Sub-camada de Acesso ao Meio

Camada de Aplicação Camada de Transporte Camada de Rede Enlace de Dados Acesso ao Meio Camada Física
Meio Físico

Camada de Enlace de Dados

• Sub-camada de Acesso ao Meio
– parte da camada de enlace de dados responsável pelo controle de acesso ao canal de comunicação
• difusão, compartilhado ou de acesso aleatório • protocolo de acesso: define quem terá direito a utilizar o canal de comunicação

– presente nas redes locais – Problema:
• como alocar um canal de difusão único para vários usuários?

– Solução: Algoritmos de alocação
• alocação estática • alocação dinâmica

– MDF é a forma tradicional quando:
• existe um número pequeno de usuários e tráfego de cada usuário é pesado

– Em redes de computadores
• número de estações é grande e variável com o tempo • tráfego é do tipo rajada

• Premissas da Alocação Dinâmica
– Estações
• N estações independentes que geram quadros a serem transmitidos • estação fica bloqueada até terminar a transmissão do quadro • equivalentes (HW), podendo ter prioridades (SW)

– Canal de Comunicação único
• todas as estações compartilham o canal para TX e RX

– Colisões
• transmissão simultânea de 2 ou mais quadros por estações ≠s • estações são capazes de detectar colisões • quadros em colisão devem ser retransmitidos

– Política de transmissão de quadros
• a qualquer instante (tempo contínuo) • em momentos pré-determinados (tempo discreto)

– Detecção de portadora
• sem detecção • com detecção

– Sistema de contenção
• sistema no qual vários usuários compartilham um canal comum de tal forma que pode levar a conflitos.

• Protocolos de acesso múltiplo
– Aloha
• Princípio básico: transmita na hora que tiver dados a enviar • haverá colisões - retransmissões após tempo aleatório

– Slotted Aloha
• Tempo discretizado:
– dividir o tempo em intervalos, onde cada intervalo corresponde a um quadro. – transmissões só podem ocorrer no início dos intervalos.

• Uma estação é responsável pelo sincronismo

– CSMA (Carrier Sense Multiplo Access)
• • • • • • faz a detecção da portadora (alguém transmitindo?) estação “escuta” o canal antes de transmitir transmite quando o canal está livre se ocorrer colisão, espera um tempo aleatório e repete o processo tempo de propagação do meio influencia o desempenho do protocolo 3 tipos básicos
– CSMA 1-persistente, CSMA não-persistente e CSMA p-persistente

– CSMA 1-persistente
• se o canal está ocupado, espera até ficar livre

– CSMA não persistente
• quando o canal está ocupado, dá um atraso aleatório e tenta de novo

– CSMA p-persistente
• escuta canal livre: transmite c/ probabilidade p ou dá atraso aleatório c/ probabilidade q = (1-p), e repete o processo

– CSMA/CD
• estação detecta a colisão e interrompe a transmissão do quadro mais cedo • Tempo de espera para saber se houve colisão?
– 2 vezes o tempo de propagação – após este tempo não ocorrem colisões

• padrão adotado em redes locais Ethernet (IEEE 802.3)

– Protocolos de acesso para redes sem fio
• ambiente diferente
– computadores portáteis com comunicação sem fio com estações base – taxa típica de 1-2 Mbps – estações base ligadas entre si por uma rede de alta velocidade

• CSMA não funciona
– problema da estação escondida – problema da estação exposta

• MACA (Multiple Accesss with Collision Avoidance)
– TX avisa RX que pretende transmitir e espera resposta de RX – estações na vizinhança de RX e TX tomam conhecimento da futura transmissão e não transmitem de forma a evitar colisões – MACAW: versão melhorada do protocolo MACA

• Padrões IEEE para redes locais e metropolitanas
– IEEE 802
• conjunto de normas para redes locais e metropolitanas • Adotado por ANSI, ISO e NIST • É dividido em partes que são publicados como livros separados
– IEEE 802.1: introdução ao conjunto de padrões primitivas e interfaces – IEEE 802.2: Logical Link Control, descreve a parte superior de camada de enlace, comum a todos os padrões – IEEE 802.3: Rede em barramento CSMA/CD – IEEE 802.4: Rede em barramento com passagem de ficha – IEEE 802.5: Rede em anel com passagem de ficha – IEEE 802.6: Rede metropolitana (DQDB) – IEEE 802.11: Rede Local sem fio (Wireless LAN) – IEEE 802.16: Rede de Banda Larga sem fio (Broadband Wireless)

• IEEE 802.3
– padrão para rede local com CSMA/CD 1-persistente – baseado no padrão Ethernet proposto pela Xerox – Diferentes tipos de cabeamento
• atualmente usa-se par trançado e fibra ótica

– Codificação Manchester
• intervalo de duração do bit é dividido em 2 partes • bit 0: baixo/alto; bit 1: alto/baixo (sempre há transição no meio do intervalo)

– Quadro IEEE 802.3 (fig. 4-21)
• tamanho mínimo = 64 bytes (campo de PAD) • dados: tamanho máximo = 1500 bytes

– Colisão
• tempo dividido em intervalos de 51,2 µs • algoritmo “binary exponential backoff”
número de colisões 1 2 3 número de intervalos de espera 0..1 0..3 0..7 N 0..2N - 1

– Desempenho
• colisões x número de usuários → saturação

– Redes Comutadas
• comutador com várias interfaces e capacidade de entender o endereçamento e backplane de alta velocidade (1 Gbps)
– tipicamente de 4 a 32 cartões com 1 a 8 conectores por cartão

• permite operação full-duplex • reduz o número de colisões

– Desempenho em Redes Ethernet

• IEEE 802.3u (Fast Ethernet)
– Opera a 100 Mbps, compatível com Ethernet – Slot 10 vezes menor do que no Ethernet
• Como é possível detectar colisões durante a transmissão? • Topologia estrela com hub ou switch – cabo de 100 m (máximo) – diâmetro da rede reduzido por um fator de 10.

