senado.atfcursos. Recife/PE. 2. AGU e demais órgãos de assessoria direta das Chefias do Executivo. Câmara de Vereadores).Rua Buenos Aires. coletivos ou pluripessoais (―atuam e decidem pela manifestação conjunta e majoritária da vontade de seus membros‖) IV) QUANTO À FUNÇÃO 62 . Espinheiro.com. Assembléias Legislativas. coordenadorias. Classificação: I) QUANTO À POSIÇÃO ESTATAL: A) Independentes ou primários (estão no ―ápice da pirâmide governamental. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 3. departamentos e divisões. Tribunais Judiciários e Juízos singulares. 80. tais como secretarias-gerais. decisão e comando dos assuntos de sua competência específica.com. Câmara dos Deputados. Ministérios Públicos. 4. controle. Teoria do Órgão e as demais que buscam explicar a relação do Estado com seus agentes. III) QUANTO À ATUAÇÃO FUNCIONAL A) Singulares ou unipessoais (―atuam e decidem através de um único agente‖).br ÓRGÃOS PÚBLICOS 1. Diferença entre órgão e entidade. gabinetes. com reduzido poder decisório e predominância de atribuições de execução‖) II) QUANTO À ESTRUTURA: A) Simples ou unitários (―constituídos por um só centro de competência‖). B) Colegiados. inspetorias-gerais. mas sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia mais alta‖): primeiras repartições dos órgãos independentes e autônomos. B) Compostos (―reúnem na sua estrutura outros órgãos menores‖).

com. B) De controle: fiscalizam e controlam condutas de outros órgãos e dos agentes.atfcursos.br A) Ativos: os que têm por objetivo alcançar os fins institucionais da pessoa jurídica. 63 . E) Contenciosos: os que.br www. com imparcialidade.com. devem se posicionar sobre situações litigosas. D) De verificação: conferem a ocorrência de determinadas situações fáticas ou jurídicas. 80. Recife/PE. Espinheiro. C) Consultivos: expedem opinião sobre providências que serão tomadas pelos órgãos ativos.Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.

caput. e pelo Partido Socialista do Brasil . pelo Partido Comunista do Brasil . ADMINISTRAÇÃO DIRETA 3. para suspender a vigência do art.1. Espinheiro. com a redação que lhe foi dada pela Emenda Constitucional 19/98 (―A União. Entidades componentes da Administração Indireta: I) AUTARQUIAS 1. 2.2. AUTÁRQUICA E AS FUNDAÇÕES PÚBLICAS Em conclusão de julgamento.PT. C) Descentralização por colaboração: O Poder Público. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA Princípios regentes: 1.br ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA 1. 3. os Estados.3. Especialidade. 1. transfere sua execução a particulares através de contrato ou ato administrativo unilateral. 80. 4. 4. geograficamente restrita. mantendo a titularidade de determinado serviço. sem autonomia. Personalidade jurídica de direito público. RESTABELECIMENTO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO (ESTATUTÁRIO) PARA A ADMINISTRAÇÃO DIRETA.PSB.com.2. 1.Rua Buenos Aires. Conceito de autarquia: 2. Estrutura da Administração Direta nos diversos níveis da Federação: 4. Regime funcional dos servidores. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. 39. que dispõe 64 .PC do B. funcional ou técnica: o poder central cria pessoa jurídica de direito público ou de direito privado e lhe transfere a titularidade e a execução de determinado serviço ou atividade administrativa.1. mantida sua redação original. da Constituição Federal.atfcursos. Reserva legal.br www. 3.‖).PDT. Criação por lei.2.com.1. Modalidades de descentralização: A) Descentralização territorial: quando o poder central cria uma entidade de direito público. Controle 4. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Recife/PE. B) Descentralização por serviços. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. 3. pelo Partido Democrático Trabalhista . Abrangência da expressão “Administração Direta”. o Tribunal deferiu parcialmente medida liminar em ação direta ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores . Noções teóricas preliminares: desconcentração e descentralização.

Execução especial das dívidas (bens impenhoráveis).5. Informativos 243.2. a norma relativa ao § 2º. 7. RLTR vol. uma vez que o Plenário da Câmara dos Deputados mantivera.1.‖). CF). 2.br www. Min.597/42 e Decreto 20. 1 JANEIRO/1993 p.6. CPC) 65 . em dois turnos. Imunidade tributária (art. Entendeu-se caracterizada a aparente violação ao § 2º do art. supervisionada pelo Ministério do Exército. Vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski. Súmula 324. Inscrição dos créditos na dívida ativa.atfcursos. 44 p. 60 da CF (―A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. 475.910/32). Súmula Vinculante 27 Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de telefonia. em primeiro turno. 7. que indeferiam a liminar. Néri da Silveira. incumbida de dar nova redação à proposta de emenda constitucional. RT vol.com. p/ o acórdão Min. Informativo nº. rel.3. três quintos dos votos dos respectivos membros. 659 Compete à Justiça Federal processar e julgar ações de que participa a Fundação Habitacional do Exército. em ambos. suprimira o dispositivo. EXECUÇÃO FISCAL 7. 689 p. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Esclareceu-se que a decisão terá efeitos ex nunc.03. Patrimônio composto de bens públicos. STJ DJ 16/05/2006 p. As prerrogativas das autarquias: 7. colocando. orig.Rua Buenos Aires. 7. Joaquim Barbosa e Nelson Jobim. 400 22212. subsistindo a legislação editada nos termos da emenda declarada suspensa. 249. assistente. 6. e a comissão especial. 474) Publicação: DJU de 07. 7. Autarquias em juízo. que havia sido aprovada em primeiro turno.com.2008 5. Prescrição qüinqüenal (DL 4. Responsabilidade civil. 214 RSTJ vol. 99 COMPETE A JUSTIÇA FEDERAL PROCESSAR E JULGAR PROMOVIDA POR CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. § 2º. equiparada à entidade autárquica federal. ADI 2135 MC/DF. rel. 7. a redação original do caput do art. Espinheiro.4. 64 RSTJ vol. STJ DJ 26/11/1992 p. 80. 150. nem opoente. quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária. 274 e 420.8. Súmula 66.br sobre a instituição do regime jurídico único dos servidores públicos — v. Recife/PE. Prazos processuais dilatados e reexame necessário (art.2007. 201 p. (ADI-2135) (v. em seu lugar. Ellen Gracie. 39. considerando-se aprovada se obtiver.

112/1990.026. Princípio da moralidade. Incabível a exigência de concurso público para admissão dos contratados sob o regime trabalhista pela OAB. Min. 8. 8. para que. julgamento em 8-6-06. 80. da Lei n. Confinamento do princípio da moralidade ao âmbito da ética da legalidade. que determina a aplicação do regime trabalhista aos servidores da OAB. É entidade cuja finalidade é afeita a atribuições. são regidos pela CLT ou pela Lei n. § 1º. 8. OAB "Ação Direta de Inconstitucionalidade. defina-se se tem ou não o recorrente direito à licença do art.112/1990. Min. Caráter jurídico da OAB. II da Constituição do Brasil). A OAB não está voltada exclusivamente a finalidades corporativas. cujo regime outrora era estatutário. Espinheiro. 9. Não-ocorrência. que não pode ser ultrapassada. Embora decorra de determinação legal. 92 da referida norma estatutária. Preceito que possibilita a opção pelo regime celestista. Compensação pela escolha: indenização a ser paga à época da aposentadoria. Essa não-vinculação é formal e materialmente necessária. Recife/PE. julgado em 9/11/2006. A Lei n. possibilitou aos ‗servidores‘ da OAB.649/1998. A OAB não é uma entidade da Administração Indireta da União. Concurso público (art. 8. os servidores das entidades de fiscalização eram estatutários por força da CF/1988 e do art. ‗Servidores‘ da Ordem dos Advogados do Brasil. Categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro. na medida em que são indispensáveis à administração da Justiça [artigo 133 da CB/88].906.179-RJ. Princípio da moralidade. a OAB não está sujeita a controle da Administração. Inexigência de concurso público para a admissão dos contratados pela OAB. A OAB ocupa-se de atividades atinentes aos advogados. da Constituição do Brasil. artigo 79. inciso II. Possui finalidade institucional. Eros Grau. Isso posto. Entidade prestadora de serviço público independente. 2ª parte. a Turma negou provimento ao recurso. Imposição dos ditames inerentes à Administração Pública Direta e Indireta. hoje denominados autarquias de regime especial. Ética da legalidade e moralidade. sob pena de dissolução do próprio sistema.906.br www. § 1º do artigo 79 da Lei n. 8. nesse passo. Maria Thereza de Assis Moura. Compensação pela escolha do regime jurídico no momento da aposentadoria. que exercem função constitucionalmente privilegiada. caput. que não foi atingido pela referida ADi. 37. momento em que o servidor é celetista. Autarquias especiais e agências. Violação do artigo 37. Rel. Contudo seus servidores permanecem celetistas em razão do art. Indenização." (ADI 3.br CONSELHOS PROFISSIONAIS COMO AUTARQUIAS ESPECIAIS A questão resume-se a saber se os servidores dos conselhos de fiscalização. Julgo improcedente o pedido. Autonomia e independência da entidade.com. A Ordem dos Advogados do Brasil. que é autônoma e independente. interesses e seleção de advogados. A Min. Não há ordem de relação ou dependência entre a OAB e qualquer órgão público. o regime estatutário imposto aos empregados da OAB não é compatível com a entidade. Contudo a efetivação da licença se daria nos dias atuais. A Ordem é um serviço público independente.717-DF. Improcede o pedido do requerente no sentido de que se dê interpretação conforme o artigo 37. REsp 198. § 3º. a opção pelo regime celetista. 243 da Lei n. Relatora assinalou que os conselhos de fiscalização possuem a natureza de autarquia especial. Desvio de poder ou de finalidade. Antes da edição da mencionada lei. por força da interpretação dada pelo STF no julgamento da ADi 1. categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. não pode ser tida como congênere dos demais órgãos de fiscalização profissional. A OAB não está incluída na categoria na qual se inserem essas que se tem referido como ‗autarquias especiais‘ para pretender-se afirmar equivocada independência das hoje chamadas ‗agências‘. nem a qualquer das suas partes está vinculada. cujas características são autonomia e independência. Rel. da Constituição do Brasil ao caput do artigo 79 da Lei n. Por não consubstanciar uma entidade da Administração Indireta. 58.atfcursos. Não procede a alegação de que a OAB sujeita-se aos ditames impostos à Administração Pública Direta e Indireta. portanto sem direito à tal licença.906.com. DJ de 29-9-06) 66 .Rua Buenos Aires.

a Turma. classifica-se como espécie do gênero autarquia. 5. 66 e seguintes. REsp 204.747-SE. CC)? III) SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA E EMPRESAS PÚBLICAS 1.333/1987 aos procuradores da LBA. aplicando-se a elas todo o regime jurídico das autarquias. no sentido de definirem a LBA como uma espécie do gênero autarquia.365/1987? A Min.822-RJ. Espinheiro. pesquisa. A natureza jurídica da LBA é de fundação pública que. autoriza a aplicação do DL n.com. do DL 900/69) 67 . ao desempenho de atividades estatais específicas nas áreas de educação e ensino.2. 3. Patrimônio. Rel. 8. NATUREZA JURÍDICA DAS “FUNDAÇÕES PÚBLICAS” Três são as questões fundamentais que se sobrepõem para a solução da controvérsia. Regime funcional dos servidores. CJ 6.333/1987. é aplicável o DL n. Relatora esclareceu que as fundações públicas. do STJ: REsp 332. DJ 4/6/1999. Recife/PE. Criação por lei. IV. Maria Thereza de Assis Moura. 6. Prerrogativas 9. assistência social e fomento à cultura e outras afins.Rua Buenos Aires. julgado em 26/6/2007. assistência médica e hospitalar. em razão da definição antes apontada. a exegese do conteúdo da norma em comento. SEM devem ser estruturadas sob a forma de sociedade anônima e EP podem ser sociedades civis ou comerciais.741-SE. em conseqüência das respostas aos itens anteriores. do Dec. Precedentes citados do STF: RE 215.333/1987 e 2. qual a natureza jurídica da Legião Brasileira de Assistência (LBA) e.br www. O regime jurídico das empresas estatais e a combinação de normas de direito público e de direito privado. ao prosseguir o julgamento.br II) FUNDAÇÕES 1. 2. n. Fiscalização pelo Ministério Público (arts.410-PR. 2.1. 3º. Assim. conjuntamente com o disposto no art. DJ 7/8/1987. 2. são autarquias. Conceito de fundação: ―Patrimônio dotado de personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. 7. DJ 12/5/1997. por lei. nos termos da lei instituidora‖ (Maria Sylvia Zanella Di Pietro). Diferenças entre sociedades de economia e empresa pública: 2. DJ 14/6/2006. Min. Foro.atfcursos.650-RS. SEM têm capital público e privado. 80. sobretudo em atenção aos entendimentos deste Superior Tribunal e do STF. 4.237/1986. com autonomia administrativa mas sujeita a controle da Administração Pública. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Isso posto. Responsabilidade civil. 2.365/1987 aos procuradores da LBA. negou provimento ao recurso da União e deu provimento ao recurso adesivo. EP. No tocante à aplicação do DL n. A natureza jurídica das fundações criadas e mantidas pelo Poder Público: a eterna polêmica.com. 2. e CC 14. por possuírem capacidade exclusivamente administrativa. 93. a saber: qual a natureza jurídica das fundações públicas. 5º. destinado. têm os procuradores da LBA direito às gratificações insculpidas nos DLs ns. exclusivamente público (apesar de se admitir que das EP possam participar SEM – art. 2. 2.

em seu art. prazos e custas processuais". quer em relação a imunidade tributária. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 3. rendas e serviços. APLICAÇÃO DO ARTIGO 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 3. AÇÃO DE COBRANÇA. Características comuns: 3. da Constituição Federal.4. Observância ao regime de precatório. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 1. impenhorabilidade de seus bens. IMPENHORABILIDADE DE SEUS BENS. O foro das empresas estatais (ver a questão do art. estabelecendo. 2. proibição de acumular cargos. 3. À empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. O Decreto-Lei 509/69 dispõe sobre a transformação dos Correios e Telégrafos em empresa pública. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica ao regime próprio das empresas privadas. Execução contra as empresas estatais (ver a questão impenhorabilidade dos bens das empresas estatais que prestam serviços públicos). CONSTITUCIONAL.com.Rua Buenos Aires. 37. que "a ECT gozará de isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos seus serviços. da RECURSO EXTRAORDINÁRIO. rendas e serviços. dos privilégios concedidos à Fazenda Pública. RENDAS E SERVIÇOS. 68 . Criação a partir de autorização legal (ver a questão da ―lei específica‖: o STF admitiu a possibilidade de autorização genérica para as subsidiárias no julgamento da Liminar na ADI 1. ADMINISTRATIVO.1. a dispensa de empregados (Súmula 390. Relator(a): Min. TST). EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. Responsabilidade civil regida pelos princípios e regras de direito privado (regra 3. (RE 220906/DF . Regime funcional dos empregados: o concurso. RECEPÇÃO DO ARTIGO 12 DO DECRETO-LEI Nº 509/69. 3. MAURÍCIO CORRÊA. § 1º. RECURSO PROVIDO. Equiparação às empresas privadas.6. Recepção do artigo 12 do Decretolei nº 509/69 e não-incidência da restrição contida no artigo 173.469/97). CF).7. Execução.2. PROCESSUAL CIVIL.OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO. geral). publicação: DJ 14-11-2002 PP00015.649/DF).com.br 5.EMENT VOL-02091-03 PP-00430) CORREIOS TAMBÉM GOZAM DA ISENÇÃO DE CUSTAS RECURSO ESPECIAL. quer no concernente a foro. ISENÇÃO DE CUSTAS PROCESSUAIS. 5º da Lei 9.5.br www.DISTRITO FEDERAL. sob pena de vulneração do disposto no artigo 100 da Constituição Federal. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS.atfcursos. que submete a empresa pública. é aplicável o privilégio da impenhorabilidade de seus bens. 12. 3.101/05).3. 80. Recurso extraordinário conhecido e provido. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. EXECUÇÃO. Julgamento: 16/11/2000. CONTRATO ADMINISTRATIVO. 1. Espinheiro. Recife/PE. 242 da Lei 6. o teto (ver art. Empresa pública que não exerce atividade econômica e presta serviço público da competência da União Federal e por ela mantido. empregos e funções.404/76 e a falência das SEM e das EP/ Ver a Lei 11. § 9º. Extinção das empresas estatais (ver a questão da revogação do art. direta ou indireta.

é posterior à publicação da Lei 9.com.09. SÚMULA: SÚMULA Nº 390 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ―ESTABILIDADE. E não há ainda.8. ART. o Distrito Federal e as respectivas autarquias e fundações".972. o qual estendeu à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .com.2005 I . 4. DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004. pois. no julgamento do RE 220. em seu art. 41 da CF/1988.289/1996. I. relativos à imunidade tributária. 12 do Decreto-Lei 509/69. "o entendimento do Supremo Tribunal Federal. PRIMEIRA TURMA.atfcursos. à impenhorabilidade de seus bens. publicação: DJe 01/12/2009) 3. 4º. INAPLICÁVEL. estendendo-lhe os mesmos privilégios da Fazenda Pública. Min.br www. No entanto.2000) II .289/96. 12 do Decreto-Lei 509/69. RECURSO ESPECIAL 2008/0198454-7. Recife/PE. (REsp 1087745/SP. prazos e custas processuais. DJ de 14.2002 e ex-OJ nº 22 da SBDI-2 . trata-se de norma geral a respeito da isenção de custas processuais no âmbito da Justiça Federal. 41 da CF/1988. Espinheiro. (ex-OJ nº 229 . não é garantida a estabilidade prevista no art. Recurso especial provido. 147). rendas e serviços. prevalece incólume o disposto no art. que a lei não estendeu às empresas públicas a prerrogativa de isenção de custas processuais. EMPREGADO DE EMPRESA PÚBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. A imunidade tributária das EP e SEM prestadoras de serviço público. a alegação de que o Decreto-Lei 509/1969 teria sido revogado pela Lei 9. 80.HEMOBRÁS e dá outras providências. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. isentando a ECT do recolhimento de custas processuais. 3. bem como a foro. o Plenário do Supremo Tribunal Federal.09. 69 . Autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia . prazos e custas processuais. consagrou entendimento no sentido de que a Constituição Federal de 1988 recepcionou o disposto no art. ADMINISTRAÇÃO DIRETA. Por sua vez. Outrossim.Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. Destarte. o que afasta. segundo o posicionamento da Suprema Corte.906/DF (Rel.os privilégios conferidos à Fazenda Pública.04. Analisando a referida norma.DJ 20.br 2. APLICABILIDADE.Inserida em 20.O servidor público celetista da administração direta.2002). AUTÁRQUICA OU FUNDACIONAL. A Lei 9.Inserida em 20. Maurício Corrêa. aplicável especificamente à ECT. 129/2005 .ECT . entre eles os concernentes a foro.Res. nenhuma norma especial que discipline em contrário a matéria. os Estados. (conversão das Orientações Jurisprudenciais nos 229 e 265 da SBDI-1 e da Orientação Jurisprudencial nº 22 da SBDI-2) .Rua Buenos Aires. (ex-OJ nº 265 da SBDI-1 .2001)‖ LEGISLAÇÃO LEI No 10. considerando que norma especial não pode ser revogada por norma geral. o Decreto-Lei 509/69 é norma especial.11.289/1996" (fl. no ordenamento jurídico pátrio. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. Relator(a): Ministra DENISE ARRUDA. 41 DA CF/1988. como bem delineou o Ministério Público Federal.06. CELETISTA. dispõe que "são isentos de pagamento de custas: a União. 5. Nota-se. os Territórios Federais. autárquica ou fundacional é beneficiário da estabilidade prevista no art. data de julgamento: 05/11/2009. os Município.Inserida em 27. sobre a isenção da ECT no pagamento de custas processuais.

podendo ser ressarcida pelos serviços de fracionamento. mediante contrato. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis.captar. e no art. o § 1o A função social da HEMOBRÁS é garantir aos pacientes do Sistema Único de Saúde . consistente na produção industrial de hemoderivados prioritariamente para tratamento de pacientes do SUS a partir do fracionamento de plasma obtido no Brasil.distribuir hemoderivados.desenvolver programas de pesquisa e desenvolvimento na área de hemoderivados e de produtos obtidos por biotecnologia. II . nos termos do art. 173 da Constituição Federal. 2o da Lei no 10. compete à HEMOBRÁS. III .celebrar contratos e convênios com órgãos nacionais da administração direta ou indireta.205. V . 1o Fica o Poder Executivo autorizado a criar empresa pública. IX . 2o A HEMOBRÁS terá por finalidade explorar diretamente atividade econômica. de 29 de setembro de 1969.br O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.com. a HEMOBRÁS poderá fracionar plasma ou produtos intermediários obtidos no exterior para atender às necessidades internas do País ou para prestação de serviços a outros países. vedada a comercialização somente dos produtos resultantes.formar. Recife/PE.avaliar a qualidade do serviço e do plasma a ser fracionado por ela. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. X . sob a forma de sociedade limitada. § 2o A HEMOBRÁS terá sede e foro no Distrito Federal e prazo de duração indeterminado. empresas privadas e com órgãos internacionais para prestação de serviços técnicos especializados. incluindo reagentes. e 70 . denominada Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia . trabalhistas e tributários. § 2o A HEMOBRÁS sujeitar-se-á ao regime jurídico próprio das empresas privadas.desenvolver programas de intercâmbio com órgãos ou entidades nacionais e estrangeiras. armazenar e transportar plasma para fins de fracionamento. na forma definida no inciso II do art.br www.criar e manter estrutura de garantia da qualidade das matérias-primas.SUS o fornecimento de medicamentos hemoderivados ou produzidos por biotecnologia. em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde: I . processos. 3o Para a realização de sua finalidade. de 21 de março de 2001.fracionar o plasma ou produtos intermediários (pastas) para produzir hemoderivados. serviços e produtos. 5 do Decreto-Lei no 200. vinculada ao Ministério da Saúde. 5o do Decreto-Lei no 900. VI . Espinheiro.atfcursos. de 25 de fevereiro de 1967. VIII . Art.com. IV . § 1o Observada a prioridade a que se refere o caput deste artigo. comerciais.HEMOBRÁS. Art. VII . na área de hemoterapia. treinar e aperfeiçoar pessoal necessário às suas atividades.Rua Buenos Aires. de acordo com o previsto no parágrafo único do art.fabricar produtos biológicos e reagentes obtidos por engenharia genética ou por processos biotecnológicos na área de hemoterapia. 80.

br XI .com. bem como da vinculação ao instrumento convocatório. É vedada a participação da HEMOBRÁS em empresas que prestem quaisquer dos serviços relacionados no art. juros e venda de bens patrimoniais ou de materiais inservíveis. 80.com. compras e alienações será precedida de procedimento licitatório. b) serviços de controle de qualidade. publicidade. e d) fundos de pesquisa ou fomento. 4o A União integralizará no mínimo 51% (cinqüenta e um por cento) do capital social da HEMOBRÁS.rendas provenientes de outras fontes. IV . Art. serviços.Rua Buenos Aires.receitas decorrentes de: a) serviço de fracionamento de plasma para a produção de hemoderivados e demais serviços compatíveis com as suas finalidades. § 1o A integralização poderá se dar por meio de incorporação de bens móveis ou imóveis. II . Espinheiro. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. 8o O regime de pessoal será o da Consolidação das Leis do Trabalho. 7o A contratação de obras.produto de operações de crédito. eficiência.atfcursos. Art. 9o A HEMOBRÁS será dirigida por uma Diretoria Executiva. observados os princípios da legalidade. nos serviços destas. moralidade. Recife/PE. 3o desta Lei ou que tenham interesse. impessoalidade.doações a ela feitas. garantidos os instrumentos ágeis indispensáveis ao exercício da atividade econômica.dotações orçamentárias e créditos que lhe forem destinados. isonomia. Parágrafo único. 6o Constituem recursos da HEMOBRÁS: I .exercer outras atividades inerentes às suas finalidades. podendo o restante ser integralizado por Estados da Federação ou entidades da administração indireta federal ou estadual. da economicidade. III . (VETADO) Art. § 2o O aumento do capital social não poderá importar em redução da participação da União definida no caput deste artigo. direto ou indireto. Art. Parágrafo único. composta de 3 (três) membros. 5o Ato do Poder Executivo aprovará o estatuto da HEMOBRÁS.br www. c) repasse de tecnologias desenvolvidas. e V . 71 . condicionada a contratação à prévia aprovação em concurso público. Art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Art. na forma da legislação em vigor.

permitida 1 (uma) única recondução. em caso de empate. 72 . § 2o As decisões do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria simples.6 (seis) representantes da administração pública federal.atfcursos.CONASEMS. e respectivos suplentes. nos termos do estatuto. para mandato de 4 (quatro) anos. e designados pelo Presidente da República. § 4o O quorum de deliberação é o de maioria absoluta dos membros.1 (um) representante do segmento dos usuários do Conselho Nacional de Saúde .1 (um) representante da entidade responsável pelo Sistema Nacional de Sangue. § 2o 2 (dois) membros da Diretoria Executiva serão indicados pela União e 1 (um) pelos sócios minoritários. § 1o O Conselho Fiscal deve se reunir ordinariamente 2 (duas) vezes ao ano para apreciar e emitir parecer sobre as demonstrações contábeis e sempre que convocado pelo Conselho de Administração. cabendo ao presidente o voto de qualidade. A HEMOBRÁS contará com 1 (uma) Procuradoria Jurídica e 1 (um) Conselho de Administração. sendo: I . com o estatuto da empresa e com as diretrizes institucionais emanadas do Conselho de Administração. § 3o Os diretores da HEMOBRÁS serão nomeados pelo Presidente da República para mandato de 4 (quatro) anos. § 1o O Conselho de Administração terá 11 (onze) membros.CNS. § 2o O Conselho de Administração reunir-se-á ordinariamente 2 (duas) vezes ao ano e extraordinariamente sempre que convocado pelo seu presidente ou por 2/3 (dois terços) dos seus membros. II .br www. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 80. § 5o Os representantes definidos no inciso I do § 1 o deste artigo serão indicados pela União.br § 1o Os diretores são responsáveis pelos atos praticados em desconformidade com a lei. § 3o As decisões do Conselho de Administração serão tomadas por maioria simples. Art. O Conselho Fiscal será constituído de 3 (três) membros. Espinheiro.1 (um) representante dos sócios minoritários. § 3o As reuniões do Conselho Fiscal só terão caráter deliberativo se contarem com a presença do presidente e de pelo menos 1 (um) membro.com. V .1 (um) representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde .Rua Buenos Aires. Art. em caso de empate. e VI . III . permitidas reconduções. 11.1 (um) representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde . Recife/PE.SINASAN. cabendo ao presidente voto de qualidade. § 6o Os representantes definidos nos incisos II a V do § 1o deste artigo serão indicados pelos segmentos representados e designados pelo Presidente da República. Componentes e Derivados . IV .com.CONASS. 10.

Art.insuficiência de desempenho. apontando ao Ministério da Saúde situações de desvirtuamento dos objetivos da empresa e de descumprimento das diretrizes do Sistema Nacional de Sangue. RELATÓRIO: Trata-se de recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 1. da Constituição Federal contra acórdão. 14. Natureza Autárquica. 80. Recurso extraordinário conhecido e provido. 5. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. bem como violar. ―a‖. STF – SEGUNDA TURMA – RE 356. Espinheiro. II . Art. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 19 – EXECUÇÃO DIRETA 73 . 12. e III . Art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho. Art. Compete ao Conselho Nacional de Saúde exercer o controle social da HEMOBRÁS.br § 4o 2 (dois) membros do Conselho Fiscal serão indicados pela União e 1 (um) pelos sócios minoritários.descumprimento das diretrizes institucionais do Conselho de Administração ou das metas de desempenho operacional. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Nelson Machado Humberto Sérgio Costa Lima Álvaro Augusto Ribeiro Costa JURISPRUDÊNCIA: A) Autarquia exploradora de atividade econômica e execução por precatório.SINASAN. 2 de dezembro de 2004. Recife/PE. as leis vigentes ou os princípios da administração pública. A HEMOBRÁS sujeitar-se-á à fiscalização do Ministério da Saúde e entidades a este vinculadas. no exercício de suas funções. 13.711/PR – RELATOR: MINISTRO GILMAR MENDES. 352): ―AUTARQUIA QUE EXERCE ATIVIDADE ECONÔMICA – NOVA REDAÇÃO DO ART.atfcursos. § 1º. EMENTA: Recurso Extraordinário.com. Parágrafo único.com. da Secretaria Federal de Controle Interno e do Tribunal de Contas da União.br www. APPA. 3. gerencial e financeiro definidas pelo Ministério da Saúde. 102. III. Inaplicabilidade. Parágrafo único. 183o da Independência e 116o da República.Rua Buenos Aires. 2. Componentes e Derivados . CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 173. 173. e todos serão designados pelo Presidente da República.enquadrar-se em qualquer das hipóteses do art. Portaria do Ministro de Estado da Saúde definirá as regras para avaliação de desempenho dos diretores. Brasília. Execução por precatório. 4. São hipóteses de perda de mandato de diretor ou de membro do Conselho de Administração ou do Conselho Fiscal: I . assim ementado (fl.

seguindo a orientação jurisprudencial nº 87 do SDI. Drº Roberto Monteiro Gurgel Santos. no julgamento do RE 220. Recurso não conhecido. Recife/PE.. como acontece atualmente com a Administração dos Portos de Paranaguá.com.br Autarquia que exerce ampla atividade econômica. § 1º A empresa pública. No entanto. Rel.Rua Buenos Aires. Em seu voto o relator consignou: ―[. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. § 1º. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição.br www. Veja-se. as empresas públicas somente podem admitir servidores mediante concurso público. vedada a acumulação de cargos. § 1º. as sociedades de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica estarem sujeitas ao regime jurídico das empresas privadas não significa que a elas sejam equiparadas sem qualquer restrição. 80. Maurício Corrêa. da Constituição Federal. A recorrente sustenta ser entidade autárquica que desenvolve atividade econômica. conforme definidos em lei..02. a exploração direta da atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. em regime de exclusividade e.atfcursos. 401-402. Assim. da Constituição Federal. entendeu que a recorrente.906. § 1º. não havendo razão alguma para gozar do privilégio da execução através de precatório. inclusive quanto às obrigações trabalhistas (art. 173. mesmo após a promulgação da Emenda Constitucional nº 19.com. portanto. Nesse sentido. O Subprocurador-Geral da República. É o relatório.‖ O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento segundo o qual não há violação ao direito adquirido a execução contra empresa pública que preste serviço público deve ser realizada por meio de precatório. que. VOTO: O acórdão recorrido. contida no artigo 173. sob o argumento de que a ofensa à Constituição seria reflexa. 8. exerce atividade econômica e sujeita-se ao regime próprio das empresas privadas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. de acordo com o disposto no artigo 173. pode se beneficiar do regime de pagamento de suas obrigações através de precatório judicial. no qual só podem atuar em decorrência de ato dele emanado. apesar de ser autarquia. Espinheiro. a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina – APPA alega violação aos artigos 100 e 173. Há ainda que se indagar quanto ao alcance da expressão ‗que explorem atividade econômica. inclusive em área que não se identifica com o serviço e muito menos é de interesse público. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.. Entendimento que se mantém. tais limitações não se aplicam às empresas privadas. em face da norma constitucional. 173. da Carta Magna. § 1º. por exemplo. o fato de as empresas públicas. Note-se que as empresas prestadoras de serviço público operam em setor próprio do Estado. em seu parecer de fls.11. Preleciona José Afonso 74 . sujeita-se ao regime próprio das empresas privadas.. opinou pelo não conhecimento do recurso.] 7.‖ Em seu recurso. da Constituição Federal). que ora transcrevo: ―Art. o Plenário desta Corte decidiu que a execução contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT seria submetida ao regime de precatório. DJ 14.‘.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. serviço público econômico e interesse público. a submissão ao regime jurídico próprio das empresas privadas. por se tratar de serviço público mantido pela União Federal. Desse modo. A Constituição Federal.. em casos excepcionais. ressalvada aquela porção das referidas atividades que a própria Constituição já reservou como próprias do Estado. a exploração de atividade econômica pela ECT . Recife/PE. 10. Espinheiro.473/97 (Lei de Diretrizes Orçamentárias). nos serviços públicos econômicos e nos de interesse geral. 80. 177). Ou então quando forem reservadas a título de monopólio da União (CF. Assim. em seus aspectos suplementar e complementar à iniciativa privada. § 2º). mediante pessoas jurídicas instituídas por lei para tal fim.‘).com. sendo certo que a empresa estatal prestadora daqueles e outros serviços públicos pode assumir formas diversas. 9. 173. A respeito da matéria escreveu o constitucionalista CELSO RIBEIRO BASTOS que ‗por tais atividades deve entender-se toda função voltada à produção de bens e serviços. art.Rua Buenos Aires. e atividades econômicas. 732 e seguintes. da Constituição Federal. A interferência do Estado na ordem econômica está consagrada nos artigos 173 e 174 da Constituição Federal: o próprio Estado. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. artigo 37. Conclui o eminente jurista que ‗a exploração dos serviços públicos por empresa estatal não se subordina às limitações do art. 13.. em seu artigo 173. que a legitimidade da participação do Estado na economia se fundamenta em três conceitos fundamentais: segurança nacional.320/64 e com as normas estabelecidas pela Lei nº 9. § 1º. Em obediência a esses princípios a atividade econômica estatal exsurge nos serviços públicos. incentiva e planeja a atividade econômica. como agente normativo e regulador. isto é. atua empresarialmente no setor. 75). artigo 173. que possam ser vendidos no mercado.br www. que nada tem com eles. cuida da exploração direta de atividade econômica pelo Estado. Assim. in ‗Curso de Direito Constitucional Positivo‘. artigo 173) monopolizar os serviços públicos específicos. nem a vedação do gozo de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado (CF. o serviço público. donde a possibilidade de o Estado (CF. elaborado de acordo com as diretrizes fixadas pela Lei nº 4. que o tema da atuação do Estado no domínio econômico exige prévia distinção entre serviços públicos. 12. às sociedades de economia mista e a outras entidades estatais ou paraestatais que explorem serviços públicos a restrição contida no artigo 173. pois seu orçamento. por motivo de segurança nacional ou relevante interesse coletivo. XIX). fiscaliza.br da Silva. Revista. dada sua natureza estatal. é previamente aprovado pelo Ministério do 75 . Enquanto a atividade econômica se desenvolve no regime da livre iniciativa sob a orientação de administradores privados. 1996. 7º v. Vê-se.Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não importa sujeição ao regime jurídico das empresas privadas. 12ª Edição. págs. Tal circunstância é que justifica a inserção da cláusula ‗ressalvados os casos previstos nesta Constituição‘‘ (Comentários à Constituição do Brasil. os princípios gerais que informam a distribuição de atividades entre o Estado e a iniciativa privada resultam dos princípios da participação estatal na economia e da subsidiariedade. p. não necessariamente sob o regime jurídico próprio das empresas privadas‘. já que somente por lei e não pela via contratual os serviços são outorgados às estatais (CF.com. o Estado. especialmente os de conteúdo econômico e social.atfcursos. 11. pois sua participação neste cenário está ressalvada pela primeira parte do artigo 173 da Constituição Federal (‗Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. por tê-las definido como serviço público nos termos dos incisos XI e XII do artigo 21 do Texto Constitucional. pois. 14. os de interesse geral e ainda os econômicos. não se aplicam às empresas públicas. sujeita-se ao regime jurídico do direito público.

o RE 172. de 04 de junho de 1998 alterou o citado artigo. uma vez que se sujeita ao regime próprio das empresas privadas por exercer atividade econômica — v. reforçando o entendimento da impossibilidade de sua aplicação às autarquias: atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. Rel.94. do Regulamento da APPA (Decreto Estadual nº 7. ―Art. 173. 57 – v.com. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição.‖ Assim. são impenhoráveis seus bens por pertencerem à entidade estatal mantenedora. 173. embora autarquia. embora exercendo atividade econômica. Pleno. conforme dispõem os artigos 1º e 5º.816. II . conforme extrato do Diário Oficial da União acostado à contra-capa destes autos. na espécie. trabalhistas e tributários. Dessa forma também não seria aplicável o disposto no art. de 21 de novembro de 1990). a exploração direta da § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública.2006. conforme definidos em lei. ofensa aos artigos 100 e 173. no qual esta Corte decidiu que a norma do art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. observados os princípios da administração pública. presta serviço público e recebe recursos estaduais. sob a alegação de que a recorrente pode ser beneficiada pelo regime de pagamento de suas obrigações por precatório judicial em virtude de ser entidade autárquica que desenvolve atividade econômica. não tendo aplicação às sociedades de economia mista ou empresas públicas que. em regime de exclusividade. 80. Recife/PE. com a participação de acionistas minoritários. Sustentava-se.a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. III .05. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis.com.br Planejamento e Orçamento . dispondo sobre: I . (Acórdão publicado no DJ de 07.447. § 1º. 173. sendo sua receita constituída de subsídio do Tesouro Nacional. Logo. entendera que a recorrente. Ademais. transcrição no Informativo nº 420) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 412 DO STF. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.atfcursos. DJ 13. deu provimento ao recurso para determinar que a execução seja submetida ao regime de precatório. gozam de exclusividade. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços.APPA contra acórdão do TST que. para determinar que a execução seja submetida ao regime de precatório. da CF. Informativo 410. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ―Concluído julgamento de recurso extraordinário interposto pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina . a EC nº 19. V – os mandatos. § 1º. II. conheço e dou provimento ao recurso extraordinário. da Constituição Federal.04.Secretaria de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. A Turma. Tendo em conta precedentes do STF no sentido de não 76 . não goza do privilégio de execução por precatório. aplicando a orientação jurisprudencial 87 dessa Corte. IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal.sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade.br www. p.Rua Buenos Aires. § 1º. por maioria.‖ No presente caso a recorrente é uma autarquia. serviços compras e alienações. da Constituição Federal ― aplica-se às entidades públicas que exercem atividade econômica em regime de concorrência.licitação e contratação de obras. Espinheiro. comerciais.‖ No mesmo sentido. Paulo Brossard.

desempenhadoras de função desta. a.com. XIX e XX da CF/88 e a Lei 7.596/87. 173 nas sociedades de economia mista ou empresas públicas que. 2º Não serão instituídas pelo Poder Público novas fundações que não satisfaçam cumulativamente os seguintes requisitos e condições: a) dotação específica de patrimônio. o art. 37.491/DF – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO.12. ou seja.299/86 e no art. o encaminhamento de projeto de lei ao Congresso Nacional para formalizar a criação da Fundação Banco do Brasil . a. gozam de exclusividade. Com base nisso. tendo o último previsto a instituição de fundação pública para o desenvolvimento de atividades estatais ‗que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público‘.447/90). 1º do Decreto-lei 2. teria reforçado o entendimento supra. XIX. por perseguir finalidades privadas e não atividade própria de entidade da Administração Indireta federal. § 1º.2005) B) Possibilidade de instituição.‖ (STF – Plenário – MS 24.11. do Decreto-lei 900/69. Recife/PE. em face do disposto no art. a EC 19/98. Além disso. de fundação de direito privado. do Decreto-lei 900/69 (‗Art . no qual se afirmou que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . e salientando o julgamento do RE 220906/RS (DJU de 14. somente alcançaria as fundações instituídas pelo Poder Público integradas no âmbito da Administração. da CF e do art. no caso.‘).08. concluiu-se que a FBB. gerido pelos órgãos de direção da fundação segundo os objetivos estabelecidos na respectiva lei de criação. 1.br www. da CF. Espinheiro. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1. Por fim. trata-se de autarquia que presta serviço público e recebe recursos estaduais. Esse preceito também seria inaplicável ante a circunstância de o Banco do Brasil não estar abrangido pela expressão ‗Poder Público‘ nele contida.86. conforme previsto no Regulamento da APPA (Decreto Estadual 7.ECT está submetida ao regime de precatório. concluiu-se que o referido dispositivo também não seria aplicável à recorrente. Vencido o Min.Rua Buenos Aires. 2º do Decreto-lei nº 900/1969. Quanto ao art. apesar de exercerem atividade econômica. sem autorização legal específica.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 06. 37.2006 – v. não estaria incluída entre aquelas referidas pelo art. Inaplicabilidade do art.427/DF – Relator: Ministro Eros Grau – Sessão de julgamento ocorrida em 30.atfcursos. 1º da Lei 7. 77 . ao alterar o art. por sociedade de economia mista. Informativo nº 438) C) Desnecessidade de autorização legal específica para criação de subsidiária de sociedade de economia mista ou de empresa pública. reputou-se inexeqüível a exigência dirigida ao Banco do Brasil.596/87 — que alterou o Decreto-lei 900/69 —.com. 2º do Decreto-lei 900/69.FBB. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. que negava provimento ao recurso. em razão de a FBB ter sido instituída em 16. Asseverou-se que. ―O Tribunal concedeu mandado de segurança impetrado pelo Banco do Brasil para anular decisão do Tribunal de Contas da União que fixara o prazo de 180 dias para que o impetrante providenciasse. Entendeu-se que.5. junto ao Presidente da República. apesar de vigente à época da instituição da FBB. não seriam a ela aplicáveis. por serem posteriores. Celso de Mello. desde que anteriormente à CF/1988.br incidir a norma do § 1º do art.2002). não se comprometendo com a tese acerca da natureza jurídica da FBB. contanto que haja autorização legal genérica. 80. 2º. considerou-se que. Os Ministros Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa acompanharam o relator quanto à conclusão. 173. fundações públicas. na medida em que dependente de ato positivo do Presidente da República. nos termos do disposto no art. Asseverou-se que a inserção dessas fundações no quadro da Administração Indireta veio a ocorrer. 2º.

Recife/PE.A. a constituir.9. em seu voto. 37 da CF.depende de autorização legislativa. acórdão pendente de publicação.97. ―Julgado improcedente o pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores . do art. em face do monopólio conferido à União pelo art. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada.328/DF – RELATORA: MINISTRA ELLEN GRACIE.com. XX . portanto.2004 – v.PSB contra os artigos 64 e 65 da Lei 9. a outras empresas.br ―Prosseguindo no julgamento acima mencionado. O Tribunal. possui caráter genérico. Precedente citado: ADInMC 1.478/97. 37: ‗XIX . acompanhou a conclusão do voto do Min.‘). STF – SEGUNDA TURMA – RE 363. fica a PETROBRÁS autorizada a constituir subsidiárias. uma vez que a autorização legislativa para a criação de subsidiárias de empresa pública. a outras empresas.649-DF (julgada em 29. sociedade de economia mista. não se exigindo autorização específica do Congresso Nacional para se instituir cada uma das subsidiárias de uma mesma entidade. majoritária ou minoritariamente.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 24. 37 dependeria de cada caso. e dá outras providências (‗Art.649/DF – RELATOR: MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada instituição de empresa pública. O Min. que dispõe sobre a política energética nacional e as atividades relativas ao monopólio do petróleo. art.Precedente citado: ADI 1840 MC/DF (DJU de 11. Para o estrito cumprimento de atividades de seu objeto social que integrem a indústria do petróleo. 37. Maurício Corrêa. autarquia ou fundação pública a que se refere o inciso XX.. diretamente ou através de suas sociedades controladas. julgando improcedente o pedido (CF. as quais poderão associar-se. Espinheiro.atfcursos.10. seus derivados e gás natural.Rua Buenos Aires. tratando-se o caso concreto de subsidiária de produto. Art. No entanto. 65. Partido Democrático Trabalhista . afastando a alegação das autoras de que seria necessária a autorização específica do Congresso Nacional para a instituição de cada uma das subsidiárias de uma mesma entidade. STF – PLENÁRIO – ADI 1. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 26. a que se refere o inciso XX do art.98). majoritária ou minoritariamente.PT. entendeu que a exigência específica a que se refere o inciso XIX do art. ao criar uma subsidiária. TELEBRÁS autorizada. 64. 1. institui o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo. 80. reveste-se de caráter genérico. ficando facultado a essa subsidiária associar-se.PDT. com o fim de dar cumprimento ao disposto no parágrafo único do artigo anterior.295/96 (‗É a Telecomunicações Brasileiras S. A PETROBRÁS deverá constituir uma subsidiária com atribuições específicas de operar e construir seus dutos. empresas subsidiárias ou associadas para assumir a exploração do Serviço Móvel Celular.06. de sociedade de economia mista e de fundação. cuja produção e comercialização foram excluídas da iniciativa privada. em cada caso. Informativo 90). da CF. Informativo nº 341) D) Dispensa imotivada de empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista..‘). Informativo nº 116) 2. autarquia ou fundação pública.1998 – v. terminais marítimos e embarcações para transporte de petróleo. Carlos Britto. tendo sido satisfeita a necessidade de autorização.03. Partido Comunista do Brasil . v. 78 .com. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.PC do B e Partido Socialista Brasileiro . 177 da CF. o Tribunal indeferiu o pedido de suspensão cautelar de eficácia do art. uma vez que o Estado. 5º da Lei 9.‘). por sua vez. considerou que a autorização legislativa para a criação de subsidiárias de empresa pública.br www. sociedade de economia mista. pela delegação referida na Lei impugnada. estaria adentrando espaço reservado à iniciativa privada.

Espinheiro. EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 208. APLICAÇÃO DO ARTIGO 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.com. IMPENHORABILIDADE DE SEUS BENS. Recife/PE. O vínculo entre o recorrente e a recorrida se deu no âmbito da Consolidação das Leis Trabalhistas. p. rendas e serviços.2003 – Acórdão publicado no DJ de 19. 2. TRABALHISTA. 32) 2. a estabilidade excepcional outorgada pelo art. Recepção do artigo 12 do Decreto-lei nº 509/69 e não-incidência da restrição contida no artigo 173. que submete a empresa pública. EMPREGADA DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. admitido sob o regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Estabilidade outorgada por lei municipal. RENDAS E SERVIÇOS. no período proscrito pelo art. 1.1998 – Acórdão publicado no DJ de 24.1998.atfcursos. As disposições constitucionais que regem os atos administrativos não podem ser invocadas para estender aos funcionários de sociedade de economia mista uma estabilidade aplicável somente aos servidores públicos. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. CONSTITUCIONAL. da Constituição Federal. ―Dispensa imotivada de empregado de sociedade de economia mista. 1.04. com normas próprias de proteção ao trabalhador em caso de dispensa imotivada.906/DF – RELATOR: MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA. Não se aplica. pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. À Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. sob pena de vulneração do disposto no artigo 100 da Constituição Federal. é aplicável o privilégio da impenhorabilidade de seus bens. 19. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. RECEPÇÃO DO ARTIGO 12 DO DECRETO-LEI Nº 509/69. para julgar improcedente a reclamação trabalhista.046/RJ – RELATOR: MINISTRO OCTÁVIO GALLOTTI.2003. EXECUÇÃO.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 03. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica ao regime próprio das empresas privadas. 13) E) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e impenhorabilidade de bens. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. p.08. Execução. REGIME CELETISTA.02. CONSTITUCIONAL. § 1º.br www. 18 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 1988.br ―RECURSO EXTRAORDINÁRIO.OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO. Recurso extraordinário conhecido e provido. READMISSÃO COM FUNDAMENTO NO ART. Precedentes. Empresa pública que não exerce atividade econômica e presta serviço público da competência da União Federal e por ela mantido.Rua Buenos Aires. Recurso extraordinário conhecido e provido. Observância ao regime de precatório. 80.com. 37 DA CF/88. IMPOSSIBILIDADE. Recurso extraordinário provido.09. STF – PLENÁRIO – RE 220. 79 .‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. aos empregados de sociedades de economia mista e empresas públicas. também do ADCT.

6. no qual alega terem sido violados os artigos 5º. opina pelo não-conhecimento do extraordinário. 2. A decisão que rejeitou os embargos opostos à execução deu ensejo ao agravo de petição a que a Primeira Turma da Corte Regional negou provimento por entender que. pediu ao juízo da execução que determinasse o recolhimento do mandado de citação e que outro fosse expedido em conformidade com o disposto nos artigos 730 e 731 do Código de Processo Civil. Esclarece a recorrente que a sua pretensão cinge-se a que a requisição de seus débitos se faça por meio de precatório. 3. de 10 de março de 1969. Elaborada a conta de liquidação. que a teor do artigo 6º do Decreto-lei nº 509/69 não há como deixar de se observar o instituto do precatório (CF. 8. quer em 80 . Recife/PE. Preceitua o artigo 12 do Decreto-lei nº 509/69. da Constituição Federal. Sustenta.br RELATÓRIO: A 8ª Junta de Conciliação e Julgamento do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região julgou procedente a reclamação trabalhista proposta pelo ora recorrido ISMAR JOSÉ DA COSTA contra a EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS . nos termos do artigo 173. rendas e serviços‖. na liquidação de sentença ou em processo incidente na execução.br www. incisos II e LIV. negou-se provimento. O Ministério Público Federal. O recurso foi admitido na origem e após processado subiu a esta Corte. ainda. III. inclusive os embargos de terceiro. todos da mesma Carta.com. depende da demonstração inequívoca de violência direta à Constituição Federal‖. 10. da Constituição Federal.ECT. § 1º. 80. com fundamento no artigo 102. 9.atfcursos. O pleito foi indeferido sob o argumento de que à requerida não se aplicava o preceito do artigo 100 da Constituição Federal. O recurso tivera negado o seguimento em face do Enunciado nº 266 do Tribunal Superior do Trabalho. 11. Espinheiro.com. direta ou indireta e impenhorabilidade de seus bens. dos privilégios concedidos à Fazenda Pública. Ainda não resignada. segundo o qual ―a admissibilidade do recurso de revista contra acórdão proferido em agravo de petição. A ECT. afirmando ser empresa pública federal criada pelo Decreto-lei nº 509. 100 e 165. artigos 100 e 165) e as normas processuais alusivas à execução contra a Fazenda Pública. 2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. as empresas públicas sujeitam-se ao regime próprio das empresas privadas. a agravante deduziu o presente recurso extraordinário. 7. 73/76.Rua Buenos Aires. às fls. Inconformada. 6º). com privilégios equivalentes aos da Fazenda Pública ―em relação à imunidade tributária. citou-se a requerida para que efetuasse o pagamento do quantum a que fora condenada. sob pena de penhora. ―a‖. de 20 de março de 1969. VOTO: A recorrente é empresa pública criada pelo Decreto-Lei nº 509. 5. 4. Ao agravo de instrumento protocolizado contra essa decisão. É o relatório. com capital constituído integralmente pela União Federal (art. gozando de privilégios equivalentes aos da Fazenda Pública. a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos protocolizou recurso de revista sustentando verificar-se divergência entre as Turmas do Tribunal Regional do Trabalho quanto ao privilégio da impenhorabilidade dos bens de empresas públicas. verbis: "A ECT gozará de isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos seus serviços. § 5º.

XII.EC-01/69). que o tema da atuação do Estado no domínio econômico exige prévia distinção entre serviços públicos. § 3º). tais limitações não se aplicam às empresas privadas. X). Recife/PE. Observo que o referido precedente foi julgado à luz da Carta pretérita (EC-01/69. 8. não se aplicam às empresas públicas. 1996. que explora serviço de competência da União (CF. inciso XII. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias‖. Preleciona José Afonso da Silva. 7. às sociedades de economia mista e a outras entidades 81 . dada sua natureza estatal. artigo 21. prazos e custas processuais. permanecendo íntegra a competência da União Federal para manter o serviço postal e o Correio Aéreo Nacional (CF. sendo certo que a empresa estatal prestadora daqueles e outros serviços públicos pode assumir formas diversas. 6. 173. XIX). Conclui o eminente jurista que ―a exploração dos serviços públicos por empresa estatal não se subordina às limitações do art. artigo 37. Veja-se. 12ª Edição. reservado exclusivamente à União (art. em acórdão assim ementado. e atividades econômicas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. sujeita-se ao regime jurídico do direito público. Assinalo que a Primeira Turma desta Corte já se manifestou sobre a matéria por ocasião do julgamento do RE nº 100. da Carta Federal. rendas e serviços. Há ainda que se indagar quanto ao alcance da expressão ―que explorem atividade econômica. que nada tem com eles. verbis: ―EMENTA: EXECUÇÃO FISCAL. No entanto. não necessariamente sob o regime jurídico próprio das empresas privadas‖. § 1º. bem como a regra para exploração de atividade econômica por empresa pública (CF. 732 e seguintes. págs. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. caput.433-RJ. a disciplina da matéria não foi alterada com a promulgação da Constituição de 1988.Rua Buenos Aires. Impenhorabilidade de bens de empresa pública (ECT) que explora serviço monopolizado (§ 3º do art. as sociedades de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica estarem sujeitas ao regime jurídico das empresas privadas não significa que a elas sejam equiparadas sem qualquer restrição.com. direta ou indireta. de que foi relator o eminente Ministro SYDNEY SANCHES. vedada a acumulação de cargos. Assim. Enquanto a atividade econômica se desenvolve no regime da livre iniciativa sob a orientação de administradores privados. as empresas públicas somente podem admitir servidores mediante concurso público. quer no concernente a foro. da Constituição Federal. que ―ressalvados os casos previstos nesta Constituição. in ―Curso de Direito Constitucional Positivo‖. e 170. Espinheiro. especialmente os de conteúdo econômico e social. artigo 173. Recurso extraordinário não conhecido. o serviço público. artigo 21. em face da norma constitucional.‖ (RTJ 113/786) 5. já que somente por lei e não pela via contratual os serviços são outorgados às estatais (CF.‖." 3. No caso sub examine trata-se de pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. Revista.EC-01/69). Note-se que as empresas prestadoras de serviço público operam em setor próprio do Estado. no qual só podem atuar em decorrência de ato dele emanado.atfcursos. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime próprio das empresas privadas. impenhorabilidade de seus bens. 8º. que. Assim. Daí não há como se inferir que seja dispensável a expedição de precatórios nas execuções contra empresas públicas que exerçam atividade tipicamente estatal. contida no artigo 173. Em seu § 1º reza que ―a empresa pública. Dispõe o artigo 173. X).. caput e § 1º). Contudo. da Constituição Federal . conforme definidos em lei‖. 4. 9.br relação a imunidade tributária.com.br www. artigos 8º. o fato de as empresas públicas. 80. por exemplo. 170 da Constituição Federal .

Recife/PE. Desse modo. p. pois seu orçamento. 75). sob pena de vulneração ao disposto no artigo 100 da Constituição de 1988. 12. os princípios gerais que informam a distribuição de atividades entre o Estado e a iniciativa privada resultam dos princípios da participação estatal na economia e da subsidiariedade. § 1º. tenho como recepcionado o Decreto-lei nº 509/69. o Estado. sendo sua receita constituída de subsídio do Tesouro Nacional. rendas e serviços.br www. serviço público econômico e interesse público. em casos excepcionais. são impenhoráveis seus bens por pertencerem à entidade estatal mantenedora. nem a vedação do gozo de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado (CF. elaborado de acordo com as diretrizes fixadas pela Lei nº 4. Espinheiro.Rua Buenos Aires. atua empresarialmente no setor. 7º v. conforme extrato do Diário Oficial da União acostado à contracapa destes autos. donde a possibilidade de o Estado (CF. mediante pessoas jurídicas instituídas por lei para tal fim. por se tratar de serviço público mantido pela União Federal. A respeito da matéria escreveu o constitucionalista CELSO RIBEIRO BASTOS que ―por tais atividades deve entender-se toda função voltada à produção de bens e serviços. A interferência do Estado na ordem econômica está consagrada nos artigos 173 e 174 da Constituição Federal: o próprio Estado.. Ou então quando forem reservadas a título de monopólio da União (CF. 13. a submissão ao regime jurídico próprio das empresas privadas. que estendeu à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos os privilégios conferidos à Fazenda Pública.br estatais ou paraestatais que explorem serviços públicos a restrição contida no artigo 173. é previamente aprovado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento Secretaria de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. artigo 173) monopolizar os serviços públicos específicos. devendo a execução fazer-se mediante precatório.atfcursos.‖).. 14. ressalvada aquela porção das referidas atividades que a própria Constituição já reservou como próprias do Estado.com. como agente normativo e regulador. nos serviços públicos econômicos e nos de interesse geral. em seus aspectos suplementar e complementar à iniciativa privada. conheço do recurso extraordinário e dou-lhe provimento. Tal circunstância é que justifica a inserção da cláusula ‗ressalvados os casos previstos nesta Constituição‘‖ (Comentários à Constituição do Brasil. Logo. A Constituição Federal. Ministro MAURÍCIO CORRÊA Relator 82 . incentiva e planeja a atividade econômica. da Constituição Federal. 11. por tê-las definido como serviço público nos termos dos incisos XI e XII do artigo 21 do Texto Constitucional.320/64 e com as normas estabelecidas pela Lei nº 9.473/97 (Lei de Diretrizes Orçamentárias). 177). Assim. 10. os de interesse geral e ainda os econômicos.com. dentre eles o da impenhorabilidade de seus bens. por motivo de segurança nacional ou relevante interesse coletivo. § 2º). isto é. fiscaliza. Vê-se. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não importa sujeição ao regime jurídico das empresas privadas. 80. pois sua participação neste cenário está ressalvada pela primeira parte do artigo 173 da Constituição Federal (―Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. cuida da exploração direta de atividade econômica pelo Estado. pois. artigo 173. Em obediência a esses princípios a atividade econômica estatal exsurge nos serviços públicos. que a legitimidade da participação do Estado na economia se fundamenta em três conceitos fundamentais: segurança nacional. Por conseguinte. Ante o exposto. que possam ser vendidos no mercado. em seu artigo 173. art. a exploração de atividade econômica pela ECT .

com alegação de ofensa aos arts.011/MG.. 83 . entendendo não ser aplicável à ECT o art. 100 da CF. § 1º). nessa parte. REFERENTE AO JULGAMENTO DOS RREE 220.atfcursos.Rua Buenos Aires. entendia que a execução de seus débitos deveria ser feita pelo direito comum mediante a penhora de bens não essenciais ao serviço público e declarava a inconstitucionalidade do mencionado art. EMPRESA PÚBLICA QUE EXERCE ATIVIDADE ECONÔMICA E EMPRESA PÚBLICA PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO: DISTINÇÃO.R.. 150. a. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é prestadora de serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado.2000 – Acórdão publicado no DJ de 14.As empresas públicas prestadoras de serviço público distinguem-se das que exercem atividade econômica. STF – SEGUNDA TURMA – RE 407.2000) F) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e imunidade tributária prevista pelo art. I. 1. 173 e 175 da mesma Carta. Daí o RE. Recife/PE. 150. EMENTA: CONSTITUCIONAL. O TRF/4ª Região não lhe deu razão. 229. a.2002. da CF. a. 173.072/RS: ―Concluído o julgamento de recursos extraordinários nos quais se discute a impenhorabilidade dos bens. art. por maioria. transcrição do relatório e do voto do Ministro Relator no Informativo nº 213) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 210 DO STF.E. I.ECT (v. entendeu que a ECT tem o direito à execução de seus débitos trabalhistas pelo regime de precatórios por se tratar de entidade que presta serviço público. 22.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16.11.F. VI. Espinheiro.099/RS – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. 21. 12 do DL 509/69 apenas na parte em que prescreve a impenhorabilidade das rendas da ECT.F. conhecido em parte e. por ser ela uma empresa pública.696/PE. provido.br www. 80. § 2º. C. . art. por isso que é prestadora de serviço público postal. Vencido também o Min. III.br (Sessão de julgamento ocorrida em 16. XI. VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT – opôs embargos à execução que lhe move o Município de São Borja. rendas e serviços‘.com. 15 – v. motivo por que está abrangida pela imunidade tributária recíproca: C. 225. VI. constante do art. sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privadas (CF. 135. p. V. a e b. 102. Informativos 129.11. O Tribunal.com. Sustenta que está abrangida pela imunidade tributária relativamente aos impostos municipais que lhe estão sendo cobrados. VI. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Ilmar Galvão. TRIBUTÁRIO. Sepúlveda Pertence que.051/SP E 230.. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA: C. 5º. por entenderem que se trata de empresa pública que explora atividade econômica.906/DF. art. rendas e serviços da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . 12 do Decreto-lei 509/69. II. X. 150.11. que declaravam a inconstitucionalidade da expressão que assegura à ECT a ‗impenhorabilidade de seus bens. 230. art. 176 e 196). . CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 150.F.

072/RS: ―(. da Constituição. b. que se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas privadas. no julgamento da medida cautelar havida na ADIn 1. Ministro. Examinemos o recurso no que diz respeito à imunidade tributária do art. A primeira. O Sr.907-RO. aguardando o julgamento de recursos extraordinários idênticos remetidos à apreciação do Plenário.552-DF (Plenário. condenada. 5º. então. porque não foram prequestionados. incidindo as Súmulas 282 e 356-STF. daquelas empresas públicas prestadoras de serviços públicos.com. O art.F. 173 da Constituição. sempre sustentei. nessa qualidade. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias (C.atfcursos. traz esse artigo à discussão. 37. 22.. se V. não foi recebido pela CF/88. como este RE de que ora cuidamos.br Primeiro que tudo.97). decidindo que a fundação pública equiparava-se à autarquia. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. que vem de longe. quando a lei e a Constituição não distinguiam fundação privada de fundação pública. § 1º). por exemplo. adotando aquele entendimento. pelo eminente Ministro Sepúlveda Pertence. C. Veja que a Constituição. art. o meu entendimento. V. 173.04. causarem a terceiros. O RE 220. a alegação de ofensa aos arts. O Supremo Tribunal Federal. VI.98. declaração de inconstitucionalidade de lei. reporto-me ao voto que proferi por ocasião do julgamento do RE 230.907-RO.F. 80. inclusive. tenho discutido o tema. tem natureza jurídica de autarquia. art.. cuja natureza jurídica é de autarquia. no ponto. empresta tratamento especial às pessoas jurídicas de direito privado que prestam serviço público. Ministros.. art. sujeitando-se tais empresas prestadoras de serviço público.05. Decidimos. mencionado. 37. proferi o seguinte voto: ‗É preciso distinguir as empresas públicas que exploram atividade econômica.) Srs. Assim o fiz. Ministro. § 6º). distingue fundação de direito público de fundação de direito privado. à responsabilidade objetiva (C. O Tribunal simplesmente decidiu que o D. no ponto. Nesse dispositivo estão incluídas as concessionárias. de que sou relator. no caso. Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE: . Hoje.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. No que concerne à distinção que deve ser feita. também. por isso que não ocorreu. estou apenas apresentando um indicativo no sentido de que é possível distinguir empresa prestadora de serviço público de empresa que exerce atividade empresarial. afasta-se a invocação do art. está na pauta da 2ª Turma desde 07. Afasta-se. quando cuida da responsabilidade objetiva do Poder Público.com. é no sentido de distinguir empresa pública que presta serviço público de empresa pública que exerce atividade econômica. Ministro CARLOS VELLOSO (Presidente): . § 6º. da C.Sr.Exa.br www. atividade empresarial. 21. Espinheiro. relativamente às empresas públicas que exercem atividade empresarial das empresas públicas prestadoras de serviço. I.F. III. Em votos que tenho proferido. 150. 509/69. ninguém discute..L. 12. aliás.Sr. nesta Corte. a. fez a distinção. XI. Recife/PE. só vai pagar por precatório. 150. concorrendo com empresas privadas. a Constituição. às quais não tem aplicação o disposto no § 1º do art. então: 84 .. Naquele RE 220. teremos de concluir que uma simples concessionária de serviço público. 102.F. O Sr. é expresso no estabelecer: ‗§ 6º . assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa‘. X.Rua Buenos Aires. 17.

sociedades de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica.. de 1994. ADVOGADO-EMPREGADO.Rua Buenos Aires. 173. também. a legislação trabalhista dos advogadosempregados. Medida Provisória 1. Recife/PE.F. portanto. a disciplina da relação de emprego do advogado. § 1º A empresa pública. Tít. II. . sem redução do texto. . assim: as mencionadas expressões não têm aplicação ‗às 85 . C. tendo em linha de conta a disposição inscrita no § 1º do art. nos pontos referidos no Cap. arts. artigo 3º. as sociedades de economia mista e outras entidades que explorem atividades econômica em sentido estrito. da Lei 8. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.F. Vou mais longe: ela não terá aplicação. no § 1° do art. § 1º.. arts. mediante a aplicação da técnica da interpretação conforme: não aplicabilidade às empresas públicas e às sociedades de economia mista que explorem atividade econômica. 173 da Constituição Federal. de 1994. não há concorrência.. I. III.As empresas públicas. § 1º.. .com. 173.br ‗EMENTA: CONSTITUCIONAL. na Lei 8.906. 173. Indaga-se: essa legislação poderia ser excepcionada em relação aos advogados empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista que exploram atividade econômica sem monopólio? Penso que não.com. sem monopólio. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. Então. terá aplicação essa mesma legislação.906. Ora. dado que o fazem em concorrência com estas. . sujeitam-se à legislação trabalhista das empresas privadas. 18 a 21.522-2. Espinheiro. art. Lei 8. sem monopólio. as sociedades de economia mista e quaisquer outras entidades que explorem atividade econômica.‘ É dizer. de 1996. estou em que à frase — ‗às empresas públicas e às sociedades de economia mista‘ — deve-se emprestar interpretação conforme à Constituição. sem monopólio.. Posta assim a questão. V. a Lei 8. Se ocorrer monopólio. de 1994 — Estatuto da Advocacia — às empresas públicas. I.906. as empresas públicas. 173. a ressalva será válida. relativamente aos advogados-empregados de qualquer outra entidade estatal que explore atividade econômica.906/94. constitui. estão sujeitas ao regime próprio das empresas privadas. sem monopólio. do Título I. É dizer.Suspensão parcial da eficácia das expressões ‗às empresas públicas e às sociedades de economia mista‘.atfcursos.) Tem-se. em sentido estrito. C. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ADVOGADOS.‘ Destaco do voto que proferi no citado julgamento: ‗(. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. se todas as empresas privadas estão sujeitas às normas trabalhistas inscritas no Capítulo V.Cautelar deferida. sem monopólio.. 18 a 21. É que a Constituição Federal. EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA.br www. dispõe: ‗Art. 80. art.

aliás. do magistério de Celso Antônio Bandeira de Mello (‗Natureza essencial das sociedades mistas e empresas públicas‘. o que quer a Constituição é que o Estado-empresário não tenha privilégios em relação aos particulares. no § 1º do art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. sem monopólio. a sociedade de economia mista e outras entidades que atuem no campo da atividade econômica em sentido estrito. Neste voto.. leciona: ‗Da mesma forma. aplicam-se com observância do comando constante do caput. empresa pública ou sociedade de economia mista prestadora de serviço público.interpretação e crítica‘. de 1988 . conforme definidos em lei‘. isto é.com. a empresa pública. art. R.br www.atfcursos. e nós por ela propugnamos em trabalho de doutrina (conf. 80. 177 — não haverá aplicação do disposto no § 1º do mencionado art.) e Eros Roberto Grau (‗Elementos de Direito Econômico‘.T.com. poderia ser feita. escrevendo sobre o tema.523-RS e da ADin 449-DF. págs. então. sem redução do texto. não havendo concorrência. não monopolistas. ‗A ordem econômica na Const. dado que elas são os instrumentos da intervenção do Estado no domínio econômico. RDP 71/111. o artigo 173 da C. dos RREE 172. estou deixando expresso o que ficara implícito no raciocínio desenvolvido nos votos acima indicados. 140). diretamente. ‗Prestação de serviços públicos e administração indireta‘. da Constituição. É certo que as empresas públicas e sociedades de economia mista são instituídas para a exploração de atividade econômica. deixei claro o meu pensamento a respeito do tema. não alcança empresa pública. 173. 101 e ss. na linha. em sentido estrito. Se não houver concorrência — existindo monopólio. 1991. em ‗Temas de Direito Público‘. É que a disposição inscrita no art. Este último autor. está cuidando da hipótese em que o Estado esteja na condição de agente empresarial. 173. Se houver monopólio. 490). (. 2ª ed. sociedade de economia mista e entidades (estatais) que prestam serviço público‘. É dizer. conforme linhas atrás registrado. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 1981). contém ressalva: ‗Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. Del Rey Ed.Rua Buenos Aires. entretanto.‘ Nos votos que proferi por ocasião do julgamento da ADIn 348-MG. pág.F. Quer dizer.. nosso ‗Responsabilidade e Controle das Empresas Estatais‘. já sob o pálio da CF/88. o preceito à toda evidência. (Eros Roberto Grau. as mencionadas expressões não têm aplicação. esteja explorando. em sentido estrito.F. pág. então. C. não há concorrência. 173. Impõe-se. Ed. 173. do citado art. RT. Os parágrafos. caput. Essa distinção. desaparece a finalidade do disposto no § 1º do art. atividade econômica em concorrência com a iniciativa privada.. 173 a expressão conota atividade econômica em sentido estrito: determina fiquem sujeitas ao regime próprio das empresas privadas. a suspensão parcial da eficácia das expressões impugnadas.br empresas públicas e às sociedades de economia mista‘ que explorem atividade econômica.. Recife/PE. no regime da CF/67. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. Espinheiro. 1973. É que.816-RJ e 153... referentemente às empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica.)‘ 86 . Pode existir.

ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. Malheiros. Emendas Constitucionais 6/95. VI. art. CF. art. 100.br No caso. 19/98. negou seguimento ao recurso extraordinário. ou o interesse coletivo relevante.br www. Assim. necessária (CF. 173 e 177)..F. 2º e 3º).F. art. CF. a. A atuação estatal na economia. gás natural e minério ou minerais nucleares. 636). à ECT não se aplicaria a imunidade mencionada. a atuação estatal na economia: 2) com monopólio: CF. o eminente Relator. Relator o Ministro Sydney Sanches (RTJ 113/786). não se aplica: a) ao patrimônio. integram o conceito de fazenda pública. art. estando ela sujeita à execução própria das pessoas públicas: C. incidindo.433RJ. 9/95. (. 1. VI. à renda e aos serviços relacionados com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. c) nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. fiscalizando. págs. as subsidiárias (CF. 174 e 177 ocorrerá: 1) mediante a exploração estatal de atividade econômica (CF. b) as sociedades de economia mista.2002) As reformas constitucionais que sobrevieram. vale dizer. quando o exigir a segurança nacional.com. Visualizada a questão do modo acima — fazendo-se a distinção entre empresa pública como instrumento da participação do Estado na economia e empresa pública prestadora de serviço público — não tenho dúvida em afirmar que a ECT está abrangida pela imunidade tributária recíproca (CF. A intervenção do Estado no domínio econômico dar-se-á (CF.. 779 e seguintes) e Celso Antônio Bandeira de Mello (―Curso de Direito Administrativo‖. Ministro Maurício Corrêa. 150. art. pág.12. XIX e XX. Valem.. os seus bens não podem ser penhorados. b) ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário.). art. 7/95. 150. art. ainda mais se considerarmos que presta ela serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. no ponto. 173. que é o serviço postal. No RE 204. cit.. incentivando e planejando. art.. tem aplicação a hipótese inscrita no § 2º do mesmo art. 87 . aliás. sustentando a impenhorabilidade dos bens da ECT (‗DJ‘ 25. estabelecendo que a imunidade do art. basicamente. Além de não estar. 174): figurando o Estado como agente normativo e regulador da atividade econômica. que será: 1. ob. X).02.‘ Conheço do recurso e dou-lhe provimento. tanto um quanto outro definidos em lei. 33/2001 e 42/2003 não alteram o entendimento. 173. Recife/PE.(. 21. na forma da lei.1.2. c) outras entidades estatais ou paraestatais. 150. 37.). por isso que cobra ela preço ou tarifa do usuário. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 619 e segs). 150 tem como destinatário entidade estatal que explore atividade econômica regida pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. tem-se uma empresa pública prestadora de serviço público — a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — ECT — o serviço postal (C.. X (Celso Antônio Bandeira de Mello. Malheiros.. 173). 8/95.. É que o § 3º do art. art. no RE 100. Os instrumentos de participação do Estado na economia serão: a) as empresas públicas.Rua Buenos Aires. Neste sentido. a). Os instrumentos dessa intervenção são as agências reguladoras. 80. Com efeito. A questão não pode ser entendida dessa forma.com. em três áreas: petróleo. 177. arts. No caso. portanto. ou 1. ainda. 17ª ed. 23ª ed. págs. as lições de José Afonso da Silva (―Curso de Direito Constitucional Positivo‖.1. Espinheiro.atfcursos.‖ (―DJ‖ de 19.98). 150.1. §§ 1º. arts. Dir-se-á que a Constituição Federal. o decidido pelo Supremo Tribunal Federal. equiparada às empresas privadas. no § 3º do art.653-RS..1. 21. Ocorrerá.

de Dir. Const. art. Sem prejuízo de outras garantias Com base nesse entendimento. Malheiros Ed. sendo seu regime jurídico pertinente àquele da Administração Direta.. 7ª ed.atfcursos. a imunidade recíproca. p.‘).br www. 88 . 38). uns dos outros. Trib. ―Imunidade Tributária dos Correios e Telégrafos‖. em interessante trabalho de doutrina — ―Imunidade Tributária das Empresas Prestadoras de Serviços Públicos‖. in ‗Curso de Direito Administrativo‘. 288/32. 509. 22-41).. Rev. aos Estados. ―Curso de Dir. Escreve Ives Gandra Martins: ―Em conclusão e em interpretação sistemática da Constituição e do tipo de serviços prestados pela consulente. Legislativa. São Paulo. p. 116). 652).2004.‖ (Roque Carrazza. por isso que ―são a longa manus das pessoas políticas que. haja vista tratar-se de prestadora de serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado (‗Art. 150. a lição de Ives Gandra Martins é no sentido de estar ela abrangida pela imunidade tributária do art.br A professora Raquel Discacciati Bello. quando delegatárias de serviços públicos ou de atos de polícia. X. a. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. p. 150. ao lecionar ―que as empresas públicas e as sociedades de economia mista. da CF. 65. que às empresas estatais prestadoras de serviços públicos não se aplica a vedação do art. em sede asseguradas ao contribuinte. ao Distrito Federal e aos Municípios:. 62 – v. renda ou serviços. por meio de lei. coordenação de Celso Antônio Bandeira de Mello. artigo 12. 1978).‖ (Ives Gandra da Silva Martins. RT. VI. próprios ou monopolizados. destarte. VI – instituir impostos sobre: a) patrimônio. conforme interpretação sistemática do inciso I.03.. 2003. na parte conhecida. a título de conclusão. nitidamente. p. sim.. Recife/PE. teria sido recebido ou não pela CF/88. Na mesma linha. conheço em parte do recurso e. 1986. Ministro CARLOS VELLOSO Relator (Sessão de julgamento ocorrida em 22.L. as criam e lhes apontam os objetivos públicos a alcançar. lhe dou provimento. A questão está. São Paulo. em regime de exclusividade. Vale repetir o que linhas atrás afirmamos: o serviço público prestado pela ECT — serviço postal — é serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado: CF. Espinheiro.‖ Roque Carrazza não destoa desse entendimento. mas. no afirmar que a ECT está abrangida pela imunidade tributária do art. Adilson Dallari (‗Imunidade de Estatal Delegada de Serviço Público‘. o princípio da imunidade recíproca‖. dentre outros. de 20. No que concerne à ECT.com. Eros Roberto Grau (‗Empresas Estatais ou Estado Empresário‘.06. § 3º. 1995. no que diz respeito aos serviços privativos. assim como o patrimônio da empresa é patrimônio da União. 150. a elas se aplicando. Adm. Bandeira de Mello (‗Curso de Dir. Tributário‖. são tão imunes aos impostos quanto as próprias pessoas políticas. do mesmo artigo. 19ª ed. de Inf.. é vedado à União. Do exposto. da UFMG.com. RT. 105107). p. a.‘. transcrição deste voto no Informativo nº 353) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 353 DO STF.ECT está abrangida pela imunidade tributária recíproca prevista no art. A questão. coordenação de Geraldo Ataliba.‘. a imunidade os abrange. a Turma reformou acórdão do TRF da 4ª Região que. 150. letra a. a. Trib. não está no afirmar se o D. 21. Ataliba (‗Curso de Dir. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ―A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .08. Revista Jurídica.69. entendo que a natureza jurídica dos serviços postais é de serviços públicos próprios da União. exclusivos. Colocadas tais premissas. portanto. sim. 80. da CF. da CF. 150.2004 – Acórdão publicado no DJ de 06.Rua Buenos Aires. VI. 1995. 132/183 — registra que ―pode-se afirmar. in Rev. VI.

Após.com.processar e julgar.ECT contra o Estado do Rio de Janeiro. relator. que a discussão acerca da garantia constitucional da imunidade recíproca (CF.9. e. em hipótese de conflito de repercussão maior. a referência a entidades da administração indireta está ligada ao envolvimento de pessoas jurídicas de direito público e. Espinheiro. na relação processual.2003. ainda. Tendo em conta que. sendo que o último precedente assenta a incompetência do STF pela alínea f.. ademais. em se tratando de cobrança de tributo . entendeu-se. a competência do STF para o julgamento de ação cível originária proposta pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . a qual se assenta no princípio da federação. quando a demanda cuidar de pessoa jurídica de direito privado.12. entendera que a atual Constituição não concedera tal privilégio às empresas públicas.br de embargos à execução opostos por Município.2002. a). o que não seria o caso. ou entre uns e outros. recebido pela CF/88. decisão pendente de publicação). 80. que ante o alcance do aludido preceito constitucional. 102 da CF. STF – PLENÁRIO – ACO 765/RJ – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. da CF. 12 do mencionado Decreto-Lei não fora. Tendo em conta a natureza jurídica da autora. 102. tendo em conta não ser possível o reconhecimento de que o art. a invocação ao art. bem como as sanções decorrentes da inadimplência do tributo – v. VI. O Min.IPVA relativamente a veículos de propriedade de empresa pública. ser a ela estendidos os mesmos privilégios concedidos aos entes estatais. b. 102.com.. art. Marco Aurélio.2005 – v.. pessoa jurídica de direito privado. Compete ao Supremo Tribunal Federal. Informativo 382. que abriu divergência. Salientou-se. REFERENTES AO JULGAMENTO DE QUESTÃO DE ORDEM: ―O Tribunal iniciou julgamento de questão de ordem suscitada em ação cível originária proposta pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .‖ 2.. com base na alínea f do inciso I do art. a União e o Distrito Federal. : I . a guarda da Constituição.. Eros Grau. Compete ao Supremo Tribunal Federal. ressaltou que os três primeiros precedentes citados não se aplicam ao caso. devendo. 6º do Decreto-lei 509/69. 102. III. com base no voto do Min. em que se pretende afastar a cobrança do IPVA. Afastou-se. Asseverou.processar e julgar.‘). I . 102. resolveu questão de ordem. Leia o inteiro teor do voto do relator na seção de Transcrições deste Informativo. em que se pretende afastar a cobrança do IPVA. a ECT é pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. o julgamento foi suspenso com o pedido de vista do Min. da CF (‗Art. ACO 503/RS. atrairia a competência originária do STF para julgar o feito (CF: ‗Art. DJU de 5. ainda. 150.atfcursos.ECT contra o Estado do Rio de Janeiro. o juízo federal de origem declinara de sua competência para o STF com base em precedentes da Corte (ACO 515 QO/DF. f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. 12 do Decreto-Lei 509/69 garanta o citado benefício à ECT. f. inclusive as respectivas entidades da administração indireta. ainda.4. já que tratam de ações cíveis originárias em que figura. por isso. art. qual seja. a distinção entre empresa pública como instrumento de participação do Estado na economia e empresa pública prestadora de serviço público. à vista do disposto no art. Recife/PE. por entender não incidir a norma do art.04.2003 e Rcl 2050/RS.2002). DJU de 27. que explora serviço de competência da União (CF. Informativo nº 382) ―O Tribunal. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. cabendo-lhe:. no sentido de reconhecer. mesmo assim. DJU de 25. 89 .br www. originariamente:. I. por maioria. TRECHOS DOS INFORMATIVOS NOS 382 E 390 DO STF. autarquia. Na espécie. empresa pública. bem como as sanções decorrentes da inadimplência do tributo. 21. precipuamente. que seus bens pertencem à entidade mantenedora. ACO 471/PR. no ponto. porquanto o tribunal a quo decidira que o art. resolveu a questão de ordem no sentido de determinar o retorno do processo àquele juízo.Rua Buenos Aires. Eros Grau.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07.. X). Precedente citado: RE 230072/RJ (DJU de 19.9.

com. Sua Excelência afastou a competência do Supremo Tribunal Federal. relator. por essa razão. 7. X da Constituição de 1. Resolvendo a ―Questão de Ordem‖. Evocou.‘). Sua Excelência esclareceu que o tema controvertido estava circunscrito à cobrança do IPVA . na espécie. e Carlos Velloso. aqui. que declinou da competência. ante o alcance do preceito constitucional. deixando de incidir. lide instaurada entre o Estado do Rio de Janeiro e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .ECT.. da Constituição. 2. pelo Estado do Rio de Janeiro.. razão pela qual o juízo federal determinou a remessa dos autos a este Tribunal. em se tratando de cobrança de tributo . Pedi vista dos autos e. 5. 90 . O Ministro Marco Aurélio ressalta em seu voto que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . na delegação de serviços postais. f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. inclusive as respectivas entidades da administração indireta. 4. Espinheiro. Embora resulte sempre dificultosa a identificação desta ou daquela parcela de atividade econômica em sentido amplo como serviço público ou como atividade econômica em sentido estrito.) Ainda que se pudesse vislumbrar repercussão maior no objeto estatutário da Empresa. portanto.. VI. ou entre uns e outros.IPVA .2005 – v.06. a União e o Distrito Federal.Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. da Constituição do Brasil (imunidade recíproca). repita-se. conflito a colocar em risco o sistema federativo. Sustentou ser em razão disso beneficiária da imunidade tributária prevista no artigo 150. pessoa jurídica de direito privado‖. Isso é precisamente o que se dá em relação às atividades de correio: o artigo 21. há casos nos quais essa identificação pode ser operada com facilidade. ―a‖. como fundamento da sua pretensão. Faço alusão. alínea ―f‖. originariamente. Acentuou mais: ―(. Informativo nº 390) VOTO-VISTA PROFERIDO PELO MINISTRO EROS GRAU SOBRE QUESTÃO DE ORDEM: Na sessão do dia 07 de abril de 2005. determinando o retorno do processo ao Juízo Federal.relativamente a veículos de propriedade de empresa pública. trago o processo para prosseguir o julgamento. do tributo incidente sobre os veículos de sua propriedade. Então. o que não é o caso. 80. a norma da alínea ―f‖ do inciso I do artigo 102 do Diploma Maior. Vencidos os Ministros Marco Aurélio. a hipóteses nas quais o próprio texto constitucional eleva algumas delas à primeira categoria. o decreto-lei 509/69.988 define competir à União ―manter o serviço postal e o correio aéreo nacional‖. 6.br www. bem como às sanções decorrentes do não-pagamento do tributo. nessa oportunidade. a referência a entidades da administração indireta está ligada ao envolvimento de pessoas jurídicas de direito público e mesmo assim em hipóteses de conflito de repercussão maior. Leia o inteiro teor do voto vencedor na seção Transcrições deste Informativo.atfcursos.Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. ter-se-ia a circunstância de não se configurar. Recife/PE.ECT integra ―administração indireta. que a criou com o objetivo de prestar os serviços postais a que alude o artigo 21. pessoa jurídica de direito privado‖. da Constituição. mas o faz como empresa pública e. tendo em consideração o disposto no artigo 102.br originariamente:.com. consigno que. o Ministro Marco Aurélio trouxe ao exame da Corte ―Questão de Ordem‖ pertinente à competência do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar. que afastavam essa competência. temos aí os serviços públicos por definição constitucional. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ajuizou ação declaratória visando o afastamento da cobrança. inciso I.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 01. 3. X..

VI. VI.Rua Buenos Aires. Leia-se o texto do artigo 12 do decreto-lei. mantida inclusive por outro departamento da Administração. DJ 14. O que resta definidamente evidente. Isso me parece inquestionável. e que. 80. 12. ainda que não extensivos a empresas privadas prestadoras de serviço público em regime de concessão ou permissão (art. veda a instituição de impostos sobre o patrimônio. artigo 21.11. Seu capital é detido integralmente pela União Federal (artigo 6º) e ela goza dos mesmos privilégios concedidos à Fazenda Pública. como tal tendo sido criada pelo decreto-lei nº 509. é que tanto o preceito inscrito no § 1º quanto o veiculado pelo § 2º do art. no quanto ora importa considerar. quer no concerne a foro. em seu artigo 150. As empresas públicas. à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes (CB. declarou ainda ter sido o decreto-lei recebido pela Constituição de 1988 e — repito — que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .com. neste passo. X)‖. 173 da Constituição de 1988 apenas alcançam empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica em sentido estrito. ―a‖. relator o Ministro Maurício Corrêa. à vista do disposto no artigo 6º do decretolei nº 509/69. renda e serviços da União. ―quer em relação a imunidade tributária. 175 da CF 88). observo que a Constituição do Brasil. como anotei em outra ocasião. Já o segundo. sociedades de economia mista e outras entidades estatais que prestem serviço público podem gozar de privilégios fiscais. que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é uma empresa pública. 9. o Ministério da Aeronáutica. que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é ―pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. não assujeitadas às obrigações tributárias às quais se sujeitam as empresas privadas. de 10 de março de 1969. o correio aéreo nacional. artigo 21. 91 . ―quer em relação a imunidade tributária. que lhe são deferidos os mesmo privilégios concedidos aos entes estatais. quando do julgamento do RE 220. o serviço postal e o correio aéreo nacional. não existir. Assentadas essas premissas. X)‖. O Pleno do Supremo Tribunal Federal declarou. artigo 150.906. direta ou indireta. Recife/PE.br www. Não se aplicam àquelas que prestam serviço público. que explora serviço de competência da União (CB.2002.atfcursos. 173 da Constituição do Brasil. tais atividades consubstanciam serviço público por definição 8. Tamanha essa evidência que dispensa quaisquer outras entre nós.com. em face do texto da Brasil. mais. 11. no que se refere ao patrimônio. Espinheiro. rendas e serviços. No que concerne às obrigações tributárias. o Ministério das Comunicações. garantia extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo poder público. a ela não se aplica o § 2º do art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. que não o incumbido de manter o serviço postal. E. Constituição do consubstanciar considerações: constitucional. dos Estados. a menor dúvida no que tange ao fato de a prestação do serviço postal serviço público. que explora serviço de competência da União (CF. é atividade instrumental dos correios [= serviço postal]. É certo. por outro lado. prazos e custas processuais‖. aí estão referidas duas atividades inteiramente distintas. O primeiro pode ser descrito como o conjunto de atividades que torna possível o envio de correspondência ou objeto postal de um remetente para um endereço final certo e determinado. entidade da Administração Indireta da União. como empresa pública mantida pela União Federal. portanto. 10.ECT é ―pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. direta ou indireta‖. na afirmação de que as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. seus ―bens pertencem à entidade mantenedora‖. apesar da doutrina em regra não se ter dado conta disso. § 2º). do Distrito Federal e dos Municípios. impenhorabilidade de seus bens. É certo.br Note-se bem que.

Sustenta a agravante que é abrangida pela imunidade tributária recíproca prevista no art. Espinheiro. todos os meios de operação dessas Pessoas de Direito Público. O Min. a ela amoldando-se qual u‘a luva ainda outra lição de Aliomar Baleeiro: constituem serviço público ―quaisquer organizações de pessoal.com. dada a impossibilidade de tributação de bens públicos federais pelo Estado do Rio de Janeiro em razão da garantia constitucional de imunidade recíproca e convencido de que ela. em razão de ser empresa prestadora de serviço público obrigatório e exclusivo do Estado. a princípio. I. Além disso. assenta-se basicamente no princípio da federação. na lição de Aliomar Baleeiro. com o que resultam afastadas eventuais pressões que umas e outras poderiam exercer entre si de forma recíproca. a EBCT é delegada da prestação de serviço público federal.br 13. Esses bens consubstanciam propriedade pública. da CF. NO ÂMBITO DESTA AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA: ―O Tribunal iniciou julgamento de agravo regimental interposto contra decisão que indeferira pedido de concessão de tutela antecipada formulado em ação cível originária proposta pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . 15. atrai o disposto no § 2º do art. A imunidade recíproca. 14. entendo verificar-se a competência originária desta Corte para conhecer e julgar a lide.br www. Recife/PE.ECT contra o Estado do Rio de Janeiro. bem como as sanções decorrentes da inadimplência do tributo. relator. Ante o exposto. para desempenho de funções e atribuições de sua competência. nos termos do disposto no artigo 102. REFERENTES AO JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO MINISTRO RELATOR QUE INDEFERIU A ANTECIPAÇÃO DE TUTELA JURISDICIONAL. Reiterando os fundamentos da decisão agravada. VI. a imunidade recíproca. ressaltou que. seus bens pertencem à entidade mantenedora. Retorno ao texto do artigo 12 do decreto-lei 509/69 para lembrar que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos goza dos mesmos privilégios concedidos à Fazenda Pública. 173 da CF (‗As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado‘). Ainda que no caso se cuide de empresa pública integrante da Administração Indireta. artigo 21. sob a responsabilidade dos poderes de Pessoa de Direito Público Interno. o DF e os Municípios. transcrição deste voto-vista no Informativo nº 390) TRECHO DOS INFORMATIVOS NOS 425 E 443 DO STF. A imunidade recíproca tende a evitar que as unidades da federação sejam compelidas a pagar impostos umas às outras. o que. Marco Aurélio. e a agravante é empresa pública com natureza de direito privado. estando integrados à prestação de serviço público. pessoa jurídica de direito privado. X).com. tendo em conta que o preceito evocado refere-se à imunidade recíproca entre a União. (v. explora serviço de competência da União — serviço público federal — e. sendo mantida pela União Federal (CB. 80. Esse patrimônio identifica-se com aquele que a Constituição define como imune aos impostos da titularidade de qualquer pessoa de direito público.atfcursos. negou provimento ao recurso por não vislumbrar tais requisitos. O fato jurídico que deu ensejo à causa é a tributação de bem público federal. a. em que se pretende afastar a cobrança do IPVA. enfim.Rua Buenos Aires. Sendo assim. afastou a relevância do pedido e a conclusão quanto à verossimilhança da alegação. nos termos do 92 . não se pode conceber a federação sem a imunidade tributária recíproca. e que estão presentes os requisitos autorizadores da tutela pretendida. 150. da Constituição. expressa ou implicitamente lhes comete. os Estados. peço vênia ao eminente Ministro Marco Aurélio para afirmar a competência desta Corte para o exame da matéria. para realização dos fins que a Constituição. material. 16. é uma forma de expressão do princípio federativo. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. comprometendo a unidade política essencial ao perfeito funcionamento do regime federativo. f. sob várias modalidades.

Informativo nº 443) G) Sociedade de economia mista prestadora de serviço público e impenhorabilidade de bens. Informativo 425.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 03. e Ricardo Lewandowski. 150 da CF. não incide a referida imunidade no caso em que se tem exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados ou quando haja contraprestação ou pagamentos de preços ou tarifas pelo usuário. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. por ser ela empresa pública com natureza de direito privado que explora atividade econômica. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. os serviços postais e de correio aéreo nacional. nos termos do art. por reputar ausentes os requisitos para concessão da liminar.com. Companhia do Metropolitano de São Paulo . não pode prevalecer o interesse creditício de terceiros.538/78. não são públicos nem se inserem na categoria de serviços postais demandará certa ponderação quanto à espécie de patrimônio. a princípio. 30 da Lei Maior. sobre o qual. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM ALEGAÇÃO DE OFENSA AO INCISO II DO § 1º DO ART. que a ECT é empresa pública federal que executa. no caso. relator. estende-se à ECT.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. opera em favor da agravante. embora a controvérsia acerca da caracterização da atividade postal como serviço público ou de índole econômica e a discussão sobre o alcance do conceito de serviços postais estejam pendentes de análise no Tribunal (ADPF 46/DF — v. 80. tendo em conta diversos julgamentos da Corte reconhecendo a índole pública dos serviços postais como premissa necessária para a conclusão de que a imunidade recíproca se estende à ECT. 173 DA MAGNA CARTA. VI. Espinheiro. fica sem efeito a decisão do Juízo da execução.2006 – v. ante o caráter essencial do transporte coletivo. 21. o Tribunal.Rua Buenos Aires. ao menos. inequivocamente. Asseverou-se. que determinou o bloqueio de vultosa quantia nas contas bancárias da executada. PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO. que a circunstância de a ECT executar serviços que. 150.10. Vencidos os Ministros Marco Aurélio. EMENTA: ―CONSTITUCIONAL E PROCESSO CIVIL. da CF. a qual deverá ocorrer no julgamento de mérito da citada ADPF. Joaquim Barbosa.br § 3º do art. a. Esclareceu-se.com. Conclusão que se reforça. à ECT. para suspender a exigibilidade da cobrança de IPVA sobre os veículos da agravante — v. Informativo nº 425) ―Em conclusão de julgamento. Entendeu-se que. por maioria. PENHORA INCIDENTE SOBRE RECEITA DE BILHETERIAS. Recife/PE. ademais. inicialmente. assim considerado pelo inciso V do art. STF – PLENÁRIO – AC-MC 669/SP – RELATOR: MINISTRO CARLOS BRITTO. Adota-se esse entendimento sobretudo em homenagem ao princípio da continuidade do serviço público. 93 . 1.ECT contra o Estado do Rio de Janeiro.2006 – v. concluindo ser inaplicável. Até o julgamento do respectivo recurso extraordinário. da CF.br www.05. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. afirmou-se que a presunção de recepção da Lei 6. já que a agravante vem pagando ao agravado os tributos previstos na legislação de regência. pela CF/88. entendeu que não há receio de dano irreparável ou de difícil reparação. X. quais sejam. dois serviços de manutenção obrigatória para a União. deu provimento a agravo regimental. MEDIDA CAUTELAR. interposto contra decisão que indeferira pedido de concessão de tutela antecipada formulado em ação cível originária proposta pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . renda e serviços protegidos pela imunidade tributária recíproca.METRÔ. prevista no art. que negavam provimento ao recurso. Informativos 392 e 409). SISTEMA METROVIÁRIO DE TRANSPORTES.atfcursos. O julgamento foi suspenso com o pedido de vista do Min. a imunidade recíproca. Da mesma forma. Considerou-se estar presente a plausibilidade da pretensão argüida no sentido de que a imunidade recíproca.