• IEEE 802.3z (Gigabit Ethernet)
– Opera a 1000 Mbps, compatível com Ethernet – Slot 100 vezes menor do que no Ethernet
• Como é possível detectar colisões durante a transmissão? • Topologia ponto-a-ponto

– Permite o uso de cabo de par trançado (100m – máximo)
• Não usa codificação Manchester – frequência da ordem de Ghz é muito alta para o par metálico • Usa 5 níveis de tensão e os 4 pares
– 00, 01, 10, 11, sinalização

• Frequência de 125 Mhz

• IEEE 802.4
– Rede em barramento com acesso por passagem de ficha (Token Bus) – Objetivos
• ter uma rede com comportamento determinístico (anel lógico) • topologia apropriada para ambientes industriais (barramento)

– Funcionamento
• Anel lógico estabelecido c/ base nos endereços das estações
– estação sucessora e predecessora

• Ficha: mensagem especial controla o direito de transmissão
– recebe ficha da predecessora (transmite) passa a ficha para sucessora

• Protocolo define regras para entrada e saída do anel lógico • Implementação complicada: muitas variáveis e temporizadores • permite a definição de prioridades diferentes para dados

• IEEE 802.5
– – – – – Rede em anel com acesso por passagem de ficha (Token Ring) Anel: conjunto de segmentos ponto a ponto padrão proposto pela IBM Ficha circula pelo anel quando não há transmissões Transmissão
• • • • estação retira a ficha do anel coloca seu quadro de dados restitui a ficha para o anel uma única estação transmite de cada vez
– anel de 1Mbps com 1 Km de comprimento e velocidade de propagação de 2/3 c, só pode conter 5 bits ao mesmo tempo.

– Remoção dos quadros de dados
• feita pela estação transmissora
– pode comparar bits recebidos com os transmitidos – confirmação pode ser feita no esquema de carona

– arquitetura não impõe um tamanho máximo para o quadro
• limitação é feita pelo tempo máximo de retenção da ficha

– suporta bem a variação de carga na rede – taxas: 1, 4 e 16 Mbps – Codificação Manchester Diferencial
• sempre há transição no meio do intervalo • bit 0: transição no início do intervalo; bit 1: sem transição no início do intervalo

• IEEE 802.6
– DQDB (Distributed Queue Dual Bus) – Padrão para redes metropolitanas – Topologia com barramento duplo, unidirecionais
• taxa de 44,736 Mbps e comprimento de até 160 Km • cada barramento possui um head-end que transmite continuamente uma célula de 53 bytes que sai na outra extremidade do barramento • cada célula possui um campo de 44 bytes de dados • existem dois bits usados para controle da transmissão
– busy - indica se a célula está com seu campo de dados ocupado – request - é setado quando uma estação deseja transmitir

– Método de acesso por reserva de slot de transmissão
• CSMA/CD não funcionaria

• IEEE 802.11
– Rede local sem fio – Objetivo: oferecer mobilidade – Diferentes camadas físicas
• 1, 11 e 54 Mbps

– Permite o funcionamento com ou sem estação base – Ambiente não permite o uso de CSMA
• Compartilhamento do meio é parcial • Problema da estação exposta e estação escondida

– Protocolo de acesso similar ao MACA (Multiple Access with Colision Avoidance)

– Meio sem fio possui alta taxa de erro
• Probabilidade de erro depende do tamanho do quadro

– Sinalização para utilização com e/ou sem estação base

– Quadro IEEE 802.11
• Endereços para estação móvel e estação base

• IEEE 802.16
– Rede de banda larga sem fio – Objetivo: prover links de alta velocidade ponto-a-ponto – Diferentes camadas física permitindo taxas diferentes
• 50, 100 ou 150 Mbps

– Banda passante pode ser negociada
• Duplexação – multiplexação entre os dois sentidos • Taxas diferentes nos dois sentidos

– Quadro IEEE 802.16
• Permite criptografia na camada de enlace • CRC para dados é opcional • Quadros de sinalização para negociação de banda passante

• Redes Bluetooth (IEEE 802.15)
– Rede de pequeno alcance
• Interconexão de periféricos (Slave) a um controlador (Master)

– Tecnologia usando infravermelho ou micro-ondas (2,4 GHz)

– Overhead muito grande

• IEEE 802.2
– LLC (Logical Link Control) - provê as funções de controle de erro e controle de fluxo – esconde as diferenças dos protocolos MAC padrões 802, oferecendo formato único e mesma interface para a camada de rede – diferentes formatos de quadros de dados e de controle são utilizados em função do tipo de serviço

• Pontes (Bridges)
– Função: fazer conexão de LANs com padrões diferentes – pontes operam na camada de enlace
• não tratam pacotes da camada de rede

– Utilização
• interconexão entre LANs de departamentos que foram projetadas independentemente • fazer interconexão de LANs separadas por questões físicas • fazer interconexão de LANs que foram divididas por questões de carga, desempenho, etc. • funcionar como dispositivo de segurança, filtrando tráfego sensível entre estações

– Pontes do padrão 802.x para o padrão 802.y
• formato do quadro, velocidade da rede e tamanho do quadro.

• Pontes (Bridges)

• Redes Locais Virtuais (VLAN)
– Permite a organização lógica de máquinas em uma mesma rede local ou em redes locais diferentes – Os switches devem ser capazes de identificar a que redes lógicas as máquinas nele conectadas pertencem

– Permite o uso com redes legadas sem capacidade de VLANs

– Extensão do formato IEEE 802.3 (IEEE802.1Q)