173. no recurso extraordinário. porquanto não exerce atividade econômica em sentido estrito. entendeu-se. do CPC. o responsável pelo seu acompanhamento em juízo deixa de apelar. Vencido o Min. 678.2006) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 404 DO STF. tal como concedida pela Corte à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . STF – PLENÁRIO – MS 25. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br Nesse entretempo. concedeu liminar em ação cautelar para conferir suspensão dos efeitos de decisão de 1ª instância — que. integrantes da administração indireta. por maioria. art. até o julgamento de recurso extraordinário por esta interposto. em execução. art. I. bens e valores públicos da administração direta e indireta.10. e para restabelecer esquema de pagamento antes concebido na forma do art. art. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: FISCALIZAÇÃO PELO TRIBUNAL DE CONTAS.092/DF – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. com base no princípio da continuidade do serviço público. art. EMENTA: CONSTITUCIONAL. nas instâncias ordinárias.Rua Buenos Aires. não obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista. Recife/PE.2002). II. – Ao Tribunal de Contas da União compete julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. de 1992. O argumento de que a não-interposição do recurso ocorreu em virtude de não ter havido adequada comunicação da publicação da sentença constitui matéria de fato 94 . 620 do CPC. II.2005 – Acórdão publicado no DJ de 26. qual seja. parágrafo único. 678 do CPC. razão pela qual pleiteia a prerrogativa da impenhorabilidade de seus bens. ADMINISTRATIVO.05. § 1º.com.11. III. 1.ECT no julgamento do RE 220906/DF (DJU de 14. V). Lei 8. 30. Sustenta a ora requerente. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTA MEDIDA LIMINAR NO ÂMBITO DE PROCESSO CAUTELAR: ―O Tribunal. 80. ADVOGADO EMPREGADO DA EMPRESA QUE DEIXA DE APRESENTAR APELAÇÃO EM QUESTÃO RUMOROSA. e as contas daqueles que derem causa a perda. que não se lhe aplica o regime jurídico próprio das empresas privadas (CF. TRIBUNAL DE CONTAS. estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas. Marco Aurélio que indeferia a liminar ao fundamento de que a empresa em questão é sociedade de economia mista que exerce atividade econômica em sentido estrito. – Numa ação promovida contra a CHESF. Tendo em conta tratar-se de empresa estatal prestadora de serviço público de caráter essencial. Medida cautelar deferida. e que a penhora recai sobre as receitas obtidas nas bilheterias da empresa que estão vinculadas ao seu custeio. não lhe sendo extensível a orientação fixada pelo Supremo em relação à ECT.443. densa a plausibilidade jurídica da pretensão e presente o periculum in mora.METRÔ —. a inexistência de outros meios para o pagamento do débito.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 06.atfcursos. o transporte metroviário (CF.com. havendo sido reconhecida. 71. bem como no disposto no art. – As empresas públicas e as sociedades de economia mista. determinara a penhora dos recursos financeiros da Companhia do Metropolitano de São Paulo . I). Espinheiro.br www. II). incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal. 1º. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário (CF. restaura-se o esquema de pagamento concebido na forma do art.‖ H) Sociedade de economia mista e controle pelo Tribunal de Contas (Novo entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal).

21).CHESF. porquanto. que tornou inquestionável o vínculo contratual entre a empresa Hidroservice e a CHESF. p. interpôs recurso de reconsideração.000. não poderia o impetrante ter praticado o ato que lhe é imputado. Inicialmente. informa o impetrante que. Deixei para apreciar o pedido da liminar com as informações do órgão apontado coator (fl. Órgão vinculado ao Departamento Jurídico – DJU.br www. IV. 269-293). 21). Nesse contexto.03.2005 – Acórdão publicado no DJ de 17. requer a concessão da segurança. ressalta que. que foram rejeitados (Acórdão 622/2004-TCUPlenário — fls. 95 . não ordena despesa e não utiliza. 23).319/1992-1. a competência para orientar e elaborar a defesa da CHESF em juízo era do Departamento Jurídico . conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do MS 23. 329-340). contra ato do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 06) RELATÓRIO: Trata-se de mandado de segurança impetrado por ANTÔNIO JOSÉ DE FARIAS SIMÕES. dinheiros ou valores públicos. 355-359). – Mandado de segurança indeferido. 22). por ser a CHESF uma sociedade de economia mista.11. consubstanciado no Acórdão 413/2002-TCU-Plenário (fls. com a imediata deflagração do processo de execução‖ (fl. gerencia. b) ausência de violação à norma legal ou regulamentar de natureza operacional por parte do impetrante. como o próprio DJU‖ (fl. Dessa forma. c) existência de causa eficiente a justificar a não-interposição do recurso de apelação. conseqüentemente. Inconformado. proferido nos autos do Processo TC-022. com a exclusão do nome do Impetrante do rol de devedores‖ (fl. que aplicou multa de R$ 5. guarda ou administra bens.Rua Buenos Aires. Espinheiro. do referido acórdão. advogado da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco . que subsidiava tanto a CJU. Ao final. Recife/PE. incumbia tão-somente fixar a estratégia e a orientação geral quanto aos processos de grande significado. o seguinte: a) incompetência do Tribunal de Contas da União para julgar e punir o impetrante. 473). requer o impetrante seja concedida medida liminar para suspender os efeitos do ato impugnado. não exerce qualquer função de diretoria ou execução administrativa.atfcursos. relativo à Tomada de Contas Especial da CHESF. o que não é possível no processo do mandado de segurança. que pressupõe fatos incontroversos.DJU. No mérito. (Sessão de julgamento ocorrida em 10. mais. que foi desprovido (Acórdão 207/2004-TCU-Plenário — fls.br dependente de dilação probatória. 80. no exercício de suas atividades.2006.com. consubstanciada ―no fato de não ter havido a adequada comunicação da publicação da sentença que julgou os Embargos de Declaração na ação principal de CUMPRIMENTO DE CONTRATO movida pela HIDROSERVICE contra a CHESF‖ (fl. arrecada. não lhe é aplicável o processo de tomada de contas especial. ressalta que. opôs embargos de declaração. Sustenta. ―se ignorava informação que era da responsabilidade de colheita da Divisão de Procuradoria Jurídica – DAPG. Ademais. de acordo com o manual de organização da empresa. na qualidade de Consultor Jurídico da CHESF. ordenar à Autoridade impetrada a baixa do procedimento em questão. para ―anular o ato coator e.875/DF. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com. a quem.00 (cinco mil reais) ao impetrante em razão da não-interposição de apelação contra sentença proferida em ação ordinária de cumprimento de contrato. d) ocorrência do periculum in mora dado que ―a insubmissão do Impetrante ao adimplemento da multa acarretará a inscrição do valor respectivo na dívida ativa da União. em síntese.

eis que a aplicação de sanções não é medida restrita ao exercício da competência de julgamento de contas. manifestou-se pela denegação da segurança e pela revisão do anterior entendimento do Supremo Tribunal Federal‖ (fl. ―a nova composição dos membros da Suprema Corte. sendo também cabível no exercício da competência de fiscalização. Cláudio Fonteles. em parecer lavrado pelo então Procurador-Geral da República. e impõe uma forma de fiscalização adequada à garantia do patrimônio público.627/DF. no mérito. no caso. 473).782 e 24.12. embora com estrutura privada. modificada em quase 50%.2004. em síntese. na qualidade de litisconsortes passivos necessários unitários. Além disso. 492).875‖ (fl. 80. fumus boni juris. Espinheiro. na medida em que evita desvio e desperdício dos poucos e insuficientes recursos públicos. porquanto não configurado. a presença do Finalmente. 478-553). o Supremo Tribunal Federal decidiu. Prof. talvez desvinculada e distanciada do entendimento que norteou as decisões do STF nos MS 23.471. sustentando. portanto. o Presidente do Tribunal de Contas da União as prestou (fls. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. fiquei vencido. que não é aplicável às sociedades de economia mista o processo de Tomada de Contas Especial (Lei 8. de que fui relator originário. Nesse contexto. ficando eu vencido. 570-585). VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: No julgamento do MS 23.891. não obstante a existência de decisões nesse sentido. 24.br Requisitadas informações (fl.627 e 23. 24. indeferi o pedido de integração à lide das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e deferi a medida liminar pleiteada (fls.443/92). b) ausência de posição consolidada do Supremo Tribunal Federal quanto à ilegitimidade do TCU para fiscalizar sociedades de economia mista.3.atfcursos. 24. até esta data — o julgamento foi realizado no ano de 2001 —. ressalta que o controle exercido pelo TCU assume papel preponderante. não foi publicado. A Procuradoria Geral da República. opina pela revogação da medida liminar e. pela denegação da ordem (fls. e) não-cabimento do pedido de liminar. na qualidade de litisconsortes passivos necessários unitários. Em 18. mormente porque a maioria do capital social em nome da União confere à empresa caráter eminentemente público.com. pois negar a competência do TCU é negar a do Congresso Nacional para o exercício do controle externo. ensejará a análise da matéria de forma inédita para muitos e.com. ―o Ministério Público Federal. 558-561). Recife/PE. 96 . bem como o indeferimento da liminar pleiteada. pendentes de julgamento e que tratam da mesma tese aqui discutida. 492). c) essencialidade do TCU no controle externo das sociedades de economia mista.627/DF —.439.2004. acórdão que.Rua Buenos Aires. Autos conclusos em 15. o seguinte: a) necessidade de integração à lide das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. que foi designado Relator para o acórdão. por meio de auditorias e inspeções a serem realizadas pela Corte de Contas por solicitação das Casas Legislativas ou de suas comissões. Nesse julgamento — MS 23.br www.11. d) competência do TCU para aplicar sanções ao impetrante. requer a autoridade impetrada a citação das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. dado que. À pauta em 02. já que a maioria dos eminentes Colegas seguiu o voto do Ministro Ilmar Galvão. É o relatório. nos autos dos Mandados de Segurança n.2005.

REGIME AO QUAL ESTÃO SUBMETIDOS OS EMPREGADOS DO BANCO.875/DF. bens e valores públicos da administração direta e indireta.br www.4.. Como é sabido. MANDADO DE SEGURANÇA DEFERIDO. portando este a seguinte ementa: ―CONSTITUCIONAL. cuidando do tema. de 1998.875/DF. o Supremo Tribunal Federal decidiu da mesma forma. no julgamento do MS 23.com. A Lei nº 8. A PARTICIPAÇÃO MAJORITÁRIA DO ESTADO NA COMPOSIÇÃO DO CAPITAL NÃO TRANSMUDA SEUS BENS EM PÚBLICOS.F. pretender eximir-se a sociedade de economia mista da fiscalização do TCU. II. ATO DO TCU QUE DETERMINA TOMADA DE CONTAS ESPECIAL DE EMPREGADO DO BANCO DO BRASIL – DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S. art. Jorge Ulisses Jacoby Fernandes.A. é pretender interpretar a Constituição no rumo da lei ordinária.2004) A segurança jurídica recomenda observância do entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal.) A Constituição da República. que ‗esse dispositivo não pode ser interpretado isoladamente.com. entretanto. O eminente Ministro Nelson Jobim foi designado Relator para o acórdão.F. II. a Constituição submete à fiscalização do Tribunal de Contas da União as contas dos administradores de entidades que integram a administração indireta... CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Recife/PE.br Posteriormente. Sr.Rua Buenos Aires. PARA APURAÇÃO DE ‗PREJUÍZO CAUSADO EM DECORRÊNCIA DE OPERAÇÕES REALIZADAS NO MERCADO FUTURO DE ÍNDICES BOVESPA‘.627/DF. pelo seu Plenário. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. OS BENS E VALORES QUESTIONADOS NÃO SÃO OS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGADA INCOMPATIBILIDADE DESSE PROCEDIMENTO COM O REGIME JURÍDICO DA CLT. Permito-me. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal. e as contas daqueles que derem causa a perda. de que fui relator originário. Posta a questão nestes termos. ao argumento de que os seus servidores estão submetidos ao regime celetista. Destaco do voto que proferi no MS 23.875/DF: ―(. 71. 173 da C. reiterar o entendimento que manifestei no julgamento dos mencionados Mandados de Segurança 23. ATIVIDADE TIPICAMENTE PRIVADA. O PREJUÍZO AO ERÁRIO SERIA INDIRETO. ATINGINDO PRIMEIRO OS ACIONISTAS. ficando eu novamente vencido. ao qual me reportei no julgamento do MS 23. Insere-se no capítulo pertinente aos 97 .atfcursos. 80. DESENVOLVIDA POR ENTIDADE CUJO CONTROLE ACIONÁRIO É DA UNIÃO. Expressamente. C. O TCU NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA JULGAR AS CONTAS DOS ADMINISTRADORES DE ENTIDADES DE DIREITO PRIVADO. no rumo da Constituição. comentando o art. pois. Presidente. leciona. de 1992 — Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União — repete. estabelece competir ao Tribunal de Contas julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. I. MAS OS GERIDOS CONSIDERANDO-SE A ATIVIDADE BANCÁRIA POR DEPÓSITOS DE TERCEIROS E ADMINISTRADOS PELO BANCO COMERCIALMENTE.443.627/DF e 23.‖ (―DJ‖ de 30. 71.. no seu artigo 1º. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE AO IMPETRADO PARA EXIGIR INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL AO IMPETRANTE. Espinheiro. SUBSIDIÁRIA DO BANCO DO BRASIL. a disposição inscrita no art. sempre e sempre. É mesmo um truísmo a afirmativa de que a lei deve ser interpretada. já no sistema instaurado pela Emenda Constitucional nº 19. as empresas públicas e as sociedades de economia mista integram a administração indireta.

assim capitais públicos. a lesão ao patrimônio de uma sociedade de economia mista atinge. Brasília Jurídica. Acrescente-se. como se dirigissem uma empresa privada. pelo que poderse-ia afirmar que ‗dano ao Banco do Brasil não significa dano ao Erário‘. vão aproveitar-se centenas de sociedades de economia mista. Assim. (. Celso Antônio Bandeira de Mello. págs. assim dano ao Erário. não desqualifica o dano ao capital público. dissertando sobre a peculiaridade de regime das estatais.Rua Buenos Aires. O seu regime é híbrido. pois. Do exposto. pág. constituem maioria. 80. apenas sujeita à lei das sociedades anônimas. uma sociedade de economia mista. Espinheiro. 132). também.‖ Acrescentei: ―Sr. porque. Mesmo com o advento da Reforma Administrativa. estão sujeitas à fiscalização dos Tribunais de Contas.. elas se submetem ao direito público. da existência de irregularidades ou de desvio de dinheiros públicos. 71 da Constituição Federal. Por isso.br princípios da atividade econômica e visa garantir a efetividade do princípio da livre iniciativa. nº 19. conferido no art. Um dano. da qual o Estado participa. portanto — além de atingir. este não é um caso ideal para apreciação da questão da tomada de contas. alertar aos meus eminentes pares para o seguinte: do precedente do Banco do Brasil. não tem procedência. Malheiros Ed. minoria na sociedade de economia mista. dano ao capital privado.. o capital público — o Erário. de que. também. 10ª edição). de boa reputação sob o ponto de vista da moralidade.com. 1998. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. assim de um dano ao Erário. ‗Curso de Direito Administrativo‘. ao patrimônio do Banco do Brasil significa dano ao Erário. ‗Tomada de Contas Especial‘. Atlas. leciona que as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Esclareço mais: a tomada de contas se faz diante de denúncias de irregularidades.). 71. constituindo sofisma pretender erigi-lo numa prerrogativa dos dirigentes de estatais de usar e abusar dos recursos públicos. III e IV (Celso Antônio Bandeira de Mello. por isso mesmo. em termos de controle.‘ (Jorge Ulisses Jacoby Fernandes. Ed. na linha da lição da professora Maria Sylvia Zanella di Pietro. É uma garantia em favor da sociedade. tendo em vista especialmente a necessidade de fazer prevalecer a vontade do ente estatal que as criou para atingir determinado fim de interesse público. De outro lado. Desejo. o argumento do impetrante. Não devemos liberar da fiscalização do Tribunal de Contas. por agentes do Tribunal de Contas. O mesmo pode ser dito relativamente ao argumento de que estaria o Banco. essas entidades ficam jungidas ao controle dos Tribunais de Contas. É uma instituição séria.com. não seria possível distinguir se a lesão teria sido causada ao patrimônio privado ou ao patrimônio público. Ora. uma sociedade de economia mista se constitui de capitais do Estado e capitais privados. o capital privado. o Banco do Brasil goza de boa saúde econômica e. certo que os capitais do Estado. sejam exploradoras de atividade econômica ou sejam prestadoras de serviço público. 13ª edição.. Presidente. O fato de significar.atfcursos. incumbido pela 98 . II.. 1º da própria Constituição Federal. Recife/PE. 2ª ed. porque previsto no art. sob muitos aspectos. ou diante da verificação. como acionista. empresas estatais que não gozam da mesma saúde econômica e moral do Banco do Brasil. consagrada pela Emenda Const.br www. tendo em vista o disposto no art. da decisão que aqui parece que vai ser tomada. tratando-se de sociedade de economia mista.‘ (‗Direito Administrativo‘. indefiro o writ e casso a medida liminar concedida. que as entidades da administração indireta — empresas públicas e sociedades de economia mista — ‗nunca se sujeitam inteiramente ao direito privado. de apropriação de dinheiros públicos. sem dúvida. da confiança dos brasileiros. sobretudo. 161-162). 2001.

regido pela CLT. sucedeu que. Estado de Pernambuco. enquanto aquele E. 10). porque a HIDROSERVICE. 02). a fim de fazer cessar esse clima de animosidade.‖ A segurança. porém. E nós sabemos que muitas dessas entidades não cuidam bem do dinheiro e dos bens públicos. pendentes de julgamento. Tribunal de Justiça de Pernambuco. Recife/PE. as estaduais e as municipais. Não há falar em fiscalização do acionista minoritário. Esclarece. no sentido de liberar os pagamentos retidos. também. É que o impetrante ―é empregado da COMPANHIA HIDRO ELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO – CHESF‖ (fl. Devido a essas desinteligências. initio litis. penso que é do meu dever. Tribunal liberava os bloqueios de contas referidos. tratando-se de sociedade de economia mista. primeiramente. no Estado de Pernambuco (doc. concernentes à fiscalização das obras da Usina de Itaparica. na qual lograra sentença favorável no sentido de prosseguir na execução dos serviços que lhes foram liminarmente assegurados e contra essa sentença a CHESF opôs EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (doc. 80. em ação cautelar promovida perante a 2ª Vara Cível da Comarca da Capital do Diz-se rumoroso processo. Tratando-se de empresa pública. ordenando a suspensão de certame licitatório aberto pela CHESF para a execução dos serviços de controle de qualidade das obras da Usina de Xingó. restando. Há uma outra questão. 99 . sob o fundamento de que tais serviços constituíam uma extensão de outros idênticos contratados anteriormente com aquela empresa de engenharia. o Impetrante recebeu entre outras incumbências. na época dos fatos a função de Chefe da Divisão Jurídica daquela Empresa. O poder público é sempre acionista majoritário. quando foi convidado a ocupar o cargo de Consultor Jurídico.br www. como localizada em outro sítio hidrológico.. Espinheiro. em sede de cautelar.atfcursos. em razão dos sistemáticos bloqueios de contas bancárias. portanto. cujo inadimplemento ensejou novos procedimentos judiciais intentados pela HIDROSERVICE visando o recebimento dessas faturas. integrantes da administração indireta. 09). a HIDROSERVICE promovera a ação principal correspondente. Presidente. exsurgiu forte animosidade entre a empresa e o E. a celebrar acordo com a HIDROSERVIÇE. Sr. centenas de empresas estatais. esta obra não somente distinta. doc. AÇÃO ORDINÁRIA DE CUMPRIMENTO DE CONTRATO.br Constituição de fiscalizar a boa aplicação desses dinheiros e dos bens públicos.) Pois bem. Muito obrigado. localizadas nos Estados de Sergipe e Alagoas. 09). ao assumir a CONSULTORIA JURÍDICA da CHESF. em que pese. levando a CHESF. na inicial: ―(. E não serão somente as federais que vão se aproveitar da decisão. ocupando vaga de Advogado. sobreveio o vencimento de várias faturas correspondentes aos serviços entregues à HIDROSERVICE por força da mencionada liminar. a de acompanhar rumoroso processo movido pela HIDROSERVICE contra a CHESF. sob tal aspecto.. por longo tempo. tendo como objeto pretensões vinculadas à fiscalização de obras da empresa em andamento. que se espalham por esses brasis. lograra liminar. Serão. relator que sou da segurança.com. e a mesma liminar determinando a manutenção da HIDROSERVICE à frente dessa fiscalização. o poder público detém a totalidade do capital. No curso desse conflito.Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com. é de ser indeferida. Em paralelo a essas démarches. ocasionando diversos bloqueios de contas bancárias da CHESF (v. alertar os meus eminentes pares para a importância da decisão que será tomada. Exercia.

‖ (Fls. art. 159.br De sorte que. Aqui. aqueles Embargos Declaratórios foram julgados. 32. 70. ensejando a Execução. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTE MANDADO DE SEGURANÇA: 100 . TOMADA DE CONTAS: ADVOGADO. (. tinha a incumbência de acompanhar. ato de administração consultiva. mediante interpretação da lei das licitações.906/94. cuidamos de parecer oferecido pelo advogado da empresa sugerido determinada contratação. numa causa submetida à Justiça. o Impetrante já encontrou aquele acordo firmado. O impetrante. fatos controvertidos. prejuízo para a empresa. Lei nº 8. oferece parecer sugerindo contratação direta. entretanto. 2º. art.br www. certamente. sendo. art. 80. art. art. § 3º. 7º. os aludidos Embargos de Declaração na ação principal continuavam à espera de julgamento. No julgamento do MS 24. ou de ato ou omissão praticado com culpa.. indefiro o writ. 34. Finalmente. chamado a opinar.‖ (―DJ‖ 31. – Mandado de Segurança deferido.atfcursos. quando muito.). Tem-se. enquanto. sem licitação. art. – O advogado somente será civilmente responsável pelos danos causados a seus clientes ou a terceiros. decidiu o Supremo Tribunal Federal: ―EMENTA: CONSTITUCIONAL. art. por mim relatado. está-se ver. ao tomar posse na Consultoria Jurídica .. Civil. Malheiros Ed. dado que o parecer não é ato administrativo. estamos diante de um fato: a não-interposição de apelação.com.. – Advogado de empresa estatal que. 71.Rua Buenos Aires. III. advindo. único. TRECHO DO INFORMATIVO Nº 408 DO STF. Pretensão do Tribunal de Contas da União em responsabilizar o advogado solidariamente com o administrador que decidiu pela contratação direta: impossibilidade. acabou transcorrendo in albis o prazo de apelação. ADMINISTRATIVO.2003) Ali. I. que visa a informar. que desautorizam a impetração. no caso. certo que o processo de segurança não admite dilação probatória. 32. 03-04) É dizer. mediante interpretação da lei das licitações. 03). PROCURADOR: PARECER. art.10. em sentido largo: Cód. conforme vimos. o ―rumoroso processo movido pela HIDROSERVICE contra CHESF‖ (Inicial. elucidar. Espinheiro. 377. de 1994. fl.. Do exposto. parág. 13ª ed. mas. sem licitação.073/DF. Celso Antônio Bandeira de Mello.. daí. p. A não-interposição de apelação representaria uma estratégia de defesa? Argumenta o impetrante não ter havido adequada comunicação da publicação da sentença que julgara os embargos de declaração na ação principal. 133. art. inescusável.906. II.com.CJU. a CHESF não apelou da sentença. se decorrentes de erro grave. em nome da CHESF. IX. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Lei 8. ‗Curso de Direito Administrativo‘. Recife/PE. devido a falhas no acompanhamento da publicação da sentença pela Procuradoria Jurídica. TRIBUNAL DE CONTAS.F. C. II. sugerir providências administrativas a serem estabelecidas nos atos de administração ativa.

por força do disposto no art. no período compreendido entre a promulgação da CF/1988 e o advento da referida lei. ademais. Recife/PE.br www.Petrobrás contra acórdão do STJ que. o Tribunal denegou mandado de segurança impetrado contra ato do TCU que. Nesse sentido.atfcursos. Precedente citado: REsp 533. em nome deste.478/97 e regulamentado pelo Decreto 2.2004 – v. resolvendo questão de ordem. o Tribunal resolveu questão de ordem formulada pelo Min. o erário. além do capital privado. deferiu medida cautelar para emprestar efeito suspensivo a recurso extraordinário interposto pela Petróleo Brasileiro S/A . com o advento da EC 9/95. por sociedade de economia mista. restabelecera a eficácia de tutela antecipada que suspendera as suas licitações. Marco Aurélio. 80. que as entidades da administração indireta não se sujeitam somente ao direito privado. bens e valores públicos das entidades integrantes da administração indireta. em razão de a sociedade de economia mista constituir-se de capitais do Estado. 71. processo julgado conjuntamente.666/93. Com base nesse entendimento. Quanto à plausibilidade jurídica do pedido. de relatoria do Min. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. em sua maioria.745/98. não importando se prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividade econômica. 121 da Lei n. que flexibilizara a execução do monopólio da atividade do petróleo. as quais utilizavam procedimento licitatório simplificado. visando ao interesse público. mesmo que esses serviços já se alongassem por anos. ressaltaram-se 101 . inviável na sede eleita. tendo em conta que.666/1993 exclui de tal obrigação os contratos firmados antes de sua vigência. Consideraram-se presentes os requisitos necessários à pleiteada concessão. tendo em vista notadamente a necessidade de prevalência da vontade do ente estatal que as criou. considerou-se que as alegações do impetrante demandariam dilação probatória. já se impunha observar as normas gerais sobre licitação.08. já que seu regime é híbrido. não há como se entender que o art. Informativo nº 219) J) Petrobrás: Admissibilidade de realização de procedimento licitatório diferenciado. afirmou-se que.‖ (STJ – Segunda Turma – REsp 80. No mais. asseverou-se que a submissão da Petrobrás a regime diferenciado de licitação estaria. Ressaltou-se. não sujeitas à Lei 8. ―As sociedades de economia mista integram a administração pública e estão sujeitas aos princípios norteadores da atuação do Poder Público.613-RS. da CF.br ―O Tribunal de Contas da União.300/1986. tal como a impessoalidade e a moralidade. a lesão ao patrimônio da entidade atingiria. Aplicou-se o mesmo entendimento ao MS 25181/DF. causídico desta. justificado. DJ 3/11/2003. ―A Turma. o que teria causado prejuízo à entidade. mesmo considerando que estão sujeitas à regência do Direito Privado ou que explorem atividade econômica. e em muitos aspectos. à primeira vista. Espinheiro.com. à época contidas no DL n. sustentar oralmente as razões da Corte de Contas. Preliminarmente.com. em processo de tomada de contas especial envolvendo sociedade de economia mista federal.061/PR – Relator: Ministro Castro Meira – Sessão de julgamento ocorrida em 24. 2. a ora requerente passara a competir livremente com empresas privadas. previsto na Lei 9. Marco Aurélio e decidiu que o Consultor Jurídico do TCU pode. tem competência para proceder à tomada de contas especial de administradores e demais responsáveis por dinheiros. No mérito.Rua Buenos Aires. 8.‖ I) Obrigatoriedade de realização de licitação. II. para contratação de serviços advocatícios. pois. Em conclusão. ao direito público. ao pagamento de multa por não ter ele interposto recurso de apelação contra sentença proferida em ação ordinária de cumprimento de contrato. mas também. Conclui-se que a obrigação de licitar imposta a essas sociedades decorre da própria CF/1988. condenara o impetrante. quando esteja em causa controvérsia acerca da competência desta. Desse modo. também em medida cautelar. haveria a obrigatoriedade de prévia licitação para que o banco estadual contratasse os serviços prestados pela sociedade de advogados.

05. Ademais. Informativo nº 426) K) Cabimento de mandado de segurança contra licitação realizada por sociedade de economia mista.666/1993) para selecionar a melhor proposta para contratar serviços na área de cartão de crédito seria um ato tipicamente mercantil. a Turma.534-RS. Ressaltou que a jurisprudência confere ao conceito de autoridade. de ato de autoridade e não de gestão. e a licitação (por disposição da Lei n.2006 – v.br as conseqüências de ordem econômica e política que adviriam com o cumprimento da decisão impugnada. Recife/PE. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. com reflexos imediatos para a indústria. 8. por maioria. determinando o retorno dos autos à instância de origem para análise das demais questões. § 1º.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 04. DJ 25/2/2002. Informativo nº 283) 2. e REsp 122. REsp 299. ao prosseguir o julgamento. DJ 25/2/2002. Assim.193 QO-MC/RJ – Relator: Ministro Gilmar Mendes – Sessão de julgamento ocorrida em 09. o Tribunal a quo decretou a extinção do mandamus. ―A Turma. Relator considerou que é cabível mandado de segurança para impugnar ato de comissão de licitação de sociedade de economia mista.atfcursos. 1. o que ocorre com a licitação regida pela citada lei. REsp 533. Além de que a pretensa autoridade coatora não agiu no exercício de funções delegadas do Poder Público.com. Espinheiro. no ponto.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 18.com. REsp 299. Isso posto. na específica hipótese.05. Neste Superior Tribunal. a caracterizar perigo de dano irreparável. DJ 12/9/2005.157-PR. comércio e.Rua Buenos Aires. mas ainda não distribuído no STF. Denise Arruda em seu voto-vista. III. ―Na espécie.783-MT. pois abrange os atos praticados pelos dirigentes de sociedade de economia mista quando sujeitos às normas de Direito Público. Precedentes citados: REsp 598. por maioria.br www. para fins de impetração. caso a Petrobrás tivesse que aguardar o julgamento definitivo do recurso extraordinário. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 594. haja vista que se consubstancia em ato administrativo sujeito às normas de Direito Público. cuida-se.834-RJ.668/RS – RELATOR PARA ACÓRDÃO: MINISTRO LUIZ FUX. 173. um sentido amplo. Precedentes citados: REsp 533. DJ 19/9/2005. DJ 21/2/2000. DJ 3/11/2003.478/97) poderia tornar inviável a atividade da Petrobrás e comprometer o processo de exploração e distribuição do petróleo em todo país. ao prosseguir o julgamento. DJ 3/11/2003. que a suspensão das licitações realizadas com base no Regulamento do Procedimento Licitatório Simplificado (Decreto 2.‖ (STF – Segunda Turma – AC 1. tal como aduzido pela Min.2006 – v. DJ 28/10/2002. para toda a população. que o dirigente da sociedade de economia mista tem legitimidade para figurar como autoridade coatora em mandado de segurança impetrado contra ato praticado em licitação. Isso porque. REsp 430. Entendeu-se.762-RS. da CF/1988) a que está obrigada por força do art. o Min.2006 – v. enfim. entendeu.613-RS.834-MT. daquela Carta. deu provimento ao recurso. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 683.745/98 e Lei 9. a sociedade de economia mista sujeita-se aos princípios da Administração Pública quando promove licitação (art. entendendo ser incabível o mandado de segurança porque se tratava de sociedade de economia mista.613-RS.117/RS – RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX. o edital de licitação subscrito pelo presidente daquela sociedade para contratar a prestação de serviço equivale a ato de império. XXI. 37. e REsp 202. já admitido.05. 80. Informativo nº 285) 102 .

poder de polícia. REFERENTE AO JULGAMENTO DO MÉRITO DESTA ADI: ―Julgando o mérito de ação direta ajuizada pelo Partido Comunista do Brasil . 58 E SEUS PARÁGRAFOS DA LEI FEDERAL Nº 9. no sentido da indelegabilidade. 4º. 58 da Lei nº 9. a uma entidade privada.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07. 3. envolvendo.11. Decisão unânime. 5º. declarando-se a inconstitucionalidade do ‗caput‘ e dos § 1º.PDT. quanto ao § 3º do art. 2º. mediante autorização legislativa.2002 – Acórdão publicado no DJ de 28. leva à conclusão. como já decidiu o Plenário. O STF julgou prejudicado o pedido de declaração de inconstitucionalidade em relação a este parágrafo.com. XVI. 7º e 8º da Lei 9. Reconheceu-se a inconstitucionalidade dos dispositivos atacados uma vez que o mencionado serviço de fiscalização constitui atividade típica do Estado.2002) OBSERVAÇÃO: O § 3º do art. 58. STF – PLENÁRIO – ADI 1.Rua Buenos Aires. 1. 2. 70. parágrafo único. também. caput e parágrafos 1º. quando apreciou o pedido de medida cautelar. de tributar e de punir. 58 da Lei nº 9. como ocorre com os dispositivos impugnados. 6º. 21. quanto ao mais. XXIV. 80.649/1998 estabelece que os servidores dos conselhos profissionais se submetem a regime jurídico celetista. 58. no que concerne ao exercício de atividades profissionais regulamentadas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 103 . Recife/PE. deixou de exigir um regime jurídico único para os servidores da administração direta. a Ação Direta é julgada procedente. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART.PT e pelo Partido Democrático Trabalhista . autárquica e fundacional. ―Supremo Tribunal Federal: competência originária: mandado de segurança em que autarquia federal (OAB) controverte com Estado-membro.11. 6º.717/DF – RELATOR: MINISTRO SYDNEY SANCHES.br L) Declaração de inconstitucionalidade de dispositivos de lei que estabelecem que os conselhos profissionais se sujeitam a regime jurídico privado. 2º. XIII.br www. pelo Partido dos Trabalhadores .‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07.649/98. Estando prejudicada a Ação. após a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 19/1998. M) Natureza autárquica da OAB. dos serviços de fiscalização de profissões regulamentadas. de atividade típica de Estado. EMENTA: ―DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.05.649. DE 27. 61) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 289 DO STF. 1. que abrange até poder de polícia.1998.2003. pelo órgão mais alto de um dos seus poderes. de 27. 22. QUE TRATAM DOS SERVIÇOS DE FISCALIZAÇÃO DE PROFISSÕES REGULAMENTADAS.649. 149 e 175 da Constituição Federal.com.atfcursos. que previam a delegação de poder público para o exercício.1998. Isso porque a interpretação conjugada dos artigos 5°. sob o fundamento de que a Constituição Federal.PC do B. Espinheiro. poder de tributar e de punir. 7º e 8º do mesmo art. 5º. insuscetíveis de delegação a entidades privadas. 4º. p.05. o Tribunal julgou procedente o pedido formulado na ação para declarar a inconstitucionalidade do art. em caráter privado.03.

br www.026/DF – Relator: Ministro Eros Grau – Sessão de julgamento ocorrida em 23. 37 ao caput do referido art. No que se refere ao caput do art. Pretende-se.2005 – v.02. quando da aposentadoria. no ponto. correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração‘. Gilmar Mendes.906/94: ‗Art. Presidente. ainda.br o Tribunal de Justiça. 79 da Lei 8. é concedido o direito de opção pelo regime trabalhista. o Min. 79. 79. 102.08.‖ (STF – Plenário – ADI 3. com eficácia ex nunc. considerando que a OAB é regida por normas de direito público. (Lei 8. por isso. os Ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes que davam interpretação conforme. 79 da lei impugnada. quando da aposentadoria.11. a interpretação conforme o inciso II do art.Rua Buenos Aires. precedentes. 79 da Lei 8. o Tribunal. em razão de a OAB não integrar a Administração Pública. correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração. que não conheciam do pedido. de 11 de dezembro de 1990. correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração‘. ―O Tribunal iniciou julgamento de ação direta ajuizada pelo Procurador-Geral da República contra a expressão ‗sendo assegurando aos optantes o pagamento de indenização. Aos servidores da OAB. por entender que. Joaquim Barbosa. contida no § 1º do art. por maioria. a interpretação conforme o inciso II do art.‖ (STF – Plenário – Questão de ordem no MS 25. § 1º Aos servidores da OAB. sendo assegurado aos optantes o pagamento de indenização. por não vislumbrar a alegada violação ao princípio da moralidade administrativa (Lei 8. sobre suas respectivas atribuições constitucionais (questão relativa ao ‗quinto constitucional‘): controvérsia jurídica relevante sobre demarcação dos âmbitos materiais de competência de entes que compõem a Federação. no que foi acompanhado pelos Ministros Carlos Britto e Cezar Peluso.2005 – Acórdão publicado no DJ de 10. aplica-se o regime trabalhista.2006. no prazo de noventa dias a partir da vigência desta lei. os Ministros Eros Grau. Vencidos. Quanto ao § 1º do art. à unanimidade.atfcursos. o Min. Prosseguindo. por não integrar a administração pública. no sentido de que seja exigido o concurso público para provimento dos cargos da OAB.906/94: ‗Art. Carlos Britto. Espinheiro.com. Eros Grau. Aos servidores da OAB. art. quando da aposentadoria. Celso de Mello. a qual decorreria da dúvida suscitada quanto à natureza jurídica da OAB. aplica-se o regime 104 . Vencidos. Informativo 377. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Recife/PE. relator. p. 37 ao caput do referido art.112.624/SP – Relator: Ministro Sepúlveda Pertence – Sessão de julgamento ocorrida em 03. 20 – v.906/94 (Estatuto da OAB).com. no sentido de ser exigível o concurso público para provimento dos cargos da OAB — v.906/94. Em divergência. não se haveria de exigir a regra do concurso público. sujeitos ao regime da Lei nº 8. O julgamento foi suspenso com o pedido de vista do Min. deu interpretação conforme no sentido de não ser exigível o concurso público. ao fundamento de que nele há ambigüidade que enseja mais de uma interpretação. na qual se objetivava a declaração de inconstitucionalidade da expressão ‗sendo assegurando aos optantes o pagamento de indenização. direção ou assessoramento. o Tribunal. ainda. ressalvando os cargos de chefia. deu interpretação conforme no sentido de ser obrigatório o concurso público. 79. f). por entender que a OAB não integra a Administração Pública.906/94 (Estatuto da OAB). que atrai a competência originária do Supremo Tribunal (CF. contida no § 1º do art. por considerar que a OAB exerce serviço público de forte caráter estatal e submete-se. e. transcrição no Informativo nº 435) N) OAB: Desnecessidade de concurso público para admissão de pessoal. Sepúlveda Pertence e Nelson Jobim. 80. conheceu-se do pedido referente ao caput do art. 79. julgou improcedente o pedido formulado. julgou improcedente o pedido formulado. 79 da Lei 8. no ponto. 79. Informativo nº 377) ―Concluído julgamento de ação direta ajuizada pelo Procurador-Geral da República. ao regime republicano do concurso público. I.‘). Por maioria.

105 . operacional e patrimonial realizada pelo TCU. 1. a OAB não se confunde com as demais corporações incumbidas do exercício profissional. Dispõe sobre a transformação do Departamento dos Correios e Telégrafos em empresa pública. Informativo nº 430) O) Natureza jurídica das anuidades da OAB.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 15.br www. de 11 de dezembro de 1990.05.2004 – v.026/DF – Relator: Ministro Eros Grau – Sessão de julgamento ocorrida em 08. A execução por ela promovida não tem natureza fiscal. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 497.252/SC – RELATOR: MINISTRO CASTRO MEIRA. a perda de eventuais direitos e vantagens até então integrados ao patrimônio dos funcionários.Rua Buenos Aires.06. Espinheiro.com. DE 20 DE MARÇO DE 1969. e que o dispositivo estatuiu disciplina proporcional e consoante os princípios da igualdade e isonomia. Além disso. § 1º Aos servidores da OAB.‘). CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 25.atfcursos. Não está a instituição submetida às normas da Lei n. 4.2006 – v. As contribuições pagas pelos filiados à OAB não têm natureza tributária. que a previsão de indenização seria razoável porque destinada a compensar.2003 – v. Recife/PE. ―Embora definida como autarquia profissional de regime especial ou sui generis. A OAB é uma autarquia especial.320/1964. sujeitos ao regime da Lei nº 8. A Seção. A Turma deu provimento ao recurso para que a execução siga as regras do CPC.871/SC – RELATORA: MINISTRA ELIANA CALMON. prosseguindo o julgamento e por maioria. aos optantes pelo regime celetista. Não se encontra a entidade subordinada à fiscalização contábil. financeira.906/1994 deve ser exigido em execução disciplinada pelo CPC. da Lei n. Informativo nº 172) 2.‖ (STF – Plenário – ADI 3.830/1980. STJ – PRIMEIRA SEÇÃO – EREsp 503. no ponto. 6.08. orçamentária. não se aplica a Lei n. Informativo nº 219) LEGISLAÇÃO: DECRETO-LEI Nº 509. e seus empregados não são servidores públicos. e dá outras providências.br trabalhista. O título executivo extrajudicial referido no art. mas as anuidades cobradas dos advogados não têm natureza jurídica de tributo e não se destinam a compor a receita da Administração Pública. é concedido o direito de opção pelo regime trabalhista. no prazo de noventa dias a partir da vigência desta lei. 80.112. quando da aposentadoria. Asseverou-se. correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração. o preceito já teria produzido efeitos. 8. não sendo possível a execução fiscal regida pela Lei n.com. deu provimento aos embargos da OAB-SC. parágrafo único. devendo ser preservadas as situações constituídas por questões de segurança jurídica e boa-fé. 6. sendo assegurado aos optantes o pagamento de indenização. ―Nas execuções propostas pela OAB para cobrança de anuidades a ela devidas. 46.830/1980. que estatui normas de direito financeiro dos orçamentos e balanços das entidades estatais. com as alterações posteriores.

Parágrafo único . os serviços postais em todo o território nacional. 4º .1967) Parágrafo único . Recife/PE. Art. § 2º . ativa ou passivamente. a supervisão a coordenação e o controle dos órgãos da Administração Central.2.A execução das atividades da ECT far-se-á de forma descentralizada. ouvido o Conselho de Administração.Os cargos e funções de direção e assessoria serão providos. de 13 de dezembro de 1968. Espinheiro.Rua Buenos Aires. estabelecerão a organização. Art. distribuindose por Diretorias Regionais. Art. em regime de monopólio. 6º . § 1º .O Capital inicial será constituído pelos bens móveis. conforme determinarem os estatutos. ou outros Chefes de Serviço.br O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.A ECT terá um Conselho de Administração (C. § 4º . a serviço ou a disposição do DCT. nos termos do artigo 5º. 5º .). valores.executar e controlar. constituídas com base no movimento financeiro. que funcionará sob a direção do Presidente. de acordo com o volume dos respectivos serviços. II .br www.exercer nas condições estabelecidas nos artigos 15 e 16. permitindo. e os órgãos que as integrarem poderão ser criados.O Departamento dos Correios e Telégrafos (DCT) fica transformado em empresa pública.À ECT compete: I . com a denominação de Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT.As Diretorias Regionais serão classificadas em categorias. que serão expedidos por decreto. reduzidos ou extintos.atfcursos. de 25.Os Estatutos da ECT. indicado pelo Ministro de Estado das Comunicações e nomeado pelo Presidente da República. DECRETA: Art. 3º . vinculada ao Ministério das Comunicações. podendo constituir mandatários e delegar competência. pelo Presidente.com. pelos Diretores Regionais. do Decreto lei nº. no uso das atribuições que lhe confere o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional Nº 5. 106 . as atividades ali definidas.Caberá ao Presidente representar a ECT em Juízo ou fora dele. a subdelegação às autoridades subordinadas. por ato do Presidente. Art.A ECT terá sede e foro na Capital da República e jurisdição em todo o território nacional.A ECT será administrada por um Presidente. atribuições e funcionamento dos órgãos que compõem sua estrutura básica. pertencentes à União. item II.O Capital inicial da ECT será constituído integralmente pela União na forma deste Decreto-lei.200 (*). e cuja composição e atribuição serão definidas no decreto de que trata o artigo 4º.A. confome o caso. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 80. observados o planejamento. estejam. 1º . § 3º . demissível "ad nutum".com. se for o caso.A operação do Serviço Postal e a execução das atividades administrativas de rotina ficarão a cargo da estrutura regional. (Vide Decreto-Lei nº 200. na densidade demográfica e na área da região jurisdicionada. desdobrados. direitos e ações que. de 25 de fevereiro de 1967. imóveis. 2º . § 1º . Art. na data deste Decreto lei.

direta ou indireta.A suspensão ou cancelamento do privilégio de que trata este artigo.Os servidores públicos hoje a serviço do DCT considerar-se-ão a disposição da ECT. Parágrafo único . assim como a competência do Conselho Interministerial de Preços.A concessão. § 4º . Art.711.) respeitados os acordos ou convenções a que o Brasil estiver obrigado. de 30 de novembro de 1967. observadas a legislação e regulamentação em vigor. § 2º .Os valores a serem aprovados pelo C.br www.363. 80. Art. 14 . 7º .A. bem como entidades integrantes da Administração Federal Indireta. Recife/PE.O capital inicial da ECT poderá ser aumentado por ato do poder Executivo. 9º . aplicando-se-lhes o regime jurídico da Lei nº 1. 13 . dos privilégios concedidos à Fazenda Pública. classificados os seus empregados na categoria profissional de comerciários. Art. serão competência do Conselho de Administração (C. 11 .A. de 28 de outubro de 1952.A ECT poderá contrair empréstimos no país ou no Exterior que objetivem atender ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de seus serviços.A ECT gozará de isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos seus serviços. 8º .com. poderão estender-se aos órgãos dos Poderes Públicos Federais. a ECT manterá serviços de vigilância para zelar. pela reavaliação do ativo e por depósito de capital feito pela União. Estaduais e Municipais. sem ônus para o Tesouro Nacional. a ECT continuará tendo sede e foro no Estado da Guanabara. Art. suspensão ou cancelamento do privilégio da franquia postaltelegráfica. o tratamento a ser dispensado ao pessoal não aproveitado. impenhorabilidade de seus bens. quer em relação a imunidade tributária. prazos e custas processuais. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.As resoluções do Conselho de Administração (C. Art. pelo sigilo da correspondência. Art. 107 . Art. § 1º . 10 . § 3º . em conjunto. Art. 12 .Enquanto não se ultimar o processo de transferência a que se refere a Lei nº 5. que regulará.). cumprimento das leis e regulamentos relacionados com a segurança nacional.O regime jurídico do pessoal da ECT será o da Consolidação das Leis do Trabalho.com. inclusive aos de sua Administração Indireta. Parágrafo único . por incorporação de reservas decorrentes de lucros líquidos de suas atividades. sem prejuízo da sua maior utilização.A.O pessoal a que se refere o parágrafo anterior poderá ser aproveitado no quadro de pessoal da ECT na forma que for estabelecida em decreto. a qualquer título concedido. igualmente.Ressalvada a competência do Departamento de Polícia Federal. contribuições. tarifas e preços dos serviços a cargo da ECT serão aprovados pelo Conselho de Administração (C. quer no concernente a foro.atfcursos.Rua Buenos Aires. e garantia do tráfego postal-telegráfico e dos bens e haveres da Empresa ou confiados a sua guarda. visarão a remuneração justa dos serviços que a ECT executar. Espinheiro.A) referentes aos assuntos de que tratam os artigos 8º e 9º dependerão da homologação do Ministro das Comunicações. no âmbito das comunicações. com isenção parcial ou total das tarifas e preços.Os prêmios.Os bens e direitos de que trata este artigo serão incorporados ao ativo da ECT mediante inventário e levantamento a cargo de Comissão designada. rendas e serviços. mediante a incorporação de recursos de origem orçamentária.Poderão vir a participar dos futuros aumentos do capital outras pessoas jurídicas de direito público interno. pelos Ministros da Fazenda e das Comunicações.br § 2º .

Enquanto não forem transferidos. condicionado esse critério aos ditames de interesse público e às conveniências da segurança nacional. que o Departamento dos Correios e Telégrafos hoje executa. Art. 19 . Art. poderá construir. executando os serviços públicos de telegrafia e demais serviços públicos de telecomunicações. sempre que possível.Rua Buenos Aires. de 25 de fevereiro de 1967. passam a constituir receita da Empresa. os serviços de telecomunicações. assim como quaisquer importâncias a este devidas. como sucessora ao DCT. mediante cooperação e convênio com aquela empresa. continuarão em vigor as normas regulamentares e regimentais que não contrariarem o disposto neste Decreto-lei. 80. Art.Observada a programação financeira do Governo. as dotações orçamentárias e os créditos abertos em favor do atual DCT. 21 . Art. 16 .com. mediante contratos e convênios. na forma da legislação em vigor. 20 de março de 1969. 18 . à execução indireta. Art. 20 . a ECT.Até que sejam expedidos os Estatutos.atfcursos. 17 . Espinheiro. conjunta ou separadamente os circuitos-troncos que integram o Sistema Nacional de Telecomunicações. de Simas 108 . serão transferidas para a ECT.A ECT procurará desobrigar-se da realização material de tarefas executivas recorrendo.Este Decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário. como parcela integrante ao seu capital.COSTA E SILVA Antônio Delfim Netto Jarbas G. para a EMBRATEL. 15 .com. nos termos e na forma previstos no título IV ao Decreto-lei nº 200.Ressalvadas a competência e jurisdição da Empresa Brasileira de Telecomunicações (EMBRATEL).Compete ao Ministro das Comunicações exercer supervisão das atividades da ECT. Passarinho Hélio Beltrão Carlos F.br Art. nas épocas próprias. Brasília. Art. atualmente a seu cargo. conservação e exploração dos circuitos de telecomunicações.A ECT enviará ao Tribunal de Contas da União as suas contas gerais relativas a cada exercício. A. poderá prosseguir na construção. deduzida a parcela correspondente às receitas previstas no orçamento geral da União como receita do Tesouro e que por força deste Decreto-lei. conservar ou explorar.br www. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Art. Recife/PE. 148º da Independência e 81º da República. a ECT. 22 .

782/99 ANS – art.182/2005) OBSERVAÇÃO: As leis que criam a ANVISA (art. e XIX. e 12. da Lei 9. II. 8º. da Lei 10. ANS) 1.472/97 ANEEL – arts.2. admitida uma recondução (art. e a ANA (art. da Lei 9.427/96 ANVISA – arts. 1. L.3. ANA. Conceito: Órgão ou entidade ao qual a lei atribui a tarefa de regular determinada matéria específica. caput.Rua Buenos Aires.4 anos. VII. IV e XIV. 11. 12). 24.984/00) ANTT e ANTA . VI. II. 6º. 9º. 3º. § 3º.427/96) ANATEL – 5 anos (art. da Lei 10. Agências que regulam atividades relativas à delegação de serviço público ou a exploração de atividade econômica monopolizada (ANEEL. XVI e XVIII.233/2001 ANCINE – arts. SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS.233/01) ANCINE – 4 anos (art. a ANS (ART. 8º.br AGÊNCIAS. Tipos de agências reguladoras: 1. da Lei 9.228-1/2001 ANAC – art.com. 4º.472/97) ANP – 4 anos.228-1/2001) ANAC – 5 anos (art. 22.2.br www. 4º. 1. da MP 2. 54. 11. da Lei 9. da Lei 9.961/00) ANA – 4 anos. e 21. da Lei 9. e 25. IV. XIV. dos dirigentes durante os quatro primeiros meses do seu mandato. 10. Características: A) Poder normativo (a questão da delegação legislativa):As leis que cuidam das agências trazem normas que lhes atribuem competência para editar normas sobre matérias de sua competência: ANATEL – art. da Lei 9. 13. Agências que exercem poder de polícia sobre determinada matéria (ANVISA.2. permitida a recondução (art.782/99) ANS – 3 anos. parágrafo único. Recife/PE. 10) prevêem a possibilidade de exoneração ad nutum. ANP). CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.961/2000 ANA – arts. e 8º.182/2005 B) Mandato fixo dos dirigentes ANEEL – 4 anos (art. XXX. XI.1. OS E OSCIP 1. admitida uma recondução (art. II. Agências reguladoras 1. admitida uma recondução (art. pelo Presidente da República. da Lei 9. ANATEL. da Lei 9. Lei 11.1.atfcursos. 9º). I. Medida provisória nº 2. admitida uma recondução (art.com.2. e 27. 5º. § 1º. 80. IV. Espinheiro. 9º. da Lei 9.478/97) ANVISA – 3 anos. 24. III e IV. da Lei 9. 7º.984/2000 ANTT e ANTAQ – arts. 109 .

com. § 2o O Poder Executivo editará medidas de organização administrativa específicas para as Agências Executivas. Agências executivas: conceito Art. 3.) 110 . Objeto. Conceito: 3.649/1998: ―O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: I . 3.3. Criação.br 2. Espinheiro. § 1o A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República.Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Recife/PE.br www. da Lei nº 9.2.atfcursos. 51. Entes sociais autônomos 3. bem como a disponibilidade de recursos orçamentários e financeiros para o cumprimento dos objetivos e metas definidos nos Contratos de Gestão‖. II .ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor. 3. 80.1.5. Sujeição a regime de direito público (Obrigação de licitar? Concurso para seleção de pessoal? etc.4. visando assegurar a sua autonomia de gestão. Natureza jurídica.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento. 3.com.

podendo ser reconduzidos uma única vez por igual período. em cooperação com o Poder Público. 7º Os Diretores serão nomeados pelo Presidente da Apex-Brasil. composto por três membros. 6º O Presidente da Diretoria Executiva será indicado pelo Presidente da República. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Art. para exercer o cargo por um período de quatro anos. As hipóteses de destituição dos membros do Conselho Fiscal serão definidas em regulamento.o Conselho Fiscal.atfcursos. Parágrafo único. As hipóteses de destituição dos membros do Conselho Deliberativo serão definidas em regulamento.Apex-Brasil. demissíveis ad nutum. Autoriza o Poder Executivo a instituir o Serviço Social Autônomo Agência de Promoção de Exportações do Brasil . 5º O Conselho Fiscal será composto por dois representantes do Poder Executivo e um da sociedade civil. demissível ad nutum. e III . escolhidos na forma estabelecida em regulamento.br LEI No 10.o Conselho Deliberativo. por indicação do Conselho Deliberativo. escolhidos na forma estabelecida em regulamento. DE 14 DE MAIO DE 2003. Art. de 12 de abril de 1990. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Recife/PE. altera os arts. Art. Art. Espinheiro. II . e dá outras providências. Art. com mandato de dois anos. especialmente as que favoreçam as empresas de pequeno porte e a geração de empregos.br www. na forma de pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. composta por um Presidente e dois Diretores. em conformidade com as políticas nacionais de desenvolvimento. 111 . 8º e 11 da Lei nº 8.Rua Buenos Aires. podendo ser reconduzido uma única vez por igual período. podendo ser reconduzidos uma única vez por igual período.com. composto por nove membros.com. 2º Compete à Apex-Brasil a promoção comercial de exportações. particularmente as relativas às áreas industrial.a Diretoria Executiva. e respectivos suplentes. comercial. para um período de quatro anos. de serviços e tecnológica. com o objetivo de promover a execução de políticas de promoção de exportações. com mandato de dois anos. 3º São órgãos de direção da Apex-Brasil: I . e respectivos suplentes. Art. 1o É o Poder Executivo autorizado a instituir o Serviço Social Autônomo Agência de Promoção de Exportações do Brasil – Apex-Brasil. podendo ser reconduzidos uma única vez por igual período. 80. de interesse coletivo e de utilidade pública.668. 4º O Conselho Deliberativo será composto por cinco representantes do Poder Executivo e quatro de entidades privadas. Parágrafo único.029.

.......para a execução de suas finalidades. VI ....318.................. Art...029.......o orçamento-programa da Apex-Brasil para a execução das atividades previstas no contrato de gestão será submetido anualmente à aprovação do Poder Executivo.... 1º do Decreto-Lei nº 2....... e conferirá à Diretoria Executiva poderes para fixar níveis de remuneração para o pessoal da entidade.......... Art........... moralidade e publicidade.................Rua Buenos Aires. para incorporar ajustamentos aconselhados pela supervisão ou pela fiscalização.. 12................... a Apex-Brasil poderá celebrar contratos de prestação de serviços com quaisquer pessoas físicas ou jurídicas.o contrato de gestão poderá ser modificado...................o processo de seleção para admissão de pessoal efetivo da Apex-Brasil deverá ser precedido de edital publicado no Diário Oficial da União................. 9º Competirá ao Poder Executivo supervisionar a gestão da Apex-Brasil........... de comum acordo.... V .......................o Poder Executivo definirá os termos do contrato de gestão.br www. moralidade e publicidade........ sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho......... § 3o Para atender à execução das políticas de promoção de exportações e de apoio às micro e às pequenas empresas.... observados os princípios da impessoalidade... passam a vigorar com a seguinte redação: "Art... de 12 de abril de 1990... Art.. de 30 de dezembro de 1986...br Art. no prazo de sessenta dias após sua instalação.............. IV ...... III .... sempre que considere ser essa a solução mais econômica para atingir os objetivos previstos no contrato de gestão....o contrato de gestão assegurará ainda à Diretoria Executiva da Apex-Brasil a autonomia para a contratação e a administração de pessoal. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos....... O Conselho Deliberativo aprovará o Estatuto da Apex-Brasil.... e observará os princípios da impessoalidade......... no curso de sua execução...... 112 .................. A remuneração dos membros da Diretoria Executiva da Apex-Brasil será fixada pelo Conselho Deliberativo em valores compatíveis com os níveis prevalecentes no mercado de trabalho para profissionais de graus equivalentes de formação profissional e de especialização.. observado o disposto nesta Lei.......... 8º As competências e atribuições do Conselho Deliberativo.. Os arts.......... 80........ segundo o grau de qualificação exigido e os setores de especialização profissional... e VII ............. é instituído adicional às alíquotas das contribuições sociais relativas às entidades de que trata o art............8º .................... 11..... em padrões compatíveis com os respectivos mercados de trabalho........................ de: ..... do Conselho Fiscal e dos membros da Diretoria Executiva serão estabelecidas em regulamento.......... .atfcursos...com......... que estipulará as metas e objetivos...........o contrato de gestão estipulará limites e critérios para a despesa com remuneração e vantagens de qualquer natureza a serem percebidas pelos empregados da Apex-Brasil. II . os prazos e responsabilidades para sua execução e especificará os critérios para avaliação da aplicação dos recursos repassados à Apex-Brasil. observadas as seguintes normas: I .. Recife/PE......... Art.. 10. Espinheiro..... 8º e 11 da Lei nº 8...........com..

os decorrentes de decisão judicial. Art. 13.. até 31 de janeiro.. as contas da gestão anual aprovadas pelo Conselho Deliberativo.os valores apurados com a venda ou aluguel de bens móveis e imóveis de sua propriedade.. de 12 de abril de 1990. as dotações orçamentárias aprovadas no seu orçamento do exercício de 2003 em favor da sua Agência de Promoção de Exportações – Apex.. mantida a mesma 113 . 19. créditos adicionais.. na proporção de oitenta e sete inteiros e cinco décimos por cento ao Cebrae e de doze inteiros e cinco décimos por cento à Apex-Brasil.. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.os recursos provenientes de convênios.. transpor ou a ela transferir. e mais: o I ... créditos especiais....... Art.... III .. Caberá ao Conselho Deliberativo do Cebrae a gestão dos recursos que lhe forem destinados conforme o disposto no § 4o do art.... A Apex-Brasil remeterá ao Tribunal de Contas da União. remanejar..." (NR) "Art. 20...... A Apex-Brasil poderá celebrar convênios e contratos para desenvolver e custear projetos e programas compatíveis com seus objetivos sociais.. no prazo máximo de vinte dias... 17.... 80...........com.. incluindo.. com a prestação de contas dos recursos públicos nele aplicados.... e IV .....br www.. Art... Espinheiro. constituem receitas da Apex-Brasil os recursos que lhe forem transferidos em decorrência de dotações consignadas no Orçamento-Geral da União.. Art... a contar do início das atividades da ApexBrasil... Parágrafo único.br § 4o O adicional de contribuição a que se refere o § 3o será arrecadado e repassado mensalmente pelo órgão ou entidade da Administração Pública Federal ao Cebrae e ao Serviço Social Autônomo Agência de Promoção de Exportações Apex-Brasil. a qualquer tempo.. O Sebrae deverá.com... Art. organismos e empresas. 11.......029... legados.. se for o caso.. Recife/PE... 14. Art..... mediante convênio.. A partir da data de sua instituição....... II ........... 8o...atfcursos...... até 31 de março do ano seguinte ao término do exercício financeiro.. o Poder Executivo apreciará o relatório de gestão e emitirá parecer sobre o cumprimento do contrato de gestão pela Apex-Brasil. exceto os destinados à Apex-Brasil..... acordos e contratos celebrados com entidades. mediante sucessão trabalhista. subvenções e outros recursos que lhe forem destinados.. Além dos recursos oriundos das contribuições sociais a que se refere o § 4o do art... a adoção das medidas que julgar necessárias para corrigir eventuais falhas ou irregularidades que identificar. ........ Art. 15..as doações.." (NR) Art.Rua Buenos Aires... relatório circunstanciado sobre a execução do contrato de gestão no exercício anterior. O Tribunal de Contas da União fiscalizará a execução do contrato de gestão e determinará. prestar apoio técnico aos projetos e programas desenvolvidos pela Apex-Brasil.. 8o da Lei n 8.. e os bens móveis e imóveis alocados ou destinados às atividades da unidade administrativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae denominada Agência de Promoção de Exportações – Apex. a recomendação do afastamento de dirigente ou da rescisão do contrato. transferências ou repasses.... 18.. ficam transferidos para a Apex-Brasil os empregados.. ao Poder Executivo.. Até o dia 31 de março de cada exercício... A Apex-Brasil apresentará anualmente ao Poder Executivo.. 16. O Poder Executivo poderá. a avaliação geral do contrato de gestão e as análises gerenciais cabíveis.

os atos de reestruturação da Agência de Promoção de Exportações – Apex. 346/CONJUR/MMA/2004.AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO A SER PROTEGIDO PELA VIA ELEITA . por seus jurídicos fundamentos." (NR) Art.DENEGAÇÃO DA ORDEM .790/1999): 4. Recife/PE. inclusive os títulos. O presente mandamus é dirigido contra ato praticado pela Excelentíssima Senhora Ministra de Estado do Meio Ambiente. praticados até a data de vigência desta Lei. doações e heranças que lhe forem destinados. Organizações Sociais (Lei 9. de 21 de novembro de 1997. 80. 4. 14 de maio de 2003.001704/200114.ATO DA MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE . No caso dos autos. assim como o respectivo detalhamento por esfera orçamentária. A Apex-Brasil fará publicar no Diário Oficial da União. e alterações posteriores. No caso de extinção da Apex-Brasil. com base no art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.PREJUDICADO O EXAME DO AGRAVO REGIMENTAL. especialmente os referentes à constituição. determinando a desqualificação da Organização Social impetrante.2. Ficam convalidados. 23. 114 . expressa por categoria de programação em seu menor nível.br www.com. grupos de despesa. Art.MANDADO DE SEGURANÇA .DESCUMPRIMENTO DE CONTRATO DE GESTÃO . 24. 251 da Lei no 6. em decorrência de decisão de seu Conselho Deliberativo Nacional.404. analisando o processo administrativo n.LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO QUE CULMINOU COM O ATO IMPETRADO .Rua Buenos Aires. bem como os demais bens que venha a adquirir ou produzir serão incorporados ao patrimônio da União.398. 2.com.637/98 . CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL ANÁLISE DA SUBSTANCIOSA DEFESA APRESENTADA PELA IMPETRANTE . os legados.br classificação funcional-programática. 02000. sob a forma de sua subsidiária integral.1999) e celebrou contrato de gestão com a União. de 15 de dezembro de 1976.LEI 9. Brasília. 21. Espinheiro. descritores. 1.atfcursos.DESQUALIFICAÇÃO DA ENTIDADE IMPETRANTE . no prazo de sessenta dias a partir da sua criação. acolheu o relatório da Comissão Processante e aprovou o parecer n. o manual de licitações que disciplinará os procedimentos que deverá adotar. a impetrante foi qualificada como organização social por meio de Decreto Presidencial (em 18. metas e objetivos. pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae. fontes de recursos.1. objeto do Decreto no 2. modalidades de aplicação e identificadores de uso. Conceito.AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA. Traços comuns. 22. 182o da Independência e 115o da República.3. Diferenças COMPETÊNCIA PARA DESQUALIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DIREITO ADMINISTRATIVO .ORGANIZAÇÃO SOCIAL . 4.3. Art. que. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Luiz Fernando Furlan 4.637/1998) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Lei 9. para todos os fins de direito. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Art. da Agência de Promoção de Exportação S/A.

4. relatora: Ministra DENISE ARRUDA. Assim. Espinheiro. de acordo com o art. não havendo direito líquido e certo da impetrante a ser protegido pela via eleita. 5. em 14. a 'culpa' pelo cumprimento de percentual insatisfatório das metas contratualmente estipuladas.culminou com o ato impetrado. a impetrante admite o descumprimento parcial do contrato e não justifica os motivos desse descumprimento. cultura e saúde). Além disso. com absoluta segurança. conforme bem observado pelo parecer que fundamentou o ato impetrado. em sede de mandado de segurança. desqualificou a impetrante como organização social. na espécie. 5º e seguintes da Lei 9.4% de cumprimento das metas do contrato de gestão celebrado com a impetrante. 8. Diversamente do que alega a impetrante.11. pesquisa científica. A responsabilidade pelo não-cumprimento de todas as metas do contrato de gestão objeto do writ é imputável tão-somente à entidade impetrante. pois a qualificação de entidades como organizações sociais e a celebração de contratos de gestão tiveram origem na necessidade de se desburocratizar e otimizar a prestação de serviços à coletividade.637/98 (ensino. o exame dos autos e a análise da legislação de regência demonstram. não houve cerceamento de defesa.Rua Buenos Aires. que não há nenhuma ilegalidade no processo que. 6. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a substanciosa defesa apresentada pela demandante evidencia que essa pôde impugnar todas as imputações contra si realizadas no processo em questão.637/98. No caso em apreço. após os trâmites legais . A impetrante não fez prova das nulidades que alega. bem como viabilizar o fomento e a execução de atividades relativas às áreas especificadas na Lei 9. restando prejudicado o exame do agravo regimental interposto pela impetrante. determinando a desqualificação da impetrante como organização social.br www.com. proteção e preservação do meio ambiente.atfcursos. desenvolvimento tecnológico. 7. dos critérios e percentuais de avaliação utilizados pelo Ministério do Meio Ambiente para atribuir o índice de 70. Além disso. competir ao Ministério do Meio Ambiente a fiscalização. Registre-se que as alegações da impetrante são contrárias aos princípios que regem a Administração Pública e as atividades do chamado "terceiro setor". que inexiste ilegalidade ou inconstitucionalidade no ato motivadamente praticado pela autoridade apontada como coatora. e sequer indica a existência de prejuízo causado pelo trâmite do processo administrativo nos moldes como ocorreu. 80. Em virtude da apuração de irregularidades no cumprimento do referido contrato. é inviável o reexame. publicação: DJ 07/11/2005 p.br representada pelo Ministério do Meio Ambiente. estando este Tribunal limitado a apreciar a legalidade do ato praticado pela autoridade impetrada. Segurança denegada. tampouco ocorreu violação dos princípios do contraditório e do devido processo legal. portanto. não havendo como atribuir ao Poder Público. 75) 115 . apesar de.com. (MS 10527/DF MANDADO DE SEGURANÇA 2005/0046851-1. Isso porque o processo administrativo foi regularmente instaurado e processado. Pelo contrário.2001.inclusive a análise da defesa apresentada pela ora impetrante . que foi exaustivamente analisada pelo Ministério do Meio Ambiente. 10. que lhe transferiu recursos financeiros e lhe cedeu servidores públicos. julgamento: 14/09/2005. 3. Assim. apenas discorre que o Poder Público não lhe orientou de maneira suficiente para que as metas pudessem ser atingidas. a autoridade apontada como coatora determinou a instauração de processo administrativo que. essas providências não afastam a responsabilidade do impetrante de cumprir as metas acordadas com o Poder Público. objetivamente prevê as metas e os critérios da sistemática de avaliação. Infere-se. a avaliação e o acompanhamento dos resultados do contrato de gestão. motivadamente. como a vedação de acesso aos autos. 9. oportunizando-se o oferecimento de defesa pela impetrante. cumpre registrar que o contrato em discussão. Recife/PE. é inviável a revisão do mérito administrativo pelo Poder Judiciário. Por outro lado. PRIMEIRA SEÇÃO.

A investidura a termo .Rua Buenos Aires. que outorga à Assembléia Legislativa o poder de destituição dos conselheiros da agência reguladora autárquica. da escolha e da destituição. 4. 2.atfcursos. Carece. a escolha dos dirigentes das agências reguladoras. dado que 116 .br www. no curso do período de sua investidura a termo (“mandato”). federais ou locais. pelo Governador do Estado. incompatível com a demissão ad nutum pelo Poder Executivo: por isso. 1. do condicionamento à aprovação prévia da Assembléia Legislativa da investidura dos conselheiros da agência reguladora questionada. no caso. à aprovação prévia do Poder Legislativo. 52. 8º das leis locais. Diversamente.br JURISPRUDÊNCIA: A) Possibilidade de submeter. no curso do mandato. 80. a destituição por decisão da Assembléia Legislativa -.949/RS – RELATOR: MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE. ou da superveniência de diferente legislação válida. Agências reguladoras de serviços públicos: natureza autárquica. quando suas funções não sejam confiadas por lei a entidade personalizada e não. Suspensão cautelar da eficácia de dispositivo de lei estadual que atribui competência à Assembléia Legislativa para exonerar dirigentes de agência reguladora. no caso. 1.não impugnada e plenamente compatível com a natureza das funções das agências reguladoras . à própria administração direta.à vista da cláusula final de abertura do art. antes do final do período da sua nomeação a termo. III. pois. Ação direta de inconstitucionalidade: eficácia da suspensão cautelar da norma argüida de inconstitucional. de plausibilidade a argüição de inconstitucionalidade. Diversamente dos textos constitucionais anteriores. Separação e independência dos Poderes: submissão à Assembléia Legislativa. que alcança. são válidas as normas legais.ou seja. 3.com.AGERGS: parâmetros federais impostos ao Estado-membro. é inquestionável a relevância da alegação de incompatibilidade com o princípio fundamental da separação e independência dos poderes. Recife/PE. IV. para conciliá-la com a suspensão cautelar da única forma de demissão prevista na lei .com. na Constituição de 1988 . que subordinam a nomeação dos dirigentes de autarquias ou fundações públicas à prévia aprovação do Senado Federal ou da Assembléia Legislativa: jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal. 8º dos diplomas estaduais referidos. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. sob o regime presidencialista. Espinheiro. substancialmente idêntico. impõese explicitar que se suspende a eficácia do art. sem prejuízo das restrições à demissibilidade dos conselheiros da agência sem justo motivo. o dispositivo da lei primitiva. do art. Ação direta de inconstitucionalidade e impossibilidade jurídica do pedido: não se declara a inconstitucionalidade parcial quando haja inversão clara do sentido da lei. dos membros do Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul . porém. por lei estadual. Subsistência das restrições à exoneração ad nutum pelo Chefe do Poder Executivo. III -. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1. II.é. EMENTA: ―I.

sem justo motivo.292/98. Nelson Jobim. declarou. 1º da Lei estadual 11. a escolha de: .‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 08. 7º da Lei 10.11. por decisão da Assembléia Legislativa.931/97 (‗O conselheiro só poderá ser destituído. 8º da Lei 10.que condiciona a posse dos conselheiros à prévia aprovação de seus nomes pela Assembléia Legislativa. assim como na sua redação original.292/98. Recife/PE. que a suspensão cautelar do art. 1º da Lei Estadual 11. 8º. na redação que lhe deu o art. Ademais.com. até decisão final da ação.com. Por aparente ofensa ao princípio da separação dos Poderes (CF.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 18. votou no sentido do deferimento da medida liminar para suspender a eficácia do art.tanto na redação que lhe deu o art. em sua redação originária e na redação que lhes conferiu o art. 7º da referida Lei estadual.. f. contudo. em que se faculta a emenda da inicial para ampliar o objeto do pedido.04. Marco Aurélio.‘). que criou a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul . assim como na sua redação original. mediante decisão da Assembléia Legislativa. por entender que o STF estaria atuando como legislador positivo ao declarar que o conselheiro não seria demissível ad nutum. III . Prosseguindo. da CF (‗Compete privativamente ao Senado Federal: . Sepúlveda Pertence. que estabelece que o conselheiro da autarquia estadual referida só poderá ser destituído. art. ou seja.1999 – Acórdão publicado em 25. o Tribunal deferiu o pedido de medida liminar para suspender. 80. à primeira vista. uma vez que o dispositivo primitivo e o posterior são substancialmente idênticos -. conseqüentes da investidura a termo dos conselheiros da AGERGS. 2º). Espinheiro.AGERGS (v.1999 – v.br não é permitido ao Poder Judiciário agir como legislador positivo: hipótese excepcional. 52.‘). tendo em vista o disposto na Súmula 25 do STF (‗A nomeação a termo não impede a livre demissão. o Tribunal..aprovar previamente.11. Informativo nº 171) 117 .. por voto secreto. no curso de seu mandato. Marco Aurélio. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min. Informativo 144). e também sem prejuízo da superveniência de legislação válida. vencido o Min. cujo pedido de suspensão liminar fora indeferido na assentada anterior . no curso de seu mandato.1999 – v. 1º da Lei estadual 11. que o seu afastamento só poderia ocorrer mediante justa motivação. conforme o art. seria mais inconstitucional do que a própria norma impugnada. relator.931/97 .atfcursos. III. 8º da Lei estadual 10. que se limitava à suspensão de eficácia do mencionado art..2005) TRECHOS DOS INFORMATIVOS DO STF.931/97.292/98.‖ (Última sessão de julgamento ocorrida em 18.931/97 . por entender. pelo Governador do Estado. o Min. Informativo nº 144) ―Concluído o julgamento de medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul contra os artigos 7º e 8º da Lei estadual 10.11. de ocupante de cargo dirigente de autarquia. Entendeu-se ausente a plausibilidade jurídica do pedido em face do que dispõe o art. Vencido em parte o Min.Rua Buenos Aires. por maioria. Após. relevante a argüição de inconstitucionalidade. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a eficácia do art.br www. após argüição pública.‘). 8º se dava sem prejuízo das restrições à demissibilidade. considerando que o vazio legislativo decorrente da suspensão desta norma.931/97. REFERENTES AO JULGAMENTO DESTA MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE ADI: ―Iniciado o julgamento de medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul contra os artigos 7º e 8º da Lei estadual 10. o Tribunal indeferiu o pedido cautelar no que toca à expressão que condiciona a posse de conselheiros na Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul-AGERGS à prévia aprovação de seus nomes pela Assembléia Legislativa. Por maioria. que é a única forma de demissão prevista na referida Lei. pelo Presidente da República. contida no art. f) titulares de outros cargos que a lei determinar.

subordina-se aos preceitos legais e regulamentares que regem a outorga. dar interpretação conforme à CF. ao primeiro exame. por votação unânime. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 1. ressalvados os casos de inexigibilidade previstos no 91. do art. Vencidos os Ministros Nelson Jobim. vencido o Min.. não disciplinado em lei. dar interpretação conforme à CF fixando. inclusive consultores independentes e auditores externos. observado o disposto no artigo 92 desta Lei. submissão das contratações ao regime estabelecido pela Lei nº 8. Ainda no mesmo julgamento. Sydney Sanches e Moreira Alves. deferiu-se. à primeira vista. segundo a qual. tão-só.Rua Buenos Aires. nos termos por ela regulados. II .br www. Octavio Gallotti. 22 (‗Compete ao Conselho Diretor: . 19 — que atribui à Agência Nacional de Telecomunicações poderes para realizar busca e apreensão de bens no âmbito de sua competência —. por ofensa.br B) Agência Nacional de Telecomunicações: inadmissibilidade de criação de procedimento licitatório simplificado. técnicos ou empresas especializadas. Sydney Sanches e Moreira Alves. pelo Partido dos Trabalhadores .com.com.PT. o Tribunal.aprovar normas próprias de licitação e contratação. em relação aos arts. 5. ao art. bem como o perigo na demora. vedada a contratação para as atividades de fiscalização. 8o e 9o da referida lei. Recife/PE.666/1993. LIV (‗ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. o Tribunal. deferiu-se. a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.‘). sem prejuízo de que outra possa ser proposta. a competência do Conselho Diretor fica submetida às normas gerais e específicas de licitação e contratação previstas nas respectivas leis de regência. pelo Partido Democrático Trabalhista . constantes do art.atfcursos.‘). em relação ao art. Octavio Gallotti. por 118 . possibilidade de criação de modalidades de licitação ou de hipóteses de inexigibilidade restritas ao âmbito da agência reguladora. possibilidade de prestação de serviço sob regime exclusivamente privado ou com concomitância de regimes público e privado. que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações. a liminar para. 1. a cautelar quanto aos incisos IV e X do art. mediante contrato. a liminar para suspender a eficácia do inciso XV do art.666/93 — Lei de Licitações. em parte. instaurado pela Agência. determinadas expressões deixando de questionar a validade de dispositivos que com eles se acham em mútua relação de dependência. Moreira Alves. 19.PSB contra dispositivos da Lei 9. indeferiu a cautelar quanto aos incisos II e III. para. em parte. 59 (‗A Agência poderá utilizar. Espinheiro. ainda. com o objetivo de fixar exegese segundo a qual a competência da Agência para expedir normas. sem redução de texto. para dar-lhe interpretação conforme à CF. deferiu. observadas as disposições desta Lei. 119 (‗A permissão será precedida de procedimento licitatório simplificado. Moreira Alves. nos termos da Emenda Constitucional 8/95. em parte. já que a inicial atacou. por votação unânime. deferiu o pedido de cautelar para suspender a aplicabilidade das expressões ‗simplificado‘ e ‗nos termos por ela regulados‘.PDT e pelo Partido Socialista Brasileiro . impossibilidade de determinação de busca e apreensão de bens no âmbito de sua competência. fixando a exegese. Ilmar Galvão. prestação e fruição dos serviços de telecomunicações no regime público e no regime privado. alcance de suas atribuições normativas. 80. O Tribunal. deferiu-se.PC do B. salvo para as correspondentes atividades de apoio. entendimento segundo o qual a contratação a que se refere o dispositivo há de reger-se pela Lei 8. Considerando a relevância da fundamentação jurídica. por votação unânime. para executar atividades de sua competência. 18 (‗Cabe ao Poder Executivo.‘).. não conheceu da ação direta. ―Iniciado o julgamento de medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Partido Comunista do Brasil .668/DF – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. Continuando o julgamento. Vencidos os Ministros Carlos Velloso.472/97. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.‘). vencido o Min. o Tribunal. Também quanto ao inciso II do art.

com. especialmente‘. concessão ou permissão. Maurício Corrêa.concomitante nos regimes público e privado. pelo Partido Democrático Trabalhista PDT e pelo Partido Socialista Brasileiro . relator.. indeferiu-se o pedido quanto ao parágrafo único do art. os serviços de telecomunicações. Sepúlveda Pertence. 65 (‗Cada modalidade de serviço será destinada à prestação: .‘). pelo Partido dos Trabalhadores . sendo essenciais. indeferiu-se a cautelar quanto ao inciso I do art.. ao § 1o do art. estejam sujeitas a deveres de universalização. e aos artigos 55.‘).1997 – v.472/97 (Lei Geral de Telecomunicações). concomitantemente ou não com sua prestação no regime privado. explorado nos regimes público e privado. a Agência poderá utilizar procedimentos próprios de contratação. tecnologia empregada ou de outros atributos.‘).PT. Espinheiro. Néri da Silveira e Celso de Mello. ainda.aprovar o plano geral de metas para a progressiva universalização de serviço prestado no regime público. a elas não se aplicando as Leis 8. vencidos os Ministros Marco Aurélio. meio de transmissão. ao argumento de tratar-se de matéria reservada à lei do art. 54 (‗A contratação de obras e serviços de engenharia civil está sujeita ao procedimento das licitações previsto em lei geral para a Administração Pública. Quanto à expressão ‗as disposições desta lei e..‘). CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. bem como aos incisos I a X do mesmo art. 2o e 3o. caput.aprovar o plano geral de outorgas de serviço prestado no regime público. o pedido cautelar foi indeferido.Rua Buenos Aires. III .074. Néri da Silveira e Celso de Mello. 89. Néri da Silveira e Celso de Mello..atfcursos. concedendo a liminar para suspender a eficácia do art. observados os princípios constitucionais.br www. 119 (acima referido: item 1). Marco Aurélio. 210 (‗As concessões.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 08. que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações. que disporá sobre a organização dos serviços. à expressão ‗ou concomitância‘. Vencidos os Ministros Marco Aurélio. 80. nas modalidades de consulta e pregão. por votação majoritária..explorar. 21. Para os casos não previstos no caput. de 21 de junho de 1993. vencidos os Ministros Marco Aurélio e Sepúlveda Pertence. serão adotadas medidas que impeçam a inviabilidade econômica de sua prestação no regime público. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.‘). as disposições desta Lei e. local ou em áreas determinadas. 57 e 58. 69 (‗As modalidades de serviço serão definidas pela Agência em função de sua finalidade. 89 (‗A licitação será disciplinada pela Agência.‘). diretamente ou mediante autorização.‘).PSB. que disciplinam as modalidades consulta e pregão.br meio de decreto: . Marco Aurélio. Marco Aurélio. âmbito de prestação.. Recife/PE.com. O Tribunal. 66 (‗Quando um serviço for..987.‘). 9. Após o voto do Min. que cuida das hipóteses em que a licitação é inexigível.PC do B. 56. indeferiu-se a liminar em relação ao art. forma. previstas no art. Parágrafo único. de 7 de julho de 1995. Nelson Jobim. Também em relação ao art. 18 (‗Instituir ou eliminar a prestação de modalidade de serviço no regime público. e ao art. XI .666. nos termos da Emenda Constitucional 8/95 (v. ao mesmo tempo.‘).‘). regional. Em votação majoritária. a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. Maurício Corrêa. 65 (‗A exclusividade ou concomitância a que se refere o 'caput' poderá ocorrer em âmbito nacional. constante do art. Sepúlveda Pertence.‘) a cautelar foi indeferida. e à expressão ‗ressalvados os casos de inexigibilidade previstos no art. II . 91. nos termos da lei. Informativo 87). constante do § 2o do art. Vencido o Min. vencidos os Ministros Sepúlveda Pertence. a liminar quanto: ao inciso III do art. Indeferiu-se. 65 (‗Não serão deixadas à exploração apenas em regime privado as modalidades de serviço de interesse coletivo que.10. de 13 de fevereiro de 1995. em todos vencido o Min. XI da CF (‗Compete à União: . contra dispositivos da Lei 9. 54. III . permissões e autorizações de serviço de telecomunicações e de uso de radiofreqüência e as respectivas licitações regem-se exclusivamente por esta Lei. aos seus §§ 1o. Informativo nº 87) ―Concluído o julgamento de medida liminar em ação direta requerida pelo Partido Comunista do Brasil . o julgamento foi suspenso em virtude de pedido de vista do Min. 91‘. 8. constante do caput do art. especialmente: .. 119 . e suas alterações.

argúi o Requerente a impossibilidade de haver empregos públicos nas agências reguladoras. III e IV. inerente à atividade precípua do Estado.310/DF – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. TEOR DA DECISÃO MONOCRÁTICA: ―DECISÃO . as autarquias especiais .).APROVEITAMENTO .782/99-ANVS. Agência Nacional de Energia Elétrica . São apresentadas várias teses com fundamento nas seguintes premissas: a . 68.LIMINAR AGÊNCIAS REGULADORAS . Considerou-se que o dispositivo impugnado não afasta a exigência de licitação. 9. Marco Aurélio. II. não autoriza estabelecer normas particularizadas para determinadas modalidades de serviços.472/97-ANATEL.ANATEL. 22.987. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. pressupõe prerrogativas não agasalhadas pelo contrato de trabalho. 210 da Lei 9. sob o entendimento de que a CF. fazendo-o. caput e § 1º. tendo em conta a natureza destes serviços.PC do B e o Partido Socialista do Brasil .desenvolvem atividade a envolver o poder de polícia. 8. II e X. a elas não se aplicando as Leis 8. § 1º.PESSOAL ARREGIMENTAÇÃO .ANS . XXVII). de 13 de fevereiro de 1995. 80. caput e parágrafo único. ao atribui à União Federal competência para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação (CF. ressaltando.ANVS. juntamente com o Partido Democrático Trabalhista.1998 – v.074. bem como o § 2º. 247. levando em conta direitos e deveres dos servidores públicos.427/96-ANEEL..986/2000. trazendo-se à balha lição de Celso Antônio Bandeira de Mello. pelo diploma legal em exame. os artigos 5º. Articula com o fato de esta ação direta de inconstitucionalidade estar ligada à de nº 2. I. O Partido dos Trabalhadores ajuíza esta ação direta de inconstitucionalidade visando a fulminar os artigos 1º.com. tal como previsto na Consolidação das Leis do Trabalho. em ‗Regime dos Servidores da Administração Direta e Indireta‘ e de Adilson Abreu Dallari. 9. 15.CLT . mais. permissões e autorizações de serviço de telecomunicações e de uso de radiofreqüência e as respectivas licitações regem-se exclusivamente por esta Lei. função de agente normativo e regulador da atividade econômica.666. Agência Nacional de Petróleo .da inconstitucionalidade da adoção do regime da Consolidação das Leis do Trabalho em autarquias executoras de serviços públicos típicos. indeferiu o pedido de suspensão cautelar de eficácia concernente ao art. Vencido o Min. com base no entendimento de que o exercício de função de fiscalização. Em síntese. Sob tal ângulo. 1. STF – ADI-MC 2. 24. 2º e parágrafo único. do seguinte teor: (.Rua Buenos Aires. informa o defeito do processo legislativo. relator. de 7 de julho de 1995. Nelson Jobim. 27. na qual. 9. 174. parágrafo único e incisos I.ANEEL.br www.PSB. 9. 1.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 20. exercendo. 30 e 33 da Lei nº 9.08. §§ 2º e 3º. no cenário jurídico. 39. Aponta vulnerados.472/97 (‗As concessões. Mencionam-se os votos proferidos pelos Ministros Carlos Velloso e Celso de Mello na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 492/DF. Espinheiro.961/2000-ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Agência Nacional de Vigilância Sanitária .br acompanhando o voto do Min. o Partido Comunista do Brasil . da multiplicidade de regimes quanto à prestação de serviços à Administração Pública.IMPROPRIEDADE LIMINAR DEFERIDA . 175. de 21 de junho de 1993..PESSOAL DA TELEBRÁS . caput e inciso I. Recife/PE. todos da Constituição Federal. a reintrodução.AD REFERENDUM DO PLENÁRIO. em 120 . primordialmente. II e III. ainda.‘). 9.472/97.atfcursos. conforme depreende-se das Leis nos 9. previsto na própria Lei 9. art. Informativo nº 119) C) Incompatibilidade do regime de emprego público com as atribuições exercidas pelos servidores de agências reguladoras.135.ANP e Agência Nacional de Saúde Suplementar . 37. Consoante o sustentado. de 4 de junho de 1998.478/97-ANP. Ter-se-ia a contrariedade ao princípio da legalidade e da reserva legal. mas apenas estabelece para os serviços de telecomunicações um procedimento licitatório específico. 12. 13 e parágrafo único.Agência Nacional de Telecomunicações .com. e suas alterações. questionou a validade da Emenda Constitucional nº 19.

de há muito.atfcursos. § 121 . mediante alteração constitucional . sendo que. A preliminar argüida na inicial não repercute na apreciação do pedido de concessão de liminar. consigno essa óptica. Ao lado da investidura em cargo. em prol de uma atuação eqüidistante. a autonomia funcional indispensável ao respectivo exercício. em 8 subseqüente (folha 77). Nota-se a referência a emprego público apenas nas disposições gerais do Capítulo VII.986. tem-se disciplina a revelar. portanto. voltado aos parâmetros da Administração Pública.inciso II do artigo 37 da Constituição Federal. A Constituição Federal encerra dualidade. Espinheiro.) Estes autos vieram-me conclusos. a distinção entre cargo público e emprego público. a adoção do regime de cargo público. sobrestar o andamento de todas as ações diretas de inconstitucionalidade que versem sobre o conflito de norma ordinária com os textos dela advindos. sobre a supremacia da Administração Pública na relação mantida com os servidores. Confira-se com os diplomas legais que as criaram. fiscalizando. ainda não foi objeto de exame. Remetese ao voto do Ministro Ilmar Galvão. na inicial. Vê-se. prevê aquela direcionada ao preenchimento de emprego público. passo ao exame monocrático do pedido de concessão de medida acauteladora. na forma prevista em lei . de 4 de junho de 1998. a definição da possibilidade de ter-se a Consolidação das Leis do Trabalho como regedora das relações jurídicas entre as agências reguladoras e os respectivos prestadores de serviços surge como matéria prejudicial. atividades reveladoras de serviço público. com a alteração advinda da Emenda Constitucional nº 19.Emenda 19/98 -. objetivando conferir. A razão é única: são pessoas jurídicas de direito privado. 2. Muito embora não haja pedido efetivo de sobrestamento. item com o título de ‗PRELIMINAR . determinando a anexação da folha do relatório de andamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2. considerados os prestadores de serviços. É que funções de fiscalização e outras relativas ao serviço diplomático. A dualidade prevista na Carta não coloca as investiduras em idêntico patamar. inclusive a esta Corte no exame de ações que lhe digam respeito. na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 492. jungindo ambas à aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. Enquanto não suspensa a eficácia da Emenda Constitucional nº 19.com. não se podendo. Neles lancei visto. desenvolvidas por delegados de polícia. tal como em vigor.. por membros do Ministério Público e pela magistratura estariam a pressupor o regime estatutário. o teor respectivo obriga a todos. há de ser feito com a Constituição Federal. por meio da qual se ataca a citada Emenda. em 26 de setembro. para exame. Conforme salientado na inicial à folha 16. como regra. Inegavelmente.135 e a ciência do Requerente e dos Requeridos. ocupando o tema os artigos 39 a 41. O tema não é novo e vem. de 18 de julho de 2000. da espécie de contratação. Cumpre indagar a harmonia.A ADIN 2. A Ação Direta de Inconstitucionalidade de nº 2. devendo haver a subordinação a estatuto próprio. ou não. do sistema de regime jurídico único. sobre o alcance do artigo 114 da Constituição Federal.br ‗Regime Constitucional dos Servidores Públicos‘. as agências reguladoras atuam com poder de polícia. A óptica externada é no sentido de que as atividades exclusivas de Estado não podem ser atribuídas a prestadores de serviços submetidos à Consolidação das Leis do Trabalho.Rua Buenos Aires. mesmo. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. merecendo a atenção de constitucionalistas e administrativistas. 80. Despiciendo é dizer da aplicabilidade do preceito às autarquias. É que o cotejo da Lei nº 9. ou seja. em que pese a própria razão de ser dessa espécie de autarquia. tendo em conta o exame dos demais dispositivos da Lei nº 9. Ante a passagem do tempo após a liberação dos autos visando ao crivo do Plenário e em face da urgência. no artigo 39. o caráter indispensável de certas garantias que.986/2000 a ela ligados. no tocante às sociedades de economia mista. no que se previu. às empresas públicas e às fundações de direito privado.com. devem se fazer presentes. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. designando. tendo em conta haver-se inserido. a serem desenvolvidas pela iniciativa privada. A problemática não se resolve pelo abandono. Na Seção II desse Capítulo. cada qual em sua área. no que integram a Administração indireta.135‘. (. ante a importância da atividade e. na dicção de Adilson Abreu Dallari. como data provável de julgamento o dia 18 de outubro.135. nem sugere a escolha a livre discrição.br www. Recife/PE. não se pode falar na existência de cargo público. pelo simples fato de haver sido ajuizada.

como ressaltado pelo consagrado mestre. o instituto da estabilidade. artífices. XII. conforme dispõe o artigo 40. sobressaindo a estabilidade para os concursados. Refere-se o preceito àqueles que desenvolvam atividades exclusivas de Estado. ser contratados para empregos públicos? Ninguém coloca em dúvida o objetivo maior das agências reguladoras. Realmente. escolaridade maior.com. cuja perda pressupõe sentença judicial transitada em julgado (I). concorrência desleal e aumento arbitrário dos lucros. juntamente com os primeiros. da ocupação de cargos públicos. ‗(. enquanto em relação aos empregos públicos. alcançável após três anos de efetivo exercício. IX. XXII e XXX.986/2000 . o artigo 247 da Lei Maior sinaliza a conclusão sobre a necessária adoção do regime de cargo público relativamente aos servidores das agências reguladoras. Atente-se para a espécie. Nítidas são as balizas. como todo e qualquer ato administrativo.. a amplitude própria ao princípio da autonomia da manifestação da vontade. por isso mesmo.br www. devendo fazer-se presente. XIX. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. exigindo. ante a aplicação do próprio regime da Consolidação das Leis do Trabalho. Aliás. cumpre examinar a espécie. submetidos ao regime de cargo público.) o regime normal dos servidores públicos teria mesmo de ser o estatutário.Anexo I da Lei nº 9. a estabilidade prevista no artigo 41 da Constituição Federal. 80.que. XIII.atfcursos. Prescindir.br 3º. VIII. norteada pelo que percebido em atividade. hão de corporificar o próprio Estado nesse mister da mais alta importância.. Todavia. isso decorre do princípio da legalidade.. notando-se que a disponibilidade só diz respeito ao primeiro. mecanógrafos. É isso o exigível não só dos respectivos dirigentes .Celso Antônio Bandeira de Mello. como previsto na lei em exame. Recife/PE. entre outros. o cargo público. domínio do mercado. ou podem. preceito que não se encontra nas disposições gerais. XVI. imparcial e obediente tão-só a diretrizes político-administrativas inspiradas no interesse público. a extensão. propicia ‗desempenho técnico isento. até mesmo. aos servidores ocupantes do primeiro.detentores de mandato -. Alfim a premissa resulta de não se ter.ineficiência. técnicos em regulação e técnicos em suporte à regulação . Conforme ressaltado pela melhor doutrina . Os servidores das agências reguladoras hão de estar. a incidência faz-se de forma linear. É certo estar o detentor de emprego público em patamar superior àquele dos empregados em geral. visto que os servidores públicos são os próprios instrumentos da atuação do Estado‘. o poder de polícia fazem-se com envergadura ímpar. e a de fiscalização o é.Rua Buenos Aires. e isso pressupõe a ocupação de cargo público. igualizando os servidores das agências a prestadores de serviços subalternos. para a efetiva regulação dos serviços. do disposto no artigo 7º. processo administrativo em que seja assegurado ao servidor ampla defesa (II) e procedimento de avaliação periódica de desempenho. mas onde avultam interesses públicos básicos. no que ligado à proteção do consumidor. VII. também assegurada ampla defesa (III). ocupante de cargo público. 12ª edição. sendo a do servidor. sob o ângulo de direitos e deveres. e que a aposentadoria é diversa. Então. sob os mais diversos aspectos negativos . sempre. do cargo público e do emprego público.com. Vale dizer. com os direitos e garantias a eles inerentes. como são serventes. mais precisamente nos incisos IV. em tal campo. devendo o ato. procuradores. concentração econômica. no caso. não fica o servidor ocupante de emprego público sujeito ao rompimento do vínculo por livre iniciativa da Administração Pública. mas nas alusivas aos servidores públicos estrito senso. que submete a Administração como um todo. ser motivado. da Constituição Federal. na forma de lei complementar. em ‗Curso de Direito Administrativo‘. Hão de estar as decisões desses órgãos imunes a aspectos políticos. está jungido a cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. Espinheiro. necessariamente. a teor do artigo 41 da Constituição Federal. dos quais não se exige. mas também dos servidores reguladores. XVII.‘. o contorno técnico. § 11. página 260 -. que aquele que a desempenhe sinta-se seguro. XVIII. analistas de suporte à regulação. XX. Sim. é adotar flexibilidade incompatível com a natureza dos serviços a serem prestados. atue sem receios outros. pois este (ao contrário do regime trabalhista) é o concebido para atender a peculiaridades de um vínculo no qual não estão em causa tão-só interesses empregatícios. enquanto o detentor de emprego público está sujeito ao regime geral de previdência. Em 122 . Está-se diante de atividade na qual o poder de fiscalização.. XV.

em virtude de critérios técnicos. em 123 .782.) Por tais razões.871. 3.233. de 28 de janeiro de 2000. Dê-se conhecimento ao Requerente e Requeridos. para fins de cobrança de tarifa local ou interurbana do serviço de telefonia fixa. 94. impondo-se a adoção da regra que é a revelada pelo regime de cargo público. verdadeiras autarquias. ou seja. 13.2001. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 76 da Lei nº 9. servidores do Banco Central. de 26 de dezembro de 1996. e o art. 21.112/90 e não pela Consolidação das Leis do Trabalho. os §§ 1º e 2º do art.228-1. 24. Espinheiro.02. SUSPENSÃO. a flexibilidade inerente aos empregos públicos. 05) OBSERVAÇÃO: O artigo 36 da Medida Provisória nº 155. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 572. 1. 9. de 18 de julho de 2000. distinta da área do Município. de 6 de agosto de 1997. p. o art. o § 2º do art. COBRANÇA DE TARIFA INTERURBANA.com. o art. o Ministro Carlos Velloso. fazendo-o na forma regimental. etc.) Submeto este ato ao Colegiado. Brasília. de 6 de setembro de 2001. 71. 2º e parágrafo único.478. 2º do art. Recife/PE. TELEFONIA FIXA. de 23 de dezembro de 2003. 14.. em 12 de agosto de 2004. o caput e §§ 1º...com. estabeleceu que: ―Ficam revogados o art. 9. tal como ocorre em relação a outras atividades fiscalizadoras . 15. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.2004). 13 da Medida Provisória nº 2. de 26 de janeiro de 1999. os art.427..atfcursos. 27 e 30 da Lei nº 9. 121 e as Tabelas I e III do Anexo II da Lei no 10.472/97. A regulamentação do setor de telecomunicações.070/PR – RELATOR: MINISTRO JOÃO OTÁVIO NORONHA. que se reconhecesse a perda do objeto do pedido de declaração de inconstitucionalidade. 76 e 93.961. de renda.984. 12. 1. defiro a liminar na extensão pretendida. os art. EMENTA: ADMINISTRATIVO. 28 da Lei nº 9. 12 e § 1º. 24 e inciso I. 16 da Lei nº 9. visa a favorecer o aprimoramento dos serviços de telefonia. 33 e 34 da Lei nº 9. 27. considerada a impropriedade da adoção do sistema de empregos públicos. D) Agência Nacional de Telecomunicações: Admissibilidade de delimitação de área local. de 17 de julho de 2000. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.Rua Buenos Aires. nos termos da Lei n. proferiu decisão em que julgava prejudicado o pedido formulado na mencionada ADI (publicada no DJ de 15. 13 e parágrafo único. 70. ÁREA LOCAL. 34 da Lei nº 9. LEI N. o art. 30. 19 de dezembro de 2000. dos Tribunais de Conta. porquanto se alude a Procuradores Autárquicos regidos pela Lei nº 8. Impossibilidade de controle jurisdicional dos atos das agências reguladoras no âmbito da chamada discricionariedade técnica.986/2000. Publique-se. a União requereu. Deixo de fazê-lo no tocante ao artigo 33. 1º. novo relator. os art. (.472/97 e demais disposições correlatas. (. 20. 4.‖ Esta medida provisória foi convertida na Lei nº 10.br www.12. 15. não se coaduna com os objetivos precípuos das agências reguladoras. Diante da revogação expressa dos dispositivos impugnados no âmbito da ADI 2. 69. embora de caráter especial. de 5 de junho de 2001. o parágrafo único do art. suspendendo a eficácia dos artigos 1º. o art.310/DF. de 20 de maio de 2004. incisos I e II e § 2º.fiscais do trabalho. TELECOMUNICAÇÕES. 80. 36 da Lei nº 9.‖ (Decisão monocrática publicada no DJ de 01. Após a manifestação do autor e da Procuradoria-Geral da República.br suma.986. o parágrafo único do art.

vai refletir. A controvérsia instaurada nos autos diz respeito à juridicidade de medida liminar deferida em sede de ação civil pública que determinou a suspensão da cobrança de tarifa interurbana nas ligações telefônicas realizadas entre a sede e os distritos localizados na área territorial do Município de Cornélio Procópio. 206) RELATÓRIO: Cuida-se de recurso especial interposto por Brasil Telecom S/A com base no art. p. III.atfcursos. foram eles acolhidos parcialmente. Na ausência de fatos ou tese jurídica que altere o convencimento do Julgador. sem o que não se cria um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor.Rua Buenos Aires. Espinheiro. do Código de Defesa do Consumidor. sobretudo em face da notória e reconhecida incapacidade do Estado em arcar com os eventuais custos inerentes ao processo..03. 80. 4. Recife/PE.br prol do conjunto da população brasileira. a quem é dada visão geral e mais detalhada da lide‖ (fl. (Sessão de julgamento ocorrida em 16. contra acórdão originário do TRF da 4ª Região. para o fim de considerar prequestionadas ―. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 394-v). 9. não há. esses critérios têm o efeito de propiciar aos eventuais interessados na prestação do serviço a análise da relação custo-benefício que irá determinar as bases do contrato de concessão. eficientes e seguros aos usuários. ―a‖. da Lei n.com. 124 . diretamente. pautada em regras claras e objetivas. da Constituição Federal. Previamente estipulados. pelo menos no contexto das economias de mercado.com. deve ser prestigiada a decisão do Magistrado ‗a quo‘. caput. Interposto agravo de instrumento. A delimitação da chamada ‗área local‘ para fins de configuração do serviço local de telefonia e cobrança da tarifa respectiva leva em conta critérios de natureza predominantemente técnica. que obriga a concessionária.06. no Estado do Paraná. Recurso especial conhecido e provido. 421). As hipóteses de concessão de medida liminar em ação civil pública estão previstas em lei. 2. Opostos embargos de declaração com o fito de provocar a Corte Regional a se manifestar sobre eventual violação do art. a fornecer serviços adequados. que dispõe sobre o equilíbrio econômico financeiro do contrato. uma vez instaurado.br www. Se a prestadora de serviços deixa de ser devidamente ressarcida dos custos e despesas decorrentes de sua atividade. 105. Para o atingimento desse objetivo. é imprescindível que se privilegie a ação das Agências Reguladoras.2004 – Acórdão publicado no DJ de 14. Ao adentrar no mérito das normas e procedimentos regulatórios que inspiraram a atual configuração das ‗áreas locais‘ estará o Poder Judiciário invadindo seara alheia na qual não deve se imiscuir. 108. artifício jurídico que faça com que esses serviços permaneçam sendo fornecidos com o mesmo padrão de qualidade. § 4º. na impossibilidade prática de observância do princípio expresso no art. assim ementado: ―AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA LIMINAR CONCEDIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. O desequilíbrio.2004. 4. 3. foi ele desprovido nos termos da decisão retro sumariada. além da prestação contínua.472/97. todas as questões abordadas no julgado‖ (fl.. 22. não necessariamente vinculados à divisão político-geográfica do município.

além de se adequar aos princípios que traduzem a defesa do consumidor. o acesso às telecomunicações. que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações. Examinados os autos. se presumem implementados os procedimentos a cargo das prestadoras relacionados à operacionalização do sistema. o magistrado de primeiro grau. a tarifas e preços razoáveis. 80. 8/95. a repressão ao abuso do poder econômico e a continuidade do serviço prestado no regime público (art. ao fundamento de que a medida estaria em consonância com a Lei n. Recife/PE. Cuida-se de decisão liminar proferida em sede de ação civil pública que suspendeu a cobrança de tarifa telefônica interurbana nos distritos integrados ao município de Cornélio Procópio (PR). desconsiderou a atual definição das áreas locais e os parâmetros utilizados para tanto. 19. Pautou-se.534/98. cujos fundamentos não conduzem. dentre outras. de modo a proporcionar a modificação da atual configuração da ―área local‖. 458. 152). IV e VI e 83. esta Corte tem reiteradamente afirmado que a configuração do prequestionamento não depende da menção expressa dos dispositivos legais tidos por vulnerados. ainda. 9. 214. 1º do Decreto n. todos da Lei n. aí incluindo-se aquelas realizadas entre a sede e seus distritos. II. ao determinar que todas as ligações realizadas dentro dos limites geográficos do município. II. sem contra-razões. ao exame das questões de mérito. assim. e (b) que. que aprovou o Plano Geral de Outorgas de Serviço de Telecomunicações prestado no regime público. em condições adequadas‖. a defesa do consumidor.com.com. argúi a nulidade do acórdão recorrido por afronta aos arts. aduz que o decisum. 273 do CPC. II. e os arts. bem assim o art. assim negando vigência ao art. 5º)‖ (fl. verifico que a questão é bem mais complexa do que sugerem as razões de decidir colacionadas no decisum hostilizado. porquanto inexistente o fundado receio de lesão irreparável ou de difícil reparação. a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. bastando que a matéria correspondente tenha sido enfrentada pelo acórdão recorrido. Admitido o recurso na origem.atfcursos. 214. o que de fato se deu na hipótese dos autos. dever-se-á observar. 2. ao referendar a decisão de primeiro grau. à míngua de demonstração em sentido contrário. ―na disciplina das relações econômicas no setor de telecomunicações.Rua Buenos Aires. Argumenta que a decisão atacada. No mérito. 125 . VOTO: O recurso desafia conhecimento ainda que os preceitos legais tidos por violados não tenham sido objeto de uma abordagem mais explícita pelo Tribunal a quo.br Em preliminar. subiram os autos a esta Corte Superior de Justiça. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. vindo-me conclusos.7. nos termos da EC n. 9. necessariamente. Espinheiro. levando-se a uma inegável dependência econômica em relação à sede do Município.br www.472/97. uma vez que. contrariou o art. que validou toda a regulamentação a respeito da definição de áreas locais. do Código de Processo Civil. A propósito. ao adentrar na plausibilidade do direito vindicado pela parte. a redução das desigualdades regionais e sociais. 2º determina que ―o Poder Público tem o dever de garantir. à conclusão de que a suspensão da tarifa interurbana seja a melhor solução para se resguardar o cumprimento dos princípios que dizem a defesa do consumidor. cujo art. 165 e 535. antecipatória da tutela requerida nos autos.472.97. nas premissas de que (a) o Distrito de Congonhas não detém autonomia político-administrativa. tal como ali se pretendeu demonstrar. II. a toda a população. de 16. da Lei n.472/97. É o relatório. Passo. 9.

segundo critérios técnicos e econômicos. observo que a decisão hostilizada. 85/98. acabou por adentrar no mérito das normas e procedimentos regulatórios que inspiraram a atual configuração dessas áreas. Além disso. invadindo seara alheia na qual não deve se imiscuir o Poder Judiciário. 1º do Plano Geral de Outorgas de Serviço de Telecomunicações prestado no regime público. II . 9. nos termos da legislação de regência. 4º. 103 da Lei n.534.Rua Buenos Aires.472.o serviço de longa distância nacional destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados situados em Áreas Locais distintas no território nacional. § 1º Serviço telefônico fixo comutado é o serviço de telecomunicações que. que a delimitação da ―área local‖ para fins de configuração do serviço local de telefonia e cobrança da tarifa respectiva. Vê-se. 3º. inciso III.atfcursos. 18. De outro lado. critérios esses que.br Dispõe o art. 80. No exercício da competência que lhe foi atribuída nos termos do art. por meio da transmissão de voz e de outros sinais. não concebo como se possa interferir de forma tão radical em um setor de tamanha complexidade e sensibilidade como é o das comunicações com base em mera presunção de que prestadora de serviços dispõe.com. da Lei nº 9. no art.472/97 (―compete à Agência estabelecer a estrutura tarifária para cada modalidade de serviços‖). de 2/4/98. a ANATEL fez editar a Resolução n. na qual.com. previamente estipulados.omissis. de uma adequada engenharia de rede de telecomunicações.o serviço local destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados situados em uma mesma Área Local. leva em conta critérios não necessariamente vinculados à divisão político-geográfica do município. No caso presente. Ao intervir na relação jurídica para alterar essas regras. (II) a continuidade urbana. definida pela Agência. Espinheiro. nos seguintes termos: I . e III . (I) o interesse econômico. têm o efeito de propiciar aos eventuais interessados na prestação do serviço a análise da relação custo-benefício que irá determinar as bases do contrato de concessão. Recife/PE. onde é prestado o STFC na modalidade local‖ (art. quais sejam. na área questionada. II). com base em critérios de natureza predominantemente técnica. estará o Judiciário. o serviço de longa distância nacional e o serviço de longa distância internacional. de 16 de julho de 1997. após o cuidadoso exame da matéria. como sendo ―área geográfica contínua de prestação de serviços. inciso I. 64 e 65. cujos efeitos estão sendo questionados na ação civil pública promovida 126 . quer me parecer. utilizando processos de telefonia. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. além de definir o que seja ―área local‖. e do disposto neste Plano Geral de Outorgas. aprovado pelo Decreto n. ao contrário do que pretendeu a decisão recorrida. destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados. pois. 2. na melhor das hipóteses. para efeito de cobrança da tarifa local.br www. que: Art 1º O serviço telefônico fixo comutado destinado ao uso do público em geral será prestado nos regimes público e privado. nos termos dos arts. esclarece. que os procedimentos traçados pela ANATEL com base na legislação em vigor. (III) a engenharia das Redes de Telecomunicações e (IV) as localidades envolvidas. § 2º São modalidades do serviço telefônico fixo comutado destinado ao uso do público em geral o serviço local. criando embaraços que podem comprometer a qualidade dos serviços prestados pela concessionária. quanto aos critérios a serem observados na sua fixação. embora reconhecendo que as chamadas ―áreas locais‖ devam ser fixadas.

970/1997. eficientes e seguros aos usuários. ainda.br pelo órgão de defesa do consumidor ora recorrido. cassar a liminar deferida na instância de origem. que ‗institui o PARANAEDUCAÇÃO. do Código de Defesa do Consumidor. 22. proferiu voto no sentido da improcedência do pedido. E) Serviços Sociais Autônomos: Natureza jurídica. o padrão de confronto da norma impugnada . 205: ‗A educação.. Afinal. nos termos da Lei n. que ―institui o 127 .970/97.CNTE e pelo Partido dos Trabalhadores . técnicocientífica.PT contra a Lei 1. Presentes tais considerações. porquanto integrada não por federações. administrativa e pedagógica. artifício jurídico que faça com que esses serviços permaneçam sendo fornecidos com o mesmo padrão de qualidade. harmonizam-se com os princípios de ordem econômica e social que devem nortear a prestação de serviços da espécie.br www. que obriga a concessionária. O Tribunal. art. preliminarmente.por não haver alterado. 9.com. caput.‘). diretamente.CNTE e pelo Partido dos Trabalhadores . cuja finalidade é auxiliar na gestão do Sistema Estadual de Educação. uma vez instaurado. do Estado do Paraná. não há. além da prestação contínua. não conheceu da ação quanto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação . do Estado do Paraná. direito de todos e dever do Estado e da família.atfcursos. vai refletir. harmonizando-se com a previsão contida no art. É como voto.2004 – v. 205 da CF. visa a favorecer o aprimoramento dos serviços de telefonia em prol do conjunto da população brasileira.Rua Buenos Aires. sobretudo em face da notória e reconhecida incapacidade do Estado em arcar com os eventuais custos inerentes ao processo. na forma que especifica‘. tendo por fim a cooperação do Estado-membro no cumprimento de atividades de interesse público ou social. por maioria. por entender que os serviços sociais autônomos caracterizam-se como entidades da administração indireta.e. entretanto. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.04. Há de se ter em mente que a regulamentação do setor de telecomunicações. pelo menos no contexto das economias de mercado. sob a modalidade de serviço social autônomo. na impossibilidade prática de observância do princípio expresso no art. mas por sindicatos e associações de classe. no mérito. somente será atingido com uma política regulatória estável que privilegie a ação das Agências Reguladoras. o Min. Informativo nº 343) O Tribunal.CNTE.com. substancialmente.864/PR – Relator: Maurício Corrêa – Sessão de julgamento ocorrida em 12. afastando a prejudicialidade do exame pela superveniência da EC 19/98 . pautada em regras claras e objetivas. reformando o acórdão recorrido. 80. deu pela parcial procedência de pedido formulado em ação direta ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação . se a prestadora de serviços deixa de ser devidamente ressarcida dos custos e despesas decorrentes de sua atividade. em virtude do pedido de vista do Min.. Recife/PE.PT contra a Lei 11. a alegação do requerente de que pessoa jurídica de direito privado passaria a traçar diretrizes básicas do ensino estadual. Em seguida. conheço do recurso e dou-lhe provimento para. Esse objetivo. Joaquim Barbosa (CF. ―Iniciado o julgamento de ação direta ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação .472/97 e demais disposições correlatas.‖ (STF – Plenário – ADI 1. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Após. por meio da assistência institucional. relator. O desequilíbrio. Maurício Corrêa. e não a subtração das respectivas funções deste. bem como pela captação e gerenciamento de recursos de entes públicos e particulares nacionais e internacionais. o julgamento foi adiado. pessoa jurídica de direito privado. sem o que não se cria um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor. Espinheiro. a fornecer serviços adequados. da aplicação de recursos orçamentários destinados pelo Governo.

8. na forma que especifica‖. que confere à referida entidade a competência para ―gerir os recursos de qualquer natureza destinados ao desenvolvimento da educação. vigente à época da edição da lei.12. ao art. Vencidos o Min.666/1993. 8. p/ o acórdão Min.com. na redação anterior ao advento da EC 19/98. Min. também.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 11. da CF. (ADI-1864)(ver Informativo 475) F) Serviços Sociais Autônomos: Inaplicabilidade da Lei nº 8.12. Entendimento já firmado pelo Tribunal.br PARANAEDUCAÇÃO.br www.1997 – Decisão publicada no D. bem como pela captação e pelo gerenciamento de recursos de entes públicos e particulares nacionais e internacionais — v. relator. Determinação. que julgava o pedido totalmente improcedente. TCU – PLENÁRIO – DECISÃO 907/1997 – RELATOR: MINISTRO LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA. ADI 1864/PR. Conhecimento. IV e VII. sob a modalidade de serviço social autônomo.U. . v. Maurício Corrêa. 19. rel. que estabelecia a obrigatoriedade do regime jurídico único para os servidores públicos. Restauração da praça pública em frente à sede do órgão. salientou-se o fato de ter sido restabelecida a vigência desse dispositivo constitucional no julgamento da ADI 2135 MC/DF (j. art.2007. 39. em 2. Deu-se interpretação conforme ao art. em consonância com as diretrizes programáticas do Governo do Estado‖. Contratação irregular de pessoal. que o julgavam totalmente procedente.com. da aplicação de recursos orçamentários destinados pelo Governo. quanto a esses dispositivos. técnico-científica. EMENTA: ―Denúncia formulada a respeito de irregularidades praticadas no âmbito do SENAC RS. caput. Declarou-se a inconstitucionalidade do art. transferindo a responsabilidade de sua direção para essa entidade.O. que autoriza o instituto a ―baixar normas de procedimentos e instruções complementares disciplinadoras da aplicação dos recursos financeiros internos e externos disponíveis‖. Maurício Corrêa. no sentido de que a gerência de recursos públicos do PARANAEDUCAÇÃO se restrinja àqueles que lhe forem especificamente consignados pelo Poder Público estadual. de sorte a entender-se que as normas de procedimentos e os critérios de utilização e repasse de recursos financeiros têm como objeto unicamente os recursos formal e especificamente alocados a essa entidade. Espinheiro. 11. Convênio e contratos firmados com o CRC com inscrição grátis para os contadores filiados em cursos do SENAC.8. Informativo 474). 205). administrativa e pedagógica. de 26. Contratação de advogado para representar em juízo o Presidente da Instituição enquanto pessoa física. orig. I. § 3º.Rua Buenos Aires. Procedência quanto à contratação de juíza para prestação de serviços de assessoria.1997) 128 . Recife/PE. por reputar violado o art. cuja finalidade é auxiliar na gestão do Sistema Estadual de Educação. 80. Informativo 343. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. por meio da assistência institucional. não abrangendo todo e qualquer recurso alocado a essa função estatal. No ponto.Os serviços de advocacia só podem ser contratados sem licitação se o forem com profissionais de notória especialização e se tratar de serviços de natureza singular. que permite que os servidores estaduais da educação optem pelo regime celetista ao ingressarem nos quadros do PARANAEDUCAÇÃO.2007. Juntada às contas. pessoa jurídica de direito privado. rel.atfcursos. Considerou-se. Joaquim Barbosa. Contratação de empresa de publicidade. 1. dessa lei. que o PARAEDUCAÇÃO não poderia gerir a integralidade dos recursos destinados à educação. da mesma lei. Improcedência quanto aos processos licitatórios ante a não sujeição dos serviços sociais autônomos à Lei das Licitações e à utilização da Praça. sob pena de o Estado abdicar de seu dever constitucional (CF. da lei impugnada. e os Ministros Carlos Britto e Marco Aurélio. Deu-se interpretação conforme. bem como a definir ―os critérios de utilização e repasse dos recursos a serem alocados para as diversas entidades envolvidas no Sistema Estadual de Educação‖. 3º. sem licitação.

3. 119 da Lei de Licitações.SESC e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial . integradas por Conselho Regional e um Departamento Regional. Já os Conselhos Regionais são presididos pelo Presidente da Federação do Comércio e integrados por representantes dos 129 . cita auditoria realizada na Administração Regional do SENAC no Rio Grande do Sul. Mostrando-se inconformado com a maneira como vem sendo conduzida a fiscalização sobre as citadas entidades.CNC. 2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. no controle jurisdicional. requer ao Tribunal que a sua atuação ‗incida mais sobre sua substância do que sobre a forma‘. fundação pública e. 240 da Constituição Federal. Recife/PE. sendo mantido por contribuições parafiscais. em que se questiona a forma de fiscalização exercida pelo Tribunal sobre o Serviço Social do Comércio . o mérito dos atos administrativos. 80.4. o qual é a seguir resumido. integrada pelo Conselho Nacional. utilizada como sala de aula para os cursos de formação de jardineiros. Quanto à aplicabilidade do art. 1º. as empresas públicas. 240)‘. quais sejam: os órgãos da administração direta. e necessitam agir com a dinâmica empresarial para alcançar os seus fins sociais. Distrito Federal e Municípios. É composta pela Administração Nacional. 2. 2. floricultores e assemelhados. alega que o SESC não é ‗sociedade de economia mista. Espinheiro. dado que o seu art. uma vez que são entes dotados de personalidade jurídica de direito privado.843/67. conforme art.666/93. controladores. 2. afirmando. Questionando a atuação do TCU.com. muito menos. com o objetivo de prestar assistência social aos trabalhadores do comércio e suas respectivas famílias. enumera todas as entidades alcançadas pelo citado diploma legal. as sociedades que economia mista e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. órgão colegiado com funções normativas e de fiscalização. parágrafo único. e pelo Departamento Nacional. gravitando em torno de pessoa jurídica de direito privado. ainda.836 e 61. afirma que o SESC e o SENAC não estão sujeitos às disposições da Lei nº 8. os fundos especiais. 2. assim estabelecida pela lei e já hoje em sede constitucional (art.SENAC. Para ilustrar a situação. Afirma que a estrutura do SESC e do SENAC ‗é típica. do Distrito Federal e dos Municípios‘.1. exigindo-lhes o cumprimento de normas aplicáveis à Administração Pública Direta e Indireta. Súmula nº 516 do Supremo Tribunal Federal e Decretos nos 61. 2.2.com. portanto. O Conselho Nacional é presidido pelo Presidente da CNC e constituído por conselheiros eleitos pelos Conselhos Regionais e por representantes dos Ministérios do Trabalho e da Previdência Social e dos trabalhadores (comerciários). Estados.1. empresa pública. EM SEU VOTO: ―Trata-se de expediente encaminhado pelo Presidente da Confederação Nacional do Comércio .4. tece considerações sobre a competência do fiscal para questionar ‗coisas situadas no interior da área reservada à discrição do gestor‘. órgão executivo.br www. as fundações públicas. relacionada à conveniência e oportunidade da atuação da Administração.atfcursos. que o Poder Judiciário é vedado apreciar. não tendo.br TRECHO DE PARECER ELABORADO PELA 6ª SECRETARIA DE CONTROLE EXTERNO E CITADO PELO MINISTRO RELATOR.Rua Buenos Aires. entidade sindical com personalidade de direito privado. e por Administrações Regionais em cada Estado. no essencial. É administrado pela Confederação Nacional do Comércio. Nesse ponto. entidade controlada direta ou indiretamente pela União ou por qualquer das entidades que compõem as Administrações Direta e Indireta da União. em que o analista considerou irregular um convênio celebrado com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre por meio do qual o SENAC ‗adotou‘ a Praça General Daltro Filho. as autarquias. dos Estados. personalíssima.

competindo-lhe. mais. 5º. Compete privativamente à União legislar sobre: 130 . 14 e 183. da legislação aplicada aos órgãos e entidades integrantes da Administração Pública Federal. que paralisou a multiplicação de estatais. 19 e 26 do Decreto-lei 200/67. 3. responsável pela fiscalização financeira e orçamentária. pois a Lei nº 8. 13.3. Primeiro. um Conselho Fiscal. Diante desse quadro. considera a ação salutar.Rua Buenos Aires. inciso V). 4º. SEST e SENAT. 3.4. aduz. tanto da Administração Nacional como das Administrações Regionais. conforme art. aos serviços sociais autônomos. assim como do SESI. sua natureza de entidade de direito privado. à participação acionária do Estado nas empresas adquiridas antes da edição da Lei das Sociedades Anônimas (Lei 6. não faz qualquer referência aos referidos serviços. Em prol da natureza privada das entidades.295/74 situou as citadas entidades como de direito privado. Verificado o equívoco. in fine‘.1. integrado por três representantes do Governo Federal e dois do Comércio. 5º. de seus orçamentos sintéticos serem aprovados pelo Presidente da República e de. Recife/PE. como é o caso das entidades integrantes do Sistema 'S'. até mesmo. conforme arts. a fim de ser esclarecido. propor intervenção nas Administrações Regionais.404/76). 2. que deve se sobressair sobre a ‗circunstância de a lei destinar ao SESC e ao SENAC o produto de receita compulsória. Faz alusão ao disposto no art.br grupos do comércio sindicalizado. Quanto ao art. alegando que o rol apresentado nesses dispositivos esgota a população das pessoas jurídicas da administração indireta. a expressão ‗entidades controladas‘. mais. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. existir representantes do Governo‘. Ademais.4. Existe. forçoso é reconhecer que a situação deve ser mais bem analisada pelo Tribunal.atfcursos. que o Decreto nº 74. consoante arts.4. não há como fugir ao controle desta Corte.4. refere-se. SENAI. todavia. de terem suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas. 22.br www.000/74 inclui o SESC e o SENAC entre as entidades supervisionadas pelo Ministério do Trabalho. definitivamente. dos Ministério do Trabalho e da Previdência Social e dos comerciários. 240 da Constituição. Somente acessoriamente a expressão significa o controle administrativo. 2.2. órgão auxiliar do Conselho Nacional. Refere-se. o alcance. 80.4. 3. ‗que goza da singular proteção da intocabilidade assegurada pelo disposto no art. e 287. 235. realçando.5. Alega que. Espinheiro. nos termos dos arts. 2. por último.5. essencialmente. 8º. afirma que o preceito reconhece o vínculo do SESC e SENAC. ao Decreto-lei 200/67 para sustentar a inaplicabilidade do controle administrativo ao SESC ou ao SENAC. o Decreto nº 75.443/92 é clara ao dispor que a jurisdição do TCU abrange ‗os responsáveis por entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições parafiscais e prestem serviço de interesse público ou social‘ (art. o Decreto nº 801/92. 2.com.666/93. desde que com enfoque diferente do que é atualmente adotado. 37. § 1º.com. Segundo entende. Dispõe a Constituição da República: ‗Art.2. com o sistema sindical.6. Ao contrário. os serviços sociais autônomos estão paralelos ao Estado e não dentro dele. I. 183 do referido decreto-lei. na composição de seus Conselhos Nacionais e Fiscais. de natureza política. da Constituição Federal. ainda. incisos XIX e XX. 2. Na verdade. é preciso deixar claro que o Presidente da Confederação Nacional do Comércio não questiona a competência do Tribunal para fiscalizar o SESC e o SENAC. por serem entes paraestatais. fiscalizadas pelo Ministério. a que alude o art. § 2º. que explicita os órgãos e entidades da área do MTb. 2. 119 da Lei nº 8.

....... delibere adotar a obrigatoriedade de licitação para as contratações da entidade. XXI .Rua Buenos Aires.4. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento.596/86. também. em cada caso..... Administração direta.... serviços. já era pacífico na doutrina.. com a alteração dada pela Lei nº 7.atfcursos.. Como ente de cooperação.. não se aplicando esses dispositivos aos chamados serviços sociais autônomos. ao seguinte: . mantidas as condições efetivas da proposta...... b) Empresas Públicas...300/86.. que classificou a Administração Federal em: ‗I . incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo poder público..... incisos I e II.. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. a mesma constituição estabeleceu: ‗Art.... do Decreto-lei nº 200/67.. de acordo com a Constituição Federal apenas os órgãos da Administração Direta e Indireta. 4º... Recife/PE. 3....... o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações‘ (grifamos).... nas diversas esferas de governo..... publicidade e.. da qual Hely Lopes Meirelles era um de seus melhores representantes.ressalvados os casos especificados na legislação..... moralidade..... 80. porquanto o Decreto-lei 200/67 a impõe unicamente à Administração Direta e às Autarquias (art. nos termos da lei. consubstanciado nos artigos 125 a 144 do Decreto-lei nº 200/67.. 37.normas gerais de licitação e contratação.....3.... c) Sociedades de Economia Mista..... 125)... em caráter geral...... espécie do gênero entidade paraestatal.... Em qualquer 131 .). ou decida.... serviços. nada impede que o Conselho Regional.... é o seu órgão diretivo máximo (. estão sujeitos ao processo licitatório em suas contratações..A Administração Indireta.... no qual examinava um edital de concorrência do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial: ‗6.. Como se vê. d) Fundações Públicas‘.. em todas as modalidades.... II . pelo procedimento licitatório a seguir. 3..... Espinheiro. e nas normas então em vigor baixadas pelo Poder Executivo.. compras e alienações.br www.. dotadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias. o entendimento de que não se aplicavam esses dispositivos legais e regulamentares aos serviços sociais autônomos..... de qualquer dos Poderes da União. Aliás.. incluídas nessa última categoria as fundações.br ... 3....5... consoante se depreende do Regimento aprovado pelo Decreto 494/62. as obras. Coerente com esse postulado. revogados pelo Decreto-lei nº 2... e empresas sob seu controle‘ (grifamos)......... CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. indireta e fundacional.. desde o disciplinamento anterior sobre licitações e contratos. vez que não pertencem à Administração Pública Direta ou Indireta.. que compreende as seguintes categorias de entidades...... Registrou o mestre em Parecer de 1974.com. para a administração pública direta e indireta.. nos termos disciplinados pelo art.. XXVII ... do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. o Consulente não está obrigado à licitação prévia para as suas obras. dos Estados.. impessoalidade... que.... que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. Todavia...com.....A Administração Direta.........

Ata 15/94...) é que indique a norma legal a ser observada‘ (Estudos e Pareceres de Direito Público). as empresas públicas. conforme disciplinado no seu art. o Tribunal entendia que essas entidades estavam sujeitas às disposições desse diploma e suas alterações.. nos termos definidos na Lei das Sociedades por Ações. a entidades não pertencentes à Administração Direta e Indireta.‘ 3.detenha a maioria absoluta dos direitos de voto. da Constituição Federal... uma vez que no entender de diversos doutrinadores... 80.666/93.. os fundos especiais..atfcursos. A expressão ‗entidades controladas‘ diz respeito apenas às empresas ou sociedades nas quais a União ou suas empresas -..666/93 não se alterou o entendimento.. Sr. tanto o parágrafo único do art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 86 (Anexo IV da Ata nº 46/89-Plenário e Anexo II da Ata nº 30/90-Plenário)..94) para que a entidade promovesse a adaptação do seu regulamento interno de licitações e contratos ao estatuído pela Lei nº 8. O essencial (..SENAC e manteve determinação objeto da Relação nº 24/94 . ‗o que tipifica o gênero ‗serviço social autônomo‘ é sua relativa independência.. 3. complementando-as com disposições próprias. 243. Vol III. Recife/PE.. Se a Lei nº 8. até que editassem regulamentos próprios de licitação. 243.com. Ministro Adhemar Paladini Ghisi em palestra proferida em maio do ano em curso na Reunião do Conselho Fiscal do SEBRAE. não enumerou essas instituições entre aquelas a que se destina. Sessão de 12.br www.. a competência atribuída à União para legislar em matéria de licitações e contratos não abrange os serviços sociais autônomos porque. determinou-se ao SENAI a adoção de regulamento próprio. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. Por meio da Decisão nº 408/95 ..666/93 não poderia alargar o seu alcance. inciso XXVII..2ª Câmara (Ata nº 23/97)..8.Ata nº 08/95).. é defeso ao intérprete fazê-lo.considerando-se a Administração Pública Federal -. 132 .. Continuou-se tendo como necessária a submissão dos referidos serviços aos ditames do Estatuto das Licitações e Contratos Administrativos (Decisão 47/95 . cujas disposições não poderiam contrariar a mencionada lei. 1981. 22. diretamente ou através de outras controladas...9.. § 2º.. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. Nesse mesmo sentido é a Decisão nº 166/96 .. Editora Revista dos Tribunais.2ª Câmara (TC 650.Rua Buenos Aires. 1º quanto o art. as autarquias.. . 3... Estados.. ao subordinar às normas para licitações e contratos da Administração Pública ‗além dos órgãos da administração direta...404/76.05. Além do mais... por exemplo.1ª Câmara . ‗Art.. nos termos do art.. Presidentes e Membros dos Conselhos Fiscais da Região Sul..666/93 não podem abranger os serviços sociais autônomos porque eles não se inserem entre as entidades que compõem Administração Pública e tampouco são entidades controladas direta ou indiretamente pela União.6. de modo permanente. § 2º . Na vigência do Decreto-lei nº 2.. em Santa Catarina. mediante a qual o Tribunal resolveu não conhecer do pedido de reexame formulado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial .243/93-5. Distrito Federal e Municípios‘.Plenário (Ata nº 37/95). Mesmo com a edição da Lei nº 8. A Lei nº 8. 119 da Lei nº 8.. embora sendo beneficiários de recursos oriundos de contribuições parafiscais... Assim.br dessas hipóteses poderá optar pelas normas que mais se ajustem às suas necessidades..com... as fundações públicas. Espinheiro. extrapolando o permitido pela Constituição.. p..666/93....Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora..300/86.. 1º. em perfeita consonância com a Constituição. 3..7. e não o fez. Como disse o Exmo. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. São Paulo. 192). da Lei nº 6. conforme se depreende do parágrafo único do art.. não se incluem entre aquelas unidades e entidades classificadas nos dois grupos da Administração Pública indicados no art.

Portanto. Recentemente.666/93. no sentido que o Decreto-lei 200/67 dá ao mesmo.13. Sobre o assunto. na aprovação dos seus orçamentos sintéticos pelo Presidente da República e na presença de representantes do governo na composição dos seus Conselhos Nacionais e Fiscais. De fato. que lhes fornece a autorização legal para que arrecadem de forma compulsória recursos de parcela da sociedade e deles se utilizem para a manutenção de suas atividades: as denominadas contribuições parafiscais. com administração e patrimônio próprios. há de ser sempre mais tênue do que a que. de 13. É óbvio 133 .05.atfcursos. como entes de cooperação com o Poder Público. até porque. Autárquica e Fundacional. relativas à gestão dos recursos da entidade. da 1ª Câmara. S. Exa. o SESI. em função da autonomia concedida a tais organizações pelo regime jurídico a que estão submetidas.Rua Buenos Aires. Mas daí a dizer-se que está vinculado a esse Ministério. vai um grande e arriscado passo. nos termos do art. o Estado adotou outras medidas. não os obriga a atuar como entidades da Administração Pública. o SENAC e o SENAI.10.com. Exmo. ‗no âmbito das entidades paraestatais.br www. Sr.97 (Ata 15/97 . 3. 183 do Decreto-lei nº 200/67 e do 5º. a competência da União para legislar sobre licitações e contratos não se estende a esses serviços. Em seu Voto. excluiu determinadas entidades paraestatais da Administração Indireta poderá reintegrá-las ou submetê-las à supervisão ministerial‘. enquanto a Lei não dispuser em contrário. reproduzimos. os entes de cooperação devem legar-se de algum modo a um órgão administrativo. e como desempenham tarefas consideradas de relevante interesse. Para salvaguardar a observância do interesse público na gestão desses serviços. além do próprio SEBRAE. pela Decisão nº 117/97. O que se exige dos Administradores é que suas normas internas previnam contra o desrespeito a tais princípios e tenham sempre em vista os objetivos sociais da entidade‘. acolheu proposta do Relator do pedido de reexame interposto no processo TC nº 625. somente o legislador que. Essa vinculação. de preferência o Ministério em cuja área melhor se enquadrar a sua principal atividade. o TCU exerce o controle sobre as despesas da espécie considerando principalmente os princípios que resguardam o interesse público. ao examinar matéria relativa a pagamento de passagens aéreas pelo órgão. 3. assim definido pela doutrina. Espinheiro. deliberadamente. 3. não se tem aí norma de caráter geral que discipline a matéria em seus vários aspectos. p. como vimos. não se pode exigir dessas instituições a obediência às disposições da Lei nº 8. Recife/PE. nos termos daquele Decreto-lei. da Lei nº 8. o SESC. não implica em rigorosa observância à legislação a que estão sujeitos os órgãos e entidades da Administração Pública. 80. o Tribunal. recebem a oficialização do Poder Público. 192) 3. as palavras de Hely Lopes Meirelles: também que para prestar contas de seu recebimento e submeter-se à fiscalização federal prevista na lei pertinente.97). consignou que.12. a submissão dos serviços sociais autônomos à fiscalização do Estado à jurisdição do Tribunal. no que tange ao SENAI e demais entes de cooperação. ainda. É que.1ª Câmara). De igual modo.443/92. cujos atos constitutivos denotam o caráter de parceria entre o Estado e as entidades privadas patronais para o desempenho de serviços de caráter social‘ (Informativo União de 27.05. não se dá com o mesmo rigor com que estão submetidos os órgãos e entidades da Administração Pública. Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça. Até mesmo a vinculação dos serviços sociais autônomos ao Poder Público — no caso ao Ministério do Trabalho —. São seus exemplos típicos.com. seja ela Direta ou Indireta. (op. ‗É óbvio que as contribuições parafiscais constituem dinheiros públicos. inciso V. diferentemente do que ocorre na Administração Direta. aqui. consubstanciadas no controle exercido pelo Tribunal de Contas da União.br não integram as denominadas ‗Administração Direta‘ e ‗Administração Indireta‘ mas trabalham ao lado do Estado. cit. A natureza singular dos serviços sociais autônomos. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.096/95-9. sujeita as entidades da Administração Indireta aos respectivos Ministros de Estado.11. tornando insubsistentes várias determinações dirigidas ao SEBRAE/RS..

atfcursos.. 4. significa a sujeição às disposições de suas normas internas —. Considerações sobre a obrigatoriedade ou não de concurso público. Recife/PE..‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 14. previstas na Lei nº 8..br www. todavia. ‗verbis‘: ‗Art. Órgão Autônomo. é razoável que os serviços sociais autônomos. cumpre fixar que a Associação das Pioneiras Sociais não integra a Administração Pública Indireta. Além desses. Entre eles podemos citar os princípios da legalidade — que.1997 – Decisão publicada no D. Portanto. Uma vez aprovados. por força do artigo 1º da Lei nº 8.05. em cooperação com o Poder Público. de 1991 (que veio a converter-se na mencionada Lei nº 8. Arquivamento. Nesse sentido posicionou-se a Presidência da República ao vetar dispositivos do Projeto de lei nº 77. 4º do DL nº 200/67. e terá por objetivo os resultados da gestão. Ausência de dano ao erário. não integrante da Administração Indireta.91. sem favorecimento. de 26.14. o que é mais importante. aplicado aos serviços sociais autônomos.596/87 (. de interesse coletivo e de utilidade pública. às ‗(. o mesmo argumento é válido para as demais despesas destas entidades.‘ Foi esse o entendimento esposado pelo eminente Ministro Marcos Vinicios Vilaça no processo TC 014. tanto a cargo do Poder Executivo quanto do Tribunal de Contas da União. livres do excesso de procedimentos burocráticos. 1º É o Poder Executivo autorizado a instituir o Serviço Social Autônomo Associação das Pioneiras Sociais. pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. no Voto condutor da Decisão Plenária nº 196/93. O uso de procedimentos uniformes irá facilitar o controle do Poder Público.246/91. da finalidade. da isonomia.)‘ (grifei). Suspeita de contratação sem concurso público para exercício na Administração Pública. EMENTA: ―Representação formulada por Procurador do Trabalho. Muito pelo contrário: o controle se tornará mais eficaz. uma vez que não se prenderá à verificação de formalidades processuais e burocráticas e sim. com o objetivo de prestar assistência médica qualificada e gratuita a todos os níveis da população e de desenvolver atividades educacionais e de pesquisa no campo da saúde. da moralidade. na definição expressa do art. O controle passará a ser finalístico. embora não integrantes da Administração Pública.O.593/92-0 — levantamento de auditoria realizado na APS —. adotem.U. mas como destinatários de recursos públicos. 1. que ‗Autoriza o Poder Executivo a 134 . da igualdade e da publicidade. 183 do Decreto-lei nº 200/67). Assim. regulamentos próprios e uniformes. O fato de os serviços sociais autônomos passarem a observar os princípios gerais não implica em perda de controle por parte do Tribunal. contratação de pessoal e outras.246. Contratação de trabalho temporário sem formalização de contrato pela FPS. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. TCU – PLENÁRIO – DECISÃO 272/1997 – RELATOR: MINISTRO HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO.10.05. de 22.br 3.‖ G) Serviços Sociais Autônomos: Desnecessidade de realização de concurso público para admissão de pessoal.443/92. 80. passará a perquirir se os recursos estão sendo aplicados no atingimento dos objetivos da entidade. tais como diárias.) características de Serviço Social Autônomo que é e. Definição. poderão ser observados nas licitações os princípios da vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo. Espinheiro. por isso.. salvo quando a lei dispuser em contrário (art. com as alterações da Lei nº 7.Rua Buenos Aires. ao referir-se.com.1997) TRECHO DO VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: ―Primeiramente. os princípios gerais que norteiam a execução da despesa pública.com. passagens. na execução de suas despesas. esses regulamentos não poderão ser infringidos sob pena de se aplicar aos administradores as sanções cabíveis. em que sejam preservados.

que autoriza a celebração de contratos de prestação de serviços com organizações sociais. sem licitação — v. Nelson Jobim. a absorção de suas atividades por organizações sociais. 24 da Lei 8.br instituir o Serviço Social Autônomo 'Associação das Pioneiras Sociais' e dá outras providências‘). Entendeu-se inexistir.923/DF – Relator: Ministro Ilmar Galvão – Sessão de julgamento ocorrida em 05. o Tribunal.‖ (STF – Plenário – ADI-MC 1.246/91 exigência de processo seletivo para admissão de pessoal efetivo da APS. com a redação dada pelo art. que se refere à Administração Pública. Após. à página 23286. e contra o inciso XXIV do art.PT e pelo Partido Democrático Trabalhista .637/1998 (que disciplina as organizações sociais). inexistir incompatibilidade da norma impugnada com CF. acompanhou o voto do relator. a criação do Programa Nacional de Publicização. inexistir incompatibilidade da norma impugnada com CF.. relator. a extinção dos órgãos e entidades que mencionam. no sentido de indeferir o pedido cautelar por entender. 24 da Lei 8.637/98 .666/93. com a redação dada pelo art.) os Serviços Sociais Autônomos. Por essa razão.666/93. pediu vista dos autos o Min.1996 – v. sem licitação — v. Após. publicada no DOU de 23. não integrantes da Administração Pública Federal Indireta‘.1999 – v. ao desenvolvimento tecnológico. Recife/PE. a absorção de suas atividades por organizações sociais. à pesquisa científica.‖ H) Constitucionalidade da Lei nº 9. sem fins lucrativos. à primeira vista. que autoriza o Poder Executivo a qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado. à primeira vista. a extinção dos órgãos e entidades que mencionam..648/98.666/93.com. Informativo nº 156) ―Retomado julgamento de medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores .637/98 — que dispõe sobre a qualificação como organizações sociais de pessoas jurídicas de direito privado. a criação do Programa Nacional de Publicização. O Min.‖ (STF – Plenário – ADI-MC 1. a criação do Programa Nacional de Publicização. Em voto-vista. ―Iniciado o julgamento de medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores-PT e o Partido Democrático Trabalhista-PDT.10. não se aplica ao caso vertente a obrigatoriedade de concurso público insculpida no inciso II do artigo 37 da Constituição Federal.PT e o Partido Democrático Trabalhista . 1º da Lei 9.637/98 — que dispõe sobre a qualificação como organizações sociais de pessoas jurídicas de direito privado. proferiu voto no sentido de indeferir o pedido cautelar por entender. são entes paraestatais. contra a Lei 9.Rua Buenos Aires. Ilmar Galvão.637/98.91.que dispõe sobre a qualificação como organizações sociais de pessoas jurídicas de direito privado. Contudo. indeferiu medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores .923/DF – Relator: Ministro Ilmar Galvão – Sessão de julgamento ocorrida em 29.08. e dá outras providências -.PDT contra a Lei 9. contendo a assertiva de que ‗(.com. por maioria.648/98. cujas atividades sejam dirigidas ao ensino. que autoriza a celebração de contratos de prestação de serviços com organizações sociais. categoria em que se incluirá a 'Associação das Pioneiras Sociais'. o Min. Quanto ao art. presidente.br www. 1º da Lei 9. sem licitação. a absorção de suas atividades por organizações sociais. Eros Grau. 80. à proteção e 135 . o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min. 1º da Lei nº 9. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 421 e 454. e dá outras providências —. Nelson Jobim.PDT contra a Lei 9. Espinheiro. e dá outras providências —. a extinção dos órgãos e entidades que mencionam. que autoriza a celebração de contratos de prestação de serviços com organizações sociais. 1º da Lei 9. 24 da Lei 8.648/98. à primeira vista. e contra o inciso XXIV do art. Informativos 156. Informativo nº 421) Em conclusão de julgamento. e contra o inciso XXIV do art. encontro na multicitada Lei nº 8. incompatibilidade da norma impugnada com CF. por intermédio da Mensagem nº 570. Informativo 156. com a redação dada pelo art.03.atfcursos.

rel. Min. Espinheiro. (ADI-1923) (v. Recife/PE.br preservação do meio ambiente. ADI 1923 MC/DF. p/ o acórdão Min. Ilmar Galvão.Rua Buenos Aires. 2007.atfcursos. 8. 1º. como são as organizações sociais. Eros Grau. considerou-se que a Constituição Federal não impôs ao Estado o dever de prestar tais atividades por meio de órgãos ou entidades públicas. rel. à cultura e à saúde. 80. Informativo nº. orig. 474) 136 . nem impediu que elas fossem desempenhadas por entidades por ele constituídas para isso. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com.com.br www.

2. 6. Resgate na enfiteuse. 7. Aquisição ―causa mortis‖.4.2. 191. 7. Usucapião. art. doação.5.1. Bens das empresas públicas e sociedades de economia mista.7. I. 7. 6. Acessão. 137 . 5. Espinheiro. art.com. 3º.1.3. § 3º. 4. 6. 7.1. permuta etc. CC. Recife/PE.Rua Buenos Aires.3. 7. CF. 102.2.2.284/2006). 98. Formas de aquisição de bens públicos: Contratos em geral: compra e venda. Características do regime jurídico dos bens públicos: Inalienabilidade.atfcursos.com. 7. 7. Não-onerabilidade. 80. 11. 3. da Lei nº.6.8. Impenhorabilidade. Classificação quanto à destinação: 4. 7.4. 183.br BENS PÚBLICOS 1. Adjudicação. 6. STF). parágrafo único. 6. Bens dominicais (patrimoniais disponíveis) Conceito de afetação e desafetação. 340. A idéia de domínio público e de domínio eminente. 7. 4. Bens de uso comum do povo (indisponíveis). 4. Arrematação.3. CC) (v. art. Imprescritibilidade (art. S. Bens de uso especial (patrimoniais indisponíveis). Conceito legal de bens públicos (art.br www. Desapropriação. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.

II.Rua Buenos Aires. TERRAS DEVOLUTAS: áreas terrestres que integram o patrimônio das entidades políticas sem serem utilizadas para finalidades públicas específicas.2. 8.666/93). definidas em lei‖ (art. Condições específicas. Espinheiro. locação. 8.9. da Lei 8. doação.383/76.3.br www. constantes do projeto e do memorial descritivo).766/79. art. 9. e) Cessão de uso. 9. Institutos de direito público que ensejam o uso privativo: a) Autorização de uso b) Permissão de uso.2. De regra pertencem ao Estado (art. IV. das fortificações e construções militares. CF). CF).1. os espaços. c) Concessão de uso. a reversão nas concessões. 8. Uso privativo: formas de direito privado (enfiteuse.atfcursos. livres e as áreas destinadas a edifícios públicos e outros equipamentos urbanos.com. 6. 22 .Desde a data de registro do loteamento. ) 10.com. 80. 26. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.1. Alienação dos bens públicos: 9. f) Concessão de uso especial. § 1º. Instrumentos de direito privado: venda. d) retrocessão. e) legitimação de posse (Lei 6. b) investidura (art. comodato) e formas de direito público. § 3º. art. d) Concessão de direito real de uso. Administração dos bens públicos: Formas de uso: comum ou especial. Aquisição que decorre de lei: perdimento em favor do Estado de bens utilizados na prática de crime ou ato de improbidade administrativa. Instrumentos de direito público: a) concessão de domínio (art. 8. g) Autorização de uso especial 9. Recife/PE. áreas dos loteamentos reservadas ao Poder Público (art. passam a integrar o domínio do Município as vias e praças. Admite-se 138 . c) incorporação (integração de bens públicos no patrimônio de pessoas administrativas privadas instituídas pelos entes federativos). mas as ―indispensáveis à defesa das fronteiras. 22: Art. 188. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental.br 7. Espécies de bens públicos: 1.3. permuta etc. CF) pertencem à União. 20. 17.

de Municípios ou de particulares. XI) e estão conceituadas no art. Pertencem ao Estado. Recife/PE. Pertencem à União (art. 14 do Código de Águas – D 24. TERRENOS DE MARINHA: faixas de terra fronteiras ao mar e à margem dos rios e lagoas que sofram influência da maré de 33 m de extensão contados da linha do preamar médio de 1831 para o interior do continente.com. Ressalte-se que. 9. CF). os rios e os lagos do domínio público. § 2º. pertencem à União. à União.atfcursos.br tranqüilamente que os Estados possam transferir aos Municípios parte de suas terras devolutas. TERRAS OCUPADAS PELOS ÍNDIOS: Pertencem à União (art. se incorporam aos de marinha ou aos reservados (art. OBSERVAÇÃO: Na prática. Espinheiro.643/34). 20. TERRENOS ACRESCIDOS: os que. § 1º da CF. De regra. 2. 20.760/46 e o art. mas podem ter sido transferidos a outra entidade política ou a particulares. de regra. VII. por avulsão ou aluvião. até o limite onde se inicie a vegetação natural. b) nas ilhas marítimas pertencentes à União. A partir da faixa de vegetação natural (linha de jundu) é que se contam os 33 m dos terrenos de marinha. 4. nas ilhas costeiras que contenham sede de Município. cascalho. em regra. 231. 20. 20. Desta regra excetuam-se as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: 139 . CF/88. tal como areais. Pertencem à União quando se agregam aos terrenos de marinha (art.br www. as quais pertencem à União. as áreas de propriedade do Estado.Rua Buenos Aires. TERRENOS RESERVADOS OU MARGINAIS: faixas de terra de 15 m de extensão situadas às margens dos rios públicos livres da influência da maré. 3º.760/46). 80. Podem ser marítimas (oceânicas ou costeiras). FAIXAS DE FRONTEIRAS: Área de 150 km de largura que corre paralelamente à linha fronteira demarcatória da divisa com outros países (art. 7. pelo que continua sendo em razão do art. PLATAFORMA CONTINENTAL: é a extensão das áreas continentais sob o mar até a profundidade de cerca de duzentos metros. 6. CF). Se se formaram em terrenos situados às margens de rios e lagos. As ilhas marítimas pertencem. CF). 8. podem pertencer ao domínio público ou particular. DL 9. em sua ausência. CF) ou ao Estado (art. acrescidas da faixa subseqüente de material detrítico. A Constituição anterior considerava bem da União a plataforma continental. 3. contando-se da linha média das enchentes ordinárias (DL 9. As ilhas fluviais e lacustres pertencem. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. IV. ou. ÁGUAS PÚBLICAS: são as que compõem os mares. 20. aos Estados (que podem transferir-lhes o domínio a particulares). são do domínio da União as áreas afetadas a serviço público federal ou a unidade de conservação ambiental federal. em regra. I. II. faz-se a distinção entre terreno de marinha e praia (―área coberta e descoberta periodicamente pelas águas. fluviais e lacustres.com. 5. 26. onde comece outro ecossistema‖). Constituem exceções a esta regra: a) as ilhas costeiras que contenham sede de Município. ILHAS: Elevações de terra acima das águas e cercadas por elas em toda sua extensão. seixos e pedregulhos.

Função Social da Propriedade Pública. SÚMULAS: SÚMULA Nº 477 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―AS CONCESSÕES DE TERRAS DEVOLUTAS SITUADAS NA FAIXA DE FRONTEIRA. PERMANECENDO O DOMÍNIO COM A UNIÃO. São Paulo: Malheiros. ―A Turma deu provimento ao recurso para reformar o acórdão e conceder a segurança. Toda a questão surgiu porque o art. ● POMPEU.1969) SÚMULA Nº 479 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―AS MARGENS DOS RIOS NAVEGÁVEIS SÃO DE DOMÍNIO PÚBLICO. 112. INSUSCETÍVEIS DE EXPROPRIAÇÃO E. Cid Tomanik. integrante da administração indireta. ● ROCHA. entendendo que a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo – COHAB-SP. Paulo Affonso Leme. Adriano Cândido. e SAMPAIO. I. FEITAS PELOS ESTADOS. 2006. Servidão Administrativa e Compartilhamento de Infra-estruturas: Regulação e Concorrência.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 24. São Paulo: Malheiros. Espinheiro.br ● ARAGÃO. Recursos Hídricos.com. AINDA QUE SE MANTENHA INERTE OU TOLERANTE. Considerou que as entidades da administração direta (União.‖ (STJ – Segunda Turma – 140 .12. Rio de Janeiro: Forense. APENAS. Patrícia Regina Pinheiro. Direito de Águas no Brasil. EXCLUÍDAS DE INDENIZAÇÃO.1969 e publicada no DJ de 10. da Lei Orgânica do Município de São Paulo exige prévia autorização legislativa.09. Sílvio Luiz Ferreira da.Rua Buenos Aires. 2006.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 03.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 03. 2005. EM RELAÇÃO AOS POSSUIDORES. ● MACHADO.br www.1969) SÚMULA Nº 650 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―OS INCISOS I E XI DO ART. quando participarem de uma sociedade de economia mista.atfcursos.com.10. na qualidade de pessoa jurídica de direito privado. Alexandre Santos de. só pode alienar bens do seu patrimônio mediante licitação. Estados e Municípios). CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 2006. despidos do poder de império.10.2003 e publicada no DJ de 09. AUTORIZAM. mas tal alienação independe de autorização legislativa. igualam-se aos demais acionistas. ao argumento de que também os bens das sociedades de economia mista pertencem aos Municípios. O USO. São Paulo: RT. 20 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO ALCANÇAM TERRAS DE ALDEAMENTOS EXTINTOS. Recife/PE. POR ISSO MESMO.1969 e publicada no DJ de 10. 80. AINDA QUE OCUPADAS POR INDÍGENAS EM PASSADO REMOTO.12.2003) JURISPRUDÊNCIA: A) Desnecessidade de autorização legislativa específica para alienação de bem pertencente a sociedade de economia mista.10. STRINGHINI.

de bem público imóvel submetido a regime de aforamento. ―Civil e processo civil. anteriormente.2006.05. AÇÃO INTENTADA CONTRA A TITULAR DO DOMÍNIO ÚTIL E A UNIÃO. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. I.1999 – v. instituída enfiteuse. o deferimento.É possível reconhecer a usucapião do domínio útil de bem público sobre o qual tinha sido.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 06. ou seja. Recurso especial não conhecido. Enfiteuse. II. 1. apenas que guardando conclusão contrária ao interesse da parte.572/RS – RELATORA: MINISTRA NANCY ANDRIGHI.1999 – Acórdão publicado no DJ de 23. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO REGIONAL QUANTO AO RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO AQUISITIVA SOBRE O DOMÍNIO ÚTIL. Espinheiro. DOMÍNIO ÚTIL REFERENTE A BEM PÚBLICO.2005 – Acórdão publicado no DJ de 06. AÇÃO DE USUCAPIÃO. pelo Tribunal Regional.br www.com.012/SP – Relatora: Ministra Eliana Calmon – Sessão de julgamento ocorrida em 09. MATÉRIA DE FATO. IMÓVEL FOREIRO. ADMISSIBILIDADE. ACÓRDÃO ESTADUAL.11. da prescrição aquisitiva apenas sobre o domínio útil não constitui julgamento extra petita. em virtude de usucapião. Usucapião.123/PE – RELATOR: MINISTRO BARROS MONTEIRO.08. como nua-proprietária. . EMENTA: ―CIVIL E PROCESSUAL. as questões essenciais ao julgamento da lide. 276) 2. Não padece de nulidade o acórdão que enfrenta. Recife/PE. 80. suficientemente. Informativo nº 39) B) Possibilidade de aquisição do domínio útil. 141 . STJ – TERCEIRA TURMA – REsp 575.798/RS – RELATOR: MINISTRO ALDIR PASSARINHO JÚNIOR. Postulado na inicial o usucapião da propriedade plena do imóvel.09. existe apenas a substituição do enfiteuta pelo usucapiente. ―USUCAPIÃO. Admissível o usucapião quando imóvel já era foreiro e a constituição da enfiteuse em favor do usucapiente se faz contra o particular até então enfiteuta e não contra a pessoa jurídica de direito público que continua na mesma situação em que se achava.atfcursos. nesta circunstância.br RMS 9.Rua Buenos Aires. IMÓVEL QUE ANTERIORMENTE JÁ ERA FOREIRO. pois. EXTINÇÃO DO PROCESSO EM RELAÇÃO À UNIÃO. STJ – QUARTA TURMA – REsp 154. p. Recurso especial conhecido e provido. STJ – QUARTA TURMA – REsp 507. Domínio público. POR INSUSCETÍVEL DE USUCAPIÃO BEM PÚBLICO. 129) 3. JULGAMENTO EXTRA PETITA NÃO CARACTERIZADO. Precedentes do STF e STJ. por haver deferido apenas menos do que o pedido. p. não trazendo qualquer prejuízo ao Estado.1999.02. Recurso especial. NULIDADE NÃO CONFIGURADA.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 04.com.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. POSSIBILIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DE EXISTIREM. NECESSIDADE DE EFETIVA COMPROVAÇÃO. DOUTRINA. IV. 164): – SANTA CATARINA – ILHA FEDERAL/1967 – TERRAS DEVOLUTAS – BEM PÚBLICO. Tribunal Regional Federal da 4ª Região.com. 173/176). Recurso especial conhecido em parte e parcialmente provido. ART. mas o imóvel era foreiro e o Tribunal a quo concedeu o usucapião do domínio útil pertencente a particular. confirmado. mas apenas o domínio útil do imóvel foreiro. SÚMULA 279/STF. pelo E. DECISÃO: O presente recurso extraordinário foi interposto contra acórdão. NO CASO. não houve julgamento extra petita. sendo contra ela a ação extinta. e procedente. MATÉRIA DE PROVA. para extinguir o feito em relação à União.‖ C) Necessidade de efetiva comprovação.2004. USUCAPIÃO DE ÁREAS DE TERCEIROS NELA EXISTENTES. a fim de obstar a aquisição da propriedade deste imóvel por particular. Movida a ação de usucapião contra a União e a titular do domínio útil. que. 1.atfcursos. INEXISTÊNCIA DE PRESUNÇÃO ―JURIS TANTUM‖ DO CARÁTER DEVOLUTO DOS IMÓVEIS PELO SÓ FATO DE NÃO SE ACHAREM INSCRITOS NO REGISTRO IMOBILIÁRIO. reconheceu que a ação não deve ser contra a União. pela União. em relação à 2ª ré. está assim ementado (fls. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. ART. PELO PODER PÚBLICO.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16. 20. ―IN FINE‖). em virtude de usucapião. ÁREAS SUJEITAS À TITULARIDADE DOMINIAL DE TERCEIROS (CF.com. para tanto. ―USUCAPIÃO COSTEIRA – CONSTITUIÇÃO 142 . NAS ILHAS MARÍTIMAS.05. DE SEU DOMÍNIO.03. no competente registro civil).615/SC – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO. A QUESTÃO DAS TERRAS DEVOLUTAS. da titularidade do domínio de bem imóvel situado em ilha costeira (não bastando. II. pois o domínio útil sendo menos do que a propriedade plena está contido no pedido. STF – RE 285.2004 – Acórdão publicado no DJ de 03. DOMÍNIO DA UNIÃO FEDERAL NÃO COMPROVADO. POSSIBILIDADE DE USUCAPIÃO. SANTA CATARINA. a inexistência de inscrição do referido terreno em nome de terceiro. ainda. Espinheiro. Ressaltou-se. no que a Turma confirmou.Rua Buenos Aires. ILHA COSTEIRA. a demanda há de ser extinta contra a recorrente.br www. unicamente. DOMÍNIO INSULAR DA UNIÃO FEDERAL (CF. por ser esta parte ilegítima ad causam como ré. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTE RECURSO ESPECIAL: ―Não pode ser usucapido bem público. JURISPRUDÊNCIA. que apesar do pedido exordial se referir a titularidade do imóvel e não ao domínio útil.br III. Logo não poderá sofrer condenação pois o imóvel já era foreiro. AFIRMAÇÃO QUE NÃO OBSTA A POSSE ―AD USUCAPIONEM‖. EMENTA: ILHAS MARÍTIMAS (ILHAS COSTEIRAS OU CONTINENTAIS E ILHAS OCEÂNICAS OU PELÁGICAS). e sendo impossível usucapir-se bem público. 26. IV). Entretanto. 80. em sede de embargos de declaração (fls. INSUFICIÊNCIA DA MERA ALEGAÇÃO ESTATAL DE TRATAR-SE DE IMÓVEL PERTENCENTE AO DOMÍNIO PÚBLICO. 171) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 202 DO STJ. PRONUNCIAMENTO SOBERANO DO TRIBUNAL RECORRIDO. Recife/PE. p.

com. a União não fez qualquer prova de sua dominialidade sobre as áreas objeto da ação. ao deduzir este recurso extraordinário. A sentença. e não provado pela União que se tratava de terra devoluta. 20.. por usucapião.... as terras sem registro público em nome de particular não se presumiam devolutas..Rua Buenos Aires. por tratar-se de porção de terra que coube a filho desaparecido na partilha de bens deixados em herança.. IV. Recife/PE. observa-se que. da leitura do aresto hostilizado.... em sede de recurso extraordinário. insusceptível de usucapião. Adquirida. Ainda que tal argumento não pudesse ser considerado.... INCISO IV. tem eficácia meramente declaratória. sob a égide da CF/67.. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 20..atfcursos. antes da Constituição 143 .. 198/201): ―RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DIREITO ADMINISTRATIVO . sustenta que o Tribunal ―a quo‖ teria transgredido o art. no caso dos autos..... Na vigência da Constituição Federal de 1967. Em sentido contrário. que tais fatos se deram sob a vigência da Constituição Federal de 1967. torna-se irreversível – Súmula 279/STF..PRECEDENTE APLICAÇÃO DO ENUNCIADO DA SÚMULA 279/STF .... JOÃO BATISTA DE ALMEIDA. a Constituição Federal de 1967 estabeleceu no domínio da União somente as ilhas oceânicas. da CF/88) fundou-se em matéria de fato.. os quais não manifestaram qualquer oposição à ação. por mais de vinte anos.. in verbis: ‗Ora. temse que se perfectibilizou a usucapião. 20. da CF/88 – ARESTO QUE SE HARMONIZA COM O ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE O TEMA . ao opinar pelo não-conhecimento do apelo extremo.. propriedade situada na ilha costeira de Santa Catarina.. que. não há falar em bem de propriedade da União.. assim resumiu e expôs a controvérsia instaurada nesta sede recursal (fls. O recurso não merece prosperar... IV). da Constituição Federal.com. 80.. A parte restante a ser usucapida.. nas instâncias ordinárias.. em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República. ainda. em ação de usucapião... O Ministério Público Federal. Usucapião é modo originário de aquisição da propriedade que se consuma com o implemento do lapso temporal exigido em lei.‖ (grifei) A União.ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. E isto porque. 20. inclusive. e considerando-se.. uma vez que se objetiva usucapir o 1/5 do terreno que não pode ser adquirido através do contrato de compra e venda. à presunção de que as terras são privadas. . poder-se-ia presumir que a área usucapida era de propriedade dos lindeiros.USUCAPIÃO – TERRAS DEVOLUTAS – ILHA COSTEIRA – NATUREZA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO PRETÉRITA – DOMÍNIO DA UNIÃO NÃO COMPROVADO . era devoluto. segundo os autores resulta de diferença na metragem oriunda da precariedade em que se realizavam as medições à época em que foram partilhados os bens. Adquirida a propriedade. Uma vez não havendo prova de que o bem. sobre o qual incidiu a posse mansa e pacífica dos autores...... os documentos acostados à inicial levam. Dr. consoante se pode verificar das seguintes passagens do seu voto condutor.br Em que pese a Constituição Federal de 1988 ter incluído nos bens da União as ilhas oceânicas e as costeiras (art.PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO..... IV...... cabendo à União a prova de que se tratava de bens sobre os quais exercia domínio para que fosse evitada a usucapião.... Espinheiro.br www. a rejeição à pretendida violação do preceito constitucional aludido como violado (art.MATÉRIA DE PROVA .

Min. 161/162) Por outro lado. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E.atfcursos.‘ (fls. p. conforme reiterada jurisprudência desse Colendo Tribunal (RE nº 207. circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo.‖ (grifei) Entendo assistir plena razão à douta Procuradoria-Geral da República. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 42).037/SP (Relator Exmo. impende dizer que é imprópria a argüição de ofensa à Súmula 340/STF (fl. que. 144 . 64) de 4/5 dos terrenos transmitidos aos vendedores por herança. salvo eventual aplicação retroativa da Constituição superveniente. data em que se realizou o contrato de compra e venda entre os autores e Gercino Francisco Bittencourt e outros (escritura – fl. foi adotado na íntegra pelo voto condutor do aresto recorrido. para confirmar a sentença proferida em primeira instância. por incidir. NAS ILHAS LITORÂNEAS. ratificando o inteiro teor do parecer exarado pela Procuradoria Regional da República da 4ª Região (fls.1998. ART-4. a matéria se reduz à aplicação do princípio de que tempus regit actum. Francisco Rezek. DJ de 10. Relator Exmo. na linha do douto parecer do Ministério Público Federal.4.. o direito deve ser ressalvado e declarada judicialmente a usucapião.‘ Ademais. no RE nº 101. 161/162): ―Segundo os dados que foram trazidos aos autos.63. ao decidir a controvérsia relativa à alegada pretensão dominial da União sobre o imóvel em litígio. MÉRITO DA SENTENÇA SINGULAR E DO ACÓRDÃO DO T.457). os autores têm a posse dos terrenos descritos na inicial desde 25. reconheceu – com apoio em elementos de fato – que a União Federal. NO DOMÍNIO DA UNIÃO. para fins de transcrição no Registro de Imóveis. Sr. HIPÓTESE DE NÃOCONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. HÁ DE SER ENTENDIDA ESTA EXPRESSÃO EM SEU SENTIDO TÉCNICO E ESTRITO. os seguintes aspectos fático-probatórios subjacentes à decisão que proferiu (fls. Néri da Silveira. Por fim.871. havendo destacado.F. DJ de 19.9. na espécie.5.Rua Buenos Aires.986 (Relator Ministro Moreira Alves. Ao julgar o AGRAG nº 138.com. especialmente quando opina pelo não-conhecimento do presente recurso extraordinário. p. não se presume na espécie.63. em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.br de 1988. E INTEGRANTES DO PATRIMÔNIO DE ESTADOS. a Súmula 279/STF. completou-se o lapso temporal de 20 anos necessários à usucapião extraordinária. à evidência.F. Min. em face da legislação então vigente‘. ainda sob a égide da Constituição anterior. a qual. DJ de 28.-II. lavrado com ementa do seguinte teor: ‗ILHAS OCEÂNICAS.1995) essa Corte firmou entendimento de que ‗é princípio cediço.br www. no ano de 1983. TRF/4ª Região. Espinheiro. ABRUPTAMENTE. Tendo a posse se iniciado em 25. em sede de recurso extraordinário.. Recife/PE. e não o que já ocorreu no passado. aliás.1985. BENS SITUADOS EM CENTROS URBANOS. 5. visto não se tratar de norma constitucional.. dirimiu a questão à luz dos fatos e das provas existentes nos autos. VISTO QUE O CONSTITUINTE DE 1967 POR CERTO NÃO PRETENDEU INSCREVER. não comprovou que o imóvel usucapiendo já se achava integrado ao seu domínio patrimonial. como é possível atestar-se do julgamento proferido. ora recorrente.11. em direito constitucional.com. não dispondo explicitamente sobre tal possibilidade.9. que a aplicação imediata da Constituição alcança apenas os efeitos futuros de fatos passados.R. no mérito o aresto vergastado harmoniza-se com o entendimento desse Pretório Excelso sobre o tema. (. 141/155). MUNICÍPIOS E PARTICULARES. C. 188). ainda. É que o acórdão ora recorrido. Sr. 80.).

Uma vez não havendo prova de que o bem. por mais de vinte anos. não há óbice ao usucapião desse tipo de terras. desse modo. 97). tal como enfatizado no acórdão ora recorrido. Espinheiro. Adquirida a propriedade. por relevante. a União não fez qualquer prova de sua dominialidade sobre as áreas objeto da ação. Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que indeferiu processamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.Rua Buenos Aires. a questão sobre o caráter devoluto de imóveis nestas circunstâncias nas ilhas costeiras foi pacificado. USUCAPIÃO. para fins de transcrição no Registro de Imóveis. Cabe referir. questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703). os requisitos necessários à aquisição da propriedade por usucapião.com. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. Ora. Neste ponto conforme já foi mencionado neste parecer. Ademais. inclusive.037-1.‘ (fl. porque duvidosa a sua titularidade. considerado o seu estrito âmbito temático. tem-se que perfectibilizou a usucapião. Ademais. TERRAS DEVOLUTAS. se mostrarem condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica. AUSÊNCIA COMPROVAÇÃO. era devoluto. pelo acórdão 101. que a pretensão recursal extraordinária deduzida pela União Federal revela-se processualmente inviável. INOCORRÊNCIA.br A posse foi justificada na audiência de 26/2/91 (fl.br www. o direito deve ser ressalvado e declarada judicialmente a usucapião. como sucede na espécie. à presunção de que as terras são privadas. Ainda que tal argumento não pudesse ser considerado. portanto. Presentes estavam. antes da Constituição de 1988. resulta de diferença na metragem oriunda da precariedade em que se realizavam as medições à época em que foram partilhados os bens. Restaria a discussão quanto à possibilidade de usucapir-se imóvel que não tem Registro Público. sobre o qual incidiu a posse mansa e pacífica dos autores. portanto. versando a mesma controvérsia suscitada na presente causa. no caso dos autos. 66) 145 .887/SC. 80. pois – como se sabe – o recurso extraordinário não permite que se reexaminem. ao contrário do entendimento adotado pela decisão monocrática. A parte restante a ser usucapida. segundo os autores. neste ponto. em julgamento – em tudo coincidente com o ora proferido – que possui o seguinte teor: ―1. uma vez que objetiva-se usucapir o 1/5 do terreno que não pode ser adquirido através do contrato de compra e venda.atfcursos. por tratar-se de porção de terra que coube a filho desaparecido na partilha de bens deixados em herança. sob a ordem jurídica da anterior Constituição.com. pelo modo como foram concebidas no ordenamento jurídico. os documentos acostados à inicial levam. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. quando tais circunstâncias. 2. ainda. Em sentido contrário. e considerando-se ainda que tais fatos se deram sob a vigência da Constituição Federal de 1967. poderse-ia presumir que a área usucapida era de propriedade dos lindeiros. Recife/PE. restou comprovado o preenchimento dos requisitos necessários ao reconhecimento do domínio. foi decidida pelo eminente Ministro CEZAR PELUSO. Apelação e remessa oficial improvidas.‖ (grifei) Vê-se. assim ementado: ‗ADMINISTRATIVO. Mantida a sentença que julgou procedente o pedido de usucapião. os quais não manifestaram qualquer oposição à ação. DE 1. as terras devolutas são bens públicos com natureza peculiar. Relator do AI 421. pois não ficou comprovado que se tratasse realmente de terras devolutas. que idêntica postulação recursal.

não pretendeu inscrever. Rel.br Sustenta a recorrente. O acórdão objeto do presente recurso extraordinário bem reflete. o fato de o imóvel se localizar em ilhas costeiras e não estar registrado em nome de particular também não implica ser terra devoluta.. Mérito da sentença singular e do acórdão do TFR. cabendo referir. a ocorrência de violação aos arts. 20. se assim fosse.br www. se assentou o Tribunal de origem. rever a Corte as premissas de fato em que. Min. por certo.. e integrantes do patrimônio de Estados. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Assim. porém de seu próprio domínio. Recife/PE... 159/162). Hipótese de não conhecimento do recurso extraordinário da União.. ainda assim não se revelaria acolhível a postulação recursal que a União deduziu na presente causa.. haja vista ser devoluto em ilha marítima... de modo adequado... Por outro lado. ao julgar o RE 101. nas ilhas litorâneas... III. que o ilustre magistrado federal de primeira instância. . Espinheiro..atfcursos. no ponto. 80. no ponto. seria mister reexame prévio do conjunto fático-probatório. 557 do CPC). nego seguimento ao agravo (art. visto que o constituinte de 1967. Em segundo lugar. II. e art... CF... deve ser frisado que o simples fato de terrenos estarem localizados na ilha de Santa Catarina. apreciou.. Há de ser entendida esta expressão em seu sentido técnico e estrito.‖ (grifei) Mesmo que se pudesse superar o óbice técnico representado pela Súmula 279/STF.. por si só. 146 . 38 da Lei nº 8.... Diante da impossibilidade de.. 3.. de 28. bens situados em centros urbanos... pois.. é necessário que se demonstre.. da Constituição Federal. ainda sob a égide da Carta de 1969. Do exposto.. Município ou terceiros. 2.. à luz da prova dos autos.. nas ilhas costeiras (ou continentais). que o imóvel não esteja integrado ao patrimônio do Estado. em sua bem lançada sentença declaratória de procedência da ação de usucapião promovida pela parte recorrida. do RISTF. acórdão ora recorrido. e com o prestigioso apoio do v.. deve restar evidenciado que o imóvel usucapiendo se encontra efetivamente sob o domínio da União.com. no domínio da União... 21. com base no art.038.037/SP. artigo 4º... para adotar outra conclusão. o Plenário do Supremo Tribunal Federal. para decidir a causa. em primeiro lugar. tendo presentes os aspectos que venho de ressaltar.. § 2º e 191.05. Inconsistente o recurso.. II... a. a seguinte e ilustrativa passagem desse ato sentencial (fls. abruptamente. o entendimento que a jurisprudência desta Suprema Corte já deixara assentado a propósito da possibilidade jurídico-constitucional de existirem..com. em recurso extraordinário.. FRANCISCO REZEK (RTJ 113/1279)... o tema em análise. fixando orientação consubstanciada em acórdão assim ementado: ―Ilhas Oceânicas. art..Rua Buenos Aires. parágrafo único. pronunciou-se a respeito do tema ora em análise. não os faz pertencer ao domínio da União. 119/120): ―Inicialmente.. § 1º. Município ou terceiro. Com efeito. por relevante. áreas sujeitas à titularidade dominial de terceiros (fls. municípios e particulares.. é evidente que...90....‖ (grifei) Cumpre destacar. 102. coisa de todo inviável perante o teor da súmula 279.. a União deveria demonstrar que o imóvel não é de domínio privado.. A própria Constituição Federal excepciona do domínio da União as ilhas oceânicas e as costeiras quando estiverem sob o domínio dos Estados.

. Espinheiro.‖ (RTJ 66/797....grifei) Em suma: não basta a mera alegação de ser devoluto o imóvel usucapiendo.... ausente qualquer registro de anterior proprietário... já estivesse inserida no domínio da União. na jurisprudência dos Tribunais em geral (RT 405/153 .419. 2001. Min... Min. O que se extrai dos autos. e o art.. consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.. ambos da Constituição da República. tomo XII/528.... tenho que não ficou caracterizado e provado que a porção de terras.. eis que – insista-se – ―Inexiste. pois. 20. de que as terras destituídas de inscrição no Registro de Imóveis sejam necessariamente devolutas. II.. mesmo porque tal circunstância não induz à presunção.atfcursos.Rua Buenos Aires.). (..RT 551/110 – RT 520/141): ―O fato de o terreno não estar registrado não torna admissível a presunção de que é de propriedade do Estado. ainda que ―juris tantum‖.. em nosso Direito. 147 . o só fato de não se achar transcrito o imóvel não significa deva tratar-se de gleba devoluta.grifei) Cabe enfatizar. Rel. por relevante.. pois se torna necessário que o Poder Público prove que tal bem se inclui em sua esfera de dominialidade (RT 541/131 – RT 555/223 . 80. sendo que a este incumbe somente demonstrar o tempo de sua posse e a inexistência de oposição ou interrupção. só por si. considerado o que dispõem o art. Ao Estado cumpre fazer prova de seu domínio sobre as terras que alega serem devolutas.. Nélson Konrad . eis que – cumpre não desconhecer – a mera ausência de registro imobiliário não é suficiente. regra que firme a presunção de serem públicas as terras que não forem objeto de transcrição‖ (RT 537/77-78 .grifei) Esse entendimento – que encontra apoio na autorizada lição de PONTES DE MIRANDA (―Tratado de Direito Privado‖.. TRF/4ª Região. que essa mesma orientação é também prestigiada pelo magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (RTJ 65/856 – RTJ 81/191 – RTJ 99/234): ―Também a inexistência de transcrição da gleba em nome de particular não faz presumir que as terras sejam devolutas... porque não se concebe o domínio por exclusão ou omissão. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. No caso destes autos. O que se mostra irrecusável. por igual... é que o imóvel está localizado na ilha de Santa Catarina... objeto do pedido desta ação..RT 558/95).com... é a União quem deveria demonstrar que o referido imóvel já estava integrado em seu domínio....RT 411/120 – RT 419/129 – RT 490/65 .. pois é fato extintivo do direito do autor. em tudo corretamente confirmada pelo E. Recife/PE. IV. é que nem todas as áreas existentes nas ilhas continentais (ou costeiras) acham-se incluídas no domínio patrimonial da União... § 1. Conseqüentemente.‖ (RDA 134/208.. em tais ilhas.. RODRIGUES ALCKMIN . a prova inequívoca de que lhe pertence a titularidade dominial do bem imóvel: ―USUCAPIÃO – DOMÍNIO PÚBLICO – TERRAS DEVOLUTAS .Cabe ao Estado o ônus da prova de que a gleba é terra devoluta.‖ (RT 549/204. do Estado.... para configurar a existência de domínio público.br www.. Neste contexto. também podem existir bens pertencentes a terceiros. que exige. a própria Carta Política reconhece que. merece subsistir.. 798.grifei)... Rel. meros particulares. Rel.. Des... como anteriormente ressaltado.‖ (grifei) A sentença em questão..com.br . 26.. MOREIRA ALVES .. Bookseller) – reflete-se...

nesta decisão. precedentemente. Brasília. não se verificou. Saraiva): ―‗Pertencem à União as áreas que não se encontram no domínio dos Estados. 3. Espinheiro. II.. vol. em obra escrita com o saudoso CELSO RIBEIRO BASTOS (―Comentários à Constituição do Brasil‖. TRF/4ª Região. 26.com.02.Rua Buenos Aires. condomínios fechados. p. da Súmula 279/STF – torna incognoscível o apelo extremo ora em exame. tomo II/116.. (Redação determinada pela Emenda Constitucional nº 46. que as áreas usucapiendas integravam o seu domínio patrimonial. e pelas razões expostas. Publique-se. 20. o que implica reconhecer a ocorrência.02. no ponto em que adverte que a União Federal deixou de comprovar a sua titularidade dominial sobre as áreas objeto da ação de usucapião. Vê-se. provar. portanto.2005. 2002. São bens da União: (. transcrição no Informativo nº 376) LEGISLAÇÃO: CONSTITUIÇÃO FEDERAL.2005 – Decisão monocrática publicada no DJ de 23. e as referidas no art.com. Sendo assim.br Daí a advertência de IVES GANDRA MARTINS.atfcursos..‖ (grifei) Cumpria à União Federal. Ministro CELSO DE MELLO Relator (Sessão de julgamento ocorrida em 15..). hotéis. Municípios e de terceiros‘ (. no caso. de modo inequívoco. as praias marítimas.br www. de insuperável obstáculo técnico. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.) IV – as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. 37 – v. As áreas podem pertencer a terceiros. Tal. como soberanamente afirmado pelo acórdão ora recorrido (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693). não conheço do presente recurso extraordinário. exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal. o que – se efetivamente por ela fosse demonstrado – obstaria a consumação do usucapião. Art. na espécie. as ilhas oceânicas e as costeiras. representado pela Súmula 279/STF. 80. de 05 de maio de 2005) 148 . as que contenham a sede de Municípios. 2ª ed. circunstância esta que – ao justificar a plena incidência. destas. de todo esse quadro. não integrando assim nenhuma das entidades federativas. excluídas. 15 de fevereiro de 2005.. como particulares que construam casas de lazer. tal como pude assinalar. Recife/PE. porém. que se mostra processualmente relevante o tópico da decisão emanada do E. à evidência.

consideram-se: I . Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. seja qual for a pessoa a que pertencerem. estadual. 103. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.br Art. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. 102. dos Municípios. III .) II – as áreas. Parágrafo único.os de uso especial. São bens públicos: I . que estiverem no seu domínio. CÓDIGO CIVIL.284/2006 (GESTÃO DE FLORESTAS PÚBLICAS) Art.com. Espinheiro. todos os outros são particulares. mares. Art. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. inclusive os de suas autarquias. 98. enquanto conservarem a sua qualificação.. excluídas aquelas sob domínio da União. II . observadas as exigências da Art. 99. Os bens públicos dominicais podem ser alienados.atfcursos. Incluem-se entre os bens dos Estados: (. nas ilhas oceânicas e costeiras. Art. Art. de cada uma dessas entidades. ou real. 183 da Constituição. tais como rios. Municípios ou terceiros. 101. Dispõe sobre a concessão de uso especial de que trata o § 1o do art.220. como objeto de direito pessoal. em bens sob o domínio da União.com.Rua Buenos Aires. na forma que a lei determinar. localizadas nos diversos biomas brasileiros. 80. DE 04 DE SETEMBRO DE 2001. cria o Conselho Nacional de 149 .os de uso comum do povo. estradas. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno.florestas públicas: florestas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. do Distrito Federal ou das entidades da administração indireta. dos Estados. Recife/PE. ruas e praças. 100. lei. Art. conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. 26.os dominicais.. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído. 3o Para os fins do disposto nesta Lei. LEI 11. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público.br www. territorial ou municipal. Art. naturais ou plantadas. Não dispondo a lei em contrário.

desde que não seja proprietário ou concessionário. com até duzentos e cinqüenta metros quadrados. 1o e 2o também aos ocupantes. no uso da atribuição que lhe confere o art. ininterruptamente e sem oposição. o Poder Público garantirá ao possuidor o exercício do direito de que tratam os arts. independentemente do estado civil. Art. possuiu como seu. na posse de seu antecessor. desde que já resida no imóvel por ocasião da abertura da sucessão. de imóveis públicos. § 3º Para os efeitos deste artigo. Art. para o fim de contar o prazo exigido por este artigo. da União.atfcursos. desde que os possuidores não sejam proprietários ou concessionários. 3º Será garantida a opção de exercer os direitos de que tratam os arts. ininterruptamente e sem oposição. salvo hipótese de acordo escrito entre os ocupantes. até 30 de junho de 2001. por cinco anos. que estejam situados em área urbana. acrescentar sua posse à de seu antecessor. utilizando-o para sua moradia ou de sua família. de outro imóvel urbano ou rural. § 2º Na concessão de uso especial de que trata este artigo. tem o direito à concessão de uso especial para fins de moradia em relação ao bem objeto da posse. Recife/PE. 80. com mais de duzentos e cinqüenta metros quadrados. de pleno direito. 2º Nos imóveis de que trata o art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com. 1o. Espinheiro. a qualquer título. estabelecendo frações ideais diferenciadas. onde não for possível identificar os terrenos ocupados por possuidor.com. 5º É facultado ao Poder Público assegurar o exercício do direito de que tratam os arts.br www. § 1º A concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma gratuita ao homem ou à mulher. estavam ocupados por população de baixa renda para sua moradia. na forma do regulamento.br Desenvolvimento Urbano – CNDU e dá outras providências. que. até 30 de junho de 2001. regularmente inscritos. dos Estados. § 2º O direito de que trata este artigo não será reconhecido ao mesmo concessionário mais de uma vez. 1º Aquele que. § 1º O possuidor pode. do Distrito Federal e dos Municípios. 4º No caso de a ocupação acarretar risco à vida ou à saúde dos ocupantes. 1o e 2o em outro local. Art. § 3º A fração ideal atribuída a cada possuidor não poderá ser superior a duzentos e cinqüenta metros quadrados. 1o e 2o em outro local na hipótese de ocupação de imóvel: 150 . por cinco anos. independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe. com força de lei: CAPÍTULO I DA CONCESSÃO DE USO ESPECIAL Art.Rua Buenos Aires. a qualquer título. 62 da Constituição. de outro imóvel urbano ou rural. até duzentos e cinqüenta metros quadrados de imóvel público situado em área urbana. o herdeiro legítimo continua. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. adota a seguinte Medida Provisória. Art. ou a ambos. contanto que ambas sejam contínuas. a concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma coletiva. será atribuída igual fração ideal de terreno a cada possuidor.

Rua Buenos Aires. contanto que ambas sejam contínuas. § 1º A Administração Pública terá o prazo máximo de doze meses para decidir o pedido. A extinção de que trata este artigo será averbada no cartório de registro de imóveis. a concessão de uso especial para fins de moradia será declarada pelo juiz. 8º O direito à concessão de uso especial para fins de moradia extingue-se no caso I .com. de: Art. mediante sentença.br www. Art. 4º e 5º desta Medida Provisória. o disposto nos arts. inter vivos ou causa mortis. II . 6º O título de concessão de uso especial para fins de moradia será obtido pela via administrativa perante o órgão competente da Administração Pública ou. que ateste a localização do imóvel em área urbana e a sua destinação para moradia do ocupante ou de sua família. Espinheiro.o concessionário adquirir a propriedade ou a concessão de uso de outro imóvel urbano ou rural. por cinco anos. 7º O direito de concessão de uso especial para fins de moradia é transferível por ato Art. em caso de recusa ou omissão deste. até duzentos e cinqüenta metros quadrados de imóvel público situado em área urbana. ou II . possuiu como seu. no que couber. § 2º Na hipótese de bem imóvel da União ou dos Estados. da preservação ambiental e da proteção dos ecossistemas naturais. Recife/PE. § 1º A autorização de uso de que trata este artigo será conferida de forma gratuita. § 3º Em caso de ação judicial. III . contado da data de seu protocolo. ou V . até 30 de junho de 2001. 9º É facultado ao Poder Público competente dar autorização de uso àquele que. acrescentar sua posse à de seu antecessor.destinado a projeto de urbanização. por meio de declaração do Poder Público concedente.de uso comum do povo. para o fim de contar o prazo exigido por este artigo. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 80. ininterruptamente e sem oposição.com. Art. pela via judicial. CAPÍTULO II DO CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO 151 . utilizando-o para fins comerciais.br I .situado em via de comunicação. IV . o interessado deverá instruir o requerimento de concessão de uso especial para fins de moradia com certidão expedida pelo Poder Público municipal. § 4º O título conferido por via administrativa ou por sentença judicial servirá para efeito de registro no cartório de registro de imóveis. Parágrafo único.atfcursos. § 3º Aplica-se à autorização de uso prevista no caput deste artigo.de interesse da defesa nacional.reservado à construção de represas e obras congêneres. § 2º O possuidor pode.o concessionário dar ao imóvel destinação diversa da moradia para si ou para sua família.

.. órgão deliberativo e consultivo... IV ..br www.. O inciso I do art..br Art..... O CNDU é composto por seu Presidente.......... e recomendar as providências necessárias ao cumprimento de seus objetivos... 28) das sentenças declaratórias de usucapião. de saneamento básico e de transportes urbanos. 80... Art......propor a edição de normas gerais de direito urbanístico e manifestar-se sobre propostas de alteração da legislação pertinente ao desenvolvimento urbano.... de 31 de dezembro de 1973......... pelo Plenário e por uma SecretariaExecutiva.. Parágrafo único... CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art..... dos Estados... II ........... O Presidente da República disporá sobre a estrutura do CNDU..........com.. em especial as políticas de habitação..........atfcursos. 13. e VI .. normas e prioridades da política nacional de desenvolvimento urbano. integrante da estrutura da Presidência da República.. ..... Espinheiro............. instrumentos... Art......... O CNDU poderá instituir comitês técnicos de assessoramento.. para todos os efeitos legais.... 14.. 10...CNDU. Recife/PE.....acompanhar e avaliar a implementação da política nacional de desenvolvimento urbano....... do Distrito Federal e dos Municípios e a sociedade civil na formulação e execução da política nacional de desenvolvimento urbano.........emitir orientações e recomendações sobre a aplicação da Lei no 10.........Rua Buenos Aires. .............. 12..... A participação no CNDU e nos comitês técnicos não será remunerada.257..... 11.... 15. Art. na forma do regimento interno..... e dos demais atos normativos relacionados ao desenvolvimento urbano........ com as seguintes competências: I . III ....... CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos......... Fica criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano . 40) do contrato de concessão de direito real de uso de imóvel público.. cujas atribuições serão definidas em decreto..promover a cooperação entre os governos da União.... de 10 de julho de 2001.... 167 da Lei nº 6. a composição do seu Plenário e a designação dos membros e suplentes do Conselho e dos seus comitês técnicos....propor diretrizes. passa a vigorar com as seguintes alterações: "I ...015....elaborar o regimento interno. ...com........ V .... As funções de membro do CNDU e dos comitês técnicos serão consideradas prestação de relevante interesse público e a ausência ao trabalho delas decorrente será abonada e computada como jornada efetiva de trabalho............" (NR) 152 .. Art. 37) dos termos administrativos ou das sentenças declaratórias da concessão de uso especial para fins de moradia......

considerada arrendamento mediante condições especiais. medidos horizontalmente para a parte da terra.) Art..) 153 ..com. pelo menos.com.. Parágrafo único. na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas. aforados ou cedidos. quando objetivada a exploração de frutos ou prestação de serviços... Brasília. (. 64. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.) Art. em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros. Recife/PE. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Parente DECRETO-LEI Nº 9. b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das marés. (. (. qualquer que seja a sua natureza. 180o da Independência e 113o da República.atfcursos. contados desde a linha média das enchentes ordinárias. vão até a distância de 15 (quinze) metros. natural ou artificialmente. medidos horizontalmente. DE 05 DE SETEMBRO DE 1946. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. sua plena propriedade. 16. para a parte da terra. 3º São terrenos acrescidos de marinha os que se tiverem formado. a União. § 2º O aforamento se dará quando coexistirem a conveniência de radicar-se o indivíduo ao solo e a de manter-se o vínculo da propriedade pública. § 1º A locação se fará quando houver conveniência em tornar o imóvel produtivo.760. porém. 4º São terrenos marginais os que banhados pelas correntes navegáveis. ser alugados. fora do alcance das marés.br Art. Os bens imóveis da União não utilizados em serviço público poderão. § 3º A cessão se fará quando interessar à União concretizar. com a permissão da utilização gratuita de imóvel seu. Espinheiro. 80. conservando. para o lado do mar ou dos rios e lagoas. do nível das águas. 2º São terrenos de marinha. até onde se faça sentir a influência das marés. Dispõe sobre os bens imóveis da União e dá outras providências. em seguimento aos terrenos de marinha. Art. Para os efeitos deste artigo a influência das marés é caracterizada pela oscilação periódica de 5 (cinco) centímetros. da posição da linha do preamar-médio de 1831: a) os situados no continente. auxílio ou colaboração que entenda prestar. 4 de setembro de 2001. que ocorra em qualquer época do ano.Rua Buenos Aires.br www.. Art.

Espinheiro. 80. a transferência onerosa. DE 21 DE DEZEMBRO DE 1987. § 1º As transferências parciais de aforamento ficarão sujeitas a novo foro para a parte desmembrada. § 2º Os Cartórios de Notas e Registro de Imóveis. Dispõe sobre foros. e dá outras providências. § 5º A não-observância do prazo estipulado no § 4º sujeitará o adquirente à multa de 0.atfcursos. mediante solicitação do interessado.760.com.760. exceto quando: a) realizado pela própria União. § 4º Concluída a transmissão.. e c) estar autorizada a transferência do imóvel. b) estar o transmitente em dia com as demais obrigações junto ao Patrimônio da União.) Art.) DECRETO-LEI Nº 2. 105 e 215 do Decreto-Lei nº 9. (. 154 . II .br Art.br www.. no prazo máximo de sessenta dias. em razão do interesse público. bem assim a cessão de direito a eles relativos. Recife/PE. sobre o valor do terreno e benfeitorias nele existentes.sem a observância das normas estabelecidas em regulamento.05% (cinco centésimos por cento). observando-se. nas transferências onerosas entre vivos. 101. sob pena de responsabilidade dos seus respectivos titulares.398. de 1946. que providencie a transferência dos registros cadastrais para o seu nome.SPU que declare: a) ter o interessado recolhido o laudêmio devido. que será anualmente atualizado. o adquirente deverá requerer ao órgão local da SPU. ou que contenham. nos termos dos arts.com. em virtude de não se encontrar em área de interesse do serviço público. no caso de imóvel aforado. o disposto no art. área de seu domínio: I . (.sem certidão da Secretaria do Patrimônio da União . laudêmios e taxas de ocupação relativas a imóveis de propriedade da União.6% (seis décimos por cento) do valor do respectivo domínio pleno. do domínio útil de terreno da União ou de direitos sobre benfeitorias neles construídas. § 3º A SPU procederá ao cálculo do valor do laudêmio.. em quantia correspondente a 5% (cinco por cento) do valor atualizado do domínio pleno e das benfeitorias. 3º Dependerá do prévio recolhimento do laudêmio.. 116 do Decreto-Lei nº 9. não lavrarão nem registrarão escrituras relativas a bens imóveis de propriedade da União. ainda que parcialmente. por mês ou fração. § 6º É vedado o loteamento ou o desmembramento de áreas objeto de ocupação sem preferência ao aforamento. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. de 1946. entre vivos.Rua Buenos Aires. Os terrenos aforados pela União ficam sujeitos ao foro de 0.

fará jus à legitimação da posse de área contínua até 100 (cem) hectares. pelo prazo mínimo de 1 (um) ano. Espinheiro. pelo valor atual da terra nua. concedidas na forma da legislação anterior.br b) solicitado pelo próprio ocupante. desde que preencha os seguintes requisitos: I . Dispõe sobre o processo discriminatório de terras devolutas da União e dá outras providências.com. Recife/PE. § 2º Aos portadores de Licenças de Ocupação.383. o aproveitamento efetivo e independente da parcela a ser desmembrada. pelo valor histórico da terra nua. comprovada a existência de benfeitoria suficiente para caracterizar.O ocupante de terras públicas. nos termos da legislação vigente.atfcursos.. não podendo ser objeto de penhora e arresto. (. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. e..) LEI Nº 6.br www..comprove a morada permanente e cultura efetiva. pelo prazo mínimo de mais 4 (quatro) anos.com.. satisfeitos os requisitos de morada permanente e cultura efetiva e comprovada a sua capacidade para desenvolver a área ocupada. nas condições do parágrafo anterior. findo o qual o ocupante terá a preferência para aquisição do lote.. DE 07 DE DEZEMBRO DE 1976.Rua Buenos Aires. § 3º A Licença de Ocupação será intransferível inter vivos e inegociável. que as tenha tornado produtivas com o seu trabalho e o de sua família. 29 .não seja proprietário de imóvel rural.. (. o que exceder esse limite. 80. (. § 1º A legitimação da posse de que trata o presente artigo consistirá no fornecimento de uma Licença de Ocupação.) Art.) 155 . II . será assegurada a preferência para aquisição de área até 100 (cem) hectares.

(RE-591874) No mérito. salientando não ter ficado evidenciado. 26. nessa qualidade. o Tribunal. Recife/PE. empresa de transporte coletivo fora condenada a indenizar danos decorrentes de acidente que envolvera ônibus de sua proprieda e ciclista. reputou-se comprovado o nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público. Análise da responsabilidade civil do Estado no Direito Brasileiro: 2. § 6º. Os elementos contidos no art. da CF. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Espinheiro. Inicialmente. seja ela realizada diretamente. sobretudo porque a Constituição. 37. da CF (―As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.com. em face do reconhecimento da repercussão geral e da possibilidade da fixação de novo entendimento sobre o tema. entes sociais autônomos.Rua Buenos Aires. A época da irresponsabilidade: teoria da infalibilidade (the king can do no wrong – le roi ne peut mal faire). de igual modo. 1. § 6º.atfcursos. oralmente.com.8. Teoria da culpa administrativa (também chamada de culpa anônima ou do serviço). entre usuários e não-usuários do serviço público. o Tribunal resolveu questão de ordem suscitada pelo Min. rel. nos termos do art. em seguida. Marco Aurélio. sociedades de economia mista.4. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. não permite que se faça qualquer distinção entre os chamados ―terceiros‖. e julgou-se tal condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. tendo o parquet se pronunciado. RE 591874/MS. causarem a terceiros.1. que o acidente fatal que vitimara o ciclista ocorrera por culpa exclusiva deste ou em razão de força maior. haja vista que todos eles. o qual falecera. Ricardo Lewandowski. organizações sociais e organizações da sociedade civil de interesse público) A RESPONSABILIDADE DO DELEGATÁRIO É OBJETIVA AINDA QUE A VÍTIMA SEJA TERCEIRO NÃO USUÁRIO DO SERVIÇO PÚBLICO Enfatizando a mudança da jurisprudência sobre a matéria. 80.1. negou provimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul.2. Evolução histórica da responsabilidade civil do Estado: 1. da CF: A) Pessoa jurídica de direito público e de direito privado prestadoras de serviço público (lembrar a situação das empresas públicas. nas instâncias ordinárias.3. Teoria do risco com a consagração da responsabilidade objetiva (A norma jurídica optou por dispensar a comprovação da culpa por considerá-la um encargo excessivamente oneroso ou mesmo instransponível para o prejudicado) 2.2009.‖). § 6º. que concluíra pela responsabilidade civil objetiva de empresa privada prestadora de serviço público em relação a terceiro não-usuário do serviço. 37. ou seja. fazendo-se a distinção entre atos de império e atos de gestão). Aplicação do direito civil (a princípio. Na espécie.br RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 1. 1. no sentido de assentar a necessidade de se ouvir o Procurador-Geral da República. podem sofrer dano em razão da ação administrativa do Estado. por maioria. Min.br www. 37. seja por meio de 156 . 1. Asseverou-se que não se poderia interpretar restritivamente o alcance do art. interpretada à luz do princípio da isonomia.

EDcl no AgRg no REsp 745. não gera direito à indenização por perdas e danos ou ao recebimento de vencimentos retroativos.823-RS. RE 459749/PE (julgamento não concluído em virtude da superveniência de acordo entre as partes). 4. reiterando que o ato administrativo que impede a nomeação de candidato aprovado em concurso público. ainda que considerado ilegal e posteriormente revogado por decisão judicial. estendendo-se. C) Ato do agente. Precedentes citados: REsp 508. Julgamento: 09/12/2008. por terem o direito subjetivo de receber um serviço adequado. DJ 6/8/2007. 1. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Min. NÃO NOMEAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE CARGO NÃO DÁ ENSEJO A INDENIZAÇÃO A Turma negou provimento ao agravo regimental em recurso especial. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO.REG.5. DJ 6/8/2007. e o ato ilícito praticado por este servidor. AGENTE PÚBLICO FORA DE SERVIÇO.com. DJ 27/3/2006.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. CRIME PRATICADO COM ARMA DA CORPORAÇÃO. por definição. 26. ELLEN GRACIE. consubstanciada no dever de vigilância do patrimônio público ao se permitir a saída de policial em dia de folga. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. e REsp 508. portando o revólver da corporação. ATO OMISSIVO. INDENIZAÇÃO.022. julgado em 3/9/2009. (RE 213525 AgR/SP . AgRg no REsp 922. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. Precedentes citados: RE 262651/SP (DJU de 6. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. tem caráter geral.8.2005).Rua Buenos Aires. Órgão Julgador: Segunda Turma. 2. que o entendimento de que apenas os terceiros usuários do serviço gozariam de proteção constitucional decorrente da responsabilidade objetiva do Estado. DJ 30/4/2007. Recife/PE. POLICIAL MILITAR EM PERÍODO DE FOLGA. 80. Ricardo Lewandowski.com. § 6º. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA.br www. Min. AgRg no REsp 1. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. RE 591874/MS. ainda.br pessoa jurídica de direito privado. a todos os cidadãos. nessa qualidade. Ocorrência de relação causal entre a omissão. Vencido o Min. 157 .2009. que. 37. AG. ART.877-RS. 3.atfcursos. Marco Aurélio que dava provimento ao recurso por não vislumbrar o nexo de causalidade entre a atividade administrativa e o dano em questão.554-DF. Relator(a): Min. Agravo regimental improvido. DJe-025 DIVULG 05-02-2009 PUBLIC 06-02-2009 EMENT VOL02347-05 PP-00947) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. contrapor-se-ia à própria natureza do serviço público.477-PR. beneficiários diretos ou indiretos da ação estatal. DISPARO DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À CORPORAÇÃO. Espinheiro. EVENTO DANOSO CAUSADO COM ARMA DA CORPORAÇÃO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. Arnaldo Esteves Lima. DA CF/88. Rel. rel.SÃO PAULO. Responsabilidade extracontratual do Estado caracterizada. indistintamente.477-PR. Observou-se. (RE-591874) B) Existência do dano material ou moral.

CARLOS BRITTO. 3. quanto à inexistência de culpa e à ausência de nexo causal. ENUNCIADO Nº 7 DA SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. a alegação em sentido contrário." (Súmula do STJ. DJe-211 DIVULG 06-11-2008 PUBLIC 07-11-2008 EMENT VOL-02340-05 PP-00932) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL.SÃO PAULO. 9.Rua Buenos Aires. TIRO EFETUADO POR ALUNO SOLDADO COM ARMA DA CORPORAÇÃO. vedado na instância excepcional. (AgRg no REsp 1140635/GO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2009/0094356-1. POLICIAL MILITAR EM PERÍODO DE FOLGA.atfcursos. Reconhecida pelas instâncias ordinárias. PRECEDENTES. A RESPONSABILIDADE É SUBJETIVA ADMINISTRATIVO – QUEDA DE GALHO DE ÁRVORE SOBRE VEÍCULO – FUNDAÇÃO DE PARQUES E JARDINS – DECRETO MUNICIPAL N. LESÃO CORPORAL. PRIMEIRA TURMA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA CRIMINAL. Relator(a): Min. Impende considerar que. DJe-047 DIVULG 13-03-2008 PUBLIC 14-03-2008 EMENT VOL-02311-03 PP-00467) D) Condutas comissivas (e omissivas?). por não ter acorrido para impedir o 158 . Relator(a): Min. DISPARO DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À CORPORAÇÃO. 4. Trata-se de ação de indenização por danos materiais e morais. Agravo regimental improvido. Caso em que o policial autor do disparo não se encontrava na qualidade de agente público. Recife/PE. O referido veículo encontrava-se estacionado na Avenida Gomes Freire. RESPONSABILIDADE CIVIL. Julgamento: 16/11/2004 Órgão Julgador: Primeira Turma.br www. 2. CÁRMEN LÚCIA. Nessa contextura. requisita exame do acervo fáctico-probatório. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Espinheiro. a motivar insurgência especial.SÃO PAULO. 80.016/89 – RESPONSABILIDADE CONFIGURADA – HONORÁRIOS NÃO EXCESSIVOS. não há falar de responsabilidade civil do Estado. Recurso extraordinário conhecido e provido. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. "é necessário. com amparo nos elementos de convicção dos autos. Ministro HAMILTON CARVALHIDO. publicação: DJe 19/04/2010) CONTRA: CONSTITUCIONAL. Enunciado nº 7). a responsabilidade do Estado pelo tiro disparado por aluno do Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Praça da Polícia Militar do Estado de Goiás. Município do Rio de Janeiro. julgamento: 23/03/2010. o prazo prescricional somente começa a correr da data em que o agente foi condenado por sentença transitada em julgado. para a responsabilização subjetiva do Estado por ato omissivo.com. RECONHECIMENTO DA RESPONSABILIDADE DO ESTADO. Esta Corte Superior de Justiça firmou já entendimento de que. (RE 363423/SP . ajuizada contra o Município do Rio de Janeiro. POR CONDUTAS OMISSIVAS. Julgamento: 16/09/2008 Órgão Julgador: Primeira Turma. em razão de queda de galhos de árvores sobre veículo do ora recorrido. "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. que o Estado haja incorrido em ilicitude. 2. tratando-se de ato ilícito criminal. 1. ADMINISTRATIVO.com. utilizando arma da corporação.br (RE 508114 AgR/SP .

RICARDO LEWANDOWSKI. 98. Precedentes.Agravo regimental improvido. em sentido estrito. 3. contribuindo para a ocorrência do acidente. soberano na análise das circunstâncias fáticas da causa. rever os critérios e o percentual adotado pelo julgador na fixação dos honorários advocatícios. 208). AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. julgamento: 03/03/2009. 4. 9. Não cabe. É pressuposto da responsabilidade subjetiva a existência de dolo ou culpa. o Tribunal de origem. dos franceses não dispensa o requisito da aferição do nexo de causalidade da omissão atribuída ao poder público e o dano causado. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO. negligência ou imperícia. Recife/PE. n. (RE 585007 AgR/DF . deixa de fiscalizar rodovia estadual com trânsito freqüente de animais. por importar o reexame de matéria fático-probatória. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. Agravo regimental improvido. nos termos do Decreto Municipal n. o que evidencia a responsabilidade civil da recorrente. OMISSÃO DO ESTADO. 2. Espinheiro. 37. por omissão. DJe104 DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-10 PP-02128 RT v. Malheiros Editores. Há responsabilidade subjetiva do Estado que. Órgão Julgador: Primeira Turma. ACIDENTE DE TRÂNSITO. EMENT VOL-02350-02 PP-00406) RECURSO ESPECIAL. 80.com. 1.Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada. III . após autorização da Lei Municipal n.br www. II . 168-170) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. 5. DANOS MATERIAIS E MORAIS. A alegação de falta do serviço . Relator(a): Min.faute du service. CRIME PRATICADO POR FORAGIDO. DANO EM VEÍCULO AUTOMOTOR EM DECORRÊNCIA DE PASSAGEM SOBRE BURACO EM VIA PÚBLICA. ELLEN GRACIE. MATÉRIA DE FATO. 1. Na hipótese dos autos. a Fundação Parques e Jardins tem a incumbência de conservação das praças localizadas no Município do Rio de Janeiro. § 6º. Julgamento: 16/12/2008. CF/88. OMISSÃO INEXISTENTE. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA.imprudência.DISTRITO FEDERAL. Órgão Julgador: Segunda Turma. (RE 395942 AgR/RS . que deve ser mantida. DEVER DE FISCALIZAÇÃO. relator: Ministro HUMBERTO MARTINS SEGUNDA TURMA. Agravo regimental improvido. devendo ser mantido o acórdão quanto à condenação em danos morais e materiais.atfcursos. o que não ocorre no caso dos autos. Julgamento: 05/05/2009. publicação: DJe 02/04/2009) CONSTITUCIONAL. afirmou que "os depoimentos testemunhais (fls. ANIMAL QUE SE ENCONTRAVA EM RODOVIA ESTADUAL. p. 134/135 e 136/137) não deixam dúvida sobre a falta de conservação e a existência de galhos podres nas árvores da avenida Gomes Freire" (fl.RIO GRANDE DO SUL. A incidência da Súmula 7/STJ somente pode ser afastada quando o valor fixado for exorbitante ou irrisório. 2009.016/89. (AgRg no REsp 1090353/RJ AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2008/0205215-5. Conforme interpretação legal. 3. Relator(a): Min. Inexistência de nexo causal entre a fuga de apenado e o crime praticado pelo fugitivo. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA AFASTADA. SÚMULA 279 DO STF.br dano ou por haver sido insuficiente neste mister. p. São Paulo: 2002. I Decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário por entender que concluir de forma diversa do acórdão recorrido necessitaria de reexame de matéria de prova (Súmula 279 do STF). Nesse contexto. 1. 4. em qualquer de suas modalidades . AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL. "Curso de Direito Administrativo".com. ADMINISTRATIVO. DJe-038 DIVULG 2602-2009 PUBLIC 27-02-2009. 887. o dever de agir e a omissão do recorrente encontram-se devidamente configurados.Rua Buenos Aires. 159 . ART.419/89. AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. em razão de comportamento inferior ao padrão legal exigível" (Celso Antônio Bandeira de Mello. 855). DANOS MORAIS E MATERIAIS. em sede de recurso especial. OMISSÃO. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.

MS. Recurso especial conhecido e não provido.br 2. não há que se falar em indenização no caso. AÇÃO INDENIZATÓRIA.atfcursos. Tendo o Tribunal a quo enfrentado e decidido as questões suscitadas pelas partes. objetivando o ressarcimento de danos causados a particular. com adequada fundamentação.008 e CC 57. DJ 27/2/1998. 4.713-SP. 114 da Constituição da República. 3. a natureza da demanda é eminentemente cível. (CC 54754/AM CONFLITO DE COMPETENCIA 2005/0149362-0. em hipótese de responsabilidade por omissão. 80. DJ 22/10/2001. mas. portanto. Relator Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. REsp 721. a Min. Relator Ministro CARLOS BRITTO). 37. nem entre entre este e pessoas na condição de herdeiros ou sucessores de direitos trabalhistas. (REsp 1173310/RJ RECURSO ESPECIAL 2010/0002471-0. publicação: DJe 24/03/2010) Discutia-se a responsabilidade civil do Estado decorrente do fato de não ter removido entulho acumulado à beira de uma estrada. § 6º. In casu. § 6º. Ministro LUIZ FUX PRIMEIRA SEÇÃO. Relatora traçou completo panorama da evolução da doutrina. Conflito conhecido para julgar competente o JUÍZO DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DA FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL DE MANUS . do STJ: REsp 418. consignado pelo acórdão do Tribunal a quo que a autora não se desincumbiu de provar a culpa do Estado. 3. DJ 13/2/1998. RE 215. responsabilidade civil do Município de Manus . Eliana Calmon. DJ de 14 de maio de 2. na medida em que não há lide entre entre empregado e empregador. Dessarte.MG.981-RJ. INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO DE TRABALHO. 5. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. é forçoso reconhecer. Recife/PE. Inexiste sucumbência recíproca se a condenação por danos morais tiver sido fixada em montante inferior ao pleiteado na inicial. julgamento: 16/03/2010. § 6º.com. 4. A edição da EC 45/04 explicitou de forma cristalina a competência da Justiça Trabalhista em demandas que tratam de acidente de trabalho. ART. Espinheiro. não há omissão ou negativa de prestação jurisdicional. DA CARTA MAGNA. 1. consoante o 37. Portanto.641-DF. A competência para julgar as ações que versam indenização por dano moral ou material decorrente de acidente de trabalho já pertencia à Justiça laboral antes de ser editada a EC 45/04 (STF .390 .Rua Buenos Aires.439-RJ. a controvérsia gravita em torno da competência para processar e julgar ação indenizatória ajuizada em desfavor de municipalidade. E) Terceiros como vítimas APLICA-SE O ART. Primeira Seção.AM. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.204 . a competência da Justiça comum.007). Dessarte. (Precedentes: CC 64. ao perfilar o entendimento de vários escritores e julgados. filiou-se à vertente da responsabilidade civil subjetiva do Estado diante de condutas omissivas. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. Ministra ELIANA CALMON.com. legislação e jurisprudência a respeito do tortuoso tema. Diante disso. RE 170. É inadmissível o recurso especial se a análise da pretensão da recorrente demanda o reexame de provas (Súmula nº 07/STJ). DJ 31/5/2002. DJ 8/9/2003. Precedentes citados do STF: RE 179.RS. Rel.AM. Por fim. no que foi acompanhada pela Turma. Min. Primeira Seção. da Carta Magna.014-SP. para evitar que ele atingisse uma casa próxima e causasse o dano. 5. 37. SEGUNDA TURMA.CC 7.064 . Relatora Ministra DENISE ARRUDA. julgamento: 09/04/2008.br www. o litígio não versa acidente decorrente de relação de trabalho. julgado em 21/8/2007. e REsp 148. eis que se acrescentou o inciso VI ao art. MESMO SE O LESADO É O PRÓPRIO AGENTE PÚBLICO CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA ENTRE A JUSTIÇA ESTADUAL E A JUSTIÇA TRABALHISTA. antes.147-SP. de seguinte teor: Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. 2. CF. decorrentes da relação de trabalho. Assim. publicação: DJe 19/05/2008) 160 . DJ de 28 de março de 2.

Apenas se admite a responsabilidade civil por ato legislativo na hipótese de haver sido declarada a inconstitucionalidade de lei pelo Supremo Tribunal Federal em sede de controle concentrado. REEXAME DE PROVA. 43 do Código Civil de 2002: ―As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros. DANO MORAL. publicação: DJ 05/10/2006 p. NÃO-CABIMENTO.º 7/STJ. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. Consolidado está.br RESPONSABILIDADE CIVIL. Avaliar a extensão do dano sofrido. PRIMEIRA 12/09/2006. 2. ACIDENTE QUE ACOMETE SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. VALOR DA INDENIZAÇÃO. CRUZADOS NOVOS BLOQUEADOS.atfcursos. é necessário.º 8. I . da Constituição da República. Irresponsabilidade como regra geral. julgamento: O art. a capacidade econômica das partes. O Tribunal a quo. DANOS MATERIAIS E MORAIS. 37. 8. LEI N. § 6.1. implicaria afronta ao disposto na Súmula n. SÓ SE ADMITE A AÇÃO DE INDENIZAÇÃO DEPOIS INCONSTITUCIONALIDADE EM CONTROLE CONCENTRADO DE DECLARADA A ADMINISTRATIVO. no âmbito do STJ. culpa ou dolo. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. Recife/PE.024/90. RESPONSABILIDADE CIVIL POR ATO LEGISLATIVO. entre outros cuidados. (REsp 571645/RS RECURSO ESPECIAL 2003/0109498-0. a comprovação da semelhança dos casos confrontados depende do reexame de prova. se houver. MP N. o cotejo analítico dos casos confrontados.com. CONSEQÜÊNCIAS PERMANENTES. Precedentes.‖ 3. 4. entre outros fatores necessários para a exata delimitação da extensão do dano e do adequado valor destinado a repará-lo. 269) RECURSO ESPECIAL TURMA. o qual tem responsabilidade objetiva pela reparação do dano. Asseverou que além dos direitos garantidos ao servidor público pela legislação infraconstitucional.112/90 para a solução da controvérsia. Leis inconstitucionais. Leis de efeitos concretos 161 .Para a demonstração do dissídio jurisprudencial. com a indicação das circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. por parte destes. 21/09/2006 DJ 30/10/2006 p. AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI. CORREÇÃO MONETÁRIA. Responsabilidade do Estado por atos legislativos: 4.º.Rua Buenos Aires. existe também o amparo previsto na constituição para a vítima de ato lesivo do Estado. o entendimento de que a correção dos saldos bloqueados transferidos ao Bacen deve ser feita com base no BTNF. sua repercussão na esfera moral do recorrida. Espinheiro. 168/90. a par de considerar a Lei n. servidor público civil. Ministro FRANCISCO FALCÃO. 4. BTNF.O recorrido. 3. teve em conta o que disposto no art. teve membro inferior permanentemente lesado em razão de acidente de trabalho.3. 80. Recurso especial provido. SEGUNDA TURMA. No presente caso.com. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br www. 1. (AgRg no REsp 839384/RO AGRAVO REGIMENTAL NO 2006/0085066-8. II . III – Agravo regimental desprovido. 265) 4.2.

MANIFESTA CAUSALIDADE ENTRE O "FAUTE DU SERVICE" E O SOFRIMENTO E HUMILHAÇÃO SOFRIDOS PELO RÉU. no período compreendido entre o seu advento e o termo inicial da vigência da Lei 10. Não obstante. Na seqüência. asseverou que o requisito da mora existiria — em face da declaração constante da aludida ADI 2061/DF — . O Min.com. no julgamento da ADI 2061/DF (DJU de 29. Irresponsabilidade como regra geral. consignou que. sob a alegação de ofensa ao art. Responsabilidade do Estado por atos administrativos do juiz. registrou que. rel.atfcursos. em menos de 6 meses. p/ o acórdão Min.11.2. Responsabilidade do Estado por atos jurisdicionais típicos: 5.6. lapso temporal amazonicamente superior àquele estabelecido em Lei . encaminhara o projeto de lei referente à revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos da União. em virtude de não haverem sido contemplados com a revisão geral anual. contudo. com a redação dada pela EC 19/98. que provia o extraordinário por considerar inequívoco o dever de indenizar do Estado. o Plenário atestara a mora do Presidente da República em desencadear o processo de elaboração da lei anual de revisão geral da remuneração dos servidores da União. transformado na Lei 10..Rua Buenos Aires. que estabeleceu a mencionada revisão ao funcionalismo público — v.2.revela a ilegalidade da prisão. 5º. ABSOLVIÇÃO. (. 5. não fixara prazo para esse mister. porquanto o Chefe do Poder Executivo. DANO MORAL. rel.br www..br NÃO CABE INDENIZAÇÃO PELA DEMORA EM SE PROVIDENCIAR A REVISÃO GERAL ANUAL DOS VENCIMENTOS/SUBSÍDIOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS A Turma concluiu julgamento de recurso extraordinário em que servidores públicos federais. Condutas dolosas (art. Carlos Velloso.331/2001. especialmente. CPC) e culposas do juiz (art.) 2.331/2001. contudo. CF) RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NO CASO DE PRISÃO PREVENTIVA E POSTERIOR IMPRONÚNCIA PROCESSUAL CIVIL. O cerceamento oficial da liberdade fora dos parâmetros legais. em voto-vista. a demora no envio do projeto de lei deveria ser submetida ao crivo da razoabilidade. GARANTIA DE RESPEITO À IMAGEM E À HONRA DO CIDADÃO. Responsabilidade do Estado por atos judiciais: 5. ADMINISTRATIVO. salientou haver necessidade de se refletir se o reconhecimento da mora legislativa tornar-se-ia ineficaz para efeito da responsabilidade civil na hipótese de não ter sido fixado prazo para o seu suprimento. aduziu que o STF possuiria entendimento consolidado no sentido de não caber indenização. Gilmar Mendes.81 (oitenta e um) dias . PRISÃO CAUTELAR. 17. instituída por aquela Emenda.1. relator. desproveu-se o recurso ao fundamento de que os requisitos necessários à caracterização da responsabilidade civil do Estado por omissão legislativa não estariam presentes. 80. posto o recorrente ter ficado custodiado 741 (setecentos e quarenta e um) dias. Joaquim Barbosa. X. 133. 162 . de acordo com a complexidade da matéria.2009.1. ILEGAL CERCEAMENTO DA LIBERDADE. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. Recife/PE. PRAZO EXCESSIVO. não se verificaria sua permanência. sendo este. pelo fato de não ter sido estabelecido prazo para o Chefe do Poder Executivo encaminhar o projeto de lei sobre a revisão. 630. Na situação dos autos. (RE-424584) 5. CPP e art. Por maioria.com. logo em seguida.2001).2. orig. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 5. 37. Carlos Velloso. Informativo 404. da CF. Min. RE 424584/MG. AFRONTA AO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA PLASMADO NA CARTA CONSTITUCIONAL. Espinheiro. Vencido o Min. LXXV.2. No ponto. INDENIZAÇÃO CABÍVEL. pretendiam obter indenização do Estado.

. Órgão Julgador: Segunda Turma. (.br 3. pela reparação de danos a terceiros. data de publicação: DJ 26. Ação Judicial: 6. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. tem aplicação o disposto no parágrafo único do artigo antecedente.. agindo estes na qualidade de agentes públicos. Enfatizou-se. é que poderão responder. negligência ou imprudência.1. Asseverou-se que a competência é definida pelas balizas da ação proposta e que. em momento algum. 4. EROS GRAU. fixou entendimento no sentido de que "somente as pessoas jurídicas de direito público. NÃO DIRETAMENTE O SERVIDOR AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Julgamento: 18/08/2009.2.1.. impronunciado o réu.Aquele que. Reparação do dano: 6. (RE 470996 AgR/RO – RONDÔNIA. Precedentes. empreendida a prisão cautelar com excesso expressivo de prazo.. Espinheiro. n. 186 . no caso. por ação ou omissão voluntária. 98. DJ 16.. por ocasião do julgamento da RE n. e se este não puder provar prejuízo. I) para julgar o feito. Ministro LUIZ FUX. 37 DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. Parágrafo único.904.Rua Buenos Aires.A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pagamento das perdas e danos que sobrevierem ao ofendido. a inicial revela que. nessa qualidade. ainda que exclusivamente moral. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6O DO ART. e não como pessoas comuns". ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM." "Art.9. após. Recife/PE. Legitimação ad causam." (REsp 872630/RJ.) III . 6.06.br www.10. no ponto. a universidade federal fora acionada. restando.atfcursos. 1) 6. p.954 . Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal: (. 2009. PRIMEIRA TURMA. 890. ultrapassando o lapso legal em quase um décuplo. em manifestação de inexistência de autoria. DJ de 8. rejeitou-se a pretendida competência da Justiça Federal (CF. Relator o Ministro Carlos Britto. data de julgamento: 13/11/2007. comete ato ilícito. afere-se do Código Civil em vigor que: "Art. Agravo regimental a que se nega provimento.2006 . A coerção pessoal que não enseja o dano moral pelo sofrimento causado ao cidadão é aquela que lastreia-se nos parâmetros legais (Precedente: REsp 815004.2. 172175) A Turma deu provimento a recurso extraordinário para assentar a carência de ação de indenização por danos morais ajuizada em desfavor de diretor de universidade federal que. supostamente teria ofendido a honra e a imagem de subordinado. A VÍTIMA DEVE DEMANDAR A PESSOA JURÍDICA. AGENTE PÚBLICO.Primeira Turma).2008 p. ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos. objetivamente.com. 327. Isto por ato ou omissão dos respectivos agentes. O Supremo Tribunal Federal. RECURSO ESPECIAL 2006/0132523-1. Âmbito administrativo (processo administrativo). que o ora recorrido ingressara com ação em 163 . revela-se inequívoco o direito à percepção do dano moral. DJe-171 DIVULG 10-09-2009 PUBLIC 11-09-2009 EMENT VOL-02373-02 PP-00444 RT v. Relator(a): Min. A contrario senso. De início.) Por sua vez. art. 80.com.03. violar direito e causar dano a outrem. 109. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Relator: Ministro FRANCISCO FALCÃO.a prisão ilegal.

Relatora: Ministra DENISE ARRUDA. ou seja. PRAZO PRESCRICIONAL. a qual é desnecessária e irrelevante para o eventual ressarcimento do particular. tendo em conta a redução do prazo prescricional disposta no novo Código Civil (artigo 206.3.01. (RE-344133) Precedente anterior: RE 327904/SP. AGRAVO RETIDO.2008. cidadão.9. REsp nº 848. 15.128/DF. e deve ser contada a partir da vigência dele.2. rel. art. ALDIR PASSARINHO JUNIOR.2003).2007. Rel. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. § 6º). . julgamento: 03/11/2009. Recurso especial desprovido. INDENIZAÇÃO. fixada pelo artigo 206. NÃO OBRIGATORIEDADE. 37 da CF. CONTAGEM. porquanto da data do evento danoso (dezembro/2000) até a vigência do novo Código (11.18035/2001) NO SENTIDO DE QUE O PRAZO É O DO NOVO CÓDIGO CIVIL RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. 164 . além da discussão sobre a responsabilidade objetiva referente à lide originária.A teor do artigo 2. DANO MORAL. Min.028.. DJ de 23. é assegurado no art. 3. do novo Codex. nos casos de dolo ou culpa. haja vista que a ação por danos causados pelo agente deve ser ajuizada contra a pessoa de direito público e as pessoas de direito privado prestadoras de serviços públicos. Dessa forma. 1. V). LESÕES CORPORAIS. REDUÇÃO. 6.06. quando se conjugarem os seguintes requisitos: houver redução pela nova lei. De outro lado.com. o direito de regresso do ente público em relação ao servidor. A denunciação à lide do servidor público nos casos de indenização fundada na responsabilidade objetiva do Estado não deve ser considerada como obrigatória. NOVO CÓDIGO CIVIL. Min. § 6º. Prescrição (ver art. Carlos Britto.02. do Codex.210/SP. PRIMEIRA TURMA. o qual permanece inalterado ainda que inadmitida a denunciação da lide. § 3º. VALOR. tendo em conta que os atos praticados o foram personificando a pessoa jurídica de direito público. IV . III . REsp nº 905.10. 37. RE 344133/PE. Haveria em um mesmo processo.2. a necessidade da verificação da responsabilidade subjetiva entre o ente público e o agente causador do dano. rel.atfcursos. não é obrigatória a denunciação à lide do agente supostamente responsável pelo ato lesivo (CPC.910/32.494/97 pela Medida Provisória 2. 1 (um) mês e alguns dias. JORGE SCARTEZZINI. o que. Rel..8.2006. HUMBERTO GOMES DE BARROS.2007. reputou-se violado o § 6º do art. (REsp 1089955/RJ RECURSO ESPECIAL 2008/0205464-4. Nas ações de indenização fundadas na responsabilidade civil objetiva do Estado (CF/88. V. Espinheiro.In casu não foi observado o segundo requisito. e. Min. RECURSO DESPROVIDO. art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. no caso). Denunciação à lide. Min. 70. Recife/PE. DJ de 05. DJ de 04. passaram-se apenas 2 (dois) anos. Ademais.br www. MORTE DECORRENTE DE ERRO MÉDICO. evidenciaria a ilegitimidade passiva do recorrente. Precedentes: AgRg no REsp nº 698. § 3º. Concluiu-se que o recorrido não tinha de formalizar ação contra o recorrente. pouco importaria que o ato praticado por este último o tivesse sido considerada certa qualificação profissional. da Constituição Federal. ADMINISTRATIVO. PRESO. a contagem do prazo prescricional é a de 3 (três) anos. publicação: DJe 24/11/2009) 6. Desse modo.2006. Marco Aurélio. 9.2. já se houver esgotado mais da metade fixado pela lei revogada (Decreto nº 20.Rua Buenos Aires. 1º-C acrescentado à Lei 9.com.161/MT.br face do recorrente. 2.Em agravo retido foi suscitada a ocorrência da prescrição da ação. no caso. pois impõe ao autor manifesto prejuízo à celeridade na prestação jurisdicional. na data de vigência do novo Código. Rel. 37. em razão da qualidade de agente desse último. CONSIDERANDO FACULTATIVA A DENUNCIAÇÃO RECURSO ESPECIAL. Min. menos da metade do prazo de 5 (cinco) anos fixado pela lei revogada. a lei anterior continuará a reger os prazos. 80. II . III). DENUNCIAÇÃO À LIDE.

Recife/PE. 1º do referido decreto. julgamento: 02/10/2008.910/1932. de ação indenizatória lastreada na responsabilidade civil proposta contra o Estado por viúvo e filhos de vítima fatal de disparo supostamente efetuado por policial militar durante incursão em determinada área urbana. ADMINISTRATIVO.318/RJ. REsp 1. na hipótese de ajuizamento de ação penal. 80. ou permanece em cinco anos. o prazo quinquenal seria afastado nesse particular (art. publicação: DJe 16/10/2008) NO SENTIDO DE QUE O PRAZO É DE CINCO ANOS "O prazo prescricional da ação de indenização proposta contra pessoa jurídica de direito público é de cinco anos (art.2005. considerando a data da vigência do novo Código Civil. julgamento: 10/06/2008. morte do irmão dos autores no interior de instituição prisional. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 165 . LEGITIMIDADE ATIVA. 3. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. 1º do Decreto nº 20. 206.285/RS.12.2002. e AgRg no Resp 1073796/RJ. a partir do ato ou fato do qual se originou. IRMÃOS DA VÍTIMA. § 3º. após o advento do CC/2002. SEGUNDA TURMA. SEGUNDA TURMA. subsume-se ao prazo qüinqüenal encartado no art. 10 do Dec. 20. como defende o recorrente com suporte no art. julgado em 8/9/2009. já que seu resultado poderá interferir na reparação civil do dano. .554/RJ. V. será o trânsito em julgado da sentença nesta ação. do CC/2002) prevalece sobre o qüinqüênio previsto no art. 206. 3.910/32. conforme a norma do art. APLICAÇÃO DO DECRETO Nº 20. Relator: Ministro CASTRO MEIRA. no caso de eventual existência de prazo prescricional menor a incidir em situações específicas. DJe 31/08/2009. Rel. caso constatada a inexistência do fato ou a negativa de sua autoria" (REsp 442. DANO MORAL. Ad argumentandum tantum.354-RJ. e a ação foi ajuizada em 07.Rua Buenos Aires. qual seja. Isso posto. a Turma deu provimento ao recurso ao argumento de que o legislador estatuiu a prescrição de cinco anos em benefício do Fisco e. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. (REsp 982811/RR RECURSO ESPECIAL 2007/0204697-8. PRESCRIÇÃO.910/32 dispõe acerca da prescrição qüinqüenal de qualquer direito ou ação contra a Fazenda Pública. PRIMEIRA TURMA. do mencionado código.910/1932). Min. na origem.Prescrição que não se verifica. Rel. O termo inicial do qüinqüênio. e não a data do evento danoso.03. consoante se infere do voto condutor do acórdão recorrido à fl.atfcursos. na qual cumpria pena.2006. AgRg no Ag 833. DJ 07/05/2001. Relator: Ministro FRANCISCO FALCÃO.. SEGUNDA TURMA. a hodierna jurisprudência desta Corte está sedimenta no sentido de que a prescrição. 203. Franciulli Netto). 1. 2. O art. In casu.br V . o prazo prescricional para o ajuizamento de ações indenizatórias contra a Fazenda Pública foi reduzido para três anos. DJe 02/02/2009.910/32.. QUARTA TURMA. QUARTA TURMA. uma vez que o fato ensejador do dano. SEGUNDA TURMA. n. 1º do Dec. publicação: DJe 23/06/2008) PRAZO DO NOVO CÓDIGO CIVIL Trata-se. ocorreu em 17. Espinheiro. Castro Meira. Min. quando não ultrapassados ainda os 3 anos. PRAZO DE CINCO ANOS (PRIMEIRA E SEGUNDA TURMAS) PROCESSUAL CIVIL. n. com o manifesto objetivo de favorecer ainda mais os entes públicos. seja qual for a sua natureza. REsp 254. 1º do Decreto 20.com. DJe 01/07/2009.com.br www. § 3º. Rel.01. Precedentes do STJ: Resp 1054443/MT. MORTE DE PRESIDIÁRIO EM ESTABELECIMENTO PRISIONAL. a pretensão deduzida na inicial não resultou atingida pelo decurso do prazo prescricional. nas ações de responsabilidade civil do Estado. a questão cinge-se em saber se. 1º do Decreto nº 20. DJe 22/03/2010. Precedentes do STJ: Resp 1160403/ES. Assim. (REsp 997761/MGRECURSO ESPECIAL 2007/0244295-7. pois a ação foi ajuizada em 21. V. 20. O prazo prescricional de três anos relativo à pretensão de reparação civil (art. Os irmãos da vítima ostentam legitimidade ativa ad causam para pleitear indenização por danos morais e em razão do falecimento de outro irmão.137.910/32). Ministro CASTRO MEIRA. estipulou que.

caso constatada a inexistência do fato ou a negativa de sua autoria " (REsp 442. No caso concreto. 80. "O prazo prescricional da ação de indenização proposta contra pessoa jurídica de direito público é de cinco anos (art. SÚMULA 7/STJ. INDENIZAÇÃO. na hipótese de ajuizamento de ação penal.br 4.com. 2. Portanto. 1º do Decreto nº 20. (REsp 997761/MG. A hipótese fática dos autos diz respeito a pedido de indenização por danos morais proposta por militar dispensado do serviço em razão de ter se declarado homossexual. PRESCRIÇÃO. POLICIAL MILITAR. em sede de recurso especial. ainda que para fins de prequestionamento. "É inadmissível o recurso extraordinário. Espinheiro. Rel. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. Agravo Regimental desprovido. ADMINISTRATIVO. será o trânsito em julgado da sentença nesta ação. (AgRg no REsp 1184880/RR AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2010/0045857-0. EXISTÊNCIA DE PROCESSO PENAL. DESPROVIDO. 4. É o que dispõe o art. publicação: DJe 23/06/2008) RECURSO ESPECIAL. Franciulli Netto). NESSA PARTE. já que seu resultado poderá interferir na reparação civil do dano. TERMO INICIAL. conforme dispõe o art. julgamento: 17/06/2010. data de julgamento: 10/06/2008. portanto. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. quando os jurisdicionados não podiam buscar a contento suas pretensões. DECRETO N. 2. 20.br www. PRIMEIRA TURMA. quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia" (Súmula 284/STF). conforme assentado na decisão monocrática. da Carta Federal. 20. Relator: Ministro LUIZ FUX. o evento danoso ocorreu em novembro de 2003.com. Recurso especial não provido. PROCESSUAL CIVIL. 3.910/32). PRESCRIÇÃO. 1. bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda Federal. publicação: DJe 21/05/2010) O PRAZO COMEÇA A CONTAR DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA CRIMINAL ADMINISTRATIVO. Min. 102. entende-se que as dívidas passivas da União. julgamento: 04/05/2010. dos Estados e dos Municípios. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SEGUNDA TURMA. A prescrição da pretensão indenizatória decorrente de ilícito penal só tem início a partir do trânsito em julgado da sentença criminal. Percebe-se. Estadual ou Municipal. III. 1. como termo inicial a data do ato ou fato lesivo. de violações dos direitos fundamentais perpetradas durante o regime militar. devendo ser afastada. Recife/PE. e não a data do evento danoso. que não ocorreu a prescrição. RECURSO ESPECIAL 2007/0244295-7.285/RS. Inexiste a vedação legal ao litisconsórcio entre o ente estatal e os agente públicos causadores do dano em ação de indenização por responsabilidade civil do Estado. por conseguinte. configurada a premissa fática. seja qual for a sua natureza. pela via do recurso extraordinário.atfcursos.910/32. 3. CRIME DE HOMICÍDIO. prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. enquanto a ação de indenização foi proposta em 13 de abril de 2005. na 166 .910/32. e não. O termo inicial do qüinqüênio. RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E.Rua Buenos Aires. SEGUNDA TURMA. 2. de modo que é vedado a esta Corte Superior realizá-lo. 3. TRÂNSITO EM JULGADO DA AÇÃO PENAL. publicação: DJe 01/07/2010) ADMINISTRATIVO. (AgRg no REsp 1120226/SC AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2009/0016324-9. 20. Ministro CASTRO MEIRA. Agravo regimental não provido. Precedentes. O exame de suposta violação de dispositivos constitucionais é de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal. 1º do Decreto-lei n.910/32). 1º do Decreto n. Relator: Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. DANO MORAL. 1. PRESCRIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. O termo inicial do qüinqüênio. Com efeito. "o prazo prescricional da ação de indenização proposta contra pessoa jurídica de direito público é de cinco anos (art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.

2. nesta parte. 132. 5. o que é defeso a este Tribunal em vista do óbice da Súmula 7/STJ. Rel. já que seu resultado poderá interferir na reparação civil do dano.00). SEGUNDA TURMA. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Destarte. (REsp 881668/MT RECURSO ESPECIAL 2006/0189761-0 Ministra DENISE ARRUDA PRIMEIRA TURMA.3.7. de maneira que é insuscetível de reapreciação em sede de recurso especial. tendo se identificado como estudante de Direito e estagiário de um Centro de Assistência a Menores. por ter intercedido em favor de um menor que se encontrava sob o poder de policiais. Verifica-se que o arbitramento do valor indenizatório operou-se dentro da razoabilidade (duzentos salários mínimos). o termo inicial do prazo prescricional qüinqüenal é a data do ato ou fato gerador da pretensão de direito material. nos termos da Súmula 7/STJ. que a ação foi ajuizada/protocolada no cartório judicial exatamente em 9. O controle do Superior Tribunal de Justiça sobre o quantum indenizatório fixado na instância ordinária ocorre somente quando o valor da condenação mostrar-se irrisório ou exorbitante. encontra óbice na Súmula 7 do STJ. Ação Judicial (ver Lei 4.1. na hipótese dos autos. 6. será o trânsito em julgado da sentença nesta ação. Espinheiro. por eqüidade. publicação: DJe 06/11/2008) 6. estabelece o dever de ajuizamento da ação no prazo de 60 dias a contar do trânsito em julgado da sentença condenatória).7. no dia 10. em um de seus boxes de vigilância na Praça Deodoro. demandaria o reexame do contexto fático-probatório dos autos. Em relação à prescrição.com.2. Francisco Peçanha Martins. caso constatada a inexistência do fato ou a negativa de sua autoria" (REsp 351. publicação: DJe 12/11/2008) CONTRA PROCESSUAL CIVIL – ADMINISTRATIVO – DANO MORAL – INDENIZAÇÃO – RAZOABILIDADE – IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO – ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ – PRESCRIÇÃO – PRINCÍPIO DA 'ACTIO NATA' – VERBA HONORÁRIA. Exercício do direito de regresso: 6. Prescrição 167 . Recife/PE. portanto. identificado como cometedor de fato delituoso (roubo).3.3.1998.br www. não se há falar em prescrição do fundo de direito. dentro. Âmbito administrativo. julgamento: 21/10/2008. portanto. Agravo regimental improvido. considerando que. Noticiam os autos que o autor/agravado veiculou pedido de reparação de danos morais. ante o fato de ter sido detido pela Polícia Militar. 4. não se havia operado o trânsito em julgado da ação penal por ocasião do ajuizamento da ação de reparação de danos. 2ª Turma. (AgRg nos EDcl no REsp 688522/MA AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL 2004/0130201-0. 10. O termo final ocorreu em 10. a nível federal. dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade.1993. tendo sido constrangido moral e psicologicamente. Todavia.000.1993. 80. qual seja quando o valor fixado a título de honorários for exorbitante ou irrisório cabe reexame em sede de recurso especial.br hipótese de ajuizamento de ação penal. e não o foi.3. A revisão do critério adotado pela Corte de origem. julgamento: 16/10/2008. portanto. 6.7. aferir a adequação da fixação de tal valor. como requer o recorrente. 3. o caso dos autos não se enquadra nessas hipóteses. Consectariamente. 4. 6.619/65 que. no caso.Rua Buenos Aires. 1.2006). 2.1998 (CC/2002. A atitude do autor foi no sentido de evitar o espancamento do menor delinqüente.3. Recurso especial conhecido em parte e. não há falar em implemento do prazo prescricional qüinqüenal. improvido. Min.atfcursos.867/SP. Há entendimento no Superior Tribunal de Justiça que flexibiliza essa orientação. para a fixação dos honorários. art. prestigiando o princípio da "actio nata". aplica-se a regra segundo a qual começa a viger do dia em que a ação poderia ser proposta. Relator: Ministro HUMBERTO MARTINS.7. na medida em que a verba honorária foi fixada no montante de cinco mil reais (R$ 5. Esta Corte de Justiça firmou o entendimento de que a revisão dos critérios e do percentual relativo à sucumbência resulta em reexame de matéria fático-probatória.com. DJ de 13. 7. e não a data do evento danoso. Considerando-se. § 2º).

2001. haja vista o convite feito ao recorrente para que deixasse seu posto no Estado do Rio de Janeiro. São Paulo: RT. ● ZANCANER. Recife/PE.br www. São Paulo: RT.‖ (Aprovada em 08. DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. Fernando Facury.09. Da Responsabilidade Extracontratual da Administração Pública.04..atfcursos.com.Rua Buenos Aires.04. fora convidado pelo governo maranhense para ocupar o mesmo posto naquele Estado.834/MA – Relator: Ministro Ilmar Galvão – Sessão de julgamento ocorrida em 03. ―Tendo em conta as peculiaridades do caso concreto. São Paulo: Malheiros. São Paulo: RT. ● FREITAS. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa‘). Responsabilidade Civil do Estado. § 6: ‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.2002 – v. ● SCAFF. ● STOCO. ● STERMAN. Juarez (Org. Sonia. o ato de nomeação do recorrente partira de uma iniciativa da própria Administração. 2009. contando com dezesseis anos de serviço . na espécie. Tratado de Responsabilidade Civil.br BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● CAHALI. SÚMULA: SÚMULA Nº 39 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―PRESCREVE EM VINTE ANOS A AÇÃO PARA HAVER INDENIZAÇÃO. Responsabilidade Civil do Estado. Yussef Said. POR RESPONSABILIDADE CIVIL.1992) JURISPRUDÊNCIA: A) Responsabilidade civil de Estado-membro por ato de nomeação inválido. consideradas as circunstâncias do caso. São Paulo: Saraiva. Rui.com.não obstante haver ingressado na corporação por meio de vestibular. cuja nomeação para o cargo fora posteriormente anulada pela Administração estadual em face da ausência de prévia aprovação em concurso público. ● SEVERO. São Paulo: RT. Espinheiro. 80. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para condenar o Estado do Maranhão ao pagamento de indenização por danos morais e materiais a capitão bombeiro do Corpo de Bombeiros Militar do referido Estado. causarem a terceiros. RE provido para condenar o Estado ao pagamento de danos morais e materiais a serem apurados. Informativo nº 280) 168 . Sérgio. nessa qualidade. 2006. 1981.). 3ª Ed. Tratado da Responsabilidade Pública. considerou que. 1992. e não de concurso público -.1992 e publicada no DJ de 20.‖ (STF – Primeira Turma – RE 330. A Turma. embora salientando que o ato nulo não gera direitos aos seus beneficiários. 2007. em liquidação por artigos (Art. Tratava-se na espécie de capitão pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro que. 2007. Responsabilidade Civil do Estado Intervencionista. Rio de Janeiro: Renovar. 37. Weida. Responsabilidade do Estado.

da CF. concluindo o julgamento de recurso extraordinário. manteve acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que assegurara o direito de particular à indenização por danos causados em sua propriedade em face de invasão por membros do movimento dos sem-terra por haver reconhecido. a Turma manteve acórdão do TRF da 5ª Região que condenara a União ao pagamento de indenização por danos morais e materiais aos recorridos. Informativo nº 257) D) Responsabilidade civil da União por acidente aéreo que resultou em morte. § 6º). em decorrência de sua ocupação por trabalhadores ‗sem-terra‘. § 6º. porquanto a Administração Pública procedera à instalação precária de aproximadamente 3. e. se resolvida com base no regime legal da responsabilidade subjetiva (CC. propiciada pela instalação precária dos colonos em área vizinha ao imóvel invadido. entendera manifesto o nexo de causalidade entre o 169 . ―A Turma manteve acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que. 37. nessa qualidade. ante o descumprimento.com.2001 – v. Esclarecemos que está incorreta a notícia da conclusão deste julgamento.12.Rua Buenos Aires.‖ (STF – Primeira Turma – RE 237.br B) Responsabilidade civil de Estado-membro por invasão de imóvel rural por membros do movimento dos sem-terra. art. ―Por entender não caracterizada a alegada ofensa ao art. em face da morte dos seus pais em decorrência de acidente aéreo.561/RS – Relator: Ministro Sepúlveda Pertence – Sessão de julgamento ocorrida em 18. propiciada por omissão de reforço policial (tal como determinado judicialmente). 15). causarem a terceiros. A Turma considerou que a questão. Espinheiro. § 6º: ‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.05. a omissão do Estado. não contraria a norma constitucional invocada (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. ―Por entender não caracterizada a alegada ofensa ao art.‖ (STF – Plenário – RE 283. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. pela previsibilidade da invasão. tem índole infraconstitucional. na espécie. O acórdão recorrido. a Turma. condenara o mencionado Estado ao pagamento de indenização por danos morais e materiais a proprietário de imóvel rural. 80. se analisada sob o âmbito da responsabilidade objetiva das pessoas de direito público (CF.br www. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.989/PR – Relator: Ministro Ilmar Galvão – Sessão de julgamento ocorrida em 28. entendendo pela ocorrência de deficiência culposa do serviço policial do Estado nas circunstâncias do caso. O Tribunal de origem concluíra. causarem a terceiros. propiciado por omissão na fiscalização das atividades de aviação civil.000 colonos em área vizinha à do imóvel dos recorridos. na espécie. 37. na espécie. das ordens judiciais de reforço policial na área invadida (art.‘). art. 37.‘).com. 37. § 6º. Recife/PE. pela polícia militar estadual. nessa qualidade.atfcursos. veiculada no Informativo 241. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. da forma como tratada no acórdão recorrido.2002 – v. que não dá margem ao cabimento de recurso extraordinário. Informativo nº 270) C) Responsabilidade civil de Estado-membro por invasão de imóvel rural por membros do movimento dos sem-terra. da CF.

oficial da aeronáutica. para treinamento de pilotos.‖ (STF – Turma – RE 258.118/RS – RELATOR: MINISTRO ILMAR GALVÃO.05. tendo em vista a existência de nexo de causalidade entre a falha do sistema de vigilância do Estado e o dano sofrido.‘).05. negou-lhe provimento. Informativo nº 268) E) Ausência de responsabilidade civil da União por acidente aéreo provocado por uso indevido de aeronave a ela pertencente.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 20. a Turma manteve acórdão que responsabilizara o Estado do Rio de Janeiro pela morte da vítima. 37. que operava a aeronave . a aeroclube privado.com. bem como pela confirmação. 37 da CF (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. § 6º: ‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. pois ausente o dever de vigilância e não caracterizada a culpa in vigilando. Conforme o art. a autorização para funcionamento de aeroclube dada pela União decorre de seu poder de polícia. Informativo nº 194) 2. deveria assumir a posição do co-piloto. 7. do art. 170 . comprovada pela situação irregular em que se encontrava a aeronave. Na espécie. pois o comandante. nessa parte.atfcursos.565/1986. que assumiu a responsabilidade pelos riscos criados e danos originados pelo uso do bem. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 136. a Turma conheceu em parte do recurso e. que nessa hipótese.‖ (STJ – Segunda Turma – REsp 449. mas cedida. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Assim. 1. mas cedida a aeroclube. estava fora da cabine de comando . gratuitamente.407/PR – Relator: Ministro João Otávio de Noronha – Sessão de julgamento ocorrida em 16. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. segundo laudo do próprio Ministério da Aeronáutica.em situação também irregular. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 184. nessa qualidade.com. nessa qualidade.‘) acórdão que reconhece o direito de indenização a herdeiros de vítima de homicídio praticado por detento logo após sua fuga.não possuía treinamento adequado para a situação de emergência ocorrida (Art.br www.726/AL – Relator: Ministro Sepúlveda Pertence – Sessão de julgamento ocorrida em 14. Espinheiro. não se aplica a responsabilidade subjetiva do Estado por ato omissivo. causarem a terceiros.6. conforme disposto no termo de responsabilidade e cessão de uso a título gratuito de aeronave. de que o checador. o que isenta sua responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso inadequado da aeronave. Informativo nº 285) F) Responsabilidade civil de Estado-membro por delitos praticados por foragidos de estabelecimentos penais.2000 – v. Recife/PE. ―A União não responde pelos danos resultantes de acidente aéreo em razão de uso indevido de aeronave de sua propriedade. no caso o Departamento de Aviação Civil . 80. ―Não ofende o § 6º.2002 – v. Com base nesse entendimento e afirmando a responsabilidade objetiva do Estado. 98 da Lei n. causarem a terceiros.247/RJ – RELATOR: MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE.DAC.br dano sofrido e a omissão do agente estatal responsável pela fiscalização das atividades de aviação civil. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.2006 – v.Rua Buenos Aires. sem o cumprimento de requisitos mínimos de segurança.

afastando semelhanças do caso concreto com precedentes do Supremo em que rejeitada a responsabilidade do Estado em razão de ato omissivo. Afastou-se.203/RS – RELATOR PARA ACÓRDÃO: MINISTRO JOAQUIM BARBOSA. pediu vista a Min. haja vista que. meses após sua fuga da prisão.96). apesar de ter fugido sete vezes. a Turma. Espinheiro. da CF (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público responderão pelos danos que seus agentes. a falta de serviço.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07.025-RJ (DJU de 19. 80. a demonstração da existência de nexo causal entre a fuga do apenado e o dano causado às recorridas. Informativo 391. a exigir demonstração de dolo ou culpa. negou provimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que. Joaquim Barbosa. na espécie. aplicando o princípio da responsabilidade objetiva do Estado. § 6º. Carlos Velloso. por conseguinte. Ellen Gracie. julgara procedente pedido formulado em ação indenizatória movida por vítimas de ameaça e de estupro praticados por foragido do sistema penitenciário estadual. 171 .. causarem a terceiros. a Turma reformou acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. na espécie. não fora sujeito à regressão de regime — v. negou provimento ao recurso. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Após. que julgara procedente ação indenizatória movida contra o Estado por viúva de vítima de homicídio praticado por detento.2005 – v. não fora sujeito à regressão de regime.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 30.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. Após. Considerou caracterizada a falha do serviço. 37. a ensejar a responsabilidade civil do Estado recorrente.2004). O Min.com.‘). sob o fundamento de falha do Estado na fiscalização do cumprimento da pena pelo autor do fato.2. a responsabilidade civil é subjetiva. bem como entendeu presente o nexo causal entre a fuga do apenado e o dano sofrido pelas recorrentes. sob o fundamento de falha do Estado na fiscalização do cumprimento da pena pelo autor do fato. não teria a oportunidade de evadir-se pela oitava vez e cometer o delito num horário em que deveria estar recolhido ao presídio. nessa qualidade.05. com base no entendimento firmado no RE 369820/RS (DJU de 27. Informativo nº 391) ―A Turma retomou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que. Inexistência de nexo de causalidade entre a falha do sistema de vigilância do Estado e o dano sofrido. entretanto. apesar de ter fugido sete vezes. de forma genérica.br ―Por ofensa ao art. por maioria..1998 – v. Informativo nº 109) 3. julgara procedente pedido formulado em ação indenizatória movida por vítimas de ameaça e de estupro praticados por foragido do sistema penitenciário estadual.08. a qual não dispensa o requisito da causalidade. aplicando o princípio da responsabilidade objetiva do Estado. Recife/PE. que. relator.06.Rua Buenos Aires. se a Lei de Execução‖. no sentido de que. conheceu e deu provimento ao recurso para afastar a condenação por danos morais imposta ao Estado. em se tratando de ato omissivo do poder público. uma vez que pode ser atribuída ao serviço público. Informativos 391 e 399. não sendo. que. apesar de ter fugido sete vezes.12.atfcursos. ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que. pediu vista o Min.com. sob o fundamento de falha do Estado na fiscalização do cumprimento da pena pelo autor do fato.. aplicando o princípio da responsabilidade objetiva do Estado. não fora sujeito à regressão de regime — v. julgara procedente pedido formulado em ação indenizatória movida por vítimas de ameaça e de estupro praticados por foragido do sistema penitenciário estadual. Precedente citado: RE 130764-PR (RTJ 143/270) e RE 172.2005 – Informativo nº 399) ―Em conclusão de julgamento. Entendeu ausente. em voto-vista. o condenado dificilmente teria continuado a cumprir pena nas mesmas condições que originariamente lhe foram impostas e. Penal houvesse sido aplicada com um mínimo de rigor. O Min. necessário individualizar esta última.br www. Joaquim Barbosa. STF – SEGUNDA TURMA – RE 409. que.

III.96.J. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA: CULPA PUBLICIZADA: FALTA DO SERVIÇO. § 6º.764/PR.atfcursos.025/RJ. responde civilmente pelos prejuízos advindos do evento ilícito.8. FUGA DE APENADO.2000)..96).8. a negligência. C. sustentando-se.2006 – v. RELATÓRIO: O acórdão recorrido.faute du service dos franceses . não há falar em nexo de causalidade entre a fuga do apenado e o latrocínio. Considerou-se caracterizada a falha do serviço. RE 172025/RJ (DJU de 19. 80. § 6º. Espinheiro. a imperícia ou a imprudência. por conseguinte. RE 130. da mesma Carta. . venha a causar danos a terceiros. Embargos infringentes acolhidos em parte. ADMINISTRATIVO.F. necessário individualizá-la.com. ATO OMISSIVO DO PODER PÚBLICO: LATROCÍNIO PRATICADO POR APENADO FUGITIVO.92). da Constituição Federal.A falta do serviço .03. a ensejar a responsabilidade civil do Estado recorrente. interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. RTJ 143/270. se a Lei de Execução Penal houvesse sido aplicada com um mínimo de rigor. pelo que exige dolo ou culpa.820/RS – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. STF – SEGUNDA TURMA – RE 369. o condenado dificilmente teria continuado a cumprir pena nas mesmas condições que originariamente lhe foram impostas e. Dano moral fixado em valor excessivo. Carlos Velloso que dava provimento ao recurso. vale dizer. de forma genérica.br semelhanças do caso concreto com precedentes do Supremo em que rejeitada a responsabilidade do Estado em razão de ato omissivo. a. 102.‖ Daí o RE. IV. . . do nexo de causalidade entre a ação omissiva atribuída ao poder público e o dano causado a terceiro. com alegação de contrariedade ao art.12. Vencido o Min.Rua Buenos Aires. não teria a oportunidade de evadir-se pela oitava vez e cometer o delito em horário no qual deveria estar recolhido ao presídio. RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS PÚBLICAS. art. entretanto. I. em síntese: 172 .Latrocínio praticado por quadrilha da qual participava um apenado que fugira da prisão tempos antes: neste caso.Tratando-se de ato omissivo do poder público. em ação sob o procedimento ordinário. mantido o correspondente ao dano material. RE 136247/RJ (DJU de 18. Relator Ministro Moreira Alves. CIVIL. Ministro Ilmar Galvão. ASSASSINATO POR ELE PRATICADO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. bem como entendeu-se presente o nexo causal entre a fuga do apenado e o dano sofrido pelas recorrentes. Precedentes citados: RE 130764/PR (DJU de 7. COMPORTAMENTO OMISSO DO SERVIÇO PÚBLICO PENITENCIÁRIO. a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva. Recife/PE. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. haja vista que. Informativo nº 418) 4. a falta do serviço.12.com. dado que pode ser atribuída ao serviço público.br www. "D. quando em razão de falha na organização ou do funcionamento do serviço.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07. III." de 19.não dispensa o requisito da causalidade. 37. O Estado. não sendo. . II. esta numa de suas três vertentes. Precedentes do STF: RE 172.RE conhecido e provido. fundado no art. porta a seguinte ementa: ―EMENTA: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. seja porque funciona mal ou com atraso. EMENTA: CONSTITUCIONAL. 37.

Está no voto em que se embasa o acórdão: ―(.764/PR. em razão disso. que me foram conclusos em 14. 80.)‖ (fl. portanto: o marido da autora foi morto por "um apenado fugitivo.2003.‖ de 18.Rua Buenos Aires. considerada. quando foram assaltados por ―um apenado fugitivo. 184.5.1996 (fl. e não cinqüenta e quatro anos. Recife/PE. Ainda.9.. 170/180) e apenas um dos autores do delito estava foragido. estar evidenciada a responsabilidade do Poder Público. E a fuga de presídio.. Não é o caso.615/RJ. por primeiro. 310/313). em co-autoria com outros delinqüentes‖. Ora. Portanto. culminando o fato com a morte do marido da autora (fls. como referiu Ulderico Pires dos Santos. lançando-se à rua perigoso delinqüente corresponde à inequívoca falta do serviço.1998.. ―D. já que o homicídio fora praticado por um apenado foragido. 597. uma vez que a fuga do presidiário ocorrida quatro meses antes do evento lesivo fora praticado por quatro pessoas (sentença.com. subiram os autos. lento e vagaroso no desempenho dos mesmos e desse estado de letargia surgir o dano.118/RS. especialmente. circunstância suficiente para ―desligar o evento lesivo da eventual culpa do Estado do Rio Grande do Sul‖. os fatos evitam o argumento genérico de um mero dever de dar segurança. como depois fixada pelo Tribunal. E o documento de fl. Admitido o recurso. É o relatório. Na hipótese. assim.br a) inexistência de nexo causal entre a suposta omissão do Poder Público e os danos suportados pela recorrida. que o Estado deve responder pelo mal funcionamento de seus serviços. em número de quatro. ainda que foragido há quatro meses e que a sua pena. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Fica claro. 414). com prévias condenações. Ministro Celso de Mello. Ministro Ilmar Galvão. em co-autoria com outros delinqüentes.. ―D. como decidido nos RREE 130. portanto. em co-autoria com outros delinqüentes". 249 faz certo que havia fugido em 20 de fevereiro de 1992. 109. O acórdão recorrido concluiu. 399). Forense. que resultaram de fato de terceiro. fls. é evidente a falta de serviço. na obra A responsabilidade civil na doutrina e jurisprudência. em face da existência de nexo causal entre o evento lesivo e o desempenho das tarefas estatais. Anote-se. o lastimável evento se deu em 22 de junho. II 173 . no Km 328.br www. (. durante lapso temporal em que o assassino esteve foragido. sempre que seu funcionário for demorado. Espinheiro. em que perigosíssimo delinqüente conseguiu fugir. O Estado do Rio Grande do Sul.com.J. a circunstância de o mesmo haver sido praticado por criminoso de alta periculosidade. sendo recapturado em 27 de junho do mesmo ano. VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: A autora-recorrida e seu marido estavam num veículo estacionado às margens da BR 386. a indenizar a autora-recorrida por danos materiais e dano moral.8. RTJ 143– 270/287. Ministro Moreira Alves. foi condenado. p.‖ de 02. à época. 1984. 419).J.atfcursos.) O autor do dano tinha movimentadíssima folha de antecedentes. b) há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ―fora dos parâmetros da causalidade direta e imediata não há como reconhecer a responsabilidade civil da Administração‖. como se o Estado fosse responsável por algum tipo de seguro de vida ou de patrimônio. afastando a responsabilidade civil objetiva do Estado (fl. somasse quatro anos e três meses de reclusão.

489 e segs.. ‗Responsabilidade Extracontratual do Estado por Comportamentos Administrativos‘. portanto.). a responsabilidade objetiva do poder público.. imperícia ou imprudência. em ‗Rev. Observe-se que o art. É que a omissão é. ocorre por ato de seus agentes.' E continua: ‗A responsabilidade por omissão é responsabilidade por comportamento ilícito. em caso de ato omissivo do poder público. entretanto. mas atribuída ao serviço estatal genericamente. 37. 80. vale dizer. traduz desídia. o dano não resultou de ato praticado por agente público.com. não foi. ‗Curso de Direito Administrativo‘. e não aos danos não causados por estes.br www. culpa. ‗como os provenientes de incêndio. 552/11. se pode ser considerada condição da ocorrência do dano. ‗Responsabilidade Civil do Estado por Atos Omissivos dos seus Agentes‘. (. em ‗Rev. E é responsabilidade subjetiva.br No caso. pp. Portanto o legislador constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou inação dos servidores públicos. É que. § 6º. Jurídica‘. porquanto supõe dolo ou culpa em suas modalidades de negligência.atfcursos. causa. No voto que proferi no RE 204. que resulta de falta de habilidade (Álvaro Lazarini. art. § 6º. de danos multitudinários. A responsabilidade em tal caso.) O § 6º do art.. deixa expresso que quando descumpre o dever legal de agir. 162/125).037/RJ. pois. Espinheiro. ‗Curso de Direito Administrativo‘. entre nós traduzida por 'falta de serviço'. de regra.37. Destaco do voto que proferi: ―(. Recife/PE. numa de suas três vertentes: negligência. (Celso Antônio Bandeira de Mello. etc. Dir-se-á que o ato do agente público poderá ser omissivo.. não responsabilizou objetivamente a 174 . o dano não foi causado pelo agente público. exige-se a prova da culpa. e imperícia. 37. de enchentes. em ‗Rev. Malheiros Ed. A sua não ação. causem a terceiros..As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. Em uma palavra: quando se comporta ilicitamente ao abster-se. assentada na teoria do risco administrativo.) (. É a culpa anônima ou faute de service dos franceses. Não é outro o magistério de Hely Lopes Meirelles: ‗o que a Constituição distingue é o dano causado pelos agentes da Administração (servidores) dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por fenômenos da natureza. art. em essência. da CF vigente. dos Tribs. embora possa tratar-se de uma culpa não individualizável na pessoa de tal ou qual funcionário. 107 da CF anterior. do Estado. certo é que o poder público. nessa qualidade. refere-se aos danos causados pelos agentes públicos.‘ Nesses casos. Ter-se-ia. será subjetiva. causarem a terceiros. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 552/11. ato omissivo do poder público. a omissão estatal.‘. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. E o dispositivo constitucional instituidor da responsabilidade objetiva do poder público. dos Tribs.. imprudência.Rua Buenos Aires. que.. portanto. cuidei do tema: a responsabilidade do poder público por ato omissivo.) § 6º .‘ Em princípio. só atribui responsabilidade objetiva à Administração pelos danos que seus agentes.com. dissertando a respeito do tema. Neste caso. todavia. que é temeridade. ‗o Estado só responde por omissões quando deveria atuar e não atuou — vale dizer: Celso Antônio Bandeira de Mello. 5º ed. 13 e 14. 37 da CF dispõe: ‗Art. 13 e 14. poderia ter evitado a ação causadora do dano. de assaltos ou agressões que alguém sofra em vias e logradouros públicos. nessa qualidade. se tivesse agido.‘. mas foi causado mediante ato comissivo de terceiro. entretanto.

T. há juristas que entendem que a responsabilidade estatal por ato omissivo é objetiva. E acrescenta.. melhor examinando a obra do saudoso e notável mestre.‖ (grifei).)‖ (RTJ 179/797-798). causem a terceiros.Rua Buenos Aires. se a ação estatal teria sido defeituosa a ponto de se caracterizar insuficiência da prestação de serviço.. a não ser pela teoria subjetiva‘. no caso. 1996. 1999. No voto que proferi no RE 204. pela sua 1ª Turma. a posição de Lúcia Valle Figueiredo.. Civil Anotado‘. só atribui responsabilidade objetiva à Administração pelos danos que seus agentes. Saraiva. p. Malheiros Ed. 175 . ―O essencial é que o agente da Administração haja praticado o ato ou a omissão administrativa no exercício de suas atribuições ou a pretexto de exercê-las. apoiando-se nas lições de Oswaldo Aranha Bandeira de Mello e Celso Antônio Bandeira de Mello. 172). nem por fenômenos naturais que causem danos aos particulares‘. reconheço o meu engano.atfcursos. dentre outros. 'Direito Administrativo Brasileiro'. no citado RE 204.. 37. 589). pelo não-conhecimento do recurso. 2ª ed. Malheiros Ed.. § 6º. 3ª ed.‖ (RTJ 163/1..107). Recife/PE. retrotranscrito. assim de concessionária do serviço público. Desse entendimento não destoa a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro ('Direito Administrativo'. Esta é.037/RJ.. 4ª ed. Hely Lopes Meirelles. p. vale dizer.br Administração por atos predatórios de terceiros. Ou. pág. Odete Medauar (‗Direito Administrativo Moderno‘. Observe-se que o art. por exemplo. leciona que ‗ainda que consagre o texto constitucional a responsabilidade objetiva. 31). na verdade.. De outro lado. p.. Saraiva. ou a culpa anônima.‘ (Lúcia Valle Figueiredo. 566). então. 1999. nessa qualidade.com. 'Curso de Direito Administrativo'. (. O Supremo Tribunal Federal. pág.. o legislador constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou inação dos servidores públicos. 1999..037/RJ. Posta a questão em tais termos. no RE 109.. dado que. (. Agora. 4ª ed. 190). mencionei que Hely Lopes Meirelles adotara a responsabilidade subjetiva na hipótese de ações omissivas do poder público. no interior de veículo de transporte coletivo. a faute de service. Malheiros Ed. 2000. A responsabilidade civil por tais atos e fatos é subjetiva. não responsabilizou objetivamente a Administração por atos predatórios de terceiros. 430) e Celso Ribeiro Bastos (‗‘Curso de Direito Administrativo‘. E justifica: é que. também. 5ª ed. 80. 1995.. conforme vimos.br www. Relator o Ministro Celso de Mello. força é concluir.615/RJ. 589/590). 1994. 1995. Maria Helena Diniz também sustenta que a responsabilidade do Estado por ato omissivo é subjetiva (‗Cód.415).. 24ª ed. pág. pág. a culpa que poderia ser atribuída ao serviço estatal de forma genérica.. 24ª ed. Assim. p. (Hely Lopes Meirelles.. sustentava a teoria da responsabilidade objetiva do Estado pelos atos comissivos e omissivos dos seus agentes. Ora. 40). decidiu no sentido de que é objetiva a responsabilidade do Estado ―pelos danos a que os agentes públicos houverem dado causa. cuidávamos de ato praticado por terceiro. esclarecendo: ―Portanto.. que.com. Ed. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. III No caso. ‗se o Estado omitiu-se. no caso. Espinheiro. não há como se verificar a adequabilidade da imputação ao Estado na hipótese de omissão. há de se perquirir se havia o dever de agir. R. Atlas. págs.‖ (―Direito Administrativo Brasileiro‖.)‖ (―Direito Administrativo Brasileiro‖. a versão fática do acórdão é que não houve culpa do servidor da empresa ao não impedir a ocorrência do fato. 21ª ed. Ed.. Yussef Said Cahali (‗Responsabilidade Civil do Estado‘. Malheiros Ed. o acórdão decidiu pela ocorrência da falta do serviço. nem é possível presumir. por ação ou por omissão. Malheiros Ed. Continua: ―O que a Constituição distingue é o dano causado pelos agentes da Administração (servidores) dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por fenômenos da natureza.

Daí. vale dizer. imperícia ou imprudência. afasta os inconvenientes das outras duas teorias existentes: a da equivalência das condições e a da causalidade adequada‖ (cf. invadiu residência e.147/ SP. Não obstante aquele dispositivo da codificação civil diga respeito à impropriamente denominada responsabilidade contratual. São Paulo. por vezes.atfcursos. negligência. Ed. embora objetiva por força do disposto no artigo 107 da Emenda Constitucional nº 1/69 (e.com.Rua Buenos Aires. dominando a família. dado que pode ser atribuída ao serviço público. agora. a teoria adotada quanto ao nexo de causalidade é a teoria do dano direto e imediato. o que abarca o dano direto e imediato sempre. Ali. porque deixam de ser efeito necessário.764/PR: ―EMENTA: — Responsabilidade Civil do Estado. só por isso. levando o terror às pessoas. integrado por dois evadidos de prisões estaduais. Dano decorrente de assalto por quadrilha de que fazia parte preso foragido vários meses antes.060 do Código Civil.764/PR. decidiu esta 2ª Turma que ―tratando-se de ato omissivo do poder público. No RE 179. a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva. a faute du service não dispensa o requisito da causalidade. Ed. V A questão a ser posta. pág. então. integrando quadrilha de malfeitores. Proposta a ação de indenização. apossou-se de bens desta. inadequado. inclusive a objetiva. São Paulo. Wilson Mello da Silva. 283). – A responsabilidade do Estado. no mencionado RE 130. condenando-o a compor os danos materiais. Decidiu. aplica-se ele também à responsabilidade extracontratual.‖ (RE 130. reconheceram as instâncias ordinárias a responsabilidade civil do Estado. no § 6º do artigo 37 da Carta Magna). só admite o nexo de causalidade quando o dano é efeito necessário de uma causa. aqueles danos são indenizáveis. c): ―os danos indiretos ou remotos não se excluem. ‗Responsabilidade sem culpa‘. mediante a aplicação da responsabilidade objetiva e invocando a falta do serviço. também denominada teoria da interrupção do nexo causal. Recife/PE. a espécie versada foi a seguinte: bando de marginais. o requisito.764/PR. a faute du service dos franceses. por mim relatado. 80. de forma genérica.br A falta do serviço decorre do não-funcionamento ou do funcionamento insuficiente. atualmente. o Supremo Tribunal Federal. para a produção deste. 128 e seguintes. 5ª ed. entretanto. não dispensa. IV Todavia. Saraiva. – Em nosso sistema jurídico. Suposto não existam estas. O Ministro Moreira Alves. RTJ 143/270. Espinheiro. 370. que ―sem quaisquer considerações de ordem subjetiva. não haja concausa sucessiva. vindo este. também objetivo. quando. nº 226.. no voto que proferiu no RE 130. do nexo de causalidade entre a ação ou a omissão atribuída a seus agentes e dano causado a terceiros. 1980). tardio ou lento do serviço que o poder público deve prestar. 1974). sob color de falta do serviço? No citado RE 130. págs. não sendo. o dano indireto e remoto. implica obrigação de indenizar por parte do poder público.‖ (RTJ 179/791). assassinar alguém.br www. obviamente. da relatoria do Ministro Moreira Alves. e. Essa teoria. como bem demonstra Agostinho Alvim (‗Da Inexecução das Obrigações‘. não são indenizáveis. do nexo de causalidade entre a ação omissiva atribuída ao poder público e o dano causado a terceiro.764/PR. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. como resulta do dispositivo no artigo 1. em regra. cuidou-se de tema semelhante ao aqui tratado. numa de suas três vertentes. é esta: a fuga de um apenado da prisão. tempos depois. também denominada teoria da interrupção do nexo causal‖. dizer Agostinho Alvim (1. pelo que exige dolo ou culpa. necessário individualizá-la. Saraiva. nos 78 e 79. agredindo o dono da casa e causando elevado prejuízo à família. 176 . lecionou que ―a teoria adotada quanto ao nexo de causalidade é a teoria do dano direto e imediato.com. pelo aparecimento de concausas.

8. ART.‖ de 19. Com efeito.‖ de 07. tempos depois. como a formação da quadrilha. e com base nos quais reconheceu ele o nexo de causalidade indispensável para o reconhecimento da responsabilidade objetiva constitucional.br até por ser aquela que.764.02. p. sem quaisquer considerações de ordem subjetiva.br www.com. . pois. 37. ao que examinamos aqui. Relator o Ministro Ilmar Galvão. § 6º. a que corresponde o § 6º do artigo 37 da atual Constituição. transcrição do voto proferido pelo Ministro Relator no Informativo nº 330) G) Responsabilidade civil de Estado-membro por homicídio de detento. decidiu o Supremo Tribunal Federal: ―EMENTA: RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. em casos como este. observada a teoria. por colega de cárcere. portanto. 107 da CF/67.92). 37 da CF (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. do art. não pode haver a incidência da responsabilidade prevista no artigo 107 da Emenda Constitucional nº 1/69. com base no art. MESES DEPOIS DA FUGA. portanto. VI Assim posta a questão. mas resultou de concausas.2004. Precedente da Primeira turma: RE 130. É dizer.025/RJ. Recurso extraordinário não conhecido. pela quadrilha da qual participava o apenado. nessa qualidade. Sem possibilidade. quanto ao nexo de causalidade. afasta os inconvenientes das outras duas teorias existentes: a da equivalência das condições e a da causalidade adequada.025/RJ. Recife/PE. da adoção. No RE 172.J. dentro da própria cela.No caso. e. é inequívoco que o nexo de causalidade inexiste. Fora dos parâmetros da causalidade não é possível impor ao Poder Público uma responsabilidade ressarcitória sob o argumento de falha no sistema de segurança dos presos. 38 – v. . Nesse RE 172. em face dos fatos tidos como certos pelo acórdão recorrido. Caso igual. Espinheiro.J. do dano direto e imediato.Rua Buenos Aires. Ministro CARLOS VELLOSO Relator (Sessão de julgamento ocorrida em 04.11. o dano decorrente do assalto por uma quadrilha de que participava um dos evadidos da prisão não foi o efeito necessário da omissão da autoridade pública que o acórdão recorrido teve como causa da fuga dele.atfcursos.‘) acórdão que reconhece o direito de indenização à mãe de preso 177 . conheço do recurso e dou-lhe provimento. da falta de serviço. cuidou-se de ação de reparação de dano proposta contra o Estado do Rio de Janeiro. 80. ―Não ofende o § 6º.‖ (―D.com. no caso.Recurso extraordinário conhecido e provido. por ter sido o marido da autora vítima de latrocínio praticado por presidiário foragido. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Relator Ministro Moreira Alves.96).12. e o assalto ocorrido cerca de vinte e um meses após a evasão. LATROCÍNIO PRATICADO POR PRESO FORAGIDO. causarem a terceiros.‖ (―D. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. não há falar em nexo de causalidade entre a fuga do apenado e o latrocínio praticado.2003 – Acórdão publicado no DJ de 27. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

8. ocorreu quando este estava ou não em serviço. a Turma confirmou acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que reconhecera a incidência da responsabilidade objetiva do Estado em ação de indenização.‘) não exige que o agente público tenha agido no exercício de suas funções. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Alega-se. mas na qualidade de agente público.1997 – v. ―O art. Informativo nº 362) ―A Turma concluiu julgamento de recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra acórdão do tribunal de justiça daquele Estado que. ofensa ao art. Precedente citado: RE 109. Asseverou que não há diferença. Carlos Britto. Espinheiro. jurisprudência do STF no sentido de que. Afastou-se a alegação do recorrente no sentido de que. condenara o ente federativo a indenizar vítima de disparo de arma 178 . Informativo nº 90) H) Responsabilidade civil de Estado-membro por ilícitos praticados por policial militar. reconhecendo a existência de responsabilidade objetiva. pelo qual responderia civilmente na eventual ocorrência de dano.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 20. nessa qualidade.com. uma vez que o dano fora praticado por policial que se encontrava fora de suas funções públicas. Precedentes citados: RE 160401/SP (DJU de 4. STF – SEGUNDA TURMA . pediu vista dos autos o Min. ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo contra acórdão do tribunal de justiça daquele Estado que.2002). afastando a alegação de que o dano não teria sido causado por agente estatal. O Min.04.09.br assassinado dentro da própria cela por outro detento. 37.423/SP – RELATOR: MINISTRO CARLOS BRITTO. relator. Eros Grau. § 6º. ainda.615-RJ (DJU de 2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.6. 1.96). pertencente ao Estado e sob a guarda de policial militar. reconhecendo a existência de responsabilidade objetiva. causarem a terceiros. fora do exercício da função pública. Recife/PE. movida por vítima de agressão praticada por policial militar com a utilização de arma de fogo da corporação.1999 – v.99) e RE 213525/SP (DJU de 14. se o dano causado por arma de fogo. negou provimento ao recurso por entender que a culpa do Estado residiria no fato de ter fornecido arma a um servidor sem condições de usá-la. por ter sido o crime cometido por policial militar que não se encontrava fardado.014/SP – Relator: Ministro Ilmar Galvão – Sessão de julgamento ocorrida em 31.5. da CF (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 21. utilizada por policial durante período de folga. há a responsabilidade civil do Estado pela conduta do mesmo. mediante uso de arma pertencente à corporação.atfcursos.br www. Após. mesmo não estando o agente público em exercício efetivo de sua função. em que se busca o ressarcimento pelo dano físico sofrido.RE 160. Informativo nº 146) 2. a Turma não conheceu de recurso extraordinário interposto pelo Estado de São Paulo. Ressaltou.401/SP – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. 80. pertencente à corporação. assumindo um risco.‖ (STF – Primeira Turma – RE 170. §6º. 37. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 363. Com base nesse entendimento e afirmando a responsabilidade objetiva do Estado ante a omissão no serviço de vigilância dos presos.10. não houve a vinculação do ato delituoso à função pública.Rua Buenos Aires. condenara o ente federativo a indenizar vítima de disparo de arma de fogo. da CF. Com base nesse entendimento. na espécie.2004 – v.com. para fins de apuração da responsabilidade civil do recorrente.

ou a proceder como se estivesse a exercê-la. agindo como mero particular e não como agente do Poder Público. alega a inexistência. POLICIAL MILITAR.035/SP – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO. que a ação causadora do dano a terceiro tenha sido praticada por agente público. o que leva à responsabilidade objetiva do Estado‘. Informativo nº 370) 3. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. tão somente porque a ação fora praticada por policial militar‖ (fls. ofensa ao art. que tem como requisito a prática de ato administrativo pelo agente público no exercício da função e o dano sofrido por terceiro. mas de interesse privado movido por sentimento pessoal do agente que mantinha relacionamento amoroso com a vítima. não podendo o Estado ser responsabilizado senão quando o agente estatal estiver a exercer seu ofício ou função. QUE.br www.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16. §6º. utilizada por policial durante período de folga.v. COM APOIO NA APRECIAÇÃO SOBERANA DO CONJUNTO PROBATÓRIO. em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República. não foi no exercício dessa função ou tirando proveito dessa qualidade. O relator retificou o voto anterior. §6º. RECONHECIMENTO. EM SEU PERÍODO DE FOLGA E EM TRAJES CIVIS. inadmissível a argüição de culpa. ao opinar pelo improvimento do apelo extremo (fls. DE QUE O USO E O PORTE DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À POLÍCIA MILITAR ERAM VEDADOS AOS SEUS INTEGRANTES NOS PERÍODOS DE FOLGA. CAUSANDO A MORTE DE PESSOA INOCENTE. da CF exige.) o evento danoso e a atividade ou omissão do Poder Público. 209 . DECISÃO: O presente recurso extraordinário foi interposto contra decisão. de sorte que o Estado não pode responder pela indenização pleiteada. EMENTA: RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO (CF. na espécie. ainda. 80. 230/231). na espécie.com. Espinheiro. Asseverouse que o art. já que o evento danoso não decorrera de ato administrativo. nessa qualidade. 199): ―POLICIAL MILITAR – Responsabilidade Civil – Morte acidental – Disparo de arma de fogo – Policial de folga e à paisana – ‗Respondendo tiros com arma da Corporação.11. INADMISSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E FATOS EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. § 6º). do nexo de causalidade material entre ―(. PRETENSÃO DO ESTADO DE QUE SE ACHA AUSENTE. ROBERTO MONTEIRO GURGEL DOS SANTOS. CONFIGURAÇÃO. O Ministério Público Federal. acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. como pressuposto para a fixação da responsabilidade objetiva estatal. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. in vigilando ou in eligendo. pertencente à corporação. NÃO OBSTANTE RECONHECIDO PELO TRIBUNAL ―A QUO‖.com.Rua Buenos Aires. Informativo 362. no apelo extremo em questão. que. proferida pelo E.atfcursos. o agente lançou mão de sua qualidade de policial militar. NA ESPÉCIE. Considerou-se inexistente o nexo de causalidade entre o dano sofrido pela recorrida e a conduta de policial militar.br de fogo.grifei). 37. na medida em que o ilícito. na espécie. STF – RE 291... NA ESPÉCIE. reconheceu subsistir. RE CONHECIDO E IMPROVIDO. Dr. para a configuração da responsabilidade objetiva do Estado. MESMO ASSIM. O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL. 37. Recife/PE. PRECEDENTES ESPECÍFICOS EM TEMA DE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. EFETUA DISPARO COM ARMA DE FOGO PERTENCENTE À SUA CORPORAÇÃO. PRECEDENTE (RTJ 170/631). da CF.2004 – v. Alegava-se. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO. 230): 179 . 37.‖ (grifei) O Estado de São Paulo. cujo uso e porte lhe eram proibidos durante a folga. uma vez que o dano fora praticado por policial que se encontrava fora de suas funções públicas . embora praticado por policial militar. ART. a responsabilidade civil objetiva do Estado (fls. Entendeu-se.

Malheiros. ―Direito Administrativo Brasileiro‖. causarem a terceiros. não estar em local ou horário de serviço. que o princípio da responsabilidade objetiva não se reveste de caráter absoluto. 2005. 1999. Rel.). 2004. causando danos a terceiros (. desde a Carta Política de 1946. consoante enfatiza o magistério da doutrina (HELY LOPES MEIRELLES. v.. Forense. ―Direito Administrativo Moderno‖.g. 180 . exclusão da própria responsabilidade civil do Estado nas hipóteses excepcionais configuradoras de situações liberatórias — como o caso fortuito e a força maior — ou evidenciadoras de ocorrência de culpa atribuível à própria vítima (RDA 137/233 .). SERGIO CAVALIERI FILHO. 17ª ed. p. condenando a Fazenda Pública a indenizar vítima de ato ilícito praticado por policial militar fora de suas atribuições públicas. na espécie. todos os elementos configuradores da responsabilidade civil objetiva do Poder Público. 2000. 1996. Com efeito. v. ―Curso de Direito Administrativo‖. 31ª ed. em nosso sistema jurídico. utiliza-se de arma pertencente à Corporação. Fórum. JOSÉ CRETELLA JÚNIOR. ―A Responsabilidade Civil Objetiva no Direito Brasileiro‖. TOSHIO MUKAI. revela-se fundamento de ordem doutrinária subjacente à norma de direito positivo que instituiu. consagrada em sucessivos documentos constitucionais brasileiros. RT. na linha da jurisprudência prevalecente no Supremo Tribunal Federal (RTJ 163/1107-1109... ―Curso de Direito Administrativo‖.Rua Buenos Aires.RTJ 55/50 . nessa qualidade. item n. p. Saraiva. que.. de todos os pressupostos primários determinadores do reconhecimento da responsabilidade civil objetiva da entidade estatal ora recorrente. a pretexto de exercer a referida função.3. (b) a causalidade material entre o ―eventus damni‖ e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público. 37. 199/200. 528. neste ponto.com. 650. p.br www. independentemente de caracterização de culpa dos agentes estatais ou de demonstração de falta do serviço público. 2003. Na hipótese dos autos. 17. Sabemos que a teoria do risco administrativo. 3ª ed. quando observa que se acham presentes. p. 248. 61/62. 5ª ed. p. p. MÔNICA NICIDA GARCIA.. não parece suficiente para descaracterizar a responsabilidade objetiva do Estado pela conduta daquele que.). É certo. Recife/PE.). (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público. p. ODETE MEDAUAR. até mesmo.. 2001. 430. nessa condição funcional. por ação ou por omissão (CF. Essa concepção teórica — que informa o princípio constitucional da responsabilidade civil objetiva do Poder Público — faz emergir.g... Espinheiro. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a situação de fato que gerou o trágico evento narrado neste processo — a morte acidental de um jovem inocente causada por disparo efetuado com arma de fogo pertencente à Polícia Militar do Estado de São Paulo e manejada por integrante dessa corporação. CELSO DE MELLO. que os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano. art. v. GUILHERME COUTO DE CASTRO.g. no caso. Forense. p. ―Responsabilidade Civil do Estado‖. qual seja. ―Programa de Responsabilidade Civil‖.atfcursos. 5ª ed. 2005. 2000. o dever de indenizá-la pelo dano pessoal e/ou patrimonial sofrido. 90. Malheiros. no entanto. 80.RTJ 163/1107-1109. YUSSEF SAID CAHALI. pelos danos que seus agentes. § 6º). Min.213. embora em seu período de folga — põe em evidência a configuração. eis que admite abrandamento e. da mera ocorrência de lesão causada à vítima pelo Estado. CELSO RIBEIRO BASTOS. ―Responsabilidade do Agente Público‖. a responsabilidade civil objetiva do Poder Público. 2ª ed.. 9ª ed.com. p.br ―Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão que reconheceu a existência de responsabilidade civil do Estado. Impõe-se destacar.‖ (grifei) O exame destes autos convence-me de que assiste plena razão à douta Procuradoria-Geral da República. Malheiros. ―Direito Administrativo Sistematizado‖. 40. Saraiva. a circunstância de não se encontrar o agente público em exercício efetivo de sua função.

É que o pronunciamento do Tribunal ―a quo‖ sobre matéria de fato (como o reconhecimento. ou não.RTJ 158/693. efetivou-se em sede recursal meramente ordinária — teve por suporte análise do conjunto probatório subjacente ao pronunciamento jurisdicional em referência. por supor o exame de matéria de fato.AI 505. tratando-se do tema suscitado pelo ora recorrente. da existência.RTJ 91/377 .129-AgR/RS. que. da Carta Política basta para descaracterizar a responsabilidade civil objetiva do Estado. pois a discussão ora suscitada pelo Estado de São Paulo em torno da configuração. Alegações de culpa exclusiva da vítima e de ausência de nexo de causalidade entre a ação ou omissão de agentes públicos e o resultado. Precedentes. questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703). 201): ―Resolvendo responder com tiros.g. Como se sabe. 37. que veio a falecer. Impende destacar.‖ (AI 343. apoiadas em pressupostos fáticos soberanamente reconhecidos pelo Tribunal ―a quo‖. As circunstâncias do presente caso. que esse entendimento (inadmissibilidade do exame.grifei) 181 .RTJ 131/417).090-AgR/RJ.com.). § 6º. cujo uso e porte lhe eram proibidos durante a folga. na espécie. NEXO DE CAUSALIDADE.RE 234. SÚMULA 279-STF. Rel. JOAQUIM BARBOSA .093-AgR/RJ. Min. Daí a correta observação feita pelo E.‖ (grifei) Inquestionável. em sede recursal extraordinária. RESPONSABILIDADE DO Responsabilidade objetiva do Estado por morte de preso em complexo penitenciário. atingiu a vítima. do nexo de causalidade). 80. em face de seu estrito âmbito temático. de todo inadmissível na via do apelo extremo.atfcursos.RTJ 71/99 .br www. Rel.RTJ 153/1019 . v. o que leva à responsabilidade objetiva do Estado. É por isso que a ausência de qualquer dos pressupostos legitimadores da incidência da regra inscrita no art. desse modo. Agravo regimental a que se nega provimento. da existência do nexo de causalidade material) reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 . Questões insuscetíveis de serem apreciadas em recurso extraordinário. evidenciam que o nexo de causalidade material restou plenamente configurado em face do comportamento comissivo em que incidiu o agente do Poder Público. lançou mão de sua qualidade de policial militar. nele. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.Rua Buenos Aires.): ESTADO.br tenha incidido em conduta comissiva ou omissiva.RTJ 99/1155 . por exigirem reexame de fatos e provas (Súmula 279-STF).g. na espécie. ―AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. tem pleno suporte no magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (RE 257. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. REEXAME DE FATOS E PROVAS. MARCO AURÉLIO. MAURÍCIO CORRÊA . do nexo de causalidade material revela-se incabível em sede de recurso extraordinário. v. utilizando a arma da Corporação. Min.473-AgR/RJ. do seu comportamento funcional (RTJ 140/636) e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal (RTJ 55/503 . Min.com. no entanto. neste ponto. Rel. Min. ou não. o recurso extraordinário não permite que se reexaminem. Rel. especialmente quando ocorre circunstância que rompe o nexo de causalidade material entre o comportamento do agente público e a consumação do dano pessoal ou patrimonial infligido ao ofendido. Recife/PE. constante do acórdão ora recorrido (fls. pelo Tribunal ora recorrido. ao disparar arma de fogo da corporação à qual pertencia — e cuja posse somente detinha em virtude de sua condição funcional de policial militar —. ou não. Esse dado assume relevo processual na espécie em causa. que a existência do nexo causal — cujo reconhecimento. independentemente da licitude. Espinheiro. MAURÍCIO CORRÊA .

Recife/PE. O que deve ficar assentado é que o preceito inscrito no art. 37. que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. para negar-lhe provimento. com inteiro acerto. Reexame de fatos e provas.F. § 6º).br www. Com efeito. CEZAR PELUSO . RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. Inadmissibilidade.atfcursos.grifei) Cumpre ressaltar.Agressão praticada por soldado. reconheceu. da C. Ofensa indireta à Constituição. Tiroteio entre policiais e bandidos. o reexame dos fatos e provas em que se baseou o acórdão recorrido para reconhecer a responsabilidade do Estado por danos que seus agentes causaram a terceiro. finalmente. não obstante fora do serviço. em face do caráter soberano do reconhecimento. em sede recursal extraordinária).‖ (RTJ 170/631. art.com.2006 – v. Morte de transeunte. que ―lançou mão de sua qualidade de policial militar‖ (fls. Responsabilidade do Estado. por tal razão.R. ao proferir a decisão em causa. inteiramente aplicável ao caso ora em exame. a norma constitucional que consagra. C.. o acórdão ora impugnado nesta sede recursal extraordinária. ao fazer aplicação do preceito constitucional em referência (CF. do nexo de causalidade material (que se revela indiscutível.‖ (RE 286. Reexame. no caso em exame. que o Tribunal recorrido. em recurso extraordinário. 80. portanto. não conhecido..). foi na condição de policial militar que o soldado foi corrigir as pessoas. conheço do presente recurso extraordinário. Agravo regimental não provido. proferiu decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: ―CONSTITUCIONAL. § 6º. Brasília. . ao apreciar controvérsia idêntica à versada na presente causa. e pelas razões expostas. por isso mesmo. Espinheiro. Inadmissível. Rel. (. transcrição no Informativo nº 421) 182 .. ADMINISTRATIVO. por relevante. II.444-AgR/RJ.grifei) Conclui-se. em nosso sistema jurídico. não exige que o agente público tenha agido no exercício de suas funções. a responsabilidade civil objetiva do Poder Público. (2) à conduta do agente estatal. 28 de março de 2006. interpretou.. Ministro CELSO DE MELLO Relator (Decisão monocrática publicada no DJ de 06. I.com. Min. que a pretensão recursal deduzida pelo Estado de São Paulo não tem o amparo da própria jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou em precedente específico. § 6º. 37. RECURSO. .E. Rel. mas na qualidade de agente público. Min.04. mesmo porque. art. Publique-se. CARLOS VELLOSO . Nexo de causalidade. (3) ao vínculo causal entre o evento danoso e o comportamento do agente público e (4) à ausência de qualquer causa excludente de que pudesse eventualmente decorrer a exoneração da responsabilidade civil do Estado. Sendo assim. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Cabe acentuar. na espécie.br ―1. com absoluta fidelidade. Impossibilidade.Rua Buenos Aires. 201). com a utilização de arma da corporação militar: incidência da responsabilidade objetiva do Estado. a cumulativa ocorrência dos requisitos concernentes (1) à consumação do dano. Extraordinário. 37.F.

Informativo nº 262) 2. sob o fundamento da responsabilidade civil objetiva do Estado (CF. na espécie. STF – SEGUNDA TURMA – RE 217.br www.806-RJ (DJU de 30. FATO DANOSO PARA O OFENDIDO.‖ (STF – Segunda Turma – RE 341.com. quando o homicídio é motivado por interesse privado. ou seja. § 6º. não havendo. basta a comprovação do nexo de causalidade entre o dano e a intervenção cirúrgica. da CF sob a alegação de ausência de responsabilidade do Estado-membro. na espécie. EMENTA: RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO. 37. a culpa subjetiva do agente. 37. ao permitir tal situação. ainda. independentemente do fato daquela exercer a função de modo irregular. relator. não importando os motivos do crime. 37. STF – AI 455. Recife/PE. ―Por ofensa ao art. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min.br I) Ausência de responsabilidade civil de Estado-membro por morte de agente público de fato. na espécie. DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. sem vínculo com a Fazenda Pública. em razão de seqüela permanente decorrente de procedimento cirúrgico . TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO. 80.2006 – v. mantivera a improcedência de ação de indenização por danos causados em razão de cirurgia realizada em hospital público por equipe médica composta de funcionários do Estado. Após. 1. ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do tribunal de justiça local que. sendo caso de responsabilidade objetiva.04. O Min. PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART.389/SP – RELATOR: MINISTRO NÉRI DA SILVEIRA. 37. no âmbito da responsabilidade civil objetiva. ELEMENTOS ESTRUTURAIS. § 6º.95).com. entendendo não ter havido erro médico. § 6º.Rua Buenos Aires.2002 – v. de recorrente que.atfcursos. art. ofensa ao art. do ressarcimento à vítima.06. em face do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Precedente citado: RE 178. Sustenta-se. § 6º). ingressara com ação de indenização dos danos causados. uma vez que a conduta danosa fora praticado por terceiro. Considerou-se que. da CF/88.perda da visão do olho esquerdo em razão de cirurgia para correção de desvio do septo nasal -. deu provimento ao recurso por considerar inexistente o nexo de causalidade entre a atividade de policial exercida pela vítima e sua morte.776/CE – Relator: Ministro Gilmar Mendes – Sessão de julgamento ocorrida em 13. reconhecendo a responsabilidade civil objetiva do Estado do Ceará.6. condenara-o a indenizar família de policial de fato morto em horário em que prestava serviço ao fundamento de que o Poder Público. Entendeu-se. Gilmar Mendes. Asseverou que o agente causador do óbito era estranho aos quadros da Administração Pública e que cometera o delito motivado por interesse privado. decorrente de ciúme de sua ex-companheira. assumira os riscos conseqüentes. Eros Grau.846/RJ – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO. Informativo nº 431) J) Responsabilidade civil do Estado por danos ou lesões resultantes de procedimentos médicos realizados em hospitais públicos. RESULTANTE DE ATUAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO NO DESEMPENHO DE 183 . a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que. Tratava-se.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 02. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. no horário em que prestava serviço. qualquer elemento que indique ter a vítima concorrido para o evento danoso. Espinheiro. que o risco cirúrgico não exime o Estado.

DANO MATERIAL E MORAL – CUMULAÇÃO – CABIMENTO – CONDENAÇÃO EXCESSIVA – REFORMA.. 80. DOUTRINA. na espécie.br www.. Recife/PE. não podendo ser fonte de locupletamento... a gravidade da lesão. que se registrou. ante a adoção.... CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. apta a descaracterizar – segundo alega – o nexo de causalidade material entre a conduta do agente público e o dano causado ao menor. 12/18). quanto a estes. da teoria do risco. que não se revela viável o recurso extraordinário em questão. apoiando-se na análise dos fatos e do conjunto probatório.. pelo direito pátrio.br ATIVIDADE MÉDICA. ... bem como não restou configurada a excludente de responsabilidade. . JURISPRUDÊNCIA....EXTRACONTRATUAL – PREVISIBILIDADE (..com. DUPLA FUNÇÃO DA INDENIZAÇÃO CIVIL POR DANO MORAL (REPARAÇÃO-SANÇÃO): (a) CARÁTER PUNITIVO OU INIBITÓRIO (― EXEMPLARY OR PUNITIVE DAMAGES ‖) E (b) NATUREZA COMPENSATÓRIA OU REPARATÓRIA.RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO . elementos probatórios.. reconheceu caracterizada... PROCEDIMENTO EXECUTADO EM HOSPITAL PÚBLICO.atfcursos.Demonstrado o fato administrativo (conduta comissiva do agente). o nexo causal e o resultado danoso.. pois.. quando de seu nascimento.O dano moral encontra matriz constitucional cujas regras expressam a tutela aos direitos da personalidade. situação configuradora de força maior.. Espinheiro... proferida pelo E. o caráter punitivo para o agente e a natureza compensatória da condenação para a vítima.... DANO MORAL... . a existência da necessária relação causal... 14).. RESSARCIBILIDADE.REPARAÇÃO ....... a soberania do pronunciamento dos Tribunais ordinários sobre matéria de fato (Súmula 279/STF).. que sofreu. inclusive aqueles de natureza pericial. Cumpre observar que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária.. devida a reparação por dano material. considerada.. a partir do exame de fatos e da análise de laudo pericial.. .Sendo a responsabilidade objetiva. 18): ―CONSTITUCIONAL – ADMINISTRATIVO ..‖ (grifei) A União Federal. posto que inocorrente qualquer fato capaz de romper o nexo de causalidade entre a conduta comissiva do agente público federal (médico) e o evento danoso infligido à pequena vítima (fls. apenas para reduzir a condenação por dano moral arbitrada excessivamente. Tribunal Regional Federal/2ª Região.. acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls..Rua Buenos Aires.. 184 . em sede recursal extraordinária.CIVIL . pois que também não houve culpa da vítima..afundamento frontal do crânio.. edema cerebral e área de contusão hemorrágica.Para a quantificação do dano moral deve-se levar em conta a condição social das partes. A pretensão deduzida pela União Federal encontra obstáculo insuperável na impossibilidade de se reexaminarem.. dispensada está a parte de provar a culpa lato sensu...) . no apelo extremo em questão. busca sustentar... ―..Apelo e remessa parcialmente providos. na espécie. AGRAVO IMPROVIDO. .. Vê-se. que. DECISÃO: O recurso extraordinário ... .com..a que se refere o presente agravo de instrumento – foi interposto contra decisão. males esses ocasionados por ter sido retirado do ventre de sua genitora à base de fórceps‖ (fls..

em nosso sistema jurídico. 12ª ed. 1996. § 6º). na linha da jurisprudência prevalecente no Supremo Tribunal Federal (RTJ 163/1107-1109. ―Direito Administrativo‖. revelando-se correta. 37. 410/411. das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame de fatos e de provas. 37. 1992. Como se sabe. do seu comportamento funcional (RTJ 140/636) e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal (RTJ 55/503 . que informa o princípio constitucional da responsabilidade civil objetiva do Poder Público. consagrada em sucessivos documentos constitucionais brasileiros. 412/413. É por isso que a ausência de qualquer dos pressupostos legitimadores da incidência da regra inscrita no art. especialmente quando ocorre circunstância que rompe o nexo de causalidade material 185 . faz emergir. Essa concepção teórica. nessa qualidade.como o caso fortuito e a força maior . especialmente quando se busca discutir. neste ponto. circunstância essa que faz incidir. 1996. que a decisão emanada do E.Rua Buenos Aires. consoante enfatiza o magistério da doutrina (HELY LOPES MEIRELLES. ―Comentários à Constituição do Brasil‖. o fundamento em que se apóia a decisão objeto do presente agravo de instrumento. independentemente da licitude. a exclusão da própria responsabilidade civil do Estado. ou não. na espécie. presente o contexto probatório soberanamente estabelecido pelo acórdão objeto do recurso extraordinário em questão.RTJ 163/1107-1109. 37.RTJ 131/417). até mesmo.RTJ 91/377 – RTJ 99/1155 . v. por isso mesmo. art. da Carta Política basta para descaracterizar a responsabilidade civil objetiva do Estado. 21ª ed. No caso. em cujo âmbito não se reexaminam fatos e provas. que. revela-se fundamento de ordem doutrinária subjacente à norma de direito positivo que instituiu. É certo. (b) a causalidade material entre o ―eventus damni‖ e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público. 1989. § 6º. como na espécie. JOSÉ AFONSO DA SILVA. sofre as restrições inerentes ao recurso extraordinário. Min. Saraiva. CELSO DE MELLO). na espécie.br É que – tal como precedentemente enfatizado . nessa condição funcional. MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. a teoria do risco administrativo.com.g. ―Curso de Direito Constitucional Positivo‖. v. Malheiros. a verificação da procedência. em conduta comissiva. por isso mesmo. a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 80. 561.RTJ 71/99 . da mera ocorrência de ato lesivo causado à vítima pelo Estado. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. p.atfcursos. vol.. 3. DIÓGENES GASPARINI. ―Direito Administrativo‖. p. Cabe observar. 5ª ed. tomo III/172. de outro lado. 620/621. em sede recursal extraordinária. Espinheiro. tenha incidido. a formulação. como na espécie.. Recife/PE. no entanto. Saraiva. p. CELSO RIBEIRO BASTOS. (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público. § 6º da Constituição da República.g. Incensurável.com. ou não. 45). Essa pretensão. que o princípio da responsabilidade objetiva não se reveste de caráter absoluto. pelos danos que seus agentes. elementos fáticos subjacentes à causa.ou evidenciadoras de ocorrência de culpa atribuível à própria vítima (RDA 137/233 – RTJ 55/50 . Rel. o dever de indenizá-la pelos danos sofridos. desse modo. o que não se admite na sede excepcional do apelo extremo. ―Direito Administrativo Brasileiro‖. Malheiros. Impõe-se destacar. eis que admite o abrandamento e. nas hipóteses excepcionais configuradoras de situações liberatórias . causarem a terceiros (CF. a responsabilidade civil objetiva do Poder Público. do juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário em questão (fls.br www.. TRF/2ª Região ajusta-se à orientação jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na análise do art. a indagações de caráter eminentemente probatório.não se mostra cabível proceder. independentemente de caracterização de culpa dos agentes estatais. 1995.). Atlas. p.). desde a Carta Política de 1946. que os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano.

a responsabilidade será do Estado (Administração Pública). assim discorre sobre o tema: para a convergência de duas forças: ‗caráter punitivo‘ para que o causador do dano. cujo magistério. de um lado.presentes os pressupostos de fato soberanamente reconhecidos pelo Tribunal a quo . notadamente no ponto em que o magistério jurisprudencial. p. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. que todas as considerações já feitas aplicam-se.. Juiz MÁRIO CESAR RIBEIRO – TRF/1º Região. na qualidade de mantenedora do Hospital Universitário Júlio Müller.. A Fundação Universidade Federal de Mato Grosso. de outro. Forense).atfcursos.Rua Buenos Aires.): ―O Estado responde pela cegueira conseqüente a infecção adquirida por pessoa internada em hospital por ele mantido. § 6º). 1. a necessária correlação entre o caráter punitivo da obrigação de indenizar (―punitive damages‖). art.com.br www.observou. Esclareça-se. Adotou a Constituição a regra do princípio objetivo de responsabilidade sem culpa pela atuação lesiva dos agentes públicos e seus delegados. Des. e a natureza compensatória referente ao dever de proceder à reparação patrimonial. enfatiza.. a propósito da questão ora em análise. estes respondem pelos danos causados ou produzidos diretamente por agentes que estavam a seu serviço. 8ª ed. 45 e 49.grifei) Impende assinalar. no caso ora em análise.. I – ‗Se o erro ou falha médica ocorrer em hospital ou outro estabelecimento público.) 2.. então. o fulcro do conceito ressarcitório acha-se deslocado . p. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. p. pelo 186 ―Quando se cuida do dano moral. Rel. resultou de conduta imputável a servidor público com atuação na área médica (RT 659/139 – RJTJSP 67/106-107.grifei) ―PROCESSUAL CIVIL – RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. v. INVALIDEZ RESULTANTE DE ATO CIRÚRGICO. RESPONSABILIDADE CIVIL. Espinheiro. 80. sob tal aspecto.‖ (AC 01000054165. Min. 37. que a fixação do quantum pertinente à condenação civil imposta ao Poder Público . 55 e 60.‖ (AC 01000520560. 37. Rel. Vilas Boas) ou. MÁRIO GUIMARÃES .‖ (RF 89/178. itens ns. O constituinte estabeleceu para todos os entes do Estado e seus desmembramentos administrativos a obrigação de indenizar o dano causado a terceiro por seus servidores.‘‖ (AC 278427. p. DJU de 22/08/2003. Rel.br entre o comportamento do agente público e a consumação do dano pessoal ou patrimonial infligido ao ofendido. Rel. 142 .grifei) ―(. DJU de 03/04/2003. INDENIZAÇÃO DEVIDA. DJU de 18/06/1999. 1996.g. a orientação que a jurisprudência dos Tribunais tem consagrado no exame do tema. com base no art. 255 . independentemente da apuração de culpa ou dolo. quanto a tal aspecto.). Juiz CASTRO AGUIAR – TRF/2ª Região. da Constituição Federal (. sem qualquer disceptação.grifei) ―CIVIL. responde objetivamente pelos danos resultantes de ato cirúrgico a que foi submetido o autor naquele nosocômio (CF. independentemente de prova de culpa no cometimento da lesão. pondo em destaque a dupla função inerente à indenização civil por danos morais. Juiz DANIEL PAES RIBEIRO – TRF/1ª Região.com. § 6º. 298 . Recife/PE. Sendo objetiva a responsabilidade do Hospital conveniado e do INAMPS. Definitiva. por oportuno. a lição – sempre autorizada – de CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA (―Responsabilidade Civil‖. DANOS MATERIAIS E DANOS MORAIS. a situações – como a destes autos – em que o ―eventus damni‖ ocorreu em hospitais públicos (ou mantidos pelo Poder Público) ou derivou de tratamento médico inadequado ministrado por funcionário público (RT 304/876. em tema de responsabilidade civil objetiva do Poder Público. Rel. de outro lado.

XIII/348 -351. Rel.. CASTRO FILHO. II/319.. Saraiva.175/RJ. RT. vol. que os magistrados e Tribunais observem. 2ª ed. 2. atendendo às circunstâncias de cada caso.atfcursos... Saraiva. ―Dano Moral‖. vol.. 4. cuja jurisprudência. 20 e 40.. ―Reparação Civil por Danos Morais‖. 80.....REsp 318....... SÍLVIO DE SALVO VENOSA. 2002. firmou essa mesma diretriz (REsp 295. 18ª ed. Nem tão grande que se converta em fonte de enriquecimento. 2ª ed... A fixação do seu valor envolve o exame da matéria fática.. MARIA HELENA DINIZ.. A isso é de se acrescer que na reparação do dano moral insere-se uma atitude de solidariedade à vítima (Aguiar Dias).. ―Novo Curso de Direito Civil‖..392/RJ. p. nem tão pequena que se torne inexpressiva.. Rel.com.. 4... YUSSEF SAID CAHALI.. critérios de razoabilidade e de proporcionalidade (CARLOS ALBERTO BITTAR. 4/189 -190. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO/SÉRGIO CAVALIERI FILHO.. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA . Min.. 7/105-106.. que exige.739/SP. e tendo em vista as posses do ofensor e a situação pessoal do ofendido. que não pode ser reapreciada por esta Corte (Súmula nº 7)(...‖ (RSTJ 151/269-270. Rel.. não pode ser levada ela ao extremo de se defender que as suas más condições o eximam do dever ressarcitório.. Recife/PE. v. 1998. (.. 115 e 239. ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO . se veja castigado pela ofensa que praticou. 2003. Forense. punir o ofensor e desestimular este e a sociedade a cometerem atos dessa natureza.. Mas é certo que a situação econômica do ofensor é um dos elementos da quantificação. e pelas razões expostas. especialmente pelo E. ―Comentários ao Novo Código Civil‖. p.‖ (REsp 337. item n. ―Curso de Direito Civil Brasileiro: Responsabilidade Civil‖.. na matéria em questão.): ―I – A indenização por dano moral objetiva compensar a dor moral sofrida pela vítima. itens ns. 10. 1994.. vol..g. . item n.grifei) ―I – A indenização por dano moral objetiva compensar a dor moral sofrida pela vítima.). p/ o acórdão Min. Espinheiro. punir o ofensor e desestimular este e outros membros da sociedade a cometerem atos dessa natureza. ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO . Min. Somente assumindo uma concepção desta ordem é que se compreenderá que o direito positivo estabelece o princípio da reparação do dano moral.com. A vítima de uma lesão a algum daqueles direitos sem cunho patrimonial efetivo. Publique-se. 2004. 187 .2. que receberá uma soma que lhe proporcione prazeres como contrapartida do mal sofrido. item n. vol. tem de assumir sentido compensatório.é igualmente perfilhada pelos Tribunais.) .g..‖ (grifei) Essa orientação – também acompanhada pelo magistério doutrinário.379/MG... PABLO STOLZE GAGLIANO/RODOLFO PAMPLONA FILHO..grifei) Sendo assim..br fato da condenação. Atlas.5. Min. item n. Rel. RT.. nego provimento ao presente agravo de instrumento. eis que se revela inviável o recurso extraordinário a que ele se refere..br www. 2004.. 2ª ed.. ―Direito Civil: Responsabilidade Civil‖. 2ª ed....REsp 355. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. 175-179. mas ofendida em um bem jurídico que em certos casos pode ser mesmo mais valioso do que os integrantes de seu patrimônio. NANCY ANDRIGHI .).. deve receber uma soma que lhe compense a dor ou o sofrimento. a ser arbitrada pelo juiz. Superior Tribunal de Justiça. O problema de sua reparação deve ser posto em termos de que a reparação do dano moral.... no que se refere à função de desestímulo ou de sanção representada pela indenização civil por dano moral.Rua Buenos Aires. Rel. no arbitramento de seu valor.. v.. e o ‗caráter compensatório‘ para a vítima. a par do caráter punitivo imposto ao agente. Min....10-D...

Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. § 6º: ‗As pessoas jurídicas de 188 . 11 de outubro de 2004. 80.. da CF . de certificado de propriedade de veículo objeto de furto.05. da CF (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público responderão pelos danos que seus agentes. Considerou-se não estar caracterizada a responsabilidade objetiva do Estado. art.987/SP – RELATOR: MINISTRO ILMAR GALVÃO. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 218. Ministro CELSO DE MELLO Relator (Decisão monocrática publicada no DJ de 21. condenou o Município de São Paulo a indenizar proprietário de veículo que teve o seu automóvel furtado em estacionamento gratuito de mercado municipal.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. mas sim no inadimplemento de obrigação contratual assumida perante o autor. portanto.. Precedente citado: RE 134.com. posteriormente.1999 – v.‖ (STF – Primeira Turma – RE 255. pelo DETRAN. 37. transcrição no Informativo nº 364) K) Responsabilidade civil do Município por furto de veículo em estacionamento gratuito de mercado público. A Turma considerou que a responsabilidade civil do Município. com base no princípio da responsabilidade subjetiva. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 215.br Brasília. fora apreendido por ser objeto de furto. causarem a terceiros. tendo em vista a inexistência do nexo de causalidade entre o dano alegado e o ato do registro do veículo no departamento de trânsito (CF. que condenou o Estado de São Paulo a indenizar particular pelo fato de o DETRAN haver expedido certificado de propriedade de veículo que depois se verificou ser objeto de furto. a tese de ofensa ao art. Informativo nº 109) 2.940/SP – RELATOR: MINISTRO ILMAR GALVÃO. tal como reconhecida pelo acórdão recorrido não se fundava no art.br www.com.‘). colocando o Município na posição contratual similar à do depositário.298-SP (RTJ 141/305).atfcursos.10. Considerou-se inexistente o nexo de causalidade entre o dano alegado e o ato do registro do veículo no departamento de trânsito.2004 – v.1998 – v.731/SP – Relator: Ministro Sepúlveda Pertence – Sessão de julgamento ocorrida em 09. § 6º. § 6º.. Informativo nº 170) L) Ausência de responsabilidade civil de Estado-membro por expedição. nessa qualidade. 37. ―A Turma manteve acórdão que.11. afastando-se. 1. Recife/PE. 37. ―A Turma manteve acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que julgou improcedente ação de indenização ajuizada contra o DETRAN por haver atestado a idoneidade de informações sobre a procedência de veículo comprado pelo autor o qual.responsabilidade objetiva -. Espinheiro. ―A Turma conheceu e deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

37.05. nessa qualidade. Precedentes citado: RE 134. nessa qualidade.‖ (STF – Turma – RE 189 . Com esse entendimento. a Turma confirmou acórdão do Tribunal de Alçada Cível do Estado do Rio de Janeiro que negara o direito à pretensão indenizatória dos pais de menor que fora eletrocutado quando viajava no teto de vagão ferroviário.10. § 6º. pela inexistência de nexo de causalidade entre a ocorrência do dano e a conduta do agente público.com.br www.9. 80. mesmo quando não se tratava de transporte coletivo. Entendendo ser irrelevante a natureza do transporte de pessoas. causarem a terceiros.‖ (STF – Primeira Turma – AgRg no AG 203.387/RJ – Relator: Ministro Moreira Alves – Sessão de julgamento ocorrida em 31.8. art. Informativo nº 162) M) Responsabilidade civil de Município por lesão corporal cometida contra estudante de escola pública por colega de turma. em sala de aula de escola municipal.93).atfcursos. afastando a alegação deduzida pelo recorrente. nessa qualidade.‘) acórdão que afirma a responsabilidade civil de município por lesão sofrida por estudante (perda total do globo ocular direito).Rua Buenos Aires.. ―Negado provimento a agravo regimental interposto contra despacho do relator que negara seguimento a recurso extraordinário contra decisão do Tribunal de Alçada Cível do Estado do Rio de Janeiro que reconhecera a responsabilidade objetiva de empresa de ônibus (CF. Informativo nº 33) N) Responsabilidade civil objetiva de empresa de ônibus por acidente de trânsito envolvendo veículo a ela pertencente. Informativo nº 190) O) Ausência de responsabilidade civil estatal na hipótese de culpa exclusiva da vítima.‘) decisão que.615/RJ – Relator: Ministro Celso de Mello – Sessão de julgamento ocorrida em 28.940-SP (DJU de 18. em virtude de ferimento causado por colega de turma.com.1996 – v. § 6º) em acidente de trânsito. Com esse fundamento.. 37. na sala de aula. Precedente citado: RE 120.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 14. causarem a terceiros.br direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público responderão pelos danos que seus agentes.. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos..‖ (STF – Primeira Turma – RE 109. ―Não ofende o art. no sentido de que o dano fora provocado por terceiro e não por funcionário seu..298SP (RTJ 141/305) e RE 218. a Turma não conheceu de RE interposto pelo Município do Rio de Janeiro. 107 da CF/69 (‗As pessoas jurídicas de direito público responderão pelos danos que seus funcionários.09. da CF (‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público responderão pelos danos que seus agentes. afirmando a culpa exclusiva da vítima.98). Hipótese em que a responsabilidade do município advém do descumprimento do dever de vigilância de seus agentes sobre os estudantes que se encontrem sob sua custódia.1997 – v.‘). exime o Estado do dever de reparar o dano sofrido. Recife/PE.1999 – v. Espinheiro.924-SP (DJU de 27. causarem a terceiros.. ―Não ofende o art. a Turma afastou a pretendida alegação de que não se tratava de serviço público de transporte mas sim de transporte de empregados da Casa da Moeda do Brasil em cumprimento de contrato privado de prestação de serviços.

br www. a caracterizar a sua responsabilidade objetiva. com a redação dada pela EC 19/98. 80. 1. em parte. Recife/PE. haja vista que houvera omissão de agente público. deu provimento a recurso extraordinário interposto por destilaria contra acórdão do STJ que. c) dano indenizável. por parte do Estado. a Turma.331/2001. não obstante o referido ato tivesse decorrido de legítima atividade estatal. sustentando que. de modo a desrespeitar liberdades públicas e causar prejuízos aos particulares. no caso. já que este.com. no setor sucro-alcooleiro. a qual resultara na fixação de preços. que estabeleceu a mencionada revisão ao funcionalismo público. O Min. tendo em conta o fato de os recorrentes não pleitearem que o Poder Judiciário substitua o legislador. deveria ser indenizada pelo dano patrimonial por ela sofrido — v. real e certo. reformara decisão que condenara a União a indenizar os prejuízos advindos da intervenção do Poder Público no domínio econômico.com. Entendeu-se que a intervenção estatal na economia possui limites no princípio constitucional da liberdade de iniciativa e a responsabilidade objetiva do Estado é decorrente da existência de dano atribuível à atuação deste.2005 – v. em razão de não haverem sido contemplados com a revisão geral anual. porquanto configurados os seguintes requisitos: a) conduta estatal. porque direto. mas sim aduzem apenas a existência de um dano e o conseqüente dever de indenizar. Informativo nº 122) P) Responsabilidade civil da União por prejuízos impostos ao setor sucro-alcooleiro em virtude de intervenção no domínio econômico na década de 1980. no período compreendido entre o seu advento e o termo inicial da vigência da Lei 10. Assim. hipótese de omissão sui generis. sendo esta qualidade determinante para a conduta lesiva. 37. Nesse sentido. ―Em conclusão de julgamento. estabelecendo índice de reajuste e revisão por determinado período. deu provimento ao recurso.1998 – v.137/RJ – Relator: Ministro Moreira Alves – Sessão de julgamento ocorrida em 08. § 6º.atfcursos. b) ação do próprio Estado causadora de danos. estaria agindo. instituída por aquela Emenda. relator. em desconsideração ao princípio da liberdade de iniciativa. representado pela ausência da norma implementadora do direito assegurado. Carlos Velloso. o Min. A recorrente alegava ofensa ao art. abaixo dos valores apurados e propostos pelo Instituto Nacional do Açúcar e do Álcool. Informativo nº 412) Q) Responsabilidade civil do Estado por omissão legislativa.584/MG – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. Espinheiro. para que a condenação somente recaísse sobre o período compreendido entre março de 1985 e maio de 1987. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. da CF. d) inexistência de hipótese de 190 . em recurso especial.‖ (STF – Segunda Turma – RE 422. de preços a serem praticados pela recorrente em valores abaixo da realidade e em desconformidade com a legislação aplicável ao setor constitui-se em óbice ao livre exercício da atividade econômica. X.Rua Buenos Aires. STF – SEGUNDA TURMA – RE 424. pretendem obter indenização do Estado. sob a alegação de ofensa ao art. com base na discricionariedade quanto à adequação das necessidades públicas ao seu contexto econômico. da CF.941/DF – Relator: Ministro Carlos Velloso – Sessão de julgamento ocorrida em 06. ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário em que servidores públicos federais.12. Informativo 390. Considerou inequívoco o dever de indenizar do Estado. Joaquim Barbosa que dava parcial provimento ao recurso. ao se abster de elaborar a norma jurídica. do Presidente da República.09. 37. não é possível ao Estado intervir no domínio econômico. Vencido. incumbido de enviar projeto de lei de sua iniciativa privativa.br 209. afirmou-se que a fixação. por maioria.

ART. STF – PLENÁRIO – MI 284/DF – RELATOR PARA ACÓRDÃO: MINISTRO CELSO DE MELLO. espaço possível reservado ao mistério. transformando-o em ‗praxis‘ governamental institucionalizada. A própria excepcionalidade desse novo instrumento jurídico ‗impõe‘ ao Judiciário o dever de estrita observância do princípio constitucional da divisão funcional do poder. em lição magistral sobre o tema (‗O Futuro da Democracia‘. Paz e Terra). em situação de inércia inconstitucional. liberdade e prerrogativa de índole constitucional.2005 – v. LXXI. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min. Joaquim Barbosa negou provimento ao recurso. consoante adverte NORBERTO BOBBIO. O novo estatuto político brasileiro — que rejeita o poder que oculta e não tolera o poder que se oculta — consagrou a publicidade dos atos e das atividades estatais como valor constitucionalmente assegurado.atfcursos. 1980. ―.A QUESTÃO DO SIGILO MORA INCONSTITUCIONAL DO PODER LEGISLATIVO . cuja compreensão e essencial a caracterização da ordem democrática como um regime do poder visível. com exclusividade. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. ao qual é imputável a omissão causalmente inviabilizadora do exercício de direito. nem a ensejar ao Poder Judiciário o anômalo desempenho de funções normativas que lhe são institucionalmente estranhas. Salientando que a responsabilidade civil do Estado fora concebida. 8º. entre os direitos e garantias fundamentais. Espinheiro. Esse sistema. A Carta Federal. disciplinando-o.br exclusão da responsabilidade estatal.ADCT. como ‗um modelo ideal do governo público em público‘. fortemente estimulado pelo ‗perigoso fascínio do absoluto‘ (Pe. com expressa ressalva para as situações de interesse público. Informativo nº 404) 2.Rua Buenos Aires. como passivamente legitimado ‗ad causam‘.br www. ao proclamar os direitos e deveres individuais e coletivos (art. consagrado pelo art. nos modelos políticos que consagram a democracia. ‗A Ideologia da Segurança Nacional .FUNÇÃO PROCESSUAL . 3ª ed.O novo ‗writ‘ constitucional. dentre os vários atos de arbítrio puro que o caracterizaram. de A. Veiga Fialho. trad. com o objetivo de reparar atos lesivos praticados pelo Poder Executivo. JOSEPH COMBLIN. não se destina a constituir direito novo. . ao privilegiar e cultivar o sigilo. ‗ex vi‘ do § 3º do art. o órgão público inadimplente.NATUREZA JURÍDICA .‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 04.com. ou. p. Gilmar Mendes. 5º). o Min. 191 . § 3º (PORTARIAS RESERVADAS DO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA) .EXCLUSÃO DA UNIÃO FEDERAL DA RELAÇÃO PROCESSUAL. 80. frontalmente ofendeu o princípio democratico. O mandado de injunção não é o sucedâneo constitucional das funções político-jurídicas atribuídas aos órgãos estatais inadimplentes. 5º.o Poder Militar da America Latina‘. na hipótese. Recife/PE.Alguns dos muitos abusos cometidos pelo regime de exceção instituído no Brasil em 1964 traduziram-se. não há. a inatividade inconstitucional é somente atribuível ao Congresso Nacional.10. a cuja iniciativa se reservou.O caráter essencialmente mandamental da ação injuncional — consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal — impõe que se defina. pois.MANDADO DE INJUNÇÃO .com. asseverou que a sua aplicação em atos legislativos é excepcional e que. . da Carta Federal. No caso.. Após. o dano seria genérico.ILEGITIMIDADE PASSIVA ‗AD CAUSAM‘ – ‗WRIT‘ DEFERIDO. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. desde sua origem. o poder de instaurar o processo legislativo reclamado pela norma constitucional transitória. 225. Civilização Brasileira). . enunciou preceitos básicos. na concepção e formulação teórica de um sistema claramente inconvivente com a prática das liberdades públicas. na lição expressiva de BOBBIO. Por outro lado. 1986. na relação processual instaurada.

a ação de reparação de natureza econômica instituída em seu favor pelo preceito transitório. R) Irresponsabilidade estatal por atos jurisdicionais típicos.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 03. Informativo nº 430).atfcursos. como regra geral.com. Min. RE 69. 37.11. referente ao exercício de greve dos servidores públicos. No julgamento do MI 670/ES. Informativo nº 442). sem prova da má-fé do adquirente. desde logo. por força do disposto no art. absteve-se de adimplir a obrigação que lhe foi constitucionalmente imposta. cabe ao Poder Judiciário intervir de forma mais decisiva. acima citado). o exercício desse direito. não apenas emitir certidão de omissão do Poder incumbido de regulamentar o direito a liberdades constitucionais.br . rel.com. LXXI e seu § 1º. 5º. 80. 1. torna-se prescindível nova comunicação a instituição parlamentar. de modo a afastar a inoperância de suas decisões em mandado de injunção. por ofensa ao art. STF – PRIMEIRA TURMA – RE 219. reconhecendo que constitui dever-poder daquela Corte a formação supletiva da norma regulamentadora faltante. Na mesma sessão plenária. tendo em vista as balizas constitucionais que demandam a concretização do direito de greve a todos os trabalhadores (v. Eros Grau — por ocasião do julgamento do MI 712/PA — enfatizou a necessidade de se conferir eficácia às decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de mandados de injunção. a Turma.Reconhecido o estado de mora inconstitucional do Congresso Nacional — único destinatário do comando para satisfazer.já que o mesmo era objeto de penhora -. o Min. Espinheiro. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.08.1992) OBSERVAÇÃO: O Supremo Tribunal Federal tem sinalizado que mudará seu entendimento tradicional sobre a eficácia das decisões proferidas em sede de mandado de injunção (adotado no MI 284/DF. da CF. Marco Aurélio. Precedentes citados: RE 32.Rua Buenos Aires. conheceu de recurso extraordinário do Estado do Paraná e lhe deu provimento para reformar acórdão do Tribunal de Justiça estadual. imediatamente. a prestação legislativa reclamada — e considerando que. mas viabilizar. no caso. embora previamente cientificado no Mandado de Injunção n. tornando viável o exercício do direito de greve dos servidores públicos (v.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 22. Gilmar Mendes ressaltou que. 283.117-PR – RELATOR: MINISTRO ILMAR GALVÃO.519-RS (RTJ 39/190). a fim de remover o obstáculo decorrente da omissão. assegurando-se aos impetrantes.568-SP (RTJ 56/273). à soberania e à cidadania. a não ser nos casos expressamente declarados em lei. 192 .1999 – v. o Min. o Min. Com esse entendimento. e atuar também nos casos de omissão do Poder Legislativo. no caso concreto. ―A responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos do Poder Judiciário em sua função jurisdicional. Informativo nº 430).518/SC – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. § 6º. STF – RE 429. Informativo nº 156) 2.1992 – Acórdão publicado no DJ de 26. da CF. destacou o caráter mandamental (e não meramente declaratório) do mandado de injunção e asseverou que cabe ao Judiciário. SEPÚLVEDA PERTENCE. Por último. cuja penhora não havia sido arquivada no cartório de registro de imóveis. que reconhecera o direito de indenização a adquirente de imóvel com base no presumido error in judicando do juiz que anulara a venda do bem por fraude à execução . nos termos do direito comum ou ordinário.06. Recife/PE. afastando as conseqüências da inércia do legislador (v. a prerrogativas inerentes à nacionalidade. a possibilidade de ajuizarem. quando do julgamento do MI 721/DF. diante do enorme lapso temporal da inércia do Poder Legislativo.br www.

. CIVIL. Precedentes do S. b) ofensa ao art. C. da Constituição.INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS . 37. ADMINISTRATIVO. proferido pela Segunda Câmara de Direito Público do Eg. porque. 5º. dado que o acórdão recorrido.Negativa de trânsito ao RE.F.F.. a despeito da interposição de embargos de declaração. Rejeitaram-se os embargos de declaração opostos (fls. da C.br www. DECISÃO: . II. quando suficientemente fundamentado e obediente aos pressupostos que o autorizam. art.)‖ (fl. § 6º. sustentando. 37.mesmo que o réu. Espinheiro. no caso da absolvição criminal por magistrado não se aplica referida norma legal constitucional e qual seria a razão de não se aplicar a responsabilidade do Estado para a hipótese (. C. a. 185).T. Decido. em síntese. interposto por EDUARDO FRANCISCO DOS SANTOS. bem assim para adotar a interpretação da lei que entendesse mais adequada ao caso concreto.F.ERRO JUDICIÁRIO NÃO CARACTERIZADO. por isso que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido da ocorrência do prequestionamento mediante a simples interposição dos embargos de declaração: Súmulas 282 e 356-STF. venha a ser absolvido. valendo salientar que policiais e juízes são agentes públicos. III. ou seja. apreciaremos. fundado no art.C.F. se. 159-166). Admitido o recurso. Interpretação diferente implicaria a total quebra do princípio do livre convencimento do juiz e afetaria irremediavelmente sua segurança para avaliar e valorar as provas. III. ao final da ação penal. não se confunde com o erro judiciário a que alude o inc.. da Constituição da República Federativa do Brasil não se aplica aos danos causados por decisões judiciais. da Constituição Federal. 128). no exame do RE. 37. o seguinte: a) negativa de prestação jurisdicional. LXXV . está assim ementado: ―CIVIL . a alegação perderia no vazio. 5º.Rua Buenos Aires. visto que o mencionado artigo determina que as pessoas jurídicas de direito público respondam pelos danos causados a terceiros por seus agentes. 102. omitindo-se este na sua apreciação.br EMENTA: CONSTITUCIONAL. Recife/PE. Na hipótese.POSTERIOR DECISÃO ABSOLUTÓRIA . Daí o RE.REPARAÇÃO DE DANOS . quando da decisão judicial resulta a prisão de alguém afinal absolvido. O acórdão recorrido.A responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos dos juízes. mesmo que o réu ao final do processo venha a ser absolvido ou tenha sua sentença condenatória reformada na instância superior. É claro que essa jurisprudência somente tem aplicação no caso de a questão constitucional tiver sido posta anteriormente ao acórdão. não esclareceu se ―o art. XXXV. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO PELOS ATOS DOS JUÍZES. . O RE é inviável. a não ser nos casos expressamente declarados em lei.F. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. O decreto judicial de prisão preventiva.‖ (Fl. 37. LXXV do art. § 6º. A uma.PRISÃO EFETUADA DENTRO DOS LIMITES LEGAIS . em especial..com. a questão constitucional do art.Decreto judicial de prisão preventiva não se confunde com o erro judiciário . no que toca à alegação de negativa de prestação jurisdicional. I. 193 . . § 6º. 5º da Constituição da República. subiram os autos. art.2004... Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina.com.ESTADO PRISÃO PREVENTIVA . 80. § 6º. art.Vistos.08.atfcursos. que me foram conclusos em 10.

na carta 194 ..br O RE é inviável. C.A responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos dos juízes. no julgamento do RE 228.' 3.com. No voto. Paulo de Tarso Braz Lucas: '(. Sr.10. entretanto. art.‖ No voto que proferi por ocasião do citado julgamento. preservando. salvo os casos expressamente declarados em lei.117-4-PR (Rel. Tribunal a quo sobre o tema em discussão colide frontalmente com a orientação proclamada em inúmeras oportunidades pelo Supremo Tribunal Federal a respeito. entretanto. Espinheiro. tem o seguinte teor: '(.. DJ de 29. Recurso conhecido e provido...atfcursos. no Estado de Direito baliza-se seu exercício pelas normas jurídicas estabelecidas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. o ilustre Relator do precedente citado deduziu as seguintes razões para o seu convencimento: 'Demonstrou. Direitos esses placitados. O magistrado na atividade jurisdicional exerce função decorrente da soberania.) 2.035-AgR/SC.F. apesar de seu conceito puramente político revelar uma expressão de poder exercido indiscriminadamente. . O recurso merece ser conhecido e provido.Rua Buenos Aires. os direitos fundamentais dos indivíduos. porque decidiu o Supremo Tribunal Federal. a não ser nos casos expressamente declarados em lei.. a duas. O princípio da responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos do poder judiciário. assim ementado: 'RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. ATO DO PODER JUDICIÁRIO. CIVIL. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.) Destaco do parecer do ilustre Subprocurador-Geral da República.1999).) A decisão agravada. essa definida como o poder incontrastável de querer coercitivamente e de fixar as competências. em regra.com. 37. ora sob exame. . Recife/PE... as quais delineiam a forma e o exercício desse atributo indissociável do Estado. ADMINISTRATIVO. deste modo. o parecer da douta ProcuradoriaGeral da República (fls. Dr. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO PELOS ATOS DOS JUÍZES. por mim relatado: ―EMENTA: CONSTITUCIONAL. Orientação assentada na jurisprudência do STF. escrevi: ―(. II. 80. a não ser nos casos expressamente previstos em lei. Min. 343/349) ser pacífica a jurisprudência do STF de que o princípio da responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos do poder judiciário. Agravo improvido.RE provido. Ilmar Galvão. tal como se pode conferir pelo acórdão proferido no RE nº 219. § 6º. Exmo. O entendimento adotado pelo E... I.br www.' Leia-se a aludida peça: '.

290/291).br www. ao revés. Exmº Sr.93). compromete-se o Estado a indenizá-lo. ao exercer função que dimana da própria soberania.. o que permite o amplo controle da atividade administrativa e a direta responsabilidade do Estado pelo funcionamento deletério do serviço público. Ministro Moreira Alves. Recife/PE.. que. da Constituição Federal.Recurso extraordinário não conhecido. inferir-se desse dispositivo constitucional a responsabilidade objetiva do Estado por erros judiciais seria contrastar com a própria qualidade de Poder que permeia os órgãos judiciários. (. 1ª ed.'Responsabilidade Civil do Estado'. decidir em última instância sobre a atributividade das normas. sujeitando-se voluntariamente às limitações impostas pôr essas normas.atfcursos. como pode fixar regras jurídicas para aplicação interna. por isso que o ato jurisdicional é 195 . pág. no meu 'Temas de Direito Público'. assim ementado: ‗. que erige no ápice do ordenamento jurídico. exerce atos de execução lastreados pela legalidade. Entretanto. 2ª tiragem. Precedentes do S. pedra angular do sistema jurídico pátrio.‘ 5. Pelo exposto..com.br constitucional. foi a de que a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos do Poder Judiciário a não ser nos casos expressamente declarados em lei. . reconhecendo a hipossuficiência do cidadão frente ao aparelho estatal.F. não há que se olvidar que a responsabilidade objetiva prevista no artigo 37.A orientação que veio a predominar nesta Corte. comprovado o evento danoso.. E vale a pena conferir no mesmo sentido o aresto proferido no RE nº 111. Espinheiro. em face das Constituições anteriores à de 1988. Em trabalho de doutrina que escrevi .T. que desde que o entenda conveniente. Correto o parecer. pode assumir obrigações externas. registrando que a 'jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o Estado não é civilmente responsável pelos atos dos juízes.. perseguindo regressivamente o agente público que de alguma forma veio a causar o dano. Del Rey Ed. 80.. apenas o nexo de causalidade. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. no que demonstrado a concorrência da Administração Pública na consumação do prejuízo que repercuta na esfera patrimonial do particular. 1997.Responsabilidade objetiva do Estado.609-9-AM (Rel.Rua Buenos Aires. pois.com.. qual seja. . Ato do Poder Judiciário. 493 dissertei sobre o tema. a não ser nos casos expressamente declarados em lei.. exija deste.03. § 6º.' 4. Assim. não iguala-se o juiz ao administrador que.)' (fls. somos pelo conhecimento e provimento do presente recurso extraordinário. regras aptas a autodelimitar a atividade soberana do Estado. DJ de 19. seja uma norma autolimitadora da Soberania do Estado.

3. Ministro Néri da Silveira.J. RE 219.J. o juiz manifestou-se como autoridade pública (agente político).977/SP. decidindo: 'Com essa orientação.2002. no pleito realizado em 1992 .997/SP.No mesmo sentido: RE 228.977/SP. a 2ª Turma decidiu. no julgamento do citado RE 228.). então. conforme nela demonstrado. forte no parecer da Procuradoria-Geral da República. deu-lhe provimento. razão pela qual não poderia ter sido diretamente acionado pelo postulante.quer pelas expressões consideradas ofensivas à honra do autor. este tomou o número 228. Se essa responsabilidade se cinge à primeira hipótese. Argumenta a agravante que. Relator para o acórdão o Ministro Djaci Falcão (RTJ 39/190 e RDA 90/140). 294-297) A decisão é de ser mantida. É dizer. sustentando. Relator o Ministro Néri da Silveira. Ministro Ilmar Galvão. em que se apega a agravante. Ministro Carlos Velloso. sob pena de se suprimir um grau de jurisdição. A solução se resume em afastar a ilegitimidade passiva nos limites em que decretada. pelos atos imputados ao juiz demandado . RE 111. a apelação para desconstituir a sentença de extinção do processo.com.99. 1ª Turma. conheço do recurso e dou-lhe provimento. O mérito da ação não foi decidido.' de 29.2002. usou expressões que foram consideradas ofensivas à honra do Prefeito Municipal. 196 .br www. quando da diplomação dos candidatos eleitos.J. o Tribunal de Justiça deu provimento parcial a esta. não ocorreu.020/SP.' de 19. porque a ação acabou na preliminar de ilegitimidade passiva do réu.com. (. que a ação deveria ter sido ajuizada contra o Estado e não contra o juiz. é perquirição própria do merecimento. A ação deveria.. Não decidiu a 2ª Turma. no RE 228. Do exposto. A sentença julgou extinto o processo. 'D.4. No citado RE 228. Espinheiro. porque assentada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.609/AM. ou se abarca a segunda. inadmissível neste estágio.J. 2ª Turma.10. em parte. 80. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.' de 08. No julgamento da apelação interposta pelo autor da ação. em síntese.' Interposto recurso extraordinário. sem conhecimento do mérito. ter sido promovida contra a Fazenda Estadual responsável pelos eventuais danos causados pela autoridade. entretanto.' Indiquei os RREE 32.' de 12. Recife/PE. 'D. sem apreciação do mérito. então.93.' (fls.. usadas em decisão prolatada em diplomação. condenado o vencido na verba honorária de 5% (cinco por cento) do valor da causa.977/SP.518/RS. Isso. a questão discutida foi esta: o juiz. para que o feito tenha regular processamento. Este. no discurso que proferiu na solenidade de diplomação dos candidatos. a inexistência de responsabilidade direta do juiz. quer em discurso proferido.atfcursos. e em manifestação pública. 'D. teria o Supremo Tribunal Federal decidido pela responsabilidade objetiva do Estado pelos atos dos juízes. reconhecendo a ilegitimidade de parte passiva. Relator o Ministro Néri da Silveira que. no citado RE 228. e 70. que o Estado deveria indenizar com base na responsabilidade objetiva. De outro lado.10. Ministro Moreira Alves. A Turma julgadora provê. RE 216.977/SP.br emanação da soberania estatal.a responsabilidade direta não pode ser obliterada. ajuizou ação reparatória de dano por ato ilícito contra o juiz. em decisão que proferiu em ação popular. 'D. 1ª Turma.121/MG.977/SP.Rua Buenos Aires. que atua em nome do Estado-Juiz. Relator para o acórdão o Ministro Vilas Boas.117/PR.

com. mesmo que o réu ao final do processo venha a ser absolvido ou tenha sua sentença condenatória reformada na instância superior. EMENTA: .09. Do exposto. Responsabilidade objetiva. Ministro CARLOS VELLOSO Relator (Decisão monocrática publicada no DJ de 14.‖ Esclareça-se. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com. Interpretação diferente implicaria a total quebra do princípio do livre convencimento do juiz e afetaria irremediavelmente sua segurança para avaliar e valorar as provas. Legitimidade passiva reservada ao Estado. 2. 80. nego seguimento ao recurso. STF – SEGUNDA TURMA – RE 228. ao exercer suas atribuições -. Ilegitimidade de parte passiva. a qual. finalmente. bem assim para adotar a interpretação da lei que entendesse mais adequada ao caso concreto. Ação reparatória de dano por ato ilícito. Os magistrados enquadram-se na espécie agente político.977/SP – RELATOR: MINISTRO NÉRI DA SILVEIRA. 1. LXXV do art. com prerrogativas próprias e legislação específica. Brasília. 4.2004. como bem decidiu o acórdão recorrido.Recurso extraordinário. 3. Ação que deveria ter sido ajuizada contra a Fazenda Estadual . em demanda ajuizada por jurisdicionado. nego provimento ao agravo. 17 de agosto de 2004. na decisão agravada. p. que ―o decreto judicial de prisão preventiva. Espinheiro.responsável eventual pelos alegados danos causados pela autoridade judicial. vários precedentes do Supremo Tribunal Federal. 40) S) Responsabilidade civil do Estado por atos do Poder Judiciário: Ilegitimidade passiva ad causam do magistrado que praticou o ato. sendo dotados de plena liberdade funcional no desempenho de suas funções. posteriormente.atfcursos. Ausência de responsabilidade concorrente em face dos eventuais 197 . Recife/PE. quando suficientemente fundamentado e obediente aos pressupostos que o autorizam. acima transcrita.br A jurisprudência do Supremo Tribunal no tema aqui discutido — responsabilidade objetiva do Estado pelos atos dos Juízes — é a mencionada na decisão agravada: a responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos do Poder Judiciário a não ser nos casos expressamente declarados em lei. A autoridade judiciária não tem responsabilidade civil pelos atos jurisdicionais praticados. terá assegurado o direito de regresso contra o magistrado responsável. 128) Do exposto. nas hipóteses de dolo ou culpa. Publique-se.Rua Buenos Aires. São indicados. 5º da Constituição da República.br www.‖ (Fl. não se confunde com o erro judiciário a que alude o inc. Responsabilidade exclusiva do Estado. investidos para o exercício de atribuições constitucionais.

contra Juiz de Direito da Comarca de Serra Negra. do qual destaco o seguinte. III. já que a autoridade judiciária não tem responsabilidade civil pelos atos jurisdicionais praticados. 37. Recife/PE. são investidos para o exercício de atribuições constitucionais. Espinheiro. Recurso extraordinário conhecido e provido. incidenter tantum. em caráter definitivo ou transitório -.quer pelas expressões consideradas ofensivas à honra do autor. e a exclusão da incidência da regra contida no art. do CPC. a Quinta Câmara do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo proferiu acórdão dando-lhe provimento parcial. sem conhecimento do mérito. 5. que opinou pelo provimento do recurso. 439/445. Em despacho de fls. por unanimidade. § 6º. No Superior Tribunal de Justiça. alegando necessidade de apreciação. rejeitou os embargos interpostos. em parte. 421/423 os recursos foram deferidos pelo ilustre 3º Vice-Presidente do Tribunal a quo. entendendo inexistente a obscuridade alegada. reconhecendo a ilegitimidade de parte passiva.com. para que o feito tenha regular processamento.br www. § 6º. da Carta Magna e. o recurso especial foi sobrestado até exame do recurso extraordinário por esta Corte. 198 . 102. da CF/88. é perquirição própria do merecimento. interpôs os embargos de declaração de fls. de onde destaco o seguinte (fls. 37. com fundamento no art. visando aclarar pontos do aresto que entendeu obscuros.‖ José Antônio Lavouras Haicki. sem apreciação do mérito. quer em discurso proferido. a apelação para desconstituir a sentença de extinção do processo. É que. 388/402. requisitos. sendo dotados de plena liberdade funcional no desempenho de suas funções. Vindo-me conclusos. em vista de termos usados em decisão prolatada em ação popular e em manifestação pública.atfcursos. da mesma Carta Constitucional. da Constituição Federal. 133. aliás.com. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. usadas em decisão prolatada em diplomação. em despacho do ilustre Ministro relator. abri vista dos autos à douta Procuradoria-Geral da República. ou se abarca a segunda. conforme certificado às fls.Rua Buenos Aires. 356): ―Com essa orientação. às fls. RELATÓRIO: Em apelação cível interposta visando reformar sentença que julgou extinto o processo. indispensáveis ao exercício de suas funções decisórias. A Turma julgadora provê. a teor do art. 419. nos autos de ação reparatória de dano por ato ilícito proposta pelo Prefeito Municipal.br prejuízos causados a terceiros pela autoridade julgadora no exercício de suas funções. A solução se resume em afastar a ilegitimidade passiva nos limites em que decretada. 80. quando da diplomação dos candidatos eleitos. O recorrente. sob pena de se suprimir um grau de jurisdição. 359/361. Não foram apresentadas as contra-razões. A Câmara julgadora. Se essa responsabilidade se cinge à primeira hipótese. 37. em parecer de fls. com prerrogativas próprias e legislação específica. alegando que o acórdão prolatado ofendeu flagrantemente o art.que são todas as físicas que exercem alguma função estatal. solicitando fossem esclarecidas a referência ao art. pelos atos imputados ao juiz demandado .a responsabilidade direta não pode ser obliterada. verbis: ―A irresignação do recorrente merece acolhimento. inadmissível neste estágio. ―a‖. Estes. interpôs o recurso extraordinário de fls. § 6º. 371/386 e. os magistrados se enquadram na espécie agente político. embora seja considerada um agente público . interpôs recurso especial concomitantemente. pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça. no pleito realizado em 1992 .

a responsabilidade direta não pode ser obliterada. não agem em nome próprio. nos seguintes termos: ‗Em síntese.‘ Assim. 37. quer do Estado e do juiz. quer. Logo. exercendo função eminentemente pública.br www.4 A autoridade monocrática julgou extinto o processo sem julgamento do mérito. quer em discurso proferido. de modo que não há como lhes atribuir responsabilidade direta por eventuais danos causados a terceiros no desempenho de suas funções. 1. as diretrizes que admitem essa responsabilidade. no pleito de 1992 . que os atos supostamente ofensivos teriam sido praticados pela autoridade judiciária no exercício de suas funções. 80.br (. com prerrogativas próprias e legislação específica. em caráter definitivo ou transitório -. ao dar provimento parcial à apelação. portanto. indispensáveis ao exercício de suas funções decisórias. 72): 199 . é perquirição própria de merecimento. resulta descartada a posição de negativa da responsabilidade direta do juiz. sob o fundamento de que seria exclusiva a responsabilidade do Estado. pois confronta com o texto expresso no art. para tanto. 2. atuou em nome do Estado-Juiz.. desconstituiu a r. em sua obra ‗Direito Administrativo Brasileiro‘ (18ª ed. § 6º da Constituição Federal. autorizando que a tutela para recomposição do dano.atfcursos. É que. ou se abarca a segunda. opinou no sentido do conhecimento e provimento do recurso. inadmissível neste estágio. Se essa responsabilidade se cinge à primeira hipótese. a doutrina e jurisprudência analisadas.5 O d. ao outorgar a prestação jurisdicional. Com essa orientação.com. a ação deveria ter sido proposta em face do Estado. exclusivamente. sob pena de se suprimir um grau de jurisdição. do parecer. usadas em decisão prolatada em ação popular. considerando. portanto.Rua Buenos Aires. o magistrado.com. mas em nome do Estado. embora seja considerada um agente público . VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: A Procuradoria-Geral da República. pelos atos imputados ao juiz demandado quer pelas expressões consideradas ofensivas à honra do autor. destacou a responsabilidade concorrente do demandado. Com efeito. do último. verbis: ―1. A irresignação do recorrente merece acolhimento. Estes são investidos para o exercício de atribuições constitucionais. pág. 133 do CPC. destacar (fls. sentença que extinguiu o processo. às fls. já que a autoridade judiciária não tem responsabilidade civil pelos atos jurisdicionais praticados. cabendo. sendo dotados de plena liberdade funcional no desempenho de suas funções. § 6º da CF (fls. de modo concorrente. o recorrente alega afronta ao art.. É o que elucida o saudoso HELY LOPES MEIRELLES. Espinheiro. 440/445. A solução se resume em afastar a ilegitimidade passiva nos limites em que decretada. requisitos. aliás. 37. exercendo a atribuição que lhe fora imposta constitucionalmente. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.‖ É o relatório. com relação a ele. 319/323).) Tais agentes. Recife/PE. acolhendo a preliminar de ilegitimidade passiva do demandado. possa ser pleiteada por quem teve direito subjetivo atingido. determinando o regular prosseguimento da ação.que são todas as pessoas físicas que exercem alguma função estatal. Colegiado local. os magistrados se enquadram na espécie agente político. quando da diplomação dos candidatos eleitos. 1. Prevalecem. a teor do disposto no art. por sua vez. 440/445)..6 No apelo extremo.

Rua Buenos Aires. para lhe correr o direito ao ressarcimento dos danos sofridos. a lição de JOSÉ AFONSO DA SILVA.‘ (Negritos não-originais. assim. posteriormente. Em doutrina. em sua obra ‗Curso de Direito Constitucional Positivo‘. 80. causarem a terceiros. os membros do Poder Judiciário (Magistrados em geral). ficam a salvo de responsabilidade civil por seus eventuais erros de atuação. São as autoridades públicas supremas do Governo e da Administração na área de sua atuação. . nessa qualidade. 620: ‗Responsabilidade civil significa a obrigação de reparar os danos ou prejuízos de natureza patrimonial (e. judiciais e quasejudiciais. exercendo função eminentemente pública. quanto ao tema. má-fé ou abuso de poder. conduzindo os negócios públicos. não agem em nome próprio.2 Ora.. pois não estão hierarquizadas.1 Tais agentes.. Espinheiro. 2. pág. Promotores e Curadores Públicos). elaborando normas legais. sujeitando-se apenas aos graus e limites constitucionais e legais de jurisdição. O texto constitucional não restringiu a responsabilidade do Estado aos atos praticados pelos funcionários públicos como na Carta anterior.br www. decidindo e atuando com independência nos assuntos de sua competência. Desse modo. de modo que não há como lhes atribuir responsabilidade direta por eventuais danos causados a terceiros no desempenho de suas funções. em consonância com o comando constitucional. Juiz de Direito se manifestou como autoridade pública (agente político). Deputados e Vereadores). Nesta categoria encontram-se os Chefes de Executivo (Presidente da República.responsável pelos eventuais danos causados pela autoridade ao exercer as suas atribuições -. 14ª ed. 2. mas em nome do Estado. Do mesmo modo. abarcando. às vezes.. os atos praticados por todos os agentes públicos..br ‗Os agentes políticos exercem funções governamentais.. o postulante deveria ter ajuizado a ação em face da Fazenda Estadual . o MM. o § 6º do art. mas consignou o termo agente gênero do qual é espécie o agente político.3 Vale transcrever. razão pela qual não poderia ter sido diretamente acionado pelo postulante. Com efeito. para tanto. assim como os futuros. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. os membros das Corporações Legislativas (Senadores. atuou em nome do Estado-Juiz. Governadores e Prefeitos) e seus auxiliares imediatos (Ministros e Secretários de Estado e de Município).com. A obrigação de indenizar é da pessoa jurídica a que pertencer o agente. ao presidir a solenidade de diplomação dos candidatos eleitos em 1992. O terceiro prejudicado não tem que provar que o agente procedeu com culpa ou dolo. O prejudicado há que mover a ação de indenização contra a Fazenda Pública respectiva ou contra a pessoa jurídica privada prestadora de serviço público. 37 é expresso ao estabelecer que as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. equiparável à independência dos juizes nos seus julgamentos. a menos que tenham agido com culpa grosseira.) 2. a qual. ao outorgar a prestação jurisdicional. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. teria assegurado o direito de regresso contra o responsável nas hipóteses de dolo ou culpa. exercendo a atribuição que lhe fora imposta constitucionalmente.atfcursos. moral) que uma pessoa cause a outrem. O princípio da impessoalidade vale aqui também. os membros do Ministério Público (Procuradores da República e da Justiça. portanto.com. os agentes políticos têm plena liberdade funcional. A doutrina do 200 . não contra o agente causador do dano. Recife/PE. e. o magistrado.

um serviço Público do Estado. A responsabilidade do Estado por atos judiciais é assunto relevante no campo do direito e tem sido bem tratado pelos tribunais brasileiros.Rua Buenos Aires. É uma espécie do gênero responsabilidade do Estado por atos decorrentes do serviço público. caso haja. sentença que julgou extinto o processo (aliás.4 Ao analisar a discussão ora travada. Pelos prejuízos que os atos judiciais. conheço do recurso extraordinário e lhe dou provimento. é problema das relações funcionais que escapa à indagação do prejudicado. não comportará ação regressiva contra ele. quer se prove a culpa ou o dolo do magistrado.atfcursos. sobre o qual se fundou. concluindo que em ambas o Estado responde objetivamente pelos eventuais prejuízos por ele causados. pois nada tem de pagar. quer jurisdicionais.‘ 3. a r. em tais hipóteses. O magistrado é equiparado. exercendo depois o direito de regresso contra o causador do dano. págs. que é. Espinheiro.04. ato público. Se há uma culpa ou dolo do julgador. os segundos são atos administrativos editados pelo Judiciário. agora nas vestes de administrador. vai-se indagar se o Estado é responsável. ao funcionário público.br risco administrativo isenta-o do ônus de tal prova.. Se o agente não se houve com culpa ou dolo. porque o ato judicial é. Cabe à pessoa jurídica acionada verificar se seu agente operou culposa ou dolosamente para o fim de mover-lhe ação regressiva assegurada no dispositivo constitucional.‖ Acolhendo os fundamentos desse bem lançado pronunciamento da Procuradoria-Geral da República. a teor do art.2002 – v. inclusive. 80. Os primeiros são atos típicos. É o que se depreende do trecho abaixo transcrito.‘ 2. é reservada ao Estado. JOSÉ CRETELLA JÚNIOR (‗Manual de Direito Administrativo‘. basta comprove o dano e que este tenha sido causado por agente da entidade imputada. § 6º da Lei Maior. Sempre que estes atos produzem dano ao particular. atos. causem ao administrado. corretamente): ‗No campo do Poder Judiciário. 2ª ed. antes de tudo.com. primordialmente. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Ministro NÉRI DA SILVEIRA Relator (Acórdão publicado no DJ de 12. responderá o Estado. por excelência. 348/347) distingue as funções jurisdicional e administrativa praticadas pelo magistrado no exercício de suas atribuições.br www. e tendo em vista a ausência de responsabilidade concorrente em face dos eventuais prejuízos causados a terceiros pela autoridade julgadora no exercício de suas funções. Portanto. do Poder Judiciário.com. 37. considerando que a legitimidade passiva. transcrição no Informativo nº 263) 201 . para esses efeitos. editam-se atos judiciais jurisdicionais e atos judiciais não-jurisdicionais ou atos administrativos materiais. ato de pessoa que exerce o serviço público judiciário. o parecer é pelo provimento do recurso. Recife/PE. A culpa ou dolo do agente. visando a cobrar as importâncias despendidas com o pagamento da indenização. quer os danos sejam ocasionados pelo serviço da administração da Justiça. o Estado responde pelos prejuízos causados. quer não-jurisdicionais.

2006. ao argumento de ser cabível o ajuizamento de ação indenizatória diretamente contra 202 . já que a ação deveria ter sido proposta contra o Estado. 43) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 436 DO STF. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público. AGENTE PÚBLICO (EX-PREFEITO). ou de direito privado que preste serviço público. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ―A Turma negou provimento a recurso extraordinário em que se sustentava ofensa ao art. Recife/PE. 80. em favor do particular. a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido.br www.‘). na espécie. e não como pessoas comuns. Tratava-se. 37 DA MAGNA CARTA. no exercício de suas funções. ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos. determinara o regular prosseguimento de ação de reparação por dano moral ajuizada contra juiz . DECRETO DE INTERVENÇÃO.904/SP – RELATOR: MINISTRO CARLOS BRITTO. no exercício de suas funções. § 6º). STF – PRIMEIRA TURMA – RE 327. 37.08.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. Com esse entendimento. objetivamente.atfcursos. EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. art. a Turma deu provimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo .2006 – Acórdão publicado no DJ de 08. (Sessão de julgamento ocorrida em 15. que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional se vincular. em demanda ajuizada pelo administrado. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. § 6º: ‗As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. (CF. dado que bem maior. ainda. § 6º. de ação de indenização por danos morais proposta por prefeito contra juiz. a terceiros.2002) T) Responsabilidade civil do Estado por condutas comissivas de seus agentes: Ilegitimidade passiva ad causam de Prefeito que praticou o ato.para reconhecer a ilegitimidade passiva do magistrado demandado. é que poderão responder.09.03. 37. praticamente certa. nessa qualidade. O § 6º do artigo 37 da Magna Carta autoriza a proposição de que somente as pessoas jurídicas de direito público.com. responde o Estado. da CF. 1. p.com. em prol do servidor estatal. dupla garantia: uma. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. art. ADMINISTRATIVO. pela reparação de danos a terceiros. 37. Espinheiro.br TRECHO DO INFORMATIVO Nº 259 DO STF. ao qual é assegurado o direito de regresso nas hipóteses de dolo ou culpa (CF.Rua Buenos Aires. REFERENTE AO JULGAMENTO DESTE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ―Pelos atos supostamente ofensivos praticados por autoridade judiciária.que considerando existir responsabilidade concorrente entre o Estado e o magistrado pelos eventuais danos causados por este. Outra garantia. com base nos termos usados em decisão prolatada em ação popular e em discurso proferido publicamente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6O DO ART. PRÁTICA DE ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. agindo estes na qualidade de agentes públicos. Isto por ato ou omissão dos respectivos agentes. Recurso extraordinário a que se nega provimento. Esse mesmo dispositivo constitucional consagra. no entanto. causarem a terceiros.

que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer. § 6º. pela pessoa jurídica de direito público ou pela pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 14. pleiteando o ressarcimento de supostos prejuízos financeiros decorrentes de decreto de intervenção editado contra hospital e maternidade de sua propriedade. Recife/PE. Em face disso. 4ª Turma.‖ U) Desnecessidade ou inadmissibilidade de denunciação da lide.590/BA – RELATOR: MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI. se cabível. No caso. por ilegitimidade passiva do réu. No caso. sem julgamento de mérito. da CF. decisão mantida pelo Tribunal de Justiça local. Sálvio de Figueiredo Teixeira.com. não haveria como se extrair do citado dispositivo constitucional a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente.2006 – Acórdão publicado no DJ de 03.1996). outra. Cármen Lúcia acompanhou com reservas a fundamentação. Recurso especial a que se nega provimento. a recorrente propusera ação de perdas e danos em face de prefeito. de forma direta e imediata. 37.04. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. concluiu-se que o mencionado art. não devendo ser prestigiada quando susceptível de pôr em risco tais princípios‘ (REsp 43367/SP.06.br www. de ressarcir-se perante o servidor praticante de ato lesivo a outrem. ―PROCESSUAL CIVIL. conforme assentado pelas instâncias ordinárias. 267) 203 .atfcursos. Essa. depois de provada a culpa ou o dolo do servidor público. a denunciação da lide ao agente público causador do dano implicaria prejuízo à celeridade e à economia processual.br o agente público. caberia ao Município responder objetivamente perante terceiros. ao agente causador do dano. em sede de ação regressiva. Espinheiro. ou a quem lhe faça as vezes. 3. à pessoa física do agente estatal. o que impede sua admissão. asseverou-se a distinção entre a possibilidade de imputação da responsabilidade civil. como modalidade de intervenção de terceiros. na espécie. em prol do servidor estatal. Esse processo fora declarado extinto. Aduziu-se que somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos podem responder. sem a responsabilização do Estado. 1. 80. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.2006. No tocante à ação regressiva. Considerou-se que. nos casos de dolo ou de culpa. entendeu-se que. enquanto estes atuarem como agentes públicos.com.03. 1. por isso. 2. o decreto de intervenção em instituição privada seria ato típico da Administração Pública e. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 770. A Min. IMPOSSIBILIDADE. consagra dupla garantia: uma em favor do particular. e entre o direito concedido ao ente público. abrangeria apenas o ressarcimento ao erário. ‗A denunciação da lide. pela reparação de danos ocasionados por ato ou por omissão dos seus agentes. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. objetivamente. possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço público. busca aos princípios da economia e da presteza na entrega da prestação jurisdicional. pelo suposto prejuízo a terceiro. Min. se eventual prejuízo ocorresse por força de agir tipicamente funcional.Rua Buenos Aires. Assim. p. DJ de 24.

5. p. não denunciando. 37.2005.com. ―PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO – VIOLAÇÃO DO ART. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 661. nos casos de dolo ou culpa. 4.09. Inocorrência de violação ao art. Recurso especial improvido.br www. Recurso especial desprovido. 535 DO CPC – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO – DENUNCIAÇÃO DA LIDE – DIREITO DE REGRESSO – ART. da Constituição Federal. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 606. III. o qual permanece inalterado ainda que inadmitida a denunciação da lide. se concluir que a tramitação de duas ações em uma só onerará em demasia uma das partes. a necessidade da verificação da responsabilidade subjetiva entre o ente público e o agente causador do dano. ferindo os princípios da economia e da celeridade na prestação jurisdicional. a qual é desnecessária e irrelevante para o eventual ressarcimento do particular.02. A denunciação da lide ao agente do Estado em ação fundada na responsabilidade prevista no art. 311) 204 . 37. 1. mas não está obrigado o julgador a processá-la.2005 – Acórdão publicado no DJ de 10. 4. aplicando o magistrado ao caso concreto a legislação considerada pertinente. 2. DENUNCIAÇÃO DA LIDE AO SERVIDOR.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 15. 3. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. 80. 437) 3. PRECEDENTES DO STJ. A denunciação da lide só é obrigatória em relação ao denunciante que.2005 – Acórdão publicado no DJ de 01. da CF/88 não é obrigatória.atfcursos. § 6º.com. p. vez que a primeira relação jurídica fundase na culpa objetiva e a segunda na culpa subjetiva. além da discussão sobre a responsabilidade objetiva referente à lide originária. perderá o direito de regresso. Precedentes.br 2. Não perde o Estado o direito de regresso se não denuncia a lide ao seu preposto (precedentes jurisprudenciais). DO CPC. A denunciação da lide ao servidor público nos casos de indenização fundada na responsabilidade objetiva do Estado não deve ser considerada como obrigatória. 6.696/PR – RELATORA: MINISTRA ELIANA CALMON. Recife/PE. Orientação pacífica das Turmas de Direito Público do Superior Tribunal de Justiça.12.10. fundamento novo não constante da lide originária. pois impõe ao autor manifesto prejuízo à celeridade na prestação jurisdicional. Em nosso sistema processual. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 3.Rua Buenos Aires. 2. DIREITO DE REGRESSO ASSEGURADO. 70. o direito de regresso do ente público em relação ao servidor. Ademais. RECURSO ESPECIAL. Espinheiro. o juiz não está adstrito aos fundamentos legais apontados pelas partes.224/RJ – RELATORA: MINISTRA DENISE ARRUDA. Exige-se apenas que a decisão seja fundamentada. ―PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. é assegurado no art. 535 do CPC. INDENIZAÇÃO. 1. Haveria em um mesmo processo.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 20. DESPROVIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. NÃOOBRIGATORIEDADE. § 6º.2006.

4. em folha de pagamento. STF – PLENÁRIO – MS 24. compulsoriamente. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. concedeu-se em parte a segurança para que. 7. 5. À falta de prévia aquiescência do servidor. 8. Submetido a processo administrativo disciplinar. 7. Decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de desconto mensais. 16/18). que estavam sob sua guarda e responsabilidade. após sua concordância com a conclusão administrativa ou a condenação judicial transitada em julgado. que ensejara o referido mandado de segurança impetrado junto à Justiça Federal (fls. Contra esse ato impetrou mandado de segurança perante a Justiça Federal. 2. 6. Hipótese em que não se aplica a auto-executoriedade do procedimento administrativo. A comissão concluiu pela inviabilidade de ser reconsiderada a decisão prolatada e recomendou a submissão do assunto ao Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados. 3. Condenação do impetrante.atfcursos. o processo fosse remetido à autoridade administrativa competente e que não se praticasse ato algum de punição ou de cobrança de indenização. as conseqüências civis e penais. Mandado de Segurança deferido. a decisão do Diretor-Geral. requerendo fossem sustados os descontos e apreciado o pedido de reconsideração. até decisão final do processo administrativo (fls. EMENTA: ―Mandado de Segurança. O Art. convertida em multa. ratificando. foi considerado culpado pelo desaparecimento de 187 (cento e oitenta e sete) talonários de tíquete-alimentação.2004) RELATÓRIO: Cuida-se de mandado de segurança impetrado por José Veiga Filho contra ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. 46 da Lei no 8. 2. não recebido pelo Diretor-Geral da Câmara dos Deputados. aprovado pela Mesa Diretora .182/DF – RELATOR: MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA. Responsabilidade civil de servidor. de 1990. em todos os seus termos. No julgamento do mérito. 80. Em cumprimento a essa decisão. 4. Desaparecimento de talonários de tíquetes-alimentação. Espinheiro. 3. em processo administrativo disciplinar. 1.ato ora impugnado -. servidor daquela Casa Legislativa.br V) Impossibilidade de desconto em folha de indenização devida ao erário. A Administração acha-se restrita às sanções de natureza administrativa.112/90. de ressarcimento ao erário do valor do prejuízo apurado. dispõe que o desconto em folha de pagamento é a forma como poderá ocorrer o pagamento pelo servidor. sem a autorização do servidor. por incabível no âmbito de processo administrativo disciplinar. 6. do ressarcimento apurado na esfera administrativa. Recife/PE. ouvido o Ministério Público. que emitiu parecer. o Diretor-Geral nomeou uma comissão destinada a efetuar a revisão do processo disciplinar de que trata o dispositivo legal em que se fundou a ordem judicial.com. O Juiz Federal deferiu o pedido liminar. Seção Judiciária do Distrito Federal. o impetrante.com. nos termos do artigo 177 da Lei 8. mediante descontos mensais na folha de pagamento. apresentou pedido de reconsideração. sem aquiescência do servidor público: Ausência de auto-executoriedade no exercício do direito de regresso.112.Rua Buenos Aires. determinando a suspensão dos referidos descontos enquanto a questão estivesse sub judice (fls. 205 .09.br www. Inconformado. 19/26). além de ser-lhe cobrada indenização decorrente da perda dos mencionados talonários. 5. não podendo alcançar.‖ (Acórdão publicado no DJ de 03. Foi-lhe aplicada a penalidade de suspensão. ou não. 12/14). que opinou pelo deferimento do writ. cabe à Administração propor ação de indenização para a confirmação.

3. no qual o impetrante sustenta que a Administração daquela Casa Legislativa interpretou erradamente a ordem emanada do Juiz Federal. tendo em vista a suposta ilegalidade das consignações e da redução de seus vencimentos. dado que esse não foi o pedido formulado no mandamus. ademais. que aprovou o parecer de seu Primeiro-Secretário. "coator é a autoridade superior que pratica ou ordena concreta e especificamente a execução do ato impugnado e responde pelas suas consequências administrativas" (fl. determinando-se à autoridade coatora que busque amparo do Judiciário se realmente acredita na existência de responsabilidade do impetrante na situação que originou o presente feito. conclusão que não conta. o Diretor-Geral nomeou uma comissão. devolvendo à jurisdição administrativa o pleno conhecimento sobre a matéria abordada. Espinheiro. o que está definido no artigo 15 de seu Regimento Interno. embora tenha feito referência ao artigo 177 da Lei 8. aduzindo. A autoridade impetrada prestou informações. que a Mesa da Câmara dos Deputados não tem legitimidade para figurar no pólo passivo da lide. invadir o patrimônio do servidor para recuperar prejuízo que alega ter sofrido. Submetida a questão ao Primeiro-Secretário. proferindo. Recife/PE. caracterizado este último pela natureza alimentar da remuneração do servidor.br 8. 13.112/90. 10.112/90. a revisão somente incide sobre feitos transitados em julgado. que têm natureza alimentar. 62/67). 206 . que concluiu pela inviabilidade de ser reconsiderada a decisão anteriormente prolatada. Ademais. Com fundamento no artigo 46 da Lei 8. assim. na melhor doutrina e na jurisprudência do STJ. 2. 65). VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: Examino a preliminar de ilegitimidade passiva da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. como de fato ocorreu na espécie em que a determinação para os descontos na folha de pagamento do impetrante foi ordenada pela Mesa da Câmara dos Deputados.com.Rua Buenos Aires.112/90. que foi aprovado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. "para interromper definitivamente a tentativa espúria de autotutela promovida no ato impugnado. pois não determinou o referido desconto em folha. 10). 80. que foi corretamente considerada ato coator pelo impetrante. este emitiu parecer. Sendo assim. à míngua de decisão judicial e sem respaldo legal expresso. sustenta que a penalidade imposta obedeceu à regra prevista no artigo 46 da Lei 8. de modo algum. Além disso. que. O Ministério Público Federal opina pela concessão da segurança (fls. mas apenas apreciou recurso interposto pelo impetrante contra decisão da Comissão de Inquérito e do Diretor-Geral.atfcursos. se há imprecisão na sentença acerca dos procedimentos administrativos a serem adotados. podendo a autoridade resolver questões sobre fatos idênticos em iguais circunstâncias.com. Contra essa decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. requer a concessão da medida liminar e a posterior confirmação da segurança. cumprindo-se. decisão. Dessa forma. a autoridade coatora deveria examinar o pedido de reconsideração. Em cumprimento à decisão judicial proferida no mandado de segurança impetrado perante a Justiça Federal. deferi o pedido de medida liminar por vislumbrar presentes o fumus boni juris e o periculum in mora. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 12. 15. É o relatório. segundo a melhor definição. com a aquiescência da parte prejudicada" (fl.br www. preliminarmente. 9. 14 No mérito. dela não remanesce dúvida quanto ao fato de que não poderia a autoridade coatora. 11. não poderia determinar a revisão do processo. Ora. é que se insurge o presente writ.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. por exemplo. nas hipóteses que fogem às atividades específicas da Administração.br www. suspensão. destituição de cargo em comissão. sempre. 10. na execução dos quais é irrecusável a auto-executoriedade. 9. É verdade que tanto a doutrina quanto a jurisprudência têm entendido que certos atos são próprios do poder administrativo. por culpa ou dolo. em processo administrativo disciplinar. 7. no caso concreto pelo prejuízo decorrente do desaparecimento dos talonários citados. artigo 5º. demissão.com. Nesse sentido a doutrina de Ivan Barbosa Rigolin. e poderá até ser resolvida mediante desconto em folha. 207 . Há. como ocorre com a cobrança contenciosa de uma multa. porém. e destituição de função comissionada. convertida em multa na forma da lei 8112/90. de parcelas mensais decorrentes da condenação do impetrante. porém. de que a ela cabe "decidir conclusivamente. A Lei 8. em grau de recurso. porém. 23ª ed. A pena de suspensão aplicada.com. havendo culpa ou dolo na prática do ato lesivo. o caso de acolher a preliminar de ilegitimidade passiva da autoridade impetrada.112/90 enumera as penalidades a que estão sujeitos os servidores públicos em situações dessa espécie: advertência. como os decorrentes do poder de polícia. § 6º). Caso contrário. XXXV). deve ocorrer no âmbito da jurisdição civil. 4. mas desde que haja a aquiescência do servidor. a obrigação de reparar o dano causado ao erário. pois não há dúvida da competência da Administração para apurar e punir os servidor por suas faltas de natureza administrativa. SP. propor ação de indenização contra o responsável. Assim sendo. pois. O mérito da controvérsia consiste no exame da legalidade do desconto. O artigo 127 da Lei 8. por isso mesmo. 8. determinados atos "que lhe [à Administração Pública] são impróprios e.br mais precisamente. pois a Constituição reservou exclusivamente ao Poder Judiciário. artigo 5º. como aqui ocorre. ou não. tendo em vista a necessidade de submeter ao Poder Judiciário a confirmação. Note-se que a lei não prevê a auto-executoriedade pura e simples da responsabilidade civil do servidor que a Administração entenda como devida. cabe à Administração. 142). 5. em folha de pagamento. caberá à comissão propor à autoridade competente a aplicação de uma das penalidades previstas no referido artigo 127. sendo tal ato legítimo. a função jurisdicional (CF.. p. advém da responsabilidade civil do servidor. dependentes da intervenção de outro poder. A apuração. ao reportar-se à responsabilidade civil dos servidores públicos da União (artigo 121 e seguintes). 6. a ressarcir ao erário o valor do prejuízo apurado com o desaparecimento de 187 talonários de tíquetes-alimentação.112/90. apurado na esfera administrativa. as matérias referentes ao ordenamento jurídico de pessoal e aos serviços administrativos da Câmara". do ressarcimento. 80.Rua Buenos Aires. Malheiros. é passível de execução pela própria Administração. do fato culposo ou doloso. com a observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa (CF. Já a obrigação de indenizar os cofres públicos. uma vez comprovado no processo administrativo que o servidor praticou falta funcional e ainda causou dano patrimonial ao Estado. LV).atfcursos. Espinheiro. É o que ocorre. em seu inciso XVI. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Recife/PE. com a cobrança de dívidas fiscais e multas. que em hipótese alguma póderia ficar a cargo exclusivo dos órgãos administrativos" (Hely Lopes Meirelles. em tais casos. Não se pode olvidar que a Constituição Federal prevê a responsabilidade objetiva apenas do Estado (CF. Não é. Ed. artigo 37. disciplina a forma de atuação da Administração. Direito Administrativo Brasileiro. impondo ao servidor.

porque a Administração não pode lançar mão dos bens de seus servidores.br www. estas sujeitas à decisão do Poder Judiciário. os procedimentos previstos na Lei 8. que regula a apuração dos atos de improbidade administrativa praticados por servidores públicos. Após. Resta. à Administração recorrer às vias ordinárias para obter o ressarcimento do prejuízo apurado no processo administrativo. para ressarcir-se de eventuais prejuízos. Espinheiro. sem a sua permissão.112/90. mas. portanto. ao prever as penalidades disciplinares do servidor público federal. Maurício Corrêa. é necessária a concordância do responsável. não podendo alcançar.com. O Min. a auto-executoriedade do procedimento administrativo. artigo 5º. garantido constitucionalmente de não ser privado de seus bens sem o devido processo legal (CF 88. além de aplicar a suspensão de servidor.com. transcrição do relatório e do voto do Ministro Relator no Informativo nº 337) TRECHOS DOS INFORMATIVOS DO STF. 80. convertida em multa. 12. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min. quer propondo ação de indenização contra o servidor. longe de autorizar a Administração a executar a indenização apurada em processo administrativo.2004 – v.br 11. Gilmar Mendes. deverá recorrer às vias judiciais. quer executando a sentença condenatória do juízo criminal ou a certidão da dívida ativa (no caso de alcances e reposições de recebimentos indevidos). Sobre a forma de proceder em situações dessa natureza. defiro a segurança. reconhecendo a culpa de servidor pela perda de talonários de tíquetealimentação que estavam sob sua responsabilidade. não autoriza a Administração a aplicar a seu servidor sanção pecuniária de natureza indenizatória. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.09. apenas regulamenta a forma como poderá ocorrer o pagamento pelo servidor. 14. Condenar o impetrante à pretendida indenização. logicamente após sua concordância com a conclusão administrativa ou a condenação judicial transitada em julgado. em qualquer caso. obrigou o mesmo a indenizar a Administração pelo prejuízo advindo do desaparecimento dos referidos talonários mediante desconto na sua folha de pagamento.atfcursos. seria violar o seu direito individual. REFERENTES AO JULGAMENTO DESTE MANDADO DE SEGURANÇA: ―Iniciado o julgamento de mandado de segurança contra ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que. LIV). esclarece mestre Hely Lopes Meirelles ser válido o desconto em folha "inclusive na hipótese prevista no § 6º do artigo 37 da CF. Ministro MAURÍCIO CORRÊA Relator (Acórdão publicado no DJ de 03. Ante essas circunstâncias. Não se aplica. por analogia. confirmando a liminar antes concedida. aplicando-se. Recife/PE.Rua Buenos Aires. dado que a competência da Administração acha-se restrita às sanções de natureza administrativa em face do ato ilícito praticado pelo servidor. no caso. 13. proferiu voto no sentido de deferir o mandado de segurança por entender que a Lei 8. e que a apuração do fato culposo ou doloso para efeito da responsabilidade civil do servidor por dano ao erário deve ser submetida ao Poder Judiciário.2002 – v. compulsoriamente.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 21. nem gravar unilateralmente seus vencimentos. As disposições do artigo 46 da Lei 8. Informativo nº 278) 208 .429/92.112/90. as conseqüências civis e penais. relator.08. Faltando-lhe esta aquiescência.

CIVIL. obrigara o mesmo a indenizar a Administração pelo prejuízo advindo do desaparecimento dos citados talonários. relator. da Constituição Federal. em acidente automobilístico envolvendo veículo particular conduzido pelo recorrido e ônibus de propriedade da recorrente. 37. § 6º. Maurício Corrêa. relator.com.112/90 apenas regulamenta a forma como poderá ocorrer o pagamento pelo servidor .que somente pode se dar por meio de desconto em folha de pagamento se houver a concordância do servidor -. C. não se estendendo a pessoas outras que não ostentem a condição de usuário.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 12. Informativo nº 279) ―Concluído o julgamento de mandado de segurança impetrado contra ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que.02. em ação sob o rito sumaríssimo. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.F. Informativos 278 e 279). 37. ADMINISTRATIVO. pela Administração. deu provimento à apelação interposta por Elias Farah. Espinheiro.2004 – v. entretanto. a auto-executoriedade. por entender que a Lei 8. o seguinte: 209 . a. art. RELATÓRIO: A Terceira Câmara Especial de Julho/94 do Eg. reconhecendo a culpa do servidor pela perda de talonários de tíquete-alimentação que se encontravam sob sua responsabilidade.Rua Buenos Aires. esclarecemos que o Min.o qual poderá até ocorrer mediante desconto em folha se houver a concordância por parte do servidor -. Recife/PE. entendendo configurada a responsabilidade objetiva de concessionária de linhas de transporte coletivo. sustenta-se violação ao art. 1. entretanto. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO: RESPONSABILIDADE OBJETIVA. da mesma Carta. 80. § 6º.atfcursos. . 37. STF – SEGUNDA TURMA – RE 262.. . no sentido de deferir o mandado de segurança. § 6º. da C. Exegese do art. não autorizando. em síntese.E. pela Administração. convertida em multa (v. por entender que a Lei 8. Maurício Corrêa.112/90 apenas regulamenta a forma como poderá ocorrer o pagamento pelo servidor .R.. do dano patrimonial que ela entenda devido. a auto-executoriedade.182-DF (v. no RE. não autorizando. e impusera-lhe pena de suspensão.2002 – v.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 21. disciplinada pelo Código Civil. Alega a recorrente. proferiu voto no sentido de deferir o mandado de segurança. 37. § 6º. fundado no art. 102. III.08. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. desde já. do dano patrimonial que ela entenda devido. Daí os recursos especial e extraordinário interpostos por Auto Viação Urubupungá Ltda.. mediante desconto em folha de pagamento.F. conhecido e provido. I.A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente aos usuários do serviço. desde já. Auto Viação Urubupungá Ltda. Informativo 278). da CF. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. Informativo nº 336) W) Responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público por danos causados a terceiros não usuários: Inaplicabilidade do art.br ―Em retificação à notícia de início de julgamento do MS 24. Responsabilidade civil subjetiva.651/SP – RELATOR: MINISTRO CARLOS VELLOSO. EMENTA: CONSTITUCIONAL.br www. Primeiro Tribunal de Alçada Cível do Estado de São Paulo. O Tribunal acompanhou o voto proferido pelo Min. II.com.

782-AgR/SP.782AgR/SP. VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: Dispõe o § 6º do art.br www. ―Curso de Direito Administrativo‖.br a) a responsabilidade objetiva prevista na Constituição Federal não abarca situações como a discutida nos autos. proferi o seguinte voto: ―Sr. cuida da ―Responsabilidade do concessionário e subsidiária do Estado pelos danos a terceiros causados em razão do serviço. Não se discute. tratando-se de concessionária de serviço público. Realmente. 17ª ed. o caso sob apreciação é este: um ônibus bateu num automóvel. O ônibus é de uma concessionária de serviço público de transporte e o automóvel de um particular. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. causarem a terceiros. que levou a Turma a dar provimento ao agravo. ou seja. no caso. cits. que a responsabilidade em questão é objetiva. Inadmitido o recurso extraordinário. pág. É interessante a distinção feita pelo Ministro Jobim. nessa qualidade. segundo a qual a prova dos fatos constitutivos da pretensão incumbe ao demandante. bastando a relação causal entre a atividade e o dano. É o relatório. AI 209. como transportadora. dei provimento para possibilitar o exame da matéria pela Turma. para que subisse o RE. Recife/PE. No caso. ―conforme opinião absolutamente predominante no Direito brasileiro. O que se discute é se a responsabilidade objetiva dos concessionários se estende aos não-usuários do serviço. leciona Celso Antônio Bandeira de Mello. Essa a questão. 37 da Constituição Federal que ―As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.com. no caso. qual seria a finalidade de se estender a responsabilidade objetiva às entidades de direito privado prestadoras de serviço público? Não seria em benefício de quem recebe o serviço? Parece-me. ao qual.). O ilustre Subprocurador-Geral da República. 2004. não haveria. Dessa decisão foi interposto agravo regimental. em princípio. para que seja instaurada. vale dizer. aliás. no ponto.com. Dr.‖ (Celso Antônio Bandeira de Mello. Roberto Monteiro Gurgel Santos. 289/290). O Ministro Jobim entende que. O Eg. nos termos do voto que proferi quando do julgamento do AI 209. Presidente. Malheiros Ed. de outro 210 . Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo de instrumento interposto da decisão que inadmitiu o recurso especial. opinou pelo desprovimento do recurso. a responsabilidade objetiva da concessionária de serviço público serviço de transporte coletivo. a responsabilidade objetiva somente ocorreria se o ofendido estivesse sendo transportado. 699). ―limitando-se esse tipo de ônus a incidir sobre a prestação de serviço que a recorrente.. o automóvel abalroado é de terceiro. b) a premissa que norteou o acórdão recorrido se mostrou incorreta. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. estivesse se utilizando do serviço exercido pela concessionária. prescinde-se de dolo ou culpa da pessoa jurídica. realiza perante o passageiro transportado‖ (fl. Neguei seguimento ao recurso em 10. alheio à relação prestadora de serviço e àquele que se utiliza do serviço público de transporte. Espinheiro.‖ (Ob.2002.‖ ―Isto significa‖. subiram os autos em virtude do provimento do agravo de instrumento em apenso. 80.Rua Buenos Aires. dado que. Esclareça-se que Celso Antônio.atfcursos.09.. e loc. dado que a distribuição do ônus da prova deve ser ordinária. em apenso. Na ocasião em que o citado agravo foi julgado. responsabilidade objetiva. O acórdão recorrido deu pela responsabilidade objetiva da concessionária.

―Direito Administrativo‖. dezembro/2001 . Forense. Ed. entretanto. 37. Saraiva. 699 e segs. pessoa de direito privado. pois já era entendimento assente que 'a responsabilidade das empresas de serviço público. Malheiros Ed. Yussef Said Cahali não faz afirmação peremptória a respeito. 629 e segs.. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ―Comentários à Constituição‖.12. seja tendo em vista o disposto no art. 2001. Sérgio de Andréa Ferreira. 2ª ed. 2003. nº 12. Ministro Nelson Jobim.‖ (―Responsabilidade Civil do Estado‖. 2004. Manoel Gonçalves Ferreira Filho. 2002. Forense. 615 e segs. 2) a do concessionário em face de terceiros ou dos usuários do serviço público. de 07.. 2ª tiragem. págs. João Luiz Coelho da Rocha. que merece ser discutida e resolvida pelo Supremo Tribunal Federal. 1996. vol. 254. Parece. 17 do Decreto 2. 17ª ed.. ―Direito Administrativo‖.com. 965 e segs.com. I. págs.6..89. 6ª ed. o que se compreende. Freitas Bastos. 2000. Os grifos não são do original). Malheiros Ed.. ―Constituição Federal Anotada‖. decorre de culpa presumida. também. RT 413/146).br www. 67 e segs. 314 e segs. não se podendo nela entrever qualquer cláusula liberatória. se exauridas as forças do concessionário. 4ª ed. Rui Stoco. Guilherme Couto de Castro. na verdade temos duas situações instauradas: 1) a do concedente e concessionário. Malheiros Ed. no transporte de passageiros. ―Tratado de Responsabilidade Civil‖. págs.. aderindo ao voto do Sr. pertinente a indagação: a terceiro. aplicável por analogia. Em pesquisa doutrinária que fiz. 523 e segs. ―Comentários à Constituição Brasileira de 1988‖. 2ª ed. Sergio Cavalieri Filho. se estenderia.Doutrina: Informações Jurídicas e Empresariais‖. pág. Ensina: ―(.. da Constituição de 1988 representa simples superfetação.. Recife/PE.‖ (―Curso de Direito Administrativo‖.Rua Buenos Aires. Malheiros Ed. 2004. vol.. ―Breves Comentários à Constituição Federal‖. 279. que entende que a responsabilidade objetiva ocorre.. vol. 14ª ed.02. ―Programa de Responsabilidade Civil‖. Peço licença ao Sr.. I. seja considerando-se o transporte de passageiros simples obrigação de resultado. 6ª ed. Saraiva. 168 e segs. ―A Concessão de Serviços Públicos e a Responsabilidade Objetiva‖ in ―Boletim . 20.‖ (―DJ‖ de 18. 2002.ADCOAS.. Malheiros Ed. permite-se afirmar que a regra do art. vol. págs. dar provimento ao agravo e determinar o processamento do recurso extraordinário. págs.. págs. 2002. págs.. ao lecionar: ―Em matéria de serviço de transporte coletivo concedido pelo Poder Público.. 386 e segs. pág.. Nessa última hipótese a responsabilidade é objetiva do concessionário. os doutrinadores abaixo referidos ou não cuidaram da questão ou não fizeram a distinção mencionada: Hely Lopes Meirelles.42. Espinheiro. 29ª ed. Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins.. Diogenes Gasparini. especialmente culpa de terceiros' (TJSP. 3ª ed. quanto à culpa presumida do transportador. Paulo Napoleão Nogueira da Silva. ―Direito Administrativo Brasileiro‖.. 211 . 6ª C. Tomo III. que não está se utilizando do serviço público. Celso Antônio Bandeira de Mello. subsidiariamente. ―Curso de Direito Administrativo‖. Atlas. Uadi Lammêgo Bulos. a responsabilidade objetiva da concessionária de serviço público? Essa é uma questão relevante. Ed.681. págs. 6ª ed. ano IV. págs. Saraiva.. A professora Lúcia Valle Figueiredo parece sustentar que a responsabilidade objetiva dá-se relativamente ao usuário. alheio ao serviço de transporte... Saraiva. págs. 3. § 6º... Ministro Marco Aurélio para. responderá o concedente..) se a prestação do serviço público foi cometida a concessionário de serviço.atfcursos. págs. 171/173. 457 e segs. 835 e segs. relativamente ao usuário. nos termos do contrato de concessão.br lado. Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Entretanto. pág. ―A Responsabilidade Civil Objetiva no Direito Brasileiro‖.. 80.. págs. ―Comentários à Constituição do Brasil‖... III. 156). RT.99) Passo ao exame da questão.

mesmo sendo esse serviço prestado por terceiros que não o Estado. com todas as garantias e benefícios inerentes à atuação pública.) Quando o Texto Constitucional. Logo. Forense Universitária. No texto.‖ Registre-se que Romeu Bacellar se refere. pedindo o seu pronunciamento a respeito. ao escrever. tal como a responsabilidade do Estado. pág. igual a sua. 37. Ou seja: nada se exige quanto à qualificação do sujeito passivo do dano. nesta qualidade atingidos pelo dano.‖ E acrescenta: ―Nesta última relação. no § 6º do art. gentilmente.‖ (―Comentários à Constituição Brasileira de 1988‖. o que importa. e a que nos interessa em matéria de responsabilidade civil.com. vol. conforme acima mencionado.. Isso porque é o usuário detentor do direito subjetivo de receber um serviço público ideal. 2. Ruth Helena Pimentel de Oliveira escreve que ―a responsabilidade do concessionário e do permissionário de serviço público é objetiva e direta diante dos usuários e terceiros.br Celso Antônio Bandeira de Mello. 37.. 'terceiros' são as pessoas que sofrem dano. existente entre o concessionário e o usuário de serviço público. nada mais exige senão dois requisitos para que se firme dita responsabilidade: (1) que se trate de pessoa prestadora de serviço público. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 2003. assim como deve responder 212 . a meu ver. A lição de Romeu Felipe Bacellar Filho. Atlas. Donde. Dirigi-lhe carta. informada pela teoria do risco. Celso Antônio.com. causado por agente de pessoa jurídica pública. conclui o mestre paranaense: ―Esse especial modo de vinculação entre o usuário e o concessionário deriva da própria relação orgânica decorrente da natureza e finalidade da delegação. Recife/PE. em se tratando de concessão de serviço público. respondendo o concessionário por danos decorrentes do serviço por ele executado e concernente à atividade delegada. Com efeito.. IV.‖ José Cretella Júnior dissertou a respeito. comentando o § 6º do art. primeiro. para poder circular com ônibus transportador de passageiros do serviço público de transporte coletivo necessita ser prestadora de serviço público e causa dano a quem quer que seja. há incidência de responsabilidade objetiva. à relação entre o concessionário e o usuário do serviço público. Nessa relação. parece-me outra: ―Resta ainda ressaltar que. Sua opinião parece-me coincidente com a de Celso Antônio.. dado que o serviço se reveste de caráter público. se alguém. sua responsabilidade é a que está configurada no § 6º do art. de fora parte a indispensável causação do dano. como informa Lúcia Valle Figueiredo: a existente entre o poder concedente e o concessionário. Ed. esta última prestando serviços públicos. isto é: não se exige que sejam usuários.. 205). (b) que seus agentes (causadores do dano) estejam a atuar na qualidade de prestadores de serviços públicos.atfcursos.Rua Buenos Aires. acrescenta. Espinheiro. o que exclui apenas os negócios para cujo desempenho não seja necessária a qualidade de prestadora de serviço público.‖ Depois de mencionar a posição de César Chaves. porque ―é o usuário detentor do direito subjetivo de receber um serviço público ideal. Terceiros. diz que as pessoas 'de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes nesta qualidade causarem a terceiros'.352).br www. de mister público. pág. 2ª ed. 37 da CF: ―326. respondeu-me: ―(. 80. existem duas relações jurídicas diversas. não chega a cuidar do tema no seu ―Curso de Direito Administrativo‖. que se rege pelo disposto no contrato de concessão.‖ (―Entidades Prestadoras de Serviços Públicos e Responsabilidade Extracontratual‖. ou privada. A conseqüência não pode ser outra: o concessionário deve prestar o serviço de forma ideal. tal dano foi causado na qualidade de prestadora dele. é que a atuação danosa haja ocorrido enquanto a pessoa está atuando sob a titulação de prestadora de serviço público. entretanto. é que ―há incidência de responsabilidade objetiva‖.

Ao prestador do serviço é que compete. § 6º .com. independente da disputa que possa haver entre o prestador de serviço e o eventual causador do sinistro. Agora. Fora daí. §6º. destarte. vale dizer. culpa em sentido largo. Com propriedade. especialmente págs. conheço do recurso e dou-lhe provimento. nº 06. (.782-AgR/SP. 2000. pág.. esse é o sentido.‖ Essa me parece. não se deve exigir que.Rua Buenos Aires. ofensa ao art. restabelecida. Sustenta-se. Juarez Freitas. estender a responsabilidade objetiva é ir muito além e criar uma situação contraditória. não precisa comprovar a culpa deste. A responsabilidade objetiva das pessoas privadas prestadoras de serviço público ocorre em relação ao usuário do serviço e não relativamente a pessoas não integrantes dessa relação.. na espécie. conforme lição de Romeu Bacellar.. 11 e segs. Comungo desse entendimento. porque dispositivo anterior no sistema de Direito Civil estabeleceu que. retromencionado: ―(.‖ (―Responsabilidade Civil Extracontratual das Pessoas Jurídicas de Direito Privado Prestadoras de Serviço Público‖.) a responsabilidade objetiva do § 6º. que foi constitucionalizada.CF. transcrição no Informativo nº 370) TRECHOS DOS INFORMATIVOS DO STF.2005 – v. 80. hipótese 213 . 37. a melhor interpretação do dispositivo constitucional.br www. Ministro CARLOS VELLOSO Relator (Acórdão publicado no DJ de 06. Ou seja: Protegeu-se quem? O titular.atfcursos.seria ir além da ratio legis. Do exposto. aquele que recebeu o serviço prestado pela administração pública.. PUC/RS e UFRGS. tivesse de provar a culpa do prestador desse serviço. provar que o usuário procedeu com culpa. causado pelo prestador do serviço. É que. A ratio do dispositivo constitucional que estamos interpretando parece-me mesmo esta: porque o ―usuário é detentor do direito subjetivo de receber um serviço público ideal‖. Recife/PE. 44-45). na verdade. art. por igual razão. se prestador de serviço ou um outro envolvido no acidente. in ―Interesse Público‖. para o fim de mitigar ou elidir a sua responsabilidade. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. estender a não-usuários do serviço público prestado pela concessionária ou permissionária a responsabilidade objetiva . tendo sofrido dano em razão do serviço. nos contratos de transporte. disse o Ministro Nelson Jobim no voto que proferiu por ocasião do julgamento do AI 209. a conclusão da sentença de 1º grau. obra dirigida pelo Prof. o transportado não tem o ônus de participar da disputa de quem for o culpado.br pelo dano objetivamente. Espinheiro. REFERENTES AO JULGAMENTO DESTE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ―A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto por empresa privada concessionária de serviço público de transporte coletivo contra acórdão do Tribunal de Alçada do Estado de São Paulo que entendera configurada a responsabilidade objetiva da recorrente em acidente automobilístico envolvendo veículo de terceiro. da CF. sob a alegação de que a responsabilidade objetiva prevista na Constituição incide somente sobre a prestação de serviço em relação ao passageiro transportado.05. É o voto. ―é o usuário detentor do direito subjetivo de receber um serviço público ideal‖.com. no concernente às pessoas privadas prestadoras de serviço público: o usuário do serviço público que sofreu um dano.) a Constituição quer assegurar que os terceiros — contratantes do transporte — sejam indenizados. 37..

Espinheiro. configura-se. Informativo nº 358) ―A Turma concluiu julgamento de recurso extraordinário interposto por empresa privada concessionária de serviço público de transporte coletivo contra acórdão do Tribunal de Alçada do Estado de São Paulo que entendera configurada a responsabilidade objetiva da recorrente em acidente automobilístico envolvendo veículo de terceiro . a qual não é modificada pela mera transferência da prestação dos serviços públicos a empresas particulares concessionárias do serviço. em razão de a Constituição brasileira ter adotado um sistema de responsabilidade objetiva fundado na teoria do risco. Joaquim Barbosa. rel. relator. 37. no caso concreto. 8. Deu-se provimento ao recurso por se entender violado o art. Informativo nº. §6º. Min. por essa razão.2004 – v. uma vez que a responsabilidade objetiva das prestadoras de serviço público não se estende a terceiros nãousuários. Após os votos dos Ministros Cármen Lúcia. deu provimento ao recurso por considerar que a responsabilidade objetiva das prestadoras de serviço público não se estende a terceiros não-usuários. a hipótese de responsabilidade objetiva. Ademais. tendo em conta o princípio da isonomia de todos perante os encargos públicos. art. Recife/PE. § 6º). mais favorável às vítimas do que às pessoas públicas ou privadas concessionárias de serviço público. empresa privada concessionária de serviço público de transporte.3. já que somente o usuário é detentor do direito subjetivo de receber um serviço público ideal.Rua Buenos Aires. caberia ao recorrido. Vencidos os Ministros Joaquim Barbosa e Celso de Mello que negavam provimento por entenderem que a responsabilidade objetiva incide ainda que o fato lesivo tenha atingido terceiro não-usuário. 37. por essa razão. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br que seria diversa da dos autos. toda a sociedade deveria arcar com os prejuízos decorrentes dos riscos inerentes à atividade administrativa. o ônus de provar a culpa do prestador do serviço na causação do dano.08. Informativo nº 370) Em sentido contrário (mas ainda não concluído) O Tribunal iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco que.2004 – v. 80. haja vista que esta decorre da natureza da atividade administrativa. Eros Grau. Joaquim Barbosa.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 24.11. Asseverou que. a fim de se verificar se. da CF. (RE-459749) (v. Informativo 358. O Min. atropelado por veículo da empresa.atfcursos. reputou ser indevido indagar sobre a qualidade intrínseca da vítima. ao pagamento de indenização por dano moral a terceiro não-usuário. RE 459749/PE. condenara a recorrente.v. com base no princípio da responsabilidade objetiva (CF. e de que o ônus da prova.com. não cabendo ao mesmo. Após. o ônus de provar a culpa do prestador do serviço na causação do dano. O Min. Joaquim Barbosa.br www. Carlos Velloso. uma vez que somente o usuário é detentor do direito subjetivo de receber um serviço público ideal. relator. não cabendo ao mesmo. pediu vista dos autos o Min. negou provimento ao recurso por entender que a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva também relativamente aos terceiros não-usuários do serviço. ou não. Ricardo Lewandowski e Carlos Britto que acompanhavam o voto do relator. pediu vista o Min. 458) X) Ausência de responsabilidade civil de concessionária de serviço público de transporte coletivo por roubo cometido mediante emprego de arma no interior de veículo a ela pertencente.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16.com. por essa razão.2007. 214 .

ainda. em tomada de contas especial. o que ensejara. Min. No ponto. Aduziu-se que a constitucionalização do direito à indenização da vítima de erro judiciário e daquela presa além do tempo devido (art. 5º. decorrentes não apenas da condenação. bem como sem o estabelecimento de pressupostos subjetivos à responsabilidade fundada no risco administrativo do art. 5º. elevado à garantia individual.com.‖). rel. negou provimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do TRF da 5ª Região que condenara a União ao pagamento de indenização por danos morais em favor do recorrido. por maioria. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a Turma reafirmou que consubstancia causa excludente de responsabilidade da empresa de transporte concessionária de serviço público o roubo a mão armada perpetrado no interior do coletivo. deferido pela Corte a quo. 630 do CPP (―O tribunal. Recife/PE. 621.‖).. absolvera-o. (RE-505393) LEGISLAÇÃO: 215 . Informativo nº 224) Y) RESPONSABILIDADE DO ESTADO POR CONDENAÇÃO INJUSTA E PRISÃO PREVENTIVA A Turma. 37. então.TFR mantivera a sentença de 1º grau que desclassificara a imputação para o delito de peculato culposo. contrariedade ao art. RE 505393/PE.351-RJ. A revisão dos processos findos será admitida:. considerou-se que. (RE-505393) Entendeu-se que se trataria de responsabilidade civil objetiva do Estado. fora denunciado. de fato estranho ao serviço (força maior). 621 do CPP (―Art. se o interessado o requerer. o TCU. pois. preso preventivamente. da CF (―o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. Trata-se. Precedentes citados: REsp 435. Sepúlveda Pertence.atfcursos. desconstituída em revisão criminal. III .865-RJ. pedido de revisão criminal que. No caso. DJ 24/2/1992.quando. poderá reconhecer o direito a uma justa indenização pelos prejuízos sofridos. mas também da custódia preventiva.801/RJ – Relator: Ministro Fernando Gonçalves – Sessão de julgamento ocorrida em 05. com vice-reitor e diretora de contabilidade. 26. rel. em especial. por parte deste último. LXXV). que muito se discute hoje sobre o problema da prisão preventiva indevida e de outras hipóteses de indenização por decisões errôneas ou por faute de service da administração da Justiça. Alegava-se.‖). após a sentença.Rua Buenos Aires. este.6. se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. RE 505393/PE. Vencido o Min. posteriormente. na espécie.123-SP. O extinto Tribunal Federal de Recursos . assim como que ficar preso além do tempo fixado na sentença.. § 6º. as quais não se encontram expressamente previstas na legislação penal. Sepúlveda Pertence. o recorrido propusera. naqueles casos. DJ 21/9/1998. por peculato doloso consistente na suposta apropriação de remuneração paga a servidores-fantasmas inseridos na folha de pagamento da instituição.10.2004 – v. DJ 12/5/2003. da CF.br www.com.6. reforçaria o que já disciplinado pelo art. a indenização constituiria garantia individual. 80.2007. REsp 13. Ricardo Lewandowski que fazia ressalvas à plena adoção da tese da responsabilidade objetiva do Estado no tocante a revisões criminais.br ―Ao prosseguir o julgamento. reitor de universidade federal à época dos fatos. Espinheiro. ação ordinária de indenização por danos morais. sem nenhuma menção à exigência de dolo ou de culpa do magistrado.2007. e REsp 118. eximira o recorrido e o vice-reitor de toda responsabilidade pelo episódio. Salientou-se. LXXV. Ocorre que. Em conseqüência disso.‖ (STJ – Quarta Turma – REsp 331. 26. nas ajuizadas com base no inciso III do art. Min. embora se salientando a orientação consolidada de que a regra é a irresponsabilidade civil do Estado por atos de jurisdição.

com a redação dada pela Emenda constitucional nº 32. à psique. morte ou invalidez sofridos em decorrência dos atos referidos no caput deste artigo. 216 . comoções civis. ocorridos no Brasil ou no exterior. confisco.Rua Buenos Aires. hostilidades com ou sem guerra declarada. rebelião. lei marcial. Recife/PE.br www.. sem necessidade da ocorrência de prejuízo econômico. sendo ou não agentes de um poder soberano. 12 da Resolução nº 1... na forma e critérios estabelecidos pelo Poder Executivo. tumultos. Faço saber que o Presidente da República adotou a Medida Provisória nº 126. 62 da Constituição Federal. Presidente da Mesa do Congresso Nacional. LEI No 10. e eu.000. provocados por atentados terroristas. atos de guerra ou eventos correlatos. 1o Fica a União autorizada. os danos morais. que o Congresso Nacional aprovou. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. doenças. à saúde. excluídas as empresas de táxi aéreo. ato malicioso. ofensa à honra. excetuados.000. 80. à liberdade. Prescreve: (. ao crédito e ao bem-estar. dentre outros.com. insurreição.) § 3o Em três anos: (. para os efeitos do disposto no art.br CÓDIGO CIVIL. incluem greves. pela União.00 (um bilhão de dólares dos Estados Unidos da América) para o total dos eventos contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo público. Espinheiro. José Sarney.atfcursos. § 2o As despesas de responsabilidades civis perante terceiros. guerra civil. excluídas as empresas de táxi aéreo.000. atos inimigos estrangeiros. contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo público. de 2003. distúrbios trabalhistas. passageiros ou não. combinado com o art. seja a perda ou dano dele resultante acidental ou intencional. § 4o Entende-se por ato terrorista qualquer ato de uma ou mais pessoas.a pretensão de reparação civil. de responsabilidades civis perante terceiros no caso de atentados terroristas. § 5o Os eventos correlatos. promulgo a seguinte Lei: Art. atos de guerra ou eventos correlatos. excluídas as empresas de táxi aéreo. a que se refere o caput deste artigo.) V . na hipótese da ocorrência de danos a pessoas de que trata o caput deste artigo. ao respeito aos mortos. DE 9 DE OUTUBRO DE 2003. poder militar ou usurpado ou tentativas para usurpação do poder. com fins políticos ou terroristas.. ao afeto.744. Dispõe sobre a assunção. a assumir despesas de responsabilidades civis perante terceiros na hipótese da ocorrência de danos a bens e pessoas. estão limitadas exclusivamente à reparação de danos corporais. § 3o Entende-se por atos de guerra qualquer guerra. ao nome. à profissão. revolução. 206. invasão. ato de sabotagem.com. Art. § 1o O montante global das despesas de responsabilidades civis referidas no caput fica limitado ao equivalente em reais a US$ 1. de 2002-CN. contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo público.

sujeição. Brasília. 6o A União ficará sub-rogada. contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo público. provocados por atentados terroristas. em todos os direitos decorrentes dos pagamentos efetuados. passa a ter a seguinte redação: "Art. Art.825. excluídas as empresas de táxi aéreo. atestar que a despesa a que se refere o art. 1o desta Lei ocorreu em virtude de atentados terroristas. ouvidos os órgãos competentes. 182º da Independência e 115º da República. Senador José Sarney Presidente da Mesa do Congresso Nacional 217 . Espinheiro. atos de guerra ou eventos correlatos. apreensão. seqüestro ou qualquer apreensão ilegal ou exercício indevido de controle da aeronave ou da tripulação em vôo por parte de qualquer pessoa ou pessoas a bordo da aeronave sem consentimento do explorador. Parágrafo único. Art. Art. 2o da Lei no 9. em 9 de outubro de 2003. 2o Caberá ao Ministro de Estado da Fazenda definir as normas para a operacionalização da assunção de que trata esta Lei. 2o A receita a que se refere o art.605. Fica revogada a Lei no 10. provocados por atentados terroristas. atos de guerra ou eventos correlatos. fato ou omissão tenham causado os prejuízos pagos pela União ou tenham para eles concorrido. 8o O art. passageiros ou não. obrigando-se a empresa aérea ou o beneficiário a fornecer os meios necessários ao exercício dessa sub-rogação. de 23 de agosto de 1999. Art.atfcursos. 31 de julho de 2003. A receita a que se refere o caput deste artigo poderá ser destinada para atender eventuais despesas de responsabilidades civis perante terceiros na hipótese da ocorrência de danos a bens e pessoas. contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo público.br www. deverá aquela diferença ser recolhida ao Tesouro Nacional como condição para a efetivação da assunção de despesas a que se refere o art. apropriação.br nacionalização. 1o desta Lei.com. cujas características serão definidas pelo Ministro de Estado da Fazenda. para atender eventuais despesas de responsabilidades civis perante terceiros na hipótese da ocorrência de danos a bens e pessoas. 182º da Independência e 115º da República. Art. Congresso Nacional. Art. 5o Fica a União autorizada a emitir títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional. Art. 1o desta Lei destinar-se-á à amortização da dívida pública mobiliária federal." (NR) Art. em favor de empresa aérea. 7o Na hipótese de haver diferença positiva. excluídas as empresas de táxi aéreo. 4o Fica o Poder Executivo autorizado a fixar critérios de suspensão e cancelamento da assunção a que se refere esta Lei. 9o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Rua Buenos Aires. 3o Caberá ao Ministro de Estado da Defesa. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 10. detenção. entre o valor pago a título de cobertura de seguros até 10 de setembro de 2001 e o valor pago a mesmo título após aquela data. Recife/PE. 80. por ato. segundo disposições a serem estabelecidas pelo Poder Executivo. atos de guerra ou eventos correlatos. Art. passageiros ou não. contra aqueles que.com. de 18 de dezembro de 2002.

5/1998 DA CONSULTA 218 . a empresa responsável pelo projeto básico ou executivo. 37. C) Princípio da publicidade dos atos.com. § 8º). § 8º) e da combinação das já existentes (art. servidor.986/00) Trechos do Regulamento aprovado pela Resolução nº.Rua Buenos Aires. Competência em matéria de licitações e contratos administrativos.com. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. H) Concurso: I) Pregão J) Consulta (art. Quem não pode ser licitante: o autor do projeto básico ou executivo. B) Inadmissibilidade da criação de novas modalidades além das já previstas em lei (art. Lei nº 9. Conceito de licitação e de licitante (interessado em contratar com a Administração que atende ao ato de convocação. Recife/PE. 54. G) Leilão. 22. Princípios da licitação: A) Princípio da igualdade dos licitantes. C) Substitutividade da concorrência.br www. E) Princípio do procedimento formal. os membros da comissão de licitação. com a entrega dos envelopes). o responsável pelo convite ou pregoeiro e leiloeiro 4. Espinheiro. B) Princípio da vinculação ao instrumento convocatório.atfcursos. 80. D) Princípio do sigilo das propostas.br LICITAÇÕES 1. 3. D) Concorrência: E) Tomada de preços: F) Convite. LGT c/c art. dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. G) Princípio da adjudicação compulsória 5. F) Princípio do julgamento objetivo. 22. Modalidades de licitação: A) Regra geral para escolha da modalidade: valor do objeto licitado. 2.

X . da auditoria e da elaboração de pareceres técnicos. das cláusulas do contrato. Recife/PE. devendo os jurados proferir votos individuais fundamentados. qualificações técnica e econômico-financeira e regularidade fiscal.constatada a existência de falhas nas propostas ou documentos apresentados.com.Rua Buenos Aires. será decidida por maioria de votos e a classificação será feita em função das notas que lhes forem atribuídas pelos jurados. bem assim da aquisição de equipamentos sob encomenda e de acordo com especificações particulares da Agência ou de outros bens infungíveis. devendo sua indicação ser justificada nos autos. a Agência poderá adotar. Consideram-se bens e serviços não comuns aqueles com diferenças de desempenho e qualidade. hora e local para entrega das propostas. na data designada na convocação. serão convocados por qualquer meio seguro.cópia da convocação será imediatamente remetida à Biblioteca. por escrito. considerando a qualificação do proponente. VII . 219 . pelas normas procedimentais contidas no Regimento Interno. bem como a composição do júri que as avaliará e os critérios de aceitação e julgamento das propostas. da consultoria. 80. para os interessados formularem suas propostas. Aplicam-se à consulta as seguintes regras: I . observado o dever de tratamento isonômico entre os licitantes. das sanções pelo inadimplemento. VIII . 15. Consulta é a modalidade de licitação em que ao menos cinco pessoas. Parágrafo único.na fase preparatória a autoridade competente (art. Parágrafo único. cuja escolha deverá ser amplamente justificada nos autos.com. 6º) aprovará a lista de pessoas a serem chamadas a apresentar propostas. não inferior a oito dias úteis. bem como a indicação do dia. em relação ao seu conteúdo e preço. apontando-se sua qualificação. Para aquisição de bens ou serviços não comuns.o júri será constituído de pelo menos três pessoas de elevado padrão profissional e moral. dele devendo constar a definição clara e completa do objeto. motivadamente. XII . servidores ou não da Agência. III . Espinheiro. IX . tais como correio e telecomunicação. II . da elaboração de projetos. inclusive com os elementos indicativos de sua habilitação jurídica.o júri decidirá com independência e imparcialidade. as modalidades da legislação geral para a Administração Pública. o júri poderá conceder prazo adequado para saná-las. 16. a Agência adotará. não se lhe aplicando a legislação geral para a Administração Pública. V .br www. de modo subsidiário. preferencialmente. em número mínimo de cinco. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Em casos especiais e a seu critério. VI . IV . de elevada qualificação. para as contratações a que se refere o caput. para conhecimento geral.br Art. serão chamadas a apresentar propostas para fornecimento de bens ou serviços não comuns. Art. sempre com comprovante de recebimento.a convocação fixará prazo razoável e suficiente.a aceitabilidade das propostas. em casos como o dos trabalhos predominantemente intelectuais.atfcursos. a licitação na modalidade de consulta.o recebimento e abertura dos envelopes serão feitos em sessão pública.os licitantes. XI . Art. ou que tenham características individualizadoras relevantes ao objeto da contratação. dos critérios de aceitação e de julgamento das propostas.serão desclassificadas as propostas que não atenderem as condições estabelecidas na convocação.a convocação iniciará a fase externa do certame. físicas ou jurídicas. os quais devem viabilizar a ponderação entre o custo e o benefício de cada proposta.as propostas serão classificadas de acordo com os critérios fixados na convocação. 14. insuscetíveis de comparação direta. que será regida por este Regulamento e.

para fazê-lo nas mesmas condições da proposta vencedora. 6. 6.com. Há também orientação firmada pelo TCU. Fase externa: 6.Rua Buenos Aires. para contratação de empresa de prestação de serviços gerais. 38. Mas a Min. atribuindo-lhes o caráter de responsáveis solidários pelo pagamento de salários e de tributos não recolhidos pela empresa prestadora dos serviços.1. XX . elaboração do instrumento convocatório (ver art. sem efeito suspensivo.classificadas as propostas.2.2. entendendo-a ainda conveniente e oportuna. 6. 6. 6º) homologará a adjudicação para determinar a contratação.1. Procedimento: Fase interna (requisição do setor competente com descrição sucinta do objeto. o júri adjudicará o objeto da consulta ao vencedor. vedando a participação de cooperativas em licitações que tenham por objeto a prestação de serviços em que se fazem presentes os elementos da relação de emprego. determinação da modalidade cabível. se. tal restrição era ilegal e abusiva por romper com a autonomia do cooperativismo e com a livre concorrência. Recife/PE. bem como perante a Seguridade Social. A exigência do edital é razoável. É LÍCITA A VEDAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DE COOPERATIVAS EM LICITAÇÃO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Trata-se de mandado de segurança impetrado por cooperativa objetivando o reconhecimento da ilegalidade de cláusula de edital proibitiva de participação das cooperativas em licitação promovida pela recorrente. certidões comprovando sua situação regular perante as Fazendas Federal.br www. sem prejuízo da aplicação das sanções cabíveis. sem prejuízo da aplicação das sanções cabíveis. XIX . a autoridade competente (art. concedendo-se aos demais licitantes igual prazo para contra-razões. constatar também a regularidade dos atos do procedimento. pois preserva o interesse público tanto sob o aspecto primário quanto secundário. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. o vencedor apresentará. em três dias úteis contados da intimação da adjudicação. Relatora que não há qualquer ilegalidade na vedação a que as cooperativas participem de licitação cujo objeto é a prestação de serviços gerais. com caráter vinculante para a Administração Pública. XV . Concluiu a Min. Habilitação. Também há acordos celebrados perante a Justiça do Trabalho pelos quais tanto a CEF quanto a União comprometeram-se a não contratar cooperativas para a prestação de serviços que impliquem existência de subordinação.contra o ato de classificação e adjudicação do júri caberá recurso. como é o caso dos serviços gerais objeto da licitação. Divulgação do instrumento convocatório. estimativa do valor da contratação.atfcursos. Relatora entendeu assistir razão à recorrente.o empate será resolvido por sorteio. na ordem de classificação. a CEF. XVII .decididos os recursos.o prazo de validade das propostas será de sessenta dias.2. destacando ser notório que tanto a legislação previdenciária quanto a trabalhista são implacáveis com os tomadores de serviços. a sessão será retomada e os demais chamados.se as certidões referidas no inciso anterior não comprovarem a situação regular do licitante. Estadual e Municipal.como condição para celebração do contrato. a sessão será retomada e os demais licitantes chamados.br XIII .com. 80. Espinheiro. parágrafo único). abertura do processo administrativo. designação da comissão.2. sob pena de multa diária. na ordem de classificação. visto que evidente a razoabilidade da medida como forma de garantir à Administração selecionar a melhor proposta sob todos 220 . no prazo fixado para sua assinatura. previsão de recursos orçamentários.se o licitante vencedor recusar-se a assinar o contrato injustificadamente. XIV . Segundo a então autora. para fazêlo nas condições de suas respectivas ofertas. XVIII . XVI . autorização para abertura da licitação e realização da despesa.

na forma a ser definida pelo Poder Executivo. considerados como bens e serviços comuns nos termos do parágrafo único do art.com. Precedentes citados: AgRg no REsp 947. no prazo previsto no § 1o deste artigo. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Eliana Calmon. Diante disso. sem prejuízo das sanções previstas no art. deu-lhe provimento. prorrogáveis por igual período.387. pagamento ou parcelamento do débito. de 11.077.bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País. a: (Redação dada pela Lei nº 10. a comprovação de regularidade fiscal das microempresas e empresas de pequeno porte somente será exigida para efeito de assinatura do contrato.1. julgado em 23/2/2010.bens e serviços produzidos de acordo com processo produtivo básico. REsp 1. a critério da Administração Pública. Recife/PE. (Redação dada pela Lei nº 10. implicará decadência do direito à contratação. direta ou indireta. 43. 3o Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal.com.300-RS. para a regularização da documentação. de 2004) NORMAS QUE FAVORECEM AS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE Art.3. restrita às empresas que cumpram o Processo Produtivo Básico nos termos desta Lei e da Lei no 8. e emissão de eventuais certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa. PREFERÊNCIA NO CASO DE BENS E SERVIÇOS DE INFORMÁTICA E AUTOMAÇÃO Art. compatibilidade e especificação de desempenho e preço.2001) II .1. Art.176. 6. de 11. deverão apresentar toda a documentação exigida para efeito de comprovação de regularidade fiscal. notadamente o da prevenção à futura responsabilização pelo pagamento de débitos trabalhistas e fiscais. DJe 16/12/2008. a Turma conheceu em parte do recurso e. suporte de serviços.Rua Buenos Aires. as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público e as demais organizações sob o controle direto ou indireto da União darão preferência.516-RS. Rel. levar-se-ão em conta condições equivalentes de prazo de entrega. de 11.2001) § 3o A aquisição de bens e serviços de informática e automação. 1o da Lei no 10.2001) I .176. Espinheiro. de 17 de julho de 2002. de 11.1.(Redação dada pela Lei nº 10. cujo termo inicial corresponderá ao momento em que o proponente for declarado o vencedor do certame. padronização.2001) § 2o Para o exercício desta preferência.br www. nessa parte. Min. de 30 de dezembro de 1991. será assegurado o prazo de 2 (dois) dias úteis. DJ 10/4/2006. (Redação dada pela Lei nº 10.176. nas aquisições de bens e serviços de informática e automação. de 11. 80. § 1o Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal.176.141. Nas licitações públicas.1.520.176. observada a seguinte ordem. (Redação dada pela Lei nº 11.br os aspectos. e AgRg na SS 1. 42.2001) § 1o Revogado. 81 da 221 . As microempresas e empresas de pequeno porte.763-RS. poderá ser realizada na modalidade pregão. qualidade.2. por ocasião da participação em certames licitatórios. § 2o A não-regularização da documentação.(Redação dada pela Lei nº 10. Classificação (Julgamento).atfcursos.1. mesmo que esta apresente alguma restrição.

45. para a assinatura do contrato. de 21 de junho de 1993. III – no caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte que se encontrem nos intervalos estabelecidos nos §§ 1o e 2o do art. 44 desta Lei Complementar. § 3o No caso de pregão.atfcursos. na forma do inciso I do caput deste artigo. Espinheiro. 44 desta Lei Complementar. Art. § 1o Entende-se por empate aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% (dez por cento) superiores à proposta mais bem classificada. serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese dos §§ 1o e 2o do art. Parágrafo único. a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada será convocada para apresentar nova proposta no prazo máximo de 5 (cinco) minutos após o encerramento dos lances. 44. ocorrendo o empate. ou revogar a licitação. o intervalo percentual estabelecido no § 1o deste artigo será de até 5% (cinco por cento) superior ao melhor preço. II – não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. 80. A cédula de crédito microempresarial é título de crédito regido. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. sendo facultado à Administração convocar os licitantes remanescentes. Recife/PE. subsidiariamente. pela legislação prevista para as cédulas de crédito comercial. § 2o O disposto neste artigo somente se aplicará quando a melhor oferta inicial não tiver sido apresentada por microempresa ou empresa de pequeno porte. 46.br www. cabendo ao Poder Executivo sua regulamentação no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da publicação desta Lei Complementar. Estados. para o exercício do mesmo direito. na ordem de classificação. § 2o Na modalidade de pregão.Rua Buenos Aires. tendo como lastro o empenho do poder público.com. 44 desta Lei Complementar. 222 . o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. Nas licitações será assegurada. na ordem classificatória.br Lei no 8. § 1o Na hipótese da não-contratação nos termos previstos no caput deste artigo. proceder-se-á da seguinte forma: I – a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame. preferência de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte. como critério de desempate. A microempresa e a empresa de pequeno porte titular de direitos creditórios decorrentes de empenhos liquidados por órgãos e entidades da União. sob pena de preclusão. Distrito Federal e Município não pagos em até 30 (trinta) dias contados da data de liquidação poderão emitir cédula de crédito microempresarial. Art. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta.666.com. Para efeito do disposto no art. Art. situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado.

com. 47.000. Homologação. 47 desta Lei Complementar. Espinheiro.com. 48. de 21 de junho de 1993. II – em que seja exigida dos licitantes a subcontratação de microempresa ou de empresa de pequeno porte. Não se aplica o disposto nos arts. III – o tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte não for vantajoso para a administração pública ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado. 49. 47 e 48 desta Lei Complementar quando: I – os critérios de tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte não forem expressamente previstos no instrumento convocatório. desde que o percentual máximo do objeto a ser subcontratado não exceda a 30% (trinta por cento) do total licitado. Art. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 6.00 (oitenta mil reais). Recife/PE. a administração pública poderá realizar processo licitatório: I – destinado exclusivamente à participação de microempresas e empresas de pequeno porte nas contratações cujo valor seja de até R$ 80.Rua Buenos Aires. 24 e 25 da Lei nº 8.2. IV – a licitação for dispensável ou inexigível. poderá ser concedido tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte objetivando a promoção do desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional. a ampliação da eficiência das políticas públicas e o incentivo à inovação tecnológica.4. Para o cumprimento do disposto no art.5.666. os empenhos e pagamentos do órgão ou entidade da administração pública poderão ser destinados diretamente às microempresas e empresas de pequeno porte subcontratadas. 80.2. III – em que se estabeleça cota de até 25% (vinte e cinco por cento) do objeto para a contratação de microempresas e empresas de pequeno porte. dos Estados e dos Municípios. Nas contratações públicas da União.atfcursos. desde que previsto e regulamentado na legislação do respectivo ente.br www. § 2o Na hipótese do inciso II do caput deste artigo.br Art. § 1o O valor licitado por meio do disposto neste artigo não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) do total licitado em cada ano civil. 6. II – não houver um mínimo de 3 (três) fornecedores competitivos enquadrados como microempresas ou empresas de pequeno porte sediados local ou regionalmente e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no instrumento convocatório. em certames para a aquisição de bens e serviços de natureza divisível. Art. Adjudicação 223 . nos termos dos arts.

7. Rel. 25. contrato de prestação de serviços advocatícios com a prefeitura para a venda de terrenos públicos a munícipes interessados. decorre ilegal a contratação que tenha prescindido da respectiva licitação. 92.2.2. porque afetos a ramo do direito bastante disseminado entre os profissionais da área.869-SP. 8. Licitação dispensável e inexigível: Hipóteses de licitação inexigível (rol exemplificativo do art. também notórios e com a mesma especialidade .com. 11. com um prefeito. é vedada a declaração de inexigibilidade prevista no art. sem licitação. como incursos nas penas dos artigos 89. 7.284/2006 (§ 2o Nas licitações para concessão florestal. 25 da Lei no 8. XVI. de 21 de junho de 1993. Procedimento do pregão: 6. C) Habilitação do vencedor.atfcursos. João Otávio de Noronha. parágrafo único.br www. da Lei nº. a Turma deferiu habeas corpus para determinar o trancamento de ação penal instaurada contra dois advogados denunciados. SERVIÇOS DE ADVOCACIA EXIGÊNCIA DE SINGULARIDADE Trata-se da contratação de escritório de advocacia para condução de ações judiciais nas quais se discutem contratos relativos a operações de crédito efetuadas pela prefeitura com instituições financeiras. Por ausência de justa causa.em relação aos diversos outros. em razão de haverem firmado. 8. Art. para que sejam contratados sem licitação. 6. 1º. Estando comprovado que os serviços jurídicos de que necessita o ente público são importantes. 80. Recife/PE. A) B) C) 7.Rua Buenos Aires. REsp 436. Espinheiro.que compõem o escritório de advocacia contratado.666/93. 13 da Lei n. cuja escolha está adstrita à discricionariedade administrativa. do Decreto-lei 201/67. e do art. da Lei nº. Fase externa: A) Publicação do edital.3.1. e não demonstrada a notoriedade dos advogados . 224 . 25): Produtor ou fornecedor exclusivo: Serviços técnicos especializados.666.2. Min. Fase interna.3. II. devem ter natureza singular e ser prestados por profissional notoriamente especializado.3.1. ambos da Lei 8. D) Adjudicação 7. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. julgado em 6/12/2005.1. Contratação de artistas Vedação de inexigibilidade: Art. 12. 7. No caso.br 6.666/1993. mas não apresentam singularidade. B) Julgamento e classificação das propostas.666/93. § 2º.com. diante da extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva. Os serviços descritos no art.

Daí que a realização de procedimento licitatório para a contratação de tais serviços procedimento regido. (AP 348/SC .Rua Buenos Aires. Sepúlveda Pertence. tratar-se-ia de inexigibilidade de licitação (Lei 8. INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO CARACTERIZADA PELA NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS CONTRATADOS. Órgão Julgador: Tribunal Pleno.4.666/93. Além disso. Nesses casos. n. Caracterização de situação na qual há inviabilidade de competição e. LICITAÇÃO. XXI DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. PREVISÃO LEGAL. 305-322) 225 . no caso concreto. DISPENSA DE LICITAÇÃO NÃO CONFIGURADA. Ação Penal que se julga improcedente.666/93. 25). p. a denúncia. uma vez que ele gozaria da confiança profissional da Administração e do advogado originariamente contratado. requisitos suficientes para o seu enquadramento em situação na qual não incide o dever de licitar. O que a norma extraída do texto legal exige é a notória especialização.atfcursos. em última instância. LEXSTF v. de igual modo. 2007. asseverou-se que a consideração pela Administração municipal da experiência profissional em projeto similar executado noutro município evidenciaria a presença da notória especialização e do elemento subjetivo da confiança.com. em verdade. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br www. 80. ou seja. ocorrera contratação. Entendeu-se que. o requisito da confiança da Administração em quem deseje contratar é subjetivo. CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL DE ADVOGADOS FACE AO CAOS ADMINISTRATIVO HERDADO DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL SUCEDIDA. entre outros.2007. confiança e relevo do trabalho a ser contratado estariam demonstrados na prova documental trazida com a inicial. (HC-86198) EXIGINDO APENAS NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO E CONFIANÇA DA ADMINISTRAÇÃO AÇÃO PENAL PÚBLICA. da Lei 8. art. ante a falta de ilicitude penal na avença inicialmente estabelecida com o primeiro causídico.666/93). com o grau de confiança que ela própria. 2. Julgamento: 15/12/2006. associada ao elemento subjetivo confiança. além de desfrutarem da confiança da Administração. HC 86198/PR. 25 da Lei 8. cujos requisitos de notória especialização. na espécie. a imputação do art. DJ 03-08-2007 PP-00030 EMENT VOL-02283-01 PP-00058. escolhendo o contratado de acordo. Relator(a): Min. 17. parcialmente. bem como do atendimento ao interesse público local. eis que não caracterizado o requisito da emergência. DJe-072 DIVULG 02-08-2007 PUBLIC 03-08-2007. Há. 92. 29. 37. EROS GRAU. Estenderam-se os efeitos dessa decisão ao prefeito. ART. natural para a execução desse projeto complexo. ALIADA À CONFIANÇA DA ADMINISTRAÇÃO POR ELES DESFRUTADA. Espinheiro. de inexigibilidade de licitação: os profissionais contratados possuem notória especialização. deposite na especialização desse contratado.SANTA CATARINA.br o tribunal de justiça local recebera. A hipótese dos autos não é de dispensa de licitação. AÇÃO PENAL. inexigibilidade de licitação. pelo princípio do julgamento objetivo . logo. "Serviços técnicos profissionais especializados" são serviços que a Administração deve contratar sem licitação. Tendo em conta que o outro paciente fora denunciado porque passara a figurar como contratante num dos aditamentos e que estes seriam mera decorrência da avença primitiva. Recife/PE.com. Administração.é incompatível com a atribuição de exercício de subjetividade que o direito positivo confere à Administração para a escolha do "trabalho essencial e indiscutivelmente mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato" (cf. Min. aduziu-se que. rejeitando-a em relação ao delito capitulado no Decreto-lei 201/67. COMPROVADA NOS AUTOS. 344. comprovada nos auto s. Rejeitou-se. o § 1º do art.

1. IV. 17) Hipóteses de licitação dispensável (art. XXV. XVIII.4. V. 7. VII.4. 7. 24): 7. Em razão de situações excepcionais: III.4. Em razão do valor: incisos I e II. Recife/PE. Em razão da pessoa: VIII.2.3. XXVII e XXVIII.4.br www. XVII. XVI. XI. XII.4. XX.4.com. 80. 7.Rua Buenos Aires. XIX. IX.atfcursos. 7. 226 . XXIV e XXVI.3. XXI. VI. XIII. Em razão do objeto: incisos X. Hipóteses de licitação dispensada (art. XXII. XXIII.br 7. XIV. Espinheiro. XV. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com.

2. § 1º). Cláusulas exorbitantes: 3. Recife/PE. 585 do CPC. Exigência de garantia (art. Natureza intuitu personae.1.1. preferindo. 80. a contemplar as obrigações de fazer.3.3.3.2.3. Espinheiro.atfcursos. por força do princípio da tipicidade legal (nullus titulus sine legis).3. nos casos de serviços essenciais. assim. incluiu. 3. ATRIBUINDO AO CONTRATO ADMINISTRATIVO VALOR DE TÍTULO EXECUTIVO E ADMITINDO A EXCEÇÃO DO CONTRATO NÃO CUMPRIDO Trata-se de execução fundada no inadimplemento de contrato administrativo firmado entre as empresas recorrentes e a companhia do metropolitano (metrô). assim como a conclusão dos serviços não executados pelas contratadas.3. Retomada do objeto do contrato com ocupação temporária dos bens móveis. Contratos administrativos e contratos da Administração. documentação técnica e bilhetes. serviços.com. parágrafo único. entre os títulos executivos extrajudiciais. imóveis e serviços do contratado. Para a Min. 3. Conceito doutrinário Regime jurídico dos contratos administrativos: Contrato de adesão. Alteração unilateral. Aplicação de sanções. Conceito legal (art. Foi com o objetivo de atender ao interesse público que ela optou pela manutenção do contrato.3. celebrado para o fornecimento de bens. 3. o título executivo a que se visa atribuir caráter extrajudicial é o próprio contrato administrativo. além das já conhecidas obrigações de pagar coisa certa e de entregar coisa fungível previstas na redação anterior do referido dispositivo 227 . 3.666/93). visando à implantação do sistema de controle de arrecadação e de passageiros. O inciso II do art. os documentos particulares e os instrumentos de transação. 8. 3. Relatora.br CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 1. Destarte. 3. Fiscalização do contrato. executá-lo judicialmente.4. 3. Restrições à exceção do contrato não cumprido.6. assim. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.4.1. 2. 56. 3. com redação dada pela Lei n. passando. não fazer e entregar coisa.5. 2. Conceito de contrato administrativo: 2. Aquela empresa pública pretende o cumprimento das pendências existentes no contrato entre os litigantes.Rua Buenos Aires. afastando a hipótese de rescisão. 3.953/1994.3. somente constituem títulos executivos extrajudiciais aqueles definidos em lei. 2º.com.2. da Lei 8. as escrituras públicas ou outros documentos públicos.br www. Extinção unilateral. 3.

das cláusulas contratuais e do edital de licitação. porque: (a) houve "concordância da Administração em efetuar o pagamento dos serviços que ainda faltam faturar e executar. 8. porque. salvo para pequenas compras para pronto pagamento (art. (b) "a emissão do Certificado de Recebimento Definitivo somente ocorrerá após o recebimento efetivo do sistema. DJ 14/5/2007.2. 4. XV). 3. nesse caso. por inadimplemento da Administração Pública.br legal. 80. dois pontos são fundamentais: definir se o contrato administrativo firmado entre os consórcios e a empresa pública enquadra-se em alguma das hipóteses do referido inciso e verificar se o contrato em exame está revestido dos requisitos de certeza. tendo em vista que. soberano no exame dos aspectos fáticos e probatórios da lide. Min. Este Superior Tribunal consagra que a regra de não aplicação da exceptio non adimpleti contractus.atfcursos.3 do edital (fl. mormente na hipótese de atraso no pagamento.8. porquanto a cognição. na medida em que "os embargantes aderiram a todos os termos aditivos dos contratos sem demonstrar qualquer irresignação" (fls. Instrumento escrito como regra geral (contratos relativos a direitos reais devem ser lavrados em cartório de notas). "condicionar a suspensão da execução do contrato ao provimento judicial. da correção monetária dos pagamentos em atraso e dos valores retidos". 228 . liquidez e exigibilidade. porquanto o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios informou que não há obrigações não-cumpridas pela empresa pública. na medida em que as obrigações estipuladas ao contratado estão devidamente especificadas no contrato administrativo e no ato convocatório do certame e que os documentos dos autos demonstram a liquidez e a exigibilidade do contrato administrativo. Denise Arruda.com.Rua Buenos Aires. não merece prosperar o fundamento do acórdão recorrido de que as empresas necessitariam pleitear judicialmente a suspensão do contrato. tal como determina o subitem 20. Entretanto.5. Quanto ao primeiro ponto. julgado em 19/5/2009. após a Lei n.046-DF. TRECHO DESTACADO DA MESMA DECISÃO: Além disso. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. REsp 879. Destacou a Min. é fazer da lei letra morta". Rel. 60. liquidez e exigibilidade previstos no art. Portanto. e REsp 882. por mais de noventa dias (art. Espinheiro. parágrafo único). DJe de 6. não há como entender em sentido diverso no caso. 5 e 7/STJ. Isso. 4. não é absoluta. o Tribunal de origem. Equilíbrio econômico-financeiro Formalização: Inadmissibilidade de contrato verbal. sob pena de incorrer nas vedações das Súmulas ns. Isso. passou-se a permitir sua incidência em certas circunstâncias. pela Administração Pública. Quanto ao segundo ponto.br www.com. 849/851). em sede de contrato administrativo.666/1993. Precedentes citados: REsp 700.747-MA. é ampla. Para o deslinde da questão. ao interpretar o mencionado artigo. 4. DJ 26/11/2007. tendo em vista emanar de ato do Poder Público. este Superior Tribunal. 586 do CPC. (c) não há direito à indenização pelos períodos de suspensão do contrato. 78. concluiu que o título executivo extrajudicial está revestido de certeza.1. em algumas ocasiões. Recife/PE.114-MT. conforme bem delineado pela Ministra Eliana Calmon no julgamento do REsp 910.802/RJ (2ª Turma. tem reconhecido a natureza de documento público dos contratos administrativos. 433 dos autos da execução)".2008). Relatora que as questões relativas ao efetivo cumprimento pelas empresas das obrigações estipuladas no contrato e a satisfação pela empresa pública de suas contraprestações podem ser analisadas na via dos embargos à execução. não há como aplicar a "exceção do contrato não-cumprido" na hipótese em exame.

Mauro Campbell Marques. 5. Não há ofensa ao equilíbrio contratual econômico financeiro em razão dos investimentos realizados pela empresa recorrente. 8. a Turma negou provimento ao recurso. pelo fato de não estarem sujeitos à lei de licitação (Lei n. já que esse prazo é para os contratos comuns. as quais estarão condicionadas à prévia licitação. porquanto o ajuste de tal equilíbrio faz-se em caráter excepcional por meio dos preços pactuados e não pela ampliação do prazo contratual. 57. na medida em que se realizou prorrogação do contrato pelo prazo de dez anos. mas. 1º da Lei n. D) Fatos imprevisíveis de caráter excepcional. que o termo aditivo firmado contraria dispositivos legais e constitucionais relativos à concessão de serviços públicos. § 1º): A) Alteração do projeto. Recife/PE.2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.3. 5. C) Aluguel de equipamentos e utilização de programas de informática (podendo chegar a 48 meses) O CONTRATO DE CONCESSÃO NÃO PODE SER PRORROGADO ALÉM DO PRAZO PREVISTO NO EDITAL A recorrente sustenta. Exceções: A) Projetos previstos no Plano Plurianual. 80.987/1995. Prorrogação somente nas hipóteses admitidas em lei (art. E) Omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. sob pena de violação não apenas das disposições contratuais estabelecidas.402-GO.666/1993). 57. Espinheiro. estranhos à vontade das partes. B) Prestação de serviços a serem executados de forma contínua (podendo chegar a 72 meses).br www. de determinações impostas pela CF/1988 e por toda a legislação federal que rege a exploração dos serviços de loterias. Duração de um ano como regra geral (duração adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários). 5. Diante disso. de modo que. § 3º). sobretudo. sem prévia abertura de novo procedimento licitatório. O TJ entendeu.atfcursos. com razão. Fixado determinado prazo de duração para o contrato e também disposto.com.1. Min. assim reconhecido pela Administração 229 .3. o que não pode ser ratificado por este Superior Tribunal. os contratos de concessão não estão submetidos à limitação de 60 meses imposta nessa legislação. que. Publicação dos contratos na imprensa oficial como condição de eficácia do contrato Duração e prorrogação: Proibição de contratos por tempo indeterminado (art. no mesmo edital e contrato. nessa hipótese. F) Impedimento da execução por fato ou ato de terceiro. que esse prazo só poderá ser prorrogado por igual período. A prorrogação indefinida do contrato é forma de subversão às determinações legais e constitucionais que versam sobre o regime de concessão e permissão para exploração de serviços públicos. 5.com.4. haverá delegação da atividade por meio de concessão ou permissão. no pertinente à alegada violação do disposto no art.br 4. Rel. 5. 8. não pode a Administração alterar essa regra e elastecer o pacto para além do inicialmente fixado. julgado em 6/8/2009. B) Suspensão ou redução do ritmo do trabalho por ordem do contratante. sem realizar licitação. A prestação de serviços públicos pelo Estado pode ser exercida de maneira direta ou indireta. REsp 912. C) Aumento das quantidades iniciais.Rua Buenos Aires.

Fato do príncipe: Ato ou medida adotada por autoridade que provoca a modificação nas condições do contrato.3. DJ 02/12/2002.666/1993. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com. ciclones.666/1993) quando da habilitação dos concorrentes. 80. cuidou-se do fornecimento de ―quentinhas‖ e sequer foi exigida a certidão de regularidade fiscal (art. 6. não cabe à administração pública requerer a devolução dos valores pagos por obras realizadas com fundamento na nulidade do contrato. reter o pagamento ao fundamento de que não comprovada a regularidade fiscal pela empresa contratada. Min.atfcursos. 78.2. 6.br 6.4. Extinção dos contratos administrativos: Por acordo (sempre que houver conveniência para a Administração). REsp 730. Fato da Administração: comportamento da Administração na qualidade de parte contratante que torne difícil ou impossível a execução do contrato. 29. 7. Espinheiro. Franciulli Netto. Precedentes citados: REsp 468. afetam o equilíbrio contratual dificultando ou impedindo a execução do contrato. REsp 408.1.5. Mesmo declarada a nulidade da licitação por culpa da empresa contratada. 7. Por iniciativa da Administração Pública: incisos I a XII e XVII a XVIII do art.Rua Buenos Aires. Por iniciativa do contratado (com recurso ao Judiciário): incisos XIII a XVI. Por iniciativa do Ministério Público ou do cidadão A inexecução sem culpa: Teoria da imprevisão: quando fatos supervenientes. 6. e REsp 327. No caso. DJ 29/4/2002. após a efetivação do contrato e a prestação dos serviços.730-AM.785-RN.800-DF. 8. PERDAS DECORRENTES DE INFLAÇÃO ENQUADRAM-SE NA ÁLEA ORDINÁRIA. DJ 12/5/2003. NULIDADE DO CONTRATO E PROIBIÇÃO DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Não pode a Administração. 2. Ag no REsp 332. DJ 16/12/2002. Rel.3. julgado em 5/6/2003.314-SP. efeitos ex tunc – incidência do DL n. 7. 6.800/1986.1. Rel. Ag no REsp 303. da Lei n.2. NÃO ENSEJANDO REVISÃO CONTRATUAL 230 . 7. III. julgado em 6/9/2005.4. tais como tempestades anormais. porquanto isso fere os princípios da moralidade administrativa e da legalidade.189-SP. deve a administração pública indenizar a empresa pela execução das etapas da obra contratada até a data da declaração de nulidade. 7.br www. mas em vigor na época da prestação dos serviços objeto da lide. No caso. catástrofes) e força maior (eventos que dependem da vontade humana) Interferências imprevistas: ocorrências que antecedem o contrato mas que eram desconhecidas das partes até serem descobertas durante a execução do contrato (exemplos clássicos: revelação de que há passagens subterrâneas de dutos ou o encontro de terreno terrenos arenosos ou rochosos) 7. que se utilizou de documento falso para vencer o procedimento licitatório para reforma e adaptações de prédio público. revogado pela Lei n. Min.956-SP. Franciulli Netto. excepcionais e imprevisíveis ou imprevistos (não imputáveis às partes). Recife/PE.com. Caso fortuito (eventos da natureza. 8.

Curso de Licitações e Contratos Administrativos. 2003. Declaração de inidoneidade Recursos administrativos (art. 2002.2. Para o Min. Lúcia Valle. como álea extraordinária. estar-se-ia beneficiando as apeladas em detrimento das demais licitantes que.3. Jacintho de Arruda. Não há como imputar as aludidas perdas a fatores imprevisíveis. Belo Horizonte: Editora Fórum. apresentaram proposta coerente com os ditames do mercado e. 3ª Ed. ● GUIMARÃES. 8. Obrigações do Estado Derivadas de Contratos Inválidos. São Paulo: Malheiros.107/2005. como divergente do conceito doutrinário) 10. talvez por terem incluído essa margem de segurança em suas propostas. 9. Lucas Rocha.com. Extinção dos Contratos Administrativos. Min. REsp 744. 8.Rua Buenos Aires. Belo Horizonte: Editora Forum. agindo com cautela. já que decorrentes de má previsão das autoras.1. Suspensão. não se mostra razoável o entendimento de que a inflação possa ser tomada.2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 9.br Trata-se de recurso em que se discute a aplicação da teoria da imprevisão de modo a propiciar o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. 8. 2007. Consórcios administrativos: ajustes de vontades de duas ou mais pessoas administrativas da mesma espécie para a consecução de objetivos comuns (v. no Brasil. 8. ● FIGUEIREDO. por meio de colaboração recíproca. abaixo o conceito dado pela Lei nº 11. Relator. Recife/PE. Caso fosse permitida a revisão pretendida. Advertência. não apresentaram valor mais atraente.com. Pregão Presencial e Eletrônico.4.. Representação (5 ou 2 dias úteis). 8. ● FURTADO. 9.1. BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● CÂMARA. Pedido de reconsideração (10 dias úteis) Convênios e consórcios administrativos: Convênios: ajustes de vontades entre o Poder Público e entidades privadas ou administrativas para a consecução de objetivos de interesse comum.446-DF. de modo a possibilitar algum desequilíbrio na equação econômica do contrato. como há muito afirma a jurisprudência deste Superior Tribunal. o Min. 10. 231 . São Paulo: Malheiros.atfcursos. Relator asseverou ser irrelevante o fato de o contrato ter sido firmado antes da vigência do novo Código Civil para a análise da mencionada teoria. Diógenes (Coord.3.1. 10. Espinheiro.2. As sanções administrativas (art. o que constitui álea ordinária. Alteração Unilateral do Contrato Administrativo. 9.br www. 2007. não suportável pela Administração e não autorizadora da teoria da imprevisão. São Paulo: Malheiros. 87): Multa. Herman Benjamin. 80. 109): Recurso em sentido estrito (5 ou 2 dias úteis).). julgado em 17/4/2008. Fernando Vernalha. Rel. Primeiramente. ● GASPARINI. 1999.

Vera. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 80.atfcursos. Relator que. DO ART.U. verifica-se. de 02.. Marco Tullio. Manual Prático das Licitações. São Paulo: Malheiros. ―Na entrega da documentação relativa à habilitação do licitante. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Gustavo Justino de. ● MEIRELLES. COM A CONVOCAÇÃO DE OUTROS POSSÍVEIS INTERESSADOS.. Comentários à Lei das Licitações e Contratações da Administração Pública. Marçal. 2007. Hely Lopes. Jessé Torres.com. 2005. ● RIGOLIN.. Odete.Rua Buenos Aires. ainda.107/2005. e BOTTINO. reformando a decisão do Tribunal a quo que aplicou o princípio da razoabilidade para afastar o rigor do horário previsto no edital 232 .br www. de modo a resguardar a atuação do administrador público. SÚMULA: SÚMULA Nº 248 DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ―NÃO SE OBTENDO O NÚMERO LEGAL MÍNIMO DE TRÊS PROPOSTAS APTAS À SELEÇÃO. Com esse entendimento. ● JUSTEN FILHO.. 2008. ● NIEBUHR. que o legislador. 4ª Ed. Joel de Menezes. 14ª Ed. 22. com um atraso de dez minutos. na lei não existem palavras inúteis ou destituídas de significação deontológica. constitui motivo de exclusão do certame licitatório o atraso de dez minutos após o horário previsto no edital marcado para o início da sessão. ● MEDAUAR. 2003. no art. assim. DA LEI Nº 8. ● PEREIRA JUNIOR. Rio de Janeiro : Renovar. Pregão – Comentários à Legislação do Pregão Comum e Eletrônico.br ● JUSTEN FILHO.. 8. 2008.2005) JURISPRUDÊNCIA: A) Possibilidade de excluir da licitação um interessado que compareceu. 12ª Ed. 2006. Espinheiro. Ivan Barbosa. 7ª Ed. São Paulo : Dialética. a Turma proveu o recurso da União. Consórcios Públicos – Comentários à Lei 11. visto que esse atua como gestor da res publica.‖ (Publicada no D. Recife/PE. a interpretação restritiva do preceito. São Paulo: Saraiva. impôs.com. Dispensa e Inexigiblidade de Licitação Pública. à sessão destinada à entrega da documentação. Belo Horizonte: Editora Forum. São Paulo: Malheiros. ● SCARPINELLA.666/1993. Marçal. 2006. e OLIVEIRA. 41 da Lei n. Licitação na Modalidade de Pregão. São Paulo: RT.09. IMPÕE-SE A REPETIÇÃO DO ATO. Daí a necessidade do vocábulo ‗estritamente‘ no artigo citado. 2008. São Paulo : Dialética.666/1993.O. NA LICITAÇÃO SOB A MODALIDADE CONVITE. o Min. com apoio no princípio da legalidade. Ponderou. 7ª Ed. Licitação e Contrato Administrativo. RESSALVADAS AS HIPÓTESES PREVISTAS NO PARÁGRAFO 7º.

Nelson Jobim.2001 – v. Informativo nº 281) 233 . por entender que a falta de assinatura na proposta financeira configura mera irregularidade.‖ (STF – Segunda Turma – RMS 23.Rua Buenos Aires. no que foi acompanhado pelo Min. Marco Aurélio que deferia a segurança. serviço rodoviário interestadual de transporte de passageiros – em face da ausência de assinatura da proposta financeira por ela apresentada.atfcursos. Espinheiro.640/DF – Relator: Ministro Maurício Corrêa – Sessão de julgamento ocorrida em 08.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 421. relator.2006 – v.‖ (STJ – Segunda Turma – REsp 640.04. 80. estando a administração pública a ele vinculada. Após. quando há menos de três licitantes. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min. Vencido o Min.destinada a selecionar duas empresas para explorar. e que o objetivo da licitação é alcançar o melhor preço (a proposta da empresa desclassificada é mais barata do que a da vencedora). serviço rodoviário interestadual de transporte de passageiros . sob o regime de permissão.br www. ―Iniciado o julgamento de recurso em mandado de segurança contra a desclassificação da recorrente em concorrência pública – destinada a selecionar duas empresas para explorar. e que o objetivo da licitação é alcançar o melhor preço (a proposta da empresa desclassificada é mais barata do que a da vencedora).‖ (STF – Segunda Turma – RMS 23.946/DF – Relator: Ministro Francisco Falcão – Sessão de julgamento ocorrida em 07. sanada quando da lavratura da ata de abertura das propostas (assinada pelos demais participantes sem qualquer impugnação). Néri da Silveira. sanada quando da lavratura da ata de abertura das propostas (assinada pelos demais participantes sem qualquer impugnação). Informativo nº 273) B) Possibilidade de desclassificar licitante que apresentou proposta em desconformidade com exigência formal estabelecida pelo instrumento convocatório (rubrica em todas as páginas). votou pelo deferimento da segurança. De outra parte. por maioria.10. proferiu voto no sentido de negar provimento ao recurso.br licitatório. ―A Turma desproveu o recurso. acompanhando o voto do Min. § 3º. situação convalidada quando se procedeu à fase de classificação.em face da ausência de assinatura da proposta financeira por ela apresentada (v. Informativo nº 246) C) Possibilidade de invalidação de convite.com. o Min. considerando que o edital exigia expressamente que os documentos fossem apresentados com as páginas rubricadas.com. entendendo que a Administração pode anular processo de licitação por insuficiência de participantes mesmo na modalidade convite (art. Informativo nº 197) ―Concluído o julgamento de recurso ordinário em mandado de segurança contra a desclassificação da recorrente em concorrência pública . não obstante o juízo a quo ter considerado válido o certame com apenas dois concorrentes.2006 – v. entendendo que a falta de assinatura na proposta financeira configura mera irregularidade.679/RS – Relatora: Ministra Eliana Calmon – Sessão de julgamento ocorrida em 11. negou provimento ao recurso por considerar que o edital exigia expressamente que os documentos fossem apresentados com as páginas rubricadas. A Turma. Informativo 197). CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. relator.02. 22. Maurício Corrêa. Recife/PE. Maurício Corrêa. sob o regime de permissão. da Lei de Licitações).2000 – v. com a abertura de envelopes e publicação das propostas das duas únicas concorrentes.08. O Min. Marco Aurélio.640/DF – Relator: Ministro Maurício Corrêa – Sessão de julgamento ocorrida em 16.

3º e 9º da Lei de Licitações. configurar-se de modo 'indireto'. 37 da Constituição Federal. em acepção similar à do direito processual. 7. Considera um risco a existência de relações pessoais entre os sujeitos que definem o destino da licitação e o particular que licitará. eficiência e publicidade. existindo vínculos entre o autor do projeto e uma empresa. inclusive. XXI. Consectariamente. Recife/PE. 3.666/93 estabelece o prazo mínimo de 15 (quinze) dias para o recebimento das propostas na tomada de preços. a obediência ao princípio da competitividade. consoante o disposto no art. do art. que reduzam a independência daquele ou permitam uma situação privilegiada para essa. impessoalidade. 5. A finalidade do legislador ao estabelecer os prazos mínimos do art. nessa parte.br www. (. 80. Ausência de prequestionamento dos arts. 21. DA LEI 8.666/93. provido. A principiologia do novel art. 124/126). São Paulo. 21. Por isso. foi assegurar a publicidade da licitação para garantir a participação nesta de amplo número de interessados. da CF. 9. ―ADMINISTRATIVO. 21 da Lei 8. assegurando. RELACIONAMENTO AFETIVO ENTRE SÓCIA DA EMPRESA CONTRATADA E O PREFEITO DO MUNICÍPIO LICITANTE. III. assim. A regra legal é ampla e deve reputar-se como meramente exemplificativa. INOBSERVÂNCIA DO PRAZO MÍNIMO PARA CONVOCAÇÃO DOS LICITANTES. da Lei de Licitações acarreta a invalidade do procedimento licitatório. indica quebra da impessoalidade.com. tal como previsto no § 3º.br D) Inadmissibilidade da participação.‘ (Marçal Justen Filho. 1. obediência aos princípios da moralidade. verifica-se o impedimento.atfcursos. em licitação promovida por Município. 4. e assume grande relevância no processo licitatório. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. ao menos em tese. à participação de determinadas pessoas na licitação. Espinheiro. OFENSA AOS PRINCÍPIOS NORTEADORES DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. O § 2º.Rua Buenos Aires. Recurso especial parcialmente conhecido e. de pessoa jurídica cuja sócia tem relacionamento afetivo com o Prefeito. LICITAÇÃO. O princípio da impessoalidade obsta que critérios subjetivos ou anti-isonômicos influam na escolha dos candidatos exercentes da prestação de serviços públicos. a comprovação na instância ordinária do relacionamento afetivo público e notório entre a principal sócia da empresa contratada e o prefeito do município licitante. 2.. legalidade. e ao disposto nos arts. 6. p.‖ 234 . Deveras.com. 27 e 30 da Lei de Licitações. Procedimento licitatório (tomada de preços) realizado pelo Município de Resende CostaMG. impõe a todos quantos integram os Poderes da República nas esferas compreendidas na Federação. A ratio legis indicia que: ‗A lei configura uma espécie de impedimento. ocasionando também a violação dos princípios da isonomia e da moralidade administrativa. Deve-se nortear a interpretação do dispositivo por um princípio fundamental. 8. visando à contratação de empresa para a prestação de serviços com a finalidade de implantar programa de saúde familiar. no campo da probidade administrativa no trata da coisa pública o princípio norteador é o do in dubio pro populo. VIOLAÇÃO DO ART. 2004. 21.) O vínculo do autor do projeto pode. III. § 2º. 37. Dialética. demonstrando a intenção de abarcar todas as hipóteses possíveis. § 2º. a vedação se aplicará mesmo quando se configurar outra hipótese não expressamente prevista.. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. O texto chega a ser repetitivo. motivo pelo qual a inobservância do prazo de 15 (quinze) dias do art.

1. turísticos e de irrigação.2005.2005 – v. para que sejam contratados sem licitação. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.CCR. Apresenta o consulente (fl. em adiantado estágio de execução.com.em relação aos diversos outros.com.atfcursos. em virtude da situação encontrada quando das escavações da fundação. por maciço em concreto compactado a rolo . 235 . porque afetos a ramo do direito bastante disseminado entre os profissionais da área. TCU – PLENÁRIO – DECISÃO 215/1999 – RELATOR: MINISTRO JOSÉ ANTÔNIO BARRETO DE MACEDO.666/1993. 13 da Lei n. 11/17): ―Trata-se de Consulta formulada pelo ex-Ministro de Estado do Meio Ambiente. mas não apresentam singularidade. cuja escolha está adstrita à discricionariedade administrativa. Estando comprovado que os serviços jurídicos de que necessita o ente público são importantes. o excelentíssimo senhor GUSTAVO KRAUSE GONÇALVES SOBRINHO. argumenta que a substituição do maciço de terra. 80.br (STJ – Primeira Turma . dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal.06. a título de suposições. Espinheiro.12.666/1993 às alterações unilaterais qualitativas dos contratos administrativos. também notórios e com a mesma especialidade . em que se verificou a necessidade de acréscimos nos quantitativos de obras e serviços. os limites legais preestabelecidos. Dr.869/SP – Relator: Ministro João Otávio de Noronha – Sessão de julgamento ocorrida em 06. 230) E) Contratação direta de escritório de advocacia para patrocinar causas judiciais em que se discutem contratos relativos a operações de crédito efetuadas pelo Município com instituições financeiras. Lucas Rocha Furtado (fls. a possibilidade de estocar água à medida em que o maciço CCR vai sendo elevado. ―Trata-se da contratação de escritório de advocacia para condução de ações judiciais nas quais se discutem contratos relativos a operações de crédito efetuadas pela prefeitura com instituições financeiras. sob fundamento de que se trata de hipótese de licitação inexigível (serviços técnicos especializados): Inexigibilidade não caracterizada. a segurança no abastecimento de água para projetos industriais.Rua Buenos Aires. 1). Os serviços descritos no art.REsp 615432/MG – Relator: Ministro Luiz Fux – Julgado em 02/06/2005 – Acórdão publicado no DJ de 27. nem há notória especialização do escritório. RELATÓRIO: Adoto como Relatório o Parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral do Ministério Público junto a este Tribunal. uma vez que não se cuida de serviço de natureza singular. como: a redução do prazo total de conclusão da barragem.que compõem o escritório de advocacia contratado. Recife/PE. da Lei nº 8. p. em vias de implantação na região (fls. 1/2). acerca de alteração de contrato administrativo que excede. traria benefícios econômicos e sociais à comunidade alcançada pela obra (quase três milhões de pessoas). a existência de obra pública. § 1º. antecipando a acumulação de água na região em dois ou três anos. Informativo nº 270) F) Aplicação dos limites estabelecidos pelo artigo 65. decorre ilegal a contratação que tenha prescindido da respectiva licitação. e não demonstrada a notoriedade dos advogados .br www.‖ (STJ – Segunda Turma – REsp 436. em valor. originalmente previsto no projeto básico e no contrato. Continuando sua exposição. devem ter natureza singular e ser prestados por profissional notoriamente especializado. 8. para construção de barragem.

55. § 2. que. o controle de enchentes e o fornecimento de água para consumo humano e industrial. que continuaria sendo o mesmo. ainda que impliquem acréscimos em quantidades de obras e serviços.com. nas alterações contratuais. que a utilização dessa tecnologia não comprometerá a segurança da obra nem alterará as suas características. que as alterações em contratos de obras públicas envolvendo mudanças de projeto básico.º. mesmo estando estas sujeitas aos limites do § 1. utilizando-se a tecnologia CCR. apesar do que preceitua o § 4.br Acrescenta. 80. 121 da Lei 8666/93 (fl. Trazendo a colação entendimentos doutrinários sobre o assunto. 217 do Regimento Interno) ou. o consulente. Honra este parquet a oitiva solicitada mediante o r.º 8. Exa. Colocados os fatos. e 55.º 2. salienta que os acréscimos em obras e serviços necessários para concluir a barragem. porém executado com melhor tipo de tecnologia? II) as extensões contratuais ditadas por razões de natureza 'qualitativa' . salientando que o contrato mencionado é regido pelo Decreto-Lei n. devem ser observados os limites estabelecidos no art.Rua Buenos Aires. podem ser aditadas em contrato. § 1. arrimado nos permissivos da legislação acima mencionada. que responda ao consulente. no sentido de alterar o tipo de tecnologia de construção do trecho central do maciço. quanto ao segundo. que a tecnologia CCR quase não era utilizada na construção de barragens no Brasil. do Decreto-Lei n. I.atfcursos. exigem a realização de novo procedimento licitatório. ainda. 65 da Lei n. como pretende a 6. I.º).300/86. opina no sentido de que dela não se conheça por versar sobre caso concreto (art. 55.caso acima mencionado . à fl. 55 do Decreto-Lei n. do Regimento Interno).º do art. 10. como a produção de pescado. Espinheiro.º 2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.º 2. II A Unidade Técnica. à época da elaboração do projeto básico. 236 . ressaltando a legitimidade do então Ministro de Estado do MMA para formular consulta a este Tribunal (art. 9).ª SECEX. oferece as seguintes questões: 'I) é lícito fazer aditamento ao contrato acima citado. III Tendo em vista a minudência do caso narrado pelo consulente. tendo em vista que as modificações de projeto ou especificações não resultariam em transmudar o objeto licitado.com.300/86 e no art.º do mesmo diploma legal?' (grifos do original). é bem possível que a presente consulta esteja ancorada em um caso concreto. não estão sujeitas aos limites estabelecidos no art. c/c o art. 217 do Regimento Interno. caso o Tribunal decida conhecê-la. II.br www. na calha do rio. implicam a elevação do valor inicialmente contratado em patamar superior ao limite legalmente permitido de 25%. 48. a. o consulente conclui asserindo que as extensões contratuais ditadas por razões de natureza qualitativa. quanto ao primeiro quesito. 216. § 4.º. Recife/PE.666/93. de barragem de terra para barragem de concreto compactado a rolo. 65.300/86 (arts. pois que será mantido o volume original de acumulação de água e serão preservados todos os seus múltiplos usos.300/86 ou no art. de modo que seria justificável a incidência do art. ou seja. Por fim.º 2. construção de açude com mesmo porte e capacidade. despacho de V. com vistas à otimização do objeto contratado. 55. em face de nova tecnologia.ainda que impliquem em acréscimos de quantidades. tanto mantendo o processo construtivo original (maciço de terra) quanto modificando-o. § 1. do Decreto-Lei n. bem como para irrigação.º.

como explicitado no parágrafo precedente. da maior relevância para a Administração Pública. mas senão de sua condição de curadora dos interesses públicos primários. Espinheiro. IV Na hipótese de vir a ser acolhida essa opinião.º do seu art. Se o Tribunal vier a rejeitá-la. em vez dos da Lei. Recife/PE. nada impediria o consulente de repeti-la sem mencionar o caso concreto. cumpre-nos então agora percorrer o árido e tormentoso caminho que nos levará a compreender e solver as aludidas questões jurídicas. para que seja conhecida a presente consulta. e 55. nesse caso. não cabe discuti-la nesta oportunidade. ou argüindo a submissão das alterações unilaterais dos contratos administrativos.666/93 prescreve a incidência dos §§ 1. 58. é imanente a ele.º e 4.atfcursos. quanto a dúvidas suscitadas na aplicação de dispositivos legais ou regulamentares. alterada pelas Leis 8. 237 . sucedâneos dos arts. caput e inciso I. sem detalhar o caso. 48. prestando-se a solução de questões jurídicas meramente teóricas ou acadêmicas. a nosso ver. em regra.º e 2. Embora a constitucionalidade desse dispositivo seja duvidosa. inciso I.br www.br Contudo. tem em vista a solução de caso concreto. 121 da Lei 8. Bom de ver que tal prerrogativa não decorre de uma condição de superioridade própria da Administração em relação ao contratado. porque o art. Como se trata de apreciação em abstrato de questão jurídica.300/86. faltando a prerrogativa. É a supremacia do interesse público e a indisponibilidade deles que fundamenta a existência do contrato administrativo e do seu traço distintivo: a mutabilidade. Entender de outro modo seria admitir que este Tribunal estaria. O que importa. e 65.Rua Buenos Aires. é que a consulta versa indiscutivelmente sobre questão jurídica em tese. e §§ 1. Iniciamos o percurso. Desde já adiantamos que a adoção dos dispositivos do Decreto-lei. mas apenas argüindo a possibilidade de extensões de contratos administrativos além dos limites legais preestabelecidos. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. retirando-lhe o óbice à admissibilidade. 65 aos contratos celebrados anteriormente à sua vigência. Isso. em face de mudanças de projeto ou especificações. evitaremos de fazer remissão ao caso suscitado na consulta. é de ver que. sem interesse imediato para a Administração. o dever-poder da Administração para instabilizar o vínculo.com. ou melhor. nada se poderia opor a ela quanto à concretude. Se a presente consulta tivesse sido formulada de outra maneira.com. mesmo que não revelado no texto. Com base nisso – de que se cuida também de questão em tese relevante –. opinamos no sentido de que seja superada a incidência do art. Afinal. é para isso – para a solução de casos concretos – que servem as normas. são duas questões. inciso I.º da Lei 8. no uso dessa competência. lembrando que a mutabilidade é da própria natureza do contrato administrativo.883/94 e 9. até mesmo na resposta que iremos propor. Pode-se dizer que. aos mencionados limites. 217 do Regimento Interno.º e 2. 80. inciso I. levaria ao mesmo resultado interpretativo. mediante alteração ou rescisão unilateral.648/98.666/93. a consulta ao Tribunal. e §§ 1. não existe contrato administrativo. Cabe esclarecer que os dispositivos legais objeto da interpretação que se irá conduzir são os arts. também denominados interesses coletivos primários. Aliás.º do Decreto-Lei 2.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Neste ponto. tanto nas alterações quantitativas quanto nas qualitativas. a possibilidade de o Poder Público modificar unilateralmente o vínculo constituído é corolário da prioridade do interesse público em relação ao privado. 80.às vezes distinto do interesse da Administração. nas modificações quantitativas. de cláusulas pactuadas ou do tipo de objeto. a dimensão do objeto pode ser modificada dentro dos limites previstos no § 1. para melhor adequação às finalidades de interesse público. 58. ou a prestação de serviços de marcenaria em serralheria.é não só o fundamento da mutabilidade nos contratos administrativos.º do art. Em suma. 58 O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. a questão colocada sobre a possibilidade de aditamento de contrato administrativo. O interesse público primário . 65 da Lei 8. com o correlato direito de o particular exigir a integral observância do pacto.não teriam como ser atendidas.pode ser confirmado observando-se o próprio conceito de contrato administrativo. Trazemos também à luz a lição de CARLOS ARI SUNDFELD sobre a matéria: 'É perfeitamente natural ao contrato administrativo a faculdade de o Estado introduzir alterações unilaterais. Considerando que o objeto do contrato distingue-se em natureza e dimensão. 65 da Lei 8. Recife/PE. Contudo.modificá-los. que supere. cumpre distinguir as alterações contratuais quantitativas das qualitativas. CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO define-o como 'um tipo de avença travada entre a Administração e terceiros na qual. 238 . ressalvados os interesses patrimoniais do contratante privado' (Curso de Direito Administrativo. I. imposto unilateralmente pela Administração.º do art. em relação a eles. 1998. tem-se a natureza sempre intangível. em valor.Rua Buenos Aires. p. como também o seu real limite. in verbis: 'Art. 10. isto é. Espinheiro. pode ser adquirida uma quantidade de bicicletas maior do que o originalmente previsto. eventuais alterações do interesse público decorrentes de fatos supervenientes ao contrato . São Paulo: Malheiros.º 2. a prerrogativa de: I .br www. como se verá. por força de lei. 401) (grifamos).com. V Enfrentemos. São Paulo:Malheiros. Esse entendimento sobre a sua mutabilidade e o seu fundamento . unilateralmente.Acréscimos de obras e serviços .com.Alteração'.atfcursos. p. os limites estabelecidos no § 1. não ultrapasse 25% do valor inicial atualizado do contrato. Trata-se de instrumentá-lo com os poderes indispensáveis à persecução do interesse público. desde que o acréscimo.br É o que se dessume do art.666/93.a realização do interesse público primário . respeitados os direitos do contratado'. Revista Trimestral de Direito Público n.ª ed. da Lei de Licitações e Contratos. que é o interesse público secundário . a permanência do vínculo e as condições preestabelecidas assujeitam-se a cambiáveis imposições de interesse público.666/93. Não se pode transformar a aquisição de bicicletas em compra de aviões. 152). em valor. Caso a administração ficasse totalmente vinculada pelo que avençou. bem assim de sua indisponibilidade' ('Contratos Administrativos . inicialmente.

mudanças no valor original do contrato. se circunstâncias supervenientes importarem que se tenha de executar serviços de terraplanagem de 1200m3. sem que. serviços ou materiais. não há referência expressa a esses limites. da Lei 8. decorrem de modificações necessárias ou convenientes nas quantidades de obras ou serviços sem.a dimensão do objeto foi alterada. Enfrentemos a questão então colocada. De início.com. em regra. em natureza ou dimensão. a. se esteja a alterar a dimensão do objeto . p. 65. o contratado manifesta sua vontade. I. implicarem mudanças no objeto contratual. entretanto. previstas no art. nas alterações consensuais. as alterações qualitativas são necessárias e imprescindíveis à realização do objeto e. na imposição objetiva de limite máximo aos acréscimos e supressões. da Lei 8.com. As alterações qualitativas podem derivar tanto de modificações de projeto ou de especificação do objeto quanto da necessidade de acréscimo ou supressão de obras. b).º do referido artigo. seja em natureza ou dimensão. (b) previa-se. podendo rejeitar acréscimos ou supressões indesejáveis. 29). 65. dentro das fronteiras legais. decorrentes de situações de fato vislumbradas após a contratação. Evidente que. o seu objeto . Servimo-nos dos ensinamentos de EROS ROBERTO GRAU. b. nas alterações unilaterais. é de ressaltar que a implementação de alterações qualitativas requerem.br As alterações qualitativas. por sua vez. 80. Espinheiro. quantitativamente. se a Administração estender a pavimentação por mais 10km. Estão eles previstos no § 1. é de ver que fere não só o Direito como também o senso comum a hipótese de alterações contratuais ilimitadas no âmbito administrativo. Quase sempre. não se tem dúvida sobre a incidência dos limites legais. 65. a referência aos limites é expressa. estará sendo acrescida a quantidade de obras.br www.explicitamente exigido no art. O respeito ao contratado . Assim. conseqüentemente. pois os contratos podem ser alterados 239 . 1995. Os limites genéricos importam o respeito ao direito dos contratados e a interdição da fraude à licitação.Rua Buenos Aires. Convém distinguir dimensão do objeto de quantidade de obras ou serviços necessários à realização do objeto. Recife/PE. na intangibilidade do objeto e. contudo.666/93. I. a execução de serviços de terraplanagem de 1000m3.666/93 consubstancia-se na mantença do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. estará acrescendo. uma vez que os contratos podem ser alterados unilateralmente 'quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. I. à realização do interesse público primário.a execução de mais 200m3 de serviços de terraplanagem viabiliza a execução do objeto originalmente contratado' (Licitação e Contrato Administrativo. I.atfcursos. verbis: '(a) contrata-se a pavimentação de 100km de rodovia. São Paulo: Malheiros. 58. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. da aludida Lei. Conquanto não se modifique o objeto contratual. Nas alterações unilaterais qualitativas. nos limites permitidos por esta Lei'. consubstanciadas no art. pois que este se confunde com aquele. sobretudo as unilaterais. para a realização do objeto. em relação às alterações unilaterais quantitativas (art. Nas alterações unilaterais quantitativas.

'melhor adequação técnica aos seus objetivos'.atfcursos. JESSÉ TORRES PEREIRA. unilateralmente. A fixação desse limite. não se aplicam às alterações qualitativas unilaterais os limites previstos no § 1. 65-§1. Essa alteração encontra. em virtude da não-referência aos limites máximos de acréscimo e supressão de valor. 240 . O atendimento ao interesse público não deve ser esteio a sacrifícios desnecessários do interesse privado.º do art. pensamos. agosto/97. A hipótese de supressão ilimitada no valor contratual é que nos leva a compreender melhor os excessos que podem advir da inexistência dessas barreiras. Modificação unilateral Genericamente previsto no art. como CAIO TÁCITO. Imagine-se.. Mas o que seria razoável? 70%? 60%? 50% . Espinheiro. pp. 25%?. 67). contudo. para melhor adequação técnica aos seus objetivos'. Mesmo que se entenda que não se possa extrair diretamente do art. Pedimos vênia por não nos filiarmos a esse pensamento. CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO esclarece: 'as competências administrativas só podem ser validamente exercidas na extensão e intensidade proporcionais ao que seja realmente demandado para cumprimento da finalidade de interesse público a que estão atreladas' (ob. MARÇAL JUSTEN FILHO e ANTONIO MARCELO DA SILVA. a. porque a mencionada alínea a não lhes faz referência. barreiras e condicionantes. essa ilação. p. a quem se assegura a intangibilidade do equilíbrio econômico-financeiro e da natureza do objeto do contrato. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.º)' (Licitação e Contrato Administrativo..Rua Buenos Aires. algumas até colacionadas no texto da presente consulta. É o que reza o princípio da proporcionalidade. São Paulo: Malheiros. Nas opiniões de eminentes doutrinadores. 611 –. preferimos a orientação de HELY LOPES MEIRELLES. 65-I. reduzindo o valor inicial do contrato na mesma proporção. A utilização da proporção adequada nos atos da Administração é condição de legalidade deles. Nesse ponto. da Lei de Licitações e Contratos.br 'quando houver modificação do projeto ou das especificações. a disponibilidade de nova tecnologia que pudesse reduzir os custos de determinada obra em 80%. além de um limite máximo de valor para os acréscimos e supressões (art. bem como a de CARLOS ARI SUNDFELD.com. anelado pelo princípio da proporcionalidade. que proíbe os excessos da Administração. como exemplo.º 42. a obrigação de ele adotá-la na execução da obra. segundo o art.com. 58-I.1. cit. I. nos direitos do contratado.br www. p. 65. está condicionado por seu objetivo: a 'melhor adequação às finalidades de interesse público'. Pode decorrer da modificação do projeto ou das especificações para. 80. I. sem considerar a manifestação de sua vontade ou recusa? Evidente que se trata de uma supressão de valor contratual desarrazoada. em virtude da observância aos direitos do contratado. De um lado. 227/228) (grifamos). in verbis: '2. TOSHIO MUKAI – como faz referência JUSTEN FILHO no seu parecer publicado no Informativo de Licitação e Contratos n. 65 da Lei. inclui-se na discricionariedade do legislador. a inexistência desses limites não se coaduna com o Direito. 58. pois pode ser deduzida a partir do art. 1994. Recife/PE. Seria possível à Administração impor ao contratado..

cabe ressaltar que a nãoimposição de barreiras aos acréscimos unilaterais pode também ser fonte de ônus desnecessário ao contratado. em muitos casos. objetivos e preestabelecidos em lei. Embora nossa exemplificação tenha-se baseado na hipótese de supressão de serviços. 241 . inviabilizar o cumprimento do contrato. Espinheiro. de observância a esses limites nas alterações unilaterais. claros e fixados em lei a esse poder de alteração unilateral a ela concedido.br Cumpre. previstos no art. até certo limite. por parte da Administração. não obstante a falta de referência a eles no art. pode resultar excessivamente onerosa' ('Contratos Administrativos - Acréscimos de obras e serviços . XII. pode ser constrangida a realizar quantidade de prestações superior à inicialmente estipulada. da Lei 8. a empresa pode não ter capacidade operacional para atender ao aumento de suas obrigações. e proceder a nova licitação e contratar o novo objeto. § 1.666/93. têm de ser claros. Referidos limites. 65. da Lei 8. Por isso. Chamamos mais uma vez a esclarecedora orientação de CARLOS ARI SUNDFELD: 'Ao contratar com a Administração. 65. nos termos do art. a. Vejam-se as palavras de CARLOS ARI SUNDFELD sobre o assunto.Alteração'. I.br www.com. deve se preparar para tal eventualidade' ('Contratos Administrativos - Acréscimos de obras e serviços .com. 80.atfcursos. Acreditamos até que poucos contratariam com a Administração se não houvesse limites objetivos. da Lei n º 8.º.º. Recife/PE. p. esclarecer que. na hipótese de uma alteração unilateral imposta pela Administração. 58. VI Isso não significa. alinhamo-nos à tese de que as alterações unilaterais qualitativas estão sujeitas aos mesmos limites escolhidos pelo legislador para as alterações unilaterais quantitativas. 78. conforme prevê o art.Rua Buenos Aires. in verbis: 'Se a Administração pudesse impor ao particular a ampliação desmesurada de suas obrigações. da Lei 8. em caráter excepcional. no princípio da proporcionalidade e no respeito aos direitos do contratado. p. mesmo com a garantia de incremento da remuneração. Note-se que a supressão. 65. que excedam os limites prescritos no art. na realização do interesse público. a realização das prestações acrescidas. em nossa opinião. que. 78. I. quando trava um contrato. porque é mais evidente a onerosidade ao contratado. XIII. O que reforça a nossa tese. a empresa privada já sabe que. a opção que restaria à Administração seria a de rescindir unilateralmente o contrato. Fundamentamo-nos na necessidade de previsão de limites objetivos e claros em Lei. aqui. de um lado. É que. § 1. ultrapassar referidos limites.Alteração'.666/93.666/93. por inexecução pela Administração.666/93. pelo mesmo preço unitário previsto no contrato. prescrito no art. a Administração não possa. poderia. entretanto. sejam quantitativas ou qualitativas. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a fim de não submeter o contratado a alteração contratual unilateral que não seja razoável ou proporcional. de obras. serviços ou compras. especialmente. Quando participa de licitação e. de outro. pois é a partir deles que o possível contratado dimensiona os riscos que deve suportar. é também causa de rescisão do contrato. 153). 153).

poder-se-ia estar abrindo precedente para. a não-alteração do contrato não impede a realização do interesse público que determinou a sua celebração. ainda. se o interesse coletivo primário exigir a revisão contratual. no sentido de que sejam realizadas quando a outra alternativa – a rescisão do contrato. exigindo tal acréscimo' (ob. Novamente nos socorremos das lições de CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO. I. ou são imprescindíveis ou viabilizam a realização do objeto. Sem a implementação das modificações qualitativas não há objeto e. pode ser um 'fato da natureza quanto outro'. poderia fazê-lo. revisando. entendemos que. mas consensualmente. A modificação do projeto ou especificação pode ser necessária independentemente de o fato motivador ser superveniente ou de conhecimento superveniente.br Em nossa opinião. 65.com. contornar-se a exigência constitucional do procedimento licitatório e a obediência ao princípio da isonomia. excepcionalíssima. Caso contrário. pelo menos parcialmente. Estas. na hipótese de alterações qualitativas. 407). Objetivo da Administração é a satisfação do interesse público. Tal fato. esta deve ser implementada pela Administração. uma vez que não configura óbice à execução dos 100km da via. por mútuo acordo. quando a modificação contratual visa a aumentar a extensão da via de 100 para 150km . não unilateralmente. para melhor adequação técnica aos objetivos da Administração (art. cit. Sabe-se que a rescisão contratual. a). por interesse público. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. a que já se fez referência.. diferentemente das quantitativas – que não configuram embaraços à execução do objeto como inicialmente avençado –.com. com vistas a nova licitação e contratação. não há a satisfação do interesse público primário que determinou a celebração do contrato. Além de bilaterais e qualitativas.Rua Buenos Aires. de modo astucioso. não seria possível a realização dos 100km de pavimentação. o 'domínio de nova tecnologia mais avançada' ou a 'disponibilidade de equipamentos tecnicamente mais aperfeiçoados'. modificação efetuada acima dos limites previstos no § 1. ademais indisponível.br www. Ora. comungando a opinião de ANTÔNIO CARLOS CINTRA DO AMARAL (ob. sustentamos que tais alterações devem ser necessariamente qualitativas. pode ser. Distinta é a situação. sem o acréscimo dos serviços de terraplanagem. inicialmente contratados. verifica-se que. 128/129). as obrigações e o valor do contrato. ou então perante as chamadas 'sujeições imprevistas'. isto é: quando dificuldades naturais insuspeitadas se antepõem à realização da obra ou serviço. Relembrando o exemplo de alterações qualitativas que aduzimos.º do art. traz uma série de conseqüências: a indenização de 242 . pois dessa maneira evita-se a excessiva onerosidade nas obrigações do contratado. 65. por conseguinte. Alterações qualitativas são também aquelas decorrentes de modificações de projeto ou de especificações.bilaterais -. Nesse caso. Recife/PE. in verbis: 'Embora a lei não o diga. cit. caberia ainda. seguida de nova licitação e contratação – significar sacrifício insuportável do interesse coletivo primário a ser atendido pela obra ou serviço.atfcursos. desde que extrínsecos à relação contratual. sustentamos que tais alterações sejam excepcionalíssimas. p. pp. 80. Tais alterações devem ser efetuadas por acordo mútuo . em situações excepcionalíssimas. se ocorrer verdadeira e induvidosamente alguma situação anômala. Além de consensuais. vez que o novo pacto passa a depender da manifestação de sua vontade.alteração quantitativa. Espinheiro. porque aquele é seu objetivo.

os custos com a dispensa dos empregados específicos para aquela obra. § 1. qualitativa e consensual. e no art. VII Isso posto. no sentido de que só seriam aceitáveis quando.666/93. 65. em vista disso.br prejuízos causados ao ex-contratado.º. sugerimos que este Tribunal conheça da presente consulta. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.º.forem gravíssimas ao interesse público primário. a revisão contratual qualitativa e consensual. o pagamento ao ex-contratado do custo da desmobilização. em que se exige apenas a consensualidade. da Lei 8.. § 2. seguida de nova licitação e contratação . que o ritmo de construção das obras fique diretamente relacionado ao ciclo hidrológico da área.666/93. do art.atfcursos. somente seria justificável.666/93. do princípio da proporcionalidade e da necessidade de esses limites serem obrigatoriamente fixados em lei. b) que a mencionada obra se encontra em adiantado estágio de execução. além dos limites referidos.) a) que se trata de uma barragem de terra que está sendo construída sem o desvio do leito do rio. pela obra ou serviço. 58.648/98. 216 do Regimento Interno. que ultrapasse os limites preestabelecidos no art. 1/5 contém diversos elementos.quanto as unilaterais qualitativas . da Lei 8. como. a seguir transcritos. que importe em superação dos limites econômico-financeiros previstos nos §§ 1º e 2º da Lei 8. a diluição da responsabilidade pela execução da obra. em razão da 243 . com base no art. b) é permitido à Administração ultrapassar os aludidos limites. na hipótese de alterações contratuais consensuais. ou seja. VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO RELATOR: Consoante assinala a instrução a cargo da 6ª SECEX (fls. I.º. nos termos do inciso II.a rescisão do contrato por interesse público. quando as conseqüências da outra alternativa .º da Lei 8. 1. atrasando o atendimento da coletividade beneficiada.666/93. no caso concreto.br www.a rescisão contratual. o Aviso ministerial às fls. em face do respeito aos direitos do contratado.com. Ressalve-se somente a hipótese de supressões contratuais quantitativas. do § 2.que modificam a dimensão do objeto . Somente quando tais conseqüências forem gravíssimas ao interesse coletivo primário é que se justificaria a revisão contratual. a outra alternativa . reveladores de que a presente Consulta versa sobre caso concreto: ―(.significar sacrifício insuportável ao interesse coletivo primário a ser atendido. onde a construção do maciço de terra na calha central do rio somente poderá ser feita nos períodos de estiagem obrigando. prescrito no art.443/92. seguida de nova licitação e contratação . durante vários meses do ano. incluído pela Lei 9.º e 2. cuja conseqüência é a suspensão das referidas obras em terra.que mantém intangível o objeto.até a conclusão do novo processo de contratação e a mobilização do novo contratado -. 80.. da mesma Lei. em natureza e em dimensão. no caso específico.Rua Buenos Aires. os pagamentos devidos pela execução do contrato anterior até a data da rescisão. e a paralisação da obra por tempo relativamente longo . Espinheiro. qualitativas e excepcionalíssimas. 6/9). por exemplo. para responder ao consulente que: a) tanto as alterações contratuais unilaterais quantitativas . 65.º. estão sujeitas aos limites preestabelecidos nos §§ 1.‖ 2.com. da Lei 8. mas exige um aditamento ao contrato por alteração dos quantitativos de serviços.É o relatório. Recife/PE.

inciso I. dentre outras.300/86 (. Rejeitada a preliminar de que a Consulta versa sobre caso concreto.. prevista no art. 47/96 .. 09/95.Rua Buenos Aires. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Recife/PE.br www. barragem de terra. Dr. a respeito da viabilidade de enquadramento da modificação do método construtivo como alteração qualitativa.666/93. Decisão n. é a jurisprudência predominante deste Tribunal. 65. podem ser destacadas. entre as vantagens econômicas e sociais. devendo o processo ser arquivado após comunicação ao consulente‖.Isto posto.. ii) a possibilidade de estocar água. 217 do Regimento Interno.. da Lei nº 8.) Assim.). ou seja. entre outras: Decisão n. Decisão n. cujo objeto é a construção de uma 244 . vencido que foi este Relator.) acrescente-se que. embora não faça referência a nomes e lugares.. Para a formulação das questões que submete à apreciação desta Corte.br constatação de fatos supervenientes verificados quando das escavações na fundação da barragem. 80. segundo o qual ―o Relator ou o Tribunal não conhecerá de Consulta‖ que ―verse sobre caso concreto. 3. concebido em maciço de terra. 20/98. as vantagens abaixo relacionadas: i) (.. 2. Decisão n. alínea ―a‖. induzirão elevação dos custos em patamar superior a 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial do contrato. estou de acordo com a conclusão da Unidade Técnica. Essa.300/86. à época da elaboração do Projeto Básico da barragem. Gustavo Krause Gonçalves Sobrinho. 50/96. voto por que se conheça da Consulta para respondê-la nos termos propostos pelo Ministério Público. tendo em vista o disposto no art. 06/96. de irrigação e turismo. 796/96 . d) que os acréscimos tidos como necessários e essenciais para complementar a obra em questão. e considerando que a obra supracitada é objeto de contrato regido pelo Decreto-Lei n. 2. em vias de implantação na área de abrangência do atendimento previsto para a barragem.com. 95/93 . a garantia de abastecimento de água para uma população de quase 3 milhões de pessoas.com. haja vista as seguintes decisões plenárias. aliás.in Ata n. à medida em que o maciço de CCR vai sendo elevado.. para um maciço de Concreto Compactado a Rolo (CCR) apresentaria.in Ata n. previsto no projeto inicial como sendo um maciço de terra. iii) (. c) que uma mudança no processo construtivo na calha central do rio. VOTO PROFERIDO PELO MINISTRO ADYLSON MOTTA (REVISOR): Como consignado no bem lançado Relatório. a técnica construtiva de concreto compactado a rolo era pouco ou quase não utilizada em obras de barragem no Brasil. e que não será conveniente tentar resolver o problema mediante uma nova licitação. 2. o que não ocorreria no caso do processo construtivo ser mantido de acordo com o projeto original.in Ata n. 11/93. com a devida vênia da douta Procuradoria. e de sua sujeição aos limites prescritos no § 1º do mesmo artigo.atfcursos.)‖. Espinheiro. Decisão n. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. devido às incertezas próprias dos eventos de licitação. os presentes autos tratam de consulta do então Ministro de Estado do Meio Ambiente. Nestas condições. a da antecipação de 2 ou 3 anos de acumulação de água na região.. 91/95 .in Ata n. e a segurança do abastecimento de água para grandes projetos industriais. aquela autoridade faz minucioso relato da execução de um contrato firmado sob a égide do Decreto-lei nº 2. (. 331/98 . mantido o processo construtivo do projeto original ou por outro lado modificando-se a tecnologia construtiva para CCR.in Ata n.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. que o resultado da tarefa de interpretação das normas atualmente aplicáveis não perde sua validade pelo fato de o contrato hipotético sub examine ter sido assinado com arrimo na pretérita lei de licitações. Ao final. a lei é omissa. sem qualquer comprometimento técnico ou de segurança. Considerando a ressalva do art. pois os limites legais são a garantia do respeito dos princípios da manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato e da obrigatoriedade de licitação. estão sujeitas aos limites preestabelecidos nos § § 1º e 2º do art . desde que tais alterações sejam qualitativas. em natureza e em dimensão –.300/86. com toda razão. Ressalta. que determina a aplicação de regras vigentes de alteração contratual aos contratos firmados sob o abrigo do Decreto-lei nº 2.com. imprescindíveis ou viabilizadoras da realização do objeto. Face às razões sumariadas nos parágrafos anteriores. 80.br barragem. in fine. está sujeito aos limites estabelecidos no art. na realização do interesse público. a obra encontra-se em adiantado estado de execução. 58. 121 da Lei nº 8. primeiramente entende. mas que. 55. cujo fundamento é a supremacia do interesse público e sua indisponibilidade.atfcursos. propõe responder à autoridade consulente que: ―a) tanto em alterações contratuais unilaterais quantitativas . em conjunto com o princípio da proporcionalidade do atos da Administração.br www. do contrário. adota o posicionamento de que a Administração. em razão de fatos supervenientes. significar sacrifício insuportável do interesse coletivo primário a ser atendido. alínea ―b‖). pode excepcionalmente ultrapassar esses limites em comum acordo com o contratado. ainda que acarrete aumento ou supressão na obra.666/93. Entende que a mutabilidade é da própria natureza do contrato administrativo. § 1º. do Decreto-lei nº 2. submete a este Tribunal as questões sintetizadas a seguir: a) pode-se fazer aditamento ao contrato inicial para se alterar o método construtivo.que modificam a dimensão do objeto –. da mesma Lei. em face do respeito aos direitos do contratado. traria como vantagens a diminuição do prazo de conclusão da obra e o início antecipado da acumulação de água na barragem. Recife/PE. sem alteração do seu objeto? b) tal aditamento. as alterações contratuais ilimitadas ferem o senso comum e o Direito. pois. poder-se-ia configurar fuga da exigência constitucional do procedimento licitatório e da obediência ao princípio da isonomia. 65. embora não contribuísse para a redução dos referidos acréscimos ao limite legal. quanto as unilaterais qualitativas . enfrenta corajosamente essas questões tormentosas. Isto se dá porque sem a implementação das alterações qualitativas não há satisfação do interesse público que determinou a celebração do contrato. Constata que a referência legal aos limites é expressa quanto às alterações quantitativas (art.com. A adoção de um novo método construtivo.300/86? O ilustre representante do Ministério Público junto a esta Corte. Não obstante. Segundo o consignado. defende que tais limites podem ser deduzidos a partir da ressalva aos direitos dos contratados feita pelo art. Espinheiro. mas. prescrito no art. 65 da lei 8.666/93. precisa de acréscimos que ultrapassam o limite de 25% do valor inicial do contrato. I.que mantém intangível o objeto. inciso I.Rua Buenos Aires. ao tratar das alterações qualitativas. inciso I. do princípio da proporcionalidade e da necessidade de esses limites serem obrigatoriamente fixados em lei. com o acolhimento do eminente Ministro-Relator. ou seja. com seu costumeiro brilhantismo. resultando valiosa contribuição para seu deslinde. No que concerne à segunda questão. seguida de nova licitação e contratação. no entanto. 245 . 57. No entanto. que tais alterações devem ser excepcionalíssimas e só devem ser adotadas quando a rescisão do contrato e suas repercussões financeiras.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. e a dimensão. complementares ou novas. Tal fim público consubstancia-se na consecução do objeto da avença. fazer ou não fazer‖2 Pode-se asseverar. consistentes na obrigação de fazer contraída pelo contratado (objeto imediato). imutável por força dos princípios da obrigatoriedade de licitação e da isonomia que regem as licitações. Rio de Janeiro. que pode ser passível de alteração para o atendimento do interesse público primário. da Lei 8. a outra alternativa . sem. ―O objeto do contrato é o seu núcleo. Adilson Abreu. São obras complementares as que não figuram nem nos planos. Carlos Ari. em imutabilidade do fim‖1. 1996. § 1º . São obras extras aquelas compreendidas nos planos e especificações.Rua Buenos Aires. 9. cuja permanência e condições se subordinam às variáveis imposições do interesse público. no caso específico. Contratos Administrativos . in BLC. arrimando-se na lição do célebre administrativista Celso Antônio Bandeira de Mello.atfcursos. no entanto.a rescisão do contrato por interesse público.significar sacrifício insuportável ao interesse coletivo a ser atendido.Alteração. que o objeto mediato possui como elementos a natureza.Acréscimo de Obras e Serviços . p. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. a meu ver. mas não computadas no orçamento. pela obra ou serviço. Aide Editora. 246 . seguida de nova licitação e contratação . JUSTEN FILHO. Recife/PE. O objeto mediato do contrato administrativo é o bem jurídico sobre o qual versa a prestação de dar. II Como afirma o Professor Adilson Abreu Dallari. qualitativas e excepcionalíssimas. Marçal. que ultrapasse os limite preestabelecidos no art. ou seja. Limites à Alterabilidade do Contrato de Obra Pública. 465. determina as características das alterações quantitativas e qualitativas.br b) é permitido à Administração ultrapassar os aludidos limites.a rescisão contratual. Dallari afirma que as alterações qualitativas ―comportam uma subdivisão em obras extras. com base nos doutrinadores. Esta peculiaridade. Espinheiro. Nº 10. nem nos 1 2 DALLARI. 349. no âmbito administrativo. Na lição de Marçal Justen Filho. seguida de nova licitação e contratação . distingue-o com maestria dos contratos privados em uma frase que considero lapidar: ―a imutabilidade das cláusulas do contrato privado converte-se. ressalvados os direitos dos contratados3. 80. posso afirmar que as alterações qualitativas decorrem de modificações necessárias ou convenientes nas quantidades de obras e serviços. a doutrina é pacífica em afirmar que o contrato administrativo tem como característica identificadora a instabilidade do vínculo. Consiste nas pretensões que as partes se obrigam a realizar. V. somente seria justificável.com. Baseando-se no mestre venezuelano Alan Randolph Brewer-Carias. sem prejuízo da salvaguarda dos interesses patrimoniais privados do contratado. 156. 65. a construção visada). a revisão contratual qualitativa e consensual. quando as conseqüências da outra alternativa .666/93. O objeto imediato do contrato administrativo é a conduta humana (consistente em um dar. fazer ou não fazer). p. p.br www. implicarem mudanças na natureza e dimensão do objeto mediato (exempli gratia. 4ª edição.com. no sentido de que só seriam aceitáveis quando.forem gravíssimas ao interesse público primário‖. 3 SUNDFELD. O autor. Permitindo-me não me alongar demasiadamente em definições já exaustivamente explanadas. na hipótese de alterações contratuais consensuais. in RTDP. cuja conceituação considero ser o verdadeiro ponto de partida para a elucidação das questões respondidas com grande habilidade pelo digno representante do Ministério Público junto a esta Corte. no caso concreto.

enquadra-se com perfeição no conceito de objeto imediato ( toda ―construção‖. 247 . perfilho o posicionamento de que nenhum óbice se apresenta à aplicação da referida norma às alterações qualitativas5. Embora não digam respeito diretamente às alterações qualitativas.. repito. ―reforma‖. cit. alínea ―a‖). mantidas a natureza e dimensão do objeto mediato. 467. para melhor adequação técnica aos seus objetivos‖ (art. traria como vantagens a diminuição do prazo de conclusão da obra e o início antecipado da acumulação de água na barragem. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Adilson Abreu. tal preceptivo utiliza-se do valor do contrato e não da prestação correspondente (objeto imediato) como parâmetro sobre o qual incidirá os percentuais-limite de 25% e 50%. leva-nos a constatar que. que consiste no fato de que a hipotética alteração qualitativa.. utilizando-se de obras extras. esse dispositivo utiliza-se do termo ―obras‖ que. Nº 3. via de regra. ação de construir. não tem o condão de justificar a superação dos limites legais de alteração contratual. Limites à Alterabilidade .). 65. A esse respeito.. 65. com a fixação necessária de limites implícitos e explícitos à atividade discricionária dela decorrente. III No que concerne à segunda questão colocada pela autoridade. 65.. Contrato Administrativo: Alteração Quantitativa e Qualitativa. Ademais.br orçamentos. 10. ação de reformar etc. Logo. p.. visam apenas à consecução ótima do objeto mediato. quase sempre significarão um aumento ou supressão em obras e serviços que tornam possível a obtenção do objeto mediato. da Lei de Licitações e acolho o entendimento do douto representante do Ministério Público. não vejo nenhum empecilho em se estender a esses casos a observância dos limites prescritos no art. as alterações quantitativas visam à modificação na dimensão do objeto mediato igualmente por meio do aumento e supressão do objeto imediato e acarretam invariavelmente abalos na equação econômico-financeira do vínculo contratual. não obstante aparentemente referir-se somente às alterações quantitativas.. ressalta dos autos a peculiaridade da questão posta pelo Consulente. Limites de Valor. que se mantém inalterado em sua natureza e dimensão.. mudanças no valor original do contrato. § 1º. Limites à Alterabilidade. 469. por si só. ao suprimir a anterior possibilidade de as alterações quantitativas ultrapassassem os limites de 25 e 50%. Adilson Abreu. demonstrou claramente sua intenção de coibir as práticas abusivas até então efetivadas com base no Decreto-lei nº 2. com emergências e urgências constantes na alocação de recursos públicos em várias áreas 4 5 DALLARI.br www. portanto. Caio. Vivemos em um país com enormes carências crônicas de toda ordem. As alterações qualitativas. cit. Recife/PE.Rua Buenos Aires. complementares ou novas em relação às já contratadas. DALLARI. 6 TÁCITO. São obras novas as modificações ordenadas pelo contratante‖4. mas cuja execução é essencial para o perfeito funcionamento da obra.com. V. Essas. § 1º. por abranger apenas o objeto imediato. inciso I. p. A leitura do art. originadas pela ―modificação do projeto ou das especificações. consoante se depreende do art. com os conseqüentes reflexos financeiros no contrato.. Entendo que esta particularidade. inciso I. por meio do aumento ou supressão do objeto imediato. entendo que é um claro sinal de que o aditamento de alterações qualitativas ao objeto fora dos limites legais deve ser considerado sob o ângulo da estrita excepcionalidade. Espinheiro. ou seja. deve-se primeiramente afirmar que a lei vigente. p. sobre se as alterações qualitativas estão sujeitas aos limites estabelecidos na lei de licitações.300/86. in BLC. 80.atfcursos. 118. Por sua vez.com. e também requerem. À vista das razões apresentadas no Parecer e do fato de que as alterações qualitativas também implicam aumentos e supressões de obras e serviços para a consecução do objeto mediato. visto que o novo e atual tratamento a elas reservado pela lei vigente possui características e finalidades próprias6. embora não contribuísse para a redução dos referidos acréscimos ao limite legal. 6º.

. Espinheiro. 471. 24. pp.. Adilson Abreu. citado por Dallari. Recife/PE. essa faculdade da Administração não é livre. Adilson Abreu. inciso IV). p.. e TÁCITO. ob.. 4ª edição. Curso de Direito Administrativo. Contratos Administrativos. Sérgio Ferraz e Brewer-Carias. de forma exclusiva.atfcursos.. apenas à hipótese de ocorrência cumulativa dos seguintes pressupostos: a) não acarretar para a Administração encargos contratuais superiores aos oriundos de uma eventual rescisão contratual por razões de interesse público acrescidos aos custos da elaboração de um novo procedimento licitatório. Editora Malheiros.. e BANDEIRA MELLO.. 248 . a diminuição do prazo de conclusão como razão suficiente para o aditamento além dos limites legais.br prioritárias como saúde. cit.. 394. Contrato Administrativo. SUNDFELD. desde que atendidos os requisitos da urgência. Adilson Abreu.. cit. frustrando os princípios da obrigatoriedade de licitação e da isonomia9.. 470. Quanto aos casos em que o fator tempo é preponderante para a satisfação eficiente do interesse público primário. e o respeito necessário aos direitos patrimoniais do contratante privado. 80. 469/470. Limites à Alterabilidade.. 470. p. São Paulo. sem que uma parte procure levar vantagem em detrimento da outra‖)10. como a mais adequada‖. No entanto. 1993. consistente no dever da Administração de respeitar a equação econômico-financeira avençada e do contratado em não se evadir das obrigações assumidas. pp.. estado de calamidade etc. Com o arrimo na preleção de doutrinadores como Marçal Justen Filho. p.. verifica-se que o primeiro deles é a basilar observância do princípio constitucional da obrigatoriedade de licitação e da isonomia. Com relação a esses limites.. 296/297. p. p. 159 e DALLARI.. 10 DALLARI. posteriormente. educação e segurança. Adilson Abreu. cit. Marçal. cit. Caio. à vista do nível de capacidade técnica e econômico-financeira do contratado. e nessas circunstâncias é muito temerário afirmar com segurança se a satisfação do interesse público primário se dá pelo satisfação incontinenti de necessidades específicas de um grupo social determinado ou se pela busca do melhor preço pela Administração por meio de nova licitação. além dos limites legais estabelecidos. dando maior poder de compra aos parcos recursos públicos e possibilitando a satisfação desta e de outras carências tão prementes quanto a primeira.. devendo corresponder ainda a uma alteração de circunstâncias fáticas levadas em consideração por ocasião da avença8. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 9 DALLARI. descabe aventar. entendo que eles se restringem apenas às hipóteses legalmente reguladas de dispensa de licitação.. Limites à Alterabilidade... depende da ocorrência comprovada de determinados pressupostos7. Carlos Ari. (art. verifica-se inegável preocupação da doutrina em identificá-los e fixá-los. 7 8 DALLARI. cit.com. a modificação decorrente não pode ser de vulto tal que venha a transfigurar o objeto original em outro. Brewer-Carias. cit. 467.. incluídos os encargos suplementares (―os contratos devem ser executados de boa-fé. Celso Antônio.br www.com. embora a mutabilidade seja característica inconteste do contrato administrativo e a atividade de alteração unilateral qualitativa figurar no âmbito da discricionariedade. aventa ainda como limite derivado das regras que informam as contratações administrativas o princípio da boa-fé contratual. Limites à Alterabilidade. eles têm como conseqüência a restrição das modificações qualitativas. e b) não possibilitar a inexecução contratual. cit. Carlos Ari Sundfeld... 469. Adilson Dallari.Rua Buenos Aires. 118. JUSTEN FILHO.. p. Na lição de Caio Tácito. Logo. A Administração há que também evidenciar que ―a solução localizada na fase da licitação não se revelou. além dos princípios da finalidade.. As modificações qualitativas devem ser decorrentes de fatos supervenientes que impliquem em ―dificuldades não previstas ou imprevisíveis por ocasião do pacto inicial‖. da razoabilidade e da proporcionalidade Considerados tais balisadores como limites gerais às alterações qualitativas. Limites à Alterbilidade..

c) não pode haver mudança na natureza da prestação prevista no contrato. somente seria justificável. cit.03. que ultrapasse os limite preestabelecidos no art. Se a quaestio juris ainda não tivesse sido suficientemente analisada pelos especialistas.br Carlos Ari Sundfeld sintetiza ―as condições em que. de extrema relevância para a Administração Pública. há farta doutrina no sentido de delimitação de pressupostos para o exercício dessa faculdade deferida à Administração pelo ordenamento jurídico brasileiro.br www. T. de fato. oportunidade em que. acima de 25% do valor original (ou 50%. ADYLSON MOTTA Ministro-Revisor VOTO-VISTA PROFERIDO PELO MINISTRO ADHEMAR PALADINI GHISI: A matéria tratada nos presentes autos é. as conclusões doutrinárias transcritas em nada destoam da apresentada pelo douto Procurador-Geral em exercício. o que certamente poderá ensejar abusos inadmissíveis.. b) a alteração há de ser feita por acordo de vontades. realizada em 24. sob a forma seguinte: ―a) deve-se tratar de contrato de obras ou serviços. e isto me faz apreensivo quanto aos efeitos da resposta proposta por Sua Excelência no que pertine à segunda questão examinada. Procurador-Geral em exercício Dr.Rua Buenos Aires. mas. os contratos administrativos admitem alteração.com. Contratos Administrativos. quando as conseqüências da outra alternativa – a rescisão contratual. § 1º. e) os trabalhos a serem acrescidos devem ser motivados por dificuldades de ordem técnica não previstas e razoavelmente imprevisíveis desde o início. Isto posto. sem qualquer violação das normas constitucionais. Sala das Sessões.‖11 IV Como visto. no caso concreto. Recife/PE. conforme salientado pelo ilustre Representante do Ministério Público. mas apenas aumento da quantidade de trabalhos necessários à sua cabal execução.99..atfcursos. seguida de nova licitação e contratação – forem gravíssimas ao interesse público primário‖. Carlos Ari. foi esta Consulta 11 SUNDFELD. Espinheiro. f) os novos trabalhos devem ser necessários e indispensáveis à completa execução do objeto original do contrato. pela primeira vez.. a verificação da ocorrência ou não de graves prejuízos ao interesse público primário. 160. e considerando que estive ausente da Sessão deste Colegiado. para acréscimo de quantidades..com. Lucas Rocha Furtado. p. no caso de reforma)‖. Entendo que estabelecer simplesmente que ―a revisão contratual qualitativa e consensual. 1º da Lei Orgânica que a resposta à consulta tem caráter normativo e constitui prejulgamento da tese. Assim entendido. da Lei 8.C. dispõe o § 2º do art. é deixar desidiosamente ao talante do administrador. Voto por que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto a deliberação deste Plenário. 249 . como demonstrado exaustivamente nos parágrafos anteriores. em 14 de abril de 1999. Todavia.U. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 80. d) não pode haver ampliação da dimensão do objeto contratado.. 65. sem a observância de quaisquer limites a sua atividade discricionária.666/93. talvez poder-se-ia adotá-la como ponto de partida para uma ulterior construção jurisprudencial.

Por essas razões e tendo em vista que a Consulta trouxe ao descortino desta Corte uma questão concreta. conforme Decisão nº 101/99-TCU-Plenário. especialmente em face da necessidade de que seja identificado o interesse público em cada um dos casos específicos submetidos à apreciação deste Tribunal. portanto. diante das situações fáticas específicas oportunamente colocadas.Rua Buenos Aires. define o citado autor: ―Interesse público ou primário é o pertinente à sociedade como um todo e só ele pode ser validamente objetivado. em respeito à busca incessante da manutenção do Estado Democrático de Direito. inteirar-me das questões então discutidas. porquanto nos Estados democráticos o poder emana do povo e em seu proveito terá de ser exercido. em assim sendo. então. aliás. Por conseguinte.br www. isto é. que. há que se buscar resguardar o cumprimento das leis. Todavia. verificar a aplicabilidade da tese sustentada pelo ilustre Representante do Ministério Público e pelo ilustre Ministro. para que se possa. pois. ao interesse primário. 5ª edição. 216 do Regimento Interno. 4. interesses de outrem: a coletividade. que. de forma mais aprofundada. o cuidado e a profundidade com que a matéria foi abordada pelo 250 . o uso de prerrogativas da Administração é legítimo se. ressalto que o ponto tido como determinante para o deslinde da matéria – o interesse público – há que ser identificado caso a caso. em princípio. 2. estará sempre estampado nos textos legais aprovados pelo Congresso Nacional.atfcursos. 7. inicialmente. como corolário natural. exarando entendimento de caráter normativo. quando a consulta não versar sobre caso concreto. 8. como decorrência da expressão máxima da vontade do povo. entretanto. considerando. uma vez superada essa etapa. Logo. e aquele. como pelo Representante do Ministério Público. 3. em Estados democráticos de direito. àquele que a lei aponta como sendo o interesse da coletividade: o da observância da ordem jurídica estabelecida a título de bem curar o interesse de todos. no concernente à preliminar de conhecimento. Malheiros Editores. 80. atendendo ao interesse público. na fase atual dos exames.‖ 5. na forma especificada na Lei Orgânica e no Regimento Interno deste Tribunal.com. tecer algumas considerações acerca da tese defendida pelo ilustre Órgão do Ministério Público e pelo eminente Ministro Adylson Motta.‖ E prossegue. à Administração.br apreciada. não deveria ser conhecida a Consulta. ou seja. a segurança jurídica das relações estabelecidas na sociedade. Espinheiro. salientando-se. em cada situação particular. este relacionado ao Estado.‖ 6. após distinguir o interesse primário do secundário. julgo mais apropriado. Gostaria de registrar. solicitei vista dos autos para que pudesse. vale dizer. haja vista conter todos os elementos de caso concreto. A propósito. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. apenas e tão-somente. Valho-me para tanto dos ensinamentos do administrativista Celso Antônio Bandeira de Mello que. aos interesses da coletividade como um todo: ―Não estaria. estudada a questão sob a ótica do caso concreto aqui versado. pois este é o interesse que a lei consagra e entrega à compita do Estado como representante do corpo social. Por isso. fato reconhecido tanto pelos ilustres Ministros que atuaram nos autos. ao discorrer sobre o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado: ―Quem exerce 'função administrativa' está adstrito a satisfazer interesses públicos. não caberia retomar tal discussão. em especial. Permito-me. perseguindo-se. quando e na medida indispensável ao atendimento dos interesses públicos. Por outro lado. Recife/PE. entendo que a mesma não pode e não deve ser respondida em tese.com. apesar de já ultrapassada naquela assentada. do povo. entendo não terem sido preenchidos os requisitos estabelecidos no art. reservar-se a esta Corte de Contas o direito de exercer sua competência legal de manifestar-se em processos de consultas. em sua obra. ou seja. Nesse sentido. o interesse público. preleciona. em princípio. ―Curso de Direito Administrativo‖. Com efeito.

atfcursos. Gustavo Krause Gonçalves Sobrinho. Procurador-Geral em exercício. inciso II. itens IV e V. Espinheiro. nos termos já sugeridos pelo Ministro 1º Revisor. Na situação presente. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. em caráter excepcional. ADHEMAR PALADINI GHISI Ministro-Relator DECISÃO: O Tribunal Pleno. no caso concreto descrito nos autos. DECIDE: 8. e do item 8. consoante a posição por nós assumida neste processo. estão sujeitas aos limites preestabelecidos nos §§ 1º e 2º do art.U. responder à Consulta formulada pelo ex-Ministro de Estado de Estado do Meio Ambiente. Recife/PE. restou demonstrado o interesse público no acréscimo pretendido. I. b) nas hipóteses de alterações contratuais consensuais. 9. 10. do princípio da proporcionalidade e da necessidade de esses limites serem obrigatoriamente fixados em lei. observados os princípios da finalidade. Dr.não acarretar para a Administração encargos contratuais superiores aos oriundos de uma eventual rescisão contratual por razões de interesse público.que mantêm intangível o objeto.não possibilitar a inexecução contratual. § 2º da Lei nº 8. Lucas Rocha Furtado. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 251 . III . prescrito no art.Rua Buenos Aires. com fundamento no art. o ilustre Representante do Ministério Público. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal.Acompanhando.decorrer de fatos supervenientes que impliquem em dificuldades não previstas ou imprevisíveis por ocasião da contratação inicial. da razoabilidade e da proporcionalidade. T.1. nos seguintes termos: a) tanto as alterações contratuais quantitativas – que modificam a dimensão do objeto – quanto as unilaterais qualitativas .1.com. sugerimos as alterações parciais dos textos do item 8. além dos direitos patrimoniais do contratante privado. julgo de todo apropriada a aplicação do entendimento então defendido à obra descrita na peça consultiva. razão que me faz opinar por que se responda à autoridade consulente. II .br Sr. e no art. em face do respeito aos direitos do contratado. 216.com. da mesma Lei. no mérito. 65 da Lei nº 8. acrescidos aos custos da elaboração de um novo procedimento licitatório. letra b. à vista do nível de capacidade técnica e econômico-financeira do contratado. conforme nossa proposta de Decisão Anexa. em 12 de maio de 1999.C. do Regimento Interno deste Tribunal. 80. em natureza e em dimensão. desde que satisfeitos cumulativamente os seguintes pressupostos: I .443/92. qualitativas e excepcionalíssimas de contratos de obras e serviços. Outrossim. e o Ministro Adylson Motta.br www. com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do texto oferecido pelo ilustre Ministro Adylson Motta. portanto. 58. 1º. que tão brilhantemente defenderam a tese trazida à discussão deste Colegiado.. constante deste Voto Revisor.2.666/93. Procurador-Geral em exercício Dr. Lucas Rocha Furtado e pelo Senhor Ministro Adylson Motta. inciso XVII. diante das razões expostas pelo Relator. é facultado à Administração ultrapassar os limites aludidos no item anterior. Voto por que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto à deliberação deste Plenário.

CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. in ‗Curso de Direito Processual Civil‘.10. Espinheiro.2. pode o Juiz reduzir a multa sem que haja ocorrência de invasão de competência administrativa pelo Judiciário.que as conseqüências da outra alternativa (a rescisão contratual. 80. PROCESSO ADEQUADO. de acordo com as especificações do contrato. ―Trata-se de multa pelo atraso no adimplemento dos serviços da empresa contratada por licitação e estipulada no contrato administrativo. 86 da Lei n. ou seja gravíssimas a esse interesse.U. em caso de rescisão contratual por culpa do contratado. Recife/PE. O SEGURO-GARANTIA PRESTADO POR OCASIÃO DA LICITAÇÃO NÃO É TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. razão pela qual não podem os particulares produzirem.666/93. pelo Poder Judiciário. 8.demonstrar-se .677/RS – Relator: Ministro José Delgado – Sessão de julgamento ocorrida em 02. Tratando-se de apólice de seguro-garantia a Companhia Seguradora "obriga-se a completar à sua custa a obra. Informativo nº 111) H) Inexistência de auto-executoriedade das garantias contratuais. do valor de multa imposta ao contratado em virtude de atraso na execução do contrato. (Decisão publicada no D.na motivação do ato que autorizar o aditamento contratual que extrapole os limites legais mencionados na alínea "a". V . diante de ofensa ao princípio da razoabilidade. 1. ou a pagar à Administração o necessário para que esta transfira a terceiros a 252 .br IV . 8. inclusive quanto à sua urgência e emergência.1999) G) Possibilidade de revisão. Necessidade de a Administração ingressar em juízo.não ocasionar a transfiguração do objeto originalmente contratado em outro de natureza e propósito diversos.ser necessárias à completa execução do objeto original do contrato. ―ADMINISTRATIVO. prevista no art. É assente que a ‗lei enuncia em numerus clausus os títulos extrajudiciais constantes da relação do artigo 585 do CPC. de acordo com a vontade individual. em que tal penalidade fez com que a recorrida recebesse aproximadamente 12% do valor contratado. pleiteando a efetivação das garantias contratuais.com. encaminhar à autoridade consulente cópia do inteiro teor desta Decisão.atfcursos. 2001) 2.br www. à otimização do cronograma de execução e à antecipação dos benefícios sociais e econômicos decorrentes. EXECUÇÃO DE GARANTIA CONTRATUAL. de 21. Em não sendo observado o Princípio da Razoabilidade. A enumeração exaustiva decorre do fato de que os mencionados títulos autorizam a prática de atos de soberania e de enérgica invasão na esfera jurídicopatrimonial do devedor. Forense. seguida de nova licitação e contratação) importam sacrifício insuportável ao interesse público primário (interesse coletivo) a ser atendido pela obra ou serviço.Rua Buenos Aires. uma fonte de atos autoritário-judiciais.com.‘ (Luiz Fux. o serviço ou o fornecimento.O. supra . determinar o arquivamento do presente processo. uma vez que a multa onerou sobremaneira a empresa contratada. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. bem como dos Relatórios e Votos que a fundamentaram.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 330.05. VI . 8.2001 – v.3. TUTELA DE CONHECIMENTO PRÉVIA PARA AFERIR-SE O AN DEBEATUR E O QUANTUM DEBEATUR.

OBSERVÂNCIA AO PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA. (. Excepcionalmente. in ‗Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos‘.830. CONTRATO DE OBRA PÚBLICA.RESP 476450/RJ – Relator: Ministro LUIZ FUX . perdas e danos não são passíveis de execução sem antes serem fixados o an debeatur e o quantum debeatur. os limites desses atos de autoridade.º 6. constando da garantia.Julgado em 18/11/2003 – Acórdão publicado no DJ em 19. O crédito será caracterizável como fazendário e sua exigência poderá fazer-se através de processo de execução. VIOLAÇÃO DO ART. as referidas cártulas são fontes de atos de soberania estatal. promover processo de conhecimento. a título de contraprestação pela efetiva execução do contrato invalidado. ADMINISTRATIVO. seu montante deverá ser exigido do particular que poderá pagar espontaneamente ou não. Recife/PE. AFASTAMENTO. in ‗Licitação e Contrato Administrativo‘ p. Deveras. PRETENSA NULIDADE DO CONTRATO NÃO IMPLICA DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS APÓS A EXECUÇÃO DA OBRA. e não a decisão administrativa que rescindiu o contrato. pelos meios e modos que as circunstâncias exigirem.com.. O que o performance bond garante é a integral execução do contrato segurado.. in specie. p. 253 . CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com.) Quando se tratar da Administração Direta e de autarquia. 8. (. quer pela realização substitutiva. admite-se a sua executividade. a Administração tem o dever de definir o montante das perdas e danos sofridas. 7. antes. para que esta recontrate ou conclua por seus próprios órgãos o que o contratado originário deixou inacabado. Apenas após deter o título executivo é que poderá desencadear a execução. p.(Hely Lopes Meirelles. o regime jurídico será o comum. 80. a exegese do art. máxime porque. através do qual obterá título executivo. a natureza de título executivo não se infere. nesta parte. (STJ – Primeira Turma . 557/558) 4. FRAUDE NA LICITAÇÃO. Isto porque ‗verificada a rescisão. via exigibilidade judicial cognitiva. INOCORRÊNCIA. incidirá o regime jurídico da Lei n. Conseqüentemente. inciso III.666/93 implica concluir que a expressão ‗execução da garantia contratual‘ significa sua ‗efetivação‘. 5. ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DO ESTADO. Consectariamente. ―PROCESSUAL CIVIL. liquidez e exigibilidade. quer pelo pagamento do custo restante à Administração. Quando se tratar das outras entidades da Administração Indireta. mas.br www.. sob pena de enriquecimento sem causa da Administração. consubstanciados em meios de coerção e sub-rogação dependem da extensão do crédito.12.. Mas será necessário o cumprimento dos requisitos legais ali previstos.Rua Buenos Aires. da Lei n. respeitando os princípios já referidos e detalhados do contraditório e da ampla defesa. Decisão assentada em jurisprudência e doutrina processual e administrativa dominantes. 535 DO CPC. por isso.2003.)‘ (Marçal Justen Filho. à luz dos cânones do due process of law. pela seguradora.atfcursos. 8. 210/211) 3. 329) I) Invalidação do contrato administrativo e impossibilidade de repetição dos valores pagos ao contratado.br conclusão ou a realize diretamente. Outrossim. 6. O título executivo será a certidão de dívida ativa. sua certeza. se afere dos termos inequívocos da lei. A entidade deverá. 80. deverá promover procedimento administrativo. Recurso especial parcialmente conhecido e. Uma vez apurado o valor da dívida. Espinheiro. como sói ser o processo autoritário-judicial de execução. fato inocorrente in casu. provido. a quantia líquida e certa devida. Para tanto.

. p. Deveras. Inexiste ofensa ao art. pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. em face de fraude apurada na licitação. 2002. 400) J) Impossibilidade de execução do contrato. Demanda envolvendo contratos administrativos. ainda que a anulação do contrato tenha ocorrido por utilização de documento fraudado pela empresa. a Administração deve indenizar a empresa contratada pela execução de etapas das obras ajustadas até a data da declaração de nulidade. uma vez que tal pagamento não se funda em obrigação contratual. mesmo em se tratando de contrato supostamente eivado de nulidade. Espinheiro. em frontal inobservância ao princípio da moralidade administrativa. 7. 2. não obstante a execução da obra contratada. Mirassol D'Oeste e Rosário Oeste.2005. (REsp 408785/RN. pág.800/86. o que configuraria violação ao próprio princípio da moralidade administrativa‘. ao cabal ressarcimento dos gravames resultantes para o contratante privado. firmados entre o INSS e Arrimo Engenharia Ltda. in Licitação e Contrato Administrativo. Também não há evadirse à conclusão de que nunca por nunca poderá a Administração esquivar-se à contrapartida delas. ainda que impliquem alterações no ajuste inicial. opera efeitos ex tunc. Relator Ministro FRANCIULLI NETTO. e da conseqüente devolução das quantias pagas. 5. o magistrado não está obrigado a rebater. conclui-se que a anulação da licitação. ainda que sem contrato ou com contrato nulo. Pontes. um a um. uma vez que a devolução das quantias pagas por obra já executada implicaria no locupletamento indevido da Administração Pública. para a edificação de imóveis destinados à instalação de Postos de Benefícios nas cidades de Cáceres.com. 14ª Ed. com fundamento na nulidade do contrato. pág.‘ (Celso Antônio Bandeira de Mello in Curso de Direito Administrativo.br www. publicado no DJ de 30. 231). é assente na doutrina que ‗ao Poder Público pertencem todas as prerrogativas necessárias ao bom asseguramento do interesse público. em virtude de acentuada desvalorização cambial: Hipótese de aplicação da teoria da imprevisão. não pode a Administração se locupletar indevidamente e. como na hipótese em exame. Precedente desta Corte no sentido de que ‗do exame dos artigos 39 e 49 o Decreto-lei n. quando o Tribunal de origem. embora sucintamente. vigente à época. Recife/PE. 2. 80. a afastar eventual culpa do contratado. 535 do CPC.br 1. porque o Estado não pode tirar proveito da atividade do particular sem a correspondente indenização.. localizadas no Estado do Mato Grosso. 6. Malheiros. e sim no dever moral de indenizar toda obra.com. de sorte que pode adotar providências requeridas para tanto. requerer a devolução de valores pagos por obras já realizadas. com a conseqüente nulidade do contrato. 2002.2003).07.REsp 662924/MT – Relator: Ministro Luiz Fux – Julgado em 16/06/2005 – Acórdão publicado no DJ de 01. Pretensão reconvencional da autarquia de nulidade do contrato administrativo. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. Lacerda. Ademais. 561) e que ‗mesmo no caso de contrato nulo pode tornar-se devido o pagamento dos trabalhos realizados ou dos fornecimentos feitos à Administração.atfcursos. Malheiros.Recurso especial improvido.‖ (STJ – Primeira Turma . No entanto. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. recebida a prestação executada pelo particular. 254 . 13ª ed. os argumentos trazidos pela parte. isto é. 3. Com efeito. 4.Rua Buenos Aires. serviço ou material recebido e auferido pelo Poder Público.‘ (Hely Lopes Meirelles. Revela-se inequívoco o direito de a empresa contratada auferir contraprestação pelo serviço prestado (recebimento do preço avençado).06.

que exonera o contratado de sua responsabilidade. Informativo nº 155) K) Tribunal de Contas: Incompetência para sustar. sendo equiparável ao caso fortuito e à força maior. esse não se iniciou. conforme o art.tem competência. 71. art. sem que a essa sequer se desse ciência de sua instauração: nulidade. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 9. A desvalorização da moeda no ano de 1999 não está inserida nos riscos da atividade comercial.2002 – v. Tribunal de Contas: competência: contratos administrativos (CF.550/DF – RELATOR PARA ACÓRDÃO: MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE. nada exclui os procedimentos do Tribunal de Contas da aplicação subsidiária da lei geral de processo administrativo federal (L. em janeiro de 1999.br ―A mudança na política cambial do País. Competência para determinar a agente público que promova a invalidação do contrato e. nem proibi-la de participar de licitações com o serviço público por um período de seis meses. para determinar à autoridade administrativa que promova a anulação do contrato e. por si só. Assim. de colorido quase-jurisdicional. não é lícito à Administração exigir da recorrente o pagamento de multa. no caso. o direito a ‗ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado. Tribunal de Contas: processo de representação fundado em invalidade de contrato administrativo: incidência das garantias do devido processo legal e do contraditório e ampla defesa. ter vista dos autos (art. Recife/PE. Espinheiro. Decisão pelo TCU de um processo de representação.11. EMENTA: ―I.atfcursos. pela recorrente. II). que impõem assegurar aos interessados. II. 255 . nos termos em que homologada a licitação. Os mais elementares corolários da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa são a ciência dada ao interessado da instauração do processo e a oportunidade de se manifestar e produzir ou requerer a produção de provas.com.Rua Buenos Aires. IX e §§ 1º e 2º). Logo. se se impõe a garantia do devido processo legal aos procedimentos administrativos comuns. 1. se for o caso. 80. a Teoria da Imprevisão. a fortiori. a ciência de sua instauração e as intervenções cabíveis. com uma desvalorização acentuada da moeda nacional perante o dólar americano. os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente‘. 71. havendo um rompimento na equação econômico-financeira do contrato. que assegura aos administrados. formular alegações e apresentar documentos antes da decisão. A incidência imediata das garantias constitucionais referidas dispensariam previsão legal expressa de audiência dos interessados. contrato administrativo. STF – PLENÁRIO – MS 23.com. se for o caso. impossibilitou o fornecimento. é irrecusável que a ela há de submeter-se o desempenho de todas as funções de controle do Tribunal de Contas.154/PE – Relator: Ministro Luiz Fux – Sessão de julgamento ocorrida em 19.br www. a começar do particular contratante.embora não tenha poder para anular ou sustar contratos administrativos . de softwares originários dos Estados Unidos. de qualquer modo. O Tribunal de Contas da União . de outro lado. da licitação de que se originou.784/99). da licitação que o antecedeu. do que resultou injunção à autarquia para anular licitação e o contrato já celebrado e em começo de execução com a licitante vencedora. uma vez que se aplica. IX. entre outros. 3º.‖ (STJ – Primeira Turma – RMS 15.

. relator. os Ministros Ellen Gracie. em conseqüência. a cargo do Congresso Nacional. tendo em vista que o processo administrativo iniciara-se em face de representação formulada por particular (empresa que perdera a concorrência) e que não fora dada oportunidade de defesa à impetrante. AO DEFERIR A MEDIDA CAUTELAR. assinara o prazo de 15 dias para que a SUFRAMA adotasse providências para anular a concorrência realizada e. Marco Aurélio. Recife/PE. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional. no exercício de sua competência. por maioria. EXTENSAMENTE. relator. LV). 71. da CF (‗Art. MESMO SEM AUDIÊNCIA DA PARTE CONTRÁRIA. 71 da CF (‗No caso de contrato. Vencido o Min.‘). o contrato dela decorrente. proferiu voto no sentido de conceder a segurança por entender que a decisão impugnada ofendera o § 1º do art. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional.2001 – v. DELIBERAÇÃO DO TCU. Nelson Jobim. empresa vencedora da licitação.br www. A EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL PERTINENTE À NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO 256 .10.com.2001 – v. o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min.Provimento Cautelar . DESDE QUE MEDIANTE DECISÃO FUNDAMENTADA.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 08. art. O Tribunal. que solicitará. Marco Aurélio. Após. o contrato dela decorrente (v. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. não lhe suprindo a falta a admissibilidade de recurso. COM TAL CONDUTA. PRECEDENTE (STF). de imediato.2001.04.br A oportunidade de defesa assegurada ao interessado há de ser prévia à decisão. 71. se verificada ilegalidade. a determinar que a SUFRAMA promovesse a nulidade do contrato. que solicitará. A OUTORGA DESSE PROVIMENTO DE URGÊNCIA.‖ (Acórdão publicado no DJ de 31. IX . em razão de irregularidades no processo licitatório. assinara o prazo de 15 dias para que a SUFRAMA adotasse providências para anular a concorrência realizada e. Sepúlveda Pertence. será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. ao qual compete: . IX. PODER GERAL DE CAUTELA. ao Poder Executivo as medidas cabíveis‘). Informativo nº 216) ―Concluído o julgamento de mandado de segurança contra a Decisão 621/99 do Tribunal de Contas da União que. nos termos do art. de imediato. ao Poder Executivo as medidas cabíveis‘) e por não ter sido concedida oportunidade de defesa para a impetrante. 5º. 06) TRECHOS DOS INFORMATIVOS DO STF.Devido Processo Legal (Transcrições) MS 26547/DF* RELATOR: MIN. deferiu parcialmente a segurança para anular o processo desde o início e determinar a intimação da impetrante como litisconsorte passiva (CF.atfcursos. em conseqüência. em razão de irregularidades no processo licitatório. CONSEQÜENTE POSSIBILIDADE DE O TRIBUNAL DE CONTAS EXPEDIR PROVIMENTOS CAUTELARES. empresa vencedora da licitação. Ilmar Galvão e Celso de Mello proferiram voto no sentido de indeferir o mandado de segurança por entenderem que TCU não declarou a nulidade do referido contrato. que deferia a ordem em maior extensão. de que emanou a decisão. QUE. JUSTIFICOU. O controle externo. REFERENTES AO JULGAMENTO DESTE MANDADO DE SEGURANÇA: ―Iniciado o julgamento de mandado de segurança contra a Decisão 621/99 do Tribunal de Contas da União que. Espinheiro. O Min. PREOCUPAÇÃO DA CORTE DE CONTAS EM ATENDER. Informativo 216). por entender que a decisão impugnada ofendera o § 1º do art.com. 71 da CF (‗No caso de contrato. p. LEGITIMIDADE. DOUTRINA DOS PODERES IMPLÍCITOS.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. 80. mormente quando o único admissível é o de reexame pelo mesmo plenário do TCU.Rua Buenos Aires. Informativo nº 223) NO MESMO SENTIDO: Tribunal de Contas .Poder Implícito .‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 04. mas apenas limitou-se.02. CELSO DE MELLO EMENTA: TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. De outra parte..

MULTA. na esteira do entendimento do Supremo Tribunal Federal. tornar sem efeito contrato validamente celebrado. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO EM CUJO ÂMBITO TERIAM SIDO OBSERVADAS AS GARANTIAS INERENTES À CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ―DUE PROCESS OF LAW‖. ante o disposto no Decreto 4. nos termos da Lei 8. É certo que. I. 5º. FIXAÇÃO DE PRAZO PARA ANULAÇÃO DO CERTAME E DO CONTRATO. para. notadamente os seus arts. prévia ou concomitante. Espinheiro. 2. A modalidade operacional a ser aplicada a cada desestatização deve ser previamente aprovada pelo Conselho Nacional de Desestatização . alterada pela IN TCU 40/02. poderá tê-lo feito por conta e responsabilidade 257 . do Tribunal de Contas da União. incisos LIV e LV. Lei nº 8. O processo licitatório e a celebração do contrato de arrendamento de áreas e instalações portuárias depende de prévio licenciamento do órgão ambiental competente. 71. 4º. INADEQUABILIDADE DOS ESTUDOS DE VIABILIDADE.br www. que é sociedade de economia mista. NO CASO EM EXAME. O programa de arrendamento das áreas e instalações portuárias deve ser elaborado atendendo às suas destinações específicas. SEPÚLVEDA PERTENCE). AO DIRETOR-PRESIDENTE DA CODEBA (SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA). Tribunal de Contas da União teria atuado além dos limites de sua competência institucional. 7º.‖ (Acórdão nº 2338/2006. a autora do presente ―writ‖.538/2006-0).000. sustenta que essa deliberação.Rua Buenos Aires. 3. se a Postulante vier a invalidar o mencionado contrato. NO CASO. A identificação de graves irregularidades na fiscalização de procedimento licitatório enseja a fixação de prazo à entidade para que adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei.com. AUSÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL PRÉVIO À ABERTURA DO CERTAME. nos termos da Lei 9. bem como a aplicação de multa aos responsáveis. 2º.666/93 (art. EIS QUE NÃO ATENDIDOS. emanada do E. Tribunal de Contas da União (Processo TC008. 31.391/02. DELIBERAÇÃO FINAL DO TCU QUE SE LIMITOU A DETERMINAR. 04 e 08): ―Exsurge nítido vício de competência da Autoridade Impetrada com mácula no art. OS PRESSUPOSTOS LEGITIMADORES DE SEU DEFERIMENTO. nas seguintes alegações (fls. Os processos de arrendamento de áreas e instalações portuárias cujos valores gerem receita mensal superior a R$ 50. e 71. da Resolução Antaq 55/02 e da Resolução Conama 237/1997. 35/36): ―SOLICITAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL. § 1º) -.491/97. também ofendeu o texto da Constituição da República. como se procurará demonstrar. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. nos termos do Decreto 4. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. em seu nome.br DAS DECISÕES ESTATAIS. nos moldes previstos na IN TCU 27/98. Min. APARENTE OBSERVÂNCIA. REL. além de transgredir certos diplomas normativos – Lei nº 8. 4. impetrado contra deliberação. § 2º). INOBSERVÂNCIA DAS NORMAS LEGAIS RELATIVAS A PROCESSO DE OUTORGA DE CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. INTELIGÊNCIA DA NORMA INSCRITA NO ART.grifei) A parte ora impetrante. objetivando a anulação de contrato celebrado em decorrência de certame impugnado. § 1º). Rel. 71. DA CONSTITUIÇÃO. da Constituição Federal. § 1º. acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. § 3º.391/02.00 sujeitam-se à fiscalização.550/DF. que. com pedido de medida cautelar.391/2002 (art. § 1º. DECISÃO: Trata-se de mandado de segurança. A Peticionária entende que não pode juridicamente transformar-se em simples preposto do Tribunal de Contas da União. assinalando que o E. apoiando-se. REALIZAÇÃO DE FISCALIZAÇÃO EM CERTAME LICITATÓRIO. Lei nº 9.atfcursos. 80. Recife/PE. A INVALIDAÇÃO DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E DO CONTRATO CELEBRADO COM A EMPRESA A QUEM SE ADJUDICOU O OBJETO DA LICITAÇÃO. e art.CND. INVIABILIDADE DA CONCESSÃO. DA MEDIDA LIMINAR PRETENDIDA. de acordo com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto que contém as áreas objeto de arrendamento. CUMULATIVAMENTE.630/93 (art. INCISO IX. 1.784/99 (arts. P/ ACÓRDÃO O MIN. EDITAL DE CONCORRÊNCIA COM CLÁUSULAS RESTRITIVAS AO CARÁTER COMPETITIVO DA LICITAÇÃO. DO PRECEDENTE QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU A RESPEITO DO SENTIDO E DO ALCANCE DESSE PRECEITO CONSTITUCIONAL (MS 23. 5. INFRINGÊNCIA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E LEGAIS RELATIVOS A LICITAÇÕES E CONTRATOS.630/93. AUGUSTO NARDES .com. PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. 3º e 38) e Decreto nº 4.

4.constante da própria petição inicial .atfcursos. o presente mandado de segurança. 1. 5°.br www. inclusive à responsabilidade civil e a perdas e danos que poderão ser demandados pelo contratado. não veicula mera recomendação (como sugere a ora impetrante). Da observância aos princípios do devido processo legal. 58/59) dirigida à própria Companhia das Docas do Estado da Bahia – CODEBA. itens ns. a quem compete adotar o ato de sustação. considerada a afirmação . De todo modo. que o não-atendimento da referida determinação resultaria na imediata comunicação ao Congresso Nacional. do CPC. 08). sem que possa escudar-se na afirmativa de que teria praticado um ato por recomendação de Autoridade Incompetente. 80. foi conferido aos interessados oportunidade de defesa. firmado com a Empresa Bunge Alimentos S. O TCU não anulou qualquer ato ou contrato administrativo. preliminarmente. admite-se sua concessão ‗inaudita altera parte‘ sem que tal procedimento configure ofensa às garantias do contraditório e ampla defesa. publicado do DOU em 11/08/2006 e comunicado ao Diretor-Presidente da Codeba em 31/08/2006. que. 5. Tribunal de Contas da União..A. já que ‗ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei‘ (‗art. 3. 1. bem como garantir a efetividade de suas decisões.. O recurso administrativo interposto contra o Acórdão n. O referido ‗decisum‘ foi proferido em 09/08/2006. 16/2006. 7. se se revela cabível. em face da legitimidade das decisões proferidas pelo TCU e pela inexistência do alegado direito líquido e certo.‖ (grifei) Cabe analisar. ―(. clara determinação (v. No mérito. Em sendo o provimento cautelar medida de urgência. Autora desta lide viesse a anular o referido ajuste deveria instaurar procedimento próprio com as garantias inerentes à ampla defesa e ao contraditório. observado o devido processo legal. já que a manifestação envolveria simples 258 . porque usurparia atribuição do Congresso Nacional. o exercício dos referidos direitos. inciso II. ainda mais quando se verifica que. Espinheiro. proferidos pelo Plenário do TCU. para afinal proferir veredicto. a seu sentir. ou não. com vistas à suspensão/anulação da Concorrência n.) se a Postulante vier a invalidar o mencionado contrato (.de que a invalidação do contrato e do procedimento licitatório caracterizaria ―simples recomendação‖ (fls. Reconheço que a deliberação do E. poderá têlo feito por conta e responsabilidade própria.379/2006-TCU-Plenário não merece ser conhecido. do contraditório e da ampla defesa. no caso. mas consubstancia.338/2006. Recife/PE.338/2006-TCU-Plenário foi recebido apenas no efeito devolutivo em relação às determinações que confirmaram a medida cautelar. 2.550/DF. haja vista que já decaiu o direito de a Impetrante impugná-lo pela via mandamental. A presente observação é feita em decorrência de pronunciamento da ora impetrante. em verdade..Rua Buenos Aires. os quais não lograram elidir as diversas irregularidades constatadas pelo TCU. em sua petição inicial. Não-cabimento da liminar.379/2006 e 2. apenas determinou à autoridade administrativa a sua anulação. pela via judicial. O TCU tem legitimidade para expedição de medidas cautelares. com pedido de liminar. no ponto versado na presente impetração mandamental. consoante dispõe o art. será exercido em fase processual seguinte. analisada em seu conteúdo material. expressamente afirmou. 3/2004 e do Contrato n. que.338/2006-Plenário. outrossim. Ao atuar em nome próprio sujeita-se. 328): ―Mandado de segurança. para que a Codeba. por meio dos quais foram tecidas determinações ao DiretorPresidente da Codeba para que adotasse as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. 2. Antes de o TCU proferir o Acórdão n.5 do Acórdão 2338/2006 – fls.‖ (grifei) O E. não encontra máculas que lhe levem a fulminar o contrato e não pode acatar ordem de quem evidentemente não é competente para tanto. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 1. por sua vez. CF‘). a fim de prevenir a ocorrência de lesão ao erário ou a direito alheio.com. já que a manifestação envolveria simples recomendação.com. ao prestar as informações que lhe foram solicitadas. denegação da segurança.). ressaltando. Da observância pelo TCU ao precedente firmado pelo STF no MS 23. 6. impetrado contra os termos dos Acórdãos n. produziu esclarecimentos que por ele foram assim resumidos (fls.4 e 9. Tribunal de Contas da União. IV. A Impetrante. consoante entendimento firmado pelo STF. 9. ao se referir à eventual invalidação do contrato celebrado com a empresa vencedora da licitação. 2. Qualquer vício alegado em relação ao Acórdão n. 520.br própria.. ante a ausência do ‗fumus boni juris‘. aplicado subsidiariamente nos processos do TCU.

MARCO AURÉLIO). dos meios necessários à integral realização dos fins que lhe foram atribuídos. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Trata-se de prerrogativa institucional que decorre. Sendo esse o contexto. Rel. Entendo. ELLEN GRACIE. revela-se impregnada de caráter impositivo. Por tal razão. o exercício do poder de cautela. reconheceu assistir.. no entanto. que assiste. Forense. MARYLAND (1819) .Inexistência de direito líquido e certo. a formulação que se fez em torno dos poderes implícitos. traduz. COMPETÊNCIA DO TCU. como protagonista autônomo. determinar suspensão cautelar (artigos 4º e 113.510/DF. § 1º e 2º da Lei nº 8. 276 do seu 259 . pelo Tribunal de Contas. das atribuições que a Constituição expressamente outorgou à Corte de Contas.br www. 71 da Lei Fundamental da República. na espécie em exame. ao erário. CAUTELARES. Tribunal de Contas da União. Isso significa que a atribuição de poderes explícitos. esse poder geral de cautela: ―PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. AUSÊNCIA DE INSTRUÇÃO. porque configuradora. pois. em tal hipótese. 1978. por isso mesmo. 1943.Rua Buenos Aires. Impende considerar. e por entender admissível esta impetração. tais como enunciados no art. IMPUGNAÇÃO. que a deliberação do E. assim. ao julgar o MS 24. Preliminar de ilegitimidade ativa rejeitada. a essa Corte. ao Tribunal de Contas.que a tutela cautelar apresenta-se como instrumento processual necessário e compatível com o sistema de controle externo. que se neutralizem situações de lesividade. neste ponto. pois se acha instrumentalmente vocacionado a tornar efetivo o exercício. 641/650. tal como por mim precedentemente assinalado. supõe que se reconheça. das múltiplas e relevantes competências que lhe foram diretamente outorgadas pelo próprio texto da Constituição da República. Espinheiro. 1932. Rel. permitindo. destina-se a garantir a própria utilidade da deliberação final a ser por ele tomada.enfatiza que a outorga de competência expressa a determinado órgão estatal importa em deferimento implícito.atfcursos.503/DF. 1 .519/PR. poder geral de cautela. ao Tribunal de Contas. Torna-se essencial reconhecer especialmente em função do próprio modelo brasileiro de fiscalização financeira e orçamentária. tenho por cabível a presente ação de mandado de segurança. RUI BARBOSA. determinação.. item n. v. ainda que por implicitude. Cumpre assinalar. 2 . 80. e considerada. Min. Com efeito. no ponto. a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende insuscetível de conhecimento o mandado de segurança. ―Teoria e Prática do Poder Judiciário‖. Ocorre. MOREIRA ALVES). ―Direito Constitucional‖.br recomendação‖ (fls. em ordem a legitimar esse entendimento. vol.Os participantes de licitação têm direito à fiel observância do procedimento estabelecido na lei e podem impugná-lo administrativa ou judicialmente. passo a apreciar o pedido de medida cautelar. II/12-13. por implicitude. nos termos do art. na espécie.com. CASTRO NUNES. desde logo. comprometer e frustrar o resultado definitivo do exame da controvérsia. tornar-se-ia inadmissível a presente ação de mandado de segurança. de ―mera sugestão sem caráter impositivo (. ora questionada nesta sede mandamental.)‖ (MS 21. E. coligidos e ordenados por Homero Pires. a esse mesmo órgão. 08 – grifei). Se se verificasse. quando impetrado contra deliberação do Tribunal de Contas da União que consubstancie simples recomendação (MS 26. examinar editais de licitação publicados e. Recife/PE. indefiro-o. como se sabe. O Tribunal de Contas da União tem competência para fiscalizar procedimentos de licitação. 08). Saraiva. Na realidade.) .g. por efeito de sua natureza mesma. impende reconhecer. I/203-225. 9. cuja doutrina . ao Tribunal de Contas. ―simples recomendação‖ (fls.666/93). que. atual ou iminente. Forense.com. vol. um dos mais relevantes papéis constitucionais deferidos aos órgãos e às instituições estatais. ―Comentários à Constituição Federal Brasileira‖. pois entendo não satisfeita a exigência pertinente à cumulativa ocorrência dos requisitos relativos ao ―periculum in mora‖ e ao ―fumus boni juris‖. ainda. que o poder cautelar também compõe a esfera de atribuições institucionais do Tribunal de Contas. a possibilidade de conceder provimentos cautelares vocacionados a conferir real efetividade às suas deliberações finais. CONTRADITÓRIO. que o Plenário do Supremo Tribunal Federal. ao fazê-lo. p. em cuja concretização o Tribunal de Contas desempenha.construída pela Suprema Corte dos Estados Unidos da América no célebre caso McCULLOCH v. a doutrina dos poderes implícitos (MARCELO CAETANO. p/ o acórdão Min. Min. por essa Alta Corte. em ordem a impedir que o eventual retardamento na apreciação do mérito da questão suscitada culmine por afetar. como sugere a ora impetrante. Rel.

63. como se verifica dos elementos documentais concernentes ao processo TC-008. 1936. Denegada a ordem.com. Não se pode ignorar que os provimentos de natureza cautelar . 373. 3 . ―Direito Administrativo‖. como se sabe. em sede de mera delibação.atfcursos. 182/184. 8. ofensa à garantia do contraditório. Esse entendimento . 30. 7. 116. 1. E a razão é uma só: precisamente porque constantes de documento subscrito por agente estatal. item n. embora exposto a propósito do processo judicial. 1999. 20. qualificam-se pela nota da veracidade. p. vol. vol.br Regimento Interno.. pelo Tribunal de Contas. Essa visão do tema tem o beneplácito de autorizado magistério doutrinário.acham-se instrumentalmente vocacionados a conferir efetividade ao julgamento final resultante do processo principal.em especial aqueles qualificados pela nota de urgência .). prevalecendo eficazes até que sobrevenha prova idônea e inequívoca em sentido contrário. item n. ao Tribunal de Contas.que põe em evidência o atributo de veracidade inerente aos atos emanados do Poder Público e de seus agentes . traduz lição que se mostra inteiramente aplicável aos procedimentos administrativos.de que se ensejou. p. desse modo. pois. Daí a possibilidade.br www. ―Direito Administrativo‖. que. p. 13ª ed. como no caso.RTJ 133/1235-1236 . Forense. 80. ainda mais se se tiver presente a circunstância .1. neste ponto. quanto ao seu conteúdo. PIERO CALAMANDREI. Recife/PE. 1978.021. consoante assinala o magistério da doutrina (CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO. ―Direito Administrativo Brasileiro‖. item n. 43.6. 4 . Ciapessoni‖. ainda. 2005. Atlas. VITTORIO DENTI. p. ―Introduzione allo Studio Sistematico dei Provvedimenti cautelari‖.1. sem a audiência da parte contrária. 336/371. a possibilidade de exercer o direito de defesa. Tribunal de Contas da União. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. p. ―Tutela Cautelar‖. 4/335. que não se teria configurado. possui legitimidade para a expedição de medidas cautelares para prevenir lesão ao erário e garantir a efetividade de suas decisões). por deliberação do Tribunal de Contas. de concessão. cujo deferimento. MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. sem audiência da parte contrária. 23/24. RT. item n. 12ª ed. sem que incida. item n. item n. gozam.. em momento procedimentalmente oportuno.g.Violação ao contraditório e falta de instrução não caracterizadas. não obstante em caráter provisório. 2007. sempre que necessárias à neutralização imediata de situações de lesividade. 1992. notadamente daqueles veiculados nas informações oficiais prestadas pelo E. Saraiva. 1948. as declarações emanadas de servidores públicos. com essa conduta.g. DIOGENES GASPARINI. 54. 7. p. notadamente quando tais declarações compuserem e 260 . ―Sul Concetto di funzione cautelare‖. JOSÉ FREDERICO MARQUES. RT. JOSÉ CRETELLA JÚNIOR. que declarações emanadas de servidores públicos. ―in‖ ―Studi P. Lumen Juris).. É que esse procedimento mostra-se consentâneo com a própria natureza da tutela cautelar.). p. ainda que excepcional.com. 1989. ―Poder Cautelar Geral do Juiz no Processo Civil Brasileiro‖. 20ª ed. ―Manual de Direito Administrativo‖. 327/351. 2001.Rua Buenos Aires. que se revela processualmente lícito. ao interesse público.é perfilhado.‖ (grifei) Vale referir. assegurando-se. ―Curso de Direito Administrativo‖. quando prestadas. muitas vezes se justifica em situação de urgência ou de possível frustração da deliberação final dessa mesma Corte de Contas. Espinheiro. p. conceder provimentos cautelares ―inaudita altera parte‖. à ora impetrante. Pádua. 4/ 17. v. 1987. p. atual ou iminente. igualmente. item n. da presunção de veracidade. CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO. de medidas cautelares.juridicamente relevante . tais informações devem prevalecer. Aide. notadamente àqueles instaurados perante o Tribunal de Contas. plena eficácia e utilidade à tutela estatal a ser prestada pelo próprio Tribunal de Contas da União. 7ª ed. pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 86/212 . Malheiros. na espécie. Eis porque entendo. Não se pode desconsiderar. ―A Instrumentalidade do Processo‖. com risco de grave comprometimento para o interesse público. HUMBERTO THEODORO JÚNIOR. 59. 2. 1987. em razão do ofício que exercem. em desrespeito à garantia constitucional do contraditório. como aquela de fls.RTJ 161/572-573. v. considerando-se. com os meios e recursos a ele inerentes. para esse efeito.. Cedam. ―Manual de Direito Processual Civil‖.538/2006-0 produzidos nestes autos. os princípios e diretrizes que regem a teoria geral do processo (SYDNEY SANCHES. Saraiva. JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO.A decisão encontra-se fundamentada nos documentos acostados aos autos da Representação e na legislação aplicável.

resultante do concreto exercício do poder cautelar geral outorgado aos juízes e Tribunais. pelas mesmas razões.tem competência. a saber: a) relevância do fundamento da impetração. Rel. Tribunal de Contas da União. na deliberação ora questionada. p/ o acórdão Min.5. ele próprio.) De sorte que a faculdade conferida ao juiz no art.. Sem que concorram esses dois requisitos . e por entender ausente o requisito pertinente à plausibilidade jurídica da pretensão mandamental ora em exame. Todas essas razões levam-me a entender inviável a pretendida suspensão cautelar de eficácia da deliberação emanada do E. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. ainda. Espinheiro. Liminar. Recife/PE. ainda. que já decidiu. como resulta claro do magistério do eminente Professor HUMBERTO THEODORO JUNIOR (―Curso de Direito Processual Civil‖. IX. Rel. indefiro o pedido de medida liminar. da Lei nº 1.022. item n. Não concorrendo estes dois requisitos. vol. 1.‖ (RTJ 112/140.) O Tribunal de Contas da União . deve ser denegada a liminar.br www. que ―(.‖ (MS 20. 804 só deve ser exercitada quando a inegável urgência da medida e as circunstâncias de fato evidenciarem que a citação do réu poderá tornar ineficaz a providência preventiva. Brasília. 7º. que esse procedimento do E. ALFREDO BUZAID . 9.533/51. Informativo 468) 261 ... ante a inocorrência de seus pressupostos legitimadores.2007 (v. Tribunal de Contas da União parece estar em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte. que o deferimento da medida liminar. Cabe registrar. E.. SEPÚLVEDA PERTENCE). Tribunal de Contas da União. de um lado. ao conceder a medida cautelar em questão. porém.379/2006 (fls. 328). fls. não determinou a anulação da Concorrência nº 3/2004 e não suspendeu. com a exposição dos fundamentos de fato e de direito subjacentes ao ato decisório. como resulta claro das informações de fls. De outro lado.‖ (grifei) A longa fundamentação do Acórdão nº 1. se for o caso. com a indicação dos motivos de fato e de direito que deram suporte à concessão do provimento cautelar.4). 39ª ed.grifei) Sendo assim. por relevante. CELSO DE MELLO) Impende assinalar. limitou-se a ordenar. neste ponto. a execução do Contrato nº 16/2006. Embora esta medida tenha caráter cautelar. não se legitima a concessão da medida liminar. Publique-se. Tribunal de Contas da União.br instruírem. (. ainda que sucinta.com. 2006. 61/93). as informações prestadas pela própria autoridade apontada como coatora: ―. É importante rememorar. apenas traduz a fidelidade com que se houve o E. e a possibilidade de lesão irreparável ou de difícil reparação (―periculum in mora‖). de outro. Min. II da Lei nº 1. que o E. como na espécie. Ministro CELSO DE MELLO Relator * decisão publicada no DJU de 29.533/51: a existência de plausibilidade jurídica (―fumus boni juris‖). a decisão.com.atfcursos. da licitação de que se originou‖ (MS 23.882/DF. cumpriu a obrigação constitucional – que se impõe a todos os órgãos do Estado – de fundamentar a sua deliberação.que são necessários. consoante enfatiza a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: ―Mandado de segurança. com puro arbítrio do julgador. mostra-se importante acentuar que o E. caso seja deferida a segurança. mas.550/DF. 327/351.Rua Buenos Aires. a censura que faz a doutrina. 7º. 71. sob pena de ―imediata comunicação ao Congresso Nacional a quem compete adotar o ato de sustação‖ (fls.As informações prestadas em mandado de segurança pela autoridade apontada como coatora gozam da presunção ‗juris tantum‘ de veracidade. conforme o art. 23 de maio de 2007. item n. que assim procedesse. 80. à autoridade competente (Diretor-Presidente da Codeba. em ordem a não incidir em prática arbitrária. essenciais e cumulativos -. Rel. Tribunal de Contas da União no cumprimento de seus deveres constitucionais. II/515. II. para determinar à autoridade administrativa que promova a anulação do contrato e.embora não tenha poder para anular ou sustar contratos administrativos . por mais de uma vez. 58. os motivos para a sua concessão estão especificados no art. Forense): ―A sumariedade do conhecimento inicial nessas medidas não se confunde. b) que do ato impugnado possa resultar a ineficácia da medida. Min. deve ser fundamentada. a propósito das atribuições daquela Alta Corte de Contas. somente se justifica em face de situações que se ajustem aos pressupostos referidos no art. assim evitando..

uma vez que a Administração Pública prorrogara. Recife/PE.atfcursos. 5º. embora fosse terceiro juridicamente interessado.com.785/DF – Relator: Ministro Marco Aurélio – Relator para acórdão: Ministro Joaquim Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 08. Como bem asseverou a Corte de origem.com. rejeitou-se a alegação de decadência . alegava que a citada decisão causara-lhe prejuízo. independentemente da plausibilidade jurídica do direito material invocado. Informativo nº 360) M) Inadmissibilidade de que a Administração retenha os valores devidos ao contratado pelos serviços prestados. A impetrante. LV). Vencidos. com limite de sessenta meses. quando a avença admitia a dilatação de doze meses.666/93.br L) Prorrogação de contrato administrativo: ato discricionário da Administração Pública. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA E LEGALIDADE. ‗se a Administração. não caberia considerar-se em curso o prazo assinalado em lei. não exige certidão de regularidade fiscal (Lei 8.analisada em virtude de estar relacionada à questão da legitimidade da impetrante . III).Rua Buenos Aires. Não se afigura legítima a retenção do pagamento do serviço prestado. ainda. no ponto. FORNECIMENTO DE ‗QUENTINHAS‘. relator. empresa prestadora do objeto do contrato. art. no momento da habilitação dos concorrentes. Gilmar Mendes. não havendo que se falar em ofensa ao contraditório e à ampla defesa. nem mesmo na condição de interessada. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. Assim.br www. tendo em conta que ela não era parte regularmente constituída no procedimento administrativo em curso no TCU. Espinheiro. entendeu-se que não havia direito líquido e certo da impetrante. ―RECURSO ESPECIAL. determinara à Delegacia do Ministério da Fazenda estadual que realizasse novo processo de licitação para a contratação de serviços de limpeza prestados em seus órgãos.‖ (STF – Plenário – MS 24. RETENÇÃO DO PAGAMENTO PELA NÃO-COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL. haja vista que não tivera ciência do procedimento. os Ministros Marco Aurélio. pelo fato de a empresa contratada não comprovar sua regularidade fiscal. SERVIÇOS PRESTADOS AO DISTRITO FEDERAL. o contrato antes firmado. indeferiu mandado de segurança impetrado contra ato do Tribunal de Contas da União que. No mérito. a publicação no Diário Oficial seria meio apto a dar ciência do conteúdo da decisão àqueles regularmente integrados no processo e. 1. tal publicação não poderia repercutir nos interesses da impetrante. no caso.2004 – v. não 262 . a nulidade do referido procedimento administrativo por violação ao contraditório e à ampla defesa (CF. Preliminarmente.09. e somente tomara conhecimento dessa decisão do TCU. Pretendia. 80. por apenas três meses. por maioria. após a efetivação do contrato e a prestação dos serviços contratados. ADMINISTRATIVO.por se entender que ausente a intimação. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 730. ―O Tribunal. Celso de Mello e Sepúlveda Pertence que deferiam o writ por considerarem que deveria ter sido dada ciência à impetrante para que exercesse todas as prerrogativas do devido processo legal. já que a prorrogação do contrato estaria na esfera de discricionariedade da Administração Pública. art. a fim de utilizá-los no pagamento de obrigações tributárias inadimplidas por este. 29. por intermédio de sua veiculação no Diário Oficial.800/DF – RELATOR: MINISTRO FRANCIULLI NETO. em procedimento administrativo de tomada de contas.

55 da Lei 8. a Administração não está autorizada a ‗reter pagamentos ou opor-se ao cumprimento de seus deveres contratuais sob alegação de que o particular encontra-se em dívida com a Fazenda Nacional ou com outras instituições‘ (‗Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos‘. e deve ser mantida durante toda a execução do contrato. não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios‘. Recife/PE.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 22/02/2005 – Acórdão publicado no DJ de 20. sob pena de violação ao princípio constitucional da legalidade.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 06.REsp 633. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. o que configura violação ao princípio da moralidade administrativa. invocando. 9ª ed. Recurso especial a que se nega provimento.06. ao argumento da não-comprovação da quitação dos débitos perante a Fazenda Pública. consoante o art. no Estado Democrático de Direito. Deveras. 549). eventualmente. 195 que ‗a pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social.2006. não pode a Administração se locupletar indevidamente. 549). 5º. 107). Destarte.Rua Buenos Aires. 3. São Paulo: 2002. ao mesmo tempo. a supremacia constitucional ‗não significa que a Administração esteja autorizada a reter pagamentos ou opor-se ao cumprimento de seus deveres contratuais sob alegação de que o particular encontra-se em dívida com a Fazenda Nacional ou outras instituições. que dispõe no § 3º do art. Editora Dialética. p.2005. p. O ato administrativo. ECT. Consoante a melhor doutrina.03. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE. A retenção de pagamentos. 2002. Espinheiro. arts. II. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. reter os valores devidos por serviços já prestados. 115) 2. ―ADMINISTRATIVO. deixar de pagá-los. Dialética.432 / MG – RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX. caracterizará ato abusivo.br pode. CONTRATO. e. a rescisão do contrato (art. São Paulo.‘ (Marçal Justen Filho. p. o descumprimento de cláusula contratual pode até ensejar.666/93 a retenção do pagamento pelos serviços prestados. mas não autoriza a recorrente a suspender o pagamento das faturas e. 80. pura e simplesmente. não constando do rol do art.09. para tanto. caput. após contratar e receber os serviços. DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE MANTER A REGULARIDADE FISCAL. Recurso especial improvido.com. Recebida a prestação executada pelo contratado. p.666/93.com. A administração poderá comunicar ao órgão competente a existência de crédito em favor do particular para serem adotadas as providências adequadas. IMPOSSIBILIDADE. 5.atfcursos. como estabelecido em lei. está subordinado ao princípio da legalidade (CF/88. exigir da empresa contratada a prestação dos serviços. Na lição de Marçal Justen Filho. 78 da Lei de Licitações). não poderia a ECT aplicar a referida sanção à empresa contratada. 2. passível de ataque inclusive através de mandado de segurança. 84.br www. 1. IV). o que equivale assentar que a Administração poderá atuar tão-somente de acordo com o que a lei determina. 87 da Lei 8. STJ – PRIMEIRA TURMA . 141) 263 . 4. decreto regulamentar‘ (fl. A exigência de regularidade fiscal para a participação no procedimento licitatório fundase na Constituição Federal. 37. RETENÇÃO DO PAGAMENTO DAS FATURAS.2005 – Acórdão publicado no DJ de 21. Precedentes.

3. um terreno e não uma porção dessa área. c) o perdimento da totalidade do imóvel violaria o princípio da proporcionalidade. afastou-se a terceira assertiva. 80.atfcursos. Pressupostos: 3. Fundamentos: Art. o Tribunal proveu recurso extraordinário interposto pela União contra acórdão proferido pelo TRF da 1ª Região que concluíra que apenas a área onde efetivamente cultivada a planta psicotrópica deveria ter sido expropriada. art. Eros Grau. rel. como se o TRF apontasse. Recife/PE. Necessidade pública. pelos seguintes fundamentos: a) gleba seria parcela de um imóvel. Com base nesse entendimento.257/2001. 5º. Objeto da desapropriação: 264 .629/1993 e Lei Complementar 76/1993. 182. regularmente processada. Repeliu-se. Por fim. Assim. o segundo argumento. III (desapropriação urbanística sancionatória).2. 243 (desapropriação-confisco).‖). 3. 184 (desapropriação para fins de reforma agrária). Interesse social. no ponto. Min. RE 543974/MG. visto que ela seria uma oposição ao que o poder constituinte estabeleceu.3. esta sujeita à expropriação quando nela localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas. 243 da CF. 243 da CF há de abranger toda a propriedade e não apenas a área efetivamente cultivada (CF: ―Art. Espinheiro. da CF dispõe que ―ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal‖. teria sido observado. Decreto-lei 3.257/1991 A Expropriação de Gleba cultivada com Culturas Ilegais de Plantas Psicotrópicas deve alcançar toda a propriedade A expropriação de glebas a que se refere o art. 5º. A questão da taxatividade dos casos de utilidade pública e interesse social 4. Lei 8. Lei 4. tendo em conta a literalidade do art.Rua Buenos Aires. As glebas de qualquer região do País onde fore m localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. tendo em conta que a União propusera ação expropriatória contra o recorrido. LIV. Lei 10. Reputou-se insubsistente o primeiro fundamento. 243. 26. um desvio do poder constituinte. no caso dos autos. 3. (RE-543974) 2. no art.4. corrigindo-o.br www. art. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Asseverou-se. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. XXIV (necessidade ou utilidade pública e interesse social). e art. haja vista que gleba é uma área de terra. Conceito de desapropriação: 3. ou seja.2009. Lei 8. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos.br INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA DESAPROPRIAÇÃO 1.com. 243 da CF. de igual modo.1. que a expropriação da totalidade da gleba onde foram localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas seria desproporcional. que a linguagem jurídica prescinde de retórica e que cada vocábulo nela assume significado no contexto no qual inserido.365/1941.132/1962. § 4º. 3.com. porquanto o devido processo legal. gleba só poderia ser entendida como propriedade. Utilidade pública. b) o art.

da LC n. Tipos de desapropriação: 7. na ação de desapropriação para fins de reforma agrária. 6. Fase executória: 9. A importância da prova pericial.2. quando contestada a oferta. é ato de impulso oficial (art.3. 19 da LC n. 6º. Diante 265 . e 9º.5. Bens públicos e das entidades da Administração Indireta 5.2.2.2.4.074/1995. conforme estabelecem os arts. II.1. 9.2.2.Rua Buenos Aires. 262 do CPC). Relator que. 7.1. Competência em matéria de desapropriação: 6. o Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transporte . que a ação de desapropriação tem com o objetivo fixar a justa indenização devido à incorporação do bem expropriado ao domínio público.6. A desapropriação amigável. A petição inicial. 6.1. a realização da prova pericial é imprescindível para apuração do preço justo quando o expropriado recusa o valor da oferta. A contestação. art. apesar de o juízo não se vincular ao quantum debeatur apurado na perícia. Legislativa. Caducidade da declaração 9. Declaratória (Entes federativos e. 232 do STJ) e serão ressarcidos se ele sair vencedor (art.2.atfcursos. Fase declaratória: 8. IX. Desapropriação como forma de aquisição originária da propriedade e as conseqüências.com. 8. Formalização da declaração. também. 76/1993.br 4. a perícia. Efeitos. em desapropriação direta. Casos de impossibilidade jurídica e material.2. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 33 do CPC c/c a Súm. Espinheiro. 9. art.233/2001. Direito de extensão. As partes.2.br www. 9. como exceções. § 1º. cujos valores serão adiantados pelo expropriante (art. A ação judicial: 9. 9. Amigável. 8. 9. de acordo com a Lei 9. 9. 6. 80.3. 10). a prova pericial é a substância do procedimento. e ANEEL. Executória 7. n.2.3. consequentemente. 82. 4.1. INDISPENSABILIDADE DA PROVA PERICIAL SE O EXPROPRIADO NÃO ACEITA O VALOR OFERTADO Discute-se o adiantamento dos honorários periciais na ação de desapropriação direta quando o expropriado recusa a oferta do expropriante. Imissão provisória na posse. de acordo com a Lei 10.2. 76/1993). Compulsória 8.DNIT.com. Explica ser cediço.1.1. Observa o Min. Além do mais. Recife/PE.2.

11. 2007. Recife/PE. BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA RECOMENDADA: ● HARADA. São Paulo: Atlas. Desapropriação – Doutrina e Prática. prazo prescricional (ver a Súmula nº 119 do STJ). A participação do Ministério Público (art. julgado em 1º/10/2009.Rua Buenos Aires.1963) C) Possibilidade de imissão prévia na posse mediante depósito de valor inferior àquele em que se avaliou o imóvel. Tredestinação. Precedência da indenização à transmissão do domínio. a Turma conheceu parcialmente do recurso e. 7ª Ed. Rel. honorários advocatícios.1963) B) Obra cujo licenciamento se deu após a declaração de utilidade pública de imóvel. para fins de desapropriação. Destinação dos Bens Expropriados. 12. ● MEDAUAR. A Desapropriação à Luz da Doutrina e da Jurisprudência.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 13. Caráter necessariamente provisório da imissão na posse. Retrocessão. Luiz Fux. negou-lhe provimento. 18. juros compensatórios.12. da LC 76/93).atfcursos.2. 1986. José Carlos Moreira. REsp 992. danos emergentes e lucros cessantes.000... QUANDO A DESAPROPRIAÇÃO FOR EFETIVADA. PELOS ESTADOS. nessa parte. 10. 9.br www. MAS O VALOR DA OBRA NÃO SE INCLUIRÁ NA INDENIZAÇÃO. e não à imissão na posse (“indenização formalmente prévia”).314-GO. DJe 30/3/2009. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.br do exposto. São Paulo: Max Limonad. A indenização: valor do bem.8. Precedente citado: REsp 1. despesas com desmonte e transporte e custas e despesas judiciais. ainda que os efeitos desta se 266 . DE EMPRESA DE ENERGIA ELÉTRICA. Desapropriação indireta: conceito.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 13. e indenização devida ao proprietário deste imóvel.12. 2006. São Paulo: RT. 5ª Ed. NÃO O IMPEDE A DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA PARA DESAPROPRIAÇÃO DO IMÓVEL. Kiyoshi. SÚMULA Nº 23 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―VERIFICADOS OS PRESSUPOSTOS LEGAIS PARA O LICENCIAMENTO DA OBRA. Min. correção monetária. Espinheiro. Odete. § 2º. SÚMULAS: A) Desapropriação de cotas ou ações de delegatária de serviço público federal por ente federativo de menor hierarquia. 9. 80.7.com.com.115-MT. ● SALLES.2. SÚMULA Nº 157 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―É NECESSÁRIA PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARA DESAPROPRIAÇÃO. defesa da posse do particular. juros moratórios.

Igualmente não se aplica mais o entendimento consagrado na Súmula nº 74 do extinto Tribunal Federal de 267 .11. não se aplica mais o entendimento consagrado na Súmula nº 345 do Supremo Tribunal Federal (―Na chamada desapropriação indireta.br www. § 1º. INCIDEM A PARTIR DA IMISSÃO NA POSSE.11.1984 e publicada no DJ de 29. Espinheiro. do Decreto-lei nº 3.12. NA DESAPROPRIAÇÃO DIRETA.com.atfcursos. 15. NA DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.1984) E) Momento inicial da incidência dos juros compensatórios e atualização monetária do valor do imóvel (sobre o qual incidem). DIRETA OU INDIRETA.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 17. A PARTIR DA EFETIVA OCUPAÇÃO DO IMÓVEL. CORRIGIDO MONETARIAMENTE. os juros compensatórios são devidos a partir da perícia. SÚMULA Nº 652 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL dos parâmetros ―NÃO CONTRARIA A CONSTITUIÇÃO O ART.10.1994 e publicada no DJ de 03.10. CALCULADOS SOBRE O VALOR DA INDENIZAÇÃO.10.Rua Buenos Aires.1963) SÚMULA Nº 69 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―NA DESAPROPRIAÇÃO DIRETA.12. ORDENADA PELO JUIZ. § 1º.02.‖ (Aprovada em 25.09.1993) SÚMULA Nº 113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―OS JUROS COMPENSATÓRIOS. A TAXA DOS JUROS COMPENSATÓRIOS É DE 12% (DOZE POR CENTO) AO ANO.10. SÃO DEVIDOS JUROS COMPENSATÓRIOS DESDE A ANTECIPADA IMISSÃO DE POSSE. SÚMULA Nº 618 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―NA DESAPROPRIAÇÃO. NA DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. Constitucionalidade estabelecidos pelo artigo 15. CALCULADOS SOBRE O VALOR DA INDENIZAÇÃO. DO DECRETO-LEI 3365/1941 (LEI DA DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA). INCIDEM A PARTIR DA OCUPAÇÃO.br mostrem definitivos ou irreversíveis. desde que tenha atribuído valor atual ao imóvel‖). POR MOTIVO DE URGÊNCIA.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 13. Recife/PE.‖ (Aprovada em 15.1994 e publicada no DJ de 03.365/1941.com.1994) OBSERVAÇÃO: Acerca do momento inicial de incidência dos juros compensatórios na desapropriação indireta. OS JUROS COMPENSATÓRIOS SÃO DEVIDOS DESDE A ANTECIPADA IMISSÃO NA POSSE E.10.1994) SÚMULA Nº 114 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―OS JUROS COMPENSATÓRIOS.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 24. 80.1992 e publicada no DJ de 04. CORRIGIDO MONETARIAMENTE.2003) D) Percentual de juros compensatórios.‖ (Aprovada em 25.2003 e publicada no DJ de 09. SÚMULA Nº 164 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―NO PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO.

a respeito da atualização monetária do valor do imóvel (―Os juros compensatórios. CONTAM-SE DESDE O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA. desde então. AINDA QUE POR MAIS DE UMA VEZ. 80. de 24 de setembro de 1999 (sucessivamente reeditada até tornar-se a Medida Provisória nº 2. incidem a partir da imissão na posse e são calculados.06.br Recursos.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 01. F) Atualização monetária do valor da indenização.12.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 15.1964) H) Momento inicial de incidência dos juros moratórios.com.18356/2001. sobre o referido valor corrigido monetariamente‖). SÚMULA Nº 70 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―OS JUROS MORATÓRIOS.12. É DEVIDA A CORREÇÃO MONETÁRIA ATÉ A DATA DO EFETIVO PAGAMENTO DA INDENIZAÇÃO. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.02.1977) SÚMULA Nº 67 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―NA DESAPROPRIAÇÃO.1992 e publicada no DJ de 04. na desapropriação. AINDA QUE POR MAIS DE UMA VEZ. até a data do laudo.‖ (Aprovada em 15.br www. sobre o valor simples da indenização e.1993) G) Mora no pagamento da indenização e indenização complementar.Rua Buenos Aires.365/1941.02. DEVENDO PROCEDER-SE À ATUALIZAÇÃO DO CÁLCULO. NA DESAPROPRIAÇÃO DIRETA OU INDIRETA. CABE A ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.‖ (Aprovada em 15.1964 e publicada no DJ de 06.1976 e publicada no DJ de 03.01.07.12. I) Incidência de juros moratórios sobre o valor dos juros compensatórios.1993) OBSERVAÇÃO: O entendimento consagrado nesta súmula não mais se aplica desde a introdução do artigo 15-B no Decreto-lei nº 3.com. SÚMULA Nº 416 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―PELA DEMORA NO PAGAMENTO DO PREÇO DA DESAPROPRIAÇÃO NÃO CABE INDENIZAÇÃO COMPLEMENTAR ALÉM DOS JUROS. Espinheiro. SÚMULA Nº 561 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―EM DESAPROPRIAÇÃO.901-30. ainda em vigor por força do artigo 2º da Emenda Constitucional 32/2001). 268 .1992 e publicada no DJ de 04. pela Medida Provisória nº 1.atfcursos. INDEPENDENTE DO DECURSO DE PRAZO SUPERIOR A UM ANO ENTRE O CÁLCULO E O EFETIVO PAGAMENTO DA INDENIZAÇÃO. Recife/PE.

05.11. Recife/PE.1994 e publicada no DJ de 26.1995) K) Prazo prescricional de pretensão indenizatória decorrente de desapropriação indireta.06. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 269 . 80. ―DESAPROPRIAÇÃO. caput).11. PARA FINS DE DESAPROPRIAÇÃO. NÃO CONSTITUI ANATOCISMO VEDADO EM LEI.‖ (Aprovada em 30. em regra.11.10. JURISPRUDÊNCIA: A) Declarações de entes diversos sobre o mesmo bem. NAS AÇÕES EXPROPRIATÓRIAS. Espinheiro.Rua Buenos Aires.com.‖ (Aprovada em 06.05.10. CORRIGIDAS AMBAS MONETARIAMENTE.atfcursos.1984 e publicada no DJ de 29.br www.br SÚMULA Nº 12 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―EM DESAPROPRIAÇÃO. DECRETOS ESTADUAL E MUNICIPAL DECLARATÓRIOS DE UTILIDADE PÚBLICA DO MESMO IMÓVEL DE DOMÍNIO PRIVADO.238.1995 e publicada no DJ de 09. CORRIGIDAS MONETARIAMENTE.1994) J) Base de cálculo dos honorários advocatícios.1990 e publicada no DJ de 05.‖ (Aprovada em 17. SÃO CUMULÁVEIS JUROS COMPENSATÓRIOS E MORATÓRIOS.1984) SÚMULA Nº 141 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―OS HONORÁRIOS DE ADVOGADO EM DESAPROPRIAÇÃO DIRETA SÃO CALCULADOS SOBRE A DIFERENÇA ENTRE A INDENIZAÇÃO E A OFERTA. SÚMULA Nº 617 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ―A BASE DE CÁLCULO DOS HONORÁRIOS DE ADVOGADO EM DESAPROPRIAÇÃO É A DIFERENÇA ENTRE A OFERTA E A INDENIZAÇÃO.‖ (Aprovada na Sessão Plenária de 17. de 15 anos (artigo 1.‖ (Aprovada em 08. No Código Civil de 2002.com.1994) OBSERVAÇÃO: O entendimento consagrado nesta súmula toma por base o prazo previsto pelo Código Civil de 1916 para a aquisição da propriedade imóvel pelo usucapião extraordinário.1994 e publicada no DJ de 16. SÚMULA Nº 119 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―A AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA PRESCREVE EM VINTE ANOS.06. este prazo é.10.1990) SÚMULA Nº 102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ―A INCIDÊNCIA DOS JUROS MORATÓRIOS SOBRE OS COMPENSATÓRIOS.

cuja convocação. INSTAURAÇÃO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTROLE POLÍTICO. EM JUÍZO DE DELIBAÇÃO. A QUESTÃO DA DESAPROPRIAÇÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO REGULAR PROCEDIMENTO EXPROPRIATÓRIO. CRIAÇÃO DE RESERVA EXTRATIVISTA. 5º. promovida com o objetivo de suspender a realização de consulta pública. com o objetivo de criar unidade de conservação ambiental (reserva extrativista). NA ESPÉCIE. em caso de atos expropriatórios concorrentes e reciprocamente excludentes. À PRÉVIA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA DO CONGRESSO NACIONAL (DL Nº 3.04. DO ATO EXCEPCIONAL DE EXPROPRIAÇÃO FEDERAL DE BENS INTEGRANTES DO PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO ESTADUAL. PRECEDENTE DO STF. ART. incluindo o pagamento de indenização ao Estadomembro.340/2002.1987) B) Possibilidade de desapropriação. CF. C/C O DECRETO Nº 4. §2º. Necessidade de prévia autorização do Congresso Nacional. POSSIBILIDADE DO ATO EXPROPRIATÓRIO. DECISÃO: Trata-se de ―ação cautelar inominada‖. Observância do regular procedimento de desapropriação. NO ENTANTO. ART.Rua Buenos Aires. EXISTÊNCIA DE POTENCIAL CONFLITO FEDERATIVO. ART. pela alínea 'c'. CRITÉRIOS DE SUPERAÇÃO DESSE CONFLITO: CRITÉRIO DA PREPONDERÂNCIA DO INTERESSE E CRITÉRIO DA COLABORAÇÃO ENTRE AS PESSOAS POLÍTICAS. COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. 22. RECONHECIMENTO. INCLUSIVE COM O RECONHECIMENTO DO DEVER DA UNIÃO FEDERAL DE INDENIZAR O ESTADO-MEMBRO. com pedido de medida liminar. PELA UNIÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE CONSULTA PÚBLICA (LEI Nº 9. 2º. art. DOUTRINA. QUANTO À SUA EFETIVAÇÃO. Espinheiro. na hipótese de conflito entre a União e demais entes federativos no exercício da competência comum de preservação do meio ambiente (artigo 23.com. MEDIDA LIMINAR INDEFERIDA. DO CARÁTER MAIS ABRANGENTE DO INTERESSE DA UNIÃO FEDERAL. PELA UNIÃO FEDERAL. para 270 . SUJEITO.‖ (STF – Segunda Turma – RE 111. QUANDO NO EXERCÍCIO. EMENTA: DIREITO AMBIENTAL. PELO PODER LEGISLATIVO DA UNIÃO. CONFLITO ENTRE A UNIÃO FEDERAL E AS DEMAIS UNIDADES FEDERADAS. DE RESERVA EXTRATIVISTA EM ÁREA QUE COMPREENDE TERRAS PÚBLICAS PERTENCENTES A UM ESTADO-MEMBRO DA FEDERAÇÃO. como ente soberano.1987 – Acórdão publicado no DJ de 05. 1. PRECEDENTES. da CF). ajuizada pelo Estado de Roraima em face da União Federal e do IBAMA. 2º.atfcursos. INSTITUIÇÃO. b) Nessa hipótese. e do qual deriva a faculdade de desapropriar. RE não conhecido. § 2º). inciso VI. DE BENS INTEGRANTES DO DOMÍNIO PÚBLICO ESTADUAL. Preponderância do interesse nacional.com. pela União.06. III.365/41. de bens públicos estaduais.br a) O domínio eminente.entre os quais. 119. 80. DE SUA COMPETÊNCIA MATERIAL COMUM. DE SITUAÇÃO DE IRREVERSIBILIDADE DECORRENTE DA CONSULTA PÚBLICA CONVOCADA PELO IBAMA. ‗CAPUT‘). PRECEDENTES DO STF. a preferência do ato estadual deriva de interpretação e aplicação analógica da norma do art. EM TEMA AMBIENTAL. STF – AC-MC 1.985/2000. do Decreto-lei 3365/41. PROCEDIMENTO DE INSTITUIÇÃO DESSA UNIDADE DE USO SUSTENTÁVEL.br www. de caráter preparatório. o de propriedade . atributo originário da União. o poder do governo federal de legislar sobre desapropriações e tutelar os direitos individuais . CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. INOCORRÊNCIA.abonam a competência federal para dispor sobre a preferência do Estado ou do seu Município. AINDA.079 – Relator: Ministro Célio Borja – Sessão de julgamento ocorrida em 10.255/RR – RELATOR: MINISTRO CELSO DE MELLO. §§ 2º E 3º. Recife/PE.

ao irromperem no seio do Estado Federal.atfcursos. 24). ao ressaltar essa qualificada competência constitucional do Supremo Tribunal Federal. em nosso ordenamento jurídico.com. fundada na Lei nº 9. 09) – na mesma área sobre a qual incide ―a proposta de criação da Reserva Extrativista Baixo Rio Branco . I.Jauaperi‖ (fls. Não é por outro motivo que esta Suprema Corte tem advertido.com. Sabemos que essa regra de competência confere. com independência e imparcialidade. que não é qualquer causa que legitima a invocação do preceito constitucional referido. considerada a norma inscrita no art. advertindo. Sendo esse o contexto. ―f‖. desrespeita o direito de propriedade de Roraima sobre terras públicas estaduais (fls. 1992. sustenta que esse procedimento ofende o pacto federativo (fls. 08). 102. ou não. 22. tão-somente. o poder de dirimir as controvérsias. que. em campos opostos. mas. o Supremo tem um caráter nacional que o habilita a decidir. § 2º). da Carta Política restringe-se.br www. ―f‖. Saraiva). ―Comentários à Constituição Brasileira de 1988‖. Espinheiro. que. o pacto da Federação. O autor. 19). passo a examinar. exclusivamente. I. consoante alegação por este deduzida com apoio em certidão do registro imobiliário (fls. Esse entendimento jurisprudencial evidencia que a aplicabilidade da norma inscrita no art. 06/07). em tal condição institucional. 102. por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Pertencente embora à estrutura da União. as causas e conflitos de que sejam partes. ausente qualquer situação que introduza instabilidade no 271 . ―f‖. I. 21). Estado de Roraima. 102. 2/219-220.br os dias 17 e 24 de junho (fls. a esta Corte. perigosamente. culminam. vol. ao Supremo Tribunal Federal. Min. a União e qualquer dos Estados federados.‖ É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal. destina-se a compor fase do procedimento estatal de criação de Reserva Extrativista. enquanto entidade executora da política nacional do meio ambiente (fls. veio a proclamar que ―o dispositivo constitucional invocado visa a resguardar o equilíbrio federativo‖ (RTJ 81/330-331.Rua Buenos Aires. cuja lição. em sucessivas decisões (RTJ 81/675 – RTJ 95/485. àqueles litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege. 80. dentro de cujos limites situam-se terras públicas pertencentes ao autor. reserva extrativista e programa de manejo florestal em benefício da população ribeirinha‖ (fls. v.985/2000 (art. a posição eminente de Tribunal da Federação. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. XAVIER DE ALBUQUERQUE). acentua: ―Reponta aqui o papel do Supremo Tribunal Federal como órgão de equilíbrio do sistema federativo. o que – segundo alegado na petição inicial – vulnera a autonomia estadual (fls. se a presente causa inclui-se. transgride os limites da competência administrativa do IBAMA.g. aquelas controvérsias de que possam derivar situações caracterizadoras de conflito federativo (RTJ 132/109 – RTJ 132/120). da Constituição da República. atribuindo. na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal. por isso mesmo.). da Carta Política. 12/14) e compromete a execução de projetos que essa unidade da Federação instituiu – ―projetos de assentamento. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. Recife/PE. Daí a observação constante do magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. preliminarmente. 08/09). 09/11) e afeta o direito do Estado de Roraima ao seu próprio desenvolvimento (fls. Rel. ao interpretar a norma de competência inscrita no art.

O adimplemento desse encargo.. por nela vislumbrar a potencial ocorrência de conflito federativo. assentada a competência originária desta Suprema Corte para apreciar o litígio em questão.. além de impregnado de caráter eminentemente constitucional. agora.. o Distrito Federal e os Municípios dispõem de competência para adotar medidas tendentes a assegurar a proteção ambiental (JOSÉ AFONSO DA SILVA. Recife/PE. Doutrina. esse direito de titularidade coletiva e de caráter transindividual (RTJ 164/158-161). os Estados-membros. Pleno). 2004. na proteção desse bem essencial de uso comum das pessoas em geral. que é irrenunciável. a invocação desse postulado.O princípio do desenvolvimento sustentável. a especial obrigação de defender e preservar.. Pleno) 272 . a norma de competência que confere. Min. mesmo porque a preservação da integridade do meio ambiente – além de representar direito fundamental que assiste à generalidade das pessoas – traduz obrigação político-jurídica indeclinável que se impõe a todas as esferas de poder... A questão central suscitada nesta causa consiste em saber se a União Federal. . pois. a postulação cautelar deduzida. na presente sede processual. a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar a presente causa.. p.. no seio da coletividade.. pelo Estado de Roraima. o papel eminente de Tribunal da Federação (ACO 597-AgR/SC..com. ao Estado e à própria coletividade. Incumbe.. no entanto. no sistema constitucional brasileiro. como acima já enfatizado. 5ª ed. instituir reservas extrativistas em áreas que compreendem terras pertencentes a um determinado Estado-membro e nas quais tal unidade federada esteja a implantar e a desenvolver projetos da mesma natureza.com. que a todos se impõe.atfcursos...... Trata-se de um típico direito de terceira geração (ou de novíssima dimensão).. deixa de incidir.. na espécie.540-MC/DF... 75.. CELSO DE MELLO. Reconheço... ... a ser resguardado em favor das presentes e futuras gerações. pode.br www... ―Direito Ambiental Constitucional‖. a esta Suprema Corte. Malheiros). a uma condição inafastável.. representa a garantia de que não se instaurarão.. Rel. 02/19).. encontra suporte legitimador em compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro e representa fator de obtenção do justo equilíbrio entre as exigências da economia e as da ecologia. item n.. que assiste a todo o gênero humano (RTJ 158/205-206).. em benefício das presentes e futuras gerações. Espinheiro..... quando ocorrente situação de conflito entre valores constitucionais relevantes.. o que autoriza esta Suprema Corte a examinar o pedido liminar deduzido pelo Estado de Roraima (fls.. agindo por si ou por intermédio do IBAMA. subordinada.‖ (ADI 3.. que traduz bem de uso comum da generalidade das pessoas. ou não.br equilíbrio federativo ou que ocasione ruptura da harmonia que deve prevalecer nas relações entre as entidades integrantes do Estado Federal... CELSO DE MELLO. 80.Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.. na linha dos precedentes mencionados. Cumpre examinar. Min.....Rua Buenos Aires. Sabemos que... como esta Suprema Corte já teve o ensejo de reconhecer e proclamar: ―. os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao dever de solidariedade.. 8. ante a inocorrência dos seus pressupostos de atuação. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.. cuja observância não comprometa nem esvazie o conteúdo essencial de um dos mais significativos direitos fundamentais: o direito à preservação do meio ambiente. Rel.. a União.....

o conflito de atribuições será suscetível de resolução. p. mediante a técnica dos poderes enumerados e residuais. no exercício da competência material a que aludem os incisos VI e VII do art. Saraiva): ―Por vezes. pela União Federal. sob tal aspecto. ordinariamente. desde logo. na eventualidade de surgir conflito entre as pessoas políticas no desempenho de atribuições que lhes sejam comuns – como sucederia. Malheiros). que bem situa o exercício. pela aplicação do critério da preponderância do interesse. o que já foi materializado pela Lei 6. 10. tal situação de antagonismo resolver-se-á mediante aplicação do critério da preponderância do interesse e. considerada a repartição constitucional de competências em matéria ambiental. 23 da Constituição –. deve-se buscar. que. p. item n. que define.atfcursos. os interesses da União revestem-se de maior abrangência. Recife/PE. 7ª ed.Rua Buenos Aires. Desse modo. em preciso magistério. 2004. privilegiar a norma que atenda de forma mais efetiva ao interesse comum. ex.br www. item n. p.2.. conforme determina o já transcrito parágrafo único do art. cabe. o desempenho de um papel de alto relevo no plano da proteção ambiental e da utilização dos mecanismos inerentes ao fiel adimplemento de tal encargo constitucional. Cabe-lhe elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território (art. à União Federal. 4. portanto. valendo referir – como já assinalado – que. concorrendo projetos da União Federal e do Estado-membro visando à instituição.com. 80. e b) o critério da colaboração (cooperação) entre os entes da Federação. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. o douto magistério de JOSÉ AFONSO DA SILVA (―Direito Ambiental Constitucional‖. Assentadas tais premissas. CELSO ANTONIO PACHECO FIORILLO (―Curso de Direito Ambiental Brasileiro‖.br É certo que os limites de atuação normativa e administrativa das pessoas políticas que compõem a estrutura institucional da Federação brasileira (CF. A ela incumbe a Política geral do Meio Ambiente. Espinheiro. como regra. quando tal for possível. 21 a 24 da Lei Fundamental.‖ (grifei) Vê-se. ―caput‖) acham-se predeterminados no próprio texto da Constituição da República. o fato de a competência ser comum a todos os entes federados poderá tornar difícil a tarefa de discernir qual a norma administrativa mais adequada a uma determinada situação. 2006. de reserva extrativista. Expressivo.938. IX). 21. dentre as unidades de conservação que compõem o Sistema 273 . considerada a maior abrangência dos interesses por cuja defesa deve velar. Só nisso já se tem uma base sólida para o estabelecimento de planos nacionais e regionais de proteção ambiental. que. dos poderes que derivam de sua competência constitucional em tema de proteção ao meio ambiente: ―À União resta uma posição de supremacia no que tange à proteção ambiental.‖ (grifei) Isso significa que. 23. 79. tal como observa. como resulta claro do que dispõem os arts. a esfera de atribuições de cada uma das unidades integrantes do Estado Federal. pela utilização do critério da cooperação entre as entidades integrantes da Federação. art. 5ª ed. assinalando.com. Nesse contexto... 76. Os critérios que deverão ser verificados para tal análise são: a) o critério da preponderância do interesse. 18. examino o pleito cautelar deduzido pelo Estado de Roraima. caso inviável a colaboração entre tais pessoas políticas. de 1981. em determinada área.

de segurança e de defesa nacional nela compreendidas (Decreto nº 4. arts. de outro. ambos necessariamente compatíveis com o Plano de Manejo da unidade de conservação (Lei nº 9. em cujo Grupo se inclui. ―caput‖).. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. art. presente tal contexto.340/2002. item n. como ―uma área utilizada por populações extrativistas tradicionais.340/2002. IV). como estágios prévios. art. 5º. art. como categoria autônoma. e devendo estas ser incluídas nos limites da reserva extrativista projetada pela União Federal. seja precedida de autorização legislativa. 2003. A razão de ser dessa primazia expropriatória – que confere precedência à União Federal em face dos bens pertencentes às demais unidades federadas – justifica a legitimidade do ato excepcional da desapropriação que incide sobre o patrimônio imobiliário dos Estados-membros. 18. e as áreas sob domínio privado. que é o garante do equilíbrio da organização federativa). v. §§ 3º a 7º).‖. definida.365/41. a prévia obtenção de autorização legislativa a ser concedida pelo Congresso Nacional. 5º. ―Curso de Direito Administrativo‖. 745. ainda que o expropriado – atingido.com. 18. 22. 19.985/2000. art. Malheiros). pela legislação ambiental (Lei nº 9. de um lado. O processo de instituição da reserva extrativista – área que se qualifica como de domínio público. 2º. §§ 2º e 3º). notadamente aquela consistente na obrigação estatal de efetivar a justa indenização. e 23. 80. p. a Reserva Extrativista (―lex cit. em seu patrimônio. defender e manter tal unidade de conservação. art.‖.com. § 2º). o exercício do controle político sobre ato que se reveste de tão grave repercussão no plano do domínio patrimonial dos entes que compõem o Estado Federal brasileiro. da dimensão e dos limites mais adequados para a unidade‖ (Decreto nº 4. 2º.atfcursos. art. art. c/c o Decreto nº 4.985/2000.br www. art. art. estão as unidades de uso sustentável (Lei nº 9. e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade‖. 7º. em face do que dispõe a Lei Geral das Desapropriações (Decreto-lei nº 3. além da formalização de termo de compromisso. e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações. 274 . em ordem a preservar. ao Congresso Nacional (notadamente ao Senado Federal. dentre as quais destacam-se. complementarmente. com uso concedido às populações extrativistas tradicionais mediante contrato de concessão de direito real de uso. § 1º.br Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). As áreas públicas pertencentes aos Estados-membros (como sucede na espécie) e aos Municípios. Recife/PE. incisos XXII e XXIV). Tratando-se de áreas públicas pertencentes aos Estados-membros. por ato da própria União Federal – seja uma entidade integrante da Federação (RTJ 50/686 – RTJ 62/465 – RTJ 93/788. quando incluídas nos limites da reserva extrativista criada por ato federal. IV) – legitimará a imposição de proibições e a adoção de restrições e limitações administrativas previstas na legislação ambiental (Lei nº 9. Espinheiro. a esta impor-se-á. considerada a garantia a todos assegurada pela Constituição da República (CF. deverão ser objeto de regular processo expropriatório por parte da União Federal. II). Uma vez formalmente instituída a reserva extrativista.985/2000. recuperar. na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. 14.Rua Buenos Aires. art. 18. o ato de sua criação – além de indicar as atividades econômicas. 15ª ed.g. o que permitirá. 13) – compõe-se de diversas fases. cuja subsistência baseia-se no extrativismo e.985/2000.). a efetivação de estudos técnicos e a realização de consulta pública (―lex cit. ―caput‖). torna-se essencial – considerada a necessidade de preservação da harmonia nas relações institucionais entre as pessoas políticas integrantes da Federação – que a desapropriação. Não obstante a União Federal detenha primazia expropriatória sobre os bens dos Estadosmembros (CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO. sendo que esta tem por finalidade ―subsidiar a definição da localização.340/2002. para efeito de formalização da declaração expropriatória.

os interesses da União. p. ―A Desapropriação à Luz da Doutrina e da Jurisprudência‖. v. Min. ordinariamente. Rel.) O processo de criação e ampliação das unidades de conservação deve ser precedido da regulamentação da lei. para efeito da referida colaboração.5 e 3. IX. consoante se nos afigura. se e quando concorrerem. em face da alegada ocorrência de ―periculum in mora‖.g. itens ns. atualizada por Eurico de Andrade Azevedo. neste ponto. p. em tese. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. relativamente à mesma área. 657/658. 4ª ed. 2005. não vejo como acolher a pretendida suspensão cautelar da consulta pública em questão.. 2003. que dela unicamente exclui a instituição de Estação Ecológica ou de Reserva Biológica. de estudos técnicos e de consulta pública. 275 . porque o ato de criação da mencionada Reserva Extrativista Baixo Rio Branco Jauaperi dependerá de expropriação das terras públicas estaduais nela compreendidas (o que apenas se viabilizará mediante prévia autorização legislativa do Congresso Nacional). 21. O parecer emitido pelo Conselho Consultivo do Parque não pode substituir a consulta exigida na lei. 135/140. cuja realização – tratando-se de criação de unidade de conservação (como a Reserva Extrativista) –. RT. 22. cujas normas considerarão. 4. 311/312. 2000.. no entanto. 4ª ed.grifei) Observo. HELY LOPES MEIRELLES. 3. diz respeito à hierarquia de interesses. seja porque dela poderá resultar resposta negativa da população interessada. os Estados. item n.184/DF. Saraiva. precedência. ELLEN GRACIE. notadamente em face da norma de competência exclusiva inscrita no art. a possibilidade constitucional – sempre desejável – de cooperação entre a União. ante a extrema pertinência de suas observações. e assim sucessivamente. o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional (CF.‖ (MS 24.br www. cabendo referir também que o ato de instituição de tal unidade de conservação será passível. o douto magistério de LUCIA VALLE FIGUEIREDO (―Curso de Direito Administrativo‖. qual a explicação para essa ordem hierárquica? A explicação. em ordem a reconhecerse-lhe. por necessário. o Distrito Federal e os Municípios. ressalvada. art.atfcursos. 2000. § 2º). Na verdade.2.com. item n. 2. foi considerada imprescindível pelo Supremo Tribunal Federal: ―(.‖ (grifei) Isso tudo evidencia. além de constituir exigência imposta pelo ordenamento positivo (Lei nº 9. Espinheiro. item n. de espectro mais amplo. 80. seja. art. nos termos de lei complementar da própria União. O Conselho não tem poderes para representar a população local. Malheiros): ―Pergunta que se põe: se estamos diante de uma Federação e não há hierarquia entre os entes políticos. em caso de resposta afirmativa. em princípio. projetos federais e estaduais eventualmente conflitantes. cabendo referir.. ―Direito Administrativo‖. ainda. 23. da Constituição da República. Recife/PE.com. 8ª ed. que a realização da consulta pública não faz instaurar situação de irreversibilidade. 598..5.). p.1. Pleno .. parágrafo único). o caráter preponderante (porque mais abrangente) do interesse da União Federal em tema ambiental. Malheiros. 2. devem preferir aos interesses do Estado.br sem que tal procedimento represente ofensa ao estatuto constitucional da Federação (JOSÉ CARLOS DE MORAES SALLES..985/2000. 31ª ed.Rua Buenos Aires. DIOGENES GASPARINI. p. Délcio Balestero Aleixo e José Emmanuel Burle Filho.6. ―Direito Administrativo Brasileiro‖. Presentes as razões expostas.

16 de junho de 2006 (21:50h). a desapropriação pelo Estado prevalece sobre a do Município. não havendo reversão ascendente. 2º. essenciais e cumulativos –. MS 11. em se tratando do mesmo bem. finalmente. 2. e da possibilidade de lesão irreparável ou de difícil reparação (―periculum in mora‖). Doutrina e jurisprudência antigas e coerentes.665. 18). segundo o interesse de que cuida: o interesse nacional. A lei estabeleceu uma gradação de poder entre os sujeitos ativos da desapropriação. Cumpre relembrar. 80. Sem que concorram esses dois requisitos – que são necessários. Brasília. não se legitima a concessão da medida liminar. em conseqüência. dos Municípios. Ministro CELSO DE MELLO Relator (Decisão monocrática publicada no DJ de 22. nem os Municípios. Publique-se. 21/22). por oportuno. A União pode desapropriar bens dos Estados. Espinheiro.06. bens dos Estados ou da União. RE 111. Decreto-lei nº 3. prevalece sobre o regional. os Estados e o Distrito Federal não podem desapropriar bens da União.Rua Buenos Aires.com. DE BEM DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA FEDERAL QUE EXPLORA SERVIÇO PÚBLICO PRIVATIVO DA UNIÃO. de um lado.075. ligado ao Município. art. representado pela União. de outro.com. 1.br de invalidação por esta Suprema Corte.2006 – v.365/41.atfcursos. sempre com autorização legislativa específica.079. que o deferimento de medida liminar. ―DESAPROPRIAÇÃO.816/RJ – RELATOR: MINISTRO PAULO BROSSARD. somente se justificará em face de situações que se ajustem aos pressupostos da plausibilidade jurídica (―fumus boni juris‖). e em face das razões expostas. do Distrito Federal. § 2º. STF – PLENÁRIO – RE 172. RE 115. Recife/PE. e este sobre o local. indefiro o pedido de medida cautelar. dos Municípios e dos territórios e os Estados. se e quando julgada eventualmente procedente a ação principal a ser ajuizada pelo Estado de Roraima (fls.br www. 1.149. transcrição no Informativo nº 432) C) Desapropriação de bens pertencentes a empresas públicas e sociedades de economia mista criadas por ente federativo de maior hierarquia. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 276 . resultante do concreto exercício do poder cautelar geral outorgado aos juízes e Tribunais. 3. Sendo assim. as reuniões públicas que o IBAMA realizará nos próximos dias 17 e 24/06/2006 (fls. interpretado pelo Estado. em relação a bens particulares. de modo a prevalecer o ato da pessoa jurídica de mais alta categoria. Pelo mesmo princípio. POR ESTADO. e da União sobre a deste e daquele. Precedentes do STF: RE 20. mantendo-se.

como o próprio serviço de que esta investida. A norma do art. art. incumbida de explorar o serviço portuário em regime de exclusividade. § 1º. completa o disposto no § 1º. por concessão. 8. da CF. Espinheiro. Inexistência.03.1994) 2. fluviais e lacustres. Competindo a União. de modo que as entidades públicas que exercem ou venham a exercer atividade econômica não se beneficiem de tratamento privilegiado em relação a entidades privadas que se dediquem a atividade econômica na mesma área ou em área semelhante. § 1º.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 18. não seria razoável que imóvel de sociedade de economia mista federal. RE não conhecido. visa a assegurar a livre concorrência. 13. os portos marítimos. no caso. 11. Súmula 157 e Decreto-lei n. seu endereço é outro.atfcursos. não é estático. ―DESAPROPRIACAO. sociedade de economia mista federal que explora serviço público. ao prescrever que ‗as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos as do setor privado‘. DE IMÓVEL PERTENCENTE À REDE FERROVIÁRIA FEDERAL.365/41. O artigo 173. gozam de exclusividade. 6. e como tal está abrangido pela norma do parágrafo 3º do artigo 2º do Decreto-lei nº 3. 10.com. reservado a União. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. 12. Se o serviço de docas fosse confiado. 21. embora exercendo atividade econômica.com. a uma empresa privada. 173. Voto vencido. incumbida de executar serviço público da União. Não havendo dúvida de que o imóvel integra o patrimônio da União Federal.br 4. cuja duração e indeterminada. a sua desapropriação só é possível após a autorização do Presidente da República. e a serviço da sociedade.04. sociedade de economia mista federal. A Companhia Docas do Rio de Janeiro. Imóvel situado no cais do Rio de Janeiro se presume integrado no serviço portuário que. 9. concessão ou permissão. e só a ela. f. O disposto no § 2º. não tendo aplicação às sociedades de economia mista ou empresas públicas que. em regime de exclusividade.1988) 277 . de autorização legislativa.05. nada tem a ver com a desapropriabilidade ou indesapropriabilidade de bens de empresas públicas ou sociedades de economia mista.02. está caracterizada a natureza publica do serviço de docas. explorar diretamente ou mediante autorização. do mesmo art. Não se questiona se o Estado pode desapropriar bem de sociedade de economia mista federal que não esteja afeto ao serviço.Rua Buenos Aires. da Constituição aplica-se as entidades públicas que exercem atividade econômica em regime de concorrência. STF – SEGUNDA TURMA – RE 115.br www. com a redação dada pelo Decreto-lei nº 856/69. O dispositivo constitucional não alcança.665/MG – RELATOR: MINISTRO CARLOS MADEIRA. com maior razão. Recife/PE.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 09. XII. 173. 80. não merecesse tratamento legal semelhante. não pode ter bem desapropriado pelo Estado. 5.1994 – Acórdão publicado no DJ de 13. 856/69. de resto. POR MUNICÍPIO. seus bens não poderiam ser desapropriados por Estado sem autorização do Presidente da Republica.1988 – Acórdão publicado no DJ de 15. 7.

365/1941. introduzindo o artigo 15-A. 80.br 3.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. o que. e alterando a redação do parágrafo primeiro do artigo 27. . com seus parágrafos. Rp 826/MT (DJU de 14. o Tribunal julgou procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Governador do Distrito Federal para declarar a inconstitucionalidade do parágrafo único do art.‖ (STF – Plenário – ADI 969/DF – Relator: Ministro Joaquim Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 27. .5.365/41 e que a decisão políticoadministrativa de desapropriar um bem titularizado pelo particular é matéria de alçada do Poder Executivo. 1. 22.55).09. de 21 de junho de 1941.5. 313 da Lei Orgânica do Distrito Federal.com.Relevância da argüição de inconstitucionalidade da expressão ‗de até seis por cento ao ano‘ no ‗caput‘ do artigo 15-A em causa em face do enunciado da súmula 618 desta Corte.br www. Recife/PE. deve-se dar a ela interpretação conforme à Constituição. prosseguindo no julgamento. Informativo nº 442) E) Suspensão cautelar da eficácia do artigo 1º de medida provisória que modificou o Decreto-Lei nº 3. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 2. Precedentes citados: RE 24139/SP (DJU de 20.atfcursos. Entendeu-se que o dispositivo impugnado extrapola o procedimento previsto no Decreto-Lei 3. na parte que altera o Decreto-Lei nº 3. 278 . não ocorre. no caso.Esta Corte já firmou o entendimento de que é excepcional o controle judicial dos requisitos da urgência e da relevância de Medida Provisória. só sendo esse controle admitido quando a falta de um deles se apresente objetivamente.12.Ação direta de inconstitucionalidade. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. que dispõe que as desapropriações dependerão de prévia aprovação da Câmara Legislativa daquela unidade da federação.2006 .Rua Buenos Aires. mesmo que não sejam utilizados diretamente na prestação de serviço público. ―A Turma. Espinheiro.365. com fundamento em ofensa ao princípio constitucional da prévia e justa indenização.Relevância da argüição de inconstitucionalidade dos parágrafos 1º e 2º do mesmo artigo 15-A. para se ter como constitucional o entendimento de que essa base de cálculo será a diferença eventualmente apurada entre 80% do preço ofertado em juízo e o valor do bem fixado na sentença. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 214.2005). sem a prévia autorização do Presidente da República. II).Quanto à base de cálculo dos juros compensatórios contida também no ‗caput‘ desse artigo 15-A. . de 27 de setembro de 2000. ADI 106/RO (DJU de 9. EMENTA: ―.71). Artigo 1º da Medida Provisória nº 2.com.332/DF – RELATOR: MINISTRO MOREIRA ALVES.1999 – v. entendeu que o Município não pode desapropriar bens de propriedade de empresa pública federal. ―Por invasão da competência privativa da União para legislar sobre desapropriação (CF.10.878/SP – RELATOR: MINISTRO GARCIA VIEIRA.v. . Informativo nº 35) D) Declaração de inconstitucionalidade de dispositivo da Lei Orgânica do Distrito Federal que estabelece que as desapropriações dependem de prévia aprovação da Câmara Legislativa daquela unidade da federação: Usurpação da competência da União para legislar sobre desapropriação.027-43. art. para que não fira o princípio constitucional do prévio e justo preço.

Relevância da argüição de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 27 em sua nova redação.‘). portanto. Deferiu-se em parte o pedido de liminar. Recife/PE. no tocante à expressão ‗não podendo os honorários ultrapassar R$ 151. considerando que o expropriado só pode levantar de imediato 80% do preço ofertado em juízo e que os juros compensatórios remuneram o capital que o expropriado deixou de receber desde a perda da 279 . por maioria. 27. Nelson Jobim e Celso de Mello. . direta ou indireta. Quanto à parte final do mesmo art. fixado na sentença. por não admitirem a variação da taxa de juros compensatórios em função da maior ou menor utilização do imóvel. a contar da imissão na posse. por considerar juridicamente relevante a argüição de inconstitucionalidade fundada no Verbete 618 da Súmula do STF. à primeira vista. na desapropriação por necessidade ou utilidade pública e interesse social. de 21 de junho de 1941. que tem força de lei. introduzindo o art.027-43/2000. sendo possível que. na parte em que altera o DecretoLei 3.365. o Tribunal.000. uma vez que se trata da interpretação constitucional consagrada pelo STF. porquanto os juros compensatórios constituem o rendimento do capital que deveria ter sido pago desde a perda da posse do imóvel. 15-A e seus parágrafos e alterando a redação do § 1º do art. extraído da garantia constitucional da prévia e justa indenização [‗Na desapropriação. 15-A (‗No caso de imissão prévia na posse. e suas sucessivas reedições.A única conseqüência normativa relevante da remissão. no ‗caput‘ do artigo 15-A do Decreto-Lei nº 3. Ellen Gracie.365/41.br www. sejam estabelecidos novos parâmetros por medida provisória. a taxa dos juros compensatórios é de 12% (doze por cento) ao ano‘]. introduzido pelo artigo 1º da Medida Provisória nº 2.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 05. Considerou-se que.com.2004) TRECHOS DO INFORMATIVO Nº 240 DO STF.027-43. expressos em termos reais. em sede de medida liminar.com. para suspender. e. relator.OAB contra o art. 1º da MP 2.00 (cento e cinqüenta e um mil reais)‘. o Tribunal. por afrontar. para dar ao final desse ‗caput‘ interpretação conforme a Constituição no sentido de que a base de cálculo dos juros compensatórios será a diferença eventualmente apurada entre 80% do preço ofertado em juízo e o valor do bem fixado na sentença. a eficácia da expressão ‗de até seis por cento ao ano‘.00 (cento e cinqüenta e um mil reais)‘ do parágrafo 1º do artigo 27 em sua nova redação.04.É relevante a alegação de que a restrição decorrente do § 4º do mencionado artigo 15-A entra em choque com o princípio constitucional da garantia do justo preço na desapropriação. o princípio da prévia e justa indenização. suspendiam apenas o vocábulo ‗até‘. a existência de verbete da Súmula do STF em sentido contrário ao da medida provisória impugnada é fundamento relevante para a suspensão do ato provisório. em face de circunstâncias diversas. Vencidos em parte os Ministros Moreira Alves.atfcursos. havendo divergência entre o preço ofertado em juízo e o valor do bem. o que já foi decidido a respeito dessa taxa de juros.2001 – Acórdão publicado no DJ de 02. REFERENTES AO JULGAMENTO DESTA MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE ADI: ―Julgado o pedido de medida liminar em ação direta ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados . Espinheiro. deferiu a suspensão cautelar da expressão ‗de até seis por cento ao ano‘. por entenderem que a criação jurisprudencial firmada no Verbete 618 surgiu em decorrência de circunstâncias econômicas. feita pelo § 3º do aludido artigo 15-A está na fixação dos juros no percentual de 6% ao ano. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. e para suspender os parágrafos 1º e 2º e 4º do mesmo artigo 15-A e a expressão ‗não podendo os honorários ultrapassar R$ 151. de 27 de setembro de 2000. 80. incidirão juros compensatórios de até seis por cento ao ano sobre o valor da diferença eventualmente apurada. por maioria. 15-A. inclusive para fins de reforma agrária.09.Rua Buenos Aires.br . vedado o cálculo de juros compostos. Relativamente à primeira parte do art.000. .

observado o disposto no § 4 º do art. 80. apenas. a compensar a perda de renda comprovadamente sofrida pelo proprietário e que os mesmos não serão devidos quando o imóvel possuir graus de utilização da terra e de eficiência na exploração iguais a zero -. cujos cálculos devem ser verificados pelo juiz. por aparente ofensa ao princípio da prévia e justa indenização. que suspendiam a eficácia do preceito por entenderem que os juros compensatórios correspondem aos lucros cessantes.br www. À primeira vista. que fixa os juros no percentual de 6%. 20 do Código de Processo Civil. por maioria. em especial aqueles destinados à proteção ambiental. 15-A (‗Nas ações referidas no parágrafo anterior.que determinam que os juros compensatórios destinam-se. deferiu o pedido para suspender a eficácia do § 4º do aludido art. 280 . Prosseguindo no julgamento. Após. Recife/PE. não podendo os honorários ultrapassar R$ 151. Em seguida. deferiu a suspensão cautelar dos parágrafos 1º e 2º do mencionado art. No tocante ao § 3º do art. indiretamente. 15-A (‗O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. que indeferiam o pedido por ausência de plausibilidade jurídica da argüição de inconstitucionalidade. repercute no preço do imóvel se vendido após a desapropriação indireta. que integram a indenização. Vencidos os Ministros Ilmar Galvão e Sepúlveda Pertence. haja vista que tal norma. se não houve lucros. e. também em parte.atfcursos. qual seja. vencidos em parte os Ministros Moreira Alves.‘). ou não. o Tribunal. concedeu a liminar para dar ao final do art. por maioria. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.‖ F) Desapropriação e juros (compensatórios e moratórios). cuja suspensão cautelar já foi concedida. e Ellen Gracie. que serão fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferença.‘) por aparente ofensa à garantia da justa indenização. os Ministros Marco Aurélio e Ilmar Galvão. não será o Poder Público onerado por juros compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou posse titulada pelo autor da ação. deferiu a liminar para suspender. o Tribunal entendeu não haver razoabilidade na imposição de um valor absoluto para o limite dos honorários advocatícios. que indeferiam a liminar sob o fundamento de que não se considera. relator. 15-A . não há nada a compensar. a expressão que limita os honorários advocatícios nos casos de desapropriação em cento e cinqüenta e um mil reais [‗A sentença que fixar o valor da indenização quando este for superior ao preço oferecido condenará o desapropriante a pagar honorários do advogado. no § 1º do art.br posse. o Tribunal.00 ( cento e cinqüenta e um mil reais )‘]. incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença.000. o Tribunal indeferiu o pedido uma vez que esse dispositivo apenas faz remissão ao caput. para efeito de indenização por lucros cessantes. por maioria.com. o Tribunal. 27. Vencidos os Ministros Ilmar Galvão e Marco Aurélio que indeferiam o pedido por entenderem que. independentemente de o imóvel desapropriado produzir. 15-A interpretação conforme à CF no sentido de que a base de cálculo dos juros compensatórios será a diferença eventualmente apurada entre 80% do preço ofertado em juízo e o valor do bem fixado na sentença. os juros compensatórios relativos ao período anterior à aquisição do imóvel. renda. bem assim às ações que visem a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público. a impossibilidade de medida provisória dispor sobre matéria processual. tendo em conta a jurisprudência do STF no sentido de que os juros compensatórios são devidos.com.Rua Buenos Aires. Vencidos os Ministros Ilmar Galvão e Marco Aurélio. Espinheiro. que suspendiam o inteiro teor do dispositivo por fundamento diverso.

2. caput e § 3º e 15-B. o reconhecimento da propriedade do bem declarado de utilidade pública para realização de obras de duplicação da rodovia BR 101. JUROS COMPOSTOS. DESAPROPRIAÇÃO PARA CONSTRUÇÃO DE RODOVIA.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 716. Insistindo pela via especial. portanto. manteve a sua incidência na ordem de 12% (doze por cento) ao ano.577. com a edição da Medida Provisória n. 3. terra nua. Nas ações expropriatórias. juros compensatórios e honorários advocatícios. restou mantida a condenação em 5% (cinco por cento) do valor da diferença entre a quantia ofertada atualizada e o montante da condenação. mais despesas processuais e honorários advocatícios. em síntese. 201) 281 . e) quanto aos honorários advocatícios. Apelação adesiva pela parte adversa requerendo aumento do valor da indenização ou a anulação da sentença vergastada a fim de ser determinada nova perícia.com.09. No tocante aos juros moratórios.atfcursos. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. p. Inteligência da Súmula nº 102/STJ. INDENIZAÇÃO. aponta violação do art. c) quanto aos juros compensatórios. Cuidam os autos de ação de desapropriação ajuizada pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem . a partir da imissão na posse. julgado em 05.br ―ADMINISTRATIVO.577/97 (ADInMC 2. (c) afastar a utilização de juros compostos. Porém. Rel. pois tanto os expropriados quanto o expropriante não ventilaram tais benefícios em suas perícias. 1. e suas sucessivas reedições.2005. b) desconsiderou a fixação do valor das benfeitorias. (b) arbitrar os juros moratórios em 6% ao ano. Espinheiro.Rua Buenos Aires. Contra-razões apresentadas.com.021/SC – Relator: Ministro José Delgado – Sessão de julgamento ocorrida em 12. 70/STJ. Irresignado.332/DF. o autor interpôs apelação insurgindo-se contra os valores concedidos a título de benfeitorias. Para tanto. 15-A. ambos da MP nº 2. d) em relação aos juros moratórios. razão pela qual merece ser mantido o entendimento já pacificado pela Excelsa Corte no sentido de que ‗na desapropriação.365/41. a imissão na posse do imóvel e. conservou o percentual estabelecido de 6% (seis por cento) ao ano. é de que eles são devidos na desapropriação a partir do trânsito em julgado.183-56/2001. o ente estatal requer a reforma do entendimento da Corte a quo para: (a) reduzir os juros compensatórios (de 12% para 6% ao ano). a taxa dos juros compensatórios é de 12% (doze por cento) ao ano‘ (Súmula n.06. em respeito ao princípio da justa indenização consagrado na Súmula n. introduziu-se o artigo 15-B ao Decreto-lei n. prejudicada a aplicação dessa norma. Sentença julgou procedente o pedido para fixar o valor da indenização num valor intermediário em relação ao preço de mercado. corrigido monetariamente desde a data da avaliação e acrescidos de juros moratórios e compensatórios. Resta. 100 da Constituição‘. merecendo provimento o recurso especial neste ponto. no mérito. a incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios não constitui anatocismo vedado em lei. 1.DNER em desfavor de Rosa Curbani Dalçóquio e Outros objetivando. sendo cabível o valor intermediário auferido com base no preço médio do mercado para o valor da indenização da terra nua. O Supremo Tribunal Federal decidiu suspender a expressão ‗de até seis por cento‘ constante do artigo 1º da Medida Provisória nº 1. 618/STF). O TRF/4ª Região negou provimento às apelações nestes termos: a) não há qualquer irregularidade no laudo prestado pela perita judicial.br www. a partir de 1º de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito. Embargos declaratórios foram opostos e acolhidos para fins de prequestionamento. liminarmente. Moreira Alves. que passou a dispor que os juros moratórios serão devidos ‗a partir de 1º de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito. RECURSO ESPECIAL. no Município de Navegantes/SC. o posicionamento adotado nesta Corte Superior. 3. de 11 de junho de 1997. hipótese que se enquadra no caso em exame.2005 – Acórdão publicado no DJ de 13.05. incluídos a correção monetária e os juros moratórios e compensatórios. direta ou indireta. JUROS COMPENSATÓRIOS E MORATÓRIOS. juros moratórios. 4. nos termos do art. 80.2001). a partir do trânsito em julgado da decisão. Recife/PE.

―Trata-se de recurso remetido da Segunda Turma à Primeira Seção deste Superior Tribunal no qual a recorrente alega violação da MP n.924/DF – RELATOR: MINISTRO MARCO AURÉLIO. STJ –SEGUNDA TURMA – REsp 650. Espinheiro. não há como se aplicar a MP n. ―O Tribunal iniciou julgamento de mandado de segurança impetrado contra decreto do Presidente da República que implicara a declaração de interesse social para fins de reforma agrária de imóvel rural.atfcursos.727/TO – RELATOR: MINISTRO PEÇANHA MARTINS ―Atenta à jurisprudência consolidada no STJ e STF. 1. corresponda a um pequeno ou médio imóvel rural (Novo entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal). os juros compensatórios devem ser fixados à luz do princípio tempus regit actum. exclusivamente. 1.Rua Buenos Aires. no trato de desapropriação por interesse social para reforma agrária.2006 – v. esses calculados sobre a diferença entre o valor inicialmente depositado e o fixado na sentença. 1. A Seção. deu parcial provimento ao recurso ao entendimento de que. é aplicável tão-somente.02. AgRg no Ag 675. 15-A.365/1941.332-DF. 1. de grande imóvel rural integrante de acervo hereditário ainda não partilhado. Os impetrantes alegam a nulidade do decreto em face destas razões: a) 282 . Precedentes citados do STF: MC na ADI 2. a contar da imissão de posse. para fins de reforma agrária. a Turma. constante do art.com. DJ 30/9/2004. 2.577/1997 e suas sucessivas reedições. nos termos da jurisprudência predominante do STJ. com efeitos ex nunc. e REsp 591. mesmo que a fração que caiba a cada sucessor.332-DF. incidir os juros compensatórios independentemente da produtividade do imóvel. às situações ocorridas após a sua vigência. DJ 15/8/2005.04. do DL n. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. isso também no que diz respeito a percentual e base de cálculo. à taxa de 12% ao ano. Note-se não incidirem os juros compensatórios sobre os 20% que o expropriado não pôde levantar no ato da antecipada imissão na posse. DJ 2/4/2004. 3. STF – PLENÁRIO – MS 24. ao prosseguir o julgamento.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 04. Informativo nº 280) H) Possibilidade de desapropriação. após a partilha. do STJ: REsp 480. Assim.com. ao prosseguir o julgamento. que suspendeu.2006 – v. naquele caso de ajuizamento anterior. no período compreendido entre 21/8/2000 (data da imissão na posse) e 13/9/2001 (publicação do acórdão proferido pelo STF). Informativo nº 273) 2. DJ 14/3/2005.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 08.532-SP. DJ 13/9/2001. deixando de aplicar a incidência dos juros compensatórios no patamar de 6% ao ano. DJ 24/10/2005. os juros compensatórios devem ser fixados naquele limite. Suas reedições permanecem íntegras até a data da publicação do julgamento proferido na medida liminar concedida da ADIN n.656-PA.br G) Aplicação temporal do artigo 1º de medida provisória que modificou o DecretoLei nº 3.577/SP – RELATOR: MINISTRO CASTRO MEIRA.983-PB. Recife/PE. entendeu que. Ocorrida a imissão na posse do imóvel desapropriado após sua vigência. STJ – PRIMEIRA SEÇÃO – REsp 437. por maioria.br www.577/1997 e posteriores reedições à ação ajuizada antes de sua publicação (11/6/1997). no sentido de que a taxa de 6% ao ano.400-GO.365/1941. prevista na referida MP e suas reedições. 80. resta. a eficácia da expressão de até seis por cento ao ano. REsp 641. em ação expropriatória.

Marco Aurélio negou a juntada de petição apresentada pelos impetrantes. tal como prevista no art. depreender-se-ia já ter ocorrido nesta data a existência da transmissão da herança. por considerar que as mesmas demandam dilação probatória. Em seguida. O Min. o § 6º art. Espinheiro. 80. à espécie. inicialmente. 1. 6º). ressaltou que.504/64. Concluiu. devendo ser cadastrada a área que. o qual permanece uma única propriedade até a partilha. O Min.com. asseverou o relator descompasso de datas. Informativo 367. d) inobservância da Lei 9. por meio de decreto. já que o INCRA deixara de responder aos requerimentos feitos pelos impetrantes antes do decreto. 2º da Lei 8. serão consideradas como se divisão houvesse. Esclareceu. Salientou não ser aplicável.504/64 (‗§ 6º No caso de imóvel rural em comum por força de herança.784/99. Afastou as demais alegações dos impetrantes. levado a registro. em caso de reincidência. desde logo. o Min.2004 – v. para fins de reforma agrária.br www. razão por que não se pode tomar cada parte ideal como propriedade distinta. não servindo o procedimento previsto de parâmetro para o dimensionamento de imóveis rurais destinados à reforma agrária. imóvel rural — v. Após. que viera a falecer. tendo em conta a ocorrência de sucessão mortis causa e divisão de terras entre os herdeiros. concedeu a ordem para tornar insubsistente o decreto presidencial. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. para os fins dessa última lei. c) incidência do §6º do art. matéria afeta à Lei 8. 1. aos herdeiros legítimos e testamentários. já que considerada a propriedade como um todo.10.791 e seu parágrafo único. e. insubsistente o decreto. 1. § 2º). haja vista o esbulho ocorrido em data anterior à vistoria do imóvel. em voto-vista. incabível na via eleita. concluindo que a saisine somente torna múltipla a titularidade do imóvel. unidade que não pode ser afastada quando da apuração da área do imóvel para fins de reforma agrária. Marco Aurélio. Com base nisso.629/93.771/65. 46 do Estatuto da Terra (Lei 4.504/64).br incidência do §6º do art.‘). em razão do falecimento do sócio-proprietário do imóvel ser anterior à data de publicação do decreto impugnado. o que seria considerado somente no cálculo da produtividade do imóvel (Lei 8. portanto. sem dedução das áreas não aproveitáveis e da reserva legal (Lei 4. considerou o imóvel em questão uma grande propriedade rural improdutiva passível de desapropriação. pela legitimidade ativa da viúva e dos herdeiros e pela ilegitimidade da pessoa jurídica mencionada. sendo. na partilha. No que tange ao apontado erro de cálculo da área do imóvel. ou no dobro desse prazo. já que a expressão ‗para os fins desta Lei‘ nele contida teria o objetivo apenas de instrumentar o cálculo do coeficiente de progressividade do Imposto Territorial Rural – ITR. Eros Grau. art. Recife/PE.629/93. havendo de incidir o §6º do art. art. 46 da Lei 4. Em relação à transmissão mortis causa.‘). aditando o voto 283 .629/93. com isso. com a redação dada pela Medida Provisória 2.784 em conjunto com o disposto no art. o Min.Rua Buenos Aires.18356/2001 (‗§6º O imóvel rural de domínio público ou particular objeto de esbulho possessório ou invasão motivada por conflito agrário ou fundiário de caráter coletivo não será vistoriado. que no registro de imóveis consta como titular do bem em questão pessoa jurídica. porquanto indevidamente incluídas no cálculo do número de módulos fiscais áreas de preservação permanente e inaproveitável. relator. 16. Informativo 367) ―O Tribunal retomou julgamento de mandado de segurança impetrado contra ato do Presidente da República que. transferira o ativo e o passivo da sociedade a um dos sócios.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 28. e deverá ser apurada a responsabilidade civil e administrativa de quem concorra com qualquer ato omissivo ou comissivo que propicie o descumprimento dessas vedações. afirmou que. 46 da Lei 4. ambos do CC. a herança transmite-se. tendo sido aberto inventário pela viúva do mesmo. b) enquadramento da propriedade como média. tocaria a cada herdeiro e admitidos os demais dados médios verificados na área total do imóvel rural.784 do Código Civil (‗Aberta a sucessão. cujo distrato social.atfcursos. Quanto à invasão. Eros Grau pediu vista dos autos. declarara de interesse social. as partes ideais. para os fins desta Lei. deve ser levada em conta a área global. e tendo em conta o laudo técnico do INCRA. avaliado ou desapropriado nos dois anos seguintes à sua desocupação. no que foi acompanhado por unanimidade. Ressaltou a necessidade de se interpretar o art.com. o que inviabilizaria a oposição do esbulho à desapropriação. abriu divergência e indeferiu a segurança.‘).

185 da CF. é a de instrumentar o cálculo do coeficiente de progressividade do Imposto Territorial Rural .784 em conjunto com o disposto no art. sob a alegação de que este é explorado em condomínio. O Min. entendeu que. razão por que não se pode tomar cada parte ideal como propriedade distinta. a necessidade de se interpretar o art. acompanhou o voto do Min.6.05.629/93. manteve a concessão da ordem. cujas áreas não se qualificam. como grandes propriedades improdutivas passíveis de desapropriação . Gilmar Mendes. que somente o registro do imóvel no cartório competente prova a titularidade do domínio (art. Recife/PE. concedeu o writ. o que não efetuado no caso. Na sessão de 10. pediu vista dos autos a Min. ambos do CC. pediu vista dos autos o Min. dessa forma. matéria afeta à Lei 8. 46 da Lei 4.v. 252 da Lei 6.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 10. não servindo. no sentido de conceder a ordem. Salientou. ―O Tribunal retomou julgamento de mandado de segurança em que se pretende anular decreto expropriatório de imóvel rural. proveniente de sucessão mortis causa. uma única propriedade até a partilha. Eros Grau. reiterando os fundamentos que expôs por ocasião do julgamento do MS 22045/ES (DJU de 30. ainda. Acompanharam a divergência os Ministros Joaquim Barbosa. sendo.atfcursos.504/64 (Estatuto da Terra). Informativo 389. proveniente de sucessão mortis causa. Informativo 389) ―O Tribunal retomou julgamento de mandado de segurança em que se pretende anular decreto expropriatório de imóvel rural. Marco Aurélio. para fins de reforma agrária. Carlos Britto e Cezar Peluso. portanto.Rua Buenos Aires. STF – PLENÁRIO – MS 24.2005 – v. Tendo em conta precedentes da Corte no sentido de que. quanto à expressão ‗para os fins desta Lei‘. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. em votovista. o Min. Carlos Britto e Cezar Peluso. na redação conferida pela Lei 6. unidade que não pode ser afastada quando da apuração da área do imóvel para fins de reforma agrária. considerou inaplicável o § 6º do art. haja vista que a finalidade desse preceito. que se caracterizam como médias propriedades rurais. Marco Aurélio. Ellen Gracie.2005 – v.3. 1. na espécie. Nesta assentada. relator. de parâmetro para dimensionamento de imóveis rurais destinados à reforma agrária. constituído por diversas partes ideais. para denegar a ordem. cujas áreas não se qualificam. constituído por diversas partes ideais. Gilmar Mendes. posto que já iniciado o processo administrativo de desapropriação.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 25. as frações ideais atribuíveis a cada condômino são unidades autônomas. Informativos 367 e 379).015/73.791 e seu parágrafo único. 1. com o falecimento do proprietário. por fim. como grandes propriedades improdutivas passíveis de desapropriação.03. Informativo 391) 284 . no que foi acompanhado pelos Ministros Joaquim Barbosa. do ponto objetivo. insuscetíveis de desapropriação. 80. Após.2005 – v.216/75). 46 do Estatuto da Terra. relator. em voto-vista. Informativo 379) 2.06.br www.573/DF – RELATOR PARA ACÓRDÃO: MINISTRO EROS GRAU. concluindo que a saisine somente torna múltipla a titularidade do imóvel. Espinheiro. há divisão tácita da propriedade entre os herdeiros. a fim de evitar a solidariedade passiva dos condôminos no pagamento do tributo. sob a alegação de que este é explorado em condomínio. Após.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 09.2005. pediu vista dos autos o Min.com. individualmente. a despeito de não terem sido individualizadas no Sistema de Cadastro Nacional nem no respectivo Cartório de Registro de Imóveis. Ressaltou. de acordo com o inciso I do art. Reiterando os fundamentos que expôs em seu voto no julgamento do MS 24924/DF (v.com. divergiu. inexistindo qualquer elemento capaz de assegurar que o imóvel em questão seja um conjunto de médias propriedades rurais.br primitivo quanto a não se ter propriedade em razão dos módulos capaz de ensejar a reforma agrária.95). individualmente.ITR. Gilmar Mendes. o qual permanece. Após. o Min. nos termos do § 6º do art.

Recife/PE. preliminarmente. Informativo 431) I) Legitimidade ad causam do promitente-comprador de imóvel para impetrar mandado de segurança contra o Chefe do Poder Executivo do ente expropriante. ambos do CC. como grandes propriedades improdutivas passíveis de desapropriação — v. Salientou-se. 1. segundo as quais ambos foram notificados em tempo hábil a exercerem devidamente sua defesa e acompanhar os trabalhos da vistoria realizada.2006 – v. dessa forma. por entender que o impetrante. portanto. que somente o registro do imóvel no cartório competente prova a titularidade do domínio (art. 46 do Estatuto da Terra (Lei 4.com. constituído por diversas partes ideais. cujas áreas não se qualificavam.atfcursos. matéria afeta à Lei 8. Asseverou que. e não sua propriedade.015/73. o que não efetuado no caso. Celso de Mello e Ellen Gracie que. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos.com. negou provimento ao recurso. posto que já iniciado o processo administrativo de desapropriação.504/64). sendo. consistentes na falta de notificação do impetrante e da proprietária do imóvel. manteve a decisão agravada no sentido de não conhecer do mandamus. concluindo que a saisine somente torna múltipla a titularidade do imóvel. Ressaltou-se.417) confere ao promitente comprador apenas o direito real à aquisição do imóvel. quanto à expressão ‗para os fins desta Lei‘. proveniente de sucessão mortis causa. é a de instrumentar o cálculo do coeficiente de progressividade do Imposto Territorial Rural . não é parte legítima para defender. por meio de decreto. ―O Tribunal iniciou julgamento de agravo regimental em mandado de segurança impetrado contra ato do Presidente da República.216/75). o qual permanece. 1. porquanto as apontadas irregularidades. do ponto objetivo. se for o caso. por fim. não servindo.ITR. consideravam que.06. para fins de reforma agrária.908/DF – Relator: Ministro Joaquim Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 25. insuscetíveis de desapropriação.Rua Buenos Aires. O julgamento foi suspenso com o pedido de vista do Min.br ―Em conclusão de julgamento. por maioria.05. nos termos do § 6º do art. de parâmetro para dimensionamento de imóveis rurais destinados à reforma agrária.791 e seu parágrafo único. na espécie. Marco Aurélio.784 em conjunto com o disposto no art. Carlos Britto. Informativo 389) 285 . poderá haver. são afastadas pelas provas constantes dos autos. na redação conferida pela Lei 6. Vencidos os Ministros Gilmar Mendes. promitente comprador do imóvel em questão. que. a necessidade de se interpretar o art. mas não o direito de obstar diretamente o procedimento expropriatório. 1. em nome próprio. relator. inexistindo qualquer elemento capaz de assegurar ser o imóvel em questão um conjunto de médias propriedades rurais. Acrescentou que a alteração promovida no novo Código Civil (art. Leia a íntegra do voto-vencedor na Seção ‗Transcrições‘ deste Informativo. individualmente.2005 – v.‖ (STF – Plenário – MS-AgR 24. por parte do promitente comprador.629/93. na espécie. ainda. 80.br www. denegou mandado de segurança em que se pretendia anular decreto expropriatório de imóvel rural. haja vista que a finalidade desse preceito. em juízo. sob a alegação de que este seria explorado em condomínio. O Min. para fins de reforma agrária. o direito de sub-rogação no preço apurado com a desapropriação. há divisão tácita da propriedade entre os herdeiros. tendo em conta precedentes da Corte no sentido de que. imóvel rural. declarara de interesse social. 46 do Estatuto da Terra. Espinheiro. uma única propriedade até a partilha. 252 da Lei 6. Joaquim Barbosa. com fundamento em suposta ilegalidade do decreto expropriatório. propriedade que ainda não lhe pertence. o Tribunal. as frações ideais atribuíveis a cada condômino seriam unidades autônomas. No mérito. direito líquido e certo do impetrante. com o falecimento do proprietário.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 12. que se caracterizariam como médias propriedades rurais. Informativos 389 e 391. por não vislumbrar. Entendeu-se inaplicável o § 6º do art.

‘ (STF. Informativo 407) J) Retrocessão como direito real.Acórdão fundado na exegese do art.910/32 .571/ES.A retrocessão é um direito real do ex-proprietário de reaver o bem expropriado. forçoso concluir que a lei civil considera esse direito real. mas não preposto a finalidade pública (Celso Antônio Bandeira de Mello. DJU de 30/06/2004). 2. 5 . O Min.Direito de natureza real Aplicação do prazo previsto no art. Código Civil. ERE 104. 80. passa a ter direito real à aquisição do bem.DESVIO DE FINALIDADE PÚBLICA DE BEM DESAPROPRIADO .RE nº 99.483/MG. com o poder de seqüela que é próprio dos direitos dessa natureza. do cabimento de perdas e danos ao expropriados – Recursos extraordinários não conhecidos. o Tribunal proveu agravo regimental em mandado de segurança impetrado contra decreto do Presidente da República — que declarara de interesse social. Djaci Falcão.br ―Em conclusão de julgamento.2005 – v. Recife/PE. oponível erga omnes.atfcursos. Curso de Direito Administrativo.Consagrado no Código Civil. em consonância com doutrina e jurisprudência.RETROCESSÃO .Transitado em julgado o reconhecimento da impossibilidade de retrocessão do imóvel por já incorporado ao patrimônio público e cedido a terceiros. 177 do CC e não do qüinqüenal do De.10. 4 . o Supremo Tribunal Federal também assentou a natureza real da retrocessão: ‗DESAPROPRIAÇÃO . Espinheiro. 286 . a lei permite que a parte. para reconhecer a legitimidade do impetrante. 35 do Decreto 3365 revela inequívoca natureza infraconstitucional.Fluência a partir da data da transferência do imóvel ao domínio particular. imóvel rural —.Outrossim. Rel. promitente comprador do imóvel. que foi despojada do seu direito de propriedade.com. 1150 . o direito de vindicar a coisa. subjaz-lhe a ação de perdas e danos. razoável é o entendimento.‘ (STF . o promitente comprador. ―DIREITO ADMINISTRATIVO . mercê da análise da influência do Código Civil no desate da lide. Alienação do imóvel. Rel. diante da impossibilidade de fazê-lo (ad impossibilia nemo tenetur).com. Segunda Turma. Min. Rafael Mayer. Min. 3 .CONDENAÇÃO DO MUNICÍPIO À DEVOLUÇÃO DO BEM MEDIANTE O RESSARCIMENTO DA INDENIZAÇÃO RECEBIDA PELA EXPROPRIADA.‖ (STF – Plenário – MS-AgR 24. Perdas e danos. DJU de 02/12/83). Informativo 389. Franciulli Netto. possa reivindicá-lo e. A retrocessão é um instituto através do qual ao expropriado é lícito pleitear as conseqüências pelo fato de o imóvel não ter sido utilizado para os fins declarados na desapropriação. ou as conseqüentes perdas e danos.A jurisprudência desta Corte considera a retrocessão uma ação de natureza real (STJ: REsp nº 570. Nessas hipóteses. tanto à luz do novo Código Civil quanto da legislação civil a ele anterior. para fins de reforma agrária.908/DF – Relator: Ministro Joaquim Barbosa – Sessão de julgamento ocorrida em 27. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. tendo em vista que é um sucedâneo do direito à reivindicação em razão da subtração da propriedade e do desvio de finalidade na ação expropriatória.br www. DJU 10/04/87) 6 .Termo inicial . 20. 17ª edição. pg.591/RS. reajustou seu voto.RECURSO ESPECIAL . art. Responsabilidade solidária. Retrocessão. quando efetua o registro da promessa de compra e venda no Cartório de Registro de Imóveis. Rel. 1 . Min. Entendeu-se que.Prescrição .Retrocessão . para figurar no pólo ativo da demanda — v. 7 . Joaquim Barbosa.Rua Buenos Aires.O Supremo Tribunal Federal concluiu que: ‗Desapropriação. e não da desistência pelo Poder expropriante. 784). relator.

O artigo 1.In casu.atfcursos. FINALIDADE PÚBLICA ATINGIDA. 576).511/RJ – Relator: Ministro Luiz Fux – Sessão de julgamento ocorrida em 19. tanto pelo direito de saisine. 14 .634/RJ. 177 do Código Civil e não o qüinquenal. 16 . determinou que o imóvel retornasse ao domínio das apelantes. e. RECURSO ESPECIAL PROVIDO DESPROVIDO.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 623. o domínio e a posse da herança transmitem-se.A mesma exegese foi emprestada pelo e. Francisco Falcão.572 do Código Civil de 1916 dispõe que ‗aberta a sucessão. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. sendo certo que a regra é reiterada no Código Civil de 2002 que preceitua ‗aberta a sucessão. DESTINAÇÃO DIVERSA. Com efeito. os direitos reais e os pessoais. Min.2003).Recurso especial a que se nega provimento. mister concluir que os referidos dispositivos refletem o direito de aos sucessores com toda a propriedade. ora recorridas.591/RS. ‗não pode haver expropriação por interesse privado de pessoa física ou organização particular‘ (Hely Lopes Meirelles. DESAPROPRIAÇÃO. a posse.É cediço na doutrina que o Poder Público não deve desapropriar imóveis sem lhes destinar qualquer finalidade pública ou interesse social. INDENIZAÇÃO. a fortiori. CEP: 52180-020 Fones: 3221-0061 e 3221-3773 E-mail: atf@atfcursos. aos herdeiros legítimos e testamentários‘.O e. ainda ao enriquecimento particular dos eventuais detentores do Poder‘ (EDREsp 412.634/RJ. que em contrapartida devem restituir o valor da indenização recebida.910-32. depreende-se dos autos que não foi dada ao imóvel a finalidade prevista no decreto expropriatório. aos herdeiros legítimos e testamentários‘. 10 – É aplicável in casu o artigo 177 do CCB/16 que estabelece ser de 10 anos o prazo prescricional para as ações de natureza real. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE O DESVIO TENHA FAVORECIDO AO PARTICULAR. previsto no art. o saudável instituto da desapropriação pode servir de instrumentos a perseguições políticas e. têm legitimatio ad causam para ajuizar a ação. Rel. bem como pela natureza real da retrocessão. 9 . pois evita que o Administrador – abusando da desapropriação – locuplete-se ilicitamente às custas do proprietário. 11 . RETROCESSÃO. DJU de 16/05/86). 287 . DJ de 09. com a morte. Espinheiro. p. 12 .br www. ―CIVIL. estabelecido pelo Decreto nº 20. 80. transmitem-se aos herdeiros. conclui-se que os herdeiros. Rel. exigência constitucional para legitimar a desapropriação. Octavio Gallotti. Assim. afirmou que a obrigação de retroceder ‗homenageia a moralidade administrativa.Sob essa ótica.br 8 . Min. porquanto a propriedade fora cedida a terceiro para exploração de borracharia. Nesse contexto. saisine que prevê a transmissão automática dos direitos que compõem o patrimônio da herança 13 .Reconhecendo o v.com. Recife/PE. 15 . retroativos à data do seu recebimento.06.2005.Rua Buenos Aires.RE nº 104. p. a posse e a propriedade. (. 186) K) Impossibilidade de retrocessão na hipótese de “tredestinação lícita”. Supremo Tribunal Federal: ‗Retrocessão. a indenização também. a herança transmite-se. devidamente corrigido e com a incidência de juros moratórios.. porquanto não foi dada ao imóvel a destinação motivadora do decreto expropriatório. Aplica-se-lhe o prazo de prescrição de dez anos. acórdão recorrido que houve desvio de finalidade na desapropriação. Ministro Humberto Gomes de Barros no julgamento do REsp 412.com. RECURSO ESPECIAL. Direito Administrativo Brasileiro.06..05. STJ através da pena do Exmº Sr. desde logo. desde logo.2005 – Acórdão publicado no DJ de 06. Não fosse o dever de retroceder.)‘ (STF .

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1. Ação de retrocessão, com pedido alternativo de transformação em perdas e danos, movida contra o município de Cubatão, que desapropriou imóvel dos autores com a finalidade de implantação de um parque ecológico, mas celebrou contrato de concessão real de uso de imóvel que tem por objeto a construção de um centro de pesquisas ambientais, um pólo industrial metal-mecânico e um terminal intermodal de cargas rodoviário com estacionamento. Sentença julgando improcedentes os pedidos, por entender que, apesar da nova destinação, a mesma mantém o interesse público. Apelação dos autores improvida pelo TJ/SP, em razão da mantença do interesse público pela geração de empregos aos munícipes e facilitação do transporte de cargas na região, além do fato de a doutrina e a jurisprudência terem mitigado, ao longo do tempo, o conceito de desvio de finalidade para efeito de retrocessão e da cláusula expressa de renúncia ao direito de recompra. Recurso especial dos autores sustentando, em síntese, a ineficácia da renúncia de recompra ante as prescrições imperativas contidas na lei substantiva civil, bem como a falta de interesse público na nova destinação dos bens, caracterizando desvio de finalidade. Não foram apresentadas contra-razões. 2. Acerca da natureza jurídica da retrocessão temos três correntes principais: aquela que entende ser a retrocessão um direito real em face do direito constitucional de propriedade (CF, artigo 5º, XXII) que só poderá ser contestado para fins de desapropriação por utilidade pública CF, artigo 5º, XXIV. Uma outra, entende que o referido instituto é um direito pessoal de devolver o bem ao expropriado, em face do disposto no artigo 35 da Lei 3.365/41, que diz que ‗os bens incorporados ao patrimônio público não são objeto de reivindicação, devendo qualquer suposto direito do expropriado ser resolvido por perdas e danos.‘. Por derradeiro, temos os defensores da natureza mista da retrocessão (real e pessoal) em que o expropriado poderá requerer a preempção ou, caso isso seja inviável, a resolução em perdas e danos. 3. Esta Superior Corte de Justiça possui jurisprudência dominante no sentido de que não caber a retrocessão no caso de ter sido dada ao bem destinação diversa daquela que motivou a expropriação. 4. Ou autos revelam que a desapropriação foi realizada mediante escritura pública para o fim de implantação de um Parque Ecológico, o que traria diversos benefícios de natureza ambiental em face dos já tão conhecidos problemas relativos à poluição sofridos pela população daquela região. O imóvel objeto da expropriação foi afetado para instalação de um pólo industrial metal-mecânico, terminal intermodal de cargas rodoviário, um centro de pesquisas ambientais, um posto de abastecimento de combustíveis, um centro comercial com 32 módulos de 32 m cada, um estacionamento, restaurante/lanchonete. 5. Não demonstrado favorecimento a pessoas de direito privado: Finalidade Pública atingida. 6. Recurso improvido.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 710.065/SP – Relator: Ministro José Delgado – Sessão de julgamento ocorrida em 12.04.2005 – Acórdão publicado no DJ de 06.06.2005, p. 216)

L) Desapropriação indireta: Conceito.
―ADMINISTRATIVO. CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO MAR (DECRETO ESTADUAL 10.251/77). DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. PRESSUPOSTOS: APOSSAMENTO, AFETAÇÃO À UTILIZAÇÃO PÚBLICA, IRREVERSIBILIDADE. NÃO-CARACTERIZAÇÃO. 1. O depósito de multa por litigância de má-fé não é pressuposto de admissibilidade do recurso subseqüente, especialmente quando imposta contra a Fazenda Pública.

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2. A interposição de recurso incabível não se identifica, por si só, com litigância de má-fé ou com intuito protelatório. Num e noutro caso, para imposição de multa, é indispensável a agregação de causa específica. 3. A chamada ‗desapropriação indireta‘ é construção pretoriana criada para dirimir conflitos concretos entre o direito de propriedade e o princípio da função social das propriedades, nas hipóteses em que a Administração ocupa propriedade privada, sem observância de prévio processo de desapropriação, para implantar obra ou serviço público. 4. Para que se tenha por caracterizada situação que imponha ao particular a substituição da prestação específica (restituir a coisa vindicada) por prestação alternativa (indenizá-la em dinheiro), com a conseqüente transferência compulsória do domínio ao Estado, é preciso que se verifiquem, cumulativamente, as seguintes circunstâncias: (a) o apossamento do bem pelo Estado, sem prévia observância do devido processo de desapropriação; (b) a afetação do bem, isto é, sua destinação à utilização pública; e (c) a impossibilidade material da outorga da tutela específica ao proprietário, isto é, a irreversibilidade da situação fática resultante do indevido apossamento e da afetação. 5. No caso concreto, não está satisfeito qualquer dos requisitos acima aludidos, porque (a) a mera edição do Decreto 10.251/77 não configura tomada de posse, a qual pressupõe necessariamente a prática de atos materiais; (b) no plano jurídico-normativo, muito pouco foi inovado, com a edição do Decreto, em relação ao direito de propriedade da autora, cujo conteúdo era delimitado por normas constitucionais (arts. 5º, XXII e XXIII, 170 e 225) e pela legislação ordinária (Código Florestal, Lei de Parcelamento do Solo), tendo o citado Decreto apenas declarado de utilidade pública as áreas particulares compreendidas no Parque por ele criado, tornando-as passíveis de ulterior processo expropriatório — o qual, no entanto, no que se refere às terras da autora, jamais veio a se concretizar. 6. Não se pode, salvo em caso de fato consumado e irreversível, compelir o Estado a efetivar a desapropriação, se ele não a quer, pois se trata de ato informado pelos princípios da conveniência e da oportunidade. 7. Fica ressalvado à autora o direito de, em ação própria, pleitear do Estado de São Paulo indenização dos prejuízos reais e efetivos que porventura lhe tenham sido causados pela edição do Decreto 10.251/77, nomeadamente os que poderiam ter decorrido de novas ou indevidas limitações à sua propriedade, diversas ou maiores das que já existiam por força da legislação federal. 8. Recurso especial provido.‖ (STJ – Primeira Turma – REsp 442.774/SP - Relator: Ministro Teori Albino Zavascki – Sessão de julgamento ocorrida em 02.06.2005 – Acórdão publicado no DJ de 20.06.2005, p. 123)

M) Limitação administrativa e desapropriação indireta.
1. STJ – SEGUNDA TURMA – AgRg no REsp 146358/PR – RELATORA: MINISTRA ELIANA CALMON. ―ADMINISTRATIVO - AGRAVO REGIMENTAL - DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA - CRIAÇÃO DE PARQUES DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL - SERRA DO MAR – PARQUE DE MARUMBI PRECEDENTES. 1. A criação de parques de preservação ambiental devem respeitar o direito à propriedade.

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2. A limitação administrativa que impede o uso, gozo e disposição da totalidade de uma determinada área desnatura-se em uma verdadeira desapropriação indireta, diferentemente das limitações do Código Florestal, relacionadas às matas de preservação permanente. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 23.05.2000 – Acórdão publicado no DJ de 25.09.2000, p. 85) 2. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 317507 / SP – MINISTRO: FRANCIULLI NETO. ―RECURSO ESPECIAL. LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA. ÁREA METROPOLITANA. MUNICÍPIO DE GUARULHOS. INDENIZAÇÃO. VERIFICAÇÃO CASO A CASO. NECESSIDADE DE PROVA PERICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. MATÉRIA DE DIREITO. ADMISSIBILIDADE DE PROVA. A matéria está regularmente prequestionada pelo acórdão recorrido, que exarou seu posicionamento com clareza a respeito dos pontos submetidos à sua apreciação e contra os quais se insurge a recorrente. Não incide a vedação contida na Súmula 7 desta Corte Superior, pois, não pretende a recorrente discutir sobre elementos probatórios constantes dos autos, mas sim, dentre outros fundamentos, questionar a necessidade de produção de prova e a inviabilidade do julgamento antecipado da lide na hipótese, diante da natureza da controvérsia a ser dirimida. A presente controvérsia jamais poderia ser resolvida nos termos da regra que permite o julgamento antecipado da lide, pois que evidente a necessidade de dilação probatória. A jurisprudência pátria já pacificou o entendimento de que as limitações administrativas, quando demonstrada a existência de efetivo prejuízo, diante da vedação do uso, gozo e fruição da propriedade particular, constituem verdadeira desapropriação indireta. Para que se conclua pela existência – ou não – do prejuízo alegado pelos proprietários, é preciso apreciar as peculiaridades de cada caso concreto. Se, para se inferir se é devida a indenização, é necessária a avaliação de cada caso concreto, não é possível, sem elementos suficientes nos autos, conceder-se ou denegar-se o pedido. Recurso especial provido.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 16.05.2002 – Acórdão publicado no DJ de 31.03.2003, p. 192) 3. STJ – PRIMEIRA TURMA – REsp 435.128/SP – RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX. ―PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. TOMBAMENTO ÁREA DA SERRA DO MAR. LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. PATRIMÔNIO AMBIENTAL. LEGITIMAÇÃO PASSIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO. AÇÃO DE NATUREZA REAL. PRESCRIÇÃO VINTENÁRIA. SÚMULA Nº 119/STJ. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535, II DO CPC. DECISÃO EXTRA PETITA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA Nº 83/STJ. 1. Não caracterizada a omissão do acórdão recorrido, afasta-se a preliminar de nulidade com base na violação do artigo 535, II do CPC, porquanto o Tribunal a quo não só acolheu os embargos de declaração para declarar o acórdão, como o próprio aresto recorrido já havia

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enfrentado os pontos levantados como omissos, os quais diziam respeito às preliminares argüidas em contestação, reiteradas em agravo retido, analisado na oportunidade do julgamento da apelação. 2. A decisão não se revela extra petita, quando a legislação apontada no relatório foi indicada pelo Ministério Público, não tendo o condão de alterar a causa de pedir, nem de desviar o curso da demanda mercê de não ter sido demonstrado prejuízo para a defesa, eis que teve a oportunidade de se manifestar sobre o ponto. 3. A prescrição na desapropriação indireta é vintenária decorrente de tombamento de área ambiental em que se encontra o imóvel. Caracterização da natureza real da ação. Aplicação da Súmula 119/STJ. 4. Limitação administrativa. Consoante reiterada jurisprudência do STJ, a limitação gera obrigação de indenizar quando resulta em prejuízo para o proprietário. A verificação de prejuízo e de sua extensão é questão de prova, obstaculizada pela Súmula 7/STJ. Como soi ocorrer, em sede de Recurso Especial, averiguação sobre se as restrições efetivamente já existiam como também se as características topográficas do terreno tornaram antieconômica a exploração da floresta. 5. O dissídio jurisprudencial resta prejudicado, na hipótese do acórdão recorrido ter decidido na esteira da jurisprudência do STJ. Inteligência da Súmula 83/STJ. 6. Recurso especial conhecido, mas desprovido.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 11.02.2003 – Acórdão publicado no DJ de 19.05.2003, p. 130)

N) Prazo prescricional de pretensão indenizatória decorrente de desapropriação indireta.
1. STF – PLENÁRIO – ADI-MC 2.260/DF – RELATOR: MINISTRO MOREIRA ALVES. EMENTA: ―Ação direta de inconstitucionalidade com pedido de liminar. Artigo 1º da Medida Provisória 2.027-40, de 29 de junho de 2000, na parte que acrescenta parágrafo único ao artigo 10 do Decreto-Lei nº 3.365, de 11 de junho de 1941. - De há muito, a jurisprudência desta Corte afirmou que a ação de desapropriação indireta tem caráter real e não pessoal, traduzindo-se numa verdadeira expropriação às avessas, tendo o direito à indenização que daí nasce o mesmo fundamento da garantia constitucional da justa indenização nos casos de desapropriação regular. - Não tendo o dispositivo ora impugnado sequer criado uma modalidade de usucapião por ato ilícito com o prazo de cinco anos para, através dele, transcorrido esse prazo, atribuir o direito de propriedade ao Poder Público sobre a coisa de que ele se apossou administrativamente, é relevante o fundamento jurídico da presente argüição de inconstitucionalidade no sentido de que a prescrição extintiva, ora criada, da ação de indenização por desapropriação indireta fere a garantia constitucional da justa e prévia indenização, a qual se aplica tanto à desapropriação direta como à indireta. - Ocorrência, no caso, do requisito da conveniência para a concessão da liminar requerida. - Já com referência à parte final do dispositivo impugnado no que tange à ‗ação que vise a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público‘, não se configura a plausibilidade jurídica de sua argüição de inconstitucionalidade.

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Liminar que se defere em parte, para suspender, com eficácia ‗ex nunc‘ e até o julgamento final desta ação, as expressões ‗ação de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta, bem como‘ contidas no parágrafo único do artigo 10 do Decreto-Lei nº 3.365/1941, a ele acrescentado pelo artigo 1º da Medida Provisória nº 2.02740, de 29 de junho de 2000, e suas subseqüentes reedições.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 14.02.2001 – Acórdão publicado no DJ de 02.08.2002) TRECHO DO INFORMATIVO Nº 217 DO STF, REFERENTE AO JULGAMENTO DESTA MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE ADI: ―O Tribunal deferiu, em parte, medida cautelar requerida em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados Brasil para suspender, até decisão final, a expressão abaixo sublinhada, contida no parágrafo único do art. 10 do DL 3.365/41, na redação dada pela MP 2.027-40/2000, e suas subseqüentes reedições (‗Parágrafo único. Extingue-se em cinco anos o direito de propor ação de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta, bem como ação que vise a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público‘). O Tribunal entendeu, à primeira vista, que a redução do prazo prescricional para as ações de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta ofende a garantia constitucional da justa e prévia indenização em dinheiro (CF, art. 5º, XXIV). Vencido, em parte, o Min. Marco Aurélio, que deferia integralmente o pedido de medida cautelar.‖ 2. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 193.251/SP – RELATOR: MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. ―O Estado entendeu criar o parque ecológico da Serra do Mar, impondo, como consabido, restrições ao uso das propriedades particulares. Assim, por via oblíqua, assumiu o ônus de indenizá-las na mesma proporção das limitações. Isso posto, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, entendeu que a respectiva ação de desapropriação indireta tem prazo prescricional vintenário. A Min. Eliana Calmon, em seu voto-vista, aduziu que, na hipótese, o Estado, efetivamente, não retirou a posse da área do proprietário e que há que se analisar, caso a caso, se havia potencial econômico para exploração da terra que se tenha por inviabilizada. Entendeu, ainda, que a ação, na hipótese, assemelha-se à ação reivindicatória, de natureza real, daí o prazo prescricional de vinte anos. Precedentes citados do STF: RE 109.853SP, DJ 19/12/1991; RE 73.683-PR, DJ 26/4/1972, e RE 77.177-SP, DJ 11/12/1978.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07.02.2006 – v. Informativo nº 273) OBSERVAÇÃO: O entendimento adotado pela Segunda Turma do STJ neste caso se baseia no prazo previsto pelo Código Civil de 1916 para a aquisição da propriedade imóvel pelo usucapião extraordinário. No Código Civil de 2002, este prazo é, em regra, de 15 anos (artigo 1.238, caput).

O) Intervenção do Ministério Público no processo, na hipótese de desapropriação indireta.
1. STJ – PRIMEIRA TURMA – AgRg no Ag 493.584/SP – RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX.

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―PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO ESPECIAL. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA – MINISTÉRIO PÚBLICO - INTERVENÇÃO INEXISTÊNCIA DE INTERESSE PÚBLICO. 1. Nas ações de indenização por desapropriação indireta, não há interesse público a exigir a intervenção do Ministério Público, reclamando tão-somente a atuação dos procuradores das pessoas jurídicas de direito público. 2. A atuação do Ministério Público, como custos legis, legitima-se apenas na ação de desapropriação direta de imóvel rural para fins de reforma agrária, conforme estabelecido pelo art. 18, § 2º, da Lei Complementar nº 76/93, além das hipóteses abrangidas pelo art. 82 do CPC. 3. Inexistência de motivos suficientes para a alteração da decisão agravada. 4. Agravo Regimental desprovido.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 02.12.2003 – Acórdão publicado no DJ de 19.12.2003, p. 334) 2. STJ – SEGUNDA TURMA – REsp 652.621-RJ – RELATORA: MINISTRA ELIANA CALMON. ―Dada como inexistente a violação do art. 535 do CPC e o prequestionamento quanto ao art. 1º da LC n. 75/1993 e art. 1º da Lei n. 8.625/1993 porque o acórdão recorrido não tratou da indivisibilidade do MP. A Turma deu parcial provimento ao recurso para não se conhecer da apelação do MP. Reafirmou-se ser pacífico o entendimento neste Superior Tribunal de que não é obrigatória a intervenção do Ministério Público nas ações de desapropriação indireta, desde que não se trate de reforma agrária. Ressaltou a Min. Relatora que não procede a nulidade decretada pelo Tribunal a quo, pois é dispensável a intervenção do MP mesmo que ele tenha se manifestado sobre prova pericial na fase de conhecimento.‖ (Sessão de julgamento ocorrida em 07.06.2005 – v. Informativo nº 250)

P) Desapropriação por interesse social, mediante indenização prévia em dinheiro, quando inviável a desapropriação para fins de reforma agrária.
―Iniciado o julgamento de mandado de segurança impetrado por condômino de imóvel rural que era qualificado pelo INCRA como empresa rural, até ser invadido pelos chamados ‗semterra‘ (a partir desse momento os proprietários deixaram de desenvolver qualquer atividade econômica no imóvel, que, desse modo, passou a ser considerado ‗grande propriedade improdutiva‘, expondo-se à desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária). Depois dos votos dos Ministros Ilmar Galvão, relator, e Francisco Rezek - indeferindo o writ ao fundamento de que as alegações da impetrante exigiriam o exame de fatos, incabível em sede de mandado de segurança; e de que, ao contrário do alegado na impetração, o art. 186 da CF acha-se devidamente regulamentado pela L. 8629/93 - e dos Ministros Maurício Corrêa e Marco Aurélio, deferindo-o, pediu vista o Min. Carlos Velloso.‖ (STF – Plenário – MS 22.193/SP – Relator: Ministro Ilmar Galvão – Re